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5UNIDADE I Conceitos e Definições Sobre Gestão de Pessoas 
1. DA ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS À GESTÃO COM PESSOAS
A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos. 
Nossa inteligência, empedernidos e cruéis. 
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. 
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; 
mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura! 
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido.
Charlie Chaplin
Para que possamos compreender a evolução do conceito de Recursos Humanos 
nas organizações, antes é preciso relembrar um breve histórico sobre a evolução do próprio 
trabalho humano nos últimos séculos. 
A transformação mais impactante no modo de trabalho da civilização humana se 
dá a partir da Revolução Industrial que tem início a partir da segunda metade do século 
XVII e que de forma rápida, desloca o trabalho agrícola, manual e artesanal para o trabalho 
tecnicista e mecanizado das fábricas. 
De acordo com Alvin Toffler em seu livro: “A terceira onda”, após a primeira onda 
de mudanças desencadeada na era agrícola, ingressamos no que ele chama na segunda 
onda que teve início com a Revolução Industrial (século XVIII). Neste momento temos a 
concretização da sociedade de consumo.
6UNIDADE I Conceitos e Definições Sobre Gestão de Pessoas 
A sociedade da segunda onda, baseada no consumo e nos meios de comunicação 
de massa, teve seu auge no século XX. Após a 2ª Guerra Mundial o mundo ocidental vive 
uma grande expansão econômica e o Marketing moderno, como conhecemos hoje, emerge 
nesse contexto e contribui para o esse novo tempo.
A introdução do computador, o jato comercial, a internet e tantas outras inovações 
de alto impacto, marcam definitivamente o surgimento da terceira onda, a sociedade da 
informação. O quadro abaixo demonstra essa evolução:
Características 
Chave 
Sociedade Agrícola Sociedade 
Industrial 
Sociedade da 
Informação 
1. Período de 
tempo 
10.000 anos 200 anos 
(Inglaterra - 1750) 
1955 (Começou 
nos EUA) 
2. Recurso Básico Alimentar Energia Informação 
3. Mão de obra 
principal 
Fazendeiros Trabalhadores de 
fábricas 
Trabalhadores da 
Informação 
4 Instituição social Fazenda Fábricas, 
siderúrgicas 
Pesquisa e 
Universidades 
5. Tecnologia 
básica 
Trabalho Manual Máquinas a vapor Computação e 
eletrônica 
Natureza da 
Comunicação 
Mídia impressa Rádio, Cinema e 
Televisão. 
Mídia Interativa, 
redes sociais 
Fonte: GALINDO (2012 apud ROGERS 1986) 
A partir do exposto acima, nota-se que a evolução técnico-científica contribuiu signi-
ficativamente para o estabelecimento da grande indústria e do poderio econômico daqueles 
que possuíam os meios de produção. 
Para Chiavenato (2016) foi a partir desse marco que grande parte da sociedade 
deixou de ser exclusivamente manual e passou a ser maquinaria, de forma que as pessoas 
com condições financeiras adquiriam as máquinas e se tornavam detentoras dos meios 
de produção, e aqueles que não possuíam condições econômicas tinham de vender muito 
barato sua força de trabalho para os donos das máquinas. 
Segundo Pacheco (2009, p. 13) o crescimento no número de indústrias foi signi-
ficativo, pois “o volume de produção vindo das fábricas era muito maior que o volume da 
produção manual, e por isso, rapidamente o trabalho manual perdeu forças e deu espaço 
aos trabalhos de fábrica”.
Então, fica evidente a transformação que a Revolução Industrial trouxe no de-
senrolar do trabalho humano, pois modificou o mercado na época e, consequen-
temente, as empresas começavam a delinear seus formatos direcionando-os 
assim para novas perspectivas e um constante crescimento. Essa transformação 
influenciou os modelos administrativos (PACHECO, 2009, p. 13).
7UNIDADE I Conceitos e Definições Sobre Gestão de Pessoas 
Após o forte impacto da Revolução Industrial que provocou inúmeros conflitos e 
disputas entre os grandes empregadores e os trabalhadores das fábricas que reivindicavam 
condições dignas de trabalho e remuneração, surge uma ruptura nas formas de trabalho 
desenvolvidas pelas pessoas, o que provoca as primeiras observações com relação às 
pessoas no ambiente de trabalho. 
Peter Drucker, considerado pai dos estudos da administração moderna, define 
esse período de mudanças nas relações de trabalho como “divórcio entre quem produz 
e os meios de produção”. Verifica-se a desintegração do saber, das especialidades do 
operário, ou seja, o trabalho, inicialmente executado por um único homem, e dividido em 
suas partes componentes.
Segundo Pacheco (2006), neste período também surge a divisão do trabalho, restrin-
gindo a mão-de-obra dos trabalhadores em setores e linhas de produção de forma mecânica 
e repetitiva, o que gerou ganhos significativos de produtividade. “O grande desafio foi tornar 
uma mão de obra que antes era artesanal que controlava seu processo de trabalho, em um 
trabalhador obediente, cumpridor de ordens e horários” (PACHECO, 2009, p. 13).
Para doutrinar os trabalhadores das fábricas, se intensificaram as atividades de 
supervisão, registro e controle da produção. Novos processos de divisão metódica do tra-
balho, foi imposto ao trabalhador tornar-se apenas uma parte de várias etapas de produção, 
prejudicando suas capacidades de compreensão do todo e limitando a própria condição 
humana (PACHECO, 2009, p. 13).
Portanto, os gestores da época estavam bastante preocupados com a melhoria da efi-
ciência das empresas, para isso desenvolveu-se a ORT (Organização Racional do Trabalho), 
que favoreceu o desenvolvimento da acumulação de capital segundo novas modalidades, ou 
seja, a produção em massa, a dominação do capital sobre o processo de trabalho.
1.1 Taylorismo 
Segundo Batista (2006), o Taylorismo foi um dos primeiros estudos que tinha como 
objetivo criar novos processos de reorganização da forma como se realiza o trabalho. O 
desenvolvimento dessa teoria que é até hoje amplamente aplicada foi proposta pelo enge-
nheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor.
De acordo com Batista (2006), Taylor propôs uma abordagem considerada meca-
nicista por evidenciar mais os aspectos técnicos do que humanos. Uma visão justificada 
até pelo fato de ser engenheiro e que refletia e brilhava aos olhos dos empresários. Sua 
teoria da máquina tinha como preceito a superespecialização do operário, o que isolava e 
robotizava o ser humano que tornava-se mais uma peça do maquinário industrial. 
8UNIDADE I Conceitos e Definições Sobre Gestão de Pessoas 
A preocupação de Taylor também era o desperdício. As normas, princípios e 
leis “científicas” da administração do trabalho taylorista visaram, sobretudo, 
a exploração do trabalho em seu limite máximo, daí o estudo minucioso do 
tempo e movimentos, sendo um dos pontos fundamentais a separação entre 
os momentos de planejamento e execução do trabalho. Vale destacar pontos 
fortemente evidenciados em “Princípios da Administração Científica”, como 
substituição dos métodos empíricos por métodos científicos e cronometriza-
ção das tarefas, ao lado da divisão do trabalho intelectual e trabalho mecâni-
co segundo critérios de inferioridade mental (BATISTA, 2006, p. 5).
Nesse sentido, o Taylorismo estabeleceu uma nova relação entre o capital e o 
trabalho, que colocava à participação dos recursos humanos em processos estabelecidos 
para diminuir os custos e aumentar a produtividade. “Para isso era necessário que as orga-
nizações tivessem total controle das atividades desenvolvidas nos procedimentos adotados 
no trabalho, com sequência e tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício 
operacional” (BATISTA, 2006, p. 6).
Nesse momento, surge a figura do supervisor funcional, que estabelecia e fisca-
lizava parâmetros em todas as fases de um trabalho, verificando se as operações foram 
executadas em conformidade com as instruções, que eram sistematicamente e frequente-
mente transmitidas atodos os operários.
Taylor incluiu ainda um sistema de remuneração por quantidade (ou por peça) 
fabricada, que servia de estímulo e competição entre os funcionários, fazendo com que 
aumentassem seu esforço. O objetivo era maximizar significativamente a eficiência e pro-
dutividade da organização. 
1.2 Fordismo
No início do século XX a indústria automobilística de Henry Ford sistematizou o 
trabalho mecanizado via esteira de montagem. De acordo com Batista (2006, p. 3) com 
a padronização de poucos modelos Ford customizou a produção de carros em série, e 
que, após a Segunda Guerra, pode abastecer o consumo de massa. Para subordinar a 
força de trabalho ao ritmo extenuante da produção Ford organizou a produção a partir 
de uma nova lógica. 
Para Batista (2006), o fordismo revolucionou a indústria automobilística, quando 
Ford introduziu a primeira linha de montagem automatizada. Os veículos eram montados em 
esteiras rolantes, que se movimentavam enquanto o operário ficava praticamente parado. 
9UNIDADE I Conceitos e Definições Sobre Gestão de Pessoas 
REFLITA
Características do Fordismo
● Redução de custos na linha de produção;
● Aperfeiçoamento da linha de montagem do produto;
● Pouca qualificação dos operários;
● Divisão das funções de trabalho;
● Repetitividade do trabalho;
● Trabalho em cadeia;
● Trabalho contínuo;
● Especialização técnica de cada operário de acordo com sua função;
● Produção de produtos em massa, ou seja, em grandes quantidades;
● Grande investimento em máquinas e instalações nas fábricas;
● Uso de máquinas operadas pelo homem no processo de produção.
Fonte: Significados.com.br
Disponível em: https://www.significados.com.br/fordismo/
Segundo Batista (2006, p. 5) o modelo de produção em massa de Ford foi univer-
salizado e combinado com as técnicas de administração científica de Taylor, “ao passo 
que foram ampliados diversos direitos sociais, o que suavizou temporariamente o conflito 
inerente à relação capital-trabalho até a crise de seu padrão de acumulação”. 
O Estado arrecadava os impostos e assegurava certos direitos trabalhistas, o 
patronato se comprometia com o pagamento dos altos salários inspirados no 
modelo produtivo de Ford e os trabalhadores suportavam as formas fordistas-
-tayloristas de exploração do trabalho (BATISTA, 2006, p. 5).
Ford tinha obsessão pela redução de custo e para isso buscava eliminar qualquer 
“movimento inútil” em sua linha de montagem: o objeto de trabalho era entregue ao operário, 
em vez de ele ir buscá-lo. Desta forma não era necessária quase nenhuma qualificação dos 
trabalhadores. Cada operário realizava apenas uma operação simples ou uma pequena 
etapa da produção. 
10UNIDADE I Conceitos e Definições Sobre Gestão de Pessoas 
SAIBA MAIS
Toyotismo: o chamado Toyotismo foi o modelo de configuração da produção industrial 
que predominou sobre o Fordismo e o Taylorismo a partir das décadas de 1970 e 1980, 
quando surgiu uma crescente demanda de produtos mais personalizados, tecnológicos, 
com melhor qualidade e performance no mercado de consumo.
A principal característica do Sistema Toyota de Produção, criado e desenvolvido pela 
empresa japonesa produtora de automóveis Toyota Motor, foi a eliminação do desper-
dício, criando uma produção mais “enxuta”, no lugar da desenfreada massificação do 
produto feito no fordismo.
Fonte: Significados.com.br
Disponível em: https://www.significados.com.br/fordismo/
Podemos compreender, que nesse período desumano da revolução industrial, ba-
seado na linha de produção, colocava o trabalhador em segundo plano, pois suas habilida-
des físicas e intelectuais foram restringidas uma função mecanicista, precária e repetitiva.

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