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Módulo 1
No meio de uma avenida movimentada de uma cidade de São Paulo, rodeados por ônibus, caminhões, motocicletas e veículos de passeio, será que nos damos conta da grandeza do mundo que nos cerca? De que mundo estamos falando? Do mundo da indústria automobilística!
São diversos tipos de veículos, de diferentes marcas, com peças produzidas por diversos fabricantes, montadoras e encarroçadoras.
O processo para que o veículo fique pronto está organizado em linhas de montagem, com etapas de produção dos seus componentes. Nessas etapas, determinadas estruturas recebem o número de identificação antes de serem colocadas no veículo, que depois será vistoriado por você!
Neste módulo, você vai conhecer as etapas da linha de montagem de um veículo, como ele deve ser registrado e quais são os dados cadastrais para que ele possa ser comercializado.
O vistoriador deve estar sempre atento ao contexto temporal das normas, uma vez que mesmo aquelas que foram revogadas podem desempenhar um papel relevante em situações ocorridas durante sua vigência. No decorrer do processo de vistoria, é frequentemente necessário consultar a regulamentação em vigor no período de fabricação do veículo, assegurando, assim, uma avaliação precisa e alinhada aos requisitos aplicáveis naquela época específica. 
Conhecendo veículos 
Para entender o que é e como se dá a vistoria veicular, é preciso saber em detalhes o que compõe o objeto da vistoria, isto é, o veículo.
Ao final deste conteúdo, você deve saber responder às seguintes questões:
	Como um veículo é produzido?
	O que dá autenticidade às partes de um veículo?
	Qual é a finalidade da vistoria veicular? 
Linha de montagem
Veículos são fabricados pela indústria automotiva, que é composta por fabricantes, montadoras e encarroçadoras nacionais e importadas.
Todo veículo depende de autorização para produção e circulação, seguindo normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), no qual será exigido o Certificado de Capacitação Técnica (CCT).
Depois da aprovação pelos órgãos competentes, Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) fornece o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT). 
Os fabricantes são responsáveis pela produção de determinadas peças, como o motor. As montadoras, por sua vez, recebem os componentes de fornecedores externos; algumas também são fábricas e recebem de fora apenas parte das peças; outras são exclusivamente montadoras e não produzem nenhum componente. As encarroçadoras são responsáveis pela produção de carrocerias, ou seja, da estrutura do veículo destinada a carregar carga ou passageiros.
O nome “linha de montagem” chama a atenção para o fato de que há muitas peças produzidas por fornecedores externos à montadora.
Estas são etapas de produção de alguns dos principais componentes:
	estamparia;
	estruturação;
	funilaria;
	pintura;
	portas;
	montagem;
	veículo pronto. 
Entenda cada uma dessas etapas:
EstampariaTambém chamada de estampagem, essa é a etapa em que uma bobina de aço é transformada (por meio de prensas e recortes) até assumir determinada forma. Essa forma é especificada pelo modelo do veículo que será produzido. Nos veículos com carroceria tipo monobloco, o assoalho é estampado com o restante da lataria.
EstruturaçãoNessa etapa, a carroceria começa a ser construída. A parte dianteira recebe a etiqueta de produção com identificação de um novo automóvel, e as partes laterais são soldadas e coladas ao assoalho. A maior parte das soldas é feita por robôs – cabe aos operários fazer a inspeção visual dos pontos de solda. Ao final da estruturação da carroceria, ela recebe um número identificador, que é o número do chassi.
FunilariaEssa etapa serve para ajustar pequenas imperfeições. São testadas as aberturas das portas laterais, do capô e do porta-malas. Os operários verificam todas as junções.
PinturaA pintura conta com várias fases, desde o pré-tratamento, passando pelo anticorrosivo, até a aplicação de primer e o lixamento, que preparam a superfície para receber a coloração em spray. A aplicação de verniz também faz parte da etapa de pintura.
PortasAs portas são retiradas da carroceria após a pintura, para que sejam instalados os vidros e a parte elétrica. Elas são recolocadas no carro manualmente, depois da montagem das partes internas do veículo, como bancos e painel.
MontagemNa montagem são colocados todos os componentes: mais de três mil peças, como carpetes, limpadores e equipamentos elétricos, entre outras. Depois de testado, o motor é colocado na carroceria, já com o número de identificação gravado no bloco e, dependendo do modelo/versão, acompanhado de uma etiqueta de identificação. Ele é instalado com o sistema de transmissão. As rodas e os pneus são colocados por último, com o carro levantado.
Veículo prontoJá com o Número de Identificação Veicular (NIV) ou Vehicle Identification Number (VIN), o veículo é abastecido e sai para um teste de cerca de 20 km. São testadas as partes mecânica e elétrica: aceleração, freios, ruídos e itens de segurança. Essa testagem é feita por amostragem.
Saiba MaisPara entender mais sobre linha de montagem de veículos, leia:
	“Como funciona uma linha de montagem de automóveis?” (disponível em: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/como-funciona-uma-linha-de-montagem-de-automoveis/; acesso em: 1º nov. 2023).
	“Da prancheta à sua garagem – a saga de um carro” (disponível em: https://educacaoautomotiva.com/2017/11/19/a-saga-de-um-carro/; acesso em: 1º nov. 2023).
	“Tire dúvidas sobre a carroceria do veículo” (disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1176309-9658,00-TIRE+DUVIDAS+SOBRE+A+CARROCERIA+DO+VEICULO.html; acesso em: 1º nov. 2023). 
As etapas de produção e montagem acontecem de acordo com as especificidades dos diferentes tipos de veículos:
	automóvel;
	caminhão;
	caminhão-trator;
	caminhonete;
	camioneta;
	ciclomotor;
	micro-ônibus;
	motocicleta; 
	motoneta;
	motocasa;
	ônibus;
	quadriciclo;
	reboque;
	semirreboque;
	triciclo;
	utilitário. 
A identificação das partes agregadas do veículo é feita de maneira diferente, com técnicas diversificadas e em momentos distintos da fabricação ou montagem.
Saiba MaisNo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os veículos são classificados de acordo com a tração, a espécie e a categoria. A classificação atualizada dos veículos é regulamentada pela Resolução Contran nº 916/22. Essa resolução também dispõe sobre a concessão de código de marca/modelo/versão, bem como sobre a permissão de modificações em veículos previstas nos Arts. 98 e 106 da Lei nº 9.503/97, que institui o CTB.
DicaOs vistoriadores devem conhecer detalhadamente o veículo sob inspeção. Isso inclui não apenas a familiaridade com as peças e seus nomes, mas também com a localização dessas peças. Além disso, devem estar preparados para inspecionar veículos de uma vasta gama de tipos, marcas e períodos de produção, cada um com suas particularidades.
Esse conhecimento é essencial para identificar corretamente as características e possíveis problemas de cada veículo.
Informações cadastrais do veículo
A autenticidade de um veículo se dá a partir das emissões e dos registros do fabricante para o seu concessionário vendedor, na Base de Índice Nacional (BIN) interligada ao sistema Renavam, instituído pela Portaria Denatran nº 3/86.
Esse registro, conhecido como pré-cadastro, é de responsabilidade de fabricante, montadora, encarroçadora (para os veículos fabricados no Brasil) e/ou importadora. Nos casos de importação independente, o pré-cadastro é realizado pela Receita Federal na Senatran.
O fabricante completa o pré-cadastro do veículo com a informação do CNPJ da concessionária revendedora e insere no Renavam os dados do veículo e de sua montagem.
A concessionária (ou empresa de revendaautorizada pelo fabricante) faz a comercialização final com o cidadão, que apresenta a uma unidade de atendimento as notas fiscais da montadora e da concessionária.
Também devem ser registradas no Renavam quaisquer alterações documentais ou de características do veículo, inclusive transferência de propriedade e notificações de furto ou roubo.
Portanto, o que confere autenticidade ao veículo é a sua conformidade com as informações registradas no Renavam.
Confira a seguir um exemplo de cadastro do veículo no Renavam. 
O que deve ser vistoriado? 
Como o próprio nome diz, a vistoria veicular se destina a verificar a identificação dos dados numéricos ou alfanuméricos gravados ou inseridos na parte estrutural do veículo e em seus componentes.
Os dispositivos que identificam um veículo estão declarados no CTB, Cap. IX, Seção III.
Identificação do veículo
“Art. 114 O veículo será identificado obrigatoriamente por caracteres gravados no chassi ou no monobloco, reproduzidos em outras partes, conforme dispuser o Contran.
§ 1º A gravação será realizada pelo fabricante ou montador, de modo a identificar o veículo, seu fabricante e as suas características, além do ano de fabricação, que não poderá ser alterado.
§ 2º As regravações, quando necessárias, dependerão de prévia autorização da autoridade executiva de trânsito e somente serão processadas por estabelecimento por ela credenciado, mediante a comprovação de propriedade do veículo, mantida a mesma identificação anterior, inclusive o ano de fabricação. 
§ 3º Nenhum proprietário poderá, sem prévia permissão da autoridade executiva de trânsito, fazer, ou ordenar que se façam, modificações da identificação de seu veículo.
Art. 115 O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteira e traseira, sendo esta lacrada em sua estrutura, obedecidas as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran.
§ 1º Os caracteres das placas serão individualizados para cada veículo e o acompanharão até a baixa do registro, sendo vedado seu reaproveitamento.
§ 2º As placas com as cores verde e amarela da Bandeira Nacional serão usadas somente pelos veículos de representação pessoal do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, do Presidente e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos Ministros de Estado, do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República. 
§ 3º Os veículos de representação dos Presidentes dos Tribunais Federais, dos Governadores, Prefeitos, Secretários Estaduais e Municipais, dos Presidentes das Assembleias Legislativas, das Câmaras Municipais, dos Presidentes dos Tribunais Estaduais e do Distrito Federal, e do respectivo chefe do Ministério Público e ainda dos Oficiais Generais das Forças Armadas terão placas especiais, de acordo com os modelos estabelecidos pelo Contran.
§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública, dispensados o licenciamento e o emplacamento. (Redação dada pela Lei nº 13.154, de 2015.)
§ 4º-A Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em cadastro específico do Ministério da Agricultura e Pecuária, acessível aos componentes do Sistema Nacional de Trânsito. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023.)
§ 5º O disposto neste artigo não se aplica aos veículos de uso bélico.
§ 6º Os veículos de duas ou três rodas são dispensados da placa dianteira.
§ 7º Excepcionalmente, mediante autorização específica e fundamentada das respectivas corregedorias e com a devida comunicação aos órgãos de trânsito competentes, os veículos utilizados por membros do Poder Judiciário e do Ministério Público que exerçam competência ou atribuição criminal poderão temporariamente ter placas especiais, de forma a impedir a identificação de seus usuários específicos, na forma de regulamento a ser emitido, conjuntamente, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). (Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012.) 
§ 8º Os veículos artesanais utilizados para trabalho agrícola (jericos), para efeito do registro de que trata o § 4º-A, ficam dispensados da exigência prevista no Art. 106. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015.)
§ 9º As placas que possuírem tecnologia que permita a identificação do veículo ao qual estão atreladas são dispensadas da utilização do lacre previsto no caput, na forma a ser regulamentada pelo Contran. (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016.) 
§ 10 O Contran estabelecerá os meios técnicos, de uso obrigatório, para garantir a identificação dos veículos que transitarem por rodovias e vias urbanas com cobrança de uso pelo sistema de livre passagem. (Incluído pela Lei nº 14.157, de 2021.)
Art. 116 Os veículos de propriedade da União, dos Estados e do Distrito Federal, devidamente registrados e licenciados, ou aqueles sob posse dos órgãos de segurança pública, somente quando estritamente usados em serviço reservado de caráter policial, poderão usar placas particulares, obedecidos os critérios e os limites estabelecidos pela legislação que regula o uso de veículo oficial. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023.)
Parágrafo único. As placas a que se refere o caput deste artigo serão concedidas mediante solicitação aos órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal e serão vinculadas ao órgão de segurança pública solicitante. (Redação dada pela Lei nº 14.599, de 2023.)
Art. 117 Os veículos de transporte de carga e os coletivos de passageiros deverão conter, em local facilmente visível, a inscrição indicativa de sua tara, do peso bruto total (PBT), do peso bruto total combinado (PBTC) ou capacidade máxima de tração (CMT) e de sua lotação, vedado o uso em desacordo com sua classificação.” 
O CTB estabelece que o número do chassi seja reproduzido em outras partes do veículo, ou seja, carroceria, plaquetas, etiquetas, vidros, placas e agregados, como motor, caixa de câmbio, eixo etc., além das placas do veículo. Isso significa que a atividade de vistoria muda de acordo com a marca e o modelo do veículo, mas sua finalidade é sempre conferir a autenticidade do veículo (de todas as suas partes agregadas) e da documentação.
Além da autenticidade da identificação do veículo, a Resolução Contran nº 941/22 e suas alterações posteriores estabelecem que a vistoria de identificação veicular tem como objetivo verificar:
I – a autenticidade da identificação do veículo e da sua documentação;
II – a legitimidade da propriedade;
III – se o veículo dispõe dos equipamentos obrigatórios e se eles estão funcionais;
IV – se as características originais do veículo e de seus agregados foram modificadas e, caso constatada alguma alteração, se ela foi autorizada e regularizada e se consta no prontuário do veículo na repartição de trânsito. 
Entende-se, portanto, que a vistoria verifica tanto as condições gerais do veículo – de conservação e segurança – quanto as características originais, os equipamentos obrigatórios e a documentação.
Os próximos módulos do curso abordarão esses assuntos com mais detalhes. 
AtençãoA Resolução Contran nº 977/22 altera a Resolução Contran nº 941/22, que estabelece procedimentos para o exercício da atividade de vistoria de identificação veicular a ser realizada pelos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, habilitada para a prestação dos serviços de vistoria veicular.
Clique aqui e confira as alterações.
Agora é com vocêLeia a afirmativa a seguir:
De acordo com o CTB, o veículo será identificado obrigatoriamente por caracteres gravados no chassi ou no monobloco, reproduzidos em outras partes, conforme dispusero Contran.
Essa afirmativa é verdadeira ou falsa?
Verdadeira
Quando a vistoria é necessária?
A vistoria, na forma como é executada atualmente, é uma competência dos órgãos executivos de trânsito, prevista no Art. 22 do CTB:
“Art. 22 Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição:
[...]
III – vistoriar, inspecionar as condições de segurança veicular, registrar, emplacar e licenciar veículos, com a expedição dos Certificados de Registro de Veículo e de Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão máximo executivo de trânsito da União. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020.)” 
Atualmente, a atividade de vistoria é regulamentada pela Resolução Contran nº 941/22 e suas alterações posteriores e, no Estado de São Paulo, também pelas Portarias Detran-SP nº 68/17 (alterada pelas Portarias Detran-SP  nº 168/20 e nº 189/20).
Nesses documentos normativos, está explícito que as vistorias podem ser realizadas por Empresas Credenciadas de Vistoria Veicular (ECV), que devem emitir um laudo de conformidade do veículo.
A vistoria em ECV ocorre quando há transferência de veículo para outro Município ou Estado, transferência de propriedade, emissão de segunda via de Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e), alteração de dados e alteração de características. Nesses casos, deve ser verificado pela ECV:
I – características físicas de identificação do veículo, equipamentos e seus agregados;
II – autenticidade da identificação do veículo e da sua documentação;
III – legitimidade da propriedade;
IV – se o veículo dispõe dos equipamentos obrigatórios e se eles estão funcionais;
V – se as características originais do veículo e de seus agregados foram modificadas e, caso constatada alguma alteração, se ela foi autorizada e regularizada e se consta no prontuário do veículo na repartição de trânsito.  
A EVC deve emitir um laudo em que conste se o veículo foi aprovado, aprovado com apontamento ou reprovado.
Quando o laudo da ECV indicar reprovação por inconsistência com os dados constantes na base de dados estadual ou nacional, o veículo deve ser submetido à vistoria no Detran-SP.
A vistoria também deve ser realizada por vistoriadores do Detran-SP se houver qualquer suspeita de adulteração, nos casos que passaram por alteração nos identificadores do veículo e de seus agregados (como remarcação de chassi, gravação ou regravação do número do motor), nos casos de alteração de características de veículo 0 km e em situações de custódia de pátio oficial (veículo apreendido em ação de fiscalização ou por determinação de autoridade de trânsito) ou ação judicial.
Agora é com vocêLeia a afirmativa a seguir:
A vistoria deve ser realizada por vistoriadores do Detran-SP se houver qualquer suspeita de adulteração, bem como em caso de remarcação de chassi ou de regularização.
Essa afirmativa é verdadeira ou falsa?
Verdadeira
Os vistoriadores devem estar atualizados em relação a leis, resoluções, portarias, comunicados e demais documentos que regulamentem a atividade de vistoria, de forma a garantir que a inspeção atenda a todas as exigências legais e normativas. 
Papel, perfil e função do vistoriador 
Sabendo quais são as atividades da vistoria, você consegue entender com mais clareza qual é o papel do vistoriador e por que essa função é tão importante para o Detran-SP?
Assista ao vídeo a seguir, com Gleice Reis, Diretora Técnica do Núcleo de Formação de Funcionários e Parceiros da EPT, sobre o papel, o perfil e a função do vistoriador.
O vistoriador é o profissional que avalia visualmente os documentos, as gravações do chassi e as condições de conservação do veículo, bem como atesta que o veículo tem condições de trafegar nas vias públicas, ou seja, o vistoriador é o representante do Detran-SP ante sua atribuição declarada no Art. 22 do CTB: 
“Art. 22 Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição:
[...]
III – vistoriar, inspecionar as condições de segurança veicular, registrar, emplacar e licenciar veículos, com a expedição dos Certificados de Registro de Veículo e de Licenciamento Anual, mediante delegação do órgão máximo executivo de trânsito da União. (Redação dada pela Lei nº 14.071, de 2020.)”  
Para o exercício dessa atividade dentro do órgão de trânsito, é importante que o vistoriador seja:
	conhecedor do assunto;
	minucioso;
	comprometido;
	responsável;
	disciplinado. 
AtençãoServidor é a pessoa legalmente investida em cargo público, e, no caso do Estado de São Paulo, seus deveres estão previstos na Lei Estadual nº 10.261/68 e legislação correlata.
Todo e qualquer funcionário público do Detran-SP deve cumprir as exigências éticas, técnicas e legais pertinentes às atividades do órgão de trânsito.
Conheça alguns cuidados que o vistoriador deve ter na atuaçãoPara garantir um serviço com qualidade, o vistoriador tem o dever de oferecer um serviço que satisfaça as condições de regularidade, continuidade, eficácia, segurança, atualidade e cortesia na sua prestação. O vistoriador deve:
	ser consciente e cortês;
	demonstrar boa vontade;
	manusear o veículo com a cautela necessária a fim de não causar danos;
	não alterar seu tom de voz;
	falar em linguagem simples e não técnica, pois o condutor/proprietário não conhece os termos técnicos;
	evitar atitudes negativas;
	manusear o veículo com a cautela necessária a fim de não causar danos;
	zelar pela qualidade no ambiente de trabalho. 
Obrigações e sanções
São obrigações do vistoriador:
	Exercer suas funções com integridade e equilíbrio, segundo os princípios que regem a administração pública, não sujeitando o cumprimento do dever a influências indevidas.
	Procurar manter boas relações com outras categorias profissionais.
	Manter ambiente de harmonia e camaradagem na vida profissional.
	Proceder de maneira ilibada na vida.
	Considerar a verdade, a legalidade e a responsabilidade como fundamentos de dignidade pessoal.
	Observar as normas de boa educação e ser discreto nas atitudes, nas maneiras e na linguagem escrita ou falada.
	Atuar com eficácia e probidade, zelando pela economia e conservação dos bens públicos cuja utilização lhe for confiada. 
Essas obrigações constam na Lei do Funcionário Público Estadual (Lei Estadual nº 10.261/68).
Caso sejam praticados atos ilícitos no exercício da atividade, há implicações cíveis e penais, conforme previsto no Código Penal. Entre os atos considerados crimes praticados por funcionário público no exercício da função, destacamos:
DIVULGAÇÃO DE SEGREDO
“Divulgar a alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem” (Código Penal, Art. 153). 
DANO
“Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia” (Código Penal, Art. 163). 
APROPRIAÇÃO INDÉBITA
“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção” (Código Penal, Art. 168). 
ESTELIONATO
“Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento” (Código Penal, Art. 171). 
RECEPTAÇÃO
“Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte (redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)” (Código Penal, Art. 180). 
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA
“Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes (redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013)” (Código Penal, Art. 288). 
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
“Falsificar, no todo ou em parte, documento público ou alterar documento público verdadeiro [...]
§ 1º Se o agente é funcionário público e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte” (Código Penal, Art. 297). 
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR
“Falsificar, no todo ou emparte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro” (Código Penal, Art. 298). 
FALSIDADE IDEOLOGICA
“Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante [...]
Parágrafo único. Se o agente é funcionário público e comete o crime prevalecendo-se do cargo ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte” (Código Penal, Art. 299). 
SUPRESSÃO DE DOCUMENTO
“Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor” (Código Penal, Art. 305). 
ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR
“Adulterar, remarcar ou suprimir número de chassi, monobloco, motor, placa de identificação ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, elétrico, híbrido, de reboque, de semirreboque ou de suas combinações, bem como de seus componentes ou equipamentos, sem autorização do órgão competente (redação dada pela Lei nº 14.562, de 2023) [...]
§ 2º Incorrem nas mesmas penas do caput deste artigo:
I – o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado, fornecendo indevidamente material ou informação oficial (incluído pela Lei nº 14.562, de 2023)” (Código Penal, Art. 311). 
CORRUPÇÃO PASSIVA
“Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida ou aceitar promessa de tal vantagem” (Código Penal, Art. 317). 
PREVARICAÇÃO
“Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal” (Código Penal, Art. 319). 
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
“Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário” (Código Penal, Art. 321). 
O Código Penal, instituído pelo Decreto-lei nº 2.848/40, e suas alterações posteriores:
	considera “praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado (redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)” (Código Penal, Art. 4º);
	considera “praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado (redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)” (Código Penal, Art. 6º);
	determina, caso seja confirmado o crime, pena de reclusão (cumprida em regime fechado) ou detenção (cumprida em regime semiaberto ou aberto) como medida de restrição de liberdade. 
Agora é com vocêLeia a afirmativa a seguir:
Uma das obrigações do vistoriador é exercer suas funções com integridade e equilíbrio, segundo os princípios que regem a administração pública, não sujeitando o cumprimento do dever a influências indevidas. Pode responder por crime o vistoriador que contribuir para o licenciamento ou o registro de veículo remarcado ou adulterado, independentemente do resultado.
Essa afirmativa é verdadeira ou falsa?
Verdadeira
Neste módulo, você pôde compreender que:
	A vistoria veicular garante a conformidade do veículo com as regulamentações técnicas, verificando sua autenticidade e adequação para circulação.
	A vistoria veicular examina a identificação e a autenticidade das informações estruturais e dos componentes do veículo, conforme o CTB. Sua finalidade é assegurar a conformidade do veículo, verificando os equipamentos obrigatórios, a legitimidade da propriedade e se as alterações foram autorizadas e registradas.
	O vistoriador veicular é responsável pela inspeção visual dos documentos e das condições de conservação dos veículos, certificando sua segurança e conformidade para a circulação, de acordo com as atribuições legais. Esse profissional deve ser detalhista, conhecedor e ético, cumprindo os deveres estabelecidos na legislação.
O que é vistoria de identificação veicular e documental 
CAT
Os dados estão listados na Portaria Senatran nº 990/22. Essa portaria estabelece o procedimento para homologação de veículos e equipamentos veiculares, concessão do código de marca/modelo/versão de veículos do Registro Nacional de Veículos Automotores e emissão do Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito, para efeito de pré-cadastro, registro e licenciamento no Sistema Nacional de Trânsito. Ela pode ser consultada em: https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/transito/arquivos-senatran/portarias/2022/Portaria9902022.pdf 
RECALL
A responsabilidade do vistoriador é checar se há bloqueio por recall ativo no sistema federal, mas quem faz o desbloqueio é a montadora (com a concessionária), em trâmites internos. Confira o Art. 131 do CTB: 
EXISTE PRAZO FINAL PARA REGULARIZAÇÃO DE PENDÊNCIAS NO SISTEMA 
Não. O prazo pode variar a depender, por exemplo, da existência de apontamentos na vistoria. Até a regularização da pendência haverá impedimento para a emissão do documento. 
É POSSÍVEL UM VEÍCULO SER APROVADO SEM AS ETIQUETAS AUTO DESTRUTÍVEÍS?
SIM, mas no laudo deve ser feito um apontamento com orientações sobre a falta da ETA e sua devida regularização, para evitar problemas durante fiscalização de trânsito. 
QuestãoCorreto
Marcar questão
Texto da questãoO vistoriador Henrique descobre que um veículo que ele está vistoriando é produto de crime. O que ele deve fazer?
Escolha uma:
a. Não fazer nada.
b. Reportar imediatamente ao gestor direto e às autoridades competentes. Correto
Esta é a ação correta. Henrique deve agir com probidade e responsabilidade, reportando a situação às autoridades.
c. Ignorar a informação e seguir com a vistoria normalmente.
d. Informar o proprietário sobre sua descoberta e aconselhá-lo a se livrar do veículo.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoIncorreto
Marcar questão
Texto da questãoJonas é funcionário recém-contratado do Detran-SP. Foi admitido, por meio de concurso público, para o cargo de oficial estadual de trânsito. Alocado na área de Veículos, ele está tentando entender bem os processos e as rotinas da área. Há alguns dias, soube do caso de um cidadão que procurou uma Unidade de Trânsito para solicitar novas placas para seu veículo, pois as originais foram danificadas em um engavetamento. Quando teve oportunidade, Jonas perguntou ao Diretor da Unidade por que esse cidadão procurou o Detran-SP, e não uma Empresa Credenciada de Vistoria (ECV).
Como você explicaria para Jonas por que alguns veículos precisam ser vistoriados pelo Detran-SP se existem as ECV?
Selecione uma alternativa:
Escolha uma:
a. As ECV são responsáveis pelas vistorias simples porque não possuem equipamentos adequados para vistorias complexas.
b. O Detran-SP assume a vistoria de veículo que passará por alterações nos seus identificadores.
c. As ECV não fazem um trabalho confiável; então, o Detran-SP precisa vistoriar uma parte dos veículos.
d. O Detran-SP divide o trabalho com as ECV para cumprir exigência da Resolução Contran nº 941/22 e suas alterações posteriores. Incorreto
Essa afirmação é incorreta. A Resolução Contran nº 941/22 e suas alterações posteriores permitem que empresas credenciadas façam a vistoria, mas não obriga nem exige que os órgãos executivos de trânsito dividam as atividades de vistoria com essas empresas. Na Portaria Detran-SP nº 68/17 e alterações posteriores, está declarado que, com as ECV, o órgão estadual de trânsito de São Paulo poderia “oferecer a prestação de um serviço com maior eficiência e comodidade para a sociedade, possibilitando o aumento de postos de atendimento”.
FeedbackSua resposta está incorreta.
QuestãoCorreto
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Texto da questãoO vistoriador Rafael descobre que um veículo que ele está vistoriando pertence a um amigo de longa data. Como ele deve proceder com uma vistoria?
Escolha uma:
a. Aprovar uma vistoria sem uma inspeção detalhada, confiandono amigo.
b. Recusar-se a fazer a vistoria, alegando conflito de interesses.
c. Realizar a vistoria com o mesmo rigor e critérios aplicados a qualquer outro veículo. Correto
Esta é a ação correta. Rafael deve manter um padrão profissional consistente, independentemente das relações pessoais.
d. Pedir a um colega para realizar a vistoria, para evitar qualquer percepção de parcialidade.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoCorreto
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Texto da questãoDurante a vistoria, o vistoriador Marcos descobre um documento do veículo que parece ter sido falsificado. Qual deve ser sua ação?
Escolha uma:
a. Ignorar a possível falsificação e focar apenas nos aspectos físicos do veículo.
b. Reprovar a vistoria e denunciar a suspeita de falsificação de documento ao gestor e às autoridades competentes. Correto
Esta opção está correta. Marcos deve agir conforme a lei, reprovando a vistoria e denunciando a suspeita de falsificação, conforme os Artigos 297 ao 299 do Código Penal.
c. Aprovar a vistoria, pois a falsificação não afeta a condição física do veículo.
d. Informar o proprietário sobre a suspeita de falsificação e aconselhá-lo a obter um novo documento.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoCorreto
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Texto da questãoO vistoriador Ricardo foi abordado por um amigo que pediu para ele aprovar a vistoria de um veículo com algumas irregularidades menores. Como Ricardo deve proceder?
Escolha uma:
a. Pedir uma indenização para aprovar a vistoria.
b. Aprovar a vistoria, pois o pedido veio de um amigo.
c. Aprovar a vistoria, mas registrar as irregularidades em um relatório separado.
d. Recusar o pedido e avaliar o veículo em conformidade com as normas e os procedimentos específicos. Correto
Esta é a resposta correta. Ricardo deve agir com integridade e responsabilidade, seguindo as normas de vistoria independentemente de influências pessoais.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoCorreto
Marcar questão
Texto da questãoDurante uma vistoria, a vistoriadora Lara é pressionada por um colega de trabalho para aprovar um veículo com pequenas irregularidades. Qual deve ser a ação de Lara?
Escolha uma:
a. Pedir a opinião de outro colega sobre a situação.
b. Consultar um superior para decidir como proceder.
c. Recusar a pressão e avaliar o veículo de acordo com os critérios estabelecidos, mantendo a integridade profissional. Correto
Esta é a ação correta. Lara deve manter a integridade e a responsabilidade, avaliando o veículo de acordo com os objetivos.
d. Aprovar uma vistoria para manter a harmonia no ambiente de trabalho.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoCorreto
Marcar questão
Texto da questãoDurante a vistoria, a vistoriadora Ana recebe um documento do veículo que está ilegível. Qual deve ser a ação de Ana?
Escolha uma:
a. Não fazer nada.
b. Ignorar, focando em outros aspectos da vistoria.
c. Aprovar a vistoria e solicitar que o proprietário emita uma segunda via.
d. Não seguir com a vistoria e informar ao proprietário que ele deve providenciar um documento legível. Correto
Esta é a ação correta. Ana deve garantir que toda a documentação esteja legível e íntegra para dar continuidade à vistoria.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoCorreto
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Texto da questãoDurante a vistoria, o vistoriador Carlos encontra uma discrepância: o veículo está rebaixado e isso não consta na documentação. Como ele deve proceder?
Escolha uma:
a. Aprovar a vistoria, considerando que a documentação pode ser atualizada posteriormente.
b. Não fazer nada e aconselhar o proprietário a procurar o Detran-SP para resolver a discrepância antes de uma nova vistoria.
c. Ignorar essa discrepância na documentação, pois o veículo está em bom estado físico.
d. Reprovar a vistoria e solicitar a regularização na documentação. Correto
Esta é a opção correta. Carlos deve garantir que a documentação do veículo esteja correta e sem discrepâncias para aprovar a vistoria.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoCorreto
Marcar questão
Texto da questãoO vistoriador Carlos está avaliando um veículo e verificou que há uma restrição de recall na base nacional. Qual é a responsabilidade de Carlos neste caso?
Escolha uma:
a. Reprovar a vistoria devido ao bloqueio por recall.
b. Ignorar o bloqueio por recall, pois não afeta a vistoria.
c. Desbloquear o veículo no sistema após vistoria.
d. Verificar a existência do bloqueio recall ativo no sistema e informar o proprietário. Correto
Esta é a ação correta. Carlos deve verificar a existência do bloqueio por recall ativo, suspender a vistoria e informar ao proprietário, para que ele busque a regularização na concessionária/montadora.
FeedbackSua resposta está correta.
QuestãoCorreto
Marcar questão
Texto da questãoO vistoriador Pedro está realizando a vistoria de um veículo e percebe sinais de remarcação no chassi. Qual deve ser a próxima ação de Pedro?
Escolha uma:
a. Reprovar o laudo e informar as autoridades sobre a suspeita de remarcação do chassi. Correto
Esta é a resposta correta. Pedro deve reprovar o laudo e denunciar a suspeita de remarcação do chassi para investigação.
b. Ignorar os sinais de remarcação, considerando-os irrelevantes.
c. Aprovar o laudo, pois o veículo já está compreendido.
d. Solicitar ao proprietário que concorde com a remarcação antes de uma nova vistoria.
FeedbackSua resposta está correta.
Módulo 2
Procedimentos de vistoria veicular no Detran-SP 
O mundo passa, atualmente, por muitas transformações de ordem política, social e econômica.
As pessoas estão tendo que modificar seus hábitos, seu estilo de vida e suas crenças para se adaptarem aos novos tempos.
Entre as várias mudanças que estão ocorrendo, uma delas está relacionada à ética. O comportamento ético está sendo cada vez mais “exigido” nas relações pessoais e profissionais.
Todas as profissões devem ser imbuídas e impregnadas pela ética para que possam oferecer um serviço de qualidade a todos.
Você, como um bom profissional, já deve ter ciência dos seus deveres e obrigações para com o poder público!
Neste módulo, vamos relembrar quais são os deveres do servidor, o comportamento ético-profissional e alguns cuidados que devem ser tomados na atividade de vistoria.
E, para realizar as suas atividades práticas, você vai receber, neste módulo, descrições completas de como proceder em cada tipo e etapa da vistoria. Por exemplo, como realizar uma vistoria nos pátios do Detran-SP, o que é necessário checar em um veículo de passeio, um veículo escolar, uma motocicleta ou um veículo pesado e como finalizar uma vistoria.
Tome NotaO vistoriador deve estar sempre atento ao contexto temporal das normas, uma vez que mesmo aquelas que foram revogadas podem desempenhar um papel relevante em situações ocorridas durante sua vigência. No decorrer do processo de vistoria, é frequentemente necessário consultar a regulamentação em vigor no período de fabricação do veículo, assegurando, assim, uma avaliação precisa e alinhada aos requisitos aplicáveis naquela época específica.
Urbanidade no atendimento ao cidadão 
O que é urbanidade?
De acordo com o Dicionário Online de Português, urbanidade é: 
Reunião dos costumes, formalidades e comportamentos que expressam respeito entre pessoas; demonstração de civilidade; afabilidade.
Característica do que é urbano, civilizado; civilidade.
A Lei Estadual nº 10.261, de 28 de outubro de 1968, dispõe sobre o estatuto dos funcionários públicos civis do Estado. O funcionário público para os fins dessa lei é a pessoa legalmente investida em cargo público. 
Art. 241 São deveres do funcionário:
I – ser assíduo e pontual;
II – cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamente ilegais;
III – desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for incumbido;
IV – guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e, especialmente, sobre despachos, decisões ou providências;
V – representar aos superiores sobre todas as irregularidades de que tiver conhecimento no exercício de suas funções;
VI – tratar com urbanidade os companheiros de serviço e as partes;VI – tratar com urbanidade as pessoas; (NR). Inciso VI com redação dada pela Lei Complementar nº 1.096, de 24/09/2009;
VII – residir no local onde exerce o cargo ou, onde autorizado;
VIII – providenciar para que esteja sempre em ordem, no assentamento individual, a sua declaração de família;
IX – zelar pela economia do material do Estado e pela conservação do que for confiado à sua guarda ou utilização;
X – apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com uniforme determinado, quando for o caso;
XI – atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro serviço, às requisições de papéis, documentos, informações ou providências que lhe forem feitas pelas autoridades judiciárias ou administrativas, para defesa do Estado, em Juízo;
XII – cooperar e manter espírito de solidariedade com os companheiros de trabalho;
XIII – estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço que digam respeito às suas funções; e
XIV – proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a função pública.
Código de Ética do Detran-SP
Chamamos de comportamento ético-profissional o conjunto de regras morais de conduta que o profissional deve observar em sua atitude, no sentido de valorizar a profissão e bem servir aos que dela dependem. 
Ressalta-se que a ação do vistoriador deverá sempre atender aos requisitos da ética, da técnica e da legalidade aplicada de maneira necessária e proporcional para que não ocorram não conformidades.
O Código de Ética é válido para todos os servidores e empregados públicos (os quais assinam um Termo de Ciência e Compromisso sobre o Código de Ética) e, no que lhes couber, os parceiros credenciados e conveniados e os fornecedores do Detran-SP.
O eventual descumprimento do Código de Ética por servidores ou empregados públicos será rigorosamente apurado segundo os procedimentos regulares da Comissão de Ética e, uma vez comprovada a alegada transgressão, serão tomadas medidas disciplinares, administrativas ou legais, conforme a gravidade do caso. Quando se tratar de fornecedores, serão adotadas as medidas previstas em cláusula contratual referente ao Código de Ética.
Nesse sentido, portanto, é fundamental que todos que mantêm relações de trabalho e atividades comerciais com o Detran-SP conheçam detalhadamente o Código de Ética, de modo a evitar o descumprimento de suas determinações e as possíveis sanções.
O Código de Ética do Detran-SP, gestado e criado de acordo com os princípios da administração Pública, foi lançado ao público no ano de 2015 trazendo os seguintes conteúdos principais, que destacamos dentre outros:
Princípios Éticos
Afirmação da dignidade humana e do respeito às pessoas:
“O Detran-SP respeita a integridade física e moral de todas as pessoas, tratando-as igualmente perante a lei e observando os direitos específicos decorrentes de diferenças individuais e da diversidade dos grupos sociais, fundado no princípio da justiça e da equidade.”
Tal princípio serve como guia de orientação para que todos os empregados, servidores e funcionários do Detran-SP sejam agentes garantistas do direito de que qualquer pessoa que mantenha qualquer interação com a Autarquia seja tratada com respeito quanto às suas necessidades e diferenças.
Esse princípio do Código de Ética está em conformidade com a Constituição Federal, especialmente com os seguintes artigos:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
III – a dignidade da pessoa humana;
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes.
Além disso, tal princípio cumpre com outras normas infraconstitucionais, isto é, leis que estão abaixo, na Constituição Federal, na pirâmide de leis, como a regulamentação que determina os direitos para a obtenção da CNH para pessoas com deficiência e outras diversas leis.
Um exemplo bastante próximo dos debates contemporâneos diz respeito ao atendimento prestado a uma pessoa LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexuais, assexuais e demais identidades de gênero e orientações sexuais). No Estado de São Paulo, desde 2001, vigora a Lei nº 10.948, que dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual e dá outras providências. Essa lei estabelece que será punida toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, e consideram-se manifestações atentatórias práticas como qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Portanto, uma pessoa transexual tem toda a legítima expectativa de ser chamada pelo pronome (ele ou ela) que escolher, bem como pelo nome social que adotou de acordo com a identidade de gênero com a qual se identifica, e qualquer ente público ou privado que se recuse a agir conforme esse direito está incorrendo tanto em descumprimento dessa lei como do Código de Ética, ficando, portanto, sujeito às penalidades.
O Detran-SP repudia ações discriminatórias e, nesse sentido, já alcançou o patamar de qualidade e respeito no atendimento, garantindo o tratamento pelo nome social, bem como o tratamento digno a qualquer pessoa que procure o órgão.
Honestidade e integridade
“O Detran-SP, buscando a coerência entre seu discurso e suas práticas, pauta sua conduta institucional pela integridade e honestidade, repudiando toda prática de fraude, corrupção, suborno, propina, favorecimento, facilitação, omissão, aliciamento, nepotismo, tráfico de influências e demais práticas antiéticas, exigindo o mesmo de todos os seus servidores, empregados públicos, parceiros e cidadãos.”
Esse princípio está em conformidade com os artigos 317 e 333 do Código Penal Brasileiro, que tratam, respectivamente, dos crimes de corrupção passiva e corrupção ativa. Além disso, é aderente também à Lei nº 8.666/93, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências, e ao Art. 37 da Constituição Federal, que determina que a Administração Pública Direta e Indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Nesse sentido, é extremamente importante que todos os envolvidos em processos diretamente relacionados aos direitos dos cidadãos e cidadãs, como a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, trabalhem para eliminar da consciência coletiva a ideia incorreta de que a CNH poderia ser obtida de modos distintos do previsto em lei, bem como trabalhem para fortalecer o senso cívico e de orgulho nos funcionários e parceiros de fazerem parte desse relevante processo que envolve a obtenção da CNH, fomentando a percepção em tais pessoas de que elas são fundamentais à garantia da segurança no trânsito, e que isso é extremamente valoroso.
Acessibilidade
“O Detran-SP considera em suas ações o cuidado com a acessibilidade, procurando garantir o acesso universal e público dos cidadãos aos espaços, serviços, processos e documentos sob sua responsabilidade, garantidos a privacidade e o sigilo impostos pelo exercício da função pública.”
Esse princípio também se relaciona com aqueles artigos da Constituição Federal, além de poder também atender a outras leis, como no exemplo abaixo.
Um cidadão cadeirante tem a legítima expectativa de encontrar rampas e demais mecanismos de acessibilidade nas instalações do Detran-SP em cumprimento (conformidade) do Art. 3º da Lei nº 12.907/08,que estabelece que são direitos da pessoa com deficiência, e que ao Estado incumbe prover, entre outros, a locomoção e o acesso aos bens e serviços públicos.
Missão Ética
A missão ética serve de norte para as condutas cotidianas institucionais, profissionais e pessoais. Destacamos a seguir dois dos principais compromissos do Detran-SP neste item do seu Código de Ética.
“Apoiar as iniciativas de aperfeiçoamento, desenvolvimento institucional e capacitação de nossos parceiros credenciados e instituições conveniadas, visando à melhoria da qualidade da prestação de serviços.”
A EPT desenvolve diversas iniciativas de cursos e formações que visam justamente ao aperfeiçoamento, ao desenvolvimento institucional e à capacitação de parceiros, como este atual curso, agindo, portanto, em compliance com o Código de Ética.
“Combater, erradicar, não se omitir nem ser conivente com a corrupção em quaisquer das suas formas, incluindo extorsão, suborno, fraude, propina, facilitação, favorecimento e tráfico de influências na prestação de serviços e informações, e em suas relações com fornecedores, parceiros credenciados, conveniados e cidadãos.”
O Detran-SP, alinhado com o esforço nacional de construção de uma sociedade íntegra, justa e de pleno direito para todos os cidadãos, posiciona-se de modo claro e direto contra tudo o que corrompe o tecido social, reafirmando o seu compromisso com a administração pública.
Compromisso de Conduta
Trata-se, aqui, de compromissos de condutas institucionais e organizacionais, sob a responsabilidade de todos os entes e sujeitos que compõem o Detran-SP ou que com ele se relacionem. Os compromissos de conduta estão distribuídos, assim, entre os públicos que devem conhecer e cumprir o Código de Ética, isto é, dirigentes, gestores, servidores, empregados públicos e parceiros credenciados, entidades conveniadas, fornecedores ou a própria sociedade civil e seus componentes. Apresentamos a seguir um compromisso de cada público.
Dirigentes e gestores e gestoras – Compromissos no relacionamento com seus servidores e empregados públicos
“Estimulamos a livre manifestação de ideias, valorizamos a criatividade e repudiamos o uso de ameaças, chantagens, humilhações, intimidações, desqualificações ou qualquer outra tentativa de assédio nas relações de trabalho.”
Servidores e empregados públicos do Detran-SP – Compromissos no exercício de suas funções
“Os servidores e agentes públicos do Detran-SP comprometem-se a exercer suas atividades com profissionalismo e responsabilidade, contribuindo para a efetividade e excelência dos processos, produtos e serviços públicos prestados pela Autarquia, de modo a garantir legalidade, proporcionalidade e razoabilidade em todas as suas ações.”
Parceiros credenciados
“Os servidores e agentes públicos do Detran-SP comprometem-se a não ofertar, nem aceitar presentes, favores, privilégios, doações, serviços ou outras formas de benefício que sejam ou que possam ser entendidas como vantagens indevidas ou conflitos de interesse.”
Fornecedores e prestadores de serviços – Compromissos no relacionamento com o Detran-SP
“Os fornecedores e prestadores de serviços comprometem-se a cumprir e fazer cumprir no que lhes couber os compromissos assumidos neste Código de Ética, mediante cláusula específica firmada em seus contratos e instrumentos que celebrem sua vinculação institucional com o Detran-SP.”
Princípios da Administração Pública
A Administração Pública está fundamentalmente regulada na Constituição Federal, Seção I do Capítulo VII – Art. 37, que determina que: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência” – também conhecidos como LIMPE.
Além disso, o artigo 2º da Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo na esfera federal, traz outros princípios, como a finalidade, a motivação, a razoabilidade, a proporcionalidade, a ampla defesa, o contraditório, a segurança jurídica e o interesse público.
A administração pública está subordinada a princípios que orientam todos os atos praticados por ela, como forma de assegurar a boa gestão dos negócios públicos. A violação de um princípio é mais grave do que a violação de norma fixada em lei, pois implica a violação de todo um sistema de comando que é a base de sustentação da norma.
Veja a seguir mais detalhes de cada um dos cinco princípios da administração pública:
Legalidade:
Segundo Hely Lopes Meirelles, em seu livro Direito Administrativo Brasileiro , – a legalidade, como princípio de administração, significa que o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e deles não pode se afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso. Cabe ressaltar que a legalidade não é apenas agir conforme a lei, mas também conforme os princípios administrativos e demais princípios constitucionais, como o princípio da dignidade da pessoa humana e da cidadania.
Nesse sentido, na Administração Pública, apenas pode ser realizado o que a lei expressamente determina enquanto dever (deve ser assim). Já na esfera privada, é permitido fazer tudo o que a lei não proíbe (pode fazer assim).
Impessoalidade:
Esse princípio se relaciona com a finalidade dos atos do agente administrativo, os quais apenas podem visar ao fim legal indicado na lei e, consequentemente, ao interesse público. Nenhum ato administrativo, portanto, pode ter como objetivo o interesse particular do agente administrativo ou de terceiros, sob pena do cometimento de atos ilícitos, como corrupção passiva e/ou ativa. 
Moralidade:
Segundo Maurice Hauriou, em Principes de Droit Public , moralidade administrativa é o conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração, ou seja, a moralidade está diretamente ligada a condutas éticas e honestas no agir da gestão pública, que deve ser pautada pela determinação legal. Portanto, não basta apenas avaliar se algo é legal ou ilegal, mas também se está de acordo com os princípios éticos da instituição. Por exemplo, se determinada conduta é, além de lícita, alinhada com o Código de Ética do Detran-SP.
Não basta apenas avaliar se algo é legal ou ilegal, mas também se está de acordo com os princípios éticos da instituição.
A moralidade administrativa é imposta ao agente administrativo e deve guiá-lo em suas atividades cuja finalidade é o bem comum em detrimento de sua moral comum de cidadão que o guia em suas atividades extratrabalho na Administração Pública. Nesse sentido, não importa exatamente se o agente administrativo – ou qualquer pessoa ou empresa que atue sob concessão ou autorização do poder público – concorda com a linha ética que guia a instituição por ela eventualmente ser contrária à sua moralidade pessoal; ele deve cumprir com a diretiva da instituição e/ou com a determinação legislativa ou judicial.
Publicidade:
Essencialmente, a publicidade é o cumprimento do dever de divulgação oficial pública dos atos realizados pela Administração, uma vez que seu caráter público confere aos cidadãos o direito de saber o que a Administração tem feito. Para tanto, utiliza-se, por exemplo, o Diário Oficial.
Há documentos que não podem ser publicados devido ao seu caráter sigiloso. O banco de dados da instituição deve ser protegido, não apenas por meio dos pontos de controle tecnológico (acesso restrito, mediante uso de senha), mas também pela vontade e pelo senso de dever do agente público em manter preservado o direito do sigilo do cadastro de qualquer cidadão ou cidadã, mesmo que não tenha status diferenciado para isso. Há casos, inclusive, em que o sigilo é mandatório por sua relação com a segurança nacional e a investigação policial e/ou a ação judicial que corra em segredo de justiça, mas também há casos de figuras públicas.
Eficiência:
Novamente, segundo Hely Lopes Meirelles,em seu livro Direito Administrativo Brasileiro, o princípio da eficiência exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional.
Assim, não basta seguir a lei; é necessário que isso seja feito de modo positivo e satisfatório para o interesse público.
O respeito a esses princípios é essencial para assegurar uma atuação íntegra do agente público e consolidar a credibilidade da administração perante a sociedade. Desconsiderá-los pode resultar em condutas de improbidade e consequentes penalidades jurídicas. 
Compliance no Detran-SP
Conheça as características do compliance no Detran-SP:
	Finalidade educacional: O compliance no Detran-SP adota uma abordagem educativa em relação à punição, visando não à vingança, mas à promoção do desenvolvimento ético. A punição serve como meio de criar um padrão ético de segurança e prevenir a recorrência de ilícitos.
	Prevenção de problemas: O enfoque do compliance é na prevenção de problemas, não apenas na reação a eles. Isso implica a identificação antecipada de desvios éticos, fraudes e ilegalidades, com a implementação de medidas para evitá-los.
	Conexão com o combate à corrupção: O compliance no Detran-SP está relacionado às iniciativas de combate à corrupção, particularmente devido à Lei nº 12.846/13, que trata da responsabilização de pessoas jurídicas por atos contra a administração pública. No entanto, o compliance abrange um espectro mais amplo de identificação e correção de desvios e ilicitudes.
	Ampla defesa e direito de resposta: O programa de compliance garante a ampla defesa e o direito de resposta para indivíduos envolvidos em investigações, promovendo um processo justo e transparente.
	Identificação e tratamento de denúncias: O compliance abrange a identificação e o tratamento de denúncias, incluindo casos de assédio e outros comportamentos inadequados.
	Segurança da informação: Dentro dos programas de integridade, é dada atenção especial aos processos que visam à segurança da informação, reconhecendo a importância desse tema em um contexto onde o uso inadequado das redes sociais pode prejudicar princípios éticos e legais.
	Abordagem abrangente: O compliance não se limita apenas a aspectos legais, mas busca abranger desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos de forma geral, criando uma cultura de integridade e ética em toda a organização.
A abordagem abrangente e educativa do compliance no Detran-SP visa não apenas garantir a conformidade com regulamentos, mas também promover uma cultura de integridade e prevenção de problemas éticos e legais.
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)Em agosto de 2018, foi sancionada a chamada Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/18), a qual dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural e aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado.
O capítulo IV da Lei traz especificamente as regras quanto ao tratamento de dados pessoais pelo poder público e, em resumo, estabelece que o tratamento de dados pessoais pelas pessoas de direito público deverá ser realizado para o atendimento de sua finalidade pública, na persecução do interesse público, com o objetivo de executar as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço público. 
Vistoria nos pátios do Detran-SP 
Vistoria de identificação automotiva e documentalVocê viu que a finalidade da vistoria é verificar tanto as condições gerais do veículo – de conservação e segurança – quanto as características originais, os equipamentos obrigatórios e a documentação. Para que essa vistoria ocorra de forma eficaz, é importante que o vistoriador promova a análise de identificação técnica veicular por meio de um parecer preciso sobre a procedência e originalidade do veículo vistoriado. Esse parecer se dá por meio do laudo de vistoria automotiva.
A vistoria veicular consiste em um exame ótico, ou seja, olhar e observar criteriosamente os elementos de identificação, bem como as peças em que estão inseridos.
O laudo de vistoria deve atestar a situação do veículo no momento da vistoria. Após todo o procedimento de vistoria de identificação automotiva e documental, será emitido o laudo veicular sobre o estado do automóvel. 
O laudo pode ser: 
 
	aprovado;
	aprovado com apontamentos;
	reprovado. 
Conformidades e não conformidadesComo conformidade devem ser considerados os itens que não possuem sinais de adulteração, que estejam em bom estado de conservação e com documentação autêntica.
	Aprovado com apontamento: são ocorrências que devem ser sanadas nas retaguardas das unidades, as quais são permitidas. Por exemplo: troca de placas, remarcação de chassi, veículos modificados regularmente etc.
	Reprovados: podem ser considerados reprovados itens que não estejam em conformidade, ausentes, com sinais de adulteração, ilegíveis, incompletos, danificados ou modificados sem autorização etc.
O que consta no laudo de vistoria?Confira a seguir um modelo de laudo de vistoria/revistoria do Detran-SP. 
Aparelhos para vistoria veicular
Confira a seguir uma lista de materiais básicos de uso do vistoriador, contudo, este é um dos kits possíveis para o vistoriador, visto que existem tecnologias mais modernas.
Durante a vistoria veicular, o vistoriador deve ter consigo o que foi proposto no kit e usá-lo de forma consciente, a fim de prevenir acidentes e danos. É importante atentar-se para os itens que o vistoriador deve trazer consigo e os documentos de porte obrigatório. 
Aspectos gerais relacionados ao serviço de vistoriaO solicitante do serviço de vistoria pode ser:
	proprietário do veículo;
	procurador do proprietário do veículo;
	parente próximo do proprietário do veículo (cônjuge, pais, irmãos ou filhos) ou companheiro;
	proprietário ou representante legal da pessoa jurídica. 
Para a prestação do serviço devem ser exigidos os seguintes documentos e formulários:
Gerais (obrigatórios)
	Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) do ano vigente ou Certificado de Registro do Veículo (CRV) – físico ou digital via aplicativo (CDT).
	Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor do veículo – físico ou digital via aplicativo (CDT).
Outros documentos, conforme o caso (obrigatórios)
	No caso de carro em nome de pessoa jurídica: contrato social e documento do sócio da empresa ou procuração que comprove que o cidadão presente na vistoria pode se responsabilizar pelo veículo da empresa.
	Procuração para que o condutor do veículo, no caso de o proprietário não estar presente na vistoria, possa representá-lo.
	Comprovante de parentesco (RG, certidão de nascimento, certidão de casamento ou escritura de união estável) entre o cidadão e o proprietário, no caso de o proprietário não estar presente na vistoria.
	Boletim de Ocorrência (BO) em caso de ausência do CRV de natureza: extravio, roubo ou furto.
Atenção	O CRV emitido a partir de 04/01/2021 passou a ser em formato eletrônico (CRLV-e), deixando de existir o CRV impresso em papel-moeda (documento verde).
	A partir de 04/01/2021, a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo também passou a ser digital (ATPV-e). 
A impressão desses documentos deve ser em folha sulfite branca A4, sem timbre, marca d'água ou equivalente.
ProcedimentoAtendimento inicial e análise dos documentos
A seguir, confira quais são os procedimentos para atendimento inicial e análise de documentos.
1. Atendimento inicial e checagem da situação legal do veículo.
	No atendimento inicial, você deve fazer uma checagem da situação legal do veículo.
	Recepcione o cidadão e verifique o que motivou sua vinda para a vistoria/revistoria.
	Solicite o documento do veículo (CRLV ou CRV, físico ou digital)e o documento de identificação pessoal do proprietário do veículo, do seu representante legal ou de parente e a CNH (física original ou digital) do condutor do veículo. Caso seja necessário outro documento, conforme a situação ou o motivo da vistoria, solicite-o também.
	Verifique se o veículo está licenciado para o exercício vigente, atentando-se para o mês de licenciamento conforme o final da placa do veículo. 
2. Análise geral dos documentos CRV/ATPV-e, CRLV/CRLV-e.
Com os documentos em mãos, analise em todos os campos se existem:
Documentos físicos
	erros de português ou espaçamentos incorretos entre as palavras (indica ponto de atenção para possível irregularidade; o item deve ser validado nas transações do sistema Prodesp, pois, caso no cadastro do sistema o erro ou espaçamento também esteja incorreto, mas igual ao do documento, o item é considerado correto);
	tipografia desalinhada (verifique se não foi somente erro no posicionamento da impressora; neste caso, o desalinhamento será igual em todas as linhas/campos, e não somente em algumas/alguns);
	rasuras no preenchimento de algum campo (indica que o documento pode ter sido sobreposto a outro que existia anteriormente);
	fonte (tipo ou tamanho) diferente no preenchimento de algum campo (inteiro ou parcial);
	máscara de preenchimento em algum campo ou número com formato diferente (como nos documentos antigos a máscara podia ser outra, o item deve ser validado nas transações do sistema Prodesp, sendo considerado correto caso o dado no documento, apesar do preenchimento fora do padrão, esteja igual ao do sistema).
Nos documentos atuais podem ser identificados alguns campos padronizados e outros que possuem pontos de controle:
	Número do espelho: apresenta 9, 10 ou 12 caracteres.
	Carimbo/assinatura ou chancela: preenchida com os dados do Diretor-Presidente do Detran-SP (em períodos anteriores, os responsáveis eram outros).
Dados específicos do CRLV:
	O preenchimento do campo “Data” deve seguir a máscara DD/MM/AAAA, pois, para a impressão, o ano da data da emissão do documento não pode ser maior do que o ano indicado no campo “Exercício”.
	O campo localizado ao lado do número do espelho e acima da identificação “Detran-UF” utiliza a máscara “PL: XXXXXXXXXXXXXX-X”, na qual o número representa o número da placa, sendo os dois primeiros dígitos correspondentes à primeira letra da placa, conforme sua localização no alfabeto (exemplo: A = 01, B = 02, C = 03), os dois dígitos seguintes correspondentes à segunda letra da placa, os dois seguintes, à terceira letra da placa, e a sequência, aos numerais da placa.
	O campo “Categoria” para os casos de veículos da categoria “Particular” é preenchido com “PARTIC.”, caso seja a emissão do CRV com o CRLV e “PARTICU”, caso já tenha havido licenciamento anterior (renovação).
Dados específicos do CRV – Modelo antigo:
	O campo “Categoria” para os casos de veículos da categoria “Particular” é preenchido com “PARTIC.”.
	O campo localizado abaixo do campo “Data” utiliza a máscara “XXXX/XXXX”, em que os dígitos antes da barra ( / ) mostram os quatro últimos dígitos do código do usuário conferente responsável pela última edição do documento e os últimos dígitos, encontrados após a barra ( / ), mostram os quatro últimos dígitos do código do usuário digitador no sistema Prodesp.
Documentos digitais
Dados específicos para CRLV-e:
	O CRLV-e pode ser apresentado diretamente no aplicativo do Detran-SP/Senatran ou na versão física (impresso em papel sulfite A4). Para conferência quanto à autenticidade, o documento deve ser confrontado com as informações registradas no sistema Prodesp, com a imagem armazenada no sistema e-CRVsp e com a leitura do QR Code Vio.
Dados específicos da ATPV-e:
	A ATPV-e deve ser apresentada impressa em papel sulfite A4, com reconhecimento de firma, pelo menos, do vendedor. Para a conferência quanto à autenticidade, o documento deve ser confrontado com as informações registradas no sistema Prodesp, principalmente na intenção de venda (transação PIVE ou IIVE), e com a leitura do QR Code Vio.
Resolução Contran nº 999/23: Altera a Resolução Contran nº 809/20, que dispõe sobre os requisitos para a emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV), do Certificado de Licenciamento Anual (CLA) e do comprovante de transferência de propriedade em meio digital.
	Nota: O CRLV-e pode ser apresentado na versão digital por meio dos aplicativos oficiais do Governo Federal ou na versão impressa em papel A4 branco comum. A expedição do CRLV-e dispensa a obrigatoriedade da versão impressa
Atenção
Veículos provenientes de outros estados podem seguir regras e pontos de controle diferentes.
3. Análise dos dados preenchidos no Certificado de Registro do Veículo (CRV) e ATPV-e.
CRV (modelo físico/antigo)
Acesse o sistema Prodesp e execute a transação DUT9 ou DUTP, inserindo o número do espelho encontrado no documento (caso o documento apresente menos de 12 dígitos, ele deve ser digitado acrescentando-se “0” no início do número, na quantidade suficiente para que haja 12 caracteres), e analise a validade do número do espelho mediante o retorno apresentado.
	Caso o sistema não reconheça a numeração inserida, verifique se ele foi digitado corretamente e refaça a digitação com os números corretos ou tente fazer a pesquisa utilizando os nove números. Caso não seja reconhecido, o espelho aparentemente é irregular.
	O sistema pode apresentar a informação “Nenhum registro encontrado” = número válido, sem ocorrência, ou a informação “Número de espelho inválido” = espelho existente, mas nunca utilizado para nenhum veículo, ou uma ocorrência – “Furto”, “Roubo”, “Extravio” ou “Cancelado”. Caso apareça alguma das duas últimas informações, o espelho aparentemente é irregular. 
	Acesse o sistema Prodesp e execute a transação PEPM, inserindo o número da placa, e verifique se as informações dos seguintes campos mostrados em tela são exatamente iguais aos existentes no documento (atente-se a espaçamentos, grafia, formato dos campos, caracteres especiais e número de caracteres):
- Cód. Renavam;
- Marca/Modelo;
- Cor predominante;
- Chassi;
- Nome;
- Endereço;
- CPF/CNPJ;
- Placa;
- Espécie/Tipo;
- Combustível;
- Ano Fab. (ano de fabricação);
- Ano Mod. (ano do modelo);
- Categoria;
- Local.
	Acesse o sistema Prodesp e execute a transação PEMI, inserindo o número da placa, e verifique se as informações dos seguintes campos mostrados em tela, relativos a detalhes do licenciamento, são exatamente iguais aos existentes no documento (atente-se a espaçamentos, grafia, formato dos campos, caracteres especiais e número de caracteres):
- Usuário;
- Data;
- Via (caso seja emissão de primeira via, esse campo aparece preenchido com “1”; caso seja emissão de segunda via, com “2”).
	Acesse o sistema Prodesp e execute a transação PCPP, inserindo o número da placa do veículo, e analise se o código de segurança gerado pelo Denatran, apresentado duas linhas abaixo do número do espelho, é idêntico ao que aparece no documento. (Transação necessária apenas para placas PIV-Mercosul.)
ATPV-e
	A ATPV-e deve ser apresentada impressa em papel sulfite A4, com reconhecimento de firma, pelo menos, do vendedor. Para conferência quanto à autenticidade, o documento deve ser confrontado com as informações registradas no sistema Prodesp, principalmente na intenção de venda (transação PIVE ou IIVE), e com a leitura do QR Code Vio.
4. Análise dos dados preenchidos no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) e CRLV-e.
CRLV físico
	O procedimento para análise do documento físico CRLV é o mesmo visto para CRV.
CRLV-e
	O CRLV-e pode ser apresentado diretamente no aplicativo do Detran/Senatran ou na versão física (impresso em papel sulfite A4).
	Para conferência quanto à autenticidade, o documento deve ser confrontado com as informações registradas no sistema Prodesp, com a imagem armazenada no sistema e-CRVsp e com a leitura do QR Code Vio.
Tome NotaPara pesquisar o cadastro de veículos na Base Estadual, utilize a transaçãoPEPM no sistema da Prodesp.
Procedimento – Veículo de passeio (quatro rodas)
Nesta página, vamos entender aspectos importantes sobre a vistoria de veículos leves e o que deve ser observado na parte externa e interna do veículo, bem como os itens elétricos. Vamos lá? 
Tome NotaAntes de iniciar seus estudos, confira as Resoluções Contran:
	nº 993/23: Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação e relaciona o índice de regulamentações sobre segurança veicular aplicáveis e anexos.
	nº 985/22: Aprova o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito e anexos (Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV, Parte V, Parte VI, Parte VII)
	nº 908/22: Dispõe sobre acionadores energizados para janelas energizadas, teto solar e painel divisor de veículos automotores.
	nº 764/18: Estabelece método de ensaio para medição de pressão sonora por buzina ou equipamento similar de veículos automotores.
Acesse também o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito.
Checagem externa do veículo
Na análise externa, foque em examinar minuciosamente o estado geral do veículo. Isso inclui verificar a condição dos vidros, pneus, o estado dos espelhos retrovisores e para-choques, entre outros.
A seguir, clique nas setas e confira o detalhamento de cada um dos itens que devem ser observados:
VIDROS:
Verifique: 
	 As condições dos vidros e consulte a Resolução nº 960/22 e seus anexos que dispõe sobre os requisitos de segurança de vidros, a visibilidade para fins de circulação, o uso de vidros em veículos blindados e o uso de medidores de transmitância luminosa. A mesma Resolução trata também das trincas e fraturas de desconfigurações circulares para identificar as situações em que elas podem ser toleradas ou não.
	 Se a gravação dos caracteres VIS (número sequencial de produção) está nos vidros (de 4 a 6 vidros). Essa gravação é idêntica à numeração indicada no documento, no sistema Prodesp e, posteriormente, no próprio chassi (VIN). Conforme estabelecido nas Resoluções Contran nº 691/88 e alterações posteriores, e nº 581/16.
Em caso de película automotiva, verifique se está nos padrões permitidos de acordo também com a Resolução nº 960/22.
AtençãoA película espelhada (refletiva) é proibida. 
Verifique se o veículo com o vidro do para-brisa dianteiro ou os vidros laterais dianteiros, total ou parcialmente cobertos com película não refletiva estão:
	sem chancela;
	com chancela sem condições de visibilidade externa;
	com chancela sem a marca do instalador;
	com chancela que não indica o índice de transmissão luminosa existente em cada conjunto vidro-película;
	com chancela ilegível;
	com chancela indicando índice de transmissão luminosa proibido para aquela área envidraçada;
	com bolhas na área crítica de visão do condutor ou nas áreas indispensáveis à dirigibilidade do veículo.
O Art. 111 do CTB dispõe:
É vedado, nas áreas envidraçadas do veículo:
[…]
II – o uso de cortinas, persianas fechadas ou similares nos veículos em movimento, salvo nos que possuam espelhos retrovisores em ambos os lados.
III – aposição de inscrições, películas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas, quando comprometer a segurança do veículo, na forma de regulamentação do Contran.
Parágrafo único. É proibido o uso de inscrição de caráter publicitário ou qualquer outra que possa desviar a atenção dos condutores em toda a extensão do para-brisa e da traseira dos veículos, salvo se não colocar em risco a segurança do trânsito”.
Já o Art. 230 do CTB, dos incisos XV a XVII, contemplam a infração de “Conduzir o veículo com vidros total ou parcialmente cobertos por películas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas”, que é configurada nos termos do inciso III do Art. 111, caso coloque em risco a segurança do trânsito, conforme Resolução Contran nº 960/22.
E com índice de transmitância luminosa em desacordo com os seguintes critérios:
	Para o para-brisa:
a) 70% para vidro colorido ou incolor;
b) 28% na faixa periférica de serigrafia destinada a dar acabamento ao vidro aos veículos com peso superior a 3.500 kg.
	Para os vidros laterais dianteiros – 70%.
	Para os vidros que não interferem nas áreas envidraçadas indispensáveis à dirigibilidade do veículo, com índice de transmitância luminosa inferior a 70%.
Atenção	Aplicação de adesivo, inscrição, legenda, painel, pictograma, pintura, símbolo, ou qualquer outro material, só pode ser realizada fora das áreas envidraçadas indispensáveis à dirigibilidade do veículo e deve atender aos limites de transmitância luminosa do conjunto vidro/material.
	Adesivos de pessoas com deficiência, idosos, entidades de classe, de acesso à condomínios ou entidades públicas ou privadas, tags de concessionária, entre outros, afixados no para-brisa dianteiro ou no vidro traseiro e que não devem comprometer a dirigibilidade do veículo.
ESPELHOS RETROVISORES:
Verifique a existência, as condições, as características de tamanho e quantidade dos espelhos retrovisores, internos e externos especificadas na Resolução nº 993/23 e anexo.
Tome NotaConsulte as Resoluções Contran:
	nº 966/22: Dispõe sobre os requisitos técnicos dos espelhos retrovisores de veículos e anexos.
	nº 924/22: Consolida normas sobre a utilização obrigatória de espelhos retrovisores, equipamento do tipo câmera-monitor ou outro dispositivo equivalente, nos veículos destinados ao transporte coletivo de escolares e anexos.
PNEUS:
Verifique: 
	o identificador de desgaste da banda de rodagem (TWI), cuja profundidade remanescente deve ser inferior a 1,6 mm. Ele não pode estar aparente, deve ter o diâmetro indicado pelo fabricante e não deve conter deformidades (bolhas, cortes, desgastes irregulares etc.).
	no mesmo eixo e simetricamente montados, os pneus devem ser de idêntica construção, mesmo tamanho, mesma carga e serem montados em aros de dimensões iguais, permitindo-se a assimetria quando originada pela troca de uma roda de reserva, nos casos de emergência.
	se o diâmetro e demais características do conjunto roda/pneu está de acordo com a Resolução Contran nº 913/22e anexo.
PARA-CHOQUE:
Verifique se as condições dos para-choques dianteiros e traseiros estão de acordo com a Resolução nº 913/22e anexo.
Tome NotaConsulte a Resolução Contran:
	nº 952/22: Estabelece as especificações técnicas para a fabricação e a instalação de para-choques traseiros nos veículos de fabricação nacional ou importados das categorias N2, N3, O3 e O4 e anexos.
ESCAPAMENTO:
Verifique: 
	 Se o escapamento está com o silenciador sem furos ou defeitos;
	 O dispositivo destinado ao controle de ruído do motor (sistema de escapamento), naqueles veículos dotados de motor a combustão.
	 Importante em caso de dúvidas, o vistoriador deve, no momento da checagem dos itens internos do veículo, solicitar ao cidadão que ligue o motor para análise do som emitido.
PLACAS, LACRES E TARJETAS:
Placas
Verifique a existência, as condições e os dados dos lacres, dos arames e das placas dianteiras e traseiras de acordo com a Resolução nº 231/07 e alterações posteriores.
	O sistema alfanumérico LLL-NNNN deve ser gravado em alto-relevo com cores específicas, conforme a categoria do veículo, e fontes, conforme o ano de fabricação ou o último emplacamento. O tipo e o tamanho da fonte devem seguir o estabelecido nas resoluções e portarias em vigor.
	A cor das placas deve estar de acordo com a cor de fundo ou dos caracteres da placa diferente(s) da categoria do veículo.
	As placas não podem estar amassadas nem com qualquer irregularidade que dificulte sua leitura. As placas não podem estar: sem a inscrição do fabricante; fora das dimensões previstas na legislação para aquele tipo de veículo; com cor de fundo ou dos caracteres da placa diferente(s) da categoria do veículo; confeccionada em material diverso daquele regularmente estabelecido; com tipologia dos caracteres ou com estes com dimensões, estilo ou fonte diversa(s) da regularmente estabelecida; sem película, quando obrigatória; sem tarjeta ou estando esta apagada ou quebrada; comtarjeta, constando município diverso daquele do registro do veículo; com moldura refletiva, luminosa ou cobrindo as bordas da placa de modo a interferir na leitura de qualquer caractere ou simbologia necessária a sua identificação; com adesivo, fitilho ou outro objeto atado ou fixado à placa ou à tarjeta impedindo ou dificultando sua legibilidade/visibilidade; sem o lacre ou com o lacre danificado; com chapa quebrada ou trincada; em desacordo com sua categoria; com lacre, em desacordo com a Portaria Denatran nº 272/07 (sem codificação numérica); sem personalização moldada em alto-relevo DETRAN/UF ou com dados ilegíveis.
	Placa dianteira, traseira ou segunda placa traseira não podem ter modelos diferentes entre si.
	A placa não pode estar afixada fora do habitáculo original do veículo e/ou em desacordo com as especificações previstas na Resolução Contran nº 969/22.
	O veículo não pode estar registrado com PIV, porém, ostentando placa do mesmo veículo, em seu padrão anterior ao do Mercosul.
	Deve haver código lateral com identificação do fabricante (três dígitos), sigla UF (dois dígitos) e ano de fabricação (dois dígitos).
	Desde agosto de 2014, a aplicação do lacre acrílico amarelo conterá o serial estampado com nove caracteres que deverá ser consultado no sistema Prodesp, confrontando com a placa e o registro do veículo.
Para a Placa Nacional Única (PNU), verifique a existência, as condições e os dados dos lacres, dos arames e das placas dianteiras e traseiras de acordo com a Resolução Contran nº 969/22que dispõe sobre o sistema de Placas de Identificação de Veículos (PIV), registrados no território nacional e anexos.
ImportanteO tamanho padrão das placas é de 400 mm × 130 mm (comprimento × altura), com exceção das placas reduzidas (15%), aceitas somente quando o receptáculo da placa não comportar o tamanho padrão.
Lacres
	Deve haver ilhoses/rebites colocados nos pontos corretos.
	O arame de fixação do lacre à placa deve ser trançado de forma a simular uma lacração regular. O veículo não pode estar com o lacre não fixado em sua estrutura, tampouco com padrão diferente do órgão de trânsito responsável pela lacração do veículo. O lacre não pode estar coberto com produto colante (silicone etc.) que impeça sua identificação, tampouco danificado, arranhado ou riscado por ação humana de tal forma que impeça sua leitura. O lacre também não pode ser inserido ou raspado, suprimido, falsificado, violado ou adulterado de forma intencional.
	Deve haver lacre somente na placa traseira, totalmente intacto, colocado no lado esquerdo superior. 
Tarjetas
	Verifique a existência, as condições e os dados da tarjeta.
	Os dados da tarjeta metálica com a Unidade da Federação e o nome do município onde o veículo está registrado (UF-Município) devem ser os mesmos constantes no documento do veículo.
AtençãoCaso o veículo apresente qualquer alteração das características originais de fábrica, verifique no campo “Observação” do documento se ela foi aprovada e se está oficializada no Detran-SP, consultando o sistema Prodesp na transação PMOD. Caso não esteja, reprove o veículo na vistoria e oriente o cidadão que o regularize na unidade. 
Checagem dos itens elétricos
Ao tratar dos itens elétricos, concentre-se em aspectos como o sistema de iluminação, verificando faróis, lanternas e luzes de freio. Lembre-se de consultar a legislação em caso de dúvidas.
Clique nas setas a seguir e confira o detalhamento de cada um dos itens que devem ser observados:
DIANTEIRA:
Para começar, posicione-se na parte da frente do veículo e solicite ao cidadão que:
	 Ligue a lanterna, o farol baixo e o farol alto para que você verifique se todas as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor branca ou âmbar.
AtençãoÉ proibido: 
	Usar luz estroboscópica (piscante) na lanterna, luz neon no assoalho e farol com fonte luminosa de descarga de gás (xenônio). Este último item é aceito somente quando vier instalado de fábrica;
	Luzes indicadoras de direção modificadas de modo a ficarem acesas de maneira permanente;
	Luz neon, LED etc. na parte de baixo do veículo, ou em outras partes;
	Adesivos, pinturas, películas ou qualquer outro material que não seja original do fabricante, nos dispositivos dos sistemas de iluminação ou sinalização. 
Veículo utilizando faróis principais, de neblina e de longo alcance em reboques e semirreboques, exceto se estiverem totalmente desconectados do sistema elétrico, não sendo possível acioná-los por qualquer meio.
Em seguida, solicite ao cidadão que:
	 Acione a seta para a direita e para a esquerda, para que você cheque se as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor âmbar;
	 Acione o pisca-alerta, para que você cheque se as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor âmbar;
	 Acione a buzina, para que você verifique a reprodução de som;
	 Acione o limpador de para-brisa e o lavador do para-brisa, para que você verifique o funcionamento correto. 
ImportanteDeve haver água no compartimento do lavador, e os limpadores não podem estar com as borrachas gastas, de forma que retirem a água do vidro de maneira uniforme e não risquem o vidro.
Tome Nota	Resolução Contran nº 680/87: É válida para os veículos fabricados entre 01/01/90 e 31/12/08, portanto, ficam convalidadas as características dos veículos fabricados segundo suas prescrições. São facultados aos veículos fabricados até 31/12/89 o uso dos equipamentos por ela estabelecidos, desde que não comprometam o conjunto de suas prescrições.
	Resolução Contran nº 227/07: É válida para os veículos produzidos entre 01/01/09 a 31/12/20, e restará revogada em 01/01/23, portanto, ficam convalidadas as características dos veículos fabricados segundo suas prescrições.
	Resolução Contran nº 667/17: É válida para os veículos produzidos a partir de 01/01/21, tendo sido facultado antecipar sua adoção.
	Resolução Contran nº 681/17: É válida para motocicletas, motonetas e ciclomotores produzidos a partir de 01/01/19.
	Portaria do Denatran nº 38/18: Qualquer modificação nos sistemas de sinalização e iluminação necessita do certificado de segurança veicular – CSV.
	Resolução Contran nº 970/22: Dispõe sobre as características e especificações técnicas dos sistemas de sinalização, de iluminação e seus dispositivos, bem como sobre o uso de lanternas especiais em veículos e anexos (I ao XVI) e anexos (XVII ao XXI)
TRASEIRA:
Posicione-se atrás do veículo e solicite ao cidadão que:
	 Ligue a lanterna para que você verifique se todas as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor vermelha (atente-se, ainda, à iluminação da placa traseira: se foi acesa e se as lâmpadas são da cor branca);
	 Acione a seta para a direita e para a esquerda, para que você cheque se as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor âmbar ou vermelha;
	 Acione o freio, para que você verifique se as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor vermelha;
	 Engate a ré, para que você verifique se as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor branca;
	 Acione o pisca-alerta, para que você cheque se as luzes estão acendendo adequadamente e se as lâmpadas são da cor âmbar.
AtençãoAlguns modelos possuem luz de ré de um único lado
AtençãoDevem ser verificadas as luzes na lateral do veículo, quando existirem.
Checagem interna do veículo
Na checagem interna do veículo, é primordial atentar-se a componentes cruciais para a segurança e o desempenho. Itens como o painel, os cintos de segurança, o estepe, o macaco hidráulico, a chave de roda, o triângulo, entre outros.
Clique nas setas a seguir e confira o detalhamento de cada um dos itens:
PAINEL:
	Verifique o painel e se existe nele algum botão diferente do padrão de fábrica e, se for o caso, pergunte ao cidadão a finalidade dele e peça que o acione, verificando se esse acionamento modifica algo na estrutura do veículo que o deixe irregular (exemplo: luz neon, mudança de placas etc.).
	Solicite ao cidadãoque gire a chave da ignição (primeira fase). Registre no laudo a indicação da distância apurada no hodômetro.  
CINTOS DE SEGURANÇA:
Verifique: 
	 Se a quantidade de cintos de segurança é condizente com a quantidade de lugares indicados no documento do veículo (original ou alterado de forma regular);
	 As condições dos cintos de segurança (não podem estar rasgados) e realize o fechamento e a abertura de todos eles, observando se esse procedimento ocorre sem dificuldades ou entraves.  
Tome Nota
Consulte as Resoluções Contran:
	nº 951/22: Estabelece os requisitos de instalação e os procedimentos de ensaios de cintos de segurança, ancoragem e apoios de cabeça dos veículos automotores e anexos.
	nº 939/22: Estabelece os requisitos de segurança para veículos de transporte de passageiros tipo micro-ônibus, categoria M2, de fabricação nacional e importado e anexos.
	nº 959/22: Estabelece os requisitos de segurança para veículos de transporte de passageiros tipo micro-ônibus e ônibus, categoria M3, de fabricação nacional e importados e anexos.
ESTEPE:
	 Solicite ao cidadão que mostre o estepe, quando for item de fábrica, para que você verifique suas condições e compatibilidade com o disponibilizado para o modelo do veículo.
Solicite ao cidadão que mostre o macaco hidráulico, a chave de roda e o triângulo.
MACACO HIDRÁULICO CHAVE DE RODA E TRIÂNGULO:
O macaco deve ser compatível com o peso e a carga do veículo. Fique atento às exceções e isenções:
	Isento para veículos equipados com pneus capazes de trafegar sem ar, ou aqueles equipados com dispositivo automático de enchimento emergencial.
	Isento nos veículos de carroçaria blindada para transporte de valores.
	Isento para veículos com PBT de até 3,5 toneladas, a dispensa poderá ser reconhecida pelo órgão máximo executivo da União, por ocasião do requerimento do código específico de marca/modelo/versão, pelo fabricante ou importador, quando comprovada que tal característica é inerente ao projeto do veículo, e desde que este seja dotado de alternativas para uso do pneu e aro sobressalentes, macaco e chave de roda.
	Isento para veículos de propulsão exclusivamente elétrico com PBT de até 3,5 toneladas, desde que seja dotado de kit de reparo ou outra tecnologia alternativa para o uso do pneu e aro sobressalentes, macaco e chave de roda. 
O equipamento deve estar devidamente acondicionado em suporte, compartimento ou outro dispositivo que o impeça de ser projetado contra os ocupantes do veículo e demais veículos e usuários da via.
NÚMERO DE MOTOR/NÚMERO DE CHASSI/VIN:
	Solicite ao cidadão que abra o capô para que você verifique o número do motor e o número do chassi/monobloco (VIN).
Atenção
Alguns modelos de veículo apresentam:
	o número de identificação em outra localização, como no assoalho dianteiro direito. Verifique o local específico conforme o modelo do veículo.
	dois números de chassis/monoblocos diferentes.
Verifique a numeração e o local de gravação do número do chassi e do motor. Não pode haver vestígios de adulteração, como superfície lisa devido à corrosão provocada, lixamento, pontos de solda ou diferença de fonte (tipo ou tamanho) entre os números (indica regravação).
	A gravação do número de identificação veicular (VIN) no chassi/monobloco não deve: ser de outro veículo; não possuir registro; estar fora do padrão alfanumérico ou do local definido pelo fabricante; apresentar indícios de adulteração; ser lixada, impossibilitando sua identificação total ou parcial; ter sido removida, total ou parcialmente, por meio de recorte da estrutura veicular ou por outro meio; ser inserida, raspada, suprimida, falsificada, violada ou adulterada de forma intencional. 
	Nota: Caso seja de difícil acesso a visualização de algum dos itens, solicite laudo fotográfico para essa verificação
Importante
Caso o vistoriador não saiba o local de registro da numeração do chassi ou motor, ele pode verificar essa informação no manual do veículo, nas fotos do laudo da ECV, para os casos de revistoria, ou ainda no site das montadoras.
ETA:
	Verifique a existência das etiquetas autocolantes (ETA), uma dentro do cofre do motor (capô) e as outras dentro do veículo. Essas etiquetas possuem os caracteres VIS (número sequencial de produção), essas etiquetas autocolantes são destrutíveis no caso de tentar removê-las. Conforme estabelecido nas Resoluções Contran nº 691/88 e alterações posteriores, e 581/16.
	Conforme Resolução Contran nº 24/98: a ETA, a critério do fabricante, será por gravação na profundidade mínima de 0,2 mm, quando em chapas ou plaqueta colada, soldada ou rebitada, destrutível quando de sua remoção, ou ainda por etiqueta autocolante e também destrutível no caso de tentativa de sua remoção, nos seguintes compartimentos e componentes:
I - na coluna da porta dianteira lateral direita;
II - no compartimento do motor.
Atenção
Caso não sejam localizadas as etiquetas em modelos de veículos que as deveriam possuir, oriente o cidadão a solicitar sua colocação mediante serviço apropriado na unidade do Detran-SP. Nesse caso, o laudo da vistoria deve ser emitido como “Aprovado” com apontamento.
QUEBRA SOL/PALA INTERNA:
	Solicite ao cidadão que abaixe a pala interna de proteção contra o sol (quebra-sol) do condutor e do lado do condutor para que você verifique suas condições.
ENCOSTO DE CABEÇA:
Verifique a existência e as condições do encosto de cabeça, nos modelos em que é item de fábrica quando obrigatório.
Importante
A Resolução Contran nº 919/22 estabelece as especificações para os extintores de incêndio de instalação obrigatória ou facultativa nos veículos automotores.
As autoridades de trânsito ou seus agentes fiscalizam os extintores de incêndio nos veículos em que seu uso é obrigatório; no caso de veículos automotores (passeio) o uso é facultativo.

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