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eXemplO 10.13 Para um amp-op com uma taxa de inclinação SR = 2 V/ μs, qual é o máximo ganho de tensão de malha fechada que pode ser utilizado quando o sinal de entrada varia de 0,5 V em 10 μs? Solução: Visto que Vo = ACLVi, podemos utilizar Vo t = ACL Vi t de onde obtemos ACL = Vo> t Vi> t = SR Vi> t = 2 V>ms 0,5 V>10 ms = 40 Qualquer ganho de tensão de malha fechada de magni- tude maior do que 40 levará a saída a variar mais rapi- damente do que a taxa de inclinação permite. Portanto, o máximo ganho permitido de malha fechada é 40. máxima frequência do sinal A máxima frequência do sinal em que um amp-op pode operar depende tanto dos parâmetros largura de banda (BW) quanto taxa de inclinação (SR). Para um sinal senoidal de forma geral vo = K sen(2πƒt) é possível mostrar que a taxa máxima de variação de tensão é taxa máxima de variação de sinal = 2πƒK V/s Para evitar distorção na saída, a taxa de variação também deve ser menor do que a taxa de inclinação. Isto é, 2πƒK ≤ SR ωK ≤ SR de maneira que f # SR 2pK Hz v # SR K rad> s (10.25) Adicionalmente, a frequência máxima, ƒ, na Equa- ção 10.25 também é limitada pela largura de banda de ganho unitário. eXemplO 10.14 Para o sinal e o circuito da Figura 10.48, determine a frequência máxima que pode ser utilizada. A taxa de inclinação do amp-op é SR = 0,5 V/μs. Solução: Para um ganho igual a ACL = ` Rf R1 ` = 240 k 10 k = 42 a tensão de saída fornece K = ACLVi = 24(0,02 V) = 0,48 V Equação 10.25: v # SR K = 0,5 V>ms 0,48 V = 1,1 × 106 rad ,s Visto que a frequência do sinal ω = 300 × 103 rad/s é menor do que o valor máximo determinado anterior- mente, não há distorção resultante na saída. 10.8 eSpeCifiCaçõeS DO amp-Op Nesta seção, discutiremos como as especificações do fabricante são interpretadas para um amp-op típico. Um CI amp-op bipolar comum é o 741, descrito pelas informações fornecidas na Figura 10.49. O amp-op está disponível em diversos tipos de encapsulamentos, sendo o encapsulamento DIP de 8 pinos e o encapsulamento plano de 10 pinos os mais comuns. especificações máximas absolutas As especificações máximas absolutas fornecem informações sobre quais são as máximas tensões de ali- mentação que podem ser utilizadas, quão grande pode ser a excursão do sinal de entrada e com que potência máxima o dispositivo é capaz de operar. Dependendo , Figura 10.48 Circuito com amp-op para o Exemplo 10.14. 526 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 526 3/11/13 6:06 PM Entrada inversora – Entrada não inversora + A . . VCC+ VCC– Saída VCC– VCC– VCC+ Valores máximos absolutos para a faixa de operação com temperatura ambiente (a menos que seja especificado outro valor) Tensão de alimentação Tensão de alimentação Tensão de entrada diferencial Tensão de entrada para qualquer entrada Duração do curto-circuito na saída Dissipação total de potência contínua na temperatura ambiente de 25 °C (ou abaixo dela) Faixa de temperatura ambiente de operação Faixa de temperatura de armazenagem Temperatura do terminal a 1,6 mm (1/16 polegada) do encapsulamento por 60 segundos Temperatura do terminal a 1,6 mm (1/16 polegada) do encapsulamento por 10 segundos Tensão entre quaisquer dos terminais “offset null” (N1/N2) e Unid. –22 ±30 ±15 ±0,5 ilimitada a a tr PD RL RL RL RL RL RL RL VI VI CL CL VOM VIO VO VO VO VO VO VO VO VIC VCC VICR VO V VIO VCC IIO IIB VICR AVD ri ro Ci IOS ICC Características elétricas para uma temperatura ambiente especificada, VCC+ = 15 V, VCC– = –15 V CONDIÇÕES DE TESTE CONDIÇÕES DE TESTE Tensão de offset de entrada MÍN. TÍP. MÁX. UNID. Faixa completa Faixa de ajuste da tensão de offset Corrente de offset de entrada Corrente de polarização de entrada Faixa de tensão de entrada em modo-comum Amplificação de tensão diferencial para grandes sinais Resistência de entrada Resistência de saída Capacitância de entrada Razão de rejeição de modo-comum Sensibilidade à tensão de alimentação (∆VIO/∆VCC) Corrente de saída de curto-circuito Corrente de alimentação Tempo de subida Fator de overshoot Taxa de inclinação com ganho unitário Sem carga, Sem carga, Dissipação total de potência Oscilação máxima de pico da tensão de saída Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa ±25 ±40 Faixa completa Faixa completa PARÂMETRO PARÂMETRO MÍN. TÍP. MÁX. UNID. IO(ajuste) Veja nota 6 mín = ±9 V a ±15 V ±12 ±13 ±12 ±15 , , , , , ±12 ±12 ±14 ±10 ±13 ±10 Características de operação, VCC+ = 15 V, VCC– = –15 V, TA = 25oC , , Figura 10.49 Especificações do amp-op 741. (continua) Capítulo 10 amplificadores operacionais 527 Boylestad_2012_cap10.indd 527 3/11/13 6:06 PM da versão específica do 741 utilizada, a maior tensão de alimentação é uma fonte dupla de ±18 V ou ±22 V. Além disso, o CI pode dissipar internamente de 310 mW até 570 mW, dependendo do encapsulamento utilizado no CI. A Tabela 10.2 resume alguns valores típicos utilizados nos exemplos e problemas. Tabela 10.2 Valores máximos absolutos. Tensão de alimentação 22 V Wm 005IDissipação interna de potência Tensão de entrada diferencial 30 V Tensão de entrada 15 V eXemplO 10.15 Determine a corrente drenada de uma fonte de ali- mentação dupla de ±12 V, considerando-se que o CI dissipa 500 mW. Solução: Se considerarmos que cada fonte fornece metade da potência total para o CI, então P = VI 250 mW = 12 V(I) de maneira que cada fonte fornecerá uma corrente de: I = 250 mW 12 V = 20,83 mA Características elétricas As características elétricas incluem muitos dos pa- râmetros mencionados anteriormente neste capítulo. O fa- bricante fornece algumas combinações de valores típicos, mínimos ou máximos para vários parâmetros considerados mais úteis para o usuário. Há um resumo na Tabela 10.3. VIO Tensão de offset de entrada: A tensão de offset de entrada é normalmente 1 mV, mas pode chegar a 6 mV. A tensão de offset de saída é calculada com base no circuito utilizado. Se o interesse for avaliar a pior condição possível, o valor máximo deve ser usado. Valores típicos são aqueles mais comumente esperados na prática quando se usam amp-ops. IIO Corrente de offset de entrada: A corrente de offset de entrada normalmente é listada em 20 nA, enquanto o maior valor esperado é de 200 nA. IIB Corrente de polarização de entrada: A corrente de polarização de entrada normalmente é 80 nA, podendo alcançar 500 nA. VICR Faixa de tensão de entrada de modo comum: Este parâmetro apresenta a faixa sobre a qual a ten- são de entrada pode variar (utilizando uma fonte de ±15 V), cerca de ±12 V a ±13 V. Entradas de ampli- tude maiores que esse valor provavelmente provo- carão uma distorção na saída e devem ser evitadas. VOM Oscilação máxima de pico da tensão de saída: Este parâmetro apresenta o valor máximo que o sinal de saída pode atingir (utilizando uma fon- te de ±15 V). Dependendo do ganho de malha fechada do circuito, o sinal de entrada deve ser limitado para evitar a variação da saída em uma faixa superior a ±12 V, no pior caso, ou ±14 V, tipicamente. AVD Amplificação de tensão diferencial para gran- des sinais: Este é o ganho de tensão de malha aberta do amp-op. Embora um valor mínimo de 20 V/mV, ou 20.000 V/V seja listado, o fabricante também lista um valor típico de 200 V/mV ou 200.000 V/V. ri Resistência de entrada: A resistência de entrada do amp-op, quando medida sob condições de malha aberta, é tipicamente 2 MΩ, mas poderia ser tão pequena quanto 0,3 MΩ ou 300 kΩ. Em um circuito de malha fechada, essa impedância de entrada pode ser muito maior, como discutido anteriormente. ro Resistência de saída: A resistência de saída do amp-op é, tipicamente, de 75 Ω. Nenhum valormínimo ou máximo é dado pelo fabricante para esse amp-op. Novamente, no circuito de malha fechada, a impedância de saída pode ser mais baixa, dependendo do ganho do circuito. tr PD RL RL RL RL RL RL RL VI VI CL CL VOM VIO VO VO VO VO VO VO VO VIC VCC VICR VO V VIO VCC IIO IIB VICR AVD ri ro Ci IOS ICC Características elétricas para uma temperatura ambiente especificada, VCC+ = 15 V, VCC– = –15 V CONDIÇÕES DE TESTE CONDIÇÕES DE TESTE Tensão de offset de entrada MÍN. TÍP. MÁX. UNID. Faixa completa Faixa de ajuste da tensão de offset Corrente de offset de entrada Corrente de polarização de entrada Faixa de tensão de entrada em modo-comum Amplificação de tensão diferencial para grandes sinais Resistência de entrada Resistência de saída Capacitância de entrada Razão de rejeição de modo-comum Sensibilidade à tensão de alimentação (∆VIO/∆VCC) Corrente de saída de curto-circuito Corrente de alimentação Tempo de subida Fator de overshoot Taxa de inclinação com ganho unitário Sem carga, Sem carga, Dissipação total de potência Oscilação máxima de pico da tensão de saída Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa Faixa completa ±25 ±40 Faixa completa Faixa completa PARÂMETRO PARÂMETRO MÍN. TÍP. MÁX. UNID. IO(ajuste) Veja nota 6 mín = ±9 V a ±15 V ±12 ±13 ±12 ±15 , , , , , ±12 ±12 ±14 ±10 ±13 ±10 Características de operação, VCC+ = 15 V, VCC– = –15 V, TA = 25oC , , Figura 10.49 Continuação. 528 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 528 3/11/13 6:06 PM Ci Capacitância de entrada: Para considerações sobre altas frequências, é útil saber que a entrada para o amp-op tem tipicamente 1,4 pF de capaci- tância, um valor geralmente pequeno mesmo se comparado com a capacitância parasita de fiação. CMRR Razão de rejeição de modo-comum: Este parâmetro do amp-op é tipicamente 90 dB, mas pode chegar a 70 dB. Visto que 90 dB equivale a 31.622,78, o amp-op amplifica a diferença das entradas acima de 30.000 vezes mais do que amplifica o ruído (entrada comum). ICC Corrente de alimentação: O amp-op drena um to- tal de 2,8 mA, tipicamente da fonte dupla de tensão, mas a corrente drenada pode ser tão pequena quanto 1,7 mA. Esse parâmetro ajuda o usuário a deter- minar o tamanho da fonte de tensão a ser utilizada. Também pode ser usado para calcular a potência dissipada pelo CI (PD = 2VCCICC). PD Dissipação total de potência: A potência total dissipada pelo amp-op é tipicamente 50 mW, mas pode chegar a 85 mW. Com relação ao parâmetro anterior, podemos ver que o amp- -op dissipará cerca de 50 mW quando drenar aproximadamente 1,7 mA de uma fonte dupla de 15 V. Para tensões de alimentação menores, a corrente drenada, assim como a dissipação total de potência, será menor. eXemplO 10.16 Utilizando especificações listadas na Tabela 10.3, cal- cule a tensão de offset de saída típica para a conexão de circuito da Figura 10.50. Solução: O offset na saída devido a VIO é calculado por Equação 10.16: Vo(offset) = VIO R1 + Rf R1 = (1 mV)a 12 k + 360 k 12 k b = 31 Vm A tensão de saída devida a IIO é calculada por Equação 10.18: Vo(offset) = IIORƒ = 20 nA (360 kΩ) = 7,2 mV Considerando que esses dois offsets sejam de mesma polaridade na saída, obtemos a tensão total de offset de saída: Vo(offset) = 31 mV + 7,2 mV = 38,2 mV Figura 10.50 Circuito com amp-op para os exemplos 10.16, 10.17 e 10.19. Tabela 10.3 Características elétricas do μA741: VCC = ±15 V, TA = 25 °C. Características Mínima Típica Máxima Unidade V IO Tensão de offset de entrada Vm 6 1 I IO Corrente de offset de entrada An 002 02 I IB Corrente de polarização de entrada An 005 08 V ICR Faixa de tensão de entrada de modo-comum 12 V 31 V OM Oscilação máxima de pico da tensão de saída 12 V 41 A VD Amplificação de tensão diferencial para grandes sinais Vm/V 002 02 r i Resistência de entrada M 2 3,0 r o Resistência de saída 57 C i Capacitância de entrada Fp 4,1 Bd0907CMRR Razão de rejeição de modo-comum I CC Corrente de alimentação Am 8,2 7,1 P D Dissipação total de potência 05 58 Wm Capítulo 10 amplificadores operacionais 529 Boylestad_2012_cap10.indd 529 3/11/13 6:07 PM eXemplO 10.17 Para características típicas do amp-op 741 (ro = 75 Ω, A = 200 V/mV), calcule os seguintes valores para o circuito da Figura 10.50: a) ACL. b) Zi. c) Zo. Solução: a) Equação 10.8: Vo Vi = - Rf R1 = - 360 k 12 k = 30 1 b b) Zi = R1 = 12 kΩ c) Zo = ro (1 + bA) = 75 1 + a 1 30 b (200 V/mV) = 0,011 Características de operação Um outro grupo de valores usados para descrever a operação do amp-op com sinais variáveis é fornecido na Tabela 10.4. eXemplO 10.18 Calcule a frequência de corte de um amp-op com as características descritas nas tabelas 10.3 e 10.4. Solução: Equação 10.23: fC = f1 AVD = B1 AVD = 1 MHz 20.000 = 50 Hz eXemplO 10.19 Calcule a frequência máxima do sinal de entrada para o circuito na Figura 10.50, com uma entrada Vi = 25 mV. Solução: Para um ganho de malha fechada ACL = 30 e uma entrada Vi = 25 mV, o fator de ganho da saída é calculado como K = ACLVi = 30(25 mV) = 750 mV = 0,750 V Utilizando a Equação 10.25, a frequência máxima do sinal, ƒmáx, é: fmáx = SR 2pK = 0,5 V>ms 2p(0,750 V) = 106 kHz Desempenho do amp-op O fabricante fornece diversas descrições gráficas a respeito do desempenho do amp-op. A Figura 10.51 inclui algumas curvas de desempenho típicas que comparam várias características em função da tensão de alimentação. O ganho de tensão de malha aberta aumenta à medida que aumenta o valor da tensão de alimentação. Enquanto as informações fornecidas anteriormente correspondem a uma tensão de alimentação específica, as curvas de desempenho a seguir mostram como o ganho de tensão é afetado utili- zando-se uma gama de valores de tensão de alimentação. eXemplO 10.20 Utilizando a Figura 10.51, determine o ganho de tensão de malha aberta para uma tensão de alimentação de VCC = ±12 V. G an ho d e t en sã o (d B) 110 100 95 90 85 4 8 12 16 Co ns um o de p ot ên ci a ( m W ) Tensão de alimentação (+VCC) 80 60 40 200 10 15 20 Re sis tê nc ia d e e nt ra da (Ω ) 10 M 1 M100 k10 k1 k 10 k 1 MRe sis tê nc ia d e s aí da (Ω ) 100 Frequência (Hz) 100 100 k 1 M 100 Tensão de alimentação (+VCC) Frequência (Hz) 105 200 300 400 500 600 100 k10 k1 k100 Figura 10.51 Curvas de desempenho. Tabela 10.4 Características de operação: VCC = ±15 V, TA = 25 °C. Parâmetro Mínimo Típico Máximo Unidade B 1Largura de banda de ganho unitário zHM 1 t r Tempo de subida 3,0 ms 530 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 530 3/11/13 6:07 PM Solução: A partir da curva na Figura 10.51, AVD ≈ 104 dB. Esse é um ganho de tensão linear de AVD(dB) = 20 log10 AVD 104 dB = 20 log AVD AVD = antilog 104 20 = 158,5 × 103 Outra curva de desempenho na Figura 10.51 mostra como o consumo de potência varia em função da tensão de alimentação. Como podemos ver, o consumo de potência aumenta com valores maiores da tensão de alimentação. Por exemplo, enquanto a dissipação de potência é cerca de 50 mW em VCC = ±15 V, ela cai para cerca de 5 mW com VCC = ±5 V. Duas outras curvas mostram como as resis- tências de entrada e saída são afetadas pela frequência: a resistência de entrada cai e a resistência de saída aumenta em altas frequências. 10.9 OpeRaçãO DifeRenCial e mODO-COmum Uma das características mais importantes de uma conexão de circuito diferencial, como a existente em um amp-op, é a capacidade de o circuito amplificar bastante os sinais opostos nas duas entradas, enquanto amplifica poucoos sinais que são comuns a ambas as entradas. Um amp-op fornece um componente de saída que se deve à amplificação da diferença dos sinais aplicados às entra- das positiva e negativa, e um componente que se deve aos sinais comuns a ambas as entradas. Uma vez que a amplificação dos sinais de entrada opostos é muito maior que a dos sinais de entrada comuns, o circuito fornece uma rejeição ao modo-comum descrita por um valor numérico chamado de razão de rejeição de modo-comum (CMRR, do inglês common-mode rejection ratio). entradas diferenciais Quando entradas separadas são aplicadas ao amp- -op, o sinal de diferença resultante é a diferença entre as duas entradas. Vd = Vi1 - Vi2 (10.26) entradas comuns Quando ambos os sinais de entrada são iguais, o sinal comum às duas entradas pode ser definido como a média aritmética entre dois sinais. Vc = 1 2 (Vi1 + Vi2 ) (10.27) tensão de saída Uma vez que qualquer sinal aplicado a um amp-op tem, de modo geral, componentes tanto em fase quanto fora de fase, a saída resultante pode ser expressa como Vo = AdVd + AcVc (10.28) onde Vd = tensão de diferença dada pela Equação 10.26 Vc = tensão comum dada pela Equação 10.27 Ad = ganho diferencial do amplificador Ac = ganho de modo-comum do amplificador entradas de polaridades opostas Se entradas de polaridades opostas aplicadas a um amp-op são sinais idealmente opostos, Vi1 = – Vi2 = Vs, a tensão de diferença resultante é Equação 10.26: Vd = Vi1 – Vi2 = Vs – (–Vs) = 2Vs enquanto a tensão comum resultante é Equação 10.27: Vc = 1 2 (Vi1 + Vi2) = 1 2 [Vs + (-Vs)] = 0 de maneira que a tensão de saída resultante é Equação 10.28: Vo = AdVd + AcVc = Ad (2Vs) + 0 = 2 AdVs Isso mostra que, quando as entradas são sinais ideal- mente opostos (não há nenhum elemento comum), a saída é o ganho diferencial vezes o dobro do sinal de entrada aplicado a uma das entradas. entradas de mesma polaridade Se entradas de mesma polaridade são aplicadas a um amp-op, Vi1 = Vi2 = Vs, a tensão de diferença resultante é Equação 10.26: Vd = Vi1 – Vi2 = Vs – Vs = 0 enquanto a tensão comum resultante é Equação 10.27: Vc = 1 2 (Vi1 + Vi2) = 1 2 (Vs + Vs) = Vs de maneira que a tensão de saída resultante é Equação 10.28: Vo = AdVd + AcVc = Ad (0) + AcVs = AcVs Isso mostra que, quando as entradas são sinais ideais em fase (nenhum sinal de diferença), a saída é o ganho de modo-comum vezes o sinal de entrada Vs, o que mostra que ocorre apenas a operação de modo-comum. Rejeição de modo-comum As soluções anteriores fornecem as relações que podem ser utilizadas para medir Ad e Ac em circuitos com amp-ops. Capítulo 10 amplificadores operacionais 531 Boylestad_2012_cap10.indd 531 3/11/13 6:07 PM 1. Para medir Ad: Estabeleça Vi1 = – Vi2 = Vs = 0,5 V, de maneira que Equação 10.26: Vd = (Vi1 – Vi2) = (0,5 V – (– 0,5 V) = 1 V e Equação 10.27: Vc = 1 2 (Vi1 + Vi2) = 1 2 [0,5 V + (-0,5 V)] = 0 V Sob essas condições, a tensão de saída é Equação 10.28: Vo = AdVd + AcVc = Ad (1 V) + Ac(0) = Ad Portanto, ajustar as tensões de entrada Vi1 = – Vi2 = 0,5 V resulta em uma tensão de saída numericamente igual ao valor de Ad. 2. Para medir Ac: Estabeleça Vi1 = Vi2 = Vs = 1 V de maneira que Equação 10.26: Vd = (Vi1 – Vi2) = (1 V – 1 V) = 0 V e Equação 10.27: Vc = 1 2 (Vi1 + Vi2) = 1 2 (1 V + 1 V) = 1 V Sob essas condições, a tensão de saída é Equação 10.28: Vo = AdVd + AcVc = Ad (0 V) + Ac(1 V) = Ac Portanto, ajustar as tensões de entrada Vi1 = Vi2 = 1 V resulta em uma tensão de saída numericamente igual ao valor de Ac. Razão de rejeição de modo-comum Uma vez obtidos Ad e Ac (pelo procedimento de medida discutido anteriormente), podemos, agora, cal- cular um valor para a razão de rejeição de modo-comum (CMRR), a qual é definida pela seguinte equação: RRMC = Ad Ac (10.29) O valor de CMRR também pode ser expresso em termos logarítmicos como: RRMC (log) = 20 log10 Ad Ac )Bd( (10.30) eXemplO 10.21 Calcule a CMRR para as medidas mostradas nos cir- cuitos da Figura 10.52. Solução: Das medidas mostradas na Figura 10.52(a), utilizando o procedimento do passo 1 anterior, obtemos: Ad = Vo Vd = 8 V 1 mV = 0008 Das medidas mostradas na Figura 10.52(b), utilizando o procedimento do passo 2 anterior, obtemos: Ac = Vo Vc = 12 mV 1 mV = 21 – + – + – + – + Vd = 8 V Vo Vi2 = −0,5 mV (a) Vd = 1 mV Vo = 8 V Vi1 = 1 mV Vo = 12 mV Vc = 1 mV Vo = 12 mV (b) Vi1 = 0,5 mV Vi2 = 1 mV Figura 10.52 Operação (a) diferencial e (b) de modo-comum. 532 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 532 3/11/13 6:07 PM Utilizando-se a Equação 10.28, o valor de CMRR é RRMC = Ad Ac = 8000 12 = 666,7 que também pode ser expresso como RRMC = 20 log10 Ad Ac = 20 log10 666,7 = 56,48 dB Deve ficar claro que a operação desejada ocor- rerá quando Ad é muito grande e Ac, muito pequeno. Isto é, os componentes do sinal de polaridades opostas aparecerão muito amplificados na saída, enquanto com- ponentes do sinal que estão em fase se cancelarão em grande parte, de modo que o ganho de modo-comum, Ac, é muito pequeno. Idealmente, o valor da CMRR é infinito. Na prática, quanto maior esse valor, melhor é o funcionamento do circuito. Podemos expressar a tensão de saída em termos do valor de CMRR como segue Equação 12.22: Vo = AdVd + AcVc = AdVd a1 + AcVc AdVd b Utilizando a Equação 12.24, podemos escrever a equação anterior como: Vo = AdVd a1 + 1 CMRR Vc Vd b (10.31) Mesmo quando ambos os componentes Vd e Vc do sinal estão presentes, a Equação 10.31 mostra que, para valores altos de CMRR, a tensão de saída se deve principalmente ao sinal de diferença, com o compo- nente de modo-comum bastante reduzido ou rejeitado. Alguns exemplos práticos ajudarão a tornar essa ideia mais clara. eXemplO 10.22 Determine a tensão de saída de um amp-op para as tensões de entrada Vi1 = 150 μV, Vi2 = 140 μV. O ampli- ficador tem um ganho diferencial Ad = 4000 e o valor de CMRR é: a) 100. b) 105. Solução: Equação 10.26: Vd = Vi1 – Vi2 = (150 – 140) µV = 10 µV Equação 10.27: Vc = 1 2 (Vi1 + Vi2) = 150 mV + 140 mV 2 = 145 m V a) Equação 10.31: Vo = AdVd a1 + 1 CMRR Vc Vd b = (4000)(10 mV)a1 + 1 100 145 mV 10 mV b = 40 mV(1,145) = 45,8 mV b) Vo = (4000)(10 mV)a1 + 1 105 145 mV 10 mV b = 40 mV(1,000145) = 40,006 mV O Exemplo 10.22 mostra que, quanto maior o valor de CMRR, mais próxima a tensão de saída estará da dife- rença das entradas vezes o ganho diferencial, e o sinal de modo-comum será rejeitado. 10.10 ReSumO Conclusões e conceitos importantes 1. A operação diferencial envolve a utilização de en- tradas de polaridades opostas. 2. A operação modo-comum envolve a utilização de entradas de mesma polaridade. 3. A rejeição de modo-comum compara o ganho de entradas diferenciais ao ganho das entradas comuns. 4. Um amp-op é um amplificador operacional. 5. As características básicas de um amp-op são: Impedância de entrada bastante alta (tipicamente megaohms) Ganho de tensão bastante alto (tipicamente algumas centenas de milhares ou maior) Baixa impedância de saída (tipicamente menor que 100 Ω) 6. Terra virtual é um conceito baseado no fato prático de que a tensão de entrada diferencial entre entradas positiva (+) e negativa (–) está por volta de (virtual- mente) 0 V, se calculada como a tensão de saída (no máximo, a da fonte de alimentação) dividida pelo ganho muito alto do amp-op. 7. As conexões básicas de amp-op incluem: Amplificador inversor Amplificador não inversor Amplificador de ganho unitário Capítulo 10 amplificadores operacionais 533 Boylestad_2012_cap10.indd 533 3/11/13 6:07 PM Amplificador somador Amplificador integrador 8. As especificações amp-op incluem: Correntes e tensões de offset Parâmetros de frequência Ganho-largura de banda Taxa de inclinação equações RRMC = 20 log10 Ad Ac Amplificadorinversor: Vo Vi = - Rf R1 Amplificador não inversor: Vo Vi = 1 + Rf R1 Seguidor unitário: Vo = V1 Amplificador somador: Vo = -a Rf R1 V1 + Rf R2 V2 + Rf R3 V3b Amplificador integrador: vo(t) = - 1 RC v1(t) dt Taxa de inclinação (SR) = Vo t V>m s 10.11 análiSe COmputaCiOnal pSpice para Windows Programa 10.1 — Amp-op inversor Um amp-op inversor, mostrado na Figura 10.53, é analisado primeiro. Com o display da tensão CC ligado, o resultado após executar uma análise mostra que, para uma entrada de 2 V e um ganho de circuito de –5, Av = –RF/R1 = –500 kΩ/100 kΩ = –5 A saída é exatamente –10 V: Vo = AvVi = –5(2 V) = –10 V A entrada para o terminal negativo é –50,01 μV, o qual está virtualmente aterrado, ou em 0 V. Um circuito amp-op inversor prático está desenhado na Figura 10.54. Utilizando os mesmos valores de resistores da Figura 10.53, com um amp-op real, o μA741, obtemos a saída resultante –9,96 V, próximo do valor ideal de –10 V. Essa pequena diferença do dispositivo ideal se deve ao ganho real e à impedância de entrada do amp-op μA741. Antes de completar a análise, a seleção de Analysis Setup, Transfer Function e Output de V(RF:2) e Input Source de Vi mostrará as características de pequeno sinal na listagem de saída. O ganho do circuito pode ser visto Vo/Vi = –5 Resistência de entrada em Vi = 1 × 105 Resistência de saída em Vo = 4,95 × 10–3 Programa 10.2 — Amp-op não inversor A Figura 10.55 mostra um circuito amp-op não inversor. As tensões Figura 10.53 Amp-op inversor utilizando o modelo ideal. Figura 10.54 Circuito amp-op inversor prático. 534 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 534 3/11/13 6:07 PM de polarização são mostradas na figura. O ganho teórico do amplificador deveria ser: Av = (1 + RF/R1) = 1 + 500 kΩ/100 kΩ = 6 Para uma entrada de 2 V, a saída resultante será: Vo = AvVi = 6(2 V) = 12 V A saída está em fase com a entrada. Programa 10.3 — Circuito amp-op somador Um circuito amp-op somador como o do Exemplo 10.3 é mostrado na Figura 10.56. As tensões de polarização tam- bém estão na Figura 10.56, mostrando a saída resultante em 3 V, como calculado no Exemplo 10.3. Observe como o conceito de terra virtual funciona bem para a entrada negativa de apenas 3,791 μV. Programa 10.4 — Circuito amp-op de ganho unitário A Figura 10.57 mostra um circuito amp-op de ganho unitário com suas tensões de polarização. Para uma entrada de +2 V, a saída é exatamente +2 V. Programa 10.5 — Circuito integrador com amp-op Um circuito integrador com amp-op é mos- trado na Figura 10.58. A entrada é selecionada como VPULSE, que é ajustada para ser uma entrada do tipo degrau, como mostrado a seguir: ajuste ac = 0, dc = 0, V1 = 0 V, V2 = 2 V, TD = 0, TR = 0, TF = 0, PW = 10 ms e PER = 20 ms. Isso faz com que haja um degrau de Figura 10.55 Esquema no Design Center para o circuito amp-op não inversor. Figura 10.57 Amplificador de ganho unitário. Figura 10.56 Amplificador somador do Programa 10.3. Figura 10.58 Circuito integrador com amp-op. Capítulo 10 amplificadores operacionais 535 Boylestad_2012_cap10.indd 535 3/11/13 6:07 PM