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polaridades opostas. A Figura 10.5 mostra uma situação de entrada simples com saída dupla. Como mostrado, o sinal aplicado à entrada positiva resulta em duas saídas amplificadas de polaridades opostas. A Figura 10.6 mostra a mesma operação com uma saída única medida entre os terminais de saída (não em relação ao terra). Esse sinal de saída diferencial é Vo1 – Vo2. A saída diferencial é também chamada de sinal flutuante, pois nenhum dos terminais de saída é o terminal do terra (referência). A saída diferen- cial é duas vezes maior do que Vo1 ou Vo2, pois elas têm polaridades opostas, e, subtraindo-as, obtemos duas vezes sua amplitude (isto é, 10 V – (–10 V) = 20 V). A Figura 10.7 mostra a operação com entrada e saída diferenciais. – + Vo2 Vo1 Figura 10.5 Entrada simples com saída dupla. – + Vo2 Vo1 Vd Vi Figura 10.6 Saída diferencial. – + Vi Vo – + Vi Vo Figura 10.2 Operação com entrada simples. – + Vo – + VoVd Vi2 Vi1 Vd Figura 10.3 Operação com entrada dupla (diferencial). – +Vi1 Vi2 Vo1 Vo2 Figura 10.4 Entrada dupla com saída dupla. (a) (b) (b) (a) 506 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 506 3/11/13 6:06 PM A entrada é aplicada entre os dois terminais de entrada, e a saída é tomada entre os dois terminais de saída. Trata-se de uma operação totalmente diferencial. Operação modo-comum Quando os mesmos sinais de entrada são aplicados a ambas as entradas, o resultado é uma operação modo- -comum, como mostra a Figura 10.8. Idealmente, as duas entradas são amplificadas de maneira igual e, uma vez que produzem sinais de polaridades opostas na saída, esses sinais se cancelam, o que resulta em uma saída de 0 V. Na prática, o resultado é um pequeno sinal na saída. Rejeição de modo-comum Uma importante característica de uma conexão di- ferencial é que os sinais que são opostos nas entradas são altamente amplificados, enquanto aqueles que são comuns às duas entradas são apenas ligeiramente amplificados — a operação geral amplifica o sinal diferencial e rejeita o sinal comum às duas entradas. Visto que o ruído (qualquer sinal de entrada não desejado) costuma ser comum a ambas as entradas, a conexão diferencial tende a atenuar essa entra- da indesejada, enquanto fornece uma saída amplificada do sinal diferencial aplicado às entradas. Essa característica operacional é chamada de rejeição de modo-comum. 10.2 CiRCuitO amplifiCaDOR DifeRenCial O circuito amplificador diferencial é uma configura- ção de uso extremamente comum em unidades de Circui- tos Integrados (CI). Essa conexão pode ser descrita pela análise do amplificador diferencial básico mostrado na Figura 10.9. Note que o circuito tem duas entradas e duas saídas separadas, e que os emissores estão ligados entre si. Embora muitos circuitos amplificadores diferenciais utilizem duas fontes de alimentação de tensão distintas, o circuito também pode operar com uma única fonte. Uma série de combinações de sinais de entrada é possível: Se um sinal de entrada é aplicado a uma das en- tradas com a outra conectada ao terra, a operação é chamada de “entrada simples”. Figura 10.7 Operação com entrada e saída diferenciais. Figura 10.9 Circuito amplificador diferencial básico. Figura 10.8 Operação modo-comum. Capítulo 10 amplificadores operacionais 507 Boylestad_2012_cap10.indd 507 3/11/13 6:06 PM Se dois sinais de entrada de polaridades opostas são aplicados, a operação é chamada de “entrada dupla”. Se o mesmo sinal de entrada é aplicado a ambas as entradas, a operação é chamada de “modo-comum”. Em uma operação com entrada simples, aplica-se um único sinal de entrada. No entanto, devido à cone- xão emissor-comum, o sinal de entrada aciona ambos os transistores, resultando na saída em ambos os coletores. Em uma operação com entrada dupla, aplicam-se dois sinais de entrada, sendo que a diferença das entradas resulta em saídas em ambos os coletores por causa da diferença dos sinais aplicados a ambas as entradas. Em uma operação modo-comum, o sinal de entrada comum resulta em sinais opostos em cada coletor, e esses sinais se cancelam, de maneira que o sinal de saída resul- tante é igual a zero. Na prática, os sinais opostos não se cancelam por completo, e o resultado é um pequeno sinal. A principal característica do amplificador diferencial é o ganho muito grande quando sinais opostos são apli- cados às entradas, em comparação com o ganho muito pequeno resultante de entradas comuns. A razão entre o ganho diferencial e o ganho de modo-comum é chamada de rejeição de modo-comum. polarização CC Analisaremos primeiro a operação de polarização CC do circuito da Figura 10.9. Com entradas CA obtidas das fontes de tensão, a tensão CC em cada entrada está essencialmente conectada a 0 V, como mostra a Figura 10.10. Com cada tensão de base em 0 V, a tensão de po- larização CC do emissor-comum é: VE = 0 V – VBE = – 0,7 V A corrente de polarização CC de emissor é, então, IE = VE - ( - VEE) RE VEE - 0,7 V RE (10.1) Supondo que os transistores estejam bem casados (como ocorreria em um circuito integrado), obtemos IC1 = IC2 = IE 2 (10.2) o que resulta em uma tensão de coletor de: VC1 = VC2 = VCC - ICRC = VCC - IE 2 RC (10.3) eXemplO 10.1 Calcule as tensões e correntes CC no circuito da Figura 10.11. Solução: Equação 10.1: IE = VEE - 0,7 V RE = 9 V - 0,7 V 3,3 k 2,5 mA A corrente de coletor é então Equação 10.2: IC = IE 2 = 2,5 mA 2 = 1,25 mA VB = 0 V +VCC IE 2 ≅IC IE 2 RE −VEE IE IE 2 IE 2≈IC RC VC1 Q1 Q2 VE VC2 RC VB = 0 V Figura 10.10 Polarização CC do circuito amplificador diferencial. , , , Figura 10.11 Circuito amplificador diferencial para o Exemplo 10.1. 508 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 508 3/11/13 6:06 PM resultando em uma tensão de coletor de Equação 10.3: VC = VCC – ICRC = 9 V – (1,25 mA)(3,9 kΩ) ≈ 4,1 V A tensão de emissor-comum é, portanto, – 0,7 V, en- quanto a tensão de polarização do coletor está próxima de 4,1 V para ambas as saídas. Operação Ca do circuito Uma conexão CA de um amplificador diferencial é mostrada na Figura 10.12. Sinais de entrada separados são aplicados como Vi1 e Vi2, com saídas separadas resul- tantes Vo1 e Vo2. Para realizar a análise CA, redesenhamos o circuito na Figura 10.13. Cada transistor é substituído por seu equivalente CA. Ganho de tensão CA com saída simples Para calcular o ganho de tensão CA com saída simples, Vo/Vi, apli- que sinal a uma entrada com a outra ligada ao terra, como mostra a Figura 10.14. O equivalente CA dessa conexão está desenhado na Figura 10.15. A corrente de base CA pode ser calculada utilizando-se a Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK) para malha de entrada na base 1. Supondo-se que os dois transistores estão bem casados, então Ib1 = Ib2 = Ib ri1 = ri2 = ri = βre Com RE muito grande (idealmente infinita), o cir- cuito para obtenção da equação pela LTK é simplificado para o da Figura 10.16, a partir do qual podemos escrever Vi1 – Ibri – Ibri = 0 Figura 10.13 Equivalente CA do circuito amplificador diferencial. −VEE Q2 VE Vi2 Vi1 Vo1 Vo2 +VCC RE RCRC Q1 Figura 10.12 Conexão CA do amplificador diferencial. RE +VCC –VEE Vi1 Q1 Q2 Vo1 RC RC = 0Vi2 Figura 10.14 Conexão para calcular AV1 = Vo1/Vi1. Capítulo 10 amplificadores operacionais 509 Boylestad_2012_cap10.indd 509 3/11/13 6:06 PM de maneira que Ib = Vi1 2ri = Vi 2bre Se também assumirmos que β1 = β2 = β então, IC = bIb = b Vi 2bre = Vi 2re e a magnitude da tensão de saída em cada coletor é Vo = ICRC = Vi 2re RC = RC 2re Vi e o valor do ganho de tensão com entrada simples em cada coletor é Av = Vo Vi = RC 2re (10.4) eXemplO 10.2 Calcule a tensão de saída simples Vo1 para o circuito da Figura 10.17. Solução: Os cálculos de polarização CC fornecem: IE = VEE - 0,7V RE = 9 V - 0,7 V 43 k = 193 m A Logo, a corrente CC de coletor é IC = IE 2 = 96,5 mA de maneira que VC = VCC – ICRC = 9 V – (96,5 µA)(47 kΩ) = 4,5 V O valor de re é, então, re = 26 0,0965 269 Vi1 Ib1 Vo1 Vo2 Ib2 = 0Vi2 ri2 RE ri1 RC RC IC1 IC2 β 1 Ib1 β 2 Ib2 Figura 10.15 Equivalente CA de circuito da Figura 10.14. Q1 Q2 RC Vo + 9 V – 9 V 47 kΩ 47 kΩ 43 kΩ 20 kΩ Vi1 = 2 mV = ri2 =ri1 75= β2 =β1 Figura 10.17 Circuito para os exemplos 10.2 e 10.3. Vi1 RE ≅ ∞ = IbIb1 = riri1 = Vi = IbIb2 = riri2 + – Figura 10.16 Circuito parcial para o cálculo de Ib. 510 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 510 3/11/13 6:06 PM O valor do ganho de tensão CA pode ser calculado pela Equação 10.31: Av = RC 2re = (47 k ) 2(269 ) = 4,78 o que proporciona uma tensão CA de saída de magnitude Vo = AvVi = (87,4)(2 mV) = 174,8 mV = 0,175 V Ganho de tensão CA com saída dupla Uma análise semelhante pode ser usada para mostrar que, para a condição de sinais aplicados a ambas as entradas, o valor do ganho de tensão diferencial é Ad = Vo Vd = RC re (10.5) onde Vd = Vi1 – Vi2. Circuito de operação em modo-comum Embora um amplificador diferencial forneça grande amplificação sobre a diferença dos sinais aplicada a ambas as entradas, ele também deve proporcionar uma amplifi- cação pequena do sinal comum a ambas as entradas. Uma conexão CA mostrando uma entrada comum a ambos os transistores é apresentada na Figura 10.18. O circuito equivalente CA está desenhado na Figura 10.19, e a partir dele podemos escrever Ib = Vi - 2(b + 1)IbRE ri que pode ser reescrito como Ib = Vi ri + 2(b + 1)RE A magnitude da tensão de saída é, portanto, Vo = ICRC = bIbRC = bViRC ri + 2(b + 1)RE o que fornece uma amplitude de ganho de tensão de: Ac = Vo Vi = bRC ri + 2(b + 1)RE (10.6) eXemplO 10.3 Calcule o ganho de modo-comum para o circuito am- plificador da Figura 10.17. Solução: Equação 10.6: Ac = Vo Vi = bRC ri + 2(b + 1)RE = 75(47 k ) 20 k + 2(76)(43 k ) = 0,54 Figura 10.19 Circuito CA da conexão modo-comum. Figura 10.18 Conexão modo-comum. Capítulo 10 amplificadores operacionais 511 Boylestad_2012_cap10.indd 511 3/11/13 6:06 PM uso de fonte de corrente constante Um bom amplificador diferencial apresenta um ganho diferencial muito grande Ad, que é muito maior do que o ganho de modo-comum Ac. A capacidade de rejeição de modo-comum do circuito pode ser consideravelmente melhorada fazendo-se o ganho de modo-comum o menor possível (idealmente, 0). Pela Equação 10.6, vemos que quanto maior for RE, menor será Ac. Um método comum de aumentar o valor CA de RE é utilizar um circuito de fonte de corrente constante. A Figura 10.20 mostra um ampli- ficador diferencial com fonte de corrente constante para fornecer um valor elevado de resistência entre o emissor- -comum e o terra CA. O principal melhoramento desse circuito em relação ao da Figura10.9 é a impedância CA muito maior para RE obtida pelo uso da fonte de corrente constante. A Figura 10.21 mostra o circuito CA equivalente para o circuito da Figura 10.20. Uma fonte de corrente constante utilizada na prática é mostrada como uma alta impedância, em paralelo com a fonte de corrente constante. Figura 10.20 Amplificador diferencial com fonte de corrente constante. eXemplO 10.4 Calcule o ganho de modo-comum para o amplificador diferencial da Figura 10.22. Solução: Usar RE = ro = 200 kΩ fornece: Ac = bRC ri + 2(b + 1)RE = 75(10 k ) 11 k + 2(76)(200 k ) = 24,7 × 10 3 10.3 CiRCuitOS amplifiCaDOReS DifeRenCiaiS Bifet, BimOS e CmOS Embora a seção anterior tenha apresentado uma introdução para o amplificador diferencial usando disposi- tivos bipolares, unidades comercialmente disponíveis tam- bém utilizam transistores JFET e MOSFET para construir esses tipos de circuito. Um circuito integrado construído tanto com transistores bipolares (Bi) quanto com transis- tores de efeito de campo de junção (FET) é chamado de circuito BiFET. Um circuito integrado construído tanto com transistores bipolares (Bi) quanto com transistores MOSFET (MOS) é chamado de circuito BiMOS. Por fim, um circuito construído com transistores MOSFET de tipos opostos é um circuito CMOS. O CMOS é uma forma de circuito comum em circui- tos digitais e usa transistores MOSFET tipo intensificação tanto de canal n quanto de canal p (Figura 10.23). Esse circuito MOSFET complementar ou CMOS utiliza esses transistores de tipo oposto (ou complementar). A entrada Vi é aplicada a ambas as portas com a saída tomada dos drenos conectados. Antes de abordar a operação do circuito CMOS, repassaremos o funcionamento dos transistores MOSFET tipo intensificação. Operação nmOS ligado/desligado A curva característica de dreno de um MOSFET tipo intensificação de canal n ou um transistor nMOS é mostrada na Figura 10.24(a). Com 0 V aplicado entre porta e fonte, não há corrente de dreno. Somente quando VGS é aumentada e ultrapassa o valor de limiar do dispositivo VTh, gera-se alguma corrente. Com uma entrada de, digamos, Figura 10.21 Equivalente CA do circuito da Figura 10.20. 512 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 512 3/11/13 6:06 PM +5 V, o dispositivo nMOS está totalmente ligado com corrente ID presente. Em resumo: Uma entrada de 0 V deixa o nMOS “desligado”, enquanto uma entrada de +5 V liga o nMOS. Operação pmOS ligado/desligado A curva característica de dreno para um MOSFET de canal p ou um transistor pMOS é mostrada na Fi- gura 10.24(b). Quando se aplica 0 V, o dispositivo está “desligado” (não há presença de corrente), enquanto para uma entrada de –5 V (além da tensão limiar), o dispositivo é “ligado” com uma corrente de dreno pre- sente. Em resumo: Figura 10.23 Circuito inversor CMOS. −VTh EmVGS = 0 V ID = 0 (dispositivo “desligado”) EmVGS = −5 V ID = está presente (dispositivo “ligado”) 0 VGS (V) (b) pMOS ID (mA)ID (mA) nMOS VGS (V) +VTh0 EmVGS = +5 V ID = está presente (dispositivo “ligado”) Em VGS = 0 V ID = 0 (dispositivo “desligado”) (a) Figura 10.24 Curvas características do MOSFET tipo intensificação que mostram os estados ligado e desligado: (a) nMOS; (b) pMOS. 10 kΩ +9 V Q1 Q2 Vi Q3 5,1 kΩ −9 V R2 8,2 kΩR1 1 kΩ =β 1 β 2 = β 75= ri1 = ri2 = ri 11 kΩ= Q3 =ro 200 kΩ β 3 = 75 10 kΩ Figura 10.22 Circuito para o Exemplo 10.4. Capítulo 10 amplificadores operacionais 513 Boylestad_2012_cap10.indd 513 3/11/13 6:06 PM VGS = 0 V deixa o pMOS “desligado”; VGS = –5 V liga o pMOS. Verificaremos a seguir como o circuito CMOS real da Figura 10.25 funciona para uma entrada de 0 V ou +5 V. entrada de 0 V Quando aplicamos 0 V como entrada para o circuito CMOS, fornecemos 0 V para ambas as portas dos tran- sistores nMOS e pMOS. A Figura 10.25(a) mostra que Para nMOS (Q1): VGS = Vi – 0 V = 0 V – 0 V = 0 V Para pMOS (Q2): VGS = Vi – (+5 V) = 0 V – 5 V = –5 V Uma entrada de 0 V em um transistor nMOS Q1 deixa esse dispositivo “desligado”. A mesma entrada de 0 V, no entanto, resulta na tensão porta-fonte do transistor pMOS Q2 igual a –5 V (porta em 0 V é 5 V menor do que a fonte em +5 V), o que faz com que esse dispositivo seja ligado. A saída Vo é, então, +5 V. entrada de +5 V Quando Vi = +5 V, ela fornece +5 V para ambas as portas. A Figura 10.25(b) mostra que Para nMOS (Q1): VGS = Vi – 0 V = +5 V – 0 V = +5 V Para pMOS (Q2): VGS = Vi – (+5 V) = +5 V – 5 V = 0 V Essa entrada faz com que o transistor Q1 seja ligado e o transistor Q2 se mantenha desligado, com a saída próxima de 0 V, através da condução do transistor Q1. A conexão CMOS da Figura 10.23 funciona como um inversor lógico com Vo oposta a Vi, tal como mostra a Tabela 10.1. Os circuitos utilizados a seguir para mostrar os vários circuitos multidispositivos são, na maior parte, simbóli- cos, uma vez que os circuitos reais utilizadosem CIs são muito mais complexos. A Figura 10.26 mostra um circuito BiFET com transistores JFET nas entradas e transistores bipolares formando a fonte de corrente (usando um circuito Desligado Desligado Ligado Ligado Figura 10.25 Operação de circuito CMOS: (a) saída +5 V, (b) saída 0 V. +V Vo Vi2 −V Vi1 Figura 10.26 Circuito amplificador diferencial BiFET. Tabela 10.1 Operação de circuito CMOS. V i (V) Q1 Q2 V o )V( 0 5 5 0 Ligado Ligado Desligado Desligado 514 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap10.indd 514 3/11/13 6:06 PM espelho de corrente). O espelho de corrente assegura que cada JFET funcione com a mesma corrente de polarização. Em operação CA, o JFET fornece uma alta impedância de entrada (bem mais elevada do que a obtida utilizando-se somente transistores bipolares). A Figura 10.27 mostra um circuito com transistores MOSFET de entrada e transistores bipolares para as fon- tes de corrente; neste caso, a unidade BiMOS apresenta impedância de entrada ainda mais elevada do que a BiFET por causa do uso de transistores MOSFET. Por fim, um circuito amplificador diferencial pode ser construído a partir de transistores MOSFET complemen- tares, como mostra a Figura 10.28. Os transistores pMOS fornecem as entradas opostas, ao passo que os transistores nMOS operam como a fonte de corrente constante. Uma única saída é retirada do ponto comum entre transistores nMOS e pMOS de um lado do circuito. Esse tipo de ampli- ficador diferencial CMOS é particularmente adequado para o funcionamento com baterias devido ao baixo consumo de energia de um circuito CMOS. 10.4 funDamentOS BáSiCOS De amp-OpS Um amplificador operacional é um amplificador de ganho muito alto com uma impedância de entrada muito alta (normalmente alguns megaohms) e uma baixa impe- dância de saída (menor do que 100 Ω). O circuito básico é construído utilizando-se um amplificador diferencial com duas entradas (positiva e negativa) e ao menos uma saída. A Figura 10.29 mostra uma unidade de amp-op básica. Como já discutimos, a entrada positiva (+) produz uma saída que está em fase com o sinal aplicado, enquanto um sinal de entrada negativa (–) resulta em uma saída com polaridade oposta. O circuito CA equivalente do amp-op é mostrado na Figura 10.30(a). Como podemos ver, o sinal de entrada aplicado entre os terminais de entrada enxerga uma impedância de entrada, Ri, normalmente muito alta. A tensão de saída é mostrada como sendo o ganho do ampli- ficador multiplicado pelo sinal de entrada, tomado através de uma impedância de saída, Ro, normalmente muito baixa. Um circuito amp-op ideal, mostrado na Figura 10.30(b), teria impedância de entrada infinita, impedância de saída nula e um ganho de tensão infinito. amp-op básico A conexão de circuito básico que utiliza um amp-op é mostrada na Figura 10.31. Esse circuito opera como um multiplicador de ganho constante. Um sinal de entrada V1 é aplicado através do resistor R1 à entrada negativa. A saída é, então, conectada de volta à mesma entrada negativa através do resistor Rf. A entrada positiva é conectada ao terra. Visto que o sinal V1 é aplicado exclusivamente à entrada negativa, a saída resultante é de fase oposta ao sinal de entrada. A Fi- gura 10.32(a) mostra o amp-op substituído por seu circuito CA equivalente. Se utilizarmos o circuito equivalente ideal para o amp-op, substituindo Ri por uma resistência infinita Vo I +V Vi2 −V Vi1 Figura 10.27 Circuito amplificador diferencial BiMOS. Entrada inversora Saída Entrada não inversora Amp-op Figura 10.29 Amp-op básico. pMOS nMOS Figura 10.28 Amplificador diferencial CMOS. Capítulo 10 amplificadores operacionais 515 Boylestad_2012_cap10.indd 515 3/11/13 6:06 PM