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SCIENTIA NATURALIS 
 
Scientia Naturalis, v. 5, n. 1, p.1-9, 2023 
 
Home page: http://revistas.ufac.br/revista/index.php/SciNat 
 
 ISSN 2596-1640 
 
Dengue e seus marcadores sorológicos com seus impactos 
econômicos e sociais no Brasil 
 
Esther Fonseca Lopes 1, Marcos Claudio do Nascimento Castorino 1, Anna Lea Silva 
Barreto2* 
 
1 Discente do Centro universitário IBMR, Curso de Bacharelado de Biomedicina, Rio de Janeiro, Rio de 
Janeiro, Brasil, 2 Docente do Centro universitário IBMR, Curso de Bacharelado de Biomedicina, Rio de 
Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil 
*anna.barreto@ulife.com.br 
 
 
 
 
RESUMO 
A Dengue é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus pertencente à família Flaviviridae, 
do gênero Flavivírus. Classificada de forma não taxônomica como arbovirose, logo , a transmissão ocorre 
por um vetor infectado– o mosquito fêmea do Aedes aegypti. Atualmente, são registrados quatro sorotipos 
de dengue no Brasil, sendo eles denominados de: DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4. Havendo até três 
formas clínicas existentes de infecção, sendo elas: dengue assintomática , dengue clássica e a dengue 
hemorrágica. Durante décadas, a dengue tem sido um problema grave de saúde pública para o estado, tendo 
insidencia maior na população urbana de baixa renda. Devido a barreiras sociais, economicas e geograficas. 
Diminuindo ainda mais o poder de ação e fiscalização dos orgãos públicos para essa patologia, aumentando 
assim gastos com a recuperação da populaçao afetada, ao inves de mais investimentos na prevenção contra 
a dengue. gerando assim um prejuízo econômico e social ainda maior para essa população. 
 
Palavras-chave: Vírus da Dengue; Epidemia; Brasil. 
 
 
Dengue and its serological markers with their economic and 
social impacts in Brazil 
 
ABSTRACT 
Dengue is an acute febrile infectious disease, caused by a virus belonging to the Flaviviridae family, of 
the Flavivirus genus. Classified non-taxonomically as an arbovirus, therefore, transmission occurs by an 
infected vector – the female Aedes aegypti mosquito. Currently, four serotypes of dengue are registered 
in Brazil, which are called: DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4. There are up to three existing 
clinical forms of infection, namely: asymptomatic dengue, classic dengue and hemorrhagic dengue. For 
decades, dengue has been a serious public health problem for the state, with a greater influence on the 
low-income urban population. Due to social, economic and geographic barriers. Further reducing the 
power of action and supervision of public bodies for this pathology, thus increasing spending on the 
recovery of the affected population, instead of more investments in dengue prevention. Thus generating 
even greater economic and social damage for this population. 
 
http://revistas.ufac.br/revista/index.php/SciNat
mailto:*anna.barreto@ulife.com.br
 
Keywords: Dengue’s Virus; Epidemic; Brazil. 
 
INTRODUÇÃO 
A Dengue é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus pertencente 
à família Flaviviridae, do gênero Flavivírus. Classificada de forma não taxônomica como 
arbovirose, ou seja, a transmissão ocorre por um vetor infectado– o mosquito fêmea do 
Aedes aegypti. O vetor se prolifera principalmente, em áreas urbanas, em ambientes 
quentes e úmidos, características de países tropicais e subtropicais. Caracterizado como 
um inseto de comportamento estritamente urbano, sendo atípico obter amostras de seus 
ovos ou larvas em reservatórios de água nas matas. Devido à presença do mosquito no 
ciclo de transmissão da dengue, qualquer endemia ou epidemia de dengue está 
diretamente correlacionada à concentração da densidade do vetor, isto é, quanto mais 
insetos, maior a probabilidade de o vírus ser repassado (RAUPP et al., 2014). 
 Atualmente, são registrados quatro sorotipos de dengue no Brasil, sendo eles 
denominados de: DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4. Havendo até três formas 
clínicas existentes de infecção, sendo elas: dengue assintomática (sem sintomas), dengue 
clássica e a dengue grave (dengue hemorrágica). 
 Dengue clássica, os primeiros sinais de infecção são febre acima de 38,5˚ C, 
cefaleia, dores em articulações e musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-
estar, falta de apetite, enjoo com ou sem presença de vômito e manchas vermelhas no 
corpo durando de 2 a 7 dias (RAUPP et. al., 2014). 
 Já na dengue hemorrágica, há indicações iniciais similares ao da clássica, 
contudo, suas evoluções para manifestações hemorrágicas progridem rapidamente. 
Havendo dores abdominais intensas, febre podendo manter-se elevada por duas a uma 
semana, dificuldade respiratória, palidez, inconstância na pulsação e sangramento de 
mucosas podendo levar o paciente ao choque anafilático ou até mesmo à óbito (GUBLER, 
1998). 
 Atualmente, não existe um tratamento específico para o vírus da dengue, logo, é 
de suma importante atentar-se às manifestações clínicas, desde as inaparentes, até às 
manifestções mais graves, através do acompanhamento médico. A indicação é repouso e 
hidratação para uma melhora clínica do paciente. Existindo a possibilidade ser aplicada a 
vacina contra a dengue, a Dengvaxia®, fabricada pelo laboratório francês Sanofi 
Pasteur® é disponibilizada de forma privada no Brasil, atualmente só é recomendada para 
quem já sofreu exposição ao vírus, mesmo sendo de forma assintomática. É permitido a 
vacinação de crianças a partir de 9 anos de idade, adolescentes e adultos até 45 anos, de 
acordo com a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização). 
 Os métodos mais utilizados pelo SUS nos dias atuais são, campanhas de 
prevenção e de conscientização da população para controle contra a proliferação de seu 
vetor, evitando o favorecimento de criadouros, onde possibilitam uma maior reprodução 
( MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023). 
 A dengue atua desde o século XIX no Brasil, tendo todos os sorotipos presentes 
e ativos no estado do Rio de Janeiro causando prejuízo social e econômico ao estado. 
Portanto, o objetivo deste estudo é realizar uma revisão de literatura com base em 
materiais bibliográficos publicados nos últimos pelo menos 15 anos sobre o tema 
abordado. 
O objetivo desse artigo é relatar e conscientizar de forma plausível o que é a 
dengue no Brasil e seus impactos, sobre um aspecto que seja possível analisar o problema 
de um ângulo pragmático. Levando conjuntamente em consideração, sua consequência 
social e econômica para o país atingido pela doença como um todo, desde a sua origem 
até os dias atuais, seja diretamente pelo vírus ou passivamente pelo impacto social ou 
econômico. 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
Foi realizada uma revisão narrativa de literatura sobre o tema proposto, foram 
selecionados artigos, publicações e estudos sobre o tema proposto. Buscas por meio de 
sites acadêmicos pelo Google Acadêmico, livros, obras literárias, artigos científicos, entre 
outras fontes, como Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Foram selecionados 
materiais já publicados ao menos nos últimos quinze anos, para assim trazer de forma 
acessível informações minunciosas para população atual. Trazer a relevância dos 
impactos econômicos e sociais que esta patologia pode causar a sociedade, efetuando 
análises conceituadas para uma estrutura objetiva e analítica sobre a tese. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Dengue 
A Dengue é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus que 
pertence ao gênero Flavivírus, família Flaviviridae (da qual o vírus da febre amarela 
também pertence), que contém aproximadamente 70 vírus (FUNDAÇÃO OSWALDO 
CRUZ, 2013). 
Classificada de forma não taxonômica como arbovirose, ou seja, a transmissão 
ocorre por um vetor artrópode infectado, o mosquito fêmea do Aedes aegypti. Todos os 
flavivírus têm epítopos de grupo comuns na proteína do envelope que resultam em 
extensas reações cruzadas em testes sorológicos. Isso dificultao diagnóstico sorológico 
inequívoco dos flavivírus. Isso é especialmente verdadeiro entre os quatro vírus da 
dengue. A infecção com um sorotipo de dengue fornece imunidade permanente a esse 
vírus, mas não há imunidade de proteção cruzada para os outros sorotipos. Assim, as 
pessoas que vivem em uma área de dengue endêmica podem ser infectadas mais de uma 
vez, aumentando assim a chance de desenvolver a forma grave da doença (GLUBER D.J., 
1998). 
 
Vetor e incidência da dengue 
Este vetor é originário do Egito, no continente Africano, contudo, ele se espalhou 
e tem se propagado sobre as regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século 
XIV, intensificado no período das Grandes Navegações e colonizações. Acredita-se que 
ele foi introduzido nas américas no período colonial, por meio de navios que traficavam 
pessoas escravizadas, atravessavam continentes em busca de especiarias (SILVA, L. J., 
2008). 
Descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, o vetor foi denominado 
Culex aegypti. O atual nome científico – Aedes aegypti – foi estabelecido no ano de 1818, 
após a descrição do gênero Aedes. Há Relatos da Organização Pan-Americana de Saúde 
(OPAS) mostrando que a primeira epidemia de dengue no continente americano ocorreu 
no Peru, no início do século 19, com pequenos surtos no Caribe, Estados Unidos, 
Colômbia e Venezuela. Os primeiros relatos de dengue em território brasileiro datam do 
final do século XIX, na cidade de Curitiba (PR), e do início do século XX, em Niterói 
(RJ). No início do século XX, o vetor já era um considerável problema, mas não por conta 
da dengue, a principal preocupação da época era a transmissão da febre amarela (BRAGA 
I. A., 2007). 
Em 1955 o Brasil erradicou o Aedes aegypti como resultado de medidas para 
controle da febre amarela. No final da década de 1960, o relaxamento das medidas 
adotadas levou à infeliz reintrodução do vetor em território nacional, atualmente o 
mosquito é encontrado em todos os Estados brasileiros (BRAGA I. A., et al., 2007). 
Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, a primeira notícia do vírus no país 
documentada de forma clínica e laboratorialmente, ocorreu dentre os anos de 1981-1982, 
em Boa Vista (RR), causada pelos vírus variantes DENV-1 e DENV-4. Logo após, no 
ano de 1986, houve epidemias no Rio de Janeiro e em algumas capitais do Nordeste. Até 
os dias atuais, a dengue vem ocorrendo no Brasil (PATUSSI RODOLFO, 2008). 
A incidência da dengue tem se agravado nos últimos 10 anos. 2,5 bilhões de 
pessoas de mais de 100 países têm se exposto a esta doença viral. Mesmo que em sua 
maioria decorra no Sudeste Asiático e Oeste Pacífico, o índice de casos e mortes, esta 
incidência, decorrentes da dengue hemorrágica, nas Américas têm crescido 
significativamente (BRAGA I. A., et al., 2007). 
Ademais, de acordo com o boletim publicado pelo Ministério da Saúde, o número 
de casos e óbitos têm se excedido a cada ano. Em 2022, foram comprovados um total de 
1,4 milhão de casos e 1.017 mortes, comparado a outros países, Brasil tem seu recorde 
anual em casos registrados. 
A seguir, dados epidemiológicos de óbitos por Dengue no Brasil, de 2010 a 2022. 
 
 
 
Vírus da dengue 
O vírus causador da dengue é um importante problema de saúde no Brasil. Todos 
os anos, o combate à proliferação do mosquito transmissor é intensificado, com agentes 
comunitários visitando as casas para detectar possíveis reservatórios que facilitem a 
proliferação do mosquito (CAMPOS et al., 2015). 
Atualmente, são registrados quatro sorotipos de dengue no Brasil, sendo eles 
denominados de: DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4. Havendo até três formas 
clínicas existentes de infecção, sendo elas: dengue assintomática (sem sintomas), dengue 
clássica e a dengue grave (dengue hemorrágica) (JONDUO et al., 2022). 
Em áreas onde vários sorotipos de DENV são transmitidos simultaneamente, 
casos clínicos causados por mais de um sorotipo de DENV podem ser mais comuns do 
que se pensava anteriormente. As altas taxas de ataque que ocorrem durante as epidemias 
também oferecem oportunidades para os mosquitos se infectarem com dois ou mais 
sorotipos de DENV. No Brasil, uma coinfecção com DENV-1 e DENV-2 foi relatada em 
2001, DENV-2 e DENV-3 em 2005, e DENV-3 e DENV-4 entre 674 pacientes com febre 
aguda indiferenciada do Centro de Referência em Medicina Tropical de Manaus, 
Amazonas, entre 2005 e 2010. Portanto, a coinfecção com sorotipos distintos do DENV 
durante os surtos pode ser esperada. 
Tem sido postulado que infecções concomitantes por múltiplos sorotipos de 
DENV podem influenciar o curso clínico da doença. Este é considerado como um único 
fator importante para o surgimento de dengue grave (ANDRADE et al., 2016). 
 
Dengue clássica 
A dengue clássica é caracterizada pelo início súbito de febre e uma variedade de 
sinais e sintomas inespecíficos, incluindo cefaleia frontal (dor de cabeça), dor retro-
orbitária (dor atrás dos olhos), dores no corpo, náuseas e vômitos, dores nas articulações, 
fraqueza e erupções cutâneas. Os pacientes podem ser anoréxicos, ter paladar alterado e 
dor de garganta leve. A constipação é ocasionalmente relatada; diarreia e sintomas 
respiratórios são relatados com pouca frequência e podem ser decorrentes de infecções 
concomitantes (SECRETARIA DA SAÚDE, 2022). 
A temperatura inicial pode subir para 38° a 40° C e a febre pode durar de 2 a 7 
dias. Podendo cair após alguns dias, apenas para retornar 12 a 24 horas depois. Uma 
bradicardia relativa pode ser observada apesar da febre. A dengue é geralmente 
autolimitada e raramente é fatal. A fase aguda da doença dura de 3 a 7 dias, mas a fase de 
convalescença pode se prolongar por semanas e pode estar associada a fraqueza e 
depressão, especialmente em adultos. (SECRETARIA DA SAÚDE, 2022). 
 
Dengue Hemorrágica 
A dengue possui características que contribuem para que haja a degradação dessa 
patologia. Dentre essas características podemos ressaltar o aumento da permeabilidade 
vascular observado na dengue hemorrágica, podendo acarretar ao extravasamento do 
plasma, plaquetopenia pela hemostasia fora da normalidade (MENDES M. S., 2022). 
Os sintomas iniciais da dengue hemorrágica, são semelhantes aos da dengue 
clássica, no entanto, evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas. As formas 
graves do vírus são geralmente caracterizadas por: Febre alta, fenômenos hemorrágicos, 
hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a 
trombocitopenia com hemoconcentração concomitante (MENDES M. S., 2022). 
Ademais, de acordo com a Organização Mundial da saúde (OMS), nos casos 
graves de dengue hemorrágica, há chance de o paciente apresentar caso de choque, que 
geralmente ocorre entre o 3º e 7º dia de doença, precedido por um ou mais sinais de alerta. 
O choque é consequente do aumento da permeabilidade vascular seguido de 
hemoconcentração e falência circulatória. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 
a 24 horas ou à uma melhora significativa, após terapia anti-choque adequada. 
 
Marcadores Sorológicos 
 
 O diagnóstico da infecção pelo vírus DENV, envolve uma ou mais metodologias 
que podem incluir o isolamento viral, testes moleculares e sorológicos. Tais métodos 
permitem a detecção do vírus, do RNA viral, do antígeno (Ag) viral NS1 e de anticorpos 
ao DENV, imunoglobulinas (Ig) das classes G (IgG) e M (IgM), cada qual com 
aplicabilidade associada às diferentes fases da doença (SENGVILAIPASEUTH et al., 
2017). 
 Vantagens e algumas limitações dos recursos laboratoriais para o diagnóstico de 
dengue: 
 Para sorologia (IgG e IgM): 
• Só se mostra positiva para IgM após o quinto dia de infecção aguda; 
• Necessita de uma segunda amostra para determinar a conversão da IgG; 
• Tem sua interpretação dificultada em casos de indivíduos previamente 
infectados pelo vírus da dengue. 
 PCR em temporeal: 
• Apresenta resultado positivo já no início da fase sintomática; 
• Faz o diagnóstico por meio de uma única amostra; 
• Diagnostica a dengue mesmo em situações de reinfecção. 
 Isolamento do vírus: 
• Identifica o sorotipo, o que tem importância epidemiológica; 
• É uma técnica trabalhosa, disponível apenas em laboratórios de pesquisa; 
• Requer alguns dias para ser concluído. 
 
 Testes para detecção do antígeno NS1 são amplamente utilizados na fase inicial da 
doença, que ocorre antes do surgimento de anticorpos específicos. A proteína NS1 está 
presente no soro de indivíduos infectados desde o primeiro dia do aparecimento dos 
sintomas e permanece detectável até o quinto ou sexto dia de evolução da infecção. Na 
infecção primária, anticorpos IgM começam a aparecer, alguns dias após os anticorpos 
IgG, sendo detectáveis a partir do quinto dia de infecção. Os títulos de IgG aumentam 
lentamente a partir da primeira semana de infecção e permanecem detectáveis por toda a 
vida. Indivíduos com imunidade prévia ao DENV ou mesmo a outro Flavivírus 
desenvolvem uma resposta secundária caracterizada pelo rápido aumento no título de IgG 
quase que imediatamente após o início dos sintomas (SENGVILAIPASEUTH et al., 
2017).test 
 Segue abaixo, imagem ilustrativa, exemplificando caso pós infecção, as fases 
clínicas da dengue, alguns sintomas clínicos, seu potencial de ação e suas evoluções. 
Fonte: Intituto Vida, 2019. 
 
 
 Os testes de diagnóstico combinados que detectam antígenos e anticorpos, (NS1/ 
IgM/ IgG e IgA) facilitam o diagnóstico de indivíduos com infecção pelo DENV em 
qualquer período do curso clínico da doença. Dentre os métodos diagnósticos oferecidos, 
a utilização dos ensaios imunocromatográficos de fluxo lateral conhecidos como testes 
rápidos, merecem destaque. São testes amplamente empregados na detecção do antígeno 
NS1 e de anticorpo IgM e IgG em muitos serviços públicos e privados de saúde. 
Caracterizam-se por serem de simples execução e necessitam, na grande maioria, de 15 a 
20 min para obtenção do resultado. Possuem baixo custo comparativo quando utilizados 
em populações numerosas, além de serem convenientes para distribuição nos locais mais 
distantes dos principais centros de saúde. Entretanto, testes diagnósticos mais sensíveis 
e específicos são necessários para que os indivíduos infectados recebam cuidados 
apropriados e para que dados epidemiológicos sejam fidedignos na implementação 
eficiente de políticas públicas de saúde (SENGVILAIPASEUTH et al., 2017). 
 
 
 
Dados Sociais e econômicos 
 
 O impacto social e econômico da dengue no Brasil é muito alto, pois a doença afeta 
principalmente as populações mais pobres e vulneráveis, que vivem em áreas urbanas 
com precárias condições de saneamento, habitação e infraestrutura. Além disso, a dengue 
gera custos diretos e indiretos para o sistema de saúde, para a produtividade e para a 
qualidade de vida das pessoas. 
 De acordo com OMS (Organização Mundial da Saúde) estima-se que cerca de 2,5 
bilhões obtem o risco de contrair a doença, além disso, 50 milhões de casos anuais de 
dengue no mundo, trazendo um considerável número de hospitalizados e até a óbitos 
(FIGUEIREDO, 2020). 
 Acerca do Brasil, no ano de 2020, foram notificados 947.192 casos de infecções. 
Em comparação à 2021, que foram 544.184 casos notificados. Este registro, notifica uma 
queda de percentual por um pouco mais de 40%. Entretanto, ainda assim, é um caso de 
registro protuberante (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, 2022). 
 A relação entre a dengue e o processo de urbanização desorganizada e intensa no 
país, favorece a proliferação do mosquito vetor e a exposição da população ao risco de 
infecção. É de suma destacar a importância das políticas públicas de saneamento, 
habitação, educação e saúde para o controle da doença, bem como a participação da 
sociedade civil na prevenção e no combate ao mosquito (MEDONÇA et al., 2009). 
 Neste cenário de expansão urbana desequilibrada, cria um ambiente favorável para 
a propagação do Aedes aegypti, agravando mais para uma infraestrutura insustentável e 
privando a sociedade de qualidade de vida. 
 Vale ressaltar que além dos custos para o sistema de saúde, a dengue também gera 
impactos na economia, pois afeta a produtividade e a renda dos trabalhadores, que 
precisam se afastar do emprego por, pelo menos, seis dias quando adoecem. Em resumo, 
a dengue é uma doença que tem um grande impacto social e econômico no Brasil, que 
depende de ações integradas e eficientes de prevenção, controle, diagnóstico, tratamento 
e monitoramento (ARANTES; PEREIRA, 2017). 
 Este vírus transmissor pode ser evitado e tratado, a princípio, com medidas simples, 
como Governo Federal e um conjunto de orgãos trabalha, continuamente, para controlar, 
reduzir e até eliminar a proliferação viral na sociedade. 
 De acordo com o Ministério da Saúde, investem também aos munincípios e estados, 
apoio técnicos e em forneceminto de equipamentos serviçoes e materiais, como por 
exemplo, testes diagnósticos, larvicidas para o combate ao vetor da doença, ademais, 
transportes de fumacês. Para o êxito nessas ações, há investimento em ações de 
comunicação, através de divulgações em redes sociais e campanhas publicitárias. 
 Decorrente a isto, a elevação ao recursos investidos ao combate ao Aedes aegypti 
tem sido significativa de R$ 924,1 milhões em 2010, para o ano de 2018, o resultado de 
R$1,73 bilhão. Processo este, destinado à municípios e estados, através da vigilância 
contra doenças virais (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023). 
 
 
CONCLUSÃO 
 
 A análise dos marcadores sorológicos da dengue revela um panorama complexo 
e multifacetado, onde a interseção entre saúde, economia e sociedade se torna evidente. 
Este estudo destacou não apenas a importância da identificação e compreensão dos 
marcadores sorológicos da dengue, mas também ressaltou os impactos econômicos 
importantes que essa doença causa à população brasileira. 
 
Os resultados apresentados revelam que os custos diretos e indiretos da dengue 
exercem uma pressão financeira específica sobre as famílias, os sistemas de saúde e a 
economia como um todo. Os gastos com tratamentos médicos, hospitalizações e perda de 
produtividade resultaram em um ônus financeiro substancial para os indivíduos afetados, 
além de sobrecarregar os recursos do sistema de saúde. 
 
A compreensão dos marcadores sorológicos não apenas auxilia na identificação 
precoce e no tratamento adequado da doença, mas também pode contribuir para 
estratégias de prevenção e controle mais eficazes. A implementação de programas de 
monitoramento e educação em saúde, aliada a investimentos em pesquisa e 
desenvolvimento de vacinas, pode desempenhar um papel crucial na redução do impacto 
econômico da dengue sobre a população. 
 
Portanto, é imperativo que haja uma abordagem holística e integrada para lidar 
com a dengue, não apenas os aspectos clínicos, mas também os impactos econômicos e 
sociais. Políticas públicas, investimentos em infraestrutura de saúde e ações preventivas 
são fundamentais para mitigar os custos financeiros e sociais da doença, evoluindo para 
a melhoria da qualidade de vida e para o bem-estar da população brasileira. 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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