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Luísa Matos de P. Levy – 9D 
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 Por mais incrível que pareça...
 
 Todos sabemos que o machismo está presente na nossa sociedade, porém, infelizmente, como é recorrente nos acostumamos com algumas atrocidades.  Um exemplo claro desta situação que “preferimos” ignorar pode ser observado nas frases que pronunciamos e até nas músicas que escutamos.
Outro dia, ouvindo a música “I want” do grupo “One direction” percebi  o quanto o machismo está impregnado, em nossas mentes, principalmente na parte que cantam: “Se eu olhar dentro do seu cérebro, vou encontrar um monte de coisas, roupas, sapatos, anéis de diamante.” Como se nós, mulheres, nos reduzíssemos a isto.
Mas este preconceito não está presente apenas nas músicas internacionais. Uma música muito famosa em nosso país seria do “Seu Jorge”: “Se fosse mulher feia tava tudo certo/ Mulher bonita mexe com meu coração”, em “Amiga da minha mulher”. Além de inúmeros outros exemplos, principalmente no gênero “funk” que são frequentemente cantadas pelas próprias mulheres.
Não me recordo de uma situação específica que eu tenha sofrido com o machismo. Mas talvez ele esteja tão impregnado em nossa cultura que não nos damos conta que até nós mulheres podemos ser machistas. 
O machismo é estrutural. Feminicídios ainda ocorrem todos os dias. Muitas vezes praticados por pessoas próximas e poderiam ser evitados com denúncias e apoio dos outros. 
A banalização dessas atitudes só incentiva ainda mais esses absurdos. Você conhece, pelo menos, uma mulher que já foi assediada? Por que quando passamos na rua os homens acham que tem o direito de fazer um comentário?
   Não é ‘mimimi’ quando nós, mulheres, denunciamos atitudes que privilegiam os homens. Já evoluímos muito em relação ao século passado,  mas ainda hoje ocorrem movimentos contra o feminismo, contra direitos iguais, contra as mulheres.., por mais incrível que pareça...

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