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1 2 FUNDAMENTOS DE INSTRUMENTAÇÃO AULA 08 Docente: Natália Santana Curso: Técnico em Automação Industrial D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 3 PLANO DE AULA D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 4 PLANO DE AULA D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 5 CLASSROOM – GOOGLE SALA DE AULA CÓDIGO DA TURMA: zvl3c6x Fundamentos de Instrumentação G91162 - Matutino ✓ Serão enviados os slides e lista de revisão. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 6 Equipamentos industriais utilizados em transformações físicas Trocador de Calor Bombas Compressores Equipamentos industriais utilizados em transformações químicas Forno Caldeira Reator tubular Fluxogramas de processos As tubulações industriais Acessórios D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 7 Equipamentos industriais utilizados em transformações físicas D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 8 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS UTILIZADOS EM TRANSFORMAÇÕES FÍSICAS • As empresas que operam com processos contínuos possuem diferentes etapas produtivas, mas em todas elas ocorre algum tipo de transformação da matéria ou da energia. • Um tipo de transformação muito comum no processo industrial é a transformação física, como, por exemplo, aquecimento de água, compressão de gases ou transferência de líquidos de um recipiente para outro. • Para que ocorram as transformações físicas, são necessários diversos tipos de equipamentos industriais, entre eles bombas, compressores, tanques e outros. • A transformação física é aquela em que a substância resultante ao final do processo é a mesma que estava desde o seu início, por exemplo: fusão do gelo, congelamento e evaporação da água. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 9 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS UTILIZADOS EM TRANSFORMAÇÕES FÍSICAS Vídeo sobre “Transformações físicas”: https://www.youtube.com/watch?v=8y4eRq03X_o Nos processos industriais, as substâncias podem se apresentar a partir de três estados físicos (sólido, líquido e gasoso), e as mudanças de um estado para outro nos produtos são etapas comuns. Além das mudanças de fase, há outras transformações físicas, por exemplo: ➢ Aquecimento e resfriamento ➢ Transferência de produtos D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 10 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS UTILIZADOS EM TRANSFORMAÇÕES FÍSICAS AQUECIMENTO E RESFRIAMENTO Os processos de aquecimento e resfriamento são etapas necessárias para a adequação da temperatura das substâncias, conforme a especificação do produto. Exemplo de equipamento utilizados para aquecimento de produtos: ➢ Trocador de Calor D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 11 Trocador de calor D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 12 TROCADOR DE CALOR Trocador ou permutador de calor é um equipamento empregado para transferência térmica entre substâncias que se encontram com temperaturas diferentes. Um trocador de calor é inserido em um processo para arrefecer (resfriar) ou aquecer uma determinada substância. Esse equipamento é usado, normalmente, em: ➢ Sistemas de aquecimento e refrigeração de usinas de geração de energia ➢ Empresas químicas; ➢ Unidades petroquímicas; ➢ Refinarias de petróleo; ➢ Empresas de processamento de gás natural; ➢ Unidades de tratamento de águas residuais. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 13 TROCADOR DE CALOR Em um sistema de troca térmica com trocador de calor a substância que está mais aquecida cede calor para a substância que está mais fria. Ao passarem por dentro do trocador de calor, as substâncias realizam percursos diferentes pelas estruturas internas do equipamento, de forma que as substâncias não entram em contato físico direto uma com a outra, mas realizam a transferência de calor entre elas. Figura 1. Desenho básico de um trocador de calor D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 14 TROCADOR DE CALOR • O que define se um trocador de calor é usado para aquecimento ou resfriamento é o fluido do processo. • Quando o fluido do processo está com a temperatura mais alta do que o necessário, é preciso resfriá-lo, então o trocador é de resfriamento. Quando o fluido do processo está com a temperatura mais baixa do que a requerida, é preciso aquecê-lo, então o trocador é de aquecimento. • Quando o trocador é empregado para resfriar o produto do processo, a substância mais fria é chamada de fluido refrigerante. Quando o trocador é empregado para aquecer o produto do processo, a substância mais quente é chamada de fluido de aquecimento D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 15 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS UTILIZADOS EM TRANSFORMAÇÕES FÍSICAS TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS Os processos contínuos podem ser constituídos por várias etapas produtivas que ocorrem em equipamentos específicos da instalação industrial. Por isso, entre as etapas do processo, é muito comum ocorrer a transferência de produtos de um equipamento para outro. As máquinas mais empregadas para a transferência dos produtos são: ➢ Bombas; ➢ Compressores; ➢ Entre outros, que transformam a energia mecânica (de movimento rotativo) em energia cinética (velocidade). D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 16 Bombas D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 17 BOMBAS • As bombas são máquinas que transferem energia ao líquido a fim de transportá-lo de um ponto para outro. • As bombas recebem energia de uma fonte motora (por exemplo, motores elétricos ou a combustão) e transferem essa energia para o fluido sob forma de pressão e velocidade. Um dos tipos de bombas mais empregados na indústria são bombas centrífugas. Figura 2. Bomba centrífuga D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 18 COMPRESSORES São máquinas mais complexas que as bombas e são empregadas exclusivamente na compressão e transferência de gases entre as etapas de um processo. Os compressores também recebem energia de fontes motoras e as transferem para os gases sob forma de pressão e velocidade. Um dos tipos de compressores mais empregados na indústria é o rotativo. Figura 3. Compressor rotativo D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 19 Equipamentos industriais utilizados em transformações químicas D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 20 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS UTILIZADOS EM TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS As reações químicas Em uma transformação química, as substâncias que iniciaram o processo são chamadas de reagentes de reação, enquanto a nova substância resultante do processo é chamada de produto da reação. Geralmente, as transformações químicas são observadas pelos efeitos que produzem, como mudança de cor, variação de temperatura, liberação de gás e queima de uma substância. As transformações que envolvem as substâncias químicas são eventos importantes para os processos produtivos industriais. Em muitas empresas, esse tipo de transformação também é chamada de reações químicas ou simplesmente de reações do processo. Nas indústrias, para que reações químicas ocorram nos processos produtivos, são necessárias condições específicas e equipamentos adequados. Algumas das reações químicas mais frequentes nos processos industriais são: Combustão e Polimerização. D o ce n te :N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 21 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS UTILIZADOS EM TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS A COMBUSTÃO E SEUS EQUIPAMENTOS • A combustão é uma reação química em cadeia que ocorre entre dois ou mais reagentes denominados combustíveis (óleos, gases e carvão) e comburentes (oxigênio). • A combustão é uma reação exotérmica, isto é, há uma liberação de energia na forma de calor que só termina quando o suprimento de combustível ou de comburente for interrompido. • A combustão é chamada de completa quando existe oxigênio suficiente para consumir todo o combustível. Já na combustão incompleta, a quantidade de oxigênio não é suficiente para consumir todo o combustível. Desse modo, gera-se menos energia e são produzidos resíduos muito tóxicos para o meio ambiente. • Por isso, nos processos industriais, existe um rigoroso controle da mistura entre combustível e comburente nas reações químicas. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 22 EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS UTILIZADOS EM TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS A COMBUSTÃO E SEUS EQUIPAMENTOS Na indústria, as reações de combustão são realizadas em equipamentos tipo fornos e caldeiras, cujas finalidades são: ➢ Geração de vapor para movimentar turbinas; ➢ Fornecimento de vapor para aquecimento de tubos e equipamentos industriais; ➢ Fornecimento de energia térmica para reações de destilação e fracionamento de líquidos; ➢ Fornecimento de energia térmica para cozimentos de alimentos; ➢ Fornecimento de energia térmica para a fundição de metais. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 23 Forno D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 24 FORNO • O forno é um equipamento projetado para fornecer energia térmica para elevar a temperatura de grandes quantidades de fluidos, viabilizando as operações de destilação, craqueamento e reações químicas específicas como a pirólise. • Pirólise é uma reação química de decomposição de um composto químico por aquecimento a temperatura elevada, sem intervenção de oxigênio, para a obtenção de diferentes substâncias com interesse comercial. • O forno, geralmente é composto por queimadores e tubos que estão colocados próximos às paredes laterais e ao teto da câmara de combustão. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 25 FORNO • A energia calorífica do fogo, gerada pela queima de combustíveis (óleos, gases, carvão mineral e lenha), é transferida para os fluidos do processo que circulam por dentro dos tubos. • Os fluidos que saem a altas temperaturas do forno são transferidos para outros equipamentos, em condições de realizar as operações de destilação, craqueamento e outras reações químicas, como acontece nos fornos industriais. Figura 4. Forno D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 26 Caldeira D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 27 CALDEIRA A caldeira é um equipamento que tem a função de produzir vapor com pressão superior à pressão atmosférica, por meio do aquecimento de água a partir de uma fonte geradora de calor. Como as caldeiras funcionam com pressões elevadas, sua operação é regulamentada pela norma NR-13, que parametriza os quesitos de segurança do equipamento. A NR-13, Norma Regulamentadora nº 13, criada pelo Ministério do Trabalho e do Emprego, define regras e requisitos básicos para garantir a integridade das estruturas de caldeiras a vapor e vasos de pressão, utilizados nas operações industriais. Essa regra é fundamental para garantir a segurança dos processos industriais relativos à caldeiras, vapor e vasos de pressão. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 28 CALDEIRA Em uma caldeira tubular, a água circula dentro de um conjunto de tubos aquecidos por gases gerados pela combustão de óleo, carvão e outros combustíveis. Na próxima figura, temos a estrutura de funcionamento uma caldeira tubular, apresentando a tubulação de gases e diversos equipamentos e instrumentos que estão interligados à caldeira. Figura 5. Caldeira tubular D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 29 Reator tubular D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 30 REATOR TUBULAR • O reator tubular é constituído por tubos cilíndricos isolados dispostos em linha reta ou em espiral (tipo serpentina). • O reator é o principal equipamento utilizado nos processos de polimerização. • A polimerização é uma transformação química utilizada nas indústrias petroquímicas para produzir algumas resinas plásticas importantes, como polipropileno (PP), polietileno (PEBD, PEAD), poliestireno (PS), entre outras. • Essas resinas são transformadas em muitos objetos plásticos que usamos diariamente, dentre os quais podemos citar sacolas de mercado, utensílios domésticos (potes, copos, jarras), peças para automóveis (painéis, para- choques, acessórios). D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 31 REATOR TUBULAR As substâncias que participam desse processo circulam pelo interior dos tubos, enquanto os fluidos que realizam a troca de calor necessária para fornecer ou retirar energia térmica do sistema circulam pela parte externa dos tubos (denominadas camisas). O uso do reator tubular é mais comum para reações em fase gasosa, e as variáveis controladas nesses processos são temperatura, pressão e velocidade dos gases. Figura 6. Reator tubular D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 32 Fluxogramas de processos D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 33 FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS Os fluxogramas de processos são desenhos que representam os equipamentos e os instrumentos que compõem a montagem industrial e, por isso, são denominados Diagramas de Processo e Instrumentação ou P&ID (Processos and Instrumentation Diagram). Figura 7. Fluxograma ou Diagrama simplificado de um processo industrial D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 34 FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS Os diagramas P&ID são elaborados com simbologia adequadas, conforme normas da ANSI/ISA – 5.1 – Instrumentation Symbols and Identification e ABNT NBR – 8190 Simbologia de Instrumentação. A ISA é a Sociedade Internacional de Automação (International Society of Automation) que estabelece o conjunto de normas visando à uniformidade de projeto e instalações em automação industrial. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 35 As tubulações industriais D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 36 AS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS As tubulações são estruturas rígidas (metálicas ou de outros materiais resistentes) que interligam os diversos equipamentos dos processos contínuos. Sua finalidade é transferir produtos, utilidades e insumos (líquidos, sólidos e gasosos) para as diferentes etapas das instalações industriais. As tubulações industriais podem ser dividas em duas classes distintas: tubulações dentro de instalações industriais e tubulações fora de instalações industriais. As tubulações localizadas internamente nas instalações industriais abrangem tubulações de processo, utilidades e instrumentação. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 37 AS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS Para facilitar a identificação das tubulações industriais, temos a definição de cores específicas para cada tipo de tubulação. As tubulações industriais normalmente são pintadas conforme a norma ABNT NBR – 6493:2018Emprego de Cores para Identificação de Tubulações. Essa norma define as cores que devem ser utilizadas para identificar as tubulações, de acordo com a canalização de fluídos, material fragmentado ou condutores elétricos. O objetivo é reduzir riscos e evitar acidentes. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 38 AS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS Figura 8. Identificação de cores para cada tipo de tubulação D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 39 AS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS TUBULAÇÕES DE PROCESSO Este tipo de tubulação é formada por um conjunto de tubos, geralmente rígidos, que interligam os equipamentos que compõem os sistemas principais de um processo produtivo. As tubulações de processo têm a função de transferir a matéria-prima essencial para que ocorram as transformações físicas e químicas envolvidas na produção, como: ➢ Substâncias líquidas (petróleo, gasolina, solventes, ácidos e outros compostos químicos) ➢ Composto gasosos (GLP, eteno, propeno e outros); ➢ Materiais granulados (cavacos de madeira, minérios, polímeros, grãos e outros). Figura 9. Tubulação de processo D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 40 AS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS TUBULAÇÕES DE UTILIDADES Na indústria, são utilizados alguns tipos de insumos que são conhecidos como utilidades de uma instalação industrial. Estes insumos têm a função de fornecer ou retirar energias de produtos e equipamentos, nas mais diferentes formas, em várias etapas dos processos. As utilidades mais importantes são: vapor, água, energia elétrica, ar comprimido e alguns gases (nitrogênio e oxigênio). Os tubos empregados nas transferências desses sistemas são classificados como tubulações de utilidades. A figura mostra um exemplo desse tipo de tubulação. A tubulação isolada à esquerda de maior diâmetro é para vapor, a verde é para água e a amarela para nitrogênio. Figura 10. Tubulação de utilidades D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 41 AS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS TUBULAÇÕES DE INSTRUMENTAÇÃO Figura 11. Tubulação de instrumentação Este tipo de tubulação representa o conjunto que compõe os diversos tubos utilizados para as conexões dos instrumentos de medição e controle dos processos, como linha de tomadas de impulso de instrumentos sensores, tubos para suprimento de ar comprimido dos dispositivos de acionamentos pneumático e tubos para transporte de óleo nos dispositivos de acionamentos hidráulicos. Na figura ao lado podemos observar que as tubulações conectadas ao instrumento são vem mais finas do que as outras (as tubulações de processo e de utilidade). D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 42 Acessórios D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 43 . Na montagem dos projetos das instalações industriais, ocorrem situações em que as distâncias que separam os equipamentos são maiores do que os comprimentos dos tubos. Também é muito frequente a necessidade de mudança no direcionamento dos tubos para atender os arranjos físicos dos equipamentos. Por isso, é necessário o uso de alguns tipos de acessórios para contornar essas situações. Os acessórios mais comuns são utilizados para: ➢ emendas de tubulações; ➢ mudança na direção e derivação de tubos; ➢ alteração de diâmetros; ➢ fechamento de extremidades das tubulações. Figura 12. Acessórios mudando a direção de tubulações ACESSÓRIOS D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 44 . EMENDA DE TUBULAÇÕES São conexões empregadas para ajustar o comprimento da tubulação ao espaço disponível. As emendas podem ser classificadas de duas formas, de acordo com o tempo de intervenção: ➢ As emendas permanentes ➢ As emendas temporárias. As emendas permanentes são feitas quando não existe uma previsão para a desmontagem da tubulação e, nesses casos, as conexões são soldadas nas tubulações, como podemos observar na próxima figura. Figura 13. Emendas permanentes ACESSÓRIOS D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 45 . EMENDA DE TUBULAÇÕES As emendas temporárias são conexões que permitem desmontar e montar os trechos de tubulações de forma rápida. Elas são empregadas quando já se sabe da necessidade futura de alguma manutenção, limpeza, inspeção na tubulação ou no equipamento em que a tubulação está conectada. São exemplos de emendas temporárias as conexões por flanges (com parafusos) ou as conexões tipo luva e união que possuem roscas internas, apresentadas na figura a seguir. Figura 14. Emendas temporárias: conexões para tubulação de instrumentação ACESSÓRIOS D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 46 . MUDANÇA NA DIREÇÃO E DERIVAÇÃO DE TUBOS As conexões empregadas para efetuar mudanças de direção em tubulações são as curvas, joelho, conexões T e conexões Y. Todos esses acessórios podem ser conectados nas tubulações por meio de solda (emenda permanente), roscas ou flanges (emendas temporárias). As curvas e os joelhos são utilizados para permitir a formação de ângulos de 45º e 90º. Não existe uma definição certa para diferenciar curva de joelho, mas alguns manuais adotam o termo curva para as conexões de raio longo e joelho para as conexões de raio curto. Na próxima figura, temos alguns exemplos desses acessórios. Figura 15. Acessórios conectores ACESSÓRIOS D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 47 . ALTERAÇÃO DE DIÂMETROS Esta é outra função importante dos acessórios, porque as tubulações por onde circulam os produtos dos processos industriais podem mudar de diâmetro ao longo de sua trajetória. Nos trechos em que circulam grandes volumes de produtos, a tubulação necessita de diâmetros maiores e nos trechos onde circulam poucos volumes, os diâmetros são menores. Para fazer essas alterações de diâmetro das tubulações, são empregadas conexões do tipo redução. As reduções também podem ser conectadas nas tubulações por meio de solda ou por roscas e algumas delas podem ser concêntricas e outras excêntricas. Figura 16. Exemplos de reduções de diâmetro de tubulações ACESSÓRIOS D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 48 . FECHAMENTO DE EXTREMIDADES DE TUBULAÇÕES Em algumas instalações industriais, as tubulações terminam sem estar conectadas em um equipamento ou máquina. Isso ocorre nas tubulações de distribuição de água, condensado vapor e ar comprimido. Por isso, as tubulações desses sistemas de distribuição necessitam de um acessório de fechamento. As conexões recomendadas para esses casos são o tampão e o flange cego, como mostra os exemplos da figura a seguir. Figura 16. Exemplos de fechamento de tubulações ACESSÓRIOS D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 49 REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS BÁSICAS SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Departamento Nacional. Fundamentos da Instrumentação. Porto Alegre: SENAI-RS, 2021. 470 p. (Automação e Mecatrônica Industrial). SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Departamento Nacional. Introdução à Instrumentação. Porto Alegre: SENAI-RS, 2014. 136 p. (Automação e Mecatrônica Industrial). BEGA, E. A. Instrumentação industrial – Rio de Janeiro: Interciência; IBP, 2006. ISA-S 5.1-1984, Instrumentation Symbols and Identification, ISA. REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES GONÇALVES, M. G. Monitoramento e controle de processos, 2. Rio de Janeiro: PETROBRAS; Brasília: SENAI/ DN, 2003. 100 p.: il. — (Série Qualificação Básica de Operadores). TOGNETTI, E. S. Simbologia e Terminologia de lnstrumentagéo da Norma ISA 5.1. Laboratóriode Automação e Robótica (LARA). Departamento de Engenharia Elétrica – Universidade de Brasília - UnB, 2017. D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 50 DÚVIDAS D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 51 E-mail: natalia.carvalho@ba.docente.senai.br D o ce n te : N at ál ia S an ta n a C ar va lh o / 2 0 2 4 .1 52 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52