Prévia do material em texto
Estruturas de Concreto I Professor: Rafael Aredes Couto E-mail: aredes@pucminas.br 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado O concreto é um material composto, constituído por: 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Pode conter adições: *CONTÉM: 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Pode conter adições: *CONTÉM: - Filler: Filler ou filler calcário é o material obtido através da moagem fina de calcário, basalto, materiais carbonáticos, etc. - Pozolana: Embora a designação se tenha alargado a materiais produzidos industrialmente, ou derivados de cinzas volantes de processos de queima industrial, na sua origem as pozolanas são rochas de origem vulcânica. - Escória de alto forno: A escória de alto forno é um resíduo não metálico obtido a partir da produção de ferro gusa. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Pode conter adições: *CONTÉM: ABNT NBR 16697: CIMENTO PORTLAND - REQUISITOS 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Pode conter aditivos: 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Pode conter aditivos: - Plastificantes ou superplastificantes: reduzem o consumo de água na mistura com o objetivo final de aumentar a resistência do concreto. - Aceleradores de pega: responsável pelo ganho de resistência inicial do concreto. - Retardadores de pega: responsável por atrasar o ganho de resistência inicial do concreto. - Incorporadores de ar: aumenta a resistência do concreto em ciclos de gelo e de degelo. Além disso, melhoram as propriedades térmicas e acústica da edificação. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado O concreto armado é uma combinação entre as qualidades do concreto: - Baixo custo - Durabilidade - Boa resistência à compressão, ao fogo e à água. Com as do aço: - Ductilidade - Elevada resistência à tração e compressão. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Depende da aderência entre o concreto e a armadura: 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado A armadura é chamada passiva quando as tensões e deformações nela existentes devem-se exclusivamente às ações aplicadas na peça. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Comparação vigas de concreto simples e vigas de concreto armado. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado O concreto protendido surgiu como uma evolução do concreto armado. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado O concreto protendido surgiu como uma evolução do concreto armado. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Histórico do Concreto Armado: • 1824 – Surgimento do Cimento Portland. • 1855 – Construção de um barco com argamassa de cimento reforçada com ferro. 1.1 – Histórico e conceitos de Concreto Armado Histórico do Concreto Armado: • 1861 – Construído um vaso de flores de concreto com armadura de arame + Publicado os princípios básicos para as construções em concreto armado. • 1867 – J. Monier consegue patente para seus vasos de flores e para tubos e placas de concreto armado + F. Coignet apresenta na Exposição Internacional de Paris vigas e tubos. • 1873 – Construída a primeira casa em concreto armado, em Nova York. • 1888 – Surge o conceito de protensão da armadura. • 1900 – Início do desenvolvimento da teoria do concreto. • 1904 – Publicado na Alemanha as “Instruções provisórias para preparação, execução e ensaio de construção de concreto armado”. 1.2 – Sistemas e Elementos Estruturais Elementos = peças (Pilares, Vigas, Lajes, Sapatas, Tubulões, Contenções, etc.) Sistemas = conjunto de peças. 1.2 – Sistemas e Elementos Estruturais Estrutura com concretagem in loco: Possui comportamento estrutural monolítico (um só elemento). Estrutura pré-moldada/pré-fabricada: Não possui monolitismo. 1.2 – Sistemas e Elementos Estruturais 1.3 – Normas Técnicas • NBR 6118:2014 – Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento. • Em dezembro de 2015, A ABNT NBR 6118:2014 foi reconhecida pela ISO (International Organization for Standardization) como norma de padrão internacional por atender os requisitos internacionais para o projeto de estruturas de concreto. 1.3 – Normas Técnicas • NBR 6120:2019 – Carga para cálculo de estruturas de edificações – Procedimento. • NBR 8681:2003 – Ações e segurança nas estruturas. • NBR 6123:1988 – Forças devido ao vento em edificações. • NBR 14931:2004 – Execução de estruturas de concreto. • NBR 9062:2017 – Projeto e execução de estruturas de concreto pré- moldado. • NBR 15200:2012 – Projeto de Estruturas de Concreto em situação de incêndio. • NBR 15241:2016 – Projeto de estruturas resistentes a sismos. 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.1 – Composição do Concreto a)- Cimento 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.1 – Composição do Concreto b)- Agregados • Naturais • Britados • Artificiais 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.1 – Composição do Concreto b)- Agregados • Agregado Miúdo: Possui 0,075 mm a 4,75 mm de diâmetro. • Agregado Graúdo: Possui 4,75 mm a 152 mm de diâmetro. Brita 0 – Diâmetro máximo = 9,5 mm. Brita 1 – Diâmetro máximo = 19 mm. Brita 2 – Diâmetro máximo = 38 mm. 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.2 – Massa Específica do Concreto Concreto Simples = 2400 kg/m³. Concreto Armado = 2500 kg/m³. 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.3 – Resistência do Concreto à compressão 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.3 – Resistência do Concreto à compressão O fck irá interferir diretamente nos requisitos de segurança e durabilidade. • Ensaio de resistência à compressão simples. 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.3 – Resistência do Concreto à compressão São classificados em grupos de acordo com a resistência característica: Grupo I: C20, C25, C30, C35, C40, C45 e C50. Grupo II: C55, C60, C65, C70, C75, C80, C85, C90. Uma estrutura de concreto armado deverá ser dimensionada utilizando no mínimo o concreto com o fck = 20 MPa. Fundações podem ser dimensionadas com fck = 15 MPa (NBR 6122:2019). 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.4 – Resistência do Concreto à tração Varia entre 8 e 15% da resistência à compressão. 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.5 – Módulo de Elasticidade do Concreto. 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.5 – Módulo de Elasticidade do Concreto. 1.4 – Características e propriedades do Concreto 1.4.5 – Módulo de Elasticidade do Concreto. O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elásticas de projeto, especialmente para determinação de esforços solicitantes e verificação de Estados-Limites de Serviço. 1.5 – Características e propriedades do Aço Superfícies das barras de aço 1.5 – Características e propriedades do Aço Diâmetro (mm) Massa (kg/m) Área (mm²) 5 0,154 19,6 6,3 0,245 31,2 8 0,395 50,3 10 0,617 78,5 12,5 0,963 122,5 16 1,578 201,1 20 2,466 314,12 25 3,853 490,9 32 6,313 804,2 40 9,865 1256,2 Diâmetros comerciais 1.5 – Características e propriedades do Aço Propriedades Mecânicas do Aço Es = 210000 MPa Aço fyk (MPa) fyd (MPa) eyd (%) CA 25 250 217 0,7709 CA 50 500 435 0,6283 CA 60 600 522 0,5900 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado A NBR 6118:2014 exige que as estruturas de concreto sejam projetadas e construídas de modo que, sob as influências ambientais previstas e quando utilizadas conforme estabelecido em projeto, conservem sua segurança, estabilidade e comportamento adequado em serviço durante o período correspondente à sua vida útil. 1.6.1- Vida Útil O QUE VOCÊ ENTENDE POR VIDA ÚTIL? QUANDO VOCÊ CONSIDERARIA O FIM DA VIDA ÚTIL DE UMA EDIFICAÇÃO? 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.1- Vida ÚtilVida útil de projeto é o período de tempo durante o qual se mantêm as características da estrutura de concreto, sem intervenções significativas, desde que sejam atendidos os requisitos de uso e manutenção prescritos pelo projetista e consultor, bem como de execução dos reparos necessários decorrentes de eventuais danos acidentais (ABNT, 2014). Período de tempo especificado em projeto no qual a estrutura, ou seus componentes, são utilizados para os fins a que se destinam sem que maiores reparos sejam necessários (ISO, 2014). 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.1- Vida Útil 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.2- Classes de Agressividade Ambiental De acordo com a NBR 6118:2014 agressividade ambiental é classificada em quatro classes: 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas a)- Relação água/cimento 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas b)- Cobrimento 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas c)- Tipo de cimento e adições 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas d)- Cura e adensamento 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas e)- Fissuração 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas f)- Resistência à compressão do concreto 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas g)- Concentração de agentes agressivos 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas h)- Temperatura 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.3- Variáveis que influenciam na durabilidade das estruturas j)- Efeito proteção chuva 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.4- Mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao concreto Lixiviação É o mecanismo responsável por dissolver e carrear os compostos hidratados da pasta de cimento por ação de águas puras, carbônicas agressivas, ácidas e outras. 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.4- Mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao concreto Expansão por sulfato Expansão por ação de águas ou solos que contenham ou estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado. 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.4- Mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao concreto Reação álcali-agregado Expansão por ação das reações entre os álcalis do concretos e agregados reativos. 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.5- Mecanismos preponderantes de deterioração relativos à armadura Despassivação por carbonatação É a despassivação por ação do gás carbônico da atmosfera sobre o aço da armadura. 1.6 – Durabilidade das Estruturas de Concreto Armado 1.6.5- Mecanismos preponderantes de deterioração relativos à armadura Despassivação por ação de cloretos Ruptura local da camada de passivação, causada por elevado teor de íon-cloro.