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ÍNDICE DAS ATIVIDADES – APOSTILA PRATICAR A ARTE – VOLUME 14 – CAÇA-PALAVRAS HISTÓRIA DA ARTE. [Coleção Praticar a Arte - Professor Fabrício Secchin].
Nº Título da atividade Nº Título da atividade Nº Título da atividade
01 A Arte Rupestre. 41 A Arte Conceitual no Brasil. 81 A Arte Aborígene.
02 A Arte Mesopotâmica. 42 A Arte Povera. 82 A Arte da China.
03 A Arte Egípcia. 43 O Minimalismo. 83 A Vídeo Arte.
04 A Arte Grega. 44 O Hiper-Realismo. 84 A Missão Artística Francesa.
05 A Arte Romana. 45 A Land Art. 85 O Maneirismo.
06 A Arte Cristã-Primitiva. 46 A Street Art. 86 A Arte Afro-Brasileira.
07 A Arte Bizantina. 47 A Arte Urbana no Brasil. 87 O Neoplasticismo.
08 A Arte Românica. 48 A Arte Contemporânea. 88 A Poesia Concreta.
09 A Arte Gótica 49 A Arte Contemporânea no Brasil. 89 O Corpo na Dança.
10 O Renascimento italiano. 50 A Arte Digital. 90 O Teatro.
11 O Barroco italiano. 51 O Cinema. 91 A Escultura.
12 O Barroco no Brasil. 52 A Fotografia. 92 A Gravura.
13 O Rococó. 53 A Música. 93 A Pintura.
14 O Rococó no Brasil. 54 A Arte Africana. 94 O Desenho.
15 A Arte Neoclássica. 55 A Toy Art. 95 O Hip-Hop.
16 A Arte Neoclássica no Brasil. 56 Performance. 96 A Tatuagem.
17 A Art Nouveau. 57 Histórias em quadrinhos. 97 A Arquitetura.
18 A Art Nouveau no Brasil. 58 A Teoria da Cor. 98 A Importância da Arte.
19 A Art Déco. 59 A Arte Indígena. 99 A Arte como forma de Expressão.
20 O Realismo. 60 O Rádio. 100 A Arte e a Vida.
21 O Impressionismo. 61 A Dança. - Soluções dos Caças-Palavras.
22 O Impressionismo no Brasil. 62 O Balé.
23 O Pós-Impressionismo. 63 A Dança Contemporânea.
24 O Fauvismo. 64 O Simbolismo.
25 O Fauvismo no Brasil. 65 O Primitivismo.
26 O Expressionismo. 66 O Futurismo.
27 O Expressionismo no Brasil. 67 A Arte Naïf.
28 O Cubismo. 68 A Body Art.
29 O Cubismo no Brasil. 69 O Modernismo no Brasil.
30 O Abstracionismo. 70 O Movimento Armorial.
31 O Abstracionismo no Brasil. 71 O Muralismo Mexicano.
32 O Dadaísmo. 72 O Expressionismo Abstrato.
33 O Dadaísmo no Brasil. 73 O Tropicalismo.
34 O Surrealismo. 74 A Vanguarda Russa.
35 O Surrealismo no Brasil. 75 O Suprematismo.
36 A Op Art. 76 O Construtivismo.
37 A Op Art no Brasil. 77 A Bossa Nova.
38 A Pop Art. 78 Assemblage.
39 A Pop Art no Brasil. 79 A Junk Art.
40 A Arte Conceitual. 80 O Neoexpressionismo.
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01 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE RUPESTRE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE RUPESTRE:
Se hoje os pintores compram suas tintas e
pinceis, no passado suas ferramentas
eram bastante diferentes. Utilizavam terra
colorida1 sangue e pelos de animais2
para criar imagens de silhuetas3 de
grandes feras em paredes e tetos de
escuras e quase inacessíveis cavernas.
Usa-se o termo arte rupestre4 para designar as
inúmeras pinturas encontradas no interior de
cavernas5 pré-históricas por todo mundo. Mas
será que os desbravadores6 dessas cavernas
que a usavam como tela para seus desenhos tinham
a intenção de fazer arte? Este é uma questão quase
impossível de responder, hoje tratamos essas
representações como arte em função das suas
qualidades técnicas, no entanto a hipótese7 mais
aceita entre os historiadores8 é de que, nossos
antepassados9 pensavam e criavam essas
imagens como algo, acima de tudo, utilitárias10
Assim é quase certo que nossos antepassados não
penetrariam cavernas tão inacessíveis com o
simples propósito de decorá-las.
A sugestão mais viável para tal feito é de que esses homens11 e mulheres12
primitivos que viviam essencialmente da caça13 acreditavam no “poder das imagens”
que desenhavam, ou seja, eles imaginavam14 que criando imagens de suas
presas15 em situação de caça, os animais reais também se renderiam às suas caças.
Assim as criações dessas imagens poderiam servir como uma espécie16 de magia para
uma caça bem sucedida17
. Mesmo assim é difícil afirmar com exatidão o significado e
função dessas imagens, exceto que elas nos trazem valiosas18 pistas acerca da
cultura19 e modo de vida dessas antigas civilizações e, principalmente, que nossos
antepassados possuíam uma capacidade simbólica20 intelectual e artística.
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02 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE MESOPOTÂMICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE MESOPOTÂMICA:
Entendemos por povos mesopotâmicos, as
civilizações que se desenvolveram na área das
terras férteis localizadas entre os rios Tigre1 e
Eufrates2
, denominada comumente
“Mesopotâmia”. Entre eles estão os
sumérios3
, os assírios4 e os babilônicos5
.
As principais manifestações da arquitetura6
mesopotâmica eram os palácios, em geral
muito grandiosos; como havia pouca pedra, as
paredes tinham que ser grossas, pois eram
feitas de tijolos. Os templos7 possuíam
instalações completas, com aposentos para os
sacerdotes e outros compartimentos. Um traço
característico dessa arquitetura era o
“Zigurate8
”, torre de vários andares, em
geral sete, sobre a qual havia uma capela9
,
usada para observar o céu.
Os escultores representavam o corpo humano
de forma rígida, sem expressão10 de
movimento e sem detalhes anatômicos11
Pés, mãos e braços ficavam colados ao corpo,
coberto com longos mantos; os olhos eram
completados com esmalte12 brilhante. As
estátuas conservavam sempre uma postura
estática ante a grandiosidade13 dos
deuses14 As figuras esculpidas em baixo-
relevo15 se caracterizavam por um grande
realismo.
Na pintura, os artistas se utilizavam de cores claras e reproduziam caçadas16
batalhas17 e cenas da vida dos reis18 e dos deuses. A produção de objetos de
cerâmica alcançou notável desenvolvimentoentre os persas19 que utilizavam
também tijolos20 esmaltados.
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03 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE EGÍPCIA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE EGÍPCIA:
A Arte Egípcia nasceu há mais de 3000 anos a.C. e
está ligada à religiosidade1
, visto que a maior
parte das suas estátuas, pinturas, monumentos e
obras arquitetônicas se manifesta em temas
religiosos. Assim, o interior dos templos, bem como
as peças ou espaços relacionados com o culto dos
mortos2
, eram artisticamente3 elaborados. Os
túmulos são um dos aspectos mais representativos
da arte egípcia. Isso porque os egípcios acreditavam
na imortalidade4 da alma e que ela poderia sofrer
eternamente, caso o corpo fosse profanado5
.
Daí decorre a mumificação6 e o caráter
monumental7 do local onde as múmias eram
colocadas, cujo objetivo estava voltado para
protegê-las pela eternidade. O faraó8 contratava
artistas para desenhar e pintar nas paredes das
pirâmides9
, que viriam a ser os seus túmulos.
Essas pinturas detalhavam a vida deles e seu
entorno10
, de modo que essa arte registra parte
da história do Egito. Nessa sociedade, a arte era
produzida de forma padronizada11 e não dava
espaço para a criatividade.
Dessa maneira, foi realizada uma arte anônima, pois o importante12 era a perfeita
realização das técnicas executadas13 e não o estilo dos artistas. A dimensão14 das
pessoas e objetos não caracterizava uma relação de proporção15 e distância, mas sim
os níveis hierárquicos daquela sociedade16
. Assim, o faraó era sempre o maior dentre
as figuras representadas numa pintura17 A lei da frontalidade18 é a característica
mais marcante na pintura egípcia. Essa regra determinava que o tronco das pessoas
devesse ser representado de frente, enquanto a cabeça, pernas e pés exibidos de perfil.
Os olhos19 também são retratados de frente. Essa maneira de representação cria uma
combinação visual lateral20 e frontal.
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04 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE GREGA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE GREGA:
A arte grega abarca todas as manifestações artísticas e
revela a história1
, a estética2 e mesmo a filosofia3
desta civilização. O povo grego foi na antiguidade um dos
que exibiam manifestações culturais mais livres,
rendendo-se pouco às ordens de reis e sacerdotes4
,
pois acreditavam que o ser humano era a concepção mais
incrível do universo5 A arte grega passou pelos
períodos arcaico6
, clássico7 e helenístico8
, e cada
uma dessas fases históricas, influenciou a elaboração das
obras. Os gregos se destacaram especialmente na
pintura9
, na arquitetura10 e na escultura11
.
Vejamos algumas características:
Simetria.
Perfeição.
Obras realizadas a partir de modelos vivos.
Uso religioso, doméstico ou funerário.
Valorização do ser humano.
As pinturas e esculturas eram concebidas12 a fim de
serem belas e assim perfeitas. As artes foram ainda
influenciadas13 pelas próprias civilizações com as
quais a Grécia se relacionava. A arte da pintura era
desenvolvida em cerâmicas, bem como nas paredes
das grandes construções. Os vasos14 nem sempre
foram peças de decoração15
, sendo utilizados no
trabalho diário ou para guardar mantimentos16
tais como vinho17 e azeite18 Os grandes
templos19 erguidos pelos gregos tinham o propósito
de prestar culto aos seus deuses. Uma das suas
características é a utilização das colunas20 e a
simetria entre a entrada e os fundos do templo.
Esta arte se manifesta nas esculturas dos deuses e dos atletas cuja perfeição dos
detalhes dos corpos tornam os gregos excepcionais nessa manifestação artística.
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05 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE ROMANA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE ROMANA:
A arte romana foi produzida pelo povo pertencente à
Roma Antiga1 e perdurou aproximadamente do
século VIII a.C. ao século IV d.C. Foi fortemente2
influenciada pelos etruscos3 e gregos, sendo que as
manifestações artísticas mais significativas
remontam4 ao estabelecimento da República5
no ano de 509 a.C. Apesar disso, conhecemos poucos
nomes de seus artistas e arquitetos6
, posto que era
uma arte coletiva ou feita para seus mecenas7
.
Os romanos aproveitaram a bagagem8 cultural dos
etruscos, cuja arte era bastante desenvolvida, bem
como se deixaram influenciar pelos padrões
estéticos9 gregos, que admiravam. Quando os
romanos conquistaram a Grécia, ficaram
fascinados10 com a sua arte e começaram a imitar
os gregos. Daí resulta que muitas das características
da arte grega são encontradas na arte romana.
Como é o caso também da mitologia11 A arquitetura12 foi a maior de todas as
expressões artísticas dos romanos. Nela, a característica que mais se destaca é o uso dos
arcos13
. As esculturas romanas, por sua vez, são essencialmente14 cópias das
originais gregas. Nelas, o realismo é uma característica marcante. A pintura romana,
classificada em quatro estilos, caracteriza-se ora pelo colorido15 das paredes, ora pelo
ilusionismo16 ou pela riqueza de detalhes17
Os artistas romanos trabalharam uma grande variedade
de temas, como acontecimentos históricos e cotidianos,
lendas18 conquistas militares, efígies e natureza-
morta. As pinturas romanas eram realizadas em murais
(afrescos19 e possuíam tridimensionalidade20
.
Os materiais utilizados variavam de metais em pó, vidros
pulverizados, substâncias extraídas de moluscos, pó de
madeira e até seivas de árvores.
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06 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CRISTÃ PRIMITIVA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
ARTE CRISTÃ PRIMITIVA:
Chama-se arte cristã primitiva1
a arte dos cinco
primeiros séculos do aparecimento2 do
cristianismo. A Arte Primitiva Cristã divide-se em
dois períodos: antes e depois do reconhecimento
do Cristianismo como religião3 oficial do Império
Romano. O reconhecimento do Cristianismo4
como religião oficial do Império Romano foi feito
pelo imperador Constantino5
, no Édito de Milão
no ano 330 da nossa era.
A Fase Catacumbária6
: A fase anterior ao
reconhecimento chama-se Catacumbária,
porque as suas principais7 manifestações
ocorreram nas catacumbas, cemitérios8
subterrâneos9
, verdadeiros hipogeus10
nos quais os primeiros cristãos sepultavam11
seus mortos e mártires12
. A fase catacumbária
estende-se do I século ao início do IV século,
precisamente ao Édito de Milão.
A Fase Cristã Primitiva: A fase posterior13 ao
reconhecimento, quando o Cristianismo deixou de
ser perseguido14 e substituiu,
oficialmente15 entre os romanos, as crenças do
paganismo, tem sido determinada Arte Latina16
por alguns historiadores17
. Deve ser chamada,
porém, de modo mais adequado, Arte Cristã
Primitiva propriamente18 dita. Essa fase, Arte
primitiva Cristã, desenvolve-se dos anos de 330 ao
de 500, quando as artes do Cristianismo começam a
dividir-se em dois grandes ramos - um oriental19
e outro ocidental20
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07 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE BIZANTINA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE BIZANTINA:
A Arte Bizantina1 é uma arte cristã que surge no
período em que o Cristianismo2 passa a ser
reconhecido como religião. Jesus3
, considerado uma
ameaça para o Império Romano, foi perseguido e morto
pelos romanos4
. Após sua morte, seus adeptos se
escondiam em catacumbas para rezar, pois continuaram
sendo perseguidos5
. Até que em 313 o imperador
Constantino6 outorgou o Édito de Milão, que proibia a
perseguição aos cristãos e, então, o Cristianismo começa a
crescer. Surgem assim,as igrejas cristãs e um novo estilo
de arte, a Arte Bizantina.
A Arte Bizantina se contextualiza na Arte
Paleocristã7
, que tem origem nas
expressões8 artísticas dos convertidos9 na
fé em Jesus Cristo. Eram manifestações feitas
especialmente através das pinturas10 nas
catacumbas11 e nos sepulcros12 Em
decorrência do período histórico13 a Arte
Bizantina expressa especialmente o caráter
religioso. Além disso, o imperador era uma figura
de referência sagrada14 uma vez que
desempenhava15 o seu papel de governante
em nome de Deus, tal como era propagado na
época.
Assim, muitas vezes se encontra mosaicos que
retratavam16 o imperador17 e sua esposa entre
Jesus e Maria. Os artistas da época não tinham
liberdade18 para se expressar, não podiam usar sua
criatividade19 deviam apenas cumprir com a
elaboração da obra, tal como lhes era solicitado20
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08 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE ROMÂNICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE ROMÂNICA:
A Arte Românica faz referência a um estilo1 que
surgiu durante a Idade Média, mais precisamente
na Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII). O
termo “Românico” está intimamente relacionado
com às influências do Império Romano2
, que
dominou durante séculos quase toda a Europa3
Ocidental. O estilo românico destacou-se na
arquitetura4
, pintura5 e escultura6
. Embora
tenha tido maior relevância7 na arquitetura das
construções religiosas.
Na arquitetura românica, podemos destacar alguns
elementos8 característicos, como a
horizontalidade9
, ou seja, as edificações10
não possuíam estruturas muito altas. Diversas
igrejas11 mosteiros12 conventos13 e
catedrais14 foram construídas nesse estilo. Temas
bíblicos e religiosos15 marcam a pintura românica.
Geralmente, essas pinturas adornavam as igrejas e
catedrais da época.
Da mesma forma que na pintura românica, as
esculturas16 românicas eram produzidas17
para adornar18 os locais sagrados19
. Por
isso, a grande temática girava em torno da
religiosidade, visto que nesse período o
teocentrismo20 (Deus como centro do
mundo) foi uma forte característica. Muitas
construções românicas tinham o intuito de
abrigar peregrinos, de modo que foram erigidas
nos caminhos de locais sagrados. É por isso que
as igrejas desse período ficaram conhecidas
como Igrejas de Peregrinação.
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09 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE GÓTICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE GÓTICA:
A arte gótica1 foi uma expressão artística da
Baixa Idade Média (século XII) que perdurou até
o Renascimento. Denominada de arte das
catedrais2
, ela era realizada nas cidades. Foi
uma reação ao estilo românico e pretendeu
rivalizar com os mosteiros3 e basílicas4 que
eram construídas no campo5
. Isso porque
nesse momento, as cidades começaram a
crescer por conta da economia
fundamentada6 no comércio.
Anteriormente, as vivências coletivas estavam
concentradas no campo e os mosteiros
consistiam nos locais de desenvolvimento
intelectual7 e artístico. A Arte Gótica irá se
expandir para Inglaterra8
, Alemanha9
,
Itália10
, Polônia11 e Península Ibérica12
Contudo, esta arte grandiosa somente foi
possível após a solidificação das monarquias.
Isso permitiu o desenvolvimento comercial e
urbano, levando ao desenvolvimento das rotas
comerciais e favorecendo, ainda mais, o
crescimento das cidades.
Os recursos para obras tão magníficas eram obtidos
mediante as contribuições13 dos fiéis, principalmente
daqueles que compunham a burguesia14 em ascensão.
Portanto, a Arte Gótica marca o triunfo15 das cidades, onde
a Igreja percebe ter o apoio de uma grande parcela dos fiéis,
para quem irá construir catedrais. Elas representavam
símbolos16 do poder político17 da Igreja e econômico da
burguesia. Serão as catedrais a exaltarem a beleza18 do
ideal divino19 por meio de uma harmonia20 permeada
pela religiosidade.
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10 – CAÇA-PALAVRA: O RENASCIMENTO ITALIANO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O RENASCIMENTO ITALIANO:
O período do Renascimento, ou
Renascença1 Italiana se passou na
Europa2 entre os séculos XIV e XVI. Pode-
se dizer que foi um período transitório3
entre a Idade Média e a Idade Moderna do
qual foi marcado por importantes
mudanças no pensamento4
sociocultural, refletidos na economia,
política e religião.
Trata-se de um período de "descoberta5 do mundo e do
homem". A volta aos paradigmas6 da Antiguidade Clássica,
que trazia como ideal o humanismo7 e o naturalismo8
,
foram os principais fios condutores de todo um período de
reflorescência empírica e científica9 de uma época.
Toscana10 entre as cidades de Siena11 e Florença12
, foi
onde o Renascimento se originou, proliferando-se mais tarde
por toda a Europa. Grandes transformações ocorreram na
cidade de Roma13 o que originou o surgimento de
importantes nomes na literatura14 arquitetura15 bem
como nas artes plásticas16
Esta, que por sua vez foi marcada pela busca do belo17
trazia em seus parâmetros de perfeição18 o estudo de
anatomia19 simetria20 e proporção das figuras.
Destacam-se alguns desses grandiosos nomes que
marcaram a história das artes, com seus retratos,
pinturas, esculturas e arquiteturas dignas de caráter
divinal, artistas como Leonardo Da Vinci, Michelangelo,
Rafael, Donatello, Brunelleschi e Botticelli, podendo ser
dito que foram um dos maiores representantes do
movimento renascentista.
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11 – CAÇA-PALAVRA: O BARROCO ITALIANO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O BARROCO ITALIANO:
Na pintura Barroca1
, os pintores também
alcançaram resultados fantásticos2 com efeitos do
uso de luz. Não existindo padrão de beleza a ser
seguido, a pintura3 barroca abriu um leque
bastante extenso. Os pintores da época tinham
aprendido muito com os antigos mestres, a tal ponto
de poderem desenvolver4 ideia ou tema com
extrema perfeição5
.
Deixando de lado o padrão adotado para pintar o corpo humano6 como fizeram os
pintores clássicos, retrataram o homem carregado de “humanidade”, corpos cansados e
peles flácidas ou enrugadas7 que expressavam o sofrimento8 e purificação
humana exigido pela igreja9
.
Características da Pintura Barroca:
Grande realismo10 e interesse pelo movimento
e emoção.
Sombras11 projetadas.
Perspectiva12 é apenas sugerida.
Composição em diagonal13
Acentuado contrastes14 de claro-escuro.
Os temas mitológicos15 e religiosos16 são
amplamente explorados.
Existe uma imponência17 na sua estrutura e nos detalhes
bastante decorados. As colunas, por exemplo, são duplas ou
espiraladas. Os interiores seguem os mesmos princípios. No
caso das igrejas, todo o apelo sentimental18 da Arte
Barroca foi intensamente decorado, pois os ambientes se
propõem a mostrar o esplendor de Deus e o poder da Igreja
Católica. A escultura19 levou ao máximo as produções do
barroco. Predominam as linhas curvas, os drapeados20 das
vestes e o uso do dourado.
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12 – CAÇA-PALAVRA: O BARROCO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O BARROCO NO BRASIL:
No Brasil Colonial, a presença dos jesuítas1 teve
grande importância no processo2 de disseminação do
cristianismo católico no interior da colônia. Não por
acaso – visando aperfeiçoar3 suas ações
missionárias4 –, os jesuítas trouxeram da Europa as
influências estéticas de cunho fortemente religioso que
marcaram o estilo barroco5
. Na maioria das vezes,
esse tipo de criação se manifestou6na construção de
igrejas7 e imagens religiosas8 que tomavam campo
nos centros urbanos9 do país.
Chegando ao Brasil, as construções de traço barroco
se lançavam aos olhos de uma população mista
formada por alfaiates, ambulantes10 funcionários
públicos, indígenas, escravos11 e vadios. Essa
população, na maioria das vezes, só conseguia
compreender o sentido dos valores religiosos
afirmados pela catequese12 com a imponência de
imagens ricas em que a complexa ornamentação
pretendia reafirmar o caráter sagrado13 dos santos
e templos religiosos. De forma geral, as obras e
construções barrocas eram fabricadas14 a partir
do uso de pedra-sabão15 barro cozido e madeira
policromada16 ou dourada. Além disso, existiu
uma visível preocupação em se reproduzir
movimentos de conteúdo dramático17 o uso de
linhas curvas, a preferência por construções de porte
grandioso e o uso de um impacto visual capaz de
chamar atenção dos apreciadores18 O barroco
tentou exprimir uma religiosidade19 de princípio
medieval com a sofisticação20 da arte
renascentista.
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13 – CAÇA-PALAVRA: O ROCOCÓ – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O ROCOCÓ:
“Rococó” é um substantivo masculino de origem
francesa (rocaille1
, que significa “concha2
”) e faz
alusão a um estilo artístico tipicamente decorativo3
.
Ele prosperou na Europa (especialmente no sul da
Alemanha e na Áustria) do início ao fim do século XVIII,
marcando a passagem do Barroco para o Arcadismo.
Caracterizado pelo uso de conchas, laços e flores4 em
seus adornos, o estilo rococó predominou na esfera da
arquitetura, escultura e pintura.
Elas deveriam se complementar harmonicamente5
,
muitas vezes pela união de artistas especializados em
afazeres distintos. O Rococó pode ser considerado como
uma reação da aristocracia6 e burguesia7 francesa
contra a suntuosidade do barroco tradicional. Considerado
por muitos como uma variante “profana8
” do barroco, o
rococó caracterizou-se, acima de tudo, pela valorização das
linhas em formato9 de concha. Ele abandona aquelas
linhas retorcidas10 típicas do barroco, para empregar
linhas e formas mais leves e delicadas11 vistas
facilmente na decoração dos interiores12
,
ourivesaria13
, mobiliário14
, pintura, escultura e
arquitetura. As obras deste movimento estético possuem
texturas15 suaves que buscam expressar o caráter
lúdico16 e mundano17 da vida. Assim, foi uma
preferência os temas leves e sentimentais relacionados ao
cotidiano e recheados de alegorias mitológicas18 e
pastoris.
Os ambientes luxuosos, como parques e jardins suntuosos19
, retratam, na maioria
das vezes, cenas eróticas e sensuais20 em paisagens idílicas e alegres, nas quais
transparecem os interesses hedonistas e aristocráticos.
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14 – CAÇA-PALAVRA: O ROCOCÓ NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O ROCOCÓ NO BRASIL:
Esse estilo chegou a América do Sul em meados
do século XVIII e, no Brasil, teve grande
representação por meio do mobiliário1 desse
período e ficou conhecido como estilo2 Dom
João3 V. É possível encontra características
dessa escola4 artística na pintura, na escrita,
na escultura5 e também na arquitetura. Esse
tipo de arquitetura no Brasil pode ser vista em
cidades como Minas Gerais, Belém e
Pernambuco6
. No Brasil a arquitetura rococó
teve muita influência7 religiosa e isso pode
ser percebido nas igrejas8 brasileiras do século
XVIII. Podemos citar Aleijadinho9 como um
dos principais artistas do rococó10 brasileiro.
Diferente do que aconteceu em outros países, no Brasil
essa manifestação11 artística aparecia intimamente
relacionada12 com a arquitetura religiosa13
principalmente em Minas14 Gerais (Ouro Preto é um
dos exemplos mais simbólicos), Rio de Janeiro, Belém,
Pernambuco e Paraíba. Por ter essa aproximação com a
religiosidade15 no Brasil o Rococó realmente se
mistura16 muito com o Barroco, não sendo tão fácil
diferenciar17 um do outro. Os maiores nomes
nacionais foram Manuel da Costa Ataíde18 Francisco
Xavier19 de Brito, José Pereira Arouca20 e o célebre
Aleijadinho.
Quem visita a Igreja de Santa Rita, no centro do Rio de Janeiro, pode observar
claramente a arquitetura e decoração típicas do Rococó: muito dourado, desenhos de
flores e uso de conchas. Por ser uma igreja, também é um ponto que serve para ilustrar
a religiosidade impregnada no Rococó e, como consequência natural disso, a sua
semelhança com a arte barroca.
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15 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NEOCLÁSSICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE NEOCLÁSSICA:
O Neoclassicismo1 (novo classicismo)
representa um movimento2 artístico e
cultural que envolveu a literatura, a pintura, a
escultura3 e a arquitetura. Surgiu no século
XVIII na Europa4 se espalhando5 pelo
mundo, permanecendo até meados do século
XIX. Recebe esse nome uma vez que esteve
baseado nos ideais clássicos. Trata-se de um
movimento de oposição aos exageros,
rebuscamento e complexidades6 do
Barroco.
Ele surge após a Revolução Francesa (1789), o
início da Revolução Industrial7 e no contexto
do Iluminismo8 chamado de “Era da Razão9
”.
A arquitetura neoclássica foi fundamentada nos
ideais clássicos e nas construções10 erigidas
durante o período do Renascimento. A pintura
apresenta diversas características desse período, o
qual buscava a pureza11 e a harmonia12 das
formas. Inspirados nas artes greco-romana e
renascentista, o realismo13 o
racionalismo14 das obras e o equilíbrio das
cores15 foram essenciais para disseminar esse
estilo nas artes plásticas.
A Escultura Neoclássica vem unir diversos
elementos16 baseados na escultura clássica,
donde o uso do mármore é sua mais forte
característica. Busca-se a harmonia das
proporções17 e das formas com a exploração18
de temas relacionados à mitologia19 e
personagens heróicos20
,
16 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NEOCLÁSSICA NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE NEOCLÁSSICA NO BRASIL:
Os elementos clássicos que seduziram a Arte do século
XIX, na Europa, encantaram também o Brasil. Muitas
mudanças ocorreram no Brasil, em 1808 e, uma delas
foi chegada da Família1 Real. O Rio de Janeiro, onde
a corte então se instalara, passou a ser o novo centro
cultural2 e político do país. No campo artístico, as
inovações3 da Europa chegaram junto com a Missão
Artística4 Francesa, em 1816, encarregada e
contratada5 para fundar e dirigir a Escola Real de
Artes6 e Ofícios7
, no Rio de Janeiro.
O grupo, composto por artistas8
, arquitetos, músicos,
mecânicos, ferreiros e carpinteiros9 era liderado
pelo escritor Joachim Lebreton10 (1760-1819) e, entre
os componentes, estavam o arquiteto Grandjean de
Montigny11 (1776-1850); o paisagista Nicolas Antoine
Taunay12 (1755-1830) e seu irmão, o escultor
13
-Marie Taunay (1768-1824); o gravador de
medalhas Charles-Simon Pradier14 (1783-1847); e o
pintor Jean-Baptiste Debret15 (1768-1848). O grupo,
entretanto, encontrou obstáculos, como a resistência da
tradição barroca, já enraizada no país; a escassez de
recursos financeiros16 e de materiais; e as intrigas
políticas17 Muitos dos ofícios que, no Brasil, antes
eram passados de pessoa para pessoa, como a
Arquitetura, a Escultura, a Pintura e o Desenho18
passaram a ser estudados oficialmente na Escola de
Artes, que ficou mais tarde, conhecida como a Academia
Imperial19 de Belas Artes. O local é, atualmente, a
Escola de Belas Artes da Universidade20 Federal do
Rio de Janeiro.
,
Auguste
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17– CAÇA-PALAVRA: A ART NOUVEAU – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ART NOUVEAU:
O Art Nouveau1 ou Arte Nova foi um
movimento2 artístico que surgiu no final do
século XIX na Bélgica, fora do contexto em que
normalmente surgem as vanguardas3
artísticas. Vigorou4 entre 1880 e 1920,
aproximadamente. Existia na sociedade em geral o
desejo de buscar um estilo que refletisse e
acompanhasse5 as inovações da sociedade
industrial6
. A segunda metade do século XIX
marcou uma mudança estética nas artes, a
inspiração7 na antiguidade vigorava8 desde
o século XV, e as fórmulas9 baseadas no
Renascimento começam a dissipar-se dando lugar
a Arte Nova, que se opunha ao historicismo10
e tinha como tônica de seu discurso11 a
originalidade, a qualidade e a volta ao artesanato.
Uma de suas principais características foi a
busca de originalidade12
, tanto na forma
de expressão13 como pelo uso de
materiais14 até então pouco explorados
nas artes. A partir desse desejo de inovação,
também foram utilizadas novas técnicas,
como a xilogravura15 (técnica que utiliza a
madeira entalhada16 como base para a
produção de gravuras17 A Art Nouveau
tornou-se um movimento que integrou
criticamente18 algumas características da
sociedade19 industrial, refletindo essas
particularidades20 nas obras produzidas
e nos materiais utilizados.
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).
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18 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NOUVEAU NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE NOUVEAU NO BRASIL:
A Arte Nouveau1 no Brasil começou a surgir no
começo do século XX. A primeira2 obra de Arte
Nouveau em São Paulo3 foi o edifício Vila
Penteado4
, projetado pelo arquiteto sueco Carlos
Ekman e finalizada em 1902. Trata-se de duas casas5
em uma só, idealizada para abrigar duas importantes
famílias paulistas. A obra tem dois pavimentos6 e
mais de 60 cômodos7 Em 1949, o edifício foi doado
à USP e passou a abrigar a Faculdade de
Arquitetura8 e Urbanismo9 até 1968.
Hoje ele é sede do curso de pós-graduação da
mesma faculdade10
. Outra obra de Arte
Nouveau presente11 em São Paulo é o Viaduto
da Santa Efigênia12 projetado pelo italiano13
Giulio Micheli14 A curiosidade é que a sua
estrutura veio totalmente pré-fabricada da
Bélgica. Nas artes, o nome que se destacou no
Arte Nouveau no Brasil foi Eliseu Visconte15 O
premiado16 pintor17 e designer18
percorreu alguns estilos, entre ele o Arte
Nouveau. Essa influência veio após uma viagem à
Paris para aperfeiçoar seus estudos na Academia
Imperial de Belas Artes. O artista é o responsável
pela decoração19 interna do Teatro
Municipal20 do Rio de Janeiro.
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19 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE DÉCO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE DÉCO:
Arte Déco é um termo de origem francesa1
que se refere a um estilo artístico de âmbito
internacional2 mas que tem sua origem na
Europa no começo do século XX, porém seu
apogeu se deu na década de 20. O termo Arte
Déco3 nasceu da expressão “arts decoratifs”.
Este estilo se afirmou nas artes visuais, nas artes
aplicadas (design4 de interiores, mobiliário,
etc.) no desenho industrial5
, na moda, no
cinema e especialmente na arquitetura onde
teve uma presença6 marcante.
Na década de 30 espalhou-se pelos EUA e em
outros países fora da Europa. A Arte Déco
começou a ganhar força como um estilo
artístico7
a partir da Exposição Internacional de
Artes Decorativas8 e Industriais Modernas9
que ocorreu em Paris em 1925. Esta exposição
deu ênfase à individualidade10 e ao
artesanato refinado. Muito embora os
movimentos artísticos da época estivessem11
ligados à filosofia e a política, a Arte Déco foi um
estilo de caráter decorativo, visto na época como
ultramoderno12 e de alto luxo, destinado à
burguesia13 do pós-guerra. Era comum o uso
de materiais14 caros como o marfim15 o jade
e a laca.
A partir da exposição Arte Déco no Metropolitan Museum de Nova York em 1934, o
estilo passou a valorizar a produção16 industrial, com materiais e formas aptas de
serem produzidas em massa. Dessa forma o estilo Arte Déco foi popularizado17 e de
fácil acesso a população por meio da publicidade18
das joias e bijuterias19
, da moda e do mobiliário20
dos objetos de uso domésticos,
,
,
,
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20 – CAÇA-PALAVRA: O REALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O REALISMO:
O termo “realismo1
” geralmente é usado para
designar desenhos2
, esculturas3 e pinturas
que tenham uma representação objetiva da
realidade4
, ou seja, uma forma de
reproduzir5 a realidade tal como ela é. No
entanto o termo realismo no âmbito das artes
visuais diz respeito ao princípio estético6 que
surgiu na segunda metade do século XIX, na
França em reação ao Romantismo.
Entre 1850 a 1890 o Realismo espalhou-se pelo
Europa e outros continentes7 tanto nas artes
visuais quanto na literatura. Diferentemente do
tradicionalismo do Romantismo e do
Neoclassicismo, o Realismo teve influência das
transformações8 sociais ocorridas na
política9 e na ciência, onde procurou incorporar o
progresso10 científico da época, bem como
trazer reflexões11 acerca da grande
desigualdade12 social, mas acima de tudo foi
uma forma de superar as tradições românticas e
clássicas.
O grande objetivo dos pintores13 realistas era retratar a
realidade do povo de maneira concreta e não uma forma
ideal como nos movimentos14 anteriores. No
Romantismo era valorizado15 nas pinturas o que se sentia
e se idealizava, já no Realismo se valorizava o que realmente
era e o homem não ocupava16 mais o centro das
narrativas17 Entre os temas mais desejados estão à
paisagem18 e os retratos. As cores eram sóbrias e a
pincelada19 era livre, o que resultava numa representação
nítida20 da realidade que os cercava.
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21 – CAÇA-PALAVRA: O IMPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O IMPRESSIONISMO:
O Impressionismo1 foi um movimento que se
manifestou, especialmente nas artes plásticas no
fim do século XIX na França2
. Os impressionistas
rejeitavam3 as convenções da arte acadêmica
vigente na época. As pinturas do Impressionismo
captavam as impressões perceptivas4 de
luminosidade5
, cor6 e sombra7 das
paisagens8 por isso pintavam o mesmo quadro
em diferentes horários9 do dia.
O termo “impressionista” deriva de uma das obras
mais significativas obras desse movimento -
Impressão: Nascer do Sol, de Monet10 Outra
explicação diz que o termo foi usado pela primeira
vez pelos caluniadores11 do movimento, que
consideravam as obras inacabadas e o nome foi
aceito e adotado pelos artistas desse estilo12
Esses artistas estavam interessados13 em
confinar com a tinta as impressões sensoriais de
cor, luz, som e de movimento, por meio de cores
claras e brilhantes bem como pinceladas mais
livres e distintas.
Assim como é do conhecimento de todos, as cores da natureza mudam conforme a luz
incidente em determinado14 horário do dia, e eram essas impressões que os
impressionistas queriam capturar. Os impressionistas estudavam muito sobre os efeitos
ópticos, para isso usavam com frequência recursos15 fotográficos16 Em função
disso preferiam trabalhar ao ar livre17
perspectiva e ao uso de modelos18
bem como, não se prenderam ao uso da
As figuras representadas não possuíam
contornos19 nítidos, as sombras deveriam ser coloridas e as cores deveriam ser
usadas puras, evitando a mistura de tonalidades20
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22 – CAÇA-PALAVRA:O IMPRESSIONISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O IMPRESSIONISMO NO BRASIL:
No Brasil, um grupo dissidente da pintura
acadêmica1 já tinha anunciado as transformações
de temas e técnicas em direção ao impressionismo.
Tratava-se de um conjunto2 de alunos da Academia,
chefiados um mestre alemão, Georg Grimm, que ficou
historicamente3 conhecido como o Grupo Grimm.
Eles saíam para pintar4 ao ar livre, de uma maneira
espontânea5 e sem assunto previamente escolhido,
rebelando-se contra os cânones do neoclassicismo.
Alguns vieram a engrossar as fileiras do
impressionismo, como Giovanni Castagneto6
,
Antonio Parreiras7 e Hipólito Caron8
; outros
seguiram o caminho do realismo, como Garcia y
Vasquez e França Junior9
. No período em que se
desenvolveu o período impressionista na Europa, a
arte brasileira estava seduzida pelo realismo10 e
pelo regionalismo11 o que dificultava12 a
aceitação de uma nova teoria de fora. Além disso,
vimos que um dos preceitos dos impressionistas era
a procura do ar livre13 e das paisagens14 Os
artistas franceses, ou melhor, parisienses, que
primeiro se agruparam em torno do movimento,
além do ambiente cultural estavam seduzidos pelos
ensinamentos científicos da sua época, o que não
acontecia15 no Brasil. Havia também a
considerar16 o fato tempo: o clima francês era
mais seco que o brasileiro, e as cores da natureza
eram aqui mais exuberantes17 a atmosfera
menos límpida18 a topografia19 montanhosa
e o interior rural em pouco se pareciam com as bem
comportadas20 paisagens europeias.
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23 – CAÇA-PALAVRA: O PÓS-IMPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O PÓS-IMPRESSIONISMO:
O pós-impressionismo1 foi uma
tendência2 nas artes que ocorreu na França
no final do século XIX e início do XX. Esse
movimento inovador3 começa a despontar
em 1880 e permanece até o surgimento do
Cubismo, em 1907. Na realidade, essa corrente
organiza-se de maneira espontânea, inspirando-
se e ao mesmo tempo confrontando4 o
chamado impressionismo. O termo pós-
impressionismo foi utilizado pela primeira vez
pelo crítico de arte britânico Roger Eliot Fry
(1866-1934), para designar as obras expostas na
Grafton Galleries, em Londres, em 1910.
A exposição incluía pinturas de Paul Cézanne5
,
Vincent van Gogh6 e Paul Gauguin7
. Ao lado
do pintor francês Georges Seraut8
, eles foram
os mais importantes representantes dessa nova
tendência. Os pós-impressionistas valorizavam a
expressão do lado subjetivo9
, humano,
emocional e sentimental10 Dessa forma, o
novo espírito11 que surgia se distanciava do
impressionismo, na medida em que não buscava
somente elementos técnicos, estudos da luz
natural12 nos objetos13 e reprodução14
da realidade, como fizeram seus antecessores.
De tal modo, ainda que tenham criado uma nova tendência, muitos artistas do pós-
impressionismo fizeram parte do impressionismo, pois o novo movimento pode ser
considerado uma extensão ou desenvolvimento15 maior da escola impressionista.
Em resumo, os artistas que compõem o pós-impressionismo buscavam novos
estilos16 determinado por novos conceitos17 e formas18 mas ainda assim
utilizando intensamente19 elementos como a luz20 e a cor em suas obras.
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24 – CAÇA-PALAVRA: O FAUVISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O FAUVISMO:
O fauvismo1 é uma corrente artística do início do
século XX aliada à pintura, tendo como uma das
características a máxima expressão2 pictórica,
onde as cores são utilizadas com intensidade3
além de outras, como a simplificação4 das
formas5
, o estudo das cores. Os seus temas eram
leves, e não tinham intenção crítica, revelando
apenas emoções e alegria de viver. As cores eram
utilizadas puras, para delimitar planos, criar a
perspectiva e modelar o volume6
.
O nome da corrente deve-se a Louis Vauxcelles. Esse chamou alguns artistas de “Les
Fauves” (que significa “feras” em português) em uma exposição em 1905, pois havia ali a
estátua convencional7 de um menino rodeada de pinturas nesse novo estilo.
Os princípios desse movimento foram:
Criar, em arte, não possui relação com o intelecto ou sentimentos8
;
Criar é considerar os impulsos do instinto9 e das sensações10 primárias;
Exaltação da cor pura11
Participaram do movimento fauvista os pintores:
Henri Matisse12 Maurice de Vlaminck13 André
Derain14 e Othon Friesz15
; principais responsáveis
pelo gosto do uso de cores puras, presentes no
cotidiano16 atual, em objetos e peças de
vestuário. O principal representante do movimento
Fauvista foi Henri Matisse, que tinha por
característica a despreocupação17 com o
realismo, onde as coisas representadas18 eram
menos importantes19 do que a forma de
representá-las.
Por exemplo, “Natureza morta com peixes vermelhos”, pintado em 1911, quando se
observa que o importante são as cores puras e estendidas em grandes campos,
essenciais para a organização da composição20
.
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25 – CAÇA-PALAVRA: O FAUVISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O FAUVISMO NO BRASIL:
O fauvismo no Brasil não teve uma grande adesão entre
os artistas1 ativos no período de seu ápice na Europa.
Contudo, é fundamental ressaltar que, até os dias de hoje,
características do fauvismo2 podem ser observadas em
obras de artistas nacionais3
. É importante notar,
também, que o fauvismo não influenciou4 apenas o
cenário5 artístico brasileiro6
. Isso porque os
principais aspectos dessa corrente7 também podem ser
vistos em outros estilos e artistas ao redor do globo.
Mesmo com pouca abrangência8
, houve espaço9
para as obras fauvistas. Nesse contexto, Arthur
Timótheo10 da Costa foi um dos principais artistas do
fauvismo no Brasil. Outro artista do fauvismo no Brasil, ou
melhor, que utilizava algumas características11 do
estilo, foi Mário Navarro12 da Costa. Entre os exemplos
de pinturas13 que carregavam14 esses
atributos15
, está o quadro “Porto de Leixões16
Nesse cenário17 é válido informar que, apesar dos dois
artistas citados trabalharem18 bastante com
características dessa corrente, o expoente19 mais
conhecido do fauvismo no Brasil foi Inimá José20 de
Paula.
”.
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26 – CAÇA-PALAVRA: O EXPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O EXPRESSIONISMO:
O Expressionismo1 foi um movimento estético
embalado pela arte moderna2 do início do século XX e
teve expoentes nas artes visuais, no cinema, no teatro, na
literatura3
, na música, na dança4
, na arquitetura e na
fotografia5
. Contrapôs-se ao academicismo artístico, à
sistematização6 alienante do mundo industrial e
principalmente à representação objetiva do
Impressionismo: em vez de captar a realidade, o
Expressionismo cria a realidade, em uvm movimento do
interior para o exterior, valorizando aspectos
irracionais7 e instintivos8 no procedimento artístico.
Engajados9 em um projeto de crítica social de
seu tempo, os expressionistas comumente
elegiam temas relacionados à angústia10 da
condição11 humana, à morte, ao medo12 ao
sexo, muitas vezes representados de maneira
sombria e com figuras deformadas13 Assim,
a arte precisava também contemplar14 a
vivência humana desses novos tempos. De modo
geral, os expressionistas tentaram captar o
drama15 da existência, da tentativa do homem
de dominar16 a realidade, mas ser arrastado
por ela.
O Expressionismo foi um movimento muito
diversificado, fundado por dois grupos: A Ponte,
de 1905, e O Cavaleiro17Azul, de 1911, que
reuniram majoritariamente artistas
alemães18 Em uma segunda fase, monta-se o
grupo Nova Objetividade19 já de caráter
internacional20
.
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27 – CAÇA-PALAVRA: O EXPRESSIONISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O EXPRESSIONISMO NO BRASIL:
O expressionismo no Brasil e no mundo foi uma
corrente que marcou o circuito artístico por apresentar
uma forte vertente de vanguarda1
. Prestigiando a
subjetividade2 e destacando3 o caráter
emocional, esse movimento surgiu entre o fim do
século XIX e o início do século XX, na Alemanha,
chegando a terras tupiniquins4 no começo da
década de 1900. Presente nas artes plásticas5
, na
arquitetura, no cinema6
, na literatura, na fotografia
e na dança, o expressionismo na arte conta com um
legado excepcional, composto por trabalhos singulares
dos mais diversos artistas. No Brasil, não foi diferente.
Tanto que o país também apresentou ícones7 da arte
que criaram obras importantes8 dessa corrente.
Assim, teve como um de seus conceitos9 principais,
desvincular a beleza da arte. Além disso, ressaltou10 a
importância de compor uma arte profunda, desligando-
se de correntes anteriores que apenas retratavam11
a natureza óbvia e verossímil. Nesse contexto12
apesar dessa corrente fugir da obviedade e do
pragmatismo13 ela contou com características que,
juntas, compuseram o expressionismo no Brasil e no
mundo. Foram elas:
A valorização da perspectiva14 do artista em relação à elaboração de suas obras;
A repetição de temáticas voltadas para o sofrimento15 e dor;
O descompromisso16 de retratar a realidade de forma fiel;
A valorização da emoção e da intuição17
O domínio de pinceladas18 desconexas na pintura;
A presença de cores contrastantes19 e de temas carregados de críticas à
sociedade20
,
;
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28 – CAÇA-PALAVRA: O CUBISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O CUBISMO:
O cubismo1 foi uma vanguarda artística europeia
marcada pelos usos de formas geométricas2
.
Surgido no início do século XX na França, esse novo
estilo rompeu com os modelos estéticos que só
valorizavam a perfeição3 das formas. Esse
movimento pode ser considerado o primeiro a se
caracterizar pela incorporação do imaginário4
urbano industrial5 em suas obras. Abrangeu,
sobretudo as artes plásticas e influenciou a
literatura6
. O marco para o surgimento do cubismo
foi em 1907, com a tela Les Demoiselles d'Avignon (As
damas7 d'Avignon), do pintor espanhol Pablo
Picasso8
.
Essa obra apresenta influências visíveis das esculturas
africanas9 e das pinturas do pós-impressionista francês
Paul Cézanne. Ao lado de Picasso, o pintor e escultor
francês Georges Braque10 também foi fundador do
movimento11 cubista. Com o cubismo teremos um
tratamento geométrico das formas da natureza12
Assim, elas passam a ser representadas pelos objetos13
em todos os seus ângulos no mesmo plano14
constituindo uma figura em três dimensões15
Predominam as linhas retas16
modeladas basicamente por cubos17 e
cilindros18
, dadas a geometrização das
formas e volumes. Essa técnica que
renuncia à perspectiva, assim como ao
"claro-escuro19 causa uma sensação
de pintura escultórica20
.
",
.
29 – CAÇA-PALAVRA: O CUBISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O CUBISMO NO BRASIL:
Impossível falar sobre o cubismo1 no Brasil sem
relacionar essa corrente2 com a Semana de Arte
Moderna3 de 1922. Entre os artistas brasileiros
mais conhecidos que utilizaram o cubismo em
suas peças, Tarsila4 do Amaral, Emiliano Di
Cavalcanti5 e Anita Malfatti6 ganham
posição de destaque. O cubismo foi uma corrente
de vanguarda que nasceu na França, no começo
do século7 XX, com o objetivo de romper com a
perfeição8 das formas9 uma característica
frequentemente presente em outros estilos, como
o renascentista.
O começo do século XX foi marcado pela disputa
entre o conservadorismo10 e as tendências
modernistas. Nesse cenário11
, o cubismo no
Brasil ganhou espaço após a Semana12 de Arte
Moderna. Afinal, ela foi um marco na história da
arte moderna brasileira. Vanguardista e ousado,
esse evento chocou a sociedade conservadora da
época13 Desse modo, representou um novo olhar
sobre a arte e, assim, introduziu tendências14
experimentais derivadas15 do expressionismo
europeu, do cubismo e do surrealismo.
No entanto, vale destacar que não há produções
artísticas nacionais16 que apresentem
características exclusivas desse estilo. Assim, o
cubismo no Brasil ficou caracterizado por obras
que mesclavam17 aspectos desse movimento
combinados18 com outros de diferentes19
expressões artísticas20
,
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30 – CAÇA-PALAVRA: O ABSTRACIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O ABSTRACIONISMO:
O Abstracionismo1
, ou arte abstrata, é um estilo
artístico moderno2 das artes visuais que prioriza as
formas abstratas em detrimento das figuras que
representam algo da nossa própria realidade. Dessa
forma, podemos dizer que esse tipo de arte é uma obra
“não representacional3
”, ao contrário da arte
figurativa, expressa por meio de figuras que retratam a
natureza.
O pintor russo Wassily Kandinsky4 é
considerado o precursor da arte abstrata com
suas obras Primeira Aquarela Abstrata (1910) e a
série Improvisações (1909-14). A origem da arte
abstrata está intimamente relacionada com as
vanguardas5 artísticas europeias do final do
século XIX, a também chamada arte moderna.
Caracterizada pela “não representação”, essa
vertente6 buscou apresentar um novo estilo
de arte, em que as formas, cores, linhas e
texturas eram os objetos de pesquisa dos
artistas.
A Arte Abstrata tinha o objetivo de encontrar uma nova forma de expressão plástica7
distanciada das formas figurativas ou representação da natureza8
. Caracteriza-se pela
decomposição da figura, simplificação9 da forma, novo uso das cores e descarte10
da perspectiva ou técnicas de modelagem11
As principais características da arte abstrata são:
Arte não representacional12
Ausência13 de objetos reconhecíveis.
Arte subjetiva14
.
Oposição15 ao modelo renascentista e à arte figurativa16
Valorização de formas17 cores18 linhas19 e texturas20
.
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, , .
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31 – CAÇA-PALAVRA: O ABSTRACIONISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O ABSTRACIONISMO NO BRASIL:
Desde a década de 1940, a arte abstrata começou
a entrar em território1 brasileiro. Os pioneiros
foram Abraham Palatnik2 (1928), Manabu3
Mabe (1924-1997) e Luiz Sacilotto4 (1924-
2003). O momento chave, no entanto, ocorreu
somente em outubro de 1951, com a I Bienal de
São Paulo. Foi lá que despontaram5 nomes
como Lygia Clark6
, Helio Oiticica7 e Alfredo
Volpi8
. Lygia Clark (1920-1988) não foi apenas
pintora, também atuou como escultora,
desenhista, professora de belas artes e
psicoterapeuta. A artista fez parte do
neoconcretismo9 brasileiro. A sua série
tridimensional10 “Bichos11
” fez imenso
sucesso de público e crítica. As esculturas eram
feitas com material de revestimento12 de
avião e permitiam múltiplas combinações13 de
acordo com o desejo do espectador. Helio Oiticica
(1937-1980) pertenceu, assim como Lygia Clark,
ao neoconcretismo. Sua produção - composta de
telas e instalações - teve influência
anarquista14 O artista ficou muito conhecido
pelas instalações15 com cores primárias, uma
delas pode ser encontrada no Museu de
Inhotim16 É impossível falar em arte abstrata
brasileira e não mencionaro pintor Alfredo Volpi
(1896-1988), um dos expoentes do movimento
modernista17 brasileiro. As representações das
bandeirinhas18 - inspiradas nas festas
juninas19 - são das suas imagens mais
famosas20
.
.
.
32 – CAÇA-PALAVRA: O DADAÍSMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O DADAÍSMO:
O dadaísmo1 é considerado a mais radical2 das
vanguardas artísticas do século XX. O movimento
dadaísta ou dadá tinha a ruptura como meta e “a
destruição também é criação” como lema. A proposta
dadaísta relaciona-se ao fim da estética, ou seja, à
desvinculação da produção artística com aquilo que até
então se entendia como arte. A proposta era a
negação3 de todas as regras e de todas as tradições.
“Dadá” não significa nada4 – e, portanto, pode
também significar tudo. Nascido em meio à Primeira
Guerra Mundial, o dadaísmo queria escandalizar5 o
gosto popular e rejeitar6
, subverter7 todos os
valores vigentes.
A Europa via-se imersa no colapso bélico da Primeira Guerra Mundial,
conflito de proporções estrondosas como nunca se tinha visto antes,
o que influenciou8 diretamente os artistas dadaístas. A
intensidade9 e violência do confronto destruíram o senso lógico e
a suposta ordenação da civilização, gerando10 nos artistas o
desprezo pelos valores culturais11 – que instituíam o bom senso
estético, a alta cultura, o que era belo e, ao mesmo tempo,
permitiam o horror e a matança generalizada. A destruição causada
pela guerra12 foi o motor principal para o movimento13 Os
artistas dadaístas franceses14 e alemães exilaram-se na Suíça, por
não concordarem com o posicionamento de seus países de origem
durante a Primeira Grande Guerra, e levaram para a arte esse
protesto contra uma cultura15 e uma civilização16 incapazes de
evitar o aniquilamento17 massivo, a desgraça e a ruína. A arte,
portanto, deveria negar os valores vigentes, levantar a bandeira18
do absurdo e chocar, escandalizar, já que a ruína da guerra não
parecia chocante o suficiente19 para que os governantes20
europeus cessassem fogo.
,
33 – CAÇA-PALAVRA: O DADAÍSMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O DADAÍSMO NO BRASIL:
No Brasil o Dadaísmo abrangeu1 as artes plásticas e
principalmente a literatura2
, sendo representada3
por escritores e artistas dos primeiros anos do
modernismo no Brasil, nesse início do movimento
modernista4 buscavam o arrojado e o polêmico,
onde o Dadaísmo se encaixava perfeitamente, sendo
assim as ideias absorvidas5 do Dadaísmo Europeu
que se enquadravam6 nesse estilo serviram de
grande influência para os artistas do modernismo. Um
dos maiores representantes foi o pintor7 Flávio de
Carvalho8
, considerado um dos maiores nomes do
modernismo Brasileiro, Flávio teve a oportunidade de
conviver pessoalmente com os ícones9 do Dadaísmo
por viver um algum tempo na Europa.
Ismael Nery10 que também é um artista
modernista, pintor que demonstrou11 grandes
influências Dadaístas na sua ultima fase de
pintura12 onde andava pelo surrealismo e também
pelo Dadaísmo, sendo essa fase de sua carreira tida
pelos críticos13 como a mais importante e
promissora14 Foi na literatura Modernista
Brasileira onde o Dadaísmo mais se disseminou15
com escrita totalmente brasileira com linguagem
nacional totalmente livre e abusando do uso de
paródias16
. O escritor Manuel Bandeira17
considerado o maior poeta lírico brasileiro do
Modernismo mostrou muita influência Dadaísta em
suas obras18
, principalmente trabalhando19 no
poema-piada20
.
.
34 – CAÇA-PALAVRA: O SURREALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O SURREALISMO:
O surrealismo1 foi uma das vanguardas2
artísticas europeias que surgiu em Paris no início do
século XX. Esse movimento originou-se em reação ao
racionalismo e ao materialismo da sociedade ocidental.
A arte surrealista não se restringiu às artes plásticas, de
modo que também influenciou outras manifestações
artísticas: a escultura3
, a literatura4
, o teatro5 e
o cinema6
. Na Europa, o período entre as duas
guerras (1918-1939) ficou conhecido como "os anos
loucos7
".
Assim, a incerteza sobre a predominância da paz
levou ao desejo de "viver apenas o presente8
".
Foi nesse período de insatisfação, desequilíbrio9
e contradições10 que surgiram diversos
movimentos artísticos voltados para uma nova
interpretação e expressão11 da realidade. Esses
movimentos ficaram conhecidos como "vanguardas
europeias". O Surrealismo foi uma dessas
correntes12 e teve como precedente
indispensável o Dadaísmo e a pintura metafísica de
Giorgio de Chirico (1888-1978). O surrealismo
propõe a valorização da fantasia13
, da
loucura14 e a utilização da reação15 automática.
Nessa perspectiva, o artista deve deixar-se
levar pelo impulso16 registrando tudo o
que lhe vier à mente17
, sem se preocupar
com a lógica. Os artistas surrealistas tinham
como objetivo usar o potencial do
subconsciente18 e dos sonhos19
como fonte para a criação de imagens20
fantásticas.
,
,
.
35 – CAÇA-PALAVRA: O SURREALISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O SURREALISMO NO BRASIL:
De acordo com historiadores da arte, a chegada do
Surrealismo no Brasil esteve completamente
relacionada com o movimento modernista1
alavancado na Semana de Arte Moderna de 22, e
contou com a adesão de artistas como Tarsila do
Amaral2 e Cícero3 Dias. No mundo, o
Surrealismo viveu4 seu surgimento e auge entre
os anos de 1924 e 1945. Destacando-se como um
movimento europeu, nascido na Paris entre
guerras, propunha a liberdade5 da manifestação
do inconsciente6
. Artistas plásticos e poetas se
identificaram com as propostas do francês André
Breton7
, que, em seu “Manifesto8 Surrealista”,
defendia a negação da lógica9 e do racional10
O objetivo do surrealismo, era a defesa da
liberdade11 para a expressão do
inconsciente (conceito criado e teorizado por
Freud12
). O movimento surrealista no Brasil
foi absorvido13 pelo movimento Modernista
e seus artistas, pouco antes da década de
1930. Alguns historiadores14 acreditam
que o Surrealismo no Brasil não teve tanto
destaque15 e atribuem isso aos momentos
históricos16 diferentes, vividos na França (e
a Europa como um todo) e nosso país.
Mesmo com “pouca força”, grandes artistas surrealistas17 brasileiros deixaram
marcas na cultura e na história da arte. Muita gente se pergunta quem foi o primeiro
artista surrealista brasileiro18
, na verdade, não foi apenas um. Em conjunto e no
esforço de encontrar uma identidade artística brasileira, artistas como Ismael19 Nery,
Cícero Dias e Tarsila do Amaral, trouxeram para o país o, até então, novo estilo20 na
arte.
,
36 – CAÇA-PALAVRA: A OP ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A OP ART:
A “Op Art1
” ou “Optical Art” (Arte Ótica) foi um
movimento artístico que atingiu seu auge na década
de 60 nos Estados Unidos2
. Em Nova York, ocorreu
a primeira exposição no Museu de Arte Moderna
(MOMA) intitulada “The Responsive Eye” (O Olho que
Responde), em 1965. Baseado em recursos visuais,
sobretudo na ilusão3 de ótica, esse movimento que
expressa à mutabilidade4 do mundo e suas
ilimitadas possibilidades5 é fundamentado no
mote “menos expressão e mais visualização”. Ele foi
considerado uma variação do expressionismo
abstrato, sendo seu precursor o artista húngaro
Victor Vasarely6
, na década de 30.
As características do movimento Op Art são:
Tridimensionalidade7
.
Efeitos óticos e visuais8
.
Movimento9 e contraste10 de cores. ;
Tons vibrantes11 (principalmente preto e branco).
Formas geométricas12 e linhas.
Observador participante13
Estilo abstrato14
A razão da Op Art é a representação do movimento através
da pintura15 apenas com a utilização de elementos
gráficos16 Outro fator fundamental para a criação da Op
Art foi a evolução da ciência17 que está presente em
praticamente todos os trabalhos18 baseando-se
principalmente nos estudos19 psicológicos sobre a vida
moderna e da Física sobre a Óptica. A alteração das cidades
modernas e o sofrimento do homem com a alteração
constante em seus ritmos20 de vida.
,
.
.
.
,
,
,
37 – CAÇA-PALAVRA: A OP ART NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A OP ART NO BRASIL:
A Op Art também teve influência nos artistas nacionais. Vamos conhecer alguns nomes
marcantes no cenário na Op Art no Brasil. A Op Art no Brasil tem nomes expressivos
entre os quais destacamos os artistas Ivan Serpa, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto e Israel
Pedrosa.
Ivan Serpa1 (1923-1973): É um pintor, gravador2
desenhista3
, professor e um dos artistas brasileiros da Opt Art.
Começou a pintar no início dos anos 40 trabalhos figurativos com
pouca preocupação4 temática. Desde o início do seu trabalho
nas artes, Serpa se identificava com a estrutura da
; composição5 e pelo ritmo6 das formas. A partir da década de
50, com a obra ‘Formas7 que ressalta os aspectos da abstração
geométrica8 ganhou o título de Melhor Pintor Jovem na 1ª
Bienal Internacional de São Paulo. Depois, aderiu de vez ao
concretismo com obras criadas com formas geométricas e
planas9
, organizadas matematicamente10
Israel Pedrosa11 (1926-2016): A artista mineiro do Alto
Jequitibá, Israel Pedrosa, também marcou o caminho da
Op Art no Brasil. Sua trajetória artística começou ainda
na adolescência quando começou a estudar pintura12
com Ferrucio Dami, em Juiz de Fora/MG. Entre 1942 e
1947 morou no Rio de Janeiro. Foi aluno do famoso
;
pintor Cândido Portinari. Depois de servir na Força
Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial,
foi bolsista13 na Escola de Belas Artes de Paris, de
1948 a 1950. Na década de 1960, fixou residência14
em Niterói, e trabalhou na Universidade Federal
Fluminense, onde ajudou a começar os trabalhos15
com História da Arte.
Um dos seus estudos mais conhecidos era sobre a “cor inexistente16
” que, segundo
o próprio Pedrosa, significava “uma cor complementar17 produzida pela ação dos
contrastes18 de várias gamas19 de uma cor primária, levadas ao paroxismo20
”.
’
.
38 – CAÇA-PALAVRA: A POP ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A POP ART:
A Pop Art1 é um movimento artístico que se
caracteriza pela reprodução2 de temas relacionados
ao consumo, publicidade3 e estilo de vida americano
; (american4 way of life). Esse é um termo em inglês
que significa "arte popular" e surgiu durante a década de
1950, na Inglaterra. A expressão foi criada pelo crítico
Lawrence5 Alloway durante os encontros6 de um
grupo de artistas intitulado "Grupo Independente".
Depois, difundiu-se durante os anos de 1960, atingindo
seu auge em Nova York. A pop art não deve ser
considerada um fenômeno7 de cultura popular
(apesar de estar muito interligada a ela), mas uma
interpretação feita pelos seus artistas da cultura8 ;
dita popular e de massas. Este fenômeno artístico
baseou-se, em grande medida, na estética da cultura
de massas, a mesma criticada pela Escola de Frankfurt.
O movimento influenciou9 grandemente o
grafismo10 e os desenhos relacionados à moda11
.
Características da pop art:
Aproximação da arte com a vida cotidiana12
.
Utilização de cores intensas13 e vibrantes.
Reproduções de peças publicitárias14
Inspiração15 na cultura de massa.
Uso da serigrafia16
Imitação da estética17 industrial.
Reproduções18 em série do mesmo tema.
Uso da imagem de celebridades19
Inspiração nas histórias em quadrinhos20
.
.
.
.
;
,
,
,
.
39 – CAÇA-PALAVRA: A POP ART NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A POP ART NO BRASIL:
A Pop Arte no Brasil ganhou expressão na década de
60, no período da Ditadura1 Militar. Por aqui, as
manifestações2 artísticas tinham forte cunho
político3
. E não foi só a arte que se fortaleceu com
a Pop Arte no Brasil. Músicos, intelectuais, jornalistas
e formadores de opinião também deram o contorno
; para esse movimento em diferentes aspectos da
sociedade4
, onde tinham influência. A chegada da
Pop Art no Brasil aconteceu na década de 60 em
meio aos movimentos de protestos5 no país
contra a Ditadura Militar. A Pop Arte já havia
transformado o cenário da arte na Inglaterra e nos
Estados Unidos, destacando artistas como Roy
Lichtenstein, Andy Warhol e Robert Rauschenberg.
O espírito contestador6 desses artistas
também foi a marca dos artistas nacionais,
apesar do alvo dos protestos serem pontos
diferentes. No Brasil, eram as duras críticas7 à
tortura e à violência da Ditadura e as
reflexões8 do cotidiano banal e dos
problemas sociais que ganhavam as telas. A ;
utilização de cores9 vivas e inusitadas,
colagens10 alterações dos formatos11 das
imagens, as figuras de ícones12 simbólicos, o
uso das impressões13 em serigrafia14 alto-
contraste15 e as referências aos gibis foram
algumas das marcas da Pop Art no Brasil.
As obras eram usadas como um forte instrumento de denúncia política e social. E, além
das telas de artistas como Antonio Dias, Rubens Gerchman16 e Claudio Tozzi17
Hélio18 Oiticica, outros membros19 da cultura nacional se apropriaram do conceito
contestador da Pop Art no Brasil e o levaram para a música20
,
”
40 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONCEITUAL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE CONCEITUAL:
A Arte Conceitual1 é uma vanguarda
artística moderna e contemporânea2 que
surgiu nos anos 60 e 70 na Europa e nos
Estados Unidos. Como o próprio nome indica,
trata-se de uma expressão artística mais
pautada3 nos conceitos4
, reflexões5 e
ideias6
, em detrimento da própria estética
;
(aparência) da arte. Nela, a atitude mental é o
mais relevante7
. Em outras palavras8 a
arte conceitual é uma “arte-ideia” em
detrimento da “arte-visual”, sendo o principal
material da arte a "linguagem9
". Diante
disso, os artistas conceituais preocupam-se em
criar reflexões visuais para seus
espectadores10
Esse movimento artístico que critica o formalismo
e propõe a autonomia11 da obra artística, foi
capaz de revolucionar12 muitos aspectos da
arte. O termo “arte conceitual” foi utilizado pela
primeira vez pelo artista, escritor e filósofo
estadunidense Henry13 Flynt, em 1961, durante
as práticas do Grupo Fluxus14
. O Grupo Fluxus
;
foi um movimento que reuniu artistas em todo o
mundo e tinha como base fazer oposição15 à
comercialização da arte. Eles trouxeram novas
definições16 à pratica artística, dissipando17
os limites da arte e mesclando18 diversos
conceitos, com grande influência do dadaísmo.
Sobre a arte conceitual, afirma o escultor estadunidense Sol LeWitt (1928-2007): “A
própria ideia, mesmo se não é tornada19 visual, é uma obra de arte tanto quanto
qualquer produto20 .
.
41 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONCEITUAL NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE CONCEITUAL NO BRASIL:
Cultuada por muitos e incompreendida1 poralguns, a arte conceitual no Brasil é um
movimento carregado de críticas à sociedade. Surgido na década de 1960, nos Estados
Unidos e na Europa, essa expressão artística valoriza mais a ideia2 do que a obra. A
Arte Conceitual ganhou força no Brasil no fim da década de 1960, devido à
conjuntura3 política do país. Com o regime ditatorial impondo uma repressão4
dramática sobre as expressões artísticas, submetendo-as à censura5 prévia, os artistas
brasileiros começaram a buscar alternativas6 diferentes de arte para, assim,
propagar7 suas mensagens e criticar as condições impostas pelo regime militar. Para
isso, a linguagem metafórica e as ideias prevaleciam, já que a mensagem8 era muito
mais importante do que a estética9
. Logo, de maneira natural e condizente com a
situação do país, novas formas de expressão começaram a surgir, e muitos artistas
brasileiros aderiram à essa proposta.
Cildo Meireles10
: Em frente ao cenário político do
país, Cildo Meireles criou objetos11 e
instalações12 que questionavam a ditadura e a
dependência13 do Brasil na economia global.
;
Assim, com o objetivo de criticar o regime, o artista
arquitetou uma série de trabalhos nas décadas de
1970 e 1980. “Inserções em circuito ideológico:
Projeto Coca-Cola” é uma de suas obras mais
marcantes14
Claudio Tozzi15 Com a intenção de propor
um significado16 diferente para criar
uma nova mensagem, o artista Claudio
Tozzi abordava a linguagem dos meios de
; comunicação17 de massa de modo
reflexivo e metódico. Logo, suas
imagens18 foram construídas com forte
influência gráfica19
, uma das mais
importantes20 da arte conceitual.
.
:
42 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE POVERA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE POVERA:
A Arte Povera1 (em inglês, “poor art”) foi um movimento artístico de vanguarda
surgido na Itália na década de 60 e que significa literalmente “arte pobre2
”. O termo
“arte povera” foi cunhado pelo crítico e historiador da arte italiano Germano3 Celant,
em 1967, no catálogo da exposição “Arte povera – Im Spazio”, ocorrida em Veneza. O
movimento povera se destacou na pintura, escultura, instalação e performance4
.
Sua ideia era, de fato, propor uma nova reflexão5 estética sobre o produto artístico ao
“empobrecer a arte” e trazer à tona sua efemeridade através da utilização de materiais
simples e naturais6
. As cidades italianas que desenvolveram mais trabalhos dessa
vertente foram: Turim, Milão, Roma, Gênova, Veneza, Nápoles e Bolonha7
. De
qualquer forma, o efêmero movimento se espalhou8 por todo continente europeu,
terminando9 na década de 70. Ao lado do Futurismo, a Arte Povera foi uma das mais
importantes correntes artísticas italianas10 do século XX.
Principais características da Arte Povera:
Crítica à sociedade de consumo11
capitalismo e processos industriais.
Crítica à comercialização12 do objeto
artístico.
Oposição13 ao modernismo, pop art,
racionalismo científico e minimalismo.
Arte antiformalista14 que se aproxima de
algumas vanguardas europeias, tais qual o
surrealismo e dadaísmo.
Utilização de materiais simples15 e naturais
(sucatas, papel, vegetal, terra, metal, comida,
sementes, areia, pedra, tecido, etc.).
Criatividade16 e espontaneidade.
Efemeridade17 e materialidade da arte.
Valores pobres e marginais18
.
Contraste19 do “novo” e do “velho”.
Temáticas da natureza20 e do cotidiano.
,
;
, .
43 – CAÇA-PALAVRA: O MINIMALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O MINIMALISMO:
A palavra minimalismo1 reporta-se a
um conjunto de movimentos artísticos e
culturais que percorreram vários
momentos do século XX, manifestos
através de seus fundamentais
elementos, especialmente nas artes
visuais, no design2 e na música3
.
; Surgiu nos anos 60 nos Estados Unidos.
As obras minimalistas possuem um
mínimo de recursos4 e elementos5
.
A pintura minimalista usa um número
limitado6 de cores e privilegia formas
geométricas simples7
, repetidas
simetricamente8
.
No decurso da história da arte, durante o século
XX, houve três grandes tendências9 que
poderiam ser chamadas de “minimalistas”:
(manifestações minimalistas:
construtivismo10
, vanguarda russa, ;
modernismo). Os construtivistas por meio da
experimentação formal procuravam uma
linguagem universal11 da arte, passível de ser
absorvida12 por toda humanidade.
A segunda e mais importante fase do movimento surgiu de artistas como Sol LeWitt,
Frank Stella, Donald Judd e Robert Smithson, cuja produção tendia ultrapassar13 os
conceitos tradicionais sobre a necessidade do suporte14 procuravam estudar as
possibilidades15 estéticas a partir de estruturas bi ou tridimensionais16
. O
minimalismo exerceu grande influência em vários campos de atividade do design, como
a programação visual17 o desenho industrial18
, na arquitetura19 Os
minimalistas produzem objetos simples em sinônimo de sofisticação20
:
.
,
44 – CAÇA-PALAVRA: O HIPER-REALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O HIPER-REALISMO:
O hiper-realismo1 é uma técnica de pintura
ou um movimento artístico? Essa é uma
discussão de décadas e que muito
provavelmente jamais terá uma resposta
definitiva. Independente2 do ponto de vista
que você defenda, não é possível negar a
beleza3 e a importância que esse tipo de
trabalho tem para a história da arte
contemporânea4
. Desde seu
surgimento5
, poucas vezes a realidade foi ;
retratada6 de forma tão fiel em seus mínimos
detalhes, o que aproximou muitas pessoas
comuns7 que antes se mantinham longe de
obras complexas8 criadas para a
compreensão de poucos. Hiper-Realismo é o
nome dado ao movimento artístico que tem
como objetivo criar pinturas9 e
esculturas10 com efeitos muito
semelhantes11 ao que pode ser visto nas
fotografias em alta resolução.
Basicamente o hiper-realismo consiste na utilização
de meios mecânicos12 para que o artista possa
reproduzir em uma tela, ou criar uma escultura, os
mínimos detalhes13 presentes na fotografia, que a
olho nu poderiam acabar passando despercebidos.
Os temas mais dos trabalhos14 que seguem essa
;
linha são totalmente voltados15 para coisas reais,
como paisagens16 animais17 pessoas18 e
suas imagens são tão perfeitamente19
reproduzidas que muitas vezes é difícil distinguir20
a pintura da fotografia.
, ,
.
,
45 – CAÇA-PALAVRA: A LAND ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A LAND ART:
A “Land Art1
” (em inglês “Earth Art” ou
“Earthwork”) foi um movimento artístico
pautado na fusão na natureza2 com a arte3
.
Ele surgiu na década de 60 nos Estados Unidos e
na Europa. O termo “land art”, se traduzido,
corresponde a “arte da terra4
” e tem como
; principal característica a utilização de
recursos5 provenientes da própria natureza
para o desenvolvimento6 do produto
artístico7
. Em outras palavras, a land art surge
a partir da fusão e integração8 da natureza e
da arte onde a natureza, além de suporte9
, faz
parte da criação artística10
Os artistas dedicados a essa estética buscavam na
natureza a reflexão11 sobre o fazer artístico. Eles
utilizavam, dentre outros materiais, folhas12 madeira13 14 15 16 17 ; , galhos , areia , rocha , sal e daí
sua aproximação com a arte povera. O intuito era chamar
atenção para a grandiosidade18 da natureza como
local central de experimentação artística, bem como para
a ocorrência da efemeridade19 dessa arte. Importante
destacar que, ao contrário da arteexposta nos museus, a
land art propõe ultrapassar as limitações do espaço
tradicional ao sair deles. Assim, ela é realizada em espaços
exteriores e, devido suas grandes dimensões, só é possível
conhecê-las dentro de um museu por meio de fotografias.
Sendo a natureza o local (locus) de desenvolvimento ;
dessa tendência da arte contemporânea20 a arte
pode surgir nos mais variados espaços naturais tais como
a praias, mares, lagos, lagoas, desertos, montanhas,
canyons, campos, planícies, planaltos, dentre outros.
,
,
,
.
46 – CAÇA-PALAVRA: A STREET ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A STREET ART:
O ato de pintar desenhos nas paredes não é novidade
— vem desde os homens das cavernas. Ao longo dos
anos, o propósito e a maneira das pinturas foram
mudando para o que é possível ver em ruas brasileiras
e de outras partes do mundo. Distante da depredação,
o objetivo de grande parte dos artistas urbanos é
passar uma mensagem — na maioria das vezes social
;
ou política — por meio do street art1
. Alguns locais
se tornaram pontos turísticos2
. A arte urbana3
ganhou força nos anos 1980, nos Estados Unidos.
Muitos nomes contribuíram com o desenvolvimento
do street arte para outras partes do mundo: Darryl
McCray (Cornbread) e Jean-Michel Basquiat4 são
apenas dois deles.
A partir do trabalho dos norte-americanos5 as artes
espalhadas6 nas cidades ganharam o mundo7
, com novos
traços e influências. O street art ainda é cercado por
;
preconceitos8
. Segundo o paulista Eduardo Kobra9 é uma
questão cultural10 “Acho que é por falta de conhecimento,
informação11 Muitas pessoas ainda insistem em manter a
postura12 de achar que a arte é restrita para a elite ou que
está disponível13 só em galerias de arte.” Mas, para ele, o
preconceito vem diminuindo. Kobra, autor de um trabalho em
Brasília (no prédio da Caixa Econômica Federal) busca, por meio
de seus murais14 mudar as paisagens15 da cidade e
recuperar suas memórias16
, desde 1987. Nascido em um
bairro da periferia, ele conta que viveu na pele o preconceito e a ;
falta de incentivo ao seu trabalho, o que reflete na sua arte.
“Sempre fez parte do meu trabalho17 usar os muros como
suporte para passar um tipo de mensagem18 um tipo de
informação19 Eu passo os meus ideais20 e tudo o que eu
acredito.”
,
.
.
,
47 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE URBANA NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE URBANA NO BRASIL:
A Arte Urbana surgiu em Nova Iorque, Estados Unidos,
na década de 70, com uma característica dinâmica1
e temporária2
. Dessa forma, surgiam os demais
estilos de Arte Urbana, partindo da arte escrita3
,
cantada4 e musical5
, como o hip hop6 que
apareceu em meados dos anos 60/70 na cidade de
; Nova York e Berlim. Na época, a dança apareceu como
uma manifestação política7 e social, abrindo espaço
para outras movimentações artísticas como os
desenhos8 de rua, as apresentações teatrais9
,
além das “estátuas10 vivas”, exemplo de arte
possível de se encontrar nas esquinas11 das grandes
cidades12 até os dias atuais.
No Brasil, os primeiros sinais13 de Arte Urbana
começaram a surgir na década de 70, mais
precisamente na cidade de São Paulo, com as
obras de grafite, que eram feitas nas paredes.
Ironicamente14 ou não, essas pinturas
surgiram em uma época muito conturbada da
história junto com as repressões e censuras
causadas pela Ditadura15 Militar no Brasil. No
início, não existia preocupação estética com as ;
letras, bastava apenas que elas fossem legíveis a
ponto de transmitir a mensagem de
insatisfação16 do povo. Diante disso, muitas
das manifestações17 de rua surgiram como
alternativas18 de comunicação, denúncia e
até mesmo como fonte de renda19 para
pessoas marginalizadas que viviam nas
periferias20 do país.
,
48 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONTEMPORÂNEA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE CONTEMPORÂNEA:
A Arte Contemporânea1 ou Arte Pós-
Moderna é uma tendência artística que surgiu na
segunda metade do século XX, mais precisamente
após a Segunda2 Guerra Mundial, por isso é
denominada de arte3 do pós-guerra. A Arte
Contemporânea se prolonga4 até aos dias
;
atuais, período esse denominado5 de pós-
modernismo, propondo expressões6 artísticas
originais a partir de técnicas inovadoras. Do latim,
o vocábulo “contemporanĕu” corresponde a união
dos termos “com” (junto) e “tempus” (tempo), ou
seja, significa que ou quem do mesmo tempo ou
época7
.
Utilizamos essa palavra como adjetivo para
indicar8 o tempo presente, atual. Após a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945), um novo panorama é
caracterizado pelo avanço da globalização9
cultura10 de massa e o desenvolvimento11
das novas tecnologias e mídias. Nesse panorama, a
;
arte oferece experiências inovadoras pautadas12
principalmente nos processos artísticos, em
detrimento13 do objeto, ou seja, na ideia em
detrimento da imagem14 Nesse sentido, a arte
contemporânea prioriza a ideia, o conceito, a
atitude, acima do objeto artístico final.
O objetivo15 aqui é produzir arte, ao mesmo tempo em que reflete sobre ela. Foi
dessa maneira que a Arte Contemporânea rompeu com alguns aspectos da Arte
Moderna. Ela abandonou16 diversos paradigmas17 e trouxe valores para a
constituição18 de uma nova mentalidade. Note que a arte contemporânea abriga
diversos valores da arte moderna. Destacam-se as inovações e experimentações19
artísticas bem como a diluição de fronteiras20 entre as formas artísticas.
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49 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL:
Desde os tempos do descobrimento1 o Brasil segue as
tendências artísticas internacionais – seja nas artes
plásticas, música, literatura e tecnologia. Quanto mais o
tempo passa, no entanto, menor é a diferença temporal
entre as vanguardas americanas2 e europeias e as suas
execuções com o gosto brasileiro3
. Para a arte brasileira,
; 4
o momento de grande distinção é, sem dúvida, a
Semana da Arte Moderna de 1922. Foi com esses artistas
que a cena artística brasileira deixou de ser apenas
consumidora5 e imitadora6
, e passou a ser a
executora e criadora de sua própria arte, ainda que se
encaixando7 em padrões artísticos internacionais8 –
mas sempre com uma pitada de algo tipicamente brasileiro.
A arte evoluiu desde a Semana de Arte Moderna, e a Arte
Contemporânea brasileira se inicia nos anos 60, quando as
influências da Pop Art americana apareciam por todo o mundo,
inclusive9 no Brasil. Esta faceta10 brasileira do
movimento11 fazia críticas fortes à ditadura e à sociedade da
época, assim como trazia diversas referências ao ;
Tropicalismo12 Na década de 70, a arte se afasta da política e
da crítica social, e passa a emblematizar a reflexão, a razão, o
conceito13 e a tecnologia14
. Com a Exposição Internacional
da Arte por Meios Eletrônicos, iniciou-se no Brasil o processo de
arte tecnológica, de execução de obras de arte com o auxílio do
computador15
A mudança de paradigma16 político do fim dos anos 70 e primeira metade dos anos
80 mudou também a forma que a arte era feita no Brasil. Com o clamor pelas Diretas Já,
a arte retoma o seu caráter político a opinativo17
, de crítica social e
preocupação18 política, com exposições como: “Tradição e Ruptura19
” de 1984,
“A Trama do Gosto”, em 1987, ambas organizadas pela Bienal de São Paulo, e “A Mão
Afro-Brasileira”de 1988, organizada20 pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo.
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50 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE DIGITAL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE DIGITAL:
Embora esteja presente em nossas rotinas1 diárias,
não é todo mundo que sabe o que é arte e como ela se
expressa no cotidiano. Ela é uma das expressões mais
intrínsecas2 ao ser humano3
, acompanhando a
; nossa trajetória desde o período Paleolítico. É por ela
que transmitimos sentimentos, ideias4 e histórias,
expressando o que somos e o como vemos o mundo ao
nosso redor. Os meios artísticos sempre
acompanharam a evolução5 da tecnologia6 e na
era digital isso não seria diferente.
Existem vários modos de definir o
conceito, mas pode-se afirmar que a arte
digital engloba7 toda e qualquer
manifestação artística executada com a
ajuda de meios eletrônicos —
computadores8
, smartphones9 ou
similares. Tais aplicações artísticas10
;
podem estar expostas tanto em meios
virtuais quanto em suportes tradicionais.
Como exemplos de manifestações
artísticas, temos a web11 art, as
ilustrações12 digitais, as técnicas de
vídeo mapping13 e os gifs14
A arte digital foi possível devido ao surgimento das formas de arte contemporâneas, que
começaram a ganhar força no período pós-guerra, quebrando seu vínculo com as
tradições e regras rígidas do movimento modernista que, por sua vez, havia substituído
às escolas de arte academicistas15 A evolução das técnicas16 e dos suportes
apontava cada vez mais para formas de arte flexíveis, inovadoras e que cruzassem17
barreiras consolidadas. Com o aparecimento18 dos primeiros computadores, de
dimensões colossais e capacidade de processamento ínfima, artistas de vanguarda19
viram um novo espaço de experimentação20 aberto.
51 – CAÇA-PALAVRA: O CINEMA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O CINEMA:
Quem não se encantou quando foi pela primeira vez ao
cinema1 assistir a um filme? Imagine então como
ficaram as pessoas2 que assistiram ao primeiro filme do
mundo. Até o início do século XVIII, as únicas formas
encontradas3 pelo homem para conservar4 a
; imagem5 de uma paisagem ou pessoa era guardando-a
na memória ou sendo retratada em tela por um pintor.
Essa realidade mudou quando, na França, em 1826, o
inventor Nicephóre Niepce6 conseguiu registrar uma
paisagem7 sem pintá-la, demorou 14 horas para
alcançar o feito.
A imagem foi registrada com o auxílio de uma
câmera8 escura numa placa de vidro. O filme
fotográfico9 só foi inventado em 1879, por
Ferrier e aperfeiçoado pelo americano George ;
Eastman. Algum tempo depois os irmãos
Lumière10 criaram o cinematógrafo11
, que
era uma câmera de filmar e projetar12 imagens
em movimento13 Com o cinematógrafo em
mãos, os irmãos Lumière começaram a produzir
seus filmes14 cuja apresentação pública foi
realizada pela primeira vez em 1895, na França.
Para o público que assistiu15 ao filme aquilo era
algo maravilhoso16 e surpreendente, pois até
aquele momento a fotografia ainda era novidade.
Foi pelo fato dos filmes não terem sons que surgiu a ;
expressão “cinema mudo17
”, os atores18
falavam e em seguida surgia uma legenda19 na
tela. Um dos grandes destaques do cinema mudo
foi Charles20 Chaplin.
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52 – CAÇA-PALAVRA: A FOTOGRAFIA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A FOTOGRAFIA:
Fotografia1 é a técnica de criar imagens por
exposição2 luminosa em uma superfície fotossensível. A
primeira fotografia reconhecida foi feita em 1826, pelo
; francês Joseph3 Nicéphore Niépce, no entanto o
desenvolvimento da fotografia não pode ser atribuído
apenas a uma pessoa. Diversas descobertas4 ao longo
do tempo foram somadas para que fosse possível
desenvolver a fotografia como é conhecida hoje. Químicos
e físicos foram os pioneiros5 nesta arte, já que os
processos da revelação6 e da fixação7 da fotografia são
essencialmente físico-químicos, numa associação de
;
condições ambientais e de iluminação8 a produtos
químicos. Com o passar do tempo a essência da forma de
fazer fotografia não mudou, no entanto, os avanços
tecnológicos9 permitem cada vez mais melhorar a
qualidade da fotografia, aumentar a resolução10 e a
realidade11 das cores. A busca pela acessibilidade12
da fotografia também era grande preocupação logo em seu
surgimento, a busca era intensa por materiais duráveis,
; eficazes e de baixo custo e pela aceleração no processo13
de revelação. O desenvolvimento da fotografia colorida14
foi também um processo lento e que necessitou de muitos
testes. O primeiro filme colorido foi produzido em 1907,
mas ainda hoje a fotografia colorida não alcançou a
definição da escala de tons que a sensibilidade15 do
filme preto e branco possui. Com o advento da fotografia
digital, muitos paradigmas fotográficos foram
alterados16
. Com aparelhos cada vez menores17
, mais
simples de manipular18 e que produzem fotografias em
alta qualidade19 a internet facilitando o fluxo das
imagens, a fotografia tornou-se algo muito mais simples e
popular20 do que era.
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53 – CAÇA-PALAVRA: A MÚSICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A MÚSICA:
Podemos dizer que a “Música1
” é a arte de
combinar os sons2 e o silêncio. Se pararmos para
perceber os sons que estão a nossa volta,
concluiremos que a música é parte integrante3 da
nossa vida, ela é nossa criação quando cantamos4
batucamos5 ou ligamos um rádio ou TV. Hoje a
; música se faz presente em todas as mídias6
, pois
ela é uma linguagem de comunicação universal7
, é
utilizada como forma de “sensibilizar8
” o outro
para uma causa de terceiro, porém esta causa vai
variar de acordo com a intenção de quem a pretende,
seja ela para vender um produto, ajudar o próximo,
para fins religiosos, para protestar, intensificar
noticiário, etc.
A música existe e sempre existiu como produção
cultural9
, pois de acordo com estudos
científicos, desde que o ser humano começou a
se organizar em tribos primitivas10 pela
África, a música era parte integrante do ;
cotidiano11 dessas pessoas. Acredita-se que a
música tenha surgido há 50.000 anos, onde as
primeiras manifestações12 tenham sido
feitas no continente africano, expandindo-se
pelo mundo com o dispersar da raça
humana13 pelo planeta.
A música, ao ser produzida e reproduzida, é influenciada diretamente pela organização
sociocultural14 e econômica15 local, contando ainda com as características
climáticas e o acesso tecnológico16 que envolvem toda a relação com a
linguagem17 musical. A música possui a capacidade estética de traduzir os
sentimentos18 atitudes e valores19 culturais de um povo ou nação. A música é
uma linguagem local e global20 .
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54 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE AFRICANA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE AFRICANA:
Compreende-se por arte africana1 a totalidade de
expressões artísticas presentes no continente
africano, sobretudo na região subsaariana2
. A
África é grandiosa, tanto em termos geográficos,
como em diversidade3 cultural, pois são muitos ;
países que a compõe. Dessa forma, suas populações
possuem particularidades e costumes diferentes, o
que, obviamente, se reflete na arte produzida por
elas. De qualquer maneira, existem algumas
características que se mantém nas manifestações
artísticas desses povos4
.
Podemos dizer que os africanos conseguiram
produzir umaarte bastante livre, mas ainda
assim preservando5 o rigor que suas
tradições6 exigiam em busca de um
entendimento da espiritualidade7 e
ancestralidade8
. A história da arte ;
africana originou-se no período pré-histórico,
quando a humanidade9 ainda não havia
inventado a escrita. Suas esculturas10 mais
antigas encontradas, datam de 500 a.C., e
foram produzidas pela cultura Nok, na região
onde hoje se localiza a Nigéria11
.
Na África subsaariana, o povo Igbo Ukwu realizou belos trabalhos em metais,
principalmente bronze12 além de utilizar a terracota13
, marfim14 e pedras
preciosas15 Mas o material mais utilizado pelos povos africanos certamente foi a
madeira16 com a qual produziram máscaras17 e esculturas. Infelizmente, grande
parte dessas peças se perdeu, devido às intempéries climáticas18 e também por
conta da intolerância19 religiosa por parte dos muçulmanos e cristãos, que entraram
em contato com essas civilizações20 e destruíram parte de seus acervos culturais.
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55 – CAÇA-PALAVRA: A TOY ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A TOY ART:
Toy Art1 ou também chamado de Designer Toys ou
Urban Vinyl, não foi criado para brincar, na realidade é
um brinquedo onde os designers2 e artistas3
expressam a arte contemporânea, misturando moda4
; design, artes, grafite5
, arte urbana6
, etc. Os temas
são bem infantis7
, os personagens podem ser
famosos8
meigas10
ou bichinhos9
. As expressões variam:
podem parecer violentos11
engraçados12 satíricos, tudo depende da criatividade
e imaginação do artista.
O Toy Art como qualquer obra de arte transmite
uma sensação13 ao espectador. Surgiu em 1998
quando um artista chinês chamado Michael14
Lau levou a uma feira, um boneco do personagem
Falcon todo customizado15 com roupas jeans,
com correntes, traduzindo a moda hip-hop, e ;
pasmem, foi um verdadeiro sucesso16 Os
materiais utilizados para a confecção destes
brinquedos são os mais diversos: vinil,
poliuretano17 metal ou tecido, papel e
pelúcia18
;
Os brinquedos comuns são produzidos em grandes
quantidades. Isto não acontece com o Toy Art, pois
são colecionáveis e possuem número de série.
Adultos e adolescentes que procuram mais este
tipo de arte. Eles valem uma nota. Lojas
especializadas19 neste segmento de arte estão
por todo o mundo e a internet ajudou a divulgar
cada vez mais. As galerias também promovem
exposições com este brinquedo20 super
diferente. Um sucesso garantido de público.
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56 – CAÇA-PALAVRA: PERFORMANCE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
PERFORMANCE:
A palavra performance1 foi emprestada do
inglês à língua portuguesa recentemente e pode
ser considerada uma forma de
estrangeirismo2
. A expressão é utilizada com
maior frequência no campo artístico. Geralmente,
; serve para análises de apresentações3 como
malabarismo4 mímica5
, mágica6
,
teatro7
, canto8 e dança9 em referência aos
performers. Nos EUA, durante o século XX, há o
surgimento de um gênero de arte chamado
Performance Art, resultante da síntese do teatro,
cinema, dança, poesia, música e artes plásticas.
Ainda no campo das artes, as performances são divididas
da seguinte forma: musicais (concerto10 e recital) e
teatrais (teatro musical, dança moderna, ballet,
operetta11 ópera e teatro). Ainda podem ser
caracterizadas como mágica, leitura de poesia, arte viva, ;
performance arte, apresentações circenses12 e leituras
de histórias. No Brasil, o pioneiro a realizar performances
foi Flávio de Carvalho13
, representante do Movimento
Modernista interessado pelo experimental14 Uma de
suas performances mais polêmicas15 foi quando
começou a andar no sentido contrário de uma procissão
de Corpus Christi. Na ocasião, ele vestia uma boina verde
e uma blusa de manga curta. Sua ação perturbou16 os
integrantes da procissão17 que quase o lincharam. O
artista acabou na delegacia pelo episódio. Existem casos ;
em que a performance arte é extrema18 Chris Burden,
artista norte-americano, chegou a rastejar19 por um
piso lotado de cacos de vidro, foi crucificado em cima de
um automóvel20 e levou tiros em suas apresentações.
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57 – CAÇA-PALAVRA: HISTÓRIA EM QUADRINHOS – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
HISTÓRIA EM QUADRINHOS:
Histórias em quadrinhos1
, mais conhecidas
como HQs, é o nome dado a arte de narrar histórias
por meio de tirinhas2
. Bem como seus desenhos
e textos são dispostos em sequência3 Assim
também integram os 11 tipos de arte reconhecidos ;
do mundo, e são muito apreciadas por crianças,
jovens bem como adultos. Em suma, essas
histórias4 possuem narrativa5
, enredo,
personagens6
, tempo, lugar e desfecho7
.
Também podem possuir linguagem verbal e não
verbal, bem como podem ser de cunho
humorístico8 ou para transmitir uma
informação9
. Para conseguir transmitir ao leitor
a história desejada, aliás, os artistas utilizam de
vários recursos gráficos. Como, por exemplo, na
comunicação dos personagens são empregados
balões10 com textos escritos. Assim como o
formato do balão exprime intensões11
diferentes. São eles balões com linhas contínuas,
linhas tracejadas, formato de nuvem e com traços
pontiagudos.
O com linhas contínuas12 são os mais comuns e sugerem falas normais13
. Já os de
linhas tracejadas14 são usados quando personagem esta sussurrando15 algo. Os
balões em formato de nuvem apontam pensamentos, bem como os com traços
pontiagudos representam falas gritadas16 Eventualmente, além desses outros
recursos também são explorados para melhor transmitir a história ao leitor17 Como,
por exemplo, as onomatopeias18 que são aquelas palavrinhas que tentam
reproduzir sons. Tais como: “toc-toc”, som ao bater em uma porta, “miau’, som do
miado do gato. Outro recurso usado19 bastante também são as letras de tipos
diferentes e sinais de pontuação20
.
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58 – CAÇA-PALAVRA: A TEORIA DA COR – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A TEORIA DA COR:
Teoria1 das Cores são os estudos2 e
experimentos3 relacionados com a
associação entre a luz4 e a natureza das
cores5
. Leonardo Da Vinci, Isaac Newton,
Goethe e outros estudiosos inicialmente
buscavam saber como acontecia o
processo de formação6 das cores. Com
o passar do tempo a Teoria se tornou mais
extensa7 e hoje compreende vários
campos de observação8 a respeito das
cores.
;
;
Os estudos incluem desde a
compreensão9 sobre o que são as
cores, como elas se formam, como
acontece a interpretação da visão10 e do
cérebro11 até os usos na prática e as
melhores formas de aplicação12
. O
pintor e cientista italiano Leonardo13
Da Vinci (1452-1519), em suas pesquisas e
formulações retratadas no livro Tratado
da Pintura e da Paisagem – Sombra e Luz,
já afirmava que a cor era uma
propriedade14 da luz e não dos
objetos.
Mais tarde, o físico inglês Isaac Newton15 (1643-1727), nos seus experimentos
aprofundou os estudou sobre a influência16 da luz do sol na formação das cores.
Newton estudou o fenômeno da difração17 que consistia na decomposição da luz
solar em várias cores quando atravessava um prisma18 Para fazer o experimento, ele
utilizou um prisma de vidro. Ao observar a passagem da luz do sol19 pelo objeto,
Newton percebeu que a luz se decompunha em diversas cores, que variavam20 do
tom violeta ao vermelho. Ele deu ao feixe de luz o nome de espectro.
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59 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE INDÍGENA– Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE INDÍGENA:
A arte indígena1 é múltipla e bastante
diversificada2
; ela assume diferentes facetas,
formas e atributos3
, dependendo da
localização, do povo e das suas tradições4
.
Assim, a arte de cada tribo ou etnia indígena
;
Um dos traços mais marcantes da arte
apresenta as suas singularidades5
. Existem,
no entanto, traços comuns que são transversais
às várias regiões: um exemplo é a pintura
corporal6
. No Brasil, estas manifestações7
artísticas são um dos elementos basilares da
nossa cultura8
. Todos os tipos de arte indígena
possuem características e significados9
.
indígena é a sua dimensão10
coletiva. Aqui, o fazer artístico não se
trata de uma atividade individual: pelo
contrário, é partilhado. A arte indígena
está intimamente ligada à vida em
comunidade11 às necessidades
12 ;
diárias, às celebrações ,
cerimônias e rituais13
. Deste modo,
em traços gerais, podemos afirmar que
embora as peças tenham
preocupações estéticas, existe sempre
um grande caráter utilitário14
, ou
seja, trata-se de objetos que podem
ser (e são) usados no cotidiano15
A pintura corporal é, então, um dos principais16 elementos desta arte, podendo
assumir diversas técnicas17 padrões e simbologias18
. As tintas variam de tribo
para tribo, sendo preparadas de diferentes formas a partir de recursos naturais19
distintos, principalmente plantas, árvores e frutos20
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60 – CAÇA-PALAVRA: O RÁDIO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O RÁDIO:
A invenção do rádio1 é atribuída ao italiano
Guglielmo Marconi2 mas o instrumento
reúne uma série de descobertas anteriores. No
Brasil, a primeira transmissão3 ocorre em
; 1923, por Edgard Roquete Pinto e Henry
Morize4
. O rádio é a união de três
tecnologias, a telegrafia5
, o telefone6 sem
fio e as ondas7 de transmissão. A primeira
descoberta está nas ondas de rádio, com
capacidade de enviar som e fotos pelo ar.
Aconteceu em 1860, quando o físico escocês James
Maxwell8 descobriu as ondas, que foram apresentadas
somente em 1886 por Heinrich Hertz9
. Foi Hertz quem
apresentou a variação rápida da corrente10 elétrica para
o espaço em forma de ondas de rádio. Assim, Guglielmo ;
Marconi estabeleceu em linha telefônica os sinais11 de
rádio. À invenção, Marconi deu o nome de telégrafo sem
fio12 A primeira transmissão de rádio foi um evento
esportivo13 e ocorreu durante a regata de Kingstown
para o jornal de Dublin. Em 1901, Marconi recebe o Prêmio
Nobel14 de Física. A invenção, porém, ainda não tinha o
formato como conhecemos hoje porque transmitia
somente sinais. A transmissão de voz15 só ocorreu em
1921 e foi introduzida às ondas curtas em 1922. Os
primeiros receptores16 eram confeccionados em sulfeto
de chumbo17
, os bigodes de gato, usados para
;
detectar18 os sinais de rádio, sendo ligados a
aparelhos19 de cristal. Havia muita dificuldade para
sintonizar as estações e, principalmente por esse obstáculo,
a massificação20 do rádio ocorre somente após 1927.
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61 – CAÇA-PALAVRA: A DANÇA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A DANÇA:
A dança1 é um tipo de manifestação2 artística que
utiliza o corpo3 como instrumento criativo.
Geralmente, essa forma de expressão vem
acompanhada por música4
, entretanto, também é
possível dançar sem o apoio musical. Na dança, as
pessoas realizam movimentos5 ritmados, seguindo
;
uma cadência6 própria ou coreografada, originando
harmonias7 corporais. A dança foi uma das primeiras
demonstrações expressivas8 do ser humano. Surgiu
ainda na pré-história, como consequência de
experimentações corpóreas que homens e mulheres9
realizavam, como bater os pés no chão e bater
palmas10
.
A partir das descobertas de novos sons,
ritmos e intensidades11 sonoras, as
pessoas foram combinando
movimentos do corpo. São as
chamadas danças primitivas12
Portanto, é muito provável que a dança ;
tenha surgido juntamente com a
música, também como uma forma de
comunicação13 Além disso, estava
bastante14 relacionada a
cerimônias15 ritualísticas e
espirituais.
Há registros de pinturas rupestres do período paleolítico que representam figuras16
humanas realizando movimentos que foram interpretados17 como danças. As
danças milenares são aquelas que ocorreram em civilizações da antiguidade18 como
Índia, Egito, Grécia e Roma. Para esses povos, dançar tinha um caráter sagrado19 e
seu maior objetivo era reverenciar as divindades20
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62 – CAÇA-PALAVRA: O BALÉ – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O BALÉ:
O balé1 clássico surgiu nas cortes italianas2
, no
início do século 16, embora não se saiba ao certo de
onde veio a inspiração3 para os seus
primeiros4 passos e coreografias5
. Foi o
termo italiano balletto (“dancinha”, “bailinho”) que
deu origem à palavra francesa ballet. Na época, ;
tratava-se de uma diversão6 muito apreciada
pela nobreza local. Tamanha admiração7 pela
dança levou a princesa italiana Catarina de
Médici8 (1519-1589) a introduzir o balé numa
nova corte quando se casou com o rei da França
Henrique II.
Catarina também fez questão de contratar o
grande coreógrafo9 italiano de então,
Balthazar de Beaujoyeulx10 Aqui vale
abrir um parêntese. O nome
verdadeiro11 do coreógrafo era
Batazarini Di Belgioioso. A forma
; afrancesada, não só do nome dele, como de
outros italianos que fizeram parte da
história do balé, tornou-se a mais
conhecida, pois a dança só se
desenvolveu12 realmente quando
chegou entre os franceses13 que
espalharam seu sotaque em tudo o que
envolve14 essa arte.
Por volta do século 18, os espetáculos15 passaram por outra transformação,
concentrando-se mais na música16 e na dança. Foi nessa época também que as
bailarinas17 começaram a se rebelar contra os vestidos18 que usavam até então e
que limitavam os movimentos. Por causa dessa restrição, os homens eram os que
tinham os papéis de destaque nos espetáculos. Como as coreografias cheias de
saltos19 e giros ganhavam espaço, as mulheres tiveram que reagir20
.
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63 – CAÇA-PALAVRA: A DANÇA CONTEMPORÂNEA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A DANÇA CONTEMPORÂNEA:
Dança contemporânea1 é um tipo de dança
que não se limita a um conjunto de técnicas
específicas2
, abrangendo assim uma
variedade3 de gêneros4
, ritmos, formas e
performances5
. Por esta razão, é
;
A dança contemporânea se
caracteriza por propor intensas
inovações9 e
experimentações10
coreográficas, que muitas vezes
misturam ritmos como o ballet, o
jazz11 e o hip hop. Como dito, não
existem técnicas pré-definidas,
sendo o processo criativo do
conceito ou ideia a ser transmitido
pela coreografia o ponto central da
dança contemporânea.
considerada uma dança abstrata e em constante
transformação. Esta modalidade de dança se
desenvolveu em meados do século XX (1950 /
1960), tornando-se popular6 na década de
1980. A sua crescente popularidade7 se
justifica, em parte, pelo fato deste gênero de
dança não se prender aos padrões estéticos8
clássicos.
;
A sua não limitação possibilita ao bailarino12 autonomia para construir suas próprias
coreografias a partir de métodos13 como a improvisação14 o contato com o chão
ou com outro personagem15 cênico e a utilização de figurinos interativos16
, por
exemplo. A criaçãodentro da dança contemporânea é um processo que alia os métodos
da composição17 coreográfica. Desde situações rotineiras até temas18 polêmicos
podem servir de base19 para a concepção do conceito20 de uma coreografia.
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64 – CAÇA-PALAVRA: O SIMBOLISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O SIMBOLISMO:
Corrente artística de timbre espiritualista que floresce
na França, nas décadas de 1880 e 1890, o
simbolismo1 encontra expressão nas mais
variadas2 expressões artísticas, pensadas em
estreita relação umas com as outras. O objetivo último
das diferentes modalidades artísticas é a expressão da
vida interior3
, da “alma das coisas”, que a linguagem
;
poética4 – mais do que qualquer outra – permite
alcançar, por detrás das aparências. A poesia
simbolista, de Gérard de Nerval5 (1808-1855) e
Stéphane Mallarmé6 (1842-1898), por exemplo,
sonda os mistérios7 do mundo e o universo
inconsciente8 por meio de sugestões, do ritmo9
musical e do poder encantatório das palavras10
.
Do mesmo modo, a força da pintura reside no poder
evocativo11 das imagens. O seu fim é dar expressão visual ao
que está oculto por meio da linha e da cor que, menos do que
representar diretamente a realidade12 exprimem ideias. Os ;
princípios13 orientadores do simbolismo encontram suporte
teórico nas formulações do poeta Jean Moreás (1856-1910),
autor do Manifesto14 do Simbolismo (1886), e no Tratado do
Verbo, escrito no mesmo ano por René Ghil (1862-1925). Nos
termos de Moreás, a arte deve ser pensada como fusão de
elementos15 sensoriais e espirituais. Reagindo à sociedade
industrial, os simbolistas se refugiam em sua torre de marfim,
buscando uma beleza ideal e intocada16 Desejando salvar o
mundo17 do seu materialismo18 extremado, identificam-
;
se com a natureza e a religião (Ocultismo, Espiritismo, Rosa-
Cruz), buscando seus temas na Bíblia e na mitologia19
Aproximam-se também dos Pré-Rafaelitas ingleses20
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65 – CAÇA-PALAVRA: O PRIMITIVISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O PRIMITIVISMO:
O Primitivismo1 foi uma tendência difundida na
arte moderna que visou buscar referências de arte de
culturas estrangeiras2 como a arte feita por
povos3 e tribos primitivas. Para isso os modernistas
exploravam as coleções etnográficas4 de museus
de todo mundo5 em busca de inspiração6
. Arte
primitiva representava para os modernistas que a
buscavam, o oposto7
;
de tudo aquilo que estava
sendo valorizado como arte e dominado pelo gosto
convencional8 como a arte acadêmica9
.
Assim, no início do século XX, a arte dita primitivista
definiu uma tendência dentro das vanguardas10
modernistas. Além disso, se caracterizava como uma
arte realizada por artistas com pouco
conhecimento11 técnico.
A simplificação formal, como por exemplo, no
uso da perspectiva, e as temáticas12
populares também sugerem qualidades dessa
tendência. São alguns artistas que passaram a
se apropriar dessa concepção de arte:
Constantin Brancusi13 (1876-1957), Max
Ernst (1891-1976), Paul Gauguin (1848-1903),
Henry Moore (1898-1986) e Pablo
;
Picasso14 (1881-1973). As obras
“primitivas” eram exaltadas pela força
expressiva15
, pela emoção16
, pelo
vigor17 e insanidade18
. Os artistas
modernos contemplavam o primitivo, pois na
Europa era comum idealizar culturas não-
ocidentais como realidades19 mais
naturais e menos sofisticadas20
,
.
.
66 – CAÇA-PALAVRA: O FUTURISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O FUTURISMO:
O futurismo1 foi uma das vertentes das
vanguardas artísticas do século XX. Iniciou-se
como movimento na Itália2
, em 1909-1910,
com forte tonalidade patriótica3 em seu
manifesto, mas teve influência nas artes de
outros países, como França4
, Rússia e Brasil.
; Esses artistas viam o futuro representado na
velocidade5 do automóvel, nos avanços
industriais6 na eletricidade7
, nas
grandes metrópoles8
, nas engrenagens9
dos maquinários, enfim, na nova configuração
social do início do século, que para eles
representava um novo mundo e um novo
homem10
Glorificando a tecnologia11 e entendendo
a aceleração dos motores e turbinas como
uma libertação do passado, saudavam
entusiasmadamente as novas invenções12
como o horizonte do futuro humano13 “É
mais belo um ferro elétrico14 do que uma
escultura”, disse Giacomo Balla, um dos
fundadores do movimento, assertiva que
aponta para a ruptura15 que representava ;
a proposta futurista. A ideia principal que os
futuristas buscavam incorporar em seu
procedimento16 artístico era
principalmente a velocidade, captando, seja
nas artes plásticas17 seja na
literatura18 esse movimento
acelerado19 que percebiam intensificar-se
ao seu redor20
.
,
,
67 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NAIF – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE NAIF:
É a arte da espontaneidade, da criatividade autêntica, do
fazer artístico sem escola nem orientação, portanto é
instintiva, e onde o artista expande seu universo particular.
Claro que, como numa arte mais intelectualizada, existem
os realmente marcantes e outros nem tanto. Arte Naif1
; (do francês, “arte ingênua”) é o estilo a que pertence à
pintura de artistas sem formação2 acadêmica
sistemática3
. Trata-se de um tipo de expressão que não
se enquadra nos moldes4 acadêmicos, nem nas
tendências modernistas, nem tampouco no conceito5 de
arte popular.
Assim, o artista naif é marcadamente individualista6 em suas manifestações mais
puras, muito embora, mesmo nesses casos, seja quase sempre possível descobrir7
sua fonte de inspiração8 na iconografia popular das ilustrações9 dos velhos livros,
das folhinhas suburbanas10 ou das imagens de santos11 Não se trata, portanto, de
uma criação totalmente subjetiva, sem nenhuma referência cultural. O artista naif não
se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos
das figuras12 que representa.
Características gerais:
Autodidata13
, resultado da inexistência de
formação acadêmica no campo artístico.
Recusa ou mesmo desconhece o uso dos
cânones14 da arte acadêmica.
Composição plana, bidimensional15
;
tende à
simetria e a linha é sempre figurativa.
Não existe perspectiva16 geométrica linear.
Detalhamento17 das figuras e dos cenários.
Desprezo pela representação18 fiel da realidade.
Colorido19 exuberante.
Pinceladas contidas20 com muitas cores.
.
,
68 – CAÇA-PALAVRA: A BODY ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A BODY ART:
A Body Art1 (arte do corpo) é uma tendência artística
contemporânea2 que surgiu na década de 60, nos
Estados Unidos e na Europa, sendo sua principal
caraterística o uso do corpo como suporte3 e
intervenção para a realização4 do trabalho artístico.
;
Dessa maneira5
, o corpo humano (seja do artista ou
de um modelo) passa a ser a “tela” (daí aproximação
com a “body paint”, ou pintura6 corporal), bem como
o comunicador7 de ideias, ou seja, o mais
importante veiculador8 em que o artista vai explorar
sua "obra viva".
Para muitos estudiosos sobre o tema, a body art é uma vertente da arte contemporânea
e seu precursor foi Marcel Duchamp9 (1887-1968) ao questionar10 os limites do
conceito e o modo11 de fazer arte, dando início a reflexão sobre a "arte conceitual"
bem como a relação do sujeito com o mundo. Dessa forma, os artistas contemporâneosultrapassam12 os limites da tela e do conceito de arte ao propor uma nova forma de
expressão artística em detrimento13 das tradicionais pinturas e esculturas14
.
Principais Características
Corpo Humano15 como suporte e experimentação
artística.
Materialidade16 e resistência do corpo.
Relações entre arte e a vida cotidiana17
Arte como forma18 de protesto. ;
Choque19 do espectador.
Uso de performances, vídeo artes e instalações20
Temática livre de preconceito (cultura do corpo,
sexualidade, nudez,etc.).
Tatuagens, maquiagens, deformações, travestimento,
mutilações, escarificações, queimaduras, implantes e
ferimentos.
.
.
69 – CAÇA-PALAVRA: O MODERNISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O MODERNISMO NO BRASIL:
O Modernismo1 no Brasil teve como
marco inicial a Semana de Arte Moderna,
em 1922, momento marcado pela
efervescência2 de novas ideias e
modelos. Lembre-se que o modernismo
foi um movimento3 cultural, artístico e
; literário da primeira metade4 do século
XX. Ele situa-se entre o Simbolismo e o
Pós-Modernismo - a partir dos anos 50 -
havendo, ainda, estudiosos que
considerem5 o Pré-Modernismo uma
escola literária. O Modernismo surge num
momento de insatisfação6 política no
Brasil.
Isso, em decorrência7 do aumento da inflação que fazia aumentar a crise e
propulsionava greves e protestos8
. A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) também
trouxe reflexos para a sociedade brasileira9
. Assim, numa tentativa de
reestruturar10 o país politicamente11 também o campo das artes - estimulado
pelas Vanguardas Europeias - encontra-se a motivação para romper12 com o
tradicionalismo. Foi a “Semana de arte moderna” que marca a essa tentativa de
mudança13 artística.
Características do Modernismo
Libertação14 estética.
Ruptura com o tradicionalismo15
Experimentações16 artísticas. ;
Liberdade formal17 (versos livres,
abandono18 das formas fixas,
ausência de pontuação).
Linguagem19 com humor.
Valorização do cotidiano20
,
.
.
,
) ,
70 – CAÇA-PALAVRA: O MOVIMENTO ARMORIAL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O MOVIMENTO ARMORIAL:
O Movimento Armorial1
, surgido na década de 70 no
Brasil, foi uma vertente2 artístico-cultural de
valorização das artes populares nordestinas3
. O
objetivo central era criar uma arte brasileira singular
baseada nas raízes populares. Idealizado pelo escritor
;
paraibano Ariano Suassuna4
, essa manifestação
abrangeu a literatura, música, dança, teatro, artes
plásticas, arquitetura, cinema5
, etc. De 1969 a 1974,
Suassuna atuou como Diretor do Departamento de
Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE).
Foi com apoio desse Departamento que Suassuna, ao
lado de outros artistas, criou o movimento armorial
em 18 de outubro6 de 1970. Na ocasião, realizada
na Igreja de S. Pedro dos Clérigos no centro da cidade
de Recife, houve uma exposição de artes populares e
ainda, um concerto7
. A ideia central do movimento ;
era criar uma arte erudita8 a partir de
elementos9 populares. Nessa perspectiva, o
sertão10 nordestino é valorizado mediante a
riqueza de valores culturais e artísticos. Embora
tenha sido iniciado no âmbito acadêmico11 o
movimento se expandiu.
Posteriormente, teve apoio da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do
Estado de Pernambuco12
. Nas palavras de Ariano Suassuna: “A Arte Armorial
Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação13 com o espírito
mágico14 dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de
Cordel15 , com a Música de viola16 rabeca17 ou pífano que acompanha seus
"cantares", e com a Xilogravura18 que ilustra19 suas capas, assim como com o
espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro20
relacionados.” (Jornal de Semana, 20 de maio de 1975).
.
71 – CAÇA-PALAVRA: O MURALISMO MEXICANO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O MURALISMO MEXICANO:
Muralismo1 é o tipo de arte que tem como
suporte paredes2 e painéis3 permanentes.
Assim, está particularmente ligado à
arquitetura. Também conhecido como pintura
mural ou arte mural, o muralismo propicia uma
relação de proximidade4 com o público. Isso ;
acontece na medida em que suas obras são
encontradas nas ruas5 e exploram problemas
sociais, bem como temas históricos6
. A arte
muralista desempenha um papel social7
bastante forte, já que ela se aproveita da
exposição8 pública para manifestar-se de
forma crítica.
Marcando forte presença9 no México, onde
surgiu esse movimento artístico, as primeiras
manifestações do que viria a se tornar o
muralismo são as pinturas rupestres10 Pode-se
dizer que o Muralismo é uma arte mexicana11
que surgiu na primeira metade do século XX no
México. É nessa altura também que tem início a ;
Revolução Mexicana (1910), momento histórico
que inspirou os artistas a expressar seus
pensamentos12 críticos. Por isso, essa
manifestação artística revela13 muito do que se
vivia no México. Era um momento em que, sem
dúvida, o povo carregava um sentimento forte de
compromisso14 libertário.
Para entender a gravidade15 desse acontecimento, leia Revolução Mexicana. Em
1920, após assumir o cargo de Secretário da Educação, Vasconcelos Calderon16
propôs a construção17 de murais. O objetivo era que eles retratassem18 a história
do México e promovessem19 o nacionalismo20
.
,
72 – CAÇA-PALAVRA: O EXPRESSIONISMO ABSTRATO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O EXPRESSIONISMO ABSTRATO:
O Expressionismo1 Abstrato, também
chamado de “Escola de Nova York”, corresponde
a um movimento de vanguarda2 artística. Ele
surgiu nos Estados Unidos, em Nova York, na
década de 40. Esse movimento uniu aspectos3
da vanguarda expressionista alemã4 e da
;
corrente abstracionista5 criando dessa
maneira, uma nova tendência de caráter
simbólico e expressivo. O expressionismo
abstrato tem origem no período denominado de
pós-guerra6
, (após a segunda guerra mundial),
numa época conturbada7
, de afirmação de
valores.
O expressionismo abstrato e a arte “verdadeiramente
estadunidense” surge para oferecer8 um novo
enfoque9 artístico-cultural, sobretudo, nos
aspectos contra o sistema formal da pintura. O
expressionismo abstrato atingiu influência10 ;
mundial, e, nesse momento, Nova York passa a ser
um dos mais importantes centros de arte do mundo,
que até então era a França (Paris). O termo
“Expressionismo Abstrato” já tinha sido usado na
década de 20 para identificar11 pinturas do artista
russo Wassily12 Kandinsky (1866-1944).
Mais tarde foi utilizado pelo escritor, filósofo e crítico estadunidense Harold
Rosemberg13 (1906-1978). O termo apareceu14 em seu artigo “Artistas
americanos do Action Painting15 publicado em 1952 no jornal “Art News”. Foi assim
que muitos artistas dessa corrente inovadora16 romperam com a arte tradicional de
cavalete. Focaram17 na criação artística nas emoções e expressões humanas18
, tal
qual Jackson Pollock19 um dos maiores20 representantes do expressionismo
abstrato norte-americano.
”,
,
73 – CAÇA-PALAVRA: O TROPICALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O TROPICALISMO:
O Tropicalismo1 foi um
movimento cultural de
vanguarda que ocorreu no
Brasil nos anos de 1967 e 1968
nas artes, principalmente na
Música2. Merecem
destaques3 os compositores
; Caetano4 Veloso,
Gilberto5 Gil, que lideraram
o movimento, além de Nara
Leão, Tom Zé, Gal Costa6
, Os
Mutantes (Rita Lee, Arnaldo
Baptista e Sérgio Dias),
Torquato Neto, Rogério
Duprat, Capinam, Jorge Bem,
Maria Bethânia7
.
O Tropicalismo caracterizado como um movimento libertário8 e revolucionário
buscava se afastar um pouco do intelectualismo9 da Bossa Nova a fim de aproximar
a música brasileira dos aspectos da cultura popular, do samba, do pop, do rock, da
psicodelia10 Interessante observar que essa experiência estética aberta,
sincrética11 e inovadora lançada pelos tropicalistas, mudaram não somente a música
popular brasileira, mas o panorama12 da cultura em geral, em busca da
modernidade13 do país. Teve grande influência do movimento concretista14 na
literatura e nas artes plásticas. Na música, além do sincretismo de ritmos, o movimento
apostou na presença do som melódico15 das guitarras16 em suas canções. Durante
um ano, além de mudanças na música popular, outros elementos culturais foram
incorporados17 à cultura brasileira como, por exemplo, o estilo das roupas, muito
próximas à dos hippies18 mas ao mesmo tempo com uma psicodelia e mistura19 de
cores e tonalidades. Por fim, o movimento tropicalista termina com a prisão de Gilberto
Gil e Caetano Veloso em 1968 pela Ditadura Militar20 Em 1969, Caetano partiu para o
exílio marcando definitivamente o fim do movimento.
.
.
74 – CAÇA-PALAVRA: A VANGUARDA RUSSA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A VANGUARDA RUSSA:
A Vanguarda1 Russa é um termo comumente
utilizado para se referir a uma série2 de
movimentos artísticos e culturais que ocorreram na
Rússia3
, aproximadamente entre as décadas de
1890 e 1930, especialmente4 durante a
primeira fase da Revolução5 Russa. Apesar da
;
variedade de artistas e escolas que o termo pode
abranger, normalmente ele está mais associado6
aos movimentos construtivista7 e
suprematista8 que em geral ocorreram
paralelas9 à Revolução política e os quais se
inserem no contexto das vanguardas artísticas
européias10
.
Entre os participantes do movimento se
destacam Gustav Klutsis, Vladimir e Giorgi
Stenberg, Nikolai Prusakov, Alexandr Rodchenko
e El Lissitzky, Vladimir Mayakovsky, Kazimir
Malevich, além de Dziga Vertov e Sergei
Eisenstein na área cinematográfica11 E Ivan
Leonidov na arquitetura12 Com a chegada
de Josef Stalin ao poder, ocorre um incentivo
estatal ao Realismo13 soviético, uma escola ;
baseada em uma estética totalitária14
considerada antagônica15 a todas as
vanguardas anteriores16 A partir deste
momento, as experimentações realizadas pelos
vanguardistas são abandonadas17 e
recuperadas apenas18 em espaços como a
Bauhaus19 e o De Stijl, movimentos
externos20 à Rússia.
,
.
.
.
75 – CAÇA-PALAVRA: O SUPREMATISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O SUPREMATISMO:
O Suprematismo1 foi um movimento que
se originou na Rússia, ainda no início do
século XX, por volta de 1915, e que tinha
como uma de suas principais
característica2 a composição3 com
formas geométricas4 elementares
(quadrado e círculo). O Suprematismo deu o
pontapé inicial para a pintura abstrata do
Modernismo. Sua organização5 teórica
deu-se somente no ano de 1925 no manifesto
intitulado “Do Cubismo ao Futurismo ao
Suprematismo: O novo Realismo na Pintura”,
escrito por Kazimir Malevich (1878-1935) e
pelo poeta Vladmir Mayakovsky (1894-1930).
A obra “Quadrado negro6 sobre fundo branco” de Kazimir
Malevich7 foi exposta8 pela primeira vez em uma
exposição na Rússia, exibida num canto da sala expositiva,
ela marcou9 o início do Suprematismo. Kazimir Malevich,
criador e principal expoente do movimento suprematista,
explica como se deu a inspiração10 para realizar a obra
composta por um enorme11 quadrado preto pintado
contra um fundo branco: "Eu sentia apenas noite dentro de
mim, e foi então que concebi12 a nova arte, que chamei
suprematismo." Os suprematistas mantinham-se longe de
temas convencionais13 na pintura14 como paisagens
ou natureza-morta. Seus principais interesses eram as
figuras geométricas, o movimento espacial, a
abstração15 e as composições monocromáticas16
.
Tratava-se sobre romper com qualquer ideia de imitação do
mundo17 real no que se referia a formas18 ou cores19
como fizeram os cubistas20 e os impressionistas
respectivamente.
,
76 – CAÇA-PALAVRA: O CONSTRUTIVISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O CONSTRUTIVISMO:
O Construtivismo1 representou um movimento de
vanguarda artística (artes plásticas, escultura,
arquitetura, cenografia, dança, fotografia, design) que
surgiu no início do século XX na capital russa,
Moscou2
. Durou até meados da década de 1920 e
influenciou o movimento artístico da Bauhaus3
. Essa
vertente de influência4 futurista esteve preocupada
em mostrar uma nova configuração5 da arte,
imbuídas dos aspectos6 da Revolução Industrial7
,
ou seja, uma arte que rompia com o passado8
tradicional, trazendo à tona outras formas de
apresentação, associados aos avanços técnicos e
tecnológicos9 modernos, por exemplo, as
máquinas10
, engenharia11
, eletrônica, evolução
fabril, dentre outros.
Para isso, os artistas construtivistas, sobretudo os precursores e
fundadores do movimento Vladimir Tatlin, Aleksandr
Rodchenko, El Lissitzky e Naum Gabo, utilizaram a
tridimensionalidade12 o relevo, o objeto industrial, a
fotografia13 a tipografia14 e a moda para expressarem os
ideais do movimento. Embora tenha influenciado grande parte
da arte moderna ocidental, no Brasil, o movimento15
concretista e neoconcretista foram os que mais se aproximaram
do Construtivismo russo. A arte construtivista, inspirada nas
novas conquistas16 da revolução operária bolchevique,
liderados por Lenin (1870-1924) e Trotsky (1879-1940), tornou-
se um instrumento de transformação social buscando assim,
satisfazer as necessidade17 humanas. Promoveu uma
faceta18 cultural durante a Revolução, no entanto, o próprio
regime soviético, que sustentou e fomentou19 essa tendência
durante20 anos, terminou quando Stálin chega ao poder.
,
.
,
.
77 – CAÇA-PALAVRA: A BOSSA NOVA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A BOSSA NOVA:
A Bossa1 Nova foi um movimento da música2 popular
brasileira que surgiu no final dos anos 50, caracterizado
por forte influência do samba3 carioca e do jazz4 norte-
americano. A bossa nova desponta em meio ao processo
de urbanização e industrialização5 no Brasil, no
governo de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nessa
época, estavam em vigor o Plano de Metas e a Política
Desenvolvimentista, realçados pelo lema "cinquenta anos
em cinco", que tinha como propósito o crescimento6
econômico do país.
O movimento surge entre músicos7 jovens da classe
média carioca, que se reuniam8 com o intuito de
experimentar9 e inovar nas composições10 Em
1958, o lançamento do compacto de João Gilberto11 um
dos maiores representantes da bossa nova, consolida12 o
estilo musical. O movimento da Bossa Nova durou pouco
mais de uma década, terminando em 1966. Posteriormente,
aparece outro estilo, a MPB (Música Popular Brasileira), que
valoriza e se referência13 na bossa nova. Importante
ressaltar que o término do movimento não significou o fim
da criação musical seguindo14 essa linha, uma vez que
muitos compositores15 e músicos atualmente buscam
unir os tons melódicos e o samba brasileiro. O termo
"Bossa" foi utilizado pelaprimeira vez numa canção
composta por Noel Rosa16 “Coisas Nossas”, na década de
1930. Na letra, Noel diz: "O samba, a prontidão e outras
bossas, são coisas nossas". A expressão era uma gíria17
utilizada para se referir a um "jeito de fazer18 as coisas".
Dessa forma, os artistas se apropriaram do termo "bossa
nova" para sugerir que estavam compondo e cantando19
de uma nova maneira20
,
78 – CAÇA-PALAVRA: ASSEMBLAGE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
ASSEMBLAGE:
O termo Assemblage1 origina-se do francês e
significa montagem2
. Ao primeiro olhar, a
assemblage pode parecer uma arte estranha. Na
realidade, é um trabalho no qual o artista une
objetos3
, por colagem ou encaixe, expressando o
seu imaginário4
. Os objetos que fazem parte das
obras permanecem em seu estado original, mas,
unidos, parecem diferentes5
. O termo
Assemblage foi incorporado6 às artes, em 1953,
pelo pintor e gravador francês Jean Dubuffet para a
exposição The Art of Assemblage, no Museu de Arte
Moderna – MoMA – de Nova York em 1961.
Ao se utilizar de diversos materiais como papéis, tecidos7
,
madeira “colados” a uma tela o artista consegue ultrapassar as
limitações8 da superfície, rompendo assim o limite da pintura,
criando uma junção da pintura com a escultura9
. Mas, esse tipo
de obra artística já vinha sendo produzida10 desde o começo do
século 20, como nas colagens cubistas feitas por Pablo Picasso e
Georges Braque, nas esculturas dos futuristas e no dadaísmo,
sobretudo pelo ready-made de Marcel Duchamp. E obras do
polonês radicado11 no Brasil pelas obras de Franz Krajcberg e os
brasileiros Wesley Duke Lee e Arthur Bispo do Rosário12
. Três
técnicas distinguem-se como características principais13 desta
fase: "encaixes", collages e assemblages, pela agregação e
ligação14 de elementos diversos na caixa de "encaixe". Estas três
formas de exprimir uma mesma idéia fundamental15 em
relação a métodos firmados por signos e estruturas16 com
inclusão de objetos de sucata17 de significados pseudo científicos
ou - como prefere a artista - etnográficos e antropológicos18 de
suas raízes, constituem uma espécie de "quebra-cabeça" projetadas
nos encaixes e nos relevos19 que evocam o jogo do tempo20
.
,
,
79 – CAÇA-PALAVRA: A JUNK ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A JUNK ART:
A Junk Art1
em Inglês. Arte de sucata2
, movimento surgido nos EUA na década de
1960, defendendo que qualquer objeto ou material3 pode servir para a obra de arte,
como acontece nas colagens. As junk sculptures recorrem a materiais
abandonados4
, sucatas, ferros5 velhos, canos, aspiradores de pó e restos6 de
automóveis, que são usados como alegorias7 das megacidades e seus ambientes
degradados e poluídos. O italiano Ettore Colla (1899-1968) preferiu predominantemente
pedaços de máquinas industriais inutilizadas8
. O termo Junk Art (tradução literal:
arte lixo9
) foi empregado pela primeira vez pelo crítico britânico de arte e curador
Lawrence Alloway em 1961, para descrever obras de arte feitas a partir de sucata de
metal, máquinas quebradas, trapos10 de pano, madeira, papel e outros materiais11
"achados". Materiais banais12 usuais no dia a dia são a sua marca de identificação.
Mas essa ideia não é recente. O movimento modernista iniciado no início do século XX já
pregava13 a fuga dos materiais tradicionais14 e a vontade de mostrar que a arte
pode ser feita com qualquer15 coisa. O artista dadaísta Marcel Duchamp16 (1887-
1968) se destaca como sendo um dos pioneiros17 pela sua coragem e excentricidade
ao criar os “ready-mades”, um artigo produzido em massa, escolhido
aleatoriamente18 isolado de seu contexto habitual e apresentado como uma obra
de arte. Temos como exemplo a famosa “Roda19 de bicicleta”, um ready made
elaborado em 1913 e que se encontra atualmente20 no Centro Pompidou em Paris.
,
,
,
,
.
.
80 – CAÇA-PALAVRA: O NEOEXPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O NEOEXPRESSIONISMO:
O Neo-Expressionismo1 foi um movimento artístico, que surgiu na Alemanha entre
o final da década de 1970 e começo da década de 1980. Desenvolveu-se,
principalmente, na década de 1980. Este movimento espalhou-se pela Europa2
principalmente pela Áustria e Suíça. Também chegou aos EUA, na década de 1980. Foi
no segmento3 artístico da pintura que ele ganhou grande destaque4
. O Neo-
Expressionismo recebeu grande influência5 de um movimento artístico italiano
conhecido como Transvanguarda. Na Alemanha, este movimento também foi chamado
de Neue Wilde (Novos Selvagens). As novas tendências informais e figurativas
surgiram6 no inicio da década de 1970, com toda sua carga de violência e emoção, de
humor e sujeira (Bad Painting), de temas políticos, mitológicos, simbólicos7 e
desbragada fantasia são uma reação ao intelectualismo da Arte Concreta e à assepsia da
Minimal Art com seus sistemas, sua lógica8 e seu rigor purista. A nova pintura9
,
definida como não-autoritária, desenvolveu-se simultaneamente na Itália, Alemanha e
Estados Unidos. É um movimento10 que procurava resgatar a figuração, a emoção
declarada, a autobiografia, a memória, a psicologia, o simbolismo, a sexualidade, a
literatura11 e a narrativa. Ou melhor, desejava resgatar12 a pintura como meio de
expressão. O Neoexpressionismo teve vários artistas representantes13 destacamos:
Georg Baselitz, Anselm Kiefer, A.R. Penck e Jörg Immendorff.
Principais características:
Pinturas marcadas pela presença
visual da emoção14
Pinturas figurativas15 de
grandes dimensões16
Os artistas do Neo-Expressionismo
executavam suas obras com
grande rapidez17
.
Oposição18 ao estilo
convencional de arte
burguesa19
Presença de cores agressivas20
,
.
.
.
.
81 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE ABORÍGENE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE ABORÍGENE:
A arte aborígene1 está cheia de simbolismos2 que
se manifestam em uma extraordinária combinação de
formas3
, figuras e fundos. Utilizam-se 4 cores básicas: o
ocre4 vermelho, ocre amarelo, caolim e o preto do
carvão. Para pintar estas cores diluem-se em água,
utilizando a ponta de um dedo ou um pedaço de madeira.
Os aborígenes, normalmente, costumam decorar5 todos
os objetos de uso cotidiano6 como cestas,
bumerangues7
, facas, escudos, copos, recipientes, etc.
Em algumas cerimônias, os aborígenes pintam o corpo8
,
além de adorná-lo com penas de diferentes cores. Quando
se tenta definir as pinturas aborígenes, fala-se em
expressões "realistas". Por exemplo, os indígenas
representam, na silhueta de um animal9
, atributos que
o aborígene sabe encontrar-se dentro dele. Assim, pode
desenhar os ossos, zonas musculares10 ou inclusive os
intestinos. Muitas vezes, ao representar um peixe,
desenham seu espinhaço, a bexiga11 ou as entranhas.
Geralmente, as pinturas têm um caráter mágico e fazem-
na para obter dos espíritos12 a ajuda necessária para a
caça13 dos animais pintados. O laço de união entre os
antepassados14 e os aborígenes são os tótens15
Cada indígena tem seu próprio e pessoal tótem ou
"sonho", quer dizer ilusão, sonho. Estes tótens
representam16 diversas e variadas formas, geralmente
sob o aspecto de animais. O “pintar” aborígene está
próximo do “sonhar17
”, não pelas vias do inconsciente,
tal qual concebeu a Psicologia, mas de uma linhagem de
conhecimento18 mitológico animista. Dela, brotam
narrativas ancestrais19 passadas de geração a geração,
muitas vezes como estratégia de sobrevivência20
82 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE DA CHINA – Apostila Praticar a Arte– Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE DA CHINA:
Arte e arquitetura da China1 desde a Idade da
Pedra até o século XX, que representa as
conquistas2 mais significativas da civilização
mais antiga do mundo. O princípio
fundamental3 de todos os aspectos da cultura
chinesa é o equilíbrio4 harmônico e, assim, sua
arte é uma sutil mistura5 de tradições e
inovações6
, de ideias autóctones e
estrangeiras7
, de imagens profanas8 e
religiosas. O estabelecimento da República
Popular da China, em 1949, introduziu outro
campo importante na arte e na cultura9 do país.
Sob o mandato de Mao Tsé-tung, o conteúdo
político foi incutido na pintura e nas artes
decorativas10 Os estilos pictóricos procediam
das escolas posteriores à dinastia Qing, porém
incluindo nos temas11 os louvores à
reconstrução12 socialista. Muitas artes
populares13 tradicionais, que não haviam sido
reconhecidas como tais durante os períodos
dinásticos, passaram a ocupar um lugar
destacado. As artes têxtil14 da cestaria, da
joalheria15 e da gravura em madeira se
somaram às da cerâmica16 da laca e do
entalhe17 em jade, ante a importância cobrada
ao artesanato tanto para o uso interno quanto
para a exportação18 Depois da morte de Mao,
ocorrida em 1976, a arte chinesa se apresenta
menos politizada19 em todos os sentidos, o
que permitirá julgar melhor sua evolução futura
dentro do contexto de sua tradição20 histórica.
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83 – CAÇA-PALAVRA: A VÍDEO ARTE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A VÍDEO ARTE:
A vídeo1 arte é uma forma de expressão artística, na
qual o vídeo é o elemento2 principal. Supõe uma nova
linguagem3
, uma nova inter-relação entre imagem e
espectador, em que a primeira sai da tela para interagir
com o resto do meio, integrando as imagens junto aos
demais elementos4 que a formam. Ajudado pelas
novas tecnologias5
, esta arte consegue projetar6
as imagens além do monitor e para diferentes
direções7
, obrigando ao público a iniciar um
percorrido8 sobre um espaço, de um todo, do qual as
projeções fazem parte. Surgiu na década de sessenta,
como meio artístico, num contexto no qual os artistas
procuravam uma arte contrária9 à comercial.
Entre seus princípios está a crítica à televisão10 a qual
representa, em certo modo, a cultura atual. Durante os anos
oitenta, as imagens utilizadas por esta arte procuram provocar
na audiência11 estados anímicos e evocar sensações12 Na
atualidade, os avanços13 da tecnologia, permitem ampliar o
leque de suas possibilidades14 criativas. Surgiu na década de
60 através dos trabalhos de integrantes do grupo Fluxus, e os
pioneiros foram o coreano Naum June Paik e o alemão Wolf
Vostell. Antes disso, o vídeo era usado apenas para fins
comerciais15
empresas16
como para a televisão e treinamento em
Além disso, seu início foi marcado pelo alto
preço dos equipamentos o que limitou essa linguagem a artistas
de países desenvolvidos, onde o acesso à tecnologia era menos
custoso17 Os artistas do Fluxus procuravam18 através dos
novos suportes audiovisuais, criar uma espécie de “contra-
televisão” e justamente fazer uma crítica aos ideais19 desse
meio e dos modelos comerciais da época, subvertendo20 seu
uso mais frequente.
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84 – CAÇA-PALAVRA: A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA:
Em 1816, durante a estada da família1 real
portuguesa no Brasil, chega ao Rio de Janeiro um
grupo de artistas franceses2 com a missão de
ensinar artes plásticas na cidade3 que era, então,
a capital do Reino unido de Portugal e Algarves. O
grupo ficou conhecido como Missão4 artística
francesa. O convite para a vinda do grupo teria
partido de Antonio Araújo Azevedo, Conde da
Barca, ministro de dom João 6º. Preocupado com o
desenvolvimento5 cultural da colônia6 que
havia se transformado em capital, o rei trouxe para
cá material para montar a primeira gráfica7
brasileira, onde foram impressos8 diversos livros
e um jornal chamado "A Gazeta do Rio de Janeiro".
Já a missão tinha o objetivo de estabelecer9 o
ensino oficial das artes plásticas no Brasil, e acabou
influenciando o cenário10 artístico brasileiro,
além de estabelecer um ensino acadêmico
inexistente até então. A missão foi organizada por
Joaquim Lebreton11 e composta por um grupo de
artistas plásticos. Dela faziam parte os pintores
Jean-Baptiste Debret12 e Nicolas Antoine
Taunay13 os escultores Auguste Marie Taunay,
Marc e Zéphirin Ferrez e o arquiteto Grandjean de
Montigny14 Esse grupo organizou, em agosto de
1816, a Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios15
transformada, em 1826, na Imperial Academia e
Escola de Belas16 Artes. Os artistas da Missão
Artística Francesa pintavam, desenhavam17
esculpiam18 e construíam19 à moda europeia,
obedecendo ao estilo neoclássico20
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85 – CAÇA-PALAVRA: O MANEIRISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O MANEIRISMO:
O Maneirismo1 representa um estilo artístico
que surgiu na Itália no século XVI, no período
entre a Renascença e o Barroco (1520 a 1600).
Nesse período a Europa passava por diversas
transformações2 políticas, econômicas e
culturais, tal qual o Renascimento e a
Contrarreforma, o que fez surgir uma nova
estética3 que fugia dos moldes
tradicionais4 e que se espalhou rapidamente
por toda a Europa. Esse movimento artístico
utilizou da arquitetura5 escultura6
, artes
plásticas7
, música8 e literatura9
, para
apresentar uma arte mais perturbadora,
exagerada10 e sofisticada. Além disso, os
artistas do maneirismo buscavam se afastar11
dos moldes renascentistas (cânones clássicos),
inaugurados12 por figuras da alta renascença
como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael
Sanzio. O termo “maneirismo” advém do italiano
“maneira” que significa “ao modo”, ao referir-se
ao estilo próprio13 de cada artista. O termo foi
popularizado e utilizado pela primeira vez pelo
artista italiano Giorgio Vasari14 como
sinônimo de leveza15 e sofisticação. Para
muitos historiadores da arte, o maneirismo
representou um momento de transição16
entre a Alta Renascença e o Barroco, enquanto
outros acreditam ser uma escola artística
independente17
. Nesse ínterim, alguns
estudiosos18 consideram o maneirismo um
período de decadência19 das artes, o qual
fora muito criticado20 na época.
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86 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE AFRO-BRASILEIRA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE AFRO-BRASILEIRA:
A cultura afro-brasileira1 nasceu profundamente
baseada nas raízes das culturas africanas2 e percorreu
um longo caminho de séculos3 para que essa cultura
fosse realmente conquistando autonomia4 e
singularidade5 própria em seus costumes. Iniciando a
cultura afro-brasileira com a chegada dos escravos6 ao
país, primeiramente as artes produzidas localmente eram
na verdade releituras e recriações7 das obras vinda da
cultura africana, porém ao passar do tempo, ficou cada
vez mais eminente que a principal herança8 deixada
pela cultura africana foi os sentimentos9 e os
valores10 emocionais deixados para as comunidades
descendentes que já possuíam um caráter cultural já
constituído.
Muito das artes e os elementos11 artísticos produzidos esculturalmente e
artesanalmente pelos afrodescendentes12 no período colonial e imperial, foi uma
união com as culturas portuguesas e indígenas presentes no convívio dos escravos13
Além do destaque artístico afro-brasileiro nas esculturas14e pinturas15 durante o
período barroco, a arte musical foi notoriamente a mais difundida e até hoje
repassada16 e ensinada para as novas gerações17 Através dos atabaques18
agogôs19 tambores e berimbaus20 a música afro-brasileira é ainda disseminada
através das religiões, dos ensinos culturais e também pela capoeira.
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87 – CAÇA-PALAVRA: O NEOPLASTICISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O NEOPLASTICISMO:
O Neoplasticismo1 foi um movimento
artístico vanguardista das artes (plásticas,
arquitetura, designer, escultura, literatura) que
teve início no século XX, sendo seu precursor o
pintor neerlandês Piet Mondrian2
. Foi ele o
criador do termo que deu nome ao movimento,
definido em uma de suas obras3
: “Le Neo-
plasticisme”.
O movimento neoplástico, baseado nos ideais dos
movimentos cubista4 e naturalista5 e, ainda na
teosofia, propunha uma nova expressão artística,
ou seja, uma nova “plasticidade” pautada na
abstração geométrica6 e redução da expressão
plástica, expressas pela clareza7
,
objetividade8 e ordem9
. O Primeiro Manifesto
do Neoplasticismo, foi publicado na Revista “De
Stijl” (O Estilo), em 1918, ano do fim da
primeira10 guerra mundial. O segundo e o
terceiro manifesto, foram publicados dois anos mais
tarde (1920).
No total foram cinco manifestos publicados até 1923, entretanto, a revista vigorou até
1928, quando o movimento começa a apresentar um declínio11 Mondrian foi
.
colaborador12 da revista até 1924, quando apresentou divergências de
pensamento13 com Theo van Doesburg, sobretudo acerca da “Teoria do
Elementarismo”, que focava na presença de linhas diagonais14 em detrimento das
verticais15 e horizontais16
, fato que contestava Mondrian. Na época, o movimento
foi muito criticado por diversos artistas, principalmente por aqueles que rejeitavam a
corrente abstracionista, colocando em questão a “verdadeira17 arte”, que segundo
os críticos, estava longe da arte neoplástica, sem representação18
. No entanto, o
movimento neoplástico influenciou diversos19 movimentos artísticos como a "Escola
de Bauhaus20 e o "Abstracionismo". "
88 – CAÇA-PALAVRA: A POESIA CONCRETA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A POESIA CONCRETA:
A poesia concreta1 surgiu com o Concretismo, fase literária voltada para a
valorização2 e incorporação3 dos aspectos geométricos à arte (música, poesia,
artes pláticas). Em 1952, a poesia concreta tem seu marco inicial através da publicação
da revista “Noigrandes”, fundada por três poetas: Décio Pignatari, Haroldo de Campos e
Augusto de Campos. Contudo, é em 1956, com a Exposição Nacional de Arte Concreta
em São Paulo, que a poesia concreta se consolida4 como uma nova e inusitada5
vertente6 da literatura brasileira. O poema do Concretismo tem como característica
primordial o uso das disponibilidades gráficas que as palavras possuem sem
preocupações com a estética tradicional7 de começo, meio e fim e, por este motivo,
é chamado de poema-objeto. A poesia concreta começa por assumir uma
responsabilidade8 total perante a linguagem: aceitando o pressuposto9 do
idioma histórico como núcleo indispensável de comunicação, recusa-se a absorver as
palavras com meros veículos indiferentes10 sem vida sem personalidade sem
história - túmulos-tabu com que a convenção insiste em sepultar a idéia. O poeta11
concreto não volta a face às palavras, não lhes lança olhares12 oblíquos: vai direto ao
seu centro, para viver e vivificar a sua facticidade.
Outros atributos que podemos
apontar deste tipo de poesia são:
A eliminação13 do verso.
O aproveitamento do espaço em
branco14 da página para
disposição das palavras.
A exploração15 dos aspectos
sonoros16 visuais e
semânticos dos vocábulos17
.
O uso de neologismos18 e
termos estrangeiros.
Decomposição das palavras19
Possibilidades de múltiplas20
leituras.
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,
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89 – CAÇA-PALAVRA: O CORPO NA DANÇA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O CORPO NA DANÇA:
A consciência corporal1 é um fator muito
importante na vida de um dançarino, o
domínio da dança tem uma relação bastante
íntima2 com esse seguimento. Devemos
trabalhar muito para adquirir essa técnica de
conhecimento3 do corpo, para tirar o
maior proveito4 possível da dança. O corpo
tem uma relação completa com a dança, por
vários motivos. Alguns deles são: Saúde5
,
Leveza6
, Flexibilidade7 e
condicionamento8 Físico. Quando
praticamos a dança, usamos uma ferramenta
bastante complexa que é o corpo e aí
passamos a dar real valor a essa
ferramenta9
. Nos alimentamos melhor,
buscamos10 sempre estar em dia com a
saúde dormindo e descansando
adequadamente. Com isso melhoramos de
maneira global nosso metabolismo11 e
qualidade de vida. Com a prática dos
exercícios12 que envolvem as técnicas de
dança e até mesmo com a própria dança,
adquirimos muita flexibilidade nos movimentos
como um todo, facilitando a oxigenação13
dos músculos e trazendo por consequência
muita leveza ao organismo14 e estrutura
muscular15 Quando dançamos Temos mais
fôlego16 para as atividades cotidianas17 e
nos cansamos bem menos. A expectativa18
de vida aumenta e o metabolismo19 como
um todo melhora20 significativamente.
.
90 – CAÇA-PALAVRA: O TEATRO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O TEATRO:
O teatro1 surgiu na Grécia Antiga, no séc. IX a.C.
Consiste em representar2 uma situação e
estimular sentimentos na audiência3
. A tríade:
quem vê, o que se vê e o imaginado é o apoio do
drama4
, pois ele exige uma reflexão propiciada
através do ator ou conjunto de atores
interpretando uma história5
. A palavra teatro
pode significar6 tanto o prédio7 em que se
exibem as diferentes formas de arte como uma
delimitada arte. A arte de representar prosperou
em terrenos sagrados na Índia, Egito, Grécia8
,
China e nas Igrejas da Idade Média. O modo pelo
qual o homem descobriu para revelar seus
sentimentos9 de amor e ódio. As primeiras
sociedades primitivas acreditavam que a dança
imitativa influenciava10 os fatos necessários à
sobrevivência através de poderes sobrenaturais,
por isso alguns historiadores assinalam a origem do
teatro a partir deste ritual11 Os principais
gêneros12 dramáticos conhecidos são: a
tragédia13 nascida na Grécia, a comédia14 que
representa os ridículos da humanidade, a
tragicomédia15 que é a transição da comédia
para o drama e o drama16 (melodrama), ao ser
representado é acompanhado por música. O Padre
José de Anchieta evidenciou a implantação do
teatro no Brasil com o interesse de catequizar17
os índios para o catolicismo e impedir os hábitos
condenáveis dos colonizadores portugueses, sendo
assim uma ideia18 mais religiosa19 do que
artística20
.
.
91 – CAÇA-PALAVRA: A ESCULTURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ESCULTURA:
A escultura1
, grosso modo, é a arte de
transformar2 matéria bruta (pedra3
, metal4
,
madeira5 etc.) em formas espaciais6 com
significado. Quando dizemos “formas espaciais”,
queremos dizer formas em terceira7 dimensão, isto
é, com volume8
, altura9 e profundidade10 Das
artes plásticas, a escultura é uma das que mais
estabelecem interação com o grande público. Isso
porque, geralmente, elas são pensadas e
produzidas11 com a finalidade de ocupar espaços
públicos. É assim, por exemplo, com os conjuntos
esculturais gregos e romanos; mas também com as
esculturas produzidas na época do Renascimentoou
em culturas12 de religiões tradicionais, como o
budismo e o hinduísmo. Muitas vezes, as esculturas
são também projetadas para acompanhar
complexos13 arquitetônicos, com o objetivo de
compor um conjunto artístico harmonioso. É o caso
das esculturas que acompanham as catedrais14
góticas da Idade Média e os palácios em estilo clássico
do período das monarquias absolutistas. Além disso,
de acordo com a época15 a civilização e a escola
artística, a escultura sofre variações temáticas16 e
formais. Isso se torna evidente quando comparamos as
obras de um escultor renascentista (do século XVI),
como Michelangelo, com as obras de um escultor
primitivista ou cubista, como Picasso (do século XX). A
“Pietá” de Michelangelo, por exemplo, seguramente,
tem uma expressão17 realista típica do
Renascimento, que busca transmitir18 a dor do
tema19 da deposição do corpo de Cristo da cruz e a
contemplação20 pela mãe.
.
,
”.
92 – CAÇA-PALAVRA: A GRAVURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A GRAVURA:
A Gravura1 nada mais é do que uma linguagem
visual que representa um tipo de arte, como
pinturas2 e relevos3
. Com essa técnica, a imagem
é obtida por meio da impressão de uma matriz4
, na
qual um desenho é gravado com uma ferramenta
chamada buril5
. Trata-se de um modo de
reprodução6 assinado e numerado que conta com
forte valor artístico. Afinal, por meio dessa técnica, o
artista produz peças7 únicas e dispensa8 artifícios
tecnológicos. A história da gravura é mais antiga do
que muita gente imagina9
. Ela foi particularmente
importante no século II, quando os chineses, por meio
de pedras e madeiras10 gravavam sua arte. No
ocidente11 a gravura teve seu início junto com o
surgimento do papel, no século XIV. Porém, foi em
meados do século seguinte12
, na Alemanha e na
Itália, que a técnica13 começou a ganhar14 fama.
Desenvolvido por ourives15 esse método se
propagou por toda a Europa. Desse período em diante,
os artistas que utilizaram a gravura no ocidente
começaram a ser chamados16 de Mestres da
Gravura. Um dos primeiros trabalhos conhecidos da
arte da gravura foram feitos pelo Mestre E. S., um
alemão anônimo que colocava as letras E. S. em suas
peças. Depois, Martin Schongauer obteve
destaque17 nessa área. Além de ourives,
Schongauer foi um conhecido pintor alemão que
produziu várias obras18 com esse método. Outro
importante artista do período foi o Mestre de
Housebook, que elaborou19 a famosa gravura “Par
de Amantes20
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93 – CAÇA-PALAVRA: A PINTURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A PINTURA:
A pintura1 é uma manifestação artística
muito antiga que utiliza técnicas de
coloração2 em uma superfície
bidimensional3
. Esse tipo de manifestação
acompanhou o desenvolvimento das
sociedades4
, no entanto, a partir do século
XIX, com a criação da fotografia, ela sofreu um
declínio5
. Atualmente, com a evolução da
tecnologia a pintura adquire diversas
técnicas6
, modelos7 e tendências8
. As
pinturas podem ser Figurativas9 (com
representações da realidade) ou Abstratas10
(não representacional). Os gêneros mais
difundidos de pinturas são: natureza11
morta, retratos12 paisagem13
, dentre
outros. A estética é um conceito que está
vinculado à beleza e, portanto, é fundamental
nas artes, por exemplo, na criação de imagens
e combinação de tons14 matizes15
texturas16 O conceito de “belo” está
apoiado na estética clássica grega e romana, a
qual fundamentou outros momentos
posteriores17 da história da arte, por
exemplo, o Renascimento Cultural. Os
materiais mais utilizados para a realização de
pinturas são os pincéis18 espátulas, rolo,
tela, papel19 parede, murais, tinta. As cores
designam elementos fundamentais da pintura.
Elas são extremamente importantes para criar
profundidade, volume20 e oferecer
movimento às pinturas.
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94 – CAÇA-PALAVRA: O DESENHO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O DESENHO:
O desenho1 é a arte de representar, ou
criar formas2
, utilizando materiais como
lápis3
, carvão4
, pincel5
. Diferencia-se da
pintura e da gravura, por ser considerado
tanto como processo6 quanto como
resultado7 artístico, uma obra
bidimensional composta por linhas8
pontos9 e formas10
. Na pintura a
superfície é marcada por lápis, caneta, pincel,
os movimentos dão origem aos pontos, linhas
e formas planas. Outro aspecto que
diferencia11 o desenho da pintura, é que
no primeiro não há mistura12 de cores
antes da aplicação, essas são utilizadas
puras13
, enquanto na pintura as cores são
misturadas para dar origem a outras novas.
Existem várias técnicas de desenho, e a
escolha dos materiais utilizados está
relacionada14 com a mesma. O desenho
existe desde a Pré-História, como forma de
manifestação15 estética e linguagem
expressiva16 porém obteve status de arte
durante a Idade Média. O desenho
possibilitou o estudo da figura17 humana.
Desde o final do século XIX, os desenhos
eram bastante utilizados em
publicidade18 As possibilidades técnicas
da arte do desenho foram ampliadas nas
últimas décadas19 do século XX, com o
computador20
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95 – CAÇA-PALAVRA: O HIP HOP – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
O HIP HOP:
O Hip Hop1 é uma cultura popular que surgiu entre as
comunidades2 afro-americanas do subúrbio de Nova
York na década de 1970. A música3 é a principal
manifestação artística do hip hop, que também tem na
dança4 e no grafite5 forte representação. Dos
Estados Unidos6
, a cultura hip hop se espalhou pelo
mundo. No Brasil, a cidade de São Paulo é aquela com
maior número de adeptos e com uma relevante
produção7 artística. Embora existam algumas
traduções da expressão hip hop como balançar dos
quadris, neste caso o vocábulo hip em inglês8 tem a
conotação de "o que está na moda, acontecendo neste
momento", e hop seria um movimento de dança. E ainda
de acordo com registros9 norte-americanos, o termo
hip hop é na verdade o som da cadência10 da marcha
dos soldados, que foi comparado ao ritmo dos MCs no
palco, ao lado dos DJS, ao proferir o rap11 O hip hop
teria sido registrado pela primeira vez em 1979, na
gravação12 da música "Rapper’s Delight", do grupo
Sugarhill Gang. Mas a expressão hip hop não tem uma
única fonte e diversas13 figuras tenham alegado a sua
criação, como o DJ Lovebug Starski, Afrika Bambaataa,
Keith ‘Cowboy’ Wiggins e Grandmaster Flash. Com a sua
origem nas periferias14 de Nova York, o hip hop
americano15 acabou se tornando a expressão mais
famosa16 em termos musicais. O hip hop gospel é um
dos estilos provenientes17 desta cultura de rua, com
forte perpetuação18 entre os jovens evangélicos de
periferia. As letras19 das músicas do hip hop gospel
discutem20 a realidade social, mas sempre com uma
lição e mensagem de fé.
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96 – CAÇA-PALAVRA: A TATUAGEM – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A TATUAGEM:
Tudo indica que a prática de marcar1 o corpo é tão antiga
quanto a própria humanidade. Mas, como é impossível encontrar
corpos de eras tão remotas2 com a pele preservada, temos de
nos basear em amostras mais recentes. É o caso de múmias
egípcias do sexo feminino, como a de Amunet, que teria vivido
entre 2160 e 1994 a.C. e apresenta traços e pontos inscritos na
região abdominal – indício de que a tatuagem3
, no Egito
Antigo, poderia ter relação com cultos à fertilidade. Um registro
bem mais antigo foi detectado no famoso Homem do Gelo,
múmia4 com cercade 5 300 anos descoberta em 1991, nos
Alpes. As linhas azuis em seu corpo podem ser o mais antigo
vestígio de tatuagem já encontrado – ou, então, cicatrizes5 de
algum tratamento medicinal adotado pelos povos da Idade da
Pedra. Mesmo com tantas incertezas6
, os estudiosos
concordam que, já nos primórdios7 da humanidade, a
tatuagem deve ter surgido na busca de tentar preservar a
pintura8 do corpo. “Um dos objetivos seria permitir ao
indivíduo9 registrar sua própria história, carregando-a na pele
em seus constantes deslocamentos”, A prática10 se difundiu por
todos os continentes11 com diferentes finalidades: rituais
religiosos12 identificação13 de grupos sociais, marcação de
prisioneiros e escravos (como a tatuagem era usada pelo Império
Romano), ornamentação14 e até mesmo camuflagem15
.
No Ocidente, a técnica caiu em desuso com o cristianismo, que a
proibiu – afinal, está escrito no Levítico, livro do Antigo
Testamento: “Não façais incisões no corpo por causa de um
defunto e não façais tatuagem”. A tradição16 só foi
redescoberta em 1769, quando o navegador17 inglês James
Cook realizou sua expedição18 à Polinésia e registrou o
costume19 em seu diário de bordo: “Homens e mulheres
pintam seus corpos”. Na língua deles, chamam isso de tatau20
.
,
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97 – CAÇA-PALAVRA: A ARQUITETURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARQUITETURA:
A Arquitetura1 é a arte e técnica de projetar2 uma
edificação ou um ambiente de uma construção3
. É o
processo artístico e técnico que envolve a elaboração de
espaços organizados e criativos para abrigar diferentes
tipos de atividades humanas. A arquitetura é a
disposição das partes ou dos elementos que compõem
os edifícios ou os espaços urbanos em geral. Essa arte é
composta pelo conjunto dos princípios4
, normas5
,
técnicas6 e materiais7 utilizados pelo arquiteto,
para criar um espaço arquitetônico. O arquiteto é o
profissional8 legalmente habilitado para o exercício
da arquitetura. Etimologicamente, a palavra arquitetura
se originou a partir do grego arkhitekton, junção dos
termos arkhé ("principal") e tékhton ("construtor" ou
"construção"). No entanto, antes de chegar à Língua
Portuguesa a palavra foi absorvida pelo latim,
architectus. Cada civilização, em diferentes9 épocas
da história, construiu projetos arquitetônicos com base
em elementos10 próprios. A inspiração para essas
particularidades está na cultura11 tradição e modo de
vida das respectivas sociedades12
. Os desenhos de
caráter industrial13 tinham formas simples,
geométricas e, ao contrário da arquitetura clássica, com
pouca (ou nenhuma) ornamentação. A prioridade14
estava na funcionalidade15 dos edifícios, ou seja, o
modo como estes podiam ser integrados na vida
urbana16 e no cotidiano das pessoas. Também foi com
os avanços trazidos durante a arquitetura moderna que
foram construídos os primeiros arranha-céus no
mundo17 Este tipo de construção é, sem dúvida18
um dos maiores19 marcos desse estilo20
arquitetônico.
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98 – CAÇA-PALAVRA: A IMPORTÂNCIA DA ARTE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A IMPORTÂNCIA DA ARTE:
A arte1 nos dá um entendimento de mundo mais
amplo, ela é um meio de comunicação2 entre as
pessoas e os povos, ela nos dá subsídios para
compreender melhor a vida e nos proporciona3 a
união da nossa racionalidade4 com a nossa emoção
e a nossa atividade corporal5 do divino. Conhecer a
arte que é praticada pela nossa sociedade, ou pelo grupo
cultural a que pertencemos é fundamental6 para
construirmos a nossa própria identidade, contudo o
contato com outras artes de outros grupos culturais nos
proporciona o aprendizado7 e um melhor
convívio8 com pessoas o que amplia a nossa visão de
mundo. O artista consegue ver aquilo que as outras
pessoas não vêem, ele cria o que está além do nosso
cotidiano9 torna intensa a nossa sensibilidade e
ainda tem a capacidade de promover uma visão crítica
sobre um determinado tema, ou até mesmo propor uma
reflexão10 seja com uma pintura, uma música, um
poema ou um livro. Cada manifestação artística
proporciona tendo uma identidade11 e até mesmo,
uma linguagem própria, mas todas nos levam a uma
coerência na qual a arte é sempre inspirada12 pelos
sentimentos, pelas emoções e opiniões do artista. O
artista usa a arte como uma maneira de expressar13
os enigmas da vida e os verdadeiros14 sentimentos.
“A importância15 da arte na vida das pessoas” dá-se
principalmente pelo fato de abrir a nossa mente16 e
de fazer fluir o nosso pensamento17 assim como
têm uma grande importância social18 por integrar
diversas pessoas com personalidades19 e
características físicas diferentes dentro de um meio20
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99 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE COMO EXPRESSÃO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE COMO EXPRESSÃO:
Dentre os inúmeros meios e formas de
expressões1 corporais e intelectuais que
podemos nos utilizar para expressarmos os nossos
pensamentos2
, as nossas emoções3
, as
nossas críticas construtivas4 e até mesmo, os
nossos sonhos ou devaneios, encontra-se a arte. É
na arte da música5
, na arte da poesia6
, na arte
da literatura7
, da pintura8
, da dança9 ou do
teatro10 (principalmente) que milhares de
pessoas em todo o mundo encontram o seu espaço
para se expressarem e manifestarem de forma
positiva11 os seus sonhos, projetos e obras
pessoais. Um poeta transforma em poesia os seus
pensamentos e opiniões sobre tudo o que achar
que seja um bom tema. O músico transforma em
canções as suas composições12 O pintor
transforma13 em gravuras as suas
imaginações14 O ator representa as mais
diversas expressões artísticas do teatro da vida e o
dançarino representa na dança os mais belos e sutis
movimentos da arte. Afinal, todos somos capazes
de representar, dançar, pintar, escrever15 um
livro ou uma poesia e até mesmo pintar uma
gravura, mas ninguém16 será tão autêntico
quanto àqueles que já nascem com esse dom. Por
isso, o incentivo às pessoas que querem
desenvolver uma dessas formas de expressão, é de
fundamental17 importância para os seus
intelectos18 pois ao saberem que estão sendo
notadas através de suas artes, todas se sentirão
importantes para si mesmas19 e continuarão sem
parar a busca por suas identidades20 artísticas.
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100 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE E A VIDA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin]
A ARTE E A VIDA:
A arte1 baseia-se na vida2
, porém não como matéria, mas
como forma. Sendo a arte um produto direto do
pensamento3
, é do pensamento que se serve como matéria;
a forma vai buscá-la à vida. A obra de arte é um pensamento
tornado vida: um desejo realizado4 de si mesmo. Como
realizado tem que usar a forma5 da vida, que é essencialmente
a realização; como realizado6 em si mesmo tem que tirar de si
a matéria em que realiza. É mais do que natural se ouvir falar em
arte na vida das pessoas7 a vida em sua existência
humana8 já é a própria arte da criação divina no amor infinito
de Deus, afinal são vários os movimentos artísticos na vida, a
música, cinema, teatro, literatura, pintura, artesanato9 artes
plásticas10 enfim… Inúmeras manifestações que poderia citar
aqui, que representam aquilo que uns chamam11 de dom,
mas que eu prefiro denominar de aprendizado em sua própria
experiência de vida. A arte nos dá um entendimento12 de
mundo mais amplo, ela é um meio de comunicação entre as
pessoas e os povos, ela nos dá subsídios para
compreender13 melhor a vida e nos proporciona a união da
nossa racionalidade com a nossa emoção e a nossa atividade
corporal dodivino. Conhecer a arte que é praticada pela nossa
sociedade, ou pelo grupo14 cultural a que pertencemos15
é fundamental para construirmos a nossa própria identidade,
contudo o contato com outras artes de outros grupos culturais
nos proporciona16 o aprendizado e um melhor convívio17
com pessoas o que amplia a nossa visão de mundo. O artista
consegue ver aquilo que as outras pessoas não veem, ele cria o
que está além do nosso cotidiano, torna intensa a nossa
sensibilidade e ainda tem a capacidade de promover18 uma
visão crítica sobre um determinado19 tema, ou até mesmo
propor uma reflexão20
, seja com uma pintura, uma música,
um poema ou um livro.
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SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 1/13
01 – ARTE RUPESTRE: 02 – ARTE MESOPOTÂMICA: 03 – ARTE EGÍPCIA: 04 – ARTE GREGA:
05 – ARTE ROMANA: 06 – ARTE CRISTÃ PRIMITIVA: 07 – ARTE BIZANTINA: 08 – ARTE ROMÂNICA:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 2/13
09 – ARTE GÓTICA: 10 – RENASCIMENTO ITALIANO: 11 – BARROCO ITALIANO: 12 – BARROCO NO BRASIL:
13 – O ROCOCÓ:
14 – O ROCOCÓ NO BRASIL:
15 – A ARTE NEOCLÁSSICA:
16 – A ARTE NEOCLÁSSICA NO BRASIL:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 3/13
17 – ARTE NOUVEAU: 18 – A ARTE NOUVEAU NO BRASIL: 19 – A ARTE DÉCO: 20 – O REALISMO:
21 – IMPRESSIONISMO: 22 – O IMPRESSIONISMO NO BRASIL: 23 – O PÓS-IMPRESSIONISMO: 24 – O FAUVISMO:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 4/13
25 – O FAUVISMO NO BRASIL: 26 – O EXPRESSIONISMO: 27 – O EXPRESSIONISMO NO BRASIL: 28 – O CUBISMO:
29 – O CUBISMO NO BRASIL:
30 – O ABSTRACIONISMO:
31 – O ABSTRACIONISMO NO BRASIL:
32 - O DADAÍSMO:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 5/13
33 – O DADAÍSMO NO BRASIL: 34 – O SURREALISMO: 35 – O SURREALISMO NO BRASIL: 36 – A OP ART:
37 – A OP ART NO BRASIL:
38 – A POP ART:
39 – A POP ART NO BRASIL:
40 – A ARTE CONCEITUAL:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 6/13
41 – A ARTE CONCEITUAL NO BRASIL: 42 – A ARTE POVERA: 43 – O MINIMALISMO: 44 – O HIPER-REALISMO:
45 – A LAND ART:
46 – A STREET ART:
47 – A ARTE URBANA NO BRASIL:
48 – A ARTE CONTEMPORÂNEA:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 7/13
49 – A ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL: 50 – A ARTE DIGITAL: 51 – O CINEMA: 52 – A FOTOGRAFIA:
53 – A MÚSICA:
54 – A ARTE AFRICANA:
55 – A TOY ART:
56 – PERFORMANCE:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 8/13
57 – HISTÓRIA EM QUADRINHOS: 58 – A TEORIA DA COR: 59 – A ARTE INDÍGENA: 60 – O RÁDIO:
61 – A DANÇA:
62 – O BALÉ:
63 – A DANÇA CONTEMPORÂNEA:
64 – O SIMBOLISMO:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 9/13
65 – O PRIMITIVISMO: 66 – O FUTURISMO: 67 – A ARTE NAIF: 68 – A BODY ART:
69 – O MODERNISMO NO BRASIL:
70 – O MOVIMENTO ARMORIAL:
71 – O MURALISMO MEXICANO:
72 – O EXPRESSIONISMO ABSTRATO:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 10/13
73 – O TROPICALISMO: 74 – A VANGUARDA RUSSA: 75 – O SUPREMATISMO: 76 – O CONSTRUTIVISMO:
77 – A BOSSA NOVA:
78 – ASSEMBLAGE:
79 – A JUNK ART:
80 – O NEOEXPRESSIONISMO:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 11/13
81 – A ARTE ABORÍGENE: 82 – A ARTE DA CHINA: 83 – A VÍDEO ARTE: 84 – A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA:
85 – O MANEIRISMO:
86 – A ARTE AFRO-BRASILEIRA:
87 – NEOPLASTICISMO:
88 – A POESIA CONCRETA:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 12/13
89 – O CORPO NA DANÇA: 90 – O TEATRO: 91 – A ESCULTURA: 92 – A GRAVURA:
93 – A PINTURA:
94 – O DESENHO:
95 – O HIP HOP:
96 – A TATUAGEM:
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 13/13
97 – A ARQUITETURA: 98 – A IMPORTÂNCIA DA ARTE: 99 – A ARTE COMO EXPRESSÃO: 100 – A ARTE E A VIDA:
ANOTAÇÕES DO PROFESSOR:
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