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ÍNDICE DAS ATIVIDADES – APOSTILA PRATICAR A ARTE – VOLUME 14 – CAÇA-PALAVRAS HISTÓRIA DA ARTE. [Coleção Praticar a Arte - Professor Fabrício Secchin]. 
Nº Título da atividade Nº Título da atividade Nº Título da atividade 
01 A Arte Rupestre. 41 A Arte Conceitual no Brasil. 81 A Arte Aborígene. 
02 A Arte Mesopotâmica. 42 A Arte Povera. 82 A Arte da China. 
03 A Arte Egípcia. 43 O Minimalismo. 83 A Vídeo Arte. 
04 A Arte Grega. 44 O Hiper-Realismo. 84 A Missão Artística Francesa. 
05 A Arte Romana. 45 A Land Art. 85 O Maneirismo. 
06 A Arte Cristã-Primitiva. 46 A Street Art. 86 A Arte Afro-Brasileira. 
07 A Arte Bizantina. 47 A Arte Urbana no Brasil. 87 O Neoplasticismo. 
08 A Arte Românica. 48 A Arte Contemporânea. 88 A Poesia Concreta. 
09 A Arte Gótica 49 A Arte Contemporânea no Brasil. 89 O Corpo na Dança. 
10 O Renascimento italiano. 50 A Arte Digital. 90 O Teatro. 
11 O Barroco italiano. 51 O Cinema. 91 A Escultura. 
12 O Barroco no Brasil. 52 A Fotografia. 92 A Gravura. 
13 O Rococó. 53 A Música. 93 A Pintura. 
14 O Rococó no Brasil. 54 A Arte Africana. 94 O Desenho. 
15 A Arte Neoclássica. 55 A Toy Art. 95 O Hip-Hop. 
16 A Arte Neoclássica no Brasil. 56 Performance. 96 A Tatuagem. 
17 A Art Nouveau. 57 Histórias em quadrinhos. 97 A Arquitetura. 
18 A Art Nouveau no Brasil. 58 A Teoria da Cor. 98 A Importância da Arte. 
19 A Art Déco. 59 A Arte Indígena. 99 A Arte como forma de Expressão. 
20 O Realismo. 60 O Rádio. 100 A Arte e a Vida. 
21 O Impressionismo. 61 A Dança. - Soluções dos Caças-Palavras. 
22 O Impressionismo no Brasil. 62 O Balé. 
23 O Pós-Impressionismo. 63 A Dança Contemporânea. 
24 O Fauvismo. 64 O Simbolismo. 
 
 
25 O Fauvismo no Brasil. 65 O Primitivismo. 
26 O Expressionismo. 66 O Futurismo. 
27 O Expressionismo no Brasil. 67 A Arte Naïf. 
28 O Cubismo. 68 A Body Art. 
29 O Cubismo no Brasil. 69 O Modernismo no Brasil. 
30 O Abstracionismo. 70 O Movimento Armorial. 
31 O Abstracionismo no Brasil. 71 O Muralismo Mexicano. 
32 O Dadaísmo. 72 O Expressionismo Abstrato. 
33 O Dadaísmo no Brasil. 73 O Tropicalismo. 
34 O Surrealismo. 74 A Vanguarda Russa. 
35 O Surrealismo no Brasil. 75 O Suprematismo. 
36 A Op Art. 76 O Construtivismo. 
37 A Op Art no Brasil. 77 A Bossa Nova. 
38 A Pop Art. 78 Assemblage. 
39 A Pop Art no Brasil. 79 A Junk Art. 
40 A Arte Conceitual. 80 O Neoexpressionismo. 
, 
. 
 
01 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE RUPESTRE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE RUPESTRE: 
Se hoje os pintores compram suas tintas e 
pinceis, no passado suas ferramentas 
eram bastante diferentes. Utilizavam terra 
colorida1 sangue e pelos de animais2 
para criar imagens de silhuetas3 de 
grandes feras em paredes e tetos de 
escuras e quase inacessíveis cavernas. 
Usa-se o termo arte rupestre4 para designar as 
inúmeras pinturas encontradas no interior de 
cavernas5 pré-históricas por todo mundo. Mas 
será que os desbravadores6 dessas cavernas 
que a usavam como tela para seus desenhos tinham 
a intenção de fazer arte? Este é uma questão quase 
impossível de responder, hoje tratamos essas 
representações como arte em função das suas 
qualidades técnicas, no entanto a hipótese7 mais 
aceita entre os historiadores8 é de que, nossos 
antepassados9 pensavam e criavam essas 
imagens como algo, acima de tudo, utilitárias10 
Assim é quase certo que nossos antepassados não 
penetrariam cavernas tão inacessíveis com o 
simples propósito de decorá-las. 
A sugestão mais viável para tal feito é de que esses homens11 e mulheres12 
primitivos que viviam essencialmente da caça13 acreditavam no “poder das imagens” 
que desenhavam, ou seja, eles imaginavam14 que criando imagens de suas 
presas15 em situação de caça, os animais reais também se renderiam às suas caças. 
Assim as criações dessas imagens poderiam servir como uma espécie16 de magia para 
uma caça bem sucedida17
. Mesmo assim é difícil afirmar com exatidão o significado e 
função dessas imagens, exceto que elas nos trazem valiosas18 pistas acerca da 
cultura19 e modo de vida dessas antigas civilizações e, principalmente, que nossos 
antepassados possuíam uma capacidade simbólica20 intelectual e artística. 
, 
, 
. 
, 
 
02 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE MESOPOTÂMICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE MESOPOTÂMICA: 
Entendemos por povos mesopotâmicos, as 
civilizações que se desenvolveram na área das 
terras férteis localizadas entre os rios Tigre1 e 
Eufrates2
, denominada comumente 
“Mesopotâmia”. Entre eles estão os 
sumérios3
, os assírios4 e os babilônicos5
. 
As principais manifestações da arquitetura6 
mesopotâmica eram os palácios, em geral 
muito grandiosos; como havia pouca pedra, as 
paredes tinham que ser grossas, pois eram 
feitas de tijolos. Os templos7 possuíam 
instalações completas, com aposentos para os 
sacerdotes e outros compartimentos. Um traço 
característico dessa arquitetura era o 
“Zigurate8
”, torre de vários andares, em 
geral sete, sobre a qual havia uma capela9
, 
usada para observar o céu. 
Os escultores representavam o corpo humano 
de forma rígida, sem expressão10 de 
movimento e sem detalhes anatômicos11 
Pés, mãos e braços ficavam colados ao corpo, 
coberto com longos mantos; os olhos eram 
completados com esmalte12 brilhante. As 
estátuas conservavam sempre uma postura 
estática ante a grandiosidade13 dos 
deuses14 As figuras esculpidas em baixo- 
relevo15 se caracterizavam por um grande 
realismo. 
Na pintura, os artistas se utilizavam de cores claras e reproduziam caçadas16 
batalhas17 e cenas da vida dos reis18 e dos deuses. A produção de objetos de 
cerâmica alcançou notável desenvolvimentoentre os persas19 que utilizavam 
também tijolos20 esmaltados. 
. 
, 
. 
 
03 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE EGÍPCIA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE EGÍPCIA: 
A Arte Egípcia nasceu há mais de 3000 anos a.C. e 
está ligada à religiosidade1
, visto que a maior 
parte das suas estátuas, pinturas, monumentos e 
obras arquitetônicas se manifesta em temas 
religiosos. Assim, o interior dos templos, bem como 
as peças ou espaços relacionados com o culto dos 
mortos2
, eram artisticamente3 elaborados. Os 
túmulos são um dos aspectos mais representativos 
da arte egípcia. Isso porque os egípcios acreditavam 
na imortalidade4 da alma e que ela poderia sofrer 
eternamente, caso o corpo fosse profanado5
. 
Daí decorre a mumificação6 e o caráter 
monumental7 do local onde as múmias eram 
colocadas, cujo objetivo estava voltado para 
protegê-las pela eternidade. O faraó8 contratava 
artistas para desenhar e pintar nas paredes das 
pirâmides9
, que viriam a ser os seus túmulos. 
Essas pinturas detalhavam a vida deles e seu 
entorno10
, de modo que essa arte registra parte 
da história do Egito. Nessa sociedade, a arte era 
produzida de forma padronizada11 e não dava 
espaço para a criatividade. 
Dessa maneira, foi realizada uma arte anônima, pois o importante12 era a perfeita 
realização das técnicas executadas13 e não o estilo dos artistas. A dimensão14 das 
pessoas e objetos não caracterizava uma relação de proporção15 e distância, mas sim 
os níveis hierárquicos daquela sociedade16
. Assim, o faraó era sempre o maior dentre 
as figuras representadas numa pintura17 A lei da frontalidade18 é a característica 
mais marcante na pintura egípcia. Essa regra determinava que o tronco das pessoas 
devesse ser representado de frente, enquanto a cabeça, pernas e pés exibidos de perfil. 
Os olhos19 também são retratados de frente. Essa maneira de representação cria uma 
combinação visual lateral20 e frontal. 
, 
 
04 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE GREGA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE GREGA: 
A arte grega abarca todas as manifestações artísticas e 
revela a história1
, a estética2 e mesmo a filosofia3 
desta civilização. O povo grego foi na antiguidade um dos 
que exibiam manifestações culturais mais livres, 
rendendo-se pouco às ordens de reis e sacerdotes4
, 
pois acreditavam que o ser humano era a concepção mais 
incrível do universo5 A arte grega passou pelos 
períodos arcaico6
, clássico7 e helenístico8
, e cada 
uma dessas fases históricas, influenciou a elaboração das 
obras. Os gregos se destacaram especialmente na 
pintura9
, na arquitetura10 e na escultura11
. 
Vejamos algumas características: 
 Simetria. 
 Perfeição. 
 Obras realizadas a partir de modelos vivos. 
 Uso religioso, doméstico ou funerário. 
 Valorização do ser humano. 
As pinturas e esculturas eram concebidas12 a fim de 
serem belas e assim perfeitas. As artes foram ainda 
influenciadas13 pelas próprias civilizações com as 
quais a Grécia se relacionava. A arte da pintura era 
desenvolvida em cerâmicas, bem como nas paredes 
das grandes construções. Os vasos14 nem sempre 
foram peças de decoração15
, sendo utilizados no 
trabalho diário ou para guardar mantimentos16 
tais como vinho17 e azeite18 Os grandes 
templos19 erguidos pelos gregos tinham o propósito 
de prestar culto aos seus deuses. Uma das suas 
características é a utilização das colunas20 e a 
simetria entre a entrada e os fundos do templo. 
Esta arte se manifesta nas esculturas dos deuses e dos atletas cuja perfeição dos 
detalhes dos corpos tornam os gregos excepcionais nessa manifestação artística. 
. 
. 
. 
) 
 
05 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE ROMANA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE ROMANA: 
A arte romana foi produzida pelo povo pertencente à 
Roma Antiga1 e perdurou aproximadamente do 
século VIII a.C. ao século IV d.C. Foi fortemente2 
influenciada pelos etruscos3 e gregos, sendo que as 
manifestações artísticas mais significativas 
remontam4 ao estabelecimento da República5 
no ano de 509 a.C. Apesar disso, conhecemos poucos 
nomes de seus artistas e arquitetos6
, posto que era 
uma arte coletiva ou feita para seus mecenas7
. 
Os romanos aproveitaram a bagagem8 cultural dos 
etruscos, cuja arte era bastante desenvolvida, bem 
como se deixaram influenciar pelos padrões 
estéticos9 gregos, que admiravam. Quando os 
romanos conquistaram a Grécia, ficaram 
fascinados10 com a sua arte e começaram a imitar 
os gregos. Daí resulta que muitas das características 
da arte grega são encontradas na arte romana. 
Como é o caso também da mitologia11 A arquitetura12 foi a maior de todas as 
expressões artísticas dos romanos. Nela, a característica que mais se destaca é o uso dos 
arcos13
. As esculturas romanas, por sua vez, são essencialmente14 cópias das 
originais gregas. Nelas, o realismo é uma característica marcante. A pintura romana, 
classificada em quatro estilos, caracteriza-se ora pelo colorido15 das paredes, ora pelo 
ilusionismo16 ou pela riqueza de detalhes17 
Os artistas romanos trabalharam uma grande variedade 
de temas, como acontecimentos históricos e cotidianos, 
lendas18 conquistas militares, efígies e natureza- 
morta. As pinturas romanas eram realizadas em murais 
(afrescos19 e possuíam tridimensionalidade20
. 
Os materiais utilizados variavam de metais em pó, vidros 
pulverizados, substâncias extraídas de moluscos, pó de 
madeira e até seivas de árvores. 
. 
, 
, 
 
06 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CRISTÃ PRIMITIVA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 ARTE CRISTÃ PRIMITIVA: 
Chama-se arte cristã primitiva1 
a arte dos cinco 
primeiros séculos do aparecimento2 do 
cristianismo. A Arte Primitiva Cristã divide-se em 
dois períodos: antes e depois do reconhecimento 
do Cristianismo como religião3 oficial do Império 
Romano. O reconhecimento do Cristianismo4 
como religião oficial do Império Romano foi feito 
pelo imperador Constantino5
, no Édito de Milão 
no ano 330 da nossa era. 
A Fase Catacumbária6
: A fase anterior ao 
reconhecimento chama-se Catacumbária, 
porque as suas principais7 manifestações 
ocorreram nas catacumbas, cemitérios8 
subterrâneos9
, verdadeiros hipogeus10 
nos quais os primeiros cristãos sepultavam11 
seus mortos e mártires12
. A fase catacumbária 
estende-se do I século ao início do IV século, 
precisamente ao Édito de Milão. 
A Fase Cristã Primitiva: A fase posterior13 ao 
reconhecimento, quando o Cristianismo deixou de 
ser perseguido14 e substituiu, 
oficialmente15 entre os romanos, as crenças do 
paganismo, tem sido determinada Arte Latina16 
por alguns historiadores17
. Deve ser chamada, 
porém, de modo mais adequado, Arte Cristã 
Primitiva propriamente18 dita. Essa fase, Arte 
primitiva Cristã, desenvolve-se dos anos de 330 ao 
de 500, quando as artes do Cristianismo começam a 
dividir-se em dois grandes ramos - um oriental19 
e outro ocidental20
. 
, 
. 
 
07 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE BIZANTINA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE BIZANTINA: 
A Arte Bizantina1 é uma arte cristã que surge no 
período em que o Cristianismo2 passa a ser 
reconhecido como religião. Jesus3
, considerado uma 
ameaça para o Império Romano, foi perseguido e morto 
pelos romanos4
. Após sua morte, seus adeptos se 
escondiam em catacumbas para rezar, pois continuaram 
sendo perseguidos5
. Até que em 313 o imperador 
Constantino6 outorgou o Édito de Milão, que proibia a 
perseguição aos cristãos e, então, o Cristianismo começa a 
crescer. Surgem assim,as igrejas cristãs e um novo estilo 
de arte, a Arte Bizantina. 
A Arte Bizantina se contextualiza na Arte 
Paleocristã7
, que tem origem nas 
expressões8 artísticas dos convertidos9 na 
fé em Jesus Cristo. Eram manifestações feitas 
especialmente através das pinturas10 nas 
catacumbas11 e nos sepulcros12 Em 
decorrência do período histórico13 a Arte 
Bizantina expressa especialmente o caráter 
religioso. Além disso, o imperador era uma figura 
de referência sagrada14 uma vez que 
desempenhava15 o seu papel de governante 
em nome de Deus, tal como era propagado na 
época. 
Assim, muitas vezes se encontra mosaicos que 
retratavam16 o imperador17 e sua esposa entre 
Jesus e Maria. Os artistas da época não tinham 
liberdade18 para se expressar, não podiam usar sua 
criatividade19 deviam apenas cumprir com a 
elaboração da obra, tal como lhes era solicitado20 
, 
; 
. 
 
08 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE ROMÂNICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE ROMÂNICA: 
A Arte Românica faz referência a um estilo1 que 
surgiu durante a Idade Média, mais precisamente 
na Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII). O 
termo “Românico” está intimamente relacionado 
com às influências do Império Romano2
, que 
dominou durante séculos quase toda a Europa3 
Ocidental. O estilo românico destacou-se na 
arquitetura4
, pintura5 e escultura6
. Embora 
tenha tido maior relevância7 na arquitetura das 
construções religiosas. 
Na arquitetura românica, podemos destacar alguns 
elementos8 característicos, como a 
horizontalidade9
, ou seja, as edificações10 
não possuíam estruturas muito altas. Diversas 
igrejas11 mosteiros12 conventos13 e 
catedrais14 foram construídas nesse estilo. Temas 
bíblicos e religiosos15 marcam a pintura românica. 
Geralmente, essas pinturas adornavam as igrejas e 
catedrais da época. 
 
Da mesma forma que na pintura românica, as 
esculturas16 românicas eram produzidas17 
para adornar18 os locais sagrados19
. Por 
isso, a grande temática girava em torno da 
religiosidade, visto que nesse período o 
teocentrismo20 (Deus como centro do 
mundo) foi uma forte característica. Muitas 
construções românicas tinham o intuito de 
abrigar peregrinos, de modo que foram erigidas 
nos caminhos de locais sagrados. É por isso que 
as igrejas desse período ficaram conhecidas 
como Igrejas de Peregrinação. 
, , 
. 
, 
 
09 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE GÓTICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE GÓTICA: 
A arte gótica1 foi uma expressão artística da 
Baixa Idade Média (século XII) que perdurou até 
o Renascimento. Denominada de arte das 
catedrais2
, ela era realizada nas cidades. Foi 
uma reação ao estilo românico e pretendeu 
rivalizar com os mosteiros3 e basílicas4 que 
eram construídas no campo5
. Isso porque 
nesse momento, as cidades começaram a 
crescer por conta da economia 
fundamentada6 no comércio. 
Anteriormente, as vivências coletivas estavam 
concentradas no campo e os mosteiros 
consistiam nos locais de desenvolvimento 
intelectual7 e artístico. A Arte Gótica irá se 
expandir para Inglaterra8
, Alemanha9
, 
Itália10
, Polônia11 e Península Ibérica12 
Contudo, esta arte grandiosa somente foi 
possível após a solidificação das monarquias. 
Isso permitiu o desenvolvimento comercial e 
urbano, levando ao desenvolvimento das rotas 
comerciais e favorecendo, ainda mais, o 
crescimento das cidades. 
Os recursos para obras tão magníficas eram obtidos 
mediante as contribuições13 dos fiéis, principalmente 
daqueles que compunham a burguesia14 em ascensão. 
Portanto, a Arte Gótica marca o triunfo15 das cidades, onde 
a Igreja percebe ter o apoio de uma grande parcela dos fiéis, 
para quem irá construir catedrais. Elas representavam 
símbolos16 do poder político17 da Igreja e econômico da 
burguesia. Serão as catedrais a exaltarem a beleza18 do 
ideal divino19 por meio de uma harmonia20 permeada 
pela religiosidade. 
, 
, 
 
10 – CAÇA-PALAVRA: O RENASCIMENTO ITALIANO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O RENASCIMENTO ITALIANO: 
O período do Renascimento, ou 
Renascença1 Italiana se passou na 
Europa2 entre os séculos XIV e XVI. Pode- 
se dizer que foi um período transitório3 
entre a Idade Média e a Idade Moderna do 
qual foi marcado por importantes 
mudanças no pensamento4 
sociocultural, refletidos na economia, 
política e religião. 
Trata-se de um período de "descoberta5 do mundo e do 
homem". A volta aos paradigmas6 da Antiguidade Clássica, 
que trazia como ideal o humanismo7 e o naturalismo8
, 
foram os principais fios condutores de todo um período de 
reflorescência empírica e científica9 de uma época. 
Toscana10 entre as cidades de Siena11 e Florença12
, foi 
onde o Renascimento se originou, proliferando-se mais tarde 
por toda a Europa. Grandes transformações ocorreram na 
cidade de Roma13 o que originou o surgimento de 
importantes nomes na literatura14 arquitetura15 bem 
como nas artes plásticas16 
Esta, que por sua vez foi marcada pela busca do belo17 
trazia em seus parâmetros de perfeição18 o estudo de 
anatomia19 simetria20 e proporção das figuras. 
Destacam-se alguns desses grandiosos nomes que 
marcaram a história das artes, com seus retratos, 
pinturas, esculturas e arquiteturas dignas de caráter 
divinal, artistas como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, 
Rafael, Donatello, Brunelleschi e Botticelli, podendo ser 
dito que foram um dos maiores representantes do 
movimento renascentista. 
, 
, , 
. 
, 
 
11 – CAÇA-PALAVRA: O BARROCO ITALIANO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O BARROCO ITALIANO: 
Na pintura Barroca1
, os pintores também 
alcançaram resultados fantásticos2 com efeitos do 
uso de luz. Não existindo padrão de beleza a ser 
seguido, a pintura3 barroca abriu um leque 
bastante extenso. Os pintores da época tinham 
aprendido muito com os antigos mestres, a tal ponto 
de poderem desenvolver4 ideia ou tema com 
extrema perfeição5
. 
Deixando de lado o padrão adotado para pintar o corpo humano6 como fizeram os 
pintores clássicos, retrataram o homem carregado de “humanidade”, corpos cansados e 
peles flácidas ou enrugadas7 que expressavam o sofrimento8 e purificação 
humana exigido pela igreja9
. 
Características da Pintura Barroca: 
 Grande realismo10 e interesse pelo movimento 
e emoção. 
 Sombras11 projetadas. 
 Perspectiva12 é apenas sugerida. 
 Composição em diagonal13 
 Acentuado contrastes14 de claro-escuro. 
 Os temas mitológicos15 e religiosos16 são 
amplamente explorados. 
Existe uma imponência17 na sua estrutura e nos detalhes 
bastante decorados. As colunas, por exemplo, são duplas ou 
espiraladas. Os interiores seguem os mesmos princípios. No 
caso das igrejas, todo o apelo sentimental18 da Arte 
Barroca foi intensamente decorado, pois os ambientes se 
propõem a mostrar o esplendor de Deus e o poder da Igreja 
Católica. A escultura19 levou ao máximo as produções do 
barroco. Predominam as linhas curvas, os drapeados20 das 
vestes e o uso do dourado. 
. 
 
12 – CAÇA-PALAVRA: O BARROCO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O BARROCO NO BRASIL: 
No Brasil Colonial, a presença dos jesuítas1 teve 
grande importância no processo2 de disseminação do 
cristianismo católico no interior da colônia. Não por 
acaso – visando aperfeiçoar3 suas ações 
missionárias4 –, os jesuítas trouxeram da Europa as 
influências estéticas de cunho fortemente religioso que 
marcaram o estilo barroco5
. Na maioria das vezes, 
esse tipo de criação se manifestou6na construção de 
igrejas7 e imagens religiosas8 que tomavam campo 
nos centros urbanos9 do país. 
Chegando ao Brasil, as construções de traço barroco 
se lançavam aos olhos de uma população mista 
formada por alfaiates, ambulantes10 funcionários 
públicos, indígenas, escravos11 e vadios. Essa 
população, na maioria das vezes, só conseguia 
compreender o sentido dos valores religiosos 
afirmados pela catequese12 com a imponência de 
imagens ricas em que a complexa ornamentação 
pretendia reafirmar o caráter sagrado13 dos santos 
e templos religiosos. De forma geral, as obras e 
construções barrocas eram fabricadas14 a partir 
do uso de pedra-sabão15 barro cozido e madeira 
policromada16 ou dourada. Além disso, existiu 
uma visível preocupação em se reproduzir 
movimentos de conteúdo dramático17 o uso de 
linhas curvas, a preferência por construções de porte 
grandioso e o uso de um impacto visual capaz de 
chamar atenção dos apreciadores18 O barroco 
tentou exprimir uma religiosidade19 de princípio 
medieval com a sofisticação20 da arte 
renascentista. 
, 
, 
, 
. 
 
13 – CAÇA-PALAVRA: O ROCOCÓ – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O ROCOCÓ: 
“Rococó” é um substantivo masculino de origem 
francesa (rocaille1
, que significa “concha2
”) e faz 
alusão a um estilo artístico tipicamente decorativo3
. 
Ele prosperou na Europa (especialmente no sul da 
Alemanha e na Áustria) do início ao fim do século XVIII, 
marcando a passagem do Barroco para o Arcadismo. 
Caracterizado pelo uso de conchas, laços e flores4 em 
seus adornos, o estilo rococó predominou na esfera da 
arquitetura, escultura e pintura. 
 
Elas deveriam se complementar harmonicamente5
, 
muitas vezes pela união de artistas especializados em 
afazeres distintos. O Rococó pode ser considerado como 
uma reação da aristocracia6 e burguesia7 francesa 
contra a suntuosidade do barroco tradicional. Considerado 
por muitos como uma variante “profana8
” do barroco, o 
rococó caracterizou-se, acima de tudo, pela valorização das 
linhas em formato9 de concha. Ele abandona aquelas 
linhas retorcidas10 típicas do barroco, para empregar 
linhas e formas mais leves e delicadas11 vistas 
facilmente na decoração dos interiores12
, 
ourivesaria13
, mobiliário14
, pintura, escultura e 
arquitetura. As obras deste movimento estético possuem 
texturas15 suaves que buscam expressar o caráter 
lúdico16 e mundano17 da vida. Assim, foi uma 
preferência os temas leves e sentimentais relacionados ao 
cotidiano e recheados de alegorias mitológicas18 e 
pastoris. 
Os ambientes luxuosos, como parques e jardins suntuosos19
, retratam, na maioria 
das vezes, cenas eróticas e sensuais20 em paisagens idílicas e alegres, nas quais 
transparecem os interesses hedonistas e aristocráticos. 
, 
, 
 
14 – CAÇA-PALAVRA: O ROCOCÓ NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O ROCOCÓ NO BRASIL: 
Esse estilo chegou a América do Sul em meados 
do século XVIII e, no Brasil, teve grande 
representação por meio do mobiliário1 desse 
período e ficou conhecido como estilo2 Dom 
João3 V. É possível encontra características 
dessa escola4 artística na pintura, na escrita, 
na escultura5 e também na arquitetura. Esse 
tipo de arquitetura no Brasil pode ser vista em 
cidades como Minas Gerais, Belém e 
Pernambuco6
. No Brasil a arquitetura rococó 
teve muita influência7 religiosa e isso pode 
ser percebido nas igrejas8 brasileiras do século 
XVIII. Podemos citar Aleijadinho9 como um 
dos principais artistas do rococó10 brasileiro. 
Diferente do que aconteceu em outros países, no Brasil 
essa manifestação11 artística aparecia intimamente 
relacionada12 com a arquitetura religiosa13 
principalmente em Minas14 Gerais (Ouro Preto é um 
dos exemplos mais simbólicos), Rio de Janeiro, Belém, 
Pernambuco e Paraíba. Por ter essa aproximação com a 
religiosidade15 no Brasil o Rococó realmente se 
mistura16 muito com o Barroco, não sendo tão fácil 
diferenciar17 um do outro. Os maiores nomes 
nacionais foram Manuel da Costa Ataíde18 Francisco 
Xavier19 de Brito, José Pereira Arouca20 e o célebre 
Aleijadinho. 
Quem visita a Igreja de Santa Rita, no centro do Rio de Janeiro, pode observar 
claramente a arquitetura e decoração típicas do Rococó: muito dourado, desenhos de 
flores e uso de conchas. Por ser uma igreja, também é um ponto que serve para ilustrar 
a religiosidade impregnada no Rococó e, como consequência natural disso, a sua 
semelhança com a arte barroca. 
, 
, 
, 
, 
. 
 
15 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NEOCLÁSSICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE NEOCLÁSSICA: 
O Neoclassicismo1 (novo classicismo) 
representa um movimento2 artístico e 
cultural que envolveu a literatura, a pintura, a 
escultura3 e a arquitetura. Surgiu no século 
XVIII na Europa4 se espalhando5 pelo 
mundo, permanecendo até meados do século 
XIX. Recebe esse nome uma vez que esteve 
baseado nos ideais clássicos. Trata-se de um 
movimento de oposição aos exageros, 
rebuscamento e complexidades6 do 
Barroco. 
Ele surge após a Revolução Francesa (1789), o 
início da Revolução Industrial7 e no contexto 
do Iluminismo8 chamado de “Era da Razão9
”. 
A arquitetura neoclássica foi fundamentada nos 
ideais clássicos e nas construções10 erigidas 
durante o período do Renascimento. A pintura 
apresenta diversas características desse período, o 
qual buscava a pureza11 e a harmonia12 das 
formas. Inspirados nas artes greco-romana e 
renascentista, o realismo13 o 
racionalismo14 das obras e o equilíbrio das 
cores15 foram essenciais para disseminar esse 
estilo nas artes plásticas. 
A Escultura Neoclássica vem unir diversos 
elementos16 baseados na escultura clássica, 
donde o uso do mármore é sua mais forte 
característica. Busca-se a harmonia das 
proporções17 e das formas com a exploração18 
de temas relacionados à mitologia19 e 
personagens heróicos20 
, 
 
16 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NEOCLÁSSICA NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE NEOCLÁSSICA NO BRASIL: 
Os elementos clássicos que seduziram a Arte do século 
XIX, na Europa, encantaram também o Brasil. Muitas 
mudanças ocorreram no Brasil, em 1808 e, uma delas 
foi chegada da Família1 Real. O Rio de Janeiro, onde 
a corte então se instalara, passou a ser o novo centro 
cultural2 e político do país. No campo artístico, as 
inovações3 da Europa chegaram junto com a Missão 
Artística4 Francesa, em 1816, encarregada e 
contratada5 para fundar e dirigir a Escola Real de 
Artes6 e Ofícios7
, no Rio de Janeiro. 
O grupo, composto por artistas8
, arquitetos, músicos, 
mecânicos, ferreiros e carpinteiros9 era liderado 
pelo escritor Joachim Lebreton10 (1760-1819) e, entre 
os componentes, estavam o arquiteto Grandjean de 
Montigny11 (1776-1850); o paisagista Nicolas Antoine 
Taunay12 (1755-1830) e seu irmão, o escultor 
13 
-Marie Taunay (1768-1824); o gravador de 
medalhas Charles-Simon Pradier14 (1783-1847); e o 
pintor Jean-Baptiste Debret15 (1768-1848). O grupo, 
entretanto, encontrou obstáculos, como a resistência da 
tradição barroca, já enraizada no país; a escassez de 
recursos financeiros16 e de materiais; e as intrigas 
políticas17 Muitos dos ofícios que, no Brasil, antes 
eram passados de pessoa para pessoa, como a 
Arquitetura, a Escultura, a Pintura e o Desenho18 
passaram a ser estudados oficialmente na Escola de 
Artes, que ficou mais tarde, conhecida como a Academia 
Imperial19 de Belas Artes. O local é, atualmente, a 
Escola de Belas Artes da Universidade20 Federal do 
Rio de Janeiro. 
, 
Auguste 
. 
 
17– CAÇA-PALAVRA: A ART NOUVEAU – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ART NOUVEAU: 
O Art Nouveau1 ou Arte Nova foi um 
movimento2 artístico que surgiu no final do 
século XIX na Bélgica, fora do contexto em que 
normalmente surgem as vanguardas3 
artísticas. Vigorou4 entre 1880 e 1920, 
aproximadamente. Existia na sociedade em geral o 
desejo de buscar um estilo que refletisse e 
acompanhasse5 as inovações da sociedade 
industrial6
. A segunda metade do século XIX 
marcou uma mudança estética nas artes, a 
inspiração7 na antiguidade vigorava8 desde 
o século XV, e as fórmulas9 baseadas no 
Renascimento começam a dissipar-se dando lugar 
a Arte Nova, que se opunha ao historicismo10 
e tinha como tônica de seu discurso11 a 
originalidade, a qualidade e a volta ao artesanato. 
Uma de suas principais características foi a 
busca de originalidade12
, tanto na forma 
de expressão13 como pelo uso de 
materiais14 até então pouco explorados 
nas artes. A partir desse desejo de inovação, 
também foram utilizadas novas técnicas, 
como a xilogravura15 (técnica que utiliza a 
madeira entalhada16 como base para a 
produção de gravuras17 A Art Nouveau 
tornou-se um movimento que integrou 
criticamente18 algumas características da 
sociedade19 industrial, refletindo essas 
particularidades20 nas obras produzidas 
e nos materiais utilizados. 
, 
). 
, 
. 
 
18 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NOUVEAU NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE NOUVEAU NO BRASIL: 
A Arte Nouveau1 no Brasil começou a surgir no 
começo do século XX. A primeira2 obra de Arte 
Nouveau em São Paulo3 foi o edifício Vila 
Penteado4
, projetado pelo arquiteto sueco Carlos 
Ekman e finalizada em 1902. Trata-se de duas casas5 
em uma só, idealizada para abrigar duas importantes 
famílias paulistas. A obra tem dois pavimentos6 e 
mais de 60 cômodos7 Em 1949, o edifício foi doado 
à USP e passou a abrigar a Faculdade de 
Arquitetura8 e Urbanismo9 até 1968. 
Hoje ele é sede do curso de pós-graduação da 
mesma faculdade10
. Outra obra de Arte 
Nouveau presente11 em São Paulo é o Viaduto 
da Santa Efigênia12 projetado pelo italiano13 
Giulio Micheli14 A curiosidade é que a sua 
estrutura veio totalmente pré-fabricada da 
Bélgica. Nas artes, o nome que se destacou no 
Arte Nouveau no Brasil foi Eliseu Visconte15 O 
premiado16 pintor17 e designer18 
percorreu alguns estilos, entre ele o Arte 
Nouveau. Essa influência veio após uma viagem à 
Paris para aperfeiçoar seus estudos na Academia 
Imperial de Belas Artes. O artista é o responsável 
pela decoração19 interna do Teatro 
Municipal20 do Rio de Janeiro. 
. 
. 
 
19 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE DÉCO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE DÉCO: 
Arte Déco é um termo de origem francesa1 
que se refere a um estilo artístico de âmbito 
internacional2 mas que tem sua origem na 
Europa no começo do século XX, porém seu 
apogeu se deu na década de 20. O termo Arte 
Déco3 nasceu da expressão “arts decoratifs”. 
Este estilo se afirmou nas artes visuais, nas artes 
aplicadas (design4 de interiores, mobiliário, 
etc.) no desenho industrial5
, na moda, no 
cinema e especialmente na arquitetura onde 
teve uma presença6 marcante. 
Na década de 30 espalhou-se pelos EUA e em 
outros países fora da Europa. A Arte Déco 
começou a ganhar força como um estilo 
artístico7 
a partir da Exposição Internacional de 
Artes Decorativas8 e Industriais Modernas9 
que ocorreu em Paris em 1925. Esta exposição 
deu ênfase à individualidade10 e ao 
artesanato refinado. Muito embora os 
movimentos artísticos da época estivessem11 
ligados à filosofia e a política, a Arte Déco foi um 
estilo de caráter decorativo, visto na época como 
ultramoderno12 e de alto luxo, destinado à 
burguesia13 do pós-guerra. Era comum o uso 
de materiais14 caros como o marfim15 o jade 
e a laca. 
A partir da exposição Arte Déco no Metropolitan Museum de Nova York em 1934, o 
estilo passou a valorizar a produção16 industrial, com materiais e formas aptas de 
serem produzidas em massa. Dessa forma o estilo Arte Déco foi popularizado17 e de 
fácil acesso a população por meio da publicidade18 
das joias e bijuterias19
, da moda e do mobiliário20 
dos objetos de uso domésticos, 
, 
, 
, 
. 
 
20 – CAÇA-PALAVRA: O REALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O REALISMO: 
O termo “realismo1
” geralmente é usado para 
designar desenhos2
, esculturas3 e pinturas 
que tenham uma representação objetiva da 
realidade4
, ou seja, uma forma de 
reproduzir5 a realidade tal como ela é. No 
entanto o termo realismo no âmbito das artes 
visuais diz respeito ao princípio estético6 que 
surgiu na segunda metade do século XIX, na 
França em reação ao Romantismo. 
Entre 1850 a 1890 o Realismo espalhou-se pelo 
Europa e outros continentes7 tanto nas artes 
visuais quanto na literatura. Diferentemente do 
tradicionalismo do Romantismo e do 
Neoclassicismo, o Realismo teve influência das 
transformações8 sociais ocorridas na 
política9 e na ciência, onde procurou incorporar o 
progresso10 científico da época, bem como 
trazer reflexões11 acerca da grande 
desigualdade12 social, mas acima de tudo foi 
uma forma de superar as tradições românticas e 
clássicas. 
O grande objetivo dos pintores13 realistas era retratar a 
realidade do povo de maneira concreta e não uma forma 
ideal como nos movimentos14 anteriores. No 
Romantismo era valorizado15 nas pinturas o que se sentia 
e se idealizava, já no Realismo se valorizava o que realmente 
era e o homem não ocupava16 mais o centro das 
narrativas17 Entre os temas mais desejados estão à 
paisagem18 e os retratos. As cores eram sóbrias e a 
pincelada19 era livre, o que resultava numa representação 
nítida20 da realidade que os cercava. 
. 
. 
. 
 
21 – CAÇA-PALAVRA: O IMPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O IMPRESSIONISMO: 
O Impressionismo1 foi um movimento que se 
manifestou, especialmente nas artes plásticas no 
fim do século XIX na França2
. Os impressionistas 
rejeitavam3 as convenções da arte acadêmica 
vigente na época. As pinturas do Impressionismo 
captavam as impressões perceptivas4 de 
luminosidade5
, cor6 e sombra7 das 
paisagens8 por isso pintavam o mesmo quadro 
em diferentes horários9 do dia. 
O termo “impressionista” deriva de uma das obras 
mais significativas obras desse movimento - 
Impressão: Nascer do Sol, de Monet10 Outra 
explicação diz que o termo foi usado pela primeira 
vez pelos caluniadores11 do movimento, que 
consideravam as obras inacabadas e o nome foi 
aceito e adotado pelos artistas desse estilo12 
Esses artistas estavam interessados13 em 
confinar com a tinta as impressões sensoriais de 
cor, luz, som e de movimento, por meio de cores 
claras e brilhantes bem como pinceladas mais 
livres e distintas. 
Assim como é do conhecimento de todos, as cores da natureza mudam conforme a luz 
incidente em determinado14 horário do dia, e eram essas impressões que os 
impressionistas queriam capturar. Os impressionistas estudavam muito sobre os efeitos 
ópticos, para isso usavam com frequência recursos15 fotográficos16 Em função 
disso preferiam trabalhar ao ar livre17 
perspectiva e ao uso de modelos18 
bem como, não se prenderam ao uso da 
As figuras representadas não possuíam 
contornos19 nítidos, as sombras deveriam ser coloridas e as cores deveriam ser 
usadas puras, evitando a mistura de tonalidades20 
, 
. 
. 
, 
. 
, 
. 
, 
 
22 – CAÇA-PALAVRA:O IMPRESSIONISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O IMPRESSIONISMO NO BRASIL: 
No Brasil, um grupo dissidente da pintura 
acadêmica1 já tinha anunciado as transformações 
de temas e técnicas em direção ao impressionismo. 
Tratava-se de um conjunto2 de alunos da Academia, 
chefiados um mestre alemão, Georg Grimm, que ficou 
historicamente3 conhecido como o Grupo Grimm. 
Eles saíam para pintar4 ao ar livre, de uma maneira 
espontânea5 e sem assunto previamente escolhido, 
rebelando-se contra os cânones do neoclassicismo. 
Alguns vieram a engrossar as fileiras do 
impressionismo, como Giovanni Castagneto6
, 
Antonio Parreiras7 e Hipólito Caron8
; outros 
seguiram o caminho do realismo, como Garcia y 
Vasquez e França Junior9
. No período em que se 
desenvolveu o período impressionista na Europa, a 
arte brasileira estava seduzida pelo realismo10 e 
pelo regionalismo11 o que dificultava12 a 
aceitação de uma nova teoria de fora. Além disso, 
vimos que um dos preceitos dos impressionistas era 
a procura do ar livre13 e das paisagens14 Os 
artistas franceses, ou melhor, parisienses, que 
primeiro se agruparam em torno do movimento, 
além do ambiente cultural estavam seduzidos pelos 
ensinamentos científicos da sua época, o que não 
acontecia15 no Brasil. Havia também a 
considerar16 o fato tempo: o clima francês era 
mais seco que o brasileiro, e as cores da natureza 
eram aqui mais exuberantes17 a atmosfera 
menos límpida18 a topografia19 montanhosa 
e o interior rural em pouco se pareciam com as bem 
comportadas20 paisagens europeias. 
, 
 
23 – CAÇA-PALAVRA: O PÓS-IMPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O PÓS-IMPRESSIONISMO: 
O pós-impressionismo1 foi uma 
tendência2 nas artes que ocorreu na França 
no final do século XIX e início do XX. Esse 
movimento inovador3 começa a despontar 
em 1880 e permanece até o surgimento do 
Cubismo, em 1907. Na realidade, essa corrente 
organiza-se de maneira espontânea, inspirando- 
se e ao mesmo tempo confrontando4 o 
chamado impressionismo. O termo pós- 
impressionismo foi utilizado pela primeira vez 
pelo crítico de arte britânico Roger Eliot Fry 
(1866-1934), para designar as obras expostas na 
Grafton Galleries, em Londres, em 1910. 
A exposição incluía pinturas de Paul Cézanne5
, 
Vincent van Gogh6 e Paul Gauguin7
. Ao lado 
do pintor francês Georges Seraut8
, eles foram 
os mais importantes representantes dessa nova 
tendência. Os pós-impressionistas valorizavam a 
expressão do lado subjetivo9
, humano, 
emocional e sentimental10 Dessa forma, o 
novo espírito11 que surgia se distanciava do 
impressionismo, na medida em que não buscava 
somente elementos técnicos, estudos da luz 
natural12 nos objetos13 e reprodução14 
da realidade, como fizeram seus antecessores. 
De tal modo, ainda que tenham criado uma nova tendência, muitos artistas do pós- 
impressionismo fizeram parte do impressionismo, pois o novo movimento pode ser 
considerado uma extensão ou desenvolvimento15 maior da escola impressionista. 
Em resumo, os artistas que compõem o pós-impressionismo buscavam novos 
estilos16 determinado por novos conceitos17 e formas18 mas ainda assim 
utilizando intensamente19 elementos como a luz20 e a cor em suas obras. 
. 
, , 
, 
. 
 
24 – CAÇA-PALAVRA: O FAUVISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O FAUVISMO: 
O fauvismo1 é uma corrente artística do início do 
século XX aliada à pintura, tendo como uma das 
características a máxima expressão2 pictórica, 
onde as cores são utilizadas com intensidade3 
além de outras, como a simplificação4 das 
formas5
, o estudo das cores. Os seus temas eram 
leves, e não tinham intenção crítica, revelando 
apenas emoções e alegria de viver. As cores eram 
utilizadas puras, para delimitar planos, criar a 
perspectiva e modelar o volume6
. 
O nome da corrente deve-se a Louis Vauxcelles. Esse chamou alguns artistas de “Les 
Fauves” (que significa “feras” em português) em uma exposição em 1905, pois havia ali a 
estátua convencional7 de um menino rodeada de pinturas nesse novo estilo. 
Os princípios desse movimento foram: 
 Criar, em arte, não possui relação com o intelecto ou sentimentos8
; 
 Criar é considerar os impulsos do instinto9 e das sensações10 primárias; 
 Exaltação da cor pura11 
Participaram do movimento fauvista os pintores: 
Henri Matisse12 Maurice de Vlaminck13 André 
Derain14 e Othon Friesz15
; principais responsáveis 
pelo gosto do uso de cores puras, presentes no 
cotidiano16 atual, em objetos e peças de 
vestuário. O principal representante do movimento 
Fauvista foi Henri Matisse, que tinha por 
característica a despreocupação17 com o 
realismo, onde as coisas representadas18 eram 
menos importantes19 do que a forma de 
representá-las. 
Por exemplo, “Natureza morta com peixes vermelhos”, pintado em 1911, quando se 
observa que o importante são as cores puras e estendidas em grandes campos, 
essenciais para a organização da composição20 
. 
, , 
 
25 – CAÇA-PALAVRA: O FAUVISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O FAUVISMO NO BRASIL: 
O fauvismo no Brasil não teve uma grande adesão entre 
os artistas1 ativos no período de seu ápice na Europa. 
Contudo, é fundamental ressaltar que, até os dias de hoje, 
características do fauvismo2 podem ser observadas em 
obras de artistas nacionais3
. É importante notar, 
também, que o fauvismo não influenciou4 apenas o 
cenário5 artístico brasileiro6
. Isso porque os 
principais aspectos dessa corrente7 também podem ser 
vistos em outros estilos e artistas ao redor do globo. 
Mesmo com pouca abrangência8
, houve espaço9 
para as obras fauvistas. Nesse contexto, Arthur 
Timótheo10 da Costa foi um dos principais artistas do 
fauvismo no Brasil. Outro artista do fauvismo no Brasil, ou 
melhor, que utilizava algumas características11 do 
estilo, foi Mário Navarro12 da Costa. Entre os exemplos 
de pinturas13 que carregavam14 esses 
atributos15
, está o quadro “Porto de Leixões16 
Nesse cenário17 é válido informar que, apesar dos dois 
artistas citados trabalharem18 bastante com 
características dessa corrente, o expoente19 mais 
conhecido do fauvismo no Brasil foi Inimá José20 de 
Paula. 
”. 
, 
, 
 
26 – CAÇA-PALAVRA: O EXPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O EXPRESSIONISMO: 
O Expressionismo1 foi um movimento estético 
embalado pela arte moderna2 do início do século XX e 
teve expoentes nas artes visuais, no cinema, no teatro, na 
literatura3
, na música, na dança4
, na arquitetura e na 
fotografia5
. Contrapôs-se ao academicismo artístico, à 
sistematização6 alienante do mundo industrial e 
principalmente à representação objetiva do 
Impressionismo: em vez de captar a realidade, o 
Expressionismo cria a realidade, em uvm movimento do 
interior para o exterior, valorizando aspectos 
irracionais7 e instintivos8 no procedimento artístico. 
Engajados9 em um projeto de crítica social de 
seu tempo, os expressionistas comumente 
elegiam temas relacionados à angústia10 da 
condição11 humana, à morte, ao medo12 ao 
sexo, muitas vezes representados de maneira 
sombria e com figuras deformadas13 Assim, 
a arte precisava também contemplar14 a 
vivência humana desses novos tempos. De modo 
geral, os expressionistas tentaram captar o 
drama15 da existência, da tentativa do homem 
de dominar16 a realidade, mas ser arrastado 
por ela. 
O Expressionismo foi um movimento muito 
diversificado, fundado por dois grupos: A Ponte, 
de 1905, e O Cavaleiro17Azul, de 1911, que 
reuniram majoritariamente artistas 
alemães18 Em uma segunda fase, monta-se o 
grupo Nova Objetividade19 já de caráter 
internacional20
. 
. 
. 
, 
, 
 
27 – CAÇA-PALAVRA: O EXPRESSIONISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O EXPRESSIONISMO NO BRASIL: 
O expressionismo no Brasil e no mundo foi uma 
corrente que marcou o circuito artístico por apresentar 
uma forte vertente de vanguarda1
. Prestigiando a 
subjetividade2 e destacando3 o caráter 
emocional, esse movimento surgiu entre o fim do 
século XIX e o início do século XX, na Alemanha, 
chegando a terras tupiniquins4 no começo da 
década de 1900. Presente nas artes plásticas5
, na 
arquitetura, no cinema6
, na literatura, na fotografia 
e na dança, o expressionismo na arte conta com um 
legado excepcional, composto por trabalhos singulares 
dos mais diversos artistas. No Brasil, não foi diferente. 
Tanto que o país também apresentou ícones7 da arte 
que criaram obras importantes8 dessa corrente. 
Assim, teve como um de seus conceitos9 principais, 
desvincular a beleza da arte. Além disso, ressaltou10 a 
importância de compor uma arte profunda, desligando- 
se de correntes anteriores que apenas retratavam11 
a natureza óbvia e verossímil. Nesse contexto12 
apesar dessa corrente fugir da obviedade e do 
pragmatismo13 ela contou com características que, 
juntas, compuseram o expressionismo no Brasil e no 
mundo. Foram elas: 
 A valorização da perspectiva14 do artista em relação à elaboração de suas obras; 
 A repetição de temáticas voltadas para o sofrimento15 e dor; 
 O descompromisso16 de retratar a realidade de forma fiel; 
 A valorização da emoção e da intuição17 
 O domínio de pinceladas18 desconexas na pintura; 
 A presença de cores contrastantes19 e de temas carregados de críticas à 
sociedade20 
, 
; 
. 
. 
, 
, 
 
28 – CAÇA-PALAVRA: O CUBISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O CUBISMO: 
O cubismo1 foi uma vanguarda artística europeia 
marcada pelos usos de formas geométricas2
. 
Surgido no início do século XX na França, esse novo 
estilo rompeu com os modelos estéticos que só 
valorizavam a perfeição3 das formas. Esse 
movimento pode ser considerado o primeiro a se 
caracterizar pela incorporação do imaginário4 
urbano industrial5 em suas obras. Abrangeu, 
sobretudo as artes plásticas e influenciou a 
literatura6
. O marco para o surgimento do cubismo 
foi em 1907, com a tela Les Demoiselles d'Avignon (As 
damas7 d'Avignon), do pintor espanhol Pablo 
Picasso8
. 
 
Essa obra apresenta influências visíveis das esculturas 
africanas9 e das pinturas do pós-impressionista francês 
Paul Cézanne. Ao lado de Picasso, o pintor e escultor 
francês Georges Braque10 também foi fundador do 
movimento11 cubista. Com o cubismo teremos um 
tratamento geométrico das formas da natureza12 
Assim, elas passam a ser representadas pelos objetos13 
em todos os seus ângulos no mesmo plano14 
constituindo uma figura em três dimensões15 
Predominam as linhas retas16 
modeladas basicamente por cubos17 e 
cilindros18
, dadas a geometrização das 
formas e volumes. Essa técnica que 
renuncia à perspectiva, assim como ao 
"claro-escuro19 causa uma sensação 
de pintura escultórica20 
. 
", 
. 
 
29 – CAÇA-PALAVRA: O CUBISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O CUBISMO NO BRASIL: 
Impossível falar sobre o cubismo1 no Brasil sem 
relacionar essa corrente2 com a Semana de Arte 
Moderna3 de 1922. Entre os artistas brasileiros 
mais conhecidos que utilizaram o cubismo em 
suas peças, Tarsila4 do Amaral, Emiliano Di 
Cavalcanti5 e Anita Malfatti6 ganham 
posição de destaque. O cubismo foi uma corrente 
de vanguarda que nasceu na França, no começo 
do século7 XX, com o objetivo de romper com a 
perfeição8 das formas9 uma característica 
frequentemente presente em outros estilos, como 
o renascentista. 
O começo do século XX foi marcado pela disputa 
entre o conservadorismo10 e as tendências 
modernistas. Nesse cenário11
, o cubismo no 
Brasil ganhou espaço após a Semana12 de Arte 
Moderna. Afinal, ela foi um marco na história da 
arte moderna brasileira. Vanguardista e ousado, 
esse evento chocou a sociedade conservadora da 
época13 Desse modo, representou um novo olhar 
sobre a arte e, assim, introduziu tendências14 
experimentais derivadas15 do expressionismo 
europeu, do cubismo e do surrealismo. 
No entanto, vale destacar que não há produções 
artísticas nacionais16 que apresentem 
características exclusivas desse estilo. Assim, o 
cubismo no Brasil ficou caracterizado por obras 
que mesclavam17 aspectos desse movimento 
combinados18 com outros de diferentes19 
expressões artísticas20 
, 
. 
. 
, 
. 
 
30 – CAÇA-PALAVRA: O ABSTRACIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O ABSTRACIONISMO: 
O Abstracionismo1
, ou arte abstrata, é um estilo 
artístico moderno2 das artes visuais que prioriza as 
formas abstratas em detrimento das figuras que 
representam algo da nossa própria realidade. Dessa 
forma, podemos dizer que esse tipo de arte é uma obra 
“não representacional3
”, ao contrário da arte 
figurativa, expressa por meio de figuras que retratam a 
natureza. 
O pintor russo Wassily Kandinsky4 é 
considerado o precursor da arte abstrata com 
suas obras Primeira Aquarela Abstrata (1910) e a 
série Improvisações (1909-14). A origem da arte 
abstrata está intimamente relacionada com as 
vanguardas5 artísticas europeias do final do 
século XIX, a também chamada arte moderna. 
Caracterizada pela “não representação”, essa 
vertente6 buscou apresentar um novo estilo 
de arte, em que as formas, cores, linhas e 
texturas eram os objetos de pesquisa dos 
artistas. 
A Arte Abstrata tinha o objetivo de encontrar uma nova forma de expressão plástica7 
distanciada das formas figurativas ou representação da natureza8
. Caracteriza-se pela 
decomposição da figura, simplificação9 da forma, novo uso das cores e descarte10 
da perspectiva ou técnicas de modelagem11 
As principais características da arte abstrata são: 
 Arte não representacional12 
 Ausência13 de objetos reconhecíveis. 
 Arte subjetiva14
. 
 Oposição15 ao modelo renascentista e à arte figurativa16 
 Valorização de formas17 cores18 linhas19 e texturas20 
. 
. 
, , . 
. 
 
31 – CAÇA-PALAVRA: O ABSTRACIONISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O ABSTRACIONISMO NO BRASIL: 
Desde a década de 1940, a arte abstrata começou 
a entrar em território1 brasileiro. Os pioneiros 
foram Abraham Palatnik2 (1928), Manabu3 
Mabe (1924-1997) e Luiz Sacilotto4 (1924- 
2003). O momento chave, no entanto, ocorreu 
somente em outubro de 1951, com a I Bienal de 
São Paulo. Foi lá que despontaram5 nomes 
como Lygia Clark6
, Helio Oiticica7 e Alfredo 
Volpi8
. Lygia Clark (1920-1988) não foi apenas 
pintora, também atuou como escultora, 
desenhista, professora de belas artes e 
psicoterapeuta. A artista fez parte do 
neoconcretismo9 brasileiro. A sua série 
tridimensional10 “Bichos11
” fez imenso 
sucesso de público e crítica. As esculturas eram 
feitas com material de revestimento12 de 
avião e permitiam múltiplas combinações13 de 
acordo com o desejo do espectador. Helio Oiticica 
(1937-1980) pertenceu, assim como Lygia Clark, 
ao neoconcretismo. Sua produção - composta de 
telas e instalações - teve influência 
anarquista14 O artista ficou muito conhecido 
pelas instalações15 com cores primárias, uma 
delas pode ser encontrada no Museu de 
Inhotim16 É impossível falar em arte abstrata 
brasileira e não mencionaro pintor Alfredo Volpi 
(1896-1988), um dos expoentes do movimento 
modernista17 brasileiro. As representações das 
bandeirinhas18 - inspiradas nas festas 
juninas19 - são das suas imagens mais 
famosas20 
. 
. 
. 
 
32 – CAÇA-PALAVRA: O DADAÍSMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O DADAÍSMO: 
O dadaísmo1 é considerado a mais radical2 das 
vanguardas artísticas do século XX. O movimento 
dadaísta ou dadá tinha a ruptura como meta e “a 
destruição também é criação” como lema. A proposta 
dadaísta relaciona-se ao fim da estética, ou seja, à 
desvinculação da produção artística com aquilo que até 
então se entendia como arte. A proposta era a 
negação3 de todas as regras e de todas as tradições. 
“Dadá” não significa nada4 – e, portanto, pode 
também significar tudo. Nascido em meio à Primeira 
Guerra Mundial, o dadaísmo queria escandalizar5 o 
gosto popular e rejeitar6
, subverter7 todos os 
valores vigentes. 
A Europa via-se imersa no colapso bélico da Primeira Guerra Mundial, 
conflito de proporções estrondosas como nunca se tinha visto antes, 
o que influenciou8 diretamente os artistas dadaístas. A 
intensidade9 e violência do confronto destruíram o senso lógico e 
a suposta ordenação da civilização, gerando10 nos artistas o 
desprezo pelos valores culturais11 – que instituíam o bom senso 
estético, a alta cultura, o que era belo e, ao mesmo tempo, 
permitiam o horror e a matança generalizada. A destruição causada 
pela guerra12 foi o motor principal para o movimento13 Os 
artistas dadaístas franceses14 e alemães exilaram-se na Suíça, por 
não concordarem com o posicionamento de seus países de origem 
durante a Primeira Grande Guerra, e levaram para a arte esse 
protesto contra uma cultura15 e uma civilização16 incapazes de 
evitar o aniquilamento17 massivo, a desgraça e a ruína. A arte, 
portanto, deveria negar os valores vigentes, levantar a bandeira18 
do absurdo e chocar, escandalizar, já que a ruína da guerra não 
parecia chocante o suficiente19 para que os governantes20 
europeus cessassem fogo. 
, 
 
33 – CAÇA-PALAVRA: O DADAÍSMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O DADAÍSMO NO BRASIL: 
No Brasil o Dadaísmo abrangeu1 as artes plásticas e 
principalmente a literatura2
, sendo representada3 
por escritores e artistas dos primeiros anos do 
modernismo no Brasil, nesse início do movimento 
modernista4 buscavam o arrojado e o polêmico, 
onde o Dadaísmo se encaixava perfeitamente, sendo 
assim as ideias absorvidas5 do Dadaísmo Europeu 
que se enquadravam6 nesse estilo serviram de 
grande influência para os artistas do modernismo. Um 
dos maiores representantes foi o pintor7 Flávio de 
Carvalho8
, considerado um dos maiores nomes do 
modernismo Brasileiro, Flávio teve a oportunidade de 
conviver pessoalmente com os ícones9 do Dadaísmo 
por viver um algum tempo na Europa. 
Ismael Nery10 que também é um artista 
modernista, pintor que demonstrou11 grandes 
influências Dadaístas na sua ultima fase de 
pintura12 onde andava pelo surrealismo e também 
pelo Dadaísmo, sendo essa fase de sua carreira tida 
pelos críticos13 como a mais importante e 
promissora14 Foi na literatura Modernista 
Brasileira onde o Dadaísmo mais se disseminou15 
com escrita totalmente brasileira com linguagem 
nacional totalmente livre e abusando do uso de 
paródias16
. O escritor Manuel Bandeira17 
considerado o maior poeta lírico brasileiro do 
Modernismo mostrou muita influência Dadaísta em 
suas obras18
, principalmente trabalhando19 no 
poema-piada20
. 
. 
 
34 – CAÇA-PALAVRA: O SURREALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O SURREALISMO: 
O surrealismo1 foi uma das vanguardas2 
artísticas europeias que surgiu em Paris no início do 
século XX. Esse movimento originou-se em reação ao 
racionalismo e ao materialismo da sociedade ocidental. 
A arte surrealista não se restringiu às artes plásticas, de 
modo que também influenciou outras manifestações 
artísticas: a escultura3
, a literatura4
, o teatro5 e 
o cinema6
. Na Europa, o período entre as duas 
guerras (1918-1939) ficou conhecido como "os anos 
loucos7
". 
Assim, a incerteza sobre a predominância da paz 
levou ao desejo de "viver apenas o presente8
". 
Foi nesse período de insatisfação, desequilíbrio9 
e contradições10 que surgiram diversos 
movimentos artísticos voltados para uma nova 
interpretação e expressão11 da realidade. Esses 
movimentos ficaram conhecidos como "vanguardas 
europeias". O Surrealismo foi uma dessas 
correntes12 e teve como precedente 
indispensável o Dadaísmo e a pintura metafísica de 
Giorgio de Chirico (1888-1978). O surrealismo 
propõe a valorização da fantasia13
, da 
loucura14 e a utilização da reação15 automática. 
Nessa perspectiva, o artista deve deixar-se 
levar pelo impulso16 registrando tudo o 
que lhe vier à mente17
, sem se preocupar 
com a lógica. Os artistas surrealistas tinham 
como objetivo usar o potencial do 
subconsciente18 e dos sonhos19 
como fonte para a criação de imagens20 
fantásticas. 
, 
, 
. 
 
35 – CAÇA-PALAVRA: O SURREALISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O SURREALISMO NO BRASIL: 
De acordo com historiadores da arte, a chegada do 
Surrealismo no Brasil esteve completamente 
relacionada com o movimento modernista1 
alavancado na Semana de Arte Moderna de 22, e 
contou com a adesão de artistas como Tarsila do 
Amaral2 e Cícero3 Dias. No mundo, o 
Surrealismo viveu4 seu surgimento e auge entre 
os anos de 1924 e 1945. Destacando-se como um 
movimento europeu, nascido na Paris entre 
guerras, propunha a liberdade5 da manifestação 
do inconsciente6
. Artistas plásticos e poetas se 
identificaram com as propostas do francês André 
Breton7
, que, em seu “Manifesto8 Surrealista”, 
defendia a negação da lógica9 e do racional10 
O objetivo do surrealismo, era a defesa da 
liberdade11 para a expressão do 
inconsciente (conceito criado e teorizado por 
Freud12
). O movimento surrealista no Brasil 
foi absorvido13 pelo movimento Modernista 
e seus artistas, pouco antes da década de 
1930. Alguns historiadores14 acreditam 
que o Surrealismo no Brasil não teve tanto 
destaque15 e atribuem isso aos momentos 
históricos16 diferentes, vividos na França (e 
a Europa como um todo) e nosso país. 
Mesmo com “pouca força”, grandes artistas surrealistas17 brasileiros deixaram 
marcas na cultura e na história da arte. Muita gente se pergunta quem foi o primeiro 
artista surrealista brasileiro18
, na verdade, não foi apenas um. Em conjunto e no 
esforço de encontrar uma identidade artística brasileira, artistas como Ismael19 Nery, 
Cícero Dias e Tarsila do Amaral, trouxeram para o país o, até então, novo estilo20 na 
arte. 
, 
 
36 – CAÇA-PALAVRA: A OP ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A OP ART: 
A “Op Art1
” ou “Optical Art” (Arte Ótica) foi um 
movimento artístico que atingiu seu auge na década 
de 60 nos Estados Unidos2
. Em Nova York, ocorreu 
a primeira exposição no Museu de Arte Moderna 
(MOMA) intitulada “The Responsive Eye” (O Olho que 
Responde), em 1965. Baseado em recursos visuais, 
sobretudo na ilusão3 de ótica, esse movimento que 
expressa à mutabilidade4 do mundo e suas 
ilimitadas possibilidades5 é fundamentado no 
mote “menos expressão e mais visualização”. Ele foi 
considerado uma variação do expressionismo 
abstrato, sendo seu precursor o artista húngaro 
Victor Vasarely6
, na década de 30. 
As características do movimento Op Art são: 
 Tridimensionalidade7
. 
 Efeitos óticos e visuais8
. 
Movimento9 e contraste10 de cores. ; 
 Tons vibrantes11 (principalmente preto e branco). 
 Formas geométricas12 e linhas. 
 Observador participante13 
 Estilo abstrato14 
A razão da Op Art é a representação do movimento através 
da pintura15 apenas com a utilização de elementos 
gráficos16 Outro fator fundamental para a criação da Op 
Art foi a evolução da ciência17 que está presente em 
praticamente todos os trabalhos18 baseando-se 
principalmente nos estudos19 psicológicos sobre a vida 
moderna e da Física sobre a Óptica. A alteração das cidades 
modernas e o sofrimento do homem com a alteração 
constante em seus ritmos20 de vida. 
, 
. 
. 
. 
, 
, 
, 
 
37 – CAÇA-PALAVRA: A OP ART NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A OP ART NO BRASIL: 
A Op Art também teve influência nos artistas nacionais. Vamos conhecer alguns nomes 
marcantes no cenário na Op Art no Brasil. A Op Art no Brasil tem nomes expressivos 
entre os quais destacamos os artistas Ivan Serpa, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto e Israel 
Pedrosa. 
 Ivan Serpa1 (1923-1973): É um pintor, gravador2 
desenhista3
, professor e um dos artistas brasileiros da Opt Art. 
Começou a pintar no início dos anos 40 trabalhos figurativos com 
pouca preocupação4 temática. Desde o início do seu trabalho 
nas artes, Serpa se identificava com a estrutura da 
; composição5 e pelo ritmo6 das formas. A partir da década de 
50, com a obra ‘Formas7 que ressalta os aspectos da abstração 
geométrica8 ganhou o título de Melhor Pintor Jovem na 1ª 
Bienal Internacional de São Paulo. Depois, aderiu de vez ao 
concretismo com obras criadas com formas geométricas e 
planas9
, organizadas matematicamente10 
 Israel Pedrosa11 (1926-2016): A artista mineiro do Alto 
Jequitibá, Israel Pedrosa, também marcou o caminho da 
Op Art no Brasil. Sua trajetória artística começou ainda 
na adolescência quando começou a estudar pintura12 
com Ferrucio Dami, em Juiz de Fora/MG. Entre 1942 e 
1947 morou no Rio de Janeiro. Foi aluno do famoso 
; 
pintor Cândido Portinari. Depois de servir na Força 
Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial, 
foi bolsista13 na Escola de Belas Artes de Paris, de 
1948 a 1950. Na década de 1960, fixou residência14 
em Niterói, e trabalhou na Universidade Federal 
Fluminense, onde ajudou a começar os trabalhos15 
com História da Arte. 
Um dos seus estudos mais conhecidos era sobre a “cor inexistente16
” que, segundo 
o próprio Pedrosa, significava “uma cor complementar17 produzida pela ação dos 
contrastes18 de várias gamas19 de uma cor primária, levadas ao paroxismo20
”. 
’ 
. 
 
38 – CAÇA-PALAVRA: A POP ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A POP ART: 
A Pop Art1 é um movimento artístico que se 
caracteriza pela reprodução2 de temas relacionados 
ao consumo, publicidade3 e estilo de vida americano 
; (american4 way of life). Esse é um termo em inglês 
que significa "arte popular" e surgiu durante a década de 
1950, na Inglaterra. A expressão foi criada pelo crítico 
Lawrence5 Alloway durante os encontros6 de um 
grupo de artistas intitulado "Grupo Independente". 
 
Depois, difundiu-se durante os anos de 1960, atingindo 
seu auge em Nova York. A pop art não deve ser 
considerada um fenômeno7 de cultura popular 
(apesar de estar muito interligada a ela), mas uma 
interpretação feita pelos seus artistas da cultura8 ; 
dita popular e de massas. Este fenômeno artístico 
baseou-se, em grande medida, na estética da cultura 
de massas, a mesma criticada pela Escola de Frankfurt. 
O movimento influenciou9 grandemente o 
grafismo10 e os desenhos relacionados à moda11
. 
Características da pop art: 
 Aproximação da arte com a vida cotidiana12
. 
 Utilização de cores intensas13 e vibrantes. 
 Reproduções de peças publicitárias14 
 Inspiração15 na cultura de massa. 
 Uso da serigrafia16 
 Imitação da estética17 industrial. 
 Reproduções18 em série do mesmo tema. 
 Uso da imagem de celebridades19 
 Inspiração nas histórias em quadrinhos20 
. 
. 
. 
. 
; 
, 
, 
, 
. 
 
39 – CAÇA-PALAVRA: A POP ART NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A POP ART NO BRASIL: 
A Pop Arte no Brasil ganhou expressão na década de 
60, no período da Ditadura1 Militar. Por aqui, as 
manifestações2 artísticas tinham forte cunho 
político3
. E não foi só a arte que se fortaleceu com 
a Pop Arte no Brasil. Músicos, intelectuais, jornalistas 
e formadores de opinião também deram o contorno 
; para esse movimento em diferentes aspectos da 
sociedade4
, onde tinham influência. A chegada da 
Pop Art no Brasil aconteceu na década de 60 em 
meio aos movimentos de protestos5 no país 
contra a Ditadura Militar. A Pop Arte já havia 
transformado o cenário da arte na Inglaterra e nos 
Estados Unidos, destacando artistas como Roy 
Lichtenstein, Andy Warhol e Robert Rauschenberg. 
O espírito contestador6 desses artistas 
também foi a marca dos artistas nacionais, 
apesar do alvo dos protestos serem pontos 
diferentes. No Brasil, eram as duras críticas7 à 
tortura e à violência da Ditadura e as 
reflexões8 do cotidiano banal e dos 
problemas sociais que ganhavam as telas. A ; 
utilização de cores9 vivas e inusitadas, 
colagens10 alterações dos formatos11 das 
imagens, as figuras de ícones12 simbólicos, o 
uso das impressões13 em serigrafia14 alto-
contraste15 e as referências aos gibis foram 
algumas das marcas da Pop Art no Brasil. 
As obras eram usadas como um forte instrumento de denúncia política e social. E, além 
das telas de artistas como Antonio Dias, Rubens Gerchman16 e Claudio Tozzi17 
Hélio18 Oiticica, outros membros19 da cultura nacional se apropriaram do conceito 
contestador da Pop Art no Brasil e o levaram para a música20 
, 
” 
 
40 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONCEITUAL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE CONCEITUAL: 
A Arte Conceitual1 é uma vanguarda 
artística moderna e contemporânea2 que 
surgiu nos anos 60 e 70 na Europa e nos 
Estados Unidos. Como o próprio nome indica, 
trata-se de uma expressão artística mais 
pautada3 nos conceitos4
, reflexões5 e 
ideias6
, em detrimento da própria estética 
; 
(aparência) da arte. Nela, a atitude mental é o 
mais relevante7
. Em outras palavras8 a 
arte conceitual é uma “arte-ideia” em 
detrimento da “arte-visual”, sendo o principal 
material da arte a "linguagem9
". Diante 
disso, os artistas conceituais preocupam-se em 
criar reflexões visuais para seus 
espectadores10 
Esse movimento artístico que critica o formalismo 
e propõe a autonomia11 da obra artística, foi 
capaz de revolucionar12 muitos aspectos da 
arte. O termo “arte conceitual” foi utilizado pela 
primeira vez pelo artista, escritor e filósofo 
estadunidense Henry13 Flynt, em 1961, durante 
as práticas do Grupo Fluxus14
. O Grupo Fluxus 
;
 
foi um movimento que reuniu artistas em todo o 
mundo e tinha como base fazer oposição15 à 
comercialização da arte. Eles trouxeram novas 
definições16 à pratica artística, dissipando17 
os limites da arte e mesclando18 diversos 
conceitos, com grande influência do dadaísmo. 
Sobre a arte conceitual, afirma o escultor estadunidense Sol LeWitt (1928-2007): “A 
própria ideia, mesmo se não é tornada19 visual, é uma obra de arte tanto quanto 
qualquer produto20 . 
. 
 
41 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONCEITUAL NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE CONCEITUAL NO BRASIL: 
Cultuada por muitos e incompreendida1 poralguns, a arte conceitual no Brasil é um 
movimento carregado de críticas à sociedade. Surgido na década de 1960, nos Estados 
Unidos e na Europa, essa expressão artística valoriza mais a ideia2 do que a obra. A 
Arte Conceitual ganhou força no Brasil no fim da década de 1960, devido à 
conjuntura3 política do país. Com o regime ditatorial impondo uma repressão4 
dramática sobre as expressões artísticas, submetendo-as à censura5 prévia, os artistas 
brasileiros começaram a buscar alternativas6 diferentes de arte para, assim, 
propagar7 suas mensagens e criticar as condições impostas pelo regime militar. Para 
isso, a linguagem metafórica e as ideias prevaleciam, já que a mensagem8 era muito 
mais importante do que a estética9
. Logo, de maneira natural e condizente com a 
situação do país, novas formas de expressão começaram a surgir, e muitos artistas 
brasileiros aderiram à essa proposta. 
 Cildo Meireles10
: Em frente ao cenário político do 
país, Cildo Meireles criou objetos11 e 
instalações12 que questionavam a ditadura e a 
dependência13 do Brasil na economia global. 
;
 
Assim, com o objetivo de criticar o regime, o artista 
arquitetou uma série de trabalhos nas décadas de 
1970 e 1980. “Inserções em circuito ideológico: 
Projeto Coca-Cola” é uma de suas obras mais 
marcantes14 
 Claudio Tozzi15 Com a intenção de propor 
um significado16 diferente para criar 
uma nova mensagem, o artista Claudio 
Tozzi abordava a linguagem dos meios de 
; comunicação17 de massa de modo 
reflexivo e metódico. Logo, suas 
imagens18 foram construídas com forte 
influência gráfica19
, uma das mais 
importantes20 da arte conceitual. 
. 
: 
 
42 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE POVERA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE POVERA: 
A Arte Povera1 (em inglês, “poor art”) foi um movimento artístico de vanguarda 
surgido na Itália na década de 60 e que significa literalmente “arte pobre2
”. O termo 
“arte povera” foi cunhado pelo crítico e historiador da arte italiano Germano3 Celant, 
em 1967, no catálogo da exposição “Arte povera – Im Spazio”, ocorrida em Veneza. O 
movimento povera se destacou na pintura, escultura, instalação e performance4
. 
Sua ideia era, de fato, propor uma nova reflexão5 estética sobre o produto artístico ao 
“empobrecer a arte” e trazer à tona sua efemeridade através da utilização de materiais 
simples e naturais6
. As cidades italianas que desenvolveram mais trabalhos dessa 
vertente foram: Turim, Milão, Roma, Gênova, Veneza, Nápoles e Bolonha7
. De 
qualquer forma, o efêmero movimento se espalhou8 por todo continente europeu, 
terminando9 na década de 70. Ao lado do Futurismo, a Arte Povera foi uma das mais 
importantes correntes artísticas italianas10 do século XX. 
Principais características da Arte Povera: 
 Crítica à sociedade de consumo11 
capitalismo e processos industriais. 
 Crítica à comercialização12 do objeto 
artístico. 
 Oposição13 ao modernismo, pop art, 
racionalismo científico e minimalismo. 
 Arte antiformalista14 que se aproxima de 
algumas vanguardas europeias, tais qual o 
surrealismo e dadaísmo. 
 Utilização de materiais simples15 e naturais 
(sucatas, papel, vegetal, terra, metal, comida, 
sementes, areia, pedra, tecido, etc.). 
 Criatividade16 e espontaneidade. 
 Efemeridade17 e materialidade da arte. 
 Valores pobres e marginais18
. 
 Contraste19 do “novo” e do “velho”. 
 Temáticas da natureza20 e do cotidiano. 
, 
; 
, . 
 
43 – CAÇA-PALAVRA: O MINIMALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O MINIMALISMO: 
A palavra minimalismo1 reporta-se a 
um conjunto de movimentos artísticos e 
culturais que percorreram vários 
momentos do século XX, manifestos 
através de seus fundamentais 
elementos, especialmente nas artes 
visuais, no design2 e na música3
. 
 
; Surgiu nos anos 60 nos Estados Unidos. 
As obras minimalistas possuem um 
mínimo de recursos4 e elementos5
. 
A pintura minimalista usa um número 
limitado6 de cores e privilegia formas 
geométricas simples7
, repetidas 
simetricamente8
. 
 
No decurso da história da arte, durante o século 
XX, houve três grandes tendências9 que 
poderiam ser chamadas de “minimalistas”: 
(manifestações minimalistas: 
construtivismo10
, vanguarda russa, ; 
modernismo). Os construtivistas por meio da 
experimentação formal procuravam uma 
linguagem universal11 da arte, passível de ser 
absorvida12 por toda humanidade. 
 
A segunda e mais importante fase do movimento surgiu de artistas como Sol LeWitt, 
Frank Stella, Donald Judd e Robert Smithson, cuja produção tendia ultrapassar13 os 
conceitos tradicionais sobre a necessidade do suporte14 procuravam estudar as 
possibilidades15 estéticas a partir de estruturas bi ou tridimensionais16
. O 
minimalismo exerceu grande influência em vários campos de atividade do design, como 
a programação visual17 o desenho industrial18
, na arquitetura19 Os 
minimalistas produzem objetos simples em sinônimo de sofisticação20 
: 
. 
, 
 
44 – CAÇA-PALAVRA: O HIPER-REALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O HIPER-REALISMO: 
O hiper-realismo1 é uma técnica de pintura 
ou um movimento artístico? Essa é uma 
discussão de décadas e que muito 
provavelmente jamais terá uma resposta 
definitiva. Independente2 do ponto de vista 
que você defenda, não é possível negar a 
beleza3 e a importância que esse tipo de 
trabalho tem para a história da arte 
contemporânea4
. Desde seu 
surgimento5
, poucas vezes a realidade foi ; 
retratada6 de forma tão fiel em seus mínimos 
detalhes, o que aproximou muitas pessoas 
comuns7 que antes se mantinham longe de 
obras complexas8 criadas para a 
compreensão de poucos. Hiper-Realismo é o 
nome dado ao movimento artístico que tem 
como objetivo criar pinturas9 e 
esculturas10 com efeitos muito 
semelhantes11 ao que pode ser visto nas 
fotografias em alta resolução. 
Basicamente o hiper-realismo consiste na utilização 
de meios mecânicos12 para que o artista possa 
reproduzir em uma tela, ou criar uma escultura, os 
mínimos detalhes13 presentes na fotografia, que a 
olho nu poderiam acabar passando despercebidos. 
Os temas mais dos trabalhos14 que seguem essa 
;
 
linha são totalmente voltados15 para coisas reais, 
como paisagens16 animais17 pessoas18 e 
suas imagens são tão perfeitamente19 
reproduzidas que muitas vezes é difícil distinguir20 
a pintura da fotografia. 
, , 
. 
, 
 
45 – CAÇA-PALAVRA: A LAND ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A LAND ART: 
A “Land Art1
” (em inglês “Earth Art” ou 
“Earthwork”) foi um movimento artístico 
pautado na fusão na natureza2 com a arte3
. 
Ele surgiu na década de 60 nos Estados Unidos e 
na Europa. O termo “land art”, se traduzido, 
corresponde a “arte da terra4
” e tem como 
; principal característica a utilização de 
recursos5 provenientes da própria natureza 
para o desenvolvimento6 do produto 
artístico7
. Em outras palavras, a land art surge 
a partir da fusão e integração8 da natureza e 
da arte onde a natureza, além de suporte9
, faz 
parte da criação artística10 
 
Os artistas dedicados a essa estética buscavam na 
natureza a reflexão11 sobre o fazer artístico. Eles 
utilizavam, dentre outros materiais, folhas12 madeira13 14 15 16 17 ; , galhos , areia , rocha , sal e daí 
sua aproximação com a arte povera. O intuito era chamar 
atenção para a grandiosidade18 da natureza como 
local central de experimentação artística, bem como para 
a ocorrência da efemeridade19 dessa arte. Importante 
destacar que, ao contrário da arteexposta nos museus, a 
land art propõe ultrapassar as limitações do espaço 
tradicional ao sair deles. Assim, ela é realizada em espaços 
exteriores e, devido suas grandes dimensões, só é possível 
conhecê-las dentro de um museu por meio de fotografias. 
Sendo a natureza o local (locus) de desenvolvimento ; 
dessa tendência da arte contemporânea20 a arte 
pode surgir nos mais variados espaços naturais tais como 
a praias, mares, lagos, lagoas, desertos, montanhas, 
canyons, campos, planícies, planaltos, dentre outros. 
, 
, 
, 
. 
 
46 – CAÇA-PALAVRA: A STREET ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A STREET ART: 
O ato de pintar desenhos nas paredes não é novidade 
— vem desde os homens das cavernas. Ao longo dos 
anos, o propósito e a maneira das pinturas foram 
mudando para o que é possível ver em ruas brasileiras 
e de outras partes do mundo. Distante da depredação, 
o objetivo de grande parte dos artistas urbanos é 
passar uma mensagem — na maioria das vezes social 
; 
ou política — por meio do street art1
. Alguns locais 
se tornaram pontos turísticos2
. A arte urbana3 
ganhou força nos anos 1980, nos Estados Unidos. 
Muitos nomes contribuíram com o desenvolvimento 
do street arte para outras partes do mundo: Darryl 
McCray (Cornbread) e Jean-Michel Basquiat4 são 
apenas dois deles. 
A partir do trabalho dos norte-americanos5 as artes 
espalhadas6 nas cidades ganharam o mundo7
, com novos 
traços e influências. O street art ainda é cercado por 
;
 
preconceitos8
. Segundo o paulista Eduardo Kobra9 é uma 
questão cultural10 “Acho que é por falta de conhecimento, 
informação11 Muitas pessoas ainda insistem em manter a 
postura12 de achar que a arte é restrita para a elite ou que 
está disponível13 só em galerias de arte.” Mas, para ele, o 
preconceito vem diminuindo. Kobra, autor de um trabalho em 
Brasília (no prédio da Caixa Econômica Federal) busca, por meio 
de seus murais14 mudar as paisagens15 da cidade e 
recuperar suas memórias16
, desde 1987. Nascido em um 
 
bairro da periferia, ele conta que viveu na pele o preconceito e a ; 
falta de incentivo ao seu trabalho, o que reflete na sua arte. 
“Sempre fez parte do meu trabalho17 usar os muros como 
suporte para passar um tipo de mensagem18 um tipo de 
informação19 Eu passo os meus ideais20 e tudo o que eu 
acredito.” 
, 
. 
. 
, 
 
47 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE URBANA NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE URBANA NO BRASIL: 
A Arte Urbana surgiu em Nova Iorque, Estados Unidos, 
na década de 70, com uma característica dinâmica1 
e temporária2
. Dessa forma, surgiam os demais 
estilos de Arte Urbana, partindo da arte escrita3
, 
cantada4 e musical5
, como o hip hop6 que 
apareceu em meados dos anos 60/70 na cidade de 
; Nova York e Berlim. Na época, a dança apareceu como 
uma manifestação política7 e social, abrindo espaço 
para outras movimentações artísticas como os 
desenhos8 de rua, as apresentações teatrais9
, 
além das “estátuas10 vivas”, exemplo de arte 
possível de se encontrar nas esquinas11 das grandes 
cidades12 até os dias atuais. 
No Brasil, os primeiros sinais13 de Arte Urbana 
começaram a surgir na década de 70, mais 
precisamente na cidade de São Paulo, com as 
obras de grafite, que eram feitas nas paredes. 
Ironicamente14 ou não, essas pinturas 
surgiram em uma época muito conturbada da 
história junto com as repressões e censuras 
causadas pela Ditadura15 Militar no Brasil. No 
início, não existia preocupação estética com as ; 
letras, bastava apenas que elas fossem legíveis a 
ponto de transmitir a mensagem de 
insatisfação16 do povo. Diante disso, muitas 
das manifestações17 de rua surgiram como 
alternativas18 de comunicação, denúncia e 
até mesmo como fonte de renda19 para 
pessoas marginalizadas que viviam nas 
periferias20 do país. 
, 
 
48 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONTEMPORÂNEA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE CONTEMPORÂNEA: 
A Arte Contemporânea1 ou Arte Pós- 
Moderna é uma tendência artística que surgiu na 
segunda metade do século XX, mais precisamente 
após a Segunda2 Guerra Mundial, por isso é 
denominada de arte3 do pós-guerra. A Arte 
Contemporânea se prolonga4 até aos dias 
; 
atuais, período esse denominado5 de pós- 
modernismo, propondo expressões6 artísticas 
originais a partir de técnicas inovadoras. Do latim, 
o vocábulo “contemporanĕu” corresponde a união 
dos termos “com” (junto) e “tempus” (tempo), ou 
seja, significa que ou quem do mesmo tempo ou 
época7
. 
Utilizamos essa palavra como adjetivo para 
indicar8 o tempo presente, atual. Após a Segunda 
Guerra Mundial (1939-1945), um novo panorama é 
caracterizado pelo avanço da globalização9 
cultura10 de massa e o desenvolvimento11 
das novas tecnologias e mídias. Nesse panorama, a 
;
 
arte oferece experiências inovadoras pautadas12 
principalmente nos processos artísticos, em 
detrimento13 do objeto, ou seja, na ideia em 
detrimento da imagem14 Nesse sentido, a arte 
contemporânea prioriza a ideia, o conceito, a 
atitude, acima do objeto artístico final. 
O objetivo15 aqui é produzir arte, ao mesmo tempo em que reflete sobre ela. Foi 
dessa maneira que a Arte Contemporânea rompeu com alguns aspectos da Arte 
Moderna. Ela abandonou16 diversos paradigmas17 e trouxe valores para a 
constituição18 de uma nova mentalidade. Note que a arte contemporânea abriga 
diversos valores da arte moderna. Destacam-se as inovações e experimentações19 
artísticas bem como a diluição de fronteiras20 entre as formas artísticas. 
. 
. 
 
49 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL: 
Desde os tempos do descobrimento1 o Brasil segue as 
tendências artísticas internacionais – seja nas artes 
plásticas, música, literatura e tecnologia. Quanto mais o 
tempo passa, no entanto, menor é a diferença temporal 
entre as vanguardas americanas2 e europeias e as suas 
execuções com o gosto brasileiro3
. Para a arte brasileira, 
; 4 
o momento de grande distinção é, sem dúvida, a 
Semana da Arte Moderna de 1922. Foi com esses artistas 
que a cena artística brasileira deixou de ser apenas 
consumidora5 e imitadora6
, e passou a ser a 
executora e criadora de sua própria arte, ainda que se 
encaixando7 em padrões artísticos internacionais8 – 
mas sempre com uma pitada de algo tipicamente brasileiro. 
A arte evoluiu desde a Semana de Arte Moderna, e a Arte 
Contemporânea brasileira se inicia nos anos 60, quando as 
influências da Pop Art americana apareciam por todo o mundo, 
inclusive9 no Brasil. Esta faceta10 brasileira do 
movimento11 fazia críticas fortes à ditadura e à sociedade da 
época, assim como trazia diversas referências ao ; 
Tropicalismo12 Na década de 70, a arte se afasta da política e 
da crítica social, e passa a emblematizar a reflexão, a razão, o 
conceito13 e a tecnologia14
. Com a Exposição Internacional 
da Arte por Meios Eletrônicos, iniciou-se no Brasil o processo de 
arte tecnológica, de execução de obras de arte com o auxílio do 
computador15 
A mudança de paradigma16 político do fim dos anos 70 e primeira metade dos anos 
80 mudou também a forma que a arte era feita no Brasil. Com o clamor pelas Diretas Já, 
a arte retoma o seu caráter político a opinativo17
, de crítica social e 
preocupação18 política, com exposições como: “Tradição e Ruptura19
” de 1984, 
“A Trama do Gosto”, em 1987, ambas organizadas pela Bienal de São Paulo, e “A Mão 
Afro-Brasileira”de 1988, organizada20 pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo. 
, 
. 
. 
. 
 
50 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE DIGITAL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE DIGITAL: 
Embora esteja presente em nossas rotinas1 diárias, 
não é todo mundo que sabe o que é arte e como ela se 
expressa no cotidiano. Ela é uma das expressões mais 
intrínsecas2 ao ser humano3
, acompanhando a 
; nossa trajetória desde o período Paleolítico. É por ela 
que transmitimos sentimentos, ideias4 e histórias, 
expressando o que somos e o como vemos o mundo ao 
nosso redor. Os meios artísticos sempre 
acompanharam a evolução5 da tecnologia6 e na 
era digital isso não seria diferente. 
Existem vários modos de definir o 
conceito, mas pode-se afirmar que a arte 
digital engloba7 toda e qualquer 
manifestação artística executada com a 
ajuda de meios eletrônicos — 
computadores8
, smartphones9 ou 
similares. Tais aplicações artísticas10 
;
 
podem estar expostas tanto em meios 
virtuais quanto em suportes tradicionais. 
Como exemplos de manifestações 
artísticas, temos a web11 art, as 
ilustrações12 digitais, as técnicas de 
vídeo mapping13 e os gifs14 
A arte digital foi possível devido ao surgimento das formas de arte contemporâneas, que 
começaram a ganhar força no período pós-guerra, quebrando seu vínculo com as 
tradições e regras rígidas do movimento modernista que, por sua vez, havia substituído 
às escolas de arte academicistas15 A evolução das técnicas16 e dos suportes 
apontava cada vez mais para formas de arte flexíveis, inovadoras e que cruzassem17 
barreiras consolidadas. Com o aparecimento18 dos primeiros computadores, de 
dimensões colossais e capacidade de processamento ínfima, artistas de vanguarda19 
viram um novo espaço de experimentação20 aberto. 
 
51 – CAÇA-PALAVRA: O CINEMA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O CINEMA: 
Quem não se encantou quando foi pela primeira vez ao 
cinema1 assistir a um filme? Imagine então como 
ficaram as pessoas2 que assistiram ao primeiro filme do 
mundo. Até o início do século XVIII, as únicas formas 
encontradas3 pelo homem para conservar4 a 
; imagem5 de uma paisagem ou pessoa era guardando-a 
na memória ou sendo retratada em tela por um pintor. 
Essa realidade mudou quando, na França, em 1826, o 
inventor Nicephóre Niepce6 conseguiu registrar uma 
paisagem7 sem pintá-la, demorou 14 horas para 
alcançar o feito. 
 
A imagem foi registrada com o auxílio de uma 
câmera8 escura numa placa de vidro. O filme 
fotográfico9 só foi inventado em 1879, por 
Ferrier e aperfeiçoado pelo americano George ; 
Eastman. Algum tempo depois os irmãos 
Lumière10 criaram o cinematógrafo11
, que 
era uma câmera de filmar e projetar12 imagens 
em movimento13 Com o cinematógrafo em 
mãos, os irmãos Lumière começaram a produzir 
seus filmes14 cuja apresentação pública foi 
realizada pela primeira vez em 1895, na França. 
Para o público que assistiu15 ao filme aquilo era 
algo maravilhoso16 e surpreendente, pois até 
aquele momento a fotografia ainda era novidade. 
Foi pelo fato dos filmes não terem sons que surgiu a ; 
expressão “cinema mudo17
”, os atores18 
falavam e em seguida surgia uma legenda19 na 
tela. Um dos grandes destaques do cinema mudo 
foi Charles20 Chaplin. 
. 
, 
 
52 – CAÇA-PALAVRA: A FOTOGRAFIA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A FOTOGRAFIA: 
Fotografia1 é a técnica de criar imagens por 
exposição2 luminosa em uma superfície fotossensível. A 
primeira fotografia reconhecida foi feita em 1826, pelo 
; francês Joseph3 Nicéphore Niépce, no entanto o 
desenvolvimento da fotografia não pode ser atribuído 
apenas a uma pessoa. Diversas descobertas4 ao longo 
do tempo foram somadas para que fosse possível 
desenvolver a fotografia como é conhecida hoje. Químicos 
e físicos foram os pioneiros5 nesta arte, já que os 
processos da revelação6 e da fixação7 da fotografia são 
essencialmente físico-químicos, numa associação de 
; 
condições ambientais e de iluminação8 a produtos 
químicos. Com o passar do tempo a essência da forma de 
fazer fotografia não mudou, no entanto, os avanços 
tecnológicos9 permitem cada vez mais melhorar a 
qualidade da fotografia, aumentar a resolução10 e a 
realidade11 das cores. A busca pela acessibilidade12 
da fotografia também era grande preocupação logo em seu 
surgimento, a busca era intensa por materiais duráveis, 
; eficazes e de baixo custo e pela aceleração no processo13 
de revelação. O desenvolvimento da fotografia colorida14 
foi também um processo lento e que necessitou de muitos 
testes. O primeiro filme colorido foi produzido em 1907, 
mas ainda hoje a fotografia colorida não alcançou a 
definição da escala de tons que a sensibilidade15 do 
filme preto e branco possui. Com o advento da fotografia 
digital, muitos paradigmas fotográficos foram 
alterados16
. Com aparelhos cada vez menores17
, mais 
simples de manipular18 e que produzem fotografias em 
alta qualidade19 a internet facilitando o fluxo das 
imagens, a fotografia tornou-se algo muito mais simples e 
popular20 do que era. 
, 
; 
, 
, 
 
53 – CAÇA-PALAVRA: A MÚSICA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A MÚSICA: 
Podemos dizer que a “Música1
” é a arte de 
combinar os sons2 e o silêncio. Se pararmos para 
perceber os sons que estão a nossa volta, 
concluiremos que a música é parte integrante3 da 
nossa vida, ela é nossa criação quando cantamos4 
batucamos5 ou ligamos um rádio ou TV. Hoje a 
; música se faz presente em todas as mídias6
, pois 
ela é uma linguagem de comunicação universal7
, é 
utilizada como forma de “sensibilizar8
” o outro 
para uma causa de terceiro, porém esta causa vai 
variar de acordo com a intenção de quem a pretende, 
seja ela para vender um produto, ajudar o próximo, 
para fins religiosos, para protestar, intensificar 
noticiário, etc. 
A música existe e sempre existiu como produção 
cultural9
, pois de acordo com estudos 
científicos, desde que o ser humano começou a 
se organizar em tribos primitivas10 pela 
África, a música era parte integrante do ; 
cotidiano11 dessas pessoas. Acredita-se que a 
música tenha surgido há 50.000 anos, onde as 
primeiras manifestações12 tenham sido 
feitas no continente africano, expandindo-se 
pelo mundo com o dispersar da raça 
humana13 pelo planeta. 
A música, ao ser produzida e reproduzida, é influenciada diretamente pela organização 
sociocultural14 e econômica15 local, contando ainda com as características 
climáticas e o acesso tecnológico16 que envolvem toda a relação com a 
linguagem17 musical. A música possui a capacidade estética de traduzir os 
sentimentos18 atitudes e valores19 culturais de um povo ou nação. A música é 
uma linguagem local e global20 . 
, 
, 
 
54 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE AFRICANA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE AFRICANA: 
Compreende-se por arte africana1 a totalidade de 
expressões artísticas presentes no continente 
africano, sobretudo na região subsaariana2
. A 
África é grandiosa, tanto em termos geográficos, 
como em diversidade3 cultural, pois são muitos ; 
países que a compõe. Dessa forma, suas populações 
possuem particularidades e costumes diferentes, o 
que, obviamente, se reflete na arte produzida por 
elas. De qualquer maneira, existem algumas 
características que se mantém nas manifestações 
artísticas desses povos4
. 
Podemos dizer que os africanos conseguiram 
produzir umaarte bastante livre, mas ainda 
assim preservando5 o rigor que suas 
tradições6 exigiam em busca de um 
entendimento da espiritualidade7 e 
ancestralidade8
. A história da arte ; 
africana originou-se no período pré-histórico, 
quando a humanidade9 ainda não havia 
inventado a escrita. Suas esculturas10 mais 
antigas encontradas, datam de 500 a.C., e 
foram produzidas pela cultura Nok, na região 
onde hoje se localiza a Nigéria11
. 
Na África subsaariana, o povo Igbo Ukwu realizou belos trabalhos em metais, 
principalmente bronze12 além de utilizar a terracota13
, marfim14 e pedras 
preciosas15 Mas o material mais utilizado pelos povos africanos certamente foi a 
madeira16 com a qual produziram máscaras17 e esculturas. Infelizmente, grande 
parte dessas peças se perdeu, devido às intempéries climáticas18 e também por 
conta da intolerância19 religiosa por parte dos muçulmanos e cristãos, que entraram 
em contato com essas civilizações20 e destruíram parte de seus acervos culturais. 
. 
, 
, , 
, 
. 
 
55 – CAÇA-PALAVRA: A TOY ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A TOY ART: 
Toy Art1 ou também chamado de Designer Toys ou 
Urban Vinyl, não foi criado para brincar, na realidade é 
um brinquedo onde os designers2 e artistas3 
expressam a arte contemporânea, misturando moda4 
; design, artes, grafite5
, arte urbana6
, etc. Os temas 
são bem infantis7
, os personagens podem ser 
famosos8 
meigas10 
ou bichinhos9
. As expressões variam: 
podem parecer violentos11 
engraçados12 satíricos, tudo depende da criatividade 
e imaginação do artista. 
O Toy Art como qualquer obra de arte transmite 
uma sensação13 ao espectador. Surgiu em 1998 
quando um artista chinês chamado Michael14 
Lau levou a uma feira, um boneco do personagem 
Falcon todo customizado15 com roupas jeans, 
 
com correntes, traduzindo a moda hip-hop, e ; 
pasmem, foi um verdadeiro sucesso16 Os 
materiais utilizados para a confecção destes 
brinquedos são os mais diversos: vinil, 
poliuretano17 metal ou tecido, papel e 
pelúcia18 
 
 
 
; 
 
 
Os brinquedos comuns são produzidos em grandes 
quantidades. Isto não acontece com o Toy Art, pois 
são colecionáveis e possuem número de série. 
Adultos e adolescentes que procuram mais este 
tipo de arte. Eles valem uma nota. Lojas 
especializadas19 neste segmento de arte estão 
por todo o mundo e a internet ajudou a divulgar 
cada vez mais. As galerias também promovem 
exposições com este brinquedo20 super 
diferente. Um sucesso garantido de público. 
, 
, 
, 
. 
, 
 
56 – CAÇA-PALAVRA: PERFORMANCE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 PERFORMANCE: 
A palavra performance1 foi emprestada do 
inglês à língua portuguesa recentemente e pode 
ser considerada uma forma de 
estrangeirismo2
. A expressão é utilizada com 
maior frequência no campo artístico. Geralmente, 
; serve para análises de apresentações3 como 
malabarismo4 mímica5
, mágica6
, 
teatro7
, canto8 e dança9 em referência aos 
performers. Nos EUA, durante o século XX, há o 
surgimento de um gênero de arte chamado 
Performance Art, resultante da síntese do teatro, 
cinema, dança, poesia, música e artes plásticas. 
Ainda no campo das artes, as performances são divididas 
da seguinte forma: musicais (concerto10 e recital) e 
teatrais (teatro musical, dança moderna, ballet, 
operetta11 ópera e teatro). Ainda podem ser 
caracterizadas como mágica, leitura de poesia, arte viva, ; 
performance arte, apresentações circenses12 e leituras 
de histórias. No Brasil, o pioneiro a realizar performances 
foi Flávio de Carvalho13
, representante do Movimento 
Modernista interessado pelo experimental14 Uma de 
suas performances mais polêmicas15 foi quando 
começou a andar no sentido contrário de uma procissão 
de Corpus Christi. Na ocasião, ele vestia uma boina verde 
e uma blusa de manga curta. Sua ação perturbou16 os 
integrantes da procissão17 que quase o lincharam. O 
artista acabou na delegacia pelo episódio. Existem casos ; 
em que a performance arte é extrema18 Chris Burden, 
artista norte-americano, chegou a rastejar19 por um 
piso lotado de cacos de vidro, foi crucificado em cima de 
um automóvel20 e levou tiros em suas apresentações. 
, 
, 
. 
, 
. 
. 
. 
 
57 – CAÇA-PALAVRA: HISTÓRIA EM QUADRINHOS – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 HISTÓRIA EM QUADRINHOS: 
Histórias em quadrinhos1
, mais conhecidas 
como HQs, é o nome dado a arte de narrar histórias 
por meio de tirinhas2
. Bem como seus desenhos 
e textos são dispostos em sequência3 Assim 
 
também integram os 11 tipos de arte reconhecidos ; 
do mundo, e são muito apreciadas por crianças, 
jovens bem como adultos. Em suma, essas 
histórias4 possuem narrativa5
, enredo, 
personagens6
, tempo, lugar e desfecho7
. 
Também podem possuir linguagem verbal e não 
verbal, bem como podem ser de cunho 
humorístico8 ou para transmitir uma 
informação9
. Para conseguir transmitir ao leitor 
a história desejada, aliás, os artistas utilizam de 
vários recursos gráficos. Como, por exemplo, na 
comunicação dos personagens são empregados 
balões10 com textos escritos. Assim como o 
formato do balão exprime intensões11 
diferentes. São eles balões com linhas contínuas, 
linhas tracejadas, formato de nuvem e com traços 
pontiagudos. 
O com linhas contínuas12 são os mais comuns e sugerem falas normais13
. Já os de 
linhas tracejadas14 são usados quando personagem esta sussurrando15 algo. Os 
balões em formato de nuvem apontam pensamentos, bem como os com traços 
pontiagudos representam falas gritadas16 Eventualmente, além desses outros 
recursos também são explorados para melhor transmitir a história ao leitor17 Como, 
por exemplo, as onomatopeias18 que são aquelas palavrinhas que tentam 
reproduzir sons. Tais como: “toc-toc”, som ao bater em uma porta, “miau’, som do 
miado do gato. Outro recurso usado19 bastante também são as letras de tipos 
diferentes e sinais de pontuação20 
. 
. 
, 
 
58 – CAÇA-PALAVRA: A TEORIA DA COR – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A TEORIA DA COR: 
Teoria1 das Cores são os estudos2 e 
experimentos3 relacionados com a 
associação entre a luz4 e a natureza das 
cores5
. Leonardo Da Vinci, Isaac Newton, 
Goethe e outros estudiosos inicialmente 
buscavam saber como acontecia o 
processo de formação6 das cores. Com 
o passar do tempo a Teoria se tornou mais 
extensa7 e hoje compreende vários 
campos de observação8 a respeito das 
cores. 
 
 
 
 
 
 
 
; 
; 
 
 
 
 
 
 
Os estudos incluem desde a 
compreensão9 sobre o que são as 
cores, como elas se formam, como 
acontece a interpretação da visão10 e do 
cérebro11 até os usos na prática e as 
melhores formas de aplicação12
. O 
pintor e cientista italiano Leonardo13 
Da Vinci (1452-1519), em suas pesquisas e 
formulações retratadas no livro Tratado 
da Pintura e da Paisagem – Sombra e Luz, 
já afirmava que a cor era uma 
propriedade14 da luz e não dos 
objetos. 
Mais tarde, o físico inglês Isaac Newton15 (1643-1727), nos seus experimentos 
aprofundou os estudou sobre a influência16 da luz do sol na formação das cores. 
Newton estudou o fenômeno da difração17 que consistia na decomposição da luz 
solar em várias cores quando atravessava um prisma18 Para fazer o experimento, ele 
utilizou um prisma de vidro. Ao observar a passagem da luz do sol19 pelo objeto, 
Newton percebeu que a luz se decompunha em diversas cores, que variavam20 do 
tom violeta ao vermelho. Ele deu ao feixe de luz o nome de espectro. 
, 
. 
. 
, 
 
59 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE INDÍGENA– Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE INDÍGENA: 
A arte indígena1 é múltipla e bastante 
diversificada2
; ela assume diferentes facetas, 
formas e atributos3
, dependendo da 
localização, do povo e das suas tradições4
. 
Assim, a arte de cada tribo ou etnia indígena 
; 
 
 
 
 
 
 
 
Um dos traços mais marcantes da arte 
apresenta as suas singularidades5
. Existem, 
no entanto, traços comuns que são transversais 
às várias regiões: um exemplo é a pintura 
corporal6
. No Brasil, estas manifestações7 
artísticas são um dos elementos basilares da 
nossa cultura8
. Todos os tipos de arte indígena 
possuem características e significados9
. 
indígena é a sua dimensão10 
coletiva. Aqui, o fazer artístico não se 
trata de uma atividade individual: pelo 
contrário, é partilhado. A arte indígena 
está intimamente ligada à vida em 
comunidade11 às necessidades 
12 ; 
diárias, às celebrações , 
cerimônias e rituais13
. Deste modo, 
em traços gerais, podemos afirmar que 
embora as peças tenham 
preocupações estéticas, existe sempre 
um grande caráter utilitário14
, ou 
seja, trata-se de objetos que podem 
ser (e são) usados no cotidiano15 
A pintura corporal é, então, um dos principais16 elementos desta arte, podendo 
assumir diversas técnicas17 padrões e simbologias18
. As tintas variam de tribo 
para tribo, sendo preparadas de diferentes formas a partir de recursos naturais19 
distintos, principalmente plantas, árvores e frutos20 
, 
. 
 
60 – CAÇA-PALAVRA: O RÁDIO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O RÁDIO: 
A invenção do rádio1 é atribuída ao italiano 
Guglielmo Marconi2 mas o instrumento 
reúne uma série de descobertas anteriores. No 
Brasil, a primeira transmissão3 ocorre em 
; 1923, por Edgard Roquete Pinto e Henry 
Morize4
. O rádio é a união de três 
tecnologias, a telegrafia5
, o telefone6 sem 
fio e as ondas7 de transmissão. A primeira 
descoberta está nas ondas de rádio, com 
capacidade de enviar som e fotos pelo ar. 
Aconteceu em 1860, quando o físico escocês James 
Maxwell8 descobriu as ondas, que foram apresentadas 
somente em 1886 por Heinrich Hertz9
. Foi Hertz quem 
apresentou a variação rápida da corrente10 elétrica para 
o espaço em forma de ondas de rádio. Assim, Guglielmo ; 
Marconi estabeleceu em linha telefônica os sinais11 de 
rádio. À invenção, Marconi deu o nome de telégrafo sem 
fio12 A primeira transmissão de rádio foi um evento 
esportivo13 e ocorreu durante a regata de Kingstown 
para o jornal de Dublin. Em 1901, Marconi recebe o Prêmio 
Nobel14 de Física. A invenção, porém, ainda não tinha o 
formato como conhecemos hoje porque transmitia 
somente sinais. A transmissão de voz15 só ocorreu em 
1921 e foi introduzida às ondas curtas em 1922. Os 
primeiros receptores16 eram confeccionados em sulfeto 
de chumbo17
, os bigodes de gato, usados para 
;
 
detectar18 os sinais de rádio, sendo ligados a 
aparelhos19 de cristal. Havia muita dificuldade para 
sintonizar as estações e, principalmente por esse obstáculo, 
a massificação20 do rádio ocorre somente após 1927. 
, 
. 
. 
. 
 
61 – CAÇA-PALAVRA: A DANÇA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A DANÇA: 
A dança1 é um tipo de manifestação2 artística que 
utiliza o corpo3 como instrumento criativo. 
Geralmente, essa forma de expressão vem 
acompanhada por música4
, entretanto, também é 
possível dançar sem o apoio musical. Na dança, as 
pessoas realizam movimentos5 ritmados, seguindo 
; 
uma cadência6 própria ou coreografada, originando 
harmonias7 corporais. A dança foi uma das primeiras 
demonstrações expressivas8 do ser humano. Surgiu 
ainda na pré-história, como consequência de 
experimentações corpóreas que homens e mulheres9 
realizavam, como bater os pés no chão e bater 
palmas10
. 
A partir das descobertas de novos sons, 
ritmos e intensidades11 sonoras, as 
pessoas foram combinando 
movimentos do corpo. São as 
chamadas danças primitivas12 
Portanto, é muito provável que a dança ; 
tenha surgido juntamente com a 
música, também como uma forma de 
comunicação13 Além disso, estava 
bastante14 relacionada a 
cerimônias15 ritualísticas e 
espirituais. 
Há registros de pinturas rupestres do período paleolítico que representam figuras16 
humanas realizando movimentos que foram interpretados17 como danças. As 
danças milenares são aquelas que ocorreram em civilizações da antiguidade18 como 
Índia, Egito, Grécia e Roma. Para esses povos, dançar tinha um caráter sagrado19 e 
seu maior objetivo era reverenciar as divindades20 
. 
, 
 
62 – CAÇA-PALAVRA: O BALÉ – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O BALÉ: 
O balé1 clássico surgiu nas cortes italianas2
, no 
início do século 16, embora não se saiba ao certo de 
onde veio a inspiração3 para os seus 
primeiros4 passos e coreografias5
. Foi o 
termo italiano balletto (“dancinha”, “bailinho”) que 
deu origem à palavra francesa ballet. Na época, ; 
tratava-se de uma diversão6 muito apreciada 
pela nobreza local. Tamanha admiração7 pela 
dança levou a princesa italiana Catarina de 
Médici8 (1519-1589) a introduzir o balé numa 
nova corte quando se casou com o rei da França 
Henrique II. 
Catarina também fez questão de contratar o 
grande coreógrafo9 italiano de então, 
Balthazar de Beaujoyeulx10 Aqui vale 
abrir um parêntese. O nome 
verdadeiro11 do coreógrafo era 
Batazarini Di Belgioioso. A forma 
; afrancesada, não só do nome dele, como de 
outros italianos que fizeram parte da 
história do balé, tornou-se a mais 
conhecida, pois a dança só se 
desenvolveu12 realmente quando 
chegou entre os franceses13 que 
espalharam seu sotaque em tudo o que 
envolve14 essa arte. 
Por volta do século 18, os espetáculos15 passaram por outra transformação, 
concentrando-se mais na música16 e na dança. Foi nessa época também que as 
bailarinas17 começaram a se rebelar contra os vestidos18 que usavam até então e 
que limitavam os movimentos. Por causa dessa restrição, os homens eram os que 
tinham os papéis de destaque nos espetáculos. Como as coreografias cheias de 
saltos19 e giros ganhavam espaço, as mulheres tiveram que reagir20
. 
. 
, 
 
63 – CAÇA-PALAVRA: A DANÇA CONTEMPORÂNEA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A DANÇA CONTEMPORÂNEA: 
Dança contemporânea1 é um tipo de dança 
que não se limita a um conjunto de técnicas 
específicas2
, abrangendo assim uma 
variedade3 de gêneros4
, ritmos, formas e 
performances5
. Por esta razão, é 
; 
 
 
 
 
 
 
 
A dança contemporânea se 
caracteriza por propor intensas 
inovações9 e 
experimentações10 
coreográficas, que muitas vezes 
misturam ritmos como o ballet, o 
jazz11 e o hip hop. Como dito, não 
existem técnicas pré-definidas, 
sendo o processo criativo do 
conceito ou ideia a ser transmitido 
pela coreografia o ponto central da 
dança contemporânea. 
considerada uma dança abstrata e em constante 
transformação. Esta modalidade de dança se 
desenvolveu em meados do século XX (1950 / 
1960), tornando-se popular6 na década de 
1980. A sua crescente popularidade7 se 
justifica, em parte, pelo fato deste gênero de 
dança não se prender aos padrões estéticos8 
clássicos. 
 
 
 
 
 
 
; 
A sua não limitação possibilita ao bailarino12 autonomia para construir suas próprias 
coreografias a partir de métodos13 como a improvisação14 o contato com o chão 
ou com outro personagem15 cênico e a utilização de figurinos interativos16
, por 
exemplo. A criaçãodentro da dança contemporânea é um processo que alia os métodos 
da composição17 coreográfica. Desde situações rotineiras até temas18 polêmicos 
podem servir de base19 para a concepção do conceito20 de uma coreografia. 
, 
. 
 
64 – CAÇA-PALAVRA: O SIMBOLISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O SIMBOLISMO: 
Corrente artística de timbre espiritualista que floresce 
na França, nas décadas de 1880 e 1890, o 
simbolismo1 encontra expressão nas mais 
variadas2 expressões artísticas, pensadas em 
estreita relação umas com as outras. O objetivo último 
das diferentes modalidades artísticas é a expressão da 
vida interior3
, da “alma das coisas”, que a linguagem 
; 
poética4 – mais do que qualquer outra – permite 
alcançar, por detrás das aparências. A poesia 
simbolista, de Gérard de Nerval5 (1808-1855) e 
Stéphane Mallarmé6 (1842-1898), por exemplo, 
sonda os mistérios7 do mundo e o universo 
inconsciente8 por meio de sugestões, do ritmo9 
musical e do poder encantatório das palavras10
. 
Do mesmo modo, a força da pintura reside no poder 
evocativo11 das imagens. O seu fim é dar expressão visual ao 
que está oculto por meio da linha e da cor que, menos do que 
representar diretamente a realidade12 exprimem ideias. Os ; 
princípios13 orientadores do simbolismo encontram suporte 
teórico nas formulações do poeta Jean Moreás (1856-1910), 
autor do Manifesto14 do Simbolismo (1886), e no Tratado do 
Verbo, escrito no mesmo ano por René Ghil (1862-1925). Nos 
termos de Moreás, a arte deve ser pensada como fusão de 
elementos15 sensoriais e espirituais. Reagindo à sociedade 
industrial, os simbolistas se refugiam em sua torre de marfim, 
buscando uma beleza ideal e intocada16 Desejando salvar o 
mundo17 do seu materialismo18 extremado, identificam- 
;
 
se com a natureza e a religião (Ocultismo, Espiritismo, Rosa- 
Cruz), buscando seus temas na Bíblia e na mitologia19 
Aproximam-se também dos Pré-Rafaelitas ingleses20 
, 
. 
. 
, 
. 
 
65 – CAÇA-PALAVRA: O PRIMITIVISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O PRIMITIVISMO: 
O Primitivismo1 foi uma tendência difundida na 
arte moderna que visou buscar referências de arte de 
culturas estrangeiras2 como a arte feita por 
povos3 e tribos primitivas. Para isso os modernistas 
exploravam as coleções etnográficas4 de museus 
de todo mundo5 em busca de inspiração6
. Arte 
primitiva representava para os modernistas que a 
buscavam, o oposto7 
; 
de tudo aquilo que estava 
sendo valorizado como arte e dominado pelo gosto 
convencional8 como a arte acadêmica9
. 
Assim, no início do século XX, a arte dita primitivista 
definiu uma tendência dentro das vanguardas10 
modernistas. Além disso, se caracterizava como uma 
arte realizada por artistas com pouco 
conhecimento11 técnico. 
A simplificação formal, como por exemplo, no 
uso da perspectiva, e as temáticas12 
populares também sugerem qualidades dessa 
tendência. São alguns artistas que passaram a 
se apropriar dessa concepção de arte: 
Constantin Brancusi13 (1876-1957), Max 
Ernst (1891-1976), Paul Gauguin (1848-1903), 
Henry Moore (1898-1986) e Pablo 
; 
Picasso14 (1881-1973). As obras 
“primitivas” eram exaltadas pela força 
expressiva15
, pela emoção16
, pelo 
vigor17 e insanidade18
. Os artistas 
modernos contemplavam o primitivo, pois na 
Europa era comum idealizar culturas não- 
ocidentais como realidades19 mais 
naturais e menos sofisticadas20 
, 
. 
. 
 
66 – CAÇA-PALAVRA: O FUTURISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O FUTURISMO: 
O futurismo1 foi uma das vertentes das 
vanguardas artísticas do século XX. Iniciou-se 
como movimento na Itália2
, em 1909-1910, 
com forte tonalidade patriótica3 em seu 
manifesto, mas teve influência nas artes de 
outros países, como França4
, Rússia e Brasil. 
; Esses artistas viam o futuro representado na 
velocidade5 do automóvel, nos avanços 
industriais6 na eletricidade7
, nas 
grandes metrópoles8
, nas engrenagens9 
dos maquinários, enfim, na nova configuração 
social do início do século, que para eles 
representava um novo mundo e um novo 
homem10 
Glorificando a tecnologia11 e entendendo 
a aceleração dos motores e turbinas como 
uma libertação do passado, saudavam 
entusiasmadamente as novas invenções12 
como o horizonte do futuro humano13 “É 
mais belo um ferro elétrico14 do que uma 
escultura”, disse Giacomo Balla, um dos 
fundadores do movimento, assertiva que 
aponta para a ruptura15 que representava ; 
a proposta futurista. A ideia principal que os 
futuristas buscavam incorporar em seu 
procedimento16 artístico era 
principalmente a velocidade, captando, seja 
nas artes plásticas17 seja na 
literatura18 esse movimento 
acelerado19 que percebiam intensificar-se 
ao seu redor20 
. 
, 
, 
 
67 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE NAIF – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE NAIF: 
É a arte da espontaneidade, da criatividade autêntica, do 
fazer artístico sem escola nem orientação, portanto é 
instintiva, e onde o artista expande seu universo particular. 
Claro que, como numa arte mais intelectualizada, existem 
os realmente marcantes e outros nem tanto. Arte Naif1 
; (do francês, “arte ingênua”) é o estilo a que pertence à 
pintura de artistas sem formação2 acadêmica 
sistemática3
. Trata-se de um tipo de expressão que não 
se enquadra nos moldes4 acadêmicos, nem nas 
tendências modernistas, nem tampouco no conceito5 de 
arte popular. 
Assim, o artista naif é marcadamente individualista6 em suas manifestações mais 
puras, muito embora, mesmo nesses casos, seja quase sempre possível descobrir7 
sua fonte de inspiração8 na iconografia popular das ilustrações9 dos velhos livros, 
das folhinhas suburbanas10 ou das imagens de santos11 Não se trata, portanto, de 
uma criação totalmente subjetiva, sem nenhuma referência cultural. O artista naif não 
se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos 
das figuras12 que representa. 
Características gerais: 
 Autodidata13
, resultado da inexistência de 
formação acadêmica no campo artístico. 
 Recusa ou mesmo desconhece o uso dos 
cânones14 da arte acadêmica. 
 
 Composição plana, bidimensional15 
; 
tende à 
simetria e a linha é sempre figurativa. 
 Não existe perspectiva16 geométrica linear. 
 Detalhamento17 das figuras e dos cenários. 
 Desprezo pela representação18 fiel da realidade. 
 Colorido19 exuberante. 
 Pinceladas contidas20 com muitas cores. 
. 
, 
 
68 – CAÇA-PALAVRA: A BODY ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A BODY ART: 
A Body Art1 (arte do corpo) é uma tendência artística 
contemporânea2 que surgiu na década de 60, nos 
Estados Unidos e na Europa, sendo sua principal 
caraterística o uso do corpo como suporte3 e 
intervenção para a realização4 do trabalho artístico. 
; 
Dessa maneira5
, o corpo humano (seja do artista ou 
de um modelo) passa a ser a “tela” (daí aproximação 
com a “body paint”, ou pintura6 corporal), bem como 
o comunicador7 de ideias, ou seja, o mais 
importante veiculador8 em que o artista vai explorar 
sua "obra viva". 
Para muitos estudiosos sobre o tema, a body art é uma vertente da arte contemporânea 
e seu precursor foi Marcel Duchamp9 (1887-1968) ao questionar10 os limites do 
conceito e o modo11 de fazer arte, dando início a reflexão sobre a "arte conceitual" 
bem como a relação do sujeito com o mundo. Dessa forma, os artistas contemporâneosultrapassam12 os limites da tela e do conceito de arte ao propor uma nova forma de 
expressão artística em detrimento13 das tradicionais pinturas e esculturas14
. 
Principais Características 
 Corpo Humano15 como suporte e experimentação 
artística. 
 Materialidade16 e resistência do corpo. 
 Relações entre arte e a vida cotidiana17 
 Arte como forma18 de protesto. ; 
 Choque19 do espectador. 
 Uso de performances, vídeo artes e instalações20 
 Temática livre de preconceito (cultura do corpo, 
sexualidade, nudez,etc.). 
 Tatuagens, maquiagens, deformações, travestimento, 
mutilações, escarificações, queimaduras, implantes e 
ferimentos. 
. 
. 
 
69 – CAÇA-PALAVRA: O MODERNISMO NO BRASIL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O MODERNISMO NO BRASIL: 
O Modernismo1 no Brasil teve como 
marco inicial a Semana de Arte Moderna, 
em 1922, momento marcado pela 
efervescência2 de novas ideias e 
modelos. Lembre-se que o modernismo 
foi um movimento3 cultural, artístico e 
; literário da primeira metade4 do século 
XX. Ele situa-se entre o Simbolismo e o 
Pós-Modernismo - a partir dos anos 50 - 
havendo, ainda, estudiosos que 
considerem5 o Pré-Modernismo uma 
escola literária. O Modernismo surge num 
momento de insatisfação6 política no 
Brasil. 
Isso, em decorrência7 do aumento da inflação que fazia aumentar a crise e 
propulsionava greves e protestos8
. A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) também 
trouxe reflexos para a sociedade brasileira9
. Assim, numa tentativa de 
reestruturar10 o país politicamente11 também o campo das artes - estimulado 
pelas Vanguardas Europeias - encontra-se a motivação para romper12 com o 
tradicionalismo. Foi a “Semana de arte moderna” que marca a essa tentativa de 
mudança13 artística. 
Características do Modernismo 
 Libertação14 estética. 
 Ruptura com o tradicionalismo15 
 Experimentações16 artísticas. ; 
 Liberdade formal17 (versos livres, 
abandono18 das formas fixas, 
ausência de pontuação). 
 Linguagem19 com humor. 
 Valorização do cotidiano20 
, 
. 
. 
, 
) , 
 
70 – CAÇA-PALAVRA: O MOVIMENTO ARMORIAL – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O MOVIMENTO ARMORIAL: 
O Movimento Armorial1
, surgido na década de 70 no 
Brasil, foi uma vertente2 artístico-cultural de 
valorização das artes populares nordestinas3
. O 
objetivo central era criar uma arte brasileira singular 
baseada nas raízes populares. Idealizado pelo escritor 
; 
paraibano Ariano Suassuna4
, essa manifestação 
abrangeu a literatura, música, dança, teatro, artes 
plásticas, arquitetura, cinema5
, etc. De 1969 a 1974, 
Suassuna atuou como Diretor do Departamento de 
Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco 
(UFPE). 
Foi com apoio desse Departamento que Suassuna, ao 
lado de outros artistas, criou o movimento armorial 
em 18 de outubro6 de 1970. Na ocasião, realizada 
na Igreja de S. Pedro dos Clérigos no centro da cidade 
de Recife, houve uma exposição de artes populares e 
ainda, um concerto7
. A ideia central do movimento ; 
era criar uma arte erudita8 a partir de 
elementos9 populares. Nessa perspectiva, o 
sertão10 nordestino é valorizado mediante a 
riqueza de valores culturais e artísticos. Embora 
tenha sido iniciado no âmbito acadêmico11 o 
movimento se expandiu. 
Posteriormente, teve apoio da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do 
Estado de Pernambuco12
. Nas palavras de Ariano Suassuna: “A Arte Armorial 
Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação13 com o espírito 
mágico14 dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de 
Cordel15 , com a Música de viola16 rabeca17 ou pífano que acompanha seus 
"cantares", e com a Xilogravura18 que ilustra19 suas capas, assim como com o 
espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro20 
relacionados.” (Jornal de Semana, 20 de maio de 1975). 
. 
 
71 – CAÇA-PALAVRA: O MURALISMO MEXICANO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O MURALISMO MEXICANO: 
Muralismo1 é o tipo de arte que tem como 
suporte paredes2 e painéis3 permanentes. 
Assim, está particularmente ligado à 
arquitetura. Também conhecido como pintura 
mural ou arte mural, o muralismo propicia uma 
relação de proximidade4 com o público. Isso ; 
acontece na medida em que suas obras são 
encontradas nas ruas5 e exploram problemas 
sociais, bem como temas históricos6
. A arte 
muralista desempenha um papel social7 
bastante forte, já que ela se aproveita da 
exposição8 pública para manifestar-se de 
forma crítica. 
Marcando forte presença9 no México, onde 
surgiu esse movimento artístico, as primeiras 
manifestações do que viria a se tornar o 
muralismo são as pinturas rupestres10 Pode-se 
dizer que o Muralismo é uma arte mexicana11 
que surgiu na primeira metade do século XX no 
México. É nessa altura também que tem início a ; 
Revolução Mexicana (1910), momento histórico 
que inspirou os artistas a expressar seus 
pensamentos12 críticos. Por isso, essa 
manifestação artística revela13 muito do que se 
vivia no México. Era um momento em que, sem 
dúvida, o povo carregava um sentimento forte de 
compromisso14 libertário. 
Para entender a gravidade15 desse acontecimento, leia Revolução Mexicana. Em 
1920, após assumir o cargo de Secretário da Educação, Vasconcelos Calderon16 
propôs a construção17 de murais. O objetivo era que eles retratassem18 a história 
do México e promovessem19 o nacionalismo20 
. 
, 
 
72 – CAÇA-PALAVRA: O EXPRESSIONISMO ABSTRATO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O EXPRESSIONISMO ABSTRATO: 
O Expressionismo1 Abstrato, também 
chamado de “Escola de Nova York”, corresponde 
a um movimento de vanguarda2 artística. Ele 
surgiu nos Estados Unidos, em Nova York, na 
década de 40. Esse movimento uniu aspectos3 
da vanguarda expressionista alemã4 e da 
; 
corrente abstracionista5 criando dessa 
maneira, uma nova tendência de caráter 
simbólico e expressivo. O expressionismo 
abstrato tem origem no período denominado de 
pós-guerra6
, (após a segunda guerra mundial), 
numa época conturbada7
, de afirmação de 
valores. 
O expressionismo abstrato e a arte “verdadeiramente 
estadunidense” surge para oferecer8 um novo 
enfoque9 artístico-cultural, sobretudo, nos 
aspectos contra o sistema formal da pintura. O 
expressionismo abstrato atingiu influência10 ; 
mundial, e, nesse momento, Nova York passa a ser 
um dos mais importantes centros de arte do mundo, 
que até então era a França (Paris). O termo 
“Expressionismo Abstrato” já tinha sido usado na 
década de 20 para identificar11 pinturas do artista 
russo Wassily12 Kandinsky (1866-1944). 
Mais tarde foi utilizado pelo escritor, filósofo e crítico estadunidense Harold 
Rosemberg13 (1906-1978). O termo apareceu14 em seu artigo “Artistas 
americanos do Action Painting15 publicado em 1952 no jornal “Art News”. Foi assim 
que muitos artistas dessa corrente inovadora16 romperam com a arte tradicional de 
cavalete. Focaram17 na criação artística nas emoções e expressões humanas18
, tal 
qual Jackson Pollock19 um dos maiores20 representantes do expressionismo 
abstrato norte-americano. 
”, 
, 
 
73 – CAÇA-PALAVRA: O TROPICALISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O TROPICALISMO: 
O Tropicalismo1 foi um 
movimento cultural de 
vanguarda que ocorreu no 
Brasil nos anos de 1967 e 1968 
nas artes, principalmente na 
Música2. Merecem 
destaques3 os compositores 
; Caetano4 Veloso, 
Gilberto5 Gil, que lideraram 
o movimento, além de Nara 
Leão, Tom Zé, Gal Costa6
, Os 
Mutantes (Rita Lee, Arnaldo 
Baptista e Sérgio Dias), 
Torquato Neto, Rogério 
Duprat, Capinam, Jorge Bem, 
Maria Bethânia7
. 
O Tropicalismo caracterizado como um movimento libertário8 e revolucionário 
buscava se afastar um pouco do intelectualismo9 da Bossa Nova a fim de aproximar 
a música brasileira dos aspectos da cultura popular, do samba, do pop, do rock, da 
psicodelia10 Interessante observar que essa experiência estética aberta, 
sincrética11 e inovadora lançada pelos tropicalistas, mudaram não somente a música 
popular brasileira, mas o panorama12 da cultura em geral, em busca da 
modernidade13 do país. Teve grande influência do movimento concretista14 na 
literatura e nas artes plásticas. Na música, além do sincretismo de ritmos, o movimento 
apostou na presença do som melódico15 das guitarras16 em suas canções. Durante 
um ano, além de mudanças na música popular, outros elementos culturais foram 
incorporados17 à cultura brasileira como, por exemplo, o estilo das roupas, muito 
próximas à dos hippies18 mas ao mesmo tempo com uma psicodelia e mistura19 de 
cores e tonalidades. Por fim, o movimento tropicalista termina com a prisão de Gilberto 
Gil e Caetano Veloso em 1968 pela Ditadura Militar20 Em 1969, Caetano partiu para o 
exílio marcando definitivamente o fim do movimento. 
. 
. 
 
74 – CAÇA-PALAVRA: A VANGUARDA RUSSA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A VANGUARDA RUSSA: 
A Vanguarda1 Russa é um termo comumente 
utilizado para se referir a uma série2 de 
movimentos artísticos e culturais que ocorreram na 
Rússia3
, aproximadamente entre as décadas de 
1890 e 1930, especialmente4 durante a 
primeira fase da Revolução5 Russa. Apesar da 
; 
variedade de artistas e escolas que o termo pode 
abranger, normalmente ele está mais associado6 
aos movimentos construtivista7 e 
suprematista8 que em geral ocorreram 
paralelas9 à Revolução política e os quais se 
inserem no contexto das vanguardas artísticas 
européias10
. 
Entre os participantes do movimento se 
destacam Gustav Klutsis, Vladimir e Giorgi 
Stenberg, Nikolai Prusakov, Alexandr Rodchenko 
e El Lissitzky, Vladimir Mayakovsky, Kazimir 
Malevich, além de Dziga Vertov e Sergei 
Eisenstein na área cinematográfica11 E Ivan 
Leonidov na arquitetura12 Com a chegada 
de Josef Stalin ao poder, ocorre um incentivo 
estatal ao Realismo13 soviético, uma escola ; 
baseada em uma estética totalitária14 
considerada antagônica15 a todas as 
vanguardas anteriores16 A partir deste 
momento, as experimentações realizadas pelos 
vanguardistas são abandonadas17 e 
recuperadas apenas18 em espaços como a 
Bauhaus19 e o De Stijl, movimentos 
externos20 à Rússia. 
, 
. 
. 
. 
 
75 – CAÇA-PALAVRA: O SUPREMATISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O SUPREMATISMO: 
O Suprematismo1 foi um movimento que 
se originou na Rússia, ainda no início do 
século XX, por volta de 1915, e que tinha 
como uma de suas principais 
característica2 a composição3 com 
formas geométricas4 elementares 
(quadrado e círculo). O Suprematismo deu o 
pontapé inicial para a pintura abstrata do 
Modernismo. Sua organização5 teórica 
deu-se somente no ano de 1925 no manifesto 
intitulado “Do Cubismo ao Futurismo ao 
Suprematismo: O novo Realismo na Pintura”, 
escrito por Kazimir Malevich (1878-1935) e 
pelo poeta Vladmir Mayakovsky (1894-1930). 
A obra “Quadrado negro6 sobre fundo branco” de Kazimir 
Malevich7 foi exposta8 pela primeira vez em uma 
exposição na Rússia, exibida num canto da sala expositiva, 
ela marcou9 o início do Suprematismo. Kazimir Malevich, 
criador e principal expoente do movimento suprematista, 
explica como se deu a inspiração10 para realizar a obra 
composta por um enorme11 quadrado preto pintado 
contra um fundo branco: "Eu sentia apenas noite dentro de 
mim, e foi então que concebi12 a nova arte, que chamei 
suprematismo." Os suprematistas mantinham-se longe de 
temas convencionais13 na pintura14 como paisagens 
ou natureza-morta. Seus principais interesses eram as 
figuras geométricas, o movimento espacial, a 
abstração15 e as composições monocromáticas16
. 
Tratava-se sobre romper com qualquer ideia de imitação do 
mundo17 real no que se referia a formas18 ou cores19 
como fizeram os cubistas20 e os impressionistas 
respectivamente. 
, 
 
76 – CAÇA-PALAVRA: O CONSTRUTIVISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O CONSTRUTIVISMO: 
O Construtivismo1 representou um movimento de 
vanguarda artística (artes plásticas, escultura, 
arquitetura, cenografia, dança, fotografia, design) que 
surgiu no início do século XX na capital russa, 
Moscou2
. Durou até meados da década de 1920 e 
influenciou o movimento artístico da Bauhaus3
. Essa 
vertente de influência4 futurista esteve preocupada 
em mostrar uma nova configuração5 da arte, 
imbuídas dos aspectos6 da Revolução Industrial7
, 
ou seja, uma arte que rompia com o passado8 
tradicional, trazendo à tona outras formas de 
apresentação, associados aos avanços técnicos e 
tecnológicos9 modernos, por exemplo, as 
máquinas10
, engenharia11
, eletrônica, evolução 
fabril, dentre outros. 
 
Para isso, os artistas construtivistas, sobretudo os precursores e 
fundadores do movimento Vladimir Tatlin, Aleksandr 
Rodchenko, El Lissitzky e Naum Gabo, utilizaram a 
tridimensionalidade12 o relevo, o objeto industrial, a 
fotografia13 a tipografia14 e a moda para expressarem os 
ideais do movimento. Embora tenha influenciado grande parte 
da arte moderna ocidental, no Brasil, o movimento15 
concretista e neoconcretista foram os que mais se aproximaram 
do Construtivismo russo. A arte construtivista, inspirada nas 
novas conquistas16 da revolução operária bolchevique, 
liderados por Lenin (1870-1924) e Trotsky (1879-1940), tornou- 
se um instrumento de transformação social buscando assim, 
satisfazer as necessidade17 humanas. Promoveu uma 
faceta18 cultural durante a Revolução, no entanto, o próprio 
regime soviético, que sustentou e fomentou19 essa tendência 
durante20 anos, terminou quando Stálin chega ao poder. 
, 
. 
, 
. 
 
77 – CAÇA-PALAVRA: A BOSSA NOVA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A BOSSA NOVA: 
A Bossa1 Nova foi um movimento da música2 popular 
brasileira que surgiu no final dos anos 50, caracterizado 
por forte influência do samba3 carioca e do jazz4 norte- 
americano. A bossa nova desponta em meio ao processo 
de urbanização e industrialização5 no Brasil, no 
governo de Juscelino Kubitschek (1902-1976). Nessa 
época, estavam em vigor o Plano de Metas e a Política 
Desenvolvimentista, realçados pelo lema "cinquenta anos 
em cinco", que tinha como propósito o crescimento6 
econômico do país. 
O movimento surge entre músicos7 jovens da classe 
média carioca, que se reuniam8 com o intuito de 
experimentar9 e inovar nas composições10 Em 
1958, o lançamento do compacto de João Gilberto11 um 
dos maiores representantes da bossa nova, consolida12 o 
estilo musical. O movimento da Bossa Nova durou pouco 
mais de uma década, terminando em 1966. Posteriormente, 
aparece outro estilo, a MPB (Música Popular Brasileira), que 
valoriza e se referência13 na bossa nova. Importante 
ressaltar que o término do movimento não significou o fim 
da criação musical seguindo14 essa linha, uma vez que 
muitos compositores15 e músicos atualmente buscam 
unir os tons melódicos e o samba brasileiro. O termo 
"Bossa" foi utilizado pelaprimeira vez numa canção 
composta por Noel Rosa16 “Coisas Nossas”, na década de 
1930. Na letra, Noel diz: "O samba, a prontidão e outras 
bossas, são coisas nossas". A expressão era uma gíria17 
utilizada para se referir a um "jeito de fazer18 as coisas". 
Dessa forma, os artistas se apropriaram do termo "bossa 
nova" para sugerir que estavam compondo e cantando19 
de uma nova maneira20 
, 
 
78 – CAÇA-PALAVRA: ASSEMBLAGE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 ASSEMBLAGE: 
O termo Assemblage1 origina-se do francês e 
significa montagem2
. Ao primeiro olhar, a 
assemblage pode parecer uma arte estranha. Na 
realidade, é um trabalho no qual o artista une 
objetos3
, por colagem ou encaixe, expressando o 
seu imaginário4
. Os objetos que fazem parte das 
obras permanecem em seu estado original, mas, 
unidos, parecem diferentes5
. O termo 
Assemblage foi incorporado6 às artes, em 1953, 
pelo pintor e gravador francês Jean Dubuffet para a 
exposição The Art of Assemblage, no Museu de Arte 
Moderna – MoMA – de Nova York em 1961. 
Ao se utilizar de diversos materiais como papéis, tecidos7
, 
madeira “colados” a uma tela o artista consegue ultrapassar as 
limitações8 da superfície, rompendo assim o limite da pintura, 
criando uma junção da pintura com a escultura9
. Mas, esse tipo 
de obra artística já vinha sendo produzida10 desde o começo do 
século 20, como nas colagens cubistas feitas por Pablo Picasso e 
Georges Braque, nas esculturas dos futuristas e no dadaísmo, 
sobretudo pelo ready-made de Marcel Duchamp. E obras do 
polonês radicado11 no Brasil pelas obras de Franz Krajcberg e os 
brasileiros Wesley Duke Lee e Arthur Bispo do Rosário12
. Três 
técnicas distinguem-se como características principais13 desta 
fase: "encaixes", collages e assemblages, pela agregação e 
ligação14 de elementos diversos na caixa de "encaixe". Estas três 
formas de exprimir uma mesma idéia fundamental15 em 
relação a métodos firmados por signos e estruturas16 com 
inclusão de objetos de sucata17 de significados pseudo científicos 
ou - como prefere a artista - etnográficos e antropológicos18 de 
suas raízes, constituem uma espécie de "quebra-cabeça" projetadas 
nos encaixes e nos relevos19 que evocam o jogo do tempo20
. 
, 
, 
 
79 – CAÇA-PALAVRA: A JUNK ART – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A JUNK ART: 
A Junk Art1 
em Inglês. Arte de sucata2
, movimento surgido nos EUA na década de 
1960, defendendo que qualquer objeto ou material3 pode servir para a obra de arte, 
como acontece nas colagens. As junk sculptures recorrem a materiais 
abandonados4
, sucatas, ferros5 velhos, canos, aspiradores de pó e restos6 de 
automóveis, que são usados como alegorias7 das megacidades e seus ambientes 
degradados e poluídos. O italiano Ettore Colla (1899-1968) preferiu predominantemente 
pedaços de máquinas industriais inutilizadas8
. O termo Junk Art (tradução literal: 
arte lixo9
) foi empregado pela primeira vez pelo crítico britânico de arte e curador 
Lawrence Alloway em 1961, para descrever obras de arte feitas a partir de sucata de 
metal, máquinas quebradas, trapos10 de pano, madeira, papel e outros materiais11 
"achados". Materiais banais12 usuais no dia a dia são a sua marca de identificação. 
Mas essa ideia não é recente. O movimento modernista iniciado no início do século XX já 
pregava13 a fuga dos materiais tradicionais14 e a vontade de mostrar que a arte 
pode ser feita com qualquer15 coisa. O artista dadaísta Marcel Duchamp16 (1887- 
1968) se destaca como sendo um dos pioneiros17 pela sua coragem e excentricidade 
ao criar os “ready-mades”, um artigo produzido em massa, escolhido 
aleatoriamente18 isolado de seu contexto habitual e apresentado como uma obra 
de arte. Temos como exemplo a famosa “Roda19 de bicicleta”, um ready made 
elaborado em 1913 e que se encontra atualmente20 no Centro Pompidou em Paris. 
, 
, 
, 
, 
. 
. 
 
80 – CAÇA-PALAVRA: O NEOEXPRESSIONISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O NEOEXPRESSIONISMO: 
O Neo-Expressionismo1 foi um movimento artístico, que surgiu na Alemanha entre 
o final da década de 1970 e começo da década de 1980. Desenvolveu-se, 
principalmente, na década de 1980. Este movimento espalhou-se pela Europa2 
principalmente pela Áustria e Suíça. Também chegou aos EUA, na década de 1980. Foi 
no segmento3 artístico da pintura que ele ganhou grande destaque4
. O Neo- 
Expressionismo recebeu grande influência5 de um movimento artístico italiano 
conhecido como Transvanguarda. Na Alemanha, este movimento também foi chamado 
de Neue Wilde (Novos Selvagens). As novas tendências informais e figurativas 
surgiram6 no inicio da década de 1970, com toda sua carga de violência e emoção, de 
humor e sujeira (Bad Painting), de temas políticos, mitológicos, simbólicos7 e 
desbragada fantasia são uma reação ao intelectualismo da Arte Concreta e à assepsia da 
Minimal Art com seus sistemas, sua lógica8 e seu rigor purista. A nova pintura9
, 
definida como não-autoritária, desenvolveu-se simultaneamente na Itália, Alemanha e 
Estados Unidos. É um movimento10 que procurava resgatar a figuração, a emoção 
declarada, a autobiografia, a memória, a psicologia, o simbolismo, a sexualidade, a 
literatura11 e a narrativa. Ou melhor, desejava resgatar12 a pintura como meio de 
expressão. O Neoexpressionismo teve vários artistas representantes13 destacamos: 
Georg Baselitz, Anselm Kiefer, A.R. Penck e Jörg Immendorff. 
 
Principais características: 
 Pinturas marcadas pela presença 
visual da emoção14 
 Pinturas figurativas15 de 
grandes dimensões16 
 Os artistas do Neo-Expressionismo 
executavam suas obras com 
grande rapidez17
. 
 Oposição18 ao estilo 
convencional de arte 
burguesa19 
 Presença de cores agressivas20 
, 
. 
. 
. 
. 
 
81 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE ABORÍGENE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE ABORÍGENE: 
A arte aborígene1 está cheia de simbolismos2 que 
se manifestam em uma extraordinária combinação de 
formas3
, figuras e fundos. Utilizam-se 4 cores básicas: o 
ocre4 vermelho, ocre amarelo, caolim e o preto do 
carvão. Para pintar estas cores diluem-se em água, 
utilizando a ponta de um dedo ou um pedaço de madeira. 
Os aborígenes, normalmente, costumam decorar5 todos 
os objetos de uso cotidiano6 como cestas, 
bumerangues7
, facas, escudos, copos, recipientes, etc. 
Em algumas cerimônias, os aborígenes pintam o corpo8
, 
além de adorná-lo com penas de diferentes cores. Quando 
se tenta definir as pinturas aborígenes, fala-se em 
expressões "realistas". Por exemplo, os indígenas 
representam, na silhueta de um animal9
, atributos que 
o aborígene sabe encontrar-se dentro dele. Assim, pode 
desenhar os ossos, zonas musculares10 ou inclusive os 
intestinos. Muitas vezes, ao representar um peixe, 
desenham seu espinhaço, a bexiga11 ou as entranhas. 
Geralmente, as pinturas têm um caráter mágico e fazem- 
na para obter dos espíritos12 a ajuda necessária para a 
caça13 dos animais pintados. O laço de união entre os 
antepassados14 e os aborígenes são os tótens15 
Cada indígena tem seu próprio e pessoal tótem ou 
"sonho", quer dizer ilusão, sonho. Estes tótens 
representam16 diversas e variadas formas, geralmente 
sob o aspecto de animais. O “pintar” aborígene está 
próximo do “sonhar17
”, não pelas vias do inconsciente, 
tal qual concebeu a Psicologia, mas de uma linhagem de 
conhecimento18 mitológico animista. Dela, brotam 
narrativas ancestrais19 passadas de geração a geração, 
muitas vezes como estratégia de sobrevivência20 
 
82 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE DA CHINA – Apostila Praticar a Arte– Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE DA CHINA: 
Arte e arquitetura da China1 desde a Idade da 
Pedra até o século XX, que representa as 
conquistas2 mais significativas da civilização 
mais antiga do mundo. O princípio 
fundamental3 de todos os aspectos da cultura 
chinesa é o equilíbrio4 harmônico e, assim, sua 
arte é uma sutil mistura5 de tradições e 
inovações6
, de ideias autóctones e 
estrangeiras7
, de imagens profanas8 e 
religiosas. O estabelecimento da República 
Popular da China, em 1949, introduziu outro 
campo importante na arte e na cultura9 do país. 
Sob o mandato de Mao Tsé-tung, o conteúdo 
político foi incutido na pintura e nas artes 
decorativas10 Os estilos pictóricos procediam 
das escolas posteriores à dinastia Qing, porém 
incluindo nos temas11 os louvores à 
reconstrução12 socialista. Muitas artes 
populares13 tradicionais, que não haviam sido 
reconhecidas como tais durante os períodos 
dinásticos, passaram a ocupar um lugar 
destacado. As artes têxtil14 da cestaria, da 
joalheria15 e da gravura em madeira se 
somaram às da cerâmica16 da laca e do 
entalhe17 em jade, ante a importância cobrada 
ao artesanato tanto para o uso interno quanto 
para a exportação18 Depois da morte de Mao, 
ocorrida em 1976, a arte chinesa se apresenta 
menos politizada19 em todos os sentidos, o 
que permitirá julgar melhor sua evolução futura 
dentro do contexto de sua tradição20 histórica. 
. 
, 
, 
. 
. 
. 
 
83 – CAÇA-PALAVRA: A VÍDEO ARTE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A VÍDEO ARTE: 
A vídeo1 arte é uma forma de expressão artística, na 
qual o vídeo é o elemento2 principal. Supõe uma nova 
linguagem3
, uma nova inter-relação entre imagem e 
espectador, em que a primeira sai da tela para interagir 
com o resto do meio, integrando as imagens junto aos 
demais elementos4 que a formam. Ajudado pelas 
novas tecnologias5
, esta arte consegue projetar6 
as imagens além do monitor e para diferentes 
direções7
, obrigando ao público a iniciar um 
percorrido8 sobre um espaço, de um todo, do qual as 
projeções fazem parte. Surgiu na década de sessenta, 
como meio artístico, num contexto no qual os artistas 
procuravam uma arte contrária9 à comercial. 
Entre seus princípios está a crítica à televisão10 a qual 
representa, em certo modo, a cultura atual. Durante os anos 
oitenta, as imagens utilizadas por esta arte procuram provocar 
na audiência11 estados anímicos e evocar sensações12 Na 
atualidade, os avanços13 da tecnologia, permitem ampliar o 
leque de suas possibilidades14 criativas. Surgiu na década de 
60 através dos trabalhos de integrantes do grupo Fluxus, e os 
pioneiros foram o coreano Naum June Paik e o alemão Wolf 
Vostell. Antes disso, o vídeo era usado apenas para fins 
comerciais15 
empresas16 
como para a televisão e treinamento em 
Além disso, seu início foi marcado pelo alto 
preço dos equipamentos o que limitou essa linguagem a artistas 
de países desenvolvidos, onde o acesso à tecnologia era menos 
custoso17 Os artistas do Fluxus procuravam18 através dos 
novos suportes audiovisuais, criar uma espécie de “contra- 
televisão” e justamente fazer uma crítica aos ideais19 desse 
meio e dos modelos comerciais da época, subvertendo20 seu 
uso mais frequente. 
, 
, 
. , 
, 
- 
, 
. 
 
84 – CAÇA-PALAVRA: A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA: 
Em 1816, durante a estada da família1 real 
portuguesa no Brasil, chega ao Rio de Janeiro um 
grupo de artistas franceses2 com a missão de 
ensinar artes plásticas na cidade3 que era, então, 
a capital do Reino unido de Portugal e Algarves. O 
grupo ficou conhecido como Missão4 artística 
francesa. O convite para a vinda do grupo teria 
partido de Antonio Araújo Azevedo, Conde da 
Barca, ministro de dom João 6º. Preocupado com o 
desenvolvimento5 cultural da colônia6 que 
havia se transformado em capital, o rei trouxe para 
cá material para montar a primeira gráfica7 
brasileira, onde foram impressos8 diversos livros 
e um jornal chamado "A Gazeta do Rio de Janeiro". 
Já a missão tinha o objetivo de estabelecer9 o 
ensino oficial das artes plásticas no Brasil, e acabou 
influenciando o cenário10 artístico brasileiro, 
além de estabelecer um ensino acadêmico 
inexistente até então. A missão foi organizada por 
Joaquim Lebreton11 e composta por um grupo de 
artistas plásticos. Dela faziam parte os pintores 
Jean-Baptiste Debret12 e Nicolas Antoine 
Taunay13 os escultores Auguste Marie Taunay, 
Marc e Zéphirin Ferrez e o arquiteto Grandjean de 
Montigny14 Esse grupo organizou, em agosto de 
1816, a Escola Real das Ciências, Artes e Ofícios15 
transformada, em 1826, na Imperial Academia e 
Escola de Belas16 Artes. Os artistas da Missão 
Artística Francesa pintavam, desenhavam17 
esculpiam18 e construíam19 à moda europeia, 
obedecendo ao estilo neoclássico20 
, 
. 
, 
 
85 – CAÇA-PALAVRA: O MANEIRISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O MANEIRISMO: 
O Maneirismo1 representa um estilo artístico 
que surgiu na Itália no século XVI, no período 
entre a Renascença e o Barroco (1520 a 1600). 
Nesse período a Europa passava por diversas 
transformações2 políticas, econômicas e 
culturais, tal qual o Renascimento e a 
Contrarreforma, o que fez surgir uma nova 
estética3 que fugia dos moldes 
tradicionais4 e que se espalhou rapidamente 
por toda a Europa. Esse movimento artístico 
utilizou da arquitetura5 escultura6
, artes 
plásticas7
, música8 e literatura9
, para 
apresentar uma arte mais perturbadora, 
exagerada10 e sofisticada. Além disso, os 
artistas do maneirismo buscavam se afastar11 
dos moldes renascentistas (cânones clássicos), 
inaugurados12 por figuras da alta renascença 
como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael 
Sanzio. O termo “maneirismo” advém do italiano 
“maneira” que significa “ao modo”, ao referir-se 
ao estilo próprio13 de cada artista. O termo foi 
popularizado e utilizado pela primeira vez pelo 
artista italiano Giorgio Vasari14 como 
sinônimo de leveza15 e sofisticação. Para 
muitos historiadores da arte, o maneirismo 
representou um momento de transição16 
entre a Alta Renascença e o Barroco, enquanto 
outros acreditam ser uma escola artística 
independente17
. Nesse ínterim, alguns 
estudiosos18 consideram o maneirismo um 
período de decadência19 das artes, o qual 
fora muito criticado20 na época. 
, 
. 
. 
 
86 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE AFRO-BRASILEIRA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE AFRO-BRASILEIRA: 
A cultura afro-brasileira1 nasceu profundamente 
baseada nas raízes das culturas africanas2 e percorreu 
um longo caminho de séculos3 para que essa cultura 
fosse realmente conquistando autonomia4 e 
singularidade5 própria em seus costumes. Iniciando a 
cultura afro-brasileira com a chegada dos escravos6 ao 
país, primeiramente as artes produzidas localmente eram 
na verdade releituras e recriações7 das obras vinda da 
cultura africana, porém ao passar do tempo, ficou cada 
vez mais eminente que a principal herança8 deixada 
pela cultura africana foi os sentimentos9 e os 
valores10 emocionais deixados para as comunidades 
descendentes que já possuíam um caráter cultural já 
constituído. 
Muito das artes e os elementos11 artísticos produzidos esculturalmente e 
artesanalmente pelos afrodescendentes12 no período colonial e imperial, foi uma 
união com as culturas portuguesas e indígenas presentes no convívio dos escravos13 
Além do destaque artístico afro-brasileiro nas esculturas14e pinturas15 durante o 
período barroco, a arte musical foi notoriamente a mais difundida e até hoje 
repassada16 e ensinada para as novas gerações17 Através dos atabaques18 
agogôs19 tambores e berimbaus20 a música afro-brasileira é ainda disseminada 
através das religiões, dos ensinos culturais e também pela capoeira. 
, 
, , 
 
87 – CAÇA-PALAVRA: O NEOPLASTICISMO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O NEOPLASTICISMO: 
O Neoplasticismo1 foi um movimento 
artístico vanguardista das artes (plásticas, 
arquitetura, designer, escultura, literatura) que 
teve início no século XX, sendo seu precursor o 
pintor neerlandês Piet Mondrian2
. Foi ele o 
criador do termo que deu nome ao movimento, 
definido em uma de suas obras3
: “Le Neo- 
plasticisme”. 
O movimento neoplástico, baseado nos ideais dos 
movimentos cubista4 e naturalista5 e, ainda na 
teosofia, propunha uma nova expressão artística, 
ou seja, uma nova “plasticidade” pautada na 
abstração geométrica6 e redução da expressão 
plástica, expressas pela clareza7
, 
objetividade8 e ordem9
. O Primeiro Manifesto 
do Neoplasticismo, foi publicado na Revista “De 
Stijl” (O Estilo), em 1918, ano do fim da 
primeira10 guerra mundial. O segundo e o 
terceiro manifesto, foram publicados dois anos mais 
tarde (1920). 
No total foram cinco manifestos publicados até 1923, entretanto, a revista vigorou até 
1928, quando o movimento começa a apresentar um declínio11 Mondrian foi 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
colaborador12 da revista até 1924, quando apresentou divergências de 
pensamento13 com Theo van Doesburg, sobretudo acerca da “Teoria do 
Elementarismo”, que focava na presença de linhas diagonais14 em detrimento das 
verticais15 e horizontais16
, fato que contestava Mondrian. Na época, o movimento 
foi muito criticado por diversos artistas, principalmente por aqueles que rejeitavam a 
corrente abstracionista, colocando em questão a “verdadeira17 arte”, que segundo 
os críticos, estava longe da arte neoplástica, sem representação18
. No entanto, o 
movimento neoplástico influenciou diversos19 movimentos artísticos como a "Escola 
de Bauhaus20 e o "Abstracionismo". " 
 
 
88 – CAÇA-PALAVRA: A POESIA CONCRETA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A POESIA CONCRETA: 
A poesia concreta1 surgiu com o Concretismo, fase literária voltada para a 
valorização2 e incorporação3 dos aspectos geométricos à arte (música, poesia, 
artes pláticas). Em 1952, a poesia concreta tem seu marco inicial através da publicação 
da revista “Noigrandes”, fundada por três poetas: Décio Pignatari, Haroldo de Campos e 
Augusto de Campos. Contudo, é em 1956, com a Exposição Nacional de Arte Concreta 
em São Paulo, que a poesia concreta se consolida4 como uma nova e inusitada5 
vertente6 da literatura brasileira. O poema do Concretismo tem como característica 
primordial o uso das disponibilidades gráficas que as palavras possuem sem 
preocupações com a estética tradicional7 de começo, meio e fim e, por este motivo, 
é chamado de poema-objeto. A poesia concreta começa por assumir uma 
responsabilidade8 total perante a linguagem: aceitando o pressuposto9 do 
idioma histórico como núcleo indispensável de comunicação, recusa-se a absorver as 
palavras com meros veículos indiferentes10 sem vida sem personalidade sem 
história - túmulos-tabu com que a convenção insiste em sepultar a idéia. O poeta11 
concreto não volta a face às palavras, não lhes lança olhares12 oblíquos: vai direto ao 
seu centro, para viver e vivificar a sua facticidade. 
Outros atributos que podemos 
apontar deste tipo de poesia são: 
 A eliminação13 do verso. 
 O aproveitamento do espaço em 
branco14 da página para 
disposição das palavras. 
 A exploração15 dos aspectos 
sonoros16 visuais e 
semânticos dos vocábulos17
. 
 O uso de neologismos18 e 
termos estrangeiros. 
 Decomposição das palavras19 
 Possibilidades de múltiplas20 
leituras. 
, 
, 
. 
 
89 – CAÇA-PALAVRA: O CORPO NA DANÇA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O CORPO NA DANÇA: 
A consciência corporal1 é um fator muito 
importante na vida de um dançarino, o 
domínio da dança tem uma relação bastante 
íntima2 com esse seguimento. Devemos 
trabalhar muito para adquirir essa técnica de 
conhecimento3 do corpo, para tirar o 
maior proveito4 possível da dança. O corpo 
tem uma relação completa com a dança, por 
vários motivos. Alguns deles são: Saúde5
, 
Leveza6
, Flexibilidade7 e 
condicionamento8 Físico. Quando 
praticamos a dança, usamos uma ferramenta 
bastante complexa que é o corpo e aí 
passamos a dar real valor a essa 
ferramenta9
. Nos alimentamos melhor, 
buscamos10 sempre estar em dia com a 
saúde dormindo e descansando 
adequadamente. Com isso melhoramos de 
maneira global nosso metabolismo11 e 
qualidade de vida. Com a prática dos 
exercícios12 que envolvem as técnicas de 
dança e até mesmo com a própria dança, 
adquirimos muita flexibilidade nos movimentos 
como um todo, facilitando a oxigenação13 
dos músculos e trazendo por consequência 
muita leveza ao organismo14 e estrutura 
muscular15 Quando dançamos Temos mais 
fôlego16 para as atividades cotidianas17 e 
nos cansamos bem menos. A expectativa18 
de vida aumenta e o metabolismo19 como 
um todo melhora20 significativamente. 
. 
 
90 – CAÇA-PALAVRA: O TEATRO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O TEATRO: 
O teatro1 surgiu na Grécia Antiga, no séc. IX a.C. 
Consiste em representar2 uma situação e 
estimular sentimentos na audiência3
. A tríade: 
quem vê, o que se vê e o imaginado é o apoio do 
drama4
, pois ele exige uma reflexão propiciada 
através do ator ou conjunto de atores 
interpretando uma história5
. A palavra teatro 
pode significar6 tanto o prédio7 em que se 
exibem as diferentes formas de arte como uma 
delimitada arte. A arte de representar prosperou 
em terrenos sagrados na Índia, Egito, Grécia8
, 
China e nas Igrejas da Idade Média. O modo pelo 
qual o homem descobriu para revelar seus 
sentimentos9 de amor e ódio. As primeiras 
sociedades primitivas acreditavam que a dança 
imitativa influenciava10 os fatos necessários à 
sobrevivência através de poderes sobrenaturais, 
por isso alguns historiadores assinalam a origem do 
teatro a partir deste ritual11 Os principais 
gêneros12 dramáticos conhecidos são: a 
tragédia13 nascida na Grécia, a comédia14 que 
representa os ridículos da humanidade, a 
tragicomédia15 que é a transição da comédia 
para o drama e o drama16 (melodrama), ao ser 
representado é acompanhado por música. O Padre 
José de Anchieta evidenciou a implantação do 
teatro no Brasil com o interesse de catequizar17 
os índios para o catolicismo e impedir os hábitos 
condenáveis dos colonizadores portugueses, sendo 
assim uma ideia18 mais religiosa19 do que 
artística20 
. 
. 
 
91 – CAÇA-PALAVRA: A ESCULTURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ESCULTURA: 
A escultura1
, grosso modo, é a arte de 
transformar2 matéria bruta (pedra3
, metal4
, 
madeira5 etc.) em formas espaciais6 com 
significado. Quando dizemos “formas espaciais”, 
queremos dizer formas em terceira7 dimensão, isto 
é, com volume8
, altura9 e profundidade10 Das 
artes plásticas, a escultura é uma das que mais 
estabelecem interação com o grande público. Isso 
porque, geralmente, elas são pensadas e 
produzidas11 com a finalidade de ocupar espaços 
públicos. É assim, por exemplo, com os conjuntos 
esculturais gregos e romanos; mas também com as 
esculturas produzidas na época do Renascimentoou 
em culturas12 de religiões tradicionais, como o 
budismo e o hinduísmo. Muitas vezes, as esculturas 
são também projetadas para acompanhar 
complexos13 arquitetônicos, com o objetivo de 
compor um conjunto artístico harmonioso. É o caso 
das esculturas que acompanham as catedrais14 
góticas da Idade Média e os palácios em estilo clássico 
do período das monarquias absolutistas. Além disso, 
de acordo com a época15 a civilização e a escola 
artística, a escultura sofre variações temáticas16 e 
formais. Isso se torna evidente quando comparamos as 
obras de um escultor renascentista (do século XVI), 
como Michelangelo, com as obras de um escultor 
primitivista ou cubista, como Picasso (do século XX). A 
“Pietá” de Michelangelo, por exemplo, seguramente, 
tem uma expressão17 realista típica do 
Renascimento, que busca transmitir18 a dor do 
tema19 da deposição do corpo de Cristo da cruz e a 
contemplação20 pela mãe. 
. 
, 
”. 
 
92 – CAÇA-PALAVRA: A GRAVURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A GRAVURA: 
A Gravura1 nada mais é do que uma linguagem 
visual que representa um tipo de arte, como 
pinturas2 e relevos3
. Com essa técnica, a imagem 
é obtida por meio da impressão de uma matriz4
, na 
qual um desenho é gravado com uma ferramenta 
chamada buril5
. Trata-se de um modo de 
reprodução6 assinado e numerado que conta com 
forte valor artístico. Afinal, por meio dessa técnica, o 
artista produz peças7 únicas e dispensa8 artifícios 
tecnológicos. A história da gravura é mais antiga do 
que muita gente imagina9
. Ela foi particularmente 
importante no século II, quando os chineses, por meio 
de pedras e madeiras10 gravavam sua arte. No 
ocidente11 a gravura teve seu início junto com o 
surgimento do papel, no século XIV. Porém, foi em 
meados do século seguinte12
, na Alemanha e na 
Itália, que a técnica13 começou a ganhar14 fama. 
Desenvolvido por ourives15 esse método se 
propagou por toda a Europa. Desse período em diante, 
os artistas que utilizaram a gravura no ocidente 
começaram a ser chamados16 de Mestres da 
Gravura. Um dos primeiros trabalhos conhecidos da 
arte da gravura foram feitos pelo Mestre E. S., um 
alemão anônimo que colocava as letras E. S. em suas 
peças. Depois, Martin Schongauer obteve 
destaque17 nessa área. Além de ourives, 
Schongauer foi um conhecido pintor alemão que 
produziu várias obras18 com esse método. Outro 
importante artista do período foi o Mestre de 
Housebook, que elaborou19 a famosa gravura “Par 
de Amantes20 
, 
, 
, 
- 
, 
, 
 
93 – CAÇA-PALAVRA: A PINTURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A PINTURA: 
A pintura1 é uma manifestação artística 
muito antiga que utiliza técnicas de 
coloração2 em uma superfície 
bidimensional3
. Esse tipo de manifestação 
acompanhou o desenvolvimento das 
sociedades4
, no entanto, a partir do século 
XIX, com a criação da fotografia, ela sofreu um 
declínio5
. Atualmente, com a evolução da 
tecnologia a pintura adquire diversas 
técnicas6
, modelos7 e tendências8
. As 
pinturas podem ser Figurativas9 (com 
representações da realidade) ou Abstratas10 
(não representacional). Os gêneros mais 
difundidos de pinturas são: natureza11 
morta, retratos12 paisagem13
, dentre 
outros. A estética é um conceito que está 
vinculado à beleza e, portanto, é fundamental 
nas artes, por exemplo, na criação de imagens 
e combinação de tons14 matizes15 
texturas16 O conceito de “belo” está 
apoiado na estética clássica grega e romana, a 
qual fundamentou outros momentos 
posteriores17 da história da arte, por 
exemplo, o Renascimento Cultural. Os 
materiais mais utilizados para a realização de 
pinturas são os pincéis18 espátulas, rolo, 
tela, papel19 parede, murais, tinta. As cores 
designam elementos fundamentais da pintura. 
Elas são extremamente importantes para criar 
profundidade, volume20 e oferecer 
movimento às pinturas. 
, 
. 
, 
, 
, 
 
94 – CAÇA-PALAVRA: O DESENHO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O DESENHO: 
O desenho1 é a arte de representar, ou 
criar formas2
, utilizando materiais como 
lápis3
, carvão4
, pincel5
. Diferencia-se da 
pintura e da gravura, por ser considerado 
tanto como processo6 quanto como 
resultado7 artístico, uma obra 
bidimensional composta por linhas8 
pontos9 e formas10
. Na pintura a 
superfície é marcada por lápis, caneta, pincel, 
os movimentos dão origem aos pontos, linhas 
e formas planas. Outro aspecto que 
diferencia11 o desenho da pintura, é que 
no primeiro não há mistura12 de cores 
antes da aplicação, essas são utilizadas 
puras13
, enquanto na pintura as cores são 
misturadas para dar origem a outras novas. 
Existem várias técnicas de desenho, e a 
escolha dos materiais utilizados está 
relacionada14 com a mesma. O desenho 
existe desde a Pré-História, como forma de 
manifestação15 estética e linguagem 
expressiva16 porém obteve status de arte 
durante a Idade Média. O desenho 
possibilitou o estudo da figura17 humana. 
Desde o final do século XIX, os desenhos 
eram bastante utilizados em 
publicidade18 As possibilidades técnicas 
da arte do desenho foram ampliadas nas 
últimas décadas19 do século XX, com o 
computador20 
, 
. 
. 
 
95 – CAÇA-PALAVRA: O HIP HOP – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 O HIP HOP: 
O Hip Hop1 é uma cultura popular que surgiu entre as 
comunidades2 afro-americanas do subúrbio de Nova 
York na década de 1970. A música3 é a principal 
manifestação artística do hip hop, que também tem na 
dança4 e no grafite5 forte representação. Dos 
Estados Unidos6
, a cultura hip hop se espalhou pelo 
mundo. No Brasil, a cidade de São Paulo é aquela com 
maior número de adeptos e com uma relevante 
produção7 artística. Embora existam algumas 
traduções da expressão hip hop como balançar dos 
quadris, neste caso o vocábulo hip em inglês8 tem a 
conotação de "o que está na moda, acontecendo neste 
momento", e hop seria um movimento de dança. E ainda 
de acordo com registros9 norte-americanos, o termo 
hip hop é na verdade o som da cadência10 da marcha 
dos soldados, que foi comparado ao ritmo dos MCs no 
palco, ao lado dos DJS, ao proferir o rap11 O hip hop 
teria sido registrado pela primeira vez em 1979, na 
gravação12 da música "Rapper’s Delight", do grupo 
Sugarhill Gang. Mas a expressão hip hop não tem uma 
única fonte e diversas13 figuras tenham alegado a sua 
criação, como o DJ Lovebug Starski, Afrika Bambaataa, 
Keith ‘Cowboy’ Wiggins e Grandmaster Flash. Com a sua 
origem nas periferias14 de Nova York, o hip hop 
americano15 acabou se tornando a expressão mais 
famosa16 em termos musicais. O hip hop gospel é um 
dos estilos provenientes17 desta cultura de rua, com 
forte perpetuação18 entre os jovens evangélicos de 
periferia. As letras19 das músicas do hip hop gospel 
discutem20 a realidade social, mas sempre com uma 
lição e mensagem de fé. 
. 
, 
 
96 – CAÇA-PALAVRA: A TATUAGEM – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A TATUAGEM: 
Tudo indica que a prática de marcar1 o corpo é tão antiga 
quanto a própria humanidade. Mas, como é impossível encontrar 
corpos de eras tão remotas2 com a pele preservada, temos de 
nos basear em amostras mais recentes. É o caso de múmias 
egípcias do sexo feminino, como a de Amunet, que teria vivido 
entre 2160 e 1994 a.C. e apresenta traços e pontos inscritos na 
região abdominal – indício de que a tatuagem3
, no Egito 
Antigo, poderia ter relação com cultos à fertilidade. Um registro 
bem mais antigo foi detectado no famoso Homem do Gelo, 
múmia4 com cercade 5 300 anos descoberta em 1991, nos 
Alpes. As linhas azuis em seu corpo podem ser o mais antigo 
vestígio de tatuagem já encontrado – ou, então, cicatrizes5 de 
algum tratamento medicinal adotado pelos povos da Idade da 
Pedra. Mesmo com tantas incertezas6
, os estudiosos 
concordam que, já nos primórdios7 da humanidade, a 
tatuagem deve ter surgido na busca de tentar preservar a 
pintura8 do corpo. “Um dos objetivos seria permitir ao 
indivíduo9 registrar sua própria história, carregando-a na pele 
em seus constantes deslocamentos”, A prática10 se difundiu por 
todos os continentes11 com diferentes finalidades: rituais 
religiosos12 identificação13 de grupos sociais, marcação de 
prisioneiros e escravos (como a tatuagem era usada pelo Império 
Romano), ornamentação14 e até mesmo camuflagem15
. 
No Ocidente, a técnica caiu em desuso com o cristianismo, que a 
proibiu – afinal, está escrito no Levítico, livro do Antigo 
Testamento: “Não façais incisões no corpo por causa de um 
defunto e não façais tatuagem”. A tradição16 só foi 
redescoberta em 1769, quando o navegador17 inglês James 
Cook realizou sua expedição18 à Polinésia e registrou o 
costume19 em seu diário de bordo: “Homens e mulheres 
pintam seus corpos”. Na língua deles, chamam isso de tatau20
. 
, 
. 
 
97 – CAÇA-PALAVRA: A ARQUITETURA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARQUITETURA: 
A Arquitetura1 é a arte e técnica de projetar2 uma 
edificação ou um ambiente de uma construção3
. É o 
processo artístico e técnico que envolve a elaboração de 
espaços organizados e criativos para abrigar diferentes 
tipos de atividades humanas. A arquitetura é a 
disposição das partes ou dos elementos que compõem 
os edifícios ou os espaços urbanos em geral. Essa arte é 
composta pelo conjunto dos princípios4
, normas5
, 
técnicas6 e materiais7 utilizados pelo arquiteto, 
para criar um espaço arquitetônico. O arquiteto é o 
profissional8 legalmente habilitado para o exercício 
da arquitetura. Etimologicamente, a palavra arquitetura 
se originou a partir do grego arkhitekton, junção dos 
termos arkhé ("principal") e tékhton ("construtor" ou 
"construção"). No entanto, antes de chegar à Língua 
Portuguesa a palavra foi absorvida pelo latim, 
architectus. Cada civilização, em diferentes9 épocas 
da história, construiu projetos arquitetônicos com base 
em elementos10 próprios. A inspiração para essas 
particularidades está na cultura11 tradição e modo de 
vida das respectivas sociedades12
. Os desenhos de 
caráter industrial13 tinham formas simples, 
geométricas e, ao contrário da arquitetura clássica, com 
pouca (ou nenhuma) ornamentação. A prioridade14 
estava na funcionalidade15 dos edifícios, ou seja, o 
modo como estes podiam ser integrados na vida 
urbana16 e no cotidiano das pessoas. Também foi com 
os avanços trazidos durante a arquitetura moderna que 
foram construídos os primeiros arranha-céus no 
mundo17 Este tipo de construção é, sem dúvida18 
um dos maiores19 marcos desse estilo20 
arquitetônico. 
, 
, 
. 
 
98 – CAÇA-PALAVRA: A IMPORTÂNCIA DA ARTE – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A IMPORTÂNCIA DA ARTE: 
A arte1 nos dá um entendimento de mundo mais 
amplo, ela é um meio de comunicação2 entre as 
pessoas e os povos, ela nos dá subsídios para 
compreender melhor a vida e nos proporciona3 a 
união da nossa racionalidade4 com a nossa emoção 
e a nossa atividade corporal5 do divino. Conhecer a 
arte que é praticada pela nossa sociedade, ou pelo grupo 
cultural a que pertencemos é fundamental6 para 
construirmos a nossa própria identidade, contudo o 
contato com outras artes de outros grupos culturais nos 
proporciona o aprendizado7 e um melhor 
convívio8 com pessoas o que amplia a nossa visão de 
mundo. O artista consegue ver aquilo que as outras 
pessoas não vêem, ele cria o que está além do nosso 
cotidiano9 torna intensa a nossa sensibilidade e 
ainda tem a capacidade de promover uma visão crítica 
sobre um determinado tema, ou até mesmo propor uma 
reflexão10 seja com uma pintura, uma música, um 
poema ou um livro. Cada manifestação artística 
proporciona tendo uma identidade11 e até mesmo, 
uma linguagem própria, mas todas nos levam a uma 
coerência na qual a arte é sempre inspirada12 pelos 
sentimentos, pelas emoções e opiniões do artista. O 
artista usa a arte como uma maneira de expressar13 
os enigmas da vida e os verdadeiros14 sentimentos. 
“A importância15 da arte na vida das pessoas” dá-se 
principalmente pelo fato de abrir a nossa mente16 e 
de fazer fluir o nosso pensamento17 assim como 
têm uma grande importância social18 por integrar 
diversas pessoas com personalidades19 e 
características físicas diferentes dentro de um meio20 
, 
, 
, 
, 
 
99 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE COMO EXPRESSÃO – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE COMO EXPRESSÃO: 
Dentre os inúmeros meios e formas de 
expressões1 corporais e intelectuais que 
podemos nos utilizar para expressarmos os nossos 
pensamentos2
, as nossas emoções3
, as 
nossas críticas construtivas4 e até mesmo, os 
nossos sonhos ou devaneios, encontra-se a arte. É 
na arte da música5
, na arte da poesia6
, na arte 
da literatura7
, da pintura8
, da dança9 ou do 
teatro10 (principalmente) que milhares de 
pessoas em todo o mundo encontram o seu espaço 
para se expressarem e manifestarem de forma 
positiva11 os seus sonhos, projetos e obras 
pessoais. Um poeta transforma em poesia os seus 
pensamentos e opiniões sobre tudo o que achar 
que seja um bom tema. O músico transforma em 
canções as suas composições12 O pintor 
transforma13 em gravuras as suas 
imaginações14 O ator representa as mais 
diversas expressões artísticas do teatro da vida e o 
dançarino representa na dança os mais belos e sutis 
movimentos da arte. Afinal, todos somos capazes 
de representar, dançar, pintar, escrever15 um 
livro ou uma poesia e até mesmo pintar uma 
gravura, mas ninguém16 será tão autêntico 
quanto àqueles que já nascem com esse dom. Por 
isso, o incentivo às pessoas que querem 
desenvolver uma dessas formas de expressão, é de 
fundamental17 importância para os seus 
intelectos18 pois ao saberem que estão sendo 
notadas através de suas artes, todas se sentirão 
importantes para si mesmas19 e continuarão sem 
parar a busca por suas identidades20 artísticas. 
, 
. 
. 
, 
 
100 – CAÇA-PALAVRA: A ARTE E A VIDA – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] 
 
 A ARTE E A VIDA: 
A arte1 baseia-se na vida2
, porém não como matéria, mas 
como forma. Sendo a arte um produto direto do 
pensamento3
, é do pensamento que se serve como matéria; 
a forma vai buscá-la à vida. A obra de arte é um pensamento 
tornado vida: um desejo realizado4 de si mesmo. Como 
realizado tem que usar a forma5 da vida, que é essencialmente 
a realização; como realizado6 em si mesmo tem que tirar de si 
a matéria em que realiza. É mais do que natural se ouvir falar em 
arte na vida das pessoas7 a vida em sua existência 
humana8 já é a própria arte da criação divina no amor infinito 
de Deus, afinal são vários os movimentos artísticos na vida, a 
música, cinema, teatro, literatura, pintura, artesanato9 artes 
plásticas10 enfim… Inúmeras manifestações que poderia citar 
aqui, que representam aquilo que uns chamam11 de dom, 
mas que eu prefiro denominar de aprendizado em sua própria 
experiência de vida. A arte nos dá um entendimento12 de 
mundo mais amplo, ela é um meio de comunicação entre as 
pessoas e os povos, ela nos dá subsídios para 
compreender13 melhor a vida e nos proporciona a união da 
nossa racionalidade com a nossa emoção e a nossa atividade 
corporal dodivino. Conhecer a arte que é praticada pela nossa 
sociedade, ou pelo grupo14 cultural a que pertencemos15 
é fundamental para construirmos a nossa própria identidade, 
contudo o contato com outras artes de outros grupos culturais 
nos proporciona16 o aprendizado e um melhor convívio17 
com pessoas o que amplia a nossa visão de mundo. O artista 
consegue ver aquilo que as outras pessoas não veem, ele cria o 
que está além do nosso cotidiano, torna intensa a nossa 
sensibilidade e ainda tem a capacidade de promover18 uma 
visão crítica sobre um determinado19 tema, ou até mesmo 
propor uma reflexão20
, seja com uma pintura, uma música, 
um poema ou um livro. 
, 
, 
, 
 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 1/13 
01 – ARTE RUPESTRE: 02 – ARTE MESOPOTÂMICA: 03 – ARTE EGÍPCIA: 04 – ARTE GREGA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
05 – ARTE ROMANA: 06 – ARTE CRISTÃ PRIMITIVA: 07 – ARTE BIZANTINA: 08 – ARTE ROMÂNICA: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 2/13 
09 – ARTE GÓTICA: 10 – RENASCIMENTO ITALIANO: 11 – BARROCO ITALIANO: 12 – BARROCO NO BRASIL: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 – O ROCOCÓ: 
 
14 – O ROCOCÓ NO BRASIL: 
 
15 – A ARTE NEOCLÁSSICA: 
 
16 – A ARTE NEOCLÁSSICA NO BRASIL: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 3/13 
17 – ARTE NOUVEAU: 18 – A ARTE NOUVEAU NO BRASIL: 19 – A ARTE DÉCO: 20 – O REALISMO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 – IMPRESSIONISMO: 22 – O IMPRESSIONISMO NO BRASIL: 23 – O PÓS-IMPRESSIONISMO: 24 – O FAUVISMO: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 4/13 
25 – O FAUVISMO NO BRASIL: 26 – O EXPRESSIONISMO: 27 – O EXPRESSIONISMO NO BRASIL: 28 – O CUBISMO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 – O CUBISMO NO BRASIL: 
 
30 – O ABSTRACIONISMO: 
 
31 – O ABSTRACIONISMO NO BRASIL: 
 
32 - O DADAÍSMO: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 5/13 
33 – O DADAÍSMO NO BRASIL: 34 – O SURREALISMO: 35 – O SURREALISMO NO BRASIL: 36 – A OP ART: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 – A OP ART NO BRASIL: 
 
38 – A POP ART: 
 
39 – A POP ART NO BRASIL: 
 
40 – A ARTE CONCEITUAL: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 6/13 
41 – A ARTE CONCEITUAL NO BRASIL: 42 – A ARTE POVERA: 43 – O MINIMALISMO: 44 – O HIPER-REALISMO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 – A LAND ART: 
 
46 – A STREET ART: 
 
47 – A ARTE URBANA NO BRASIL: 
 
48 – A ARTE CONTEMPORÂNEA: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 7/13 
49 – A ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL: 50 – A ARTE DIGITAL: 51 – O CINEMA: 52 – A FOTOGRAFIA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 – A MÚSICA: 
 
54 – A ARTE AFRICANA: 
 
55 – A TOY ART: 
 
56 – PERFORMANCE: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 8/13 
57 – HISTÓRIA EM QUADRINHOS: 58 – A TEORIA DA COR: 59 – A ARTE INDÍGENA: 60 – O RÁDIO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 – A DANÇA: 
 
62 – O BALÉ: 
 
63 – A DANÇA CONTEMPORÂNEA: 
 
64 – O SIMBOLISMO: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 9/13 
65 – O PRIMITIVISMO: 66 – O FUTURISMO: 67 – A ARTE NAIF: 68 – A BODY ART: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 – O MODERNISMO NO BRASIL: 
 
70 – O MOVIMENTO ARMORIAL: 
 
71 – O MURALISMO MEXICANO: 
 
72 – O EXPRESSIONISMO ABSTRATO: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 10/13 
73 – O TROPICALISMO: 74 – A VANGUARDA RUSSA: 75 – O SUPREMATISMO: 76 – O CONSTRUTIVISMO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 – A BOSSA NOVA: 
 
78 – ASSEMBLAGE: 
 
79 – A JUNK ART: 
 
80 – O NEOEXPRESSIONISMO: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 11/13 
81 – A ARTE ABORÍGENE: 82 – A ARTE DA CHINA: 83 – A VÍDEO ARTE: 84 – A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 – O MANEIRISMO: 
 
86 – A ARTE AFRO-BRASILEIRA: 
 
87 – NEOPLASTICISMO: 
 
88 – A POESIA CONCRETA: 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 12/13 
89 – O CORPO NA DANÇA: 90 – O TEATRO: 91 – A ESCULTURA: 92 – A GRAVURA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
93 – A PINTURA: 
 
94 – O DESENHO: 
 
95 – O HIP HOP: 
 
96 – A TATUAGEM: 
 
 
 
SOLUÇÕES – Apostila Praticar a Arte – Volume 14. [Coleção Praticar a Arte – Professor Fabrício Secchin] - PÁGINA 13/13 
97 – A ARQUITETURA: 98 – A IMPORTÂNCIA DA ARTE: 99 – A ARTE COMO EXPRESSÃO: 100 – A ARTE E A VIDA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANOTAÇÕES DO PROFESSOR: 
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