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AULA 3
Elementos do Sistema de Proteção
Prof. Me. RAIMUNDO CEZAR CAMPOS DO NASCIMENTO
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1
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Elementos do Sistema de Proteção
Serviços Auxiliares
Elementos do Sistema de Proteção
Cálculo do número de elementos de um banco de Baterias
Determinar o número de elementos de um banco de baterias adotando as seguintes características:
Tensão de flutuação por elemento 2,18 V
Tensão final de descarga por elemento 1,73 V;
Tensão de carga por elemento 2,30 V.
O equipamento consumidor necessita operar em tensão nominal de 126 V, com tensões máxima de 138 V e mínima de 108 V.
Em Regime de Carga
Elementos do Sistema de Proteção
Em Regime de Descarga
Em Regime de Flutuação
16
Elementos do Sistema de Proteção
Selecionando 60 elementos
Tensão total de Flutuação
Tensão final de descarga por elemento
Tensão total de Carga
Elementos do Sistema de Proteção
Selecionando 58 elementos
Tensão final de descarga por elemento
Tensão total de Carga
Tensão total de Flutuação
Elementos do Sistema de Proteção
Selecionando 62 elementos
Tensão final de descarga por elemento
Tensão total de Flutuação
Tensão total de Carga
Elementos do Sistema de Proteção
Determinar a capacidade da bateria e especificar o banco de baterias para alimentar o sistema de corrente contínua de uma subestação de 224 MVA/ 13,8-69 kV, com quatro transformadores de 56 MVA, contendo 12 disjuntores de 69 kV, 6 disjuntores de 15 kV e o circuito de iluminação de emergência com 16 lâmpadas de 16 W. Estão instalados 18 relés digitais cuja carga unitária é 3 VA, 1 painel de integração de 820 VA, sistema de telecomunicações de 650 VA e um a painel IHM com 750 VA. A tensão do sistema de corrente contínua é de 125 V. Considerar o tempo de emergência de 1 hora e que os 8 disjuntores que fazem parte do sistema de proteção dos lados de alta e média tensão dos quatro transformadores podem operar simultaneamente (4 disjuntores de 69 kV e 4 disjuntores de 13,8 kV). A temperatura no interior da sala é de 35,5°
Elementos do Sistema de Proteção
Cargas Permanentes
painel IHM 
relés
painel
telecomunicações
Carga da bobina de abertura do disjuntor de 13,8 kV e 69 kV
Elementos do Sistema de Proteção
Motor de carregamento da mola do disjuntor de 13,8 e 69 kV
Circuito de Emergência
Elementos do Sistema de Proteção
Para atender a requisitos normativos define-se a capacidade nominal da bateria de atender 10 horas de funcionamento
Elementos do Sistema de Proteção
Atividade
Elementos do Sistema de Proteção
Transformadores de Instrumentação 
(TC )
Prof. Me. RAIMUNDO CEZAR CAMPOS DO NASCIMENTO
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27
Transformadores de Instrumentação 
O relé é o dispositivo mais importante de todo esquema de proteção, todavia, devemos lembrar que ele não protege sozinho o sistema elétrico. A proteção está pautada na operação conjunta do relé com outros dispositivos que desempenham papéis específicos, em especial disjuntores de potência e transformadores de instrumentação – de corrente (TC) e de potencial (TP). 
Em essência, o trinômio transformador de instrumentação-relé-disjuntor deve operar em completa harmonia, pois, o mau funcionamento de pelo menos um deles irá tornar o esquema de proteção completamente disfuncional. 
Transformadores de Instrumentação 
Os transformadores de instrumentos são usados para reduzir correntes e tensões primárias de LT para níveis economicamente manipuláveis;
Devem reduzir as correntes e tensões do SEP segundo uma relação especificada, de maneira a que as quantidades secundárias sejam proporcionais às primárias.
Transformador de Potencial (TP)
Cabos de instrumentação (CI) modelo coaxial RG-8
Impedância de Proteção (IP) 
Atenuador (At).
Transformador de corrente (TC)
Os TCs são equipamentos que fornecem uma corrente secundária de reduzida magnitude que é proporcional a uma corrente primária de elevada magnitude. Para realizar tal tarefa, o TC deve ser inserido em série com o condutor, cuja corrente deseja-se medir. 
Adicionalmente, podemos notar que o TC é monofásico, ou seja, para um sistema trifásico, devemos ter um transformador para cada condutor. Como o primário do TC está ligado a um condutor cuja diferença de potencial, em relação à malha de aterramento da subestação, pode chegar a algumas centenas de quilovolts, torna-se indispensável um isolamento seguro entre os enrolamentos primários e secundários envoltos no núcleo magnético do TC. 
A tensão entre os enrolamentos é praticamente desprezível, portanto, a tensão no secundário depende, única e exclusivamente, da impedância (carga) aplicada.
Transformador de corrente (TC)
Como exemplo, vamos considerar um TC com relação de transformação (RTC) de 500 A / 5A. Assumindo que a corrente que atravessa o primário seja igual a 240 A e uma carga 0,7 Ω é aplicada ao seu secundário, qual será a corrente e a tensão secundárias resultantes? 
Importante!!
Sempre será necessária uma corrente (pré-especificada) circulando no secundário do TC, para garantir que o seu núcleo seja magnetizado corretamente.
A impedância vista no secundário assegura uma correta operação do TC, contudo, ela também pode ser usada para fins de condicionamento do sinal que será enviado ao relé digital. 
Podemos observar que a corrente secundária ( sec i ) atravessa impedâncias puramente resistivas (Z) conectadas em série, assim, apoiando-se nos ombros da primeira Lei de Ohm e na regra do divisor de tensão, adequadas ás relações de tensão que podem ser obtidas. 
Transformador de corrente (TC)
Em vários países os enrolamentos secundários dos TC's são padronizados em 5 amperes, todavia, atualmente, também são adotados valores de 1 e 10 A. 
É o sensor que realiza a transdução da corrente do sistema de potencia para níveis apropriados para o processamento de relés de proteção, medidores e para fins de controle e supervisão; 
Basicamente, um TC consiste de um núcleo de ferro, enrolamento primário e enrolamento secundário. O primário geralmente é constituído de poucas espiras, enquanto o secundário possui numero suficiente para se obter uma corrente nominal de 5 A
Transformador de corrente (TC)
Transformadores de Medidas
TC - Características construtivas
Transformadores de Medidas - TC
Enrolamento primário é uma barra fixada através do núcleo de ferro; 
Os TC’s tipo barra fixa em são extensivamente empregados em painéis de comando de BT de elevada corrente, para proteção e para medição; 
Mais utilizado em SE´s de potencia de MT e AT;
TC Tipo Barra
Transformadores de Medidas - TC
É aquele cujo enrolamento primário é constituído de uma ou mais espiras envolvendo o núcleo do transformador; 
Usado principalmente para medição, mas também pode ser usado com relés;
Construção limita seu uso devido a baixa isolação, não maior que 15 kV.
TC Tipo Enrolado
Transformadores de Medidas - TC
Não possui primário fixo; 
É constituído por uma abertura através do núcleo, por onde passa o condutor que forma o circuito primário; 
Muito utilizado em painéis de comando de baixa tensão para pequenas e médias correntes.
TC Tipo Janela
Transformadores de Medidas - TC
Semelhante ao TC tipo barra, porém sua instalação é feita na bucha dos equipamentos (transformadores, disjuntores, etc.), que funcionam como enrolamento primário; 
São empregados em transformadores de potência para uso, em geral, na proteção diferencial, quando se deseja restringir ao próprioequipamento o campo de ação desse tipo de proteção.
TC Tipo Bucha
Transformadores de Medidas - TC
TC tipo janela em que parte do núcleo é separável para facilitar o enlaçamento do condutor primário; 
Utilizado na fabricação de equipamentos manuais de medição de corrente e potencia. 
Normalmente conhecido como alicate amperimétrico.
TC Tipo Núcleo Dividido
Transformadores de Medidas - TC
Possui vários enrolamentos primários distintos isolados separadamente; 
As bobinas primárias podem ser ligadas em série ou em paralelo, propiciando duas relações de transformação.
TC com Vários Enrolamentos Primários 
Possui vários enrolamentos secundários isolados e montados cada qual em seu próprio núcleo; 
O enrolamento primário enlaça todos os secundários, formando um só conjunto; 
Cada núcleo pode ter uma destinação distinta, com medição e proteção no mesmo equipamento.
TC com Vários Núcleos Secundários
Transformadores de Medidas - TC
Constituído de um único núcleo envolvido pelos enrolamentos primário e secundário; 
O primário pode ser constituído de um ou mais enrolamentos; 
O enrolamento secundário, por sua vez, apresenta uma ou mais derivações que poderão ser ligados em série ou em paralelo.
TC Tipo Derivação no Secundários
Transformadores de Medidas - Funcionamento do TC
A corrente no secundário não será afetada pela mudança de impedância de carga em uma faixa considerável; 
O circuito no secundário não deve ser interrompido enquanto o enrolamento primário estiver energizado, pois a f.e.m. induzida no secundário nestas circunstâncias será alta o bastante para apresentar um perigo para a vida e para o isolamento;
Para o uso na proteção, os principais parâmetros são:
a corrente nominal primária,;
a relação de transformação de corrente;
fator de sobrecorrente;
classe de exatidão e erros;
nível de isolamento;
cargas nominais;
fator térmico;
corrente dinâmica;
corrente de magnetização
Transformadores de Medidas - Funcionamento do TC
Deve ser compatível com a corrente de carga do circuito primário; 
A NBR 6856 adota seguinte simbologia: 
 (:) exprime relação de enrolamentos. Ex.: 300:5; 
 (-) separa correntes nominais de diferentes enrolamentos. Ex.:300-5, 300-5-5 (2 secundários); 
(X) separa correntes primárias nominais ou relações duplas. Ex.: 300x600:5 cujos enrolamentos podem ser ligados em série ou paralelo; 
(/) usada para separar correntes primárias ou secundárias nominais ou derivações. Ex.: 300/400-5 ou 300-5/5.
Funcionamento do TC – Corrente Nominal
A carga dos aparelhos que devem ser ligados aos TCs devem ser dimensionadas criteriosamente, de modo a se escolher um TC de carga padronizada compatível. Para isso devemos observar a potência dos aparelhos que serão ligados ao TC bem como a potência dissipada em seus condutores, já que estes normalmente são de grandes comprimentos 
Funcionamento do TC – Corrente Nominal
Os Tc´s devem ser especificados de acordo com a carga que será ligada no seu secundário; 
Utilizando ABNT, a simbologia será definida pela letra “C” e o valor da carga em VA no secundário. Ex.: C50; 
Por definição, carga significa a impedância total ligada no secundário:
Funcionamento do TC – Carga Nominal
Funcionamento do TC – Carga Nominal
Determinar a carga do transformador de corrente destinado a proteção de sobrecorrente de uma subestação de 69 kV. Os cabos de interligação entre os TCs e os relés digitais são de 10 mm² e com 60 metros de comprimento. A carga do relé digital de 3,2 VA
		 
Funcionamento do TC – Carga Nominal
Funcionamento do TC – Fator de Sobrecorrente
Calcular o fator de sobrecorrente para proteção de uma carga no secundário de um transformador da ordem de (4 + j 3) Ohm, através de uma fio de cobre de seção transversal 10 mm² e com 50 metros de comprimento. 
Funcionamento do TC – Fator de Sobrecorrente
Calcular o fator de sobrecorrente para proteção de uma carga no secundário de um transformador da ordem de (4 + j 3) Ohm, através de uma fio de cobre de seção transversal 10 mm² e com 50 metros de comprimento. 
A saturação do TC ocorre quando a corrente é 30,8 vezes a corrente nominal
Funcionamento do TC – Corrente de magnétização
A corrente de magnetização fornecida pelos fabricantes permite calcular a tensão no secundário do TC.
A curva de magnetização dos transformadores de corrente fornecida pelos fabricantes permite que se calcule, entre outros parâmetros, a tensão induzida no seu secundário e a corrente magnetizante correspondente.
Os TCs de proteção deve trabalhar com densidade magnética de 0,1 T. É importante observar que os TCs não devem trabalhar com o secundário aberto.
Onde 
H – força de magnetização, em mA/m;
K –valor que depende do comprimento do caminho magnético e do número de espiras, de acordo com tabela ao lado
Funcionamento do TC – Corrente de magnetização
Calcular a corrente de excitação de um TC de proteção de 50-5 A, 15kV de tensão nominal, operando a corrente nominal. Ao secundário do transformador de corrente está ligado um relé de sobrecorrente, que implica a escolha da carga nominal de C100. No projeto do TC foi adotada uma magnetização de 500 ampéres-espiras. O núcleo tem seção de 9 x 8 cm. A força eletromotriz no secundário é de 16,7 V.
Funcionamento do TC – Corrente de magnetização
Funcionamento do TC – Tensão Secundária
A tensão nos terminais secundários dos transformadores de corrente está limitada pela saturação do núcleo. Mesmo assim, é possível o surgimento de tensões elevadas secundárias quando o primário dos TC´s é submetido a correntes muito altas ou existe acoplada uma carga secundária de valor superior à nominal do TC. 
Quando a onda de fluxo senoidal está passando por zero, ocorrem neste momento os valores mais elevados de sobretensão, já que neste ponto se verifica a máxima taxa de variação de fluxo magnético no núcleo
Funcionamento do TC – Corrente de magnetização
Determinar o valor da tensão nos terminais de um TC de 300 – 5 A para 20 vezes a corrente nominal, em cujos terminais secundários está conectado a um relé de sobrecorrente do tipo multifuncional com carga 18 VA, incluindo a potência dissipada pelo circuito de ligação do TC.
Como a carga é 18VA, então a carga nominal do TC deve ser 25VA
Funcionamento do TC – Fator térmico nominal
É aquele fator em que se pode multiplicar a corrente primária nominal de um TC para se obter a corrente que pode conduzir continuamente, na frequência e com cargas especificadas, sem que sejam excedidos os limites de elevação de temperatura definidos por norma; 
A NBR 6856/81 especifica os seguintes fatores térmicos nominais: 1,0 - 1,2 - 1,3 - 1,5 - 2,0.
Corrente térmica nominal
É o valor eficaz da corrente primária de curto-circuito simétrico que o TC pode suportar por um tempo definido, em geral, igual a 1s, estando com o enrolamento secundário em curto-circuito, sem que sejam excedidos os limites de elevação de temperatura especificados por norma.
1. Calcular a força eletromotriz induzida no secundário de um transformador de corrente de 200-5A que alimenta um relé de sobrecorrente tipo indução com as unidades temporizadas e instantâneas, ajustadas ambas, no tape 2 que resulta numa carga total de (0,9 + j1,02) Ώ. Determinar também, a carga e a tensão no secundário do TC em regime de acionametno do relé, ou seja, a 20 vezes a corrente nominal. Admite-se no ensaio do TC: Rtc = 0,250 Ώ e Xtc = 1,21 Ώ.
2. Particularizando o caso dos transformadores de corrente de baixa reatância, tais como os de construção toroidal (classe B) e tomando como base o exemplo de aplicação anterior, determinar a tensão secundária do TC, para uma corrente de curto-circuito no limite da saturação. 
3. Na energização de um banco de capacitores de 13,8 kV, ligado em Y, proximo ao qual estava instalado um conjunto de TC´s de proteção 800-5 A, C100, impedância do circuito secundário (1,2 + j3,468), Ώ classe A, forma registrados os seguitnes dados: • correnteimpulsiva: 22400 A • frequência do transitório: 2900 Hz; Calcular a tensão impulsiva secundária:
Funcionamento do TC – Corrente dinâmica nominal
É o valor de impulso da corrente de curto-circuito assimétrica que circula no primário do transformador de corrente e que este podo suportar, por um tempo estabelecido de meio ciclo, estando os enrolamentos secundários em curto-circuito, sem que seja afetado mecanicamente, em virtude das forças eletrodinâmicas desenvolvidas.
A corrente dinâmica nominal é normalmente 2,5 a corrente térmica nominal, no entanto como a corrente térmica durante uma falta é função do tempo de operação da proteção, podem ocorrer as seguintes condições:
Funcionamento do TC – Erro de relação de transformação
É aquele que é registrado na medição de corrente com TC, onde a corrente primária não corresponde exatamente ao produto da corrente lida no secundário pela relação de transformação nominal.
Isto ocorre basicamente por conta da corrente do ramo magnetizante, já que a impedância série primária é desprezível
Uma medição efetuada por um amperímetro indicou que a corrente no secundário de um transformador de corrente suprindo uma determinada carga é de 4,16A. Calcular o valor real desta corrente no circuito primário, sabendo-se que o TC é de 400-5A e apresenta um fator de correção igual a 100,5%.
Funcionamento do TC – Classe de exatidão 
A classe de exatidão exprime nominalmente o erro esperado do transformador de corrente levando em conta os erros de relação de transformação;
De acordo com o instrumentos a serem ligados aos terminais secundários do TC, devem ser as seguintes as classes de exatidão destes equipamentos:
0,1- para aferição e calibração dos instrumentos de medida de laboratório;
0,3- alimentação de medidores de demanda e consumo ativo e reativo para fins de faturamento; 
0,6 - alimentação de medidores para fins de acompanhamento de custos industriais;
1,2 - alimentação de amperímetros indicadores , registradores gráficos, relés de impedância, relés diferenciais , relés de distância, relés direcionais;
3,0- alimentação de relés de ação direta, por exemplo, aplicados em disjuntores primários de subestações de consumidor;
A classe de precisão 3,0 não tem limitação de erro de ângulo de fase e o seu fator de correção de relação percentual (FCRp) deve situar-se entre 103 e 97% para que possa ser considerado dentro de sua classe de exatidão;
Funcionamento do TC – Classe de exatidão 
Para TC´s destinados à proteção, diz-se que a classe de exatidão é 10, por exemplo, quando o erro de relação percentual, durante as medidas efetuadas, desde a sua corrente nominal secundária até 20 vezes o valor da referida corrente, é de 10%; 
Ainda segundo a NBR 6856, o erro de relação do TC deve ser limitado ao de corrente secundária desde 1 a 20 vezes a corrente nominal ;
Além da classe de exatidão, os transformadores de corrente para serviço proteção são caracterizados pela sua classe, relativamente à impedância do seu elemento secundário,
Classe A 
Aqueles cujo enrolamento secundário apresenta uma reatância que pode ser desprezada. Nesta classe, estão enquadrados todos os TC's que não se enquadram na classe B.
Classe B 
Aqueles cujo enrolamento secundário apresenta reatância que não pode ser desprezada. Nesta classe, estão enquadrados os TC's com núcleo toroidal ou simplesmente TC's de bucha; 
Funcionamento do TC – Designação de TC 
A NBR 6856/81 designa um TC de proteção, colocando em ordem a classe de exatidão, a classe quanto reatância e a tensão secundária para 20 vezes a corrente nominal. Como exemplo, transformador de corrente C1OO, de alta reatância, para uma classe de exatidão de10% é designado por: 10A400.
Já os TC's destinados ao serviço de medição são designados pela classe de exatidão e pela carga secundária padronizada. Como exemplo, um transformador de corrente para servir uma carga do 20 VA, compreendendo os aparelhos e as perdas nos fios de interligação e destinados à medição de energia para fins de faturamento, é designado por: 0,3C25
Funcionamento do TC – Erro de ângulo de fase 
É o ângulo (β) que mede a defasagem entre a corrente vetorial primária e o inverso da corrente vetorial secundária de um transformador de corrente.
1. Calcular a corrente de curto-circuito após decorridos 1 ciclo do início do defeito, numa rede de distribuição de 13,8 kV resultando numa corrente simétrica eficaz de 12.000 A. As resistência e reatância até o ponto de falta valem, respectivamente, 0,8490 e 1,3260Ω. O ângulo é igual 57º.
Funcionamento do TC – Designação de TC 
2. Especificar TC para medição para fins de faturamento, em média tensão(13,8k/380V), para uma subestação de 750KVA com demanda de 580KVA/0,92at. Posto de medição à 12m do TC, interligado por cabo de 2,5mm². O medidor utilizado: Medidor Eletrônico ELO2123
Transformadores de Medidas - TC
2. Proteção de sobretensão 
Basicamente, as sobretensões do SEP nunca devem superar 110% da tensão nominal de operação. 
Podem ter diferentes origens: Descargas atmosféricas; Chaveamentos; Curto-circuitos monopolares.
Descargas atmosféricas 
Podem envolver uma ou mais fases; 
Podem gerar sobretensões de forma direta ou indireta; 
Redes de distribuição são mais afetadas devido ao baixo grau de isolamento; 
Para evitar-se descargas diretas são usados blindagens como: cabos guarda ou para-raios de haste instalados nas estruturas das SE´s; 
Nas cidades, edificações e outras estruturas auxiliam na blindagem, Porém não impedem a indução
Transformadores de Medidas - TC
Descargas atmosféricas 
Devido às capacitâncias naturais do sistema, descargas próximas às redes elétricas podem induzir grandes sobretensões; 
Sobretensões induzidas são mais comuns que as diretas; 
São protegidas com uso de para-raios de linha e supressores de surto como centelhadores, varistores e diodo Zener; 
Para ondas com tempo longo de decaimento há os relés de sobretensão.
Chaveamento 
Decorre na maioria das vezes pela rejeição de grande blocos de carga e desligamento intempestivo de LT´s; 
Também podem ser oriundas de chaveamentos de bancos de capacitores, ressonâncias, energização de trafos e LT´s, etc; 
A proteção deve desconectar as fontes de geração e bancos de capacitores mais próximas da ocorrência; 
Ajustes seletivos dos relés;
Transformadores de Medidas - TC
3. Proteção de subtensão 
Proteger máquinas elétricas;
Retirada de grandes geradores por perda de estabilidade; 
Relés são aplicados para atuarem com V<0,8Vn por período de aproximadamente 2s
4. Proteção de Frequência 
Perda de grandes blocos de carga alteram rotação das máquinas; 
Alteração na velocidade das máquinas podem ocasionar aquecimento e vibrações; Até ±2 Hz, a proteção não deve atuar para periodos inferiores a 2s; 
A proteção de frequencia opera para uma faixa entre 25 e 70 Hz
5. Proteção de Frequência 
Perda de grandes blocos de carga alteram rotação das máquinas. Alteração na velocidade das máquinas podem ocasionar aquecimento e vibrações; 
Até ±2 Hz, a proteção não deve atuar para periodos inferiores a 2s;
 A proteção de frequencia opera para uma faixa entre 25 e 70 Hz
Seletividade
Característica de atuar os dispositivos de maneira a desenergizar somente parte do circuito afetado criando as zonas de proteção. Há três casos a considerar: 
Relé de primeira linha; 
Relé de retaguarda ou de socorro; 
Relé auxiliar.
Relé de primeira linha: é aquele em que uma zona de proteção separada é estabelecida ao redor de cada elemento do sistema, com vistas à seletividade. 
É o sistema principal de remoção de faltas, com o máximo possível de rapidez, porém, desenergizando a menor parcela possível do sistema.
Seletividade
Relé de retaguarda ou de socorro: atua na manutenção do relé principal ou falha deste. 
Por motivos econômicos só é usado para determinados elementos do circuito e somente contra curto-circuito. 
Deve ser usado devido a possibilidade de ocorrer falhas na corrente ou tensão fornecidas ao relé principal, erros na fonte de correntede acionamento do disjuntor, no circuito ou no mecanismo de disparo do disjuntor, falha de relés, etc. Mesmo com a presença deste relé é importante que haja manutenção da proteção como um todo.
Relé auxiliar: tem funções de multiplicador de contatos, sinalização, temporização, etc.
Seletividade
Seletividade
Seletividade amperimétrica 
Principio de que as correntes de curto-circuito aumentam à medida que o ponto de defeito se aproxima da fonte de suprimento; 
Mais empregada em circuitos de BT e de distribuição em que as impedâncias são altas; 
Utilização de fusíveis; 
Corrente de ajuste do primeiro elemento a montante do defeito deve ser menor que a corrente Icc do local , geralmente IP1 ≤ 0,8Icc. 
Proteção a montante de P1 deve ter valores superiores a Icc
Seletividade cronométrica 
Consiste em retardar uma proteção instalada a montante para que aquela instalada a jusante tenha tempo suficiente para atuar eliminando a falta; 
A diferença entre P1 e P2 devem corresponder ao tempo de abertura do disjuntor acrescido de um tempo de incerteza, entre 200 e 400 ms; 
Desvantagem de conduzir a tempos de atuação bastante elevados – limites térmicos e dinâmicos de equipamentos;
Em função do tipo de de dispositivo utilizado, as seguintes combinações de proteção podem ser encontradas nos sistemas elétricos: 
Fusível em série com fusível;
Fusíveis em série com relés temporizados; 
Relés temporizados em série entre si;
Relés temporizados e relés iinstantaneos
Seletividade
Seletividade cronométrica
Seletividade
Seletividade lógica 
Conceito mais moderno; 
Combina proteção de sobrecorrente com esquema de comunicação, de forma a obter tempos extremamente reduzidos; 
Mais facilmente aplicada em sistemas radiais; 
Elimina os inconvenientes dos esquemas amperimétricos e cronométricos; 
Tempo de atuação da proteção entre 50 a 100 ms;
Tempos de atuação do disjuntor entre 50 e 100 ms; 
Tempo de bloqueio entre 100 e 200 ms.
Seletividade
Seletividade Lógica
Seletividade
Uma zona de proteção é estabelecida ao redor de cada elemento do sistema, com vistas à seletividade, pelo que disjuntores são colocados na conexão de cada dois elementos.
Zonas de proteção
O contorno de cada zona define uma porção do sistema de potência, tal que, para uma falha em qualquer local dentro da zona, o sistema de proteção responsável por aquela zona atua de modo a isolar tudo o que está dentro do restante do sistema. 
Características do Sistema deProteção
Proteção Principal 
Sistema ou parte do sistema de proteção do qual se espera a iniciativa de operar em resposta a uma condição de falta, eliminando-a dentro de sua zona protegida. (NBR 8769,1985). 
Proteção gradativa ou irrestrita
Sistema de proteção destinado a detectar e eliminar falhas que ocorram no componente protegido e fornecer proteção adicional para os componentes adjacentes.
Utiliza retardo de tempo intencional para garantir a operação coordenada entre as proteções.
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