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GEO-042. Rochas Metamórficas - texto 
 
http://geomarco.com/htm/temas/4.htm 
 
 
A palavra metamorfismo vem do grego meta = mudança e morfos = forma. 
 
Trata-se de um processo de transformação da composição mineral e/ou da sua textura da 
rocha com a simultânea manutenção da composição química original do protólito. 
 
Protólito (do grego: protos; "inicial, primeiro" + lithos; "rocha"), também grafado protolito, é a 
designação dada em petrologia e geologia à rocha a partir da qual, por processos geológicos 
variados (metamorfismo, metassomatismo, retrometamorfismo ou anatexia), ocorreu a formação 
de uma nova rocha. 
 
Um fato interessante sobre as rochas metamórficas é que elas eram rochas diferentes antes de 
serem aquecidas e comprimidas. Em muitos casos, podemos inferir a litologia da rocha que foi 
metamorfoseada (o protólito) para produzir a rocha metamórfica. As principais rochas metamórficas 
não foliadas são facilmente interpretadas. O mármore é composto de calcita (ou algum outro 
carbonato) e este mineral é comum em apenas um possível protolito: a rocha calcária (ou alguma 
outra rocha de carbonato). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://geomarco.com/htm/temas/4.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Grego_cl%C3%A1ssico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rocha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metamorfismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metassomatismo
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Anatexia&action=edit&redlink=1
Podemos então definir Metamorfismo como sendo um processo por meio do qual as rochas 
(ígneas, sedimentares ou mesmo metamórficas) sofrem transformação de sua composição 
mineralógica, textura e estrutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Adaptação a um novo ambiente interno-endógeno. 
 
 
Paralelamente pode ocorrer a perda de componentes voláteis. É um processo que ocorre 
fundamentalmente isoquímico em estado sólido. No entanto, os fluidos ocupam um papel de 
primeira importância como meio de difusão iônica. 
1. Principais Fatores do Metamorfismo 
Os principais fatores que determinam o resultado final da transformação, isto é, a composição 
mineral e a textura da rocha metamórfica são: 
 a) Temperatura; 
 b) Pressão; 
 c) Tempo; 
 d) Movimentação Mecânica 
 e) Voláteis 
 
 Não há fusão (as fases permanecem sólidas). 
 
 
 
 
As rochas metamórficas atingem aproximadamente 15% do volume da crosta. 
 
2. Tipos de Metamorfismo 
Os tipos de metamorfismo podem ser classificados de acordo com a ação de pressão, 
temperatura e deformação que afetam as rochas. Os mais comuns são metamorfismo regional 
e metamorfismo de contato. 
a) Decorrente da Tectônica e/ou ação de corpos ígneos 
 - Metamorfismo Regional 
 - Metamorfismo Dinâmico ou Cataclástico 
 - Metamorfismo de Contato ou Termal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O metamorfismo regional ocorre em grande escala na formação de cadeias de montanhas 
(orogênese), onde as rochas são sujeitas as pressões e temperaturas elevadas e deformação 
intensa. 
As rochas regionalmente metamorfizadas ocupam faixas de centenas de quilômetros, sendo 
típicas de terrenos pré-cambrianos (mas não somente), e constituem uma grande variedade de 
rochas metamórficas, ardósias, filitos, xistos e gnaisses, de diversas composições. 
Metamorfismo regional: transformação ocorre devido a mudança de P e T. 
O metamorfismo de contato ou termal é resultado de aquecimento através de intrusão de um 
corpo ígneo que aumenta a temperatura das rochas encaixantes. As rochas mais próximas à 
intrusão sofrem efeitos de temperatura maior que decresce com a distância relativa ao corpo. Sem 
um efeito de pressão e deformação, e somente da temperatura, há cristalização e crescimento 
dos minerais metamórficos num arranjo aleatório, ou seja, sem foliação. A rocha típica do 
metamorfismo de contato é denominada hornfels. 
Metamorfismo Dinâmico ou Cataclástico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Metamorfismo de contato: transformação da mineralogia ocorre devido a mudança de T. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Metamorfismo Independente da Tectônica 
1) Metamorfismo de Impacto 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo: Queda de meteoro na superfície 
da Terra (meteorito). 
2) Metamorfismo de Soterramento ou Enterramento 
Zonas de subsidência onde ocorre o acúmulo de sedimentos. 
Principais causas: 
- Decorrente da subsidência prolongada do terreno 
- Pressão exercida pelos sedimentos 
- Calor decorrente da alta profundidade 
 
3. Metassomatismo 
Trata-se de um caso especial de metamorfismo. Ocorre quando o sistema rochoso está aberto a 
passagem de grandes quantidades de fluidos. 
Nesse processo há perda ou ganho de elementos de uma rocha devido o fluxo de fluidos, sendo 
que a razão fluido-rocha é grande. Em geral, quando isso não ocorre, a perda é apenas de H2O 
(desidratação) ou de CO2 (descarbonatação), sem que haja uma mudança significativa na 
composição química da rocha original. 
O melhor critério de metassomatismo é a preservação de texturas originais da rocha, 
preservando as formas e tamanho dos minerais originais. Um bom exemplo desse é de 
serpentinização da olivina com perda de Mg e Si e ganho de H2O, que pode ser ilustrado com a 
reação: 
 5Mg2SiO4 + 4H2O + 6H+ → 2Mg3Si2O5(OH)4 + 4Mg2+ + Si4+ + 6OH − 
olivina serpentina 
Há mudanças de composição (às vezes intensas) ao longo do processo, pela permuta de 
elementos do protólito e das fases fluidas (hidratação, carbonatação). O sistema é aberto. 
 
Tipo de Metamorfismo Fatores Ambiente 
Geológico 
Processos Minerais / Tipos 
CONTATO TºC Alta/ média 
P baixa invasão 
de emanações 
Ígneas. 
Vizinhança de 
intrusões 
Ígneas 
(auréolas de 
contato) 
 
Recristalização 
e substituição 
(metassomatismo) 
Hornfels e mármores 
 
REGIONAL DINÂMICO 
 
TºC baixa 
P dirigida 
Faixas de; 
dobramentos 
Planos de 
falhas 
Trituração e 
rotação de 
minerais 
 
Micas (Clorita / 
muscovita) Brechas e 
milonitos 
DÍNAMO-TERMAL TºC alta P 
fortemente 
dirigida. 
Faixas 
tectônicas; 
Grandes áreas 
de 
Dobramentos. 
Recristalização 
progressiva com 
aumenta da TºC 
Talco, clorita, 
anfibólios, estaurolita, 
cianita, granada. 
filitos, xistos, 
naisses, quartzitos, 
migmatitos. 
PLUTÔNICO 
 
TºC alta P alta. Níveis 
inferiores das 
faixas 
tectônicas. 
Recristalização e 
anatexia 
 
Fedspatos,piroxênios, 
granadas, olivinas. 
Granulitos, gnaisses, 
Eclogitos. 
RETROMETAMORFISMO 
 
TºC baixa H2O 
Movimentação 
Falhas 
Profundidade 
Moderada. 
Hidratação 
Recristalização 
Trituração. 
Muscovita, clorita, 
talco. Milonitos. 
 
 
4. Mudanças provocadas pelo metamorfismo 
 
a) Texturais: Os grãos de minerais sofrem recristalização, mudando sua forma externa e, ou 
adquirem orientação preferencial em uma direção; 
 
b) Estruturais: As feições macroscópicas da rocha inicial (protólito) também se orientam e/ou se 
deformam, e/ou demonstram sinais de rupturas e fraturamento, como resposta a forças intensas 
que atuam sobre ela. 
 
5. Zonas de metamorfismo 
 
A identificação de áreas de ocorrência de minerais metamórficos formados em temperaturas e 
pressões diferentes serviu para definição das zonas de metamorfismo. 
 
Entende-se por essa zona, uma área delimitada pelas linhas isógradas definidas pelo 
aparecimento de um mineral representativo de grau mais baixo de metamorfismo e 
aparecimento do mineral representativo de grau mais elevado. 
Exemplo: clorita → biotita → almandina → estaurolita → cianita → silimanita. 
 
Clorita (Mg,Fe)3(Si,Al)4O10(OH)2·(Mg,Fe)3(OH)6, é geralmente encontrada em rochas ígneas comoproduto da alteração de minerais máficos como piroxênio, anfibólio e biotita. Trata-se de um mineral 
associado a depósitos minerais hidrotermais e ocorre muitas vezes associada a epídoto, sericita, 
adulária e minerais de sulfureto. Neste tipo de ambiente a clorite pode ser um mineral produzido 
por alteração metamórfica retrógrada de minerais ferromagnesianos, ou pode estar presente como 
produto de metassomatismo através da adição de Fe, Mg ou outros compostos à massa rochosa. 
A clorita também é um mineral metamórfico comum, geralmente indicativo de metamorfismo de 
baixa intensidade. É a espécie-diagnóstico da fácies zeolítica e da fácies inferior dos xistos verdes. 
Biotita (K(Mg,Fe)3(OH,F)2(Al,Fe)Si3O10), é um mineral comum da classe dos silicatos, subclasse 
dos filossilicatos, grupo das micas, formando uma série com o mineral flogopita, que contém na sua 
composição potássio, magnésio, ferro e alumínio. É encontrada, ocasionalmente, como grandes 
cristais, especialmente em veios de pegmatitos, ocorrendo também em rochas de metamorfismo 
de contato ou produtos de alteração da hornblenda e augita. A biotita é encontrada em rochas 
vulcânicas básicas (Vesúvio), assim como em granitos. 
 
Almandina (Fe3Al2(Si3O12), é o mineral mais comum de seu grupo (granadas), estando 
frequentemente associada aos micaxistos, em geral é resultado do metamorfismo regional de 
sedimentos argilosos. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1fico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piroxena
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anf%C3%ADbola
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biotite
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dep%C3%B3sito_mineral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrotermal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ep%C3%ADdoto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sericite
https://pt.wikipedia.org/wiki/Adul%C3%A1ria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metassomatismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rocha_metam%C3%B3rfica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ze%C3%B3lito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Xisto_verde
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mineral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Silicato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Filossilicato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Flogopita
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pot%C3%A1ssio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Magn%C3%A9sio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ferro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alum%C3%ADnio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pegmatita
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hornblenda
https://pt.wikipedia.org/wiki/Augite
Estaurolita (Fe,Mg,Zn)2Al9(Si,Al)4O22OH2), é um mineral de metamorfismo regional, de intensidade 
média a elevada. Ocorre associada à almandina, micas, cianita e outros minerais metamórficos. 
 
 
 
 
 
 
 
Al2SiO5 
 
 
Diagrama de fase para os polimorfos de Al2O3 
 
A andaluzita é um mineral comum em zonas de 
metamorfismo regional e se forma com baixas 
pressões e/ou temperaturas. Os minerais 
cianita e sillimanita são polimorfos da 
andaluzita, cada qual ocorrendo em regimes 
diferentes de temperatura-pressão, não 
ocorrendo pois em simultâneo na mesma 
rocha.
 
 
 
 
6. Metamorfismo Hidrotermal 
 
O metamorfismo hidrotermal, também chamado de alteração hidrotermal, é a alteração provocada 
nas rochas pela água quente que migra na crosta terrestre e pelos íons nela dissolvidos. 
 
Muitas das alterações hidrotermais são causadas pela circulação da água subterrânea. A água fria 
subterrânea circula nas fraturas das rochas até profundidades de alguns quilómetros, onde é 
aquecida pelo calor das rochas. 
 
A água é quimicamente um fluido ativo que reage e dissolve muitos minerais. Se a água está 
aquecida, dissolve minerais muito mais rapidamente. Em alguns ambientes hidrotermais, a água 
reage com sulfuretos minerais que se encontram nas rochas originando ácido sulfúrico, tornando 
a solução muito mais corrosiva. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metamorfismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Granada_(mineralogia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cianita
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mineral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metamorfismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Temperatura
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cianita
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sillimanita
A água aquecida ascendendo expande-se e atinge a superfície através de outras fraturas, 
metamorfizando a porção de rocha com que está em contacto. As soluções hidrotermais 
chegam a ser tão corrosivas que podem dissolver metais como o cobre, o zinco, o chumbo e a 
prata, existentes numa rocha ou no magma. 
 
Os metais, quando presentes nas rochas, apresentam, em geral, baixa concentração. As soluções 
hidrotermais arrastam lentamente grandes volumes de rochas. Desta maneira dissolvem e 
acumulam grandes quantidades de metais, que são depositados quando ocorrem alterações de 
temperatura, de pressão ou da composição química do meio, podendo formar-se jazigos minerais. 
 
 
 
 
 
 
7. Texturas das Rochas Metamórficas. 
 
a) Textura granoblástica (exemplo do mármore) – presença de junções triplas de 120º entre os 
blastos equigranulares da calcita. Usa-se também o termo textura de mosaico ou textura poligonal. 
 
b) Textura lepidoblástica (exemplo do xisto quartzo-moscovítico – apresenta foliação que é 
provocada pelo crescimento da mica (moscovita) na direção perpendicular a maior tensão. 
 
c) Textura nematoblástica (devida aos anfibólios) – própria situação de crescimento unidirecional 
dos cristais aciculares, neste caso anfibólios. 
 
d) Textura porfiroblástica - este termo refere-se aos grandes porfiroblastos de anadalusita, 
repletos de pequenas inclusões de quartzo. 
 
8. Conceito de fácies e grau metamórfico 
 
Entre os limites inferior e superior de temperaturas de metamorfismo, numa faixa de 150-200° C 
e 700-900°C, as rochas metamórficas são submetidas a transformações mineralógicas e texturais, 
em função da estabilidade dos minerais que contém e sua composição química. Assim, achou-
se conveniente dividir essa faixa em campos designados fácies metamórficas. 
 
As fácies metamórficas incluem diversas rochas metamorfizadas sob condições idênticas (em 
geral, no que diz respeito a pressão e temperatura). 
 
Rochas com composições químicas iguais desenvolvem a mesma mineralogia (paragênese de 
vários minerais) em uma mesma fácies metamórfica. É evidente que rochas de composições 
diferentes vão ter mineralogias diferentes na mesma fácies. 
 
Variações de pressão e temperatura caracterizam a subdivisão em fácies. As mais comuns 
são: 
 
a) Fácies zeólita - temperaturas do início de metamorfismo entre 200 - 400°C; 
b) Fácies xisto verde - temperaturas baixas < 500° C; 
c) Fácies anfibolito - temperatura média 500 até 700° C; 
d) Fácies xisto azul - pressão elevada e temperatura baixa P > 6 kb/ T < 400° C; 
e) Fácies granulito - pressão e temperatura elevadas T entre 700 a 900° C. 
 
 
 
 
 
Segundo Winkler (1977), um outro conceito conveniente é o de grau metamórfico, que 
corresponde aproximadamente as fácies metamórficas supramencionadas. São eles: 
 
a) Grau incipiente; 
b) Grau fraco; 
c) Grau médio; 
d) Grau forte.

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