Prévia do material em texto
Célia Cristine Bottke Soares Talita Farias Oliveira Evolução do isolamento reprodutivo intrínseco pós-zigótico em peixes INTRODUÇÃO Isolamento reprodutivo intrínseco: externo ou biológico. Isolamento reprodutivo extrínseco: interno ou geográfico. Mecanismos isoladores pré-zigóticos: Evitam o cruzamento entre indivíduos de espécies diferentes e a consequente formação do zigoto. Evolução de Barreiras ao fluxo gênico Mecanismos isoladores pós-zigóticos: Evitam a formação e desenvolvimento do descendente, dificultam a formação do híbrido ou a sua reprodução. Isolamento reprodutivo entre populações Impede a viabilidade do novo ser. Isolamento Gamético >> Falta de reconhecimento químico entre os gametas. Ex: Drosophila, muitos peixes Isolamento por Inviabilidade dos híbridos >> O zigoto não se desenvolve corretamente Isolamento por Inviabilidade dos híbridos de 2ª geração >> Formam-se híbridos férteis mas nos descendentes destes os embriões abortam, débeis ou estéreis. Isolamento por Esterilidade do híbridos >> O híbrido não é capaz de se reproduzir Isolamento Reprodutivo Intrínseco Pós-zigótico “Nível de heterogeneidade ou nível de variação genética de uma população ou de indivíduos de uma determinada espécie.” A especiação divergência entre populações geograficamente separadas genes predominantes em uma população incompatíveis com a outra. Divergência Genética Incompatibilidade causada: Por um pequeno número de genes Especiação rápida. Por um grande número de genes Especiação lenta e gradativa. Abordagens comparativas: Meio importante para identificar fenômenos gerais que caracterizam a especiação; Discernir a importância relativa de diferentes mecanismos de especiação. Evolução do isolamento reprodutivo intrínseco pós-zigótico (IR) Magnitude do IR (esterilidade e inviabilidade híbrida) Divergência genética Táxon se diferencia: Modos de especiação; Taxa de especiação. Padrões que emergem dessas análises: A esterilidade híbrida tende a evoluir mais cedo do que a inviabilidade híbrida em táxons muito divergentes. Genes relacionados ao sexo e à reprodução evoluem mais rapidamente do que os relacionados à viabilidade. Prevê (pelo menos em animais com determinação sexual cromossômica) que os híbridos heterogaméticos (ex: mamíferos machos XY e aves fêmeas ZW) terão maiores problemas com incompatibilidade: viabilidade ou fertilidade reduzidas. Regra de Haldane para isolamento pós-zigótico Os híbridos do sexo heterogamético tem menos aptidão (indivíduos ausentes ou raros), ou se existem, são estéreis ou muito mais inférteis. Regra de Haldane e uma explicação de Dobzhansky-Muller Linhagens de invertebrados mais diversificada; Evolução do IR – não considerada dentro de um contexto comparativo; Cruzamentos experimentais com peixes teleósteos para pesquisa aquícola – recurso grande e importante – mas inexplorado. E os Peixes??? Objetivos: Examinar um pequeno subconjunto de cruzamentos em relação à divergência mitocondrial do citocromo b; Investigar se as tendências gerais são aparentes no desenvolvimento do IR intrínseco pós-zigótico. Hemeproteína; Presente nas mitocôndrias; Exerce um papel fundamental na cadeia respiratória (transporte de elétrons e a geração de ATP) Utilizado como uma região do DNA mitocondrial para determinar as relações evolutivas entre grupos, por causa de sua variabilidade de sequência; Dados sobre a fragilidade híbrida -cruzamentos interespecíficos (Argue e Dunham (1999) e Ryabov (1981)); Consideração limitou-se à viabilidade F1 e fertilidade como em estudos comparativos equivalentes de outros organismos; Análise limitada a estudos que examinaram a fertilidade e a viabilidade de ambos os sexos; A magnitude do IR foi codificada de 0 (ambos os sexos viáveis e férteis) a 4 (ambos os sexos inviáveis). Um código de “2” significa que ambos os sexos são viáveis, mas estéreis. Material e Métodos Material e Métodos Gráfico de isolamento reprodutivo pós-zigótico intrínseco contra as distâncias do citocromo b mitocondrial (corrigido pelo parâmetro Kimura-2). O índice de isolamento: 0 = ambos os sexos férteis; 0,5 = um sexo fértil, o outro sexo alguns indivíduos férteis; 1 = um sexo fértil, um sexo viável, mas infértil; 1,5 = um sexo às vezes fértil, um sexo viável mas infértil; 2 = ambos os sexos viáveis, mas inférteis; 2,5 = um sexo viável, mas infértil, um sexo às vezes viável; 3 = um sexo viável, um sexo ausente; 3,5 = um sexo às vezes viável, um sexo faltando; 4 = ambos os sexos estão faltando. Sequências do citocromo b de Mitocondrial foram obtidas do GenBank e alinhados usando ClustalX (alinhamento múltiplo de sequências); O gene do citocromo-b, não é afetado pela seleção de características que conferem IR - base apropriada para a estimativa da distância genética; Não foi calculado a média para garantir a independência filogenética dos cruzamentos de dados cruzados por causa das incertezas atuais nas relações filogenéticas entre os táxons de ordem superior. Material e Métodos Após correções filogenéticas, 37 (método 1) e 17 (método 2) cruzamentos de 17 famílias estavam disponíveis para análise comparativa. Abordagens alternativas utilizadas: (1) Uma lista de cruzamentos foi preparada em que cada espécie foi representada em apenas um cruzamento; (2) em uma análise mais robusta baseada no banco de dados gerado por (1), foi considerado apenas um cruzamento por família. image2.gif image3.gif image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg