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Processo Legislativo II
DIREITO CONSTITUCIONAL
PROCESSO LEGISLATIVO II
 Vale lembrar que veto não arquiva projeto de lei. Caso haja veto, vai existir uma sessão 
conjunta para deliberar sobre o veto, mediante a maioria absoluta do Congresso Nacional.
 Conforme o art. 61, § 1º, II, apenas o Presidente da República pode propor projetos 
de lei que disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica 
ou aumento de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços 
públicos e pessoal da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, 
estabilidade e aposentadoria.
 Esses tópicos são matérias de iniciativa privativa do presidente, mas tudo isso é 
aplicado por simetria a governadores e prefeitos. 
 Se algo é de competência privativa do Presidente, nenhum outro legitimado pode 
propor o projeto de lei. Caso contrário, haverá inconstitucionalidade formal subjetiva, pois 
haverá vício de iniciativa. Por exemplo: deputado federal propôs um projeto de lei aumentando 
a remuneração dos servidores públicos = inconstitucionalidade formal subjetiva (mesmo 
que o Presidente sancione, a sanção não tem o condão).
 Quanto à iniciativa popular, vale ressaltar que um cidadão não pode propor um projeto 
de lei sozinho. Se for um projeto de lei federal, a iniciativa popular pode ser exercida pela 
apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por 
cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de 
três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 
 Para um projeto de lei ser analisado pela Câmara, precisa de 1% do eleitorado nacional, 
distribuído em 5 estados, e esses requisitos são cumulativos. 
001. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/2016) O Presidente da 
República tem dúvidas sobre como proceder em determinado projeto de lei que vem 
gerando muitas críticas na imprensa. No décimo quarto dia útil do prazo para sancionar ou 
vetar o referido projeto de lei, o Chefe do Executivo consulta o Advogado-Geral da União 
para saber os efeitos jurídicos que adviriam do transcurso do prazo de quinze dias úteis 
sem a adoção de nenhuma providência expressa, simplesmente permanecendo silente.
5m
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Processo Legislativo II
DIREITO CONSTITUCIONAL
De acordo com a sistemática constitucional, essa situação implicaria
a. veto total, que ainda será apreciado em sessão conjunta das casas do Congresso Nacional
b. Sanção tácita, o que não exclui a possibilidade de o Chefe do poder Executivo promulgar 
a lei.
c. Sanção tácita, o que convalida eventual vício de iniciativa, ainda que da lei decorra 
aumento de despesa
d. Veto parcial, que ainda será apreciado em sessão separada, pelo plenário de cada uma 
das Casos do Congresso Nacional
O silêncio do Presidente da República é uma sanção que não exclui a possibilidade de o Chefe 
do Poder Executivo promulgar a lei. Se o presidente não fizer a promulgação, o Presidente 
do Senado Federal o faz. Caso não o faça, o Vice-Presidente do Senado faz a promulgação.
002. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/SALVADOR/BA/2016) Sob a 
alegação de que o Projeto de Lei n. 1234, aprovado pelo Congresso Nacional, viola a CRFB/88, 
o Presidente da República o veta. Insatisfeitas, as lideranças políticas da oposição afirmam 
que a justificativa presidencial não se sustenta em argumentação jurídica plausível.
As lideranças partidárias, por considerarem que o projeto de lei, nos termos aprovados 
pelo Poder Legislativo, é fundamental para o processo de recuperação econômica do país, 
reúnem-se e sugerem várias ações para que as propostas constantes do projeto possam 
se converter em lei.
Assinale a ação que, com embasamento constitucional, as lideranças partidárias devem 
adotar.
a. Formar uma base de apoio que contasse com a maioria simples dos membros de uma 
das casas legislativas, para apresentar, na mesma sessão legislativa, projeto de lei de 
idêntico teor.
b. Recorrer ao Poder Judiciário contra o ato do Presidente da República, que, valendo-se 
de instrumento arbitrário e antidemocrático (o veto), impediu o Legislativo de exercer sua 
função típica.
c. Formar maioria absoluta no Congresso Nacional (senadores e deputados federais) que, 
em sessão conjunta, votasse pela derrubada do veto imposto pelo Presidente da República;
d. Entender-se politicamente com o Presidente da República, de maneira que este último viesse 
a desistir do veto por termos intermédio da figura jurídica da retratação de veto presidencial.
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Processo Legislativo II
DIREITO CONSTITUCIONAL
Se existir o veto do presidente, vai existir uma sessão conjunta no Congresso Nacional para 
deliberar sobre o veto. Para o veto ser rejeitado, é preciso o voto da maioria absoluta.
 
PROCESSO LEGISLATIVO SUMÁRIO
Acontece o processo legislativo sumário em projetos de lei de iniciativa do Presidente 
da República, quando solicitado regime de urgência Art. 64, §§ 1º ao 4º da CF. Apenas o 
presidente pode solicitar essa urgência para aprovar uma lei e os assuntos são de sua ini-
ciativa. Trata-se de um projeto mais rápido, pois a Câmara tem um prazo de 45 dias para 
aprovar e, posteriormente, o Senado também tem 45 dias. 
PROCESSO LEGISLATIVO SUMÁRIO
Projetos de Lei de iniciativa do Presidente da República
(quando solicitado regime de urgência)
Art. 64 § 1º ao 4º CF
003. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XL/2024) O Presidente da República almeja 
apresentar ao poder Legislativo um projeto de lei sobre cidadania, além de obter rapidamente 
a sua aprovação. Com isso, quer cumprir uma promessa realizada durante sua campanha 
eleitoral. Por essa razão, consulta o Advogado Geral da União para saber qual é a correta 
orientação constitucional a ser observada para a concretização do seu objetivo.
Com base na situação hipotética narrada e no sistema jurídico constitucional brasileiro, 
assinale a opção que indica, corretamente, a resposta apresentada pelo Advogado-Geral 
da União.
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Processo Legislativo II
DIREITO CONSTITUCIONAL
a. Edição de medida provisória, para que a iniciativa pudesse produzir efeitos rapidamente, 
devendo-se lembrar ainda que, por essa via, imediatamente ficaria trancada a pauta do 
Congresso Nacional para deliberar sobre outra matéria.
b. Apresentação de Projeto de Lei na Câmara dos Deputados com pedido de urgência, sendo 
que, por essa via, cada Casa do Congresso Nacional, sucessivamente, tem até 45 dias para 
deliberar sobre a proposta, sob o risco de sobrestamento das demais deliberações.
c. Solicitação a base de apoio do Executivo no âmbito do Congresso nacional para que inicie 
o processo legislativo de uma Emenda Constitucional, pois, só assim, ele poderá solicitar 
urgência para a deliberação da proposta nas Casas Legislativas.
d. Requerimento, ao Congresso Nacional, de delegação para elaboração de lei delegada, pois, 
assim, ele não teria emendas ao seu projeto e imediatamente, a lei reproduziria seus efeitos.
O processo legislativo sumário é o mais rápido, no qual existe o prazo de 45 dias para deliberar 
uma resposta sobre a proposta, sob o risco de sobrestamento das demais deliberações.
Lei delegada não pode ter como objeto o assunto Cidadania.
MEDIDAS PROVISÓRIAS
Art. 62 é o mais importante. 
Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República pode editar medida 
provisória com força de lei e então a submete ao Congresso Nacional. 
É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a:
a. nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral.
b. direito penal, processual penal e processual civil;
c. organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantiade seus membros;
d. Planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e 
suplementares,ressalvado o previsto no art. 167, §3º.
Obs.: � Existe uma exceção: é possível medida provisória para a abertura do crédito 
extraordinário, como nos casos de calamidade pública, guerra ou comoção interna. 
Na pandemia da Covid-19, houve uma abertura de crédito decorrente da calamidade 
pública, por exemplo, com liberação de verbas para a compra das vacinas.
Não é permitido editar medida provisória que vise a detenção ou sequestro de bens 
de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. 
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Processo Legislativo II
DIREITO CONSTITUCIONAL
É vedada a edição de medida provisória em relação aos assuntos que versem sobre 
leis complementares. Macete: “Tudo que precisa de Lei complementar, medida provisó-
ria não há”.
Na área tributária, há o empréstimo compulsório, o qual precisa de lei complemen-
tar. Se precisa de lei complementar, não é possível medida provisória.
Se estiver na fase que está pendente de sanção ou veto do presidente, não pode 
editar a medida provisória.
 
004. (FGV/OAB PROVA/EXAME DE ORDEM UNIFICADO XXXI-PRIMEIRA FASE/2020) Diante das 
intensas chuvas que atingiram o Estado Alfa, que se encontra em situação de calamidade 
pública, o Presidente da República, ante a relevância e urgência latentes, edita a Medida 
Provisória n. XX/19, determinado a abertura de crédito extraordinário para atender 
às despesas imprevisíveis a serem realizadas pela União, em decorrência do referido 
desastre natural.
A partir da situação hipotética narrada, com base no texto constitucional vigente, assinale 
a afirmativa correta.
a. A Constituição de 1988 veda, em absoluto, a edição de ato normativo dessa natureza 
sobre matéria orçamentária, de modo que a abertura de crédito extraordinário deve ser 
feita por meio de lei ordinária de iniciativa do Chefe do Executivo.
b. A Constituição de 1988 veda a edição de ato normativo dessa natureza em matéria de 
orçamento e créditos adicionais e suplementares, mas ressalva a possibilidade de abertura de 
crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes 
de calamidade pública.
c. O ato normativo editado afronta o principio constitucional da anterioridade orçamentária, 
o qual impede quaisquer modificações nas leis orçamentárias após sua aprovação pelo 
Congresso Nacional e consequente promulgação presidencial.
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Processo Legislativo II
DIREITO CONSTITUCIONAL
d. O ato normativo editado é harmônico com a ordem constitucional, que autoriza a edição de 
medidas provisórias que versem sobre planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento 
e créditos adicionais, suplementares e extraordinários, desde que haja motivação razoável.
É possível medida provisória se falarmos de abertura de crédito extraordinário no país para 
atender às despesas imprevisíveis e urgentes como as decorrentes de calamidade pública.
Após a publicação da medida provisória, ela é enviada imediatamente ao Congresso, 
que tem o prazo de 45 dias para analisar se vai converter em lei ou se vai rejeitar. 
Se essa medida não for apreciada em até 45 dias contados da sua publicação, ela 
entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do Con-
gresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deli-
berações legislativas da Casa em que estiver tramitando. (Art. 62, § 6º)
O problema é que muitas vezes há várias outras medidas provisórias como prioridade. 
A medida provisória tem um prazo de 120 dias (60 por mais 60) e, às vezes, acontece 
de o Congresso não analisar. Assim, a medida não analisada perde a eficácia, porque o 
prazo máximo é de 120 dias.
A medida provisória tem eficácia por 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 60.
Art. 62, § 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão 
eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, 
prorrogável, nos termos do §7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Na-
cional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes.
§ 11 Não editado o decreto legislativo a que se refere o §3º até sessenta dias após 
a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas consti-
tuídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por 
elas regidas.
A partir do momento em que o presidente edita a medida provisória, embora tenha 
força de lei, não é lei. O Congresso aprecia no prazo de 45 dias para ver se vai converter 
ou não em Lei. Caso não seja apreciado, é deixado em regime de urgência. A medida pro-
visória tem eficácia por 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 60. 
A medida provisória, ao ser apreciada, tem como Casa iniciadora a Câmara dos 
Deputados, mas antes de chegar à casa iniciadora a medida passa por apreciação e pare-
cer de uma Comissão Mista, para saber se realmente aquela medida provisória merece 
ser convertida em lei ou não.
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Processo Legislativo II
DIREITO CONSTITUCIONAL
 
VEDAÇÃO A REAPRECIAÇÃO OU REEDIÇÃO DENTRO DA MESMA SESSÃO 
LEGISLATIVA
Uma PEC rejeitada não pode sob hipótese nenhuma ser reanalisada na mesma sessão 
legislativa (período anual). Uma medida provisória também não pode. Um projeto de lei 
via de regra também não pode ser reanalisado, mas no projeto de lei há exceção: salvo 
maioria absoluta da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. 
005. (FGV/OAB/ EXAME DE ORDEM UNIFICADO XX/PRIMEIRA FASE/ 2016) O deputado federal 
João da Silva, em seu primeiro mandato, propõe um projeto de lei sobre regulamentação 
de aplicativos de mensagens. As discussões em plenário se mostram acirradas, sendo o 
projeto de lei rejeitado. Inconformado, o deputado, por entender que a rejeição do projeto 
se deveu por fatores circunstanciais e passageiros, quer voltar a tê-lo reavaliado, ainda 
na mesma sessão legislativa.
Em dúvida se poderia vir a fazê-lo, consulta sua assessoria que, em consonância com a 
CRFB/88, presta a seguinte informação:
a. A matéria constante do referido projeto de lei somente poderá constituir objeto de novo 
projeto na próxima sessão legislativa, em deferência ao princípio da oportunidade.
b. A matéria objeto do projeto de Lei rejeitado ainda poderá ser apreciada na mesma sessão 
legislativa, desde que proposta pela maioria absoluta dos membros de qualquer uma das 
casas do Congresso Nacional
c. A matéria, objeto do projeto de lei rejeitado, somente poderá ser apreciada na mesma 
sessão legislativa se comprovadamente tratar de direito que aumente o grau de dignidade 
e proteção da pessoa humana
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DIREITO CONSTITUCIONAL
d. A matéria, discutida em projeto de lei rejeitado pelo Congresso Nacional, não pode ser 
apreciada na mesma sessão legislativa, exceto se o Presidente da República, alegando 
interesse nacional, assim o determinar.
Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir 
objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria 
absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.
GABARITO
1. b
2. c
3. b
4. b
5. b
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula pre-
parada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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