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DEFINIÇÃO
A história da beleza e a criação de padrões estéticos na vida das pessoas. As influências das mudanças de padrões nos
corpos e nos cabelos na sociedade ocidental.
PROPÓSITO
Entender o que é a beleza e sua importância para a sociedade e, a partir disso, pensar na busca pelo belo nos mais
diversos elementos que compõem a Estética.
APRESENTAÇÃO
O que é ser belo? Será possível existir somente uma forma de beleza? A beleza depende do gosto de cada um ou o que
é belo é igual para todos?
Neste tema, veremos como a beleza acompanha o ser humano desde que ele começa a desenvolver o seu raciocínio.
No entanto, a beleza não possui um único conceito. Ela varia através da história da humanidade, de acordo com as
formas de vida, os costumes e a capacidade de recepção das pessoas.
Nesta abordagem, nós nos referiremos à evolução do belo por meio de uma visão eurocêntrica, ocidental, embora
saibamos que existem outras, como a asiática (Índia, China, Japão etc.), a africana e, ainda, a do Oriente Médio.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Identificar o conceito de beleza desde a Antiguidade até os dias atuais
MÓDULO 2
Reconhecer a importância do cabelo na história da beleza
HISTÓRIA DA BELEZA
Nas figuras a seguir, podemos perceber que existe uma variação nas imagens das mulheres representadas pelas
esculturas gregas e pelas pinturas da Idade Média e do Renascimento.
ANTIGUIDADE CLÁSSICA
IDADE MÉDIA
RENASCIMENTO
Partindo dessas representações, que certamente foram inspiradas em mulheres reais, com suas roupas, cabelos e
gestos, vamos mergulhar no que seria a beleza, ou o belo em todos os campos em que podemos identificá-lo, mas,
principalmente, na Estética.
ESTÉTICA
A palavra Estética vem do grego aisthesis, que significa “a faculdade de sentir”, “a compreensão pelos sentidos”.
Todavia, Estética, atualmente, pode aparecer com vários sentidos, o que diz respeito à beleza física das pessoas,
abrangendo os cuidados com o corpo, o corte de cabelo, a maquiagem, os tratamentos para o corpo, as massagens e
até a cirurgia plástica.
ANTIGUIDADE CLÁSSICA
Na Antiguidade Clássica, os filósofos, que eram os pensadores e educadores da época, buscavam dar à arte e à beleza
um conceito que fosse objetivo. Para Platão, a beleza era uma ideia que existia no mundo e, para chegar a ela, o artista
deveria obedecer às regras que levassem a uma beleza ideal.
Os objetos, então, passam a ter qualidades que os tornarão mais ou menos belos, qualidades essas que eram
independentes da percepção de quem os olhava.
Assim, na Antiga Grécia, temos o início de uma espécie de padronização da beleza. A beleza ideal para os gregos
deveria combinar equilíbrio e harmonia com medidas proporcionais.
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PLATÃO
Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e
fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. 
Essas regras valiam para a escultura, que era representação de uma pessoa ou uma divindade, e para as outras artes
em geral. Elas também serviam como representação do ideal para as pessoas.
Quanto à beleza do corpo grego, visível nas esculturas, nota-se o culto ao corpo jovem, atlético, forte, como dos
soldados preparados para guerra, que se exercitavam à luz do sol do Mediterrâneo. Homens e mulheres faziam
exercícios físicos.
Os corpos nus que aparecem nas esculturas e na arte grega mostravam quem era civilizado e forte, possuindo todo um
simbolismo para aquela sociedade, representando a autoconfiança do povo. Nos jogos, os gregos competiam nus, sendo
o corpo exposto admirado.
O grande ideal de corpo harmonioso a ser seguido era, por exemplo, o que estava exposto nos Mármores de Elgin,
esculturas do Paternon, atualmente no Museu Britânico.
Por fim, para os gregos, cada idade tinha a sua própria beleza. O estético, o físico e o intelecto eram parte de uma
busca para a perfeição, sendo o corpo belo tão importante quanto uma mente brilhante.
Observe essas características nas imagens a seguir:
Ainda na Antiguidade Clássica, os romanos, povo agrário, depois de invadir a Grécia, tiveram contato com o belo e, à
semelhança do povo invadido, trouxeram para Roma os valores estéticos gregos.
Em Roma, o Cícero assimila as ideias de Platão e Aristóteles e se junta ao cristianismo, reunindo o belo ao mundo da
ética, a reunião da composição das partes do corpo com a firmeza de caráter derivada da virtude.
No corpo, as qualidades seriam a beleza, a saúde, a energia, a força, a velocidade.
Já no final do Império Romano, foi Santo Agostinho, em seu livro A cidade de Deus, quem mais influenciou o
pensamento posterior sobre o belo. O filósofo, de certo modo, assumiu os princípios estéticos clássicos ao afirmar que a
beleza do corpo está na harmonia de suas partes associada à suavidade da cor. Embora, acima da beleza do corpo,
estivesse a beleza da alma.
Ele traduziu a beleza como medida, proporção, unidade, conveniência, moderação e ordem.
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CÍCERO (106-43 A.C.)
Advogado, político, escritor, orador e filósofo romano.
ARISTÓTELES
Aristóteles foi um filósofo grego durante o período clássico na Grécia antiga, fundador da escola peripatética e do Liceu,
além de ter sido aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. 
A BELEZA ERA UM BEM DIVINO.
PARA COMPLEMENTAR A BELEZA DO CORPO E SE PROTEGER
DO FRIO, OS ROMANOS USAVAM COMO VESTIMENTA A TÚNICA E
A TOGA.
A TÚNICA
Peça leve usada por homens e mulheres importantes ou do povo, variando na forma como elas eram vestidas. As
pessoas importantes, por exemplo, usavam-nas túnicas decoradas com bordas roxas.
As túnicas de homens eram sem mangas e chegavam até abaixo do joelho. As mulheres usavam peças com manga
comprida, e o comprimento, geralmente, ia até os pés. As túnicas masculinas e femininas possuíam cinto para prendê-
las ao corpo.
A TOGA
Era um pedaço grande de tecido, com 3x2m, feito de lã, que era amarrado junto ao corpo. A toga mais usada era toda
branca, chamada de toga virilis.
Também havia a toga com franjas roxas, a toga praetexta, usada por políticos e conselheiros. Por influência dos gregos,
os cidadãos romanos homens também vestiam a toga em público. Atualmente, as togas ainda são vestidas pelos juízes
nos tribunais.
Logo, não havia modelagem muito diversa para homens e mulheres. Mulheres casadas usavam as túnicas e uma estola.
Essas peças eram de várias cores, com ou sem mangas, decoradas nas franjas e usadas sobre a túnica longa. As
estolas eram estilizadas com cintos, botões ou alfinetes.
IDADE MÉDIA
Na Idade Média, a ideia de belo sofre modificações,
recebendo influências do cristianismo e da cultura judaica.
No início do cristianismo, quando todo conhecimento
passou a habitar os mosteiros, alguns pensadores fizeram a
ligação entre a cultura clássica e a medieval, preservando
escritos que falavam sobre a beleza.
Um dos mais curiosos foi Boécio, para quem a beleza era a
proporção das partes. Ele defendia que, quanto mais
simples as partes, mais belo seria o objeto, sendo que a
forma das coisas produziria efeitos estéticos.
Para o filósofo, a admiração das pessoas pela beleza é um
sintoma da debilidade dos sentidos. Se a percepção fosse
perfeita, não seríamos fascinados pela beleza de “coisas
vis”.
BOÉCIO (480-524)
Filósofo, político e poeta italiano.
O corpo nu e o culto ao corpo não têm mais vez na Idade Média. O corpo feminino, principalmente, era considerado
lugar de tentação, devendo a mulher se vestir com recato.
O sentido de beleza se liga ao divino, ao plano espiritual e às virtudes morais. Por isso, para esconder o corpo, as
roupas deviam ser longas e volumosas.
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As anomalias físicas eram vistas como consequências da alma (fruto de uma ação pecadora).
EM SUA OBRA SUMA TEOLÓGICA, TOMÁS DE AQUINO DEFENDE O
SEGUINTE:
"A beleza do corpo consiste em que o homem tenha membros corporaisbem proporcionados e uma certa claridade da
cor. Do mesmo modo, a beleza espiritual consiste em que a conduta do homem, entendida como o conjunto de seus
atos, seja bem proporcionada e conforme certa claridade espiritual da razão."
(TOMÁS DE AQUINO, 1265)
Na Idade Média, as mulheres, para serem consideradas belas, deveriam seguir o modelo da Virgem Maria. Por isso, as
roupas cobriam todo o corpo.
VOCÊ SABIA?
Você sabia que, no século XI, as mulheres já se preocupavam com a saúde dos cabelos? Segundo Marina Fancello,
Trotula de Salerno foi uma mulher, na Itália, no século XI, e ocupou, na Escola Médica Salernitana, uma cadeira de
professora, onde “seu objetivo era tratar de problemas especificamente femininos, por isso foi pioneira da ginecologia-
obstetrícia e escreveu livros sobre saúde feminina, procedimentos ginecológicos e obstétricos e procedimentos estéticos
para preservar a beleza feminina, além de cuidar da pele e dos cabelos. Suas obras tornaram-se referência nas
melhores universidades da Europa.” (OLIVEIRA, 2016)
RENASCIMENTO
No Renascimento, passada a idade das trevas, como era chamada a Idade Média, os pensadores gregos e romanos
voltaram a ser lidos e suas reflexões e padrões voltaram à tona. Além disso, as novas rotas marítimas permitiram que os
relatos fossem mais reais, e não apenas imaginados.
A busca passou a ser pela harmonia das proporções. Assim, a anatomia do corpo humano foi mais estudada, o que
possibilitou a classificação das belezas. A historiadora Aureci Souza (2004) afirma que, segundo esses padrões, esta é a
mulher idealizada pelo Renascimento:
"(...) Os lábios devem ter o mesmo comprimento do nariz, a soma das orelhas, a mesma superfície da boca aberta e a
altura do corpo oito vezes a da cabeça. O peito largo não deve ser marcado por ossos e os seios devem ter as formas de
uma pera invertida. É alta, tem ombros largos, cintura fina, quadris amplos e redondos, mãos cheias e dedos afilados,
pernas roliças e pés pequenos."
(SOUZA, 2004)
NA FRANÇA, ITÁLIA, ALEMANHA, ESPANHA E INGLATERRA, O
PADRÃO ESTÉTICO ERA O MESMO:
Pele clara, lábios vermelhos, tez rosada, sobrancelhas
pretas, cabelo loiro. O branco da pele, como sempre,
significava a pureza, o feminino, mas também, em uma
sociedade racista, a distinção social, ao ser contrastado à
pele queimada das camponesas.
Por ficarem trancadas em casa, as mulheres mais nobres
conseguiam manter a pele bem alva. Porém, ao sair, elas
usavam o rouge (blush) nas maçãs do rosto, no colo, nas
orelhas, no queixo e nas pontas dos dedos, para dar uma
impressão saudável.
O mesmo formato de corpo da Idade Média permanece,
com a silhueta em S. As modelos representadas nos
quadros de Botticelli e Rafael não deixam dúvidas quanto ao
padrão renascentista.
Logo, o corpo volta a ser valorizado, principalmente o feminino. Todavia, o padrão de beleza corporal difere do da
Antiguidade Clássica.
O corpo feminino não tem mais as mesmas proporções, sendo as mulheres mais arredondadas, de ancas largas e seios
fartos, com os cabelos compridos. As roupas, apesar de volumosas, possuíam a cintura marcada pelo uso do espartilho,
e os decotes podiam mostrar os ombros.
As mulheres muito magras eram sem graça para a época e vistas como sem saúde. Logo, sem beleza.
OS HOMENS SÃO REPRESENTADOS COM UM CORPO SEM PELOS E
COM MÚSCULOS:
“(...) Havia se colocado como o centro do Universo, e até a roupagem usada nessa época destacava a virilidade
masculina. Enquanto o codpiece destacava volumosamente a genitália, corpetes almofadados e mangas sobrepostas
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davam a aparência de ombros largos e corpos fortes, que demonstravam força e poder. O homem belo daquela época
teria de ser corpulento e altivo”
(LOPES, 2019, p. 32).
CODPIECE
Esta peça surge como adaptação de tecido para junção das meias, que se alongavam até a cintura. Posteriormente,
virou uma espécie de bolsa moldada, utilizada para acentuar a genitália masculina, com uma abertura para facilitar o ato
de urinar.

CURIOSIDADE
CURIOSIDADE
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CURIOSIDADE
O padrão de beleza facial se baseava no tamanho da testa. Quanto maior fosse, mais bonita seria a pessoa para a
sociedade da época. De acordo com alguns historiadores, havia mulheres que arrancavam os cabelos para ter uma testa
maior.
CURIOSIDADE
Com o passar do tempo e a mudança dos costumes, ocorreram variações, mas, até o século XIX, isso não muda de
maneira substancial, principalmente no que diz respeito às roupas.
COMENTÁRIO
O uso de espartilho e corpetes para ajustar a cintura garantia uma aparência mais bonita; segundo os relatos históricos,
eram tão apertados que as mulheres, frequentemente, desmaiavam pela falta de oxigênio. Inclusive, às vezes, as
costelas eram fraturadas em virtude da pressão que o acessório exercia.
A pele branca era considerada o padrão oficial, a ponto de as mulheres perderem sangue para atingir a cor pálida
esbranquiçada. Era algo muito diferente da atualidade, em que o bronzeado é sinal de beleza e saúde.

SÉCULO XVII
No século XVII, o padrão ficou tensionado entre o mesmo e
o diferente, segundo Souza (2004). Para a historiadora,
nesse século, a forma do Renascimento é combatida pela
Reforma e pela Contrarreforma. A beleza do corpo será
coberta por um racionalismo puritano, a ponto de se
cobrirem as estátuas e os quadros de nus com tangas e
túnicas. A vaidade era condenada, e quem usasse decotes
cometia pecado, e só seria absolvido pelo bispo.
As roupas deveriam cobrir o corpo até os pés. Os cabelos
deixaram de ser soltos para ficarem presos em coques
baixos. Vestes pretas tinham apenas o adorno das rendas
brancas e das pérolas, pois a beleza precisava ser severa e
imponente, e o corpo, de novo, tinha de ser magro.
Todavia, esse padrão era contestado, principalmente pelas
mulheres francesas, chamadas de “preciosas”, pois
defendiam a liberdade de espírito. Usavam o espelho,
denominado “conselheiro das graças”, para pintar seus
rostos com “falsas pintas de tafetá escuro, sem as quais não
saíam de casa. Bonitas e inteligentes, libertinas e
independentes, mantinham salões para onde corria a elite
da época” (SOUZA, 2004).
SÉCULO XVIII
O século XVIII foi marcado pela cor vermelha, que surgia na pintura dos rostos e até nos olhos. A maquiagem estava em
alta, e ninguém na corte aparecia sem ela.
MARIA ANTONIETA
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SOBRE COSTUMES
SOBRE COSTUMES
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SOBRE COSTUMES
O consumo do rouge em excesso fez com que pensassem em estipular um imposto sobre cada pote comercializado em
benefício das viúvas pobres de oficiais.
SOBRE COSTUMES
Em Versalhes, a realeza francesa somente saía a passeio de carruagem com verdadeiras torres sobre a cabeça e as
perucas, que ganhavam visibilidade.
A maquiagem virou moda em outros países também, como Grã-Bretanha e nas colônias. Os cosméticos foram, inclusive,
alvo de medidas do parlamento britânico, e seu uso foi punido como crime. Porém, essa lei não vingou.
Para estarem mais belas, as mulheres usavam os cabelos já não tão volumosos e surgiam com mechas meio
despenteadas, pintadas por um louro acinzentado. Às vezes, um laço de fita ou uma pluma enfeitavam a cabeça. O
cabelo escuro era preferido e eram arrumados no alto, caindo em cachos curtos sobre a pele branca.
Para a ideia de beleza aceitável, o corpo tinha de ser limpo e saudável. Estar limpo, no entanto, não era uma escolha.
Somente uma minoria usufruía do banho, já que água e produtos de limpeza eram artigos de luxo.
A França passou a ditar a moda dentro e fora da Europa, não só na estética, como também no aspecto político
revolucionário.
SÉCULO XIX
O século XIX chega ao mundo ocidental trazendo inúmeras modificações, em virtude, principalmente, da Revolução
Francesa (1789), com subida da burguesia ao poder e a crescente Revolução Industrial (século XVlll).
No campo da arte, o movimento romântico cria mundos de beleza que sensibilizame emocionam.
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A MULHER IDEAL
A MULHER IDEAL
A mulher é idealizada e, para o padrão de beleza vigente, ela aparece como santa ou anjo. São virgens, pálidas, belas e
fiéis.
A MULHER IDEAL
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A MULHER IDEAL
As mulheres são ainda representadas com olhares perdidos pelo tédio, com a face muito pálida. Para isso, as finas
sobrancelhas eram apenas delineadas, emoldurando um rosto apático, sem emoção, deixando as moças com um ar de
sonhadora.
COMENTÁRIO
Historiadores contam que, para ficar com a pele lívida, como as descritas pelos poetas, as damas românticas tingiam o
rosto com um preparado de açafrão ou de tinta azul e bebiam vinagre com suco de limão para ficarem com um aspecto
espectral, sem contar as dietas que as faziam desmaiar. Ou seja, eram mulheres que se alimentavam mal e, às vezes,
tomavam beladona, atropina e outras drogas venenosas para ficarem com o olhar fixo e a pupila profunda, dando um ar
místico e um brilho de alma ardente e apaixonada. Essa imagem era o ideal de beleza. Não é que todas as mulheres
conseguissem atingir esse padrão, mas talvez ele fosse o perseguido.
CARACTERÍSTICAS DA ÉPOCA
Ao andar, as mulheres românticas deveriam parecer levitar.
Os tecidos que cobriam o corpo eram vaporosos. Voltaram a
usar o espartilho, pois a cintura deveria ser fina, mesmo a
custo de duros sacrifícios.
Já em meados do século XIX, a saia era armada, chegando
a 2 metros de diâmetro, distanciando-se cada vez mais da
superfície do corpo delas. Os homens usavam um traje bem
mais simples e prático. Calças, sobretudo e cartola
deixavam bem clara a diferença entre os dois sexos.
A maquiagem, que antes era muito usada, passou a ser
evitada em excesso; deveria ser o mais natural possível.
Porém, a indústria do cosmético crescia mesmo assim, o
que não deixava dúvida de que a maquiagem havia caído
no gosto das mulheres.
"Baudelaire publicou no Le Figaro um Elogio da maquiagem, em que defendia o seu uso, dizendo que a mulher tinha
todo o direito de mostrar-se mágica e sobrenatural, pouco importando se o ardil e o artifício fossem conhecidos de todos,
quando o sucesso é certo e seu efeito, sempre irresistível”, discursou em 1863."
(SOUZA, 2004)
Se, no início do século, a mulher romântica é o padrão, no fim, isso já não acontece. A rua e a vida real passam a ditar
alguns padrões, assim como as propagandas. As mulheres, que antes ficavam trancadas em casa, passam a frequentar
as ruas, os bondes e as galerias pelas cidades, assim como arrumam empregos em comércios e indústrias. A vida na
cidade começa a ter muitos atrativos para todos, o que muda a forma de vestir e tudo o que remete à beleza.
A coqueteria (cortesãs, cocottes, mundanas, dançarinas) entram no mundo das mulheres excepcionais quando descritas
por escritores e representadas nas propagandas.
Porém, isso não mais importava, já que tudo que é artificial passa a ser valorizado no fim do século XIX.
Há a “(...) volta da maquiagem, o corpo é envolto novamente pelos espartilhos, anquinhas e próteses para os seios
(seios de borracha), agora não mais para esconder, mas para valorizar as formas. Tal corpo assim vestido foi
considerado um ‘falso corpo’”.
(SOUZA, 2004, p.108)
SÉCULO XX
O século XX nasce marcado pelo fim de século mais impressionante da História. O crescimento urbano nunca foi tão
grande, com o inchamento das cidades industriais e as condições subumanas dos trabalhadores.
No modelo socioeconômico, temos o capitalismo atingindo seu auge; pensadores como Auguste Comte, Proudhon,
Darwin, Marx e Engels já tinham desenvolvido as ideias em seus campos correspondentes.
Naturalmente, tanta mudança afetaria todos os padrões anteriores de beleza desenvolvidos.
Revistas e a publicidade passam a ter um papel importante na relação de consumo e no que seria consumido. Os
produtos cosméticos anunciados prometem resolver todos os problemas para garantir a beleza, desde a correção do
nariz até o rejuvenescimento do rosto pelos pós que também proporcionavam à tez a palidez desejada.
SER JOVEM ERA A META JÁ NESSE MOMENTO,
A EXEMPLO DOS DIAS DE HOJE.
Segundo Lopes (2019), o uso do espartilho termina no início de século XX, com a Era Eduardina e a Belle Époque. Os
esportes e os banhos de mar são adotados como coadjuvantes para a boa saúde, e estilistas começam a trabalhar para
a aristocracia ditando sua forma de vestir e se comportar.
ASSIM, A BELEZA, QUE DEVERIA COMEÇAR A SER
DEMOCRÁTICA, PASSA A SER ORIENTADA PELOS
EDITORIAIS DE REVISTAS E PELO CINEMA, QUE
ACABARA DE NASCER.
Com a I Guerra Mundial, as mulheres começam a entrar em massa no mercado de trabalho, precisando de mudanças na
sua forma de se vestir, para que a vida e locomoção delas fossem facilitadas, o que as tornou semelhantes aos homens.
A cintura, os quadris e os seios deveriam ter tamanhos próximos, e as curvas precisavam ser disfarçadas; inclusive,
havia mulheres que usavam faixas para achatá-los. Os vestidos retos se popularizaram, pois disfarçavam as curvas. O
visual andrógino, composto pelo corte la garçonne, e as roupas masculinas ganham espaço.
VOCÊ SABIA?
Para a estilista Coco Chanel, “elegância em uma roupa era a liberdade em movimento”, filosofia colocada em prática
com as suas criações: o casaco que se tornou a sua marca registrada: o tailleur 11, feito de jérsei ou tweed, ajustado
perfeitamente ao corpo, mas com flexibilidade suficiente para que a mulher pudesse movimentar os braços ou pôr as
mãos nos bolsos. Bolsas com alças para serem colocadas no ombro, sapatos bicolores com salto baixo para facilitar o
andar, criados por ela em couro bege com a ponta preta, lembrando a tradição cavalheiresca britânica.
Os padrões de beleza se transformam completamente nos anos 1920, pois precisavam ser mais práticos e apropriados
para os novos tempos; assim, as formas arredondadas deram lugar à silhueta alta e esguia.
Era moda ter seios pequenos, quadril estreito, pernas longas e cabeça pequenina. Com o novo corte de cabelo, diziam
que as mulheres estavam se masculinizando.
Observe esses estilos nas imagens a seguir:
A DÉCADA DE 1920
Na década de 1920, a apresentação dos corpos na
passarela e no cinema representou e ainda representa um
padrão, um modelo a ser seguido, e estar de acordo com
aquele padrão garantia a aceitabilidade no meio social.
Terminada a I Guerra Mundial, o modelo da estrela de
cinema é determinante para o conceito de beleza, revela
Edgard Morin (1989). Hollywood, com a penetração que tem
em todas as culturas, passa a ditar o padrão de beleza e de
moda, afinal, por meio das imagens dos filmes, fica muito
mais fácil influenciar o consumidor, pois se tratava de uma
mídia acessível. Também na década de 1920, aumenta a
preocupação com a saúde da pele. Em Paris, Nadia Payot,
médica ucraniana, cria a ginástica para trabalhar os
músculos do rosto e do pescoço. Em 1928, ela usou
aplicações de eletricidade no campo da estética e ainda
criou aparelhos para remodelar o corpo.
Em 1929, o mundo está em crise, e uma nova ordem se
avizinha: nos Estados Unidos, ocorre a quebra da bolsa de
valores, decretando a falência de muitas empresas; na
Europa, a ascensão do nazismo, que culmina, em 1939,
com a II Guerra Mundial.
Porém, apesar desse contexto histórico, o cinema seguia
influenciando o padrão de beleza, principalmente com as
atrizes Greta Garbo, com voz rouca e sensual, e Marlene
Dietrich. As duas eram imitadas nos mínimos detalhes: as
mulheres descoloriam os cabelos de forma radical e
depilavam as sobrancelhas.
Todo um jogo publicitário dominava o discurso nas revistas
e no cinema, e neles a mensagem não era de mudança do
olhar sobre as mulheres. Ao contrário, tais discursos
reverberavam ainda o mesmo do início do século. Isso é
visto principalmente nas personagens femininas dos filmes.
"Eles continuariam a indicar a beleza feminina como um objeto na conquista do homem, num tempo em que o único
objetivo da sociedade era prepararas moças para o casamento. A beleza serviria, entre outros fatores, como trampolim
para esse fim"
(SOUZA, 2004, p. 120)
1939
1941
1942
2020
1939
Começa a II Guerra Mundial, e, com a falta de matérias-primas para a fazer roupas, calçados e acessórios, os
hábitos e a forma de se vestir também mudam. Por exemplo, as meias finas foram descartadas e, para as que
pernas ainda parecessem estar vestidas, as mulheres tingiam os membros inferiores com uma infusão de chicória
ou casca de noz e desenhavam cuidadosamente a costura com um lápis marrom (SOUZA, 2004).
1941
Em 1941, atrizes de Hollywood adotaram tecidos e roupas masculinos (tweeds, shorts, camisas), enquanto as
estrelas masculinas usavam tecidos e cores até então próprios às mulheres. Nesse momento, beleza passa a se
relacionar com a saúde, e as mulheres são incentivadas, pelas campanhas publicitárias das revistas, a garantir a
mente e o corpo sãos.
1942
Em 1942, na França, em meio à guerra, os cosméticos foram retirados da lista de “artigos essenciais”. Decisão logo
revogada, pois afetou o ânimo das recrutas que participavam da guerra, diziam os jornais.
O SÉCULO XX É, ENTÃO, MARCADO POR DUAS ORDENS
CONVERGENTES QUE SE ESTABELECEM:
A publicidade utiliza a mulher como objeto ligado a inúmeros fatores, dentre eles a beleza. A publicidade é
elemento importante nesse século, e até hoje, pois cria necessidade, desejo. Atendendo aos interesses da indústria
de cosméticos e limpeza, acaba, de certa forma, liberando o feminino para dar e sentir prazer com o uso dos
produtos;
A ordem que diz respeito a uma mulher mais livre, que busca seus direitos, o voto, a liberdade de escolha, a
igualdade de gênero, entre outros que, ainda hoje, não foram plenamente conquistados.
COMENTÁRIO
“Mesmo em tempo de guerra, as vendas continuavam a progredir. Max Factor transformou suas bases em maquiagem-
camuflagem para os pracinhas americanos; a Revlon fabricou estojos de primeiros-socorros; Helena Rubinstein recebeu,
inclusive, incentivos do presidente Roosevelt. Fazer-se bela era parte do esforço de guerra” (SOUZA, 2004).
Com o fim da II Guerra, os anos 1950 são de arrumação, trazendo um conservadorismo que se nota no aumento de
casamentos. Esposas e mães que cuidavam da casa e dos filhos são os modelos, o que era criticado pelas feministas
influenciadas pela intelectual francesa Simone de Beauvoir.
Na vestimenta, a saia alongou-se 10 centímetros, e uma nova versão do espartilho é criada para levantar os seios e
afinar a cintura das mulheres, à moda das pin-ups americanas. A maquiagem focou nos olhos com delineadores, e os
cabelos eram armados com laquê. Já as unhas eram pintadas de vermelho.
SER BELA ERA UMA ARTE, E A PELE PERFEITA ERA
SINAL DE SER CHIQUE
A TELEVISÃO ASSUME O LUGAR DO CINEMA COMO VEÍCULO
INFLUENCIADOR, E O PÚBLICO PASSA A SONHAR COM OS
CASAMENTOS DAS ESTRELAS DE HOLLYWOOD, OU DE OUTRAS
PLEBEIAS QUE SE CASAM COM PRÍNCIPES, POR EXEMPLO:
GRACE KELLY
JACQUELINE KENNEDY
RITA HAYWORTH
O rosto da mulher deveria representar uma espécie de deusa do lar. Tinha de ser meio pálido pelo uso do pó, com traços
sublinhados e uma imagem de mulher objeto, lisa e impecável.
Fotógrafos como Man Ray, Blumenfeld, Horst e, mais tarde, Richard Avedon, Irving Penn, Norman Parkinson, Henry
Clarke e Terence Donovan expõem rostos e corpos fotografados, criando as mais novas e belas imagens de beleza.
Diferentes estilos de beleza passaram a conviver: o das ingênuas, representado pelas atrizes Grace Kelly, Audrey
Hepburn ou Vivian Leigh, cuja arma era o frescor e a naturalidade; e o representado por Ava Gardner ou Gina
Lollobrigida e Rita Hayworth, que tinham uma beleza feita de carne e fogo. Ambos os estilos, segundo Souza, iriam
fundir-se em Marilyn Monroe, que era a estrela entre as estrelas. Ingênua e arrebatadora, nem fatal nem puritana,
devastadora.
"Cabeleireiros, maquiadores e costureiros conheceriam uma glória que jamais desfrutaram antes ao protagonizarem a
‘beleza’ desses eventos.”
(SOUZA, 2004, p. 120)
A maquiagem de Marilyn influenciou muitas mulheres que, como ela, usavam base, pó, sombra, rímel, cílios postiços,
delineador e batom rosa coberto por vaselina para parecer que a boca era maior.
A atriz Brigitte Bardot, na França e no mundo, também foi um modelo copiado e encarnava o protótipo de mulher-criança.
No filme E Deus criou a mulher (de 1956) , com 18 anos, Brigitte mexe no mundo da moda, com um penteado “chucrute”,
um coque preso no alto da cabeça feito de mechas de cabelos enrolados, passava um ar de mulher-menina.
Era a chegada do culto à juventude, mudando o padrão de beleza.
CHEGANDO
AOS ANOS
1960, AS
MUDANÇAS
SE
INTENSIFICAM.
A cidade que difunde o
novo modelo de beleza e
moda é Londres. Beatles,
Rolling Stones, Jim
Morrisson, Janes Jopling,
Jimmi Hendrix, Nouvelle
Vague, Cinema Novo,
sexo, drogas, rock and
roll, hippies. Muitas são as
pequenas e grandes
contestações.
O modelo adolescente,
pernas compridas com
minissaia, cabelos longos
com franja, olhos
ultramaquiados, imperava
no início da década.
MODELO ADOLESCENTE
Twiggy era a modelo; com ar falsamente ingênuo,
boca cândida, covinhas de menina, cílios postiços
e verdadeiros pintados para aumentar os olhos.
NA MODA HIPPIE, AS MAQUIAGENS POSSUÍAM CORES VIVAS, ASSIM
COMO AS ROUPAS, COM ESTAMPAS FLORAIS E VESTIDOS LONGOS
COM MUITOS ACESSÓRIOS. ERA A REVOLUÇÃO DOS COSTUMES.
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Com ela, vieram mudanças na moda e no padrão de beleza, que permitia estilos diferentes no mesmo período, como
mostram as revistas. Os olhos agora tinham cílios postiços, duplos ou triplos; os cabelos eram bem curtos, outros bem
compridos e rebeldes, outros presos, inclusive com coques. Usava-se batons pálidos, que contrastavam com a
maquiagem dos olhos, que deviam ser pretos e grandes.
Os movimentos marginais dos anos 1960 e 1970 também trouxeram sua contribuição para os novos padrões de beleza e
deram origem à moda étnica, à pop art, à body art e ao flower power. Ser jovem e contestador estava na moda, embora
as revistas ainda ditassem o modelo do corpo magro, esbelto, leve e delicado.
NOS ANOS 1970
Na expressão de John Lennon, o sonho tinha acabado, e a
beleza também muda. O corpo agora enaltecia os
músculos, e na cabeça os cabelos podiam usufruir de toda
liberdade: homens com cabelos compridos e livres; para os
negros, que eram obrigados a alisarem os seus cabelos, o
black power dava a liberdade e a identidade do grupo.
Pela primeira vez, a beleza negra é valorizada. Mulheres
negras tornaram-se top models, e as revistas mostram a
beleza afro.
A indústria de cosmético se volta para outros tipos de
produtos, como os bronzeadores e protetores solares; logo,
a pele apresenta-se com aspecto mais saudável.
Nas roupas, as blusas transparentes criadas pelo costureiro
Yves Saint Laurent viraram moda, e todos o copiavam. O
belo talvez se traduzisse no sentimento de liberdade que,
principalmente, a mulher buscava.
No fim dos anos
1970, surge o
movimento punk,
com jovens
ousados que
buscavam chocar,
vestiam-se e
portavam-se para
mostrar que não se
importavam com a
moda. Seus cabelos
eram desalinhados
ou à moda porco-
espinho, tingidos de
azul, vermelho,
MOVIMENTO PUNK
Era um movimento chamado radical,
mas reivindicava a liberdade da forma de
atuar sobre o próprio corpo.
As inscrições no corpo servem como
anúncio (denúncia) do confronto do
simbólico com o político, trazendo
reivindicações.
Vem desse movimento a moda no uso de
tatuagens que tanto cresceu nas
décadas posteriores.
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laranja ou verde.
Tatuagens no corpo
e crânio e
maquiagens pretas
que chocavam
pretendiam mostrar
à sociedade que
pouco se
importavam com os
valores que lhe
eram “impostos”.
Buscavam parecer
vulgares; com
braceletes de couro
cravejado de pregos
e brincos enfiados
nas orelhas
(SOUZA, 2004).
Orlandi (2001) fala
do que seria
também uma forma
de textualização do
corpo(grafites,
tatuagens,
piercings),
revelando sentidos
sociais inesperados.
OS ANOS 1980 TRAZEM A POSSIBILIDADE DE DUALIDADE DA
MULHER.
Ela cada vez mais ganha espaço no mercado de trabalho, necessitando que a moda se ajustasse a ela. Seu tailleur
sóbrio, seus escarpins e suas unhas pintadas no trabalho.

Contrastavam com as roupas usadas fora desse ambiente, onde não havia lugar para meios tons, nem para a
naturalidade. Elas exageravam no tom dos batons, azul, roxo, rosa-choque, ou saíam de cara limpa, sem qualquer
maquiagem.
Em Paris, Nova Iorque e Londres, ganha força a moda do couro, da lingerie das sex shops, o batom violeta, os cabelos
rebeldes e o humor negro. Madonna exerce influência na moda e no padrão de beleza. Com olhos pintados, cabelos
louros de raízes pretas, luvas com dedos à mostra, roupa-lingerie e objetos pendurados pelo corpo.
O visual da época tinha vertentes que iam do dark, com a estética mais sombria dos góticos, ao glam rock, com suas
calças justas, de couro, estampas de oncinha, brilho e maquiagens para ambos os sexos.
Eram muitos os modelos para os corpos seguirem, buscando a perfeição da beleza.
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INFLUÊNCIA NA MODA
A música, com seus grupos e cantoras, ajudou na formação de estilos: o punk (que nasceu nos anos 1970), o new age, o
break e o pop. A cantora Cindy Lauper influencia no uso de minissaia com legging e macacões jeans.
A GERAÇÃO SAÚDE DOS ANOS 1980
A chamada geração saúde dos anos 1980 pregava cuidar
do visual com alimentação e ginástica. Era o discurso da
beleza com a saúde e o bem-estar.
As malhas de ginástica ganham lugar no vestuário para
buscar o corpo perfeito, definido, com abdômen liso e pele
bronzeada.
Procedimentos de beleza ganham força nessa década: a
lipoaspiração para gorduras acumuladas, o colágeno para
aumentar os lábios, o silicone para dar o volume aos seios
etc. Tudo para acabar com os “defeitos” do corpo.
Os homens também entram na corrida pela beleza com uso
de produtos, consumindo moda e malhando o corpo.
A ligação entre beleza e saúde faz com que a indústria
lance produtos alimentícios que ajudavam na busca desse
corpo perfeito. Alimentos lights e diets são a nova promessa
para a leveza do corpo.
As supermodelos ditam os novos padrões de beleza. Altas,
magras, com curvas na medida certa e um visual saudável.
O ideal de corpo era forte e esbelto, favorecendo uma visão
poderosa dessas mulheres.
Como prolongamento dos anos 1980, nos anos 1990, as top
models assumem o modelo de beleza. Estavam nas
passarelas, no cinema, na TV e nas revistas.
As tatuagens ficam na moda, o corpo, como no movimento
punk, torna-se um campo de expressão. A hena, os
decalques e os apliques indianos contribuíram para o uso
de tatuagens, e o piercing também participa da nova
composição, aparecendo na língua, nariz, no umbigo ou no
supercílio.
Com a globalização dos meios de comunicação, as novas
tendências percorrem o mundo rapidamente, uniformizando
a moda, que se torna mundial.
OS CRIADORES DA MODA E BELEZA EM 1996-1997
Apostam no minimalismo, ao contrário da década anterior. Propagam uma mulher uniforme e serena: cores neutras,
saias nos joelhos, cabelos curtos, pele bege, combinando com a roupa, olhar levemente acentuado por rímel, boca
vermelha opaca e cabelos em um louro degradê.
Com a maquiagem em baixa, a indústria da cosmetologia investe nos produtos de pele, mais eficientes no tratamento e
rejuvenescimento. Ácidos e vitaminas A e C são adicionados às fórmulas.
Para o novo padrão de beleza, já no fim do século XX, não basta estar bonita por fora, era preciso sentir-se bela, estar
feliz, realizada consigo mesma, e isto os cremes prometiam.
Os homens recorrem cada vez mais aos salões de beleza e até mesmo às cirurgias plásticas. No fim do século, os
ditames da moda já não são bem-vistos; tudo é permitido.
A beleza não tem preço e muda de terreno com a chegada de cada vez mais produtos e de novas buscas científicas por
uma juventude eterna.
SÉCULO XXI
No início do
terceiro milênio, a
beleza é quase
um produto a ser
comprado ou
conquistado.
Se, antes, o
corpo era dividido
em matéria física
e alma, hoje ele é
a fragmentação,
divide-se o corpo
em pedaços:
músculos, coxas,
BELEZA
No século XXI, a beleza, que se refletirá no
corpo, delineia-se como uma possível
releitura do passado recente ou traz algo
completamente novo.
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glúteos, boca,
olhos, cabelos.
Cada um desses
pedaços tem um
potencial alvo de
consumo e
tratamento, como,
por exemplo, o
design de
sobrancelhas, o
implante de
cabelo, o
preenchimento de
rugas, as
cirurgias de
mama e
implantes de
silicone e as
lipoaspirações.
Cai por terra no século XXI o padrão a ser seguido, e cada um assume suas escolhas e identidades, embora essa
possível autonomia funcione apenas como tendência, já que, na prática, mesmo com a grande variação de estilos e
modelos, eles não parecem estar desvinculados de uma cadeia de produção e de referências.
IDENTIDADES
Aumento do consumo de tatuagens, de cabelos pintados de várias cores, piercings e o vestuário que vai do mais
clássico ao mais rapper, passando pelo punk, funk, surfista, hippie.
CADEIA DE PRODUÇÃO
Também é habitual agora certa simulação, uma aparência sem realidade. A roupa, os acessórios, a maquiagem etc.
voltam-se para o imaginário, ajudando mulheres e homens a mascarar seus corpos, esconder detalhes e ressaltar
outros. O conceito de beleza, assim, passa pela criação e inovação.
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Nas peças publicitárias, que continuam lançando seus modelos, não só nas revistas impressas, mas também nas
virtuais, e mais ainda com os influenciadores digitais, percebe-se que a beleza atual aparece na apresentação do corpo,
que deve ser magro e jovem, quase pueril. Porém, paradoxalmente, deve ter formas extremante femininas, com os seios
fartos, cintura fina e lábios grossos, como a modelo Gisele Bündchen.
GISELE BÜNDCHEN
A modelo tem ainda a exaltação de uma sensualidade juvenil, mostrando padrões culturais e desejos sociais que são
apropriados pela publicidade, que, com essa imagem, seduz o consumidor, para que ele consuma não só a imagem,
mas todos os produtos que ela apresenta.
O modelo de beleza da juventude está presente em todos os modelos de beleza contemporâneo. Talvez se possa
apenas encontrar variação na chamada beleza ordinária, pois exalta o natural de cada indivíduo, e na beleza exótica,
estranha, pois ressalta o diferente da cultura vigente.
Por fim, virando consumo, sendo produto a ser adquirido ou não, no campo estético ou filosófico, a beleza continua
sendo uma busca para o ser humano.
Mesmo com as mudanças de referências, o que buscamos é uma nova relação com nós mesmos, com o mundo que nos
cerca e com as outras pessoas. Para isso, somos capazes de recriar, inovar e fazer rupturas no nosso corpo e também
no mundo.
VÍDEO COM AVALIAÇÃO
Assista a este vídeo e acompanhe a abordagem do conceito beleza e as diferenças entre as épocas.
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VERIFICANDO O APRENDIZADO
CABELO: PEÇA IMPORTANTE NA COMPOSIÇÃO DA
BELEZA
O cabelo é, desde sempre, um instrumento de identificação. Embora visto biologicamente como proteção para a cabeça,
ele foi sempre alvo de embelezamento. Desde os primeiros relatos da Antiguidade até os dias atuais, o cabelo aparece
na descrição das imagens das pessoas e, como o próprio corpo, esteve sujeito a padrões de beleza que mudam de
acordo com a cultura e o tempo.
NA EUROPA NO SÉCULO XVIII, COM O CRESCIMENTO
DO CAPITALISMO E O NASCIMENTO DA MODA, OS
CABELOS COMEÇARAM A TER MAIS RELEVÂNCIA
SOBRE A APARÊNCIA E A APRESENTAÇÃO DOS
INDIVÍDUOS.
A aparência da mulher além de contar com as roupas elaboradas precisava que também os cabelos tivessem o mesmo
cuidado e ambos refletiam o status da pessoa naquela sociedade.
Historiadores relatam que o ápice da ornamentação dos cabelos se deu entre os anos de 1770 e 1790, quando era modaos penteados femininos que possuíam “grandes adereços esculpidos”. Eles eram feitos, normalmente, pelas mucamas
com o auxílio de lã, cabelo de cavalo, cabelo humano (do próprio e de terceiros), banha e sebo.
SÉCULO XIX
Já no século XIX, com a mudança de padrão e da moda, os cabelos europeus diminuíram em volume, embora
continuassem sendo uma maneira de simbolizar o poder econômico. Os penteados nessa época mantinham os cabelos
sempre presos, e eles deveriam ser longos, para que isso pudesse ser feito.

SOBRE CABELOS
SOBRE CABELOS

SOBRE CABELOS
Em toda a História, somente em casos específicos, o cabelo comprido foi um luxo masculino, já que o cabelo ou as
perucas da corte de Luís XIV custavam dinheiro para serem mantidos.
SOBRE CABELOS
Para as mulheres, os cabelos compridos eram comuns, mesmo que ficassem presos.
Com o aumento da industrialização e a maior possibilidade de se estar na rua, o cabelo marcou mais ainda a sua
posição, pois pertencia tanto ao campo privado quanto ao público e ainda era elemento de distinção dos fenótipos
humanos, denotando não só a etnia como também o papel social e o pertencimento a uma classe ou um grupo.
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Por marcar a distinção de fenótipos, o cabelo foi, durante muito tempo, usado pela Antropologia para estudos.
Por outro lado, a criatividade sempre esteve presente na história do cabelo, servindo para compor o rosto e a beleza do
visual. Cabelos presos ou soltos, com ou sem acessórios, pintados ou naturais eram parte essencial da beleza e da
saúde.
EXEMPLO
Por exemplo, dentro de uma visão racista da época, o cabelo liso do branco europeu vinha sendo associado a
características positivas – ao cabelo “bom” –; por outro lado, o cabelo crespo do negro se associava a características
negativas – ao cabelo “ruim”. Ou seja, na visão distorcida, os cabelos crespos eram vistos como inferiores aos lisos.
VISÃO DISTORCIDA
Sem dúvida, que tais classificações geraram estigmas sociais e preconceitos raciais. Nos Estados Unidos, nesse mesmo
século, por exemplo, próximo ao fim da escravidão, cabelos mais lisos podiam significar vantagens sociais e econômicas
para o negro e ao alisarem seus cabelos, escravos de pele mais branca conseguiam se fazer passar por homens livres.
Ou, ainda, o alisamento podia significar “menos trabalho e esforço físico”, uma vez que escravos com feições mais
“atenuadas” eram escolhidos para trabalhar nas casas grandes, exercendo atividades menos extenuantes, enquanto os
demais eram obrigados a trabalhar na lavoura. Por conseguinte, o favorecimento dos cabelos mais lisos e da pele mais
alva estabeleceu uma hierarquia entre os escravos, na qual aqueles de pele mais clara e cabelos mais lisos eram mais
desejados e valorizados – custando quase cinco vezes mais em leilões de escravos – do que aqueles de pele mais
escura e cabelos crespos.
(QUINTAO, 2013)
SÉCULO XX
No século XX, não seria diferente a importância dos cabelos; aumentam as ofertas de produtos para tratamento e
pintura, assim como a possibilidade de as mulheres poderem cortar seus cabelos de acordo com as tendências e a
moda.
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ANOS 1920
Nessa década, a mulher se livra das coisas que prendiam
seus movimentos e dos grandes cabelos. A moda da época
era deixar as madeixas na altura do maxilar, sem
possiblidade de tranças ou coques, que foram muito usados
em outros momentos.
O cabelo se torna símbolo da pirueta das garçonnes, que se
apresentam de calças, maquiagem carregada, marcando a
liberdade dos movimentos. Elas não querem ser “como
homens”, mas afirmam que há outra forma de ser mulher
que não a do típico cabelo longo.
Logo, o corte curto chamado à garçonne foi o primeiro a
transgredir o estabelecido para o padrão antigo de beleza.
NOVO MODELO DE CORTE
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O novo modelo de corte logo incrementou a profissão de cabeleireiro. Entre 1920 e 1930, foram abertos 25 mil salões na
França. Nesse contexto, os cabelos longos, símbolo de sedução, de feminilidade, deveriam então ser abolidos em prol
da equiparação da mulher com homem. Isso significava ter os mesmos direitos na vida social e também na praticidade
da vestimenta e dos cabelos.
Com o uso do novo corte e o crescimento dos salões, cresce também a indústria de cosméticos. Um exemplo é o creme
Biorene, que propagava, em 1927, “cabelos sedosos como aos 16 anos”. A L’Oreal torna-se popular com a primeira tinta
para cabelos brancos.
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Também na década de 1920, quando o cinema ganha o mundo, o modelo de beleza cinematográfico explode com as
estrelas, e elas passam a ditar os cortes, as cores e os penteados que serão usados ao longo do século XX.
“Eles preferem as louras e casam-se com elas”, esse era o slogan da L’Oreal, que, em 1932, já vendia tinturas e
incentivava as tendências. Ou seja, a propaganda era quem interpelava as mulheres a serem como as deusas loiras do
cinema. 
VOCÊ SABIA?
O cinema vendia o modelo, ou a ilusão, de ser possível se parecer com uma estrela. Exemplo disso foi a atriz Veronika
Lake, que, em filmes, usava uma mecha de cabelos sobre um dos olhos e, de tanto ser imitada, foi surpreendida com um
pedido para mudar de penteado, a fim de que acidentes graves não acontecessem com suas seguidoras, que
trabalhavam nas máquinas das fábricas. 
Após a II Guerra, e iniciando os anos 1950, temos uma
mulher mais voltada para o lar, embora seus cabelos
aparecessem armados com laquê, em coques e penteados
mais estruturados, com volume e mais ondulados. As franjas
também aparecem nos modelos famosos da pin-up Bettie
Page e da atriz Audrey Hupburn. Além disso, o penteado
bouffante, escalonado e encaracolado era muito usado.
Nos homens, o topete volumoso ou o cabelo
cuidadosamente penteado com gel ou brilhantina, para ficar
em forma, era a ordem, com o visual James Deam.
Observe os estilos nas imagens a seguir:
O Helmet (capacete) foi o apelido dado ao cabelo usado por Doris Day, que possuía um grande volume e o tom de loiro
platinado. Isso agradava às mulheres, que, tentando obter o visual igual ao da estrela, ficam dependentes dos
cabeleireiros.
Já no final da década de 1950, os chapéus viram peças cobiçadas pelas mulheres da alta sociedade. Eram produzidos
por estilistas de alta costura, que também crescem muito nesse momento. Audrey Hepburn, Doris Day e outras artistas
de Hollywood garantiam os modelos e a venda de muitos produtos.
 
Os anos 1960 foram de grandes mudanças, já encaminhando para uma diversidade de padrões e liberdade de escolha,
embora o cinema continuasse a influenciar os modelos.
Brigitte Bardot, atriz francesa, surge com seus cabelos longos e desalinhados, que ditavam moda.
Também os chignons, por influência dos cabelereiros parisienses, alcançam popularidade. São alcançados prendendo o
cabelo na nuca ou na parte de trás da cabeça, mas há muitas variações diferentes de estilo. Eles geralmente são
protegidos com acessórios, como presilhas ou grampos de cabelo. O chignon básico era utilizado em situações casuais
do dia a dia.
A franja (banana) ganha volume – clássico dos penteados que passou por inúmeras releituras e ainda hoje é usado.
Outro penteado que começa a ganhar espaço é a escova. Criada pelo cabeleireiro inglês Vidal Sassoon, esse wash’n dry
(lavar e secar) é, até hoje, um grande sucesso e usado em todo o mundo. Para esse penteado, foram lançados o
secador manual e a escova redonda.
A década de 1970 não poupava a sociedade de novidades. Em meio à luta pelos direitos dos negros, o modelo black
power ganha espaço.
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FRANJA
Os hippies surgem nesse contexto, e seus cabelos, como todo o movimento que buscava a liberdade através do lema
“paz e amor”, eram longos para homens e mulheres, geralmente divididos ao meio e enfeitados com faixas e flores.
NEGROS
Ângela Davis vira símbolo do black pride (orgulho negro). Outros ícones da música e do cinema, como o americano
Jimmy Hendrix e o brasileiro Tony Tornado,também marcam esta época com seus cabelos.
CHIGNON
FRANJA
PENTEADO ESCOVADO
BLACK POWER
NA DÉCADA DE 1970, VÁRIOS TIPOS DE CABELOS
CONVIVERAM: DOS HIPPIES, DOS SERIADOS DA TV,
DOS PUNKS, DO GRUPO DA ERA DISCO.
O corte em camada é criado e ganha adeptos de todos os continentes. O modelo era a atriz norte-americana Farrah
Fawcet, do seriado As panteras. São os chamados grow up, que são os fios com cara de crescidos, repletos de
movimentos e totalmente desfiados. 
A era punk, no meado dos anos 1970, nasce na Inglaterra, e, para contestar, seus adeptos usavam os cabelos, que eram
coloridos, raspados, com topetes marcados e ousados. Sempre radicais, como sua moda.
O modelo rastafari também fica visível, e o cabelo da atriz Bo Derek vira uma referência de estilo, ganhando, depois,
variações.
NOS ANOS 1980
No Brasil, nos anos 1980, a grande influência para a moda e
para os cabelos era a televisão, com suas novelas e atrizes.
Aqui, a influência da TV ultrapassa a do cinema, que, nessa
década, perdeu muito público. Nas novelas da TV, os
cabelos com permanentes, que, embora já existissem,
retornam com força. Atrizes de novelas, como Irene
Ravache, Elizabeth Savalla e Beth Farias ditam moda, sem
contar que as cantoras também traziam seu estilo, como
Madonna e Cindy Lauper, com cabelos de duas cores.
O corte da princesa Diana, da Inglaterra, também influencia
os cabelos de mulheres do mundo todo – corte médio com
as pontas voltadas para baixo. 
NOS ANOS 1990
A última década do século, anos 1990, marca ainda mais a
pluralidade de estilos que hoje é o lema. Buscava-se, tanto
na moda quanto nos cabelos, o que proporcionava bem-
estar. Cabelos longos, curtos, escovados ou rebeldes,
coloridos ou de uma cor só, não importa, pois a ditadura
havia caído, mas as tendências permanecem.
No Brasil, os cantores sertanejos trazem um modelo para os
cortes masculinos que ganham força e também adeptas no
mundo feminino. A TV continua a influenciar os modelos.
SÉCULO XXI
Como vimos no primeiro módulo, o século XXI é marcado
ainda mais pela diversidade e pela busca de identidade.
Nos dias atuais, a diversidade de cortes e penteados é o
que predomina. Sites possibilitam ao usuário dessa
ferramenta buscas infinitas de estilos de cabelos e cores,
além dos aplicativos, que permitem testar tanto cores
quanto cortes e penteados.
Por fim, consideramos que, no século XXI, o que se busca é
o estilo próprio.
DIVERSIDADE DE CORTES E PENTEADOS
Os produtos para cabelo se especializam em tipos de fios diversos, atendendo a cada necessidade das consumidoras e
ao que lhes faz sentir belas. É assim até hoje com a moda dos cabelos. A melhor moda é a que lhe cai bem. Este é o
conceito de moda atual respeitando às diferenças entre as pessoas.
VÍDEO COM AVALIAÇÃO
Assista a este vídeo, que aborda um pouco da trajetória do cabelo – identidade e representatividade –, focando mais no
século XXI.
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VERIFICANDO O APRENDIZADO
CONCLUSAO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao final deste tema, percebemos que a história da beleza e dos cabelos possuem variações de acordo com o tempo e
espaço. Tais mudanças sugerem que o processo é de evolução, pois tanto no corpo quanto nos cabelos, buscamos
sempre formas que nos favorecem o uso, quando, por exemplo, trocamos roupas pesadas pelas leves, cabelos longos
por curtos etc.
Assim, a beleza, as roupas e os cabelos nos dias atuais são diversificados, ao contrário de outras épocas, possibilitando
às pessoas, então, vestirem e usarem seus cabelos como acharem melhor, sem que exista apenas uma única referência
a ser seguida, importando agora o fato de nos sentirmos bem conosco e com o mundo que nos cerca.
PODCAST
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
AQUINO. T. Suma teológica, IIa-IIae, q. 145, a. 2c
CASTRO, E. Cs. O cinema e a moda – do dândi à celebridade. In: Imaginários do Cinema e Moda. Consultado em
meio eletrônico em: 9 jun. 2020
FAUX, D. S. et al. Beleza do século. São Paulo: Cosac & Naify Edições, 2000. 
LOPES, M. C. C. "Que venha essa nova mulher de dentro de mim": visagismo, corpo e emoção. Dissertação
(Mestrado em Humanidades, Culturas e Artes) – Universidade do Grande Rio, Duque de Caxias, 2019.
MORIN, E. As estrelas: mito e sedução no cinema. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989. 
ORLANDI, E. Discurso e texto. Campinas: Pontes, 2001.
PERROT, M. Imagens da mulher. França: Edições Afrontamento, 1992 
POLLACHI. B. A beleza em consumo. Monografia (Especialização em Estética e Gestão de Moda) – Universidade de
São Paulo. São Paulo, 2012. 
QUINTAO, A. que ela tem na cabeça? Um estudo sobre o cabelo como performance identitária. Dissertação (Mestrado
em Antropologia) – Universidade Federal Fluminense. Niterói, p. 196. 2013. 
OLIVEIRA, L. Trótula de Salerno: périplo na história e historiografia. Monografia (Licenciatura em História) –
 Universidade de Brasília. Brasília, p. 55, 2016.
SOUZA, A. O percurso dos sentidos sobre a beleza através dos séculos: uma análise discursiva. Dissertação
(Mestrado em Linguística) – Universidade Estadual de Campinas. Campinas, p. 221. 2004. 
VIGARELLO, G. História da beleza. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006. 
VITA, A. C. R. História da maquiagem, da cosmética e do penteado?. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2008. 
EXPLORE+
Após navegarmos pela história dos diversos tipos de beleza, da Antiguidade até os dias atuais, e entendermos a
evolução dos cabelos, podemos pesquisar outros conteúdos que ajudarão o nosso aprendizado: 
A história da moda: Anos 1970 - Hippies, punks e disco!, do site Vintage and Geek. 
Um olhar sócio-histórico sobre a beleza: das amarras à alteridade, de Liza Brasílio. 
Imaginários de cinema e moda, publicado pela Synergia Editora. 
CONTEUDISTA
Elis Crokidakis Castro
 CURRÍCULO LATTES
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