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Vanilda Rita Rodrigues dos Santos Matricula: 835 - EAD 35 - Módulo 14 - Tutora: Ingrid Moreira JUNG AINDA FALA Carl Gustav Jung, foi uma das pessoas que deixou um verdadeiro legado para a humanidade. Foi com certeza um dos maiores pensadores da sua época, um homem original, cujas ideias são hoje mencionadas até mesmo por pessoas que nunca ouviram falar do grande psiquiatra suíço. Provavelmente, você leitor, já utilizou ou ouviu as expressões “introvertido”, “extrovertido”, “inconsciente coletivo” entre outras. Esses conceitos foram desenvolvidos e aplicados dentro da sua teoria. Aqui teremos um breve descrito sobre quem foi esse homem e suas principais ideias. Carl Gustav Jung nasceu em 26 de julho de 1875, na Turgóvia – Suíça, com formação médica em psiquiatria. Fundou a Psicologia Analítica e desenvolveu os conceitos de personalidade extrovertida e introvertida, arquétipo e inconsciente coletivo. Sua teoria tem influência na psiquiatria, psicologia, ciências de religião, literatura. Psicologia analítica explora a importância da psique individual e sua busca pela totalidade. “Jung contribuiu para popularizar termos comuns da psicologia, como “arquétipo”, o significado de “ego” e a existência de um inconsciente coletivo”. Em 1907 Jung teve seu primeiro contato pessoal com Freud. O primeiro encontro entre estes grandes pensadores durou cerca de 13 horas contínuas de conversação. Apesar de Freud ser, naquela ocasião, fortemente criticado no meio acadêmico, Jung viu grande valor em seu trabalho. De 1907 até 1912 houve grande colaboração entre Jung e Freud, sendo que este via em Jung seu sucessor para conduzir a psicanálise adiante. Em 1910, por influência de Freud, Jung assumiu a presidência da Associação Psicanalítica Internacional. Apesar da grande amizade e admiração mútua, as diferenças entre eles foram ficando cada vez mais nítidas. Entre outros pontos, Jung não aceitava a visão de Freud de que toda repressão tinha origem em traumas sexuais, enquanto Freud rejeitava o interesse de Jung pelas questões espirituais e mitológicas. O livro de Jung Metamorfoses e Símbolos da Libido (1912) ressaltaram importantes divergências teóricas que o levaram a separar-se definitivamente de Freud, incluindo sua ideia de libido como uma energia psíquica generalizada. Os dois gênios tinham caminhos diferentes a percorrer. Jung rompeu sua ligação com o grupo psicanalítico e gradualmente desenvolveu as teorias da sua Psicologia Analítica (ou Psicologia Junguiana). Ele era muito culto em filosofia, mitologia e literatura tendo pesquisado dedicadamente o pensamento de diversas culturas, inclusive orientais. Seus livros mais influentes, “Tipos Psicológicos”, Jung analisa os padrões da personalidade e comportamento que compõem as singularidades de um indivíduo. Para o psiquiatra, todas essas características são resultado da maneira única como cada pessoa opta por utilizar suas capacidades mentais. Jung afirma que existem duas “atitudes” opostas, conhecidas como extroversão e introversão: cada indivíduo parece dividir sua energia entre o mundo externo e interno, em diferentes escalas. O introvertido se sente mais confortável com seus próprios pensamentos e sentimentos enquanto o extrovertido se sente “em casa” quando lida com outras pessoas e objetos, além de prestar mais atenção sobre seu impacto diante do mundo — introvertidos, por sua vez, costumam observar como o mundo ao seu redor os afeta. TIPOS PSICOLÓGICOS Jung também mostrou que pessoas pensam, sentem e experimentam o mundo de maneiras distintas. Ele identificou quatro funções psicológicas fundamentais: · Sensação; · Pensamento; · Sentimento; · Intuição. Cada uma delas pode operar tanto através do indivíduo introvertido como do extrovertido. Normalmente, apenas uma dessas características é mais dominante — a chamada “função superior”. As demais funções são mantidas no inconsciente, menos notáveis e desenvolvidas. IMPORTÂNCIA DE JUNG PARA A PSICANÁLISE O psicólogo Carl Gustav Jung foi um importante intelectual e psiquiatra, que deixou um legado que perdura até os dias de hoje, com a criação da Psicologia Analítica. Jung tendia a acreditar que os seres humanos possuem um inconsciente coletivo, isto é, ideias, lembranças e imagens herdadas das gerações passadas, e, a partir disso, desenvolveu todos os seus trabalhos. Decorrer de sua carreira, lançou e aperfeiçoou os princípios e os conceitos da psicologia analítica: complexos, arquétipos, teleologia, autorregulação, compensação, o ego, o self ou o si mesmo, individuação, sombra, os tipos e as funções psicológicas, os sonhos, espiritualidade e religião. Dessa forma, a abordagem da psicologia junguiana, ou da psicologia analítica, foi um marco para a evolução das psicoterapias. A partir dela, originaram-se, entre outras, vertentes como a arte terapia. O QUE É INCONSIENTE PESSOAL? O Inconsciente Pessoal é a área em que estão nossas memórias esquecidas e nossos pensamentos reprimidos. Esse inconsciente foi estudado por Freud. Ele pode se manifestar em nossos sonhos ou até mesmo como sintomas psíquicos e físicos. O QUE É O INCONSIENTE COLETIVO? Esse inconsciente ao contrário do pessoal, não se trata só do que vivenciamos, e sim de tudo que a humanidade teve como experiência. E foi nesse estudo que ele começou a ter divergências com Freud, mas essa também foi sua maior contribuição na psicologia. Essa teoria aponta que nós nascemos também com uma herança psicológica além da biológica. Ele compara a estrutura do corpo, dos órgãos e suas funções que se evoluem conforme os anos com a humanidade, com a existência também de uma evolução da mente, que traz traços de toda a história, afirmando que não seria possível um organismo todo se modificar e a mente nascer vazia. Assim, nosso corpo e mente são depósitos de histórias do passado. Arquétipos Junguianos são canais de organização de todo o material psicológico que herdamos ao decorrer dos anos. Um dos pontos interessantes dos arquétipos, são as imagens primordiais. Elas são na maioria das vezes de conteúdo mitológico e abordam assuntos de culturas tão longínquas que temos certeza de nunca termos escutado, mas de alguma forma ela existe em sua mente e surgem de repente, geralmente em sonhos. Jung reparou esse ponto em suas viagens experimentais pelo mundo, onde viu que as pessoas tinham sonhos com características de mitos e religiões que eles não conheciam, mas ao lembrar deles, eles poderiam os descrever detalhadamente, mesmo sem o conhecimento do que aquilo se tratava. Ou seja, algo lhe foi passado inconscientemente de décadas passadas e estava armazenado em sua mente, seu inconsciente. Um exemplo do inconsciente coletivo é o que se entende por pai. O peso dessa palavra vai muito além do que o que se vivencia com o pai, progenitor. Esse arquétipo paterno é a imagem de todos os tipos de pais que nutrem sua mente, ele pode ter relação com a religião por exemplo, como Deus, ou o Sol e nem sempre estará ligado a algo bom, pode ser um pai severo. Esse material que você possui no inconsciente coletivo, ele não pode ser destruído, mesmo que a imagem passe a fazer parte de seu consciente, ele estará lá entrelaçado nessa área para continuar fazendo parte da cadeia evolutiva. Assim afirma Jung: “OS CONTEÚDOS DE UM ARQUÉTIPO PODEM SER INTEGRADOS NA CONSCIÊNCIA, MAS ELES PRÓPRIOS NÃO TEM ESTA CAPACIDADE. PORTANTO, OS ARQUÉTIPOS NÃO PODEM SER DESTRUÍDOS ATRAVÉS DA INTEGRAÇÃO OU DA RECUSA EM ADMITIR A ENTRADA DE SEUS CONTEÚDOS NA CONSCIÊNCIA. ELES PERMANECEM UMA FONTE À CANALIZAÇÃO DAS ENERGIAS PSÍQUICAS DURANTE A VIDA INTEIRA E PRECISAM SER CONTINUAMENTE TRABALHADOS” (JUNG, 1951, P.20). PRINCIPAIS ARQUÉTIPOS DA ESTRUTURA DA PERSONALIDADE SEGUNDO JUNG: A Persona: é a forma que nos apresentamos para a sociedade. Ela possui diversos aspectos negativos, ela pode esconder quem realmente você é por conta de estereótipos. Mas por outro lado ela te protege de atitudes sociais externas que procuram de alguma forma te derrubar. Também é muito importantepara a comunicação. Anima e Animus: é um arquétipo do inconsciente da parte sexual, sendo Anima para os homens e Animus para as mulheres. Ele é o principal regulador de comportamento, ele filtra o que é feminino e masculino e alimenta seu animus ou anima assim definindo suas características pessoais. Self: O self é o consciente e inconsciente se completando para formar uma totalidade. SELF DESIGNA A PERSONALIDADE TOTAL. A PERSONALIDADE TOTAL DO HOMEM É INDESCRITÍVEL… PORQUE SEU INCONSCIENTE NÃO PODE SER DESCRITO. ” (JUNG EM EVANS, 1964) EGO: ele é o arquétipo da personalidade, o centro de nossa consciência. Não é traços de inconsciência no ego, somente a consciência e aprendizado de tudo que foi vivido. Sombra: é aquela voz que “escutamos” quando refletimos, ela é tudo o que a consciência descartou por não fazer parte de sua persona ou não se encaixar no que é sociavelmente aceitável. O inconsciente coletivo, fruto do estudo de Jung é uma explicação para conhecimentos que temos, mas não sabemos explicar de onde eles foram extraídos, mas na verdade eles são provenientes de uma sabedoria coletiva que foi transmitido para nós através da evolução humana e estavam armazenados em nosso mais profundo eu, nos acompanhando desde nosso nascimento. O processo da individuação consiste na tentativa de aproximação do eu, nossa autopercepção de identidade, com o Si mesmo, uma concepção de um “eu” atemporal que seria a síntese de nossa totalidade, tudo aquilo que vivemos, o que iremos viver, quem somos, o que já fomos e o que iremos nos tornar. Mas o que são realmente os Complexos concebidos por Jung? O autor suíço quis designar com o termo complexo afetivo um grupamento de representações mentais mantidas juntas por emoção. Os complexos se organizam a partir de experiências emocionais significativas do indivíduo. Self designa a personalidade total. A personalidade total do homem é indescritível, porque seu inconsciente não pode ser descrito. Que é a Sombra? Bem, a Sombra é tudo aquilo que não queremos ser, mas somos. É aquele sentimento escondido de todos, e aquele desvio de comportamento que uma pessoa considerada boazinha possui. É o desejo de se entregar ao vício, de explodir, de brigar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS https://institutocuidar.com/carl-jung-quem-foi-para-a-psicanalise/ https://blog.psicologiaviva.com.br/individuacao-e-si-mesmo/ https://www.telavita.com.br/blog/psicologia-junguiana/ https://www.institutoesfera.org/blog/psicologia-analitica/jung-e-o-arquetipo-do-pai/ image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg