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20
UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE BIOMEDICINA 
 
 
 
 
 
 
 RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II
 
 
 
 
 
 
CAMILA CORDEIRO CAXIAS 
 
 
 
BELÉM – JUNHO/2024. 
 
UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE BIOMEDICINA 
 
 
 
CAMILA CORDEIRO CAXIAS
LABORATÓRIO BIOMEDICINA DIAGNÓSTICOS BELÉM PA 
 13H ÀS 19H
 
 
 PROFº ME. LEONARDO VIANA DE MELO
Tutor da disciplina 
 
 
Relatório Parcial de Estágio Curricular 
Supervisionado, 	apresentado 	a Uniasselvi-SC Como 	requisito 	para obtenção do diploma. 
 
 	1
 	1
2
BELÉM – JUNHO/2024.
 
 DADOS DO ESTÁGIÁRIO 
 
ALUNO: CAMILA CORDEIRO CAXIAS 
DATA DE NASCIMENTO: 29/06/1999
CONCLUSÃO DO CURSO: 08/2024
ENDEREÇO: RUA DIOGO MOÍA, 1869 – FÁTIMA 
FONE: (91) 991367646
 
CURSO
ENDEREÇO: Tv. 9 DE JANEIRO, 1757
BAIRRO: SÃO BRÁS 
CIDADE: BELÉM 
 CEP: 66060575
FONE: (91) 32362857
 
DADOS DO ESTÁGIO 
 RAZÃO SOCIAL: LABORATÓRIO BIOMEDICINA DIAGNÓSTICOS
 
 ENDEREÇO: TV. 14 DE ABRIL, 382.
 BAIRRO: FÁTIMA 
CIDADE: BELÉM 
ÁREA DE ATUAÇÃO DA EMPRESA: ANÁLISES CLÍNICAS
PERÍODO DE ESTÁGIO: 05/03/2024 à 06/05/2024
REPRESENTANTE LEGAL DA EMPRESA: CARLOS SÉRGIO GREIJAL GÓES 
ÍNDICE 
1. INTRODUÇÃO (negrito e maiúscula) .......................................................................5 
2. OBJETIVOS................................................................................................................6
2.1 Objetivo Geral .............................................................................................. 6
2.2 Objetivos específicos .................................................................................... 6
3. DESENVOLVIMENTO .............................................................................................7
3.1 Histórico da empresa......................................................................................7
3.2 Descrição dos setores......................................................................................8
a) Setor de urinálise (líquidos biológicos) ...................................................8
b) Setor de parasitologia.............................................................................10 
c) Setor de imunologia...............................................................................12
3.3 Descrição da rotina diária no setor ......................................................................13
3.4 Relacionamento com a equipe.............................................................................14 
3.5 Descrição de casos clínicos vivenciados em seu estágio e suas possíveis resoluções/plano de ação.....................................................................................15. 
3.6 Relatório de dúvidas e como foram sanadas........................................................15
4. CONCLUSÃO ...................................................................................................16
5. ANEXOS.............................................................................................................18
6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ...........................................................22
1. INTRODUÇÃO 
 O aprendizado oriundo de práticas em estágio supervisionado nas diversas graduações é relevante para a formação de acadêmicos, mediante a orientação de profissional capacitado e inscrito em seus respectivos conselhos de classes e com experiência profissional nas áreas correspondentes aos cursos de graduação. Desta forma, o conhecimento adquirido pelo estagiário em seu campo, farão parte de sua práxis no desenvolvimento de sua profissão (BARROSO, 2020).
O estágio foi realizado no Laboratório Biomedicina Diagnósticos, no segmento de análises clinicas, o laboratório está inscrito sob o CNPJ 14.958.587/0001-50, situado na travessa 14 de abril número 382, Bairro de Fátima, Belém-Pa. O estágio é sob supervisão do Biomédico e proprietário Dr. Carlos Sergio Greijal Góes, CRBM 0322, habilitado em análises clinicas- UFPA; pós graduado em citologia oncótica- CESUPA; pós graduado em geriatria e gerontologia- CESUPA, aplica-se a este estágio as disciplinas exigidas pelo plano de ensino da UNIVERSIDADE LEONARDO DA VINCI- UNIASSELVI com abordagens nos setores de parasitologia, líquidos biológicos e imunologia.
O horário de funcionamento do laboratório é de segunda à sexta de 07:00 às 20:00 horas. O estágio foi realizado no período de 05/03/2024 à 06/05/2024 Cumprindo carga horaria de 6 horas diárias (13h00 às 19:00h) de segunda à sexta-feira.
O relatório atual compreende os 40 dias de atuação em campo na disciplina de estágio 2, tendo sido realizadas 240h neste período.
O laboratório atende as demandas da cidade de Belém, e interiores do Estado do Pará. Compreendendo os seguintes serviços nas áreas de Hematologia, urinálise, parasitologia, micologia, microbiologia, citologia e Bioquímica, além de alguns exames terceirizados de imunologia e biologia molecular e hormonais gerais. 
 O estágio curricular supervisionado, produz um profissional com conhecimento multidisciplinar para atuar junto a outros profissionais de saúde para a realização de pesquisas laboratoriais, monitoramentos e precaução de agravos de doenças (BARROSO, 2020). 
Além disso, o estágio contribui diretamente para a imersão do acadêmico na rotina laboratorial de um profissional biomédico, trazendo a prática laboratorial como foco. No intuito de dar ao estagiário o domínio da prática e a oportunidade de solidificar os conteúdos aprendidos em sala de aula, gerando assim mais confiança e independência. 
Este relatório tem por objetivo descrever as atividades que foram realizadas sob orientação do supervisor da empresa concedente do estágio. Sendo divididas em dias alternados nos diferentes setores do laboratório, a saber: urinálise, Parasitologia e Imunologia clínica.
2. OBJETIVOS 
2.1. Geral: 
 Cumprir a carga horária exigida pela disciplina de estágio II, no intuito da obtenção do diploma de Bacharelado em Biomedicina. 
2.2 Específico:
• Apresentar a empresa concedente do estágio;
• Compreender a rotina laboratorial como um todo;
• Aprender a execução e entender a particularidade de cada segmento do ramo das análises clínicas;
• Relatar as práticas realizadas e as conclusões advindas do estágio;
• Descrever a rotina laboratorial realizada;
• Informar sobre os conhecimentos adquiridos com o supervisor de estágio;
• Descrever os setores de atuação do laboratório;
• Relatar a relação com a equipe;
• Adquirir autonomia e ritmo de trabalho amplo em análises clinicas; 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1. HISTÓRICO DA EMPRESA: 
 Empresa fundada no ano de 2012, Dr. Carlos Sérgio Greijal Góes, biomédico gerentologista e citologista, inscrito no conselho sob o CRBM 0322, no segmento análises clínicas. O laboratório é de posse única do Dr. Carlos Sérgio Greijal Góes, e sua esposa Sra. Creuzeny Azevedo Góes, tendo a razão social como Laboratório Azevedo e Góes Ltda, doravante Biomedicina diagnósticos, no ano de 2012, inscrita pelo CNPJ 14.958.587/0001-50, situada na travessa 14 de abril número 382, Bairro de Fátima, Belém-Pa.
 O horário de funcionamento do laboratório é de segunda à sexta das 07h às 20h. Tendo serviços ofertados nos setores de: Hematologia, urinálise, parasitologia, microbiologia, Imunologia, citologia e Bioquímica clínica. Atendendo as demandas da região metropolitana de Belém e Interiores do Pará, tendo mais de 5 postos de coleta espalhados ao longo da região Norte do Pará, empregando hoje mais de 15 funcionários de forma CLT, sendo eles: técnicos de análises clínicas, técnicos de enfermagem, auxiliares administrativos e serviços gerais.
3.2 DESCRIÇÃO DOS SETORES: 
a) SETOR DE URINÁLISE (LIQUIDOS BIOLÓGICOS)
Foi com a análise de urina que começou a medicina laboratorial. Muitos nomes conhecidos da história da medicina estão ligados a urina, entre quais Hipócrates, que, no século C a.C., escreveu sobre a ‘’uroscopia’’. (STRASINGER,3ªED) 
Os exames bioquímicos evoluíram do ‘’teste de formiga’’ e do ‘’teste do sabor’’, para verificar a presença de glicose, à descoberta de Frederick Dekkers, em 1694, que verificava a albuminúria por meio da fervura da urina. (STRASINGER, 3ªED)
Hoje, o exame de urina persiste dessa pluralidade devido à: 
1. A amostra de urina é de obtida de forma rápida e coleta fácil;
2. A urina fornece informações sobre muitas das principais funções metabólicas do organismo, por meio de exames laboratoriais simples;
Quadro 1.1 – composição da urina. 
Diante destas afirmações, São utilizadas fitas medidoras de 10 parâmetros para mensurar cada elemento bioquímico descrito a cima. 
 Por isso, as rotinas laboratoriais iniciaram-se com detalhada exposição pelo supervisor de estágio, desta teoria sobre a formação da urina e filtragem glomerular, assim como instruções para coleta e armazenamento de amostras de urina para a realização de exames EAS (elementos anormais do sedimento).
 Posteriormente, foi demonstrado a forma correta de confeccionar o mapa de bancada, documento onde constam o número das amostras relacionadas ao nome do paciente e seus respectivos resultados, e o devido processamento do material para a análise física e química da urina utilizando-se fita reagente de dez parâmetros, na qual são medidos os parâmetros químicos da urina, como consta na figura 5: leucócitos; urubilinogênio; bilirrubina; sangue oculto; nitritos; pH; densidade; proteínas; glicose e corpos cetônicos, com posterior centrifugação das amostras para a obtenção dos sedimentos. 
Os equipamentos utilizados no laboratório de urinálise são: amostras vindas das regiões onde o laboratório atende as demandas como: bairros do Guamá, Agulha (Icoaraci), Outeiro, Marituba e Tapanã, além das prefeituras de Santa Cruz do Arari e São Domingos do Capim. 
Os equipamentos utilizados para trabalho no setor de urinálise são: mapa de bancada para o registro, tubos para armazenamento de urina, estantes para os tubos, centrífugas, e microscópio óptico com lentes de 10X, 25X e 40X. 
Passo a passo da rotina: 
1. Receber e cadastrar as amostras com o número de série conforme a requisição;
2. Receber as amostras e numerar o mapa de bancada de acordo com o número de série e o n° da respectiva amostra; 
3. Numerar os tubos para EAS com o mesmo número da requisição; 
4. Transferir o material biológico para o tubo numerado; 
5. Colocar a fita reagente para a análise química 
6. Anotar no mapa dos resultados comparando com o parâmetro da embalagem no respectivo quadrante do número;
7. Centrifugar a amostra;
8. Desprezar o sobrenadante;
9. Pipetar 10 microlitros de sedimento e colocar na lâmina para microscopia com uma lâmina
10. Analisar no microscópio; 
Análise química
Figura 5
FITAS REVELADORAS DE RESULTADOS:
Figura 6
B) SETOR DE PARASITOLOGIA: 
No processo fisiológico normal do corpo, devem conter nas fezes bactérias, celulose e outros alimentos não digeridos, secreções gastrointestinais, pigmentos biliares, células provenientes das paredes intestinais, eletrólitos e água para que o organismo mantenha a hemostasia. 
Com o ingresso de agentes patogênicos na flora intestinal normal, há um desequilíbrio causando diarréia. O intestino recebe enzimas digestivas secretadas pelo pâncreas, que agem na metabolização e na absorção de proteínas, carboidratos e gorduras. (STRASINGER,3ªED)
Diante desta teoria, é possível compreender a importância das análises físicas das fazes, somando-a no diagnóstico final, em caso de pesquisa de sangue oculto nas fezes, exame quantitativo de gordura fecal e coloração das gorduras neutras. 
 
Por isso, as práticas foram iniciadas sob a explicação do orientador, Dr. Carlos Sérgio Greijal Góes a respeito da digestão como um todo, parasitoses intestinais, e procedimentos de biossegurança para dar início ao exame.
 As práticas foram referentes à realização de exames parasitológicos de fezes (EPF) pelo método direto, método de Rugai (termo hidrotropismo) e método de Hoffman (sedimentação espontânea). A preparação do material em lâminas com posterior análise do conteúdo em microscópio óptico. 
Os procedimentos analíticos começam com o registro das amostras no mapa de espécimes biológicos fecais, após identificado, é realizada a diluição do conteúdo biológico pelo método de Hoffman, no qual as fezes são filtradas em gaze para a obtenção de conteúdo diluído e concentrado por sedimentação espontânea no interior de um recipiente cônico e posteriormente confeccionados esfregaço em lâminas. 
Ilustração do método de holffman 
Fonte: passei direto, 2023
Diante dos resultados, as parasitoses encontradas são registradas no mapa em forma de código, previamente cadastrados no sistema para a identificação e lançamento de resultados. 
As parasitoses comumente encontradas são: Escherichia coli, entamoeba nana, trichiuria trichuris, giardia lamblia, Entamoeba histolytica, ovo de ascaris lumbricoides, ovo de ancilostomidio, larva de strongyloides stercoralis, ioda ameba e enterobius vermicularis. 
Fita reveladora de sangue oculto nas fezes
Figura 7 
C) ANÁLISE DE ESPERMOGRAMA: 
 As duas principais razões para a análise do líquido seminal (Sêmen), são para a análise de casos de infertilidade e do estado pós vasectomia. Em medicina legal, o exame é utilizado para identificar se o líquido encontrado é seminal ou não. 
Sabe-se que embora a fertilização seja levada a efeito por um único espermatozoide, a quantidade de espermatozoide no sêmen é um dado valor para medir a fertilidade. (SUSAN, 3ªED) 
1. Volume e Viscosidade: 
O volume normal do sêmen é de 2 a 5 ml e o PH é de 7,3 e 8,3. 
1.1 Método de realizações: 
O espermograma é realizado da mesma maneira que o hemograma e a contagem do líquido cefalorraquidiano, ou seja, diluindo-se a amostra e contando-se as células em câmara de Neubauer. A quantidade de diluição e o número de quadrantes contados variam de acordo com o laboratório. 
Dilui-se a amostra em 1:20 e conta-se o número de espermatozoides por campo. O número de espermatozoides é multiplicado por 1.000,000 para se calcular o valor por mililitro. 
CAMARA DE NEUBAUER- CONTAGEM DE ESPERMATOZÓIDES
 
C) SETOR DE IMUNOLOGIA: 
As práticas foram voltadas a exames de rotina na área de Imunologia, os pacientes recebem um número de série e um número de cadastro conforme a requisição. Diante da demanda do paciente, são realizados exames e os resultados são passados para o administrativo onde irá fazer o lançamento no sistema worklab. 
Os principais exames são: 
•PCR (Proteína C Reativa); 
•Prova do Látex – Fator Reumatoide; 
•VDRL (Veneral Disease Research Loboratory), utilizado para diagnosticar e monitorar a resposta do tratamento para sífilis (infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum).
• ASLO/ASO (antistreptolisina), exame realizado para detectar infecções por estreptococos. Para estes testes, é utilizada uma placa de vidro onde serão misturados 5 µl do soro do paciente em 5 µl de reagente específico de cada teste de acordo com o exame que se vai realizar, o procedimento é feito utilizando-se micropipeta automática a fim de se obter um volume preciso de amostra e de reagente. Após a homogeneização, deve-se levar a mistura obtida para o agitador automático por um período de 2 minutos e em seguida observar em microscópio óptico com objetiva de 10x para verificar se houve floculação na amostra (resultado reagente).
 Em caso de resultado positivo, deve-se fazer diluição seriada utilizando-se 5 µl de soro fisiológico com 5 µl do soro do paciente, fazendo diluições nas proporções 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32, 1/64 e 1/128 e depois adicionar 5 µl de solução reagente em cada uma das diluições, levar ao agitador automático por 2 minutos e observar cada diluição ao microscópio, cuidando de se analisar qual a última diluição em que houve floculação (reação), para então determinar quantitativamente o grau de reação do referido teste. Esta metodologia é aplicável a qualquer um dos testes PCR,ASO/ASLO, Prova do Látex – Fator Reumatoide e VDRL.
 VDRL REAGENTE. PCR- REAGENTE 
 Fonte: tiraojaleco,2022. Fonte: Labpedia,2019
 
· TESTES RÁPIDOS (IMUNOCROMATOGRAFIA DE FLUXO LATERAL)
Para garantir um diagnóstico rápido e eficaz, várias técnicas de diagnóstico vem sendo utilizadas incluindo o isolamento de patógenos e técnicas de soroneutralização. O desenvolvimento de testes imunocromatográficos de fluxo lateral é o resultado de convergência de vários tópicos que podem ser rastreados desde a década de 1950 com bases na técnica de aglutinação em látex (PLOTZ & SINGER,1956)
 
3.3 Descrição da rotina diária no setor e relacionamento com a equipe: 
Ao chegar no laboratório, me dirijo ao armário de paramentos e equipamentos de proteção indivual (EPI), visto o jaleco, calço as luvas, coloco máscara e toucas. Dou início à tarde no setor de líquidos biológicos- Urinálise, onde começo a separar as estantes para acometer os tubos que terão as urinas repassadas. 
Separo a quantidade de tubos de acordo com o número de amostras do dia, preparo o mapa de trabalho numerando-o com os números de cadastro de cada amostra e depois repasso-as para os tubos previamente separados e inicio a transferência de um percentual da amostra para o tubo. Feito isso, começo a inserir as fitas reagentes para a análise química da urina e mediante ao resultado determinado em cores, anoto os números de referencia no para de trabalho. 
Terminado a análise química, levo as amostras à centrifuga para iniciar a centrifugação para obter os sedimentos para a análise. 
 
Após isso, o sedimento é lido por meio de microscópio óptico, através de uma lâmina e lamínula. Os resultados são anotados em forma de código no mapa de trabalho, tendo o mapa posteriormente repassado ao setor administrativo. 
Terminado o setor de urinálise, é iniciado o setor de parasitologia, onde a metodologia de Holffman é realizada, tendo o sedimento da amostra biológica ao fundo começo a análise para laudar no respectivo mapa de trabalho.
O último laboratório é realizado após os laboratórios com maior demanda, urinálise e parasitologia, é o de imunologia, sendo os exames feitos de acordo com a requisição previamente liberada. As maiores demandas são: 
ASO, PCR, Prova do Látex – Fator Reumatoide e VDRL (Veneral Disease Research Loboratory). 
Todas as atividades são gerenciadas e confirmadas pelo responsável técnico do estágio, Dr. Carlos Sérgio Greijal Góes. 
3.4 Relacionamento com a equipe: 
 A equipe do laboratório central do Biomedicina diagnósticos compreende um total de 5 funcionários contratados de forma CLT, Sendo Márcio Bezerra encarregado dos serviços gerais, Carlos Alberto, encarregado do transporte dos materiais biológicos e controle das demandas internas com a gestão, Eriane Valente como auxiliar de administrativo, Samylly Sanches como técnica em laboratório clinico auxiliando no laboratório de Bioquímica, Doroteia como técnica de laboratório auxiliando em parasitologia e Urinálise, sendo todos monitorados e auxiliados pelo responsável técnico Dr. Carlos Sérgio Greijal Góes.
A equipe é multidisciplinar cujo treinamento básico foi repassado a todos, portanto, todos sabem dar entrada nos materiais, manter o ambiente limpo e organizado nas suas devidas comodidades, o relacionamento interno é de extremo respeito e auxílio onde todos estão dispostos a receber um novo colega de trabalho como eu, estagiária. 
Tive explicações teóricas em cada setor e após isso, iniciei as práticas sob supervisão. 
3.5 Descrição de casos clínicos vivenciados em seu estágio: 
1º) Correlação da fita de urina reagente para glicose e a correlação com o aumento do índice glicêmico nos exames sorológicos. 
Em caso de glicosúria na urina, há o pedido de confirmação do índice glicêmico no sangue para o entendimento químico do estado do paciente, pois é necessário validar ou repedir o teste em fita ou, repetir de forma manual a glicose na bioquímica. 
2º) A análise sedimentar da urina em relação às insuficiências renais. 
Durante estudos experimentais foi notada a correlação de pacientes com o início de insuficiência renal e a presença de cristais como ácido úrico, cistina e/ou oxalato de cálcio. Deve-se a isso pela dificuldade de metabolização renal somado a ausência de ingestão de água. 
3º) O pedido de sangue oculto nas fezes para pacientes com traumas físicos no intestino. 
Os pacientes com traumas físicos e sintomas de desconforto intestinal levam médicos a solicitarem exame de sangue oculto para descartar a possibilidade de lesão por trauma.
4. CONCLUSÃO
O Estágio supervisionado obrigatório é importante para a aquisição da prática profissional, pois durante esse período o acadêmico pode participar da vivência profissional junto ao responsável técnico, além disso, o estudante aprende a resolver as questões relacionadas à atuação profissional. Por isso, o estágio obrigatório foi importante para a solidificação dos conhecimentos teóricos adquiridos na universidade. 
Aprendi a interpretar a correlação dos resultados individuais de todos os setores com o diagnóstico laboratorial final, dando ritmo ao atendimento de forma objetiva desde o recebimento das amostras biológicas até a leitura e interpretação para os resultados, além de aprimorar aspectos psicológicos como lidar de forma profissional com a equipe de trabalho e lidar com situação de estresse. 
Conclui-se também que o rodízio do estágio nos setores de: microbiologia, parasitologia, urinálise e imunologia foram de suma importância para entender a dinâmica do funcionamento do corpo humano e dos laboratórios de forma geral nas áreas supracitadas e o entendimento técnico da realização dos exames. 
Posso concluir, então, que o estágio foi uma grande oportunidade de
complementar e aperfeiçoar a formação acadêmica, experiências profissionais e
pessoais. Além de possibilitar uma primeira experiência profissional, temos a
oportunidade de vivenciar o dia-a-dia empresarial nos diversos âmbitos, aumentar a
nossa rede de contatos e adquirirmos uma preparação para o futuro mercado de
trabalho.
ANEXOS
URINÁLISE
 
 Mapa de bancada
 
 Fonte: Do autor, 2023
Fita reagente para EAS.
 
Fonte: indavidas, 2021
• Sedimentos comumente encontrados na urina: 
1. Cristais de ácido úrico 2) Cristais de cistina 
e Oxalato de cálcio 
Fonte: Do autor, 2023. Fonte: Do autor, 2023
· Parasitas comumente encontrados nas amostras: 
1) Ovos de Escherichia Coli
 
 Fonte: Atlas de parasitologia online
2)
A) Ovo de Ascaris lumbricoides 
B) Ovos de Trichuris trichiura
C) Ovos de ancilostomídeos
D) Larva de strongyloides stercoralis
2) Ovo de Hymenolepis Nana
Fonte: Atlas virtual de parasitologia, 2022
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Mariana-Baiao-Mariano. Disponível em: https://sec.ufv.br/wp-content/uploads/2014/05/ Acesso em: 15 de junho de 2024. 
SILVA, Wagner Rodrigues; FAJARDO-TURBIN, Ana Emilia. Relatório de estágio supervisionado como registro da reflexão pela escrita na profissionalização do professor. Polifonia, v. 18, n. 23, 2011.
ARAÚJO, P. B. et al. Urinálise como instrumento auxiliar no diagnóstico de enfermidades em pequenos ruminantes. Med. Vet., Recife, v. 3, p. 30-38, 2009.
 Susan K. Strasinger. Et al Urinálise E Fluídos Corporais. 2009
Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular. Disponível em: https://www.labimuno.ufba.br/node. 
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