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Grupo B Daniel Pereira de Campos Guilherme Fernando Araujo da Rocha Zaqueu Caetano Estrabismo SUMÁRIO ● Definição e epidemiologia ● Causas ● Tipos de estrabismo ● Diagnóstico ● Tratamento DEFINIÇÃO O estrabismo consiste em um desalinhamento intermitente ou constante de um olho, de maneira que sua linha de visão não aponta para o mesmo objeto que a do outro olho. ● Afeta cerca de 4% da população geral; ● Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em crianças com menos de 6 anos de idade; CAUSAS Musculares: o estrabismo pode ocorrer quando os músculos que controlam o movimento dos olhos estão fracos, encurtados ou com rigidez excessiva. Neurológicos: paralisia cerebral, trauma ou acidente vascular cerebral Oftalmopatias: miopia, hipermetropia ou astigmatismo, quando não corrigidos adequadamente. Alterações no desenvolvimento: algumas crianças podem nascer com problemas nos músculos ou nervos dos olhos, ou podem desenvolver problemas durante a primeira infância que afetam a coordenação dos olhos e causam estrabismo. Fatores genéticos: o estrabismo pode ser hereditário e pode ser mais comum em famílias com histórico da condição. Tipos de estrabismo ● Convergente (Esotropia): Olho desviado em direção ao nariz ● Divergente (Exotropia): Olho desviado lateralmente ● Vertical (hiper e hipotropia): Olho desviado para cima ou para baixo ● Paralítico: Desvio consoante com posições específicas do olhar ● Acomodativo: Desvio convergente ao esforço, secundário a hipermetropia. ● Intermitente: Desvio durante poucos períodos ● Pseudo estrabismo: Prega de pele no epicanto, canto interno do olho, que possibilita a sensação de desalinhamento ocular. ● Latente: Esteticamente imperceptível, esse tipo de estrabismo só pode ser verificado com testes clínicos. Tipos de estrabismo Tipos de Estrabismos ● Estrabismo comitante: o desvio não varia em tamanho com a direção do olhar). ○ Representa a maioria das formas e estrabismo na infância. ● Estrabismo incomitante: o desvio varia em tamanho com a direção do olhar. ○ Natureza paralítica ou restritiva e pode indicar doença neurológica ou orbital subjacente. Diagnóstico (Fora da Especialidade) ● História e Exame Físico: ○ Diplopia ○ Desalinhamento ocular ○ Ambliopia ○ Movimentos oculares anormais ○ Confusão visual ○ Astenopia ○ Fechamento intermitente de um olho ● Fatores de risco ○ história familiar de estrabismo ○ Prematuridade ○ Baixo peso ao nascer ○ Tabagismo materno durante a gestação Diagnóstico (Especialidade) ● Primeiras investigações a serem solicitadas - a partir dos 3 anos ○ Avaliação da visão monocular: ■ Reação à oclusão ■ Seguir objetos ■ Métodos de visão central e fixação ■ Teller - teste do olhar preferencial ■ Cartões de Allen ■ Tabela de Snellen ○ Desvios oculares Teste de Hirschberg (teste do reflexo luminoso na córnea) TRATAMENTO Esotropia acomodativa pura (comum hipermetropia): ● Clínico: ○ Utilização de óculos ou lentes de contato corretivas. Esotropia acomodativa parcial: ● Cirurgia: ○ Tratar desvio residual e manter óculos. TRATAMENTO Esotropia não acomodativa ● Clínico: ○ Correção da ambliopia. ● Cirúrgico: ○ Recuar m. reto medial ou ressecção do m. reto lateral. Exotropia intermitente (congênita x adquirida) ● Clínico: ○ Oclusão com tampão ou colírio cicloplégico fraco. ● Cirúrgico: ○ > 5 anos; ○ Ângulo de desvio grande; ○ Desvio frequente (>50% do tempo acordado) Exotropia constante ● Cirúrgico: ○ Recuo do m. reto lateral e ressecção do m. reto medial. TRATAMENTO Estrabismo vertical: paralisia do n. troclear (m. oblíquo superior), fratura do assoalho orbitário, Doença de Graves. ● Tratamento cirúrgico. TRATAMENTO Outros tratamentos ● Toxina botulínica: paralisia dos mm. extrínsecos; ● Fisioterapia (exercícios ortópticos): fortalecimento dos mm. extrínsecos; ● Lentes prismáticas: prevenção de diplopia. OBRIGADO!