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Impostos e contabilidade tributária
Autor 
José Carlos Moreira 
Autor revisor 
Verci Douglas Garcia Goulart 
Apresentação
Este trabalho está focado na contabilidade tributária. Mais especificamente, abordaremos o
processo de escrituração contábil e o de escrituração fiscal. Ambos estão a cargo da
contabilidade, contudo, as escriturações envolvidas são diferentes, sendo que, na contábil, seu
objetivo é o registro das informações e eventos ocorridos no dia a dia das empresas, que devem
ser registrados. Já o processo de escrituração fiscal está ligado intimamente com a
contabilidade tributária, uma vez que seus objetivos principais são as aplicações de regras e
princípios para interpretar e aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária. A
finalidade específica desse processo é apurar o resultado econômico dentro do exercício social,
gerando as obrigações tributárias principais, representadas por impostos, taxas e contribuições.
Ocorre que essas obrigações tributárias principais apoiam-se em documentos e livros fiscais
que devem ser preenchidos com o fim de registrar e apurar todos os atos e fatos administrativos
que definiram os fatos geradores e os valores dos tributos. Esse processo de escrituração em
documentos e livros fiscais é denominado pela legislação tributária de obrigação tributária
acessória.
Para demonstrarmos o processo de escrituração fiscal, os dois primeiros capítulos vão elucidar
os tributos da forma como são apresentados pela nossa Constituição, ou seja, divididos entre
federais, estaduais e municipais, discorrendo brevemente sobre cada um desses âmbitos.
No terceiro capítulo está o foco de nosso trabalho: a contabilidade tributária. Será indicado de
maneira abrangente o processo de escrituração fiscal e todas as obrigações acessórias,
inclusive os modelos disponíveis de documentos e livros fiscais e os demonstrativos e
declarações fiscais eletrônicos.
Por fim, o quarto capítulo traz as demonstrações financeiras que as empresas estão obrigadas a
apresentar para o público em geral, acionistas, fornecedores e, em especial, o Fisco. Nelas, são
registrados todos esses impostos, taxas e contribuições, proporcionando para o operador do
Direito conhecer e interpretar os registros contábeis compactados nesses documentos,
representados por balanço patrimonial, demonstração de resultados do exercício, demonstração
dos fluxos de caixa, demonstração dos lucros e prejuízos acumulados e demonstração do valor
adicionado.
Portanto, querido aluno, esteja preparado para o rico conhecimento que virá a seguir e fique à
vontade para acessar todas as dicas contidas ao longo deste material para complementar o seu
aprendizado.
Videoaula - Tributos federais
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https://player.vimeo.com/video/578591047
Tributos federais1
Conforme dito na apresentação do material, os tributos são instituídos por diferentes âmbitos, a
saber, federal, estadual e municipal. Começaremos aqui pela hierarquia das normas instituídas
pela Constituição Federal de 1988:
1. Constituição Federal (CF) e suas emendas constitucionais (EC): onde são encontradas as competências
tributárias e os poderes dos entes da Federação no direito de tributar.
2. Leis complementares: conforme o artigo 59, parágrafo único da CF, disporá sobre a elaboração, redação,
alteração e consolidação das leis.
3. Leis ordinárias, medidas provisórias, resolução do Senado Federal, leis delegadas e decreto legislativo.
4. Normas complementares (decretos regulamentares, portarias, instruções normativas, resoluções etc.).
Posto isso, entendemos que os tributos federais são instituídos pela União e pautados pela
Constituição em vigor, conforme artigo abaixo:
Em seu artigo 154, a Constituição ainda nos traz o texto de que, através de leis complementares,
os impostos não previstos no artigo 153 poderão ser instituídos desde que não tenham caráter
cumulativo e que seu fato gerador ou base de cálculo não tenham sido descritos na CF.
Com objetivo de financiar a seguridade social, ou seja, dar assistência e amparo ao cidadão e à
sua família em situações de doença, desemprego e velhice, instituíram-se as contribuições ao
Programa de Integração Social (PIS) e ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: (EC n° 20/98 e EC n° 42/2003)
I - importação de produtos estrangeiros;
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
III - renda e proventos de qualquer natureza;
IV - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
VI - propriedade territorial rural;
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.
Figura 1 - Tributos
Fonte: Amol Tyagi/ Unsplash.
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Público (Pasep), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Todas elas são de competência da União,
estando dispostas no artigo 195 da CF e nas EC n° 20/1998, n° 42/2003 e n° 47/2005:
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à
pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
[...]
De acordo com o artigo 3° do CTN, a definição de tributo é: toda a prestação pecuniária
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
Videoaula - Importação e exportação
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O Imposto sobre a Importação é de competência da União, tendo como função principal não a
arrecadação, e sim a regulação. É utilizado para a normatização da economia de mercado,
prestando-se como instrumento de controle de políticas econômicas cambiais e de comércio
exterior. Tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território nacional e é
regimentado pelo Decreto-Lei n° 37, de 18 de novembro de 1966, alterado pelos decretos-leis nº
1.366/1974, nº 1.964/1982 e nº 2.033/1983. No Código Tributário Nacional (CTN), encontramos
suas regras nos artigos 19 a 22.
A definição do Imposto sobre a Importação está insculpida no artigo 19: “O imposto, de
competência da União, sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a
entrada destes no território nacional”.O contribuinte do imposto é o importador ou quem a ele a
lei equiparar. Em alguns casos, é o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados.
Em virtude de sua função regulatória ter natureza extrafiscal, não está obrigado ao princípio da
anterioridade. De acordo com o Decreto-Lei nº 37 de 18 de novembro de 1966, artigo 22, o
imposto será calculado pela aplicação das alíquotas previstas na tarifa aduaneira, porém, suas
alterações podem entrar em vigor imediatamente, conforme o artigo 150, § 1º da Constituição
Federal e EC n° 3/93, EC n° 42/2003 e EC n° 75/2013:
Imposto sobre a Importação1.1
https://player.vimeo.com/video/578593967
O tributo desfruta de algumas particularidades:
O fato gerador, por decisão do Supremo Tribunal Federal, será considerado quando do desembaraço
aduaneiro do produto estrangeiro.
O bem importado poderá ter sua tributação suspensa, isenta ou a restituir em virtude de algumas
operações:
Drawback, representada pormatérias-primas estrangeiras importadas que comporão o
produto nacional a ser exportado. Isso proporciona a competitividade do produto nacional no
mercado externo, com reduções consideráveis nos custos de produção, incentivando as
exportações.
Franquias temporárias, representadas por produtos de procedência estrangeira que entram
no país por tempo determinado para eventos ou demonstrações, tais como os veículos da
Fórmula 1 e os produtos destinados a demonstrações em feiras de negócios.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
[...]
III - cobrar tributos
[...]
b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
c) Antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou, observado o disposto da alínea b;
[...]
§ 1º A vedação do inciso III, b não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V e 154,
II e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V e V e
154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.
O Imposto sobre a Exportação, de acordo com o artigo 23 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de
1966, também é de competência da União e tem função fiscal e regulatória, sendo
predominantemente extrafiscal. Igualmente ao Imposto sobre a Importação, é utilizado para a
normatização da economia de mercado, prestando-se como instrumento de controle de políticas
econômicas cambiais e de comércio exterior.
Imposto sobre a Exportação1.2
O contribuinte do imposto é o exportador ou quem a ele a lei equiparar. O fato gerador é a saída
de produtos nacionais ou nacionalizados do território nacional, destinados ao mercado exterior.
No Código Tributário Nacional, suas regras estão dispostas nos artigos 23 a 28 e encontramos
sua definição no artigo 23: “O imposto, de competência da União, sobre a exportação, para o
estrangeiro, de produtos nacionais ou nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do
território nacional”. Em virtude de sua função regulatória, tendo natureza extrafiscal, não está
obrigado ao princípio da anterioridade. As alterações em suas alíquotas podem entrar em vigor
imediatamente, conforme o artigo 150, § 1º, da Constituição Federal.
Figura 2 - Exportação
Fonte: Pixabay/Pexels.
Videoaula - Imposto de renda física e jurídica
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O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é de competência da União. Sua
regulamentação foi atualizada pelo Decreto-Lei n° 9.580, de 22 de novembro de 2018, tendo
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza1.3
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/02.jpg
https://player.vimeo.com/video/578595774
como fato gerador a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda. O Código
Tributário Nacional dispõe sobre esse imposto nos artigos 43 a 45, definindo-o no artigo 43:
O contribuinte do imposto é todo aquele, pessoa física ou jurídica, que obteve aquisição de
disponibilidade econômica ou jurídica ou de qualquer acréscimo patrimonial, podendo ser tanto
material, representado por bens corpóreos e incorpóreos, quanto financeiro, ou seja, a
disponibilidade física de recursos em caixa.
A disponibilidade jurídica é representada pelos acréscimos patrimoniais tanto materiais como
financeiros adquiridos de forma lícita, ou seja, dentro dos preceitos legais. Cabe salientar que os
acréscimos patrimoniais ilícitos só representarão aquisição econômica, e não jurídica.
As pessoas físicas terão incidência do imposto em todos e quaisquer rendimentos aferidos, tais
como de salários, pro labore, aluguéis, juros de aplicações financeiras etc. Na base de cálculo
para as pessoas físicas, alguns tipos de despesas poderão ser abatidos, tais como assistência
médica, educação, dependentes etc., calculando-se o imposto pelo valor líquido apurado.
As pessoas jurídicas que optarem pela tributação pelo lucro real calcularão o imposto sempre
sobre o lucro, representado pela diferença entre a receita e as despesas incorridas para as
empresas. Para as que optarem pela tributação pelo lucro presumido, de acordo com o ramo de
atividade, haverá uma presunção do lucro a ser tributado.
Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem
como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos;
II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não
compreendidos no inciso anterior.
§ 1º A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da
localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção.
§ 2º Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e
o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto referido neste
artigo.
Videoaula - I.P.I
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O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é de competência da União e, de acordo com o
artigo 46 da Lei n° 5.172/1966, tem como fatos geradores o seu desembaraço aduaneiro, quando
de procedência estrangeira; a sua saída dos estabelecimentos, quando se tratar de produtos
industrializados nacionais; e a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a
leilão. Considera-se industrializado todo produto submetido a qualquer operação que modifique
sua natureza, finalidade ou aperfeiçoamento para o consumo, tais como:
Transformação: a que, exercida sobre matéria-prima ou produto intermediário, importe na obtenção
de espécie nova.
Beneficiamento: a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o
funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto.
Montagem: a que consista na reunião de produtos, peças ou partes de que resulte um novo produto ou
unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal.
Imposto sobre Produtos Industrializados1.4
Figura 3 - Indústria
Fonte: MichaelGaida/Pixabay.
https://player.vimeo.com/video/578597681
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/03.jpg
Acondicionamento ou reacondicionamento: a que importe em alterar a apresentação do produto pela
colocação de embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando ela se destine apenas
ao transporte da mercadoria.
Renovação ou recondicionamento: a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de
produto deteriorado ou inutilizado, renove-o ou restaure-o para utilização.
O Código Tributário Nacional trata dos impostos nos artigos 46 a 51, dispondo sua definição no
artigo 46: “Art. 46. Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se industrializado o
produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a
finalidade, ou o aperfeiçoe para o consumo”.
Sua regulamentação está disposta no Decreto nº 7.212/2010. Seu campo de incidência abrange
os vários produtos especificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos
Industrializados (Tipi).
Segundo consta no site da Receita Federal (BRASIL, s/d), são obrigados ao pagamento do IPI os
seguintes contribuintes:
2.1.1 o importador, em relação ao fato gerador decorrente do desembaraço aduaneiro de produto de
procedência estrangeira;
2.1.2 o industrial, em relação ao fato gerador decorrente da saída de produto que industrializar em
seu estabelecimento, bem assim quanto aos demais fatos geradores decorrentes de atos que
praticar;
2.1.3 o estabelecimentoequiparado a industrial, quanto ao fato gerador relativo aos produtos que
dele saírem, bem assim quanto aos demais fatos geradores decorrentes de atos que praticar;
2.1.4 os que consumirem ou utilizarem em outra finalidade, ou remeterem a pessoas que não sejam
empresas jornalísticas ou editoras, o papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos,
quando alcançado pela imunidade prevista na Constituição Federal.
Atenção: considera-se contribuinte autônomo qualquer estabelecimento de importador, industrial
ou comerciante, em relação a cada fato gerador que decorra de ato que praticar..
Videoaula - PIS/PASEP e COFINS
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O PIS e a Cofins, de competência da União, são contribuições com finalidade social que incidem
sobre o faturamento das pessoas jurídicas de Direito Privado.
O PIS foi criado pela Lei Complementar nº 7/1970, com a finalidade de promover a integração do
empregado na vida e no desenvolvimento das empresas, conforme disposto no artigo 1º:
A Cofins foi criada pela Lei Complementar nº 70/1991, com a finalidade de financiamento da
seguridade social, como definido em seu artigo 1º:
Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (Cofins)1.5
Art. 1º - É instituído, na forma prevista nesta Lei, o Programa de Integração Social, destinado a
promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas.
§ 1º - Para os fins desta Lei, entende-se por empresa a pessoa jurídica, nos termos da legislação do
Imposto de Renda, e por empregado todo aquele assim definido pela legislação trabalhista.
§ 2º - A participação dos trabalhadores avulsos, assim definidos os que prestam serviços a diversas
empresas, sem relação empregatícia, no Programa de Integração Social, far-se-á nos termos do
Regulamento a ser baixado, de acordo com o art. 11 desta Lei.
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Ambas as contribuições tiveram sua apuração, cobrança, fiscalização e arrecadação
regulamentadas e atualizadas pela instrução normativa RFB nº 1911, de 11 de outubro de 2019.
De acordo com seu artigo 6°, são contribuintes da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins
incidentes sobre a receita ou faturamento as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes
são equiparadas pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).
A tributação do PIS e da Cofins pode se dar de duas formas: o regime de incidência cumulativo e
o não cumulativo. Este último destina-se às pessoas jurídicas optantes pela tributação do
Imposto de Renda pelo lucro real.
A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/Pasep e pela Cofins pode se dar de duas
formas:
a. no regime de incidência cumulativa, as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta, ajustada por
algumas exclusões permitidas pela legislação, em geral relacionadas a itens que não se configuram como
receitas (devoluções, abatimentos, reversões de provisões);
b. no regime de incidência não cumulativa, as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da
base cumulativa, mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no
montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda, insumos
utilizados na produção de produtos ou serviços, e as despesas e custos com energia elétrica, aluguéis
pagos a pessoa jurídica, arrendamento, depreciação e amortização, dentro das condições estabelecidas na
legislação (REZENDE; PEREIRA; ALENCAR, 2010, p. 71).
Art. 1º Sem prejuízo da cobrança das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e
para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), fica instituída
contribuição social para financiamento da Seguridade Social, nos termos do inciso I do art. 195 da
Constituição Federal, devida pelas pessoas jurídicas inclusive as a elas equiparadas pela legislação
do imposto de renda, destinadas exclusivamente às despesas com atividades-fins das áreas de
saúde, previdência e assistência social.
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de competência da União, é também uma
contribuição social destinada ao custeio da seguridade social, atendendo ao disposto no artigo
195 da Constituição Federal. Foi criada pela Lei nº 7.689/1988 e alterada pelas leis nº
7.988/1989, artigo 9º, e 8.034/1990, artigo 2º.
São contribuintes da CSLL todas as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que lhe são
equiparadas pela legislação do IRPJ. A contribuição tem sua incidência sobre o lucro das
pessoas jurídicas e de entidades equiparadas a elas pela legislação do Imposto de Renda, seja
no regime de lucro real, presumido ou arbitrado.
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido1.6
Recapitulando a Unidade 1
Até aqui vimos de forma geral como são estipulados os tributos federais. Passamos por cada um
deles entendendo sua aplicação e seu destino. Vimos, por exemplo, que os impostos de
importação e exportação têm caráter regulatório e não arrecadatório. Vimos também que o
imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza são recolhidos por contribuintes tanto
pessoa física quanto jurídica, já o imposto sobre produtos industrializados tem como
contribuintes o importador, o industrial e o equiparado a indústria. Por fim, aprendemos sobre os
impostos destinados à seguridade social, como o PIS, a Cofins e a Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido.
Exercícios de fixação
Complete a sentença:
Com objetivo de financiar a seguridade social, ou seja, dar assistência e amparo ao cidadão e à
sua família em situações de doença, desemprego, velhice, instituíram-se as contribuições ao
 e ao Programa de Formação do
Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a
, bem como a
.
Selecione...
Selecione...
Selecione...
Complete a sentença:
O Imposto sobre a Importação e exportação é de competência da/o , tendo como
função principal não a arrecadação, e sim a . É utilizado para a normatização
da economia de mercado, prestando-se como instrumento de controle de políticas econômicas
cambiais e de comércio exterior.
Selecione...
Selecione...
Videoaula - Tributos estaduais e municipais
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Tributos estaduais e municipais2
Segundo o artigo 155 da Constituição Federal (EC n° 3/1993, EC n° 33/2001, EC n° 42/2003 e EC
n° 87/2015):
E, de acordo com o artigo 156 da Constituição Federal (EC n° 3/93, EC n° 29/2000 e EC n°
37/2002),
Portanto, vejamos nos próximos tópicos cada um deles.
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem
no exterior;
III - propriedade de veículos automotores.
Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
I - propriedade predial e territorial urbana;
II - transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou
acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos
a sua aquisição;
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar.
O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação é de competência dos estados e do Distrito
Federal, ocorrendo sua incidência sobre a transmissão de bens e direitos por herança (causa
mortis) ou na doação. Tem função predominantemente fiscal, e seu fato gerador ocorre, de
acordo com a Lei nº 7.850/2002,
Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)2.1
I - na transmissão de qualquer bem ou direito havido por sucessão legítima outestamentária,
inclusive a sucessão provisória;
II - na transmissão por doação, a qualquer título, de quaisquer bens ou direitos;
III - na aquisição de bem ou direito em excesso pelo herdeiro ou cônjuge meeiro, na partilha, em
sucessão causa mortis ou em dissolução de sociedade conjugal.
De acordo com a CTN, artigos 35 a 42, o imposto incide sobre o valor venal da transmissão de
qualquer bem ou direito havido por sucessão legítima ou testamentária, inclusive sucessão
provisória e/ou por doação.
No Estado de São Paulo, o ITCMD está disposto pela Lei nº 10.705 de 28 de dezembro de 2000 e
atualizado até a Lei nº 16.050 de dezembro de 2015. Já no Rio de Janeiro, a lei que previa uma
alíquota única de 4% de imposto (Lei nº1.427/1989) foi substituída pela Lei nº 7.174/2015, que
estabelece 4,5% para valores até 400.000 Ufir-RJ e 5% para valores acima dos 400.000 Ufir-RJ.
O Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre as Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é de competência dos
estados e do Distrito Federal, conforme estabelecido pelo artigo 150, II, da Constituição Federal,
observadas as disposições previstas na Lei Complementar nº 87/1996 (conhecida como Lei
Kandir, revisada pelo Decreto de 26 de outubro de 1999 e alterada pela Lei Complementar nº 102,
de 11 de julho de 2000, e pela Lei Complementar nº 114, de 16 de dezembro de 2002).
A partir da lei complementar, cada estado institui o tributo mediante seu próprio regulamento,
chamado de Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre a Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação
(RICMS), criados por meio de decretos dos governadores dos estados.
O imposto só existirá se houver circulação de mercadorias ou serviços. Ele será calculado na
cadeia econômica toda vez que houver valor agregado, razão pela qual é um imposto não
cumulativo, havendo sempre a compensação do montante que resulte da diferença maior da
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)2.2
Figura 4 - Circulação de
mercadorias
Fonte: TheUjulala/Pixabay.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/04.jpg
operação anterior, conferindo ao contribuinte o direito de descontar os valores já pagos na etapa
anterior. Toda etapa da cadeia econômica em que haja circulação de mercadorias deverá estar
acompanhada da devida nota fiscal ou cupom fiscal, destacando-se o valor devido do ICMS.
Sua arrecadação é obrigatória e possui um percentual de alíquota variável de acordo com a
legislação de cada estado. O principal fato gerador é a circulação de mercadoria e a prestação de
serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, mesmo para as
operações iniciadas no exterior, calculadas sobre o valor agregado.
O artigo 2° da Lei Kandir dispõe sobre os fatos geradores do imposto:
O ICMS é direcionado pelos estados e municípios para as políticas públicas sociais de educação,
saúde e segurança e também é utilizado como incentivo ao desenvolvimento da produção
alimentícia e automobilística. Conforme a constituição, apesar de ser um imposto de
arrecadação estadual, os municípios têm direito a um repasse de 25% do montante recolhido e
Art. 2º O imposto incide sobre:
I - operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e
bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;
II - prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de
pessoas, bens, mercadorias ou valores;
III - prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a
emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de
qualquer natureza;
IV - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência
tributária dos Municípios;
V - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de
competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à
incidência do imposto estadual.
§ 1º O imposto incide também:
I - sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda
que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade;
II - sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior;
III - sobre a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à
comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o imposto
ao Estado onde estiver localizado o adquirente.
§ 2º A caracterização do fato gerador independe da natureza jurídica da operação que o constitua.
são obrigados a destinar parte desse recurso a Fundeb (Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação).
O Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) é de competência dos estados e do
Distrito Federal. Seu fato gerador é a propriedade de veículo automotor e considera-se ocorrido o
fato gerador do imposto em 1º de janeiro de cada exercício. A incidência do imposto é anual e
será pro rata quando da compra de veículo novo.
Sua base de cálculo para veículos novos é o valor da nota fiscal de venda e, no caso de veículos
usados, o valor venal, valor de mercado em função da marca, do modelo e do ano de fabricação,
estabelecido pela autoridade tributária estadual.
Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA)2.3
Figura 5 - Veículos automotores
Fonte: fill/Pixabay.
O CTN, Lei nº 5172 de 25 de outubro de 1966, rege o IPTU em seus artigos 32 a 34. O Imposto
sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU) é de competência municipal, incidente sobre a
propriedade, a posse ou o domínio útil de prédios e terrenos localizados na área urbana
municipal. O contribuinte consiste em todas as pessoas físicas ou jurídicas que detenham a
propriedade do bem imóvel.
Sua base de cálculo é o valor venal do imóvel, apurado por critérios municipais, e sua alíquota
deve ser determinada por legislação municipal, variando de acordo com cada município. A
constituição determina que esse imposto deve ser aplicado na educação e na saúde com os
maiores percentuais, que são definidos pela prefeitura e somados à arrecadação total da cidade.
Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU)2.4
O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de competência dos municípios e do Distrito
Federal. Desde 1º de agosto de 2003, é regido pela Lei Complementar nº 116/2003, alterada pela
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN)2.5
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/05.jpg
Lei Complementar nº 157, de 29 de dezembro de 2016.
O fato gerador é a prestação de serviços, conforme definida pelo artigo 1º da LC nº 116/2003, por
empresas ou profissionais autônomos. Esses serviços constam de lista anexa à Lei
Complementar.
Art. 1º O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito
Federal, tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa, ainda que esses
não se constituam como atividade preponderante do prestador.
§ 1º O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se
tenha iniciado no exterior do País.
§ 2º Ressalvadas as exceções expressas na lista anexa, os serviços nela mencionados não ficam
sujeitos ao Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, ainda que sua
prestação envolva fornecimento de mercadorias.
§ 3º O imposto de que trata esta Lei Complementar incide ainda sobre os serviços prestados
mediante a utilização de bense serviços públicos explorados economicamente mediante
autorização, permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo usuário
final do serviço.
§ 4º A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço prestado.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, a Lei Complementar nº 175, que estabelece
regras para o recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelo município
onde está o cliente (destino), e não mais na cidade-sede do prestador do serviço (origem). A
legislação foi publicada no Diário Oficial da União em 24/09/2020.
Originário do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 170/2020, o texto regula o recolhimento do
ISS pelo município do consumidor, e não da empresa que presta o serviço. A mudança será
gradativa, até 2023, para que cumpra o determinado em legislação de 2016.
Fonte: Agência Senado
Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)2.6
O Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos é de competência
municipal e tem função fiscal. Incide sobre a transmissão de bens imóveis ou de direitos a eles
relativos de forma onerosa, sendo seu fato gerador:
1. a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso:
a. de bens imóveis, por natureza ou acessão física;
b. de direitos reais sobre bens imóveis, exceto os de garantia.
2. a cessão, por ato oneroso, de direitos relativos à aquisição de bens imóveis.
No exemplo de compra e venda de um imóvel, quem deve pagar o imposto é o comprador.
Figura 6 - Compra e venda de imóvel
Fonte: Tierra Mallorca/Unsplash.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/06.jpg
Recapitulando a Unidade 2
Na Unidade 2, tratamos dos impostos estaduais e municipais regidos pelos artigos 155 e 156 da
Constituição Federal, respectivamente. Falamos um pouco sobre o imposto de transmissão
causa mortis e doação, que incide sobre o valor venal da transmissão de qualquer bem ou direito
havido por sucessão legítima ou testamentária, inclusive sucessão provisória e/ou por doação.
Passamos também pelo imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, que possui uma lei
geral denominada Kandir e uma lei complementar para cada estado que regulamenta o ICMS de
forma própria, por meio dos decretos de governadores estaduais. Enfatizamos, no devido tópico,
que esse imposto é direcionado pelos estados e municípios para as políticas públicas sociais de
educação, saúde e segurança.
Passamos pelo imposto sobre a propriedade de veículo automotor, que tem incidência anual, ou
pro rata, quando da compra de veículo novo. Também entendemos um pouco mais sobre o
imposto sobre propriedade urbana, sobre serviço de qualquer natureza e sobre a transmissão de
bens imóveis. Esses últimos, todos de âmbito municipal, com função fiscal.
Exercícios de fixação
Complete a sentença:
O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação é de competência dos 
, ocorrendo sua incidência sobre a transmissão de bens e
direitos por herança (causa mortis) ou na doação e tem função predominantemente 
.
Selecione...
Selecione...
Complete a sentença:
O é de competência dos municípios e
do Distrito Federal. 
O fato gerador é a prestação de serviços, conforme definida pelo artigo 1º da LC nº 116/2003, por
 ou profissionais . Esses serviços constam de lista
anexa à Lei Complementar.
Selecione...
Selecione... Selecione...
Videoaula - Contabilidade e os tributos
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Contabilidade tributária3
Antes de definirmos contabilidade tributária, vamos conceituar contabilidade. O Primeiro
Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado no Rio de Janeiro de 17 a 27 de agosto de 1924,
definiu: “Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de
registro relativas à administração econômica”.
Devemos observar que qualquer evento envolvendo valores realizados nas empresas é registrado
na contabilidade. Isso significa que todas as operações de compra, venda, pagamento de
fornecedores, contas, salários, encargos e impostos são escrituradas nela. Na contabilidade,
todas essas operações são registradas, acumuladas, resumidas e interpretadas. Tudo de
maneira ordenada, dentro dos princípios das partidas dobradas contábeis, dando transparência
aos serviços do profissional da contabilidade, uma vez que respondem civil e criminalmente
pelas informações prestadas no exercício de suas funções.
O contador tem a obrigação funcional de informar à sociedade como a empresa utilizou os
recursos disponíveis. Demonstramos um conceito mais contemporâneo, do professor Sergio de
Iudícibus (2009, p. 21):
No entendimento do professor José Carlos Marion, a Contabilidade posiciona-se como
instrumento de tomada decisão gerencial interna no âmbito empresarial, bem como auxilia
externamente os acionistas, fornecedores que aplicam recursos nessas empresas por meio das
demonstrações financeiras, que analisam a rentabilidade e a liquidez do negócio. Finalmente,
serve para o governo, que se utiliza muito dos demonstrativos contábeis para apurar e arrecadar
impostos, taxas e contribuições.
Devemos deixar claro que o objetivo da Contabilidade é fornecer informações de natureza
econômica, financeira, produtiva e social aos usuários internos e externos da empresa.
A Contabilidade, na qualidade de ciência social aplicada, com metodologia especialmente
concebida para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que afetam as
situações patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer ente, seja este pessoa física, entidade
de finalidades não lucrativas, empresas, seja mesmo pessoa de Direito Público, tais como Estado,
Município, União, Autarquia etc., tem um campo de atuação muito amplo.
Conforme dito por Marion (2009), a legislação federal prevê como obrigatória a manutenção da
escrituração contábil das empresas, com exceção das empresas optantes pelo regime tributário
do Simples Nacional.
Lei nº 10.406/2002 (Novo Código Civil), artigo 1.179: O empresário e a sociedade empresária são
obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração
uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar
anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.
Lei complementar nº 123/2006, artigo 27: As microempresas as empresas de pequeno porte optantes
pelo Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar contabilidade simplificada para os registros e
controles das operações realizadas, conforme regulamentação do Comitê Gestor do Simples
Nacional.
Os usuários que se utilizam da contabilidade são pessoas que se interessam pela situação
econômica e patrimonial da empresa. Elas incluem os administradores, que usam as
informações geradas para tomada de decisões definindo as estratégias de curto e longo prazo
da entidade. Os investidores, representados por sócios ou acionistas que aplicam fundos
monetários na empresa, tendo interesse no retorno do capital investido, utilizam-se dos
relatórios contábeis para análise da rentabilidade da empresa.
Os fornecedores de insumos e o sistema financeiro, que aplicam mercadorias e capitais,
respectivamente, têm interesse na liquidez da empresa para saldar suas dívidas. O governo tem
duplo interesse nas informações geradas pela contabilidade, uma vez que a mantença do Estado
deve-se à tributação e à arrecadação de impostos, taxas e contribuições.
Contudo, os dados contábeis empresariais também fornecem informações para análises
microeconômicas setoriais que levam o governo à tomada de decisões de ordem
socioeconômica. Para tanto, são elaboradas demonstrações financeiras obrigatórias para
atender aos usuários externos, representadas por balanço patrimonial, demonstrações de
resultados do exercício e demonstrações do fluxo de caixa.
Os usuáriosinternos também fazem uso dessas demonstrações, contudo, como a contabilidade
armazena todas as informações da empresa, ela também elabora relatórios gerenciais
extracontábeis para tomada de decisão da alta gerência.
A Contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de
decisões dentro e fora da empresa. Ela é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a
tomarem decisões. Com o passar do tempo, o governo começa a utilizar-se dela para arrecadar
impostos e a torna obrigatória para a maioria das empresas. (MARION, 2009, p. 28).
Partindo desses pressupostos, vamos posicionar a contabilidade tributária como o ramo que tem
como principais objetivos e funções a aplicação de regras e princípios próprios para interpretar e
aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária, gerenciar e apurar rigorosamente
os tributos incidentes nas diversas atividades das empresas.
O professor Láudio Camargo Fabretti (1999, p. 27) assim define, de forma específica e detalhada:
Nosso Código Tributário Nacional, em seu artigo 96, define a expressão legislação tributária.
Cabe lembrar que os atos editados pelos entes tributantes obedecem a uma hierarquia: somente
a lei institui, extingue, majora ou reduz os tributos. O decreto regulamenta-os, e as portarias, as
instruções normativas e as resoluções complementam-nos.
As repartições e os economistas governamentais têm duplo interesse nas informações contábeis.
Em primeiro lugar, baseando-se frequentemente em tais informações é que se exerce o poder de
tributar e arrecadar impostos, taxas e contribuições. Isto é especificamente verdadeiro no caso das
empresas cujo imposto de renda é taxado a partir dos balanços, embora alguns ajustes tenham que
ser feitos ao lucro contábil para se apurar o lucro tributável. Em segundo lugar, os economistas
encarregados de análises globais ou setoriais de nossa economia interessam-se pelos dados
contábeis das diversas unidades microeconômicas, os quais, convenientemente agregados e
tratados estatisticamente, podem fornecer bases adequadas para as análises econômicas.
(IUDÍCIBUS, 2009, p. 23-4).
O objeto da contabilidade tributária é apurar com exatidão o resultado econômico do exercício
social, demonstrando de forma clara e sintética, para, em seguida, atender de forma extracontábil às
exigências das legislações do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição
Social sobre o lucro (CSL) determinando a base de cálculo fiscal para formação das provisões
destinadas ao pagamento desses tributos, as quais serão abatidas do resultado econômico
(contábil), para determinação do lucro líquido à disposição dos acionistas, sócios ou titular de firma
individual.
Art. 96. A expressão “legislação tributária” compreende as leis, os tratados e as convenções
internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre
tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.
Elementos fundamentais do tributo3.1
É a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito
passivo) uma prestação em razão de prévia determinação legal, correspondente a uma obrigação
tributária. Esta se divide em principal e acessória, conforme definição do Código Tributário
Nacional e será estudada com mais detalhes nos tópicos seguintes.
a. A lei: é o principal elemento da obrigação, pois cria, modifica e extingue tributos e determina as condições
de sua cobrança, obedecendo ao princípio da legalidade.
b. O objeto: representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir, segundo as
determinações legais. 
Basicamente, as prestações consistem em obrigação principal definida por lei, a partir do fato gerador,
para pagamento do valor pecuniário referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à
determinação legal. As obrigações acessórias são representadas pelo cumprimento de formalidades
complementares destinadas a comprovar a observância da legislação aplicável. Exemplo: a escrituração
de livros fiscais, a apresentação da declaração de rendimentos etc. 
É importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória pode ser convertida em
obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica.
c. Fato gerador: denomina-se assim a concretização da hipótese de incidência tributária prevista em
abstrato na lei, que gera (faz nascer) a obrigação tributária. Por exemplo: 
prestar serviços (ISS);
fazer circular mercadorias (ICMS);
receber renda (IR) etc.
A concretização do fato gerador pode fazer nascer uma obrigação principal, que é sempre de natureza
pecuniária, isto é, pagar um tributo, ou uma obrigação acessória, que é um dever administrativo. Por
exemplo: emitir notas fiscais, escriturar livros fiscais, fazer inscrição no CNPJ, manter e conservar livros e
documentos, prestar declarações em formulários próprios etc. 
O CTN define o fato gerador nos artigos 114 e 115:
d. Contribuinte ou responsável: denomina-se contribuinte o sujeito passivo da obrigação tributária que tem
relação pessoal e direta com o fato gerador. Denomina-se responsável a pessoa que a lei escolher para
responder pela obrigação tributária, em substituição ao contribuinte de fato, dada a maior complexidade
para alcançá-lo. 
Os responsáveis não arcam com o ônus tributário, que é suportado pelo contribuinte de fato. Atuam como
uma espécie de agente arrecadador do Fisco e como seus depositários. Cabe-lhes recolher as
importâncias descontadas ou cobradas do contribuinte de fato ao Fisco, nos prazos de lei. Não o fazendo,
serão declarados depositários infiéis, sujeitos à pena de prisão (Lei nº 8.866/1994). 
São exemplos de impostos que, quando não recolhidos, podem ser reclamados como apropriação indébita:
Imposto de Renda retido na fonte
Contribuição ao INSS descontada dos empregados
IPI cobrado do comprador na nota fiscal
e. Base de cálculo: é o valor sobre o qual se aplica o percentual com a finalidade de apurar o montante a ser
recolhido. A base de cálculo, conforme a Constituição Federal, deve ser definida em lei complementar,
estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra
lei), da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da
Elementos fundamentais da obrigação tributária3.2
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e
suficiente à sua ocorrência.
Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação
aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.
irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). 
Assim, a lei complementar deve definir com muita clareza os critérios para a determinação da base de
cálculo. Exemplos:
Cofins – faturamento mensal: artigo 2º, LC nº 70/1991
Imposto de Renda – montante real, presumido ou arbitrado da renda ou proventos de qualquer
natureza: artigo 44, CTN
f. Alíquota: é o fator definido em lei aplicado sobre a base de cálculo. Determina o montante do tributo a ser
pago. A lei pode estabelecer uma tabela progressiva, em que a alíquota vai sendo elevada, incidindo sobre
faixas de valores cada vez maiores. 
Assim como a base de cálculo, a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais
da legalidade, da anterioridade e da irretroatividade. 
Após o entendimento da contabilidade tributária e da legislação tributária, vamos nos ater ao estudo do
objeto, a obrigação tributária. Conforme demonstra o artigo 113 do Código Tributário Nacional, divide-se
em principal e acessória, sendo que o fator fundamental que as diferencia é que o objeto da obrigação
tributária principal é o pagamento.
A obrigação tributária principal é o pagamento do tributo ou de penalidade pecuniária ao Estado,
tendo sempre conteúdo patrimonial. É a obrigação de dar, ou seja, efetuar opagamento ao
sujeito ativo do tributo definido pelo fato gerador esculpido na lei.
Decorre sempre de lei, ou seja, somente esta poderá instituir, extinguir, modificar ou majorar um
tributo, bem como somente ela gerará uma obrigação tributária principal. Assim, as obrigações
de pagar ao Estado os tributos deverão ser necessariamente instituídas por lei.
As obrigações tributárias acessórias são os deveres instrumentais representados por atos e
fatos administrativos exigidos pelo sujeito ativo com o intuito de assegurar o interesse da
arrecadação dos tributos e também para facilitar a atividade de fiscalização no sujeito passivo.
Em outras palavras, as obrigações tributárias acessórias nada mais são que a comprovação ao
fisco de que a empresa recolheu e se compensou de todos os tributos da forma correta. São
declarações espontâneas que levam ao fisco toda a informação necessária para se fazer cumprir
a legislação.
A obrigação acessória decorrente da legislação tributária não é pecuniária, e sim prestações
positivas ou negativas representadas por obrigação de fazer ou não fazer, ou seja, não envolve o
pagamento de tributo, mas a informação do quanto foi arrecadado. Serve para viabilizar o
Obrigação tributária principal3.3
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de
tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.
Obrigação tributária acessória3.4
cumprimento das obrigações principais. Exemplos incluem a obrigação de emitir nota fiscal e
escriturar os livros de entrada e saída, apuração etc., sempre no interesse da arrecadação e da
fiscalização dos tributos.
A obrigação tributária acessória será convertida em principal no que se refere ao pagamento de
multa, caso o contribuinte não cumpra com seu dever.
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
[...]
§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas
ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
[...]
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação
principal relativamente à penalidade pecuniária.
No atual momento de globalização econômica, o processo da escrituração mercantil, que faz a
transformação dos dados em informações e relatórios, é imprescindível para os gestores
empresariais, pois é a chave para a tomada de decisões financeiras assertivas.
Cabe salientar que qualquer tipo de empresa, independentemente do porte ou da tipicidade
jurídica, necessita de escrituração contábil para controlar o seu patrimônio e gerenciar
adequadamente os negócios, inclusive para atender à legislação e à fiscalização tributária, já que
a contabilidade não se faz necessária apenas para o atendimento de necessidades empresariais,
mas também como forma de garantir ao Fisco que toda a movimentação ocorrida na empresa
está respaldada por documentos de suporte (notas fiscais, contratos de compra e venda,
contratos de empréstimos etc.), sendo minimizados os riscos de sonegação. A escrituração
Processo de escrituração contábil3.5
Figura 7 - Relatório financeiro
Fonte: Austin Distel/Unsplash.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/07.jpg
contábil, ainda que de forma simplificada, e as demonstrações contábeis são exigências que
devem ser atendidas pelas empresas com vista ao atendimento dos diversos dispositivos da
legislação em vigor.
Ribeiro (2010a, p. 78) define escrituração como “[...] uma técnica contábil que consiste em
registrar nos livros próprios (Diário, Razão, Caixa etc.) todos os acontecimentos que ocorrem na
empresa e que modifiquem ou possam vir a modificar a situação patrimonial”. A escrituração
contábil pode servir de base para distribuir lucros, compensar prejuízos, elaborar as
demonstrações contábeis, provar em juízo a situação patrimonial, resolver questões que possam
existir com herdeiros e sucessores de sócio falecido, requerer concordata por insolvência
financeira, provar a sócios que se retiram da sociedade a verdadeira situação patrimonial da
empresa para fins de restituição de capital ou venda de participação societária etc.
Conforme já citado anteriormente, a escrituração contábil está inserida no Código Civil. Os
artigos 1.179 e 1.180 trazem em seu bojo a obrigatoriedade para o empresário e a sociedade
empresária de fazê-lo. Contudo, não podemos confundi-la com a escrituração fiscal, que está
atrelada às obrigações acessórias. Devem ser elaboradas para atender aos órgãos
fiscalizadores, uma vez que os agentes públicos, nas suas atribuições funcionais, dependem dos
registros para aferir e atestar como as obrigações decorrentes das relações tributárias foram
satisfeitas pelo contribuinte.
Em vista do exposto, devemos diferenciar as duas escriturações, a contábil e a fiscal, sem
confundi-las.
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de
contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e
o de resultado econômico.
§ 1º Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a critério dos interessados.
§ 2º É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o art. 970.
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído
por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento do
balanço patrimonial e do de resultado econômico.
Formalidades da escrituração contábil3.6
A entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos
administrativos, por intermédio de processo manual, mecanizado ou eletrônico. De acordo com o
artigo 1.181, a escrituração será executada:
a. em idioma e moeda corrente nacionais;
b. em forma contábil;
c. em ordem cronológica de dia, mês e ano;
d. com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as
margens;
e. com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que comprovem ou
evidenciem fatos e a prática de atos administrativos.
A terminologia utilizada deve expressar o verdadeiro significado das transações. Admite-se o uso
de códigos e/ou abreviaturas nos históricos dos lançamentos, desde que permanentes e
uniformes, devendo constar, em elenco identificador, no Diário ou em registro especial revestido
das formalidades extrínsecas.
A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises, mapas demonstrativos e
demonstrações contábeis são de atribuição e responsabilidade exclusivas do contabilista
legalmente habilitado, segundo o artigo 1.182 do Código Civil.
Conforme descrito nas normas brasileiras de contabilidade (NBC T 2), o balanço e as demais
demonstrações contábeis, no encerramento de exercício, serão transcritos no “diário”,
completando-se com as assinaturas do contabilista e do titular ou de representante legal da
entidade. Igual procedimento será adotado quanto às demonstrações contábeis, elaboradas por
força de disposições legais, contratuais ou estatutárias.
O Diário e o Razão constituem os registros permanentes da entidade.
Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração
contábil, observadas as peculiaridades da sua função. No Diário serão lançadas, em ordem
cronológica, com individuação, clareza e referência ao documento probante, todas as operações
ocorridas, incluídas as de natureza aleatória, e quaisquer outros fatos que provoquem variações
patrimoniais. Observado o disposto no caput do artigo 1.184, admite-se:
a. a escrituraçãodo Diário por meio de partidas mensais;
b. a escrituração resumida ou sintética do Diário, com valores totais que não excedam a operações de um
mês, desde que haja escrituração analítica lançada em registros auxiliares.
Quando o Diário e o Razão forem feitos por processo que utilize fichas ou folhas soltas, deverá
ser adotado o registro Balancetes Diários e Balanços. No caso de a entidade adotar para sua
escrituração contábil o processo eletrônico, os formulários contínuos, numerados mecânica ou
tipograficamente, serão destacados e encadernados em forma de livro.
O livro Diário será registrado no registro público competente, de acordo com a legislação vigente.
As Normas Brasileiras Contábeis (NCB) espelham o exato teor do Código Civil com relação à
escrituração contábil. Para tanto, reproduzimos as NBC T 2 – Da Escrituração Contábil:
Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do documento
respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações relativas ao exercício da
empresa.
§ 1º Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o período de trinta
dias, relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do
estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares regularmente autenticados, para registro
individualizado, e conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação.
§ 2º Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, devendo ambos ser
assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresário ou sociedade
empresária.
Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos
poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas
formalidades extrínsecas exigidas para aquele.
Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que registre:
I – a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo, em forma de
balancetes diários;
II – o balanço patrimonial e o de resultado econômico, no encerramento do exercício.
NBC T 2 – DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
NBC T 2.1 – DAS FORMALIDADES DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
2.1.1 - A Entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos
administrativos, através de processo manual, mecanizado ou eletrônico.
2.1.2 - A escrituração será executada:
a) em idioma e moeda corrente nacionais;
b) em forma contábil;
c) em ordem cronológica de dia, mês e ano;
d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para
as margens;
e) com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que
comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos.
2.1.2.1 - A terminologia utilizada deve expressar o verdadeiro significado das transações.
2.1.2.2 - Admite-se o uso de códigos e/ou abreviaturas nos históricos dos lançamentos, desde que
permanentes e uniformes, devendo constar, em elenco identificador, no “Diário” ou em registro
especial revestido das formalidades extrínsecas.
2.1.3 - A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises e mapas demonstrativos e
demonstrações contábeis são de atribuição e responsabilidade exclusivas de Contabilista
legalmente habilitado.
2.1.4 - O Balanço e demais Demonstrações Contábeis de encerramento de exercício serão transcritos
no “Diário”, completando-se com as assinaturas do Contabilista e do titular ou representante legal
da Entidade. Igual procedimento será adotado quanto às Demonstrações Contábeis elaboradas por
força de disposições legais, contratuais ou estatutárias.
2.1.5 - O “Diário” e o “Razão” constituem os registros permanentes da Entidade.
Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração
contábil, observadas as peculiaridades da sua função. No “Diário” serão lançadas, em ordem
cronológica, com individuação, clareza e referência ao documento probante, todas as operações
ocorridas, incluídas as de natureza aleatória, e quaisquer outros fatos que provoquem variações
patrimoniais.
2.1.5.1 - Observado o disposto no “caput”, admite-se:
a) a escrituração do “Diário” por meio de partidas mensais;
b) a escrituração resumida ou sintética do “Diário”, com valores totais que não excedam a operações
de um mês, desde que haja escrituração analítica lançada em registros auxiliares.
2.1.5.2 - Quando o “Diário” e o “Razão” forem feitos por processo que utilize fichas ou folhas soltas,
deverá ser adotado o registro “Balancetes Diários e Balanços”.
2.1.5.3 - No caso de a Entidade adotar para sua escrituração contábil o processo eletrônico, os
formulários contínuos, numerados mecânica ou tipograficamente, serão destacados e encadernados
em forma de livro.
2.1.5.4 - O Livro Diário será registrado no Registro Público competente, de acordo com a legislação
vigente.
Para saber mais sobre escrituração contábil:
ITG 2.000 – Escrituração Contábil: essa interpretação técnica trará um complemento a respeito do que
conversamos até aqui sobre procedimentos a serem adotados de escrituração contábil e seus fatos
patrimoniais.
IN nº 11/2013 do Drei (Departamento de Registro Empresarial e Integração).
Decreto nº 8.683/2016: essa instrução normativa trará os procedimentos de medição para validação e
eficácia da escrituração contábil.
IN RFB nº 1.774/2017: Revogada pela IN RFB n° 2.003/2021, traz informações a respeito da escrituração
contábil digital (ECD).
Para o Fisco, a escrituração é o meio destinado a alcançar o resultado de interesse da tributação,
atingindo o fim, que é a arrecadação. Enquanto isso, para a contabilidade, ela tem por finalidade
registrar, preservar e garantir a verdade econômico-financeira da entidade.
Como afirmamos anteriormente, não podemos confundir escrituração contábil e escrituração
fiscal, pois esta faz parte das obrigações acessórias que serão elaboradas para atender aos
órgãos da fiscalização, no tocante a verificar, avaliar e atestar a veracidade dos lançamentos das
relações tributárias.
Conforme dito anteriormente, a obrigação tributária acessória é decorrente da legislação, de
caráter informativo e com o intuito de atestar a arrecadação do tributo no momento do fato
gerador. Ao cumprir com a obrigação tributária acessória, o contribuinte informa ao fisco
também o cumprimento de sua obrigação principal em acordo com o artigo 115 do Código
Tributário Nacional.
O não cumprimento do disposto no parágrafo anterior implica penalidade pecuniária, ou seja,
aplicação de multa por parte do fisco ao contribuinte, transformando a obrigação acessória em
obrigação principal de dar em pagamento o valor correspondente à penalidade fixada em lei,
como determina o artigo 113, § 3º, do Código Tributário Nacional:
Processo de escrituração fiscal3.7
Nas obrigações tributárias acessórias, seu conteúdo será sempre a obrigação de fazer ou não
fazer. Elas terão conteúdo econômico somente quando da inadimplência pelo contribuinte,
quando a legislação tributária fixará uma penalidade pecuniária.
A legislação tributária, portanto, é que define o conteúdo econômico da obrigação acessória,
mediante a fixação do valor que o ente tributante poderá exigir do contribuinte que deixou de
cumpri-la.
Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
[...]
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação
principal relativamente à penalidade pecuniária.
Videoaula - Escrituração contábil e fiscal
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Para começarmos nossos estudos sobre escrituração fiscal, iniciaremos por aquelas que são
comuns a todas as empresas obrigadas pela legislação tributária, independentemente de seu
ramo de atividade – indústria, comércio ou prestaçãode serviços. São elas a emissão de nota
fiscal e os livros de entrada e saída.
Cabe salientar que, no âmbito estadual, nossa pesquisa restringiu-se aos modelos de
documentos e livros fiscais do governo do estado de São Paulo. Contudo, eles não têm
Espécies de escrituração fiscal3.8
https://player.vimeo.com/video/578603483
expressiva mudança em outros estados, uma vez que existe uma padronização. Para tanto,
utilizamos o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (RICMS), aprovado pelo
Decreto Estadual nº 45.490, de 30 de novembro de 2000.
São documentos que comprovam a transação de compra e venda, propiciando a
responsabilidade e a garantia do comprador. Eles cobrem a circulação de mercadorias ou a
prestação de serviços, permitindo a apuração de receita, bem como seu débito relativo a imposto
sobre venda para o emitente ou o crédito tributário para o destinatário de acordo com a
legislação tributária.
Existem diversos documentos fiscais, como nota fiscal, nota fiscal de venda a consumidor, nota
fiscal de produtor rural, conhecimento de transporte rodoviário, aquaviário, ferroviário e aéreo de
cargas, bilhete de passagem rodoviário, aquaviário, ferroviário e aéreo e tantos outros. Nosso
trabalho irá descrever os principais e também apresentar seus modelos, de acordo com o
RICMS-SP.
Para tanto, começaremos por apresentar o artigo 124 do RICMS-SP, que define esses
documentos em seus incisos de acordo com as operações ou prestações realizadas por cada
ramo de atividade empresarial:
Documentos fiscais3.9
Artigo 124 - (Lei 6.374/89, art. 67, §§ 1º e 2º, com alteração da Lei 13.918/09) A pessoa inscrita no
Cadastro de Contribuintes do ICMS emitirá, conforme as operações ou prestações que realizar, os
seguintes documentos fiscais [...]:
I - Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A;
II - Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2;
III - Cupom Fiscal emitido por Equipamento Emissor de Cupom Fiscal - ECF;
IV - Nota Fiscal de Produtor, modelo 4;
V - Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica, modelo 6;
VI - Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7;
VII - Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;
VIII - Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;
IX - Conhecimento Aéreo, modelo 10;
X - Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11;
XI - Bilhete de Passagem Rodoviário, modelo 13;
XII - Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14;
XIII - Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem, modelo 15;
XIV - Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16;
XV - Despacho de Transporte, modelo 17;
XVI - Resumo de Movimento Diário, modelo 18;
XVII - Ordem de Coleta de Carga, modelo 20;
XVIII - Nota Fiscal de Serviço de Comunicação, modelo 21;
XIX - Nota Fiscal de Serviço de Telecomunicações, modelo 22;
XX - Manifesto de Carga, modelo 25;
XXI - Conhecimento de Transporte Multimodal de Cargas, modelo 26;
XXII - Documento Fiscal Eletrônico - DFE;
XXIII - Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica - DANFE;
XXIV - Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário, modelo 27;
XXV - Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico - DACTE
§ 1º - A Secretaria da Fazenda pode determinar
1 - o uso de impresso de documento fiscal ou de outro impresso fiscal por ela fornecido, ficando-lhe
facultado cobrar retribuição pelo custo;
2 - a adoção e utilização, por parte dos contribuintes, de dispositivos de controle, inclusive
eletrônicos, que visem monitorar ou registrar as suas atividades de produção, armazenamento,
transporte e suas operações ou prestações, no interesse da fiscalização do imposto.
§ 2º - É obrigatória a manutenção de impresso de Nota Fiscal em cada estabelecimento, ainda que
exclusivamente varejista, excetuado o estabelecimento rural de produtor.
§ 3° - Os documentos referidos neste artigo, exceto os previstos nos incisos III, XXII, XXIII e XXV,
obedecerão aos modelos contidos no Anexo/Modelos.
§ 4º - É vedada a utilização simultânea dos modelos 1 e 1-A do documento fiscal de que trata o inciso
I, salvo quando adotadas séries distintas, nos termos do artigo 196.
Atualmente a legislação nacional permite que a NF-e substitua apenas a chamada nota fiscal
modelo 1 ou 1 A, que é utilizada, em regra, para documentar transações comerciais com
mercadorias entre pessoas jurídicas. Também pode ser utilizada em substituição à Nota Fiscal de
Produtor, modelo 4 (Ajuste SINIEF n. 15/2010). Não se destina a substituir os outros modelos de
documentos fiscais existentes na legislação como, por exemplo, a Nota Fiscal a Consumidor
(modelo 2) ou o Cupom Fiscal.
Videoaula - Documentos fiscais
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Documentos fiscais3.9
Notas fiscais modelo 1 ou 1 A3.9.1
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A nota fiscal modelo 1 ou 1 A é um documento fiscal que se destina a registrar as transferências
de propriedade sobre um bem produzido na indústria ou comercializado no segmento atacadista
ou varejista. É utilizada tanto para operações de entrada como de saída de mercadorias ou
produtos entre duas empresas ou entre uma empresa e uma pessoa física. Foi criada com intuito
fiscal, e sua escrituração demonstra o valor monetário do bem e o valor relativo aos impostos
incidentes sobre ele.
O artigo 125 do RICMS-SP dispõe quando deverão ser emitidas:
O RICMS-SP, nos artigos 125 a 131, disciplina toda a utilização das notas fiscais modelo 1 ou 1-
A.
Para melhor elucidar, demonstramos a seguir os modelos dessas notas fiscais modelo 1 ou 1-A,
disponíveis nos anexos do RICMS.
Artigo 125 - O contribuinte, excetuado o produtor, emitirá Nota Fiscal:
I - antes de iniciada a saída da mercadoria;
II - no momento do fornecimento de alimentação, bebida ou outra mercadoria, em qualquer
estabelecimento;
III - antes da tradição real ou simbólica da mercadoria:
[...]
IV - relativamente à entrada de mercadoria ou bem ou à aquisição de serviços nas hipóteses e nos
momentos definidos no artigo 136.
V - nas hipóteses expressamente previstas na legislação do Imposto sobre Produtos
Industrializados - IPI.
VI - nos casos em que mercadoria entrada no estabelecimento para industrialização ou
comercialização vier: (Inciso acrescentado pelo Decreto 61.720, de 17-12-2015, DOE 18-12-2015;
produzindo efeitos a partir de 01-01-2016)
a) a perecer, deteriorar-se ou for objeto de roubo, furto ou extravio;
b) a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento;
c) a ser utilizada ou consumida no próprio estabelecimento.
Figura 8 - Nota Fiscal: Modelo 1-A
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/08.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
Figura 9 - Nota Fiscal: Modelo 1
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
Nota fiscal de venda a consumidor3.9.2
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/09.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
A nota fiscal de venda ao consumidor, modelo 2, é um documento fiscal utilizado em comércio
varejista não obrigado ao uso de equipamento emissor de cupom fiscal referido no artigo 135 do
RICMS-SP. Destina-se à venda de produtos e mercadorias para consumidores finais, que os
retiram ou os consomem no local, conforme disciplina o artigo 132-A do RICMS-SP:
O RICMS-SP, nos artigos 132 a 134, disciplina toda a utilização dasnotas fiscais de venda a
consumidor modelo 2. Apresentamos a seguir o modelo das notas fiscais de venda a
consumidor:
Artigo 132-A - Ressalvado o disposto no artigo 132, nas demais hipóteses previstas na legislação, tais
como não obrigatoriedade de uso de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF ou na
impossibilidade de seu uso, poderá ser emitida, nas vendas à vista a pessoa natural ou jurídica não
contribuinte do imposto, em que a mercadoria for retirada pelo comprador ou por este consumida
no próprio estabelecimento, a Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2.
I - mediante utilização de impressos fiscais, na forma de talonário, formulário contínuo ou jogos
soltos, observado o disposto no artigo 212-P;
II - por meio eletrônico, na forma prevista no § 12 do artigo 212-O. (Redação dada ao inciso pelo
Decreto 61.084, de 29-01-2015, DOE 30-01-2015).
Parágrafo único - É vedada a emissão do documento fiscal de que trata este artigo: (Redação dada ao
parágrafo pelo Decreto 61.084, de 29-01-2015, DOE 30-01-2015)
1 - nas operações com valores acima de R$ 10.000,00 (dez mil reais), hipótese em que deverá ser
emitido um dos seguintes documentos: Nota Fiscal Eletrônica – NF-e, modelo 55; Nota Fiscal de
Consumidor Eletrônica – NFC-e, modelo 65; Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, se o contribuinte não for
obrigado à emissão de Nota Fiscal Eletrônica – NF-e;
Figura 10 - Nota Fiscal de Venda a consumidor – Modelo 2
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
Os estabelecimentos rurais também estão obrigados a emitir nota fiscal em suas operações de
entrada e saída de produtos. O artigo 139 do RICMS-SP define quando elas deverão ser emitidas:
Nota fiscal de produtor3.9.3
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/10.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
O RICMS-SP, nos artigos 139 a 145, disciplina toda a utilização das notas fiscais de produtor,
modelo 4. Apresentamos a seguir o modelo das notas fiscais de venda a consumidor:
Artigo 139 - O estabelecimento rural de produtor emitirá Nota Fiscal de Produtor, modelo 4:
I - sempre que promover a saída de mercadoria;
II - na transmissão da propriedade de mercadoria;
III - sempre que, no estabelecimento, entrarem bens ou mercadorias, real ou simbolicamente, nas
hipóteses previstas no inciso I do artigo 136;
IV - em outras hipóteses previstas na legislação.
§ 1º - Fica dispensada a emissão da Nota Fiscal de Produtor no transporte manual de produto da
agricultura ou da criação ou seus derivados, excluída a condução de rebanho.
§ 2º - Poderá a Secretaria da Fazenda estender a dispensa da emissão da Nota Fiscal de Produtor a
outras hipóteses.
Figura 11 - Nota fiscal de produtor – modelo 4
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
As empresas concessionárias ou permissionárias de energia elétrica também estão obrigadas a
apresentar nota fiscal. Contudo, o documento fiscal exigido pela legislação tributária é a conta
que recebemos em nossas empresas ou residências, na qual estão discriminados o consumo e
os impostos relativos ao fornecimento do período. O artigo 146, caput,do RICMS-SP dispõe sobre
a nota fiscal/conta de energia elétrica:
Nota fiscal/conta de energia elétrica3.9.4
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/11.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
Artigo 146 - A pessoa jurídica que, na condição de contribuinte ou de substituta tributária, praticar,
sob regime de concessão ou de permissão, operação relativa à circulação de energia elétrica, objeto
de saída por ela promovida, destinando-a diretamente a estabelecimento ou domicílio situado no
território paulista, para nele ser consumida pelo respectivo destinatário, deverá, observada
disciplina específica estabelecida pela Secretaria da Fazenda, emitir Nota Fiscal/Conta de Energia
Elétrica, modelo 6, para acobertar a respectiva operação [...].
Figura 12 - Nota fiscal/conta de energia elétrica – Modelo 6
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
A nota fiscal de serviços de transporte, modelo 7, deverá ser emitida por agência de viagem ou
por transportador, em veículo próprio ou fretamento destinado ao transporte interestadual ou
intermunicipal de pessoas com fim específico de turismo ou fretamento por período
determinado.
Nota fiscal de serviço de transporte3.9.5
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/12.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
Sua obrigatoriedade está disposta no artigo 147 do RICMS-SP, e o artigo 148 determina que os
transportadores de valores também deverão utilizá-la.
A seguir, apresentamos o modelo da nota fiscal de serviço de transporte, modelo 7, disponível
nos anexos do RICMS-SP. O regulamento disciplina toda a utilização das notas fiscais de serviço
de transporte nos artigos 147 a 151.
Artigo 147 - A Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, será emitida, antes do início da
prestação do serviço, por agência de viagem ou por transportador, sempre que executar, em veículo
próprio ou fretado, serviço de transporte interestadual ou intermunicipal de pessoas, tal como do
tipo turismo ou fretamento por período determinado.
§ 1º - Considera-se veículo próprio, além daquele registrado em nome do prestador do serviço, o
utilizado em regime de locação ou por outra forma contratual.
§ 2º - A Nota Fiscal de Serviço de Transporte será emitida em relação a cada veículo e a cada
viagem contratada.
§ 3º - Em excursão com contrato individual referente a cada passageiro, será facultada a emissão de
uma única Nota Fiscal de Serviço de Transporte, por veículo.
§ 4º - Quando a Nota Fiscal de Serviço de Transporte acobertar a prestação por modal dutoviário,
esta deverá ser emitida mensalmente e em até 4 (quatro) dias úteis após o encerramento do período
de apuração (Ajuste SINIEF-6/13). (Redação dada ao parágrafo pelo Decreto 59.241, de 28-05-2013;
DOE 29-05-2013; Efeitos desde 12-04-2013).
Artigo 148 - A Nota Fiscal de Serviço de Transporte será, também, emitida:
I - por transportador de valores, para englobar, em relação a cada tomador de serviço, as prestações
realizadas, desde que dentro do período de apuração do imposto; [...].
Figura 13 - Nota fiscal de serviço de transporte – Modelo 7
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
O conhecimento de transporte rodoviário de cargas é um documento fiscal obrigatório que deve
ser emitido pelas transportadoras de cargas para acompanhar as mercadorias no transporte
rodoviário interestadual ou intermunicipal. O artigo 152 do RICMS-SP regula sua obrigatoriedade:
Conhecimento de transporte rodoviário de cargas3.9.6
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/13.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
Artigo 152 - O Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8, será emitido antes do
início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte
rodoviário interestadual ou intermunicipal de carga [...].
Figura 14 - Conhecimento de transporte rodoviário de cargas – Modelo 8
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
O conhecimento de transporte aquaviário de cargas, modelo 9, é o documento fiscal exigido das
empresas transportadoras de cargas que executam esses serviços por meio de transportes
marítimos, lacustres ou fluviais, no âmbito interestadual ou intermunicipal. Está disposto no
artigo 155 do RICMS-SP:
Conhecimento de transporte aquaviário de cargas3.10
Artigo 155 - O Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9, será emitido antes do
início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte
aquaviário interestadual ou intermunicipal de carga [...].
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/14.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
Figura 15 - Conhecimento de transporte aquaviário de cargas - Modelo 9
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/15.png
Fonte:app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
O conhecimento aéreo, modelo 10, é o documento fiscal obrigatório exigido nas operações de
transporte de cargas interestadual ou intermunicipal em que as empresas se utilizam da via
aérea. Sua obrigatoriedade está definida no artigo 158 do RICMS-SP: “O Conhecimento Aéreo,
modelo 10, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que
executar serviço de transporte aeroviário interestadual ou intermunicipal de carga [...]”.
Conhecimento aéreo3.10.1
Figura 16 - Conhecimento aéreo – modelo 10
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/15.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/16.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
O conhecimento de transporte ferroviário de cargas, modelo 11, é o documento fiscal exigido nas
operações de transporte ferroviário de cargas interestaduais ou intermunicipais. Está disposto
no artigo 161 do RICMS-SP:
Conhecimento de transporte ferroviário de cargas3.10.2
Artigo 161 - O Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11, será emitido antes do
início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte
ferroviário interestadual ou intermunicipal de carga [...].
Figura 17 - Conhecimento de transporte ferroviário de cargas
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
O bilhete de passagem rodoviário, modelo 13, é o documento fiscal que será exigido dos
prestadores de serviços de transporte rodoviário interestadual e intermunicipal de passageiros. O
artigo 168 do RICMS-SP dispõe sobre sua obrigatoriedade: “Artigo 168 - O Bilhete de Passagem
Rodoviário, modelo 13, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador,
sempre que executar serviço de transporte rodoviário interestadual ou intermunicipal de
passageiros [...]”.
Bilhete de passagem rodoviário3.10.3
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/17.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
O bilhete de passagem aquaviário, modelo 14, é o documento fiscal utilizado pelas empresas que
prestam serviços de transportes de passageiros no âmbito interestadual e intermunicipal
utilizando-se de meios de transporte marítimos, lacustres ou fluviais. Tem no artigo 170 do
RICMS-SP sua exigência legal: “Artigo 170 – O Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14, será
emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço
de transporte aquaviário interestadual ou intermunicipal de passageiros [...]”.
Figura 18 - Bilhete de passagem rodoviário – modelo 13
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument ] .
Bilhete de passagem aquaviário3.10.4
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/18.png
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Figura 19 - bilhete de passagem aquaviário – modelo 14
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
O bilhete de passagem e nota de bagagem é o documento fiscal utilizado pelas empresas aéreas
que prestam serviços de transporte aeroviário interestadual e intermunicipal de passageiros. Sua
obrigatoriedade está disposta no artigo 171 do RICMS-SP:
Bilhete de passagem e nota de bagagem3.10.5
Artigo 171 - O Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem, modelo 15, será emitido antes do início da
prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte aeroviário
interestadual ou intermunicipal de passageiros [...].
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http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
O bilhete de passagem ferroviário, modelo 16, é o documento fiscal obrigatório para as empresas
que prestam serviços de transportes de passageiros utilizando-se da malha ferroviária
interestadual e intermunicipal. O art. 172 do RICMS-SP traz em seu bojo sua exigibilidade:
Figura 20 - Bilhete de passagem e nota de bagagem – modelo 15 (art. 1º, X e art. 52 do Conv. SINIEF
06/89)
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
Bilhete de passagem ferroviário3.10.6
Artigo 172 - O Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16, será emitido antes do início da prestação
do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte ferroviário interestadual ou
intermunicipal de passageiros [...].
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/20.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
Figura 21 - Bilhete de passagem ferroviário – modelo 16
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] .
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/21.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument
Videoaula - Livros fiscais
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Os livros fiscais são mais uma das obrigações acessórias que devem ser observadas pelo
contribuinte. Eles deverão ter suas folhas encadernadas e numeradas sequencialmente, bem
como conter termo de abertura e encerramento. Têm ainda que ser autenticados pela repartição
fiscal competente, conforme dispõe o artigo 224 do RICMS-SP:
De acordo com o artigo 213 do RICMS-SP e o artigo 444 do Regulamento do Imposto sobreProdutos Industrializados (Ripi), as empresas devem manter em seus estabelecimentos os
seguintes livros fiscais, de acordo com as operações ou prestações de serviços desenvolvidos
por elas.
Livros fiscais3.11
Artigo 224 - Os livros fiscais serão impressos e terão folhas numeradas tipograficamente em ordem
crescente, costuradas e encadernadas, de forma a impedir sua substituição.
§ 1º - O livro terá termos de abertura e de encerramento, conforme modelos constantes do
Anexo/Modelos, lavrados e assinados pelo contribuinte, termos esses de cuja ocorrência se fará
assentamento no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências,
consignando-se o respectivo número de ordem e data do evento.
§ 2º - Poderá a Secretaria da Fazenda disciplinar a aposição de visto autenticador nos livros fiscais
no momento de sua apresentação à fiscalização, em qualquer situação prevista na legislação ou
para atendimento de exigência fiscal.
https://player.vimeo.com/video/578605367
Segundo o RICMS-SP:
No Ripi:
Artigo 213 - Salvo disposição em contrário, o contribuinte deverá manter, em cada estabelecimento,
conforme as operações ou prestações que realizar, os seguintes livros fiscais:
I - Registro de Entradas, modelo 1;
II - Registro de Entradas, modelo 1-A;
III - Registro de Saídas, modelo 2;
IV - Registro de Saídas, modelo 2-A;
V - Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3;
VI - Registro do Selo Especial de Controle, modelo 4;
VII - Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5;
VIII - Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6;
IX - Registro de Inventário, modelo 7;
X - Registro de Apuração do IPI, modelo 8;
XI - Registro de Apuração do ICMS, modelo 9;
XII - Livro de Movimentação de Combustíveis - LMC.
Os livros Registro de Entradas, modelo 1, e Registro de Saídas, modelo 2, serão utilizados por
contribuinte sujeito, simultaneamente, à legislação do IPI e à do ICMS.
Os livros Registro de Entradas, modelo 1-A, e Registro de Saídas, modelo 2-A, serão utilizados
por contribuinte sujeito apenas à legislação do Imposto de Circulação de Mercadorias e de
Prestação de Serviços.
O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque será utilizado por estabelecimento
industrial ou a ele equiparado pela legislação federal e por atacadista. Pode, a critério do Fisco,
Art. 444. Os contribuintes manterão, em cada estabelecimento, conforme a natureza das operações
que realizarem, os seguintes livros fiscais:
I - Registro de Entradas, modelo 1;
II - Registro de Saídas, modelo 2;
III - Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3;
IV - Registro de Entrada e Saída do Selo de Controle, modelo 4;
V - Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5;
VI - Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6;
VII - Registro de Inventário, modelo 7; e
VIII - Registro de Apuração do IPI, modelo 8.
§ 1º Os livros Registro de Entradas e Registro de Saídas serão utilizados pelos estabelecimentos
industriais e pelos que lhes são equiparados.
§ 2º O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque será utilizado pelos estabelecimentos
industriais, e equiparados a industrial, e comerciantes atacadistas, podendo, a critério da Secretaria
da Receita Federal do Brasil, ser exigido de outros estabelecimentos, com as adaptações
necessárias.
§ 3º O livro Registro de Entrada e Saída do Selo de Controle será utilizado pelo estabelecimento que
fabricar, importar ou licitar produtos sujeitos ao emprego desse selo.
§ 4º O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais será utilizado pelos estabelecimentos que
confeccionarem documentos fiscais para o uso próprio ou para terceiros.
§ 5º O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências será utilizado
pelos estabelecimentos obrigados à emissão de documentos fiscais.
§ 6º O livro Registro de Inventário será utilizado pelos estabelecimentos que mantenham em
estoque matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem e, ainda, produtos em fase
de fabricação e produtos acabados.
§ 7º O livro Registro de Apuração do IPI será utilizado pelos estabelecimentos industriais e
equiparados a industrial.
§ 8º Aos livros de que trata esta Seção aplica-se o disposto no art. 382.
ser exigido de estabelecimento de contribuinte de outro setor, com as adaptações necessárias.
O livro Registro do Selo Especial de Controle será utilizado pelo estabelecimento que fabricar,
importar ou licitar produtos sujeitos ao emprego desse selo, hipóteses previstas na legislação do
IPI.
O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais será utilizado por estabelecimentos que
confeccionarem impressos de documentos fiscais para terceiro ou para uso próprio.
Os livros Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências e Registro de
Inventário serão utilizados por todos os estabelecimentos.
O livro Registro de Apuração do IPI será utilizado por estabelecimento industrial ou a ele
equiparado que seja contribuinte do Imposto sobre Produtos Industrializados.
De acordo com os artigos 30, § 3°, inciso I, alínea e 83, inciso I, alínea “d” e inciso II, alínea “e” e
parágrafo único, item 4, O livro Registro de Apuração do ICMS será utilizado por todo
estabelecimento inscrito como contribuinte do Imposto de Circulação de Mercadorias e de
Prestação de Serviços.
O Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC) será escriturado diariamente por posto
revendedor de combustíveis, observada a legislação federal específica, sem prejuízo de eventuais
normas complementares expedidas pela Secretaria da Fazenda.
De acordo com o § 14 do artigo 213 do RICMS-SP, o Livro de Movimentação de Produtos (LMP)
será escriturado diariamente pelo transportador revendedor retalhista (TRR) e pelo transportador
revendedor retalhista na navegação interior (TRRNI). Destina-se ao registro dos estoques e das
movimentações de compra e venda de óleo diesel, querosene iluminante e óleos combustíveis,
de acordo com o modelo estabelecido e os termos da legislação federal específica, sem prejuízo
de eventuais normas complementares expedidas pela Secretaria da Fazenda.
Destina-se à escrituração de documentos fiscais relativos à entrada de mercadorias no
estabelecimento a qualquer título, sejam elas destinadas à comercialização, à industrialização,
ao ativo imobilizado, ao consumo etc., inclusive as que não transitaram pelo estabelecimento
adquirente, representadas por notas fiscais de compras, devoluções, transferências etc. e
documentos fiscais relativos à prestação de serviços tomados pelo estabelecimento que estejam
sujeitos ao ICMS.
Livro Registro de Entradas modelos 1 e 1-A3.11.1
Segundo o artigo 214, RICMS-SP, “O livro Registro de Entradas, modelo 1 ou 1-A, destina-se à
escrituração da entrada, a qualquer título, de mercadoria no estabelecimento ou de serviço por
este tomado”. Deverão utilizar o modelo 1 os estabelecimentos que realizem atividade comercial
e industrial, contribuintes do ICMS e do IPI, e o modelo 1-A, os que realizem somente a atividade
comercial, contribuintes exclusivamente do ICMS. A diferença entre os dois modelos é o campo
de IPI, utilizado pela indústria para registrar o crédito desse imposto, em conformidade com o
RICMS-SP, artigo 213, § 3º:
Artigo 213 - [...]
§ 3º - O livro Registro de Entradas, modelo 1-A, e o Registro de Saídas, modelo 2-A, serão utilizados
por contribuinte sujeito apenas à legislação do Imposto de Circulação de Mercadorias e de
Prestação de Serviços.
Figura 22 - Registro de entradas – modelo 1
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab
411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
Figura 23 - Registro de entradas
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/22.pnghttp://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
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411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
Figura 24 - Registro de entradas
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab
411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
Figura 25 - Registro de entradas – modelo 1-A
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/24.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab
411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
Destina-se à escrituração de documentos fiscais relativos à saída de mercadorias do
estabelecimento, a qualquer título, bem como à transmissão da propriedade de mercadorias
entregues aos clientes sem transitar pelo estabelecimento remetente, saídas diretamente de
armazéns gerais, depósitos fechados ou repartições alfandegadas; também, de documentos
fiscais relativos à prestação de serviços de comunicação e de transportes sujeitos ao ICMS.
Deverão utilizar o modelo 2 os estabelecimentos que realizam atividade comercial e industrial e
contribuintes do ICMS e do IPI, e o modelo 2-A, os que realizem somente a atividade comercial,
contribuintes exclusivamente do ICMS. A diferença entre os dois modelos é o campo do IPI,
utilizado pela indústria para registrar o débito desse imposto.
Livro Registro de Saídas modelos 2 e 2-A3.11.2
Artigo 215 - O livro Registro de Saídas, modelo 2 ou 2-A, destina-se à escrituração da saída de
mercadoria, a qualquer título, ou da prestação de serviço;
§ 1º - Será também escriturado o documento fiscal relativo à transmissão de propriedade de
mercadoria que não transitar pelo estabelecimento.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/25.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Os lançamentos das operações e das prestações serão feitos por ordem cronológica, segundo as
datas de emissão dos documentos fiscais, pelos totais diários, no prazo de cinco dias
subsequentes ao da ocorrência do fato gerador, (art. 459, § 2º, Ripi/02), com desdobramento em
tantas linhas quantas forem as alíquotas aplicadas do imposto e as naturezas das operações ou
prestações, de acordo com o Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP). É permitido o
registro conjunto dos documentos de numeração seguida da mesma série e subsérie, segundo o
artigo 215 do RICMS-SP.
Artigo 213 - [...]
§ 3º - O livro Registro de Entradas, modelo 1-A, e o Registro de Saídas, modelo 2-A, serão utilizados
por contribuinte sujeito apenas à legislação do Imposto de Circulação de Mercadorias e de
Prestação de Serviços.
Figura 26 - Registro de saídas – modelo 2
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/26.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Figura 27 - Registro de saídas – modelo 2-A
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
Utilizado por estabelecimento industrial ou a ele equiparado pela legislação federal e por
comerciante atacadista, destina-se ao controle quantitativo da produção e do estoque de
mercadorias. Pode, a critério do Fisco, ser exigido de estabelecimento de contribuinte de outro
setor não industrial, com as adaptações necessárias. Segundo o RICMS-SP,
Livro Registro de Controle da Produção e do Estoque3.11.3
Artigo 216 - O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3, destina-se à
escrituração dos documentos fiscais e dos documentos de uso interno do estabelecimento,
correspondentes às entradas e saídas, à produção e às quantidades referentes aos estoques de
mercadorias
§ 1º - Os registros serão feitos operação a operação, devendo ser utilizada uma folha para cada
espécie, marca, tipo e modelo de mercadoria.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/27.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Figura 28 - Registro de Controle da Produção e do Estoque – Modelo 3
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
É utilizado nas hipóteses previstas na legislação do IPI pelo estabelecimento que fabricar,
importar ou licitar produtos sujeitos ao emprego do selo de controle e pelo RICMS-SP, artigo 218.
Livro Registro de Selo Especial de Controle, modelo 43.11.4
Do RIPI:
Art. 467. O livro Registro de Entrada e Saída do Selo de Controle, modelo 4, destina-se à escrituração
dos dados relativos à entrada e saída do selo de controle previsto no Capítulo III do Título VIII – Das
Obrigações Acessórias.
§ 1º A escrituração será efetuada em ordem cronológica, operação a operação, pelo movimento
diário quanto às saídas do selo, devendo ser utilizada uma folha para cada grupo ou subgrupo, cor e
série, esta se houver.
Do RICMS:
Artigo 218 - O livro Registro do Selo Especial de Controle, modelo 4, destina-se à escrituração dos
dados relativos ao recebimento e à utilização do selo especial de controle previsto pela legislação do
Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, que se fará nos termos dessa legislação [...].
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/28.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Figura 29 - Registro do selo especial de controle – modelo 4
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5, destina-se à escrituração da
confecção de impressos de documentos fiscais previstos no artigo 124 do RICMS-SP, para
terceiro ou para o próprio estabelecimento impressor.
Os registros serão feitos operação a operação, em ordem cronológica das saídas dos impressos
fiscais confeccionados ou de sua elaboração, no caso de serem utilizados pelo próprio
estabelecimento. Sua escrituração não poderá se atrasar por mais de cinco dias.
Livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 53.11.5
Artigo 219 - O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5, destina-se à
escrituração da confecção de impressos de documentos fiscais previstos no artigo 124, para terceiro
ou para o próprio estabelecimento impressor
§ 1º - Os registros serão feitos operação a operação, em ordem cronológica das saídas dos impressos
fiscais confeccionados, ou de sua elaboração no caso de serem utilizados pelo próprio
estabelecimento.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/29.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocumentFigura 30 - Registro de impressão de documentos fiscais – modelo 5
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, utilizado por
todos os estabelecimentos contribuinte do IPI e do ICMS, destina-se à escrituração da entrada
de notas fiscais de uso do próprio contribuinte, impressas por estabelecimentos gráficos ou pelo
próprio usuário, bem como à lavratura, pelo Fisco, de termos de ocorrências e, pelo usuário, às
anotações de qualquer irregularidade ou falta praticada ou outra comunicação ao Fisco prevista
no regulamento ou no ato normativo.
A escrituração deverá ser feita por registros de operação a operação, em ordem cronológica de
aquisição ou confecção própria, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, série e
subsérie, se houver, do impresso de documento fiscal.
Livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de
Ocorrências, modelo 6
3.11.6
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/30.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Artigo 220 - O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo
6, destina-se à escrituração da entrada de impressos de documentos fiscais previstos no artigo 124,
confeccionados por estabelecimentos gráficos ou pelo próprio contribuinte usuário, bem como à
lavratura de termos de ocorrências;
§ 1º - Os registros serão feitos operação a operação, em ordem cronológica de aquisição ou
confecção própria, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, série e subsérie do impresso
de documento fiscal.
[...]
§ 3º - Do total de folhas deste livro, 50% (cinquenta por cento), no mínimo, serão destinadas à
lavratura, pelo fisco, de termos de ocorrências, as quais, devidamente numeradas, deverão ser
impressas no final do livro, de acordo com o modelo contido no Anexo/Modelos.
§ 4º - Nas folhas referidas no parágrafo anterior, serão também lavrados termos pelo contribuinte,
nas hipóteses expressamente previstas.
Figura 31 - Registro de utilização de documentos fiscais e termos de ocorrência – modelo 6
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/31.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Figura 32 - Registro de utilização de documentos fiscais e termos de ocorrência - Verso
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
Segundo o RICMS-SP e o Ripi, o livro Registro de Inventário destina-se a relacionar, pelos seus
valores e com especificações que permitam sua perfeita identificação, mercadorias, matérias-
primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados e produtos
em fabricação existentes no estabelecimento na época do balanço.
Livro Registro de Inventário, modelo 73.11.7
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/32.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Nesse livro, deverão ser também relacionados, separadamente, mercadorias, matérias-primas,
produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados pertencentes ao
estabelecimento em poder de terceiros e os pertencentes a terceiros em poder do
estabelecimento.
O inventário deverá ser levantado em cada estabelecimento no último dia do ano-calendário para
a empresa que não mantiver escrita contábil, devendo a escrituração ser efetivada dentro de 60
dias, contados da data do encerramento do balanço ou do último dia do ano civil.
Artigo 221 - O livro Registro de Inventário, modelo 7, destina-se a arrolar, pelos seus valores e com
especificações que permitam sua perfeita identificação, mercadorias, matérias-primas, produtos
intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados e produtos em fabricação,
existentes no estabelecimento na época do balanço.
§ 1º - No livro referido neste artigo serão também arrolados, separadamente:
1 - mercadorias, matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem e produtos
manufaturados pertencentes ao estabelecimento, em poder de terceiros;
2 - mercadorias, matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos
manufaturados e produtos em fabricação, de terceiros, em poder do estabelecimento.
§ 2º - O arrolamento em cada grupo deverá ser feito:
1 - segundo a ordenação da tabela prevista na legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados
– IPI;
2 - de acordo com a situação tributária da mercadoria, tal como tributada, não tributada, isenta.
Artigo 221 - [...]
§ 4º - Após o arrolamento, deverá ser consignado o valor total de cada grupo mencionado no “caput”
e no § 1º e, ainda, o total geral do estoque existente.
§ 5º - O disposto no item 1 do § 2º e no item 1 do § 3º não se aplica a estabelecimento comercial não
equiparado a industrial.
§ 6º - Se a empresa não mantiver escrita contábil, o inventário será levantado em cada
estabelecimento no último dia do ano calendário.
§ 7º - A escrituração deverá ser efetivada dentro de 60 (sessenta) dias, contados da data do balanço
referido no “caput” ou, no caso do parágrafo anterior, do último dia do ano civil.
§ 8º - Inexistindo estoque, o contribuinte mencionará esse fato na primeira linha, após preencher o
cabeçalho da página.
Figura 33 - Registro de inventário – modelo 7
Fonte: www.fazenda.sp.gov.br [http://www.fazenda.sp.gov.br/legislacao] .
No livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, são registrados, de acordo com o período de
apuração que atualmente é mensal, os valores totais escriturados nos livros Entrada e Saída,
separados pelos códigos fiscais de operações e prestações (CFOPs).
Os totais do IPI destacados nas notas fiscais de compra são escriturados no livro de registro de
entrada, representando os créditos. Esse valor é transferido para o livro Apuração como créditos
de IPI. Posteriormente, os totais do imposto destacados nas notas fiscais de venda, que são
escrituradas no livro de saída, são transferidos para o livro Apuração como débitos do IPI.
Como o IPI é um imposto não cumulativo, ele deverá ser recolhido pela diferença do crédito
menos o débito. Isso gera o IPI a recolher, que deverá ser recolhido em documento específico
para arrecadação de tributos federais, denominado Darf (Documento de Arrecadação de Receitas
Federais).
O regime de apuração do IPI está determinado pelo artigo 477 do Ripi:
Livro Registro de Apuração do IPI, modelo 83.11.8
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/33.png
http://www.fazenda.sp.gov.br/legislacao
Art. 477. O livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, destina-se a consignar, de acordo com os
períodos de apuração fixados neste Regulamento, os totais dos valores contábeis e dos valores
fiscais das operações de entrada e saída, extraídos dos livros próprios, atendido o Código Fiscal de
Operações e Prestações – CFOP.
Parágrafo único. No livro Registro de Apuração do IPI serão também registrados os débitos e os
créditos do imposto, os saldos apurados e outros elementos que venham a ser exigidos.
Figura 34 - Registro de apuração do IPI – modelo 8
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/34.pnghttp://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Figura 35 - Registro de apuração do IPI – modelo 8 verso
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800
a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
O Livro Registro de Apuração do ICMS, modelo 9, deve ser apurado mensalmente pelos
estabelecimentos. Da mesma forma que o IPI, o ICMS também é um imposto não cumulativo, ou
seja, o valor a recolher será a diferença entre os créditos e os débitos ocorridos no mês.
Ocorrendo a hipótese de a apuração resultar em saldo credor, o valor será transferido para
compensação com os débitos do mês seguinte.
Os totais do ICMS destacados nas notas fiscais de compra são escriturados no Livro de Registro
de Entrada, representando os créditos. Esse valor é transferido para o livro Apuração como
créditos de ICMS. Posteriormente, os totais do ICMS constante nas notas fiscais de venda, que
são escrituradas no livro Saída, são transferidos para o livro Apuração como débitos do ICMS.
Como o ICMS é um imposto não cumulativo, ele deverá ser recolhido pela diferença do crédito
menos o débito, gerando o ICMS a recolher.
Havendo na apuração saldo devedor, resultará em ICMS a pagar, que deverá ser recolhido em
documento próprio denominado Gare ICMS (Guia de Arrecadação Estadual). A utilização do livro
de Registro de Apuração do ICMS está elencada no artigo 223 do RICMS-SP:
Livro Registro de Apuração do ICMS, modelo 93.11.9
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/35.png
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
Artigo 223 - O livro Registro de Apuração do ICMS, modelo 9, destina-se a anotar os totais dos
valores contábeis e os dos valores fiscais, relativos ao imposto, das operações de entrada e de saída
e das prestações recebidas e realizadas, extraídos dos livros próprios e agrupados segundo o Código
Fiscal de Operações e Prestações.
§ 1º - No livro a que se refere este artigo serão registrados, também, os débitos e os créditos fiscais, a
apuração dos saldos e os dados relativos às guias de informação e às guias de recolhimento do
imposto.
§ 2º - A escrituração do livro será feita no final do período de apuração do imposto.
Figura 36 - Registro de apuração de ICMS
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/36.png
Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br
[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/a
b411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] .
http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/36_B.png
Videoaula - Obrigações acessórias eletrônicas
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[https://player.vimeo.com/video/578606523] .
Atualmente, a maioria das empresas de todo o país e do mundo utilizam programas de
computador para seus trabalhos operacionais e principalmente administrativos. A cada dia, a
informática faz-se mais presente nelas, haja vista que a robotização dos processos produtivos
ganha cada vez mais espaço no interior das indústrias.
Como não poderia ser diferente, os setores administrativos também passam a usar essa
tecnologia com intuito de agilizar os processos para tomada de decisão, resultando em
empresas mais enxutas e competitivas.
Dentro desses processos administrativos, encontramos o departamento de contabilidade
totalmente informatizado, com softwares próprios para efetuar toda a escrituração contábil e
principalmente a fiscal. Isso permite processar um maior volume de informações com um menor
grau de erros, gerando todas as demonstrações contábeis, como balanço patrimonial,
demonstrações de resultados e demonstrações do fluxo de caixa, que veremos no próximo
capítulo.
Veremos a seguir as obrigações acessórias a que as empresas estão obrigadas. Aliados a elas
estão os modelos de documentos e livros fiscais, principalmente no âmbito dos tributos
estaduais. Para não deixarmos lacuna, uma vez que as obrigações acessórias de âmbito federal
Processo de escrituração fiscal eletrônica3.12
https://player.vimeo.com/video/578606523
estão em sua grande maioria informatizadas, procuraremos trazer as telas dos programas mais
utilizados.
Em substituição ao Dacon (demonstrativo de apuração de contribuições sociais), a Instrução
Normativa RFB nº 1.252, de 1 de março de 2012, instituiu como obrigatória a geração do arquivo
da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições. A EFD Contribuições é parte integrante do
projeto Sped a que se refere o Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, que busca promover a
integração dos fiscos federal, estaduais, do Distrito Federal e, futuramente, municipais.
Tornou-se obrigatória a geração de arquivo da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições a
partir do ano-calendário de 2012, não apenas para as pessoas jurídicas contribuintes do
PIS/Pasep e da Cofins, mas também para os contribuintes da Contribuição Previdenciária sobre
a Receita Bruta (MP nº 540/2011, convertida na Lei nº 12.546/2011).
A seguir, vocês verão algumas telas do EFD Contribuições disponíveis no site da Receita Federal
do Brasil.
EFD Contribuições3.12.1
Figura 37 - Tela EFD Contribuições
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https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37b.png
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https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37c.png
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37d.png
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37e.png
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37f.png
Fonte: www.gov.br [https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-
demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/efd-contribuicoes/programa-validador-da-
escrituracao-fiscal-digital-das-contribuicoes-incidentes-sobre-a-receita-efd-contribuicoes-2] .
A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) tem atualmente periodicidade
mensal e é utilizada para a prestação das informações relativas aos tributos e às contribuições
apurados pelas pessoas jurídicas, bem como daquelas relativas aos pagamentos efetuados dos
débitos nela declarados e sobre suspensão da exigibilidade do crédito tributário, parcelamentos
e compensações.
As normas disciplinadoras da DCTF, relativas a fatos geradores que ocorrerem a partir de 1º de
janeiro de 2010, são as estabelecidas pela Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro
de 2009. Ela revogou as demais IN RFB. As empresas devem apresentar DCTF mensal.
A seguir, apresentamos algumas telas do programa gerador da DCTF, disponíveis no site
www.receita.fazenda.gov.br [http://www.receita.fazenda.gov.br/] :
Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF)3.12.2
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/efd-contribuicoes/programa-validador-da-escrituracao-fiscal-digital-das-contribuicoes-incidentes-sobre-a-receita-efd-contribuicoes-2
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37g.png
http://www.receita.fazenda.gov.br/
Figura 38 - Telas DCTF
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Fonte: www.receita.fazenda.gov.br [www.receita.fazenda.gov.br] .
A ECF substitui a declaração de informações econômico-fiscais da pessoa jurídica (DIPJ), a
partir do ano-calendário 2014, com entrega prevista para o último diaútil do mês de julho do ano
posterior ao do período da escrituração no ambiente do Sistema Público de Escrituração Digital
(Sped). Portanto, a DIPJ se extinguiu a partir do ano-calendário 2014.
São obrigadas ao preenchimento da ECF todas as pessoas jurídicas, inclusive imunes e isentas,
sejam elas tributadas pelo lucro real, lucro arbitrado ou lucro presumido, exceto:
I – As pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional),
de que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006;
II – Os órgãos públicos, às autarquias e às fundações públicas;
III – As pessoas jurídicas inativas de que trata a Instrução Normativa RFB nº 1.536, de 22 de
dezembro de 2014.
Nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1.536, de 22 de dezembro de 2014, considera-se
pessoa jurídica inativa aquela que não tenha efetuado qualquer atividade operacional, não
operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro ou de capitais,
durante todo o ano-calendário.
Abaixo, veja algumas telas do programa gerador, disponíveis no site da Receita Federal do Brasil.
Escrituração contábil fiscal (ECF)3.12.3
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/www.receita.fazenda.gov.br
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/38d.png
Figura 39 - Telas ECF
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https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39e.png
Fonte: www.gov.br [https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-
demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/escrituracao-contabil-fiscal-ecf/sped-
programa-sped-contabil-fiscal] .
7
Como dito anteriormente, outra obrigação acessória inclusa na listagem do Sistema Público de
Escrituração Digital (Sped), a ECD foi instituída para substituir as escriturações que antes eram
feitas em papel, como livro Diário e seus auxiliares, livro Razão e seus auxiliares, livro Balancetes
Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos.
Segundo o artigo 3º da Instrução Normativa RFB nº 1.420/2013, estão obrigadas a adotar a ECD,
em relação aos fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014:
Escrituração contábil digital (ECD)3.12.4
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/escrituracao-contabil-fiscal-ecf/sped-programa-sped-contabil-fiscal
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39f.png
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39g.png
I – as pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no lucro real;
II – as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que distribuírem, a título de
lucros, sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou
dividendos superior ao valor da base de cálculo do Imposto, diminuída de todos os impostos e
contribuições a que estiver sujeita; e
III – As pessoas jurídicas imunes e isentas que, em relação aos fatos ocorridos no ano calendário,
tenham sido obrigadas à apresentação da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições, nos termos
da Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012.
Recapitulando a Unidade 3
Na unidade 3 falamos sobre contabilidade tributária. Primeiramente, conceituamos Contabilidade
como a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas
à administração econômica. Falamos um pouco sobre quem são os usuários das informações
contábeis, a saber, gestores, fornecedores, investidores e governo. A contabilidade, de um modo
geral, armazena todas as informações da empresa, também elaborando relatórios gerenciais
extracontábeis para tomada de decisão da alta gerência.
Em seguida, explanamos a contabilidade tributária como um ramo que tem como principais
objetivos e funções a aplicação de regras e princípios próprios para interpretar e aplicar as
normas legais provenientes da legislação tributária, gerenciar e apurar rigorosamente os tributos
incidentes nas diversas atividades das empresas. Passamos pelos elementos fundamentais dos
tributos, como a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do
contribuinte (sujeito passivo) uma prestação em razão de prévia determinação legal,
correspondente a uma obrigação tributária. Falamos sobre a lei, o objeto, o fato gerador, o
contribuinte ou responsável, a base de cálculo, a alíquota, tudo isso para compor os elementos
fundamentais das obrigações principais e acessórias. A obrigação tributária principal é o
pagamento do tributo ou de penalidade pecuniária ao Estado, tendo sempre conteúdo
patrimonial. As obrigações tributárias acessórias são os deveres instrumentais representados
por atos e fatos administrativos exigidos pelo sujeito ativo com o intuito de assegurar o interesse
da arrecadação dos tributos e também para facilitar a atividade de fiscalização no sujeito
passivo.
Falamos um pouco sobre o processo de escrituração contábil, as formalidades exigidas por lei,
desse processo de escrituração, o processo de escrituração fiscal e sobre os tipos de
documentos fiscais, que são suportes para a contabilidade. É importante lembrar que
escrituração contábil e fiscal são coisas diferentes. Releia os tópicos para ter clara a diferença de
cada uma.
Ainda na unidade 3, conversamos sobre os conhecimentos de transporte de carga e bilhetes de
passagem, que também estão relacionados aos documentos fiscais comprobatórios para
escrituração contábil e fiscal.
Exercícios de fixação
Complete a sentença:
O processo de escrituração fiscal está ligado intimamente com a ,
uma vez que seus objetivos principais são as aplicações de regras e princípios para interpretar e
aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária, com o fim específico de apurar o
resultado econômico dentro do exercício social.
Selecione...
Complete a sentença:
Independentemente do porte ou da tipicidade jurídica, a empresa necessita de 
 para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente os
negócios, inclusive para atender à e à .
Selecione...
Selecione... Selecione...
Videoaula - Demonstrações financeiras – Parte 1
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https://player.vimeo.com/video/578608103
Demonstrações financeiras4
A ciência contábil registra os fatos econômicos e atinge assim os objetivos propostos mediante
uma técnica chamada escrituração. Para colocar ordem no caos e compor a estrutura dos
elementos – as contas e os respectivos valores –, ela faz a montagem de seus demonstrativos,
ou demonstrações financeiras, que deverão espelhar com clareza a situação patrimonial da
empresa e as mutações ocorridas no exercício social.
As principais demonstrações financeiras obrigatórias, conforme dispõe o artigo 176 da Lei nº
6.404/1976 – Lei das Sociedades por Ações –, com as alterações promovidas pela Lei nº
11.638/2007 e pela Lei nº 11.941/2009, são:
Balanço patrimonial (BP);
Demonstração do resultado do exercício (DRE);
Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados (DLPA);
Demonstração dos fluxos de caixa (DFC);
Demonstração do valor adicionado (DVA), apenas obrigatória para as companhias abertas que
negociam ações na bolsa de valores.
As demonstrações financeiras devem ser complementadas por notas explicativas e por outros
quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários à transparência e para
esclarecimentos da situação patrimonial e do resultadodo exercício.
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com
clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I – balanço patrimonial;
II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III – demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
[...]
§ 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00
(dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de
caixa.
Todas as demonstrações financeiras elaboradas pela empresa deverão ser transcritas no livro
Diário.
Figura 40 - Demonstrações
financeiras
Fonte: Scott Graham/Unsplash.
Art. 176. [...]
4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou
demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados
do exercício.
§ 5º As notas explicativas devem:
I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das
práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos;
II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam
apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras;
I – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e
consideradas necessárias para uma apresentação adequada; e
IV – indicar:
a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos
cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou
riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo;
b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo único);
c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art. 182, § 3º);
d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras
responsabilidades eventuais ou contingentes;
e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo;
f) o número, espécies e classes das ações do capital social;
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;
h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1º); e
i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter,
efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/40.jpg
Segundo a Lei das Sociedades por Ações:
As demonstrações financeiras deverão ser publicadas em jornais, havendo alguns requisitos
fundamentais para dar publicidade a elas:
a. Denominação da empresa.
b. Título de cada demonstração financeira (BP, DRE, DLPA, DFC e DVA).
c. Data do exercício social.
d. Indicação dos valores do exercício atual e do exercício anterior.
e. Podem ser apresentadas eliminando os últimos três dígitos decimais, em função de números grandes.
Nesse caso, deve-se colocar no cabeçalho “em mil”.
O tratamento destas demonstrações financeiras varia de acordo com o tipo de constituição da
sociedade empresarial. Há dois tipos principais: as sociedades anônimas (S.A.) que deverão publicar
suas demonstrações financeiras no diário oficial e as sociedades por quotas de responsabilidade
limitada (Ltda.) que não tem obrigatoriedade de publicação, mas devem apresentar suas
demonstrações financeiras na declaração de Imposto de renda em atendimento ao Código Civil.
As sociedades ou conjunto de sociedades, sob controle comum, que tiverem no exercício social
anterior ativo (a soma dos Bens e Direitos) total superior a 240 milhões de reais, são consideradas
sociedades de grande porte. Aplicam-se a essas sociedades, ainda que não constituídas sob a forma
de sociedade por ações (as grandes Ltdas.), as disposições da lei, sobre escrituração e elaboração
das demonstrações financeiras. (MARION, 2009, p. 47).
Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto.
Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício
social poderá ter duração diversa.
A Lei das Sociedades por Ações, em seu artigo 178, define o balanço patrimonial de forma a
facilitar aos usuários dessas informações a identificação da situação financeira e econômica da
empresa.
Balanço patrimonial4.1
Quadro 1 - Balanço patrimonial
Balanço patrimonial
Ativo Passivo
Ativo circulante Passivo circulante
   
Ativo não circulante Passivo não circulante
Realizável em longo prazo Exigível em longo prazo
Investimentos  
Imobilizado Patrimônio líquido
Intangível Capital social
  Reserva de capital
  Ajuste de avaliação patrimonial
  Reserva de lucros
  Ações em tesouraria
  Prejuízos acumulados
Total do ativo Total do passivo
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que
registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da 
companhia.
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
nelas registrados, nos seguintes grupos:
I - ativo circulante; e
II - ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e
intangível.
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
I - passivo circulante;
II - passivo não circulante; e
III - patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação
patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
As contas dispostas no balanço patrimonial estão divididas em dois grandes grupos: o ativo, que
é graficamente representado no balanço no lado esquerdo, e o passivo, disposto do lado direito.
O ativo é um conjunto de bens e direitos de propriedade da empresa.
As contas do ativo serão apresentadas em ordem crescente do grau de liquidez (agilidade de um
bem ou título em ser transformado em dinheiro), nos seguintes grupos:
Ativo circulante: são classificados nessa conta o dinheiro disponível em caixa ou banco e os itens
que possam ser transformados em dinheiro rapidamente. É representado por:
Disponibilidades: tendo como suas principais contas Caixa, Bancos Conta Movimento e
Aplicações Financeiras de Curtíssimo Prazo, que identificam o dinheiro disponível da
empresa.
Direitos realizáveis: todos os valores que possam ser transformados em dinheiro no curto
prazo, ou seja, até 360 dias após a data do balanço, tendo como suas principais contas
Estoques e Duplicatas a Receber, direitos realizáveis no curso do exercício social
subsequente.
Ativo não circulante: representado por ativo realizável em longo prazo, investimentos, ativo
imobilizado e intangível, sendo representado por:
Realizável em longo prazo: são os direitos que serão transformados em dinheiro no longo
prazo, realizáveis após o curso do exercício social subsequente, ou seja, um período superior a
Ativo4.1.1
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social
subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;
II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte,
assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou
controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia;
III - em investimentos: as participações permanentes em outrassociedades e os direitos de qualquer
natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade
da companhia ou da empresa;
IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,
inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle
desses bens;
VI - no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da
companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.
Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o
exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.
um ano. São classificados nesse grupo os adiantamentos ou os empréstimos a sociedades
coligadas ou controladas, diretores e acionistas não recebíveis imediatamente. Temos aí as
contas Títulos a Receber e Empréstimos a Coligadas, Acionistas e Diretores.
Investimentos: são aplicações que não têm a ver com a manutenção da atividade da empresa,
não estão vinculados à atividade fim dela, não alteram o volume de vendas ou a produção.
Classificamos neste grupo as contas Ações em Outras Companhias, Terrenos para Expansão,
Imóveis para Renda de Aluguéis e Obras de Arte.
Ativo imobilizado: representa os direitos destinados à atividade fim da empresa. São bens
corpóreos dos quais dependem a manutenção da atividade principal da empresa, inclusive os
decorrentes de operações que transfiram a ela benefícios, riscos e controle deles. São os bens
que auxiliam a empresa na sua produção, tais como prédio industrial ou comercial, máquinas,
equipamentos, veículos, móveis e utensílios etc.
Intangível: são os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção
da empresa ou para exercício de sua atividade fim. Estão classificados nesse grupo as contas
Fundo de Comércio, Software, Marcas e Patentes etc.
Quadro 2 - Ativos
Ativo
Ativo circulante
Disponível
Caixa
Bancos conta movimento
Aplicação financeira
Duplicatas a receber
Outros créditos
Estoques
Total do ativo circulante
Ativo não circulante
Realizável a longo prazo
Empréstimos a coligadas
Adiantamentos a diretores
Títulos a receber
Investimentos
Ações em outra companhias
Imobilizado
Prédio industrial
Máquinas e equipamentos
Veículos
Móveis e utensílios
Intangível
Marcas e patentes
Software
Total do ativo não circulante
Total do ativo
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
Estão representadas neste grupo todas as obrigações que a empresa tem com terceiros.
Evidencia todas as dívidas que serão pagas pela organização, classificadas em dois grupos: o
passivo circulante e o passivo não circulante. O que vai diferenciar um grupo do outro também
será o lapso temporal de um ano. É composto por obrigações de curto prazo e de longo prazo, da
mesma forma que o ativo.
No passivo circulante, vamos classificar as obrigações com terceiros de curto prazo,
representada por dívidas com fornecedores, com os funcionários (salários a pagar), com os
entes públicos – União, estado e município (impostos a pagar) – e com instituições financeiras
(empréstimos a pagar).
No passivo não circulante, serão representadas as obrigações com terceiros de longo prazo,
compostas por financiamentos obtidos em longo prazo, normalmente com a finalidade de
aquisição de ativos imobilizados, levantados junto a bancos de desenvolvimento e de
investimentos. Também classificaremos aí os empréstimos e os adiantamentos adquiridos de
acionistas e empresas coligadas ou controladas.
Passivo4.1.2
Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo
não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte,
e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no
parágrafo único do art. 179 desta Lei.
Demonstra o total de recursos próprios da empresa que foram aplicados pelos proprietários,
denominados de capital social, bem como os lucros não distribuídos aos sócios que foram
Patrimônio líquido4.1.3
reinvestidos, conforme dispõe o artigo 182 da Lei nº 6.404/1976. São classificados neste grupo:
Capital social: é o montante de capital aplicado pelos sócios ou acionistas na empresa, deduzido da
parcela ainda não realizada.
Reservas de capital: inclui a contribuição do subscritor de ações que exceder o valor nominal e a
parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à
formação do capital social (ágio na emissão de ações), inclusive nos casos de conversão de ações de
debêntures ou partes beneficiárias. Inclui o resultado da correção monetária do capital realizado,
enquanto não capitalizado.
Ajustes de avaliação patrimonial: enquanto não computadas no resultado do exercício, em
obediência ao regime de competência, serão classificadas neste grupo as contrapartidas de
aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e passivo, em decorrência de
avaliação ao preço justo.
Reserva de lucros: são as contas formadas pela apropriação de lucros da empresa a cada exercício
social não distribuídos para os acionistas. São representadas pelas reservas a seguir:
Reserva legal: instituída para dar proteção ao credor, deve ser constituída com a destinação
de 5% do lucro líquido do exercício, não podendo ultrapassar o limite de 20% do capital social.
A utilização dessa reserva está restrita a compensação de prejuízos e aumento de capital.
Reservas estatutárias: são constituídas por determinação do estatuto da companhia, como
destinação de uma parcela dos lucros do exercício. Para elas, a empresa deve definir
finalidade de modo preciso e completo, estabelecer limites e critérios. Não podem restringir o
pagamento dos dividendos obrigatórios.
Reservas para contingências: o objetivo da constituição dessa reserva é segregar uma parcela
de lucros correspondente a prováveis perdas extraordinárias futuras que acarretarão
diminuição deles (ou até surgimento de prejuízo) em exercícios futuros
Prejuízos acumulados: classificam-se neste grupo os resultados negativos acumulados pela entidade.
Cabe salientar que, havendo saldo positivo no resultado da empresa, ele deverá ser destinado para a
conta Reservas de Lucros.
Quadro 3 - Passivos e patrimônio líquido
Passivo
Passivo circulante
Fornecedores
Contas a pagar
Salários a pagar
Encargos a pagar
Impostos a pagar
Empréstimos bancários
Total do passivo circulante
Passivo não circulante
Exigível em longo prazo
Empréstimos de coligadas
Adiantamentos de diretores
Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda
não realizada.
§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de
emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do
capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;
§ 2º Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital
realizado, enquanto não-capitalizado.
§ 3º Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no
resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou
diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação
a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários, com base na competência conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei.
§ 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros
da companhia.
§5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do
patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
Empréstimos a pagar
Parcelamento de tributos
Total do passivo não circulante
Patrimônio líquido
Capital social
Reserva de capital
Ajuste de avaliação patrimonial
Reserva de lucros
Ações em tesouraria
Prejuízos acumulados
Total do patrimônio líquido
Total do passivo
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
Videoaula - Demonstrações financeiras – Parte 2
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A demonstração do resultado do exercício é apurada simultaneamente com o balanço
patrimonial. Constitui-se na demonstração financeira que expressa a composição do resultado
Demonstração do resultado do exercício (DRE)4.2
https://player.vimeo.com/video/578609096
líquido das operações realizadas pela empresa (lucro ou prejuízo) em um dado período de tempo,
geralmente no encerramento do exercício social. Deduzem-se das receitas de vendas os custos e
as despesas, resultando no lucro ou no prejuízo, que é representado pela equação:
Lucro/prejuízo = receita – (custos + despesas)
A receita representa as vendas de produtos (indústria) ou mercadorias (comércio) ou a prestação
de serviços. Ela é refletida no balanço pela entrada de dinheiro no caixa (receita a vista) ou pela
entrada em forma de direitos a receber (receita a prazo) – duplicatas a receber (MARION, 2009, p.
84).
Os custos são gastos relativos a bens e serviços (recursos) consumidos na produção de outros
bens e serviços. Observe que não existem despesas de produção, pois todos os gastos (PEREZ
JÚNIOR; OLIVEIRA; COSTA, 1999). incorridos no processo produtivo são classificados como
custos.
As despesas são gastos relativos a bens e serviços consumidos no processo de geração de
receitas e manutenção dos negócios da empresa. Todas elas estão direta ou indiretamente
associadas à realização de receita. As empresas têm despesas para gerar receitas, e não para
produzir bens e serviços (PEREZ JÚNIOR; OLIVEIRA; COSTA, 1999).
Essa confrontação entre receitas, custos e despesas, para atender às exigências do Imposto de
Renda, é contabilizada pelo regime de competência, significando que as receitas,
independentemente de as vendas terem sido recebidas ou não, serão contabilizadas como tal
quando da emissão da nota fiscal. Os custos e as despesas serão contabilizados quando forem
consumidos, independentemente de terem sido pagos ou não.
O lucro será apurado, portanto, considerando-se determinado período, normalmente um ano:
toda a despesa gerada no período (mesmo que ainda não tenha sido paga) será subtraída do
total da receita também gerada no mesmo período (mesmo que ainda não tenha sido recebida)
(MARION, 2009, p. 86).
Segundo a Lei nº 6.404/1976,
Regime de competência4.2.1
A demonstração de resultado do exercício, conforme determina o artigo 187 da Lei nº 6.404/76, é
um relatório analítico para apuração do lucro ou do prejuízo líquido do exercício, no qual:
A receita bruta é representada pelas vendas de produtos, mercadorias ou serviços no período do
exercício social, inclusos os impostos sobre vendas, as vendas canceladas e os abatimentos.
As deduções serão:
Os impostos de vendas, cuja tributação e alíquota dependerão do ramo de atividade da
empresa. São eles:
IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
ISSQN (Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza)
PIS (Programa de Integração Social)
Cofins (Contribuição para a Seguridade Social)
As devoluções são as vendas que foram total ou parcialmente canceladas por estarem em
desacordo com o pedido, tendo o cliente devolvido as mercadorias.
Os abatimentos podem ser desconto por pagamento no vencimento ou desconto para que o
cliente não devolva as mercadorias em desacordo com o pedido.
A receita operacional líquida é a subtração da receita operacional bruta das deduções.
Nos custos operacionais, teremos:
Para empresas industriais, o custo dos produtos vendidos (CPV), que será apurado pela
contabilidade de custos levando-se em conta os fatores de produção, basicamente a matéria-
prima e a mão de obra, utilizados para a transformação dos insumos em produto acabado.
Para empresas comerciais, o custo das mercadorias vendidas (CMV), uma vez que essas
organizações adquirem produtos acabados das indústrias para revendê-los ao consumidor
final. O CMV pode ser apurado pela fórmula matemática:
Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:
I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro
bruto;
III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais
e administrativas, e outras despesas operacionais;
IV - o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
VI - as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na
forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de
empregados, que não se caracterizem como despesa;
VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em
moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e
rendimentos.
CMV = EI + C – EF 
Onde: 
CMV – custos das mercadorias vendidas 
EI – estoque inicial 
C – compras 
EF – estoque final
Para empresas de serviços, o custo dos serviços prestados (CSP).
Deduzindo-se da receita operacional líquida os custos operacionais, teremos o lucro bruto.
As despesas operacionais representam gastos necessários para a manutenção da atividade
operacional da empresa, uma vez que, sem as vendas de produtos, a empresa sucumbiria, além de
necessitar financiar parte de sua produção. Associado a isso, deve haver a administração, que irá
planejar, executar e controlar todos os esforços de produção e venda.
Despesas de vendas: são os dispêndios de lançamento, promoção, colocação e distribuição dos
produtos da empresa. Envolvem as despesas com salários da área de vendas, comissão de
vendas, propaganda, publicidade e campanha de promoção de marketing.
Despesas administrativas: são os gastos necessários para a administração da empresa,
envolvendo o planejamento, a execução e o controle das atividades de direção e gestão. São as
despesas com salários da administração, honorários da diretoria, material de escritório,
aluguel da administração, depreciação dos equipamentos da administração etc.
Despesas financeiras: trata-se da remuneração de empréstimos e financiamentos captados
junto ao mercado financeiro para custeio da produção, tais como juros, comissão bancária,
descontos concedidos e juros de mora pagos etc.
O lucro operacional será apurado subtraindo-se as despesas operacionais do lucro bruto.
Resultados não operacionais são as receitas e as despesas não relacionadas com a atividade de
operação da empresa, tais como lucro ou prejuízo na venda de ativos imobilizados (veículos,
máquinas e equipamentos) ou ações (investimentos) adquiridas no mercado de capitais, aluguéis
recebidos de imóveis de propriedade da empresa etc.
Do produto da adição ou da subtração dos resultados não operacionais com o lucro operacional,
termos o lucro antes do imposto de renda (Lair).
Após a apuração do lucro, teremos que calcular os tributos incidentes sobre ele:
Imposto de renda: a tributação do IR para as pessoas jurídicas tem como fato gerador o lucro,
com alíquota de 15%, mais um adicionalde 10% sobre a parcela que exceder R$ 240.000,00
anuais ou R$ 20.000,00 mensais.
Contribuição social: trata-se de contribuição para custeio da seguridade social, tendo como
fato gerador o lucro das empresas, sendo suas alíquotas de:
15%, no caso das pessoas jurídicas de seguros privado, das de capitalização, dos
bancos de qualquer espécie, das sociedades de arrendamento mercantil, das
cooperativas de crédito e das associações de poupança e empréstimo;
9%, no caso das demais pessoas jurídicas.
Deduzindo-se do Lair os impostos, tem-se o lucro depois do imposto de renda.
Participação nos lucros: demonstram-se nessa etapa as participações e as contribuições sobre os
lucros, que são:
Debêntures: são valores mobiliários representativos de dívidas das sociedades anônimas, que
buscam captar no mercado de capitais recursos de médio e longo prazo, assegurando ao
debenturista direito de crédito contra a companhia emissora.
Participações de empregados e administradores, que são complementos à remuneração com
percentuais do lucro, negociados em acordos coletivos de trabalho ou contratos individuais.
Contribuições à previdência privada, com o objetivo de complementar a aposentadoria dos
funcionários.
Finalizando a DRE, após as deduções das participações no lucro, teremos o resultado (lucro ou
prejuízo) do exercício.
Quadro 4 - Resultado (lucro ou prejuízo) do exercício
Receita operacional bruta
Venda de produtos (indústria) 
Venda mercadorias (comércio) 
Prestação de serviços (serviços)
(-) Deduções
Devoluções, abatimentos e impostos sobre vendas
(=) Receita operacional líquida
(-) Custos operacionais
Custos dos produtos vendidos (indústria) 
Custos das mercadorias vendidas (comércio) 
Custos dos serviços prestados (serviços)
(=) Lucro bruto
(-) Despesas operacionais
Despesas de vendas
Despesas administrativas
Despesas financeiras
Outras despesas operacionais
Outras receitas operacionais
(=) Lucro operacional
(+/-) Resultados não operacionais
Receitas não operacionais
Despesas não operacionais
(=) Lucro antes do imposto de renda (Lair)
(-) Imposto de Renda
(-) Contribuição social
(=) Lucro depois do imposto de renda
(-) Participações nos lucros
Debêntures
Empregados
Administradores
Instituições de previdência a empregados
(=) Resultado (lucro/prejuízo) do exercício
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
Vídeo Práticas Profissionais - Entrevista Dr. Anibal Monteiro, &
advogados associados
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O objetivo da demonstração de lucros e prejuízos acumulados é evidenciar o destino do lucro, de
acordo com o artigo 186 da Lei nº 6.404/1976:
Os valores dos lucros acumulados serão adicionados aos lucros do exercício.
Posteriormente, demonstram-se ajustes de exercícios anteriores. Eles poderão ser decorrentes de
efeitos de mudança de critério contábil ou retificação de erros de exercícios anteriores.
Reversões de reservas tornarão as reservas constituídas e não utilizadas.
A empresa decidirá, de acordo com seus estatutos, de que forma se dará a divisão dos lucros
remanescentes, destinando parte para a formação de reserva, parte para os dividendos e o restante
para os lucros incorporados ao capital (capitalização de lucros).
Demonstração de lucros e prejuízos acumulados (DLPA)4.3
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Quadro 5 - Demonstração de lucros e prejuízos acumulados
Saldo no início do período (+/-)
(+/-) Ajustes de períodos – bases anteriores
(=) Saldo inicial ajustado
(+/-) Resultado líquido do exercício (DRE)
(+) Reversão de reserva de lucros
(-) Formação de reserva de lucros
(-) Capitalização de lucros
(-) Dividendos ou lucros distribuídos
(+/-) Outras movimentações
(=) Saldo no final do período (+/-)
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo
inicial;
II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o
saldo ao fim do período.
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da
mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e
que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio
líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Demonstração dos fluxos de caixa (DFC)4.4
Figura 41 - Fluxo de caixa
Fonte: Gabby K/Pexels.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/41.jpg
Com alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/2007, a demonstração de fluxo de caixa (DFC)
substituiu a demonstração das origens e aplicação de recursos (Doar). Contudo, cabe salientar
que anteriormente a DFC era uma das mais importantes ferramentas gerenciais para tomada de
decisão.
De maneira sintética, essa demonstração indica todas as entradas e saídas efetivas de dinheiro
do caixa em um determinado período, demonstradas em três fluxos:
Fluxo de caixa das atividades operacionais: compreende as transações de vendas, os custos e as
despesas gerados pelas atividades operacionais da empresa, tais como industrialização,
comercialização ou prestação de serviços, que aumentaram ou diminuíram o caixa. Exemplos são
recebimento de venda, pagamento de fornecedores, funcionários ou impostos etc.
Fluxo de caixa das atividades de investimentos: são transações de compra ou venda de ativos
imobilizados, aquisições ou venda de participações em outras empresas, ou seja, investimentos que,
quando transacionados pela empresa, aumentam ou diminuem o caixa.
Fluxo de caixa das atividades de financiamentos: demonstram onde a empresa captou recursos para
financiar suas atividades. Esses recursos podem ser provenientes do mercado financeiro, por meio de
empréstimos bancários de curto ou longo prazo, bem como dos acionistas ou do mercado de capitais.
Serão demonstradas as entradas de caixa (captação de recursos) e as saídas de caixa, quando do
pagamento dos financiamentos ou da retirada de algum acionista.
Existem dois métodos que podem ser adotados para a demonstração de fluxos de caixa:
Método direto: os recursos derivados das operações são demonstrados a partir dos recebimentos e
dos pagamentos das operações efetuadas durante o exercício social.
Método indireto: os recursos derivados das operações são demonstrados a partir do resultado do
exercício pelas adições ou exclusões que elas representam em relação ao caixa. Esse método
também é conhecido como método da reconciliação. Por exemplo, um aumento da conta Estoques
pressupõe redução da conta Caixa. Uma redução da conta Duplicatas a Receber pressupõe um
aumento da conta Caixa.
Quadro 6 - Demonstração de fluxo de caixa (DFC)
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Resultado do exercício
Depreciação
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no
mínimo:
I - demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de
caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos:
a) das operações;
b) dos financiamentos; e
c) dos investimentos.
Variação de duplicatas a receber
Variação dos estoques
Variação de fornecedores
Variação de contas a pagar
Variação de impostos a pagar
Caixa gerado pelas atividades operacionais
Fluxo de caixa das atividades de investimentos
Compras de imobilizado
Aquisição de ações
Recebimento por venda de ativos não circulantes
Caixa gerado pelas atividades de investimentos
Fluxo de caixas das atividades de financiamentos
Integralização de capital
Pagamentos de lucros/dividendosCaptação de empréstimos
Pagamento de empréstimos e debêntures
Juros pagos por empréstimos
Juros recebidos de aplicações financeiras
Caixa gerado pelas atividades de financiamentos
Variação das disponibilidades
(+) Saldo inicial das disponibilidades
(=) Saldo final das disponibilidades
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
De acordo com a Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, a demonstração do valor adicionado
é obrigatória apenas para as sociedades anônimas de capital aberto. Essa demonstração
apresenta de forma sintética os valores correspondentes à formação de riqueza produzida pela
empresa, como eles foram distribuídos entre empregados, governo, proprietários e financiadores
e a parcela da riqueza não distribuída.
Demonstração do valor adicionado (DVA)4.5
Quadro 7 - Demonstração do valor adicionado
Demonstração do valor adicionado
Descrição 20X1 20X0
Receitas    
Vendas de mercadorias, produtos e serviços    
Provisão p/devedores duvidosos    
Não operacionais    
Insumos adquiridos de terceiros    
Custos de produtos, mercadorias e serviços    
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros    
Perda/recuperação de valores ativos    
Valor adicionado bruto (1 – 2)    
Retenções    
Depreciação, amortização e exaustão    
Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3 – 4)    
Valor adicionado recebido em transferência    
Resultado de equivalência patrimonial    
Receitas financeiras    
Valor adicionado total a distribuir (5+6)    
Distribuição do valor adicionado    
Pessoal e encargos    
Impostos, taxas e contribuições    
Juros e aluguéis    
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no
mínimo:
[...]
II - demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua
distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como
empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não
distribuída.
Juros sobre capital próprio e dividendos    
Lucros retidos/prejuízo do exercício    
Fonte: Elaborado pelo autor (2020).
Vídeo Práticas Profissionais - Escritório de advocacia Tavares
Advogados
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Recapitulando a Unidade 4
Estudamos e exploramos na unidade 4, por fim, as demonstrações financeiras. Descrevemos, de
acordo com o artigo 176 da Lei nº 6.404/1976, as principais demonstrações, que são: balanço
patrimonial, demonstração do resultado do exercício (DRE), demonstração dos lucros e prejuízos
acumulados (DLPA), demonstração dos fluxos de caixa (DFC) e demonstração do valor
adicionado (DVA), apenas obrigatória para as companhias abertas que negociam ações na bolsa
de valores. Vimos que todas as demonstrações financeiras elaboradas pela empresa deverão ser
transcritas no livro Diário e que o tratamento dessas demonstrações financeiras varia de acordo
com o tipo de constituição da sociedade empresarial.
Falamos especificamente de cada demonstração, começando pelo balanço patrimonial, que é um
relatório confeccionado para facilitar aos usuários a identificação da situação financeira e
econômica da empresa. Depois abordamos a demonstração do resultado do exercício, que é
apurada simultaneamente com o balanço patrimonial. Constitui-se na demonstração financeira,
que expressa a composição do resultado líquido das operações realizadas pela empresa (lucro
ou prejuízo) em um dado período de tempo, geralmente no encerramento do exercício social. Por
último, falamos da demonstração de lucros e prejuízos acumulados com o objetivo de evidenciar
o destino do lucro, das demonstrações de fluxo de caixa e da demonstração do valor adicionado,
obrigatória apenas para as sociedades anônimas de capital aberto.
Exercícios de fixação
Complete a sentença:
No , as contas serão classificadas segundo os elementos do
patrimônio que registram e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da
situação da companhia. No , as contas serão dispostas em
ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados.
Selecione...
Selecione... Selecione...
Complete a sentença:
A é apurada simultaneamente com o 
. Constitui-se na demonstração financeira que
expressa a composição do resultado líquido das operações realizadas pela empresa (
) em um dado período de tempo, geralmente no encerramento do
exercício social.
Selecione...
Selecione...
Selecione...
Videoaula - Considerações finais
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Considerações finais
Com todo conteúdo visto até aqui, você deverá entender o conceito de tributo. Entender de que
forma são separadas as atribuições de cada tipo de tributação, União, estado e município, cada
um com sua competência, respeitando sempre a Constituição Federal. Deverá ter compreendido,
também, que o recolhimento de tributos não tem função de enriquecimento do governo. Em tese,
cada tributo arrecadado tem seu destino, muitos deles com foco na população. Queremos frisar
aqui a importância dessa compreensão.
Posto isso, com as unidades três e quatro, deve ficar claro que, em todo o processo de
escrituração contábil e fiscal, é de extrema importância um documento suporte. Você viu ao
longo desses capítulos uma série de documentos comprobatórios que podem ser utilizados
como passe para a escrituração e elaboração das demonstrações financeiras.
Exercícios de fixação - respostas
Complete a sentença:
Com objetivo de financiar a seguridade social, ou seja, dar assistência e amparo ao cidadão e à
sua família em situações de doença, desemprego, velhice, instituíram-se as contribuições ao
 e ao Programa de Formação do
Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a
, bem como a
.
Programa de Integração Social (PIS)
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
Complete a sentença:
O Imposto sobre a Importação e exportação é de competência da/o , tendo como
função principal não a arrecadação, e sim a . É utilizado para a normatização
da economia de mercado, prestando-se como instrumento de controle de políticas econômicas
cambiais e de comércio exterior.
União
regulação
Complete a sentença:
O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação é de competência dos 
, ocorrendo sua incidência sobre a transmissão de bens e
direitos por herança (causa mortis) ou na doação e tem função predominantemente 
.
Estados e do Distrito Federal
fiscal
Complete a sentença:
O é de competência dos municípios e
do Distrito Federal. 
O fato gerador é a prestação de serviços, conforme definida pelo artigo 1º da LC nº 116/2003, por
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN)
 ou profissionais . Esses serviços constam de lista
anexa à Lei Complementar.
empresas autônomos
Complete a sentença:
O processo de escrituração fiscal está ligado intimamente com a ,
uma vez que seus objetivos principais são as aplicações de regras e princípios para interpretar e
aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária, com o fim específico de apurar o
resultado econômico dentro do exercício social.
contabilidade tributária
Complete a sentença:
Independentemente do porte ou da tipicidade jurídica, a empresa necessita de 
 para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente os
negócios, inclusive para atender à e à .
escrituração contábil
legislação fiscalização tributária
Complete a sentença:
No , as contas serão classificadas segundo os elementos do
patrimônio que registram e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da
situação da companhia. No , as contas serão dispostas em
ordem decrescente de grau de liquidez dos elementosnelas registrados.
Balanço
financeira ativo
Complete a sentença:
A é apurada simultaneamente com o 
. Constitui-se na demonstração financeira que
expressa a composição do resultado líquido das operações realizadas pela empresa (
demonstração do resultado do exercício
balanço patrimonial
) em um dado período de tempo, geralmente no encerramento do
exercício social.
lucro ou prejuízo
Autoria
Autor
Possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Francisco (1984),
graduação em Ciências Contábeis pela Universidade São Francisco (1987) e graduação em
Direito pela Universidade São Francisco (2004). Pós-graduado em Controladoria pela Escola de
Comércio Alvares Penteado (FECAP, 2000) e pós-graduado em Docência Universitária pela FAE
(Curitiba, 2012). Atualmente é professor auxiliar não concursado da Universidade São Francisco
e coordenador do Curso de Administração do Campus Campinas (unidades Swift e Cambuí).
José Carlos Moreira
Autor revisor
Mestre em Engenharia de Produção pela Unimep  (Universidade Metodista de Piracicaba); pós-
graduado em Gestão Tributária pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul); pós-
graduado em Gestão Empresarial  pela FGV (Fundação Getúlio Vargas); pós-graduado em
Economia de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; graduado em Ciência
Contábeis pela UNIGRAN  (Centro Universitário da Grande Dourados); graduado em
Administração de Empresas pelas Faculdades Integradas de Itapetininga; em 40 anos de carreira
profissional, desenvolveu conhecimentos práticos e teóricos nas áreas de Administração,
Controladoria, Custos, Contabilidade, Produção, Empreendedorismo, Logística e Educação
Superior.
No Acadêmico: professor de Ensino Superior Presencial e a Distância para os cursos superiores
de Administração, Contabilidade, Direito e outros cursos tecnológicos e de pós-graduação;
conteudista para disciplinas de EaD; escritor; avaliador do MEC de IES; ex-diretor acadêmico e
coordenador dos cursos de Administração e Gestão de Recursos Humanos, Qualidade e
Logística.
Verci Douglas Garcia Goulart
Glossário
Purificar, separando de um corpo as partes heterogêneas; aperfeiçoar, esmerar. Fonte:
www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=apurar] . Acesso em: 19 dez.
2020.
Que diz respeito ao corpo; característico ou que pertence ao corpo: gesto corpóreo. Que contém
corpo ou pode afetá-lo: punição corpórea. Fonte: www.significados.com.br
[https://www.significados.com.br/?s=corporeo] . Acesso em: 19 dez. 2020.
Elucidar é um verbo transitivo que significa esclarecer, explicar, aclarar, resolver, tornar inteligível.
Elucidar significa tornar compreensível, tornar clara uma informação para que se tenha um bom
entendimento. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=elucidar] .
Acesso em: 19 dez. 2020.
Gravar, entalhar. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=insculpir]
. Acesso em: 19 dez. 2020.
Relativo a lago. Fonte: www.dicio.com.br [https://www.dicio.com.br/lacustre/] . Acesso em: 19
dez. 2020.
Qualidade do que é líquido, daquilo de que se pode dispor imediatamente. Fonte:
www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=liquidez] . Acesso em: 19 dez.
2020.
Oneroso é tudo aquilo que implica gastos, despesas, ônus. É sinônimo de dispendioso. Por
exemplo, um curso oneroso, uma viagem onerosa etc. Fonte: www.significados.com.br
[https://www.significados.com.br/?s=oneroso] . Acesso em: 19 dez. 2020.
Apurar
Corpóreo
Elucidar
Insculpir
Lacustres
Liquidez
Oneroso
Regime cumulativo
https://www.significados.com.br/?s=apurar
https://www.significados.com.br/?s=corporeo
https://www.significados.com.br/?s=elucidar
https://www.significados.com.br/?s=insculpir
https://www.dicio.com.br/lacustre/
https://www.significados.com.br/?s=liquidez
https://www.significados.com.br/?s=oneroso
Que acumula com o passar do tempo; cuja quantidade, valor, número aumenta com o tempo:
juros cumulativos; efeito cumulativo. Que se realiza por acumulação. Fonte:
www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=cumulativo] . Acesso em: 19 dez.
2020.
Ato de fixar por meio de regulamento; conjunto de medidas legais ou regulamentares que regem
um assunto: a regulamentação da lei do inquilinato. Fonte: www.significados.com.br
[https://www.significados.com.br/?s=regulamentação] . Acesso em: 19 dez. 2020.
Que pode estar relacionado com venda, com a comercialização de algo mediante pagamento:
valor venal. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=venal] .
Acesso em: 19 dez. 2020.
Regulamentação
Valor venal
https://www.significados.com.br/?s=cumulativo
https://www.significados.com.br/?s=regulamenta%C3%A7%C3%A3o
https://www.significados.com.br/?s=venal
Bibliografia
ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
BRASIL. Ministério da Economia. Receita Federal. IPI - Imposto sobre produtos industrializados.
s/d. Disponível em: receita.economia.gov.br [http://receita.economia.gov.br/acesso-
rapido/tributos/ipi-old] . Acesso em: 2 abr. 2021.
CHAGAS, Gilson. Contabilidade geral simplificada. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Norma Brasileira de Contabilidade NBC T2:
Escrituração Contábil. Audiência pública encerrada em 9 de março de 2009.
FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade tributária. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade gerencial. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
IUDÍCIBUS, Sérgio de (org.). Contabilidade introdutória, por uma equipe de professores da
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MARION, José Carlos. Contabilidade básica. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
OLIVEIRA, Gustavo Pedro de. Contabilidade tributária. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
REZENDE, Amaury José; PEREIRA, Carlos Alberto; ALENCAR, Roberta Carvalho. Contabilidade
tributária. São Paulo: Atlas, 2010.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade básica fácil. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 2010a.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade geral fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2010b.
Bibliografia Geral
http://receita.economia.gov.br/acesso-rapido/tributos/ipi-old

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