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Impostos e contabilidade tributária Autor José Carlos Moreira Autor revisor Verci Douglas Garcia Goulart Apresentação Este trabalho está focado na contabilidade tributária. Mais especificamente, abordaremos o processo de escrituração contábil e o de escrituração fiscal. Ambos estão a cargo da contabilidade, contudo, as escriturações envolvidas são diferentes, sendo que, na contábil, seu objetivo é o registro das informações e eventos ocorridos no dia a dia das empresas, que devem ser registrados. Já o processo de escrituração fiscal está ligado intimamente com a contabilidade tributária, uma vez que seus objetivos principais são as aplicações de regras e princípios para interpretar e aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária. A finalidade específica desse processo é apurar o resultado econômico dentro do exercício social, gerando as obrigações tributárias principais, representadas por impostos, taxas e contribuições. Ocorre que essas obrigações tributárias principais apoiam-se em documentos e livros fiscais que devem ser preenchidos com o fim de registrar e apurar todos os atos e fatos administrativos que definiram os fatos geradores e os valores dos tributos. Esse processo de escrituração em documentos e livros fiscais é denominado pela legislação tributária de obrigação tributária acessória. Para demonstrarmos o processo de escrituração fiscal, os dois primeiros capítulos vão elucidar os tributos da forma como são apresentados pela nossa Constituição, ou seja, divididos entre federais, estaduais e municipais, discorrendo brevemente sobre cada um desses âmbitos. No terceiro capítulo está o foco de nosso trabalho: a contabilidade tributária. Será indicado de maneira abrangente o processo de escrituração fiscal e todas as obrigações acessórias, inclusive os modelos disponíveis de documentos e livros fiscais e os demonstrativos e declarações fiscais eletrônicos. Por fim, o quarto capítulo traz as demonstrações financeiras que as empresas estão obrigadas a apresentar para o público em geral, acionistas, fornecedores e, em especial, o Fisco. Nelas, são registrados todos esses impostos, taxas e contribuições, proporcionando para o operador do Direito conhecer e interpretar os registros contábeis compactados nesses documentos, representados por balanço patrimonial, demonstração de resultados do exercício, demonstração dos fluxos de caixa, demonstração dos lucros e prejuízos acumulados e demonstração do valor adicionado. Portanto, querido aluno, esteja preparado para o rico conhecimento que virá a seguir e fique à vontade para acessar todas as dicas contidas ao longo deste material para complementar o seu aprendizado. Videoaula - Tributos federais Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578591047] . https://player.vimeo.com/video/578591047 Tributos federais1 Conforme dito na apresentação do material, os tributos são instituídos por diferentes âmbitos, a saber, federal, estadual e municipal. Começaremos aqui pela hierarquia das normas instituídas pela Constituição Federal de 1988: 1. Constituição Federal (CF) e suas emendas constitucionais (EC): onde são encontradas as competências tributárias e os poderes dos entes da Federação no direito de tributar. 2. Leis complementares: conforme o artigo 59, parágrafo único da CF, disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. 3. Leis ordinárias, medidas provisórias, resolução do Senado Federal, leis delegadas e decreto legislativo. 4. Normas complementares (decretos regulamentares, portarias, instruções normativas, resoluções etc.). Posto isso, entendemos que os tributos federais são instituídos pela União e pautados pela Constituição em vigor, conforme artigo abaixo: Em seu artigo 154, a Constituição ainda nos traz o texto de que, através de leis complementares, os impostos não previstos no artigo 153 poderão ser instituídos desde que não tenham caráter cumulativo e que seu fato gerador ou base de cálculo não tenham sido descritos na CF. Com objetivo de financiar a seguridade social, ou seja, dar assistência e amparo ao cidadão e à sua família em situações de doença, desemprego e velhice, instituíram-se as contribuições ao Programa de Integração Social (PIS) e ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: (EC n° 20/98 e EC n° 42/2003) I - importação de produtos estrangeiros; II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; III - renda e proventos de qualquer natureza; IV - produtos industrializados; V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; VI - propriedade territorial rural; VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. Figura 1 - Tributos Fonte: Amol Tyagi/ Unsplash. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/01.jpg Público (Pasep), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Todas elas são de competência da União, estando dispostas no artigo 195 da CF e nas EC n° 20/1998, n° 42/2003 e n° 47/2005: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro; [...] De acordo com o artigo 3° do CTN, a definição de tributo é: toda a prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Videoaula - Importação e exportação Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578593967] . O Imposto sobre a Importação é de competência da União, tendo como função principal não a arrecadação, e sim a regulação. É utilizado para a normatização da economia de mercado, prestando-se como instrumento de controle de políticas econômicas cambiais e de comércio exterior. Tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território nacional e é regimentado pelo Decreto-Lei n° 37, de 18 de novembro de 1966, alterado pelos decretos-leis nº 1.366/1974, nº 1.964/1982 e nº 2.033/1983. No Código Tributário Nacional (CTN), encontramos suas regras nos artigos 19 a 22. A definição do Imposto sobre a Importação está insculpida no artigo 19: “O imposto, de competência da União, sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional”.O contribuinte do imposto é o importador ou quem a ele a lei equiparar. Em alguns casos, é o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados. Em virtude de sua função regulatória ter natureza extrafiscal, não está obrigado ao princípio da anterioridade. De acordo com o Decreto-Lei nº 37 de 18 de novembro de 1966, artigo 22, o imposto será calculado pela aplicação das alíquotas previstas na tarifa aduaneira, porém, suas alterações podem entrar em vigor imediatamente, conforme o artigo 150, § 1º da Constituição Federal e EC n° 3/93, EC n° 42/2003 e EC n° 75/2013: Imposto sobre a Importação1.1 https://player.vimeo.com/video/578593967 O tributo desfruta de algumas particularidades: O fato gerador, por decisão do Supremo Tribunal Federal, será considerado quando do desembaraço aduaneiro do produto estrangeiro. O bem importado poderá ter sua tributação suspensa, isenta ou a restituir em virtude de algumas operações: Drawback, representada pormatérias-primas estrangeiras importadas que comporão o produto nacional a ser exportado. Isso proporciona a competitividade do produto nacional no mercado externo, com reduções consideráveis nos custos de produção, incentivando as exportações. Franquias temporárias, representadas por produtos de procedência estrangeira que entram no país por tempo determinado para eventos ou demonstrações, tais como os veículos da Fórmula 1 e os produtos destinados a demonstrações em feiras de negócios. Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; [...] III - cobrar tributos [...] b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; c) Antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto da alínea b; [...] § 1º A vedação do inciso III, b não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V e 154, II e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V e V e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I. O Imposto sobre a Exportação, de acordo com o artigo 23 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, também é de competência da União e tem função fiscal e regulatória, sendo predominantemente extrafiscal. Igualmente ao Imposto sobre a Importação, é utilizado para a normatização da economia de mercado, prestando-se como instrumento de controle de políticas econômicas cambiais e de comércio exterior. Imposto sobre a Exportação1.2 O contribuinte do imposto é o exportador ou quem a ele a lei equiparar. O fato gerador é a saída de produtos nacionais ou nacionalizados do território nacional, destinados ao mercado exterior. No Código Tributário Nacional, suas regras estão dispostas nos artigos 23 a 28 e encontramos sua definição no artigo 23: “O imposto, de competência da União, sobre a exportação, para o estrangeiro, de produtos nacionais ou nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território nacional”. Em virtude de sua função regulatória, tendo natureza extrafiscal, não está obrigado ao princípio da anterioridade. As alterações em suas alíquotas podem entrar em vigor imediatamente, conforme o artigo 150, § 1º, da Constituição Federal. Figura 2 - Exportação Fonte: Pixabay/Pexels. Videoaula - Imposto de renda física e jurídica Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578595774] . O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é de competência da União. Sua regulamentação foi atualizada pelo Decreto-Lei n° 9.580, de 22 de novembro de 2018, tendo Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza1.3 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/02.jpg https://player.vimeo.com/video/578595774 como fato gerador a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda. O Código Tributário Nacional dispõe sobre esse imposto nos artigos 43 a 45, definindo-o no artigo 43: O contribuinte do imposto é todo aquele, pessoa física ou jurídica, que obteve aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica ou de qualquer acréscimo patrimonial, podendo ser tanto material, representado por bens corpóreos e incorpóreos, quanto financeiro, ou seja, a disponibilidade física de recursos em caixa. A disponibilidade jurídica é representada pelos acréscimos patrimoniais tanto materiais como financeiros adquiridos de forma lícita, ou seja, dentro dos preceitos legais. Cabe salientar que os acréscimos patrimoniais ilícitos só representarão aquisição econômica, e não jurídica. As pessoas físicas terão incidência do imposto em todos e quaisquer rendimentos aferidos, tais como de salários, pro labore, aluguéis, juros de aplicações financeiras etc. Na base de cálculo para as pessoas físicas, alguns tipos de despesas poderão ser abatidos, tais como assistência médica, educação, dependentes etc., calculando-se o imposto pelo valor líquido apurado. As pessoas jurídicas que optarem pela tributação pelo lucro real calcularão o imposto sempre sobre o lucro, representado pela diferença entre a receita e as despesas incorridas para as empresas. Para as que optarem pela tributação pelo lucro presumido, de acordo com o ramo de atividade, haverá uma presunção do lucro a ser tributado. Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1º A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. § 2º Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto referido neste artigo. Videoaula - I.P.I Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578597681] . O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é de competência da União e, de acordo com o artigo 46 da Lei n° 5.172/1966, tem como fatos geradores o seu desembaraço aduaneiro, quando de procedência estrangeira; a sua saída dos estabelecimentos, quando se tratar de produtos industrializados nacionais; e a sua arrematação, quando apreendido ou abandonado e levado a leilão. Considera-se industrializado todo produto submetido a qualquer operação que modifique sua natureza, finalidade ou aperfeiçoamento para o consumo, tais como: Transformação: a que, exercida sobre matéria-prima ou produto intermediário, importe na obtenção de espécie nova. Beneficiamento: a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto. Montagem: a que consista na reunião de produtos, peças ou partes de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal. Imposto sobre Produtos Industrializados1.4 Figura 3 - Indústria Fonte: MichaelGaida/Pixabay. https://player.vimeo.com/video/578597681 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/03.jpg Acondicionamento ou reacondicionamento: a que importe em alterar a apresentação do produto pela colocação de embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando ela se destine apenas ao transporte da mercadoria. Renovação ou recondicionamento: a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, renove-o ou restaure-o para utilização. O Código Tributário Nacional trata dos impostos nos artigos 46 a 51, dispondo sua definição no artigo 46: “Art. 46. Parágrafo único. Para os efeitos deste imposto, considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade, ou o aperfeiçoe para o consumo”. Sua regulamentação está disposta no Decreto nº 7.212/2010. Seu campo de incidência abrange os vários produtos especificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi). Segundo consta no site da Receita Federal (BRASIL, s/d), são obrigados ao pagamento do IPI os seguintes contribuintes: 2.1.1 o importador, em relação ao fato gerador decorrente do desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira; 2.1.2 o industrial, em relação ao fato gerador decorrente da saída de produto que industrializar em seu estabelecimento, bem assim quanto aos demais fatos geradores decorrentes de atos que praticar; 2.1.3 o estabelecimentoequiparado a industrial, quanto ao fato gerador relativo aos produtos que dele saírem, bem assim quanto aos demais fatos geradores decorrentes de atos que praticar; 2.1.4 os que consumirem ou utilizarem em outra finalidade, ou remeterem a pessoas que não sejam empresas jornalísticas ou editoras, o papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, quando alcançado pela imunidade prevista na Constituição Federal. Atenção: considera-se contribuinte autônomo qualquer estabelecimento de importador, industrial ou comerciante, em relação a cada fato gerador que decorra de ato que praticar.. Videoaula - PIS/PASEP e COFINS Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578599566] . O PIS e a Cofins, de competência da União, são contribuições com finalidade social que incidem sobre o faturamento das pessoas jurídicas de Direito Privado. O PIS foi criado pela Lei Complementar nº 7/1970, com a finalidade de promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas, conforme disposto no artigo 1º: A Cofins foi criada pela Lei Complementar nº 70/1991, com a finalidade de financiamento da seguridade social, como definido em seu artigo 1º: Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)1.5 Art. 1º - É instituído, na forma prevista nesta Lei, o Programa de Integração Social, destinado a promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. § 1º - Para os fins desta Lei, entende-se por empresa a pessoa jurídica, nos termos da legislação do Imposto de Renda, e por empregado todo aquele assim definido pela legislação trabalhista. § 2º - A participação dos trabalhadores avulsos, assim definidos os que prestam serviços a diversas empresas, sem relação empregatícia, no Programa de Integração Social, far-se-á nos termos do Regulamento a ser baixado, de acordo com o art. 11 desta Lei. https://player.vimeo.com/video/578599566 Ambas as contribuições tiveram sua apuração, cobrança, fiscalização e arrecadação regulamentadas e atualizadas pela instrução normativa RFB nº 1911, de 11 de outubro de 2019. De acordo com seu artigo 6°, são contribuintes da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita ou faturamento as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). A tributação do PIS e da Cofins pode se dar de duas formas: o regime de incidência cumulativo e o não cumulativo. Este último destina-se às pessoas jurídicas optantes pela tributação do Imposto de Renda pelo lucro real. A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/Pasep e pela Cofins pode se dar de duas formas: a. no regime de incidência cumulativa, as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta, ajustada por algumas exclusões permitidas pela legislação, em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções, abatimentos, reversões de provisões); b. no regime de incidência não cumulativa, as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa, mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda, insumos utilizados na produção de produtos ou serviços, e as despesas e custos com energia elétrica, aluguéis pagos a pessoa jurídica, arrendamento, depreciação e amortização, dentro das condições estabelecidas na legislação (REZENDE; PEREIRA; ALENCAR, 2010, p. 71). Art. 1º Sem prejuízo da cobrança das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), fica instituída contribuição social para financiamento da Seguridade Social, nos termos do inciso I do art. 195 da Constituição Federal, devida pelas pessoas jurídicas inclusive as a elas equiparadas pela legislação do imposto de renda, destinadas exclusivamente às despesas com atividades-fins das áreas de saúde, previdência e assistência social. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de competência da União, é também uma contribuição social destinada ao custeio da seguridade social, atendendo ao disposto no artigo 195 da Constituição Federal. Foi criada pela Lei nº 7.689/1988 e alterada pelas leis nº 7.988/1989, artigo 9º, e 8.034/1990, artigo 2º. São contribuintes da CSLL todas as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que lhe são equiparadas pela legislação do IRPJ. A contribuição tem sua incidência sobre o lucro das pessoas jurídicas e de entidades equiparadas a elas pela legislação do Imposto de Renda, seja no regime de lucro real, presumido ou arbitrado. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido1.6 Recapitulando a Unidade 1 Até aqui vimos de forma geral como são estipulados os tributos federais. Passamos por cada um deles entendendo sua aplicação e seu destino. Vimos, por exemplo, que os impostos de importação e exportação têm caráter regulatório e não arrecadatório. Vimos também que o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza são recolhidos por contribuintes tanto pessoa física quanto jurídica, já o imposto sobre produtos industrializados tem como contribuintes o importador, o industrial e o equiparado a indústria. Por fim, aprendemos sobre os impostos destinados à seguridade social, como o PIS, a Cofins e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Exercícios de fixação Complete a sentença: Com objetivo de financiar a seguridade social, ou seja, dar assistência e amparo ao cidadão e à sua família em situações de doença, desemprego, velhice, instituíram-se as contribuições ao e ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a , bem como a . Selecione... Selecione... Selecione... Complete a sentença: O Imposto sobre a Importação e exportação é de competência da/o , tendo como função principal não a arrecadação, e sim a . É utilizado para a normatização da economia de mercado, prestando-se como instrumento de controle de políticas econômicas cambiais e de comércio exterior. Selecione... Selecione... Videoaula - Tributos estaduais e municipais Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578600894] . https://player.vimeo.com/video/578600894 Tributos estaduais e municipais2 Segundo o artigo 155 da Constituição Federal (EC n° 3/1993, EC n° 33/2001, EC n° 42/2003 e EC n° 87/2015): E, de acordo com o artigo 156 da Constituição Federal (EC n° 3/93, EC n° 29/2000 e EC n° 37/2002), Portanto, vejamos nos próximos tópicos cada um deles. Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; III - propriedade de veículos automotores. Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação é de competência dos estados e do Distrito Federal, ocorrendo sua incidência sobre a transmissão de bens e direitos por herança (causa mortis) ou na doação. Tem função predominantemente fiscal, e seu fato gerador ocorre, de acordo com a Lei nº 7.850/2002, Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)2.1 I - na transmissão de qualquer bem ou direito havido por sucessão legítima outestamentária, inclusive a sucessão provisória; II - na transmissão por doação, a qualquer título, de quaisquer bens ou direitos; III - na aquisição de bem ou direito em excesso pelo herdeiro ou cônjuge meeiro, na partilha, em sucessão causa mortis ou em dissolução de sociedade conjugal. De acordo com a CTN, artigos 35 a 42, o imposto incide sobre o valor venal da transmissão de qualquer bem ou direito havido por sucessão legítima ou testamentária, inclusive sucessão provisória e/ou por doação. No Estado de São Paulo, o ITCMD está disposto pela Lei nº 10.705 de 28 de dezembro de 2000 e atualizado até a Lei nº 16.050 de dezembro de 2015. Já no Rio de Janeiro, a lei que previa uma alíquota única de 4% de imposto (Lei nº1.427/1989) foi substituída pela Lei nº 7.174/2015, que estabelece 4,5% para valores até 400.000 Ufir-RJ e 5% para valores acima dos 400.000 Ufir-RJ. O Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre as Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é de competência dos estados e do Distrito Federal, conforme estabelecido pelo artigo 150, II, da Constituição Federal, observadas as disposições previstas na Lei Complementar nº 87/1996 (conhecida como Lei Kandir, revisada pelo Decreto de 26 de outubro de 1999 e alterada pela Lei Complementar nº 102, de 11 de julho de 2000, e pela Lei Complementar nº 114, de 16 de dezembro de 2002). A partir da lei complementar, cada estado institui o tributo mediante seu próprio regulamento, chamado de Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (RICMS), criados por meio de decretos dos governadores dos estados. O imposto só existirá se houver circulação de mercadorias ou serviços. Ele será calculado na cadeia econômica toda vez que houver valor agregado, razão pela qual é um imposto não cumulativo, havendo sempre a compensação do montante que resulte da diferença maior da Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)2.2 Figura 4 - Circulação de mercadorias Fonte: TheUjulala/Pixabay. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/04.jpg operação anterior, conferindo ao contribuinte o direito de descontar os valores já pagos na etapa anterior. Toda etapa da cadeia econômica em que haja circulação de mercadorias deverá estar acompanhada da devida nota fiscal ou cupom fiscal, destacando-se o valor devido do ICMS. Sua arrecadação é obrigatória e possui um percentual de alíquota variável de acordo com a legislação de cada estado. O principal fato gerador é a circulação de mercadoria e a prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, mesmo para as operações iniciadas no exterior, calculadas sobre o valor agregado. O artigo 2° da Lei Kandir dispõe sobre os fatos geradores do imposto: O ICMS é direcionado pelos estados e municípios para as políticas públicas sociais de educação, saúde e segurança e também é utilizado como incentivo ao desenvolvimento da produção alimentícia e automobilística. Conforme a constituição, apesar de ser um imposto de arrecadação estadual, os municípios têm direito a um repasse de 25% do montante recolhido e Art. 2º O imposto incide sobre: I - operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares; II - prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores; III - prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza; IV - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios; V - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual. § 1º O imposto incide também: I - sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade; II - sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior; III - sobre a entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o imposto ao Estado onde estiver localizado o adquirente. § 2º A caracterização do fato gerador independe da natureza jurídica da operação que o constitua. são obrigados a destinar parte desse recurso a Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação). O Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) é de competência dos estados e do Distrito Federal. Seu fato gerador é a propriedade de veículo automotor e considera-se ocorrido o fato gerador do imposto em 1º de janeiro de cada exercício. A incidência do imposto é anual e será pro rata quando da compra de veículo novo. Sua base de cálculo para veículos novos é o valor da nota fiscal de venda e, no caso de veículos usados, o valor venal, valor de mercado em função da marca, do modelo e do ano de fabricação, estabelecido pela autoridade tributária estadual. Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA)2.3 Figura 5 - Veículos automotores Fonte: fill/Pixabay. O CTN, Lei nº 5172 de 25 de outubro de 1966, rege o IPTU em seus artigos 32 a 34. O Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU) é de competência municipal, incidente sobre a propriedade, a posse ou o domínio útil de prédios e terrenos localizados na área urbana municipal. O contribuinte consiste em todas as pessoas físicas ou jurídicas que detenham a propriedade do bem imóvel. Sua base de cálculo é o valor venal do imóvel, apurado por critérios municipais, e sua alíquota deve ser determinada por legislação municipal, variando de acordo com cada município. A constituição determina que esse imposto deve ser aplicado na educação e na saúde com os maiores percentuais, que são definidos pela prefeitura e somados à arrecadação total da cidade. Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU)2.4 O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de competência dos municípios e do Distrito Federal. Desde 1º de agosto de 2003, é regido pela Lei Complementar nº 116/2003, alterada pela Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN)2.5 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/05.jpg Lei Complementar nº 157, de 29 de dezembro de 2016. O fato gerador é a prestação de serviços, conforme definida pelo artigo 1º da LC nº 116/2003, por empresas ou profissionais autônomos. Esses serviços constam de lista anexa à Lei Complementar. Art. 1º O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador. § 1º O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. § 2º Ressalvadas as exceções expressas na lista anexa, os serviços nela mencionados não ficam sujeitos ao Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, ainda que sua prestação envolva fornecimento de mercadorias. § 3º O imposto de que trata esta Lei Complementar incide ainda sobre os serviços prestados mediante a utilização de bense serviços públicos explorados economicamente mediante autorização, permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo usuário final do serviço. § 4º A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço prestado. O presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, a Lei Complementar nº 175, que estabelece regras para o recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelo município onde está o cliente (destino), e não mais na cidade-sede do prestador do serviço (origem). A legislação foi publicada no Diário Oficial da União em 24/09/2020. Originário do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 170/2020, o texto regula o recolhimento do ISS pelo município do consumidor, e não da empresa que presta o serviço. A mudança será gradativa, até 2023, para que cumpra o determinado em legislação de 2016. Fonte: Agência Senado Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)2.6 O Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos é de competência municipal e tem função fiscal. Incide sobre a transmissão de bens imóveis ou de direitos a eles relativos de forma onerosa, sendo seu fato gerador: 1. a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso: a. de bens imóveis, por natureza ou acessão física; b. de direitos reais sobre bens imóveis, exceto os de garantia. 2. a cessão, por ato oneroso, de direitos relativos à aquisição de bens imóveis. No exemplo de compra e venda de um imóvel, quem deve pagar o imposto é o comprador. Figura 6 - Compra e venda de imóvel Fonte: Tierra Mallorca/Unsplash. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/06.jpg Recapitulando a Unidade 2 Na Unidade 2, tratamos dos impostos estaduais e municipais regidos pelos artigos 155 e 156 da Constituição Federal, respectivamente. Falamos um pouco sobre o imposto de transmissão causa mortis e doação, que incide sobre o valor venal da transmissão de qualquer bem ou direito havido por sucessão legítima ou testamentária, inclusive sucessão provisória e/ou por doação. Passamos também pelo imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, que possui uma lei geral denominada Kandir e uma lei complementar para cada estado que regulamenta o ICMS de forma própria, por meio dos decretos de governadores estaduais. Enfatizamos, no devido tópico, que esse imposto é direcionado pelos estados e municípios para as políticas públicas sociais de educação, saúde e segurança. Passamos pelo imposto sobre a propriedade de veículo automotor, que tem incidência anual, ou pro rata, quando da compra de veículo novo. Também entendemos um pouco mais sobre o imposto sobre propriedade urbana, sobre serviço de qualquer natureza e sobre a transmissão de bens imóveis. Esses últimos, todos de âmbito municipal, com função fiscal. Exercícios de fixação Complete a sentença: O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação é de competência dos , ocorrendo sua incidência sobre a transmissão de bens e direitos por herança (causa mortis) ou na doação e tem função predominantemente . Selecione... Selecione... Complete a sentença: O é de competência dos municípios e do Distrito Federal. O fato gerador é a prestação de serviços, conforme definida pelo artigo 1º da LC nº 116/2003, por ou profissionais . Esses serviços constam de lista anexa à Lei Complementar. Selecione... Selecione... Selecione... Videoaula - Contabilidade e os tributos Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578602344] . https://player.vimeo.com/video/578602344 Contabilidade tributária3 Antes de definirmos contabilidade tributária, vamos conceituar contabilidade. O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado no Rio de Janeiro de 17 a 27 de agosto de 1924, definiu: “Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas à administração econômica”. Devemos observar que qualquer evento envolvendo valores realizados nas empresas é registrado na contabilidade. Isso significa que todas as operações de compra, venda, pagamento de fornecedores, contas, salários, encargos e impostos são escrituradas nela. Na contabilidade, todas essas operações são registradas, acumuladas, resumidas e interpretadas. Tudo de maneira ordenada, dentro dos princípios das partidas dobradas contábeis, dando transparência aos serviços do profissional da contabilidade, uma vez que respondem civil e criminalmente pelas informações prestadas no exercício de suas funções. O contador tem a obrigação funcional de informar à sociedade como a empresa utilizou os recursos disponíveis. Demonstramos um conceito mais contemporâneo, do professor Sergio de Iudícibus (2009, p. 21): No entendimento do professor José Carlos Marion, a Contabilidade posiciona-se como instrumento de tomada decisão gerencial interna no âmbito empresarial, bem como auxilia externamente os acionistas, fornecedores que aplicam recursos nessas empresas por meio das demonstrações financeiras, que analisam a rentabilidade e a liquidez do negócio. Finalmente, serve para o governo, que se utiliza muito dos demonstrativos contábeis para apurar e arrecadar impostos, taxas e contribuições. Devemos deixar claro que o objetivo da Contabilidade é fornecer informações de natureza econômica, financeira, produtiva e social aos usuários internos e externos da empresa. A Contabilidade, na qualidade de ciência social aplicada, com metodologia especialmente concebida para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer ente, seja este pessoa física, entidade de finalidades não lucrativas, empresas, seja mesmo pessoa de Direito Público, tais como Estado, Município, União, Autarquia etc., tem um campo de atuação muito amplo. Conforme dito por Marion (2009), a legislação federal prevê como obrigatória a manutenção da escrituração contábil das empresas, com exceção das empresas optantes pelo regime tributário do Simples Nacional. Lei nº 10.406/2002 (Novo Código Civil), artigo 1.179: O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Lei complementar nº 123/2006, artigo 27: As microempresas as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar contabilidade simplificada para os registros e controles das operações realizadas, conforme regulamentação do Comitê Gestor do Simples Nacional. Os usuários que se utilizam da contabilidade são pessoas que se interessam pela situação econômica e patrimonial da empresa. Elas incluem os administradores, que usam as informações geradas para tomada de decisões definindo as estratégias de curto e longo prazo da entidade. Os investidores, representados por sócios ou acionistas que aplicam fundos monetários na empresa, tendo interesse no retorno do capital investido, utilizam-se dos relatórios contábeis para análise da rentabilidade da empresa. Os fornecedores de insumos e o sistema financeiro, que aplicam mercadorias e capitais, respectivamente, têm interesse na liquidez da empresa para saldar suas dívidas. O governo tem duplo interesse nas informações geradas pela contabilidade, uma vez que a mantença do Estado deve-se à tributação e à arrecadação de impostos, taxas e contribuições. Contudo, os dados contábeis empresariais também fornecem informações para análises microeconômicas setoriais que levam o governo à tomada de decisões de ordem socioeconômica. Para tanto, são elaboradas demonstrações financeiras obrigatórias para atender aos usuários externos, representadas por balanço patrimonial, demonstrações de resultados do exercício e demonstrações do fluxo de caixa. Os usuáriosinternos também fazem uso dessas demonstrações, contudo, como a contabilidade armazena todas as informações da empresa, ela também elabora relatórios gerenciais extracontábeis para tomada de decisão da alta gerência. A Contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. Ela é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a tomarem decisões. Com o passar do tempo, o governo começa a utilizar-se dela para arrecadar impostos e a torna obrigatória para a maioria das empresas. (MARION, 2009, p. 28). Partindo desses pressupostos, vamos posicionar a contabilidade tributária como o ramo que tem como principais objetivos e funções a aplicação de regras e princípios próprios para interpretar e aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária, gerenciar e apurar rigorosamente os tributos incidentes nas diversas atividades das empresas. O professor Láudio Camargo Fabretti (1999, p. 27) assim define, de forma específica e detalhada: Nosso Código Tributário Nacional, em seu artigo 96, define a expressão legislação tributária. Cabe lembrar que os atos editados pelos entes tributantes obedecem a uma hierarquia: somente a lei institui, extingue, majora ou reduz os tributos. O decreto regulamenta-os, e as portarias, as instruções normativas e as resoluções complementam-nos. As repartições e os economistas governamentais têm duplo interesse nas informações contábeis. Em primeiro lugar, baseando-se frequentemente em tais informações é que se exerce o poder de tributar e arrecadar impostos, taxas e contribuições. Isto é especificamente verdadeiro no caso das empresas cujo imposto de renda é taxado a partir dos balanços, embora alguns ajustes tenham que ser feitos ao lucro contábil para se apurar o lucro tributável. Em segundo lugar, os economistas encarregados de análises globais ou setoriais de nossa economia interessam-se pelos dados contábeis das diversas unidades microeconômicas, os quais, convenientemente agregados e tratados estatisticamente, podem fornecer bases adequadas para as análises econômicas. (IUDÍCIBUS, 2009, p. 23-4). O objeto da contabilidade tributária é apurar com exatidão o resultado econômico do exercício social, demonstrando de forma clara e sintética, para, em seguida, atender de forma extracontábil às exigências das legislações do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o lucro (CSL) determinando a base de cálculo fiscal para formação das provisões destinadas ao pagamento desses tributos, as quais serão abatidas do resultado econômico (contábil), para determinação do lucro líquido à disposição dos acionistas, sócios ou titular de firma individual. Art. 96. A expressão “legislação tributária” compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. Elementos fundamentais do tributo3.1 É a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação em razão de prévia determinação legal, correspondente a uma obrigação tributária. Esta se divide em principal e acessória, conforme definição do Código Tributário Nacional e será estudada com mais detalhes nos tópicos seguintes. a. A lei: é o principal elemento da obrigação, pois cria, modifica e extingue tributos e determina as condições de sua cobrança, obedecendo ao princípio da legalidade. b. O objeto: representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir, segundo as determinações legais. Basicamente, as prestações consistem em obrigação principal definida por lei, a partir do fato gerador, para pagamento do valor pecuniário referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal. As obrigações acessórias são representadas pelo cumprimento de formalidades complementares destinadas a comprovar a observância da legislação aplicável. Exemplo: a escrituração de livros fiscais, a apresentação da declaração de rendimentos etc. É importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória pode ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. c. Fato gerador: denomina-se assim a concretização da hipótese de incidência tributária prevista em abstrato na lei, que gera (faz nascer) a obrigação tributária. Por exemplo: prestar serviços (ISS); fazer circular mercadorias (ICMS); receber renda (IR) etc. A concretização do fato gerador pode fazer nascer uma obrigação principal, que é sempre de natureza pecuniária, isto é, pagar um tributo, ou uma obrigação acessória, que é um dever administrativo. Por exemplo: emitir notas fiscais, escriturar livros fiscais, fazer inscrição no CNPJ, manter e conservar livros e documentos, prestar declarações em formulários próprios etc. O CTN define o fato gerador nos artigos 114 e 115: d. Contribuinte ou responsável: denomina-se contribuinte o sujeito passivo da obrigação tributária que tem relação pessoal e direta com o fato gerador. Denomina-se responsável a pessoa que a lei escolher para responder pela obrigação tributária, em substituição ao contribuinte de fato, dada a maior complexidade para alcançá-lo. Os responsáveis não arcam com o ônus tributário, que é suportado pelo contribuinte de fato. Atuam como uma espécie de agente arrecadador do Fisco e como seus depositários. Cabe-lhes recolher as importâncias descontadas ou cobradas do contribuinte de fato ao Fisco, nos prazos de lei. Não o fazendo, serão declarados depositários infiéis, sujeitos à pena de prisão (Lei nº 8.866/1994). São exemplos de impostos que, quando não recolhidos, podem ser reclamados como apropriação indébita: Imposto de Renda retido na fonte Contribuição ao INSS descontada dos empregados IPI cobrado do comprador na nota fiscal e. Base de cálculo: é o valor sobre o qual se aplica o percentual com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. A base de cálculo, conforme a Constituição Federal, deve ser definida em lei complementar, estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei), da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da Elementos fundamentais da obrigação tributária3.2 Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). Assim, a lei complementar deve definir com muita clareza os critérios para a determinação da base de cálculo. Exemplos: Cofins – faturamento mensal: artigo 2º, LC nº 70/1991 Imposto de Renda – montante real, presumido ou arbitrado da renda ou proventos de qualquer natureza: artigo 44, CTN f. Alíquota: é o fator definido em lei aplicado sobre a base de cálculo. Determina o montante do tributo a ser pago. A lei pode estabelecer uma tabela progressiva, em que a alíquota vai sendo elevada, incidindo sobre faixas de valores cada vez maiores. Assim como a base de cálculo, a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade, da anterioridade e da irretroatividade. Após o entendimento da contabilidade tributária e da legislação tributária, vamos nos ater ao estudo do objeto, a obrigação tributária. Conforme demonstra o artigo 113 do Código Tributário Nacional, divide-se em principal e acessória, sendo que o fator fundamental que as diferencia é que o objeto da obrigação tributária principal é o pagamento. A obrigação tributária principal é o pagamento do tributo ou de penalidade pecuniária ao Estado, tendo sempre conteúdo patrimonial. É a obrigação de dar, ou seja, efetuar opagamento ao sujeito ativo do tributo definido pelo fato gerador esculpido na lei. Decorre sempre de lei, ou seja, somente esta poderá instituir, extinguir, modificar ou majorar um tributo, bem como somente ela gerará uma obrigação tributária principal. Assim, as obrigações de pagar ao Estado os tributos deverão ser necessariamente instituídas por lei. As obrigações tributárias acessórias são os deveres instrumentais representados por atos e fatos administrativos exigidos pelo sujeito ativo com o intuito de assegurar o interesse da arrecadação dos tributos e também para facilitar a atividade de fiscalização no sujeito passivo. Em outras palavras, as obrigações tributárias acessórias nada mais são que a comprovação ao fisco de que a empresa recolheu e se compensou de todos os tributos da forma correta. São declarações espontâneas que levam ao fisco toda a informação necessária para se fazer cumprir a legislação. A obrigação acessória decorrente da legislação tributária não é pecuniária, e sim prestações positivas ou negativas representadas por obrigação de fazer ou não fazer, ou seja, não envolve o pagamento de tributo, mas a informação do quanto foi arrecadado. Serve para viabilizar o Obrigação tributária principal3.3 Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. Obrigação tributária acessória3.4 cumprimento das obrigações principais. Exemplos incluem a obrigação de emitir nota fiscal e escriturar os livros de entrada e saída, apuração etc., sempre no interesse da arrecadação e da fiscalização dos tributos. A obrigação tributária acessória será convertida em principal no que se refere ao pagamento de multa, caso o contribuinte não cumpra com seu dever. Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. [...] § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. [...] § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. No atual momento de globalização econômica, o processo da escrituração mercantil, que faz a transformação dos dados em informações e relatórios, é imprescindível para os gestores empresariais, pois é a chave para a tomada de decisões financeiras assertivas. Cabe salientar que qualquer tipo de empresa, independentemente do porte ou da tipicidade jurídica, necessita de escrituração contábil para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente os negócios, inclusive para atender à legislação e à fiscalização tributária, já que a contabilidade não se faz necessária apenas para o atendimento de necessidades empresariais, mas também como forma de garantir ao Fisco que toda a movimentação ocorrida na empresa está respaldada por documentos de suporte (notas fiscais, contratos de compra e venda, contratos de empréstimos etc.), sendo minimizados os riscos de sonegação. A escrituração Processo de escrituração contábil3.5 Figura 7 - Relatório financeiro Fonte: Austin Distel/Unsplash. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/07.jpg contábil, ainda que de forma simplificada, e as demonstrações contábeis são exigências que devem ser atendidas pelas empresas com vista ao atendimento dos diversos dispositivos da legislação em vigor. Ribeiro (2010a, p. 78) define escrituração como “[...] uma técnica contábil que consiste em registrar nos livros próprios (Diário, Razão, Caixa etc.) todos os acontecimentos que ocorrem na empresa e que modifiquem ou possam vir a modificar a situação patrimonial”. A escrituração contábil pode servir de base para distribuir lucros, compensar prejuízos, elaborar as demonstrações contábeis, provar em juízo a situação patrimonial, resolver questões que possam existir com herdeiros e sucessores de sócio falecido, requerer concordata por insolvência financeira, provar a sócios que se retiram da sociedade a verdadeira situação patrimonial da empresa para fins de restituição de capital ou venda de participação societária etc. Conforme já citado anteriormente, a escrituração contábil está inserida no Código Civil. Os artigos 1.179 e 1.180 trazem em seu bojo a obrigatoriedade para o empresário e a sociedade empresária de fazê-lo. Contudo, não podemos confundi-la com a escrituração fiscal, que está atrelada às obrigações acessórias. Devem ser elaboradas para atender aos órgãos fiscalizadores, uma vez que os agentes públicos, nas suas atribuições funcionais, dependem dos registros para aferir e atestar como as obrigações decorrentes das relações tributárias foram satisfeitas pelo contribuinte. Em vista do exposto, devemos diferenciar as duas escriturações, a contábil e a fiscal, sem confundi-las. Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. § 1º Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a critério dos interessados. § 2º É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o art. 970. Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. Formalidades da escrituração contábil3.6 A entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos, por intermédio de processo manual, mecanizado ou eletrônico. De acordo com o artigo 1.181, a escrituração será executada: a. em idioma e moeda corrente nacionais; b. em forma contábil; c. em ordem cronológica de dia, mês e ano; d. com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens; e. com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos. A terminologia utilizada deve expressar o verdadeiro significado das transações. Admite-se o uso de códigos e/ou abreviaturas nos históricos dos lançamentos, desde que permanentes e uniformes, devendo constar, em elenco identificador, no Diário ou em registro especial revestido das formalidades extrínsecas. A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises, mapas demonstrativos e demonstrações contábeis são de atribuição e responsabilidade exclusivas do contabilista legalmente habilitado, segundo o artigo 1.182 do Código Civil. Conforme descrito nas normas brasileiras de contabilidade (NBC T 2), o balanço e as demais demonstrações contábeis, no encerramento de exercício, serão transcritos no “diário”, completando-se com as assinaturas do contabilista e do titular ou de representante legal da entidade. Igual procedimento será adotado quanto às demonstrações contábeis, elaboradas por força de disposições legais, contratuais ou estatutárias. O Diário e o Razão constituem os registros permanentes da entidade. Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração contábil, observadas as peculiaridades da sua função. No Diário serão lançadas, em ordem cronológica, com individuação, clareza e referência ao documento probante, todas as operações ocorridas, incluídas as de natureza aleatória, e quaisquer outros fatos que provoquem variações patrimoniais. Observado o disposto no caput do artigo 1.184, admite-se: a. a escrituraçãodo Diário por meio de partidas mensais; b. a escrituração resumida ou sintética do Diário, com valores totais que não excedam a operações de um mês, desde que haja escrituração analítica lançada em registros auxiliares. Quando o Diário e o Razão forem feitos por processo que utilize fichas ou folhas soltas, deverá ser adotado o registro Balancetes Diários e Balanços. No caso de a entidade adotar para sua escrituração contábil o processo eletrônico, os formulários contínuos, numerados mecânica ou tipograficamente, serão destacados e encadernados em forma de livro. O livro Diário será registrado no registro público competente, de acordo com a legislação vigente. As Normas Brasileiras Contábeis (NCB) espelham o exato teor do Código Civil com relação à escrituração contábil. Para tanto, reproduzimos as NBC T 2 – Da Escrituração Contábil: Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações relativas ao exercício da empresa. § 1º Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares regularmente autenticados, para registro individualizado, e conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação. § 2º Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária. Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que registre: I – a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo, em forma de balancetes diários; II – o balanço patrimonial e o de resultado econômico, no encerramento do exercício. NBC T 2 – DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NBC T 2.1 – DAS FORMALIDADES DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 2.1.1 - A Entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos, através de processo manual, mecanizado ou eletrônico. 2.1.2 - A escrituração será executada: a) em idioma e moeda corrente nacionais; b) em forma contábil; c) em ordem cronológica de dia, mês e ano; d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens; e) com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos. 2.1.2.1 - A terminologia utilizada deve expressar o verdadeiro significado das transações. 2.1.2.2 - Admite-se o uso de códigos e/ou abreviaturas nos históricos dos lançamentos, desde que permanentes e uniformes, devendo constar, em elenco identificador, no “Diário” ou em registro especial revestido das formalidades extrínsecas. 2.1.3 - A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises e mapas demonstrativos e demonstrações contábeis são de atribuição e responsabilidade exclusivas de Contabilista legalmente habilitado. 2.1.4 - O Balanço e demais Demonstrações Contábeis de encerramento de exercício serão transcritos no “Diário”, completando-se com as assinaturas do Contabilista e do titular ou representante legal da Entidade. Igual procedimento será adotado quanto às Demonstrações Contábeis elaboradas por força de disposições legais, contratuais ou estatutárias. 2.1.5 - O “Diário” e o “Razão” constituem os registros permanentes da Entidade. Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração contábil, observadas as peculiaridades da sua função. No “Diário” serão lançadas, em ordem cronológica, com individuação, clareza e referência ao documento probante, todas as operações ocorridas, incluídas as de natureza aleatória, e quaisquer outros fatos que provoquem variações patrimoniais. 2.1.5.1 - Observado o disposto no “caput”, admite-se: a) a escrituração do “Diário” por meio de partidas mensais; b) a escrituração resumida ou sintética do “Diário”, com valores totais que não excedam a operações de um mês, desde que haja escrituração analítica lançada em registros auxiliares. 2.1.5.2 - Quando o “Diário” e o “Razão” forem feitos por processo que utilize fichas ou folhas soltas, deverá ser adotado o registro “Balancetes Diários e Balanços”. 2.1.5.3 - No caso de a Entidade adotar para sua escrituração contábil o processo eletrônico, os formulários contínuos, numerados mecânica ou tipograficamente, serão destacados e encadernados em forma de livro. 2.1.5.4 - O Livro Diário será registrado no Registro Público competente, de acordo com a legislação vigente. Para saber mais sobre escrituração contábil: ITG 2.000 – Escrituração Contábil: essa interpretação técnica trará um complemento a respeito do que conversamos até aqui sobre procedimentos a serem adotados de escrituração contábil e seus fatos patrimoniais. IN nº 11/2013 do Drei (Departamento de Registro Empresarial e Integração). Decreto nº 8.683/2016: essa instrução normativa trará os procedimentos de medição para validação e eficácia da escrituração contábil. IN RFB nº 1.774/2017: Revogada pela IN RFB n° 2.003/2021, traz informações a respeito da escrituração contábil digital (ECD). Para o Fisco, a escrituração é o meio destinado a alcançar o resultado de interesse da tributação, atingindo o fim, que é a arrecadação. Enquanto isso, para a contabilidade, ela tem por finalidade registrar, preservar e garantir a verdade econômico-financeira da entidade. Como afirmamos anteriormente, não podemos confundir escrituração contábil e escrituração fiscal, pois esta faz parte das obrigações acessórias que serão elaboradas para atender aos órgãos da fiscalização, no tocante a verificar, avaliar e atestar a veracidade dos lançamentos das relações tributárias. Conforme dito anteriormente, a obrigação tributária acessória é decorrente da legislação, de caráter informativo e com o intuito de atestar a arrecadação do tributo no momento do fato gerador. Ao cumprir com a obrigação tributária acessória, o contribuinte informa ao fisco também o cumprimento de sua obrigação principal em acordo com o artigo 115 do Código Tributário Nacional. O não cumprimento do disposto no parágrafo anterior implica penalidade pecuniária, ou seja, aplicação de multa por parte do fisco ao contribuinte, transformando a obrigação acessória em obrigação principal de dar em pagamento o valor correspondente à penalidade fixada em lei, como determina o artigo 113, § 3º, do Código Tributário Nacional: Processo de escrituração fiscal3.7 Nas obrigações tributárias acessórias, seu conteúdo será sempre a obrigação de fazer ou não fazer. Elas terão conteúdo econômico somente quando da inadimplência pelo contribuinte, quando a legislação tributária fixará uma penalidade pecuniária. A legislação tributária, portanto, é que define o conteúdo econômico da obrigação acessória, mediante a fixação do valor que o ente tributante poderá exigir do contribuinte que deixou de cumpri-la. Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. [...] § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Videoaula - Escrituração contábil e fiscal Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578603483] . Para começarmos nossos estudos sobre escrituração fiscal, iniciaremos por aquelas que são comuns a todas as empresas obrigadas pela legislação tributária, independentemente de seu ramo de atividade – indústria, comércio ou prestaçãode serviços. São elas a emissão de nota fiscal e os livros de entrada e saída. Cabe salientar que, no âmbito estadual, nossa pesquisa restringiu-se aos modelos de documentos e livros fiscais do governo do estado de São Paulo. Contudo, eles não têm Espécies de escrituração fiscal3.8 https://player.vimeo.com/video/578603483 expressiva mudança em outros estados, uma vez que existe uma padronização. Para tanto, utilizamos o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (RICMS), aprovado pelo Decreto Estadual nº 45.490, de 30 de novembro de 2000. São documentos que comprovam a transação de compra e venda, propiciando a responsabilidade e a garantia do comprador. Eles cobrem a circulação de mercadorias ou a prestação de serviços, permitindo a apuração de receita, bem como seu débito relativo a imposto sobre venda para o emitente ou o crédito tributário para o destinatário de acordo com a legislação tributária. Existem diversos documentos fiscais, como nota fiscal, nota fiscal de venda a consumidor, nota fiscal de produtor rural, conhecimento de transporte rodoviário, aquaviário, ferroviário e aéreo de cargas, bilhete de passagem rodoviário, aquaviário, ferroviário e aéreo e tantos outros. Nosso trabalho irá descrever os principais e também apresentar seus modelos, de acordo com o RICMS-SP. Para tanto, começaremos por apresentar o artigo 124 do RICMS-SP, que define esses documentos em seus incisos de acordo com as operações ou prestações realizadas por cada ramo de atividade empresarial: Documentos fiscais3.9 Artigo 124 - (Lei 6.374/89, art. 67, §§ 1º e 2º, com alteração da Lei 13.918/09) A pessoa inscrita no Cadastro de Contribuintes do ICMS emitirá, conforme as operações ou prestações que realizar, os seguintes documentos fiscais [...]: I - Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A; II - Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2; III - Cupom Fiscal emitido por Equipamento Emissor de Cupom Fiscal - ECF; IV - Nota Fiscal de Produtor, modelo 4; V - Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica, modelo 6; VI - Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7; VII - Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8; VIII - Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9; IX - Conhecimento Aéreo, modelo 10; X - Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11; XI - Bilhete de Passagem Rodoviário, modelo 13; XII - Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14; XIII - Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem, modelo 15; XIV - Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16; XV - Despacho de Transporte, modelo 17; XVI - Resumo de Movimento Diário, modelo 18; XVII - Ordem de Coleta de Carga, modelo 20; XVIII - Nota Fiscal de Serviço de Comunicação, modelo 21; XIX - Nota Fiscal de Serviço de Telecomunicações, modelo 22; XX - Manifesto de Carga, modelo 25; XXI - Conhecimento de Transporte Multimodal de Cargas, modelo 26; XXII - Documento Fiscal Eletrônico - DFE; XXIII - Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica - DANFE; XXIV - Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário, modelo 27; XXV - Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico - DACTE § 1º - A Secretaria da Fazenda pode determinar 1 - o uso de impresso de documento fiscal ou de outro impresso fiscal por ela fornecido, ficando-lhe facultado cobrar retribuição pelo custo; 2 - a adoção e utilização, por parte dos contribuintes, de dispositivos de controle, inclusive eletrônicos, que visem monitorar ou registrar as suas atividades de produção, armazenamento, transporte e suas operações ou prestações, no interesse da fiscalização do imposto. § 2º - É obrigatória a manutenção de impresso de Nota Fiscal em cada estabelecimento, ainda que exclusivamente varejista, excetuado o estabelecimento rural de produtor. § 3° - Os documentos referidos neste artigo, exceto os previstos nos incisos III, XXII, XXIII e XXV, obedecerão aos modelos contidos no Anexo/Modelos. § 4º - É vedada a utilização simultânea dos modelos 1 e 1-A do documento fiscal de que trata o inciso I, salvo quando adotadas séries distintas, nos termos do artigo 196. Atualmente a legislação nacional permite que a NF-e substitua apenas a chamada nota fiscal modelo 1 ou 1 A, que é utilizada, em regra, para documentar transações comerciais com mercadorias entre pessoas jurídicas. Também pode ser utilizada em substituição à Nota Fiscal de Produtor, modelo 4 (Ajuste SINIEF n. 15/2010). Não se destina a substituir os outros modelos de documentos fiscais existentes na legislação como, por exemplo, a Nota Fiscal a Consumidor (modelo 2) ou o Cupom Fiscal. Videoaula - Documentos fiscais Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578604608] . Documentos fiscais3.9 Notas fiscais modelo 1 ou 1 A3.9.1 https://player.vimeo.com/video/578604608 A nota fiscal modelo 1 ou 1 A é um documento fiscal que se destina a registrar as transferências de propriedade sobre um bem produzido na indústria ou comercializado no segmento atacadista ou varejista. É utilizada tanto para operações de entrada como de saída de mercadorias ou produtos entre duas empresas ou entre uma empresa e uma pessoa física. Foi criada com intuito fiscal, e sua escrituração demonstra o valor monetário do bem e o valor relativo aos impostos incidentes sobre ele. O artigo 125 do RICMS-SP dispõe quando deverão ser emitidas: O RICMS-SP, nos artigos 125 a 131, disciplina toda a utilização das notas fiscais modelo 1 ou 1- A. Para melhor elucidar, demonstramos a seguir os modelos dessas notas fiscais modelo 1 ou 1-A, disponíveis nos anexos do RICMS. Artigo 125 - O contribuinte, excetuado o produtor, emitirá Nota Fiscal: I - antes de iniciada a saída da mercadoria; II - no momento do fornecimento de alimentação, bebida ou outra mercadoria, em qualquer estabelecimento; III - antes da tradição real ou simbólica da mercadoria: [...] IV - relativamente à entrada de mercadoria ou bem ou à aquisição de serviços nas hipóteses e nos momentos definidos no artigo 136. V - nas hipóteses expressamente previstas na legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI. VI - nos casos em que mercadoria entrada no estabelecimento para industrialização ou comercialização vier: (Inciso acrescentado pelo Decreto 61.720, de 17-12-2015, DOE 18-12-2015; produzindo efeitos a partir de 01-01-2016) a) a perecer, deteriorar-se ou for objeto de roubo, furto ou extravio; b) a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento; c) a ser utilizada ou consumida no próprio estabelecimento. Figura 8 - Nota Fiscal: Modelo 1-A Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/08.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Figura 9 - Nota Fiscal: Modelo 1 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . Nota fiscal de venda a consumidor3.9.2 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/09.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument A nota fiscal de venda ao consumidor, modelo 2, é um documento fiscal utilizado em comércio varejista não obrigado ao uso de equipamento emissor de cupom fiscal referido no artigo 135 do RICMS-SP. Destina-se à venda de produtos e mercadorias para consumidores finais, que os retiram ou os consomem no local, conforme disciplina o artigo 132-A do RICMS-SP: O RICMS-SP, nos artigos 132 a 134, disciplina toda a utilização dasnotas fiscais de venda a consumidor modelo 2. Apresentamos a seguir o modelo das notas fiscais de venda a consumidor: Artigo 132-A - Ressalvado o disposto no artigo 132, nas demais hipóteses previstas na legislação, tais como não obrigatoriedade de uso de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF ou na impossibilidade de seu uso, poderá ser emitida, nas vendas à vista a pessoa natural ou jurídica não contribuinte do imposto, em que a mercadoria for retirada pelo comprador ou por este consumida no próprio estabelecimento, a Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2. I - mediante utilização de impressos fiscais, na forma de talonário, formulário contínuo ou jogos soltos, observado o disposto no artigo 212-P; II - por meio eletrônico, na forma prevista no § 12 do artigo 212-O. (Redação dada ao inciso pelo Decreto 61.084, de 29-01-2015, DOE 30-01-2015). Parágrafo único - É vedada a emissão do documento fiscal de que trata este artigo: (Redação dada ao parágrafo pelo Decreto 61.084, de 29-01-2015, DOE 30-01-2015) 1 - nas operações com valores acima de R$ 10.000,00 (dez mil reais), hipótese em que deverá ser emitido um dos seguintes documentos: Nota Fiscal Eletrônica – NF-e, modelo 55; Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e, modelo 65; Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, se o contribuinte não for obrigado à emissão de Nota Fiscal Eletrônica – NF-e; Figura 10 - Nota Fiscal de Venda a consumidor – Modelo 2 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . Os estabelecimentos rurais também estão obrigados a emitir nota fiscal em suas operações de entrada e saída de produtos. O artigo 139 do RICMS-SP define quando elas deverão ser emitidas: Nota fiscal de produtor3.9.3 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/10.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument O RICMS-SP, nos artigos 139 a 145, disciplina toda a utilização das notas fiscais de produtor, modelo 4. Apresentamos a seguir o modelo das notas fiscais de venda a consumidor: Artigo 139 - O estabelecimento rural de produtor emitirá Nota Fiscal de Produtor, modelo 4: I - sempre que promover a saída de mercadoria; II - na transmissão da propriedade de mercadoria; III - sempre que, no estabelecimento, entrarem bens ou mercadorias, real ou simbolicamente, nas hipóteses previstas no inciso I do artigo 136; IV - em outras hipóteses previstas na legislação. § 1º - Fica dispensada a emissão da Nota Fiscal de Produtor no transporte manual de produto da agricultura ou da criação ou seus derivados, excluída a condução de rebanho. § 2º - Poderá a Secretaria da Fazenda estender a dispensa da emissão da Nota Fiscal de Produtor a outras hipóteses. Figura 11 - Nota fiscal de produtor – modelo 4 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . As empresas concessionárias ou permissionárias de energia elétrica também estão obrigadas a apresentar nota fiscal. Contudo, o documento fiscal exigido pela legislação tributária é a conta que recebemos em nossas empresas ou residências, na qual estão discriminados o consumo e os impostos relativos ao fornecimento do período. O artigo 146, caput,do RICMS-SP dispõe sobre a nota fiscal/conta de energia elétrica: Nota fiscal/conta de energia elétrica3.9.4 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/11.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Artigo 146 - A pessoa jurídica que, na condição de contribuinte ou de substituta tributária, praticar, sob regime de concessão ou de permissão, operação relativa à circulação de energia elétrica, objeto de saída por ela promovida, destinando-a diretamente a estabelecimento ou domicílio situado no território paulista, para nele ser consumida pelo respectivo destinatário, deverá, observada disciplina específica estabelecida pela Secretaria da Fazenda, emitir Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica, modelo 6, para acobertar a respectiva operação [...]. Figura 12 - Nota fiscal/conta de energia elétrica – Modelo 6 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . A nota fiscal de serviços de transporte, modelo 7, deverá ser emitida por agência de viagem ou por transportador, em veículo próprio ou fretamento destinado ao transporte interestadual ou intermunicipal de pessoas com fim específico de turismo ou fretamento por período determinado. Nota fiscal de serviço de transporte3.9.5 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/12.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Sua obrigatoriedade está disposta no artigo 147 do RICMS-SP, e o artigo 148 determina que os transportadores de valores também deverão utilizá-la. A seguir, apresentamos o modelo da nota fiscal de serviço de transporte, modelo 7, disponível nos anexos do RICMS-SP. O regulamento disciplina toda a utilização das notas fiscais de serviço de transporte nos artigos 147 a 151. Artigo 147 - A Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, será emitida, antes do início da prestação do serviço, por agência de viagem ou por transportador, sempre que executar, em veículo próprio ou fretado, serviço de transporte interestadual ou intermunicipal de pessoas, tal como do tipo turismo ou fretamento por período determinado. § 1º - Considera-se veículo próprio, além daquele registrado em nome do prestador do serviço, o utilizado em regime de locação ou por outra forma contratual. § 2º - A Nota Fiscal de Serviço de Transporte será emitida em relação a cada veículo e a cada viagem contratada. § 3º - Em excursão com contrato individual referente a cada passageiro, será facultada a emissão de uma única Nota Fiscal de Serviço de Transporte, por veículo. § 4º - Quando a Nota Fiscal de Serviço de Transporte acobertar a prestação por modal dutoviário, esta deverá ser emitida mensalmente e em até 4 (quatro) dias úteis após o encerramento do período de apuração (Ajuste SINIEF-6/13). (Redação dada ao parágrafo pelo Decreto 59.241, de 28-05-2013; DOE 29-05-2013; Efeitos desde 12-04-2013). Artigo 148 - A Nota Fiscal de Serviço de Transporte será, também, emitida: I - por transportador de valores, para englobar, em relação a cada tomador de serviço, as prestações realizadas, desde que dentro do período de apuração do imposto; [...]. Figura 13 - Nota fiscal de serviço de transporte – Modelo 7 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . O conhecimento de transporte rodoviário de cargas é um documento fiscal obrigatório que deve ser emitido pelas transportadoras de cargas para acompanhar as mercadorias no transporte rodoviário interestadual ou intermunicipal. O artigo 152 do RICMS-SP regula sua obrigatoriedade: Conhecimento de transporte rodoviário de cargas3.9.6 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/13.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Artigo 152 - O Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte rodoviário interestadual ou intermunicipal de carga [...]. Figura 14 - Conhecimento de transporte rodoviário de cargas – Modelo 8 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br[http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . O conhecimento de transporte aquaviário de cargas, modelo 9, é o documento fiscal exigido das empresas transportadoras de cargas que executam esses serviços por meio de transportes marítimos, lacustres ou fluviais, no âmbito interestadual ou intermunicipal. Está disposto no artigo 155 do RICMS-SP: Conhecimento de transporte aquaviário de cargas3.10 Artigo 155 - O Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte aquaviário interestadual ou intermunicipal de carga [...]. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/14.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Figura 15 - Conhecimento de transporte aquaviário de cargas - Modelo 9 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/15.png Fonte:app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . O conhecimento aéreo, modelo 10, é o documento fiscal obrigatório exigido nas operações de transporte de cargas interestadual ou intermunicipal em que as empresas se utilizam da via aérea. Sua obrigatoriedade está definida no artigo 158 do RICMS-SP: “O Conhecimento Aéreo, modelo 10, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte aeroviário interestadual ou intermunicipal de carga [...]”. Conhecimento aéreo3.10.1 Figura 16 - Conhecimento aéreo – modelo 10 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/15.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/16.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument O conhecimento de transporte ferroviário de cargas, modelo 11, é o documento fiscal exigido nas operações de transporte ferroviário de cargas interestaduais ou intermunicipais. Está disposto no artigo 161 do RICMS-SP: Conhecimento de transporte ferroviário de cargas3.10.2 Artigo 161 - O Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte ferroviário interestadual ou intermunicipal de carga [...]. Figura 17 - Conhecimento de transporte ferroviário de cargas Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . O bilhete de passagem rodoviário, modelo 13, é o documento fiscal que será exigido dos prestadores de serviços de transporte rodoviário interestadual e intermunicipal de passageiros. O artigo 168 do RICMS-SP dispõe sobre sua obrigatoriedade: “Artigo 168 - O Bilhete de Passagem Rodoviário, modelo 13, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte rodoviário interestadual ou intermunicipal de passageiros [...]”. Bilhete de passagem rodoviário3.10.3 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/17.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument O bilhete de passagem aquaviário, modelo 14, é o documento fiscal utilizado pelas empresas que prestam serviços de transportes de passageiros no âmbito interestadual e intermunicipal utilizando-se de meios de transporte marítimos, lacustres ou fluviais. Tem no artigo 170 do RICMS-SP sua exigência legal: “Artigo 170 – O Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte aquaviário interestadual ou intermunicipal de passageiros [...]”. Figura 18 - Bilhete de passagem rodoviário – modelo 13 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument ] . Bilhete de passagem aquaviário3.10.4 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/18.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Figura 19 - bilhete de passagem aquaviário – modelo 14 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . O bilhete de passagem e nota de bagagem é o documento fiscal utilizado pelas empresas aéreas que prestam serviços de transporte aeroviário interestadual e intermunicipal de passageiros. Sua obrigatoriedade está disposta no artigo 171 do RICMS-SP: Bilhete de passagem e nota de bagagem3.10.5 Artigo 171 - O Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem, modelo 15, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte aeroviário interestadual ou intermunicipal de passageiros [...]. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/19.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument O bilhete de passagem ferroviário, modelo 16, é o documento fiscal obrigatório para as empresas que prestam serviços de transportes de passageiros utilizando-se da malha ferroviária interestadual e intermunicipal. O art. 172 do RICMS-SP traz em seu bojo sua exigibilidade: Figura 20 - Bilhete de passagem e nota de bagagem – modelo 15 (art. 1º, X e art. 52 do Conv. SINIEF 06/89) Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . Bilhete de passagem ferroviário3.10.6 Artigo 172 - O Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16, será emitido antes do início da prestação do serviço por transportador, sempre que executar serviço de transporte ferroviário interestadual ou intermunicipal de passageiros [...]. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/20.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Figura 21 - Bilhete de passagem ferroviário – modelo 16 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument] . https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/21.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ea5e6fad3ae8c00104257391006c2984?OpenDocument Videoaula - Livros fiscais Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578605367] . Os livros fiscais são mais uma das obrigações acessórias que devem ser observadas pelo contribuinte. Eles deverão ter suas folhas encadernadas e numeradas sequencialmente, bem como conter termo de abertura e encerramento. Têm ainda que ser autenticados pela repartição fiscal competente, conforme dispõe o artigo 224 do RICMS-SP: De acordo com o artigo 213 do RICMS-SP e o artigo 444 do Regulamento do Imposto sobreProdutos Industrializados (Ripi), as empresas devem manter em seus estabelecimentos os seguintes livros fiscais, de acordo com as operações ou prestações de serviços desenvolvidos por elas. Livros fiscais3.11 Artigo 224 - Os livros fiscais serão impressos e terão folhas numeradas tipograficamente em ordem crescente, costuradas e encadernadas, de forma a impedir sua substituição. § 1º - O livro terá termos de abertura e de encerramento, conforme modelos constantes do Anexo/Modelos, lavrados e assinados pelo contribuinte, termos esses de cuja ocorrência se fará assentamento no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, consignando-se o respectivo número de ordem e data do evento. § 2º - Poderá a Secretaria da Fazenda disciplinar a aposição de visto autenticador nos livros fiscais no momento de sua apresentação à fiscalização, em qualquer situação prevista na legislação ou para atendimento de exigência fiscal. https://player.vimeo.com/video/578605367 Segundo o RICMS-SP: No Ripi: Artigo 213 - Salvo disposição em contrário, o contribuinte deverá manter, em cada estabelecimento, conforme as operações ou prestações que realizar, os seguintes livros fiscais: I - Registro de Entradas, modelo 1; II - Registro de Entradas, modelo 1-A; III - Registro de Saídas, modelo 2; IV - Registro de Saídas, modelo 2-A; V - Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3; VI - Registro do Selo Especial de Controle, modelo 4; VII - Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5; VIII - Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6; IX - Registro de Inventário, modelo 7; X - Registro de Apuração do IPI, modelo 8; XI - Registro de Apuração do ICMS, modelo 9; XII - Livro de Movimentação de Combustíveis - LMC. Os livros Registro de Entradas, modelo 1, e Registro de Saídas, modelo 2, serão utilizados por contribuinte sujeito, simultaneamente, à legislação do IPI e à do ICMS. Os livros Registro de Entradas, modelo 1-A, e Registro de Saídas, modelo 2-A, serão utilizados por contribuinte sujeito apenas à legislação do Imposto de Circulação de Mercadorias e de Prestação de Serviços. O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque será utilizado por estabelecimento industrial ou a ele equiparado pela legislação federal e por atacadista. Pode, a critério do Fisco, Art. 444. Os contribuintes manterão, em cada estabelecimento, conforme a natureza das operações que realizarem, os seguintes livros fiscais: I - Registro de Entradas, modelo 1; II - Registro de Saídas, modelo 2; III - Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3; IV - Registro de Entrada e Saída do Selo de Controle, modelo 4; V - Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5; VI - Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6; VII - Registro de Inventário, modelo 7; e VIII - Registro de Apuração do IPI, modelo 8. § 1º Os livros Registro de Entradas e Registro de Saídas serão utilizados pelos estabelecimentos industriais e pelos que lhes são equiparados. § 2º O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque será utilizado pelos estabelecimentos industriais, e equiparados a industrial, e comerciantes atacadistas, podendo, a critério da Secretaria da Receita Federal do Brasil, ser exigido de outros estabelecimentos, com as adaptações necessárias. § 3º O livro Registro de Entrada e Saída do Selo de Controle será utilizado pelo estabelecimento que fabricar, importar ou licitar produtos sujeitos ao emprego desse selo. § 4º O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais será utilizado pelos estabelecimentos que confeccionarem documentos fiscais para o uso próprio ou para terceiros. § 5º O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências será utilizado pelos estabelecimentos obrigados à emissão de documentos fiscais. § 6º O livro Registro de Inventário será utilizado pelos estabelecimentos que mantenham em estoque matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem e, ainda, produtos em fase de fabricação e produtos acabados. § 7º O livro Registro de Apuração do IPI será utilizado pelos estabelecimentos industriais e equiparados a industrial. § 8º Aos livros de que trata esta Seção aplica-se o disposto no art. 382. ser exigido de estabelecimento de contribuinte de outro setor, com as adaptações necessárias. O livro Registro do Selo Especial de Controle será utilizado pelo estabelecimento que fabricar, importar ou licitar produtos sujeitos ao emprego desse selo, hipóteses previstas na legislação do IPI. O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais será utilizado por estabelecimentos que confeccionarem impressos de documentos fiscais para terceiro ou para uso próprio. Os livros Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências e Registro de Inventário serão utilizados por todos os estabelecimentos. O livro Registro de Apuração do IPI será utilizado por estabelecimento industrial ou a ele equiparado que seja contribuinte do Imposto sobre Produtos Industrializados. De acordo com os artigos 30, § 3°, inciso I, alínea e 83, inciso I, alínea “d” e inciso II, alínea “e” e parágrafo único, item 4, O livro Registro de Apuração do ICMS será utilizado por todo estabelecimento inscrito como contribuinte do Imposto de Circulação de Mercadorias e de Prestação de Serviços. O Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC) será escriturado diariamente por posto revendedor de combustíveis, observada a legislação federal específica, sem prejuízo de eventuais normas complementares expedidas pela Secretaria da Fazenda. De acordo com o § 14 do artigo 213 do RICMS-SP, o Livro de Movimentação de Produtos (LMP) será escriturado diariamente pelo transportador revendedor retalhista (TRR) e pelo transportador revendedor retalhista na navegação interior (TRRNI). Destina-se ao registro dos estoques e das movimentações de compra e venda de óleo diesel, querosene iluminante e óleos combustíveis, de acordo com o modelo estabelecido e os termos da legislação federal específica, sem prejuízo de eventuais normas complementares expedidas pela Secretaria da Fazenda. Destina-se à escrituração de documentos fiscais relativos à entrada de mercadorias no estabelecimento a qualquer título, sejam elas destinadas à comercialização, à industrialização, ao ativo imobilizado, ao consumo etc., inclusive as que não transitaram pelo estabelecimento adquirente, representadas por notas fiscais de compras, devoluções, transferências etc. e documentos fiscais relativos à prestação de serviços tomados pelo estabelecimento que estejam sujeitos ao ICMS. Livro Registro de Entradas modelos 1 e 1-A3.11.1 Segundo o artigo 214, RICMS-SP, “O livro Registro de Entradas, modelo 1 ou 1-A, destina-se à escrituração da entrada, a qualquer título, de mercadoria no estabelecimento ou de serviço por este tomado”. Deverão utilizar o modelo 1 os estabelecimentos que realizem atividade comercial e industrial, contribuintes do ICMS e do IPI, e o modelo 1-A, os que realizem somente a atividade comercial, contribuintes exclusivamente do ICMS. A diferença entre os dois modelos é o campo de IPI, utilizado pela indústria para registrar o crédito desse imposto, em conformidade com o RICMS-SP, artigo 213, § 3º: Artigo 213 - [...] § 3º - O livro Registro de Entradas, modelo 1-A, e o Registro de Saídas, modelo 2-A, serão utilizados por contribuinte sujeito apenas à legislação do Imposto de Circulação de Mercadorias e de Prestação de Serviços. Figura 22 - Registro de entradas – modelo 1 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab 411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . Figura 23 - Registro de entradas Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/22.pnghttp://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/23.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument 411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . Figura 24 - Registro de entradas Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab 411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . Figura 25 - Registro de entradas – modelo 1-A http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/24.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab 411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . Destina-se à escrituração de documentos fiscais relativos à saída de mercadorias do estabelecimento, a qualquer título, bem como à transmissão da propriedade de mercadorias entregues aos clientes sem transitar pelo estabelecimento remetente, saídas diretamente de armazéns gerais, depósitos fechados ou repartições alfandegadas; também, de documentos fiscais relativos à prestação de serviços de comunicação e de transportes sujeitos ao ICMS. Deverão utilizar o modelo 2 os estabelecimentos que realizam atividade comercial e industrial e contribuintes do ICMS e do IPI, e o modelo 2-A, os que realizem somente a atividade comercial, contribuintes exclusivamente do ICMS. A diferença entre os dois modelos é o campo do IPI, utilizado pela indústria para registrar o débito desse imposto. Livro Registro de Saídas modelos 2 e 2-A3.11.2 Artigo 215 - O livro Registro de Saídas, modelo 2 ou 2-A, destina-se à escrituração da saída de mercadoria, a qualquer título, ou da prestação de serviço; § 1º - Será também escriturado o documento fiscal relativo à transmissão de propriedade de mercadoria que não transitar pelo estabelecimento. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/25.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Os lançamentos das operações e das prestações serão feitos por ordem cronológica, segundo as datas de emissão dos documentos fiscais, pelos totais diários, no prazo de cinco dias subsequentes ao da ocorrência do fato gerador, (art. 459, § 2º, Ripi/02), com desdobramento em tantas linhas quantas forem as alíquotas aplicadas do imposto e as naturezas das operações ou prestações, de acordo com o Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP). É permitido o registro conjunto dos documentos de numeração seguida da mesma série e subsérie, segundo o artigo 215 do RICMS-SP. Artigo 213 - [...] § 3º - O livro Registro de Entradas, modelo 1-A, e o Registro de Saídas, modelo 2-A, serão utilizados por contribuinte sujeito apenas à legislação do Imposto de Circulação de Mercadorias e de Prestação de Serviços. Figura 26 - Registro de saídas – modelo 2 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/26.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Figura 27 - Registro de saídas – modelo 2-A Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . Utilizado por estabelecimento industrial ou a ele equiparado pela legislação federal e por comerciante atacadista, destina-se ao controle quantitativo da produção e do estoque de mercadorias. Pode, a critério do Fisco, ser exigido de estabelecimento de contribuinte de outro setor não industrial, com as adaptações necessárias. Segundo o RICMS-SP, Livro Registro de Controle da Produção e do Estoque3.11.3 Artigo 216 - O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, modelo 3, destina-se à escrituração dos documentos fiscais e dos documentos de uso interno do estabelecimento, correspondentes às entradas e saídas, à produção e às quantidades referentes aos estoques de mercadorias § 1º - Os registros serão feitos operação a operação, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de mercadoria. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/27.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Figura 28 - Registro de Controle da Produção e do Estoque – Modelo 3 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . É utilizado nas hipóteses previstas na legislação do IPI pelo estabelecimento que fabricar, importar ou licitar produtos sujeitos ao emprego do selo de controle e pelo RICMS-SP, artigo 218. Livro Registro de Selo Especial de Controle, modelo 43.11.4 Do RIPI: Art. 467. O livro Registro de Entrada e Saída do Selo de Controle, modelo 4, destina-se à escrituração dos dados relativos à entrada e saída do selo de controle previsto no Capítulo III do Título VIII – Das Obrigações Acessórias. § 1º A escrituração será efetuada em ordem cronológica, operação a operação, pelo movimento diário quanto às saídas do selo, devendo ser utilizada uma folha para cada grupo ou subgrupo, cor e série, esta se houver. Do RICMS: Artigo 218 - O livro Registro do Selo Especial de Controle, modelo 4, destina-se à escrituração dos dados relativos ao recebimento e à utilização do selo especial de controle previsto pela legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, que se fará nos termos dessa legislação [...]. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/28.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Figura 29 - Registro do selo especial de controle – modelo 4 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5, destina-se à escrituração da confecção de impressos de documentos fiscais previstos no artigo 124 do RICMS-SP, para terceiro ou para o próprio estabelecimento impressor. Os registros serão feitos operação a operação, em ordem cronológica das saídas dos impressos fiscais confeccionados ou de sua elaboração, no caso de serem utilizados pelo próprio estabelecimento. Sua escrituração não poderá se atrasar por mais de cinco dias. Livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 53.11.5 Artigo 219 - O livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, modelo 5, destina-se à escrituração da confecção de impressos de documentos fiscais previstos no artigo 124, para terceiro ou para o próprio estabelecimento impressor § 1º - Os registros serão feitos operação a operação, em ordem cronológica das saídas dos impressos fiscais confeccionados, ou de sua elaboração no caso de serem utilizados pelo próprio estabelecimento. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/29.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocumentFigura 30 - Registro de impressão de documentos fiscais – modelo 5 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, utilizado por todos os estabelecimentos contribuinte do IPI e do ICMS, destina-se à escrituração da entrada de notas fiscais de uso do próprio contribuinte, impressas por estabelecimentos gráficos ou pelo próprio usuário, bem como à lavratura, pelo Fisco, de termos de ocorrências e, pelo usuário, às anotações de qualquer irregularidade ou falta praticada ou outra comunicação ao Fisco prevista no regulamento ou no ato normativo. A escrituração deverá ser feita por registros de operação a operação, em ordem cronológica de aquisição ou confecção própria, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, série e subsérie, se houver, do impresso de documento fiscal. Livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6 3.11.6 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/30.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Artigo 220 - O livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6, destina-se à escrituração da entrada de impressos de documentos fiscais previstos no artigo 124, confeccionados por estabelecimentos gráficos ou pelo próprio contribuinte usuário, bem como à lavratura de termos de ocorrências; § 1º - Os registros serão feitos operação a operação, em ordem cronológica de aquisição ou confecção própria, devendo ser utilizada uma folha para cada espécie, série e subsérie do impresso de documento fiscal. [...] § 3º - Do total de folhas deste livro, 50% (cinquenta por cento), no mínimo, serão destinadas à lavratura, pelo fisco, de termos de ocorrências, as quais, devidamente numeradas, deverão ser impressas no final do livro, de acordo com o modelo contido no Anexo/Modelos. § 4º - Nas folhas referidas no parágrafo anterior, serão também lavrados termos pelo contribuinte, nas hipóteses expressamente previstas. Figura 31 - Registro de utilização de documentos fiscais e termos de ocorrência – modelo 6 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/31.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Figura 32 - Registro de utilização de documentos fiscais e termos de ocorrência - Verso Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . Segundo o RICMS-SP e o Ripi, o livro Registro de Inventário destina-se a relacionar, pelos seus valores e com especificações que permitam sua perfeita identificação, mercadorias, matérias- primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados e produtos em fabricação existentes no estabelecimento na época do balanço. Livro Registro de Inventário, modelo 73.11.7 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/32.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Nesse livro, deverão ser também relacionados, separadamente, mercadorias, matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados pertencentes ao estabelecimento em poder de terceiros e os pertencentes a terceiros em poder do estabelecimento. O inventário deverá ser levantado em cada estabelecimento no último dia do ano-calendário para a empresa que não mantiver escrita contábil, devendo a escrituração ser efetivada dentro de 60 dias, contados da data do encerramento do balanço ou do último dia do ano civil. Artigo 221 - O livro Registro de Inventário, modelo 7, destina-se a arrolar, pelos seus valores e com especificações que permitam sua perfeita identificação, mercadorias, matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados e produtos em fabricação, existentes no estabelecimento na época do balanço. § 1º - No livro referido neste artigo serão também arrolados, separadamente: 1 - mercadorias, matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem e produtos manufaturados pertencentes ao estabelecimento, em poder de terceiros; 2 - mercadorias, matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados e produtos em fabricação, de terceiros, em poder do estabelecimento. § 2º - O arrolamento em cada grupo deverá ser feito: 1 - segundo a ordenação da tabela prevista na legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI; 2 - de acordo com a situação tributária da mercadoria, tal como tributada, não tributada, isenta. Artigo 221 - [...] § 4º - Após o arrolamento, deverá ser consignado o valor total de cada grupo mencionado no “caput” e no § 1º e, ainda, o total geral do estoque existente. § 5º - O disposto no item 1 do § 2º e no item 1 do § 3º não se aplica a estabelecimento comercial não equiparado a industrial. § 6º - Se a empresa não mantiver escrita contábil, o inventário será levantado em cada estabelecimento no último dia do ano calendário. § 7º - A escrituração deverá ser efetivada dentro de 60 (sessenta) dias, contados da data do balanço referido no “caput” ou, no caso do parágrafo anterior, do último dia do ano civil. § 8º - Inexistindo estoque, o contribuinte mencionará esse fato na primeira linha, após preencher o cabeçalho da página. Figura 33 - Registro de inventário – modelo 7 Fonte: www.fazenda.sp.gov.br [http://www.fazenda.sp.gov.br/legislacao] . No livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, são registrados, de acordo com o período de apuração que atualmente é mensal, os valores totais escriturados nos livros Entrada e Saída, separados pelos códigos fiscais de operações e prestações (CFOPs). Os totais do IPI destacados nas notas fiscais de compra são escriturados no livro de registro de entrada, representando os créditos. Esse valor é transferido para o livro Apuração como créditos de IPI. Posteriormente, os totais do imposto destacados nas notas fiscais de venda, que são escrituradas no livro de saída, são transferidos para o livro Apuração como débitos do IPI. Como o IPI é um imposto não cumulativo, ele deverá ser recolhido pela diferença do crédito menos o débito. Isso gera o IPI a recolher, que deverá ser recolhido em documento específico para arrecadação de tributos federais, denominado Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). O regime de apuração do IPI está determinado pelo artigo 477 do Ripi: Livro Registro de Apuração do IPI, modelo 83.11.8 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/33.png http://www.fazenda.sp.gov.br/legislacao Art. 477. O livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, destina-se a consignar, de acordo com os períodos de apuração fixados neste Regulamento, os totais dos valores contábeis e dos valores fiscais das operações de entrada e saída, extraídos dos livros próprios, atendido o Código Fiscal de Operações e Prestações – CFOP. Parágrafo único. No livro Registro de Apuração do IPI serão também registrados os débitos e os créditos do imposto, os saldos apurados e outros elementos que venham a ser exigidos. Figura 34 - Registro de apuração do IPI – modelo 8 Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/34.pnghttp://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Figura 35 - Registro de apuração do IPI – modelo 8 verso Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800 a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . O Livro Registro de Apuração do ICMS, modelo 9, deve ser apurado mensalmente pelos estabelecimentos. Da mesma forma que o IPI, o ICMS também é um imposto não cumulativo, ou seja, o valor a recolher será a diferença entre os créditos e os débitos ocorridos no mês. Ocorrendo a hipótese de a apuração resultar em saldo credor, o valor será transferido para compensação com os débitos do mês seguinte. Os totais do ICMS destacados nas notas fiscais de compra são escriturados no Livro de Registro de Entrada, representando os créditos. Esse valor é transferido para o livro Apuração como créditos de ICMS. Posteriormente, os totais do ICMS constante nas notas fiscais de venda, que são escrituradas no livro Saída, são transferidos para o livro Apuração como débitos do ICMS. Como o ICMS é um imposto não cumulativo, ele deverá ser recolhido pela diferença do crédito menos o débito, gerando o ICMS a recolher. Havendo na apuração saldo devedor, resultará em ICMS a pagar, que deverá ser recolhido em documento próprio denominado Gare ICMS (Guia de Arrecadação Estadual). A utilização do livro de Registro de Apuração do ICMS está elencada no artigo 223 do RICMS-SP: Livro Registro de Apuração do ICMS, modelo 93.11.9 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/35.png http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument Artigo 223 - O livro Registro de Apuração do ICMS, modelo 9, destina-se a anotar os totais dos valores contábeis e os dos valores fiscais, relativos ao imposto, das operações de entrada e de saída e das prestações recebidas e realizadas, extraídos dos livros próprios e agrupados segundo o Código Fiscal de Operações e Prestações. § 1º - No livro a que se refere este artigo serão registrados, também, os débitos e os créditos fiscais, a apuração dos saldos e os dados relativos às guias de informação e às guias de recolhimento do imposto. § 2º - A escrituração do livro será feita no final do período de apuração do imposto. Figura 36 - Registro de apuração de ICMS https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/36.png Fonte: app1.sefaz.mt.gov.br [http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/a b411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument] . http://app1.sefaz.mt.gov.br/sistema/legislacao/regulamentoicms.nsf/cc90333e16d28a8c0425736e0076800a/ab411ddc9c642d110425739100712838?OpenDocument https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/36_B.png Videoaula - Obrigações acessórias eletrônicas Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578606523] . Atualmente, a maioria das empresas de todo o país e do mundo utilizam programas de computador para seus trabalhos operacionais e principalmente administrativos. A cada dia, a informática faz-se mais presente nelas, haja vista que a robotização dos processos produtivos ganha cada vez mais espaço no interior das indústrias. Como não poderia ser diferente, os setores administrativos também passam a usar essa tecnologia com intuito de agilizar os processos para tomada de decisão, resultando em empresas mais enxutas e competitivas. Dentro desses processos administrativos, encontramos o departamento de contabilidade totalmente informatizado, com softwares próprios para efetuar toda a escrituração contábil e principalmente a fiscal. Isso permite processar um maior volume de informações com um menor grau de erros, gerando todas as demonstrações contábeis, como balanço patrimonial, demonstrações de resultados e demonstrações do fluxo de caixa, que veremos no próximo capítulo. Veremos a seguir as obrigações acessórias a que as empresas estão obrigadas. Aliados a elas estão os modelos de documentos e livros fiscais, principalmente no âmbito dos tributos estaduais. Para não deixarmos lacuna, uma vez que as obrigações acessórias de âmbito federal Processo de escrituração fiscal eletrônica3.12 https://player.vimeo.com/video/578606523 estão em sua grande maioria informatizadas, procuraremos trazer as telas dos programas mais utilizados. Em substituição ao Dacon (demonstrativo de apuração de contribuições sociais), a Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1 de março de 2012, instituiu como obrigatória a geração do arquivo da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições. A EFD Contribuições é parte integrante do projeto Sped a que se refere o Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, que busca promover a integração dos fiscos federal, estaduais, do Distrito Federal e, futuramente, municipais. Tornou-se obrigatória a geração de arquivo da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições a partir do ano-calendário de 2012, não apenas para as pessoas jurídicas contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, mas também para os contribuintes da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (MP nº 540/2011, convertida na Lei nº 12.546/2011). A seguir, vocês verão algumas telas do EFD Contribuições disponíveis no site da Receita Federal do Brasil. EFD Contribuições3.12.1 Figura 37 - Tela EFD Contribuições 1 2 3 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37a.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37b.png 4 5 6 7 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37c.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37d.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37e.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37f.png Fonte: www.gov.br [https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e- demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/efd-contribuicoes/programa-validador-da- escrituracao-fiscal-digital-das-contribuicoes-incidentes-sobre-a-receita-efd-contribuicoes-2] . A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) tem atualmente periodicidade mensal e é utilizada para a prestação das informações relativas aos tributos e às contribuições apurados pelas pessoas jurídicas, bem como daquelas relativas aos pagamentos efetuados dos débitos nela declarados e sobre suspensão da exigibilidade do crédito tributário, parcelamentos e compensações. As normas disciplinadoras da DCTF, relativas a fatos geradores que ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 2010, são as estabelecidas pela Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009. Ela revogou as demais IN RFB. As empresas devem apresentar DCTF mensal. A seguir, apresentamos algumas telas do programa gerador da DCTF, disponíveis no site www.receita.fazenda.gov.br [http://www.receita.fazenda.gov.br/] : Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF)3.12.2 https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/efd-contribuicoes/programa-validador-da-escrituracao-fiscal-digital-das-contribuicoes-incidentes-sobre-a-receita-efd-contribuicoes-2 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/37g.png http://www.receita.fazenda.gov.br/ Figura 38 - Telas DCTF 1 2 3 4 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/38a.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/38b.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/38c.png Fonte: www.receita.fazenda.gov.br [www.receita.fazenda.gov.br] . A ECF substitui a declaração de informações econômico-fiscais da pessoa jurídica (DIPJ), a partir do ano-calendário 2014, com entrega prevista para o último diaútil do mês de julho do ano posterior ao do período da escrituração no ambiente do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Portanto, a DIPJ se extinguiu a partir do ano-calendário 2014. São obrigadas ao preenchimento da ECF todas as pessoas jurídicas, inclusive imunes e isentas, sejam elas tributadas pelo lucro real, lucro arbitrado ou lucro presumido, exceto: I – As pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), de que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006; II – Os órgãos públicos, às autarquias e às fundações públicas; III – As pessoas jurídicas inativas de que trata a Instrução Normativa RFB nº 1.536, de 22 de dezembro de 2014. Nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1.536, de 22 de dezembro de 2014, considera-se pessoa jurídica inativa aquela que não tenha efetuado qualquer atividade operacional, não operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro ou de capitais, durante todo o ano-calendário. Abaixo, veja algumas telas do programa gerador, disponíveis no site da Receita Federal do Brasil. Escrituração contábil fiscal (ECF)3.12.3 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/www.receita.fazenda.gov.br https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/38d.png Figura 39 - Telas ECF 1 2 3 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39a.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39b.png 4 5 6 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39c.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39d.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39e.png Fonte: www.gov.br [https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e- demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/escrituracao-contabil-fiscal-ecf/sped- programa-sped-contabil-fiscal] . 7 Como dito anteriormente, outra obrigação acessória inclusa na listagem do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), a ECD foi instituída para substituir as escriturações que antes eram feitas em papel, como livro Diário e seus auxiliares, livro Razão e seus auxiliares, livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos. Segundo o artigo 3º da Instrução Normativa RFB nº 1.420/2013, estão obrigadas a adotar a ECD, em relação aos fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014: Escrituração contábil digital (ECD)3.12.4 https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital/escrituracao-contabil-fiscal-ecf/sped-programa-sped-contabil-fiscal https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39f.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/39g.png I – as pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no lucro real; II – as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que distribuírem, a título de lucros, sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou dividendos superior ao valor da base de cálculo do Imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita; e III – As pessoas jurídicas imunes e isentas que, em relação aos fatos ocorridos no ano calendário, tenham sido obrigadas à apresentação da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições, nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012. Recapitulando a Unidade 3 Na unidade 3 falamos sobre contabilidade tributária. Primeiramente, conceituamos Contabilidade como a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas à administração econômica. Falamos um pouco sobre quem são os usuários das informações contábeis, a saber, gestores, fornecedores, investidores e governo. A contabilidade, de um modo geral, armazena todas as informações da empresa, também elaborando relatórios gerenciais extracontábeis para tomada de decisão da alta gerência. Em seguida, explanamos a contabilidade tributária como um ramo que tem como principais objetivos e funções a aplicação de regras e princípios próprios para interpretar e aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária, gerenciar e apurar rigorosamente os tributos incidentes nas diversas atividades das empresas. Passamos pelos elementos fundamentais dos tributos, como a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação em razão de prévia determinação legal, correspondente a uma obrigação tributária. Falamos sobre a lei, o objeto, o fato gerador, o contribuinte ou responsável, a base de cálculo, a alíquota, tudo isso para compor os elementos fundamentais das obrigações principais e acessórias. A obrigação tributária principal é o pagamento do tributo ou de penalidade pecuniária ao Estado, tendo sempre conteúdo patrimonial. As obrigações tributárias acessórias são os deveres instrumentais representados por atos e fatos administrativos exigidos pelo sujeito ativo com o intuito de assegurar o interesse da arrecadação dos tributos e também para facilitar a atividade de fiscalização no sujeito passivo. Falamos um pouco sobre o processo de escrituração contábil, as formalidades exigidas por lei, desse processo de escrituração, o processo de escrituração fiscal e sobre os tipos de documentos fiscais, que são suportes para a contabilidade. É importante lembrar que escrituração contábil e fiscal são coisas diferentes. Releia os tópicos para ter clara a diferença de cada uma. Ainda na unidade 3, conversamos sobre os conhecimentos de transporte de carga e bilhetes de passagem, que também estão relacionados aos documentos fiscais comprobatórios para escrituração contábil e fiscal. Exercícios de fixação Complete a sentença: O processo de escrituração fiscal está ligado intimamente com a , uma vez que seus objetivos principais são as aplicações de regras e princípios para interpretar e aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária, com o fim específico de apurar o resultado econômico dentro do exercício social. Selecione... Complete a sentença: Independentemente do porte ou da tipicidade jurídica, a empresa necessita de para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente os negócios, inclusive para atender à e à . Selecione... Selecione... Selecione... Videoaula - Demonstrações financeiras – Parte 1 Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578608103] . https://player.vimeo.com/video/578608103 Demonstrações financeiras4 A ciência contábil registra os fatos econômicos e atinge assim os objetivos propostos mediante uma técnica chamada escrituração. Para colocar ordem no caos e compor a estrutura dos elementos – as contas e os respectivos valores –, ela faz a montagem de seus demonstrativos, ou demonstrações financeiras, que deverão espelhar com clareza a situação patrimonial da empresa e as mutações ocorridas no exercício social. As principais demonstrações financeiras obrigatórias, conforme dispõe o artigo 176 da Lei nº 6.404/1976 – Lei das Sociedades por Ações –, com as alterações promovidas pela Lei nº 11.638/2007 e pela Lei nº 11.941/2009, são: Balanço patrimonial (BP); Demonstração do resultado do exercício (DRE); Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados (DLPA); Demonstração dos fluxos de caixa (DFC); Demonstração do valor adicionado (DVA), apenas obrigatória para as companhias abertas que negociam ações na bolsa de valores. As demonstrações financeiras devem ser complementadas por notas explicativas e por outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários à transparência e para esclarecimentos da situação patrimonial e do resultadodo exercício. Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demonstração do resultado do exercício; e IV – demonstração dos fluxos de caixa; e V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. [...] § 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. Todas as demonstrações financeiras elaboradas pela empresa deverão ser transcritas no livro Diário. Figura 40 - Demonstrações financeiras Fonte: Scott Graham/Unsplash. Art. 176. [...] 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. § 5º As notas explicativas devem: I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos; II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras; I – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada; e IV – indicar: a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo; b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo único); c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art. 182, § 3º); d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes; e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo; f) o número, espécies e classes das ações do capital social; g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício; h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1º); e i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/40.jpg Segundo a Lei das Sociedades por Ações: As demonstrações financeiras deverão ser publicadas em jornais, havendo alguns requisitos fundamentais para dar publicidade a elas: a. Denominação da empresa. b. Título de cada demonstração financeira (BP, DRE, DLPA, DFC e DVA). c. Data do exercício social. d. Indicação dos valores do exercício atual e do exercício anterior. e. Podem ser apresentadas eliminando os últimos três dígitos decimais, em função de números grandes. Nesse caso, deve-se colocar no cabeçalho “em mil”. O tratamento destas demonstrações financeiras varia de acordo com o tipo de constituição da sociedade empresarial. Há dois tipos principais: as sociedades anônimas (S.A.) que deverão publicar suas demonstrações financeiras no diário oficial e as sociedades por quotas de responsabilidade limitada (Ltda.) que não tem obrigatoriedade de publicação, mas devem apresentar suas demonstrações financeiras na declaração de Imposto de renda em atendimento ao Código Civil. As sociedades ou conjunto de sociedades, sob controle comum, que tiverem no exercício social anterior ativo (a soma dos Bens e Direitos) total superior a 240 milhões de reais, são consideradas sociedades de grande porte. Aplicam-se a essas sociedades, ainda que não constituídas sob a forma de sociedade por ações (as grandes Ltdas.), as disposições da lei, sobre escrituração e elaboração das demonstrações financeiras. (MARION, 2009, p. 47). Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa. A Lei das Sociedades por Ações, em seu artigo 178, define o balanço patrimonial de forma a facilitar aos usuários dessas informações a identificação da situação financeira e econômica da empresa. Balanço patrimonial4.1 Quadro 1 - Balanço patrimonial Balanço patrimonial Ativo Passivo Ativo circulante Passivo circulante Ativo não circulante Passivo não circulante Realizável em longo prazo Exigível em longo prazo Investimentos Imobilizado Patrimônio líquido Intangível Capital social Reserva de capital Ajuste de avaliação patrimonial Reserva de lucros Ações em tesouraria Prejuízos acumulados Total do ativo Total do passivo Fonte: Elaborado pelo autor (2020). Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. § 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: I - ativo circulante; e II - ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. § 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I - passivo circulante; II - passivo não circulante; e III - patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. As contas dispostas no balanço patrimonial estão divididas em dois grandes grupos: o ativo, que é graficamente representado no balanço no lado esquerdo, e o passivo, disposto do lado direito. O ativo é um conjunto de bens e direitos de propriedade da empresa. As contas do ativo serão apresentadas em ordem crescente do grau de liquidez (agilidade de um bem ou título em ser transformado em dinheiro), nos seguintes grupos: Ativo circulante: são classificados nessa conta o dinheiro disponível em caixa ou banco e os itens que possam ser transformados em dinheiro rapidamente. É representado por: Disponibilidades: tendo como suas principais contas Caixa, Bancos Conta Movimento e Aplicações Financeiras de Curtíssimo Prazo, que identificam o dinheiro disponível da empresa. Direitos realizáveis: todos os valores que possam ser transformados em dinheiro no curto prazo, ou seja, até 360 dias após a data do balanço, tendo como suas principais contas Estoques e Duplicatas a Receber, direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente. Ativo não circulante: representado por ativo realizável em longo prazo, investimentos, ativo imobilizado e intangível, sendo representado por: Realizável em longo prazo: são os direitos que serão transformados em dinheiro no longo prazo, realizáveis após o curso do exercício social subsequente, ou seja, um período superior a Ativo4.1.1 Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia; III - em investimentos: as participações permanentes em outrassociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; VI - no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. um ano. São classificados nesse grupo os adiantamentos ou os empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores e acionistas não recebíveis imediatamente. Temos aí as contas Títulos a Receber e Empréstimos a Coligadas, Acionistas e Diretores. Investimentos: são aplicações que não têm a ver com a manutenção da atividade da empresa, não estão vinculados à atividade fim dela, não alteram o volume de vendas ou a produção. Classificamos neste grupo as contas Ações em Outras Companhias, Terrenos para Expansão, Imóveis para Renda de Aluguéis e Obras de Arte. Ativo imobilizado: representa os direitos destinados à atividade fim da empresa. São bens corpóreos dos quais dependem a manutenção da atividade principal da empresa, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a ela benefícios, riscos e controle deles. São os bens que auxiliam a empresa na sua produção, tais como prédio industrial ou comercial, máquinas, equipamentos, veículos, móveis e utensílios etc. Intangível: são os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da empresa ou para exercício de sua atividade fim. Estão classificados nesse grupo as contas Fundo de Comércio, Software, Marcas e Patentes etc. Quadro 2 - Ativos Ativo Ativo circulante Disponível Caixa Bancos conta movimento Aplicação financeira Duplicatas a receber Outros créditos Estoques Total do ativo circulante Ativo não circulante Realizável a longo prazo Empréstimos a coligadas Adiantamentos a diretores Títulos a receber Investimentos Ações em outra companhias Imobilizado Prédio industrial Máquinas e equipamentos Veículos Móveis e utensílios Intangível Marcas e patentes Software Total do ativo não circulante Total do ativo Fonte: Elaborado pelo autor (2020). Estão representadas neste grupo todas as obrigações que a empresa tem com terceiros. Evidencia todas as dívidas que serão pagas pela organização, classificadas em dois grupos: o passivo circulante e o passivo não circulante. O que vai diferenciar um grupo do outro também será o lapso temporal de um ano. É composto por obrigações de curto prazo e de longo prazo, da mesma forma que o ativo. No passivo circulante, vamos classificar as obrigações com terceiros de curto prazo, representada por dívidas com fornecedores, com os funcionários (salários a pagar), com os entes públicos – União, estado e município (impostos a pagar) – e com instituições financeiras (empréstimos a pagar). No passivo não circulante, serão representadas as obrigações com terceiros de longo prazo, compostas por financiamentos obtidos em longo prazo, normalmente com a finalidade de aquisição de ativos imobilizados, levantados junto a bancos de desenvolvimento e de investimentos. Também classificaremos aí os empréstimos e os adiantamentos adquiridos de acionistas e empresas coligadas ou controladas. Passivo4.1.2 Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei. Demonstra o total de recursos próprios da empresa que foram aplicados pelos proprietários, denominados de capital social, bem como os lucros não distribuídos aos sócios que foram Patrimônio líquido4.1.3 reinvestidos, conforme dispõe o artigo 182 da Lei nº 6.404/1976. São classificados neste grupo: Capital social: é o montante de capital aplicado pelos sócios ou acionistas na empresa, deduzido da parcela ainda não realizada. Reservas de capital: inclui a contribuição do subscritor de ações que exceder o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social (ágio na emissão de ações), inclusive nos casos de conversão de ações de debêntures ou partes beneficiárias. Inclui o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não capitalizado. Ajustes de avaliação patrimonial: enquanto não computadas no resultado do exercício, em obediência ao regime de competência, serão classificadas neste grupo as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e passivo, em decorrência de avaliação ao preço justo. Reserva de lucros: são as contas formadas pela apropriação de lucros da empresa a cada exercício social não distribuídos para os acionistas. São representadas pelas reservas a seguir: Reserva legal: instituída para dar proteção ao credor, deve ser constituída com a destinação de 5% do lucro líquido do exercício, não podendo ultrapassar o limite de 20% do capital social. A utilização dessa reserva está restrita a compensação de prejuízos e aumento de capital. Reservas estatutárias: são constituídas por determinação do estatuto da companhia, como destinação de uma parcela dos lucros do exercício. Para elas, a empresa deve definir finalidade de modo preciso e completo, estabelecer limites e critérios. Não podem restringir o pagamento dos dividendos obrigatórios. Reservas para contingências: o objetivo da constituição dessa reserva é segregar uma parcela de lucros correspondente a prováveis perdas extraordinárias futuras que acarretarão diminuição deles (ou até surgimento de prejuízo) em exercícios futuros Prejuízos acumulados: classificam-se neste grupo os resultados negativos acumulados pela entidade. Cabe salientar que, havendo saldo positivo no resultado da empresa, ele deverá ser destinado para a conta Reservas de Lucros. Quadro 3 - Passivos e patrimônio líquido Passivo Passivo circulante Fornecedores Contas a pagar Salários a pagar Encargos a pagar Impostos a pagar Empréstimos bancários Total do passivo circulante Passivo não circulante Exigível em longo prazo Empréstimos de coligadas Adiantamentos de diretores Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. § 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; § 2º Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não-capitalizado. § 3º Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei. § 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. §5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. Empréstimos a pagar Parcelamento de tributos Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social Reserva de capital Ajuste de avaliação patrimonial Reserva de lucros Ações em tesouraria Prejuízos acumulados Total do patrimônio líquido Total do passivo Fonte: Elaborado pelo autor (2020). Videoaula - Demonstrações financeiras – Parte 2 Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578609096] . A demonstração do resultado do exercício é apurada simultaneamente com o balanço patrimonial. Constitui-se na demonstração financeira que expressa a composição do resultado Demonstração do resultado do exercício (DRE)4.2 https://player.vimeo.com/video/578609096 líquido das operações realizadas pela empresa (lucro ou prejuízo) em um dado período de tempo, geralmente no encerramento do exercício social. Deduzem-se das receitas de vendas os custos e as despesas, resultando no lucro ou no prejuízo, que é representado pela equação: Lucro/prejuízo = receita – (custos + despesas) A receita representa as vendas de produtos (indústria) ou mercadorias (comércio) ou a prestação de serviços. Ela é refletida no balanço pela entrada de dinheiro no caixa (receita a vista) ou pela entrada em forma de direitos a receber (receita a prazo) – duplicatas a receber (MARION, 2009, p. 84). Os custos são gastos relativos a bens e serviços (recursos) consumidos na produção de outros bens e serviços. Observe que não existem despesas de produção, pois todos os gastos (PEREZ JÚNIOR; OLIVEIRA; COSTA, 1999). incorridos no processo produtivo são classificados como custos. As despesas são gastos relativos a bens e serviços consumidos no processo de geração de receitas e manutenção dos negócios da empresa. Todas elas estão direta ou indiretamente associadas à realização de receita. As empresas têm despesas para gerar receitas, e não para produzir bens e serviços (PEREZ JÚNIOR; OLIVEIRA; COSTA, 1999). Essa confrontação entre receitas, custos e despesas, para atender às exigências do Imposto de Renda, é contabilizada pelo regime de competência, significando que as receitas, independentemente de as vendas terem sido recebidas ou não, serão contabilizadas como tal quando da emissão da nota fiscal. Os custos e as despesas serão contabilizados quando forem consumidos, independentemente de terem sido pagos ou não. O lucro será apurado, portanto, considerando-se determinado período, normalmente um ano: toda a despesa gerada no período (mesmo que ainda não tenha sido paga) será subtraída do total da receita também gerada no mesmo período (mesmo que ainda não tenha sido recebida) (MARION, 2009, p. 86). Segundo a Lei nº 6.404/1976, Regime de competência4.2.1 A demonstração de resultado do exercício, conforme determina o artigo 187 da Lei nº 6.404/76, é um relatório analítico para apuração do lucro ou do prejuízo líquido do exercício, no qual: A receita bruta é representada pelas vendas de produtos, mercadorias ou serviços no período do exercício social, inclusos os impostos sobre vendas, as vendas canceladas e os abatimentos. As deduções serão: Os impostos de vendas, cuja tributação e alíquota dependerão do ramo de atividade da empresa. São eles: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ISSQN (Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza) PIS (Programa de Integração Social) Cofins (Contribuição para a Seguridade Social) As devoluções são as vendas que foram total ou parcialmente canceladas por estarem em desacordo com o pedido, tendo o cliente devolvido as mercadorias. Os abatimentos podem ser desconto por pagamento no vencimento ou desconto para que o cliente não devolva as mercadorias em desacordo com o pedido. A receita operacional líquida é a subtração da receita operacional bruta das deduções. Nos custos operacionais, teremos: Para empresas industriais, o custo dos produtos vendidos (CPV), que será apurado pela contabilidade de custos levando-se em conta os fatores de produção, basicamente a matéria- prima e a mão de obra, utilizados para a transformação dos insumos em produto acabado. Para empresas comerciais, o custo das mercadorias vendidas (CMV), uma vez que essas organizações adquirem produtos acabados das indústrias para revendê-los ao consumidor final. O CMV pode ser apurado pela fórmula matemática: Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará: I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV - o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI - as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. § 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. CMV = EI + C – EF Onde: CMV – custos das mercadorias vendidas EI – estoque inicial C – compras EF – estoque final Para empresas de serviços, o custo dos serviços prestados (CSP). Deduzindo-se da receita operacional líquida os custos operacionais, teremos o lucro bruto. As despesas operacionais representam gastos necessários para a manutenção da atividade operacional da empresa, uma vez que, sem as vendas de produtos, a empresa sucumbiria, além de necessitar financiar parte de sua produção. Associado a isso, deve haver a administração, que irá planejar, executar e controlar todos os esforços de produção e venda. Despesas de vendas: são os dispêndios de lançamento, promoção, colocação e distribuição dos produtos da empresa. Envolvem as despesas com salários da área de vendas, comissão de vendas, propaganda, publicidade e campanha de promoção de marketing. Despesas administrativas: são os gastos necessários para a administração da empresa, envolvendo o planejamento, a execução e o controle das atividades de direção e gestão. São as despesas com salários da administração, honorários da diretoria, material de escritório, aluguel da administração, depreciação dos equipamentos da administração etc. Despesas financeiras: trata-se da remuneração de empréstimos e financiamentos captados junto ao mercado financeiro para custeio da produção, tais como juros, comissão bancária, descontos concedidos e juros de mora pagos etc. O lucro operacional será apurado subtraindo-se as despesas operacionais do lucro bruto. Resultados não operacionais são as receitas e as despesas não relacionadas com a atividade de operação da empresa, tais como lucro ou prejuízo na venda de ativos imobilizados (veículos, máquinas e equipamentos) ou ações (investimentos) adquiridas no mercado de capitais, aluguéis recebidos de imóveis de propriedade da empresa etc. Do produto da adição ou da subtração dos resultados não operacionais com o lucro operacional, termos o lucro antes do imposto de renda (Lair). Após a apuração do lucro, teremos que calcular os tributos incidentes sobre ele: Imposto de renda: a tributação do IR para as pessoas jurídicas tem como fato gerador o lucro, com alíquota de 15%, mais um adicionalde 10% sobre a parcela que exceder R$ 240.000,00 anuais ou R$ 20.000,00 mensais. Contribuição social: trata-se de contribuição para custeio da seguridade social, tendo como fato gerador o lucro das empresas, sendo suas alíquotas de: 15%, no caso das pessoas jurídicas de seguros privado, das de capitalização, dos bancos de qualquer espécie, das sociedades de arrendamento mercantil, das cooperativas de crédito e das associações de poupança e empréstimo; 9%, no caso das demais pessoas jurídicas. Deduzindo-se do Lair os impostos, tem-se o lucro depois do imposto de renda. Participação nos lucros: demonstram-se nessa etapa as participações e as contribuições sobre os lucros, que são: Debêntures: são valores mobiliários representativos de dívidas das sociedades anônimas, que buscam captar no mercado de capitais recursos de médio e longo prazo, assegurando ao debenturista direito de crédito contra a companhia emissora. Participações de empregados e administradores, que são complementos à remuneração com percentuais do lucro, negociados em acordos coletivos de trabalho ou contratos individuais. Contribuições à previdência privada, com o objetivo de complementar a aposentadoria dos funcionários. Finalizando a DRE, após as deduções das participações no lucro, teremos o resultado (lucro ou prejuízo) do exercício. Quadro 4 - Resultado (lucro ou prejuízo) do exercício Receita operacional bruta Venda de produtos (indústria) Venda mercadorias (comércio) Prestação de serviços (serviços) (-) Deduções Devoluções, abatimentos e impostos sobre vendas (=) Receita operacional líquida (-) Custos operacionais Custos dos produtos vendidos (indústria) Custos das mercadorias vendidas (comércio) Custos dos serviços prestados (serviços) (=) Lucro bruto (-) Despesas operacionais Despesas de vendas Despesas administrativas Despesas financeiras Outras despesas operacionais Outras receitas operacionais (=) Lucro operacional (+/-) Resultados não operacionais Receitas não operacionais Despesas não operacionais (=) Lucro antes do imposto de renda (Lair) (-) Imposto de Renda (-) Contribuição social (=) Lucro depois do imposto de renda (-) Participações nos lucros Debêntures Empregados Administradores Instituições de previdência a empregados (=) Resultado (lucro/prejuízo) do exercício Fonte: Elaborado pelo autor (2020). Vídeo Práticas Profissionais - Entrevista Dr. Anibal Monteiro, & advogados associados Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://www.youtube.com/embed/DUx27GNKIoI] . O objetivo da demonstração de lucros e prejuízos acumulados é evidenciar o destino do lucro, de acordo com o artigo 186 da Lei nº 6.404/1976: Os valores dos lucros acumulados serão adicionados aos lucros do exercício. Posteriormente, demonstram-se ajustes de exercícios anteriores. Eles poderão ser decorrentes de efeitos de mudança de critério contábil ou retificação de erros de exercícios anteriores. Reversões de reservas tornarão as reservas constituídas e não utilizadas. A empresa decidirá, de acordo com seus estatutos, de que forma se dará a divisão dos lucros remanescentes, destinando parte para a formação de reserva, parte para os dividendos e o restante para os lucros incorporados ao capital (capitalização de lucros). Demonstração de lucros e prejuízos acumulados (DLPA)4.3 https://www.youtube.com/embed/DUx27GNKIoI Quadro 5 - Demonstração de lucros e prejuízos acumulados Saldo no início do período (+/-) (+/-) Ajustes de períodos – bases anteriores (=) Saldo inicial ajustado (+/-) Resultado líquido do exercício (DRE) (+) Reversão de reserva de lucros (-) Formação de reserva de lucros (-) Capitalização de lucros (-) Dividendos ou lucros distribuídos (+/-) Outras movimentações (=) Saldo no final do período (+/-) Fonte: Elaborado pelo autor (2020). Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. § 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes. § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia. Demonstração dos fluxos de caixa (DFC)4.4 Figura 41 - Fluxo de caixa Fonte: Gabby K/Pexels. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/41.jpg Com alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/2007, a demonstração de fluxo de caixa (DFC) substituiu a demonstração das origens e aplicação de recursos (Doar). Contudo, cabe salientar que anteriormente a DFC era uma das mais importantes ferramentas gerenciais para tomada de decisão. De maneira sintética, essa demonstração indica todas as entradas e saídas efetivas de dinheiro do caixa em um determinado período, demonstradas em três fluxos: Fluxo de caixa das atividades operacionais: compreende as transações de vendas, os custos e as despesas gerados pelas atividades operacionais da empresa, tais como industrialização, comercialização ou prestação de serviços, que aumentaram ou diminuíram o caixa. Exemplos são recebimento de venda, pagamento de fornecedores, funcionários ou impostos etc. Fluxo de caixa das atividades de investimentos: são transações de compra ou venda de ativos imobilizados, aquisições ou venda de participações em outras empresas, ou seja, investimentos que, quando transacionados pela empresa, aumentam ou diminuem o caixa. Fluxo de caixa das atividades de financiamentos: demonstram onde a empresa captou recursos para financiar suas atividades. Esses recursos podem ser provenientes do mercado financeiro, por meio de empréstimos bancários de curto ou longo prazo, bem como dos acionistas ou do mercado de capitais. Serão demonstradas as entradas de caixa (captação de recursos) e as saídas de caixa, quando do pagamento dos financiamentos ou da retirada de algum acionista. Existem dois métodos que podem ser adotados para a demonstração de fluxos de caixa: Método direto: os recursos derivados das operações são demonstrados a partir dos recebimentos e dos pagamentos das operações efetuadas durante o exercício social. Método indireto: os recursos derivados das operações são demonstrados a partir do resultado do exercício pelas adições ou exclusões que elas representam em relação ao caixa. Esse método também é conhecido como método da reconciliação. Por exemplo, um aumento da conta Estoques pressupõe redução da conta Caixa. Uma redução da conta Duplicatas a Receber pressupõe um aumento da conta Caixa. Quadro 6 - Demonstração de fluxo de caixa (DFC) Fluxo de caixa das atividades operacionais Resultado do exercício Depreciação Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: I - demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: a) das operações; b) dos financiamentos; e c) dos investimentos. Variação de duplicatas a receber Variação dos estoques Variação de fornecedores Variação de contas a pagar Variação de impostos a pagar Caixa gerado pelas atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos Compras de imobilizado Aquisição de ações Recebimento por venda de ativos não circulantes Caixa gerado pelas atividades de investimentos Fluxo de caixas das atividades de financiamentos Integralização de capital Pagamentos de lucros/dividendosCaptação de empréstimos Pagamento de empréstimos e debêntures Juros pagos por empréstimos Juros recebidos de aplicações financeiras Caixa gerado pelas atividades de financiamentos Variação das disponibilidades (+) Saldo inicial das disponibilidades (=) Saldo final das disponibilidades Fonte: Elaborado pelo autor (2020). De acordo com a Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, a demonstração do valor adicionado é obrigatória apenas para as sociedades anônimas de capital aberto. Essa demonstração apresenta de forma sintética os valores correspondentes à formação de riqueza produzida pela empresa, como eles foram distribuídos entre empregados, governo, proprietários e financiadores e a parcela da riqueza não distribuída. Demonstração do valor adicionado (DVA)4.5 Quadro 7 - Demonstração do valor adicionado Demonstração do valor adicionado Descrição 20X1 20X0 Receitas Vendas de mercadorias, produtos e serviços Provisão p/devedores duvidosos Não operacionais Insumos adquiridos de terceiros Custos de produtos, mercadorias e serviços Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Perda/recuperação de valores ativos Valor adicionado bruto (1 – 2) Retenções Depreciação, amortização e exaustão Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3 – 4) Valor adicionado recebido em transferência Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras Valor adicionado total a distribuir (5+6) Distribuição do valor adicionado Pessoal e encargos Impostos, taxas e contribuições Juros e aluguéis Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: [...] II - demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. Juros sobre capital próprio e dividendos Lucros retidos/prejuízo do exercício Fonte: Elaborado pelo autor (2020). Vídeo Práticas Profissionais - Escritório de advocacia Tavares Advogados Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://www.youtube.com/embed/MpNSxQYd0oY] . https://www.youtube.com/embed/MpNSxQYd0oY Recapitulando a Unidade 4 Estudamos e exploramos na unidade 4, por fim, as demonstrações financeiras. Descrevemos, de acordo com o artigo 176 da Lei nº 6.404/1976, as principais demonstrações, que são: balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício (DRE), demonstração dos lucros e prejuízos acumulados (DLPA), demonstração dos fluxos de caixa (DFC) e demonstração do valor adicionado (DVA), apenas obrigatória para as companhias abertas que negociam ações na bolsa de valores. Vimos que todas as demonstrações financeiras elaboradas pela empresa deverão ser transcritas no livro Diário e que o tratamento dessas demonstrações financeiras varia de acordo com o tipo de constituição da sociedade empresarial. Falamos especificamente de cada demonstração, começando pelo balanço patrimonial, que é um relatório confeccionado para facilitar aos usuários a identificação da situação financeira e econômica da empresa. Depois abordamos a demonstração do resultado do exercício, que é apurada simultaneamente com o balanço patrimonial. Constitui-se na demonstração financeira, que expressa a composição do resultado líquido das operações realizadas pela empresa (lucro ou prejuízo) em um dado período de tempo, geralmente no encerramento do exercício social. Por último, falamos da demonstração de lucros e prejuízos acumulados com o objetivo de evidenciar o destino do lucro, das demonstrações de fluxo de caixa e da demonstração do valor adicionado, obrigatória apenas para as sociedades anônimas de capital aberto. Exercícios de fixação Complete a sentença: No , as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registram e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação da companhia. No , as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados. Selecione... Selecione... Selecione... Complete a sentença: A é apurada simultaneamente com o . Constitui-se na demonstração financeira que expressa a composição do resultado líquido das operações realizadas pela empresa ( ) em um dado período de tempo, geralmente no encerramento do exercício social. Selecione... Selecione... Selecione... Videoaula - Considerações finais Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/578654104] . https://player.vimeo.com/video/578654104 Considerações finais Com todo conteúdo visto até aqui, você deverá entender o conceito de tributo. Entender de que forma são separadas as atribuições de cada tipo de tributação, União, estado e município, cada um com sua competência, respeitando sempre a Constituição Federal. Deverá ter compreendido, também, que o recolhimento de tributos não tem função de enriquecimento do governo. Em tese, cada tributo arrecadado tem seu destino, muitos deles com foco na população. Queremos frisar aqui a importância dessa compreensão. Posto isso, com as unidades três e quatro, deve ficar claro que, em todo o processo de escrituração contábil e fiscal, é de extrema importância um documento suporte. Você viu ao longo desses capítulos uma série de documentos comprobatórios que podem ser utilizados como passe para a escrituração e elaboração das demonstrações financeiras. Exercícios de fixação - respostas Complete a sentença: Com objetivo de financiar a seguridade social, ou seja, dar assistência e amparo ao cidadão e à sua família em situações de doença, desemprego, velhice, instituíram-se as contribuições ao e ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a , bem como a . Programa de Integração Social (PIS) Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Complete a sentença: O Imposto sobre a Importação e exportação é de competência da/o , tendo como função principal não a arrecadação, e sim a . É utilizado para a normatização da economia de mercado, prestando-se como instrumento de controle de políticas econômicas cambiais e de comércio exterior. União regulação Complete a sentença: O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação é de competência dos , ocorrendo sua incidência sobre a transmissão de bens e direitos por herança (causa mortis) ou na doação e tem função predominantemente . Estados e do Distrito Federal fiscal Complete a sentença: O é de competência dos municípios e do Distrito Federal. O fato gerador é a prestação de serviços, conforme definida pelo artigo 1º da LC nº 116/2003, por Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) ou profissionais . Esses serviços constam de lista anexa à Lei Complementar. empresas autônomos Complete a sentença: O processo de escrituração fiscal está ligado intimamente com a , uma vez que seus objetivos principais são as aplicações de regras e princípios para interpretar e aplicar as normas legais provenientes da legislação tributária, com o fim específico de apurar o resultado econômico dentro do exercício social. contabilidade tributária Complete a sentença: Independentemente do porte ou da tipicidade jurídica, a empresa necessita de para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente os negócios, inclusive para atender à e à . escrituração contábil legislação fiscalização tributária Complete a sentença: No , as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registram e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação da companhia. No , as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementosnelas registrados. Balanço financeira ativo Complete a sentença: A é apurada simultaneamente com o . Constitui-se na demonstração financeira que expressa a composição do resultado líquido das operações realizadas pela empresa ( demonstração do resultado do exercício balanço patrimonial ) em um dado período de tempo, geralmente no encerramento do exercício social. lucro ou prejuízo Autoria Autor Possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Francisco (1984), graduação em Ciências Contábeis pela Universidade São Francisco (1987) e graduação em Direito pela Universidade São Francisco (2004). Pós-graduado em Controladoria pela Escola de Comércio Alvares Penteado (FECAP, 2000) e pós-graduado em Docência Universitária pela FAE (Curitiba, 2012). Atualmente é professor auxiliar não concursado da Universidade São Francisco e coordenador do Curso de Administração do Campus Campinas (unidades Swift e Cambuí). José Carlos Moreira Autor revisor Mestre em Engenharia de Produção pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba); pós- graduado em Gestão Tributária pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul); pós- graduado em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas); pós-graduado em Economia de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; graduado em Ciência Contábeis pela UNIGRAN (Centro Universitário da Grande Dourados); graduado em Administração de Empresas pelas Faculdades Integradas de Itapetininga; em 40 anos de carreira profissional, desenvolveu conhecimentos práticos e teóricos nas áreas de Administração, Controladoria, Custos, Contabilidade, Produção, Empreendedorismo, Logística e Educação Superior. No Acadêmico: professor de Ensino Superior Presencial e a Distância para os cursos superiores de Administração, Contabilidade, Direito e outros cursos tecnológicos e de pós-graduação; conteudista para disciplinas de EaD; escritor; avaliador do MEC de IES; ex-diretor acadêmico e coordenador dos cursos de Administração e Gestão de Recursos Humanos, Qualidade e Logística. Verci Douglas Garcia Goulart Glossário Purificar, separando de um corpo as partes heterogêneas; aperfeiçoar, esmerar. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=apurar] . Acesso em: 19 dez. 2020. Que diz respeito ao corpo; característico ou que pertence ao corpo: gesto corpóreo. Que contém corpo ou pode afetá-lo: punição corpórea. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=corporeo] . Acesso em: 19 dez. 2020. Elucidar é um verbo transitivo que significa esclarecer, explicar, aclarar, resolver, tornar inteligível. Elucidar significa tornar compreensível, tornar clara uma informação para que se tenha um bom entendimento. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=elucidar] . Acesso em: 19 dez. 2020. Gravar, entalhar. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=insculpir] . Acesso em: 19 dez. 2020. Relativo a lago. Fonte: www.dicio.com.br [https://www.dicio.com.br/lacustre/] . Acesso em: 19 dez. 2020. Qualidade do que é líquido, daquilo de que se pode dispor imediatamente. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=liquidez] . Acesso em: 19 dez. 2020. Oneroso é tudo aquilo que implica gastos, despesas, ônus. É sinônimo de dispendioso. Por exemplo, um curso oneroso, uma viagem onerosa etc. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=oneroso] . Acesso em: 19 dez. 2020. Apurar Corpóreo Elucidar Insculpir Lacustres Liquidez Oneroso Regime cumulativo https://www.significados.com.br/?s=apurar https://www.significados.com.br/?s=corporeo https://www.significados.com.br/?s=elucidar https://www.significados.com.br/?s=insculpir https://www.dicio.com.br/lacustre/ https://www.significados.com.br/?s=liquidez https://www.significados.com.br/?s=oneroso Que acumula com o passar do tempo; cuja quantidade, valor, número aumenta com o tempo: juros cumulativos; efeito cumulativo. Que se realiza por acumulação. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=cumulativo] . Acesso em: 19 dez. 2020. Ato de fixar por meio de regulamento; conjunto de medidas legais ou regulamentares que regem um assunto: a regulamentação da lei do inquilinato. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=regulamentação] . Acesso em: 19 dez. 2020. Que pode estar relacionado com venda, com a comercialização de algo mediante pagamento: valor venal. Fonte: www.significados.com.br [https://www.significados.com.br/?s=venal] . Acesso em: 19 dez. 2020. Regulamentação Valor venal https://www.significados.com.br/?s=cumulativo https://www.significados.com.br/?s=regulamenta%C3%A7%C3%A3o https://www.significados.com.br/?s=venal Bibliografia ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2002. BRASIL. Ministério da Economia. Receita Federal. IPI - Imposto sobre produtos industrializados. s/d. Disponível em: receita.economia.gov.br [http://receita.economia.gov.br/acesso- rapido/tributos/ipi-old] . Acesso em: 2 abr. 2021. CHAGAS, Gilson. Contabilidade geral simplificada. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Norma Brasileira de Contabilidade NBC T2: Escrituração Contábil. Audiência pública encerrada em 9 de março de 2009. FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade tributária. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade gerencial. 6. ed. 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