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DEFINIÇÃO
O processo de planejamento e suas especificidades: a importância da elaboração de planos,
programas e projetos na organização do processo de ensino e aprendizagem.
PROPÓSITO
Apresentar as formas de elaboração de planejamentos escolares e sua importância no
processo de ensino e aprendizagem.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Reconhecer a importância do planejamento para o cotidiano escolar
MÓDULO 2
Definir planejamento de ensino, planejamento de aula e planejamento por projetos
 
Fonte: Ahmet Misirligul / Shutterstock
INTRODUÇÃO
O cotidiano escolar precisa ser planejado. A escola é composta por um grande grupo de
pessoas de formações diversas e atende a fins específicos. É falso que a escola é somente um
ambiente de transmissão de conteúdo, ou ainda que é um espaço para que o aluno aprenda os
conteúdos. A escola é uma instituição social, envolve a comunidade, os pais, alunos e
funcionários, e essas convivências precisam ser organizadas, claras e com fins que atendam a
todos esses grupos.
Neste tema, trataremos sobre o cotidiano escolar e a organização e execução de
planejamentos para que a escola possa cumprir seus muitos fins: um ambiente acolhedor para
os alunos, um espaço saudável para se trabalhar, fomentar o aprendizado, medir o “êxito” e o
“fracasso”, buscando ações corretivas, dinâmicas e democráticas.
Seja bem-vindo à escola e entenda o compromisso com a educação que move os objetivos.
Assista à entrevista concedida pela Prof(a). Nilda Alves sobre planejamento e cotidiano escolar.
MÓDULO 1
 Reconhecer a importância do planejamento para o cotidiano escolar
POR QUE PLANEJAR É UM ATO
IMPORTANTE?
O PLANEJAMENTO É UM PROCESSO ININTERRUPTO,
PROCESSUAL, ORGANIZADOR DA CONQUISTA
PRAZEROSA DOS NOSSOS DESEJOS ONDE O
ESFORÇO, A PERSEVERANÇA, A DISCIPLINA SÃO
ARMAS DE LUTA COTIDIANA PARA A MUDANÇA
PEDAGÓGICA.
(FREIRE et al., 1997)
Planejar compreende o ato de organização do cotidiano. E o planejamento escolar? Por que
ele é tão importante? Será que as perspectivas de planejamento sempre foram as mesmas?
Os planejamentos são estanques ou se modificam de acordo com o desenvolvimento de cada
turma?
Sabemos que, por mais que planejemos uma aula, ela nunca ocorrerá exatamente como o
programado, já que é modificada com a interação dos estudantes. Então, por que planejamos?
O planejamento anual de uma escola é marcado por constantes demandas e reorientações,
sendo assim, por que planejar?
Essas reflexões não têm respostas prontas. Elas devem fazer parte do seu cotidiano como
docente. Nesse sentido, é fundamental que você, como futuro docente, independentemente do
segmento e da forma como vai atuar, compreenda as discussões que existem em relação ao
planejamento na escola.
EM QUAIS PALAVRAS VOCÊ PENSA QUANDO
FALAMOS SOBRE PLANEJAMENTO?
A) Medir
B) Executar
C) Calcular
D) Atingir
E) Metrificar
F) Organizar
G) Avaliar
H) Estruturar
I) Investir
J) Resultado
Aluno
Professores
Direção
GABARITO
Existem muitas variáveis. O que pensamos, normalmente, é por que e para quem planejamos.
Esses objetivos são fundamentais. Ao planejarmos, devemos ter em mente a finalidade e os
envolvidos.
GABARITO
PLANEJAMENTO NO COTIDIANO
Planejar faz parte da história da humanidade. Sempre foi necessário pensar sobre as nossas
ações, mesmo que não tivéssemos clareza de que isso seria um planejamento. Pensamos
sobre nossas ações cotidianamente: o que fizemos ou o que deixamos de fazer, o que faremos
no futuro (ou, pelo menos, o que desejamos fazer). Ou seja, o planejamento está presente em
nossa vida desde a hora em que acordamos e tomamos nossas decisões: tomar café da
manhã ou não? Como chegar ao trabalho? Como organizar uma viagem, uma festa ou um
encontro com os amigos? Todas essas escolhas fazem parte do nosso planejamento cotidiano,
que nasce de um desejo, de uma intenção, de uma possibilidade ou necessidade.
 
Fonte: Evgeniia Trushkova / Shutterstock
Esperamos tomar as decisões mais acertadas mesmo sabendo que há uma imprevisibilidade
no dia a dia que nem sempre nos permite realizar nossas tarefas da forma como planejamos.
Mas, queremos alcançar nossos objetivos e, mesmo sem termos consciência, isso faz parte do
ato de planejar.
E você, o que planejou para o dia de hoje? Que objetivos espera alcançar? Todas as ações
que você programou foram cumpridas da forma que imaginou?
Assim como acontece na nossa vida cotidiana, as ações pedagógicas também surgem da
necessidade de organizar a relação ensino-aprendizagem. O planejamento de ensino constitui-
se, então, da necessidade de responder às questões do que – que conhecimentos vamos
trabalhar –, do como – os procedimentos e as metodologias que vamos usar para trabalhar
com esses conhecimentos – e do porquê trabalhar com esses conhecimentos.
Assim, podemos prever, organizar e avaliar situações que propiciem condições para que os
estudantes construam, produzam, teçam conhecimentos sobre determinados conteúdos e
valores a serem trabalhados.
DIFERENTES CONCEPÇÕES DO
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
É importante a compreensão de que há diferentes concepções do processo de planejamento
ao longo da história da educação escolar. Nesse sentido, reconhecemos três fases temporais
nas quais a concepção do que seria importante em um planejamento é diferente.
 
Fonte: fizkes / Shutterstock
A primeira fase é a do princípio prático e que não apresenta uma grande preocupação formal.
Essa fase atenderia às atividades de aula, exclusivamente.
Exemplo:
Um professor que dará aula de Matemática no primeiro segmento do ensino fundamental sabe
que os alunos precisam contar e fazer as quatro operações. Ele aprendeu dessa maneira,
pensa que os alunos devam ser capazes de decorar e reproduzir, afinal, sempre foi assim.
Para ele, a apreensão do conhecimento por essa via é natural e, por isso, ele não se empenha
em elaborar estratégias de aprendizado ou em adequar o conteúdo às vivências dos alunos.
A segunda fase é a de caráter técnico-instrumental e que estava relacionada a uma tendência
tecnicista de educação, que não considerava os fatores sociais, políticos e econômicos.
Exemplo:
O professor organiza sua ação: os alunos precisam aprender as quatro operações matemáticas
básicas. Esse é o conteúdo a ser passado. E passa a organizar como ele vai atingir esse
objetivo. Define a estratégia, a metodologia, explicita o objetivo principal, os objetivos
correlatos, a forma pela qual ele pretende avaliar o aprendizado. De maneira conteudista, ele
formaliza, disponibiliza e executa. A dificuldade é atingir resultados semelhantes com alunos
diversos utilizando o mesmo planejamento, duro e linear.
A terceira fase é a do planejamento participativo, que “buscou na resistência ao modelo de
reprodução do sistema educacional valorizar a construção coletiva, a participação e a formação
da consciência crítica a partir da reflexão sobre a prática transformadora” (BOSSLE, 2002).
Exemplo:
Os alunos precisam aprender as quatro operações matemáticas. Planejar: o que os alunos já
sabem das operações matemáticas, a importância do domínio desse conteúdo, como e qual a
relação dos grupos com a dinâmica desse conhecimento, como esse conhecimento faz parte
do seu cotidiano, e estabelecer procedimentos reflexivos e adaptáveis.
 ATENÇÃO
Não imagine uma linha do tempo! Essas diferentes formas de planejar a aula continuam
presentes em nosso cotidiano.
De acordo com Veiga-Neto (1993), podemos identificar apenas duas vertentes quando falamos
em planejamento educacional – uma tecnicista e outra participativa ou crítica.
Segundo o autor, pensar o planejamento a partir da primeira vertente traz como problema a
manutenção do status quo social porque, nesse caso, a Educação não é vista numa dimensão
política mais ampla, mas somente por meio de métodos e técnicas. No entanto, segundo a sua
análise, não devemos descartar métodos e técnicas, como se não fossem necessários, pois
criamos uma impressão de que o processo educacionalnão precisa ter seus próprios métodos,
sua própria técnica.
Ainda segundo o autor, a vertente crítica, que ele denomina de segunda vertente, exige que os
docentes busquem compreender o que é a escola também de fora dela, isto é, considerá-la
como uma instituição inserida em um contexto social mais amplo.
NESSE PARADIGMA, O PROFESSOR E A
PROFESSORA SAEM OBRIGATÓRIA E
CONSTANTEMENTE DA SALA DE AULA PARA
BUSCAR COMPREENDER O QUE É A ESCOLA, QUAIS
AS RELAÇÕES ENTRE ESSA INSTITUIÇÃO E O
MUNDO SOCIAL, ECONÔMICO, POLÍTICO, CULTURAL
EM QUE ELA SE SITUA. O PARADIGMA CRÍTICO É O
PARADIGMA DA DESCONFIANÇA, DA SUSPEITA
(FORQUIN, 1993). SEU COMPROMISSO É COM A
TRANSFORMAÇÃO DAS RELAÇÕES ECONÔMICAS E
SOCIAIS. ASSIM SENDO, O PARADIGMA CRÍTICO SE
IDENTIFICA COM OS MOVIMENTOS POLÍTICOS
PROGRESSISTAS.
(VEIGA-NETO, 1996, p. 166)
De acordo com Luckesi (1990), esse planejamento, que se localiza em uma vertente crítica e
que é também um ato político, no sentido amplo da palavra crítica, terá que ser dinâmico, pois,
está relacionado sempre à tomada de decisões constantes.
Os planejamentos escolares acompanham as discussões educacionais mais amplas e
assumem, de acordo com a perspectiva pedagógica, determinadas características. Isso
acontece porque se alinham às perspectivas existentes conforme cada contexto sócio-histórico,
ao longo da história da educação escolar. Fundamentados em um formato prescritivo e
instrumental, atualmente, precisam articular dimensões técnicas, político-sociais, coletivas e
críticas. No entanto, é importante ressaltar que as discussões e pesquisas sobre planejamento
não são, de forma alguma, hegemônicas, havendo retrocessos, avanços de enfoques e
preocupações.
 EXEMPLO
Você, aluno estudioso, leu, preparou-se, passou em um concurso e, pouco depois, foi indicado
diretor de uma escola. A escola fica em um bairro próximo ao seu. Você conhece as pessoas, a
comunidade, tem uma relação histórica com os professores. Conhece os fundamentos
pedagógicos do planejamento e o contexto social de sua aplicação.
Passados dez anos, você já se mudou do bairro há algum tempo, os alunos são de uma
geração bem diferente daqueles que você conhecia. Novos debates pedagógicos foram
levados por professoras que entraram recentemente. Uma delas chega a sinalizar, com jeito,
mas, de forma clara, que suas ideias estão ultrapassadas.
Sua primeira reação é afirmar que você é diretor daquela escola há dez anos. Quem é ela para
contestá-lo?
Mas, para cumprir o devido e chegar a um planejamento móvel, democrático e participativo, as
novas ideias devem ser debatidas, apropriadas, e a realidade deve ser percebida como algo
que definitivamente não é estático. As novas ideias, a recuperação de ideias antigas e a
necessidade de uma educação continuada com constantes atualizações devem ser
características de um bom profissional da educação.
Vasconcellos (2000) nos ajuda a pensar nesse planejamento, que deve ser compreendido
como um instrumento capaz de intervir em uma situação real para transformá-la. É uma
mediação teórico-metodológica para uma ação intencional, que tem como objetivo fazer algo
acontecer. Para isso, é importante e necessário estabelecer, além de condições materiais, uma
disposição interior, buscando prever o desenvolvimento da ação desejada no tempo e no
espaço. Caso o planejamento não seja formulado, ocorrerá o trabalho a partir de improvisações
e sob pressão.
O planejamento é um ato político-pedagógico que revela intenções, pois, planejar é intervir na
realidade de forma intencional, um processo de reflexão e ação, de tomada de decisão.
Vasconcellos dá ao planejamento significados de intervenção e reflexão sobre a ação. Desse
modo, segundo o autor, pode-se intervir na realidade, permitindo que o planejamento assuma
uma importância de conscientização e transformação, sendo capaz de promover mudanças
nas relações de ensino-aprendizagem.
Conhecendo as mudanças ocorridas no campo da Didática – que é responsável por estudar os
processos de aprendizagem e ensino, portanto, a ciência da Educação que, a priori, pensa e
pesquisa sobre os planejamentos escolares –, podemos conhecer o contexto de mudanças que
modificou a forma de pensar também os planejamentos.
REFLETINDO SOBRE A HISTÓRIA DO
PLANEJAMENTO
No início dos anos 1980, havia um cenário geral muito propício ao movimento de crítica à
Didática e ao surgimento de propostas alternativas para seu redimensionamento. Na ocasião, o
país passava por um movimento de luta pelo restabelecimento da democracia e os educadores
se sentiam altamente desafiados a colaborar com a redemocratização da sociedade.
(CANDAU, 2000)
 Figura 4. Manifestação diante do Congresso Nacional em 1985
REFLETINDO SOBRE A HISTÓRIA DO
PLANEJAMENTO
No início dos anos 1980, havia um cenário geral muito propício ao movimento de crítica à
Didática e ao surgimento de propostas alternativas para seu redimensionamento. Na ocasião, o
país passava por um movimento de luta pelo restabelecimento da democracia e os educadores
se sentiam altamente desafiados a colaborar com a redemocratização da sociedade.
(CANDAU, 2000)
 
Fonte: Wikipedia
 Figura 4. Manifestação diante do Congresso Nacional em 1985
A década de 1980 teve como característica uma significativa ampliação da produção
acadêmica. Essa produção foi marcada por pedagogias contra-hegemônicas, ou seja, voltadas
para uma educação com possibilidades emancipatórias e de transformação da sociedade.
Podemos dizer, então, que a produção da Didática nos anos de 1980 viveu uma renovação que
resultou de mudanças que atravessaram os campos educacional e social nesse período. Uma
série de encontros decorrentes do movimento dos educadores propiciou sua problematização,
tecendo progressivamente mudanças paradigmáticas na área. (CRUZ; ANDRE, 2014)
Nos anos 1990, o processo de globalização trouxe a transformação do mundo do trabalho e a
afirmação da sociedade da informação. Nesse sentido, desenvolveram-se, também, novas
formas de exclusão e desigualdade que levaram a um estado de perplexidade e de falta de
clareza sobre os caminhos e as possibilidades de futuro. Na educação, foi o momento das
reformas educativas que, independentemente dos países e até dos continentes, seguiram um
esquema similar, apoiadas nas políticas neoliberais.
 
Fonte: SEDUFSM
 Figura 5. Congresso da ANDES-SN, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de
Ensino Superior, em 1995
Desde então, as reformas educativas avançaram para uma reorganização institucional e
descentralização da gestão administrativa, financeira e pedagógica, com um fortalecimento da
autonomia das escolas. A política de municipalização da educação levou à efetivação de vários
programas federais, como a merenda escolar e o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola).
A eleição de diretores e a criação de Conselhos Escolares também constaram da pauta das
reformas educativas, como medidas plausíveis no que concerne à autonomia administrativa
dos sistemas públicos de ensino no país.
Como marco dessa fase, apontamos o desafio proposto por Vera Candau: a superação de
uma Didática exclusivamente instrumental. A autora apresentou a construção de uma Didática
fundamental, que estaria articulada à problemática da educação na sociedade. Essa proposta
representou um amplo movimento de reação à Didática marcada pela ideia de neutralidade.
Para a Didática fundamental, no centro do processo de aprender-ensinar estão as dimensões
técnica, política e humana, contextualizadas pelas práticas pedagógicas, o que possibilita a
reflexão didática a partir da análise de experiências concretas, exercitando, assim, a relação
teoria-prática de forma horizontalizada. A Didática fundamental está preocupada com as
interações internas do contexto escolar, de modo que seus resultados sejam uma educação
inclusiva e democrática.
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VERA CANDAU
A pedagoga Vera Candau atua na área de Didática e nos ajuda a perceber como a
Educaçãotem um movimento integrado – ou deve ter – para que atinja novos objetivos.
A proposta dessa Didática é a de superar a ideia de que há somente uma cultura dominante e
que os conhecimentos herdados dessa cultura – europeia, branca, patriarcal e cristã – são
verdades inquestionáveis.
Diante desse cenário, compreendemos ser necessário pensar as concepções de planejamento,
planos de curso e projetos políticos-pedagógicos na mesma linha proposta por Candau, como
agenda e proposta de trabalho para o cotidiano que nos atravessa. Ou seja, precisamos
avançar, pensando em como será planejar os movimentos e percursos da e na escola,
incorporando novas questões, como as relativas à subjetividade, à diferença, à construção de
identidades, à diversidade cultural, à relação saber-poder, às questões étnicas, de gênero e
sexualidade etc., “destacando visões mais ricas, complexas e abrangentes das relações entre
cultura, conhecimento e poder.” (CANDAU, 2000, p.3)
POR QUE PLANEJAR É UM ATO
IMPORTANTE PARA A DOCÊNCIA?
O processo de planejamento do ensino tem sido objeto de constantes indagações quanto à sua
validade como efetivo instrumento de melhoria qualitativa do trabalho do professor.
Ao falarmos em planejamento de ensino, pensamos logo em uma perspectiva fragmentária e
desarticulada do todo social, e isso tem gerado a concepção de que o planejamento é incapaz
de dinamizar e facilitar o trabalho didático. No entanto, o planejamento não pode estar distante
da realidade social, constituindo-se meramente de uma ação mecânica e burocrática, que
pouco contribui para elevar a qualidade da ação pedagógica desenvolvida no âmbito escolar.
Pensando a partir dessa perspectiva, o planejamento passa a extrapolar a simples tarefa de
elaborar um documento contendo todos os componentes tecnicamente recomendáveis, e
passa a abranger todos os conhecimentos que circulam na escola cotidianamente,
percebendo-os como conteúdos dinâmicos e, por isso, articulados com a realidade.
Nesse sentido, é necessário que os planejamentos sejam elaborados a partir de
conhecimentos já existentes e, ao mesmo tempo, contribuam para a produção de novos
conhecimentos. Isso significa trabalhar a partir de um processo de escuta e de reflexão
permanentes, buscando conhecer outros pontos de vista (HOFFMANN, 1993). Significa, então,
desenvolver atividades que despertem a curiosidade e o processo de investigação da
realidade.
Nessa concepção, a questão do planejamento do ensino não poderá ser compreendida de
maneira mecânica, separada das relações entre a escola e o cotidiano real. A partir desse
olhar, notamos que os conteúdos, a serem trabalhados por meio dos currículos, precisarão
estar relacionados com a experiência, reconhecendo os alunos como indivíduos. Essa relação
é uma condição necessária para que diferentes conhecimentos e realidades de vida circulem
no espaço da sala de aula. O resultado dessa relação dialética será uma educação com vistas
a processos mais emancipatórios. Sob essa perspectiva, podemos concluir que planejar tem
uma ação pedagógica fundamental para que a relação de ensino-aprendizagem possa ser
estabelecida, superando sua concepção mecânica e burocrática, que relaciona o trabalho do
professor a uma mera reprodução automática e cumpridora da sua relação trabalhista.
Segundo os autores, é necessário, então, superar essa dimensão puramente técnica do
planejamento, organizando-o como um processo que integra os conhecimentos e o contexto
social, permitindo que este se efetive de uma forma crítica e transformadora.
Conforme temos visto, o planejamento escolar é uma atividade que ajuda o professor na
tomada de decisões em relação às situações de ensino e aprendizagem, tendo em vista
alcançar os melhores resultados possíveis.
MAS, O QUE DEVE ORIENTAR A SUA TOMADA DE
DECISÕES? 
QUE REQUISITOS DEVEM SER LEVADOS EM CONTA
PARA QUE OS PLANOS DE ENSINO E PLANOS DE
AULA SEJAM, DE FATO, INSTRUMENTOS DE
TRABALHO PARA A INTERVENÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE?
Segundo Libâneo (1994), os principais requisitos para o planejamento são: os objetivos e as
tarefas da escola democrática; as exigências dos planos e programas oficiais; as condições
prévias dos alunos para a aprendizagem; os princípios e as condições do processo de
transmissão e assimilação ativa dos conteúdos.
OBJETIVOS E TAREFAS DA ESCOLA
DEMOCRÁTICA
A primeira condição para o planejamento é a convicção segura sobre a direção que queremos
dar ao processo educativo na nossa sociedade, ou seja, que papel destacamos para a escola
na formação dos nossos alunos. As tarefas da escola democrática estão ligadas às
necessidades de desenvolvimento cultural do povo.
A escola democrática é aquela que possibilita a todas as crianças a assimilação de
conhecimentos científicos e o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, de modo a
estarem preparadas para participar ativamente da vida social (na profissão, na política, na
cultura etc.).
 
Fonte: wavebreakmedia / Shutterstock
 RESUMINDO
Historicamente, as escolas públicas são fruto da ideia iluminista de preparar uma criança para
sua incorporação no mundo social. A diferença proposta por Libâneo ao apontar uma escola
democrática é a de fomentar escolhas, de possibilitar, com o processo de formação, uma
participação ativa, marcada pela consciência e pelas escolhas, em vez de promover a
reprodução de uma linha central, assimilada e repetida.
EXIGÊNCIAS DOS PLANOS E PROGRAMAS
OFICIAIS
A educação escolar é direito de todos como condição de acesso ao trabalho, à cidadania e à
cultura. É dever dos governos garantir o ensino básico a todos, traçando uma política
educacional, provendo recursos financeiros e materiais para o funcionamento do sistema
escolar, de modo a assegurar o direito de todos, crianças e jovens, receberem um ensino de
qualidade e socialmente referenciado.
CONDIÇÕES PRÉVIAS PARA A APRENDIZAGEM
O planejamento escolar está condicionado pelo nível de preparo em que os alunos se
encontram em relação às tarefas da aprendizagem. Os conteúdos de ensino precisam ser
transformados em instrumentos teóricos e práticos para a vida prática. Conhecer seus
estudantes (suas experiências, seus conhecimentos anteriores, suas habilidades e seus
hábitos de estudo, seu nível de desenvolvimento) é indispensável para a introdução de novos
conhecimentos e, portanto, para o êxito de ação que se planeja.
PRINCÍPIOS E CONDIÇÕES DE
TRANSMISSÃO/ASSIMILAÇÃO ATIVA
O planejamento deve estar de acordo com as formas de desenvolvimento do trabalho em sala
de aula. Uma parte importante de qualquer plano é a indicação de o que os alunos farão para
se envolverem na atividade docente e de o que o professor fará para dirigir a atividade em
classe.
Após aprender sobre os requisitos desenvolvidos por Libâneo (1994) para a elaboração de um
planejamento, podemos ampliar nossa concepção do que seria planejar numa concepção
alinhada aos contextos socioculturais. Assim, esse planejamento poderá se transformar em um
potente aliado das lutas cotidianas contra a invisibilização de todas as culturas não
hegemônicas.
A pergunta que devemos nos fazer, então, é: como construir um planejamento que conjugue os
conhecimentos que circulam no mundo com os interesses dos estudantes, as questões sociais,
culturais, econômicas e políticas? Para isso, devemos trabalhar com a perspectiva de que o
planejamento não pode ser um mero instrumento burocrático ou uma camisa de força que
aprisiona professores e estudantes, impossibilitando a escuta e a construção de aprendizagens
que fazem parte da vida cotidiana e da cultura de todos os sujeitos envolvidos no processo de
aprender e ensinar.
No próximo módulo, veremos métodos e técnicas de planejamento de ensino e de
planejamento de aula, buscando pensá-los a partir de uma perspectiva crítica, além de
analisarmos a possibilidade de planejar o ano letivo a partir de projetos de trabalho.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. O PLANEJAMENTO EDUCACIONAL PODESER DIVIDIDO EM TRÊS
FASES. PODEMOS AFIRMAR QUE A SEGUNDA FASE, DE CARÁTER
TÉCNICO-INSTRUMENTAL, É AQUELA QUE:
A) Identifica-se com os movimentos políticos progressistas.
B) Desconsidera os fatores sociais, políticos e econômicos.
C) Apresenta uma despreocupação com relação aos métodos e às técnicas.
D) Valoriza a formação da consciência crítica a partir da reflexão sobre a prática
transformadora.
2. PARA INTERVIR E TRANSFORMAR A REALIDADE SEGUNDO A
PERSPECTIVA CRÍTICA DA EDUCAÇÃO, O PLANEJAMENTO PASSA A
SER UM INSTRUMENTO DE:
A) Ação sob pressão, evidenciando o caos do cotidiano escolar.
B) Improvisação, dando um caráter espontâneo à atividade educativa.
C) Mediação teórico-metodológica, possibilitando a ação consciente e intencional.
D) Administração por crise, indicando a necessidade de uma nova reforma educativa.
GABARITO
1. O planejamento educacional pode ser dividido em três fases. Podemos afirmar que a
segunda fase, de caráter técnico-instrumental, é aquela que:
A alternativa "B " está correta.
 
Existem três grandes movimentos ou fases que pensaram o planejamento. A primeira é
conteudista e reprodutivista, a segunda é técnica e conteudística e a terceira, reflexiva e
adaptativa. Nesta questão, salientamos o modelo mais presente na segunda fase, que avança
no sentido de estruturar planejamentos e publicizá-los, mas desconsidera contextos para se
concentrar em conteúdos.
2. Para intervir e transformar a realidade segundo a perspectiva crítica da educação, o
planejamento passa a ser um instrumento de:
A alternativa "C " está correta.
 
O planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de intervir em uma
situação real para transformá-la. É uma mediação teórico-metodológica para a ação consciente
e intencional, que tem por finalidade fazer algo vir à tona, fazer acontecer. Para isso, é
necessário estabelecer as condições materiais, bem como a disposição interior, prevendo o
desenvolvimento da ação no tempo e no espaço. Caso contrário, vai-se improvisando, agindo
sob pressão, administrando por crise.
MÓDULO 2
 Definir planejamento de ensino, planejamento de aula e planejamento por projetos
INTRODUÇÃO
No módulo anterior, vimos que a finalidade de um planejamento é permitir que se pense
previamente no que se quer e no que se pode fazer, em função do estudante com que se
trabalha e da sociedade em que se vive e se quer viver. Segundo Zanon e Althaus (2010),
planejar exige o domínio de conhecimentos sobre os níveis que compõem o processo de
planejamento, o que significa conhecer os fundamentos dos diferentes tipos de planejamentos.
Libâneo (1994) aponta que há planos em, pelo menos, três níveis: o plano da escola, o plano
de ensino e o plano de aula.
O plano da escola é um documento mais global que expressa orientações gerais sobre
o projeto político-pedagógico da escola e com os planos de ensino.
O plano de ensino, ou plano de curso, é organizado como uma previsão dos objetivos e
das tarefas do trabalho docente para um semestre ou um ano.
O plano de aula é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou um
conjunto de aulas.
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
Neste módulo, vamos conhecer os planejamentos de ensino e os planos de aula, buscando
pensá-los a partir de uma perspectiva crítica, além de analisar a possibilidade de planejar o ano
letivo a partir de projetos de trabalho. É importante iniciar explicitando que, como visto no
módulo anterior, a técnica não assegura, por si só, o bom andamento do processo de ensino ou
uma educação de qualidade.
É preciso que os planos sejam continuamente reelaborados a partir da escuta que o professor
tem de seus alunos, assim como pela incorporação de novas questões, como as relativas à
subjetividade, à diferença, à construção de identidades, à diversidade cultural, à relação saber-
poder, às questões étnicas, de gênero e sexualidade, a fim de que seja assegurada uma
educação inclusiva e democrática.
Por isso, é importante termos em mente que um planejamento que fique apenas no papel nada
significa, ele precisa se concretizar por meio de ações reais. Isso significa que é fundamental
conhecer a realidade social e cultural dos estudantes, entendendo que o planejamento é uma
história que será construída conjuntamente. Para isso, é necessário buscar relacionar os
conhecimentos já adquiridos por esses estudantes.
Antes de entramos no próximo tópico, é importante ressaltar que qualquer planejamento se
constitui de três fases, que estão imbricadas. Vejamos:
No primeiro momento, vamos elaborar, ou seja, confeccionar o planejamento. Depois, temos o
momento de executar, colocando em prática aquilo que foi proposto e, por último, vamos
avaliar, revisando os momentos e as ações.
A fim de elaborar o planejamento, precisamos considerar as seguintes questões:
O QUÊ?
Conteúdos de cada área do conhecimento.
COMO?
Metodologias de ensino e práticas avaliativas.
POR QUÊ?
O direito à apropriação do conhecimento produzido historicamente.
PARA QUÊ?
A socialização e apropriação dos conteúdos constituem um compromisso com a emancipação
das camadas populares.
PARA QUEM?
Sujeito histórico-social construído nas determinações das relações de classe.
Fonte: Secretaria da Educação do Paraná.
Assista a seguir ao vídeo Planejamento: praticando.
PLANEJAMENTO DE CURSO
A TÉCNICA PODE NOS AJUDAR A CONSTRUIR
UM PLANEJAMENTO CRÍTICO
O plano de curso – ou plano de ensino, como nos apresenta Libâneo (1994) – é um
instrumento de trabalho que possui o objetivo de referenciar os conteúdos, as metodologias, os
procedimentos e as técnicas a serem utilizadas no processo de ensino-aprendizagem
concernente às unidades escolares – sejam estas de ensino fundamental e médio, instituições
de ensino superior e cursos técnicos de qualquer nível.
A elaboração do plano pode ocorrer de forma individual ou coletiva. Pensar coletivamente é
sempre mais enriquecedor, você não acha? Caso o planejamento ocorra de forma coletiva,
atenderemos a características mais interdisciplinares e contextualizadas. A construção de um
planejamento, elaborado coletivamente, pode potencializar debates voltados para a melhoria
do processo de ensino e aprendizagem.
Uma vez elaborado, o plano de curso orienta a todo o corpo social da escola em relação aos
fazeres cotidianos, ao sequenciamento dos conteúdos, à seleção e busca de materiais a serem
utilizados, aos procedimentos avaliativos.
Segundo Libâneo (1994), o plano de curso precisa conter, no mínimo, as seguintes
orientações:

JUSTIFICATIVA DA DISCIPLINA EM RELAÇÃO AOS OBJETIVOS DA
ESCOLA

OBJETIVOS GERAIS

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

CONTEÚDO

TEMPO PROVÁVEL
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DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO
A seguir, discutiremos cada item do planejamento de ensino.
ITENS ESSENCIAIS EM UM PLANO DE CURSO
JUSTIFICATIVA DA DISCIPLINA EM RELAÇÃO AOS
OBJETIVOS DA ESCOLA
Este tópico do plano de ensino deve responder a uma pergunta: para que serve este
conteúdo?
Podemos iniciar com considerações sobre as funções sociais e pedagógicas da e na escola,
trazendo os conteúdos básicos da disciplina sempre tendo em vista a sua relevância social,
política, profissional e cultural. Podemos resumir a justificativa de uma disciplina a três
questões básicas do processo pedagógico de ensinar e aprender: por que, para que e como.
OBJETIVOS
Os objetivos são divididos em duas categorias – gerais e específicos. Os objetivos gerais são
as grandes metas a perseguir, que se concretizam por meio de objetivos mais específicos.
Vejamos:
Objetivos gerais: para a definição de objetivos gerais, é recomendado o uso de verbos com
significado abrangente. Deve englobar a totalidade do problema, definindo de forma clara o que
se pretende no final do projeto.
Trazemos aqui uma lista de verbos usados como objetivos gerais:
Verbos usados para conteúdo: conhecer, compreender, entender, identificar,
reconhecer, generalizar.
Verbos usados para procedimentos:desenvolver, estabelecer, organizar, capacitar,
demonstrar.
Verbos usados para atitudes: contribuir, colaborar, valorizar, interiorizar, mostrar.
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 SAIBA MAIS
Uma boa forma de pensar e abordar a construção de objetivos é refletir sobre a Taxonomia de
Bloom, que define os níveis de compreensão propostos por um objetivo. No Explore+ você
poderá conferir a indicação de um artigo sobre essa questão.
Objetivos específicos: para a definição de objetivos específicos, é recomendado o uso de
verbos com significado mais restrito e direcionado. Os objetivos específicos contribuem para a
concretização do objetivo geral, pormenorizando-o. Estão relacionados com as áreas
específicas nas quais se desenvolvem.
Trazemos aqui uma lista de verbos usados como objetivos específicos:
Verbos usados para indicar análise: analisar, investigar, comprovar, classificar,
comparar, contrastar, diferenciar, distinguir.
Verbos usados para indicar avaliação: avaliar, pesquisar, selecionar, precisar, decidir,
estimar, medir, validar.
Verbos usados para indicar compreensão: concluir, inferir, deduzir, interpretar,
determinar, descrever, ilustrar.
Verbos usados para indicar conhecimento: registrar, definir, identificar, nomear,
especificar, exemplificar, enumerar, citar.
Verbos usados para indicar síntese: esquematizar, organizar, constituir, estruturar,
generalizar, documentar, desenvolver.
Verbos usados para indicar aplicação: aplicar, praticar, empregar, operar, usar.
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CONTEÚDO
Segundo Libâneo (1994), o programa ou a organização de conteúdos para o ano pode ser
dividido em unidades didáticas, que são temas inter-relacionados que compõem o
planejamento para um ano ou um semestre de escolaridade. Cada unidade didática contém um
tema central do programa, detalhado em tópicos.
Você pode fazer uma primeira versão e modificar como se fosse montar uma segunda versão.
Isso é necessário porque, conforme as aulas começam, você conhecerá, de fato, seus alunos e
terá de adaptar o que pensou à realidade do que sabem e desejam.
TEMPO PROVÁVEL
Trata-se da estimativa do tempo utilizado em cada unidade didática.
DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO
O desenvolvimento metodológico é o componente do plano de ensino, a linha de trabalho que
será desempenhada para que aconteça o conhecimento. Indica o que o professor e os alunos
farão no desenrolar de uma aula ou de um conjunto de aulas. É a construção do planejamento,
de como e quais recursos serão utilizados para o alcance dos objetivos propostos.
Para preencher esse item do plano de ensino, é importante que o professor se pergunte que
atividades os alunos deverão desenvolver para que ocorra uma aprendizagem significativa.
Para isso, é necessário verificar os objetivos e os conteúdos, pois eles determinarão os
métodos e procedimentos, bem como os recursos de ensino.
AVALIAÇÃO
De acordo com os estudos de Bloom (1993), a avaliação do processo ensino-aprendizagem
apresenta três tipos de funções: diagnóstica, formativa e somativa.
A avaliação diagnóstica é adequada para o início do período letivo, permitindo que o
professor conheça a realidade na qual o processo de ensino-aprendizagem acontecerá. Nesse
caso, o principal objetivo é verificar o conhecimento prévio de cada estudante.
PARA QUE A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA SEJA
POSSÍVEL, É PRECISO COMPREENDÊ-LA E REALIZÁ-
LA DE FORMA COMPROMETIDA COM UMA
CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA. NO CASO,
CONSIDERAMOS QUE ELA DEVA ESTAR
COMPROMETIDA COM UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA
HISTÓRICO-CRÍTICA, UMA VEZ QUE ESSA
CONCEPÇÃO ESTÁ PREOCUPADA COM A
PERSPECTIVA DE QUE O EDUCANDO DEVERÁ
APROPRIAR-SE CRITICAMENTE DE CONHECIMENTOS
E HABILIDADES NECESSÁRIAS À SUA REALIZAÇÃO
COMO SUJEITO CRÍTICO DENTRO DA SOCIEDADE,
QUE SE CARACTERIZA PELO MODO CAPITALISTA DE
PRODUÇÃO. A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA NÃO SE
PROPÕE E NEM EXISTE DE UMA FORMA SOLTA E
ISOLADA. É CONDIÇÃO DE SUA EXISTÊNCIA A
ARTICULAÇÃO COM UMA CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA
PROGRESSISTA.
(LUCKESI 2003, p. 82)
A avaliação formativa deve ser realizada durante todo o período letivo, com o intuito de
verificar se os estudantes estão alcançando os objetivos propostos anteriormente.
É com a avaliação formativa que alunos e professores tomam conhecimento sobre o que é
necessário reformular nos processos de ensino-aprendizagem.
Essa forma de avaliar fornece informações importantes que permitem que o trabalho do
professor seja mais individualizado e focado nas questões específicas de cada estudante.
Trata-se de uma avaliação interativa, centrada nos processos de feedback, de regulação, de
autoavaliação e de autorregulação das aprendizagens (FERNANDES, 2006).
A avaliação somativa tem como função básica a classificação dos alunos, sendo realizada ao
final de um curso ou de uma unidade de ensino e classificando os estudantes de acordo com
os níveis de aproveitamento previamente estabelecidos. A avaliação somativa pretende
determinar níveis de rendimentos “decidindo” se houve ou não êxito em relação ao
aprendizado ao final de uma etapa. Sua finalidade é a classificação e a promoção ou retenção
dos alunos.
Essas três funções da avaliação devem ser vinculadas ou conjugadas para garantir a eficiência
e eficácia do sistema de avaliação, tendo como resultado final a excelência do processo de
ensino-aprendizagem.
É importante lembrar que o plano de curso é um instrumento flexível, uma vez que, no decorrer
do ano letivo ou do semestre planejado, de acordo com o surgimento de novas situações, estas
poderão ser inseridas e registradas.
Vejamos, agora, o modelo de plano de curso montado a partir da proposta de Libâneo (1994).
 
Fonte: Autor
 Clique aqui para fazer o download.
PLANEJAMENTO DE AULA
De acordo com Libâneo (1994), “o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto
a previsão das atividades didáticas em termos de organização e coordenação em face dos
objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino”. O
plano de aula é um documento elaborado pelo professor que define o tema da aula, seus
objetivos, o que exatamente será trabalhado, a metodologia a ser utilizada e como será feita a
avaliação do processo.
Um plano de aula precisa ter:
Clareza e objetividade.
Conhecimento dos recursos disponíveis na escola.
Noção do conhecimento que os alunos já possuem sobre o conteúdo abordado.
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Articulação entre a teoria e a prática.
Utilização de metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo de
ensino-aprendizagem.
Sistematização das atividades com o tempo.
Flexibilidade frente a situações imprevistas.
Realização de pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes,
entre outros.
Elaboração de aulas de acordo com a realidade sociocultural dos estudantes.
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PASSOS NECESSÁRIOS PARA ELABORAR UM
PLANO DE AULA
Antes de começar a redigir o plano de aula, o professor deve consultar o seu plano de curso.
Em seguida, deverá listar que conteúdos irá abordar e para quem esses conteúdos estão
direcionados, porque o que funciona para determinada turma pode não funcionar para outra.
Durante essa reflexão, o professor deve considerar as questões culturais, econômicas, físicas
e sociais da sua turma. Em seguida, haverá a escolha do tema da aula, sempre com base no
plano de ensino. O tema é a definição da sua aula.
Uma vez definido o tema, deve definir os objetivos a serem alcançados e os conteúdos a
serem abordados. A seguir, definirá a duração da aula, que não precisa estar limitada a uma
aula apenas. A maioria dos temas necessita de mais de uma aula para serem trabalhados.
O próximo passo é a escolha ou seleção dos recursos didáticos, que são os materiais de apoio
que irão auxiliar o professor, facilitando o desenvolvimento da aula.
Agora,chegou a hora da escolha da metodologia ou das metodologias que serão utilizadas.
Por fim, a escolha dos processos avaliativos.
Você terá acesso a um modelo de planejamento de aula utilizado pela Secretaria de Educação
do município do Rio de Janeiro.
 
Fonte: Autor
CONCURSO/ Secretaria Municipal de Educação - Professor de Educação Infantil/2012.
 Clique aqui para fazer o download.
PLANEJAMENTO POR PROJETOS
PRESSUPOSTOS
É importante iniciar esta seção explicitando que aqueles que buscam apenas conhecer os
procedimentos, os métodos para desenvolver projetos, acabam se frustrando, pois não existe
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um modelo ideal pronto e acabado que dê conta da complexidade que envolve a realidade de
sala de aula, do contexto escolar.
 
Fonte: Nova Escola
 Figura 7. Paulo Freire
No livro Pedagogia da autonomia, Paulo Freire (1996) enfatiza a necessidade de se respeitar
o conhecimento que o aluno traz para a escola, visto ele ser um sujeito social e histórico,
enfatizando a compreensão de que "formar é muito mais do que puramente treinar o educando
no desempenho de destrezas." (FREIRE, 1996, p. 15)
PAULO FREIRE
Paulo Freire (1921-1997) é um dos maiores nomes da pedagogia brasileira, tendo
reconhecimento internacional. Suas principais contribuições estão no campo prático –
alfabetização de adultos – e na perspectiva teórico-metodológica de pedagogia, como no
livro citado.
Para isso, é necessário conhecer o modo de vida dos alunos, reconhecendo que há diversos
contextos culturais e conhecimentos que circulam no mundo e que precisam ser visibilizados.
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Nesse sentido, precisamos compreender que o planejamento pode ser concebido de outra
maneira, construído de forma mais coletiva, junto com os estudantes.
O QUE É O TRABALHO COM PROJETOS?
Pedagogia por Projetos não é algo efetivamente novo no campo da educação. A crítica a uma
escola baseada na transmissão de conteúdos estava presente nas críticas elaboradas por John
Dewey (1859-1952). A ideia é a de que o homem é um sujeito complexo, que está sempre em
processo de relação e transformação da natureza. Sendo assim, retirar as dimensões de sua
existência, sua capacidade criativa, sua capacidade cognitiva, para focar somente na
assimilação foi apontada como um modelo frágil. Daí, a perspectiva de definição de projetos
educacionais, em que o aluno se insere, constrói, abandonando o modelo dialógico baseado na
relação professor-aluno, para uma perspectiva multidirecional, uma vez que alunos e
professores se envolvem e constroem coletivamente.
No Brasil, o principal nome a introduzir esse debate é Anísio Teixeira (1900-1971). Presente
nos debates da Escola Nova, na década de 1930, criou escolas-modelos, estruturou a
pedagogia de forma que pudesse ser implementada e medida.
 
Fonte: Wikipedia
 Figura 8. Instituto de Educação Anísio Teixeira na cidade de Caetité, no Estado da Bahia
Para que seja claro, a ideia é que o principal sujeito da aprendizagem é o aluno, e é para ele
que deve estar direcionada a relação entre ensino-aprendizagem, com isso, ele precisa
conhecer os projetos, os direcionamentos a serem estabelecidos, os fins a serem alcançados.
A ideia é que o aluno possa, ao ser reconhecido como ser criativo, estar envolvido no projeto e
efetivamente vivenciar a educação.
O desenvolvimento do trabalho pedagógico por projetos, também chamado de projetos de
trabalho ou pedagogia de projetos, é outra forma de organizar os saberes escolares, em que o
planejamento de ensino se relaciona com o papel do estudante como responsável por sua
própria aprendizagem. Além disso, prende-se a uma concepção de escolaridade que dá
importância à aquisição de estratégias cognitivas de ordem superior (habilidades intelectuais) e
ao papel do estudante como responsável por sua própria aprendizagem.
Planejar o trabalho por meio de projetos leva necessariamente a uma reorganização de todo o
espaço e tempo escolares.
Os projetos de trabalho, por exigirem uma organização mais complexa, estimulam a reflexão
sobre a natureza da escola e do trabalho escolar. Além disso, podem proporcionar outra
relação docente com a construção do conhecimento e, com isso, uma nova relação, não mais
de autoridade, mas, sim, de guia da aprendizagem.
O projeto, portanto, é uma forma de organizar a atividade de ensino e aprendizagem ou os
conhecimentos escolares, adotando como aspecto essencial a aprendizagem significativa.
A função de um projeto seria a de possibilitar o favorecimento de criação de estratégias para
outra organização dos conhecimentos escolares, em relação aos diferentes conteúdos em
torno de problemas ou hipóteses, facilitando para todos os envolvidos a transformação do que
seria informação em um conhecimento significativo. Um bom caminho para complementarmos
essa informação é dizer que o projeto pode dar um sentido mais ampliado às práticas
escolares, já que, dessa forma, a relação com os conteúdos e as disciplinas escolares pode
ficar bem mais coesa, evitando-se a fragmentação. Além disso, o projeto torna os estudantes
corresponsáveis pela própria aprendizagem. O professor sai do lugar daquele que apenas
transmite conteúdos e, junto com os seus alunos, torna-se pesquisador.
O aluno passa de receptor passivo a sujeito do processo. É importante entender que não há
um método a seguir, mas uma série de condições a respeitar. O primeiro passo é determinar
um assunto – a escolha pode ser feita partindo de uma sugestão do professor ou das crianças.
É importante registrar que todo e qualquer conteúdo pode ser trabalhado por meio de projetos,
basta que tenhamos uma dúvida inicial e comecemos a pesquisar e buscar evidências sobre o
assunto.
 
Fonte: ESB Professional / Shutterstock
AÇÕES IMPORTANTES EM UM PROJETO
DIDÁTICO
Todo projeto é definido pela escolha do tema que será trabalhado. Esse tema pode ter origem
nas experiências dos estudantes, em uma informação recolhida em outro projeto, em uma
experiência que se originou em um fato da atualidade, ou ainda em um tema proposto pelo
professor.
Podemos afirmar que todos os temas podem ser abordados por meio de projetos. É comum
que o estudante traga um assunto que conheceu através dos meios de comunicação, ou uma
curiosidade qualquer, abrindo múltiplas possibilidades de aprendizagem, tanto para os alunos
como para os docentes. Isso serve para todos os envolvidos, estudantes e professores. Todos
devem propor temas.
Após a escolha do tema do projeto, serão levantadas hipóteses sobre o objeto escolhido e
quais perguntas deverão ser respondidas para que isso aconteça.
Enquanto isso, o professor deve enumerar os objetivos que espera atingir com o tema proposto
e listar os conteúdos que podem ser trabalhados a partir do tema escolhido. Desse modo, é
importante:
Saber o que as crianças conhecem e desconhecem sobre o tema e o conteúdo que será
trabalhado.
Construir um cronograma com o tempo de cada atividade, de forma que você possa ter
uma ideia do tempo estimado para o desenvolvimento do projeto.
Selecionar previamente os recursos e materiais que serão usados.
Organizar momentos para trabalhos individuais, em duplas, trios ou mesmo em grupos
maiores.
Pensar antecipadamente no produto final do trabalho, de forma que este possa ser
construído durante todas as etapas do trabalho.
Escolher um produto final forte para dar visibilidade aos processos de aprendizagem e
aos conteúdos aprendidos.
Prever os critérios de avaliação e registrar a participação de cada um ao longo do
trabalho.
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Esse trabalho docente ocorre em paralelo à construção que os estudantes farão de um índice,
no qual especificam os aspectos que serão trabalhados no projeto e realizam a tarefa de busca
de procedimentos que ajudem na recolha das informações. Várias são as opções: visitas a
museus, vídeos sobre o assunto, excursões, convite a um palestrante, entre outras.
O próximopasso será o tratamento das informações, o que, segundo Queiroz (2009), é uma
das funções mais importantes de um projeto. Esse tratamento das informações pode ser uma
tarefa a ser realizada tanto individualmente como de forma coletiva. Para isso, deve-se levar
em conta que cada informação oferece somente uma ou algumas visões sobre o assunto.
Nesse momento, a diferença de opiniões ou conclusões precisa ser levantada e posta em
discussão. É importante também que os estudantes conheçam os diferentes procedimentos de
uma pesquisa, como a classificação, a representação, a síntese, a visualização etc. Devemos
também estabelecer relações de causa e efeito e novas perguntas.
Aqui, é importante voltarmos a um dos pressupostos indicados acima, dizendo que aqueles
que buscam apenas conhecer os procedimentos e os métodos para desenvolver projetos
acabam se frustrando, pois não existe um modelo ideal pronto e acabado que dê conta da
complexidade envolvendo a realidade de sala de aula, do contexto escolar. Então, precisamos
levar em conta que há uma concepção de educação em jogo, e não um modelo a seguir.
É importante que nesse processo, professores e estudantes entendam que eles podem
(re)planejar, (re)elaborar, (re)produzir, criar outras hipóteses, mudar percursos, alterar rotas e
processos, pois “um projeto não está/é engessado” (NOGUEIRA, 2008, p.86).
PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO DE
DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
De acordo com Hernández e Ventura (1998), no processo de desenvolvimento de um projeto, o
professor deverá especificar o fio condutor para permitir que o projeto vá além dos aspectos
informativos, saindo do lugar do conhecimento que deve ser aplicado. Nesse sentido, ele deve
realizar uma primeira previsão dos conteúdos e das atividades, encontrar algumas fontes de
informação para iniciar e desenvolver o projeto.
Para realizar um trabalho com qualidade e dar o suporte necessário aos alunos, o professor
deve estudar e se atualizar em torno do tema do projeto, contrastando as suas informações
com outras fontes que os estudantes apresentem. Nesse processo, também é papel do
professor criar um clima de envolvimento e de interesse, no grupo e em cada pessoa, sobre o
que se está trabalhando. Por fim, o professor deve fazer uma previsão dos recursos
necessários.
Podemos resumir o papel do professor nos seguintes itens:
Especificar o fio condutor do projeto.
Prever os conteúdos e as atividades iniciais do projeto.
Buscar fontes de informação para o início das pesquisas.
Estudar e se atualizar em torno do tema do projeto.
Contrastar as suas informações com as fontes trazidas pelos estudantes.
Estimular o envolvimento dos estudantes com o tema trabalhado.
Prever os recursos necessários para a realização do projeto.
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O QUE ESTÁ POSTO NO TRABALHO COM
PROJETOS
É importante estarmos conscientes das possibilidades que o trabalho com projetos oferece aos
atores envolvidos. Desse modo, será possível estimular os estudantes em cada uma delas ao
longo do desenvolvimento do projeto. Vejamos:
Desenvolvimento de autoria.
Realização de descobertas.
Aprendizado na prática.
Possibilidade de contextualização dos conceitos.
Elaboração de questões para investigação.
Desenvolvimento de relações interpessoais e subjetivas dos sujeitos.
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
Nesse processo, é necessário que o professor tenha abertura e flexibilidade para relativizar a
sua prática e as estratégias pedagógicas, com vistas a propiciar ao aluno a reconstrução do
conhecimento.
O compromisso educacional do professor é justamente saber O QUE, COMO, QUANDO e
POR QUE desenvolver determinadas ações pedagógicas. Para isso, é fundamental conhecer o
processo de aprendizagem do aluno e ter clareza da sua intencionalidade pedagógica.
Assista a seguir ao vídeo Planejamento: praticando.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. SEGUNDO OS ESTUDOS DE BLOOM (1993), A AVALIAÇÃO DO
PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM APRESENTA TRÊS TIPOS DE
FUNÇÕES: DIAGNÓSTICA, FORMATIVA E SOMATIVA. SOBRE A FUNÇÃO
FORMATIVA, PODEMOS AFIRMAR QUE:
A) Tem como principal objetivo verificar o conhecimento prévio de cada estudante.
B) Tem como função básica a classificação dos alunos, sendo realizada ao final de um curso
ou de uma unidade de ensino.
C) Permite que o professor conheça a realidade na qual o processo de ensino-aprendizagem
vai acontecer.
D) Deve ser realizada de forma contínua, possibilitando uma medição e reflexão contínua sobre
o desenvolvimento da relação de ensino-aprendizagem para professores e alunos.
2. SABEMOS QUE O PLANO DE AULA É UM DOCUMENTO
FUNDAMENTAL ELABORADO PELO PROFESSOR. NESSE CONTEXTO, O
PRIMEIRO PASSO DO PROFESSOR ANTES DE COMEÇAR A REDIGIR O
PLANO DE AULA DEVE SER:
A) Consultar o seu plano de curso.
B) Verificar o cronograma da escola.
C) Listar os conteúdos que pretende abordar.
D) Verificar as informações sobre os aspectos culturais e sociais da sua turma.
GABARITO
1. Segundo os estudos de Bloom (1993), a avaliação do processo de ensino-
aprendizagem apresenta três tipos de funções: diagnóstica, formativa e somativa. Sobre
a função formativa, podemos afirmar que:
A alternativa "D " está correta.
 
As formas de avaliação compõem a dinâmica do planejamento. Nesse sentido, é necessário
que ele possa prever de forma clara o que deseja dos estudantes e a forma como isso será
aplicado. A avaliação formativa é aquela prevista de forma efetiva durante todo o período letivo.
Desse modo, pode ser observado como os desenvolvimentos estão sendo alcançados, as
principais dificuldades, a correção de rumos e as proposições. É com a avaliação formativa que
alunos e professores tomam conhecimento sobre o que é necessário reformular nos processos
de ensino-aprendizagem.
2. Sabemos que o plano de aula é um documento fundamental elaborado pelo professor.
Nesse contexto, o primeiro passo do professor antes de começar a redigir o plano de
aula deve ser:
A alternativa "A " está correta.
 
O planejamento é uma cascata, a proposição da escola e seus projetos devem dialogar com os
planos de curso, que devem dialogar com os planos de aula. Então, a ação que aqui estamos
referenciando é essencialmente perceber essa cascata e saber que é obrigatório consultar o
plano de curso para a elaboração da aula. Lembrando, em seguida, que deverá listar quais
conteúdos irá abordar e para quem esses conteúdos estão direcionados.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste tema, você deu os primeiros passos para a elaboração de um bom planejamento
escolar. Para isso, foi necessário reconhecer a importância do planejamento para o cotidiano
escolar, bem como entender a diferença entre o planejamento de curso, o planejamento de
aula e o planejamento por projeto, verificando a estrutura de cada um deles. No caso do
planejamento por projetos, identificamos as possibilidades que estão relacionadas a esse tipo
de experiência. Além disso, foi possível conhecer os tipos de avaliação, suas especificidades e
potencialidades.
Neste percurso, foi fundamental entender que, para fazer um bom planejamento, há uma
concepção de educação que está em jogo, e não um modelo a seguir.
A fim de seguir avançando e aperfeiçoando a sua prática, dê continuidade a seus estudos
explorando os materiais indicados nas referências bibliográficas do tema. Outra forma
importante de aprender é sempre dialogar com seus alunos e suas alunas, colegas professores
e professoras, e com todos aqueles envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Bons
estudos!
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
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docente. In: Revista Movimento, Porto Alegre, v. 8, n. 2, 2002.
BLOOM, B. S.; HASTINGS, T.; MADAUS, G. Manual de avaliação formativa e somativa do
aprendizado escolar. São Paulo: Pioneira, 1993.
CANDAU, V. M. Construir ecossistemaseducativos – reinventar a escola. In: CANDAU, V.
M. Reinventar a escola. Petrópolis: Vozes, 2000.
CANDAU, V. M.; KOFF, A. M. N. S. Conversas com... sobre a didática e a perspectiva
multi/intercultural. In: Educ. Soc., vol. 27, n. 95, ago. 2006, p. 471-493.
CRUZ, G. B.; ANDRÉ, M. E. D. A. Ensino de didática: um estudo sobre concepções e práticas
de professores formadores. In: Educação em Revista, v. 30, n. 4, 2014, p. 181-203.
FERNANDES, D. Para uma teoria da avaliação formativa. In: Revista portuguesa de
educação, v. 19, n. 2, 2006, p. 21-50.
FREIRE, M. et al. Avaliação e planejamento: a prática educativa em questão. Instrumentos
Pedagógicos II. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1997, p.54-58.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1997.
HOFFMANN, J. Avaliação mito e desafio: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre:
Educação & Realidade, 1993.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
LUCKESI, C. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1990.
LUCKESI, C. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a
prática. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2003.
NOGUEIRA. N. N. Pedagogia de projetos: etapas, papeis e atores. 4. ed. São Paulo: Érica,
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QUEIROZ, D. M. S. Projeto de Trabalho: Uma Forma de Organizar os Conteúdos Escolares.
In: Quaestio - Revista de Estudos em Educação, v. 7, n. 1, 23 out. 2009.
VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-
pedagógico. 9. ed. São Paulo: Libertad, 2000.
VEIGA, I. P. A. Organização didática da aula: um projeto colaborativo de ação imediata. In:
VEIGA, I. P. A (Org.). Aula: gênese, dimensões, princípios e práticas. Campinas: Papirus, 2008.
VEIGA-NETO, A. A Didática e as experiências de sala de aula: uma visão pós- estruturalista.
In: Educação e Realidade, v. 21, n. 2, 1996, p. 161-75.
VEIGA-NETO, A. Planejamento e Avaliação Educacionais: Uma Análise Menos
Convencional. In: Cadernos do DEC. n. 5, UFRGS/FACED, dez. 1993, p. 12-28.
ZANON, D. P.; ALTHAUS, M. T. M. Possibilidades didáticas do trabalho com o seminário
na aula universitária. Anais do Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sul–Anpedsul.
Londrina, PR, Brasil, v. 8, 2010.
EXPLORE+
Para saber mais sobre Pedagogia de Projetos, assista aos vídeos do professor Nilbo
Nogueira.
Procure saber mais sobre o livro Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto
político-pedagógico, de Celso dos Santos Vasconcellos. Existem até animações
baseadas nele.
Leia o texto Planejamento: a importância do plano de trabalho docente na prática
pedagógica, de Ana Aparecida Tormena. Nele, você terá a oportunidade de relacionar o
planejamento e o cotidiano escolar.
Leia o texto Tecer conhecimentos em Rede, de Nilda Alves, no livro O Sentido da Escola,
de Nilda Alves e Regina Leite Garcia. A professora Nilda Alves faz uma provocação
fundamental para pensar o planejar, replanejar e recriar os processos de planejamento: o
cotidano escolar é marcado pela relação entre a educação cotidiana, presente fora da
escola, e sua intermediação pelos conhecimentos e trocas formais, produzidos pela
escola, sem que nenhum desses se manifestem de forma isolada.
Para construção de objetivos, é interessante que você conheça um pouco mais sobre a
Taxonomia de Bloom, por isso, vale a pena ler os textos:
Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do
instrumento para definição de objetivos instrucionais, de Ana Paula do Carmo
Marcheti Ferraz e Renato Vairo Belhot.
O uso a Taxonomia de Bloom no Contexto da Avaliação por Competência, de Ana
Paula Salgado Beleza de Oliveira, Jose Nelcicleio de Aguiar Pontes e Marcos
Aurelio Marques.
CONTEUDISTA
Graça Regina Franco da Silva Reis
 CURRÍCULO LATTES
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