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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI CURSO DE BACHARELADO EM TERAPIA OCUPACIONAL FLÁVIA APARECIDA DA SILVA MOURA TERAPIA OCUPACIONAL: Arteterapia aplicada como recurso terapêutico em pessoas idosas com depressão CONGONHAS - MG 2024 TERAPIA OCUPACIONAL: Arteterapia aplicada como recurso terapêutico em pessoas idosas com depressão Projeto integrador apresentado ao curso de terapia ocupacional como requisito parcial a obtenção de nota da disciplina de PI- terapia ocupacional e saúde. Professora: Maria Natália Alonso Pereira CONGONHAS - MG 2024 SUMÁRIO 1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 1.1 Tema ....................................................................................................... 4 1.2 Objetivos .................................................................................................. 4 1.2.1 Geral ................................................................................................... 4 1.2.2 Específico ........................................................................................... 4 2 JUSTIFICATIVA ...................................................................................... 4 3 INTRODUÇÃO ......................................................................................... 4 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................... 5 4.1 População Idosa no Brasil......................................................................... 5 4.2 Depressão.................................................................…….................……..5 4.3 Arteterapia.................................................................................................. 7 4.4 Arteterapia como Recurso Terapêutico em Terapia Ocupacional..............8 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................... .................................................9 6 METODOLOGIA ...................... .................................................................9 7 CRONOGRAMA .........................................................................................10 8 REFERÊNCIAS ..........................................................................................10 1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 1.1 TEMA TERAPIA OCUPACIONAL: Arteterapia aplicada como recurso terapêutico em pessoas idosas com depressão OBJETIVOS 1.1.1 OBJETIVO GERAL Realizar pesquisa bibliográfica que possibilite fundamentação teórica para o profissional de Terapia Ocupacional na aplicação da arteterapia como recurso terapêutico em pacientes idosos com depressão. 1.1.2 ESPECÍFICO Realizar uma pesquisa bibliográfica das seguintes temáticas: · População idosa no Brasil · Depressão · Arteterapia · Arteterapia como Recurso Terapêutico em Terapia Ocupacional 2. JUSTIFICATIVA Fazer uma análise geral sobre depressão, como se dá a atuação do terapeuta ocupacional, em pacientes idosos depressivos e importância da arteterapia, como recurso terapêutico. 3. INTRODUÇÃO A presente pesquisa bibliográfica tem por objetivo realizar um breve estudo sobre a Arteterapia como campo de atuação do Terapeuta Ocupacional no Tratamento de pessoas idosas portadoras de depressão. Ressalta-se que é notório que a população acima de 60 anos, tem aumentado consideravelmente no Brasil, nos últimos anos, por diversos fatores. Salienta-se que, a depressão é uma doença que tem acometido muitas pessoas e a população idosa também tem sido afetada por este mal. Diante deste cenário, a Arteterapia surge como um recurso terapêutico muito eficaz na recuperação de pessoas idosas portadoras de depressão. Sendo assim, o Terapeuta Ocupacional tem oportunidade de explorar a arteterapia como recurso que possibilite o paciente expressar seus sentimentos, de foram lúdicas, elevar a autoestima, bem como promover uma qualidade de vida mais produtiva e repleta de bons sentimentos. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.1 População idosa no Brasil O IBGE, por meio de pesquisas, foi possível observar que a população de pessoas idosas no Brasil, com idade acima de 60 anos, aumentou consideravelmente, passando de 10,8% em 2010 para 15,6% em 2022. Salienta-se que, foi publicado pelo site do Jornal Estado de Minas, sobre última pesquisa do IBGE, que trata sobre estimativa da população idosa no Brasil com depressão. A última Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a depressão atinge cerca de 13% da população entre 60 e 64 anos. Além disso, estima-se que entre 10% e 15% dos idosos tenham a doença em sua forma grave. Alguns sintomas de depressão na terceira idade são: alteração no sono; alterações no apetite; dificuldades de raciocínio; perda de memória; falta de concentração; tristeza; desânimo; sentimentos de culpa; pensamentos negativos. 4.2 Depressão Ressalta-se que há diferença entre tristeza e depressão, visto que não são palavras sinônimas. A primeira é um estado momentâneo considerado por muitos médicos um estado saudável do indivíduo, já a segunda se trata da união de sintomas da tristeza à apatia, indiferença e desesperança (LIMA et al, 2016). Nesse viés, as principais características da síndrome depressiva é o transtorno do humor, como o humor irritável e a anedonia (diminuição da capacidade de sentir prazer ou alegria), por exemplo, além da sensação, muitas vezes subjetiva, de cansaço e fadiga, do desinteresse, da lentificação e do pessimismo, na maioria, acompanhados de alterações no ciclo circadiano, prejuízo cognitivo, modificações comportamentais e sintomas físicos (PARADELA, 2011). Conforme explica Paradela (2011), a depressão pode ser classificada de duas formas de acordo com a duração e intensidade dos sintomas: Transtorno Distímico (Distimia) ou Transtorno Depressivo Maior, sendo que o primeiro é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais brandos, porém, que se manifestam por um longo período, diferentemente da depressão maior, que persiste por um lapso temporal menor e apresenta sintomas mais graves. Esses distúrbios são diagnosticados com base nos seguintes parâmetros: Transtorno Depressivo Maior: analisa-se durante 2 semanas a presença de 5oumaisdos sintomas como humor deprimido frequente, redução do interesse ou prazer por todas ou quase todas as atividades, perda ou ganho significativo do peso sem estar em dieta, alterações persistentes do apetite, insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psicomotor, fadiga, perda de energia, sentimento de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade para raciocinar, concentrar ou indecisão, ideação suicida recorrente. Transtorno Distímico: humor deprimido frequente por 2 anos, coma presença dos seguintes sintomas: alterações do apetite, insônia ou hipersonia, baixa energia ou fadiga, baixa autoestima, fraca concentração e dificuldade em tomar decisões (PARADELA, 2011). Em relação às principais causas da depressão em idosos avalia-se que patologias crônicas, condições sociais, ansiedade, falta de vínculos e de suporte social, dependência financeira ou de cuidados, eventos estressantes como abandono, viuvez ou luto recentes, dores crônicas e estar vivendo sozinho são fatores de risco que aumentam a probabilidade de ocorrer a doença e sintomas (PARADELA, 2011). Adicionado a isso, ressalta-se perda da qualidade de vida associada ao isolamento social e ao surgimento de doenças clínicas graves, fatores neurobiológicos como alterações neuroendócrinas, alterações de neurotransmissores, alterações vasculares e processos de degeneração de circuitos corticais e subcorticais podem possibilitar o surgimento do transtorno em indivíduos idosos (STELLA et al, 2002). De acordo com Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS, a depressão é um transtorno comum, porém sério, que interfere na vida diária, capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida. A doença pode ser causada por diversos fatores, sendo eles: genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos. A Organização Pan-Americana de Saúde – OPAS, destacaque: · A depressão é um transtorno mental frequente. Em todo o mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno. · A depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma importante para a carga global de doenças. · Mulheres são mais afetadas que homens. · No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio. · Existem vários tratamentos medicamentosos e psicológicos eficazes para depressão. Ressalta-se que a depressão é diferente de transtorno bipolar o qual apresenta quadros de humor deprimido, portanto, a Organização Pan-Americana de Saúde – OPAS, define da seguinte forma: Transtorno depressivo recorrente: esse distúrbio envolve repetidos episódios depressivos. Durante esses episódios, a pessoa experimenta um humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida, levando a uma diminuição das atividades em geral por pelo menos duas semanas. Muitas pessoas com depressão também sofrem com sintomas como ansiedade, distúrbios do sono e de apetite e podem ter sentimentos de culpa ou baixa autoestima, falta de concentração e até mesmo aqueles que são clinicamente inexplicáveis. Transtorno afetivo bipolar: esse tipo de depressão consiste tipicamente na alternância entre episódios de mania e de depressão, separados por períodos de humor normal. Episódios de mania envolvem humor exaltado ou irritado, excesso de atividades, pressão de fala, autoestima inflada e uma menor necessidade de sono, bem como a aceleração do pensamento. Diante deste cenário, abre-se um campo de atuação para o Terapeuta Ocupacional, na aplicação da arteterapia para corroborar com o tratamento de idosos com depressão. 4.3 Arteterapia: Conforme Vasques (2009), a arte é utilizada desde os tempos remotos para a expressão, cooperação e transformação dos seres humanos afim de torná-los mais fortes, criativos e saudáveis. Desde o século 5 a.C., há registros que provam a existência do uso da arte como uma forma de tratamento e de cura. A arteterapia é um instrumento para auxiliar no processo criativo dos pacientes na busca do estado mental, físico e emocional equilibrados. Segundo Oliver (2008), a arteterapia é uma ciência fundamentada em medicina e artes em geral, que através de fundamentação teórica, se propõe a aliviar ou curar os indivíduos através da expressão artística, priorizando o processo criativo. Ressalta que o homem deve ser visto por inteiro, ou seja, como um todo; pertencente a uma comunidade, num determinado momento, não poderia, portanto, ser visto dissociado do seu contexto social, cultural e universal. E na Arteterapia esta possibilidade, de nos encontramos com o “todo”, é facilitado pelas expressões artísticas, que trazem os conteúdos do consciente e do inconsciente. (JUNG, 2011) A arteterapia é um método baseado no uso de várias expressões artísticas com uma finalidade terapêutica. A arteterapia usa a atividade artística como instrumento de intervenção profissional para a promoção da saúde e a qualidade de vida, abrangendo hoje as mais diversas linguagens: plástica, sonora, literária, dramática e corporal, a partir de técnicas expressivas como desenho, pintura, modelagem, música, poesia, dramatização e dança. (REIS,2014) 4.4 Arteterapia como Recurso Terapêutico em Terapia Ocupacional Para PEDRETTI, “a terapia ocupacional se constitui como ciência da ocupação humana que pretende entender a atividade humana, como ocupação nas suas principais áreas, tais como: atividades diárias, trabalho, lazer e participação social, que faz parte da constituição do sujeito”. É uma área do conhecimento, voltada aos estudos, à prevenção e ao tratamento de indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou de doenças adquiridas, através da sistematização e utilização da atividade humana como base de desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos PEDRETTI. A formação do Terapeuta Ocupacional tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício profissional, conforme a Resolução CNE/CES 6, de 19 de fevereiro de 2002, que em seu Art. 5º, Inciso IX prevê como competências e habilidades específicas: “identificar, entender, analisar e interpretar as desordens da dimensão ocupacional do ser humano e a utilizar, como instrumento de intervenção, as diferentes atividades humanas quais sejam as artes, o trabalho, o lazer, a cultura, as atividades artesanais, o autocuidado, as atividades cotidianas e sociais, dentre outras”. a Resolução CNE/CES 6, de 19 de fevereiro de 2002, dispõe sobre o uso da Arteterapia como Recurso Terapêutico do Terapeuta Ocupacional e em seu Art. 5º, Inciso IX prevê como “competências e habilidades específicas: identificar, entender, analisar e interpretar as desordens da dimensão ocupacional do ser humano e a utilizar, como instrumento de intervenção, as diferentes atividades humanas quais sejam as artes, o trabalho, o lazer, a cultura, as atividades artesanais, o autocuidado, as atividades cotidianas e sociais, dentre outras”. Considerando que, historicamente, a Terapia Ocupacional tem sua prática fundamentada na utilização de atividades humanas, inclusive as artes, nas suas mais diversas formas, durante o processo terapêutico ocupacional o indivíduo é estimulado a apreensão da realidade, melhor compreensão de si mesmo, resgate do potencial criativo e enfrentamento das demandas cotidianas. É possível a aplicação dos métodos e técnicas da arteterapia, com base no diagnóstico terapêutico ocupacional e no plano terapêutico, visando à melhor adequação do desempenho ocupacional do indivíduo. Por meio da Arteterapia o Terapeuta Ocupacional fará com que o paciente expresse os seus sentimentos e faça uma leitura melhor de si mesmo, tudo de um modo lúdico e intuitivo. Esse recurso terapêutico estimula a criatividade aumentando capacidade de raciocínio e imaginação, potencializa a autoconfiança e aumenta a concentração, além de contribuir na melhora coordenação motora. A arteterapia ajuda o paciente a explorar suas emoções, melhorar a autoestima, gerenciar vícios, aliviar o estresse, melhorar os sintomas de ansiedade e depressão e lidar com uma doença ou incapacidade física. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A arteterapia trata-se de um modelo de terapia que trata psicopatologias, que visa recuperar a autoestima dos pacientes, estimular a criatividade, bem como promover desenvolvimento cognitivo, afetivo e emocional. A terapia Ocupacional é aplicada à reabilitação em situações de limitação física, mental ou social. Portanto, a arteterapia usada como recurso terapêutico do Terapeuta Ocupacional possibilita trabalhar os sentimentos e a coordenação motora por meio de recursos artísticos. A Arteterapia, em Terapia Ocupacional, aplicada em pacientes acima de 60 anos, com sintomas depressivos possibilita um mergulho no seu próprio inconsciente e conhecimento de si, promovendo qualidade de vida e saúde. 6. METODOLOGIA O presente trabalho consiste na realização de uma pesquisa bibliográfica sobre a Arteterapia aplicada como recurso terapêutico, do Terapeuta Ocupacional, em pessoas idosas com depressão e como esse recurso terapêutico pode influenciar positivamente no tratamento. A Pesquisa bibliográfica é: [...] elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de: livros, revistas, publicações em periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias, dissertações, teses, material cartográfico, internet, com o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com todo material já escrito sobre o assunto da pesquisa. Na pesquisa bibliográfica, é importante que o pesquisador verifique a veracidade dos dados obtidos, observando as possíveis incoerências ou contradições que as obras possam apresentar (PRODANOV; FREITAS, 2013, p. 54). 6. CRONOGRAMA 2023 MESES/TAREFAS FEV MAR ABR MAI JUN JUL Definição de tema X Pesquisa bibliográfica X XLeitura da pesquisa X Resumo das leituras X Elaboração do projeto X Correção do projeto X Entrega e defesa X REFERÊNCIAS PEDRETTI, Lorraine W.; EARLY, Mary B. Terapia ocupacional: capacidades práticas para as disfunções físicas. 5. ed. São Paulo: Roca, 2005. PARADELA, Emylucy M.P. DEPRESSÃO EM IDOSOS. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto, UERJ, RJ, v. 10, n. 2, p. 31-40, mar. 2011. Trimestral. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistahupe/article/view/8850. Acesso em: 07 de maio de 2024. STELLA, Florindo et al. Depressão no Idoso: diagnóstico, tratamento e benefícios da atividade física. Motriz.: Revista de Educação Física. UNESP, Rio Claro, v. 8, n. 3, p. 91-98, dez. 2002. Semestral. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/ . Acesso em: 20 abr. 2022. LIMA, Ana Maraysa Peixoto; RAMOS, José Lucas Souza; BEZERRA, Italla Maria Pinheiro; ROCHA, Regina Petrola Bastos; BATISTA, Hermes Melo Teixeira; PINHEIRO, Woneska Rodrigues. Depressão em idosos: uma revisão sistemática da literatura. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, v. 6, n. 2, p. 96-103, 30 ago. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.17058/reci.v6i2.6427>. Acesso em 07 de maio 2024. REIS, Alice Casanova dos. CESUSC (Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina). Arteterapia: a arte como instrumento no trabalho do Psicólogo. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/5vdgTHLvfkzynKFHnR84jqP/#. Acesso em 07/05/2024 COFFITO. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Resolução nº 350/2008. Disponível em: https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3113. Acesso em 07/05/2024. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Terapia Ocupacional. 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