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Equilíbrio De um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa A B C D x y z Sumário 1. Momento de uma Força em Relação a um Ponto 01 2. Componentes Retangulares do Momento de uma Força 02 3. Equilíbrio de Corpos Rígidos 13 3.1.Diagrama de corpo Livre 13 3.2.Equilíbrio de um Corpo Rígido em Duas Dimensões 13 3.3.Reações de Apoio e Conexões para uma Estrutura Bidimensional 14 3.4.Classificação das Estruturas Conforme o Tipo/Quantidade de Vinculações 16 3.5.Equilíbrio de um Corpo Rígido em Três Dimensões 27 4. Cargas Distribuídas sobre Vigas 36 5. Forças sobre Superfícies Submersas 37 Bibliografia Consultada 45 Respostas dos Exercícios Propostos 46 1 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 1. Momento de uma Força em Relação a um Ponto Figura 1 – Corpo Rígido Genérico Tomando-se um corpo rígido genérico (Figura 1), define-se o momento de uma força (aplicada em um ponto A deste corpo) em relação a um ponto O como sendo o produto vetorial dos vetores e , denotado por: (1) Devido à definição de produto vetorial, o vetor do momento é perpendicular ao plano que contém o ponto O e a força . O sentido de pode ser obtido através da regra da mão direita, onde o polegar indica o sentido do momento e os demais dedos acompanham o giro da força ao redor do ponto O. Finalmente, θ é o ângulo formado entre as linhas de ação do vetor posição e do vetor da força , logo o módulo de pode ser escrito como: (2) sendo d a distância perpendicular do ponto O até a linha de ação da força . No S.I, MO é medido em [N.m]. O A d θ 2 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 2. Componentes Retangulares do Momento de uma Força Figura 2 – Cálculo do Momento de uma Força em Relação a um Ponto O Situado na Origem do Sistema de Coordenadas Tomando-se um ponto A de coordenadas (xA,yA,zA) em um sistema de coordenadas retangulares, e uma força aplicada em A, com componentes FAx, FAy e FAz (Figura 2), pode- se escrever que: (3) (4) (5) Reescrevendo dado pela equação (5), com o auxílio das equações (3) e (4), têm-se: (6) Ou ainda, pode-se escrever como sendo: (7) sendo: (8) (9) (10) x y z O A (xA,yA,zA) 3 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Para se calcular o momento de uma força (aplicada em um ponto A) em relação a um ponto B arbitrário, diferente da origem do sistema de coordenadas (Figura 3), deve-se substituir o vetor por um vetor traçado de B até A ( : Figura 3 – Cálculo do Momento de uma Força em Relação a um Ponto Arbitrário B Assim, pode-se escrever como: (11) (12) ou (13) No caso de problemas que envolvam apenas duas dimensões, pode-se admitir que a força esteja no plano xy (Figura 4). Tornando zA = 0 e , obtêm-se: (14) (15) x y z O A B 4 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 4 – Cálculo do Momento de uma Força no Plano xy em Relação a um Ponto O Situado na Origem do Sistema de Coordenadas Da mesma forma, para calcular o momento em relação a um ponto B (diferente da origem O) de uma força aplicada no plano xy em A (Figura 5), estabelece-se que e = 0, obtendo-se: (16) (17) Figura 5 – Cálculo do Momento de uma Força Aplicada no Plano xy em Relação a um Ponto Arbitrário B Exemplo 1. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.85) Uma força vertical de 450N é aplicada na extremidade de uma alavanca (ponto A) que está ligada a um eixo em O conforme a Figura 6. Determine: (a) O momento da força de 450N em relação ao ponto O; x y z O A (xA,yA,0) x y z B A O 5 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa (b) A força horizontal aplicada no ponto A que gera o mesmo momento em relação ao ponto O; (c) A força mínima aplicada no ponto A que gera o mesmo momento em relação ao ponto O; (d) A que distância do eixo deve atuar uma força vertical de 1080N para gerar o mesmo momento em relação ao ponto O; (e) Se alguma das forças obtidas nas partes b, c e d é equivalente à força original. Figura 6 – Esquema do Exemplo 1 Figura 7 – Distâncias Exemplo 1 a. Momento em relação ao ponto O: b. Força horizontal aplicada no ponto A que produza o mesmo momento MO: c. Força mínima aplicada no ponto A que produza o mesmo momento MO: 60cm 450N 60° O A d2 d1 60° 60cm O A 6 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa d. Ponto onde uma força vertical de 1080 N produz o mesmo momento MO: e. Nenhuma das forças consideradas nas partes b, c e d é equivalente à força de 450N. Embora tenham o mesmo momento em relação a O, tais forças têm diferentes componentes em x e y. Exemplo 2. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.86) Uma força de 800N atua sobre um suporte, como mostra a Figura 8. Determine o momento da força em relação ao ponto B. Figura 8 – Esquema do Exemplo 7 Figura 9 – Vetor Distância do Exemplo 7 160mm 200mm 60° B A 800N 160mm 200mm 60° B A 800N y x 7 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa [N.m] Exemplo 3. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.86) Uma força de 135N atua na extremidade de uma alavanca de 0,9m como mostra a Figura 10. Determine o momento da força em relação ao ponto O. Figura 10 – Esquema do Exemplo 3 Figura 11 – Decomposição da Força do Exemplo 3 0,9m 135N 50° O A 20° 0,9m 135N 50° O A 20° 8 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exemplo 4. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.87) Uma placa retangular é sustentada por dobradiças nos pontos A e B e por um fio em CD (Figura 12). Sabendo que a tração no fio é de 200N, determine o momento em relação ao ponto A da força exercida pelo fio no ponto C. Figura 12 – Esquema do Exemplo 4 Figura 13 – Vetores Distância do Exemplo 4300mm 80mm 400mm 240mm A B C x y z 80mm D D 300mm 80mm 400mm 240mm A B C x y z 80mm 9 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exercícios Propostos 1) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.89) Uma válvula de pedal para um sistema pneumático é articulada no ponto B (Figura 14). Sabendo que α=28°, determine: a. O momento de uma força de F=18N, aplicada no ponto A conforme a Figura 14, em relação ao ponto B decompondo a força em componentes horizontal e vertical; b. Repita o cálculo decompondo a força em componentes ao longo da linha ABC e em uma direção perpendicular a ABC. Considere a espessura do pedal desprezível. Figura 14 – Desenho Exercício 1 2) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.89) Sabe-se que uma força vertical de 800N é necessária para remover da tábua o prego fixado no ponto C (Figura 15). Ao primeiro movimento do prego, determine: a. O momento da força exercida sobre o prego em relação ao ponto B; b. A intensidade da força P que cria o mesmo momento em relação ao ponto B se α=10°; 162,5mm 75mm 20° α A B C 10 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa c. A menor força P que cria o mesmo momento em relação ao ponto B. Figura 15 – Desenho Exercício 2 3) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.89) Uma tabuleta é suspensa por duas correntes AE e BF (Figura 16). Sabendo que a tração m BF é de 198N, determine: a. O momento em relação ao ponto A da força exercida pela corrente BF; b. A menor força aplicada no ponto C que cria o mesmo momento no ponto A. Figura 16 – Desenho Exercício 3 4) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.90) Uma tabuleta é suspense por duas correntes AE e BF (Figura 17). Sabendo que a tração na corrente BF é de 198N, determine: a. O momento em relação ao ponto A da força exercida pela corrente BF; b. A intensidade e o sentido da força vertical aplicada no ponto C que cria o mesmo momento em relação ao ponto A; c. A menor força aplicada no ponto B que cria o mesmo momento em relação ao ponto A. Figura 17 – Desenho Exercício 4 450mm 100mm 70° α A B C 1,32m 1,95m 0,93m A B C D E F 60° 1,32m 1,95m 0,93m A B C D E F 60° 11 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 5) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.91) Antes que o tronco de uma grande árvore venha a cair, são amarrados cabos BA e BC, como mostra a Figura 18. Sabendo que as forças de tração nos cabos BA e BC são respectivamente de 777N e 990N, determine: a. O momento em relação ao ponto O da força resultante exercida sobre a árvore pelos cabos no ponto B; b. A distância perpendicular do ponto O até o cabo BA; c. A distância perpendicular do ponto O até o cabo BC. Figura 18 – Desenho Exercício 5 6) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.91-92) Para que um cabo telefônico seja esticado, uma corda BAC é amarrada a uma estaca no ponto B e é passada por uma roldana em no ponto A como indicado na Figura 19. Sabendo que a porção AC da corda está em um plano paralelo ao plano xy e que a tração T na corda é de 124N, determine o momento em relação ao ponto O da força resultante exercida sobre a roldana pela corda. Figura 19 – Desenho Exercício 6 8,4m 5,1m 1,2m 7,2m 0,9m x y z A B C O 2,8m 1,5m 9m 1m x y z A B C 10° O 12 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 7) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.92) A rampa ABCD é sustentada por cabos nos pontos C e D (Figura 20). A tração em cada um dos cabos é de 1620N. Determine: a. O momento em relação ao ponto A da força exercida pelo cabo no ponto D; b. O momento em relação ao ponto A da força exercida pelo cabo no ponto C; c. A distância perpendicular do ponto A até a porção DE do cabo DEF; d. A distância perpendicular do ponto A até uma linha que passa pelos pontos C e G; e. A distância perpendicular do ponto B até uma linha que passa pelos pontos D e E. Figura 20 – Desenho Exercício 7 230cm 270cm 60cm 60cm 300cm 100cm x y z A B C D E F G H 13 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 3. Equilíbrio de Corpos Rígidos 3.1. Diagrama de Corpo Livre Para se resolver um problema relativo ao equilíbrio de um corpo rígido, é essencial considerar todas as forças que atuam sobre o corpo. É igualmente importante excluir qualquer força que não esteja diretamente aplicada ao corpo. Portanto, o primeiro passo na solução deste tipo de problema deve ser traçar o diagrama de corpo livre, obedecendo-se os seguintes passos: a) Escolher o corpo livre a ser utilizado, destacando-o do solo e separando-o dos demais corpos; b) Indicar todas as forças externas aplicadas no corpo livre (carregamentos, peso próprio, reações de apoio, reações de contato); c) Representar de forma clara a intensidade, direção e sentido de todas as forças; d) Normalmente as forças externas desconhecidas consistem nas reações de apoio que mantém o corpo no estado de equilíbrio; e) Também se devem indicar as dimensões do corpo, pois estas poderão ser necessárias nos cálculos dos momentos. Após se obedecer estes passos, as condições necessárias e suficientes para o equilíbrio de um corpo rígido são: e (18) ou seja, que a soma de todas as forças aplicadas ao corpo rígido seja igual a zero e que a soma do momento de todas as forças em relação a um ponto A genérico seja também igual a zero. Decompondo as forças e os momentos em relação a suas componentes retangulares, têm-se: ΣFx=0 ΣFy=0 ΣFz=0 ΣMAx=0 ΣMAy=0 ΣMAz=0 (19) 3.2. Equilíbrio de um Corpo Rígido em Duas Dimensões Escolhendo os eixos x e y no plano da estrutura, tem-se que e , ou seja: (20) 14 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa (21) (22) As equações de equilíbrio (20), (21) e (22) são suficientes para determinar 3 (três) reações/forças incógnitas na estrutura. Se o número de incógnitas for superior a este, somente com estas equações de equilíbrio não é possível a solução do problema e será necessária a utilização de outros métodos para se determinar todas as incógnitas. Pode-se ter outras variações das 3 (três) equações de equilíbrio apresentadas pelas equações (20), (21) e (22), dependendo do tipo de problema, como pode-se observar a seguir: ΣFx=0 ΣMA=0 ΣMB=0 (23) ou ΣFy=0 ΣMA=0 ΣMB=0 (24) ou ΣMA=0 ΣMB=0 ΣMC=0 (25) 3.3. Reações de Apoio e Conexões para uma Estrutura Bidimensional No Quadro 1 são apresentados alguns tipos de conexões em corpos rígidos bidimensionais associadas ao número de reações de apoio que eles geram. 15 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Apoio ou Conexão Reação Número de Incógnitas 1 1 1 2 3 Quadro 1 – Tipos de Conexões e Número de Reações de Apoio Associadas (Adaptado de BEER et al., 2006, p.161) Roletes Superfície sematrito Suporte Basculante Cabo Curto ou Haste Curta Cursor sobre Haste Pino Deslizante 90° Articulação Superfície Rugosa α ou α ou Engaste 16 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 3.4. Classificação das Estruturas Conforme o Tipo/Quantidade de Vinculações A Figura 21a mostra uma treliça vinculada no nó A por um apoio fixo (restringe o deslocamento deste nó nas direções x e y) e um apoio móvel em C (restringe o deslocamento deste no só na direção y). Devido a estas vinculações, pode-se desenhar o diagrama de corpo livre desta estrutura (Figura 21b) onde o apoio fixo em A é substituído por duas forças incógnitas, uma na direção x e uma na direção y, e o apoio móvel em C é substituído por uma força incógnita na direção y. Desta forma, consegue-se, utilizando a equação (22) para o nó A, determinar a incógnita Cy; após isso, utilizando-se a equação (21) consegue-se determinar a incógnita Ay; e por fim, utilizando-se a equação (20) consegue-se determinar a incógnita Ax. Este tipo de estrutura, onde todas as incógnitas conseguem ser determinadas utilizando-se as equações de equilíbrio do corpo rígido, ou seja, o número de incógnitas é igual ou inferior ao número de equações de equilíbrio, são chamadas de estruturas estáticas. Figura 21 – Reações Estaticamente Determinadas: Estrutura Isostática (Adaptado de BEER et al., 2006, p.162) A Figura 22a mostra uma treliça vinculada nos nós A e C por apoios fixos. Devido a estas vinculações, pode-se desenhar o diagrama de corpo livre desta estrutura (Figura 22b) onde os apoios fixos A e C são substituídos por duas forças incógnitas, uma na direção x e uma na direção y. Desta forma, consegue-se, utilizando a equação (22) para o nó A, determinar a incógnita Cy; após isso, utilizando-se a equação (21) consegue-se determinar a incógnita Ay; mas, utilizando-se a equação (20) não consegue-se determinar as duas incógnitas restantes (Ax e Cx). Este tipo de estrutura, onde existem mais incógnitas do que equações de equilíbrio são chamadas de estruturas hiperestáticas. Figura 22 – Reações Estaticamente Indeterminadas: Estrutura Hiperestática (Adaptado de BEER et al., 2006, p.164) A B C D E F A B C D E F (a) (b) (b) A B C D E F (a) A B C D E F 17 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa A Figura 23a mostra uma treliça vinculada nos nós A e C por apoios móveis. Devido a estas vinculações, pode-se desenhar o diagrama de corpo livre desta estrutura (Figura 23b) onde os apoios móveis A e C são substituídos por uma força incógnita na direção y. Observe que este tipo de vinculação inibe a translação da estrutura na vertical e o movimento de rotação, mas permite que a estrutura translade na horizontal. Este tipo de estrutura, onde existem menos incógnitas do que equações de equilíbrio são chamadas de estruturas hipostáticas. Figura 23 – Vinculações Parciais: Estrutura Hipostática (Adaptado de BEER et al., 2006, p.164) A Figura 24a mostra uma treliça vinculada nos nós A, B e C por apoios móveis. Devido a estas vinculações, pode-se desenhar o diagrama de corpo livre desta estrutura (Figura 24b) onde os apoios móveis A, B e C são substituídos por uma força incógnita na direção y. Observe novamente que este tipo de vinculação inibe a translação da estrutura na vertical e o movimento de rotação, mas permite que a estrutura translade na horizontal. Este tipo de estrutura, onde apesar de existirem um número de incógnitas igual ao número de equações de equilíbrio, mas que permitem um ou mais movimentos da estrutura são também denominadas estruturas hipostáticas, pois possuem uma instabilidade geométrica, ou seja, as vinculações foram colocadas de tal forma que permitem que a estrutura se movimente em uma ou mais direções. Figura 24 – Vinculações Impróprias: Estrutura Hipostática – Instabilidade Geométrica (Adaptado de BEER et al., 2006, p.165) (b) A B C D E F (a) A B C D E F (a) A B C D E F (b) A B C D E F 18 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exemplo 5. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.166) Um guindaste fixo tem uma massa de 1000kg e é usado para suspender um caixote de 2400kg (Figura 25). O guindaste é mantido na posição indicada na figura por um pino no ponto A (apoio fixo) e um suporte basculante no ponto B (apoio móvel). O centro de gravidade do guindaste está localizado no ponto G. Determine as componentes das reações em A e B. Adote g=9,81m/s 2 . Figura 25 – Esquema do Exemplo 5 Traçando o diagrama de corpo livre (Figura 26), têm-se: Figura 26 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 5 2400kg 2m 4m 1,5m A B C G A C B G 4m 2m 1,5m 19 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exemplo 6. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.168) Um vagão de carga está em repouso sobre um trilho que forma um ângulo de 25° com a vertical (Figura 27). O peso bruto do vagão e sua carga é 24750N e está aplicado em um ponto G a 75cm do trilho no meio entre os dois eixos. O vagão é seguro por um cabo amarrado a 60cm do trilho. Determine a tração no cabo e a reação em cada par de rodas. Figura 27 – Esquema do Exemplo 6 Traçando-se o diagrama de corpo livre (Figura 28), têm-se: Figura 28 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 6 Figura 29 – Decomposição da Força Peso 62,5cm 62,5cm 60cm 75cm G x y 62,5cm 62,5cm 60cm 75cm G 25° 20 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exemplo 7. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.167) Três cargas são aplicadas a uma viga tal como mostra a Figura 30. Desprezando o peso da viga, determine as reações nos apoios A e B. A viga é sustentada por um rolete em A e um pino em B. Figura 30 – Esquema Exemplo 7 Traçando-se o diagrama de corpo livre (Figura 31), têm-se: Figura 31 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 7 0,9m m 1,8m 0,6m 0,6m 67,5kN 27kN 27kN A B 0,9m 1,8m 0,6m 0,6m 67,5kN 27kN 27kN A B 21 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exemplo 8. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.169) A estrutura representada na Figura 25 sustenta parte do teto de um pequeno edifício. Sabendo que a tração no cabo é 150kN, determine a reação na extremidade fixa E. Figura 32 – Esquema do Exemplo 8 Traçando o diagrama de corpo livre (Figura 33), têm-se: Figura 33 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 84,5m 6m 3,75m 1,8m 1,8m 1,8m 1,8m 20kN 20kN 20kN 20kN A B C D E F 4,5m 6m 3,75m 1,8m 1,8m 1,8m 1,8m 20kN 20kN 20kN 20kN A B C D E F 22 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exercícios Propostos 8) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.172) O pau-de-carga montado em um caminhão de 4300kg (considere o peso aplicado no ponto G) é usado para descarregar uma plataforma de telhas com massa de 1600kg conforme a Figura 34 (considere o peso aplicado no ponto A). Determine a reação em cada uma das (a) rodas traseiras B e (b) rodas dianteiras C. Figura 34 – Esquema Exercício 8 9) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.172) Duas crianças estão de pé sobre um trampolim com massa de 65kg conforme Figura 35 (considere toda massa aplicada no ponto G). Sabendo que as massas das crianças nos pontos C e D são 28kg e 40kg, respectivamente, determine (a) a reação no rolete B e (b) a reação no apoio fixo em A. Figura 35 – Esquema Exercício 9 10) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.172) Dois caixotes, cada qual pesando 1125N, são colocados na caçamba de uma caminhonete com peso de 13500N conforme Figura 36 (considere todo o peso da caminhonete aplicado no ponto G). Determine as reações em cada uma das duas (a) rodas dianteiras B, (b) rodas traseiras A e (c) resolva o problema considerando que o caixote D foi removido e que a posição do caixote C continua inalterada. 1,2m 0,48m 0,6m 1,0m A B C D G 0,4m 0,5m 6m 4,3m 15° A B C G 23 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 36 – Esquema Exercício 10 11) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.173) Um apoio em T sustenta as quatro cargas mostradas na Figura 37. Determine (a) as reações no rolete em A e no apoio fixo em B se a=100mm, (b) repetir o item anterior se a=70mm e (c) a menor distância a para a qual o apoio T não se move. Figura 37 – Esquema Exercício 11 12) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.173) Um carrinho de mão é usado para transportar dois barris, cada qual pesando 360N conforme a Figura 38. Desprezando o peso do carrinho de mão, determine (a) a força P vertical que deve ser aplicada no ponto A para se manter o equilíbrio quando α=35° e (b) a reação correspondente em cada uma das duas rodas em B. Figura 38 – Esquema Exercício 12 1,68m 2,7m 1,77m 1,17m 0,75m A B C D G 40N 50N 30N 10N 60mm a 80mm A 60mm B 80cm 60cm 20cm 50cm A B G1 G2 α 24 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 13) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.173) Quatro caixas são colocadas em uma prancha de madeira uniforme de 14kg (Considerar este massa concentrada no ponto G) que está apoiada em dois cavaletes (pontos E e F) conforme a Figura 39. Sabendo que as massas das caixas B e D são 4,5kg e 45kg, respectivamente, determine o intervalo de valores da massa da caixa A de modo que a prancha permaneça em equilíbrio quando a caixa C for removida. Figura 39 – Esquema Exercício 13 14) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.173) Uma haste de controle é conectada a uma manivela no ponto A e cordas são presas nos pontos B e C (Figura 40). Para a força dada na haste, determine o intervalo de valores de tração na corda presa em C sabendo que as cordas devem permanecer tracionadas e que a máxima tração permitida em uma corda é 180N. Figura 40 – Esquema Exercício 14 15) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.174) O máximo valor admissível de cada uma das reações nos apoios A e B da Figura 41 é 360N. Desprezando o peso da viga, determine o intervalo de valores da distância d para a qual a viga é segura. 1,5m 0,6m 0,5m 1,6m 1m 1m A B E G D C F 60mm 120mm 40mm 400N A B C O 25 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 41 – Esquema Exercício 15 16) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.174) Para a viga e os carregamentos mostrados na Figura 42, determine o intervalo de valores da distância a para os quais a reação no ponto B não excede 225N dirigida para baixo ou 450N dirigida para cima. Figura 42 – Esquema Exercício 16 17) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.175) Um poste AB de 6m de comprimento é colocado em um buraco em A e sustentado por três cabos (Figura 43). Sabendo que as trações nos cabos BD e BE são 442N e 322N, respectivamente, determine (a) a tração no cabo CD e (b) a reação no ponto A. Figura 43 – Esquema Exercício 17 18) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.175) Dada a estrutura da Figura 44, determine as reações em A e C quando (a) α=0° e (b) α=30°. 10cm 5cm 15cm 7,5cm a 675N 675N 112,5N A D C B 3,15m 2,10m 6m 2,8m A B C D E 900mm 900mm d 100N 200N 300N A B 26 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 44 – Esquema Exercício 18 19) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.175) Dada a estrutura da Figura 45, determine as reações dos apoios em A e B quando (a) h=0 e (b) h=20cm. Figura 45 – Esquema Exercício 19 20) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.175) A alavanca BCD da Figura 46 é articulada no ponto C e está ligada a uma haste de controle no ponto B. Determine: (a) Se P=200N, a tração na haste AB e a reação em C e (b) a máxima força P que pode ser aplicada com segurança em D se o valor máximo admissível da reação em C for 500N. Figura 46 – Esquema Exercício 20 100cm C B A 360N 360N 25cm 25cm α 30cm 25cm 25cm h 180N G A B 60° 75mm 30mm 40mm 90° D C B A 27 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 3.5. Equilíbrio de um Corpo Rígido em Três Dimensões No caso de um corpo rígido em três dimensões, deve-se utilizar as 6 (seis) equações de equilíbrio para se obter as reações de apoio da estrutura. (26) ou (27) Exemplo 9. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.194) Uma escada de 20kg usada para alcançar prateleiras altas em um depósito está apoiada por duas rodas flangeadas nos pontos A e B montadas sobre um trilho e por uma roda no ponto C sem flange apoiada sobre um trilho fixado na parede, Figura 47. Um homem de 80kg está em pé sobre a escada e inclina-se para a direita. A linha de ação do peso combinado W do homem e da escada intercepta o piso no ponto D. Determinar as reações em A, B e C. Figura 47 – Esquema Exemplo 9 A B C D 0,9m 0,6m 0,6m 3m 0,3m 28 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Traçando o diagrama de corpo livre (Figura 48), têm-se: Figura 48 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 9 Como a escada não está se movimentando, e (equilíbrio)z x y D D 0,9m 0,9 m 0,6m 0,6 m 0,6m 0,6 m 3m 0,3m 0,3 m 29 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exemplo 10. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.195) Uma placa de 1,5 x 2,4m de massa específica uniforme pesa 1215N e é sustentada por uma rótula no ponto A e por dois cabos nos pontos B e E (Figura 49). Determine a tração em cada cabo e a reação na rótula em A. Figura 49 – Esquema Exemplo 10 0,6m 2,4m 1,8m 1,2m 0,6m 0,9m x y z A B C D E 30 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Traçando o diagrama de corpo livre (Figura 50), têm-se: Figura 50 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 10 C A 0,6m 2,4m 1,8m 1,2m 0,6m 0,9m x y z B D E G 31 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 32 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exercícios Propostos 21) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.200) A placa quadrada mostrada na Figura 51, de 200x200mm, tem uma massa de 25kg e é sustentada por três arames verticais nos pontos A, B e C. Determine a tração em cada arame. Figura 51 – Esquema Exercício 21 22) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.202) A força de 4kN mostrada na Figura 52 atua em uma lança de 3m no ponto C vinculada na rótula A e sustentada por dois cabos presos em B. Determine a tração em cada cabo e a reação na rótula A. Figura 52 – Esquema Exercício 22 23) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.203) Uma lança de 2,4m de comprimento é segura por uma rótula em C e por dois cabos (AD e BE) conforme mostra a Figura 23. Determine a tração em cada cabo e a reação na rótula em C. 100mm 100mm 160mm 160mm 40mm A B C x y z 1,8m 1,8m 1,8m 2,1m 1,2m 4kN x y z A B C D E 33 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 53 – Esquema Exercício 23 24) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.203) Resolva o problema anterior considerando que a carga dada de 891N é substituída por duas cargas de 445,5N aplicadas nos pontos A e B. 25) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.203) No poste ABC, de 5,4m, atua uma força de 945N, tal como mostra a Figura 54. O poste é sustentado por uma rótula em A e por dois cabos BD e BE. Para a=2,7m, determine a tração em cada cabo e a reação na rótula A. Figura 54 – Esquema Exercício 25 26) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.204) A placa retangular mostrada na Figura 55, tem uma massa de 15kg e é mantida na posição mostrada pelas dobradiças A e B e pelo cabo DC. Considerando que a dobradiça em B não exerce qualquer empuxo axial (isto é, a reação na direção x é igual a zero), determine a tração no cabo e as reações nas dobradiças A e B. 1,2m 0,9m 0,3m 0,6m 1,8m 2,4m 891N A B C D E x y z 2,7m 1,35m 2,7m 2,7m 1,35m 2,7m 945N A B C D E x z y F 1,85m a 34 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 55 – Esquema Exercício 26 27) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.205) Uma placa retangular uniforme de 1282,5N é sustentada na posição mostrada na Figura 56 pelas dobradiças A e B e pelo cabo DCE, que passa por um gancho sem atrito em C. Considerando que a tração é a mesma em ambas as partes do cabo, determine (a) a tração no cabo e (b) as reações nas dobradiças A e B. Considere que a dobradiça em B não exerce qualquer empuxo axial. Figura 56 – Esquema Exercício 27 300mm 80mm 200mm 250mm 40mm 40mm A B C D x y z 57,5cm 22,5cm 37,5cm 56,25cm 7,5cm 7,5cm A B E C x y z D 35 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 28) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.206) A estrutura mostrada na Figura 57 está sustentada por três cabos e uma rótula em A. Determine tração em cada cabo e a reação na rótula A. Figura 57 – Esquema Exercício 28 29) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.207) O elemento rígido ABF, em formato de L, é sustentado por uma rótula em A e por três cabos (Figura 58). Para o carregamento mostrado, determine a tração em cada cabo e a reação na rótula A. Figura 58 – Esquema Exercício 29 A I 280N B C D E F G H 60mm 440mm 400mm 320mm 200mm 450mm 650mm 420mm 200mm 80mm 360N x y z 60cm 60cm 30cm 33,75cm O 540N x y z A B C D E F G H I 60cm 30cm 30cm 30cm 540N 45cm 36 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 4. Cargas Distribuídas sobre Vigas Pode-se utilizar o conceito de centroides de uma superfície para resolver problemas de cargas distribuídas. Seja a viga apresentada na Figura 59: Figura 59 – Viga Submetida a um Carregamento Distribuído Qualquer (28) observe que w.dx é equivalente ao elemento de área dA. Logo, a carga W equivale em intensidade à área total A da superfície sob a curva de carga, ou seja: (29) Substituindo a carga distribuída w por sua resultante W, é necessário se obter o ponto P de aplicação desta carga W de tal forma a ter-se o mesmo momento em O. Observa-se então a viga da Figura 60: Figura 60 – Ponto de Aplicação da ForçaResultante W Logo, é necessário se ter: x dx L O B x y w dW=dA L O B x y w P 37 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa (30) como dw= wdx= dA e W= A, têm-se: (31) Como a integral da equação (31) representa o momento de primeira ordem da região delimitada por y=0, y=w, x=0 e x=L, obtêm-se que a distância é a posição do centroide desta área. Portanto, uma carga distribuída pode ser substituída por uma carga concentrada aplicada no centroide da área delimitada por y=0, y=w, x=0 e x=L. Deve-se lembrar de que esta substituição só pode ser utilizada para efeitos de cálculo das reações de apoio. Para efeitos do cálculo dos esforços sobre a viga, deve-se utilizar o carregamento distribuído original (desenho dos diagramas de esforços). 5. Forças sobre Superfícies Submersas Figura 61 – Superfície Plana Genérica Submersa (Adaptado de BEER et al., 2006, p.249) Dada uma placa retangular de comprimento L e largura b, submersa em um líquido (Figura 61), pode-se escrever a força w distribuída sobre a superfície desta placa, como sendo: (32) sendo ρ= γ.h, γ o peso específico do líquido e h a distância da superfície livre do líquido ao ponto onde está se medindo a pressão. A resultante R das forças de pressão aplicadas sobre esta placa passará pelo centroide C da área delimitada pelas forças de pressão. Adotando uma superfície curva genérica submersa (Figura 62a), tem-se: A B P C L x dx w 38 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 62 – Superfície Curva Geométrica Submersa Desta forma, pode-se dizer que a resultante é igual à soma das ações das forças , e (Figura 62b). Exemplo 11. (Adaptado de BEER et at., 2006, p.250) Uma viga sustenta a carga distribuída na Figura 63. (a) Determine a carga concentrada equivalente. (b) Determine as reações nos apoios A e B. Figura 63 – Esquema do Exemplo 11 Figura 64 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 11 Componente Retângulo Triângulo 9,0 9,0 3,0 4,0 27,0 36,0 Σ 18,0 - 63,0 Tabela 1 – Exemplo 11 500N/m 4500N/m C A B A B (a) (b) 1500N/m1 4500N/m 6m6m AA BB 9000N 9000N 39 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Exemplo 12. (Adaptado de BEER et al., 2006, p.251) A Figura 65 mostra a seção transversal de uma barragem de concreto. Considere uma seção da barragem com 1m de largura e determine: (a) a resultante das forças de reação exercidas pelo solo a base AB da barragem; (b) a resultante das forças de pressão exercidas pela água sobre a face BC da barragem. Os pesos específicos do concreto e da água são, respectivamente, 24000N/m 3 e 10000N/m 3 . Figura 65 – Esquema do Exemplo 12 Traçando o diagrama de corpo livre (Figura 66), obtêm-se: Figura 66 – Diagrama de Corpo Livre Exemplo 12 a) 6,6m 2,7m 3m 1,5m A B C Vértice Parábolas 5,4m D 6,6m 2,7m 3m 1,5m A B C 5,4m 40 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa b) Figura 67 – Resultante faz Forças da Água Exemplo 12 Exercícios Propostos 30) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.254) Para a viga e o carregamento mostrados nas figuras, determine as reações de apoio da viga. a. Figura 68 – Esquema Exercício 30 (a) 600N/m 2400N/m 5,4m A B α 41 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa b. Figura 69 – Esquema Exercício 30 (b) 31) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.254) Determine as reações de apoio das vigas para o carregamento dado: a. Figura 70 – Esquema Exercício 31 (a) b. Figura 71 – Esquema Exercício 31 (b) c. Figura 72 – Esquema Exercício 31 (c) d. Figura 72 – Esquema Exercício 31 (d) 1500N/m 3000N/m 1,2m A B 1,8m 1,2m C 2kN/m 1,8m A B 1,2m 2,5kN/m 300N/m 1200N/m 6m A B Vértice Parábola C 3000N/m 0,9m A B 2,7m 18N B 200N/m 120mm A 200mm 60mm 42 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa e. Figura 73 – Esquema Exercício 31 (e) f. Figura 74 – Esquema Exercício 31 (f) 32) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.255) Determine para a viga da Figura 75: (a) a distância a tal que as reações verticais dos apoios A e B sejam iguais e (b) as reações de apoio correspondentes. Figura 75 – Esquema Exercício 32 33) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.255) Determine as reações da viga para o carregamento dado, quando w0=1,5kN/m. Figura 76 – Esquema Exercício 33 B 1800N/m 600N/m a A 3,6m 1kN/m 2m A B 4m 2kN/m Parábolas B 7500N/m 1500N/m 0,3m A Vértice Parábola 2,4m 0,6m 50kN.m 1m A B 3,5kN/m 6m 2m C w0 D 43 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 34) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.255) Utilizando a Figura 76, determine (a) a carga distribuída w0 na extremidade D da viga ABCD tal que a reação em B seja nula e (b) as reações correspondentes em C. 35) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.255) Uma viga de nivelamento AB sustenta três cargas concentradas e repousa sobre o solo e sobre o topo de uma grande rocha (Figura 77). O solo exerce uma carga distribuída para cima e a rocha exerce uma carga concentrada RR tal como mostra a figura. Sabendo que wB=wA/2 determine os valores de wA e RR correspondente ao equilíbrio. Figura 77 – Esquema Exercício 35 Nos próximos problemas, utilize ρ=10 3 kg/m 3 para a massa específica da água doce e ρC=2,40x10 3 kg/m 3 para a massa específica do concreto. 36) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.256) A seção transversal de uma barragem de concreto está mostrada na Figura 78. Para uma seção de barragem de largura unitária, determine: (a) as forças de reação exercidas pelo solo sobre a base AB da barragem, (b) o ponto de aplicação da resultante das forças de reação da parte (a) e (c) a resultante das forças de pressão exercidas pela água sobre a face BC da barragem. Figura 78 – Esquema Exercício 36 37) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.256) A seção transversal de uma barragem de concreto está mostrada na Figura 79. Para uma seção de barragem de largura unitária, determine: (a) as forças de reação exercidas pelo solo sobre a base AB da barragem, (b) o ponto de aplicação da resultante das forças de reação da parte (a) e (c) a resultante das forças de pressão exercidas pela água sobre a face BC da barragem. 15m 9m 6m 6m 18m A C B 0,4m A 1,8m 1,2m wA 18kN 4kN 24kN RR 0,5m 1,5mB wB 44 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Figura 79 – Esquema Exercício 37 38) (Adaptado de BEER et al., 2006, p.256) A lateral AB de um tanque aberto mede 2,7x3,6m, está articulada no fundo em A e é mantida no lugar por meio de uma barra fina BC (Figura 80). O tanque é cheio lentamente com glicerina, cujo peso específico é de 13000N/m 3 . Determine a força T na barra e as reações na articulação após o enchimento do tanque a uma profundidade de 2,4m. Figura 80 – Esquema Exercício 38 7,2m 5,4m 4,8m 3,6m 1,8m A B C D Parábolas Vértice Vértice 2,7m 2,4m A B C 45 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Bibliografia Consultada BEER, F. P.; JOHNSTON, R.; EISENBERG, E. R. Mecânica Vetorial Para Engenheiros – Estática. 7.ed., Pearson Education, 2006. BEER, F. P.; JOHNSTON, R. Resistência dos Materiais. 3.ed., Pearson Education, 1995. GERE, J. M. Mecânica dos Materiais. Editora Pioneira Thomson Learning, São Paulo 7.ed., 2010. POPOV, E. P. Introdução a Mecânica dos Sólidos. Editora Blücher, São Paulo, 1978. SHAMES, I. H. Estática e Dinâmica: Mecânica para Engenharia. V.1 e 2, Pearson Education, 2002. 46 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa Respostas dos Exercícios Propostos 1. 2. a. b. c. 3. a. b. 4. a. b. c. 5. a. b. c. 6. 7. a. b. c. d. e. 8. a. b. 47 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 9. a. b. 10. a. b. c. 11. a. b. c. 12. a. b. 13. 14. 15. 16. 17. a. b. 18. a. ° b. 19. a. b. 48 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 20. a. b. 21. 22. 23. a. b. 24. a. b. 25. a. b. 26. 27. a. b. 28. 29. 49 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa 30. a. b. 31. a. b. c. d. e. f. 32. a. b. 33. 34. a. b. 35. 36. a. b. c. 37. a. b. c. 38. 50 Equilíbrio de um Corpo Rígido Professor Rogério Simões Acadêmica Ana Flavia Costa