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O estudo do espaço geográfico. Para Santos, o espaço geográfico seria um conjunto indissociável entre sistemas de objetos e sistemas de ações. Este espaço seria regido pelos fixos e fluxos. Sendo construído de forma descontínua sob várias épocas e intencionalidades diferentes à do ambiente natural para o social à o espaço seria uma acumulação desigual de tempos, e como um organismo vivo, estaria em constante transformação, possuindo caráter essencialmente dinâmico. Assim, aqueles objetos que no passado tiveram funções específicas e deixaram de exercê-las caracterizam as rugosidades espaciais. Isto é, marcas de tempo pretérito no espaço geográfico contemporâneo, como por exemplo, uma fábrica abandonada na qual a estrutura continua erguida, porém, na qual a função não existe mais. No entanto, quando um objeto muda de função ao longo do tempo à por exemplo, se essa mesma fábrica abandonada virasse um centro cultural à poder-se-ia dizer que esta foi refuncionalizada, ou seja, manteve-se a casca porém alterou-se a essência. Sendo intrinsicamente dinâmico e alterado diversas vezes ao longo da história, o espaço geográfico, para Santos, estaria dividido em três períodos diferentes: o meio natural, o meio técnico, e o meio técnico científico-informacional), classificados pelo nível de técnica empregado e pela capacidade humana de moldar o espaço geográfico; correspondendo respectivamente: a época em que a natureza dominava sobre o homem (meio natural); a época em que o homem e a técnica dominavam sobre a natureza (meio técnico); e a época, em que as informações, as finanças, e as telecomunicações dominam sobre todos (meio técnico-científico- informacional). Todavia, segundo Santos, apesar deste ser preponderante na atualidade, nem todo o Brasil estaria no meio-técnico- científico-informacional, mas sim, somente a região concentrada (parte das regiões sudeste, sul, e centro oeste). Uma vez que a construção do espaço geográfico se daria de forma desigual, grande parte do território nacional ainda estaria no meio técnico. Preocupado com a divisão do trabalho do meio-técnico- científico-informacional, Santos ainda elaborou conceitos sobre economia urbana, dividindo-a em circuito superior, caracterizado pela atuação do grande capital e presença de tecnologia moderna, e circuito inferior, correspondendo a atividades e serviços de baixa tecnologia e de pequena escala. 1 - O ensino da geografia que trabalhe com conteúdos estáticos, utilizando operações mnemônicas, e que tenha o professor como detentor e transmissor de conhecimentos não é mais admitido, embora ainda seja uma prática relativamente frequente no meio escolar brasileiro. 2 - Lugar é um conceito geográfico de importância apenas relativa, que o professor de geografia pode desconsiderar em sua práxis docente, na medida em que é desconectado das experiências e aspirações dos alunos. 3 - Tendo como referência a imagem apresentada, assinale a opção que corresponde ao processo que envolve a revitalização de bairros em diversas cidades ao redor do mundo e a mudança de domicílio de parte dos habitantes urbanos. A) A produção do espaço urbano na forma da verticalização das metrópoles e o aluguel domiciliar como valor de troca. B) A saída da cidade, em êxodo urbano, devido ao alto custo de vida, o que acaba expulsando pessoas dos centros urbanos. C) O mercado financeiro do capitalismo monopolista no meio geográfico da globalização denominado técnico científico e informacional. D) Os problemas da cidade devido à aglomeração urbana: a desigualdade social segrega e exclui os pobres do planejamento urbano. E) A requalificação do espaço urbano ocorre quando a especulação imobiliária expulsa os antigos moradores em um processo chamado de gentrificação. 4 - Lugar consiste em uma dimensão do espaço geográfico próximo, na qual uma relação de identidade é estabelecida Recursos naturais e fontes de energia. Recursos Naturais Renováveis Recursos naturais renováveis são aqueles que podem ser repostos pela natureza, como: bioenergia, biomassa (a transformação da matéria orgânica para produção de energia), queima de casca de arroz, bagaço de cana, óleo de mamona, queima de madeira, além da energia solar, energia eólica e a força maremotriz (ainda experimental no Brasil, no estado do Ceará) A geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis no ano passado alcançou a marca de 92%. O resultado, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), na última quarta-feira (1°), mostra que a participação das usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa no total de energia gerado pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) foi a maior dos últimos 10 anos. No total, em 2022, foram gerados quase 62 mil megawatts médios por mês de energia. Fontes de energia não renováveis As fontes de energia que pertencem a este grupo são finitas ou esgotáveis. Para a maioria delas, a reposição na natureza é muito lenta, pois resulta de um processo de milhões de anos sob condições específicas de temperatura e pressão. Quanto mais usamos as fontes de energia não renováveis, menos teremos no estoque total. São exemplos de fontes não renováveis de energia: petróleo, carvão mineral, gás natural e nuclear. As fontes de energia não renováveis também são conhecidas como fontes de energia convencionais, quando formam a base de suprimento (fornecimento) de energia Como podemos usá-las sem que o estoque acabe rapidamente? Explorando racionalmente os recursos existentes; promovendo a eficiência no uso e investindo em ciência e tecnologia para o desenvolvimento de fontes renováveis (eólica, hidrelétrica, solar, entre outras) que possam substituir as não renováveis. Atualmente, grande parte de energia consumida no mundo é proveniente de fontes não renováveis, porque as características dessas fontes são bem conhecidas, possuem um rendimento energético elevado (poucas perdas de energia no processo de transformação), preços atrativos, geram muitos empregos e possuem infraestrutura construída para geração e distribuição (usinas, dutos, ferrovias e rodovias). Os principais usos das fontes não renováveis são: 1- na geração de eletricidade, 2- como combustível nos transportes de cargas e de pessoas e 3- no aquecimento de casas. Algumas fontes não renováveis de energia, como o petróleo e o carvão mineral, são responsáveis por grande parte da emissão (liberação) de gases de efeito estufa na atmosfera, visto que estas fontes são combustíveis (precisam ser queimadas para gerar energia) e liberam gases poluentes, que impactam a saúde e o meio ambiente. Diferença entre Onshore e Offshore Na área de energia, Onshore e Offshore são termos usados para localizar as bacias sedimentares onde estão sendo explorados o petróleo e o gás natural. Onshore significa na parte terrestre e Offshore significa que a exploração é nas bacias sedimentares marítimas. O Petróleo além da energia O petróleo está na sua vida muito mais do que somente para movimentação de máquinas e veículos. Ele está presente 24 horas por dia. Quando você acorda de manhã, vai escovar os dentes com uma escova de plástico proveniente do petróleo. A água que você utiliza percorre seu caminho até a torneira em tubos de PVC, uma substância proveniente de petróleo. Roupas, meias e sapatos podem ter derivados de petróleo. Fontes de energia renováveis As fontes de energia que pertencem a este grupo são consideradas inesgotáveis, pois suas quantidades se renovam constantemente ao serem usadas. São exemplos de fontes renováveis: hídrica (energia da água dos rios), solar (energia do sol), eólica (energia do vento), biomassa (energia de matéria orgânica), geotérmica (energia do interior da Terra) e oceânica (energia das marés e das ondas). Algumas dessas fontes apresentam variação na geração de energia elétrica ao longo do dia ou do ano, como é o caso da eólica,que não é usada quando não há ventos e a energia solar, à noite. No caso da fonte hídrica, podem ocorrer estiagens (secas). As fontes renováveis de energia são consideradas limpas, pois emitem menos gases de efeito estufa (GEE) que as fontes fósseis e, por isso, estão conseguindo uma boa inserção no mercado brasileiro e mundial. A energia solar fotovoltaica se tornou a segunda maior fonte da matriz elétrica do Brasil ao alcançar nesta terça-feira (3) a marca de 23,9 gigawatts (GW) de potência instalada operacional, superando a eólica, com 23,8 GW, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A maior importância da energia solar para o país — 11,2% da matriz, ficando agora atrás apenas da fonte hídrica, com 51,3% — ocorre em meio a um forte crescimento na esteira de incentivos econômicos à instalação de usinas fotovoltaicas de pequeno a grande porte, haja vista os menores custos da fonte e seus benefícios ambientais. No ano passado, a capacidade instalada de energia solar no país expandiu mais de 60%, sendo que, nos últimos meses, o ritmo de crescimento tem sido de praticamente 1 GW por mês. 1 - Atualmente, no mundo, ganha força o processo de transição energética, conceito que envolve mudanças estruturais nas matrizes energéticas dos países. Sobre a transição energética é correto afirmar que A)os Estados Unidos reduziram a exploração e consumo de petróleo, gerando insatisfação nos grandes grupos petroleiros. B)o carvão mineral é considerado como a fonte não renovável mais beneficiada pelo novo cenário de transição. C)a Europa Ocidental tem sido compelida à transição frente à suspensão das exportações de gás natural e carvão russos. D)a China, atualmente maior emissor de gases poluidores, tem liderado as buscas por fontes de energia renováveis. E)a América Latina, comandada pelo México, tem se destacado pelo forte avanço da transição energética baseada na biomassa. 2 - Usinas nucleares, assim como indústrias movidas por combustíveis fósseis, emitem, no momento da produção da energia, dióxido de carbono. 3 - A matriz elétrica do Brasil, se analisada a partir do gás natural, da biomassa, dos cata-ventos eólicos e das usinas hidráulicas, possui equilíbrio percentual em relação às usinas termelétricas, mas esse equilíbrio enfrenta problemas no período de seca e da escassez de ventos fortes no litoral da região Nordeste. A geopolítica dos conflitos internacionais. Geopolítica é definida como a relação entre os Estados (território, política, militar), que pode resultar em acordos, guerras e embargos. No entanto, essas relações acabam transcendendo a própria noção de Estado e chegando às organizações supranacionais, como a Organização das Nações Unidas, criada em 1945, com o objetivo de garantir a paz mundial. A Assembleia Geral e o Conselho de Segurança são os dois principais órgãos da ONU. O primeiro órgão é deliberativo e participa a maioria dos países. O segundo possui poder decisório, isto é, todos os membros das Nações Unidas devem aceitar e cumprir as decisões do Conselho. É composto por 15 membros, 5 permanentes (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China) que possuem poder de veto e 10 membros rotativos. A Guerra entre a Rússia e a Ucrânia é um conflito que acontece no Leste do continente europeu. Após um longo período marcado pelo acirramento das tensões entre ambos, as tropas russas invadiram o país vizinho em 24 de fevereiro de 2022, promovendo ataques a cidades situadas próximo da capital da Ucrânia, Kyiv, e outros pontos estratégicos do território ucraniano. O contra-ataque realizado pela Ucrânia em meados de 2022 fez com que a Rússia recuasse em alguns pontos, mas o país ainda mantém domínio sobre grandes áreas no leste e ao sul da Ucrânia. Pouco mais de um ano após o início da guerra, os ataques continuam. O saldo até então é de dezenas de milhares de mortos e feridos, além de 8 milhões de refugiados ucranianos, que buscam proteção em outros países europeus. As consequências da guerra são, também, econômicas e políticas. Em um contexto global, o conflito interfere na geopolítica, nos acordos diplomáticos e no comércio internacional A justificativa de desmilitarização da Ucrânia, por parte do presidente russo, é também outra causa do conflito. Os conflitos acontecem no território ucraniano, invadido por centenas de milhares de soldados russos no início de 2022. Cidades próximas a Kyiv foram atacadas antes da capital. A Rússia promoveu ofensivas também no leste da Ucrânia e no sul, regiões estratégicas para o país. Depois de um ano de conflito, estão sendo registrados novos ataques com mísseis em diversas cidades da Ucrânia, inclusive na capital. Milhares de pessoas, entre civis e militares, morreram em função da guerra SUDÃO Os combates ferozes no Sudão deixaram em frangalhos as esperanças de uma transição pacífica para o governo civil. Forças leais a dois generais rivais estão competindo pelo controle e, como costuma acontecer, os civis foram os que mais sofreram, com dezenas de mortos e centenas de feridos. No centro dos confrontos estão dois homens: o líder militar do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, e o comandante das Forças de Apoio Rápido (RSF, na siga em inglês) paramilitares, Mohamed Hamdan Dagalo. Até recentemente, eles eram aliados. A dupla trabalhou junto para derrubar o presidente sudanês deposto Omar al-Bashir em 2019 e desempenhou um papel fundamental no golpe militar em 2021. No entanto, surgiram tensões durante as negociações para integrar a RSF nas forças armadas do país como parte dos planos para restaurar o governo civil. A questão-chave: quem estaria subordinado a quem sob a nova hierarquia. O Sudão enfrenta um futuro incerto Onde a luta terminará não está claro. Ambos os lados reivindicam o controle de locais-chave e combates foram relatados em todo o país em lugares distantes da capital Cartum. Enquanto várias estimativas oficiais e não oficiais mostrem que as forças armadas sudanesas tenham cerca de 210-220 mil combatentes, acredita-se que a RSF tenha aproximadamente 70 mil, mas são mais treinados e melhor equipados. As potências internacionais expressaram preocupação, com o Conselho de Segurança da ONU realizando sua primeira reunião sobre a crise no Sudão na segunda-feira. Além das preocupações com os civis, provavelmente existem outras motivações em jogo – o Sudão é rico em recursos e estrategicamente localizado. A Guerra na Síria começou em 2011, dentro do contexto da Primavera Árabe quando houve uma série de protestos contra o governo de Bashar al-Assad (1965). A guerra afetou em cheio a população civil, estimada em mais de 24 milhões de pessoas, nos primeiros cinco anos e ainda não terminou. A Guerra na Síria foi deflagrada após as denúncias de corrupção reveladas pelo WikiLeaks, aliado a outros problemas sociais, como desemprego e centralização de poder. Em março de 2011 são realizados protestos ao sul de Derra em favor da democracia, porém, com presença também de grupos armados. A população revoltou-se contra a prisão de adolescentes que escreveram palavras revolucionárias nas paredes de uma escola. O Governo, no entanto, acusou os manifestantes de estarem formando um grupo terrorista e articulando um golpe de estado contra al-Assad. Como resposta ao protesto, o governo ordenou às forças de segurança que abrissem fogo contra os manifestantes, causando várias mortes. A população revoltou-se contra a repressão e exigiu a renúncia do presidente Bashar al-Assad. Iêmen Nove anos após o início na guerra no Iêmen, que já deixou 233 mil mortos, mais da metade deles por desnutrição e ausência de serviços de saúde e infraestrutura, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) estima que 21,6 milhões de pessoas — o equivalente a dois terços da população precisarão de ajuda humanitária e proteção em 2023. Desde2014, o país vive mergulhado num conflito entre os rebeldes xiitas houthis, próximos ao Irã, e as forças do governo, apoiadas por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita. Uma trégua de seis meses no conflito foi iniciada em abril de 2022, o que permitiu uma redução das vítimas civis, e agora o governo iemenita e os houthis tentam negociar um prolongamento do fim das hostilidades, que expirou em outubro do ano passado. A ausência de uma trégua oficial e a frágil situação política e de segurança, no entanto, deixam a população num limbo. Afeganistão Os ataques de 11 de Setembro de 2001, que deixaram quase 3 mil mortos nos EUA, desencadearam uma série de guerras e intervenções no Oriente Médio, a chamada "Guerra ao Terror", que tinha como alvo principal Osama bin Laden, líder da al-Qaeda. Após ultimatos ao Talibã para que entregasse bin Laden, grupo extremista que então governava o Afeganistão, a coalizão internacional liderada pelos EUA começou a bombardear o país, tirou o grupo extremista do poder e expulsou a al-Qaeda temporariamente. Após quase 20 anos de guerra, as forças americanas se retiraram do Afeganistão em agosto de 2021, abrindo espaço para a volta do Talibã. À época, o grupo extremista, que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, se mostrava disposto a rever algumas de suas posições passadas e se abrir para o mundo. Um ano e meio depois, o Talibã se mostrou o mesmo de sempre: manteve o veto à participação de mulheres na sociedade e a perseguição de minorias étnicas e religiosas. Slide 1: O estudo do espaço geográfico. Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14: Recursos naturais e fontes de energia. Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32: A geopolítica dos conflitos internacionais. Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51