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UNIDADE V - Slides Fios de PDO (1)

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ANATOMIA CABEÇA E 
PESCOÇO
Anatomia muscular da face
Os músculos mímicos, músculos da
face ou músculos da expressão
facial, são músculos subcutâneos,
delgados e com origem nas fáscias ou
nos ossos da face, se fixando,
portanto, à derme.
Anatomia muscular da face
São fundamentais para as
seguintes ações:
- modificar as expressões
faciais;
- auxiliar em ações importantes
como a fala, expressão de
emoções e alimentação do
indivíduo.
Anatomia muscular da face
Há características comuns relacionadas
a esses grupos musculares, tais como:
presença de pelo menos uma inserção
em parte mole (como mucosa, fáscias)
ou diretamente na derme, sendo sua
origem óssea ou ainda tegumentar;
essa musculatura atua contraindo e
dilatando orifícios como pálpebras, nariz
e boca.
Anatomia muscular da face
Os músculos faciais unem-se através de
inserção e não apresentam tendões individuais.
Outra característica comum a esse grupo
muscular é sua derivação do segundo arco
braquial, possuindo inervação pelo nervo facial.
Constituídos por unidades motoras e poucas
fibras musculares, esses músculos possuem
uma excelente inervação, capaz de promover
movimentos muito delicados e precisos
(TEIXEIRA, REHER & REHER, V, 2008).
Anatomia muscular do pescoço
1. Platisma.
2. Digástrico.
3. Músculo Estilo-Hióideo.
4. Milo-Hióideo.
5. Músculo Omo-hióideo.
6. Músculo Esternotireóideo.
7. MúsculoTíreo-Hióideo.
8. Músculo Esternocleidomastóideo.
9. Músculo Escaleno Anterior.
10. Músculo Longo da Cabeça.
1
8
Anatomia muscular do pescoço
1
4
2 3
5
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9
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7
8
1. Platisma.
2. Digástrico.
3. Músculo Estilo-Hióideo.
4. Milo-Hióideo.
5. Músculo Omo-hióideo.
6. Músculo Esternotireóideo.
7. MúsculoTíreo-Hióideo.
8. Músculo Esternocleidomastóideo.
9. Músculo Escaleno Anterior.
10. Músculo Longo da Cabeça.
Referências
DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e
segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro,
Elsevier, 2010.
NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio
de Janeiro, Elsevier, 2011.
ANATOMIA: 
inervação
Anatomia pescoço inervação
PLEXO CERVICAL
1. Nervo Transverso do pescoço;
2. Nervo occipital menor;
3. Nervo auricular magno;
4. Nervo acessório;
5. Nervo supraclavicular.
4
Anatomia pescoço inervacao
2
3
1
5
PLEXO CERVICAL
1. Nervo Transverso do pescoço;
2. Nervo occipital menor;
3. Nervo auricular magno;
4. Nervo acessório;
5. Nervo supraclavicular.
4
Nervo facial
NERVO FACIAL se divide em:
1. Ramo Temporal;
2. Ramo Zigomático;
3. Ramo Bucal;
4. Ramo Marginal Mandibular;
5. Ramo Cervical;
O nervo facial consiste no VII par dos nervos
cranianos. Se origina na ponte e possui uma raiz
motora e uma raiz sensitiva. As fibras eferentes são
fibras motoras ou fibras parassimpáticas, enquanto as
fibras aferentes são sensitivas. Isso garante algumas
responsabilidades à esse nervo:
• Movimentos faciais/mímica facial.
• Secreção lacrimal.
• Secreção salivar (inervação das glândulas
submandibular e sublingual).
• Gustação dos 2/3 anteriores da língua.
1
2
3
45
Nervo facial
1
2
3
45
O ramo temporal (1) do NC VII emerge da margem
superior da glândula parótida e cruza o arco
zigomático. É responsável por inervar, principalmente,
a parte superior do músculo orbicular do olho, mas
também inerva os músculos auricular superior e
auricular anterior e o ventre frontal do músculo
occipitofrontal.
O ramo zigomático(2) do NC VII segue inferiormente
ao olho para suprir a parte inferior do músculo orbicular
do olho e outros músculos faciais inferiores à órbita.
O ramo bucal (3) do NC VII segue externamente ao
músculo bucinador para suprir este músculo e os
músculos do lábio superior.
O ramo marginal (4) supre os músculos risório e do
lábio inferior e do queixo.
O ramo cervical (5) percorre a margem inferior da
glândula parótida e posterior à mandíbula para inervar
o músculo platisma.
Nervo Trigêmeo
Trigêmeo V – nervo misto (função motora e
sensitiva);
Responsável também pela sensibilidade superficial
de tato, pressão, dor e temperatura da face.
Se divide em 3 ramos:
Ramo superior: conhecido como ramo oftálmico.
Ramo médio: conhecido como ramo maxilar.
Ramo inferior: conhecido como ramo mandibular.
Nervo oftálmico
O nervo oftálmico (V1) é o primeiro ramo do nervo trigêmeo,
sendo responsável pela inervação da porção do terço superior da
face, compreendendo principalmente a região da cavidade
orbital, como o próprio nome sugere. Emerge da porção superior
do gânglio trigeminal e adentra a órbita através da fissura orbital
superior. Para inervação de tais estruturas, divide-se em:
Nervo supra orbital (1): responsável pela inervação da pálpebra
superior, parte do couro cabeludo e a pele da fronte.
Nervo supra troclear (2): responsável pela inervação da região
da glabela, da pálpebra superior e da pele do nariz.
Nervo frontal (3): responsável pela abrangência da área cutânea
da fronte e a porção ântero-posterior do couro cabeludo.
Nervo nasociliar (4) e nervo lacrimal (5): responsáveis pela
inervação do conteúdo da órbita (da glândula lacrimal pelo nervo
lacrimal) e parte da cavidade nasal (pelo nervo nasociliar).
Nervo infra troclear (6): responsável pela inervação da raiz do
nariz e da pele das pálpebras.
Ramo nasal externo(7): responsável pela inervação da pele do
dorso do nariz.
1 2
3
4
5 6
7
Nervo maxilar
O nervo maxilar (V2) é o segundo ramo do nervo
trigêmeo, sendo responsável pela inervação da porção
do terço médio da face, compreendendo as maxilas,
abrangendo a área cutânea da fronte, porção ântero-
posterior do couro cabeludo e lábio superior. Divide-se
da seguinte forma:
Nervo infra orbital (1): responsável pela inervação da
região lateral do nariz, pele e mucosa do lábio superior e
pele da pálpebra inferior.
Nervo zigomático facial (2): responsável pela
inervação da pele que recobre o osso zigomático.
Nervo zigomático temporal (3): responsável pela
inervação da porção mais anterior da pele da fossa
temporal, além da pele da porção lateral da fronte.
Nervo palatino maior.
Nervo palatino menor.
Nervo nasopalatino.
1
2
3
Nervo mandibular (1)
O nervo mandibular é o terceiro e último ramo do nervo trigêmeo, sendo
considerado o seu maior ramo. Possui duas raízes: uma sensitiva, que tem
origem no ângulo inferior do trigêmeo e outra motora, que tem origem no
núcleo motor localizado no bulbo e no tronco encefálico. Estes se unem logo
após a saída deste nervo pelo forame oval, na parte interna do crânio.
No que tange à raiz sensitiva, as áreas inervadas são: a pele da região
temporal, orelha, bochecha, lábio inferior e a porção inferior da face,
além da mucosa da bochecha, 2/3 anteriores da língua, os dentes
inferiores, a própria mandíbula e a articulação temporomandibular
(ATM).
No que se refere à raiz motora, é responsável pela inervação
dos músculos da mastigação, tais como o músculo masseter, o músculo
temporal, o músculo pterigoideo lateral e o pterigoideo medial. Além disso,
também abrange os músculos milo-hioideo, digástrico (ventre anterior),
tensor do tímpano e tensor do véu palatino.
Visto que possui a função de inervar o terço inferior da face, o nervo
mandibular pode ser dividido em ramos anteriores e posteriores:
Ramos anteriores: responsáveis pela inervação motora dos músculos da
mastigação e sensitiva das mucosas da bochecha e da gengiva.
Ramos posteriores: responsáveis pela inervação sensitiva, possuindo um
pequeno componente motor, abrangendo áreas como a língua, os dentes
inferiores e a pele do mento.
1
Anatomia 
Referências
DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e
segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro,
Elsevier, 2010.
NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio
de Janeiro, Elsevier, 2011.
ANATOMIA CABEÇA E PESCOÇO
SistemaCirculatório
Sistema circulatório
As veias são mais finas e levam sangue do corpo para o coração. As artérias são mais
espessas e saem do coração, levando sangue para o corpo. Os capilares, por sua vez, ligam
as artérias às veias, realizando trocas gasosas entre o sangue e tecido.
As artérias (1) se dividem em ramos menores, as arteríolas (2) que por sua vez se dividem
em ramos menores, os capilares (3). Estes se unem para formar as vênulas (4), que por sua
vez formam as veias (5) que desembocam no átrio direito do coração.
1
2
3
4
5
Sistema circulatório
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
As principais artérias
da cabeça e pescoço são as duas artérias
carótidas comuns (1). Elas ascendem no
pescoço e cada uma se divide em dois
ramos: artéria carótida externa (2)e artéria
carótida interna (3). A a. carótida comum
fornece o suporte vascular para a área
externa da cabeça/crânio, para a face e a
para maior parte do pescoço. A a. carótida
interna vasculariza as porções internas das
cavidades craniana e a orbita.
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As principais artérias da cabeça e pescoço são
as duas artérias carótidas comuns. Elas
ascendem no pescoço e cada uma se divide em
dois ramos: artéria carótida externa e artéria
carótida interna.
A a. carótida comum fornece o suporte
vascular para a área externa da cabeça/crânio,
para a face e a para maior parte do pescoço.
A a. carótida interna vasculariza as porções
internas das cavidades craniana e a orbita.
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
1
3
A Artéria Carótida Externa (1)
A artéria carótida externa (1) ascende em
ambos os lados do pescoço, ligeiramente
inclinada para a frente primeiro e, em
seguida, para trás e um pouco lateralmente
atrás do colo da mandíbula, onde se divide
nas:
• a. maxilar (2);
• a. temporal superficial (3).
Ela diminui rapidamente em tamanho em
seu curso até o pescoço, devido ao número
e ao tamanho grande dos ramos que saem
dela.
2
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
Os ramos da artéria carótida externa suprem a face, o couro cabeludo, a língua, os dentes superiores, os
dentes inferiores, as gengivas, as tonsilas palatinas, os seios paranasais e a parte nasal da faringe, as orelhas
externas e média, a faringe, a laringe e polo superior da glândula tireoide. Eles também se anastomosam com
ramos das artérias carótidas internas sobre o couro cabeludo, testa, face, órbita, parte nasal da faringe e
cavidade nasal, e também com ramos da artéria subclávia na faringe, laringe e glândulas tireoides.
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
A Artéria Carótida Interna (1)
A artéria carótida interna fornece a
parte anterior do cérebro, o olho e
seus apêndices, e envia ramos à
testa e ao nariz.
Ela pode ser dividida em quatro
porções:
• Cervical;
• Petrosa;
• Cavernosa;
• Cerebral.
1
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
ANATOMIA – VEIAS 
Como todas as regiões do corpo, as
veias profundas acompanham as
artérias, exceto as veias superficiais.
Estas no estudo do pescoço e cabeça
são as:
• jugular externa (1);
• jugular anterior (2).
1
2
ANATOMIA – VEIAS
As veias jugulares (interna e
externa) drenam para as
veias braquiocefálicas
direita e esquerda (1) que
drenam para a veia cava
superior (2), responsável
por drenar o sangue da
região do pescoço e cabeça.
12
A jugular externa drena o sangue do:
• Pescoço;
• Face;
• Couro cabeludo.
Passa anteriormente ao músculo
esternocleidomastoideo (1).
Ela desemboca (cai) na jugular interna ou
subclávia(2), podendo haver variações. A veia jugular
anterior(3) se encontra logo abaixo do mento e anterior
ao músculo esternocleidomastóideo(1),
desembocando na jugular externa(4).
1
2
3
4
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
Veia jugular interna (1) é a principal veia
deste segmento, sendo responsável por
drenar o encéfalo, pescoço e a face.
A jugular interna se junta a veia subclávia
para ajudar a formar a veia
braquiocefálica (2) e logo em seguida a
veia cava superior (3).
E por fim as veias da parede torácica e
abdominal, responsáveis por drenarem a
parede torácica e abdominal
respectivamente.
1
2 3
ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 
Referências
DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar.
3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro,
Elsevier, 2010.
NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de
Janeiro, Elsevier, 2011.
ANATOMIA E 
FISIOLOGIA 
DA PELE
PELE
•A pele é o maior órgão do corpo humano.
•Mede quase 2 m2 e pesa aproximadamente 4 kg.
•É um órgão essencial para a sobrevivência humana, já que atua como barreira
protetora contra agentes do meio ambiente como bactérias ou vírus, sendo
também responsável por funções essenciais como a regulação térmica ou as
funções sensoriais (tato, pressão, frio, calor, dor…). A pele tem ainda uma
função excretora de substâncias que necessitam ser eliminadas pelo
organismo.
A pele tem um nível de pH ligeiramente ácido (4,5 a 6,5)
chamado "manto ácido". A acidez da pele é mantida pela
secreção de glândulas sudoríparas, sebo e clivagem de ácidos
graxos produzidos por uma microflora resistente (normoflora).
Esta flora atua como barreira que impede a invasão e
crescimento de bactérias patogênicas.
PELE
Consiste de 3 componentes:
• Epiderme.
• Derme.
• Tecido adiposo subcutâneo ou
hipoderme.
PELE
- Camada mais superficial e externa da pele que consiste predominantemente
em estruturas celulares.
- Apenas 1mm2 de epiderme contém 50 a 100 mil queratinócitos.
- Espessura de 0,04 mm (pálpebras) a 1,6mm (palmas das mãos e plantas dos
pés).
- Espessura média de 0,1mm, aproximadamente a espessura de uma folha de
papel.
EPIDERME
- Barreira protetora, imunológica, secretora, sinalizadora e endócrina.
- Camada basal, camada espinhosa, camada granulosa, camada lúcida e camada
córnea.
- Principais células da epiderme: queratinócitos, melanócitos, célula de Langerhans e
células de Merkel.
- 85-90% da epiderme consiste de queratinócitos.
- quando mais próximo à superfície da pele, menos água a epiderme possui. Camadas
mais profundas contém 70-75% da água, enquanto o extrato córneo apenas 10-15%.
- ciclo completo de reposição da epiderme 28 dias.
EPIDERME
ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme
(diretamente acima da derme)
Queratinócitos.
- são capazes de sintetizar ácido hialurônico, componente importante do fator de
hidratação natural.
- realizam biossíntese de aminas endógenas: histamina, serotonina e melatonina e
derivados do ácido araquidônico (prostaglandinas, leucotrienos, tromboxanos e citocinas).
EPIDERME
ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme (diretamente acima da
derme)
Células de Langerhans (macrófagos intraepidérmicos).
- Importante papel na resposta imune. São 2 a 4% das células da epiderme.
EPIDERME
ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme
(diretamente acima da derme)
Melanócitos.
- 10 a 25% do total de células epidérmicas.
- mede de 30 a 40 micrômetros.
- a principal propriedade da melanina é a fotoproteção da radiação UV.
EPIDERME
ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme (diretamente
acima da derme)
Células Táteis de Merkel.
- células neuroendócrinas disseminadas na camada basal e espinhos.
- mede de 30 a 40 micrômetros .
- funções: mecanorreceptores.
EPIDERME
ESTRATO ESPINHOSO - Segunda camada da Epiderme
Queratinócitos Espinhosos (poligonais).
- as células espinhosas ficam gradualmente mais planas e se
transformam em granulócitos que irão compor a terceira camada, o
Estrato Granuloso.
EPIDERME
ESTRATO GRANULOSO - Terceira camada da Epiderme
Queratinócitos Granulomatosos (ovais).
- 3 a 4 camadas de queratinócitos, nas quais são sintetizadas
proteínas: queratina, flagrina, involucrina e queratolinina
- por distância da derme, já começa a haver morte das células por
desnutrição.
EPIDERME
ESTRATOLÚCIDO - Quarta camada da Epiderme
- presente apenas nas pontas dos dedos, solas dos pés e palmas das
mãos
- 3 a 5 camadas de células planas.
- os queratinócitos são deslocados para a camada mais externa da
pele (Estrato Córneo) consistindo de células mortas que se
desprendem.
EPIDERME
ESTRATO CÓRNEO - Quinta camada da epiderme.
- composta por queratinócitos que completaram a diferenciação chamada
escama córnea.
- Essa escama contém uma casca espessa e durável contendo a proteína
queratolinina
- Esta camada é impermeável à água, pois é rica em lipídeos
- A camada córnea protege a pele de microorganismos, irritantes quiímicos e
alérgenos.
EPIDERME
- Está localizada entre a Epiderme e a Hipoderme.
- Espessura varia de 0,5 mm a 4 mm.
- Seus componentes trabalham juntos, como numa rede.
- a Derme é composta por substância intercelular amorfa (matriz, fibras e
estruturas celulares).
- A rede fibrosa consiste em proteínas estruturais (colágeno, elastina e reticulina).
DERME
- As estruturas celulares básicas da derme são formadas por
fibroblastos, macrófagos, mastócitos e melanócitos.
- Na derme há ainda outras estruturas: leucócitos, linfócitos,
eosinófilos, células nervosas, vasos sanguíneos e apêndices
da pele.
- os fibroblastos diferenciados são as células que formam o
tecido conjuntivo.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
Existem 8 estágios de biossíntese de colágeno: 5 intracelulares e
3 extracelulares.
1a. etapa - uma molécula de pré-pro-colágeno é sintetizada.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
2a. etapa - as moléculas de pré-pro-colágeno são transportadas
ára dentro dos túbulos do retículo endoplasmático, onde "pré" se
separa e pro-colágeno é sintetizado.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
3a. etapa - resíduos de aminoácidos de lisina e prolina, na molécula
de colágeno, sofrem oxidação, sob a influência de enzimas. Essas
enzimas somente são ativas se o ferro estiver na forma divalente,
que é fornecida pelo ácido ascórbico (vitamina C). Portanto, se essa
estiver faltando, a colagenogênese será fortemente inibida.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
4a. etapa - glicosilação de pro-colágeno sob influência da enzima
glicosiltransferase. Essa enzima transfere glicose ou galactose
para grupos hidroxila de oxilisina.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
5a. etapa - o estágio intracelular final é a formação da tripla hélice
do tropocolágeno (colágeno solúvel). a pró- sequencia contém o
aminoácido cisteína, que forma ligações dissulfeto entre as
cadeias. Processo de espiralização ocorre.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
6a. etapa - o tropolcolágeno é secretado no ambiente extracelular,
onde o amino e as carboxiproteinases se separam da pró-
sequência.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
7a. etapa - ligação cruzada covalente da molécula de tropocolágeno
pelo princípio "end-to-end", com a formação de colágeno insolúvel.
Somente após múltiplas fibrilas o colágeno de costura adquire sua
forma única e se torna uma fibra inextensível. Se houer falta de
cobre no organismo, a força do tecido conjuntivo diminui, devido ao
aumento de colágeno solúvel.
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO
8a. etapa - Associação de moléculas de colágeno insolúvel no
princípio de "side-by-side".
DERME
SÍNTESE DE COLÁGENO - componentes importantes
O controle da síntese de colágeno ocorre em todas as etapas, dependendo
de enzimas específicas. Depende portanto da presença de ácido ascórbico,
cobre, cálcio ferro, zinco, etc.
Descobriu-se que o magnésio desempenha papel importante na biossíntese
complexa da matriz extracelular, na formação de tecido conjuntivo, sendo
vital para o estado morfofuncional dos fibroblastos.
DERME
SUBSTÂNCIA INTERCELULAR - consiste de água, eletrólitos, proteínas plasmáticas e
glicosaminoglicanos.
Existem 7 tipos de glicosaminoglicanos:
1) ácido hialurônico.
2) sulfato de condroitina-.4
3) sulfato de condroitina-6.
4) sulfato de dermatan.
5) sulfato de queratina.
6) sulfato de heparina.
7) heparina.
DERME
PRINCIPAIS FUNÇÕES
- Nutrição - suprir nutrientes e oxigênio à epiderme.
- Termorregulação - devido às mudanças no fluxo sanguineo e à sudorese.
- Proteção - proteção mecânica das estruturas subjacentes, fornecida pelo
colágeno, elastina e ácido hialurõnico. 
- Sensiblilidade - garantir sensibilidade para a pele através do aparelho de 
reflexo nervoso.
DERME
- a gordura subcutânea (ou hipoderme) na face está sujeita a
variações significativas, depedendo de gênero, idade, etnia...
- está localizada diretamente abaixo da derme e possui uma conexão
frouxa com ela
- o acúmulo de células adiposas forma lóbulos de gordura que são
separados por fibras de tecido conetivo.
- adipócitos armazenam substâncias nutricionais e energia e
acumulam endotoxinas e exotoxinas.
HIPODERME
- as células adiposas estão distribuidas irregularmente por toda a face e
localizam-se em áreas específicas, essencialmente nas partes frontal e
lateral.
- a hipoderme consiste de duas camadas e é um fator importante para o
contorno facial.
- a camada superficial da hipoderme é posicionada entre a derme e o SMAS
(sistema músculo-aponeurótico superficial) e adere firmemente à derme por
meio de fibras colágenas bem determinadas, direcionadas da derme para a
hipoderme.
HIPODERME
A gordura
superficial facial 
inclui diversos
compartimentos.
HIPODERME
- a camada profunda está localizada sob a aponeurose e circunda os músculos,
proporcionando facilitação e amortização de sua contração.
- a partir dos 40 anos a gordura profunda é reduzida em aproximadamente 1% ao ano.
- existem diferenças no tecido adiposo de homens e mulheres.
- nos homens, os sptos do tecido conjuntivo estão dispostos angularmente em relação à
superfície da pele, ao passo que nas mulheres, estão dispostos quase perpendicularmente
- o estroma dos homens é mais denso e os lóbulos de gordura hipodérmicos, são menores
do que os das mulheres. Por isso o auemento de volume das células adiposas nos
homens não altera o relevo da pele. Também, o efeito da gravidade é menos óbvio.
HIPODERME
HIPODERME
PRINCIPAIS FUNÇÕES
- Produção de energia - 1g de tecido adiposo pode produzir até 9kcal de energia.
- Isolamento Térmico - preserva o calor do corpo.
- Proteção - alivia os choques e concussões e protege do calor.
- Armazenamento - armazena substâncias importantes (Vitaminas A, D, E,
estrogêneo e toxina lipossolúvel.
- Produção de Hormônios - o tecido adiposo pode sintetizar de forma independente a
testosterona e o estrogêneo.
Referências
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting
for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial
rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog
Treat. 2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele.
Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018.
BIOQUÍMICA DO 
ENVELHECIMENTO
Bioquímica do envelhecimento
Bioquímica do envelhecimento
Entende-se por envelhecimento as alterações fisiológicas
que ocorrem ao longo do tempo em organismos multicelulares.
Para detalhar mais um pouco, tais alterações acontecem nas
moléculas e nas células que acabam por prejudicar o
funcionamento dos órgãos e do organismo em geral.
O envelhecimento é um processo que inicia-se lentamente e
suas manifestações demoram a aparecer.
Bioquímica do envelhecimento
Sinais comuns:
- aumento do cansaço.
- tendência à depressão, queixa frequente de “menos alegrias”.
- queda do desejo sexual.
- problemas de memória (relatam esquecimentos).
- perda de massa muscular e força física.
- dificuldade de perder peso (gordo).
- aumento da queixa de dores.
Bioquímica do envelhecimento
TEORIAS DO ENVELHECIMENTO:
Teoria Estocástica – o envelhecimento ocorre essencialmente por
acúmulo de agressões ambientais.
Teoria Genético-desenolvimentista – o envelhecimento é um
contexto contúnuo, controladogeneticamente.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
O nome vem do grego - significa "parte final", exatamente o que são
os telômeros: as extremidades dos cromossomos.
À medida que nossas células se dividem para se multiplicar e para
regenerar os tecidos e órgãos do nosso corpo, a longitude dos telômeros
vai se reduzindo e, por isso, com o passar do tempo, eles vão ficando mais
curtos.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Quando finalmente os telômeros ficam tão pequenos que já não
são mais capazes de proteger o DNA, as células param de se reproduzir:
alcançam um estado de "velhice".
Por isso, a longitude dos telômeros é considerada um "biomarcador
de envelhecimento chave" no nível molecular, embora não seja o único.
Nos últimos anos, esse aspecto tem chamado a atenção de diversos
pesquisadores.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Em 2009, três pesquisadores americanos obtiveram o prêmio Nobel de medicina
por seu trabalho sobre o envelhecimento das células e sua relação com o câncer.
Elizabeth Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak pesquisaram os telômeros e
descobriram que a enzima telomerase pode proteger os cromossomos do
envelhecimento - pode fazer com que eles regenerem os telômeros e, assim, prolongar
a vida deles.
Essa enzima ajuda a impedir o encolhimento dos telômeros com a divisão
celular, o que ajuda a manter a juventude biológica das células.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Grande parte das pesquisas sobre telômeros não tem a ver com
uma aspiração estética de longevidade, mas sim com a potencial cura de
doenças.
A espanhola María Blasco, que trabalhou nos Estados Unidos com
Greider, agora é diretora do Grupo de Telômeros e Telomerasa do Centro
Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha.
Blasco liderou o desenvolvimento de uma nova técnica que bloqueia
a capacidade do glioblastoma, um dos cânceres cerebrais mais agressivos,
de se regenerar e reproduzir, atacando precisamente os telômeros das
células cancerígenas.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Em testes com ratos, a equipe dela conseguiu reduzir o crescimento
dos tumores e aumentar a sobrevivência dos animais, algo que poderia
abrir as portas para alternativas potenciais de tratamento em humanos.
Mas Blasco e sua equipe continuam pesquisando também com
estratégias invertidas.
A intenção é ativar a telomerase de uma forma que seja possível
curar pessoas que estão morrendo de doenças raras por mutações
genéticas associadas a telômeros muito curtos.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Mas conter o envelhecimento de células não necessariamente tem
como consequência um efeito anti-idade em todo o corpo.
Quando uma pessoa tem os telômeros mais longos, é porque ela
tem mecanismos metabólicos que o protegem. É como se o seu corpo
tivesse sistemas de defesa melhores.
Mas um dos problemas atuais das pesquisas científicas neste
campo, é que não existe um método padrão e universal para medir os
telômeros.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Um estudo recente dos Estados Unidos concluiu que a maternidade
encurtou mais os telômeros das mulheres do que o tabaco ou a obesidade,
enquanto outra pesquisa feita entre mulheres maias - menor, porém com
uma metodologia "mais complexa", segundo Martin-Ruiz - chegou à
conclusão oposta: que a maternidade fazia as mulheres ficarem
biologicamente mais jovens, já que suas células tinham telômeros mais
longos.
De qualquer maneira, há um grande grupo de cientistas que está
pesquisando aspectos distintos do envelhecimento humano, incluindo os
telômeros, as mitocôndrias, a forma das proteínas e muitos outros aspectos
desse processo.
Bioquímica do envelhecimento
Telômeros
Devido ao grande investimento nessas pesquisas e à
relação direta que já sabemos existir telômeros x
envelhecimento, é de se esperar que em um futuro breve haverá
tratamentos nesse sentido, envolvendo o que já foi descoberto
sobre essa relação.
Bioquímica do envelhecimento
Processo fisiológico de envelhecimento:
- Redução da reserva Funcional.
- Diminuição da Imunidade.
- Incapacidades Funcionais.
- Desnutrição.
- Dependência psicossocial.
- Enfermidade.
Bioquímica do envelhecimento
Radicais Livres
Compostos altamente reativos e instáveis que contem número
impar de elétrons na sua camada mais externa.
Esses elétrons solitários tendem a emparelhar-se com outros
elétrons, intervindo em outras reações onde há transferência de carga,
como nas oxidações.
Bioquímica do envelhecimento
Radicais Livres
Bioquímica do envelhecimento
Radicais Livres – principais alvos
- ácidos graxos insaturados, que entram na composição dos
fosfolipídeos das membranas.
- enzimas.
- proteínas de estrutura.
- ácidos nucleicos.
Bioquímica do envelhecimento
Radicais Livres – célula atacada
Bioquímica do envelhecimento
Estresse Oxidativo
O estresse oxidativo decorre de um desequilíbrio entre a geração de compostos oxidantes e
a atuação dos sistemas de defesa antioxidante. A geração de radicais livres e/ou espécies
reativas não radicais é resultante do metabolismo de oxigênio. A mitocôndria, por meio da
cadeia transportadora de elétrons, é a principal fonte geradora. O sistema de defesa
antioxidante tem a função de inibir e/ou reduzir os danos causados pela ação deletéria dos
radicais livres e/ou espécies reativas não radicais. Esse sistema, usualmente, é dividido em
enzimático (superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase) e não-enzimático. No
último caso, é constituído por grande variedade de substâncias antioxidantes, que podem ter
origem endógena ou dietética.
Bioquímica do envelhecimento
Glicação
Alterações morfológicas nas células senescentes.
Reação não-enzimática entre proteínas e açúcares que forma as
A.G.Es (Advanced Glycation End Products), produtos da glicação,
que acumulam-se no envelhecimento e em outras situações.
Referências
HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier,
2010.
NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de
Janeiro, Elsevier, 2011.
LOPADINA, I.; Fios de PDO – Nova Abordagem ao Rejuvenescimento
da Pele. São Paulo, Multieditora, 2018.
ABRAHAM, R.F., DEFATTA, R. J., WILLIAMS, E. F. Thread-lift for
facialrejuvenation: assessment of longterm results. Arch Facial Plast
Surg., v. 11, p.178–83,2009.
TEORIAS DO 
ENVELHECIMENTO
Teorias do Envelhecimento
Como qualquer outro órgão, a pele se deteriora
fisiologicamente e estruturalmente ao longo do tempo. O
envelhecimento por si, é parte natural dos processos do
corpo humano.
As alterações faciais degenerativas, afetam toda a sua
estrutura: ossos, camadas de músculo e gordura, complexo
conectivo, derme e epiderme.
Teorias do Envelhecimento
Existem várias teorias do envelhecimento. Algumas delas são:
-o conceito de um limiar crítico de acumulação de erros que trata o
envelhecimento como um processo gradual, resultado das divisões celulares
no corpo
- teoria do bloqueio da proliferação celular – cada célula é capaz de proliferar
um número limitado de vezes (até 50)
-teoria da apoptose ou morte celular programada – células danificadas estão
envolvidas na morte programada
- teoria dos radicais livres do envelhecimento – os radicais livres ativos
danificam as células, determinando a morte das mesmas
- teoria do envelhecimento elevatório – aumento da sensibilidade do
hipotálamo aos sinais homeostáticos
Teorias do Envelhecimento
Tipos e características do envelhecimento da 
pele
Existem basicamente dois tipos de envelhecimento: natural ou
cronoenvelhecimento e envelhecimento patológico ou
prematuro da pele.
Teorias do Envelhecimento
Envelhecimento natural ou cronoenvelhecimento 
- processo inevitável e irreversível.
- resultado das mudanças que ocorrem naturalmente no corpo.
- maioria das mudanças é geneticamente pré-determinada.
- redução da atividade proliferativa celular.
- alteração progressiva do equilíbrio hormonal(principalmente hormonios sexuais
femininos).
- papel dos radicais livres na destruição de proteínas, lipídeos e células de DNA.
- a deficiência do sistema antioxidante acelera o envelhecimento, pois este sistema
neutraliza a ação dos radicais livres.
Teorias do Envelhecimento
Envelhecimento natural ou cronoenvelhecimento
- na epiderme – aumento de dimensão dos queratinócitos e achatamento da
membrana basal.
- na derme – redução da capacidade proliferativa dos fibroblastos, reduzindo
síntese de colágeno e elastina.
- após os 40 anos, redução de 1% da quantidade de fibras ao ano. Após a
menopausa, pode chegar a 2%.
- deficiência gradativa da microcirculação e inervação da pele levando à atrofia
de toda a sua estrutura
- queda dos coxins de gordura, formando o sulco nasolabial
- perda de massa e força muscular. Perda de densidade.
- extensão dos ligamentos do tecido conjuntivo.
Teorias do Envelhecimento
Envelhecimento natural ou cronoenvelhecimento
- o envelhecimento e a gravidade resultam na flacidez dos tecidos moles 
faciais e na perda de seu volume
- a causa da ptose gravitacional inclui a força gravitacional e a regressão 
do suporte de tecido conectivo
Teorias do Envelhecimento
Envelhecimento patológico ou prematuro 
- é causado por fatores subjetivos: estilo de vida e nutrição, fatores ambientais,
exposição aos raios ultravioleta e várias doenças
- glicação – processo crucial no envelhecimento prematuro
- os A.G.Es (produtos da glicação) funcionam como cola, provocando estenose e
inelasticidade dos vasos, gerando inflamação e hipertrofia da matriz extracelular
- os A.G.Es inibem ainda a proliferação dos fibroblastos, acelerando o envelhecimento
da pele que muda de cor, tornando-se amarelada e perde a elasticidade, tornando-se
ainda mais sensível aos fatores externos deletérios.
Teorias do Envelhecimento
Envelhecimento patológico ou prematuro 
- cerca de 90% do envelhecimento da pele é causado por excesso de exposição aos
raios UV (fotoenvelhecimento).
- fumar também reduz significativamente a quantidade de oxigênio nas células da pele,
acelerando o processo de envelhecimento.
- movimentos de expressão levam ao envelhecimento mecânico da pele, levando ao
surgimento de rugas.
- a atuação do ramo estético no antienvelhecimento está atualmente na prevenção do
envelhecimento prematuro, justamente, uma vez que o cronoenvelhecimento ainda é
inevitável.
Teorias do Envelhecimento
Atualmente possuímos uma gama muito rica de tratamentos antienvelhecimento. Tais
tratamentos, quando utilizados na forma de gerenciamento do envelhecimento, nunca
isoladamente, pois sabemos que o uso de associações se faz necessário sempre, são
extremamente eficazes para retardo do processo, impedindo sua ação deliberada.
O mais importante é estar ciente (e deixar o paciente ciente) de que não há fórmula
imediata e milagrosa. Inclusive, devemos sempre alertá-los ao fato de que os tratamentos,
muitos deles, não terão eficácia se não acompanhados por mudanças de hábitos.
O sucesso do tratamento não depende somente da técnica ou procedimento escolhido,
mas sim, essencialmente do funcionamento adequado organismo alvo.
Referências
HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier,
2010.
NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro,
Elsevier, 2011.
LOPADINA, I.; Fios de PDO – Nova Abordagem ao Rejuvenescimento da
Pele. São Paulo, Multieditora, 2018.
ABRAHAM, R.F., DEFATTA, R. J., WILLIAMS, E. F. Thread-lift for
facialrejuvenation: assessment of longterm results. Arch Facial Plast Surg.,
v. 11, p.178–83, 2009.
TÉCNICAS ANESTÉSICAS 
UTILIZADAS PARA INSEÇÃO DOS 
FIOS DE PDO
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Para aplicação de fios lisos e parafuso, há profissionais que
optam pela utilização dos anestésicos tópicos. Quando optamos
por anestesia tópica, devemos estar cientes de que, para alguns
pacientes, o procedimento será bem desconfortável. O limiar de
dor é individual e, portanto, é complicado saber como o paciente
reagirá ao procedimento.
Quando o paciente tem dor durante o procedimento,
isso tende a atrapalhar a concentração e a capacidade
de execução da técnica pelo profissional, visto que o
paciente tende a mover a cabeça involuntariamente e
isso pode provocar acidentes.
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Em função dessas complicações possíveis, costumo utilizar
anestesia infiltrativa em todos os casos. Seja com botão
anestésico nos locais de pertuito e inserção, seja através de
bloqueio anestésico. A seguir, daremos exemplos práticos de
técnicas anestésicas que garantirão tranquilidade ao profissional
para a execução técnica e conforto ao paciente.
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Inserção de fios lisos:
Quando nosso planejamento envolver a inserção de fios lisos, já
sabemos que essa será feita em maiores quantidades, visto que a
produção de colágeno estará diretamente relacionada à quantidade de
fios aplicada. Sendo assim, temos duas alternativas: 1) botão
anestésico (para qualquer região) ou 2) bloqueio anestésico (regiões de
bloqueio).
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Inserção de fios lisos em qualquer região
1) BOTÃO ANESTÉSICO LOCAL - inserir por infiltração, com seringa
comum e agulha 30g ou seringa de insulina comum, pequena quantidade
(0,2 a 0,4ml) de lidocaína sem vasoconstritor, na forma de "botão"
anestésico, precisamente no local onde será realizado o pertuito (no caso
de cânula) ou na perfuração de entrada (no caso de fio agulhado).
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Inserção de fios lisos em qualquer região
1) BOTÃO ANESTÉSICO LOCAL - se o trajeto a ser percorrido pelo fio for
longo (mais de 3cm), é aconselhavel realizar mais infiltrações de botão
anestésico, para tornar mais confortável a aplicação ao longo de todo o
trajeto da agulha/cânula.
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Inserção de fios lisos em sulco nasogeniano,
lábios, mento e código de barras
2) BLOQUEIO ANESTÉSICO - para inserir fios nas regiões acima citadas,
é mais indicado o uso do bloqueio anestésico da região. Além de serem
regiões de extrema sensibilidade, a utilização do bloqueio reduz a
quantidade de infiltrações e, consequentemente, melhora muito o conforto
do paciente.
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Inserção de fios lisos em sulco nasogeniano,
código de barras e lábios superiores.
2) BLOQUEIO ANESTÉSICO - realizar o bloqueio anestésico do nervo
infraorbitário, dos dois lados (ou de um lado, se for aplicar em um lado
somente).
TÉCNICAS ANESTÉSICA
TÉCNICAS ANESTÉSICA
TÉCNICAS ANESTÉSICA
TÉCNICAS ANESTÉSICA
TÉCNICAS ANESTÉSICA
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Bloqueio Anestésico do Nervo Infraorbital
Técnica extraoral - Localizar o forâmen infraorbital e, com agulha
30G de 4mm, utilizando anéstésico sem vasoconstritor para uma
injeção mais superficial, ou com vasoconstritor (minha preferência)
para mais profunda, infiltrar 1ml de solução anestésica por lado
Inserção de fios lisos em mento e lábios
inferiores.
2) BLOQUEIO ANESTÉSICO - realizar o bloqueio anestésico do
nervo mentoniano, dos dois lados (ou de um lado, se for aplicar em
um lado somente).
TÉCNICAS ANESTÉSICA
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Nervo mentoniano – Subdivisão do Nervo Alveolar (ou
Dentário) Inferior (por sua vez, divisão do Nervo Mandibular,
ramo do Trigêmeo). É responsável pela inervação da pele do
mento, lábio inferior e gengiva vestibular dos dentes
inferiores.
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano
Técnica intraoral – aplicar anestésico tópico na região a ser
infiltrada com cotonete ou algodão. Deixar agir por 2 min.
Infiltrar a agulha com o bisel voltado para o osso, na região entre
os pré-molares inferiors, verticalmente para baixo, infiltrando no
máximo 1cm da agulha. Injetar o conteúdo de 1 tubete por lado
TÉCNICAS ANESTÉSICA
TÉCNICAS ANESTÉSICA
Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano
Técnica extraoral – com agulha de 8 a 12 mm. Tomar por referência uma
linha que desce verticalmente para baixo entre as coroas doPMI.
Palpando externamente, o forâmen mentoniano é facilmente localizado.
Ao utilizer anestético com vasoconstritor em pele, lembrar sempre de
injetar mais profundamente, fugindo das camadas superficiais da pele e
de uma possivel necrose.
REFERÊNCIAS
FEHRENBACH, Margaret J. HERRING, Susan W. Anatomia ilustrada da Cabeça e do Pescoço.1. ed.
São Paulo: Manole, 1998.
FERREIRA, M. B. C. Anestésicos locais. In: Wannmacher, L., FERREIRA, M. B. C. Farmacologia clínica
para dentistas. Rio de Janeiro: Guanabara- Koogan, 1999. Cap. 16; 104-16.
TORTAMANO, N., ARMONIA, P. L. Anestésicos locais. In: TORTAMANO, N., ARMONIA, P. L. Guia
terapêutico odontológico. 14. ed. São Paulo: Santos, 2001. Cap. 4; 30-41.
FARIA, F. A. C., MARZOLA, C. Farmacologia dos anestésicos locais – considerações gerais. BCI.
2001; 8 (29): 19-30.
MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004.
VIEIRA, G. F., GONÇALVES, E. A. N., AGRA, C. M. Anestesia odontológica: segurança e sucesso –
parte 1. Rev. Assoc. Paul. Cirur. Dent. 2000; 54 (1): 42-5.
BIOQUÍMICA E 
MECANISMO DE 
AÇÃO
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
POLÍMERO LINEAR OBTIDO ATRAVÉS DO PROCESSO DE
POLIMERIZAÇÃO CATALÍTICA DO COMPOSTO HETEROCÍCLICO DA P-
DIOXANONA.
Derivada do poliéster , a polidioxanona (PDO) é uma
substância sintética e biodegradável, utilizada há mais de
duas décadas como fio de sutura por cirurgiões urologistas,
gastroenterologistas e oftalmologistas, e atualmente é
empregada como material para fios de tração facial
reabsorvíveis.
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
O processo de degradação da PDO se dá por hidrólise, 
formando dois monômeros de ácido 2-hidroxi-etoxi-acético 
(C4H8O4) que serão decompostos em água e dióxido de 
carbono e absorvidos pela pele.
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
A PDO tem características não tóxicas, não
alergênicas e não piogênicas, devido à sua absorção
espontânea ser por hidrólise.
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
A compreensão da composição química é imprescindível, pois explica como esse
material se comporta nos tecidos vivos e porque o escolhemos em detrimento de outros.
⦁ A PDO, devido à sua estrutura química, perde pouco peso em comparação com o
ácido poliglicólico (PGA) e ácido polilático (PLA), uma vez que contém maior relação de
ligação éster.
⦁ A presença de uma ligação éter e um grupo adicional – CH2 – em sua estrutura
molecular oferece grande flexibilidade ao PDO em relação aos poli (α-hidroxiácidos)
(PGA e PLA).
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
⦁ A mudança na cadeia principal de um carbonil com certa
deslocalização em razão de um grupo metileno, proporciona maior
flexibilidade ao polímero.
⦁ Além disso, ele se degrada em uma taxa mais baixa por
hidrólise, uma vez que possui uma concentração mais baixa de
grupos éster, mantendo sua resistência mecânica por períodos de
tempo maior.
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
A PDO é capaz de gerar uma reação inflamatória
moderada, seguida por neocolagênese, fazendo com
que o lifting facial promovido pelos fios, dure mais do
que o período de permanência deles no tecido.
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
A neocolagênese inicia-se no momento de inserção da agulha ou cânula no
tecido. A partir desse microtrauma, ocorre ativação e agregação plaquetária
na tentativa de oclusão do tecido lesionado. Então, inicia-se uma fase
inflamatória em resposta ao trauma e ao corpo estranho (fio de PDO), devido
à vasodilatação e à quimiotaxia de células de defesa. Os neutrófilos são
enviados para verificar a presença de infecção local e “substituídos” por
macrófagos, quando não identificam um potencial infeccioso.
Mecanismo de ação PDO
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
A resposta inflamatória cicatricial do corpo depende do balanço entre
a quantidade de macrófagos do tipo M1 (pró-inflamatório) e do tipo
M2 (anti-inflamatórios). Os fios estimulam receptores específicos de
macrófagos M2, ou seja, geram uma resposta inflamatória branda.
Mecanismo de ação PDO
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
Nesse mesmo instante, há a formação do tecido de granulação com a perfusão de
novos capilares no local e quimiotaxia de fibroblastos. Assim, há diminuição da
celularidade dos macrófagos e início da secreção de colágeno tipo 3, também
chamado de colágeno reticular, ao redor dos fios. Esse colágeno é delgado e
desordenado e passa a ser gradualmente substituído pelo colágeno do tipo 1 ou
colágeno fibroso, que por sua vez, é um tecido organizado, denso e mais duradouro.
Mecanismo de ação PDO
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
Imagem: Fios de PDO, nova abordagem ao rejuvenescimento - IRINA LOPANDINA
Mecanismo de ação PDO
POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA
Referências
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting
for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial
rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog
Treat. 2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele.
Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018.
TIPOS DE FIOS DE PDO
TIPOS DE FIO DE PDO
Atualmente existem inúmeros tipos de fios de PDO no
mercado, com diversas formatações e aplicabilidades.
A seguir listaremos as classificações mais usuais com
suas indicações.
TIPOS DE FIO DE PDO
FIO MONO OU LISO - consiste de
um fio liso. Estes fios são mais
atraumáticos quando comparados
aos listados a seguir. São
essencialmente utilizados como
bioestimuladores.
TIPOS DE FIO DE PDO
FIO MONO DUPLO OU TWIN
- são dois fios trançados ou
torcidos entre si. Tem a ação
duplicada em relação ao mono
liso.
TIPOS DE FIO DE PDO
FIO PARAFUSO OU SCREW - fio espiral,
torcido e enrolado ao redor da agulha.
Mantém a forma ao ser inserido no tecido.
Por serem mais traumáticos, os fios
parafuso provocam neocolagênese mais
efetivamente que os lisos. São utilizados
para bioestimulação, efeito preenchedor e
efeito de travamento.
TIPOS DE FIO DE PDO
FIO PARAFUSO DUPLO
OU DOUBLE SCREW -
dois fios torcidos entre si e
enrolados ao redor da
agulha em espiral.
TIPOS DE FIO DE PDO
FIOS ESPICULADOS OU COG - são fios
mais espessos, formados com âncoras
feitas de encaixes a laser, em sua
superfície. Estes fios dentados permitem
arquear a sobrancelha, tensionar os
tecidos do contorno facial e do pescoço e
reestruturar tecidos moles da face que
tenham sofrido ptose.
TIPOS DE FIO 
ESPICULADO
ENCAIXE UNIDIRECIONAL
SEGUNDO A DIREÇÃO DAS GARRAS
TIPOS DE FIO 
ESPICULADO
ENCAIXE MULTIDIRECIONAL
SEGUNDO A DIREÇÃO DAS GARRAS
TIPOS DE FIO 
ESPICULADO
SIMPLES OU DUPLO
SEGUNDO À QUANTIDADE DE FIOS POR AGULHA
TIPOS DE FIO 
ESPICULADO
LISO OU ESPIRAL
SEGUNDO À POSIÇÃO DO FIO NA AGULHA
TIPOS DE FIO 
ESPICULADOSEGUNDO O NÚMERO DE ENCAIXES EM TORNO DA
CIRCUNFERÊNCIA
TIPOS DE FIO 
ESPICULADOSEGUNDO O TIPO DE SUPORTE
Referências
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for
facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial
rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat.
2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele.
Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018.
PDO NA PRÁTICA CLÍNICA
PRINCIPAIS EFEITOS 
TECIDUAIS INDUZIDOS 
PELO FIO DE PDO
EFEITO REVITALIZANTE
- reconstrução da matriz epidérmica/dérmica através da lesão e do
PDO.
- regeneração tecidual e melhora do tônus.
- aumento da divisão celular de queratinócitos na epiderme basal.
- formação focal de fibras elásticas perpendiculares, trazendo
melhora da membrana basal epidérmica.
- recuperação de colágeno tipo IV ao redor dos vasos.
- formação lenta de fibrose mole ao redor do fio implantado.
- fibroblastos ativos formam compartimento de tecidoconectivo primário feito de
finas fibras de colágeno.
- esse processo segue até a reabsorção completa.
- o fio é gradualmente substituído por tecido conjuntivo frouxo, que mais tarde se
transforma em tecido fibroso e estica a pele devido à síntese consistente de fibras
de colágeno e elastina dérmicas.
- EXATAMENTE POR ISSO OS EFEITOS DE LIFTING COM FIOS SÃO
DEMORADOS, PORÉM DURADOUROS.
EFEITO LIFTING
EFEITO LIFTING MECÂNICO VERDADEIRO
- rápido processo de fixação de tecidos antigravitacionais, por meio
de reposição, usando elementos fixadores de fio (âncoras, encaixes
ou garras).
- a partir de agora a neocolagênese ocorre nas estruturas cutâneas
dérmicas e hipodérmicas, o que complementa o lifting mecânico e o
torna mais duradouro.
IMPORTANTE!
A ingestão suficiente de nutrientes é
necessária como fator crucial para a
síntese de colágeno e elastina maduros.
O ritmo de vida moderno, o estresse contínuo, fatores ambientais
negativos e o processo de envelhecimento, alteram o trofismo tecidual,
trazendo a necessidade de administração de vitaminas, minerais,
antioxidantes, aminoácidos e de outras substâncias biologicamente
ativas, que contribuem para o aumento da síntese e metabolismo do
colágeno. A duração mínima dessa correção e suplementação deve ser
de 3 meses. O mesmo é válido para os tratamentos com
bioestimuladores injetáveis.
Recomendamos, portanto, a associação de uma suplementação com
peptídeo de colágeno VERISOL, pelo período mínimo de 6 meses, na
seguinte prescrição:
Verisol 2,5 g (sachês ou cápsulas).
Tomas uma cápsula ou o conteúdo de um sachê dissolvido em água,
1x ao dia, preferencialmente à noite.
A associação do Verisol ao tratamento é somente uma suplementação, para
auxiliar na resposta que esperamos do organismo, de neocolagênese.
É muito importante constar na anamnese os hábitos alimentares e rotina de
exercícios da paciente, visto que pacientes sedentários, com maus hábitos
alimentares ou com disfunções hormonais, tendem a não apresentar
resultados satisfatórios de produção de colágeno. Devemos nessas
situções orientar os pacientes para que busquem um profissional
nutricionsta ou nutrólogo para reverem seus hábitos antes de qualquer
tratamento estético.
Assim como os tratamentos com bioestimuladores, os tratamentos com FIOS
PDO são dispendiosos. Realizar um tratamento de grande proporção e não
obter resultado é extremamente frustrante e, em caso de o paciente não estar
ciente dessa possibilidade devido a problemas no funcionamento de seu
organismo, a tendência é haver dúvidas quanto à competência do profissional e
descrédito quanto ao tratamento proposto.
Portanto, muito cuidado com pacientes com maus hábitos. A condição
inflamatória crônica do organismo, impede um resultado satisfatório sempre.
INDICAÇÕES FIO LISO
Para qualquer região em que se
deseje estímulo de colágeno
(rugas, flacidez, pele pouco
espessa...).
Sempre devemos planejar em
grande quantidade.
INDICAÇÕES FIO COG
- ptoses por ação gravitacional
(envelhecimento).
- rugas de sulco nasogeniano e
marionete.
- perda de contorno facial.
- lifting de sobrancelhas.
CONTRAINDICAÇÕES FIOS EM GERAL
- volume excessivo de derme ou hipoderme (peso).
- doenças infecciosas agudas.
- inflamação da pele nas áreas tratadas.
- presença de implantes não absorvíveis.
- doenças oncológicas. 
- tendência a queloide.
- tendência à hemorragia.
- distúrbios de imagem.
- gravidez e aleitamento.
Referências
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial
rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our
technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª
edição traduzida, 2018.
ALI, Y. 2 years outcome of thread lifting with absorbable barbed pdo threads:innovative score
for objective and subjective assessment. Journal of Cosmetic and LaserTherapy, v. 20, n. 1, p.
40-49, 2018.
MATERIAIS E PLANEJAMENTOS 
COMUNS DE FIO LISO E PARAFUSO
• álcool 70 ou clorexidina.
• caneta dermográfica (ou gel comum).
• gaze estéril.
• EPI (luva estéril).
• micropore largo.
• kinesio tape.
• agulhas com gauge equivalente (ou menor) ao calibre da cânula.
• lidocaína sem vasoconstritor.
• seringa insulina 1ml.
• Fios.
MATERIAIS NECESSÁRIOS
PROTOCOLO DE APLICAÇÃO
• Fotos frente, 45 graus e perfil;
• Assepsia da pele com gaze e álcool 70 ou clorexidina 2%;
• Planejamento e demarcação dos fios;
• Isolamento micropore e touca;
• Anestesia infiltrativa da região de pertuito (ou de introdução da agulha, em caso de fio
agulhado) e do trajeto dos fios;
• Perfuração (pertuito) em 10-15 graus (somente bisel da agulha) em caso de fio canulado;
• introdução da cânula rm 40 graus e deslize em 10 graus (COG);
• Introdução da agulha em 10 graus e deslize também em 10 graus (fio LISO);
• ativação dos fios (COG) e aplicação de kinesio tape;
• orientações pós operatórias.
FIOS MAIS UTILIZADOS
PLANEJAMENTOS COMUNS 
FIO LISO E PARAFUSO
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
FIOS LISOS PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO FRONTAL
FIOS LISOS OU PARAFUSO PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO GLABELAR
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
FIOS LISOS PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO ORBICULAR DOS OLHOS
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
FIOS LISOS OU PARAFUSO PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO DAS BOCHECHAS
rugas em ¨gaita¨
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
FIOS LISOS PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO ORBICULAR DOS LÁBIOS
rugas em ¨código de barras¨
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
FIOS LISOS PARA MELHORA DA FLACIDEZ DA REGIÃO DO PESCOÇO
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
FIOS LISOS PARA MELHORA DA FLACIDEZ DA REGIÃO DO PESCOÇO
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
FIOS LISOS PARA MELHORA DA FLACIDEZ E RUGAS DA REGIÃO DO COLO
EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS
Referências
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless
thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015
Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for
facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J
Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento
da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018.
PLANEJAMENTOS 
COMUNS - FIO COG
PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG
Nem sempre nosso paciente optará pelo lifting
completo de fios, opção mais efetiva, porém, mais
dispendiosa.
Portanto, podemos trabalhar isoladamente por
região de demanda, conforme os planejamentos
sugeridos a seguir.
FIOS COG PARA ARQUEAMENTO DE SOBRANCELHAS OU "FOX EYES"
PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG
FIOS COG PARA "BIGODE CHINÊS" E "MARIONETE"
PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG
FIOS COG PARA "JOWLS" OU "BULDOGUE"
PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG
Referências
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for
facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial
rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat.
2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele.
Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018.
TÉCNICA DE LIFTING FACIAL 
COM FIOS PDO
TÉCNICA DE LIFTING FACIAL COM FIOS PDO
• Intradermoterapias e peelings antes (skinboosters,
CTF...)
• Associar toxina no m. Platisma
• Associar reestruturação do terço médio da face com
preenchimentos (essencialmente malar e pré-maxila)
após.
SMAS - SISTEMA MÚSCULO-APONEURÓTICO SUPERFICIAL
É uma camada de tecido, composta por músculos e
tecido conjuntivo fibroso.
PRINCIPAIS PONTOS DE INSERÇÃO DOS FIOS ESPICULADOS
Priorizaremos sempre esses pontos como ancoragem
dos fios COG. Eles nemsempre são ligamentos, mas sim
zonas de tecido conectivo, que interligam a derme e o
periósteo. São eles: zigomático, orbital, mandibular e
masseter.
FIO ESPICULADO (COG) - lifting
FIO DE PDO ESPICULADO 18 OU 19G 100/160MM
INSERIR EM UMA ANGULAÇÃO DE 40 GRAUS EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE DA PELE
ATÉ SENSAÇÃO DE "CAIR NO VAZIO". APÓS, CORRER EM 10 GRAUS, SENTINDO QUE
NÃO HÁ ESTRUTURA OFERECENDO RESISTÊNCIA.
SUGESTÃO DE TRAÇADO - pertuito 18G em um ponto medial entre tragus e canto do olho.
1 - sulco nasogeniano: um ponto central do sulco ou dois equidistantes.
2 - marionete: dois pontos coincidindo com um traço que desce da comissura, verticalmente para
baixo, dividindo este traço em 3 terços.
3 - um ponto no centro do jawls, 05 a 1cm acima do bordo mandibular.
Fios Espiculados
19G 100/160mm
Insere em 40 graus
Desliza em 10 graus
FIO ESPICULADO (COG) - lifting
FIO ESPICULADO (COG) - lifting
FIO ESPICULADO (COG) - lifting
FIO LISO- lifting
FIO DE PDO LISO 29G 38/50MM
INSERIR EM UMA ANGULAÇÃO DE 10 A 20 GRAUS EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE DA
PELE. APÓS, CORRERA AGULHA EM 10 GRAUS.
SUGESTÃO DE TRAÇADO - EM REDE, COM FIOS PERPENDICULARES, FORMANDO
UMA "GRADE", OU PARALELOS ENTRE SI, DEPENDENDO DA REGIÃO.
NO CASO DO LIFTING, SUGIRO ASSOCIAR 5 OU 6 FIOS LISOS EM REDE NA REGIÃO
ZIGOMÁTICA.
FIO LISO
FIO LISO PDO 29 OU 27G 
38/50MM
ANGULAÇÃO 10 A 20 
GRAUS
FIO LISO
FIO LISO
FIO LISO- lifting
FIO DE PDO PARAFUSO 27G - 38/50MM
INSERIR EM UMA ANGULAÇÃO DE 40 GRAUS EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE DA PELE.
APÓS, CORRER EM 10 GRAUS.
SUGESTÃO DE TRAÇADO - PARALELOS ENTRE SI,OU NUMEROSOS NO MESMO
LOCAL, QUANDO OBJETIVAMOS VOLUME. (ex sulco nasogeniano).
NO CASO DO LIFTING, SUGIRO 8 FIOS PARAFUSO, SENDO 2 NA REGIÃO
ZIGOMÁTICA AO LONGO DO MALAR E MAIS NA REGIÃO MANDIBULAR, OBJETIVANDO
MELHORA DO CONTORNO.
FIO PARAFUSO
FIO PARAFUSO 27G 38/50MM
INSERÇÃO 50 GRAUS 
DESLIZA 10 GRAUS
Referências
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for
facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial
rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat.
2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele.
Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018.
INTERCORRÊNCIAS
As intercorrências com fios de PDO são relativamente raras e, em geral, estão mais relacionadas
à falha na assepsia durante o procedimento, por parte do profissional ou falha nos cuidados pós-
operatórios.
É de suma importância, para evitar problemas mais graves, esclarecer quaisquer dúvidas sobre
o pós-operatório ainda antes da realização do procedimento, pois o paciente já deve estar ciente
anteriormente das possíveis ocorrências e limitações inerentes à sua recuperação.
De igual importância é o domínio do conhecimento técnico para diagnosticar e tratar tais eventos,
com segurança e minimizando maiores riscos.
FIOS DE PDO
FIOS DE PDO
FIOS DE PDO
EDEMA E ERITEMA
- Reações locais normais, inerentes ao processo inflamatório.
- Observar o período de persistência e, caso necessário, lançar mão
de corticoterapia.
- Predsim 20mg, 12/12hs de 3 a 5 dias.
FIOS DE PDO
EDEMA E ERITEMA
FIOS DE PDO
HEMORRAGIAS E HEMATOMAS
- São eventos comuns, devido ao fato de a inserção do fio ser feita "às cegas".
- Ocorrem por ferimento ou até rompimento acidental de vasos mais calibrosos.
- Acompanhar a remissão dos hematomas (fotos, vídeos).
- Hialuronidase é alternativa viável para hematomas (vale a pena?); Drenagem com calor, após 48hs.
- Hemorragia no transcirúrgico deve ser controlada com compressão / pinçamento / cauterização.
FIOS DE PDO
HEMORRAGIAS E HEMATOMAS
É possível evitar?
É sim possível diminuir muito a chance de ocorrências de hematomas e hemorragias mais graves,
essencialmente pelo conhecimento da técnica precisa de inserção de fios.
Conforme dito anteriormente, é muito difícil evitar totalmente os hematomas, devido a quantidade
de vasos sanguíneos que possuímos na face e devido à inserção ser às cegas.
Porém, é possível evitar uma hemorragia mais grave, cuidando a angulação do perfuito,
principalmente na inserção de fios PDO espiculados, uma vez que, quando usamos uma agulha de 18G
por exemplo, o potencial de lesão mais grave a um vaso é alto.
- NUNCA FAZER PERTUITO EM 90 GRAUS!
FIOS DE PDO
COMICHÃO, FORMIGAMENTO E DOR PERSISTENTES
- São eventos relativamente comuns, devido ao fato de a inserção do fio ser feita "às cegas".
- Ocorrem por ferimento ou até rompimento acidental de nervos da face.
- Acompanhar a remissão (fotos, vídeos).
- Dexa citoneurin IM, pela manhã (3x/semana, 3 semanas).
- Laserterapia inframermelha (dia sim, dia não, 3J).
- Estímulos físico-elétricos (Corrente Russa, massagem...).
FIOS DE PDO
ASSIMETRIAS
- Tensionamento exagerado em um dos lados.
- Acompanhar por 21 dias.
- Inicialmente, tentar soltar o fio com massagem. Em caso de persistência, proceder com a remoção do fio
e corticoterapia.
FIOS DE PDO
ASSIMETRIAS
FIOS DE PDO
DOBRAS, IRREGULARIDADES E RETRAÇÕES
- Comuns nos fios COG.
- Não são uma intercorrência e se resolvem naturalmente em poucos dias.
- Sempre avisar o paciente ANTES do procedimento.
FIOS DE PDO
DOBRAS, IRREGULARIDADES
E RETRAÇÕES.
FIOS DE PDO
PÁPULAS NA EXTREMIDADE DO FIO
- Evento raro.
- Causa: problemas de assepsia no trans ou pós, musculatura demasiadamente ativa da região, 
falta de cuidado do paciente (principalmente ao dormir).
- Tratamento: abrir a pele na região da pápula, drenar o conteúdo (se houver) e remover o fio 
completa ou parcialmente. 
FIOS DE PDO
PÁPULAS NA EXTREMIDADE DO FIO
FIOS DE PDO
SAÍDA DO FIO PELA PELE
- Mais comum em fios lisos e parafuso.
- Pinçar a extremidade e cortá-la novamente, tomando o cuidado de verificar a interiorização
completa do fio pelo tecido.
- Se houver sinais de infecção na região, está indicada a terapia ATB com Cefalexina 500mg,
8/8hs por 7 a 14 dias e aplicação de Quadriderm pomada 2x/dia.
FIOS DE PDO
SAÍDA DO FIO PELA PELE
FIOS DE PDO
INFECÇÃO DA PELE
- Evento raro.
- Hiperemia persistente, inchaço progressivo, aumento da temperatura na região, endurecimento
da pele, dor pulsátil e contínua.
- É essencial remover o fio (ou os fios).
- ATB com Cefalexina 500mg 8/8hs por 14 dias.
- Predsim 20mg 12/12hs por 5 dias.
- Laserterapia vermelha e infravermelha.
FIOS DE PDO
INFECÇÃO DA PELE
FIOS DE PDO
INFECÇÃO DA PELE com sinais sistêmicos
- Presença de febre e prostração, além dos sinais locais.
- ATB com Ciprofloxacino 250mg 12/12 e Amoxicilina 500mg + Ac. Clavulânico 125mg 12/12hs
por 7 dias.
- Predsim 20mg 12/12hs por 5 dias.
- Laserterapia vermelha e infravermelha.
FIOS DE PDO
TRANSLUCIDEZ DO FIO
- Evento raro.
- O fio fica visível, gerando incômodo estético ao paciente.
- Muito superficial ou em pele muito fina e clara.
- Remoção do fio, caso o paciente deseje.
FIOS DE PDO
ROMPIMENTO DO FIO
- Evento relativamente comum (falha nos cuidados pós).
- É perceptível quando o paciente abre e fecha a boca.
- Remover o fio, caso o paciente se sinta incomodado (sensação de pinçamento ou
esteticamente).
FIOS DE PDO
MIGRAÇÃO DO FIO
- Evento relativamente comum (falha nos cuidados pós).
- Mais comum em fio liso.
- Remover o fio, caso o paciente se sinta incomodado.
FIOS DE PDO
Como evitar?
Cuidados Pós-operatórios
- Evitar falar nas primeiras 24 horas após o procedimento, isso ajuda a pele cicatrizar mais rápido;
- Evitar mastigar durante as primeiras 24 horas. Coma apenas alimentos leves/pastosos e líquidos
durante sete dias;
- Caso necessário, prescrever medicamentos orais para a dor (Dipirona, Paracetamol);
- Mantenha a cabeça elevada durante o primeiro dia para reduzir o inchaço.
FIOS DE PDO
Como evitar?
Cuidados Pós-operatórios
- Não pratique esportes de contato por 30 dias ou corridas intensas.Atividades leves poderão ser
praticadas dentro de uma semana;
- Também tente evitar situações sociais na primeira semana. É melhor ficar longe de casamentos, reuniões
e outras ocasiões intensas durante cerca de 3 semanas;
- Evite massagens faciais fortes durante cerca de 3 semanas;
- Aplicações de radiofrequência, laser ablativo, ou seja, tratamentos que gerem calor intenso dentro da pele
deverão ser evitados por 4 meses após inserção de fios;
FIOS DE PDO
Como evitar?
Cuidados Pós-operatórios
- Para fazer o procedimento com fios faciais, você não pode estar fazendo tratamento odontológico;
- O uso de anticoagulantes deverá ser suspenso 3 dias antes da aplicação dos fios, com a devida
orientação médica;
- Durma em posição supina por 15 dias. É recomendado dormir sem que o travesseiro toque na área de
tratamento, até que o fio fixe no lugar. Mais uma vez, a ação involuntária durante o sono pode fazer com
que o fio migre ou quebre.
FIOS DE PDO
Como evitar?
Cuidados Pós-operatórios
- Poderão ocorrer hematomas que desaparecerão em aproximadamente 7 dias. Inchaço também é normal
e pode acontecer durante a primeira semana. Em alguns casos poderá ser em um lado da face e no outro
não, sempre dependerá de cada paciente;
- Dor na área de aplicação por aproximadamente 3 semanas e algumas vezes sensação de fisgada no
local de aplicação;
- Poderão aparecer elevações na pele (pontuadas), nos locais de início ou término do fio. Como este
material (polidioxanona) é absorvível, estas elevações desaparecerão entre 30 e 60 dias. Fazer
massagens circulares com a ponta do dedo (previamente higienizado), com uma certa pressão, bem em
cima desta elevação;
FIOS DE PDO
Como evitar?
Cuidados Pós-operatórios
- Manter o curativo e não o molhar. Caso aconteça, trocar
imediatamente;
- A limpeza da pele deverá ser feita com o uso de gaze e soro
fisiológico, com suavidade.
REFERÊNCIAS
Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation.
Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5.
Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique
to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230.
Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição
traduzida, 2018.

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