Prévia do material em texto
ANATOMIA CABEÇA E PESCOÇO Anatomia muscular da face Os músculos mímicos, músculos da face ou músculos da expressão facial, são músculos subcutâneos, delgados e com origem nas fáscias ou nos ossos da face, se fixando, portanto, à derme. Anatomia muscular da face São fundamentais para as seguintes ações: - modificar as expressões faciais; - auxiliar em ações importantes como a fala, expressão de emoções e alimentação do indivíduo. Anatomia muscular da face Há características comuns relacionadas a esses grupos musculares, tais como: presença de pelo menos uma inserção em parte mole (como mucosa, fáscias) ou diretamente na derme, sendo sua origem óssea ou ainda tegumentar; essa musculatura atua contraindo e dilatando orifícios como pálpebras, nariz e boca. Anatomia muscular da face Os músculos faciais unem-se através de inserção e não apresentam tendões individuais. Outra característica comum a esse grupo muscular é sua derivação do segundo arco braquial, possuindo inervação pelo nervo facial. Constituídos por unidades motoras e poucas fibras musculares, esses músculos possuem uma excelente inervação, capaz de promover movimentos muito delicados e precisos (TEIXEIRA, REHER & REHER, V, 2008). Anatomia muscular do pescoço 1. Platisma. 2. Digástrico. 3. Músculo Estilo-Hióideo. 4. Milo-Hióideo. 5. Músculo Omo-hióideo. 6. Músculo Esternotireóideo. 7. MúsculoTíreo-Hióideo. 8. Músculo Esternocleidomastóideo. 9. Músculo Escaleno Anterior. 10. Músculo Longo da Cabeça. 1 8 Anatomia muscular do pescoço 1 4 2 3 5 10 9 6 7 8 1. Platisma. 2. Digástrico. 3. Músculo Estilo-Hióideo. 4. Milo-Hióideo. 5. Músculo Omo-hióideo. 6. Músculo Esternotireóideo. 7. MúsculoTíreo-Hióideo. 8. Músculo Esternocleidomastóideo. 9. Músculo Escaleno Anterior. 10. Músculo Longo da Cabeça. Referências DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011. ANATOMIA: inervação Anatomia pescoço inervação PLEXO CERVICAL 1. Nervo Transverso do pescoço; 2. Nervo occipital menor; 3. Nervo auricular magno; 4. Nervo acessório; 5. Nervo supraclavicular. 4 Anatomia pescoço inervacao 2 3 1 5 PLEXO CERVICAL 1. Nervo Transverso do pescoço; 2. Nervo occipital menor; 3. Nervo auricular magno; 4. Nervo acessório; 5. Nervo supraclavicular. 4 Nervo facial NERVO FACIAL se divide em: 1. Ramo Temporal; 2. Ramo Zigomático; 3. Ramo Bucal; 4. Ramo Marginal Mandibular; 5. Ramo Cervical; O nervo facial consiste no VII par dos nervos cranianos. Se origina na ponte e possui uma raiz motora e uma raiz sensitiva. As fibras eferentes são fibras motoras ou fibras parassimpáticas, enquanto as fibras aferentes são sensitivas. Isso garante algumas responsabilidades à esse nervo: • Movimentos faciais/mímica facial. • Secreção lacrimal. • Secreção salivar (inervação das glândulas submandibular e sublingual). • Gustação dos 2/3 anteriores da língua. 1 2 3 45 Nervo facial 1 2 3 45 O ramo temporal (1) do NC VII emerge da margem superior da glândula parótida e cruza o arco zigomático. É responsável por inervar, principalmente, a parte superior do músculo orbicular do olho, mas também inerva os músculos auricular superior e auricular anterior e o ventre frontal do músculo occipitofrontal. O ramo zigomático(2) do NC VII segue inferiormente ao olho para suprir a parte inferior do músculo orbicular do olho e outros músculos faciais inferiores à órbita. O ramo bucal (3) do NC VII segue externamente ao músculo bucinador para suprir este músculo e os músculos do lábio superior. O ramo marginal (4) supre os músculos risório e do lábio inferior e do queixo. O ramo cervical (5) percorre a margem inferior da glândula parótida e posterior à mandíbula para inervar o músculo platisma. Nervo Trigêmeo Trigêmeo V – nervo misto (função motora e sensitiva); Responsável também pela sensibilidade superficial de tato, pressão, dor e temperatura da face. Se divide em 3 ramos: Ramo superior: conhecido como ramo oftálmico. Ramo médio: conhecido como ramo maxilar. Ramo inferior: conhecido como ramo mandibular. Nervo oftálmico O nervo oftálmico (V1) é o primeiro ramo do nervo trigêmeo, sendo responsável pela inervação da porção do terço superior da face, compreendendo principalmente a região da cavidade orbital, como o próprio nome sugere. Emerge da porção superior do gânglio trigeminal e adentra a órbita através da fissura orbital superior. Para inervação de tais estruturas, divide-se em: Nervo supra orbital (1): responsável pela inervação da pálpebra superior, parte do couro cabeludo e a pele da fronte. Nervo supra troclear (2): responsável pela inervação da região da glabela, da pálpebra superior e da pele do nariz. Nervo frontal (3): responsável pela abrangência da área cutânea da fronte e a porção ântero-posterior do couro cabeludo. Nervo nasociliar (4) e nervo lacrimal (5): responsáveis pela inervação do conteúdo da órbita (da glândula lacrimal pelo nervo lacrimal) e parte da cavidade nasal (pelo nervo nasociliar). Nervo infra troclear (6): responsável pela inervação da raiz do nariz e da pele das pálpebras. Ramo nasal externo(7): responsável pela inervação da pele do dorso do nariz. 1 2 3 4 5 6 7 Nervo maxilar O nervo maxilar (V2) é o segundo ramo do nervo trigêmeo, sendo responsável pela inervação da porção do terço médio da face, compreendendo as maxilas, abrangendo a área cutânea da fronte, porção ântero- posterior do couro cabeludo e lábio superior. Divide-se da seguinte forma: Nervo infra orbital (1): responsável pela inervação da região lateral do nariz, pele e mucosa do lábio superior e pele da pálpebra inferior. Nervo zigomático facial (2): responsável pela inervação da pele que recobre o osso zigomático. Nervo zigomático temporal (3): responsável pela inervação da porção mais anterior da pele da fossa temporal, além da pele da porção lateral da fronte. Nervo palatino maior. Nervo palatino menor. Nervo nasopalatino. 1 2 3 Nervo mandibular (1) O nervo mandibular é o terceiro e último ramo do nervo trigêmeo, sendo considerado o seu maior ramo. Possui duas raízes: uma sensitiva, que tem origem no ângulo inferior do trigêmeo e outra motora, que tem origem no núcleo motor localizado no bulbo e no tronco encefálico. Estes se unem logo após a saída deste nervo pelo forame oval, na parte interna do crânio. No que tange à raiz sensitiva, as áreas inervadas são: a pele da região temporal, orelha, bochecha, lábio inferior e a porção inferior da face, além da mucosa da bochecha, 2/3 anteriores da língua, os dentes inferiores, a própria mandíbula e a articulação temporomandibular (ATM). No que se refere à raiz motora, é responsável pela inervação dos músculos da mastigação, tais como o músculo masseter, o músculo temporal, o músculo pterigoideo lateral e o pterigoideo medial. Além disso, também abrange os músculos milo-hioideo, digástrico (ventre anterior), tensor do tímpano e tensor do véu palatino. Visto que possui a função de inervar o terço inferior da face, o nervo mandibular pode ser dividido em ramos anteriores e posteriores: Ramos anteriores: responsáveis pela inervação motora dos músculos da mastigação e sensitiva das mucosas da bochecha e da gengiva. Ramos posteriores: responsáveis pela inervação sensitiva, possuindo um pequeno componente motor, abrangendo áreas como a língua, os dentes inferiores e a pele do mento. 1 Anatomia Referências DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011. ANATOMIA CABEÇA E PESCOÇO SistemaCirculatório Sistema circulatório As veias são mais finas e levam sangue do corpo para o coração. As artérias são mais espessas e saem do coração, levando sangue para o corpo. Os capilares, por sua vez, ligam as artérias às veias, realizando trocas gasosas entre o sangue e tecido. As artérias (1) se dividem em ramos menores, as arteríolas (2) que por sua vez se dividem em ramos menores, os capilares (3). Estes se unem para formar as vênulas (4), que por sua vez formam as veias (5) que desembocam no átrio direito do coração. 1 2 3 4 5 Sistema circulatório ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO As principais artérias da cabeça e pescoço são as duas artérias carótidas comuns (1). Elas ascendem no pescoço e cada uma se divide em dois ramos: artéria carótida externa (2)e artéria carótida interna (3). A a. carótida comum fornece o suporte vascular para a área externa da cabeça/crânio, para a face e a para maior parte do pescoço. A a. carótida interna vasculariza as porções internas das cavidades craniana e a orbita. 1 2 3 1 2 3 As principais artérias da cabeça e pescoço são as duas artérias carótidas comuns. Elas ascendem no pescoço e cada uma se divide em dois ramos: artéria carótida externa e artéria carótida interna. A a. carótida comum fornece o suporte vascular para a área externa da cabeça/crânio, para a face e a para maior parte do pescoço. A a. carótida interna vasculariza as porções internas das cavidades craniana e a orbita. ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO 1 3 A Artéria Carótida Externa (1) A artéria carótida externa (1) ascende em ambos os lados do pescoço, ligeiramente inclinada para a frente primeiro e, em seguida, para trás e um pouco lateralmente atrás do colo da mandíbula, onde se divide nas: • a. maxilar (2); • a. temporal superficial (3). Ela diminui rapidamente em tamanho em seu curso até o pescoço, devido ao número e ao tamanho grande dos ramos que saem dela. 2 ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO Os ramos da artéria carótida externa suprem a face, o couro cabeludo, a língua, os dentes superiores, os dentes inferiores, as gengivas, as tonsilas palatinas, os seios paranasais e a parte nasal da faringe, as orelhas externas e média, a faringe, a laringe e polo superior da glândula tireoide. Eles também se anastomosam com ramos das artérias carótidas internas sobre o couro cabeludo, testa, face, órbita, parte nasal da faringe e cavidade nasal, e também com ramos da artéria subclávia na faringe, laringe e glândulas tireoides. ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO A Artéria Carótida Interna (1) A artéria carótida interna fornece a parte anterior do cérebro, o olho e seus apêndices, e envia ramos à testa e ao nariz. Ela pode ser dividida em quatro porções: • Cervical; • Petrosa; • Cavernosa; • Cerebral. 1 ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO ANATOMIA – VEIAS Como todas as regiões do corpo, as veias profundas acompanham as artérias, exceto as veias superficiais. Estas no estudo do pescoço e cabeça são as: • jugular externa (1); • jugular anterior (2). 1 2 ANATOMIA – VEIAS As veias jugulares (interna e externa) drenam para as veias braquiocefálicas direita e esquerda (1) que drenam para a veia cava superior (2), responsável por drenar o sangue da região do pescoço e cabeça. 12 A jugular externa drena o sangue do: • Pescoço; • Face; • Couro cabeludo. Passa anteriormente ao músculo esternocleidomastoideo (1). Ela desemboca (cai) na jugular interna ou subclávia(2), podendo haver variações. A veia jugular anterior(3) se encontra logo abaixo do mento e anterior ao músculo esternocleidomastóideo(1), desembocando na jugular externa(4). 1 2 3 4 ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO Veia jugular interna (1) é a principal veia deste segmento, sendo responsável por drenar o encéfalo, pescoço e a face. A jugular interna se junta a veia subclávia para ajudar a formar a veia braquiocefálica (2) e logo em seguida a veia cava superior (3). E por fim as veias da parede torácica e abdominal, responsáveis por drenarem a parede torácica e abdominal respectivamente. 1 2 3 ARTÉRIAS DA CABEÇA E PESCOÇO Referências DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007. HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011. ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE PELE •A pele é o maior órgão do corpo humano. •Mede quase 2 m2 e pesa aproximadamente 4 kg. •É um órgão essencial para a sobrevivência humana, já que atua como barreira protetora contra agentes do meio ambiente como bactérias ou vírus, sendo também responsável por funções essenciais como a regulação térmica ou as funções sensoriais (tato, pressão, frio, calor, dor…). A pele tem ainda uma função excretora de substâncias que necessitam ser eliminadas pelo organismo. A pele tem um nível de pH ligeiramente ácido (4,5 a 6,5) chamado "manto ácido". A acidez da pele é mantida pela secreção de glândulas sudoríparas, sebo e clivagem de ácidos graxos produzidos por uma microflora resistente (normoflora). Esta flora atua como barreira que impede a invasão e crescimento de bactérias patogênicas. PELE Consiste de 3 componentes: • Epiderme. • Derme. • Tecido adiposo subcutâneo ou hipoderme. PELE - Camada mais superficial e externa da pele que consiste predominantemente em estruturas celulares. - Apenas 1mm2 de epiderme contém 50 a 100 mil queratinócitos. - Espessura de 0,04 mm (pálpebras) a 1,6mm (palmas das mãos e plantas dos pés). - Espessura média de 0,1mm, aproximadamente a espessura de uma folha de papel. EPIDERME - Barreira protetora, imunológica, secretora, sinalizadora e endócrina. - Camada basal, camada espinhosa, camada granulosa, camada lúcida e camada córnea. - Principais células da epiderme: queratinócitos, melanócitos, célula de Langerhans e células de Merkel. - 85-90% da epiderme consiste de queratinócitos. - quando mais próximo à superfície da pele, menos água a epiderme possui. Camadas mais profundas contém 70-75% da água, enquanto o extrato córneo apenas 10-15%. - ciclo completo de reposição da epiderme 28 dias. EPIDERME ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme (diretamente acima da derme) Queratinócitos. - são capazes de sintetizar ácido hialurônico, componente importante do fator de hidratação natural. - realizam biossíntese de aminas endógenas: histamina, serotonina e melatonina e derivados do ácido araquidônico (prostaglandinas, leucotrienos, tromboxanos e citocinas). EPIDERME ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme (diretamente acima da derme) Células de Langerhans (macrófagos intraepidérmicos). - Importante papel na resposta imune. São 2 a 4% das células da epiderme. EPIDERME ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme (diretamente acima da derme) Melanócitos. - 10 a 25% do total de células epidérmicas. - mede de 30 a 40 micrômetros. - a principal propriedade da melanina é a fotoproteção da radiação UV. EPIDERME ESTRATO BASAL - Primeira camada da Epiderme (diretamente acima da derme) Células Táteis de Merkel. - células neuroendócrinas disseminadas na camada basal e espinhos. - mede de 30 a 40 micrômetros . - funções: mecanorreceptores. EPIDERME ESTRATO ESPINHOSO - Segunda camada da Epiderme Queratinócitos Espinhosos (poligonais). - as células espinhosas ficam gradualmente mais planas e se transformam em granulócitos que irão compor a terceira camada, o Estrato Granuloso. EPIDERME ESTRATO GRANULOSO - Terceira camada da Epiderme Queratinócitos Granulomatosos (ovais). - 3 a 4 camadas de queratinócitos, nas quais são sintetizadas proteínas: queratina, flagrina, involucrina e queratolinina - por distância da derme, já começa a haver morte das células por desnutrição. EPIDERME ESTRATOLÚCIDO - Quarta camada da Epiderme - presente apenas nas pontas dos dedos, solas dos pés e palmas das mãos - 3 a 5 camadas de células planas. - os queratinócitos são deslocados para a camada mais externa da pele (Estrato Córneo) consistindo de células mortas que se desprendem. EPIDERME ESTRATO CÓRNEO - Quinta camada da epiderme. - composta por queratinócitos que completaram a diferenciação chamada escama córnea. - Essa escama contém uma casca espessa e durável contendo a proteína queratolinina - Esta camada é impermeável à água, pois é rica em lipídeos - A camada córnea protege a pele de microorganismos, irritantes quiímicos e alérgenos. EPIDERME - Está localizada entre a Epiderme e a Hipoderme. - Espessura varia de 0,5 mm a 4 mm. - Seus componentes trabalham juntos, como numa rede. - a Derme é composta por substância intercelular amorfa (matriz, fibras e estruturas celulares). - A rede fibrosa consiste em proteínas estruturais (colágeno, elastina e reticulina). DERME - As estruturas celulares básicas da derme são formadas por fibroblastos, macrófagos, mastócitos e melanócitos. - Na derme há ainda outras estruturas: leucócitos, linfócitos, eosinófilos, células nervosas, vasos sanguíneos e apêndices da pele. - os fibroblastos diferenciados são as células que formam o tecido conjuntivo. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO Existem 8 estágios de biossíntese de colágeno: 5 intracelulares e 3 extracelulares. 1a. etapa - uma molécula de pré-pro-colágeno é sintetizada. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO 2a. etapa - as moléculas de pré-pro-colágeno são transportadas ára dentro dos túbulos do retículo endoplasmático, onde "pré" se separa e pro-colágeno é sintetizado. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO 3a. etapa - resíduos de aminoácidos de lisina e prolina, na molécula de colágeno, sofrem oxidação, sob a influência de enzimas. Essas enzimas somente são ativas se o ferro estiver na forma divalente, que é fornecida pelo ácido ascórbico (vitamina C). Portanto, se essa estiver faltando, a colagenogênese será fortemente inibida. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO 4a. etapa - glicosilação de pro-colágeno sob influência da enzima glicosiltransferase. Essa enzima transfere glicose ou galactose para grupos hidroxila de oxilisina. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO 5a. etapa - o estágio intracelular final é a formação da tripla hélice do tropocolágeno (colágeno solúvel). a pró- sequencia contém o aminoácido cisteína, que forma ligações dissulfeto entre as cadeias. Processo de espiralização ocorre. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO 6a. etapa - o tropolcolágeno é secretado no ambiente extracelular, onde o amino e as carboxiproteinases se separam da pró- sequência. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO 7a. etapa - ligação cruzada covalente da molécula de tropocolágeno pelo princípio "end-to-end", com a formação de colágeno insolúvel. Somente após múltiplas fibrilas o colágeno de costura adquire sua forma única e se torna uma fibra inextensível. Se houer falta de cobre no organismo, a força do tecido conjuntivo diminui, devido ao aumento de colágeno solúvel. DERME SÍNTESE DE COLÁGENO 8a. etapa - Associação de moléculas de colágeno insolúvel no princípio de "side-by-side". DERME SÍNTESE DE COLÁGENO - componentes importantes O controle da síntese de colágeno ocorre em todas as etapas, dependendo de enzimas específicas. Depende portanto da presença de ácido ascórbico, cobre, cálcio ferro, zinco, etc. Descobriu-se que o magnésio desempenha papel importante na biossíntese complexa da matriz extracelular, na formação de tecido conjuntivo, sendo vital para o estado morfofuncional dos fibroblastos. DERME SUBSTÂNCIA INTERCELULAR - consiste de água, eletrólitos, proteínas plasmáticas e glicosaminoglicanos. Existem 7 tipos de glicosaminoglicanos: 1) ácido hialurônico. 2) sulfato de condroitina-.4 3) sulfato de condroitina-6. 4) sulfato de dermatan. 5) sulfato de queratina. 6) sulfato de heparina. 7) heparina. DERME PRINCIPAIS FUNÇÕES - Nutrição - suprir nutrientes e oxigênio à epiderme. - Termorregulação - devido às mudanças no fluxo sanguineo e à sudorese. - Proteção - proteção mecânica das estruturas subjacentes, fornecida pelo colágeno, elastina e ácido hialurõnico. - Sensiblilidade - garantir sensibilidade para a pele através do aparelho de reflexo nervoso. DERME - a gordura subcutânea (ou hipoderme) na face está sujeita a variações significativas, depedendo de gênero, idade, etnia... - está localizada diretamente abaixo da derme e possui uma conexão frouxa com ela - o acúmulo de células adiposas forma lóbulos de gordura que são separados por fibras de tecido conetivo. - adipócitos armazenam substâncias nutricionais e energia e acumulam endotoxinas e exotoxinas. HIPODERME - as células adiposas estão distribuidas irregularmente por toda a face e localizam-se em áreas específicas, essencialmente nas partes frontal e lateral. - a hipoderme consiste de duas camadas e é um fator importante para o contorno facial. - a camada superficial da hipoderme é posicionada entre a derme e o SMAS (sistema músculo-aponeurótico superficial) e adere firmemente à derme por meio de fibras colágenas bem determinadas, direcionadas da derme para a hipoderme. HIPODERME A gordura superficial facial inclui diversos compartimentos. HIPODERME - a camada profunda está localizada sob a aponeurose e circunda os músculos, proporcionando facilitação e amortização de sua contração. - a partir dos 40 anos a gordura profunda é reduzida em aproximadamente 1% ao ano. - existem diferenças no tecido adiposo de homens e mulheres. - nos homens, os sptos do tecido conjuntivo estão dispostos angularmente em relação à superfície da pele, ao passo que nas mulheres, estão dispostos quase perpendicularmente - o estroma dos homens é mais denso e os lóbulos de gordura hipodérmicos, são menores do que os das mulheres. Por isso o auemento de volume das células adiposas nos homens não altera o relevo da pele. Também, o efeito da gravidade é menos óbvio. HIPODERME HIPODERME PRINCIPAIS FUNÇÕES - Produção de energia - 1g de tecido adiposo pode produzir até 9kcal de energia. - Isolamento Térmico - preserva o calor do corpo. - Proteção - alivia os choques e concussões e protege do calor. - Armazenamento - armazena substâncias importantes (Vitaminas A, D, E, estrogêneo e toxina lipossolúvel. - Produção de Hormônios - o tecido adiposo pode sintetizar de forma independente a testosterona e o estrogêneo. Referências Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018. BIOQUÍMICA DO ENVELHECIMENTO Bioquímica do envelhecimento Bioquímica do envelhecimento Entende-se por envelhecimento as alterações fisiológicas que ocorrem ao longo do tempo em organismos multicelulares. Para detalhar mais um pouco, tais alterações acontecem nas moléculas e nas células que acabam por prejudicar o funcionamento dos órgãos e do organismo em geral. O envelhecimento é um processo que inicia-se lentamente e suas manifestações demoram a aparecer. Bioquímica do envelhecimento Sinais comuns: - aumento do cansaço. - tendência à depressão, queixa frequente de “menos alegrias”. - queda do desejo sexual. - problemas de memória (relatam esquecimentos). - perda de massa muscular e força física. - dificuldade de perder peso (gordo). - aumento da queixa de dores. Bioquímica do envelhecimento TEORIAS DO ENVELHECIMENTO: Teoria Estocástica – o envelhecimento ocorre essencialmente por acúmulo de agressões ambientais. Teoria Genético-desenolvimentista – o envelhecimento é um contexto contúnuo, controladogeneticamente. Bioquímica do envelhecimento Telômeros O nome vem do grego - significa "parte final", exatamente o que são os telômeros: as extremidades dos cromossomos. À medida que nossas células se dividem para se multiplicar e para regenerar os tecidos e órgãos do nosso corpo, a longitude dos telômeros vai se reduzindo e, por isso, com o passar do tempo, eles vão ficando mais curtos. Bioquímica do envelhecimento Telômeros Bioquímica do envelhecimento Telômeros Quando finalmente os telômeros ficam tão pequenos que já não são mais capazes de proteger o DNA, as células param de se reproduzir: alcançam um estado de "velhice". Por isso, a longitude dos telômeros é considerada um "biomarcador de envelhecimento chave" no nível molecular, embora não seja o único. Nos últimos anos, esse aspecto tem chamado a atenção de diversos pesquisadores. Bioquímica do envelhecimento Telômeros Em 2009, três pesquisadores americanos obtiveram o prêmio Nobel de medicina por seu trabalho sobre o envelhecimento das células e sua relação com o câncer. Elizabeth Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak pesquisaram os telômeros e descobriram que a enzima telomerase pode proteger os cromossomos do envelhecimento - pode fazer com que eles regenerem os telômeros e, assim, prolongar a vida deles. Essa enzima ajuda a impedir o encolhimento dos telômeros com a divisão celular, o que ajuda a manter a juventude biológica das células. Bioquímica do envelhecimento Telômeros Grande parte das pesquisas sobre telômeros não tem a ver com uma aspiração estética de longevidade, mas sim com a potencial cura de doenças. A espanhola María Blasco, que trabalhou nos Estados Unidos com Greider, agora é diretora do Grupo de Telômeros e Telomerasa do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha. Blasco liderou o desenvolvimento de uma nova técnica que bloqueia a capacidade do glioblastoma, um dos cânceres cerebrais mais agressivos, de se regenerar e reproduzir, atacando precisamente os telômeros das células cancerígenas. Bioquímica do envelhecimento Telômeros Em testes com ratos, a equipe dela conseguiu reduzir o crescimento dos tumores e aumentar a sobrevivência dos animais, algo que poderia abrir as portas para alternativas potenciais de tratamento em humanos. Mas Blasco e sua equipe continuam pesquisando também com estratégias invertidas. A intenção é ativar a telomerase de uma forma que seja possível curar pessoas que estão morrendo de doenças raras por mutações genéticas associadas a telômeros muito curtos. Bioquímica do envelhecimento Telômeros Mas conter o envelhecimento de células não necessariamente tem como consequência um efeito anti-idade em todo o corpo. Quando uma pessoa tem os telômeros mais longos, é porque ela tem mecanismos metabólicos que o protegem. É como se o seu corpo tivesse sistemas de defesa melhores. Mas um dos problemas atuais das pesquisas científicas neste campo, é que não existe um método padrão e universal para medir os telômeros. Bioquímica do envelhecimento Telômeros Um estudo recente dos Estados Unidos concluiu que a maternidade encurtou mais os telômeros das mulheres do que o tabaco ou a obesidade, enquanto outra pesquisa feita entre mulheres maias - menor, porém com uma metodologia "mais complexa", segundo Martin-Ruiz - chegou à conclusão oposta: que a maternidade fazia as mulheres ficarem biologicamente mais jovens, já que suas células tinham telômeros mais longos. De qualquer maneira, há um grande grupo de cientistas que está pesquisando aspectos distintos do envelhecimento humano, incluindo os telômeros, as mitocôndrias, a forma das proteínas e muitos outros aspectos desse processo. Bioquímica do envelhecimento Telômeros Devido ao grande investimento nessas pesquisas e à relação direta que já sabemos existir telômeros x envelhecimento, é de se esperar que em um futuro breve haverá tratamentos nesse sentido, envolvendo o que já foi descoberto sobre essa relação. Bioquímica do envelhecimento Processo fisiológico de envelhecimento: - Redução da reserva Funcional. - Diminuição da Imunidade. - Incapacidades Funcionais. - Desnutrição. - Dependência psicossocial. - Enfermidade. Bioquímica do envelhecimento Radicais Livres Compostos altamente reativos e instáveis que contem número impar de elétrons na sua camada mais externa. Esses elétrons solitários tendem a emparelhar-se com outros elétrons, intervindo em outras reações onde há transferência de carga, como nas oxidações. Bioquímica do envelhecimento Radicais Livres Bioquímica do envelhecimento Radicais Livres – principais alvos - ácidos graxos insaturados, que entram na composição dos fosfolipídeos das membranas. - enzimas. - proteínas de estrutura. - ácidos nucleicos. Bioquímica do envelhecimento Radicais Livres – célula atacada Bioquímica do envelhecimento Estresse Oxidativo O estresse oxidativo decorre de um desequilíbrio entre a geração de compostos oxidantes e a atuação dos sistemas de defesa antioxidante. A geração de radicais livres e/ou espécies reativas não radicais é resultante do metabolismo de oxigênio. A mitocôndria, por meio da cadeia transportadora de elétrons, é a principal fonte geradora. O sistema de defesa antioxidante tem a função de inibir e/ou reduzir os danos causados pela ação deletéria dos radicais livres e/ou espécies reativas não radicais. Esse sistema, usualmente, é dividido em enzimático (superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase) e não-enzimático. No último caso, é constituído por grande variedade de substâncias antioxidantes, que podem ter origem endógena ou dietética. Bioquímica do envelhecimento Glicação Alterações morfológicas nas células senescentes. Reação não-enzimática entre proteínas e açúcares que forma as A.G.Es (Advanced Glycation End Products), produtos da glicação, que acumulam-se no envelhecimento e em outras situações. Referências HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011. LOPADINA, I.; Fios de PDO – Nova Abordagem ao Rejuvenescimento da Pele. São Paulo, Multieditora, 2018. ABRAHAM, R.F., DEFATTA, R. J., WILLIAMS, E. F. Thread-lift for facialrejuvenation: assessment of longterm results. Arch Facial Plast Surg., v. 11, p.178–83,2009. TEORIAS DO ENVELHECIMENTO Teorias do Envelhecimento Como qualquer outro órgão, a pele se deteriora fisiologicamente e estruturalmente ao longo do tempo. O envelhecimento por si, é parte natural dos processos do corpo humano. As alterações faciais degenerativas, afetam toda a sua estrutura: ossos, camadas de músculo e gordura, complexo conectivo, derme e epiderme. Teorias do Envelhecimento Existem várias teorias do envelhecimento. Algumas delas são: -o conceito de um limiar crítico de acumulação de erros que trata o envelhecimento como um processo gradual, resultado das divisões celulares no corpo - teoria do bloqueio da proliferação celular – cada célula é capaz de proliferar um número limitado de vezes (até 50) -teoria da apoptose ou morte celular programada – células danificadas estão envolvidas na morte programada - teoria dos radicais livres do envelhecimento – os radicais livres ativos danificam as células, determinando a morte das mesmas - teoria do envelhecimento elevatório – aumento da sensibilidade do hipotálamo aos sinais homeostáticos Teorias do Envelhecimento Tipos e características do envelhecimento da pele Existem basicamente dois tipos de envelhecimento: natural ou cronoenvelhecimento e envelhecimento patológico ou prematuro da pele. Teorias do Envelhecimento Envelhecimento natural ou cronoenvelhecimento - processo inevitável e irreversível. - resultado das mudanças que ocorrem naturalmente no corpo. - maioria das mudanças é geneticamente pré-determinada. - redução da atividade proliferativa celular. - alteração progressiva do equilíbrio hormonal(principalmente hormonios sexuais femininos). - papel dos radicais livres na destruição de proteínas, lipídeos e células de DNA. - a deficiência do sistema antioxidante acelera o envelhecimento, pois este sistema neutraliza a ação dos radicais livres. Teorias do Envelhecimento Envelhecimento natural ou cronoenvelhecimento - na epiderme – aumento de dimensão dos queratinócitos e achatamento da membrana basal. - na derme – redução da capacidade proliferativa dos fibroblastos, reduzindo síntese de colágeno e elastina. - após os 40 anos, redução de 1% da quantidade de fibras ao ano. Após a menopausa, pode chegar a 2%. - deficiência gradativa da microcirculação e inervação da pele levando à atrofia de toda a sua estrutura - queda dos coxins de gordura, formando o sulco nasolabial - perda de massa e força muscular. Perda de densidade. - extensão dos ligamentos do tecido conjuntivo. Teorias do Envelhecimento Envelhecimento natural ou cronoenvelhecimento - o envelhecimento e a gravidade resultam na flacidez dos tecidos moles faciais e na perda de seu volume - a causa da ptose gravitacional inclui a força gravitacional e a regressão do suporte de tecido conectivo Teorias do Envelhecimento Envelhecimento patológico ou prematuro - é causado por fatores subjetivos: estilo de vida e nutrição, fatores ambientais, exposição aos raios ultravioleta e várias doenças - glicação – processo crucial no envelhecimento prematuro - os A.G.Es (produtos da glicação) funcionam como cola, provocando estenose e inelasticidade dos vasos, gerando inflamação e hipertrofia da matriz extracelular - os A.G.Es inibem ainda a proliferação dos fibroblastos, acelerando o envelhecimento da pele que muda de cor, tornando-se amarelada e perde a elasticidade, tornando-se ainda mais sensível aos fatores externos deletérios. Teorias do Envelhecimento Envelhecimento patológico ou prematuro - cerca de 90% do envelhecimento da pele é causado por excesso de exposição aos raios UV (fotoenvelhecimento). - fumar também reduz significativamente a quantidade de oxigênio nas células da pele, acelerando o processo de envelhecimento. - movimentos de expressão levam ao envelhecimento mecânico da pele, levando ao surgimento de rugas. - a atuação do ramo estético no antienvelhecimento está atualmente na prevenção do envelhecimento prematuro, justamente, uma vez que o cronoenvelhecimento ainda é inevitável. Teorias do Envelhecimento Atualmente possuímos uma gama muito rica de tratamentos antienvelhecimento. Tais tratamentos, quando utilizados na forma de gerenciamento do envelhecimento, nunca isoladamente, pois sabemos que o uso de associações se faz necessário sempre, são extremamente eficazes para retardo do processo, impedindo sua ação deliberada. O mais importante é estar ciente (e deixar o paciente ciente) de que não há fórmula imediata e milagrosa. Inclusive, devemos sempre alertá-los ao fato de que os tratamentos, muitos deles, não terão eficácia se não acompanhados por mudanças de hábitos. O sucesso do tratamento não depende somente da técnica ou procedimento escolhido, mas sim, essencialmente do funcionamento adequado organismo alvo. Referências HANSEN, John T. Netter Anatomia Para Colorir. Rio de Janeiro, Elsevier, 2010. NETTER, Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011. LOPADINA, I.; Fios de PDO – Nova Abordagem ao Rejuvenescimento da Pele. São Paulo, Multieditora, 2018. ABRAHAM, R.F., DEFATTA, R. J., WILLIAMS, E. F. Thread-lift for facialrejuvenation: assessment of longterm results. Arch Facial Plast Surg., v. 11, p.178–83, 2009. TÉCNICAS ANESTÉSICAS UTILIZADAS PARA INSEÇÃO DOS FIOS DE PDO TÉCNICAS ANESTÉSICA Para aplicação de fios lisos e parafuso, há profissionais que optam pela utilização dos anestésicos tópicos. Quando optamos por anestesia tópica, devemos estar cientes de que, para alguns pacientes, o procedimento será bem desconfortável. O limiar de dor é individual e, portanto, é complicado saber como o paciente reagirá ao procedimento. Quando o paciente tem dor durante o procedimento, isso tende a atrapalhar a concentração e a capacidade de execução da técnica pelo profissional, visto que o paciente tende a mover a cabeça involuntariamente e isso pode provocar acidentes. TÉCNICAS ANESTÉSICA Em função dessas complicações possíveis, costumo utilizar anestesia infiltrativa em todos os casos. Seja com botão anestésico nos locais de pertuito e inserção, seja através de bloqueio anestésico. A seguir, daremos exemplos práticos de técnicas anestésicas que garantirão tranquilidade ao profissional para a execução técnica e conforto ao paciente. TÉCNICAS ANESTÉSICA Inserção de fios lisos: Quando nosso planejamento envolver a inserção de fios lisos, já sabemos que essa será feita em maiores quantidades, visto que a produção de colágeno estará diretamente relacionada à quantidade de fios aplicada. Sendo assim, temos duas alternativas: 1) botão anestésico (para qualquer região) ou 2) bloqueio anestésico (regiões de bloqueio). TÉCNICAS ANESTÉSICA Inserção de fios lisos em qualquer região 1) BOTÃO ANESTÉSICO LOCAL - inserir por infiltração, com seringa comum e agulha 30g ou seringa de insulina comum, pequena quantidade (0,2 a 0,4ml) de lidocaína sem vasoconstritor, na forma de "botão" anestésico, precisamente no local onde será realizado o pertuito (no caso de cânula) ou na perfuração de entrada (no caso de fio agulhado). TÉCNICAS ANESTÉSICA Inserção de fios lisos em qualquer região 1) BOTÃO ANESTÉSICO LOCAL - se o trajeto a ser percorrido pelo fio for longo (mais de 3cm), é aconselhavel realizar mais infiltrações de botão anestésico, para tornar mais confortável a aplicação ao longo de todo o trajeto da agulha/cânula. TÉCNICAS ANESTÉSICA Inserção de fios lisos em sulco nasogeniano, lábios, mento e código de barras 2) BLOQUEIO ANESTÉSICO - para inserir fios nas regiões acima citadas, é mais indicado o uso do bloqueio anestésico da região. Além de serem regiões de extrema sensibilidade, a utilização do bloqueio reduz a quantidade de infiltrações e, consequentemente, melhora muito o conforto do paciente. TÉCNICAS ANESTÉSICA Inserção de fios lisos em sulco nasogeniano, código de barras e lábios superiores. 2) BLOQUEIO ANESTÉSICO - realizar o bloqueio anestésico do nervo infraorbitário, dos dois lados (ou de um lado, se for aplicar em um lado somente). TÉCNICAS ANESTÉSICA TÉCNICAS ANESTÉSICA TÉCNICAS ANESTÉSICA TÉCNICAS ANESTÉSICA TÉCNICAS ANESTÉSICA TÉCNICAS ANESTÉSICA Bloqueio Anestésico do Nervo Infraorbital Técnica extraoral - Localizar o forâmen infraorbital e, com agulha 30G de 4mm, utilizando anéstésico sem vasoconstritor para uma injeção mais superficial, ou com vasoconstritor (minha preferência) para mais profunda, infiltrar 1ml de solução anestésica por lado Inserção de fios lisos em mento e lábios inferiores. 2) BLOQUEIO ANESTÉSICO - realizar o bloqueio anestésico do nervo mentoniano, dos dois lados (ou de um lado, se for aplicar em um lado somente). TÉCNICAS ANESTÉSICA TÉCNICAS ANESTÉSICA Nervo mentoniano – Subdivisão do Nervo Alveolar (ou Dentário) Inferior (por sua vez, divisão do Nervo Mandibular, ramo do Trigêmeo). É responsável pela inervação da pele do mento, lábio inferior e gengiva vestibular dos dentes inferiores. TÉCNICAS ANESTÉSICA Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica intraoral – aplicar anestésico tópico na região a ser infiltrada com cotonete ou algodão. Deixar agir por 2 min. Infiltrar a agulha com o bisel voltado para o osso, na região entre os pré-molares inferiors, verticalmente para baixo, infiltrando no máximo 1cm da agulha. Injetar o conteúdo de 1 tubete por lado TÉCNICAS ANESTÉSICA TÉCNICAS ANESTÉSICA Bloqueio Anestésico do Nervo Mentoniano Técnica extraoral – com agulha de 8 a 12 mm. Tomar por referência uma linha que desce verticalmente para baixo entre as coroas doPMI. Palpando externamente, o forâmen mentoniano é facilmente localizado. Ao utilizer anestético com vasoconstritor em pele, lembrar sempre de injetar mais profundamente, fugindo das camadas superficiais da pele e de uma possivel necrose. REFERÊNCIAS FEHRENBACH, Margaret J. HERRING, Susan W. Anatomia ilustrada da Cabeça e do Pescoço.1. ed. São Paulo: Manole, 1998. FERREIRA, M. B. C. Anestésicos locais. In: Wannmacher, L., FERREIRA, M. B. C. Farmacologia clínica para dentistas. Rio de Janeiro: Guanabara- Koogan, 1999. Cap. 16; 104-16. TORTAMANO, N., ARMONIA, P. L. Anestésicos locais. In: TORTAMANO, N., ARMONIA, P. L. Guia terapêutico odontológico. 14. ed. São Paulo: Santos, 2001. Cap. 4; 30-41. FARIA, F. A. C., MARZOLA, C. Farmacologia dos anestésicos locais – considerações gerais. BCI. 2001; 8 (29): 19-30. MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. VIEIRA, G. F., GONÇALVES, E. A. N., AGRA, C. M. Anestesia odontológica: segurança e sucesso – parte 1. Rev. Assoc. Paul. Cirur. Dent. 2000; 54 (1): 42-5. BIOQUÍMICA E MECANISMO DE AÇÃO POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA POLÍMERO LINEAR OBTIDO ATRAVÉS DO PROCESSO DE POLIMERIZAÇÃO CATALÍTICA DO COMPOSTO HETEROCÍCLICO DA P- DIOXANONA. Derivada do poliéster , a polidioxanona (PDO) é uma substância sintética e biodegradável, utilizada há mais de duas décadas como fio de sutura por cirurgiões urologistas, gastroenterologistas e oftalmologistas, e atualmente é empregada como material para fios de tração facial reabsorvíveis. POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA O processo de degradação da PDO se dá por hidrólise, formando dois monômeros de ácido 2-hidroxi-etoxi-acético (C4H8O4) que serão decompostos em água e dióxido de carbono e absorvidos pela pele. POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA A PDO tem características não tóxicas, não alergênicas e não piogênicas, devido à sua absorção espontânea ser por hidrólise. POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA A compreensão da composição química é imprescindível, pois explica como esse material se comporta nos tecidos vivos e porque o escolhemos em detrimento de outros. ⦁ A PDO, devido à sua estrutura química, perde pouco peso em comparação com o ácido poliglicólico (PGA) e ácido polilático (PLA), uma vez que contém maior relação de ligação éster. ⦁ A presença de uma ligação éter e um grupo adicional – CH2 – em sua estrutura molecular oferece grande flexibilidade ao PDO em relação aos poli (α-hidroxiácidos) (PGA e PLA). POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA ⦁ A mudança na cadeia principal de um carbonil com certa deslocalização em razão de um grupo metileno, proporciona maior flexibilidade ao polímero. ⦁ Além disso, ele se degrada em uma taxa mais baixa por hidrólise, uma vez que possui uma concentração mais baixa de grupos éster, mantendo sua resistência mecânica por períodos de tempo maior. POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA A PDO é capaz de gerar uma reação inflamatória moderada, seguida por neocolagênese, fazendo com que o lifting facial promovido pelos fios, dure mais do que o período de permanência deles no tecido. POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA A neocolagênese inicia-se no momento de inserção da agulha ou cânula no tecido. A partir desse microtrauma, ocorre ativação e agregação plaquetária na tentativa de oclusão do tecido lesionado. Então, inicia-se uma fase inflamatória em resposta ao trauma e ao corpo estranho (fio de PDO), devido à vasodilatação e à quimiotaxia de células de defesa. Os neutrófilos são enviados para verificar a presença de infecção local e “substituídos” por macrófagos, quando não identificam um potencial infeccioso. Mecanismo de ação PDO POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA A resposta inflamatória cicatricial do corpo depende do balanço entre a quantidade de macrófagos do tipo M1 (pró-inflamatório) e do tipo M2 (anti-inflamatórios). Os fios estimulam receptores específicos de macrófagos M2, ou seja, geram uma resposta inflamatória branda. Mecanismo de ação PDO POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA Nesse mesmo instante, há a formação do tecido de granulação com a perfusão de novos capilares no local e quimiotaxia de fibroblastos. Assim, há diminuição da celularidade dos macrófagos e início da secreção de colágeno tipo 3, também chamado de colágeno reticular, ao redor dos fios. Esse colágeno é delgado e desordenado e passa a ser gradualmente substituído pelo colágeno do tipo 1 ou colágeno fibroso, que por sua vez, é um tecido organizado, denso e mais duradouro. Mecanismo de ação PDO POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA Imagem: Fios de PDO, nova abordagem ao rejuvenescimento - IRINA LOPANDINA Mecanismo de ação PDO POLIDIOXANONA (PDO) - BIOQUÍMICA Referências Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018. TIPOS DE FIOS DE PDO TIPOS DE FIO DE PDO Atualmente existem inúmeros tipos de fios de PDO no mercado, com diversas formatações e aplicabilidades. A seguir listaremos as classificações mais usuais com suas indicações. TIPOS DE FIO DE PDO FIO MONO OU LISO - consiste de um fio liso. Estes fios são mais atraumáticos quando comparados aos listados a seguir. São essencialmente utilizados como bioestimuladores. TIPOS DE FIO DE PDO FIO MONO DUPLO OU TWIN - são dois fios trançados ou torcidos entre si. Tem a ação duplicada em relação ao mono liso. TIPOS DE FIO DE PDO FIO PARAFUSO OU SCREW - fio espiral, torcido e enrolado ao redor da agulha. Mantém a forma ao ser inserido no tecido. Por serem mais traumáticos, os fios parafuso provocam neocolagênese mais efetivamente que os lisos. São utilizados para bioestimulação, efeito preenchedor e efeito de travamento. TIPOS DE FIO DE PDO FIO PARAFUSO DUPLO OU DOUBLE SCREW - dois fios torcidos entre si e enrolados ao redor da agulha em espiral. TIPOS DE FIO DE PDO FIOS ESPICULADOS OU COG - são fios mais espessos, formados com âncoras feitas de encaixes a laser, em sua superfície. Estes fios dentados permitem arquear a sobrancelha, tensionar os tecidos do contorno facial e do pescoço e reestruturar tecidos moles da face que tenham sofrido ptose. TIPOS DE FIO ESPICULADO ENCAIXE UNIDIRECIONAL SEGUNDO A DIREÇÃO DAS GARRAS TIPOS DE FIO ESPICULADO ENCAIXE MULTIDIRECIONAL SEGUNDO A DIREÇÃO DAS GARRAS TIPOS DE FIO ESPICULADO SIMPLES OU DUPLO SEGUNDO À QUANTIDADE DE FIOS POR AGULHA TIPOS DE FIO ESPICULADO LISO OU ESPIRAL SEGUNDO À POSIÇÃO DO FIO NA AGULHA TIPOS DE FIO ESPICULADOSEGUNDO O NÚMERO DE ENCAIXES EM TORNO DA CIRCUNFERÊNCIA TIPOS DE FIO ESPICULADOSEGUNDO O TIPO DE SUPORTE Referências Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018. PDO NA PRÁTICA CLÍNICA PRINCIPAIS EFEITOS TECIDUAIS INDUZIDOS PELO FIO DE PDO EFEITO REVITALIZANTE - reconstrução da matriz epidérmica/dérmica através da lesão e do PDO. - regeneração tecidual e melhora do tônus. - aumento da divisão celular de queratinócitos na epiderme basal. - formação focal de fibras elásticas perpendiculares, trazendo melhora da membrana basal epidérmica. - recuperação de colágeno tipo IV ao redor dos vasos. - formação lenta de fibrose mole ao redor do fio implantado. - fibroblastos ativos formam compartimento de tecidoconectivo primário feito de finas fibras de colágeno. - esse processo segue até a reabsorção completa. - o fio é gradualmente substituído por tecido conjuntivo frouxo, que mais tarde se transforma em tecido fibroso e estica a pele devido à síntese consistente de fibras de colágeno e elastina dérmicas. - EXATAMENTE POR ISSO OS EFEITOS DE LIFTING COM FIOS SÃO DEMORADOS, PORÉM DURADOUROS. EFEITO LIFTING EFEITO LIFTING MECÂNICO VERDADEIRO - rápido processo de fixação de tecidos antigravitacionais, por meio de reposição, usando elementos fixadores de fio (âncoras, encaixes ou garras). - a partir de agora a neocolagênese ocorre nas estruturas cutâneas dérmicas e hipodérmicas, o que complementa o lifting mecânico e o torna mais duradouro. IMPORTANTE! A ingestão suficiente de nutrientes é necessária como fator crucial para a síntese de colágeno e elastina maduros. O ritmo de vida moderno, o estresse contínuo, fatores ambientais negativos e o processo de envelhecimento, alteram o trofismo tecidual, trazendo a necessidade de administração de vitaminas, minerais, antioxidantes, aminoácidos e de outras substâncias biologicamente ativas, que contribuem para o aumento da síntese e metabolismo do colágeno. A duração mínima dessa correção e suplementação deve ser de 3 meses. O mesmo é válido para os tratamentos com bioestimuladores injetáveis. Recomendamos, portanto, a associação de uma suplementação com peptídeo de colágeno VERISOL, pelo período mínimo de 6 meses, na seguinte prescrição: Verisol 2,5 g (sachês ou cápsulas). Tomas uma cápsula ou o conteúdo de um sachê dissolvido em água, 1x ao dia, preferencialmente à noite. A associação do Verisol ao tratamento é somente uma suplementação, para auxiliar na resposta que esperamos do organismo, de neocolagênese. É muito importante constar na anamnese os hábitos alimentares e rotina de exercícios da paciente, visto que pacientes sedentários, com maus hábitos alimentares ou com disfunções hormonais, tendem a não apresentar resultados satisfatórios de produção de colágeno. Devemos nessas situções orientar os pacientes para que busquem um profissional nutricionsta ou nutrólogo para reverem seus hábitos antes de qualquer tratamento estético. Assim como os tratamentos com bioestimuladores, os tratamentos com FIOS PDO são dispendiosos. Realizar um tratamento de grande proporção e não obter resultado é extremamente frustrante e, em caso de o paciente não estar ciente dessa possibilidade devido a problemas no funcionamento de seu organismo, a tendência é haver dúvidas quanto à competência do profissional e descrédito quanto ao tratamento proposto. Portanto, muito cuidado com pacientes com maus hábitos. A condição inflamatória crônica do organismo, impede um resultado satisfatório sempre. INDICAÇÕES FIO LISO Para qualquer região em que se deseje estímulo de colágeno (rugas, flacidez, pele pouco espessa...). Sempre devemos planejar em grande quantidade. INDICAÇÕES FIO COG - ptoses por ação gravitacional (envelhecimento). - rugas de sulco nasogeniano e marionete. - perda de contorno facial. - lifting de sobrancelhas. CONTRAINDICAÇÕES FIOS EM GERAL - volume excessivo de derme ou hipoderme (peso). - doenças infecciosas agudas. - inflamação da pele nas áreas tratadas. - presença de implantes não absorvíveis. - doenças oncológicas. - tendência a queloide. - tendência à hemorragia. - distúrbios de imagem. - gravidez e aleitamento. Referências Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018. ALI, Y. 2 years outcome of thread lifting with absorbable barbed pdo threads:innovative score for objective and subjective assessment. Journal of Cosmetic and LaserTherapy, v. 20, n. 1, p. 40-49, 2018. MATERIAIS E PLANEJAMENTOS COMUNS DE FIO LISO E PARAFUSO • álcool 70 ou clorexidina. • caneta dermográfica (ou gel comum). • gaze estéril. • EPI (luva estéril). • micropore largo. • kinesio tape. • agulhas com gauge equivalente (ou menor) ao calibre da cânula. • lidocaína sem vasoconstritor. • seringa insulina 1ml. • Fios. MATERIAIS NECESSÁRIOS PROTOCOLO DE APLICAÇÃO • Fotos frente, 45 graus e perfil; • Assepsia da pele com gaze e álcool 70 ou clorexidina 2%; • Planejamento e demarcação dos fios; • Isolamento micropore e touca; • Anestesia infiltrativa da região de pertuito (ou de introdução da agulha, em caso de fio agulhado) e do trajeto dos fios; • Perfuração (pertuito) em 10-15 graus (somente bisel da agulha) em caso de fio canulado; • introdução da cânula rm 40 graus e deslize em 10 graus (COG); • Introdução da agulha em 10 graus e deslize também em 10 graus (fio LISO); • ativação dos fios (COG) e aplicação de kinesio tape; • orientações pós operatórias. FIOS MAIS UTILIZADOS PLANEJAMENTOS COMUNS FIO LISO E PARAFUSO EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS FIOS LISOS PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO FRONTAL FIOS LISOS OU PARAFUSO PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO GLABELAR EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS FIOS LISOS PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO ORBICULAR DOS OLHOS EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS FIOS LISOS OU PARAFUSO PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO DAS BOCHECHAS rugas em ¨gaita¨ EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS FIOS LISOS PARA MELHORA DAS RUGAS DA REGIÃO ORBICULAR DOS LÁBIOS rugas em ¨código de barras¨ EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS FIOS LISOS PARA MELHORA DA FLACIDEZ DA REGIÃO DO PESCOÇO EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS FIOS LISOS PARA MELHORA DA FLACIDEZ DA REGIÃO DO PESCOÇO EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS FIOS LISOS PARA MELHORA DA FLACIDEZ E RUGAS DA REGIÃO DO COLO EXEMPLOS DE PLANEJAMENTOS COMUNS Referências Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018. PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG Nem sempre nosso paciente optará pelo lifting completo de fios, opção mais efetiva, porém, mais dispendiosa. Portanto, podemos trabalhar isoladamente por região de demanda, conforme os planejamentos sugeridos a seguir. FIOS COG PARA ARQUEAMENTO DE SOBRANCELHAS OU "FOX EYES" PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG FIOS COG PARA "BIGODE CHINÊS" E "MARIONETE" PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG FIOS COG PARA "JOWLS" OU "BULDOGUE" PLANEJAMENTOS COMUNS - FIO COG Referências Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018. TÉCNICA DE LIFTING FACIAL COM FIOS PDO TÉCNICA DE LIFTING FACIAL COM FIOS PDO • Intradermoterapias e peelings antes (skinboosters, CTF...) • Associar toxina no m. Platisma • Associar reestruturação do terço médio da face com preenchimentos (essencialmente malar e pré-maxila) após. SMAS - SISTEMA MÚSCULO-APONEURÓTICO SUPERFICIAL É uma camada de tecido, composta por músculos e tecido conjuntivo fibroso. PRINCIPAIS PONTOS DE INSERÇÃO DOS FIOS ESPICULADOS Priorizaremos sempre esses pontos como ancoragem dos fios COG. Eles nemsempre são ligamentos, mas sim zonas de tecido conectivo, que interligam a derme e o periósteo. São eles: zigomático, orbital, mandibular e masseter. FIO ESPICULADO (COG) - lifting FIO DE PDO ESPICULADO 18 OU 19G 100/160MM INSERIR EM UMA ANGULAÇÃO DE 40 GRAUS EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE DA PELE ATÉ SENSAÇÃO DE "CAIR NO VAZIO". APÓS, CORRER EM 10 GRAUS, SENTINDO QUE NÃO HÁ ESTRUTURA OFERECENDO RESISTÊNCIA. SUGESTÃO DE TRAÇADO - pertuito 18G em um ponto medial entre tragus e canto do olho. 1 - sulco nasogeniano: um ponto central do sulco ou dois equidistantes. 2 - marionete: dois pontos coincidindo com um traço que desce da comissura, verticalmente para baixo, dividindo este traço em 3 terços. 3 - um ponto no centro do jawls, 05 a 1cm acima do bordo mandibular. Fios Espiculados 19G 100/160mm Insere em 40 graus Desliza em 10 graus FIO ESPICULADO (COG) - lifting FIO ESPICULADO (COG) - lifting FIO ESPICULADO (COG) - lifting FIO LISO- lifting FIO DE PDO LISO 29G 38/50MM INSERIR EM UMA ANGULAÇÃO DE 10 A 20 GRAUS EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE DA PELE. APÓS, CORRERA AGULHA EM 10 GRAUS. SUGESTÃO DE TRAÇADO - EM REDE, COM FIOS PERPENDICULARES, FORMANDO UMA "GRADE", OU PARALELOS ENTRE SI, DEPENDENDO DA REGIÃO. NO CASO DO LIFTING, SUGIRO ASSOCIAR 5 OU 6 FIOS LISOS EM REDE NA REGIÃO ZIGOMÁTICA. FIO LISO FIO LISO PDO 29 OU 27G 38/50MM ANGULAÇÃO 10 A 20 GRAUS FIO LISO FIO LISO FIO LISO- lifting FIO DE PDO PARAFUSO 27G - 38/50MM INSERIR EM UMA ANGULAÇÃO DE 40 GRAUS EM RELAÇÃO À SUPERFÍCIE DA PELE. APÓS, CORRER EM 10 GRAUS. SUGESTÃO DE TRAÇADO - PARALELOS ENTRE SI,OU NUMEROSOS NO MESMO LOCAL, QUANDO OBJETIVAMOS VOLUME. (ex sulco nasogeniano). NO CASO DO LIFTING, SUGIRO 8 FIOS PARAFUSO, SENDO 2 NA REGIÃO ZIGOMÁTICA AO LONGO DO MALAR E MAIS NA REGIÃO MANDIBULAR, OBJETIVANDO MELHORA DO CONTORNO. FIO PARAFUSO FIO PARAFUSO 27G 38/50MM INSERÇÃO 50 GRAUS DESLIZA 10 GRAUS Referências Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018. INTERCORRÊNCIAS As intercorrências com fios de PDO são relativamente raras e, em geral, estão mais relacionadas à falha na assepsia durante o procedimento, por parte do profissional ou falha nos cuidados pós- operatórios. É de suma importância, para evitar problemas mais graves, esclarecer quaisquer dúvidas sobre o pós-operatório ainda antes da realização do procedimento, pois o paciente já deve estar ciente anteriormente das possíveis ocorrências e limitações inerentes à sua recuperação. De igual importância é o domínio do conhecimento técnico para diagnosticar e tratar tais eventos, com segurança e minimizando maiores riscos. FIOS DE PDO FIOS DE PDO FIOS DE PDO EDEMA E ERITEMA - Reações locais normais, inerentes ao processo inflamatório. - Observar o período de persistência e, caso necessário, lançar mão de corticoterapia. - Predsim 20mg, 12/12hs de 3 a 5 dias. FIOS DE PDO EDEMA E ERITEMA FIOS DE PDO HEMORRAGIAS E HEMATOMAS - São eventos comuns, devido ao fato de a inserção do fio ser feita "às cegas". - Ocorrem por ferimento ou até rompimento acidental de vasos mais calibrosos. - Acompanhar a remissão dos hematomas (fotos, vídeos). - Hialuronidase é alternativa viável para hematomas (vale a pena?); Drenagem com calor, após 48hs. - Hemorragia no transcirúrgico deve ser controlada com compressão / pinçamento / cauterização. FIOS DE PDO HEMORRAGIAS E HEMATOMAS É possível evitar? É sim possível diminuir muito a chance de ocorrências de hematomas e hemorragias mais graves, essencialmente pelo conhecimento da técnica precisa de inserção de fios. Conforme dito anteriormente, é muito difícil evitar totalmente os hematomas, devido a quantidade de vasos sanguíneos que possuímos na face e devido à inserção ser às cegas. Porém, é possível evitar uma hemorragia mais grave, cuidando a angulação do perfuito, principalmente na inserção de fios PDO espiculados, uma vez que, quando usamos uma agulha de 18G por exemplo, o potencial de lesão mais grave a um vaso é alto. - NUNCA FAZER PERTUITO EM 90 GRAUS! FIOS DE PDO COMICHÃO, FORMIGAMENTO E DOR PERSISTENTES - São eventos relativamente comuns, devido ao fato de a inserção do fio ser feita "às cegas". - Ocorrem por ferimento ou até rompimento acidental de nervos da face. - Acompanhar a remissão (fotos, vídeos). - Dexa citoneurin IM, pela manhã (3x/semana, 3 semanas). - Laserterapia inframermelha (dia sim, dia não, 3J). - Estímulos físico-elétricos (Corrente Russa, massagem...). FIOS DE PDO ASSIMETRIAS - Tensionamento exagerado em um dos lados. - Acompanhar por 21 dias. - Inicialmente, tentar soltar o fio com massagem. Em caso de persistência, proceder com a remoção do fio e corticoterapia. FIOS DE PDO ASSIMETRIAS FIOS DE PDO DOBRAS, IRREGULARIDADES E RETRAÇÕES - Comuns nos fios COG. - Não são uma intercorrência e se resolvem naturalmente em poucos dias. - Sempre avisar o paciente ANTES do procedimento. FIOS DE PDO DOBRAS, IRREGULARIDADES E RETRAÇÕES. FIOS DE PDO PÁPULAS NA EXTREMIDADE DO FIO - Evento raro. - Causa: problemas de assepsia no trans ou pós, musculatura demasiadamente ativa da região, falta de cuidado do paciente (principalmente ao dormir). - Tratamento: abrir a pele na região da pápula, drenar o conteúdo (se houver) e remover o fio completa ou parcialmente. FIOS DE PDO PÁPULAS NA EXTREMIDADE DO FIO FIOS DE PDO SAÍDA DO FIO PELA PELE - Mais comum em fios lisos e parafuso. - Pinçar a extremidade e cortá-la novamente, tomando o cuidado de verificar a interiorização completa do fio pelo tecido. - Se houver sinais de infecção na região, está indicada a terapia ATB com Cefalexina 500mg, 8/8hs por 7 a 14 dias e aplicação de Quadriderm pomada 2x/dia. FIOS DE PDO SAÍDA DO FIO PELA PELE FIOS DE PDO INFECÇÃO DA PELE - Evento raro. - Hiperemia persistente, inchaço progressivo, aumento da temperatura na região, endurecimento da pele, dor pulsátil e contínua. - É essencial remover o fio (ou os fios). - ATB com Cefalexina 500mg 8/8hs por 14 dias. - Predsim 20mg 12/12hs por 5 dias. - Laserterapia vermelha e infravermelha. FIOS DE PDO INFECÇÃO DA PELE FIOS DE PDO INFECÇÃO DA PELE com sinais sistêmicos - Presença de febre e prostração, além dos sinais locais. - ATB com Ciprofloxacino 250mg 12/12 e Amoxicilina 500mg + Ac. Clavulânico 125mg 12/12hs por 7 dias. - Predsim 20mg 12/12hs por 5 dias. - Laserterapia vermelha e infravermelha. FIOS DE PDO TRANSLUCIDEZ DO FIO - Evento raro. - O fio fica visível, gerando incômodo estético ao paciente. - Muito superficial ou em pele muito fina e clara. - Remoção do fio, caso o paciente deseje. FIOS DE PDO ROMPIMENTO DO FIO - Evento relativamente comum (falha nos cuidados pós). - É perceptível quando o paciente abre e fecha a boca. - Remover o fio, caso o paciente se sinta incomodado (sensação de pinçamento ou esteticamente). FIOS DE PDO MIGRAÇÃO DO FIO - Evento relativamente comum (falha nos cuidados pós). - Mais comum em fio liso. - Remover o fio, caso o paciente se sinta incomodado. FIOS DE PDO Como evitar? Cuidados Pós-operatórios - Evitar falar nas primeiras 24 horas após o procedimento, isso ajuda a pele cicatrizar mais rápido; - Evitar mastigar durante as primeiras 24 horas. Coma apenas alimentos leves/pastosos e líquidos durante sete dias; - Caso necessário, prescrever medicamentos orais para a dor (Dipirona, Paracetamol); - Mantenha a cabeça elevada durante o primeiro dia para reduzir o inchaço. FIOS DE PDO Como evitar? Cuidados Pós-operatórios - Não pratique esportes de contato por 30 dias ou corridas intensas.Atividades leves poderão ser praticadas dentro de uma semana; - Também tente evitar situações sociais na primeira semana. É melhor ficar longe de casamentos, reuniões e outras ocasiões intensas durante cerca de 3 semanas; - Evite massagens faciais fortes durante cerca de 3 semanas; - Aplicações de radiofrequência, laser ablativo, ou seja, tratamentos que gerem calor intenso dentro da pele deverão ser evitados por 4 meses após inserção de fios; FIOS DE PDO Como evitar? Cuidados Pós-operatórios - Para fazer o procedimento com fios faciais, você não pode estar fazendo tratamento odontológico; - O uso de anticoagulantes deverá ser suspenso 3 dias antes da aplicação dos fios, com a devida orientação médica; - Durma em posição supina por 15 dias. É recomendado dormir sem que o travesseiro toque na área de tratamento, até que o fio fixe no lugar. Mais uma vez, a ação involuntária durante o sono pode fazer com que o fio migre ou quebre. FIOS DE PDO Como evitar? Cuidados Pós-operatórios - Poderão ocorrer hematomas que desaparecerão em aproximadamente 7 dias. Inchaço também é normal e pode acontecer durante a primeira semana. Em alguns casos poderá ser em um lado da face e no outro não, sempre dependerá de cada paciente; - Dor na área de aplicação por aproximadamente 3 semanas e algumas vezes sensação de fisgada no local de aplicação; - Poderão aparecer elevações na pele (pontuadas), nos locais de início ou término do fio. Como este material (polidioxanona) é absorvível, estas elevações desaparecerão entre 30 e 60 dias. Fazer massagens circulares com a ponta do dedo (previamente higienizado), com uma certa pressão, bem em cima desta elevação; FIOS DE PDO Como evitar? Cuidados Pós-operatórios - Manter o curativo e não o molhar. Caso aconteça, trocar imediatamente; - A limpeza da pele deverá ser feita com o uso de gaze e soro fisiológico, com suavidade. REFERÊNCIAS Dong Hye Suh D.H. et al. Outcomes of polydioxanone knotless thread lifting for facial rejuvenation. Dermatol Surg. 2015 Jun;41(6):720-5. Unal M. Experiences of barbed polydioxanone (PDO) cog thread for facial rejuvenation and our technique to prevent thread migration. J Dermatolog Treat. 2021 Mar;32(2):227-230. Irina Lopandina. Fios PDO- Nova abordagem ao rejuvenescimento da pele. Multieditora. 2ª edição traduzida, 2018.