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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO CEARÁ
CURSO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA PROCESSOS GRUPAIS
ARA1059/12134395/2024.1
PROFESSORA ALANA MABDA LEITE GOMES
CARL ROGERS
PSICOLOGIA HUMANISTA, ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA,
GRUPOS DE ENCONTRO
Fortaleza – CE
2024
ANA ELISA ARCOVERDE ALEXANDRE DE SOUZA 202309017148
ARNNON GONÇALVES DE ARAUJO 202302337732
CRISTIANNE LEITE BELO ALBUQUERQUE 202308917102
ERINEUDA PAIXAO DE SOUSA 201909151203
FRANCISCA NATALIA LACERDA DE MESQUITA 202208689507
JENNIFER KAMIELY PEREIRA DE SOUZA 202303522363
LETÍCIA ADRIANA PIRES FERREIRA DOS SANTOS 201908471311
MARIA ENEIDE LIMA DE ARAÚJO 202309435951
NAYANA MARREIRO ALBUQUERQUE 202002325364
MICHELLE SOUSA LOURENÇO ALBUQUERQUE 202302801633
PEDRO BARROS MENDES 202303180144
YANNE MARIA ARAUJO NOCRATO 202209134088
CARL ROGERS 
PSICOLOGIA HUMANISTA, ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA
GRUPOS DE ENCONTRO
 
 
Trabalho apresentado com o objetivo de resenhar sobre os estudos de Carl Rogers, um dos teóricos renomados da Psicologia Humanista, da Abordagem Centrada na Pessoa e dos Grupos de Encontro, que aplicou a psicoterapia grupal. O trabalho aborda fundamentos importantes para a formação de alunos de Psicologia da Disciplina de Processos Grupais, como requisito parcial para aprovação. 
SUMÁRIO
SUMÁRIO..........................................................................................................02
Introdução .......................................................................................................03
Biografia: um pouco da vida de Carls Rogers...................................................04
Abordagem Centrada na Pessoa- ACP..............................................................05 
Referencial Teórico...........................................................................................07
Estágios da mudança terapêutica.....................................................................09
⁠Origem dos grupos de Carl Rogers....................................................................11 
Falhas dentro do processo terapêutico.............................................................16
Atividade em grupo...........................................................................................17
Considerações Finais.........................................................................................18
REFERÊCIAS........................................................................................................20
INTRODUÇÃO 
Carl Ransom Rogers (1902 – 1987) foi um psicólogo estadunidense atuante na terceira força da psicologia também chamada de Psicologia Humanista e desenvolvedor da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) na década de 1940 distanciando-se das terapias convencionais.
Essa por sua vez, tem como princípio de que a pessoa é o ponto central da sua própria história incentivando o cliente a ter autonomia no processo de busca pela verdade. 
Seus principais fundamentos teóricos incluem a importância da congruência, empatia e aceitação positiva incondicional.
A abordagem centrada na pessoa teve seu crescimento principalmente nas décadas de 60 a 80, épocas fortemente marcadas pela Guerra fria, Revolução Chinesa e Cubana, Guerra do Vietnã e no Brasil, pelo Golpe Militar de 64 e o AI5, além de movimentos como a contracultura, oriundo do solo norte-americano. 
 
BIOGRAFIA
Carl Rogers nasceu em Oak Park, Illinois, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro de 1902. Era o filho do meio de uma família protestante, onde os valores tradicionais e religiosos, juntamente com o incentivo ao trabalho duro eram amplamente cultivados.
Em Winsconsin, aprofundou-se nos estudos de ciências físicas e biológicas. Em 1924, após graduar-se, passou a frequentar o Seminário Teológico Unido, em Nova Iorque. Transferiu-se para o Teachers College da Columbia University, para estudar psicologia e psiquiatria. Obteve seu título de doutor em 1931 e passou a partir de então a fazer parte da equipe Rochester Center, do qual foi diretor. Trabalhando em Rochester obteve insights e percepções no método terapêutico, desenvolvendo nesse período o polêmico método não-diretivo, Terapia Centrada no Cliente e Psicoterapia e Alteração de Personalidade. Assim foi o início de uma abordagem mais humana junto aos pacientes hospitalares.
Nesse método, o terapeuta cria um ambiente terapêutico seguro e de apoio, onde o cliente se sente livre para explorar seus pensamentos, sentimentos e experiências sem julgamento. O terapeuta não fornece conselhos diretos, interpretações ou soluções para os problemas do cliente. Em vez disso, o terapeuta demonstra empatia, congruência (autenticidade) e aceitação incondicional ao cliente, permitindo que ele ou ela descubra suas próprias soluções e caminhos de autoconhecimento. 
Foi o primeiro a gravar sessões psicoterapêuticas, com as devidas permissões, tornando possível o estudo objetivo de um processo eminente subjetivo. Fez contribuições notáveis para a teoria da personalidade, destacando a importância do autoconceito e da congruência entre o self real e o self ideal.
Foi creditado por cunhar o termo “tendência de atualização”, que apontava para o instinto básico de um ser humano para alcançar o sucesso em sua maior capacidade e habilidade possíveis.
Publicou diversos livros e artigos, além de realizar palestras e workshops em todo o mundo. Seus trabalhos influenciaram significativamente a psicologia, a educação e outras áreas, como a terapia familiar e a resolução de conflitos. Rogers recebeu diversas premiações por suas contribuições, incluindo o Prêmio APA por Destaque Contribuição Científica à Psicologia em 1956.
Carl Rogers faleceu em 1987, deixando um legado duradouro na psicologia e no mundo. Sua Abordagem Centrada na Pessoa continua a ser utilizada por terapeutas, educadores e profissionais de diversas áreas que buscam promover o crescimento pessoal e a mudança social.
ACP – ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA 
A Abordagem Centrada na Pessoa de Rogers enfatiza a importância da relação terapêutica genuína entre o terapeuta e o cliente como um veículo para o autoconhecimento e a mudança positiva. O terapeuta não fornece conselhos ou interpretações diretas, mas sim demonstra empatia, congruência (autenticidade) e aceitação incondicional, permitindo que o cliente encontre suas próprias soluções e caminhos para o crescimento pessoal.
Rogers propôs três atitudes essenciais para que ocorra uma mudança construtiva na personalidade de um indivíduo:
Congruência (Autenticidade): Isso significa que o terapeuta deve ser genuíno e autêntico em sua atuação. Ele deve agir de acordo com seus próprios valores e crenças, criando um ambiente de confiança e sinceridade. As pessoas que têm prazer com suas próprias emoções, sentem prazer com as emoções do outro. As pessoas que falam sinceramente, apreciam a sinceridade daqueles que falam. Quando somos autênticos, não apenas honramos a nós mesmos, mas oferecemos também um presente às pessoas com quem nos relacionamos. 
É a primeira condição necessária para o terapeuta, existe quando ele é um individuo autêntico, quando está em contato com o seu “eu” real e tem a disposição de expressar abertamente seus sentimentos e pensamentos sem usar máscaras diante do cliente. ou seja, autenticidade, deve ser ele mesmo. 
Empatia: A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo seus sentimentos e perspectivas. Empatia é a capacidade de apreender a subjetividade do outro (cliente ou pessoa) o mais próximo possível, sem esquecer que essa apreensão é de minha responsabilidade (terapeuta). Aproximar-me o máximo possível de sua (cliente ou pessoa). A tentativa para compreender o significado exato daquilo que a pessoa está comunicando é o mais importante e o mais frequente nos grupos de Carl Rogers. Quando o terapeuta demonstra empatia, o cliente se sente verdadeiramente ouvido e compreendido.
Consideração Positiva Incondicional: Essa atitude envolve aceitar o cliente incondicionalmente,independentemente de suas ações, pensamentos ou sentimentos. É uma aceitação genuína e sem julgamentos, que promove um ambiente seguro para a mudança.
Esses três pilares são fundamentais na terapia centrada na pessoa e contribuem para o desenvolvimento saudável do indivíduo. O terapeuta incorporando-os cria um espaço propício para a transformação pessoal e o crescimento emocional.
A ACP oferece diversos benefícios para os indivíduos que a buscam:
Autenticidade e Autoconhecimento: A ênfase na congruência (ou autenticidade) por parte do terapeuta permite que o cliente se sinta compreendido e aceito. Isso promove o autoconhecimento e a consciência de seus próprios sentimentos e pensamentos.
Relação Terapêutica Fortalecida: A abordagem valoriza a empatia do terapeuta, criando um ambiente seguro e acolhedor. Essa relação de confiança é essencial para o sucesso da terapia.
Aceitação Incondicional: A consideração positiva incondicional proporciona ao cliente um espaço livre de julgamentos. Isso permite que ele explore seus sentimentos e experiências sem medo de rejeição.
Autoestima e Crescimento Pessoal: A terapia centrada na pessoa ajuda a fortalecer a autoestima e a autoaceitação. Os clientes aprendem a se valorizar e a lidar com desafios de forma mais saudável.
Redução do Estresse e Ansiedade: A relação terapêutica positiva e o foco no presente ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade.
Melhoria nos Relacionamentos: A compreensão empática e a aceitação incondicional também beneficiam os relacionamentos interpessoais fora da terapia.m
Em resumo, a terapia centrada na pessoa oferece um ambiente de apoio, crescimento pessoal e autoexploração, permitindo que os clientes alcancem uma vida mais autêntica e significativa.
REFERENCIAL TEÓRICO 
A proposta de terapia centrada no cliente de Carl Rogers é a base pro estudo dos grupos de encontro e considera que uma pessoa que se sente vulnerável ou ansiosa deve buscar um terapeuta que tenha congruência, aceitação incondicional e empatia. Só assim o cliente encontrará o clima necessário para crescer psicologicamente.
Embora as três condições sejam necessárias, Rogers afirma que a congruência é a mais importante e básica para o processo terapêutico, pois congruência é uma qualidade geral pertencente ao terapeuta, ou seja, a congruência é uma disposição do terapeuta em relação a si mesmo, já a aceitação incondicional e a empatia são sentimentos e atitudes que o terapeuta terá por cada cliente em específico.
‘’Penso que o primeiríssimo elemento da terapia é que eu percebo que sou mais útil todas as vezes em que sou genuíno, em que sou real. Uma palavra eu gosto de usar: Quando sou transparente e quando não há nada me ocultando da pessoa que estou atendendo, o que eu estiver experienciando está realmente claro e aberto para mim.
Sei o que sinto e gostaria que qualquer sentimento meu que seja relevante para essa relação, torne-se transparente e seja percebido pela outra pessoa de forma visível e evidente.
Quais são os sentimentos mais prováveis de sentir? Como trabalho com indivíduos, gradualmente passo a me importar com eles, realmente passo a me importar com as pessoas e quero que isso seja percebido, que eles percebam o meu interesse pois as pessoas são fascinantes.
Outro sentimento que com freqüência é real em mim é a compaixão porque as vezes os indivíduos têm vidas terrivelmente solitárias e atormentadas.” - Carl Rogers. 
Rogers considera que o terapeuta precisa desenvolver a capacidade de prezar e aceitar incondicionalmente o cliente, sem julgamentos, permitindo que ele se mostre como é e assim, apresente sua própria visão de mundo livre de restrições e avaliações externas.
A terceira condição necessária para que o terapeuta promova o clima psicológico exigido é a escuta empática. Empatia significa viver temporariamente a vida do outro movimentando-se em seu mundo sem fazer julgamentos e se permitir ver as circunstâncias do ponto de vista do cliente para que ele se sinta seguro e não se sinta ameaçado.
Agindo com esses três pilares o processo terapêutico se desenvolve e atravessa sete estágios que indicam que o desenvolvimento de sua personalidade está acontecendo, adquire mais confiança em si mesmo, aprende a reconhecer seus sentimentos e emoções, percebe-se capaz de avaliar-se independentemente das expectativas e desejos das outras pessoas, reconecta-se com o seu ‘’eu’’ real e descobre suas demandas internas e seu desejo de buscar o próprio crescimento.
Como resultado do processo terapêutico o individuo sente-se mais congruente, ou seja, mais autêntico, com pouca necessidade de distorcer ou negar experiencias estando mais aberto a elas, em decorrência disso passa a ter uma percepção mais clara de si mesmo e uma visão de mundo mais realista tornando-se mais capaz de resolver os próprios problemas e apresenta um alto nível de autoconsideração positiva, ou seja, de amor e aceitação por si mesmo.
ESTÁGIOS DA MUDANÇA TERAPÊUTICA 
Rogers identificou que cada cliente é único, mas que, em linhas gerais, todos passam por um processo ao longo da terapia que pode ser esquematizado em sete estágios. Dessa forma, a atividade construtiva da mudança na personalidade pode ser colocada em um contínuo que vai das atitudes mais defensivas às mais integradas.
Estágio 1: Caracterizado pela ausência de disposição para comunicar qualquer coisa sobre si mesmo. Nesse estágio, a pessoa normalmente não busca ajuda, mas se por algum motivo ela vai à terapia, mostra-se extremamente rígida e resistente à mudança. Ela não reconhece qualquer problema e se recusa a comunicar quaisquer sentimentos ou emoções pessoais. Fase caracterizada pelo bloqueio e rigidez onde o mundo todo tem muita influência sobre ela. O mundo é ameaçador. Os problemas nunca são dela, dessa forma, ela considera que seus problemas são de fatores externos. Dificilmente a pessoa inicia uma terapia nessa fase.
Estágio 2: O cliente se torna levemente menos rígido. Continua rígido, mas se interessa por processos de mudança, embora os problemas continuem externos e concretos. Discute eventos externos e fala sobre outras pessoas, mas ainda recusa ou tem dificuldade em reconhecer os próprios sentimentos. Contudo, pode falar sobre sentimentos pessoais como se fossem fenômenos objetivos.
Estágio 3: Nesse estágio, o cliente fala mais livremente sobre si, mas ainda de forma objetiva, ou seja, sem nuances, tudo parece exato, preto no branco. Por exemplo, ao enfrentar um problema no trabalho ele pode dizer que dá o melhor de si, mas que seu chefe ainda não gosta dele. O cliente fala de sentimentos e emoções no passado ou no futuro, mas evita os sentimentos presentes. Recusa-se a aceitar as próprias emoções, mantém sentimentos pessoais à distância do aqui e agora, percebe apenas vagamente que pode fazer escolhas pessoais e nega responsabilidades individuais em relação à maior parte de suas decisões.
Estágio 4: O cliente começa a falar sobre sentimentos profundos, mas na maioria das vezes não fala sobre aqueles que são sentidos no momento, e quando os sentimentos presentes surgem em seu relato, o cliente se surpreende por expressá-los. Ele nega ou distorce experiências, embora tenha uma vaga percepção de que é capaz de sentir emoções no presente. O cliente começa a questionar certos valores que foram introjetados a partir das opiniões de terceiros e começa a ver a incongruência entre o autoconceito (o eu percebido) e o eu organísmico (o eu real). Já é capaz de aceitar mais liberdade e responsabilidade do que no estágio anterior, e começa a se permitir um maior envolvimento com o terapeuta.
Estágio 5: Ao chegar nesse estágio, o cliente começou a experimentar mudanças significativas e crescimento. Ele consegue expressar sentimentos no presente, embora ainda possa haver algum nível de distorção das experiências que provocam esses sentimentos, e dos sentimentos em si. O cliente começa a confiar em seu processo de avaliação organísmico, sua bússola interna, fazendo novasdescobertas sobre si mesmo. Ele também experimenta uma maior diferenciação entre seus sentimentos e passa a apreciar as nuances que os diferenciam. Adicionalmente, o cliente começa a tomar suas próprias decisões e a aceitar responsabilidades por suas escolhas.
Estágio 6: O cliente chega a esse estágio experimentando um crescimento profundo e um movimento irreversível no sentido de se tornar uma pessoa completamente funcional (já estudamos esse conceito em tópicos anteriores nesse material), também conhecida como pessoa autoatualizadora ou autorrealizadora. Ele aceita em sua consciência experiências que anteriormente negava ou distorcia, torna-se mais congruente e é capaz de reconhecer adequadamente suas experiências presentes e expressá-las abertamente. O cliente começa a desenvolver a autoconsideração positiva incondicional, o que significa que ele tem os sentimentos de cuidado e afeição genuínos pela pessoa que está se tornando. Também é nesse estágio que o cliente começa a sentir uma certa soltura fisiológica com maior relaxamento da musculatura, melhor circulação sanguínea e maior facilidade em vivenciar emoções. Os sintomas físicos desagradáveis que o paciente apresentava antes da terapia desaparecem.
Normalmente, o estágio 6 indica o final da psicoterapia.
Estágio 7: Após o estágio 6, o cliente chegará ao estágio 7 com ou sem acompanhamento do terapeuta, pois o crescimento instalado no estágio 6 é irreversível. Assim, o indivíduo chega ao estágio 7 como uma pessoa completamente funcional, tornando-se capaz de generalizar os benefícios obtidos com a terapia para toda a sua vida fora da terapia. Assim, ele passa a ter confiança para ser ele mesmo todo o tempo, de apropriar-se e sentir em profundidade todas as suas experiências, vivenciando-as no presente. Seu eu real, agora unificado ao autoconceito, torna-se o ponto de partida de avaliação das suas experiências, e o indivíduo sente prazer ao perceber que essas avaliações internas fluem com tranquilidade, e que a mudança e o crescimento continuarão. A pessoa torna-se congruente, possui autoconsideração positiva incondicional e é capaz de ser amável e empática com outras pessoas.
ORIGEM DOS GRUPOS DE CARL ROGERS 
As bases para o movimento dos grupos de encontro foram o pensamento de Kurt Lewin, a psicologia gestaltista e a terapia centrada no cliente.
Esses grupos foram criados como uma extensão da crença central de Rogers na importância do autoconhecimento, da autenticidade e do crescimento pessoal.
Em um grupo de encontro, os participantes se reúnem para compartilhar suas experiências, pensamentos e sentimentos de maneira aberta e autêntica. O objetivo é promover a compreensão mútua, a empatia e o crescimento pessoal por meio da interação genuína entre os membros do grupo. O terapeuta ou facilitador geralmente adota uma postura não diretiva, incentivando a expressão livre e a reflexão dos participantes.
Os grupos de encontro tornaram-se populares como uma forma de terapia de grupo e também como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e organizacional. Eles são usados em uma variedade de configurações, incluindo consultoria de negócios, treinamento de liderança e desenvolvimento de equipe, além de psicoterapia. A abordagem não diretiva e centrada no cliente de Rogers influenciou profundamente a forma como esses grupos são conduzidos, enfatizando a importância da autenticidade, da empatia e do apoio mútuo.
CONSIDERAÇÕES DO TRABALHO EM GRUPO
O início de qualquer mudança no nível pessoal é a autoaceitação, e a partir do processo de autoconhecimento é que são lançadas as bases para as mudanças. A dinâmica do grupo de encontro reside no fato do não-consentimento ao indivíduo para que ele se esconda atrás de uma máscara, exigindo que cada participante seja ele próprio e não outro “eu”. 
Nesse processo de integração ao grupo, o indivíduo obtém informações sobre a maneira como está sendo visto pelos outros, o que lhe proporcionará subsídios para mudanças. 
O termo feedback é a forma que os integrantes do grupo desenvolvem para interagir entre si, e o mesmo pode vir a se desenvolver sob a forma de confronto, que poderá ser positivo ou negativo.
Em uma era cada vez mais tecnológica, industrializada, impessoal e de superpopulação, parece óbvio que os grupos de encontro se propõem a ser uma grande alternativa à desumanização da sociedade moderna. 
A partir do desenvolvimento ainda maior desses grupos, pessoas poderão vir a ter as devidas ferramentas para uma maior humanização do meio em que vivem para contrabalançar forças iguais e opostas. De modo sistemático, os grupos de encontro podem ser um valioso instrumento contra a solidão e a alienação do ser humano na sociedade contemporânea. De meados do século passado até o presente momento, os avanços e constantes desenvolvimentos dos grupos de encontro têm sido saudáveis e amplos, suscitando pesquisas no Brasil que resumem bem o espírito deixado por Rogers, como os trabalhos de Regina Lúcia Leal Barros da Silveira.
Os grupos de encontro têm refletido em sua síntese a necessidade de uma maior comunicação social e psicológica para que a sociedade como um todo possa superar os grandes desafios estruturais da modernidade, em uma era de contradições e grandes mudanças.
Por se tornar mais realista, o indivíduo passa a ter uma visão mais adequada das suas potencialidades, o que permite que a distância entre o eu real (a pessoa que se é) e o eu ideal (a pessoa que se deseja ser) diminua. Essa distância diminui porque tanto o eu real quanto o eu ideal se alteram, ou seja, o eu ideal torna-se menos idealizado, a pessoa percebe que pode diminuir as expetativas em relação ao que ela desejaria ou “deveria” ser; simultaneamente, a autoconsideração positiva faz com que ela eleve a percepção a respeito de si mesma.
A diminuição da distância entre o eu real e o eu ideal reduz a tensão psicológica, o indivíduo torna-se menos vulnerável à ameaça e sente menos ansiedade. Ele também sente menor necessidade de procurar outras pessoas para pedir orientações e é menos provável que se valha das opiniões e valores de terceiros para avaliar as próprias experiências. Ao contrário, a pessoa se torna mais autodirigida e mais consciente de que o ponto de partida das avaliações reside dentro de si. Não há mais necessidade de agradar às outras pessoas e de atender a expectativas externas.
O relacionamento com os outros também se modifica. O indivíduo passa a aceitar mais as outras pessoas, fazendo menos exigências e permitindo que elas sejam simplesmente quem são. Como existe menor necessidade de distorção da realidade, o indivíduo tem menos desejo de forçar os outros a atenderem suas expectativas. Adicionalmente, ele passa a ser percebido pelos outros como mais maduro, mais agradável e mais sociável. Sua congruência, autoaceitação e empatia estendem-se para além da terapia, e ele se torna mais capaz de participar de outros relacionamentos facilitadores do crescimento.
⁠
⁠O QUE LEVA AS PESSOAS A BUSCAREM UM GRUPO DE ENCONTRO? 
Existe uma necessidade de encontrar uma experiência mais profunda e menos superficial, algo que não foi encontrado em relações de trabalho, familiar, casual ou na vida moderna. Ao explorarmos quais os principais objetivos desses grupos, vimos que foi unânime a resposta de conectar-se com novas pessoas, proporcionando um ambiente de troca. São espaços seguros e lugar de fala. 
Os grupos são importantes para que os participantes se sintam pertencentes e acolhidos, favorecendo o autodesenvolvimento. Por se tratar de uma diversidade onde todos podem ter uma liberdade de expressar os seus sentimentos reais, sejam eles positivos ou negativos e acaba gerando um sentimento de confiança mútua. 
Tipos de Grupos de Encontro:
T-groups (grupos T) - Nesses grupos, os participantes se reúnem para explorar questões pessoais, interagindo uns com os outros de maneira autêntica e aberta. O objetivo principal é promover a autoconsciência, o crescimento pessoal e a compreensão interpessoal por meio da interação diretae honesta entre os membros do grupo.
Grupo de Encontro Básico - Focado no crescimento pessoal, comunicação e relações interpessoais por meio de experiências vivenciais através de um processo experiencial.
Treino de Sensibilidade - Similar aos grupos de encontro básico.
Grupo Centrado na Tarefa - Usado na indústria, focando nas tarefas do grupo e nas relações interpessoais.
Grupos de Percepção Sensorial e Corporal - Relacionados à expressão do corpo.
Desenvolvimento da Organização - Visa desenvolver habilidades de liderança.
Formação de Equipe - Fortalece laços entre equipes de trabalho eficientes.
Grupo Gestáltico - Baseado na terapia gestaltista, com foco individualizado.
Grupo synanon - desenvolvido para o tratamento de usuários de drogas.
COMO FUNCIONAM OS GRUPOS DE ENCONTRO?
Os grupos de encontro são uma proposta de vivência intensiva. Neles um número variável de 10 a 20 pessoas se reúne horas, um período prolongado, um final de semana ou alguns dias.
Constitui-se de membros e um facilitador que fica a cargo de esclarecer questões e fomentar de maneira descontraída a comunicação. 
O FACILITADOR
O facilitador desenvolve um clima psicológico de segurança para redução de defesas e para que os membros tenham a liberdade de expressar o que estão pensando ou sentindo naquele momento.
O facilitador espera o movimento do grupo, com intervenções mínimas e sempre na direção de facilitar o crescimento pessoal e favorecer a expressão e comunicação das pessoas para uma troca de experiências.
O facilitador não conduz o grupo. Ele participa do movimento do grupo, pois também é afetado pelas questões que vão sendo mobilizadas no grupo.
“O termo “líder” implica que uma pessoa sabe para onde o grupo irá se dirigir e o orientará nessa direção. Então eu prefiro chamá-lo de “facilitador”, porque minha ideia de seu propósito no grupo é a de que ele deve permitir que as pessoas se expressem sem saber onde isso as levará. Ele facilita essas expressões do grupo, mas não controla sua direção. O facilitador pode saber alguma coisa sobre o processo de grupos e o mesmo é verdadeiro para a terapia. O tipo de terapeuta que eu gosto é o que age como um facilitador, pois não tem noção do que surgirá na terapia, ou que direções a pessoa escolherá para si mesma.” - Carl Rogers 
Interações com indivíduos diversos não seguem uma fórmula mágica ou roteiro, mas ao longo dos diversos movimentos apoiados por Rogers as sessões analisadas apresentaram algumas tendências que são comuns entre elas, mesmo que não haja uma estrutura rígida as mesmas se desenvolvem e se entrelaçam.
Existem 15 tendências observadas que não são um modelo a ser seguido, mas reflexões que acontecem ao longo do encontro, podendo ocorrer de forma simultânea:
Fase de hesitação - o facilitador de início esclarece que o grupo tem total liberdade de comunicação e que os participantes que têm a responsabilidade de buscar um objetivo ou foco, nessa situação é normal a confusão, expressões de dúvida, silêncio para depois dar-se início a alguma sugestão. 
Resistência a expressão ou exploração pessoais - nitidamente há um período de hesitação onde a confiança não foi estabelecida e assuntos muito pessoais não são o centro das conversas.
Descrição de sentimentos passados - a partir daí vão se adaptar e perder o medo de se abrir e começam efetivamente a falar de situações do cotidiano, descrevendo como se sentem com determinadas situações.
Expressão de sentimentos negativos - são expressos desagrados, irritações, discussões e uma tendência de surgir atitudes negativas em relação aos outros membros do grupo ou ao líder. 
Expressão e exploração de material com significado pessoal - depois de ser colocado em terra a resistência a manifestação de sentimentos e não haver mais um silêncio ou que sentimentos negativos já foram expressos e aceitos pelo grupo, vê-se que há uma sem ação de liberdade e começa a se desenvolver um clima de confiança.
Expressão de sentimentos interpessoais imediatos no grupo - faz parte do processo, mais cedo ou mais tarde, a expressão clara de sentimentos experenciados no momento imediato por um membro em relação a outro. Por vezes são positivos, outras negativos e são analisados geralmente no crescente clima de confiança.
O desenvolvimento de uma capacidade terapêutica no grupo - um dos mais fascinantes aspectos de qualquer experiencia de grupo é a observação de como certos membros mostram uma capacidade natural e espontânea para tratar, de um modo útil, simples e terapêutico, a dor e o sofrimento dos outros.
Aceitação do eu e começo da mudança - muitas pessoas creem que a autoaceitação deve estar na origem de mudança. Na verdade, nestas experiencias de grupo tal como em psicoterapia, ela é o começo da mudança.
O estalar das fachadas - com a continuação das sessões, costumam acontecer tantas coisas que é difícil saber qual descrever primeiro. Com o decurso do tempo, o grupo considera intolerável que algum membro viva por detrás de uma máscara ou fachada. o grupo parece procurar intuitivamente o objetivo que o individuo seja ele próprio, que não esconda os sentimentos e que retire a máscara do convívio social.
O individuo é objeto de reação (feed back) por parte dos outros - no processo desta interação de expressão livre, o individuo adquire rapidamente uma serie de dados sobre o modo como é visto pelos outros, e ao saber disso, mesmo que haja observações que sejam desagradáveis para ele até certo ponto, isso se torna altamente construtivo.
Confrontação - há momentos em que o termo feedback, reação, é excessivamente moderado para descrever as interações que se processam, momentos em que é mais correto dizer que um individuo se confronta com outro diretamente, em pé de igualdade. Tais confrontações podem ser positivas, porém são muitas vezes nitidamente negativas, com observações bastante grosseiras.
Relações de ajuda fora das sessões de grupo - Um dos modos entusiasmantes de qualquer experiência de grupo é o modo como, quando um individuo luta para se exprimir ou se debate com um problema pessoal ou sofre com uma nova descoberta que fez de si próprio, os outros membros o auxiliam, isso também pode ocorrer com contatos fora do grupo.
O encontro básico - ocorre quando o outro comove-se com o relato do outro sem nenhuma forma de reprimir os seus sentimentos, os indivíduos tomam pra si um contato mais íntimo, empático, diferente do que é frequente na vida corrente, isso é um encontro básico.
Expressão de sentimentos positivos e intimidade - com a continuidade das sessões, estabelece-se uma sensação crescente de calor humano, espírito de grupo e confiança a partir não só de atitudes positivas, como também de uma verdade que inclui o sentimento negativo.
Mudanças de comportamento no grupo - Conclui-se a partir da observação do próprio grupo muitas alterações no comportamento, gestos, tom de vozes, às vezes para mais forte, outras pra mais suave, normalmente mais espontâneo, menos artificial, com mais sentimento. E dentre as mudanças fora do grupo estão os relatos de pacientes confirmados também por parentes e pessoas próximas.
FALHAS DENTRO DO PROCESSO TERAPÊUTICO
 
O maior problema do processo terapêutico se dá no início do grupo por não ser estruturado e não haver um tema ou foco inicial, sentimentos de incredulidade, ansiedade permeiam os participantes que logo desenvolvem caminhos para se relacionar com os outros e compreender a si mesmo. Vão evoluindo gradativamente e passando a ter simpatia pelos membros do grupo. 
Rogers alertou que os grupos de encontro podem atrair oportunistas e exploradores, como nudistas, manipuladores e pessoas em busca de poder e fama. Esses indivíduos podem distorcer o propósito genuíno desses grupos.
Além disso, alguns estudiosos questionam a validade do conceito de "congruência" proposto por Rogers como um dos principais pilares da terapia centrada no cliente. A ideia de que o terapeuta deve ser autêntico e congruente em suas interações com o cliente tem sido alvo de críticas, pois pode ser interpretadade maneiras diferentes e nem sempre ser aplicável a todos os contextos terapêuticos.
Outra crítica apontada por alguns pesquisadores é a abordagem individualista e focada no cliente em detrimento do contexto social e cultural em que o cliente está inserido. A falta de consideração por fatores externos pode limitar a eficácia da terapia centrada no cliente em certos casos.
Apesar dessas críticas, a abordagem de Carl Rogers ainda é amplamente utilizada e estudada, e muitos terapeutas e pesquisadores continuam buscando formas de aprimorar e adaptar seus princípios para torná-la mais eficaz para uma variedade de situações terapêuticas. É importante reconhecer as falhas e limitações de qualquer abordagem terapêutica, e buscar constantemente aprimorar e expandir o conhecimento na área da psicoterapia.
ATIVIDADE EM GRUPO: 
PARTE 1 – GRUPO DE ENCONTRO
Para Carl Rogers um grupo de encontro é uma oportunidade de pessoas que já se conhecem ou não se conhecerem em um nível mais profundo e desenvolver oportunidade de comunicação mais aberta e mais real do que acontece na vida diária. Em um gruo de encontro as pessoas podem descartar-se de papeis e das máscaras que usam em sua vida diária e expressar seus desafios, explorar novas maneiras de comunicação. 
Uma pessoa pode não ter jamais se confrontado com outra, trazendo à tona seus sentimentos reais, mas em um grupo de encontro há segurança para se fazer isso. Dessa forma, os participantes experimentam novas maneiras de ser, uma oportunidade de as pessoas se aproximarem como pessoa e não como papeis. Uma chance de se conhecerem simplesmente como pessoa encontrando outra pessoa, quebrando barreiras de comunicação. As pessoas emergem e começam a encontrar sua própria direção, é por essa razão que os participantes nos chamam de facilitadores na função de encorajar a expressassem e não um líder que lidera, guia ou aponta o objetivo.
Os facilitadores, no início de um grupo de encontro, devem desempenhar a tarefa de facilitador para ajudar o grupo a tomar impulso, porem na medida em que o grupo começa a desenvolver o encontro, o facilitador se torna simplesmente um membro do grupo, expressando os seus próprios sentimentos, sendo ele mesmo para os demais, de modo que os participantes passam a conhece-lo tão bem, como conhecem os outros membros. 
Dessa forma, ao chegar no final do encontro, realizado com sucesso, o facilitador não é mais uma pessoa a parte e sim um membro do grupo idêntico aos demais, quanto mais livre o facilitador se sente para expressar seus sentimentos, suas reações, mais os demais terão a chance de conhece-lo(a).
PARTE 2 – GRUPO DE ENCONTRO -  OFICINA
Em nossa apresentação, formaremos o grupo de encontro a partir de voluntários da disciplina Processos Grupais, podendo ser entre 6 a 10 participantes. Iremos dispor de cadeira em círculo no centro da sala. Deixaremos o grupo a vontade para interagir uns com os outros – fala livre, embora tenhamos a presença de 2 facilitadores. Caso o grupo fique muito tempo em silêncio, o próprio facilitador pode começar a dizer como ela se sente (Nayana ou Eneide) e a partir dai nossa oficina ocorrerá em torno de 8 a 10 minutos. Após o encerramento Eneide e Nayana farão suas observações à luz da teoria rogeriana.
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Assim, podemos concluir que Carl Roger ainda hoje é considerado um psicólogo atuante na terceira força da psicologia, também chamada de Psicologia Humanista. Criou, conforme evidenciamos, a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) na década de 1940, distanciando-se das terapias convencionais. A ACP, conforme pontuamos neste trabalho, tem como princípio básico que a pessoa é o ponto central da sua própria história, incentivando o cliente em ter autonomia no processo de busca pela “verdade”. Seus principais fundamentos teóricos incluem a importância da congruência, empatia e aceitação positiva incondicional. 
Face ao supra exposto e com base na questão de Moghaddam (2005, p. 2): “O que produz uma grande ideia?” No âmbito da psicologia e nos critérios que lhe dão resposta, afere-se que Carl Rogers teve uma grande ideia com a sua ACP uma vez que influenciou a percepção sobre o comportamento humano (e.g., na relação terapêutica onde o cliente é visto de outra forma), continua a ser eficaz na sua aplicação prática (não só na psicoterapia como noutras áreas, e.g., a educação), continua a estimular investigação (e.g., as centenas de artigos já publicados em 2013, listados, com as chaves de pesquisa , no site http://www.sciencedirect.com) e sobreviveu ao tempo (e.g., no Reino Unido existe a World Association for Person Centered & Experiential Psychotherapy & Counseling, que agrega organizações de várias partes do mundo, listadas no site http://www.pce-world.org). Ainda assim Trull e Prinstein (2013, p. 381) advogam que a linguagem Rogeriana quase possui uma função publicitária; palavras como não-diretiva e centrada-no-cliente além de transmitirem algo de positivo, explicitando que outras abordagens são diretivas ou centradas-no-terapeuta. Essa é uma opinião linguisticamente discutível em termos de análise semântica. Menos discutível é o fato de Rogers (conforme Thorne, 1992; citado em Gross, 2009, p. 24) ter feito entre 1940 e 1960 “a investigação mais intensiva da psicoterapia tentada em qualquer parte do mundo até aquele momento”, deixando claro que a psicoterapia poderia e deveria ser submetida ao rigor da investigação científica, o que está alinhado com a genuína cientificidade, do ponto de vista de uma abordagem qualitativa-indutiva). Assim, podemos ainda concluir as nossas considerações deste trabalho pelas palavras veiculadas de Rogers (2009, p. 29): “nenhuma ideia de qualquer outra pessoa, nem nenhuma das minhas próprias ideias, tem a autoridade de que se reveste a minha experiência”; ‘’penso que o primeiríssimo elemento da terapia é que eu percebo que sou mais útil, todas às vezes, em que sou genuíno, em que sou real”; “uma palavra eu gosto de usar: quando sou transparente e quando não há nada me ocultando da pessoa que estou atendendo, o que eu estiver experienciando está realmente claro e aberto para mim”; “sei o que sinto e gostaria que qualquer sentimento meu que seja relevante para essa relação, torne-se transparente e seja percebido pela outra pessoa de forma visível e evidente”; “quais são os sentimentos mais prováveis de sentir? como trabalho com indivíduos, gradualmente passo a me importar com eles, realmente passo a me importar com as pessoas e quero que isso seja percebido, que eles percebam o meu interesse pois as pessoas são fascinantes”; “ outro sentimento que com frequência é real em mim é a compaixão, porque, as vezes, os indivíduos têm vidas terrivelmente solitárias e atormentadas”. Rogers (2002).
E é cientes de que a experiência de estudar a vida e a obra de Carl Ramson Rogers, professor, doutor, psicólogo, foi para nós muito enriquecedora, que concluímos este trabalho, parafraseando outros estudiosos do assunto, dizendo que o humanismo, a empatia, a escuta sem julgamentos, a abordagem centrada na pessoa, os grupos de encontros são portas para o respeito a singularidade de cada ser e para encontro da ecobiodiversidade existente neste mundo. O trabalho com processos grupais acaba sendo uma das áreas possíveis de atuação do psicólogo e permite que fatores terapêuticos diversos atuem para a melhora do cliente (do paciente) e das pessoas de uma forma geral. Portanto, parafraseando Carl Rogers, também dizemos no encerramento da conclusão deste trabalho: nós nos sentimos também mais fortes simplesmente por sermos nós mesmos e deixarmos os outros serem eles mesmos.
NOTAS E REFERÊNCIAS 
1 - Kirschenbaum, Howard (2004). Carl Rogers's Life and Work: An Assessment on the 100th Anniversary of His Birth (PDF). [S.l.]: Journal Of Counseling And Development
2 - ALMEIDA, Maria I.M.; NAVES, Santuza C. “por que Não?” - Rupturas e Continuidades da Contracultura. São Paulo, Ed. 7 letras. 2009.
3 - DILVA FRAZÃO. Ebiografia (2021); https://www.ebiografia.com/carl_rogers/4 - ROGERS, C.R. e ROSENBERG, R.L. (1977). A pessoa como centro. São Paulo: EPU.
FAILDE, I. (2006a). “Desenvolvimento de analistas de treinamento: Módulos I e II”. Apostila de curso.________ (2006b). “Dinâmicas de grupo para uso imediato: Módulos 1 a 6”. Apostila de curso.
5 - Rogers,Carl R. Grupos de encontro/ tradução Joaquim L. Proenca-9* edição- São Paulo: Editora WMF Martins Fontes,2009 coleção de textos de psicologia .
6 - Grupos de Encontro, por Carl Rogers - Diálogos Humanistas:
 https://www.dialogoshumanistas.com.br/post/grupo-de-encontro-por-carl-rogers
7 - Utopia, Teoria e Ação: Leitura das Propostas Grupais na Abordagem Centrada na Pessoa: 
https://www.scielo.br/j/pcp/a/dNgP4SF8ghZprbvWzz3HYxQ/?lang=pt&format=pdf
8 - Os grupos de encontro de Carl Rogers - YouTube: https://m.youtube.com/watch?v=-sIVrPBZ9Yk
9 - A importância dos grupos de encontro na formação do psicoterapeuta centrado na pessoa:
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/123456789/2744/2/20110110.pdf
10 - Os grupos de encontro de Carl R. Rogers - Revista Educação Pública: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/8/26/os-grupos-de-encontro-de-carl-r-rogers
11 - ROGERS, C. Tornar-se Pessoa. Lisboa: Padrões Culturais. (Original publicado em 1961), 2009.
	
	
	
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