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Função do Sistema Imunológico

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Laila Muniz

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Questões resolvidas

Qual é a origem das células dendríticas?

a) Monócitos
b) Linfócitos T
c) Macrófagos
d) Células NK

Quais são as funções dos linfócitos T e B no sistema imunológico?

a) Produção de grânulos citoplasmáticos
b) Reconhecimento de moléculas estranhas e combate a agentes infecciosos
c) Formação de anticorpos e resposta humoral
d) Diferenciação em macrófagos

A transportadora chamada transportador associado ao processamento antigênico (TAP) resolve esse problema. Isso porque TAP irá se ligar aos peptídeos que foram produzidos no proteassoma bombeando-os ativamente para o interior do RE. Uma molécula chamada tapasina irá ligar os MHC de classe I com as moléculas TAP na membrana do RE. Dessa forma, conforme os peptídeos vão entrando no RE, eles podem ser capturados pelas moléculas de MHC classe I. Quando ocorre a ligação do MHC classe I com o peptídeo com o ajuste certo o complexo será estabilizado e TAP liberará esse complexo, que será transportado para a superfície celular. As células T são restritas ao reconhecimento de peptídeos associados ao MHC e isso garante que elas só reconhecerão e responderão a antígenos que estejam associados a uma célula. Dessa forma as células T podem reconhecer os antígenos de microrganismos intracelulares que requerem mecanismos de resposta mediados pelas células T assim como microrganismos extracelulares que geram respostas mediadas pelos Linfócitos B (anticorpos). Com a separação das vias de MHC classe I e classe II de processamento antigênico é possível que o sistema imunológico responda aos microrganismos intracelulares e extracelulares da melhor forma para combatê-los.

Onde ocorre a maturação das células T?

a) Medula óssea.
b) Baço.
c) Timo.

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Questões resolvidas

Qual é a origem das células dendríticas?

a) Monócitos
b) Linfócitos T
c) Macrófagos
d) Células NK

Quais são as funções dos linfócitos T e B no sistema imunológico?

a) Produção de grânulos citoplasmáticos
b) Reconhecimento de moléculas estranhas e combate a agentes infecciosos
c) Formação de anticorpos e resposta humoral
d) Diferenciação em macrófagos

A transportadora chamada transportador associado ao processamento antigênico (TAP) resolve esse problema. Isso porque TAP irá se ligar aos peptídeos que foram produzidos no proteassoma bombeando-os ativamente para o interior do RE. Uma molécula chamada tapasina irá ligar os MHC de classe I com as moléculas TAP na membrana do RE. Dessa forma, conforme os peptídeos vão entrando no RE, eles podem ser capturados pelas moléculas de MHC classe I. Quando ocorre a ligação do MHC classe I com o peptídeo com o ajuste certo o complexo será estabilizado e TAP liberará esse complexo, que será transportado para a superfície celular. As células T são restritas ao reconhecimento de peptídeos associados ao MHC e isso garante que elas só reconhecerão e responderão a antígenos que estejam associados a uma célula. Dessa forma as células T podem reconhecer os antígenos de microrganismos intracelulares que requerem mecanismos de resposta mediados pelas células T assim como microrganismos extracelulares que geram respostas mediadas pelos Linfócitos B (anticorpos). Com a separação das vias de MHC classe I e classe II de processamento antigênico é possível que o sistema imunológico responda aos microrganismos intracelulares e extracelulares da melhor forma para combatê-los.

Onde ocorre a maturação das células T?

a) Medula óssea.
b) Baço.
c) Timo.

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Revisão AV2
Universidade Estácio de Sá
Campus Cabo Frio - RJ
Profa. Dra. Maíra Barcellos Marini
maira.marini@estacio.br
Mestre em Ciências- UFRJ
Doutora em Ciências Farmacêuticas- UFRJ
Pós-doutora em Ciências Farmacêuticas- UFRJ
1
Microbiologia e Imunologia Função do Sistema Imunológico
2
 O sistema imunológico pode ser definido como um conjunto de
moléculas, células e tecidos que medeiam a resposta
imunológica, a fim de reconhecer determinadas estruturas
moleculares ou antígenos e promover uma resposta efetiva,
provocando a sua destruição ou inativação.
 Ou seja, o sistema imunológico é responsável por reconhecer e
desenvolver uma resposta contra antígenos potencialmente
patogênicos.
 Ele possui importante papel na manutenção da homeostasia,
juntamente com os sistemas nervoso e endócrino, e é muito
importante para a sobrevivência dos animais.
Microbiologia e Imunologia Função do Sistema Imunológico
3
 A principal função biológica executadas pelo sistema imunológico, é a capacidade de reconhecer e
eliminar:
Moléculas alteradas e células 
lesadas ou mortas do próprio 
organismo.
Os agentes infecciosos, tais como 
vírus, bactérias, fungos, 
protozoários e helmintos.
As células tumorais.
Células, tecidos ou órgãos de origem 
genética diferente (como no caso de 
transplantas e enxertos).
Microbiologia e Imunologia Propriedades gerais das respostas Imunológicas
4
 Quando o sistema imunológico promove uma resposta considerada normal, podemos classificá-la em
algumas etapas, de forma simplificada:
 Infelizmente, a resposta imunológica pode ocasionar efeitos negativos, como: insucesso de transplantes, respostas
imunológicas anormais promovendo doenças com alto grau de morbidade e mortalidade, reações inflamatórias
exacerbadas e dano orgânico.
O sistema 
imunológico 
reconhece um 
antígeno estranho 
potencialmente 
nocivo.
Ativa e mobiliza os 
componentes do 
sistema de defesa 
contra o antígeno.
Promove o ataque 
propriamente dito.
Controla e finaliza 
o ataque, ou seja, 
finaliza a resposta 
imunológica.
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
5
• As células do sistema imunológico são produzidas na medula óssea
vermelha  localizada nas cavidades ósseas, no interior do tecido ósseo
esponjoso.
• Elas estão presentes no fêmur, nos ossos do crânio, na crista ilíaca, entre
outros.
• As células que compõem o sistema imunológico estão, normalmente,
distribuídas em vários locais do organismo:
• A capacidade das células de se deslocar entre sangue, linfa e tecidos
representa uma grande importância para a geração das respostas
imunológicas.
• A medula óssea é a origem das células imunológicas.
 circulando no sangue e na linfa, 
 presentes nos órgãos linfoides
 e dispersas em vários tecidos do corpo. 
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
6
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
7
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
8
• As células-tronco hematopoiéticas originam os eritrócitos, os leucócitos e os
megacariócitos  pelo processo chamado Hematopoiese.
• Os eritrócitos, também conhecidos como glóbulos vermelhos do sangue, não
participam do sistema imunológico.
• Eles apresentam como principal função o transporte de gases no sangue.
• Já as plaquetas são fragmentos celulares que participam da coagulação sanguínea.
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
9
• Os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, compõem nosso sistema
imunológico.
• Como acontece? As células-tronco 
hematopoiéticas 
pluripotentes são células 
menos diferenciadas 
responsáveis pela formação 
das células do sangue.
Elas sofrem sucessivas 
mitoses e participam do 
processo de diferenciação 
celular que origina duas 
principais e importantes 
linhagens celulares.
Linhagem Mieloide
Linhagem Linfoide
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
10
Linhagem Mieloide Linhagem Linfoide
Linhagem celular que origina os 
neutrófilos, eosinófilos, basófilos, 
monócitos e mastócitos, que são as 
células que compõem a imunidade. 
Além disso, também origina 
eritrócitos e plaquetas.
Linhagem celular que origina os 
linfócitos T, linfócitos B e células 
NK.
 Esse processo é altamente regulado e controlado por fatores de crescimento, hormônios e
moléculas sinalizadoras que estimulam a diferenciação das células-tronco.
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
11
Microbiologia e Imunologia Células do Sistema Imunológico
12
 Em resumo, podemos entender o processo de origem das células da seguinte forma:
Células-tronco 
hematopoiéticas 
recebem estímulos 
para produção 
celular.
Realizam sucessivas 
mitoses e se 
multiplicam.
Promovem a 
diferenciação em 
células de duas 
linhagens 
diferentes: 
linhagem mieloide
e linhagem linfoide.
Microbiologia e Imunologia
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
13
 Os neutrófilos apresentam o núcleo segmentado (de
três a cinco lóbulos) e seu citoplasma contém grânulos
específicos repletos de enzimas, que podem ser
divididos em grânulos primários e grânulos secundários.
 Constituem a população mais abundante entre os
leucócitos circulantes.
 Representam o principal tipo de célula que atua nas
reações inflamatórias agudas.
agem principalmente no 
combate a patógenos e 
proteção celular
participam da digestão 
celular
Microbiologia e Imunologia
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
14
 Atuam na defesa do organismo contra processos
infecciosos bacterianos e apresentam importante
capacidade fagocítica.
 A capacidade fagocítica, também chamada
de fagocitose, é um processo em que a célula engloba e
destrói partículas sólidas, como bactérias e restos
celulares, com a intenção de promover proteção ao
organismo.
 Isso é feito a partir dos seus grânulos citoplasmáticos.
 Neutrófilos
Microbiologia e Imunologia
15
 Apresentam núcleo bilobulado
 São células que apresentam grânulos citoplasmáticos
com enzimas nocivas às paredes celulares de parasitas.
 Os eosinófilos circulam no sangue e podem ser
recrutados para os tecidos.
 Alguns eosinófilos podem estar presentes nos tecidos
periféricos, especialmente nos revestimentos de mucosa
dos tratos respiratório, geniturinário e gastrointestinal.
 O número de eosinófilos pode aumentar em
determinado tecido por conta do recrutamento a partir
do sangue, que ocorre no caso de inflamação e
presença de parasitas alojados no tecido.
 Eosinófilos
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
Microbiologia e Imunologia
16
 Apresentam núcleo volumoso, irregular e muitas vezes está
encoberto por grânulos abundantes que preenchem o
citoplasma.
 São granulócitos sanguíneos que constituem menos de 1% dos
leucócitos do sangue.
 Embora essas células estejam normalmente ausentes nos
tecidos, podem ser recrutadas para locais inflamatórios.
 Basófilos
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
Microbiologia e Imunologia
17
 Mediadores inflamatórios  histamina, são capazes de
promover alterações nos vasos sanguíneos causando a
inflamação.
 Os mastócitos maduros são normalmente encontrados na
circulação sanguínea, mas também podem estar nos tecidos
em condições normais, próximos a pequenos vasos
sanguíneos e nervos.
 Apresentam núcleo volumoso, irregular e muitas vezes está
encoberto por grânulos abundantes que preenchem o
citoplasma.
 Mastócitos
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
Microbiologia e Imunologia
18
 Apresentam núcleo ovoide em forma de rim e seu citoplasma
possui grânulos pouco visíveis.
 Essas células estão circulantes no sangue  quando são
recrutadas e migram para os tecidos, principalmente em
reações inflamatórias, se diferenciam em macrófagos.
 Além disso, os monócitos são precursores das células
dendríticas, que compõem o sistema imunológico, e dos
osteoclastos, células que compõem a matriz óssea. Monócitos
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
Microbiologia e Imunologia
19
 Monócitos
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
Microbiologia e Imunologia
20
 Macrófagos
 São fagócitos que estão amplamente distribuídos nos tecidos do organismo (pulmão, fígado,
rins, sistema nervoso e tecido conjuntivo) e atuam na defesa desses tecidos.
 Em contato com o agente agressor, os macrófagos apresentam uma enorme capacidade
fagocítica.
 Ele funciona tanto na resposta imune inata (inicial) quanto é capaz de estimular a resposta
imune adaptativa (mais especializada), pois apresenta antígenos aos linfócitos T.
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
Microbiologia e Imunologia
21
 Células dendríticas
 São originadas a partir de monócitos.
 Elas são células circulantes e residentes nos tecidos que percebem e iniciam reações contra patógenos.
 Também são apresentadoras de antígenos aos linfócitos T.
 Seu nome “dendríticas” refere-se às inúmeras projeções membranares longas (ou dendritos) que possuem.
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Mieloide
Microbiologia e Imunologia
22
 Linfócitos T e B
 Linfócitos T e B são células muito importantes no sistema imunológico.
 São capazes de reconhecer moléculas estranhas de diversos agentes infecciosos e combatê-las a partir de
respostas imunológicas.
 Seu núcleo é redondo com cromatina condensada e o citoplasma é escasso.
 Apesar de sua semelhança morfológica, os linfócitos T e B apresentam funções diferentes: Os linfócitos B são
responsáveis pela produção de anticorpos e desencadeam uma resposta chamada de humoral. Os linfócitos T,
por sua vez, são divididos em linfócitos T CD4 (auxiliares) e T CD8 (auxiliares) que são responsáveis pela reposta
imune celular. Vamos entender um pouco mais sobre essas células no próximo módulo.
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Linfoide
Microbiologia e Imunologia
23
 Linfócitos T e B
 Apesar de sua semelhança morfológica, os linfócitos T e B apresentam funções diferentes:
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Linfoide
Os linfócitos B são responsáveis 
pela produção de anticorpos e 
desencadeam uma resposta 
chamada de humoral.
Os linfócitos T, por sua vez, são divididos
em linfócitos T CD4 (auxiliares) e T CD8
(auxiliares) que são responsáveis pela
reposta imune celular.
Microbiologia e Imunologia
24
 Células NK
 Também chamadas de células natural killer, apresentam morfologia
semelhante aos linfócitos T e B, mas são células maiores.
 Apresentam função citotóxica conferindo defesa inicial contra
patógenos infecciosos, reconhecendo células do hospedeiro que se
encontram lesadas e ajudando a eliminá-las.
 Também influenciam na resposta imune adaptativa.
 Essas células citotóxicas possuem pequenos grânulos citoplasmáticos
compostos por proteínas chamadas granzimas.
 As granzimas compreendem perforinas e proteases.
 Após serem liberadas, as perforinas formam poros na membrana
plasmática da célula-alvo.
 São por esses poros que os demais grânulos penetram na célula,
induzindo à apoptose e à lise da célula infectada.
 Células do Sistema Imunológico – Linhagem Linfoide
Microbiologia e Imunologia
25
 Células do Sistema Imunológico
Classificação e função dos leucócitos
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
26
• O sistema imunológico é constituído por vários órgãos linfoides  que possuem como principal
função a produção de linfócitos.
• Essas células são derivadas das células-tronco hematopoiéticas da medula óssea e desempenham
importante papel no desenvolvimento das respostas imunológicas e na produção de anticorpos.
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
27
• Os linfócitos podem ser divididos em linfócitos B e linfócitos
T.
• Os linfócitos B começam a amadurecer na medula óssea 
entram na circulação e migram para o baço  onde
completam sua maturação.
• Os precursores dos linfócitos T precisam sair da medula
óssea  seguir pela corrente sanguínea e chegar ao timo,
local onde essas células realizam a sua maturação.
• Apenas depois de maduros os linfócitos T migram para
outros órgãos.
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
28
• Os órgãos linfoides podem ser divididos em primários e
secundários.
• Os órgãos linfoides primários ou centrais  possuem
função de produção de linfócitos, ou seja, são órgãos
geradores.
• Ex.:  a medula óssea  responsável pela hematopoiese
(processo de produção e renovação celular do sangue; 
 e o timo onde ocorre o desenvolvimento das células T.
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
29
• Os órgãos linfoides podem ser divididos em primários e
secundários.
• Os órgãos linfoides primários ou centrais  possuem
função de produção de linfócitos, ou seja, são órgãos
geradores.
• Ex.:  a medula óssea  responsável pela hematopoiese
(processo de produção e renovação celular do sangue; 
 e o timo onde ocorre o desenvolvimento das células T.
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
30
• Os órgãos linfoides secundários ou periféricos  são os
locais onde se desenvolvem respostas imunológicas em
nosso organismo.
• Eles são povoados por diferentes células do sistema
imunológico.
• Ex.:  os linfonodos,
 o baço 
 e o MALT (tecido linfoide associado a mucosa).
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
31
• Os órgãos linfoides secundários têm localização
anatomicamente estratégica no organismo  pois facilitam
as interações celulares para o desenvolvimento da resposta
imunológica.
• Os linfonodos  são responsáveis por drenar os antígenos
diretamente dos tecidos ou que são transportados por
células do sistema imunológico.
• O baço  responsável por monitorar o sangue.
• O MALT  localizado estrategicamente nas mucosas do
corpo, funciona como um sistema de defesa avançado.
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
32
• Local responsável pela geração de células do sangue.
• Após o nascimento, a hematopoiese acontece em todos os ossos
do nosso corpo, porém, com o passar dos anos, ela vai se
tornando restrita aos ossos chatos.
• Na puberdade  a hematopoiese acontece principalmente no
esterno, vértebras, ossos ilíacos e costelas.
• A medula óssea vermelha encontrada nesses ossos é formada por
uma estrutura esponjosa reticular situada entre as trabéculas dos
ossos longos.
Medula Óssea
Se ocorrer uma lesão 
na medula óssea
ou se houver uma 
demanda excepcional 
pela produção de 
células sanguíneas
o baço e o fígado 
geralmente se tornam 
locais de hematopoiese 
extramedular
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
33
• O timo é onde ocorre a maturação das células T.
• É um órgão bilobado que involui após a puberdade.
• Cada lobo do timo é dividido em múltiplos lóbulos  e cada
lóbulo é constituído por um córtex externo e uma medula interna.
• O córtex é formado por uma densa coleção de linfócitos T.
• A medula mais clara é povoada por poucos linfócitos maduros.
• Além de linfócitos, a medula do timo também contém
macrófagos, células dendríticas, entre outras células.
• As células T do timo também podem ser chamadas de timócitos
 células T em estágios de maturação diferentes.
Timo
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
34
• Órgãos linfoides secundários, encapsulados e vascularizados 
possuem características anatômicas favoráveis para a iniciação
das respostas imunológicas contra antígenos que foram
transportados dos tecidos pelos vasos linfáticos.
• Localizados no corpo inteiro, ao longo dos canais linfáticos 
motivo do acesso facilitado aos antígenos originários da maioria
dos tecidos, que são drenados pelos vasos linfáticos.
• Existem aproximadamente 500 linfonodos no corpo humano e
estes são circundados por uma cápsula fibrosa.
• Abaixo desta cápsula,existe um sistema sinusal repleto de
linfócitos, macrófagos, células dendríticas e outros tipos celulares.
Linfonodos
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
35
• Órgão extremamente vascularizado.
•
• Funções principais  remover células sanguíneas envelhecidas e
danificadas da circulação e iniciar respostas imunológicas a antígenos
que são transportados pelo sangue.
• Situa-se no quadrante superior esquerdo do abdome.
• O baço é dividido em:
• Os macrófagos que estão presentes na polpa vermelha  funcionam
como um filtro do sangue  removendo microrganismos, células
danificadas (como eritrócitos velhos) e células ou microrganismos que
estão cobertos por anticorpos (opsonizados)
Baço
 polpa vermelha, formada principalmente por
sinusoides vasculares cheios de sangue,
 e polpa branca, que é rica em linfócitos T e B.
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
36
• Além de ser associado a mucosa também são órgãos linfoides
secundários.
• Componente do sistema imunológico  associado às mucosas, envolvido
nas respostas imunológicas contra antígenos e microrganismos ingeridos
e inalados.
MALT
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
37
• Sistema linfático  é formado por vasos especializados (que podem ser
chamados somente de linfáticos) e por linfonodos.
• Os vasos linfáticos associados aos linfonodos formam uma
impressionante rede, responsável pela drenagem de líquido (chamado
de linfa) dos tecidos  e o reconduz para o sangue.
• Os vasos linfáticos são indispensáveis para a homeostasia dos fluidos
teciduais e para o desenvolvimento de respostas imunológicas.
• Líquido intersticial  formado a partir do movimento de um filtrado do
plasma para fora dos capilares e esse movimento acontece
constantemente em tecidos vascularizados.
• A velocidade de formação desse líquido intersticial pode aumentar de
forma significativa caso o tecido seja lesado ou infectado.
Rede linfocitária
Microbiologia e Imunologia ÓRGÃOS LINFOIDES E REDES LINFOCITÁRIAS
38
Rede linfocitária
A comunicação 
estabelecida entre os 
órgãos linfoides
é mantida por linfócitos que são 
circulantes e passam do sangue para 
os linfonodos para o baço e para 
outros tecidos
e o restante do corpo
depois voltam ao sangue 
pelos canais linfáticos, como 
o ducto torácico.
Microbiologia e Imunologia ANTÍGENO E ANTICORPOS
39
 Anticorpos são proteínas que ficam circulantes no
corpo, produzidas em resposta a estruturas
estranhas que foram reconhecidas.
 Os anticorpos são muito variados e específicos na
sua capacidade de reconhecer estruturas estranhas.
 Já as substâncias que estimulam a produção de
anticorpos (ou são reconhecidas por eles)
chamamos de antígenos.
Anticorpos
Outras moléculas são capazes de se ligar aos 
antígenos (como os receptores de células T), mas 
os anticorpos foram o primeiro tipo de molécula 
descoberta com essa capacidade. 
Microbiologia e Imunologia ANTÍGENO E ANTICORPOS
40
Anticorpos
 Reconhecem uma enorme variedade de estruturas
antigênicas, possuem uma grande capacidade de
reconhecer diferentes antígenos e realizam ligações
fortes com eles.
 Os anticorpos, também chamados
de imunoglobulinas, são glicoproteínas do
tipo gamaglobulina  produzidas por plasmócitos
(células derivadas de linfócitos B diferenciados).
 As moléculas de anticorpos compartilham as mesmas
características básicas, porém possuem uma
gigantesca variabilidade nas regiões que se ligam ao
antígeno.
Microbiologia e Imunologia ANTÍGENO E ANTICORPOS
41
Anticorpos
 Existem tipos diferentes de anticorpos de acordo com
a forma que apresentam sua cadeia pesada.
 São conhecidos como classes de isótipos 
desempenham funções diferentes e contribuem para
dirigir a resposta imunológica de acordo com cada tipo
de antígeno encontrado.
 As cinco classes de anticorpos são:
1. IgA,
2. IgD,
3. IgE, 
4. IgG e
5. IgM.
Microbiologia e Imunologia ANTÍGENO E ANTICORPOS
42
Anticorpos
 Embora os anticorpos possuam uma estrutura geral muito
semelhante, existe no ápice da proteína uma pequena
região variável chamada de região hipervariável.
 Ela permite que existam em nosso organismo muitos tipos
de anticorpos.
 Essa grande variedade de anticorpos possibilita ao sistema
imunológico reconhecer uma elevada diversidade de
antígenos.
Microbiologia e Imunologia ANTÍGENO E ANTICORPOS
43
Anticorpos
 Os anticorpos são produzidos somente pelos linfócitos B e podem existir de duas formas diferentes:
Quando os anticorpos são secretados na circulação e nas mucosas, eles são capazes de 
neutralizar e eliminar microrganismos e toxinas que podem estar presentes no sangue e no 
lúmen de órgãos mucosos, como trato respiratório e trato gastrointestinal.
Microbiologia e Imunologia ANTÍGENO E ANTICORPOS
44
Antígenos
 Antígeno  é qualquer substância a que o anticorpo ou o
receptor de célula T pode se ligar especificamente.
 Os antígenos não são reconhecidos em sua totalidade pelos
anticorpos, mas apenas uma parte deles  chamada
de epítopo ou determinante antigênico.
 Um único antígeno pode apresentar múltiplos epítopos em sua
superfície.
 Os epítopos interagem com os anticorpos ou receptores de
células T e essa interação é altamente específica 
apresentando características físicas e químicas que auxiliam
nesse reconhecimento.
 Existem dois tipos de epítopos, os lineares ou conformacionais.
Microbiologia e Imunologia ANTÍGENO E ANTICORPOS
45
Antígenos
 A ligação realizada entre antígeno-anticorpo é do tipo chave-fechadura, em que a chave é o antígeno e a
fechadura é o anticorpo  pois o epítopo se alinha em uma fenda formada pelo sítio de combinação do
anticorpo.
 A união do antígeno e anticorpo é feita por ligações múltiplas não covalentes que garantem ao antígeno se
ligar fortemente ao anticorpo.
 Por serem ligações não covalentes, essas reações entre antígeno-anticorpo são reversíveis.
Microbiologia e Imunologia COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE PRINCIPAL (MHC)
46
• As moléculas do MHC  são proteínas que se localizam na membrana de células apresentadoras
de antígenos (APC),
• Função: apresentar antígenos peptídicos para os linfócitos T, que irão realizar o reconhecimento
desses antígenos.
• O MHC foi descoberto com um grande locus do DNA  onde os produtos eram responsáveis pela
rejeição dos transplantes.
• O MHC é uma região genômica grande  possui papel fundamental no sistema imunológico e
apresenta capacidade de provocar intensa rejeição entre indivíduos da mesma espécie.
Indivíduos que possuem o loci do MHC idêntico (gêmeos idênticos) 
aceitarão os enxertos uns dos outros; por outro lado, os indivíduos com 
o loci do MCH diferente terão seus enxertos rejeitados.
Microbiologia e Imunologia COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE PRINCIPAL (MHC)
47
• As proteínas humanas codificadas a partir do gene MHC
 são chamadas de antígenos leucocitários humanos ou
HLA (sigla de human leukocyte antigens).
• Essas proteínas receberam esse nome, porque foram
descobertas como antígenos dos leucócitos que podiam
ser identificados por anticorpos específicos.
Microbiologia e Imunologia COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE PRINCIPAL (MHC)
48
• O locus do MHC possui dois conjuntos de genes
extremamente polimórficos que são chamados de 
MHC de classe I e MHC de classe II.
• Além dos genes polimórficos, o locus do MHC possui
diversos genes não polimórficos  que são responsáveis
pela produção de proteínas envolvidas na apresentação
de antígenos.
• O MHC de classe I e o de classe II são  proteínas da
membrana que possuem uma porção aminoterminal, e
nela há uma fenda que irá se ligar a peptídeos.
• A estrutura geral dos MHC de classe I e II é muito
semelhante, apesar de haver diferença na composição
das subunidades das moléculas.
Microbiologia e Imunologia COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE PRINCIPAL (MHC)
49
• O domínio α3 é constante, e este domínio é local onde o
receptor dolinfócito T (CD8) liga seu correceptor.
• É importante saber que o MHC de classe I se expressa na
superfície de todas as células nucleadas.
MHC de classe I
Microbiologia e Imunologia COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE PRINCIPAL (MHC)
50
• Apresenta duas cadeias  uma α e a outra β.
• O domínio β2 do MHC de classe II não é polimórfico e possui
um local onde o correceptor do linfócito T (CD4) se liga.
MHC de classe II
As moléculas de MHC de classe II se expressam principalmente na 
superfície das células dendríticas, nos macrófagos e nos linfócitos B. Esta 
classe também é expressa nas células endoteliais e nas células epiteliais 
tímicas e podem ser induzidas em outros tipos celulares.
Microbiologia e Imunologia COMPLEXO DE HISTOCOMPATIBILIDADE PRINCIPAL (MHC)
51
• Cada molécula de MHC possui a capacidade de apresentar diferentes tipos de antígenos.
• Isso porque as moléculas de MHC apresentam uma grande especificidade para ligação
peptídica,
• Um único alelo de MHC pode apresentar diversos peptídeos diferentes às células T, no entanto,
apenas um peptídeo por vez.
Ligação dos antígenos às moléculas do MHC
PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO 
DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
52
Microbiologia e Imunologia
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
53
 O processamento de antígenos acontece por meio de duas vias quem envolvem organelas
e proteínas celulares diferentes.
Quando as APC
internalizam 
proteínas 
extracelulares
essas proteínas são 
processadas no interior 
de vesículas endocíticas
e apresentadas por 
MHC de classe II1)
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
54
 O processamento de antígenos acontece por meio de duas vias quem envolvem organelas
e proteínas celulares diferentes.
2) As proteínas que estão no citosol
das células nucleadas
são processadas 
pelas organelas
e apresentadas por 
MHC de classe I
Microbiologia e Imunologia
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
55
 O processamento de antígenos por MHC classe II ocorre após:
Microbiologia e Imunologia
 a ingestão do antígeno,
 a proteólise deste antígeno nas vesículas endocíticas
 e uma associação dos peptídeos do antígeno com as moléculas de classe II.
As proteínas 
microbianas ou os 
microrganismos 
extracelulares podem 
ser internalizados
pelas células 
dendríticas e 
macrófagos
a partir de alguns mecanismos, 
como fagocitose, endocitose e 
pinocitose
formando as 
vesículas 
intracelulares. 
Essas vesículas 
podem se fundir 
com os Lisossomos
as proteínas microbianas serão 
digeridas no interior dessas vesículas 
pelas enzimas proteolíticas
resultando em diferentes 
peptídeos de comprimentos e 
sequências variáveis que serão 
associadas ao MHC.
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
56Microbiologia e Imunologia
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
57Microbiologia e Imunologia
 As novas moléculas de MHC de classe II produzidas em uma APC  irão carregar consigo
uma proteína chamada de cadeia constante (Ii).
 Essa cadeia constante possui uma sequência chamada CLIP, que é peptídeo de cadeia
constante classe II.
 CLIP se liga fortemente à fenda da molécula de MHC de classe II recém-formada.
 Dessa forma a molécula classe II fica ocupada e isso impede que ela se ligue a peptídeos
no retículo endoplasmático (RE), já que as moléculas classe II são sintetizadas no RE.
 Assim, a molécula de MHC de classe II associada a Ii será direcionada  para as
vesículas que estão com os peptídeos microbianos recém-processados em seu interior.
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
58Microbiologia e Imunologia
 É importante ressaltar que essas vesículas possuem dentro delas um outro tipo de MHC
classe II chamado DM.
 A função do MHC-DM (ou também chamado de HLA-DM)  é de trocar o CLIP do MHC
de classe II por peptídeos que podem estar disponíveis neste compartimento.
 Assim que o MHC de classe II se liga firmemente a um dos peptídeos gerados, a partir
das proteínas microbianas  esse complexo do MHC + peptídeo  se torna estável e
será direcionado à superfície celular.
 Caso a molécula de MHC não encontre um peptídeo no qual ela possa se ligar, a molécula
ficará vazia e instável, com isso será degradada na vesícula por proteases.
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
59Microbiologia e Imunologia
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
60Microbiologia e Imunologia
 Um único antígeno, que sofreu proteólise  pode originar vários peptídeos  porém
somente alguns poucos deles ligam-se às moléculas de MHC.
 O processamento de antígenos por MHC de classe I pode ser dividido em algumas
etapas:
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
61Microbiologia e Imunologia
No citoplasma da célula 
ocorre a produção das 
proteínas antigênicas
que podem ser oriundas de
vírus que vivem nessa 
célula infectada
de alguns microrganismos que foram 
fagocitados e que saíram dos fagossomas
de genes do próprio hospedeiro que sofreram 
mutações ou que foram modificados e 
codificam proteínas nucleares ou citosólicas, 
como no caso dos tumores
Todas essas proteínas sofrem proteólise 
por uma organela proteolítica chama de 
proteassoma
Essa organela cliva as proteínas em 
peptídeos de tamanho que possibilitam 
que se liguem bem às moléculas de MHC 
de classe I.
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
62Microbiologia e Imunologia
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
63Microbiologia e Imunologia
 Como os peptídeos estão no citosol e as moléculas de MHC são sintetizadas no retículo
endoplasmático em dois compartimentos separados elas precisam se encontrar.
 Assim uma molécula transportadora chamada transportador associado ao
processamento antigênico (TAP) resolve esse problema.
 Isso porque TAP irá se ligar aos peptídeos que foram produzidos no proteassoma 
bombeando-os ativamente para o interior do RE.
 Uma molécula chamada tapasina irá ligar os MHC de classe I com as moléculas TAP na
membrana do RE.
 Dessa forma, conforme os peptídeos vão entrando no RE, eles podem ser capturados
pelas moléculas de MHC classe I.
 Quando ocorre a ligação do MHC classe I com o peptídeo com o ajuste certo  o
complexo será estabilizado  e TAP liberará esse complexo, que será transportado para a
superfície celular.
 PROCESSAMENTO DE ANTÍGENOS E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS AOS LINFÓCITOS T
64Microbiologia e Imunologia
APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENO ASSOCIADO AO 
MHC
65
 APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENO ASSOCIADO AO MHC
66Microbiologia e Imunologia
 As células T são restritas ao reconhecimento de peptídeos associados ao MHC  e isso
garante que elas só reconhecerão e responderão a antígenos que estejam associados a
uma célula.
 Dessa forma  as células T podem reconhecer os antígenos de microrganismos
intracelulares  que requerem mecanismos de resposta mediados pelas células T 
assim como microrganismos extracelulares que geram respostas mediadas pelos
Linfócitos B (anticorpos).
 Com a separação das vias de MHC classe I e classe II de processamento antigênico  é
possível que o sistema imunológico responda aos microrganismos intracelulares e
extracelulares da melhor forma para combatê-los.
As APC, incluindo 
linfócitos B e 
macrófagos
capturam e ingerem os 
microrganismos 
extracelulares
e são apresentados por 
MHC de classe II
 APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENO ASSOCIADO AO MHC
67Microbiologia e Imunologia
 Os linfócitos T são divididos em linfócitos:
 As células T CD4  são específicas para reconhecimento do MHC classe II, e essas células auxiliam
os linfócitos B a produzir anticorpos e os fagócitos a destruir os microrganismos ingeridos.
 As células T CD4  ativam osdois mecanismos efetores mais favoráveis para eliminar os
microrganismos que foram internalizados do ambiente extracelular.
 T CD4 (conhecidos como auxiliares)
 e em linfócitos T CD8 (conhecidos como efetores ou citolíticos).
 APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENO ASSOCIADO AO MHC
68Microbiologia e Imunologia
 As respostas imunológicas contra antígenos proteicos dos microrganismos 
dependem de um sistema organizado e específico  de captura e apresentação desses
antígenos para serem reconhecidos pelas células T.
 Os microrganismos que entraram no organismo  são capturados pelas células
apresentadoras de antígenos.
 Logo depois, esses antígenos proteicos são apresentados pelas APC  às células T que
estão circulando pelos órgãos linfoides.
 As APC são ativadas pelos microrganismos  e induzidas a expressar proteínas de
membrana (chamadas de coestimuladores) e a secretar citocinas que irão estimular
as células T específicas.
 Esses sinais de coestimulação e de citocinas  garantem que as células T respondam a
antígenos microbianos e não a substâncias inofensivas não microbianas.
RECEPTORES DE ANTÍGENOS E MOLÉCULAS 
ACESSÓRIAS DOS LINFÓCITOS T
69
 RECEPTORES DE ANTÍGENOS E MOLÉCULAS ACESSÓRIAS DOS LINFÓCITOS T
70Microbiologia e Imunologia
 Os receptores de antígenos possuem funções muito importantes  na maturação dos linfócitos e
nas respostas imunes.
 Os linfócitos virgens  quando reconhecem um antígeno  iniciam respostas e com isso as
células T efetoras e os anticorpos são capazes de desempenhar suas funções.
 Os linfócitos B e T expressam vários receptores que possuem a função de reconhecer os antígenos:
 Esses receptores apresentam características essenciais para a função das células diante das
respostas imunológicas.
 Apesar de estes receptores apresentarem estruturas muito semelhantes  também possuem
diferenças fundamentais  relacionadas aos tipos de estruturas antigênicas reconhecidas pelas
células B e T.
 os anticorpos ligados à superfície da membrana dos
linfócitos B;
 e os receptores de células T (TCR) nos linfócitos T.
Microbiologia e Imunologia Imunidade Inata
71
• A imunidade inata (imunidade natural ou nativa) é fundamental para o combate a microrganismos
nas primeiras horas ou dias depois que ocorre o contato com o antígeno  promovendo uma
resposta rápida por meio de mecanismos imunológicos que são inerentes, ou seja, já existem no
organismo.
• Por esse motivo, ela recebe o nome de inata.
• Esse tipo de resposta tem o intuito de prevenir, controlar ou acabar com a infecção no hospedeiro.
• É importante destacar que, nesse tipo de resposta, quando ocorrem exposições repetidas, os
resultados são praticamente idênticos, sendo inespecíficos.
• Essa imunidade reconhece estruturas que são comuns aos microrganismos, não distinguindo
pequenas diferenças entre os antígenos.
• É um tipo de resposta que NÃO gera uma memória imunológica.
Microbiologia e Imunologia Principais componentes da resposta imunidade inata
72
• A imunidade inata apresenta alguns
componentes principais:
Microbiologia e Imunologia Principais componentes da resposta imunidade inata
73
• Células que compõem a imunidade inata
normalmente estão presentes na maior parte dos
tecidos.
• Essas células agem como sentinelas em busca de
microrganismos invasores com a intenção de
combatê-los.
• São elas:
Diferentes tipos celulares
Macrófagos;
Neutrófilos;
Eosinófilos;
Células dendríticas;
Células NK;
Mastócitos.
Cada uma 
desempenhado a sua 
função como visto 
anteriormente
Microbiologia e Imunologia Principais componentes da resposta imunidade inata
74
• São elas:
Diferentes tipos celulares
Consideradas fagócitos profissionais são 
responsáveis pela identificação da 
infecção e desenvolvimento da resposta 
imune.
A principal função dos 
mastócitos é armazenar potentes 
mediadores químicos da 
inflamação
Possuem a capacidade de lisar células 
infectadas por vírus e células que não 
expressam as moléculas do MHC, 
induzindo a morte celular através da 
indução de apoptose.
Microbiologia e Imunologia Principais componentes da resposta imunidade inata
75
1) O sistema imunológico inato apresenta como um dos seus componentes as barreiras
epiteliais, que bloqueiam a entrada dos microrganismos. Além disso, promove reações e
respostas iniciais contra microrganismos a fim de prevenir, controlar ou acabar com a
infecção no hospedeiro.
2) Quando ocorrem deficiências, inibição ou eliminação de qualquer um dos componentes
da imunidade inata  aumentam as chances e a suscetibilidade a infecções, mesmo que
outros componentes do sistema imunológico estejam intactos e funcionais.
3) As respostas imunes inatas, muitas vezes, mantêm a infecção sob controle até que
respostas mais potentes e mais especializadas, chamadas de respostas imunes
adaptativas, possam ser ativadas e consigam combater e eliminar os microrganismos.
Além de estimular, ela também influencia a natureza das respostas imunes adaptativas.
4) Ela também pode ser responsável pela eliminação de células danificadas do nosso corpo
e por promover o processo de reparo tecidual.
FUNÇÕES DA RESPOSTA IMUNIDADE INATA
Microbiologia e Imunologia Principais componentes da resposta imunidade inata
76
FUNÇÕES DA RESPOSTA IMUNIDADE INATA
• As principais reações de proteção que o sistema imunológico inato possui são:
Inflamação Defesa antiviral
A inflamação pode ser entendida como um processo 
que atrai leucócitos circulantes e proteínas plasmáticas 
para o local de infecção, onde serão ativados a fim de 
combater e eliminar agentes agressores. 
A inflamação também pode ser um processo de 
reação contra células danificadas ou mortas, assim 
como uma reação aos acúmulos de substâncias 
consideradas anormais nas células e nos tecidos. 
Esse mecanismo será mais bem compreendido a 
seguir.
Processo que visa prevenir a replicação viral e destruir as 
células que estão infectadas por vírus. 
A partir dessa destruição, é possível que os reservatórios 
da infecção viral sejam eliminados. 
Isso acontece sem a necessidade de uma resposta 
inflamatória, apesar de a inflamação também poder 
contribuir no combate ao vírus.
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
77
Resposta Imune Humoral 
Resposta Imune Celular
• É um tipo de resposta que gera uma memória imunológica.
• Podemos dividir a resposta Imune Adaptativa em :
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
78
MECANISMOS EFETORES DA IMUNIDADE HUMORAL
• A imunidade humoral é aquela que atua na
defesa contra microrganismos extracelulares,
como:
• Além disso, combatem os microrganismos no
lúmen de órgãos e de mucosa em fetos e em
recém-nascidos.
• Mediada por anticorpos secretados e pode ser
transferida de indivíduos imunizados para outros
não imunizados a partir do soro que contém
anticorpos.
 bactérias extracelulares,
 fungos,
 toxinas microbianas
 e microrganismos intracelulares, como vírus.
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
79
MECANISMOS EFETORES DA IMUNIDADE HUMORAL
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
80
MECANISMOS EFETORES DA IMUNIDADE HUMORAL
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
81
MECANISMOS EFETORES DA IMUNIDADE HUMORAL
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
82
MECANISMOS EFETORES DA CELULAR
• A imunidade celular é a forma de resposta imunológica adquirida que não envolve anticorpos,
• função efetora está associada a células T.
• Este é o braço da imunidade adquirida que combate microrganismos intracelulares, que infectaram
células não fagocitárias, ou que foram fagocitados e passaram a viver dentro dos fagócitos.
• As células T também podem mediar a defesa contra microrganismos extracelulares e auxiliar
linfócitos B a produzir anticorpos.
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
83
MECANISMOS EFETORES DA CELULAR
• Quando as células T virgens  reconhecem antígenos nos órgãos linfoides periféricos  elas são
estimuladas aproliferar e a se diferenciar  em células efetoras e em células de memória.
• Os linfócitos T virgens desenvolvem respostas com uma série de etapas sequenciais a antígenos
microbianos.
• Essas etapas são:
- Etapas das respostas imunológicas dos linfócitos T
 As células T virgens reconhecem microrganismos;
 Expansão dos clones das células T específicos para
determinado antígeno pela proliferação;
 Diferenciação das progênies em células efetores e células de
memória.
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
84
MECANISMOS EFETORES DA CELULAR
- Etapas das respostas imunológicas dos linfócitos T
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
85
MECANISMOS EFETORES DA CELULAR
• Essas proteínas estão envolvidas nos processos de: proliferação, diferenciação e funções efetoras.
- Etapas das respostas imunológicas dos linfócitos T
Uma vez ativadas
as células T também 
desencadeiam sinais 
bioquímicos 
que são 
responsáveis pela 
ativação de fatores 
de transcrição
que estimulam a 
expressão de genes 
responsáveis pela 
síntese de citocinas, 
de receptores dessas 
moléculas e outras 
proteínas que estão 
envolvidas nas 
respostas 
desempenhadas 
pelas células T.
Microbiologia e Imunologia Imunidade Adaptativa
86
MECANISMOS EFETORES DA CELULAR
- Etapas das respostas imunológicas dos linfócitos T
87Microbiologia e Imunologia
88Microbiologia e Imunologia

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