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Eletrônica	para	Eletricistas
Instituto	Newton	C.	Braga
www.newtoncbraga.com.br
Diretor	responsável:	Newton	C.	Braga
Coordenação:	Renato	Paiotti
Revisão:	Marcelo	Braga
ELETRÔNICA	PARA	ELETRICISTAS
Autor:	NEWTON	C.	BRAGA
São	Paulo	-	Brasil	-	2019
Palavras-chave:	Eletrônica	-	Engenharia	Eletrônica	-	Componentes	–
Circuitos	práticos	–	Coletânea	de	circuitos	–	Projetos	eletrônicos	-
Eletricidade
http://www.newtoncbraga.com.br
Copyright	by	-	INSTITUTO	NEWTON	C	BRAGA.
Todos	os	direitos	reservados.	Proibida	a	reprodução	total	ou	parcial,	por	qualquer
meio	ou	processo,	especialmente	por	sistemas	gráficos,	microfílmicos,
fotográficos,	reprográficos,	fonográficos,	videográficos,	atualmente	existentes	ou
que	venham	a	ser	inventados.	Vedada	a	memorização	e/ou	a	recuperação	total	ou
parcial	em	qualquer	parte	da	obra	em	qualquer	programa	juscibernético
atualmente	em	uso	ou	que	venha	a	ser	desenvolvido	ou	implantado	no	futuro.
Essas	proibições	aplicam-se	também	às	características	gráficas	da	obra	e	à	sua
editoração.	A	violação	dos	direitos	autorais	é	punível	como	crime	(art.	184	e
parágrafos,	do	Código	Penal,	cf.	Lei	nº	6.895,	de	17/12/80)	com	pena	de	prisão	e
multa,	conjuntamente	com	busca	e	apreensão	e	indenização	diversas	(artigos
122,	123,	124,	126	da	Lei	nº	5.988,	de	14/12/73,	Lei	dos	Direitos	Autorais).
Apresentação
Este	livro	foi	publicado	originalmente	no	ano	2000,	edição	que	se	esgotou
rapidamente.	Este	livro	que	agora	disponibilizamos	em	nova	edição	visa	atingir
os	leitores	que	têm	formação	em	eletricidade	e	eletrotécnica	e	que	precisam	de
noções	de	eletrônica	para	atender	à	presença	cada	vez	maior	de	dispositivos
eletrônicos	nas	instalações	elétricas.	De	fato,	cada	vez	mais	temos	a	presença	de
dispositivos	eletrônicos	nas	instalações	elétricas	que	os	instaladores	e
reparadores	precisam	conhecer,	pelo	menos	o	princípio	de	funcionamento,	para
poder	trabalhar	com	eles.
São	as	lâmpadas	de	LEDs,	dimmers,	timers,	porteiros	eletrônicos,	sistemas	de
alarmes,	portões	automáticos	e	muito	mais.	O	leitor	com	formação	em
eletricidade	não	precisa	saber	exatamente	como	funcionam	os	seus	circuitos,
mas	apenas	ter	uma	noção	de	sua	tecnologia	para	poder	detectar	pequenas	falhas
e	não	cometer	erros	na	instalação.
Para	poder	saber	mais,	aumentando	seus	conhecimentos	o	leitor	com	formação
em	eletrotécnica	pode	estudar	mais	com	nossos	cursos,	nossos	artigos	no	site	e
também	nossos	livros	como	a	série	Curso	de	Eletrônica,	começando	com	o	livro
“Curso	de	Eletrônica	–	Eletrônica	Analógica”.
Newton	C.	Braga
Introdução	da	nova	edição
A	edição	original	deste	livro	foi	publicada	nos	Estados	Unidos	no	ano	2	000
sendo	depois	feita	uma	adaptação	em	português	publicada	em	2005.	No	entanto,
as	edições	logo	se	esgotaram	e	os	leitores	começaram	a	pedir	que	refizéssemos
esse	livro	dado	o	seu	interesse.	Assim,	fizemos	uma	análise	de	seu	conteúdo,
verificando	que	ele	está	ainda	atual	e	é	justamente	de	interesse	para	uma	nova
categoria	de	pessoas	que	desejam	conhecer	eletrônica,	mas	para	usar	em	suas
atividades	ligadas	à	eletrotécnica.
São	aqueles	que	têm	formação	em	eletricidade	ou	eletrotécnica,	os	eletricistas
que	verificam	que	no	seu	ramo	de	trabalho	a	eletrônica	está	cada	vez	mais
presente.	Nos	nossos	dias,	as	instalações	elétricas	domiciliares,	prediais	e
comerciais	não	constam	apenas	de	lâmpadas,	interruptores	e	aparelhos
exclusivamente	elétricos,	mas	já	incluem	uma	grande	quantidade	de	eletrônica,
que	o	profissional	ou	mesmo	o	amador	precisam	conhecer.
São	as	lâmpadas	de	LEDs,	os	porteiros	eletrônicos,	os	sistemas	de	abertura	de
portas	de	garagem,	os	sistemas	de	aberturas	de	portas	codificados	e	com
biometria,	os	sistemas	inteligentes	de	ar	condicionado,	as	redes	internas	de	cabos
de	comunicações,	os	telefones	sem	fio	e	uma	grande	quantidade	de	outros
dispositivos	em	que	a	eletrônica	está	presente.
Temos	também	a	chegada	a	IoT	ou	Internet	das	Coisas	(Internet	of	Things)	onde
os	eletrodomésticos	passam	a	ter	conexão	com	a	internet	conversando	entre	si,
usando	tecnologia	eletrônica	avançada	que	usa	desde	os	microcontroladores	e
dispositivos	avançados	de	controle	até	placas	de	comunicação	sem	fio	como	as
que	fazem	a	tecnologia	LoRa	e	WiFi.
Assim	ter	uma	base	sobre	o	funcionamento	desses	dispositivos	todos,	conhecer
os	componentes	eletrônicos	que	usam	é	fundamental	para	aqueles	que	pretendem
trabalhar	com	instalações	elétricas.	É	justamente	isso	que	visamos	com	este
livro,	no	qual	fizemos	atualizações,	mas	mantendo	a	base	teórica	e	os
componentes	básicos	que	não	mudam.	Com	a	sua	leitura,	os	leitores	que	têm
formação	em	eletrotécnica	ou	eletricidade	podem	dar	os	primeiros	passos
entrando	no	mundo	da	eletrônica,	no	mundo	“maker”,	daqueles	que	não	apenas
reparam	ou	instalam	mas	que	criam	e	que	fazem	coisas.
Tudo	isso	poderá	estar	a	um	passo	do	leitor,	que	poder[a	dar	o	passo	seguinte
com	a	leitura	de	nosso	livro	“Manual	Maker”	–	Volume	1	e	se	desejar	realmente
penetrar	no	assunto,	estudar	com	nossos	livros	que	fazem	a	série	Curso	de
Eletrônica,	começando	com	o	Eletrônica	Básica	e	depois	o	Eletrônica	Analógica.
O	leitor	também	encontrará	no	nosso	site	milhares	de	artigos	que	poderão	lhe
ensinar	muito	e	lhe	dar	ideias	práticas	para	uma	atividade	importante	neste
mundo	de	tecnologia.
Newton	C.	Braga
AS	DIFERENÇAS	ENTRE	ELETRICIDADE	E
ELETRÔNICA
A	finalidade	deste	livro	é	aplicar	ao	leitor	como	os	circuitos	eletrônicos
funcionam	sem	a	necessidade	de	ter	conhecimento	prévio	sobre	o	assunto.
É	claro	que	muitos	profissionais	de	áreas	não	ligadas	à	eletrônica	podem	ter
algum	conhecimento	elementar	do	assunto,	o	que	pode	servir	de	base	para	o	que
vamos	ensinar	neste	livro.
E,	depois	de	ler	este	livro,	desejando	se	aprofundar	mais	no	assunto	sugerimos
que	os	seus	conhecimentos	de	eletrônica	sejam	complementados	com	dois	livros
do	mesmo	autor.	O	primeiro	é	o	Manual	Maker	onde	que	temos	tecnologias
básicas	para	os	iniciantes	em	eletrônica	e	o	segundo	é	o	Curso	de	Eletrônica	–
Volume	1	e	2.	Também	são	importantes	nossos	livros	sobre	Multímetros	que
ensinam	como	usar	o	multímetro	no	teste	de	instalações	elétricas,
eletrodomésticos	e	dispositivos	eletrônicos	os	mais	diversos.
Mas,	voltando	ao	nosso	problema	básico	que	é	entender	a	eletrônica	encontrada
em	circuitos	elétricos	e	que	justamente	aflige	o	leitor,	a	primeira	pergunta	que
certamente	feita	é:	a	eletricidade	que	encontramos	nos	circuitos	elétricos
domiciliares,	no	automóvel	em	estabelecimentos	comerciais	e	industriais	é	a
mesma	encontrada	nos	circuitos	eletrônicos?
A	resposta	é	sim,	o	que	significa	que	os	conhecimentos	básicos	para	entender	as
duas	são	os	mesmos.	As	pequenas	diferenças	entre	as	duas	eletricidades	está
apenas	na	maneira	como	ela	é	usada.	Isso	significa	que	os	princípios	básicos	que
regem	o	funcionamento	dos	dispositivos	elétricos	tais	como	lâmpadas,	fusíveis,
etc	das	instalações	também	são	aplicados	em	circuitos	eletrônicos	como
porteiros	eletrônicos,	timers,	dimmers,	e	muitos	outros.	Este	fato	é	importante,
porque	os	eletricistas	que	desejam	passar	para	um	novo	estágio	de	sua	visa
profissional,	mexendo	agora	com	a	eletrônica	dos	circuitos	eletrônicos	não
precisam	partir	do	zero.
Tudo	que	aprenderam	na	sua	vida	profissional	é	válido	e	serve	para	alavancar	o
seu	aprendizado	de	novas	tecnologias.	Na	verdade,	podemos	separar	o	material
contido	neste	livro	em	três	grupos,	destinado	a	profissionais	que	tenham
diferentes	graus	de	preparado.
O	primeiro	grupo	é	o	formado	por	profissionais	que	adquiriram	sua	experiência
exclusivamente	com	o	trabalho	prático	ou	que	fizeram	cursos	rápidos	onde	foi
visto	muito	mais	prática	do	que	teoria.	Um	segundo	grupo	que	podemos	incluir	é
dos	que	tiveram	uma	base	teórica,	mas	há	muito	tempo	o	que	leva	à	necessidade
de	uma	revisão.	Finalmente	temos	os	leitores	que	tiveram	uma	sólida	base
teórica,	mas	que	foi	dirigida	exclusivamente	visando	as	aplicações	na
eletricidade,	sem	atenção	alguma	as	suas	aplicações	na	eletrônica,	mesmo	que	a
eletrônica	usada	nas	instalações	elétricas.
Para	o	primeiro	e	segundogrupos	temos	a	primeira	parte	deste	livro	que	aborda
os	fundamentos	da	eletricidade	e	que	permite	que	antes	de	passar	as	suas
aplicações	na	eletrônica	torne	familiares	termos	técnicos	e	princípios
importantes	para	entender	o	que	vem	depois.	Para	o	terceiro	grupo	temos	a
aplicação	direta	dos	princípios	diretos	na	eletrônica	em	componentes	e	circuitos
encontrados	nas	instalações	elétricas	o	que	nos	leva	às	partes	seguintes	deste
livro.
Assim,	se	o	leitor	se	julgar	já	suficientemente	preparado	pode	saltar	esta
primeira	parte	lembrando	apenas	que	se	tiver	dúvidas	ao	ler	os	capítulos
subsequentes	deve	procurar	as	informações	que	talvez	lhe	faltem	nesta	parte.
FUNDAMENTOS	DE	ELETRICIDADE
Tanto	os	profissionais	da	eletrônica	como	da	eletrotécnica	trabalham	com	a
mesma	espécie	de	"fluído"	denominado	eletricidade.	Conforme	explicamos
anteriormente	as	diferenças	básica	entre	um	dispositivo	eletrônico	e	um
dispositivo	elétrico	estão	na	maneira	como	eles	são	montados,	as	partes	que	eles
usam	e	o	modo	como	a	eletricidade	é	usado.
Apesar	de	usarem	componentes	diferentes,	os	princípios	de	operação	são	os
mesmos.	A	eletricidade	não	é	encontrada	em	diferentes	tipos.	Isso	significa	que
as	leis	físicas	que	determinam	como	a	eletricidade	se	comporta	num	circuito	são
as	mesmas.	São	leis	universais	que	todo	o	profissional,	quer	seja	eletricista	quer
seja	eletrônico,	deve	conhecer.
Assim,	nos	próximos	itens	trataremos	justamente	destas	leis	e	princípios	para	os
quais	chamamos	a	atenção	dos	leitores	profissionais	da	eletrotécnica	que
desejam	estender	seus	conhecimentos	à	eletrônica.
A	corrente	elétrica
Toda	substância	é	feita	de	pequenas	partículas	denominadas	átomos.	Os	átomos
são	pequenos	demais	para	poderem	ser	visíveis	à	vista	desarmada	e	mesmo	com
microscópios	muito	potentes.	Os	átomos	são	feitos	de	partículas	ainda	menores
denominadas	"partículas	elementares"	das	quais	três	são	as	mais	importantes
para	os	nossos	estudos.	Estas	partículas	formam	uma	estrutura	bem	definida	que
é	mostrada	na	figura	1.
Figura	1	-	Estrutura	do	Átomo
O	núcleo	do	átomo	é	formado	por	partículas	denominadas	prótons	e	nêutrons
enquanto	que	em	torno	dele	giram	a	grande	velocidade,	partículas	menores
denominadas	elétrons.	Verifica-se	que	os	prótons	e	elétrons	manifestam
propriedades	especiais.	Estas	partículas	são	dotadas	de	cargas	elétricas	que,	por
convenção	denominamos	positiva	e	negativa.
Os	prótons	possuem	uma	carga	elétrica	positiva	(+)	e	o	elétron	uma	carga
elétrica	negativa	(-).	Verificamos	que	cargas	de	mesmo	nome	se	repelem
(positivo	repele	positivo	e	negativo	repele	negativo)	enquanto	que	cargas	opostas
se	atraem	(negativo	atrai	positivo).
É	por	este	motivo	que	os	elétrons	se	mantem	em	órbita	em	torno	do	núcleo.	A
carga	positiva	do	núcleo	os	atrai.	Em	condições	normais,	o	número	de	elétrons
de	um	átomo	é	igual	ao	número	de	prótons.	Isso	significa	que,	no	total,	as	cargas
dos	elétrons	equilibram	as	cargas	dos	prótons	tornando	o	átomo	uma	estrutura
neutra,	conforme	mostra	a	figura	2.
Figura	2
As	forças	que	agem	nesta	estrutura	tendem	a	manter	os	átomos	dos	corpos	e
portanto	os	próprios	corpos	em	estado	de	equilíbrio	ou	neutralidade.	No	entanto,
sob	certas	condições,	este	equilíbrio	pode	ser	quebrado.
Evidentemente,	não	podemos	mexer	nos	prótons	que	estão	firmemente	presos	ao
núcleo	do	átomo,	mas	podemos	retirar	ou	acrescentar	elétrons	a	um	átomo.
Nestas	condições,	quando	retiramos	elétrons	de	um	átomo,	as	cargas	positivas
passam	a	predominar	e	o	corpo	manifesta	propriedades	associadas	a	uma	carga
positiva.	Dizemos	que	ele	se	encontra	carregado	positivamente.
Da	mesma	forma,	se	os	átomos	de	um	corpo	ganharem	elétrons	as	propriedades
negativas	destas	partículas	predominam	e	o	corpo	se	diz	carregado
negativamente	conforme	mostra	a	figura	3.
Figura	3
Os	corpos	que	estão	com	os	átomos	numa	das	duas	condições	se	dizem
"eletrizados".	Um	corpo	eletrizado	é,	portanto	um	corpo	cujos	átomos	estão	com
excesso	ou	falta	de	elétrons.
Quando	esfregamos	um	pedaço	de	plástico	num	tecido,	o	atrito	faz	com	que
elétrons	sejam	arrancados	do	plástico	e	passem	para	o	tecido.	Desta	forma,	o
tecido	fica	eletrizado	negativamente	e	o	plástico	fica	eletrizado	positivamente,
conforme	mostra	a	figura	4.
Figura	4
Se	aproximarmos	o	pedaço	de	plástico	do	cabelo	ou	pequenos	pedaços	de	papel,
os	átomos	que	estão	com	falta	de	elétrons	deste	material	vão	atrair	os	elétrons
dos	átomos	de	seu	cabelo	ou	do	papel.	O	resultado	é	eu	o	cabelo	e	o	papel	são
atraídos.	A	eletricidade	que	se	acumula	nestes	corpos	está	fixa,	ou	seja,	não	é
dotada	de	movimento,	sendo	por	isso	denominada	"eletricidade	estática".
Indo	além,	vamos	supor	que	tenhamos	dois	corpos	carregados	com	eletricidade
de	sinais	opostos,	e	entre	eles	seja	ligado	um	pedaço	de	fio	de	metal	(o	metal	é
um	material	através	dos	quais	os	elétrons	podem	se	movimentar	com	facilidade),
conforme	mostra	a	figura	5.
Figura	5
Observaremos	que	um	fluxo	de	elétrons	sairá	do	corpo	que	os	tem	em	excesso
(carregado	negativamente)	indo	para	o	corpo	que	os	tem	em	falta	(carregado
positivamente).	Este	fluxo	de	elétrons,	de	forma	ordenada	num	único	sentido,	é
denominado	“corrente	elétrica”.
Um	ponto	importante	a	ser	notado	neste	fenômeno	é	que	os	elétrons,	ao	se
movimentar	de	um	corpo	para	outro,	liberam	energia.	No	caso	dado	como
exemplo,	a	energia	é	transformada	em	calor.
Outro	fato	importante	que	o	leitor	deve	ter	em	mente,	é	que	esta	energia
disponível	no	trajeto	dos	elétrons	de	um	corpo	a	outro	pode	ser	usada	por
dispositivos	que	sejam	colocados	no	seu	percurso.	Veja	que	as	únicas	partículas
que	se	movem	neste	processo	são	os	elétrons,	pois	os	prótons	estão	presos	nos
núcleos	dos	átomos.	É	por	este	motivo	que	as	ciências	que	estamos	estudando	se
chama	"eletricidade"	e	"eletrônica"(e	não	"protocidade"	ou	"protônica"!).
Curiosidade
Os	cientistas	descobriram	que	pode	existir	em	alguma	parte	do	universo	matéria
onde	os	elétrons	possuem	cargas	positivas	e	os	prótons	cargas	negativas.	Os
elétrons	positivos	seriam	chamados	de	"pósitrons"	e	a	matéria	originada	por
estas	partículas	seria	a	"antimatéria".
A	corrente	que	pode	fluir	entre	dois	corpos	carregados	conforme	tomamos	como
exemplo	só	pode	tirar	um	breve	instante.	Tão	logo	os	elétrons	do	que	os	tem
amais	equilibre	os	átomos	do	ouro	corpo,	que	os	têm	em	falta,	o	fluxo	de
corrente	cessa.	Para	podermos	usar	a	eletricidade	de	forma	prática,	transportando
energia	de	um	ponto	para	outro	através	de	fios,	é	preciso	ter	algum	meio	de
manter	a	diferença	de	carga	entre	os	corpos.
Veja	que	a	corrente	obtida	neste	processo	vem	de	um	processo	dinâmico	em
contrapartida	a	eletricidade	estática	acumulada	nos	corpos.	A	eletricidade
estática	era	antes	estudada	nos	cursos	de	física	de	uma	maneira	não	muito
profunda,	já	que	não	havia	muita	utilidade	prática.
Hoje	existem	muitos	dispositivos	eletrônicos	que	funcionam	baseados	em	seus
princípios.
Circuitos	Básicos
Conforme	vimos,	a	corrente	elétrica	pode	ser	usada	para	transportar	energia	de
um	local	a	outro,	desde	que	seja	mantida	a	diferença	entre	as	cargas	dos	corpos
entre	os	quais	ela	flui.	Para	isso,	precisamos	manter	a	concentração	das	cargas
nos	corpos	que	são	interligados.
No	exemplo	que	vimos,	os	corpos	mostrados	possuem	cargas	diferentes:	um
deles	está	carregado	positivamente	enquanto	que	o	outro	está	carregado
negativamente.	No	entanto,	podemos	obter	um	fluxo	de	cargas,	ou	seja,	uma
corrente,	bastando	que	os	corpos	tenham	concentrações	diferentes	de	cargas,
conforme	mostra	a	figura	6.
Figura	6	-	Fluxo	de	elétrons	entre	corpos	carregados
Veja	pela	figura	6	que,	a	corrente	tende	sempre	a	se	movimentar	dos	corpos	em
que	as	cargas	negativas	estão	mais	comprimidas	para	os	corpos	em	que	elas
estão	menos	comprimidas	ou	que	possuam	cargas	positivas.
Da	mesma	forma,	a	corrente	flui	dos	corpos	em	que	as	cargas	positivas	estão
menos	comprimidas	para	os	que	as	têm	mais	comprimidas.	É	fácil	perceber	que
a	tendência	natural	do	processo	é	que	as	cargas	fluam	sempre	de	modo	a
estabelecer	um	equilíbrioentre	a	concentração	de	cargas	dos	corpos.
De	volta	ao	problema	de	manter	a	circulação	da	corrente,	como	devemos
proceder	para	ter	um	fornecimento	constante	de	energia	que	estabeleça	o	fluxo
de	cargas	ou	corrente	entre	os	corpos?	Em	primeiro	lugar,	precisamos	de	um
meio	eficiente	para	repor	os	elétrons	que	deixam	um	corpo	em	direção	ao	que	os
tem	em	falta.	Como	elétrons	não	podem	ser	criados	do	nada,	a	solução	para	o
nosso	problema	está	num	dispositivo	denominado	Gerador	que	é	mostrado	na
figura	7.
Figura	7
O	conjunto	em	que	temos	um	gerador,	fios	metálicos	e	um	dispositivo	que	pode
absorver	a	energia	transportada	pela	corrente	é	denominado	circuito	elétrico.	Seu
funcionamento	é	o	seguinte:
O	excesso	de	elétrons	que	existe	no	lado	negativo	do	gerador	é	"bombeado"	em
um	único	sentido	em	direção	ao	polo	em	que	estes	elétrons	estão	faltando,
passando	através	do	dispositivo	onde	a	energia	é	liberada	na	forma	de	calor.
Chegando	ao	polo	onde	os	elétrons	estão	faltando	(positivo)	um	processo	de
reposição	ocorre	no	interior	do	gerador,	transportando	os	elétrons	que	chegam
para	o	outro	lado	do	gerador,	onde	eles	se	torna	disponíveis	no	polo	negativo.	Os
geradores	químicos	como	as	pilhas	usam	energia	liberada	nas	reações	internas
para	fornecer	energia	para	este	processo	de	reposição	enquanto	que	os	dínamos
usam	força	mecânica	para	esta	finalidade.
Observe	que	os	geradores	apenas	precisam	repor	energia	quando	existe	corrente
fluindo,	o	que	significa	que	numa	pilha	a	reação	química	só	ocorre	quando	ela
está	sendo	usada.	Outro	fato	que	o	leitor	sempre	deve	ter	em	mente	é	que	a
energia	não	pode	ser	criada	do	nada.	Sempre	teremos	energia	elétrica	a	partir	de
alguma	outra	forma	de	energia.
O	gerador	não	cria	energia,	apenas	a	transforma,	como	é	sugerido	na	figura	8.
Figura	8
Finalmente,	o	leitor	deve	observar	que	o	movimento	dos	elétrons	ocorre	num
percurso	fechado.	Isso	significa	que	só	teremos	corrente	num	"circuito	fechado".
Assim,	para	estabelecer	ou	interromper	a	corrente	num	circuito	simples,	como	o
formado	por	uma	lâmpada	e	um	gerador	podemos	fazer	isso	antes	ou	depois	da
lâmpada,	pois	a	interrupção	pode	ser	feita	em	qualquer	ponto,	conforme	mostra	a
figura	9.
Figura	9
Nesta	figura,	tanto	num	caso	como	noutro,	o	fluxo	de	corrente	pode	ser
interrompido	ou	estabelecido,	apagando	ou	acendendo	a	lâmpada.	Veja	que	o
dispositivo	que	nos	permite	fazer	isso	é	chamado	interruptor.
Importante
Um	fato	que	muitos	estudantes	de	eletricidade	não	entendem	é	que	os	elétrons
não	são	a	energia	elétrica.	Eles	apenas	a	transportam!	Assim,	num	circuito	como
o	mostrado	na	figura	10,	mesmo	com	a	lâmpada	acendendo,	a	quantidade	de
elétrons	que	deixa	o	polo	negativo	é	a	mesma	que	chega	ao	polo	positivo	ou
seja:	a	quantidade	de	elétrons	passando	pelos	fios	antes	e	depois	da	lâmpada	é	a
mesma!	Veja	que	os	elétrons	não	são	destruídos	quando	fornecem	a	energia	a	um
circuito.	Eles	precisam	ir	para	algum	lugar.
Tensão	e	Corrente
Podemos	comparar	a	falta	de	elétrons	e	o	excesso	de	elétrons	de	um	corpo	ao
estado	de	compressão	e	distensão	de	uma	mola.	A	força	que	se	manifesta	entre
as	cargas	tende	a	restabelecer	o	estado	de	equilíbrio	ou	falta	de	tensão	das	molas,
conforme	mostra	a	figura	10.
Figura	10
A	força	que	se	manifesta	nas	molas	depende	de	seu	grau	de	compressão	e	da
mesma	forma,	a	força	que	se	manifesta	nas	cargas	seja	capaz	de	empurrá-las
através	de	um	fio	se	manifesta	no	seu	grau	de	compressão	ou	densidade.	Esta
força	ou	tensão	que	empurra	as	cargas	através	dos	fios	metálicos	de	um	circuito
é	denominada	"tensão	elétrica".
É	a	tensão	que	causa	a	corrente,	pois	sem	uma	força	atuando	sobre	as	cargas	elas
não	podem	se	movimentar.	A	tensão	elétrica	é	medida	numa	unidade	chamada
volt	que	é	abreviada	por	V.
Num	gerador	como,	por	exemplo,	uma	pilha,	existe	um	estado	de	tensão	elétrica
entre	seus	polos	-	uma	tensão	elétrica.	isso	significa	que,	quando	ligamos	um
circuito	a	estes	polos,	uma	corrente	elétrica	pode	fluir.	Este	estado	de	tensão	nos
polos	de	um	gerador	também	é	chamado	de	força	eletromotriz	e	abreviado	por
f.e.m.
Uma	pilha	comum,	por	exemplo,	tem	uma	f.e.m.	de	1,5	V.
Por	outro	lado,	a	corrente	que	flui	através	de	um	circuito	é	medida	em	amperes,
abreviado	por	A.	Podemos	fazer	uma	analogia	entre	a	corrente	elétrica	e	a	tensão
com	o	fluxo	de	água	e	a	pressão	num	reservatório,	conforme	mostra	a	figura	11.
Figura	11
Tanto	mais	alto	o	nível	da	água,	maior	é	a	pressão	e	portanto	maior	é	a	pressão
capaz	de	empurrar	a	água	através	de	uma	saída.	Maior	será	o	fluxo	desta	água	o
que	equivale	a	uma	corrente	maior.	Tanto	maior	a	tensão	de	um	gerador,	maior
será	a	intensidade	da	corrente	que	ele	pode	estabelecer	por	um	determinado
circuito.
Resistência
Na	descrição	do	circuito	básico	fizemos	uma	analogia	entre	o	fluxo	de	corrente	e
o	fluxo	de	água.	No	entanto,	se	o	leitor	reparar,	acrescentamos	nesta	analogia
mais	um	elemento	muito	importante:	o	dispositivo	que	usa	a	energia	que	está
sendo	produzida	pelo	gerador,	convertendo-a	em	outra	forma	de	energia	como
por	exemplo	luz	ou	calor.
O	que	ocorre	é	que,	quando	oi	fluxo	de	elétrons	que	passa	pelo	fio	encontra	este
dispositivo	ele	encontra	certa	oposição	ao	seu	movimento,	conforme	mostra	a
figura	12.
Figura	12
Para	vencer	esta	oposição	ou	"resistência"	é	preciso	liberar	energia,	a	qual	é
convertida	em	calor.	Esta	oposição	apresentada	pelo	dispositivo	é	denominada
"resistência	elétrica"	e	pode	ser	medida.	A	resistência	elétrica	é	medida	em
ohms,	abreviamos	pela	letra	grega	ômega	(ω).
Veja	então	que	a	intensidade	da	corrente	que	pode	fluir	por	um	circuito	formado
por	fios	e	um	dispositivo,	depende	não	só	da	tensão	do	gerador	(que	causa	a
corrente),	como	também	pela	quantidade	de	resistência	que	o	dispositivo	que
deve	receber	energia	apresenta.	A	relação	entre	a	tensão,	a	corrente	e	a
resistência	pode	ser	calculada	pela	Lei	de	Ohm,	que	é	representada	na	figura	13
(veja	o	símbolo	adotado	para	representar	a	resistência	de	um	dispositivo
qualquer).
Figura	13
De	uma	forma	simples,	considerando	que	a	tensão	é	a	causa	e	a	corrente	é	o
efeito,	podemos	dizer	que	a	corrente	circulante	por	um	circuito	que	tenha	certa
resistência	é	diretamente	proporcional	a	tensão	aplicada.	Os	eletrotécnicos
devem	então	lembrar	que	a	lei	que	rege	a	circulação	da	corrente	nos	circuitos
eletrônicos	é	a	mesma	que	rege	a	sua	circulação	nos	equipamentos	elétricos	em
geral!
Nos	circuitos	eletrônicos	o	leitor	vai	encontrar	um	dispositivo	que
especificamente	tem	por	função	apresentar	uma	resistência	à	circulação	de	uma
corrente	de	modo	a	reduzir	sua	intensidade,	por	exemplo.	Este	dispositivo,
denominado	resistor,	tem	o	símbolo	que	vimos	na	figura	13.	Mais	informações
sobre	os	resistores	será	dada	no	capítulo	em	que	trataremos	especificamente	dos
componentes	eletrônicos.
Unidades
Podemos	dominar	a	eletricidade	e	criar	muitos	equipamentos	elétricos	e
eletrônicos	porque	ela	pode	ser	medida.	Fazendo	cálculos	podemos	prever
exatamente	o	que	acontece	quando	uma	corrente	flui	num	circuito	em	qualquer
condição	e	com	isso	criar	circuitos	que	façam	exatamente	o	que	desejamos.
Conforme	vimos,	medimos	correntes	em	amperes,	tensões	em	volts	e	resistência
em	amperes.	No	entanto,	em	eletrônica,	diferentemente	do	que	ocorre	em
eletrotécnica,	as	correntes	e	as	resistências	podem	assumir	valores	muito
pequenos	ou	muito	grandes,	conforme	o	caso,	o	mesmo	ocorrendo	com	as
tensões.
Assim,	é	comum	usar	prefixos	tanto	para	expressar	valores	pequenos	como
grandes.	Por	exemplo,	podemos	usar	o	quilo	(k)	para	representar	1000,	e	assim
em	lugar	de	falarmos	em	1000	volts,	falamos	1	quilovolt	ou	1	kV.	Para	uma
corrente	muito	pequena,	de	0,001	ampere,	podemos	usar	o	prefixo	mili	(m)	para
indicar	milésimos	e	então	falamos	1	miliampère	ou	1	mA.
Os	principais	prefixos	usados	em	eletrônica	são	mostrados	na	seguinte	tabela:
Prefixo Abreviação Fator	de	Multiplicação
Tera T	 1	000	000	000	000
Giga G 1	000	000	000
Mega M 1	000	000
Quilo k 1	000
Deca D 10
Deci d 0,1
Mili m 0,001
Micro	 μ 0,	000001
Nano n 0,	000	000	001
Pico p 0,	000	000	000	001
Em	alguns	casos,	o	prefixo	pode	substituir	a	vírgula	decimal.	Por	exemplo,	em
lugar	de	2	200	ohms,	simplesmente	escrevemos	2,2	kohms.
Efeitos	da	Corrente	Elétrica
O	dispositivo	(receptor)	que	tomamos	como	exemplo	nos	itens	anteriores
representa	uma	resistência	elétrica	pura,	ou	seja,	uma	resistência:	"ôhmica",
convertendo	energia	elétrica	em	calor.	Muitos	dispositivos	que	encontramos	no
dia	a	dia	e	que	usam	a	eletricidade	como	fonte	de	energia	convertem	esta	energia
em	calor	tais	como	aquecedores,	lâmpadas	incandescentes,	etc.
No	entanto,	ao	trabalhar	com	eletrônica,	podemos	encontrar	dispositivos	que	se
aproveitam	de	outras	formas	de	energia	que	a	corrente	elétrica	pode	produzir	ao
passar	por	eles.	Assim,	será	interessante	revisarmos	quais	são	os	efeitos	que	a
corrente	elétrica	pode	produzir	e	onde	eles	são	aproveitados.
Efeito	Térmico	ou	Efeito	Joule
Quando	uma	corrente	atravessa	qualquer	dispositivo	que	apresente	uma
resistência	elétrica,	o	resultado	é	que	a	energia	gasta	no	processo	de	vencer	esta
resistência	se	converte	em	calor.	Este	efeito	é	conhecido	por	efeito	térmico	ou
efeito	Joule.	A	quantidade	de	energia	que	é	liberada	num	dispositivo	que	tenha
certa	resistência	e	que	seja	percorrido	por	uma	corrente	pode	ser	calculada	pela
fórmula	da	Lei	de	Joule.
A	energia	liberada	é	medida	em	Jules,	mas	em	eletrônica	é	comum	usarmos	a
potência	convertida	em	calor,	que	é	a	quantidade	de	energia	em	Joules	liberada
em	cada	segundo.	Esta	quantidade	recebe	o	nome	de	potência	elétrica	e	tem	sua
própria	unidade	que	é	o	Watt	(W).	Assim,	1	W	equivale	a	1	Joule	por	segundo.
Podemos	então	escrever	a	seguinte	fórmula:
P	=	V	x	I
Onde:
P	é	a	potência	convertida	em	calor	em	watts	(W)
V	e	á	tensão	aplicada	em	volts	(V)
I	é	a	corrente	circulante	em	ampères	(I)
Considerando	que	a	corrente,	a	tensão	e	a	resistência	estão	relacionadas	de	forma
bem	definida,	também	podemos	escrever:
P	=	R	x	I²	e	P	=	V²	/R
Onde:
R	é	a	resistência	em	ohms	(ω)
Estas	fórmulas	são	as	mais	simples	que	o	leitor	deve	conhecer.	Para	os	que
desejam	se	aprofundar	mais	em	cálculos	eletrônicos	é	preciso	fazer	um	curso
completo	ou	ainda	ter	um	formulário	apropriado.	Evidentemente,	muitas
fórmulas	eletrônicas	usam	recursos	matemáticos	complexos	como	funções
trigonométricas,	logaritmos,	integrais,	derivadas	e	determinantes	o	que	leva	o
leitor	que	pretende	ir	além	a	procurar	uma	base	matemática	antes.
Muitos	dispositivos	eletrônicos	usados	em	eletrotécnica	produzem	calor	para
algum	tipo	de	uso,	no	entanto	existem	outros	em	que	o	calor	é	resultado	de	sua
operação	e	por	isso	precisam	ser	eliminados	para	que	eles	não	se	aqueçam
demais	e	com	isso	sofram	danos.
Para	ajudar	os	dispositivos	que	produzem	muito	calor	a	se	livrar	dele	não	tendo
sua	temperatura	elevada	a	valores	perigosos	eles	são	dotados	ou	montados	em
radiadores	de	calor,	como	os	mostrados	na	figura	14.
Figura	14
A	função	dos	radiadores	ou	dissipadores	de	calor	é	transferir	para	o	meio
ambiente	o	calor	gerado	pelos	dispositivos	eletrônicos.	Em	muitos	casos
podemos	ajudar	essa	dissipação	agregando	aos	dissipadores	ventiladores	ou
ventoinhas,	como	ocorre	em	computadores.
Efeito	Luminoso
Existem	muitas	formas	de	se	obter	luz	a	partir	de	energia	elétrica.	A	mais
simples	e	mais	tradicional	é	aquecendo	um	filamento	de	tungstênio	dentro	de	um
bulbo	do	qual	se	tenha	retirado	o	ar.	A	ausência	de	oxigênio	é	importante	pois	ele
atacaria	o	metal	ao	aquecer	provocando	sua	queima.
Luz	também	pode	ser	produzida	pela	circulação	de	uma	corrente	através	de	um
gás	em	condições	especiais,	como	ocorre	com	as	lâmpadas	fluorescentes	e
eletrônicas.	Nelas,	o	gás	se	torna	condutor	pela	aplicação	de	uma	alta	tensão
num	processo	denominado	"ionização"	com	o	que	passa	a	emitir	luz.
Outra	forma	de	se	produzir	luz	a	partir	de	corrente	é	encontrado	em	dispositivos
semicondutores	como	os	LEDs	(Diodos	Emissores	de	Luz	ou	Light	Emmiting
Diodes).	Estes	componentes	possuem	uma	junção	de	material	semicondutor	que
a	ser	percorrida	por	uma	corrente	emite	luz.	Como	eles	funcionam	será	discutido
em	mais	detalhes	no	capítulo	de	que	trata	dos	componentes	eletrônicos.
Efeito	Magnético
Este	é	o	único	efeito	que	se	manifesta	sempre:	basta	existir	uma	corrente
circulando	através	de	algum	material	para	que	um	campo	magnético	seja	criado.
Foi	o	professor	dinamarquês	Oesterd	quem	descobriu	que	ao	passar	uma
corrente	através	do	fio	era	criado	um	campo	que	atuava	sobre	uma	agulha
imantada	de	uma	bússola,	desviando-a	conforme	mostra	a	figura	15.
Figura	15
As	linhas	de	força	do	campo	magnético	envolvem	o	condutor	percorrido	pela
corrente	e	têm	uma	orientação	que	depende	do	sentido	de	circulação	dessa
corrente.	Podemos	aumentar	a	intensidade	do	campo	criado	por	uma	corrente	se
enrolarmos	o	fio	de	modo	a	formar	uma	bobina,	conforme	mostra	a	figura	16.
Figura	16
Neste	caso,	teremos	um	solenoide	que	concentra	o	campo	magnético	no	seu
interior	podendo	atrair	objetos	de	metais	ferrosos	com	força.	Os	solenoides	e	as
bobinas	que	concentram	os	campos	criados	pelas	correntes	são	usadas	em	uma
grande	quantidade	de	dispositivos	eletrônicos.	Também	observar-se	o	efeito
inverso:	um	campo	magnético	que	atue	de	determinada	forma	sobre	uma	bobina
induz	uma	corrente.	Este	efeito	pode	ser	usado	em	diversos	tipos	de	sensores.
Efeito	Químico
Quando	uma	corrente	elétrica	atravessa	determinas	soluções	químicas	ocorrem
reações.	A	mais	conhecida	delas	é	a	que	ocorre	quando	uma	corrente	atravessa
uma	solução	de	água	e	ácido	sulfúrico,	conforme	mostra	a	figura	17.
Figura	17
Nesta	reação,	denominada	eletrólise,	a	água	se	decompõe	nos	dois	elementos
que	a	formam:	oxigênio	e	hidrogênio.	Muitos	dispositivos	eletrônicos,	como	por
exemplo	os	capacitores	eletrolíticos,	se	baseiam	neste	efeito	para	seu
funcionamento.
Efeito	Fisiológico
Uma	corrente	pode	atuar	sobre	organismos	vivos,	como	por	exemplo,	nas
pessoas	causando	efeitos	como	o	choque	elétrico.	Este	efeito	pode	ser
aproveitado	em	diversas	aplicações	práticas	tais	como	estimuladores	de	nervos	e
outros.
Ligações	em	Série	e	em	Paralelo
Num	circuito	elétrico	ou	eletrônico	um	único	gerador	ou	fonte	de	energia	pode
ser	usado	para	alimentar	diversos	elementos.	Mesmo	num	circuito	simples
podemos	encontrar	dezenas	de	componentes	interligados.	A	maneira	como	estes
componentes	ou	elementos	são	interligados	determina	como	a	corrente	circula
através	deles,	como	as	tensões	são	divididas	e	também	como	calor	é	produzido
por	cada	um	deles.
Nos	circuitos	elétricos	e	eletrônicos	a	análise	dos	circuitos	é	simples	quando
poucos	elementos	ou	componentes	são	usados.	Por	outro	lado,	nos	circuitos
eletrônicos	mais	elaborados,	a	análise	é	muito	mais	difícil,	pois	podem	ser
usados	centenas	e	até	milhares	de	componentes.
Saber	como	estes	componentes	são	interligados	é	fundamental	para	se	fazer	a
análise	do	circuito	e	também	para	se	determinar	a	causa	de	falhas	e	calcular	seu
comportamento.	Todo	profissional	da	eletricidade	deve	conhecer	as	diferenças
entre	os	modos	segundo	os	quais	os	componentes	são	ligados	para	poder	fazer
uma	análise	correta	da	operação	de	seus	circuitos.
Mesmo	sendo	formados	por	dezenas,	centenas	e	até	mesmo	milhares	de
componentes,	os	componentes	são	ligados	de	duas	maneiras	básicas:
Série	-	dois	ou	mais	elementos	de	um	circuito	estão	em	série	quando	eles
estão	ligados	da	forma	mostrada	na	figura	18.	A	corrente	em	todos	os
elementos	(no	nosso	caso,	resistores)	é	a	mesma	e	a	tensão	através	deles	se
divide	de	acordo	com	a	resistência	de	cada	um.	O	componente	de	maior
resistência	dissipará	mais	calor.
Figura	18
Paralelo	-	os	componentes	de	um	circuito	estão	em	paralelo	(por	exemplo,
lâmpadas)	quando	forem	ligados	da	forma	mostrada	na	figura	19.	As
tensões	em	todos	os	componentes	são	as	mesmas	e	pelo	elemento	que	tiver
menor	resistência	circulará	a	corrente	mais	intensa.	Se	os	elementos	forem
resistores,	o	de	menor	resistência	dissipará	mais	calor.
Figura	19
Na	prática,	o	profissional	da	eletricidadeencontrará	muitos	tipos	de
componentes	que	podem	ser	combinados	em	ligações	mais	complexas.	Estas
ligações	são	resultados	da	combinação	de	componentes	em	série	e	em	paralelo,
como	por	exemplo	a	mostrada	na	figura	20.
Figura	20
A	análise	destas	configurações	é	feita	separando-os	oc	componentes	que	estão
em	série	e	os	componentes	que	estão	em	paralelo.	Para	os	engenheiros	e
profissionais	avançados	existem	procedimentos	matemáticos	que	permitem
calcular	as	correntes	num	circuito	como	esse	de	forma	imediata.
Para	os	leitores	que	desejam	ir	além,	no	livro	Curso	Prático	de	Eletrônica
ensinamos	como	calcular	as	resistências	equivalentes	às	associações	e	damos
mais	propriedades	de	cada	uma.
Corrente	Alternada	e	Corrente	Contínua
Nos	exemplos	que	tomamos	nas	páginas	anteriores	para	explicar	como	um
circuito	elétrico	funciona,	as	fontes	de	energia	elétrica	que	usamos	(geradores)
eram	de	um	tipo	especial.	Nos	polos	destes	geradores	havia	uma	tensão
constante,	o	que	significa	que,	ligados	a	um	receptor	de	resistência	constante,	a
corrente	era	estabelecida	num	único	sentido	com	uma	intensidade	que	não	muda
ao	longo	do	tempo.
Dizemos	que	este	tipo	de	circuito	opera	com	uma	corrente	contínua	e	o	gerador
usado	é	um	gerador	de	corrente	contínua,	conforme	mostra	a	figura	21.
Figura	21
É	costume	abreviar	corrente	contínua	por	CC	ou	ainda	DC	(da	palavra	inglesa
direct	current)	para	especificar	este	tipo	de	corrente.	Baterias,	pilhas,	dínamos
são	geradores	de	corrente	contínua	e	a	maioria	dos	circuitos	eletrônicos	opera
com	este	tipo	de	corrente.
Por	outro	lado,	os	profissionais	eletricistas	sabem	que	a	energia	fornecida	para	as
instalações	domésticas,	comerciais	e	industriais	não	é	deste	tipo.	A	energia	que
chega	para	nosso	consumo	vem	na	forma	de	uma	corrente	alternada	(abreviamos
por	AC	ou	CA)
Conforme	mostra	a	figura	22,	numa	corrente	alternada	não	temos	um	fluxo
constante	de	carga	na	mesma	direção	no	circuito	em	que	ela	está	presente.
Figura	22
Nessa	figura	temos	um	gerador	que	muda	constantemente	de	polaridade,	Num
instante	o	polo	A	está	positivo	e	B	negativo	e	a	corrente	flui	num	sentido
passando	pela	lâmpada	eu	acende.	Num	instante	seguinte	os	polos	invertem	e	a
corrente	flui	no	sentido	oposto,	mas	também	passando	pela	lâmpada	que	se
mantém	acesa.
O	processo	de	inversão	de	polaridade	do	gerador	é	tão	rápido	que	não	há	tempo
para	a	lâmpada	apagar	durante	as	inversões.	Assim,	apesar	da	polaridade	deste
tipo	de	gerador	estar	constantemente	invertida	a	lâmpada	permanece	acesa	de
modo	contínuo.	Observe	que	neste	processo	as	cargas	se	movem	apenas	uma
distância	microscópica	nas	duas	direções.	Elas,	na	verdade	oscilam	no	fio,
transferindo	energia	do	gerador	para	o	receptor.
O	fato	curioso	que	deve	ser	observado	pelos	leitores	é	que,	apesar	dos	elétrons	se
moverem	apenas	alguns	centímetros	ou	mesmo	milímetros	em	cada	inversão	da
polaridade,	a	força	que	empurra	e	puxa	estes	elétrons	pode	se	mover	com	a
velocidade	da	luz	através	dos	fios.	Assim,	quando	fechamos	o	interruptor	para
acender	uma	lâmpada,	o	movimento	se	estabelece	ao	longo	do	fio
instantaneamente.
Nas	nossas	instalações	elétricas	a	polaridade	da	tensão	disponível	se	inverte	120
vezes	por	segundos:	60	vezes	um	polo	está	positivo	e	60	vezes	negativo.
Dizemos	que	a	frequência	da	rede	de	energia	em	nosso	país	é	de	60	Hertz	(60
Hz).	Existem	países	em	que	esta	frequência	é	de	50	Hz.
A	corrente	alternada	disponível	na	linha	de	energia	pode	então	ser	representada
pela	sua	forma	de	onda	que	é	mostrada	na	figura	23.
Figura	23
Esta	curva	segue	uma	função	trigonométrica	e	é	denominada	senoide.	Veja	que
as	variações	da	tensão	nesta	curva	não	são	feitas	de	forma	abrupta,	mas
suavemente	do	positivo	para	o	negativo	e	vice-versa.	Veja	que	neste	caso
representamos	uma	tensão	alternada	(V),	mas	poderíamos	da	mesma	forma
representar	uma	corrente	alternada	(I).
O	leitor	deve	estar	muito	atento	às	diferenças	entre	tensão	e	corrente.
Nos	equipamentos	eletrônicos	usados	em	instalações	elétricas	o	profissional	vai
encontrar	os	dois	tipos	de	corrente.	Mesmo	naqueles	que	são	alimentados
exclusivamente	com	tensões	contínuas	como	os	que	fazem	uso	de	pilhas	e
baterias	podemos	ter	etapas	em	que	correntes	alternadas	de	diversas	frequências
estão	circulando.
E,	da	mesma	forma,	existem	circuitos	de	corrente	alternada	em	que	existem
partes	ou	etapas	em	que	circulam	exclusivamente	correntes	contínuas.	Também
podemos	dizer	que	existem	circuitos	em	que	numa	mesma	etapa	circulam	ao
mesmo	tempo	os	dois	tipos	de	corrente.
O	profissional	da	eletricidade	deve,	portanto	estar	preparado	para	encontrar	os
dois	tipos	de	corrente	nos	circuitos	que	analisar.
Sons	e	Ondas	Eletromagnéticas
Muitos	aparelhos	eletrônicos	são	projetados	para	operar	com	sons	e	ondas
eletromagnéticas	(também	chamadas	de	ondas	de	rádio).	Telefones,	alarmes	e
controles	remotos	sem	fio,	porteiros	eletrônicos,	sistemas	de	vigilância	são
alguns	exemplos	de	aparelhos	que	operam	tanto	com	ondas	eletromagnéticas
como	com	sons.
Evidentemente,	o	profissional	que	vai	trabalhar	com	tais	aparelhos	precisa
conhecer	um	pouco	mais	das	"vibrações"	que	estão	envolvidas	no	seu	processo
de	funcionamento.	Em	primeiro	lugar	devemos	separar	os	dois	tipos	de
vibrações:
Sons
Quando	fazemos	uma	barra	de	metal	vibrar	ela	produz	perturbações	no	ar	que	a
circunda.	Estas	perturbações	podem	se	propagar	na	forma	de	ondas	de
compressão	e	descompressão,	conforme	mostra	a	figura	24.
Figura	24
Quando	estas	vibrações	alcançam	nossos	ouvidos	elas	o	excitam	dando-os	a
sensação	sonora.	Ouvimos	então	estas	vibrações	como	sons.	No	entanto,	para
que	isso	aconteça,	estas	ondas	precisam	ter	características	especiais.
Em	primeiro	lugar,	o	ouvido	humano	só	consegue	perceber	as	vibrações	que
estejam	numa	faixa	de	frequências,	normalmente	entre	16	Hz	e	18	000	Hz	para
as	pessoas	comuns.	Por	exemplo,	se	uma	barra	vibrar	30	000	vezes	por	segundo,
não	conseguiremos	ouvir	isso	pois	estará	além	de	nosso	limite	auditivo.	Muitos
animais	como	cães,	morcegos	e	golfinhos,	podem	ouvir	estas	vibrações
denominadas	ultrassons.
Outra	característica	importante	dos	sons	é	que	o	nosso	sentido	auditivo	pode
diferenciá-los	segundo	sua	frequência.	Os	sons	de	baixa	frequência,	entre	16	Hz
e	500	Hz	são	percebidos	como	"graves",	enquanto	que	os	que	estão	acima	de	2
000	Hz	são	percebidos	como	agudos.	Nossos	ouvidos	são	sensíveis	o	suficiente
para	distinguir	sons	com	uma	diferença	de	frequência	de	apenas	1/16	de	seu
valor.	Por	causa	desta	capacidade	é	que	podemos	distinguir	duas	notas	musicais
adjacentes	pela	sua	frequência.
Também	é	importante	analisar	o	modo	como	os	corpos	podem	vibrar	para
produzir	sons.	O	modo	natural	de	vibração	de	um	"corpo	perfeito"	como	um
diapasão	produz	um	som	com	características	senoidais,	conforme	mostra	a	figura
25.
Figura	25
No	entanto,	a	maioria	dos	sons	que	encontramos	nos	aparelhos	eletrônicos	e	na
própria	natureza	não	são	perfeitos	consistindo	em	vibrações	mais	complexas
com	formas	de	onda	que	fogem	à	senoidal.	Nossos	ouvidos	conseguem
distinguir	estes	sons	pelo	que	chamamos	de	"timbre".	É	por	este	motivo	que
mesmo	tocando	notas	de	mesma	frequência,	distinguimos	quando	ela	produzida
por	um	violino	ou	uma	flauta.
Os	sons	precisam	de	um	meio	material	para	se	propagar.	Eles	podem	se	propagar
pelo	ar,	por	corpos	sólidos	e	líquidos.	No	ar,	a	velocidade	aproximada	do	som	é
de	340	metros	por	segundo	(ela	varia	com	a	temperatura	e	pressão).
Ondas	de	Rádio	ou	Eletromagnéticas
Em	1865	o	físico	e	astrônomo	James	Clerk	Maxwell	publicou	uma	teoria
explicando	a	existência	de	campos	eletromagnéticos	ou	ondas.	Para	explicar	isso
ele	partiu	da	idéia	de	que	uma	carga	elétrica	em	repouso	seria	circundada	apenas
por	um	campo	elétrico,	como	mostrado	na	figura	26.
Figura	26
No	entanto	se	a	carga	fosse	colocada	em	movimento,	ela	criaria	um	campo
magnético	conforme	mostra	a	mesma	figura.
Destas	duas	situações	imaginárias	vamos	agora	passar	para	um	simples
experimento	que	pode	nos	mostrar	melhor	como	ondas	que	combinamcampos
elétricos	e	magnéticos	podem	ser	produzidos.	Para	isso	vamos	usar	o	arranjo	de
bolinhas	de	metal	penduradas	em	fios	(que	são	vendidas	como	brinquedos	para
executivos)	conforme	mostra	a	figura	27.
Figura	27
Se	a	primeira	bolinha	for	solta	ela,	ao	bater	nas	seguintes	que	estão	uma	ao	lado
da	outra,	transfere	energia	que	se	propaga	até	o	outro	extremo	da	cadeia	de
esferas,	levando	finalmente	a	bolinha	B	a	se	elevar	até	o	ponto	em	que	estava	a
primeira	correspondendo	à	energia	potencial	transferida.	Assim,	o	que	Maxwell
provou	é	que	nesta	transferência	de	energia	existe	um	intervalo	de	tempo	para
sua	propagação	através	das	bolinhas	e	neste	intervalo	a	energia	está	presente	em
trânsito	mas	na	forma	de	energia	cinética.
No	caso	de	uma	carga	que	oscila,	as	duas	formas	de	energia	ficam	armazenadas
em	campos	elétricos	e	magnéticos	que	se	propagam	na	forma	de	perturbação
pelo	espaço	circundante,	ou	seja,	uma	onda	eletromagnética.	Estas	ondas	podem
viajar	pelo	espaço	numa	velocidade	de	300	000	quilômetros	por	segundo
(lembramos	que	luz	é	uma	forma	de	onda	eletromagnética).
Podemos	fazer	as	cargas	elétricas	vibrar	rapidamente	em	qualquer	frequência,	o
que	nos	leva	a	encontrar	ondas	numa	que	se	distribuem	num	espectro	contínuo
como	o	mostrado	na	figura	28.
Figura	28
Nas	frequências	mais	baixas	encontramos	as	ondas	de	rádio	usadas	em
telecomunicações,	TV,	telefonia,	etc.	Na	parte	intermediária	temos	a	radiação
infravermelha,	luz	visível	e	ultravioleta	e	na	parte	das	frequências	mais	elevadas
os	raios	X	e	cósmicos.
Duas	quantidades	importantes	podem	ser	associadas	à	uma	onda
eletromagnética:	o	comprimento	da	onda	e	a	frequência.	Representamos	uma
onda	eletromagnética	por	curvas	senoidais	que	correspondem	ao	campo	elétrico
e	magnético	conforme	mostra	a	figura	29	ou	somente	por	uma	senoide	simples.
Figura	29
A	frequência	é	número	de	ondas	produzido	em	cada	segundo	e	é	medida	em
hertz	(Hz).	Como	as	frequências	normalmente	são	muito	altas	é	comum	usarmos
os	prefixos	k,	M	e	G	(quilo,	mega	e	giga).	Quando	partindo	de	uma	fonte
emissora,	a	distância	que	uma	onda	viaja	durante	um	ciclo	completo	é	definida
como	comprimento	de	onda	e	representada	por	λ.	Esta	distância	depende	da
velocidade	da	onda	que	no	vácuo	é	de	300	000	000	metros	por	segundo.
Assim,	para	calcular	o	comprimento	de	onda	de	uma	onda	eletromagnética	basta
dividir	300	000	000	pela	frequência	em	Hz	.	Por	exemplo,	o	comprimento	de
onda	de	emissora	de	FM	que	opera	em	100	MHz	(100	000	000	Hz)	é:
λ	=	300	000	000	/	100	000	000	
λ	=	3	metros
Conhecer	o	comprimento	de	onda	de	uma	emissão	de	rádio	é	muito	importante
para	se	calcular	as	características	da	antena	que	deve	transmitir	ou	receber	esta
onda.	As	dimensões	dos	elementos	de	uma	antena	depende	justamente	disso.
Placas	de	Circuito	Impresso	e	Solda
Os	componentes	usados	nos	equipamentos	eletrônicos	normalmente	são
pequenos	necessitando	por	isso	de	um	suporte	físico	para	sua	operação.	Este
suporte	deve	ao	mesmo	tempo	proporcionar	sustentação	mecânica	para	estes
componentes	como	também	fornecer	a	conexão	elétrica	que	eles	precisam	na	sua
ligação	com	os	demais	componentes	do	mesmo	aparelho.
Abrindo	os	equipamentos	eletrônicos	comuns	o	profissional	vai	perceber	que
eles	são	montados	numa	placa	especial	que	é	feita	de	um	material	isolante.	Esta
placa	é	denominada	"placa	de	circuito	impresso"	é	feita	de	um	material	isolante,
normalmente	fibra	ou	fenolite,	na	qual	existe	uma	parte	em	que	são	gravadas	por
deposição	das	trilhas	finas	de	cobre,	conforme	mostra	a	figura	30.
Figura	30
Estas	tiras	de	cobre	funcionam	como	fios	condutores	de	eletricidade,
interligando	os	diversos	componentes	que	nela	são	montados.	O	padrão	das
trilhas	determina	o	modo	como	os	componentes	são	ligados.	Este	padrão	varia
conforme	o	aparelho,	o	circuito	e	os	componentes	sendo	determinado	pelo
projetista	do	equipamento.	Isso	significa	que	a	placa	de	circuito	impresso	usada
num	rádio	é	completamente	diferente	da	placa	usada	num	porteiro	eletrônico	ou
num	dimmer.
Conforme	mostra	a	figura	31,	os	pequenos	componentes	eletrônicos	são
soldados	nesta	placa	de	tal	forma	que	os	seus	terminais	façam	contato	com	as
trilhas	de	cobre.
Figura	31
Uma	técnica	que	cada	vez	está	sendo	mais	usada	nas	montagens	eletrônicas	faz
uso	de	componentes	ultra-miniaturizados	denominados	SMD	(Surface	Mounting
Devices	ou	Componentes	Para	Montagem	em	Superfície)	que	são	soldados	do
mesmo	lado	que	as	trilhas	de	cobre,	conforme	mostra	a	figura	32.
Figura	32
Retirar	componentes	de	uma	placa	e	reinstalá-los	é	operação	delicada	que	exige
habilidade	do	eletricista	que	pretende	mexer	com	circuitos	eletrônicos.	Os
componentes	são	delicados	e	sensíveis	ao	calor	o	que	exige	o	emprego	de
técnicas	e	ferramentas	especiais.
A	solda	usada	em	eletrônica	é	uma	liga	especial	de	chumbo	e	estanho	que	se
funde	a	uma	temperatura	de	273	graus.	Esta	solda	é	chamada	de	solda	para	rádio,
solda	eletrônica	ou	simplesmente	solda,	e	pode	ser	encontrada	em	tubinhos,
rolos	e	cartelas,	conforme	mostra	a	figura	33.
Figura	33
Quando	aquecida	até	a	temperatura	de	fusão	a	solda	derrete	e	envolve	o	terminal
do	componente	a	ser	soldado.	Ao	esfriar	ela	solidifica-se	proporcionando	uma
sustentação	firme	e	contacto	elétrico	ao	componente.	Para	soldar	usamos	uma
ferramenta	especial	que	é	o	ferro	de	solda	que	é	mostrada	na	figura	34.
Figua	34
Para	os	trabalhos	que	o	profissional	da	eletrotécnica	vai	executar	com	circuitos
eletrônicos,	recomendamos	um	ferro	de	15	a	40	W	com	pontas	finas.	Na
verdade,	podem	ser	necessários	dois	ferros	para	um	trabalho	melhor:	um	de
baixa	potência	(15	a	30	W)	e	um	de	média	potência	(40	a	60	W).	Soldar	uma
operação	bastante	simples.	Certamente	muitos	profissionais	da	eletricidade	já
sabem	como	fazer.
No	entanto,	quando	trabalhando	com	dispositivos	eletrônicos	que	são	muito
sensíveis,	especial	cuidado	deve	ser	tomado,	pois	o	excesso	de	calor	pode
facilmente	danificá-los.
Os	procedimentos	básicos	para	o	processo	de	soldagem	são	os	seguintes:
Ligue	o	fero	de	solda	e	deixe-o	aquecer	por	pelo	menos	5	minutos.	Este	é	o
tempo	necessário	para	que	o	ferro	alcance	a	temperatura	ideal	de	trabalho.
Toque	com	a	ponta	do	ferro	na	área	de	trabalho	pequeno	tempo	para	que	ela	se
aqueça	até	o	ponto	de	fusão	da	solda	e	então	encoste	a	solda	nos	terminais	dos
componentes	que	devem	ser	soldados,	conforme	mostra	a	figura	35.
Figura	35
Observe	que	a	solda	vai	derreter	e	envolver	o	terminal	do	componente	e	o	local
em	que	ele	deve	ser	soldado.
Retire	o	ferro	do	local	e	espere	a	solda	esfriar	tomando	cuidado	para	não	fazer
nenhum	movimento	até	que	a	solda	esfrie	completamente.	Quando	a	solda	esfria
ela	forma	uma	sólida	junta	que	prende	o	terminal	do	componente.
Mais	sobre	soldagem	e	processos	de	montagens	o	leitor	pode	encontrar	em
artigos	no	nosso	site	e	em	nossos	livros	como	o	Manual	Maker.
A	figura	36	mostra	uma	solda	perfeita	e	algumas	soldas	feitas	de	forma	irregular.
Figura	36
Uma	das	principais	causas	de	problemas	de	funcionamento	de	equipamentos
eletrônicos	é	a	chamada	solda	fria	em	que	a	solda	aparentemente	envolve	o
componente	mas	na	verdade	não	o	prende,	deixando-o	solto.	Este	tipo	de	solda
ocorre	principalmente	pela	aplicação	de	calor	insuficiente	no	processo	de
soldagem.	Um	tipo	de	ferramenta	adotada	por	alguns	profissionais	é	a	pistola	de
soldar	que	é	mostrada	na	figura	37.
Figura	37
Apesar	de	versátil	para	trabalhos	rápidos	(ela	aquece	instantaneamente)	ela	tem
por	desvantagem	poder	danificar	os	componentes	mais	delicados.	O	que	ocorre	é
que	a	sua	ponta	aquece	pela	passagem	de	uma	corrente	intensa.	Em	contacto
com	componentes	delicados	esta	corrente	pode	passar	para	eles	e	causar-lhes
danos.
Outras	Ferramentas
O	ferro	de	soldar	não	é	a	única	ferramenta	que	o	profissional	que	vai	trabalhar
com	componentes	eletrônicos	precisa	para	poder	realizar	com	perfeição	sua
atividade	profissional.	Muitas	ferramentas	adicionais	podem	ser	citados	e	sua
presença	na	bancada	de	trabalho	é	importante	pois	elas	garantem	o	trabalhocorreto	com	componentes	que,	conforme	vimos,	são	delicados.
O	uso	impróprio	de	ferramentas	pode	causar	danos	aos	componentes	e	aparelhos
eletrônicos.	Baseados	na	nossa	experiência	profissional,	sugerimos	que	o	leitor
que	pretenda	trabalhar	com	componentes	eletrônicos	tenha	as	seguintes
ferramentas	disponíveis:
Alicate	de	corte	lateral
Alicate	de	ponta
Duas	ou	mais	chave	de	fendas
Duas	ou	mais	chave	Philips
Pinças
Conjunto	de	micro	chaves	de	precisão
Acessórios	de	soldagem	e	dessoldagem
Mãos	extras	ou	garras	para	fixação	de	aparelhos	e	placas
Pequeno	torno	de	mesa
Nos	catálogos	de	ferramentas	de	empresas	especializadas	o	leitor	pode	encontrar
muitas	outras	que	serão	de	grande	utilidade.
Diagramas	e	Símbolos
Da	mesma	forma	que	nas	instalações	elétricas	onde	as	ligações	e	os	diversos
elementos	são	representados	por	diagramas	e	símbolos,	também	usamos
diagramas	e	símbolos	para	representar	os	circuitos	eletrônicos.
Existem	muitas	diferenças	entre	os	circuitos	eletrônicos	e	os	circuitos	elétricos.
As	principais	começam	com	os	símbolos	adotados	para	representar	os	diversos
componentes.	Todo	profissional	que	pretende	também	trabalhar	com	circuitos
eletrônicos	precisa	conhecer	a	simbologia	adotada	para	poder	interpretar	os
diagramas	onde	os	circuitos	dos	equipamentos	são	representados.
Na	figura	38	temos	um	diagrama	eletrônico	ou	circuito	de	um	circuito	de	uma
fonte	de	alimentação	ou	fonte	CC	muito	encontrada	em	equipamentos	comuns:
este	circuito	converte	a	tensão	alternada	da	rede	de	energia	numa	tensão	contínua
mais	baixa.	É	o	chamado	também	"eliminador	de	pilhas".
Figura	38
Neste	diagrama	temos	representados	todos	os	componentes	pelos	seus	símbolos
e	em	alguns	casos,	ao	lado	da	identificação	os	valores	e	outras	informações
importantes.	Do	lado	de	cada	componente	temos	ainda	um	número	de
identificação	que	é	uma	informação	muito	importante	pois	nos	permite	localizar
este	componente	facilmente	na	placa	de	circuito	impresso	em	que	ele	está
montado.
Por	exemplo,	todos	os	resistores	são	identificados	pela	letra	R	seguida	de	um
número	que	é	o	número	do	componente	naquele	equipamento.	Isso	significa	que
num	mesmo	equipamento	podemos	encontrar	resistores	com	as	indicações	R1,
R2,	R3,	etc.	Os	capacitores,	que	são	outros	componentes	comuns	nos	aparelhos
serão	indicados	pela	letra	C.	Assim,	teremos	C1,	C2,	C3,	etc.	Os	transistores
podem	ser	identificados	pelas	letras	T,	Q	ou	ainda	TR.	Assim,	num	equipamento
poderemos	ter	Q1,	Q2,	Q3,	T1,.	T2,	T3	ou	ainda	TR1,	TR2,	TR3.
Em	muitos	casos,	os	fabricantes	adicionam	ao	número	do	componente	um
segundo	número	que	indica	o	bloco	ou	estágio	em	que	ele	está.	Assim,	R101
significa	o	resistor	01	do	bloco	1.	TR203	significa	o	transistor	03	do	bloco	2.
Os	resistores	costumam	ter	nos	diagramas	os	seus	valores	em	ohms	indicados	ao
lado	de	sua	identificação.	Da	mesma	forma,	se	for	um	transistor	ele	terá	a	sua
identificação.	Por	exemplo,	Q1	-	BC548,	onde	BC548	é	o	tipo	do	transistor	Q1.
Existem	várias	formas	de	se	designar	os	transistores.	Na	nomenclatura
americana,	por	exemplo	os	transistores	começam	todos	por	2N	enquanto	os
diodos	por	1N.
Na	nomenclatura	europeia	os	transistores	podem	ser	BD,	BC,	BF	ou	ainda	BR.
Já,	os	fabricantes	japoneses	podem	indicar	seus	transistores	por	2SA,	2SB,	2SB
e	2SD.
Existem	também	algumas	outras	empresas	que	adotam	nomenclatura	própria
como	a	Texas	que	usa	sempre	as	letras	TIP	(TIP31,	TIP120,	etc.)	ou	a	Motorola
que	usa	a	letra	M	no	início	da	designação	dos	seus	componentes.
Temos	ainda	os	casos	de	empresas	que	adotam	codificações	próprias	nas	suas
placas.	Esse	procedimento	dificulta	os	que	pretendem	fazer	reparações,	pois	não
podem	conseguir	os	componentes	com	facilidade	de	fabricantes	comuns	que
eventualmente	tenham	equivalentes.
Assim,	por	exemplo,	um	fabricante	pode	indicar	como	XY238-A236	um
transistor	que,	na	verdade	é	um	BC548,	muito	comum	no	mercado	e	disponível
de	diversos	fabricantes.	Os	profissionais	alegam	que	isso	feito	para	forçar	o
proprietário	do	aparelho	em	caso	de	problemas	a	procurarem	somente	oficinas
autorizadas.
Dependendo	do	circuito,	muitas	outras	informações	podem	ser	obtidas	pela
simples	visualização	do	diagrama	esquemático.	Assim,	no	exemplo	que	damos
na	figura	39,	temos	indicado	que	entre	os	pontos	A	e	o	terra	teremos	uma	tensão
de	6	V.
Figura	39
Outra	informação	importante	que	pode	ser	encontrada	em	alguns	diagramas	é	a
forma	de	onda	encontrada	em	seus	pontos.	Conforme	visto	anteriormente,	nos
circuitos	eletrônicos	podemos	encontrar	tanto	correntes	contínuas	como
correntes	alternadas	com	diversas	frequências	e	formas	de	onda.
Para	visualizar	estas	formas	de	onda	o	profissional	pode	contar	com	um
instrumento	denominado	osciloscópio	cujo	tipo	mais	simples	e	comum	é
mostrado	na	figura	40.
Figura	40
Saber	usar	um	osciloscópio	no	diagnóstico	e	análise	de	circuito	é	algo	que	o
praticante	da	eletrônica	e	o	profissional	pode	se	valer	para	ter	muito	maior
eficiência	no	seu	trabalho.	Observando	a	forma	de	onda	de	um	sinal	num
circuito,	o	profissional	habilidoso	pode	saber	exatamente	onde	está	a	causa	de
um	problema	que	ele	apresente.
Em	muitos	diagramas	encontramos	ainda	informações	sobre	procedimentos	para
a	instalação	de	um	equipamento,	ajustes	e	muito	mais.	Os	profissionais	da
eletrônica	sabem	que	existem	empresas	denominadas	"esquematecas"	que
vendem	diagramas	da	maioria	dos	equipamentos	de	consumo	tais	como
televisores,	rádios,	porteiros	eletrônicos,	etc.
Da	mesma	forma,	os	bons	manuais	de	serviço	de	tais	equipamentos	trazem	os
diagramas	completos	que	possibilitam	ao	profissional	fazer	sua	análise	para	a
eventual	procura	de	um	problema	de	funcionamento.
E,	nos	nossos	tempos	é	possível	obter	bastante	informação	sobre	equipamentos,
circuitos	e	componentes	na	internet.
COMPONENTES	ELETRÔNICOS
Os	componentes	encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos,	mesmo	os	usados
nas	instalações	elétricas,	são	bem	diferentes	daqueles	com	os	quais	o	eletricista
tradicional	está	acostumado.	Assim,	um	primeiro	passo	para	saber	mexer	com
estes	componentes	é	conhecer	cada	um,	saber	para	que	serve,	os	tipos	e	formas
em	que	aparecem	nas	aplicações	e	finalmente	como	fazer	testes	básicos	que
permitam	saber	se	eles	estão	bons	ou	não.
Depois	de	uma	breve	introdução	aos	conceitos	básicos	de	eletrônica	(que	podem
ser	vistos	mais	profundamente	no	nosso	livro	Curso	de	Eletrônica	-	Eletrônica
Básica,	Eletrônica	Analógica,	Eletrônica	de	Potência	e	seguintes)	passamos	a
detalhar	os	principais	componentes	que	encontramos	nos	equipamentos
eletrônicos.
O	conhecimento	básico	que	passamos	a	seguir	é	de	extrema	importância	para
todos	os	que	tenham	formação	em	eletrotécnica	que	pretendem	mexer	também
com	equipamentos	eletrônicos.
FIOS
Para	interligar	componentes	e	mesmo	os	dispositivos	de	entrada	e	saída	dos
equipamentos	eletrônicos	são	usados	fios	de	metal.	Existem	vários	tipos	de	fio
que	podemos	encontrar	nos	aparelhos	eletrônicos.	O	tipo	de	fio	usado	numa
aplicação	depende	não	só	das	intensidades	das	correntes	que	devem	ser
conduzidas	como	também	do	tipo	de	corrente,	ou	seja,	forma	de	onda,
frequência,	etc.
As	correntes	encontradas	nos	equipamentos	eletrônicos	são	em	geral	muito
menores	do	que	as	encontradas	nos	circuitos	elétricos,	daí	normalmente	serem
usados	fios	mais	finos.	Basicamente,	o	leitor	vai	encontrar	os	seguintes	tipos	de
fios	nos	equipamentos	eletrônicos:
Cabos	-	formados	por	um	núcleo	com	diversos	condutores	de	cobre	cobertos	por
uma	capa	isolante	de	plástico
Rígidos	-	formados	por	um	núcleo	com	um	único	condutor	coberto	por	uma	capa
isolante	de	plástico
Nu	-	formado	por	um	condutor	de	cobre	rígido	sem	capa	protetora
Blindado	ou	coaxial	-	formado	por	um	núcleo	com	um	ou	mais	condutores
encapados.	Estes	condutores	são	envolvidos	por	uma	rede	de	fios	trançados
formando	uma	blindagem.
Cabos	múltiplos	que	são	fitas	ou	conjuntos	de	fios	flexíveis	de	diversas
espessuras	conforme	a	aplicação.
Na	figura	41	temos	estes	fios	representados.
Figura	41
Um	outro	tipo	de	fio	especial	usadoem	eletrônica	e	eletrotécnica	é	o	AWG	ou
American	Wire	Gauge.	Este	tipo	de	fio	é	usado	para	fazer	enrolamentos	de
componentes	como	indutores,	solenoides,	motores,	relês,	alto-falantes,	etc.
AWG	é	um	padrão	americano	estabelecido	para	condutores	não	ferrosos.	O
calibre	destes	condutores	está	relacionado	com	o	diâmetro.	Este	padrão	também
é	conhecido	como	B&S	de	Brawn	and	Sharpe.
Os	fios	esmaltados	AWG	são	formados	por	um	condutor	de	cobre	rígido	isolado
por	uma	fina	camada	de	esmalte.	O	diâmetro	do	fio	determina	a	intensidade
máxima	de	corrente	que	ele	pode	conduzir.	O	diâmetro	pode	ser	expresso	em
milímetros	ou	mils	(milésimos	de	polegadas)	ou	ainda	por	um	número	AWG.
Na	tabela	1	mostramos	os	números	AWG,	milímetros	de	diâmetro,	milímetros
quadrados	da	secção	do	fio	e	resistência	em	ohms	por	quilômetro.
AWG Diametro	(mm) Seção	circular	(mm²) Resistência	(ohms/km)
0000 11.86 107,2 0.158
000 10.40 85.3 0.197
00 9.226 67.43 0.252
0 8.252 53.48 0.317
1 7.348 42.41 0.40
2 6.544 33.63 0.50
3 5.827 26.67 0.63
4 5.189 21.15 0.80
5 4.621 16.77 1.01
6 4.115 10.55 1.27
7 3.665 10.55 1.70
8 3.264 8.36 2.03
9 2.906 6.63 2.56
10 2.588 5.26 3.23
11 2.305 4.17 4.07
12 2.053 3.31 5.13
13 1.828 2.63 6.49
14 1.628 2.08 8.17
15 1.450 1.65 10.3
16 1.291 1.31 12.9
17 1.150 1.04 16.34
18 1.024 0.82 20.73
19 0.9116 0.65 26.15
20 0.8118 0.52 32.69
21 0.7230 0.41 41.46
22 0.6438 0.33 51.5
23 0.5733 0.26 56.4
24 0.5106 0.20 85.0
25 0.4547 0.16 106.2
26 0.4049 0.13 130.7
27 0.3606 0.10 170,0
28 0.3211 0.08 212.5
29 0.2859 0.064 265.6
30 0.2546 0.051 333.3
31 0.2268 0.040 425.0
32 0.2019 0.032 531.2
33 0.1798 0.0254 669.3
34 0.1601 0.0201 845.8
35 0.1426 0.0159 1,069
36 0.1270 0.0127 1,339
37 0.1131 0.0100 1,700
38 0.1007 0.0079 2,152
39 0.0897 0.0063 2,669
40 0.0799 0.0050 3,400
41 0.0711 0.0040 4,250
42 0.0633 0.0032 5,312
43 0.0564 0.0025 6,800
44 0/0503 0.0020 8,500
FUSÍVEIS
Os	fusíveis	são	elementos	de	proteção	de	um	circuito.	A	finalidade	do	fusível	é
comparada	ao	elo	mais	fraco	de	uma	corrente.	Se	acontecer	alguma	coisa	no
circuito	que	eleve	a	corrente	para	além	de	certo	valor	que	seja	perigoso	para	a
integridade	do	circuito,	ele	se	rompe	interrompendo	o	circuito.	Os	fusíveis	são
especificados	pela	intensidade	da	corrente	com	que	abrem.
Símbolos	e	Tipos
Na	figura	42	mostramos	alguns	tipos	de	fusíveis	encontrados	nos	aparelhos
eletrônicos	comuns	assim	como	seus	símbolos.	Nesta	figura	também	temos	os
suportes	que	são	usados	para	estes	componentes.
Figura	42
Estes	fusíveis	são	basicamente	formados	por	um	pedaço	de	fio	fino	que	é
calculado	para	se	fundir	com	uma	determinada	intensidade	de	corrente.
Onde	são	encontrados	e	como	são	usados
Os	fusíveis	são	ligados	em	série	com	os	dispositivos	ou	circuitos	que	devem
proteger,	conforme	mostrado	na	figura	43.
Figura	43
Normalmente	são	intercalados	entre	a	entrada	de	energia	e	o	dispositivo
alimentado.	Em	muitos	equipamentos	encontramos	diversos	fusíveis	protegendo
diversos	setores	de	tal	forma	que	se	uma	etapa	de	um	equipamento	tem
problemas	apenas	o	fusível	que	a	protege	abre.
Especificações
A	especificação	mais	importante	de	um	fusível	é	a	corrente	em	que	ele	abre.	Esta
é	a	corrente	nominal	e	pode	ser	especificada	tanto	em	miliamperes	como	em
amperes.	Quando	substituir	um	fusível	o	leitor	deve	estar	atento	para	usar
sempre	um	com	a	mesma	corrente	que	o	original.	Se	um	fusível	de	maior
corrente	for	usado,	em	caso	de	falha	ele	pode	não	abrir	e	com	isso	podem	ocorrer
danos	irreversíveis	no	circuito	que	deveriam	estar	sendo	protegido.
Outra	especificação	importante	de	alguns	fusíveis	é	a	sua	velocidade	de	ação,	ou
seja,	quanto	de	rapidez	esperamos	na	sua	abertura.	Assim,	existem	aplicações	em
que	se	exige	o	emprego	de	fusíveis	de	ação	rápida.
Como	Testar	um	Fusível
Um	fusível	em	bom	estado	deve	ter	uma	resistência	elétrica	muito	baixa.	Para
saber	se	ele	está	em	bom	estado	o	teste	que	se	faz	é	de	continuidade,	ou	seja,
como	ele	conduz	a	corrente.	Este	teste	pode	ser	feito	com	um	multímetro	ou
mesmo	com	uma	lâmpada	de	série.
CHAVES
Nos	equipamentos	eletrônicos	o	profissional	encontrará	diversos	tipos	de	chaves.
Como	em	qualquer	outro	equipamento,	as	chaves	são	usadas	para	se	controlar	a
corrente	nos	circuitos	ou	em	suas	partes.	As	diferenças	entre	as	chaves	que
encontramos	nas	instalações	elétricas	e	nos	equipamentos	eletrônicos	não	são
muitas.	A	maior	diferença	está	no	fato	de	que	em	muitos	aparelhos	eletrônicos
certas	chaves	podem	controlar	diversas	correntes	ao	mesmo	tempo.
Símbolos	e	Tipos
Na	figura	44	mostramos	os	símbolos	adotados	para	representar	as	chaves	aos
principais	tipos.	O	símbolo	indica	o	que	a	chave	faz.
Figura	44
Por	exemplo,	em	(a)	temos	uma	chave	SPST	(Um	polo	uma	posição	ou	Single-
Pole	Single	Throw)	que	é	um	interruptor	simples	que	controla	uma	única
corrente	num	único	circuito.	Uma	chave	de	dois	polos	x	2	posições	(DPDT	-
Double-Pole	Double-Throw)	controla	a	corrente	em	dois	circuitos	ao	mesmo
tempo	passando-a	de	um	para	outro	condutor	(b).
As	chaves	também	são	classificadas	de	acordo	com	o	modo	como	são	operadas
podendo	ser	deslizantes	ou	rotativas.	Algumas	chaves	especiais	também	podem
ser	encontradas	diretamente	montadas	nas	placas	de	circuito	impresso	para
configuração,	sendo	chamadas	de	"dip	switches".
Onde	São	Encontradas
As	chaves	são	encontradas	em	todas	as	aplicações	onde	a	corrente	precisa	ser
controlada.	Todo	equipamento	precisa	de	pelo	menos	uma	chave	para	seu
funcionamento,	a	que	liga	e	desliga	sua	alimentação.
Especificações
As	chaves	são	especificadas	pelo	número	de	polos,	pelo	número	de	oposições
além	da	corrente	e	tensão	máxima	de	operação.	Os	polos	podem	ser	indicados
por	símbolos	como	os	que	vimos:
SPST	-	Um	polo	x	Uma	posição	(Single-Pole	Single-Throw)
SPDT	-	Um	polo	x	Duas	posições	(Single-Pole	Double-Throw)
DPDT	-	Dois	polos	x	Duas	posições	(Double-Pole	Double-Throw)
Corrente	e	Tensão	Máxima	de	Operação
A	corrente	máxima	de	operação	de	uma	chave	é	indicada	em	amperes	(A).
Nunca	use	numa	aplicação	uma	chave	com	menor	capacidade	do	que	a
recomendada.	Os	contatos	podem	aquecer	danificando-a.	A	tensão	máxima	de
operação	é	indicada	em	volts	(V).
Como	Testar
Uma	chave	aberta	tem	de	apresentar	uma	resistência	infinita	e	quando	fechada
muito	baixa	(próxima	de	zero).	Para	testar	uma	chave	basta	fazer	um	teste	de
continuidade	com	ela	aberta	e	depois	fechada.	Para	isso	pode	ser	usado	um
multímetro	na	escala	mais	baixa	de	resistências.	Um	teste	visual	também	ajuda,
pois	uma	chave	que	tenha	sofrido	sobrecargas	tem	sinais	de	queimado	e
deformações.
Tanto	este	componente,	como	todos	os	outros	que	temos	neste	livro	podem	ser
testados	de	diversas	formas.	Na	nossa	série	de	livros	em	4	volumes	“Como
Testar	Componentes”	ensinamos	como	testar	interruptores,	chaves	e	todos	os
demais	componentes	que	estudaremos	neste	livro.
PILHAS	E	BATERIAS
As	pilhas	e	baterias	são	fontes	primárias	de	energia	de	muitos	equipamentos
eletrônicos.	A	pilha	é	formada	basicamente	por	dois	metais	diferentes	que	são
imersos	em	algum	tipo	de	substância	química.	As	pilhas	usadas	para	alimentar
equipamentos	eletrônicos	podem	ser	encontradas	numa	variedade	muito	grande
de	tipos	e	tamanhos.
O	tamanho	e	forma	das	pilhas	são	determinados	pela	quantidade	de	energia	que
devem	fornecer,	ou	seja,	pela	intensidade	da	corrente	e	por	quanto	tempo	elas
devem	fazer	isso.	A	tecnologia	envolvida	também	é	um	fator	que	influi	na
capacidade	de	fornecimento	de	energia.	Existem	diversas	tipos	de	pilhas,	sendo
as	mais	comuns	as	pilhas	secas	ou	de	carvão-zinco	(pilhas	comuns)	e	as	pilhas
alcalinas.
Os	formatos	recebem	designações	como	AA,	AAA,	C	,	D,	botão	e	muitos	outros
que	dependem	da	aplicação.	São	comuns	atualmente	as	pilhas	muito	pequenas
usadas	em	controles	remotos,	aparelhos	para	surdes	e	muitos	outros	que	nem
sempre	seguem	formatos	padronizados.
As	pilhas	comuns	não	são	recarregáveis,	o	que	quer	dizer	que	uma	vez	esgotadas
devem	ser	jogadas	fora,	daí	serem	denominadas	células	primárias.
No	entanto,	existem	pilhas	quesão	denominadas	células	secundárias,	pois
precisam	ser	carregadas	como	as	de	Ni-Cad	Níquel-Cádmio.	Estas	pilhas	podem
ser	carregadas	fazendo	circular	uma	corrente	através	delas,	utilizando-se	para
isso	um	circuito	especial,	como	o	mostrado	na	figura	45.
Figura	45
As	tensões	das	pilhas	comuns	variam	entre	1,2	e	1,5	V.	Quando	ligamos	diversas
pilhas	ou	células	em	série,	suas	tensões	se	somam	e	obtemos	o	que	se
denominada	bateria.	Assim,	as	chamadas	baterias	de	9	V	recebem	este	nome
porque	são	formadas	por	6	pilhas	de	1,5	V	ligadas	em	série.
Símbolo	e	Tipos
Na	figura	46	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	pilhas	e	baterias	assim
como	os	aspectos	dos	tipos	mais	comuns.
Figura	46
Especificações
a)	A	primeira	e	principal	especificação	de	uma	pilha	é	o	seu	tipo	e	tamanho.
Designações	padronizadas	costumam	ser	usadas	formando	grupos	de	letras	como
AAA,	AA,	C	e	D	ou	ainda	designações	especiais	dos	fabricantes.
b)	A	segunda	especificação	é	a	tensão	que	pode	ser	omitida	se	o	tipo	já
subentender.
c)	Dependendo	da	aplicação	é	importante	saber	por	quantas	horas	a	pilha	ou
bateria	pode	fornecer	uma	determinada	quantidade	de	energia.	Isso	é	indicado
pela	quantidade	de	amperes-hora	ou	Ah	ou	ainda	mAh.	Assim,	se	uma	pilha	tem
uma	especificação	de	100	mAh	isso	significa	que	ela	pode	fornecer	uma	corrente
de	100	mA	durante	1	hora	ou	10	mA	durante	10	horas.
Como	testar
Existem	diversos	tipos	de	testes	de	pilhas	e	baterias	disponíveis,	mas	o	mais
usual	é	empregar	o	multímetro.	Muitos	multímetros	possuem	a	função	de	teste
de	pilhas	o	que	facilita	bastante	esta	tarefa	(veja	artigos	no	site	do	autor	e	em
seus	livros).	Para	os	outros	podemos	verificar	a	tensão	entre	os	seus	terminais.
RESISTOR
A	presença	de	uma	resistência	elétrica	num	circuito	nem	sempre	é	desejável,
pois	significa	uma	perda	de	energia	que	se	converte	em	calor.	No	entanto,
existem	casos	em	que	é	preciso	agregar	uma	resistência	ao	circuito	justamente
com	a	finalidade	de	se	reduzir	a	intensidade	de	uma	corrente	ou	diminuir	a
tensão.	Assim,	encontramos	nos	circuitos	eletrônicos	componentes	denominados
resistores	que	têm	justamente	por	função	oferecer	uma	certa	resistência	à
passagem	da	corrente.
Nota:	É	comum	que	muitos	que	tenham	formação	em	eletricidade,
eletrotécnica	ou	eletricidade	de	automóvel	usem	o	termo	“resistência”	em
lugar	de	“resistor”	para	designar	este	componente.	Em	eletrônica,	o	termo
“resistência”	é	usado	para	indicar	a	propriedade	do	componente,	oferecer
uma	resistência,	enquanto	que	o	componente	que	faz	isso	é	chamado
“resistor”.
O	tipo	de	resistor	mais	comum	é	resistor	fixo	que	é	feito	de	algum	tipo	de
material	que	seja	mau	condutor	ou	ainda	que	seja	moldado	de	modo	a	apresentar
uma	certa	resistência.	Conforme	vimos,	a	resistência	é	medida	em	ohms	e	os
resistores	encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos	podem	ter	diversos
tamanhos	com	resistência	que	podem	estar	entre	fração	de	ohm	e	milhões	de
ohms.
Símbolo	e	Tipos
Na	figura	47	mostramos	os	símbolos	usados	para	representar	os	resistores	fixos.
Observe	que	temos	o	símbolo	encontrados	em	diagramas	de	origem	americana	e
símbolos	adotados	na	Europa.
Figura	47
O	tipo	mais	comum	de	resistor	que	encontramos	nos	equipamentos	eletrônicos	é
o	de	carbono	ou	película	metálica	que	tem	baixa	dissipação.	Para	dissipações
elevadas	temos	os	resistores	de	fio	que	são	formados	por	fios	de	nicromo
enrolados	numa	base	de	porcelana.
Os	resistores	de	baixa	potência	podem	dissipar	calor	numa	faixa	de	potência	de
1/8	a	2	W	enquanto	que	os	de	fio	podem	ter	dissipações	na	faixa	de	5	a	200	W	e
até	mesmo	mais.	Os	resistores	de	carbono	são	ruidosos	diferentemente	dos	de
película	metálica.
Nota:	No	caso	referimo-nos	ao	ruído	elétrico,	ou	seja,	uma	espécie	de
achado	que	aparece	principalmente	nos	circuitos	de	som.	Os	resistores	“não
fazem	barulho”	ao	funcionar.
Especificações
Quando	usando,	trocando	ou	testando	resistores	também	precisamos	conhecer
suas	especificações.	As	principais	são:
Valor
O	valor	de	um	resistor	é	dado	pela	sua	resistência	em	ohms.	Para	os	tipos
maiores,	de	fio,	por	exemplo,	o	seu	tamanho	permite	que	seu	valor	seja	gravado
diretamente	no	seu	corpo.	No	entanto,	para	os	tipos	de	baixa	dissipação,	dadas
suas	reduzidas	dimensões	é	adotado	um	código	universal	de	marcação	de	valores
através	de	faixas	coloridas.	Este	código	é	mostrado	na	tabela	2.
Cor Valores	Significativos	(1a	e	2a	Faixas) Multiplicador	(3a	Faixa) Tolerância	(4a	Faixa)
Preto 0 1 -
Marrom 1 10 1%
Vermelho 2 100 2%
Laranja 3 1	000 -
Amarelo 4 10	000 -
Verde 5 100	000 0,5%
Azul 6 1	000	000 0,25%
Violeta 7 10	000	000 0,1%
Cinza 8 100	000	000 0,05%
Branco 9 1	000	000	000 -
Dourado - 0.1 5%
Prateado - 0.01 10%
Observações:
a)	Se	o	resistor	tiver	três	faixas,	a	tolerância	será	assumida	como	20%
b)	Se	o	resistor	tiver	3	ou	4	faixas	o	coeficiente	de	temperatura	não	será
indicado.
c)	Se	o	resistor	tiver	5	faixas,	as	três	primeiras	indicam	os	algarismos	do	valor.
Este	código	se	aplica	em	resistores	de	precisão	com	tolerâncias	menores	do	que
2%.
Exemplo	de	leitura:	um	resistor	tem	as	faixas	indicadoras	de	valor	da
extremidade	para	o	centro	na	seguinte	sequência:	vermelho,	violeta,	laranja
e	prateado.	As	duas	primeiras	faixas	formam	o	valor	27.	A	terceira	faixa	o
fator	de	multiplicação	ou	número	de	zeros	que	é	3	(000).	Assim,	o	valor	do
resistor	é	27	000	ohms	ou	27	k	ohms.	A	quarta	faixa	indica	a	tolerância	que
é	de	10%.
Dissipação
O	tamanho	e	o	material	de	que	é	feito	o	resistor	determinam	a	quantidade	de
calor	que	ele	pode	transferir	para	o	meio	ambiente	sem	se	queimar.	Com	base	na
aplicação	a	que	se	destinam,	podemos	encontrar	resistores	com	diferentes
capacidades	de	dissipação	ou	pot6encia	(medidas	em	watts).
Assim,	os	pequenos	resistores	de	filme	metálico	e	carbono	são	encontrados
tipicamente	em	dissipações	de	1/8	(0,125)	a	2	W,	enquanto	que	os	resistores	de
fio	de	maior	dissipação	são	encontrados	tipicamente	em	dissipações	entre	5	W	e
mais	de	200	W.	A	figura	48	mostra	resistores	de	carbono	comparados	em	função
da	dissipação.	O	menor	é	de	1/8	W	enquanto	que	o	maior	é	de	1/2	W.
Figura	48
Tolerância
É	impossível	fabricar	um	resistor	com	um	valor	exato	de	resistência.	Também
devemos	considerar	que	isso	não	é	necessário	na	maioria	das	aplicações	práticas,
já	que	os	circuitos	são	projetados	para	operar	numa	certa	faixa	de	correntes	e
tensões.	Isso	significa	que	é	tolerada	certa	variação	nos	valores	dos
componentes,	o	que	justamente	é	chamado	de	tolerância.
Os	resistores	comuns	podem	ser	encontrados	numa	faixa	de	tolerância	que	vai	de
1%	a	20%.	Assim,	um	resistor	de	1000	ohms	x	10%	pode,	na	realidade,	ter
valores	entre	900	e	1100	ohms.
Isso	significa	que	não	precisamos	fabricar	resistores	de	950	ohms,	pois	um	de
1000	ohms	com	10%	de	tolerância	vai	abranger	provavelmente	este	valor.
Os	resistores,	por	este	motivo,	são	fabricados	em	poucos	valores,	formando
séries	que	são	determinadas	pela	tolerância.	Na	tabela	a	seguir	temos	as	duas
séries	mais	comuns	com	tolerâncias	de	10%	e	10%.
Série	E-6	de	20% Série	E-12	de	10%
10 10
12
15 15
18
22 22
27
33 33
39
47 47
56
68 68
82
100 100
Veja	então	que	podemos	encontrar	resistores	de	10,	150,	330,	33000,	4700,	68
000	ou	1	000	000	ohms	com	20%	ou	10%	de	tolerância.	Um	resistor	de	56	ohms,
certamente	será	de	10%	de	tolerância	assim	como	um	de	8200	ohms.
SMD
Nos	equipamentos	modernos	os	resistores	e	assim	como	outros	componentes
podem	ser	encontros	em	invólucros	muito	pequenos	com	uma	codificação
especial.	Esses	resistores	são	soldados	na	placa	por	máquinas,	mas	pode	ser	feita
sua	troca	com	ferramentas	apropriadas	ao	alcance	dos	montadores	comuns.
Onde	os	resistores	são	usados
Os	resistores	são	os	mais	comuns	de	todos	os	componentes	eletrônicos	sendo
encontrados	em	praticamente	todos	os	equipamentos	eletrônicos	e	em	alguns
casos	em	grandes	quantidades.	A	finalidade	básica	dos	resistores	e	alterar
correntes	e	tensões	de	modo	a	se	adaptar	as	características	dos	diversos
componentes	ativos	de	um	circuito.
Como	testarQuando	percorridos	por	corrente	excessiva	os	resistores	aquecem	e	acabam	por
queimar.	Podemos	perceber	que	um	resistor	está	queimado	por	fica	escurecido	e
até	mesmo	deformado.	No	entanto,	os	resistores	também	podem	ter	sua
resistência	alterada	sem	que	se	note	isso	por	uma	simples	observação	visual.
Para	testar	um	resistor,	o	melhor	é	usar	um	multímetro	que	é	um	instrumento
que,	entre	outras	coisas,	mede	resistência.	Assim,	podemos	medir	a	resistência
de	um	resistor	suspeito	e	verificar	se	ela	confere	com	o	valor	que	o	componente
deve	apresentar.
Na	figura	49	mostramos	como	usar	o	multímetro	no	teste	de	um	resistor	(no
nosso	livro	Instrumentação	–	Multímetro	-	ensinamos	passo	a	passo	como
escolher	as	escalas	e	fazer	a	leitura	das	escalas).	Lembre-se,	ao	medir	o	valor	de
um	resistor,	em	considerar	a	sua	tolerância.	Também	é	importante	sempre	testar
os	resistores	fora	dos	circuitos	em	que	eles	estão	para	que	o	próprio	circuito	não
tenha	sua	resistência	medida.
Figura	49
RESISTORES	VARIÁVEIS
Existem	circuitos	em	que	não	se	pode	ter	uma	resistência	fixa	em	determinadas
funções.	Um	exemplo	disso	é	um	amplificador	de	som	em	que	precisamos	variar
a	resistência	que	deixa	passar	o	sinal	de	uma	etapa	para	outra	de	modo	a
controlar	seu	volume.	Assim,	o	controle	de	volume	de	um	amplificador	é	feito
por	um	tipo	de	resistor	variável	assim	como	é	o	controle	de	brilho	numa	lâmpada
ou	de	contraste	num	televisor	analógico.	Também	precisamos	ter	resistores
variáveis	que	são	ajustados	para	o	ponto	correto	de	funcionamento	de	um
aparelho	depois	que	ele	é	montado.
Isso	significa	que	o	eletricista	vai	encontrar	resistores	variáveis	em	uma	grande
quantidade	de	resistores	variáveis	nos	equipamentos	eletrônicos	de	instalações
elétricas	comuns.	Basicamente	os	resistores	variáveis	podem	ser	divididos	em
duas	categorias:	Os	potenciômetros	que	normalmente	são	montados	nos	painéis
dos	equipamentos	e	usados	como	controles	de	funções	dos	equipamentos,	como
por	exemplo	os	controles	de	um	amplificador	ou	televisor.
Os	trimpots	que	são	montados	dentro	dos	equipamentos	para	se	realizar	o	ajuste
do	ponto	de	funcionamento.	Os	tipos	comuns	são	formados	por	um	elemento
resistivo	sobre	o	qual	corre	um	cursor.	Assim,	com	o	movimento	do	cursor
seleciona-se	o	ponto	do	material	resistivo	em	que	é	feita	a	ligação	e	assim	a
resistência	apresentada	pelo	componente.
Os	elementos	resistivos	podem	ser	carbono	ou	fio	metálico	dando	origem	a
potenciômetros	de	carbono	ou	fio.	Resistores	comuns	encontrados	em
equipamentos	eletrônicos	podem	ter	resistências	entre	1	e	10	000	000	ohms	(10
M	ohms).
Símbolos	e	Tipos
Na	figura	50	temos	os	símbolos	adotados	para	representar	potenciômetros	e
trimpots	assim	como	os	aspectos	dos	tipos	mais	comuns.
Figura	50
Observe	que	existem	potenciômetros	simples	e	duplos	e	alguns	tipos	que
incluem	uma	chave	ou	interruptor	para	ligar	e	desligar	o	aparelho.	Este	tipo	de
potenciômetro	é	comum	em	aparelhos	de	som	e	rádios	em	que	a	função	de
controle	de	volume	e	liga-desliga	é	feita	pelo	mesmo	botão.
Especificações
Valor	ou	resistência	nominal
A	especificação	mais	importante	de	um	resistor	variável	(potenciômetro	ou
trimpot)	é	a	sua	resistência	nominal.	Esta	resistência	é	indicada	em	ohms	e
representa	o	valor	máximo	de	resistência	que	o	componente	pode	assumir.	Por
exemplo,	um	potenciômetro	de	10	000	ohms	pode	ser	ajustado	para	apresentar
qualquer	resistência	entre	0	e	10	000	ohms.
Variação	da	resistência
Em	alguns	tipos	de	potenciômetros	a	resistência	varia	linearmente	(numa
proporção	direta)	com	o	movimento	do	cursor	enquanto	que	em	outras	a
variação	segue	uma	curva	logarítmica.	Assim,	existem	dois	tipos	de
potenciômetros	quanto	à	variação:	lineares	(lin)	e	logarítmicos	(log).	Os
logarítmicos	normalmente	são	usados	no	controle	de	volume	de	equipamentos
que	operem	com	som.
Teste	e	Substituição
Os	potenciômetros	e	trimpots	podem	queimar	ou	ter	seu	elemento	resistivo
interrompido	além	de	apresentar	problemas	de	contatos.	Um	dos	problemas	mais
comuns	dos	potenciômetros	é	justamente	dado	pelas	falhas	de	contato	quando	o
potenciômetro	de	volume	de	um	equipamento	de	som	faz	o	som	"arranhar"
quando	o	ajustamos.	Este	tipo	de	problema	pode	ser	resolvido	pingando-se	uma
substância	solvente	que	limpe	a	sujeira	acumulada	no	elemento	resistivo.
Para	testar	um	potenciômetro	medimos	sua	resistência	entre	as	extremidades	e
entre	as	extremidades	e	o	cursor,	movimentando	o	cursor.
Neste	movimento,	o	multímetro	deve	indicar	uma	variação	suave	da	resistência.
Saltos	da	agulha	indicam	falhas	de	contato.
LÂMPADAS	INCANDESCENTES
Lâmpadas	incandescentes	de	diversos	tipos	são	encontradas	nos	equipamentos
eletrônicos	exercendo	funções	de	indicadores	de	painel,	efeitos	de	luz,
sinalização,	etc.	As	características	não	lineares	do	filamento	(tensão	x	corrente)
também	possibilitam	a	utilização	da	lâmpada	como	elemento	regulador	de
corrente	em	certos	circuitos	eletrônicos.
As	lâmpadas	incandescentes	são	formadas	por	um	fino	filamento	de	tungstênio
colocado	dentro	de	um	bulbo	de	vidro	onde	não	há	oxigênio.	Quando	uma
corrente	elétrica	aquece	o	filamento	ele	produz	luz.	O	metal	do	filamento	não
queima	porque	não	existe	oxigênio	para	alimentar	a	reação	de	combustão.	Os
equipamentos	eletrônicos	comuns	normalmente	usam	pequenas	lâmpadas
incandescentes	de	1,5	a	12	V	com	correntes	na	faixa	de	miliamperes	(10	a	500
mA).
Nos	equipamentos	modernos	as	lâmpadas	praticamente	não	mais	são	usados,
sendo	encontrados	em	seu	lugar	os	LEDs.	Os	LEDs	também	estão	substituindo
as	lâmpadas	incandescentes	comuns	na	iluminação	ambiente	e	em	outra
aplicação.	São	as	lâmpadas	de	LEDs	que	têm	princípio	de	funcionamento
completamente	diferente.	Analisaremos	seu	funcionamento	mais	adiante	quando
tratarmos	dos	LEDs.
Símbolos	e	Tipos
A	figura	51	mostra	os	símbolos	usados	para	representar	lâmpadas	incandescentes
e	os	tipos	mais	comuns	encontrados	em	aplicações	elétricas	e	eletrônicas.
Figura	51
Observe	que	a	base	ou	soquete	(receptáculo)	da	lâmpada	muda	de	tamanho	e
forma.	Os	dois	tipos	principais	são	o	baioneta	e	a	rosca.
Especificações
Tensão	nominal
É	a	tensão	de	operação	da	lâmpada.	Os	tipos	comuns	têm	tensões	de	operação	na
faixa	de	1,5	a	12	V.
Corrente	nominal
É	a	corrente	que	flui	pelo	filamento	da	lâmpada	quando	a	tensão	nominal	é
aplicada.	Os	tipos	usados	em	aplicações	eletr6onicas	variam	entre	10	mA	e	500
mA	tipicamente.
Número	ou	Tipo
Em	alguns	catálogos	de	lâmpadas	para	aplicações	eletrônicas,	seu	tipo	pode	ser
indicado	por	um	número.	Este	número	de	identificação.	Assim,	a	lâmpada	“47”	é
bem	conhecida	e	tem	por	características	6,3	V	x	150	mA.
Onde	elas	são	encontradas
Lâmpadas	incandescentes	são	encontradas	em	painéis	de	equipamentos	e	em
outras	aplicações	onde	iluminação	seja	necessária.	Lembramos	que	este	tipo	de
dispositivo	a	cada	dia	vem	sendo	mais	substituído	pelos	LEDs	(de	que	falaremos
mais	adiante).
Teste	e	Substituição
Os	filamentos	das	lâmpadas	devem	ter	uma	resistência	muito	baixa	(da	ordem	de
dezenas	ou	centenas	de	ohms	no	máximo).	Assim,	o	teste	de	sua	integridade
pode	ser	feito	com	o	multímetro.	Alta	resistência	no	teste	significa	um	filamento
interrompido	e	portanto	uma	lâmpada	queimada.	A	substituição	de	uma	lâmpada
num	equipamento	eletrônico	deve	ser	feita	por	outra	que	tenha	mesma	tensão	e
corrente	que	a	original.
LÂMPADAS	NEON
As	lâmpadas	neon	são	usadas	em	muitos	circuitos	como	indicadores	de	painel	e
também	como	elementos	ativos	já	que	possuem	características	que	possibilitam
seu	aproveitamento	como	oscilador.	As	lâmpadas	neon	consistem	em	pequenos
bulbos	vidro	cheios	de	gás	neon	com	dois	eletrodos	que	não	se	tocam.
Quando	aplicamos	uma	tensão	suficientemente	alta	aos	eletrodos	o	gás	se	ioniza
e	emite	uma	luz	alaranjada.	Uma	lâmpada	neon	comum	precisa	de	uma	tensão	de
aproximadamente	80	V	para	acender.	Com	a	ionização	a	resistência	do	gás	cai	e
a	lâmpada	pode	conduzir	uma	corrente	mais	intensa.
Símbolo	e	Tipos
Na	figura	52	temos	o	símbolo	da	lâmpada	neon	e	o	aspecto	dos	tipos	maiscomuns.
Figura	52
Observe	que	elas	não	possuem	filamento.	No	seu	interior	existem	dois	eletrodos
(bastões	ou	pequenas	placas)	que	não	fazem	contato	um	com	o	outro.
Especificações
A	principal	especificação	de	uma	lâmpada	neon	é	a	tensão	de	disparo	ou	tensão
de	ionização.	Para	os	tipos	comuns	esta	tensão	fica	entre	60	e	80	V.	Muitos
fabricantes	também	indicam	suas	lâmpadas	por	um	código	como,	por	exemplo,
NE-2H,	NE-51,	etc.	Em	alguns	casos	a	lâmpada	pode	ter	um	resistor	interno	para
limitação	da	corrente.	Dependendo	da	aplicação	é	preciso	saber	se	este	resistor
está	ou	não	presente.
Onde	são	encontradas	e	como	são	usadas
As	lâmpadas	neon	podem	tanto	ser	usadas	como	indicadores	como	elementos	de
um	circuito	oscilador.	Na	figura	53	temos	um	circuito	em	que	a	lâmpada	é	usada
para	indicar	se	existe	energia	numa	rede	de	alimentação	de	110	V	ou	220	V.
Figura	53
O	resistor	ligado	em	série	com	a	lâmpada,	para	limitar	a	corrente	pode	ter
valores	entre	47k	e	1M	ohms.	Algumas	lâmpadas,	como	a	NE-2	já	tem	um
resistor	interno	calculado	para	sua	operação	na	rede	de	120	V.
Outra	aplicação	é	como	oscilador,	gerando	um	sinal	cuja	frequência	depende	de
RC	e	que	tem	forma	de	onda	dente	de	serra.	O	circuito	oscilador	de	relaxação
com	lâmpada	neon	é	mostrado	na	figura	54.
Figura	54
Outra	aplicação	para	a	lâmpada	neon	é	como	indicador	de	fase	para	a	rede	de
energia	e	que	é	mostrada	na	figura	55.
Figura	55
Se	ligado	ao	terminal	de	fase	de	uma	rede	de	energia,	a	lâmpada	acenderá.	O
leitor	não	vai	tomar	choques	porque	o	resistor	em	série	limita	bastante	a	corrente
que	é	tão	baixa	que	não	consegue	excitar	nossos	nervos	a	ponto	de	nos	causar
qualquer	sensação.
Testando
Basta	ligar	em	série	um	resistor	de	220	k	ohms	e	alimentar	a	lâmpada	com	110	V
ou	220	V.	Ela	deve	acender	se	estiver	boa.
Atenção:	Nunca	ligue	uma	lâmpada	neon	diretamente	na	rede	de	energia.
Sem	o	resistor	limitador	ela	pode	explodir!
LDRs	OU	FOTO-RESISTORES
Foto	resistores,	células	de	sulfeto	de	cádmio	(CdS)	ou	LDRs	(Light	Dependent
Resistor)	são	componentes	sensíveis	à	luz.	Eles	possuem	uma	superfície	sensível
(sulfeto	de	cádmio)	que	apresenta	uma	resistência	muito	alta	no	escuro	mas	que
cai	quando	iluminada.	No	escuro	a	resistência	é	da	ordem	de	milhões	de	ohms
caindo	para	centenas	ou	dezenas	de	ohms	sob	luz	forte.	O	LDR	é	usado	como
sensor	de	luz	em	inúmeros	equipamentos	eletrônicos.
O	tamanho	e	formato	do	LDR	depende	da	aplicação	as	que	ele	se	destina.
Símbolo	e	Tipos
Na	figura	56	temos	os	símbolos	adotados	para	representar	o	LDR.
Figura	56
Na	figura	57	temos	o	aspecto	do	tipo	mais	comum.
Figura	57
Especificações
Os	LDRs	comuns	são	especificados	pelo	seu	tamanho	e	também	por	números	de
tipos	através	dos	quais	podemos	observar	suas	características	a	partir	de	dados
técnicos	(curvas)	fornecidas	pelos	fabricantes.
Onde	são	encontrados
Muitas	aplicações	dotadas	de	controles	sensíveis	a	luz	usam	LDRs	como
elementos	sensores.	A	mais	conhecida	é	no	controle	automático	de	iluminação,
que	acende	as	luzes	de	um	local	quando	escurece	e	as	apaga	quando	clareia	(por
exemplo,	iluminação	pública).
Conforme	mostra	a	figura	58	os	LDRs	são	colocados	de	modo	a	receber	a	luz
ambiente	e	acionar	um	circuito	de	controle	para	acender	ou	apagar	um	conjunto
de	lâmpadas.
Figura	58
Apesar	dos	LDRs	serem	dispositivos	muito	sensíveis	eles	não	são	rápidos	o
suficiente	para	certas	aplicações,	como	por	exemplo	a	leitura	óptica	de	código	de
barras	e	outras.	Para	estas	aplicações	o	leitor	vai	encontrar	outros	componentes
de	que	falaremos	futuramente.	Em	muitas	aplicações	os	LDRs	são	dotados	de
recursos	ópticos	que	permitem	aumentar	sua	sensibilidade	e	diretividade
(capacidade	de	focalizar	o	local	de	onde	deve	vir	a	luz).	Isso	pode	ser
conseguido	com	sua	instalação	em	tubos	opacos	com	lentes,	conforme	mostra	a
figura	59.
Figura	59
Como	Testar
Para	testar	um	LDR	basta	medir	sua	resistência	no	claro	e	depois	no	escuro.
Podemos	fazer	isso	usando	um	multímetro	comum	numa	escala	intermediária	de
resistência.	Cobrindo-o	com	a	mão	de	modo	que	não	receba	luz	deve	apresentar
uma	resistência	alta	(acima	de	10	000	ohms,	tipicamente)	e	quando	descoberto
de	modo	a	receber	a	luz	ambiente	deve	apresentar	uma	baixa	resistência	(menor
que	10	000	ohms,	tipicamente)
NTC/PTC
Resistores	com	Coeficiente	negativo	de	temperatura	ou	Negative	Temperature
Coefficient	e	resistores	com	coeficiente	positivo	de	temperatura	(Positive
Temperature	Coefficient)	são	componentes	cuja	resistência	varia	com	a
temperatura.	No	NTC	(negativo)	a	resistência	diminui	quando	a	temperatura
aumenta	e	no	PTC	(positivo)	a	temperatura	aumenta	quando	a	temperatura	se
eleva.
Estes	componentes	são	fabricados	com	materiais	(ligas	e	misturas)	que	tem
propriedades	térmicas	especiais.
Símbolos,	Tipos	e	Curva	Característica
Na	figura	60	mostramos	os	símbolos	usados	para	representar	estes	componentes,
os	aspectos	dos	tipos	mais	comuns	e	suas	curvas	características.
Figura	60
O	tamanho	do	componente	determina	sua	rapidez	ao	responder	com	alterações
da	resistência	uma	mudança	da	temperatura	do	local	em	que	ele	está	instalado.
Especificações
Os	NTCs	e	os	PTCs	são	especificados	pela	resistência	que	apresentam	a	uma
determinada	temperatura,	normalmente	a	temperatura	ambiente	de	20	°C.	As
demais	resistências	apresentadas	pelo	componente	podem	ser	obtidas	pela	sua
curva	característica	que	normalmente	é	fornecida	pelo	fabricante.
Onde	são	encontrados
NTCs	e	PTCs	são	usados	nos	equipamentos	eletrônicos	como	sensores	de
temperatura.	Eles	podem	ser	montados	fora	dos	equipamentos	para	sensoriar	a
temperatura	ambiente	ou	dentro	dos	equipamentos	para	sensoriar	a	temperatura
das	suas	partes	mais	críticas	sujeitas	a	aquecimento.
Podemos	usar	os	NTCs	tanto	para	acionar	dispositivos	de	refrigeração	ou
aquecimento	quando	a	temperatura	atinge	um	certo	valor	como	para	compensar
os	circuitos	que	alimentam	circuitos	que	se	aquecem.
Assim,	num	condicionador	de	ar	um	NTC	pode	ser	usado	para	acionar	o	circuito
eletrônico	que	controla	a	temperatura	do	ambiente.	Evidentemente	ele	será
apenas	o	sensor	sendo	ligado	a	um	circuito	de	controle,	normalmente	um
microcontrolador.
Como	Testar
NTCs	e	PTCs	podem	queimar	ou	sofrer	alterações	de	características.	Neste	caso,
sua	resistência	nominal	se	altera	ou	ele	não	mais	responde	às	variações	da
temperatura.	O	teste	mais	simples	consiste	na	medida	da	resistência	usando	o
multímetro.
VDR
Voltage	Dependent	Resistores	ou	Resistores	que	Dependem	da	Tensão	são
também	denominados	Varistores	de	óxido	de	zinco	ou	metal	oxido.	Outra
denominação	encontrada	para	estes	componentes	é	como	TSA	(Transient	Surge
Absorbes)	ou	componentes	que	absorvem	transientes.	Estes	componentes
possuem	uma	resistência	que	muda	com	a	tensão	aplicada.	Esta	resistência	cai
abruptamente	possibilitando	a	circulação	de	correntes	intensas	quando	a	tensão
ultrapassa	certo	valor.
Esta	característica	possibilita	a	sua	utilização	como	protetor	de	linha	de
alimentação	de	aparelhos	sensíveis	como	computadores,	para	absorver
transientes	e	picos	de	alta	tensão	que	possam	estar	presentes	na	energia.
Símbolos	e	Tipos
Na	figura	61	mostramos	os	aspectos	e	os	símbolos	adotados	para	representar	os
VDRs.	O	tamanho	vai	depender	da	quantidade	de	energia	que	eles	podem
absorver	quando	se	tornam	condutores.
Figura	61
Especificações
A	especificação	principal	de	um	VDR	é	a	sua	tensão	de	operação,	ou	a	tensão	em
que	ele	se	torna	condutor.	Para	os	componentes	mais	comuns	esta	tensão	varia
entre	18	e	1800	volts.
Como	são	usados	e	onde	são	encontrados
O	profissional	da	eletricidade	vai	encontrar	os	VDRs	principalmente	nos
circuitos	de	entrada	de	alimentação	de	aparelhos	elétricos	e	eletrônicos	comuns
como	um	protetor	contra	transientes.	Estes	dispositivos	ficam	em	paralelo	com	a
linha	de	energia,	absorvendo	qualquer	pulso	ou	transiente	que	venha	pela
alimentação	e	que	possa	causar	danos	ao	equipamento	alimentado.
Quando	isso	ocorrer	o	componente	põe	em	curto	a	alimentaçãopor	um	instante	e
absorve	a	energia	do	pulso	de	ata	tensão	numa	ação	muito	rápida.
É	comum	encontrarmos	esses	componentes	nas	tomadas	protegidas	muito	usadas
para	alimentar	computadores,	como	a	mostrada	na	figura	62.
Figura	62
Como	testar
Os	efeitos	dos	picos	de	tensão	que	são	absorvidos	pelo	VDR	fazem	com	que	ele
tenha	uma	vida	limitada.	Cada	pico	provoca	um	leve	aquecimento	do
componente	que	se	reflete	numa	mudança	gradual	de	suas	características.	Assim,
chega	o	momento	em	que	ele	entra	em	curto	ou	não	age	mais	devendo	ser
substituído.	Ao	fazer	a	troca	de	um	VDR	deve	ser	usado	sempre	um	de	mesma
tensão	e	mesma	capacidade	de	absorção	de	energia	que	é	dada	em	Joules.
Para	testar	podemos	apenas	descobrir	se	ele	esta	em	curto	medindo	sua
resistência.
CAPACITORES
Capacitores	são	componentes	que	têm	por	função	armazenar	energia	elétrica.	Os
capacitores	comuns	são	formados	por	duas	peças	de	material	condutor	separadas
por	um	material	isolante.	Quando	uma	tensão	DC	é	aplicada	entre	estas	placas
condutores	chamadas	“armaduras”,	ele	fica	carregado:	uma	armadura	armazena
cargas	positivas	e	a	outra	armazena	cargas	negativas.
O	material	isolante,	denominado	dielétrico	normalmente	dá	nome	ao	capacitor
(mica,	poliéster,	cerâmica,	etc.).	A	forma	como	os	capacitores	são	construídos
pode	variar	assim	como	o	tamanho	dependendo	de	quanto	de	carga	se	deseja	que
eles	armazenem.
Tipos	e	Símbolos
Na	figura	63	mostramos	os	principais	símbolos	adotados	para	representar	os
capacitores	assim	como	os	aspectos	dos	tipos	mais	comuns.
Figura	63
Também	encontramos	capacitores	com	invólucros	SMD	que	podem	ser
confundidos	com	os	resistores,	pois	são	semelhantes.	Para	saber	se	é	um
capacitor	ou	um	resistor	num	circuito	precisamos	consultar	o	diagrama	ou	ainda
medi-lo.
As	diferenças	entre	os	tipos	são	importantes,	pois	conforme	o	material	usado
como	dielétrico	podem	se	manifestar	propriedades	específicas	que	tornam	os
capacitores	ideais	para	determinadas	aplicações.	Assim,	enquanto	os	capacitores
cerâmicos	e	de	mica	são	indicados	para	circuitos	de	altas	frequências,	os	de
poliéster	e	eletrolíticos	são	indicados	para	aplicações	em	circuitos	de	corrente
contínua	e	baixa	frequência.
O	profissional	também	precisa	estar	atento	que	determinados	tipos	de
capacitores	como	os	eletrolíticos,	são	polarizados.	Isso	significa	que	eles
possuem	uma	armadura	que	sempre	deve	ser	positiva	e	uma	que	sempre	deve	ser
negativa.	Se	eles	forem	ligados	invertidos	podem	sofrer	danos	e	até	mesmo
explodir	em	alguns	casos.
Especificações
Ao	trabalhar	com	capacitores	nos	circuitos	eletrônicos	o	eletricista	deve	estar
atento	as	seguintes	especificações	destes	componentes:
Capacitância
A	capacitância	é	medida	em	farads.	No	entanto,	os	capacitores	usados	na	maioria
dos	equipamentos	eletrônicos	possui	capacitâncias	muito	pequenas,	muito
menores	que	1	farad,	sendo	normal	o	uso	dos	seus	submúltiplos.
Na	tabela	dada	a	seguir	temos	os	submúltiplos	mais	usados:
Unidade Símbolo Valor	em	Farads	(F)
Microfarad µF 0,000	001	F
Nanofarad nF 0,000	000	001	F
Picofarad pF 0,000	000	000	001	F
Tabela	5
A	tabela	seguinte	mostra	como	fazer	a	conversão	de	um	submúltiplo	para	outro:
Para	converter em Multiplique	por
Microfarads Nanofarads 1	000
Microfarads Picofarads 1	000	000
Nanofarads Picofarads 1	000
Nanofarads Microfarads 0,001
Picofarads Microfarads 0,000	001
Picofarads Nanofarads 0,001
Tabela	6
Assim	como	no	caso	dos	resistores,	alguns	capacitores	são	pequenos	demais	para
que	seus	valores	sejam	gravados	de	forma	normal	nos	seus	invólucros.
Encontramos	então	as	especificações	destes	componentes	sob	a	forma	de
códigos	que	o	leitor	deve	conhecer.
Um	desses	códigos	é	o	de	3	dígitos.	Este	código	é	formado	por	3	números	ou
dois	números	e	uma	letra.	Para	o	caso	de	três	números	os	dois	primeiros	formam
o	valor	que	deve	ser	seguido	do	número	de	zeros	dado	pelo	terceiro	algarismo	ou
multiplicado	pelo	prefixo	indicado	pela	letra.
Exemplos:
10	n	=	10	nF
47p	=	47	pF
103	=	10	000	pF	=	10	nF
474	=	470	000	pF	=	470	nF
Abaixo	de	100	pF,	apenas	dois	dígitos	são	usados.	Exemplo:
27	=	27	pF
Tensão	de	trabalho
A	capacitância	de	um	capacitor	depende	da	distância	entre	as	placas	e	da
natureza	do	material	usado	como	dielétrico.	Quanto	mais	fino	for	o	dielétrico,
maior	a	capacitância,	mas	existe	um	problema	que	limita	a	espessura.	Se	o
isolador	for	muito	fino	ele	não	consegue	isolar	tensões	elevadas.	Uma	tensão
acima	de	certo	valor	"fura"	o	dielétrico,	provocando	a	queima	do	capacitor,	já
que	ele	perde	sua	capacidade	de	isolar	no	local	em	que	isso	ocorre.
Assim,	além	da	capacitância	os	capacitores	também	têm	indicada	a	tensão
máxima	de	trabalho	normalmente	especificada	em	valores	contínuos	como
WVDC	(Working	Voltage	DC).
Os	tipos	comuns	usados	em	eletrônica	podem	ter	tensões	de	trabalho	de	1	V	a
mais	de	1000	V.
Tipos
Os	principais	tipos	de	capacitores	encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos	são:
Capacitores	eletrolíticos
Este	tipo	de	capacitor	usa	folhas	de	alumínio	como	armaduras	e	como	dielétrico
uma	finíssima	camada	de	óxido	que	se	forma	sobre	as	folhas	por	um	processo
eletrolítico.	Como	esta	camada	é	muito	fina,	podemos	obter	grandes
capacitâncias	em	pequenos	espaços.	Assim,	os	capacitores	eletrolíticos	se
caracterizam	por	sua	capacitância	elevada	sendo	encontrados	em	valores
tipicamente	de	0,5	a	100	000	uF	ou	mais.	Os	capacitores	eletrolíticos	são
polarizados	o	que	significa	que	existe	uma	armadura	eu	deve	ficar	sempre
positiva	em	relação	a	outra.	A	marcação	de	polaridade	é	feita	no	próprio
invólucro	destes	componentes	conforme	mostra	a	figura	64.	Os	capacitores
eletrolíticos	são	indicados	para	circuitos	de	corrente	contínua	e	baixas
frequências.
Figura	64
Capacitores	de	tântalo
Os	capacitores	de	tântalo	são	semelhantes	aos	eletrolíticos	no	princípio	de
fabricação	exceto	pelo	fato	do	óxido	que	se	forma	ser	de	outro	elemento:	o
tântalo.	Como	o	óxido	de	tântalo	tem	uma	constante	dielétrica	muito	maior	do
que	o	óxido	de	alumínio	é	possível	obter	grandes	capacitâncias	em	componentes
de	tamanho	extremamente	reduzido.	Os	capacitores	de	tântalo	também	são
polarizados.
Capacitores	cerâmicos
Cerâmicas	especiais	como	as	de	titânio,	bário	e	outras	são	usadas	como
dielétricos	destes	capacitores	que	encontram	aplicações	em	circuitos	que	vão	de
corrente	contínua	a	altas	frequências.	O	tipo	mais	comum	é	o	disco	cerâmico	que
pode	ser	encontrado	com	capacitâncias	de	1	pF	a	470	nF	tipicamente.
Capacitores	de	polistireno
Este	capacitor	está	incluído	na	família	dos	tipos	plásticos	em	que	temos	um
filme	fino	de	poliestireno	como	dielétrico.	Normalmente,	este	tipo	de	capacitor	é
fabricado	com	as	folhas	formando	um	tubo,	o	que	lhes	dota	de	certa	indutância
que	limita	suas	aplicações	em	circuitos	de	altas	frequências.
Capacitores	de	poliéster	(filme)
Outro	tipo	de	plástico	que	é	muito	usado	na	fabricação	de	capacitores	é	o
poliéster	que	tanto	pode	dar	origem	aos	tipos	tubulares	como	planos.	Este	tipo	de
capacitor	também	não	é	recomendado	para	aplicações	em	frequências	muito
altas	e	pode	ser	encontrado	numa	faixa	de	valores	de	1000	pF	a	mais	de	10	uF.
Outros	tipos
Muitos	outros	materiais	que	apresentam	propriedades	dielétricas	importantes
podem	ser	usados	para	fabricação	de	capacitores.	Por	exemplo,	podemos	usar	a
mica	para	fazer	capacitores	de	alta	precisão	para	instrumentos.	Capacitores	que
usam	dielétrico	de	papel	embebido	em	óleo	ainda	são	encontrados	em
equipamentos	antigos.
Onde	são	encontrados
O	eletricista	deve	estar	familiarizado	com	muitos	tipos	de	capacitores	como	os
encontrados	em	motores	de	eletrodomésticos	e	outros.	No	entanto,	os	capacitores
encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos,	além	de	serem	diferentes,	podem	ser
encontrados	numa	variedade	muito	maior	de	tipos	e	tamanhos.
Os	capacitores	são	usados	em	muitas	funções	importantes	nos	circuitos
eletrônicos	como,	por	exemplo,	na	determinação	da	frequência	de	operação,	em
circuitos	de	filtros,	em	circuitos	de	tempo,	na	filtragem	de	correntes	e	sinais
além	de	muitas	outras.Podemos	dizer	que,	depois	dos	resistores,	os	capacitores
são	os	componentes	que	aparecem	em	maior	quantidade	nos	equipamentos
eletrônicos.
Como	Testar
Um	capacitor	em	bom	estado	deve	se	comportar	como	um	isolante.	Assim,
quando	medimos	sua	resistência	com	um	multímetro,	um	capacitor	em	bom
estado	apresenta	uma	resistência	infinita.	Alguns	capacitores	de	valores	altos
(acima	de	10	uF)	podem	apresentar	uma	pequena	resistência,	denominada	"de
fuga"	que	é	torrada	se	for	acima	de	1	M	ohms.	No	entanto,	se	qualquer
resistência	abaixo	deste	valor	for	medida	o	capacitor	estará	comprometido.	Uma
resistência	nula	indica	um	capacitor	em	curto	e	uma	resistência	em	baixa	indica
um	capacitor	com	fugas.
O	teste	com	o	multímetro	não	revela	se	o	capacitor	está	bom	(com	capacitância)
a	não	ser	quando	ele	tenha	valores	acima	de	uns	470	nF.	Quando	testamos	estes
capacitores	a	agulha	do	multímetro	vai	até	perto	de	zero	ao	tocarmos	as	pontas
de	prova	para	depois	voltar	até	marcar	uma	resistência	próxima	de	infinito.	Se
este	movimento	não	ocorrer	dizemos	que	o	capacitor	está	"aberto"	ou	"sem
capacitância".
CAPACITORES	VARIÁVEIS
Da	mesma	forma	que	no	caso	dos	resistores,	existem	certas	aplicações	em	que
precisamos	mudar	a	capacitância	apresentada	por	um	componente	num	circuito
durante	o	seu	funcionamento	ou	para	efeitos	de	ajuste.	Um	exemplo	está	nos
receptores	de	rádio	em	que	variamos	a	capacitância	de	um	componente	para
mudar	sua	frequência	de	operação	possibilitando	assim	a	sintonia	das	diversas
estações.
Os	capacitores	que	podem	ter	sua	capacitância	alterada	são	denominados
capacitores	variáveis	e	podem	ser	encontrados	em	dois	tipos	básicos:	o	trimmer
que	é	um	capacitor	de	ajuste	e	o	capacitor	variável	que	é	um	capacitor	de
sintonia.
Símbolos	e	aspectos
Na	figura	65	mostramos	o	símbolo	usado	para	representar	os	capacitores
variáveis	e	os	aspectos	dos	principais	tipos	encontrados	nos	equipamentos
eletrônicos.
Figura	65
Existem	também	tipos	antigos	com	base	de	porcelana.
Especificações
Capacitância
Capacitores	variáveis	e	trimmers	podem	ser	tanto	especificados	pela	capacitância
máxima	que	apresentam	como	pela	faixa	de	capacitâncias	que	podem	assumir.
Assim,	um	trimmer	de	3-30	pF	é	um	trimmer	que	pode	ser	ajustado	para	ter
capacitâncias	entre	3	pF	e	30	pF.	A	capacitância	maior	é	obtida	quando	o
componente	está	totalmente	"fechado",	ou	seja,	a	maior	área	das	armaduras	se
defronta.
Tipo
O	tipo	do	capacitor	variável	ou	trimmer	é	especificado	pelo	número	de	seções	e
pelo	material	usado	como	dielétrico.	Assim,	os	capacitores	antigos	usam	como
dielétrico	o	próprio	ar	(não	à	nenhum	material	separando	as	armaduras)
enquanto	que	tipos	mais	modernos	usam	plásticos.
Tensão
Em	muitas	aplicações	é	importante	saber	qualquer	é	a	tensão	máxima	que
podemos	aplicar	entre	as	armaduras	do	capacitor	sem	que	ocorra	o	faiscamento
ou	o	rompimento	do	material	do	dielétrico.	Em	especial,	esta	especificação	é
importante	em	transmissores	onde	tensões	de	até	milhares	de	volts	podem
aparecer	entre	as	armaduras	de	um	capacitor.
Onde	eles	são	encontrados
Capacitores	variáveis	são	usados	principalmente	em	circuitos	de	altas
frequências	tais	como	receptores	de	rádio,	telecomunicações,	televisores,
transmissores	e	em	muitos	outros	onde	sinais	de	frequências	acima	de	100	kHz
estão	presentes	e	precisam	ser	ajustadas.
Como	testar
O	teste	mais	simples	consiste	em	se	verificar	se	as	armaduras	estão	isoladas	uma
das	outras	que	é	a	condição	principal	para	que	eles	funcionem.	Podemos	então
testar	um	capacitor	variável	com	o	multímetro	medindo	sua	resistência	a	qual
deve	ser	infinita.	Um	capacitor	com	resistência	nula	está	com	as	placas	em	curto,
ou	encostando	uma	nas	outras.
BOBINAS	OU	INDUTORES
Bobinas,	choques	ou	indutores	são	componentes	formados	por	espiras	de	fios
esmaltados	em	formas	que	podem	ou	não	ter	um	núcleo	de	material	ferroso.	Os
núcleos	de	materiais	ferrosos	podem	ser	ferrite,	ferro	doce,	pó	de	ferro	ou	outros.
A	função	de	um	indutor	num	circuito	eletrônico	é	apresentar	uma	oposição	a
variações	rápidas	da	corrente.
A	indutância	de	um	indutor	é	medida	em	Henry	(H)	sendo	comum	o	uso	de	seus
submúltiplos,	o	miliehenry	(mH)	e	o	microhenry	(uH).	O	número	de	voltas	de
fio	e	a	espessura	do	fio	além	das	dimensões	da	bobina	determinam	a	sua
indutância.	Existem	três	tipos	básicos	de	indutores	encontrados	nos	aparelhos
eletrônicos:	os	choques	de	filtro	que	operam,	com	baixas	frequências	e	são
enrolados	em	formas	com	chapas	de	ferro	doce	como	núcleo,	os	choques	de	uso
geral	para	RF	com	indutâncias	intermediárias	e	núcleos	de	ferrite	e	os	choques
de	alta	frequência	sem	núcleo	usados	em	circuitos	de	sintonia.
Símbolos	e	tipos
Na	figura	66	mostramos	os	principais	tipos	de	bobinas	que	encontramos	nos
equipamentos	eletrônicos	juntamente	com	os	símbolos.
Figura	66
Veja	que	a	linha	que	pode	ser	contínua	ou	interrompida,	no	símbolo,	indica	a
presença	ou	não	do	núcleo	e	o	seu	tipo.	Bobinas	ajustáveis,	que	possuem	núcleos
que	podem	ser	movidos	no	seu	interior,	também	são	encontradas	em	algumas
aplicações.
Especificações
As	bobinas	podem	ser	especificadas	somente	pela	sua	indutância	(H)	ou	então
também	pelo	tipo	de	núcleo	que	usam.	Valores	típicos	nas	aplicações	eletrônicas
têm	indutâncias	de	poucos	microhenry	a	mais	de	1	henry.
Onde	são	encontradas
Encontramos	bobinas	numa	ampla	variedade	de	funções	nos	circuitos
eletrônicos.	Assim,	as	bobinas	pesadas	de	núcleos	de	materiais	laminados	são
encontradas	como	filtros	em	fontes	de	alimentação.	Bobinas	com	núcleos	de
ferrite	retos	ou	toroidais	podem	ser	encontradas	em	filtros	de	linhas	e	em	fontes
chaveadas.	Bobinas	de	baixa	indutância	com	núcleos	ajustáveis	podem	ser
encontradas	nos	circuitos	de	sintonia	ou	ajuste	de	equipamentos	transmissores,
receptores,	televisores	e	muitos	outros.
O	uso	de	bobinas	de	grandes	indutâncias	nos	circuitos	é	em	geral	evitado,	pois
são	componentes	caros,	pesados	e	volumosos.
Como	testar
Para	testar	um	indutor	o	procedimento	mais	comum	é	verificar	se	a	bobina
apresenta	continuidade.	Mede-se	sua	resistência	que	deve	ser	baixa,	entre	fração
de	ohm	e	no	máximo	uns	5000	ohms	para	os	tipos	de	indutâncias	muito	altas.
Uma	resistência	infinita	indica	que	a	bobina	está	interrompida	(aberta).
No	entanto,	este	teste	não	indica	quando	a	bobina	tem	as	espiras	em	curto.
Uma	bobina	que	tenha	sofrido	uma	sobrecarga	apresenta	sinais	de	queimado,	ou
seja,	os	fios	perdem	o	isolamento	pela	queima	do	esmalte.
TRANSFORMADORES
Os	transformadores	são	componentes	formados	por	dois	ou	mais	enrolamentos
que	têm	um	núcleo	em	comum	de	modo	que	a	corrente	que	circula	por	um	deles
possa	induzir	uma	corrente	no	outro.	Nesta	indução	a	corrente	tem	suas
características	alteradas.
Assim,	se	tivermos	um	transformador	com	um	enrolamento	denominado
primário	com	1000	espiras	de	fio	e	nele	aplicarmos	100	Volts,	se	o	secundário
tiver	100	espiras,	obteremos	nele	10	V	e	se	tiver	10	000	espiras	obteremos	1	000
V.	Os	transformadores	são	usados,	portanto,	para	alterar	as	correntes	e	tensões
num	circuito.
Os	transformadores	só	podem	operar	com	sinais	alternados	que	tanto	podem	ser
de	baixa	frequência	como	a	tensão	da	rede	de	energia,	como	de	altas	frequências
como	por	exemplo	em	fontes	especiais	chaveadas	que	operam	entre	50	kHz	e
500	kHz	ou	ainda	sinais	de	RF	acima	de	100	kHz	em	circuitos	de	diversos	tipos.
Na	figura	67	mostramos	o	princípio	de	funcionamento	do	transformador.
Figura	67
As	bobinas	que	formam	um	transformador	podem	ser	enroladas	em	diversos
tipos	de	núcleos,	dependendo	da	aplicação.	Os	núcleos	de	lâminas	de	ferro
servem	apenas	para	transformadores	de	baixas	frequências,	os	tipos	de	ferrite	e
pó	de	ferro	servem	para	altas	frequências	e	em	alguns	casos	podemos	até	ter
transformadores	sem	núcleo	(núcleo	de	ar).
Símbolos	e	tipos
Na	figura	68	mostramos	os	símbolos	adotados	para	representar	os
transformadores.	Da	mesma	forma	que	nas	bobinas,	os	traços	entre	elas	indicam
o	tipo	de	núcleo	usado.
Figura	68
Especificações
As	especificações	dostransformadores	dependem	da	sua	aplicação,	ou	seja,	do
tipo	de	sinal	com	que	trabalham.	Podemos	fazer	a	seguinte	divisão:
Transformadores	usados	em	fontes	-	transformadores	de	alimentação
São	os	transformadores	que	recebem	a	energia	da	rede	e	a	alteram	para	alimentar
os	circuitos	eletrônicos.	As	especificações	principais	são:
Tensão	do	primário	-	é	a	tensão	que	deve	ser	aplicado	na	entrada	ou
enrolamento	primário	para	se	ter	o	funcionamento	normal	do
transformador.
Tensão	do	secundário	-	é	a	tensão	que	obtemos	no	enrolamento	secundário
quando	aplicamos	no	primário	a	tensão	de	primário.
Corrente	máxima	de	secundário	-	é	a	máxima	corrente	que	podemos	obter
no	secundário	do	transformador.	Multiplicando-se	a	corrente	de	secundário
pela	tensão	de	secundário	obtemos	a	potência	do	transformador.
Tipo	de	núcleo	que	pode	ser	de	ferro	laminado	ou	toroidal.
Transformadores	de	RF
São	transformadores	usados	em	circuitos	de	altas	frequências.	As	especificações
principais	são:
-	Número	de	voltas	dos	enrolamentos	e	tipo	de	fio	usado
-	Diâmetro	da	forma
-	Tipo	de	núcleo	a	ser	usado	e	suas	dimensões
Onde	são	usados
Encontramos	transformadores	de	força	ou	alimentação	na	entrada	de
equipamentos	eletrônicos	que	funcionam	com	a	energia	da	rede	local	e	que
precisam	de	tensão	mais	baixa	para	funcionar.	Como	exemplo,	podemos	dar	os
eliminadores	de	pilhas,	fontes,	e	muitos	eletroeletrônicos	de	uso	comum.
Os	transformadores	de	baixa	frequência	também	podem	ser	encontrados	dentro
dos	circuitos	como	amplificadores	para	modificar	as	características	de	sinais
além	de	outras	funções.
Transformadores	de	altas	frequências	podem	ser	encontrados	dentro	de
equipamentos	como	computadores,	eletrodomésticos,	monitores	de	vídeo	para
transformar	tensões	e	sinais.
Como	testar
O	teste	mais	simples	de	um	transformador	consiste	em	se	verificar	em	primeiro
lugar	se	suas	bobinas	apresentam	continuidade.	Elas	devem	apresentar	uma
resistência	baixa	que	pode	variar	entre	poucos	ohms	a	um	máximo	algumas
centenas	de	ohms.	Se	tiverem	resistências	muito	altas	isso	pode	significar	que
estão	interrompidas.	Como	no	caso	dos	indutores,	este	teste	não	revela	se	elas
têm	espiras	em	curto.
O	outro	teste	consiste	em	se	saber	se	os	dois	enrolamentos	de	um	transformador
estão	isolados.	Entre	eles	deve	haver	uma	resistência	muito	alta,	acima	de	100
000	ohms,	exceto	para	os	tipos	denominados:	"autotransformadores"	que
possuem	uma	ligação	em	comum	entre	o	primário	e	o	secundário.
RELÊS
Os	relês	são	chaves	eletromagnéticas.	Eles	são	formados	por	uma	bobina	e	um
conjunto	de	contatos	que	podem	ser	acionados	pela	ação	do	campo	magnético
criado	por	esta	bobina.	Aplicando	uma	tensão	na	bobina	ela	atrai	a	armadura	que
é	uma	peça	ferrosa	presa	aos	contatos	de	modo	que	eles	se	movimentam
comutando	assim	a	corrente	de	um	circuito	externo.
Na	figura	69	temos	a	estrutura	básica	de	forma	simplificada	de	um	relê	comum.
Figura	69
Os	relês	são	usados	para	se	controlar	circuitos	a	partir	de	correntes	fracas	ou	de
forma	isolada.	Podemos	aplicar	uma	baixa	tensão	a	uma	bobina	de	relê	para
controlar	um	circuito	de	alta	corrente	que	sejam	ligados	aos	seus	contatos.
A	principal	vantagem	do	uso	de	relês	está	no	fato	de	que	o	circuito	controlado
fica	completamente	isolado	do	circuito	que	o	controla.
Os	relês	podem	ser	encontrados	numa	infinidade	de	tipos	e	tamanhos	conforme
as	características	de	suas	bobinas,	a	quantidade	de	contatos	que	possuem	e	a
intensidade	da	corrente	que	podem	controlar.
Nos	tipos	comuns,	para	se	obter	grande	sensibilidade,	as	bobinas	são	formadas
por	milhares	de	espiras	de	fios	muito	finos.
Símbolos	e	Aspectos
Na	figura	70	mostramos	os	símbolos	adotados	para	representar	diversos	tipos	de
relês	assim	como	os	aspectos	mais	comuns	destes	componentes.
Figura	70
Observe	pela	figura	que	os	contatos	podem	ter	as	mesmas	funções	das	chaves.
poderemos	ter	relês	com	contatos	simples,	reversíveis	e	reversíveis	duplos,
Existem	relês	que	apresentam	até	4	ou	6	conjuntos	de	contatos,	dependendo	da
aplicação.
Um	ponto	importante	que	deve	ser	observado	quanto	ao	uso	dos	relês	é	que	nos
tipos	de	contatos	reversíveis	temos	as	funções	NA	(Normalmente	Aberto)	e	NF
(Normalmente	Fechado).	Quando	ligamos	alguma	coisa	entre	os	contatos	NA	e
C	(comum)	o	dispositivo	controlado	é	alimentado	quando	a	bobina	do	relê	é
energizada.	Por	outro	lado,	quando	ligamos	alguma	coisa	(carga)	entre	os
contatos	NF	e	C,	a	carga	externa	é	desligada	quando	o	relê	é	energizado.
Na	figura	71	mostramos	o	uso	do	relê	de	acordo	com	os	contatos	que	são
ligados.
Figura	71
Na	figura	72	temos	um	outro	tipo	muito	importante	do	relê	que	é	o	reed-relê.
Figura	72
Este	componente	é	formado	por	um	interruptor	de	lâminas	(reed	switch)	em
torno	do	qual	é	enrolada	uma	bobina.	Quando	a	bobina	é	energizada	o	campo
magnético	criado	atua	sobre	o	interruptor	fazendo-o	fechar	seus	contatos.
Existem	ainda	os	denominados	relés	de	estado	sólido	(Solid	State	Relay	ou	SSR)
que	não	possuem	partes	móveis,	diferentemente	dos	relés	comuns	que	são
dispositivos	eletromecânicos.	Esses	relés	se	baseiam	em	dispositivos
semicondutores	que	veremos	mais	adiante	neste	livro.
Especificações
Ao	trabalhar	com	relês	devemos	estar	atentos	a	três	especificações	principais:
Especificações	da	bobina
A	bobina	pode	ser	especificada	pela	tensão	e	corrente	de	operação	ou	ainda	pela
tensão	e	pela	resistência.	Veja	que	conhecendo	duas	dessas	grandezas	a	terceira
poderá	ser	calculada	facilmente	pela	lei	de	ohm.	Por	exemplo,	um	relê	de	12	V	x
50	mA	tem	uma	resistência	de	bobina	de	240	ohms.
Especificações	dos	contatos
Precisamos	saber	qual	é	a	corrente	máxima	que	os	contatos	podem	controlar.
Uma	corrente	excessiva	pode	causar	seu	desgaste	prematura	ou	ainda	sua
queima.
Configurações	dos	contatos
Conforme	vimos	os	contatos	dos	relês	podem	ser	simples,	mas	também	podem
ser	reversíveis	duplos,	triplos,	etc.	Esta	especificação	é	importante	para	o	uso	do
relê,	principalmente	quando	todos	os	elementos	dos	contatos	são	usados.
Onde	são	encontrados
Os	relês	são	encontrados	numa	infinidade	de	aplicações	domésticas	ligadas	à
rede	de	energia	e	também	a	sistemas	de	automação	e	controle.	Em	geral	eles	são
usados	por	circuitos	que	controlam	cargas	de	potência	a	partir	de	sinais.	Por
exemplo,	timers	acionam	relês	que	ligam	e	desligam	os	aparelhos	controlados.
Controles	remotos	de	portões	usam	relês	que	são	acionados	pelos	circuitos
eletrônicos	para	ativar	e	desativar	os	motores.
Pequenos	relês	podem	ainda	ser	encontrados	dentro	de	equipamentos	para
controlar	circuitos	que	devem	ser	mantidos	isolados	uns	dos	outros.
Como	Testar
Para	sabermos	se	um	relê	está	bom	precisamos	fazer	dois	testes:
Teste	da	bobina
Para	testar	as	bobinas	verificamos	sua	continuidade	o	que	pode	ser	conseguido
por	um	multímetro	na	escala	apropriada	de	resistências.	Relês	comuns	têm
resistências	que	variam	entre	alguns	ohms	a	mais	de	5	000	ohms,	conforme	a
tensão,	sensibilidade	e	tipo.	O	teste	de	continuidade	não	revela	se	a	bobina	tem
espiras	em	curto.
Teste	dos	contatos
Basta	medir	as	resistências	dos	contatos	quando	o	relê	está	ativado	e	quando	não
está	levando	em	conta	a	função	(NA	e	NF).	Um	relê	em	bom	estado	deve	ter
uma	resistência	nula	entre	os	contatos,	quando	estão	fechados	e	infinita	quando
estão	abertos.
SOLENOIDES
Os	solenoides	são	componentes	formados	por	uma	bobina	dentro	da	qual	pode
deslizar	um	núcleo	de	material	ferroso.	Quando	uma	corrente	percorre	a	bobina,
o	campo	magnético	criado	puxa	o	núcleo	para	dentro	com	força.	Esta	força	pode
ser	usada	para	acionar	os	mais	diversos	dispositivos,	como	por	exemplo,	abrir	e
fechar	uma	válvula	de	água	numa	máquina	de	lavar,	abrir	a	fechadura	de	um
portão	ou	ainda	acionar	uma	armadilha.
Os	solenoides	podem	ser	encontrados	os	mais	diversos	formatos	e	tamanhos
dependendo	da	força	que	devem	exercer,	da	tensão	de	alimentação	e	da	função
na	qual	são	usados.
Símbolo	e	aspectos
Na	figura	73	mostramos	o	símbolo	adotado	para	representar	o	solenoide	e	os
aspectos	mais	comunspara	estes	componentes.
Figura	73
Os	pequenos	solenoides	encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos	são	formados
por	milhares	de	espiras	de	fios	esmaltados	muito	finos.	Um	sistema	de	molas
permite	que	o	núcleo	volte	a	posição	original	quando	a	bobina	deixa	de	ser
energizada.
Especificações
A	principal	especificação	de	um	solenoide	é	a	tensão	que	deve	ser	aplicada	nos
seus	terminais	para	que	ele	seja	acionado.	Em	função	desta	tensão	temos	a
corrente	drenada	a	qual	depende	da	resistência	que	ele	apresenta	e	da	força	que
deve	exercer.
Os	solenoides	encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos	podem	ser	tanto
acionados	pela	tensão	AC	da	rede	de	energia	como	tensões	DC	na	faixa	de	3	a
48	V	tipicamente.	As	correntes	podem	variar	entre	alguns	miliamperes	até
diversos	amperes.
Uma	outra	especificação	que	é	importante	em	algumas	aplicações	é	a	força	que
ele	exerce	quando	energizado.
Onde	são	encontrados
O	leitor	encontrará	uma	infinidade	de	tipos	de	solenoides	não	só	em
equipamentos	eletrônicos,	mas	em	muitos	equipamentos	elétricos	como
máquinas	de	lavar	e	portões	elétricos.	Nos	equipamentos	eletrônicos	pequenos
solenoides	são	usados	para	movimentar	partes	móveis	de	equipamentos	como
VCRs,	DVDs,	toca-fitas	etc.
Os	solenoides	encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos	são	pequenos	e
delicados	sendo	alimentados	por	circuitos	eletrônicos	com	transistores	e
circuitos	integrados.
Como	testar
O	teste	elétrico	básico	de	um	solenoide	consiste	em	se	verificar	a	continuidade
de	sua	bobina	usando	o	multímetro.	Este	teste,	entretanto,	como	em	qualquer
bobina,	não	revela	se	ela	possui	espiras	em	curto.	O	melhor	teste	é	o	de
acionamento,	energizando-se	o	componente	para	verificar	se	ele	é	acionado.
A	resistência	típica	das	bobinas	dos	solenoides	varia	entre	alguns	ohms	e	alguns
milhares	de	ohms	depende	de	sua	tensão	e	força.
MOTORES
Uma	das	principais	formas	de	se	obter	movimento	de	partes	móveis	em
equipamentos	eletrônicos	é	através	de	pequenos	motores	de	corrente	contínua.
Os	motores	comuns	podem	ser	encontrados	numa	grande	variedade	de	tamanhos
e	tipos	conforme	a	força	que	devem	exercer.
Estes	motores	são	formados	por	um	conjunto	de	bobinas	que	se	movimentam	no
campo	magnético	criado	por	imãs	permanentes	ou	outras	bobinas.	A	interação
dos	campos	magnéticos	das	bobinas	cria	as	forças	que	fazem	o	motor	girar.
Basicamente	existem	dois	tipos	de	motores	que	podem	ser	encontrados	nos
equipamentos	eletrônicos:	motores	DC	ou	CC	e	motores	de	passo.
Os	motores	DC	rodam	praticamente	sem	controle,	a	não	ser	de	velocidade	e	são
usados	apenas	nas	aplicações	em	que	se	deseja	movimento.	Os	motores	de	passo
são	motores	de	precisão	que	se	movem	colocando	partes	de	um	equipamento	em
posições	definidas	com	altos	graus	de	precisão.
Por	exemplo,	o	posicionamento	de	uma	cabeça	de	leitura	de	um	DVD	ou	de
impressão	de	uma	impressora	é	feito	por	um	motor	de	passo.
Nas	aplicações	atuais	existem	ainda	outros	tipos	de	motores	como	os	motores
sem	escova,	os	servomotores	e	outros.
Símbolo	e	aspectos
Na	figura	74	temos	os	símbolos	adotados	para	representar	motores	e	o	aspecto
dos	tipos	mais	comuns.
Figura	74
Especificações
Os	motores	DC	são	especificados	tanto	pela	tensão	de	operação	como	pela
corrente	que	exigem	quando	alimentados	pela	tensão	de	operação	com
determinada	carga	ou	velocidade.	É	importante	observar	que	tanto	a	corrente
como	a	velocidade	variam	bastante	em	função	da	força	que	o	motor	tem	de	fazer,
assim	é	comum	que	os	fabricantes	especifiquem	as	características	do	motor
através	de	curvas	que	relacionam	estas	grandezas.
A	rotação	do	motor	é	indicada	em	rpm	(rotações	por	minuto)	e	pode	variar	entre
500	e	30	000	para	os	tipos	comuns.
Os	motores	de	passo,	por	sua	vez,	além	da	tensão	e	corrente	de	operação	de	cada
bobinas	são	especificados	pelo	número	de	bobina	ou	número	de	fases	que
possuem.	Os	tipos	mais	comuns	são	os	de	2	e	4	fases.
Onde	são	encontrados
Os	motores	elétricos	são	encontrados	em	uma	grande	quantidade	de
equipamentos	eletrônicos.	Encontramos	motores	praticamente	em	todos	os
aparelhos	que	possuam	partes	móveis	como	impressoras,	portões,	videocassetes,
brinquedos,	etc.
Os	problemas	que	estes	componentes	apresentam	tanto	podem	ter	origem	na
parte	elétrica	(bobina	queimada	ou	interrompida)	como	nas	partes	mecânicas	já
que	eixos,	engrenagens,	polias	e	correias	que	transmitem	seus	movimentos
podem	quebrar.
Teste
O	teste	elétrico	de	um	motor	consiste	basicamente	em	se	verificar	a	continuidade
de	sua	bobina.	Os	motores	comuns	devem	ter	bobinas	com	resistências	na	faixa
de	poucos	ohms	a	no	máximo	algumas	centenas	de	ohms.	Uma	resistência
infinita	indica	uma	bobina	aberta.	Este	teste	não	revela	se	a	bobina	possui	espiras
em	curto.
ALTO	FALANTES	E	FONES
Os	alto-falantes	e	fones	de	ouvido	são	transdutores	eletroacústicos,	ou	seja,
dispositivos	que	convertem	energia	elétrica	em	sons.	O	tipo	mais	comum	de	alto-
falante	é	o	de	bobina	móvel	que	é	mostrado	em	corte	na	figura	75.
Figura	75
Neste	componente,	quando	uma	corrente	que	tenha	frequência	e	forma	de	onda
do	sinal	a	ser	reproduzido,	circula	por	uma	bobina,	surge	uma	força
correspondente	que	tende	a	empurrar	e	puxar	um	cone	de	papelão	ou	plástico.
O	movimento	de	vai	e	vem	do	cone	produz	ondas	sonoras	que	têm	as	mesmas
características	da	corrente	que	circula	pela	bobina.	Para	criar	o	campo	que	age
com	o	criado	pela	bobina	os	alto-falantes	empregam	potentes	imãs.
Os	fones	de	ouvido	tanto	podem	ser	magnéticos	operando	segundo	o	mesmo
princípio	do	alto-falante	como	piezoelétricos,	formados	por	pequenos	cristais
que	se	deformam	quando	uma	tensão	lhes	é	aplicada.
Essa	deformação	produz	ondas	sonoras	que	retratam	o	sinal	aplicado.
Símbolos	e	Tipos
Na	figura	76	temos	os	símbolos	adotados	para	representar	fones	e	alto-falantes
assim	como	os	aspectos	mais	comuns.
Figura	76
Veja	que	existem	alto-falantes	de	tipos	e	tamanhos	diferentes,	conforme	a	faixa
de	sons	que	deve	ser	reproduzida.	Assim,	os	alto-falantes	maiores	se	destinam	à
reprodução	dos	sons	graves	enquanto	que	os	menores	a	reprodução	dos	sons
agudos	(altas	frequências).
Observamos	que	existe	alto-falantes	que	são	projetados	par	funcionar
exclusivamente	dentro	de	caixas	acústicas.
Especificações
a)	Impedância:	quando	trocando	um	alto-falante	ou	adquirindo	um	para
um	projeto	uma	primeira	especificação	que	deve	ser	observada	é	a
impedância.	A	impedância	diz	de	que	modo	o	alto-falante	recebe	a	energia
(sinal).	A	impedância	é	medida	em	ohms	e	deve	casar	com	a	saída	do
amplificador.	Valores	comuns	de	impedância	estão	entre	1,6	e	8	ohms.	Se
um	alto-falante	de	impedância	muito	baixa	for	ligado	na	saída	de	um
amplificador	de	maior	impedância,	o	amplificador	pode	sofrer	uma
sobrecarga	com	a	queima	de	componentes.
b)	Potência:	é	a	quantidade	de	energia	que	o	alto-falante	pode	converter	em
som.	A	potência	é	medida	em	watts	(W).	Devemos	sempre	usar	um	alto-
falante	que	tenha	uma	potência	maior	do	que	aquela	que	o	amplificador
pode	fornecer.	É	comum	especificar	a	pot6encia	em	valores	PMPO	que
resultam	em	números	maiores	que	rms,	dando	a	falsa	impressão	de	que	o
componente	é	"mais	potente".
c)	Faixa	de	frequências:	indica	o	tipo	de	som	que	o	alto-falante	pode
reproduzir.	Assim,	existem	os	tweeter	para	agudos,	mid-ranges	para	médios
e	woofers	para	graves.	Os	full	range	reproduzem	sons	de	toda	a	faixa
audível.
Características	dos	fones
A	principal	característica	de	um	fone	de	ouvido	é	sua	impedância.	Os	fones	de
ouvido	têm	em	geral	uma	baixa	impedância	na	faixa	de	3,2	a	600	ohms	para	os
tipos	magnéticos.	Os	tipos	piezoelétricos	possuem	impedância	muito	alta.	Nunca
use	um	fone	de	baixa	impedância	onde	em	se	exige	um	fone	de	alta	impedância
e	vice-versa	pois	podem	ocorrer	problemas.
Teste
Para	testar	os	fones	de	baixa	impedância	e	alto-falantes	basta	medir	a	resistência
de	sua	bobina.	Este	teste	também	não	revela	se	a	bobina	está	ou	não	em	curto.
Para	o	teste	dos	fones	de	alta	impedância,	o	melhor	é	aplicar	um	sinal	de	teste.
TRANSDUTORES	MAGNÉTICOS
Nas	aplicaçõeseletrônicas	de	uso	doméstico,	comercial	e	industrial	o	eletricista
que	mexe	com	eletrônica	poderá	encontrar	diversos	tipos	de	transdutores
magnéticos.	Estes	transdutores	podem	funcionar	como	sensores	convertem	sons,
batidas,	movimentos	e	outras	grandezas	em	sinais	elétricos	para	o	controle	ou
acionamento	de	diversos	tipos	de	circuitos.
Basicamente	estes	sensores	são	formados	por	uma	bobina	que	possui	algum
dispositivo	próximo	que	gera	um	campo	variável	sob	a	ação	da	grandeza	que	se
deseja	detectar.	Por	exemplo,	podemos	citar	os	microfones	que	convertem	os
sons	que	recebem	em	sinais	elétricos	e	que	podem	funcionar	segundo	um
princípio	semelhante	ao	de	um	alto-falante	ligado	"ao	contrário".
Os	sensores	que	detectam	a	passagem	de	um	dente	de	engrenagem	em
movimento	pelo	campo	magnético	que	alteram	podem	ser	usados	para	controlar
a	velocidade	de	um	motor	num	portão	automático	ou	em	outros	equipamentos.	A
cabeça	de	gravação	e	leitura	de	um	disco	rígido	de	computador	é	um	sensor
magnético	que	pode	gerar	campos	que	magnetizam	o	disco	registrando
informações	ou	perceber	a	passagem	das	regiões	magnetizadas	lendo	a
informação	gravada.
Símbolos	e	tipos
Na	figura	77	temos	alguns	tipos	de	transdutores	magnéticos	encontrados	nas
aplicações	eletrônicas	com	seus	símbolos	e	aspectos.
Figura	77
Especificações
As	especificações	dos	transdutores	magnéticos	dependem	de	sua	aplicação	e
podem	incluir	desde	suas	características	elétricas	tais	como	sua	tensão,	corrente
e	impedância	até	o	modo	como	eles	reagem	à	grandeza	que	deve	ser	detectada,
ou	seja,	sua	curva	característica,	sensibilidade,	etc.
Para	estes	sensores,	entretanto,	o	mais	comum	é	que	o	fabricante	indique	um	tipo
ou	número	de	identificação	para	que	o	profissional	possa	saber	qual	é	a	peça	que
deve	ser	usada	na	reposição.
Onde	são	encontrados
Os	transdutores	magnéticos	são	encontrados	nos	equipamentos	em	que	se	deseja
detectar	sons,	batidas,	movimento	e	em	muitas	outras	aplicações	conforme	já
citamos	ao	explicar	seu	funcionamento.
Teste
O	teste	mais	simples	consiste	em	se	verificar	a	continuidade	de	sua	bobina	com	o
multímetro.	Suas	bobinas	devem	apresentar	resistências	que	variam	entre	poucos
ohms	a	milhares	de	ohms.	Uma	resistência	infinita	indica	uma	bobina	aberta.
Este	teste	não	revela	se	a	bobina	tem	espiras	em	curto.
TRANSDUTORES	PIEZOELÉTRICOS
Alguns	materiais	apresentam	propriedades	piezoelétricas	devido	a	sua	estrutura
cristalina.	Materiais	comuns	que	têm	estas	propriedades	são	as	cerâmicas	à	base
de	titanato	de	bário	e	o	cristal	de	quartzo.	Quando	estes	materiais	são	submetidos
a	um	esforço	mecânico	(deformação)	eles	geram	uma	tensão	elétrica	que	aparece
entre	suas	faces.	O	efeito	inverso	também	é	notado:	quando	submetidos	a	uma
tensão	eles	deformam.
Baseados	nestas	propriedades	podem	ser	fabricados	diversos	tipos	de
componentes	com	aplicações	na	eletrônica.	Já	vimos	o	caso	dos	fones	de	ouvido
e	de	tweeters	que	podem	reproduzir	sons	utilizando	estes	materiais.
No	entanto,	existem	alguns	outros	componentes	eletrônicos	importantes	que	se
baseiam	nas	propriedades	piezoelétricas	destes	materiais.	Alguns	componentes
desta	família	merecem	destaque:
a)	Cristais	de	quartzo	-	quando	excitados	por	um	sinal	elétrico	um	cristal	de
quartzo	tende	a	vibrar	numa	frequência	única	que	depende	das	suas
dimensões	e	da	forma	como	ele	cortado.	Os	cristais	de	quartzo	podem
manter	fixas	em	valores	muito	bem	definidos	as	frequências	de	circuitos
como	computadores,	relógios,	instrumentos	de	medida,	etc.
b)	Geradores	sonoros	(buzzers)	-	pequenos	dispositivos	de	sinalização
usados	em	telefones,	alarmes,	e	outros	podem	ser	feitos	com	base	em	cristais
piezoelétricos	de	titanato	de	bário.	Tweeters	piezoelétricos	também	podem
ser	fabricados	usando	os	mesmos	cristais.
c)	Geradores	de	alta	tensão	-	quando	batemos	numa	cerâmica	de	titanato	de
bário,	usando	um	gatilho,	por	exemplo,	ela	pode	gerar	uma	tensão	da	ordem
de	milhares	de	volts.	A	faísca	produzida	pode	ser	usado	para	acender	fogo
em	isqueiros,	fogões,	etc.
d)	Microfones	piezoelétricos	-	quando	prendemos	um	diafragma	numa
cerâmica	os	sons	que	incidem	nesta	peça	podem	fazer	a	cerâmica	vibrar
convertendo	sons	em	sinais	elétricos.	Estes	sinais	podem	então	ser	levados	a
circuitos	amplificadores	para	registro,	transmissão	ou	reprodução.
Símbolo	e	Tipos
Na	figura	78	mostramos	os	símbolos	adotados	para	representar	alguns
transdutores	e	os	aspectos	dos	tipos	mais	comuns.
Figura	78
Especificações
Os	transdutores	piezoelétricos	normalmente	são	especificados	por	um	código	de
fabricação.	A	partir	deste	código	podem	ser	obtidas	características	dos	sinais,
potência,	etc	conforme	o	tipo	e	aplicação.	Cristais	de	quartzo	são	indicados	pela
frequência	e	tweeter	piezoelétricos	normalmente	pela	potência	e	impedância.
Apesar	dos	cristais	dos	tweeters	serem	de	alta	impedância,	normalmente	eles
possuem	internamente	um	transformador	de	baixa	impedância,	conforme	mostra
a	figura	79.
Figura	79
Onde	são	encontrados
Transdutores	piezoelétricos	são	encontrados	numa	infinidade	de	aplicação	como
sensores	ou	com	produtores	de	sons,	movimento,	sinais,	etc.
Testando
Cristais	de	quartzo	são	testados	com	circuitos	próprios	onde	se	verificam	se
oscilam.	Outros	transdutores	podem	ser	testados	de	acordo	com	suas
características,	quer	seja	pela	continuidade	quer	seja	pela	análise	dos	sinais	que
produzem.
SEMICONDUTORES
Os	componentes	mais	importantes	de	todos	os	equipamentos	eletrônicos	são,	em
nossos	dias,	os	baseados	em	materiais	semicondutores,	principalmente	o	silício.
Graças	às	propriedades	destes	materiais	é	que	temos	componentes	como	diodos,
transistores,	LEDs,	circuitos	integrados	SCRs,	Triacs,	e	muitos	outros	que
passamos	a	analisar	a	partir	de	agira.
Assim,	antes	de	passarmos	ao	detalhamento	do	princípio	de	funcionamento	dos
principais	componentes	baseados	em	semicondutores	será	importante	vermos
alguma	coisa	sobre	o	seu	princípio	geral	de	funcionamento.
Princípio	de	funcionamento
De	acordo	com	a	física	moderna,	todas	as	substâncias	podem	ser	classificadas
num	dos	seguintes	grupos,	quanto	ao	seu	comportamento	elétrico:	isolante,
condutor	e	semicondutor.	O	que	determina	em	que	grupo	é	colocada	uma
determinada	substância	é	a	banda	de	energia	da	sua	disposição	atômica.	Cada
banda	de	energia	pode	conter	apenas	dois	elétrons.
Se	as	bandas	de	energia	de	uma	substância	estão	preenchidas,	a	substância	não
pode	receber	ou	doar	elétrons	e	com	isso	se	comporta	como	um	isolante.	Se
existe	um	elétron	por	banda,	ou	se	as	bandas	não	estão	suficientemente
espaçadas,	os	elétrons	podem	se	movimentar	através	do	material	e	com	isso	ele
se	comporta	como	um	condutor.	Agora,	temos	o	caso	intermediário:	se	pequenas
aberturas	existirem	entre	as	bandas	de	energia	preenchidas	e	as	que	têm	vagas,	o
material	age	como	um	isolante	a	baixas	temperaturas	e	se	torna	um	condutor
quando	a	temperatura	se	eleva.	Este	material	é	um	semicondutor.
Existem	diversos	materiais	semicondutores	como	o	silício,	germânio,	gálio	e
outros	com	propriedades	adicionais	que	os	tornam	ideais	para	uso	em	eletrônica.
São	elementos	que	têm	quatro	elétrons	na	camada	de	valência	cada	um.	Por
causa	das	ligações	de	valência,	eles	formam	uma	estrutura	básica	conforme	a
mostrada	na	figura	80.
O	cristal	é	mantido	coeso	pelo	compartilhamento	dos	elétrons	entre	os	átomos.
Num	material	condutor	os	elétrons	livres	podem	se	mover	através	da	estrutura
sob	a	ação	de	forças	elétricas.	Por	outro	lado,	num	material	semicondutor	o
trajeto	possível	para	os	elétrons	depende	da	temperatura.	A	medida	que	a
temperatura	se	eleva	trajetos	são	liberados	e	elétrons	de	alta	energia	podem	se
mover	através	deles.
Um	cristal	de	material	semicondutor	como	silício	ou	germânio	é	composto	de
bilhões	de	átomos	unidos	numa	estrutura	similar	a	que	mostramos	na	figura	80.
Os	cristais	de	materiais	semicondutores	podem	crescer	em	condições	especiais
de	laboratório.	Eles	são	chamados	de	materiais	intrínsecos	e	não	tem	uso	prático.
No	entanto,	se	adicionarmos	pequenas	quantidadesde	impurezas	a	estes
materiais,	essas	impurezas	têm	a	capacidade	de	penetrar	na	estrutura	e	atuar	em
nível	atômico.
Existem	dois	tipos	de	impurezas	que	resultam	em	dois	efeitos	diferentes	sobre	as
propriedades	elétricas	da	matéria.	Se	uma	impureza	com	átomos	de	5	elétrons	na
camada	de	valência	como	o	antimônio,	boro	ou	fósforo	for	adicionada	ao	cristal,
cada	um	dos	átomos	terá	um	elétron	de	sobra	na	camada	de	valência,	o	qual	não
encontrará	um	terceiro	para	compartilhar	sua	posição	no	cristal.	O	resultado	é
que	temos	uma	sobra	de	elétrons	neste	material.
As	substâncias	em	que	acontece	isso	são	denominadas	"doadoras"	e	elas
possuem	um	excesso	de	cargas	negativas.	Estes	materiais	são	chamados
semicondutores	do	tipo	N	(de	negativo).
Se	a	substância	adicionada	ao	cristal	for	um	elemento	com	três	elétrons	na
camada	de	valência	como,	por	exemplo,	o	alumínio,	gálio	ou	irídio,	o	resultado
final	será	a	presença	de	buracos	ou	lacunas	onde	faltam	elétrons	para	preencher	a
camada	de	valência.	Materiais	deste	tipo	que	podem	aceitar	elétrons	são
chamados	"aceptores"	e	formam	semicondutores	do	tipo	P	(de	positivo).
Junções
Quando	os	cristais	estão	em	crescimento	é	possível	acrescentar	numa	parte
impurezas	que	os	tornam	doadores	e	na	outra	aceptores.	Assim,	num	único
cristal	temos	dois	tipos	diferentes	de	materiais.	A	superfície	de	separação	entre
estas	duas	partes	é	denominada	junção	e	apresenta	propriedades	elétricas	muito
importantes	para	a	eletrônica.
É	interessante	observar	que	a	eletrônica	de	nossos	dias	se	baseia	justamente	nas
propriedades	das	junções	destes	materiais	sólidos,	daí	ser	denominada	"de	estado
sólido"	em	contrapartida	à	eletrônica	das	válvulas,	que	se	baseava	na
movimentação	de	cargas	no	vácuo.
Combinando	junções	de	diferentes	materiais	e	de	diferentes	formas	podemos
obter	uma	grande	quantidade	de	componentes	eletrônicos	que	passamos	a	ver	a
partir	de	agora.
DIODOS
O	primeiro	componente	eletrônico	da	família	dos	semicondutores	é	o	diodo.	Para
entender	o	seu	funcionamento	vamos	analisar	o	que	ocorre	numa	junção
semicondutora	como	a	que	descrevemos	previamente.	Numa	junção	o	excesso
de	elétrons	do	material	N	se	difunde	através	da	junção	preenchendo	as	lacunas
do	material	P.	Este	processo	é	denominado	recombinação	e	forma	bandas	de
valência	que	não	pode	se	difundir	através	do	cristal.	Isso	significa	que	apenas
uma	pequena	área,	uma	região	de	"depleção"	se	forma	e	que	é	livre	de	elétrons
livres	e	lacunas.
Se,	numa	junção	semicondutora	aplicarmos	uma	tensão	positiva	no	material	N
ela	tende	a	drenar	elétrons	do	material	N.	Ao	mesmo	tempo,	os	elétrons	do	lado
negativo	da	fonte	de	alimentação,	vão	encher	as	lacunas	do	lado	P	do	material.	O
resultado	é	que	a	camada	de	depleção	se	expande	para	toda	a	estrutura	do
material.	Essa	situação	impede	que	a	corrente	circule.	Dizemos	que	o	diodo	está
polarizado	no	sentido	inverso.
Se	invertermos	a	polaridade	da	tensão	aplicada,	os	elétrons	serão	forçados	da
fonte	de	alimentação	para	a	junção	e	ao	mesmo	tempo	as	lacunas	do	outro	lado
também.	A	força	que	aparece	neste	processo	comprime	a	camada	de	depleção
que	desparece.	Neste	momento	a	barreira	que	existe	neste	ponto	é	rompida	e	a
corrente	pode	circular	através	do	componente.	Nos	dispositivos	de	germânio	este
fenômeno	ocorre	com	aproximadamente	0,2	V	e	nos	dispositivos	de	silício	com
aproximadamente	0,6	V.
O	dispositivo	formado	por	uma	junção	P-N	como	a	descrita	é	chamado	diodo.	A
figura	81	mostra	o	que	ocorre	nas	duas	situações.
Figura	81
Os	diodos	na	prática	são	formados	por	dois	pedaços	de	materiais	semicondutores
(N	e	P)	de	germânio	ou	silício	colocados	dentro	de	um	invólucro.	O	tamanho	dos
materiais	basicamente	determina	a	intensidade	máxima	da	corrente	que	eles
podem	conduzir	quando	polarizados	no	sentido	direto	e	a	tensão	máxima	no
sentido	inverso.	Os	diodos	funcionam	como	vias	de	sentido	único	para	as
correntes,	ou	seja,	conduzem	a	corrente	num	único	sentido.
Símbolos	e	Tipos
Os	diodos	são	encontrados	em	diferentes	tamanhos	e	tipos	de	acordo	com	a
aplicação.	Na	figura	82	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	o	diodo	e
alguns	tipos	mais	comuns.
Figura	82
Os	diodos	ão	componentes	polarizados	o	que	significa	que	sua	posição	num
circuito	deve	ser	observada.	Assim	é	comum	utilizar	algum	tipo	de	indicação
para	o	catodo	ou	lado	do	material	N,	como	por	exemplo,	uma	faixa.
Especificações
a)	Tensão	inversa	-	como	um	diodo	representa	um	circuito	aberto	quando
polarizado	no	sentido	inverso,	aparece	nas	suas	extremidades	toda	a	tensão
do	circuito.	Para	poder	usar	um	diodo	precisamos	saber	se	ele	suporta	esta
tensão	a	qual	é	especificada	como	tensão	inversa	máxima	ou	Vrrm	ou	Vr.
b)	Corrente	direta	-	é	a	máxima	corrente	que	o	diodo	pode	conduzir	quando
polarizado	no	sentido	direto.	Indicada	como	If	nos	manuais.
c)	Tipo	-	muitos	fabricantes	simplesmente	indicam	os	seus	diodos	por	um
código	de	fábrica.	Assim,	para	os	tipos	americanos	é	comum	que	todos	os
diodos	comecem	por	1N.	Assim	temos	1N4002,	1N4148,	etc.	Para	os	tipos
americanos	é	comum	usar	as	letras	A	para	diodos	de	uso	geral,	B	para
silício	e	Y	para	retificadores.	Exemplos:	BA315,	AA115,	BY127,	etc.	Outros
fabricantes	usam	códigos	próprios	como	MR751,	P600D,	V18,	etc.
Onde	são	encontrados
Os	diodos	são	usados	como	retificadores,	detectores,	funções	lógicas	e	em
muitas	outras	aplicações	onde	se	necessita	a	circulação	da	corrente	num	único
sentido.	Como	detectores,	o	eletricista	vai	encontrar	pequenos	diodos	de	silício
ou	germânio	em	receptores	de	rádio,	controle	remoto,	telefones,	etc.
Na	figura	83	mostramos	uma	aplicação	típica	de	um	diodo	num	circuito
retificador,	onde	se	obtém	corrente	contínua	a	partir	de	corrente	alternada	da
rede	de	energia.
Figura	83
Neste	circuito	o	diodo	conduz	a	corrente	num	único	sentido	deixando	passar
apenas	os	semiciclos	positivos	da	tensão	da	rede	da	energia.	Filtrando	estes
semiciclos	temos	uma	tensão	contínua	na	saída	do	circuito.	Este	tipo	de	circuito
é	muito	usado	nos	chamados	eliminados	de	pilhas	usados	na	alimentação	de
pequenos	aparelhos	como	calculadoras,	rádios,	videogames,	etc,	conforme
mostra	a	figura	84.
Figura	84
Outra	aplicação	para	os	diodos	é	mostrada	na	figura	85.
Figura	85
Existem	componentes	eletrônicos	como	transistores,	que	são	muito	sensíveis	a
picos	de	alta	tensão	que	são	gerados	quando	comutamos	uma	carga	indutiva
como	um	motor,	relê	ou	solenoide.	Ligando	em	paralelo	com	esta	carga	um
diodo,	ele	absorve	os	picos	gerados	na	comutação	da	carga	evitando	que	eles
apareçam	sobre	o	transistor	ou	outro	componente	sensível.
Como	Testar
Um	diodo	pode	ser	testado	com	um	multímetro	comum	numa	escala
intermediária	de	resistências.	Quando	polarizamos	o	diodo	num	sentido	com	as
pontas	de	prova	ele	conduz	e	o	instrumento	indica	uma	baixa	resistência	(entre
100	e	5000	ohms).	Quando	invertemos	as	pontas	de	prova	ele	é	polarizado	no
sentido	inverso	e	o	instrumento	acusa	uma	alta	resistência	(entre	500	000	e	10
000	000	ohms).	Um	diodo	com	baixa	resistência	nos	dois	sentidos	se	diz	em
curto	e	um	diodo	com	alta	resistência	nos	dois	sentidos	se	diz	aberto.	Resistência
entre	50	000	e	200	000	ohms	no	sentido	inverso	indicam	um	diodo	com	fugas.
DIODOS	ZENER
Quando	um	diodo	é	polarizado	no	sentido	inverso	existe	uma	tensão	limite	que
podemos	aplicar	neste	componente	sem	que	ele	se	torne	condutor.	Acima	desta
tensão,	denominada	"de	ruptura"	o	diodo	se	torna	condutor,	e	para	os	tipos
comuns	ocorre	sua	destruição.	Na	figura	86	mostramos	num	gráfico	o	ponto	em
que	a	ruptura	ocorre.
Figura	86
Nota:	Em	eletrônica,	além	dos	esquemas,	é	comum	a	utilização	dos	gráficos
para	mostrar	o	funcionamento	dos	componentes	e	circuitos.	Entender	uum
pouco	sobre	a	interpretação	desses	gráficos	é	importante	para	quem
trabalha	com	eletrônica.
Se	um	diodo	for	construído	de	modo	a	suportar	a	corrente	nesta	ruptura	ele	pode
manter	a	tensão	constante	entre	seus	terminais.	Assim,	diodos	zener,	são	diodos
especiais	que	podem	operar	polarizados	no	sentido	inverso	com	uma	tensãode
ruptura	não	destrutiva.	A	ação	dos	diodos	zener	pode	ser	aproveitada	em
diversas	aplicações	eletrônicas	importantes.	Eles	funcionam	como	reguladores
de	tensão	ou	de	corrente	e	ainda	podem	ser	empregados	para	fazer	o	corte	de
picos	de	sinais.
Os	diodos	zener	são	encontrados	em	diversos	tamanhos	e	tipos	de	acordo	com	a
corrente	e	tensão	com	que	devem	trabalhar.
Símbolo	e	aspecto
Na	figura	87	temos	o	símbolo	usado	para	representar	o	diodo	zener	e	os	aspectos
mais	comuns	deste	componente.
Figura	87
Os	diodos	zener,	conforme	podemos	observar,	são	componentes	polarizados
normalmente	havendo	um	anel	ou	marca	para	indicar	o	catodo	(k).
Especificações
A	maioria	dos	fabricantes	especifica	seus	diodos	zener	por	códigos	que	tanto
podem	levar	a	nomenclatura	1N	como	BZX	e	BZY	para	os	tipos	europeus.
Através	de	manuais	é	possível	saber,	a	partir	do	tipo	as	suas	características
elétricas.
As	principais	características	elétricas	que	devemos	observar	num	diodo	zener
são:
a)	Tensão	zener	-	que	é	a	tensão	inversa	que	faz	o	diodo	conduzir	e	que	ele
mantém	constante	numa	ampla	faixa	de	valores	de	corrente.	Os	diodos
zener	comum	possuem	tensões	zener	entre	1,5	e	mais	de	200	V	tipicamente.
b)	Dissipação	-	que	é	a	quantidade	máxima	de	calor	que	o	componente	pode
dissipar	e	que	portanto	está	associada	a	máxima	corrente	que	podemos
manter	através	dele.	A	máxima	corrente	multiplicada	pela	tensão	zener
resulta	na	potência	ou	dissipação	máxima.	Os	tipos	mais	comuns	são	de	400
mW	de	dissipação,	mas	dependendo	da	aplicação	podemos	encontrar	diodos
zener	maiores.
Onde	São	Encontrados
Na	figura	88	mostramos	alguns	circuitos	típicos	onde	os	diodos	zener	são	usados
para	regular	as	tensões.	No	primeiro	caso	um	diodo	zener	opera	sozinho
controlando	totalmente	a	tensão	na	carga	enquanto	no	segundo	ele	utiliza	um
transistor	para	controlar	a	maior	corrente	de	modo	que	ele	pode	ser	de	menor
potência.
Figura	88
Teste
Se	bem	que	possamos	testar	um	diodo	zener	da	mesma	forma	que	um	diodo
comum,	este	teste	nada	revela	sobre	a	tensão	zener	e	portanto	se	o	componente
está	dentro	de	suas	características.	No	entanto,	quando	os	diodos	zener
apresentam	problemas,	o	mais	comum	é	que	entrem	em	curto	apresentando	uma
baixa	resistência	nos	dois	testes	com	o	multímetro.	Na	substituição	devemos
sempre	usar	um	que	tenha	a	mesma	tensão	que	o	original.	A	potência	pode	ser
igual	ou	maior.
LEDs
Os	Diodos	Emissores	de	Luz	que	em	inglês	são	chamados	de	Light	Emitting
Diodes	(abreviadamente	LEDs)	são	diodos	especiais	que	ao	serem	percorridos
por	uma	corrente	emitem	luz	através	de	sua	junção.	Os	LEDs	comuns	são
emissores	monocromáticos,	ou	seja,	emitem	luz	de	uma	única	frequência	(única
cor)	que	pode	ir	da	faixa	do	infravermelho	até	o	ultravioleta.
LEDs	de	luz	branca	têm	sido	obtidos	pela	associação	numa	mesma	pastilha	de
três	LED	que	fornecem	as	cores	básicas	(vermelho,	verde	e	azul)	as	quais
combinadas	resultam	na	luz	branca.	Com	esses	LEDs	podemos	ter	as	lâmpadas
de	LEDs	que	hoje	são	utilizadas	em	iluminação.
Os	LEDs	são	fabricados	com	base	em	materiais	semicondutores	especiais	como
o	Arseneto	de	Gálio	que	também	pode	conter	o	elemento	Índio	os	quais	têm	esta
propriedade	de	formar	junções	emissoras	de	radiação.
Na	figura	89	mostramos	as	curvas	de	emissão	dos	LEDs	quando	comparadas	as
curvas	de	outras	fontes,	observando-se	que	estes	componentes	emitem	um
estreito	feixe	de	radiação.
Figura	89
As	impurezas	que	estão	presentes	nos	LEDs	não	só	determinam	a	cor	da	luz	que
eles	emitem	como	também	a	tensão	mínima	que	precisamos	aplicar	no	sentido
direto	para	que	a	barreira	de	potencial	da	junção	seja	vencida	e	ele	se	torne
condutor.	Os	LEDs	comuns	vermelhos	e	infravermelhos	conduzem	com	1,6	V,	já
os	amarelos	e	laranja	com	1,8	V	e	os	LEDs	azuis	e	verdes	precisam	de	pelo
menos	2,1	V.
Os	LEDs	tanto	são	usados	como	pequenas	lâmpadas	em	sinalização	como
também	como	emissores	de	radiação	infravermelha	em	controles	remotos,	em
acopladores	ópticos	transferindo	sinais	de	um	ponto	a	outro	de	um	circuito
através	da	luz	e	na	emissão	de	luz	coerente	na	versão	LASER.
De	fato,	se	o	material	semicondutor	dos	LEDs	for	montado	de	maneira	especial
de	modo	a	formar	uma	cavidade	ressonante	e	ter	o	que	se	denomina	de	"inversão
de	população"	dos	átomos	excitados,	a	luz	emitida	tem	características	da
radiação	LASER.	LASERs	deste	tipo	são	usados	em	diversos	tipos	de	aparelhos
como	CD	e	DVD	players,	LASER	pointers,	etc.
Símbolo	e	aparência
Na	figura	90	mostramos	o	símbolo	do	LED	e	os	aspectos	mais	comuns	deste
componente.
Figura	90
Os	LEDs	também	podem	ser	montados	de	modo	a	formar	um	display	de	7
segmentos,	conforme	mostra	a	figura	91.
Figura	91
Alimentando	os	LEDs	de	cada	segmento	de	maneira	combinada	podemos	formar
números	como	ocorre	nas	calculadoras,	relógios	e	em	muitas	outras	aplicações
que	podem	"acender"	com	luz	vermelha,	laranja,	etc.	Observamos	que,	da
mesma	maneira	que	os	diodos,	os	LEDs	são	componentes	polarizados.	Se	forem
invertidos	num	circuito	não	funcionam	e	se	a	tensão	inversa	aplicada	for	maior
do	que	5	V,	eles	correm	o	risco	de	queimar.
Observe	que	o	catodo	é	dado	por	uma	marca	no	invólucro	ou	pelo	terminal	mais
curto.
Atenção:	Uma	lâmpada	de	LEDs	não	consiste	simplesmente	em	um
conjunto	de	LEDs	e,	portanto	não	pode	ser	considerada	como	tal	numa
aplicação	ou	num	circuito.	Ela	contém	circuitos	adicionais	de	excitação	dos
LEDs	que	devem	ser	analisados	separadamente.
Especificações
A	maioria	dos	LEDs	é	especificada	por	um	código	do	fabricante.	No	entanto,
para	usar	os	LEDs	precisamos	conhecer	as	seguintes	características	destes
componentes:
a)	Corrente	máxima	-	é	a	máxima	corrente	que	podemos	deixar	o	LED
conduzir	quando	em	funcionamento	sem	que	ele	queime.	Este	dado	é
importante,	pois	o	LED	sempre	funciona	com	um	resistor	em	série	que
limita	a	corrente	a	este	valor.	Sem	este	resistor	o	LED	queima.	Tipos
comuns	têm	correntes	máximas	de	até	50	mA.
b)	Tensão	direta	-	é	a	tensão	mínima	que	faz	o	LED	conduzir	e,	portanto
acender.	Esta	tensão	depende	da	cor,	conforme	já	explicamos.
c)	Comprimento	de	onda	da	luz	emitida	-	normalmente	a	cor	do	LED	é
expressa	pelo	comprimento	da	onda	emitida.	Este	comprimento	de	onda
pode	ser	expresso	em	nanômetros	(nm)	ou	em	angstrons	(Å).	Um	Angstrom
equivale	a	100	nanômetros.	Assim,	conforme	mostra	a	figura	92,	o	espectro
visível	vai	aproximadamente	de	400	nm	a	700	nm.	Nesta	figura	temos	as
curvas	de	emissão	de	alguns	LEDs	comuns.
Figura	92
Onde	são	encontrados
Na	maioria	das	aplicações	eletrônicas	os	LEDs	são	usados	como	indicadores	de
painéis,	em	indicadores	alfanuméricos	de	7	segmentos	e	como	fontes	de	luz
(LEDs	brancos).	Outras	aplicações	incluem	a	emissão	de	sinais	em	controles
remotos	por	infravermelhos,	barreiras	ópticas	de	alarmes,	etc.
Quando	usar	um	LED	é	muito	importante	não	ultrapassar	a	corrente	máxima	que
eles	suportam.	Para	esta	finalidade,	em	todas	as	aplicações	encontramos	um
resistor	ligado	em	série	com	o	LED	para	limitar	a	corrente,	conforme	mostra	a
figura	93.
Figura	93
A	resistência	deste	resistor	pode	ser	calculada	subtraindo-se	a	tensão	direta	do
LED	da	tensão	de	alimentação	e	dividindo	o	valor	encontrado	pela	corrente	de
operação	do	componente.	Por	exemplo,	se	desejamos	alimentar	um	LED	de	20
mA	com	6	V	e	ele	é	vermelho,	o	cálculo	será:
V	=	6	-	1,6
V	=	4,4	V
R	=	4,4/0,02	(0,02	A	=	20	mA)
R	=	220	ohms
Testando
Nunca	teste	um	diodo	ligando-o	diretamente	a	uma	fonte	de	corrente	contínua.
Sem	o	resistor	limitador	de	corrente	ele	vai	queimar.	Para	testar,	o	leitor	deve
fazer	uso	do	circuito	mostrado	na	figura	94	onde	usamos	4	pilhas	e	um	resistor
limitador.
Figura	94
Em	lugar	das	4	pilhas	pode	ser	usada	uma	fonte	de	6	a	9	V.	Para	12	V	use	um
resistor	de	1	k	ohms.	Observe	a	polaridade	do	LED.	Para	testar	LEDs
infravermelhos	deve	ser	usado	algum	tipo	de	detector	para	esta	finalidade.
DIODOS	ESPECIAIS
As	propriedades	elétricas	das	junções	PN	podem	ser	usados	em	diversos	outros
dispositivos	que	derivam	dos	diodos.	Estes	diodosespeciais	podem	ser
encontrados	numa	infinidade	de	aparelhos	eletrônicos.	Os	principais	são:
a)	Fotodiodos	-	expondo	uma	junção	PN	polarizada	no	sentido	inverso	à	luz,
a	corrente	que	é	causada	pela	liberação	de	cargas	a	partir	dos	fótons
incidentes	depende	da	intensidade	luminosa.	Desta	forma,	diodos	em
invólucros	transparentes	podem	ser	usados	como	sensíveis	sensores	de	luz,
sendo	denominados	fotodiodos.	Os	fotodiodos	tem	uma	capacidade	de
responder	à	variações	muito	rápidas	da	luz.
b)	Diodos	tunnel	-	são	diodos	que	possuem	uma	característica	de	resistência
negativa	semelhante	a	lâmpada	neon,	mas	que	se	manifesta	com	tensões
muito	mais	baixas	(da	ordem	de	fração	de	volt)	e	podem	oscilar	em
frequências	extremamente	elevadas,	na	faixa	de	UHF	e	até	de	micro-ondas.
Os	diodos	tunnel	são	usados	em	osciladores	de	altíssimas	frequências.
c)	Varicaps	ou	Varactors	-	quando	polarizamos	um	diodo	no	sentido
inverso,	a	distância	entre	as	cargas	das	regiões	PN	depende	da	tensão.
Assim,	estas	regiões	se	comportam	como	as	placas	de	um	capacitor	e	a
região	da	junção	como	um	dielétrico	cuja	espessura	pode	ser	controlada
pela	tensão	aplicada.	Para	maior	tensão	o	dielétrico	é	maior	e	a	capacitância
menor,	conforme	mostra	a	figura	95.	Isso	significa	que	diodos	especiais	com
junções	amplas	podem	ser	usados	como	capacitores	variáveis	controlados
pela	tensão.	Varicaps	são	encontrados	em	seletores	de	canais	de	televisores	e
em	receptores	de	diversos	tipos.
Figura	95
Símbolos	e	tipos
Na	figura	96	mostramos	alguns	tipos	de	diodos	especiais	com	seus	símbolos	e
aspectos.
Figura	96
Especificações
Os	diodos	especiais	normalmente	são	indicados	por	um	código	de	fábrica	através
do	qual	podem	ser	obtidas	suas	características	a	partir	de	folhas	de	dados
(datasheet).	Dependendo	da	aplicação	devemos	estar	atento	para	algumas	das
especificações	que	são:
Para	os	fotodiodos	a	resposta	espectral,	ou	seja,	o	comprimento	de	onda	para	os
quais	são	mais	sensíveis	e	sua	velocidade	de	resposta	que	determina	a	frequência
máxima	dos	sinais	modulados	que	eles	podem	detectar.
Para	os	diodos	tunnel	devemos	conhecer	a	tensão	tunnel	e	a	frequência	máxima
que	eles	podem	oscilar.
Para	os	varicaps	precisamos	conhecer	a	faixa	de	tensões	de	uso	e	a	capacitância
que	ele	apresenta	nesta	faixa.
Como	testar
Um	teste	básico	consiste	em	se	verificar	se	o	diodo	conduz	num	sentido	e
bloqueia	a	corrente	no	sentido	inverso,	como	qualquer	diodo	convencional.	No
entanto,	as	características	específicas	conforme	a	função	devem	ser	determinadas
a	partir	de	circuitos	de	prova	especiais.
TRANSISTORES	BIPOLARES
Sem	dúvida	alguma,	os	transistores	bipolares	são	os	mais	importantes	de	todos
os	componentes	da	família	dos	semicondutores.	Estes	componentes	são
formados	por	três	pedaços	ou	regiões	de	materiais	semicondutores	diferentes
montadas	numa	estrutura	conforme	a	mostrada	na	figura	97.
Figura	97
Apesar	de	que	esta	estrutura	é	equivalente	a	diodos	montados	de	costas	ela
apresenta	propriedades	especiais	que	tornam	o	transistor	um	componente
extremamente	importante	para	as	aplicações	eletrônicas.	Observe	que,	de	acordo
com	as	estruturas	temos	transistores	do	tipo	NPN	e	PNP.	A	cada	estrutura
associamos	três	terminais	denominados	emissor	(E),	coletor	(	C)	e	base	(B).	O
sentido	da	corrente	através	do	transistor	depende	do	seu	tipo.
Um	transistor	é	capaz	de	amplificar	uma	corrente	que	circule	entre	a	base	e	o
emissor	de	modo	que	ela	apareça	aumentada	entre	o	coletor	e	a	base,	conforme
mostra	a	figura	98.
Figura	98
Em	outras	palavras,	uma	pequena	variação	de	corrente	de	base	num	transistor
provoca	uma	variação	maior	da	corrente	de	coletor.	Se	uma	corrente	de	base	de
apenas	1	mA	provoca	uma	corrente	de	base	de	100	mA	dizemos	que	o	ganho	do
transistor	ou	hFE	é	100.
Dependendo	da	aplicação	podemos	encontrar	transistores	de	diferentes	tamanhos
e	formatos	com	ganhos	que	vão	de	5	a	10	000.	Existem	milhões	de	tipos	de
transistores	que	são	identificados	por	códigos	de	fábrica,	o	que	significa	para	que
conhecer	suas	especificações	é	preciso	consultar	os	manuais	dos	próprios
fabricantes.
No	entanto,	existem	100	a	200	tipos	de	uso	muito	comum	que	têm	características
que	podem	substituir	a	maioria	dos	tipos	especiais	encontrados	em	muitos
equipamentos	eletrônicos.
Símbolos	e	tipos
Na	figura	99	mostramos	os	símbolos	utilizados	para	representar	os	transistores
bipolares	e	seus	principais	aspectos.
Figura	99
O	tamanho	do	transistor	determina	a	intensidade	da	corrente	que	ele	pode
controlar	e,	portanto	a	potência	que	ele	pode	dissipar.	Os	transistores	que	devem
dissipar	altas	potências	normalmente	são	dotados	de	recursos	para	montagem	em
radiadores	de	calor,	conforme	mostra	a	figura	100.
Figura	100
O	maior	problema	que	o	eletricista	vai	encontrar	quando	trabalhando	com
transistores	é	na	identificação	dos	seus	terminais	(emissor,	coletor	e	base).
Existem	diversos	códigos	adotados	pelos	fabricantes	de	modo	que	somente
conhecendo	o	tipo	específico	é	possível	saber	como	deve	ser	feita	a	sua	ligação.
Observamos	que	nem	sempre	o	terminal	do	meio	é	a	base!
Especificações
Os	transistores	encontrados	nos	equipamentos	eletrônicos	podem	ser	separados
em	três	grandes	categorias	de	acordo	com	suas	especificações:
Uso	Geral
São	transistores	de	pequenas	dimensões	projetados	para	trabalhar	com	sinais	de
baixas	frequências	e	corrente	contínua	com	correntes	de	até	uns	200	mA	no
máximo.	São	transistores	que	amplificam	sons	em	rádios,	intercomunicadores,
alarmes,	porteiros	eletrônicos	e	outras	aplicações.
Potência
São	transistores	que	operam	com	sinais	de	baixas	frequências	mas	com	grande
potência.	Estes	componentes	são	dotados	de	recursos	para	montagem	em
radiadores	de	calor	e	podem	dissipar	potências	de	5	a	200	Watts	tipicamente.	As
correntes	de	coletor	máximos	podem	chegar	aos	15	amperes.	Encontramos	estes
transistores	em	fontes	de	alimentação,	amplificadores	e	no	controle	de	motores,
relês	e	solenoides.
Alta	frequência
São	transistores	de	pequena	potência,	mas	que	podem	operar	com	sinais	de	altas
frequências	chegando	a	mais	de	1000	MHz.	Estes	transistores	são	usados	em
transmissores	e	receptores	como	amplificadores	de	sinais.
Outras	especificações
Um	problema	que	os	leitores	vão	encontrar	ao	trabalhar	com	transistores	é
encontrar	um	substituto	para	um	determinado	tipo	que	tenha	problemas	e	que
não	possa	ser	encontrado	facilmente.	De	posse	do	número	original	pode-se
chegar	as	especificações	e	com	isso	sair	em	busca	de	um	que	seja	considerado
equivalente.
As	principais	especificações	dos	transistores	são:
Tensões	máximas
Vce(max)	é	a	tensão	máxima	entre	coletor	e	emissor;	Vcb(max)	é	a	tensão
máxima	entre	coletor	e	base;	Vbe(max)	é	a	tensão	máxima	entre	base	e	emissor.
Quando	acrescentamos	o	"o"	ele	indica	que	o	terceiro	terminal	está	desligado.
Exemplo:	Vceo(max)	é	a	tensão	máxima	entre	coletor	e	emissor	com	a	base
desligada	(aberta).	Em	alguns	casos	pode	ser	indicada	a	tensão	absoluta,	como
Vc,	Vb	e	Ve.
Correntes	máximas
As	correntes	máximas	são	indicadas	pelos	terminais.	Por	exemplo	Ic(max)	é	a
corrente	máxima	de	coletor	de	um	transistor.
Potências	máximas
É	a	máxima	potência	que	o	transistor	pode	dissipar	sendo	indicada	como	Ptot	ou
Pmax	ou	ainda	Pt.
Ganho
O	ganho	do	transistor	pode	ser	dado	como	beta	(Β)	ou	como	hFE	e	pode	variar
entre	5	e	10	000	conforme	o	tipo	de	transistor.	Em	alguns	casos	os	fabricantes
dão	para	determinado	tipo	a	faixa	de	ganhos	que	uma	unidade	pode	ter.	Por
exemplo,	o	BC548	pode	ter	ganhos	entre	125	e	800.
Frequência	de	transição
É	a	máxima	frequência	em	que	o	transistor	ainda	pode	funcionar	como
amplificador	e	portanto	como	oscilador.	Esta	frequência	é	dada	em	Hertz	(quilo
ou	mega)	e	varia	bastante	conforme	o	tipo	de	transistor.
Trabalhando	com	Transistores
Para	fazer	a	substituição	de	um	transistor	observamos	principalmente	que:
O	substituto	deve	ter	correntes	e	tensões	máximas	iguais	ou	maiores	que	o
substituído
O	substituto	deve	ter	ganho	maior	ou	igual	ao	substituído
O	substituto	deveser	capaz	de	operar	com	frequência	igual	ou	maior	que	o
substituído
Deve	ser	do	mesmo	tipo:	NPN	ou	PNP
Como	os	transistores	são	usados
Os	transistores	podem	ser	usados	como	dispositivos	de	controle	(chaves
eletrônicas)	ou	como	amplificadores.	As	duas	possibilidades	são	mostradas	na
figura	101.
Figura	101
Em	(a)	quando	fechamos	S1	a	corrente	de	base	que	circula	através	de	R	aciona	o
transistor	de	modo	que	a	corrente	de	coletor	alimenta	a	lâmpada.	Com	uma
corrente	de	base	muito	baixa	podemos	controlar	uma	corrente	de	coletor	muito
maior	para	a	lâmpada.
Em	(b)	o	sinal	aplicado	na	base	do	transistor	provoca	pequenas	variações	da
corrente	que	se	traduzem	em	variações	maiores	da	corrente	de	coletor.	Com	isso,
no	coletor	o	mesmo	sinal	aparece	com	uma	amplitude	maior,	ou	seja,
amplificado.
Os	modos	como	os	transistores	são	polarizados	e	como	os	sinais	são	aplicados	e
retirados	dos	seus	elementos	varia	e	dá	origem	a	três	configurações	básicas	que
são	mostradas	na	figura	102.
Figura	102
Em	(a)	temos	a	configuração	de	emissor	comum	que	é	a	que	apresenta	maior
ganho	de	potência.	Em	(b)	temos	a	configuração	de	coletor	comum	que	tem
ganho	de	corrente	elevado	mas	baixo	ganho	de	tensão	e	em	(c)	a	configuração	de
base	comum	que	tem	baixo	ganho	de	tensão	e	de	corrente	mas	que	opera	bem
com	sinais	de	frequências	elevadas.	A	configuração	a	ser	usada	depende	do	tipo
de	sinal	e	do	circuito.
Normalmente,	nos	circuitos	eletrônicos	um	único	transistor	não	é	suficiente	para
se	obter	a	amplificação	ou	controle	desejados	o	que	significa	que	diversos
transistores	devem	ser	ligados	em	conjunto	e	deve	ser	proporcionado	um	meio
para	que	os	sinais	passem	de	um	para	outro	sem	problemas.
Num	amplificador	de	áudio,	por	exemplo,	temos	transistores	de	pequenos	sinais
na	entrada	que	pegam	os	sinais	dos	microfones	e	vão	aumentando	sua
intensidade	até	chegar	a	transistores	de	alta	potência	que	entregam	estes	sinais	ao
alto-falante.
Na	figura	103	mostramos	um	amplificador	de	duas	etapas	(2	transistores)	em	que
o	sinal	amplificado	passa	do	coletor	de	um	para	a	base	de	outro	através	do
capacitor	C3.
Figura	103
Esta	não	é	a	única	maneira	de	se	transferir	sinais	de	uma	etapa	para	outra	de	um
circuito	com	transistores.	Na	figura	104	mostramos	os	principais	tipos	de
acoplamento	que	usamos	entre	as	etapas	de	um	circuito.
Figura	104
Em	(a)	temos	um	acoplamento	RC	(resistor	e	capacitor),	em	(b)	um	acoplamento
LC;	em	(c)	usamos	um	transformador	e	em	(d)	fazemos	um	acoplamento	direto
denominado	Darlington.
Teste	e	Identificação
O	leitor	que	apenas	tomando	seu	primeiro	contato	com	a	eletrônica	poderá	se	ver
diante	de	muitos	aparelhos	que	usam	transistores	e	apresentam	falhas.	Como
proceder	neste	caso?
Cada	etapa	de	um	aparelho	pode	ter	um	ou	mais	transistores	e	estes	componentes
podem	ter	problemas.	O	procedimento	mais	comum	para	se	identificar	falhas	em
circuitos	com	transistores	é	através	da	medida	das	tensões	nos	terminais	desses
componentes	usando	um	multímetro.
De	uma	forma	geral,	para	os	transistores	NPN,	a	tensão	de	coletor	é	mais	alta
que	a	tensão	de	base	e	de	emissor	e	a	tensão	de	base	deve	estar	entre	0,6	e	0,7	V
acima	da	tensão	de	base.	Para	os	transistores	PNP	as	tensões	estão	"invertidas"
conforme	mostra	a	figura	105.
Figura	105
O	teste	estático,	com	o	transistor	fora	do	circuito	pode	ser	feito	medindo-se	as
resistências	entre	as	junções	que	devem	se	comportar	como	diodos.	O	teste
básico	é	feito	com	o	multímetro	numa	escala	intermediária	de	resistências	e
consta	de	6	medidas	que	são	mostradas	para	os	transistores	NPN	e	PNP	na	figura
106.
Figura	106
Nota:	No	site	do	autor	e	em	seus	livros	podem	ser	encontradas	descrições	de
diversas	formas	de	se	testar	transistores	bipolares.
As	provas	supõem	que	a	bateria	interna	do	multímetro	aplica	a	tensão	positiva	na
ponta	vermelha.	Observamos	que	existem	alguns	multímetros	em	que	isso	não
ocorre.	O	leitor	deve	verificar	experimentando	num	transistor	que	saiba	estar	em
bom	estado.	Nesta	prova	as	resistências	consideradas	altas	devem	estar	acima	de
200	000	ohms	e	as	baixas	entre	0	e	5	000	ohms	tipicamente.	Uma	resistência
entre	20	000	e	100	000	ohms	onde	deveria	ser	muito	alta	(infinita)	representa	um
transistor	com	fugas.	E,	se	esta	resistência	for	nula,	o	transistor	estará	em	curto.
É	importante	observar,	para	os	que	ainda	não	têm	prática	em	reparação,	que	se
encontrarmos	um	transistor	queimado	num	circuito,	ele	pode	ser	a	causa	da
queima	de	outros	componentes	próximos	como	resistores	ou	ainda	ter	queimado
pela	alteração	de	outros	componentes,	como	capacitores	que	entram	em	curto.
Assim,	antes	de	se	fazer	sua	troca	devemos	também	testar	os	componentes
próximos.
FOTOTRANSISTORES
Como	no	caso	dos	fotodiodos,	se	as	junções	de	um	transistor	forem	expostas	à
luz,	o	componente	reage	com	alterações	de	suas	correntes.	Isso	significa	que,
transistores	que	tenham	invólucros	transparentes	ou	com	janelas,	podem	ser
usados	como	sensores	de	luz.	Neles,	é	comum	que	se	utilize	a	corrente	que	passa
entre	o	coletor	e	o	emissor	(mantendo	a	base	desligada)	a	qual	depende	da
quantidade	de	luz	incidente.
Os	fototransistores	são	usados	da	mesma	forma	que	os	fotodiodos	apresentam
uma	boa	velocidade	e	sensibilidade.	Observamos	que	os	fototransistores	podem
perceber	luz	ultravioleta	e	infravermelha	que	são	invisíveis	para	nós.
Símbolo	e	tipos
Na	figura	107	mostramos	o	símbolo	adotado	para	representar	o	fototransistor	e
os	aspectos	mais	comuns.
Figura	107
Especificações
Como	muitos	outros	componentes,	os	fototransistores	são	especificados	por	um
código	de	fabricação	sendo	preciso	obter	as	suas	folhas	de	características	para
saber	mais	do	seu	comportamento	elétrico.	Dentre	as	principais	características
que	devem	ser	observadas	temos:
a)	Tipo	-	se	NPN	ou	PNP
b)	Tensão	máxima	entre	coletor	e	emissor
c)	Faixa	de	comprimentos	de	onda	em	que	ele	é	mais	sensível
d)	Potência	máxima	de	dissipação
Onde	e	como	são	usados
O	leitor	poderá	encontrar	fototransistores	numa	infinidade	de	equipamentos	que
trabalham	com	a	detecção	de	luz,	como	por	exemplo,	alarmes,	controles
remotos,	sistemas	de	iluminação	automática,	controles	automáticos	de	brilho,
etc.	Como	os	fototransistores	são	muito	mais	rápidos	que	os	LDRs	eles	possuem
usos	diferentes.	Assim	o	eletricista	encontra	LDRs	como	detectores	de	luz	onde
as	mudanças	de	intensidade	são	lentas,	enquanto	os	fototransistores	são
encontrados	em	aplicações	onde	as	variações	são	muito	rápidas	ou	ainda	onde
informação	deva	ser	transmitida	através	de	raios	de	luz.
Na	figura	108	temos	um	circuito	típico	de	aplicação	de	um	fototransistor	que
aciona	um	relé	quando	recebe	luz.
Figura	108
Neste	circuito	o	terminal	de	base	do	transistor	não	é	usado,	pois	aproveita-se
apenas	a	corrente	entre	emissor	e	coletor.	Para	aumentar	a	sensibilidade	e
diretividade	de	um	fototransistor	é	comum	utilizar-se	recursos	ópticos	como
lentes,	conforme	mostra	a	figura	109.
Figura	109
A	lente	pode	concentrar	mais	luz	no	fototransistor	que	deve	ser	posicionado	de
modo	a	ficar	no	seu	foco.	Na	figura	110	temos	uma	aplicação	típica	de	um
fototransistor	como	sensor	num	alarme	de	passagem.	O	emissor	é	de	luz
infravermelha	para	que	o	intruso	não	perceba	sua	presença.
Figura	110
Nota:	No	site	do	autor	podem	ser	acessados	centenas	de	artigos	usando
fototransistores,	desde	os	mais	simples	como	alarmes	até	os	que	transmitem
dados	digitais.
ACOPLADORES	ÓPTICOS
São	dispositivos	formados	por	um	LED	infravermelho	e	um	fototransistor	ou
outro	tipo	de	foto	sensor	(fotodiodo,	por	exemplo)	instalados	num	invólucro
hermético.	O	LED	ilumina	o	fototransistor	de	modo	que	a	luz	emitida	por	um
possa	ser	recebida	pelo	outro.	Se	um	sinal	é	aplicado	ao	LED	fazendo	sua	luz
variar,	estas	variações	serão	captadas	pelo	fototransistor	de	tal	forma	que	temos	a
passagem	do	sinal	de	um	para	o	outro	sem	a	necessidade	de	conexões	elétricas.
Com	o	uso	deste	dispositivo	podemos	isolar	um	circuito	do	outro	deixando
apenas	o	sinal	passar.
O	uso	dos	acopladores	ópticosou	opto	acopladores	é	muito	comum	quando	se
deseja	isolar	circuitos.
Símbolo	e	aspecto
Na	figura	111	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	este	componente	assim
como	o	aspecto	mais	comum.
Figura	111
Especificações
As	especificações	mais	importantes	dos	acopladores	ópticos	que	normalmente
são	designados	por	códigos	de	fábrica	são:
a)	Características	do	LED	emissor	que	incluem	a	tensão	de	operação	e	corrente
máxima	além	do	comprimento	de	onda	usado.
b)	Características	do	receptor	(fototransistor)	que	consistem	na	tensão	máxima
coletor-emissor,	corrente	máxima	e	potência	de	dissipação.
c)	Características	de	isolamento,	ou	seja,	a	tensão	máxima	que	pode	aparecer
entre	o	emissor	e	o	receptor,	normalmente	na	faixa	entre	3000	e	7000	volts.
Onde	são	usados
O	leitor	encontrará	acopladores	ópticos	em	aplicações	onde	se	deseja	isolar	dois
circuitos,	normalmente	um	delicado	e	outro	ligado	na	rede	de	energia.	Um	caso	é
em	placas	de	interfaceamento	de	computadores	onde	controla-se	alguma	coisa
ligada	à	rede	de	energia	a	partir	de	um	computador.	O	computador	é	isolado	da
aplicação	pela	presença	de	acopladores	ópticos	no	circuito	de	controle.
Como	testar
Os	acopladores	ópticos	são	testados	fazendo-se	uma	verificação	independente	do
funcionamento	do	LED	e	do	fototransistor.	Pode-se	alimentar	o	LED	com	um
circuito	de	prova	(ver	prova	de	LEDs)	e	verificar-se	se	a	corrente	no	transistor
varia.
TRANSISTORES	DARLINGON
Dois	transistores	ligados	da	forma	mostrada	na	figura	112	formam	um	par
Darlington	ou	uma	etapa	Darlington.	Esta	etapa	age	como	se	fosse	um	único
transistor	cujo	ganho	será	o	produto	do	ganho	dos	dois	transistores	usados.
Figura	112
Por	exemplo,	se	dois	transistores	com	ganho	100	forem	interligados	desta	forma
o	conjunto	se	comporta	como	um	transistor	único	de	ganho	10	000.
Um	par	de	transistores	ligados	desta	maneira	pode	ser	fabricado	e	colocado	num
único	invólucro	como	se	fosse	um	transistor	de	alto	ganho	único,	denominado
transistor	Darlington.	Transistores	Darlington	são	úteis	em	aplicações	onde	um
alto	ganho	é	necessário,	e	normalmente	o	que	se	faz	é	associar	um	transistor	de
baixa	potência	com	um	de	alta	de	modo	a	termos	um	dispositivo	amplificador	de
alta	potência	também.
Símbolos
Na	figura	113	temos	os	símbolos	adotados	para	se	representar	os	transistores
Darlington.
Figura	113
Pela	simples	observação	de	um	transistor	não	é	possível	saber	se	ele	é	um
transistor	comum	ou	Darlington.	Somente	através	do	número	de	fábrica	ou	ainda
de	um	teste	é	que	podemos	saber.
Especificações
As	especificações	dos	transistores	Darlington	são	as	mesmas	dos	transistores
comuns.	Uma	série	comum	de	transistores	Darlingtons	e	encontrada	em	muitos
equipamentos	eletrônicos	é	a	TIP	da	Texas.	Estes	transistores	são	especificados
para	correntes	de	1	A	a	mais	de	10	A	com	tensões	de	até	mais	de	100	V.	Tipos
NPN	são	o	TIP110,	TIP11	e	TIP112	de	2	A	com	complementares	(PNP)	TIP115,
TIP116	e	TIP117.
Obs:	Nem	todos	os	transistores	começam	com	"TIP"	são	darlingtons.
Onde	São	Encontrados
Transistores	Darlington	podem	ser	encontrados	em	uma	infinidade	de	aplicações
normalmente	controlando	relês,	solenoides	e	lâmpadas	em	circuitos	típicos	como
o	mostrado	na	figura	114.
Figura	114
A	carga	é	ligada	entre	o	coletor	e	a	fonte	de	alimentação.	Quando	a	base	do
transistor	é	polarizada	ele	conduz	ativando	a	carga.	Nesta	configuração	o
transistor	funciona	como	uma	chave.	Outra	possibilidade	de	uso	é	mostrada	na
figura	115	onde	um	transistor	Darlington	funciona	como	um	amplificador
alimentando	um	alto-falante.	Um	circuito	deste	tipo	pode	ser	encontrado	em
porteiros	eletrônicos.
Figura	115
Nos	amplificadores	de	algumas	gerações	podemos	encontrar	um	par
complementar	(NPN	e	PNP)	de	transistores	Darlington	que	são	ligados	conforme
mostra	a	figura	116.
Figura	116
Neste	tipo	de	circuito	os	transistores	amplificam	alternadamente	os	semiciclos
positivos	e	negativos	dos	sinais	de	som	(áudio)	para	aplicá-los	num	alto-falante.
Circuitos	deste	tipo	podem	fornecer	potências	de	até	250	W.
Testando
Transistores	Darlington	podem	ser	testados	da	mesma	forma	que	os	transistores
bipolares	(veja	a	seção	correspondente	para	mais	informações).	Apenas	lembre-
se	que	a	tensão	interna	de	teste	de	transistores	de	alguns	multímetros	pode	ser
útil	neste	caso.
TRANSISTORES	UNIJUNÇÃO	(UJT)
O	transistor	unijunção	é	um	dispositivo	de	três	terminais	mas	com	uma	estrutura
completamente	diferente	dos	transistores	comuns	e	que	possui	características	de
resistência	negativa.	Estas	características	tornam	o	transistor	unijunção	um
componente	com	aplicações	em	osciladores	de	baixa	frequência,	timers,
geradores	de	sinais	dente-de-serra,	etc.
Na	figura	117	mostramos	a	estrutura	de	um	transistor	unijunção.
Figura	117
Conforme	podemos	ver	existe	apenas	uma	junção	entre	dois	pedaços	de
materiais	P	e	N.	No	material	P	são	ligados,	nas	extremidades	opostas,	os	dois
terminais	que	correspondem	à	base	1	e	base	2	(B1	e	B2).	Para	entender	o
funcionamento	do	circuito	podemos	partir	do	circuito	mostrado	na	figura	118.
Figura	118
O	material	N	colocado	no	meio	da	barra	de	material	B	funciona	como	um	divisor
de	tensão	fazendo	aparecer	uma	certa	tensão	no	emissor	do	transistor.	Ao	ligar	o
circuito,	o	capacitor	ligado	entre	a	fonte	e	o	terminal	de	emissor	tem	sua	tensão
se	elevando	até	o	ponto	em	que	alcança	a	tensão	de	emissor	mais	0,6	V.	Quando
isso	acontece,	o	transistor	unijunção	comuta	e	a	resistência	entre	o	emissor	e	a
base	1	vai	abruptamente	fazendo	com	que	o	capacitor	se	descarregue	através
dela.	Um	pulso	de	alta	corrente	é	então	produzido.
Tão	logo	a	carga	do	capacitor	se	reduza,	e	a	tensão	caia	para	um	valor
apropriado,	o	transistor	desliga	e	o	circuito	volta	ao	estado	de	não	condução.	O
processo	de	carga	do	capacitor	começa	novamente	e	um	novo	ciclo	de	oscilação
é	produzido.	Na	figura	119	também	temos	as	formas	de	onda	dos	sinais	que
podem	ser	gerados	pelo	circuito.
Figura	119
Podemos	dizer	que	este	componente	é	o	equivalente	de	estado	sólido	da	lâmpada
neon.	Com	os	osciladores	com	unijunção	podemos	produzir	sinais	de	fração	de
hertz	até	algumas	centenas	de	quilohertz.
Símbolo	e	Aspecto
Na	figura	120	mostramos	o	símbolo	usado	para	representar	o	transistor
unijunção	e	o	aspecto	do	tipo	mais	popular	que	é	o	2N2646.
Figura	120
Especificações
Como	em	outros	tipos	de	transistores,	o	mais	comum	é	que	os	transistores
unijunção	sejam	especificados	por	um	código	de	fábrica.	Através	do	manual
podemos	obter	as	características	principais	que	são:
a)	Tensão	entre	bases	(Vbb)	-	é	a	máxima	tensão	que	pode	ser	aplicada	entre
as	bases.	Para	o	2N2646	esta	tensão	é	de	35	V.
b)	Tensão	entre	emissor	e	base	1(Vb1e)	-	é	a	máxima	tensão	que	pode	ser
aplicada	entre	estes	dois	eletrodos.	Para	o	2N2646	é	30	V.
c)	Relação	intrínseca	(η)	-	a	posição	da	junção	de	emissor	determina	o	modo
como	a	tensão	entre	as	bases	vai	ser	dividida.	Este	valor	é	usado	para
calcular	o	ponto	de	disparo	com	tensões	determinadas.	Para	o	2N2646,	este
calor	varia	entre	0,56	e	0,75.
d)	Resistência	entre	bases	(Rbb)	-	é	a	resistência	ohmica	que	encontramos
entre	as	bases.	Os	valores	típicos	para	o	2N2646	estão	entre	4,7	e	9,1	k	oms.
e)	Corrente	de	pico	de	emissor	(Ie)	-	é	a	máxima	corrente	que	pode	circular
entre	o	emissor	e	a	base	1	quando	o	transistor	é	disparado.
Onde	são	encontrados
O	transistor	unijunção	não	é	um	componente	moderno,	sendo	introduzido	no
mercado	em	torno	de	1960.	Hoje	existem	muitos	circuitos	integrados	que	fazem
a	mesma	função	e	de	forma	mais	completa.	Assim,	os	transistores	unijunção
podem	ser	encontrados	mais	em	equipamentos	antigos.	Para	o	circuito	de
relaxação	que	vimos,	a	fórmula	que	permite	calcular	a	frequência	de	operação	é:
f	=	1	/	[	R	x	C	x	ln(	1	/	1	-	η	)	]
Onde:
f	é	a	frequência	em	hertz	(Hz)
R	é	a	resistência	em	ohms
C	é	a	capacitância	em	farads
Ln	é	o	logaritmo	natural
η	é	a	relação	intrínseca
Como	Testar
Usando	um	multímetro	podemos	fazer	dois	testes	básicos	para	verificaro	estado
de	um	transistor	unijunção:
a)	A	resistência	entre	as	duas	bases	em	qualquer	sentido	deve	estar	entre	4	e	12	k
ohms	tipicamente
b)	Colocando	as	pontas	de	prova	entre	o	emissor	e	a	Base	1	devemos	ter	uma
alta	resistência	num	sentido	e	uma	baixa	resistência	no	sentido	oposto	(indicando
o	estado	da	junção	PN).
No	entanto,	o	melhor	meio	de	se	testar	um	transistor	deste	tipo	é	com	um
simples	circuito	de	prova	que	é	mostrado	na	figura	121.
Figura	121
Se	o	transistor	estiver	bom	o	LED	vai	piscar.
TRANSISTOR	PROGRAMÁVEL	UNIJUNÇÃO
(PUT)
Se	bem	que	este	componente	opere	da	mesma	forma	que	um	transistor	unijunção
sua	estrutura	é	diferente.	Trata-se	de	um	semicondutor	de	quatro	camadas	da
família	dos	tiristores	e	que	tem	a	estrutura	mostrada	na	figura	122.
Figura	122
A	diferença	básica	entre	o	transistor	unijunção	e	o	PUT	está	no	ponto	de	disparo.
No	PUT	este	ponto	pode	ser	programado	por	um	divisor	de	tensão	ligado	no
terminal	de	anodo,	conforme	mostra	a	figura	123.
Figura	123
O	PUT	é	usado	nas	mesmas	aplicações	e	da	mesma	forma	que	o	transistor
unijunção	como	oscilador	de	baixa	frequência.
Símbolo
Na	figura	124	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	o	PUT.
Figura	124
Especificações
Os	PUTs	são	identificados	por	números	de	fábrica	devendo	ser	consultadas	as
folhas	de	dados	para	se	obter	mais	informações.
Onde	são	usados
O	PUT	não	é	um	dispositivo	muito	comum	nos	equipamentos	modernos.
Basicamente	eles	serão	encontrados	em	circuitos	nos	quais	se	deseja	gerar	um
sinal	dente	de	serra	de	baixa	frequência.
Teste
Na	figura	125	temos	um	circuito	simples	para	o	teste	de	PUTs.	Se	o	componente
estiver	bom	o	LED	vai	piscar.
Figura	125
TRANSISTORES	DE	EFEITO	DE	CAMPO	(FETs)
FET	é	a	abreviação	de	Field	Effect	Transistor	ou	transistor	de	efeito	de	campo.	O
FET	é	um	dispositivo	que	pode	ser	usado	nas	mesmas	aplicações	que	os
transistores	bipolares,	ou	seja,	como	amplificador,	chave	ou	oscilador.
O	FET	básico	é	formado	por	uma	peça	de	material	semicondutor	N	no	qual	duas
regiões	P	são	formadas	deixando	entre	elas	um	canal,	conforme	mostra	a	figura
126.
Figura	126
A	corrente	através	do	canal	de	material	N	pode	ser	controlada	por	uma	tensão
aplicada	a	material	N.	Variações	pequenas	da	tensão	aplicada	ao	terminal	de
comporta	(gate	ou	G)	provocam	então	variações	de	corrente	maiores	entre	o
dreno	(drain	=	d)	e	fonte	(source	=	s).	Enquanto	os	transistores	bipolares	são
típicos	amplificadores	de	corrente,	os	FETs	são	típicos	amplificadores	de	tensão.
O	FET	pode	ser	encontrado	em	dois	tipos	básicos:	canal	N	e	canal	P	conforme	o
material	usado.	Este	tipo	básico	de	transistor	de	efeito	de	campo	onde	existe	uma
junção	entre	os	materiais	P	e	N	é	também	chamado	de	FET	de	junção	ou	JFET.
Na	figura	127	temos	um	circuito	básico	usando	um	FET	deste	tipo	como
amplificador	de	sinais.
Figura	127
O	FET	pode	ser	usado	nas	mesmas	configurações	básicas	em	que	os	transistores
de	junção	são	ligados,	conforme	mostra	a	figura	128.
Figura	128
Atenção:	Os	FETs	são	dispositivos	sensíveis.	Uma	carga	estática	pode
danificá-los.	Nunca	segure-os	pelos	terminais.
Símbolos	e	tipos
Na	figura	129	mostramos	os	símbolos	usados	para	representar	os	FETs	assim
como	os	aspectos	mais	comuns.
Figura	129
Observe	que	não	existe	nenhuma	diferença	externa	entre	os	transistores	bipolares
comuns	e	os	FETs.	Para	saber	qual	é	um	ou	qual	é	outro	somente	conhecendo	o
tipo	ou	tendo	o	diagrama	do	aparelho	onde	eles	são	usados.
Especificações
As	especificações	elétricas	dos	FETs	são	importantes	para	se	saber	qual	é	o
substituto	numa	aplicação	ou	ainda	para	se	poder	testar	um	que	tenhamos	em
mãos.	As	principais	especificações	são:
a)	Máxima	tensão	entre	dreno	e	fonte	(Vds)	-	é	a	máxima	tensão	que	o
transistor	pode	manusear	sem	queimar.	Para	os	tipos	comuns	está	entre	20	e
60	V.	Esta	especificação	também	pode	ser	dada	como	Vds(max).
b)	Máxima	corrente	de	dreno	(Id)	-	é	a	máxima	corrente	que	pode
atravessar	o	componente	quando	em	operação.
c)	Transcondutância	-	trata-se	da	medida	equivalente	ao	ganho	dos
transistores	bipolares.	A	transcondutância	é	medida	em	Siemens	(S).	Em
algumas	publicações	antigas	e	diagramas	encontramos	a	antiga	unidade
mho	(ohm	escrita	ao	contrário	ou	o	símbolo	ômega	"de	cabeça	para
baixo").
d)	Potência	de	dissipação	(Pd)	-	é	a	mesma	especificação	dos	transistores
bipolares,	sendo	medida	em	watts.
Onde	são	encontrados
Os	JFETs	são	encontrados	em	circuitos	onde	sinais	devam	ser	gerados,
controlados	ou	amplificados.	Eles	tanto	podem	ser	usados	no	modo	linear,	como
amplificadores	ou	como	chaves.	Na	figura	130	mostramos	um	circuito	típico
onde	um	FET	é	usado	como	amplificador	para	sinais	de	um	microfone	ou	outro
transdutor.
Figura	130
Quando	substituindo	um	FET	é	importante	conhecer	o	tipo,	e	se	um	substituto
diferente	for	usado,	é	preciso	saber	qual	é	a	disposição	de	seus	terminais	de
comporta,	dreno	e	fonte.
Testando
Podemos	detectar	se	um	FET	tem	problemas	na	junção	medindo-a	com	o
multímetro.	No	entanto,	o	teste	mais	completo	deve	ser	dinâmico	feito	com
aparelhos	especiais.	Na	figura	131	mostramos	as	resistências	típicas	que
encontramos	ao	testar	um	FET	com	o	multímetro.
Figura	131
MOSFETs
Transistores	de	Efeito	de	Campo	MOS	(Metal	Oxide	Semiconductor)	ou
MOSFETs	são	dispositivos	derivados	dos	transistores	de	efeito	de	campo
comuns,	mas	com	algumas	mudanças	na	sua	estrutura.	Conforme	mostra	a	figura
132,	no	MOSFET	temos	uma	fina	camada	de	óxido	de	metal	(que	dá	nome	ao
dispositivo)	que	isola	o	substrato	da	região	de	comporta,	em	lugar	da	junção
encontrada	no	JFET.
Figura	132
No	entanto,	o	funcionamento	do	MOSFET	é	o	mesmo:	uma	tensão	aplicada	no
terminal	de	comporta	provoca	variações	ou	controla	a	corrente	que	flui	entre	o
dreno	e	a	fonte.	Isso	significa	que	os	MOSFETs	podem	ser	usados	nas	mesmas
aplicações	que	o	JFET,	mas	com	algumas	vantages.
Alerta:	A	camada	de	óxido	que	isola	a	comporta	do	substrato	é
extremamente	fina	e	pode	ser	rompida	por	descargas	estáticas.	O	simples
toque	dos	dedos	no	terminal	de	um	componente	deste	tipo	pode	provocar
uma	descarga	estática	que	fura	esta	camada	e	danifica	o	componente.
Símbolos	e	Aspectos
Na	figura	133	temos	os	símbolos	adotados	para	representar	os	dois	tipos	de
MOSFETs	que	existem	além	de	seu	aspecto	mais	comum.
Figura	133
Nota:	Como	os	demais	dispositivos	semicondutores,	os	MOSFETs	tanto	de
pequena	potência	como	de	potências	elevadas	também	estão	disponíveis	em
invólucros	SMD.
Veja	que	também	existem	MOSFETs	em	que	podemos	integrar	duas	comportas,
ou	seja,	podemos	controlar	a	corrente	entre	o	dreno	e	a	fonte	a	partir	de	dois
sinais	diferentes.
Os	MOSFETs	comuns	são	dispositivos	se	baixa	potência,	sendo	necessário	que	o
eletricista	tenha	diagramas	ou	folhas	de	dados	do	fabricante	para	conhecer
melhor	um	tipo	que	seja	encontrado	num	equipamento.
Especificações
Um	MOSFET	é	identificado	por	um	código	de	fábrica.	Através	dele	pode-se
chegar	as	folhas	de	especificações	e	com	isso	saber	como	ele	se	comporta	numa
aplicação.	As	principais	características	que	devemos	observar	neste	tipo	de
componente	são:
a)	Máxima	tensão	entre	dreno	e	fonte	(Vds)	-	é	a	máxima	tensão	que	o
transistor	pode	manusear	sem	queimar.	Para	os	tipos	comuns	está	entre	20	e
60	V.	Esta	especificação	também	pode	ser	dada	como	Vds(max).
b)	Máxima	corrente	de	dreno	(Id)	-	é	a	máxima	corrente	que	pode
atravessar	o	componente	quando	em	operação.
c)	Transcondutância	-	trata-se	da	medida	equivalente	ao	ganho	dos
transistores	bipolares.	A	transcondutância	é	medida	em	Siemens	(S).	Em
algumas	publicações	antigas	e	diagramas	encontramos	a	antiga	unidade
mho	(ohm	escrita	ao	contrário	ou	o	símbolo	ômega	"de	cabeça	para
baixo").
d)	Potência	de	dissipação	(Pd)	-	é	a	mesma	especificação	dos	transistores
bipolares,	sendo	medida	em	watts.
Onde	são	encontrados
Os	MOSFETs	são	encontrados	em	circuitos	de	áudio	e	alta	frequência	como	por
exemplo,	amplificadores,	driver	de	motores,	solenoides,	shields,
eletrodomésticos,	VCRs,DVDs,	walk-talkies,	etc.	Em	muitos	equipamentos
mais	modernos	as	funções	destes	componentes	estão	embutidas	em	circuitos
integrados.
Como	Testar
O	MOSFET	pode	ser	testado	medindo-se	as	resistências	entre	seus	terminais
com	um	multímetro.	Na	figura	134	mostramos	os	resultados	que	devem	ser
obtidos	nestes	testes.
Figura	134
FETs	DE	POTÊNCIA	(Power	FETs)
Power	FETs	ou	Power	MOSFETS	são	FETs	especiais	projetados	para	conduzir
altas	correntes	sob	regime	de	altas	tensões.	Estes	FETs	são	encontrados	em
muitas	aplicações	modernas	no	controle	de	motores,	solenoides	e	outras	cargas
de	alta	potência.	A	estrutura	e	o	princípio	de	funcionamento	do	MOSFET	de
potência	é	a	mesma	dos	MOSFETs	comuns	exceto	pela	sua	alta	capacidade	de
controle.	Assim,	as	principais	diferenças	estão	no	tamanho	da	pastilha	de
material	semicondutor	de	silício	e	no	processo	de	fabricação.
A	principal	vantagem	encontrada	no	emprego	dos	Power	MOSFETs	em	muitas
aplicações	está	no	fato	de	que,	quando	conduzindo	eles	apresentam	uma
resistência	extremamente	baixa	entre	o	dreno	e	a	fonte	(chamada	Rds).	Como	o
dispositivo	praticamente	não	têm	resistência,	a	quantidade	de	calor	que	ele
dissipa	é	mínima.	Este	fato	permite	que	ele	controle	correntes	muito	intensas
praticamente	sem	dissipar	calor.
MOSFETs	de	potência	comuns	podem	controlar	correntes	de	dezenas	e	até
centenas	de	amperes	dissipando	um	mínimo	de	calor.
Símbolo	e	Aspecto
Na	figura	135	temos	os	símbolos	adotados	para	representar	os	dois	principais
tipos	de	MOSFETs	de	potência	assim	como	os	aspectos.
Figura	135
Como	qualquer	outro	componente	de	potência,	os	MOSFETs	de	alguns	tipos
precisam	ser	montados	em	radiadores	de	calor.	No	entanto,	existem	alguns	tipos
muito	pequenos	para	montagem	em	superfície	que	dispensam	este	recurso.
Existem	também	tipos	em	invólucros	metálicos	e	SMD,	como	já	indicamos.
Especificações
Os	Power	MOSFETs	são	especificados	por	um	número	de	fábrica.	De	posse
deste	número,	consultando	manuais	ou	folhas	de	dados	podemos	chegar	as
especificações.	As	principais	são:
a)	Máxima	tensão	entre	dreno	e	fonte	(Vds)	-	é	a	máxima	tensão	que	o
transistor	pode	manusear	sem	queimar.	Para	os	tipos	comuns	está	entre	20	e
600	V.	Esta	especificação	também	pode	ser	dada	como	Vds(max).
b)	Máxima	corrente	de	dreno	(Id)	-	é	a	máxima	corrente	que	pode
atravessar	o	componente	quando	em	operação.	Os	MOSFETs	de	potência
mais	comuns	podem	controlar	correntes	de	1	a	mais	de	100	A	.
c)	Potência	de	dissipação	(Pd)	-	é	a	potência	máxima	que	o	componente
pode	dissipar.	Existem	tipos	comuns	que	chegam	a	mais	de	200	W.
d)	Resistência	entre	dreno	e	fonte	(Rds)	-	trata-se	da	resistência	que	o
componente	apresenta	a	plena	condução	(on).	Esta	resistência	é	muito
importante	pois	determina	a	quantidade	de	calor	que	o	componente	vai
dissipar	numa	aplicação.	Quando	menor	for	o	valor	da	Rds(on)	de	um
MOSFET	de	potência	mais	eficiente	ele	é	no	controle	de	correntes	elevadas.
Tipos	comuns	podem	ter	uma	resistência	entre	dreno	e	fonte	menor	que	0,02
ohms.
Onde	são	encontrados
Muitos	equipamentos	modernos	usam	MOSFETs	de	potência	para	o	controle	de
motores,	solenoides	e	outras	cargas	de	alta	corrente.	Como	nos	demais
transistores,	também	podemos	encontrar	os	MOSFETs	de	potência	operando	no
modo	linear	na	amplificação	de	sinais.	Na	figura	136	temos	duas	configurações
típicas	em	que	estes	componentes	são	usados.
Figura	136
Observe	que,	quando	uma	tensão	positiva	é	aplicada	à	comporta	de	um
MOSFET	de	canal	N,	ele	conduz	intensamente	a	corrente	alimentado	o
dispositivo	que	está	ligado	no	seu	dreno.	Uma	outra	função	importante	em	que
encontramos	os	MOSFETs	de	potência	é	nas	fontes	chaveadas	ou	Switched
Mode	Power	Supplies	(SMPS)	cujo	diagrama	simplificado	é	mostrado	na	figura
137.
Figura	137
Neste	circuito,	controlado	por	um	oscilador	PWM	o	transistor	de	efeito	de
campo	liga	e	desliga	com	uma	chave	aplicando	pulsos	num	transformador.	Este
sinal	induz	uma	tensão	no	secundário	que	depois	de	alterada	e	retificada	serve
para	alimentar	os	circuitos	externos.	Para	controlar	a	tensão	de	saída	desta	fonte
um	sinal	é	aplicado	ao	oscilador	alterando	a	duração	dos	pulsos.	Quando	a
tensão	cai	os	pulsos	aumentam	sua	largura	para	compensar	este	efeito.	Como
alteramos	ou	modulamos	a	largura	dos	pulsos	para	manter	a	tensão	este	tipo	de
fonte	comutada	usa	uma	tecnologia	denominada	PWM	(Pulse	Width
Modulation)	ou	modulação	de	largura	de	pulso.
Uma	outra	aplicação	para	os	FETs	de	potência	é	mostrada	na	figura	138.
Figura	138
Nela	usamos	transistores	de	efeito	de	campo	complementares,	cada	qual
amplificado	metade	do	semiciclo	do	sinal	de	áudio.	Com	esta	técnica	se	obtém
uma	amplificação	de	muito	alta	potência	com	pequena	distorção.	Este	tipo	de
circuito	é	encontrado	em	amplificadores	de	áudio	de	alta	qualidade.
Como	Testar
Um	multímetro	pode	ser	usado	para	testar	os	Power	MOSFETs	da	mesma	forma
que	os	MOSFETs	comuns.	Num	transistor	bom	temos	altas	resistências	entre
todos	os	terminais.	Uma	baixa	resistência	em	alguma	medida	indica	um
transistor	danificado.
IGBT
Este	é	o	acrônimo	para	Isolated-Gate	Bipolar	Transistor.	Trata-se	de	um
semicondutor	que	é	metade	FET	e	metade	bipolar.	Assim,	a	corrente	principal	é
conduzida	entre	um	coletor	e	um	emissor	como	num	transistor	bipolar,	mas	esta
corrente	é	controlada	por	uma	tensão	aplicada	numa	comporta,	como	num	FET.
Os	IGBTs	reúnem	as	vantagens	dos	dois	componentes	e	por	isso	podem	ser
usados	no	controle	de	dispositivos	de	potência,	sendo	encontrados
principalmente	em	aplicações	industriais.	IGBTs	são	usados	para	controlar
solenoides,	motores,	em	fontes	chaveadas	e	em	muitas	outras	aplicações
importantes	onde	o	controle	de	altas	correntes	a	partir	de	tensões	é	necessário.
Simbolo
O	símbolo	adotado	para	representar	um	IGBT	é	mostrado	na	figura	139.
Figura	139
O	aspecto	externo	é	o	mesmo	de	qualquer	transistor	de	potência	comum	(Bipolar
ou	Power	MOSFET)	de	modo	que	para	saber	se	é	um	IGBTs	temos	de	nos
basear	no	seu	número	de	fábrica.
Especificações
Os	IGBTs	são	identificados	por	números	de	fábrica.	A	partir	deles	podemos
obter	suas	principais	características	elétricas	que	são:
a)	Tensão	máxima	entre	coletor	e	emissor	(Vce(max))	-	é	a	máxima	tensão
que	pode	ser	aplicada	ao	dispositivo.
b)	Corrente	máxima	de	coletor	(Ic(max))	-	é	a	máxima	corrente	que	o
componente	pode	conduzir	quando	chaveado.
c)	Potência	de	dissipação	(Pd)	-	é	a	máxima	quantidade	de	energia	que	pode
ser	convertida	em	calor	em	cada	segundo	(em	watts).
Onde	são	usados
Os	IGBTs	são	encontrados	principalmente	em	máquinas	industriais,	inversores
de	potência	e	em	outros	dispositivos	de	comutação	de	alta	potência.	Os	IGBTs
são	sempre	montados	em	dissipadores	de	calor.	Nos	equipamentos	das
instalações	elétricas	domiciliares	os	IGBTs	ainda	não	são	muito	comuns.
Em	muitos	casos,	os	IGBTs	podem	substituir	diretamente	Power	MOSFETs.
Teste
O	teste	mais	simples	é	o	de	continuidade	com	o	multímetro.	A	resistência	entre	a
comporta	(gate)	e	os	demais	terminais	deve	ser	muito	alta	assim	como	a
resistência	entre	coletor	e	emissor.
DIODO	CONTROLADO	DE	SILÍCIO	(SCR)
SCR	é	o	acrônimo	de	Silicon	Controlled	Rectifier	ou	Diodo	Controlado	de
Silício	é	um	dos	mais	importantes	dos	componentes	eletrônicos	encontrados	em
instalações	elétricas	de	todos	os	tipos	pois	ele	pode	controlar	diretamente
circuitos	de	corrente	alternada.
O	SCR	é	um	dispositivo	semicondutor	de	quatro	camadas	da	família	dos
tiristores.	Os	tiristores	são	dispositivos	destinados	ao	controle	de	potência
principalmente	em	circuitos	de	corrente	alternada.	Os	SCRs	funcionam	como
chaves	comutadores	de	estado	sólido	que	podem	controlar	correntes	de	até
centenas	de	amperes	sob	tensões	que	ultrapassam	1	000	volts,	conforme	o	tipo.
O	SCR	é	um	componente	muito	importante	para	os	eletricistas	e	eletrotécnicos
que	desejam	entender	um	pouco	de	eletrônica	pois	ele	é	encontrado	numa
infinidade	de	dispositivos	que	são	alimentados	pela	rede	de	energia.
Na	figura	140	temos	a	estrutura	básica	de	um	SCR	e	um	circuitoequivalente	que
nos	permite	analisar	seu	princípio	de	funcionamento.
Figura	140
Na	operação	básica	quando	alimentamos	um	circuito	com	um	SCR,	nenhuma
corrente	pode	circular	entre	o	anodo	e	o	catodo	pois	os	dois	transistores	estão
desligados	(cortados).	No	entanto,	se	aplicarmos	na	comporta	(gate	=	G)	uma
tensão	positiva,	ela	faz	com	que	o	transistor	NPN	conduza	e	com	isso	a	corrente
de	seu	coletor	vai	diretamente	para	a	base	do	transistor	PNP	que	também	entra
em	condução.
O	resultado	é	que	agora	a	corrente	de	coletor	do	transistor	PNP	realimenta	o
NPN	e	não	precisamos	mais	de	uma	tensão	de	comporta	para	manter	os	dois
transistores	em	condução.	O	conjunto	"liga"	e	uma	forte	corrente	pode	circular
entre	o	anodo	e	o	catodo	(A	e	K)	mesmo	depois	de	desaparecer	o	sinal	de	disparo
aplicado	em	G.
Para	desligar	o	SCR	é	preciso	interromper	por	um	momento	a	corrente	ou	então
reduzir	a	corrente	no	circuito	até	o	ponto	em	que	a	realimentação	cesse.
Na	figura	141	temos	um	modo	simples	de	desligar	um	SCR	que	consiste	em	se
colocar	em	curto	o	anodo	e	o	catodo	por	uma	chave	de	modo	que	a	tensão	entre
estes	elementos	se	reduza	a	zero.
Figura	141
Observe	que	o	SCR	funciona	como	um	diodo,	ou	que	quer	dizer	que	a	corrente
só	pode	circular	num	sentido.	O	símbolo,	que	veremos	mais	adiante,	é
justamente	o	de	um	diodo	com	uma	comporta.	Os	SCRs	comuns	precisam	de
correntes	muito	baixas	para	disparar,	alguns	com	correntes	de	100	uA,	e	podem
conduzir	correntes	de	diversos	amperes.
Num	circuito	de	corrente	alternada,	uma	vez	disparados	os	SCRs	conduzem
apenas	metade	dos	semiciclos	da	tensão,	conforme	mostra	a	figura	142.
Figura	142
Recursos	podem	ser	agregados	aos	seus	circuitos	para	que	ele	controle	os	dois
semiciclos	da	corrente	alternada	daí	ser	este	componente	muito	encontrado	em
muitos	aparelhos	de	uso	domésticos	alimentados	pela	rede	de	energia.
Símbolo	e	Aspecto
Na	figura	143	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	os	SCRs	os	aspectos
dos	tipos	mais	comuns.
Figura	143
Veja	que	os	tipos	mais	usados	possuem	recursos	para	montagem	em	radiadores
de	calor.
Especificações
Os	SCRs	são	identificados	por	um	código	de	fábrica.	Uma	série	muito	comum	é
a	TIC	da	Texas	como	tipos	como	o	TIC106	e	outros,	além	da	série	MCR	como	o
MCR106	da	Motorola.	No	entanto,	o	prefixo	TIC	também	serve	para	designar
outros	componentes	da	família	dos	tiristores.
De	posse	das	folhas	de	dados	de	um	SCR	devemos	estar	atento	para	as	seguintes
características	deste	componente:
a)	Tensão	máxima	entre	anodo	e	catodo	-	é	a	tensão	máxima	que	pode	ser
aplicada	ao	SCR	quando	ele	está	desligado.	Esta	tensão	pode	variar	entre	50
V	e	1000	V	para	os	tipos	comuns.	Em	alguns	tipos	ela	abreviada	como	Vrrm
ou	Vdrm.
b)	Corrente	máxima	-	é	a	maior	corrente	que	o	SCR	pode	conduzir	quando
disparado	e	tanto	pode	ser	dada	em	valores	contínuos	como	rms.	Tipos	com
correntes	de	até	mais	de	50	A	podem	ser	encontrados	em	algumas
aplicações.
c)	Dissipação	-	é	a	potência	máxima	que	o	SCR	pode	dissipar	numa
determinada	aplicação,	sendo	especificada	em	watts	(W).
d)	Corrente	de	manutenção	-	é	a	menor	corrente	que	o	SCR	pode	conduzir
sem	desligar.	Esta	corrente	é	indicada	também	como	(IH).
Outras	especificações	podem	ser	importantes	em	função	da	aplicação.	Por
exemplo,	os	SCRs	também	podem	ser	usados	em	fontes	chaveadas	ou	na
geração	de	pulsos	em	frequências	relativamente	altas.	Neste	caso,	ao	se	utilizar
um	SCR	é	também	preciso	saber	quão	rápido	ele	pode	ligar	e	desligar.
Onde	são	usados
Os	SCRs	podem	ser	encontrados	numa	grande	quantidade	de	eletrodomésticos	e
aplicações	na	instalação	elétrica	domiciliar,	comercial	e	mesmo	industrial.	Um
dos	circuitos	mais	comuns	usando	o	SCR	é	o	dimmer	ou	controle	de	brilho	de
lâmpadas	que	também	serve	como	controle	de	velocidade	para	motores	e	de
temperatura	para	aplicações	como	aquecedores,	secadores	de	cabelo,	etc.
Este	circuito	é	mostrado	na	figura	144	e	usa	um	SCR	comum	e	uma	lâmpada
neon	como	elementos	básicos.
Figura	144
Variações	em	torno	desta	configuração	podem	existir,	como	o	uso	de	diac	em
lugar	da	lâmpada	neon,	mas	o	princípio	de	funcionamento	é	sempre	o	mesmo	e	é
o	seguinte:	Observe	a	forma	de	onda	senoidal	da	tensão	da	rede	de	energia
mostrada	na	parte	superior	da	figura	145.
Figura	145
Se	pudermos	cortar	os	pulsos	dos	semiciclos	positivos	em	diversos	pontos,
podemos	controlar	a	energia	eu	passa	a	um	circuito	alimentado	como,	por
exemplo,	no	circuito	que	vimos	na	figura	144.	Assim,	se	ajustarmos	o
potenciômetro	P1	para	uma	posição	de	baixa	resistência	o	capacitor	carrega-se
rapidamente	a	tempo	de	disparar	a	lâmpada	neon	e	o	SCR	no	início	do
semiciclo.	O	resultado	é	que	a	maior	parte	da	energia	passa	para	a	carga	e	ele
funciona	com	maior	energia	(a	lâmpada	acende	mais	forte).
Se	agora	ajustarmos	o	potenciômetro	para	uma	posição	de	maior	resistência,	o
capacitor	demora	mais	para	se	carregar	e	a	lâmpada	só	dispara	no	final	do
semiciclo,	juntamente	com	o	SCR.	O	resultado	é	que	só	a	parte	final	dos
semiciclos	passa	e	a	lâmpada	(ou	outra	carga)	recebe	menos	energia	(veja	a
figura	145).
Entre	estes	dois	pontos,	podemos	ajustar	o	potenciômetro	P1	para	disparar	em
qualquer	ponto	do	semiciclo	e	assim	controlar	a	potência	aplicada	à	carga.
Observe	que	em	qualquer	caso,	tão	logo	ocorra	o	disparo	o	capacitor	descarrega
para	estar	pronto	para	funcionar	da	mesma	forma	no	semiciclo	seguinte.
Em	alguns	casos	não	há	problema	em	se	operar	o	circuito	com	apenas	metade
dos	semiciclos,	mas	se	isso	não	for	conveniente,	podemos	usar	um	artifício	que	é
mostrado	na	figura	146.
Figura	146
Neste	circuito	usamos	dois	SCRs	de	modo	que	um	dispare	com	os	semiciclos
positivos	e	o	outro	com	os	semiciclos	negativos.	Outra	maneira	de	se	obter	um
controle	de	"onda	completa"	é	com	o	uso	de	uma	ponte	retificadora	com	quatro
diodos,	conforme	mostra	a	figura	147.
Figura	147
Esta	ponte	"dobra"	os	semiciclos	negativos	de	modo	que	tenhamos	sobre	a	carga
somente	semiciclos	positivos	e	com	isso	a	aplicação	total	da	potência	quando
necessário.	Mas,	a	melhor	solução	é	a	que	faz	uso	de	outro	dispositivo	da	família
dos	tiristores	que	veremos	mais	adiante:	o	triac.
A	série	106
Uma	das	séries	mais	populares	de	SCRs	e	que	pode	ser	encontrada	numa
infinidade	de	aplicativos,	principalmente	ligados	à	rede	de	energia,	é	a	formada
pelos	dispositivos	106.	São	SCRs	de	alta	sensibilidade	(60	µA	de	disparo)	com
tensões	tipicamente	de	200	V	para	a	rede	de	110	V	e	400	V	para	a	rede	de220	V.
Estes	dispositivos	podem	controlar	correntes	de	até	3,2	A	ou	4	A	conforme	a
marca	e	são	fornecidos	com	diversos	nomes	a	partir	dos	seguintes	fabricantes:
TIC106	(Texas	Instruments)	-	sufixo	B	para	200	V	e	sufixo	D	para	400	V
MCR-106	(Motorola)	-	sufixo	4	para	200	V	e	sufixo	6	para	400	V
IR106	(International	Rectifier)
C106	(General	Electric)
Teste
Os	SCRs	podem	ser	testados	com	um	multímetro.	Em	condições	normais	temos
circuito	aberto	(alta	resistência)	entre	anodo	e	catodo	nos	dois	sentidos.	Entre	a
comporta	(g)	e	o	catodo	(C	ou	K)	temos	baixa	resistência	num	sentido	e	alta
resistência	no	sentido	oposto.	Outro	teste	pode	ser	feito	com	um	circuito
experimental	de	disparo.
TRIACs
O	TRIAC	é	um	outro	importante	dispositivo	da	família	dos	tiristores.	Conforme
vimos	a	principal	limitação	dos	SCRs	está	no	fato	de	serem	unidirecionais.	Os
TRIACs	são	bidirecionais	podendo	conduzir	a	corrente	nos	dois	sentidos	quando
disparados.	Um	TRIAC	pode	ser	comparado	a	dois	SCRs	ligados	em	oposição.
Na	figura	148	temos	a	estrutura	equivalente	a	este	componente	e	o	circuito
equivalente.
Figura	148
Os	terminais	MT1	e	MT2	são	chamados	de	"Main	terminal	1	e	Main	terminal	2"
ou	terminal	principal	1	e	terminal	principal	2.	Podemos	encontrar	os	TRIACs	no
controle	de	potência	de	motores,	brilho	de	lâmpadas	(dimmers),	acionamento	de
solenoides	e	sistema	de	aquecimento,	da	mesma	forma	que	os	SCRs.	Na	figura
149	mostramos	um	circuito	básico	de	aplicação	do	TRIAC.
Figura	149
A	carga	a	ser	controlada	(motor,	lâmpada,	etc)	é	ligada	aoMT1	enquanto	que	o
MT2	vai	à	rede	de	energia.	Os	sinais	aplicados	ao	terminal	de	controle	(gate)
determinam	o	disparo	do	TRIAC	de	modo	que	ele	conduza	a	corrente	que
alimenta	a	carga.
Levando	em	conta	que	o	TRIAC	está	num	circuito	de	corrente	alternada,	o
disparo	pode	ocorrer	de	diversas	formas	tanto	em	relação	à	polaridade	da	tensão
naquele	instante	quanto	à	polaridade	da	tensão	de	disparo.	Isso	significa	que	o
TRIAC	pode	operar	num	dos	4	modos	indicados	a	seguir:
Modo	I+:	MT2	positivo	e	corrente	de	comporta	positiva
Modo	I-	:	MT2	positivo	e	corrente	de	comporta	negativa
Modo	III+	:	MT2	negativo	e	corrente	de	gate	positiva
Modo	III-	:	MT2	negativo	e	corrente	de	gate	negativa
A	sensibilidade	ao	disparo	no	modo	I+	e	III-	são	maiores.
Os	TRIACS	comuns	precisam	de	apenas	alguns	miliamperes	de	corrente	para
disparar	controlando	correntes	que	podem	chegar	a	centenas	de	amperes.
Símbolos
Na	figura	150	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	um	TRIAC.
Figura	150
O	invólucro	é	o	mesmo	usado	pela	maioria	dos	SCRs	e	são	dotados	de	recursos
para	montagem	em	dissipadores	de	calor.	A	identificação	dos	terminais	deve	ser
feita	com	base	em	informações	fornecidas	pelo	fabricante.
Especificações
Os	TRIACs	são	identificados	por	um	código	de	fábrica	e	em	sua	função	devem
ser	obtidas	as	características	elétricas	principais	que	são:
a)	Tensão	máxima	entre	MT1	e	MT2	-	é	a	tensão	máxima	que	pode	ser
aplicada	ao	TRIAC	quando	ele	está	desligado.	Esta	tensão	pode	variar	entre
50	V	e	1000	V	para	os	tipos	comuns.	Em	alguns	tipos	ela	abreviada	como
Vrrm	ou	Vdrm.
b)	Corrente	máxima	-	é	a	maior	corrente	que	o	TRIAC	pode	conduzir
quando	disparado	e	tanto	pode	ser	dada	em	valores	contínuos	como	rms.
Tipos	com	correntes	de	até	mais	de	50	A	podem	ser	encontrados	em
algumas	aplicações.
c)	Dissipação	-	é	a	potência	máxima	que	o	TRIAC	pode	dissipar	numa
determinada	aplicação,	sendo	especificada	em	watts	(W).
d)	Corrente	de	manutenção	-	é	a	menor	corrente	que	o	TRIAC	pode
conduzir	sem	desligar.	Esta	corrente	é	indicada	também	como	(IH).
e)	Corrente	de	disparo	-	é	a	corrente	necessária	ao	disparo	do	TRIAC	e
pode	variar	entre	10	mA	e	500	mA	para	os	tipos	comuns	conforme	sua
corrente	máxima	controlada.
Onde	são	usados
Os	triacs	são	encontrados	em	muitos	equipamentos	ligados	à	rede	de	energia	e
até	embutidos	na	rede	de	energia	tais	como	dimmers	e	controles	de	ventilação.
Na	figura	151	temos	um	típico	controle	de	potência	(dimmer)	usando	um
TRIAC.	O	componente	chamado	Diac	que	faz	o	disparo	do	TRIAC	será	visto
nos	próximos	itens.
Figura	151
Este	circuito	funciona	exatamente	como	o	controle	que	usa	um	SCR	com	a
diferença	que	ele	pode	controlar	tanto	os	semiciclos	positivos	como	negativos	da
tensão	da	rede,	resultando	numa	forma	de	onda	conforme	a	controla	na	figura
152.
Figura	152
Teste
A	melhor	maneira	de	se	testar	um	TRIAC	é	com	um	circuito	de	prova.	No
entanto,	com	o	multímetro	podemos	apenas	detectar	se	ele	está	em	curto	quando
alguma	das	medidas	entre	seus	terminais	resulta	numa	resistência	muito	baixa.
Inteferência	Eletromagnética	(EMI)
TRIACs	e	SCRs	são	dispositivos	comutadores	de	alta	velocidade.	Estes
dispositivos	ligam	e	desligam	até	milhares	de	vezes	por	segundo.	Esta
comutação	pode	causar	um	sério	problema	:	interferência	eletromagnética	ou
abreviadamente	EMI.
EMI	ou	RFI	(Interferência	por	Radio	frequência)	é	a	interferência	causada	por
sinais	de	rádio	indesejáveis	que	são	gerados	por	dispositivos	de	comutação
rápida	como	tiristores,	motores,	e	muitos	outros	dispositivos.	Estes	sinais	afetam
a	operação	de	equipamentos	sensíveis	como	rádios,	televisores,	equipamentos	de
comunicações,	etc.
Quando	um	SCR	ou	TRIAC	é	usado	num	controle	de	potência	ocorrem
mudanças	de	alta	velocidade	da	corrente	e	com	isso	a	geração	de	sinais	num
amplo	espectro	de	frequências.	A	maior	parte	da	energia	irradiada	se	concentram
no	espectro	das	baixas	frequências	(até	uns	2	MHz)	diminuindo	gradualmente
mas	atingindo	frequências	tão	altas	como	as	da	faixa	de	FM	e	TV	(VHF).
Esta	interferência	é	ainda	maior	quando	o	SCR	ou	TRIAC	controla	cargas
indutivas.	Um	circuito	de	proteção	que	minimiza	a	interferência	é	mostrado	na
figura	153.
Figura	153
O	capacitor	e	o	resistor	formam	um	circuito	de	amortecimento	reduzindo	as
oscilações	de	corrente	no	momento	em	que	tiristor	comuta.	O	ruído	num
receptor	de	rádio	AM	produzido	quando	um	circuito	que	usa	TRIAC	ou	SCRs	é
acionado	é	um	exemplo	deste	tipo	de	interferência.	Em	televisores	ela	aparece
como	pequenos	tracinhos	escuros	e	claros	que	se	sobrepõe	à	imagem.
A	interferência	pode	alcançar	receptores	de	rádio,	televisores	e	outros
equipamentos	de	duas	formas.	A	primeira	é	por	irradiação,	sendo	captada	pela
antena	do	aparelho	afetado	conforme	mostra	a	figura	154.
Figura	154
O	sinal	indesejável,	em	geral	é	muito	fraco,	alcançando	apenas	alguns	metros	e
se	distribui	por	um	espectro	de	frequências	conforme	o	mostrado	na	figura	155.
Figura	155
Observe	que	os	rádios	AM	são	os	mais	afetados	assim	como	os	canais	baixos	de
TV	em	VHF	(analógica).	Receptores	de	frequências	mais	altas	são	menos
afetados.	Os	receptores	que	empregam	técnicas	digitais	são	menos	afetados	pois
possuem	recursos	para	não	reconhecer	o	ruído.	A	segunda	forma	de	propagação
dos	sinais	é	através	da	própria	rede	de	energia,	conforme	mostra	a	figura	156.
Figura	156
Para	se	evitar	o	problema	de	interferência	via	rede	um	filtro	LC	(Bobina	-
Capacitor)	pode	ser	usado	entre	o	aparelho	que	interfere	e	a	rede	ou	o	aparelho
interferido	e	a	rede.	Na	figura	157	temos	um	filtro	deste	tipo.
Figura	157
DIAC
O	DIAC	é	outro	componente	da	família	dos	tiristores	sendo	usado	no	disparo	de
SCRs	e	TRIACs.	O	Diac	é	um	dispositivo	de	quatro	camadas	que	tem	um
comportamento	semelhante	ao	da	lâmpada	neon,	ou	seja,	dispara	conduzindo
intensamente	a	corrente	com	uma	determinada	tensão,	da	ordem	de	20	a	40	V
para	os	tipos	comuns.	A	alta	velocidade	de	comutação	do	DIAC	facilita	o
disparo	de	SCRs	e	TRIACs.
Em	alguns	casos	o	DIAC	pode	estar	embutido	no	mesmo	invólucro	do	TRIAC
resultando	num	dispositivo	denominado	QUADRAC	(ver	próximo	item).
Símbolo
Na	figura	158	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	o	DIAC	e	o	seu	aspecto.
Figura	158
Observe	que	o	DIAC	é	um	componente	não	polarizado.
Especificações
Os	DIACs	são	indicados	por	um	número	de	fábrica	e	eventualmente	tela	tensão
de	disparo	que	tem	por	valor	típico	35	V.
Onde	são	encontrados
A	aplicação	mais	comum	para	o	DIAC	é	no	circuito	de	disparo	de	SCRs	e
TRIACs.	Isso	significa	que	eles	são	encontrados	principalmente	nos
equipamentos	de	controle	de	potência	como	dimmers,	controles	de	temperatura,
motores,	etc	de	muitos	eletrodomésticos	ou	mesmo	associados	a	uma	rede	de
energia	doméstica	ou	comercial.
Teste
O	multímetro	não	pode	ser	usado	para	testar	este	tipo	de	dispositivo,	pois	não
fornece	tensão	suficiente	para	dispará-lo.	O	multímetro	pode	apenas	detectar	se
ele	está	em	curto,	quando	apresenta	uma	baixa	resistência.	O	melhor	meio	de
testar	um	DIAC	é	através	de	um	circuito	apropriado.
QUADRAC
O	Quadrac	é	um	dispositivo	formado	por	um	DIAC	e	um	TRIAC	num	mesmo
invólucro.	Este	dispositivo	é	usado	principalmente	no	controle	de	potência	de
equipamentos	ligados	a	rede	de	energia	como	motores,	lâmpadas,	aquecedores,
etc.
Símbolo
Na	figura	159	temos	o	símbolo	usado	para	representar	um	Quadrac.
Figura	159
A	aparência	é	a	mesma	dos	transistores	de	potência,	TRIACs	e	SCRs,	sendo
dotados	de	invólucros	para	montagem	em	dissipadores	de	calor.
Especificações
As	especificações	dos	Quadracs	são	as	mesmas	dos	Triacs.	E,	da	mesma	forma
eles	são	identificados	por	n	úmeros	de	fábrica	através	dos	quais	podemos	obter
suas	características	elétricas.
Onde	são	encontrados
Os	quadracs	não	são	componentes	muito	comuns	em	nossos	dias.	Eles	podem
ser	encontrados	em	velhos	dimmers,	controles	de	potência	de	motores	e
aparelhos	semelhantes	onde	a	corrente	de	uma	carga	de	corrente	alternada	deve
ser	controlada.	Podemos	sempre	substituí-lospor	um	Triac	e	um	Diac	separados,
sem	problemas.
Teste
O	multímetro	pode	apenas	revelar	se	este	componente	está	em	curto.	Quando
isso	ocorre	uma	baixa	resistência	é	medida	em	alguma	combinação	das	medidas
entre	terminais.
SUS
SUS	é	a	abreviação	de	Silicon	Unilateral	Switch	ou	Chave	Unilateral	de	Silício.
Trata-se	de	mais	um	componente	da	família	dois	tiristores,	indicado
especificamente	ao	disparo	de	SCRs	pois	conduz	a	corrente	num	único	sentido.
O	SUS	é	uma	espécie	de	SCR	com	uma	comporta	no	anodo	onde	existe	um
diodo	zener	"embutido"	que	determina	sua	tensão	de	disparo,	num	circuito
equivalente	ao	mostrado	na	figura	160.
Figura	160
A	tensão	de	disparo	do	SUS	normalmente	está	em	torno	de	8	V	mas	é	possível
alterá-la	com	o	uso	de	componentes	externos.
Símbolo
Na	figura	161	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	um	SUS.
Figura	161
Especificações
A	principal	especificação	de	um	SUS	é	a	sua	tensão	de	disparo	ou	a	tensão	do
zener	interno.	Outras	especificações	incluem	a	corrente	máxima.	Os	fabricantes
identificam	o	SUS	por	códigos.
Onde	são	encontrados
Os	SUS	são	encontrados	nas	aplicações	em	que	temos	SCRs	no	controle	de
potência.	Não	são	componentes	muito	comuns	em	aplicações	modernos.
Testando
Um	multímetro	pode	apenas	revelar	se	um	SUS	está	ou	não	em	curto.	A
determinação	do	seu	funcionamento	deve	ser	feita	com	um	circuito	apropriado.
SBS
SBS	é	o	acrônimo	de	Silicon	Bilateral	Switch	ou	Chave	Bilateral	de	Silício.
Trata-se	de	mais	um	componente	da	família	dos	tiristores	que	pode	ser
considerado	como	dois	SUS	ligados	em	oposição,	conforme	mostra	a	figura	162.
Figura	162
Os	SBS	são	usados	no	disparo	de	TRIACs	e	como	possuem	um	terceiro	eletrodo
para	programação	do	disparo	eles	podem	ser	usados	para	fixar	o	ponto	de
disparo	com	diversas	tensões.
Símbolo
Na	figura	163	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	um	SBS.
Figura	163
Especificações
Os	fabricantes	identificam	os	seus	SBSs	por	códigos	de	fábrica.	A	principal
especificação	para	este	tipo	de	componente	é	a	tensão	do	zener	interno	que
indica	a	tensão	de	disparo	sem	componentes	externos.
Onde	são	encontrados
Os	SBSs	são	encontrados	principalmente	em	controles	de	potência	que	fazem
uso	de	TRIACs.	O	SBS	não	é	um	componente	atualmente	em	uso	o	que	significa
que	o	eletricista	só	vai	encontrá-los	em	aplicações	mais	antigas.
Teste
Com	o	multímetro	podemos	saber	apenas	se	um	SBS	está	ou	não	em	curto,	pois
todas	as	resistências	devem	ser	altas	no	teste	convencional.	Para	um	teste
dinâmico	(de	funcionamento)	deve	ser	usado	um	circuito	apropriado.
DISPLAYS	DE	CRISTAL	LÍQUIDOS	(LCDs)
No	painel	indicador	de	muitos	equipamentos	ligados	à	rede	de	energia
encontramos	displays	do	tipo	que	acende	com	segmentos	(LEDs)	e	outro	tipo	um
pouco	diferente	em	que	os	símbolos	são	opacos	havendo	uma	superfície
luminosa	ou	iluminada	por	trás.	Estes	displays	são	do	tipo	de	Cristal	Líquido	ou
Liquid	Crystal	Display	-	LCD	como	também	são	conhecidos.
Encontramos	estes	displays	em	calculadoras,	relógios,	medidores	de	tensão,
timers,	fornos	de	micro-ondas,	videocassetes,	telefones	e	em	muitos	outros
aparelhos.
Os	displays	de	cristal	líquido	que	encontramos	em	muitos	equipamentos
aproveitam	as	propriedades	elétricas	de	certas	substâncias	que	podem	mudar
deposição	quando	submetidas	a	um	campo	elétrico,	conforme	mostra	a	figura
164.
Figura	164
Sem	capo	elétrico	presente	as	moléculas	da	substância	são	orientados	de	modo	a
deixar	a	luz	passar	através	delas.	Nestas	condições	a	substância	é	transparente.
Quando	um	campo	elétrico	é	aplicado,	as	moléculas	mudam	de	posição	de	tal
forma	a	bloquear	a	posição.	A	substância	se	torna	então	opaca.
Se	eletrodos	transparentes	com	o	formato	do	dígito,	símbolo	ou	figura	que	se
deseja	apresentar	colocados	num	recipiente	cheio	com	este	líquido	podemos
fazê-los	aparecer	pela	simples	aplicação	de	um	sinal.	Um	tipo	comum	é	o
mostrador	de	7	segmentos	mostrado	na	figura	165.
Figura	165
Os	segmentos	que	são	ativados	e,	portanto	se	tornam	opacos	aparecendo	são
controlados	pelo	campo	criado	por	uma	tensão	nos	terminais	correspondentes.
Displays	mais	complexos	com	figuras	e	símbolos	podem	ser	elaborados	com	seu
funcionamento	controlado	por	microcontroladores,	como	por	exemplo,	em
minigames,	computadores,	etc.	Os	LCDs	precisam	de	circuitos	especiais	para
serem	ativados	porque	o	circuito	não	só	deve	reconhecer	a	combinação	de
eletrodos	ativados	como	também	opera	com	corrente	alternada.	Se	for	usada	uma
tensão	DC	ocorre	um	fenômeno	de	eletrólise	que	estraga	os	eletrodos.
Símbolos	e	aparências
Na	figura	166	temos	a	aparência	de	alguns	conjuntos	de	LCDs	que	podem	ser
encontrados	em	diversas	dimensões	e	formatos	nos	equipamentos	eletrônicos.
Figura	166
Os	displays	apresentados	são	do	tipo	numérico,	ou	seja,	apresentam	apenas
números,	mas	podemos	ter	tipos	alfanuméricos	que	podem	apresentar	letras	e
números.
Especificação
Os	LCDs	são	indicados	por	um	código	de	fábrica.	No	entanto,	informações
importantes	podem	ser	agregadas	como	por	exemplo:	Se	o	LCD	é	de	uso	geral
ou	específico.	No	caso	do	uso	geral,	eles	podem	ser	numéricos	e	alfanuméricos
sendo	importante	saber	o	número	de	dígitos	que	apresentam	ou	o	número	de
símbolos.
O	modo	que	eles	são	organizados,	em	linhas	e	colunas	(número	delas)	também	é
importante.	Os	tipos	específicos	já	possuem	um	padrão	de	desenhos	e	símbolos
que	não	pode	ser	modificado.	Eles	aparecem,	por	exemplo,	no	painel	de
videocassetes,	fornos	de	microondas	e	outros	aplicativos	onde	já	existem
eletrodos	com	formato	de	símbolos	correspondentes	às	informações	que	devem
ser	apresentadas.
Onde	são	encontrados
Todas	as	aplicações	que	possuam	uma	interface	com	o	usuário	onde	são
apresentadas	informações	usam	displays.	Eles	podem	ser	tanto	do	tipo	com	LED
como	de	cristal	líquido.	Assim,	encontramos	LCDs	em	rádios,	videocassetes,
fornos	de	micro-ondas,	computadores	portáteis,	agendas	eletrônicas,	telefones
celulares,	etc.
Como	testar
Testes	simples	com	multímetros	ou	outros	equipamentos	não	fornecem
informações	seguras	sobre	o	estado	deste	componente.
VÁLVULAS
Se	bem	que	a	maioria	dos	equipamentos	modernos	já	não	use	mais	válvulas,	elas
podem	ser	encontradas	em	alguns	equipamentos	mais	antigos,	principalmente	de
colecionadores	ou	ainda	em	aplicações	onde	o	seu	desempenho	ainda	possa	ser
considerado	insuperável,	como,	por	exemplo,	em	transmissores	de	alta	potência,
equipamentos	de	áudio	de	alta	qualidade,	além	de	outros.
Para	entender	como	funciona	uma	válvula	podemos	partir	do	tipo	mais	simples
que	é	a	válvula	diodo.	Dentro	de	um	tubo	de	vidro	(ou	metal)	no	qual	todo	o	ar	é
retirado	de	modo	a	se	obter	o	vácuo	são	colocados	um	filamento	de	tungstênio	e
uma	placa	de	metal,	denominada	anodo.	Os	dois	elementos	em	questão	não	se
tocam,	conforme	mostra	a	figura	167.
Figura	167
Quando	o	filamento	é	aquecido,	elétrons	são	emitidos.	Se	o	anodo	estiver
positivo	em	relação	ao	filamento,	os	elétrons	vão	fluir	para	este	elemento,
estabelecendo	assim	uma	corrente.	Se	o	anodo	for	feito	negativo	em	relação	ao
filamento	os	elétrons	serão	repelidos	e	nenhuma	corrente	pode	fluir.
Este	dispositivo	conduz	a	corrente	num	único	sentido,	exatamente	como	vimos
no	caso	dos	diodos	semicondutores.	Podemos	usar	um	eletrodo	diferente	para
emitir	os	elétrons,	sendo	este	denominado	catodo,	o	efeito	obtido	será	o	mesmo:
ao	ser	aquecido	pelo	filamento	o	catodo	emite	elétrons.
Se	agora,	colocarmos	uma	grade	metálica	entre	o	anodo	e	o	catodo,	novas
propriedades	elétricas	serão	observadas.
Figura	168
Uma	tensão	aplicada	a	esta	grade	pode	controlar	o	fluxo	de	elétrons	entre	o
catodo	e	o	anodo.	Por	exemplo,	se	aplicarmos	uma	tensão	negativa	à	grade	os
elétrons	serão	repelidos	e	nenhuma	corrente	flui	para	o	anodo.	Por	outro	lado,	se
uma	tensão	positiva	for	aplicada	os	elétrons	serão	atraídos	e	passam	para	o
anodo,	fluindo	corrente.	Se	um	sinal	for	aplicado	à	grade	de	uma	válvula	deste
tipo,	denominada	TRIODO,	ele	pode	ser	amplificado,	aparecendo	com	maior
intensidadeno	anodo.
Outros	elementos	podem	ser	acrescentados	internamente	à	válvula	como,	por
exemplo,	anodos	secundários,	novas	grades	resultando	assim	em	válvulas	de
diversos	tipos	como	tetrodos,	pentodos,	hexodos,	etc.	As	válvulas	precisam	ser
aquecidas	para	funcionar,	o	que	é	conseguido	pela	aplicação	da	tensão	no
filamento	que	para	os	tipos	comuns	varia	entre	1,5	e	110	V.
Por	outro	lado,	para	termos	uma	corrente	entre	anodo	e	catodo	devemos	usar	alta
tensão.	Assim,	os	circuitos	que	usam	válvulas	operam	tipicamente	com	tensões
entre	80	e	1000	volts.	Tanto	pelo	alto	consumo	de	energia	necessário	ao
aquecimento,	como	pelas	altas	tensões	as	válvulas	são	elementos	impraticáveis
em	equipamentos	portáteis.
Símbolos	e	aspectos
Na	figura	169	temos	os	símbolos	dos	principais	tipos	de	válvulas	e	também	os
aspectos	dos	tipos	mais	comuns.
Figura	169
Especificações
As	válvulas	são	identificadas	por	um	código	que	pode	nos	revelar	alguma	coisa
sobre	as	suas	características.	Assim,	para	as	válvulas	de	nomenclatura	americana
o	primeiro	número	indica	a	tensão	que	devemos	usar	para	aquecer	o	filamento.
Por	exemplo:
6C4	=	6,3	V
12AV6	=	12	V
50C5	=	50	V
Para	as	válvulas	de	nomenclatura	europeia	temos	na	indicação	as	informações
sobre	sua	configuração.	Por	exemplo:
ECC83	-	Duplo	triodo	(dois	C)
No	entanto,	o	melhor	é	ter	um	manual	de	válvulas,	caso	o	leitor	se	defronte
muito	com	este	tipo	de	componente	em	seu	trabalho.	Outra	possibilidade
consiste	em	se	consultar	muitos	manuais	"on	line"	que	estão	disponíveis	na
Internet.
Onde	são	encontradas
A	maioria	das	válvulas	é	encontrada	em	rádios,	televisores	e	outros	aparelhos
antigos	(anteriores	a	1960)	e	basicamente	têm	as	mesmas	funções	e
configurações	que	os	transistores	conforme	mostra	a	figura	170.
Figura	170
Para	recuperar	um	aparelho	que	tenha	válvulas	o	profissional	precisa	ter	um	bom
fornecedor	(que	ainda	existem).	Muitos	deles	podem	ser	encontrados	na	Internet
e	vendem	as	válvulas	pelo	correio.	Em	alguns	casos	é	possível	substituir	a
válvula	por	componentes	modernos	como	no	caso	dos	diodos,	mas	em	outros
não.
Testando
O	principal	defeito	das	válvulas	é	ter	o	filamento	interrompido,	quando	dizemos
que	elas	se	encontram	queimadas.	Assim,	o	teste	mais	simples	que	pode	ser	feito
é	com	o	multímetro.	Coloca-se	o	multímetro	na	escala	de	resistências	e	mede-se
a	resistência	entre	os	pinos	do	filamento.	Para	isso	é	preciso	observar	o	diagrama
do	aparelho	ou	a	própria	válvula,	ou	ainda	ter	um	manual,	para	saber	quais	são
estes	pinos.	A	resistência	deve	ser	baixa,	da	ordem	de	2	ou	3	ohms	a	100	ou	200
ohms	conforme	o	tipo.	Uma	resistência	infinita	indica	que	o	filamento	e,
portanto	a	válvula	está	queimada.
Para	outros	testes	(teste	dinâmico	ou	de	emissão)	existem	aparelhos	apropriados,
que,	no	entanto,	são	cada	vez	mais	raros.
Um	problema	muito	comum	que	ocorre	é	que	as	válvulas	tem	os	seus	filamentos
ligados	em	série	em	alguns	aparelhos.	Assim,	quando	uma	queima,	todas	as
demais	apagam.	O	profissional	deve	então	testar	uma	a	uma	para	saber	qual	foi	a
responsável	pelo	problema.
CIRCUITOS	INTEGRADOS
Na	realidade,	não	podemos	considerar	o	circuito	integrado	um	componente
eletrônico,	mas	sim	um	conjunto	de	componentes	fabricados	numa	pastilha	de
silício	já	interligados	e	montados	num	invólucro	comum.	A	ideia	básica	do
circuito	integrado	surgiu	ao	se	tentar	responder	as	seguintes	questões:
Porque	temos	de	fabricar	todos	os	componentes	de	um	circuito	separadamente	e
depois	interligá-los	para	obter	o	aparelho	que	desejamos?
Não	seria	possível	fabricar	todos	os	componentes	num	único	processo	já
interligados	de	modo	a	termos	o	aparelho	ou	o	circuito	que	desejamos?
A	resposta	para	estas	questões	veio	na	forma	do	circuito	integrado	ou	CI	(nas
publicações	em	inglês	IC).	O	circuito	integrado	consiste	numa	pequena	pastilha
de	silício	que	contém	um	determinado	número	de	componentes	tais	coo
transistores,	resistores,	diodos	e	capacitores,	já	interligados	por	trilhas	ou	regiões
condutoras	de	modo	a	formar	um	circuito	completo.	Os	componentes	e	trilhas
são	formados	por	um	complexo	processo	de	fabricação	que	envolve	a	difusão	de
impurezas,	foto-impressão	e	corrosão.
Na	figura	171	temos	uma	ideia	de	que	modo	podemos	integrar	componentes
numa	pastilha	de	silício.
Figura	171
Num	substrato	de	material	N,	regiões	P	podem	ser	criadas	para	formar	um	diodo.
Se	na	região	P	de	um	diodo,	for	difundida	uma	outra	região	N	teremos	um
transistor.	Um	capacitor	pode	ser	formado	polarizando-se	no	sentido	inversor
uma	região	P	e	um	N	que	formam	uma	junção.	Um	resistor	pode	ser	formado
através	de	uma	região	P	entre	duas	regiões	N	formando	uma	trilha	cujo
comprimento,	largura	e	espessura	determinam	a	resistência.
Numa	única	pastilha	de	silício	podemos	integrar	circuitos	completos	contendo
desde	poucos	componentes	como	no	caso	dos	transistores	Darlington	até	milhões
de	componentes	como	na	pastilha	de	um	microprocessador.	A	pastilha	de
Pentium,	por	exemplo,	contém	mais	de	10	000	000	de	componentes	integrados!
A	principal	vantagem	no	uso	do	circuito	integrado	está	no	fato	de	que	ele	pode
conter	o	circuito	que	desejamos	quase	que	completo,	precisando	apenas	de
alguns	componentes	adicionais	externos.	Assim,	no	caso	de	um	amplificador,
precisamos	apenas	de	poucos	capacitores	externos,	os	jaques	de	entrada	e	saída	e
o	controle	de	volume	e	tom.
Os	capacitores	e	os	indutores	de	valores	altos	são	ainda	componentes	que	não
podem	ser	integrados	com	facilidade,	o	que	significa	que	se	necessários	devem
ser	externos.	Veja	que,	como	os	circuitos	integrados	contém	um	circuito
completo,	eles	existem	numa	variedade	muito	grande	de	tipos	e	cada	tipo	só
serve	para	uma	aplicação	específica.	Não	podemos	usar	um	CI	projetado	para	ser
um	amplificador	como	um	controle	de	potência	para	um	TRIAC	ou	como	um
regulador	de	tensão	de	uma	fonte	de	alimentação.
Símbolo	e	tipos
Na	figura	172	temos	o	símbolo	genérico	para	representar	o	circuito	integrado.
Nos	diagramas	estes	símbolos	são	acompanhados	da	identificação	para
podermos	saber	o	que	são	e	o	que	fazem.
Figura	172
O	número	de	terminais	varia	de	acordo	com	a	complexidade	do	circuito	integro
podendo	ir	de	3	a	mais	de	200,	como	por	exemplo,	no	caso	dos
microprocessadores	usados	nos	computadores.	Na	mesma	figura	temos	os
invólucros	mais	comuns.	Nos	tipos	SIL	temos	recursos	para	montagem	em
radiador	de	calor.	Estes	são	destinados	a	operação	com	sinais	de	alta	pot6encia
como	reguladores	de	tensão	e	amplificadores.	Circuitos	integrados	de	alta
potência	são	encontrados	em	equipamentos	de	uso	comum	no	controle	de
motores,	solenoides,	lâmpadas,	etc.
Especificações	e	tipos
Existem	hoje	milhões	de	tipos	diferentes	de	circuitos	integrados.	Cada	um	deles
é	identificado	por	um	código	de	seu	fabricante	e	somente	com	os	manuais	destes
fabricantes	podemos	saber	o	que	cada	um	faz.	Os	que	pretendem	trabalhar	com
circuitos	integrados	precisam	saber	como	encontrar	as	informações	sobre	os
diversos	tipos	que	vão	aparecer	no	seu	dia	a	dia.	A	melhor	maneira	é
consultando	os	"datasheets"	e	"data	books"	dos	fabricantes	que	tanto	podem	ser
impressos	como	acessados	pela	Internet.
Uma	forma	simples	de	se	obter	estas	informações	é	digitando	o	tipo	do
equipamento	nos	programas	de	busca	da	Internet	como	o	Google.	Aparecem
então	nos	sites	das	fábricas	as	folhas	de	dados	no	formato	PDF	as	quais	podem
ser	consultadas	na	tela	ou	impressas	para	maior	facilidade	de	uso.
No	entanto,	existem	algumas	funções	que	são	tão	comuns	que	seus	circuitos
integrados	se	tornaram	populares	e	todos	usam.
Assim,	para	estes	circuitos	integrados	mais	comuns	é	importante	que	o
profissional	eletricista	que	vai	trabalhar	com	eletrônica	tenha	algum
conhecimento.	São	circuitos	de	uso	geral	que	incluem	funções	analógicas	e
digitais	tais	como	reguladores	de	tensão,	amplificadores	operacionais,
amplificadores	de	áudio,	timers,	etc.
Para	maior	facilidade	de	entendimento	dividimos	estas	funções	comuns	em	dois
grandes	grupos:	analógicas	e	digitais.
Analógicas
Circuitos	integrados	analógicostrabalham	com	correntes	contínuas	e	também
com	sinais	analógicos,	ou	seja,	sinais	de	áudio,	vídeo,	RF,	etc.	Um	sinal
analógico	pode	assumir	qualquer	valor	entre	dois	limites.	Eles	são	diferentes	dos
sinais	digitais	que	assumem	apenas	dois	valores	fixos	que	representam	0	e	1.
No	grupo	dos	circuitos	integrados	analógicos	encontramos	os	reguladores	de
tensão,	amplificadores,	operacionais,	amplificadores	de	áudio,	etc.	Vamos
analisar	cada	um	separadamente:
Reguladores	de	Tensão
A	finalidade	de	um	regulador	de	tensão	é	manter	constante	a	tensão	que	alimenta
um	circuito	independentemente	de	seu	consumo	(quando	a	corrente	varia)	ou
quando	a	tensão	de	entrada	varia.	Uma	das	séries	mais	populares	é	a	de
reguladores	de	3	terminais	78XX,	em	que	o	XX	do	tipo	indica	a	tensão	de	saída.
Assim,	o	7806	é	um	regulador	de	6	V	que	pode	fornecer	correntes	de	até	1A	.	O
7812	fornece	12	V	sob	corrente	de	até	1	A,	e	assim	por	diante.
Fontes	chaveadas	e	fontes	variáveis	também	usam	outros	circuitos	integrados
bastante	conhecidos.	O	LM350,	por	exemplo,	pode	ter	ajustada	a	tensão	de	saída
para	valores	entre	1,2	e	30	V	sob	corrente	de	até	3	A	.
Estes	reguladores,	por	controlarem	correntes	elevadas	vêm	em	invólucros	que
permite	a	montagem	em	radiadores	de	calor.
Símbolos	e	aspectos
Na	figura	173	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	estes	componentes	e	os
aspectos	dos	tipos	mais	comuns.
Figura	173
Especificações
Como	qualquer	outro	tipo	de	circuito	integrado	eles	são	especificados	pelos
códigos	de	fábrica.	No	entanto,	quando	trabalhamos	com	estes	CIs	precisamos
estar	atentos	a	três	de	suas	principais	especificações:
a)	Tensão	máxima	de	entrada	-	é	a	máxima	tensão	que	podemos	aplicar	na
entrada	do	CI.
b)	Tensão	de	saída	-	que	é	a	tensão	que	o	circuito	integrado	vai	entregar	ao
circuito	de	saída	e	que	tanto	pode	ser	fixa	como	estar	numa	faixa	de	valores.
c)	Corrente	máxima	de	saída	-	que	é	a	corrente	máxima	que	o	circuito
alimentado	pode	consumir.
Na	figura	174	temos	um	exemplo	de	fonte	de	alimentação	variável	em	que
usamos	um	LM350	para	fornecer	tensões	de	0	a	20	V	com	até	3	A	de	saída.
Figura	174
Onde	são	encontrados
Os	reguladores	de	tensão	são	encontrados	em	praticamente	todos	os
equipamentos	eletrônicos	modernos.	Eles	garantem	que	os	circuitos	eletrônicos
sensíveis	recebam	uma	tensão	constante	independente	de	variações	que	ocorrem
no	próprio	circuito	ou	na	tensão	de	entrada.
Estes	circuitos	ficam	normalmente	numa	etapa	denominada	"fonte	de
alimentação"	que	gera	a	tensão	contínua	que	alimenta	os	diversos	estágios	de	um
aparelho.
Teste
O	teste	mais	simples	de	um	CI	regulador	consiste	em	se	aplicar	na	sua	entrada
uma	tensão	pelo	menos	2	V	maior	do	que	a	se	espera	na	saída,	e	verificar	se	na
saída	temos	a	tensão	espetara.	O	multímetro	pode	ser	usado	para	se	medir	esta
tensão	de	saída.	Normalmente,	basta	verificar	se	no	circuito	em	que	ele	se
encontra,	a	tensão	no	terminal	de	saída	confere	com	a	esperada.
Amplificadores	Operacionais
Amplificadores	operacionais	(AO	ou	OA)	são	circuitos	de	uso	geral	que
originalmente	foram	criados	para	fazer	operações	matemáticas	com	sinais
elétricos	em	antigos	computadores	analógicos.	Um	amplificador	operacional	tem
uma	entrada	inversora	(-),	uma	entrada	não	inversora	(+)	e	um	terminal	de	saída.
Os	sinais	aplicados	na	entrada	inversora	têm	sua	fase	invertida	ao	serem
amplificados,	conforme	mostra	a	figura	175.
Figura	175
Um	amplificador	operacional	ideal	tem	uma	impedância	de	entrada	infinita	e
uma	impedância	de	saída	nula.	Os	tipos	reais,	entretanto,	possuem	impedância
de	entrada	muito	alta	(muitos	megohms)	e	impedância	de	saída	muito	baixa
(algumas	dezenas	ou	centenas	de	ohms).
O	ganho	(número	de	vezes	que	ele	amplifica	um	sinal)	depende	do	circuito	de
realimentação	normalmente	um	resistor	ou	rede	ligada	entre	a	saída	e	a	entrada
inversora,	conforme	mostra	a	figura	176.
Figura	176
Quanto	mais	alto	for	o	resistor	no	circuito	de	realimentação,	maior	será	o	ganho
do	amplificador	operacional.	Valores	entre	1	e	1	000	000	são	comuns	nas
aplicações	práticas.	O	circuito	que	tem	ganho	unitário,	onde	a	saída	é	ligada	à
entrada	inversora	é	chamado	"seguidor	de	tensão".
Os	amplificadores	operacionais	podem	ser	encontrados	numa	infinidade	de	tipos
e	configurações.	Existem	casos	em	que	num	único	circuito	integrado	podemos
encontrar	dois	e	até	quatro	amplificadores	operacionais	independentes,	mas	de
mesmas	características.
Símbolo
Na	figura	177	mostramos	o	símbolo	adotado	para	representar	um	amplificador
operacional.
Figura	177
Alguns	amplificadores	operacionais	têm	entradas	adicionais	para	controles
especiais,	compensações	de	frequência	e	outras.
Especificações
Os	amplificadores	operacionais	são	identificados	por	um	código	de	fábrica.
Existem	tipos	comuns	em	que	antes	do	número	(que	se	mantém)	temos	um
grupo	de	letras	que	identifica	o	fabricante.	Por	exemplo,	LM	para	a	National
Semiconductor,	SN	para	a	Texas	Instruments	e	MC	para	a	Motorola.	Do	código
de	fábrica,	consultando	as	filhas	de	dados	ou	manuais	podemos	ter	acesso	as
características	elétricas	de	cada	componente.	As	principais	características	são:
a)	Ganho	sem	realimentação	(open	loop)	-	é	o	ganho	máximo	do
amplificador,	sem	realimentação.	Este	ganho	varia	entre	1	000	a	1	000	000
para	os	tipos	comuns.	O	ganho	normalmente	é	abreviado	pela	letra	G.
b)	Faixa	de	tensões	de	alimentação	-	é	a	faixa	de	tensões	que	o	amplificador
pode	operar	podendo	variar	entre	1,5	e	40	V	para	os	tipos	comuns
Neste	ponto	devemos	observar	que	em	muitas	aplicações	os	amplificadores
operacionais	precisam	de	um	tipo	especial	de	fonte	de	alimentação	existem
tensões	negativas	e	positivas	além	do	terra.	Esta	fonte	chamada	"dual"	ou
"simétrica"	ou	“dupla”	pode	ser	obtida	por	duas	baterias	conforme	mostra	a
figura	178	ou	configurações	equivalentes.
Figura	178
Em	alguns	documentos	ou	folhas	de	dados,	é	comum	que	a	tensão	de
alimentação	seja	referida	tendo	em	conta	esta	configuração.	Assim,	falamos	em
6-0-6	V	de	alimentação	quando	precisamos	ter	uma	tensão	positiva	de	6	V,	uma
negativa	de	-6	e	0	V	do	terra.
Amplificadores	para	aplicações	modernas,	como	as	que	usam
microcontroladores	e	baterias	de	muito	baixa	tensão,	a	alimentação	pode	ser	feita
por	tensões	tão	baixas	como	0,8	V	apenas.
Outras	características	importantes	dos	amplificadores	operacionais	são:
a)	Ganho	x	Faixa	Passante	-	o	ganho	de	um	amplificador	operacional	cai	à
medida	que	a	frequência	do	sinal	que	deve	ser	amplificado	aumenta.	A
frequência	em	que	o	ganho	cai	a	1	(não	há	mais	amplificação)	é	indicada
como	faixa	passante	do	operacional	e	dada	em	MHz.	Os	tipos	comuns	têm
faixas	que	estão	em	torno	de	1	ou	2	MHz.
b)	CMRR	-	é	a	abreviação	de	Common	Mode	Rejection	Ratio.	Quando	dois
sinais	da	mesma	amplitude,	frequência	e	fase	são	aplicados	às	entradas
(inversora	e	não	inversora)	de	um	operacional	eles	devem	se	cancelar	e
nenhuma	saída	deve	ocorrer.	A	capacidade	do	operacional	e	rejeitar	estes
sinais	iguais	é	a	rejeição	em	modo	comum	e	é	medida	em	dB.	Os	tipos
comuns	podem	ter	CMRR	de	até	90	dB.
Onde	são	encontrados
Os	amplificadores	operacionais	são	encontrados	principalmente	em
instrumentação	e	equipamentos	industriais.	Tipos	comuns	como	o	741,	CA3140,
LM324	podem	ser	encontrados	em	muitos	equipamentos.	A	função	de	um
amplificador	operacional	nestes	equipamentos	normalmente	é	amplificar	sinais
de	sensores.
Testando
A	melhor	maneira	de	se	testar	um	amplificador	operacional	é	no	circuito,
medindo-se	as	tensões	nos	seus	terminais	e	comparando-as	com	o	diagrama
original.	Para	testar	amplificadores	operacionais	fora	do	circuito	é	preciso
montar	um	circuito	de	teste	experimental,	o	que	em	geral	não	é	muito
complicado.
Amplificadores	de	Áudio
Amplificadores	de	áudio	completos	com	potências	que	vão	de	alguns	miliwatts
(como	os	usados	em	aparelhos	portáteis)	até	mais	de	100	W	(usados	em	som
doméstico)	podem	ser	encontrados	na	forma	de	circuitos	integrados.
Alguns	circuitos	possuem	também	as	etapas	de	preamplificação	e	outras
necessárias	ao	equipamentocompleto.	Como	neste	tipo	de	circuito	normalmente
são	necessários	capacitores	de	grandes	valores	(eletrolíticos	e	outros)	que	não
podem	ser	integrados,	estes	componentes	devem	ser	instalados	como	periféricos.
Estes	amplificadores	também	podem	ter	pinos	onde	são	ligados	componentes
que	programam	o	ganho	e	outras	características	conforme	a	aplicação.	Muitos
fabricantes	colocam	no	mesmo	invólucro	de	certos	tipos	dois	amplificadores
para	facilitar	a	montagem	de	uma	versão	estéreo.
Símbolos
Na	figura	179	temos	o	símbolo	adotado	para	representar	um	amplificador	de
áudio	com	alguns	pinos	adicionais	num	circuito	já	pronto.
Figura	179
Especificações
Os	circuitos	integrados	deste	grupo	também	são	identificador	por	um	número	de
fábrica.	Através	deles,	pode-se	consultar	as	filhas	de	dados	e	manuais	para	se
obter	as	características	elétricas	principais	que	são:
a)	Potência	de	saída	-	é	a	potência	máxima	dada	em	watts	rms	ou	de	outro
tipo	pmpo,	por	exemplo.
b)	Tensões	de	alimentação	-	é	a	faixa	de	tensões	de	alimentação	em	que	o
circuito	pode	funcionar.
c)	Impedância	de	saída	-	que	determina	que	tipos	de	alto-falantes	e	de	que
modo	eles	podem	ser	ligados	ou	se	o	amplificador	se	destina	ao	uso	com
fones	de	ouvido	(alta	impedância)
d)	Impedância	de	entrada,	dada	em	ohms,	determina	como	o	sinal	deve	ser
entregue	ao	amplificador	para	amplificação
e)	Ganho	-	que	diz	quantas	vezes	ou	de	que	modo	temos	a	amplificação	do
sinal	em	função	de	eventuais	componentes	de	programação	externa.
f)	Curvas	de	operação	que	indicam	a	fidelidade	do	amplificador	na
amplificação	de	sinais	conforme	sua	frequência.	Nestas	curvas	pode-se
observar	também	a	distorção	que	indica	justamente	a	qualidade	do
amplificador.
Onde	são	encontrados
A	maioria	dos	amplificadores	de	áudio	modernos,	equipamentos	de	som,
aparelhos	que	usam	fones	de	ouvido	ou	alto-falantes	possuem	um	circuito
integrado	amplificador	de	áudio.	Alarmes,	intercomunicadores,	porteiros
eletrônicos,	babá	eletrônica,	campainhas	eletrônicas	e	muitos	outros
equipamentos	de	uso	doméstico	ligados	a	uma	instalação	possuem	estes
componentes.
Nos	equipamentos	mais	antigos	em	lugar	do	amplificador	integrado	encontramos
amplificadores	que	fazem	uso	de	transistores	ou	mesmo	válvulas.
Testando
O	teste	de	amplificadores	de	áudio	também	deve	ser	feito	com	base	na	medida
de	tensões	nos	seus	terminais.	Se	for	encontrada	alguma	tensão	anormal	deve-se
antes	testar	o	componente	externo	que	está	ligado	a	este	pino,	pois	a	causa	da
anormalidade	pode	ser	ele.	Se	o	componente	estiver	bom	e	a	tensão	se	mantiver
alterada	a	causa	pode	estar	no	próprio	circuito	integrado.
Timers	ou	Temporizadores
Outro	grupo	importante	de	circuitos	integrados	da	família	dos	lineares	é	o
formado	pelos	timers.	Estes	circuitos	têm	por	função	produzir	um	sinal	ou	ainda,
depois	de	um	intervalo	de	tempo	determinado	disparar	algum	tipo	de	dispositivo
conforme	mostra	a	figura	180.
Figura	180
O	modo	comum	de	temporização	é	o	monoestável	que	depois	de	certo	tempo
liga	alguma	coisa.	No	modo	astável,	o	circuito	produz	sinais	retangulares	que
podem	ser	usados	com	as	mais	diversas	finalidades,	conforme	mostra	a	figura
181.
Figura	181
Símbolo
Na	figura	182	temos	o	símbolo	usual	para	representar	um	circuito	integrado
deste	tipo.	O	nome	do	componente	geralmente	é	colocado	no	interior	do
símbolo.
Figura	182
O	555
Talvez	o	mais	popular	de	todos	os	circuitos	integrados	é	o	timer	555,	do	qual	se
fabricam	mais	de	1	bilhão	de	unidades	por	ano	de	diversos	fabricantes.	O	555
pode	aparecer	com	denominações	como	LM555,	TLC7555.	NE555,	e	muitas
outras.	Conforme	mostra	a	figura	183	este	circuito	integrado	pode	operar	de	duas
formas:	astável	e	monoestável.
Figura	183
Na	versão	monoestável,	levando	o	pino	2	ao	nível	baixo	(aterrando)	ele	dispara	e
fica	acionado	por	um	tempo	que	depende	de	R	e	de	C.	Na	versão	astável	ele
produz	um	sinal	cuja	frequência	depende	de	Ra,	Rb	e	C.
Especificações
As	principais	especificações	dos	circuitos	integrados	temporizadores	são:
a)	Faixa	de	tensões	de	alimentação	-	é	a	faixa	de	tensões	em	que	ele	pode
funcionar.
b)	Como	calcular	a	frequência	de	operação	-	podem	ser	dadas	informações
através	de	fórmulas,	tabelas	ou	gráficos.
c)	Corrente	de	saída	-	é	a	máxima	corrente	que	a	saída	pode	drenar	ou
fornecer	quando	o	circuito	está	acionado.
d)	Modos	de	operação	-	como	no	caso	do	555	em	que	temos	o	modo	astável	e
monoestável,	existem	alguns	outros	timers	que	podem	ter	diversas
modalidades	de	operação.
Onde	são	encontrados
Existem	muitas	aplicações	domésticas	ligadas	à	rede	de	energia	e	que	envolvem
temporização	onde	o	555	pode	ser	encontrado.	Lâmpadas	de	corredor	que
apagam	depois	de	um	tempo	acionado	podem	ter	em	seus	circuitos	de	controle
este	componente.
Como	testar
Para	este	circuito	integrado	também,	o	melhor	modo	de	se	fazer	seu	teste	é
através	da	medida	das	tensões	em	seus	pinos.	Verifica-se	antes	se	o	componente
ligado	ao	pino	em	que	a	tensão	está	anormal	está	em	bom	estado,	pois	ele	pode
ser	causa	do	problema.	Outra	possibilidade	consiste	em	se	montar	um	circuito	de
teste	numa	matriz	de	contatos.
PLL
PLL	significa	Phase	Locked	Loop	e	consiste	num	circuito	que	pode	reconhecer
sinais	de	determinadas	frequências	ou	ainda	demodular	sinais	que	sejam
modulados	em	frequência.	Trata-se	de	uma	função	que	pode	ser	encontrada	na
forma	de	circuitos	integrados	e	que	encontra	utilidade	em	algumas	aplicações
domésticas	tais	como	alarmes	de	passagem,	alarmes	por	ultrassons,
intercomunicadores	via	rede	de	energia,	controles	remotos,	etc.
Um	PLL,	por	exemplo,	pode	ser	usado	para	reconhecer	o	sinal	enviado	por	um
controle	remoto	e	em	sua	função	acionar	um	sistema	de	abertura	de	portas	de
garagem	ou	ainda	desarmar	um	alarme.
Símbolo
Na	figura	184	damos	o	símbolo	geral	usado	para	representar	um	PLL.
Figura	184
Especificações
Como	qualquer	outro	circuito	integrado	os	PLLs	são	identificados	por	um
número	de	fábrica.	A	partir	deste	número	podemos	ter	acesso	as	suas
especificações	ou	características	elétricas.	As	principais	são:
Tensão	de	alimentação	-	normalmente	a	faixa	de	tensões	que	pode	ser	usada	para
sua	alimentação.
Faixa	de	frequências	-	é	a	faixa	de	frequências	que	ele	pode	reconhecer	e
operar.	Para	os	tipos	comuns	ela	vai	tipicamente	até	500	kHz.
Sensibilidade	-	é	a	intensidade	mínima	do	sinal	aplicado	a	sua	entrada	que
ele	pode	reconhecer	a	frequência.
Corrente	de	saída	-	é	a	corrente	máxima	que	ele	fornece	em	sua	saída
quando	reconhece	o	sinal	para	o	qual	foi	ajustado.
Onde	são	encontrados
Eis	uma	relação	de	algumas	aplicações	onde	encontramos	PLL.	Lembramos	que
um	dos	tipos	mais	comuns	é	o	NE567	muito	usado	em	alguns	projetos	de	baixo
custo	do	tipo	que	relacionamos	a	seguir:
a)	Controles	remotos	-	o	tom	que	modula	um	feixe	de	radiação
infravermelha	é	reconhecido	por	um	PLL	acionando	o	sistema	que	abre
portas,	desativa	alarmes	ou	ainda	realiza	outras	funções	simples.
b)	Intercomunicadores	-	existe	um	tipo	de	intercomunicador	que	lança	na
fiação	da	rede	de	energia	um	sinal	de	alta	frequência	entre	40	kHz	e	200
kHz	o	qual	é	modulado	por	um	microfone.	Este	sinal	é	separado	dos	60	Hz
da	rede	por	um	PLL	que	extrai	o	sinal	de	áudio	para	amplificação.	Este
sistema	de	intercomunicação	é	muito	usado	em	babás	eletrônicas	e
intercomunicadores	de	escritórios.
c)	Alarmes	-	um	feixe	de	luz	infravermelha	é	modulado	por	um	tom	que	é
reconhecido	por	um	PLL	que	mantém	o	sistema	em	espera.	Se	o	feixe	de	luz
for	cortado,	o	PLL	reconhece	a	ausência	do	sinal	e	dispara	o	alarme.
Como	testar
O	procedimento	é	o	mesmo	dos	demais	circuitos	integrados:	medindo	as	tensões
nos	seus	terminais	ou	através	de	um	circuito	de	prova.
Outras	funções	lineares
Além	das	funções	que	vimos	existem	outras	que	são	igualmente	importantes	e
para	as	quais	podem	existir	circuitos	integrados	específicos.	Podemos	citar	os
circuitos	de	controle	digital	de	potência	por	toque	que	são	usados	em	dimmers,
referências	de	tensão,	módulos	de	receptor	e	transmissor	de	controle	remoto	e
muitosoutros.
Digital
Os	circuitos	integrados	digitais	formam	outra	família	de	grande	importância	para
a	eletrônica.	A	eletrônica	digital	parte	da	ideia	de	que	podemos	representar
qualquer	quantidade	usando	apenas	os	algarismos	0	e	1.
Usando	apenas	estes	dígitos	podemos	representar	a	quantidades	conforme
mostra	a	figura	185	utilizando	para	isso	o	sistema	binário	de	numeração.
Figura	185
A	vantagem	do	uso	desta	representação	binária	é	que	os	circuitos	eletrônicos
podem	manusear	os	sinais	de	uma	forma	mais	simples:	uma	chave	aberta	ou
transistor	desligado	representa	o	0	e	uma	chave	fechada	ou	transistor	ligado
representa	o	1,	conforme	mostra	a	figura	186.
Figura	186
Um	circuito	que	opera	com	apenas	dois	estados	é	menos	sujeito	a	problemas	de
interferências	e	muito	mais	preciso,	como	se	pode	ver	no	caso	dos
microprocessadores.	Podemos	levar	a	ideia	ao	transistor	conforme	mostra	a
figura	187.
Figura	187
Uma	chave	fechada	na	base	do	transistor	leva	a	tensão	de	seu	coletor	a	zero	e
com	isso	podemos	ter	o	algarismo	0	na	sua	saída	quando	o	valor	na	entrada	for	1
e	vice-versa.	Um	circuito	como	este	pode	inverter	os	sinais,	sendo	por	isso
chamado	inversor.
Associando	transistores	de	diversas	formas	podemos	realizar	uma	série	de
operações	matemáticas	com	os	valores	binários.	E,	associando	os	blocos	que
realizam	estas	operações	simples	podemos	realizar	operações	muito	complexas
com	os	números	binários	como	ocorre	no	caso	dos	computadores.
Certo	número	de	funções	básicas	existe	na	forma	de	circuitos	integrados	e	com
elas	podemos	desenvolver	diversos	projetos	Assim,	conforme	mostra	a	figura
188,	a	partir	destas	funções	podemos	ter	uma	infinidade	de	circuitos
denominados	digitais.
Figura	188
No	primeiro	grupo	destas	funções	encontramos	as	portas	ou	gates.	As	portas
combinam	dois	ou	mais	níveis	lógicos	(0	ou	1)	nas	suas	entradas	para	dar	uma
saída	que	corresponde	a	uma	determina	regra	ou	função.	As	regras	seguem	a
matemática	desenvolvida	por	Boole	e	que	é	a	base	da	eletrônica	digital.	Os
leitores	que	desejam	ir	além	podem	estudar	eletrônica	digital	e	daí	entender
desde	os	simples	circuitos	deste	tipo	até	como	funcionam	os	computadores.
Se	bem	que	hoje	em	dias	as	funções	lógicas	estejam	integrados	nos	chips	de
controladores,	processadores	e	outros	chips,	existem	ainda	aparelhos	onde	elas
podem	ser	encontradas	de	forma	isolada	em	circuitos	simples.
Existem	algumas	famílias	de	circuitos	integrados	que	consistem	em	diversas
funções	que	têm	as	mesmas	características	elétricas	de	modo	que	eles	podem	ser
ligados	uns	aos	outros	diretamente	para	se	obter	o	tratamento	mais	complexo	de
um	sinal	ou	a	realização	de	uma	função	digital	mais	complexa.
As	principais	famílias	lógicas	são	dos	circuitos	integrados	TTL	e	CMOS.
TTL
TTL	significa	Transistor	Transistor	Logic	e	é	uma	família	que	tem	mais	de	1000
circuitos	integrados	diferentes	com,	características	em	comum	que	permite	sua
alimentação.	Todos	eles	devem	ser	alimentados	com	5	V.
A	família	normal	tem	um	número	enorme	de	funções	como	portas,
multiplexadores,	contadores,	memórias,	etc.	Subfamílias	podem	ser	encontradas
quando	se	deseja	mais	velocidade	ou	menor	consumo.
Os	dispositivos	desta	família	são	facilmente	reconhecidos	por	terem	o	número
74	na	sua	especificação.	Exemplo:	7400,	7490,	74121,	etc.	Para	as	subfamílias
temos	uma	letra	ou	duas	entre	o	74	e	o	número	que	se	segue.	Exemplo:	74L00,
74H121,	74LS04,	etc.
CMOS
Outra	família	muito	importante	de	circuitos	integrados	digitais	é	a	conhecida	por
CMOS.	Os	circuitos	integrados	desta	família	podem	ser	alimentados	com
tensões	na	faixa	de	3	a	15	V	e	tem	um	consumo	muito	menor	que	os	TTLs.	No
entanto,	eles	são	mais	lentos.	Conhecemos	os	dispositivos	desta	família	porque	a
maioria	tem	por	designação	um	número	que	começa	por	40.	Por	este	motivo
também	designamos	esta	família	por	40xx	onde	o	xx	representa	o	tipo
específico.	Exemplo:	4011,	4017,	4001,	etc
Da	mesma	forma	que	no	caso	dos	circuitos	TTL,	nas	saídas	e	entradas	destes
circuitos	sempre	encontramos	apenas	dois	níveis	lógicos:	0	ou	1,	conforme
mostra	a	figura	189.	Os	circuitos	integrados	digitais	podem	operar	no	modo
sincronizado	ou	não.
Figura	189
Nos	circuitos	sincronizados	as	saídas	dos	blocos	lógicos	com	circuitos	TTL	ou
CMOS	estão	constantemente	mudando	de	nível	gerando	sinais	conforme	mostra
a	figura	190.
Figura	190
Especificações
A	função	dos	circuitos	integrados	digitais	TTL	ou	CMOS	são	dadas	pelo	seu
tipo.	Assim,	os	usuários	destes	circuitos	integrados	precisam	ter	manuais	que
indiquem	estas	funções	e	que	tipo	de	comportamento	eles	devem	ter.	Isso
normalmente	é	feito	por	meio	de	tabelas,	denominadas	"tabelas	verdade"	em	que
as	saídas	são	indicadas	em	função	das	entradas.
Atenção:	Os	circuitos	integrados	da	família	CMOS	são	sensíveis	a	descargas
estáticas.	O	simples	toque	com	os	dedos	nos	seus	terminais,	se	estivermos
com	nosso	corpo	carregado,	pode	causar	sua	queima.
Onde	são	encontrados
Equipamentos	digitais	em	geral	podem	empregar	tantos	circuitos	lógicos	TTL
como	CMOS.	Em	muitos	equipamentos	modernos,	em	lugar	de	termos	diversos
chips	destas	famílias	podemos	ter	um	único	que	substitui	todas	as	funções.	No
entanto,	existem	aplicações	que	realizam	funções	mais	simples	e	que	podem	usar
de	1	a	10	destes	circuitos	integrados	tais	como	alares,	sequenciais,	controles
remotos,	sistemas	de	iluminação	inteligentes,	etc.
Um	circuito	básico	pode	mostrar	ao	leitor	como	são	usados	estes	circuitos.	Na
figura	191	temos	um	sistema	sequencial.
Figura	191
Este	circuito	usa	um	CMOS	4017	e	produz	pulsos	em	sequência	na	saída,	numa
velocidade	determinada	pelos	resistores	e	capacitores	junto	ao	555.
Uma	aplicação	para	este	circuito	consiste	em	ligar	a	cada	saída	do	4017	SCRs
que	alimentam	lâmpadas	as	quais	vão	acender	em	sequência	num	sistema	de
iluminação	decorativa.
Com	a	expansão	das	aplicações	que	fazem	uso	de	microcontroladores	que
operam	com	tensões	muito	baixas	(da	ordem	de	0,8	a	1,2	V,	famílias	de
integrados	lógicos	digitais	TTL	e	CMOS	para	muito	baixas	tensões	(LVTTL)
também	podem	ser	encontradas	em	muitos	equipamentos.	O	funcionamento	é	o
mesmo.	Muda	apenas	a	tensão	de	alimentação	que	é	muito	mais	baixa.
Teste
A	melhor	maneira	de	se	testar	circuitos	digitais	é	com	instrumentos	apropriados,
no	caso	os	analisadores	lógicos	e	outros.	O	meio	mais	simples,	entretanto	é
medindo	tensões	nos	terminais,	se	bem	que	para	termos	uma	conclusão	correta
sobre	o	estado	devemos	saber	exatamente	que	tipo	de	nível	lógico	esperar	em
cada	caso.
Consumo,	IoT	e	Embutidos	(Embedded)
Hoje	em	dia	praticamente	qualquer	função	necessária	à	implementação	de	um
aparelho	eletrônico	pode	ser	obtida	num	circuito	integrado.	Para	reduzir	custos,
os	fabricantes	podem	criar	suas	aplicações,	colocando	todos	os	componentes
necessários	num	circuito	integrado	próprios	e	usá-lo	no	seu	aparelho.
Isso	significa	que	seus	produtos	usam	chips	específicos	que	só	servem	para
aquela	aplicação.	Como	o	custo	de	um	chip	deste	tipo	cai	pela	quantidade	em
que	são	fabricados,	as	placas	que	os	usam	de	muitos	equipamentos	se	tornam
descartáveis.	Assim,	em	muitos	casos	os	equipamentos	são	do	tipo
completamente	descartável,	ou	se	apresentam	problemas	as	placas	é	que	devem
ser	trocadas	e	não	os	componentes.
Outro	tipo	de	tecnologia	é	aquele	que	em	os	dispositivos	eletrônicos	são	chips
que	controlam	as	diversas	partes	de	uma	máquina,	por	exemplo	os	motores,
solenoides	e	bombas	de	uma	máquina	de	lavar	roupas,	ou	ainda	os	sensores	de
um	carro.	Estes	dispositivos	podem	ser	considerado	parte	integral	dos	aparelhos
que	controlam,	ou	seja,	de	acordo	com	o	IEEE	(Instituto	de	Engenharia	Elétrica
e	Eletrônica	dos	Estados	Unidos)	são	definidos	como	"embutidos"	(embedded	é
o	termo	inglês	para	isso).
Estes	componentes	são	basicamente	microcontroladores,	microprocessadores	ou
DSPs	montados	em	caixas-pretas	e	ligados	as	diversas	partes	do	sistema	que
controlam	a	partir	de	cabos.	A	utilização	desta	tecnologia	está	levando	a	uma
nova	família	de	aplicativos	de	uso	doméstico	quepassam	a	fazer	parte	das
instalações	elétricas	domiciliares	e	comerciais	que	são	os	dispositivos	ligados	à
internet.
Isso	leva	à	IoT	(Internet	of	Things)	ou	internet	das	coisas,	em	que	dispositivos
eletrônicos	os	mais	diversos	têm	conexão	com	a	internet	podendo	ser	ativados	ou
controlados	a	distância	(pelo	celular,	por	exemplo)	ou	ainda	“conversar	uns	com
os	outros”.
Tipos
Não	existe	um	símbolo	especial	para	representar	estes	componentes,	mas	na
figura	192	temos	os	aspectos	de	alguns	deles.
Figura	192
Na	maioria	dos	casos	eles	fazem	parte	de	um	sistema	que	deve	ser	trocado	na
íntegra	quando	apresenta	problemas	e	por	isso	são	montados	com	componentes
de	difícil	manuseio,	normalmente	SMD.
Especificações
Em	alguns	casos	o	fabricante	indica	o	CI	por	um	código	de	fábrica,	mas	em
outros	casos	a	identificação	só	pode	ser	feita	pelo	próprio	fabricante	através	de
sua	posição	no	sistema.
Onde	são	encontrados
As	funções	embutidas	são	encontradas	em	carros,	brinquedos,	games	e	na
maioria	dos	equipamentos	eletroeletrônicos	de	consumo	tais	como	máquinas	de
lavar	roupa,	de	lavar	pratos,	fornos	de	micro-ondas,	etc.	Em	alguns	casos	os
chips	não	possuem	invólucros	comuns	sendo	simplesmente	soldados	nas	placas	e
cobertos	com	uma	resina	protetora.
Relógios	e	cronômetros	também	podem	usar	este	tipo	de	circuito	integrado	que
são	chamados	"módulos".
Como	testar
Não	existe	modo	simples	de	testar	estes	circuito	tanto	pela	dificuldade	de	acesso
nas	placas	como	de	acesso	aos	seus	terminais	e	de	informações	sobre	que
tensões	devem	ser	encontradas.
Microprocessadores	e	Microcontroladores
Os	microprocessadores	e	microcontroladores	representam	um	outro	grande
grupo	de	componentes	da	família	dos	circuitos	integrados.	Num	único	chip
podem	ser	encontrados	milhões	de	componentes	já	interligados	para	realizar
operações	complexas	tanto	analógicas	como	digitais.
Na	maioria	dos	casos	eles	são	usados	para	realizar	funções	de	controle	ou
automação	em	máquinas,	equipamentos	de	uso	comercial	ou	doméstico	e	em
muitos	outros	casos.	Um	microcontrolador	possui	diversos	blocos	como	a
unidade	de	entrada	e	saída	(I/O),	unidade	de	processamento,	memórias,
temporizadores,	conversores	A/D,	etc.	Na	figura	193	mostramos	a	estrutura
típica	de	um	microcontrolador.
Figura	193
Os	microprocessadores	também	são	usados	para	realizar	operações	matemáticas
e	lógicas	complexas	sendo	por	isso	usados	em	computadores	e	outros
equipamentos.	Os	microprocessadores	operam	apenas	com	dados	digitais	e
retornam	os	resultados	de	suas	operações	na	forma	digital.	Na	figura	194	temos
um	diagrama	de	blocos	simplificado	de	um	microprocessador.
Figura	194
Os	microprocessadores	têm	portas	I/O	(entrada	e	saída)	onde	a	informação	pode
ser	colocada	ou	retirada,	uma	CPU	(Unidade	Central	de	Processamento)	onde	os
cálculos	lógicos	e	matemáticos	são	feitos,	uma	memória	e	outros	circuitos	de
apoio.
Uma	conhecida	família	de	microprocessadores	é	X86	onde	o	X	pode	ser	o	2,	3
ou	4	que	equipou	uma	série	computadores	muito	populares	(PCs)	e	que	depois
passou	para	outros	nomes	como	Pentium,	por	exemplo.	Na	figura	195	temos	os
aspectos	dos	chips	de	alguns	microprocessadores	conhecidos.
Figura	195
Microcontroladores	são	encontrados	em	máquinas	industriais,	carros	e	outros
equipamentos	onde	eles	fazem	o	controle	de	funções.	Eles	tanto	podem	aparecer
na	forma	de	componentes	em	invólucros	comuns	como	outros	tipos
miniaturizados.
Um	tipo	de	microcontrolador	muito	usado	atualmente	é	o	Arduino	que	já	vem
numa	placa	que	permite	o	desenvolvimento	fácil	de	projetos	e	que	é	usada	em
aplicações	comerciais.	Temos	também	os	microcontroladores	em	chips	que
podem	ser	encontrados	em	equipamentos	comerciais	de	uso	doméstico	como	os
Atmega	(Atmel),	PIC	(Microchip),	MSP	(Texas),	etc
Para	usar	um	microcontrolador	num	projeto	é	prece	de	programação	e	uma	placa
de	desenvolvimento.	Prepara-se	no	programa	o	que	o	microcontrolador	deve
fazer	e	depois	transfere-se	isso	para	sua	memória	através	da	placa	de
desenvolvimento.
Especificações
Os	microcontroladores	e	microprocessadores	são	identificados	por	um	número
de	fábrica.	Através	deste	número,	um	livro	de	dados	(databooks)	fornece	todas
as	características	de	programação	e	uso.
DSP
Digital	Signal	Processors	ou	Processadores	Digitais	de	Sinais	(DSP)	podem	ser
encontrados	em	diversos	tipos	de	equipamento	de	controle	de	máquinas
industriais,	eletroeletrônicos	e	mesmo	embutidos	em	carros,	aviões,	barcos	e	nas
instalações	elétricos.	Estes	equipamentos	são	normalmente	usados	pelas
indústrias	que	desenvolvem	suas	aplicações	em	função	de	suas	características	e
os	programam	usando	sistemas	de	desenvolvimento	que	usam	programas	e
placas	como	no	caso	dos	microcontroladores.
O	que	é	um	DSP?
Os	circuitos	analógicos	tradicionais	operam	com	sinais	como	sons,	imagens,
variações	de	tensão	de	um	sensor,	empregando	componentes	como	transistores,
filtros,	etc.	O	circuito	analógico	se	aproveita	das	propriedades	elétricas	dos
componentes	para	introduzir	alterações	no	sinal.	Por	exemplo,	um	filtro	deixa
passar	sinais	de	apenas	determinadas	frequências,	um	amplificador	altera	a
amplitude	de	um	sinal.
Dependendo	do	se	deseja	fazer	com	um	sinal,	a	implementação	de	um	circuito
usando	componentes	comuns	pode	ser	simples,	mas	não	é	muito	precisa.	No
entanto,	se	considerarmos	que	qualquer	tipo	de	sinal	analógico	pode	ser
representado	por	um	número	ou	uma	sequ6encia	de	números	(convertido	para	a
forma	digital)	por	que	não	realizar	a	função	desejada	com	o	sinal	na	forma	de
números?	Em	lugar	de	se	usar	uma	rede	que	deixa	apenas	determinar	passar	uma
frequência,	convertemos	o	sinal	numa	série	de	números	em	um	computador	e
aplicamos	um	algoritmo	(série	de	operações	lógicas	e	matemáticas)	que
reconheça	as	frequências	e	amplitudes	e	os	valores	indesejáveis	são	cortados,
ficando	depois	os	valores	que	são	convertidos	novamente	para	a	forma
analógica.
Na	figura	196	mostramos	em	diagrama	de	blocos	como	um	DSP	funciona.
Figura	196
Partindo	do	fato	de	que	um	computador	é	preciso	e	rápido,	os	resultados
apresentados	por	este	tipo	de	circuito	são	fantásticos.	Muito	melhores	do	que	um
circuito	analógico	projetado	para	a	mesma	finalidade.	O	processador	num	DSP	é
rápido	e	pode	realizar	operações	extremamente	complexas,	tornando	possível
fazer	praticamente	tudo	o	que	se	deseja	com	um	sinal,	dependendo	apenas	do
programa	usado.	Usando	um	DSP,	o	que	um	circuito	pode	fazer	deixa	de
depender	apenas	dos	circuitos	usados,	mas	passa	a	depender	basicamente	de	um
programa!
Muitos	DSPs	são	usados	em	equipamentos	elétricos	e	eletrônicos	para	controlar
funções	em	lugar	de	microcontroladores.	Por	exemplo,	um	fabricante	pode
comprar	um	DSP	"vazio"	e	programá-lo	para	servir	de	controle	de	uma	máquina
de	lavar	roupas	a	partir	de	informações	de	um	painel	de	controle,	sensores	de
nível	de	água	e	temperatura.	O	DSP	processa	essa	informação	e	controla	o
motor,	aquecedor	e	demais	funções	da	máquina.
O	mesmo	DSP,	dependendo	do	programa	introduzido	pelo	fabricante	em	sua
memória,	pode	realizar	funções	completamente	diferentes,	como	por	exemplo,
controlar	o	injetor	de	combustível	de	um	carro	a	partir	de	informações	de	um
sensor	de	temperatura,	pressão	e	oxigênio	da	mistura.
É	claro	que,	se	um	DSP	tem	problemas	numa	aplicação	a	única	solução	é	sair	em
busca	de	uma	placa	do	mesmo	fabricante	que	já	tem	a	unidade	de	reposição
programada	para	aquela	função.	Veja	que	o	DSP	é	identificado	por	um	código	de
fábrica,	mas	dois	DSPs	de	mesmo	código	podem	estar	programados	de	forma
diferente	e	por	isso	fazendo	coisas	completamente	diferentes!
SMDs
SMD	é	o	acrônimo	para	Surface	Mouting	Device	ou	Componente	para
Montagem	em	Superfície.	Muitos	dos	dispositivos	que	vimos	até	agora	neste
livro	pode	ter	versões	ultraminiaturizadas	em	que	o	invólucro	é	praticamente
reduzido	a	zero	de	modo	que	eles	ocupem	menos	espaço	e	mais	ainda,	possam
ser	montados	automaticamente	com	máquinas	de	alta	precisão.
Observe	que	o	elemento	ativo	de	um	transistor	ou	de	um	SCR	é	apenas	uma
pequena	pastilha	de	silícioque	ocupa	uma	reduzida	proporção	de	todo	o
invólucro	do	componente.
O	corpo	ou	invólucro	da	maioria	dos	componentes	representam	até	mais	de	95%
de	todo	o	espaço	e	peso	do	próprio	componente.
A	ideia	básica	dos	SMDs	é	reduzir	o	tamanho	do	componente	a	um	mínimo	de
tal	modo	a	tornar	os	equipamentos	menores	e	mais	leves.	Na	figura	197	temos	as
versões	SMD	de	alguns	componentes	comuns.
Figura	197
A	tecnologia	usada	para	a	montagem	destes	componentes	é	chamada	SMT
(Surface	Mounting	Technology	ou	Tecnologia	de	Montagem	em	Superfície)
assim	tanto	encontramos	as	abreviações	SMT	como	SMD	para	indicar	o	tipo	de
tecnologia	ou	componente	encontrado	num	equipamento.
Para	o	eletricista	que	vai	trabalhar	com	eletrônica	é	importante	entender	que	as
funções	e	os	circuitos	são	os	mesmos	quando	comparados	aos	que	usam
componentes	comuns.	O	maior	problema	é	trabalhar	com	componentes	tão
pequenos	quando	reparos	e	substituições	são	necessários.
Existem	kits	especiais	para	trabalhos	de	reparação	com	componentes	SMD	que
contam	com	pinças	e	outras	ferramentas	delicadas	que	permitem	remover	e
instalar	componentes	ultrapequenos.	Da	mesma	forma,	existem	empresas	que
fornecem	componentes	básicos	tais	como	transistores,	capacitores	e	resistores
em	invólucros	SMT	para	o	reparo	de	equipamentos.	Uma	solução	que	se	admite
nos	casos	em	que	existe	espaço	é	trocar	um	SMD	queimado	por	um	equivalente
comum	de	mesma	especificação.
DIAGNÓSTICO	E	REPARAÇÃO
Uma	das	finalidades	deste	livro	é	dar	aos	eletricistas	e	eletrotécnicos	alguns
conhecimentos	básicos	de	eletrônica	que	sejam	necessários	para	se	poder	fazer
alguns	reparos	simples	de	equipamentos	deste	tipo	que	estejam	agregados	à
instalações	elétricas	convencionais.	Se	bem	que	muitos	equipamentos	sejam
complexos	a	ponto	de	necessitarem	de	ajuda	especializada,	existem	muitos	casos
em	que	os	problemas	são	simples	e	um	conhecimento	básico	de	seu	princípio	de
funcionamento	e	eventualmente	dos	componentes	que	falham	possibilita	a	sua
localização	e	consequentemente	a	reparação.
Existem	basicamente	dois	tipos	de	problemas	que	podem	ser	resolvidos	pelo
eletricista	com	algum	conhecimento	de	eletrônica:	Problemas	simples	com	o
próprio	circuito	eletrônico
Problemas	com	a	instalação	do	aparelho	ou	sua	operação	de	modo	indevido
Nesta	parte	de	nosso	livro	vamos	analisar	alguns	sintomas	e	causas	de	problemas
que	podem	ocorrer	com	equipamentos	eletrônicos	comuns	que	estão	diretamente
ligados	à	rede	de	energia	quer	pela	sua	alimentação	quer	seja	por	estarem
embutidos	numa	instalação.
Evidentemente,	como	não	podemos	ver,	sentir	ou	cheirar	a	eletricidade	para
fazer	a	análise	de	alguns	dos	problemas	abordados	necessitaremos	de	alguns
instrumentos.	Também	lembramos	que	este	livro	apenas	ensina	ao	leitor	como
dar	os	primeiros	passos	rumo	a	um	entendimento	mais	profundo	da	eletrônica.
Se	o	leitor	se	sentir	seguro	com	o	que	viu	aqui	será	interessante	procurar	se
aperfeiçoar	quer	seja,	com	cursos	técnicos	especializados	ou	adquirindo
literatura.
O	primeiro	passo
Se	algum	tipo	de	dispositivo	eletrônico	não	funciona	qual	deve	ser	o	primeiro
passo	a	ser	dado	para	descobrir	a	causa?	Existe	ainda	nos	meios	técnicos	(e	não
técnicos)	o	falso	conceito	de	que,	para	cada	sintoma,	existe	um	componente
responsável	e	ele	deve	ser	localizado	e	trocado.
Isso	não	é	válido	para	os	complexos	circuitos	eletrônicos	modernos	onde	os
componentes	operam	de	modo	interdependente,	num	equilíbrio	bastante	crítico
onde,	se	um	apresenta	uma	mudança	de	característica	ele	reflete	isso	em	diversos
outros	(às	vezes	muito	longe	uns	dos	outros,	no	aparelho)	os	quais	podem
queimar	ou	apresentar	problemas	de	funcionamento.	É	preciso	saber	como	o
circuito	trabalha	para	que	em	função	de	um	sintoma	seja	possível	saber	quais	são
os	componentes	que	podem	ser	os	responsáveis	pela	anormalidade.
Para	o	leitor	com	formação	em	eletricidade	e	não	eletrônica	e	que	está
começando	agora	é	muito	cedo	para	pensar	num	processo	de	localização	de
problemas	e	reparação	em	equipamentos	complexos.	No	entanto,	ele	pode
aprender	alguns	procedimentos	básicos	que	podem	ser	grande	utilidade	para
localizar	pequenos	problemas	ou	de	origem	simples	em	alguns	equipamentos	de
uso	comum	nas	instalações	elétricas	e	mesmo	no	carro.
Regras	de	Segurança
Este	é	um	dos	itens	mais	importantes	quando	trabalhamos	com	qualquer	tipo	de
circuito	ou	dispositivo	que	esteja	ligado	a	uma	rede	de	energia.	É	claro	que	estes
procedimentos	também	são	válidos	para	equipamentos	alimentados	por	baterias
onde	existam	setores	de	alta	tensão.	Eletricidade	pode	matar	e	o	eletricista	que
trabalha	com	ela	deve	saber	disso!	Não	é	o	fato	de	se	estar	mexendo	agora	com
eletrônica	que	a	eletricidade	muda	de	temperamento!
Os	principais	cuidados	ao	se	trabalhar	com	eletricidade	são	os	seguintes:
Nunca	ligue	um	equipamento	sem	ter	certeza	de	que	você	pode	fazer	isso	em
segurança.	Pense	bem	no	que	está	fazendo,	analisando	a	possibilidade	de	que	ele
pode	estar	em	curto	ou	ter	problemas	mais	graves.
Não	toque	em	componentes	ou	partes	que	você	não	sabe	para	quer	servem.	Você
pode	causar	um	dano	maior	ao	aparelho,	agravando	o	problema	que	ele
eventualmente	tenha.
Procure	inicialmente	por	partes	danificadas	que	possam	ser	visíveis,	como	por
exemplo,	componentes	com	sinais	de	escurecimento,	fusíveis	queimados,
conexões	soltas,	etc.	A	inspeção	visual	é	o	ponto	de	partida	para	se	descobrir
problemas	num	equipamento.
Tenha	cuidado	ao	manusear	partes	e	ferramentas.	Uma	chave	de	fendas	que	caia
num	equipamento	ligado	pode	causar	um	curto-circuito	com	danos	muito
maiores	do	que	aquele	que	se	pretende	corrigir.
A	maioria	dos	equipamentos	modernos	trabalha	com	partes	em	módulos.
Normalmente,	identificando	o	módulo	que	tem	o	problema	basta	fazer	sua	troca
para	que	o	equipamento	volte	a	funcionar	normalmente.
Não	confie	totalmente	nos	seus	instrumentos.	As	vezes	uma	leitura	confusa	num
multímetro	pode	levar	o	técnico	a	pensar	em	problemas	que	realmente	não
existem	quando	na	verdade	o	problema	está	no	modo	como	a	leitura	é	realizada.
Muitos	multímetros	"carregam"	os	circuitos	que	estão	medindo,	modificando	as
tensões	e	resistências	lidas,	o	que	leva	a	falsas	interpretações	por	parte	do
profissional.
O	multímetro	é	o	mais	útil	de	todos	os	instrumentos	com	que	os	profissionais	de
reparação	podem	contar,	mas	é	preciso	saber	como	usá-los.	Se	você	se	interessa
pela	profissão	procure	aprender	melhor	como	usar	este	instrumento	(Sugerimos
o	livro	Instrumentação	-	Multímetro	do	mesmo	autor).
Use	sempre	pequenos	recipientes	de	plástico	como	embalagens	de	filmes
fotográficos,	bandejas	de	ovos	e	outros	para	guardar	de	forma	organizada
parafusos	e	pequenas	partes	retiradas	dos	equipamentos	em	reparo.	Use	um
caderno	para	anotar	exatamente	a	posição	de	cada	uma,	pois	em	alguns	casos
poderá	ser	muito	difícil	saber	onde	cada	um	se	encaixa	depois	que	o	aparelho
reparado	tiver	de	ser	fechado.
Não	force	nenhuma	parte	do	equipamento	ao	desmontá-lo.	Se	for	preciso	fazer
força	é	porque	o	movimento	na	direção	correta	não	está	sendo	realizado	ou
existem	mais	parafusos	para	serem	retirados.	O	movimento	forçado
normalmente	leva	à	quebra	de	partes	delicadas	do	equipamento,	agravando	os
problemas.
Descarga	Eletrostática	(ESD)	-	muitos	componentes	eletrônicos	são	sensíveis
às	cargas	estáticas	que	podem	se	acumular	no	seu	corpo.	Nunca	toque
diretamente	em	seus	terminais,	pois	isso	pode	causar	sua	queima.	Um
aterramento	de	seu	corpo	feito	com	pulseiras	especiais	deve	ser	previsto
quando	você	for	trabalhar	com	estes	componentes.
Sempre	que	possível	use	um	esquema	ou	um	manual	de	fábrica	para	poder	obter
informações	importantes	sobre	o	circuito	e	o	funcionamento	dos	principais
componentes.	Nos	grandes	centros	existem	"esquematecas"	que	são	empresas
que	vendem	cópias	de	diagramas	(esquemas)	da	maioria	dos	equipamentos
eletrônicos	nacionais	(e	mesmo	alguns	importados).
Dicas	de	Reparação
Um	equipamento	totalmente	inoperante	(não	funciona)	ou	com	mais	de	uma
função	afetada	pode	ter	um	problema	de	fonte	de	alimentação.verifique	se	o
circuito	está	sendo	corretamente	alimentado,	por	exemplo,	se	existe	tensão	na
entrada	do	cabo	de	energia.
Problemas	erráticos	ou	intermitentes,	na	maioria	dos	casos,	são	devidos	à
conexões	ruins	ou	soldas	frias	que	precisam	ser	refeitas.
Defeitos	que	se	alteram	à	medida	que	o	aparelho	esquenta	(diminuem	ou
aumentam	com	o	tempo)	normalmente	são	devidos	a	capacitores	eletrolíticos
com	problemas.
A	maioria	dos	problemas	com	partes	mecânicas	como	DVDs,	VCRs,	Toca-Fitas
e	outras	são	devidos	a	causas	mecânicas	ou	ópticas.
O	Multímetro
O	Multímetro,	VOM	(Volt-Ohm-Miliamperímetro)	ou	Multiteste	é	o	mais
importante	dos	instrumentos	com	que	pode	contar	o	profissional	eletricista	que
deseja	mexer	com	eletrônica.	Este	instrumento	pode	medir	as	grandezas	básicas
como	corrente,	tensão	e	resistência	que,	corretamente	interpretadas	num	circuito
eletrônico	podem	ajudar	a	revelar	seus	problemas.
Medindo	a	corrente	e	tensão	determina-se	o	estado	de	etapas	inteiras	de	um
circuito	e	com	testes	de	resistência	podemos	determinar	o	estado	de	uma	grande
quantidade	de	componentes.
Multímetros	Analógicos
Existem	dois	tipos	de	multímetros	que	podem	ser	usados	nos	trabalhos	com
eletrônica.	O	mais	comum	é	o	analógico	que	é	mostrado	na	figura	198.
Figura	198
Este	instrumento	é	formado	por	um	indicador	de	bobina	móvel	com	um	ponteiro
que	corre	sobre	diversas	escalas.	Escolhendo-se	a	posição	da	chave	seletora	em
seu	painel	podemos	determinar	que	tipo	de	grandeza	vai	ser	medida	e	com	que
sensibilidade.	Por	exemplo,	se	usarmos	a	chave	na	posição	ohms	x	100
estaremos	lendo	resistências	com	um	fator	de	multiplicação	de	100	vezes.	Isso
significa	que	uma	leitura	de	5,4	na	escala	na	realidade	significa	5	400	ohms,
conforme	mostra	a	figura	199.
Figura	199
A	principal	especificação	de	um	multímetro	deste	tipo	é	a	sua	sensibilidade.
Quando	um	multímetro	deste	tipo	funciona,	ele	extrai	do	circuito	em	que	está
sendo	usado	a	energia	para	movimentar	a	agulha.	Se	o	circuito	sob	medida	for	de
muito	baixa	potência	ele	pode	"sentir"	esta	solicitação	de	energia	e	a	medida	será
alterada,	ou	seja,	o	multímetro	indicará	uma	tensão	menor	do	que	a	que
realmente	existe	nele.
Os	multímetros	mais	baratos	que	servem	para	uma	boa	quantidade	de	testes	têm
uma	sensibilidade	de	1000	ohms	por	volt.	No	entanto,	para	trabalhar	bem	em
circuitos	sensíveis	o	profissional	precisa	de	um	multímetro	com	uma
sensibilidade	de	pelo	menos	10	000	ohms	por	volt.
Quando	usar	um	multímetro	de	baixa	sensibilidade	o	leitor	deve	apenas	estar
atento	para	os	valores,	desconfiando	de	tensões	muito	baixas	lidas	na	escala	dos
instrumentos	pois	elas	antes	podem	ser	devido	à	pequena	sensibilidade	do
instrumento	do	que	um	problema	do	circuito.
Multímetros	Digitais
Hoje	em	dia	o	eletricista	pode	contar	com	multímetros	digitais	de	excelente
qualidade	a	um	preço	muito	baixo.	Na	figura	200	temos	um	multímetro	digital
típico	de	3	dígitos,	ou	seja,	aparecem	três	números	significativos	na	medida	das
grandezas	elétricas	mais	comuns	como	corrente,	resistência	e	tensão.
Figura	200
Como	nos	multímetros	analógicos,	o	tipo	de	medida	que	será	feita	é	determinado
pela	escala	no	painel	frontal.	Normalmente	estes	multímetros	são	alimentados
por	uma	bateria	de	9	V	e	possuem	uma	enorme	sensibilidade	de	entrada	não
afetando	assim	os	circuitos	quando	medem	tensões.
Como	Usar	o	Multímetro
O	principal	cuidado	que	o	leitor	deve	ter	ao	usar	o	multímetro	é	de	não
sobrecarregá-lo	usando	escalas	indevidas	ou	com	medidas	que	não
correspondam	ao	dimensionamento	do	aparelho.	Por	exemplo,	deve-se	cuidar
para	diferenciar	quando	se	medem	tensões	e	quando	se	medem	correntes.	Se	o
multímetro	for	colocado	na	escala	de	correntes	e	conectarmos	suas	pontas	para
medir	uma	tensão	o	instrumento	pode	queimar!
Da	mesma	forma,	se	ajustarmos	o	multímetro	para	medir	uma	tensão	da	ordem
de	100	V	colocando-o	numa	escala	que	vai	até	15	V	ele	pode	queimar-se.
Precisamos	também	observar	a	polaridade	das	pontas	de	prova	quando	medimos
correntes	ou	tensões	contínuas.	Se	invertermos	as	pontas	de	prova	a	agulha	tende
a	deflexionar	para	a	direção	errada.
Alguns	multímetros	possuem	uma	chavinha	no	painel	com	a	indicação	+/-	ou
"pol"	que	ao	ser	acionada	desinverte	a	ligação	das	pontas	de	prova	sem	que
precisemos	fazer	isso	externamente.
Medidas	de	Tensão	e	Corrente
As	medidas	de	corrente	não	são	muito	comuns	nos	aparelhos	eletrônicos,	pois
para	realizá-las	precisamos	interromper	o	circuito	e	intercalar	o	instrumento,
conforme	mostra	a	figura	201.
Figura	201
Nesta	medida	deve-se	ter	muito	cuidado	para	escolher	a	escala	apropriada	a	ser
usada.	Se	não	temos	ideia	da	intensidade	da	corrente	que	vamos	encontrar	num
circuito	devemos	sempre	começar	com	a	maior.	Se	for	usada	uma	escala	menor
ou	o	multímetro	pode	danificar-se	ou	ainda	o	fusível	interno	pode	queimar.	Para
medir	tensões	é	mais	simples,	conforme	mostra	a	mesma	figura.
Medidas	de	Resistência
As	medidas	de	resistência	são	mais	comuns	no	trabalho	de	testar	componentes.
Essas	medidas	sempre	devem	ser	feitas	com	o	aparelho	ou	o	componente	com	a
alimentação	desligada	ou	fora	do	circuito.	Na	medida	de	resistências	o
multímetro	aplica	uma	tensão	(de	sua	bateria	interna)	ao	circuito	ou	componente
sob	teste	e	o	instrumento	indicador	indica	a	corrente	que	passa	através	dele.
Os	multímetros	analógicos	comuns	normalmente	usam	uma	pilha	AA	como
fonte	de	energia	enquanto	que	os	multímetros	digitais	usam	a	bateria	de	9	V.
Sempre	que	o	multímetro	for	usado	precisamos	compensar	o	desgaste	desta
bateria	ajustando	o	instrumento	para	indicar	zero	quando	as	pontas	de	prova	são
interligadas	(resistência	nula).	Este	procedimento	é	chamado	de	"zerar"	ou
multímetro	e	é	mostrado	na	figura	202.
Figura	202
Assim,	sempre	que	formos	medir	uma	resistência	devemos	escolher	a	escala
apropriada,	unir	as	pontas	de	prova	e	antes	de	fazer	a	medida,	devemos	zerar	o
instrumento.	Encoste	as	pontas	de	prova	no	componente	ou	circuito	do	qual	se
deseja	saber	a	resistência	e	faça	a	leitura	na	escala	considerando	o	fator	de
multiplicação	conforme	mostra	a	figura	203.
Figura	203
Outras	Funções	do	Multímetro
Muitos	multímetros	mais	sofisticados	podem	fazer	outras	medidas	além	das
indicadas.	Assim,	existem	multímetros	que	podem	testar	pilhas	e	baterias,
verificar	o	estado	de	diodos	e	transistores,	testar	capacitores	e	até	medir
frequências.
Leituras	e	Interpretações	das	Medidas	com	o	Multímetro
Não	basta	encostar	as	pontas	de	prova	nos	terminais	de	um	componente	ou	em
determinados	pontos	do	circuito	para	que,	observando-se	o	movimento	da	agulha
ou	o	valor	da	escala	digital	imediatamente	possamos	saber	o	que	está	errado
neste	componente	ou	circuito.
É	preciso	saber	que	tipo	de	leitura	deve-se	obter	para	um	determinado	circuito
ou	componente.	Existem	componentes	que	estão	bons	quando	indicam	baixa
resistência,	enquanto	que	outros	estão	bons	quando	indicam	altas	resistências!
Assim,	o	teste	em	que	a	agulha	não	se	mexe	pode	indicar	bom	para	um
componente	e	ruim	para	outro.	Isso	sem	se	falar	nos	componentes	em	que
obtemos	leituras	intermediárias	de	resistência,	ou	seja,	a	agulha	vai	até	o	meio	da
escala	ou	coisa	parecida!
Quando	analisamos	os	componentes	na	parte	anterior	deste	livro,	demos	o	modo
de	provar	cada	um	e	nele	já	informamos	que	tipo	de	indicações	o	leitor	pode
esperar	ao	testá-los.	É	claro	que,	estudando	melhor	o	funcionamento	do
multímetro	o	eletricista	que	vai	mexer	com	eletrônica	pode	aprender	muito	mais
sobre	testes	de	componentes	e	circuitos.
Encontrando	Componentes
Uma	boa	parte	dos	equipamentos	eletrônicos	de	hoje	são	descartáveis.	Uma	vez
que	apresentem	qualquer	defeito,	em	geral,	é	muito	mais	barato	comprar	um
novo	do	que	tentar	repará-los.	No	existem	alguns	poucos	componentes	em
muitos	aparelhos	que,	quando	apresentam	problemas,	podem	ser	trocados	com
facilidade	e	até	a	um	custo	muito	baixo,	o	que	compensa	a	sua	reparação.
Uma	vez	que	o	profissional	consiga	encontrar	um	ou	mais	componentes	com
problemas	o	ponto	mais	difícil	doprocesso	de	reparação	consiste	em	encontrar
um	bom	para	comprar.
No	Brasil,	as	lojas	que	vendem	componentes	são	poucas	e	normalmente	só
dispõem	de	uma	linha	limitada	de	tipos.	No	entanto,	existem	muitos
fornecedores	de	componentes	que	possuem	listas	enormes	de	tipos	e	que
trabalham	via	correio	e	Internet.
Para	estes,	basta	acessar	seus	sites	na	Internet	e	procurar	nas	suas	listas	de
componentes	se	aqueles	que	precisamos	estão	disponíveis.	Normalmente	estes
fornecedores	exigem	um	valor	mínimo	de	pedido	para	compensar	o	envio	e	o
pagamento	é	feito	através	de	depósito	bancário.	Deposita-se	o	valor	da	compra	e
quando	isso	é	confirmado	o	vendedor	expede	a	mercadoria.
Uma	dessas	empresas	que	o	leitor	pode	consultar	é	a	Mouser	Electronics
(www.mouser.com).	Uma	outra	fonte	importante	de	componentes	está	na	sucata,
ou	seja,	em	velhos	equipamentos	fora	de	uso	dos	quais	podemos	aproveitar
partes	em	bom	estado.
Transistores,	diodos,	resistores	e	uma	boa	parte	dos	capacitores	comuns	não	se
deterioram	facilmente	e	podem	ser	encontrados	em	bom	estado	mesmo	em
placas	de	equipamentos	antigos.	Os	componentes	mais	críticos	são	os
capacitores	eletrolíticos	que	podem	ressecar	e	com	isso	"perder	a	capacitância"
não	podendo	ser	usados	em	outras	aplicações.
Capacitores	eletrolíticos	que	fiquem	algum	tempo	guardados	devem	ser	sempre
testados	antes	do	uso.
Equivalentes
Um	problema	comum	que	acontece	com	todos	que	pretendem	reparar	algum	tipo
de	equipamento	eletrônico	é	não	encontrar	o	tipo	original	para	um	componente,
principalmente	transistores,	diodos	e	circuitos	integrados.
Para	os	diodos	e	transistores	o	que	se	pode	fazer	é	colocar	no	lugar	um	que	tenha
características	próximas,	ou	seja,	um	substituto.	O	termo	"equivalente"	muito
usado	por	profissionais	nem	sempre	é	válido.	Um	componente	que	pode
funcionar	no	lugar	de	outro	num	aparelho	pode	não	funcionar	em	outro.
Assim,	para	substituir	diodos	e	transistores	devemos	adotar	os	seguintes
critérios:
Transistores
Para	os	transistores	devemos	observar	se	o	que	vamos	usar	como	substituto	é
capaz	de	suportar	a	mesma	tensão	e	corrente	que	o	original	e	tenha	o	mesmo
ganho.	Se	ele	for	usado	num	circuito	de	alta	frequência	deve	ser	capaz	de	operar
na	mesma	frequência	máxima,	ou	seja,	ter	uma	frequência	de	corte	maior	ou
igual	ao	do	original.
Para	transistores	de	potência,	a	dissipação	deve	ser	maior	ou	igual	ao	do	original.
Diodos
Para	os	diodos,	devemos	observar	que	o	substituto	tenha	uma	tensão	igual	ou
maior	que	o	original	e	uma	capacidade	de	corrente	igual	ou	maior	que	o	original.
No	caso	dos	circuitos	integrados,	o	problema	é	mais	complexo.	Existem	milhões
de	tipos	diferentes	de	circuitos	integrados	e	alguns	são	específicos	para	a	função
de	um	determinado	aparelho	não	havendo	equivalentes	ou	substitutos.	Para
funções	mais	simples	como	reguladores	de	tensão,	amplificadores	operacionais,
etc.	podemos	encontrar	o	mesmo	tipo	de	diversos	fabricantes	diferindo	apenas	a
sigla.	Assim,	para	o	amplificador	operacional	741	podemos	encontrar	o	mesmo
componente	como	LM741,	741,	iA741,	MC1741,	etc.
Existem	"manuais	de	substituição"	que	são	muito	usados	por	profissionais	em
que	existem	tipos	equivalentes	aos	mais	comuns.	Outra	fonte	de	referência	para
os	componentes	é	a	própria	Internet.	Digitando-se	o	tipo	do	componente	na
Internet,	muitas	vezes	é	possível	encontrá-lo	de	diversas	procedências.
CIRCUITOS	PRÁTICOS	-	COMO	FUNCIONAM
Como	explicamos	no	início	deste	livro,	os	eletricistas	de	hoje	podem	encontrar
circuitos	eletrônicos	não	só	em	equipamentos	domésticos	como	também
embutidos	em	instalações	elétricas	domiciliares,	comerciais,	industriais	e	mesmo
no	carro.	Apesar	de	não	ser	necessário	um	conhecimento	profundo	do	princípio
de	funcionamento	destes	circuitos	para	que	possamos	instalá-los,	vendê-los	e
mesmo	repará-los	o	eletricista	precisa	ter	informações	básicas	sobre	cada	um
para	ter	alguma	segurança	ao	mexer	com	eles.
Vamos	examinar	o	princípio	de	funcionamento	de	alguns	dos	aparelhos	mais
comuns	numa	residência	ou	numa	instalação	analisando	alguns	pontos	que	são
importantes	para	o	eletricista	que	vai	repará-lo,	instalá-lo	ou	mesmo	usá-lo.
Eliminadores	de	Pilhas	ou	Adaptadores	AC/DC
Muitos	pequenos	aparelhos	de	uso	doméstico	que	são	alimentados	por	pilhas	e
baterias	podem	ser	ligados	na	rede	de	energia	através	de	um	eliminador	de	pilhas
ou	adaptador	AC/DC.	Estes	aparelhos	também	são	conhecidos	como	"fontes	de
alimentação"	ou	"fontes	de	corrente	contínua".
Na	figura	204	temos	o	circuito	típico	de	um	adaptador	deste	tipo.
Figura	204
Conforme	o	leitor	vê,	um	circuito	simples	deste	tipo	é	formado	por	um
transformador	que	abaixa	a	tensão	da	rede	de	energia	e	depois	de	uma	retificação
por	um	diodo	e	filtragem	por	um	capacitor	eletrolítico	entregam	em	sua	saída
uma	tensão	contínua	entre	1,5	e	12	V.	O	transformador	é	importante	pois	isola	o
circuito	alimentado	da	rede	de	energia	evitando	assim	o	perigo	de	choques.
A	saída	para	o	aparelho	alimentado	é	feita	normalmente	por	um	fio	com	um
plugue	que	se	encaixa	num	jaque	apropriado.	Na	figura	205	temos	a	foto	de	um
conversor	comum.
Figura	205
Existem	alguns	pontos	importantes	para	os	quais	o	eletricista	deve	estar	atento
quando	trabalhando	com	este	tipo	de	equipamento:
Tensão	de	trabalho	-	a	tensão	de	saída	do	conversor	é	determinada	pelo
número	de	pilhas	(ou	bateria)	que	o	equipamento	a	ser	alimentado	usa.	Por
exemplo,	para	um	aparelho	de	4	pilhas	(4	x	1,5	V)	precisamos	de	um
conversor	de	6	V.	Para	uma	bateria	de	9	V	precisamos	de	um	conversor	de	9
V.	Alguns	conversores	são	fixos,	ou	seja,	devem	ser	adquiridos	já	com	a
tensão	desejada.	Outros	possuem	uma	chave	que	permite	selecionar	a
tensão	de	saída.	Nunca	use	uma	tensão	maior	do	que	a	exigida	pelo	aparelho
alimentado	pois	ele	pode	sofrer	danos	irreversíveis.
Corrente	de	trabalho	-	a	corrente	de	trabalho	é	determinada	pelo	consumo
do	aparelho	o	qual	está	relacionado	com	o	tipo	de	pilhas	ou	bateria	usada.
Para	aparelhos	que	usam	pilhas	AA	a	corrente	estará	entre	100	e	200	mA.
Para	aparelhos	que	usam	pilhas	tipo	C	a	corrente	deve	ser	entre	300	e	500
mA.	Para	aparelhos	que	usam	pilhas	grandes	(D)	a	corrente	deve	estar	entre
800	mA	e	1	A	.	Para	baterias	de	9	V	a	corrente	deve	estar	entre	50	e	200	mA.
Polaridade	do	plugue	-	os	plugues	de	conexão	aos	aparelhos	podem	ter	o
polo	positivo	no	pino	central	ou	o	polo	negativo	no	pino	central.	É
importante	verificar	antes	de	fazer	a	conexão	se	o	polo	do	plugue	do
conversor	coincide	com	o	do	aparelho	alimentado.	Alguns	conversores
também	possuem	uma	chavinha	que	permite	selecionar	qual	das	duas
opções	deve	ser	usada.
Um	ponto	importante	a	se	observar	nos	conversores	comprados	na	maioria	das
casas	especializadas	é	que	eles	são	formados	por	circuitos	muito	simples	sem
regulagem	e	às	vezes	com	filtragem	deficiente.	O	problema	causado	pela
filtragem	se	reflete	eventualmente	em	roncos	quando	aparelhos	de	som	são
alimentados	(CD	players,	rádios,	etc.).	Um	capacitor	adicional	de	filtro	de	1	000
a	2000	uF	em	paralelo	com	a	saída,	observando-se	a	polaridade	pode	ajudar	a
reduzir	estes	roncos	e	eventualmente	oscilações.
Nos	CDs	players	e	pequenas	caixas	para	pendrives	podemos	ter	forte	distorção
com	o	volume	aberto	em	sons	graves	quando	a	filtragem	é	deficiente	ou	quando
a	capacidade	de	fornecimento	de	corrente	do	conversor	está	abaixo	do	exigido
pelo	aparelho.
Por	causa	da	ausência	de	regulagem,	observamos	que	a	tensão	que	medimos
num	conversor	com	o	multímetro	quando	ele	não	está	alimentando	nenhum
aparelho	é	sempre	maior	do	que	quando	ele	está	ligado.	Assim,	ao	testar	a	saída
de	um	conversor	de	6	V	com	o	multímetro	você	pode	encontrar	tensões	bem
mais	altas,	sem	que	isso	signifique	que	ele	esteja	ruim.	Tensões	de	7	a	9	V
podem	ser	encontradas	neste	caso.
DIMMERS	E	CONTROLES	DE	POTÊNCIA
Dimmers	e	Controles	de	Potência	podem	ser	encontrados	embutidos	em	lugares
de	interruptores	comuns	para	controlar	a	intensidade	luminosa	de	lâmpadas
incandescentes	comuns.	Eles	também	podem	ser	usados	para	controlar	a
velocidadede	ventiladores	de	teto	ou	ainda	elementos	de	aquecimento.
Na	figura	206	temos	o	aspecto	típico	de	um	controle	deste	tipo	que	tem	sua
montagem	de	forma	a	substituir	diretamente	um	interruptor	comum	de	parede.
Figura	206
Na	seção	de	componentes	em	que	falamos	dos	TRIACs	o	leitor	vai	encontrar	um
circuito	típico	de	um	dimmer	deste	tipo,	com	indicações	de	como	os	elementos
principais	são	dimensionados	e	testados.	Outro	tipo	de	dimmer	que	está	se
tornando	popular	é	o	dimmer	de	toque.	Nele	existe	uma	chapinha	de	metal	que
deve	ser	tocada	com	os	dedos	para	se	dosar	a	quantidade	de	luz	que	vai	ser
produzida	pela	lâmpada.
Os	dimmers	podem	substituir	os	interruptores	mas	só	podem	controlar	lâmpadas
incandescentes	(alguns	controlam	lâmpadas	halógenas	também).	Ao	usá-los
tenha	em	mente	os	seguintes	fatos:
Esteja	certo	de	que	ele	pode	controlar	a	carga.	Lâmpadas	fluorescentes	não
podem	ser	controladas	com	este	tipo	de	aparelho	nem	equipamentos	eletrônicos
tais	como	televisores,	VCRs,	etc.
Se	o	dimmer	não	controlar	a	carga	do	modo	esperado	inverta	seus	fios	de
ligação.
Use	filtros	(veja	a	seção	de	SCRs,	Triacs	e	EMI	para	mais	informações)	se	o
dimmer	causar	interferências	em	equipamentos	próximos	(rádios	,	televisores,
etc).
INVERSORES
As	baterias	fornecem	baixas	tensões	contínuas	não	servindo	para	alimentar
aparelhos	ligados	na	rede	de	energia.	Os	inversores	ou	conversores	DC/AC	são
aparelhos	que	podem	converter	as	baixas	tensões	de	bateria	(geralmente	de	12	V
de	carro	ou	caminhão)	em	uma	alta	tensão	alternada	(geralmente	110	V	ou	220
V)	para	alimentar	aparelhos	que	são	plugados	na	rede	de	energia.	Ao	usar	um
inversor	é	preciso	observar	que	não	é	possível	criar	energia,	assim,	a	bateria
usada	deve	ter	potência	compatível	com	o	aparelho	alimentado	e	sua	autonomia
dependerá	justamente	disso.
Assim,	normalmente	uma	bateria	de	carro	não	pode	fornecer	energia	por	mais	do
que	umas	poucas	horas	a	qualquer	aparelho	de	consumo	mais	elevado,	como	por
exemplo,	um	pequeno	televisor.	Por	outro	lado,	aparelhos	cujo	consumo	seja
superior	a	100	W	dificilmente	podem	ser	alimentados	mesmo	com	conversores,
pois	a	bateria	é	que	não	dão	conta	da	energia	a	ser	fornecida.
Por	exemplo,	para	240	W	de	potência	usando	uma	bateria	de	12	V,	mesmo	se
tivéssemos	um	conversor	de	100%	de	rendimento	(o	que	não	ocorre	na	prática)	a
corrente	drenada	seria	da	ordem	de	20	amperes!	Uma	bateria	de	30	Ah	teria	a
capacidade	de	alimentar	tal	aparelho	por	apenas	1	hora	e	meia!
Inversores	são	indicados	apenas	para	alimentar	pequenos	equipamentos	como
lâmpadas	fluorescentes	em	sistemas	de	emergência,	computadores	quando	falta
energia	(no	break),	ou	outros	equipamentos	cujo	consumo	não	seja	elevado.
Como	Funcionam
Um	inversor	típico	é	formado	por	um	oscilador	normalmente	oscilando	na
frequência	da	rede	de	energia	e	uma	etapa	de	potência	com	transistores
alimentando	um	transformador	conforme	mostra	a	figura	207.
Figura	207
Os	transistores	podem	ser	bipolares,	FETs	de	potência	ou	IGBTs.	Nos	tipos
comerciais	estes	transistores	são	montados	em	grandes	dissipadores	de	calor	do
lado	de	fora	das	caixas.	A	qualidade	do	circuito	determina	a	eficiência	do
inversor	e	para	os	tipos	comerciais	pode	chegar	aos	90%.	Assim,	para	se	obter
90	W	de	energia	10	W	são	perdidos	na	forma	de	calor	no	próprio	circuito.
É	preciso	observar	que	muitos	tipos	de	inversores	não	fornecem	uma	tensão	de
saída	perfeitamente	senoidal	de	60	Hz.	Estes	tipos	de	inversores	não	servem	para
alimentar	equipamentos	mais	sensíveis.	O	eletricista	vai	encontrar	inversores
principalmente	em	sistemas	de	iluminação	de	emergência	onde	eles	usam	os	12
V	de	uma	bateria	que	fica	em	carga	constante	quando	a	energia	está	presente,
para	alimentar	lâmpadas	fluorescentes.	Algumas	aplicações	importantes	dos
inversores:
Podem	ser	usados	para	alimentar	aparelhos	elétricos	comuns	a	partir	de	baterias
em	barcos,	carro	e	na	barraca	de	camping.	Também	podem	ser	usados	para	a
mesma	finalidade	em	locais	em	que	não	chega	energia	convencional,	sendo	as
baterias	carregadas	por	painéis	solares	durante	o	dia.
Inversores	para	lâmpadas	fluorescentes	são	usados	em	sistemas	de	iluminação	de
emergência.
Sistema	nobreak,	onde	o	computador	se	mantém	alimentado	por	uma	bateria
ligada	a	um	inversor	por	tempo	suficiente	para	se	salvar	o	trabalho	quando	há
um	corte	de	energia.
Sistemas	de	sinalização	com	lâmpadas	de	xenônio	em	veículos,	barcos	ou	boias.
Nestes	sistemas,	o	inversor	normalmente	chega	a	fornecer	tensões	que	superam
os	600	V.
Na	figura	208	mostramos	um	inversor	comercial	de	tipo	que	pode	ser	ligado	ao
acendedor	de	cigarros	de	um	carro	para	alimentar	pequenos	aparelhos	tais	como
um	televisor	portátil,	um	aparelho	de	barbear	ou	um	dispositivo	de	sinalização.
Figura	208
Este	tipo	de	inversor	também	é	encontrado	em	fontes	alternativas	de	energia
como	geradores	eólicos,	pequenos	dínamos	acoplados	a	quedas	d’água,	painéis
solares,	etc.
Trabalhando	com	Inversores
Para	o	leitor	é	muito	importante	saber	que	tipo	de	inversor	é	recomendado	para
uma	determinada	aplicação.	Se	equipamentos	sensíveis	forem	alimentados	de
forma	indevida	podem	ocorrer	danos.	As	seguintes	são	as	principais
especificações	de	tais	aparelhos	para	as	quais	o	eletricista	deve	estar	atento:
Potência	de	saída
O	leitor	deve	estar	certo	de	que	o	inversor	pode	fornecer	a	potência	que	o
aparelho	a	ser	alimentado	exige,	dando	uma	certa	margem	de	segurança	para	que
os	componentes	não	trabalhem	no	limite.	Por	exemplo,	se	vai	ser	alimentada
uma	lâmpada	fluorescente	de	40	W	o	inversor	deve	ser	capaz	de	fornecer	pelo
menos	50	W	de	potência.
Forma	de	onda
Muitos	inversores	fornecem	correntes	de	saída	com	formas	de	onda	que	não	são
perfeitamente	senoidais.	Lâmpadas	fluorescentes	e	incandescentes	não	são
sensíveis	a	esta	forma	de	onda	mas	existem	aparelhos	que	não	podem	ser	usados
com	conversores	que	não	tenham	uma	saída	senoidal	de	60	Hz.
Performance
Deve-se	optar	pelo	inversor	que	tenha	o	maior	rendimento	possível.
Normalmente	acima	de	70%.
Isolação
A	alta	tensão	da	saída	de	inversores	pode	causar	choques	perigosos.	Verifique	a
qualidade	do	isolamento	do	sistema	que	alimenta	o	aparelho	externo.
Colocação	da	bateria
Ao	instalar	um	inversor	com	uma	bateria	não	selada	cuide	para	que	ela	fique	em
local	ventilado,	pois	os	gases	que	ela	produz	são	tóxicos.
Conexões
As	conexões	do	inversor	à	bateria	devem	ser	feitas	com	fios	grossos,	pois	a
corrente	normalmente	é	intensa.
DIAGNÓSTICO	DE	PROBLEMAS
Os	transistores	de	potência	dos	inversores	normalmente	são	os	componentes	que
mais	facilmente	queimam	neste	tipo	de	equipamento,	pois	trabalham	com
correntes	elevadas	e	não	raro	bem	perto	de	suas	condições-limite.	Ao	trocar	estes
componentes	tenha	cuidado	para	verificar	se	suportam	a	corrente	e	a	tensão	dos
originais.	Por	exemplo,	o	sufixo	do	tipo	comprado	deve	ser	o	mesmo	do	que
queimou.
SINALIZADORES	(FLASHERS)
Sinalizadores	(pisca-pisca)	são	comuns	em	portas	de	garagens	de	edifícios	e
mesmo	no	alto	em	torres.	Os	tipos	mais	simples	usam	lâmpadas	comuns
incandescentes,	mas	os	mais	avançados	e	de	maior	potência	usam	lâmpadas
especiais	de	xenônio.	O	leitor	pode	encontrar	este	circuito	em	diversos	tipos	de
configurações.
Com	lâmpada	incandescente
O	circuito	apresentado	na	figura	209	controla	uma	lâmpada	de	12	V	que	pisca
numa	frequência	determinada	pelos	resistores	ligados	aos	pinos	2,6	e	7	do
circuito	integrado	555	e	do	capacitor	de	1	uF.	No	potenciômetro	de	1	M	é
possível	controlar	a	frequência	das	piscadas.	Este	circuito	usa	um	transistor	de
efeito	de	campo	de	potência,	mas	podemos	encontrar	a	mesma	configuração	com
transistores	bipolares	comuns	ou	Darlington.
Figura	209
Na	figura	210	temos	um	circuito	que	usa	dois	Triacs	para	controlar	duas
lâmpadas	incandescentes	de	110	V	ou	220	V	que	piscam	alternadamente.	A
frequência	das	piscadas	é	determinada	pelo	capacitor	de	1	uF	e	ajusta	no	trimpot
de	1	M.	Os	Triacs	devem	ser	montados	em	radiadores	de	calor.
Figura	210
Com	lâmpada	de	xenônio
As	lâmpadas	de	xenônioproduzem	pulsos	de	luz	de	alta	intensidade	quando	um
capacitor	de	alta	tensão	se	descarrega	através	delas.	Nos	tipos	comuns	são
usadas	tensões	de	400	a	800	V	para	se	obter	uma	boa	intensidade	luminosa.
Na	figura	212	temos	um	circuito	típico	em	que	a	frequência	depende	do	resistor
e	dos	capacitores	ligados	ao	elemento	de	disparo	que	tanto	pode	ser	um	diac
como	uma	lâmpada	neon.
Figura	212
O	transformado	de	disparo	é	um	transformador	de	pulsos	que	fornecem	pulsos
de	curta	duração	de	1	a	4	kV.	Variações	deste	circuito	podem	usar	SCRs	ou
triacs.	O	circuito	mostrado	na	figura	211	é	alimentado	por	bateria	e	tem	um
inversor	para	fornecer	a	alta	tensão	de	carga	do	capacitor.	No	entanto,	podemos
ter	versões	alimentadas	pela	rede	de	energia	que	usam	um	dobrador	de	tensão,
conforme	mostrado	na	figura	212.
Figura	211
Em	alguns	casos	podemos	obter	mais	tensão	para	o	capacitor	com	o	uso	de	um
circuito	triplicador	de	tensão	como	o	mostrado	na	figura	213.
Figura	213
Com	um	circuito	deste	tipo	dispensa-se	o	uso	de	transformadores	(que	são
componentes	caros)	para	aumentar	a	tensão	disponível	na	rede	de	energia	até	os
valores	necessários	ao	disparo	da	lâmpada	de	xenônio.	Os	componentes	mais
críticos	deste	tipo	de	circuito	são	justamente	o	elemento	de	controle	(SCR	ou
diac	e	os	capacitores).
Atualmente	as	lâmpadas	de	xenônio	não	mais	são	usadas	em	sinalizadores,
sendo	substituídas	por	LEDs	de	alta	potência,	cujo	circuito	de	acionamento	é
diferente.
Ao	trabalhar	com	sinalizadores	de	xenônio	o	eletricista	deve	observar	os
seguintes	pontos:
Quando	precisar	substituir	a	lâmpada	tenha	certeza	de	que	a	substituta	tenha	a
mesma	capacidade	de	emissão	que	é	medida	em	milijoules	(mJ).
Os	sinalizadores	alimentados	pela	rede	de	energia	não	possuem	elementos	de
isolamento	assim	todas	as	suas	partes	são	"vivas"	podendo	causar	choques	se
tocadas.
Tensões	muito	altas	podem	ser	encontradas	depois	do	inversor	e	do	multiplicador
de	tensão.	Tome	muito	cuidado	ao	analisar	este	circuito	ligado.	Quando
desligado	descarregue	os	capacitores	usando	um	resistor	de	10	k	ohms	x	2	W
ligado	entre	seus	terminais	por	pelo	menos	30	segundos.
Sequenciadores
Outro	tipo	de	sinalizador	luminoso	que	pode	ser	encontrado	em	anúncios	e
vitrines	é	o	sistema	sequenciador	ou	de	luzes	sequenciais.	Este	tipo	de	aparelho
faz	com	que	lâmpadas	acendam	em	sequências,	como	nas	árvores	de	natal	e
podem	controlar	lâmpadas	incandescentes	de	potências	algo	elevadas.	Na	figura
214	temos	um	circuito	típico	de	sequenciador	que	alimentadas	lâmpadas
incandescentes	com	triacs.
Figura	214
O	oscilador	é	o	"clock"	que	determina	a	velocidade	de	corrimento	das	lâmpadas.
O	sequenciador	é	um	circuito	lógico	que	aciona	as	saídas	em	sequência	com	os
pulsos	de	clock.	O	transistor	serve	para	excitar	o	triac	de	modo	a	controlar	as
lâmpadas	usadas.	São	usados	tantos	transistores	e	triacs	quantas	sejam	as	saídas
do	sequenciador.	Os	sequenciadores	mais	comuns	têm	de	4	a	10	saídas.	Na
figura	215	mostramos	as	formas	de	excitar	tanto	triacs	como	SCRs	neste	tipo	de
circuito.
Figura	215
LUZ	NOTURNA	AUTOMÁTICA/LUZ	DE
EMERGÊNCIA
Hoje	em	dias	existem	diversas	formas	alternativas	de	ligar	e	desligar	sistemas	de
iluminação	e	com	diversas	finalidades.	Uma	delas	é	o	sistema	de	luzes
automáticas	noturnas	usadas	em	jardins,	iluminação	pública	e	vitrine	em	que	a
iluminação	é	acionada	quando	escurece.
Neste	tipo	de	aplicação	temos	normalmente	um	sensor	(LDR)	que	controla	um
circuito	de	potência	com	SCR	ou	Triac.	Na	figura	216	temos	um	exemplo	de
circuito	deste	tipo	para	uma	lâmpada	incandescente.
Figura	216
É	claro	que	dependendo	da	potência	que	o	SCR	ou	Triac	podem	controlar
podemos	ligar	diversas	lâmpadas	em	paralelo.	Dependendo	da	aplicação	este
tipo	de	aparelho	pode	causar	interferências	em	equipamentos	que	operem	com
sinais	de	rádio.	Veja	a	seção	sobre	SCRs,	Triacs	e	EMI	neste	mesmo	livro	para
ver	como	eliminar	este	problema.
Na	instalação	deve-se	tomar	cuidado	para	posicionar	o	sensor	de	modo	que	ele
receba	apenas	a	luz	ambiente	e	não	das	lâmpadas	que	ele	controla.	Se	isso
ocorrer,	temos	uma	realimentação	que	instabiliza	seu	funcionamento.
Os	sistemas	de	iluminação	de	emergência,	por	outro	lado,	acionam	uma	ou	mais
lâmpadas	quando	ao	mesmo	tempo	temos	a	falta	de	energia	elétrica	e	um	sensor
detecta	que	está	escuro.	Na	figura	217	temos	um	diagrama	de	blocos	de	um
aparelho	deste	tipo.
Figura	217
Conforme	o	leitor	ver,	temos	uma	fonte	de	alimentação	que	ao	mesmo	tempo
alimenta	um	relê	mantendo-o	fechado	e	carrega	uma	bateria.	Quando	ocorre	a
falta	de	energia,	o	relê	comuta	e	faz	com	que	a	energia	da	bateria	seja	aplicada
ao	circuito	sensor.	Se	o	circuito	sensor	informar	que	está	escuro,	a	energia	passa
e	alimenta	as	lâmpadas.	Se	o	local	ainda	estiver	claro,	não	há	necessidade	de	se
alimentar	as	lâmpadas.
Nota:	Muitos	circuitos	antigos	que	fazem	uso	de	SCRs	e	Triacs	só
funcionam	com	lâmpadas	incandescentes.	Mais	adiante	veremos	como	usar
as	lâmpadas	de	LEDs	em	seu	lugar.
ALARMES
A	preocupação	com	a	segurança	tem	aumentando	muito	nos	últimos	tempos	e
uma	grande	quantidade	de	equipamentos	eletrônicos	podem	ser	agregados	às
residências,	estabelecimentos	comerciais	e	industriais	e	mesmo	no	carro.	A
maioria	dos	equipamentos	de	uso	doméstico,	comercial	e	industrial	são
alimentados	pela	rede	de	energia,	podendo	eventualmente	contar	com	uma
bateria.
Os	sistemas	de	alarme	vão	desde	simples	sirenes	ou	campainhas	que	disparam
quando	portas	ou	janelas	são	abertas	até	sofisticados	sistemas	que	detectam	a
presença	de	um	intruso	pelo	seu	movimento	ou	pelo	calor	de	seu	corpo,	discando
automaticamente	o	número	da	polícia	com	uma	mensagem	preparada	indicando
onde	ocorreu	o	evento	e	até	um	código	para	se	identificar	de	onde	vem	a
chamada	com	maior	facilidade	ficando	a	polícia	já	avisada	da	presença	do
sistema,	ou	ainda	uma	empresa	particular	de	segurança.
Para	o	eletricista	é	importante	saber	como	funcionam	os	principais	sistemas	de
alarme	e	como	podem	ser	reparados,	instalados	ou	mesmo	vendidos	a	um	cliente
que	deseje	uma	informação	técnica	mais	profunda.
Os	sistemas	básicos	são	os	seguintes:
Sistemas	com	sensores	magnéticos	e	chaves
Este	é	o	tipo	mais	simples	de	alarme	usando	um	sensor	do	tipo	magnético	ou
"reed-switch"	que	se	mantém	ativado	pela	presença	de	um	pequeno	imã	quando
portas	e	janelas	estão	fechados.	Quando	o	imã	se	afasta	do	sensor	pela	abertura
da	porta	ou	janela	o	circuito	dispara.	Na	figura	218	temos	um	circuito	típico
deste	tipo	usando	um	SCR.
Figura	218
Para	rearmar	o	circuito	basta	pressionar	por	um	instante	o	botão	de	Reset	que,
evidentemente,	deve	ficar	em	local	escondido.	Um	sistema	mais	elaborado	de
alarme	com	estes	sensores	têm	seu	diagrama	de	blocos	mostrado	na	figura	219.
Figura	219
Neste,	temos	uma	bateria	que	se	mantém	em	carga	constante	para	alimentar	o
circuito	no	caso	do	intruso	desligar	a	energia	antes	de	tentar	uma	invasão.	Os
diversos	sensores	vão	para	o	circuito	de	alarme	que	então	pode	alimentar	uma
buzina,	sirene	ou	outro	sistema	de	aviso.	Existem	muitas	empresas	que	vendem	o
kit	completo	deste	tipo	de	alarme	constando	da	bateria,	sistema	de	alimentação,
alarme,	sensores	e	a	buzina	ou	sirene	que	vai	ser	acionada.
Estes	sistemas	incluem	ainda	um	interruptor	para	desarmá-lo	pelo	proprietário
do	imóvel	quando	ele	chega.	Este	interruptor	deve	ficar	em	local	escondido.
Alguns	sistemas	mais	sofisticados	incluem	um	transmissor	num	chaveiro	ou	de
pequenas	dimensões	que	desativa	o	sistema	pelo	tempo	necessário	ao
proprietário	para	entrar	e	desligar	o	sistema.
Fotoelétrico
Neste	tipo	de	alarme	temos	um	emissor	infravermelho	(normalmente	um	LED
infravermelho)	e	um	sensor	(um	fototransistor	ou	um	foto	diodo)	colocados	de
modo	a	proteger	uma	passagem	conforme	mostra	a	figura	220.
Figura	220
Em	condições	normais	a	radiação	infravermelha	do	emissor	incide	no	sensor	que
mantém	o	alarme	na	condição	de	espera.	Se	o	feixe	de	radiação	infravermelha
for	interrompido	por	um	instante	pela	passagem	do	intruso,	oalarme	dispara.	Se
a	radiação	do	emissor	for	simples	radiação,	pode-se	enganar	o	sensor	com	uma
falsa	fonte	de	luz	que	tenha	componentes	infravermelhas,	como	por	exemplo,
uma	lanterna,	conforme	mostra	a	figura	221.
Figura	221
Assim,	para	evitar	este	problema	os	alarmes	trabalham	com	luz	modulada,	ou
seja,	com	pulsos	numa	frequência	que	o	sensor	pode	reconhecer.	Desta	forma,
nenhuma	outra	fonte	de	radiação	infravermelha	"engana"	o	alarme.	Uma	maneira
de	se	proteger	várias	passagens	ao	mesmo	tempo	ou	mesmo	uma	área	muito
grande	como	um	terreno	industrial	consiste	no	uso	de	um	emissor	laser	e	um
sensor	com	diversos	espelhos,	conforme	mostra	a	figura	222.
Figura	222
Sensores	de	Movimento
Este	sensor	tanto	pode	usar	radiação	infravermelha	como	também	sinais	de	altas
frequências.	No	caso	da	radiação	infravermelha	que	é	o	tipo	mais	comuns	são
usados	sensores	piroelétricos.	Estes	sensores	podem	detectar	a	presença	de
pessoas	pelo	calor	de	seu	corpo.	Este	tipo	de	sensor	também	é	usado	na	abertura
de	portas	de	shoppings,	lojas	e	aeroportos.
Alarmes	ultrassônicos
Estes	alarmes	constam	de	um	emissor	ultrassônico	e	um	receptor.	O	receptor
nada	mais	é	do	que	um	microfone	que	recebe	os	ultrassons	que	preenchem	o
ambiente	a	ser	protegido.	Se	alguém	entra	neste	ambiente,	seu	movimento	causa
um	leve	desvio	na	frequência	refletida	e	captada	pelo	sensor,	fazendo	com	que
um	circuito	reconheça	estas	modificações	disparando	o	alarme.
CAMPAINHAS	ELETRÔNICAS
As	tradicionais	campainhas	residenciais	têm	sido	substituídas	por	campainhas
eletrônicas	que	tocam	músicas	e	fazem	os	mais	diversos	sons,	conforme	a
escolha	de	cada	um.	Também	temos	campainhas	que	combinam	recursos
mecânicos	com	eletrônicos	como	as	que	são	formadas	por	circuitos	sequenciais
que	controlam	solenoides.	Os	solenoides	atuam	como	martelos	batendo	em
barras	de	ferro	que	produzem	sons	musicais.
Na	figura	223	temos	o	circuito	típico	de	uma	campainha	musical.
Figura	223
Esta	campainha	contém	um	circuito	de	disparo	que	atua	sobre	um	gerador	de
melodia.	Este	é	um	circuito	especial	dedicado	que	contém	gravado	na	memória
uma	ou	mais	melodias	(como	uma	caixa	de	música	eletrônica	ou	muitos
brinquedos	musicais).	Ao	ser	disparado	a	sequência	completa	é	tocada
aparecendo	na	saída	na	forma	de	um	sinal	de	áudio	que	deve	ser	amplificado.
Temos	então	a	etapa	final	do	circuito	que	consiste	num	amplificador	de	áudio
que	alimenta	um	alto-falante.	A	fonte	de	alimentação	deste	circuito	normalmente
fornece	de	6	a	12	V	e	tem	configuração	semelhante	a	eliminadores	de	pilhas
como	os	que	já	vimos	nesta	parte	do	livro.
Muitos	dos	circuitos	mais	sofisticados	de	campainhas	estão	associados	a
intercomunicadores	ou	porteiros	eletrônicos	que	aproveitam	o	mesmo
amplificador.
CARREGADORES	DE	BATERIAS
Dependendo	do	tipo	de	bateria	a	ser	carregada	encontramos	os	carregadores	de
baterias	em	dois	formatos	ou	configurações	básicas.	Em	ambos	os	casos,	os
carregadores	nada	mais	são	do	que	fontes	que	aplicam	à	bateria	em	carga	uma
corrente	constante	durante	um	período	que	varia	entre	2	e	16	horas.
Os	tipos	mais	sofisticados	possuem	sensores	que	desligam	a	fonte	quando	a
bateria	está	carregada	ou	ainda	descarregam-na	completamente	antes	de	uma
nova	carga	de	modo	a	evitar	o	chamado	"efeito	memória".
Assim,	conforme	mostra	a	figura	224,	o	carregador	mais	simples	consiste	em	um
bloco	retificador	ligado	à	rede	de	energia	através	de	um	transformador	(em
alguns	casos	nem	o	transformador	existe)	e	um	resistor	limitador	de	corrente.
Figura	224
Os	carregadores	são	diferentes	conforme	as	baterias	carregadas	sejam	simples	ou
pequenas	células	de	Nicad	ou	baterias	de	carro	ou	moto.
Analisemos	os	dois	tipos.
Carregadores	de	Nicad
Estes	podem	ter	o	formato	mostrado	na	figura	225,	sendo	dotados	de	encaixes
para	as	pilhas	recarregáveis.
Figura	225
Estes	carregadores	podem	ser	usados	para	carregar	pilhas	do	tipo	AAA,	AA,	C	e
D	e	até	baterias	de	9	V.	Outro	tipo	de	carregador	desta	família	é	o	usado	para
carregar	as	baterias	de	telefones	celulares	que	possuem	um	plugue	para	encaixar
neste	aparelho,	conforme	o	tipo	ou	ainda	uma	base	onde	o	aparelho	é	apoiado
durante	o	processo	de	recarga.	Também	temos	nesta	categoria	de	circuito	que
fornece	correntes	entre	20	e	500	mA	os	carregadores	embutidos	em	aparelhos
como	telefones	sem	fio,	notebooks,	etc.
Carregadores	de	Baterias	Automotivas
Neste	caso	incluímos	os	carregadores	de	baterias	para	carros	e	motos	que
precisam	de	uma	corrente	maior	de	carga.	Na	figura	226	temos	o	circuito	típico
de	um	carregador	econômico	que	pode	ser	usado	para	carregar	baterias	de	carro
em	até	12	horas.
Figura	226
Este	circuito	consiste	de	um	transformador	que	abaixa	a	tensão	da	rede	a	qual	é
retificada	por	um	diodo	e	depois	filtrada	por	um	capacitor	eletrolítico.	O	resistor
de	10	ohms	limita	a	corrente	de	carga.	Em	alguns	aparelhos	encontramos	um
seletor	que	permite	trocar	de	resistores	neste	ponto	conforme	desejarmos	cargas
lentas	ou	rápidas.	O	LED	serve	para	indicar	que	a	corrente	está	passando	pela
bateria	que	está	sendo	carregada.	O	problema	mais	comum	deste	tipo	de
carregador	é	a	queima	do	diodo	ou	do	transformador.
LÂMPADAS	FLUORESCENTES
Nas	instalações	elétricas	tradicionais	as	lâmpadas	fluorescentes	usam	um	reator
(que	consiste	numa	bobina	com	milhares	de	espiras	num	núcleo	de	ferro
laminado)	e	um	starter	que	nada	mais	é	do	que	um	interruptor	térmico	de
lâminas,	num	circuito	conforme	mostra	a	figura	227.
Figura	227
O	capacitor	é	opcional	servindo	apenas	para	filtrar	o	ruído	gerado	pelo	circuito
que	pode	causar	certa	interferência	em	aparelhos	próximos.	No	entanto,	os
reatores	modernos	são	substituídos	por	reatores	eletrônicos,	e	a	configuração
para	acender	uma	lâmpada	fluorescente	muda	para	a	mostrada	na	figura	228.
Figura	228
Nela	temos	um	retificador	com	quatro	diodos	que	fornece	uma	alta	tensão
continua	para	um	circuito	eletrônico	que	é	formado	por	um	oscilador	de	alta
frequência	e	dois	transistores	chaveadores	de	alta	pot6encia	(normalmente	power
MOSFETs).	O	circuito	de	controle	ou	oscilador	gera	dois	sinais	em	oposição	de
fase	em	frequências	que	vão	de	20	kHz	a	500	kHz	dependendo	do	circuito.
Aplicados	aos	transistores	estes	sinais	são	amplificados	e	aplicados	às	bobinas
do	conjunto	formado	por	L1,	L2,	L3	e	L4	que	na	verdade	é	um	transformador
elevador	de	tensão.	L2	e	L3	geram	a	baixa	tensão	que	aquece	o	filamento	da
lâmpada	de	modo	a	facilitar	a	ionização	enquanto	que	L4	é	o	enrolamento	de	alta
tensão	que	é	aplicada	à	lâmpada	em	sí	para	ionização.	L1	é	o	enrolamento
primário	deste	transformador.
A	alta	tensão	e	alta	frequência	aplicada	a	lâmpada	num	circuito	como	este	não	só
permite	obter	muito	maior	rendimento	como	também	melhor	qualidade	de	luz
com	o	prolongamento	da	própria	vida	útil	da	lâmpada.	As	chamadas	lâmpadas
eletrônicas	usam	também	este	tipo	de	circuito.
Como	normalmente	os	componentes	deste	tipo	de	circuito	são	muito	pequenos	e
até	embutidos	em	alguns	casos	na	própria	base	da	lâmpada	qualquer	tentativa	de
reparo	é	muito	difícil	(e	não	compensa	pelo	custo	de	uma	lâmpada	nova).
CONVERSORES	AC/AC	OU
TRANSFORMADORES
Mesmo	em	nosso	país	existem	diferenças	entre	as	tensões	encontradas	nas	redes
de	energia	de	diversas	localidades.	Em	alguns	casos	temos	110/117/127	V	e	em
outras	podemos	ter	220/240	V.	Se	bem	que	muitos	aparelhos	modernos	sejam
projetados	para	funcionar	com	qualquer	uma	destas	tensões	e	em	alguns	sem
precisar	sequer	ter	algum	tipo	de	chave	acionada,	isso	não	é	uma	regra.
Para	podermos	alimentar	aparelhos	que	tenham	tensões	diferentes	da	rede	local
precisamos	de	um	conversor	AC/AC	ou	de	um	transformador.
Assim,	existem	transformadores	em	que	entra	220/240	V	e	sai	110/117/127	V	e
também	existem	em	que	a	entrada	é	de	110/117/127	V	e	a	saída	é	de	220/240V.
Na	verdade,	eles	são	o	mesmo	componente	bastando	inverter	os	terminais	de
entrada	e	saída...
Ao	procurar	um	transformador	para	poder	ligar	um	aparelho	numa	rede	diferente
devemos	estar	atento	à	potência	do	aparelho	a	ser	alimentado.Assim,	não
podemos	usar	um	transformador	que	só	suporta	200	W	para	alimentar	a	partir	de
uma	rede	de	220	V	uma	geladeira	de	110	V	mas	que	exija	300	W!	O
transformador	aquecerá	e	queimará.
ESTABILIZADORES	DE	TENSÃO
A	tensão	da	rede	de	energia	pode	sofrer	muitas	flutuações	durante	o	dia	e	de
lugar	para	lugar	afetando	o	funcionamento	de	aparelhos	elétricos	e	eletrônicos.
Assim,	numa	tomada	em	que	deveria	haver	teoricamente	110	V	durante	um	dia
podemos	medir	valores	numa	faixa	típica	que	vai	de	90	a	120	V.	A	maioria	dos
aparelhos	modernos	possui	recursos	para	compensar	estas	variações	não
apresentando	qualquer	modificação	de	seu	funcionamento.	No	entanto,	existem
equipamentos	mais	sensíveis	como	televisores	antigos,	computadores,	etc.	que
podem	ter	seu	desempenho	afetado	por	variações	da	tensão	da	rede	de	energia.
Para	compensar	as	variações	da	tensão	da	rede,	mantendo	constante	a	tensão	de
alimentação	de	um	aparelho	usamos	estabilizadores	de	tensão,	reguladores	de
tensão,	condicionadores	de	potência	ou	ainda	como	são	chamados	reguladores
de	voltagem.	Os	tipos	manuais	em	que	existia	uma	chave	para	que	o	usuário	em
função	da	tensão	lida	num	mostrador	fizesse	ele	mesmo	a	compensação	já	não
existem	mais.
Os	estabilizadores	de	tensão	são	totalmente	automáticos	e	podem	ser
encontrados	numa	faixa	muito	grande	de	potência	sendo	usados	principalmente
com	computadores.	No	caso	dos	computadores	estes	estabilizadores	podem
ainda	conter	recursos	adicionais	como	circuitos	de	proteção	contra	transientes	e
até	nos	chamados:	no	breaks"	que	nada	mais	são	do	que	fontes	que	possibilitam
que	o	computador	funcione	por	alguns	minutos	quando	há	um	corte	de	energia
dando	assim	tempo	de	se	salvar	o	trabalho	que	está	sendo	realizado.
Ao	usar	um	estabilizador	esteja	atento	para	que	a	potência	que	ele	pode	controlar
seja	sempre	maior	do	que	a	do	aparelho	que	realmente	vai	ser	ligado	nele.	Os
tipos	comuns	têm	potências	na	faixa	de	500	a	1200	W.
INTERCOMUNICADORES
Existem	muitos	tipos	de	intercomunicadores	que	podem	ser	encontrados	em
residência,	estabelecimentos	comerciais	e	industriais	além	de	outras	localidades.
Muitos	deles	estão	intimamente	ligados	à	instalação	elétrica,	conforme	o	leitor
vai	ver	daí	a	necessidade	de	conhecermos	melhor	este	tipo	de	equipamento.	Os
intercomunicadores,	intercons,	babás	eletrônicas	ou	porteiros	eletrônicos	podem
ser	do	tipo	com	fio	ou	sem	fio.	Analisemos	o	princípio	de	funcionamento	dos
dois.	Na	figura	229	temos	o	circuito	típico	de	um	intercomunicador	por	fios,	de
tipo	bastante	comum	em	escritórios,	consultórios	médicos	ou	mesmo	no	lar.
Figura	229
Este	aparelho	tem	por	base	um	amplificador	de	áudio	integrado	LM390	que	é
alimentado	por	uma	fonte	de	6	V.	Uma	chave	comuta	a	função	de	dois	alto-
falantes.	Quando	a	chave	está	na	posição	falar,	o	alto-falante	que	está	junto	ao
aparelho	funciona	como	um	microfone	e	o	que	se	fala	diante	dele	é	reproduzido
no	alto-falante	da	estação	remota.	Quando	a	chave	passa	para	a	posição	ouvir	o
alto	falante	remoto	funciona	como	microfone	e	podemos	ouvir	no	alto-falante	da
estação	local	o	que	se	fala	diante	dele.
Este	tipo	de	aparelho	funciona	bem	em	pequenas	distâncias,	quando	o	cabo	não
tem	mais	do	que	20	metros.	Para	maiores	distâncias	existem	circuitos	mais
sofisticados	que	usam	alto-falantes	e	microfones	separados	e	cabos	especiais.
O	outro	tipo	de	intercomunicador	que	também	é	comum	é	o	sem	fio	que	faz	uso
dos	fios	da	rede	de	energia	para	enviar	seus	sinais.	Assim,	conforme	mostra	a
figura	230,	os	dois	aparelhos	que	formam	o	sistema	são	plugados	em	tomadas	da
mesma	rede.
Figura	230
Quando	falamos	num	o	sinal	de	áudio	(som)	modula	uma	portadora	de	alta
frequência	(normalmente	entre	50	kHz	e	200	kHz)	que	é	lançada	nos	próprios
fios	da	rede	de	energia	se	propagando	através	dela.	A	estação	remota	capta	este
sinal	e	o	separa	dos	60	Hz	da	rede	de	energia	através	de	um	filtro.
Detectando	este	sinal,	o	som	(baixa	frequência)	é	amplificado	e	aplicado	a	um
alto-falante.	Este	sistema	funciona	bem	dentro	de	instalações	que	não	tenham
problemas	de	ruídos	muito	intensos	na	rede	de	energia	e	nem	sejam	muito
grandes.	Um	problema	que	pode	ocorrer	mesmo	dentro	de	um	domicílio
pequeno	é	que	os	aparelhos	sejam	plugados	em	redes	diferentes	de	fases
diferentes	conforme	mostra	a	figura	231.
Figura	231
O	sinal,	nestas	condições	tem	dificuldades	em	passar	de	uma	rede	para	outra	e	a
comunicação	não	é	possível.	Uma	maneira	de	se	resolver	o	problema	consiste
em	se	ligar	um	capacitor	de	poliéster	de	100	nF	x	600	V	entre	as	fases	para
possibilitar	a	passagem	do	sinal	de	alta	frequência.	Este	capacitor	não	afeta	a
passagem	do	sinal	de	baixa	frequência	da	rede	de	energia.
Um	problema	atual	que	ocorre	com	este	tipo	de	intercomunicador	é	o	nível	de
ruído	presente	nas	redes.	Esse	ruído	aumenta	à	medida	que	são	alimentados
aparelhos	eletrônicos	que	usam	fontes	chaveadas,	ou	seja,	que	operam	com
pulsos	de	curta	duração	e	também	circuitos	com	SCR	e	Triacs.	O	nível	chega	a
ser	tão	elevado	a	ponto	de	impedir	seu	funcionamento.
CONTROLES	REMOTOS
Uma	grande	quantidade	de	utilidades	domésticas,	muitas	ligadas	à	rede	de
energia,	podem	ser	acionadas	por	sistemas	de	controle	remoto.	O	eletricista	que
vai	mexer	com	o	aparelho	acionado	em	sí	não	tem	problemas	com	a	parte	de
alimentação,	pois	ela	não	tem	segredos.	No	entanto,	é	preciso	conhecer	um
pouco	mais	sobre	o	princípio	de	funcionamento	dos	circuitos	eletrônicos	de
acionamento	para	se	ter	mais	segurança	na	instalação	e	mesmo	na	reparação	de
pequenos	problemas.
Vamos	analisar	os	principais	tipos	de	aparelhos	de	com	trole	remotos
encontrados	nas	instalações	residenciais,	comerciais	e	mesmo	industriais.
Por	sinais	de	rádio
Este	é	o	tipo	mais	comum	constando	de	um	transmissor	e	um	receptor	ligado	ao
dispositivo	que	se	deseja	controlar	como	um	portão	de	garagem,	um	alarme,	uma
fechadura,	um	ventilador	de	teto	ou	mesmo	um	sistema	que	acenda	uma	luz
remotamente.	Na	figura	232	temos	o	diagrama	de	blocos	do	transmissor	deste
tipo	de	sistema	de	controle	remoto.
Figura	232
Um	teclado	faz	a	codificação	dos	sinais	e	acordo	com	a	função	que	deve	ser
exercida.	Esta	codificação	normalmente	é	feito	por	um	CI	que	usa	combinações
que	impede	que	os	sinais	de	outros	aparelhos	sejam	reconhecidos	pelo	receptor.
Estes	sinais	são	enviados	ao	receptor	que	normalmente	consiste	em	módulos
híbridos,	conforme	mostra	a	figura	233.
Figura	233
Estes	módulos	operam	na	faixa	de	300	a	400	MHz	em	frequências	padronizadas
para	não	causar	interferências	em	equipamentos	comuns.
O	receptor,	também	usando	módulos	híbridos	recebe	e	decodifica	os	sinais
acionando	o	dispositivo	desejado.
Infravermelho
No	sistema	infravermelho	os	mesmos	sinais	codificados	pelo	CI	a	partir	do
teclado	modulam	uma	etapa	de	potência	eu	aciona	um	ou	mais	LEDs
infravermelhos.	É	produzido	um	sinal	que	ao	incidir	num	foto-sensor	e	ser
levado	ao	receptor	é	decodificado.	A	desvantagem	em	relação	ao	sistema	por
rádio	é	que	no	sistema	infravermelho	o	sensor	deve	ver	o	transmissor,	ou	seja,
não	deve	haver	nenhum	obstáculo	na	linha	de	ação.	Este	é	o	tipo	mais	usado	com
eletroeletrônicos	como	televisores,	videocassetes,	etc.
Ultrassons
Os	sistemas	de	controle	remoto	por	ultrassons	quase	não	mais	são	usados.	O
princípio	de	funcionamento	é	o	mesmo	dos	anteriores	com	a	diferença	de	que	o
sinal	de	controle	modula	um	sinal	de	áudio	na	faixa	dos	40	kHz	o	qual	é
transmitido.	O	receptor	é	um	pequeno	microfone	ligado	ao	circuito	amplificador
e	decodificador.	A	principal	desvantagem	deste	tipo	de	sistema	está	na	sua
sensibilidade	às	interferências,	principalmente	ruídos	ambientes.
Via	rede	de	energia
O	mesmo	sistema	usado	pelos	intercomunicadores	sem	fio	para	transmitir	a	voz
pode	ser	empregado	para	enviar	sinais	de	comando	de	um	local	a	outro	usando	a
rede	de	energia.	Os	sinais	de	um	teclado	de	comando	modulam	um	sinal	de	alta
frequência	que	é	aplicado	à	rede	de	energia.
Fios
Outro	sistema	consiste	no	uso	de	comandos	de	baixa	corrente	para	controlar
aparelhos	dealtas	correntes	usando	relés	conforme	mostra	a	figura	234.
Figura	234
Nele,	o	relé	de	baixa	tensão	é	comandado	por	um	circuito	de	baixa	tensão	e
baixa	corrente	isolado	da	rede	de	energia,	para	maior	segurança.
PROTETORES	DE	REDE
Pulsos	de	curta	duração	e	alta	intensidade	que	podem	estar	presentes	na	rede	de
energia	são	perigosos	para	os	aparelhos	alimentados.	Em	alguns	casos	estes
pulsos,	denominados	surtos	e	transientes	podem	atingir	valores	que	superam	os
1000	volts.	Para	proteger	os	aparelhos	existem	tomadas	protegidas	ou	protetores
de	rede	que	usam	VDRs	como	elemento	básico.
Ligados	em	paralelo	com	a	linha	de	energia	estes	componentes	absorvem	os
pulsos	de	alta	tensão	evitando	que	eles	cheguem	aos	aparelhos	alimentados.
Observamos	que	não	são	todos	os	aparelhos	que	são	sensíveis	aos	transientes	e
surtos.
Normalmente	cargas	resistivas	como	lâmpadas	incandescentes,	aquecedores
além	de	motores	possuem	uma	grande	inércia	não	respondendo	a	estes	pulsos	e
portanto	não	sendo	sensíveis	a	eles.	Muito	mais	sensíveis	são	os	computadores,
equipamentos	de	som	e	vídeo,	além	de	outros.
É	preciso	ainda	observar	que	os	protetores	são	eficientes	até	certa	intensidade
dos	pulsos.	Se	pulsos	muito	intensos	ocorrerem,	como	por	exemplo,	devido	à
queda	de	um	raio	na	rede	de	energia	nas	proximidades,	eles	podem	não	ser
suficientes	para	impedir	que	os	aparelhos	ligados	ao	protetor	não	sofram	danos.
LÂMPADAS	DE	LEDs
Até	há	algum	tempo	os	LEDs	comuns	eram	fontes	de	luz	de	baixa	intensidade,
monocromáticas,	utilizadas	apenas	em	painéis,	indicadores	e	outros	dispositivos
que	não	visavam	especificamente	iluminação.	No	entanto,	os	avanços	das
tecnologias	de	fabricação	de	LEDs	nos	últimos	anos,	levaram	a	obtenção	de
componentes	com	altíssimo	rendimento,	capazes	de	fornecer	luz	com
intensidade	suficiente	para	aplicações	e	que	envolvam	iluminação.
Do	LED	vermelho	primitivo,	desenvolvido	a	partir	dos	tipos	iniciais
infravermelhos,	os	LEDs	podem	ser	reunidos	em	chips	capazes	de	produzir	luz
num	largo	espectro	de	frequências,	se	comportando	como	fontes	de	iluminação
convencionais	e	mais	do	que	isso.	Pelo	seu	rendimento	eles	podem	fornecer	luz
com	muito	maior	rendimento,	o	que	significa	menor	consumo	de	energia.
Mas,	os	maiores	avanços	ocorreram	recentemente,	com	novas	técnicas	de
dopagem	que	levaram	os	LEDs	a	apresentarem	rendimentos	até	20	vezes
maiores	do	que	até	então.	Além	disso,	esses	novos	LEDs	podiam	produzir	luz
semelhante	a	do	dia,	ou	qualquer	cor	do	espectro.
LEDs	Brancos	na	Iluminação
As	diferenças	básicas	entre	os	LEDs	comuns	e	as	lâmpadas	incandescentes	são
mais	patentes	quando	se	necessita	de	luz	monocromática.	Os	LEDs	produzem
diretamente	essa	luz	com	100%	de	rendimento.	No	caso	de	uma	luz
incandescente,	ela	preenche	um	amplo	espectro	e	para	se	obter	a	cor	desejada	é
preciso	usar	um	filtro.
Com	esse	filtro,	normalmente	90%	da	luz	produzida	é	perdida	sendo	bloqueada
pelo	filtro	e	apenas	10%	passa,	conforme	mostra	a	figura	235.
Figura	235	-	Rendimento	de	uma	lâmpada	incandescente
Além	disso,	a	maior	parte	da	energia	numa	lâmpada	incandescente	é	convertida
em	calor	e	não	em	luz.	Sabemos	também	que	além	da	baixa	eficiência,	a
lâmpada	é	frágil,	pois	o	vidro	pode	quebrar-se	facilmente,	o	filamento	é	sensível
a	choques	e	vibrações	e	tem	sua	vida	limitada	por	diversos	fatores.	Os	LEDs,	por
outro	lado	não	mais	robustos,	mais	eficientes	e	têm	uma	vida	útil	muito	mais
longa.	Além	disso,	os	LEDs	são	muito	menores.
No	início,	os	LEDs	substituíam	apenas	as	lâmpadas	pequenas.	No	entanto,	com
as	novas	tecnologias	disponíveis,	os	LEDs	podem	ser	encontrados	numa	ampla
gama	de	tamanhos	e	potências,	para	aplicações	em	iluminação.	Os	LEDs
comuns	são	dispositivos	monocromáticos	com	uma	faixa	de	emissão	muito
estreita,	conforme	mostra	a	figura	236.
Figura	236	-	Espectro	de	emissão	de	alguns	LEDs
A	cor	do	LED	é	dada	pela	frequência	de	emissão	que	depende	dos	níveis	de
energia	dos	materiais	usados,	ou	seja,	da	dopagem	e	do	tipo	de	material.	Assim,
os	LEDs	comuns	podem	ser	obtidos	em	comprimentos	de	onda	que	vão	desde	o
infravermelho	entre	830	ou	940	nanômetros,	até	os	de	menor	comprimento	de
ondas	na	faixa	dos	700	aos	400	nm	que	correspondem	as	cores	do	espectro	do
vermelho	ao	azul.
Colocando	LEDs	de	cores	diferentes,	por	exemplo,	RGB,	podemos	combinar	a
intensidade	de	emissão	de	cada	um	e	assim	obter	qualquer	cor	do	espectro,
conforme	mostra	a	figura	237.
Figura	237	-	O	ponto	de	emissão	de	LEDs	de	diferentes	cores
Para	chegar	aos	LEDs	com	todas	as	cores	possíveis	de	emissão,	a	tecnologia	de
fabricação	desses	componentes	passou	por	um	lento	processo	de	evolução.
Comparando	os	LEDs	com	as	Lâmpadas	Incandescentes
A	primeira	vantagem	a	ser	ressaltada	para	os	LEDs	em	relação	às	lâmpadas
incandescentes	é	o	consumo.	Os	LEDs	precisam	de	80%	a	90%	menos	energia
que	as	lâmpadas	incandescentes	convencionais	de	filamento.
Além	disso,	a	estrutura	de	estado	sólido	é	muito	mais	robusta,	tornando-os	muito
menos	sensíveis	a	choques,	vibrações	ou	outros	esforços	mecânicos,	o	que	não
ocorre	com	as	lâmpadas	comuns.	Também	temos	a	vida	muito	mais	longa,	que
pode	chegar	a	100	000	horas.
Numa	lâmpada	incandescente	comum	a	luz	é	produzida	pelo	aquecimento	de	um
filamento	de	tungstênio	no	interior	de	um	bulbo	de	vidro.	A	radiação	branca
consiste	num	espectro	muito	largo	de	radiação	eletromagnética,	uma	estrutura
bastante	frágil,	conforme	já	vimos,	o	que	não	ocorre	com	os	LEDs.
Outra	característica	importante	é	o	tamanho,	já	que	os	LEDs,	não	precisam	de
um	volumoso	bulbo	de	vidro	e	como	o	rendimento	é	muito	maior,	podem	ser
muito	menores	para	uma	mesma	potência	luminosa.
Efeitos	da	Temperatura	Ambiente
Para	se	conseguir	o	máximo	de	longevidade	de	uma	iluminação	por	LED	é
preciso	considerar	alguns	fatores	que	influem	nisso,	dentre	eles	a	temperatura.
Normalmente,	ocorre	uma	alteração	da	intensidade	e	corrente	da	ordem	de	0,3
mA	para	cada	grau	de	aumento	da	corrente	a	partir	de	25º	C.	Assim,	a	corrente
de	um	LED	deve	ser	reduzida	em	10	mA	se	ele	operar	em	55º	C	em	relação	à
corrente	nominal	especificada	para	25º	C	de	temperatura.
Na	prática	isso	pode	ser	compensado.
Assim,	se	sabemos	que	a	temperatura	de	operação	vai	ser	30º	C	maior	do	que	a
especificada	como	nominal,	projetamos	o	circuito	para	que	o	LED	receba	10	mA
a	mais	de	corrente.	A	figura	238	ilustra	o	que	ocorre.
Figura	238	-	Temperatura	de	operação	dos	LEDs.
Onde	os	LEDs	Brancos	Podem	Ser	Usados
Se	bem	que	as	finalidades	de	uma	lâmpada	incandescente	e	de	LEDs	usado	em
iluminação	sejam	as	mesmas	existem	ainda	algumas	diferenças	a	serem
consideradas	nas	aplicações	práticas.	Existem	casos	em	que	os	LEDs	brancos
não	podem	ser	usados?	Onde	eles	podem	ser	usados?
Para	que	possamos	ter	uma	ideia	de	como	os	LEDs	podem	ser	usados	em
iluminação	é	interessante	ver	como	luz	branca	pode	ser	obtida	desses
componentes.	Existem	para	isso	duas	tecnologias	possíveis.	A	primeira	consiste
em	se	utilizar	chips	de	LEDs	nas	cores	básicas	(RGB)	num	único	invólucro	ou
cluster	ainda	fazer	cobrir	chips	de	LEDs	azuis	de	Nitreto	de	Gálio	com	índio
(InGaN)	com	fósforo.
Essa	técnica	é	mais	apropriada	quando	se	necessita	de	cor	única	da	luz	emitida,
como	por	exemplo,	em	painéis	de	elevadores.	Os	LEDs	desse	tipo	podem	ser
recobertos	com	fósforo	de	diversos	tipos,	que	vão	resultar	no	tipo	de	luz
produzido.	Pode-se	obter	uma	luz	fria,	luz	branca	pálida	ou	luz	branca
incandescente.
Nessa	técnica	a	radiação	de	maior	comprimento	de	onda	da	radiação	azul	é
absorvida	pelo	fósforo	e	reemitida	num	espectro	de	frequências	mais	baixo	que
cobre	a	faixa	visível,	resultando	em	luz	branca,	conforme	mostra	a	figura	239.
Figura	239	-	Técnica	antiga	de	se	obter	LED	branco
A	técnica	de	se	combinar	LEDs	RGB	é	muito	mais	interessante	em	certas
aplicações,	pois	combinando	a	maneira	como	os	LEDs	são	excitados,	além	do
branco	podemos	criar	centenas	de	cores	diferentes.	Um	ponto	interessante	a	ser
observado	é	que	existe	a	falsa	ideia	de	que	um	LED	branco	de	InGaN	pode	ser
usado	para	iluminarlentes	ou	materiais	de	qualquer	cor.	Isso	é	errado.
O	que	ocorre	é	que,	por	exemplo,	a	luz	vermelha	não	é	representativa	num	LED
branco,	de	modo	que	o	LED	branco	só	pode	ser	usado	por	trás	de	superfícies	ou
lentes	brancas.	Colocando	um	LED	vermelho	por	trás	de	um	painel	ou	lente
vermelha	a	luz	produzida	será	de	cor	rosa,	enquanto	que	uma	lente	amarela
transforma	a	luz	em	cor	de	limão	e	uma	lente	verde	transforma	a	luz	em
esverdeado	pálido.
Para	manter	cores	brilhantes	é	preciso	que	a	cor	do	LED	se	case	exatamente	com
a	cor	da	lente	ou	painel.
As	lâmpadas
Para	alimentar	os	LEDs	a	partir	da	rede	de	energia	precisamos	usar	circuitos
especiais	que	são	embutidos	nas	lâmpadas	de	LEDs.	Estes	circuitos	podem	ser
muito	simples	como	formados	por	resistores,	capacitores	e	diodos,	mas	também
complexos	com	circuitos	integrados	especiais	que	garantem	corrente	constante	e
maior	rendimento.	Estes	circuitos	são	embutidos	na	base	da	lâmpada	e	não
podem	ser	testados	por	meios	simples.
Na	figura	240	temos	exemplo	de	lâmpadas	de	LEDs	de	tipos	comerciais.
Figura	240
Observe	que	em	algumas	deles	os	chips	dos	LEDs	são	ligados	em	série	de	modo
a	imitar	um	filamento	de	lâmpada	comum	incandescente.
CONCLUSÃO
Este	livro	foi	apenas	uma	breve	introdução	à	eletrônica	dos	aparelhos	e
dispositivos	ligados	à	rede	de	energia.	Existe	muito	mais,	e	o	eletricista	que
pretende	se	familiarizar	com	todas	as	tecnologias	envolvidas	deve	ir	além.
As	construções	estão	ficando	cada	vez	mais	sofisticadas	com	dispositivos	que
lhes	agrega	inteligência	já	sendo	comuns	tais	como	microprocessadores	e
microcontroladores.
No	futuro	o	eletricista	não	deverá	apenas	conhecer	as	instalações	básicas	e	um
pouco	de	eletrônica,	mas	muito	mais.	Deve	conhecer	informáticas,
telecomunicações	e	automação	coisas	que	hoje	apenas	estão	no	domínio	dos
engenheiros	e	técnicos	avançados.
Assim,	prepare-se:	procure	entender	mais	de	eletrônica	se	aprofundando	a	partir
dos	conhecimentos	que	demos	aqui,	de	uma	maneira	algo	superficial.
Outros	mais	de	100	livros	sobre	Eletrônica
Para	você	conhecer	os	outros	livros	sobre	eletrônica	do	Instituto	Newton	C.
Braga.
Acesse	:
http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/livros-tecnicos
http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/livros-tecnicos
	Cover Page
	Eletrônica para Eletricistas
	Apresentação
	Introdução da nova edição
	AS DIFERENÇAS ENTRE ELETRICIDADE E ELETRÔNICA
	FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE
	A corrente elétrica
	Circuitos Básicos
	Tensão e Corrente
	Resistência
	Unidades
	Efeitos da Corrente Elétrica
	Ligações em Série e em Paralelo
	Corrente Alternada e Corrente Contínua
	Sons e Ondas Eletromagnéticas
	Placas de Circuito Impresso e Solda
	Outras Ferramentas
	Diagramas e Símbolos
	COMPONENTES ELETRÔNICOS
	FIOS
	FUSÍVEIS
	Símbolos e Tipos
	Especificações
	Como Testar um Fusível
	CHAVES
	Símbolos e Tipos
	Onde São Encontradas
	Especificações
	Corrente e Tensão Máxima de Operação
	Como Testar
	PILHAS E BATERIAS
	Símbolo e Tipos
	Como testar
	RESISTOR
	Símbolo e Tipos
	Especificações
	SMD
	Onde os resistores são usados
	Como testar
	RESISTORES VARIÁVEIS
	Símbolos e Tipos
	Especificações
	Teste e Substituição
	LÂMPADAS INCANDESCENTES
	Símbolos e Tipos
	Especificações
	Onde elas são encontradas
	Teste e Substituição
	LÂMPADAS NEON
	Símbolo e Tipos
	Especificações
	Onde são encontradas e como são usadas
	Testando
	LDRs OU FOTO-RESISTORES
	Símbolo e Tipos
	Especificações
	Onde são encontrados
	Como Testar
	NTC/PTC
	Símbolos, Tipos e Curva Característica
	Especificações
	Onde são encontrados
	Como Testar
	VDR
	Símbolos e Tipos
	Especificações
	Como são usados e onde são encontrados
	Como testar
	CAPACITORES
	Tipos e Símbolos
	Especificações
	Tipos
	Onde são encontrados
	Como Testar
	CAPACITORES VARIÁVEIS
	Símbolos e aspectos
	Especificações
	Onde eles são encontrados
	Como testar
	BOBINAS OU INDUTORES
	Símbolos e tipos
	Especificações
	Onde são encontradas
	Como testar
	TRANSFORMADORES
	Símbolos e tipos
	Especificações
	Onde são usados
	Como testar
	RELÊS
	Símbolos e Aspectos
	Especificações
	Onde são encontrados
	Como Testar
	SOLENOIDES
	Símbolo e aspectos
	Especificações
	Onde são encontrados
	Como testar
	MOTORES
	Símbolo e aspectos
	Especificações
	Onde são encontrados
	Teste
	ALTO FALANTES E FONES
	Símbolos e Tipos
	Especificações
	Características dos fones
	Teste
	TRANSDUTORES MAGNÉTICOS
	Símbolos e tipos
	Especificações
	Onde são encontrados
	Teste
	TRANSDUTORES PIEZOELÉTRICOS
	Símbolo e Tipos
	Especificações
	Onde são encontrados
	Testando
	SEMICONDUTORES
	Princípio de funcionamento
	Junções
	DIODOS
	Símbolos e Tipos
	Especificações
	Onde são encontrados
	Como Testar
	DIODOS ZENER
	Símbolo e aspecto
	Especificações
	Onde São Encontrados
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	LEDs
	Símbolo e aparência
	Especificações
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	DIODOS ESPECIAIS
	Símbolos e tipos
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	TRANSISTORES BIPOLARES
	Símbolos e tipos
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	Trabalhando com Transistores
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	FOTOTRANSISTORES
	Símbolo e tipos
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	ACOPLADORES ÓPTICOS
	Símbolo e aspecto
	Especificações
	Onde são usados
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	TRANSISTORES DARLINGON
	Símbolos
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	Onde São Encontrados
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	TRANSISTORES UNIJUNÇÃO (UJT)
	Símbolo e Aspecto
	Especificações
	Onde são encontrados
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	TRANSISTOR PROGRAMÁVEL UNIJUNÇÃO (PUT)
	Símbolo
	Especificações
	Onde são usados
	Teste
	TRANSISTORES DE EFEITO DE CAMPO (FETs)
	Símbolos e tipos
	Especificações
	Onde são encontrados
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	FETs DE POTÊNCIA (Power FETs)
	Símbolo e Aspecto
	Especificações
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	Como Testar
	IGBT
	Simbolo
	Especificações
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	Teste
	DIODO CONTROLADO DE SILÍCIO (SCR)
	Símbolo e Aspecto
	Especificações
	Onde são usados
	A série 106
	Teste
	TRIACs
	Símbolos
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	Onde são usados
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	Inteferência Eletromagnética (EMI)
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	Especificações
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	Via rede de energia
	Fios
	PROTETORES DE REDE
	LÂMPADAS DE LEDs
	LEDs Brancos na Iluminação
	Comparando os LEDs com as Lâmpadas Incandescentes
	Efeitos da Temperatura Ambiente
	Onde os LEDs Brancos Podem Ser Usados
	As lâmpadas
	CONCLUSÃO
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