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Descrição dos Transtornos do Humor Transtornos do afeto humor: emoção vivenciada “por dentro” afeto: expressão externa do humor Depressão e mania Extremos opostos de um espectro afetivo ou do humor Depressão unipolar ou bipolar Descrição dos Transtornos do Humor Descrição dos Transtornos do Humor Descrição dos Transtornos do Humor Espectro Bipolar Muitos pacientes não se enquandram nessas categorias Formalmente, SOE (sem outra especificação) – única categoria ampla Espectro Bipolar Espectro Bipolar Bipolar ¼ (0,25) “não exatamente bipolar” – forma instavel de depressão unipolar responde rapidamente, mas não duradouro, aos antidepressivos humor instável, sem configurar transt. bipolar formal Espectro Bipolar Bipolar ½ (0,5) e Transtorno Esquizoafetivo Transtorno esquizobipolar ou Esquizoafetivo Modelo Dicotômicos e Modelo do Continuum Dicotômico: esquizofrenia é doença crônica, ininterrupata com desfecho ruim e dclínio da função Bipolar é cíclico com melhor desfecho e restauração da função entre episódios Sintomas sobrepostos e evolução intermediária – 3ª doença = transt. Esquizoafetivo Tratamentos diferem Espectro Bipolar Bipolar ½ (0,5) e Transtorno Esquizoafetivo Modelo Dicotômicos e Modelo do Continuum Continuum: espectro “Genômica moderna sugere que não é doença única, milhares de doenças diferentes, com sobreposição de características genéticas, epigenéticas e biomarcadores, bem como sobreposição de sintomas clínicos e desfechos funcionais” Tratamentos se sobrepõem Espectro Bipolar Bipolar I ½ (1,5) hipomania prolongada ou recorrente sem depressão estabilizadores de humor Bipolar II ½ (2,5) ciclotímicos que apresentam episódios depressivos maiores antidepressivos como monoterapia – aumento da cilcagem do humor ou indução de episódio maníaco completo Bipolar III (3,0) episódios maníacos ou hipomaníacos quando estão em uso de antidepressivo “transtorno do humor induzido por substância” diagnóstico formal não são bons candidatos a antidepressivos como monoterapia Espectro Bipolar Bipolar III ½ (3,5) associado ao uso abusivo de substâncias Bipolar IV episódiso depressivos e temperamento hipertímico preexistente não é bipolar formal, mas responde bem a estabilizadores de humor Bipolar V depressão com hipomania (subsindrômica) mista desfecho pior diferem da depressão unipolar cautela na monoterapia antidepressiva – vulneráveis à indução de ativação, agitação, ciclagem rápida, disforia, hipomania, mania ou tendência suicida Espectro Bipolar Bipolar VI bipolaridade no contexto da demência pode ser incorretamente atribuida aos sintomas comportamentais da demência, em vez de ser reconhecida como estado de humor comórbido Outros subtipo podem ser descritos no espectro Importante: nem todos pacientes com depressão apresentam transtorno depressivo maior Distinção Depressão Unipolar e Bipolar Últimos anos – reconhecimento que pacientes antes considerados depressivos, tem na realidade transtorno bipolar II (ou espectro) – 50% Pacientes sintomáticos com transt. bipolar - muito mais tempo no estado depressivo – incorretamente diagnosticados tratados com monetarapia antidepressiva em vez de lítio, anticonvulsionantes, estabilizadores do humor e/ou antipsicóticos atípicos contribui para tendência suicida em pacientes até 25 anos Sintomas idênticos nos paciente com depressão unipolar e bipolar perguntas “quem é seu pai?” (histórico familiar) e “onde está sua mãe?” ( histórico adicional de pessoa próxima ao paciente) outras informações Transt. do humor são progressivos? mais diagnósticos de doenças do espectro bipolar do que espectro unipolar mudanças nos critérios diagnósticos ou depressão unipolar evolui para depressão bipolar? transtorno bipolar seria progressivo? Episódios maníacos e depressivos distintos evoluiriam para episódios mistos e disfóricos, ciclagem rápida, instabilidade e resistência ao tratamento? reconhecimento e tratamento de ambas, levando a remissão de todos os sintomas por um longo período de tempo, possam impedir a evolução para estados mais difíceis Hipótese Monoaminérgica da Depressão Hipótese da etiológia biológica clássica – deficiência de neurotransmissores monoamínicos Antes, só 5HT e NA Hoje, todas podem estar disfuncional em vários circuitos – depende do perfil sintomatológico Substâncias causadoras de depleção desses neurotransmissores induz depressão Excesso, mania Não há evidências diretas para a hipótese monoaminérgica – resultados mistos, confusos Hipótese Monoaminérgica da Depressão Hipótese dos Receptores Monoaminérgicos e Expressão Gênica Hipótese foi deslocada para seus receptores e eventos moleculares distais (regulação da expressão gência e papel dos fatores de crescimento) Natureza vs. criação (nature x nurture): alterações epigenéticas e herança de vários genes de risco Hipótese: anormalidade nos receptores de neurotransmissores monoamínicos leva à depressão Depleção de neurotransmissores leva à supraregulação compensatória dos receptores pós-sinápticos Hipótese dos Receptores Monoaminérgicos e Expressão Gênica Hipótese dos Receptores Monoaminérgicos e Expressão Gênica Faltam evidências diretas estudos post mortem – aumento dos receptores 5HT2 no córtex frontal de pacientes que cometem suicídio não há déficit real de monoaminas nem evidências claras que anormalidades nos receptores sejam responsáveis pela depressão Atualmente, pesquisas voltadas para a possibilidade de deficiência na transdução de sinais distais do neurotransmissor monoamínico e de seu neurônio pós- sináptico na quantidade normal de receptores e neurotransmissores Diferentes problemas moleculares poderiam explicar a mania e transtorno bipolar Estresse e Depressão Gene-alvo do fator derivado do cérebro (BDNF) BDNF mantém viabilidade dos neurônios cerebrais Sob estresse pode ocorrer: repressão do BDNF redução do nível de 5HT e aumento agudo, causando depleção crônica de NA e DA Pode levar a atrofia e apoptose de neurônios vulneráveis no hipocampo e córtex pre’-frontal Atrofia do hipocampo – associada ao estresse crônico e ao transt. depressivo maior Também aos transtornos de ansiedade e TEPT Perda neuronal pode ser reversível com antidepressivos Estresse e Depressão Estresse e Depressão Estresse e Ambiente Qual nível de estresse é excessivo? Corpo é organizado para enfrentas estresse Necessário para crescimento e funcionamento ideal de ossos, músculos e cérebro Desenvolvimento de resiliência ou vulnerabilidade a estressores futuros Estresse a curto prazo – resiliência Ativação prolongada em função de repetida exposição a estressores – sensibilização ao estresse Circuitos continuam ativados após retirada de estressores Não apresenta sintomas – pré-sintomático Novos estressores – sintomas psiquiátricos Estresse e Ambiente Estresse e Ambiente Estresse e genes de vulnerabilidade Modernas teorias - “conspiração” entre muitos genes de vulnerabilidade e muitos estressores ambientais Colapso do processamento de informação em circuitos cerebrais específicos Um dos genes codifica o SERT (local de ação dos antidepressivos ISRS e IRSN) Genótipo s do SERT – reação excessiva da amigdala a rostos assustadores, maior atrofia hipocampal, mais sintomas cognitivos e menor capacidade de resposta ou tolerância com ISRS/IRSN Genótipo 1 do SERT – mais resilietne, menor reatividade da amígdala, menor prob. de episódio depressivo, maior prob. de responder a ISRS/IRSN Estresse e Ambiente Sintomas e Circuitos na Depressão Hipótese monoaminérgica da depressão – como monoaminas regulam a eficiência do processamento de informações em uma variedade de circuitos neuronais responsáveis pela mediação de sintomasSintomas e Circuitos na Depressão Mapeamento dos circuitos cerebrais que o processamento ineficiente de informações medeiam sintomas Assim como, regulação monoaminérgica dessas áreas Sintomas e Circuitos na Depressão Disfunção difusa da DA – redução do afeto positivo Disfunção difusa da 5HT – aumento do afeto negativo Sintomas e Circuitos na Mania Mesmo paradigma geral da regulação da eficiência do processamento da informação pelas monoaminas em circuitos Ocorre na direção oposta e em algumas regiões sobrepostas, mas também em regiões diferentes Sintomas e Circuitos na Mania Funcionamento “fora de sintonia”