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1 Manutenção Equipamentos TRANSFORMADORES DE POTENCIAL Carlos Guilherme Gonzales 2 Os TPs podem ser considerados especiais, pois são fabricados de forma a apresentar uma Relação de Transformação com ótima classe de exatidão, ou seja, uma pequena variação na tensão do primário causará uma variação proporcional também no secundário, permitindo assim que a medição e proteção apresentem uma incerteza muito pequena. Transformador de Potencial (TP) é um equipamento usado em sistemas de medição e proteção elétrica, sendo capaz de reduzir a alta tensão do circuito primário para níveis compatíveis dos instrumentos de medição e proteção. Sua principal aplicação é na medição de tensões com valores elevados, ou seja, em seu circuito primário (entrada) é conectada a tensão a ser medida, sendo que no secundário (saída) será reproduzida uma tensão reduzida e diretamente proporcional a do primário. Assim pode-se conectar instrumentos de medição ou proteção no secundário. Transformadores de Potencial 3 Transformadores de Potencial Transformador de Potencial, ou simplesmente TP é um equipamento usado em sistemas de medição, proteção e controle, que reduz, com exatidão, a tensão do circuito primario para níveis compatíveis com dos instrumentos. Preço: De 30 a 150 mil Reais 4 Transformador de Potencial Indutivo - TPI Tipos de Transformadores de Potencial Transformador de Potencial Capacitivo - TPC Transformador de Potencial Ótico - TPI Transformador Hibrido - Potencial e Corrente 5 TP Capacitvo 6 TP Indutivo 7 Transformadores de Potencial Que ensaios se pode fazer para avaliar sua saúde? • Fator de Potência • Capacitância • Descargas Parciais • Relação de transformação • Polaridade • Resistencia de isolamento • Resistência de enrolamento • Defasagem angular • Carga imposta • Termovisão • Cromatografia Gasosa no óleo • Teor de umidade no óleo 1. Conector de AT 2. Sistema expansão óleo 3. Porcelana/Polímero 4. Capacitor 5. Derivação capacitiva 6. Enrolamento indutivo 7. Caixa secundária 8 Transformador de Potencial Capacitivo Os transformadores de potencial capacitivos são formados por um número de capacitores ligados em série, montados sobre uma caixa no qual está alojada a unidade eletromagnética indutiva (UE). A UE inclui um transformador indutivo, uma reatância em série e outros elementos auxiliares. Estes capacitores formam um divisor de tensão entre o terminal de alta tensão e o terminal de alta frequência. Os capacitores, impregnados com óleo isolante, estão alojados dentro de isoladores hermeticamente independente, com uma capacitância estável ao longo do tempo. O terminal de alta frequência para o sinal de onda portadora é externo a caixa da unidade eletromagnética que separa a unidade capacitiva do transformador de tensão indutivo. Uma caixa metálica aloja a parte indutiva, impregnada em óleo mineral. Os terminais secundários estão localizados dentro da caixa externa permitindo a conexão de cabos para alimentar os instrumento de proteção e medição. O secundário normalmente possui fusíveis ou mini disjuntores para proteção dos enrolamentos. Os transformadores de Potencial Capacitivo são os mais utilizados para níveis de tensão superior a 69 kV, devido ao custo e funcionalidades, pois normalmente utilizam os terminais dos capacitores para os sistemas de proteção por Carrier*. (*chamado no Brasil de OPLAT (Ondas Portadoras em Linhas de Alta Tensão), são utilizados pelas empresas de energia elétrica para telemetria, teleproteção, controle remoto e comunicações de voz). 9 Transformadores de Potencial - Verificações Aterramento Inspecionar o aterramento verificando os terminais e conectores, checando o reaperto das conexões. Verificar o estado dos cabos de aterramento, quanto ao rompimento de tentos, excesso de tinta, atos de vandalismo e oxidação Isoladores de Porcelana e Poliméricos Verificar a limpeza dos isoladores e se há vazamento de óleo nos flanges e sistema de expansão de óleo. Nos isoladores de porcelana verificar contaminantes, trincas, partes quebradas e sinais de arco elétrico externo. Nos isoladores poliméricos verificar contaminantes, ressecamento, aspecto quebradiço, alteração da coloração e sinais de arco elétrico externo. Caixa dos secundários Verificar a vedação da tampa dos blocos de ligação e terminais, cabos de interligação, buchas dos secundários, vazamentos, aterramento do lado de não polaridade do enrolamento que não estiver sendo utilizado, funcionamento da chave de aterramento do Carrier, estado da pintura, pontos de oxidação, condição de fusíveis, reapertar as conexões. 10 Transformadores de Potencial - Ensaios Ensaio de fator de potência (perdas dielétricas) e capacitância Ensaio em corrente alternada, por método comparativo, que tem por finalidade a detecção de defeitos no isolamento do transformador de potencial, podendo determinar se este se encontra contaminado, deteriorado ou em processo de deterioração, através da medição de suas perdas dielétricas. No TPC, sob o ponto de vista de isolamento, somente a sua coluna capacitiva poderá ser ensaiada (totalmente e/ou por partes) por representar a parte mais importante do sistema de isolamento do equipamento. As isolações envolvidas para os TPC’s são mostradas esquematicamente na figura: Sendo: C1 = Isolação do primeiro elemento capacitivo CN-1(C2) = Isolação do penúltimo elemento capacitivo CN (C3) = Isolação do último elemento capacitivo CT(CTot) = Isolação total do divisor capacitivo Procedimentos para o ensaio • Isolar o TPC das barras energizadas e de todos os cabos a ele ligados; • limpar da superfície do capacitor com pano seco, ou álcool isopropílico; • Manter o tanque da parte indutiva aterrado; • Conectar o instrumento de ensaio ao TPC para execução dos ensaios; • O ensaio deverá ser realizado com umidade relativa ≤ 70%. 11 Transformadores de Potencial – Ensaio de FP com Varredura de Frequencia O ensaio de fator de potência com variação de frequência é realizado em diferentes valores de frequência e tem o objetivo de expandir a avaliação da elevação das perdas dielétricas medidas a 60 Hz, permitindo identificar de forma prematura, a deterioração do isolamento. O ensaio é realizado em uma faixa de frequências entre 15Hz e 400Hz, para a qual é obtida uma tendência dos valores onde é possível avaliar o estado de deterioração do sistema de isolamento do papel-óleo. Com a variação de frequência, pode-se observar o comportamento das componentes resistivas e capacitivas da corrente, sabendo-se que com as variações de frequência, a magnitude da Ir (Corrente Resistiva) permanecerá constante independentemente do valor de frequência aplicado. Aplicando essa mesma análise, a magnitude da Ic (Corrente Capacitiva) variará (valor se eleva se a frequência aumentar e haverá decréscimo se a frequência diminuir), por esse motivo, ao comparar em baixas frequências a magnitude de Ir será maior que Ic, conforme os vetores da figura, representando como grandes variações no fator de potência para os equipamentos que apresentarem contaminantes ou deterioração no isolamento sólido e liquido. 12 Transformadores de Potencial – Ensaio de FP com Varredura de Frequencia Verifica-se a tendência para valores mais elevados do fator de potência/tangente delta para a faixa de frequências situadas entre 15 e 45 Hz, para o TP do caso 1, conforme demonstrado no diagrama vetorial. Para o TP do caso 2, os resultados apresentados indicam valores baixos para a componente resistiva da corrente, sem indicação de problemas devido à não utilização do equipamento, que não sofreu com os fenômenos presentes no sistema elétrico. 13 Transformadores de Potencial – Resistencia de Isolamento Ensaio dielétrico em corrente contínua (DC) que tem por finalidade avaliar as condições do isolamento de um TP. O fluxo total de corrente que circula através do isolante possui três componentes distintas: a) Corrente capacitiva: é a corrente de carga da capacitâncianatural do isolamento sob ensaio e depende da sua geometria (tamanho, forma e natureza). Após ser aplicada a tensão de ensaio, esta componente inicia-se num valor máximo, decrescendo a um valor desprezível num tempo de aproximadamente 15s; b) Corrente de absorção dielétrica: componente que circula através do corpo do dielétrico que é resultado da absorção de energia requerida para estabelecer um campo eletrostático no isolamento. Após o estabelecimento do campo, o valor dessa componente decresce a valores mínimos, num intervalo de tempo que pode levar alguns minutos. Onde: RP = Isolamento entre o enrolamento primário e carcaça (carcaça + terra). RS = Isolamento entre o enrolamento secundário e carcaça (carcaça + terra). RPS ≈ RSP = Isolamento entre os enrolamentos primário e secundários. c) Corrente de fuga: corrente que circula através do isolamento que por sua vez possui duas componentes distintas: uma representando a fuga da corrente pela superfície do isolamento e a outra representa a fuga da corrente através do isolamento propriamente dito. Portanto, para obter um valor real no ensaio de resistência de isolamento deve-se aguardar o tempo necessário para a estabilização do valor da corrente do ensaio, ou seja, a componente capacitiva e a de absorção dielétrica devem ser nulas, de tal modo que a componente de corrente para o ensaio seja apenas a corrente de fuga. 14 Transformadores de Potencial – Relação de Transformação e Resistência Ôhmica dos enrolamentos Ensaio da relação de transformação Tem a finalidade de determinar se o transformador de potencial está com a relação de transformação especificada. O ensaio consiste basicamente em aplicar uma tensão conhecida ao primário do TP e obter a leitura da tensão induzida em um Voltímetro conectado no seu secundário, para em seguida executar o cálculo da relação de transformação e comparar com o dado de placa. Para obter esta tensão, é recomendado, em TPs de alta relação, a utilização da fonte de tensão de 10 kV. Ensaio da Resistência Ôhmica dos Enrolamentos Este ensaio objetiva comparar o valor da resistência ôhmica dos enrolamentos medida no campo, com os valores obtidos nos ensaios de recepção na fábrica. Empregam-se a Ponte de Wheatstone ou Kelvin, ou outro instrumento mais moderno, que garanta a exatidão das medições. Devido à variação da resistência ôhmica com a temperatura, os valores obtidos devem ser referidos a uma mesma temperatura para efeito de comparação e cálculo. As normas recomendam 75ºC como temperatura de referência. A resistência ôhmica medida à temperatura “T1” e referida á “75°C”‘ será calculada pela seguinte fórmula: 𝑹𝟕𝟓° = 𝑹𝑻𝟏 × 𝟑𝟎𝟗, 𝟓𝟓/(𝟐𝟑𝟒, 𝟓 + 𝑻𝟏) T1 é a temperatura medida do lado da sombra na parede do invólucro (que contém os enrolamentos do TP) com um termômetro infravermelho ou de contato. 15 Transformadores de Potencial – Carga Imposta Esse ensaio tem por finalidade verificar se a potência da carga total conectada ao secundário do TP é superior à sua potência máxima projetada, obrigando o TP a trabalhar fora de suas especificações, não sendo mais garantida a sua exatidão e possibilidade de provocar falha precoce do equipamento. Para esse ensaio se utilizam variadores de tensão, voltímetros e amperímetros. Nota: Quando o TPC opera com carga reduzida, o equipamento fica mais susceptível ao aparecimento de oscilações de baixa frequência e ferro- ressonância, portanto é indicado que esse equipamento sempre opere com seus secundários carregados próximo à sua carga nominal. Exemplo: Carga Imposta para 3 TP’s Após desconectar a fiação dos bornes dos secundários dos 3 TP’s, aplicar tensão nominal trifásica ao circuito secundário e medir a tensão entre fase e neutro e a corrente de cada fase, como mostra o esquema da figura. Interpretação dos resultados Tendo-se a corrente de cada fase e a tensão entre fase e neutro, calcular a potência e a seguir, comparar com os dados de placa a fim de verificar se a potência instalada não é superior a potência do transformador de potencial. Neste caso a potência será calculada pela seguinte fórmula: P = Vfase-neutro x Ifase (VA) 16 Transformadores de Potencial – Ensaio de Polaridade A finalidade do ensaio é verificar a polaridade de um TP. Este ensaio é executado utilizando-se o método do “Golpe Indutivo” com corrente contínua, utilizando uma pilha de 1,5 Volts, conforme mostra a figura. Consiste em fechar a chave CH e verificar a deflexão do ponteiro do voltímetro analógico ou polarímetro no instante do fechamento. Se a deflexão do ponteiro for para a direita, a polaridade será subtrativa, se for para a esquerda, será aditiva. Nas ligações do circuito de ensaio, observar rigorosamente as polaridades indicadas na figura. Interpretação dos Resultados A polaridade do TP deve ser subtrativa, ou seja, a deflexão do ponteiro do voltímetro deve ser para a direita. No caso de se encontrar polaridade aditiva, deverá ser invertida a fiação do secundário ensaiado. Nota Os instrumentos de ensaio mais modernos tem a capacidade de fornecer o resultado desse ensaio, juntamente com o de relação de transformação, podendo inclusive também indicar o erro de ângulo. Transformadores de Potencial - Falhas 17 18 Transformadores de Potencial – Placa de identificação 19 Transformadores de Potencial OBRIGADO Seção Padrão Slide 1 Slide 2 Slide 3: Transformadores de Potencial Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17: Transformadores de Potencial - Falhas Slide 18: Transformadores de Potencial – Placa de identificação Slide 19: Transformadores de Potencial