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Débito cardíaco e seus determinantes DÉBITO CARDÍACO X RETORNO VENOSO • O DC é a quantidade/volume de sangue bombeada pelo coração, especificamente ventrículo esquerdo, para a aorta a cada minuto. É uma medida que vai ser dada em litros por minuto. O sangue que saiu está rico em oxigênio e vai para a circulação sistêmica. • Se tiver algum problema no débito cardíaco a oferta de nutrientes para o corpo não vai estar adequada, por isso mostra que o paciente está com oxigenação baixa por exemplo. • A quantidade de sangue que flui pela circulação. • Responsável pelo transporte de substâncias para os tecidos. • O retorno venoso é a quantidade de sangue que flui das veias para o AD a cada minuto. Que retorna da circulação sistêmica através das veias cavas superior e inferior. É um volume de sangue calculado por minuto. • É claro que o débito cardíaco e o retorno venoso são iguais um ao outro, exceto durante alguns batimentos cardíacos em ocasiões em que o sangue pode estar sendo temporariamente armazenado no coração e nos pulmões ou removido desses mesmos órgãos • Como avaliamos que o coração está sendo eficiente como uma bomba? Através do débito cardíaco. DÉBITO CARDÍACO • O débito cardíaco é um indicador do fluxo sanguíneo total do corpo. Sabemos como o coração está ejetando sangue do ventrículo esquerdo. Entretanto, o débito cardíaco não nos informa como o sangue é distribuído aos vários tecidos, por exemplo, se o paciente tem um trombo ele não vai conseguir avaliar. • FATORES QUE INTERFEREM NO DC: o METABOLISMO CORPORAL: por exemplo: se um indivíduo tem um metabolismo mais rápido precisa de mais energia, mais substrato, ou seja, precisa de nutrientes para conseguir tecidos periféricos. o EXERCÍCIO FÍSICO: muda muito o débito cardíaco. O DC de um corredor por exemplo precisa de força e suplemento cardíaco para os músculos. o IDADE: influencia bastante no débito cardíaco, não conseguimos comparar a massa de um jovem com um adulto, além disso, o metabolismo vai mudando conforme o passar do tempo. o ESTATURA CORPORAL: não tem como comparar um individuo de 50 kg com um de 100 por exemplo. ÍNDICE CARDÍACO • Calculamos o débito cardíaco dependendo do tamanho corporal de cada indivíduo. Portanto, DC se modifica – a depender do tamanho corporal – a fim de comparação temos o Índice Cardíaco (IC) • Os experimentos mostraram que o débito cardíaco aumenta de forma aproximadamente proporcional com a área da superfície corporal. Assim podemos verificá- lo através do IC, que é o DC por metro quadrado de área da superfície do corpo. • IC = DC / SC (superfície corporal) em m2 de área corporal • A idade é um fator que pode modificar o débito cardíaco. Quando falamos do índice cardíaco, com a idade perdemos massa fisiologicamente, perdendo tecido, e com isso o índice cardíaco diminui. TERMOS UTILIZADOS NA CARDIOLOGIA • RETORNO VENOSO (RV): fluxo de sangue proveniente dos tecidos periféricos que chega no átrio direito • DIÁSTOLE: relaxamento atrial ou ventricular • VOLUME DIASTÓLICO FINAL (VDF: 120-140 ml): volume de sangue dentro dos ventrículos ao final da diástole, ou seja, é aquele volume um pouco antes do ventrículo começar a contrair. É o volume máximo • SÍSTOLE: contração atrial ou ventricular • VOLUME SISTÓLICO FINAL (VSF: 60-70 ml): volume/quantidade de sangue que permanece no coração após a sístole. É um volume mais baixo • VOLUME SISTÓLICO (VS: 50-70 ml): volume/quantidade bombeada pelo coração a cada sístole ventricular, é aquele volume de sangue que é ejetado do coração. o VS= VDF (volume diastólico final) – VSF (volume sistólico final) o O ventrículo nunca vai ficar vazio após sístole porque o coração não consegue ejetar todo o volume que existe dentro dele. o Para o ventrículo contrair não pode ter sangue no átrio. Quando enchemos átrio e ventrículo a valva AV está aberta e o sangue passa por gravidade, logo passam 20% restante e depois fecha valva para ventrículo começar a contrair. • fórmula do débito cardíaco: frequência cardíaca X volume sistólico • exemplo: individuo com 72 batimentos por minuto X volume sistólico de 70 ml. Pela formula o débito cardíaco é 5040 ml/min. LEI DE FRANK-STARLING DO CORAÇÃO • nos sarcômeros temos filamento de actina e miosina que interagem entre si para que ocorra contração. Quanto mais esticar mais força tem. A fibra vai se esticando e quanto mais se estica mais as cabeças de miosina conseguem contrair. A lei de frank Starling fala isso: quanto mais a fibra for esticada/tensionada., maior será a força de contração do coração. Quanto mais sangue chega, mais distende a câmara e como consequência disso o musculo contrai com mais força. • Quantidade maior de sangue flui para o coração, irá distender as paredes das câmaras cardíacas. Como consequência da distensão, o músculo cardíaco se contrai com maior força e esvazia as câmaras quase tanto quanto normalmente. Quanto maior estiramento, maior força de contração portanto. • ↑ retorno venoso ao AD leva ao estiramento das fibras miocárdicas, mais especificamente ao aumento do comprimento dos sarcômeros. Quanto > esse comprimento, mais interação haverá entre os sítios de actina-miosina e mais atividade contrátil da fibra. Chega um ponto que a fibra não pode mais ser estirada e a partir desse momento o ventrículo não consegue contrair adequadamente. • Qual a relação do retorno venoso com a lei de frank Starling: determina o quanto de volume de sangue vai chegar nas câmaras. A distensão do nodo sinusal vai ter um efeito sobre a ritmicidade do impulso, ou seja, se aquele volume que chega no átrio for maior, o nó sinoatrial vai perceber. Quanto maior o retorno, maior distensão do nó e é ele quem dita a frequência. Se chega mais sangue, esse nó é, portanto, estimulado. Para aquele excesso de sangue ser ejetado com mais rapidez. • O volume sistólico final se o diastólico final aumentar conforme o aumento do retorno venoso. • Esse retorno venoso é influenciado por 3 situações: o contração dos músculos principalmente em região de membro inferior. Portanto: para que tenha esse retorno venoso precisa ter contração do musculo esquelético (bomba do musculo esquelético- contração consegue levar esse sangue de volta para o coração). o Mudança na pressão do abdômen e tórax quando respiramos: muda pressões torácicas e abdominais- bomba respiratória o Inervação simpática: com sua ativação tem vasoconstrição e com isso a pressão do sangue aumenta. Se o diâmetro é maior, o fluxo está pequeno e sai com força pequena, porém se diminuir o diâmetro, a pressão aumenta e o fluxo vai mais longe, flui mais rapidamente. • A frequência cardíaca pode ser controlada principalmente por SNA, por desequilíbrio hidroeletrolítico e por medicações. • O volume sistólico pode ser alterado por: pré carga, pós carga e contratilidade. PRÉ-CARGA: PRÉ-SISTOLE • O volume de sangue que chega no ventrículo aumentou e com isso fibras vão estirar, a tensão está mais alta. Com isso, a força de contratilidade vai aumentar, vai bater com mais força o coração e vai ejetar o sangue em maior quantidade. Portanto, a pré carga é o quanto as fibras se estiram antes da contração. • Quem influencia na pré carga? O retorno venoso • Se o retorno venoso está aumentado a pré carga vai estar aumentada. • É o quanto a fibra está esticando para depois contrair e ejetar aquele sangue. PÓS-CARGA • Força exercida pelo ventrículo para ejetar o sangue durante a sístole. • Quem influencia na pos carga? Hipertensão arterial, viscosidade do sangue • O ventrículo esquerdo tem que ter uma pressão maior do que a que está na aorta. Portanto: a pós carga é a forçaque o ventrículo tem que fazer para vencer a pressão da aorta ou das pulmonares. • O coração deve gerar força para deslocar o sangue para a aorta e para a pulmonar, empurrando-o ainda mais adiante. • A carga combinada do sangue no ventrículo (o VDF- volume antes de começar a contrair) e da resistência vascular durante a contração ventricular, é a resistência que aorta e pulmonar tem. A pos carga é a força que tem que vencer essa pressão. RESISTENCIA VASCULAR PERIFÉRICA E PÓS CARGA • Diretamente proporcional a viscosidade do sangue • Diretamente proporcional ao comprimento dos vasos • Inversamente proporcional ao raio4 (Se eu dobrar o raio do vaso eu diminuo a resistência em 16x) – o ex: Vasodilatação vascular. MANUTENÇÃO DO VOLUME SISTÓLICO X ELEVAÇÃO DE PÓS-CARGA • O ventrículo deve elevar sua força de contração. Portanto, se estou elevando essa pos carga o ventrículo tem que fazer mais força para ejetar. Se tem que fazer mais força precisa de mais oxigênio e mais ATP, portanto com elevação de pressão na aorta tem que ter pós carga maior. Se isso ocorrer de forma crônica tem hipertrofia de ventrículo, porque trabalha mais e com isso a espessura da parede vai aumentar. Isso ocorre por exemplo em hipertensão arterial, a pos carga do paciente é maior e o ventrículo tem que fazer mais força para contrair. o Assim eleva-se também a necessidade de O2 e de produção de ATP para o músculo cardíaco. • Resumindo: Se o aumento da pós-carga se torna uma situação crônica, as células miocárdicas hipertrofiam, resultando em um aumento da espessura da parede ventricular. CONTRATILIDADE • Capacidade que ventrículo tem de contrair. É a capacidade intrínseca de uma fibra muscular cardíaca de se contrair em qualquer comprimento da fibra • Função da interação do Ca2+ com os filamentos contráteis. Sem cálcio não tem contração ocorrendo de maneira correta. • Com contratilidade ineficiente não consegue ejetar corretamente FRAÇÃO DE EJEÇÃO • É um índice para ver quanto ventrículo está trabalhando -> Índice funcional ventricular – valor dado em porcentagem de VDF ejetado em uma contração (débito sistólico/VDF). X 100 o Utilizando nossos valores-padrão para um homem de 70 kg, a fração de ejeção em repouso é de 70 mL(volume sistólico)/135 (volume diastólico final) mL, ou 52%. • Se o débito sistólico (DS) aumenta para 100 mL com o exercício, a fração de ejeção aumenta para 74%. o FE = DS/VDF x 100 o Cálculo utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca. Mesmo contraindo não tem força adequada para volume sistólico adequado. • Frequência cardíaca pode ser mudada por hormônios, atividade física, sistema nervoso autônomo simpático, medicações. PRESSÃO ARTERIAL E RETORNO VENOSO • PA = DC x RP (resistência periférica) • O volume sistólico e a frequência cardíaca influenciam diretamente na pressão arterial. EXEMPLOS • Débito cardíaco de um esportista: bolt faz exercício necessário que débito cardíaco seja extremamente eficiente. Ele faz exercício físico todos os dias. O que pode influenciar no volume sistólico, no volume de sangue ejetado? A força do ventrículo. Se tem força fraca ineficiente não ejeta-> comprimento da fibra muscular e contratilidade do coração. A força de contratilidade é muito eficiente e as fibras maiores. Então, em uma bombeada consegue ejetar muito mais sangue. • Débito cardíaco em uma pessoa em repouso: 5 litros por minuto. Existem pessoas que o débito em repouso é muito maior porque o ventrículo já tem capacidade muito superior ao nosso, por exemplo o Bolt. • Enquanto nós fazemos um exercício e nossa frequência sobe muito, o bolt tem frequência de 100 porque o ventrículo é muito mais desenvolvido. Portanto, tem maior força de contração. Não necessita de uma maior frequência para bombear. O volume sistólico é maior. • O fluxo sanguíneo durante o exercício muda.