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História Antiga: 
Mundo Greco-Romano
O mundo Grego
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Dra. Andrea Borelli
Revisão Textual:
Prof. Ms. Claudio Brites. 
5
 
 Atenção
Para um bom aproveitamento do curso, leia o material teórico atentamente antes de realizar as 
atividades. É importante também respeitar os prazos estabelecidos no cronograma.
Nesta unidade, vamos tratar da civilização grega, cujas descobertas 
perduram até hoje. Os gregos são fundamentais para compreendermos a 
contemporaneidade, o seu teatro e sua arte são patrimônios inestimáveis 
da humanidade, a sua filosofia e política influenciaram grande parte do 
pensamento do Ocidente.
O mundo Grego
 · Introdução
 · As Civilizações Minoica e Micênica
 · A Grécia Continental
 · A vida cotidiana
 · Arte e Arquitetura
6
Unidade: O mundo Grego
Contextualização
Fonte: W
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Diante de tamanha perfeição, é impossível deixar de lembrar dos Jogos Olímpicos e de tantas 
outras contribuições deixadas pela antiga civilização grega.
Vamos discutir, nesta unidade, os aspectos mais relevantes da Grécia Antiga, considerada “o 
berço da civilização ocidental”.
7
Introdução
A Grécia Antiga é chamada de o berço da 
civilização ocidental, devido as suas contribuições em 
áreas com a política, filosofia, artes e tantas outras.
Há cerca de 2.500 anos, os gregos criaram 
instituições e um modo de vida que serviram 
de inspiração a outros povos – os romanos, por 
exemplo, admiravam a arte produzida pelos 
gregos. Além disso, eles foram os responsáveis 
pelo conceito da democracia, pela ideia dos Jogos 
Olímpicos e por muitas contribuições na área das 
ciência e da filosofia. 
Os gregos antigos viviam na Grécia Continental, 
onde se encontram as ilhas gregas, também na 
região da atual Turquia e em colônias espalhadas 
ao redor da costa do mar Mediterrâneo. Além disso, habitavam a Itália, a África do Norte e o 
extremo oeste da França. 
A Grécia Continental é um território montanhoso, quase completamente cercado pelo Mar 
Mediterrâneo e tem invernos amenos e verões longos, quentes e secos .
As Civilizações Minoica e Micênica
A civilização minoica floresceu durante a Idade do Bronze na ilha de Creta – entre 2000 a.C. 
e 1500 a.C. Os minoicos ficaram conhecidos por sua arte, arquitetura e por sua contribuição 
significativa para o desenvolvimento da civilização da Europa Ocidental.
O arqueólogo Sir Arthur Evans foi o grande responsável pela redescoberta desta civilização 
com suas escavações na região do antigo palácio de Cnossos, entre 1900-1905.
Evans descobriu grandes ruínas que confirmavam os relatos antigos –literários e mitológicos 
– da existência de uma civilização bastante sofisticada na ilha. Foi Evans que cunhou o termo 
minoica em referência ao lendário Rei Minos.
Os assentamentos minoicos, túmulos e cemitérios foram encontrados em toda Creta, mas os 
principais eram Cnossos, Faistos, Malia e Zakros . 
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8
Unidade: O mundo Grego
Fonte: Wikimedia Commons
Em cada um desses locais foram encontradas grandes estruturas com dois ou três andares 
cobrindo vários milhares de metros quadrados onde parece ter funcionado um centro 
administrativo, comercial, religioso e possivelmente político. 
A relação de poder entre esses centros, que ficaram conhecidos como palácios, e da ilha como 
um todo não é clara devido à falta de evidências arqueológicas e literárias. Parece claro, porém, 
que os palácios exerciam algum tipo de controle em particular na coleta e no armazenamento 
de materiais como vinho, azeite, cereais, metais preciosos e cerâmica. 
A ausência de fortificações nos assentamentos sugere uma coexistência relativamente pacífica 
entre as diferentes comunidades; contudo, a presença de armas – tais como espadas, punhais, 
armaduras e capacetes – também sugere que confrontos entre os grupos locais devem ter existido.
Os palácios eram estruturas monumentais com grandes salas, colunatas, escadas, espaços 
religiosos, sistemas de drenagem, áreas de armazenamento e espaços para espetáculos públicos. 
A complexidade desses palácios e sua delicada decoração indicam, como dito anteriormente, 
uma sociedade bastante desenvolvida e sofisticada. 
As touradas eram representadas em muitos afrescos e, ao que tudo indica, os touros eram 
considerados sagrados. Tal fato pode ter sido um dos fatores do surgimento da lenda de Teseu 
e o Minotauro, tão popular na mitologia grega clássica.
Fonte: Wikimedia Commons
9
A cerâmica cretense foi encontrada por todo o Mediterrâneo, desde vasilhas ultrafinas e 
delicadas até grandes jarros de armazenamento, os pithoi. Os vasos eram, inicialmente, 
produzidos à mão, contudo, por conta da necessidade de tornar o processo mais rápido, foi 
introduzida a roda de oleiro. Os vasos eram, a princípio, decorados com desenhos geométricos, 
mas com o tempo surgiram imagens de flores, plantas e da vida marinha.
Pithoi – Museu do Louvre
Fonte: Wikimedia Commons
Os magníficos afrescos das paredes e dos pisos dos palácios também revelam a admiração 
que os cretenses tinham pela vida marinha e pela natureza de maneira geral, além de nos 
permitir observar as práticas religiosas, comunitárias e funerárias deles. 
Os Golfinhos – Palácio de Cnossos
Fonte: Wikimedia Commons
10
Unidade: O mundo Grego
O termo micênico é utilizado para definir a arte e a cultura da Grécia entre 1600-1100. O 
nome vem da cidade de Micenas, no Peloponeso, onde existiu uma fortificação. 
Micenas é citada por Homero como a capital do rei Agamenon, que liderou os gregos na 
Guerra de Tróia
A cidade ganhou notoriedade por meio 
das escavações de Heinrich Schliemann que, 
em meados de 1870, trouxe à luz objetos que 
pareciam pertencer ao palácio de Agamenon – 
como descrito por Homero. 
A riqueza dos sepultamentos de Micenas atesta 
o crescimento e desenvolvimento na região de uma 
poderosa sociedade que perdurou por quatro séculos 
– em especial nas cidades de Micenas, Tirinto, Tebas 
e Atenas. Os artesões locais produziam objetos de 
cerâmica e bronze, bem como outros itens de luxo: 
joias, vasos feitos de metais preciosos e ornamentos 
de vidro. O comércio micênico estendeu-se por todo 
o mundo mediterrâneo, como podemos observar 
a partir dos vasos encontrados por toda essa região 
que, provavelmente, serviam para transportar azeite, 
vinho e outros produtos.
Além de comerciantes competentes, os micênicos eram guerreiros ferozes e grandes 
engenheiros que projetaram e construíram pontes, muralhas, fortificações, sistemas de drenagem 
e de irrigação.
Ao que tudo indica, a estrutura política dessas cidades era a de uma monarquia autocrática. 
O governante, que ficou conhecido como o wanax, administrava o seu território por meio de 
uma estrutura hierárquica de funcionários e uma classe especial de sacerdotes e sacerdotisas.
 As pessoas eram divididas em um sistema de classes elaborado e a escravidão era 
amplamente praticada.
Fonte: Wikimedia Commons
Mascara de Agamêmnon
Fonte: Wikimedia Commons
11
As ruínas de Micenas e de Tirinto fazem parte do Patrimônio Cultural da Humanidade. Entre 
as ruínas de Micenas, destacam-se as áreas de sepultamento estabelecidas na encosta sul da 
colina, que incluem a Sepultura Circular B e a Sepultura Circular A. O palácio foi construído 
na parte mais alta do terreno e era rodeado por enormes paredes, construídas em três etapas 
distintas. O palácio foi abandonado no final do século XII a.C. e uma série de edifícios foram 
danificados por um incêndio de grandes proporções. No entanto, o local continuou a ser ocupado 
até 498 a.C., momento em que o viajante grego Pausânias visitou Micenas, no 2º século d.C., 
declarando que o local estava abandonado. 
No final do século XIII a.C., no entanto, a Grécia continental assistiu ao declínio das cidades 
e da cultura micênica.
A Grécia Continental
O colapso final da civilização micênica por volta de 1100 a.C. marcou o fim da Idade do 
Bronzedo Egeu e o início de um período de grave depressão econômica. 
O próximo século e meio (de 1050 a cerca de 900 a.C.), conhecido na arte como o período 
Protogeométrico, representou o início da recuperação. As colônias gregas se estabeleceram na 
costa oeste da Ásia Menor e na costa norte do mar Egeu.
Os laços comerciais com o Oriente próximo foram 
restabelecidos e houve um aumento gradual da riqueza. 
A produção da cerâmica e a metalurgia voltaram a ganhar força 
neste contexto e vários objetos deste estilo foram encontrados no 
Mediterrâneo, atestando o crescimento do comércio.
O período geométrico foi um momento de inovação e 
transformação na sociedade grega. A população aumentou 
dramaticamente e a vida urbana floresceu, trazendo com 
isso a superlotação populacional e as tensões políticas. 
A linguagem escrita ressurgiu com a adoção do alfabeto fenício, 
é provavelmente nesse mesmo período em que os poemas épicos 
de Homero, a Ilíada e a Odisseia, foram registrados.
 Durante esse período, o conceito de polis, a cidade-
estado grega, começou a se desenhar e as colônias gregas 
no exterior continuaram a florescer. Além disso, novos 
assentamentos foram estabelecidos – em especial na região 
do Mar Negro e em outras localidades do Mediterrâneo, 
como na costa norte-africana e no sul da França. Os contatos 
comerciais com lugares como o Egito e Anatólia estimularam o influxo de importações e levaram 
à fabricação de objetos gregos com uma aparência “oriental” ou com “motivos orientais”.
Ânfora – Protogeométrica
 Museu Britânico
Fonte: Wikimedia Commons
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Unidade: O mundo Grego
As cidades-estados continuaram a florescer durante o 
período arcaico, apesar da agitação política e social interna. 
A cidade de Atenas, com sua famosa Acrópole, passou 
a simbolizar o mundo grego. Trata-se de uma comunidade 
micênica, que cresceu para se tornar a síntese da virtude grega.
A evidência de ocupação humana na Acrópole de Atenas 
e na área em torno da Ágora remonta a 5.000 anos. Como o 
solo não era propício para a agricultura de grande escala, os 
atenienses se voltaram para o comércio e, principalmente, 
para o comércio marítimo.
A primeira série de leis escritas da cidade foram produzidas 
por Drácon em 621 a.C., mas foi considerada muito severa, 
já que a pena para a maioria das infrações era a morte. Por 
esse motivo, Sólon foi chamado para modificar e revisar o 
conjunto. Sólon, ele próprio um aristocrata, criou uma série 
de leis que impactou no poder político do grupo dominante 
e, ao fazê-lo, lançou as bases para a democracia em Atenas.
Depois do governo de Sólon, vários grupos entraram em conflito e, por fim, Pisístrato chegou 
ao poder. Ele reconheceu o valor das revisões de Sólon e as manteve ao longo de seu próspero 
governo. Seu filho, Hípias, continuou sua política, mas seu reinado tornou-se violento e em 510 
a.C. ele foi retirado do poder por uma revolta local, que recebeu apoio dos espartanos.
Depois da queda de Hípias, Clístenes chegou ao poder com a missão de reformar o governo e as 
leis. Em 507 a.C., ele instituiu uma nova forma de governo que hoje é reconhecida como Democracia. 
Essa nova forma de governo forneceu a estabilidade necessária para fazer de Atenas o centro 
cultural e intelectual do mundo antigo – uma reputação que dura até hoje.
Isonomia - iguais
perante a lei
Democracia
Ateniense
Isocracia - acesso
ao governo
Isegoria - direito
de “falar”
Após derrotarem os persas na batalha de Maratona, em 490 a.C., e na batalha de Salamina, 
em 480 a.C., Atenas emergiu como potência principal da Grécia. Sob seus comandos, foi 
formada a Liga de Delos, uma aliança entre as cidades-estado para repelir novos ataques persas. 
Sob a liderança de Péricles, a cidade tornou-se tão poderosa que poderia efetivamente ditar as 
leis, os costumes e as regras de comércio aos seus vizinhos na Ática e nas ilhas do Mar Egeu.
Durante o século V, conhecido como Século de Péricles, Atenas chegou a sua Era de Ouro 
e grandes pensadores, escritores e artistas se reuniram na cidade: Heródoto viveu e escreveu 
em Atenas; Sócrates ensinou no mercado; Hipócrates praticou suas ciências naturais; o escultor 
Phidias criou suas grandes obras para o Parthenon na Acrópole e o Templo de Zeus em Olímpia; 
Demócrito imaginou um universo atômico; Ésquilo, Eurípedes, Aristófanes, Sófocles escreveram 
suas peças famosas; e esse legado continuaria com Platão e Aristóteles.
Vaso com representações funerárias 
Fonte: metmuseum.org
13
O poder do Império ateniense gerou conflitos com diversas cidades estado, em especial com Esparta.
A Guerra do Peloponeso, 431-404 a.C., entre Atenas e Esparta, e que envolveu direta ou 
indiretamente toda a Grécia, terminou em desastre para Atenas. Seu império se dissolve e 
ela veio se tornar presa para os avanços de Felipe II, da Macedônia, que venceu os gregos na 
Batalha da Queroneia. 
Um dos elementos mais importantes da cidade de Atenas era a sua acrópole, termo que em 
grego significa cidade alta. 
A maioria das cidades-estado da Grécia Antiga tinham uma acrópole em seu centro, 
normalmente em uma colina, onde eram construídos os prédios mais importantes e para 
onde as pessoas podiam fugir em caso de ataque. Entretanto, a acrópole mais famosa de 
todas era a de Atenas.
Mapa da Acrópole 
Fonte: plato-dialogues.org
 
 
Explore
Assista ao documentário de Costa Gavras sobre a Acrópole:
 » http://youtu.be/aGitmYl6U90
A Acrópole ateniense é o lar de um dos edifícios mais famosos do mundo: o Parthenon. Esse 
templo foi construído para a deusa Atená e é o maior e mais importante edifício nessa acrópole. 
14
Unidade: O mundo Grego
Parthenon
Fonte: Steve Swayne/Wikimedia Commons
Mármores do Parthenon – Phidias - Museu Britânico. 
Fonte: Wikimedia Commons
 
 
Explore
Assista a um vídeo do Museu Britânico sobre os Mármores do Parthenon 
(em inglês): http://www.britishmuseum.org/explore/galleries/ancient_greece_and_
rome/room_18_greece_parthenon_scu.aspx
A adoração não acontecia no interior do templo, pois este era considerado a moradia do 
deus. Os sacrifícios e outros rituais aconteciam em altares ao ar livre. 
15
O Parthenon foi ricamente decorado com 
esculturas. O escultor Phidias produziu uma imensa 
estátua de Atená Parthenos que, segundo a lenda, foi 
coberta com ouro.
O Parthenon é um edifício com características dóricas 
e jônicas. Havia oito colunas na frente do prédio e 
dezessete de cada lado, a decoração estava organizada 
em três elementos: dois frontões triangulares em cada 
extremidade, painéis denominados metopes ao redor da 
parede externa e um friso de pedra esculpida na parte 
externa do edifício.
Uma das primeiras estruturas construídas na 
acrópole foi o templo para Athena Nike, que era utilizado para solicitar/agradecer por 
vitórias militares. 
O templo foi destruído quando os persas 
atacaram os edifícios da acrópole, em 480 a.C., e 
um novo templo foi construído durante a época da 
Guerra do Peloponeso.
O Propileus era a entrada da acrópole e funcionava 
como um portão que estava entre o mundo dos seres 
humanos e a terra dos deuses na acrópole. Trata-se 
de um edifício impressionante que foi projetado para 
atrair a atenção de quem se aproximasse dele. 
Trata-se de uma construção em dois níveis 
diferentes por causa do terreno irregular.
O Erecteu era um templo construído para Athena Polias e para Poseidon- Erechtheus. O 
edifício deve a sua forma incomum à irregularidade do terreno – há uma diferença de três 
metros entre o lado ocidental e o oriental. A parte oriental do edifício foi dedicado à Athena 
Polias, enquanto a parte ocidental serviu ao culto de Poseidon; além disso, existiam altares de 
Hefáistos e Voutos, irmão do Rei Erechtheus. 
Na fachada sul do templo encontram-se as 
Karyatides, uma estrutura com seis estátuas femininas 
em vez de colunas para suportar o telhado. Criada 
por Alkamemes ou Kallimachos, as estátuas foram 
nomeadas Karyatides em homenagem às jovens deKaryes de Lacônia, que adoravam a deusa Ártemis. 
Juntamente com Atenas, Esparta era uma das 
cidades-estado mais conhecidas da Grécia Antiga.
Esparta era governada por dois reis e um Conselho 
de Anciões, também existia uma assembleia de 
cidadãos que não tinha poder concreto, mas deveria 
ser consultada em diversos assuntos.
Fonte: greece-athens.com
Fonte: odysseus.culture.gr
Propileus
Fonte: Dorieo21 / Wikimedia Commons
Erecteu
16
Unidade: O mundo Grego
Durante o século V, Esparta era uma cidade muito poderosa, principalmente devido ao seu 
exército, muito temido por outros gregos. A criação de soldados eficientes era o objetivo da 
educação espartana e todos os cidadãos do sexo masculino faziam parte do exército. 
Hoplita espartano 
Fonte: De Agostini / Getty Images
Embora cada homem espartano tivesse uma fazenda, ele passava boa parte de seu tempo 
se preparando para a guerra. 
O infanticídio era uma prática organizada e gerida pelo Estado espartano. Todas as crianças 
espartanas eram levadas perante um conselho de inspetores e examinadas para a detecção de 
possíveis defeitos físicos; aquelas consideradas “imperfeitas” eram deixadas para morrer. Para 
testar a saúde dos bebês espartanos, eles eram frequentemente banhados em vinho em vez de 
água. Outra prática era ignorá-los caso chorassem, assim aprendiam a não temer a escuridão 
ou a solidão. 
O homem se tornava um soldado quando tinha 20 anos, entretanto, o treinamento do menino 
começava muito antes, quando deixava sua casa de família com 7 anos e passava a viver em 
uma escola militar.
Separados de suas famílias e alojados em barracas comuns, os jovens soldados eram instruídos 
nas artes da guerra, da caça e do atletismo. Aos 12, passavam a ser privados de todas as roupas, 
exceto por um manto vermelho, e obrigados a dormir e sobreviver fora dos acampamentos.
Para prepará-los para a vida militar, os meninos soldados eram incentivados até mesmo a 
roubar comida, mas, caso descobertos, eram seriamente punidos.
Assim como se esperava que todos os homens espartanos fossem soldados, esperava-se que 
as mulheres fossem mães de soldados. 
As meninas espartanas permaneciam com seus pais, mas eram submetidas a uma educação 
rigorosa e a um programa de treinamento físico. As meninas praticavam dança, ginástica, 
lançamento de dardo e do disco, tais exercícios eram necessários para torná-las fortes fisicamente 
para a maternidade.
17
Mães espartanas diziam aos seus filhos antes de partirem para a batalha: “Volte com seu 
escudo, ou sobre ele”; já que os mortos espartanos 
eram levados para casa em seus escudos, pois só um 
covarde iria deixar cair seu escudo e fugir.
As cidades gregas enfrentaram problemas externos 
com vários estados, como o Império Persa. Os persas 
tentaram estender seu controle sobre os gregos na 
Ásia Menor, na chamadas Guerras Médicas.
A Pérsia conquistou diversas colônias gregas, 
mas em 499 a.C. as populações dessas colônias se 
revoltaram, então Atenas enviou tropas para apoiar 
a revolta. O imperador Dario da Pérsia esmagou a 
revolta rapidamente e decidiu punir os gregos por 
ajudar as colônias. 
Dario preparou sua tropas para invadir a Grécia e o primeiro contato entre os dois 
exércitos aconteceu na planície de Maratona. O exército ateniense foi bem treinado e atacou 
os persas de forma profissional e organizada, o que surpreendeu o grande, mas organizado, 
exército persa, que fugiu. 
Os atenienses ganharam o primeiro confronto da guerra e empurraram os persas para 
fora da Grécia.
O imperador persa Dario nunca mais voltou a atacar os gregos; mas seu filho, o Imperador 
Xerxes, voltou a atacar os gregos em 480 a.C. 
As forças persas encontraram uma força grega no Desfiladeiro das Termópilas, uma área 
montanhosa que dava acesso a maior parte do território grego.
Durante dois dias, 7.000 gregos contiveram o avanço dos persas, contudo, segundo a tradição, 
um traidor mostrou um caminho alternativo para os exércitos de Xerxes, que atacaram as forças 
gregas desavisadas. 
Os hoplitas espartanos, comandados por Leônidas, contiveram o avanço persa para que 
os aliados gregos pudessem escapar em segurança. Os persas invadiram a Grécia continental 
e, ainda em 480 a.C., incendiaram e saquearam a Acrópole de Atenas. Enquanto a cidade 
queimava, os atenienses procuraram refúgio na Ilha de Salamina.
Os navios gregos manobraram como se estivessem fugindo, contudo, viraram-se rapidamente 
e atacaram os navios persas. Os persas foram pegos de surpresa e perderam mais de metade de 
sua grande frota naval. Mais uma vez, foram obrigados a recuar. 
Em 479 a.C., o exército espartano liderado por Pausanias ganhou a Batalha de Plateia, 
completando a derrota dos persas na Grécia continental.
Fonte: G.dallorto / Wikimedia Commons
Escudo Espartano
18
Unidade: O mundo Grego
Fonte: Juan José Moral / Wikimedia Commons
O fim das Guerras Médicas marcou o início do período clássico. Nesse período, Atenas 
alcançou o auge no que diz respeito à política e cultura: o pleno desenvolvimento do sistema 
democrático sob Péricles; a construção do Parthenon na Acrópole; a criação das tragédias de 
Sófocles, Ésquilo e Eurípides; e a fundação das escolas filosóficas de Sócrates e Platão.
No final do século V, a Guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta, causou destruição em 
todo o mundo grego; após a rendição dos atenienses, a democracia foi restaurada. 
Durante o século IV, Atenas, Esparta e Tebas disputavam o domínio político da Grécia. A paz 
foi finalmente estabelecida quando Esparta, apoiada pela Pérsia, ganhou o controle da região. 
Na segunda metade do século, a Grécia dividida ficou a mercê do poderoso estado macedónio 
de Filipe II e de Alexandre, o Grande. Depois de conquistar boa parte do oriente, Alexandre 
morreu na Babilônia em 323. Na época de sua morte, o helenismo havia atingido grande parte 
do mundo conhecido e o período clássico tinha acabado.
A vida cotidiana
A vida na Grécia antiga era muito diferente para homens e mulheres. Enquanto dos homens 
era esperado que participassem ativamente da vida pública de sua cidade; esperava-se que as 
mulheres levassem sua vida na esfera privada, como esposas e mães, centrando-se nos cuidados 
com a casa. 
A escravidão era característica central da vida na Grécia. Famílias de alguma riqueza tinham 
escravos para realizar as tarefas domésticas, para ir às compras no mercado e até mesmo para 
ajudar a educar os filhos. 
19
No entanto, a vida diária em Esparta era um pouco diferente da maioria das outras cidades-
estado, pois as mulheres levavam uma vida mais ativa devido ao treinamento que recebiam. Em 
Esparta, as famílias também tinham escravos, mas esses pertenciam à cidade como um todo, ao 
invés de famílias individuais. 
A maioria das casas gregas era pequena com um jardim murado ou quintal no meio. A casa 
era feita e seca ao sol, em tijolos de barro, tinha um telhado de telhas de barro e pequenas 
janelas sem vidro com persianas de madeira para proteger do sol quente. A maior parte do que 
sabemos vem principalmente de textos e imagens.
Fonte: Adaptado de ancientgreece.co.uk
Gregos ricos tinham muitos escravos – às vezes 50 – que faziam todo o trabalho duro na fazenda, 
nos campos, nas oficinas e nas casas. As mulheres casadas ficavam em casa a maior parte do tempo 
e dedicavam grande parte de seu dia a fiações e à tecelagem. Os escravos cuidavam ainda dos filhos 
e preparavam todos os alimentos consumidos pelos habitantes da casa.
Em Atenas, apenas as mulheres pobres iam às compras sozinhas. As mulheres ricas sempre 
estavam em companhia de um escravo ou de um companheiro do sexo masculino, elas saiam 
de casa apenas acompanhadas – na maioria das vezes para visitar amigas.
As mulheres pobres trabalhavam ao lado de seus maridos, saiam para buscar água e para 
lavar a família em um córrego.
As famílias gregas iniciavam seu dia, geralmente, com um café da manhã composto de pão 
embebido em vinho e frutas. O almoço geralmente era depão e queijo. No jantar, comiam 
mingau feito de cevada com queijo, peixe, legumes, ovos e frutas. As refeições podiam incluir 
nozes, figos e bolos adoçados com mel. Só os ricos comiam carne, incluindo coelho, veados 
e javalis. O polvo era o fruto do mar favorito dos gregos. Os ricos sempre comiam em casa, 
apenas escravos e pessoas pobres comiam em público. 
A oliveira era a árvore mais valiosa na Grécia. As pessoas comiam a fruta, mas também 
esmagavam azeitonas para fazer azeite. Eles usavam esse óleo para cozinhar, em lâmpadas de 
óleo e cosméticos.
20
Unidade: O mundo Grego
Arte e Arquitetura
Arquitetura
Arquitetos gregos eram especialmente cuidadosos com a precisão e a excelência das obras 
que construíam e essas são as principais características da arte grega em geral. Embora os 
gregos antigos tenham erigido diversos tipos de edifícios, o templo é a construção que melhor 
exemplifica os objetivos e métodos da arquitetura grega.
O templo tipicamente era construído em um plano retangular, com uma ou mais fileiras de 
colunas que cercavam o centro do prédio por todos os lados. A estrutura vertical do templo 
dependia da ordem em que estava sendo construída, um arranjo fixo de formas unificadas por 
princípios de simetria e harmonia. 
Geralmente, havia um pronau, uma espécie de varanda, e um opisthodomos, uma varanda 
na parte de trás do prédio. Os elementos superiores do templo eram geralmente feitos de 
madeira e de tijolos, e a plataforma onde o edifício era construído era feita de alvenaria. As 
colunas eram esculpidas em pedra local, geralmente calcário, mas em Atenas muitos templos 
utilizaram o mármore. 
A retirada e o transporte de mármore e de calcário eram caros, e muitas vezes constituíam o 
principal custo para erigir um templo. No canteiro de obras, os escultores davam aos blocos sua 
forma final e os operários içavam cada uma das pedras no seu lugar. 
As pedras eram fixadas com o uso de argamassa e grampos de metal embutidos na pedra. 
O trabalho seguinte ficava para os escultores, que produziam as esculturas e decorações 
para o prédio. Por fim, os pintores eram contratados para decorar elementos escultóricos e 
arquitetônicos com detalhes pintados.
Ordens arquitetônicas gregas 
Fonte: Adaptado de urbipedia.org
21
Escultura
O período arcaico viu um rápido desenvolvimento na representação da figura humana. No 
início desse período, escultores começaram a esculpir figuras de homens e mulheres para uso 
em santuários e túmulos. 
As figuras masculinas eram representadas nuas, com os braços ao longo do corpo e uma 
perna ligeiramente à frente, em um estilo parecido ao adotado nas esculturas egípcias. As 
figuras femininas eram apresentadas com vestidos drapeados e na mesma posição das figuras 
masculinas. Como toda escultura grega, essas estátuas eram pintadas com cores fortes.
Kore (figura feminina) e Kouros (figura masculina) 
Fonte: sailko, Mountain/Wikimedia Commons
Ao final desse período, a escultura se tornou muito mais realista. Poses eram menos rígidas e 
mais naturais, passavam a representar o macho ideal ou a forma feminina.
Poucas esculturas do período clássico sobreviveram e muito do que sabemos sobre os grandes 
escultores dessa época vem de cópias feitas pelos romanos. 
 O crescente interesse pelo realismo, bem como pela idealização do corpo humano podem 
ser vistos em uma escultura clássica como o Discóbolo. 
Essa estátua foi esculpida por Myron de Tebas, por volta de 450 a.C., contudo, o que 
conhecemos hoje é apenas a cópia romana. O atleta foi retratado no meio do movimento, no 
instante em que ele está prestes a lançar o disco.
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Unidade: O mundo Grego
Outro exemplo famoso é a estátua do Cocheiro, esculpida por volta de 470 a.C. Ela é de 
bronze em tamanho natural e foi descoberta no grande santuário de Apolo em Delfos. 
O bronze era um dos materiais mais usados para fazer estátuas nesse período, no entanto, 
poucas estátuas de bronze sobreviveram, pois foram derretidas para produzir outros objetos.
A escultura clássica atingiu se auge com Fídias e Policleto. 
Fídias ficou conhecido por suas esculturas dos deuses e por aquelas criadas para o Parthenon. 
Polyclitus ficou conhecido por suas estátuas de atletas, como O Lanceiro, que estabeleceu 
as medidas ideais e as proporções do corpo. A pose dessa figura, com uma perna recuada e o 
peso do corpo deslocado para a outra perna, continuou a ser usada ao longo da história da arte.
O Discóbolo – Museu Britânico. 
Fonte:Wikimedia Commons
O Cocheiro - Museu Arqueológico 
Delphi 
Fonte: RaminusFalcon/Wikimedia Commons
O Lanceiro – Polyclitus – Museu 
Arqueológico Nacional de Nápoles
Fonte: Polykleitos/Wikimedia Commons
Além das estátuas tradicionais, existiam outras que faziam parte integrante 
do conjunto arquitetônico, como as faixas horizontais chamadas de frisos, 
que corriam acima das colunas – um exemplo é o friso que corre ao longo 
da parte superior externa do Parthenon.
Entre 400 e 323 a.C., a influência de Atenas na arte grega diminuiu 
e uma variedade de estilos surgiu.
 O grande escultor Praxíteles introduziu um estilo suave e sutil. Em 
seu Hermes e Dionísio criança, esculpido por volta de 340 a.C., 
ele retrata os deuses em formas humanas graciosas.
A escultura helenística reflete a pluralidade e a diversidade desta 
sociedade e retratava não apenas os adultos jovens em excelente 
forma física, como também as crianças e os mais velhos. 
Hermes e Dionísio criança.
Fonte: tetraktys/Wikimedia Common
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Duas das mais famosas esculturas da Grécia Antiga datam desse período: A Vênus de Milo, 
ou Afrodite de Melos, foi esculpida em mármore por um artista desconhecido. A estátua 
perdeu os braços, mas constitui um perfeito exemplo da idealização da forma humana. 
Outro exemplo é a Vitória de Samotrácia, também de um artista desconhecido. 
Representa a deusa grega Nike em pé na proa de um navio com suas asas abertas e sua 
vestimenta fluindo no vento.
A Vênus de Milo – Museu do Louvre
Fonte:Mattgirling/Wikimedia Commons
Vitoria de Samotrácia – Museu do Louvre
Fonte: Wikimedia Commons
Pintura
A maior parte dos exemplos de pinturas gregas que sobreviveram é encontrada em vasos. 
No período arcaico, a representação de figuras humanas e de animais tinham alcançado um 
novo patamar de realização.
Foram utilizadas duas técnicas diferentes para a pintura de vasos. 
A primeiro técnica é chamada de figura-negra e foi inventada em Corinto em 600 a.C. Neste 
estilo, as figuras são pintadas de preto sob o fundo vermelho da cerâmica.
Em 530 a.C., uma nova técnica surgiu, a chamada figura-vermelha. Nessa pintura, reverteu-
se o esquema de cores: fundos tornaram-se pretos e as figuras, vermelhas.
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Unidade: O mundo Grego
A Vênus de Milo – Museu do Louvre
Fonte: Wikimedia Commons
Vitoria de Samotrácia – Museu do Louvre
Fonte: multiplosestilos.blogspot.com.br
Religiosidade
Os gregos antigos acreditavam que havia um grande número de deuses e deusas que tinham o 
controle sobre vários aspectos da vida na Terra. Em muitas características eles se assemelhavam 
aos humanos: podiam ser gentis ou cruéis, apaixonavam-se uns pelos outros – e pelos humanos 
–, discutiam e lutavam entre si – e com os humanos.
Os antigos gregos construíram grandes templos e santuários para os seus deuses, eles 
realizavam festivais em sua honra, com procissões, esportes, sacrifícios e competições. As 
histórias das façanhas dos deuses eram contadas às crianças por suas mães e para grandes 
audiências por bardos profissionais e contadores de histórias. 
Esses festivais eram uma parte muito importante da vida na Grécia antiga, e formavam uma 
parte central da adoração aos deuses. Eles incluíam várias competições, que eram vistas como 
uma outra maneira de honrar aos deuses. Alguns dos festivais mais importantes da Grécia 
antiga envolviam competições atlética, como os Jogos Olímpicos – que eram realizados em 
honra a Zeus – e os Jogos Píticos – realizados em Delfos, em honra a Apolo.Um festival em Atenas – realizado para homenagear Dionísio – envolvia uma disputa entre 
dramaturgos, ele levou à criação de algumas das peças mais conhecidas da Grécia antiga, 
escritas por pessoas como Sófocles, Eurípides e Aristófanes.
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Deuses
Zeus: Senhor dos Deuses, Senhor do 
Olimpo, Deus dos Céus, do Trovão e Raio. 
Deus da Justiça, Lei e Ordem
Poseidon: Deus dos Mares, dos 
Terremotos e dos Cavalos.
Hades: Deus do Mundo Inferior, soberano 
dos mortos.
Hera: Rainha dos Deuses, Deusa da 
Família, das Mulheres e dos Nascimentos.
Hestia: Deusa do fogo doméstico. Demeter: Deusa da Terra, da Agricultura, 
das colheitas e florestas.
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Dioníso: Filho de Zeus e Semele, Deus do 
Vinho, Teatro e Êxtase
Artêmis: Filha de Zeus e Leto, Deusa 
da Caça, da Floresta, das Montanhas e 
da Lua.
Hermes: Filho de Zeus e Maia, Mensageiro 
dos Deuses, Deus do Comércio, dos 
Ladrões e dos Viajantes.
Athena: Filha de Zeus e Metis, Deusa da 
Guerra, da Inteligência, da Sabedoria
Ares: Filho de Zeus e Hera, Deus da 
Guerra e da Masculinidade
Afrodite: Filha de Urano ou Zeus e 
Dione, Deusa da Beleza, do Amor e da 
Sexualidade
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Apolo: Filho de Zeus e Leto, e irmão 
gêmeo de Ártemis, Deus da Beleza, da 
Perfeição, da Harmonia, do Equilíbrio e 
da Razão.
Hefesto: Filho de Zeus e Hera, Deus da 
Tecnologia, das forjas e dos vulcões.
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Unidade: O mundo Grego
Material Complementar
Olá, seguem algumas sugestões para aprofundar seus estudos.
Site do Museu Britânico sobre a Grécia Antiga (em inglês):
• http://www.ancientgreece.co.uk
Site do Museu da Acrópole – Atenas (em inglês):
• http://www.theacropolismuseum.gr/en
Documentário – Construindo um império: Grécia.
Documentário sobre o mundo grego produzido pelo History Channel:
• http://youtu.be/ZNU-VbaOIzI
 Recriação da Acrópole de Atenas, produzido pelo governo grego e dirigido por 
Costa Gavras:
• http://youtu.be/WtYQBkyfb9A
Palestra de Donald Kagan (Universidade de Yale) sobre a importância do 
mundo antigo:
• http://youtu.be/FQba5PCI3hg
Você poderá assistir todo o curso introdutório sobre a Grécia Antiga no 
seguinte endereço:
• http://oyc.yale.edu/classics/clcv-205
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Referências
ANDERSON, P. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 2001.
BORGEAUD, F. O Homem Grego. Lisboa: Presença, 1994.
FINLEY, M. I. Política no Mundo Antigo. Lisboa: Edições 70, 1983.
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Unidade: O mundo Grego
Anotações