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HIDROLOGIAHIDROLOGIA HIDROGRAMA UNITÁRIO,HIDROGRAMA UNITÁRIO, CHEIAS, ÁGUASCHEIAS, ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ESUBTERRÂNEAS E REBAIXAMENTO DOREBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICOLENÇOL FREÁTICO Autor: Dr. José Antônio Colvara de Oliveira Revisor : Car los Henr ique Gald ino IN IC IAR 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 1/39 introdução Introdução Nesta unidade, teremos contato com quatro aspectos fundamentais da Hidrologia. Inicialmente, uma ferramenta, o hidrograma unitário , que nos permitirá traçar uma radiogra�a de determinada precipitação, com a área sob uma chuva indicando as consequências que dela podemos obter. Logo depois, estudaremos a propagação das cheias, sendo importante, inclusive, para evitar desastres de enchentes, que, por meio de medidas obtidas junto aos postos de coleta, podem trazer informações importantes para o engenheiro. Esse estudo será complementado por uma breve análise dos mananciais de água no subsolo, em que veremos as características dos aquíferos e sua importância, adicionando conhecimentos das técnicas de rebaixamento do lençol freático. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 2/39 Iniciamos este conteúdo destacando que o hidrograma unitário é o resultado grá�co de uma chuva efetiva unitária. Nesse contexto, destacamos que a chuva efetiva é aquela que realmente causa escoamento super�cial, e não aquela que gera in�ltração. Vejamos, a seguir, na Figura 4.1, um hidrograma unitário, o qual, ao longo do tempo, relaciona uma precipitação unitária à consequente vazão provocada por esta. O HidrogramaO Hidrograma UnitárioUnitário 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 3/39 Além disso, a chuva efetiva é chamada de unitária quando tomamos, por exemplo, 1 cm de chuva ou 1 mm. O volume escoado proveniente de uma chuva efetiva, por de�nição, é igual ao volume da própria chuva efetiva. Isso permite que, a partir do hidrograma unitário, devido à proporcionalidade existente, seja possível a obtenção de hidrogramas resultantes de eventos complexos. É nesse sentido que Collischonn (2013) preconiza que a bacia pode ser imaginada como um sistema que transforma a chuva em vazão. Separação do Escoamento Subterrâneo Como o hidrograma unitário leva, em consideração, apenas a chuva que gera escoamento super�cial, é importante distinguirmos alguns métodos de separação do escoamento subterrâneo por meio de duas técnicas relativamente simples. Figura 4.1 - Hidrograma unitário Fonte: Elaborada pelo autor. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 4/39 Um método consiste em traçar uma reta, partindo do ponto que se inicia o ramo de ascensão do hidrograma, terminando no ponto de maior curvatura da recessão, conforme Figura 4.2. Outro método é prolongar a tendência do ramo inicial descendente até a perpendicular traçada pelo pico. Desse ponto, liga-se com o ponto de in�exão do ramo de recessão. Nesse método, destaca-se o fato de que, inicialmente, diminui- se a contribuição subterrânea, para aumentar após atingido o pico, conforme Figura 4.3. Figura 4.2 - Separação do Escoamento Super�cial - Método Fonte: Elaborada pelo autor. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 5/39 Figura 4.3 - Separação do Escoamento Super�cial - Método 2 Fonte: Elaborada pelo autor. Princípios do Hidrograma Unitário Para que se chegue, efetivamente, ao hidrograma unitário, três princípios necessitam ser obedecidos: princípio da constância do tempo de base : existe igualdade para os tempos de escoamento super�cial de chuvas efetivas, de intensidade constante e de mesma duração; princípio da proporcionalidade das descargas : são proporcionais às ordenadas do hidrograma e às chuvas excedentes, os volumes de escoamento super�cial de duas chuvas efetivas de mesma duração, com volumes de escoamento super�cial diferentes; princípio da superposição : adicionando-se as ordenadas de cada um dos hidrogramas de duas chuvas efetivas, obtém-se o hidrograma total referente a ambas. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 6/39 Hidrograma Unitário Sintético do Soil Conservation Service Os hidrogramas unitários sintéticos têm, como base, dados existentes de vazões, os quais são transportados para bacias hidrológicas semelhantes, as quais não possuem essas medições. O modelo do Soil Conservation Service (SCS), entidade americana que parametriza diversas variáveis hidrológicas, é um dos mais utilizados nesse sentido e estão baseados em hidrogramas unitários. Para tanto, foi criado um parâmetro denominado número da curva (CN, do inglês, curve number ), que quanti�ca o escoamento da bacia, variando de 0 a 100. Esse parâmetro é função da umidade antecedente do solo e do tipo de solo. Hidrograma Unitário Sintético Triangular do SCS É uma simpli�cação do método genérico e dá resultados aceitáveis, sendo, sua principal vantagem, a simplicidade na obtenção de valores. Trata-se de uma abordagem que relaciona tempo e vazão, os quais são estimados com base na área das bacias e no tempo de concentração de�nido a seguir. Para a construção do hidrograma unitário sintético triangular do SCS, devem ser observados os seguintes parâmetros: Tempo de pico : tempo entre o centro de gravidade do hietograma de chuva efetiva (D) e o pico do hidrograma. Na realidade, o centro de gravidade do hietograma está localizado na metade, ou seja, se o tempo de duração da chuva foi de 5 min., o centro de gravidade dessa parte estará 2,5 min. distante do ponto de origem. Pode ser obtido com: Tempo de ascensão : Tempo de recessão : ( )tp = 0, 6 + (eq. 1.1)tp tc D 2 = + (eq. 1.2)ta tp D 2 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 7/39 Tempo de base : Tempo de concentração : tempo decorrido entre o �nal da chuva efetiva e o término do escoamento super�cial. Há várias fórmulas para o cálculo do tempo de concentração, uma delas, para pequenas bacias, é a de Watt e Chow: Onde: = 1, 67 (eq. 1.3)tr tp = + = 2, 67 + (eq. 1.4)tb t tr tp D 2 Figura 4.4 - Hidrograma unitário sintético triangular do SCS Fonte: Elaborada pelo autor. = 7, 68 (eq. 1.5)tc ( )L S0,5 0,79 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 8/39 t = tempo de concentração (min). L = comprimento do talvegue (km). S = declividade do talvegue (m/m). A utilização do método do hidrograma unitário sintético é uma maneira de simpli�car cálculos que, por outros métodos, seriam mais trabalhosos ou, dependendo dos dados disponíveis, até impossíveis de resolver. Para a �xação desses conceitos, propomos, abaixo, uma atividade. c 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al16… 9/39 Com o crescimento acelerado das grandes cidades, cresce, também, o processo de urbanização, com vias calçadas, asfaltadas e impermeabilizadas. Com isso, o processo de chuva e sua condução vê-se alterado drasticamente, pois, onde, antes, havia in�ltração signi�cativa, hoje, o deslocamento da água precipitada dá-se com volumes muito maiores e em grandes velocidades. A canalização de várzeas, no sentido de proporcionar a condução organizada daságuas, apesar de resolver, “localizadamente”, o problema, na verdade, transporta esse problema para jusante, causando as tradicionais enchentes. Sendo assim, a �nalidade desse conteúdo é apresentar uma das soluções criadas para esse problema, que consiste na construção de reservatórios de detenção ou de retenção das águas de chuvas excedentes, com a possibilidade de liberação dessa água, de maneira cienti�camente dosada. Tecnicamente, o que se objetiva é aumentar a e�ciência hidráulica da drenagem, por meio do retardamento do �uxo da água. Com isso, aumenta-se o tempo de concentração, os picos de vazões são reduzidos e os volumes de enchentes Amortecimento deAmortecimento de Cheias emCheias em ReservatóriosReservatórios (Routing)(Routing) 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 10/39 diminuem. Sendo assim, tudo acontece por meio da retenção organizada da água em reservatórios. Abordagem Hidrológica Basicamente, o problema resume-se em relacionar a variação do volume armazenado no reservatório à vazão a�uente (ingresso de água) e à vazão e�uente (saída), ao longo de um determinado tempo, que pode ser apresentado pela equação a seguir. Onde: I = vazão a�uente. Q = vazão e�uente. S = volume. dt = variação do tempo. Isto é, considerando o que chega, menos o que sai, teremos a variação do volume de água no reservatório ao longo do tempo. Isso permite escrever a relação denominada Método de Puls. Nessa equação, à esquerda, estão os termos desconhecidos, enquanto que aqueles que se conhecem os valores (ou se podem calcular) estão à direita. Para a resolução de problemas desse tipo, que envolvem o dimensionamento de reservatórios de contenção ou detenção, os chamados “piscinões”, é necessário que se tenha, à disposição, ou que se calcule: a) o volume previsto do reservatório para cada cota, ou seja, uma espécie de volume de camadas do reservatório, denominada relação cota x volume . Isso I − Q = (eq. 1.6) dS dt + = + + − (eq. 1.7) 2St+Δt Δt Qt+Δt It It+Δt 2St Δt Qt 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 11/39 apresenta-se na forma de uma tabela, com duas colunas, uma com as cotas (alturas) do reservatório, outra com o volume que a água atingirá ao chegar naquela cota. b) a chuva prevista que o reservatório irá amenizar o impacto para a região de jusante, que é denominada hidrograma de entrada no reservatório . Isso se apresenta na forma tabela, com duas colunas, uma com o tempo passando normalmente, de hora em hora, e outra com a vazão esperada de ser atingida naquele tempo. Esse dado é obtido por meio das equações IDF daquela região. É um dado do qual se parte para, então, resolver o problema de dimensionamento do reservatório que, em verdade, traduz-se por saber quanto o reservatório já previsto amenizará da chuva prevista. A sequência dos passos para a construção da planilha geral e, por consequência, os grá�cos de comparação são assim descritos por Collischonn (2013, p. 252), descrevendo o método de Puls. 1. De�nir o valor do intervalo de tempo de cálculo (Δt). 2. Obter valores da vazão de entrada para cada intervalo de tempo. 3. Com base nas características do reservatório, criar uma tabela que relaciona o nível da água no interior do reservatório com o volume armazenado. Essa tabela deve variar entre um valor mínimo de h (reservatório vazio ou igual ao nível da água inicial) até um valor máximo de h (pode ser o nível máximo maximorum do reservatório). 4. Com base nas características do vertedor e de outras estruturas de descarga, criar uma tabela que relaciona o nível da água no interior do reservatório com a vazão de saída. Os valores de nível da água ( h ) desta tabela devem ser os mesmos que os valores da tabela criada no passo 1. 5. Para cada valor de h das tabelas dos passos 1 e 2, obter a soma (2S/Δt+Q), dando origem a uma terceira tabela, que relaciona os valores do nível h com os valores da soma (2S/Δt+Q). 6. Combinar as tabelas dos passos 3, 4 e 5 em uma única tabela. Nessa tabela, para cada valor de h , há um valor de S , um valor de Q e um valor da soma (2S/Δt+Q). 7. No tempo t = 0, considerar conhecido o valor do nível da água inicial no reservatório. 8. A condição do nível da água inicial obter o valor da vazão de saída inicial (Q ) e do armazenamento inicial (S ).t t 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 12/39 9. Com base no valor da soma (2S/Δt+Q) obtido no passo anterior, encontrar os valores de Q e S, interpolando a tabela obtida no passo 6. Esses valores correspondem a Q e S . 10. Com base no valor da soma (2S/Δt+Q) obtido no passo anterior, chegar aos valores de Q e S, interpolando a tabela obtida no passo 6. Esses valores correspondem a Q e S . 11. Repetir os passos 9 e 10 para todos os intervalos de tempo, obtendo Q e S em todos os intervalos de tempo. praticar Vamos Praticar Considerando as informações apresentadas, a seguir, veremos um exemplo de aplicação, segundo Collischonn (2013, p. 252). Para isso, calcule o hidrograma de saída de um reservatório, conforme os dados a seguir. Comprimento da soleira do vertedor: 25 m; Cota da soleira do vertedor: 120 m; Água atualmente na cota: 120 m; Tabela 4.1 cota-volume; Tabela 4.2 com hidrograma de entrada. t+Δt t+Δt t+Δt t+Δt t+Δt 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 13/39 Tabela 4.1 - Cota-volume Fonte: Adaptada de Collischonn (2013). Cota (m) S (Volume) (m ) 115 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 19.000.000 20.000.000 20.080.000 20.380.000 21.020.000 22.080.000 23.620.000 25.690.000 28.340.000 31.630.000 35.600.000 40.290.000 3 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 14/39 tempo (h) I (m /s) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 0 350 720 940 1090 1060 930 750 580 470 380 310 270 220 200 180 150 120 100 80 3 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 15/39 Tabela 4.2 - Hidrograma de entrada Fonte: Adaptada de Collischonn (2013). Com base na Tabela 4.1, cota x volume, são acrescentadas duas colunas: Q= C x L x h Onde: Q = vazão de saída (m³/s). C = coe�ciente de descarga = 1,5. L = largura do vertedor = 25 (m). h = altura de água sobre a crista do vertedor (obtida da diferença entre a cota daquela linha e 120m). por exemplo, a linha de cota 121, resulta em: Q = 1,5 x 25 x (121-120) = 37,5 m³/s; Onde: S = volume (m³). Δt = 3600 (segundos). Q = vazão de saída (m³/s). Por exemplo, a linha correspondente à cota 121 resulta em: Após os cálculos, a Tabela 4.1 cota x volume, acrescentada das duas colunas descritas anteriormente, �ca: 20 70 3/2 3/2 + Q 2S Δt + 37, 5 = 11.193m³/s 2 × 20.080.000 3600 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 16/39 Tabela 4.3 - Cota-volume Fonte: Adaptada de Collischonn (2013). Com base no hidrograma e na tabela cota x volume, construiremos a seguinte planilha, baseada na equação 1.7 vista anteriormente, lembrando que os termos à esquerda do sinal de igualdade são desconhecidos e seu cálculo é feito por meio dos termos da direita. Cota (m) S (Volume) (m ) Q = C x L x h 115 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 19.000.000 20.000.000 20.080.000 20.380.000 21.020.000 22.080.000 23.620.000 25.690.00028.340.000 31.630.000 35.600.000 40.290.000 - 0 37,5 106,1 194,9 300,0 419,3 551,1 694,5 848,5 1.012,5 1.185,9 - 11.111 11.193 11.428 11.873 12.567 13.541 14.823 16.439 18.421 20.790 23.569 3 3/2 + Q 2S Δt + = + + − (eq. 1.7) 2St+Δt Δt Qt+Δt It It+Δt 2St Δt Qt 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 17/39 Por exemplo, o primeiro valor da coluna (5) é obtido por: , ou seja, Assim, será feito para os demais valores desta coluna. 1. Usando esse valor de 11.461 como índice, entra-se na tabela cota x volume (já com as duas colunas acrescentadas). 2. Busca-se, na coluna 2S/Δt+Q, a faixa onde 11.461 é localizada. No caso, está entre 11.428 e 11.873. 3. Realiza-se uma interpolação nesta faixa para obter o correspondente S na coluna volume com o seguinte equacionamento: 4. Da mesma forma para Q . 5. O valor de S da coluna (3) para o t = 1 h é igual ao S da linha anterior na coluna (6). 6. O valor de Q, da coluna (4) para o t = 1 h, é igual ao Q da linha anterior na coluna (7). Assim, é por diante, não esquecendo de buscar, na Tabela 4.4, a faixa correspondente dos valores da coluna (5) para realizar cada nova interpolação. + + −It It+Δt 2St Δt Qt 0 + 350 + − 0 = 114612×20.000.000 3600 t+Δt 20.380.000 + = 20.427.275 (21.020.000−20.380.000)×(11.461−11.428) 11.873−11.428 t+Δt t+Δt t+Δt 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 18/39 (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) tempo (h) I (m /s) S Q S Q 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 0 350 720 940 1090 1060 930 750 580 470 380 310 270 220 200 180 150 - 20.427.275 21.681.671 23.467.391 25.426.199 27.195.726 28.385.125 28.861.171 28.682.185 28.069.462 27.233.347 26.283.191 25.326.965 24.412.950 23.573.955 22.859.852 22.242.491 - 112,62 260,49 407,44 534,33 632,60 696,62 718,91 710,53 679,87 634,64 583,23 528,01 469,78 416,33 360,39 312,58 11461 12306 13445 14660 15741 16466 16753 16645 16274 15764 15185 14599 14033 13513 13060 12670 12314 20.427.275 21.681.671 23.467.392 25.426.199 27.195.726 28.385.125 28.861.171 28.682.185 28.069,462 27.233.347 26.283.191 25.326.965 24.412.950 23.573.955 22.859.852 22.242.491 21.694.644 112,62 260,49 407,44 534,33 632,60 696,62 718,91 710,53 679,87 634,64 583,23 528,01 469,78 416,33 360,39 312,58 261,78 3 ( + Q)2S Δt t+Δt t+Δt t+Δt 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 19/39 Tabela 4.4 - Cota x volume Fonte: Elaborada pelo autor. O produto dessa planilha são dois grá�cos, ambos baseados no tempo do hidrograma, em que um deles re�ete a entrada de água no reservatório (traçado com t x I) e outro re�ete a saída, traçado com t x Q . Os dois grá�cos superpostos mostram como o fato da atuação do reservatório reduz o pico de vazão, conforme a �gura a seguir. Figura 4.5 - Relação entre hidrogramas antes e depois da implantação do sistema Fonte: Elaborada pelo autor. 17 18 19 20 120 100 80 70 21.694.644 21.231.030 20.856.660 20.576.676 261,78 215,79 172,19 133,35 12011 11759 11565 - 21.231.030 20.856.660 20.576.676 - 215,79 172,19 133,35 - t+Δt 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 20/39 Como visto, trata-se de um exercício bastante complexo para a operação manual, mas que, em planilhas eletrônicas, podem, facilmente, ser realizados. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 21/39 O estudo das águas subterrâneas justi�ca-se não só pela importância que estas possuem, mas também pela maneira como estão disponíveis no mundo. Se contabilizarmos apenas a água doce, as águas subterrâneas formam, aproximadamente, 1/3 da água do mundo. No Brasil, temos o aquífero Guaraní, sendo transfronteiriço, com 65% de seus 55.000 km³ de volume, um dos maiores aquíferos do mundo. Nesse contexto, situado apenas no subsolo brasileiro, temos, também, o aquífero de Alter do Chão, recentemente renomeado para Sistema Aquífero Grande Amazônia - SAGA, com nova capacidade recentemente descoberta, que amplia o seu volume para 165.000 km³. Em um cálculo aproximado, daria para abastecer, sozinho, toda a população da terra durante 250 anos. A maneira como �ca armazenada consiste, basicamente, em ocupar os poros dos solos. O conjunto de uma determinada região onde os poros estão saturados chama-se de aquífero, o que signi�ca que a relação entre o volume de vazios do solo e o seu volume total, tecnicamente denominado porosidade, indica a capacidade de uma região de conter água. Águas SubterrâneasÁguas Subterrâneas 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 22/39 Além disso, chama-se porosidade a relação entre o volume de vazios e o volume da amostra, com a Tabela 4.5, podemos perceber a porosidade de alguns solos. Contudo, ainda de�nimos que aquitardos é a denominação das formações geológicas, cuja porosidade abaixo de determinado valor, torna impossível a passagem da água. Tabela 4.5 - Porosidade de alguns materiais Fonte: Adaptada de Villela (1979). A carga hidráulica de um aquífero, ou seja, sua pressão, pode ser medida por meio de piezômetros que, em verdade, são tubos introduzidos nas diversas camadas de solo, pelos quais irá subir a água, indicando sua pressão em metros de coluna de água - mca. Nesse contexto, temos alguns tipos de aquíferos que, conforme sua posição e conforme a maneira como reservam a água, têm a classi�cação como abaixo transcrevemos. Materiais Porosidade (%) Argila Areia Pedregulho Pedregulho e areia Arenito Calcário denso Quartzito, granito 45 35 25 20 15 5 1 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 23/39 Aquífero Con�nados É a denominação da porção de água situada entre os vazios do solo posicionada entre duas camadas impermeáveis. Aquífero Livre Possui apenas uma camada impermeável abaixo, sendo as camadas superiores permeáveis. Aquífero Freático Denomina-se aquífero freático ou lençol freático aquela porção de água in�ltrada, cuja superfície está submetida à pressão atmosférica. Aquífero Artesiano Denomina-se aquífero artesiano ou lençol artesiano a formação constituída por poros com água submetida a uma pressão maior que a atmosférica. saibamais Saiba mais Recentes descobertas têm indicado que o Aquífero SAGA é ainda maior do que se pensava. Estudos geológicos indicam a ampliação do volume que se imagina possuir este manancial. Nesse contexto, vários artigos têm sido apresentados em congressos e sites especializados. Sendo assim, leia o artigo intitulado O Sistema Aquífero Grande Amazônia - SAGA: Um Imenso Potencial de Água Subterrânea no Brasilm do site da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas no link a seguir. ACESSAR 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 24/39 https://aguassubterraneas.abas.org/asubterraneas/article/view/27831 Em certas situações, podemos observar que a água também movimenta-se horizontalmente no interior do aquífero. Esta é a situação em que temos o escoamento subterrâneo. Esse deslocamento dependerá, principalmente, do tipo de solo. Essa maior ou menor facilidade de passagem de água denomina-se condutividade hidráulicae, para alguns materiais, apresenta-se a Tabela 4.6 a seguir. Material Limite inferior (mm/s) Limite superior (mm/s) Rochas ígneas e metamór�cas fraturadas Arenito Rochas ígneas e metamór�cas não fraturadas Areia Seixos 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 Tabela 4.6 - Condutividade hidráulica de alguns materiais Fonte: Adaptada de Collischon (2013). Aquífero Con�nado e o Deslocamento da Água em Regime Permanente Para determinar o rebaixamento do nível piezométrico de um poço, em função da extração de sua água, utiliza-se a equação a seguir: Onde: Q = vazão retirada do poço (m³/s). K = condutividade hidráulica (m/s). -5 -8 -10 -2 -1 -4 -4 2 3 Q = (eq. 1.8) 2 π K m ( − )h2 h1 ln ( )r2 r1 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 25/39 h1 e h2 = alturas piezométricas (m). r1 e r2 = distância de h1 e h2 do poço (m). m = espessura do aquífero. Aquífero Livre Para o regime permanente, no aquífero livre, o �uxo da água obedece à seguinte equação: Método de Theis Uma outra formulação para rebaixamento de aquíferos, a qual é denominada Método de Theis, é apresentada por Tucci (2009, p. 780): Onde: s = rebaixamento (m). Q = vazão (m³/s). T = transmissividade (m³/s). u = variável de Boltzman. u = em que , sendo S = coef. de armazenamento (adimensional). Com o exposto anterior, tivemos uma visão geral dos tipos de aquíferos e a maneira como estes ocorrem. Cada modelo contribui com uma determinada conformação, no sentido da reserva e disponibilidade da água subterrânea. Q = (eq. 1.9) π K ( − )h2 2 h2 1 ln ( )r2 r1 s = [ln( ) − 0, 5772] (eq. 1.10) Q 4πT 1 u r2 4 α t α = T S 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 26/39 Em determinadas obras de engenharia, surge a necessidade de trabalhar com solos livres ou quase livres de água em seus poros. Isso ocorre em edi�cações junto a regiões de banhados ou charcos. Para tanto, necessita-se retirar a água daquela região onde serão instaladas as fundações. Isso é dado por meio do rebaixamento do lençol freático, contudo, alguns detalhes são importantes. Rebaixamento doRebaixamento do Lençol FreáticoLençol Freático 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 27/39 Permeabilidade dos Solos A permeabilidade é a capacidade dos solos de proporcionar a passagem de água por seus poros, a qual é medida por meio do coe�ciente de permeabilidade. Coe�ciente de permeabilidade (k) Mede a capacidade dos solos de permissão da passagem de água. Quanto menor for k, menor será a vazão pelo solo. reflita Re�ita Os recalques de solo causados por rebaixamento de lençol freático constituem-se em um dos acidentes mais temidos pelo engenheiro e, por isso, é o assunto que requer um maior cuidado por parte dos especialistas. O conhecimento das camadas de solo envolve estar a par de suas características geotécnicas e físicas, bem como o dimensionamento de sua capacidade de movimentação, em vista de ações provadas por rebaixamento do lençol freático. Re�ita sobre a responsabilidade do engenheiro ao construir sobre um determinado solo, pensando no futuro de sua construção, em termos de recalques, in�ltrações e outras intercorrências. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 28/39 Normalmente, para k = 10 cm/s, diz-se que o solo é impermeável. Lei de Darcy A Lei de Darcy relaciona a proporção em que um �uxo laminar de água atravessa um solo: Onde: Q = vazão ou descarga (m³/s). k = coe�ciente de permeabilidade do solo. ΔH = perda de carga durante a passagem (m). L = comprimento da amostra (m). A = área da seção transversal da amostra. Fazendo , chamado gradiente hidráulico, �ca-se com: Em que i = ΔH / L é o gradiente hidráulico. A velocidade também pode ser expressa nesta fórmula: Em que: v = velocidade de �uxo ou velocidade aparente, uma vez que não se refere ao comprimento real percorrido, e sim ao comprimento L. É diferente da velocidade de percolação. O coe�ciente de permeabilidade depende do tipo de solo, dentro de um mesmo solo, depende da temperatura e do índice de vazios (e). −8 Q = k × × A (eq. 1.11) ΔH L i = ΔH L Q = k × i × A (eq. 1.12) = k × i = v (eq. 1.13) Q A 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 29/39 Métodos de Determinação da Permeabilidade (k) Para determinar a permeabilidade, são usados vários métodos, seja por meio de fórmulas que levam, em consideração, a granulometria, ou por meio de ensaios de laboratório ou ensaios de campo, sendo esses últimos os mais indicados para projetos de engenharia. Não se recomendam os ensaios de laboratório, uma vez que as amostras podem ter sua porosidade alterada, em função do manuseio e transporte até o laboratório. Fórmulas Empíricas As fórmulas empíricas servem para uma ideia aproximada dos valores aproximados, tendo, como base, o rebaixamento pretendido, o que não é recomendado para projetos. Nesse contexto, temos a fórmula de Hazen (válida apenas para areias fofas e uniformes): Onde: k = coe�ciente de permeabilidade (cm/s). D = diâmetro efetivo (aquele em que 10% em peso total das partículas são menores que ele). Exemplo: o coe�ciente de permeabilidade de um solo com diâmetro efetivo D = 0,005 cm será: k = 100 x 0,005 = 2,5 . 10 cm/s Ensaio de Campo - In�iltração A In�ltração consiste na medida de volume de água injetada ao longo de um certo tempo. Isso é feito após regularizada a vazão. São os ensaios mais frequentes, k = 100 (eq. 1.14)D2 10 10 10 2 −3 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 30/39 recomendados para aquíferos livres. Ensaio de Campo - Bombeamento O bombeamento é realizado mantendo-se constante o nível de água de um poço, medindo-se a vazão bombeada. O nível de água é medido por meio de piezômetros instalados em posições adequadas. Rede de Fluxo O movimento d’água deslocando-se entre os poros do solo é dado no sentido da maior para a menor carga hidráulica (H). Nesse sentido, são traçadas as redes de �uxo. Uma rede de �uxo é resultado da interseção de duas famílias de curvas: Linhas de �uxo : duas a duas, identi�cam o canal de �uxo , que é importante, porque indica a vazão que por ele irá percorrer, considerada constante; Linhas equipotenciais : duas a duas, indicam a perda de carga entre equipotenciais consecutivas, que também é constante. Chamando n o número de canais de �uxo e n o número de quedas de potencial, na Figura 4.6, podemos visualizar n = 5 em azul e n = 12 em vermelho. A vazão poderá ser calculada por: f q f q Q = k × ΔH × (eq. 1.15) nf nq 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 31/39 Métodos de Rebaixamento Antes de iniciarmos a descrição dos principais métodos de rebaixamento, cabe alertar que se trata de uma tarefa que, se não seguidos determinados cuidados, pode levar a diferenciais indesejados no solo tratado, o que, por sua vez, pode causar acidentes de montas consideráveis. Bombeamento Direto Também chamado de esgotamento de vala, é um dos sistemas mais simples de rebaixamento do lençol freático. Seu uso é recomendado para obras de escavações mais rasas. A água é coletada em valas, e estas a poços, dos quais é bombeada para fora do sistema, conforme mostrado na Figura 4.7. Figura 4.6 - Linhas de �uxo e linhas equipotenciaisFonte: Adaptada de Alonso (2007). 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 32/39 Pode haver perda de suporte nas paredes quando o gradiente hidráulico for elevado. Também pode surgir recalque nos terrenos vizinhos, o que pode ser resolvido por meio da introdução de drenos sub-horizontais profundos (DHP). 4.4.2 Ponteiras Filtrantes Ponteiras �ltrantes também são chamadas por seu termo em inglês, well-points , sendo indicadas para escavações rasas e pouco profundas. Como não é possível vedar completamente o sistema, esse método �ca limitado de 5 a 7 m de profundidade. Figura 4.7 - Rebaixamento por bombeamento direto Fonte: Adaptada de Alonso (2007). 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 33/39 Poços Profundos - Injetores e Ejetores Os poços profundos são indicados para profundidades maiores do que cinco metros. Nos injetores, a água é injetada em uma tubulação profunda, que possui, na extremidade inferior, um bico de Venturi, o qual devolve a água sob alta pressão à superfície. Nos ejetores, a água é introduzida por um tubo central e retorna por outro tubo externo, mas concêntrico ao primeiro. Drenos Horizontais Profundos (DHP) Também chamados de drenos sub-horizontais profundos, com a mesma sigla. Para que as entradas não �quem colmatadas (“entupidas”), são instalados de maneira levemente inclinada. Para seu funcionamento, são instaladas bombas de vácuo para dar mais e�ciência ao sistema. Galerias de Drenagem Figura 4.8 - Método das ponteiras �ltrantes Fonte: Adaptada de Alonso (2007). 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 34/39 Galerias de drenagem é o método mais utilizado e indicado para obras de pequeno a grande portes, sendo indicado para situações em que há grande volume de água. Por exemplo, os túneis e fundações de barragens, que são duas situações em que são indicadas as galerias de drenagem, pois possuem custos bastante elevados. Nesse contexto, sua estrutura é composta, simpli�cadamente, em drenos horizontais profundos e dispostos em sequência. Como vimos, o conhecimento da posição do lençol freático em relação à superfície é de crucial importância, no sentido de optar-se por qual estratégia de rebaixamento o engenheiro passará a utilizar. Isso leva-nos a concluir que, além do conhecimento técnico dos métodos de rebaixamento, deve existir uma considerável consciência do pro�ssional com relação à posição dos elementos que irão intervir em sua solução. praticar Vamos Praticar Um túnel será construído para a passagem rodoviária em uma região onde foi detectado um grande volume de água no subsolo. Há necessidade de realizar procedimentos de interferência no solo, no sentido de obter um rebaixamento do lençol freático. Nesse sentido, será utilizado um sistema de galerias de drenagem. Como você justi�caria esse procedimento? a) É a maneira mais econômica de realizar o rebaixamento. b) É o procedimento indicado para situações de grande volume de água. c) É a única maneira de rebaixar o lençol freático em passagens rodoviárias. d) Deve ser utilizado para lençóis de profundidade superior a 5 metros. e) Porque, para o seu funcionamento, necessita-se de bombas de vácuo. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 35/39 indicações Material Complementar LIVRO Hidráulica e Hidrometria Aplicada Álvaro José Back Editora: EPAGRI ISBN: 85.85014-50-4 Comentário: a importância da água como elemento primordial do ecossistema terrestre, como elemento de�nidor de vida ou ausência desta é tratada, neste livro, sob a forma técnica orientada para o engenheiro, com dados, tabelas e equacionamentos com relação à maneira como devemos dimensionar diversas estruturas. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 36/39 WEB Aquífero Guarani Ano: 2006 Comentário: realizado pela Secretaria Executiva do Programa Pró-Rio Uruguai, Aquífero Guarani e Estuário do Rio da Prata aborda, em detalhes, este manancial. Ademais, apresenta informações técnicas das formações geológicas e do processo de constituição do aquífero. Para conhecer mais sobre o �lme, acesse o trailer a seguir. ACESSAR 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 37/39 https://www.youtube.com/watch?v=XwR0gRFoI7Y conclusão Conclusão Com o conteúdo visto nesta unidade, foi possível percebermos a importância do hidrograma unitário para o dimensionamento de uma precipitação e suas consequências. Além disso, o estudo de propagação das cheias mostrou as ferramentas de que o engenheiro dispõe para contornar problemas de cheias ou variações intermitentes de volume de água. O estudo das águas subterrâneas trouxe-nos uma visão do manancial que temos disponível e os elementos matemáticos que possuímos para tratar desse bem da natureza. Por �m, tivemos a oportunidade de apropriação de técnicas que permitem conhecer o lençol freático e dimensioná-lo para, quando necessário, rebaixá-lo. referências Referências Bibliográ�cas ALONSO, U. R. Rebaixamento temporário de aquíferos . São Paulo: O�cina de Textos, 2007. COLLISCHONN, W. Hidrologia para engenharia e ciências ambientais . Porto Alegre: ABRH, 2013. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 38/39 TUCCI, C. E. M. Hidrologia - Ciência e Aplicação. Porto Alegre: UFRGS/ABRH, 2009. VILLELA. S. M. Hidrologia Aplicada . São Paulo: McGraw Hill, 1979. 14/05/2024, 18:48 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=%2b9DfEub9HFdv0vdfByXsrQ%3d%3d&l=70ows%2feAvIT45pKufGrkfg%3d%3d&cd=5al1… 39/39