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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA CAMPUS LAGOA DO SINO BIANCA MARIA DE ALMEIDA LOURENÇO O USO DE PLANTAS MEDICINAIS COMO MEDIDA ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DA CANDIDÍASE VULVOVAGINAL- INFECÇÃO CAUSADA PELO FUNGO CANDIDA ALBICANS. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA CAMPUS LAGOA DO SINO Bianca Maria de Almeida Lourenço O USO DE PLANTAS MEDICINAIS COMO MEDIDA ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DA CANDIDÍASE VULVOVAGINAL- INFECÇÃO CAUSADA PELO FUNGO CANDIDA ALBICANS. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências Biológicas na Universidade Federal de São Carlos. Orientação: Prof. Dr. Fernando Periotto FICHA CATALOGRÁFICA Ficha catalográfica desenvolvida pela Secretaria Geral de Informática (SIn) DADOS FORNECIDOS PELO AUTOR Bibliotecário responsável: Lissandra Pinhatelli de Britto - CRB/8 753 Almeida Lourenço, Bianca Maria de O uso de plantas medicinais como medida alternativa para o tratamento da Candidíase Vulvovaginal - Infecção causada pelo fungo Candida albicans. / Bianca Maria de Almeida Lourenço -- 2024. 36f. TCC (Graduação) – Universidade Federal de São Carlos, campus Lagoa do Sino, Buri Orientador (a): Fernando Periotto Banca Examinadora: José Augusto de Oliveira David, Alexandra Sanches Bibliografia 1.Plantas medicinais. 2. Atividade antifúngica. 3. Candidíase Vulvovaginal. Almeida Lourenço, Bianca Maria de. Título. FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS COORDENAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - CCCBio-LS/CCN Rod. Lauri Simões de Barros km 12 - SP-189, s/n - Bairro Aracaçu, Buri/SP, CEP 18290- 000 Telefone: (15) 32569030 - http://www.ufscar.br DP-TCC-FA nº 21/2024/CCCBio-LS/CCN Graduação: Defesa Pública de Trabalho de Conclusão de Curso Folha Aprovação (GDP-TCC-FA) FOLHA DE APROVAÇÃO BIANCA MARIA DE ALMEIDA LOURENÇO O USO DE PLANTAS MEDICINAIS COMO MEDIDA ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DA CANDIDÍASE VULVOVAGINAL - INFECÇÃO CAUSADA PELO FUNGO CANDIDA ALBICANS. Trabalho de Conclusão de Curso Universidade Federal de São Carlos – Campus Lagoa do Sino Buri, 25 de janeiro de 2024 ASSINATURAS E CIÊNCIAS Cargo/Função Nome Completo Orientador Fernando Periotto Membro da Banca 1 José Augusto de Oliveira David Membro da Banca 2 Alexandra Sanches Documento assinado eletronicamente por Fernando Periotto, Docente, em 31/01/2024, às 16:52, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015. Documento assinado eletronicamente por Alexandra Sanches, Docente, em 31/01/2024, às 17:15, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015. Documento assinado eletronicamente por Jose Augusto de Oliveira David, Docente, em 05/02/2024, às 16:23, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015. http://www.ufscar.br/ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8539.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8539.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8539.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8539.htm A autenticidade deste documento pode ser conferida no site https://sei.ufscar.br/autenticacao, informando o código verificador 1345493 e o código CRC C75962AB. Referência: Caso responda a este documento, indicar expressamente o Processo nº 23112.046039/2023-14 Modelo de Documento: Grad: Defesa TCC: Folha Aprovação, versão de 02/Agosto/2019 SEI nº 1345493 https://sei.ufscar.br/autenticacao?cv=1345493&crc=C75962AB DEDICATÓRIA Dedico esse trabalho a toda minha família, sobretudo minha Mãe, por sempre acreditarem em mim, mesmo quando eu já duvidava de mim mesma durante essa caminhada. São meus maiores exemplos de pessoas. É com muito amor que lhes dedico este trabalho. AGRADECIMENTOS Ao professor Fernando Periotto, por aceitar ser meu orientador, pelo suporte no pouco tempo que lhe coube, pelas suas correções e ter desempenhado tal função com dedicação. À todos os professores que foram tão importantes na minha vida acadêmica, especialmente aos professores José David e Alexandra Sanches, por seus ensinamentos, paciência e dedicação durante meu período de graduação. É um prazer tê-los na banca examinadora. À minha família, que me ensinaram a importância da disciplina, do esforço e da dedicação, e me apoiaram em todas as escolhas que fiz durante minha jornada acadêmica. Especialmente a minha mãe Tais, meu alicerce moral e espiritual, por todo seu amor incondicional e sua fé em minha capacidade, obrigada por todo apoio ilimitado. À Natália, pessoa com quem amo partilhar a vida e que de forma especial e carinhosa me deu força e coragem nos inúmeros momentos de ansiedade e estresse. Por fim, agradeço todos os amigos que fiz na UFSCar - campus Lagoa do Sino, que de alguma forma estiveram e estão próximos de mim, fazendo esta vida valer cada vez mais a pena RESUMO A candidíase vulvovaginal é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, que afeta milhares de mulheres no mundo todo e normalmente o seu tratamento consiste no uso de remédios antifúngicos. No entanto, existem vários fatores que fazem com que muitas mulheres busquem medidas alternativas para o seu tratamento, como por exemplo a crescente resistência antimicrobiana, a falta de informação sobre saúde da mulher, a falta de acesso à saúde pública, entre outros. Essa revisão tem como objetivo buscar a eficácia das plantas medicinais relatadas na literatura como uma alternativa terapêutica para o tratamento da candidíase vulvovaginal tendo como base artigos científicos publicados em base de dados como: Google Acadêmico, Web of Science e SciELO, onde foi utilizado como critério de busca as seguintes palavras chave, em inglês e português: “Plantas medicinais”, “Atividade antifúngica”, “Candidíase Vulvovaginal”, “Candida albicans”. Os estudos mostram que diversas plantas medicinais possuem propriedades antifúngicas, por essa razão podem ser eficazes contra o fungo Candida albicans. Por fim, essa revisão destaca o potencial das plantas medicinais como alternativa no tratamento da candidíase vulvovaginal, mostrando a importância da integração do conhecimento tradicional e científico da fitoterapia, podendo assim melhorar a qualidade da saúde da mulher, para que as mesmas possam buscar métodos alternativos para o tratamento da candidíase, lembrando também sobre a importância de destacar que a eficácia dessas plantas pode variar de pessoa para pessoa, e é sempre recomendado buscar orientação de um profissional de saúde antes de utilizar qualquer tratamento alternativo. Palavras-chave: Plantas medicinais, Atividade antifúngica, Candidíase Vulvovaginal, Candida albicans ABSTRACT Vulvovaginal candidiasis is an infection caused by the fungus Candida albicans, which affects thousands of women around the world and its treatment usually consists of the use of antifungal drugs. However, there are several factors that make many women seek alternative measures for its treatment, such as growing antimicrobial resistance, lack of information about women's health, lack of access to public health, among others. The aim of this review is to verify the efficacyof medicinal plants listed in the literature as a therapeutic alternative for the treatment of vulvovaginal candidiasis, based on scientific articles published in databases such as Google Scholar, Web of Science, PubMed and SciELO, where they were been used keywords searches, in English and Portuguese: "Medicinal plants", "Antifungal activity", "Vulvovaginal candidiasis", "Candida albicans". The studies show that several medicinal plants have antifungal properties and can therefore be effective against the Candida albicans fungus. Finally, this review highlights the potential of medicinal plants as an alternative in the treatment of vulvovaginal candidiasis, showing the importance of integrating traditional and scientific knowledge of phytotherapy, thus improving the quality of women's health, so that they can seek alternative methods for the treatment of candidiasis, also remembering the importance of emphasizing that the effectiveness of these plants can vary from person to person, and it is always recommended to seek guidance from a health professional before using any alternative treatment. Keywords: Medicinal plants, Antifungal activity, Vulvovaginal candidiasis, Candida albicans. LISTA DE FIGURAS Figura 1Mapa mental do processo de “inclusão” e “exclusão” dos estudos. ........................... 17 Figura 2 C. albicans em divisão celular (aumento 7500x) por microscopia eletrônica de varredura e Micélios de C. albicans envolvidos na invasão tecidual durante o processo infeccioso (aumento 3000x) por Microscopia eletrônica de varredura. ................................... 20 Figura 3 Exame especular para diagnóstico de candidíase....................................................... 21 Figura 4 Hifas de Candida spp por microscopia de luz (aumento 40x). .................................. 22 Figura 5 Esporos da Candida spp por microscopia de luz (aumento 100x). ............................ 22 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Plantas medicinais que possuem efeitos antifúngicos contra a candidíase. ............. 26 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CVV - Candidíase Vulvovaginal CVVR - Candidíase vulvovaginal Recorrente HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana SUS - Sistema Único de Saúde TGO - Transaminase glutâmico oxalacética TGP - Transaminase glutâmico pirúvica TTO - Tea tree oil OE - Óleos essenciais TGI - Trato gastrointestinal TGU - Trato geniturinário CIPLAN - Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária RDC - Resolução da Diretoria Colegiada SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 14 2. OBJETIVOS .................................................................................................................................. 16 2.1 OBJETIVO GERAL .................................................................................................................... 16 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ....................................................................................................... 16 3. MATERIAIS E MÉTODOS .......................................................................................................... 16 4. RESULTADO E DISCUSSÃO ..................................................................................................... 17 4.1 O Gênero Candida. ...................................................................................................................... 17 4.2 A espécie Candida albicans. ................................................................................................. 18 4.3 Candidíase vulvovaginal e o diagnóstico. .................................................................................... 20 4.4 Tratamentos convencionais: ................................................................................................... 23 4.4.1 Imidazóis e Triazóis (Cetoconazol, tioconazol, fluconazol, voriconazol, clotrimazol, terconazol): .............................................................................................................................................................. 23 4.4.2 Anfotericina B. ............................................................................................................................................. 24 4.4.3 Nistatina: ............................................................................................................................................... 24 4.5 Tratamentos alternativos: ....................................................................................................... 25 4.5.1 Alho (Allium sativum) para o tratamento da CVV. ........................................................................ 27 4.5.2 Óleo de Melaleuca (Melaleuca alternifolia) para o tratamento da CVV. .............................. 27 4.5.3 Óleos essenciais (OE) para o tratamento da CVV. ........................................................................ 28 4.6 Perspectivas futuras e desafios: .................................................................................................... 29 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................................... 30 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................... 31 14 1. INTRODUÇÃO O gênero Candida representa o principal conjunto de leveduras responsáveis por infecções oportunistas em seres humanos, abrangendo aproximadamente 200 espécies distintas, das quais cerca de 10% estão associadas a infecções. Em indivíduos saudáveis, a Candida coloniza, principalmente, as mucosas do trato gastrointestinal e urogenital, sem apresentar sintomas da doença. Contudo, quando ocorre um desequilíbrio na microbiota normal ou comprometimento do sistema imunológico do hospedeiro, as leveduras tendem a se manifestar de maneira agressiva, adquirindo características patogênicas. Em relação à origem, pode ser endógena, originada da própria microbiota, ou exógena, transmitida por meio de relações sexuais (Soares, 2018). A infecção fúngica conhecida como Candidíase vaginal (CVV) representa a mais frequente entre as ocorrências que afetam a vulva e a vagina, atingindo quase 75% das mulheres adultas. Ela é ocasionada por variedades de Candida, ocupando o segundo lugar como causa mais comum de vaginite, logo após a vaginose bacteriana (Araújo; Coutinho, 2023). Existem vários fatores de risco que podem ser associados a CVV, estes incluem a presença de ciclos menstruais regulares, gravidez, uso de doses elevadas de contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal, diabetes, infecção pelo Vírus da imunodeficiência humana (HIV), uso de antibióticos sistêmicos, uso de roupas íntimas apertadas e/ou sintéticas, assim como o sexo oral receptivo. (Ferracini; Oliveira, 2005) Além disso, especula-se que práticas higiênicas inadequadas, como a higiene anal em direção à vagina, e a presença de resíduos de fezes nas calcinhas, possam ser possíveis fatores predisponentes para a contaminação vaginal, contribuindo para o desenvolvimento da CVV (Holanda et al., 2006). Outro fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de infecção é a alteração do equilíbrio do pH vaginal, pois essa mudança no pH geralmente causada pela alteração dos níveis hormonais e práticas de higiene íntima, pode propiciar a ocorrência da infecção (Anjos et al., 2023), dentre essas práticas de higiene pode-se incluir a utilização de duchas vaginais, que podem desencadear respostas alérgicas locais e reações de hipersensibilidade, tornando mais fácil a colonização da Candida 15 albicans na mucosa vaginal (Patel et al., 2004).Em 1979, HURLEY estimou que cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva são impactadas pela candidíase vulvovaginal (CVV) e entre elas, aproximadamente 9% acabam desenvolvendo a candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR). Essa condição é caracterizada pela ocorrência de três ou mais episódios de CVV ao longo de um ano (Brand et al., 2020). Os sintomas que essa condição causa são bem específicos, tais como coceira, secreção vaginal anormal, sensação de ardor local e ao urinar, inchaço na região vulvar, porém, em certas circunstâncias, algumas mulheres também podem ser assintomáticas (Corrêa et al., 2009). Apesar dos progressos nos tratamentos, a candidíase vulvovaginal (CVV) continua a ser reconhecida como um significativo desafio de saúde pública global, afetando inúmeras mulheres, independentemente de sua posição social. Esta condição causa um considerável desconforto, impactando negativamente nas relações sexuais e emocionais das mulheres (Soares et al., 2019). Dependendo da natureza da infecção fúngica, o tratamento inicial envolve o uso de polienos para tratamento localizado e imidazóis e triazóis para tratamento sistêmico, caso o tratamento local não apresente bons resultados. No entanto, algumas cepas demonstram resistência aos medicamentos imidazóis e triazóis. Essa situação, combinada ao uso indiscriminado de antifúngicos, contribui para o desenvolvimento de resistência dos microrganismos em relação aos fármacos disponíveis no mercado (Almeida et al., 2011). Com o aparecimento de variedades de Candida que demonstram resistência aos antifúngicos convencionalmente empregados no tratamento das infecções, surgiu a necessidade de explorar opções terapêuticas alternativas. Entre essas alternativas, destaca-se a utilização de plantas medicinais, por meio de extratos, óleos e pomadas derivados de raízes, folhas e outras partes das plantas (Batista et al., 2013). Nesse contexto, este estudo busca destacar a utilização de plantas medicinais para o tratamento da candidíase vulvovaginal (CVV), não apenas como uma forma de resgatar uma prática cultural, mas também para realçar a riqueza de benefícios que essa prática oferece à população em geral. 16 2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL ● Avaliar a eficácia das plantas medicinais relatadas na literatura como uma alternativa terapêutica para o tratamento da candidíase vulvovaginal causada pelo fungo Candida albicans. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ● Identificar estudos científicos relevantes que investiguem o uso de plantas medicinais no tratamento da Candidíase Vulvovaginal, focando em sua eficácia e propriedades antifúngicas; ● Explorar e selecionar com base na literatura, as plantas medicinais mais utilizadas e promissoras para o tratamento da Candidíase Vulvovaginal; 3. MATERIAIS E MÉTODOS Para a realização desta revisão de literatura, foram utilizados artigos científicos que abordassem o uso de plantas medicinais na saúde ginecológica, principalmente referentes a candidíase vulvovaginal. As buscas foram feitas utilizando as bases de dados: Google acadêmico, Web of Science e SciELO, tendo como palavras chave: “Candida albicans”, “Plantas Medicinais” e “Candidíase Vulvovaginal”. Os artigos utilizados nesta revisão foram selecionados por meio dos critérios (Figura 1): 1. Inclusão: a) Foram incluídos Artigos de pesquisas completos e revisões, nas línguas portuguesa e inglesa cuja versão integral estava disponível de forma gratuita; b) Foram incluídos trabalhos relacionados ao uso de plantas medicinais para o tratamento geniturinário feminino; c) Foram incluídos trabalhos relacionados a Candidíase vulvovaginal, Candida albicans e ao gênero Candida. 2. Exclusão: 17 a) Foram retirados os trabalhos que possuíam pouca relação com o tema em questão; b) Foram excluídos os trabalhos em que as publicações completas não estavam disponíveis na base de dados; c) Foram excluídos trabalhos que possuíam títulos repetidos. Assim, dando ênfase na obtenção de argumentos que permitiram alcançar a compreensão das informações referentes ao tema da pesquisa, então após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados os artigos considerados pertinentes para a análise proposta no estudo. Figura 1Mapa mental do processo de “inclusão” e “exclusão” dos estudos. Fonte: De autoria própria. (2023). 4. RESULTADO E DISCUSSÃO 4.1 O Gênero Candida. Em termos taxonômicos, são reconhecidas aproximadamente 200 espécies de No entanto, existem vários fatores que....leveduras pertencentes ao gênero Candida 18 e cerca de 10% delas podem provocar infecções em seres humanos. Pertencem ao Reino Fungi, na divisão Eumycota, subdivisão Deuteromycotina, classe Blastomycetes eFamília Cryptococcaceae, apesar de algumas espécies estarem agrupadas na subdivisão Ascomycotina (Giolo; Svidzinski, 2010). Essa espécie é tipicamente considerada oportunista pois habitam normalmente as mucosas e a pele de humanos e outros animais. Aproximadamente de 20 a 50% da população carrega a Candida na cavidade bucal, sendo a espécie C. albicans responsável por 60 a 90% dos casos (Santana et al., 2013), sendo também, a espécie mais frequentemente descrita nos casos de CVV, seguida por C. glabrata, C. tropicalis, C. parapsilosis e C. krusei. Outras espécies são menos frequentes pois não há muitas informações sobre a distribuição destas na população brasileira (Andrioli et al., 2009). O gênero Candida exibe uma estrutura celular típica dos organismos pertencentes ao Reino Fungi, incluindo uma parede celular composta por quitina e uma membrana citoplasmática rica em fosfolipídios, constituída por proteínas com atividade enzimática e ergosterol. Em condições ideais de crescimento, com nutrientes específicos e temperatura apropriada, esses microrganismos se multiplicam de maneira exponencial na forma de blastoconídios (Rocha et al., 2021). Segundo Rocha et al. (2023) os microrganismos pertencentes a esse gênero são encontrados na microbiota da mucosa reprodutiva e gastrointestinal, coexistindo simbioticamente em aproximadamente 50-70% dos indivíduos saudáveis. No entanto, como trata-se de microrganismos oportunistas, eles podem afetar principalmente pacientes imunodeprimidos e aqueles sob tratamento de antimicrobianos de amplo espectro. Tais condições tornam esses micro-organismos agentes causadores significativos de infecções, como a Candidíase, que podem manifestar-se tanto de forma superficial quanto invasiva. 4.2 A espécie Candida albicans. A Candida albicans é notada como a principal levedura oportunista patogênica, pois é a espécie mais comumente encontrada em seres humanos (Svidzinski; Giolo, 2010) Essa espécie é um tipo de fungo presente na microbiota 19 do corpo humano, localizado na boca, no sistema digestivo e no trato genital e urinário, são considerados de baixa virulência por natureza, já que normalmente coexistem de maneira benigna com seus hospedeiros e só se tornam patogênicos em condições propícias (Kauffman, 2021).Seu crescimento é favorecido em temperaturas que oscilam entre 20 ºC e 38 ºC e a proliferação é facilitada em um ambiente com pH ácido, sendo o ideal um pH que varia de 2,5 a 7,5. Sob exame microscópico, as leveduras assumem uma forma esférica, ovóide (blastoconídeo) ou alongada, possuindo um diâmetro que varia de 3 a 5 µm e aparecem com coloração roxa, indicando Gram-positivas, quando submetidas à técnica de coloração de Gram (Soares, 2019). Há presença tanto na estrutura unicelular quanto na forma de hifas, sendo que estas últimas, ao se agruparem, constituem o micélio (Figura 2). As hifas são responsáveis por invadir a mucosa vaginal, resultando em prurido (Sobel et al. 2004). Esse fungo quandopresente no corpo humano, desencadeia uma resposta específica do sistema imunológico adaptativo na maioria das pessoas saudáveis, vivendo em simbiose com a pele, no trato gastrointestinal (TGI) e no trato geniturinário (TGU). No trato gastrointestinal, a C. albicans possui habilidade de se multiplicar em ambientes anaeróbicos. Por conta de suas capacidades metabólicas tanto oxidativas quanto fermentativas, utilizam nutrientes derivados de várias substâncias orgânicas, o que favorece sua capacidade de se adaptar a uma variedade de microambientes (Sidrim; Rocha, 2004). 20 Figura 2 C. albicans em divisão celular (aumento 7500x) por microscopia eletrônica de varredura e Micélios de C. albicans envolvidos na invasão tecidual durante o processo infeccioso (aumento 3000x) por Microscopia eletrônica de varredura. Fonte: Adaptado de PAZ et al., 2023 4.3 Candidíase vulvovaginal e o diagnóstico. A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção frequentemente encontrada em mulheres, afetando mais de 70% de todas as mulheres em algum momento de suas vidas reprodutivas. Entre as vulvovaginites, a CVV é considerada a segunda mais prevalente, com uma estimativa de ocorrência de 17 a 39% dos casos, ficando logo atrás da Vaginose Bacteriana (VB), que apresenta uma prevalência de 22 a 50%. A condição patológica é identificada pela presença de uma inflamação aguda na vulva e na mucosa vaginal, resultante do crescimento descontrolado de leveduras do gênero Candida, principalmente da espécie Candida albicans (Cruz et al., 2022). Entre os sintomas da CVV, estão a irritação, ardência, vermelhidão e coceira na região vulvar, acompanhados por uma secreção vaginal que se assemelha a um corrimento branco, grumoso e com uma textura semelhante a "talco molhado" aderido à parede vaginal, também comparada a nata de leite ou leite talhado, e o colo do útero exibe cobertura por placas de coloração branca que estão fixadas à mucosa conforme mostra a Figura 3 (Rosa; Rumel, 2004). 21 Figura 3 Exame especular para diagnóstico de candidíase. Fonte: Tratado de Ginecologia FEBRASGO (2022) Na prática médica, as mulheres que recebem o diagnóstico da CVV incluem aquelas em que a detecção de Candida spp (Figura 4 e 5) foi eventualmente durante um exame de rotina, como o exame preventivo de colo de útero (Papanicolau), aquelas que procuraram atendimento médico ao apresentarem os primeiros sintomas; e aquelas com um histórico de episódios repetidos de candidíase (Andrioli, et al 2009). O exame de Papanicolau é um exame ginecológico que consiste na coleta de células do colo do útero e da vagina para análise ao microscópio. O exame é realizado anualmente para a detecção e prevenção do câncer de colo de útero. No entanto, por ser um exame sensível, também pode ser usado para diagnosticar vaginites micóticas, inclusive as assintomáticas (Bernardo; Lima, 2016). 22 Figura 4 Hifas de Candida spp por microscopia de luz (aumento 40x). Fonte: De autoria própria. (2023) Figura 5 Esporos da Candida spp por microscopia de luz (aumento 100x). Fonte: De autoria própria. (2023) 23 4.4 Tratamentos convencionais: Dentro das opções terapêuticas para combater a candidíase, destacam-se os triazólicos, como o fluconazol, os poliênicos, exemplificados pela anfotericina B, e as equinocandinas, como a caspofungina. Outro grupo de medicamentos utilizados no tratamento da Candidíase Vulvovaginal (CVV) são os agentes poliênicos, no qual a nistatina é predominante no Brasil e amplamente disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) (Reis et al., 2021). Conforme o tipo específico de fungo responsável pela candidíase vulvovaginal, o tratamento é inicialmente realizado com polienos para intervenção local e, em casos sem eficácia na terapia local, são utilizados imidazóis e triazóis para tratamento sistêmico. No entanto, certas variedades apresentam resistência aos medicamentos. Quando associado ao uso indiscriminado de antifúngicos, esse cenário contribui para o surgimento de resistência dos microrganismos em relação aos medicamentos disponíveis no mercado (Almeida et al., 2011) Nos últimos dez anos, o Fluconazol tem sido amplamente prescrito como o principal remédio para tratar a candidíase vulvovaginal, sendo recomendado em 80% a 90% dos casos identificados. Contudo, durante esse mesmo período, foi observada resistência a esse medicamento devido à grande oferta de antifúngicos, principalmente porque algumas mulheres diagnosticadas já haviam sido expostas anteriormente ao Fluconazol (Lírio et al., 2022). No tratamento por via oral, a paciente pode começar com a utilização de medicamentos imidazólicos e triazólicos, como por exemplo o Fluconazol e o Cetoconazol. Quanto ao tratamento tópico, é recomendada a aplicação intravaginal de Clotrimazol (Leal et al., 2016). Logo abaixo temos os antifúngicos mais utilizados no Brasil para o tratamento convencional da candidíase vulvovaginal, incluindo tanto o tratamento via oral, quanto os tratamentos tópicos intravaginais, como pomadas, cremes ou óvulos. 4.4.1 Imidazóis e Triazóis (Cetoconazol, tioconazol, fluconazol, voriconazol, clotrimazol, terconazol): De acordo com Raimundo; Toledo (2016) esses medicamentos atuam na inibição da enzima esterol 14-α-desmetilase, o que resulta na interrupção da produção de ergosterol na membrana plasmática. Isso interfere nas funções de certos sistemas enzimáticos associados à membrana, impedindo, assim, o crescimento dos fungos. Os triazóis sistêmicos têm um 24 processo metabólico mais lento e causam menos impacto na síntese de esteróis humanos em comparação com os imidazóis. Por outro lado, esses antifúngicos podem causar potenciais efeitos adversos e tóxicos, como sensação de queimação, irritação e coceira localizados, que geralmente são leves e temporários. O Fluconazol demonstrou ser teratogênico em estudos com animais, e há relatos raros de hepatotoxicidade associada a ele. O Voriconazol pode gerar efeitos colaterais como distúrbios visuais, erupções cutâneas e aumento na transaminase glutâmico oxalacética (TGO) e transaminase glutâmico pirúvica (TGP.) (Raimundo; Toledo, 2016). 4.4.2 Anfotericina B. Segundo Castro et al (2006) a Anfotericina B estabelece uma ligação com a parte esterol, principalmente o ergosterol presente na membrana de fungos sensíveis, onde os agentes polienos criam poros ou canais que aumentam a permeabilidade da membrana. Isso possibilita a saída de componentes celulares e leva à morte celular. Os efeitos colaterais deste medicamento são: Sintomas como febre, calafrios, dores de cabeça, náuseas, vômitos, sensação de mal-estar e inflamação nos pontos de infusão periférica são observados. Também podem ocorrer problemas gastrintestinais. Durante o tratamento, há possibilidade de disfunção renal, diminuição permanente da taxa de filtração glomerular e toxicidade hepática. 4.4.3 Nistatina: O modo de ação é comparável ao da anfotericina B e demonstra alta toxicidade quando administrada de forma sistêmica, e os efeitos colaterais são diarreia, problemas gastrointestinais, náuseas e vômitos. Ocasionalmente, foram relatadas ocorrências de erupções cutâneas e urticárias. Seu uso sistêmico demonstrou ser altamente tóxico (Castro et al., 2006). Apesar da frequente prescrição de medicamentos convencionais para o tratamento da candidíase vulvovaginal, é essencial reconhecer as preocupações associadas, incluindo a possível resistência e efeitos adversos. Embora eficazes no alívio imediato dos sintomas, seu uso prolongado pode acarretar em tolerância e persistência da infecção. Diante desses desafios, a busca por alternativas, como o emprego de plantas medicinais, emerge como uma direçãopromissora na ampliação das opções terapêuticas disponíveis para os pacientes. 25 4.5 Tratamentos alternativos: No Brasil, a utilização de plantas medicinais tem suas raízes na tradição dos povos indígenas e é moldada pela influência das culturas africana e portuguesa. Consequentemente, as autoridades governamentais incentivam o aproveitamento dos recursos naturais como meio de promover a saúde, por meio de tecnologias eficazes, com o propósito de buscar a conexão entre as pessoas e o ambiente natural (Monteiro et al., 2021). O aparecimento de variedades de Candida que demonstram resistência aos antifúngicos convencionalmente empregados para tratar infecções gerou a urgência de buscar alternativas terapêuticas. Entre essas alternativas, destaca-se a utilização de plantas medicinais, por meio de extratos, óleos e pomadas derivados de raízes, folhas e outras partes das plantas (Batista et al., 2013). As pesquisas sobre as propriedades das plantas e sua eficácia contra infecções causadas pela Candida envolvem a obtenção de extratos e óleos concentrados a partir de partes específicas das plantas. Estes compostos podem conter uma concentração elevada de alcaloides, flavonoides, taninos, glicosídeos e outros metabólitos secundários das plantas (Gomes et al., 2014). Apesar de representar uma excelente alternativa para lidar com a resistência das cepas de Candida aos antifúngicos tradicionais, o uso de plantas medicinais para tratar CVV é vantajoso devido ao seu baixo custo e baixa toxicidade. Entretanto, uma das dificuldades encontradas na condução desses estudos está na comparação dos resultados, pois as pesquisas não se baseiam apenas em um único tipo de extrato ou óleo essencial obtido pelo mesmo método e de uma parte específica da planta (Corrêa et al., 2009). De acordo com Castro et al (2006) após a identificação dos antifúngicos azólicos, os efeitos colaterais durante o tratamento de infecções fúngicas diminuíram. No entanto, ao longo do tempo, o tratamento tem sido cada vez menos eficaz devido à resistência desenvolvida pela Candida em relação a esses antifúngicos. Como resultado dessa resistência, houve a necessidade de pesquisar novas substâncias capazes de combater esses fungos, incluindo a investigação de plantas medicinais. O quadro 1 apresenta algumas das inúmeras plantas medicinais que possuem efeitos antifúngicos contra a candidíase, nomes conhecidos popularmente, suas indicações e o método de uso que foram recomendados na literatura. 26 Quadro 1 Plantas medicinais que possuem efeitos antifúngicos contra a candidíase. PLANTA MEDICINAL NOME POPULAR INDICAÇÕES MÉTODO DE USO RECOMENDADO NA LITERATURA AUTOR/ANO Allium Sativum Alho Candidíase e outras patologias bacterianas que afetam a saúde ginecológica Ingerir em forma de cápsulas, chás ou intravaginal Ansaloni et al. 2021 Schinus terebinthifolius Raddi Aroeira Candidíase, corrimento, inflamação pélvica, ferida uterina, cicatrização e coceira. Pomada; infusão; decocto para banho e lavagem. Freires et al. 2011 Stryphnodendron adstringens Barbatimão Candidíase, corrimento, Inflamação pélvica e cicatrização. Decocção para beber e banho de assento Pereira et al., 2013 Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb Ipê-roxo Candidíase, corrimento, Inflamação pélvica, ferida uterina e cicatrização. Decocção para beber Glehn; Rodrigues, 2012 Arctium lappa Bardana Tratamento de infecções no trato genital, permitindo a cicatrização de feridas e ulcerações Utiliza folhas frescas, raízes e sementes para mucilagem e óleo essencial Glehn; Rodrigues, 2012 Cocos nucifera Coco Alívio em suma o prurido e o eritema local causado pela candidíase Ingerir em forma de cápsulas, ou aplicação vaginal via óleo essencial e pomadas Santos, 2012 Origanum vulgare Orégano Atividade inseticida, antioxidante, antibacteriana e antifúngica. Utilizado na formulação de 300-500 mg por cápsula ou de forma líquida e banho de assento Müller, 2022 Rosmarinus officinalis L Alecrim Candidíase, corrimento, Inflamação pélvica, ferida uterina e cicatrização. Ingerir com gotas de óleo essencial; Aplicação vaginal do óleo essencial e/ou banho de assento Porte; Godoy, 2001 Matricaria chamomilla L. Camomila Atividade antisséptica, cicatrizante, antiviral, antifúngica, bacteriostática etc. Banho de assento Fitoterapia Brasil, 2015 Calendula officinalis Calêndula Ação anti-inflamatória, antialérgica, cicatrizante, bactericida e antifúngica. Infusão, lavagens vaginais, pomadas ou cremes Horto Didático de Plantas Medicinais, 2020 Melaleuca alternifolia Melaleuca Ação antimicrobiana, antibacteriana, antifúngica e propriedades anti-inflamatórias Banho de assento e lavagens e irrigações nas áreas afetadas Florien, 2020 27 4.5.1 Alho (Allium sativum) para o tratamento da CVV. O alho (Allium sativum) demonstrou efeito antifúngico em todos os experimentos conduzidos, inibindo o crescimento e a formação de filamentos da Candida albicans. O extrato macerado exibiu uma atividade mais robusta, exercendo ação fungicida sobre a levedura. Portanto, é recomendado considerar sua utilização na prevenção e tratamento de infecções cutâneo-mucosas causadas por esse fungo, devido ao seu baixo custo e à facilidade de incorporação na alimentação diária como terapia complementar (Monteiro et al., 2021). Recentes pesquisas revelaram que a utilização do alho no tratamento da CVV tem emergido como uma opção de relevância no combate antifúngico, pois suas propriedades antivirais, antibióticas e, sobretudo, antifúngicas, o torna uma possível opção para o combate a infecções causadas por bactérias e fungos (Fonseca, et al.,2014). Este produto natural demonstrou capacidade de inibir as atividades da C. albicans ao penetrar não apenas na membrana celular, mas também nas membranas das organelas, como as mitocôndrias, causando a deterioração das organelas e, como consequência, a morte das células (Anjos et al., 2023). Vale ressaltar que o alho merece atenção tanto da indústria farmacêutica quanto da promoção e orientação de seu uso popular, a fim de que a sociedade em geral, e não apenas a comunidade acadêmica, possa compreender mais abrangentemente os benefícios que ele proporciona para a saúde (Monteiro, et al., 2021). Ele pode ser consumido de diversas maneiras, como em cápsulas, chás ou aplicado intravaginalmente, este último sendo o método mais recomendado, popularmente conhecido como "OB de alho", fazendo alusão ao método de uso de absorvente interno (Ansaloni et al., 2021). 4.5.2 Óleo de Melaleuca (Melaleuca alternifolia) para o tratamento da CVV. O Melaleuca alternifolia, pertencente à família Myrtaceae, conhecido como "árvore do chá" e possui um óleo de grande relevância na medicina devido à sua eficácia comprovada como agente bactericida e antifúngico contra diversos patógenos humanos. Seu principal produto é o óleo essencial (TTO - tea tree oil), composto por aproximadamente 100 elementos, sendo o terpinen-4-ol o componente principal, responsável pela ação antimicrobiana ao induzir a perda da integridade e da fisiologia bacteriana (Bachinski et al, 2021). 28 O Terpinen-4-ol, um tipo de monoterpeno encontrado na Melaleuca alternifolia, desempenha um papel na quebra das membranas celulares, afetando a estrutura e o funcionamento das células dos microrganismos. Ele possui uma ampla gama de ações, incluindo atividade antimicrobiana, antibacteriana, antifúngica e propriedades anti- inflamatórias (Francisconi et al., 2020). Para tratar a CVV, há diversas recomendações sobre o uso do óleo essencial de Melaleuca, como por exemplo adicionar 5 gotas do óleo em um litro deágua morna para um banho de assento de 20 minutos (Terra Flor, 2020). A Cartilha da RUTA (2020) também sugere o banho de assento, diluindo 1 ou 2 gotas do óleo em 100mL de água por 20 minutos, uma vez ao dia, por 5 dias. Além disso, recomenda-se diluir o óleo em água (aproximadamente uma colher de café para 2,5 ml de água) para realizar lavagens e irrigações nas áreas afetadas, de acordo com as orientações de Florien (2020). 4.5.3 Óleos essenciais (OE) para o tratamento da CVV. Os óleos essenciais (OE) são metabólitos secundários presentes em plantas e contêm elementos derivados de fenilpropanóides ou terpenóides em sua estrutura. Para adquiri-los, é fundamental extrair esses compostos de folhas, raízes, cascas, frutos ou sementes, dependendo da planta em questão. Em seres humanos, esses compostos têm diversas aplicações significativas, exercendo efeitos como antibacterianos, antioxidantes, antifúngicos, antiulcerogênicos, entre outros (Miranda et al., 2016). Os óleos essenciais têm uma longa história de uso para várias finalidades, mas pesquisas recentes indicam um aumento significativo tanto nos es tudos sobre eles quanto em sua aplicação prática, especialmente no campo clínico. Isso se deve ao fato de que esses óleos têm mostrado uma ampla gama de benefícios para diversos tipos de doenças (Assis et al., 2023). Existem diversos métodos aplicáveis para extrair o óleo essencial. Entre eles, destacam- se a destilação por hidrodestilação, destilação a vapor, extração utilizando solventes orgânicos, extração com fluido supercrítico, entre outras técnicas (Silveira et al., 2012). Diversos elementos podem impactar a qualidade e a composição química de um óleo essencial. Estes incluem variáveis como temperatura, luminosidade, condições nutricionais, quantidade de chuva, método de extração, momento e estação da colheita, partes específicas 29 da planta utilizadas, características do solo, armazenamento, interações entre plantas e insetos, interações entre plantas e microrganismos, entre outros fatores (Morais, 2009). A utilização de óleos essenciais como uma alternativa no tratamento da candidíase tem demonstrado eficácia e segurança. Em virtude disso, há um aumento significativo na pesquisa sobre suas propriedades terapêuticas e nas concentrações ideais para seu uso. A baixa toxicidade e a alta eficácia desses óleos têm sido um dos principais estímulos para essas investigações (Conte, 2021). O tratamento alternativo da candidíase vulvovaginal representa uma abordagem promissora diante dos desafios associados à resistência antifúngica. A busca por terapias baseadas em substâncias naturais tem ganhado destaque, notadamente a fitoterapia, que ao longo dos anos tem evidenciado eficácia significativa com menor incidência de reações adversas em comparação com os tratamentos convencionais. Essa reflexão contribui para o avanço do conhecimento e orienta futuras abordagens terapêuticas na luta contra as infecções fúngicas. 4.6 Perspectivas futuras e desafios: De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as plantas medicinais são plantas utilizadas historicamente como uma opção para promover e restabelecer a saúde. Suas propriedades terapêuticas são associadas à presença de componentes bioativos, muitos dos quais são usados na fabricação e desenvolvimento de medicamentos (BRASIL, 2015). No Brasil, a inclusão da fitoterapia nos serviços de saúde pública começou a ter mais visibilidade a partir de 1980, através da publicação das resoluções da Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (CIPLAN), que estabeleceram as regulamentações e os princípios para a oferta de práticas complementares. Em um estágio posterior, a publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 17 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em fevereiro de 2000, teve o objetivo de padronizar o registro de medicamentos fitoterápicos no Sistema de Vigilância Sanitária. Esta resolução definiu diretrizes para garantir a qualidade, eficácia e segurança desses produtos farmacêuticos. Um desafio a ser levado em consideração é a escassez de profissionais de saúde com o conhecimento adequado para recomendar o uso de plantas medicinais e fitoterápicos. Apesar da população frequentemente recorrer à fitoterapia com base em conhecimentos populares, os 30 profissionais de saúde precisam possuir um conhecimento mais aprofundado para utilizá-la adequadamente. Ademais, é notável que até mesmo o conhecimento popular sobre o assunto é limitado, especialmente entre grupos sociais que predominantemente utilizam medicamentos sintéticos (Figueredo et al., 2014). 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A candidíase vulvovaginal, uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, representa um desafio significativo para a saúde pública, afetando um grande número de mulheres em todo o mundo. A busca por alternativas terapêuticas eficazes, seguras e acessíveis para o tratamento dessa infecção tem levado a uma maior atenção ao potencial das plantas medicinais. Ao longo deste trabalho, foi possível explorar a ampla gama de propriedades terapêuticas encontradas em diversas plantas medicinais, muitas das quais têm demonstrado atividade antifúngica contra a Candida albicans. A fitoterapia emerge como uma abordagem promissora e natural para o tratamento da candidíase vulvovaginal, oferecendo uma alternativa aos tratamentos convencionais. As evidências apresentadas sugerem que as plantas medicinais têm o potencial de oferecer benefícios no combate à candidíase vulvovaginal, seja por meio de compostos fitoquímicos que demonstram atividade antifúngica direta, seja pelo reforço do sistema imunológico da paciente. No entanto, é crucial destacar a necessidade de mais estudos clínicos robustos para validar a eficácia, segurança e dosagens ideais dessas plantas no tratamento dessa infecção específica. Além disso, a integração da fitoterapia no contexto dos cuidados de saúde deve ser feita de forma cautelosa, considerando a orientação de profissionais de saúde capacitados. É fundamental promover a educação e conscientização tanto dos profissionais de saúde quanto da população em geral sobre o uso adequado das plantas medicinais, suas possíveis interações medicamentosas e os potenciais riscos e benefícios associados. Portanto, diante das evidências apresentadas, a utilização de plantas medicinais como medida alternativa para o tratamento da candidíase vulvovaginal mostra-se promissora e digna de mais investigação e consideração, podendo representar uma contribuição significativa para a melhoria dos cuidados de saúde feminina. 31 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, L. F. D. et al. Screening Da Atividade Antifúngica De Óleos Essenciais Sobre Candida Albicans. João Pessoa: Revista Brasileira de Ciências da Saúde, 2011. 56 p. 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