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TRAUMAS FACIAIS Frontal Naso-orbitoetmoidal Ossos da órbita Ossos do nariz Maxila Zigoma Mandíbula Mais frequente no sexo masculino Idade de maior incidência: 20-39 anos Atropelamento Queda Violência interpessoal* Acidente de trabalho Acidente de motocicleta Acidente de carro Esportes Acidente doméstico Ferimento por arma de fogo Pré-hospitalar: coordenação entre resgate com o hospital de referência Intra-hospitalar: existência de um serviço de emergência preparado para receber e tratar a vítima politraumatizada As fraturas da face podem envolver os ossos: Epidemiologia: Principais causas: Preparação: Avaliação primária: os traumatismos podem acometer diferentes regiões da face e dependem do tipo de injúria, da direção e da força do impacto. ABCDE do trauma X - Exsanguinante: contenção de hemorragia externa grave A - Airway (vias aéreas): desobstrução das vias aéreas e controle da coluna cervical B - Breathing (Respiração e ventilação): inspeção, palpação, ausculta, percussão C - Circulation (Circulação com controle de hemorragia): temperatura da pele, pulso distal, perfusão capilar, hemorragias D - Avaliação neurológica: método AVDI - alerta, resposta ao estímulo verbal, só responde a dor, inconsciente. E - Exposição com controle do ambiente: exposição com controle da temperatura, prevenção de hipotermia, impedir novos traumas. VARIÁVEIS SCORE Abertura ocular Espontânea 4 À voz 3 À dor 2 Nenhuma 1 Resposta verbal Orientada 5 Confusa 4 Palavras inapropriadas 3 Palavras incompreensíveis 2 Nenhuma 1 Resposta motora Obedece a comandos 6 Localiza a dor 5 Movimentos de retirada 4 Flexão normal 3 Extensão anormal 2 Nenhuma 1 AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA Escala de glasgow Soma total é 15, a mínima é 3; Trauma leve: 13-15 Trauma moderado: 9-12 Trauma severo: 3-8 Nova Escala de Glasgow (2018): pontuação de 1 a 15, se considerarmos o valor pupilar (sob estímulo de luz); O valor deve ser subtraído da nota obtida anteriormente, gerando um resultado final mais preciso. Ambas pupilas reagentes: 0 Somente uma reagente: -1 Nenhuma pupila reagente: -2 Reabilitação máxima do paciente Rápida cicatrização óssea Retorno da função ocular, mastigatória e nasal Recuperação da fala e um resultado estético e dental aceitável Exposição Redução da fratura Fixação Contenção Dor Edema Crepitação Hipoestesia Paralisia Equimose Assimetria facial AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA O médico precisa estar atento à história e ao passado médico do paciente. -A: alergias -M: medicamentos em uso -P: passado médico e gravidez -L: líquidos e sólidos ingeridos -A: ambiente do trauma TRATAMENTO DAS FRATURAS FACIAIS OBJETIVOS PRINCÍPIOS BÁSICOS SINAIS INDICATIVOS DE FRATURAS FACIAIS Bordas inferiores até ATM Desnivelamento Mobilidade Edema local Desvio Mobilidade da maxila Ossos zigomáticos e região nasal Buscar desnivelamento ósseo na região frontal, do reordo periobitário, nasal ou zigomático. Radiografia panorâmica Incidência de Towne: paciente fica em decúbito dorsal, incidência a 37º. Permite visualizar mastoides, dorso selar, forame magno, meatos auditivos internos, processo condicar e colo mandibulares, corpo da mandíbula. TRATAMENTO DAS FRATURAS FACIAIS Exame físico Palpação de mandíbula Palpação do terço médio da face Mandíbula Incidência posteroanterior: Permite visualizar assoalho de tela túrcica, órbitas, células etmoidais, frontais e maxilares, fossas nasais e meatos auditivos internos. Incidência lateral oblíqua: paciente em pé ou sentado. A cabeça é inclinada 25º e o mento será deslocado para cima e para o centro. Visualização do corpo da mandíbula. Técnica de Waters: posição em decúbito ventral, mento na mesa, nariz afastado da mesa. Estruturas visualizadas: terço médio da face, rebordos orbitários superior e inferior, limites do seio frontal e zigomático frontal. Maxila Lateral de crânio: posição em decúbito ventral, mantendo-se o crânio apoiado lateralmente sobre a mesa. Estruturas visualizadas: palato duro, seios maxilares, maxila, mandíbula, osso occipital, meato acústico. EXAME TOMOGRÁFICO As tomografias são utilizadas quando as lesões não permitem o posicionamento adequado de filmes, bem como para prevenir o agravamento das lesões da cervical. FRATURA FAVORÁVEL X DESFAVORÁVEL Favorável: ação muscular não desloca os fragmentos ósseos. Em alguns casos pode aproximar a fratura. Desfavorável: ação muscular desloca fragmentos ósseos, afastando-os. Cruento: acessa a fratura. Geralmente em fraturas desfavoráveis, com deslocamento, fraturas expostas - placas e parafusos, fios de aço, malhas de titânio. Incruento: sem exposição cirúgica. Fraturas favoráveis, sem deslocamento, ausência de déficit funcional. NASAL: simetria do nariz deve ser avaliada, controle de sangramento, palpação do dorso e raiz nasal; TTO Incruento: tamponamento nasal, microporagem, curativo gessado. TTO Cruento: amarria transnasal, enxertia + fixação. MANDÍBULA: são classificadas de acordo com a localização do traço de fratura: corpo da mandíbula, sínfise mandibular, região parassinfisária, ângulo mandibular, ramo mandibular, processo coronóide. Pode ser simples (um traço de fratura) ou cominutiva (diversos fragmentos). Unilateral ou bilateral. Favorável ou desfavorável. TTO Incruento: bloqueio intermaxilar com fio calibroso ou aparelho ortodôntico; barra de Erich. TTO Cruento: fixação interna rígida, osteossíntese com fio de aço, parafuso interfragmentário. TERÇO MÉDIO DA FACE: afetam maxila, zigoma e ossos nasais. TRATAMENTO CRUENTO X INCRUENTO CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS FACIAIS FRATURAS DO TERÇO MÉDIO DA FACE LE FORT I: geralmente provocada por impacto horizontal. Há ruptura da sutura entre a maxila e o processo pteridoide do osso esfenoide, separando também a maxila das estruturas nasais e zigomática. LE FORT II: forças aplicadas em níveis mais altos da face. Formato piramidal. Separação da maxila e do complexo nasal de órbita. Mobilidade, dor e equimose periorbital. LE FORT III: disjunção crânio facial. Trauma na região da sutura fronto- nasal, desce pelo assoalho da órbita, osso lacrimal, correndo pela sutura fronto-zigomática, passando pela parede posterior da maxila alcançando a fossa pterigoide. FRATURAS DO COMPLEXO NASO- ORBITOETMOIDAL: ocorre quando há o envolvimento da estrutura nasal, da maxila e órbita. Aspectos clínicos: aumento da distância intercantal, possibilidade de haver diplopia ou dificuldade de movimentação do globo ocular e equimose periorbitária. FRATURA DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO- MAXILAR: os impactos laterais na região da bochecha, podem ocasionar fratura do complexo zigomático-maxilar, osso zigomático isoladamente ou do arco zigomático. Aspectos clínicos: equimose periorbitária, diplopia, dificuldade de abertura de boca, afundamento da região zigomática da face. TERAPÊUTICA NOS TRAUMAS DE FACE Analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e inflamação. Antibióticos, pois o trauma de face envolve além das fraturas ósseas ou dentais, os tecidos moles, determinando ou favorecendo a infecção. Profilaxia antitetânica ou antirrábica.