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3 TRAUMAS FACIAIS

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TRAUMAS FACIAIS
Frontal
Naso-orbitoetmoidal
Ossos da órbita
Ossos do nariz
Maxila
Zigoma
Mandíbula
Mais frequente no sexo masculino
Idade de maior incidência: 20-39
anos
Atropelamento
Queda
Violência interpessoal*
Acidente de trabalho
Acidente de motocicleta
Acidente de carro
Esportes
Acidente doméstico
Ferimento por arma de fogo
Pré-hospitalar: coordenação entre
resgate com o hospital de
referência
Intra-hospitalar: existência de um
serviço de emergência preparado
para receber e tratar a vítima
politraumatizada
As fraturas da face podem envolver
os ossos:
Epidemiologia:
Principais causas:
Preparação:
Avaliação primária: os traumatismos
podem acometer diferentes regiões da
face e dependem do tipo de injúria, da
direção e da força do impacto.
ABCDE do trauma
 
 
 
 
X - Exsanguinante: contenção de
hemorragia externa grave
A - Airway (vias aéreas): desobstrução
das vias aéreas e controle da coluna
cervical
B - Breathing (Respiração e ventilação):
inspeção, palpação, ausculta,
percussão
C - Circulation (Circulação com controle
de hemorragia): temperatura da pele,
pulso distal, perfusão capilar,
hemorragias
D - Avaliação neurológica: método AVDI
- alerta, resposta ao estímulo verbal, só
responde a dor, inconsciente.
E - Exposição com controle do
ambiente: exposição com controle da
temperatura, prevenção de hipotermia,
impedir novos traumas.
VARIÁVEIS SCORE
Abertura
ocular
Espontânea 4
À voz 3
À dor 2
Nenhuma 1
Resposta
verbal
Orientada 5
Confusa 4
Palavras inapropriadas 3
Palavras incompreensíveis 2
Nenhuma 1
Resposta
motora
Obedece a comandos 6 
Localiza a dor 5 
Movimentos de retirada 4 
Flexão normal 3 
Extensão anormal 2 
Nenhuma 1 
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA
Escala de glasgow
Soma total é 15, a mínima é 3;
Trauma leve: 13-15
Trauma moderado: 9-12
Trauma severo: 3-8
Nova Escala de Glasgow (2018):
pontuação de 1 a 15, se considerarmos
o valor pupilar (sob estímulo de luz);
O valor deve ser subtraído da nota
obtida anteriormente, gerando um
resultado final mais preciso.
Ambas pupilas reagentes: 0
Somente uma reagente: -1
Nenhuma pupila reagente: -2
Reabilitação máxima do paciente
Rápida cicatrização óssea
Retorno da função ocular,
mastigatória e nasal
Recuperação da fala e um resultado
estético e dental aceitável
Exposição
Redução da fratura
Fixação
Contenção
Dor
Edema
Crepitação
Hipoestesia
Paralisia
Equimose
Assimetria facial
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
O médico precisa estar atento à
história e ao passado médico do
paciente.
-A: alergias
-M: medicamentos em uso
-P: passado médico e gravidez
-L: líquidos e sólidos ingeridos
-A: ambiente do trauma
TRATAMENTO DAS FRATURAS FACIAIS
OBJETIVOS
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS
 
SINAIS INDICATIVOS DE FRATURAS
FACIAIS
 
Bordas inferiores até ATM
Desnivelamento
Mobilidade
Edema local
Desvio 
Mobilidade da maxila
Ossos zigomáticos e região nasal
Buscar desnivelamento ósseo na
região frontal, do reordo
periobitário, nasal ou zigomático.
Radiografia panorâmica
Incidência de Towne: paciente fica
em decúbito dorsal, incidência a
37º. Permite visualizar mastoides,
dorso selar, forame magno, meatos
auditivos internos, processo
condicar e colo mandibulares,
corpo da mandíbula.
TRATAMENTO DAS FRATURAS FACIAIS
Exame físico
Palpação de mandíbula
Palpação do terço médio da face
Mandíbula
Incidência posteroanterior: 
 Permite visualizar assoalho de tela
túrcica, órbitas, células etmoidais,
frontais e maxilares, fossas nasais e
meatos auditivos internos.
Incidência lateral oblíqua:
paciente em pé ou sentado. A
cabeça é inclinada 25º e o mento
será deslocado para cima e para o
centro. Visualização do corpo da
mandíbula.
Técnica de Waters: posição em
decúbito ventral, mento na mesa,
nariz afastado da mesa. Estruturas
visualizadas: terço médio da face,
rebordos orbitários superior e
inferior, limites do seio frontal e
zigomático frontal.
Maxila
Lateral de crânio: posição em
decúbito ventral, mantendo-se o
crânio apoiado lateralmente sobre
a mesa. Estruturas visualizadas:
palato duro, seios maxilares,
maxila, mandíbula, osso occipital,
meato acústico.
EXAME TOMOGRÁFICO
As tomografias são utilizadas quando
as lesões não permitem o
posicionamento adequado de filmes,
bem como para prevenir o
agravamento das lesões da cervical.
FRATURA FAVORÁVEL X DESFAVORÁVEL
Favorável: ação muscular não desloca
os fragmentos ósseos. Em alguns casos
pode aproximar a fratura.
Desfavorável: ação muscular desloca
fragmentos ósseos, afastando-os.
Cruento: acessa a fratura.
Geralmente em fraturas
desfavoráveis, com deslocamento,
fraturas expostas - placas e
parafusos, fios de aço, malhas de
titânio.
Incruento: sem exposição cirúgica.
Fraturas favoráveis, sem
deslocamento, ausência de déficit
funcional.
NASAL: simetria do nariz deve ser
avaliada, controle de sangramento,
palpação do dorso e raiz nasal; TTO
Incruento: tamponamento nasal,
microporagem, curativo gessado.
TTO Cruento: amarria transnasal,
enxertia + fixação.
MANDÍBULA: são classificadas de
acordo com a localização do traço
de fratura: corpo da mandíbula,
sínfise mandibular, região
parassinfisária, ângulo mandibular,
ramo mandibular, processo
coronóide. Pode ser simples (um
traço de fratura) ou cominutiva
(diversos fragmentos). Unilateral ou
bilateral. Favorável ou desfavorável.
TTO Incruento: bloqueio
intermaxilar com fio calibroso ou
aparelho ortodôntico; barra de
Erich. TTO Cruento: fixação interna
rígida, osteossíntese com fio de aço,
parafuso interfragmentário.
TERÇO MÉDIO DA FACE: afetam
maxila, zigoma e ossos nasais.
TRATAMENTO CRUENTO X INCRUENTO
CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS FACIAIS
FRATURAS DO TERÇO MÉDIO DA FACE
LE FORT I: geralmente provocada por
impacto horizontal. Há ruptura da
sutura entre a maxila e o processo
pteridoide do osso esfenoide,
separando também a maxila das
estruturas nasais e zigomática. 
LE FORT II: forças aplicadas em níveis
mais altos da face. Formato piramidal.
Separação da maxila e do complexo
nasal de órbita. Mobilidade, dor e
equimose periorbital.
LE FORT III: disjunção crânio facial.
Trauma na região da sutura fronto-
nasal, desce pelo assoalho da órbita,
osso lacrimal, correndo pela sutura
fronto-zigomática, passando pela
parede posterior da maxila alcançando
a fossa pterigoide.
FRATURAS DO COMPLEXO NASO-
ORBITOETMOIDAL: ocorre quando há o
envolvimento da estrutura nasal, da
maxila e órbita. Aspectos clínicos:
aumento da distância intercantal,
possibilidade de haver diplopia ou
dificuldade de movimentação do globo
ocular e equimose periorbitária.
FRATURA DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-
MAXILAR: os impactos laterais na região
da bochecha, podem ocasionar fratura
do complexo zigomático-maxilar, osso
zigomático isoladamente ou do arco
zigomático. Aspectos clínicos: equimose
periorbitária, diplopia, dificuldade de
abertura de boca, afundamento da região
zigomática da face.
TERAPÊUTICA NOS TRAUMAS DE FACE
Analgésicos e anti-inflamatórios para
controle da dor e inflamação.
Antibióticos, pois o trauma de face
envolve além das fraturas ósseas ou
dentais, os tecidos moles, determinando
ou favorecendo a infecção. Profilaxia
antitetânica ou antirrábica.

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