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Gestão preliminar do canteiro de obras
Apresentação
A construção de uma obra desde o zero, junto com seu canteiro de obras, é um desafio e tanto. Um 
canteiro de obras limpo e organizado contribui com o meio ambiente, aumenta a eficácia e a 
produtividade da obra e diminui os acidentes de trabalho. Além disso, também gera conforto e 
segurança aos trabalhadores.
Existem três tipos de canteiros de obras: restritos, amplos, e longos e estreitos. Há elementos 
essenciais e normatizados para as áreas de vivência, que propiciam condições de trabalho 
adequadas e um ambiente de trabalho mais agradável.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você aprenderá elementos essenciais para organizar um canteiro 
de obras e compreender melhor seu funcionamento. Entenda a importância da boa administração 
dos materiais e equipamentos presentes na obra, que devem ser estocados em locais adequados 
para evitar desperdícios, movimentações desnecessárias e assegurar a segurança dos 
trabalhadores.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os diferentes tipos de canteiros de obras e seus componentes.•
Organizar os diversos projetos constituintes da obra.•
Definir processos de administração de materiais e de equipamentos em canteiros de obras.•
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO - C (2024.ABR)
1.1 - Gestão preliminar do canteiro de obras
1.2 - Serviços preliminares e instalações provisórias
2.1 - Terraplenagem: movimentos de terra e equipamentos
2.2 - Locação da obra
3.1 - Alvenaria: Técnicas construtivas
3.2 - Revestimentos: técnicas construtivas
4.1 - Impermeabilização: Técnicas construtivas
4.2 - Telhados e coberturas
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 Pinturas
__ C.2 Vidros
__ C.3 Esquadrias
__ C.4 Qualidade e desempenho na construção
Aula 1.1
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elm = Avaliação da aula. Regular. Assinalada opções - Erros no conteúdo; - Precisei 
pesquisar mais; - Conteúdo Livro difícil. Mais: Erro no Vídeo, imagem ruim cortada, video 
muito curto.
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Desafio
Para a elaboração e execução de projetos de construção civil, deve-se lidar com diversos projetos 
na mesma obra. O gestor da obra deverá conhecer os diferentes tipos de projetos para que ela 
tenha um bom andamento e também as etapas e momentos em que cada projeto é utilizado. Para 
isso, a Estrutura Analítica do Projeto (EAP) é uma excelente ferramenta de organização. A EAP 
possibilita o desmembramento de todas as atividades da obra, permitindo que o gestor tenha uma 
visão geral da construção, das partes constituintes do projeto e se todas as exigências do cliente 
estão sendo atendidas.
Imagine que você é gestor de obras e seu futuro vizinho contrata seus serviços para construir a 
nova casa. A casa terá um andar, vigas e pilares em concreto armado, paredes de alvenaria e 
telhado. O cliente quer que o telhado seja impermeabilizado.
Quais projetos você deverá providenciar para a elaboração da obra? Elabore uma EAP com as 
etapas essenciais da obra, no formato que desejar.
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elm = img da p.22 de https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/6198906/mod_resource/
content/0/Gerenciamento%20de%20Projetos-1sem2021.pdf
Padrão de resposta esperado
Para construir uma obra, se necessita essencialmente do projeto de aprovação 
legal de construção, com carimbo da Prefeitura, permitindo a sua execução. O 
projeto arquitetônico, o projeto de fundações, o projeto estrutural, o 
projeto de instalações elétricas e o projeto de instalações sanitárias (ou 
hidrossanitárias) são os elementos básicos necessários para a elaboração de 
um projeto.
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A EAP pode apresentar três formatos: em árvore, analítico ou mapa mental. 
Todos estão corretos. Além disso, a maneira como cada pessoa elabora sua 
EAP pode variar. O mais importante é que todas as etapas e elementos da 
obra estejam presentes na estrutura. Veja, a seguir, uma possível EAP da 
obra em formato de árvore.
LAVOUT DA OBRA: O OUE FAZER 
COM OS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS? 
Durante a execução de uma obra, diversos materiais e equipamentos passam pelo 
canteiro de obras; por isso, é importante a elaboração de um layout organizado. 
Aqui, você verá os elementos essenciais do canteiro de obras de um prédio e dicas 
para a administração dos materiais e equ ipamentos da obra. 
1. Prédio 2. Elevador de carga 3. Caminhão 4. Área de manobra para caminhões 
5. ÁREAS DE ARMAZENAMENTO 
Devem ser armazenados em local coberto ou tapado com lona impermeável. As 
baias de armazenamento têm, tipicamente, três lados e cerca de 1,20 metros de 
altura, com largura de, no mínimo, 3 metros. Devem estar sobre laje ou piso 
cimentado. Quando não houver piso, a opção é desprezar os últimos 15 
centímetros de estoque. Deve-se garantir a boa drenagem do local. 
CIMENTO Deve ser armazenado em local coberto ou tapado com lona 
impermeável. Para evitar o cantata dos sacos com umidade, 
é importante fazer a pilha em cima de estrados e manter 
uma distância entre as pilhas e paredes ou teto. A pilhas 
devem ter, no máximo, 10 sacos, mas para regiões muito 
quentes aconselha-se pilhas de somente 5 sacos. 
Infográfico
A administração dos materiais e equipamentos de um canteiro de obras está diretamente ligada a 
como estes são estocados e de que maneira o layout do canteiro de obra é planejado.
Veja, no Infográfico, algumas dicas e elementos essenciais do layout de um canteiro de obras.
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AGREGADOS 
Devem ser armazenados em local coberto ou tapado com 
lona impermeável. As baias de armazenamento têm, 
tipicamente, três lados e cerca de 1,20 metros de altura, 
com largura de, no mínimo, 3 metros. Devem estar sobr 
laje ou piso cimentado. Quando não houver piso, a opção é 
desprezar os últimos 15 centímetros de estoque. Deve-se 
garantir a boa drenagem do local. 
BLOCOS E TIJOLOS Devem estar em local nivelado, com zona coberta ou 
tapados com lona impermeável. A separação dos blocos e 
tijolos por tipo é essencia l e as pilhas devem ter altura 
máxima de 1,40 metros. Devem estar próximos do transporte 
vertical da obra e seu transporte é facilitado com o uso de 
pallet s ou carrinhos porta-blocos. 
AÇOS E ARMADURAS 
TUBOS DE PVC Devem estar preferencialmente no almoxarifado, em 
lugares sem exposição ao sol ou cobertos com lona. 
É importante a separação e identificação por diâmetros. 
Em lugares com pouco espaço, podem estar localizados 
em paredes cobertas e com ganchos. 
6. ÁREAS DE VIVÊNCIA São destinadas à alimentação, higiene pessoal, descanso, 
lazer, convivência e procedimentos ambulatoriais, e 
7. VIAS DE CIRCULAÇÃO 
devem ficar fisicamente separadas das áreas operacionais. 
Dependendo do número de trabalhadores e se há 
t raba lhadores alojados na obra, podem conter: instalações 
sanitárias, vestiário, alojamento, local de refeições, 
cozinha, lavanderia, área de lazer e ambulatório. 
Deve-se executar o contrapiso antes de alocar qualquer ] 
estoque, facilitando a circulação de pessoas e evitando a tr1 
perda de materiais, a redução da produtividade e acidentes 
de trabalho. O trajeto de caminhões deve ser em solo 
estável; é comum encontrarmos canteiros com uma camada 
de brita nesses trechos. É muit o importante assegurar a 
drenagem de todas as vias e de toda a obra. Além disso, 
deve-se pensar na interferência de elementos da obra, como 
escoramentos e sacadas, na circulação de pessoas e veículos. 
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8. POSTO DE PRODUÇÃO DE 
ARGAMASSA E CONCRETO 
9. DISPOSIÇÃO DE ENTULHO 
Aqui, se localiza a betoneira e os materiais para fazer o 
concreto. O melhor é que se localize próximo ao elevador 
de carga, para que o acesso a outros pavimentos seja 
facilitado. Ela deve estar sob área coberta, podendo 
loca lizar-se no pavimento térreo, abaixo da obra, ou em 
área com telhadoconstruído especialmente para isso. 
Deve ser feita em caçamba de entulho ou baia de 
armazenamento. É muito comum a utilização de tubos 
coletores e caçambas de entulho. Deve estar em um 
lugar acessível para os caminhões tele-entulho. 
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Conteúdo do livro
A gestão de canteiros de obras envolve muitos aspectos, como: entender os tipos de canteiros de 
obra para poder administrá-los melhor, entender as partes contituintes de um canteiro de obras, 
lidar com diversos tipos de projetos, normas, estocar materiais e equipamentos com segurança, 
entre muitas outras coisas.
No capítulo Gestão priliminar do canteiro de obras, da obra Gestão de obras, aprenda mais sobre 
todos esses aspectos em um canteiro de obras.
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~UMÁRIQ] 
Introdução à gestão de obras ....................................................................... 11 
Conceitos de gestão e plancjamento de obras ........................... - ...................................................... 12 
Principais etapas do gercnciamcnto de obras .................................................................................... 14 
Papel e responsabilidades dos stakeho/ders ....................... ··-· ...................................................... 19 
Gestão preliminar do canteiro de obras ................................................... 25 
Tipos de canteiros de obras e seus componcntcs ............. - ............................................................. 26 
Projetos constituintes da obra ....................................................................................................................... 30 
Adm inistração de materiais e de equipamentos cm canteiros de obras ........................... 36 
Documentos e contratos de obras ............................................................. .43 
Documentos para licenciamento de obras ........................................................................................... 44 
Contratos com clientes e fornecedorcs .................................... -............................................................. 48 
Tipos de relatórios de obras ............................................................................................................................ 53 
Produtividade da obra ..................................................................................... 63 
Aspectos que impactam na produlividade .......................................................................................... 63 
Indicadores de produtividade ............................................................... ·-···················································· 67 
Obstáculos e erros na gestão de obras .................................................................................................... 71 
Orçamento e controle ...................................................................................... 77 
Quantificação e critérios de medição de recursos ............................................................................ 77 
Pacotes de contratação ...................................................................................................................................... 84 
Planos de contratação de recursos ............................................................................................................. 87 
Planejamento e controle de obras .............................................................. 93 
Planejamenlo estratégico, lático e operacional ................................................................................. 93 
Cronograma físico e o diário de obra ..................................................... ········- ······ ............................. 99 
Reunião de microciclos de planejamento ............................................................................................ 103 
Viabilidade econômica de uma obra ....................................................... 109 
Cronograma financciro ..................................................................................................................................... 109 
MatriL de controles financciros ............................................................. ·- ············- ············- ························ 114 
Análise econômica e mercadológica ...................................................................................................... 118 
Riscos na gestão de obras ............................................................................ 123 
Matriz de riscos e de controles financeiros .......................................................................................... 121\ 
Leis de trabalho e relações de t rabalho lerceiriLadas .......................... ......................................... 129 
Controle de ai Lcraçõcs de projclos ........................................................................................................... 136 
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Gestão preliminar 
do canteiro de obras 
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os diferentes tipos de canteiros de obras e seus componentes.
 � Organizar os diversos projetos constituintes da obra.
 � Definir processos de administração de materiais e de equipamentos 
em canteiros de obras.
Introdução
Quando você imagina um canteiro de obras, no que você pensa? Um 
canteiro de obras é tipicamente imaginado como algo desorganizado 
e bagunçado, mas ele deve ser encarado como o cartão de visitas de 
uma construção. Imagine a impressão do seu cliente ou do seu chefe 
em ver o canteiro de obras, do qual você é responsável, ajeitado e bem 
estruturado. Isso trará uma ótima primeira impressão sobre a obra e 
melhorará seu relacionamento com eles. Além disso, um canteiro de 
obras limpo e organizado facilita muito a execução da obra, deixando-
-a mais dinâmica e em harmonia com o meio ambiente local. Acima 
de tudo, sua organização é primordial no aumento da eficiência e da 
produtividade da obra, diminuindo, consequentemente, o número de 
acidentes de trabalho.
Neste capítulo, você vai aprender pontos essenciais para uma boa 
gestão de canteiro de obra. Primeiramente, você vai saber o que é um 
canteiro de obras e identificar os tipos de canteiros existentes e suas 
características. Em seguida, você vai ver que existem muitos projetos 
dentro da mesma obra e que é essencial conhecê-los e compatibilizá-los. 
Você conhecerá também uma maneira simples e muito útil de observar 
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os projetos que serão executados na sua obra, a estrutura analítica do 
projeto (EAP). Por último, você vai entender as principais medidas de ad-
ministração e organização dos materiais e equipamentos em um canteiro 
de obras. Vai aprender as localizações mais indicadas para cada tipo de 
material e equipamento, a melhor maneira de estocá-lo, as medidas de 
segurança para evitar acidentes e a importância do planejamento do 
layout de um canteiro obras.
Tipos de canteiros de obras e seus componentes
Antes de começar a entender os tipos de canteiro de obras existentes, você já 
se perguntou o que é um canteiro de obras? A norma da Associação Brasileira 
de Normas Técnicas NBR 12284 – Áreas de Vivência em Canteiros de Obra 
define canteiro de obras como áreas destinadas à execução e ao apoio dos 
trabalhos da indústria da construção, dividindo-se em áreas operacionais e 
áreas de vivência (ASSOCIAÇÃO..., 1991). Você pode entender o canteiro de 
obra como o local que gera uma determinada construção. Ele nada mais é do 
que uma fábrica, trabalhando para construir seu produto final: a obra.
Segundo Illingworth (2000), os canteiros de obra podem ser classificados 
em três diferentes tipos, descritos a seguir.
 � Restritos: é quando a construção ocupa todo o terreno, ou boa parte 
dele, e aobra tem acessos restritos. Exemplos desse tipo de canteiros 
são obras em áreas centrais de grandes cidades, ampliações e reformas.
 � Amplos: é quando a construção ocupa uma parcela relativamente pe-
quena do terreno da obra. Nos canteiros amplos, há disponibilidade 
de acesso de veículos e há espaço para o armazenamento de materiais 
e o alojamento de pessoas. Alguns exemplos desse tipo de canteiro 
são construções de conjuntos habitacionais horizontais, de plantas 
industriais, de barragens, de usinas hidrelétricas e outras construções 
de grande porte.
 � Longos e estreitos: são canteiros restringidos por uma de suas dimen-
sões, com o acesso limitado a poucos pontos do terreno. Exemplos de 
canteiros longos e estreitos são rodovias, estradas de ferro, redes de 
gás e petróleo e algumas construções de prédios em terrenos estreitos.
Gestão preliminar do canteiro de obras2
Veja a seguir duas dicas para o planejamento de canteiros restritos fornecidas por 
Illingworth (2000).
 � Começar pela fronteira mais difícil: executar os serviços das divisas mais problemá-
ticas antes do resto da obra evita que se tenha que acessar essa divisa nas fases 
posteriores de execução da obra, em que outros fatores podem dificultar o acesso.
 � Criar espaços utilizáveis no térreo o quanto antes: em obras com nível subterrâneo 
ocupando quase todo terreno da obra, o ideal é concluir o nível térreo o mais cedo 
possível para poder montar seu canteiro de obras permanente.
A NBR 12284 ainda define duas áreas principais do canteiro de obras: as áreas 
operacionais e as áreas de vivência (ASSOCIAÇÃO..., 1991). Os componentes 
das duas áreas e a especificação de cada uma delas serão descritos a seguir.
 � Áreas operacionais: são aquelas em que se desenvolvem as atividades 
de trabalho ligadas diretamente à produção.
 � Áreas de vivência: são aquelas destinadas a suprir as necessidades 
básicas humanas de alimentação, higiene pessoal, descanso, lazer, 
convivência e procedimentos ambulatoriais, devendo ficar fisicamente 
separadas das áreas operacionais.
Componentes de áreas da operação:
a) Escritórios:
 ■ Gerente do contrato
 ■ Administração contractual
 ■ Custos e orçamentos (novos serviços)
 ■ Planejamento
 ■ Produção
 ■ Qualidade
 ■ Segurança do trabalho
 ■ Meio ambiente
b) Áreas de apoio à produção
 ■ Mestre de obras
 ■ Almoxarifado (obra, escritório, EPI)
 ■ Laboratório de qualidade
 ■ Central de armação
3Gestão preliminar do canteiro de obras
 ■ Área de carga e descarga
c) Áreas de apoio à produção especial
 ■ Central de solda
 ■ Área de carga e descarga / armazenagem de pré-moldado
 ■ Central de concreto
 ■ Pátio de manutenção de equipamentos
 ■ Balança
 ■ Central de andaimes
 ■ Central de esquadrias 
Componentes das áreas de vivência:
a) Áreas comuns:
 ■ Instalações sanitárias
 ■ Vestiários
 ■ Refeitório/cozinha
 ■ Alojamento (em alguns casos)
 ■ Ambulatório
 ■ Lavanderia
 ■ Área de treinamento
b) Geral
 ■ Guarita
 ■ Estacionamento
 ■ Vias de acesso
 ■ Coleta seletiva (classes A, B, C e D)
A organização do canteiro de obras deve estar de acordo com as normas 
vigentes, em que se destaca a Norma Regulamentadora 18 (NR-18) — Con-
dições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Essa norma 
torna obrigatória a elaboração do Programa de Condições e Meio Ambiente 
de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) para estabelecimentos 
com mais de 20 trabalhadores, exigindo o cumprimento da NR-18 e de outros 
dispositivos de segurança. São detalhadas a seguir algumas das exigências da 
NR-18 sobre as áreas de vivência do canteiro de obras. A NR-18 destaca que 
os canteiros devem dispor dos seguintes itens (BRASIL, 2015):
 � Instalações sanitárias: deve conter lavatório, vaso sanitário e mictório, 
na proporção de 1 para cada grupo de 20 trabalhadores, e chuveiro na 
proporção de 1 para cada 10 trabalhadores.
Gestão preliminar do canteiro de obras4
 � Vestiário: todo canteiro de obra deve ter vestiário para a troca de roupa 
dos trabalhadores que não residem no local. A localização do vestiário 
deve ser próxima aos alojamentos ou à entrada da obra e não ter acesso 
direto com o local de refeições.
 � Alojamento: devem ter camas com lençol, travesseiro, fronha e cobertor 
quando necessário. É proibido o uso de três ou mais camas na mesma 
vertical. A cama superior do beliche deve ter proteção lateral e escada. 
Devem ter armários duplos individuais. É proibido cozinhar ou aquecer 
comida dentro dos alojamentos. É obrigatório o fornecimento de água 
potável, filtrada e fresca, por meio de bebedouros de jato inclinado ou 
similar, na proporção de 1 para 25 trabalhadores.
 � Local de refeições: é obrigatório nos canteiros de obras, independente-
mente do número de trabalhadores. Deve ter um local exclusivo para o 
aquecimento de refeições, dotado de equipamento adequado. É proibido 
preparar ou aquecer refeições fora do local de refeições. É obrigatório, 
nesse local, o fornecimento de água potável, filtrada e fresca, por meio 
de bebedouros de jato inclinado ou similar, sendo proibida a utilização 
de copos coletivos.
 � Cozinha: é obrigatória quando houver preparo de refeições na obra. 
É obrigatório ter pia para lavar alimentos e utensílios, ter ventilação, 
dispor de recipiente para coleta de lixo com tampa, ter equipamento 
de refrigeração e ficar adjacente ao local de refeições. É obrigatório 
o uso de aventais e gorros para as pessoas que trabalham na cozinha.
 � Lavanderia: deve ter tanques individuais ou coletivos em número 
adequado. A empresa pode contratar serviço terceirizado para atender 
a este item.
 � Área de lazer: devem ser previstos lugares para a recreação dos tra-
balhadores alojados, podendo ser utilizado o local de refeições para 
este fim.
 � Ambulatório: obrigatório quando houver mais de 50 trabalhadores.
A NR-18 destaca que a presença de alojamento, lavanderia e área de lazer é obrigatória 
para obras em que houver trabalhadores alojados. As áreas de vivência devem ser 
mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza. 
5Gestão preliminar do canteiro de obras
A necessidade de um canteiro de obras limpo e organizado vai além das 
recomendações da NR-18. O canteiro deve apresentar um layout e uma logística 
funcional, que estejam de acordo com as normas, com as necessidades de 
armazenamento e estoque de materiais e com a necessidade de movimentação 
vertical e horizontal de pessoas, materiais e equipamentos.
O layout e a logística do canteiro de obras definem a disposição de pessoas, 
equipamentos e materiais no terreno, buscando um arranjo eficiente que re-
duza o máximo possível as movimentações na obra. As atividades principais 
da logística dizem respeito ao transporte, ao processamento de pedidos e ao 
gerenciamento de estoque, enquanto as atividades secundárias envolvem 
manuseio de materiais, armazenagem, compras e sistema de informação. O 
layout deve ser pensado em todas as fases da obra de maneira estratégica e 
levando em conta as atividades da logística. Com isso, o tempo de trabalho 
das pessoas é melhor aproveitado, o manuseio desnecessário dos equipamentos 
diminui, evitando acidentes de trabalho, e a produtividade da obra aumenta.
Um elemento facilitador muito utilizado em obras é o barracão de obra. 
O barracão pode ser utilizado para diversas funções, como para banheiros, 
vestiários, escritório e estoque de materiais e equipamentos, por exemplo. O 
barracão pode ser construído na própria obra ou, de maneira prática, alugado 
na forma de containers.
A compreensão das partes constituintes e das normas que regem a monta-
gem do canteiro de obras é essencial para desenvolver um bom planejamento 
para a obra. O bom planejamento do canteiro de obras possibilita que o espaço 
físico da obra seja melhor utilizado, de maneira eficiente e segura, minimizando 
movimentações e facilitando tarefas. Ter um canteiro de obra otimizado, limpo 
e organizado significa que o trabalho do gestor será facilitado e os problemas 
serãoreduzidos.
Projetos constituintes da obra
Seria ótimo se existisse somente um projeto para a obra inteira. Você já se 
perguntou quantos projetos diferentes existem em uma mesma obra? Como 
gestor, quais projetos você deverá contratar para que sua obra seja bem execu-
tada? Quanto mais completos forem os projetos da obra, menos improvisos e 
imprevistos ocorrerão, facilitando muito seu sucesso. Por outro lado, projetos 
excessivamente detalhados podem ser um desperdício de tempo e dinheiro. 
Então, quais são os projetos mais importantes para uma obra?
Gestão preliminar do canteiro de obras6
Claro que o conjunto de projetos vai depender do tipo de obra. De modo 
geral, para a construção de prédios e casas, destacam-se os seguintes projetos.
 � Projeto de aprovação legal de construção: é o projeto que será ca-
rimbado pela prefeitura da cidade, dando o alvará de construção ou a 
permissão para a execução da obra. Esse documento é necessário tanto 
para obras particulares como para obras públicas e é necessário, muitas 
vezes, para buscar financiamento em bancos. Cada cidade tem seu pró-
prio Plano Diretor, que estabelece algumas regras para as construções 
com o objetivo de urbanizar a cidade de forma organizada. Por exemplo, 
algumas áreas da cidade são destinadas a casas, não podendo ter prédios, 
indústrias ou comércios. O Plano Diretor estabelece também quanto da 
área do terreno poderá ser ocupada pela construção, a distância lateral 
entre as edificações, quanto do terreno deverá permanecer permeável, 
índices de iluminação e de ventilação, entre outros fatores. Algumas 
aprovações de projetos estipulam prazos de validade para o documento 
e outras simplesmente aprovam o início da obra, aspecto que varia de 
cidade para cidade.
 � Projeto arquitetônico: é o projeto de criação estética da obra, em que se 
poderá ver qual o produto final da obra. O projeto deve estar de acordo 
com o Plano Diretor da cidade. Esse projeto apresentará os desenhos 
de fachada da construção e divisões de espaços interiores, mas um 
bom projeto irá muito além disso. Um bom projeto arquitetônico tem 
detalhes sobre os materiais utilizados no interior da construção, como 
pisos, pedras, cerâmicas, rodapés, pontos de iluminação, assim como 
suas especificações e marcas aconselhadas. Ele deve andar junto com 
o projeto estrutural, para que a estrutura desejada possa ser dimensio-
nada pelo engenheiro estrutural e não cause um aumento excessivo 
de gastos. O projeto também deve ser compatibilizado com o projeto 
elétrico, hidráulico e outros possíveis projetos existentes na obra. Nesse 
projeto, pode-se ainda encontrar o projeto de jardins, iluminação externa, 
irrigação, design interno da obra, entre outros elementos estéticos da 
obra, conforme solicitado e contratado.
 � Projeto estrutural: projeto que dimensionará e detalhará a estrutura 
para que ela resista aos esforços a que será submetida e atenda às 
condições mínimas de conforto. Ele dependerá do método construtivo 
utilizado, tipicamente de concreto armado, estrutura metálica, alvenaria 
ou madeira. Ele levará em consideração fatores como clima, ação do 
7Gestão preliminar do canteiro de obras
vento e cargas permanentes e acidentais. Nele constarão as dimensões e a 
localização de vigas, pilares, paredes, lajes e outros elementos estruturais 
da obra. Além disso, o projeto estrutural detalha as especificações de 
resistência mínima dos elementos estruturais, como do concreto, das 
armaduras ou da madeira.
 � Projeto geotécnico e de fundações: projeto em que você encontrará 
as especificações para a construção das fundações que sustentarão 
todas as cargas da estrutura da obra, que serão transferidas para o 
solo. Um problema neste projeto pode colocar em risco toda a estrutura 
construída acima dele. É importante que o projeto das fundações da 
obra seja baseado em sondagens geotécnicas do solo onde a obra está 
sendo construída. Ele especificará o tipo de fundação utilizada, se será 
superficial ou profunda, as suas dimensões, o nível de assentamento, 
o tipo de material utilizado e o detalhamento. O projeto ainda pode
ter especificações de técnicas de melhoramento ou reforço de solos.
 � Projeto hidráulico: também chamado de projeto hidrossanitário, este 
projeto especifica a passagem das tubulações de água, a posições e os 
diâmetros dos canos, os registros e a posição da caixa d’água. Deve 
levar em consideração a pressão mínima para correto funcionamento 
de registros e chuveiros. O projeto pode ter especificação sobre coleta, 
reservação e distribuição de água. Geralmente o projeto hidráulico 
contempla sistemas de água fria e quente, esgoto, drenagem de águas 
pluviais, assim como sua ligação com o sistema público.
 � Projeto elétrico: projeto que determina como são os circuitos elétricos 
e seus componentes em uma obra, como tomadas, interruptores, lu-
minárias, ar-condicionado, entre outros. O projeto também especifica 
o quadro de distribuição de energia, seus disjuntores, os dispositivos
de proteção, a ligação com a rede pública de energia e o sistema de 
proteção contra descargas elétricas naturais (como para-raios). Deve-se 
ressaltar que as ligações provisórias utilizadas durante a execução da 
obra também devem ser dimensionadas adequadamente, levando em 
conta a segurança dos trabalhadores que irão utilizá-las.
 � Projeto de prevenção contra incêndio (PPCI): é uma exigência legal 
para instalações comerciais, industriais, de diversões públicas e edi-
fícios residenciais multifamiliares. As residências familiares únicas 
não necessitam de PPCI. O projeto visa a amenizar os danos causados 
por incêndios e proteger a integridade física das pessoas e deve ser 
submetido e aprovado pelo Corpo de Bombeiros.
Gestão preliminar do canteiro de obras8
De acordo com a complexidade e o tipo da obra, outros projetos podem ser 
necessários. Alguns exemplos são projeto de terraplanagem, pavimentação, 
acústica, instalações de gás, estacionamento, sinalização, alarme, fôrmas, 
drenagem, ar-condicionado, entre muitos outros. Veja no Quadro 1 os pro-
jetos básicos para a construção de estradas, pontes e barragens. Devem ser 
incluídas análises de sismicidade quando a obra estiver suscetível a sismos. 
Além disso, a necessidade de análise dos impactos ambientais e o projeto de 
medidas mitigadoras também devem ser avaliados para cada obra.
Estrada Ponte Barragem
Estudos geotécnicos 
e geológicos
Estudos hidrológicos 
e hidráulicos
Estudos topográficos
Estudos de tráfego
Estudos de traçado
Projeto geométrico e 
de terraplanagem
Projeto de pavimentação
Projeto elétrico
Projeto de drenagem
Projeto de 
desapropriação
Projeto de interseções, 
retornos e acessos
Projeto de sinalização
Projeto de elementos 
de segurança
Estudos geotécnicos 
e geológicos
Estudos hidrológicos 
e hidráulicos
Estudos topográficos
Estudos de tráfego
Estudos de traçado
Projeto geométrico e 
de terraplanagem
Projeto arquitetônico
Projeto estrutural
Projeto de fundações
Projeto elétrico
Projeto de elementos 
de segurança
Projeto de drenagem
Projeto de 
pavimentação
Projeto de sinalização
Estudos geotécnicos 
e geológicos
Estudos hidrológicos 
e hidráulicos
Estudos topográficos
Estudos de agregados 
(barragem de terra)
Projeto geotécnico 
da barragem 
(barragem de terra)
Projeto estrutural 
(barragem de concreto)
Projeto do reservatório
Projeto do vertedouro
Projeto de acessibilidade
Projeto das áreas 
de operação
Projeto elétrico
Quadro 1. Estudos e projetos necessários para construção de estradas, pontes e barragens
É importante garantir a compatibilização entre os projetos. As tubulações 
do projeto hidráulico podem passar no mesmo lugar de circuitos elétricos, ou de 
uma parte importante da estrutura e das armaduras. Verificar se um projeto está 
interferindo no outro evita imprevistos durante a execução da obra. Por isso, é 
muito importante que os projetistas das diferentes áreas se comuniquem entre 
9Gestão preliminar do canteiro de obras
si, sincronizandoseus trabalhos e evitando alterações e retrabalhos futuros. O 
ideal é que os projetos cheguem ao encarregado da obra sem interferências, 
mas a complexidade e a diversidade de projetos de uma obra fazem com que 
alguns pontos passem despercebidos até para projetistas muito experientes. A 
compatibilização de projetos compromete desde o projetista até o trabalhador 
da obra, pois pode gerar retrabalho para todas as partes, e por isso deve ser 
encarado como responsabilidade de todos.
Mesmo buscando uma boa compatibilização de projetos, é comum durante 
a fase de projeto e de construção de uma obra que os projetos originais sofram 
alterações. Isso faz com que as plantas sejam revistas e os projetos tenham 
diversas versões, buscando sempre manter a planta atualizada. Durante a fase 
de projeto é muito importante que as versões finais dos projetos sejam apro-
vadas, assinadas e carimbadas pelos seus responsáveis técnicos. A confusão 
das diversas versões dos projetos, sem oficialização da versão final, pode 
acarretar grandes prejuízos na execução da obra. Por isso, o executor da obra 
deve ter certeza de que está com a versão final dos projetos em mãos. Cabe 
ressaltar que essa validação da versão final do projeto é inclusive utilizada, 
muitas vezes, como fator obrigatório para concorrer a licitações para execução 
de obras públicas. Isso garante que o executor trabalhará com a versão final 
do projeto durante a obra.
A atualização e a organização das versões do projeto também são essenciais 
durante a execução obra. A revisão final, que representa como a obra foi real-
mente construída, é chamada de As Built, em português “Como Construído”. 
O As Built não deve mais sofrer alterações e é a versão do projeto que deve 
ser averbada no órgão de registro da cidade, devidamente acompanhada da 
documentação técnica do responsável pelo projeto. Assim, na hora de fazer 
uma nova obra do terreno, o responsável da obra poderá consultar o As Built 
e verificar quais tipos de interferência poderá encontrar no projeto.
Entretanto, como organizar conjuntamente todos os projetos de uma obra? 
Para facilitar a identificação das atividades que constituem a obra, Mattos 
(2010) aconselha a elaboração da EAP. Trata-se da estrutura hierárquica das 
atividades da obra, que são decompostas progressivamente em atividades 
menores e mais fáceis de manejar. A EAP pode ser feita em três formas, 
conforme se vê na Figura 1.
Gestão preliminar do canteiro de obras10
Figura 1. Três formatos da EAP: (a) árvore, (b) analítico e (c) mapa mental.
Fonte: Mattos (2010).
a) b)
c)
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Casa
Fundação
Fundação
Estrutura
Estrutura
Escavação
Escavação
Sapatas
Sapatas
Alvenaria
Alvenaria
Telhado
Telhado
Instalações
Instalações
Esquadrias
Esquadrias
Revestimento
Revestimento
Pintura
Pintura
Acabamento
Acabamento
CASA
Pode-se dizer que o sistema de árvore é o mais fácil de se entender, pois 
o processo de decomposição em etapas se assemelha muito ao de uma árvore
genealógica familiar, com os mais velhos em blocos nos níveis superiores e 
seus filhos nos níveis inferiores. A estrutura analítica é a mais utilizada pelos 
softwares de planejamento. A estrutura de mapa mental é similar à estrutura 
de árvore, porém sem blocos e distribuída radialmente com uma ideia central.
A EAP deve ser feita com especial atenção, pois se alguma atividade for 
esquecida, todo o planejamento da obra deverá ser reformulado e isso poderá 
atrasar a obra, levando à elaboração de projetos de última hora. Mattos (2010) 
ressalta que o desmembramento das atividades da obra não é uma tarefa fácil 
e deve ter a colaboração de todas as pessoas envolvidas no projeto. A elabo-
ração da EAP exige um entendimento aprofundado da metodologia utilizada 
no projeto para possibilitar a transformação de tarefas maiores em pacotes de 
tarefas menores e de fácil compreensão.
11Gestão preliminar do canteiro de obras
Até onde você deve decompor sua EAP? Detalhar demais as atividades pode ser 
desperdício de tempo e de dinheiro, além de poder deixar sua EAP confusa. Por 
exemplo, não é preciso detalhar o posicionamento de cada tijolo de uma parede. 
Para ajudar, Mattos (2010) destaca o tempo mínimo de um dia e o tempo máximo de 
10 dias. Ou seja, se a atividade durar menos de um dia, ela é pequena demais para 
constar em sua EAP, e se a atividade durar mais de 10 dias, ela deve ser decomposta 
em atividades menores.
Administração de materiais e de equipamentos 
em canteiros de obras
Durante uma obra, muitos materiais e equipamentos passam pelo canteiro. 
Você já se perguntou qual é a melhor forma de organizá-los para facilitar o 
andamento da obra, mantê-la limpa e diminuir desperdícios? Isso está direta-
mente ligado ao planejamento do layout da obra e sua logística, que definirá 
estratégias para a movimentação e o armazenamento por meio da elaboração 
de um arranjo físico para o canteiro.
Para começar, deve-se selecionar e classificar os materiais quanto ao seu 
tempo de aplicabilidade na obra, conforme a necessidade de cada. Um exemplo 
é dividi-los em três tipos: tipo 1, que serão adquiridos somente uma vez durante 
a obra, como elevador, betoneira, louças, caixa d’água, entre outros; o tipo 
2, de materiais recebidos em um determinado período diversas vezes, como 
tijolos, concreto, armaduras, entre outros; e tipo 3, para materiais adquiridos 
toda a semana. Os materiais podem mudar de categoria dependendo das ne-
cessidades de cada obra. Deve-se elaborar o planejamento de entrada e saída 
dos equipamentos da obra, evitando custos desnecessários e desocupando 
espaços no canteiro de obras.
Para melhor administrar a movimentação e o armazenamento de materiais 
e equipamentos na obra, Saurin e Formoso (2006) definem algumas diretri-
zes que estão divididas em nove grupos. Essas diretrizes serão analisadas 
posteriormente. São elas:
 � Dimensionamento das instalações.
Gestão preliminar do canteiro de obras12
 � Definição do layout das áreas de armazenamento.
 � Posto de produção de argamassa e concreto.
 � Vias de circulação.
 � Disposição do entulho.
 � Armazenamento de cimento e agregados.
 � Armazenamento de blocos e tijolos.
 � Armazenamento de aço e armaduras.
 � Armazenamento de tubos de PVC.
O dimensionamento de instalações de movimentação e armazenamento 
usualmente adotadas para canteiros de obras de prédios, conforme Saurin e 
Formoso (2006), é apresentado no Quadro 2. Esse quadro destaca algumas 
das instalações mais importantes dos canteiros de obra.
Fonte: Adaptado de Saurin e Formoso (2006).
Instalação Dimensões usuais
Elevador de carga 1,80 m × 2,30 m
Baias de agregados Largura: igual ou maior à caçamba do caminhão
Altura e comprimento: suficientes para o estoque
Usualmente: 3,00 m × 3,00 m × 0,80 m
Estoques de cimento Estimadas com base no planejamento
Saco de cimento: 0,70 m × 0,45 m × 0,11 m
Altura máxima da pilha: 10 sacos
Estoque de blocos Estimadas com base no planejamento 
Saco de cimento: 0,70 m × 0,45 m × 0,11 m 
Altura máxima da pilha: 10 sacos
Caçamba tele-entulho 1,60 m × 2,65 m
Bancada de fôrmas Um pouco maiores do que a maior 
viga ou pilar a ser executado
Portão de veículos Altura e largura que permitam a passagem 
do maior veículo que entrará na obra
Usualmente: 4,00 m × 4,50 m (largura x altura)
Quadro 2. Dimensões usuais de instalações em canteiros de obra
13Gestão preliminar do canteiro de obras
Adm
Pencil
Adm
Pencil
Para a definição do layout das áreas de armazenamento, aconselha-se 
tentar armazenar todos os materiais possíveis no subsolo. Essa medida libera 
o pavimento térreo para instalações provisórias, favorece a limpeza das áreas 
de vivência, protege os materiais armazenados de intempéries e facilita a cir-
culação de materiais e trabalhadores, já que o subsolo é geralmente uma área 
desobstruída.O descarregamento de material pode ser feito por meio de uma 
abertura na laje do subsolo ou na parede do subsolo, com utilização opcional 
de rampas. Em razão da forma e do volume de alguns materiais, como telas 
de aço e blocos de alvenaria, aconselha-se o planejamento de entregas do 
material conforme a obra for executada, com entrega diretamente no local de 
uso por meio de pallets, para reduzir a necessidade de estoque desses materiais. 
Quando as áreas de armazenamento não podem ser no subsolo, aconselha-se 
que ela seja próxima ao descarregamento do material pelos caminhões, para 
minimizar movimentações, e em área coberta.
O posto de produção de argamassa e concreto define a localização da 
betoneira e dos materiais utilizados para fazer o concreto. Aconselha-se que o 
posto se situe próximo do elevador de carga, cuidando para evitar o cruzamento 
de fluxos. O posto deve estar em um local coberto, podendo ser sob a própria 
construção ou sob um telhado construído para esse fim.
Uma dica para manter o canteiro de obras limpo e organizado é envolver toda a 
equipe por meio de treinamento, recompensas e conscientização. Para a implantação 
de um programa de qualidade existe o programa 5S, que incentiva a prática de cinco 
sensos nas pessoas.
 � Descarte (seiri): identificar objetos e materiais desnecessários e descartá-los, 
liberando espaços no canteiro.
 � Ordem (seiton): estabelecer o lugar certo para os objetos ou materiais, por meio 
de sinalizações, diminuindo o tempo de busca.
 � Limpeza (seiso): a limpeza deixa o ambiente mais agradável para se trabalhar e 
melhora a imagem da empresa.
 � Asseio (seiketsu): busca conscientizar a equipe quanto à necessidade de higiene 
individual e de condições de trabalho satisfatórias quanto a ruído, temperatura e 
iluminação, por exemplo.
 � Disciplina (shitsuke): incentivar responsabilidade e iniciativa nos trabalhadores, 
por exemplo, com o incentivo da utilização dos equipamentos de proteção indi-
vidual (EPI).
Gestão preliminar do canteiro de obras14
As vias de circulação de pessoas e equipamentos deve constar no layout 
do canteiro de obras. Deve-se executar o contrapiso antes de alocar qualquer 
estoque, com objetivo de facilitar a circulação e evitar perdas de materiais, 
redução de produtividade e acidentes de trabalho. O trajeto de caminhões deve 
ser em solo estável, se necessário, com uma camada de brita. A drenagem das 
vias de pessoas e veículos deve ser adequada. Deve-se verificar se a interfe-
rência de escoramentos e sacadas na circulação de pessoas e veículos, para 
evitar soluções improvisadas de alteração de layout durante a obra.
O entulho, apesar de indesejado, existe em todas obras. A disposição de 
entulho deve ser feita em local específico para esse fim, com caçamba ou baia 
de armazenamento. A descarga pode ser feita por meio de tubos coletores, 
evitando, assim, o desperdício de material e mão de obra. A caçamba ou baia 
de armazenamento de entulho deve estar localizada próximo ao local de des-
carte de material ou abaixo do tubo coletor e deve ser um lugar acessível ao 
caminhão de coleta. É desejável separar os depósitos de entulho para materiais 
e lixo orgânico, possibilitando também a separação de entulho reaproveitável. 
A Figura 2 apresenta um uso comum de caçamba e tubo coletor para descarga 
de entulho.
Figura 2. Tubo coletor de entulho e caçamba e conexão para descarte por andares.
Fonte: Rita Romanyshyn/Shutterstock.com.
15Gestão preliminar do canteiro de obras
Algumas recomendações sobre o armazenamento de cimento e agrega-
dos em canteiros de obra são descritas por Bonin et al. (1993). Um resumo é 
apresentado no Quadro 3, para cimento e agregados separadamente.
Fonte: Adaptado de Bonin et al. (1993).
Cimento Agregados
Manter estoques em locais abrigados ou cobri-los com lona impermeável
Pilhas de sacos distanciadas 0,30 
m de paredes e 0,50 m do teto, 
para evitar contato com umidade 
e permitir a circulação de ar
Baias com no mínimo três lados 
e cerca de 1,20 m de altura
Pilhas de no máximo 10 sacos Pilhas de no máximo 1,50 m de altura
Obras com grandes estoques: utilizar 
sacos mais velhos antes dos novos
Largura das baias de no mínimo 3 m
Localizar sobre um estrado para evitar 
a ascensão de umidade do piso
Estocar sobre lajes ou piso 
cimentado (ou desprezar 
últimos 15 cm de estoque)
Regiões muito quentes: empilhar no 
máximo cinco sacos, evitar lonas de 
cor preta e afastar as pilhas em 0,50 m
Providenciar boa drenagem 
para a baia de estoque
Quadro 3. Recomendações para armazenamento de cimento e agregados
Para o armazenamento de blocos e tijolos, destaca-se os seguintes as-
pectos: local de estoque deve estar nivelado e limpo; separar blocos e tijolos 
por tipos; altura máxima de 1,40 m, para evitar que os trabalhadores ergam 
os braços demasiadamente; estoque localizado em zona coberta ou cobri-lo 
com lona impermeável; aconselha-se marcar no solo a zona delimitada para 
o estoque; o descarregamento desses materiais deve ser feito o mais próximo
possível da zona de uso ou do equipamento de transporte vertical de materiais; 
utilizar pallets para sua movimentação ou carrinhos porta-blocos.
O armazenamento de aço e armaduras depende da agressividade do 
meio em que a obra se encontra, conforme destaca Bonin et al. (1993). Em 
meios fortemente agressivos, por exemplo, em regiões perto do mar ou 
Gestão preliminar do canteiro de obras16
industriais, deve-se armazenar o aço e as armaduras pelo menor tempo 
possível, manter os estoques cobertos e abrigados em galpões. Para meios 
medianamente e fracamente agressivos, como em regiões com umidade 
do ar alta e média, recomenda-se cobrir o estoque com lonas plásticas. Os 
seguintes cuidados são recomendados para todos os meios: barras separadas 
e identificadas por diâmetro; deve-se ter mais atenção com aços já cortados 
ou dobrados, em razão do rompimento da película protetora das barras; em 
obras com pouco espaço, pode-se estocar as barras em ganchos nas paredes; 
proteger as pontas horizontais e verticais de vergalhões para evitar acidentes 
de trabalho.
Para o armazenamento de tubos de PVC, algumas dicas são: armazenar 
preferencialmente no almoxarifado, ou então em lugares sem exposição direta 
ao sol ou cobertos com lona; separar e identificar por bitolas; e, para obras 
com pouco espaço, podem ser armazenados em ganchos na parede.
Lembre-se que a utilização de barracões de obra pode ser muito útil para a 
estocagem de materiais. O barracão é um ambiente protegido de intempéries, 
coberto e com piso. Além dessa dica, é sempre bom lembrar que q limpeza 
do canteiro de obras é essencial para o aumento da eficiência da obra e para 
que o ambiente de trabalho seja mais agradável.
A NR-18 destaca, nos itens 18.14 — Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas 
e 18.24 — Armazenagem e Estocagem de Materiais, alguns aspectos essenciais que 
devem ser cumpridos para garantir a segurança das pessoas e o correto armazenamento 
e transporte de materiais no canteiro de obras.
Como você pode perceber, a criação de um layout adequado para todos 
os materiais que passarão na obra não é fácil, porém existem muitas dicas e 
recomendações que facilitam a tarefa. É sempre desejável que vários membros 
da equipe opinem sobre o layout do canteiro de obras, em especial os próprios 
trabalhadores da obra. Deve-se buscar a minimização de deslocamentos e evitar 
o desperdício de materiais, sempre priorizando a segurança dos trabalhadores.
Mas, lembre-se: o layout de um canteiro está sempre se modificando em função 
das suas necessidades e do desenvolvimento da obra.
17Gestão preliminar do canteiro de obras
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12284:1991. Áreas de vivência 
em canteiros de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1991.
BONIN, L.C. et al. Manual de referência técnica para estruturas de concreto armado con-
vencionais. Porto Alegre: Sinduscon/RS, 1993.
BRASIL. Ministério doTrabalho. Norma Regulamentadora NR 18. Condições e Meio 
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Brasília, DF, 2015. Disponível em: 
<http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-re-
gulamentadoras/norma-regulamentadora-n-18-condicoes-e-meio-ambiente-de- 
trabalho-na-industria-da-construcao>. Acesso em: 22 out. 2018.
ILLINGWORTH, J. R. Construction: Methods and Planning. 2. ed. London: CRC Press, 2000.
MATTOS, A. D. Planejamento e controle de obras. São Paulo: Pini, 2010. 
OLIVEIRA, C. F. Canteiro de obra: componentes. 20 abr. 2016. Disponível em: <https://
pt.slideshare.net/CarolinaFerreiradeOl/aula-1-componentes-de-canteiro-de-obra>. 
Acesso em: 22 out. 2018.
SAURIN, T. A.; FORMOSO, C. T. Planejamento de canteiros de obra e gestão de processos. 
Porto Alegre: ANTAC, 2006. (Recomendações técnicas HABITARE, 3).
Gestão preliminar do canteiro de obras18
Dica do professor
Vídeo 360o de um canteiro de obra
Faça um passeio virtual em um canteiro de obra por meio de um vídeo 360o. Aprenda sobre tipos 
de canteiros e elaboração de layouts. Use o mouse para navegar pelo vídeo.
_1.1_
https://www.imeplayer.com/embed/363636538
acesso só via ava 3min
video mal gravado só mostra o zoom da 
obra. Péssimo!
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Exercícios
1) Existem três tipos de canteiros de obra, conforme a ocupação da construção no terreno e a
acessibilidade: restritos, amplos, e longos e estreitos. Indique qual das opções abaixo mais se
encaixa em um canteiro de obras amplo.
A) Canteiro de obras em um terreno de 20 X 60 metros, com acesso em somente um dos lados e
terreno da construção ocupando uma área de 10 x 40 metros.
B) Prédio construído no centro de São Paulo, com 40 andares, em um terreno de 25 X 30
metros, com área ocupada pela construção de 20 x 25 metros.
C) Casa construída em um terreno de 10 metros quadrados, com três andares, com acesso por
dois lados, ocupando a totalidade do terreno.
D) Prédio residencial construído no meio de um terreno de 30 X 40 metros, com área da
construção de 10 X 10 metros e acesso por três lados.
E) Canteiro de obras e um conjunto habitacional de casas geminadas, em um terreno de 30 X 50
metros, com a construção ocupando 80% da área do terreno e com acesso pela parte frontal
da obra.
_1.1_
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2) Você é gestor da obra de um complexo habitacional com 2 torres de 15 andares cada. A
construção conta com 45 trabalhadores e, como localiza-se longe da cidade, 35
trabalhadores estão alojados na obra. A comida é encomendada pronta e chega em
recipientes individuais, todos os dias, para os trabalhadores em seu ambiente de trabalho.
Quais são os elementos essenciais do seu canteiro de obras?
A) Instalações sanitárias, vestiário, alojamento, cozinha, lavanderia, área de lazer.
B) Instalações sanitárias, alojamento, local de refeições, área de lazer, ambulatório.
C) Instalações sanitárias, vestiário, alojamento, local de refeições, lavanderia, área de lazer.
D) Instalações sanitárias, vestiário, alojamento, cozinha, lavanderia, área de lazer, ambulatório.
E) Instalações sanitárias, vestiário, alojamento, local de refeições, área de lazer, ambulatório.
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Você é dono de uma construtora e seu novo cliente quer o projeto de uma casa de dois 
andares, com residência no andar de cima e comércio no andar de baixo. Você pede ao seu 
engenheiro que elabore todos os projetos necessários para a obra, para que, em seguida, 
você possa pedir o projeto de aprovação legal na Prefeitura da sua cidade. Um mês depois, 
seu engenheiro entrega os seguintes projetos: estrutural, de fundações, arquitetônico, 
elétrico e hidrossanitário. Logo você percebe que um projeto essencial está faltando. Qual 
projeto faltou o engenheiro entregar?
A) Projeto de compatibilização de instalações elétricas e hidrossanitárias.
B) Projeto de viabilidade da obra.
C) Projeto do planejamento e cronograma da obra.
D) Projeto de sondagens geotécnicas.
E) Projeto de prevenção contra incêndio.
3)
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4) Você é o encarregado de uma obra e seu chefe lhe pede para elaborar um relatório sobre os
componentes de operação da obra, para saber se eles estão funcionando de maneira eficaz.
Quais componentes estarão presentes em seu relatório?
A) Escritório de administração e escritório de segurança do trabalho da obra, escritório de
qualidade, almoxarifado geral, ambulatório, central de solda e central de esquadrias.
B) Escritório de administração da obra, escritório de segurança do trabalho da obra,
almoxarifado geral, área de carga e descarga de materiais e pátio de manutenção de
equipamentos.
C) Escritório de administração da obra, escritório de segurança do trabalho da obra, instalações
sanitárias, almoxarifado geral, laboratório de qualidade e local de armazenamento de peças
pré-moldadas.
D) Escritório de administração da obra, escritório de segurança do trabalho da obra,
almoxarifado geral, almoxarifado de equipamentos de proteção individual e refeitório.
E) Escritório de administração da obra, escritório de segurança do trabalho da obra, cozinha,
almoxarifado geral, almoxarifado de equipamentos de proteção individual e central de
concreto.
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Catarina, as fundações foram executadas e agora começará a construção do pavimento 
térreo. Os trabalhadores retomarão os trabalhos em 10 dias. Porém, você já começou a 
organização dos trabalhos e do canteiro, e amanhã receberá carregamentos de agregados, 
sacos de cimento e armaduras. Seu chefe indica que todos os materiais que chegarem neste 
período deverão ser armazenados juntos, no mesmo lugar, para que ele possa verificar 
alguns dias depois. Qual a opção mais adequada para estocagem neste momento?
A) Dentro do galpão da obra, que conta com piso e telhado, cobrindo os materiais com lona
impermeável e mantendo-os longe das paredes. Os sacos de cimento em cima de estrados.
B) Nas áreas externas que tiverem piso, cobrindo com lona impermeável, o mais próximo
possível das zonas em que serão utilizadas na obra. Os sacos de cimento em cima de estrados.
C) Abaixo das áreas externas destinadas para a armazenagem de materiais, com piso e telhado.
Os sacos de cimento em cima de pallets.
D) Abaixo das áreas externas destinadas à armazenagem de materiais, com piso, telhado e
cobrindo os materiais com lona impermeável. Os sacos de cimento em cima de pallets.
E) Dentro do galpão da obra, que conta com piso e telhado, mantendo os materiais longe das
paredes, o mais próximo possível da porta, para facilitar sua retirada posteriormente. Os sacos
de cimento em cima de pallets.
Você é gestor de uma obra que está recomeçando, depois de algum tempo parada, devido à 
falta de verba para comprar materiais. Localizada em Balneário Camboriú, no litoral de Santa 
5)
elm = acho que as opções foram mal redigidas e, da forma apresentada, A e E são opções 
viáveis.
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Na prática
Existem três tipos de canteiros de obras, classificados conforme a ocupação da construção no 
terreno de obras e das vias de acesso do terreno: restritos, amplos, e longos e estreitos.
Veja a seguir, Na Prática, um pouco mais sobre esses canteiros de obras e seu layout.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
_1.1_
ESTUDO DE CASO
Catarina é gestora de três construções na sua cidade. Cada uma apresenta um 
tipo de canteiro de obras diferente.
OBRA 1: Prédio no centro 
da cidade. OBRA 2: Casa de fazenda.
A construção ocupa uma pequena parte do 
terreno, há diversos acessos e a gestora 
tem um canteiro de obras amplo e cheio de 
espaço.
OBRA 3: Novarodovia de 
asfalto, ligando zonas 
rurais à cidade.
O canteiro é longo e estreito, e a gestora precisa lidar com o acesso 
limitado a uma das dimensões da rodovia.
Veja como Catarina aconselha a começar o desenho do layout do canteiro de 
obras:
1 Pegue papel e caneta.
2 Desenhe seu terreno e local da construção.
3 Adicione o local de entrada e saída dos veículos.
4 Defina a área de estoque de materiais.
5 Defina a área de descarregamento dos materiais.
6 Defina o local do barracão.
7 Defina o local das demais instalações da obra.
DICAS
Evite colocar o estoque muito longe da construção.
Os locais de trânsito não podem possuir materiais e equipamentos.
Lembre-se de qeu o canteiro de obras mudará durante o andamento da obra.
Adm
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Autodesk - o que é BIM?
Neste vídeo rápido, entenda o poder da ferramenta BIM para a compatibilização dos diversos 
projetos constituintes de uma obra de construção civil.
Planejamento de Canteiros de Obra e Gestão de Processos
Como criar uma estrutura analítica de projeto? Confira 6 dicas.
Veja, neste artigo, seis dicas para elaborar uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) completa e de 
qualidade para sua obra.
Compatibilização de projetos
A compatibilização de projetos na gestão de um canteiro de obras é essencial. O estudo dos 
projetos constituintes da construção antes de executá-la antecipa problemas e faz com que o 
_1.1_
https://www.youtube.com/embed/yAV73NqZD9w
2min
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/projeto-e-implantacao-de-canteiro-
de-obras/apostila-habitare
pdf 112p
 Planejamento de canteiros de obra e gestão de processos / Tarcisio Abreu Saurin [e] 
Carlos Torres Formoso. — Porto Alegre : ANTAC, 2006. —(Recomendações Técnicas 
HABITARE, v. 3)
https://artia.com/blog/como-criar-uma-estrutura-analitica-de-projeto/
pág internet artigo curto.
gestor ganhe tempo e evite gastos inesperados durante a obra.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/
c911a8ef613b6fa4c1bf0fd890c5629a
vídeo ~5min, tipo dica do professor...
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITOS DE IMAGENS
ABNT NBR 12284:1991. Áreas de vivência em canteiros de obras – Procedimento.
ARTIA. Como criar uma estrutura analítica de projeto. Disponível em:
https://artia.com/blog/como-criar-uma-estrutura-analitica-de-projeto/. Acesso em:
10 set. 2018.
BONIN, L. C. et al. Manual de referência técnica para estruturas de concreto
armado convencionais. Sinduscon/RS: Programa de qualidade e produtividade na
construção civil/RS, 1993.
ILLINGWORTH, J.R. Construction: methods and planning. London: E&FN Spon,
1993.
MASSA CINZENTA. Compartilhar projetos reduz custo da obra em até 10%.
Disponível em: http://www.cimentoitambe.com.br/compatibilizar-projetos-reduzcusto-da-obra-
em-ate-10/ Acesso em: 10 set. 2018.
MATTOS, A. D. Planejamento e controle de obras. São Paulo: Pini, 2010. 420p.
NORMA REGULAMENTADORA NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na
indústria da construção.
PRA CONSTRUIR. Canteiro de obras: o que é e como organizar. Disponível em:
https://blogpraconstruir.com.br/etapas-da-construcao/canteiro-de-obras. Acesso
em: 21 nov. 2018.
SAURIN, T. A.; FORMOSO, C. T. Planejamento de canteiros de obra e gestão de
processos. Recomendações técnicas HABITARE, v. 3. Porto Alegre: ANTAC, 2006.
112p.
SLIDESHARE. Canteiro de obras. Disponível em:
https://pt.slideshare.net/CarolinaFerreiradeOl/aula-1-componentes-de-canteiro-deobra. Acesso 
em: 21 nov. 2018.
TÉCHNE. Tecnologia: desperdício mínimo. Disponível em:
http://techne17.pini.com.br/engenharia-civil/113/artigo286066-1.aspx. Acesso em:
10 set. 2018.
YOUTUBE. Autodesk: o que é BIM? Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=yAV73NqZD9w. Acesso em: 10 set. 2018.
Banco de imagens Shutterstock.
SAGAH, 2018.
Serviços preliminares e instalações provisórias
Apresentação
A logística nos canteiros de obras é um tema relevante para a gestão de qualquer tipo de 
construção. Porém, antes mesmo do início da implantação do canteiro, algumas atividades prévias, 
comumente necessárias, estarão a cargo do engenheiro de obras.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer tais atividades, que são usualmente 
denominadas "Serviços Preliminares" e envolvem, dentre outros serviços, a verificação da 
disponibilidade de instalações provisórias, as demolições (quando existem construções 
remanescentes no local em que será construído o edifício), a retirada de entulho e, também, o 
movimento de terra necessário para a obtenção do nível de terreno desejado para o edifício. 
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os serviços necessários para a implantação de um canteiro de obras.•
Relacionar as instalações provisórias indispensáveis para a execução de uma obra.•
Dimensionar equipamentos e instalações provisórias que compõem o leiaute de um canteiro
de obras.
•
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO - C (2024.ABR)
1.1 - Gestão preliminar do canteiro de obras
1.2 - Serviços preliminares e instalações provisórias
2.1 - Terraplenagem: movimentos de terra e equipamentos
2.2 - Locação da obra
3.1 - Alvenaria: Técnicas construtivas
3.2 - Revestimentos: técnicas construtivas
4.1 - Impermeabilização: Técnicas construtivas
4.2 - Telhados e coberturas
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 Pinturas
__ C.2 Vidros
__ C.3 Esquadrias
__ C.4 Qualidade e desempenho na construção
Aula 1.2
_1.2_
elm = Avaliação da aula. Regular. Assinalada opções - Precisei pesquisar mais; - Conteúdo 
Livro difícil. Vídeo muito curto.
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Desafio
Você pretende usar um sistema de roldanas (conforme ilustração) para içar materiais em uma obra 
residencial com três pavimentos.
Ficará encarregado desse serviço um servente, um único homem, que pesa aproximadamente 90 
kg. Sabendo que o peso seguro e recomendável para uma pessoa levantar equivale a 1/3 de sua 
massa corporal, e que um tijolo de 6 furos padrão (9 x 14 x 19 cm) pesa em média 2 kg.
_1.2_
PERGUNTA
Quantos tijolos seu servente 
é capaz de içar de um única 
vez?
elm = 60 tijolos (o desenho 
apresentado induz erro ao posicionar 
1/3 de massa corporal no local dos 
tijolos; deveria estar junto à força 
P, onde a pessoa faz força).
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Infográfico
Logo após estarem os projetos prontos e a construção licenciada, os serviços preliminares são um 
conjunto de atividades e providências tomadas como preparação para o início da obra, tais como: 
demolições, sondagens, movimentação de terra, drenagens, contenções, etc.
Com o terreno pronto, iniciam-se as instalações provisórias (montagem do canteiro de obras), 
indispensáveis para o início do empreendimento. Essas instalações incluem, por exemplo: entrada 
de energia e água, demolições, barracões, sanitários, vistoria das edificações vizinhas, rebaixamento 
de lençol freático, etc.
_1.2_
elm = figura bem poluída, congestionada! O texto acima é melhor que o infográfico!
SERVIÇOS PRELIMINARES 
(capinar tapumar demolir terraplanar)
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS 
(canteiro de obras)
* Dependendo das condições originais do lote, a ordem de execução das 
etapas pode variar ou algumas etapas até podem ser desnecessárias.
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Conteúdo do livro
Antes mesmo da implantação do canteiro de obras, vários serviços são necessários para o início de 
uma construção. O "start" da obra compreende a mobilização de pessoas, máquinas, equipamentos 
e ferramentas, seguido da construção das instalações provisórias do canteiro de obras, tais como 
escritórios, oficinas, dormitórios, refeitórios, banheiros, almoxarifados e locais de estocagem de 
materiais em geral.
Leia os tópicos do capítulo Serviços preliminares e instalações provisórias. Inicieseus estudos no 
tópico Serviços preliminares e instalações provisórias seguindo até Transporte vertical de materiais.
_1.2_
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1SUMÁRIO 1 
!unidade 1 l 
Obras de infraestrutura e obras civis ................................................. 13 
Vinicius Simionato 
Diferenças entre projetos de obras de infraestrutura e obras civis ............................ 14 
Indicar as principais etapas de elaboração de um projeto de infraestrutura ...... 16 
Diferenças nas especificações de maquinário e materiais para diferentes 
tipos de obras .......................................................................................................................................... 19 
Fases de uma obra .................................................................................... 27 
André Luís Abitante 
L Fasesdeumaobra ..................................................................................................................................... ~ 
Serviços preliminares e instalações provisórias ............................ .46 
André Luís Abitante 
Serviços preliminares ............................................................................................................................... 47 
Instalações provisórias ............................................................................................................................. 50 
Locação da obra ........................................................................................ 57 
André Luís Abitante 
Locação da obra .......................................................................................................................................... 57 
Equipamentos e ferramentas ···················································································-·······················58 
Processos de locação ............................................................................................................................... 60 
Obras de terraplenagem: máquinas e equipamentos ................. 67 
André Luís Abitante 
Obras de terraplenagem ........................ ......................... ...................................................................... 67 
Escavação de valas para drenas e fundações .......................................................................... 72 
Esgotamento das águas ......................................................................................................................... 76 
Concretagem: materiais .......................................................................... 80 
Alessandra Martins Cunha 
Concreto ...................................................................................................................................... ..................... 80 
Água .................................................................................................................................................................... 86 
Aditivos ............................................................................................................................................................. 87 
Concretagem: dimensionamento e efeitos ..................................... 92 
Alessandra Martins Cunha 
Dosagem de concreto ............................................................................................................................. 92 
Dosagem ou traço do concreto ........................................................................................................ 94 
Dosagem .......................................................................................................................................................... 96 
Efeitos .............................................................................................................................................................. 108 
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1 Concretagem: cura e contro le tecnológico ................................... 1171 
Vinicius Simionato 
Cuidados no [processo de cura do concreto ........................................................................... 117 
Concreto fresco: controle da trabalhabilidade (teste de slump) .... ........................... 122 
Controle da resistência do concreto: testes de compressão ........................................ 124 
Formas: confecção e colocação ........................................................ 130 
André Luís Abitante 
Formas: confecção e colocação ....................................................................................................... 131 
Tipos de formas ............................... .......................................................................................................... 135 
Sistemas especiais de formas ............................................................................................................. 153 
L Materiais utilizados para formas ........................................................................... ........................... 155 1 
Unidade2 
Alvenaria: vedação e estrutural .......................................................... 161 
André Luís Abitante 
Alvenaria ........................................................................................................................................................ 162 
Dimensionamento de um prédio não estruturado .......................................................... 165 
Alvenaria: materiais ............................................................................... 173 
André Luís Abitante 
Alvenaria ......................................................................................................................................................... 173 
Alvenarias de blocos naturais ........................................................................................................... 174 
Alvenarias de blocos artificiais ......................................................................................................... 176 
Comparação entre tijolo maciço e bloco vazado ............................................................... 179 1 
!Alvenaria: técnicas construtivas ........................................................ 1831 
André Luís Abitante 
Paredes em alvenaria: etapas ........................................................................................................... 183 
Técnicas de execução de uma alvenaria .................................................................................. 195 
Sistemas de distribuição de carga sobre a alvenaria ........................................................ 198 
Revestimentos: t ipos ............................................................................. 206 
Ronei Tiago Stein 
Revestimentos ........................................................................................................................................... 206 
Revestimentos cerâmicos ................................................................................................................... 210 
L Principais propriedades dos refratários cerâmicos ............................................................. 2~ 
Revestimentos: técnicas construtivas .............................................. 218 
Ronei Tiago Stein 
Argamassas para revestimento ..................................................................................................... 218 
Cuidados prévios necessários ........................................................................................................ 220 
Cuidados no assentamento de revestimentos cerâmicos ............................................ 2 24 
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Unidade 3 
Pavimentação: pavimentos flexível e rígido .................................233 
Lélis Espartel 
Função de um pavimento .......... ....................................................................................................... 233 
As camadas do pavimento flexível .............................................................................................. 235 
Pavimento flexível x pavimento rígido ......... ............................................................................. 238 
Pavimentação: materiais ...................................................................... 243 
Lélis Esparte/ 
Agregado ...................................................................................................................................................... 243 
Ligantes asfálticos ................................................................................................................................... 246 
Material para base, sub-base e reforço do subleito ........................................................... 248 
1 Pavimentação: técnicas construtivas .............................................. 2s61 
Lélis Esparte/ 
Execução das camadas inferiores ................................................................................................. 257 
Técnicas executivas de revest·mentos ....................................................................................... 260 
L Maqu inári o ...................................... ............................................................................................................. 265 1 
1 Pavimentação: controle de defeitos ................................................ 27 2 1 
Lélis Esparte/ 
Processos de degradação .................................................................................................................. 273 
Tipos de defeitos ...................................................................................................................................... 275 
Aval iação estrutural ................................................................................................................................. 278 
Técnicas de restauração ...................................................................................................................... 2 81 
Impermeabilização: materiais ............................................................ 28 6 
Ronei Tiago Stein 
lmpeirmeabilização: concei tos e importância ....................................................................... 28 6 
Principais locais e usos de impermeabilizantes ................................................................... 289 
L_!rincipais materiais impermeabilizantes .................................................................................. 290 1 
l 1mpermeabilização: técnicas construtivas .................................... 298 1 
Ronei Tiago Stein 
Mecanismos de atuação da umidade na construção ...................................................... 29 8 
Projeto de impermeabilização ........................................................................................................ 3 02 
Dificuldades encontradas no projeto de impermeabilização .................................... 303 
Componentes do sistema de impermeabil ização ............................................................. 305 
Esquadrias .................................................................................................. 313 
Caroline Schneider Lucio 
A importância das esquadrias nas edificações ...................................................................... 313 
LTipos de esquadrias ............................................................................................................................... .315 
Materiais mais util izados para esquadrias ................................................................................ 3~ 
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1 Unidade4 
Vidros .......................................................................................................... 327 
Caroline Schneider Lucio 
O que são vidros ....................................................................................................................................... 327 
Principais características do vidro ................................................................................................. 333 
Pinturas ...................................................................................................... 337 
Caroline Schneider Lucio 
Pintura ............................................................................................................................................................. 337 
Sistemas de pintura ................................................................................................................................ 338 
Tipos de t intas e acabamento ......................................................................................................... 340 
Apl icação da tinta e de materiais utilizados 
na construção ....................................................................................................................................... 341 
Telhados e coberturas .......................................................................... 345 
Caroline Schneider Lucio 
L Coberturas ................................................................................................................................................... 345 I 
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[uNIDAD~ Obras de infraestrutura 
e obras civis 
Objetivos de aprendizagem 
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: 
• Reconhecer as diferenças entre projetos de obras de infraestrutura 
e obras civis. 
• Indicar as principais etapas de elaboração de um projeto de 
infraestrutura. 
• Identificar as diferenças nas especificações de maquinário e materiais 
para diferentes tipos de obras. 
Introdução 
Quando você pensa em uma obra de engenharia civi l, provavelmente a 
primeira coisa que lhe vem à cabeça é uma casa ou um edifício. Apesar de 
correta, essa imagem é um tanto quanto simplista e desconsidera todos 
os outros demais projetos pelos quais um engenheiro civil é responsável. 
Casas, prédios e habitações em geral constituem a área conhecida como 
obras civis. Existem, ainda, as construções chamadas de obras ou projetos 
de infraestrutura. Elas envolvem elementos como rodovias, barragens, 
sistem as de t ransmissão de energia, tratamento de esgoto, enfim, os 
serviços necessários para que uma cidade ofereça todas as suas funcio­
nalidades e para que seus cidadãos tenham uma boa qualidade de vida. 
Neste texto, você será apresentado aos diferentes tipos de obras de 
infraestrut ura. Também entenderá algumas das particularidades das 
etapas de concepção, projeto, execução e utilização de infraestruturas. 
Além disso, conhecerá os equipamentos, máquinas e materiais comu­
mente utilizados nesses t ipos de obras. 
Diferenças entre projetos de obras de 
infraestrutura e obras civis 
Como você já aprendeu, obras de infraestrutura são aquelas que melhoram 
a lg um serviço para a população. Assim, se pode dizer que elas possuem 
também um caráter social, cujo objetivo é trazer mais qualidade de vida para 
os cidadãos. Você pode, portanto, classificar essas obras de acordo com sua 
função, conforme a Figura 1: 
l• Obras de infraestrutura de transportes compreendem rodovias, pontes, 
viadutos, aeroportos, corredores de ônibus, ferrovias, portos e todas as 
instalações necessárias para o transporte de pessoas e cargas. 
~ 
• Obras de urbanização compreendem a execução de ruas, praças, cal-
çadas, espaços verdes e demais elementos necessários para servi r a 
espaços urbanos e comunidades. 
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....... Obras de construção -
Obras civis Obras de infraestrutura 
1 
....___ Edificações habitacionais - In fraestrutura de transportes 
1 
....___ Comercial - Obras de urbanização 
1 
....___ Industrial - Sistemas de água e esgoto 
1 
....___ Cultural e esportiva - Sistemas de energia 
1 
Assistência médica Movimentações de terra - -e social, etc. (minas. contenções, etc.) 
1 Figura 1. 1 ipos de obras de construção: obras de infraestrutura e civis. 1 
fll Os sistemas de água e esgoto são infraestruturas que envolvem desde 1 
a coleta de água, seu tratamento para consumo humano, a rede de 
distribuição para que esta chegue em todos pontos de demanda, o 
armazenamento onde necessário, a posterior coleta do esgoto, o dire­
cionamento para as centrais de tratamento, o processo de tratamento 
e, por fim, o seu correto despejo. 
• Já os sistemas de energia buscam a geração de energia nos mais diferen­
tes formatos (hidroelétrica, termelétrica, eólica, solar, etc.). Envolvem 
centrais de adequação de tensão e linhas de distribuição para que a 
energia chegue até o consumidor final. 
• As obras de movimentações de terra podem servir de apoio para outras 
infraestruturas, como a construção de uma barragem de solo para uma 
hidroelétrica e a contenção de uma encosta para construção de uma 
rodovia. Podem envolver ainda diversas outras situações em que o relevo 
L original deva ser adaptado para alguma necessidade. _J 
Obras de infraestrutura, de maneira geral, são obras de grande porte que 
envolvem di ferentes tipos de profissionais por longos períodos de tempo. 
O gerenciamento das atividades e de sua inter-relação é complexo e requer 
profiss ionais experientes e qualificados. Outro aspecto característico das 
obras de infraestrutura é o seu custo elevado. Conforme o tipo de obra, as 
características da região, a extensão e outros fatores, esse tipo de obra pode 
chegar a ter um orçamento de bilhões de reais. 
Fique atento 
O porte, o praLo, o custo e a diversidade de agentes envolvidos reforçam a importância 
do gcrenciamento de uma obra desde a sua concepção (estudos e projetos), passando 
pela etapa de obra (construção e fiscaliLação), até a sua utiliLação (operação e análises). 
Assim, de maneira geral, obras de infraestrutura diferem das obras de 
construção civil por seu impacto social, seu custo elevado, seu longo prazo 
de execução e sua grande interferência no meio ambiente. Buscando abranger 
todas essas esferas, existe o conceito de tripé da sustentabilidade: ambiental, 
social e econômica. Nessa metodologia de análise, se deve avaliar um pro­
jeto com base nesses três quesitos, buscando a melhor solução para todos os 
envolvidos nele. 
Indicar as principais etapas de elaboração de 
um projeto de infraestrutura 
Você deve imaginar que os estudos para implementação de uma obra de 
infraestrutura começam muito antes do início da construção em si. Como 
são obras de grande porte, seu impacto (tanto na fase de construção quanto 
na fase de utilização) influenciará a vida de muitas pessoas, além de todo o 
meio ambiente ao seu redor. Por isso, diversos estudos devem ser realizados 
para avaliar os benefícios e prejuízos causados pela obra. Esse conjunto de 
estudos compreende o Estudo de Impactos Ambientais e Relatórios de Impactos 
Ambientais, comumente conhecido como ElA!RlMA. Nele se encontram 
identificados e avaliados de forma imparcial e meramente técnica os impactos 
que um determinado projeto poderá causar no ambiente, assim como medidas 
mitigadoras. Esse relatório deve ser elaborado por profissionais qualificados 
nas diversas áreas de abrangência do projeto: engenheiros civis e ambientais, 
agrônomos, geólogos, sociólogos, biólogos, economistas, entre outros. 
Cada obra de infraestrutura terá suas particularidades no processo que 
inicia na concepção do empreendimento e termina na sua utilização pela 
sociedade. Do ponto de vista ambiental, você deve seguir os procedimentos 
de elaboração do EIA/RIMA. De uma maneira sintética, se pode apresentá-los 
a partir das seguintes etapas: 
• Diagnóstico da área de influência: caracterizar a situação ambiental 
da área, antes da execução do projeto, nos meios: 
• Físico: o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos 
minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d'água, o 
regime hidrológico, as correntes marinhas e as correntes atmosféricas; 
• Biológico: a fauna e a flora, destacando as espécies indicadoras da 
qualidade ambiental - de valor científico e econômico, raras e ameaçadas 
de extinção - e as áreas de preservação permanente; 
• Socioeconó mico: o uso e a ocupação do solo, os usos da água e a 
socioeconomia, destacando os sítios e monumentos arqueológicos, 
históricos e culturais da comunidade, as relações de dependência entre 
a sociedade local, os recursos ambientais e a potencial utilização futura 
desses recursos. 
• Análise dos impactos ambientais: identificação, previsão da magni­
tude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes. 
Aqui, se deve discriminar os impactos positivos e negativos (benéficos 
e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos, 
temporários e permanentes. Também se deve definir seu grau de re­
versibilidade, suas propriedades cumulativas e sinérgicas, bem como 
a distribuição dos ônus e benefícios sociais. 
• Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos: utili­
zação de métodos construtivos e materiais com menor impacto, equi­
pamentos de controle e sistemas de tratamento de despejos, reapro­
veitamento destes e de materiais utilizados na construção e operação. 
• Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento: 
avaliação dos impactos positivos e negativos, util izando indicadores 
para monitoramento dos parâmetros acompanhados. 
Os estudos elaborados para a confecção do EIA/RIMA devem nortear as 
obtenções das licenças ambientais necessárias para o projeto: 
• Licença Prévia (LP): é necessário solicitá-la na fase de estudos pre-
liminares do projeto. É ela que atestará a viabilidade ambiental do 
empreendimento, sua localização e concepção. Ela ainda definirá as 
medidas a serem tomadas para mitigar ou compensar os impactos nega-
ti vos do projeto, assim como as medidas potencializadoras dos impactos 
positivos. É também um compromisso assumido pelo empreendedor de 
que seguirá o projeto de acordo com os requisitos determinados pelo 
órgão ambiental. 
• Licença de Instalação (LI): é concedida após as condicionantes da LP 
terem sido executadas. Essa licença autoriza o empreendedor a iniciar 
as obras de instalação do empreendimento. A emissão da LI é uma 
confirmação do órgão ambiental para com o empreendedor de que as 
especificações constantes nos planos, programas e projetos ambientais 
apresentados atendem aos padrões de qualidade ambiental estabelecidos 
em normas ambientais vigentes. Ou seja, é autorizada a execução da 
obra e suas instalações, porém o seu funcionamento ainda dependerá 
da próxima licença. 
• Licença de Operação (LO): por fim, essa licença autoriza o funciona-
menta do empreendimento, aprovando a forma proposta de convívio do 
empreendimento com o meio ambiente e estabelecendo condicionantes 
para a continuidade da operação. Essa licença não tem caráter defini-
tivo e, portanto, é sujeita à renovação com possíveis condicionantes, 
cujo cumprimento é de caráter obrigatório, sob pena de suspensão ou 
cancelamento da operação. 
Fique atento 
A ordem das licenças ambientais e suas funções são conteúdos que caem com fre­
quência cm concursos públicos, por isso merecem atenção! 
1 Além dos estudos ambientais, os projetos específicos de cada infraestrutura 1 
passam por diversas etapas, se mostrando assim muito mais complexos que 
a execução de uma simples residência. Como exemplo, você pode considerar 
o guia elaborado pelo DNER, chamado Diretrizes Básicas Para Elaboração 
de Projetos Rodoviários (DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS 
DE RODAGEM, I 999), cujo objetivo é nortear a elaboração de projetos de 
rodovias no Brasil. Segundo ele, compõem as etapas (atividades) de um projetoviário: (i) estudos de tráfego, (ii) estudos geológicos, (iii) estudos hidrológicos, 
(iv) estudos de traçado, (v) projeto geométrico, (vi) projeto de terraplenagem, 
(vii) projeto de drenagem, (viii) projeto de pavimentação, (ix) projeto de 
interseções, retornos e acessos, (x) projeto de obras de arte especiais, (xi) 
projeto de sinalização, (xii) projeto de paisagismo, (xiii) orçamento da obra, 
(xiv) plano de execução da obra, (xv) componente ambiental, entre demais 
1 estudos e projetos. _J 
Saiba mais 
Para saber mais sobre o processo, leia o Lexto "Diretrizes Bósicas Poro Elaboração de 
ProjetosRodoviórios·(DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM, 1999). 
Você pode ver, assim, a complexidade que um projeto de in fraes trutura 
implica. Ele demanda profissionais com conhecimentos específicos em várias 
áreas. Também exige pessoas capazes de administrar as diferentes demandas, 
gerir e compatibilizar as informações das diferentes áreas. 
Uma obra de infraestrutma também tem grande impacto do ponto de visto 
econômico para a região e até mesmo para o país. Estudos apontam a relação 
direta entre investimentos e infraestrutura e o crescimento do PIB (Produto 
Interno Bruto) de um país. Países que investem mais em infraestrutura ge­
ralmente possuem uma elevada taxa de crescimento do PIB. Como exemplo, 
você pode avaliar a situação dos países do BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) 
nos últimos anos (FAY; MORRISON, 2005). China e Índia seguem investindo 
significativamente em infraestrutura, o que suporta o desenvolvimento eco­
nômico do País. Por outro lado, Brasil e Rússia diminuíram os investimentos 
em obras de infraestrutura nos últimos anos, o que acabou sendo mais um 
1 d~~ motivos que levaram os países a crises econômicas. _J 1 Dessa forma, é fundamental uma análise econômica da função. O estudo de 1 
viabilidade econômica tem por objetivo fazer uma análise dos investimentos 
necessários e dos benefícios provenientes da utilização da infraestrutura. 
É um elemento fundamental para a aprovação do projeto como um todo, e 
para a aprovação de financiamento para a obtenção de recursos de capital de 
terceiros. Como você já viu anteriormente, obras de infraestrutura são aquelas 
que melhoram algum serviço para a população. Sendo assim, se pode dizer que 
elas possuem também um caráter social, cujo objetivo é trazer mais qualidade 
1 de vida para os cidadãos. _J 
Saiba mais 
Para saber mais sobre a importância das infraestruturas de transportes na economia 
de um país, leia o texto "[conomio e p/anejamento dos Transportes· (SENN/\, 201'1). 
Diferen~as nas especificações de maquinário e 
materiais para diferentes tipos de obras 
Você já aprendeu que há muita complexidade envolvida na execução de obras 
de infraestrutura. Elas demandam equipamentos e máquinas mais elaboradas 
do que as utilizadas nas obras tradicionais de construção civil. 
1 A maior necessidade de movimentação de terra faz com que sejam utili- ' 
[ zadas máquinas como: , 
[ • Caçambas 
• Retroescavadeiras 
[• Compactadores de solo 
Figural. 1 
Fonte: SofiaV/Shunerstock.co~ 
Figura3. 1 
Fonte: SofiaV/Shutterstock.corn J 
Figura 4. 
Fonte: BlueRin~Media/Shutterstock.corn 
Para o problema de serviços em altura, se podem utilizar sistemas de mon­
tagem de andaimes (Figura5) ou equipamentos conhecidos como plataformas 
de trabalho em altura (Figura 6). 
lfiQura 5. 
~te: Susse n/Shutterstock.com 
Figura 6. 
1 Fonte: VECTORWORKS_ENTERPRISE/Shutterstock.corn 1 
j outro diferencial das obras de infraestrutura é o tamanho de suas estruturas 1 
de concreto. Em barragens, pontes ou viadutos, você pode encontrar elementos 
de concreto armado com dimensões maiores que dois ou três metros. Isso 
implica maiores cargas a serem suportadas pelas formas e sistemas de escora­
mento enquanto o concreto estiver fresco. Formas metálicas são uma solução 
para essa situação, podendo ser utilizadas para diversas peças, ou embutidas 
1 no próprio elemento estrutural, possuindo assim também função de armadura. 1 
1Figura1J 
É comum também a utilização de elementos pré-fabricados, em que as 
peças são concretadas em uma usina de concretagem. Depois que estiverem 
com a resistência necessária, são transportadas e instaladas no local necessário. 
Figura 8. 
Fonte: Dr Aja Kumar Sin h/Shutterstock.com 
Exercícios 
1. Estudos moslram que os problemas 
da infracsLruLUra do Brasil: 
a) Dependem de investimcnlos 
fciLos pela própria população. 
b) EsLão relacionados à falla 
de recursos do governo 
devido ao pequeno valor 
cobrado nos impostos. 
e) Encarecem os produtos 
brasileiros cm relação aos 
fabricados em ouLros países e 
dificultam a competitividade 
de produtos para exporlação. 
d) Estão diminuindo, uma 
vez que o investimenlo 
em infraestrutura no Brasil 
está acima do necessário e 
continua aumentando. 
e) Podem enriquecer a economia 
e melhorar o crescimento 
social da população. 
2. A fase denominada Licença Prévia 
(LP) se caracLeriza por: 
a) AuLorizar o início da implantação 
da construção, de acordo com 
as especificações constanLes 
no projeto executivo 
aprovado segundo os planos 
municipais, csLaduais e 
f edcrais de uso do solo. 
b) AuLorizar o início da operação 
da atividade licenciada, de 
acordo com o escabclecimento 
das diretriLes prévias acerca 
do uso do solo nos âmbitos 
municipal, estadual e federal. 
e) Ser uma fase preliminar de 
levantamento de documentação 
e cadastro junto aos órgãos 
municipais, estaduais e 
federais, se preocupando, 
principalmente, cm autorizar o 
início de operação da atividade 
licenciada e, quando necessário, 
da quebra do sigilo industrial. 
d) Licenciar, exclusivamente, 
estabelecimentos destinados 
a produzir materiais nucleares 
ou a utiliLar energia nuclear. 
e) Ser uma fase preliminar do 
planejamento da atividade, 
contendo requisitos básicos 
a serem atendidos nas fases 
de localiLação, instalação e 
operação, observando os 
planos municipais, estaduais 
e federais de uso do solo. 
3. São características de obras 
de infraestrutura: 
a) Não dependerem da aprovação 
de projetos e serem de 
curto prazo de execução. 
b) NecessiLarem de alco 
investimento, sendo 
este exclusivamente de 
partes particulares. 
e) Dependerem apenas de 
licença para instalação da 
obra. Uma veL que esta é 
iniciada, o empreendimento 
pode ser operado por 
tempo indeterminado. 
d) Possuírem alto investimento, 
longo prazo de duração 
e envolverem projetos 
em diferentes áreas. 
e) Serem implemenLadas 
independentemente dos 
impactos ambientais. 
Adm
Pencil
Adm
Pencil
Adm
Pencil
4. Devem constar no 
EINRIMA: 
a) Todos os projetos executivos 
do empreendimento. 
b) Todas as licenças prévias, de 
instalação e operação aprovadas. 
e) Orçamento detalhado e estudo 
de viabilidade cconômica. 
d) CaractcriLação da situação 
ambiental da área antes da 
implantação da construção, 
nos meios físico, biológico 
e sociocconômico. 
e) Detalhamento preciso 
de todos os custos das 
medidas mitigadoras dos 
impactos negativos. 
Referências 
5. É um elemento de infraestrutura 
pública de sistema de água e esgoto: 
a) Uma represa utilizada 
exclusivamente para geração 
de energia hidrclétrica. 
b) Os caminhões de coleta de lixo. 
e) Uma rodovia para 
transporte de dejetos. 
d) Uma estação de tratamento 
de esgoto sanitário. 
e) As tubulações existentes na 
parte interna de um edifício. 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. Diretrizes básicas para 
elaboração de pro1e1os rodoviários. Rio de Janeiro: DNER. 1999. 
FAY, M.; MORRISON, M. lnfrastructure in Latin America and the Caribbean: rcccnt dc­
vclopmcnts and kcy challcngcs. Washing Lon: World Bank, 2005. v. 1. Disponível cm: 
<https://opcnknowlcdgc.worldbank.org/bitstrcam/handlc/10986/7179/378990LAC 
OinfrlOlOFFICIALOUSEOONLYl.pdf?scqucncc=l>. Acesso cm: 06 mar. 2017. 
SENNA. LA D. S. Economia eplanejamentodos transportes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 
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Fases de uma obra 
Objetivos de aprendizagem 
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: 
~
• Relacionar as etapas de projeto e execução de uma obra. 
• Construir cronogramas físico-financeiros. 
• Expressar itens básicos de orçamentação de obras civis. 
----~ 
Introdução 
A indústria da construção civil usa um conjunto de atividades que visa a 
realização de obras de acordo com as necessidades de moradia, trabalho 
e desenvolvimento do homem moderno, utilizando ou adaptando-se 
aos recursos naturais e tecnologias disponíveis. 
Nos dias de hoje, para construir (ou reformar) é fundamental que 
o profissional responsável pela obra conheça todas as etapas para sua 
execução, desde a contratação dos projetos arquitctônicos até a limpeza 
final. Assim, uma construção é comumcnte dividida em três grandes 
fases: trabalhos preliminares, execução e acabamento; podendo estas ser 
subdivididas cm mais de 27 etapas distintas, dependendo da natureza 
dos materiais empregados e a final idade da obra. 
Pensando na sustentabilidade, o pós-obra impõe-se, e há profissionais 
que dividem as construções em: planejamento (o quê, por quê e como 
fazer), produção (quando e com o quê fazer), funcionamento e manu­
tenção (operação e uso do produto final). 
Fases de uma obra 
A classificação geral das construções pode ser dividida quanto à natureza dos 
mate riais e/ou quanto à finalidade da obra. 
a) Quanto à natureza dos materiais: 
• Obras de alvena ria: são edificações norma is de peque na a ltu ra: 
pontes, túneis, muros de arrimo, barragens e canais. 
• Obras de madeira: casas prov isórias, cober turas, estruturas para 
telhados e pontes. 
• Obras de concreto: são aquelas nas quais se emprega o concreto como 
único material: pontes, estruturas de edifícios, pistas de aeroportos. 
• Obras metá licas: estruturas de certos edifícios, pontes e estruturas 
de telhados. 
• Obras mistas: quando se uti liza mais de um dos materiais já citados. 
• Obras de terra: túne is subterrâneos, estradas, barragens, terrapla­
nagem, poços, cavas e galerias de minas. 
A natureza dos materiai s empregados, aliado às técnicas construtivas , 
podem a inda subdividir as obras em: 
Artesanais: uti liza métodos e processos empíricos e intuitivos. Comum 
nas construções rurais, com técnicas e arquitetura nativas. 
Adm
Rectangle
1 Tradicionais: impera nas áreas urbanas, utilizando métodos e processos 1 
da construção civil normalizada. 
Tradicionais evoluídas: aprimorada pela racionalização, padronização e 
modulação, com maior grau de normalização. 
Industrializadas: é o estágio mais avançado da "tradicional evoluída' ', 
1 caracteriza-se pela montagem de componentes pré-fabricados. _J 
1 b) Quanto à finalidade da obra: 
• Residencial. 
• Comercial. 
• Mista. 
• Industrial. 
• Prestação de serviços. 
• Silos e armazéns. 
• Ginásios esportivos, auditórios. 
• Cinemas e teatros. 
• Templos e igrejas. 
L • Hospitais. 
Todo tipo de obra, independentemente da natureza dos materiais, técnicas 
construtivas e finalidade, envolve as mesmas três grandes fases, desde sua 
idealização até a "chave em mãos'', sendo elas: (a) trabalhos preliminares (pla­
nejamento e projeto); (b) trabalhos de execução e (c) trabalhos de acabamento. 
Estes trabalhos, por sua vez, podem ser subdivididos em até (ou mais de) 
27 etapas: serviços técnicos e administrativos preliminares; limpeza do ter­
reno/ instalação e locação da obra; serviços em terra e rocha; infraestrutura; 
supraestrutura; alvenaria; isolamento térmico e acústico; impermeabilização; 
cobertura; esgotamento pluvial; instalações hidráulicas; esgoto sanitário; 
aparelhos e metais sanitários; instalações elétricas; telefone externo/ interno; 
antenas; instalações especiais; serralheria; marcenaria; revestimento de pare­
des· revestimento de pisos· ferragens· vidros· pintura· acabamento· paisagismo· 
lim~eza. ' ' ' ' ' ' 1 
Saiba mais 
Estas 27 etapas (ou mais) faLcm parte do conteúdo programático das disciplinas de 
Constru ão Civil na maioria dos cursos de radua ão cm En cnharia Civil e Arquitetura. 
Trabalhos preliminares 
Esta é fase de definição de objetivos, e laboração dos estudos de viabilidade, 
desenvolvimento dos projetos, estabelecimento das atividades necessárias ao 
empreendimento, sua sequência , simultaneidade e/ou interdependência, com 
o auxílio de técnicas de planejamento. 
a) Programa de necessidades: condições econômicas e de real necessidade 
do proprietário (quantidade de cômodos, garagens etc.); 
1 
b) Estudo e escolha do local da construção: inclu i anál ise do Código 
de Obras e Lei de Uso e Ocupação do Solo do município, para colher 
informações sobre as possibilidades de construir determinado tipo de 
estabelecimento (habitacional, comercial, etc.) no local escolhido. Pode 
na prática envolver duas situações: 
• Escolher um terreno para um determinado projeto. 
• Escolher um projeto para um terreno já adquirido. 
• Check list para escolha de um bom terreno: condições e resistência 
do solo (seco e que não exija solução cara para as fundações), recuo 
de al inhamento e ajardi namento (dimensões de acordo com o que se 
pretende construir), conformação topográfica (pouca ou nenhuma 
exigência de movimento de terra), condições de abastecimento de 
água e energia elétrica. 
c) Elaboração do anteprojeto: tantos quantos forem necessários. 
d) Estudo do projeto arquitetônico: altura, iluminação, ventilação e 
comunicação. 
e) Elaboração do projeto arquitetônico. 
t) Projeto estrutural. 
g) Projeto das instalações elétricas. 
h) Projeto das instalações sanitárias. 
i) Projeto das instalações hidráulicas. 
j) Projeto das instalações mecânicas. 
k) Projeto das instalações telefônicas. 
1) Licenciamento da obra: Série de providências a serem tomadas antes 
e durante a construção junto a órgãos públicos, como Prefeitura (Se­
cretarias de Urbanismo e Meio Ambiente), Concessionária de energia 
elétrica, Companhia de água e esgotos, Corpo de bombeiros, CREA, etc. 
m) Orçamento de custos. 
n) Cronograma de execução. 
o) Sondagem para as fundações: Pesquisa da qualidade e características 
do solo, conhecimento da constituição de suas camadas e respectivas 
profundidades, com vistas a aplicação e distribuição das cargas do 
ed ifício a construi r. Comumente entrega-se este serviço a uma empresa 
especializada e acompanha-se os trabalhos com a orientação de um 
engenheiro de estruturas. O serviço de SPT (Standard Penetratíon 
Test) é a perfuração do solo por percussão e circulação de água, com 
retirada de amostras de solo em uma pequena cápsula metálica. De 
acordo com a quantidade de golpes necessários para a perfuração, feita 
com a queda padronizada de um determinado peso sobre uma haste 
metálica, estima-se a resistência das diferentes camadas de solo naquele 
local (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 
8036: 1983). 
p) Projeto das fundações. 
q) Topografia e terraplanagem: conhecimento de perfis longitud inais e 1 
transversais do terreno, para realização de movimento de terra, quando 
necessário. 
r) Instalação do canteiro de obras. 
s) Locação da obra. _J 
1 Estudo dos projetos 1 
Fique atento 
Projeto é o conjunto de todos os elemenLos necessários à execução de uma obra. 
1 Parte gráfica 
Compõe-se de desenhos, através de projeções horizontais e verticais, obede­
cendo às escalas convenientes. 
L 
a) Projeto arquitetônico: as chamadas plantas, subd ividem-se conforme 
a seguir. 
• Planta de situação (escala usual 1 :500): é a planta que estabelece 
a posição em relação às divisas do terreno e ao alinhamento das 
vias públicas. Nela devem constar nomes das ruas que compõem o 
quarteirão, distância do terreno até a esquina mais próxima, orien­
tação solar, orientação magnética e dimensões. Por parte dos órgãos 
competentes devem ser fornecidos: taxa de ocupação, índice de 
aproveitamento, alinhamento, recuos, bem como outrasinformações 
a respeito do terreno. _J 
• Planta de localização (escala usual 1:200): identifica a posição da obra 
no terreno. Serve para implantar o projeto. Esta planta é enviada à 
prefeitura a fim de receber aprovação. Posteriormente é encaminhada 
à obra. Nela devem constar todas as cotas do terreno, atentando para 
que não haja erros na soma. 
Fique atento 
As plantas de situação e localização são fcilas, geralmente, na mesma prancha, 
e no caso de uso de escalas maiores, pode-se faLer a siluação e a localiLação num 
mesmo desenho. 
• Plantas baixas (escala usual 1 :50) : é a projeção horizontal da seçã 
reta, passando acima do peitoril das janelas, para que fiquem repre 
sentados todos os vãos. Os vãos situados acima deste plano deverã 
ser representados por linha tracejada. Devem constar nesta planta 
nomes das peças e áreas em m2
, espessura das paredes (internas 
externas), portas, janelas, janelas altas, largura e posição dos vãos 
aparelhos sanitários, canalizações, chaminés e revestimentos do 
pisos. Na mesma prancha devem constar detalhes de algu m element 
de difícil visualização, para clarear a sua execução, bem como toda 
as cotas necessárias para que este objeti vo seja a lcançado. Em u 
edifício cada pavimento deve ser representado por uma planta baixa 
a não ser em caso de haver av imento ti o. 
j-Planta do telhado (escala usual 1 :200): representa o traçado das 1 
linhas componentes do telhado e a projeção horizontal das formas 
dos planos inclinados (águas). O sentido do caimento destas águas é 
indicado por uma seta. Esta planta pode ser separada ou em conjunto 
L com a planta de localização. _J 
lb) Cortes ou seção transversal (escala usual 1:50): é a projeção vertical 1 
obtida por planos verticais que interceptam as paredes, portas e janelas, 
permitindo maiores informações para a execução da obra. São apre­
sentados no mínimo dois cortes. O primeiro, no sentido longitudinal 
(maior dimensão da ed ificação), o outro no sentido transversal. Nestes 
cortes são colocadas apenas as dimensões verticais Uamais as dimensões 
horizontais). A fim de mostrar maior número de detalhes, os cortes 
podem ser feitos mudando a direção do plano de seção, indicando a 
troca de direção. São mostrados nos cortes: detalhamento do telhado, 
alicerces, vergas, peitoril, detalhes dos banheiros, escadas e espessura 
L das lajes, revestimentos. _J 
Saiba mais 
• Verga - distância da parte superior da janela até o forro. 
• Peitoril - distância do piso até a parte inferior da janela. 
c) Elevações ou Fachadas (escala usual 1:50 ou 1:100): são as proje­
ções verticais das fachadas ou faces externas dos edifícios. O ideal é 
representar as quatro fachadas (principalmente quando houver muitos 
detalhes arquitetônicos a serem mostrados). As elevações não necessitam 
de grandes detalhes, mas sim elementos importantes como o perfil 
do terreno e dos telhados, disposições de portas e janelas, altura dos 
pavimentos, corpos salientes que compõem a edificação e elementos 
decorativos, mostrando como a obra deverá ficar após a sua conclusão. 
d) Detalhes de Execução: são plantas de de terminados detalhes da edifi­
cação de difícil visualização. São feitos em escala ampliada de acordo 
com a necessidade (1 :20, 1 :25). Exemplo: detalhe de esquadrias, detalhe 
de escadas, detalhe de obras especiais, como: churrasqueiras, chaminés, 
dutos, platibandas, encaixes etc. 
1 Parte escrita 
A parte escrita é a complementação da parte gráfica. Consta de Memorial 
Descritivo, Especificações Técnicas, Caderno de Encargos, Orçamento e 
1 Cronograma. _J 
a) Memorial Descritivo: é um memorial resumido dos fins a que se destina 
a obra, bem como cálculos e dados essenciais a uma boa construção. Eis 
alguns itens importantes que devem constar no Memorial Descritivo: 
• Finalidade da obra. 
• Área do terreno. 
• Instalação da obra. 
• Número de pavimentos. 
• Tipos de pavimentos. 
• Tipo e estilo da obra. 
• Área de cada pavimento e compartimento. 
• Proprietário. 
• Projeto e execução. 
• Locali zação do te rreno. 
• Descrição do i:>rojeto arquitetônico. 
1 b) Especificações técnicas para materiais e serviços: definem a maneira 
como será executado cada serviço e quais os materiais util izados. São 
levados em consideração: 
• Tipo de fundação e profundidade. 
• Alvenaria (tipo de tijolo ou bloco a ser utilizado, tipo de argamassa 
e traço). 
• Cobertura do prédio (madeiramente e tipo de telha). 
'----r--
• Forro (tipo de material utili zado - laje de concreto armado ou pré-
-laje, ou forro de madeira). 
• Revestimento de banheiros e cozinha (azulejos, cerâmicas, indicando 
dimensões e a ltura do revestimento). 
• Revestimento das paredes de quartos e salas. 
• Pisos. 
• Lajes (pré-fabricadas ou moldadas no local). 
• Esquadrias de banheiros e dormitórios (tipo de madeira, aço e 
alumínio). 
• Instalações hidráulicas. 
• Instalações elétricas. 
• Fechamento do terreno (muros ou grades, indicando sua altura). 
Fique atento 
Devem ser entregues, geralmente, três vias destas especificações à prefeitura. 
c) Caderno de encargos: serve para várias obras de um determinado 
padrão. É um documento no qual estão englobadas todas as condições 
que deverão ser obedecidas na execução de uma obra, relativas a mate­
riais, mão de obra, e também as normas às quais as firmas empreite iras 
devem se sujeitar quando participam de uma concorrência. 
d) Orçamento: tem por objetivo estudar um custo prévio para a obra, 
sendo os principais tipos: 
• Orçamento sumário: é um orçamento rápido e abreviado, que dá 
uma ide ia do valor aproximado do custo da construção. Calcula-se 
L o custo da obra da seguinte maneira: 
1 C = (AxP) 
Onde: 
A =área da obra (m2
) 
P =preço por m2 , baseado no CUB. 
CUB =Custo Unitário Básico da construção. 
Pode ser usado ainda para avaliação de imóveis e taxações de impostos 
1 prediais. _J 
j-Orçamento detalhado: é o método mais preciso para determinação do 1 
custo da obra, considerando todos os gastos necessários, como por 
exemplo: aquisição e administração dos materiais; salários (mão de 
obra); impostos; taxas (água, luz, telefone); leis sociais (94 % sobre a 
mão de obra); desgaste das ferramentas; lucros. Na elaboração deste 
orçamento, devem-se atender os seguintes itens: 
Cálculo de detalhes métricos (este cálculo é baseado nos projetos). 
Cálculo dos preços unitários (custo dos elementos que entram 
na composição de uma unidade de serviço, como por exemplo, 
material e mão de obra). 
Operações aritméticas finais (são cálculos de volume, área ou 
metro linear, partindo da medida de cada elemento que figura no 
L projeto). _J 
e) Cronograma: o cronograma tem como objetivo principal o controle da 
execução de uma obra, para que se tenha um maior rendimento com 
uma maior perfe ição. A execução pode ser controlada diariamente, 
comparando-se o cronograma estimado com o executado, podendo­
-se verificar a d iferença entre a previsão e a execução. O cronograma 
permite: 
• Visualização do serviço em prazo pré-determinado. 
• Investigar causas nos atrasos de execução, tomando providências 
adequadas. 
• Prevenir a contratação de operários. 
• Prevenir a aquisição de equipamentos suplementares. 
Pode-se e laborar três tipos de cronogramas: 
• Físico: no qua l é estabelecida a duração de cada etapa. 
• Financeiro: no qual se estabelece o custo de cada etapa. 
• Físico-financeiro: no qual se estabelece a duração e o custo de cada etapa, 
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-
MOOa.o DESCRITIVO MORÃO 
As especificações abaixo discriminadas serão as que determinarão os materiais a empregar 
e regerão a execução dos principais serviços e acabamentos da obra supra. 
O- TERRENO: 
1 - SERVIÇOS INICWS: 
1.1 - Projeto 
1.2 - Limpeza e instalação 
13 - Movimento de terra 
2 - FUNDAÇÕES: 
2.1 - Alicerce 
2.2-Cinta 
23 - Impermeabilizações 
Adm
Pencil
Adm
Pencil
3-PAim>ES: 
3.1 -Externas 
3.2 - Internas 
4-ESTRUTURAS: 
5-COBERIURA:5.1 - Estrutura 
5.2 - Cobertura 
6-INSTALAÇÃO El.áRICA: 
7 - INSTALAÇÕES HIDRO, SANJTÃRIA E GÃS: 
7.1 - Hidráulica 
7.2-Esgoto 
7.3 -Aparelhos e metais 
7.4-Gás 
8- PAVIMENl'OS: 
8.1 - Contrapiso 
8.2 - Salas e quartos 
8.3 - Áreas de serviço, cozinha e banhos 
9- ESQUAORIAS.! 
9.1 - Externas 
9.2 - Internas 
9.3 - Ferragens 
10-REVESTIMENTOS: 
10.1 - Externos 
10.2 - Internos 
11-FORROS: 
12- V1DROS: 
13 - PINTURA: 
13.1 - Paredes 
13.2 - l:squadrias 
14 - COMPLEMENTAÇÕES E OUTROS: 
15 -ADMJNISTRAÇÃO: 
Local e data: Proprietário: Resp. técnicoO: 
1Figura1. Modelo de Memorial Descritivo.! 
Quadro 1. Modelo de planilha orçamentária. 
1 
o t rçamen opa d -rao 1 
QI 
"C jij 
QI "' +" 
"C .g o o "C ... +" 
V- "' o o ·s;: e '"' :2 "' 
+" 
-~ 
+" ... "' "' QI e :::s :::s e :::s 
'#. Ili ::::> o u :::s u 
O. Terreno 
1. Serviços iniciais 
1.1. Projeto 
1.2. Limpeza e instalação 
~3. Mov. Terra ~ -
1.4. SUBTOTAL 
2. Fundações 
2.1. Alicerces 
2.2. Cinla 
2.3. Impermeabilização 
2.4. SUBTOTAL 
3. Paredes 
3.1. Externas 
3.2. Internas 
3.3. SUBTOTAL 
4. Eslrutura 
5. Cobertura 
- --- ------ -
5.1. Estrutura 
5.2. Cobertura 
5.3. SUBTOTAL 
6. Instalação elétrica 
7. lnst. H. S. e gás 
7.1. Hidráulica 
7.2. Esgoto 
7.3. Apar. e metais 
7.4.Gás 
7.5. SUBTOTAL 
1 
8. Pavimentações 
8.1. Contrapiso 
8.2. Salas e quartos 
8.3. A. S. Cozinha e banho 
8.4. Outros 
8.5. SUBTOTAL 
9. Esquadrias 
9.1. Externas 
9.2. Internas 
9.3. Ferragens 
9.4. SUBTOTAL 
1 O. Revestimentos 
10.1. Emb. e reboco 
10.2. Azulejos 
10.3. Outros 
l 10.4. SUBTOTAL ------------------
11. Forros 
12. Vidros 
1 
13. Pinturas 
13.1. Paredes 
13.2. Esquadrias 
13.3. SUBTOTAL 
14. Complementações 
15. Administração 
1 
TOTAL GERAL 
LOCAL E DATA: PROPRIETÁRIO: RESPONSÁVEL 
L TÉCNICO: 
Quadro 2. Modelo de cronograma físico-financeiro. 
Cronograma padrão 
o o - N .,. 11'1 '° " co O\ - -' V-
"' "' "' "' "' "' "' "' "' ·:;; e.. e.. e.. e.. e.. e.. e.. e.. e.. ~ 
o ãi "' "' "' "' "' "' "' "' "' o o ... - ... ... ... ... ... ... ... z VI w w w w w w w w w z 1-
o Terreno RS o 
-
% 
1 Serviços RS 1 
- iniciais 
% 
2 Fundações RS 2 
-
% 
3 Paredes RS 3 
-
% 
4 Estrutura RS 4 
~ % 
Cobertura RS 5 
-
% 
6 Instalação RS 6 
- elétrica 
% 
7 Instalações RS 7 
- hidrossanitária 
e gás 
% 
8 Pavimentação RS 8 
-
% 
9 Esquadrias RS 9 
-
% 
10 Revestimentos RS 10 
-
% 
11 Forros RS 11 
,_ 
% 
12 Vidros RS 12 ,_ 
% 
13 Pinturas RS 13 ,_ 
% 
1'I Com pie- RS 1'I - mentaçõcs 
% 
15 Administração RS 15 
-
% 
16 TOTAIS RS 16 
-
% 
Trabalhos de execução 
Trabalho de execução é a construção propriamente d ita, o andamento dos 
processos com auxílio da técnica construtiva e apoio de um sistema de su­
primento. Inclui: 
• Previsão das necessidades e distribuição de recursos (financeiros, ma­
teriais, mão de obra, equipamentos) - cronograma físico/financeiro. 
• Plano financeiro (desembolso), plano de compras, plano de abastecimento. 
• layout do canteiro de obras: arranjo flsico de postos de trabalho, ma­
quinas e equipamentos, depósitos, alojamentos, escritório da obra. 
• Detalhamento dos processos construtivos, com projeto de construções 
auxiliares (técnica construtiva). 
• Elaboração de sistemas de controle. 
• Abertura de valas para as fundações. 
• Execução das fundações. 
• Execução da estrutura de concreto armado. 
• Execução das obras de alvenaria. 
• Execução da cobertura. 
• Execução das tubulações elétricas e telefônicas. 
L • Execução da rede de esgoto etc. 
Trabalhos de acabamento 
Finalização da obra propriamente dita: 
• Salpique. 
• Revest imento (reboco e emboço). 
• Revestimentos especiais: pastilhas, mármore e azulejos. 
• Colocação dos marcos. 
• Colocação das esquadrias. 
• Colocação dos vidros (quando o piso for de madeira). 
• Colocação dos pisos. 
• Execução da fiação e colocação de aparelhos. 
• Pintura. 
• Metais e aparelhos sanitários. 
• Arremates. 
• Limpeza. 
• Habite-se. 
Exercícios 
1. O memorial descritivo de um projeto 1 
paisagístico, obrigatoriamente, 
deverá conter: 
a) Relação do número de 
funcionários que irão trabalhar 
cm cada etapa da obra, inclusive 
do setor administrativo. 
b) Relatório dos órgãos 
fiscalizadores, o qual será 
anexado ao projeto paisagístico. 
e) Descrição da f arma de 
pagamento de todas as 
obras que serão efetuadas. 
d) Relação contendo, pelo menos, 
três empresas que f orneccrão 
as mudas e sementes. 
e) Descrição da forma de 
ocupação do terreno. 
2. Em relação à parte gráfica 
de um projeto, a planta 
de locação/ localização 
serve, comumente: 
a) como ponto de partida 
para a marcação da 
construção no terreno. 
b) para estabelecer a posição cm 
relação às divisas do terreno e ao 
alinhamento das vias públ icas. 
e) como projeção vertical, 
obtida por planos verticais 
que intcrceptam as paredes, 
portas e janelas, permitindo 
maiores informações para 
a execução da obra. 
d) como projeções verticais 
das fachadas ou faces 
externas dos edifícios. 
e) como projeção horiLontal 
da seção reta, passando 
acima do peitoril das 
janelas, para que fiquem 
representados todos os vãos. 
3. Ao documento em que se rcgistram, 
pela ordem de sucessão cm que são 
executados, os serviços necessários 
à realização da construção e os 
respectivos prazos, denomina-se: 
a) Diário de obra. 
b) Cronograma físico-financeiro 
e) Gráfico de Gantt. 
d) Plancjamcnto. 
e) Cronograma físico. 
4 . A camada de argamassa executada 
sobre uma base, que pode ser 
a parte de baixo de uma laje 
de piso pré-fabricada ou uma 
parede, é denominada: 
a) acabamento. 
b) contrapiso. 
e) fundação. 
d) pavimento. 
e) concreto. 
s. Em relação aos conceitos 
envolvidos na elaboração de um 
orçamento de obras, assinale a 
alternativa correta. 
a) Custos diretos são aqueles cm 
que é necessário estipular um 
fator de rateio para que sejam 
apropriados aos serviços. 
b) Devem ser incluídas no título 
Mdesmobilização" de um 
orçamento as despesas com 
locação, fechamento, tapumes, 
demolições e relocações. 
e) /\admin istração do canteiro 
de obras e as despesas 
decorrentes da administração 
da empresa faLcm parte dos 
custos diretos de uma obra. 
d) Como regra, orçam-se os 
preços na construção civil 
por serviço, determinando-os 
segundo a produção de 
composições unitárias. 
e) Em um solo, caso seja 
necessário escavar 1 m' do 
terreno, deve-se orçar, no 
item referente à escavação 
do material, o va lor 1,'1 m'. 
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Referência 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNl~AS. ABNTNBR 8036-1983. Programação 
de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios -
Procedimento. Rio de Janeiro, 1983. 
Leituras recomendadas 
ALBUQUERQUE, A Construções civis. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1957. 
BAUD, G. Manual de pequenas construções. [S . .): Hemus, 2002. 
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. 8. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 
2000. V. 1 e li. 
CARDÃO, C. Técnica da construção civil. 8. ed. Belo Horizonte: Engenharia e Arquitetura, 
1988. V. 1 e li. 
CARICCHIO, L. M. Construção civil. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpia, 1955. 
PIANCA, J B. Manual do construtor. 15. ed. Porto Alegre: Globo, 1978. 
Serviços preliminares e 
instalações provisórias
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Identi� car os serviços necessários para a implantação de um canteiro 
de obras.
 Relacionar as instalações provisórias indispensáveis para a execução
de uma obra.
 Dimensionar equipamentos e instalações provisórias que compõem 
o layout de um canteiro de obras.
Introdução
Você já sabe que toda construção tem seu início propriamente dito 
com a implantação do canteiro de obras.Essa implantação requer um 
projeto específico, que deve ser cuidadosamente elaborado a partir das 
necessidades da obra e das condições do local. A logística nos canteiros de 
obras é um tema relevante para a gestão de qualquer tipo de construção.
Porém, antes mesmo do início da implantação do canteiro, algumas 
atividades prévias, comumente necessárias, estarão a cargo do enge-
nheiro de obras. Neste capítulo, você vai conhecer tais atividades, que 
são usualmente denominadas “serviços preliminares” e envolvem, dentre 
outros serviços, a verificação da disponibilidade de instalações provisórias, 
as demolições (quando existem construções remanescentes no local 
em que será construído o edifício), a retirada de entulho e, também, 
o movimento de terra necessário para a obtenção do nível de terreno
desejado para o edifício.
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Highlight
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Serviços preliminares
Uma vez escolhido e adquirido o terreno, realizadas as sondagens e o levanta-
mento topográfi co (planialtimétrico), aprovados e licenciados junto aos órgãos 
públicos os projetos arquitetônicos e concluído o projeto executivo, chega a 
hora de iniciar a obra propriamente dita, por meio dos serviços preliminares 
(por exemplo: limpeza, topografi a, terraplenagem e locação) e da montagem 
do canteiro de obras (por exemplo: instalação de gruas, banheiros, depósitos, 
refeitórios, escritório, etc.).
Você vai ver agora mais detalhes sobre cada uma dessas etapas.
Limpeza do terreno
Nem sempre é possível adequar o projeto ao que existe de natural e belo no local 
da construção (por exemplo, a vegetação). Começamos uma obra comumente 
ao defi nirmos uma das seguintes etapas:
Capina : Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos, trata-se 
de serviço braçal que usa, no máximo, uma enxada. Pode envolver a remoção 
de pequenas rochas e casas de cupim, etc.
Roçamento: Quando, além da vegetação rasteira, houver árvores de pe-
queno porte, que poderão ser cortadas com foice ou facão.
Destocamento: Quando houver árvores de grande porte, necessitando 
desgalhar, cortar ou serrar o tronco. Este serviço pode ser feito com máquina 
ou manualmente. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes 
ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. Todo o material vege-
tal, assim como o entulho, terá de ser removido do canteiro de obras. Certos 
cortes de árvores obrigam a obtenção de licença ambiental junto aos órgãos 
municipais, estaduais, ou ao IBAMA.
Levantamento topográfico e nivelamento 
de lotes urbanos
O levantamento topográfi co geralmente é apresentado por meio de desenhos 
de planta com curvas de nível e de perfi s. Ele deve retratar a conformação 
da superfície do terreno, bem como as dimensões dos lotes, com a precisão 
necessária e sufi ciente, proporcionando dados confi áveis que, interpretados e 
manipulados corretamente, vão contribuir para o desenvolvimento do projeto 
arquitetônico e de implantação (MILITO, 2009).
47Serviços preliminares e instalações provisórias
Os projetos são elaborados para um determinado terreno, portanto, é ne-
cessário ter as medidas corretas, pois nem sempre as medidas indicadas na 
escritura conferem com as medidas reais. Os terrenos urbanos geralmente são 
de pequena área, possibilitando a sua medição sem aparelhos ou processos 
próprios da topografia, desde que tenhamos boas referências (casa vizinha, 
esquina, piquetes, etc.). No entanto, principalmente sem referências, o levan-
tamento deve ser executado por profissional de topografia.
Para nivelamento ou levantamentos altimétricos simples, o método da 
mangueira é um dos mais utilizados. Fundamentado no princípio dos vasos 
comunicantes, é o método que os pedreiros utilizam para nivelar praticamente 
todas as construções, desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos, 
batentes, azulejos, etc. Os equipamentos necessários são apenas uma man-
gueira, duas balizas e uma trena. A mangueira deve ter pequeno diâmetro 
(ordem de ∅ 1/4” ou 5/16”), para obter maior sensibilidade, parede espessa 
para evitar dobras, e ser transparente. Para uma boa marcação, ela precisa 
estar posicionada entre as balizas, sem dobras ou bolhas no seu interior. A 
água deve ser colocada lentamente, para evitar a formação de bolhas.
Figura 1. Processo da mangueira de nível. 
Fonte: Milito (2009, p. 11).
Para facilitar a medição, partimos com o nível d’água em uma determinada 
altura “h” em uma das balizas, que será descontada da medida encontrada 
na segunda baliza. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d’água 
direto no ponto zero (próximo do terreno), o que dificultaria a leitura e não 
nos forneceria uma boa medição. Podemos utilizar a técnica em terrenos tanto 
com aclive como em declive.
 Construção civil 48
Adm
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Tapume (cerca da obra)
A respeito do tapume, você deve respeitar o código de obras do município e 
as normas de segurança do trabalho quanto:
 à segurança;
 à altura mínima: 2,20m (NR 18);
 ao alinhamento do terreno.
O tapume deve ainda ser durável e de bom aspecto visual. São muito 
utilizadas chapas de madeira compensada (espessura 10 mm) ou telhas tra-
pezoidais. Na maioria das cidades, é possível utilizar até 2/3 da largura do 
passeio público para o canteiro de obras.
Demolição
O serviço de demolição pode surgir no caso de antigas construções existentes 
no terreno. Inclui a demolição de fundações, muros divisórios, redes de abas-
tecimento de água e energia elétrica, redes de esgoto, telefone, etc., incluindo 
a remoção e o transporte e a deposição dos resíduos. Algumas recomendações 
gerais (ver ABNT NBR 5682:1977) são listadas a seguir:
 Faça a regularização da demolição junto à prefeitura local.
 Tome cuidados para evitar danos a terceiros – providencie vistorias nas
edificações vizinhas antes de iniciar a demolição.
 Preste atenção com o reaproveitamento dos materiais, não somente por
questões ecológicas, mas principalmente porque eles podem servir para
outra construção (janelas, portas, maçanetas, pisos, vidros, calhas, etc.)
ou para as instalações provisórias da nova obra.
Você deve ter percebido que dois serviços preliminares indispensáveis, a terraplenagem 
e a locação da obra, não foram demonstrados aqui, no entanto, dada a sua importância, 
estes serviços serão abordados em capítulos separadamente.
Serviços preliminares e instalações provisórias
Adm
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Adm
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Instalações provisórias
Canteiro de obras
O canteiro de obras é representado pela disposição dos materiais e equipamen-
tos que serão utilizados, de tal maneira que facilitem o transporte (de material) 
e o trânsito de veículos, máquinas e funcionários, evitando desperdício de 
matéria-prima e de tempo.
Os limites do canteiro são definidos por uma cerca que deve envolver o 
local – o tapume, ou mesmo uma cerca de tela, ou ainda muros provisórios – e 
isolar toda a área da obra, evitando a presença de pessoas estranhas no seu 
interior. A firma construtora é responsável por qualquer pessoa que esteja 
dentro do canteiro de obras, portanto, todos, até os visitantes ocasionais, 
devem usar EPIs, como capacete.
O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume 
da obra, o tempo de obra e a distância de centros urbanos. Este estudo é 
dividido como segue: 1) área disponível para as instalações; 2) número de 
empresas empreiteiras previstas; 3) máquinas e equipamentos necessários; 
4) serviços a serem executados; 5) materiais a serem utilizados; e 6) prazos
a serem atendidos.
Deve-se ainda solicitar a ligação de energia elétrica e água por meio de 
projetos elaborados por profissionais especializados, conforme as normas 
técnicas e prescrições das concessionárias locais.
Na ligação de água, é construído o abrigo para o cavalete e o respectivo 
hidrômetro. A água deve estar disponível em abundância, pois seu uso é in-
tensivo, não somente para a preparação de materiais no canteiro, mas também 
para a higiene dos trabalhadores.Não existindo água, devemos providenciar 
a abertura de um poço, tomando os seguintes cuidados: 
 deve estar o mais distante possível dos alicerces;
 deve estar o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negros
(nunca a menos de 15 metros deles);
  o local deve ser de pouco trânsito, ou seja, no fundo da obra, deixando-se 
a frente para a construção posterior da fossa séptica.
As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os 
equipamentos e iluminar o local da construção, sendo desfeitas após o término 
dos serviços. No entanto, lembre-se sempre de que elas precisam ser feitas de 
forma correta, para que sejam seguras a todos.
 Construção civil 50
Composição básica do canteiro de obras
Os principais elementos de um canteiro de obras são descritos a seguir.
Galpão/barracão: serve como depósito de cimento, cal hidratada, ferra-
mentas e equipamentos, materiais elétricos, hidrossanitários e de revestimento 
(almoxarifado); vestiários, escritório, refeitório, sanitários, etc., e, se necessário, 
alojamento. Pode ser desdobrado em vários galpões se a obra for de maior porte. 
Devemos fazer, no mínimo, um barracão de madeira – chapas compensadas, 
pontaletes de eucalipto ou caibros 8 x 8, e telhas de fibrocimento, de prefe-
rência com piso cimentado, sendo desmontável para reutilização – ou ainda 
contêineres metálicos que são facilmente transportados para as obras com o 
auxílio de um caminhão munck. Ambos devem ser ventilados e iluminados.
Central de concreto: está caindo em desuso devido à popularização do 
concreto usinado. Sua localização é condicionada às distâncias horizontais 
e verticais de transporte e/ou aos depósitos de agregados e cimento. Essa 
central deve comportar: 
 depósitos de areia; de brita; e de cimento;
 betoneiras – as de 300 litros são as mais comuns, com capacidade de
produção limitada (mistura um traço de concreto de um saco de cimento
por vez). Muito usadas em obras menores, como pequenos prédios e
residências e para a fabricação de argamassa. Com capacidade de 500
litros, possuem carregador automático e medidor de água (mistura traço
de concreto de até dois sacos de cimento por vez);
 transporte vertical;
 água e luz.
Telheiro para ferreiro e telheiro para carpinteiro: os depósitos de 
madeira e barras de aço devem estar próximos das bancadas de fabricação de 
formas e armaduras, e localizados próximos aos equipamentos de transporte 
vertical. No caso de transporte com grua, sua área de serviço deve abranger 
esses depósitos. Os dois telheiros devem ser separados, constituídos de uma 
água, com ponto de energia, nas dimensões de 6 x 2 m, contendo:
 Oficina de armaduras: bancadas de madeira para retificação, corte e
dobra das barras de aço, com chapas e pinos metálicos; ferramentas e
equipamentos elétricos de corte e dobra de armadura.
51Serviços preliminares e instalações provisórias
 Oficina de formas: a instalação básica é composta de mesa com serra
circular, mesa com serra de fita e bancada de madeira para a confecção
das formas.
Instalação sanitária provisória: utilizada em obras de maior porte, esta 
instalação deve ser feita fora do barracão.
Instalação de água e energia: veja o exemplo da Figura 2.
Figura 2. Exemplo de layout para canteiro de obras de porte pequeno e médio. 
Fonte: Cardão (1988).
Transporte vertical de materiais
Normalmente posicionado junto à central de concretagem, os tipos (equipa-
mentos) de transporte vertical mais comuns são:
Pás: em madeira, atinge altura de, no máximo, 3,0 m (um pavimento). 
Desvantagens: utiliza dois operários; proporciona baixo rendimento; é perigoso.
Roldana: talhas exponenciais, atinge altura de, no máximo, 6,0 m (entre 
1 e 2 pavimentos). Utilizada para volumes pequenos a serem transportados. 
Passa a oferecer vantagens somente com mais de uma roldana.
Plano inclinado (rampa): com altura atingida de um pavimento, é ideal 
para residências, onde é o meio de transporte mais utilizado, desde que haja 
espaço suficiente disponível. É composto por uma estrutura de madeira ou 
metálica, sobre a qual se apoia uma plataforma de tábuas ou chapas de com-
 Construção civil 52
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pensado, com ripas antiderrapantes. Devemos ter o cuidado de deixar um 
“trilho” sem as ripas antiderrapantes, onde possa passar a roda do carrinho 
de mão. Permite o acesso de operários transportando material (carrinho de 
mão, padiolas, formas). A declividade/inclinação não deve ultrapassar 20%. 
A opção em esteira rolante é usada somente em caso de grandes distâncias, 
principalmente para o transporte de minerais e agregados.
Figura 3. Sistema de roldanas e plano inclinado. 
Fonte: Cardão (1988).
Guincho: atinge a altura de 12,0 m com relativa facilidade (4 pavimentos 
é o máximo recomendável). Transporta entre 200 e 300 kg, dependendo da 
espessura do cabo de aço, da potência do motor, etc. É muito utilizado em 
obras de médio porte, pois, ao comparar o custo com a eficiência, é um dos 
melhores equipamentos. O guincho de coluna é indicado para pequenas obras 
e pequena altura de transporte (máximo 3 pavimentos).
Elevador: altura ilimitada. Composto de uma torre de madeira ou metálica, 
fixa na estrutura da obra, e de uma plataforma móvel, sustentada por cabo de 
aço e tracionada por motor guincho. O controle de altura é feito por comunica-
ção verbal (rádio ou tubo de PVC) ou pela comparação de marcas no cabo de 
aço com marcas na torre. Monta-se a torre à medida que a obra for aumentando 
em altura. Pode carregar “qualquer coisa”: concreto (dois carrinhos por vez), 
argamassa, telhas, tijolos, mas nunca operários. O elevador fica na obra até a 
fase de acabamento, sendo retirado quando se faz o revestimento da fachada 
à qual ele está preso. É comum sua instalação em um futuro poço de luz.
Grua: altura ilimitada. É o meio de transporte mais eficiente, pois é com-
pleto: faz transporte horizontal e vertical. É composto por uma torre metálica 
com uma lança horizontal, que gira 360 graus. Na lança corre um cabo de 
aço onde se pode pendurar um gancho, ou uma plataforma, ou uma caçamba, 
dependendo do tipo de carga a ser transportada. Proporciona rendimento exce-
lente, mas tem como desvantagens o custo elevado de aquisição e a exigência 
de um operador treinado.
53Serviços preliminares e instalações provisórias
Adm
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Figura 4. Exemplos de grua e elevador.
Fonte: Cardão (1988).
 Construção civil 54
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Oval
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Oval
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1. Em um canteiro de obras: 
a) São permitidas a entrada e a 
permanência de trabalhadores 
que não sejam compatíveis 
com a fase da obra.
b) É permitida a entrada rápida 
de trabalhadores que não 
estejam assegurados.
c) São proibidas a entrada 
e a permanência de 
quaisquer trabalhadores, 
independentemente 
da fase da obra.
d) É proibida a entrada de 
trabalhadores que não 
estejam assegurados, mas é 
permitida a permanência de 
trabalhadores que não sejam 
compatíveis com a fase da obra.
e) São proibidas a entrada e a 
permanência de trabalhadores 
que não estejam assegurados 
e que não sejam compatíveis 
com a fase da obra.
2. Os canteiros de obras devem dispor 
obrigatoriamente de: 
a) Instalações sanitárias.
b) Sala de jogos.
c) Lavanderia.
d) Ambulatório.
e) Alojamento.
3. A instalação de tapumes é 
obrigatória em atividades de 
construção, para impedir o acesso 
de pessoas estranhas ao serviço. 
Sobre a instalação de tapumes e 
serviços decorrentes: 
a) Os tapumes devem ter 
altura mínima de 2,2 m em 
relação ao nível do terreno.
b) Em edifícios com mais 
de dois pavimentos, é 
facultativa a construção de 
galerias para o tráfego de 
pedestres sobre o passeio.
c) As bordas da galeria para 
pedestres devem possuir 
tapumes com altura mínima 
de 2,0 m e inclinação de 45°.
d) Não é obrigatória a instalação de
tapume em todo o perímetro da 
obra, apenas na testada do lote.
e) As galerias para o tráfego de 
pedestres devem ter altura 
livre mínima de 2,5 m.
4. Em um canteiro de obras,são 
elementos ligados à produção 
e ao apoio administrativo, 
respectivamente: 
a) A manutenção de equipamentos 
e a garagem de veículos pesados.
b) A central de concreto e a 
manutenção de equipamentos.
c) A central de concreto e 
o escritório técnico.
d) A sala de treinamento e a central 
de produção de formas.
e) A área de lazer de operários e 
a central de pré-moldados.
5. Precisamos produzir 600.000 m3 
de concreto para a construção 
de uma barragem no prazo de 3 
(três) anos. Para isso, as centrais de 
concreto deverão produzir durante 
2.676,63 h/ano. A alternativa que 
55Serviços preliminares e instalações provisórias
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Pencil
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5682:1977. Contratação, 
execução e supervisão de demolições. Rio de Janeiro: ABNT, 1977.
CARDÃO, C. Técnica da construção civil. 8. ed. Belo Horizonte: Edições Engenharia e 
Arquitetura, 1988. v. I e II.
MILITO, J. A. Técnicas de construção civil. Campinas: PUC Campinas, 2009. Apostila.
Leituras recomendadas
ALBUQUERQUE, A. Construções civis. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1957.
BAUD, G. Manual de pequenas construções. São Paulo: Hemus, 2002.
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. 8. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 
2000. vol. I e II.
CARICCHIO, L. M. Construção civil, Rio de Janeiro: Gráfica Olímpia, 1955. 
PIANCA, J. B. Manual do construtor, 15. ed. Porto Alegre: Globo, 1978.
especifica a capacidade da central 
de concreto que deverá ser utilizada 
na obra é (caso não encontre valor 
igual à capacidade disponível no 
mercado, considere a de valor 
imediatamente superior): 
a) 45 m3/h.
b) 30 m3/h.
c) 130 m3/h.
d) 100 m3/h.
e) 80 m3/h. 
 Construção civil 56
Adm
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Dica do professor
Você sabia que a indústria da construção civil é considerada nômade? O conhecimento do novo 
local da obra, as dificuldades de acesso e a distância em relação ao escritório da construtora são 
fatores que devem ser estudados para o sucesso de um novo empreendimento. A cada obra a 
executar, pessoas, equipamentos, máquinas e materiais precisam ser deslocados.
Dependendo da dimensão do projeto, o tempo de construção pode ser longo, medido em anos. 
Assista ao vídeo e confira por onde iniciar e como definir o leiaute de um canteiro de obras!
_1.2_
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cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/5908f47200b3da41c141c36dad9ff3df
5min
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Exercícios
1) Em um canteiro de obras:
A) São permitidas a entrada e a permanência de trabalhadores que não sejam compatíveis com a
fase da obra.
B) É permitida a entrada rápida de trabalhadores que não estejam assegurados.
C) São proibidas a entrada e a permanência de quaisquer trabalhadores, independentemente da
fase da obra.
D) É proibida a entrada de trabalhadores que não estejam assegurados, mas é permitida a
permanência de trabalhadores que não sejam compatíveis com a fase da obra.
E) São proibidas a entrada e a permanência de trabalhadores que não estejam assegurados e que
não sejam compatíveis com a fase da obra.
_1.2_
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2) Os canteiros de obras devem dispor obrigatoriamente de:
A) Instalações sanitárias.
B) Sala de jogos.
C) Lavanderia.
D) Ambulatório.
E) Alojamento.
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3) A instalação de tapumes é obrigatória em atividades de construção, para impedir o acesso de
pessoas estranhas ao serviço. Sobre a instalação de tapumes e serviços decorrentes:
A) Os tapumes devem ter altura mínima de 2,2 m em relação ao nível do terreno.
B) Em edifícios com mais de dois pavimentos, é facultativa a construção de galerias para o
tráfego de pedestres sobre o passeio.
C) As bordas da galeria para pedestres devem possuir tapumes com altura mínima de 2,0 m e
inclinação de 45°.
D) Não é obrigatória a instalação de tapume em todo o perímetro da obra, apenas na testada do
lote.
E) As galerias para o tráfego de pedestres devem ter altura livre mínima de 2,5 m.
Adm
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4) Em um canteiro de obras, são elementos ligados à produção e ao apoio administrativo,
respectivamente:
A) A manutenção de equipamentos e a garagem de veículos pesados.
B) A central de concreto e a manutenção de equipamentos.
C) A central de concreto e o escritório técnico.
D) A sala de treinamento e a central de produção de fôrmas.
E) A área de lazer de operários e a central de pré-moldados.
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5) Precisa-se produzir 600.000 m3 de concreto para a construção de uma barragem no prazo
de 3 (três) anos. Para isso, as centrais de concreto deverão produzir durante 2.676,63 h/ano.
A alternativa que especifica a capacidade da central de concreto que deverá ser utilizada na
obra é (caso não encontre valor igual à capacidade disponível no mercado, considere a de
valor imediatamente superior):
A) 45 m3/h.
B) 30 m3/h.
C) 130 m3/h.
D) 100 m3/h.
E) 80 m3/h.
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Na prática
O canteiro de obras tem dimensões variáveis em função do porte da obra e do espaço disponível 
para instalação. Nos centros urbanos, os estabelecimentos comerciais próximos geralmente são 
utilizados como ponto de apoio, fornecendo alimentação e até sanitários. Mas isso somente 
funciona para uma pequena quantidade de funcionários e por um curto período de tempo. 
Geralmente, é recomendável que sejam feitas as instalações provisórias.
O canteiro de obras deve ser projetado com a finalidade de atender às necessidades inerentes à 
edificação e aos trabalhadores. Ele deve ser dividido em setores. Mas quais são as condições 
mínimas necessárias para que uma equipe possa realizar as suas atividades diariamente?
Hoje existem normas e leis que regulamentam as instalações provisórias - da ABNT (NB 1367 e 
NBR 12284) e do Ministério do Trabalho (NR 18) -, bem como balizam o projeto e o 
dimensionamento dos canteiros de obras.
A figura apresenta um exemplo de dimensionamento dos sanitários conforme a NR 18.
_1.2_
ATÉ 10 TRABALHADORES
Para cada grupo de até 10 trabalhadores, é obrigatório:
01 chuveiro 01 vaso sanitário 01 lavatório 01 mictório
Para cada grupo de até 20 trabalhadores, é obrigatório:
02 chuveiros 01 vaso sanitário 01 lavatório 01 mictório
ATÉ 20 TRABALHADORES
ATÉ 50 TRABALHADORES
Para cada grupo de até 50 trabalhadores, é obrigatório:
05 chuveiros 03 vasos sanitários 03 lavatórios 03 mictórios
* A partir de 50 trabalhadores no canteiro, a NR 18 exige a instalação de
um ambulatório junto à obra.
Adm
Pencil
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
NR 18
_1.2_
https://youtu.be/ATGBGiPYbh0
11min vídeo da Fundacentro ~2010 sobre melhoras no trabalho com a NR18
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITOS DE IMAGENS
ALBUQUERQUE, Alexandre. Construções Civis. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
1957.
BAUD, Gerard. Manual de pequenas construções. Curitiba: Editora Hemus, 2002.
BORGES, Alberto de Campos. Prática das Pequenas Construções. Vol. I e II. 8. ed. São
Paulo: Editora Blucher, 2000.
CARDÃO, Celso. Técnica da Construção Civil. Vol. I e II. 8. ed. Belo Horizonte: Edições
Engenharia e Arquitetura, 1988.
CARICCHIO, Leonardo M. Construção Civil. Rio de Janeiro: Editora Gráfica Olímpia, 1955.
CUNHA, A. M. et al. Construção civil. Porto Alegre: SAGAH, 2017.
MILITO, José Antonio de. Apostila da disciplina de Técnicas de Construção Civil e
Construção de Edifícios. Campinas: PUC, s.a.
PIANCA, João Baptista. Manual do Construto. 15. ed. Porto Alegre: Editora Globo, 1978.
Banco de imagens Shutterstock.
SAGAH, 2017.
EQUIPE SAGAH
Coordenador(a) de Curso
Shanna Lucchesi
Professor(a)
André Luís Abitante
Gerente Unidade de Negócios
Rodrigo Severo
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Terraplenagem: movimentos de terra e
equipamentos
Apresentação
A construção de uma estrada de rodagem se dá em duas fases distintas: implantação da 
infraestrutura e implantação da superestrutura. Na primeira, executam-se os serviços de 
terraplenagem, em estreita obediência ao projeto, ou seja, movimentação de terrasvisando 
conformar a região ao longo da qual se desenvolverá a futura rodovia, construção dos dispositivos 
de drenagem (incorporados à infraestrutura e fora dos limites do corpo estradal), abertura de 
túneis, construção de pontes, viadutos, etc. Na segunda fase, procede-se com a pavimentação, os 
elementos (camadas) componentes da superestrutura da estrada, em cada trecho, conforme 
especificado no projeto.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender a estimar e compensar os volumes de corte e 
aterro, executar o diagrama de massas, calcular as distâncias de transporte e conhecerá os 
implementos e as máquinas mais utilizados na execução dos serviços de terraplenagem.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar e compensar os volumes de corte e de aterro.•
Calcular as distâncias médias de transporte.•
Relacionar os equipamentos necessários para serviços de terraplenagem rodoviária.•
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO - C (2024.ABR)
1.1 - Gestão preliminar do canteiro de obras
1.2 - Serviços preliminares e instalações provisórias
2.1 - Terraplenagem: movimentos de terra e equipamentos
2.2 - Locação da obra
3.1 - Alvenaria: Técnicas construtivas
3.2 - Revestimentos: técnicas construtivas
4.1 - Impermeabilização: Técnicas construtivas
4.2 - Telhados e coberturas
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 Pinturas
__ C.2 Vidros
__ C.3 Esquadrias
__ C.4 Qualidade e desempenho na construção
Aula 2.1
_2.1_
elm = Avaliação da aula. Ruim. Assinalada opções - Precisei pesquisar mais; - Conteúdo 
Livro difícil. Vídeo conteúdo ruim. Vídeo muito curto.
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Rectangle
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Highlight
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Desafio
Você, como Engenheiro Rodoviário, em um projeto com 75 estacas e estaqueamento de 20 m, para 
ajustar a compensação de volumes e distâncias de transporte, não abriu mão do Diagrama de 
Bruckner — ferramenta que mais facilita esse tipo de análise. Sobre o diagrama elaborado por você, 
foram traçadas três linhas de compensação, conforme anexo.
Com base no seu diagrama e nessas linhas de compensação indicadas, estime os seguintes dados 
(em m3 ou m):
1) A distância média de transporte característica do projeto.
2) O volume de empréstimo.
3) O volume de bota-fora.
4) O volume do maior corte.
5) O volume do maior aterro.
_2.1_
Adm
Line
elm = Escala ruim de ler.
1 DMT não sei.
2 emprést ~30 mil m3
3 bota-fora ~25 mil m3
4 > corte ~20 mil m3
5 > aterro ~40 mil m3
elm = Pela Padrão de resposta, o gráfico estava defeituso, prov. faltou 1 linha de 
compensação e as ordenadas mal posicionadas...
elm = Mentor: Sobre o Desafio da Aula 2.1 (Terraplanagem), favor confirmar que:
A) No diagrama mostrado faltou uma linha de compensação e as ordenadas estão mal 
posicionadas (ver figura abaixo).
B) A resposta padrão do item 4 a linha azul claro mostrada no diagrama deveria incluir o 
trecho entre -5 e 0 das ordenadas,
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Pencil
Adm
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Adm
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Lista 02 
Lista de Exercícios Rodovias 1- Engenharia Civil - Ij uí - Unijuí 
Professor José Antonio S. Echeverria 
Semestre: 112020 
1. O que se ente nde por fator de homogeneização? 
O fator de homogeneização é apl icado sobre o volume de aterro, ele é a relação entre o volume de 
material no corte de origem, e o volume de aterro compactado resultante. Sua utilização serve como fator 
de segurança, de modo a compensar as pe rdas que ocorrem durante o transporte de solos e possíveis 
excessos na compactação dos mesmos. 
2. Para a realização do projeto detalhado de terraplenagem no intervalo entre as estacas O e 75, 
lançou-se mão do Diagrama de Brückner abaixo esquematizado. Com base nesse diagrama, indique: 
a) o volume do empréstimo, em m3; 5000m3 
b) o volume do bota-fora, em m3; Qm3 
c) o volume do maior corte, em m3; 20000m3 
d) o volume do maior aterro, em m3; 35000m3 
e) a DMT do volume compensado entre a estaca 37 e 55. 300m 
35 
30 
25 
~ 20 
~ 15 
" 10 e .. 
o 
> s 
o 
-s 
·10 ...._ 
3 . Num corte executado em material argiloso, foram obtidas as três seções transversais, di1stantes 20 
metros uma da outra. Calculadas as áreas, respectivamente obteve -se, 51 = 12sm2, S2 =257m2 e 
S3=80m2. Dê posse das áreas destas 3 seções, marque a alternativa com o volume total d e material 
escavado some nte nestas seções: 
(A) 7.190m3 (B) 14.380m3 (C) 6.160m3 (D) 9 .240m3 (E) 4 . 799,333m3 
4 . Num corte executado em material argiloso, foram obtidas as três seções transversais, distantes 20 
metros uma da outra. Dê posse das áreas destas 3 seções, calcule o volume total de material escavado 
e ntre a estaca 1 e 3. 
ESTACA 1 ESTACA2 
ESfACA 3 
Solução: 
.,, _ 22 ml-46 m:.,o - 680 ,.,1 
"1-~ - ") . - - , , 
V = Vi +V~ = 680 m!-860 m: = 1540 111 1 
5 . Com base na Tabela de Bruckner, apresentada a seguir, solicita-se que seja informado qual o volume a 
ser aterrado de mater ial de 1ª categoria, exatamente entre as estacas 109 até a estaca 117, em m3. 
Dem onstre como obteve o valor. 
ÃllLU (• '> == -- _._(.., - --ar DBTMaA IATaM. -· mim 
.. _ 
Ar.coa. CGlrft 
.. _ 
(9) COll1W .._ ,..., , ... , 
109 2.00 5,26 7,38 3,DO 11,41 10,00 30,00 114,to 30,00 551,22 
+9 2.80 1,52 2.,27 4,80 9 ,13 4,50 20,10 43,S4 20,10 534,58 
110 4,4$ 7Pt 5,50 .. ., 573,41 
11 1 6,03 1G,41 10,00 104,1 171,31 
112 6,42 12,45 10,00 12.4,!fO 802,81 
113 S.&4 15,08 10,00 150,llO 153,41 
11 4 11,116 18,311 10,00 1113,00 l .Ul,41 
llS 8,02 0.52 0,87 17,1111 10,00 178,111) 1.313,21 
116 5,07 uo 1.158 13,09 2,55 10,00 130,80 25,50 25,50 1.411,61 
117 2.4 2,42 3.39 1,41 5,'17 10,00 74,10 50,70 50,70 1.442.61 
43,34+25,50+50,70 = 119,54 m3 
6 . Para a realização do projeto detalhado de terraplenagem no intervalo entre as estacas O e 30, lançou­
se mão do Diagrama de Brückner abaixo esquem atizado, em conjunto com o pe1f il longitudinal. Com base 
no diagrama e no pe1f il , indique : 
TERRDIO 
e, ~ 
~ 
/ GREIDE 
~~~ 
I~ 
~ 
I ' 
1\ 
' i\ 
~ K ~ " ". ., . ;- - _,... . . ' . - -~ .... " " l/. -1- ~ _,..." 
' \ Lf 
' 1/ 
1/ 
' V 
' 
1 
I 
5 10 15 20 
a) Quantos m3 serão transportados do Cl para o Al ; 
b) Volume do Aterro A2; 
c) Mom ento de transporte t otal ; 
Obs.: estacas com 20m de distância entre si . 
Ordenada Gráfico de Bruckner - " volumes acumulados (103 m 3)" 
So/11cào: 
b) 800m3 
,...-~~- -~.,....~~~~o 
--~(-7t'--7'_c.:,.' ~~..::::.,_ 1 GREmE 
""~ ~ / I"\. ~0\ 
~ 
21-T-+-...... ,....,.-+-...... ,....,.~+-.~..1-.~~~.-1~~~-+-~1--.~ 
~ 11-t-t-t-t-t-+-i-t-+-it-t-+fl-+-!'lt-t-t-+-i-++-it-t+-l-l-+-t-t 
2 o~T"ii-tT"ii-tT"i-+rl-+t-t-lrt-t-t-t-++-1-t~l-t-Hri i .11-*\t+t++++++-+fH-HH*H-H-+++-l-+-\-+-+-H 
~ .2 '- - .... --- 1- - . -----~. - 1- ~-Ü:~ 
~ ~ l-+-+l+-il-+-1-+-il-+-llt-t-++-t-t~H-t-t-t-+..1--1-t-+-l-+-H 
~ ~ l-+-l-'l-11-+-1-+-il-+-#-t-t-++-t-t-+~t-t-t--ll-1-1-1-+-l-+-H 
~ -61-+-l-.J\11-+-1-+-il-l<J'.l-t-t-++-t-t-+-!i.1-1-t-ll-1-1-1-+-l-+-l-I 
~ ~f-++-l-'t-+-t-t-+.~-+-+-f-++-1-1-1-~-4-/-l-"-+--l-l-+-l-t-t 
.71-1-+-+-!l'<+-l-+.1'-+-l-+-!-++-+-!-++-l-l-+-+-l-l-+-+-l-l-!-I 
.gLL.L.ILL-1'..l"""-.LlLL.L.l....LL.J.....LL.J....LL.l...LL.l.L.ILL.L.ILJ 
• • 10 
21'""1''"1"'T""il'"'T"T" ..................... -. .... ,....,. ............ l""T ................................ ~ 
' ~ 1t-++t1-+-t++-l-t-tt-lllf-+t\t-t-l-+~-t-tt+-lf-+tt~ 
~ o lló'~._.~'-l-t-+-i-t-#-',H--t-l:++-1-1-1-+-+-+.~H-+-il-I i f:l'l~IM'6 
" ·• 1-!kri-rr-r+++-HtPl-l-H-t\l-+-lH-,H-+--#-H-++-t-t a .2- ··-i··· · ... ...... . . ... ........ ._,~ 
~ .,1-t-i\++t+l-HHl!+++++~+l+~+.J.+l-Hl-I 
~ CG<lt e:. 
! ~ .......................... ,_con. e, l-l+t-t-1-..P"~l-ll.-t-t-t-+-l-+--t-t 
' 4l-l-+4-1l-l-++-~-+-t-t-+-+-t-t-++-f>4'4-+-l-+4-t-t-+--t-t 
-11-i-t-+-~,d-l-+-#:-+-ll-+-t-+i-++-l-l-++-1-+-!-+-11-+-t-t-t-I 
··~.LI..i..,;b.loilLl..LI..L.LI..LI...LILI-LI..U-WLJ..ll.U.J 
• • 10 ,, 20 21 ...,...- )O 
1 Mr• V1•0,+v,•o,+v1•or-v••o,;-v..,-o.., • 6000•12-<1ooo•s-<1ooo•s,~2000•4•2000• 10 
Mr• 1.66*105 m3.d.am 
O " Emptd'no 
- 1 ' I 
.2 1- ~ -----~~.. 
5 10 
-D.·tJ--
e.· •-
---- '- ~ ..... 
15 20 
o.-a.•-
25 30 
f STACAS 
-
4 
5 
6 
7 
8 
75 
76 
77 
7. Num serviço de terraplenagem em m aterial de 1 a categoria, entre as estacas 1 e 4, de um certo 
proj eto, são apresentadas as seções transversais com suas respectivas áreas (Ac = área de corte; 
Aat=área de aterro) . As estacas estão afastadas 20m uma da outra. Com base nas áreas das seções 
transversais apresentadas, calcule o volume de m aterial a ser escavado (corte) entre as estacas 1 a 4 . 
Ac=50m2 
ESTACA 1 
Ac=83m2 
11=3.8 
14.0 
ESTACA3 
V1- 2 = 50+49 =99/2"'20 =990 m 3 
V2-3=49+83=132/2*20=1320 m3 
V3-4=83+27=110/2*20=1100 m 3 
2.50 
V escavado=990+1320+ 1100 = 3410 m 3 
8 . Com suas palavras defina: 
8.80 
u.o 
Ac=49m2 
'ESTACA? 
1 
ESTACA4 
25 
a- o qu e significa aterro corrigido numa tabela de cálculo do diagrama de Bruckner;Aterro corrigido são as 
áreas de aterro medidas nas seções e multiplicadas pelo fator de homogeneização. 
b- quais as funções do com pr imento de transição ( ls), numa curva horizontal ci1rcular com transição. Ls é 
o comprimento do trecho de t ransição da curva. Um dos motivos de usar a curva de transição é ev itar o 
impacto pelo apareciment o brusco de uma força transversal, ou sej a, diminuindo a aceleração centrípeta 
na curva de forma gradativa, para que haja mais conforto e segurança. 
9 . Para a realização do projeto detalhado de terraplenagem no intervalo entre as estacas O e 55, lançou­
se mão do Diagr·ama de Brückner abaixo esquematizado. Com base nesse diagrama, indiqiue : 
4S 
40 
JS 
E 30 .. 
õ 
!! 
2S .. 20 
E 
1 IS 
10 
s 
o 
o s 10 IS 20 lS 30 3S ao 4S so ss 60 
fst.lC.lS 
5 BSC CARGA E TRANSP MAT l' CAT C/ESClWADBIRA 50<DMT< 200mc11 m• 
6 IESc CARGA E TRJ\NSP MAT 1 · CAT C/ESCAVADEIRA 200<DMT<•400mcs m• 
7 ~ç CARGA l:l Tl\ANS E' MAT 1 - CAT C/~SCAVAOl:llRA 4 00<Di'IT<=600111C5 m• 
8 IRSC CARGA E Tl!ANSP MAT l" CAT C/liSCAVADBIJU. 600cOl'IT.- BOOmes m• 
9 BSC CARGA E TP.Jl.NSP MAT 1 · CAT C/ESCAVADBIRA 800<DMT<=l.OOOmcs m• 
136 COMPAC"l'AÇÃO A'l"F!RROS 95' P.N. ... 
150 COMPACTAÇÃO A':"E!RROS 100\ P . I. m• 
151 COMPACTAÇÃO A7ERROS 100, P.N. ... 
6,35 
6,74 
7 ,6'7 
8,12 
8,57 
2 , 51 
3,67 
2 ,89 
a) Trace a(s) l inha(s) de compensação objetivando maior abrangência dos serviços compensados de 
cortes e aterros; 
b) Com base no item a), qual o volume de bota-fora, em m3 ; O m3 
c) Com base no item a), qual o volume do maior aterro, em m 3; 15 m3 
d) indicar a DMT aproximada (em m) para cada onda de Bruckner, com base no item a); 
DMT 01 = 200m 
DMT 02 = 200m 
e) Considerando os preços unitários a seguir, informe o valor desta obra de t erraplenagem considerando 
apenas os custos de escavação, carga, transporte e compactação. 
Obs.: estacas com 20m de distância ent re si. 
Onda 1: 
DMT = 200 m 
Escavação/Carga/Transporte = 15000m3'" R$6,35/m3=R$ 95.250,00 
Compactação {95% PN) = 15000m3* R$2,51/m3=R$ 37.650,00 
Onda 2 : 
DMT = 200 m 
Escavação/Carga/Transporte = 10.000m3"' R$6,35/m3= R$ 63.500,00 
Compactação {95% PN) = 10.000m3'"' R$2,51/m3=R$ 25.100,00 
Bota-Fora: 
DMT = 1000 m (considerei qualquer valor de DMT para o bota-fora) 
Escavação/ Carga/Transporte =40.000 m3* R$8,57/ m3=R$ 342.800,00 
Total: 
R$ 564.300,00 
10. Com suas palavras responda: 
a- Cite dois tipos de tinta que podem ser utilizados em sinal ização horizontal; TINTA ACRÍLICA À 
BASE D'ÁGUA; TI NTA ACRÍLICA À BASE DE SOLVENTE E TINTA TERMOPLÁSTICA. 
b- I nforme a que material é at ribuída a refletividade existente em sinalização horizontal de 
rodovias; ESFERAS DE VIDRO 
c- Comente como são definidos os pontos de proibição de ultrapassagem em rodovias. A 
proibição de ult rapassagem numa rodovia deve ocorrer a partir do ponto em que se constata dist ância de 
visibil idade menor ou igual a indicada, em função da velocidade regulamentada. Ent re dois t rechos de 
proibição de ult rapassagem deve haver uma distância mínima igual à distância de visibi lidade, caso 
contrário, as linhas referentes a cada trecho devem ser unidas. 
11. Um engenheiro fo i contratado para real izar a quantificação de um serviço de aterro entre 
apenas as estacas 104+ 17m a 108+ 11 de um determinado trecho de obra. Sabe-se que a obra será 
executada em terreno plano que possui cota de 8,00m em relação ao nível do mar em toda a área. A 
altura do aterro no eixo da seção transversal é informada na planilha apresentada a seguir. Sabe-se que a 
plataforma de terraplenagem na sua parte superior será plana (sem caimentos laterais) com largura de 
12m. Os taludes de aterro serão realizados com inclinação de 1: 1,5 (V:H) . 
Planilha Cálculo Volume Aterro 1 1 • 
Es taca Otst (m) Cota Vermelha (m) Área da Seção (m') Soma das Áreas (m') SemK\stânaa (m: Volume (m') Volume Acumulado (m'~ 
104•17 0,00 
105 1,50 
108 5.00 
107 7,00 
108 2,00 
108•11 0,00 
0.000 
• Cota vermelha = dilerença de nível entre o nível do terreno 
e a r.ota dê terraolanMem no eíxo c:Ja ~edlo 
Calcule as áreas da seção t ransversal de cada estaca em função da altura do ater ro; o volume de aterro a 
ser realizado e a estaca do cent ro de massa deste volume. 
Estaca Dist (m) área de seção soma das áreas semi dist volume 
volume 
acumulado 
104+17 o o o o o o 
105 3 21,375 21,375 1,5 32,0625 32,0625 
106 20 97,5 118,875 10 1188,75 1220,8125 
107 20 157,5 255 10 2550 3770,8125 
108 20 30 187,5 10 1875 5645,8125 
108+11 11 o 30 5,5 165 5810,8125 
12. No diagrama de Bruckner apresentado a seguir, considerando a linha de compensação apresentada, 
calcule: 
a) Qual o volume de bota-fora, em m3 ? 40000 m3 
b) Qual volume de emprést imo, em m3 ? O m3 
c) Em qual segmento ocorre o m aior corte? Maior corte: entre as estacas O e 15 = 35000m3 
E onde ocorre o maior aterro? Maior aterro: entre as estacas 15 e 26 = 25000m3 
d) Qual a DMT ponderada do projeto ent re as estacas O a 60, desconsiderando bota-fora e empréstimos. 
DMT 0 1= 100 m; Vl= 10000m3 
DMT 02 = 240 m; V2 = 15000m3 
DMT 03 = 100 m; V3 = 10000m3 
DMT PONDERADA = (100* 10000)+( 240*15000)+ ( 100*10000)/10000+ 15000+ 10000 
DMT PONDERADA = 160 m 
E, considerando dmt de 300m para o bota-fora e em préstimo? 
DMT PONDERADA = ( 100* 10000) + (240* 15000) + (100*10000) + (300* 40000) + (300* 0)/ 10000 + 
15000 + 10000 + 40000 + o 
DMT PONDERADA = 234,67 m 
e) Em quais estacas ocorrem pontos de passagem de corte para aterro? 15, 26, 40 e 45 
Obs.: estacas com 20m de distância ent re si . 
45 
40 
ss 
... 30 
: 
• ô 2S 
::. 
~ 20 
; .., 
> 15 
10 
s 
o 
o 5 W ~ 20 25 ~ 35 ~ 45 !O 55 ~ 
CJ'toi;.o.J. 
14. No diagrama de Bruckner apresentado a seguir, considerando a linha de com pensação apresentada, 
calcule: 
a) Trace uma linha de compensação para proporcionar compensação em cortes e aterros, de 
forma a minimizar em préstimos e bota-fora em toda extensão; 
Com base na linha de compensação traçada informe : 
b) Qual o volume de bota-fora, em m3 ; 15000m3 
c) Qual volume de empréstimo, em m3 ; 5000m3 
d) Considerando os preços unitários a seguir, informe o valor desta obra de terraplenagem considerando 
apenas os custos de escavação, carga, transporte e compactação. 
Obs.: estacas com 20m de distância entre si . 
DMT para bota-fora e para em préstimo considerar igual a 700 m . 
4 s 
s 6 
6 7 
7 9 
8 9 
75 116 
7, 150 
77 151 
BSC CARGA B TRANSP MAT 1 • 
BBC CARGA E TRANSI' llAT 1 • CAT C/BSCAVADEIRA 200<DMT,-4QOmco 
BSC CARGA E TRANSP MAT 1 • CAT C/ESCAVADEIRA ~OO<DMT<=600mcs 
ESC CARCA E TRANSP MAT l' CAT C/ESCAVADEIRA 600<DMT<•800mcs 
BSC CARGA E TRl\NSP HAT t • CAT C/ESCAVADEIRA 800<DM'l'<•l .000mcs 
C'Qo!Pi\CTl\ÇÀO ATERROS 95\ P.N. 
C'Qo!Pi\CTAÇÀO llT!RROS lOOt i:>.I. 
COMPACTAÇÃO ATrnos l OOt P.N. 
45 
40 
S5 
.::- so e 
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5 
o 
o 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 
Estaco> 
45 
~ I 35 
::- 30 
E 
• ô 25 
: 
j " l > 15 
10 
5 
o - ,---...-
o 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 
tstac•s 
OncJa 1 : 
DMT = 140m 
Escavação/Carga/Transporte= 5000m3* RS6,35/ m 3=R$ 31.750,00 
Compactação {95% PN) = 5000m3* R$2,51/m3= RS 12.550,00 
m• 6 , 35 
m• 6 , ?4 
m• 7, 67 
m• 9,12 
m• 8 , 57 
•• 2,51 
•• 3,67 ... 2,89 
60 
60 
Onda 2: 
DMT = 200 m 
Escavação/Carga/Transporte= 15.000m3* R$6,35/m3=R$ 95.250,00 
Compactação (95% PN) = 15.000m3* R$2,51/m3=R$ 37.650,00 
Onda 3 : 
DMT = 100 m 
Escavação/Carga/Transporte = 10.000m3"' R$6,35/m3=R$ 63.500,00 
Compactação (95% PN) = 10.000m3"' R$2,51/m3=R$ 25.100,00 
Bota- Fora: 
DMT = 700 m 
Escavação/Carga/Transporte = 15.000 m3* RS8,12/m3=R$ 121.800,00 
Empréstimo: 
DMT = 700 m 
Escavação/Carga/Transporte = 5.000m 3 * RS8,12/m 3=RS 40.600,00 
Compactação (95% PN) = 5.000m3* RS2,51/m3 = R$ 12.550,00 
~ai: 1 
~40.75~ 
15. Com suas palavras responda: 
A - Em que situações é utilizada sinalização vertical de cor de fundo marrom? ATRATIVOS TURÍSTICOS 
B - Informe a que material é atribuída a refletividade existente em sinalização horizontal de rodovias; 
ESFERAS DE VIDRO 
C - Cite pelo menos dois tipos de tinta util izados em sinalização horizontal. 
TINTA ACRÍLICA À BASE D'ÁGUA; TINTA ACRÍLICA À BASE DE SOLVENTE; TINTA TERMOPLÁSTICA 
D -Comente como são definidos os pontos de proibição de ultrapassagem em rodovias, na fase de 
projeto. 
A proibição de ultrapassagem numa rodovia deve ocorrer a partir do ponto em que se constata 
distância de v isibil idade menor ou igual a indicada, em função da velocidade 
regulamentada. 
Entre dois trechos de proibição de ultrapassagem deve haver uma distância mínima igual à distância 
de visibilidade. caso contrário as linhas referentes a cada trecho devem ser unidas. 
E- Explique ou cit e as diferenças de materiais de 1 a, 2ª e 3ª categoria quando nos referimos aos serviços 
de terraplenagem? 
Classificação de solos para terraplenagem: 
- Em função da dificuldade de escavação; 
- 3 Categorias; 
- Custo é função da compacidade do material. 
*Material 1 ª categoria 
Solos, diâmetro máx 15 cm; 
Equipamentos simples : trator de esteiras, escavadeiras, scrapers. 
*Material 2ª categoria 
Resistência ao desmonte inferior a rocha não alterada; rochas em processo 
adiantado de cimentação ou de intemperização 
Equipamentos combinados de maior porte com utilização de escarificador . 
"'Material 3ª categoria 
Rochas, blocos d iâmetro médio superior a l m ou volume super ior a 2m3; 
Emprego contínuo de explosivos. 
16. Desenho 3 seções transversais de terraplenagem, sendo uma de aterro, outra de corte e um a 
m ista. Nas seções identi fique os elementos de drenagem superficial, os caim entos transversais, 
terreno natural, pista e acostamento, e os taludes. O aluno deve propor valores usuais para as 
larguras e caimentos. 
ATERRO 
-
CSCALA f 100 
CORTE -. 
MISTA 
-
C.BCA~ 1'fOO -------------
~ Num corte execrutado em material argiloso, foram obtidas as quatro seções transversais, distantes 20 
m etros uma da outra. Dê posse das áreas de corte apresentadas abaixo, nas 4 seções, calcule o volume 
total de material escavado entre a estaca O e 5, part indo do pressuposta que as estac.as O e 5 poss.uem 
área de corte nulas. Informe também a posição da estaca do centro de massa (gravidade) deste corte. 
• • 4.1 1 
ESTACA 1 ESTACA3 
ESTACA :? 
ESTACA4 
18. Para a realização do projeto detalhado de terraplenagem no intervalo entre as estacas O e 40, lançou­
se mão do Diagrama de Brückner abaixo esquematizado. Com base nesse diagrama, indique: 
Obs.: estacas com 20m de distância entre si. 
35 
30 
10 
:L _, 
o s 10 15 
a) o volume do bota-fora, em m3; Sm3 
b} o volume do maior corte, em m3; 25m 3 
c) o volume do empréstimo, em m3; OmJ 
..-- _, -i 
20 2S 30 35 40 
Estacas 
d} indicar a OMT aproximada (em m) para cada volume compensado e a OMT geral (ponderada) dos 
volumes compensados (ex cetuando os em préstimos e bota-foras) 
DMT 0 1 = 200m; 
DMT 02 = 80m; 
DMT 03 = 120m; 
DMT PONDERADA =(200* 10000)+(80* 10000) + ( 120" 10000)/ 10000+10000+ 10000 
OMT PONDERADA = 133,33 m 
e) Considerando a l ista de preços unitários do DAER a seguir, e uti lizando DMT de 1.000 metros par a 
empréstimos e bota-foras, APRESENTE o valor da obra de terraplenagem. 
4 
!> 
6 
7 
a 
75 
76 
77 
s BSC CAJ':GA B ~RANSP MA'I' l " CAT C/l!SCAVADEIRA 50<DMT<-200r>es 
6 BSC CARGA B ".'RAllSP MA'l 1 · CAT C/RSCAVAI>El!IA 200·DMr•·40~me~ , BSC CARCA B '.:RAJISP l'.AT i • CAT C/CSCAVAOEIRA 400<0f'fi'<-600mcs 
e BSC CARCA B 7RAllSP MAT i · CAT C/&SCAVAOEIRA 600<0f'fi'<•800mco 
9 BSC CAP.CA E 7RAllSP 1'.AT i • CllT C/aSCAVADSIAA aOO<Df'fi'<•l. OOOr>es 
136 COMPACTACÀO ATlt'UtOS 95\ P.N. 
150 COMPACTP.ÇAO AT1!1lROS 100" P.I. 
151 COMPACTAÇÃO ATl!RROS 100\ P.N. 
Onda 1: 
DMT = 200 m 
Escavação/ Carga/Transporte = 10.000m3* R$6,35/ m3= R$ 63.500,00 
Compactação (95% PN ) = 10.000m3* R$2,51/m3= R$ 25.100,00 
n ' 6,3S 
n• 6,74 
r.i • 7,(,7 
m• 8,12 
m• 8,57 ... 2,51 ... 3,67 
111' 2, 89 
Onda 2: 
DMT = 80 m 
Escavação/Carga/Transporte = 10.000m3* R$6,35/ m3= R$ 63.500,00 
Compactação (95% PN) = 10.000m3* R$2,51/m3= R$ 25.100,00 
Onda 3: 
DMT = 120 m 
Escavação/ Carga/Transporte = 10.000m3* R$6,35/ m3= R$ 63.500,00 
Compactação (95% PN) = 10.000m3* R$2,5 1/m3= R$ 25.100,00 
Bota-Fora: 
DMT = 1000 m 
Escavação/Carga/Transporte =5.000 m 3* RS8,57/m 3 =RS 42.850,00 
Total: 
R$ 308.650,00 
19. Em poucas e breves palavras descreva o que é: 
a - Material de 3ª c<itegoria em terraplanagem: 
Rochas, blocos diâmetro médio superior a lm ou volume superior a 2m 3 ; 
Emprego contínuo de explosivos. 
b- Ponto de Passagem em terraplenagem; Pontos onde muda de corte para aterro e vice-versa. 
c- De que cor é a sinalização vertical para alerta de obras na v ia de tráfego? LARANJA 
d- Superelevação; Inclinação transversal necessária nas curvas a fim de combater a força centrífuga 
desenvolvida nos veículos e dificultar a terraplanagem. Ela é função do raio de curvatura e da velocidade 
dos veículos. 
e- Compensação lateral no Diagrama de 6ruckner; Volumes compensados lateralmente (não suj eitos a 
transporte longitudinal) 
f- Distância Média de Transporte - DMT; Distância de transporte de um corte para a compensação de um 
aterro. 
20. Um engenheiro está desenvolvendo um projeto de terraplenagem de um t recho de uma rodovia 
federal, compreendido entre as estacas 0 + 0,00 e 21+0,00, conforme as ordenadas do diagrama de 
Bruckner e os volumes do material no seu estado natural, apresentados a seguir. 
Foram lançadas duas linhas de compensação: a primeira, entre as estacas 3+ 0,00 e 7+10,00, na 
ordenada 2.400m3; e a segunda na ordenada 3.800m3, entre as estacas 12+0,00 e a 16+ 0,00. O 
engenheiro civil sabe que para fins de atendimento a legislação ambienta l, é necessário real izar a 
recomposição da área de um empréstimo local izado na estaca 8+ 15,00 a 250m do eixo da rodovia, o que 
requer um volume de 8.500m3. O engenheiro civil necessita, então, calcular o volume de bota-fora 
compreendido ent re as est acas 0+0,00 e 21 +0,00, para verifi car se ele será suficiente para a 
recomposição ambiental já mencionada. 
Na situação descrita, o volume em m3, de bota-fora deverá ser igual a: 
a- 2.400 b- 3 .800 c- 6.200 d- 10.200 
7SOO 
5000 
·2500 
·5000 
·7SOO 
o 
1 2400+ 7800 = 10.200 m3 I 
s 10 1S 
e- 16.600 
20 
Infográfico
Você sabia que a superfície do terreno natural é inadequada ao tráfego de veículos?
Para que seja possível o desenvolvimento de boas velocidades, boa visibilidade a distância, 
condicionar a drenagem e aumentar a resistência à carga dos veículos, ou melhor, proporcionar 
condições geométricas compatíveis com o volume e tipo dos veículos que irão utilizar a rodovia, a 
terraplenagem é essencial. Essa etapa, uma das mais representativas na composição de custos da 
rodovia, visa conformar o terreno existente aos gabaritos definidos em projeto, englobando 
serviços de corte (escavação de materiais) e de aterro (deposição e compactaçãode materiais 
escavados). A conjugação desses dois serviços caracteriza um projeto otimizado, por isso, é preciso 
ter o menor movimento de terra possível e, principalmente, utilizar todo material proveniente de 
corte em aterros próximos.
_2.1_
(1) O movimento de terras deve ser 
mínimo.
(2) O material de corte, 
preferencialmente, deve ser todo 
aproveitado em aterro (caso o material 
seja adequado para tal).
(3) As distâncias de transporte devem 
ser as menores possíveis.
(4) Os aterros devem ficar o mais 
próximo possível da área (seção) de 
corte.
→
Movimento 
de terra 
MAIOR
Custo de 
implantação 
MAIOR
Adm
Rectangle
Adm
Rectangle
Conteúdo do livro
Na obra em questão, o autor aborda as técnicas tradicionais para a estimativa dos volumes de corte 
e aterro, a compensação do material, as distâncias de transporte e os equipamentos utilizados na 
execução, itens que representam uma grande fatia do orçamento de uma estrada de rodagem.
Para melhor compreensão, acompanhe o trecho Terraplenagem: movimentos de terra e 
equipamentos, material que serve de base teórica para esta Unidade de Aprendizagem.
_2.1_
elm - ver também 
NotAulaPt_Civ_Terraplenagem_Campiteli_Estrategia_2017_123p.pdf
Adm
Line
Adm
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Adm
Polygon
SUMÁRIO 
1Unidade1 
Noções sobre classificação funcional e técnica de vias ............... 13 
Classificações funcionais ............................. ·-························································································ 13 
Classificações técnicas ............................................................................................................................. 19 
Relação entre classificação funcional e técnica ..................................................................... 21 
Outras classificaçõcs ................................................................................................................................. 22 
Classificação das rodovias brasileiras ................................................. 26 
Classificação pol ítico-administrativa ... ·-······-················································································ 26 
Nomenclatura e classificação geográfica ................................................................................... 30 
Estabelecimento da quilometragem das rodovias .............................................................. .34 
!unidade 2 
Conceitos gerais, considerações teóricas e práticas 
para os projetos ......................................................................................... 39 
As quatro fases de uma obra rodoviária ...................................................................................... 40 
Planialtimétrico e altimétrico de vias urbanas e rodovias ......... .49 
Procedimentos e características de um levantamento ai ti métrico ........................... 50 
Levantamento planialtimétrico .. --··-······--··--············--····-·--···-········--···--········--············ .. ···--····· 55 
Principais acidentes geográficos naturais ............. ·-······························-···································57 
Escolha do traçado de rodovias ........................................................... 63 
O t raçado final e suas respectivas etapas de trabalho ....................................................... 64 
Condicionantes políticos e geográficos ...................................................................................... 65 
L Projeto da exploração .............................................................................................................................. 10 
Unidade 3 
Geometria horizontal - curvas circulares simples e 
de transição ................................................................................................. 81 
Curvas horizontais circulares simples e curvas horizontais 
com transição ... ·-··································-·····-··························································-······························82 
Determinação dos elementos para projeto de curvas circulares ................................ 86 
L Curvas horizontais de transição ........................................................................................................ 90 
Superelevação e superlargura ........................................................... 104 
A necessidade da superelevação e superlargura em 
projetos de estrada. . .............................. 104 
Superelevação 
Superlargura 
................................................ 105 
......................................................................... ................................................. 121 
Perfil longitudinal: rampas e curvas verticais ............................... 133 
Elementos básicos das curvas de concordância vertical ............................................... 13 3 
Rampas em rodovias .......................................... . . ........ 134 
Curvas verticais ..................................... . ....... 139 
Seções transversais: elementos e dimensões, 
distribuição de superlevação ............................................................. 153 
Seções transversais: elementos, dimensões e distribuição 
de superelevação ................................................................................................ . . ...... 154 
Características técnicas ................................................................... . .......... 155 
Dimensões padrão ......................................................... ................................................ 158 
Interseções ................................................................................................ 163 
Tipos de manobras e conflitos ............................................................................ ·-···············-········ 163 
Interseções em nível .............................................................................................................................. 165 
Interseção em desnível ou interconexão ......... ·········-··························································1 71 
Unidade4 
Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos .......... 183 
A necessidade da terraplanagem para a engenharia rodoviária ............................. 18'1 
Cálculo dos volumes ............................................................................................................................. 184 
Compensação de volumes ································-····································································-········ 187 
Diagrama de massas .............................................................................................................................. 189 
Equipamentos de terraplenagem. ................................................................................................ 196 
Drenagem superficial ........................................................................... 201 
A importância da drenagem superficial em obras rodoviárias .................................. 201 
Drenagem superficial ·················-······································································································· 202 
Drenagem para transposição de talvegues ........................................................................... 213 
Drenagem subterrânea ......................................................................... 218 
Importância da drenagem profunda em obras rodoviárias ......................................... 218 
Classificação dos drenos ..................................................................................................................... 221 
Dispositivos drenantes p rofundos ................................. ·-················· ···········-··············-··········222 
Drenagem subsuperficial ................................................................................................................. 226 
Erosão: causas,mecanismos para ocorrência e 
alternativas para controle ................................................................... 231 
Conceitos sobre erosão interna e superficial... .................................................................... 231 
Medidas preventivas à formação ou evolução de processos 
erosivos internos ....................................................................................................................... ........ 24 O 
Adm
Rectangle
Adm
Pencil
Adm
Pencil
Terraplenagem, 
movimentos de terra 
e equipamentos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Identi� car e compensar os volumes de corte e aterro.
 Calcular as distâncias médias de transporte.
 Relacionar os equipamentos necessários para serviços de terraple-
nagem rodoviária.
Introdução
A construção de uma estrada de rodagem se dá em duas fases distin-
tas: implantação da infraestrutura e implantação da superestrutura. Na 
primeira, executam-se os serviços de terraplenagem, em estreita obe-
diência ao projeto, ou seja, movimentação de terras visando conformar 
a região ao longo da qual se desenvolverá a futura rodovia, construção 
dos dispositivos de drenagem (incorporados à infraestrutura e fora dos 
limites do corpo estradal), abertura de túneis, construção de pontes e 
viadutos, etc. Na segunda fase, procede-se a pavimentação, os elementos 
(camadas) componentes da superestrutura da estrada, em cada trecho, 
conforme especificado no projeto.
Neste capítulo, você verá como estimar e compensar os volumes de 
corte e aterro, executar o diagrama de massas, calcular as distâncias de 
transporte e conhecer os implementos e máquinas mais utilizados na 
execução dos serviços de terraplenagem.
U N I D A D E 4 
Adm
Highlight
Adm
Highlight
Adm
Highlight
Adm
Highlight
A necessidade da terraplanagem para a 
engenharia rodoviária 
A superfície do terreno natural é, muitas vezes, inadequada ao tráfego de 
veículos. Quando existem irregularidades (ondulações do relevo) não é pos-
sível circular com segurança devido a impedimentos de visibilidade e por não 
apresentar condições de drenagem.
A Engenharia Rodoviária faz uso de atividades de terraplenagem para 
conformar o terreno aos usos necessários pelas atividades e desenvolvimento 
do homem e da sociedade:
 Limpeza do terreno (desmatar, destocar e limpar a faixa de trabalho);
 Escavação e desmonte, muitas vezes envolvendo grandes quantidades
de solo natural e rocha;
 Transporte destes materiais, do local de origem, até um local de destino;
 Colocação e espalhamento no local do destino;
 Compactação do material quando necessário.
Segundo Pontes Filho (1998), o custo do movimento de terra é, na maioria 
dos projetos, significativo em relação ao custo total da estrada, sendo, portanto, 
um item importante a ser analisado. Quando os materiais provenientes de corte 
tiverem condições de serem usados em aterros nas redondezas, dizemos que 
há equilíbrio entre volumes de cortes e aterros, minimizando empréstimos e/
ou bota-foras, e reduzindo os custos de terraplenagem.
Quanto mais ondulado ou montanhoso é o terreno natural, mais signifi-
cativo é o custo de terraplenagem. Pontes Filho (1998) indica que o estudo da 
movimentação de terras engloba tanto o cálculo de volumes a mover como 
os princípios técnicos para execução dos trabalhos. 
Cálculo dos volumes
Para o cálculo do volume de terra, Pontes Filho (1998) sugere supor a existên-
cia de um determinado sólido geométrico cujo volume pode ser facilmente 
calculado. Este volume é proveniente de uma série de prismoides (sólidos 
geométricos limitados nos extremos por faces paralelas e lateralmente por 
superfícies planas). Os volumes propriamente ditos são calculados pelas se-
ções transversais, aplicando-se o conceito de área média ou semidistância, 
ou seja, as fórmulas supõem seções planas (em sequência) paralelas entre si, 
 Estradas 184
espaçadas por uma mesma distância. Na realidade, conforme apresentado na 
Figura 1, as faces paralelas correspondem às seções transversais extremas, 
e as superfícies planas laterais correspondem à plataforma da estrada, os 
taludes e a superfície do terreno natural. A seção transversal, por sua vez, é 
o polígono formado pela plataforma, pela linha natural do terreno, e pelos
taludes (rampas de corte e/ou saias de aterro).
Figura 1. Prismoide formado em um tramo de rodovia (em corte).
Fonte: Carciente (1985).
A cada estaca tem-se uma seção transversal específica, ou seja, quanto 
menor o estaqueamento utilizado, maior a precisão na estimativa dos volumes. 
Da Figura 1, Pontes Filho (1998) deduz a seguinte fórmula para cálculo do 
volume:
V = (L / 6) × [A1 + (4 × Am) + A2]
Onde:
 A1 e A2 = áreas das seções transversais extremas (nas estacas);
 Am = área da seção transversal no ponto médio;
 L = distância entre A1 e A2 (geralmente o estaqueamento).
Quando as seções extremas são relativamente parecidas, pode-se simplificar 
a equação acima substituindo a área média (Am) por (A1 + A2)/2, o que nos dá:
V = (L/2) × (A1 + A2)
185Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
Adm
Rectangle
Adm
Pencil
Estaqueamento 
Conforme Lcc (2002), para caracterizar cm projeto a geometria dos elementos 
que constituem a rodovia (tangentes e curvas), deve-se marcar pontos sucessivos 
ao longo do eixo, que servirão, inclusive, para fins de posterior materialização 
da rodovia cm campo. 
Esses pontos são denominados de estacas, marcados a cada 20,0 m ou 50,0 
m de distância, dependendo do nível de precisão que se desejar, a partir da 
origem do projeto, e numerados sequencialmente, processo conhecido como 
estaqueamento do eixo. Segundo Lcc (2002), o ponto de origem constitui a 
estaca O (zero), geralmente representada por estaca zero = Ponto de Partida 
(O = PP); os demais pontos, equidistantes de 20,00 m (ou 50,0 m), constituem 
as estacas inteiras, sendo denominadas por "estaca I'', "estaca 2'', "estaca 3" 
assim sucessivamente. Qualquer ponto ao longo do eixo pode ser referenciado 
a esse cstaqucamento, sendo nomeado pela estaca inteira imediatamente 
anterior à sua posição, acrescida da distância (cm metros - precisão de 0,01 
m) entre a estaca inteira e o ponto considerado. 
Ao longo das tangentes (trechos retos) a marcação e nomeação das estacas 
~
não apresenta dificuldade alguma. Nas curvaturas ocorre uma pequena perda 
precisão, já que as distâncias são tomadas ao longo de segmentos retos (de 
a estaca à outra) através de recursos comuns da topografia, mas na realidade 
tais comprimentos correspondem a arcos de curvas. 
Para rcfercnciamcnto dos trechos curvos do eixo, o DNER (BRASIL, 1999) 
pede que se marque, além dos pontos correspondentes às estacas inteiras, 
pontos para estacas intermediárias, melhorando a precisão da caracteriza­
ção. Conforme Lce (2002), o uso de estacas intermediárias é recomendado 
também nos casos de trechos retos cm regiões muito acidentadas, onde haja 
necessidade de maior precisão, principalmente cm função dos volumes de 
tcrraplcnagem envolvidos. 
O projeto e a locação de curvas por estacas inteiras correspondem à matc- 1 
rialização de pontos por meio de cordas com 20,0 m. Para evitar erros signifi­
cativos entre os comprimentos dessas cordas e seus arcos, o DNER (BRASIL, 
1999) recomenda a caracterização (com cordas de 20,0 m) somente para curvas 
com raios superiores a 600,0 m. Trechos curvos com raios entre 100,0 me 
600,0 m, devem ser marcados com pontos distantes 10,0 m entre si. Nesses 
casos, são marcados (nos trechos curvos) os pontos correspondentes às estacas 
inteiras mais os pontos correspondentes às estacas fracionárias múltiplas de 
10,0 m. Com raios de curva inferiores a 100,0 m, os comprimentos máximos 
de corda devem ser de 5,0 m, sendo caracterizados os pontos correspondentes 
às estacas inteiras e às estacas fracionárias múltiplas de 5,0 m. _J 
Segundo Lec (2002), outra forma de notação para refercnciamcnto depontos 
ao longo do eixo é a denominada notação quilométrica, cuja posição de um 
ponto é indicada pela sua distância à origem, número inteiro de quilômctros, 
acrescido da fração, cm metros, com a precisão convencional de 0,01 m. 
Por exemplo, considerando que uma cabeceira de viaduto estivesse pro­
j etada a 7.362,70 m de distância da origem. Pelo método convencional de 
estaqueamcnto, no projeto e locação da rodovia, a cabeceira localizar-se-ia na 
estaca "368 + 2,7 m". Utilizando a notação qui lométrica, a cabeceira estaria 
localizada no " km7 + 362,70 m". 
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Cálculo das áreas das seções transversais
Dependendo do terreno natural e do grau de precisão necessário, vários métodos 
matemáticos e geométricos podem ser aplicados.
 Seções transversais em terreno relativamente plano: para o cálculo da
área de seções transversais, puramente em corte ou em aterro, teremos
sempre as figuras geométricas de retângulos e triângulos. Pontes Filho 
(1998) apresenta a seguinte fórmula para este caso, ilustrado na Figura 2.
A = b × h + 2 × [(nh × h)/2]
A = h × (b + nh)
Figura 2. Área de uma seção transversal em terreno plano.
Fonte: Pontes Filho (1998).
 Seções transversais mistas: neste caso, também se divide a seção em
figuras geométricas conhecidas, como triângulos ou trapézios, conforme 
ilustrado na Figura 3.
Figura 3. Área de uma seção transversal mista. 
Fonte: Pontes Filho (1998).
 Estradas 186
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Método analítico: baseado na fórmula de Gauss considera-se um polígono e 
suas coordenadas dos vértices: (x1, y1), (x2, y2)... (xn, yn), conforme Figura 4. 
A área pode ser calculada da seguinte maneira:
A = 
1
2
x
1
y
1
x
2
y
2
x
3
y
3
...
...
x
n
y
n
x
1
y
1
Desenvolvendo o apresentado:
A = 1/2 × [(x1 × y2 + x2 × y3 + ... + xn × y1) 
– (x2 × y1 + x3 × y2 + ... + x1 × yn)]
Na forma geral:
A = 
1
2
y
n
 (x
n+1
 – x
n-1
)∑
n
i = l
Este método é geralmente usado pelos softwares de Desenho Auxiliado 
por Computador (CAD). 
Figura 4. Método analítico para cálculo de áreas. 
Fonte: Pontes Filho (1998).
Compensação de volumes
O aproveitamento dos cortes para realização de aterros denomina-se com-
pensação de volumes. Na prática, muitas vezes, o volume de corte pode ser 
187Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
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maior que o de aterro, e este material têm de ser descartado, transportado e 
depositado em local apropriado, respeitando, sobretudo, o meio ambiente. 
Essa operação é chamada tecnicamente de bota-fora.
Podem ocorrer casos em que o material escavado é insuficiente para a 
construção dos aterros necessários, exigindo-se escavações complementares. 
O local desta escavação é escolhido por questões econômicas, técnicas e am-
bientais. Essa operação de escavação (complementar) e transporte é chamada 
de empréstimo.
Podem existir até mesmo situações em que o material disponível de corte 
está a uma distância tal que o custo de transporte inviabiliza economicamente 
o seu uso em determinada área que necessita de aterro, sendo preferível fazer
um bota-fora do corte que está longe e em seguida um empréstimo de uma 
região mais próxima.
Quando é possível a compensação de volumes na mesma seção ou seg-
mento, denomina-se de compensação transversal ou compensação lateral 
(Figura 5a). Nestes casos, com distância média de transporte de até 150,0 m, 
o equipamento mais adequado é o trator de esteira.
Figura 5. Compensação de volumes. 
Se numa mesma seção ou segmento houver mais volume de corte do que de 
aterro (Figura 5b), impossibilitando seu uso, este volume maior é denominado 
volume excedente e deverá ser usado para compensação longitudinal.
 Estradas 188
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Diagrama de massas
A análise e defi nição de toda esta distribuição e compensação dos volumes 
escavados é extremamente facilitada pelo diagrama de massas ou Diagrama 
de Bruckner.
Esta distribuição, segundo Pontes Filho (1998), corresponde em definir 
a origem e o destino dos solos e rochas, objeto das operações de terraplena-
gem, com indicação de seus volumes, classificações e distâncias médias de 
transporte. Após calculadas as áreas das seções transversais e os volumes dos 
prismoides, pode-se preparar uma planilha de volumes acumulados (apresen-
tada na Tabela 1), que servirá como base para desenho do diagrama.
 Fonte: Adaptada de Pontes Filho (1998). 
1 2 3 4 5 6 7 8 9
10 
(coord.de 
Bruckner)
Estaca Áreas 
(m2)
Área 
acumu-
lada 
(m2)
Vo-
lume 
estre-
perfis 
(m3)
Com-
pen-
sação 
lateral 
(m3)
Volume 
acumula-
do (m3)
Corte Aterro Corte Aterro d/2 (m) Corte Aterro
0 0 69,538 0 69,538 25 0
1 0 114,546 0 184,084 25 0 460,1 5752,625 -5752,625
2 0 245,581 0 429,665 25 0 9003,15 11253,969 -17006,594
3 125,768 0 125,768 429,665 25 3144,2 6139,525 7674,406 -21536,800
4 234,0 0 359,768 429,665 25 8994,2 0 0,000 -12542,600
(-) aterro
(+) corte
Coluna 1: estacas dos pontos onde foram levantadas as seções transversas. Normalmente são as 
estacas inteiras do traçado. Estacas fracionárias são utilizadas nos pontos de passagem (PP).
Coluna 2: área de corte, medidas nas seções.
Coluna 3: áreas de aterro, medidas nas seções.
Coluna 4: soma das áreas de corte de duas seções consecutivas na coluna 2.
Coluna 5: soma das áreas de aterro de duas seções consecutivas na coluna 3.
Coluna 6: semidistância entre seções consecutivas (metade do valor da estaca adotada).
Coluna 7: volumes de corte entre seções consecutivas.
Coluna 8: volumes de corte entre seções consecutivas.
Coluna 9: volumes compensados lateralmente (não sujeitos a transporte longitudinal).
Coluna 10: volumes acumulados, obtidos pela soma algébrica acumulada dos volumes obtidos nas 
colunas 7 e 8. Os volumes acumulados são colocados como ordenadas ao final da estaca.
 Tabela 1. Cálculo de volume e ordenadas de Bruckner. 
189Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
Adm
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Para construção do diagrama, que é um gráfico bidimensional (x e y), 
segundo as orientações de Pontes Filho (1998), primeiramente calculam-se 
as “ordenadas de Bruckner”, que correspondem aos volumes de cortes (con-
siderado positivo) e aterros (negativos). A somatória dos volumes é feita a 
partir de uma ordenada inicial arbitrária, suficientemente grande, para evitar 
o aparecimento de ordenadas negativas. Em seções mistas, a compensação
lateral é obtida automaticamente ao calcular as ordenadas de Bruckner, pois 
considera-se corte e aterro em cada seção, ou seja, o acréscimo ou decréscimo 
nas ordenadas é dado pela diferença entre os dois volumes considerados. A 
compensação lateral é dada pelo menor dos dois volumes, e o volume disponível 
para compensação longitudinal, que afeta as ordenadas, é dado pela diferença 
de volumes (corte e aterro).
No eixo das abscissas (“x”) é colocado o estaqueamento, conforme ilustra 
a Figura 6, já no eixo das ordenadas (“y”) são colocados, acumuladamente, os 
volumes calculados seção a seção, em escala adequada, e de preferência sobre 
(imediatamente acima) uma cópia do perfil longitudinal do projeto. Os pontos 
assim marcados, unidos por uma linha curva, formam o Diagrama de Bruckner.
Figura 6. Perfil longitudinal e diagrama de massas.
Fonte: Carciente (1985).
 Estradas 190
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Fator de homogeneização de volumes
Pontes Filho (1988) conceitua o fator de homogeneização (Fh) como a relação 
entre o volume de material no corte de origem, e o volume de aterro com-
pactado resultante, sendo este estimado na fase de anteprojeto. Um fator Fh 
equivalente a 1,4, por exemplo, indica que será necessário escavar cerca de 
1,4 m3 em corte para obter-se 1,0 m3 de aterro fi nal.
O fator de homogeneização pode ser calculado pela seguinte fórmula:
Fh = γs comp. / γs corteOnde: 
 γs comp. = massa específica aparente seca após a compactação no aterro;
 γs corte = massa específica aparente seca do material no corte de origem.
O fator de homogeneização é aplicado sobre os volumes de aterro como 
um multiplicador, conforme ilustra a Figura 7. Pontes Filho (1998) recomenda 
utilizar na prática um fator de segurança de 5%, para compensar as perdas 
que ocorrem durante o transporte ou até mesmos excessos cometidos na 
compactação. Na Figura 5 (planilha de volumes), pode-se criar uma coluna 
entre as colunas “3” e “4”, já com os valores de aterro corrigidos (Fh × coluna 
3), ou corrigir os valores ao final.
Fh = 1,05 × (γs comp. / γs corte)
Figura 7. Expansão e contração de solos durante a terraplenagem. 
Fonte: Pontes Filho (1988).
Características do diagrama de massas
Conforme ilustrado na Tabela 1, Pontes Filho (1988) destaca doze propriedades 
dos diagramas:
191Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
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1. O diagrama de massas não é um perfil e sua forma não tem nenhuma
relação com a topografia do terreno.
2. Inclinações muito elevadas das linhas indicam grandes movimentos
de terra.
3. Todo trecho ascendente corresponde a um trecho de corte ou predomi-
nância de corte em seções mistas.
4. Todo trecho descendente corresponde a um trecho de aterro ou predo-
minância de aterro em seções mistas.
5. A diferença entre as ordenadas de dois pontos do diagrama mede o
volume de terra entre esses pontos.
6. Os pontos extremos correspondem aos pontos de passagem (veja Figura 8). 
Figura 8. Determinação dos pontos de passagem. 
Fonte: Pontes Filho (1988).
Para determinação do ponto de passagem (PP) entre duas seções utiliza-se 
a seguinte fórmula:
d1 / d2 = ha / hc
d1 / (d1 + d2) = ha / (ha + hc) 
d1 = d × [ha / (ha + hc)]
 Pontos de máximo (mudança de declividade da linha) correspondem à
passagem de corte para aterro.
 Pontos de mínimo (mudança de declividade da linha) correspondem à
passagem de aterro para corte.
 Estradas 192
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Adm
Oval
Adm
Oval
 Qualquer horizontal traçada sobre o diagrama determina trechos de
volumes compensados. Estas horizontais são chamadas linhas de com-
pensação ou linha de terra. Para medir-se o volume devemos verificar
a diferença entre as ordenadas do ponto máximo e mínimo do trecho
compensado e a linha horizontal de compensação.
 A posição da onda do diagrama em relação à linha de compensação
indica a direção do movimento de terra: ondas positivas (acima da linha 
de compensação) indicam transporte no sentido do estaqueamento;
ondas negativas (abaixo da linha de compensação) indicam transporte
no sentido contrário ao estaqueamento da estrada.
 A área compreendida entre a curva de Bruckner e a linha de compen-
sação mede o momento de transporte da distribuição considerada.
 A distância média de transporte (dm) de cada distribuição, conforme
ilustrado na Figura 9, pode ser considerada como a base de um retân-
gulo de área equivalente à do segmento compensado e de altura igual
à máxima ordenada deste segmento.
Figura 9. Onda de Bruckner.
Fonte: Pontes Filho (1988).
Momento de transporte
Pontes Filho (1988) defi ne momento de transporte como o produto dos volumes 
transportados pelas distâncias médias de transporte, ou seja:
M = V × dm
Onde:
 M = momento de transporte, em m3/dam ou m3/km;
 V = volume natural do solo, em m3;
 dm = distância média de transporte, em dam ou km.
193Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
Adm
Pencil
Adm
Rectangle
Adm
Oval
Adm
Oval
Em uma obra de estradas, as distâncias de transporte de solo entre uma 
seção (ou região) de corte e um local de aterro, variam muito a cada viagem, 
sendo por isso determinado uma distância média, equivalente à distância entre 
os centros de gravidade dos trechos de corte e aterros compensados. 
A distância média de transporte global é fundamental para estimar o 
custo da obra, e você já sabe, um projeto de rodovia racional deve indicar a 
melhor distribuição de terras, ou seja, a menor distância média de transporte 
e, consequentemente, o menor custo das operações de terraplenagem. 
Para esta estimativa de distância média, é amplamente utilizado o método 
do Diagrama de Bruckner. Pontes Filho (1998) recomenda que, à meia altura 
da onda de Bruckner, seja traçada uma horizontal, cuja distância entre os 
pontos de interseção desta reta com o diagrama (medida na escala horizontal 
do projeto), representa a distância média de transporte. O momento de trans-
porte, ilustrado na Figura 10, será a área da onda de Bruckner, que nada mais 
é que o produto da altura da onda (V) pela distância média de transporte (dm). 
Figura 10. Momento de transporte.
Fonte: Pontes Filho (1988).
Diagrama unifilar
Para facilitar a construção da rodovia, é recomendável a elaboração de um 
diagrama unifi lar, um croqui linear (veja exemplo na Figura 11) contendo os 
pontos notáveis interferentes e sua posição relativa (estaca), como as áreas 
de descarga de materiais de corte, as jazidas, os bota-foras, enfi m, todas as 
áreas cadastradas, inclusive as áreas legalmente protegidas, transposições de 
áreas urbanas, rios, riachos e eventuais mananciais, objeto de captação para 
consumo humano e execução dos trabalhos. 
 Estradas 194
Adm
Pencil
Adm
Rectangle
Adm
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Km 984Rurópolis
Placas Km 894,22
Km 811,10Uruará
Km 728,00Medicilândia
Km 688,00
Km 676,00
Altamira
Km 619,5 Km 612,00
Km 643,60
Km 633,60
Km 579,5
Anapú Km 493,60
Km 408,60
Km 388,60Pacajá
Km 368,60
Km 283,60Novo 
repartimento
Itupiranga Km 178,60
Km 134,90Marabá
11
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4 
km
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km
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Trechos liberados
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195Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
Equipamentos de terraplenagem
Uma vez elaborados todos os projetos necessários à implantação de uma 
estrada de rodagem, passa-se à etapa de construção propriamente dita. Em 
obras rodoviárias, máquinas e equipamentos pesados são fundamentais para 
execução dos serviços. 
A escolha dos equipamentos é influenciada por três tipos de fatores: naturais 
(topografia, tipo de solo, etc.), de projeto (volumes de distâncias de transportes), 
e econômicos. Esses equipamentos, por sua vez, podem ser subdivididos em 
dois grandes grupos: implementos e máquinas.
Os implementos são conjuntos que completam uma máquina para a execu-
ção de um serviço específico: lâmina, escarificador (desagregador de solos e 
outros materiais, usado também para remover raízes de árvores), riper, caçamba 
especial, guincho, guindaste, destocador (stumper), derrubador de árvores, 
destocador de árvores, rolo cortante, corrente de limpeza, ancinho (separador 
de terra, raízes e pedras), arado de discos, garfos, grades, etc.
As máquinas representam conjuntos integrados de peças, órgãos, ins-
trumentos e implementos, capazesde executar ou possibilitar a execução 
de serviços. Em obras rodoviárias, segundo a Norma Técnica ABNT 1968 
/ P-TB-51 (Classificação e terminologia de máquinas rodoviárias) e NBR 
6142 / 1980 (Equipamentos e máquinas de terraplenagem) (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1968, 1980), as principais são:
 Tratores: máquinas capazes de gerar o esforço necessário para tracionar
ou empurrar a maioria dos equipamentos usados na terraplenagem.
Podem ser de esteiras ou de rodas (de um ou dois eixos).
 Escavotransportadores (scraper): caçamba montada sobre um ou
dois eixos, com pneus de baixa pressão, rebocada por uma unidade
de tração. É subdividido em: “de carregamento por empuxo” (motos-
craper convencional e de dois eixos) e “auto-carregável” (com tração
auxiliadora e com elevador automático). Em geral, chamado somente
por scraper, designando especificamente a caçamba (subdividida em
“rebocável” e “motoscraper”).
 Estradas 196
Motoscraper: scraper rebocado por trator de pneus (de um ou dois eixos); o “autocarregá-
vel”, com tração nas quatro rodas, normalmente não precisa do “pusher” durante a carga.
 Escavadeiras: sobre esteiras, rodas ou chassi de caminhão, tem estru-
tura giratória (o que a difere do trator), permitindo trabalhar em áreas
restritas, com pequeno espaço para manobras. As principais são:
 Pá mecânica (shovel): composta de uma lança e um braço acoplado,
ambos articulados, possuindo na extremidade do braço uma caçamba
com o fundo móvel para a escavação em qualquer tipo de solo (exceto
rocha) em cortes altos.
 Caçamba de arrasto (dragline): composta de uma lança articulada e
cabos acoplados, possuindo em sua extremidade uma caçamba para a
escavação “por arrasto” (do ponto mais baixo, para cima). É usada na
dragagem de rios e canais; também indicada na formação de depósitos.
 Caçamba de mandíbula (clamshell): composta de uma lança articulada 
e cabos acoplados, possuindo em sua extremidade uma caçamba para
a escavação “pela ação do peso da caçamba” de material (preferen-
cialmente solto).
 Pá invertida (retroescavadeira): composta de uma lança segmentada 
e um braço acoplado, ambos articulados, possuindo na extremidade do 
braço uma caçamba para a escavação “de cima para baixo”, da posição
inicial em direção à escavadeira durante a escavação, levantando a
caçamba na vertical, e efetuando o giro (na horizontal) até a posição
onde se está a unidade de transporte.
 Escavocarregadores frontais ou escavoempurradores: correspondem 
ao trator de rodas ou esteira adaptado com o implemento de uma lâmina
à frente do trator que o transforma numa unidade capaz de escavar
e empurrar a terra. Os tratores de lâmina denominam-se bulldozer,
angledozer ou pusher (para empurrar o scraper), dependendo do im-
plemento instalado.
 Escavoelevadores: com ou sem autopropulsão (para montagem em
outro equipamento). Sobre esteiras ou pneus, possuem uma caçamba
frontal articulada para permitir sua elevação na escavação em geral,
carga, transporte a curta distância e descarga de solos e outros mate-
197Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
riais. São muito utilizadas em centrais de concreto e usinas de asfalto 
abastecendo silos.
 Motoniveladoras: máquinas autopropelidas, dotadas de uma lâmina
de comprimento maior que a altura, e componentes que a sustentam
e a posicionam de várias maneiras, permitindo seu uso para diversas
finalidades (espalhamento de material, acabamento e nivelamento de
superfícies e taludes, execução de taludes de pequena altura e valetas
de pequena profundidade). São equipadas com escarificador na frente
da lâmina, para o afrouxamento de solos de maior compacidade.
 Valetadeiras: máquinas usadas para a abertura de valas (seção retangu-
lar, em geral). Possuem elementos (caçambas denominadas alcatruzes) 
para a escavação contínua do material na medida em que se deslocam,
os quais são elevados por uma esteira/correia transportadora e descar-
regados paralelamente à vala.
 Unidades de transporte: podem ser rebocados (vagões e reboques e
semirreboques) ou autopropelidos (caminhões, carro-pipa ou tanque e
comboio para lubrificação).
 Compactadores: os populares rolos, com ou sem vibração (autopro-
pelidos ou rebocados) e por impacto.
■ Rolos lisos: constituídos por um, dois ou três cilindros em série; são 
usados em qualquer tipo de solo (tanto na construção da infra como
na superestrutura), porém com baixa produtividade.
■ Rolos de patas (pé-de-carneiro): constituídos por um (central) ou
dois (laterais) cilindros em série, em cuja superfície existe ressaltos
de seção retangular (25 a 50 cm2), circular ou elíptica para aumentar 
a profundidade de compactação; são usados em solos coesivos, com 
boa produtividade (bastam 10 a 12 passadas para compactar camadas 
de até 20 cm de espessura).
■ Rolos de pneus: constituídos por um ou mais “conjuntos de pneus”,
os quais penetram no solo em forma de cunha; são usados em solos
soltos/não coesivos (com 6 a 8 passadas para compactar camadas
de até 10 cm de espessura).
 Estradas 198
a) O momento de transporte é 
maior que 96.000 m3/km.
b) O momento de transporte é 
equivalente a 93.000 m3/km
c) O momento de transporte é 
equivalente a 96.000 m3/km.
d) O momento de transporte é 
menor que 90.000 m3/km.
e) A distância média de transporte 
deste serviço é de 8 km.
2. A construção de uma plataforma 
para estrada de rodagem consiste 
resumidamente no espalhamento, 
homogeneização, umidificação 
e compactação do solo, até 
que se atinja uma densidade 
aparentemente seca. Para estes 
serviços são utilizados vários 
equipamentos, entre eles: 
a) Caminhão pipa.
b) Clamshell.
c) Valetadeira.
d) Dragline.
e) Retroescavadeira.
3. Na execução de um aterro de base 
para rodovia foram necessários 
200 m3 de solo, sendo que na 
jazida foram escavados 220 m3 de 
material. Podemos concluir que 
o fator de homogeneização do
solo é de: 
a) 0,91%
b) 1,3%
c) 30%
d) 1,2%
e) 1,1%
4. Em terraplenagem, as máquinas 
denominadas motoscraper, 
motoniveladora e rolo pé-
de-carneiro são utilizadas, 
respectivamente, nos 
serviços de: 
a) Escavação, espalhamento 
e compactação.
b) Compactação, 
espalhamento e tração.
c) Tração, escavação e nivelamento.
d) Tração, elevação e nivelamento.
1. Em um serviço de terraplenagem de rodovia foi necessário material de 
empréstimo, cujo volume total foi obtido em quatro jazidas, conforme tabela 
anexa. De acordo com as informações apresentadas, pode-se afirmar: 
Jazida Material (m3)
Distância média de 
transporte (km)
J1 1.500 10
J2 2.500 8
J3 4.500 9
J4 3.500 5
199Terraplenagem, movimentos de terra e equipamentos
AMERICAN ASSOCIATION OF STATE HIGHWAY AND TRANSPORTATION OFFICIALS. A 
policy on geometric design of highways and streets. Washington, DC: AASHTD, 2001.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Norma brasileira ABNT TB 94: 1968: 
Classificação e terminologia de máquinas rodoviárias: equipamentos e máquinas 
para compactação. São Paulo: ABNT, 1968. Cancelada em 2009.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Norma brasileira NBR 6142 11/1980: 
equipamentos e máquinas de terraplenagem. São Paulo: ABNT, 1980. Cancelada 
em 1997.
CARCIENTE, J. Carreteras. Ed. Vegas, 2a. edição, 1985.
LEE, H. S. Introdução ao projeto geométrico de rodovias. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2002.
PONTES FILHO, G. Estradas de rodagem: projeto geométrico. São Carlos, SP: Univer-
sidade de São Paulo, 1998.
e) Transporte, compactação
e nivelamento.
5. Num trecho de rodovia, entre duas 
estacas consecutivas (ilustrado na 
figura anexa), foi executado um 
corte que apresentou três seções 
transversais (duas extremas e a seção 
média) com as seguintes áreas: S1 
= 257 m2, S2 = 80 m2 e S3 = 125 m2. 
O volume de material escavado 
neste trecho foi equivalente a:
Fonte: Carciente (1985). 
a) 3.820 m3
b) 2.500 m3
c) 3.500 m3
d) 2.340 m3
e) 2.000 m3
 Estradas 200
LivrPt_Civ_Estradas_Projeto_Pontes_Filho_1998_227p_ocr
Adm
Pencil
Dica do professor
Você sabia que o projeto geométrico (horizontale vertical) da rodovia possui interligação direta 
com o projeto de terraplenagem?
Assista ao vídeo e confira os procedimentos para otimização do projeto e execução dos serviços de 
terraplenagem para estradas.
_2.1_
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/
b495e116b30261022ab4ae7bf72f1f87
3min
Exercícios
1)
Em um serviço de terraplenagem de rodovia, foi necessário material de empréstimo, cujo 
volume total foi obtido em quatro jazidas, conforme tabela anexa. Conforme informações 
apresentadas, pode-se afirmar: 
 
JAZIDA MATERIAL
(m3) 
DISTÂNCIA MÉDIA 
DE TRANSPORTE (km) 
J1 1.500 10
J2 2.500 8
J3 4.500 9
J4 3.500 5
A) a) O momento de transporte é maior que 96.000 m3.km.
B) b) O momento de transporte é equivalente a 93.000 m3.km.
C) c) O momento de transporte é equivalente a 96.000 m3.km.
D) d) O momento de transporte é menor que 90.000 m3.km.
E) e) A distância média de transporte desse serviço é de 8 km.
_2.1_
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2)
A construção de uma plataforma para estrada de rodagem consiste resumidamente no 
espalhamento, homogeneização, umidificação e compactação do solo, até que se atinja uma 
densidade aparentemente seca. Para esses serviços são utilizados vários equipamentos, 
entre eles:
A) a) Caminhão pipa.
B) b) Clamshell.
C) c) Valetadeira.
D) d) Dragline.
E) e) Retroescavadeira.
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3)
Na execução de um aterro de base para rodovia, foram necessários 200 m3 de solo, sendo 
que na jazida foram escavados 220 m3 de material. Dito isso, podemos concluir que o fator 
de homogeneização do solo é de:
A) a) 0,91.
B) b) 1,3.
C) c) 30%.
D) d) 1,2.
E) e) 1,1.
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4)
Em terraplenagem, as máquinas denominadas motoscraper, motoniveladora e rolo pé-de-
carneiro são utilizadas, respectivamente, nos serviços de:
A) a) Escavação, espalhamento e compactação.
B) b) Compactação, espalhamento e tração.
C) c) Tração, escavação e nivelamento.
D) d) Tração, elevação e nivelamento.
E) e) Transporte, compactação e nivelamento.
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A) a) 3.820 m3.
B) b) 2.500 m3.
C) c) 3.500 m3.
D) d) 2.340 m3.
E) e) 2.000 m3.
Num trecho de rodovia, entre duas estacas consecutivas (ilustrado na figura anexa), foi 
executado um corte que apresentou três seções transversais (duas extremas e a seção 
média) com as seguintes áreas: S1 = 257 m2, S2 = 80 m2 e S3 = 125 m2. O volume de 
material escavado nesse trecho foi equivalente a: 
5)
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Na prática
Você sabia que o projeto geométrico e o projeto de terraplenagem estão intimamente ligados?
Sobras excessivas de material de corte, a falta de material para execução da diretriz definida ou até 
mesmo longas distâncias de transporte são motivações para alterações no traçado da estrada. Na 
prática, o custo de terraplenagem é significativo em qualquer obra rodoviária.
Acompanhe a planilha orçamentária e confira a quantidade de custos.
_2.1_
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Novidades tecnológicas na terraplenagem.
Etapas de construtivas de uma rodovia.
_2.1_
Crea-Minas Canal 8 years ago
https://youtu.be/h5B7aALJG9Y
5min
https://youtu.be/NdDKIvijkh8
10min
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITOS DE IMAGENS
ABITANTE, André Luís. Estradas. – Porto Alegre: SAGAH, 2017.
Banco de imagens Shutterstock.
SAGAH, 2017.
EQUIPE SAGAH
Coordenador(a) de Curso
Shanna Lucchesi
Professor(a)
André Luís Abitante
Gerente de Produção
Daiana Garibaldi da Rocha
Gerente Unidade de Negócios
Rodrigo Severo
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Locação da obra
Apresentação
Você sabia que o projeto de locação de precisão é essencial para a qualidade do produto final? 
Erros naturais, instrumentais e pessoais no processo geram falhas na sua execução, alterando suas 
dimensões e fomentando o aumento e o desperdício dos materiais empregados e do tempo 
necessário para a resolução, a correção de erros e a reconstrução de alguma etapa.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai entender que a execução da locação sempre deve ser 
realizada na presença do engenheiro, com o maior rigor possível e utilizando equipamentos e 
técnicas que garantam o perfeito controle do serviço. Deve-se dar preferência a equipamentos 
eletrônicos (teodolitos, níveis a laser) e materiais de boa qualidade (tábuas, pontaletes, marcos, 
tintas), já que esse é o ponto de partida da obra e que definirá todo o controle do processo de 
edificação.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar projetos/plantas, equipamentos, ferramentas e materiais necessários para a locação 
de uma obra.
•
Relacionar os métodos e os processos de locação de obras.•
Expressar o método ideal para o tamanho da obra e para as fundações a executar.•
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO - C (2024.ABR)
1.1 - Gestão preliminar do canteiro de obras
1.2 - Serviços preliminares e instalações provisórias
2.1 - Terraplenagem: movimentos de terra e equipamentos
2.2 - Locação da obra
3.1 - Alvenaria: Técnicas construtivas
3.2 - Revestimentos: técnicas construtivas
4.1 - Impermeabilização: Técnicas construtivas
4.2 - Telhados e coberturas
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 Pinturas
__ C.2 Vidros
__ C.3 Esquadrias
__ C.4 Qualidade e desempenho na construção
Aula 2.2
_2.2_
lm = Avaliação da aula. Regular. Assinalada opções - Precisei pesquisar mais; - Conteúdo 
Livro difícil. Vídeo muito curto.
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Desafio
Você foi encarregado de comprar a madeira necessária para a execução da locação da construção 
da obra de um edifício cujo pavimento térreo possui 70m2 (retângulo de 7m x 10m). Sabendo que o 
terreno é plano, a estrutura do prédio será em concreto armado e as fundações serão indiretas por 
estacas, qual processo de locação você recomenda e quanta madeira considera necessário comprar 
- prezando sempre pela economia (sem haver desperdício de material)?
_2.2_
elm = 17 tábuas 20cm x 2,5cm x 3m e 21 pontaletes de 3" x 3" x 2m
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Infográfico
Você sabia que o gabarito (também chamado de tapume ou tabeira) é uma estrutura que deve 
acompanhar as futuras paredes? Essa estrutura (provisória) serve como referência às etapas iniciais 
da obra, tais como abertura e execução dos alicerces, nivelamento das paredes e definição do piso 
da edificação.
Após a execução do respaldo dos alicerces, o gabarito pode até ser desmontado. O gabarito é a 
materialização de um sistema de coordenadas - duas planas e uma altimétrica - em relação a um 
ponto de referência, tomado sobre o alinhamento mestre. Confira no Infográfico!
_2.2_
Conteúdo do livro
No trecho do capítulo a seguir, o autor aborda a locação da obra como um todo, incluindo a planta 
de locação, os materiais e equipamentos, o alinhamento mestre, os métodos de alinhamento e os 
processos de locação. Leia os tópicos do capítulo Construção Civil: Locação de Obras. Inicie seus 
estudos no tópico Locação de obras seguindo até Locação de fundações e pilares.
_2.2_
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lsuMÁRIO 1 
!unidade 1 l 
Obras de infraestrutura e obras civis ................................................. 13 
Vinicius Simionato 
Diferenças entre projetos de obras de infraestrutura e obras civis ............................ 14 
Indicar as principais etapas de elaboração de um projeto de infraestrutura ...... 16 
Diferenças nas especificações de maquinário e materiais para diferentes 
tipos de obras .......................................................................................................................................... 19 
Fases de uma obra .................................................................................... 27André Luís Abitante 
L Fasesdeumaobra ..................................................................................................................................... ~ 
Serviços preliminares e instalações provisórias ............................ .46 
André Luís Abitante 
Serviços preliminares .................................................................................. ............................................. 47 
Instalações provisórias ..................... ........................................................................................................ 50 
Locação da obra ........................................................................................ 57 
André Luís Abitante 
Locação da obra .......................................................................................................................................... 57 
Equipamentos e ferramentas ............................................................................................................ 58 
Processos de locação ............................................................................................................................... 60 
Obras de terraplenagem: máquinas e equipamentos ................. 67 1 
André Luís Abitante 
Obras de terraplenagem ....................................................................................................................... 67 
Escavação de valas para drenos e fundações .......................................................................... 72 
Esgotamento das águas ......................................................................................................................... ~ 
Concretagem: materiais .......................................................................... 80 
Alessandra Martins Cunha 
Concreto .... -..................................................................................................................................................... 80 
Água .................................................................................................................................................................... 86 
Aditivos ................................ ............................................................................................................................. 87 
Concretagem: dimensionamento e efeitos ..................................... 92 
Alessandra Martins Cunha 
Dosagem de concreto ............................................................................... .............................................. 92 
Dosagem ou traço do concreto ........................................................................................................ 94 
Dosagem .......................................................................................................................................................... 96 
Efeitos .............................................................................................................................................................. 108 
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1 Concretagem: cura e controle tecnológico ................................... 1171 
Vinicius Simionato 
Cuidados no processo de cura do concreto ........................................................................... 117 
Concreto fresco: controle da trabalhabilidade (teste de slump) . .................... 122 
Controle da resistência do concreto: testes de compressão ........................................ 124 
Formas: confecção e co locação ........................................................ 130 
André Luís Abitante 
Formas: confecção e colocação ...................................................................................................... 131 
Tipos de formas ......................................................................................................................................... 135 
Sistemas especiais de formas ............................................................................................................ 153 
L Materiais utilizados para formas ...................................................................................................... 155 1 
Unidade 2 
Alvenaria: vedação e estrutural .......................................................... 161 
André Luís Abitante 
Alvenaria ........................................................................................................................................................ 162 
Dimensionamento de um prédio não estruturado .......................................................... 165 
Alvenaria: mate ria is ............................................................................... 173 
André Luís Abitante 
Alvenaria ......................................................................................................................................................... 173 
Alvenarias de blocos naturais ........................................................................................................... 17 4 
Alvenarias de blocos artificiais ......................................................................................................... 176 
Comparação entre tijolo maciço e bloco vazado ............................................................... 179 
!Alvenaria: técnicas construtivas ........................................................ 1s3l 
André Luís Abitante 
Paredes em alvenaria: etapas ........................................................................................................... 183 
Técnicas de execução de uma alvenaria .................................................................................. 195 
Sistemas de distribuição de carga sobre a alvenaria ........................................................ 198 
Revestimentos: tipos ............................................................................. 206 
Ronei Tiago Stein 
L ::~:::: ::~::: ~~~~·~;~~~·: : ::: ::: ::: ::-.:. ::: ::: ::: ::: ::: ·:-.:: ::: :·: :.: ::: :·-.::·::: ::: ::: ::: ::: ::-.:. ::: ::: ::: ::: ~~i 
Principais propriedades dos refratários cerâmicos ............................................................. 2~ 
Revestimentos: técnicas construtivas .............................................. 218 
Ronei Tiago Stein 
Argamassas para revestimento ....................................................................................................... 218 
Cuidados prévios necessários ........................................................................................................ 220 
Cuidados no assentamento de revestimentos cerâmicos ............................................ 2 24 
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Unidade 3 
Pavimentação: pavimentos flexível e rígido ................................. 233 
Lélis Espartel 
Função de um pavimento ................................................................................................................. 233 
As camadas do pavimento flexível .............................................................................................. 235 
Pavimento flexível x pavimento rígido ......... ............................................................................. 238 
Pavimentação: materiais ...................................................................... 243 
Lélis Esparte/ 
Agregado ...................................................................................................................................................... 243 
Ligantes asfálticos ................................................................................................................................... 246 
Material para base, sub-base e reforço do subleito ...........................................................248 
1 Pavimentação: técnicas construtivas .............................................. 2561 
Lélis Esparte/ 
L
Execução das camadas inferiores .......................... ........................... ............................................ 257 
Técnicas executivas de revestimentos ... ............................................................................. ....... 260 
Maquinári o ............. ...................................................................................................... ................................ 265 1 
1 Pavim entação: controle de defeitos ................................................. 2721 
Lélis Esparte/ 
Processos de degradação ....................... .......................... .................................................................. 273 
Tipos de defeitos ......................................... ............................................................................. ................ 275 
Aval iação estrutural ............................... ......................... ......................... ........................... .................... 278 
Técnicas de restauração ......................... ......................... .................................................... ................ 2 81 
Impermeabilização: materiais ............................................................ 28 6 
Ronei Tiago Stein 
Impermeabilização: conceitos e importância ................... .................................................... 28 6 
1 Principais locais e usos de impermeabilizantes ......... .......................................................... 289 
L_Principais materiais iml])ermeabilizantes ........................................ .......................................... 290 1 
l 1mpermeabilização: técnicas construtivas .................................... 298 1 
Ronei Tiago Stein 
Mecanismos de atuação da umidade na construção ......... ............................................. 29 8 
Projeto de impermeabilização ......................................................... ............................................... 3 02 
Dificuldades encontradas no projeto de impermeabilização .................................... 303 
Componentes do sistema de impermeabil ização ................ ............................................. 305 
Esquadrias .................................................................................................. 313 
Caroline Schneider Lucio 
A importância das esquadrias nas edificações ....... ......................... ...................................... 313 
Tipos de esquadrias ........................................ ......................... .............................................................. .315 L Materiais mais util izados para esquadrias .................................................... ......................... ... 3~ 
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Wnidade4 
Vidros ........................................................................................................... 327 
Caroline Schneider Lucio 
O que são vidros ....................... ............................. ................................................ ......................... .......... 327 
Principais características do vidro .............. ......................... ......................... ........................... ...... 333 
Pinturas ...................................................................................................... 337 
Caroline Schneider Lucio 
Pintura .......................................................................... .......................................... ......................... ................ 337 
Sistemas de pintura ....................... .................................................... ......................... ............................. 338 
Tipos de tintas e acabamento .................... .. .................................................. ......................... ........ 340 
Apl icação da t inta e de materiais utilizados 
na construção .......... ............................................................................. ......................... ....................... 341 
Telhados e coberturas ........................................................................... 345 
Caroline Schneider Lucio 
L Coberturas ............................. ......................... ........ .. ................................................................... ................ 345 I 
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Locação da obra
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Identi� car os projetos/plantas, equipamentos e ferramentas neces-
sários para a locação de uma obra.
 Relacionar os métodos e processos de locação de obras.
 Expressar o método ideal para o tamanho da obra e para as fundações 
a executar.
Introdução
Um projeto de locação de precisão é essencial para a qualidade do pro-
duto final. Erros naturais, instrumentais e pessoais no processo geram 
falhas na execução do projeto, alterando suas dimensões, fomentando 
o aumento e desperdício não somente dos materiais empregados, mas
também de tempo para a resolução, correção de erros e reconstrução
de alguma etapa. A execução da locação, sempre realizada na presença 
do engenheiro, deve ser feita com o maior rigor possível, utilizando
equipamentos e técnicas que garantam o perfeito controle do serviço.
Dê preferência a equipamentos eletrônicos (teodolitos, níveis a laser) e
materiais de boa qualidade (tábuas, pontaletes, marcos, tintas...), já que
este é o ponto de partida da obra e que definirá todo o controle do
processo de edificação.
Locação da obra
Defi nimos locação da obra o serviço que consiste na primeira etapa de 
transposição do projeto para o terreno, marcando a exata posição do prédio 
(paredes, fundações e pilares), transportando as dimensões desenhadas no 
projeto arquitetônico em escala reduzida para a escala natural (1:1). 
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Para locação da obra, são necessárias as seguintes plantas/projetos:
 Planta de localização/locação
 Projeto de fundações
 Projeto de fôrmas
 Plantas baixas
Você vai ver agora mais detalhes sobre os equipamentos e as ferramentas 
necessários para realizar seu trabalho. 
Equipamentos e ferramentas 
Os equipamentos que você vai precisar para a execução do trabalho, além da 
disponibilidade de um carpinteiro, são:
 Trena
 Teodolito
 Nível de mão
 Prumo
 Esquadro
 Fio de náilon
 Guias (15 x 2,5 x 5,10 – tábua)
 Mangueira d’água (nível de mangueira)
 Pontaletes (eucalipto)
 Pregos
 Martelo e serrote
 Pincel (e tinta) ou caneta
Agora, você vai saber um pouco mais sobre o que é o alinhamento-mestre 
e para que serve.
Alinhamento-mestre
Defi nimos como alinhamento-mestre um alinhamento de preferência pree-
xistente e de conhecimento público, muitas vezes cotado pelas companhias 
de saneamento e energia e/ou prefeituras locais, para que um de seus pontos 
sirva também como nível de referência (RN). 
 Construção civil 58
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Exemplos que devem ser escolhidos para alinhamento-mestre são os 
seguintes:
 Meio-fio (mais usado)
 Eixo da rua
 Muros
 Alinhamento dos postes
 Alinhamento de redes de água e/ou esgoto, etc.
A partir do alinhamento-mestre, podemos elaborar métodos de alinhamento, 
que são mostrados a seguir. 
Métodos de alinhamento
A partir do alinhamento-mestre, é indispensável saber traçar perpendiculares 
sobre o terreno, pois é por meio delas que marcamos os alinhamentos das 
paredes externas da construção, determinando, assim, o esquadro. Isso serve 
de referência para locar todas as demais estruturas, bem como confi rmar a 
perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes (internas), 
pilares, sapatas, blocos e estacas. 
Há três métodos de alinhamento: o método doesquadro, o método do 
triângulo retângulo e o método do teodolito. Vamos ver mais detalhes sobre 
cada um deles agora: 
a) Método do esquadro: é utilizado para obras de pequeno porte e apre-
senta baixa precisão. Nele, usamos um esquadro metálico (geralmente
0,60 x 0,80 x 1,00 m) para verificar o ângulo reto, que deve ficar tan-
genciando as linhas sem tocá-las. Quando as linhas ficarem paralelas
ao esquadro, garantimos o ângulo reto.
b) Método do triângulo retângulo: é utilizado para obras de médio porte 
e apresenta média precisão. Consiste em formar um triângulo com as
linhas dispostas perpendicularmente, cujos lados meçam 3,0, 4,0 e 5,0
m (triângulo de Pitágoras), fazendo coincidir o lado do ângulo reto com
o alinhamento da base.
c) Método do teodolito: é normalmente utilizado para obras de grande
porte e oferece altíssima precisão. Também devemos utilizá-lo para
obras em terreno inclinado e em obras em que o contorno do terreno
seja irregular.
59Locação da obra
Processos de locação
Nos casos de obras de pequeno porte, podemos efetuar a locação da obra com 
métodos simples, sem o auxílio de aparelhos que nos garantam certa precisão. 
No entanto, em caso de obras de grande área (m2), os métodos descritos a 
seguir poderão acumular erros de alinhamento. Assim, torna-se conveniente 
o auxílio da topografi a, conforme visto anteriormente.
Devemos locar a obra utilizando os eixos, para evitar o acúmulo de erros 
provenientes das variações de espessuras das paredes. Em obras de pequeno 
porte, ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras 
das paredes. No projeto de arquitetura, consideramos as paredes externas com 
25 cm e as internas com 15 cm. Na verdade, as paredes externas possuem 
medidas em torno de 26 a 27 cm, e as internas de 14 a 14,5 cm. De fato, é 
difícil desenhá-las a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50, daí 
a adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. Hoje, os softwares 
específicos facilitaram muito essa tarefa.
Processo dos piquetes
O processo dos piquetes é muito utilizado em obras de pequeno porte, e a 
sequência de sua execução é a seguinte:
 Colocamos os piquetes nos eixos das paredes.
 Ligamos os piquetes com fio de náilon ou arame queimado.
Figura 1. Definição dos alinhamentos.
Fonte: Cardão (1988).
 Construção civil 60
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 Marcamos (com pá de corte) as valas de fundação.
 Abrimos a vala, retirando-se assim os piquetes.
 Executamos as fundações.
Figura 2. Processo de locação com piquetes. 
Fonte: Cardão (1988).
Processo dos cavaletes
O processo dos cavaletes é empregado para obras de pequeno e médio porte, 
quando for utilizada fundação direta contínua (sapata corrida).
Fixamos os alinhamentos com pregos cravados em cavaletes. Os cavaletes 
são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre 
elas. Esse processo não oferece grande segurança, devido ao fácil deslocamento 
dos cavaletes com batidas de carrinhos de mão, tropeços, etc. 
Depois de distribuir os cavaletes, previamente alinhados conforme o projeto, 
esticamos linhas para determinar o alinhamento do alicerce e, em seguida, 
iniciamos a abertura das valas. Os cavaletes devem ficar afastados em 1,50 
m das futuras paredes da obra, para ter o espaço necessário para a colocação 
da terra quando da abertura das valas. A interseção dos fios deve acontecer 
na mesma altura (nivelados).
61Locação da obra
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Processo dos tapumes (ou gabarito ou 
tabeira ou tábua corrida)
O processo dos tapumes (também conhecido como gabarito ou tabeira ou ainda 
tábua corrida) serve para a locação de qualquer tipo de obra, de quaisquer 
dimensões e com qualquer tipo de fundação. Ele permite refazer o processo 
de locação quantas vezes forem necessárias. Sua única desvantagem é o maior 
custo para a sua confecção.
Os tapumes são constituídos por pontaletes (3” x 3” ou 3” x 4”) cravados 
no solo (cerca de 50 cm) e por uma travessa ou guia (geralmente de 15 ou 20 
cm), que ficará em volta de toda a construção, entre 0,8 e 1,0 m do nível do 
terreno. As travessas devem ser niveladas. Além disso, o conjunto precisa ser 
rígido para não permitir deslocamento, ficando a uma distância entre si de 1,50 
a 1,20 m das paredes da futura construção. Em caso de divisa, a guia tem de ser 
pregada na parede da obra vizinha (com tapumes, eles precisam ser colocados 
no terreno vizinho). Determinamos os alinhamentos utilizando pregos fincados 
nas tábuas, com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da 
construção, todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados 
na face vertical interna das tábuas. Nos pregos amarramos e esticamos linhas 
ou arames, cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua 
oposta. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. 
Figura 3. Processo de locação com cavaletes.
Fonte: Cardão (1988).
 Construção civil 62
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Os pontaletes do gabarito podem ser mais altos, sendo aproveitados para futuros 
andaimes.
Figura 4. Processo de locação com tapumes. 
Fonte: Cardão (1988).
Locação de fundações (e pilares)
Observe que, com o auxílio do gabarito, inicialmente sempre devemos locar as 
fundações profundas do tipo estacas, tubulões ou fundações que necessitam 
de equipamentos mecânicos para a sua execução. Caso contrário, podemos 
iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação (“paredes”).
Quando as fundações são profundas (estacas ou tubulões), inicialmente 
serão feitas as locações destas estruturas, visto que qualquer marcação das 
“paredes” será desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. 
Fazemos o posicionamento das estacas/tubulões conforme a planta de 
locação fornecida pelo cálculo estrutural. Esticamos dois fios de arame per-
63Locação da obra
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pendiculares, correspondentes a um determinado pilar (fundação), amarrados 
em quatro pregos do gabarito. A locação das fundações/pilares é definida pela 
projeção do cruzamento das linhas. Transferimos esta interseção ao terreno, 
utilizando um prumo de centro. No ponto marcado pelo prumo, cravamos uma 
estaca de madeira (piquete), com dimensões 2,5 x 2,5 x 15,0 cm, indicando a 
posição correta do eixo do pilar/estaca/tubulão. Repetimos a operação para 
os diferentes pilares da obra, de acordo com a planta de locação, cada vez 
que for necessária a abertura de cava de fundação, concretagem da fundação, 
confecção de formas, etc.
Após a execução das fundações e com a saída dos equipamentos e a limpeza 
do local, podemos efetuar, com o auxílio do projeto estrutural de formas, a 
locação das “paredes”.
 Construção civil 64
1. No caso de obras de grande 
área (m2), erros acumulados de 
alinhamento podem acarretar 
perda de tempo e dinheiro, sendo 
conveniente, portanto, o auxílio 
da topografia. Para esse tipo de 
obra, que tem muitos elementos 
(fundações, paredes, etc.), qual é o 
processo ideal de locação? 
a) Processo dos cavaletes.
b) Processo dos piquetes.
c) Processo dos perfis metálicos.
d) Processo dos tapumes (ou 
gabaritos ou tábuas corridas).
e) Locação com auxílio das 
construções vizinhas.
2. Durante a fase de “levantamento”, 
colhemos informações in loco para 
uso na fase de projeto. No momento 
de passar o que está no projeto 
para o terreno, com frequência 
são encontradas dificuldades na 
implementação, principalmente 
devido a erros de levantamento, que 
muitas vezes fornecem, por exemplo, 
um formato de terreno que não 
coincide com a forma real. A etapa 
referida, que apresenta dificuldades 
de implementação, é: 
a) Medição de obra. 
b) Locação de obras.
c) Locação de estacas.
d) Levantamento altimétrico.
e) Levantamento planimétrico.
3. Assinale a alternativa que completa 
a frase. 
Para a fase de locação da obra, é 
indispensável o emprego da(o) 
__________________. 
a) Concreto.
b) Instalação elétricaprovisória.
c) Topografia.
d) Canteiro mobilizado. 
e) Entrada de água provisória.
4. Locar ou marcar a obra é uma 
das etapas de maior importância 
da construção. Sobre essa etapa, 
assinale a alternativa que apresenta a 
afirmação verdadeira. 
a) A demarcação dos pontos 
que definem o edifício no 
terreno é feita a partir de 
um referencial previamente 
definido, considerando-se 
três coordenadas, sendo duas 
planimétricas e uma altimétrica.
b) Para a locação da obra, são 
necessários somente os projetos 
de estrutura e de arquitetura.
c) A locação da obra deve ser 
realizada somente após a 
movimentação de terra e a 
execução das fundações.
d) As tábuas que compõem os 
quadros de madeira (gabaritos) 
só precisam ser niveladas nos 
casos em que o terreno possui 
desnível superior a um metro.
e) O gabarito somente poderá 
ser desmontado após a 
execução da totalidade da 
estrutura de concreto.
65Locação da obra
CARDÃO, C. Técnica da construção civil. 8. ed. Belo Horizonte: Edições Engenharia e 
Arquitetura, 1988. v. I e II.
Leituras recomendadas
ALBUQUERQUE, A. Construções civis. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1957.
BAUD, G. Manual de pequenas construções. São Paulo: Hemus, 2002.
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. 8. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 
2000. vol. I e II.
CARICCHIO, L. M. Construção civil. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpia, 1955. 
MILITO, J. A. Técnicas de construção civil. Campinas: PUC Campinas, 2009. Apostila.
PIANCA, J. B. Manual do construtor. 15. ed. Porto Alegre: Globo, 1978.
Referência
5. Quais equipamentos são 
considerados de grande importância 
para a locação de uma obra?
a) Colher de pedreiro, óculos 
de proteção, protetor 
auricular e luvas.
b) Trena de plástico, capacete, 
cimento e calculadora digital.
c) Colher de pedreiro, trena de 
plástico e régua metálica.
d) Régua metálica, teodolito 
e trena de plástico.
e) Teodolito, nível de 
mangueira, trena metálica, 
linha de náilon e prumo.
 Construção civil 66
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Dica do professor
Você sabia que a fase de locação da obra é tão importante que requer também um projeto? Esse 
projeto tem por objetivo definir as escavações e a posição das fundações. A planta de locação faz 
parte do conjunto de informações que compõe o projeto arquitetônico, além das plantas estrutural, 
hidráulica, elétrica, etc.
Para evitar erros é necessário identificar adequadamente cada gabarito e fazer sempre a 
conferência de distâncias entre eixos de paredes e/ou de pilares. Assista ao vídeo e confira como 
executar esse serviço com precisão!
_2.2_
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/
dc1f316de3424430d9c151cd32b53098
4min
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Exercícios
1)
No caso de obras de grande área (m2), erros acumulados de alinhamento podem acarretar 
perda de tempo e dinheiro, sendo conveniente, portanto, o auxílio da topografia. Para esse 
tipo de obra, que tem muitos elementos (fundações, paredes, etc.), qual é o processo ideal de 
locação?
A) a) Processo dos cavaletes.
B) b) Processo dos piquetes.
C) c) Processo dos perfis metálicos.
D) d) Processo dos tapumes (ou gabaritos ou tábuas corridas).
E) e) Locação com auxílio das construções vizinhas.
_2.2_
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2)
Durante a fase de "levantamento", colhemos informações in loco para uso na fase de projeto. 
No momento de passar o que está no projeto para o terreno, frequentemente são 
encontradas dificuldades na implementação, principalmente devido a erros de 
levantamento, que muitas vezes fornecem, por exemplo, um formato de terreno que não 
coincide com a forma real. 
A etapa referida, que apresenta dificuldades de implementação, é:
A) a) Medição de obra.
B) b) Locação de obras.
C) c) Locação de estacas.
D) d) Levantamento altimétrico.
E) e) Levantamento planimétrico.
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3)
Para a fase de locação da obra, é indispensável o emprego da(o) __________________. 
Assinale a alternativa que completa a frase.
A) a) Concreto.
B) b) Instalação elétrica provisória.
C) c) Topografia.
D) d) Canteiro mobilizado.
E) e) Entrada de água provisória.
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4)
Locar ou marcar a obra é uma das etapas de maior importância da construção. Sobre essa 
etapa, assinale a alternativa que apresenta a afirmação verdadeira.
A) a) A demarcação dos pontos que definem o edifício no terreno é feita a partir de um 
referencial previamente definido, considerando-se três coordenadas, sendo duas 
planimétricas e uma altimétrica.
B) b) Para a locação da obra, são necessários somente os projetos de estrutura e de arquitetura.
C) c) A locação da obra deve ser realizada somente após a movimentação de terra e a execução 
das fundações.
D) d) As tábuas que compõem os quadros de madeira (gabaritos) só precisam ser niveladas nos 
casos em que o terreno possui desnível superior a um metro.
E) e) O gabarito somente poderá ser desmontado após a execução da totalidade da estrutura de 
concreto.
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Quais equipamentos são considerados de grande importância para a locação de uma obra?
5)
A) a) Colher de pedreiro, óculos de proteção, protetor auricular e luvas.
B) b) Trena de plástico, capacete, cimento e calculadora digital.
C) c) Colher de pedreiro, trena de plástico e régua metálica.
D) d) Régua metálica, teodolito e trena de plástico.
E) e) Teodolito, nível de mangueira, trena metálica, linha de náilon e prumo.
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Na prática
Os eixos das paredes de um projeto serão sua referência:
Tratam-se de linhas imaginárias, existentes em todas as paredes, quaisquer que sejam suas 
dimensões. Essas linhas de traçado serão substituídas pelas do pedreiro, fixadas no gabarito - uma 
estrutura de madeira montada em volta da futura obra.
_2.2_
Na primeira etapa, o cruzamento dessas linhas definirá o posicionamento das fundações e, a partir 
delas, a largura das valas. Considerando que qualquer projeto tem várias paredes paralelas, 
qualquer dimensão que não seja acumulativa, demarcada erradamente, propagará esse erro para as 
paredes subsequentes.
Essas falhas aparecem somente após a execução dos alicerces, quando é possível detectar 
visualmente essas irregularidades. Na prática, uma atitude importante consiste em não cotar entre 
os eixos, mas sempre de forma acumulada.
Para marcar as cotas (acumuladas) no gabarito é aconselhável fazer uso de tinta ou caneta hidrocor 
(essas de ponta porosa), para que fiquem bem visíveis e fáceis de se conferir ao término do trabalho 
ou quando necessário.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Fundação - veja como fazer o gabarito, sapata e baldrame ou 
alicerce de uma casa
Como fazer um Orçamento de Obras: O Passo a Passo Completo
Locação de Obra: O que é e Como fazer passo a passo
_2.2_
https://youtu.be/K_LCJkLZx4s
17min
https://www.escolaengenharia.com.br/orcamento-de-obras/
artigo pág internet - copiado no fim da apostila
https://www.escolaengenharia.com.br/locacao-de-obra/
artigo pág internet
elm = extra na prática
https://www.youtube.com/watch?v=TxCGVYmuTNM
1h23min
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITOS DE IMAGENS
ALBUQUERQUE, Alexandre. Construções Civis. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
1957.
BAUD, Gerard. Manual de pequenas construções. Curitiba: Editora Hemus, 2002.
BORGES, Alberto de Campos. Prática das Pequenas Construções. Vol. I e II. 8. ed. São
Paulo: Editora Blucher, 2000.
CARDÃO, Celso. Técnica da Construção Civil. Vol. I e II. 8. ed. Belo Horizonte: Edições
Engenharia e Arquitetura, 1988.
CARICCHIO, Leonardo M. Construção Civil. Rio de Janeiro: Editora Gráfica Olímpia, 1955.
CUNHA, A. M. et al. Construção civil. Porto Alegre: SAGAH, 2017.
MILITO, José Antonio de. Apostila da disciplina de Técnicas de Construção Civil e
Construção de Edifícios. Campinas: PUC, s.a.
PIANCA,João Baptista. Manual do Construto. 15. ed. Porto Alegre: Editora Globo, 1978
EQUIPE SAGAH
Coordenador(a) de Curso
Shanna Lucchesi
Professor(a)
André Luís Abitante
Gerente Unidade de Negócios
Rodrigo Severo
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Como fazer um Orçamento de Obras: O Passo a Passo Completo
Confira o passo a passo como fazer orçamento de obras para qualquer edificação. Conheça as definições de 
custos diretos, indiretos e composição de custos.
O orçamento de obra é um dos processos mais importantes de toda a etapa de
construção. Este documento define o quanto será gasto na execução de uma edificação
e ajuda tanto o proprietário da obra quanto o construtor a manter um controle de gastos
mais eficiente.
Quando um orçamento é mal feito, pode causar problemas futuros como a falta de
dinheiro para terminar os serviços planejados e o prolongamento dos prazos de
execução.
Neste artigo, iremos descrever todo o processo de como fazer um orçamento de
obras de edificações, explicando os principais conceitos e definições.
O que é orçamento de obra?
Um orçamento de obra é a determinação dos gastos para a execução de um projeto,
desde a sua concepção até a assistência técnica após a entrega do empreendimento,
conforme um plano previamente estabelecido.
Por Caio Pereira • Atualizado em 10 de abril de 2019
Não se deve confundir orçamento com orçamentação. Orçamentação é o processo de
elaboração do resultado final de custos de uma obra. O orçamento é justamente esse
resultado, ou seja, é o produto final da orçamentação.
Uma das principais razoes de sucesso de uma obra é a finalização de suas atividades
dentro do prazo e com o custo dentro do planejado.
Porém, é muito comum de se encontrar obras não finalizadas ou mal acabadas devido a
não previsão de alguns gastos significativos no orçamento.
Em geral, um orçamento é estipulado somando-se os custos diretos, custos indiretos,
impostos e o lucro esperado pelo construtor.
No decorrer deste artigo, iremos descrever o que cada um desses termos significam.
https://www.escolaengenharia.com.br/orcamento-de-obras/
Classificações do orçamento
De acordo com as fases do projeto, pode-se alterar o orçamento conforme a definição
de seu escopo e detalhamento.
Geralmente, dependendo em que fase se encontra o projeto, o orçamento pode ser
classificado em estimativa de custo, orçamento preliminar e orçamento analítico ou
detalhado.
Estimativa de Custos
A estimativa de custos é, como o próprio nome já diz, uma avaliação aproximada do
custo do projeto baseando-se em projetos anteriores realizados na mesma região da
edificação ou em tabelas desenvolvidas por empresas privadas ou públicas.
Este tipo de orçamento serve apenas como base para ter uma ideia de quanto será
gasto. O grau de certeza é muito baixo nesse caso.
Para obras de edificações, o indicador mais utilizado é o CUB (Custo Unitário Básico)
resultante de uma pesquisa mensal pelo SINDUSCON de cada estado. Ele representa o
valor médio por metro quadrado de cada estado obtido por meio de coleta dos valores
praticados pelas construtoras.
Os custos no CUB estão divididos em:
Tipo de construção: Residencial, comercial, galpão industrial ou casa popular
Número de pavimentos: 1, 4, 8, 12 ou 16 pavimentos
Número de quartos: 2 ou 3 quartos
Padrão de acabamento: Baixo, normal ou alto
É importante ressaltar que o CUB não é uma ferramenta precisa para a realização de
um orçamento. Ele não contempla custos com projetos, fundações, valor do terreno,
paisagismo, elevadores, ar-condicionado, impostos, lucro, dentre outros.
Orçamento preliminar
No orçamento preliminar o grau de detalhamento já um pouco maior do que na
estimativa de custo. Nessa fase do orçamento já são estimados as quantidades e os
custos de pequenos pacotes de trabalho.
Dessa forma, já pode-se estimar as espessuras das lajes de concreto, da quantidade de
aço e de forma por m3 de concreto, dentre outros.
Por exemplo: fazendo-se um orçamento analítico de um prédio de 10 pavimentos, pode-
se ter uma noção aproximada de quantidades de concreto, madeira, tijolos, blocos, etc,
que serão utilizados na construção e assim estimar os custos para a compra de material
e mão de obra que serão precisas para a execução dos serviços.
Orçamento analítico
O orçamento analítico é a maneira mais detalhada e precisa de se conhecer os custos
envolvidos na construção de uma edificação.
Neste tipo de orçamento, faz-se o uso de composições de custos de cada serviço que
será utilizado na obra discriminando as quantidades de materiais, equipamentos e mão
de obra por meio dos projetos detalhados.
É necessário conhecer os custos diretos (materiais, equipamentos e mão de obra) e
também os custos indiretos (custos com o escritório central, salários administrativos,
impostos, lucros, etc).
O orçamento analítico é o mais preciso desses três tipos de orçamento e é o mais
utilizado quando se tem um escopo bem desenvolvido e aprovado pelos interessados na
obra.
Custos Diretos e Custos Indiretos
Custos Diretos
Os custos diretos de uma obra se referem aos custos que estão diretamente
relacionados com o serviço a ser executado. São custos diretos os gastos com os
materiais, equipamentos e mão de obra.
Para a determinação dos custos diretos é realizado uma composição de custos em que
é mostrado todas as quantidades e índices de insumos e mão de obra.
Existem algumas tabelas de composição de custos prontas, realizadas por empresas
públicas e privadas para estabelecer um padrão dos serviços levantados em obras.
Como exemplos, podemos citar o SINAPI, realizado pela Caixa Econômica Federal e
IBGE, e a TCPO, mantida pela editora Pini.
DICA: Os encargos de profissionais que trabalham diretamente na execução são
considerados como custos diretos.
Custos Indiretos
Os custos indiretos são aqueles que não estão necessariamente relacionados com os
serviços executados em campo.
Por exemplo, o presidente da empresa não está diretamente ligado aos serviços de
obra. Porém, ele recebe o seu salário e este deve ser previsto em orçamento.
Os custos indiretos são os gastos com a administração central da empresa ou escritório
central, custos com despesas administrativas, com taxas de seguro e riscos.
Composição de custos
Como dito anteriormente, a composição de custos é uma ferramenta que contém
todos os levantamentos de insumos e mão de obra que será gasto para um determinado
serviço na obra.
Devem ser abordados os insumos que incidem sobre algum serviço com suas
quantidades, índices, custos unitários e custos totais.
Dessa forma, fica mais fácil a obtenção de um valor mais exato para a realização de
alguma etapa da obra.
Exemplo de composição de custos
A seguir iremos mostrar como fazer uma composição de custos de 1 m2 de execução 
de alvenaria de vedação com bloco cerâmico de 14 x 19 x 39 cm com furos na vertical. 
Logo, a espessura da parede será de 14 cm e as juntas de argamassa mista de 10mm 
com traço 1:2:9 (cimento, cal hidratada e areia).
Composição de custo de alvenaria de bloco cerâmico
Passo 1: Calcular a quantidade de tijolos por metro quadrado
Deve-se calcular a quantidade de blocos por metro quadrado de parede executada.
Para isso, devemos considerar a área de cada bloco e a espessura das juntas de
argamassa.
Veja aqui como calcular a quantidade de tijolos.
Pode-se utilizar a equação abaixo para determinar esse número de blocos por m2:
Fórmula para cálculo de tijolo
Portanto, para esse caso teremos:
n = 1/[(0,39 + 0,010)x(0,19 + 0,010)] = 12,5 unidades de tijolos por metro quadrado.
Usaremos 13 unidades.
Passo 2: Calcular o volume de argamassa por metro quadrado que será utilizada
Agora, deve-se calcular o volume de argamassa por meio da espessura que será
realizada. Neste caso, de 10mm.
Fórmula para cálculo de argamassa em uma alvenaria
Logo, tem-se:
v = [1 – 12,5 x (0,39 x 0,19)]x 0,14 = 0,01032 m3 de argamassa por m2 de alvenaria
Como a argamassa do exemplo será de cimento, cal hidratada e areia média, deve-se
obter a quantidade de cada um desses insumos.
Para a fabricação de 1m3 de argamassa, tem-se:
Cimento: 130 kg
Cal hidratada: 282 kg
Areia média: 1,22 m3
Servente: 10 horas
Portanto, para a execução de 1 m2 de alvenaria, precisa-se de:
Cimento: 130 kg/m3 x 0,01032 m3 = 1,34 kg
Cal hidratada: 282 kg/m3 x 0,01032 m3 = 2,91 kg
Areia média: 1,22 m3/m3 x 0,01032 m3 = 0,0126 m3
Servente: 10 horas/m3 x 0,01032 m3 = 0,10325 h
Passo 3: Calcular as produtividades da mão de obra
Para este passo, o ideal é você ter um índice real coletado junto à sua própria equipe.
A produtividade da mão de obra é a quantidade de serviço executado em um
determinado intervalo de tempo. Normalmente, é expresso em horas.
Quanto maior a produtividade, maior será a quantidade executada por algum
profissional.
No caso desse exemplo, iremos utilizar uma equipe de 1 pedreiro e 1 servente que
consome 0,80 h cada um para a execução de 1 m2 de alvenaria.
Portanto:
Pedreiro: 0,80 h
Servente: 0,80 h
Passo 4: Montar a planilha de composição de custo
Com todos os dados previamente calculados e conferidos, pode-se prosseguir para a
montagem da tabela e a definição do custo do metro quadrado do serviço.
Para isso, irei utilizar valores de custo que servirão para ilustrar o exemplo.
Insumo Unidade Índice
(unid/m2)
Custo Unitário
(R$)
Custo Total
(R$)
Bloco
cerâmico unid 13 2,80 36,40
Cimento Kg 1,34 0,40 0,54
Cal hidratada Kg 2,91 0,45 1,31
Areia média m3 0,0126 80,00 1,01
Pedreiro h 0,80 13,25 10,60
Servente h 0,9032 9,95 8,99
Valor Total 58,85
Obs: Não foram considerados perdas e desperdícios de materiais durante o
levantamento.
Passo 5: Calcular o custo para a execução de um serviço
Após montar a composição de custo para um determinado tipo de serviço, estamos
aptos a saber quanto iremos gastar para executar qualquer quantidade dessa mesma
atividade.
Se quisermos saber quanto custa para executar 50 m2 de alvenaria de bloco de
cerâmico com furos na vertical, dimensões de 14 x 19 x 39cm e argamassa de cimento,
cal hidratada e areia, traço 1:2:9, basta multiplicar a quantidade de metros quadrados
pelo custo total por metro quadrado.
50 m2 x R$ 58,85 = R$ 2.942,50
Alvenaria: Técnicas construtivas
Apresentação
Tendo em vista a necessidade de minimizar o efeito de trocas térmicas, de garantir a massa 
suficiente para o isolamento acústico e, simultaneamente, permitir a execução dos pormenores 
construtivos para a correta adequação ao sistema estrutural optado para um edifício, deve-se, 
inicialmente, definir a técnica construtiva e não apenas a escolha do tipo de bloco que será usado 
na fase de construção das alvenarias. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai entender que uma técnica construtiva racionalizada 
baseia-se em uma família de diferentes tipologias, procedimentos e dimensões de blocos, que no 
seu todo se tornam essenciais para o adequado desempenho em utilização de paredes e de prazos 
de execução, representando o caminho para a obtenção da qualidade. 
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Relacionar as etapas de execução de paredes em alvenaria.•
Expressar as técnicas para a obtenção das espessuras necessárias de paredes.•
Dimensionar estruturas complementares para o reforço na alvenaria.•
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO - C (2024.ABR)
1.1 - Gestão preliminar do canteiro de obras
1.2 - Serviços preliminares e instalações provisórias
2.1 - Terraplenagem: movimentos de terra e equipamentos
2.2 - Locação da obra
3.1 - Alvenaria: Técnicas construtivas
3.2 - Revestimentos: técnicas construtivas
4.1 - Impermeabilização: Técnicas construtivas
4.2 - Telhados e coberturas
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 Pinturas
__ C.2 Vidros
__ C.3 Esquadrias
__ C.4 Qualidade e desempenho na construção
Aula 3.1
_3.1_
elm = Avaliação da aula. Regular. Assinalada opções - Precisei pesquisar mais; - Conteúdo 
Livro difícil. Vídeo muito curto.
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Desafio
Você vai construir uma viga para o apoio de uma tesoura de cobertura (conforme esquema 
anexado), que irá descarregar em duas paredes de tijolos 06 furos. A tesoura de cobertura pesará 
em torno de 3,0 toneladas, e o tijolo que compõe a parede tem resistência equivalente a 2,0 
kgf/cm2.
As paredes irão suportar as estruturas em questão? Faça a verificação quanto ao esmagamento e, 
caso a alvenaria não suporte, indique e dimensione uma solução para o problema.
_3.1_
elm = parede resiste, mas com baixo coef de segurança (só 1,07). 
elm = ERR +parcela 
peso próprio da 
parede? E da viga?
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elm = O peso próprio da parede deveria 
ser considerado de alguma forma?
elm = Mentor: No Desafio da Aula 3.1 (Alvenaria): O peso próprio da parede deveria entrar 
de alguma forma na verificação da resistência da parede? Como seria?
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Infográfico
Você sabia que é importante o pedreiro manter prumo e nível perfeitos na disposição das diversas 
fiadas? 
Calcular as fiadas e montar uma régua fazem com que o prumo se torne quase "automático", mas 
ainda é recomendado conferi-lo a cada duas ou três fiadas, no caso de tijolo comum, ou a cada 
fiada, no caso de peças maiores, como tijolo baiano ou bloco de concreto. 
Deve-se iniciar com a marcação da parede no plano horizontal - a primeira fiada -, seguida da 
marcação no plano vertical, com o levantamento dos cantos. 
As juntas devem ser desencontradas e no formato de amarração escolhido para cada parede.
A espessura ideal da junta é de 1 cm, mas é aceitável que ela fique com até 1,5 cm. Variações 
devem ocorrer única e exclusivamente para ajustar a quantidade de fiadas à cota de respaldo da 
parede, ou para compensar eventuais diferenças nas medidas dos tijolos, mas sempre mantendo o 
nível e o prumo. 
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Conteúdo do livro
Você já sabe que as paredes são constituídas por tijolos, blocos de concreto ou até mesmo pedras 
naturais unidas com argamassa. As alvenarias com pedra natural são um caso à parte, pois têm 
técnicas executivas próprias e que variam dependendo da finalidade da parede ou do muro e do 
tipo de pedra. No trecho do capítulo a seguir, o autor aborda dicas que servem para as alvenarias 
feitas com tijolo comum, laminado, blocos de concreto e de solo-cimento, ou seja, elementos 
construtivos com dimensões predeterminadas e constantes.
Aprofunde seu conhecimento com o capítulo Alvenaria: técnicas construtivas, da obra Construção 
Civil.
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lsuMÁRIO 1 
!unidade 1 l 
Obras de infraestrutura e obras civis ................................................. 113 
Vinicius Simionato 
Diferenças entre projetos de obras de infraestrutura e obras civis ............................ 14 
Indicar as principais etapas de elaboração de um projeto de infraestrutura ...... 16 
Diferenças nas especificações de maquinário e materiais para diferentes 
tiposdeobras .......................................................................................................................................... 19 
Fases de uma obra .................................................................................... 27 
André Luís Abitante 
L Fasesdeumaob ra ..................................................................................................................................... ~ 
Serviços preliminares e instalações provisórias ............................ .46 
André Luís Abitante 
Serviços preliminares............................................................................................................. .................. 47 
Instalações provisórias ............................................................................................................................. 50 
Locação da obra ........................................................................................ 57 
André Luís Abitante 
Locação da obra .......................................................................................................................................... 57 
Equipamentos e ferramentas ............................................................................................................ 58 
Processos de locação ............................................................................................................................... 60 
Obras de terraplenagem: máquinas e equipamentos ................. 67 
André Luís Abitante 
Obras de terraplenagem ....................................................................................................................... 67 
Escavação de valas para drenos e fundações .......................................................................... 72 
Esgotamento das águas ......................................................................................................................... 76 
Concretagem: materiais .......................................................................... 80 
Alessandra Martins Cunha 
Concreto ........................................................................................................................................................... 80 
Água .................................................................................................................................................................... 86 
Aditivos ...................................................................................................................................... ....................... 87 
Concretagem: dimensionamento e efeitos ..................................... 92 
Alessandra Martins Cunha 
Dosagem de concreto ............................................................................................................................. 92 
Dosagem ou t raço do concreto ........................................................................................................ 94 
Dosagem .......................................................................................................................................................... 96 
Efeitos .............................................................................................................................................................. 108 
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1 Concretagem: cura e contro le tecnológico ................................... 11 71 
Vinicius Simionato 
Cuidados no processo de cura do concreto ........................................................................... 117 
Concreto fresco: controle da trabalhabilidade (teste de slump) .... ........................... 122 
Controle da resistência do concreto: testes de compressão ........................................ 124 
Formas: confecção e colocação ........................................................ 130 
André Luís Abitante 
Formas: confecção e colocação ...................................................................................................... 131 
Tipos de formas ......................................................................................................................................... 135 
Sistemas especiais de formas ............................................................................................................ 153 
Materiais utilizados para formas ...................................................................................................... 155 1 
Unidade 2 
Alvenaria: vedação e estrutura l .......................................................... 161 
André Luís Abitante 
Alvenaria ........................................................................................................................................................ 162 
Dimensionamento de um prédio não estruturado .......................................................... 165 
Alvenaria: materiais ............................................................................... 173 
André Luís Abitante 
Alvenaria ......................................................................................................................................................... 173 
Alvenarias de blocos naturais ........................................................................................................... 174 
Alvenarias de blocos artificiais ......................................................................................................... 176 
Comparação entre tijolo maciço e bloco vazado ............................................................... 179 
1 Alvenaria: técnicas construt ivas ........................................................ 1831 
André Luís Abitante 
Paredes em alvenaria: etapas ........................................................................................................... 183 
Técnicas de execução de uma alvenaria .................................................................................. 195 
Sistemas de distribuição de carga sobre a alvenaria ........................................................ 198 
Revestimentos: tipos ............................................................................. 206 
Ronei Tiago Stein 
l ::~:::: ::~::: ~~~~·~;~~~·:: ::: ::: ::: ::·.:. ::: ::: ::: ::: ::: ·:·.:: ::: :·: :.: ::: :··.::·::: ::: ::: ::: ::: ::·.:. ::: ::: ::: ::: ~~i 
Principais propriedades dos refratários cerâmicos ............................................................. 2~ 
Revest imentos: técnicas construt ivas .............................................. 218 
Roneí Tiago Stein 
Argamassas para revestimento ....................................................................................................... 218 
Cuidados prévios necessários ..................................................................................... ................... 220 
Cuidados no assentamento de revestimentos cerâmicos ............................................ 2 24 
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Unidade 3 
Pavimentação: pavimentos flexível e rígido ................................. 233 
Lélis Espartel 
função de um pavimento ................................................................................................................. 233 
As camadas do pavimento flexível .............................................................................................. 235 
Pavimento flexível x pavimento ríg ido ...................................................................................... 238 
Pavimentação: materiais ...................................................................... 243 
Lélis Esparte/ 
Agregado ......................................... ............................................................................................................. 243 
Ligantes asfálticos ................................................................................................................................... 246 
Material para base, sub-base e reforço do subleito ........................................................... 248 
1 Pavimentação: técnicas construtivas .............................................. 2s61 
Lélis Esparte/ 
Execução das camadas inferiores ................................................................................................. 257 
Técnicas executivas de revestimentos....................................................................................... 260 
L Maqu inári o ................................................................................................................................................... 265 1 
1 Pavimentação: controle de defeitos ................................................ 27 2 1 
Lélis Esparte/ 
Processos de degradação .................................................................................................................. 273 
Tipos de defeitos ...................................................................................................................................... 275 
Ava~iação estrutural ................................................................................................................................ 278 
Técnicas de restauração ...................................................................................................................... 2 81 
Impermeabilização: materiais ............................................................ 28 6 
Ronei Tiago Stein 
Impermeabilização: conceitos e importância ........................................................................ 28 6 
Principais locais e usos de impermeabilizantes ................................................................... 289 
L_!rincipais materiais impermeabilizantes ................................................................................... 290 1 
l 1mpermeabilização: técnicas construtivas .................................... 298 1 
Ronei Tiago Stein 
Mecanismos de atuação da umidade na construção ...................................................... 29 8 
Projeto de impermeabilização ........................................................................................................ 3 02 
Dificuldades encontradas no projeto de impermeabilização .................................... 303 
Componentes do sistema de impermeabil iz.ação ............................................................. 305 
Esquadrias .................................................................................................. 313 
Caroline Schneider Lucio 
A importância das esquadrias nas edificações ...................................................................... 313 
LTipos de esquadrias ............................................................................................................................... .315 
Materiais mais util izados para esquadrias ................................................................................ 3~ 
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IUnidade4 
Vidros .......................................................................................................... 327 
Caroline Schneider Lucio 
O que são vidros ....................................................................................................................................... 327 
Principais características do vidro ................................................................................................. 333 
Pinturas ...................................................................................................... 337 
Caroline Schneider Lucio 
Pintura ............................................................................................................................................................. 337 
Sistemas de pintura ................................................................................................................................ 338 
Tipos de t intas e acabamento ......................................................................................................... 340 
Apl icação da tinta e de materiais utilizados 
na construção ....................................................................................................................................... 341 
Telhados e coberturas .......................................................................... 345 
Caroline Schneider Lucio 
l_:oberturas ................................................................................................................................................... 345 I 
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[ UNIDADE E 
Alvenaria: vedação 
e estrutural 
Objetivos de aprendizagem 
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: 
• Relacionar as diferenças entre alvenaria de vedação e alvenaria 
estrutural. 
• Identificar a alvenaria adequada para cada situação/ obra. 
• Dimensionar a espessura de paredes em alvenaria autoportante. 
Introdução -------------
A alvenaria é um elemento construtivo fundamental no projeto estrutural 
de uma edificação. Uma boa alvenaria complementa o bom desen­
volvimento das demais etapas construtivas, além de contribuir com a 
segurança da obra. 
Neste texto, você vai aprender sobre os tipos de alvenaria: estrutural e 
vedação. Você vai ver que a principal diferença entre elas é que a alvena­
ria estrutural (que utiliza bloco estrutural adequado, tijolo estrutural, tijolo 
de concreto, bloco de concreto e etc.) serve como a própria estrutura da 
obra, podendo dispensar totalmente o uso de concreto armado (pilares 
e vigas); e, já a alvenaria de vedação (técnica tradicional) suporta apenas 
o seu próprio peso, por isso necessita de vigas e pilares (em concreto 
armado ou estrutura metálica) para dar sustentação. 
Além disso, você vai compreender que um tipo de alvenaria não 
substitui o outro, pois cada um exerce uma função diferente. 
r Alvenaria 
Atualmente, a alvenaria é entendida como um conjunto maciço, coeso e rígido, 
de pedras (naturais), tijolos ou blocos (elementos de alvenaria) unidos entre 
si de modo estável, pela combinação de juntas e interposição de argamassa 
Uunta tomada), ou somente pela combinação de juntas (junta seca), em fiadas 
horizontais que se sobrepõem uma sobre as outras. 
A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos cons­
trutivos (paredes, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural, de 
vedação (paredes externas) ou divisão de ambientes (paredes internas). __J 
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1 Quando a alvenaria é dimensionada e empregada na construção para resistir 1 
cargas, ela é chamada alvenaria resistente ou estrutural (autoportante), pois 
além do seu peso próprio, ela pode suportar esforços verticais (como peso das 
lajes, telhados, pavimento superior, etc.) e horizontais (por exemplo, empuxo 
de terra e vento). Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas 
1 verticais além de seu peso próprio é denominada alvenaria de vedação. _J 
Fique atento 
As paredes (alvenarias) de modo geral, devem possuir as seguintes características 
técnicas, segundo a ABNT NBR 15575-4:2013 (Desempenho das edificações - sistemas 
de vedações verticais): 
Resistência mecânica - aos movimentos térmicos e à pressão do vento. 
• Isolamento térmico e acúst ico. 
• Resistência ao fogo. 
• Estanqueidade - impedir às infiltrações de água pluvial, a migração de vapor de 
água e regulagem da condensação. 
• Durabilidade. 
• Segurança para usuários e ocupantes - resist ir a impactos. 
• Servir de base ou substrato para revestimentos em geral. 
1 Os desempenhos estabelecidos para os sistemas de vedação vertical em 1 
uma edificação, devem envolver o conjunto de paredes e esquadr ias (portas, 
janelas e fachadas). A norma supracitada, por exemplo, apresenta os níveis 
internos de variação de tempe-ratura obrigatórios de acordo com cada região 
1 climática brasileira. _J 
Wvenaria convencional (vedação} l 
O chamado edifício convencional tem sua estrutura formada por um pórtico 
espacial de concreto armado. Nestes, em geral, as alvenarias são feitas de 
tijolos cerâmicos furados, hoje tanto na horizontal como vertical, mas pode­
-se usar tijolos cerâmicos maciços ou blocos vazadosde concreto. Não há 
grandes preocupações com um controle sobre as características mecânicas dos 
tijolos e blocos de concreto, como também sobre a resistência da argamassa 
Ide assentamento. _J 
1 Como as alvenarias não possuem função estrutural, elas podem ser cortadas 1 
à vontade para passagem de tubulações hidráulicas e eletrodutos. O usuário 
pode trocar portas e janelas de lugar (o que ocorre com frequência). O pedreiro, 
inclusive, corta (quebra) os tijolos para complementar as fiadas (usa pedaços 
de tijolos). Erros de prumo e alinhamento horizontal (barrigas) das paredes são 
aceitáveis, quando se pode corrigir depois com reboco (grandes espessuras de 
argamassa podem ser necessárias). Muitas vezes, o canteiro de obras apresenta 
1 congestionamento de entulho, desorganização e/ou falta de limpeza da obr~ 
Vantagens do edifício convencional: 
• Grande flexibilidade arquitetônica. 
• Não há necessidade de grande controle sobre a qualidade dos materiais 
e da mão de obra na execução das paredes. 
• O desenvolvimento da tecnologia do concreto permite construir edifícios 
muito altos, com grandes balanços e estrutura esbelta. 
Desvantagens do edifício convencional: 
• Desperdício de material: devido ao "faz e quebra", aos enchimentos de 
paredes para corrigir desaprumas, etc. 
• Maior custo em mão de obra: deve-se executar a estrutura de concreto 
armado e, depois, as paredes. 
• O custo total da obra convencional pode chegar a 25% acima do custo 
de um edificio executado com alvenaria estrutural, depende do número 
de pavimentos da edificação. 
W venaria estrutural l 
Alguns elementos estruturais de concreto armado são indispensáveis, como 
l lajes, escadas e fundações. _J 
1 As paredes são os principais elementos estruturais responsáveis por trans- 1 
ferir as cargas verticais e as ações horizontais para as fundações, por isto não 
podem ser cortadas para passagem de tubulações - são admitidos apenas 
pequenos cortes com muita restrição. Os eletrodutos são encaixados dentro 
dos furos dos blocos e, as tubulações hidráulicas, são colocadas em blocos 
!especiais ou shajts. _J 
Fique atento 
• Deve haver um rigoroso controle da resistência e das dimensões dos blocos, os 
quais podem ser cerâmicos ou de concreto. 
• A qualidade da argamassa de assentamento é determinada em ensaios de prismas 
(normalmente, dois blocos unidos com a argamassa). 
• Pode-se ensaiar, também, pequenas paredes. 
• Especial atenção é dada ao prumo e alinhamento horizontal das paredes. 
• Caso o desaprumo ou "embarrigamento" sejam grandes, a parede deve ser de­
molida e refeita. 
• Os blocos não podem ser quebrados ou cortados pelo pedreiro, exigindo, que 
o projeto seja modulado de forma a se obter um número inteiro de blocos (mais 
meio bloco). 
• Alguns blocos vêm de fábrica fu rados na horizontal para permitir a passagem de 
elementos e instalações, o que diminui levemente sua resistência. 
• O usuário não pode t rocar portas e janelas de lugar, muito menos demol ir paredes. 
O projeto pode prever que algumas paredes não tenham função estrutural. 
Essas paredes podem ser cortadas para colocação de eletrodutos e tubulações 
hidráulicas (denominadas de "paredes hidráulicas"). As paredes hidráulicas 
podem ser executadas com tijolos cerâmicos comuns ou com blocos de concreto 
não estrutural (de menor resistência). Deve-se ter cuidado de evitar que as lajes 
se apoiem nelas, deixando um espaço vazio entre a laje e o topo da parede. 
Vantagens do edifício de alvenaria estrutural: 
• Menor desperdício de material e de mão de obra. 
• Redução do tempo de execução, com redução de custo. 
• Canteiro de obras limpo e com grande controle de todas as etapas da 
execução. 
• Ideal para construções de baixa renda, condomínios residenciais de 
pequena altura (4 a 5 andares). _J 
I• Também indicado para edifícios mais altos: 10, 15 até 20 andares, desde 1 
que haja materiais adequados e mão de obra qualificada. 
L 
Desvantagens do edifício de alvenaria estrutural: 
• Exigência de controle rigoroso em todas as etapas da construção (fis­
calização intensa). 
• Exigência de mão de obra mais qualificada. Em geral, é necessário dar 
treinamento aos operários. 
• A construção deve ser modulada, o que limita o projeto arquitetônico 
quanto às dimensões dos vãos e o posicionamento das paredes. J 
• Há certa limitação quanto à altura do edifício. 
1 Os componentes da alvenaria estrutural diferem sensivelmente à alvenaria 1 
convencional, principalmente quando utilizado internamente nos blocos, 
reforços estruturais pontuais: 
• Bloco: componente básico da alvenaria (cerâmico ou de concreto). 
• Junta de argamassa: utilizada na ligação dos blocos. 
• Graute: microconcreto (feito com agregados graúdos de pequeno diâme­
tro) e autoadensável (grande fluidez, não precisa de vibração); utilizado 
para preenchimento de espaços vazios de blocos com a finalidade de 
solidarizar armaduras à alvenaria ou aumentar sua capacidade resistente; 
• Armaduras: aço para concreto armado CA e aços para concreto pro-
L tendido CP (nas alvenarias protendidas). _J 
Dimensionamento de um prédio não 
estruturado 
O dimensionamento de um prédio não estruturado tem por objetivo maior 
verificar as espessuras das paredes e o tipo de tijolo (ou bloco) a ser utilizado 
na execução das paredes internas e externas, tomando como base as paredes 
internas e externas mais solicitadas. Também devem ser analisadas, de modo 
separado, as paredes da caixa da escada, pois normalmente é sobre elas que 
se apoia o reservatório superior. 
O número máximo (recomendado) de pavimentos para prédios não estru­
turados é de 5 pavimentos, utilizando-se tijolos maciços (bloco convencional). 
lffJ Fique atento 
Pavimentos diferentes podem ser feitos com tijolos diferentes, mas nunca se deve 
misturar t ijolos em um único pavimento (ex. paredes internas com um tipo de tijolo 
e paredes externas com outro). 
Para o dimensionamento de prédios não estruturados, considera-se que a 
tensão admissível para tijolos maciços é de 6,0 kg/cm2 e para blocos ce râmicos 
vazados é de 2,0 kg/cm2. Também faz parte do dimensionamento de prédios 
não estruturados, o cálculo das vigas de cintamento, vergas, coxins, além, é 
claro, das lajes, vigas e fundações. 
Roteiro de cálculo para alvenaria autoportante 
1. Paredes mais solicitadas: verificar qual a parede (externa ou interna) 
é mais solicitada. Isto se faz pela área de contribuição das lajes sobre 
as paredes (ver Figura 1) - determinando a área de um trapézio ou tri­
ângulo.Verifica-se também qual o maior lado do trapézio ou triângu lo 
escolhido (L). _J 
2. Car ga do telha do: se for o pavimento superior, considerar a carga do 1 
telhado, que pode ser diretamente distribuída na laje de forro. Pode-se 
adotar: qtcJhado= 180 kg/m2
. 
3. Car ga acidental: verificar a carga acidental a que está submetida 
à laje considerada, conforme ABNT NBR 6118:2003 e ABNT NBR 
6120:1980 (NB 05). 
4. Carga de r evestimento: verificar se há revestimento na laje. Pode-se 
adotar: qrevestimento = 70 kg/m2
. _J 
1 5. Reação da laje (R . ): calcular a reação da laje sobre a parede, que é 
1 ~laje 
dada pela fórmula a seguir. 
L ~aje = o:: cargas x área da figura) / maior lado J 
6. Reação da viga de cintamento superior <RvcJ : calcular a reação da 
viga de cintamento superior com a fórmula abaixo. 
' 
R = base x altura x peso específico do concreto 
vcs 
Obs.: peso específico do concreto = 2.500 kg/m 3. 
., 
.· ' 
, ,, 
.. 
, , 
Pan:de mais Soli;itada da 
dR f-_ Rtfa: 
R 
Pattde F.xltrM mai,; Solicilrula 
QrxAa 
R L1 
----=-P..::::m=...':-ede IoJroia mais Solidt~ 
Figura 1. Metodologia para cálcu lo de alvenaria autoportante, definição da parede mais l 
solicitada. 
Fonte: Saurin (2001, p. 120). 
7. Reação da Parede (R d \ : calcular a reação da parede- considerando 
pare e' 
o ponto mais desfavorável (pé da parede). Obs.: deve ser considerado o 
peso da parede dadopela ABNT NBR 6120:1980 (NB 05), considerando 
o maior peso para a maior espessura a ser adotada. 
R d = peso próprio x pé direito 
pare e 
8. Espessura da parede (e): fazer o somatório de todas as reações, sendo 
que a espessura da parede é dada por: 
e = somatório das reações / tensão admissível da alvenaria 
L 
9. Dimensionar a parede a cada pavimento, sempre somando as reações 
1 
dos pavimentos anteriores. Não esquecer que, para paredes internas, a 
composição de cargas leva em consideração duas lajes. 
10. Fundação direta contínua: dimensionar a fundação direta contínua, 
se for o caso, considerando: 
• A sorna das reações de todos os pavimentos 
• A reação da viga de cintamento inferior 
• O peso próprio da fundação. J 
~e atento 
O peso próprio da fundação pode ser considerado, para efeitos do seu dimensiona­
mento, como 15% de todo o peso que age sobre ela. Deve-se adotar uma alt ura para 
a fundação de acordo com sondagem e calcular a largura (1), que é dada pela fórmula: 
1 = Reação tota l /Tensão admissível do solo 
11. Paredes da caixa da escada: considerar a carga do reservatório (200 
litros de água/pessoa/dia, ou outra carga dada pelo projeto de instala­
ções hidrossanitárias), mais a reação das paredes do reservatório, da 
laje de fundo e da laje de tampa, caso este se apoiar sobre a caixa da 
escadaria. Considerar a carga acidental para escadas dada pela ABNT 
NBR 6120:1980 (NB 05). 
~ Saibamais 
Em algumas situações, quando o reservatório superior for projetado sobre estas paredes, 
é recomendável que a torre da escadaria, seja estruturada com maior espessura das 
paredes. 
Exercícios 
1. Analise as seguintes informações 
sobre duas construções, 1 e li: 
1. Tem estrutura formada 
por um pórt ico espacial 
em perfis metál icos. 
li. Tem paredes concretadas 
internamente, no alinhamento 
de furos verticais, em 
pontos estratégicos, com 
instalação de armadura. 
Pode-se concluir que: 
a) li é uma obra em 
alvenaria de vedação. 
b) 1 é uma obra em 
alvenaria estrutural. 
e) 1 e li são obras de 
alvenaria de vedação. 
d) 1 é uma obra para alvenaria de 
vedação e li, alvenaria estrutural. 
e) 1 e li são obras em 
alvenaria estrutural. 
Adm
Pencil
2 . Um projeto de alvenaria 
estrutural deve contemplar a 
modulação das paredes. Sobre 
isto é correto afirmar: 
a) Um projeto de modulação, 
basicamente, deve incluir 
uma planta das fiadas e as 
elevações das paredes. 
b) A escolha do tipo de bloco 
a utilizar é tomada apenas 
pela disponibilidade 
no mercado local. 
e) A escolha do tipo de bloco 
a util izar é tomada em 
cima da modulação. 
d) Modular uma alvenaria é projetar 
vãos em "unidades modulares", 
que são definidas apenas 
pelas medidas dos blocos: 
comprimento, altura e espessura. 
e) Não é necessário planta das 
fiadas, elevações das paredes, J 
nem a locação das esquadrias. 
~Em relação à resistência d~s 
blocos cerâmicos para alvenaria 
em geral, qual opção abaixo 
apresenta os blocos em ordem 
crescente de resistência: 
a) Vedação maciço, vedação 
furado na horizontal e 
estrutural furado na vertical. 
b) Vedação furado na horizontal, 
estrutural furado na vertical e 
vedação furado na vertical. 
e) Vedação furado na vertical, 1 
vedação furado na horizontal e 
estrutural furado na vertical. 
d) Vedação furado na horizontal, 
vedação maciço, e estrutural 
furado na vertical. 
e) Estrutural furado na vertical, 
vedação maciço, vedação 
furado na horizontal. 
4. O uso do sistema construtivo em 1 
alvenaria estrutural se mostra 
bastante adequado para a produção 
de conjuntos habitacionais no Brasil, 
país com alto déficit de moradias, 
principalmente devido: 
a) À rapidez na execução 
e aparência final. 
b) À segurança estrutural 
e aparência final. 
e) À rapidez na execução e 
estanqueidade da obra. 
d) Ao custo final menor e 
segurança estrutural. 
e) À rapidez de execução, facilidade 
construtiva e custo final menor. 
'5:-Nos edifícios em alvenaria estrutural, 1 
considere a opção correta 
(possível): 
a) As paredes portantes podem 
ser removidas sem necessidade 
de cu idados especiais. 
b) Uma das funções do 
grauteamento é proporcionar a 
separação "armadura x alvenaria". 
e) Em projetos de alvenaria 
estrutural não existem vigas 
e pilares de concreto armado 
ou perfis metálicos. 
d) Uma das principais vantagens 
é a redução no uso de 
concreto e armadura, porém, 
aumenta-se o gasto com o uso 
de madeira para as fôrmas. 
e) As lajes não necessitam 
de nenhum escoramento 
durante a execução. 
Adm
Pencil
Adm
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Adm
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Adm
Pencil
Referências 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6778:2003. Projeto de 
estruturas de concreto - Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMASTÉCNICAS.ABNTNBR6720:7980. Cargas para o 
cálcu lo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro: ABNT, 1980. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNTNBR 75575-4:2073. Desempe­
nho de edificações habitacionais. Parte 4: Sistemas de vedações verticais internas e 
externas. Rio de Janeiro: ABNT, 2013. 
SAURIN, P. Apostila da disciplina de construção civil/. Santa Maria: UFSM, Departamento 
de Estru turas e Construção Civil, 2001. 
Leituras recomendadas 
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNTNBR 74327:7999. Paredes de 
alvenaria estrutural - Determinação da resistência ao cisalhamento. Rio de Janeiro: 
ABNT, 1999. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 75270-2:2005. Compo­
nentes cerâmicos. Parte 2: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural - Terminologia 
e requ isitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 75270-3:2005. Compo­
nentes cerâmicos. Parte 3: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural e de vedação 
- Métodos de ensaio. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNTNBR 75872-7:2070. Alvenaria 
estrutural - Blocos cerâmicos. Parte 1: Projetos. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 75872-2:2070. Alvenaria 
estrutural - Blocos cerâmicos. Parte 2: Execução e controle de obras. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2010. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNTNBR 75967-7:2077. Alvenaria 
estrutural - Blocos de concreto. Parte 1: Projeto. Rio de Janeiro: ABNT, 2011. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 75967-2:207 7. Alvenaria 
estrutural - Blocos de concreto. Parte 2: Execução e controle de obras. Rio de 
Janeiro:ABNT, 2011. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNTNBR 6460:7983. Tijolo maciço 
cerâmico para alvenaria - Verificação da resistência à compressão. Rio de Janeiro: 
ABNT, 1983. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMASTÉCNICAS. ABNTNBR6467:7983. Bloco cerâmico 
para alvenaria - Verificação da resistência à compressão. Rio de Janeiro: ABNT, 1983. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNTNBR 77 77:1992. Bloco Cerâmico 
para Alvenaria: Especificação. Rio de Janeiro: ABNT, 1992. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7784:7992. Blocos vazados 
de concreto simples para alvenaria - Determinação da resistência à compressão. Rio 
de Janeiro: ABNT, 1992. 
AZEREDO, H. A. O edifício até sua cobertura. 2. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1997. l 
BAUD, G. Manual de pequenas construções. São Paulo: Hemus, 2002. 
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções Vai. I e li. 8.ª ed. São Paulo: Editora 
Edgard Bluücher,. São Paulo, 2000. v. /e li. 
CARDÃO, C. Técnica da construção civil- Vol. I e li. 8. ed. Belo Horizonte: Edições Enge­
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MILITO, J. A. de. Apostila da disciplina de técnicas de construção civis e construção de 
edifícios. Campinas: PUC, [2008]. 
PIANCA, J. B. Manual do construtor. 15. ed. Porto Alegre: Globo, 1978. 
Alvenaria: materiais 
Objetivosde aprendizagem 
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: 
• Diferenciar blocos naturais de artificiais. 
• Relacionar os materiais necessários para a execução das alvenarias. 
• Identificar o bloco ideal para alvenaria de vedação e/ou estrutural. 
Introdução 
A qualidade de uma obra é totalmente dependente da qualidade dos 
materiais empregados. Os principais insumos constituintes das alvenarias 
são: os tijolos ou blocos, a argamassa e o graute (no caso de alvenaria 
estrutural). São muitos os materiais existentes para a produção de tijolos 
e blocos, comumente denominados componentes da alvenaria. Os mais 
comuns e utilizados são as cerâmicas e os concretos, cada um deles com 
suas características e finalidades próprias. 
Neste capítulo você vai entender que um elemento tão versátil como 
a alvenaria precisa atender a várias situações, sem descuidar dos itens 
básicos: resistência mecânica, peso, absorção de umidade, características 
de isolamento e condução térmica, tipo de superfície e sua compatibi­
lidade com o acabamento previsto, seja este pintura, revestimento com 
argamassa ou placas de algum material. 
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Alvenaria 
A alvenaria é um conjunto de pedras ou blocos artificiais que são travados 
entre si, formando uma estrutura rígida. 
No início, para a construção de paredes e edificações, os blocos eram 
realmente apenas travados entre si; mais tarde, surgiu o barro como o primeiro 
elemento de ligação a ser usado. Na metade do século XX, era utilizada a 
argamassa de cal e areia. Atualmente é empregada a argamassa de cimento, cal 
e areia. Em substituição à cal, podem ser utilizados produtos químicos (fartos 
no mercado). Os aditivos ajudam a melhorar as propriedades da argamassa, 
como a trabalhabilidade, porém, o custo e o consumo de cimento são maiores. 
A argamassa de cal tem de ser preparada com antecedência, pois deve 
ser realizada a queima da cal. Caso contrário, continuam ocorrendo reações 
químicas (liberando calor) após a aplicação da argamassa. Já foram feitas 
experiências sobre a possibilidade da utilização de arenito em vez da cal na 
argamassa, mas ainda não existe consenso a respeito da proporção de arenito 
a ser utilizada na mistura. 
Quanto à natureza dos materiais empregados, as alvenarias se classificam 
da seguinte maneira: 1 
• Alvenaria de blocos naturais: utiliza blocos encontrados na natureza, 
como basaho, granito, arenito, etc. 
• Alvenaria de blocos artificiais: utiliza blocos produzidos a partir de 
processos industriais, como tijolo de barro, solo-cimento, blocos de 
concreto, tijolos sílico-calcários, placas pré-moldadas, etc. 
L Você vai ver agora mais detalhes sobre cada uma dessas classificações. 
Alvenarias de blocos naturais 
As alvenar ias de blocos naturais possuem as seguintes características e 
particularidades: 
• Material: blocos de basalto, granito e arenito. 
• Dimensões dos blocos: geralmente de 25 x 25 x 30 cm. 
• Peso de um bloco: varia de 45 a 50 kg, pois o material tem elevado 
peso específico. 
• Custo dos blocos: equivalente ao preço dos tijolos maciços comuns. 
• Argamassa: é preciso ter muito cuidado na dosagem de cimento e areia, 
pois ela deverá ser compatível com o tamanho do bloco, para que não 
haja fuga da argamassa. A argamassa deve ser firme, sem muita água, 
de tal maneira que se coloque o bloco sobre ela e este se amolde sobre 
a argamassa. Geralmente o traço é de 1:3 de cimento (e cal) e areia. 
Consumo de argamassa: 50 l/m2• 
Consumo de blocos: 14 a 16 blocos/m2 • 
Peso dos blocos: 700 kg/m2
• J 
• Juntas: as juntas de argamassa entre os blocos deverão ter uma es­
pessura de aproximadamente 2,5 cm. Quanto menor a junta, melhor. 
• Amarração entre as fiadas: fiadas são camadas de tijolos ou pedras. 
As fiadas sucessivas deverão ter as juntas desencontradas. A primeira 
fiada deve ser bem nivelada. 
• Transporte de blocos: é feito com carrinho de mão, padiola ou planos 
inclinados. 
• Emprego das alvenarias de blocos naturais: paredes em subsolos, 
muro de divisa, muro de arrimo, fundações isoladas e continuas, paredes 
à v ista (os blocos devem ser todos do mesmo tamanho, e emparelhados 
com talhadeira nas 6 faces). _J 
• Vantagens: possuem grande resistência, maior durabilidade e grande 
impermeabilidade e, especificamente no caso de muro de arrimo, têm 
como grande vantagem o elevado peso próprio. 
• Desvantagem: possui excesso de peso, tornando a mão de obra muito 
onerosa. _J 
~Saibamais 
Além dos itens que você leu acima, existe a chamada experiência. Você deve-se 
ter conhecimento de qual é a dimensão, posição que melhor se encaixa o bloco na 
camada, em função de seu peso. 
1 Vamos fazer agora uma comparação entre a alvenaria de blocos naturais 1 
(granito ou basalto) e os tijolos maciços. Os custos do bloco se assemelham com 
os do tijolo maciço. Quanto ao consumo de argamassa, podemos dizer que esse 
aspecto é semelhante em ambos os tipos. Já a mão de obra para o transporte 
de blocos é maior do que a necessária para o transporte de tijolos maciços. As 
vantagens dos blocos são o melhor isolamento térmico e acústico e a maior 
resistência e durabilidade. Um bloco corresponde a até 10 tijolos maciços. 
Existe ainda o tijolo de barro cru, também conhecido como "Adobe'', que 
foi muito utilizado na antiguidade, mas hoje praticamente caiu em desuso, 
pois precisa de cuidados especiais para resistir às intempéries. 
Alvenarias de blocos artificiais 
Tijolos e blocos cerâmicos 
O tijolo maciço é muito usado na execução de muros e alvenarias portantes. 
Não devemos empregá-lo para a execução de fundações devido ao fator 
durabilidade (ele pode deteriorar com a umidade do solo). 
Dimensões: 5,5 x 11 x 23 cm 
Peso: 2,4 a 2,5 kg/bloco 
Consumo: paredes de 25 cm = 120/m2
/ paredes de 15 cm = 60/m 2
• 
Os blocos cerâmicos podem ser de vários tipos, mas os mais comumente 
encontrados são os de 4 furos (11 x 11 x 23 cm), 2 furos (11 x 5,5 x 23 cm), 6 
furos (11 x 15 x 23 cm), 8 furos (11x 22 x 23 cm), todos com furos redondos ou 
quadrados na horizontal. Os de 10 furos (11x23 x 27 cm) são pouco usados. 
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Fique atento 
Quanto aos blocos cerâmicos, a altura é sempre padrão, 11 cm. Mais recentemente vêm 
se popularizando os b locos cerâm icos com furos vertica is para alvenaria de vedação 
e estrutural nas espessuras de 11,5 cm, 14 cm e 19 cm, com comprimentos variados e 
altura padrão de 19 cm. Neste caso, mesmo normatizados, é recomendável conferir 
1 os pesos e as resistências dos blocos com o fabricante. 
Os tijolos prensados são de custo mais elevado devido ao processo de 
fabricação (extrusão a vácuo), produzindo um material sem poros. Os tijolos 
prensados especiais, também conhecidos como tijolos de 21 furos, de diâmetro 
menor e localizados transversalmente, possuem um melhor acabamento, não 
apresentando trincas. As suas dimensões são semelhantes às do tijolo maciço 
comum. São muito utilizados em paredes de tijolos à vista, onde se deseja 
urna parede lisa, sem revestimento, com perfeito padrão de acabamento. Suas 
dimensões são: 5,5 x 11 x 23 cm. 
Os tijolos refratários possuem a capacidade de resistir às altas tempe­
raturas, refletindo o calor. Compostos de terra refratária e caulim, que são 
prensados e queimados, sua cor característica é branca. Para o assentamento 
destes tijolos, deve-se utilizar argamassa refratária, com cimento e areia 
queimada. Seu uso se justifica em chaminés, fornos de autoclave, lareiras, 
churrasqueiras e fornos de siderúrgicas. Suas dimensões são: 6,0 x 12 x 24 cm. 
Tijolos e blocos de outros materiais 
O tijolo de solo cimento tem na sua composição cimento e argila mais silte, 
ou cimento e argila mais arenito, com traço de 1:15, sendo prensado e curado 
por 3 dias. O seu custo é menor do que o do tijolo de barro comum, visto que 
não necessita daqueima e da secagem, e o material utilizado normalmente é 
do próprio solo que existe no local da obra (portanto, não há custos). Como 
argamassa de assentamento usa-se também de solo-cimento. Suas dimensões 
são de 5,5 x 11 x 23 cm. _J 
~ Fique atento 
Antes da produção do tijolo, verifique em laboratório a existência de argila expansiva. 
1 Caso esta for encontrada, não utilizar este material. 
Os blocos de isopor são uma tecnologia relativamente nova para alvenarias 
leves e de pequeno custo, onde são executadas formas de isopor, posteriormente 
preenchidas com argamassa. Após é executado um revestimento de argamassa, 
interna e externa. Atenção: utiliza-se um adesivo antes do revestimento da 
1 parede. 
Os blocos de concreto estão disponíveis em vários tipos, de vedação e 
estruturais, inclusive com formatos especiais: 14 x 20 x 30 cm (para parede 
de 15 cm); 19 x 20 x 30 cm (para parede de 20 cm); 24 x 20 x 30 cm (para 
parede de 25 cm). Estes blocos apresentam 2 furos verticais que, para cantos 
de paredes, podem funcionar como pilaretes, recebendo armadura e sendo 
preenchidos com argamassa, graute ou concreto com pedrisco. Entre algumas 
de suas características, os blocos de concreto: 
• são assentados com argamassa de cimento e areia (1:3); 
• dispensam o emboço (primeira camada de regularização); 
• não devem ser molhados no assentamento (mancham); 
• recebem argamassa somente nas laterais (mínima) - somente para 
aderência. 
Fique atento 
Na última fiada, podem ser colocados blocos especiais que já servem de forma para a 
viga de cintamento (seção U, veja a Hgura 1). Pesos de blocos e resistência, principal­
mente para alvenaria estrutural, devem ser confirmados junto aos fabricantes. Existem 
também blocos especiais que já servem de apoio para lajes e como painel lateral, de 
modo que a laje não fique em contato com o ambiente (seção "J", veja a Figura 1). 
1 O concreto celular é um bloco "aerado". Devido ao baixo peso e à facili­
dade de manuseio, é uti lizado não só para o fechamento de vãos, mas também 
como enchimento de lajes. É feito com uma mistura de cimento e materiais 
silicosos, em especial o silicato de cálcio. Também é conhecido como "Pumex". 
O tijolo de sílica-calcário é constituído por restos de calcário (de jazidas) 
mais areia (sílica). São moldados e queimados, possuem cor branca e são 
econômicos junto a regiões que têm os materiais disponíveis. 
O tijolo de vidro é oco, com paredes de 8,0 mm de espessura, formados por 
6 lâminas de vidro. Custam em torno de 20 vezes o preço de um tijolo comum. 
Suas dimensões são: 20 x 20 x 14 cm; o assentamento é feito com massa de 
vidraceiro e, quanto à utilização, como são tijolos translúcidos, podem ser 
usados em locais onde se deseja uma iluminação fixa, por exemplo, onde não 
há espaço para um poço de luz. Servem também como elementos decorativos. 
Qualidades que os tijolos devem apresentar 
Para verificar se um tijolo cerâmico está bem queimado, o som produzido pela 
batida de um martelo deve ser cheio, metálico. Visualmente falando, devemos 
atentar, conforme recomenda a ABNT NBR 15270:2005: 
• à ausência de fissuras - resistência adequada; 
• à uniformidade da cor; 
• às faces paralelas, planas e lisas; 
• às arestas vivas; 
• à capacidade de ser cortado onde foi batido com a colher de pedreiro, 
por exemplo, não se quebrando em vários pedaços. 
• à homogeneidade em toda a massa - baixa absorção de água. 
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• à uniformidade de dimensões - individualmente aceitam-se variações 
de +/- 5 mm, porém, em uma amostra de um lote, a média de variação 
deve ficar em +/- 3 mm. 
Fique atento 
Na obra, os tijolos preferencialmente devem ser cortados com disco de corte. Reco­
menda-se que para uma mesma obra, os tijolos e blocos sejam adquiridos de uma 
mesma fábrica (para a alvenaria de tijolos à vista, eles devem ser de uma mesma 
"queimada"). 
Comparação entre tijolo maciço e bloco vazado 
O tijolo maciço apresenta maior resistência, mas maior peso. Ele proporciona 
menor rendimento e necessita de mais argamassa. 
O bloco vazado possui menor peso e resistência inferior ao tijolo maciço. 
Seu manuseio é mais fácil. Este tipo de bloco possui secagem e queima mais 
rápidas, deixando sua superfície mais regular. As camadas internas de ar 
ainda proporcionam melhor isolamento térmico e acústico, além de dificultar 
a entrada de umidade. Veja na Figura 1 as dimensões, os tipos de blocos e 
alguns detalhes construtivos de alvenaria. 
Blo u · ca~ rú o~ Vazad 
.. ~ 00 
n 
lo01 o 
" l2..2.I u a º 
li li 
.. 1 º º ºI ººº n 
Ob -= todo o 1ijolo aeima ttm coq.rim nta iA.tJa.I a 1.3 em 
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Tijolo fit. Vidra'. 
IFlgura 1. Tijo los e blocos artific iais. 
~nte: Saurin (2001, p. 88). 
1. Um t ijolo maciço pesa cm média 
2,5 kg/bloco e, em uma parede 
de 15 cm de espessura, são 
consumidos 60 blocos/m2• Em uma 
alvenaria de vedação, conforme 
a figura a seguir, ela representa 
um valor de carga distribuída, 
em kg/m, no mínimo igual a: 
Fonte: bigyuthana/ Shuttcrstock.com 
a) 3901 
b) 2340 
e) 936 
d) 400 
e) 350 
íljolo Bloco De Vidro Transparente 19x19x8 Tradestar 
loco 
12. Aponte a opção que apresenta 
blocos em ordem decrescente 
de dimensões externas: 
a) Tijolo maciço, bloco 6 furos, 
bloco estrutural em concreto. 
b) Bloco estrutural em concreto, 
tijolo maciço, bloco 6 furos. 
e) Bloco estrutural em concreto, 
bloco 6 furos, tijolo maciço. 
d) Tijolo maciço, tijolo 21 furos, 
bloco estrutural em concreto. 
e) Bloco 8 furos, bloco 6 furos, 
bloco estrutural em concreto. 
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3. Aponte a opção que indica as 
características geométricas dos 
blocos cerâmicos de vedação 
exigidas pela ABNT NBR 
15270-1 :2005. 
a) Planeza das faces e índice 
de absorção de água. 
b) Desvio relativo ao esquadro 
e à massa seca. 
e) Resistência à compressão 
individual e área externa. 
d) [ndice de absorção de água 
e dimensões das faces. 
e) Dimensões e planeza 
das faces e esquadro. 
4. Em um bloco cerâmico para 
alvenaria de vedação, é permitida 
por norma uma variação 
nas suas dimensões de: 
a) A tolerância dimensional 
individual é de± 15 mm. 
b) A tolerância dimensional 
individual é de± 8 mm. 
e) A tolerância dimensional 
individual é de± 3 mm. 
d) A tolerância dimensional 
individual é de± 5 mm. 
e) A tolerância dimensional 
individual é de± 10 mm. 
1 s. Qual é o tipo de bloco produzido 
pelo seguinte processo: mistura 
de aglomerante hidráulico com 
solo comum, controle de umidade, 
prensagem cm máquina manual: 
a) Solo-calcário. 
b) Solo-cimento. 
e) Concreto celular. 
d) Sílica-calcário. 
e) Solo-gipsito. 
p Referências 
!ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMASTtCNICAS.ABNTNBR 15270-1:2005. Componen­
tes cerâmicos. Parte 1: Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação - Terminologia 
e requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TtCNICAS. ABNT NBR 15270-2:2005. Compo­
nentes cerâmicos. Parte 2: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural - Terminologia 
e requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TtCNICAS. ABNT NBR 15270-3:2005. Compo­
nentes cerâmicos. Parte 3: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural e de vedação 
- Métodos de ensaio. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. 
SAURIN, P. Apostila da Disciplina de Construção Civil 1. Santa Maria: U FSM, Departamento 
Ide Estruturas e Construção Civil. 2001. 
1 Leituras recomendadas 
ALBUQUERQUE, A Construções civis. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1957. 
BAUD, G. Manual de pequenas construções. São Paulo: Hemus, 2002. 
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. 8. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 
2000. V. 1 e li. 
CARDÃO, C. Técnica da construção civil. 8. ed. Belo Horizonte: Edições Engenharia e 
Arquitetura, 1988. v. I e li. 
CARICCHIO, L. M. Construção civil. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpia, 1955. 
~ANCA,J. B. Manual do construtor 15. ed. Porto Alegre: Globo, 1978. 
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Alvenaria: técnicas 
construtivas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Relacionar as etapas de execução de paredes em alvenaria.
 Expressar as técnicas para a obtenção das espessuras de paredes
necessárias.
 Dimensionar estruturas complementares para reforço na alvenaria.
Introdução
Tendo em conta a necessidade de minimizar o efeito de trocas térmicas, 
de garantir a massa suficiente para isolamento acústico e simultaneamente 
permitir a execução de pormenores construtivos que permitam a correta 
adequação ao sistema estrutural escolhido para um edifício, inicialmente 
devemos definir a técnica construtiva e não apenas a escolha do tipo de 
bloco que será usado na fase de construção das alvenarias.
Uma técnica construtiva racionalizada baseia-se em uma família de 
diferentes tipologias, procedimentos e dimensões de blocos, que, no 
seu todo, se tornam essenciais para o adequado desempenho em utili-
zação de paredes e de prazos de execução, literalmente representando 
o caminho para obtenção da qualidade.
Paredes em alvenaria: etapas
A construção de parede em alvenaria é feita basicamente em três etapas: a 
marcação, a elevação e o encunhamento. Já as paredes podem ser classifi -
cadas de acordo com a forma de colocação dos tijolos, que são: de cutelo, de 
meio tijolo, de um tijolo, de um tijolo e meio, de dois tijolos e oca. A técnica 
construtiva é fundamental no desempenho da estrutura.
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Tipos de alvenaria segundo sua construção
Você vai ver agora mais detalhes sobre a classifi cação dos tipos de alvenaria 
segundo sua construção.
Parede de 10 cm ou parede de cutelo
Este tipo de parede é empregado na subdivisão de compartimentos onde as 
vezes não é necessário levar a parede até o teto, como banheiros coletivos 
(ginásios de esportes, lojas, fábricas etc.), armários, entre outros. São paredes 
com altura em torno de 2,5 m, podendo até encostar na base superior, porém 
com função apenas de vedação. É comum não serem feitas fundações para 
paredes de 10 cm. São utilizados tijolos maciços ou de 21 furos, todos de cutelo. 
Veja no Quadro 1 algumas especifi cações e na Figura 1 os detalhamentos 
desse tipo de parede. 
Construção civil184
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Largura nominal 
da parede
10 cm
Largura real da parede Varia conforme o revestimento utilizado.
Revestimento de argamassa: 
acrescenta 1,5 cm (de cada lado) 
Revestimento de azulejos: 2,5 cm.
Argamassa 1:5, 1:6, 1:8 – de cimento e areia, sendo que 
não há preocupação com a resistência da 
argamassa e, sim, com a sua aderência, utilizando 
plastificantes (naturais como a cal – com traço 
1:2:8 ou 1:2:9 de cimento, cal e areia) ou um 
plastificante químico, como a “alvenarite”.
Quantidade de material Estimada em torno de 36 tijolos/m2, 
com juntas de argamassa de 1,0 cm de 
espessura (6,0 l/m2 de argamassa). 
No cálculo da quantidade total de tijolos, 
os vãos com menos de 2,5 m2 não são 
descontados. Acrescenta-se ainda 5% 
a mais de tijolos devido à quebra.
Peso Parede sem revestimento: 
tijolo maciço = 120 kg/m2; 
bloco vazado = 97 kg/m2. 
Parede revestida em um lado: 
tijolo maciço = 158 kg/m2; 
bloco vazado = 135 kg/m2. 
Parede revestida nos dois lados: 
tijolo maciço = 196 kg/m2; 
bloco vazado = 173 kg/m2.
Obs.: As juntas verticais devem ser desencontradas. Para paredes de mais de 
3,0 m de comprimento, é necessário fazer uma amarração intermediária.
 Quadro 1. Características das paredes de 10 cm ou de cutelo. 
185Alvenaria: técnicas construtivas
Parede de 15 cm – ou meio tijolo – ou frontal
É utilizada em paredes internas em geral, com função de vedação ou estrutural, 
devendo, neste último caso, ser feita de material resistente (maciço, 2 furos 
ou 21 furos). Os blocos utilizados são os tijolos de 4, 6 ou 8 furos, de cutelo, 
tijolo maciço ou tipo maciço de 2, 18 e 21 furos, desde que todos tenham 
aproximadamente 11 cm de largura. Veja no Quadro 2 algumas especifi cações 
e na Figura 2 os detalhamentos desse tipo de parede.
Figura 1. Detalhes construtivos das paredes de 10 cm de espessura. 
Fonte: Saurin (2001).
Construção civil186
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Largura nominal da parede 15 cm
Largura real da parede Varia conforme o 
revestimento utilizado
Argamassa Pode ser de 1:2:9 (cimento, cal e 
areia) ou fazemos uma mistura de 
cal e areia (1:5), chamada massa 
branca. Depois, misturamos com 
o cimento na proporção de 1:8. 
Para tijolos maciços à vista, usamos 
o traço de 1:6 a 1:8 de cimento 
e areia mais plastificante.
Quantidade de material Varia com o tipo de tijolo utilizado: 
maciço, 21 furos ou 2 
furos = 60 tijolos/m2; 
4 furos = 36 tijolos/m2; 
6 furos = 26 tijolos/m2; 
8 furos = 18 tijolos/m2. 
Consome cerca de 21 l/
m2 de argamassa.
Peso Parede sem revestimento: 
tijolo maciço = 205 kg/m2; 
bloco vazado = 170 kg/m2. 
Parede revestida em um lado: 
tijolo maciço = 234 kg/m2; 
bloco vazado = 198 kg/m2. 
Parede revestida nos dois lados: 
tijolo maciço = 262 kg/m2; 
bloco vazado = 226 kg/m2.
 Quadro 2. Características das paredes de 15 cm (meio tijolo ou frontal). 
187Alvenaria: técnicas construtivas
Parede de 20 cm
Utilizada em paredes internas em geral ou paredes externas com restrições. 
Os tijolos utilizados são os de 6 furos com dimensão de 15 cm na horizontal, 
podendo-se também fazer uma composição com um tijolo maciço de cutelo e 
dois tijolos deitados, conforme a Figura 3. Veja no Quadro 3 algumas carac-
terísticas das paredes de 20 cm.
Figura 2. Detalhes construtivos das paredes de 15 cm de espessura. 
Fonte: Saurin (2001).
Construção civil188
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Figura 1 = Figura 2 = Figura 3!
Largura nominal da parede 20 cm
Largura real Variável conforme o 
revestimento utilizado.
Argamassa 1:5 a 1:7 de cimento e areia 
mais alvenarite. Traço 1:8 de 
cimento mais massa branca.
Função Vedação ou estrutural
Quantidade de material 6 furos = 36 tijolos/m2; 
maciço = 90 tijolos/m2. 
Consome de argamassa 
cerca de 32 l/m2.
 Quadro 3. Características das paredes de 20 cm. 
Figura 3. Paredes de 20 cm de espessura. 
Fonte: Saurin (2001).
189Alvenaria: técnicas construtivas
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Figura 1 = Figura 2 = Figura 3!
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Parede de 25 cm ou parede de um tijolo
Pode ser portante ou somente de vedação, normalmente usada como parede 
externa. Os tijolos empregados são o maciço, 8 furos (deitado), 21 furos. Veja 
no Quadro 4 algumas características e na Figura 4 os detalhamentos desse 
tipo de parede, no qual é possível ter vários tipos de composição de tijolos, 
por exemplo:
Uma parede tipo tição, que utiliza os tijolos maciços na sua maior dimen-
são no sentido da largura da parede. É o tipo indicado para paredes sujeitas 
a empuxo. 
Uma parede tipo placa, na qual são utilizados dois tijolos maciços, um 
ao lado do outro, para dar a largura nominal da parede. Este tipo é utilizado 
em alvenarias de tijolos à vista.
Uma disposição mista, que consiste na mistura das duas anteriores. Cada 
camada é uma camada das anteriores, colocada de forma alternada, propor-
cionando uma boa amarração.
Argamassa 1:5 cal e areia; 
1:8 cimento e massa branca; 
1:6 cimento e areia mais alvenarite; 
1:2:9 cimento, cal e areia. 
Consumo de aproximadamente 52 l/m2
Quantidade de material 8 furos = 36 tijolos/m2; 
maciço = 120 tijolos/m2.
Peso Parede sem revestimento: 
tijolo maciço = 325 kg/m2; 
bloco vazado = 267 kg/m2. 
Parede revestida em um lado: 
tijolo maciço = 363 kg/m2; 
bloco vazado = 305 kg/m2. 
Parede revestida em dois lados: 
tijolo maciço = 392 kg/m2; 
bloco vazado = 333 kg/m2.
 Quadro 4. Características das paredes de 25 cm ou de um tijolo . 
Construção civil190
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Paredescom maior largura
Para obter paredes com maior largura, fazemos uma composição de duas ou 
mais paredes (veja a Figura 5).
 Argamassa: mesma das anteriores;
 Peso: somatório dos pesos das anteriores;
 Consumo: somatório dos consumos das anteriores.
Figura 4. Detalhes construtivos de paredes de 25 cm de espessura. 
Fonte: Saurin (2001).
191Alvenaria: técnicas construtivas
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Figura 4 = Figura 5 = Figura 6 !
Paredes especiais
Estão nesta classifi cação as paredes que devem possuir isolamento térmico, 
acústico, etc., por exemplo, as paredes de salas de aula. São feitas duas paredes 
separadas por um pequeno espaço (5,0 cm) que, dependendo da fi nalidade da 
parede, pode fi car vazio ou ser preenchido com lã de vidro, isopor, etc. Veja 
na Figura 6 os detalhamentos desse tipo de parede.
Figura 5. Exemplos de paredes de maior largura. 
Fonte: Saurin (2001).
Construção civil192
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Figura 4 = Figura 5 = Figura 6 !
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Paredes de tijolos à vista
Como o próprio nome indica, nas paredes de tijolos à vista o tipo de tijolo 
utilizado é o maciço, desde que seja selecionado, ou prensado, ou de 21 furos 
(tijolos mais caros). A disposição dos tijolos deve ser feita em placas, com 
dois tijolos colocados paralelos. Para a amarração destes tijolos, a cada duas 
fi adas coloca-se um ferro na argamassa de assentamento. Quando utilizar ferro 
argamassado, tome cuidado de não colocar cal na argamassa.
 Argamassa: traço 1:6 ou 1:5, adicionando ainda um plastificante quí-
mico. No caso de o tijolo ser vitrificado, deve-se usar “Sika 1” e, para
paredes com tijolos de 21 furos, a argamassa precisa ser mais seca do
que o habitual.
Figura 6. Exemplos de paredes especiais. 
Fonte: Saurin (2001).
193Alvenaria: técnicas construtivas
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Figura 4 = Figura 5 = Figura 6 !
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 Juntas: são função da altura a ser vencida. As espessuras usuais são:
■ Juntas verticais – de 6 a 9 mm;
■ Juntas horizontais – de 7 a 10 mm.
A espessura das juntas em paredes à vista também está relacionada com a 
estética, podendo ser um pouco maiores. Para determinar a espessura da junta, 
arbitramos um valor qualquer (junta horizontal, por exemplo) e somamos com 
a altura do tijolo. Dividimos o pé-direito pelo valor encontrado (tijolo + junta) 
e verificamos se o número encontrado (número de camadas) é inteiro. Caso 
isso não ocorra, mudamos a espessura da junta até conseguir um número de 
fiadas inteiro. Por exemplo: para a marcação das fiadas, fazemos um gabarito 
com duas réguas verticais, marcando nelas a altura das fiadas, e esticamos 
uma linha entre as réguas, de fiada em fiada.
 Função: podem ser de vedação ou portantes de carga, funcionando
muito bem para esta última finalidade.
 Proteção: os melhores elementos de proteção são os silicones, que
devem ser renovados a cada dois anos. Lembre-se de que o silicone
deve cobrir o tijolo e a argamassa.
 Acabamento: pode ser feito com pintura em verniz ou tinta PVA, sendo 
que, no último caso, não é necessário o uso de silicone.
 Limpeza: deve ser feita com esponja, para retirar as manchas de arga-
massa dos tijolos. Também pode ser utilizada uma solução de 1:7 (1:10) 
de ácido muriático e água.
 Cavar as juntas: usamos um taco de madeira para empurrar a argamassa
para dentro, ou limpamos com gabarito. Também é possível deixar a
argamassa nivelada com o tijolo, somente limpando com esponja para
retirar o excesso.
Para paredes de tijolos à vista, não devem ser usados andaimes que “furem” a parede, 
pois não é possível retocar após a retirada do andaime. Utilize andaimes metálicos ou 
andaimes com duas fileiras de pontaletes. 
Construção civil194
Paredes divisórias
Os materiais mais utilizados nestas paredes são: aglomerados; vidro; tela 
argamassada; lambri; plástico; madeira; e fi bra de madeira aglomerada com 
cimento.
As paredes divisórias mais usadas são em forma de painéis de 8,0 x 2,10 
m, que podem ser lisos, com iluminação e com ventilação. Seu custo é 7 a 8 
vezes superior ao da alvenaria comum, porém possuem uma série de vantagens:
 são leves;
 podem ser facilmente montadas e desmontadas;
 possuem pequena espessura;
 não são inflamáveis;
 são decorativas.
Estuque: malhas de aço de 4,2 mm, com 40,0 cm de lado, recobertas com tela deployé. 
Depois de feito isso, lança-se argamassa e desempena-se. Esta parede fica com 3,5 a 
4 cm de espessura. 
Técnicas de execução de uma alvenaria
Definição do alinhamento da parede
O alinhamento em geral é determinado pelos pilares. Em edifícios residen-
ciais, o alinhamento é feito pela face externa do pilar, isto é, externamente, a 
parede deve coincidir com o pilar. O alinhamento precisa considerar também 
a ocupação interna ou externa do edifício, bem como a divisa (em uma obra 
na divisa, a marcação deve ser sempre na face externa).
195Alvenaria: técnicas construtivas
Marcação inicial das paredes
Para a marcação inicial das paredes, no plano horizontal, que deve ocorrer 
após a impermeabilização da viga (quando esta fi ca em contato com o solo), 
fazemos a primeira fi ada. No caso de uso de tijolos maciços, é recomendada 
a disposição tipo tição para paredes externas, e a disposição tipo placa para 
paredes internas. A argamassa aconselhada é com traço 1:5 (cimento e areia).
Salpique ou chapisco
A argamassa fl uida de cimento e areia (1:5 ou 1:6) será lançada no pilar onde 
a alvenaria deve encostar.
Esperas
Em prédios estruturados, para a amarração das paredes, devem ser deixadas 
esperas de ferro nos pilares a cada 3 ou 4 fi adas de tijolos da alvenaria. A bitola 
das esperas pode ser de 4,2 ou 5,0 mm, e a distância entre elas de 35 a 40 cm.
Execução da alvenaria (elevação)
Feita a marcação (primeira fi ada), o levantamento da alvenaria inicia pelos 
cantos, ou junto aos pilares, em uma média de 5 a 6 fi adas. Estes cantos 
precisam ser prumados. A partir do levantamento dos cantos, colocamos um 
fi o de nylon amarrado em ambas as extremidades, para o nivelamento das 
camadas, executando-as em seguida. É recomendável verifi car o nivelamento 
e o prumo a cada 3 fi adas levantadas (veja a Figura 7).
196
Alvenaria a tição: alvenaria em que o tijolo é assentado de modo que seu 
comprimento passa a ser a largura da parede. Uso com tijolos com furos não é 
adequado: resultaria parede vazada; furos dos tijolos nas faces da parede (a 
não ser que esse seja o objetivo). Por isso, usado com tijolos maciços.
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A parede deve ser levantada até uns 20,0 cm antes da viga (em prédios 
estruturados). Deixamos, então, curar por 7 dias, para depois fazer o encunha-
mento. O encunhamento serve para evitar o surgimento de fissuras na ligação 
da alvenaria com a estrutura, e é executado com tijolos maciços inclinados, 
assentados com argamassa de cimento e areia (1:5). A argamassa é colocada 
apenas entre os tijolos encunhados, e não entre os tijolos e a alvenaria, nem 
entre os tijolos encunhados e a viga. 
No caso de paredes de maior largura, colocamos duas camadas de tijolos 
encunhados, paralelas entre si. Caso não queiramos fazer o encunhamento, 
deixamos 2,0 ou 3,0 cm entre a alvenaria e a viga e preenchemos este espaço 
com argamassa com expansor.
Em prédios não estruturados, não se deve fazer o encunhamento. 
Figura 7. Início de execução de paredes.
Fonte: Milito ([2000?])
197Alvenaria: técnicas construtivas
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Sistemas de distribuição de carga sobre a 
alvenaria
Coxim
Também chamado travesseiro, o coxim é uma pequena viga colocada na 
alvenaria de prédios não estruturados para diminuir as tensões que atuam 
nesta alvenaria, causadas, por exemplo, por uma tesoura de telhado. Os coxins 
podem ser de madeira ou de concreto.
Por exemplo:carga de uma viga descarregando sobre uma parede de um 
prédio não estruturado (veja Figuras 8 e 9): 
σ = R / A
Onde: 
R = reação de apoio da viga sobre a parede;
A = área de contato da viga apoiada sobre a parede;
σ = tensão provocada pela viga sobre a parede.
Se a tensão “T” calculada for maior que a tensão admissível da alvenaria, 
poderá ocorrer o esmagamento da parede. A solução para que não ocorra o 
esmagamento é colocar um pilar para apoiar a viga ou aumentar a área de 
contato da viga com a alvenaria por meio de um coxim (viga curta). 
Construção civil198
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Figura 8. Verificação de paredes em alvenaria quanto ao esmagamento.
Fonte: Saurin (2001).
199Alvenaria: técnicas construtivas
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Figura 9. Cálculo de um coxim para evitar o esmagamento de parede em alvenaria.
Fonte: Saurin (2001).
Construção civil200
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camadas de tijolos, ultrapassando a lateral do vão em, no mínimo, 20 
cm de cada lado. Este sistema só é válido para vãos menores que 2,0 
m. Para a verga inferior, que evita o surgimento de trincas, devemos
colocar duas barras de 4,6 mm entre a penúltima e a última camada de
tijolos. Na soleira, a verga deve ser colocada de forma saliente, para a
água não penetrar na residência.
 Verga em concreto: empregada para vãos maiores que 2,0 m. Na verga 
superior usamos duas barras de 10 mm, o que equivale à viga de cinta-
mento superior. Para vergas inferiores, usamos duas barras de 5 mm.
Para o dimensionamento de uma verga de concreto, a tratamos como uma 
viga biapoiada. A altura máxima para uma verga é de 1/7 do pé-direito.
 Verga de madeira: é usada em obras de madeira.
 Vergas metálicas: são usadas quando, em reformas de obras, for ne-
cessário abrir um vão (porta, janela). São constituídas por um perfil
de aço, que deve ultrapassar em 20 cm o vão.
 Verga em arco: no caso de janelas e portas em arco, as vergas poderão 
ser feitas com tijolo de cutelo e duas barras de aço de 6,3 mm acima
deles, quando o vão não ultrapassar 3 m. Quando o vão ultrapassar 3
m, a verga é feita em concreto armado, tratada como uma viga de seção 
variável, que é dimensionada pela menor seção.
201Alvenaria: técnicas construtivas
Vergas
São elementos estruturais utilizados para resistir às cargas provenientes das 
laterais de portas e janelas. Existem vergas superiores e inferiores. Conforme 
o tipo de material, temos (veja a Figura 10):
 Vergas em ferro argamassado: usamos duas barras de 6,3 mm, em
argamassa de cimento e areia (1:5). Esta argamassa não deve ter cal, pois 
ela ataca o aço. As barras são colocadas entre a primeira e a segunda
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Particularidades em muros
Em muros de arrimo, caso o empuxo que atua na alvenaria (de pedra, geral-
mente) seja maior que a resistência desta alvenaria, devemos ter reforços ao 
(veja a Figura 11):
 Fazer vigas intermediárias: com quatro barras de 12,5 mm localizadas
a 1/3 da altura do muro.
 Fazer duas paredes de pedra até 1/3 da altura do muro, onde temos o
maior empuxo.
Figura 10. Vergas para alvenaria.
Fonte: Saurin (2001).
Construção civil202
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 Intercalar pilares de vigas de cintamento, o que é feito deixando os vãos
para os pilares quando da execução de camadas horizontais. Ao atingir 
a altura da viga, colocamos a armadura e concretamos.
Figura 11. Particularidades em muros de arrimo em alvenaria.
Fonte: Saurin (2001).
203Alvenaria: técnicas construtivas
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1. As alvenarias possuem espessuras 
variáveis. O posicionamento 
dos tijolos ou blocos é um item 
de projeto que influencia no 
desempenho da edificação e no 
isolamento térmico e acústico, 
por exemplo. Quando a alvenaria 
é erguida tendo tijolo maciço no 
sentido de sua menor espessura, ela 
é denominada alvenaria de: 
a) Meio tijolo.
b) Um tijolo.
c) Cutelo. 
d) Um tijolo e meio.
e) Oca.
2. Durante o levantamento, 
devemos aferir o nivelamento 
e o prumo de uma parede 
em blocos cerâmicos: 
a) Somente se houver um 
embarrigamento ou 
desnivelamento visível.
b) Ao levantar 1,0 m a parede.
c) Somente na última fiada.
d) A cada fiada executada.
e) A cada 3 fiadas executadas.
3. Em alvenaria de vedação 
(preenchimento dos vãos das 
estruturas de concreto armado) 
um procedimento padrão deve ser 
efetuado para evitar o surgimento 
de fissuras entre a parede e a viga 
que fica imediatamente acima. 
O levantamento da parede é 
interrompido a cerca de 20 cm 
do respaldo, e deixa-se curar por 
alguns dias antes do fechamento 
com tijolos inclinados ou cortados 
em diagonal. Esse procedimento é 
denominado: 
a) Emboço. 
b) Encunhamento.
c) Cisalhamento.
d) Escantilhão.
e) Chapisco.
4. Durante o levantamento de 
alvenaria, para atenuar as tensões 
que ficarão concentradas nos 
contornos dos vãos de portas e 
janelas, devido à descontinuidade 
da parede, é necessária a execução 
de elementos estruturais específicos. 
O elemento localizado acima dos 
vãos é denominado: 
a) Marco.
b) Caixilho.
c) Esquadria.
d) Verga.
e) Contramarco.
5. A elevação de paredes 
em alvenaria deve: 
a) Iniciar no meio do vão em 
direção aos cantos.
b) Iniciar do lado direito 
para o esquerdo.
c) Iniciar do lado esquerdo 
para o direito.
d) Iniciar dos cantos, ou junto aos 
pilares, em direção ao centro.
e) Iniciar pelos cantos, toda 
altura do pé-direito, e depois 
seguir em direção ao centro.
Construção civil204
MILITO, J. A. Apostila da disciplina de Técnicas de Construção Civis e Construção de Edi-
fícios. Campinas: PUC, [2000?].
SAURIN, P. Apostila da Disciplina de Construção Civil I. Santa Maria: UFSM, Departamento 
de Estruturas e Construção Civil. 2001.
Leituras recomendadas
ALBUQUERQUE, A. Construções civis. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1957.
BAUD, G. Manual de pequenas construções. São Paulo: Hemus, 2002.
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. 8. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 
2000. v. I e II.
CARDÃO, C. Técnica da construção civil. 8. ed. Belo Horizonte: Edições Engenharia e 
Arquitetura, 1988. v. I e II.
CARICCHIO, L. M. Construção civil. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpia, 1955. 
PIANCA, J. B. Manual do construtor. 15. ed. Porto Alegre: Globo, 1978.
205Alvenaria: técnicas construtivas
Dica do professor
Qualquer pessoa, por mais leiga que seja, quando pensa em construir logo imagina as paredes. 
Nada mais natural, pois as paredes estão entre os itens mais visíveis e tratam-se verdadeiramente 
de um dos símbolos de uma casa, pela sua solidez e sensação de proteção. Contudo, está cada vez 
mais difícil, tanto nos grandes centros quanto no interior, encontrar mão de obra com 
conhecimento e paciência para executar uma alvenaria como ela deve ser.
Cabe aos arquitetos e engenheiros zelar para que não se perca essa arte tão importante à qualidade 
e à estética das obras, treinando seus trabalhadores e exigindo que se utilize as boas práticas. 
Assista ao vídeo e confira como deve ser levantada uma parede em alvenaria!
_3.1_
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/
a433641d9ecb9c7ade89ed9665536674
5min [VIDEO TRANSCRIPT] 3.1 ALVENARIA TÉCNICAS 
CONSTRUTIVAS
Uma técnica construtiva racionalizada baseia-se numa família de diferentes 
tipologias, procedimentos e dimensões de blocos, que se tornam essenciais para 
adequado desempenho e utilização de paredes e de prazo de execução e obtenção da 
qualidade.
A construção de parede em 
alvenaria é basicamente feita 
em três etapas: a marcação, a 
elevação e o encunhamento.
Paredes são classificadas de 
acordo com a forma de colocação 
dos tijolos e sua espessura 
final.
Parede de 10 cm ou de cutelo: paredes com 
altura em torno de 2,5 m e com função apenas 
de vedação. É muito usada na subdivisão de 
compartimentos, onde, às vezes, não é 
necessáriolevar a parede até o teto, em 
banheiros coletivos, armários entre outros. 
São utilizados tijolos maciços ou de 21 
furos, todos de cutelo.
Parede de 15 cm ou Meio Tijolo: muito 
utilizado em paredes internas em geral com 
função de vedação ou estrutural. No caso 
estrutural, deve ser feita de material 
resistente como o tijolo maciço, de 2 furos 
ou de 21 furos. Pode-se usar ainda blocos ou 
tijolos de 4, de 6 ou de 8 furos de cutelo 
com aproximadamente 11 cm de largura.
Paredes de 20 cm: utilizado em paredes 
internas em geral ou paredes externas com 
restrições. Tijolos usados: de seis furos, 
com dimensão de 15 cm na horizontal, 
podendo-se fazer uma composição com 1 
tijolo maciço de cutelo e 2 tijolos 
deitados.
Parede de 25 cm ou de um tijolo: pode ser 
portante ou somente de vedação. 
Normalmente usado como parede externa. 
Tijolos utilizados: maciço, de 8 furos 
deitados ou de 21 furos. Nesse tipo de 
parede, podem-se ter vários tipos de 
composição de tijolos:
> Parade tipo Tição: utiliza os tijolos 
maciços na sua maior dimensão no sentido 
da largura da parede é o tipo indicado 
para paredes sujeitas a empuxo.
> Parade tipo Placa: utiliza dois 
tijolos maciços um ao lado do outro 
para dar a largura nominal da parede. 
Esse tipo é muito utilizado em 
alvenarias e tijolos à vista.
> Parede tipo Mista: mistura das duas 
anteriores cada camada ou fiada é uma 
camada das anteriores alternadas, 
proporcionando boa amarração.
> Paredes Especiais: são paredes que 
devem possuir isolamento térmico, 
acústico etc. Exemplo: paredes de sala de 
aula feitas com duas paredes separadas 
por um pequeno espaço 5 cm que dependendo 
da finalidade da parede pode ficar vazio 
ou ser preenchido com lã de vidro, isopor 
etc.
> Parede de Tijolos à Vista: utiliza o tijolo 
maciço desde que selecionado ou prensado ou de 
21 furos (tijolos mais caros). A disposição 
dos tijolos deve ser feita em placas com dois 
tijolos colocados paralelos. Amarração dos 
tijolos: a cada duas fiadas, coloca-se uma 
barrinha de aço na argamassa de assentamento. 
Atentar para quando utilizar ferro 
argamassado, não colocar cal na argamassa. 
Essa técnica não permite o uso de andaimes 
apoiados nas paredes.
> Paredes divisórias: paredes de aglomerados, 
de vidro, de lambri e de madeira. tem custo 
maior que da alvenaria comum, porém possui 
uma série de características: são leves, 
podem ser facilmente montadas e desmontadas, 
possuem pequenas espessuras, não são 
inflamáveis e são decorativas.
Estruturas de reforço são indispensáveis para a durabilidade e desempenho da 
alvenaria: coxins e vergas.
O coxim também chamado de travesseiro é uma pequena viga colocada na alvenaria de 
prédios não estruturados para diminuir as tensões que atuam nessa alvenaria 
causadas, por exemplo, por uma tesoura de telhado. Podem ser de madeira ou de 
concreto. Coxim é executado sempre que a tensão a descarregar na parede for maior 
que a tensão admissível da alvenaria para evitar o esmagamento.
As vergas são elementos 
estruturais vigotas utilizados 
para resistir às cargas 
provenientes das laterais de 
portas e janelas. Existem vergas 
superiores e inferiores. São 
classificadas em função do tipo 
de material:
>Vergas em ferro argamassado: usam-se duas barras de aço em 
argamassa de cimento e areia (sem cal) ultrapassando a 
lateral do vão em, no mínimo, 20 cm para cada lado. Válida 
para vãos menores que 2 metros.
> Verga em concreto: utilizada para vãos maiores que 2 
metros. Dimensionamento: tratada como uma viga biapoiada. 
Altura máxima: um sétimo do pé direito.
> Verga de madeira: usada em obras de madeira.
> Vergas metálicas: usadas principalmente em reformas, quando 
for necessário abrir um vão (uma porta ou uma janela). São 
constituídos por um perfil de aço que deve ultrapassar em 20 
cm o vão.
> Verga em arco: utiliza-se em janelas e portas em arcos. As 
vergas podem ser feitas com tijolo de cutelo e duas barras de 
aço de 6,3 mm acima deles, quando o vão não ultrapassar 3 
metros.
Exercícios
1) As alvenarias possuem espessuras variáveis, e o posicionamento dos tijolos ou blocos é item
do projeto que influencia no desempenho da edificação e no isolamento térmico e acústico,
por exemplo. Quando a alvenaria é erguida tendo tijolo maciço no sentido de sua menor
espessura, denomina-se alvenaria de:
A) Meio tijolo.
B) Um tijolo.
C) Cutelo.
D) Um tijolo e meio.
E) Oca.
_3.1_
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2) Durante o levantamento, devemos aferir o nivelamento e o prumo de uma parede em blocos
cerâmicos:
A) Somente se houver um embarrigamento ou desnivelamento visível.
B) Ao levantar 1,0 m a parede.
C) Somente na última fiada.
D) A cada fiada executada.
E) A cada 3 fiadas executadas.
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3) Em alvenaria de vedação (preenchimento dos vãos das estruturas de concreto armado), um
procedimento padrão deve ser efetuado para evitar o surgimento de fissuras entre a parede
e a viga que fica imediatamente acima. O levantamento da parede é interrompido a cerca de
20 cm do respaldo, e deixa-se curar por alguns dias antes do fechamento com tijolos
inclinados ou cortados na diagonal. Esse procedimento é denominado:
A) Emboço.
B) Encunhamento.
C) Cisalhamento.
D) Escantilhão.
E) Chapisco.
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4) Durante o levantamento de alvenaria, para atenuar as tensões que ficarão concentradas nos
contornos dos vãos de portas e janelas devido à descontinuidade da parede, é necessária a
execução de elementos estruturais específicos. O elemento localizado acima dos vãos é
denominado de:
A) Marco.
B) Caixilho.
C) Esquadria.
D) Verga.
E) Contramarco.
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5) A elevação de paredes em alvenaria deve:
A) Iniciar no meio do vão em direção aos cantos.
B) Iniciar do lado direito para o lado esquerdo.
C) Iniciar do lado esquerdo para o lado direito.
D) Iniciar dos cantos, ou junto ao pilares, em direção ao centro.
E) Iniciar pelos cantos, em toda a altura do pé-direito, e depois seguir em direção ao centro.
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Na prática
Além de tudo que foi visto, as boas práticas da engenharia recomendam mais algumas regras 
importantes, mas que, infelizmente, nem sempre são seguidas: 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
_3.1_
MOLHE OS TIJOLOS
Os tijolos devem ser molhados 
pouco antes do assentamento. Isso 
aumenta a aderência pela 
eliminação da camada de pó e 
diminui a absorção da umidade da 
argamassa.
PREENCHA OS VAZIOS
Vazios maiores que 4 cm devem ser previamente 
preenchidos com cacos de tijolos. Não é 
recomendado o uso de apenas argamassa, pois, 
além de mais caro, esse tipo de enchimento 
torna-se um possível ponto de trinca por ter 
resistência e coeficiente de dilatação 
diferentes do restante da parede.
NÃO CORTE TIJOLO PARA FORMAR ESPESSURA DA PAREDE!
Jamais cortar tijolo para formar espessura da 
parede, ou seja, a espessura da parede deve ser 
função direta das dimensões do tijolo, e não o 
contrário.
LEVANTE SIMULTANEAMENTE AS PAREDE APOIADAS EM 
VIGAS.
Paredes apoiadas em vigas contínuas devem ser 
levantadas simultaneamente, ou seja, durante a 
execução não devem ter diferença de altura 
superior a 1 metro.
NÃO DISPENSE O ENCUNHAMENTO 
Em alvenaria de vedação, jamais 
dispensar o encunhamento.
CUIDE O COMPRIMENTO DAS PAREDES DE 
"MEIO TIJOLO"
Paredes de "meio tijolo" devem ter 
comprimento máximo de 5 metros. Caso o pano 
seja maior, prever um ou mais colunas de 
amarração.
EVITE TRINCAS A 45O NOS CANTOS
Vãos de portas e janelas devem ter uma 
verga em cima e os peitoris das janelas 
devem ter contravergas para eviar trincas 
a 45O, que comumente aparecem nos cantos.
CONSTRUA UMA VIGOTA DE CONCRETO ARMADO
No caso de laje de concreto armado apoiada em 
alvenaria, deverá ser construída no respaldo, 
juntamente com a laje, uma vigota de concreto 
armado com seção mínima de 11 x 11 cm, para a 
distribuição uniforme da carga e vibrações.
APOIE CARGAS CONCENTRADAS NAS PAREDES 
EM COXINS DE CONCRETO ARMADO.
Cargas concentradas nas paredes devem 
se apoiar em coxinsde concreto 
armado.
No caso de tesoura em madeira do 
telhado ou viga de assoalho, esse 
apoio pode ser feito com um pedaço da 
própria madeira ou de uma viga de 
madeira dura.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Execução de alvenaria de vedação: etapas de levantamento
Minha primeira parede Drywall - Como fazer uma divisória
Manual de reforço das estruturas de concreto armado com fibra 
de carbono
_3.1_
https://www.guiadaengenharia.com/execucao-alvenaria/
página internet
https://youtu.be/TrNf_MOxjEg
12 min
drywall = gesso acartonado
https://www.viapol.com.br/media/97576/manual-fibra-de-carbono.pdf
pdf 120p
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CRÉDITOS DE IMAGENS
ALBUQUERQUE, Alexandre. Construções Civis. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
1957.
BAUD, Gerard. Manual de pequenas construções. Curitiba: Editora Hemus, 2002.
BORGES, Alberto de Campos. Prática das Pequenas Construções. Vol. I e II. 8. ed. São
Paulo: Editora Blucher, 2000.
CARDÃO, Celso. Técnica da Construção Civil. Vol. I e II. 8. ed. Belo Horizonte: Edições
Engenharia e Arquitetura, 1988.
CARICCHIO, Leonardo M. Construção Civil. Rio de Janeiro: Editora Gráfica Olímpia, 1955.
CUNHA, A. M. et al. Construção civil. Porto Alegre: SAGAH, 2017.
MILITO, José Antonio de. Apostila da disciplina de Técnicas de Construção Civil e
Construção de Edifícios. Campinas: PUC, s.a.
PIANCA, João Baptista. Manual do Construto. 15. ed. Porto Alegre: Editora Globo, 1978.
SAURIN, Pedro. Departamento de Estruturas e Construção Civil. Apostila da Disciplina de
Construção Civil I. UFSM, 2001.
EQUIPE SAGAH
Coordenador(a) de Curso
Shanna Lucchesi
Professor(a)
André Luís Abitante
Gerente Unidade de Negócios
Rodrigo Severo
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Revestimentos: técnicas construtivas
Apresentação
Os revestimentos são utilizados visando basicamente a proteção e o acabamento de superfícies. 
Mas existem alguns cuidados em se tratando do assentamento dos revestimentos cerâmicos. É 
comum ocorrer perdas em função da estocagem e do armazenamento incorretos dos materiais, da 
falta de paginação que prejudica o corte das peças ou até mesmo do assentamento incorreto, 
sendo necessário refazer o serviço.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar algumas técnicas de aplicação dos 
revestimentos cerâmicos que auxiliam o correto assentamento das peças, a fim de evitar gastos 
desnecessários e incômodos futuros. 
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os principais tipos de argamassas e juntas para revestimentos.•
Relacionar os cuidados necessários para a compra e o armazenamento dos revestimentos
cerâmicos.
•
Reconhecer as técnicas de aplicação tanto horizontal quanto vertical dos revestimentos.•
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO - C (2024.ABR)
1.1 - Gestão preliminar do canteiro de obras
1.2 - Serviços preliminares e instalações provisórias
2.1 - Terraplenagem: movimentos de terra e equipamentos
2.2 - Locação da obra
3.1 - Alvenaria: Técnicas construtivas
3.2 - Revestimentos: técnicas construtivas
4.1 - Impermeabilização: Técnicas construtivas
4.2 - Telhados e coberturas
Conteúdo Complementar (não conta p/ avaliações, mas conta p/ frequência) 
__ C.1 Pinturas
__ C.2 Vidros
__ C.3 Esquadrias
__ C.4 Qualidade e desempenho na construção
Aula 3.2
_3.2_
elm = Avaliação da aula. Regular. Assinalada opções - Precisei pesquisar mais; - Conteúdo 
Livro difícil. Vídeo muito curto.
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Desafio
A etapa de revestimento é fundamental em uma obra, pois além de prevenir infiltrações, favorece o 
embelezamento da edificação. Em se tratando de revestimentos cerâmicos, existe uma vasta gama 
de materiais, com diferentes texturas, formatos e cores.
Você, como engenheiro/arquiteto responsável por uma obra, terá que mediar as exigências do 
cliente com as propriedades corretas das cerâmicas para cada ambiente da obra, a fim de evitar 
equívocos que possam trazer transtornos futuros.
Descreva os cuidados necessários para o assentamento correto de um piso cerâmico, abordando os 
seguintes critérios:
1. Apresentar fotografias (ao menos duas) do local antes e depois da colocação do revestimento
cerâmico no piso. Não necessariamente a colocação das peças cerâmicas precisa estar concluída.
2. Como será feita a paginação das peças cerâmicas?
3. Quais propriedades foram levadas em conta na escolha do piso cerâmico?
4. Qual o tamanho das peças cerâmicas e qual o espaçamento das juntas?
O objetivo final é a elaboração de um relatório básico, relatando como ocorreu o assentamento das 
peças cerâmicas.
_3.2_
elm = A monografia sugerida no Saiba + atende boa parte do Desafio:
"ESTUDO DE CASO DE PATOLOGIAS EM REVESTIMENTO CERÂMICO EM FACHADA DE UM EDIFÍCIO EM 
BRASÍLIA-DF - GUSTAVO BIZINOTO DE ALMEIDA OLIVEIRA - 2013 - 89p"
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/6347/1/20881450.pdf
E o vídeo da Cerbras sobre procedimentos de assentamentos de cerâmicas atende outra 
parte do Desafio:
https://youtu.be/bodY2AlaAbY
Padrão de resposta esperado
A obra escolhida consiste em um sobrado de aproximadamente 55 m2.
A escolha da paginação foi por juntas contínuas. Essa escolha levou em 
consideração o tamanho do local, por ser um sobrado de 55 m2. Sendo assim, 
não ocorreram muitos cortes nas peças cerâmicas. As peças que tiveram sobras 
foram utilizadas no revestimento da escada.
Na obra em questão, optou-se por utilizar o mesmo piso em todo o sobrado, 
incluindo banheiros, cozinha e área de serviço. Porque a área construída é 
pequena, esteticamente não ficaria bonito colocar vários tipos de pisos.
Nesse caso, optou-se por um piso na cor branco fosco e que apresentasse 
certa rugosidade, a fim de se evitar escorregões nas áreas úmidas, mas que 
ao mesmo tempo não apresentasse tanta rugosidade a ponto de dificultar a 
limpeza.
O piso escolhido possui classificação A, apresentando resistência química e 
física a manchas. Em relação à resistência à abrasão, o piso em questão 
apresenta PEI 4, sendo a cerâmica utilizável em todas as dependências 
residenciais e em pequenos ambientes comerciais que não tenham portas 
externas.
O tamanho das peças cerâmicas é de 45x45 cm e o tamanho das juntas é de 5 
mm. Esse espaçamento foi realizado de acordo com as especificações do 
fabricante da cerâmica, que solicitava um espaçamento entre 2 a 8 mm.
Infográfico
O Infográfico a seguir apresenta um esquema referente ao revestimento de cerâmicas. Desde a 
compra dos materiais até a etapa final - ou seja, o rejunte das peças -, devem ser tomados alguns 
cuidados a fim de evitar problemas futuros.
_3.2_
elm = copiado apenas texto (infográfico mais polui que melhora as informações).
COMPRA DE MATERIAIS
piso, argamassa de assentamento, argamassa para rejunte, etc.
Cuidados:
> Armazenagem em local seco e limpo.
> Capacidade de empilhamento de caixas / sacos de cimento de acordo 
com o fabricante.
REVESTIMENTO
VERTICAL:
> Chapisco
> Emboço
> Reboco
HORIZONTAL:
> Contrapiso
> Camada de regularização
Assentamento de revestimento cerâmico
Cuidados:
> Paginação
> Colagem simples ou dupla
> Tipo de argamassa
> Tamanho das juntas
Conteúdo do livro
Neste capítulo, você vai estudar as diferentes técnicas construtivas referentes aos revestimentos 
cerâmicos. Existe uma variedade imensa de fabricantes e produtos cerâmicos, e nem sempre o 
preço baixo é sinônimo de economia. A uniformidade das placas cerâmicas deve ser um fator 
relevante na escolha.
Para evitar perdas, adotar a forma adequada de armazenar esses materiais antes do início do 
assentamento também é fundamental. Tanto em revestimentos verticais quanto horizontais, a 
colocação das peças exige alguns cuidados, que vão desde a preparação da base até o 
assentamento propriamente dito. Leia do tópico Argamassas para revestimento até o tópico 
Revestimento na horizontal.
_3.2_
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lsuMÁRIO 1 
!unidade 1 
Obras de infraestrutura e obras civis ................................................. 13 
Vinicius Simionato 
Diferenças entre projetos de obras de infraestrutura e obras civis ............................ 14 
Indicar as principais etapas de elaboração de um projeto de infraestrutura ...... 16 
Diferenças nas especificações de maquinário e materiais para diferentes 
tipos de obras .......................................................................................................................................... 19 
Fases de uma obra .................................................................................... 27 
André Luís Abitante 
L Fasesdeumaobra ..................................................................................................................................... ~ 
Serviços preliminares e instalações provisórias ............................. 46 
André Luís Abitante 
Serviços preliminares ............................................................................................................................... 47 
Instalações provisórias ........................................................................................................................... .. 50 
Locação da obra ........................................................................................ 57 
André Luís Abitante 
Locação da obra .......................................................................................................................................... 57 
Equipamentos e ferramentas ............................................................................................................ 58 
Processos de locação ............................................................................................................................... 60 
Obras de terraplenagem: máquinas e equipamentos ................. 67 
André Luís Abitante 
Obras de terraplenagem ....................................................................................................................... 67 
Escavação de valas para drenos e fundações .......................................................................... 72 
Esgotamento das águas ......................................................................................................................... 76 
Concretagem: materiais .......................................................................... 80 
Alessandra Martins Cunha 
Concreto ................................ ........................................................................................................................... 80 
Água ............................... ..................................................................................................................................... 86 
Aditivos ............................................................................................................................................................. 87 
Concretagem: dimensionamento e efeitos ..................................... 92 
Alessandra Martins Cunha 
Dosagem de concreto ............................................................................................................................. 92 
Dosagem ou traço do concreto ........................................................................................................ 94 
Dosagem .......................................................................................................................................................... 96 
Efeitos ...................................... ........................................................................................................................ 108 
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1 Concretagem: cura e controle tecnológico ................................... 1~ 
Vinicius Simionato 
Cuidados no processo de cura do concreto ........................................................................... 117 
Concreto fresco: controle da t rabalhabi lidade (teste de slump) ............................... 122 
Controle da resistência do concreto: testes de compressão ........................................ 124 
Formas: confecção e colocação ........................................................ 130 
André Luís Abitante 
Formas: confecção e colocação ...................................................................................................... 131 
Tipos de formas ......................................................................................................................................... 135 
Sistemas especiais de formas ............................................................................................................ 153 
Materiais utilizados para formas ...................................................................................................... 155 1 
Unidade 2 
Alvenaria: vedação e estrutural .......................................................... 161 
André Luís Abitante 
Alvenaria ........................................................................................................................................................ 162 
Dimensionamento de um prédio não estruturado .......................................................... 165 
Alvenaria: materiais ............................................................................... 173 
André Luís Abitante 
Alvenaria ......................................................................................................................................................... 173 
Alvenarias de blocos naturais ........................................................................................................... 174 
Alvenarias de blocos arti ficiais ......................................................................................................... 17 6 
Comparação entre tijolo maciço e bloco vazado ............................................................... 179 
!Alvenaria: técnicas construtivas ........................................................ 1831 
André Luís Abitante 
Paredes em alvenaria: etapas ........................................................................................................... 183 
Técnicas de execução de uma alvenaria .................................................................................. 195 
Sistemas de distribuição de carga sobre a alvenaria ........................................................ 198 
Revestimentos: t ipos ............................................................................. 206 
Ronei Tiago Stein 
Revestimentos ........................................................................................................................................... 206 
Revestimentos cerâmicos ................................................................................................................... 210 
L Principais propriedades dos refratários cerâmicos ............................................................. 2~ 
Revestimentos: técnicas construtivas .............................................. 218 
Ronei Tiago Stein 
Argamassas para revestimento ....................................................................................................... 218 
Cuidados prévios necessários ........................................................................................................ 220 
Cuidados no assentamento de revestimentos cerâmicos ............................................ 2 24 
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Unidade 3 
Pavimentação: pavimentos flexível e rígido ................................. 233 
Lélis Espartel 
Função de um pavimento ............................... ......................... .........................................................233 
As camadas do pavimento flexível .............................................................................................. 235 
Pavimento flexível x pavimento rígido ...................................................................................... 238 
Pavimentação: materiais ...................................................................... 243 
Lélis Espartel 
Agregado ......................................... ............................................................................................................. 243 
Ligantes asfálticos ................................................................................................................................... 246 
Material para base, sub-base e reforço do subleito ........................................................... 248 
1 Pavimentação: técnicas construt ivas .............................................. 2s61 
Lélis Esparte/ 
Execução das camadas inferiores ................................................................................................. 257 
Técnicas executivas de revestimentos ....................................................................................... 260 
L Maqu inári o ................................................................................................................................................... 265 1 
1 Pavimentação: controle de defeitos ................................................. 2721 
Lélis Esparte/ 
Processos de degradação ................................................................................................................... 273 
Tipos de defeitos ....................................................................................................................................... 275 
Avaliação estrutural ................................................................................................................................ 278 
Técnicas de restauração ....................................................................................................................... 2 81 
Impermeabilização: materiais ............................................................. 28 6 
Ronei Tiago Stein 
Impermeabilização: conceitos e importância ....................................................................... 28 6 
Principais locais e usos de impermeabilizantes .................................................................... 289 
l_!rincipais materiais impermeabilizantes .................................................................................. 290 1 
l 1mpermeabilização: técnicas construtivas .................................... 298 1 
Ronei Tiago Stein 
Mecanismos de atuação da umidade na construção ...................................................... 29 8 
Projeto de impermeabilização ........................................................................................................ 3 02 
Dificuldades encontradas no projeto de impermeabilização .................................... 303 
Componentes do sistema de impermeabilização ............................................................. 305 
Esquadrias .................................................................................................. 313 
Caroline Schneider Lucio 
A importância das esquadrias nas edificações ...................................................................... 313 
Tipos de esquadrias ............................................................................................................................... .315 L Materiais mais utilizados para esquadrias ................................................................................ 3~ 
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1 Unidade4 
·v idros .......................................................................................................... 327 
Caroline Schneider Lucio 
O que são vidros ....................... ................................................................................................................ 327 
Principais características do vidro .............. ......................... ......................... ................................. 333 
Pinturas ...................................................................................................... 337 
Caroline Schneider Lucio 
Pintura .................................................................................................................... ......................... ................ 337 
Sistemas de pintura ....................... .................................................... ......................... ......................... ... 338 
Tipos de tintas e acabamento ...................................................................................... ............ ........ 340 
Apl icação da t inta e de materiais utilizados 
na construção .......... ........................... .................................................. ......................... ....................... 341 
Telhados e coberturas .......................................................................... 345 
Caroline Schneider Lucio 
L Coberturas .... ......................... ......................... .................................................... ..................... .... ................ 345 I 
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'Revestimentos: tipos 
Objetivos de aprendizagem 
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: 
• Indicar os grupos de revest imentos e suas definições. 
• Identificar os principais revestimentos cerâmicos e sua classificação. 
• Reconhecer as principais propriedades quanto ao uso dos revest i-
L mentos cerâmicos. _J 
Introdução ---------------.J 
Os revestimentos se dividem em argamassados e não argamassados. 
Neste último grupo, uma vasta gama de materiais pode ser incluída, 
sendo os revestimentos cerâmicos os de uso mais comum. Pisos, azulejos 
e porcelanatos são as classificações dos revestimentos cerâmicos. Você 
precisa identificar as propriedades deles no momento da compra, para 
evitar p roblemas e incômodos futuros. 
!Revestimentos 
Revestimentos são usados na aplicação de materiais para proteção e acabamento 
sobre a vedação ou a estrutura de uma edificação. Ou seja, eles são a camada 
externa que cobre a alvenaria. Nas edificações, há três tipos de revestimentos: 
revestimento de paredes, revestimento de pisos e revestimento de tetos ou 
forros. Os revestimentos têm por finalidade: 
• Regularizar a superfície; 
• Proteger contra intempéries; 
• Aumentar a resistência; 
• Atender a propósitos estéticos e de acabamento. 
Os revestimentos são classificados de acordo com o material utilizado, po­
l_c!<:ndo ser revesti'._"entos argamassados e não. argamassados. ~s revestimentos 1 
1 argamassados sao os proce 1mentos tra 1c10na1s .a ap 1caçao de argamassas 
sobre as alvenarias e estruturas. Eles atuam como camada de proteção contra a 
infiltração de águas de chuvas ou simplesmente como acabamento. Dividem-se 
1 em três camadas: chapisco, emboço e reboco. _J 
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1 Já os revestimentos não argamassados são revestimentos de pared~ 
constituídos por elementos naturais ou artificiais, assentados sobre emboço 
de regularização, com argamassa colante ou estruturas especiais de fixação. 
Esses produtos têm procedimentos de assentamento ou fixação específicos, 
segundo as características de seus elementos. Entre os mais utilizados estão: 
• Revestimento cerâmico; 
• Revestimento de pastilhas de porcelana; 
• Revestimento de pedras naturais; 
• Revestimento de mármores e granitos polidos; 
• Revestimento de madeira. 
O revestimento tradicional de paredes internas possui cinco camadas 
tradicionais. A seguir, você pode conhecer quais são elas: 
1. Substrato ou base (revestimento argamassado): é o componente de 
sustentação dos revestimentos (estrutura - parede, muro), podendoser 
construído de tijolos, blocos de cimento ou pedras, de acordo com as 
exigências da obra e do proprietário. 
2. Chapisco (revestimento argamassado): camada aplicada diretamente 
sobre a base, a fim de aumentar a aderência e a uniformidade da camada 
seguinte. 
3. Emboço (revestimento argamassado): camada intermediária que ajuda 
a cobrir irregularidades da mistura, visando ao recebimento de outra 
camada de reboco ou de revestimento decorativo, podendo ser feita 
de cal, cimento ou gesso. Ou seja, é a parede final propriamente dita. 
1 A utilização das camadas quatro e cinco vai depender da necessidade d~ 
obra e do gosto do proprietário. Em locais úmidos, como banheiros e cozinhas, 
é fundamental a colocação de revestimentos cerâmicos nas paredes, a fim de 
evitar infiltrações e patologias futuras na edificação. 
4. Argamassa colante (revestimento não argamassado): de acordo com a 
ABNT NBR 13755:1996, é uma mistura constituída de aglomerantes 
hidráulicos, agregados minerais e aditivos. Possibilita, quando prepa­
rada em obra com ad ição exclusiva de água, a formação de uma pasta 
viscosa, plástica e aderente. 
5. Revestimentos cerâmicos (revestimento não argamassado): segundo 
a ABNT NBR 13816:1997, placas cerâmicas para revestimento são 
definidas como material composto de argila e outras matérias-primas 
inorgânicas, geralmente utilizadas para revestir pisos e paredes. São 
conformadas por extrusão ou por prensagem, podendo também ser 
L conformadas por outros processos. 
1 Na Figura l você pode ver, de forma ilustrativa, as etapas do revestimento 
tradicional utilizado em paredes. 
-r Tijolo/Bloco 
Chapisco ] 
Emboço 
Reboco 
Argamassa j 
Colante 
Revestimento 
ceramico 
@ g ura 1. Camadas do sistema de revestimento em pared~ 
Fique atento 
Os revestimentos t raba lham com um sistema composto de diversas camadas e pro­
dutos. Eles dependem um do outro para produzir um resultado satisfatório. 
ffipos de materiais para revestimentos 
Após a conclusão da terceira etapa de execução dos revestimentos, você pode 
aplicar diferentes materiais sobre a superfície, a fim de melhorar a aparência 
ou o acabamento. Existem várias opções de revestimentos na construção civi l. 
A seguir, você pode conhecer alguns deles: 
• Pedras: são rochas preparadas para a construção civil, sendo muito 
utilizadas no revestimento de calçadas e paredes. Como exemplos, você 
pode considerar a pedra miracema, as placas drenantes, o calcário, o 
basalto, os arenitos, entre outras. 
• Pedras de mármore ou granito: são algumas das pedras mais co­
nhecidas e utilizadas como piso, revestimentos de parede, soleiras, 
pingadeiras, tampos de pias (cozinha, banheiro, lavanderia), entre outros. 
• Pedras artificiais: existem no mercado algumas pedras com misturas 
de outros materiais, como o marmoglass (pó de mármore e vidro), o 
nanoglass (pó de mármore e vidro, porém com nanotecnologia) e o 
silestone (pó de quartzo com aditivos). 
• Argamassa de revestimento: muito usada como massa corrida, a fim 
de nivelar superfícies. 
• Pisos laminados e vinílicos. 
• Vidros. 
• Gesso: pode ser aplicado em divisórias, ornamentos, forros, paredes, 
detalhes construtivos, entre outros. 
• Papel de parede. 
• Tintas. 
• Madeiras: possuem diversas aplicabilidades, sendo consideradas 
L um material nobre. _J 
• Laminado plástico: apl icado em móveis, paredes, detalhes, divisórias, 
portas de sanitários, entre outros. 
• Refratários cerâmicos: existem várias variações, de acordo com 
queima, composição, compactação, tipo de esmalte, acabamento e 
tipo de junta. 
~Fique atento 
A escolha do melhor tipo de revestimento deve levar em consideração, além do gosto 
pessoal do proprietário do imóvel, o custo-benefício, o fator estético e, principalmente, 
o desempenho técnico necessário para cada local. 
~ique atento 
No Brasil, seja pela abundância de matérias-primas ou pela herança cultural portuguesa, 
que legou ao País o gosto por azulejos, o uso de revestimentos cerâmicos se tornou 
um costume corrente. O Brasil é um dos grandes protagonistas internacionais do setor 
de revestimentos cerâmicos, ocupando, em 2015, a segunda colocação no ranking 
mundial de produção e consumo, com exportação para mais de 110 países cm todos 
os continentes. Isso se deve principalmente à qual idade dos materiais e à sua estét ica. 
Se no passado as placas cerâmicas estavam restritas às áreas úmidas de uma cons­
trução, atualmente são encontradas nos mais diferentes ambientes, como residências, 
escritórios, indústrias e áreas externas, incluindo amplas fachadas. O mercado oferece 
uma imensa variedade de formatos, cores, texturas e acabamentos superficiais. 
!Revestimentos cerâmicos 
Agora você irá conhecer com maior ênfase os revestimentos cerâmicos. Eles 
são o tipo de revestimento mais utilizado, sendo seu uso bastante difundido. 
Isso ocorre principalmente pelas seguintes características: 
• Durabilidade; a maior parte dos revestimentos cerâmicos possui alta 
resistência à degradação das placas cerâmicas contra a ação de agentes 
agressivos ambientais (chuva, vento, calor); 
• Facilidade de limpeza e higienização; 
• Impermeabilidade (quando bem instalados) devido à sua baixa porosi-
dade, impedindo a formação de patogenias na edificação; _J 
• Manutenção da aparência do material mesmo após muito tempo de uso 
(se o material for de boa qualidade); 
• Conforto térmico e acústico (apresentados por algumas cerâmicas); 
• Segurança contra o fogo. 
• Valorização económica; de acordo com o tipo de cerâmica utilizada, 
se pode valorizar ou não o imóvel. 1 
Os revestimentos cerâmicos são produtos industrializados cujo processo de [ 
fabricação é bastante controlado. Exigem grande atenção quanto à composição 
da massa, que utiliza argi las, filitos, talcos, fe ldspatos (grês) e areias (quartzo), 
até a c lassificação final do material. E les se caracterizam por elementos 
cerâmicos, de grande variedade de cores, sendo brilhantes ou acetinados, de 
diversos padrões, lisos ou decorados; de alta vitrificação, ou seja, de grande 
coesão (resistência à compressão e à abrasão). 
História dos revestimentos cerâmicos 
As primeiras cerâmicas para revestimento arquitetônico surgiram por volta 
de 500 a.C., permanecendo por vários séculos como materiais de uso restrito 
à alta sociedade devido ao seu alto custo. Na Figura 2, você pode ver um 
exemplo de uma igreja coberta por azulejos, insta lados pelos portugueses na 
época do descobrimento do Brasil. A perfeição das cerâmicas e os cuidados 
1 na instalação impressionam ainda nos dias atuais. _j 
- -
1 A partir de 1950, ocorreram maiores avanços no processo de produção 1 
dos ceramistas italianos. Atualmente, a a lta competitividade nos mercados 
consumidores de revestimentos cerâmicos, tanto no Brasil quanto no mercado 
externo, vem exigindo dos fabricantes maiores qualidade e durabilidade dos 
seus produtos. _J 
'--
Classificações dos revestimentos cerâmicos l 
Entre as principais classificações de revestimentos cerâmicos, você encontra: 
• Pisos: podem ser usados tanto internamente como externamente. A fim 
de evitar problemas, a escolha do tipo de cerâmica que será uti lizada 
deve levar em conta resistência à abrasão (relacionada ao tráfego de 
pessoas/carros), resistência à ruptura, carga a que o piso será submetido, 
possibilidade de impacto, coeficiente de atrito (em função do escorrega­
mento do chão) e, por fim, resistência a manchas e facilidade de limpeza. 1 
• Azulejos: compreendem o fornecimento e o assentamento de azulejos, 
cerâmicas, ladrilhos, pastilhas de porcelana e p laquetas de laminados 
cerâmicos para compor os revestimentos de paredes. Podem ser utili­
zados tanto internamente como externamente. 
• Porcclanato: caracterizados pelo seu modo de produção, podem ser 
usados tanto interna quanto externamente. A lguns são adequados para 
áreas de alto tráfego, enquanto outros são usados em lojas, esc ritóriose residências. Seu uso é versátil, podendo revestir bancadas de ba­
nheiros e cozinhas, por exemplo. Suas características principais são: 
uniformidade de coloração, alta resistência à abrasão física e química e 
massa homogênea. Podem ser classificados como polido (ou porcelanato 
técnico), acetinado e esmaltado. 
• Porcclanato polido: é o tipo mais comum desse revestimento. Esse 
modelo de revest imento é caracterizado por seu brilho intenso. 
• Porcelanato acetinado: possui acabamento com menos brilho, sendo l 
menos cansativo à vista, deixando o ambiente aconchegante. É ideal 
para salas e quartos. 
• Porcelanato esmaltado: tipo de porcelanato que recebe uma camada 
de esmalte (tinta) por c ima do revestimento. Apresenta textura lisa, 
brilhante ou mate. 
/Pri~ci~ais propriedades dos refratários 
1ceram1cos 
_J 
1 
Quando você for escolher revestimentos cerâmicos, precisa ficar atento a 
alguns detalhes das propriedades das peças. Toda cerâmica é classificada 
segundo uma escala de resistência à abrasão. Essa escala define a resistência 
1 que a cerâmica oferece ao desgaste provocado pelo tráfego de pessoas. 
Fique atento 
Produtos cerâmicos devem atender às prescrições estabelecidas pela norma técnica 
ABNT NBR 13818:1997. que fixa, entre outros itens, as ca racteríst icas exigíveis para fabri­
cação, marcação e declarações em catálogos de placas cerâmicas para revestimento. 
A seguir, você pode ver a definição das classes de resistência à abrasão de l I 
produtos cerâmicos que devem ser observadas no ato da compra. Essa classifi­
cação foi feita pelo PEI (Porcelain Enamel Institute), instituto que regulamenta 
as normas para a classificação da resistência à abrasão da superfície. 
• PEI O - o produto é recomendado somente para uso em paredes; 
• PEI 1 - o produto pode ser utilizado em banheiros residenciais que 
não tenham porta externa, com mov imento baixo de pessoas e sem 
sujeira abrasiva; 
• PEI 2 - o produto pode ser utilizado em banheiros e dormitórios resi­
denciais que não tenham porta externa nem sujeira abrasiva e onde há 
movimento moderado d~essoas; 
I • PEI 3 - o produto pode ser utilizado em todas as dependências resi- I 
denciais sem portas externas; 
• PEI 4 - o produto pode ser utilizado em todas as dependências residen-
ciais e pequenos ambientes comerciais que não tenham portas externas, 
como: salas comerciais de shoppings ou galerias. Pode ter porta externa, 
porém com pouca sujeira abrasiva; 
• PEI 5 - o produto pode ser utilizado em todas as dependências residen­
ciais, comerciais e em algumas dependências industriais. 
A ABNT NBR 13818:1997 classifica ainda os revestimentos cerâmicos de 
acordo com suas classes de uso. Ela recomenda o local de uso de cada produto 
levando em consideração não só a resistência à abrasão, como também a 
resistência química e física do esmalte. Assim, os revestimentos podem ser 
de três classes: 
• Classe A- alta 
• Classe B - média 
• Classe C - baixa 
A absorção de água é uma propriedade da placa cerâmica e está diretamente 
relacionada com a porosidade da peça. Outras características, como resistência 
mecânica, resistência ao impacto, resistência ao gelo e resistência química, 
1 estão associadas com a absorção de água. _J 
Outra propriedade importante é relacionada à aderência. Ela indica se os 
revestimentos cerâmicos se mantêm fixos ao substrato, pois surgem várias 
tensões normais e tangenciais no contato da base com o revestimento. Para que 
o revestimento cerâmico fique fixo à base, ele depende de vários fatores: as 
propriedades da argamassa, os procedimentos de sua execução, a sua natureza, 
as propriedades da base e a limpeza da superfície. 
Fique atento 
Você deve analisar cada uma das propriedades dos revestimentos cerâmicos de acordo 
com a realidade do local onde serão instaladas. Para não haver problemas futuros, 
também é imprescindível consultar as marcas disponíveis no mercado (verificar se 
possuem credibilidade) e analisar as classes, no rótulo do produto. 
Exemplo 
Na hora de escolher o tipo de revestimento cerâmico, surgem várias dúvidas. A seguir, 
seguem alguns cuidados que você deve ter na compra e na escolha desses materiais. 
• Defina o local de aplicação, pois cerâmicas para parede apresentam resistência 
menor do que cerâmicas para piso. 
• Se o t ráfego de pessoas for intenso, opte por um piso mais resistente à abrasão. 
• Escolha o piso certo para cada ambiente: De uma forma geral, a garagem e o 
banheiro, por exemplo, precisam de pisos diferentes, pois recebem impactos 
diferentes. O que não quer dizer que um piso seja melhor do que o outro, e sim 
mais adequado para determinado ambiente. 
• Confira se o produto é de qualidade: resistência a impactos, lascamentos, manchas, 
uniformidade no tamanho das peças e resistência a manchas de água são alguns 
dos fatores que fazem a diferença. 
• Pesquise sobre o fabricante: saber a procedência do piso é essencial para reco­
nhecer suas propriedades. Conheça sua política de qualidade e busque indicação 
de outros clientes. 
• Leve em consideração os cuidados com o piso: a durabil idade do produto também 
depende dos cuidados que serão t idos com ele. Por isso, na hora de escolher o 
tipo ideal, é preciso pensar nos detalhes e saber, por exemplo, se móveis serão 
arrastados, ou como será feita a limpeza. 
• Pense na limpeza e manutenção: pisos com textura lisa ou com menos ranhuras 
são mais fáceis de limpar. 
• Pense na decoração: o piso precisa ser um aliado na decoração. De forma geral, a 
preferência é por cores mais claras e neutras. Eles podem ser foscos, esmaltados, 
lisos ou com ranhuras. 
• Analise a luminosidade do ambiente: em ambientes mais escuros, por exemplo, 
você pode usar pisos em tons mais claros para melhorar a iluminação. 
• Saiba qual é a PEI do p iso: todas as cerâmicas de qualidade devem ter a PEI g ravada 
na embalagem indicando o local de uso. 
Exercícios 
1. Entre as alternat ivas abaixo, qual é 
considerada material argamassado? 
a) Madeira. 
b) Azulejos. 
e) Porcclanato esmaltado. 
d) Chapisco. 
e) Papel de parede. 
2 . Qual das alternativas a seguir 
está corret a a respeito do 
revestimento cerâm ico? 
a) Os azulejos são indicados 
tanto para uso no piso 
como nas paredes. 
b) Os porcelanatos, por serem 
um material novo no mercado, 
devem ser evitados. 
e) A resistência à abrasão dos 
revestimentos usados em pisos 
é de fundamenta l importância. 
d) Revestimentos de classe 
e são os mais indicados 
para evitar problemas de 
manchas no revestimento. 
e) Um exemplo de revest imento 
não argamassado é o emboço. 
l 3. Lembre-se das normas para a 
classificação da resistência à 
abrasão da superfície e responda: 
para que os revestimentos 
de PEI 3 são indicados? 
a) Uso em paredes. 
b) Podem ser ut ilizados em 
banheiros residenciais que 
não tenham porta externa 
nem sujeira abrasiva e onde há 
movimento baixo de pessoas. 
e) Podem ser uti lizados em todas 
as dependências residenciais, 
comerciais e em algumas 
dependências industriais. 
d) Podem ser ut ilizados em todas 
as dependências residenciais 
sem portas externas. 
e) Podem ser utilizados cm todas 
as dependências residenciais e 
pequenos ambientes comerciais 
que não tenham portas 
externas, como: salas comerciais 
de shoppings ou galerias. 
4. Entre as características a seguir, 
assinale a que está correta a respeito 
dos revestimentos cerâmicos. 
a) Não são recomendados 
para pessoas alérgicas. 
b) Garantem conforto 
térmico e acústico. 
e) Têm durabi lidade baixa. 
d) São inseguros ao fogo. 
e) Após algum tempo, normalmente 
aparecem manchas devido 
às intempéries ambientais. 
1 Referências 1 
5. Sobre as propriedades das cerâmicas, 
qual das alternativas abaixo apresenta 
uma informação verdadeira? 
a) A resistência química e física 
está relacionada diretamente 
com o desgaste das cerâmicas 
e o aparecimento de manchas. 
b) A absorçãode água está 
relacionada com a qualidade do 
material que fica preso na base. 
e) A aderência é a rugosidade 
da cerâmica. 
d) A resistência à abrasão se refere 
à umidade da placa cerâmica, 
normalmente causada pelo 
fluxo intenso de pessoas. 
e) A resistência química e física não 
é uma propriedade relevante 
nos revestimentos cerâmicos. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TtCNICAS.ABNTNBR 13755:1996. Revestimento 
de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa 
colante - Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1996. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TtCNICAS. ABNT NBR 13816:1997 Placas cerâ­
micas para revestimento - Terminologia. Rio de Janeiro: ABNT, 1997. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TtCNICAS.ABNTNBR 13818:1991 Placas cerâmi­
cas para revestimento- Especificações e métodos de ensaio. Rio de Janeiro: ABNT, 1997. 
REBELO, C. R. Projeto e execução de revestimento cerâmico interno. 2010. 55 f. Trabalho 
de Conclusão de Curso (Especialização cm Engenharia Civil) - Universidade Federal 
de Minas Gerais, Minas Gerais, 2010. 
1 Leituras recomendadas 1 
BAUER, L. A. Materiais de construção. 5. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. 
FERRARI, K. R. et ai. Transformação das matérias-primas do suporte durante a queima 
de revestimentos cerâmicos. Revista Cerâmica Industrial, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 53-58, 
mar./abr. 2000. 
Revestimentos: técnicas 
construtivas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Identi� car os principais tipos de argamassas e juntas para revestimentos.
 Atentar para os cuidados necessários na compra dos revestimentos
cerâmicos e no armazenamento dos mesmos.
 Reconhecer as técnicas de aplicação dos revestimentos tanto hori-
zontais quanto verticais.
Introdução
Você já deve saber que os revestimentos são utilizados visando basica-
mente à proteção e ao acabamento de superfícies. Mas existem alguns 
cuidados necessários para o assentamento dos revestimentos cerâmicos. 
É comum ocorrerem perdas, seja pela estocagem e pelo armazenamento 
incorreto dos materiais, seja pela falta de paginação. Assim, podem haver 
perdas excessivas devido ao corte de peças, ou até mesmo pelo assen-
tamento incorreto, sendo necessário refazer o serviço.
Argamassas para revestimento
Como você já sabe, os diferentes tipos de revestimentos são utilizados na cons-
trução civil visando basicamente à proteção e ao acabamento de superfícies, 
tanto verticais como horizontais, de uma edifi cação ou obra de engenharia.
Ao tratar dos revestimentos na construção civil, é imprescindível que você 
considere o revestimento de argamassa. Segundo a ABNT NBR 
13529:2013, ele consiste no cobrimento de uma superfície com uma ou 
mais camadas superpostas de argamassa, aptas a receber acabamento 
decorativo ou a se constituir em acabamento final. 
Adm
Line
Adm
Line
Adm
Line
Adm
Line
A argamassa é uma mistura de cimento, areia e água. Existem diferentes 
tipos, com variação principalmente no consumo desses três elementos, os quais 
alteram a aderência e a retenção de água. Com relação à argamassa colante 
industrializada, se deve respeitar o local e o tipo de argamassa. Observe:
 AC-I: é uma argamassa resistente a solicitações mecânicas típicas
de revestimentos internos, com exceção daquelas aplicadas em áreas
especiais, como saunas, churrasqueiras, estufas e outras.
 AC-II: pode ser utilizada tanto em ambientes internos quanto em
ambientes externos. As suas propriedades permitem o uso em áreas
externas, pois têm a capacidade de absorver as variações de tempera-
tura, umidade e ação do vento dos revestimentos cerâmicos e de pisos.
Desse modo, pode ser utilizada para revestimento externo de paredes
e fachadas, pisos em áreas externas, assentamento de revestimento de
piscinas de água fria e pisos cerâmicos industriais ou de área pública.
 ACIII: é indicada para condições de altas exigências, como revesti-
mentos de saunas, piscinas, estufas, assentamento de revestimentos
cerâmicos em fachadas; enfim, locais onde o risco de queda por peças
é maior.
As argamassas para rejuntamento possuem a finalidade de preencher as 
juntas entre placas cerâmicas, visando a proporcionar um melhor acabamento 
ao sistema cerâmico. A seguir, você pode conhecer os tipos mais comuns de 
juntas:
 Estrutural: é o espaço regular entre estruturas, cuja função é aliviar
tensões provocadas pela movimentação do concreto.
 De assentamento: a junta de assentamento é utilizada no espaço regular 
existente entre duas placas cerâmicas. As juntas entre peças absorvem
parte das deformações do revestimento cerâmico. Permitem também que
as diferenças dimensionais entre peças ou placas sejam compensadas.
Além disso, facilitam eventuais trocas de placas cerâmicas, evitando que
outras sejam danificadas. Para as juntas de assentamento, se utilizam
espaçadores de plástico, pregos ou palitos.
 De movimentação: é o espaço regular que define divisões da superfície
revestida com placas cerâmicas. Sua função é permitir o alívio de tensões
originadas pela movimentação da base onde é aplicado o revestimento
ou pela própria expansão das placas cerâmicas. Em se tratando de piso
e paredes internas, a junta de movimentação deve ser usada a cada
219Revestimentos: técnicas construtivas
32 m² ou quando uma das dimensões for maior que 8 m. Já para pisos 
externos, deve ser utilizada a cada 20 m² ou quando uma das dimensões 
for maior que 4 m. Já para paredes externas, se deve utilizar a junta a 
cada 3 m na horizontal e a cada 6 m na vertical.
 De dessolidarização: utilizada em mudanças de planos (quinas de
paredes tanto internas quanto externas) e perímetro das áreas reves-
tidas. É o espaço regular, cuja função é subdividir o revestimento do
piso para aliviar tensões provocadas pela movimentação da base ou do
próprio revestimento.
Cuidados prévios necessários 
A seguir, você pode observar alguns cuidados necessários antes do início do 
assentamento de pisos cerâmicos, azulejos e porcelanatos.
Cuidados com os materiais
A escolha do revestimento cerâmico, além de considerar beleza, conforto, 
praticidade e propriedades que garantam a qualidade, deve envolver os se-
guintes cuidados: 
1. Sempre deve haver uma sobra dos revestimentos cerâmicos. É impres-
cindível que se tenha no mínimo 5% de peças reservas. Essa sobra é
necessária pois é muito comum ocorrerem trocas e reparos de cerâmicas,
tanto ao longo da obra como na manutenção com o passar do tempo.
2. Todas as peças cerâmicas devem ser compradas de uma única vez, pois
existem variações das peças de acordo com cada lote de fabricação,
principalmente na tonalidade de cores. Em obras maiores, como prédios,
as compras podem ser divididas por apartamentos ou andares, mas é
imprescindível não misturar os lotes.
3. É fundamental ler as recomendações dos fabricantes dos materiais a
serem usados, pois existe uma vasta gama de produtos no mercado. É
necessário saber para quais ambientes o produto é indicado (interno/
externo) e quais as recomendações para seu uso. Por exemplo, ambientes
expostos a altas temperaturas exigem argamassas mais resistentes,
rejuntes especiais e de espessuras maiores do que os usados em ambien-
tes internos, uma vez que ocorre uma maior dilatação térmica desses
materiais naqueles locais.
 Construção civil 220
4. O local e a forma com que os materiais ficarão estocados devem ser
considerados. As embalagens das cerâmicas (normalmente há cinco
peças em cada caixa) precisam estar íntegras. Caso contrário, se corre
o risco de danificar as mesmas (ocorrer arranhões ou lascar a peça)
ou até mesmo de haver quebra total das cerâmicas. Deve-se planejar
onde as embalagens serão armazenadas, a fim de evitar ter que realocá-
-las antes do uso, prejudicando o andamento da obra e a logística de
funcionamento.
Caso seja necessário fazer o empilhamento de caixas, se deve ler no rótulo de cada 
cerâmica a capacidade máxima, para evitar quebras. As argamassas, por sua vez, devem 
ficar armazenadasem local seco. 
Condições para o início do serviço
Antes do início do assentamento das peças cerâmicas, é preciso haver a pa-
ginação. Ou seja, é necessário analisar e estudar como será o padrão ou o 
desenho do piso cerâmico. A partir daí, se deve defi nir como será a instalação 
e o assentamento. Caso não haja um projeto de paginação, você deve conversar 
com o profi ssional que fará o serviço, explicando os detalhes. Se necessário, 
você pode fazer um desenho de como deverá fi car a colocação, após concluída. 
A paginação deve levar em conta:
 As dimensões de cada peça de revestimento, evitando excessos de cortes
das peças e consequentes perdas na hora da instalação.
 Distribuição dos cortes que deverão ser feitos nas peças. As inteiriças
devem ficar nos espaços de circulação mais intensa, enquanto as cor-
tadas ficam reservadas para embaixo de móveis e cantos.
 Tipo do piso e seu rodapé, ajudando a corrigir defeitos nas juntas das
paredes com o chão.
 Pisos com padrões e detalhes, pois demandam um planejamento mais
minucioso para evitar a desvalorização do desenho que formam e que
está cheio de potencial decorativo.
221Revestimentos: técnicas construtivas
De acordo com a Norma ABNT NBR 8214:1983, a qual trata sobre o 
assentamento de azulejos, a disposição de assentamento indicada pode ser 
em diagonal (A), com junta a prumo (B) ou em amarração (C). Você pode 
observar isso na Figura. 1. 
Figura 1. Disposição de assentamento dos azulejos.
Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas (1983).
Já para os pisos cerâmicos, de acordo com a Norma ABNT NBR 
13753:2015, a disposição de assentamento indicada é apresentada na Figura 
2.
Figura 2. Disposição de assentamento de pisos com placas cerâmicas. 
Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas (2015).
 Construção civil 222
Adm
Rectangle
Adm
Rectangle
Após estar com a paginação concluída, e para garantir a total segurança 
no assentamento dos revestimentos cerâmicos, você deve:
 Conferir se os pontos de água e esgoto não apresentam nenhum
vazamento.
 Verificar se as caixas de luz já estão em suas posições corretas. De pre-
ferência, a enfiação ou o arame guia (conduítes entupidos ou avariados
provocam retrabalhos custosos) deve ter sido passado.
 Testar o sistema de impermeabilização, principalmente em ralos, cantos
e quinas.
No assentamento, você deve observar a execução de juntas entre as peças, de acordo 
com a Norma ABNT NBR 8214:1983. Ela estabelece as dimensões mínimas de acordo 
com as dimensões das peças cerâmicas utilizadas. Essas juntas se fazem necessárias para 
impedir a propagação de tensões entre as peças. Elas também favorecem os ajustes no 
perfeito alinhamento, a fim de que compensem eventuais diferenças de dimensões.
No caso de porcelanatos, se recomenda rejunte à base de resina para garantir o 
preenchimento das juntas. As Tabelas 1 e 2, a seguir, estabelecem o mínimo necessário 
de espaçamento de junta.
223Revestimentos: técnicas construtivas
 Fonte: Gail Arquitetura em Cerâmica (2017). 
Tipo de rejunte
Porcelanato
Junta mínima (mm)
Não retificado Retificado
À base de material cimentício 6 4
À base de resina 4 2
 Tabela 2. Dimensão indicada das juntas para porcelanatos. 
 Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (1983). 
Material cerâmico Dimensão
Dimensão indicada 
para juntas (mm)
Azulejos 15x15 1,5
15x20 2,0
Ladrilhos 7,5x15 2,0
15x15 2,0
15x20 2,0
20x20 2,0
20x30 3,0 a 5,0
30x30 3,0 a 5,0
20x40 5,0 a 10,0
 Tabela 1. Dimensão indicada das juntas para azulejos e ladrilhos. 
Cuidados no assentamento de revestimentos 
cerâmicos
A seguir, você conhecerá algumas técnicas construtivas para o assentamento 
de revestimentos na vertical e na horizontal.
 Construção civil 224
Revestimentos na vertical
Os revestimentos na vertical, como paredes, envolvem algumas etapas bási-
cas. Após o término da base, a primeira etapa de revestimento é o chapisco, 
entendido como uma fase de preparação da base a fi m de torná-la mais rugosa 
e homogênea à absorção de água. Observe os tipos de chapiscos mais comuns 
a seguir. Na Figura 3, você pode ver estas técnicas ilustradas. 
 Tradicional: consiste no lançamento vigoroso de uma argamassa fluida
sobre a base, utilizando-se uma colher de pedreiro. Essa argamassa
fluida é produzida com cimento e areia grossa em proporções que
variam de 1:3 a 1:5.
 Industrializado: aplicado sobre a base, sendo feito com uma argamassa
industrializada específica para esse fim. É necessário acrescentar so-
mente água. Sua aplicabilidade deve ser feita com auxílio de desem-
penadeira denteada.
 Rolado: obtido por meio da mistura de cimento e areia, com adição de
água e aditivo, usualmente de base PVA, sendo seu uso principalmente
interno. Pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria, com
auxílio de um rolo para textura acrílica.
Figura 3. Tipos de chapiscos mais utilizados: tradicional (A), industrializado (B) e rolado (C).
Fonte: Adaptada de Comunidade da Construção (2017).
Após a etapa de chapisco estar concluída, se inicia o emboço. Essa é a 
camada de argamassa aplicada visando ao acabamento final. Em seguida, 
se realiza o reboco. Ele nada mais é do que uma fina camada de argamassa 
aplicada sobre o emboço.
225Revestimentos: técnicas construtivas
Adm
Rectangle
O reboco pode ser a camada final ou, se necessário, algum outro revestimento cerâmico 
poderá ser aplicado. Porém, se deve esperar sete dias após a execução do reboco/
emboço para o assentamento dos azulejos na parede, pois esse é o tempo de cura 
da massa.
Revestimento na horizontal
A seguir você irá conhecer algumas técnicas construtivas para revestimentos na 
horizontal, como nos pisos. Esses são compostos basicamente por contrapiso, 
camada de regularização e piso cerâmico, conforme você pode ver na Figura 4.
Figura 4. Etapas dos revestimentos horizontais. 
Fonte: Faz Fácil Reforma e Construção (2017).
O contrapiso é uma camada de argamassa lançada sobre uma base (laje 
estrutural ou lastro de concreto) para regularização. A espessura varia de 2 a 
8 cm, dependendo da função. A seguir, observe alguns cuidados necessários 
na execução do contrapiso:
 Verificar os níveis: banheiros devem estar em nível inferior ao dos
demais ambientes (Exemplo: 1 cm mais baixo).
 Construção civil 226
Adm
Rectangle
 Conferir se há caimentos d’água: se empoçar água, se deve consertar
antes de executar o piso.
 Esperar o contrapiso secar: o ideal é colocar o revestimento cerâmico
14 dias após a finalização do contrapiso. Isso garante que ele estará
endurecido e não vai sofrer deslocamentos ou retrações.
 Verificar se o contrapiso não está solto: por meio de batidas, se pode
ouvir se não há sons de cavidades ocas (verificação acústica).
 Verificar os detalhes para colocação de soleiras: as soleiras geralmente
possuem espessura maior que o piso, por isso é necessário fazer um
rebaixamento onde serão colocadas.
Se for necessário, deve haver a impermeabilização do contrapiso.
A camada de regularização é empregada quando a base se apresentar 
irregular, de maneira que não possa atender aos limites para a espessura da 
camada de assentamento. Ela também é usada quando houver necessidade de 
corrigir a declividade da base para atingir o caimento especificado para o piso.
Após os revestimentos horizontais e verticais estarem concluídos, se inicia 
o assentamento das peças cerâmicas. As técnicas para assentamento de ambas
são similares. A seguir, você pode observar alguns cuidados necessários, de
acordo com Gail Arquitetura em Cerâmico (2017).
 Preparar a argamassa com misturador mecânico limpo, adicionando
água na quantidade recomendada na embalagem do produto, até que
seja verificada homogeneidade da mistura. A quantidade de argamassa
a ser preparada deve ser suficiente para um período de trabalho de no
máximo 30 minutos.
 Caso o ambiente esteja excessivamente seco e quente, umedecer a
superfície do contrapiso ou parede, com o auxílio de uma brocha,

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