Prévia do material em texto
17 Áreas de exames periciais
Química Forense
Contábeis e Financeiras
Engenharia
Informática
Meio Ambiente
Biometria Forense
Registros de Áudio e
Imagens
Eletroeletrônicas
Genética Forense
Medicina e Odontologia
Balística
Local
Veículos
Documentoscópicas
Merceológicas
Bombas e Explosivos
Patrimônio Histórico,
Artístico e Cultural
Introdução
• Forense
• Ciência forense: aplicação ou adaptação
de técnicas científicas dentro de um
processo legal.
• Química forense
• Ciência orientando a Justiça a tomar
decisões
É Crime?É Crime?
Introdução
Química Forense: aplicação da química em
interesses do judiciário.
Aplicações da Química Forense
Identificação preliminar de drogas
de abuso apreendidas, por meio de
colorimetria e testes de precipitação;
Aplicações da Química Forense
Identificação definitiva de
drogas de abuso apreendidas, por
técnicas espectrais, após separação
por métodos cromatográficos;
Aplicações da Química Forense
Extração de drogas de abuso
de fios de cabelo ou fluidos
corporais, com o fim de detectá-las;
Útil para definir homicídio
qualificado;
Análise toxicológica em vísceras e fluidos
humanos;
Caso da Cristiane Coelho no Ceará;
Marido e filho autista;
Chumbinho.
Em primeiro depoimento à polícia,
Cristiane declarou que o marido era
quem havia matado o filho, usando
tranquilizantes, além de tê-la
agredido, e em seguida tentado
suicídio.
O pai, Francilewdo, chegou a ser
preso.
• O laudo toxicológico, no entanto,
revelou que o menino morreu por
ingestão de veneno de rato.
• Chumbinho - Aldicarbe
A polícia descobriu uma página do
militar no Facebook, onde ele teria
publicado informações sobre o crime
que cometeria. O suposto anúncio, foi
atualizado enquanto Francilewdo
estava em coma.
A esposa estava com o celular do
marido.
A perícia revelou que a mãe do menino
usava o notebook para pesquisas
sobre "como envenenar pessoas com
chumbinho", enquanto o marido usava
para fins de trabalho.
A perícia encontrou veneno na
casa da família, dentro de um
encanamento de pia.
"Não há uma prova, é um conjunto de
provas que demonstra cabalmente
que fica impossível a defesa fazer
contestações (...). Cada laudo
complementa o outro"
A motivação do crime, de acordo com
as investigações, seria um seguro do
Exército de cerca de R$ 150 mil, os
soldos do militar e um outro seguro
que o subtenente havia feito em
nome do filho mais velho. “Ela era a
principal beneficiária.
Aplicações da Química Forense
Quantificação de drogas de
abuso, de adulterantes e diluentes.
Projeto Pequi.
Aplicações da Química Forense
Comparação de tintas
veiculares para a elucidação de
crimes em que haja fragmentos do
entintamento no local de crime. Ex:
tinta vermelha em carro prata.
Aplicações da Química Forense
Análise comparativa de tintas de
instrumentos escrituradores em
documentos questionados, para
elucidar se foram utilizadas uma ou
mais canetas; (operação passando a
limpo)
Aplicações da Química Forense
Análise físico-química de
gemas, com o fim de determinar a
sua natureza mineral e, por
conseguinte, o seu valor monetário;
(sequestro de bens)
Aplicações da Química Forense
Identificação química ou
microscópica de resíduos de
pólvora incombusta nas mãos de
suspeitos de homicídios;
Disparo de arma de fogo
Exame residuográfico Exame residuográfico
Química Forense
Métodos químicos clássicos:
Custos baixos e maior disponibilidade
(substituindo métodos instrumentais em locais
onde ainda não estejam disponíveis).
Química Forense
Métodos instrumentais:
Em qualquer análise química uma etapa
clássica está sempre envolvida (preparar e
diluir soluções por exemplo).
Morte do Menino Ítalo Morte do Menino Ítalo
Segundo o b.o. do caso, os policiais
disseram que dois tiros partiram do
carro furtado no momento em que ele era
seguido pela PM. E que, após o veículo
perder o controle e bater, mais um tiro foi
dado de dentro dele. Nesse momento,
dois policiais da Rocam assumiram ter
dado um disparo cada um.
Morte do Menino Ítalo
• Como o menino caiu depois de baleado?
• A perícia diz que a posição do corpo indica
que o garoto parecia tentar sair do carro.
• Havia arma e projéteis no carro?
Morte do Menino Ítalo
Havia pólvora na mão do menino?
Houve tiros vindos do carro?
Não foi só o menino de 11 anos que deu
versões diferentes para o caso. Um
advogado que chegou a dizer à
GloboNews e a Corregedoria da PM ter
ouvido um disparo sair do carro furtado
pelos menores mudou a versão.
Aplicações da Química Forense
Análise físico-química comparativa
de resíduos de solo colhidos de locais
de crime ou de solas de sapato, com o
fim de concluir sobre a presença de
indivíduos suspeitos em locais de crime
Maio de 2010. Principal suspeito :Ex-policial Mizael
Bispo (ex-namorado da vítima), Primeiro julgamento
com transmissão ao vivo.Outro réu: Evandro Bezerra
Silva, segurança do Mizael
Embora tenha reafirmado que a
terra encontrada no sapato de
Mizael não era compatível com
a da represa, Pattoli confirmou
que a alga é a mesma. “A terra
não ser compatível não
significa que ele não esteve na
represa”. Pattoli
o sapato de Mizael
"esteve na represa" pelas
algas encontradas na sola.
Um dos advogados então
questionou se as algas
poderiam ser de "outra
represa", no que o perito
disse que sim.
“Doutor, seu cliente
disse que não esteve
em nenhuma represa.
O senhor agora está
contrariando seu
cliente?”, interferiu o
assistente de
acusação.
Aplicações da Química Forense
Revelação de gravações
adulteradas de chassis e números
de série de objetos diversos
impressos em suportes metálicos,
por meio de ataque ácido;
Revelação de caracteres suprimidos
Gravação: compactação diferenciada da
estrutura cristalina do metal no local em que
é impresso
Identificação com gravação em baixo relevo
Revelação de caracteres suprimidos
Um processo de punção é utilizado para
marcação por compressão. A superfície da
chapa metálica onde sofreu a compressão
fica afundada em relação a superfície não
utilizada
Revelação de caracteres suprimidos
Compactação por punção
Revelação de caracteres suprimidos
Uma chapa metálica devidamente polida
possui os átomos espaçados uniformemente
em sua rede cristalina. Após a gravação dos
caracteres, haverá afundamento da
superfície onde foi gravada. Cria-se uma
região mais densa.
Revelação de caracteres suprimidos
O processo de adulteração, em geral, não
suprimi totalmente os caracteres originais.
Isso depende do grau de raspagem e
polimento aplicados na chapa metálica
Revelação de caracteres suprimidos
Compactação por punção
Revelação de caracteres suprimidos
Os átomos constituintes da rede cristalina
ficarão mais compactados na região em que
foi realizada a gravação dos caracteres.
O processo de corrosão ocorre mais
rapidamente na parte lisa, devido a menor
densidade e, consequentemente, com uma
área superficial maior.
Aplicação em balística
Aplicação em balística
Aplicação em balística
Aplicação em perícias de veículos
Aplicação em perícias de veículos
Aplicação em perícias de veículos
Aplicação em perícias de veículos
Aplicação em perícias de veículos
Aplicações da Química Forense
Identificação de adulterações
em medicamentos;
Aplicações da Química Forense
Análise de combustíveis fósseis e
de álcool, com o fim de identificar suas
origens ou revelar a presença de
adulterantes. Muito comum nos países
do norte, principalmente Roraima.
Aplicações da Química Forense
Identificação de traços de
explosivos em locais de pós-
explosão, para embasamento de
investigações policiais;
Aplicação em outras áreas periciais
Locais de crime
Elucidação da dinâmica e autoria
Ação do luminol
Luminol
Teste presuntivo (não definitivo);
Nem sempre há evidências visíveis de
sangue;Muito sensível;
Traços superiores a 1ppb;
Manchas de difícil visualização;
Áreas suspeitas de terem sido lavadas na
cena do crime
Luminol
Não interfere com exames mais sofisticados,
como por exemplo a análise de DNA
Hemoglobina Fe II ferroso
Com ar oxidação Fe III ferríco
Luminol
Heme Fe II vermelho intenso
Hemina Fe III castanho escuro
A hemina age como catalisador,
desencadeando a oxidação do luminol pelo
peróxido de hidrogênio, solução alcalina.
Luminol
As análises preliminares são altamente
sensíveis, porém não são específicas, sendo
ratificadas posteriormente em laboratório.
Luminol
Falso positivos
Superfícies metálicas, oxidantes químicos,
catalíticos e sais de metais pesados como
cobre, níquel, substâncias comuns como
iodo, ferrugem, água sanitária, formalina e
peroxidase de vegetais.
Luminol
Sangue brilho duradouro. O local limpo com
hipoclorito apresenta intermitência na
luminescência.
Revelação de impressões digitais
Reveladores:
Ninidrina
Nitrato de prata
Cianoacrilato
Caso da Argentina e da UFSC
Introdução
Realização de análises
Química Analítica aplicada para resolução
de questões de interesse judiciário.
Principais amostras analisadas
Drogas de abuso;
Agrotóxicos;
Medicamentos;
Combustíveis;
Bebidas;
Principais amostras analisadas
Amostras em locais de incêndio;
Amostras em locais de pós explosão;
Análise toxicológica em vísceras e fluidos
humanos;
Resíduos biológicos;
Química Forense Histórico - arsênio
As
2
O
3
é bastante tóxico. É um composto
sólido, branco, com uma propriedade
bastante útil para aqueles que desejam
envenenar alguém: é solúvel em água,
sem cheiro e produz soluções incolores.
Caso Blandy 1752
Mary Blandy
Capitão William
Cranstoun
Sr. Francis Blandy
Servente
Dr. Anthony Addington
Porção do amor
Introdução ao
estudo das
drogas
João Gordo
Keith Richards
Definição de droga da OMS
Qualquer substância não produzida pelo
organismo que tem a propriedade de atuar
sobre um ou mais de seus sistemas produzindo
alterações em seu funcionamento. (fonte OBID)
Definição de droga da Anvisa
DROGA - substância ou matéria-prima que tenha
finalidade medicamentosa ou sanitária. Quando
citado em inglês a palavra “drug”, esta deve ser
traduzida, preferencialmente, como fármaco e
não como droga. (Lei n.° 5.991/73; Decreto n.°
79.094/77; Portaria n.° 344/98)
Definição de drogas da lei
11.343/2006
Substâncias ou os produtos capazes de
causar dependência, assim especificados
em lei ou relacionados em listas
atualizadas periodicamente pelo Poder
Executivo da União.
Drogas
Droga é toda e qualquer substância,
natural ou sintética que, introduzida no
organismo modifica suas funções.
Substâncias químicas que influenciam
processos fisiológicos ou mentais no
organismo.
Drogas Psicotrópicas
Droga psicoativa ou substância
psicotrópica é a substância química que
age principalmente no sistema nervoso
central, onde altera a função cerebral e
temporariamente muda a percepção, o
humor, o comportamento e a
consciência.
Drogas Psicotrópicas
Essa alteração pode ser proporcionada
para fins: recreacionais (alteração
proposital da consciência), rituais ou
espirituais (uso de enteógenos),
científicos (funcionamento da mente) ou
médico-farmacológicos (como
medicação).
Farmacologia
Estudo científico das drogas, sua origem,
composição química e ação esperada, os
efeitos desejáveis e indesejáveis
Conceitos importantes
Dependência física;
Dependência psicológica;
Tolerância;
Síndrome de abstinência;
Tolerância
Fenômeno responsável pela necessidade
sempre presente que o viciado sente em
aumentar o uso da droga.
Tolerância
Quando o organismo se acostuma com a
droga e passa a exigir doses maiores
para conseguir os mesmos efeitos
Dependência
Definição unânime
Relação alterada entre um indivíduo e seu
modo de consumir uma substância
Dependência (ONU)
Diferenças individuais em fatores genéticos,
biológicos, sociais e culturais influenciam
os efeitos de uma substância em uma
pessoa e o resultado do seu uso,
Dependência Física
Crise de abstinência;
Nível fisiológico;
Impossível a suspensão brusca das
drogas;
Adaptação do organismo,independente da
vontade do indivíduo;
Dependência Física
A dependência física e a tolerância podem
se manifestar isoladamente ou
associadas, somando-se à dependência
psicológica.
Dependência Psicológica
Impulso irrefreável, tem que fazer uso das
drogas a fim de evitar o mal-estar;
Alterações psíquicas que favorece a
aquisição do hábito;
Dependência psíquica e a tolerância
significam que a dose deverá ser ainda
aumentada para se obter os efeitos
desejados;
Dependência Psicológica
Em estado de dependência psíquica, o
desejo de tomar outra dose ou de se
aplicar, transforma-se em necessidade,
que se não satisfeita leva o indivíduo a
um profundo estado de angústia, (estado
depressivo).
Crise de abstinência
Distúrbios fisiológicos claramente
observáveis que obriguem à retirada gradual
da droga.
Reflete o grau de adaptação do organismo à
droga.
Fonte: Jandira Masur e E. A. Carlini
Classificação das drogas
(UNODC)
Depressivas;
Estimulantes;
Alucinógenas;
Drogas depressoras do
sistema nervoso central
Efeito - fazem com que o cérebro funcione
lentamente, reduzindo a atividade motora,
a ansiedade, a atenção, a concentração, a
capacidade de memorização e a
capacidade intelectual (fonte OBID).
Drogas depressoras do sistema
nervoso central
Exemplos:
Álcool;
Barbitúricos;
Benzodiazepínicos;
Inalantes;
Opiáceos.
Drogas estimulantes do
sistema nervoso central
Efeito - aceleram a atividade de
determinados sistemas neuronais, trazendo
como consequências um estado de alerta
exagerado, insônia e aceleração dos
processos psíquicos (fonte OBID).
Drogas estimulantes do
sistema nervoso central
Exemplos:
Anfetaminas;
Cocaína;
Cafeína;
Tabaco.
Drogas perturbadoras do
sistema nervoso central
Efeito - produzem uma série de distorções
qualitativas no funcionamento do cérebro,
como delírios, alucinações e alteração na
senso-percepção. Por essa razão, são
também chamadas de alucinógenos.
(fonte OBID)
Drogas perturbadoras do
sistema nervoso central
Uma outra denominação para as drogas
alucinógenas é psicotomiméticos, devido
ao fato de serem conhecidas como
psicoses as doenças mentais nas quais
esses fenômenos ocorrem de modo
espontâneo.
Psicodélicas ???
Drogas perturbadoras do
sistema nervoso central
Exemplos:
Maconha;
LSD;
Ecstasy;
DMT; Psilocibina; Mescalina;
Anticolinérgicos.
Sinergismo
Álcool + Benzodiazepínicos
Café + tabaco
Antagonismo
Anfetaminas + Benzodiazepínicos
Álcool + Tabaco
Não se deve criminalizar todas as
substâncias psicoativas
Não são todas as substâncias psicoativas
que têm a capacidade de provocar
dependência. Muitas são usadas com a
finalidade de produzir efeitos benéficos,
como o tratamento de doenças, sendo
consideradas, assim, medicamentos.
Informações sobre drogas
OBID Observatório de informações sobre
drogas. SENAD Secretária Nacional anti
drogas
Cebrid – Centro brasileiro de informações
sobre drogas (Unifesp)
Uniad – Unidade de pesquisa em álcool e
drogas
Motivos para utilização de drogas
(UNODC)
Cura;
Religioso (Misticismo);
Recreativo;
Existenciais;
Formas de administração das drogas
(UNODC)
Ingeridas;
inaladas;
fumadas;
injetadas;
cheiradas.
Existem maneiras menos prejudiciais de
consumir drogas?
Drogas lícitas e ilícitas
As drogas sempre fascinaram a humanidade;
A linha que separa as drogas lícitas das
ilícitas é tênue e, muitas vezes, imaginária;
É para a sociedade em geral?
Não existe controle de qualidade
para os usuários de drogas
Fizemos uma apreensão em São Paulo em
2003 num laboratório caseiro e achamos
veneno para rato no comprimido deecstasy.
Na cocaína, mais de 50% do pó são
medicamentos esmagados e outras coisas.
(Fonte Jornal do Brasil)
Ação das drogas
Neurotransmissores
As drogas, no caso, alteram o comportamento de
seus usuários, justamente porque suas
moléculas, clandestinas no sistema nervoso,
conseguem mexer no nível dos
neurotransmissores.
Ação das drogas
Neurotransmissores
Endorfina* (modulador)
Gaba
Noradrenalina
Serotonina
Acetilcolina
Existem drogas
pesadas e drogas
leves?
Estudo de David Nutt Universidade de
Bristol 2009
Estudo com 20 drogas
Nível de dependência;
Efeitos no organismo;
Interação social;
Estudo de David Nutt Universidade de Bristol 2009. Presidente do
comitê assessor do governo britânico sobre abuso de drogas.
O Laudo Pericial Criminal
Em
Química Forense
Laudo pericial
Relatório redigido pelos peritos a respeito dos
exames realizados.
(Ascendino Cavalcante)
Laudo de perícia criminal
Discurso narrativo do resultado do estudo e dos
exames realizados sobre um crime;
A redação deve primar pela impessoalidade e
pela objetividade;
Expressar os exames;
Documentação da prova material;
Estrutura do laudo pericial
Identificação (numeração);
Título (área pericial);
Preâmbulo;
Quesitos;
Histórico (não é obrigatório);
Estrutura do laudo pericial
Descrição do material a ser examinado;
Objetivo;
Exames (métodos, discussão e resultados);
Respostas aos quesitos ou conclusões;
Fechamento com assinatura do(s) Perito(s).
Identificação (numeração);
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MJ – DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM GOIÁS
SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO
LAUDO Nº 999/2011 – SETEC/SR/DPF/GO
Título
LAUDO DE EXAME DE SUBSTÂNCIA
(COCAÍNA)
LAUDO DE PERÍCIA CRIMINAL FEDERAL
(QUÍMICA FORENSE)
Preambulo
Em X de X de 2012, no SETOR TÉCNICO-
CIENTÍFICO da Superintendência Regional do
Departamento de Polícia Federal no Estado de X,
designado pelo Chefe do Setor, Perito Criminal Federal
FULANO, o Perito Criminal Federal CICLANO
elaborou o presente laudo pericial, no interesse do
Inquérito Policial no X/2012-SR/DPF/XX,
Preambulo - continuação
..., a fim de atender a solicitação do Delegado de
Polícia Federal FULANO, contida no
Memorando no X/2012-SR/DPF/XX de
XX/XX/2012, registrado no Sistema de
Criminalística sob o no XXX/2012 em
XX/XX/2012,
Preambulo - continuação
..., descrevendo com verdade e com todas as
circunstâncias tudo quanto possa interessar a
Justiça e respondendo aos quesitos formulados,
abaixo transcritos:
Quesitos
1) Qual a natureza e características do material
apresentado para exames?
Quesitos
2) Os exames realizados no material
apresentado detectaram a existência de
substância(s) classificada(s) como
entorpecente(s) pela legislação brasileira, ou
algum sujeita(s) a algum outro tipo de controle
legal?
Quesitos
3) Em caso positivo, referida(s) substância(s)
pode(m) já no estado em que se encontra(m)
causar dependência física e/ou psíquica?
Quesitos
4) Caso positivo de apreensão de cocaína, qual a
forma de apresentação da substância (pasta-
base; cocaína-base; crack; cloridrato de cocaína;
etc).
Quesitos
5) Outros dados julgados úteis.”
Histórico
Relatório de diligência. Exemplo:
No dia X, o signatário deste laudo compareceu
no local onde, na presença do Fulano retirou amostras
dos itens X a Y do Auto de Apreensão nº X/2012, que
acompanhava o expediente de solicitação dos exames.
Após a retirada das amostras, os referidos itens foram
embalados em saco plástico transparente e lacrados
com a fita lacradora nº W.
Descrição do material a ser examinado
Ao Perito foi apresentado 01 (um) tablete de
secção retangular contendo substância vegetal
prensada, seca, de coloração castanho-escuro,
exibindo segmentos de hastes, caules,
sementes, folhas e inflorescências, com peso
bruto de X g (xis gramas).
Descrição do material a ser examinado
O tablete, acima descrito, estava acondicionado
em um plástico transparente, envolto em uma
sacola plástica branca, amarrado com fita
adesiva e encontrava-se no interior de uma
caixa de sapatos.
Objetivo
Os exames têm por objetivo esclarecer ao
solicitante quanto às características do material
apresentado, bem como se o mesmo é de uso
proscrito no Brasil e se pode causar dependência
física e/ou psíquica.
Exames
Sistemática realizada;
Descrição das análises realizadas;
• Análises químicas;
• Análises instrumentais;
Resultados (podendo ser tabelados);
Exames
A Tabela a seguir mostra as substâncias
identificadas em cada uma das amostras
examinadas.
Amostra Substância identificada
1 Benzocaína, cafeína, lidocaína e
cocaína
2 Ácido bórico
3 Benzocaína
Exames - resultados dos exames
instrumentais
Exames - resultados dos exames
instrumentais
Exames - resultados dos exames
instrumentais
REGISTRO 0573-11 AMOSTRA 06
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
%
T
Match:72.89
Molecular Formula: H3 B1 O3
Sample Prep: KBr pel let
CAS Number: 10043-35-3
Boric ac id
10
20
30
40
50
60
70
80
90
%
T
1000 1500 2000 2500 3000 3500
Wavenumbers (cm-1)
Respostas aos quesitos ou conclusões
1) Qual a natureza e características do material
apresentado para exames?
Resposta:
Vide item I-DO MATERIAL EXAMINADO, sendo
que as análises realizadas no material enviado a
exame revelaram a presença de cocaína.
Respostas aos quesitos ou conclusões
2) Os exames realizados no material
apresentado detectaram a existência de
substância(s) classificada(s) como
entorpecente(s) pela legislação brasileira, ou
algum sujeita(s) a algum outro tipo de controle
legal?
Respostas aos quesitos ou conclusões
2) Sim. A substância cocaína, identificada na
amostra, é substância entorpecente integrante
da Portaria nº 344/98-SVS/MS, republicada no
DOU de 01.02.1999 e atualizada através da RDC
Nº 26/2010 de 13/04/2010, em sua “LISTA F1 –
Substâncias Entorpecentes”.
Respostas aos quesitos ou conclusões
3) Em caso positivo, referida(s) substância(s)
pode(m) já no estado em que se encontra(m)
causar dependência física e/ou psíquica?
Sim. A cocaína é capaz de causar dependência
física e/ou psíquica se consumida no estado em
que foi apresentada para exames.
Respostas aos quesitos ou conclusões
4) Caso positivo de apreensão de cocaína, qual a
forma de apresentação da substância (pasta-
base; cocaína-base; crack; cloridrato de cocaína;
etc)?
Respostas aos quesitos ou conclusões
Os testes de solubilidade realizados no material
permitiram identificar o alcalóide cocaína na
forma de cocaína-base em todas as amostras em
que estava presente.
Respostas aos quesitos ou conclusões
5) Outros dados julgados úteis.
As substâncias Benzocaína, Cafeína e lidocaína
são integrantes da Lista II do Anexo I da Portaria
nº 1274/MJ de 26 de agosto de 2003
Fechamento
Tendo por bem esclarecido o assunto, o
Perito informa que cerca de Xg (xig decigramas)
de cada amostra foram consumidos nos exames
realizados. O restante é armazenado como
contraprova em embalagem lacrada (envelope nº
X), conforme preceitua o Art. 170 do Código de
Processo Penal.
Fechamento
Nada mais havendo a lavrar, o Perito encerra o
presente Laudo, produzido em X (xis) folhas.
RICARDO BATISTA BORGES
PERITO CRIMINAL FEDERAL
Primeira Classe
Matrícula 9530
Cromatografia
Do grego
Chrom: Cor
graphie: escrever
fonte: QUÍMICA NOVA NA ESCOLA
Cromatografia N° 7, MAIO 1998
Cromatografia - Histórico
Primeira técnica cromatográfica, criada
pelo botânico russo Mikhail
Semyonovich Tswet em 1900 em
pesquisas sobre a clorofila.
Cromatografia - Histórico
Separou pigmentos de folhas de plantas
(componentes de extratos de folhas). O
método foi descrito em 30 de dezembrode
1901 no 11o Congresso de Médicos e
Naturalistas em São Petersburgo.
Cromatografia - Histórico
Primeira publicação feita foi em 1903.
O termo cromatografia foi usado pela
primeira vez em uma publicação de
1906 no jornal de botânica alemão.
Cromatografia - Histórico
CaCO
3
éter de
petróleo mistura de
pigmentos
Pigmentos
separados
Cromatografia - Conceitos básicos
Processo de
migração
diferencial
Cromatografia - Conceitos básicos
Fase estacionária
Cromatografia - Conceitos básicos
Fase móvel
Cromatografia -
Classificação
Suporte da fase estacionária: Planar, Centrífuga, Coluna;
Natureza da fase móvel: gasosa, líquida, supercrítica;
Tipo de interação: adsorção, partição, troca iônica,
exclusão, etc;
Objetivo da separação: analítica, preparativa,etc;
Resolução ou eficiência: CLAE, CGAR.
Cromatografia classificação
Fonte: QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Cromatografia N° 7, MAIO
1998
Cromatografia clássica em coluna
Fase estacionária: Sílica gel, alumina, etc
Fase móvel: solventes orgânicos
Cromatografia em coluna
Amostra, fase móvel e fase
estacionária
Cromatografia em coluna
Separação dos componentes
Cromatografia - Migração diferencial em coluna
Difusão da amostra na fase estacionária
Cromatografia em coluna -
Variáveis
Adsorção;
Não dispõem de colunas comerciais;
Quantidade de amostra a ser eluída;
Cromatografia intrinsecamente preparativa.
Ordem de polaridade
Ácido carboxílico
Álcool
Aminas
Sulfetos
Aldeidos
Cetonas
Éster
Éter
Alquenos
Alcanos
Escolha da fase móvel
A fase móvel tem a função de solvente
propriamente dito;
Deve ter baixo ponto de ebulição (35° a 85°C)
Escolha da fase móvel
Deve promover o desenvolvimento dos
componentes da mistura na coluna e remover
esses componentes do adsorvente seletivamente.
Eluente em ordem crescente de
polaridade
Hexano
Éter de petróleo
Cicloexano
Tolueno
Diclorometano
Clorofórmio
Éter etílico
Acetato de etila
Piridina
Acetona*
Etanol
Metanol
Ácido acético
Eluentes
A vazão do eluente pode ser aproximadamente de
uma gota por segundo;
Não se deve aumentar muito rapidamente a
polaridade do eluente para se evitar a
sobreposição de bandas;
Cromatografia em Camada Delgada
Cromatografia em camada delgada
Fácil execução;
Separações em breve espaço de tempo;
Versatilidade;
Grande repetitividade;
Baixo custo.
Cromatografia em camada delgada
Pode ser de aplicação analítica ou preparativa;
Relação com a espessura da camada de
adsorvente
Quantidade da amostra a ser analisada
Cromatografia em camada delgada
Processo de separação:
Principalmente adsorção, mas com fases
estacionárias tratadas, pode ocorrer partição ou
troca iônica.
Ex. celulose que é suporte de fase estacionária
líquida
Cromatografia em camada delgada
Seleção da fase móvel
Papel fundamental na separação da mistura;
Existe uma competição entre as moléculas da fase
móvel e da amostra, pela superfície do
adsorvente.
Cromatografia em camada delgada
Seleção da fase móvel
Na escolha da fase móvel, devem-se considerar a
natureza química das substâncias a serem
separadas e a polaridade da fase móvel.
Cromatografia em camada delgada
Seleção da fase móvel
Na escolha da fase móvel, devem-se considerar a
natureza química das substâncias a serem
separadas e a polaridade da fase móvel.
Série eluotrópica – poder de eluição
Hexano
Éter de petróleo
Cicloexano
Tolueno
Diclorometano
Clorofórmio
Éter etílico
Acetato de etila
Piridina
Acetona*
Etanol
Metanol
Ácido acético
Cromatografia em camada delgada
Seleção da fase móvel
Observa-se que pequenas variações na
composição da fase móvel levam a grandes
alterações no deslocamento das manchas
Cromatografia - Fator de retenção Cromatografia em camada delgada
Cromatografia - Aplicações
➢ Identificação de compostos, por comparação
com padrões previamente existentes;
➢ Purificação de compostos, separando-se as
substâncias indesejáveis;
➢ Separação dos componentes de uma mistura;
➢ Acompanhamento de reações químicas;
Cromatografia Gasosa
Injetor
Fase móvel: gás
Fase estacionária
Coluna em um forno
Detector
Cromatografia Gasosa
Injetor
Fase móvel: gás
Fase estacionária
Coluna em um forno
Detector
Cromatografia Gasosa - Injetor
Cromatografia Gasosa - Injetor Cromatografia Gasosa - Sistema de
injeção
Automático
Manual
Cromatografia Gasosa – Fase
móvel
Cromatografia Gasosa - Coluna /
Forno
Cromatografia Gasosa - coluna
Propriedades: fase estacionária
Temperatura de trabalho
Cromatografia Gasosa - Tipos de colunas
Capilar
Diâmetro: 0,10 a 0,53 mm
Comprimento: 15 a 100 m
Empacotadas / Recheadas
Diâmetro: 3 a 6mm
Comprimento: 1 a 5 m
Cromatografia gasosa - Interação da
amostra com a fase estacionária
Adsorção
Partição
Cromatografia - Cromatograma
Cromatografia - Cromatograma Resolução
Cromatografia Gasosa
Programação da análise cromatográfica
Temperatura do injetor
Temperatura do detector
Temperatura da coluna
(isoterma ou gradiente de temperatura)
Cromatografia Gasosa - Vantagens
Alto poder de resolução;
Possibilidade de detecção em escala de nano a
picogramas;
Possibilidade de acoplar um espectrômetro de massas
como detector, possibilitando a identificação imediata
das substâncias presentes na amostra.
Cromatografia Gasosa - Limitações
Compostos voláteis;
Compostos estáveis termicamente;
Como cromatografia preparativa, limitada a
escala de microgramas a miligramas;
Cromatografia líquida de alta eficiência
Cromatografia líquida que utiliza instrumentos
que podem ser completamente automatizados
Cromatografia líquida de alta eficiência
Cromatografia líquida que utiliza instrumentos
que podem ser completamente automatizados
Cromatografia líquida de alta eficiência
Cromatografia líquida que utiliza instrumentos
que podem ser completamente automatizados
Cromatografia líquida de alta
eficiência
Colunas recheadas;
Fase móvel eluída sob altas pressões;
CLAE - Colunas
Saturação (ou pré-coluna) – colocada entre a
bomba e o injetor (condiciona a FM)
Guarda – colocada entre o injetor e a coluna de
separação (protege a coluna de separação);
Separação – responsável pela separação dos
componentes presentes na amostra.)
CLAE - Eluição
Isocrática - força cromatográfica da FM é
constante.
Gradiente – composição da FM varia durante a
separação. De modo que a força cromatográfica
aumenta gradativamente (semelhante a
programação de temperatura em CG)
CLAE versus CG
CG: amostra deve ser suficientemente volátil,
passando pela coluna na forma de vapor.
A amostra deve ser estável termicamente.
CLAE versus CG
A CLAE requer somente que a amostra seja
solúvel na fase móvel .
CLAE versus CG
A CLAE possui duas fases cromatográficas de
interação seletiva com as moléculas da amostra e
uma maior variedade de fases estacionárias e é
feita a baixas temperaturas.
Cromatografia Liquida
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Erythroxylaceae
Género: Erythroxylum
Espécie: E. coca
Nome binomial Erythroxylum
coca
Natural ou sintética
A cocaína é uma substância
natural ou sintética?
Folhas 0,3 a 1 %
Pasta base 50 a 85%
Informações químicas
Fórmula molecular
C
17
H
21
NO
4
Massa molar 303,353
g/mol
Nome IUPAC
3-benzoiloxi-8-metil-8-
azabiciclo.
[3.2.1]octano-4-
carboxilico
ANDES 8.000 Km de
extensão. É a maior
cadeia de montanhas
do mundo (em
comprimento).
Venezuela até a
Patagônia e em seus
trechos mais largos
chega a 160 km do
extremo leste ao
oeste.
Origem e História da Cocaína
Utilização da folha de coca na
América do Sul a milhares de anos.
Os incas a consideravam um presente dos
deuses. Porque?
História - Cocaína
Levada ao conhecimento dos europeus no início
do séculoXVI (início da colonização americana);
Não obteve popularidade até o século XIX.
Provavelmente pela deterioração da planta no
transporte;
História - Cocaína
A cocaína foi isolada em1859 por Albert Niemann.
História - Cocaína
O interesse europeu pelas folha de coca apareceu com
efusividade na virada para o século XX:
"tesouro da matéria médica",
"saudável e condutora da longevidade",
"evocadora da potência do organismo, sem deixar
sinal algum de debilidade consequente"
*Já haviam opositores que a comparavam com o
ópio
Cocaína - História
Publicações nas principais revistas dos Estados
Unidos e da Europa com diversas indicações:
Tratamento das farmacodependências (álcool e
ópio),
Cocaína - História
Propriedades anestésicas:
Dores de dente;
Dores de garganta;
Nova fronteira nas cirurgias oftalmológicas.
(Karch, 1998)
Cocaína - História
Primeiros produtos comerciais surgiram no início
da segunda metade do século XIX:
Infusões revigoradoras de folhas de coca;
Pastilhas para aliviar dores dentárias;
Tônicos e bebidas, alcoólicas e não-alcoólicas;
Cocaína - História
Duas bebidas atingiram grande notabilidade:
O Vinho de Coca Mariani (1863);
Coca-Cola (1886);
Vinho Mariane em 1863
Coca-Cola
1886 John Pemberton (Farmaceutico),
Atlanta, nos Estados Unidos
Jacob's Pharmacy
Frank Robinson, contador de Pemberton,
batiza a bebida de Coca-Cola, escrevendo o
nome em sua própria caligrafia.
Coca-Cola
Vendida para o combate à cefaleia e como
tonificante.
Uma garrafa de 6 onças da bebida continha, em
média, 2 miligramas de cocaína (Spillane, 1999).
Freud e a Cocaína
Sigmund Freud, Über Coca, em 1884
Exaltar o humor;
Combater o 'morfinismo' e o 'alcoolismo';
Transtornos gástricos;
Caquexia (perda de peso, apetite, fraqueza);
Asma;
Fim do entusiasmo com a cocaína
Até 1890, mais de 400 casos agudos ou
crônicos de danos físicos e psíquicos
relacionados à cocaína já haviam sido
publicados na literatura médica (Grinspoon et
al, 1985);
Fim do entusiasmo com a cocaína
“No início do século XX a Coca-Cola retirou a
cocaína de sua fórmula (Karch, 1998)”;
Fim do entusiasmo com a cocaína
O primeiro caso de lesão da mucosa nasal, por
uso de cocaína, foi publicado pela literatura
médica em 1910 (Karch, 1998);
Fim do entusiasmo com a cocaína
As sociedades médicas, no início partidárias, e depois
convertidas em ferozes opositoras da cocaína,
passaram a criticar a venda da cocaína pela indústria
farmacêutica (Merck (1862) e Parke Davis (1870)),
afirmando que esses haviam promovido a substância
de uma maneira irresponsável e não-científica
(Spillane, 1999) .
Fim do entusiasmo com a cocaína
1920 a 1970 consumo insignificante
(Substituído por anfetaminas em 1932), Crise
econômica de 1929
Retorno do consumo da cocaína nos
anos 70
A partir de 1973, o consumo de anfetamina
passou a ser controlado;
Retorno do consumo da cocaína nos
anos 70
Profissionalização do narcotráfico
colombiano a partir dos anos 70
(Uprimny, 1997);
Retorno do consumo da cocaína nos
anos 70
Aumento da disponibilidade e redução do
preço do produto (The Economist, 2001).
Formas de apresentação e
administração da cocaína
Pó (cloridrato ou base livre)
Crack
Merla
Pasta base
Cheirada
Injetada
Fumada
Principais
formas de
apresentação
da cocaína
Sal (cloridrato de cocaína)
Crack (43,3
%)
Pasta base (66,6%)
Cocaína base 73,6%
OXI NÃO EXISTE
Crack (43,3
%)
Pasta base (66,6%)
C:\Users\Ricardo\Documents\Perícia Forense Multimídia\Para apresentar\gazeta e redetv oxi.avi
Cocaína
Sensações provocadas pelo uso
Euforia;
Prazer de difícil descrição;
As pessoas ficam corajosas e com sensação de poder;
Hiperatividade;
Insônia;
Falta de apetite.
Sensações provocadas pelo uso
Imediato – estimulante
depois - depressão
Doses maiores
Irritação;
Agressividade;
Delírios;
Alucinações;
Psicose cocaínica.
Tolerância
Praticamente não induz tolerância.
O uso compulsivo não é tolerância. O usuário
quer sentir muitas vezes, repetidamente, o
mesmo efeito prazeroso mas passageiro.
(Carlini)
Dependência física
Não há descrição de síndrome de abstinência
quando a pessoa para abruptamente de tomar
cocaína.
Dependência física
A pessoa busca uma nova dose para sentir os
efeitos agradáveis e não para diminuir ou
abolir o sofrimento que ocorreria se
realmente houvesse uma síndrome de
abstinência.
Síndrome de abstinência
Não há descrições convincentes de síndrome
de abstinência. Apenas fissura para utilização
da droga.
Crack
Crack é cocaína
Crack
Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea: "o crack é
uma resposta à queda de rentabilidade da
cocaína." Para ele, o mercado de drogas tem uma
organização empresarial, e reage racionalmente
para manter o lucro.
Crack
O "milagre" da cocaína na forma de crack é obra
dos pulmões. Quando puxa a fumaça do crack, o
usuário arremessa as moléculas da cocaína para
esses órgãos, que têm uma área imensa, cheia de
alvéolos especializados em trocas gasosas com a
corrente sanguínea.
Fonte: Folha de São Paulo - ilustríssima São Paulo, domingo, 23 de maio de 2010
Crack
A cocaína aspirada leva 5 minutos para fazer
efeito e o "barato" dura 60 minutos, o crack
"bate" em apenas 5 segundos, mas os efeitos
duram magros 5 minutos.
Fonte: Folha de São Paulo - ilustríssima São Paulo, domingo, 23 de maio de 2010
Crack e Saúde Pública
O popular 08 de
Junho de 2010
MACONHA
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Cannabaceae
Género: Cannabis
Natural ou sintética?
Características do consumo
Qual a principal diferença do consumo da
maconha para a cocaína?
Quais as substâncias ativas presente na
maconha?
Compostos químicos psicoativos
encontrados na maconha
Canabinóides
Tetrahidrocanabinol – THC
Canabidiol - CBD
Canabinol - CBN
MACONHA
Informações químicas
Fórmula molecular C
21
H
30
O
2
Massa molar 314,45 g/mol
Nome IUPAC
(−)-(6aR,10aR)-6,6,9-
trimethyl-
3-pentyl-6a,7,8,10a-
tetrahydro-
6H-benzo[c]chromen-1-ol
Isolamento do THC
O Δ9-THC (conhecido segundo uma anterior
convenção de nomenclatura como Δ1-THC) foi
isolado na forma pura pela primeira vez em 1964
por Raphael Mechoulam, Yechiel Gaoni e Habib
Edery no Instituto Weizmann em Rehovot, Israel,
através da extração a partir do haxixe com éter de
petróleo, seguido de repetidas cromatografias.
THC na Maconha
O UNODC afirma que a maconha frequentemente
contém 5 por cento de seu conteúdo composto
por THC, enquanto a resina pode conter até
20% de conteúdo, e o óleo de haxixe cerca de
60%.
Identificação preliminar Identificação preliminar
História da maconha
A canábis é consumida pela humanidade desde
a descoberta da agricultura. (12.000 anos
A.C)
História da maconha
Utilizada para a obtenção de fibras, óleo,
alimento (sementes) e também por suas
propriedades alucinógenas.
Utilização do cânhamo
No século XV, os livros impressos depois da revolução
de Johannes Gutemberg, o inventor da imprensa,
eram feitos de papel de cânhamo, assim como as
velas e as cordas das caravelas.
Importância econômica da
maconha
Remédios,
Papel,
Tecidos,
Cordas,
Redes de pesca,
Óleo,
Combustíveis.
Maconha como medicamento
Fonte Unifesp
Reduz náuseas e vômitos produzidos por
medicamentos anticâncer;
Tem efeitos benéficos em alguns casos de epilepsia
(doença que se caracteriza por convulsões ou
ataques);
Usos médicos da maconha
Fonte Gabeira
Estudos revelam benefícios no tratamento de
esclerose múltipla.
Canabidiol - Convulsões
Maconha
Dadoa sua fácil adaptação a qualquer clima e à
ação do homem, a Cannabis Sativa espalhou-se
por todo o planeta.
Diferente da cocaína.
Sensações provocadas pelo uso
(fonte UNIFESP)
Tranqüilidade, calma, relax;
Diversão e descontração, a pessoa ri por
qualquer motivo;
Sensações provocadas pelo uso
(fonte UNIFESP)
Maior sensibilidade ao som (ficar curtindo uma
música por exemplo);
Maior sensibilidade ao gosto (a famosa
"larica");
Ficar "morgando", que se caracteriza pela
vontade de não fazer nada;
Sensações provocadas pelo uso
(fonte UNIFESP)
Ficar "viajando" em algum objeto, pois a
sensibilidade visual fica aumentada;
Perda da percepção do tempo e espaço;
Perda de memória.
Efeitos imediatos no organismo
Olhos avermelhados
Boca seca (xerostomia);
Coração dispara (os batimentos, de 60 a 80
por minuto, podem chegar a mais de 120).
Efeitos com uso crônico
(Unifesp)
Diminuição da testosterona no homem,
Alterações hormonais na mulher chegando até a
inibição da ovulação,
Afeta também os pulmões (a fumaça é muito
irritante), sendo comum os problemas
respiratórios, principalmente a bronquite.
Efeitos com uso crônico
(Unifesp)
Usuários podem passar a apresentar maior
incidência de câncer (teste comprovado em
animais de laboratório.);
Diminuição da capacidade de aprendizagem e de
memorização;
Diminuição da motivação;
Anfetaminas
Anfetaminas - Definição
Droga sintética de efeito estimulante da
atividade mental.
Anfetaminas - Uso
Moderador de apetite; (aconselhado apenas em
casos de obesidade mórbida);
Pacientes com transtorno de déficit de
atenção/hiperatividade;
Narcolepsia (distúrbio do sono);
Anfetaminas - Histórico
1887 sintetizada na Alemanha por Lazar
Edeleanu;
1932 Benzedrine na França inalador
(descongestionante nasal);
1937 comprimido para elevar o estado de
humor;
Anfetaminas - Histórico
Utilizado pelos soldados alemães na 2ª Guerra
mundial;
No início da década de 70, nos EUA, iniciou-
se o controle;
Anfetaminas Anfetaminas - Exemplos
Femproporex (desobesi-m);
Metilfenidato (ritalina);
Metanfetamina* (pervitin);
Dietilpropiona (Dualid S, Hipofagin S e Inibex S).
Metanfetamina
Síntese a partir da fenil-2-propanona por
aminação redutiva (MeNH
2
) com catalizador.
Redução da efedrina
Síntese
Pseudoefedrina
Metanfetamina
S – estimulante
R – descongestionante nasal
Efedrina (marax; franol –
broncodilatadores (asma);
vasoconstritor
Síntese Síntese one pot
Solução aquosa nitrato de amônia (H)
Hidrocarbonetos apolares (+P)
Lítio (reduz a efedrina)
Solvente + metal + gases + T
Síntese
Obtenção do produto sem ser uma
mistura racêmica?
Formas de administração
Comprimidos, via oral;
Na forma injetável (usuários crônicos comum no
oriente);
Sob a forma de pó (aspiradas pelo nariz);
É também comum os comprimidos serem
dissolvidos em bebidas alcoólicas;
A metanfetamina ("ice"), mais recentemente está
sendo fumada a partir de cachimbos.
Anfetaminas - Curiosidades
As anfetaminas também são conhecidas como
“Rebite” pelos motoristas que precisam dirigir
várias horas seguidas sem descansar.
Sensações provocadas pelo uso
Aumento do alerta, da vigília, da energia, das
atividades motoras, de falar, da autoconfiança
e da capacidade de concentração, sensação
geral de bem-estar e diminuição do apetite.
(Jacobs e Fehr, 1987; Hoffman e Lefkowitz,
1990)
Tolerância
A tolerância se desenvolve rapidamente para
muitos dos efeitos comportamentais e
fisiológicos das anfetaminas, como supressão
do apetite, insônia, euforia e efeitos
cardiovasculares (Jacobs e Fehr, 1987)
Ecstasy
O que é?
O ecstasy é uma substância com estrutura
semelhante a uma anfetamina.
Ecstasy (MDMA)
3,4metilenodioximetanfetamina
Formula molecular C
11
H
15
NO
2
Massa molecular 193.25 g/mol
Nome Iupac
(RS)-1-(benzo[d][1,3]dioxol-5-
yl)-N-methylpropan-2-amine
Ecstasy
Ecstasy
Natural ou sintético
O ecstasy é uma substância natural ou
sintética?
Ecstasy no Brasil
06/2009 Brasil entra no RMD da OMS
“D.D.G”
1993 Laboratório da UFPR;
1999 Primeiro laboratório fechado em 2000. Preso
por 3 meses, não houve laudo;
07/2008 bairro pobre Pinhais/PR (R$ 60.000,00);
Apreensão de 1000 comprimidos;
Ecstasy no Brasil
Custo de produção R$ 0,50 por comprimido;
Atravessador R$ 10,00;
Festas R$ 40,00 a ????
D.D.G
08/2010 Perfil na Folha de São Paulo, ainda
preso. Fala da preocupação com a filha;
Apoio a PF foi utilizado para redução de
pena;
Capacidade de produção de 160 K cps/mês;
Diz ter produzido apenas 2000;
D.D.G
08/2010 Perfil na Folha de São Paulo, ainda
preso.
Apoio a PF foi utilizado para redução de
pena;
Capacidade de produção de 160 K cps/mês;
Diz ter produzido apenas 2000;
D.D.G Preso em Assunção
04/2014
Síntese do Ecstasy
1) O safrol sofre uma
isomerização,
resultando na mistura
cis-trans do isosafrol.
Síntese do Ecstasy
2) Oxidação, na
presença de
peróxido, para uma
cetona.
Síntese do Ecstasy
3) A cetona sofre
uma aminação
redutiva com a
formamida,
resultando no
MDMA.
Dosagem por comprimidos e composição
A dosagem pode variar de poucos miligramas até
200 mg. É comum encontrar cafeína, amido,
detergentes e outras drogas.
R$ 3,00 R$ 40,00
Sem controle de qualidade Com controle de qualidade
Forma de utilização
Comprimido – ingerido
Cápsulas em pó - cheirada
Curiosidade do Ecstasy
O Ecstasy é a droga das festas rave;
Seu tráfico não acontece nos morros e subúrbio, e
sim nas próprias festas e boates;
Conhecido como droga limpa.
Folha de São Paulo 29 de Junho de 2010
Diário da Manhã 13 de fevereiro de 2007
Sensações provocadas pelo uso
Sensação de compreensão;
Mudança da percepção da realidade;
Aumento da atividade física e insônia;
Autoconfiança;
LSD Sintético ou natural
O LSD é natural ou sintético?
O LSD é derivado do ácido lisérgico (ergolina)
O ácido lisérgico é um núcleo comum em
alcaloides (ergotamina) encontrados na
cravagem do centeio, esporão do centeio (fungo
claviceps purpurea)
LSD (dietilamida do ácido lisérgico)
Informação química
Fórmula molecular
C
20
H
25
N
3
Massa molar 323,43
g/mol
Síntese do LSD-25
Sintetizado pela primeira vez em 7 de abril de
1938 pelo químico suíço Dr. Albert Hofmann.
Síntese do LSD-25
Hofmann testou em si próprio uma dose (250
µg):
Apavorado achando que havia sido possuído por
um demônio;
A sua vizinha era uma bruxa;
O seus móveis estavam o ameaçando.
Formas de utilização
É usado habitualmente por via oral, em forma de
pequenos "selos", mas também pode ser
misturado com tabaco e fumado.
NBOMe DOB
Operação Selo Químico
DEEP WEB
Jobs e LSD
Hoffman, com 101 escreveu carta para Jobs
em 2007 (This Is Your Country On Drugs: The Secret History of Getting
High in America”, de Ryan Grimm)
Jobs e LSD
Psiquiatra suíço Peter
Gasser sobre a
psicoterapia assistida com
LSD em pacientes com
ansiedade associada a
doenças potencialmente
fatais.
Apogeu na década de 60
Ao lado prissão de
Timothy Leary
Expulso de Harvard
experiência
psicotrópica com
uma turma inteira de
estudantes de
psicologia
John Lennon
Syd Barrett
C:\Users\Ricardo\Documents\Perícia Forense Multimídia\Para apresentar\Boa viagem Natgeo-LSD.avi
Sensações provocadas pelo uso
O LSD-25 é capaz de produzir distorções na
percepção do ambiente – cores, formas e
contornos alterados –, além de sinestesias, ou
seja, estímulos olfativos e táteis parecem
visíveis e cores podem ser ouvidas. A música
torna-se visível.
Sensações provocadas pelo uso
Os delírios causados pelo LSD geralmente são de
natureza persecutória ou de grandiosidade.
Dosagem
Pequenasdoses já produzem efeitos intensos,
(microgramas) que costumam durar de 4 a 12 horas.
Consequências para o organismo
O perigo do LSD-25 não está tanto em sua
toxicidade para o organismo, mas sim no fato
de que, pela perturbação psíquica, há perda da
habilidade de perceber e avaliar situações
comuns de perigo.
Flashback
O usuário pode voltar a ter alucinações semanas
ou meses depois de ter consumido a droga
Flashback
O “flashback” é geralmente uma vivência
psíquica muito dolorosa, pois a pessoa não
estava procurando ou esperando ter aqueles
sintomas, e assim eles acabam por aparecer em
momentos bastante impróprios, sem que ela
saiba porque, podendo até pensar que está
ficando louca.
Calmantes / Sedativos
Calmantes / Sedativos
Sedativo: medicamento que diminui a atividade do
cérebro, sinônimo de calmante ou sedante.
Calmantes
Formas de utilização
Via oral: comprimidos, cápsulas ou xaropes;
Injeção intramuscular ou intravenosa, quando
apresentados em forma de ampolas. As formas
injetáveis, geralmente, são de uso restrito hospitalar.
Barbitúricos e a evolução das drogas
Os barbitúricos eram largamente utilizados como
drogas sedativas até meados do século XX, quando
foram sendo gradualmente substituídos pelos
benzodiazepínicos.
Barbitúricos – uso no Brasil
Vários medicamentos para dor de cabeça, além da
aspirina, continham também um barbitúrico
qualquer. Exemplo: Cibalena®, Veramon®,
Optalidom®, Fiorinal® etc. tinham o butabarbital ou
secobarbital (dois tipos de barbitúricos) em suas
fórmulas.
Histórico / Barbitúricos
Os laboratórios retiraram os barbitúricos de suas
fórmulas devido ao uso abusivo em grandes
quantidades.
Barbitúricos
A legislação brasileira exige que todos os
medicamentos que contenham barbitúricos em
suas fórmulas sejam vendidos nas farmácias
somente com a receita do médico.
Lista B1 – Substância psicotrópicas
Portaria 344/1998
Barbitúricos
Fenobar
bital
Ácido BarbitúricoButabarbital SecobarbitalTiopental
Barbitúricos Aspectos gerais
A dose que começa a intoxicar está próxima da
que produz os efeitos terapêuticos desejáveis.
(pequena margem de segurança entre a dosagem
terapêutica e a tóxica)
Benzodiazépinicos
Tranquilizantes / Ansiolíticos
Medicamentos que têm a propriedade de atuar
quase que exclusivamente sobre a ansiedade e
tensão.
Sem alterar, de forma significativa, as funções
motoras e mentais
Benzodiazepínicos
Diminui a ansiedade das pessoas, sem afetar em
demasia as funções psíquicas e motoras;
Medicamentos entre os mais utilizados no
mundo todo, inclusive no Brasil.
Benzodiazepínicos
diazepam, bromazepam, clobazam, clorazepam,
estazolam, flurazepam, flunitrazepam,
lorazepam, nitrazepam.
Benzodiazepínicos
Nomes comerciais: Noan®, Valium®, Aniolax®,
Calmociteno®, Dienpax®, Psicosedin®,
Frontal®, Frisium®, kiatrium®, Lexotan®,
Lorax®, Urbanil®, Somalium®.
Benzodiazepínicos
Histórico
1957 Leo Sternbach e Earl Reeder, síntese do primeiro
benzodiazepínico, o clordiaxepóxido;
Comercializado em 1961;
1963 diazepam;
Atualmente mais de 30 tipos de benzodiazepínicos
comercializados em todo o mundo.
Benzodiazepínicos
Depressor do SNC que atua em receptores específicos
clordiaxepóxido Diazepam Bromazepam
Benzodiazepínicos
Diminuição de ansiedade;
Indução de sono;
Relaxamento muscular;
Redução do estado de alerta.
Benzodiazepínicos
Os benzodiazepínicos são bastante seguros, pois
são necessárias altas doses (20 a 40 vezes mais
altas que as habituais) para trazer efeitos mais
graves.
Substância pouco tóxica, quase não produz
efeitos em outros órgãos, agindo
exclusivamente no cérebro.
Solventes e Inalantes
Solventes e Inalantes
Solvente
Inalantes
Solventes e Inalantes
Em geral produtos industriais,
combustíveis, material de limpeza,
material de escritório, cosméticos,
etc;
Solventes e Inalantes
São altamente voláteis
Evaporam naturalmente
Alta pressão de vapor*
Solventes e Inalantes
A maioria são compostos orgânicos
inflamáveis.
• Fogo
• Reação Química
• 2C
8
H
18
+ 25O
2
16CO
2
+ 18H
2
O
Solventes e Inalantes
Características
Preço acessível;
Grande disponibilidade;
E uma droga muito usada por adolescentes e
crianças em situação de rua;
Solventes e Inalantes
Cola de sapateiro (tolueno + hexano...);
Solventes e Inalantes
Anestésicos
Éter;
Clorofórmio;
Óxido nitroso N
2
O
(gás do riso, uso em odontologia)
Solventes e Inalantes
Gasolina;
Esmalte;
Acetona;
Corretivo;
Tíner;
Solventes e Inalantes
Gases
Butano;
Propano;
Freon;
Solventes e Inalantes
Principais formas de utilização por adultos
Lança-perfume- Cloreto de etila
Como é identificado em um exame pericial?
Loló
(clorofórmio + éter???????);
São fabricados com o intuito de serem usados para
obter alterações de consciência, e sem nenhuma
utilidade industrial ou combustível.
Solventes e Inalantes
Formas de utilização
Geralmente aspirado pelo nariz ou pela boca
Alucinógenos Plantas com substâncias
alucinógenas
Definição médica de alucinação: percepção
sem objeto. Pode aparecer
espontaneamente no ser humano em casos
de psicoses, como a esquizofrenia.
Ilusões (distorções perceptivas de um objeto
real).
Cogumelos
Os cogumelos capazes de produzir viagens
alucinógenas são de difícil identificação. Há
quatro gêneros: Psilocibe, Panaeolus,
Copelandia e Amanita.
Cogumelos
Amanita
Muscaria
Psilocybe
cubensis Psilocybe
mexicana
Ácido ibotênico
Muscimol
Bufotenina
C:\Users\Ricardo\Documents\Perícia Forense Multimídia\Para apresentar\psilocibina fantastico e parte natgeo lsd.avi
Cogumelos - princípio ativo
O princípio ativo desses cogumelos é a
psilocibina, um alcalóide cuja molécula é
bastante semelhante ao LSD.
Cacto peyote
(Lophophora Williamsii)
Cacto peyote
(princípio ativo)
Mescalina
Cacto peyote
Histórico
Nativa da América Central;
A imagem mais velha de um peiote usado em cerimônias
tem 3000 anos;
Utilizada pelos índios mexicanos em rituais religiosos;
Prática foi condenada pelos colonizadores espanhóis;
Cacto peyote
Histórico
1885, a Igreja Aborígene Americana;
Professor espiritual e fazia o papel de padre na
comunicação com Deus.
Prestônia amazônica
Prestonia amazônica
Princípio ativo
DMT
DMT
DMT
(Encontrado em outras plantas além da prestônia)
Chacrona + Cipo Mariri = Santo Daime = Ayauasca
( vinho da vida), Enteógeno, Droga visionária
Chacrona Cipó mariri
(harmina)
Jurema
Sensações provocadas pelo uso
Induzem a alucinações e delírios. Esses efeitos
são muito maleáveis, ou seja, dependem de várias
condições, como sensibilidade e personalidade do
indivíduo, expectativa que a pessoa tem sobre os
efeitos, ambiente, presença de outras pessoas etc.,
como a bebida do Santo Daime. As reações
psíquicas são ricas e variáveis.
Plantas proscritas
1. Cannabis sativa L..
2. Claviceps paspali Stevens & Hall.
3. Datura suaveolens Willd.
4. Erythroxylum coca Lam.
5. Lophophora williamsii Coult.
6. Papaver Somniferum L..
7. Prestonia amazonica J. F. Macbr.
8. Salvia Divinorum
Efeitos provocadas no organismo
Os sintomas físicos são pouco salientes, pois são
alucinógenos primários. Podem ocorrer dilatação
das pupilas, sudorese excessiva, taquicardia,
náuseas e vômitos, estes últimos mais comuns
com a bebida do Santo Daime.
Anticolinérgicos
Substâncias naturais ou sintéticas que tem efeito
de inibir a produção de acetilcolina.
Anticolinérgicos
Todas as drogas anticolinérgicas são capazes de,
em doses elevadas, além dos efeitos no corpo,
alterar as funções psíquicas (Alucinógenos
secundários).
Anticolinérgicos
Possuem uso como medicamento:
Antiesparmodicos (contra cólicas);
Doença de Parkinson;
Médicos oculistas para dilatar aspupilas dos
olhos.
Anticolinérgicos Comerciais
Akineton (substância ativa - biperideno)
Uso terapêutico: Mal de Parkinson
(antiparkinsoniano)
Anticolinérgicos Comerciais
Artane (substância ativa - triexafenid)
Nome popular: aranha, artemis, buque
Uso terapêutico: Mal de Parkinson
(antiparkinsoniano)
Anticolinérgicos Comerciais
Bentyl (substância ativa - diciclomina)
Nome popular: bentinho
Uso terapêutico: antiespasmódico
Anticolinérgicos Comerciais
Asmosterona (substância ativa - benactizina)
Uso terapêutico: asma
Periatin, Periavit (substância ativa -
ciproheptadina)
Uso terapêutico: orexígeno (produz apetite)
Plantas proscritas
1. Cannabis sativa L..
2. Claviceps paspali Stevens & Hall.
3. Datura suaveolens Willd.
4. Erythroxylum coca Lam.
5. Lophophora williamsii Coult.
6. Papaver Somniferum L..
7. Prestonia amazonica J. F. Macbr.
8. Salvia Divinorum
Beladona
Atropa
belladonna
Trombeteira
Trombeteira
Quais são os princípios ativos?
Atropina;
Escopolamina;
Hiosciamina;
São anticolinérgicos.
Moléculas
Atropin
Material periciado
Ópio, opiáceos, opioides, heroína
O que é?
Palavra oriunda do grego que significa suco.
Originado de um líquido leitoso da cápsula verde da
papoula (Papaver somniferum)
O que é a papoula?
Papoula (Papaver somniferum)
Papoula (papoila planta da alegria)
I
Ópio O que tem no ópio?
Opiáceos.
O que são os opiáceos?
Morfina até 20% (palavra derivada de Morfeu
“Deus dos Sonhos”)
O que tem no ópio?
Codeína (xarope);
Outros: papaverina, noscapina, tebaína,
meconina, meconisina, narceína, codamina,
laudanina, protopina.
Opiáceos
Codeína – xarope tosse (fonte cebrid)
Substâncias comerciais (muitas já estão fora do
mercado ou não possuem mais codeína em sua
composição) com codeína:
Belacodid®;
Belpar®;
Codelasa®;
Gotas Binelli®;
Pambenyl®;
Codeína – xarope tosse (fonte cebrid)
Substâncias comerciais (muitas já estão fora do
mercado ou não possuem mais codeína em
sua composição) com codeína:
Setux®;
Tussaveto®;
Pastilhas Veabon;
Pastilhas Warton;
Benzotiol.
Morfina
Utilizado em pacientes com câncer em estado
terminal;
Pós operatório e cirurgias de coluna;
A Heroína não tem nenhuma utilização médica.
Heroína e opiáceos
1874 Alder Wright
Anidrido acético
Morfina Heroína
í íS ntese da Hero na
Entrou no mercado em 1898
e ficou apenas cinco anos.
Onde é produzido o ópio?
Formas de administração
O ópio pode ser fumado, mascado, ingerido ou
cheirado.
A Heroína é cheirada ou injetada.
Morfina
Em 1803, a morfina foi isolada pela primeira
vez por um alemão Friedrich Wilhelm Adam
Sertürner.
Marcou o início do processo de extração de
princípios ativos de plantas. (marco para
fitoquímica)
História do ópio
Provavelmente a droga de abuso mais antiga
consumida pela humanidade.
Existem relatos de todas as civilizações da
antiguidade: egípcios, mesopotâmicos,
persas, gregos e romanos.
Sensações provocadas pelo uso
Um estado de torpor, como isolamento da
realidade do mundo, calmaria na qual realidade
e fantasia se misturam, sonhar acordado,
estado sem sofrimento, afeto meio embotado
e sem paixões
Se utilizado em altas doses
Grande depressão respiratória e cardíaca, levando ao
estado de coma e mesmo à morte
Efeitos imediatos no organismo
"Semi-sono" ou "sonho acordado", acompanhado de
incapacidade de concentração e diminuição da atividade
física. A heroína causa apatia, contração das pupilas e
diminuição dos movimentos do estômago e dos intestinos.
Alivia a dor.
Efeitos no organismo
Contração acentuada da pupila (tamanho da
cabeça de um alfinete);
Paralisia do estômago (como se não fosse capaz
de fazer a digestão);
Os intestinos também ficam paralisados (prisão
de ventre).
âToler ncia
Sim, após a administração de várias doses, a
pessoa precisa cada vez doses maiores para
obter o mesmo efeito.
êDepend ncia
ê íExtrema depend ncia f sica
Síndrome de abstinência
Náuseas;
insônia;
Intensas dores musculares;
cólicas intestinais,
lacrimejamento,
Síndrome de abstinência
Corrimento nasal;
Pode durar até 12 dias;
Necessidade de acompanhamento médico;