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Prof. RENATA LIMA
DIREITO EMPRESARIAL
ESCRITURAÇÃO (arts. 1179 a 1195 CC): 
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a 
seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base 
na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com 
a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico.
DA CLASSIFICAÇÃO:
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável 
o Diário, que pode ser substituído por fichas no caso de 
escrituração mecanizada ou eletrônica.
Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, 
se for o caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser 
autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis.
CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS:
1. Obrigatórios
1.1 Geral
1.2 Especiais
2. Facultativos
DA EXIBIÇÃO:
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de 
escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão 
ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência.
Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração, em 
parte ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício da 
fiscalização do pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis 
especiais.
FORMAS DE EXIBIÇÃO:
1. FAZENDA PÚBLICA: SEMPRE TOTAL
2. JUDICIÁRIO: EM REGRA, PARCIAL. TOTAL APENAS 
NAS HIPÓTESES DO ART. 1191. 
Art. 420, CPC. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a 
exibição integral dos livros empresariais e dos documentos do 
arquivo:
Art. 421, CPC. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a exibição 
parcial dos livros e dos documentos, extraindo-se deles a suma 
que interessar ao litígio, bem como reproduções autenticadas.
DO PRAZO DE MANUTENÇÃO:
Art. 1.194. O empresário e a sociedade empresária são obrigados 
a conservar em boa guarda toda a escrituração, correspondência 
e mais papéis concernentes à sua atividade, enquanto não 
ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles 
consignados.
SÚMULA SOBRE O ASSUNTO:
439, STF: Estão sujeitos à fiscalização tributária ou 
previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado 
o exame aos pontos objeto da investigação.
DO ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL 
(arts. 1142 a 1149 CC):
CONCEITO:
Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo 
de bens organizado, para exercício da empresa, por 
empresário, ou por sociedade empresária.
DO TRESPASSE:
Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou 
arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros 
depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da 
sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de 
publicado na imprensa oficial.
Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu 
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do 
pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo 
expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.
DA CLÁUSULA DE NÃO CONCORRÊNCIA:
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, 
o alienante do estabelecimento não pode fazer 
concorrência ao adquirente, nos cinco anos 
subseqüentes à transferência.
DA TRANSFERÊNCIA DE DÉBITOS:
Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde 
pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, 
desde que regularmente contabilizados, continuando o 
devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de 
um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da 
publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.
SÚMULAS SOBRE O ASSUNTO:
554, STJ: Na hipótese de sucessão empresarial, a responsabilidade da 
sucessora abrange não apenas os tributos devidos pela sucedida, mas também 
as multas moratórias ou punitivas referentes a fatos geradores ocorridos até a 
data da sucessão.
451, STJ: É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial.
646, STF: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a 
instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.
645, STF: É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de 
estabelecimento comercial.
Da Propriedade Intelectual: 
aspectos gerais
DO GÊNERO “PROPRIEDADE INTELECTUAL”
Das espécies 
→ Direitos Autorais (lei 9.610/98)
→ Propriedade Industrial (lei 9.279/96)
PREVISÃO LEGAL DO ASSUNTO:
Art. 5º, XXIX, CF - a lei assegurará aos autores de inventos industriais 
privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às 
criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de 
empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse 
social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País.
Lei específica
Da Convenção de Paris/O acordo TRIPs
DO INPI:
Entendendo o funcionamento:
Art. 2º A proteção dos direitos relativos à propriedade industrial, considerado o 
seu interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País, 
efetua-se mediante:
 I - concessão de patentes de invenção e de modelo de utilidade;
 II - concessão de registro de desenho industrial;
 III - concessão de registro de marca;
 IV - repressão às falsas indicações geográficas; e
 V - repressão à concorrência desleal.
DA PATENTE (ideia geral):
Imagem:https://www.google.com.br/search?
q=patente&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwigxs31jtjgAhXEB9QKHaP6C48Q_AUIDigB&biw=911&bih=417#imgdii=25CvZVf2bC9OLM:&imgrc=VDXn9wtReJLBAM:
Patente: espécies, aspectos gerais e requisitos
Fonte:https://www.google.com.br/search?
q=capacete+com+buraco+para+cabelo&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjpq6HoxdrgAhU8LLkGHfoTDTkQ_AUIDigB&biw=911&bih=384#imgrc=n5vYPvN2g
DE14M
Fonte:https://minilua.com/17-invencoes-incriveis-japao-experimentar/
O QUE A PATENTE SE DIGNA A PROTEGER:
- INVENÇÃO
- MODELO DE UTILIDADE: art. 9º: “É patenteável como 
modelo de utilidade o objeto de uso prático, ou parte deste, 
suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma 
ou disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em 
melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação”
REQUISITOS:
Art. 8º É patenteável a invenção que atenda aos requisitos de 
novidade, atividade inventiva e aplicação industrial.
1 – NOVIDADE:
Art. 11. A invenção e o modelo de utilidade são considerados novos quando 
não compreendidos no estado da técnica.
2 – ATIVIDADE INVENTIVA:
Art. 13. A invenção é dotada de atividade inventiva sempre que, para um 
técnico no assunto, não decorra de maneira evidente ou óbvia do estado da 
técnica.
 
Art. 14. O modelo de utilidade é dotado de ato inventivo sempre que, para 
um técnico no assunto, não decorra de maneira comum ou vulgar do 
estado da técnica.
3 – APLICAÇÃO INDUSTRIAL:
Art. 15. A invenção e o modelo de utilidade são 
considerados suscetíveis de aplicação industrial quando 
possam ser utilizados ou produzidos em qualquer tipo de 
indústria.
Art. 15. A invenção e o modelo de utilidade são 
considerados suscetíveis de aplicação industrial 
quando possam ser utilizados ou produzidos em 
qualquer tipo de indústria.
4 – DESIMPEDIMENTO:
Art. 18. Não são patenteáveis:
I - o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde 
públicas; Essa proibição é lógica, pois tudo dessa espécie é repelido pelo Ordenamento 
jurídico;
II - as substâncias, matérias, misturas, elementos ou produtos de qualquer espécie, 
bem como a modificação de suas propriedades físico-químicas e os respectivos 
processos de obtenção ou modificação, quando resultantes de transformação do 
núcleo atômico; e Nesse caso, há uma questão de política interna do país em fazer tal 
proibição;
III - o todo ou parte dos seres vivos, exceto os microorganismos transgênicos que 
atendam aos três requisitos de patenteabilidade - novidade, atividade inventiva e 
aplicação industrial - previstos no art.8º e que não sejam mera descoberta.
O QUE NÃO SE CONSIDERA INVENÇÃO:
Art. 10. Não se considera invenção nem modelo de utilidade:
I - descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos;
II - concepções puramente abstratas;
III - esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, financeiros, 
educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização;
IV - as obras literárias, arquitetônicas, artísticas e científicas ou qualquer criação estética;
V - programas de computador em si;
 
VI - apresentação de informações;
VII - regras de jogo;
VIII - técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos, bem como métodos terapêuticos ou de 
diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; e
IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na 
natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser 
vivo natural e os processos biológicos naturais.
PRAZO DE PROTEÇÃO DA PATENTE:
Art. 40. A patente de invenção vigorará pelo prazo de 20 (vinte) anos e a 
de modelo de utilidade pelo prazo 15 (quinze) anos contados da data de 
depósito.
Parágrafo único. O prazo de vigência não será inferior a 10 (dez) anos para 
a patente de invenção e a 7 (sete) anos para a patente de modelo de 
utilidade, a contar da data de concessão, ressalvada a hipótese de o INPI 
estar impedido de proceder ao exame de mérito do pedido, por 
pendência judicial comprovada ou por motivo de força maior .
(REVOGADO)
SITUAÇÕES PECULIARES EM RELAÇÃO A CONTRATOS DE TRABALHO:
a) quando pertencerá ao empregador exclusivamente: art. 88. “A invenção e o 
modelo de utilidade pertencem exclusivamente ao empregador quando decorrerem 
de contrato de trabalho cuja execução ocorra no Brasil e que tenha por objeto a 
pesquisa ou a atividade inventiva, ou resulte esta da natureza dos serviços para os 
quais foi o empregado contratado”. Genericamente, são chamadas de invenções de 
serviço. 
b) quando será unicamente do empregado: art. 90. “Pertencerá exclusivamente ao 
empregado a invenção ou o modelo de utilidade por ele desenvolvido, desde que 
desvinculado do contrato de trabalho e não decorrente da utilização de recursos, 
meios, dados, materiais, instalações ou equipamentos do empregador”. São as 
invenções livres;
c) patente conjunta: art. 91. “A propriedade de invenção ou de modelo de utilidade 
será comum, em partes iguais, quando resultar da contribuição pessoal do 
empregado e de recursos, dados, meios, materiais, instalações ou equipamentos do 
empregador, ressalvada expressa disposição contratual em contrário”. São as 
invenções em condomínio.
DO PASSO A PASSO DO PEDIDO DE 
PATENTE
 PASSO 01:
Art. 19. O pedido de patente, nas condições estabelecidas pelo INPI, conterá:
I - requerimento;
II - relatório descritivo: Art. 24. O relatório deverá descrever clara e 
suficientemente o objeto, de modo a possibilitar sua realização por técnico no assunto 
e indicar, quando for o caso, a melhor forma de execução.
Segundo o Manual do INPI:
- O título do pedido deve definir de forma concisa, clara e precisa o escopo técnico da 
invenção, e deve ser o mesmo para o requerimento, o relatório descritivo, o resumo, e a 
listagem de sequências, se houver; • Referir-se a uma única invenção, ou a um grupo de 
invenções inter-relacionadas de maneira que constituam um só conceito inventivo; • 
Descrever a finalidade, aplicação e campo técnico de utilização da invenção;
Comparar a matéria objeto de proteção com o estado da técnica, ressaltando suas 
vantagens e o problema que vem solucionar; 
• Relacionar os desenhos apresentados, numerando-os consecutivamente e 
descrevendo o seu significado, por exemplo: Fig. 1 - representa uma vista frontal do 
objeto, Fig. 2 - representa uma perspectiva do objeto, etc. 
• Descrever pormenorizadamente o objeto do pedido de patente, de acordo com os 
desenhos apresentados, reportando-se às referências numéricas de cada parte do 
desenho.
 
III - reivindicações;
IV - desenhos, se for o caso;
V - resumo; e
VI - comprovante do pagamento da retribuição relativa ao depósito.
PASSO 02:
- Pedido feito em conformidade: Art. 20. Apresentado o pedido, 
será ele submetido a exame formal preliminar e, se devidamente 
instruído, será protocolizado, considerada a data de depósito a da 
sua apresentação.
ou 
- Pedido feito em desconformidade: Art. 21. O pedido que não 
atender formalmente ao disposto no art. 19, mas que contiver 
dados relativos ao objeto, ao depositante e ao inventor, poderá ser 
entregue, mediante recibo datado, ao INPI, que estabelecerá as 
exigências a serem cumpridas, no prazo de 30 (trinta) dias, sob 
pena de devolução ou arquivamento da documentação.
PASSO 03:
Art. 21, Parágrafo único. Cumpridas as exigências, o depósito será 
considerado como efetuado na data do recibo.
# IMPORTANTE PREVISÃO: 
Art. 22. O pedido de patente de invenção terá de se referir a uma 
única invenção ou a um grupo de invenções inter-relacionadas de 
maneira a compreenderem um único conceito inventivo.
Art. 23. O pedido de patente de modelo de utilidade terá de se referir 
a um único modelo principal, que poderá incluir uma pluralidade de 
elementos distintos, adicionais ou variantes construtivas ou 
configurativas, desde que mantida a unidade técnico-funcional e 
corporal do objeto.
PASSO 04:
Do procedimento de análise do pedido: sigilo x publicação: Art. 30. O 
pedido de patente será mantido em sigilo durante 18 (dezoito) meses 
contados da data de depósito ou da prioridade mais antiga, quando 
houver, após o que será publicado, à exceção do caso previsto no art. 75. 
PASSO 05:
Da publicação em si: Art. 31. Publicado o pedido de patente e até o final do 
exame, será facultada a apresentação, pelos interessados, de documentos e 
informações para subsidiarem o exame.
Parágrafo único. O exame não será iniciado antes de decorridos 60 (sessenta) 
dias da publicação do pedido.
PASSO 06:
Pedido do exame: Art. 33. O exame do pedido de patente deverá ser requerido 
pelo depositante ou por qualquer interessado, no prazo de 36 (trinta e seis) 
meses contados da data do depósito, sob pena do arquivamento do pedido.
PASSO 07:
Manifestação do INPI pós pedido de exame:
Art. 35. Por ocasião do exame técnico, será elaborado o relatório 
de busca e parecer relativo a:
 I - patenteabilidade do pedido;
 II - adaptação do pedido à natureza reivindicada;
 III - reformulação do pedido ou divisão; ou
 IV - exigências técnicas.
PASSO 08:
Deferimento ou não da patente:
Art. 36. Quando o parecer for pela não patenteabilidade ou pelo não 
enquadramento do pedido na natureza reivindicada ou formular 
qualquer exigência, o depositante será intimado para manifestar-se no 
prazo de 90 (noventa) dias.
Art. 37. Concluído o exame, será proferida decisão, deferindo ou 
indeferindo o pedido de patente.
Art. 212. Salvo expressa disposição em contrário, das decisões de que 
trata esta Lei cabe recurso, que será interposto no prazo de 60 
(sessenta) dias.
PASSO 09:
Concessão da patente: Art. 38. A patente será concedida depois de 
deferido o pedido, e comprovado o pagamento da retribuição 
correspondente, expedindo-se a respectiva carta-patente.
Custo atual da patente:
http://www.inpi.gov.br/arquivos/tabela_servicos_inpi_nov_2018.pdf
http://www.inpi.gov.br/arquivos/tabela_servicos_inpi_nov_2018.pdf
PRINCIPAL DIREITO DO TITULAR DA PATENTE: 
Art. 41. A extensão da proteção conferida pela patente será 
determinada pelo teor das reivindicações, interpretado com base no 
relatório descritivo e nos desenhos.
Art. 42. A patente confere ao seu titular o direito de impedir terceiro, 
sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender 
ou importar com estes propósitos:
Art. 44. Ao titular da patente é assegurado o direito de obter 
indenização pela exploração indevida de seu objeto, inclusive em 
relação à exploração ocorrida entre a data da publicaçãodo pedido e 
a da concessão da patente.
EXTINÇÃO DA PATENTE:
Art. 78. A patente extingue-se:
 I - pela expiração do prazo de vigência; 
 II - pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros;
 III - pela caducidade;
 IV - pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no § 2º do art. 84 e 
no art. 87; e
 V - pela inobservância do disposto no art. 217.
 Parágrafo único. Extinta a patente, o seu objeto cai em domínio público.
Art. 87. O pedido de patente e a patente poderão ser restaurados, se o depositante ou o titular 
assim o requerer, dentro de 3 (três) meses, contados da notificação do arquivamento do pedido 
ou da extinção da patente, mediante pagamento de retribuição específica.
LICENCIAMENTO DA PATENTE:
- voluntário: Art. 61. O titular de patente ou o depositante poderá 
celebrar contrato de licença para exploração;
- compulsório: razão de ser: Art. 5º, XXIX, CF - a lei assegurará 
aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua 
utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade 
das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, 
tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e 
econômico do País;
Hipóteses:
A) Art. 68. O titular ficará sujeito a ter a patente licenciada compulsoriamente se exercer os 
direitos dela decorrentes de forma abusiva, ou por meio dela praticar abuso de poder 
econômico, comprovado nos termos da lei, por decisão administrativa ou judicial.
§ 1º Ensejam, igualmente, licença compulsória:
B) I - a não exploração do objeto da patente no território brasileiro por falta de fabricação ou 
fabricação incompleta do produto, ou, ainda, a falta de uso integral do processo patenteado, 
ressalvados os casos de inviabilidade econômica, quando será admitida a importação;
C) ou II - a comercialização que não satisfizer às necessidades do mercado.
C) ou II - a comercialização que não satisfizer às necessidades do 
mercado.
Quem pode requerer o licenciamento nessas situações: § 2º A licença só 
poderá ser requerida por pessoa com legítimo interesse e que tenha 
capacidade técnica e econômica para realizar a exploração eficiente do 
objeto da patente, que deverá destinar-se, predominantemente, ao mercado 
interno, extinguindo-se nesse caso a excepcionalidade prevista no inciso I do 
parágrafo anterior.
 
 Prazo de ajuste: § 5º A licença compulsória de que trata o § 1º somente 
será requerida após decorridos 3 (três) anos da concessão da patente.
Art. 80. Caducará a patente, de ofício ou a requerimento de qualquer pessoa 
com legítimo interesse, se, decorridos 2 (dois) anos da concessão da primeira 
licença compulsória, esse prazo não tiver sido suficiente para prevenir ou 
sanar o abuso ou desuso, salvo motivos justificáveis.
D) Art. 71. Art. 71. Nos casos de emergência nacional ou 
internacional ou de interesse público declarados em lei ou em ato 
do Poder Executivo federal, ou de reconhecimento de estado de 
calamidade pública de âmbito nacional pelo Congresso Nacional, 
poderá ser concedida licença compulsória, de ofício, temporária e 
não exclusiva, para a exploração da patente ou do pedido de 
patente, sem prejuízo dos direitos do respectivo titular, desde que 
seu titular ou seu licenciado não atenda a essa necessidade. 
Hipóteses excepcionais em que não haverá o licenciamento 
compulsório:
Art. 69. A licença compulsória não será concedida se, à data do 
requerimento, o titular:
I - justificar o desuso por razões legítimas;
II - comprovar a realização de sérios e efetivos preparativos para 
a exploração; ou
III - justificar a falta de fabricação ou comercialização por 
obstáculo de ordem legal.
Contraditório em caso de licenciamento compulsório: Art. 73, § 
4º Havendo contestação, o INPI poderá realizar as necessárias 
diligências, bem como designar comissão, que poderá incluir 
especialistas não integrantes dos quadros da autarquia, visando 
arbitrar a remuneração que será paga ao titular.
Prazo para início da exploração: Art. 74. Salvo razões legítimas, o 
licenciado deverá iniciar a exploração do objeto da patente no prazo 
de 1 (um) ano da concessão da licença, admitida a interrupção por 
igual prazo. 
Ônus da prova. 
DO REGISTRO DO DESENHO 
INDUSTRIAL:
DA TITULARIDADE:
Art. 94. Ao autor será assegurado o direito de obter registro de 
desenho industrial que lhe confira a propriedade, nas 
condições estabelecidas nesta Lei.
Parágrafo único. Aplicam-se ao registro de desenho industrial, 
no que couber, as disposições dos arts. 6º e 7º.
CONCEITO E REQUISITOS:
Art. 95. Considera-se desenho industrial a forma plástica 
ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e 
cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando 
resultado visual novo e original na sua configuração externa e 
que possa servir de tipo de fabricação industrial.
REQUISITOS:
Art. 96. O desenho industrial é considerado novo quando não 
compreendido no estado da técnica.
Art. 97. O desenho industrial é considerado original quando 
dele resulte uma configuração visual distintiva, em relação a 
outros objetos anteriores.
QUANDO NÃO CABERÁ ESTA PROTEÇÃO:
Art. 98. Não se considera desenho industrial qualquer obra de 
caráter puramente artístico.
Art. 100. Não é registrável como desenho industrial:
I - o que for contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda 
a honra ou imagem de pessoas, ou atente contra liberdade de 
consciência, crença, culto religioso ou idéia e sentimentos dignos 
de respeito e veneração;
II - a forma necessária comum ou vulgar do objeto ou, ainda, 
aquela determinada essencialmente por considerações técnicas 
ou funcionais.
PASSO A PASSO DO PROCEDIMENTO DO REGISTRO DO 
DESENHO INDUSTRIAL:
1. Pedido: art. 101.
2. Análise formal preliminar. 
3. Art. 106. Depositado o pedido de registro de desenho 
industrial e observado o disposto nos arts. 100, 101 e 104, 
será automaticamente publicado e simultaneamente 
concedido o registro, expedindo-se o respectivo certificado.
4. Art. 109. A propriedade do desenho industrial adquire-se 
pelo registro validamente concedido.
VIGÊNCIA E EXTINÇÃO:
Art. 108. O registro vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos contados 
da data do depósito, prorrogável por 3 (três) períodos sucessivos 
de 5 (cinco) anos cada. 
Art. 119. O registro extingue-se:
I - pela expiração do prazo de vigência;
II - pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros;
III - pela falta de pagamento da retribuição prevista nos arts. 108 
e 120; ou
IV - pela inobservância do disposto no art. 217.
DA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS:
Art. 207. Independentemente da ação criminal, o prejudicado poderá 
intentar as ações cíveis que considerar cabíveis na forma do Código 
de Processo Civil.
Art. 208. A indenização será determinada pelos benefícios que o 
prejudicado teria auferido se a violação não tivesse ocorrido.
Art. 209. Fica ressalvado ao prejudicado o direito de haver perdas e 
danos em ressarcimento de prejuízos causados por atos de violação 
de direitos de propriedade industrial e atos de concorrência desleal 
não previstos nesta Lei, tendentes a prejudicar a reputação ou os 
negócios alheios, a criar confusão entre estabelecimentos 
comerciais, industriais ou prestadores de serviço, ou entre os 
produtos e serviços postos no comércio.
O ENTENDIMENTO DOS TRIBUNAIS SOBRE O ASSUNTO:
REsp 466/360: “Aquele que utiliza ilicitamente desenho industrial, 
para fabricar e comercializar produto, detém legitimidade para 
propor ação indenizatória contra o contrafator, por violação à 
propriedade industrial ou por concorrência desleal”.
 DIFERENÇA ENTRE DESENHO INDUSTRIAL E TRADE DRESS:
Conceito de trade dress: aqui, o concorrente não imita a 
marca, não imita o desenho industrial propriamente dito, mas 
imita as características ou até mesmo o modus operandi de 
realizar um serviço (SANTA CRUZ, André Ramos).
DECISÃO ACERCADE TRADE DRESS:
O patrimônio da autora (incluindo o trade dress) também é digno de ser 
considerado e cabe interpretar os aspectos da luta pela unicidade. Aqui comporta 
reflexão a noção de exclusividade e não cabe restringir esse alcance para comida 
chinesa, porque em sendo acolhido tal obviedade se permitirá que outras 
empresas de fast food utilizem o principal identificador do produto da autora, 
uma porta aberta para a contrafação que estimula a ideologia parasitária. Existe 
regra de mercado e o produto mineiro em caixa deverá ser exibido com marca 
diferente e não com o emprego do in box, que é exclusivo da autora. Por outro 
lado e embora se admita que o serviço delivery (agora em intensa expansão, 
principal em grandes centros urbanos) tenha que, necessariamente, empregar 
padrões comuns, como o tipo de embalagem, não se concebe que se utilizem os 
mesmos desenhos registrados pela autora, como está ocorrendo. 
Uma pizza deverá ser entregue dentro de uma caixa redonda e não há como 
privilegiar aquele que fez o primeiro desenho desse material; diferente, 
contudo, do produto da autora, que obedece a um desenho original e 
totalmente novo na área, competindo a quem deseja explorar tal segmento 
investir para encontrar fórmula distintiva. (AI Nº: 0138158-21.2012.8.26.0000, 
MM. JUIZ PROLATOR: CLAUDIO SALVETTI D’ANGELO)
OS CASOS EM SI:
A cerveja Deuce foi considerada cópia da cerveja Duvel, além das marcas serem muito 
semelhantes a garrafa e rotulo eram extremamente parecidos. Assim a 11ª câmara Cível do 
TJ/RJ manteve a condenação da empresa que fabrica a cerveja Deuce por “Trade Dress” e 
imitação da marca da cerveja belga Duvel. O juízo de 1º grau determinou que a ré promova a 
alteração da representação visual de seu produto “Deuce”, desvinculando-a das características 
visuais da cerveja “Duvel”, além de cessar a divulgação ou promoção da cerveja “Deuce” e 
todos os produtos anexos, alterando também a divulgação em mídias como Facebook e 
Instagram. (Disponível em: https://www.portalintelectual.com.br/traduzindo-o-trade-dress/)
http://www.migalhas.com.br/arquivos/2017/9/art20170925-05.pdf
https://www.portalintelectual.com.br/traduzindo-o-trade-dress/
DO REGISTRO DA MARCA:
DO CONCEITO:
Art. 122. São suscetíveis de registro como marca os sinais 
distintivos visualmente perceptíveis, não compreendidos nas 
proibições legais. 
AS MARCAS MAIS VALIOSAS DO MUNDO:
VIGÊNCIA:
 Art. 133. O registro da marca vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos, 
contados da data da concessão do registro, prorrogável por 
períodos iguais e sucessivos.
 § 1º O pedido de prorrogação deverá ser formulado durante o 
último ano de vigência do registro, instruído com o comprovante 
do pagamento da respectiva retribuição.
 
 § 2º Se o pedido de prorrogação não tiver sido efetuado até o 
termo final da vigência do registro, o titular poderá fazê-lo nos 
6 (seis) meses subseqüentes, mediante o pagamento de 
retribuição adicional.
 § 3º A prorrogação não será concedida se não atendido o 
disposto no art. 128.
OUTROS MODOS DE EXTINÇÃO DAS MARCAS:
Art. 142. O registro da marca extingue-se:
I - pela expiração do prazo de vigência;
II - pela renúncia, que poderá ser total ou parcial em relação 
aos produtos ou serviços assinalados pela marca;
III - pela caducidade; ou
IV - pela inobservância do disposto no art. 217.
SOBRE A CADUCIDADE:
Art. 143 - Caducará o registro, a requerimento de qualquer pessoa com 
legítimo interesse se, decorridos 5 (cinco) anos da sua concessão, na data do 
requerimento:
I - o uso da marca não tiver sido iniciado no Brasil; ou
II - o uso da marca tiver sido interrompido por mais de 5 (cinco) anos 
consecutivos, ou se, no mesmo prazo, a marca tiver sido usada com 
modificação que implique alteração de seu caráter distintivo original, tal 
como constante do certificado de registro.
 
§ 1º Não ocorrerá caducidade se o titular justificar o desuso da 
marca por razões legítimas.
§ 2º O titular será intimado para se manifestar no prazo de 60 
(sessenta) dias, cabendo-lhe o ônus de provar o uso da marca 
ou justificar seu desuso por razões legítimas.
COMO SE ADQUIRE A PROPRIEDADE DA MARCA:
 Art. 129. A propriedade da marca adquire-se pelo registro 
validamente expedido, conforme as disposições desta Lei, sendo 
assegurado ao titular seu uso exclusivo em todo o território nacional, 
observado quanto às marcas coletivas e de certificação o disposto 
nos arts. 147 e 148.
 § 1º Toda pessoa que, de boa fé, na data da prioridade ou 
depósito, usava no País, há pelo menos 6 (seis) meses, marca idêntica 
ou semelhante, para distinguir ou certificar produto ou serviço 
idêntico, semelhante ou afim, terá direito de precedência ao registro.
RAZÕES DE IMPEDIMENTO PARA O REGISTRO:
Art. 124. Não são registráveis como marca:
I - brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos, 
nacionais, estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designação, figura ou 
imitação;
II - letra, algarismo e data, isoladamente, salvo quando revestidos de suficiente forma 
distintiva;
III - expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons 
costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de 
consciência, crença, culto religioso ou idéia e sentimento dignos de respeito e veneração;
IV - designação ou sigla de entidade ou órgão público, quando não requerido o registro pela 
própria entidade ou órgão público;
V - reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador 
de título de estabelecimento ou nome de empresa de terceiros, suscetível 
de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos;
VI - sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou 
simplesmente descritivo, quando tiver relação com o produto ou serviço 
a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma 
característica do produto ou serviço, quanto à natureza, nacionalidade, 
peso, valor, qualidade e época de produção ou de prestação do serviço, 
salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva(...)
JURISPRUDÊNCIA SOBRE O ASSUNTO:
Decisão do STJ, 4ª turma, REsp 471.546: “não é passível o 
registro da marca SPA, vocábulo de uso comum e corrente 
para as casas que oferecem a seus clientes serviços 
especializados de estética de corpo, nutrição e 
emagrecimento, associando ordinariamente serviços médicos 
e de hotelaria. Seria o mesmo que adonar-se das palavras flat, 
hotel, motel, etc”. 
DA PROTEÇÃO CONFERIDA PELO REGISTRO:
Art. 130. Ao titular da marca ou ao depositante é ainda 
assegurado o direito de:
I - ceder seu registro ou pedido de registro;
II - licenciar seu uso;
III - zelar pela sua integridade material ou reputação.
 Art. 131. A proteção de que trata esta Lei abrange o uso 
da marca em papéis, impressos, propaganda e 
documentos relativos à atividade do titular.
ESPÉCIES: 
Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - marca de produto ou serviço: aquela usada para distinguir produto ou 
serviço de outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa;
II - marca de certificação: aquela usada para atestar a conformidade de um 
produto ou serviço com determinadas normas ou especificações técnicas, 
notadamente quanto à qualidade, natureza, material utilizado e 
metodologia empregada; e
III - marca coletiva: aquela usada para identificar produtos ou serviços 
provindos de membros de uma determinada entidade
QUEM PODE SER TITULAR DE UMA MARCA:
Art. 128. Podem requerer registro de marca as pessoas físicas ou 
jurídicas de direito público ou de direito privado.
 
 § 1º As pessoas de direito privado só podem requerer registro de 
marca relativo à atividade que exerçam efetiva e licitamente, de modo 
direto ou através de empresas que controlem direta ou indiretamente, 
declarando, no próprio requerimento, esta condição, sob as penas da 
lei.§ 2º O registro de marca coletiva só poderá ser requerido por 
pessoa jurídica representativa de coletividade, a qual poderá 
exercer atividade distinta da de seus membros.
 § 3º O registro da marca de certificação só poderá ser requerido 
por pessoa sem interesse comercial ou industrial direto no 
produto ou serviço atestado.
PROTEÇÃO DA MARCA REGISTRADA:
Marca de Alto Renome
Art. 125. À marca registrada no Brasil considerada de alto renome 
será assegurada proteção especial, em todos os ramos de atividade.
Marca Notoriamente Conhecida
Art. 126. A marca notoriamente conhecida em seu ramo de atividade 
nos termos do art. 6º bis (I), da Convenção da União de Paris para 
Proteção da Propriedade Industrial, goza de proteção especial, 
independentemente de estar previamente depositada ou registrada 
no Brasil.
INTERESSANTE JULGADO SOBRE O TEMA:
PROCESSO
REsp 1.804.960-SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, por maioria, julgado em 
24/09/2019, DJe 02/10/2019
RAMO DO DIREITO
DIREITO CIVIL, DIREITO MARCÁRIO
TEMA
Propriedade industrial. Marca de alto renome. Uso da expressão por empreendimento 
imobiliário. Possibilidade. Distinção entre ato civil e ato empresarial.
DESTAQUE
O registro de uma expressão como marca, ainda que de alto renome, não afasta a 
possibilidade de utilizá-la no nome de um empreendimento imobiliário.
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1804960
INFORMAÇÕES DO INTEIRO TEOR
A marca é um sinal distintivo que tem por funções principais identificar a origem e 
distinguir produtos ou serviços de outros idênticos, semelhantes ou afins. Os 
nomes atribuídos aos edifícios e empreendimentos imobiliários não gozam de 
exclusividade, sendo comum receberem idêntica denominação. Estes nomes, 
portanto, não qualificam produtos ou serviços, apenas conferem uma 
denominação para o fim de individualizar o bem, sendo assim de livre atribuição 
pelos seus titulares e não requer criatividade ou capacidade inventiva. Dessa 
forma, o registro de uma expressão como marca, ainda que de alto renome, não 
afasta a possibilidade de utilizá-la no nome de um edifício. A exclusividade 
conferida pelo direito marcário se limita às atividades empresariais, sem atingir os 
atos da vida civil.
USO INDEVIDO DE MARCA:
SÚMULA 143
Prescreve em cinco anos a ação de 
perdas e danos pelo uso de marca 
comercial.
TABELA DE MEMORIZAÇÃO DE PRAZOS (em regra):
DESIGN 10 A + 3 X 5 A (PRORROGAÇÕES) = 25 A
INVENÇÃO 20 A (IMPRORROGÁVEIS)
MODELO DE UTILIDADE 15 A (IMPRORROGÁVEIS)
MARCA 10 A (PRORROGÁVEIS...)
Sumário de 
Aula
- C o n t r a t o s d e S t a r t u p s
O QUE SÃO STARTUPS:
“Uma startup é um grupo de pessoas à procura de 
um modelo de negócios repetível e escalável, 
trabalhando em condições de extrema incerteza”. 
(Disponível em: 
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b
2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
).
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-startup,6979b2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
DETALHANDO O CONCEITO:
a) o elemento “incerteza”;
b) modelo de negócio repetível; 
c) escalável;
d) são sempre atividades na internet?
ESPÉCIES:
“B2B (Business to Business): em português, negócios para negócios, 
esse tipo de startup atende outras empresas ao invés do consumidor 
final diretamente. Um exemplo é o 99 corporativo, serviço de transporte 
para empresas.
B2C (Business to Consumer): em português, negócios para 
consumidores, essa startup fornece um serviço para o consumidor 
final. Um exemplo é o 99, serviço de transporte voltado para o 
consumidor diretamente.
B2B2C (Business to Business to Consumer): em português, negócios 
para empresas para consumidores, é utilizada quando uma empresa faz 
negócios com outra visando uma venda para o cliente final. No caso, o 
iFood é um ótimo caso de uma startup que faz parceria com outras 
empresas (restaurantes) para ajudar na venda para clientes”.
(Disponível: https://app.startse.com/artigos/o-que-e-uma-startup)
https://app.startse.com/artigos/o-que-e-uma-startup
COMO CONSTITUIR UMA STARTUP PASSO A PASSO(analisando o Marco legal – LC nº 182/21):
Art. 4º São enquadradas como startups as organizações 
empresariais ou societárias, nascentes ou em operação 
recente, cuja atuação caracteriza-se pela inovação aplicada 
a modelo de negócios ou a produtos ou serviços ofertados.
§ 1º Para fins de aplicação desta Lei Complementar, são 
elegíveis para o enquadramento na modalidade de 
tratamento especial destinada ao fomento de startup o 
empresário individual, a empresa individual de 
responsabilidade limitada, as sociedades empresárias, as 
sociedades cooperativas e as sociedades simples:
DO ENQUADRAMENTO LEGAL DAS STARTUPS:
Art. 11. Os órgãos e as entidades da 
administração pública com competência de 
regulamentação setorial poderão, individualmente 
ou em colaboração, no âmbito de programas de 
ambiente regulatório 
experimental (sandbox regulatório), afastar a 
incidência de normas sob sua competência em 
relação à entidade regulada ou aos grupos de 
entidades reguladas.
Art. 4º São enquadradas como startups as organizações empresariais ou 
societárias, nascentes ou em operação recente, cuja atuação caracteriza-se pela 
inovação aplicada a modelo de negócios ou a produtos ou serviços ofertados.
§ 1º Para fins de aplicação desta Lei Complementar, são elegíveis para o 
enquadramento na modalidade de tratamento especial destinada ao fomento 
de startup o empresário individual, a empresa individual de responsabilidade 
limitada, as sociedades empresárias, as sociedades cooperativas e as 
sociedades simples:
I - com receita bruta de até R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais) no ano-
calendário anterior ou de R$ 1.333.334,00 (um milhão, trezentos e trinta e três mil 
trezentos e trinta e quatro reais) multiplicado pelo número de meses de atividade 
no ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses, 
independentemente da forma societária adotada;
II - com até 10 (dez) anos de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica 
(CNPJ) da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da 
Economia; e
III - que atendam a um dos seguintes requisitos, no mínimo:
a) declaração em seu ato constitutivo ou alterador e 
utilização de modelos de negócios inovadores para a 
geração de produtos ou serviços, nos termos do 
inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 10.973, de 2 de dezem
bro de 2004
; ou
b) enquadramento no regime especial Inova Simples, nos 
termos do 
art. 65-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de
 2006
.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp123.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp123.htm
Art. 65-A, LC 123/06. É criado o Inova Simples, regime especial simplificado 
que concede às iniciativas empresariais de caráter incremental ou disruptivo 
que se autodeclarem como startups ou empresas de inovação tratamento 
diferenciado com vistas a estimular sua criação, formalização, 
desenvolvimento e consolidação como agentes indutores de avanços 
tecnológicos e da geração de emprego e renda. 
Redação pelo MLS: Art. 65-A. Fica criado o Inova Simples, regime especial 
simplificado que concede às iniciativas empresariais de caráter incremental 
ou disruptivo que se autodeclarem como empresas de inovação tratamento 
diferenciado com vistas a estimular sua criação, formalização, 
desenvolvimento e consolidação como agentes indutores de avanços 
tecnológicos e da geração de emprego e renda.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp123.htm
§ 2º Para fins de contagem do prazo estabelecido no inciso II 
do § 1ºdeste artigo, deverá ser observado o seguinte:
I - para as empresas decorrentes de incorporação, será 
considerado o tempo de inscrição da empresa 
incorporadora;
II - para as empresas decorrentes de fusão, será considerado 
o maior tempo de inscrição entre as empresas fundidas; e
III - para as empresas decorrentes de cisão, será 
considerado o tempo de inscrição da empresa cindida, na 
hipótese de criação de nova sociedade, ou da empresa que a 
absorver, na hipótese de transferência de patrimônio para a 
empresa existente.
PRINCÍPIOS DE DIRETRIZES DO MLS NO TOCANTE AO DIREITO EMPRESARIAL:
Art. 3º Esta Lei Complementar é pautada pelos seguintes princípios e diretrizes:
I - reconhecimento do empreendedorismo inovador como vetor de 
desenvolvimento econômico, social e ambiental;
II - incentivo à constituição de ambientes favoráveis ao empreendedorismo 
inovador, com valorização da segurança jurídica e da liberdade contratual como 
premissas para a promoção do investimento e do aumento da oferta de capital 
direcionado a iniciativas inovadoras;
III - importância das empresas como agentes centrais do impulso inovador em 
contexto de livre mercado;
IV - modernização do ambiente de negócios brasileiro, à luz dos modelos de 
negócios emergentes;
V - fomento ao empreendedorismo inovador como meio de promoção da 
produtividade e da competitividade da economia brasileira e de geração de 
postos de trabalho qualificados;
VI - aperfeiçoamento das políticas públicas e dos instrumentos 
de fomento ao empreendedorismo inovador;
VII - promoção da cooperação e da interação entre os entes 
públicos, entre os setores público e privado e entre empresas, 
como relações fundamentais para a conformação de ecossistema 
de empreendedorismo inovador efetivo;
VIII - incentivo à contratação, pela administração pública, de 
soluções inovadoras elaboradas ou desenvolvidas por startups, 
reconhecidos o papel do Estado no fomento à inovação e as 
potenciais oportunidades de economicidade, de benefício e de 
solução de problemas públicos com soluções inovadoras; e
IX - promoção da competitividade das empresas brasileiras e da 
internacionalização e da atração de investimentos estrangeiros. 
DO INVESTIDOR:
Art. 5º As startups poderão admitir aporte de capital por pessoa física ou jurídica, que poderá 
resultar ou não em participação no capital social da startup, a depender da modalidade de 
investimento escolhida pelas partes.
§ 1º Não será considerado como integrante do capital social da empresa o aporte realizado 
na startup por meio dos seguintes instrumentos:
I - contrato de opção de subscrição de ações ou de quotas celebrado entre o investidor e a 
empresa;
II - contrato de opção de compra de ações ou de quotas celebrado entre o investidor e os 
acionistas ou sócios da empresa;
III - debênture conversível emitida pela empresa nos termos da 
Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976;
IV - contrato de mútuo conversível em participação societária celebrado entre o investidor e a 
empresa;
V - estruturação de sociedade em conta de participação celebrada entre o investidor e a empresa;
VI - contrato de investimento-anjo na forma da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro 2006;
VII - outros instrumentos de aporte de capital em que o investidor, pessoa física ou jurídica, não 
integre formalmente o quadro de sócios da startup e/ou não tenha subscrito qualquer participação 
representativa do capital social da empresa.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp123.htm
Art. 8º O investidor que realizar o aporte de capital a que se refere o art. 5º 
desta Lei Complementar:
I - não será considerado sócio ou acionista nem possuirá direito a gerência 
ou a voto na administração da empresa, conforme pactuação contratual;
II - não responderá por qualquer dívida da empresa, inclusive em 
recuperação judicial, e a ele não se estenderá o disposto no 
art. 50 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), no 
art. 855-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decr
eto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943
, nos arts. 124, 134 e 135 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código 
Tributário Nacional), e em outras disposições atinentes à desconsideração 
da personalidade jurídica existentes na legislação vigente.
Parágrafo único. As disposições do inciso II do caput deste artigo não se 
aplicam às hipóteses de dolo, de fraude ou de simulação com o 
envolvimento do investidor. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172.htm
DAS FACILITAÇÕES EM RELAÇÃO ÀS CIAS:
Art. 16. A Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, passa a 
vigorar com as seguintes alterações:
Art. 143. A Diretoria será composta por 1 (um) ou mais 
membros eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo conselho 
de administração ou, se inexistente, pela assembleia geral, e o 
estatuto estabelecerá:
Art. 294. A companhia fechada que tiver receita bruta anual de 
até R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) poderá:
III - realizar as publicações ordenadas por esta Lei de forma 
eletrônica, em exceção ao disposto no art. 289 desta Lei; e
IV - substituir os livros de que trata o art. 100 desta Lei por 
registros mecanizados ou eletrônicos.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm.0
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm
TÍTULOS DE CRÉDITO
(Parte geral: arts. 887 a 926 CC)
CONCEITO E PRINCÍPIOS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO (art. 887):
“Título de crédito é o documento necessário 
para o exercício do direito literal e autônomo, 
nele mencionado” (César Vinvant). 
LEMBRETE:
# Lembrete: São subprincípios (desdobramentos do princípio 
da autonomia):
a) abstração: quando o TC é posto em circulação, ele se 
desvincula da obrigação originária a qual lhe deu causa;
b) inoponibilidade das exceções pessoais: o executado só 
pode opor matérias de defesa em relação ao exequente 
fundadas no TC, não podendo, dessa maneira, opor exceções 
pessoais. Por exemplo: falsidade do título, prescrição, etc;
	Prof. RENATA LIMA
	ESCRITURAÇÃO (arts. 1179 a 1195 CC):
	DA CLASSIFICAÇÃO:
	Slide 4
	DA EXIBIÇÃO:
	Slide 6
	Slide 7
	DO PRAZO DE MANUTENÇÃO:
	SÚMULA SOBRE O ASSUNTO:
	Slide 10
	CONCEITO:
	DO TRESPASSE:
	DA CLÁUSULA DE NÃO CONCORRÊNCIA:
	DA TRANSFERÊNCIA DE DÉBITOS:
	SÚMULAS SOBRE O ASSUNTO:
	Slide 16
	DO GÊNERO “PROPRIEDADE INTELECTUAL”
	PREVISÃO LEGAL DO ASSUNTO:
	DO INPI:
	DA PATENTE (ideia geral):
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	Slide 50
	Slide 51
	Slide 52
	Slide 53
	Slide 54
	Slide 55
	DA TITULARIDADE:
	CONCEITO E REQUISITOS:
	Slide 58
	REQUISITOS:
	QUANDO NÃO CABERÁ ESTA PROTEÇÃO:
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	VIGÊNCIA E EXTINÇÃO:
	DA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS:
	Slide 64
	O ENTENDIMENTO DOS TRIBUNAIS SOBRE O ASSUNTO:
	 DIFERENÇA ENTRE DESENHO INDUSTRIAL E TRADE DRESS:
	DECISÃO ACERCA DE TRADE DRESS:
	Slide 68
	OS CASOS EM SI:
	Slide 70
	Slide 71
	DO CONCEITO:
	AS MARCAS MAIS VALIOSAS DO MUNDO:
	VIGÊNCIA:
	Slide 75
	OUTROS MODOS DE EXTINÇÃO DAS MARCAS:
	SOBRE A CADUCIDADE:
	Slide 78
	COMO SE ADQUIRE A PROPRIEDADE DA MARCA:
	RAZÕES DE IMPEDIMENTO PARA O REGISTRO:
	Slide 81
	JURISPRUDÊNCIA SOBRE O ASSUNTO:
	DA PROTEÇÃO CONFERIDA PELO REGISTRO:
	ESPÉCIES:
	QUEM PODE SER TITULAR DE UMA MARCA:
	Slide 86
	PROTEÇÃO DA MARCA REGISTRADA:
	Slide 88
	INTERESSANTE JULGADO SOBRE O TEMA:
	Slide 90
	Slide 91
	Slide 92
	Slide 93O QUE SÃO STARTUPS:
	DETALHANDO O CONCEITO:
	ESPÉCIES:
	Slide 97
	DO ENQUADRAMENTO LEGAL DAS STARTUPS:
	Slide 99
	Slide 100
	Slide 101
	Slide 102
	Slide 103
	Slide 104
	DO INVESTIDOR:
	Slide 106
	DAS FACILITAÇÕES EM RELAÇÃO ÀS CIAS:
	Slide 108
	CONCEITO E PRINCÍPIOS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO (art. 887):
	LEMBRETE:

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