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WBA1085_v1.0 Fornecimento de tensão secundária de distribuição Definições gerais e terminologia Termos importantes no fornecimento secundário Bloco 1 Renato Kazuo Miyamoto Terminologia Alguns termos importantes, de acordo com a NTC 901100 (PARANÁ, 2020) e ANEEL (BRASIL, 2010): Conceituando: Unidade Consumidora (UC); entrada de serviço; agrupamento de UC; ramal de entrada (embutido, aéreo, subterrâneo); sistema de aterramento; caixas para medidor e disjuntor; caixas de passagem; Declaração de Cargas (DCA). NTC 901100 RECON-BT RN414/2010 ANEEL NBR5410 NR10 Atendimento às unidades consumidoras Figura 1 – Identificação e disposição dos componentes Fonte: Paraná (2020, p. 42). Poste da entrada de serviço “Comprimento mínimo exigido para o poste da entrada de serviço é de 7,20 m, para ligação monofásica, bifásica ou trifásica”. “O poste da entrada de serviço deverá ser instalado no alinhamento frontal”. “Quando for utilizado eletroduto aparente, este poderá ser fixado junto ao poste através de arame galvanizado com bitola mínima de 14 BWG, com no mínimo 6 voltas, ou fita metálica com presilha. O eletroduto embutido poderá ser de PVC rígido ou corrugado”. Segundo a NTC 901100 (PARANÁ, 2020) e ANEEL (BRASIL, 2010): Nota 1 - A distância entre o poste e a grade/muro frontal deve ser tal que permita o acesso e a abertura da caixa e/ou centro de medição modulado do lado de fora da unidade consumidora. A face frontal da caixa e/ou centro de medição deverá ficar no alinhamento predial. Figura 2 – Poste e medição da entrada de serviço Fonte: Paraná (2020, p. 43). Poste da entrada de serviço Obras civis próximas à rede de distribuição NR10 NR35 “Os serviços poderão ser realizados sem proteção contra contatos acidentais, quando a distância entre o local de trabalho e a projeção do condutor da rede de distribuição mais próximo for maior do que 5,0m” (PARANÁ, 2020, p. 9). Figura 3 – Trabalho em proximidade com edificações Fonte: Paraná (2020, p. 39). Definições gerais e terminologia Caixas para equipamentos de medição e proteção Bloco 2 Renato Kazuo Miyamoto Aspectos sobre as caixas De acordo com a NTC 901100 (PARANÁ, 2020) e ANEEL (BRASIL, 2010): “As caixas para equipamentos de medição e de proteção poderão ser confeccionadas em chapa de aço-carbono, chapa de alumínio ou material polimérico”. “Em localidades litorâneas, as caixas deverão ser confeccionadas em alumínio ou material polimérico”. “A fixação das caixas de medição em poste deverá ser por meio de braçadeiras de aço galvanizado, de alumínio ou material polimérico”. Aspectos sobre as caixas Figura 4 – Alguns tipos de caixa de medição metálica Fonte: Paraná (2020, p. 43). Aspectos sobre os disjuntores De acordo com a NTC 901100 (2020) e ANEEL (2010): “Os disjuntores deverão ser aplicados somente aos condutores das fases e ser instalados após os equipamentos de medição”. “O disjuntor deverá possuir a marcação da corrente nominal em lugar visível, considerando que a identificação da posição "ligado" deverá ficar na parte superior do disjuntor”. “Os disjuntores deverão possuir uma única alavanca de comando. Poderão ser aceitos disjuntores bipolares e tripolares com 2 ou 3 alavancas, respectivamente, intertravadas mecanicamente entre si, devendo o dispositivo de intertravamento ser irremovível e inviolável”. Aspectos sobre os disjuntores Figura 5 – Disposição do disjuntor Fonte: Paraná (2022, p. 6). Aspectos sobre caixa de passagem Figura 6 – Caixa de passagem em solo “Deverão ser construídas em local de fácil acesso e não deverão estar submetidas a esforços mecânicos excessivos”. Fonte: Paraná (2020, p. 47). Definições gerais e terminologia Entrada de serviço Bloco 3 Renato Kazuo Miyamoto Disposição das entradas de serviço Figura 7 – Edificação situada a 5 m ou mais do alinhamento frontal Fonte: Paraná (2020, p. 63). Disposição das entradas de serviço A – Medição no poste ou mureta frontal. • Poste da entrada de serviço instalado de forma que a tampa da caixa de medição fique no alinhamento predial, a fim de permitir o acesso e a abertura da caixa de medição do lado de fora da unidade consumidora. • Caixa de medição com visor voltado para a via pública e garantia de leitura do medidor sem necessidade de adentrar na propriedade. • Ramal de ligação aéreo. • Ramal alimentador subterrâneo ou aéreo. B – Medição em compartimento. • Compartimento aberto quando a medição for em mureta ou muro lateral. • Poste da entrada de serviço instalado no máximo a 1 m do alinhamento frontal. • Ramal de ligação aéreo. • Ramal alimentador subterrâneo ou aéreo. C – Medição em muro frontal: • Poste da entrada de serviço instalado exatamente no alinhamento frontal ou encostado no muro pelo lado de dentro da propriedade. • Caixa de medição instalada no muro com o visor do medidor voltado para a via pública, a fim de permitir o acesso e a abertura da caixa de medição do lado de fora da unidade consumidora. • Ramal de ligação aéreo; ramal alimentador subterrâneo ou aéreo. D – Quando não houver imóveis de fundos com frente para outra rua: • Uma entrada de serviço, com agrupamento das unidades consumidoras. • Atendimento através de ramal de ligação aéreo. • Ramal alimentador subterrâneo ou aéreo. E – Quando houver imóveis de fundos com frente para outra rua: • Uma entrada de serviço atendida pela rede de cada via pública, com agrupamento das unidades consumidoras. • Atendimento através de ramal de ligação aéreo; ramal alimentador subterrâneo ou aéreo. Disposição das entradas de serviço Disposição das entradas de serviço Figura 8 – Edificação situada no alinhamento frontal Fonte: Paraná (2020, p. 66). F – Possui espaço lateral para a instalação do poste da entrada de serviço. • Poste de entrada de serviço instalado no alinhamento frontal. • Ramal de ligação aéreo. • Ramal alimentador subterrâneo ou aéreo. Disposição das entradas de serviço G – Não há espaço lateral para a instalação do poste da entrada de serviço e o imóvel não possui altura suficiente para a ancoragem do ramal de ligação aéreo na fachada. • O atendimento poderá ser através de ramal de entrada subterrâneo, sob consulta e prévia liberação da concessionária. H – Não possui espaço lateral para a instalação do poste da entrada de serviço e o imóvel possui altura suficiente para a ancoragem do ramal de ligação aéreo na fachada. • Neste caso o solicitante deverá instalar um suporte afastado 30 cm à esquerda ou à direita da curva de PVC do ramal de entrada. Esta curva ficará 50 cm abaixo da armação secundária. Teoria em Prática Bloco 4 Renato Kazuo Miyamoto Reflita sobre a seguinte situação • Você foi convidado para participar de um debate sobre os arranjos de conexão para geração distribuída conectada ao sistema de distribuição secundário em baixa tensão. Para isso, deve-se realizar uma análise dos esquemas unifilares típicos de conexão das micro e minigeração distribuída. Pensando nisso, você deve fornecer informações sobre: • Como funciona um arranjo típico de microgeração para potência de até 75kW? Norte para a resolução De acordo com o NTC90520 (PARANÁ, 2021): Figura 9 – Microgeração atendida em BT - Geração sem o uso de inversores. Fonte: Paraná (2021, p. 50). Proteção atua sobre o EI desconectando o gerador e as cargas. Norte para a resolução De acordo com o NTC90520 (NTC905200, 2021): Figura 10 – Microgeração atendida em BT – Geração sem o uso de inversores Fonte: Paraná (2021, p. 51). Proteção atua sobre o EI desconectando somente o gerador. Norte para a resolução De acordo com o NTC90520 (PARANÁ, 2021): Figura 11 – Microgeração atendida em BT – Geração com uso de inversor Fonte: Paraná (2021, p. 52). Proteção atua sobre o DGE desconectando somente o gerador. Dicas do(a) Professor(a) Bloco 5 Renato Kazuo Miyamoto. Indicação de leitura 1 O capítulo 2 dessa indicação de leitura abordaas características sobre os limites de fornecimento de energia elétrica. Ainda, há informações sobre as ligações monofásicas, bifásicas, trifásicas e de cargas especiais. Referência: JÚNIOR, R. C. Instalações elétricas e o projeto de arquitetura. 7. ed. São Paulo: Blucher, 2016. p. 23-28. Indicação de leitura 2 O capítulo 3 dessa obra aborda de modo didático as normativas e resoluções utilizadas para a elaboração de projetos elétricos em baixa tensão. Ainda, há informações sobre as normas de padrão de fornecimento secundário de distribuição. Referência: CRUZ, E. A.; ANICETO, L. A. Instalações elétricas: fundamentos, prática e projetos em instalações residenciais e comerciais. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019. p. 58-62. Dica do(a) Professor(a) A COPEL (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) fornece uma base de dados para busca e consulta as normativas técnicas. Figura 12 – Consulta de normativas técnicas Fonte: captura de tela de COPEL. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR5410: Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. ABNT Resolução Normativa 414/2010: atualizada até a REN 499/2012. Brasília: ANEEL, 2012. COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA ELÉTRICA. COPEL. Busca de normas técnicas. Disponível em: https://www.copel.com/site/fornecedores-e-parceiros/pesquisa-de- normas-tecnicas/. Acesso em: 23 maio 2022. PARANÁ. COPEL. Normas Técnicas COPEL. Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição. NTC Anexo 901100. Curitiba: Copel Distribuição, 2022. Disponível em: http://www.eletrica.ufpr.br/sebastiao/wa_files/ntc%20901100%20forn ecimento%20em%20tensao%20secundaria.pdf. Acesso em: 6 jul. 2022. Referências PARANÁ. COPEL. Normas Técnicas COPEL. Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição. NTC Anexo 901100. Curitiba: Copel Distribuição, 2020. PARANÁ. COPEL. Normas Técnicas COPEL. Acesso de micro e minigeração distribuída ao sistema da COPEL. NTC 905200. Curitiba: Copel Distribuição, 2021. Disponível em: https://www.copel.com/site/copel-distribuicao/poder-publico/micro-e- mini-geracao/. Acesso em: 6 jul. 2022. Bons estudos!