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Insuficiência Cardíaca Ambulatorial Prof. Ana Karyn Ehrenfried de Freitas Cardiologista e preceptora de cardiologia do Hospital Santa Casa, Cruz Vermelha e Hospital de Clínicas. Professora de clínica médica da Universidade Positivo Professora orientadora da Licacx INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA DA IC Cerca de 23 milhões de pacientes Aumento progressivo – maior expectativa de vida e avanços no tratamento Alta morbidade e mortalidade EPIDEMIOLOGIA DA IC A sobrevida após 5 anos de diagnóstico pode ser de apenas 35%. A média da taxa de mortalidade por IC na população é de 14,0/100.000. Câncer de mama: 13,84 óbitos/100.000 mulheres em 2018. Câncer de pulmão: 13,68/100 mil pessoas em 2014. https://docs.google.com/spreadsheets/d/1Sp1noVzRy08z0WSgg52m5nCS2c1GsiJKB_rtmIN5rLI/copy DEFINIÇÃO • A insuficiência cardíaca é a incapacidade do coração em bombear sangue suficiente para atender as demandas do corpo. • É uma síndrome clínica de redução de débito cardíaco, hipoperfusão tecidual, aumento da pressão pulmonar e congestão tecidual. FISIOPATOLOGIA DC Retenção de Na+ e líquido Vasoconstrição FC DC = VS x FC PA = DC x RVS FISIOPATOLOGIA - SRAA FISIOPATOLOGIA – SISTEMA ADRENÉRGICO FISIOPATOLOGIA – BNP CAUSAS ■ Infarto agudo do miocárdio ■ Hipertensão ■ Valvopatias ■ Doença de Chagas** ■ Entre outras QUADRO CLÍNICO ■ Dispneia aos esforços, com piora progressiva. ■ Ortopneia ■ Edema de MMII ■ Dispneia paroxística noturna ■ Congestão pulmonar TRATAMENTO TRATAMENTO TRATAMENTO TRATAMENTO ■ Quando? ○ Ainda primeira escolha se impossibilidade de INRA ■ Quais? ○ Enalapril 20mg 12/12h ○ Captopril 50mg 8/8h*** IECA ■ Tosse seca é o principal efeito colateral ■ Pode ocorrer piora inicial da função renal, discreta. ■ Podem provocar hipercalemia em pacientes com DRC e o uso é contraindicado na gravidez. IECA ■ Quando? ○ Somente se intolerância ao IECA ■ Quais? ○ Losartana 50mg 12/12h BRA ■ Quando? ○ Poderia ser iniciado como primeira medicação ○ Mas pelo SUS: somente para pacientes já em uso de medicação otimizada e se mantêm sintomáticos ENTRESTO ■ Critérios pelo SUS: ○ FE =< 35% - precisa comprovação pelo ecocardiograma ○ Uso prévio de IECA ou BRA ○ Sintomáticos (CF II-IV) ○ BNP ou NT-proBNP ○ LME e prescrição preenchida por cardiologista ENTRESTO ■ Quando? ○ Sempre ○ Mas nunca na descompensação!!!!*** ■ Se o paciente já usava – não mexer. ■ Se estiver com sinais de baixo débito – paciente precisará de hospitalização. BETABLOQUEADORES ■ Quais? ○ Carvedilol 25mg 12/12h – somente esse tem no SUS ○ Metoprolol 200mg ○ Bisoprolol 10mg ○ Atenolol NÃO PODE na insuficiência cardíaca (ICFER) BETABLOQUEADORES • Broncoespasmo, bradicardia, distúrbios da condução atrioventricular, insônia pesadelos, depressão, astenia e disfunção sexual. • Uso restrito em pacientes com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e BAV de 2º e 3º. BETABLOQUEADORES ■ Quando? ○ Somente se FE =< 35% (???) ○ Em pacientes sintomáticos (CF II-IV) ■ Efeitos colaterais ○ Hipercalemia ESPIRONOLACTONA ■ Quando? ○ O ideal é que todos os pacientes recebessem ○ Mas pela diretriz: pacientes que se mantêm sintomáticos. iSGLT2 ■ Critérios pelo SUS: ○ Diabetes tipo II ○ Doença cardiovascular estabelecida ■ IAM prévio ■ Revascularização prévia ou angioplastia ■ Angina ■ AVC ou AIT prévio ■ IC com FE < 40% ○ Uso de metformina + sulfonilureia e mantendo HbA1c > 7,5% ○ TFG > 45% DAPAGLIFLOZINA ■ É ESSENCIAL no paciente com sinais de congestão! ■ Não deve ser retardado pelo receio de disfunção renal ■ Furosemida 40mg – dose deve ser individualizada. E O DIURÉTICO? INSUFICIÊNCIA CARDÍACA – SÓ ISSO? ● Infelizmente, não é tão simples... • iSGLT2 (Dapagliflozina ou empagliflozina) – únicos que mudam a mortalidade da doença. • BRA (estudo CHARM com a candesartana) – muda taxa de internamento. • Espironolactona (estudo TOPCAT) – muda taxa de internamento • Betabloqueador – evitar! Piora sintomas (só manter se arritmia) E NA ICFEP??? TAKE HOME MESSAGES • A IC é uma doença grave, mas já temos medicações que mudam o prognóstico da doença – basta usarmos! • Parece simples, mas nem sempre é – individualize seu paciente • Não se acomode com a melhora inicial – o alvo são todos os pilares, em dose otimizada • Se ainda assim, não conseguir, busque ajuda ‘I NEED HELP’ Slide 1: Insuficiência Cardíaca Ambulatorial Slide 2: INTRODUÇÃO Slide 3: EPIDEMIOLOGIA DA IC Slide 4: EPIDEMIOLOGIA DA IC Slide 5: DEFINIÇÃO Slide 6: FISIOPATOLOGIA Slide 7: FISIOPATOLOGIA - SRAA Slide 8: FISIOPATOLOGIA – SISTEMA ADRENÉRGICO Slide 9: FISIOPATOLOGIA – BNP Slide 10: CAUSAS Slide 11: QUADRO CLÍNICO Slide 12: TRATAMENTO Slide 13: TRATAMENTO Slide 14: TRATAMENTO Slide 15: TRATAMENTO Slide 16: IECA Slide 17: IECA Slide 18: BRA Slide 19: ENTRESTO Slide 20: ENTRESTO Slide 21: BETABLOQUEADORES Slide 22: BETABLOQUEADORES Slide 23: BETABLOQUEADORES Slide 24: ESPIRONOLACTONA Slide 25: iSGLT2 Slide 26: DAPAGLIFLOZINA Slide 27: E O DIURÉTICO? Slide 28: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA – SÓ ISSO? Slide 29: E NA ICFEP??? Slide 30: TAKE HOME MESSAGES