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5
ESCALA
APRESENTANDO A AULA
Nesta aula, apresentaremos um tema de extrema 
importância para a cartografia: a Escala. Vimos, nas aulas 
anteriores, que uma carta ou mapa é a representação 
convencional ou digital da configuração da superfície 
topográfica e que essa representação consiste em 
projetarmos essa superfície topográfica sobre um plano 
horizontal, com todos os detalhes existentes da superfície 
em estudo, sejam eles naturais ou artificiais. Como o mapa 
é infinitamente menor do que a Terra, necessitamos de uma 
escala que indique a proporção entre esse mapa e o nosso 
planeta. É preciso entender como realizar o cálculo com o 
fim de escolher a escala mais adequada para representação 
dos elementos de interesse, assim como saber calcular a 
medida real de uma distância nos mapas. Vamos começar?
Sugestão de Filme:
No youtube existem diversos documentários que 
tratam do assunto desta aula. Acessem:
TV EDUCATIVA. Programa Eureka: Escalas: 
Geografia. Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=zbzpdKx4sEA>. Acesso em: 04 set. 2014.
DEFININDO OBJETIVOS
Ao final desta aula, você deverá:
perceber a necessidade do uso da escala para a 
confecção de um mapa;
diferenciar os diversos tipos de escalas existentes 
para a representação de mapas e cartas; e
compreender as principais técnicas e cálculos da 
escala para confecção de mapas
6
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
DESENVOLVENDO O CONTEÚDO 
A cartografia foi evoluindo ao longo dos tempos com a inserção do maior 
número de elementos possíveis nos mapas, aumentando a sua precisão e o seu 
maior detalhamento para a obtenção de informação.
Dentre os diversos componentes de um mapa, um dos elementos de 
fundamental importância é a escala. Ela pode ser apresentada de forma 
numérica, gráfica ou nominal. Sempre que se inicia a leitura de um mapa uma das 
primeiras observações é verificar a sua escala, para que se possa correlacionar 
as medidas do desenho com as medidas do mundo real.
Definição de Escala
Ao se decidir elaborar um mapa, é primordial a definição de qual escala 
irá apresentar a capacidade de definição dos objetos do ambiente. Existem 
basicamente dois tipos de escalas: a de ampliação e a de redução (Figura 1).
Quando queremos representar um objeto muito pequeno, usamos uma 
escala de ampliação e assim o representamos de maneira visível (geralmente 
como uma planta). Já os mapas são representações reduzidas do mundo real, 
ou seja, utilizamos uma escala de redução.
A escala é definida como um valor adimensional entre a representação 
gráfica (o mapa) e o mundo real com uma relação ou proporção. É definida 
Fig. 01 – Mapa do Brasil em diferentes escalas
Fo
nt
e:
 h
tt
p:
//
2.
bp
.b
lo
gs
po
t.c
om
/-
zY
5G
H
w
N
kI
M
E/
TZ
zM
7J
P_
-B
I/A
AA
AA
AA
AA
W
Q
/
Aa
n_
qe
sj
JJ
0/
s1
60
0/
m
ap
as
.g
if
7
ESCALA
matematicamente como a razão entre duas grandezas. 
E = d
 D
Onde:
Classificação das escalas quanto a sua natureza
Como vimos, o mapa representa, de forma reduzida, o espaço geográfico. 
Para representar os elementos naturais ou artificiais que existem na Terra, 
é necessária a utilização de escala. Podemos representar a escala de forma 
numérica, nominal e gráfica. Vejamos o que significa cada uma delas.
A escala numérica é representada por uma fração (numerado/
denominador), na qual o numerador indica a distância, no desenho/mapa, e 
o denominador indica a distância na superfície no terreno (real). Repare que a 
maioria dos mapas faz uso dessa representação, mesmo que ainda use outra, 
como por exemplo, a gráfica.
Exemplo de representação da escala numérica:
Escala 1:100.000 ou Escala 1/100.000 ou Escala 
Na leitura do exemplo acima, podemos calcular qual é a distância real de 
uma fração no mapa. Uma escala 1:100.000 (lê-se: um para cem mil) significa 
dizer que a superfície representada foi reduzida 100 mil vezes, ou seja, um 
centímetro (1 cm) no mapa equivale a 100.000 centímetros na superfície real, 
ou seja, a 1000 metros ou 1 km.
A Figura 2 mostra o mapa do Brasil e do Rio Grande do Norte com suas 
respectivas escalas indicadas na forma numérica.
1
1000.000
8
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
A escala nominal é apresentada por extenso através da igualdade entre o 
valor medido no mapa e a sua correspondência no terreno. Por exemplo: 1 cm = 
1 Km ou 1 cm = 100 m. Ela é também chamada de escala equivalente.
A escala gráfica é representada por uma linha reta graduada (barra 
de escala), na qual se indica a relação da distância real com as distâncias 
representadas no mapa. A Figura 03 mostra de maneira idêntica ao exemplo 
anterior que um centímetro no mapa é igual a 100.000 centímetros na superfície 
real.
Fig. 03 – Exemplos de escala gráfica 1:100.000
Fig. 04 – Exemplos de escala gráfica 1:4.000 com destaque para o talão
Fig. 02 – Exemplo de escala numérica
Fo
nt
e:
 N
as
ci
m
en
to
 (2
01
4)
.
Fonte:http://www.ufmt.br/cuiabano/arquivos/919
c462963081aa47eb12af36c49ae19.pdf
Fonte: http://www.ufmt.br/cuiabano/arquivos/91
9c462963081aa47eb12af36c49ae19.pdf
9
ESCALA
Esse tipo de representação possui uma porção, à esquerda, denominada 
talão com uma parte fracionada (desenhada do zero para a esquerda) com 
submúltiplos da unidade escolhida para que se possa verificar o tamanho do 
desenho em frações, conforme visualizamos na Figura 04.
Na Figura 05, temos outro exemplo de um mapa com a indicação da escala 
com a representação gráfica. Ela pode ser lida da seguinte forma: a cada 1 cm 
no mapa temos 100 km de distância real. Se a distância, no mapa, de Natal para 
Fernando de Noronha é de 2,5 cm, consequentemente, temos uma distância real 
de 250 km no terreno. Na mesma Figura, com destaque na ilha de Fernando de 
Noronha, a escala gráfica mostra que 1 cm no mapa equivale a 1 km no terreno. 
A distância dos locais “A” e “B” na Ilha de Fernando de Noronha é de 5,5 cm (no 
mapa). E então, no terreno, será de 5,5 km. 
Vamos agora aplicar nossos conhecimentos com uma atividade prática. 
Imagine que você está em campo com um mapa de uma determinada área e 
precisa saber a distância de um determinado ponto A ao ponto B. Ao medir a 
distância no mapa, obtém 20 cm e vê que a escala do mapa é 1:50.000. Qual a 
distância que você irá percorrer? 
É muito simples! O cálculo pode ser feito através de uma simples regra de 
três simples. Vamos fazer o cálculo.
Fig. 05 – Exemplos de escala gráfica com destaque 
em Fernando de Noronha
Fo
nt
e:
 h
tt
p:
//
w
w
w
.v
es
tip
ro
va
s.c
om
.b
r/
qu
es
ta
o.
ph
p?
id
=1
00
44
d → D Se 1 → 50.000
 Então 20 → x
10
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
Fazendo a regra de três, temos que 1x x = 20 x 50.000 → x = d x D. Resolvendo 
a equação temos que x = 1.000.000cm . Pronto. Você já sabe que do ponto A ao 
B terá de percorrer 1.000 metros ou 1 km.
Agora vamos parar um pouco para verificar nossa aprendizagem até o 
momento.
Transformação de Unidades Métricas
É sempre importante lembrar da conversão de unidades métricas do 
sistema decimal para o cálculo de distâncias no mapa. Para transformar 
centímetros em metros ou quilômetros, utiliza-se a escala métrica. O 
Quadro 1 mostra a relação entre as unidades.
Existe uma regra simples para realizar as transformações de uma 
unidade para outra. Por exemplo: se quisermos transformar centímetros 
em metros, temos de deslocar duas casas decimais para a esquerda 
e colocar uma vírgula (cada casa é 10 vezes maior do que a unidade 
imediatamente anterior). Assim, podemos calcular que 1cm é igual a 
0,01 m.
Para transformar quilômetros em milímetros, deslocamos a vírgula 
seis casas decimais para a direita, acrescentando um zero para cada casa, 
caso seja necessário. Assim, temos que 3 km serão 3.000.000 mm.
Km Hm dam m dm cm mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Quadro 1 – Conversão de medidas do sistema métrico decimal
Fonte: Fitz (2010).
11
ESCALA
ATIVIDADE 011. Temos um certo mapa em que foi medido 40 cm de 
uma cidade a outra e que a escala do mapa é 1:25.000. 
Qual é a medida real no terreno?
2. Faça a leitura da escala gráfica da figura abaixo. 
Qual é a medida real no terreno?
3. Na figura abaixo, temos um mapa em que medimos a distância 
de Lisboa a Londres em linha reta com um valor de 9 cm. Dispondo 
apenas dessa informação, é possível calcular a distância real de uma 
cidade a outra? Explique por quê.
Fig. 06 – Escala gráfica
Fig. 07 – Mapa
Fo
nt
e:
 h
tt
p:
//
qu
in
to
se
xt
oa
a.
bl
og
sp
ot
.c
om
.b
r/
Fonte: http://www.ufmt.br/cuiabano/arquivos/91
9c462963081aa47eb12af36c49ae19.pdf
12
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
Existe uma diferença entre planta, carta e mapa. Nogueira (2008) 
define que Mapa é uma representação dos aspectos físicos naturais 
ou artificiais da superfície terrestre em uma folha de papel ou em 
formato digital para fins ilustrativos ou para análises qualiquantitativas, 
concebido em escalas pequenas. Uma carta representa os mesmos 
elementos, mas para fins práticos das atividades humanas em escala 
média e grande. E uma planta é uma representação em uma escala 
muito grande (1:500 a 1:2000) de pequenas áreas onde a curvatura da 
Terra pode ser desconsiderada.
Precisão gráfica e erros cartográficos
Um problema comum na confecção de mapas cartográficos diz respeito 
ao erros oriundos da precisão gráfica relacionadas diretamente pela escala 
escolhida para representação da área representada.
A precisão gráfica diz respeito à menor grandeza medida no terreno 
capaz de ser representada em um desenho numa determinada escala. Imagine 
que você precisa escolher a escala adequada para representar a região de seu 
interesse de estudo e que existem cidades e povoados nessa região. Você pode 
representar uma cidade por um polígono ou, dependendo da escala escolhida, 
por um simples ponto.
Fig. 08 – Segmento da carta DSG do Exército Brasileiro. Carta Topográfica 
1:250.000 para o município de Pureza-RN
Fo
nt
e:
 A
ce
rv
o 
pr
óp
rio
13
ESCALA
Verifique que, na Figura 8, é possível visualizar estradas e rodovias que 
interligam a cidade de Pureza-RN e que a sede municipal é representada por 
um polígono irregular em tom vermelho claro. Os povoados e distritos são 
representados por pontos e os riachos são representados por linhas tracejadas.
O menor comprimento gráfico que se pode representar é de 1/5 de 
milímetro ou 0,2 mm, sendo esse o “erro admissível”. O erro pode estar 
relacionado à forma de confecção e à qualidade do material impresso, como 
também terem sido gerados pela imperícia humana ou dos equipamentos que 
geraram o produto.
Podemos, então, calcular o erro nas medições de desenho com uma 
determinada escala através da seguinte fórmula:
Seja E = 1 , então
 M
e = 0,0002 x M
Sendo
I. M é o valor do denominador da escala; e
II. e é o erro tolerável em metros.
Podemos perceber que o erro tolerável é diretamente proporcional ao 
denominador da escala, concluindo que quanto menor a escala maior será o 
erro admissível.
Escala Menor =>Escala 1:40.000 => e =0,0002 x M => e = 0,0002 x 40.000 => 
e = 8m.
Escala Maior => Escala 1:100=> e =0,0002 x M => e = 0,0002 x 100 => e = 
0,02 m.
 Pegue um mapa com escala semelhante aos cálculos acima mencionados. 
Perceba que os elementos representados em um desenho na escala 1:40.000, 
com valores menores do que o erro tolerável de 8m, não poderão ser 
representados graficamente. Assim, como alternativa, utilizam-se certas 
convenções cartográficas, como símbolos para representar, no desenho, 
elementos independentes da escala. A Figura 6 mostra o recorte das convenções 
cartográficas de um mapa com a indicação de cidades e estradas que não 
poderiam ser “visualizadas” em sua totalidade no mapa.
14
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
Como escolher a melhor escala?
Quando você vai realizar um mapeamento em campo e depois precisa 
desenhar o mapa daquilo que foi coletado, você precisa escolher a escala 
adequada que melhor represente os elementos coletados em campo. Fitz (2008) 
destaca que a escolha da escala deve seguir dois preceitos básicos, a saber:
1. ao fim que se destina o produto obtido; e
2. à disponibilidade de recursos de impressão.
O primeiro preceito se refere às características de precisão e detalhamento 
que o seu mapa requer. Por exemplo, se você está produzindo o mapeamento 
de uma cidade, é relevante visualizar os postes ao longo da rua ou apenas a rua 
em si? É importante identificar a largura da rua ou apenas o seu alinhamento? A 
segunda premissa refere-se ao tamanho do papel em que você quer ver o mapa 
(Formato A0, A1, A2, A3, A4, A5 etc.).
É possível, ainda, realizar a escolha da escala adequada a partir do erro 
tolerável para a representação no desenho, utilizando a mesma fórmula do erro 
admissível.
e = 0,0002 x M 
Derivando essa fórmula para encontrar a escala adequada, temos
M = e
 0,0002
Considerando que temos diversos elementos a serem representados com 
uma extensão de 8m, qual seria a escala ideal a ser adotada para que esses 
Fig. 09 – Exemplos de convenções cartográficas
Fo
nt
e:
 A
ut
or
ia
 p
ró
pr
ia
.
15
ESCALA
elementos possam ser representados no mapa?
Para saber a resposta, é necessário utilizar a fórmula M = e =>
 0,0002
M = 8 => M = 40.000
 0,0002
Então, para as características elencadas de objetos com 8m de extensão, 
temos que a escala ideal de representação é de 1:40.000. Para uma melhor 
fixação desse conteúdo, faça uma leitura atenta dos quadros a seguir. O Quadro 
2 apresenta alguns tamanhos de papel para a impressão com suas respectivas 
dimensões. O Quadro 3 faz uma sugestão de escala apropriada para uma 
determinada área geográfica e o Quadro 4 correlaciona a escalas para confecção 
de mapas, de acordo com sua aplicação, diferenciando carta, mapa e planta.
Tipo do papel Tamanho (mm)
Carta 215,9 x 279,4
Ofício 215,9 x 355,6
A0 841,0 x 1.189,0
A1 594,0 x 841,0
A2 420,0 x 594,0
A3 297,0 x 420,0
A4 210,0 x 297,0
A5 148,0 x 210,0
Quadro 2 – Tamanhos de Papel
Fonte: Adaptado de Fitz (2008).
16
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
Área geográfica 
(terreno) Escala
Cidade de Natal 1: 9.000
Rio Grande do Norte 1: 1.000.000
Brasil 1: 9.000.000
América do Sul 1: 19.000.000
 Planeta Terra (Mundi) 1: 40.000.000
Quadro 3 – Sugestão de escalas para confecção 
de mapas
Aplicação Tamanho (mm)
Detalhes de terrenos urbanos 1:50
Planta de pequenos lotes e edifícios 1:100 e 1:200
Planta de arruamentos e loteamentos urbanos 1:500 e 1:1000
Planta de propriedades rurais
1:1000 
1:2000 
1:5000
Planta cadastral de cidades e grandes propriedades 
rurais ou industriais
1:5000 
1:10 000 
1:25 000
Cartas de municípios
1:50 000 
1:100 000
Mapas de estados, países, continentes etc
1:200 000 a 
1:10 000 000
Quadro 4 – Sugestão de escalas para confecção de mapas de acordo com 
sua aplicação
Fonte: http://www.ufmt.br/cuiabano/arquivos/919c462963081aa47eb12af36c49ae19.pdf
Vamos parar novamente, a fim de realizar outra atividade?
Fo
nt
e:
 A
ut
or
ia
 p
ró
pr
ia
.
17
ESCALA
ATIVIDADE 02
1. De acordo com o mapa do Rio Grande do Norte, a distância 
em linha reta entre os pontos A e B é de:
a) 72 km
b) 200 km
c) 720 km
d) 2 000 km
e) 7 200 km
2. Sobre um mapa, na escala de 1:500.000, tenciona-se demarcar uma 
reserva florestal de forma quadrada apresentando 15 cm de lado. A 
área da reserva medirá, no terreno,
a) 56,25 km²
b) 5.625 km²
c) 56.250 km²
d) 75 km²
e) 75.000 km²
3. Considere um mapa geográfico cuja escala é de 1/1.000.000 e a 
distância, em linha reta, entre duas cidades é de aproximadamente 
10 cm. Assinale a alternativa que indica, corretamente, a distância 
real entre duas cidades.
a) 1.000 km
b) 100 km
c)10 km
d) 10.000 km
e) 1 km
Fo
nt
e:
 N
as
ci
m
en
to
 (2
01
4)
.
Fig. 10 – Escala
18
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
Escala Cartográfica e Escala Geográfica
A escala cartográfica e a escala geográfica são dois conceitos importantes 
na cartografia, possuindo uma relação entre elas bastante simples, mas que 
provoca grandes confusões nos estudos geográficos.
Menezes (2005) destaca que a escala é fundamental em pesquisas de 
cunho geográfico, cartográfico ou ambiental ou ainda a qualquer operação que 
se realize sobre o espaço físico de atuação de um fenômeno, espacializando 
a sua representação, e seus conceitos serão sempre aplicados em quaisquer 
desses estudos.
O autor destaca que a primeira e mais imediata definição para escala é dada 
pela conotação cartográfica, através de uma simples razão de semelhança, 
indicando a razão entre comprimentos no mapa e seu correspondente no 
mundo real e que o conceito de escala geográfica se contrapõe ao conceito 
de escala cartográfica, sendo traduzida pela amplitude da área geográfica em 
estudo. Esse conceito estabelece que quanto maior a extensão da área, maior 
será a escala geográfica associada.
A escala geográfica leva em consideração que fenômenos diversos se dão 
em diferentes escalas, ou seja, algo diverso se dá quando mudamos a ordem de 
grandeza nas escalas. Do mesmo modo, quando abordamos fenômenos de um 
certo porte, estamos obrigatoriamente trabalhando em um escala específica 
(IBGE, 2012).
O IBGE destaca, ainda, que determinados acidentes, dependendo da escala, 
não permitem uma redução acentuada, pois se tornariam imperceptíveis, no 
entanto são acidentes que, por sua importância, devem ser representados nos 
documentos cartográficos através de símbolos cartográficos.
Vale salientar a diferenciação dada por Marques e Galo (2009) que, apesar 
de serem relacionadas, existe uma diferença substancial. Enquanto a escala 
cartográfica se preocupa com o número de vezs que o mundo real ou parte dele 
foi reduzido para ser representado em um mapa, a escala geográfica se preocupa 
com a área de abrangência que se deve trabalhar, para estudar coerentemente 
determinado fenômeno.
19
ESCALA
RESUMINDO
Nesta aula, aprendemos que a escala é um dos 
elementos essenciais para o entendimento do mapa. 
Vimos que ela mostra a proporção que existe entre o 
mundo real e a representação no papel. Aprendemos a 
diferenciar os diversos tipos de escalas existentes para 
a representação em mapas e cartas, além de calcular o 
tamanho real de uma medida feita no mapa.
AVALIANDO SEUS CONHECIMENTOS
Nesta aula, entendemos a importância da escala 
na representação cartográfica. Como autoavaliação 
e a partir do que você estudou nesta aula, emita sua 
opinião sobre o porquê a representação gráfica é um 
desafio tão grande para a criação dos mapas.
LEITURAS COMPLEMENTARES
Nos links abaixo relacionados temos mais 
informações sobre o assunto abordado nesta aula. 
Aproveite para explorar os links de outros sítios que 
estão disponíveis. 
Sítio da UNESP UNIVERSIDADE ESTADUAL 
PAULISTA. Instituto de Geociências e Ciências Exatas. 
Cartografia sistemática: escala. Disponível em: <http://
www.rc.unesp.br/igce/planejamento/download/
De maneira sucinta, esse autores destacam que, para se estudar um 
fenômeno que abranja uma grande área (escala geográfica), é necessário se 
trabalhar com mapas com escala pequena (escala cartográfica) e vice-versa.
20
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
i s a b e l / c a r t _ to p _ e co l o gi a / Au l a % 2 0 2 / e s c a l a _
generalizacao.pdf>. Acesso em: 04 set. 2014.
Apontamentos da disciplina de Cartografia 
do curso de Geomática disponível em < INSTITUTO 
FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Cartografia. Disponível 
em: <ftp://ftp.cefetes.br/cursos/Geomatica/Adelson/
Cartografia/Apostila_Cartografia/modulo4escala.
htm>. Acesso em: 04 set. 2014.
21
ESCALA
CONHECENDO AS REFERÊNCIAS
ANDERSON, P. S. Princípios de Cartografia Básica. Disponível em: <http://lilt.ilstu.
edu/psanders/Cartografia/cartografia.html>. Acesso em: 10 nov. 2012. 
FITZ, P. R. Cartografia Básica. São Paulo: Oficina de textos, 2008.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Sistema Geodésico 
Brasileiro (SGB). 2012. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/
cartografia/ manual_nocoes/representacao.html />. Acesso em: 01 jan. 2013. 
JOLY, F. A cartografia. Campinas, SP: Papiros, 2001.
LOCH, R. E. N. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados 
espaciais. Florianópolis: Ed.UFSC, 2006. 
MARQUES, A. J.; GALO, M . L. T. Escala Geográfica e Escala Cartográfica: Distinção 
Necessária. Revista Boletim de Geografia, Maringá, v. 26/27, n. 01, p. 47-55, 
2008/2009. 
MENEZES, P. M. L.; COELHO NETO, A. L. Escala: estudo de conceitos e aplicações. 
Disponível em: <http://www.cartografia.ime.eb.br/artigos/escala1.pdf>. Acesso em: 
10 jan. 2013.
NOGUEIRA, R.E. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados 
espaciais. Florianópolis: Ed. UFSC, 2008.
SAMPAIO, E. Noções de Cartografia. 2005. Disponível em <http://home.dgeo.
uevora.pt/~ems/files/Anexo%20B-05.PDF>. Acesso em: 10 nov. 2012.
Lista de Figuras
Fig. 01 - http://2.bp.blogspot.com/-zY5GHwNkIME/TZzM7JP_-BI/AAAAAAAAAWQ/Aan_qesjJJ0/
s1600/mapas.gif
Fig. 02 - Nascimento (2014).
Fig. 03 - http://www.ufmt.br/cuiabano/arquivos/919c462963081aa47eb12af36c49ae19.pdf
Fig. 04 - http://www.ufmt.br/cuiabano/arquivos/919c462963081aa47eb12af36c49ae19.pdf
Fig. 05 - http://www.vestiprovas.com.br/questao.php?id=10044
Fig. 06 - http://www.ufmt.br/cuiabano/arquivos/919c462963081aa47eb12af36c49ae19.pdf
Fig. 07 - http://quintosextoaa.blogspot.com.br/
22
CARTOGRAFIA AMBIENTAL
Fig. 08 - Acervo próprio
Fig. 09 - Autoria própria
Fig. 10 - Nascimento (2014)

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