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See discussions, stats, and author profiles for this publication at: https://www.researchgate.net/publication/375113054 Acidentes com tubarões: o que saber e o que fazer Book · October 2023 CITATIONS 0 READS 84 5 authors, including: Otto Bismarck Fazzano Gadig São Paulo State University 254 PUBLICATIONS 1,969 CITATIONS SEE PROFILE Jones Santander Neto Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES) 43 PUBLICATIONS 402 CITATIONS SEE PROFILE Rodrigo Barreto Centro de Educação Superior da Região Sul (CERES) - UDESC 103 PUBLICATIONS 1,132 CITATIONS SEE PROFILE Francisco Marcante Santana Universidade Federal Rural de Pernambuco 90 PUBLICATIONS 1,115 CITATIONS SEE PROFILE All content following this page was uploaded by Jones Santander Neto on 31 October 2023. 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Hoje existem quase 600 espécies em todo o mundo, das quais aproximada- mente 100 no Brasil. Muitas delas vivem afastadas da costa e em grande profundidade, raramente vistas pelo homem. Outras tantas, porém, vivem próximas da costa e usam a área costeira frequentada pelos seres humanos para cumprir suas funções biológicas, como reproduzir e alimentar. Palavras Iniciais 2 os últimos 70 anos a população humana Ncresceu assustadora- mente e o mar foi cada vez mais invadido pelo homem. Esse fato gerou o aumento na atividade pesqueira e na ocupação da orla marinha de forma desordenada, causando sérios problemas para estes animais, que por esses moti- vos se encontram hoje em risco de extinção. 3 s tubarões sempre despertaram medo nas pessoas. Isso porque Oalgumas espécies podem às vezes atacar seres humanos, principal- mente em praias pelo mundo afora. Esses raros acidentes com tubarões são responsáveis pela péssima (e errada) fama que eles carregam. Os grandes meios de comunicação em massa (im- prensa, cinema, redes sociais, etc) mui- tas vezes noticiam esses ataques contra as pessoas de forma intensa e sensacio- nalista - e muitas vezes mentirosa, até. 4 uito antes de criado o termo “fake news”, como empregado Mhoje em dia, os tubarões já eram vítimas dessas notícias caluniosas, provocando reações exageradas de medo e até de ódio nas pessoas, que acabam não desenvolvendo nenhuma simpatia por estes animais. O resultado é a percepção do público de animais assassinos, comedo- res de homens e agressivos. Nada mais errado e injusto. Tubarões estão cada vez mais pressionados pelo aumento demográfico humano, pela ocu- pação e destruição de seu habitat. Como consequência, encontros entre humanos e tubarões estão aumentando e, na maioria das vezes, o prejuízo maior é dos tubarões. 5 este livro são esclareci- das as principais dúvidas Nque todos têm quando se trata de ataques de tubarões. Por que atacam? Quantos e onde os ataques acontecem? Quais espéci- es mais atacam? Qual o risco de ser atacado? Como diminuir esse risco? Por fim, e principalmente, o leitor poderá refletir sobre quem é, afinal, o vilão e o culpado nessa história toda. Boa leitura! 6 empre que acontece um ataque de tubarão contra um ser humano, Sem qualquer praia do mundo, há pelo menos duas explicações. A primeira tem a ver com sua alta capacidadesen- sorial, típica do grande predador que é. Tubarões estão entre os animais mais capacitados a perceber estímulos produ- zidos por suas presas. Vivem nadando em busca de alimento, usando essa sua capacidade sensorial para caçar. Quando ele está nesse comportamento e há huma- nos por perto, normalmente em áreas costeiras, acidentes podem acontecer. 1Por que os tubarões atacam pessoas? 7 segunda explicação tem a ver com o aumento da população Ahumana. Tubarões em busca de alimento muitas vezes se encontram em áreas sob forte impacto ambiental, que são as zonas costeiras próximas às regiões de grande densidade populacio- nal humana. Isso pode dificultar não só o seu sucesso em encontrar alimentos naturais (suas presas), como também não ter à sua disposição áreas para ter seus filhotes (chamadas áreas de berçá- rio e crescimento). Eles podem ainda se sentir ameaçados em seu território, invadido cada vez mais por pessoas. É sempre muito difícil entender o que levou o animal a morder alguém em cada caso particular. 8 sclarecendo melhor: a popula- ção humana aumentou muito Enos últimos 70 anos e com isso há muito mais gente morando nas regiões litorâneas e, portanto, mais gente entrando no mar (moradores loca- is e turistas), o que aumenta a probabi- lidade de encontro com esses animais. Vamos lembrar que muitas espécies de tubarões de grande tamanho habitam naturalmente as áreas costeiras próxi- mas da praia. Para piorar, esse aumen- to na ocupação humana também fez com que aumentassem as construções na orla e a descarga de poluentes no ecos- sistema marinho, diminuindo a disponi- bilidade de alimento e as áreas para reprodução de tubarões. 9 O tubarão-martelo importante lembrar que essa situação não cau-Esou apenas o aumento no número de ataques de tuba- rões, mas também queimaduras por águas-vivas, ferroadas de bagres mortos pelas pescarias e jogados à praia, ferroadas de raias e mordidas de alguns outros peixes, fenômenos que só aumentaram com as pessoas em maior número no mar. 10 untando as duas razões: grandes predadores com dificuldade de Jencontrar alimento em áreas costeiras degradadas cada vez mais cheias de pessoas. Enfim, esquecemos que o mar é a casa e o ambiente natural deles, mesmo perto da faixa de areia em que frequentamos. Acidentes com tubarões em praias aumentaram nos últimos 70 anos na mesma proporção que aumentou a popu- lação humana. Essa relação é direta e não deve ser esquecida. 11 enhuma área costeira do mundo está livre de acidentes Nentre humanos e tubarões. Algumas um pouco mais, outras nem tanto. No Brasil, com seus quase 8000 quilômetros de costa, acidentes com tubarões são registrados e acontecem desde antes do Descobrimento. Por aqui temos muitas espécies de tubarões de grande tamanho que vivem próximos da faixa de areia e também muitas praias com grande concentração de pessoas. Ainda assim, acidentes são raros e, exceto pela Região Metropolitana de Recife (PE), onde acidentes se tornaram um problema a partir da década de 1990, não há motivo para preocupação exagerada com os tubarões nas praias brasileiras. É certo que os acidentes continuarão acontecendo, mas numa proporção muito baixa, não justificando uma histeria coletiva. 2Onde acontecem os ataques? 12 omo vimos, acidentes com tuba- rões são raros. Segundo o CArquivo Internacional de Ataques de Tubarões, sediado na Flórida (EUA), foram registrados, entre 1900 e 2022, mais de 3000 casos de ataques de tubarões. Os Estados Unidos são os recordistas, com mais de 1600 casos, mas Austrália, África do Sul e Brasil também estão entre os países com mais acidentes. A taxa de mortali- dade média durante todo esse período é de quase 30%. A média de ataques por ano no mundo foi de 74 casos nos últi- mos 10 anos. O número decaiu conside- ravelmente em 2020 por conta da Pandemia de COVID 19, que fez com que milhões de pessoas deixassem de frequentar as praias. 13 o caso do Brasil, temos mais de 8000 quilôme-Ntros de costa e mais de 4000 praias, muitas delas popula- res e bastante frequentadas. Oficialmente, são 111 casos regis- trados desde o século 19, mas esse número é possivelmente maior, já que as notificações sobre acidentes com tubarões no Brasil só começaram a ser contabiliza- das na década de 1990 e temos muitas praias de difícil acesso. Quase todo ano recebemos notíci- as de que houve algum acidente no Brasil. A maioria, felizmente, não é tão grave e a pessoa leva alguns pontos e tudo não passa de um grande susto. Na grande maioria das vezes, a situação não justifica pânico ou mudança de hábitos no uso da praia. 14 partir da década de 1990, uma área no Brasil se tornou mais Aconhecida e preocupante por causa dos acidentes. No estado de Pernambuco, principalmente na Região Metropolitana de Recife, os acidentes graves passaram a ser muito frequentes desde então. Compare no gráfico abaixo. 15 té hoje a área registra acidentes esporádicos. AOs pesquisadores de lá conhecem bem o problema e com o tempo entenderam quais razões explicam o fenômeno. 16 O cabeça-chata asicamente alguns tubarões grandes, como o cabeça-chata B(Carcharhinus leucas) e o tuba- rão-tigre (Galeocerdo cuvier), que vivem próximos da costa, tiveram suas necessi- dades naturais por alimento e reprodu- ção prejudicadas pela grande alteração no ambiente ali ocorrida, entre outros fatores causada pela construção de um grande complexo portuário ao Sul. Isso afetou a oferta de alimento e de área para reprodução, ao mesmo tempo em que cresceu o número de pessoas na orla, principalmente surfistas. 17 om o trabalho de educação reali- zado junto à população, hoje as Cpessoas sabem conviver com o risco sem causar importantes impactos socioeconômicos na região. É importante, pois, lembrar que aciden- tes com tubarões são consequência da invasão e da degradação do ambiente marinho causadas pelos seres humanos através da pesca e da destruição do ecossistema, como obras, agentes polu- entes etc. Os locais onde mais aconte- cem acidentes são justamente praias de áreas urbanas e com muita gente. O tubarão-tigre 18 por isso que a maioria das Evítimas de tuba- rões são banhistas e surfistas que usam a área costeira para lazer ou esporte, como mostra a figura abaixo. 19 ormalmente, são considerados mais perigosos os tubarões de Ngrande tamanho, hábitos car- nívoros e que podem se aproximar da costa. Na verdade, existem muitas espé- cies dentro dessa categoria, porém a grande maioria poucas vezes se envol- veu em acidentes com humanos. Para se ter uma ideia, os números oficiais mos- tram que das quase 600 espécies de tubarões, cerca de 40, apenas, já morde- ram alguém ao menos uma vez. Na maioria das vezes, é bem difícil identifi- car qual espécie de tubarão atacou. Isso porque os machucados são bem irregu- lares e o animal quase nunca é visto. Dos mais de 3000 ataques registrados em 120 anos de estatística mundial, em apenas 950 deles houve uma tentativa de identificação, nem sempre precisa. Nos outros mais de 2000 casos, essa informação é desconhecida. 3Quais são os tubarões mais perigosos? 20 história mostra que são três os tubarões mais envolvidos em Aataques: o tubarão branco, (Car- charodon carcharias), com 351 casos e 59 óbitos, o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvi- er), com 142 casos e 39 óbitos, e o cabeça- chata (Carcharhinus leucas), com 119 ataques, entre os quais 19 óbitos. O tuba- rão-tigre e o cabeça-chata são os mais envolvidos nos acidentes de Pernambuco. Estas três espécies sozinhas respondem por 612 casos de ataques (a maioria dos casos nos quais houve alguma identifica- ção) e 124 mortes. 21 utras espécies que podem eventualmente Oatacar são os tubarõesda galha-preta (duas espécies, Carcharhinus brevipinna e Carcharhinus limbatus), os tubarões-martelo (três espéci- es de grande tamanho, Sphyrna spp.) e a mangona (Carcharias taurus). Todas essas espécies mencionadas ocorrem no litoral brasileiro, embora o tubarão-branco seja relativamente mais raro. 22 s estatísticas não men- tem. A chance de ser Aatacado por um tubarão é muito pequena, mesmo em locais onde esses acidentes acontecem com mais frequência. As probabi- lidades de um ataque são baixas e as de morrer menores ainda. Existem centenas de situações vividas por nós em nosso dia a dia muito mais perigosas e de maior probabilidade de acontecer do que ser atacado por um tuba- rão. Acidentes de trânsito, de trabalho, acidentes domésticos, choque elétrico, raios, afogamen- tos, doenças, violência urbana são, infelizmente, causadores de milhares de mortes todos os dias. Confira a figura a seguir: Qual o risco de sofrer um ataque de tubarão? 23 24 esmo outros animais podem causar muito Mmais acidentes e mortes do que tubarões. Muitos dos leitores já foram mordidos por cães ou conhecem quem foi. Mas quantos já foram mordidos por tubarão ou conhecem quem tenha sido? Leões, tigres, leopardos, ursos, crocodilos, cobras, aranhas, hipopótamos, ele- fantes, escorpiões e uma infinidade de outros animais causam mais acidentes e mortes do que tubarões. 25 5O que fazer para evitar um ataque de tubarão? omo foi dito antes, nenhuma região costeira do mundo está Ccompletamente livre de um aci- dente com tubarões e na grande maioria o risco é insignificante. Para evitar um encontro ou, pior ainda, um ataque de tubarão, não existe uma receita pronta. Existem, sim, algumas recomendações que podem ajudar a diminuir ainda mais o risco. Essas recomendações valem para situações diferentes: para evitar um encontro, para o caso de avistar um tubarão nas proximidades e para o caso extremo de um tubarão resolver atacar. IMPORTANTE Nunca se esqueça que o mar é a casa deles e o invasor é você. 26 Ÿ Evite entrar no mar sozinho; Ÿ Evite horários com pouca luz, como o amanhecer, o entardecer e o período noturno; Ÿ Procure ficar em águas mais rasas e nunca sozinho; Ÿ Se tiver ferimento que possa san- grar, saia da água ou nem entre; Ÿ Não urine na água; Ÿ Evite objetos brilhantes; Ÿ Saia da água se perceber atividade de vida marinha nas proximidades; Ÿ Informe-se com os salva-vidas locais sobre histórico de tubarões; Ÿ Caso aviste um tubarão nas proxi- midades, saia o mais rápida e calmamente possível, evitando movimentos espalhafatosos, que só servirão para chamar mais ainda a atenção do animal. Para evitar um encontro 27 nfelizmente, o que mais se diz sobre os tubarões são histórias de ata-Iques. O que nem sempre é noticiado ou divulgado ao público são as ameaças que os tubarões e as raias sofrem por conta da ação humana, que coloca mui- tas espécies em risco de desaparecimen- to. Muitas das quase 600 espécies de tubarões estão em extinção - isso porque os tubarões são pescados em grandes quantidades em todo o mundo. Estima- se entre 80 e 100 milhões de tubarões mortos anualmente por redes e anzóis mundo afora - um a cada três segundos! 6Mas afinal, quem ataca quem? 28 maior ameaça para as espécies marinhas é a pesca e a destrui-Ação do ambiente. Tubarões são animais muito ameaçados de extinção porque a quantidade de animais que morrem é maior do que a quantidade de animais que nascem. Isso acontece por eles terem características biológicas parecidas com muitos animais terres- tres (como a onça, por exemplo). Eles demoram a crescer e com isso só se reproduzem depois de muito tempo. Produzem poucos filhotes. Quase 40% das espécies de tubarões e raias no mundo está ameaçada. Esses números são similares para as cerca de 200 espé- cies que temos no Brasil. 29 ções públicas urgentes devem ajudar na educação das pessoas Ae também oferecer alternativas econômicas para quem pesca esses ani- mais, caso contrário em poucos anos várias espécies irão desaparecer. O crescimento desordenado das cidades e todo o seu efeito negativo no meio ambi- ente tem aumentado assustadoramente, causando a destruição física do ambien- te - obras costeiras como portos, especu- lação imobiliária, lixo não-orgânico, fazendas de criação de crustáceos em áreas de manguezais - e também a degradação química através de poluen- tes tóxicos incorporados ao organismo dos tubarões. 30 sso pode causar um proble- ma de saúde pública para Iquem consome esses ani- mais, mas também trazer sérios problemas de saúde ao próprio animal, cujo desenvolvimento fica comprometido, o que tam- bém vem a ser um fator de mortalidade. Os ataques contra seres humanos nada mais são do que uma resposta de sobrevi- vência desses predadores cada vez mais ameaçados. Ao se alimentarem e se reproduzirem, eles estão tentando sobreviver num ecossistema muito degra- dado e sem qualidade. 31 extinção de muitas espécies vai causar desequilíbrio na cadeia Aalimentar do ambiente mari- nho, fazendo diminuir as populações dos animais de que se alimentam até che- gar no que os pesquisadores chamam de efeito “cascata”, que atinge desde o alto da cadeia alimentar até a base onde estão as algas marinhas. Sem as algas marinhas o mundo perderia 55% do oxigênio que respiramos. Portanto, os efeitos da extinção dos tubarões são trágicos para o ambiente marinho e, por tabela, para os seres humanos, que dependem do mar para sobreviver e do oxigênio produzido pelos oceanos. 32 lém das autoridades governamentais, dos Apolíticos, das ONGS e dos pesquisadores, nós como cidadãos podemos tam- bém dar nossa contribuição. Como? Comece se interes- sando pelo meio ambiente e toda a vida que nele existe, entendendo sua importância para a sobrevivência de nossa própria espécie. 7Finalmente, o que você pode fazer para ajudar? 33 rocure entender que os tubarões não são assassinos, e sim magní-Pficos predadores cumprindo seu papel biológico num ambiente invadido e destruído, e que são elas - a invasão e a destruição de seu ambiente – que fazem aumentar a probabilidade de acidentes. Também é importante que esse interesse seja compartilhado entre você, seus ami- gos e sua família, seja em casa, no traba- lho ou nas escolas. Os oceanos sem tuba- rões morrerão e junto com ele nossa própria sobrevivência estará ameaçada. Há um sério risco de que as futuras gerações sofram as terríveis consequênci- as dessa destruição causada pelos huma- nos. Essa é uma herança que não pode- mos deixar para os nossos filhos e netos. 34 Elaboração e texto: Jones Santander Neto (IFES, Piuma/ES) Rodrigo Risi Pereira Barreto (UDESC, Laguna/SC) Francisco Marcante Santana (UFRPE, Serra Talhada/PE) Marcelo Vianna (UFRJ, Rio de Janeiro/RJ) Agradecemos aos seguintes fotógrafos, pesquisadores, entidades e instituições pela cessão das imagens: A. Duarte, Daniel Kwok, Guy Marcovaldi, Iggy, Marcelo Vianna, Marion Kraschi, Mikael Krister, Nicholas Bittencourt, Otto Bismarck Fazzano Gadig, Panoramio, Shark Spotters, Statista, Sue Walters, Rodrigo Thomé (Euceano), University of Florida, Wikimedia Commons e Willy Volk. Otto Bismarck Fazzano Gadig (UNESP, São Vicente/SP) Projeto Gráfico Apoio A realização do projeto Pesquisa Pesqueira e Marinha é uma medida compensatória estabelecida pelo Termo de Ajustamento de Conduta, de responsabilidade da empresa PRio e conduzido pelo Ministério Público Federal - MPF/RJ. 23-177501 CDD-596 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Acidentes com tubarões [livro eletrônico] : o que saber e o que fazer / [apresentação] Associação dos Amigos do Museu Nacional. -- Santos, SP : Otto BismarckFazzano Gadig, 2023. PDF ISBN 978-65-00-83813-8 1. Acidentes - Prevenção 2. Animais (Zoologia) 3. Vertebrados I. Associação dos Amigos do Museu Nacional. Índices para catálogo sistemático: 1. Vertebrados : Zoologia 596 Tábata Alves da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9253 View publication stats https://www.researchgate.net/publication/375113054 Page 1 Page 2 Page 3 Page 4 Page 5 Page 6 Page 7 Page 8 Page 9 Page 10 Page 11 Page 12 Page 13 Page 14 Page 15 Page 16 Page 17 Page 18 Page 19 Page 20 Page 21 Page 22 Page 23 Page 24 Page 25 Page 26 Page 27 Page 28 Page 29 Page 30 Page 31 Page 32 Page 33 Page 34 Page 35