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Aula 23

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Questões resolvidas

Nessa seção, nós vamos entender quais são as principais características do rádio enquanto veículo de comunicação e também qual é o seu papel na rotina dos ouvintes. O Kantar IBOPE Media é um dos institutos mais renomados do Brasil na área de pesquisa sobre mídias e, por isso, vou usar como referência o levantamento Inside Radio 2019, que apresentou dados atualizados a respeito do consumo de conteúdo radiofônico no nosso país. Cerca de 83% da população brasileira ouviu rádio em 2019 e cerca de 3 a cada 5 ouvintes realizou essa atividade diariamente. Isso nos mostra uma das características da audiência: as pessoas costumam ser fiel ao veículo e incluem o hábito de escutar o conteúdo radiofônico nas suas rotinas. Além disso, podemos perceber que o rádio é um veículo com alta penetração na nossa sociedade, ou seja, atinge uma expressiva parcela da população e está presente em todas as classes sociais. 84% dos ouvintes sintonizaram nas rádios por meio de aparelhos convencionais, como o sistema de som do carro, enquanto 20% escutam as emissoras pelo celular. Em relação aos horários, o consumo de conteúdo por meio das rádios é considerável bem estável durante todo o dia. No entanto, há um pico de consumo pela manhã e um aumento no período do rush, ou seja, por volta das 18h, que é o momento no qual a maioria das pessoas que atua no horário comercial está retornando do trabalho para casa. Ademais, 70% dos ouvintes entram em contato com o rádio enquanto estão em casa e 23% têm o hábito de escutar os programas no carro. Sobre a programação do rádio, é preciso entender que a música é o carro-chefe da maioria das emissoras: cerca de 93% dos ouvintes pesquisados pelo Kantar IBOPE Media têm o hábito de ouvir música nas rádios. Entre os estilos musicais que mais agradam às audiências, os gêneros sertanejo, pop internacional, pop nacional, pagode e gospel receberam destaque em 2019. Os conteúdos noticiosos e esportivos também ocupam um espaço considerável da programação da maioria das emissoras: os noticiários locais são programas que despertam o interesse da audiência, assim como as transmissões ao vivo de partidas de futebol e comentários sobre as rodadas dos principais campeonatos esportivos do país. Diante desses dados, podemos compreender algumas características importantes do rádio como veículo de comunicação, tais como a sensoriedade, o imediatismo, a credibilidade e a democratização da informação. Que tal entendermos esses aspectos com maior profundidade? A sensoriedade está relacionada ao fato de que a rádio é um dos veículos que mais realiza uma conexão próxima com as pessoas, ao utilizar o som como sentido de comunicação. Ao ouvir o rádio, nós nos sentimos “perto” do locutor: é como se ele estivesse falando diretamente conosco, como em uma conversa com um amigo ou colega de trabalho. O tom da voz, o sotaque e a entonação utilizada para comunicar uma informação têm o poder de auxiliar a criar uma identificação maior com o programa e com o conteúdo transmitido. Por isso, as emissoras têm a preocupação de treinar os seus apresentadores e locutores a partir de técnicas de comunicação oral para que as mensagens sejam comunicadas da melhor forma possível. Assim, podemos afirmar que o rádio é um veículo marcado pelo estímulo à emoção do ouvinte. O imediatismo, por sua vez, está relacionado ao fato de que o rádio é um veículo que permite a transmissão de informações em tempo real com uma grande agilidade. A maioria das emissoras trabalha com programas gravados ao vivo e, além disso, mobilizam equipes de repórteres para entrarem no ar diretamente do local dos principais acontecimentos do dia. Em relação à cobertura de trânsito, por exemplo, algumas rádios utilizam helicópteros para que os jornalistas possam informar à audiência a respeito da presença de congestionamentos nas principais vias das grandes cidades. Por isso, o rádio é um veículo no qual é possível comunicar a informação de forma imediata, com clareza e objetividade, a partir do uso de recursos tecnológicos flexíveis e de fácil operação para as equipes de reportagem. O repórter de rádio tem que aprender a trabalhar rápido e oferecer ao ouvinte, passo a passo, os desdobramentos da notícia. Quem aguarda os acontecimentos para escrever a matéria é o repórter de jornal. Já o repórter de uma emissora rádio deve estar sempre preocupado em informar cada etapa da notícia no momento em que ela acontece, sem deixar, é claro, de ser preciso nas informações. (SECOM-RJ, 2003) A credibilidade é uma marca do rádio como veículo de comunicação à partir do qual as pessoas têm acesso a informações relevantes para as suas vidas. De acordo com dados divulgados em 2016 pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal, os brasileiros confiam mais no rádio e na TV para buscar por notícias do que em outros meios, como a internet. Assim, percebemos que as emissoras de rádio têm uma história consolidada no nosso país e o hábito de ouvir as informações por meio desse meio atravessou muitas gerações no cotidiano da nossa população. Além disso, o rádio é muito utilizado para a transmissão de informações locais, como em comunidades ou em áreas metropolitanas específicas. Portanto, há o desenvolvimento de um relacionamento próximo com a população e, diante desse contexto, há também uma percepção maior de credibilidade dos conteúdos veiculados pelas rádios. Outro aspecto essencial sobre o rádio no nosso país é a sua relação com o exercício da democracia. Com a expansão dos meios digitais, muitos especialistas em comunicação iniciaram discussões a respeito do futuro de veículos tradicionais como o rádio. Alguns pesquisadores chegaram a apontar um declínio e possível extinção do rádio devido ao uso crescente das novas tecnologias, como a internet. No entanto, como vimos nesse capítulo, esse movimento não aconteceu e o rádio é consolidado como um meio de comunicação extremamente presente na vida das pessoas. Trata-se do veículo com maior penetração no nosso país: os sinais de rádio chegam em locais nos quais não existem recursos de telecomunicações suficientes para a sintonização de televisões ou acesso à internet, por exemplo. Nesse contexto, nós precisamos lembrar que vivemos em um país com grande desigualdade social e com dimensões continentais. Portanto, o acesso à informação e à tecnologia não é uniforme em todo o nosso território. Por ser um veículo que exige uma infraestrutura simples para a transmissão de informações (em comparação com a televisão), o rádio consegue chegar em locais remotos, geograficamente falando, como em comunidades populacionais de difícil acesso no interior da Amazônia, por exemplo. Ademais, o acesso ao rádio é barato: basta ter um aparelho simples para a captação das ondas sonoras e já é possível sintonizar nas emissoras mais próximas. Esses motivos justificam a relevância do rádio para a nossa democracia: ele é um veículo utilizado por pessoas de todas as classes sociais e que auxilia na rápida difusão de informações que podem auxiliar no debate de questões sociais e melhorar a vida da população.

Veja aqui alguns exemplos de cacófagos comuns no nosso dia a dia: • Boca dela; • Como ela não entendeu a frase? • Já que tinha condições financeiras, ele... • Ela pôs a culpa nela. Nas provas de concursos públicos, as bancas examinadoras costumam apresentar uma sequência de frases (uma por alternativa) na qual uma delas apresenta um cacófago e deve ser assinalada como resposta correta para a questão. É claro que no dia da prova você não pode ler a frase em voz alta para identificar o vício de linguagem, portanto, a minha recomendação é que você faça uma leitura cuidadosa com o foco nos sons produzidos por cada sílaba das palavras. Dessa maneira, será possível encontrar o caso no qual as sílabas de palavras distintas formam novos termos e podem ser interpretados de forma errônea pela audiência.

(CESPE – 2018 – IPHAN) No radiojornalismo, ao se nominarem fontes e instituições, primeiramente se deve indicar o nome da pessoa e, em seguida, o seu cargo, evitando-se uso do plural, de abreviações, bem como a repetição de fonemas (cacofonias e rimas) e frases negativas.

(COSEAC – 2019 - UFF) Sobre redação publicitária para rádio, Figueiredo (2005) faz várias observações, entre as quais NÃO se encontra:

A) em geral, rádio é fundo, trilha do dia-a-dia das pessoas, enquanto ouvem, fazem inúmeras tarefas.
B) o maior inimigo do redator publicitário em rádio é a desatenção de seus ouvintes.
C) de 1922, ano de sua inauguração, aos anos 60, explosão da televisão como mídia no Brasil, o rádio foi a mídia mais ouvida, amada e cultuada do Brasil.
D) como na televisão, o intervalo na programação sonora garante uma maior atenção dos ouvintes para as mensagens publicitárias.
E) nos anos de maior audiência do rádio, cantoras de rádio, jornalistas e publicitários desenvolveram toda uma linguagem específica para esse meio, considerando suas limitações e potencialidades.

No caso de notícias urgentes, como é descrito no texto, o que os apresentadores de telejornal precisam fazer?

a) Improvisar a informação sem ter um texto como apoio.
b) Seguir rigorosamente o roteiro pré-estabelecido.
c) Cancelar a transmissão ao vivo.
d) Pedir para a equipe de produção redigir um texto rapidamente.

O que é retranca no contexto do telejornalismo?

a) Um recurso utilizado para designar um conjunto de matérias com temas afins.
b) Uma expressão curta para denominar determinada pauta.
c) Uma introdução feita pelo apresentador antes da exibição de uma notícia.
d) Um formato de gravação com o repórter no local do acontecimento.

O que é a cabeça de uma matéria no telejornalismo?

a) A introdução feita pelo apresentador antes da inserção de uma notícia ou reportagem.
b) O momento em que o repórter aparece na matéria para destacar um aspecto.
c) A filmagem do repórter no local do acontecimento, com informações a serem usadas no meio da matéria.
d) O trecho de texto lido pelo apresentador que introduz a exibição de um determinado VT.

O que é uma passagem no contexto do telejornalismo?

a) Gravação feita pelo repórter no local do acontecimento, com informações a serem usadas no meio da matéria.
b) Um recurso utilizado para apresentar temas de forma curta e objetiva.
c) A introdução feita pelo apresentador antes da exibição de uma notícia ou reportagem.
d) A filmagem do repórter no local do acontecimento e/ou em um ambiente relacionado ao assunto abordado.

Vera Iris Paternostro (O texto na TV – Manual de telejornalismo) recomenda que os redatores façam a leitura de seus textos em voz alta para se evitar que sejam levadas ao ar frases com rimas e cacófatos. Dentre as chamadas a seguir, a que está construída com cacofonia é:

A) Suspeito de atropelamento de Vacaloca se entrega à polícia.
B) Em Salesópolis, polícia prende suspeito de caça ilegal de canários.
C) Suzano fará recontagem de votos para conhecer seus vereadores.
D) Prefeitura confisca gado com febre aftosa em sítios de Arujá.
E) Criminosos roubam retroescavadeira na zona rural de Mogi.

Qual é a cacofonia presente na chamada de notícia apresentada?

A) Suspeito de atropelamento de Vacaloca se entrega à polícia.
B) Em Salesópolis, polícia prende suspeito de caça ilegal de canários.
C) Suzano fará recontagem de votos para conhecer seus vereadores.
D) Prefeitura confisca gado com febre aftosa em sítios de Arujá.
E) Criminosos roubam retroescavadeira na zona rural de Mogi.

1. (CESGRANRIO - 2018 - TRANSPETRO) Diferentemente dos textos de jornais impressos, o limite para a edição dos roteiros elaborados para as reportagens veiculadas em televisão é determinado pelos(as)

a) centímetros
b) minutos
c) bytes
d) colunas
e) linhas

Desde a concepção da pauta até chegar ao processo de produção e edição, o repórter de TV deve sempre ter em mente que a matéria só é considerada adequada para se tornar uma reportagem em televisão, quando é viável obter
entrevistado com relevância nacional.
imagem suficiente para retratar o tema.
informações imprecisas e contraditórias.
olho que resuma o contexto da situação.
vinheta de identificação com o tema abordado.
a) entrevistado com relevância nacional.
b) imagem suficiente para retratar o tema.
c) informações imprecisas e contraditórias.
d) olho que resuma o contexto da situação.
e) vinheta de identificação com o tema abordado.

Nos textos redigidos para certos meios de comunicação, há uma recomendação no sentido de que todas as palavras sejam grafadas com letras maiúsculas. Tal recomendação aplica-se aos textos escritos para

a) rádio e televisão
b) novelas e filmes
c) revistas e tabloides
d) informes e malas-diretas
e) propagandas e outdoors

Recomenda-se não confundir irradiação de notícias com jornalismo em rádio. Essa é uma crítica à falta de comprometimento profissional que algumas emissoras têm e que se refere à(o)
angulação narrativa que traduz a realidade dos comunicadores de rádio, que se encontram fora das redações do sistema de ondas sonoras.
norma de difundir flashes sobre o trânsito com informações enviadas diretamente pelo repórter aéreo, que se locomove por helicóptero.
prática que algumas emissoras têm de reproduzir ao vivo o noticiário de agências ou de jornais impressos sem edição.
ato de disseminar notícias falsas ou encomendadas que atendem aos interesses de políticos, comumente verificado no interior do país.
espelho de notícias que serão divulgadas ao longo da programação, normalmente apresentadas ao público sob a forma de escalada.
a) angulação narrativa que traduz a realidade dos comunicadores de rádio, que se encontram fora das redações do sistema de ondas sonoras.
b) norma de difundir flashes sobre o trânsito com informações enviadas diretamente pelo repórter aéreo, que se locomove por helicóptero.
c) prática que algumas emissoras têm de reproduzir ao vivo o noticiário de agências ou de jornais impressos sem edição.
d) ato de disseminar notícias falsas ou encomendadas que atendem aos interesses de políticos, comumente verificado no interior do país.
e) espelho de notícias que serão divulgadas ao longo da programação, normalmente apresentadas ao público sob a forma de escalada.

Profissionais do jornalismo utilizam, no dia a dia da redação, termos específicos e essenciais para o processo produtivo da notícia. O único termo que NÃO faz parte da produção do conteúdo jornalístico do boletim televisivo é o(a)

a) contraplano
b) dedo-duro
c) espelho
d) lapada
e) escalada

A reportagem em rádio é uma produção jornalística específica que possui três partes importantes. São elas:

a) passagem, aspas e fechamento
b) cabeça, entrevista e pé
c) lide, sublide e corpo da matéria
d) manchete, subtítulo e corpo da matéria
e) nota coberta, citação e aspas

Cada veículo de comunicação possui jargões característicos a cada processo produtivo que, por vezes, são compreendidos apenas pelos que convivem no mesmo ambiente de trabalho. Está INCORRETA a seguinte definição de um jargão do telejornalismo:
Chamadas – entradas dos apresentadores, durante a programação da emissora, para destacar as notícias importantes do noticiário.
Decupagem – mapeamento do material gravado, com base no texto do repórter, que indica o ponto da fita em que está a imagem ideal.
Escalada – conjunto de manchetes lidas pelos apresentadores do telejornal, no início do programa, que dá uma prévia do noticiário.
Nota coberta – texto noticioso redigido por editor, redator ou repórter, que é gravado pelos apresentadores e coberto por imagem.
Sonora – som ambiente gerado durante as gravações da matéria, o qual é aproveitado na matéria e valorizado com o efeito “sobe sonora”.
a) Chamadas – entradas dos apresentadores, durante a programação da emissora, para destacar as notícias importantes do noticiário.
b) Decupagem – mapeamento do material gravado, com base no texto do repórter, que indica o ponto da fita em que está a imagem ideal.
c) Escalada – conjunto de manchetes lidas pelos apresentadores do telejornal, no início do programa, que dá uma prévia do noticiário.
d) Nota coberta – texto noticioso redigido por editor, redator ou repórter, que é gravado pelos apresentadores e coberto por imagem.
e) Sonora – som ambiente gerado durante as gravações da matéria, o qual é aproveitado na matéria e valorizado com o efeito “sobe sonora”.

A aparição do repórter de uma emissora de televisão no meio da matéria que está sendo veiculada tem um propósito. O uso da passagem corresponde a uma situação descrita abaixo:

a) Cinegrafista tem a imagem do fato, mas o repórter chegou tarde para a apuração.
b) Editor usa a imagem do repórter para fugir do óbvio e tornar a matéria mais leve.
c) Repórter tem a apuração, mas precisa gravar uma aparição para assinar a matéria.
d) Repórter tem as informações sobre o fato, mas não há imagens correspondentes.
e) Repórter usa a imagem para estar sempre em evidência no mercado de trabalho.

A produção de vinheta e chamadas para o rádio devem ser cercadas de certos cuidados tais como:
I. Os trechos de músicas não devem lembrar outros programas.
II. A incorporação de ruídos e efeitos sonoros é obrigatória.
III. A originalidade sonora é uma marca esperada
IV. O ouvinte deve identificar rapidamente o programa.
A) IV.
B) I e II.
C) II e III.
D) I, II e III.
E) I, III e IV.

Em um roteiro radiofônico, o termo “trilha” significa:

A) a música que deve ser reproduzida após a apresentação.
B) a música de abertura do programa.
C) a música que deve ser reproduzida sob o texto
D) um jingle publicitário do bloco comercial.
E) o conjunto de elementos sonoros do programa.

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Questões resolvidas

Nessa seção, nós vamos entender quais são as principais características do rádio enquanto veículo de comunicação e também qual é o seu papel na rotina dos ouvintes. O Kantar IBOPE Media é um dos institutos mais renomados do Brasil na área de pesquisa sobre mídias e, por isso, vou usar como referência o levantamento Inside Radio 2019, que apresentou dados atualizados a respeito do consumo de conteúdo radiofônico no nosso país. Cerca de 83% da população brasileira ouviu rádio em 2019 e cerca de 3 a cada 5 ouvintes realizou essa atividade diariamente. Isso nos mostra uma das características da audiência: as pessoas costumam ser fiel ao veículo e incluem o hábito de escutar o conteúdo radiofônico nas suas rotinas. Além disso, podemos perceber que o rádio é um veículo com alta penetração na nossa sociedade, ou seja, atinge uma expressiva parcela da população e está presente em todas as classes sociais. 84% dos ouvintes sintonizaram nas rádios por meio de aparelhos convencionais, como o sistema de som do carro, enquanto 20% escutam as emissoras pelo celular. Em relação aos horários, o consumo de conteúdo por meio das rádios é considerável bem estável durante todo o dia. No entanto, há um pico de consumo pela manhã e um aumento no período do rush, ou seja, por volta das 18h, que é o momento no qual a maioria das pessoas que atua no horário comercial está retornando do trabalho para casa. Ademais, 70% dos ouvintes entram em contato com o rádio enquanto estão em casa e 23% têm o hábito de escutar os programas no carro. Sobre a programação do rádio, é preciso entender que a música é o carro-chefe da maioria das emissoras: cerca de 93% dos ouvintes pesquisados pelo Kantar IBOPE Media têm o hábito de ouvir música nas rádios. Entre os estilos musicais que mais agradam às audiências, os gêneros sertanejo, pop internacional, pop nacional, pagode e gospel receberam destaque em 2019. Os conteúdos noticiosos e esportivos também ocupam um espaço considerável da programação da maioria das emissoras: os noticiários locais são programas que despertam o interesse da audiência, assim como as transmissões ao vivo de partidas de futebol e comentários sobre as rodadas dos principais campeonatos esportivos do país. Diante desses dados, podemos compreender algumas características importantes do rádio como veículo de comunicação, tais como a sensoriedade, o imediatismo, a credibilidade e a democratização da informação. Que tal entendermos esses aspectos com maior profundidade? A sensoriedade está relacionada ao fato de que a rádio é um dos veículos que mais realiza uma conexão próxima com as pessoas, ao utilizar o som como sentido de comunicação. Ao ouvir o rádio, nós nos sentimos “perto” do locutor: é como se ele estivesse falando diretamente conosco, como em uma conversa com um amigo ou colega de trabalho. O tom da voz, o sotaque e a entonação utilizada para comunicar uma informação têm o poder de auxiliar a criar uma identificação maior com o programa e com o conteúdo transmitido. Por isso, as emissoras têm a preocupação de treinar os seus apresentadores e locutores a partir de técnicas de comunicação oral para que as mensagens sejam comunicadas da melhor forma possível. Assim, podemos afirmar que o rádio é um veículo marcado pelo estímulo à emoção do ouvinte. O imediatismo, por sua vez, está relacionado ao fato de que o rádio é um veículo que permite a transmissão de informações em tempo real com uma grande agilidade. A maioria das emissoras trabalha com programas gravados ao vivo e, além disso, mobilizam equipes de repórteres para entrarem no ar diretamente do local dos principais acontecimentos do dia. Em relação à cobertura de trânsito, por exemplo, algumas rádios utilizam helicópteros para que os jornalistas possam informar à audiência a respeito da presença de congestionamentos nas principais vias das grandes cidades. Por isso, o rádio é um veículo no qual é possível comunicar a informação de forma imediata, com clareza e objetividade, a partir do uso de recursos tecnológicos flexíveis e de fácil operação para as equipes de reportagem. O repórter de rádio tem que aprender a trabalhar rápido e oferecer ao ouvinte, passo a passo, os desdobramentos da notícia. Quem aguarda os acontecimentos para escrever a matéria é o repórter de jornal. Já o repórter de uma emissora rádio deve estar sempre preocupado em informar cada etapa da notícia no momento em que ela acontece, sem deixar, é claro, de ser preciso nas informações. (SECOM-RJ, 2003) A credibilidade é uma marca do rádio como veículo de comunicação à partir do qual as pessoas têm acesso a informações relevantes para as suas vidas. De acordo com dados divulgados em 2016 pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal, os brasileiros confiam mais no rádio e na TV para buscar por notícias do que em outros meios, como a internet. Assim, percebemos que as emissoras de rádio têm uma história consolidada no nosso país e o hábito de ouvir as informações por meio desse meio atravessou muitas gerações no cotidiano da nossa população. Além disso, o rádio é muito utilizado para a transmissão de informações locais, como em comunidades ou em áreas metropolitanas específicas. Portanto, há o desenvolvimento de um relacionamento próximo com a população e, diante desse contexto, há também uma percepção maior de credibilidade dos conteúdos veiculados pelas rádios. Outro aspecto essencial sobre o rádio no nosso país é a sua relação com o exercício da democracia. Com a expansão dos meios digitais, muitos especialistas em comunicação iniciaram discussões a respeito do futuro de veículos tradicionais como o rádio. Alguns pesquisadores chegaram a apontar um declínio e possível extinção do rádio devido ao uso crescente das novas tecnologias, como a internet. No entanto, como vimos nesse capítulo, esse movimento não aconteceu e o rádio é consolidado como um meio de comunicação extremamente presente na vida das pessoas. Trata-se do veículo com maior penetração no nosso país: os sinais de rádio chegam em locais nos quais não existem recursos de telecomunicações suficientes para a sintonização de televisões ou acesso à internet, por exemplo. Nesse contexto, nós precisamos lembrar que vivemos em um país com grande desigualdade social e com dimensões continentais. Portanto, o acesso à informação e à tecnologia não é uniforme em todo o nosso território. Por ser um veículo que exige uma infraestrutura simples para a transmissão de informações (em comparação com a televisão), o rádio consegue chegar em locais remotos, geograficamente falando, como em comunidades populacionais de difícil acesso no interior da Amazônia, por exemplo. Ademais, o acesso ao rádio é barato: basta ter um aparelho simples para a captação das ondas sonoras e já é possível sintonizar nas emissoras mais próximas. Esses motivos justificam a relevância do rádio para a nossa democracia: ele é um veículo utilizado por pessoas de todas as classes sociais e que auxilia na rápida difusão de informações que podem auxiliar no debate de questões sociais e melhorar a vida da população.

Veja aqui alguns exemplos de cacófagos comuns no nosso dia a dia: • Boca dela; • Como ela não entendeu a frase? • Já que tinha condições financeiras, ele... • Ela pôs a culpa nela. Nas provas de concursos públicos, as bancas examinadoras costumam apresentar uma sequência de frases (uma por alternativa) na qual uma delas apresenta um cacófago e deve ser assinalada como resposta correta para a questão. É claro que no dia da prova você não pode ler a frase em voz alta para identificar o vício de linguagem, portanto, a minha recomendação é que você faça uma leitura cuidadosa com o foco nos sons produzidos por cada sílaba das palavras. Dessa maneira, será possível encontrar o caso no qual as sílabas de palavras distintas formam novos termos e podem ser interpretados de forma errônea pela audiência.

(CESPE – 2018 – IPHAN) No radiojornalismo, ao se nominarem fontes e instituições, primeiramente se deve indicar o nome da pessoa e, em seguida, o seu cargo, evitando-se uso do plural, de abreviações, bem como a repetição de fonemas (cacofonias e rimas) e frases negativas.

(COSEAC – 2019 - UFF) Sobre redação publicitária para rádio, Figueiredo (2005) faz várias observações, entre as quais NÃO se encontra:

A) em geral, rádio é fundo, trilha do dia-a-dia das pessoas, enquanto ouvem, fazem inúmeras tarefas.
B) o maior inimigo do redator publicitário em rádio é a desatenção de seus ouvintes.
C) de 1922, ano de sua inauguração, aos anos 60, explosão da televisão como mídia no Brasil, o rádio foi a mídia mais ouvida, amada e cultuada do Brasil.
D) como na televisão, o intervalo na programação sonora garante uma maior atenção dos ouvintes para as mensagens publicitárias.
E) nos anos de maior audiência do rádio, cantoras de rádio, jornalistas e publicitários desenvolveram toda uma linguagem específica para esse meio, considerando suas limitações e potencialidades.

No caso de notícias urgentes, como é descrito no texto, o que os apresentadores de telejornal precisam fazer?

a) Improvisar a informação sem ter um texto como apoio.
b) Seguir rigorosamente o roteiro pré-estabelecido.
c) Cancelar a transmissão ao vivo.
d) Pedir para a equipe de produção redigir um texto rapidamente.

O que é retranca no contexto do telejornalismo?

a) Um recurso utilizado para designar um conjunto de matérias com temas afins.
b) Uma expressão curta para denominar determinada pauta.
c) Uma introdução feita pelo apresentador antes da exibição de uma notícia.
d) Um formato de gravação com o repórter no local do acontecimento.

O que é a cabeça de uma matéria no telejornalismo?

a) A introdução feita pelo apresentador antes da inserção de uma notícia ou reportagem.
b) O momento em que o repórter aparece na matéria para destacar um aspecto.
c) A filmagem do repórter no local do acontecimento, com informações a serem usadas no meio da matéria.
d) O trecho de texto lido pelo apresentador que introduz a exibição de um determinado VT.

O que é uma passagem no contexto do telejornalismo?

a) Gravação feita pelo repórter no local do acontecimento, com informações a serem usadas no meio da matéria.
b) Um recurso utilizado para apresentar temas de forma curta e objetiva.
c) A introdução feita pelo apresentador antes da exibição de uma notícia ou reportagem.
d) A filmagem do repórter no local do acontecimento e/ou em um ambiente relacionado ao assunto abordado.

Vera Iris Paternostro (O texto na TV – Manual de telejornalismo) recomenda que os redatores façam a leitura de seus textos em voz alta para se evitar que sejam levadas ao ar frases com rimas e cacófatos. Dentre as chamadas a seguir, a que está construída com cacofonia é:

A) Suspeito de atropelamento de Vacaloca se entrega à polícia.
B) Em Salesópolis, polícia prende suspeito de caça ilegal de canários.
C) Suzano fará recontagem de votos para conhecer seus vereadores.
D) Prefeitura confisca gado com febre aftosa em sítios de Arujá.
E) Criminosos roubam retroescavadeira na zona rural de Mogi.

Qual é a cacofonia presente na chamada de notícia apresentada?

A) Suspeito de atropelamento de Vacaloca se entrega à polícia.
B) Em Salesópolis, polícia prende suspeito de caça ilegal de canários.
C) Suzano fará recontagem de votos para conhecer seus vereadores.
D) Prefeitura confisca gado com febre aftosa em sítios de Arujá.
E) Criminosos roubam retroescavadeira na zona rural de Mogi.

1. (CESGRANRIO - 2018 - TRANSPETRO) Diferentemente dos textos de jornais impressos, o limite para a edição dos roteiros elaborados para as reportagens veiculadas em televisão é determinado pelos(as)

a) centímetros
b) minutos
c) bytes
d) colunas
e) linhas

Desde a concepção da pauta até chegar ao processo de produção e edição, o repórter de TV deve sempre ter em mente que a matéria só é considerada adequada para se tornar uma reportagem em televisão, quando é viável obter
entrevistado com relevância nacional.
imagem suficiente para retratar o tema.
informações imprecisas e contraditórias.
olho que resuma o contexto da situação.
vinheta de identificação com o tema abordado.
a) entrevistado com relevância nacional.
b) imagem suficiente para retratar o tema.
c) informações imprecisas e contraditórias.
d) olho que resuma o contexto da situação.
e) vinheta de identificação com o tema abordado.

Nos textos redigidos para certos meios de comunicação, há uma recomendação no sentido de que todas as palavras sejam grafadas com letras maiúsculas. Tal recomendação aplica-se aos textos escritos para

a) rádio e televisão
b) novelas e filmes
c) revistas e tabloides
d) informes e malas-diretas
e) propagandas e outdoors

Recomenda-se não confundir irradiação de notícias com jornalismo em rádio. Essa é uma crítica à falta de comprometimento profissional que algumas emissoras têm e que se refere à(o)
angulação narrativa que traduz a realidade dos comunicadores de rádio, que se encontram fora das redações do sistema de ondas sonoras.
norma de difundir flashes sobre o trânsito com informações enviadas diretamente pelo repórter aéreo, que se locomove por helicóptero.
prática que algumas emissoras têm de reproduzir ao vivo o noticiário de agências ou de jornais impressos sem edição.
ato de disseminar notícias falsas ou encomendadas que atendem aos interesses de políticos, comumente verificado no interior do país.
espelho de notícias que serão divulgadas ao longo da programação, normalmente apresentadas ao público sob a forma de escalada.
a) angulação narrativa que traduz a realidade dos comunicadores de rádio, que se encontram fora das redações do sistema de ondas sonoras.
b) norma de difundir flashes sobre o trânsito com informações enviadas diretamente pelo repórter aéreo, que se locomove por helicóptero.
c) prática que algumas emissoras têm de reproduzir ao vivo o noticiário de agências ou de jornais impressos sem edição.
d) ato de disseminar notícias falsas ou encomendadas que atendem aos interesses de políticos, comumente verificado no interior do país.
e) espelho de notícias que serão divulgadas ao longo da programação, normalmente apresentadas ao público sob a forma de escalada.

Profissionais do jornalismo utilizam, no dia a dia da redação, termos específicos e essenciais para o processo produtivo da notícia. O único termo que NÃO faz parte da produção do conteúdo jornalístico do boletim televisivo é o(a)

a) contraplano
b) dedo-duro
c) espelho
d) lapada
e) escalada

A reportagem em rádio é uma produção jornalística específica que possui três partes importantes. São elas:

a) passagem, aspas e fechamento
b) cabeça, entrevista e pé
c) lide, sublide e corpo da matéria
d) manchete, subtítulo e corpo da matéria
e) nota coberta, citação e aspas

Cada veículo de comunicação possui jargões característicos a cada processo produtivo que, por vezes, são compreendidos apenas pelos que convivem no mesmo ambiente de trabalho. Está INCORRETA a seguinte definição de um jargão do telejornalismo:
Chamadas – entradas dos apresentadores, durante a programação da emissora, para destacar as notícias importantes do noticiário.
Decupagem – mapeamento do material gravado, com base no texto do repórter, que indica o ponto da fita em que está a imagem ideal.
Escalada – conjunto de manchetes lidas pelos apresentadores do telejornal, no início do programa, que dá uma prévia do noticiário.
Nota coberta – texto noticioso redigido por editor, redator ou repórter, que é gravado pelos apresentadores e coberto por imagem.
Sonora – som ambiente gerado durante as gravações da matéria, o qual é aproveitado na matéria e valorizado com o efeito “sobe sonora”.
a) Chamadas – entradas dos apresentadores, durante a programação da emissora, para destacar as notícias importantes do noticiário.
b) Decupagem – mapeamento do material gravado, com base no texto do repórter, que indica o ponto da fita em que está a imagem ideal.
c) Escalada – conjunto de manchetes lidas pelos apresentadores do telejornal, no início do programa, que dá uma prévia do noticiário.
d) Nota coberta – texto noticioso redigido por editor, redator ou repórter, que é gravado pelos apresentadores e coberto por imagem.
e) Sonora – som ambiente gerado durante as gravações da matéria, o qual é aproveitado na matéria e valorizado com o efeito “sobe sonora”.

A aparição do repórter de uma emissora de televisão no meio da matéria que está sendo veiculada tem um propósito. O uso da passagem corresponde a uma situação descrita abaixo:

a) Cinegrafista tem a imagem do fato, mas o repórter chegou tarde para a apuração.
b) Editor usa a imagem do repórter para fugir do óbvio e tornar a matéria mais leve.
c) Repórter tem a apuração, mas precisa gravar uma aparição para assinar a matéria.
d) Repórter tem as informações sobre o fato, mas não há imagens correspondentes.
e) Repórter usa a imagem para estar sempre em evidência no mercado de trabalho.

A produção de vinheta e chamadas para o rádio devem ser cercadas de certos cuidados tais como:
I. Os trechos de músicas não devem lembrar outros programas.
II. A incorporação de ruídos e efeitos sonoros é obrigatória.
III. A originalidade sonora é uma marca esperada
IV. O ouvinte deve identificar rapidamente o programa.
A) IV.
B) I e II.
C) II e III.
D) I, II e III.
E) I, III e IV.

Em um roteiro radiofônico, o termo “trilha” significa:

A) a música que deve ser reproduzida após a apresentação.
B) a música de abertura do programa.
C) a música que deve ser reproduzida sob o texto
D) um jingle publicitário do bloco comercial.
E) o conjunto de elementos sonoros do programa.

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Aula 23 - Profa. Júlia
Branco
CNU (Bloco 7 - Gestão Governamental e
Administração Pública) Conhecimentos -
Eixo Temático 5 - Comunicação, Gestão
Documental, Transparência e Proteção
de Dados - 2024 (Pós-Edital)Autor:
Antonio Daud, Júlia Branco,
Ricardo Campanario
02 de Fevereiro de 2024
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Antonio Daud, Júlia Branco, Ricardo Campanario
Aula 23 - Profa. Júlia Branco
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Radiojornalismo 3
..............................................................................................................................................................................................2) Podcasts: Aprofundamento 17
..............................................................................................................................................................................................3) Telejornalismo 23
..............................................................................................................................................................................................4) Scripts: Aprofundamento 42
..............................................................................................................................................................................................5) Noções Básicas de Audiovisual 49
..............................................................................................................................................................................................6) Funções nos Veículos de Comunicação 54
..............................................................................................................................................................................................7) Questões comentadas - Radiojornalismo e Telejornalismo - Cesgranrio 56
..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Radiojornalismo - Multibancas 62
..............................................................................................................................................................................................9) Questões Comentadas - Podcasts: Aprofundamento 89
..............................................................................................................................................................................................10) Questões Comentadas - Telejornalismo - Multibancas 101
..............................................................................................................................................................................................11) Questões Comentadas - Scripts: Aprofundamento 134
..............................................................................................................................................................................................12) Resumo - Radiojornalismo 145
..............................................................................................................................................................................................13) Resumo - Telejornalismo 146
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RADIOJORNALISMO 
 O rádio é um veículo de comunicação que está presente no nosso dia a dia há anos: muitos de nós 
temos o hábito de ouvir as notícias no carro enquanto vamos para o trabalho (em especial, aquelas sobre o 
trânsito) ou sintonizamos na nossa estação preferida para ouvirmos músicas enquanto realizamos atividades 
em casa. Esses são só alguns exemplos da presença do rádio no nosso cotidiano. Nesse capítulo, nós vamos 
conhecer melhor o radiojornalismo e aspectos como a sua história no Brasil, suas principais características e 
a linguagem utilizada na comunicação com a audiência. Vamos lá? 
Em relação à história do rádio, seria praticamente impossível descrever todos os aspectos em relação 
ao início do uso do veículo de comunicação no nosso país até os dias atuais. Por isso, selecionei os marcos 
históricos mais importantes para a evolução do rádio e que são mais significativos em termos de provas. Essa 
contextualização não costuma ser cobrada com tanta profundidade nos certames, mas é essencial para 
compreendermos o impacto do rádio na nossa sociedade nos dias de hoje. 
As primeiras transmissões de mensagens por meio de ondas eletromagnéticas aconteceram no início 
dos anos 1900 a partir de um invento patenteado na Inglaterra. No entanto, algumas versões históricas 
afirmam que existiu uma comunicação sem fio no Brasil em anos anteriores, realizada por Roberto Landell 
de Moura. Em 1923 foi realizada a primeira transmissão de rádio no nosso Brasil: esse foi um dos marcos 
iniciais para que o veículo fosse popularizado no nosso país. Uma das primeiras rádios brasileiras foi a Rádio 
Sociedade do Rio de Janeiro, criada por Edgard Roqquette-Pinto e a sua programação trazia notícias ao longo 
do dia para a população. Os primeiros anos das emissoras de rádio foram marcados pela leitura das notícias 
publicadas nos jornais impressos como parte da programação radiofônica, ou seja, não havia ainda uma 
linguagem criada especialmente para o novo formato de comunicação1. 
O rádio foi essencial no nosso país na Revolução Constitucionalista de 1932: o movimento começou 
em São Paulo e teve como objetivo contestar as decisões do governo provisório de Getúlio Vargas na época. 
É importante destacar que o rádio já era um veículo de comunicação popular no nosso país e auxiliou a 
organizar a mobilização nas ruas para os protestos. Nesse período, as emissoras já produziam conteúdos 
específicos para as suas audiências, com programas jornalísticos, comentários políticos, entretenimento, etc. 
Assim, o rádio se consolidou como um meio ágil para a difusão de informações para uma grande quantidade 
de pessoas, com credibilidade e respeito por parte da sociedade brasileira2. 
Os anos seguintes foram marcados pela criação da Rádio Tupi, em 1935: trata-se de uma das 
emissoras de maior sucesso no Brasil, com sede no Rio de Janeiro e que hoje pertence ao grupo Diários 
Associados. No mesmo ano, o Departamento de Imprensa e Propaganda criou o programa Hora do Brasil, 
que hoje é conhecido como A Voz do Brasil e traz as principais notícias e informações sobre a administração 
governamental. O programa é de transmissão obrigatória pelas rádios, de segunda a sexta-feira. É 
importante ressaltar também a criação do programa Repórter Esso, em 1941, pela Rádio Nacional do Rio de 
Janeiro: ele é considerado uma das principais iniciativas para estabelecer um formato inovador para o 
radiojornalismo no Brasil. O jornal utilizava não apenas as notícias dos jornais impressos como base para o 
 
1 JAVORSKI, Elaine. Radiojornalismo: do analógico ao digital. Curitiba: Editora. InterSaberes, 2017 
2 JORNALISTA. Radiojornalismo. Disponível em: http://www.jornalista.com.br/radiojornalismo.html. Acesso em: 13 jan. 
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seu conteúdo, mas também recebia informações de uma agência americana. O programa significou uma 
nova forma de fazer jornalismo, com produção de conteúdo específica para o rádio, propagandas criativas e 
também foi reconhecido pela população por sua imparcialidadee credibilidade3. 
 
Anúncio de divulgação do Repórter Esso, publicado em jornais e revistas impressos4 
 
O rádio no Brasil foi extremamente importante no período da Segunda Guerra Mundial e das Copas 
do Mundo. As notícias internacionais chegavam rapidamente ao nosso país a respeito dos desdobramentos 
dos conflitos em solo europeu e o rádio foi o principal veículo utilizado para transmitir, com rapidez, as 
notícias sobre as batalhas. Em relação ao conteúdo esportivo, a primeira Copa do Mundo transmitida por 
rádio foi a Copa da França, em 1939 e a cobertura das partidas se transformou em uma forma de aumentar 
a conexão do brasileiro com o esporte, sobretudo o futebol. A emoção, como uma característica do rádio, 
está muitas vezes relacionada ao esforço dos narradores das partidas ao apresentarem os acontecimentos 
do campo para uma audiência que não conseguia visualizar o que ocorria nas partidas5. 
O rádio expandiu a sua presença no nosso país e hoje é um dos veículos de comunicação mais 
importantes para a nossa sociedade e para a nossa democracia. De acordo com o Ministério das 
Comunicações, existem cerca de 9000 emissoras no Brasil e esse é um número que não considera as rádios 
 
3 ESCOLA COMRADIO. Aula - História do radiojornalismo no Brasil. Disponível em: 
https://www.escolacomradio.com.br/blog/noticias/aula--historia-do-radiojornalismo-no-brasil-349.html. Acesso em: 14 
jan. 2020. 
 
4 Fonte da imagem: http://www.muraldoantena.com.br/2011/08/70-anos-do-reporter-esso.html 
5 CÂMARA DOS DEPUTADOS. A história do radiojornalismo no país, do Repórter Esso até os dias atuais (10'14"). Disponível 
em: https://www.camara.leg.br/radio/programas/315149-a-historia-do-radiojornalismo-no-pais--do-reporter-esso-ate-os-
dias-atuais--10-14--. Acesso em: 14 jan. 2020. 
 
 
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que são transmitidas exclusivamente pela web6. Ademais, estima-se que o Brasil tenha mais de 300 milhões 
de aparelhos com funcionalidades para a captação de sinais de rádio, de acordo com dados da Associação 
Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). 
 
Características do Rádio como Veículo de Comunicação 
 Nessa seção, nós vamos entender quais são as principais características do rádio enquanto veículo de 
comunicação e também qual é o seu papel na rotina dos ouvintes. O Kantar IBOPE Media é um dos institutos 
mais renomados do Brasil na área de pesquisa sobre mídias e, por isso, vou usar como referência o 
levantamento Inside Radio 2019, que apresentou dados atualizados a respeito do consumo de conteúdo 
radiofônico no nosso país. 
 Cerca de 83% da população brasileira ouviu rádio em 2019 e cerca de 3 a cada 5 ouvintes realizou 
essa atividade diariamente. Isso nos mostra uma das características da audiência: as pessoas costumam ser 
fiel ao veículo e incluem o hábito de escutar o conteúdo radiofônico nas suas rotinas. Além disso, podemos 
perceber que o rádio é um veículo com alta penetração na nossa sociedade, ou seja, atinge uma expressiva 
parcela da população e está presente em todas as classes sociais. 84% dos ouvintes sintonizaram nas rádios 
por meio de aparelhos convencionais, como o sistema de som do carro, enquanto 20% escutam as emissoras 
pelo celular. 
 Em relação aos horários, o consumo de conteúdo por meio das rádios é considerável bem estável 
durante todo o dia. No entanto, há um pico de consumo pela manhã e um aumento no período do rush, ou 
seja, por volta das 18h, que é o momento no qual a maioria das pessoas que atua no horário comercial está 
retornando do trabalho para casa. Ademais, 70% dos ouvintes entram em contato com o rádio enquanto 
estão em casa e 23% têm o hábito de escutar os programas no carro. 
 Sobre a programação do rádio, é preciso entender que a música é o carro-chefe da maioria das 
emissoras: cerca de 93% dos ouvintes pesquisados pelo Kantar IBOPE Media têm o hábito de ouvir música 
nas rádios. Entre os estilos musicais que mais agradam às audiências, os gêneros sertanejo, pop 
internacional, pop nacional, pagode e gospel receberam destaque em 2019. Os conteúdos noticiosos e 
esportivos também ocupam um espaço considerável da programação da maioria das emissoras: os 
noticiários locais são programas que despertam o interesse da audiência, assim como as transmissões ao 
vivo de partidas de futebol e comentários sobre as rodadas dos principais campeonatos esportivos do país. 
 Diante desses dados, podemos compreender algumas características importantes do rádio como 
veículo de comunicação, tais como a sensoriedade, o imediatismo, a credibilidade e a democratização da 
informação. Que tal entendermos esses aspectos com maior profundidade? 
 A sensoriedade está relacionada ao fato de que a rádio é um dos veículos que mais realiza uma 
conexão próxima com as pessoas, ao utilizar o som como sentido de comunicação. Ao ouvir o rádio, nós nos 
 
6ABERT. IBGE divulga dados estatísticos de rádio e TV. Disponível em: 
https://www.abert.org.br/web/index.php/notmenu/item/18076-ibge-divulga-dados-estatisticos-de-radio-e-tv. Acesso em: 
14 jan. 2020. 
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sentimos “perto” do locutor: é como se ele estivesse falando diretamente conosco, como em uma conversa 
com um amigo ou colega de trabalho. O tom da voz, o sotaque e a entonação utilizada para comunicar uma 
informação têm o poder de auxiliar a criar uma identificação maior com o programa e com o conteúdo 
transmitido. Por isso, as emissoras têm a preocupação de treinar os seus apresentadores e locutores a partir 
de técnicas de comunicação oral para que as mensagens sejam comunicadas da melhor forma possível. 
Assim, podemos afirmar que o rádio é um veículo marcado pelo estímulo à emoção do ouvinte. 
 O imediatismo, por sua vez, está relacionado ao fato de que o rádio é um veículo que permite a 
transmissão de informações em tempo real com uma grande agilidade. A maioria das emissoras trabalha 
com programas gravados ao vivo e, além disso, mobilizam equipes de repórteres para entrarem no ar 
diretamente do local dos principais acontecimentos do dia. Em relação à cobertura de trânsito, por exemplo, 
algumas rádios utilizam helicópteros para que os jornalistas possam informar à audiência a respeito da 
presença de congestionamentos nas principais vias das grandes cidades. Por isso, o rádio é um veículo no 
qual é possível comunicar a informação de forma imediata, com clareza e objetividade, a partir do uso de 
recursos tecnológicos flexíveis e de fácil operação para as equipes de reportagem. 
O repórter de rádio tem que aprender a trabalhar rápido e oferecer ao ouvinte, passo a 
passo, os desdobramentos da notícia. Quem aguarda os acontecimentos para escrever a 
matéria é o repórter de jornal. Já o repórter de uma emissora rádio deve estar sempre 
preocupado em informar cada etapa da notícia no momento em que ela acontece, sem 
deixar, é claro, de ser preciso nas informações. (SECOM-RJ, 2003)7 
 A credibilidade é uma marca do rádio como veículo de comunicação à partir do qual as pessoas têm 
acesso a informações relevantes para as suas vidas. De acordo com dados divulgados em 2016 pela Secretaria 
de Comunicação do Governo Federal, os brasileiros confiam mais no rádio e na TV para buscar por notícias 
do que em outros meios, como a internet. Assim, percebemos que as emissoras de rádio têm uma história 
consolidada no nosso país e o hábito de ouvir as informaçõespor meio desse meio atravessou muitas 
gerações no cotidiano da nossa população. Além disso, o rádio é muito utilizado para a transmissão de 
informações locais, como em comunidades ou em áreas metropolitanas específicas. Portanto, há o 
desenvolvimento de um relacionamento próximo com a população e, diante desse contexto, há também 
uma percepção maior de credibilidade dos conteúdos veiculados pelas rádios.8 
 Outro aspecto essencial sobre o rádio no nosso país é a sua relação com o exercício da democracia. 
Com a expansão dos meios digitais, muitos especialistas em comunicação iniciaram discussões a respeito do 
futuro de veículos tradicionais como o rádio. Alguns pesquisadores chegaram a apontar um declínio e 
possível extinção do rádio devido ao uso crescente das novas tecnologias, como a internet. No entanto, como 
vimos nesse capítulo, esse movimento não aconteceu e o rádio é consolidado como um meio de 
comunicação extremamente presente na vida das pessoas. Trata-se do veículo com maior penetração no 
nosso país: os sinais de rádio chegam em locais nos quais não existem recursos de telecomunicações 
suficientes para a sintonização de televisões ou acesso à internet, por exemplo. 
 
7 SECOM-RJ. Manual de Radiojornalismo. Disponível em: 
http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204433/4101398/estudos6.pdf. 2003. Acesso em: 14 jan. 2020. 
 
8 ACAERT. Rádio e TV têm mais audiência e credibilidade que a Internet. Disponível em: http://acaert.com.br/radio-e-tv-
tem-mais-audiencia-e-credibilidade-que-a-internet#.XhtoslNKgnc. Acesso em: 13 jan. 2020. 
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 Nesse contexto, nós precisamos lembrar que vivemos em um país com grande desigualdade social e 
com dimensões continentais. Portanto, o acesso à informação e à tecnologia não é uniforme em todo o nosso 
território. Por ser um veículo que exige uma infraestrutura simples para a transmissão de informações (em 
comparação com a televisão), o rádio consegue chegar em locais remotos, geograficamente falando, como 
em comunidades populacionais de difícil acesso no interior da Amazônia, por exemplo. Ademais, o acesso 
ao rádio é barato: basta ter um aparelho simples para a captação das ondas sonoras e já é possível sintonizar 
nas emissoras mais próximas. Esses motivos justificam a relevância do rádio para a nossa democracia: ele é 
um veículo utilizado por pessoas de todas as classes sociais e que auxilia na rápida difusão de informações 
que podem auxiliar no debate de questões sociais e melhorar a vida da população. 
 
O Texto para Rádio 
 Nas nossas aulas anteriores, nós estudamos algumas características do texto jornalístico, como a 
clareza e a objetividade para transmitir as informações noticiosas para o público, sobretudo em relação aos 
conteúdos escritos para veículos impressos e portais digitais. Assim, o radiojornalismo também terá a sua 
própria linguagem, para que a mensagem seja comunicada da forma mais eficiente possível. 
 Uma das características do texto para o rádio é que a repetição de informações é permitida e 
inclusive incentivada nesse veículo. Isso acontece porque a audiência pode ligar o aparelho de rádio ou 
entrar na plataforma web para ouvir o conteúdo ao vivo a qualquer momento. Por isso, os locutores tendem 
a repetir as informações a respeito das notícias mais importantes para permitir que o público entenda qual 
assunto está sendo abordando, independentemente do momento a partir do qual eles começaram a 
acompanhar a transmissão. 
 Outro ponto importante a respeito da linguagem do rádio é a emoção transmitida por meio do áudio. 
As emissoras e os produtores de conteúdo para esse meio de comunicação trabalham com apenas um 
sentido (som) e, por isso, precisam incentivar o uso da criatividade ao comunicarem as suas pautas. Assim, 
a programação do rádio é editada com o uso de recursos diversos, como entrevistas, ligações ao vivo, trilhas 
musicais, efeitos sonoros, etc. O objetivo é nobre: comunicar a mensagem desejada com um estímulo à 
sensibilidade da audiência e criar uma conexão mais próxima com os ouvintes. 
 Nesse contexto, podemos afirmar que os radiojornalistas costumam utilizar técnicas relacionadas à 
prática de contar histórias ao criarem as suas matérias para o rádio. O ouvinte precisa “visualizar” a pauta e 
o acontecimento narrado mesmo sem o uso de recursos visuais e, por isso, há uma grande preocupação em 
explicar a sequência dos fatos para facilitar o entendimento da audiência. Assim, o jornalismo para o rádio 
seguirá os princípios básicos da notícia e da profissão: a informação deve ser fornecida de forma objetiva, a 
partir do uso de frases com verbos e na ordem direta (sujeito – verbo – predicado). 
 Existem também recomendações a respeito do que não deve ser feito pelos jornalistas ao noticiarem 
um acontecimento no rádio. Veja a frase a seguir: 
A família da vítima tem pouca fé na recuperação dela após a cirurgia mal sucedida. 
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 Agora que você leu a frase uma vez, pare e leia novamente. Você consegue identificar algo estranho 
nela? 
 A frase acima foi escrita de forma correta, em termos gramaticais. No entanto, ao ser lida em voz alta, 
é possível perceber que há um exemplo de cacofonia entre duas palavras presentes na oração. Assim, a 
cacofonia é um vício de linguagem a partir do qual o final de um termo e o início da palavra seguinte formam 
uma nova expressão, dificultando o entendimento da informação por parte da audiência de veículos como 
o rádio e a televisão. 
 Vamos revisar a frase para encontrarmos a cacofonia: 
A família da vítima tem pouca fé na recuperação dela após a cirurgia mal sucedida. 
 Perceba que a última sílaba da palavra “pouca”, em uma leitura em voz alta, pode confundir o ouvinte 
com uma junção com o termo “fé”, o que cria a palavra café (que não faz sentido em relação ao conteúdo 
da frase). Portanto, o redator para rádio deve estar atento a esse vício de linguagem e evita-lo sempre que 
possível, para que a mensagem seja transmitida de forma clara e objetiva para a audiência. Em alguns casos, 
os cacófagos podem formar expressões de baixo calão, o que exige uma atenção redobrada dos 
radiojornalistas para evitarem a sua utilização9. 
 Veja aqui alguns exemplos de cacófagos comuns no nosso dia a dia: 
• Boca dela; 
• Como ela não entendeu a frase? 
• Já que tinha condições financeiras, ele... 
• Ela pôs a culpa nela. 
Nas provas de concursos públicos, as bancas examinadoras costumam apresentar uma sequência de 
frases (uma por alternativa) na qual uma delas apresenta um cacófago e deve ser assinalada como resposta 
correta para a questão. É claro que no dia da prova você não pode ler a frase em voz alta para identificar o 
vício de linguagem, portanto, a minha recomendação é que você faça uma leitura cuidadosa com o foco nos 
sons produzidos por cada sílaba das palavras. Dessa maneira, será possível encontrar o caso no qual as sílabas 
de palavras distintas formam novos termos e podem ser interpretados de forma errônea pela audiência. 
Um outro aspecto que deve ser evitado na redação de conteúdos para rádio é a aliteração: trata-se 
da repetição de sílabas, letras e sons em um mesmo trecho do texto. As aliterações são bem comuns em 
poemas e demais produções com teor literário, no entanto, não contribuem para a objetividade e a clareza 
necessárias na comunicação do radiojornalismo. Além deser uma leitura cansativa para o leitor, a aliteração 
dificulta a compreensão da mensagem por parte da audiência e cria uma frase similar a um trava-línguas.10 
Aqui está um exemplo: 
 
9 ROCK CONTENT. 7 truques para evitar a cacofonia em seus textos. Disponível em: 
https://comunidade.rockcontent.com/cacofonia/. Acesso em: 14 jan. 2020. 
10 CONVERSA DE PORTUGUÊS. O que é aliteração?. Disponível em: 
https://conversadeportugues.com.br/2011/07/aliteracao/. Acesso em: 14 jan. 2020. 
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O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar. 
 Assim, percebemos que a língua portuguesa é muito rica em termos e expressões com sons parecidos. 
Por isso, é preciso revisar o texto a ser lido no rádio para garantir que ele seja apresentado da forma mais 
clara possível para o público-alvo. 
 Veja outras orientações importantes em relação à linguagem ideal para a produção de conteúdo para 
o rádio: 
• É preciso evitar os chavões, ou seja, as frases e expressões que representam um 
“clichê” para o público. São termos que são utilizados com uma frequência extrema 
e, por isso, reduzem a relevância do texto jornalístico. Aqui estão alguns exemplos: 
bola da vez, cair como uma bomba, baixar a guarda, ficar à deriva, poder de fogo, 
pôr a casa em ordem, etc.11 
• Os cargos devem sempre ser informados antes do nome da pessoa a ser 
referenciada pelo jornalista. Isso ocorre porque o cargo é que justifica a relevância 
da participação de um convidado em uma entrevista, por exemplo.12 
• As cifras devem ser arredondadas para o valor mais próximo, para facilitar a leitura 
da informação no ar. Portanto, um valor de R$ 45.670 deve ser apresentado como 
“aproximadamente quarenta e cinco mil reais” pelo locutor. 
• Em regra, as siglas devem ser evitadas na comunicação no rádio, pois entende-se 
que o ouvinte não tem a obrigação de conhecer todos os termos relevantes para a 
matéria. É claro que existem siglas que são mais conhecidas pela população e que, 
eventualmente, serão utilizadas na programação radiofônica. Em Brasília, por 
exemplo, é comum ouvirmos notícias a respeito do trânsito na EPTG, ou seja, um 
sigla utilizada para denominar a Estrada Parque Taguatinga, uma importante via 
expressa da cidade. 
• Os nomes estrangeiros são evitados na programação do rádio. Por isso, ao noticiar 
informações divulgadas pelo U.S. Department of State devem ser creditadas como 
“o departamento de Estado americano”, por exemplo. 
Ao abordar o radiojornalismo, Ferraretto (2014)13 também traz algumas recomendações importantes 
para os profissionais que vão produzir conteúdos para esse tipo de mídia. Segundo o autor, a linguagem deve 
estar entre o culto e o coloquial, para que seja simples de entender e possa efetivamente “contar a história” 
que está sendo apresentada. A força da informação é apresentada por meio do uso adequado de verbos e 
substantivos, que são os elementos principais para o texto radiojornalístico. Ademais, se for possível evitar 
palavras supérfluas na frase (que não agregam valor), você deve fazer isso. 
 
11 SENADO FEDERAL. Chavão. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/redacao-e-
estilo/estilo/chavao. Acesso em: 13 jan. 2020. 
 
 
13 FERRARETTO, Luiz Artur. Rádio: teoria e prática. São Paulo: Summus, 2014. 
 
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Há também uma recomendação especial para textos em papel (suporte físico) que serão lidos no 
rádio: se há um erro de grafia em uma palavra, não é recomendado riscar apenas aquela letra incorreta. O 
ideal é riscar a palavra por inteiro e reescrevê-la no espaço acima dela: isso evita que o apresentador se 
confunda ao ler aquele conteúdo. O texto não deve ser justificado (precisa ser alinhado à esquerda) e deve 
evitar a hifenização, visto que são dois fatores que dificultam a leitura. Além disso, o texto para rádio deve 
ter no máximo 12 linhas (equivalentes a um minuto): em média, os textos costumam ter entre 6 e 8 linhas. 
No caso de deputados, senadores e demais políticos que exercem funções específicas (como de 
Ministro de Estado), é melhor citá-los por meio da função e não do cargo eletivo. No caso de integrantes do 
Legislativo, o partido deve ser citado antes do nome. Ademais, a clareza das informações deve ser sempre 
priorizada ao tomar decisões sobre o texto para rádio: isso é expresso por meio da fórmula 3CV que indica 
características do texto no radiojornalismo (Clareza, Correção, Concisão + Vibração). 
 
Conceitos Relacionados ao Radiojornalismo 
 Nessa seção, nós vamos estudar o significado de termos que são bem comuns no dia a dia do 
radiojornalismo. Eles costumam ser cobrados pelas bancas examinadoras e, portanto, são essenciais para os 
seus estudos para os concursos públicos da área de comunicação social que incluem o rádio como tópico no 
edital. 
 
 Boletim 
 O boletim é um informativo curto, lido pelo apresentador de rádio, a respeito das principais notícias 
do dia e/ou sobre um tema específico. Esse formato tem no máximo dois minutos de duração e apresentará 
o lide do assunto, ou seja, as informações mais importantes a respeito de determinado acontecimento 
relevante para a audiência. Em alguns casos, o boletim também contempla comentários e opiniões pessoais 
do jornalista em relação ao tema abordado. 
 
 Jingle 
 O jingle é um formato de anúncio publicitário para rádio que tem como característica a utilização de 
uma música para propagar a mensagem da marca. Em geral, a melodia e a letra da música são criadas para 
que sejam fáceis de memorizar e, assim, atraiam a atenção da audiência. Os jingles são bem comuns na 
programação rotineira das rádios em anúncios da iniciativa privada e também são muito utilizados em 
período eleitoral por candidatos e partidos políticos. 
 
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 Spot 
 O spot é a mensagem comercial tradicional do rádio: o locutor narra um texto curto, com duração de 
15 a 30 segundos, e transmite a informação desejada pela marca anunciante. Esse é um formato 
extremamente comum nas rádio e, por isso, esse termo é muito presente tanto no dia a dia do 
radiojornalismo quanto no contexto das agências publicitárias e produtoras de conteúdo. 
 
 Sonora 
 Trata-se de um termo presente tanto no trabalho jornalístico para rádio quanto para a televisão. A 
sonora é o trecho da gravação com a fala de um entrevistado, que será incluída na notícia ou na reportagem 
produzida pelo jornalista. Elas costumam ter até, no máximo, 20 segundos em matérias regulares. Contudo, 
nada impede que elas sejam mais extensas, dependendo da importância e da complexidade do tema. Por 
isso, é necessária que a escolha das pessoas a serem entrevistadas seja realizada de acordo com os requisitos 
da pauta, para que o resultado final dos trechos gravados seja coerente com o objetivo da matéria. Uma fala 
de um especialista, por exemplo, não deve ser utilizada sem uma contextualização para o ouvinte ou 
telespectador a respeito da importância ou da relevância daquela pessoa para a compreensão do assunto 
explorado na pauta em questão.(FGV – 2018 – MPE/AL) 
As opções a seguir apresentam estruturas que devem ser evitadas em um texto a ser lido no rádio, à exceção 
de uma. Assinale-a. 
A) Aliterações. 
B) Cacofonias. 
C) Abreviaturas. 
D) Chavões. 
E) Frases afirmativas. 
 
Comentário: 
Não há nenhum tipo de restrição ao uso de frases afirmativas no radiojornalismo, até porque elas podem 
auxiliar na compreensão das informações por parte da audiência. No entanto, aliterações, cacofonias, 
abreviaturas e chavões podem dificultar a transmissão das mensagens por meio do rádio. Assim, o gabarito é 
a letra E. 
Gabarito: letra E. 
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(CESPE – 2018 – IPHAN) 
No radiojornalismo, ao se nominarem fontes e instituições, primeiramente se deve indicar o nome da pessoa e, 
em seguida, o seu cargo, evitando-se uso do plural, de abreviações, bem como a repetição de fonemas 
(cacofonias e rimas) e frases negativas. 
 
Comentário: 
A questão está quase toda correta: abreviações e cacofonias devem sim ser evitados no radiojornalismo, por 
exemplo, porque criam duplos sentidos e/ou têm uma difícil compreensão por parte da audiência. No entanto, 
os cargos devem ser ditos antes dos nomes das pessoas, porque são eles que contextualizam a relevância da 
participação de determinado entrevistado na programação do veículo de comunicação. Portanto, item errado. 
Gabarito: errado. 
 
 
(COSEAC – 2019 - UFF) 
Sobre redação publicitária para rádio, Figueiredo (2005) faz várias observações, entre as quais NÃO se 
encontra: 
A) em geral, rádio é fundo, trilha do dia-a-dia das pessoas, enquanto ouvem, fazem inúmeras tarefas. 
B) o maior inimigo do redator publicitário em rádio é a desatenção de seus ouvintes. 
C) de 1922, ano de sua inauguração, aos anos 60, explosão da televisão como mídia no Brasil, o rádio foi a 
mídia mais ouvida, amada e cultuada do Brasil. 
D) como na televisão, o intervalo na programação sonora garante uma maior atenção dos ouvintes para as 
mensagens publicitárias. 
E) nos anos de maior audiência do rádio, cantoras de rádio, jornalistas e publicitários desenvolveram toda 
uma linguagem específica para esse meio, considerando suas limitações e potencialidades. 
 
Comentário: 
Ao analisarmos a questão, vemos que a letra D está errada porque um dos maiores desafios de quem trabalha 
na área publicitária é atrair a atenção do ouvinte no período do intervalo comercial nas rádios. As pessoas 
utilizam os rádios como sons de fundo ao realizarem outras atividades, como ao dirigir ou fazer tarefas 
domésticas. Por isso, os anúncios precisam ser criativos para atraírem a audiência para a mensagem a ser 
transmitida pela marca. Por esses motivos, a letra A e a letra B estão corretas. A letra C está certa porque de 
1922 aos anos 60 o rádio foi um dos meios de comunicação em maior expansão no nosso país. Além disso, 
houve o desenvolvimento de uma linguagem específica para os conteúdos transmitidos por esse veículo, como 
afirma corretamente a alternativa E. Logo, a alternativa D é a que melhor responde ao comando do enunciado 
da questão, que exigiu a opção errada como resposta. 
Gabarito: letra D. 
 
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Podcasts 
 Seria impossível abordar o assunto radiojornalismo na nossa aula sem mencionar os podcasts! A 
busca por programas nesse formato cresceu exponencialmente nos últimos anos, sobretudo devido ao 
incentivo proporcionado pelas plataformas de streaming para os produtores de conteúdo. 
 Mas, afinal, o que são os podcasts? 
Podcasts - a disseminação de arquivos digitais de áudio através da web com periodicidade 
e utilizando tecnologias de indexação RSS (Rich Site Summary). Esta ferramenta de 
agregação de conteúdos surgiu da necessidade dos usuários acompanharem notícias de 
diversas fontes sem ter a necessidade de navegar em cada um dos sites, na busca destas 
informações. (JUNIOR, 2017)14 
 Em outras palavras, os podcasts são programas gravados em áudio e, em geral, são disponibilizados 
em plataformas agregadoras de conteúdo, como os serviços de streaming (Spotify, Deezer, Apple Podcasts, 
etc). Apesar de utilizarem apenas um sentido ao transmitir as informações para a audiência, os podcasts 
permitem uma grande flexibilidade para os criadores de conteúdo: os programas podem ser gravados com 
o uso de efeitos sonoros, com a participação de uma ou mais pessoas, além de não seguirem uma regra 
específica a respeito do seu limite de tempo. Assim, é comum encontrarmos podcasts com duas horas de 
duração e outros com apenas quinze minutos. Portanto, há uma liberdade para a escolha da maneira como 
a mensagem será comunicada ao ouvinte, de acordo com os objetivos dos produtores do podcast. 
 Em 2018, a Associação Brasileira de Podcasters realizou, em parceria com a rede CBN, uma pesquisa 
nacional a respeito do consumo de podcasts pela população brasileira15. De acordo com o levantamento, 
49,3% dos ouvintes têm entre 20 e 29 anos e quase metade da audiência realizou algum tipo de estudo no 
ensino superior. É importante destacar também que cerca de 1/5 do público que consome podcasts no Brasil 
trabalha no mercado de tecnologia, o que mostra a forte relação entre os podcasts e essa área de atuação. 
Há também um indicador a respeito da fidelidade da audiência ao formato de comunicação: cerca de 40% 
dos entrevistados afirmou consumir podcasts há mais de cinco anos, enquanto 36% conheceram esse tipo 
de mídia nos últimos 3 anos. 
 Aqui estão os principais motivos pelos quais as pessoas escolhem ouvir podscats: 
• Qualidade e diversidade do conteúdo; 
• Liberdade para ouvir quando, como e onde quiser; 
• Facilidade para acessar e baixar; 
 
14 JUNIOR, Alvaro Bufarah. Podcast: possibilidades de uso nas emissoras de rádio noticiosas. Intercom. Curitiba, 2017. 
Disponível em: http://portalintercom.org.br/anais/nacional2017/resumos/R12-2638-1.pdf. Acesso em: 13 jan. 2020. 
 
15 ABPOD. PodPesquisa 2018. Disponível em: http://www.abpod.com.br/media/docs/PodPesquisa-2018.pdf. Acesso em: 11 
jan. 2020. 
 
 
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• Possibilidade de realizar outras atividades enquanto consome o conteúdo. 
Uma das principais características do podcast é permitir que a audiência ouça o programa no horário 
que desejar. Essa pode ser considerada uma vantagem desse formato de mídia em relação à rádio 
tradicional, porque traz uma maior flexibilidade para o ouvinte. Além disso, os sistemas agregadores de 
conteúdo permitem que os programas sejam baixados em redes wi-fi, para que o ouvinte não precise 
consumir dados da rede 3G caso queira ouvir o conteúdo enquanto estiver no transporte público, por 
exemplo. A audiência costuma escutar os programas enquanto realiza outras atividades, como afazeres 
domésticos ou ao dirigir para o trabalho. 
 Como mencionei anteriormente, o mercado de tecnologia é um dos que mais utilizou o podcast como 
veículo para transmissão de informações nos últimos anos. Muitos profissionais criaram os seus próprios 
programas para compartilhar conhecimento com suas comunidades digitais e empresas de TI também 
desenvolveram projetosde marketing de conteúdo que incluem esse formato de mídia. No entanto, é 
possível encontrar podcasts de muitos outros assuntos, como conteúdos voltados para educação e saúde, 
por exemplo. É importante destacar que, ao seguir um programa específico no agregador de podcasts, o 
usuário receberá notificações a respeito dos novos episódios conforme eles forem disponibilizados pelos 
produtores. A periodicidade dependerá de acordo com o podcast e, assim, a maioria dos programas são 
atualizados de forma diária, semanal ou quinzenal com o objetivo de fidelizar a audiência. 
Ressalto que, apesar de ser destaque como plataforma de mídia no Brasil nos últimos anos, o podcast 
é um formato para criação e consumo de conteúdo que existe desde o início dos anos 2000. Ele começou a 
se popularizar nos Estados Unidos em 2004, após uma iniciativa do ex-apresentador da MTV Adam Curry: 
ele começou a produzir conteúdos em áudio e criou um software para notificar os ouvintes a respeito da 
publicação de novos episódios. A partir de 2005, a Apple disponibilizou um espaço na loja digital iTunes para 
que os podcasts fossem publicados para os usuários dos iPods. Por isso, podemos afirmar que o termo 
podcast é uma união das palavras iPod e broadcast (transmissão, em tradução literal). Essa iniciativa 
contribuiu significativamente para a expansão dos podcasts como formato de mídia, mas eles não ficaram 
restritos apenas para os clientes da Apple. Nos anos seguintes, novas formas de ouvir o conteúdo a partir de 
páginas web e dispositivos portáteis, como smartphones, foram desenvolvidas. 
Os serviços de streaming de música contribuíram significativamente para a expansão do consumo de 
podcasts no Brasil e no mundo. Plataformas como o Deezer disponibilizam músicas para os usuários a partir 
do pagamento de uma mensalidade e, para aproveitar essa base de usuários, agregaram também o conteúdo 
produzido pelos podcasters. De acordo com o Spotify, a audiência dos podcasts publicados na ferramenta 
cresceu 330% entre 2017 e 2018: a empresa percebeu o potencial do formato de mídia e comprou, em 2019, 
por 230 milhões de dólares, a Gimlet, que é uma organização especializada na produção de podcasts16. 
Assim, a previsão de associações e empresas que atuam no setor é que haja um crescimento exponencial na 
base de ouvintes no decorrer dos próximos anos. 
 
16 O GLOBO. A era de ouro dos podcasts: entenda o boom dos programas de áudio on-line. Disponível em: 
https://oglobo.globo.com/cultura/a-era-de-ouro-dos-podcasts-entenda-boom-dos-programas-de-audio-on-line-
23612273. Acesso em: 12 jan. 2020. 
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Exemplos de podcasts produzidos pela Globonews e pela CNB, respectivamente, e disponibilizados na plataforma Spotify 
 
Para acompanhar o movimento de crescimento do podcast no Brasil, muitas empresas tradicionais 
de comunicação desenvolveram os seus próprios programas específicos para a plataforma. A GloboNews, 
por exemplo, disponibiliza conteúdos criados exclusivamente para esse formato de mídia, com a participação 
de jornalistas que já são renomados devido ao seu trabalho na televisão e em outros veículos de 
comunicação. Empresas do segmento de radiodifusão, como a rádio CBN, também disponibilizam programas 
para os agregadores de podcasts, como resumos das notícias do dia, por exemplo. Esses são alguns exemplos 
do que nós conhecemos como jornalismo transmídia: a informação jornalística presente em múltiplos canais 
e formatos para uma interação mais dinâmica com a audiência. 
Os podcasts surgiram inicialmente como programas de rádio amadores, produzidos por pessoas que 
não tinham possibilidade ou interesse em produzir conteúdos para as rádios tradicionais. Assim, a internet 
e o avanço tecnológico permitiu uma rápida popularização do formato e também incentivou profissionais e 
empresas a criarem seus próprios programas. Por isso, podemos afirmar que o podcast é uma mídia 
democrática: além da maioria dos conteúdos serem gratuitos para o ouvinte, qualquer pessoa pode se tornar 
um produtor de conteúdo, a partir de um baixo investimento em equipamentos básicos de gravação e 
edição. Portanto, os podcasts são essenciais para a disseminação de conhecimentos na web e também se 
apresentam como uma ferramenta que têm sido cada vez mais explorada no nosso país. 
Em relação às provas de concursos públicos, o assunto foi cobrado em alguns certames realizados 
recentemente, em especial em 2017, 2018 e 2019. As bancas examinadoras costumam exigir conhecimentos 
dos candidatos a respeito das principais características desse formato de mídia, como vimos nessa seção da 
nossa aula. A prova da UFSC realizada em 2019 para o cargo de jornalista, por exemplo, abordou o assunto 
como um dos temas que mais comentados dos últimos anos em relação às ferramentas para produção de 
conteúdo jornalístico. Como o assunto está em alta no mercado da comunicação social, eu acredito que há 
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uma grande chance do tema ser cobrado com uma grande frequência nos próximos anos nos concursos 
públicos ☺ . 
 
 
Estratégia Cast 
Você sabia que o Estratégia Concursos tem uma plataforma completa de podcasts 
específicos para quem estuda para concursos públicos? É isso mesmo! No Estratégia Cast 
você encontra aulas completas em áudio de diversas disciplinas e também tem acesso a 
programas gratuitos com dicas para organizar os seus estudos. A novidade foi lançada no 
final de 2019 e é uma iniciativa inédita para auxiliar na preparação dos nossos alunos para 
os certames. 
 
 
 
Para saber mais, basta pesquisar por “Estratégia Cast” na loja de aplicativos do seu 
celular. A plataforma está disponível tanto para iOS quanto para aparelhos com o sistema 
Android. 
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PODCASTS: APROFUNDAMENTO
Os podcasts têm sido cada vez mais citados pelas bancas examinadoras como veículos
importantes para a produção jornalística de conteúdo, sobretudo em virtude da expansão desse
formato no nosso país.
Podcasts e formatos no meio digital
Conforme nós já estudamos, o podcast é um formato que se aproxima muito do
radiojornalismo pelo fato de ser um conteúdo sonoro. No entanto, a sua distribuição é feita por
meio de plataformas digitais, como sistemas de streaming que permitem o acesso rápido e fácil
ao conteúdo (inclusive com a possibilidade de ouvir o arquivo de áudio de forma offline). Outra
forma de acesso aos podcasts é baixar o arquivo em si (em formato .mp3, por exemplo) e ouvir
no computador e/ou no celular a partir de um aplicativo que reproduz áudios.
No entanto, apesar de parecerem informações óbvias, preciso chamar a atenção de vocês
para a atual expansão acelerada dos podcasts em plataformas de vídeo, como o Youtube. Você já
deve ter entrado no site e visto vários “podcasts” sendo transmitidos ao vivo, sobretudo no
formato de mesa-redonda com a presença de convidados. Em muitos casos, é possível enviar
perguntas ao vivo para os participantes por meio do chat. Além disso, depois de gravado, o
vídeo do conteúdo será cortado para a produção de “cortes” (ou seja,trechos sobre
determinados assuntos) que serão publicados como vídeos menores no próprio Youtube e/ou
serão publicados em formato vertical em plataformas como os reels no Instagram ou o TikTok.
Exemplo de podcast em vídeo gravado no Estratégia Concursos
A prática descrita acima existe, sobretudo, devido às questões mercadológicas que
envolvem a produção de conteúdo para a web: trata-se de um processo que envolve a
necessidade de recursos financeiros, por mais simples que seja. Hoje temos podcasts que
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envolvem uma produção mais profissional (principalmente quando são feitos por empresas) e,
assim, necessitam de um orçamento maior (apesar de que o podcast, em sua essência, é um
conteúdo que pode ser produzido de forma amadora e não depende de estúdios profissionais de
áudio para ser desenvolvido). As plataformas de streaming de áudio, contudo, não remuneram
seus criadores de conteúdo com a mesma rentabilidade financeira que o Youtube - o sistema de
anúncios criado pelo Google tende a ser muito mais rentável. Por isso, transmitir a gravação do
podcast de forma ao vivo no Youtube é uma forma de rentabilizar o conteúdo financeiramente.
Os cortes também são uma estratégia usada nesse contexto, além de permitirem que pessoas
interessadas em apenas um determinado assunto possam encontrar aquele trecho específico do
podcast por meio dos sistemas de busca.
Exemplo de corte de trecho do podcast para redes sociais
Veja que, na atualidade, as plataformas de redes sociais valorizam a produção de vídeos
curtos. Isso, inclusive, gerou uma polêmica no caso do Instagram, que foi acusado pelos usuários
de “copiar” as estratégias do TikTok para atrair novos usuários (sobretudo de gerações mais
jovens). A criação do sistema de vídeos curtos do Reels, por exemplo, é uma estratégia criada
pela Meta (dona do Instagram) para aumentar a retenção dos usuários em termos de tempo
gasto na plataforma. Uma das principais consequências dessa estratégia mercadológica das
grandes empresas de mídias sociais é justamente privilegiar o alcance orgânico atribuído aos
vídeos curtos - ou seja, eles tendem a ser mostrados de forma mais intensa para os usuários do
que outros conteúdos, como postagens simples com imagens estáticas e postagens de carrossel.
Por isso, muitos criadores de conteúdo produzem esse conteúdo em trechos curtos de vídeo
como forma de aumentarem o alcance das postagens e terem seu trabalho mostrado para mais
pessoas no meio digital.
Vamos lá: para fins de prova, você precisa lembrar que o podcast é um conteúdo sonoro e
produzido para consumo de forma assíncrona pelos ouvintes. Esse é o formato padrão de um
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podcast: um arquivo de áudio a ser distribuído pelo meio digital, sobretudo a partir de websites
e plataformas especializadas em streaming de áudio (Spotify, Deezer, etc). É claro que você
precisa analisar o exato contexto no qual o podcast será apresentado a você pelo enunciado (e
nós treinaremos isso por meio da lista de questões), mas considerei importante explicar aqui esse
fenômeno dos “podcasts em vídeo” para você entender esse movimento que atualmente ocorre
no mercado de produção de conteúdo.
Existem poucas pesquisas acadêmicas sobre o mercado de podcasts, visto que ainda é um
fenômeno muito novo e que ainda está em um processo de expansão em nosso país. Apesar de
existirem desde o início dos anos 2000, os podcasts se popularizaram muito nos últimos cinco
anos no Brasil. Grandes empresas de comunicação, como a Globo e a Folha de São Paulo,
inclusive começaram a produzir seus próprios programas como uma forma de estar mais perto da
audiência nesse formato diferenciado.
A respeito de dados estatísticos, foram divulgadas duas pesquisas desenvolvidas
recentemente que nos ajudam a entender um pouco melhor quem é o público que consome
podcasts no Brasil e como ele se comporta. Vamos ver alguns dados para aprofundarmos nosso
estudo?
O relatório Culture Next do Spotify1 é um levantamento sobre comportamento de
consumo de conteúdo de áudio realizado anualmente pela empresa em todo o mundo com foco
nas gerações mais jovens. Em 2022, a pesquisa identificou que a geração Z tem sido uma das
grandes consumidoras de podcasts, sobretudo na faixa etária de 18 a 24 anos, visto que
encontram, nesse formato de conteúdo, uma forma de aprendizado e de compreensão de
assuntos complexos. De acordo com a pesquisa, o gênero mais ouvido de podcasts por essa
geração é sobre Saúde Mental.
Por fim, conforme dados divulgados pela Rede Globo, o Brasil foi um dos líderes mundiais
em produção de conteúdo de podcasts em 2020: no período da pandemia, 57% dos ouvintes de
podcast no período estavam tendo contato com o conteúdo pela primeira vez. Além disso, quem
já tinha o hábito de consumir informações neste formato aumentou o seu consumo devido ao
isolamento social2.
Processo de produção de um podcast
O processo de produção de um podcast é, essencialmente, bem parecido com o fluxo
geral de produção de um projeto comunicacional: etapas extremamente necessárias, como
estudar a audiência, planejar o formato, definir a periodicidade e estabelecer uma linha editorial,
por exemplo, deverão ser seguidas.
De acordo com o guia desenvolvido pela plataforma The Podcast Host, a produção de um
podcast envolve as seguintes etapas:
2 O FUTURO próximo dos podcasts. 6 Ago 2021, Globo. Disponível em:
https://gente.globo.com/o-futuro-proximo-dos-podcasts/, Acesso em: 29 Ago 2022.
1 CULTURE Next: relatório de tendências globais de 2022. Spotify. Disponível em:
https://culturenext2022.byspotify.com/pt-BR. Acesso em : 29 Ago 2022.
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- Definição dos objetivos de produção do podcast;
- Escolha do público-alvo do programa: estabelecer o perfil da audiência e entender se já
há uma audiência estabelecida em outro formato ou plataforma e que possa ser convidada
para acompanhar também o conteúdo em podcast;
- Entendimento sobre que motivos despertarão o interesse do público pelo podcast;
- Escolha do nome para o podcast;
- Planejamento dos episódios, a partir de definições como a duração média dos episódios, a
frequência de lançamento, a escolha de bons títulos para cada episódio, o formato para o
podcast, etc.
- Gravação do podcast: definição de equipamentos de gravação e de softwares de gravação
e edição;
- Elaboração de um roteiro eficiente para o podcast;
- Desenvolvimento de habilidades para falar ao microfone de forma clara e compreensível
para o público;
- Definição sobre haver ou não convidados remotos ou co-hosts e, também, da
infraestrutura tecnológica para produzir o conteúdo, nesse caso;
- Edição do podcast: definição de estilos de edição, uso de vinhetas e uso de músicas ou
trilhas sonoras;
- Produção do logo do podcast e da arte de capa dos episódios;
- Escolha da plataforma de hospedagem do podcast e envio para diretórios (para facilitar a
distribuição do programa).
Dessa forma, entendo que é importante, para fins de prova, detalharmos o nosso estudo a
respeito de alguns tópicos presentes nesse processo de produção de um podcast. Vamos lá?
Nome do podcastDe acordo com o guia da The Podcast Host3, existem basicamente três opções para que o
produtor de conteúdo escolha um bom nome para o podcast:
1) Um nome inteligente - Seria justamente a escolha de um nome que chame a atenção das
pessoas por ser cativante e/ou abordar o tema de uma forma criativa. No entanto, deve
ser importante ter uma descrição no título do podcast para permitir que as pessoas
encontrem o conteúdo mais facilmente nos sistemas de busca de plataformas de
streaming, por exemplo;
2) Um nome descritivo - É uma abordagem mais óbvia, ou seja, um nome que deixe mais
claro qual é o tema abordado no podcast. É uma opção para favorecer o processo de
busca, mas há uma perda no aspecto criativo, nesse caso. A recomendação é evitar um
nome longo e/ou que contenha muitos verbos para que seja fácil de pronunciar;
3) Uso do próprio nome - A terceira opção seria utilizar o próprio nome do apresentador. Isso
faz bastante sentido no caso de pessoas que já são conhecidas no próprio ramo de
atuação e são autoridades nos assuntos que costumam abordar ao produzirem conteúdo.
3 THE PODCAST HOST. Como começar um podcast: um guia completo para 2022. Disponível em:
https://www.thepodcasthost.com/pt-br/planejamento/como-comecar-um-podcast/. Acesso em: 29 Ago 2022.
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Duração, frequência e título
Não existe uma regra fechada a respeito da duração de um podcast. Temos alguns
exemplos dentro do próprio segmento de podcasts jornalísticos: o programa Mamilos, produzido
pelo B9, apresenta longas e aprofundadas discussões sobre temas da atualidade em programas
de 1h a 2h de duração. No entanto, temos também o programa Café da Manhã da Folha de São
Paulo, com episódios de cerca de 20 minutos. Tudo dependerá do tema abordado, do formato
de produção e, sobretudo, da quantidade de conteúdo que poderá ser produzida, de forma
viável, pelo produto de conteúdo e/ou sua equipe.
Episódios curtos e rápidos de quatro minutos podem ser perfeitos para um certo
tipo de ouvinte, enquanto que episódios grandes e empolgantes entrevistas de
três horas podem ser o ideal para outro. Decidir sobre a duração dos seus
episódios deve ser uma escolha única e definitiva sua. (THE PODCAST HOST,
2022)
É importante que haja uma constância em termos de duração dos episódios (evitar
programas muito extensos e outros muito curtos) e, também, uma frequência regular de
publicação de conteúdo para que a audiência possa realmente criar uma rotina de audição do
podcast (e já saiba quando esperar novos episódios). Existe, ainda, o formato de temporadas, ou
seja, o podcast é produzido em um período limitado de tempo com um número X de episódios
que serão lançados ao longo de determinadas semanas ou meses. É comum que cada
temporada tenha um tema específico com o qual todos os episódios produzidos terão alguma
relação.
Outro aspecto importante é o título dos episódios: ele deve ser facilmente encontrado por
meio dos mecanismos de busca das plataformas de áudio. Assim, é preciso evitar títulos como
“Episódio 1”, que são extremamente simplistas e não ajudam o ouvinte a entender do que se
trata o conteúdo.
Formatos de podcasts e roteirização
Por fim, existem três formatos que são os mais populares para a produção de podcasts:
Podcast solo: programa no qual existe apenas um apresentador que fala sozinho com a
audiência. Esse formato é muito usado quando há o desejo de se firmar como uma autoridade
em determinado mercado, por exemplo. Dessa forma, o conteúdo será essencialmente um
monólogo.
Podcast com co-host: são os casos de podcasts que têm dois ou mais apresentadores
como um time fixo. É importante que essas pessoas tenham uma boa conexão entre si para que
consigam guiar as conversas de uma forma produtiva e que permita o fácil entendimento da
audiência. Nesses casos, é comum que o lucro do podcast, nos casos de monetização de
conteúdo, seja dividido entre os apresentadores.
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Podcast de entrevista: é um podcast no qual há um ou mais apresentadores e o foco é
entrevistar personalidades. Dessa forma, o reconhecimento dos entrevistados, por exemplo,
poderá ajudar a atrair mais audiência para o programa.
Existem também outros formatos de podcasts, tais como a mesa redonda com debates
entre os anfitriões, documentários em áudio, novelas em áudio, etc.
Em todos os casos, é importante que haja uma etapa de roteirização dos episódios. Os
roteiros não precisam e nem devem ser engessados, com a leitura exata de cada palavra escrita,
por exemplo. Vejamos:
A natureza íntima do podcasting é muito mais adequada para ser uma conversa
do que um sermão ou uma fala lida ou decorada. Portanto, tente deixar de lado a
ideia de um programa totalmente engessado, com tópicos definidos sobre tudo
que você deseja cobrir. (THE PODCAST HOST, 2022)
Alguns roteiros serão mais fechados, enquanto outros serão mais abertos. De qualquer
forma, o podcast é um formato que prioriza muito as conversas e, dessa forma, fará uso da
improvisação e, também, das marcas de oralidade. O roteiro poderá, por exemplo, trazer
orientações gerais e informações imprescindíveis como um apoio para guiar a conversa.
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TELEJORNALISMO 
 A televisão está presente na grande maioria das casas brasileiras: seja para assistir telejornais, reality 
shows ou novelas, o veículo é a forma ideal de obter informações com credibilidade para muitos brasileiros. 
Com infraestruturas expressivas, as grandes redes de televisão são, muitas vezes, as empresas jornalísticas 
que controlam a maior parte dos veículos de comunicação do nosso país e também possuem investimentos 
em jornais impressos, portais digitais e revistas, por exemplo. 
 Devido ao seu alcance nacional e inserção no dia a dia das pessoas, nós podemos compreender a 
televisão não apenas como um meio de comunicação, mas como um instrumento que influencia 
diretamente a vida na nossa sociedade (e reflete os comportamentos dela). Os conteúdos exibidos na 
televisão podem criar tendências, revelar fatos até então desconhecidos pelo público (como escândalos de 
corrupção) e também auxiliar na difusão de conhecimentos a partir de produções educativas e reportagens 
jornalísticas. A televisão também tem uma função importante no entretenimento da audiência: as novelas, 
os reality shows, as séries e os programas infantis são apenas alguns exemplos dos múltiplos formatos 
utilizados para produzir conteúdos divertidos e envolventes para o público. 
 Ao olharmos para os dados a respeito da televisão do nosso país, vemos que apenas 3,3% das 
residências brasileiras não possuem um aparelho de TV, de acordo com dados apurados em 2017 pelo IBGE. 
Isso nos mostra que a televisão é uma mídia extremamente consolidada na nossa sociedade. Ao longo dos 
últimos anos, há também uma mudança substancial na tecnologia utilizada para acompanhar os conteúdos 
veiculados pelas emissoras: o uso de televisões de tela fina aumentou substancialmente no Brasil, em relação 
aos receptores de tubo. Além disso, as pesquisas apontam que, em 2017, 16,1% das pessoas residentes em 
domicílios com acesso à internetutilizaram TVs inteligentes para acessar a web1. 
 As primeiras televisões foram desenvolvidas no início do século XX, de acordo com os registros 
históricos, a partir de estudos sobre a transmissão de imagens por meio de raios catódicos. Assim, em 1923 
foi desenvolvido, nos Estados Unidos, o primeiro modelo comercial de televisão, conhecido como Orticon. 
Nos anos seguintes, várias empresas e governos investiram no aprimoramento da qualidade das 
transmissões, que eram bem rudimentares até então. Acontecimentos históricos como a expansão do 
nazismo na Alemanha e a Segunda Guerra Mundial tiveram como consequência a melhoria dos sinais e o 
aprimoramento tecnológico da TV como meio de comunicação2. 
 No Brasil, a televisão começou a se popularizar na década de 50. Considerada um artigo de luxo nos 
primeiros anos da sua chegada ao país, o seu valor comercial foi reduzido no decorrer dos anos seguintes e 
se transformou em um dos principais meios de comunicação para a população. Assis Chateaubriand criou a 
nossa primeira rede de televisão, a TV Tupi, sediada no Rio de Janeiro. No entanto, a transmissão com cores 
 
1 IBGE. Uso de internet, televisão e celular no Brasil. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-
especiais/20787-uso-de-internet-televisao-e-celular-no-brasil.html. Acesso em: 13 jan. 2020. 
 
2HISTÓRIA DO MUNDO. A invenção da televisão. Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-
contemporanea/a-invencao-da-televisao.htm. Acesso em: 13 jan. 2020. 
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passou a ser utilizada apenas nos últimos anos da década de 70, o que contribuiu para o aumento do número 
de aparelhos nas residências brasileiras3. 
 
Foto de uma das primeiras transmissões coloridas de partidas da Seleção Brasileira4 
 
O brasileiro assistiu a eventos históricos pela televisão, como o tri-campeonato mundial da Seleção 
Brasileira de Futebol. O jornalismo se renovou com o advento das redes de TV: o primeiro telejornal de 
sucesso do Brasil foi o Repórter Esso, da TV Tupi, lançado em 1953. Além disso, o Jornal Nacional, criado em 
1969, também se destacou como um meio para obter informações e até os dias de hoje é o programa 
jornalístico diário com a maior audiência da TV brasileira. Em 1988, o SBT lançou o TJ Brasil, telejornal 
inspirado em formatos americanos para a apresentação das notícias e que alcançou grandes públicos no 
nosso país. 
 Um dos marcos da história da televisão como meio de comunicação é o uso do sistema digital para 
recepção do sinal das emissoras. A principal vantagem do sinal digital, em relação ao analógico, é a melhoria 
da imagem e do som para a audiência, com um avanço substancial na qualidade dos dados transmitidos. A 
tecnologia começou a ser utilizada em 2006, a partir da publicação do Decreto 5.820/2016, que estabeleceu 
os novos parâmetros técnicos para a transmissão realizada no Brasil. Assim, nos anos seguintes, as emissoras 
investiram na migração dos aparelhos e das antenas utilizadas para transmitir os seus sinais para a audiência. 
Além disso, os consumidores que tinham televisões analógicas compraram adaptadores e antenas digitais 
para se adaptarem a mudança. Em 2018, a transmissão analógica foi encerrada no nosso país, de acordo com 
a Portaria 6227/2018 publicada pelo Governo Federal5. 
 Nas seções seguintes, nós vamos compreender em detalhes as principais características do 
telejornalismo, conceitos importantes nessa área de atuação e também alguns aspectos básicos do processo 
de produção audiovisual. 
 
 
3 TECMUNDO. História da televisão. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/projetor/2397-historia-da-
televisao.htm. Acesso em: 14 jan. 2020. 
 
4 Fonte da imagem: acervo da CBF. 
5 TELECO. Decreto da TV Digital. Disponível em: https://www.teleco.com.br/tvdigital1.asp. Acesso em: 14 jan. 2020. 
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Características do Telejornalismo 
 A credibilidade é uma das principais características do jornalismo realizado por meio da televisão: o 
uso de múltiplos recursos de imagem e de som auxilia a criar uma percepção de veracidade em relação às 
informações transmitidas. Assim, uma grande parcela da população entende que uma notícia só é verdadeira 
se for apresentada na televisão porque há uma confiança significativa no trabalho executado pelas emissoras 
ao apurarem os acontecimentos de interesse público. 
É no telejornalismo que uma parcela significativa da população se abastece do mínimo de 
informações para se sentir parte integrante da realidade, para estar antenada com o que 
acontece no país e no mundo. Esse é o principal impacto social do telejornalismo sobre a 
sociedade: a força que possui, graças à imagem “casada” com o texto, de transmitir fatos 
como verdadeiros e, portanto, inquestionáveis. (ALMEIDA, 2018)6 
Essa relação entre a televisão e a percepção de veracidade auxiliou a transformar o meio de 
comunicação em um formador de opiniões na nossa sociedade. Por isso, existem questionamentos a respeito 
do uso da televisão como veículo para a propagação de valores e ideais, seja por meio de novelas, 
documentários e demais programas. O telejornalismo, por sua vez, também é questionado em relação a esse 
aspecto: há um grande desafio para manter a imparcialidade ao selecionar os assuntos tratados nas matérias 
e também em relação ao destaque que cada um deles receberá na edição do programa. 
Outro aspecto importante em relação ao telejornalismo é o aumento expressivo dos formatos 
interativos e da participação da audiência na construção dos programas. Ao longo dos anos, com a 
expansão da internet e dos smartphones, as emissoras de TV se viram obrigadas a desenvolver novas formas 
de interagir com a audiência usando conteúdos em segunda-tela. Esse conceito é usado para fazer referência 
à integração entre a TV e os dispositivos móveis: alguns exemplos são as enquetes ao vivo com votação em 
um website, os tweets exibidos na tela em tempo real durante um programa e os vídeos enviados por 
testemunhas que estiveram presentes no momento no qual as notícias aconteceram. 
A linguagem para a produção de conteúdos jornalísticos deverá seguir os princípios básicos do 
jornalismo como profissão: clareza, objetividade e imparcialidade para o desenvolvimento do conteúdo. É 
claro que cada formato, como a notícia e a reportagem, terá as suas próprias características respeitadas e 
será escolhido de acordo com o objetivo do jornalista ao abordar o tema proposto. No entanto, a televisão 
tem um aspecto bem distinto em relação à linguagem dos meios impressos: trata-se de um meio mais 
próximo da audiência e, portanto, que aceita o uso de termos mais informais ao comunicar a mensagem. 
Tudo dependerá do contexto de produção das matérias e dos programas, mas há uma flexibilidade maior 
em relação à forma de apresentação das informações. 
Cabe ressaltar aqui também que as reportagens e demais matérias exibidas em um telejornal podem 
ser reprisadas em outro programa: caso o assunto seja relevante, não há nenhum impedimento em fazer 
isso (desde que com bom senso para que não se torne cansativo para o telespectador). Na GloboNews, por 
 
6 ALMEIDA, C. D. M. E. et al. Telejornalismo I. 1. ed. Porto Alegre: SAGAH, 2018. 
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exemplo, é muito comum haver a reprise de determinadas reportagens que foram apresentadas no Jornal 
Nacional. 
Em relação ao uso de vídeos e textos na produção do telejornalismo, precisamos compreender que 
ambos os recursos são indispensáveis para que o telespectador compreenda a mensagem. O texto da 
reportagem não deve ser meramente uma descrição das imagens, mas complementá-las para criar uma 
narrativa coerente para a audiência. Essa é uma pegadinha muito comum em provas: as bancas afirmam que 
ou o texto ou a imagem seriam mais importantes do que o outro na produção de um telejornal, enquanto 
ambos tem uma relevância semelhante. Eles devem ser utilizados como recursos complementares pelo 
jornalista, para que seja produzida uma matéria de qualidade. 
O texto para TV deve considerar, em primeiro lugar, as imagens disponíveis: isso poderá fazer com 
que o formato se transforme em uma nota coberta ou em uma nota pelada, por exemplo. Ademais, o texto 
precisa ter características apresentadas por Barbeiro e Lima (2013)7, como movimento, instantaneidade, 
testemunhalidade, indivisibilidade de imagem e som, sintetização e objetividade. Ele será escrito em um 
formato específico para TV: do lado direito da tela está o texto para o apresentador ler no teleprompter e 
do lado esquerdo ficam informações de vídeo/técnicas. Como o texto para TV precisa trazer o senso de 
novidade, é recomendável evitar o uso de expressões como “continua” e “permanece”, visto que elas trazem 
uma percepção de que se trata de um conteúdo antigo. O gerúndio também deve ser evitado pelo mesmo 
motivo. 
 
 
Exemplos de canais que fazem parte do grupo Globosat: há segmentação de públicos de acordo com os conteúdos 
predominantes nas programações8. 
 
A segmentação de públicos na televisão é um ponto que pode ser abordado pela banca examinadora 
na sua prova: ela acontece por horários e por programas, no caso da TV aberta. Assim, os telejornais 
costumam ser exibidos pela manhã, no horário do almoço e no início da noite, enquanto programas infantis 
ocupam a grade da manhã em diversas emissoras. Dessa forma, o anunciante interessado em realizar uma 
publicidade direcionada para um público interessado em esportes comprará o espaço para anúncios 
disponível no intervalo de um programa específico sobre futebol, por exemplo. No caso da TV fechada, essa 
 
7 BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de jornalismo para rádio, tv e novas mídias. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2013. 
8 Fonte da imagem: https://www.ouniversodatv.com/2016/10/5-canais-globosat-estao-entre-os-10.html 
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segmentação é feita por meio de canais especializados em determinados temas, como aqueles destinados a 
conteúdos sobre decoração de casas e gastronomia. 
Dessa maneira, podemos compreender que as principais características do telejornalismo são: 
• Percepção de credibilidade por parte da população em relação à veracidade das informações; 
• Maior proximidade com a audiência em relação aos meios impressos; 
• Linguagem flexível e que aceita traços da comunicação oral para transmitir a mensagem para 
a audiência; 
• Uso de imagens e textos de forma complementar nas matérias. 
Em relação aos aspectos publicitários relacionados à televisão, é preciso destacar que o meio de 
comunicação é considerado um dos mais caros do país para a veiculação de anúncios. Uma exibição de um 
comercial de 30 segundos no intervalo do Jornal Nacional, para todo o Brasil, chega a custar mais de 800 mil 
reais. Por isso, a televisão é considerada o espaço nobre para a publicidade, que só pode ser alcançado por 
marcas com um alto poder financeiro para investimento nesse tipo de mídia. No entanto, a TV também é um 
veículo que ajuda a fortalecer a imagem das marcas como empresas confiáveis, o que é considerado um dos 
principais benefícios para os anunciantes (além do consequente aumento nas vendas de produtos e 
serviços)9. 
Para além de questões técnicas e relacionadas aos públicos, cabe lembrar também o papel da 
televisão na transformação dos processos de produção da informação. Há sempre um debate, ao longo das 
décadas, sobre qual deve ser a força do público em relação à programação: é preciso ofertar aquilo que o 
mercado deseja, para aumentar a audiência, ou informações que realmente são relevantes do ponto de vista 
jornalístico? Qual deve ser o limite da influência da publicidade, dos anunciantes e das decisões estritamente 
comerciais que ocorrem no âmbito dos grandes veículos de comunicação? 
Conforme o jornalismo contemporâneo é industrializado, acaba sendo moldado pelo 
hipercapitalismo e tratado como uma mercadoria, tendo como agravante o fato de a 
tecnologia proporcionar uma renovação que fortalece a concorrência entre meios e 
veículos. (Barbeiro e Lima, 2013) 
 Assim, entende-se que o papel do jornalismo não é somente produzir matérias, mas trazer o contexto 
necessário para a compreensão da realidade. Isso vale para a televisão, mas também para os outros meios 
nos quais o jornalismo está presente. As máquinas e a tecnologia podem até serem capazes de facilitarem a 
produção em massa de notícias, mas elas não têm o olhar humano e a capacidade de mediarem a relação 
entre o público e os acontecimentos: esse é um ponto-chave do papel do jornalismo na atualidade. Logo, 
apesar da informação estar se transformando em uma commodity no mundo atual, o jornalismo precisa 
organizar as percepções de mundo e trazer perspectivas que permitam o desenvolvimento de análises 
críticas por parte da sociedade. 
 
9 REDE GLOBO. Lista de preços. Disponível em: 
https://negocios8.redeglobo.com.br/Storage%20%20Planejamento%20Rede/Lista%20de%20Pre%C3%A7os%20out%2020
18%20a%20mar%202019.pdf. Acesso em: 13 jan. 2020. 
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 Por fim, preciso apresentar para vocês o conhecido “efeito zapping” que ocorre na televisão 
enquanto meio de comunicação. Vamos ver o que isso significa? 
 O efeito zapping é a constante mudança de canais de TV: aquele hábito que muitos de nós temos de 
“zapear” por vários canais ao invés de selecionar um canal específico para assistir por um período maior de 
tempo. Isso mudou a forma como a TV é assistida na atualidade, visto que há uma grande diversidade de 
conteúdos que podem agradar a todos os gostos. De acordo com Martino (2014), o zapping pode ser definido 
como “o desaparecimento instantâneo de uma determinada imagem na tela da televisão”. 
 Veja que o zapping é extremamente negativo para a TV, sobretudo quando as pessoas tentam evitar 
consumir conteúdo publicitário no intervalo dos programas. Por isso, foram desenvolvidos formatos como o 
merchandising (ações publicitárias dentro de programas), como uma forma de ter uma inserção publicitária 
mais eficiente do ponto de vista comercial. Chamadas dos programas da emissora durante dos comerciais 
também são eficientes para reduzir o zapping de forma parcial. Pesquisas identificaram algumas 
características do zapping: quanto mais relevante for um produto, menor vai ser o zapping; pessoas que já 
usam o produto tendem a prestar atenção no comercial dele; se um comercial já foi visto antes, há a 
tendência de que o telespectador o veja novamente por ser algo familiar(no entanto, se foi visto muitas 
vezes, o zapping pode ser maior); dependendo do horário, o zapping entre os canais pode ser maior ou 
menor. 
 Existem também outros fatores identificados sobre o zapping: comerciais que apresentam novidades 
reduzem o zapping; quanto maior o bloco de um programa, menor o zapping; o tamanho do intervalo pode 
influenciar no aumento ou diminuição da troca de canais. Esses são alguns exemplos em relação ao 
comportamento do consumidor de TV enquanto mídia. ☺ 
 
Conceitos Relacionados ao Telejornalismo 
 Nessa seção, nós vamos estudar os principais termos relacionados ao telejornalismo e que são 
essenciais para a resolução das questões de prova. Em relação a esse tema, a forma de cobrança das bancas 
é a mesma dos conceitos de radiojornalismo: as questões costumam solicitar dos candidatos o conhecimento 
sobre o significado dos termos e a aplicação deles no dia a dia de produção do jornalista que atua em um 
veículo de televisão. Lembro aqui que, mais importante do que decorar uma definição, é importante que 
você entenda qual é a função de cada um dos termos apresentados. Isso com certeza ajudará você a 
memorizar com maior facilidade os significados das expressões, sobretudo se você não teve uma experiência 
prévia trabalhando na redação de um telejornal. 
 
Espelho 
 O espelho de um telejornal é considerado um documento indispensável para que o programa seja 
colocado no ar da forma como foi planejado pela equipe de jornalismo responsável pela sua estruturação e 
produção. O espelho é um cronograma do telejornal e mostra os momentos exatos nos quais o 
apresentador deverá falar cada texto, além da duração de cada reportagem gravada e a divisão dos 
assuntos em blocos com intervalos comerciais. Assim, o espelho será distribuído para toda a equipe 
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envolvida nas atividades jornalísticas para que os profissionais tenham ciência a respeito do 
desenvolvimento do telejornal enquanto produto-final a ser entregue para a audiência diariamente. 
“Espelho” é o nome da lista de todos os assuntos aprovados para exibição, batizados com 
suas respectivas retrancas, com uma estimativa do tempo que será destinado a eles, na 
ordenação que o editor-chefe julgou mais apropriada. O espelho tem este nome porque 
“reflete” uma filosofia editorial, um plano de voo, uma intenção. (BONNER, 2009)10 
 Ao montar o espelho de um telejornal, a equipe precisará tomar uma série de decisões, como 
compreender quais são os assuntos que merecem destaque naquela edição e, portanto, ocuparão um tempo 
maior do programa. Além disso, é importante destacarmos que o espelho sempre pode mudar, inclusive com 
o programa já ao vivo na televisão. No caso de notícias urgentes, os apresentadores precisam informar à 
população a respeito dos acontecimentos de forma “improvisada”, ou seja, sem ter um texto como apoio. 
Um caso de destaque em 2019 no qual isso ocorreu foi o anúncio da morte do apresentador Gugu Liberato, 
que foi feito pela família enquanto a edição do dia do Jornal Nacional estava no ar. Por isso, um repórter que 
já acompanhava a situação de saúde de Gugu em Orlando entrou ao vivo no telejornal e leu o comunicado a 
respeito do seu falecimento. 
 
Exemplo de espelho do Jornal Nacional 
 A imagem acima foi extraída do livro JN – Modo de Fazer e nos mostra claramente a visão que o 
jornalista tem ao acessar o espelho do telejornal. Perceba que, apesar de ter informações resumidas e 
abreviaturas, o documento criado em um software específico para esse fim mostra um panorama geral de 
todas as notícias e reportagens que serão apresentadas no programa. Também é possível ser se cada matéria 
já foi aprovada pelo editor-chefe para veiculação e qual é o editor responsável por ela. Quando um assunto 
 
10BONNER, William. Jornal Nacional Modo de Fazer. 1 ed. São Paulo: Globo S.A. 2009. 
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é retirado do telejornal, é comum ouvirmos a expressão “a pauta caiu”, já que ela não estará mais presente 
naquela edição. 
 
Retranca 
 Vamos aproveitar a imagem do espelho do Jornal Nacional que vimos na seção anterior para 
compreendermos o significado do termo retranca. Ao olhar a primeira foto do espelho do telejornal, vemos 
que a quarta coluna apresenta alguns termos em sequência: JALECO – CHAMA SITE – FIOCRUZ MAPEIA – 
GRIPE SUÍNA – DOR CRESCIMENTO, por exemplo. Esses termos são as retrancas das notícias, reportagens ou 
notas do telejornal naquela edição: trata-se de uma nomenclatura que funciona como um “apelido” para o 
conteúdo a ser veiculado, ou seja, é uma expressão curta para denominar determinada pauta. 
 É importante ressaltar que a retranca é um recurso utilizado apenas internamente pela equipe do 
telejornal, ou seja, a audiência não tem conhecimento a respeito do nome utilizado para diferenciar uma 
reportagem de outra a ser exibida. Portanto, a retranca é uma ferramenta de organização do trabalho 
jornalístico: ao se referir a uma reportagem, muitas vezes os jornalistas que atuam na produção do telejornal 
falarão apenas o nome da retranca para facilitar a comunicação entre as equipes. Por isso, todos devem ter 
conhecimento do planejamento de pauta e do espelho do programa, para que saibam exatamente de qual 
retranca (e, consequentemente, qual matéria) o colega de trabalho está falando. 
 
Cabeça 
 Você com certeza deve lembrar que nós estudamos o lead como um dos elementos fundamentais 
dos conteúdos jornalísticos. No caso do telejornalismo, o lead é conhecido como a cabeça da matéria: trata-
se de um trecho de texto lido pelo apresentador que introduz a exibição de um determinado VT (videotape, 
ou seja, o vídeo gravado de uma notícia ou reportagem). Assim, o jornalista no estúdio do programa lerá as 
informações mais importantes a respeito da matéria que será veiculada e, na maioria das vezes, citará 
também o nome do repórter que a produziu. 
 A melhor forma de compreendermos a função da cabeça em um telejornal é assistirmos a um vídeo 
como exemplo. Por isso, selecionei uma reportagem do Jornal da Justiça, produzido pela TV Justiça, para 
trabalhar esse tema na aula: 
https://www.youtube.com/watch?v=I-Cq5mgVHO8 
 A reportagem apresentada pelo programa em questão mostra o resultado de uma ação judicial 
devido à exibição de uma reportagem em uma rede de televisão. Assim, o apresentador introduz o tema, ao 
ler o seguinte texto, que é a cabeça da matéria: 
 “Briga de adolescentes vai parar na TV e a emissora e o apresentador são condenados a indenizar o 
jovem. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça.” 
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 Podemos concluir que a cabeça será a introdução feita pelo apresentador do telejornal antes da 
inserção de uma notícia ou reportagem e, dessa maneira, ajudará a contextualizar o tema a ser abordado no 
VT para que a audiência tenha maior facilidade ao compreender as informações veiculadas. 
 
Lapada 
 A lapada é um termo utilizado no telejornalismo para designar um conjunto de matérias com temas 
afins que são exibidas de forma rápida e objetiva, a partir do uso de vinhetasentre as notícias. Esse é um 
recurso muito utilizado para apresentar temas de forma curta, que não necessariamente seriam desenvolvidos 
em reportagens extensas, mas que podem ser de interesse da audiência. A GloboNews, por exemplo, costuma 
usar as lapadas para resumir as principais notícias internacionais nos seus telejornais exibidos a cada hora, 
por exemplo. 
 
Passagem 
 A passagem é um formato de gravação extremamente comum nas notícias e reportagens: trata-se da 
filmagem do repórter no local do acontecimento e/ou em um ambiente relacionado ao assunto abordado 
(ex.: delegacia na qual estão sendo apurados os crimes apresentados na matéria). Veja a definição de 
passagem de acordo com o manual de redação da Universidade Metodista de São Paulo: 
Gravação feita pelo repórter no local do acontecimento, com informações a serem usadas 
no meio da matéria. É o momento em que o repórter aparece na matéria para destacar um 
aspecto [...]. (UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO)11 
 Assim, a passagem é utilizada para que o telespectador veja a imagem do repórter, que explicará um 
ponto importante a respeito da história narrada para a audiência. A passagem também pode ser usada como 
um elo que une duas partes de uma mesma reportagem, o que traz fluidez e coerência para o material 
audiovisual produzido. Além disso, nós precisamos nos lembrar que o público cria uma conexão com os 
jornalistas ao ver suas imagens na tela: a passagem ajuda a aproximar o repórter dos telespectadores e 
favorece a percepção de credibilidade do conteúdo produzido. 
 Tanto na passagem quanto em outras gravações, é importante que o som ambiente seja preservado 
em gravações externas: ele é importante para trazer o contexto do local e também permite que o 
telespectador esteja mais próximo da história que está sendo narrada naquele conteúdo. 
 
11 UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO. Manual de redação. Disponível em: 
http://jornal.metodista.br/tele/manual/glossario.htm. Acesso em: 13 jan. 2020. 
 
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Repórter Filipe Peixoto, da rede Bandeirantes, em gravação de passagem em São Paulo12 
 
 Para fins de prova, precisamos saber também que existem tipos diferentes de passagens produzidas 
para matérias jornalísticas. Vamos ver quais são eles? 
In-loco: passagens gravadas no local no qual o acontecimento abordado pela matéria 
ocorreu. Em alguns casos, elas podem ser gravadas em espaços relacionados ao tema da 
pauta, se não for viável realiza-las no local exato da notícia, por exemplo. 
Participativa: a passagem participativa é mais dinâmica do que uma passagem tradicional 
pois o repórter realizará alguma ação relacionada ao tema da matéria. Esse tipo de 
passagem ocorre, por exemplo, quando o repórter fala sobre uma campanha de vacinação 
contra a gripe, por exemplo, e grava o texto enquanto recebe uma dose da vacina em um 
posto de saúde. 
Passagem plano-sequência: é uma passagem na qual o repórter apresenta as informações 
necessárias sobre o assunto da pauta, mas se movimenta em um ambiente externo 
relevante para a matéria. Ele pode apresentar aspectos sobre o local para que a audiência 
compreenda uma sequência de fatos, por exemplo. No caso da passagem plano-sequência, 
o cinegrafista movimenta a câmera conforme o jornalista anda no espaço no qual acontece 
a gravação. Um exemplo são as reportagens realizadas após desastres ambientais, nas 
quais o repórter entra em casas atingidas por fortes chuvas e mostra os danos para o 
público.13 
Stand-up 
 O stand-up é um outro conceito importante para a sua prova: ele pode acontecer ao vivo ou de forma 
gravada. Trata-se de uma entrada do repórter no programa jornalístico para fazer uma comunicação direta 
 
12 Fonte da imagem: http://coletiva.net/comunicacao-/-e-uma-honra-ser-escolhido-entre-tantos-reporteres-diz-filipe-
peixoto-sobre-ir-para-band-sp,296682.jhtml 
13 CASA DOS FOCAS. Passagem: quando um repórter aparece. Disponível em: http://www.casadosfocas.com.br/passagem-
quando-um-reporter-aparece/. Acesso em: 14 jan. 2020. 
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com o telespectador: se for ao vivo, ele também pode interagir diretamente com os apresentadores. 
Costuma ser uma entrada curta para passar as informações mais atualizadas sobre uma determinada pauta. 
 ATENÇÃO: não confunda stand-up com passagem! A passagem apresenta o repórter na tela, assim 
como no stand-up, mas ela ocorre dentro de um VT/matéria. 
 
Off 
 O texto em off, no telejornalismo, tem um significado diferente da informação em off que nós vimos 
na aula de conceitos básicos de telejornalismo. O off, para a produção audiovisual, é o texto lido pelo 
repórter em uma gravação de áudio (sem imagem) que será reproduzido enquanto imagens feitas pelo 
cinegrafista são exibidas para o público. Assim, a alternância entre textos em off e passagens contribui para 
o dinamismo da matéria que, mesmo se for mais extensa, não ficará cansativa ou desinteressante para a 
audiência do telejornal. 
 
Notas 
 No telejornalismo, a nota tem um sentido similar ao utilizado no jornalismo impresso: trata-se de um 
trecho curto com informações bem objetivas a respeito de um determinado assunto. No entanto, existem 
três tipos de notas na produção audiovisual para TV: a nota coberta, a nota pelada e a nota pé. Vamos 
conhecer a diferença entre cada uma delas? 
Nota coberta: é uma nota lida pelo apresentador enquanto são exibidas imagens 
gravadas por um cinegrafista e/ou do arquivo da emissora que ilustrarão o assunto 
abordado. Assim, as imagens “cobrem” o conteúdo lido pelo apresentador e trazem uma 
percepção de credibilidade para as informações transmitidas para a audiência. 
 Nota pelada: é uma nota lida pelo apresentador do telejornal sem o uso de imagens 
de apoio, ou seja, o público vê a imagem do jornalista no estúdio enquanto ele faz a leitura 
do texto. 
 Nota pé: é uma nota lida em estúdio depois da exibição de uma matéria, com 
informações adicionais em relação ao conteúdo que já foi veiculado no jornal para o 
telespectador. 
 Assim, concluímos aqui o nosso estudo a respeito dos termos mais comuns no telejornalismo. 
Destaquei, nessa seção, aqueles que são mais cobrados pelas bancas examinadoras nas provas para cargos 
de comunicação social. Você deve ter percebido que muitos desses termos são, na verdade, partes de uma 
matéria jornalística para a televisão. Veja o que ALMEIDA diz sobre a reportagem nesse contexto: 
[...] apresenta um relato mais amplo sobre um fato ou assunto. Pode ser factual ou 
planejada. Sua abordagem apresenta desdobramentos, fontes variadas e 
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contextualizações. Uma reportagem é composta, geralmente, por cabeça, off, passagem, 
sonora e nota pé. (ALMEIDA, 2018) 
 Dessa maneira, uma reportagem completa será formada por diferentes elementos do 
telejornalismo. Esses recursos são utilizados para permitir uma versatilidade maior para o jornalista, que 
planejará, a partir da pauta, a melhor maneira de compartilhar as informações apuradas com o público. 
Ressalta-se que o repórter também pode fazeruso de recursos gráficos para a explicação de assuntos 
complexos: muitas veículos de comunicação têm ilustradores e profissionais de artes gráficas nas suas 
redações que preparam simulações 3D e imagens especiais para auxiliar os jornalistas na produção de um 
conteúdo audiovisual bem desenvolvido. Logo, o jornalista deve selecionar e utilizar os melhores recursos 
disponíveis e exercitar a criatividade para entregar a informação da melhor maneira possível para o público. 
 
Contraplano 
 O contraplano é um recurso muito utilizado no jornalismo, sobretudo para a gravação de entrevistas. 
Vamos ver como esse recurso funciona? 
O contraplano é um recurso usado para mostrar o repórter fazendo a pergunta para o 
entrevistado. Ele se mantém no mesmo lugar, enquanto o cinegrafista, que estava às suas 
costas, inverte totalmente a posição e vai para onde estariam as costas do entrevistado. 
(Barbeiro e Lima, 2013) 
 Dessa forma, o contraplano permite captar a imagem do entrevistado de uma forma mais eficiente, 
com uma maior qualidade para o produto jornalístico. 
 
Travelling 
 O travelling é um movimento de câmera, ou seja, o repórter começa conversando com o 
telespectador no vídeo e a câmera, em seguida, mostra o ambiente ao redor (o repórter continua falando, 
mas sai da cena e o foco é no local em si). 
 Cabe ressaltar que, tanto no caso do travelling quanto em outros formatos de gravação, a escolha da 
locação da matéria não deve ser do operador de câmera. O produtor, o repórter e os demais jornalistas 
devem trabalhar com essa escolha para que ela esteja coerente com o assunto da pauta e com o formato 
pensado para a matéria. 
 
Suíte 
 É a matéria que traz atualizações sobre um fato anteriormente já noticiado. Assim, o jornalista precisa 
lembrar ao público, de forma breve, sobre o que se trata a pauta e também destacar quais são as novidades 
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sobre aquele assunto. Logo, a suíte existe no telejornalismo, mas também pode estar presente no dia a dia 
de outros veículos. 
Blocos 
 Um telejornal é dividido em blocos: eles permitem que os comerciais sejam exibidos e que também 
haja uma organização sobre cada assunto que será contemplado em cada momento do programa. Essas 
informações sobre o número de blocos, tempo de duração e conteúdos de cada bloco são apresentadas por 
meio do espelho e demais documentações do telejornal. 
Geralmente os blocos coincidem com essa divisão, planejados pelo departamento de 
programação ou de veiculação de publicidade. Por isso, é possível saber com antecedência 
qual o tempo do telejornal, incluindo o tamanho de cada bloco e intervalo. (Barbeiro e 
Lima, 2013) 
 Entre os blocos, serão veiculados teasers (pequenos convites para as matérias) com os conteúdos que 
serão apresentados nas próximas partes do telejornal. A função dos teasers, portanto, é prender a atenção 
do telespectador e manter a audiência mesmo depois do intervalo comercial. 
 
Switcher 
Também é chamado de mesa de corte: trata-se do equipamento que funciona como a sala de controle 
do telejornal. É nesse local no qual são feitos os comandos para que o telejornal possa entrar no ar do ponto 
de vista da técnica. 
 
GC 
Trata-se de uma sigla para o gerador de caracteres. Ele permite a inserção dos créditos na tela, como 
o nome do repórter e o nome dos personagens em uma reportagem, por exemplo. Se há uma sonora com 
um áudio ruim, o GC também pode ser usado para transcrever o que é dito na sonora enquanto o áudio é 
apresentado, logo, facilita o entendimento do telespectador. 
 
Santinho 
 Recurso utilizado quando não há imagens para uma participação de um repórter (normalmente por 
telefone). A equipe do jornal apresentará o áudio do repórter e, na tela, via de regra, será exibida a foto do 
jornalista (em alguns casos, pode ser apresentada a foto em cima de um mapa que representa de onde o 
repórter está falando). 
 
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Script 
O script do telejornal é o roteiro do programa, ou seja, trata-se de um documento com os textos de 
uma determinada edição. Ele inclui as informações das laudas, como o conteúdo jornalístico em si e também 
informações técnicas importantes. 
 
Processo de Produção Audiovisual 
 Ao mencionar o assunto “telejornalismo” no edital dos concursos públicos, as bancas examinadoras 
costumam cobrar também algumas noções básicas a respeito do processo de produção audiovisual. As 
questões não costumam ser extremamente aprofundadas no assunto, até porque existem cargos específicos 
nos órgãos públicos para os profissionais responsáveis pela captação de imagens, edição dos vídeos e 
sonorização das matérias. No entanto, o jornalista precisa ter um conhecimento mínimo a respeito do tema, 
já que exercerá um papel indispensável para a produção das reportagens e demais conteúdos jornalísticos 
em vídeo. 
 O processo de produção audiovisual é formado por três etapas básicas: a pré-produção, a produção 
e a pós-produção. Cada uma delas envolverá atividades distintas por parte da equipe envolvida no processo 
e elas precisam ser realizadas nessa sequência para que o resultado final atinja aos objetivos desejados. 
 A pré-produção é o momento no qual o trabalho começa: nessa etapa, serão definidos os aspectos 
básicos a respeito do produto final a ser desenvolvido. Portanto, a pré-produção atuará na organização e 
viabilização das demais fases de criação do conteúdo audiovisual. Assim, a pré-produção é responsável pelas 
seguintes funções: 
• Desenvolvimento do roteiro; 
• Pesquisa por referências visuais e de conteúdo para o projeto; 
• Busca por locações externas e em estúdio para as gravações; 
• Desenvolvimento do orçamento e alocação dos recursos financeiros disponíveis; 
• Seleção de profissionais necessários para as fases seguintes do projeto; 
• Escolha de figurinos; 
• Desenvolvimento do conceito artístico da produção. 
Uma outra atividade importante da pré-produção é a criação dos storyboards do produto 
audiovisual: trata-se de uma representação gráfica com um rascunho das cenas a serem gravadas pelos 
profissionais. Assim, o storyboard ajuda a construir a narrativa apresentada ao espectador e a definir 
questões como o enquadramento, os atores envolvidos, os elementos indispensáveis em cada cena, etc. 
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Na direita da imagem, temos um exemplo de storyboard. Na coluna da esquerda, há a representação final das cenas já 
gravadas com os atores, de acordo com o planejamento inicial.14 
 
Portanto, a pré-produção é uma fase indispensável para garantir a qualidade do resultado final 
porque suas atividades impactam diretamente no uso eficiente dos recursos financeiros e técnicos 
disponíveis, além de auxiliar no cumprimento dos prazos estipulados. Assim, a pré-produção evita o 
retrabalho da equipe em relação a problemas com as locações ou dificuldades com o conteúdo do roteiro, 
por exemplo. 
 A produção é o momento no qual as imagens e os sons serão efetivamente gravados pelas equipes 
envolvidas em cada cena. Assim, os profissionais devem estar atentosàs decisões tomadas na fase de pré-
produção, para que as gravações ocorram de acordo com os objetivos e requisitos definidos anteriormente. 
 A pós-produção, por sua vez, é a etapa na qual as imagens serão tratadas e editadas para fazerem 
parte do produto final. O resultado bruto da produção será trabalhado pelos profissionais especializados 
para que eles sejam apresentados de acordo com o roteiro. Nessa fase, são feitos cortes nos vídeos, ajustes 
de cor, adição de trilhas sonoras, ajustes no som captado, etc. Um termo muito comum nessa fase é a 
decupagem: trata-se da marcação do momento exato (minutos e segundos) nos quais boas cenas foram 
gravadas no arquivo bruto de vídeo. Assim, a pós-produção atuará como um acabamento do produto final: 
ela garantirá a qualidade do conteúdo produzido e fará o elo entre uma cena e outra. 
Outro aspecto essencial na produção de conteúdos audiovisuais é a compreensão a respeito dos tipos 
de enquadramento da câmera. Esse tema cai com frequência nas provas e, por isso, você precisa diferenciar 
as diferentes maneiras de captação de uma imagem em um plano visual. O enquadramento define quais 
informações visuais disponíveis na cena da gravação serão capturadas para a audiência ou não. Assim, um 
 
14 Fonte da imagem: https://www.studiobinder.com/blog/mastering-storyboard-peele-get-out/ 
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enquadramento mais fechado apresentará o personagem principal da cena com maior destaque, enquanto 
enquadramentos mais abertos darão um destaque maior ao cenário e ao contexto da narrativa visual. 
Para facilitar a explicação sobre o tema, selecionei uma mesma foto para compreendermos os 
diferentes tipos de enquadramento. 
Imagem Plano de enquadramento 
 
 
Plano aberto: mostra um cenário ou ambiente 
completo na imagem, com um grande 
distanciamento entre a câmera e as informações 
visuais a serem capturadas. Assim, é um plano 
muito utilizado para contextualizar a narrativa para 
o espectador (ex.: gravações dos campos de uma 
fazenda para introduzir uma história que 
acontecerá no local). 
 
 
Plano médio: a câmera estará mais próxima dos 
objetos ou pessoas fotografados, em relação ao 
plano aberto. Em geral, o plano médio apresentará 
seres humanos dos pés até a cabeça, com 
informações de fundo que contextualizam a cena.15 
 
 
Plano americano: é também conhecido como plano 
dos três quartos. Ele mostra as pessoas a partir dos 
joelhos e normalmente é utilizado para mostrar a 
interação entre dois ou mais personagens. 
 
15 PRIMEIRO FILME. Enquadramentos: planos e ângulos. Disponível em: 
http://www.primeirofilme.com.br/site/o-livro/enquadramentos-planos-e-angulos/. Acesso em: 13 jan. 2020. 
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Primeiro plano: é utilizado para apresentar 
elementos visuais em destaque nas narrativas. 
Assim, os seres humanos são mostrados da cintura 
para cima. 
 
 
Primeiríssimo plano: trata-se de uma versão mais 
fechada do primeiro plano e tem como foco o rosto 
da pessoa, no caso de gravações com seres 
humanos. 
 
 
Plano de detalhe: apresenta um aspecto bem 
específico da cena, sem contextualização com as 
demais informações ali presentes no momento da 
captura da imagem. 
 Esses são os principais tipos de enquadramento relevantes para o seu estudo. Nas provas, será 
comum encontrar questões que apresentam uma mesma imagem com aproximações distintas da câmera 
para que você determine em qual alternativa foi utilizada um tipo específico de enquadramento solicitado 
pelo enunciado. 
 
 
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(VUNESP – 2017 – Câmara de Porto Ferreira/SP) 
Em termos de enquadramentos de câmera, no plano _____ , enquadra-se apenas parte da cena ou detalhe 
do elemento. Já no plano ______ , enquadra-se aproximadamente 3/4 da cena do elemento. 
Os termos técnicos que completam, correta e respectivamente, as lacunas são: 
A) mediano … americano 
B) geral … mediano 
C) americano … fechado 
D) fechado … americano 
E) geral … americano 
 
Comentário: 
A questão cobrou conhecimentos do candidato a respeito dos planos de enquadramento utilizados na produção 
audiovisual e, portanto, estão relacionados ao desenvolvimento do trabalho no telejornalismo. Assim, existem 
diferentes planos, como o americano, o panorâmico, o aberto e o fechado. Ao analisarmos as características 
descritas na primeira parte do texto, vemos que o enunciado solicitou um plano que tem foco apenas em uma 
parte específica de uma cena, assim, entre as opções disponíveis, vemos que o melhor termo para completar 
a lacuna é o plano fechado. Ademais, na segunda parte do texto, a banca informa que o plano mencionado 
deve enquadrar ¾ da cena do elemento – ou seja, será mais aberto do que um plano fechado, mas não vai 
mostrar todo o conteúdo visual disponível no enquadramento. Portanto, trata-se de um plano americano. A 
alternativa que responde a questão é, dessa maneira, a letra D. 
Gabarito: letra D. 
 
(VUNESP – 2017 – Câmara de Valinhos/SP) 
O Presidente da Câmara Municipal gravou uma mensagem de Natal para os munícipes. Ao analisar os 
resultados do vídeo, pediu que a produtora retirasse o plano de detalhe porque ele não tinha nexo com a 
mensagem que estava sendo veiculada. O plano de detalhe 
A) corresponde à imagem do vereador, do ombro para cima. 
B) mostra o focalizado do tórax para cima. 
C) mostra a interação do personagem com o cenário. 
D) revela ao espectador o conjunto em que se insere o personagem. 
E) ressalta uma parte do corpo do personagem como, por exemplo, olhos e boca. 
 
Comentário: 
Essa é outra questão a respeito dos planos de enquadramento das imagens. Assim, precisamos relembrar o 
que é um plano de detalhe: ele mostra apenas um ponto específico da imagem, como o próprio nome já diz, 
e não traz informações visuais a respeito de um contexto maior no qual determinado objeto está inserido. 
Portanto, pode apresentar uma parte do corpo do Presidente da Câmara Municipal, como os olhos, a boca ou 
as unhas. Logo, o gabarito da questão é a letra E. 
Gabarito: letra E. 
 
(VUNESP – 2017 – Câmara de Mogi das Cruzes/SP) 
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Vera Iris Paternostro (O texto na TV – Manual de telejornalismo) recomenda que os redatores façam a leitura 
de seus textos em voz alta para se evitar que sejam levadas ao ar frases com rimas e cacófatos. Dentre as 
chamadas a seguir, a que está construída com cacofonia é: 
A) Suspeito de atropelamento de Vacaloca se entrega à polícia. 
B) Em Salesópolis, polícia prende suspeito de caça ilegal de canários. 
C) Suzano fará recontagem de votos para conhecer seus vereadores. 
D) Prefeitura confisca gado com febre aftosa em sítios de Arujá. 
E) Criminosos roubam retroescavadeira na zona rural de Mogi. 
 
Comentário: 
A cacofonia é umvício de linguagem bem comum na língua portuguesa e deve ser evitado no trabalho com a 
TV e o Rádio, para facilitar a comunicação adequada da mensagem ao receptor. Nesse contexto, a cacofonia 
ocorre quando duas palavras em sequência em uma frase, ao serem lidas em voz alta, formam um som 
desagradável e/ou que lembre uma expressão de baixo calão. Portanto, o ideal nesse tipo de questão é 
realizar uma leitura mental de cada frase de forma atenta aos sons que as palavras produzem (e não 
necessariamente aos seus significados estritos). A relação de uma palavra com a outra pode indicar a presença 
da cacofonia. 
Na questão apresentada, a cacofonia acontece na letra “D”. Perceba que ao ler a frase, o trecho “confisca 
gado” cria uma expressão que não é adequada para a norma culta utilizada no telejornalismo, mesmo que 
tenha traços de informalidade. Assim, o gabarito é a letra D. 
Gabarito: letra D. 
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SCRIPTS: APROFUNDAMENTO
Observações iniciais sobre o nosso estudo
Meu objetivo nesta seção da nossa aula é realizar um aprofundamento a respeito dos
assuntos estudados, em especial, nas nossas seções de conteúdo a respeito do telejornalismo.
Os processos de produção audiovisual têm sido cada vez mais cobrados nas provas de concursos
públicos e, por isso, entendo a necessidade de estudarmos, em detalhes, o processo de
elaboração de scripts e roteiros em geral.
Nosso foco será o telejornalismo, visto que a maior parte das questões de prova traz o
contexto de criação de conteúdo para TV como o cenário principal para o desenvolvimento dos
enunciados. Contudo, perceba que determinados princípios e orientações (como desenvolver
uma linguagem coerente com a audiência, por exemplo) podem também ser aplicados, de forma
adaptada, à produção audiovisual para outros formatos (Instagram, Youtube, etc).
Ao analisarmos as questões a respeito de scripts, vemos três tipos de abordagens para a
temática:
1) Cobrança detalhada dos termos e jargões do jornalismo utilizados no âmbito das
redações de telejornalismo;
2) Relação entre a produção dos scripts e o espelho dos telejornais;
3) Cobrança de conhecimentos sobre as funções exercidas pelos diferentes profissionais
que atuam em uma redação.
Por isso, vou apresentar o conteúdo com base nessa análise prévia de modo que você
tenha um estudo 100% direcionado para as temáticas cobradas com recorrência nas provas.
Ademais, chamo a atenção para uma informação importante: nosso foco aqui é na
resolução de questões para a área de Comunicação, sobretudo para o Jornalismo. O tema em
estudo é cobrado de forma totalmente diferenciada no caso de provas para técnico em
audiovisual, por exemplo, e, portanto, esse não será o enfoque priorizado no conteúdo desta
aula.
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Scripts
De acordo com o Dicionário de Comunicação Rabaça e Barbosa, o script pode ser
definido da seguinte forma:
Script - Texto dos diálogos, das narrações e das indicações cênicas (rubricas) de
programas de televisão ou rádio, filmes ou espetáculos teatrais. Em cinema,
diz-se mais comumente roteiro. Em teatro, é mais usual dizer-se texto. Em TV e
rádio, a palavra inglesa script ainda é a mais usada. (RABAÇA & BARBOSA,
2014)1
Logo, podemos compreender que os scripts apresentam a sequência de falas e elementos
que serão utilizados para construir a narrativa e comunicar a informação desejada a partir de
determinado produto audiovisual.
Ao longo da nossa aula, para fins didáticos, os termos script e roteiro serão utilizados
como sinônimos.
Exemplo prático de produção de scripts
Para entender o uso dos scripts, criei um cenário fictício para facilitar a nossa compreensão
sobre o assunto. Vamos lá?
Digamos que você seja jornalista de uma emissora de TV pública e o seu chefe pede que
você produza um VT a respeito de uma nova legislação que proíbe o uso de sacolas plásticas
convencionais em comércios como supermercados. O VT será incluído posteriormente no
telejornal produzido pela emissora e, portanto, você será o responsável por desenvolvê-lo.
(Para fins de exemplificação, utilizarei os dados presentes em matéria publicada pelo G12 a
respeito da proibição do uso de sacolas plásticas no DF, ok?)
Em primeiro lugar, espera-se que você faça uma pesquisa detalhada a respeito da
legislação, ou seja, busque entender a notícia em si e as informações que já existem sobre ela. É
importante fazer o levantamento de dados e buscar respostas para perguntas sobre a temática,
tais como:
2 Matéria do G1:
https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2022/08/02/gdf-regulamenta-lei-que-proibe-sacolas-plasticas-em-su
permercados-entenda-punicoes-e-fiscalizacao.ghtml
1 RABAÇA, Carlos Alberto; BARBOSA, Gustavo Guimarães; Dicionário de comunicação. In: Dicionário de
comunicação. 2014.
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- Qual é a data da publicação da lei? Ela já está em vigor?
- A legislação já foi regulamentada?
- Qual órgão fará a fiscalização de forma prática?
- A partir de qual data o uso de sacolas práticas passa a ser proibido?
- Quais são as alternativas indicadas para os clientes que costumavam utilizar sacolas
plásticas para carregar os produtos comprados no comércio?
- Como os estabelecimentos comerciais vão se adaptar à nova lei?
- Existem multas definidas para quem desrespeitar a legislação?
- Qual é o embasamento técnico para a criação da lei? Existem dados a respeito do
impacto das sacolas plásticas para o meio ambiente? Existe algum levantamento ou
pesquisa com informações locais (no Distrito Federal) sobre a poluição causada
especificamente pelas sacolas?
- Existem opções biodegradáveis que possam ser utilizadas como substituição às
sacolas convencionais? Qual é o impacto financeiro para os clientes e para os
estabelecimentos ao escolher essa solução?
Vejam que a lista acima é somente um brainstorming a respeito de possíveis informações
que podem estar presentes no VT e que devem ser buscadas pelo jornalista. Ao realizar esse
levantamento, ele poderá produzir a sua pauta, com base na definição de quais perspectivas
serão exploradas sobre o tema. Ele deverá definir possíveis fontes específicas para entrevista, tais
como:
- Pesquisadores acadêmicos que buscam entender o impacto das sacolas no meio
ambiente;
- Parlamentares envolvidos na criação e na aprovação da lei;
- Profissionais do órgão responsável pela fiscalização;
- Presidentes de associações comerciais para abordarem o impacto da medida nos
estabelecimentos.
Ademais, para complementar a matéria, um recurso a ser utilizado é a busca por
personagens. No caso apresentado, seria possível entrevistar um consumidor que sempre utilizou
sacolas plásticas convencionais ao ir ao mercado e hoje busca desenvolver o hábito de fazer
compras com ecobags, por exemplo. Outro personagem interessante seria o dono de um
estabelecimento comercial que precisou substituir as sacolas por opções biodegradáveis para
cumprir a lei.
Depois de elaborada a pauta, o jornalista deverá ir às ruas para fazer a sua apuração,
realizar as sonoras com as fontes e também procurar por personagens que possam participar da
matéria. É plenamentecomum que, ao longo da apuração, surjam fatos novos e/ou informações
que mereçam um tratamento especial, como a busca de novas fontes e/ou a realização de
pesquisas complementares pelo jornalista.
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Ao retornar à redação, o profissional deverá realizar a decupagem do material gravado,
em conjunto com o editor, que também atuará no processo de desenvolvimento do VT final. Ou
seja, será preciso assistir às gravações das entrevistas e fazer o recorte da sonora a ser utilizada na
matéria final. Por fim, deverá ser feita a organização das informações e do conteúdo audiovisual
coletado para redigir o texto dos offs e, se for necessário, passagens para a matéria.
O script é, portanto, o documento que conterá a narrativa a ser apresentada no VT
produzido pelo jornalista (nesse caso em análise). Logo, ele deverá apresentar dados essenciais
para que a mensagem seja transmitida ao público de forma coerente, clara e objetiva.
São informações importantes em um script:
- Sinalizações para a equipe técnica, tais como o uso de sobe som e a necessidade
de inclusão de elementos gráficos editados em pós-produção;
- Trechos de sonoras decupadas para adição na matéria;
- Textos dos offs;
- Textos de passagens.
Dessa forma, veja que o script orientará o jornalista no seu trabalho, mas também é uma
ferramenta indispensável para os profissionais que farão a edição do VT e que trabalharão no
desenvolvimento de artes gráficas e/ou em motion nas ilhas de pós-produção.
Scripts de acordo com a literatura especializada em comunicação
Com base no exemplo acima, fica muito mais fácil entender a abordagem realizada pela
literatura especializada em comunicação ao explicar as características e o desenvolvimento dos
scripts. Vamos ver alguns aspectos importantes sobre o tema para a sua prova?
Uma das principais características de um roteiro para o jornalismo é a indicação palavra
por palavra do que será dito. No jornalismo, o texto tem a função primordial de informar a
audiência e, portanto, deve seguir os princípios apontados na nossa aula sobre telejornalismo,
tais como a clareza e a coerência na apresentação das informações. Dessa forma, há uma
diferença clara em relação aos roteiros produzidos para obras dramáticas do audiovisual, por
exemplo, que apresentarão falas, descrições de personagens, descrições de aspectos
importantes dos cenários, etc. No caso do jornalismo, os roteiros serão utilizados para o
desenvolvimento do telejornal como um todo e farão total diferença no momento do ao vivo,
visto que indicam os elementos que compõem o programa final em uma ordem adequada.
O formato dos roteiros jornalísticos pode diferir consideravelmente de emissora
para emissora. [...] O formato básico A/V de duas colunas, com as informações de
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vídeo à esquerda e as deixas de áudio e todo o material falado à direita, é
geralmente mantido intacto. (ZETTL, 2018)3
Ou seja, para a construção de um roteiro jornalístico, é preciso dividir o documento em
duas colunas. A coluna da esquerda serve para fazer as marcações referentes ao vídeo (como
indicar as possíveis imagens de cobertura, local de gravação da passagem, etc) e a coluna da
direita indicará o texto exato que será apresentado no conteúdo, tais como decupagens de
sonoras e offs gravados pelo jornalista.
Que tal vermos um exemplo prático de roteiro jornalístico?
Referência: roteiro retirado do livro Manual de Produção de Televisão
3 ZETTL, Herbert. Manual de produção de televisão. São Paulo: Cengage, 2018.
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A respeito dos roteiros, cabe ressaltar que há uma prática comum no jornalismo de
escrever o conteúdo a ser falado (coluna direita) em caixa alta. Esse hábito no jornalismo facilita
muito a escrita mais rápida, sobretudo em momentos nos quais é preciso produzir o conteúdo de
forma célere. Outro aspecto importante é o uso de / como indicação de vírgula e // como
indicação de ponto final. Essa troca dos símbolos pelas barras é uma prática que facilita a leitura
do texto nos teleprompters ao longo dos telejornais e demais programas produzidos com o uso
desse recurso.
Existem outros dois documentos que podem ser utilizados como apoio na produção de
um programa:
Formato do programa: trata-se de um documento com uma listagem das seções do
programa, ou seja, com as partes principais que vão compor o produto final como um todo.
Podem ser incluídas informações como os horários nos quais cada parte está prevista para
exibição, assim como informações sobre os sets de filmagem, por exemplo. São incluídas
informações sobre a abertura e o fechamento do programa, assim como os dados essenciais
sobre os aspectos de vídeo.
Folha de fatos: é um roteiro mais simplificado que apresenta somente as informações
principais que devem ser ditas em um determinado produto audiovisual (como um anúncio
comercial, por exemplo). Ele não costuma trazer indicações técnicas sobre áudio e vídeo, mas sim
orientações sobre as informações imprescindíveis que devem ser ditas.
Nesse sentido, cabe relembrarmos aqui, também, determinadas funções no telejornalismo
que estão diretamente relacionadas à elaboração dos roteiros e, como consequência, do produto
final. Vejamos:
- Chefe de reportagem: é a interface entre os repórteres e os editores;
coordena as equipes de gravação;
- Pauteiros: pesquisam, apuram e elaboram as pautas;
- Editores: trabalham em conjunto com os repórteres, montam as
reportagens;
- Repórteres: convertem fatos em notícias. (CARVALHO, 2014)4
Dessa forma, perceba que o editor terá um papel fundamental ao atuar em conjunto com
o repórter: ele será responsável por verificar se o texto está escrito com alta qualidade, se está
coerente com a linha editorial, se há coerência no encadeamento das informações, etc. Editor e
4 CARVALHO, Fábio Diamante Alexandre. Reportagem na TV: como fazer, como produzir, como editar. São Paulo:
Contexto, 2014.
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repórter deverão discutir a respeito da matéria para organizar as informações e entregá-las da
forma mais adequada possível no formato desejado.
Por fim, cabe ressaltarmos, também, a importância do espelho como elemento-chave da
produção audiovisual no contexto do telejornalismo. O espelho será justamente um esqueleto do
telejornal e, portanto, indicará a escalada, a divisão de blocos, os momentos nos quais os
apresentadores farão as chamadas das matérias, as entradas ao vivo, etc. No caso da escalada,
por exemplo, é possível apresentar imagens rápidas que serão mostradas de forma mais
detalhada nas matérias (esse recurso é conhecido como teaser). Todos os elementos
apresentados devem manter uma relação entre si ao auxiliarem os jornalistas no processo de
comunicação das notícias selecionadas para o produto jornalístico.
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NOÇÕES BÁSICAS DE AUDIOVISUAL
Além de tudo o que estudamos aqui na nossa aula sobre a produção de conteúdo em
vídeo, especialmente para TV, precisamos abordar também alguns aspectos específicos sobre o
audiovisual: os movimentos de câmera e os tipos de microfones mais utilizados para as
produções.
O objetivo aqui não é fazer uma abordagem aprofundada no assunto (até porque esse é
um curso para Jornalismo e não para Audiovisual), mas trazer apenas uma visão geral sobre a
temática, visto que esses são temas que fazem parte do dia a dia de quem produz conteúdo em
vídeo.
Tipos de microfones
A captação de áudio é um dos aspectos mais sensíveis para realizar uma gravação
audiovisual em alta qualidade: qualquer ruído ou pequeno barulho indesejado pode afetar
significativamente o resultado final daquilo que é produzido. Por isso, trabalhar com áudio é um
imenso desafio e, via de regra, envolve a participação de profissionais especializados e treinados
para atuarem na área.
Vamos conhecer quais são os principais tipos de microfones utilizados no audiovisual1? As
principais diferenças entre eles estão relacionadas à forma como o áudio é captado e
transformado nos impulsos elétricos.
1 Microfones: O guia completo para você dominar estes equipamentos. Disponível em:
<https://portaldaproducao.net/microfones/>. Acesso em: 02 fev. 2023.
 Os diferentes tipos de microfones e como escolher um. Disponível em:
<https://emastered.com/pt/blog/types-of-microphones>. Acesso em: 02 fev. 2023.
MAZZEU, A. F. Tipos de microfone: como escolher o melhor microfone? Disponível em:
<https://fabiomazzeu.com/tipos-de-microfone/>. Acesso em: 10 fev. 2023.
Quais os tipos de microfones e seus modos de captação? Disponível em:
<https://www.oficinadanet.com.br/hardware/38323-quais-tipos-microfones>. Acesso em: 10 fev. 2023.
 
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Fonte da imagem:
https://www.tjgsomeeventos.com.br/microfone/com-fio/microfone-dinamico-cardioide-e835-sennheiser
Dinâmicos - São os modelos mais comuns e que vemos frequentemente em eventos e no
nosso dia a dia. A captação ocorre por meio de uma bobina móvel metálica. Eles são
considerados muito resistentes (no caso de quedas, por exemplo) e também conseguem captar
ruídos altos com mais precisão, em casos de alto nível de pressão sonora. Por isso, são muito
utilizados em shows e eventos em geral, além de possuírem um custo relativamente mais baixo
do que outros tipos de microfones utilizados no mercado. Por fim, são os microfones mais
utilizados pelos repórteres para gravação das matérias.
Fonte da imagem:
https://www.carneiromusic.com.br/microfone-condensador-vokal-sv80u-unidirecional-cardioide-usb-suporte-shock-m
ount/p
Condensadores - São os famosos microfones de estúdio e captam muito bem os vocais.
São aparelhos extremamente sensíveis e, por isso, precisam ser guardados e tratados com muito
cuidado por quem for utilizá-los. A captação de som é feita por meio de duas placas que não têm
contato entre si, a partir da pressão sonora feita no diafragma do microfone. Além disso, esse
tipo de microfone depende de uma fonte de energia elétrica para funcionar, conhecida no
mercado como phantom power.
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Nessa categoria, existem dois grupos:
Microfones condensadores de diafragma pequeno - São os mais utilizados para captação
de sons de instrumentos musicais;
Microfones condensadores de diafragma grande - São os mais utilizados para a gravação
de vocais.
Fonte da imagem: https://www.lojadiscovery.com.br/r77
Microfones de fita: por fim, temos também essa categoria de microfones que também são
muito utilizados em estúdios de gravação e têm uma sensibilidade sonora muito alta, sobretudo
para captar ruídos e sons no ambiente. O funcionamento desse tipo de microfone utiliza uma fita
fina de metal que capta o movimento do ar e da sua velocidade: isso explica porque são um tipo
de microfone tão sensível, sobretudo aos agudos. A qualidade acaba se tornando muito
semelhante à do próprio ouvido humano, devido à capacidade de captação de sons desse tipo
de microfone.
Perceba que não existe aqui necessariamente um tipo de microfone melhor do que outro:
tudo dependerá da aplicação específica que será necessária para a captação do áudio. Dessa
forma, demais recursos, como a edição de áudio, também podem ajudar a resolver determinadas
falhas (apesar de que, quanto melhor for a captação, melhor tende a ser também a qualidade
final do produto audiovisual desenvolvido).
Movimentos de câmera
Um outro assunto extremamente importante na produção audiovisual são os diferentes
movimentos de câmera que podem ser realizados ao captar determinada cena.
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Vamos ver quais são eles?
Fonte da imagem:
https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/caderno/documentario/oficinas/etapa-1-camera-fixa-camera-e
m-movimento-movimento-da-lente/
PAN/Panorâmica - É um dos movimentos mais conhecidos e mais utilizados nas produções
audiovisuais. Trata-se da rotação em cima de um eixo fixo, para a esquerda ou para a direita, em
um movimento no qual somente a lente em si é que se movimenta (sem que a câmera e o tripé,
portanto, saiam do lugar)2.
Travelling - É um movimento parecido com o PAN. No entanto, nesse caso, a câmera é
colocada em cima de um trilho (conhecido como slider) e a lente fica fixa (ou seja, o tripé em si é
que se movimenta). Os trilhos são muito utilizados em grandes produções para viabilizar esse
movimento com alta qualidade. Isso dá a sensação de que há realmente uma “viagem” pelo
cenário, em termos de percepção para quem vê a cena. O travelling pode ser feito de forma
lateral, frontal ou vertical (caso no qual será necessário utilizar uma grua).
Tilt - Pode ser ser feito de baixo para cima ou de cima para baixo, como forma de mostrar
os elementos que estão nesse espectro da cena.
Zoom in e Zoom out - São os movimentos mais fáceis de percebermos porque estamos
acostumados com eles no nosso dia a dia ao gravarmos vídeos com nossos celulares, por
exemplo. O zoom in é a aproximação do objeto que está sendo gravado (por meio de alteração
2 Movimentos de Câmera: O Que Você Deve Saber Para Criar Vídeos. Disponível em:
<https://canalvideomaker.com.br/movimentos-de-camera-para-criar-videos/>. Acesso em: 02 fev. 2023.
 Etapa 1 – Câmera fixa, câmera em movimento, movimento da lente – Escrevendo o futuro. Disponível em:
<https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/caderno/documentario/oficinas/etapa-1-camera-fixa-camera
-em-movimento-movimento-da-lente/>. Acesso em: 02 fev. 2023.
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da distância focal da lente), enquanto o zoom out abre mais a imagem para mostrar o que há ao
redor daquele ponto inicialmente focado pela lente.
É bem difícil explicarmos esses movimentos somente por meio de conteúdo em texto.
Contudo, creio que a imagem colocada anteriormente ajuda a entender as diferenças básicas
entre esses movimentos, sobretudo a respeito de como a câmera se posiciona.
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FUNÇÕES NOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO 
 Ao longo da nossa aula de hoje e das anteriores, nós estudamos as características dos veículos de 
comunicação e como o jornalismo é realizado em diferentes formatos e mídias. No entanto, nós também 
precisamos verificar como é organizado, de forma prática, o trabalho em uma redação. 
 Existem diferentes funções que podem ser exercidas pelos jornalistas quando eles são contratados 
por um veículo de comunicação. As atividades e os cargos podem variar de acordo com a nomenclatura 
interna adotada por cada empresa jornalística, assim como têm particularidades de acordo com a linha 
editorial, o tipo de jornal, o veículo, etc. Logo, vamos apresentar aqui os principais cargos que podem ser 
exercidos por jornalistas, de acordo com a classificação feita por Barbeiro e Lima (2013). Vejamos: 
 Chefe do jornalismo → Esse cargo também pode ser chamado de gerente de jornalismo ou diretor 
de jornalismo, dependendo da estrutura hierárquica adotada pelo veículo. Ele é responsável direto pela linha 
editorial do veículo e também é aquele que tem algumas das maiores responsabilidades em uma redação: 
contratar e demitir jornalistas, lidar com a área comercial e com os conflitos gerados entre o jornalismo 
praticado pelo veículo e interesses econômicos da organização, resolver conflitos no trabalho, etc. Ele precisa 
ter uma visão estratégica para a cobertura jornalística feita pela empresa, assim como uma experiência 
consolidada nesse segmento. 
 O chefe do jornalismo é responsável também por motivar a equipe: muito mais do que apenas um 
chefe, ele deve ser um líder que inspira os demais profissionais e que mantém um clima adequado no 
ambiente de trabalho. Ele deve permitir, como fator motivacional, que os jornalistas participem da 
elaboração de estratégias editoriais, bem como tenham liberdade para fazerem sugestões sobre as rotinas 
de trabalho e sobre os conteúdos produzidos pela redação. Além disso, ele também deve prezar por uma 
excelente comunicação interna com a equipe, bem como auxiliar repórteres, âncoras e editores no trabalho 
diário para a entrega de um produto final com alta qualidade. 
 Editor-chefe → Entende-se que ele será o profissional responsável diretamente pelo produto 
jornalístico em si. Vamos ver quais são as funções dele? 
É ele quem escolhe as reportagens que vão ao ar e, em última análise, responde pelos erros 
e acertos do programa, bem como faz uma avaliação crítica da qualidade das matérias 
produzidas e debate o resultado com a pauta e a chefia de reportagem. (Barbeiro e Lima, 
2013) 
 Ele precisa ter consciência de que o conteúdo precisa ir além de uma simples reprodução dos fatos: é 
necessário explicar o contexto no qual a notícia acontece, bem como explorar causas e consequências em 
formatos como as reportagens. Ademais, o editor-chefe também terá um papel importante no gerenciamento 
da equipe, sobretudo para resolver conflitos que possam impactar na qualidade do jornalismo realizado pela 
organização. 
 O editor-chefe, como o próprio nome já diz, também exerce uma função importante como gatekeeper 
no veículo jornalístico: ele ajuda a organizar os fatos do dia, define quais são mais relevantes para o público 
de acordo com valores-notícia e também consegue distinguir o que vale a pena ser publicado ou não. Ele deve 
sempre priorizar aquilo que é novo, raro, imprevisto, até porque as notícias precisam de fatos novos para que 
sejam suficientemente relevantes para estarem no telejornal. Um mesmo assunto, como a cobertura de um 
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escândalo de corrupção, pode ter novidades todos os dias: o editor-chefe precisa destacar para a equipe e 
também para a audiência qual é o ponto chave para a compreensão de cada pauta. Cabe lembrar, portanto, 
que o jornal não tem uma estrutura inflexível: uma notícia pode acontecer enquanto o programa está no ar e, 
assim, é necessário fazer adaptações no espelho e talvez até mesmo derrubar determinadas pautas para 
cobrir o acontecimento em questão. 
 Âncora → É o apresentador do telejornal e deve acompanhar e participar da produção do conteúdo. 
Ele não vai apenas apresentar as informações no fim do dia, mas terá um papel ativo no desenvolvimento das 
pautas. Ele precisa ter uma excelente relação com os produtores e também com a área técnica, visto que esses 
profissionais são indispensáveis para lidar com qualquer imprevisto que possa acontecer enquanto o jornal 
está no ar. Ao apresentar o telejornal, ele utilizará o texto no teleprompter, mas também deve ter o script do 
telejornal em mãos caso haja alguma pane. Ademais, é muito comum o âncora do telejornal também acumular 
as funções de editor-chefe (como o William Bonner no Jornal Nacional). 
 Pauteiro → É o profissional responsável pela seleção e sugestão de assuntos para o desenvolvimento 
da pauta do telejornal. Ele deverá ter um amplo conhecimento de mundo para entender quais temas são 
notícia e quais não são relevantes do ponto de vista do produto jornalístico. Ademais, é muito comum que os 
pauteiros se especializem em determinadas temáticas, visto que isso ajuda no trabalho diário ao identificarem 
os temas. Ele também terá um papel importante na produção da reportagem, visto que conversará com o 
repórter sobre a pauta, fará sugestões sobre a apuração e também se preocupará com as imagens disponíveis 
para a abordagem do tema. Ele pode inclusive sugerir que tipo de imagens devem ser captadas, além de 
quais equipamentos técnicos podem ser necessários para cumprir a pauta. 
 Produtor → é o responsável direto pela relação entre a parte técnica da TV e os jornalistas. Isso 
significa que ele vai fazer esse meio de campo entre o que é necessário produzir em termos de conteúdo e a 
efetiva capacidade operacional do veículo. Ademais, o produtor também vai auxiliar na produção das 
matérias, como solicitar autorizações para gravação de entrevistas em locais privados e registrar credenciais 
de imprensa em eventos, por exemplo. O produtor também fica no switcher durante o telejornal, certificando-
se de que o âncora terá o apoio necessário por meio do ponto eletrônico durante a apresentação do 
programa. 
 Editor → o editor é aquele que vai “montar a história”, ou seja, organizar os conteúdos produzidos – 
offs, sonoras, passagens, etc – em uma sequência que faça sentido para a audiência. Assim, ele trabalha com 
a precisão nos cortes dos conteúdos, bem como deve avaliar se uma matéria deve ou não continuar naquela 
edição em virtude de novas notícias. Eles também costumam escrever as cabeças e os pés das matérias, bem 
como notas que entrarão no programa final. Por fim, a edição deve sempre começar pelo processo de 
decupagem, ou seja, as marcações técnicas dos materiais que serão utilizados para a produção final do 
conteúdo do telejornal. 
 Além das funções acima, também temos os repórteres e demais jornalistas que exercerão seus papéis 
no desenvolvimentodas notícias, conforme estamos estudando ao longo do nosso curso. ☺ 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (CESGRANRIO - 2018 - TRANSPETRO) 
Diferentemente dos textos de jornais impressos, o limite para a edição dos roteiros elaborados para as 
reportagens veiculadas em televisão é determinado pelos(as) 
a) centímetros 
b) minutos 
c) bytes 
d) colunas 
e) linhas 
Comentário: 
O limite das reportagens elaboradas para a televisão será o tempo em minutos disponível para o assunto na 
edição do jornal. Logo, nosso gabarito é a letra B. 
Gabarito: letra B 
 
2. (CESGRANRIO - 2018 - TRANSPETRO) 
Nas coberturas cotidianas, desde a concepção da pauta até chegar ao processo de produção e edição, o 
repórter de TV deve sempre ter em mente que a matéria só é considerada adequada para se tornar uma 
reportagem em televisão, quando é viável obter 
a) entrevistado com relevância nacional. 
b) imagem suficiente para retratar o tema. 
c) informações imprecisas e contraditórias. 
d) olho que resuma o contexto da situação. 
e) vinheta de identificação com o tema abordado. 
Comentário: 
Informações imprecisas e contraditórias e olho que resuma o contexto da situação não são elementos que 
serão necessariamente usados nas reportagens em TV (sobretudo o primeiro item, que não é recomendado). 
Ter um entrevistado com relevância nacional não é pré-requisito, visto que temos vários tipos de 
entrevistados (como testemunhais, por exemplo). Ademais, as vinhetas de identificação são elementos 
corriqueiros no dia a dia do telejornalismo e fáceis de produzir. Logo, nossa alternativa correta é a letra B: 
veja que, se não tivermos imagens suficientes de apoio, será inviável fazer uma reportagem - o tema poderá 
se transformar em uma nota, por exemplo, dependendo do caso. 
Gabarito: letra B 
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3. (CESGRANRIO – 2015 – LIQUIGÁS) 
Nos textos redigidos para certos meios de comunicação, há uma recomendação no sentido de que todas as 
palavras sejam grafadas com letras maiúsculas. Tal recomendação aplica-se aos textos escritos para 
a) rádio e televisão 
b) novelas e filmes 
c) revistas e tabloides 
d) informes e malas-diretas 
e) propagandas e outdoors 
Comentário: 
Os textos grafados em letra maiúscula nos roteiros são importantes para facilitar a leitura do conteúdo pelo 
locutor e/ou apresentador de TV (nesse caso, normalmente em teleprompter). Logo, nosso gabarito é a letra 
A. 
Gabarito: letra A 
 
4. (CESGRANRIO – 2014 - CEFET RJ) 
Recomenda-se não confundir irradiação de notícias com jornalismo em rádio. 
Essa é uma crítica à falta de comprometimento profissional que algumas emissoras têm e que se refere à(ao) 
a) angulação narrativa que traduz a realidade dos comunicadores de rádio, que se encontram fora das 
redações do sistema de ondas sonoras. 
b) norma de difundir flashes sobre o trânsito com informações enviadas diretamente pelo repórter aéreo, 
que se locomove por helicóptero. 
c) prática que algumas emissoras têm de reproduzir ao vivo o noticiário de agências ou de jornais impressos 
sem edição. 
d) ato de disseminar notícias falsas ou encomendadas que atendem aos interesses de políticos, comumente 
verificado no interior do país. 
e) espelho de notícias que serão divulgadas ao longo da programação, normalmente apresentadas ao 
público sob a forma de escalada. 
Comentário: 
Para resolver a questão, você precisa entender o que a banca quis dizer com "irradiação de notícias": estamos 
falando da mera reprodução de matérias enviadas pelas agências de notícias sem que haja qualquer processo 
de apuração e/ou produção jornalística em cima dessas informações. Logo, é a prática de reaproveitamento 
de conteúdo, simplesmente publicando aquilo que foi recebido - sem trabalhar essas notícias enviadas pelas 
agências de forma mais eficiente. Assim, a única alternativa que nos apresenta essa comparação com um 
jornalismo de qualidade, realizado com um trabalho de produção, sem meramente reproduzir o que é 
recebido, é a letra C. 
Gabarito: letra C 
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5. (CESGRANRIO – 2014 - CEFET RJ) 
Profissionais do jornalismo utilizam, no dia a dia da redação, termos específicos e essenciais para o processo 
produtivo da notícia. 
 
O único termo que NÃO faz parte da produção do conteúdo jornalístico do boletim televisivo é o(a) 
a) contraplano 
b) dedo-duro 
c) espelho 
d) lapada 
e) escalada 
Comentário: 
Contraplano é uma técnica de gravação das entrevistas no audiovisual. O espelho é o raio-x/esqueleto com 
a estrutura do jornal. A lapada é um resumo das notícias em conjunto. A escalada é a parte inicial do jornal 
com as principais notícias da edição. Assim, o termo "dedo-duro"não tem a ver com o jornalismo em si e é o 
nosso gabarito na letra B. 
 
Gabarito: letra B 
 
6. (CESGRANRIO – 2012 - BR) 
A reportagem em rádio é uma produção jornalística específica que possui três partes importantes. 
 
São elas: 
a) passagem, aspas e fechamento 
b) cabeça, entrevista e pé 
c) lide, sublide e corpo da matéria 
d) manchete, subtítulo e corpo da matéria 
e) nota coberta, citação e aspas 
Comentário: 
A reportagem em rádio pode ser dividida em cabeça (que será o lide da matéria), entrevista (a sonora 
utilizada) e pé (fechamento). Logo, nosso gabarito que apresenta esses termos na ordem correta é a letra B. 
Gabarito: letra B 
 
7. (CESGRANRIO – 2012 - BR) 
Antonio Daud, Júlia Branco, Ricardo Campanario
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Cada veículo de comunicação possui jargões característicos a cada processo produtivo que, por vezes, são 
compreendidos apenas pelos que convivem no mesmo ambiente de trabalho. 
 
Está INCORRETA a seguinte definição de um jargão do telejornalismo: 
a) Chamadas – entradas dos apresentadores, durante a programação da emissora, para destacar as notícias 
importantes do noticiário. 
b) Decupagem – mapeamento do material gravado, com base no texto do repórter, que indica o ponto da 
fita em que está a imagem ideal. 
c) Escalada – conjunto de manchetes lidas pelos apresentadores do telejornal, no início do programa, que 
dá uma prévia do noticiário. 
d) Nota coberta – texto noticioso redigido por editor, redator ou repórter, que é gravado pelos 
apresentadores e coberto por imagem. 
e) Sonora – som ambiente gerado durante as gravações da matéria, o qual é aproveitado na matéria e 
valorizado com o efeito “sobe sonora”. 
Comentário: 
Veja que o único conceito errado é a letra E: a sonora será o trecho da entrevista utilizado nas matérias. O 
sobe som, por outro lado, é o som ambiente usado para contextualizar a matéria. Logo, nosso gabarito é a 
letra E, visto que a questão pediu a incorreta. 
Gabarito: letra E 
 
8. (CESGRANRIO – 2012 - BR) 
A aparição dorepórter de uma emissora de televisão no meio da matéria que está sendo veiculada tem um 
propósito. 
 
O uso da passagem corresponde a uma situação descrita abaixo: 
a) Cinegrafista tem a imagem do fato, mas o repórter chegou tarde para a apuração. 
b) Editor usa a imagem do repórter para fugir do óbvio e tornar a matéria mais leve. 
c) Repórter tem a apuração, mas precisa gravar uma aparição para assinar a matéria. 
d) Repórter tem as informações sobre o fato, mas não há imagens correspondentes. 
e) Repórter usa a imagem para estar sempre em evidência no mercado de trabalho. 
Comentário: 
Questão antiga, mas que permanece útil para a fixação do conteúdo! Veja que a passagem é a aparição do 
repórter no vídeo: ela não será usada meramente para promover o repórter ou quando ele chega atrasado 
para a matéria, por exemplo. Também não é um recurso para fugir do óbvio, já que é bem comum no 
jornalismo. Além disso, a assinatura da matéria não precisa ser feita via passagem (as informações constam 
Antonio Daud, Júlia Branco, Ricardo Campanario
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nos créditos). Portanto, a única alternativa válida é o uso da passagem quando não há imagens suficientes 
sobre determinado assunto e, dessa forma, ela ajuda o editor a preencher o conteúdo visual da matéria com 
a aparição do repórter. 
Gabarito: letra D 
 
9. (CESGRANRIO – 2012 - LIQUIGÁS) 
Frases intercaladas e longas, palavras que rimam e cacófatos. 
 
Os três itens são, de acordo com os princípios da linguagem jornalística, proibidos no texto de 
a) jornalismo impresso e radiojornalismo 
b) jornalismo impresso e webjornalismo 
c) radiojornalismo e webjornalismo 
d) telejornalismo e radiojornalismo 
e) webjornalismo e telejornalismo 
Comentário: 
Vamos lá: a questão, se fosse aplicada hoje, seria polêmica porque as frases intercaladas e longas devem ser 
evitadas em todos os casos apresentados. No entanto, a banca deu como correta a alternativa D, 
principalmente por causa de rimas e cacófatos, que são mais graves no caso de textos reproduzidos 
oralmente (TV e rádio). De qualquer forma, seria um caso de solicitação de anulação, ok? 
Gabarito da banca: letra D 
Gabarito da professora: anulação. 
 
10. (CESGRANRIO – 2011 - BNDES) 
Dos veículos de comunicação, aquele que mais depende do cumprimento exato de uma pauta previamente 
estabelecida é o(a) 
a) jornal impresso 
b) jornal on-line 
c) programa de rádio 
d) telejornal 
e) revista 
Comentário: 
Questão antiga, mas com uma abordagem interessante! O tempo na TV é MUITO caro e precisa ser seguido 
à risca, com uma estrutura muito mais definida do que no caso do rádio, por exemplo. Por isso, os roteiros 
precisam ser mais elaborados, assim como as pautas. Logo, nosso gabarito é a letra D. 
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Gabarito: letra D 
 
11. (CESGRANRIO – 2011 - PETROBRAS) 
Combinar imagem e texto da melhor maneira é fundamental no telejornalismo. Na preparação de uma 
matéria para a televisão, é preciso 
a) combinar imagens e texto de forma subliminar para persuadir o espectador. 
b) cuidar primeiro do texto, que é o elemento primordial, e, depois, verificar as imagens. 
c) descartar as informações quando não houver imagens para cobri-las. 
d) redigir o texto escrito de forma a aproveitar melhor as imagens de que se dispõe. 
e) traduzir no texto precisamente aquilo que pode ser percebido através das imagens. 
Comentário: 
Outra questão antiga, mas que nos traz um bom conteúdo, ok? 
Veja que combinar imagem e texto será essencial para que o espectador entenda as informações. Dessa 
forma, o texto ajuda a aproveitar bem as imagens, enquanto elas ajudam a audiência a entender as 
informações faladas na matéria. Não se trata de uma tradução exata das imagens ou de um elemento ser 
superior ao outro, mas de uma combinação equilibrada dos dois elementos. Logo, nosso gabarito é a letra 
D. 
Gabarito: letra D 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Radiojornalismo 
1. (COSEAC – 2019 – UFF) 
À peça criada exclusivamente para veiculação em rádio que comunica por meio da palavra falada e pode 
contar com efeitos sonoros e musicais, dá-se o nome de: 
A) jingle. 
B) clipping. 
C) spot. 
D) chamadas. 
E) trilha. 
 
Comentário: 
A questão descreveu um formato de peça publicitário comum no rádio e apresentou algumas opções para o 
candidato. Assim, o spot é um tipo de anúncio no qual um narrador lê um texto preparado para transmitir a 
mensagem da marca para a audiência. Ele é diferente do jingle, por exemplo, que é criado com o uso de 
recursos musicais. Portanto, a alternativa correta é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
2. (IADES – 2014 – CONAB) 
No que se refere às novas tecnologias em rádio, assinale a alternativa correta. 
A) O modo de trabalho nos veículos de comunicação não se altera com a introdução de novas tecnologias. 
B) A notícia em tempo real é uma das características típicas do rádio que o fazem permanecer relevante, 
mesmo diante das novas tecnologias de comunicação. 
C) Depois de 90 anos de história no Brasil, o rádio está desaparecendo ante o surgimento das novas 
mídias. 
D) A internet propiciou a decadência do rádio no Brasil e no mundo. 
E) Incapaz de manter a interatividade com o usuário, o rádio tende a desaparecer. 
 
Comentário: 
A alternativa A está errada porque a forma de trabalho na comunicação social sofreu significativas 
transformações devido aos avanços tecnológicos, como estudamos nas nossas aulas anteriores (sobretudo as 
aulas a respeito do jornalismo digital). Assim, entendemos também que o rádio não desapareceu com o uso de 
novos meios de comunicação como a web, o que invalida as alternativas C e D. A letra E, por sua vez, está 
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incorreta porque o rádio é um dos veículos mais interativos com a audiência: frequentemente são realizados 
programas com a participação ao vivo dos ouvintes, a partir de entrevistas, jogos, sorteios, etc. Portanto, a 
alternativa certa é a letra B, porque uma das vantagens do rádio como meio de comunicação é a facilidade 
de transmissão de informações em tempo real, como as notícias. 
Gabarito: letra B. 
 
3. (CESPE – 2014 – ANATEL) 
No radiojornalismo, os termos boletim e flash são utilizados para designar uma breve informação, gravada 
ou ao vivo, transmitida por um repórter. 
 
Comentário: 
A questão está correta: o boletim é uma informação transmitida em tempo real a partir do local no qual 
ocorreu a notícia. O flash, por sua vez, é a notícia resumida pelo repórter para que seja compreendida 
rapidamente pelos ouvintes. Portanto, item correto. 
Gabarito: certo. 
 
4. (FCC – 2015 – TRT 3ª Região/MG) 
A produção de vinheta e chamadas para o rádio devem ser cercadas de certos cuidados tais como: 
I. Os trechos de músicasnão devem lembrar outros programas. 
II. A incorporação de ruídos e efeitos sonoros é obrigatória. 
III. A originalidade sonora é uma marca esperada 
IV. O ouvinte deve identificar rapidamente o programa. 
Está correto o que consta APENAS em 
A) IV. 
B) I e II. 
C) II e III. 
D) I, II e III. 
E) I, III e IV. 
 
Comentário: 
A afirmação I está correta porque o uso de músicas conhecidas e/ou que lembrem sons conhecidos dificultam 
a criação de uma identidade sonora única para o programa de rádio. A II também está correta porque a 
originalidade sonora auxiliará o ouvinte a identificar com maior rapidez qual é o programa a ser 
transmitido pela rádio, o que cria uma familiaridade com a programação da emissora. Portanto, de acordo 
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com esse contexto, o item IV está correto. O item II, no entanto, está incorreto porque é possível criar um 
programa de radiojornalismo sem o uso de efeitos ou ruídos sonoros: eles só devem ser utilizados se houver 
uma justificativa coerente para a sua aplicação no programa. Assim, seu uso deve ser realizado com o 
propósito de facilitar a compreensão da informação. Dessa maneira, a alternativa que melhor responde ao 
enunciado é a letra E. 
Gabarito: letra E. 
 
5. (CESPE – 2015 – FUB) 
O rádio é uma das mídias mais populares, graças à sua mobilidade e ao fato de o ouvinte não necessitar 
parar suas atividades para acompanhar a programação; o que o torna um veículo de muita audiência, com a 
vantagem de ter um baixo custo para os anunciantes. 
 
Comentário: 
É muito comum ouvirmos que o rádio é o veículo de comunicação do Brasil: o sinal é presente em quase 100% 
do território nacional, os equipamentos para recepção da transmissão têm um custo baixo e o acesso à 
informação exige poucos conhecimentos técnicos. Além disso, é possível ouvir o rádio em diversas situações do 
dia a dia, como durante a realização de trabalhos domésticos ou no trabalho. Ademais, o custo de produção 
e veiculação de anúncios no rádio é mais baixo do que em veículos como a televisão. Portanto, a questão está 
correta. 
Gabarito: certo. 
 
6. (FGV – 205 – CODEMIG) 
Foi encomendado à área de Comunicação Organizacional Integrada de uma empresa do setor de bebidas 
determinado formato de anúncio. O objetivo é reposicionar a marca no mercado. A peça será veiculada em 
rádios comerciais FM, em âmbito nacional. Um conhecido cantor de música sertaneja será, portanto, contratado 
para entoar uma melodia especialmente criada para valorizar os conceitos da marca. 
O formato de anúncio no rádio que melhor define o planejado é: 
A) spot; 
B) jingle; 
C) vinheta; 
D) slogan; 
E) testemunhal. 
 
Comentário: 
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Perceba que a questão afirma que o anúncio será gravado por um cantor conhecido pelo público, com base 
em uma música desenvolvida especialmente para a marca. Portanto, essas são características do formato 
publicitário para rádio conhecido como jingle. A alternativa correta é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
7. (CESPE – 2016 – TCE/PA) 
Locução é a indicação, em um roteiro para rádio, do momento em que se deve inserir uma trilha sonora ou um 
efeito especial onomatopeico. 
 
Comentário: 
A locução é o texto ou mensagem transmitida pelo próprio locutor de forma direta para a audiência. Assim, a 
indicação do momento no qual deve ser inserido um efeito especial será feita pela equipe de sonoplastia, 
que é responsável por essa atividade na produção radiofônica. Logo, o item está errado. 
Gabarito: errado. 
 
8. (UFRJ – 2016 – UFRJ) 
O principal elemento que diferencia a notícia nos diversos meios de comunicação é a linguagem. Considerando 
que o rádio é um veículo apenas sonoro, em radiojornalismo presume-se que a linguagem tenha, 
essencialmente, três características. Assinale a alternativa que apresenta tais características. 
A) Clareza, simplicidade e concisão. 
B) Simbologia, poder e humor. 
C) Apologia, simplicidade e velocidade. 
D) Interpretação, ritmo e velocidade. 
E) Parcialidade, clareza e humor. 
 
Comentário: 
A linguagem para o radiojornalismo seguirá os princípios do jornalismo, como a clareza, a simplicidade e a 
concisão. No rádio, essas características são ainda mais importantes, devido ao fato de que o ouvinte tem 
acesso apenas ao som (e não recebe informações visuais de apoio para entender a mensagem transmitida). 
Portanto, a alternativa correta é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
 
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9. (UFRJ – 2016 – UFRJ) 
Em um roteiro radiofônico, o termo “trilha” significa: 
A) a música que deve ser reproduzida após a apresentação. 
B) a música de abertura do programa. 
C) a música que deve ser reproduzida sob o texto 
D) um jingle publicitário do bloco comercial. 
E) o conjunto de elementos sonoros do programa. 
 
Comentário: 
Como vimos na nossa aula, a trilha é um recurso sonoro usado no radiojornalismo: trata-se de uma música que 
será reproduzida ao mesmo tempo que um texto, como um som de fundo. Portanto, a alternativa correta é a 
letra C. 
Gabarito: letra C 
 
10. (CESPE – 2016 – Tribunal de Contas/PR) 
O locutor de rádio noticiarista: 
A) programa músicas novas; 
B) produz reportagens; 
C) promove produtos; 
D) promove jogos entre os ouvintes; 
E) interpreta notícias. 
 
Comentário: 
Como o próprio nome já diz, o locutor noticiarista é o jornalista responsável por transmitir as informações das 
notícias para o ouvinte. O trabalho dele é realizado nos estúdios da rádio, ou seja, ele não atua diretamente 
na produção de reportagens, como afirma de forma incorreta a letra B. A banca informou como alternativa 
correta a letra E: na minha visão, caberia recurso devido ao termo “interpretar”, que pode ser compreendido 
no sentido de uma quebra do princípio da imparcialidade ao comunicar a notícia. 
Gabarito: letra E. 
 
11. (IBFC – 2017 – EBSERH) 
Um bom jornalista precisa conhecer as características de cada veículo de comunicação para poder tirar o 
máximo proveito delas, adaptando sua linguagem sempre que necessário. O rádio, por exemplo, tem o poder 
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de envolver o ouvinte e estimular sua imaginação. Por meio do uso de palavras e de recursos de sonoplastia, 
o ouvinte é guiado pela emoção, dando às mensagens transmitidas pelo veículo nuances individuais. 
Assinale a alternativa que apresenta a característica do rádio descrita acima: 
A) Sensoriedade 
B) Individualidade 
C) Imediatismo 
D) Credibilidade 
E) Sonoridade 
 
Comentário: 
O rádio é um veículo que utiliza apenas um sentido para a comunicação com a audiência: a audição. No 
entanto, com o uso de recursos sonoros, é possível estimular sensações e transmitir com realismo o contexto de 
um acontecimento, por exemplo. Assim, essa é uma característica do rádioconhecida como sensoriedade, ou 
seja, a possibilidade de estímulo às emoções da audiência. 
Gabarito: letra A. 
 
12. (FGV – 2018 – ALE/RO) 
Sobre o texto jornalístico escrito para o rádio, assinale a afirmativa correta. 
A) Deve descrever os fatos e ser recheado de adjetivos que priorizem as sensações do jornalista. 
B) Deve começar pela sonora e valorizar a voz passiva e o gerúndio nas construções frasais. 
C) Deve ser o mais objetivo, direto e claro possível, priorizando o uso de frases curtas e em ordem direta. 
D) Deve ter frases longas com orações intercaladas, de modo a sintetizar as ideias do repórter. 
E) Deve evitar palavras curtas e coloquiais pois, como todo meio de comunicação, deve enriquecer o 
vocabulário do público. 
 
Comentário: 
O texto jornalístico para o rádio deve ser escrito com base nos princípios básicos da redação jornalística, 
como a clareza e a concisão. Portanto, o ouvinte deve entender, de forma rápida e fácil, as principais 
informações a respeito de um determinado fato ou assunto. Dessa maneira, a alternativa correta para 
responde à questão é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
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13. (CONSULPAM – 2018 – Câmara Municipal de Juiz de Fora/MG) 
Qual a recomendação abaixo não se aplica para a produção de radiojornalismo? 
A) A notícia radiofônica deve começar pelas principais informações, o lide, de forma a tornar o texto 
atrativo, e de ter frases concatenadas, de maneira que a primeira leve a segunda e assim por diante. 
B) Para dar mais clareza ao ouvinte, o texto deve priorizar a ordem direta das frases, trazendo primeiro 
o sujeito, em seguida, o verbo e, por fim, o complemento. 
C) O redator deve evitar o uso do ontem ou qualquer outro advérbio que denote passado na lide da 
notícia radiofônica, pois envelhece e tira a atratividade do texto. 
D) O texto no radiojornalismo deve ter frases longas porque favorecem a compreensão dos ouvintes e 
facilitam a interpretação do locutor. 
 
Comentário: 
Vamos analisar cada alternativa da questão para encontrarmos a opção errada. A letra A está correta porque 
o texto jornalístico para rádio deve seguir os princípios básicos do jornalismo, como a clareza e a objetividade 
ao comunicar a mensagem para a audiência. A letra B está correta porque a ordem direta facilita a 
compreensão das informações pelo público. Assim, a letra C também está correta porque o foco do 
radiojornalismo sempre deve ser o presente, ou seja, acontecimentos no passado são referenciados 
prioritamente com o uso da data ou dia da semana (sem o uso de advérbios). Contudo, a alternativa D está 
errada porque as frases longas dificultam o entendimento do conteúdo por parte do público e devem ser 
evitadas no radiojornalismo. 
Gabarito: letra D. 
 
(FUNIVERSA – 2016 – IFAP/AP) 
Em radiojornalismo, o termo teaser é utilizado para designar 
A) a entrada de sinais para o gravador, ou deste para o sistema de amplificação, em uma aparelhagem 
de som. 
B) a gravação em fita de um diálogo ou de qualquer trecho de áudio. 
C) o transmissor de reserva que é utilizado quando o transmissor em funcionamento apresenta defeito. 
D) a estrutura para suporte de antenas ou para servir de antena. 
E) a pequena chamada de anúncio ou de uma notícia. 
 
Comentário: 
O teaser é uma informação curta que tem como objetivo despertar a curiosidade da audiência em relação à 
determinada matéria ou assunto. Portanto, a alternativa correta é a letra E. 
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Gabarito: letra E. 
 
14. (CESPE – 2018 – EMAP) 
A repetição de palavras na televisão e no rádio, assim como ocorre no jornalismo impresso, prejudica a 
compreensão da notícia. 
 
Comentário: 
No caso da TV e do Rádio, não há problema ao repetir informações. Essa é uma prática comum porque a 
audiência pode entrar em contato com a programação a qualquer momento (ligar os aparelhos e/ou sintonizar 
na emissora), logo, a repetição de informações ajuda na compreensão dos fatos narrados. Portanto, item 
errado. 
Gabarito: errado. 
 
15. (CESPE – 2015 – FUB) 
Em uma programação de rádio, um boletim é constituído por matérias antigas e abordadas com mais 
profundidade. 
 
Comentário: 
O boletim traz informações novas, ou seja, notícias que são importantes para a audiência. Elas são abordadas 
de forma rápida e resumida. Logo, item errado. 
Gabarito: errado. 
 
16. (CESPE – 2015 – FUB) 
Os trechos de entrevista para a produção de matéria para o rádio são escolhidos após a confecção do texto, 
de modo a serem selecionadas as partes mais adequadas e interessantes. 
 
Comentário: 
Perceba que a rotina jornalística incluirá a apuração, momento no qual o jornalista irá buscar pelas informações 
com as fontes e realizar entrevistas. Após obter esses dados, ele vai selecionar os dados mais importantes 
(trechos da entrevista, por exemplo) e aí sim editar o texto final para a matéria. Logo, item errado. 
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Gabarito: errado. 
 
17. (CESPE – 2013 – FUB) 
Uma boa matéria radiojornalística deve apresentar clareza e precisão, conter frases longas e rebuscadas e 
contar com o uso de sonoras como forma de expressar a fala dos entrevistados. 
 
Comentário: 
Perceba que o uso de frases longas não é indicado no radiojornalismo, visto que dificulta a compreensão das 
informações da notícia. Logo, o jornalista deve evitar essa prática e, assim, o item está errado. 
Gabarito: errado. 
 
18. (CESPE – 2013 – SERPRO) 
A instantaneidade do veículo deve caracterizar o texto de radiojornalismo, que deve ser redigido na ordem 
direta e de forma coloquial. 
 
Comentário: 
A ordem direta ajuda a trazer clareza para o texto jornalístico. O uso da coloquialidade, por sua vez, é 
permitido no radiojornalismo devido às características do rádio como veículo de comunicação. Logo, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
19. (CESPE – 2010 – STM) 
É recomendável que se escreva, para o rádio, na ordem direta, na voz ativa e usando-se verbos discendi 
adequados. 
 
Comentário: 
Verbos discendi são verbos que são usados para fazer declarações, como informar que um entrevistado X foi 
perguntado sobre um determinado assunto, mas não quis responder, por exemplo. Logo, podem ser usados 
no jornalismo para trazer maior clareza e precisão para o texto jornalístico. Item certo. 
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Gabarito: certo. 
 
20. (FGV – 2018 – BANESTES) 
O produtor de uma emissora de rádio all-news tem valor inequívoco, dado que desempenha diversas 
funções, sendo uma delas o aporte à programação. Um jornalista que desenvolve reportagem especial 
recebe o apoio da produção para o cumprimento da pauta. 
Dessa maneira, destaca(m)-se como tarefas exclusivas do produtor de rádio em apoio ao desenvolvimento 
da reportagem especial:a) divulgação do conteúdo informativo tanto no website quanto nas redes sociais nas quais a 
emissora possui conta; 
b) edição de sonoras e montagem de programas afins com o perfil da emissora; 
c) obtenção de autorizações, logística para deslocamentos e reserva de equipamentos; 
d) gravação de cabeças, redação de textos no padrão radiofônico e elaboração de scripts; 
e) planejamento, definição de conteúdo, segmento e formato do programa e coordenação geral de 
jornalismo. 
 
Comentário: 
O produtor é o profissional responsável, como o próprio nome já diz, pela produção das matérias que serão 
veiculadas no rádio e na TV. Ele acompanha o processo de desenvolvimento da matéria, certificando-se de 
que será possível gravar nos locais escolhidos para a pauta, entrando em contato com possíveis 
entrevistados, verificando equipamentos disponíveis, etc. Ele não é o repórter que gravará o conteúdo, mas 
tem uma função essencial nos “bastidores” para viabilizar as atividades necessárias para a qualidade do 
reportagem desenvolvida. Logo, vemos que a única alternativa que apresenta essas responsabilidades de 
forma correta é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
21. (FGV – 2017 – IBGE) 
A chefia de uma certa emissora de rádio do gênero talk and news exige que os repórteres produzam matérias 
com 1’ 30” de duração, de acordo com a estrutura de pirâmide invertida e com os seguintes elementos, a 
saber: “cabeça, sonora e pé”. Contudo, para uma determinada reportagem com 2’ de duração, será 
necessário contrapor duas sonoras, de fontes diferentes, a fim de garantir a contradita. 
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O repórter, então, observando a estrutura da pirâmide invertida e as recomendações da chefia, deverá 
organizar a reportagem do seguinte modo: 
a) lead; sonora 1; sonora 2; assinatura; 
b) título; sonora 1; sonora 2; encerramento; 
c) título; lead; sonora 2; sonora 1; repetição do lead; 
d) tópico frasal; depoimentos das fontes; assinatura; 
e) lead; identificação; sonora 2; sonora 1; depoimentos. 
 
Comentário: 
Perceba que a estrutura de uma notícia para o rádio irá seguir os princípios básicos do jornalismo, como a 
clareza e a ordem direta na apresentação de informações. Logo, o conteúdo deve começar pelo lead, que 
traz os dados mais importantes sobre o assunto em pauta. Em seguida, é possível adicionar as sonoras, bem 
como concluir a matéria com uma assinatura. Assim, nosso gabarito é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
22. (FGV – 2017 – IBGE) 
De acordo com os manuais de radiojornalismo, em título de matéria radiofônica sobre acontecimento futuro 
próximo, é preferível a utilização do seguinte tempo verbal, do modo indicativo: 
a) pretérito perfeito; 
b) futuro do pretérito; 
c) presente; 
d) pretérito imperfeito; 
e) futuro do presente. 
 
Comentário: 
As matérias no radiojornalismo devem, sempre que possível, priorizar o uso de verbos no presente, para que 
seja possível trazer as informações de forma clara e objetiva. Assim, nosso gabarito é a letra C. 
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Gabarito: letra C. 
 
23. (FGV – 2017 – Prefeitura de Salvador/BA) 
O texto radiofônico deve ser redigido de modo a ser facilmente lido e agradavelmente escutado e entendido 
pelo ouvinte. Por isso, aconselha-se o uso de 
a) aliterações. 
b) cacofonias. 
c) frases em ordem direta. 
d) orações intercaladas. 
e) frases negativas. 
 
Comentário: 
A única prática recomendada para o texto jornalístico produzido para rádio é o uso de frases em ordem 
direta. Todas as outras alternativas comprometem a compreensão das informações, que devem ser 
transmitidas de forma clara e objetiva para o ouvinte. Assim, nosso gabarito é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
24. (FGV – 2016 – IBGE) 
A produção de um programa radiofônico jornalístico precisa de músicas para a composição de vinhetas e 
demais trilhas. Um dos produtores sugeriu, então, que se levantasse por intermédio de pesquisa 
em sites especializados, quais eram as músicas mais tocadas nas rádios da cidade. A partir daí, seria 
organizada uma biblioteca de áudio com os arquivos a serem utilizados nas montagens de características, 
vinhetas, cortinas e BG, por exemplo. Entretanto, como não há qualquer verba disponível para pagamento 
de direitos autorais, recomenda-se: 
a) utilizar até 30 segundos de cada composição musical; 
b) alterar as músicas originais por intermédio de filtros e/ou mashups a fim de descaracterizá-las; 
c) não fazer uso de quaisquer músicas uma vez que se trata de produto jornalístico; 
d) anunciar, no final de cada programa, os créditos das músicas utilizadas pelos produtores; 
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e) buscar músicas sem copyright. 
 
Comentário: 
Em qualquer mídia, é preciso observar os direitos autorais vinculados aos materiais produzidos. No caso do 
rádio, o jornalista não pode usar qualquer trilha sonora para as suas matérias, visto que ele precisa pagar 
pelos direitos autorais e/ou utilizar materiais “sem copyright”, ou seja, com uso liberado. Assim, alterar 
músicas originais sem autorização, utilizá-las sem pagar pelos direitos autorais (mesmo apresentando os 
créditos) ou utilizar apenas trechos curtos são atitudes antiéticas por parte dos jornalistas. Portanto, nosso 
gabarito é a letra E, visto que essa é a postura mais recomendada no caso apresentado pelo enunciado. 
Gabarito: letra E. 
 
25. (FGV – 2015 – DPE/MT) 
Na entrevista radiofônica, quando se está no ar, espera-se que o entrevistador 
a) dê sinais curtos de aprovação para o entrevistado, tais como “hãhã”, “mmm”, “sim”. 
b) repita o nome do entrevistado em momentos diferentes da entrevista quando esta for muito 
longa, de modo a situar o ouvinte. 
c) pergunte o nome do entrevistado, bem como a pronúncia correta, como forma de quebrar o gelo. 
d) faça perguntas genéricas, começando sempre com “o que o senhor(a) acha de....” ou “como o 
senhor (a) vê...”, para dar mais liberdade ao entrevistado. 
e) estenda o tempo da entrevista, mesmo que o entrevistado não tenha a informação desejada, como 
forma de cumprir o roteiro de perguntas previamente estabelecido. 
 
Comentário: 
Perceba que dar sinais de aprovação, como mencionado pela letra A, dificulta a compreensão da entrevista 
por parte do ouvinte. A pergunta sobre o nome do entrevistado deve ser feita antes do início da entrevista, 
visto que esse não é um conteúdo relevante do ponto de vista da audiência, em geral. Assim, fazer perguntas 
genéricas e estender o tempo da entrevista sem que haja necessidade são duas atitudes que também não 
contribuem para a qualidade das informações apresentadas. Contudo, repetir o nome do entrevistado em 
momentos distintos da entrevista ajuda o ouvinte a entender o que está acontecendo, sobretudo devido ao 
fato de que a audiência pode ligar o rádio e entrar em contato com o conteúdo a qualquer momento. Logo, 
nosso gabarito é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
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26. (FGV – 2015 – DPE/MT) 
Assinale a opção que indica exemplos de textos opinativos em rádio, genericamente chamados 
de comentários. 
a) Off e passagem. 
b) Notícia e sonora. 
c) Manchete e abertura. 
d) Suite e crônica. 
e) Editorial e crítica. 
 
Comentário: 
Perceba que a única alternativa que traz formatos opinativos é a letra E e, portanto, ela é o nosso gabarito. 
Você pode ter tido dúvidas na letra D: a suíte é uma expressão usada para designar matérias que retomam 
assuntos anteriormente tratados na programação jornalística e, portanto, não é um formato marcado pela 
presença da opinião. 
Gabarito: letra E. 
 
27. (FGV – 2015 – Câmara Municipal de Caruaru/PE) 
Sobre a edição para radiojornais, analise as afirmativas a seguir. 
I. Quanto às sonoras, independentemente da informação contida, deve-se priorizar a divulgação daquelas 
cuja seleção léxica esteja baseada na linguagem erudita e eliminar as que tenham qualquer vacilação na voz. 
II. Os textos da notícia radiofônica, da apresentação dos entrevistados e dos comentários devem ser 
manchetados e lidos pelos locutores, que são responsáveis pelo crédito dado ao repórter em todas as 
matérias veiculadas. 
III. Ao emendar uma entrevista, caso não haja relação entre as ideias dos trechos selecionados, pode-se 
intercalar um texto a ser lido pelo locutor para que se faça a conexão. 
 
Assinale: 
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a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
Comentário: 
O item I está errado: veja que a linguagem usada na oralidade não é a erudita e, assim, a coloquialidade 
inclusive auxilia na compreensão das mensagens no radiojornalismo e é uma das características da 
comunicação radiofônica. O item II também está errado, visto que o repórter fará a gravação da própria 
reportagem, bem como apresentará os entrevistados caso haja uma sonora na matéria. O item III, no 
entanto, está correto, visto que apresentou uma prática correta ao apresentar entrevistas no rádio. Logo, 
nosso gabarito é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
28. (FGV – 2013 – CONDER) 
O texto radiofônico possui algumas particularidades inerentes ao meio de comunicação sonoro. 
Segundo os principais manuais, o redator de um texto para rádio deve 
a) usar cacofonias e aliterações na condução da síntese noticiosa. 
b) construir um texto ainda mais claro e conciso do que o do jornal impresso e do telejornal. 
c) escrever o lead em ordem indireta (complemento + verbo + sujeito). 
d) priorizar o uso da voz passiva e de frases negativas na condução do noticiário. 
e) preferir o uso de frases intercaladas e redundâncias no texto manchetado. 
 
Comentário: 
O texto para rádio não deve ter cacofonias e aliterações (letra A), não deve usar a ordem indireta (letra C), 
não deve usar voz passiva e frases negativas (letra D) e não deve preferir o uso de frases intercaladas e 
redundâncias. Logo, nosso gabarito é a letra B: o texto deve ser o mais claro e conciso possível. 
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Gabarito: letra B. 
 
29. (QUADRIX – 2019 – CRF/BA) 
A principal semelhança entre o texto jornalístico impresso e o radiofônico é a fidelidade às declarações das 
fontes, devendo o jornalista, nos dois casos, manter a transcrição completa das ideias dos entrevistados. 
 
Comentário: 
O jornalista não precisa necessariamente colocar todas as informações que colheu com as fontes em um texto, 
mas deve selecionar o que faz sentido em termos de agregar valor para a matéria. Logo, item errado. 
Gabarito: errado. 
 
30. (QUADRIX – 2019 – CRF/BA) 
No rádio, o público precisa imaginar as pessoas, os lugares e as coisas em uma notícia. Com o recurso de 
palavras, o jornalista deve criar imagens poderosas e simples, situação em que o uso de adjetivos se faz 
necessário e simplifica a comunicação. 
 
Comentário: 
A questão está errada porque o uso de adjetivos deve ser evitado no jornalismo, sobretudo para que não 
existam traços de parcialidade na matéria produzida. É preciso sim descrever lugares e pessoas para que 
seja possível facilitar o entendimento dos fatos mesmo usando apenas o som, mas com o cuidado de não 
produzir uma notícia ou reportagem que seja parcial e/ou expresse uma opinião do jornalista. Logo, item 
errado. 
Gabarito: errado. 
 
31. (QUADRIX – 2019 – CRF/BA) 
Como o forte da TV e do rádio é o imediatismo, sugere‐se que a notícia privilegie o tempo presente e a voz 
passiva, mantendo uma ordem lógica de apresentação dos fatos e oferecendo o contexto de qualquer coisa 
que não possa confundir ou chocar. 
 
Comentário: 
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A voz privilegiada nas notícias é a voz ativa, visto que é preciso tratar os fatos de forma clara e direta para 
que o receptor possa compreender os acontecimentos. Logo, item errado. 
Gabarito: errado. 
 
32. (QUADRIX – 2019 – CRP/8) 
Na redação de notícias para o rádio e a TV, o jornalista deve prezar por um texto claro e condensado, com 
uma linguagem próxima à falada, considerando uma audiência rotativa e que não pode retornar ao texto. 
 
Comentário: 
O texto para TV e Rádio realmente pode conter repetições de informações, para facilitar o entendimento de 
quem ligou a programação a qualquer momento na emissora. Logo, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
33. (QUADRIX – 2018 – CRQ/4) 
Na estrutura da notícia para o rádio, a cacofonia deve ser evitada pelo fato de a audiência ser rotativa e 
dispersa. 
 
Comentário: 
A cacofonia realmente deve ser evitada, no entanto, isso ocorre porque esse vício de linguagem pode causar 
duplos sentidos e prejudicar as informações recebidas por meio do processo comunicativo. Logo, item errado. 
Gabarito: errado. 
 
34. (QUADRIX – 2014 – Câmara Municipal de Unaí/MG) 
Independentemente do formato, gravada ou ao vivo, a entrevista em rádio deve ser considerada uma troca 
de conhecimentos e informações entre entrevistador, entrevistado e ouvinte. São recomendações importantes 
a serem seguidas por parte do entrevistador: 
 a) fazer uma afirmação consistente e sólida ao perguntar sobre determinado assunto, a fim de obter 
uma resposta verdadeira e esperada pelos ouvintes. 
 b) fazer uma pergunta de cada vez. 
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 c) conversar com a fonte somente poucos minutos antes do início da entrevista para não causar 
impressões precipitadas ou que venham a influenciar as perguntas e respostas. 
 d) não se colocar no lugar do público.e) elaborar perguntas grandes que contextualizem o assunto e criem um clima apropriado para a 
entrevista. 
 
Comentário: 
A letra A está errada porque o entrevistador não deve direcionar de forma parcial a resposta do entrevistado 
para confirmar determinado ponto de vista. A letra C está errada porque é importante conversar com a fonte 
e deixa-la confortável com a situação da entrevista, para que a conversa possa ser produtiva (sem, no entanto, 
influenciar as respostas que serão dadas). A letra D, portanto, está errada porque o repórter deve ter o 
entendimento de que informações seriam importantes em relação ao público para o entendimento dos fatos. 
A letra E está errada porque as perguntas devem ser claras e ter apenas a quantidade de detalhes realmente 
necessária para que seja viável uma resposta pelo entrevistado (de forma coerente e sem duplos sentidos). 
Logo, a letra B está correta, porque fazer uma pergunta de cada vez ajuda a tornar a entrevista mais clara 
para o ouvinte. 
Gabarito: letra B. 
 
35. (QUADRIX – 2014 – Câmara Municipal de Unaí/MG) 
O mais famoso noticiário de todos os tempos, o Repórter Esso, na voz do locutor Heron Rodrigues, estreou no 
rádio em 28 de agosto de 1941. Foi o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil. Divulgava, 
principalmente, notícias sobre a evolução das guerras travadas pelos EUA em todo o mundo. Os slogans 
"Repórter Esso, a testemunha ocular da história", e "Repórter Esso, o primeiro a dar as últimas", ficaram famosos 
em sua voz. Em 1961, Heron ingressou na TV Tupi, sendo o primeiro apresentador de tevê. Até o início da 
década de 60, não existiam redatores / locutores no universo da TV. Sem as imagens, sem redação própria 
e sem o recurso de câmeras, os telejornais apostavam tudo no locutor. Anos depois, alguns telejornais adotaram 
novos formatos que duram até hoje. Na preparação de textos e scripts para TV, é comum o uso de 
terminologias próprias do roteiro televisivo. A pequena chamada gravada pelo repórter com a manchete da 
notícia e que entra durante a escalada do jornal recebe o nome de: 
 a) Deadline. 
 b) Link. 
 c) Fade. 
 d) Teaser. 
 e) Break. 
 
Comentário: 
Antonio Daud, Júlia Branco, Ricardo Campanario
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O teaser é o termo utilizado para designar as pequenas chamadas feitas para uma matéria, para atrair a 
atenção da audiência. Veja a definição do Manual de Comunicação da SECOM do Senado Federal para o 
termo: 
No jornalismo é utilizado no início do jornal e tem informações do repórter (em off ou on) para destacar uma 
informação 
Logo, nosso gabarito é a letra D. 
Gabarito: letra D. 
 
36. (QUADRIX – 2012 – CFP) 
A rádio foi o primeiro dos meios de comunicação de massa que deu imediatismo à notícia devido à 
possibilidade de divulgar os fatos no exato momento em que ocorrem. Porém, um locutor nunca pode se 
esquecer de que a rádio se ouve e que não permite a visualização de imagens. Por isso, cada palavra tem de 
funcionar com a significação precisa. Isso pressupõe que a mensagem radiofônica tenha de ser envolvente e 
estruturada. Leia as afirmativas e julgue-as V (verdadeira) ou F (falsa). 
 
( ) Na rádio, assim como em um jornal impresso, existe uma "primeira página" que fornece a imagem dos 
acontecimentos e que visa seduzir o ouvinte por meio da transmissão do mais importante. Ou seja, um bloco 
noticioso na rádio precisa hierarquizar as informações, uma em relação às outras. A estética de apresentação 
alia-se à razão de ordem que leva o ouvinte a escutar, atraindo sua atenção. 
( ) Por vezes, já com a edição no ar, uma notícia inédita, acabada de chegar, supera toda a força do 
noticiário anterior. Assim, a "paginação" do material noticioso fica sempre sujeita a alterações. 
( ) Tanto a linguagem, como o som, assumem um papel de extrema importância, pois podem ser utilizados 
num serviço noticioso como um método de paginação, ou seja, facilitando a separação das notícias. Como 
linguagem, podemos citar algumas expressões: "falemos agora de desporto"; "a nível nacional"; "do 
estrangeiro". 
( ) Em rádio, é sempre necessário tratar a última frase. Isso porque, para além de ser aquela que fica no 
ouvido e fecha o ângulo da notícia, a última frase funciona como rodapé e pode fazer ligação com outro tema. 
 
Assinale a alternativa que contenha a sequência correta. 
 a) V, F, V, F 
 b) V, F, V, V 
 c) F, V, F, V 
 d) V, V, V,V 
 e) F, F, V, V 
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Comentário: 
O item I está correto porque o rádio realmente traz um bloco noticioso inicial nos seus programas para a 
apresentação dos temas que são mais relevantes em termos de valor-notícia. O item II também é verdadeiro 
porque as notícias de última hora realmente podem se sobrepor àquelas que estavam planejadas pela equipe 
do jornal. O item III, por sua vez, está certo porque o uso das expressões mencionadas ajudam a organizar as 
informações no noticiário para facilitar a compreensão do ouvinte. O item IV também está correto porque a 
última frase é relevante para encerrar a matéria e/ou fazer um gancho para outro assunto. Portanto, nosso 
gabarito é a letra D. 
Gabarito: letra D. 
 
37. (IADES – 2014 – SEAP-DF) 
Quanto às pautas de jornalismo nos meios radiofônicos, assinale a alternativa correta. 
A) A pauta diária deve ser cumprida com rigor, ainda que ocorram fatos inesperados. 
B) A principal função da pauta do rádio é repercutir assuntos levantados por outras mídias. 
C) A seleção dos temas deve ser criteriosa. Por maior que seja a estrutura do veículo, não é possível 
cobrir todos os acontecimentos. 
D) As sugestões de pauta são atribuições exclusivas de repórteres, editores e produtores. 
E) As pautas devem primar pela originalidade. Mesmo que sejam de interesse público, as informações 
já anunciadas devem dar lugar à apuração de outros assuntos. 
 
Comentário: 
A letra A está errada porque a pauta diária deve ser adaptada em virtude dos acontecimentos e das 
imprevisibilidades que são comuns no jornalismo. A letra B está errada porque a principal função da pauta 
no rádio é trazer conteúdos inéditos e originais, ou seja, sem simplesmente reproduzir assuntos de outras 
mídias. A letra D, por sua vez, está errada porque a sugestão de pauta pode ser feita por todos os profissionais 
da equipe do veículo de comunicação. A letra E está errada porque informações já anunciadas podem ser 
utilizadas como ganchos para explicar desdobramentos e/ou temas correlatos, por exemplo. Assim, nosso 
gabarito é a letra C, visto que o desenvolvimento de uma pauta implica necessariamente na seleção de 
determinados assuntos para fazerem parte do jornal. 
Gabarito: letra C. 
 
38. (IADES – 2014 – SEAP/DF) 
Segundo Meditsch (2001), sua aposta é que o rádio assim definido – um meio de comunicação que transmite 
informação sonora, invisível, em tempo real – vai continuar existindo, na era da internet e até depois dela, e 
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vai ser aperfeiçoado pelas novas tecnologias que estão por aí e ainda por vir, sem deixar de ser o que é. E o 
autor não faz essa aposta apenas por ser umradioapaixonado, como quase todos os que trabalham com o 
meio, mas também por constatar que a utilidade desse tipo de serviço não está e ne será superada tão cedo 
em nossa civilização. 
 
Com base nas informações, apresentadas assinale a alternativa correta. 
A) A avaliação do autor mostrou-se equivocada. O rádio entrou em decadência e deixou de ser uma 
mídia de massa com a popularização da internet. 
B) Populares na América do Norte e na Europa, as rádios exclusivas para web ainda não foram 
implantadas no Brasil. 
C) Ao contrário do rádio, a televisão não tem sido impactada pelas inovações da internet. 
D) A simplicidade operacional e a agilidade do rádio levam a crer que esse veículo coexistirá com as 
mídias modernas. 
E) Ao mesmo tempo em que aumentam a oferta de conteúdo, as novas mídias restringem a expressão 
das opiniões do público. 
 
Comentário: 
A letra A está errada porque o rádio não deixou de ser mídia de massa em virtude da internet e não entrou 
em decadência. A letra B está errada porque o Brasil já tem rádios exclusivas para a web. A letra C está errada 
porque a televisão foi sim impactada pela internet. A letra E está errada porque as novas mídias ampliam a 
expressão das opiniões do público. Logo, nosso gabarito é a letra D, visto que apresenta motivos plausíveis 
para a popularidade do rádio na atualidade. 
Gabarito: letra D. 
 
39. (IADES – 2013 – CAU/BR) 
Entre os veículos de comunicação, o que possui como principal característica – de utilidade pública – a 
prestação de serviço à coletividade é o(a) 
A) cinema. 
B) rádio. 
C) televisão. 
D) jornal. 
E) internet. 
 
Comentário: 
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Dentre os veículos que estudamos na nossa aula, o rádio se destaca como ferramenta de utilidade pública, 
sobretudo devido à facilidade de acesso ao conteúdo pela população, por ter uma programação com boa 
parte do conteúdo com foco em questões locais e pela agilidade ao apresentar temas que impactam o dia a 
dia das pessoas (como as condições do trânsito). Logo, nosso gabarito é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
40. (IADES – 2011 – PGDF) 
Quando gravar uma sonora, o repórter deve ter o cuidado de anotar, para posterior colocação de GC, 
A) o local da entrevista e a temperatura do ambiente, se a gravação for externa. 
B) o nome e a profissão do entrevistado. 
C) as iniciais do nome completo do entrevistado e soletrá-las no momento da gravação. 
D) soletrar nome e profissão do entrevistado no momento da gravação. 
E) a data e local de nascimento do entrevistado, bem como número do CPF para posterior identificação, 
se necessário. 
 
Comentário: 
GC é o gerador de caracteres no jornalismo, ou seja, recurso para inserir informações em texto na tela, como 
nome e profissão do entrevistado. Logo, esses são os tipos de dados que costumam ser apresentados quando 
uma pessoa dá uma entrevista para a TV e, portanto, o repórter deve ter o cuidado de anotar essas 
informações de forma correta. Assim, nosso gabarito é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
41. (IADES – 2011 – PGDF) 
Assinale a alternativa incorreta. 
A) A edição é a finalização de material realizado por repórter para ser apresentado. 
B) No radiojornalismo, editar significa cortar e justapor trechos sonoros junto a textos de locução. 
C) Cabe ao editor modificar o que foi feito pelo repórter para dar mais poder à informação, usando de 
técnicas sensacionalistas. 
D) No telejornalismo, é na edição que se faz a montagem da matéria, unindo áudio e vídeo. 
E) O objetivo da edição em jornais, rádio ou televisão; é passar a informação da forma mais clara 
possível. 
 
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Comentário: 
Ao analisar as alternativas, vemos que a única alternativa errada é a letra C, visto que o editor vai revisar o 
texto do repórter, mas não utilizará títulos sensacionalistas. Ele deve seguir os princípios do jornalismo para 
que o texto tenha clareza e objetividade ao apresentar as informações. 
Gabarito: letra C. 
 
42. (IADES – 2015 – CRC/MG) 
O texto do rádio tem características peculiares que devem ser consideradas para a transmissão da 
informação em um veículo no qual o ouvinte cria a imagem da notícia mentalmente. 
No que se refere ao texto do rádio, é correto afirmar que a (o) 
A) fala coloquial não deve ser considerada no rádio, sendo uma característica apenas dos meios de 
comunicação online. 
B) locução do rádio deve interpretar a notícia, dando um tom para cada parte do texto e ênfase às 
palavras importantes da matéria. 
C) texto do rádio deve sempre observar a técnica da pirâmide invertida, considerada a mais adequada 
para esse tipo de texto. 
D) lide não é tão importante para o rádio, pois, a qualquer momento, é possível ligar o rádio e ouvir a 
matéria. 
E) utilização de frases longas e intercaladas é possível no rádio, pois se está ouvindo a informação. 
 
Comentário: 
A letra A está errada porque a fala coloquial faz parte da realidade diária do rádio. A letra C está errada 
porque o texto do rádio pode respeitar a pirâmide invertida, mas há uma liberdade maior para repetir 
algumas informações, por exemplo, assim como não utilizar todas as perguntas do lead clássico. Alguns 
formatos, como a crônica, não costumam usar a pirâmide invertida. Assim, o erro da questão é o termo 
“sempre”, visto que existem exceções e aplicações práticas. A letra D está errada porque o lide é sim 
importante no rádio, visto que ajuda a apresentar as informações de forma prática e objetiva. A letra E, por 
fim, está errada porque o uso de frases longas e intercaladas não é recomendado. Assim, a letra B é a única 
alternativa correta, visto que trouxe a função da locução no rádio de forma adequada. 
Gabarito: letra B. 
 
43. (IADES – 2015 – CRC/MG) 
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O texto jornalístico apresenta diferentes características para cada um dos veículos de comunicação. Assim, 
há características distintas para o meio impresso, o rádio, a televisão e a internet. A esse respeito, assinale a 
alternativa incorreta. 
A) A revista necessita de um texto mais elaborado, refinado e com ritmo diferenciado para atrair a 
atenção do leitor, diferentemente dos jornais diários. 
B) O texto da revista traz reportagem interpretativa e documental e possui característica relacionada a 
muita pesquisa e apuração detalhada de informações. 
C) O texto jornalístico deve dar espaço ao contraditório, publicando várias versões acerca de um mesmo 
fato, sem uma preocupação demasiada com a verdade. 
D) O texto jornalístico deve ser encadeado e ter uma sequência lógica de ideias que conduzam à boa 
leitura. 
E) A estrutura tradicional da pirâmide invertida não é a ideal para o texto do rádio, que deve ser claro, 
direto e objetivo. 
 
Comentário: 
Coloquei essa questão aqui na lista de forma intencional porque foi um item bem polêmico na prova da 
IADES do CRC/MG. A banca afirmou que o texto para rádio não precisa de uma estrutura de pirâmide 
invertida: esse é um entendimento bem específico e que, portanto, não é a orientação mais comum e mais 
cobrada em provas de concursos para aárea de comunicação. Muitos alunos questionaram esse item na 
época do concurso, mas a banca manteve o gabarito. Ao pesquisar sobre o tema, encontrei um artigo de 
autoria de Luãn Chagas (2017) que menciona a possibilidade de uma “pirâmide em espiral” no 
radiojornalismo, com atualização e mudança de intensidade das informações conforme elas chegam na 
redação. Contudo, esse artigo é posterior à prova e, assim, é provável que a banca tenha usado uma 
referência extremamente específica para justificar esse item. Dessa forma, coloquei a questão aqui para que 
você conheça esse entendimento particular da IADES e, portanto, esteja atento a isso ao realizar a sua prova, 
ok? ☺ 
Ao analisarmos a questão, vemos que o jornalismo deve sempre se preocupar com a verdade e, portanto, a 
alternativa errada é a letra C. Logo, ela é o nosso gabarito. 
Gabarito: letra C. 
 
44. (CESGRANRIO – 2018 – Transpetro) 
A convergência digital presente nas mídias digitais possibilitou a reestruturação do rádio. 
Nessa radiodifusão on-line, o compartilhamento de conteúdo tornou-se mais democrático com a produção 
de 
A) Dial 
B) Modem 
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C) Podcasting 
D) Broadcasting 
E) Browser 
 
Comentário: 
Como vimos na nossa aula, o podcast é um formato de produção de conteúdo radiofônico para a web que 
permitiu a democratização da criação e distribuição de programas em áudio. Portanto, a prática de 
podcasting tem sido cada vez mais disseminada como formato de comunicação nos tempos atuais. Assim, a 
alternativa C é a opção correta para responder à questão. 
Gabarito: letra C. 
 
45. (CESPE – 2011 – AL/CE) 
Podcast é uma forma de publicação de conjuntos de textos na Internet que permite sua fácil disseminação, 
no entanto não permite sua atualização frequente. 
 
Comentário: 
A questão está incorreta por dois motivos: o podcast utiliza o áudio para a comunicação das informações e 
é possível atualizar frequentemente a lista de programas disponíveis com novos episódios para os ouvintes. 
Item errado. 
Gabarito: errado. 
 
46. (VUNESP – 2017 – Câmara de Porto Ferreira/SP) 
A assessoria de imprensa da Câmara vai produzir um boletim de rádio semanal, em formato de podcast, para 
ser divulgado no site da instituição e nas redes sociais, com notícias acerca das principais discussões e 
votações da semana, com prestação de serviços e informações para os cidadãos. 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente orientações para produzir boletins de rádio. 
A) Oferecer ao público um mix de informações, tais como notícias, atualidades e prestação de serviços, 
pode dispersar a audiência. 
B) Vozes agradáveis e atraentes dos apresentadores são importantes, mas não essenciais. 
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C) Uma voz formal passa mais credibilidade, pois o áudio e o meio radiofônico não criam emoções no 
seu público. 
D) Não escrever as notícias como se estivesse contando uma história; prefira clareza, frases curtas, 
simples e diretas. 
E) Conhecer os seus ouvintes, pensar no público-alvo e no que ele precisa saber e gostaria de ouvir. 
 
Comentário: 
Os podcasts têm como característica a disponibilização de informações sobre temas diversos para a 
audiência, a depender do formato e da organização dos assuntos a serem abordados pela linha editoral do 
programa. Por esse motivo, a letra A está errada. A alternativa B, por sua vez, está incorreta porque é preciso 
cuidar com o tom de voz e utilizar técnicas de comunicação oral para atrair o ouvinte e garantir a qualidade 
do podcast. Assim, a alternativa C está errada porque o áudio e o meio radiofônico têm sim a capacidade de 
criar emoções no público. A letra D está incorreta, porque o uso de frases claras e diretas não inviabiliza a 
preocupação necessária do jornalista em relação à narrativa das notícias para os ouvintes. Portanto, a 
alternativa E está correta, já que é preciso compreender qual é o perfil do audiência para estabelecer pautas 
que sejam relevantes para o público do podcast. 
Gabarito: letra E. 
 
47. (CESGRANRIO – 2019 – UNIRIO) 
Um produto midiático, uma rádio na internet desenvolvida por professores de uma universidade, foi o 
pioneiro em oferecer para o ouvinte módulos jornalísticos em que o internauta escolhia o que ia ouvir, 
quando e em que ordem, além de poder repetir o conteúdo, caso o desejasse. 
Esse formato muito se assemelha ao, atualmente, tão conhecido 
A) delay 
B) podcast 
C) playlist 
D) streaming 
E) upload 
 
Comentário: 
Perceba que o enunciado descreveu o significado do termo desejado como um produto criado para a internet 
com módulos de conteúdo gravado previamente (não é uma transmissão ao vivo). Além disso, o ouvinte tem 
a possibilidade de escolha do momento, do local e da ordem na qual ele quer ter acesso às informações. 
Dessa maneira, essas são características do podcast como formato de mídia. A alternativa correta é a letra 
B. 
Gabarito: letra B. 
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48. (UFMG – 2018 – UFMG) 
Sobre as interações radiofônicas nas plataformas digitais, é correto afirmar que, EXCETO: 
A) Os serviços de rádio sociais são outra modalidade que têm base radiofônica e oferecem espaço para 
distribuição e consumo de conteúdos sonoros, além de interação entre os participantes. 
B) Sem mediação tradicional das emissoras de rádio, o internauta, por meio do podcasting, pode 
compartilhar áudios e escolher onde e como vai ouvir o arquivo desejado, chamado de episódios. 
C) Web rádios, podcasts ou rádio social desenvolvem novas práticas interacionais e novas modalidades 
de recepção, as quais podem ser identificadas mais como rupturas do que continuidade no 
processo comunicacional. 
D) Para se firmar como meio de comunicação que tem ligação de proximidade com o público, o 
radiojornalismo deve dialogar com as redes sociais online e remeter conteúdos para blogs, sites, 
perfis institucionais ou dos próprios comunicadores. 
 
Comentário: 
A letra A está correta porque os serviços de rádios sociais têm como característica permitir uma grande 
interação com os ouvintes para influenciar o processso de produção e distribuição de conteúdo sonoro. 
Assim, a alternativa B também está correta porque os podcasts permitem que qualquer pessoa publique seu 
conteúdo radiofônico na web, sem a necessidade de uma vinculação à uma emissora de rádio específica. A 
alternativa D, por sua vez, está certa porque o radiojornalismo tem utilizado as mídias digitais com cada vez 
mais frequência para estabelecer uma relação mais próxima com a sua audiência. No entanto, a alternativa 
C está errada porque o podcast e as web rádios não são rupturas do modelo radiofônico, mas sim uma 
evolução (continuidade) da produção de conteúdo sonoro a partir de novas tecnologias. Logo, a alternativa 
que responde à solicitação do enunciado é a letra C. 
Gabarito: letra C 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS
1. (FGV - 2022 - SEMSA Manaus)
Sobre a clipagem contemporânea, é importante considerar que
a) o monitoramento das publicações sobre a empresa assessorada nas redes sociais é
inútil, pois devido à rapidez de disseminação das mensagens, não há como conter uma crise de
imagem que aconteça no ambiente digital.
b) o clipping é fundamental para análise da presença e da imagem de uma empresa nas
mídias e pode composto por recortes de impressos, podcasts, vídeos, mensagens em mídias
sociais ou e conteúdos online abrigados em portais.
c) o clipping representa a efetividade do trabalho da uma assessoria de comunicação e
baseia-se em dados quantitativos, que serão suficientes para auditoria da imagem da empresa
assessorada e de seus concorrentes.
d) para tangibilizar o trabalho do assessor, deve-se converter o espaço ocupado pela
matéria publicada pelo quanto custaria um anúncio de mesmo tamanho e localização, visto que
mensagem jornalística e publicitária tem o mesmo impacto no público.
e) a clipagem é um processo arcaico e desde o advento das mídias digitais deixou se ser
considerado relevante como parte integrante da aferição de resultados do trabalho de uma
assessoria de comunicação.
Comentário:
Apesar da questão acima abordar o processo de clipping em assessorias de imprensa como
assunto principal, considerei importante trazê-la na nossa lista de questões sobre podcasts. A
banca examinadora incluiu, na letra B, os podcasts como espaços que devem ser monitorados
pelas assessorias ao realizar o trabalho de clipping (verificação dos resultados alcançados por
meio de citações do assessorado na mídia, por exemplo, ou entrevistas realizadas para veículos
de imprensa). Dessa forma, veja a importância do formato na atualidade e como ele tem sido
incluído nas estratégias de comunicação em diversas vertentes: tanto do ponto de vista de
produção de conteúdo em si (jornalismo) quanto do ponto de vista da partipação de fontes
(assessoria de imprensa).
Para prosseguirmos nosso estudo, vou comentar as alternativas individualmente:
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A) O monitoramento deve ser realizado com constância, visto que pode ajudar a identificar crises
com rapidez. Mesmo que não seja possível evitá-las, as informações são importantes, sobretudo
se a crise estiver no seu início, para que as providências possam ser tomadas rapidamente.
Alternativa errada.
B) A alternativa trouxe a definição correta para o clipping. Alternativa certa.
C) O clipping não é baseado apenas em dados quantitativos. Ele inclui principalmente dados
qualitativos que devem ser analisados pelos assessores e pela organização. Além disso, não é a
única forma de medir a efetividade do trabalho de uma assessoria. Alternativa errada.
D) Mensagens jornalísticas e publicitárias não possuem necessariamente o mesmo impacto sobre
o público. Logo, a comparação feita pelo item é inviável, visto que são mensagens com
abordagem e formatos distintos. Alternativa errada.
E) A clipagem continua sendo realizada no contexto de meios digitais e inclusive pode ser feita
por meio do uso de ferramentas específicas para tal atividade. Alternativa errada.
Gabarito: letra B.
2. (UFRN - 2019 - Câmara Municipal de Parnamirim)
As assessorias de comunicação estão fazendo largo uso do podcast para difundir conteúdo de
interesse das organizações. Esse formato é essencialmente
a) audiovisual.
b) imagético.
c) sonoro.
d) mimético.
Comentário:
MUITO cuidado com essa questão! Estamos acostumados a vermos podcasts terem suas
gravações transmitidas ao vivo no Youtube e, em seguida, o conteúdo é editado para veiculação
nas plataformas de streaming de áudio. Contudo, apesar da popularização dos podcasts com a
opção de vídeo no Youtube, trata-se de um formato essencialmente sonoro, visto que a sua
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característica principal é ser um conteúdo sonoro distribuído por meio de plataformas digitais.
Assim, nosso gabarito é a letra C.
Gabarito: letra C.
3. (VUNESP - 2017 - Câmara Municipal de Porto Ferreira/SP)
A assessoria de imprensa da Câmara vai produzir um boletim de rádio semanal, em formato de
podcast, para ser divulgado no site da instituição e nas redes sociais, com notícias acerca das
principais discussões e votações da semana, com prestação de serviços e informações para os
cidadãos.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente orientações para produzir boletins de rádio.
a) Oferecer ao público um mix de informações, tais como notícias, atualidades e prestação
de serviços, pode dispersar a audiência.
b) Vozes agradáveis e atraentes dos apresentadores são importantes, mas não essenciais.
c) Uma voz formal passa mais credibilidade, pois o áudio e o meio radiofônico não criam
emoções no seu público.
d) Não escrever as notícias como se estivesse contando uma história; prefira clareza, frases
curtas, simples e diretas.
e) Conhecer os seus ouvintes, pensar no público-alvo e no que ele precisa saber e
gostaria de ouvir.
Comentário:
A letra A está errada porque os boletins podem sim apresentar uma série de informações
distintas que sejam úteis de adequadas ao contexto da audiência. A letra B está errada porque
vozes agradáveis e atraentes são importantes e essenciais para a qualidade do produto
desenvolvido, bem como para a experiência do ouvinte. A letra C está errada porque o áudio e o
meio radiofônico estão diretamente relacionados ao estímulo da emoção e, assim, a oralidade é
um dos aspectos presentes nesses formatos. A letra D está errada porque contar histórias é uma
das principais estratégias utilizadas para prender a atenção da audiência em conteúdos sonoros,
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visto que trata-se de um formato diferenciado. A letra E, por sua vez, está correta, visto que
entender a audiência é um dos fatores que pode auxiliar no sucesso de um produto radiofônico.
Gabarito: letra E.
4. (CEBRASPE - 2022 - DPDF)
Fazem parte dos gêneros emergentes do jornalismo digital os podcasts, os newsgames e as
reportagens multimídia.
Comentário:
Os podcasts são programas em áudio distribuídos em plataformas digitais. Os newsgames são
jogos virtuais que utilizam o formato de notícia e fazem conexões entre a imersão em um
ambiente digital e os fatos noticiosos. As reportagens multimídia, por sua vez, utilizam diferentes
elementos para apresentar o conteúdo de forma coerente, completa e interativa. Assim, o item
está certo.
Gabarito: certo.
5. (UFMT - 2018 - Prefeitura de VG)
NÃO é característica do podcasting aplicado ao jornalismo:
a) Foco no factual.
b) Análise de temas de interesse público.
c) Conteúdo atemporal.
d) Diversidade de conteúdo.
Comentário:
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Os conteúdos jornalísticosproduzidos para podcasts tendem a ser menos factuais (ou seja, não
estão vinculados à divulgação de informações de caráter urgente e com prazo de validade) do
que formatos como notícias em portais digitais. Via de regra, os podcasts privilegiam análises,
entrevistas e discussões sobre os temas da atualidade. O conteúdo tende a ser mais atemporal,
com diversidade temática e com base em assuntos de interesse público. Logo, nosso gabarito é a
letra A.
Gabarito: letra A.
6. (Quadrix - 2022 - CRF/GO)
O podcast é um arquivo digital de áudio transmitido por meio da Internet. Esse termo surgiu da
união entre os nomes iPod (tocador de MP3 da Apple) e broadcast (transmissão via rádio).
Comentário:
O item trouxe a definição correta para podcasts, assim como a origem do termo. Item certo.
Gabarito: certo.
7. (IADES - 2021 - CAU/MS)
No que se refere à produção de conteúdo sonoro no meio digital, assinale a alternativa correta.
a) Organizações e empresas ainda não possuem podcasts, pois é uma atividade exclusiva
de cantores.
b) Com a cultura podcaster, o ouvinte é dependente da indústria fonográfica, sendo
obrigado a ouvir aquela programação pensada e formulada para favorecer uma gravadora ou
artista.
c) Os podcasts, em grande maioria, são produzidos em estúdios de rádio.
d) O Podcasting transformou a transmissão de conteúdos sonoros no meio digital,
afetando diversos setores como o da indústria fonográfica, da publicidade, da radiofonia, da
literatura, entre outros.
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e) Para realizar e divulgar um podcast, é preciso se cadastrar como radialista.
Comentário:
A letra A está errada porque muitas organizações e empresas, na atualidade, são importantes
produtoras de conteúdo em podcast. A letra B está errada porque o ponto principal dos
podcasts é justamente permitir que pessoas não vinculadas a gravadoras ou à indústria
fonográfica possam produzir e distribuir conteúdo em áudio. A letra C está errada porque
podcasts podem ser produzidos em um estrutura simplificada, como, por exemplo, a própria casa
dos criadores de conteúdo (de forma amadora). A letra E está errada porque não há necessidade
de cadastro como radialista para a produção de podcasts. A letra D está correta, visto que
apresentou de forma adequada os impactos da expansão dos podcasts nos mais diferentes
mercados.
Gabarito: letra D.
8. (Instituto AOCP - 2021 - FUNPRESP-JUD)
Versátil e acessível, o podcast apresenta todos os tipos de narrativas. A maior parte dos ouvintes,
consomem podcast enquanto realizam outras atividades, similar à característica do rádio
convencional.
Comentário:
Existem realmente podcasts com todo o tipo de conteúdo, em uma diversidade de narrativas e
estilos. Ademais, o podcast tem a mesma característica do rádio por ser um conteúdo
consumido, na maioria das vezes, enquanto o ouvinte desenvolve alguma outra atividade. Assim,
o item está certo.
Gabarito: certo.
9. (CEBRASPE - 2021 - ALECE)
Com o avanço das mídias web, uma tem ficado famosa por consistir em um sistema capaz de
publicar documentos sonoros na Internet de modo que seja possível baixá-los no próprio
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computador ou dispositivo móvel através de aplicativos, programas específicos ou sítios. Esse
sistema é o(a)
a) jukebox digital.
b) MP3.
c) streaming.
d) podcasting.
e) broadcasting.
Comentário:
O item trouxe justamente a definição de podcasting, ao explicar a publicação de conteúdo
produzido em áudio na web. Ademais, a título de curiosidade, você talvez desconheça o termo
jukebox digital: são réplicas de máquinas de músicas utilizadas há algumas décadas em espaços
como restaurantes, por exemplo. Esses aparelhos usam o mesmo design nostálgico, mas com um
sistema digital para a escolha das músicas.
Gabarito: letra D.
10. (COPESE UFPI - 2020 - ALEPI)
Marque a opção abaixo que NÃO corresponde a um podcast.
a) Podcast é um arquivo digital de áudio transmitido através da internet.
b) O conteúdo do podcast pode ser variado, normalmente com o propósito de transmitir
informações.
c) Qualquer usuário da internet pode criar um podcast.
d) Todo podcast é opinativo e só pode ser acessado no momento em que é publicado nas
redes digitais.
e) Um podcast é parecido com um programa de rádio, mas a diferença está no fato de ser
disponibilizado na internet.
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Comentário:
Podcasts realmente são arquivos de áudio distribuídos por meio de plataformas digitais, como
sistemas de streaming. Além disso, qualquer pessoa que utiliza a internet pode criar e distribuir
um podcast, assim como escolher o conteúdo que será desenvolvido no programa. Ademais, ele
tem similaridades com os programas radiofônicos, mas a disponibilização é feita por meio da
internet. Ao analisarmos as alternativas, vemos que a letra D está errada: não necessariamente
todos os programas serão opinativos e eles podem ser acessados posteriormente ao momento
de publicação do conteúdo.
Gabarito: letra D.
11. (IBFC - 2020 - EBSERH)
Podcast é um arquivo digital de áudio transmitido por meio da internet, está em as novas formas
de mídia e propagação de notícias, com conteúdo pode ser variado, normalmente com o
propósito de transmitir informações. Qualquer usuário na internet pode criar um podcast.
Assinale abaixo a alternativa correta para que o usuário possa ouvir o podcast.
a) Pode ser ouvindo em sistema de áudio em mobile, sem conexão, através da instalação
de um agregador de podcasts
b) Deve ser ouvido em local sem barulho, podendo assim ouvir o seu conteúdo mesmo
offline
c) Pode ser ouvido em app específico disponibilizado apenas em PC
d) Uma das opções para acessar os arquivos é por meio de arquivo disponível na internet
e) Há três principais meios: acessar o site onde o arquivo está disponível; fazer download
do podcast para o computador ou smartphone, podendo ser offline; ou com a instalação de um
agregador de podcasts, um software que organiza e comunica quando houver atualizações nos
podcasts que a pessoa acompanha
Comentário:
A letra A está errada porque, para ouvir o podcast no celular, é preciso apenas ter o arquivo de
áudio e um aplicativo que leia esse arquivo (ou seja, um agregador de podcasts não é
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indispensável). A letra B está errada porque o conteúdo pode ser ouvido mesmo em locais
barulhentos, desde que o usuário tenha um bom fone de ouvido, por exemplo. Não há ligação
direta entre o conteúdo ser ouvido de forma offline e o barulho ambiente. A letra C está errada
porque os podcasts também podem ser ouvidos por meio de aplicativos para celular, tablets, etc.
A letra D está errada porque o acesso aos arquivos é feito por meio de aplicativos disponíveis na
internet. A letra E, por sua vez, está correta, visto que traz três opções viáveis para ter acesso aos
podcasts.
Gabarito:letra E.
12. (UFSC - 2019 - UFSC)
Podcasts sobre os mais diversos temas ganharam espaço nos últimos anos. Sobre esse tipo de
mídia, assinale a alternativa correta.
a) Podcasts precisam estar vinculados a uma emissora de rádio (broadcasting) para serem
considerados jornalísticos.
b) Podcasts jornalísticos podem ser encontrados em serviços de streaming digital como o
Spotify.
c) Informações jornalísticas não podem ser apresentadas em podcasts.
d) Podcasts jornalísticos são produzidos apenas a partir de programas de rádio ao vivo e
lançados em formato MP3 na internet.
e) Podcasts são uma modalidade sonora sincrônica, com emissão e recepção
compartilhadas por emissor e receptor.
Comentário:
A letra A está errada porque os podcasts não dependem de uma vinculação com emissoras de
rádio para serem considerados jornalísticos. A letra C está errada porque existem sim diversos
podcasts com conteúdo jornalístico. A letra D está errada porque os podcasts jornalísticos são
produzidos para reprodução dos meios digitais com reprodução assíncrona. A letra E está errada
por ser um conteúdo assíncrono, ou seja, via de regra, o ouvinte receberá o conteúdo depois de
sua gravação. Assim, a letra B está correta, visto que o Spotify é uma das principais plataformas
de streaming para audição de podcasts.
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Gabarito: letra B.
13. (FCPC - 2019 - UNILAB)
De forma direta, a diferença principal entre rádio e podcast é que a transmissão do rádio
acontece na forma de broadcasting, ou seja, o ouvinte recebe passivamente as informações
através de um aparelho de rádio somente nos horários disponibilizados por uma central de
distribuição; enquanto que no podcast, o ouvinte deve ir em busca da informação que deseja.
Ou seja, passou a acontecer sob demanda. Sobre podcast é INCORRETO afirmar:
a) Por ser sob demanda, o público do podcast é fiel e o ouvinte está predisposto a ouvir o
conteúdo que está acessando.
b) Um podcast, para ser adequadamente construído, deve se sustentar em cinco pilares:
produção, gravação, edição, publicação e distribuição.
c) Tal qual o rádio, existe um padrão estabelecido de locução e etiquetas a serem
seguidas em termos de linguagem, bem como restrições na escolha dos temas abordados,
dificultando a experimentação de diferentes formatos e gêneros de programas sonoros.
d) Grande parte dos podcasts brasileiros adotam o formato de papo entre amigos, que se
baseia na discussão sobre um dado tema, influenciados pelos primeiros e mais renomados
podcasts no Brasil, o NerdCast e o Rapaduracast, por exemplo, utilizaram esse formato de
conversa descontraída.
e) Com o barateamento dos equipamentos eletrônicos, as condições materiais perdem
lugar para a apropriação dos meios de produção por parte dos usuários, onde reside a relevância
do podcasting, que poderá transformar em radialista qualquer internauta, sem depender de
concessões governamentais.
Comentário:
A letra A está correta porque a fidelidade do público é uma das características visíveis nas
audiências de podcasts. A letra B está correta porque as etapas apresentadas realmente fazem
parte do processo de desenvolvimento de um podcast. A letra D está correta porque o formato
de conversa entre amigos é um dos mais populares dentre os podcasts brasileiros. A letra E está
correta porque o baixo custo de equipamentos eletrônicos mais simples é um dos fatores que
permitem a produção mais amadora de conteúdo em áudio, como gravações feitas em casa, por
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exemplo (sem depender de estúdios de alta tecnologia sonora, por exemplo). A letra C está
errada: o podcast não se submete aos padrões e/ou formatos restritos do rádio, visto que traz
uma liberdade muito maior em termos de linha editorial, abordagem, etc. Assim, nosso gabarito
é a letra C.
Gabarito: letra C.
14. (CEBRASPE - 2016 - FUB)
O podcasting, uma alternativa para a difusão de conteúdos sonoros, é um processo midiático
que, fundamentado em emissões sonoras, utiliza a Internet como suporte para seu
funcionamento e propagação de suas mensagens.
Comentário:
O podcasting realmente utiliza a web para a distribuição dos programas desenvolvidos com
conteúdo sonoro. Dessa forma, item certo.
Gabarito: certo.
15. (COPEVE - 2018 - UFMG)
Sobre as interações radiofônicas nas plataformas digitais, é correto afirmar que, EXCETO:
a) Os serviços de rádio sociais são outra modalidade que têm base radiofônica e oferecem
espaço para distribuição e consumo de conteúdos sonoros, além de interação entre os
participantes.
b) Sem mediação tradicional das emissoras de rádio, o internauta, por meio do
podcasting, pode compartilhar áudios e escolher onde e como vai ouvir o arquivo desejado,
chamado de episódios.
c) Web rádios, podcasts ou rádio social desenvolvem novas práticas interacionais e novas
modalidades de recepção, as quais podem ser identificadas mais como rupturas do que
continuidade no processo comunicacional.
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d) Para se firmar como meio de comunicação que tem ligação de proximidade com o
público, o radiojornalismo deve dialogar com as redes sociais online e remeter conteúdos para
blogs, sites, perfis institucionais ou dos próprios comunicadores.
Comentário:
A letra A está correta, visto que apresentou adequadamente os serviços de rádios sociais. A letra
B está correta: o internauta não depende da mediação realizada por grandes veículos de mídia
para consumir e interagir com os podcasts ouvidos. A letra D está correta: o radiojornalismo
realmente precisa estar atento às mudanças de comportamento do ouvinte devido aos meios
digitais e buscar uma aproximação com a audiência. A letra C está errada: as novas práticas
interacionais e as novas modalidades de recepção não são consideradas rupturas, mas apenas
novas formas de dar continuidade aos processos comunicacionais conforme o avanço da
tecnologia.
Gabarito: letra C.
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QUESTÕES COMENTADAS 
Telejornalismo 
1. (VUNESP – 2017 – Câmara de Mogi das Cruzes/SP) 
Em julho de 2016, o programa Brasil Urgente noticiou o desaparecimento de um casal de irmãos moradores 
de Mogi das Cruzes. O repórter Lúcio Tabarelli aparece no vídeo andando pela rua em que os irmãos foram 
vistos pela última vez e, em outra sequência, mostra o local onde pertences dos irmãos foram encontrados. Em 
seguida, o apresentador José Luiz Datena faz comentário sobre o fato. 
Esse tipo de passagem, do repórter para o apresentador, é chamado, no meio do telejornalismo, de passagem 
A) plano-sequência. 
B) padrão. 
C) participativa. 
D) Descritiva. 
E) emotiva. 
 
Comentário: 
Existem alguns tipos de passagens no jornalismo, ou seja, formas a partir das quais o repórter “aparece” no 
vídeo de uma matéria. No caso apresentado, o repórter andou pelo local no qual aconteceram fatos 
importantesrelacionados ao crime. Esse tipo de abordagem é conhecido como plano-sequência, no qual o 
repórter interage com o ambiente no qual a reportagem está sendo gravada e utiliza poucos cortes de cena 
para comunicar a informação. 
Gabarito: letra A. 
 
2. (VUNESP – 2017 – Câmara de Mogi das Cruzes/SP) 
Em telejornalismo, o primeiro plano é representado pela seguinte imagem (facetasdocinema.blogspot.com): 
A) 
 
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B) 
 
 
C) 
 
D) 
 
E) 
 
Comentário: 
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Perceba que nessa questão a banca examinadora usou uma metodologia bem interessante para cobrar os 
conteúdos a respeito dos tipos de enquadramento: ela apresentou imagens como as próprias alternativas para 
responder à questão. O candidato precisa encontrar a imagem que representa um enquadramento em primeiro 
plano, ou seja, aparecerá na imagem um único personagem com um destaque bem maior do que no plano 
americano (que mostra pessoas até a cintura ou os joelhos, como na letra A). Portanto, a alternativa correta é 
a letra E. 
Gabarito: letra E. 
 
3. (VUNESP – 2017 – Câmara de Mogi das Cruzes/SP) 
 “Após o término das gravações, passa-se para a montagem do material, a edição. Ela requer, às vezes, 
alguns recursos como: computação gráfica, efeitos, trilha sonora, dublagem, locução e outros. Para isso, será 
necessário saber quais recursos o editor utilizará para que sejam contatados os profissionais e providenciados 
os equipamentos”. 
(www.tudosobretv.com.br. Adaptado) 
Essa etapa do processo de produção audiovisual pertence à 
A) decupagem. 
B) pré-produção. 
C) desprodução. 
D) pós-produção. 
E) roteirização. 
 
Comentário: 
A pós-produção é a etapa na qual será realizada a edição do material gravado e podem ser usados recursos 
como trilhas sonoras, efeitos visuais, filtros de cor, dublagem, etc. O objetivo deve ser sempre produzir um 
conteúdo audiovisual de alta qualidade, que atenda aos requisitos estabelecidos no roteiro e/ou no 
planejamento de pauta realizado no início do projeto. Portanto, a alternativa correta é a letra D. 
Gabarito: letra D. 
 
4. (UFMG – 2018 – UFMG) 
Acerca da produção na TV, é INCORRETO afirmar que 
A) a programação da televisão é concebida em blocos; variação dos blocos acontece de acordo com o 
modelo. 
B) o nome do entrevistado deve ser anotado corretamente e os caracteres não precisam ser passados 
para o gerador de caracteres com antecedência. 
C) os produtores são responsáveis pela preparação do material de arquivo, para cobrir reportagens ou 
notas cobertas. 
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D) para locações externas, é preciso conhecer o local, listar as sequências e relacionar as tomadas de 
cena. 
 
Comentário: 
Vamos analisar cada alternativa para encontrarmos a opção incorreta para responder à questão? 
A letra A está correta ao afirmar que a programação da televisão será dividida em blocos: inúmeros 
programas jornalísticos e de entretenimento organizam seus conteúdos com o uso dessa metodologia. A letra 
C também está certa, porque os produtores auxiliarão na produção das reportagens e notas cobertas, 
utilizando imagens ou informações presentes no arquivo da emissora como recurso de apoio. Ademais, a letra 
D está correta porque as gravações externas exigem um preparo específico da equipe, que deve entender 
quais são as melhores formas de utilizar o espaço disponíveis para realizar a captura das imagens e dos sons. 
Portanto, a alternativa incorreta é a letra B, porque o nome do entrevistado deve ser passado para o gerador 
de caracteres com antecedência para que seja exibido de forma adequada na matéria jornalística. Assim, o 
gabarito é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
5. (VUNESP – 2018 – Prefeitura de Barretos/SP) 
No livro Jornal Nacional Modo de Fazer, William Bonner discute as etapas de produção de um telejornal. A 
prática diária descrita pelo autor e apresentador é comum em, praticamente, todos os telejornais. Neles, 
A) existem cabeças, que correspondem aos “apelidos” dos temas abordados. 
B) as pautas são as páginas onde estão redigidas as notícias. 
C) as retrancas são lidas pelo apresentador antes que as imagens e sons entrem no ar. 
D) existe um espelho, que é o nome da lista de todos os assuntos aprovados para exibição. 
E) há um produtor que determina o que sai e o que fica no telejornal. 
 
Comentário: 
A questão cobrou conhecimentos a respeito dos principais termos utilizados no dia a dia do trabalho com o 
telejornalismo. Assim, a letra A está errada porque a cabeça é o lide da matéria a ser lido pelo apresentador. 
A letra B está errada porque a pauta é o planejamento dos temas que serão produzidos para o telejornal 
pela equipe de repórteres e cinegrafistas. Assim, a letra C está incorreta porque as retrancas são termos que 
identificam as matérias de forma curta e objetiva para facilitar o trabalho dos jornalistas. Assim, a letra E 
também está errada porque quem determina o que sai e o que fica no telejornal são os editores. Portanto, a 
alternativa D está correta, pois apresenta a definição de espelho de forma adequada. 
Gabarito: letra D. 
 
6. (FCC – 2018 – SABESP) 
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Uma operadora de TV por assinatura necessita aumentar o número de clientes, bem como estimular a mudança 
de pacotes para versões mais completas. Para tanto, realizou uma campanha e a agência de propaganda 
contratada produziu vídeos para três inserções diárias em horário nobre e abrangência nacional, nos quais 
celebridades realizam atividades cotidianas, como dirigir, andar de bicicleta, realizar refeições etc. em 
cenários e figurinos que remetem a clássicos de Steven Spielberg, Stanley Kubrick e Quentin Tarantino. 
Esse caso se trata de uma interface comunicacional na publicidade entre 
A) a internet e a fotografia. 
B) o cinema e a internet. 
C) a TV e o cinema. 
D) a TV e a internet. 
E) a fotografia e a TV. 
 
Comentário: 
A questão apresentou um exemplo no qual houve uma produção audiovisual com elementos do cinema (com 
referências a grandes nomes da sétima arte), mas o material teve como objetivo ser veiculado em intervalos 
comerciais na TV. Logo, trata-se de uma intersecção entre as linguagens do cinema e da televisão: a alternativa 
correta é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
7. (CESPE – 2018 – EMAP) 
O texto das notícias a serem veiculadas na televisão ou no rádio deve obedecer à norma culta da língua 
portuguesa, não se admitindo que tenha traços de coloquialidade. 
 
Comentário: 
A televisão tem como característica o uso de marcas da coloquialidade na sua linguagem, o que aproxima o 
conteúdo produzido do telespectador. Portanto, esse recurso é sim admitido na produção de matérias para o 
telejornalismo. Item errado. 
Gabarito: errado. 
 
8.(CESPE – 2018 – EMAP) 
Ao redigir uma notícia para a televisão ou para o rádio, o jornalista deve imaginar que está contando uma 
história a alguém, exigindo-se, ainda, no caso da televisão, que a imagem esteja em sintonia com o texto. 
 
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Comentário: 
A questão está correta porque a linguagem para a televisão tem como princípio a aproximação do conteúdo 
com o espectador. Portanto, contar histórias é uma das técnicas utilizadas para facilitar o entendimento das 
informações por parte da audiência. Além disso, as imagens devem estar em sintonia para o texto, para que 
a matéria faça sentido e tenha um contexto coerente com os fatos narrados. Assim, o item está correto. 
Gabarito: certo. 
 
9. (FGV – 2018 – MPE/AL) 
No jornalismo televisivo, a relação entre texto e imagem deve ser de 
A) conflito. 
B) independência. 
C) complementariedade. 
D) repetição. 
E) descrição. 
 
Comentário: 
A imagem deve ser apresentada de forma coerente em relação ao texto da reportagem lido pelo repórter: 
isso auxilia na criação da narrativa para que o espectador possa compreender as informações transmitidas 
com facilidade. Assim, a alternativa correta é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
10. (CESPE – 2018 – FUB) 
Uma equipe de gravação de matérias jornalísticas na rua normalmente é formada por um repórter 
cinematográfico, um iluminador e um cenotécnico. 
 
Comentário: 
A questão está errada porque a equipe mínima para a realização de uma gravação externa pode ser mais 
enxuta e ser formada apenas por um repórter e por um cinegrafista. Por isso, o item está errado. 
Gabarito: errado. 
 
11. (FUMARC – 2018 – COPASA) 
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Sobre o telejornalismo, analise as afirmativas: 
 
(1) Jamais gravar entrevista telejornalística sem o conhecimento da pessoa entrevistada. 
(2) A repetição de palavras na televisão, desde que na medida certa, ajuda na compreensão da notícia. 
(3) O repórter não deve deixar para o operador de câmera a escolha das locações da matéria. 
(4) As fontes são as únicas matérias-primas para a elaboração das reportagens telejornalísticas. 
(5) O repórter não deve colher o som ambiente simultaneamente com as imagens da matéria. 
Estão CORRETAS apenas as afirmativas: 
A) 1, 2 e 3. 
B) 1, 3 e 5. 
C) 2, 4 e 5. 
D) 3, 4 e 5. 
 
Comentário: 
Ao analisar item por item da questão, vemos que a afirmação 1 está correta: é recomendável ter um 
conhecimento prévio do entrevistado para que sejam feitas perguntas adequadas e relevantes para a 
produção da entrevista. Assim, a 2 está certa porque o telejornalismo pode sim trabalhar com a repetição das 
palavras, pois uma das características do meio é permitir que a audiência tenha contato com o conteúdo a 
qualquer momento e a repetição facilita a compreensão da notícia. A 3 também está correta: o repórter é 
responsável pela definição do local das gravações, de acordo com o planejamento de pauta feito para a 
produção da matéria. A 4, por sua vez, está errada, porque existem outros recursos para a elaboração das 
reportagens além das fontes, como pesquisas realizadas em bancos de dados públicos e a criação de gráficos 
com o uso de tecnologias visuais. Ademais, a 5 está errada porque o som ambiente é registrado com a matéria, 
para trazer o contexto sonoro pertinente à gravação externa. Logo, a alternativa A é a que melhor responde 
à questão. 
Gabarito: letra A. 
 
12. (VUNESP – 2018 – Prefeitura de Sertãozinho/SP) 
Observe a cena a seguir. 
 
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Essa cena corresponde ao plano 
A) americano. 
B) médio. 
C) de conjunto. 
D) de detalhe. 
E) fechado. 
 
Comentário: 
A questão cobrou conhecimentos do candidato a respeito dos tipos de enquadramento. Assim, percebemos que 
a imagem mostra um conjunto de personagens presente em um cenário (é possível ver mais de uma pessoa na 
foto). Portanto, trata-se de um plano de conjunto e a alternativa correta é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
13. (VUNESP – 2019 – UNICAMP) 
O editor do telejornal da TV Unicamp vetou uma chamada alegando que ela continha um vício de linguagem. 
A chamada condenada pelo editor foi a seguinte: 
A) Livro traz pesquisas e recortes historiográficos inéditos sobre o cinema de Glauber. (JU Notícias. 
Adaptado) 
B) Pesquisas fazem “musicar” deixar de ser verbo para ser substantivo. (JU Notícias. Adaptado) 
C) Técnica expõe adulteração “invisível” do leite tipo “A”. (JU Notícias. Adaptado) 
D) Tese revela a pouca fé da luta das brasileiras por direitos civis e trabalhistas. (JU Notícias. Adaptado) 
E) Extrato da casca de jabuticaba causa efeitos benéficos à saúde. (JU Notícias. Adaptado) 
 
Comentário: 
Essa é uma das questões clássicas nas quais o candidato precisa ler “mentalmente” as frases das alternativas 
e buscar o vício de linguagem. Ao analisarmos cada uma das opções, percebemos que há uma cacofonia na 
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letra D, no trecho “pouca fé”, com a formação de um novo termo. Portanto, essa frase deve ser evitada em um 
texto para leitura por um apresentador de TV, por exemplo. 
Gabarito: letra D. 
 
14. (VUNESP – 2019 – UNICAMP) 
O editor do telejornal da Unicamp vetou quatro textos de abertura de matérias de uma edição. Elas continham 
erros gramaticais e de técnica de redação para telejornais. A única chamada aprovada pelo editor foi a 
seguinte: 
A) A imigração haitiana no Brasil passou por vários momentos desde sua intensificação a partir de 2010, 
ano do terremoto que quase destruiu a ilha. (JU Notícias. Adaptado) 
B) Ainda não terminou a rebelião no Centro de Detenção de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O motim 
começou de madrugada depois que alguns detentos tentaram fugir. (Vera Íris Paternostro - O texto na 
TV. Adaptado) 
C) O cineasta Ugo Giorgetti encerrou residência artística no IdEA com contribuições para novo filme. 
(Portal Unicamp. Adaptado) 
D) O professor Bastiaan Philip Reydon, do NEA da Unicamp, mostra-se receoso com o momento político 
do país, quando o governo acena com concessões no âmbito da propriedade e uso da terra ao capital 
estrangeiro. (JU Notícias. Adaptado. Adaptado) 
E) Corinthians e São Paulo empataram em 0X0 na Arena do Timão. (vírgula.com.br. Adaptado) 
 
Comentário: 
Nosso objetivo nessa questão é encontrar qual é a única alternativa correta, conforme estudamos na nossa 
aula. A letra A está errada: veja que trata-se de um contexto, logo, ele não tem pertinência para ser 
apresentado no lead (não é a informação principal para responder as perguntas necessárias para o lead). A 
letra C está errada porque o verbo encerrou deveria ter sido apresentado preferencialmente no presente: 
encerra. A letra D está errada pelo mesmo motivo da letra A: não traz a objetividade e a clareza necessárias 
parao lead. A letra E está errada porque o verbo mais adequado seria empatam. Assim, percebemos que a 
alternativa B apresenta os elementos na ordem direta (sujeito – verbo – objeto) e é o nosso gabarito. 
Gabarito: letra B. 
 
 
15. (COPEVE-UFAL – 2014 – UFAL) 
Um anúncio para TV é concebido, através de roteiro, que, geralmente, requer um story-board, para que se 
tenha uma ideia visual do filme. Se for animação, essa peça se torna imprescindível. Quais são as etapas de 
um roteiro e qual a ordem a ser seguida pelo programador visual ao desenhar o story-board? 
A) Sequências, planos, capítulos. 
B) Cenas, planos, enquadramentos. 
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C) Planos, enquadramentos, capítulos. 
D) Sequências, cenas, planos. 
E) Enquadramentos, capítulos, cenas. 
 
Comentário: 
O storyboard é uma ferramenta que auxilia na organização das cenas a serem produzidas para um produto 
audiovisual, como o anúncio de TV do exemplo da questão. Assim, a ordem a ser seguida o desenvolver um 
storyboard deve ser: sequências, cenas e planos. A ideia é sempre partir do aspecto mais amplo do filme para 
aquele mais específico a respeito de cada etapa da narrativa a ser construída. 
Gabarito: letra D. 
 
16. (IDECAN – 2014 – AGU) 
Ao redigir um texto jornalístico para televisão, o profissional desta área deve considerar as características 
próprias deste veículo. Analise-as. 
 
I. A informação visual é a principal expressão deste veículo, onde a própria imagem já oferece informações 
significativas ao telespectador, portanto, o texto não deve ser descritivo, mas complementar à imagem. 
 
II. O imediatismo está presente na produção jornalística para TV, já que a alta tecnologia permite que fatos 
sejam veicula- dos no momento exato em que ocorrem, exigindo uma linguagem adequada ao estilo da 
emissora, o que pode ser alcançado pela audiência. 
 
III. O ritmo da televisão, de um modo geral, colabora para que seus conteúdos jornalísticos tendam a uma 
superficialidade, que deve ser cuidadosamente trabalhada no texto devido à instantaneidade de 
transmissão das informações em tempo e hora predefinidos. 
 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) 
A) I, II e III. 
B) I, apenas. 
C) II, apenas. 
D) III, apenas. 
E) I e II, apenas. 
 
Comentário: 
A relação entre a imagem e o texto deve ser complementar no telejornalismo, ou seja, não é preciso que o 
texto descreva as informações visuais transmitidas para o espectador. Portanto, a afirmação I está correta. 
Assim, o item II também está correto: o imediatismo é uma das marcas do jornalismo realizado a partir da 
tecnologia da televisão, que permite a produção de coberturas ao vivo e a divulgação de notícias com 
agilidade. A afirmação III, por sua vez, está correta: uma das desvantagens da televisão como meio de 
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comunicação é a limitação do tempo disponível para a veiculação de conteúdos e, por isso, há uma tendência 
a uma abordagem mais superficial dos temas em pauta. Portanto, a alternativa correta é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
17. (IDECAN – 2014 – AGU) 
Nas mídias eletrônicas audiovisuais, a lapada é um efeito obtido quando uma imagem vai sendo gradualmente 
retirada da tela no mesmo instante que outra vai surgindo, num movimento que se assemelha a abertura de 
uma cortina. Nas redações de televisão, este termo virou sinônimo de 
A) relação de ordem de precedência das matérias que serão exibidas no telejornal, com especificações 
dos blocos e todas as chamadas. 
B) compacto de matérias afins com os temas sendo tratados por um efeito ou vinheta e as imagens 
acompanhadas por textos curtos e diretos. 
C) frases impactantes com apresentação de imagens fortes que são utilizadas na escalada do programa, 
indicando os temas das reportagens. 
D) grande lead inserido na abertura de um programa jornalístico, ofertando bastante ênfase ao principal 
fato do dia, a ser tratado no telejornal. 
E) atualização de um assunto para justificar a reportagem de um fato já transcorrido há alguns dias ou 
anos, atualizando-o e contextualizando-o. 
 
Comentário: 
A lapada é um termo utilizado no telejornalismo para designar um conjunto de matérias com temas afins que 
são exibidas de forma rápida e objetiva, a partir do uso de vinhetas entre as notícias. Portanto, a alternativa 
correta é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
18. (FGV – 2014 – AL/BA) 
Sobre as características da linguagem telejornalística, assinale a afirmativa correta. 
A) O texto para a TV deve ser descritivo, de modo a construir paralelismo entre a linguagem visual e a 
verbal. 
B) Na edição televisiva, deve prevalecer a força do texto, a imagem funcionará apenas como seu 
complemento. 
C) Nos telejornais imagem e texto devem ser excludentes, na medida em que a competição entre eles no 
processo de edição é inevitável. 
D) As imagens disponíveis para edição devem ser levantadas somente com o texto já pronto, pois esse 
procedimento garantirá a credibilidade do noticiário televisivo. 
E) Na edição televisiva, é preciso combinar a informação visual com a informação auditiva, sem prejuízo 
para uma ou outra. 
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Comentário: 
A alternativa A está errada porque o texto para TV não deve ser descritivo e sim complementar à imagem. A 
alternativa B está errada porque a imagem e o texto atuam de forma conjunta para a transmissão das 
informações no telejornalismo, ou seja, o texto não é necessariamente o elemento mais forte. Assim, a 
alternativa C está errada pelo mesmo motivo: texto e imagem devem ser complementares para que a 
mensagem seja comunicada da melhor maneira possível. A letra D está errada porque as imagens disponíveis 
para a edição devem ser consideradas pelo jornalista ao redigir ao seu texto, já que o texto verbal e os 
recursos audiovisuais devem atuar de forma harmônica entre si. Portanto, a alternativa correta é a letra E, pois 
ela apresenta corretamente a relação entre texto e imagem no telejornalismo. 
Gabarito: letra E. 
 
19. (FGV – 2014 – AL/BA) 
Sobre as características dos jornais impressos e a dos telejornais, analise as afirmativas a seguir. 
I. O repórter de jornal adota uma narrativa mais pessoal, enquanto na TV opta‐se por uma postura mais 
impessoal de repórteres e âncoras. 
II. As notícias televisivas são um resumo dos principais acontecimentos do dia, na maioria das vezes, abordados 
de uma forma superficial e fragmentada. 
III. A notícia na mídia impressa, ao ser construída em pirâmide invertida, empresta mais força à 
espetacularização do que a televisiva, constituída unicamente por off e passagem. 
Assinale: 
A) se somente a afirmativa I estiver correta. 
B) se somente a afirmativa II estiver correta. 
C) se somente a afirmativa III estiver correta. 
D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
Comentário: 
A afirmação I está incorreta: a televisão permite uma linguagem mais informal e pessoal do que o jornalismo 
impresso devido às características do veículo de comunicação. Ademais, a afirmação III está erradaporque a 
televisão tem uma tendência maior à espetacularização do que a mídia impressa, já que permite a utilização 
de múltiplos recursos audiovisuais, como entrevistas, vídeos de arquivos, animações em 3D, etc. A afirmação II 
está correta porque as notícias veiculadas na televisão costumam ser versões resumidas dos fatos e abordam 
os acontecimentos de maneira superficial, já que não há tempo disponível para aprofundar os todos os temas 
relevantes para a audiência. Assim, a alternativa que responde ao enunciado da questão de forma adequada 
é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
Antonio Daud, Júlia Branco, Ricardo Campanario
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20. (CESPE – 2016 – TCE/PA) 
O roteiro é a trama de uma obra cinematográfica ou de um programa de televisão. 
Comentário: 
A trama de um produto audiovisual é a história a ser contada para os espectadores, que pode ser divida em 
diferentes fases ou eventos integrados que terão um determinado desfecho. No entanto, o roteiro é mais amplo 
do que a trama: ele normalmente apresenta, além da narrativa dos fatos, informações técnicas a respeito de 
cada cena, como os atores envolvidos, os locais das gravações e também os equipamentos de iluminação 
necessários. 
Gabarito: errado. 
 
21. (FCC – 2016 – TRT 20ª Região/SE) 
Ao ato de separar uma gravação em partes, sinalizando a duração de cada uma e a sua ordem de entrada 
em um programa, dá- se o nome de 
A) distorsão. 
B) deixa. 
C) download. 
D) decupagem. 
E) detalhamento. 
 
Comentário: 
O processo de produção audiovisual é composto por diversas etapas e uma delas é a decupagem: o jornalista 
dividirá a gravação em partes, a partir de uma análise técnica, e indicará de que forma elas devem ser 
apresentadas no programa. Portanto, a alternativa correta é a letra D. 
Gabarito: letra D. 
 
22. (UFRJ / 2016 / UFRJ) 
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, como é a cabeça da matéria no telejornal. 
A) Lida pelo apresentador após a matéria. 
B) Lida pelo repórter no início da matéria. 
C) Anunciada durante a chamada do jornal. 
D) Anunciada juntamente com os créditos da matéria. 
E) Lida pelo apresentador e dá o gancho para a matéria. 
 
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Comentário: 
A cabeça é considerada o lide da matéria no telejornalismo: são as informações mais importantes a respeito 
da notícia ou da reportagem que serão lidas pelo apresentador e atuarão como um gancho para a exibição 
do VT. Portanto, a alternativa correta para responder a questão é a letra E. 
Gabarito: letra E. 
 
23. (UFRJ / 2016 / UFRJ) 
Em uma produção radiofônica ou audiovisual, o termo em inglês Background, tecnicamente conhecido como 
BG, pode ser descrito como: 
A) intervenção por telefone. 
B) entrevista ao vivo. 
C) música de fundo. 
D) participação de convidados. 
E) pausa para comerciais. 
 
Comentário: 
O background é a trilha sonora de uma produção audiovisual: ou seja, é a música utilizada como fundo e que 
pode ser combinada com outros elementos sonoros para auxiliar no desenvolvimento da narrativa. Assim, a 
alternativa correta é a letra C. 
Gabarito: letra C. 
 
24. (FCC – 2016 – CREMESP) 
Em uma entrevista televisiva, a utilização do recurso chamado contraplano dá ao espectador a sensação de 
que 
A) o repórter está lendo a pergunta. 
B) a entrevista é feita ao vivo. 
C) há duas câmeras no local da reportagem. 
D) o entrevistado está mentindo. 
E) estão mostrando os dois lados da questão. 
 
Comentário: 
O contraplano pode ser definido como uma imagem captada de um ângulo oposto à imagem anterior e é um 
recurso utilizado com frequência em entrevistas. Ele traz a sensação de que existem duas câmeras no local da 
filmagem e, portanto, a alternativa correta para responder a questão é a letra C. 
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Gabarito: letra C. 
 
25. (CESPE – 2018 – FUB) 
Em um filme ou programa de televisão, a mixagem de elementos sonoros como diálogos, som ambiente, efeitos 
e música é realizada na fase de pré-produção. 
 
Comentário: 
A pré-produção acontece antes da gravação do produto audiovisual e, portanto, define os locais para as 
filmagens, os recursos a serem utilizados e realiza pesquisas sobre a viabilidade técnica e orçamentária da 
produção. Assim, a pós-produção será a fase responsável pela mixagem de elementos sonoros como diálogos, 
som ambiente efeitos e música, depois que o material bruto das gravações já estiver disponível. Portanto, o 
item está errado. 
Gabarito: errado. 
 
26. (CESPE – 2018 – FUB) 
As transmissões de rádio e televisão, antigamente realizadas pelo sistema broadcasting, atualmente podem 
ser realizadas digitalmente. 
 
Comentário: 
Os avanços tecnológicos permitiram a transmissão dos sinais de rádio e de televisão por meios digitais no nosso 
país, o que melhorou significativamente a qualidade de som e de imagem recebida pelos aparelhos 
preparados para essa finalidade. Portanto, o item está correto. 
Gabarito: certo. 
 
27. (UFRJ – 2016 – UFRJ) 
 “Em 1936, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro inclui na programação trechos de radioteatro entre os números 
musicais. Em 1937, é inaugurado o Teatro em Casa. Somente em 1941, vai ao ar a primeira radionovela, Em 
busca da Felicidade , que dura três anos. [...] Era o início dessa mania brasileira, eternizada pelas TVs. A 
televisão aprende com o rádio como fazer novelas. A versão da TV Tupi de O Direito de Nascer , que vai ao 
ar em 1965, teria alcançado 73% de índice de audiência no Rio de Janeiro.” A produção audiovisual constitui-
se por um trabalho de equipe, em que cada integrante realiza suas atividades em diferentes momentos, quais 
sejam, respectivamente: 
A) pré-produção, produção e pós-produção. 
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B) decupagem, edição e roteiro. 
C) produção, escalonamento e finalização. 
D) roteiro, decupagem e pré-produção. 
E) produção, decupagem e renderização. 
 
Comentário: 
A produção audiovisual é realizada com base em três etapas principais: a pré-produção, a produção e a pós-
produção. Cada uma dessas fases incluirá diferentes atividades que contribuirão para a entrega do produto 
final com a melhor qualidade possível e de acordo com os prazos e objetivos estabelecidos. Portanto, a 
alternativa correta é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
28. (FCC – 2018 – MPE/PE) 
Ao editar uma entrevista telejornalística, utilizam-se imagens de corte do repórter fazendo uma pergunta a 
um entrevistado ou somente escutando-o atentamente, criando a ilusão de que na reportagem foram usadas 
duas câmeras. Esse recurso recebe o nome de 
A) deixa. 
B) Cue. 
C) deadline. 
D) contraplano. 
E) retranca. 
 
Comentário: 
O contraplano é um recurso utilizado para realizar filmagens de ângulos opostos, o que traz a sensação para 
o telespectador de que a gravação foi feita com o uso de duas câmeras.Assim, a alternativa correta é a letra 
D. 
Gabarito: letra D. 
 
29. (FCC – 2018 – MPE/PE) 
No telejornalismo o termo espelho significa 
A) a apresentação, de forma concisa, de como está sendo organizado e estruturado o telejornal. 
B) a marcação das falas dos entrevistados assim como também a dos repórteres. 
C) a repetição de uma mesma imagem em várias entrevistas no mesmo telejornal. 
D) a movimentação da câmara para criar um efeito de aceleração da imagem. 
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E) o congelamento de uma imagem no vídeo criando o efeito de uma fotografia. 
Comentário: 
O espelho representa a estrutura básica do jornal: ele mostra o cronograma de apresentação das matérias, 
com a divisão em blocos, os momentos para intervalos comerciais, as entradas ao vivo de repórteres, etc. Esse 
documento é distribuído para toda a equipe responsável pela transmissão do telejornal, para que todos os 
profissionais compreendam de que forma as informações devem ser comunicadas para a audiência. Logo, a 
alternativa correta é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
30. (FCC – 2018 – ALESE) 
Considere as seguintes características: 
I. No noticiário televisivo, tem o objetivo de manter o interesse do espectador no que será apresentado. 
II. Trata-se de um breve texto do repórter para despertar a curiosidade em uma matéria. 
III. É o movimento de câmera que acompanha um objeto ou uma pessoa andando. 
Os itens I, II e III correspondem, respectivamente, às definições de 
A) teaser, escalada e travelling. 
B) escalada, teaser e travelling. 
C) travelling, teaser e escalada. 
D) escalada, travelling e teaser. 
E) teaser, travelling e escalada. 
 
Comentário: 
A questão exigiu que o candidato conhecesse termos comuns no dia a dia da produção de um telejornal. A 
escalada é a apresentação em sequência dos temas que serão destaques no telejornal e, portanto, tem como 
objetivo manter o interesse do espectador naquela edição do programa. Assim, o teaser é uma informação 
curta que desperta a atenção da audiência para uma determinada matéria. O travelling, por sua vez, é uma 
técnica de filmagem utilizada para gravar objetos ou pessoas em movimento. Portanto, a alternativa correta 
é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
31. (CESPE – 2018 – EBSERH) 
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No telejornalismo, o texto deve ser culto, tendo em vista a necessidade de se respeitarem as regras 
gramaticais. 
 
Comentário: 
O texto jornalístico para a televisão seguirá a norma padrão da Língua Portuguesa, no entanto, é considerado 
mais informal do que a linguagem utilizada no jornalismo impresso. A televisão exige uma aproximação maior 
entre o conteúdo e o leitor e, portanto, os termos utilizados devem ser facilmente compreendidos pela 
audiência. Logo, o item está errado. 
Gabarito: letra E. 
 
32. (VUNESP – 2018 – Câmara de Itaquaquecetuba/SP) 
O redator de telejornalismo é um contador de história. Por isso mesmo, entre outras recomendações, os redatores 
enfatizam a necessidade do uso de palavras adequadas ao que se quer informar, palavras que não tenham duplo 
sentido. Ao usar algum termo que possa confundir o telespectador, vale a pena explicar o sentido naquela situação. 
Em outras palavras, é recomendável que os textos tenham 
A) concisão. 
B) nexo. 
C) objetividade. 
D) precisão. 
E) imparcialidade. 
 
Comentário: 
Um dos aspectos mais importantes da comunicação realizada por meio da televisão enquanto veículo de 
mídia é a precisão das informações: a mensagem deve ser transmitida sem o uso de duplos sentidos, de 
forma clara e correta. Isso permite garantir a qualidade dos dados que são informados à audiência e também 
aumenta a credibilidade das emissoras em relação às suas audiências. Em alguns casos, termos técnicos que 
não são conhecidos pela maior parte do público podem ser necessários e, portanto, é recomendável que o 
jornalista explique os seus significados. 
Gabarito: letra D. 
 
33. (FGV – 2018 – ALE/RO) 
As opções a seguir apresentam elementos integrantes da matéria televisiva, à exceção de uma. Assinale-
a. 
A) Nariz de cera. 
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B) Cabeça de VT. 
C) Off do repórter. 
D) Passagem do repórter. 
E) Sonora do entrevistado. 
 
Comentário: 
A cabeça de VT, o off do repórter, a passagem do repórter e a sonora do entrevistado são elementos que 
fazem parte do trabalho do telejornalismo. No entanto, o nariz de cera é uma expressão comum no jornalismo 
impresso: é o uso de parágrafos prolixos com informações que não contribuem para a compreensão do texto 
e, portanto, é considerado o oposto do lead. Assim, a alternativa que responde ao enunciado da questão é a 
letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
34. (FGV – 2017 – IBGE) 
Para chamar a atenção dos telespectadores, o apresentador de um programa semanal de cunho esportivo decidiu, 
logo na abertura da atração, iniciar com os destaques da edição. Não foi utilizado texto em off e a leitura, ao 
vivo, dos títulos das manchetes durou cerca de um minuto. 
Esse tipo de recurso editorial utilizado pelo apresentador é conhecido como: 
A) editorial; 
B) escalada; 
C) texto coberto; 
D) texto manchetado; 
E) cabeça da matéria. 
 
Comentário: 
A escalada é a leitura ao vivo dos temas em destaque na edição de um programa jornalístico. O objetivo é 
chamar a atenção do leitor e despertar o seu interesse para os assuntos que serão abordados no produto 
audiovisual. Dessa maneira, a alternativa correta é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
 
35. (PUC – 2017 – TJMS) 
Para que uma reportagem de televisão fique atrativa para o telespectador é preciso que seja ilustrada por 
imagens. Com base nesta ideia, analise as asserções a seguir: 
I. A palavra precisa dar apoio à imagem, e não competir com ela. 
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II. É preciso identificar nos textos quais são os elementos fundamentais da notícia, mesmo que sejam mostrados 
pelas imagens. 
III. O texto da reportagem televisiva deve ser descritivo para permitir que deficientes visuais compreendam a 
reportagem. 
IV. O texto não tem o poder de valorizar uma imagem, por isso é preciso priorizar a imagem em detrimento 
do texto. 
Está CORRETO apenas o que se afirma em: 
A) II e III. 
B) I e IV. 
C) I e II. 
D) II e IV. 
E) I, II e III. 
 
Comentário: 
A afirmação I está correta porque o texto e as imagens devem ser complementares nas matérias 
telejornalísticas. A afirmação II também está correta porque o texto deve destacar os pontos mais importantes 
da reportagem, para auxiliar a compreensão das informações por parte da audiência. No entanto, a 
afirmação III está errada porque o texto da reportagem não deve ser meramente descritivo e sim 
complementar as imagens transmitidas. A afirmação IV também está errada porque o texto e a imagemtêm 
o mesmo grau de importância e devem atuar de forma complementar entre si. 
Gabarito: letra C. 
 
36. (UFPA – 2017 – UFPA) 
Pelo fato de trabalhar com a imagem como forma narrativa da reportagem, o telejornalismo cria uma 
linguagem própria, em que podemos destacar características como 
I o uso do registro coloquial, já que é um texto para ser dito; 
II a forma rigorosa do discurso, em observância à norma culta, uma vez que a televisão, além de informativa, 
é educativa; 
III a televisão prioriza a imagem, logo, a palavra fica em segundo plano e serve apenas como recurso para 
descrever o que a imagem mostra; 
IV o uso de depoimentos de pessoas envolvidas no fato noticiado, na composição da matéria sonora e da 
reportagem. 
V o uso do “ao vivo” na cobertura das notícias para televisão, que reforça o emprego da imagem espetacular. 
Está(ão) CORRETO(S) o(s) item(ns) 
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A) I, IV e V. 
B) II, III, IV e V. 
C) I e II. 
D) I, somente. 
E) I e V, somente. 
 
Comentário: 
A afirmação I está correta porque a televisão tem como característica o uso de uma linguagem mais informal 
para transmitir as informações para a audiência. Ademais, as afirmações IV e V estão corretas porque as 
entrevistas e as entradas ao vivo são recursos utilizados no telejornalismo para enriquecer o conteúdo das 
matérias. Contudo, a afirmação II está errada porque a abordagem linguística utilizada na televisão é mais 
informal e flexível do que em outros veículos, como jornais e revistas impressas. A afirmação III também está 
errada, pois tanto o texto quanto a imagem são importantes para o telejornalismo. Logo, a alternativa que 
atende à solicitação do enunciado da questão é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
37. (FUNIVERSA – 2016 – IFAP/AP) 
A estrutura de um telejornal, com suas divisões em blocos, ordem das matérias em cada bloco, bem como dos 
intervalos, das chamadas e do encerramento, é chamada de 
A) espelho. 
B) escalada. 
C) sonora. 
D) cabeça. 
E) pauta. 
 
Comentário: 
O espelho é o documento que organiza a estrutura do telejornal e apresenta o cronograma de exibição de 
cada matéria, além dos momentos nos quais ocorrerão chamadas ao vivo e intervalos comerciais. Portanto, a 
alternativa correta é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
38. (CESPE – 2016 – DPU) 
No telejornal, as atribuições do editor executivo incluem fazer a escalada, ordenar o jornal, acompanhar as 
passagens de bloco e dar as últimas instruções aos apresentadores. 
 
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Comentário: 
Perceba que fazer as atividades mencionadas ajudam a formatar o produto final do jornal, que será a edição 
veiculada para o telespectador. Logo, são sim atribuições do editor, profissional essencial para que a 
qualidade do telejornal seja coerente com as expectativas da audiência e também com a linha editorial da 
emissora. Portanto, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
39. (CESPE – 2016 – TCE-PA) 
A enquete é empregada tanto no jornal impresso quanto na televisão; nesta última, em que são gravadas e 
editadas várias declarações sobre um mesmo assunto, esse gênero de entrevista é conhecido como “O povo 
fala”. 
 
Comentário: 
O exemplo apresentado pelo item está correto: são entrevistas rápidas feitas com a população para entender 
a sua opinião sobre um assunto em pauta, como forma de viabilizar ´enquetes´ na televisão. Logo, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
40. (CESPE – 2015 – STJ) 
Conforme o jargão televisivo, cozinhar significa reeditar uma matéria, de forma a atualizá-la para que seja 
levada ao ar. 
 
Comentário: 
Cozinhar é uma expressão usada no jornalismo para reescrever uma matéria e atualizá-la, para que seja 
possível veicular esse conteúdo para a audiência. Portanto, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
41. (CESPE – 2014 – ANATEL) 
Uma nota ao vivo é uma notícia lida pelo apresentador do telejornal sem que se faça uso de imagem ou de 
ilustração. 
 
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Comentário: 
Essa foi uma questão polêmica na banca CESPE: perceba que a nota pode ser lida ao vivo sem uso de imagem 
ou de ilustração (conforme estudado na aula). No entanto, temos também notas cobertas que vão usar imagens. 
Logo, é importante saber que itens com um gabarito questionável, do ponto de vista teórico, podem ocorrer 
na sua prova, mesmo no caso de bancas grandes. Nessa situação, por ser possível apresentar dois gabaritos 
para a questão, o item foi anulado pelo CESPE. 
Gabarito: anulada. 
 
42. (CESPE – 2013 – FUB) 
Ao propor uma matéria para televisão, o jornalista deve se preocupar com o uso de imagens, cores e 
movimentos. 
 
Comentário: 
O uso de imagens, cores e movimentos é extremamente importante no telejornalismo porque ele ajuda o 
jornalista a contar a história da pauta em desenvolvimento. Logo, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
43. (CESPE – 2013 – FUB) 
Um policial militar à paisana e um assaltante morreram após troca de tiros em uma pizzaria, na Vila Maria, 
zona norte de São Paulo, no começo da madrugada desse domingo. 
De acordo com a Polícia Militar, o soldado estava na pizzaria, na Rua Simão Borges, n.º 313, e comprava 
uma pizza, quando quatro homens entraram no local e anunciaram o assalto. O policial, que estava de folga, 
tentou impedir o roubo e trocou tiros com os criminosos. 
O Estado de S.Paulo, 1.º /9/2013 (com adaptações). 
 
Considerando o modelo de notícia acima e os critérios de seleção da notícia jornalística, julgue o item 
subsequente. 
 
A matéria em apreço poderia ser veiculada como nota coberta em um telejornal, desde que o produtor 
obtivesse imagens da pizzaria onde aconteceu o evento. 
 
Comentário: 
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A nota coberta é aquela que faz uso de imagens enquanto o apresentador informa a audiência sobre o fato 
em questão. Logo, poderia ser feita pelo telejornal caso existissem imagens da pizzaria mencionada pela 
matéria, já que é um conteúdo coerente com a pauta. Portanto, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
44. (CESPE – 2013 – SERPRO) 
No telejornalismo, o lide, também denominado de cabeça de matéria, consiste no texto lido pelo apresentador 
no início da reportagem. 
 
Comentário: 
O lide é o texto que vai trazer as informações mais essenciais da matéria e, portanto, atrai a atenção da 
audiência para o assunto. No caso do telejornalismo, ele também é chamado de cabeça. Portanto, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
45. (FGV – 2015 – DPE/MT) 
A presença do repórter no vídeo serve para dar um corte de tempo em meio a uma reportagem e chamar a 
atenção do telespectador para alguma informação relevante. Esse recurso pode ser usado para descrever 
algum fato sobre o qual não se tem imagem. 
Esse recurso televisivo é denominado 
a) off. 
b) nota pelada. 
c) passagem. 
d) sonora.e) chamada. 
 
Comentário: 
O momento no qual o repórter aparece no vídeo e destaca uma informação da matéria é conhecido no 
telejornalismo como passagem. Assim, nosso gabarito é a letra C. 
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Gabarito: letra C. 
 
46. (FGV – 2015 – DPE/RO) 
Certo telejornal local apresenta, logo na abertura do programa, determinada estrutura enunciativa na qual 
os principais destaques da edição são mencionados. O texto da escalada, de acordo com os manuais de 
redação para telejornalismo, deve ser escrito com frases curtas, diretas e verbos fortes. Observa-se ainda 
que o tempo verbal mais usual nas manchetes da escalada é o: 
a) pretérito perfeito; 
b) futuro composto; 
c) pretérito mais que perfeito; 
d) pretérito imperfeito; 
e) presente do indicativo. 
 
Comentário: 
Perceba que o tempo verbal mais utilizado no telejornalismo e que, portanto, será a melhor escolha para a 
escalada do jornal é o presente do indicativo. Assim, nosso gabarito é a letra E. 
Gabarito: letra E. 
 
47. (FGV – 2015 – Câmara Municipal de Caruaru/PE) 
Sobre a relação entre texto e imagem nos telejornais, assinale a afirmativa correta. 
a) deve ser de descrição – o texto deve descrever literalmente o que está sendo visto. 
b) deve ser de paralelismo – o texto e a imagem seguem caminhos independentes. 
c) deve ser de distanciamento – não há pontos de contato entre o texto e a imagem. 
d) deve ser de competição – texto e imagem devem disputar a atenção do telespectador. 
e) deve ser de complementariedade – o texto deve apoiar a imagem complementando as 
informações. 
 
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Comentário: 
A relação entre o texto e a imagem no telejornalismo deve ser sempre de complementariedade, ou seja, o 
texto não deve descrever de forma literal as imagens apresentadas. Assim, nosso gabarito é a letra E. 
Gabarito: letra E. 
 
48. (FGV – 2015 – Câmara Municipal de Caruaru/PE) 
Em meio a uma reportagem, a presença do repórter no vídeo é usada para fazer um corte no tempo e 
destacar uma informação que não tinha a imagem correspondente. 
Esse recurso televisivo é denominado 
a) sonora. 
b) off. 
c) chamada. 
d) passagem. 
e) travelling. 
 
Comentário: 
A presença de um repórter no vídeo para destacar uma informação é chamada de passagem. Assim, nosso 
gabarito é a letra D. 
Gabarito: letra D. 
 
49. (FGV – 2015 – TJRO) 
Em um telejornal, entre os princípios para a seleção de uma notícia para a escalada estão: 
a) relevância e equilíbrio entre as editorias; 
b) relevância e atualidade; 
c) ineditismo e equilíbrio entre as editorias; 
d) interesse do público e atualidade; 
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e) interesse do público e ineditismo. 
 
Comentário: 
Essa é uma questão bem interpretativa: perceba que ineditismo, interesse do público e atualidade são 
critérios que, via de regra, já estão presentes em qualquer assunto abordado para entrar no telejornal como 
uma notícia. A relevância e o equilíbrio entre as editorias, no entanto, são critérios que podem ser usados 
para filtrar os assuntos mais importantes do telejornal para apresentá-los na escalada para o telespectador. 
Assim, nosso gabarito é a letra A. 
Gabarito: letra A. 
 
50. (FGV – 2015 – TJBA) 
No processo de produção das notícias nos telejornais, os jornalistas/editores realizam uma série de recortes 
sobre fatos e acontecimentos com o objetivo de transformá-los em notícias dentro das regras e normas 
estabelecidas pelo campo jornalístico. Destaca-se como correta a orientação de: 
a) adjetivar o texto a fim de permitir ao apresentador não passar dados emocionais ou empáticos 
através da entonação da voz; 
b) dispor o lead para que ele figure na voz do apresentador, mostrado no estúdio, ou na cabeça 
gravada, em que o repórter aparece no vídeo, falando da locação do acontecimento; 
c) narrar um texto em off, pois possibilita ao repórter aparecer no vídeo por um período de tempo 
maior; 
d) utilizar o gerador de caracteres para alternar texto e imagem, o que contribui para o entendimento 
da matéria; 
e) repetir o lead, já lido pelo apresentador, na cabeça do texto do repórter, o que ajuda na apreensão 
da informação principal. 
 
Comentário: 
Perceba que a única alternativa que traz orientações adequadas para o texto jornalístico para telejornalismo 
é a letra B: a utilização do lead e a entrada dos repórteres com gravações no local dos acontecimentos são 
duas práticas recomendadas para a apresentação das informações. Todas as demais opções apresentadas 
estão incorretas, visto que prejudicam a compreensão da mensagem por parte do telespectador e a 
qualidade do produto final do telejornalismo. Assim, nosso gabarito é a letra B. 
Gabarito: letra B. 
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51. (FGV – 2014 – Câmara Municipal de Recife/PE) 
Para uma reportagem ao vivo do telejornal local sobre projetos de mobilidade urbana, o prefeito da cidade 
foi convidado a participar. 
Entretanto, por um problema de agenda e tendo em vista a deadline da equipe televisiva, só foi possível 
gravar o áudio do prefeito através de ligação telefônica. Desse modo, a saída para equacionar a questão é: 
a) não utilizar material gravado, independentemente da relevância da fonte, por se tratar de 
reportagem ao vivo; 
b) disponibilizar na íntegra a fala do prefeito a fim de manter a fidedignidade da entrevista; 
c) selecionar trechos relevantes da fala do prefeito, elaborar texto e encaminhá-lo para ser lido pelo 
apresentador do telejornal; 
d) inserir no decorrer da reportagem, precedida por fala do repórter, a sonora editada e uma foto do 
prefeito frisada; 
e) utilizar imagens de arquivo do prefeito para cobrir a sonora na íntegra. 
 
Comentário: 
Não há problema em usar entrevistas feitas por telefone no telejornalismo: elas podem inclusive ser 
editadas, respeitando o sentido utilizado pelo entrevistado e evitando falas fora de contexto. Dessa forma, 
o mais recomendado nesse caso é apresentar a sonora com uma foto do prefeito, para facilitar o 
entendimento das informações e o reconhecimento do entrevistado por parte do público. Assim, nosso 
gabarito é a letra D. 
Gabarito: letra D, 
 
52. (FGV – 2013 – SUDENE) 
Sobre o efeito sonoro do texto no telejornalismo, analise as afirmativas aseguir. 
I. Um sueco corajoso venceu ontem o desafio de correr os mais de quarenta quilômetros da maratona de 
Oslo. 
II. A seleção brasileira já está na concentração em preparação para o jogo contra o Japão. 
III. Ao boom da propaganda, seguiu‐se o boom das redes sociais, que já representam mais de 50% das 
oportunidades de negócios no Brasil. 
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Assinale alternativa que indica as sentenças que devem ser reescritas devido à existência de cacófatos. 
a) somente a sentença I. 
b) somente a sentença II. 
c) somente a sentença III. 
d) somente as sentenças I e III. 
e) todas as sentenças. 
 
 
Comentário: 
Veja que, no item I, as palavras “sueco corajoso”, quando lidas em sequência, formam uma nova palavra. O 
mesmo acontece no trecho do item III que menciona “ao boom da propaganda”, soando como “álbum” 
quando lido em voz alta. Assim, o item II está escrito de forma correta e o nosso gabarito é a letra D. 
Gabarito: letra D. 
 
53. QUADRIX – 2018 – CRQ/4) 
Na estrutura básica de uma notícia para a TV, estão os offs, a passagem e as sonoras, podendo variar com a 
inclusão de elementos audiovisuais, como, por exemplo, BG, clip ou arte gráfica. 
 
Comentário: 
O item apresentou de forma adequada os itens que podem ser parte de uma matéria para a TV. Logo, item 
certo. 
Gabarito: certo. 
 
54. (QUADRIX – 2013 – COREN/DF) 
Familiarizando-se o entrevistado com a movimentação humana e tecnológica, sobre o conteúdo a ser 
desenvolvido na entrevista, têm-se maiores probabilidades de que a entrevista se desenvolva a contento. 
Segundo o Manual de telejornalismo da Rede Globo: 
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I. Um recurso para se conseguir respostas curtas é conversar com o entrevistado antes, escolher as respostas 
que valem notícia e pedir que ele diga o essencial em três ou quatro frases curtas. Como a maioria das pessoas 
não tem uma medida exata do tempo, fica mais fácil pensar em frases do que em minutos e segundos. 
II. A entrevista televisiva depende, como todo procedimento em televisão, da organização e da agilidade do 
trabalho em equipe. Dessa forma, é importante planejar com o câmera como se pretende realizar a entrevista, 
combinar alguns aspectos pretendidos em relação ao desenvolvimento do tema e da própria participação do 
entrevistado. Para tanto, é conveniente que a equipe esteja a par do assunto para poder registrar o material 
de forma coerente com a atuação do entrevistador. 
III. Quanto às regras técnicas específicas de realização de entrevistas - tanto em programas quanto em 
entrevistas de rua -, elas costumam determinar a utilização de, pelo menos, duas câmeras, para um melhor 
desempenho - o que não impede que essa se faça com apenas uma. No caso de duas câmeras, uma focaliza 
o entrevistador e a outra o entrevistado, empregando a técnica da câmera cruzada. O mobiliário que faz 
parte do cenário é colocado de forma a facilitar a movimentação das câmeras e permitir seu cruzamento, num 
ângulo de 45 a 90 graus. 
Está correto o que se afirma em: 
 a) apenas I. 
 b) apenas I e lI. 
 c) apenas lI e IlI. 
 d) apenas lI. 
 e) todas. 
 
Comentário: 
Vemos que todos os itens são coerentes com a realização de entrevistas, sobretudo em relação ao contexto do 
telejornalismo. Em uma entrevista, é importante criar uma clima que seja produtivo com o entrevistado, além 
de organizar a pauta e a estrutura necessária para a produção. Ademais, o item III trouxe definições 
adequadas sobre os equipamentos usados em uma entrevista de forma geral. Logo, nosso gabarito é a letra 
E. 
Gabarito: letra E. 
 
55. (QUADRIX – 2014 – Câmara Municipal de Unaí/MG) 
Ao se produzir uma notícia deve-se ter em conta não apenas uma orientação em relação ao acontecimento, 
mas também uma orientação em relação ao receptor. Tal orientação para o receptor é o modo de 
endereçamento e é ele, em boa medida, que provê grande parte do apelo de um programa para os 
telespectadores (Cf. Hartley, 2001. p. 88). O modo de endereçamento, em Hartley, se refere ao tom de um 
telejornal, àquilo que o distingue dos demais e nessa perspectiva, portanto, o conceito nos leva não apenas à 
imagem da audiência, mas ao estilo, às especificidades de um determinado programa. A análise de programas 
jornalísticos televisivos deve considerar os elementos que configuram os dispositivos propriamente semióticos 
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da TV, os recursos da linguagem televisiva - os recursos de filmagem, edição e montagem de imagem e de 
som empregados pelos programas jornalísticos - e os recursos propriamente verbais. Formam o conjunto dos 
recursos que, para além de credibilidade, dão agilidade e ajudam a construir a identidade dos programas e 
das emissoras: 
 a) gravação ao vivo, as simulações, bem como infográficos, mapas do tempo, vinhetas, telões e 
cenários virtuais. 
 b) dispositivos de captação/reprodução de imagens, produtos culturais, linguagem audiovisual e 
rotina produtiva. 
 c) estratégias produtivas e comunicativas, tecnologias digitais e lógica dialética. 
 d) formato do produto, simuladores de imagens e lógica paradoxal. 
 e) conteúdo previamente fixado, fotogramas, pautas, forma de transmissão e coerência narrativa. 
 
Comentário: 
Veja que a questão informa claramente que a banca examinadora deseja uma resposta que seja coerente 
com a formação de uma identidade dos programas e das emissoras, ou seja, recursos que podem diferenciá-
los de uma concorrência e ajudar o telespectador a reconhecê-los com maior facilidade. Logo, vemos que a 
letra A traz recursos que ajudam nessa identificação, como o uso de gravação ao vivo, simulações e recursos 
audiovisuais como mapas do tempo e cenários virtuais. Entendo que essa questão é um pouco mais subjetiva, 
no entanto, a letra A é a que apresenta da forma mais completa elementos que trazem agilidade para o 
trabalho jornalístico e favorecem esse processo de formação de uma identidade. 
Gabarito: letra A. 
 
56. (QUADRIX – 2019 – CRP/8) 
A utilização da webTV é um dos caminhos, em expansão, para a adoção da linguagem audiovisual na 
comunicação interna, pois permite levar a cultura da empresa para um ambiente interativo e de fácil absorção 
das mensagens. 
 
Comentário: 
A webTV é um recurso de TV por meios digitais (online) que pode ser utilizada para viabilizar estratégias de 
comunicação interna em organização. Logo, item certo. 
Gabarito: certo. 
 
57. (IADES – 2013 – CAU/BR) 
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Com relação à imagem e ao texto no telejornalismo, assinale a alternativa correta. 
A) A imagem no telejornalismo precisa “casar” com o texto. 
B) No telejornalismo, a imagem é sempre mais importante que o texto, pois ela vale muito mais que as 
palavras. 
C) Texto e imagem, na televisão, são a mesma coisa. 
D) Mesmo que a imagem seja importante, a essência do jornalismo é o texto, por isso essa é uma 
questão relativa, mesmo em se tratando de televisão. 
E) No telejornalismo, o mais importante é uma boa edição que sempre valorize a imagem em 
detrimento do texto. 
 
Comentário: 
A letra B está errada porque tanto a imagem quanto o texto são importantes no telejornalismo e são 
elementos distintos (letra C). Letras D e E estão erradas pelo mesmo motivo. A letra A, por sua vez, trazuma 
afirmação correta, visto que imagem e texto devem ser apresentados de forma complementar. 
Gabarito: letra A. 
 
58. (IADES – 2011 – PGDF) 
Assinale a alternativa que indica uma característica da televisão brasileira. 
A) Pautada pela regulamentação moderna, afinada com os preceitos da Constituição Federal de 1988. 
B) Concentração da propriedade dos meios, constituindo o chamado monopólio da fala, onde poucas 
empresas dominam o universo da produção simbólica. 
C) Independência do poder político e dinamismo, como evidenciados na cobertura da campanha 
“Diretas Já!”. 
D) Regionalização da produção, com fortes características locais. 
E) Produção pautada pelos conceitos do desenvolvimento solidário, da relevância social dos conteúdos 
e da chamada accountability. 
 
Comentário: 
A letra A está errada, visto que temos situações no mercado da televisão brasileira que claramente são 
contrárias a alguns princípios da CF para o setor, como a proibição de monopólios e oligopólios (grandes 
grupos comunicacionais que controlam o mercado). A letra C está errada porque uma das críticas à TV no 
nosso país é o envolvimento das emissoras com posições e/ou grupos políticos. A letra D está errada porque 
a regionalização não é uma marca da TV brasileira com a mesma intensidade que acontece no rádio, por 
exemplo. A letra E, por sua vez, também está incorreta, visto que esses são valores que nem sempre são 
implementados pelas emissoras (que muitas vezes dão destaque a conteúdo estrangeiro, por exemplo). 
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Assim, nosso gabarito é a letra B, que fala sobre a grande concentração dos veículos de mídia televisiva nas 
mãos de poucos grupos comunicacionais. 
Gabarito: letra B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS
1. (Cebraspe - 2003 - Câmara dos Deputados)
A maioria das grandes emissoras têm perfis atualizados de figuras importantes, principalmente os
mais velhos ou doentes, para não serem surpreendidas em caso de falecimento.
Comentário:
Apesar de a questão ser extremamente antiga, entendo que ela é relevante para o nosso estudo.
Para facilitar o trabalho dos jornalistas em casos de falecimento de personalidades importantes,
muitas emissoras mantêm um arquivo organizado com material audiovisual já selecionado para
futuras homenagens, bem como textos escritos com resumos a respeito das carreiras dessas
pessoas. Isso facilita o trabalho de urgência realizado no caso de um falecimento, por exemplo.
Gabarito: certo.
2. (VUNESP - 2020 - Câmara de Mogi Mirim/SP)
Um experiente apresentador de televisão escreve: “a cada página de um telejornal damos o
nome de “script”. Os “scripts” são impressos numa folha de papel e ordenados segundo uma
lógica determinada pelo editor- -chefe (…)”. O autor compara a ordenação dos “scripts” a uma
árvore em que estão presas as “folhas” de “scripts”. O nome técnico dessa "árvore" é
a) espelho.
b) roteiro.
c) formato.
d) guia.
e) grade.
Comentário:
A árvore citada pelo enunciado é o espelho do telejornal. Ele reúne os scripts desenvolvidos para
o telejornal e ordena o seu conteúdo. Assim, nosso gabarito é a letra A.
Gabarito: letra A.
3. (UFMA - 2019 - UFMA)
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As informações no script do telejornal norteiam o diretor de TV quando o programa vai ao ar. No
script, o termo “link” é utilizado para designar:
a) A entrada do repórter, ao vivo ou gravada, com a presença de entrevistados, no local
do acontecimento.
b) A entrada do repórter, em VT ou ao vivo, sem a presença de entrevistados.
c) A entrada do repórter, em passagem gravada, com duração de 60 segundos.
d) A entrada do repórter, sempre ao vivo, direto do local do acontecimento, com ou sem
entrevistados.
e) A entrada do off do repórter em um VT do telejornal, com ou sem sonora.
Comentário:
Excelente questão para revisarmos o jargão link no jornalismo! O link consiste na entrada ao vivo
do repórter no telejornal, com ou sem entrevistados, diretamente do local do acontecimento.
Dessa forma, a única alternativa que apresenta esse conceito de forma correta é a letra D e, por
isso, ela é o nosso gabarito.
Gabarito: letra D.
4. (UFMA - 2019 - UFMA)
São funções do editor de telejornal:
I. Editar o VT do repórter, escolhendo as melhores sonoras e imagens, excluindo do texto
possíveis falhas e reduzindo o tempo da matéria, caso necessário, melhorando o VT no processo
de edição.
II. Coordenar as equipes de externa, redigindo e distribuindo as pautas para os repórteres e
resolvendo questões das equipes de reportagem.
III. Redigir a cabeça do VT e a subsequente nota pé (caso necessário), colocando na página do
script o tempo, a “deixa” e os créditos da matéria.
IV. Produzir e redigir a pauta, apurar dados, selecionar e editar textos para a execução da matéria
e elaborar a pauta das entrevistas.
Está (ão) correta(s):
a) II e IV, somente
b) II e III, somente
c) I, somente
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d) I e III, somente
e) IV, somente
Comentário:
O item I está correto: o repórter produz o VT em conjunto com o editor, que deve aperfeiçoar o
texto e a escolha das sonoras. O item II está errado, visto que se trata de uma função exercida
pelo chefe de reportagem. O item III está correto, visto que o editor realmente desenvolve as
funções apresentadas. Por fim, o item IV traz as funções do repórter. Logo, somente os itens I e III
estão corretos e o nosso gabarito é a letra D.
Gabarito: letra D.
5. (COPEVE - 2018 - UFMG)
Numere a Coluna II de acordo com a Coluna I, associando corretamente as palavras e expressões
de uso no telejornalismo ao seu significado, apresentado na Coluna II.
COLUNA I
1. Teaser
2. Cena de corte
3. Stand-up
4. Sobe som do VT
COLUNA II
( ) Imagem a mais, gravada durante uma reportagem, para ajudar na edição final.
( ) Pequena chamada gravada pelo repórter com a manchete da notícia para chamar a atenção
do telespectador.
( ) Marcação técnica no script, para indicar ao sonoplasta no momento em que deve ser
colocado determinado som.
( )Gravação do repórter no local do acontecimento para transmitir informações do fato.
A alternativa que apresenta a sequência CORRETA é
a) (1) (2) (4) (3).
b) (2) (1) (4) (3).
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c) (2) (4) (1) (3).
d) (2) (1) (3) (4).
Comentário:
Essa é uma questão maravilhosa para revisarmos determinados conceitos! Vamos ver a
associação de forma adequada?
Cena de corte - Imagem a mais, gravada durante uma reportagem,para ajudar na edição final.
Teaser - Pequena chamada gravada pelo repórter com a manchete da notícia para chamar a
atenção do telespectador.
Sobe som do VT - Marcação técnica no script, para indicar ao sonoplasta no momento em que
deve ser colocado determinado som.
Stand-up - Gravação do repórter no local do acontecimento para transmitir informações do fato.
Assim, a sequência correta é 2-1-4-3 e o gabarito é a letra B.
Gabarito: letra B.
6. (UFRPE - 2018 - UFRPE)
Como é chamado o documento que lista a sequência completa de reportagens, intervalos
comerciais, notícias lidas ao vivo por jornalistas, entrevistas e participações ao vivo (acompanhada
do tempo de duração de cada registro), em um noticiário de rádio ou televisão?
a) Roteiro
b) Broadcasting script
c) Escaleta
d) Relatório gerencial
e) Espelho
Comentário:
O espelho é o documento no qual existe a sequência completa dos materiais e as informações
que serão veiculados em um telejornal, com toda a sua estrutura como programa jornalístico.
Assim, nosso gabarito é a letra E.
Gabarito: letra E.
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7. (UFMT - 2018 - Câmara de Cáceres/MT)
Em radiojornalismo, a DEIXA marcada no script corresponde
a) à identificação de uma matéria no roteiro de um programa jornalístico por meio de
uma retranca.
b) à inserção de um trecho de gravação no início ou meio de uma reportagem
radiofônica.
c) às palavras finais da matéria que indicam ao operador de som e ao locutor o momento
em que deve prosseguir com outra informação.
d) à indicação do final do programa radiofônico e passagem para comercial.
Comentário:
A deixa no jornalismo é justamente uma marcação feita nos scripts como forma de orientar a
equipe técnica sobre o momento exato no qual outra informação ou conteúdo deve ser
veiculado. Dessa forma, ajuda nos processos de edição do conteúdo jornalístico.
Gabarito: letra C.
8. (VUNESP - 2017 - Câmara de Porto Ferreira/SP)
Em telejornalismo, o texto é escrito para ser falado (pelo locutor) e ouvido (pelo telespectador).
Pela própria característica dos veículos eletrônicos de comunicação – a instantaneidade –, o
receptor deve “pegar a informação de uma vez”. Se isso não acontece, o objetivo de quem está
escrevendo – transmitir a informação – fracassa. (V. I. Paternostro. O texto na TV, Editora Elsevier,
1999)
a) Quem pretende escrever em uma lauda (ou script) de telejornal tem que se preocupar,
de imediato, com o fato de que o seu texto vai ser lido em voz alta por alguém (repórter ou
apresentador, não importa).
b) Por trás da leitura em voz alta, há também uma preocupação com a sonoridade das
palavras. Mas, no caso do telejornalismo, o efeito sonoro do texto tem importância relativa, já
que estamos trabalhando em um veículo em que o sentido da imagem é muito explorado.
c) A leitura em voz alta do texto é uma regra fundamental para identificar palavras
rimadas. Essas palavras, em um texto radiofônico ou telejornalístico, podem não atrapalhar tanto,
porque soam de forma agradável.
d) A imagem tem uma narrativa que transmite grande carga de emoção, sem palavras.
Mas a informação precisa do texto.
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e) O texto deve ser descritivo e as imagens apenas darão apoio às palavras, de forma
ilustrativa.
Comentário:
A letra B está errada porque a sonoridade é extremamente importante no telejornalismo, mesmo
com a existência de recursos de imagem. A letra C está errada porque a leitura em voz alta ajuda
justamente a reduzir as palavras rimadas, que dificultam o entendimento da informação no
telejornalismo. A letra D está errada porque, no telejornalismo, a imagem transmite sim a
emoção e também precisa do texto, assim como o texto precisa das imagens. A letra E está
errada porque imagem e texto têm funções complementares. Logo, a letra A está correta, visto
que deve haver a preocupação em relação à leitura do texto em voz alta ao elaborar um script
adequadamente.
Gabarito: letra A.
9. (FAU UNICENTRO - 2017 - E-Paraná)
Em um script de edição de um VT de telejornalismo o off é:
a) O momento que o repórter aparece na matéria. O off é usado para descrever algo que
não temos imagem do fato narrado pelo repórter.
b) Entrevista feita pelo repórter fora do estúdio.
c) Texto feito pelo repórter com base nas imagens oferecidas pela equipe de reportagem.
d) Texto que o apresentador chama o VT.
e) O crédito de reportagem.
Comentário:
O off é o texto lido pelo repórter e coberto com as imagens disponíveis (gravadas para a pauta
e/ou de arquivo, conforme o contexto específico).
Gabarito: letra C.
10. (UNIFAP - 2016 - UNIFAP)
Corresponde a uma pequena chamada gravada pelo repórter sobre uma notícia, pra ser colocada
na escala do jornal. Serve para atrair a atenção do telespectador.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à nomenclatura da ação descrita acima.
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a) Take ou tomada.
b) Teaser.
c) Sonora.
d) Sépia.
e) Script.
Comentário:
O teaser é uma pequena chamada para atrair a atenção do telespectador para uma determinada
matéria que será exibida no programa. Assim, nosso gabarito é a letra B.
Gabarito: letra B.
11. (VUNESP - 2014 - CMSJC)
O script de televisão em duas colunas, utilizado pelas principais emissoras e descrito na
bibliografia especializada, tem as orientações
a) de áudio e vídeo na coluna da direita, e as de duração e indicações de artes e lettering
na coluna da esquerda.
b) de áudio e lettering na coluna da esquerda, e de vídeo na coluna da direita.
c) de áudio na coluna da esquerda, e de vídeo, artes e lettering na coluna da direita.
d) de vídeo na coluna da esquerda, e de aúdio, câmeras e lettering na coluna da direita.
e) de vídeo e lettering na coluna da esquerda, e de áudio na coluna da direita.
Comentário:
O script de duas colunas é organizado da seguinte forma: informações sobre o vídeo na
esquerda, assim como as marcações técnicas (como informações sobre artes gráficas e/ou
lettering), e informações de áudio na coluna da direita. Assim, a única alternativa que apresenta
essa definição corretamente é a letra E.
Gabarito: letra E.
12. (Marinha - 2014 - Marinha)
Como se denomina o texto de uma notícia em programas de rádio, que serve como ligação entre
o repórter, o apresentador e o ouvinte?
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a) LEAD.
b) Roteiro.
c) Relise.
d) SCRIPT.
e) Lauda.
Comentário:
O script é o documento que faz justamente essa ligação entre os indivíduos citados pelo
enunciado: ele ajuda a organizar a forma como o conteúdo e as informações serão apresentadas,
inclusive com marcações técnicas de áudio e vídeo. Assim, nosso gabarito é a letra D.
Gabarito: letra D.
13. (COPEVE UFMG - 2013 - UFMG)
A respeito da redação de “scripts” e “espelhos” de um telejornal, é INCORRETO afirmar que:
a) Números a serem lidos peloapresentador devem ser redigidos por extenso.
b) A pronúncia de palavras estrangeiras deve ser indicada no script.
c) É sempre recomendado arredondar números com casas decimais.
d) Siglas mais conhecidas não precisam ser desdobradas.
Comentário:
A letra A está correta, visto que os números devem ser redigidos por extenso para facilitar a
leitura e constar de forma adequada na contagem de tempo total de leitura. A letra B está
correta, visto que palavras estrangeiras devem ser sinalizadas para que a pronúncia seja feita de
forma correta. A letra D está correta, pois siglas conhecidas pelo público em geral não precisam
ser explicadas por extenso. A letra C está errada, visto que existem casos nos quais as casas
decimais serão relevantes (como o valor de fechamento do dólar na bolsa de valores, por
exemplo) para a compreensão da informação.
Gabarito: letra C.
14. (FCC - 2011 - TRT 23)
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A lauda para telejornalismo segue, em praticamente todas as emissoras, um modelo no qual são
colocadas as indicações de áudio e vídeo e todas as informações sobre a estrutura do telejornal,
que permitem a sintonia de toda a equipe técnica e de jornalismo. Sobre a lauda, é INCORRETO
afirmar que
a) a cabeça da matéria em telejornalismo é o texto que vai ser lido pelo apresentador em
estúdio, introduzindo a matéria gravada.
b) as informações relativas ao vídeo são colocadas na coluna esquerda e os textos a
serem lidos na coluna direita.
c) as palavras que os apresentadores introduzem, de forma improvisada e espontânea no
texto, são chamados cacos.
d) a lauda para televisão é denominada script.
e) as partes, ou segmentos, que dividem o telejornal e ficam entre dois intervalos
comerciais são chamados de breaks
Comentário:
A letra A está correta, visto que a cabeça realmente introduz o conteúdo a ser apresentado. A
letra B está correta: informações de vídeo ficarão na esquerda e informações de áudio ficarão na
direita. A letra C também está correta: o termo cacos é considerado um dos jargões do
jornalismo. A letra D está correta, visto que os scripts são as laudas para TV. A letra E, contudo,
está errada: os segmentos entre os comerciais são os blocos e os comerciais em si são chamados
de breaks.
Gabarito: letra E.
15. (UFSM - 2011 - UFSM)
Considerando a divisão típica de tarefas de uma emissora de televisão, associe as colunas
relacionando as funções com o trabalho executado em telejornalismo.
(1) Repórter
(2) Operador de câmera
(3) Editor de imagem
(4) Editor geral
(5) Apresentador
a. Introduz os tópicos principais do conteúdo de um programa.
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b. Capta imagem e áudio.
c. Apura informações e produz a notícia, preparando-a para divulgação.
d. Seleciona e monta as imagens de acordo com o script
e. Escreve script e confere o material para transmissão.
A sequência correta é
a) 1a – 2d – 3b – 4c – 5e.
b) 1a – 2b – 3d – 4e – 5c.
c) 1c – 2d – 3b – 4e – 5a.
d) 1c – 2b – 3d – 4e – 5a.
e) 1e – 2b – 3d – 4c – 5a.
Comentário:
Vamos ver a associação correta entre os profissionais e suas funções?
Repórter - Apura informações e produz a notícia, preparando-a para divulgação.
Operador de câmera - Capta imagem e áudio.
Editor de imagem - Seleciona e monta as imagens de acordo com o script.
Editor geral - Escreve script e confere o material para transmissão.
Apresentador - Introduz os tópicos principais do conteúdo de um programa.
Logo, nossa sequência correta é 1c – 2b – 3d – 4e – 5a e o gabarito é a letra D.
Gabarito: letra D.
16. (UFMG - 2010 - UFMG)
Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, associando, corretamente, as palavras e as
expressões de uso no telejornalismo.
1. Palavra ou frase que os apresentadores, de improviso, introduzem no texto.
2. Aparelho que permite a reprodução do script sobre a câmera, facilitando a leitura do
apresentador.
3. Imagem a mais, gravada durante uma reportagem que serve para ajudar numa edição final.
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4. Efeito técnico que permite a inserção de imagens “atrás” do apresentador. Para obtê-lo é
usado, ao fundo, um cenário azul.
( ) Cena de corte
( ) Teleprompter
( ) Chromakey
( ) Caco
A alternativa que apresenta a sequência de números CORRETA é
a) (1) (2) (4) (3)
b) (3) (4) (2) (1)
c) (3) (2) (4) (1)
d) (3) (4) (1) (2)
Comentário:
Vamos ver a associação correta entre os termos e os seus significados?
Cena de corte - Imagem a mais, gravada durante uma reportagem que serve para ajudar numa
edição final.
Teleprompter - Aparelho que permite a reprodução do script sobre a câmera, facilitando a leitura
do apresentador.
Chromakey - Efeito técnico que permite a inserção de imagens “atrás” do apresentador. Para
obtê-lo é usado, ao fundo, um cenário azul.
Caco - Palavra ou frase que os apresentadores, de improviso, introduzem no texto.
Logo, nossa sequência será 3-2-4-1 e o gabarito é a letra C.
Gabarito: letra C.
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RESUMO 
Radiojornalismo 
• Características do rádio no Brasil: 
o Sensoriedade: é um dos veículos que mais realiza uma conexão próxima com as pessoas, ao 
utilizar o som como sentido de comunicação. 
o Imediatismo: o rádio é um veículo que permite a transmissão de informações em tempo real 
com uma grande agilidade 
o Credibilidade: as emissoras de rádio têm uma história consolidada no nosso país e o hábito 
de ouvir as informações por meio desse meio atravessou muitas gerações da nossa população. 
o Democratização da informação: os sinais de rádio chegam em locais nos quais não existem 
recursos de telecomunicações suficientes para a sintonização de televisões ou acesso à 
internet, por exemplo. 
• Linguagem no rádio: 
o Evitar cacofonias e aliterações; 
o Não utilizar chavões; 
o Cargos devem ser informados antes do nome da pessoa a ser mencionada; 
o Cifras devem ser arredondadas para o valor mais próximo; 
o Evitar o uso de siglas e nomes estrangeiros. 
• Conceitos relacionados ao rádio: 
o Boletim: informativo curto, lido pelo apresentador de rádio, a respeito das principais notícias 
do dia e/ou sobre um tema específico. 
o Jingle: formato de anúncio publicitário para rádio que tem como característica a utilização de 
uma música para propagar a mensagem da marca. 
o Spot: mensagem comercial tradicional do rádio na qual o locutor narra um texto curto, com 
duração de 15 a 30 segundos e transmite a informação desejada pela marca anunciante. 
o Sonora: é o trecho da gravação com a fala de um entrevistado, que será incluída na notícia ou 
na reportagem produzida pelo jornalista. É uma expressão usada tanto no rádio quanto na 
TV. 
• Podcasts: 
o Definição: programas gravados em áudio e, em geral, são disponibilizados em plataformas 
agregadoras de conteúdo, como os serviços de streaming (Spotify,Deezer, Apple Podcasts, 
etc). 
o Aqui estão os principais motivos pelos quais as pessoas escolhem ouvir podscats: 
▪ Qualidade e diversidade do conteúdo; 
▪ Liberdade para ouvir quando, como e onde quiser; 
▪ Facilidade para acessar e baixar; 
▪ Possibilidade de realizar outras atividades enquanto consome o conteúdo. 
 
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RESUMO 
Telejornalismo 
• Características do telejornalismo: 
• Percepção de credibilidade por parte da população em relação à veracidade das informações; 
• Maior proximidade com a audiência em relação aos meios impressos; 
• Linguagem flexível e que aceita traços da comunicação oral para transmitir a mensagem para 
a audiência; 
• Uso de imagens e textos de forma complementar nas matérias; 
• Segmentação de públicos de acordo com o horário, o programa e o canal. 
• Conceitos do telejornalismo: 
• Espelho: é um cronograma do telejornal e mostra os momentos exatos nos quais o 
apresentador deverá falar cada texto, além da duração de cada reportagem gravada e a 
divisão dos assuntos em blocos com intervalos comerciais. 
• Retranca: trata-se de uma nomenclatura que funciona como um “apelido” para o conteúdo a 
ser veiculado, ou seja, é uma expressão curta para denominar determinada pauta. 
• Cabeça: trata-se de um trecho de texto lido pelo apresentador que introduz a exibição de um 
determinado VT (videotape, ou seja, o vídeo gravado de uma notícia ou reportagem). É o lead 
no telejornalismo. 
• Lapada: designa um conjunto de matérias com temas afins que são exibidas de forma rápida e 
objetiva, a partir do uso de vinhetas entre as notícias. 
• Passagem: trata-se da filmagem do repórter no local do acontecimento da notícia e/ou em 
um ambiente relacionado ao assunto. 
Tipos de passagem 
In-loco: passagens gravadas no local no qual o acontecimento abordado pela matéria 
ocorreu. 
Participativa: o repórter realiza alguma ação relacionada ao tema da matéria. 
Passagem plano-sequência: é uma passagem na qual o repórter apresenta as informações 
necessárias sobre o assunto da pauta, mas se movimenta em um ambiente externo 
relevante para a matéria. 
• Texto em off: texto lido pelo repórter em uma gravação de áudio (sem imagem) que será 
reproduzido enquanto imagens feitas pelo cinegrafista são exibidas para o público. 
• Nota: trata-se de um trecho curto com informações bem objetivas a respeito de um 
determinado assunto. 
Tipos de notas 
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Nota coberta: é uma nota lida pelo apresentador enquanto são exibidas imagens 
gravadas por um cinegrafista e/ou do arquivo da emissora que ilustrarão o assunto 
abordado. 
 Nota pelada: é uma nota lida pelo apresentador do telejornal sem o uso de imagens 
de apoio. 
 Nota pé: é uma nota lida em estúdio depois da exibição de uma matéria, com 
informações adicionais em relação ao conteúdo que já foi veiculado no jornal para o 
telespectador. 
 
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