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Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) 6ª EDIÇÃO Gloria M. Bulechek, PhD, RN, FAAN Professor Emerita The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Howard K. Butcher, PhD, RN Associate Professor The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Joanne M. Dochterman, PhD Professor Emerita The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Cheryl M. Wagner, PhD, MBA/MSN, RN Associate Dean American Sentinel University MSN Programs Aurora, Colorado Sumário Capa Folha de rosto Página de créditos Supervisão da Revisão Científica Prefácio Pontos Fortes da Classificação das Intervenções de Enfermagem Agradecimentos Lista de Reconhecimento, Sexta Edição Fellows — Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness Organizações que Contribuíram para o Desenvolvimento da NIC Definições dos Termos Como Encontrar uma Intervenção Parte Um: Visão Geral da NIC Capítulo Um: Entendendo a NIC Capítulo Um: Entendendo a NIC Descrição da NIC Classificação relacionada: classificação dos resultados de enfermagem Center for nursing classification & clinical effectiveness Perguntas que ocasionalmente surgem sobre a NIC Resumo Capítulo Dois: Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa Utilização da nic na prática Uso da NIC na educação Uso da NIC na pesquisa Resumo Parte Dois: Taxonomia das Intervenções de Enfermagem Visão Geral da Taxonomia NIC Parte Três: A Classificação A Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: Atividades: B Atividades: 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Enfermagem em Cirurgia Plástica Enfermagem em Cuidados Paliativos Enfermagem em Diabetes Enfermagem em Genética Enfermagem em HIV/AIDS Enfermagem em Neurociências Enfermagem em Oncologia Pediátrica Enfermagem em Saúde Domiciliar Enfermagem em Saúde Ocupacional Enfermagem em Transplante Enfermagem Endovenosa Enfermagem Escolar Enfermagem Forense Enfermagem Gastroenterológica Enfermagem Gerontológica Enfermagem Holística Enfermagem Médico-Cirúrgica Enfermagem na Anestesia Enfermagem na Dependência Química e Adição Enfermagem na Emergência Enfermagem na Incapacidade Desenvolvimental Enfermagem na Lesão da Coluna Espinal Enfermagem na Psiquiatria da Criança e do Adolescente Enfermagem na Psiquiatria/Saúde Mental Enfermagem na Reabilitação Enfermagem na Saúde da Mulher Enfermagem na Saúde Escolar Enfermagem na Saúde Pública e Comunitária Enfermagem Nefrológica Enfermagem Neonatal Enfermagem no Controle à Infecção e na Epidemiologia Enfermagem no Controle da Dor Enfermagem no Parto Enfermagem Obstétrica Enfermagem Oftálmica Enfermagem Oncológica Enfermagem Ortopédica Enfermagem Otorrinolaringológica e de Cabeça/Pescoço Enfermagem Paroquial Enfermagem Pediátrica Enfermagem Perioperatória Enfermagem Radiológica Enfermagem Urológica Enfermagem Vascular Parte Cinco: Tempo Estimado e Nível de Formação Necessário para a Realização das Intervenções NIC Tempo Estimado e Nível de Formação Necessário para a Realização das Intervenções NIC Parte Seis: Ligações entre as Intervenções da NIC e os Diagnósticos da NANDA-I Introdução Introdução Introdução às ligações com a NANDA-I A Amamentação Ineficaz Amamentação Interrompida Ansiedade Ansiedade Relacionada à Morte Atividade de Recreação Deficiente Atraso no Crescimento e no Desenvolvimento Autocontrole Ineficaz da Saúde Automutilação Autonegligência B Baixa Autoestima Crônica Baixa Autoestima Situacional C Campo de Energia Perturbado Capacidade Adaptativa Intracraniana Diminuída Capacidade de Transferência Prejudicada Comportamento de Saúde Propenso a Risco Comportamento Desorganizado do Lactente Comunicação Verbal Prejudicada Conflito de Decisão Conflito no Papel de Pai/Mãe Conforto Prejudicado Confusão Aguda Confusão Crônica Conhecimento Deficiente Constipação Constipação percebida Contaminação Controle de Impulsos Ineficaz Controle Familiar Ineficaz do Regime Terapêutico D Deambulação Prejudicada Débito Cardíaco Diminuído Deficit no Autocuidado para Alimentação Deficit no Autocuidado para Banho Deficit no Autocuidado para Higiene Íntima Deficit no Autocuidado para Vestir-se Deglutição Prejudicada Dentição Prejudicada Desempenho de Papel Ineficaz Desesperança Desobstrução Ineficaz de Vias Aéreas Diarreia Disfunção Sexual Disposição para Amamentação Melhorada Disposição para Autoconceito Melhorado Disposição para Autocontrole da Saúde Melhorado Disposição para Bem-estar Espiritual Melhorado Disposição para Comunicação Melhorada Disposição para Conhecimento Melhorado Disposição para Eliminação Urinária Melhorada Disposição para Enfrentamento Comunitário Melhorado Disposição para Enfrentamento Familiar Melhorado Disposição para Enfrentamento Melhorado Disposição para Equilíbrio de Líquidos Melhorado Disposição para Estado de Imunização Melhorado Disposição para Melhora da Competência Comportamental do Lactente Disposição para Melhora da Esperança Disposição para Melhora da Tomada de Decisão Disposição para Melhora do Autocuidado Disposição para Melhora do Conforto Disposição para Nutrição Melhorada Disposição para Paternidade ou Maternidade Melhorada Disposição para Poder Melhorado Disposição para Processo de Criação de Filhos Melhorado Disposição para Processos Familiares Melhorados Disposição para Relacionamento Melhorado Disposição para Religiosidade Melhorada Disposição para Resiliência Melhorada Disposição para Sono Melhorado Disreflexia Autonômica Distúrbio na Imagem Corporal Distúrbios da Identidade Pessoal Dor Aguda Dor Crônica E Eliminação Urinária Prejudicada Enfrentamento Comunitário Ineficaz Enfrentamento Defensivo Enfrentamento Familiar Comprometido Enfrentamento Familiar Incapacitado Enfrentamento Ineficaz Estilo de Vida Sedentário F Fadiga Falta de Adesão H Hipertermia Hipotermia I Icterícia Neonatal Incontinência Intestinal Incontinência Urinária de Esforço Incontinência Urinária de Urgência Incontinência Urinária Funcional Incontinência Urinária por Transbordamento Incontinência Urinária Reflexa Insônia Insuficiência na Capacidade do Adulto para Melhorar Integridade da Pele Prejudicada Integridade Tissular Prejudicada Interação Social Prejudicada Intolerância à Atividade Isolamento Social L Leite Materno Insuficiente M Manutenção do Lar Prejudicado Manutenção Ineficaz da Saúde Medo Memória Prejudicada Mobilidade com Cadeira de Rodas Prejudicada Mobilidade Física Prejudicada Mobilidade no Leito Prejudicada Motilidade Gastrointestinal Disfuncional Mucosa Oral Prejudicada N Náusea Negação Ineficaz Negligência Unilateral Nutrição Desequilibrada: Mais do que as Necessidades Corporais Nutrição Desequilibrada: Menos do que as Necessidades Corporais P Padrão de Sexualidade Ineficaz Padrão de Sono Prejudicado Padrão Ineficaz de Alimentação do Lactente Padrão Respiratório Ineficaz Paternidade ou Maternidade Prejudicada Perambulação Perfusão Tissular Periférica Ineficaz Pesar Pesar Complicado Planejamento de Atividade Ineficaz Privação de Sono Processo de Criação de Filhos Ineficaz Processos Familiares Disfuncionais Processos Familiares Interrompidos Proteção Ineficaz R Recuperação Cirúrgica Retardada Relacionamento Ineficaz Religiosidade Prejudicada Resiliência Individual Prejudicada Resposta Alérgica ao Látex Resposta Disfuncional ao Desmame Ventilatório Retenção Urinária Risco de Aspiração Risco de Atraso no Desenvolvimento Risco de Automutilação Risco de Baixa Autoestima Crônica Risco de Baixa Autoestima Situacional Risco de Binômio Mãe-Feto Perturbado Risco de Choque Risco de Comportamento Desorganizado do Lactente Risco de Confusão Aguda Risco de Constipação Risco de Contaminação Risco de Crescimento Desproporcional Risco de Desequilíbrio do Volume de Líquidos Risco de Desequilíbrio Eletrolítico Risco de Desequilíbrio na Temperatura Corporal Risco de Dignidade Humana Comprometida Risco de Disfunção Neurovascular Periférica Risco de Disreflexia Autonômica Risco de Distúrbios da Identidade Pessoal Risco de Envenenamento Risco de Função Hepática Prejudicada Risco de Glicemia Instável Risco de Icterícia Neonatal Risco de Incontinência Urinária de Urgência Risco de Infecção Risco de Integridade da Pele Prejudicada Risco de Intolerância à Atividade Risco de Lesão Risco de Lesão por Posicionamento Perioperatório Risco de Lesão Térmica Risco de Motilidade Gastrointestinal Disfuncional Risco de Nutrição Desequilibrada: Mais do que as Necessidades Corporais Risco de Olho Seco Risco de Paternidade ouMaternidade Prejudicada Risco de Perfusão Gastrointestinal Ineficaz Risco de Perfusão Renal Ineficaz Risco de Perfusão Tissular Cardíaca Diminuída Risco de Perfusão Tissular Cerebral Ineficaz Risco de Perfusão Tissular Periférica Ineficaz Risco de Pesar Complicado Risco de Planejamento de Atividade Ineficaz Risco de Processo de Criação de Filhos Ineficaz Risco de Quedas Risco de Relacionamento Ineficaz Risco de Religiosidade Prejudicada Risco de Resiliência Comprometida Risco de Resposta Adversa a Meio de Contraste com Iodo Risco de Resposta Alérgica Risco de Resposta Alérgica ao Látex Risco de Sangramento Risco de Sentimento de Impotência Risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente Risco de Síndrome do Desuso Risco de Síndrome do Estresse por Mudança Risco de Síndrome Pós-Trauma Risco de Sofrimento Espiritual Risco de Solidão Risco de Sufocação Risco de Suicídio Risco de Tensão do Papel de Cuidador Risco de Trauma Risco de Trauma Vascular Risco de Vínculo Prejudicado Risco de Violência Direcionada a Outros Risco de Violência Direcionada a Si Mesmo Risco de Volume de Líquidos Deficiente S Saúde da Comunidade Deficiente Sentimento de Impotência Síndrome da Interpretação Ambiental Prejudicada Síndrome do Estresse por Mudança Síndrome do trauma de estupro Síndrome pós-trauma Sobrecarga de estresse Sofrimento espiritual Sofrimento moral T Tensão do Papel de Cuidador Termorregulação Ineficaz Tristeza Crônica Troca de Gases Prejudicada V Ventilação Espontânea Prejudicada Volume de Líquidos Deficiente Volume de Líquidos Excessivo Parte Sete: Apêndices Apêndice A: Intervenções: Novas, Revisadas e Removidas desde a Quinta Edição Apêndice B: Orientações para Submissão de uma Intervenção Nova ou Revisada Apêndice C: Linha do Tempo e Pontos de Interesse da NIC Apêndice D: Abreviações Apêndice E: Edições e Traduções Anteriores Índice Portada Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) O LOGOTIPO NIC O logotipo NI C, que consiste em uma folha e uma árvore juntas, aparece abaixo e na capa deste livro. Essa folha é uma réplica exata da original de uma árvore do Linnaeus Botanical Garden, em Uppsala, Suécia. A folha foi apanhada, há muitos anos, por uma artista que vivia nas proximidades do parque, para estampar um vaso que ela estava fazendo. O vaso foi dado de presente a um dos membros da equipe de pesquisa, em 1990, justamente quando estava à procura de um logotipo. Uma vez que a folha viera do Linnaeus Garden, a equipe achou que seria um logotipo significativo, pois Carl Linnaeus (1701-1778) foi o grande classificador que ordenou os reinos vegetal e animal. No logotipo, a folha aparece junto a uma árvore, o símbolo universal da taxonomia. P ermissões e L icenciamento O uso de qualquer parte do NI C em qualquer publicação ou folheto impresso requer permissão por escrito do editor. Favor enviar todas as solicitações de permissão por escrito para: Elsevier Global Rights Langford Lane Kidlington, Oxford OX5 1GB UNI TED KI NGD OM HYPERLI NK mailto:healthpermissions@elsevier.com Fax: +44-1865-85-3333 Aguarde 4 a 6 semanas para processamento. Qualquer uso eletrônico da NI C requer autorização. I nformações sobre autorização mailto:healthpermissions@elsevier.com podem ser obtidas enviando uma solicitação por escrito para Licensing D epartment, Elsevier, 1600 J FK Blvd, Suíte 1800, Philadelphia, PA 19103 ou para HYPERLI NK mailto:nicnoc@elsevier.com. Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) 6ª Edição Autoras Gloria M. Bulechek, PhD, RN, FAAN Professor Emerita The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Howard K. Butcher, PhD, RN Associate Professor The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Joanne M. Dochterman, PhD Professor Emerita The University of Iowa College of Nursing Iowa City, Iowa Cheryl M. Wagner, PhD, MBA/MSN, RN Associate Dean American Sentinel University MSN Programs Aurora, Colorado mailto:nicnoc@elsevier.com Página de créditos © 2016 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978-85-352-6987-1 ISBN versão eletrônica: 978-85-352-6918-5 NURSING INTERVENTIONS CLASSIFICATION (NIC), SIXTH EDITION Copyright © 2013 by Mosby, an imprint of Elsevier Inc. Copyright © 2008, 2004, 2000, 1997 by Mosby, Inc., an affiliate of Elsevier Inc. This translation of Nursing Interventions Classification (NIC), sixth edition, by Gloria M. Bulechek, Howard K. Butcher, Joanne M. Dochterman, and Cheryl M. Wagner was undertaken by Elsevier Editora Ltda and is published by arrangement with Elsevier Inc. Esta tradução de Nursing Interventions Classification (NIC), sixth edition, de Gloria M. Bulechek, Howard K. Butcher, Joanne M. Dochterman, and Cheryl M. Wagner foi produzida por Elsevier Editora Ltda e publicada em conjunto com Elsevier Inc. ISBN: 978-0-323-10011-3 Capa Studio Creamcrackers – Aline Haluch Editoração Eletrônica Thomson Digital Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro, n° 111 – 16° andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana, n° 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 atendimento1@elsevier.com Consulte nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br Nota Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado. O Editor CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ C551 6. ed. Classificação das intervenções em enfermagem (NIC) / Gloria M. Bulechek … [et. al.]; [tradução de Denise Costa Rodrigues]. - 6. ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 25 cm. Tradução de: Nursing interventions classification (NIC) Inclui apêndice Inclui índice ISBN 978-85-352-6987-1 mailto:atendimento1@elsevier.com http://www.elsevier.com.br 1. Enfermagem - Classificação. I. Wagner, Cheryl M. II. Dochterman, Joanne M. III. Butcher, Howard K. 15-27086 CDD: 610.73012 CDU: 616-083 Supervisão da Revisão Científica Alba Lucia Bottura Leite de Barros Professora Titular da Universidade Federal de São Paulo Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa “S istematizaçãoda Assistência de Enfermagem” da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Revisão Científica Camila Takáo Lopes Enfermeira Graduada pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) Doutora em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Enfermeira da UTI Adulto do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) Heloísa Crisitina Quatrini Carvalho Passos Guimarães D outora em Enfermagem e Pós-doutoranda pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Enfermeira, Estomaterapeuta e Pesquisadora Científica Nível VI do I nstituto Lauro de Souza Lima Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em S istematização da Assistência de Enfermagem da UNIFESP Juliana de Lima Lopes Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de São Paulo Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem (UNIFESP) Doutora em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Professora Adjunta da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Vice-coordenadora do Grupo de Estudos, Pesquisa e Assistência “S istematização da Assistência de Enfermagem” da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP Tradução Ângela Scarparo Caldo Teixeira Especialista em Odontopediatria (FOP/UNICAMP) Mestre em Materiais Dentários (FOP/UNICAMP) Doutora em Odontopediatria (UFSC) Professora Adjunta I da Faculdade de Odontologia do Polo Universitário de Nova Friburgo da Universidade Federal Fluminense (FOUFF/NF) Denise C. Rodrigues Tradutora Especialista em Textos da Área de Saúde Douglas Futuro Médico Ortopedista – RJ Isabela Bazzo Mestre em Ciências Biológicas, D epartamento de Farmacologia, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) D outora em Medicina Veterinária, D epartamento de Reprodução Animal, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) Pós-doutorado em Medicina, D epartamento de Genética, Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) Keila Carolina de O. Dutka Garcia Médica Veterinária Mestranda no Laboratório de Ornitopatologia, UNESP—Botucatu Regina Machado Garcez Graduada em Letras pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos Pós-graduada em Inglês pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos Certificado de Proficiência em Inglês (Cambridge-Inglaterra) Soraya Imon de Oliveira Biomédica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) Especialista em I munopatologia e S orodiagnóstico pela Faculdade de Medicina da UNESP D outora em I munologia pelo I nstituto de Ciências Biomédicas da Universidade de S ão Paulo (ICB-USP) Taís Facina Letra Certa Comunicação e Produção Editorial Prefácio A equipe da NI C foi fundada em 1987; portanto, com esta sexta edição, aproximamo-nos de 30 anos de experiência com a padronização da linguagem de enfermagem. As edições anteriores foram publicadas em 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008. J oanne McCloskey D ochterman e Gloria M. Bulechek foram editoras em todas as seis edições. Howard K. Butcher juntou-se na quinta edição, e damos boas-vindas a Cheryl M. Wagner como mais uma editora nesta presente edição. NI C é uma linguagem padronizada abrangente que descreve os tratamentos executados por enfermeiros. Expandimos e revisamos a Classificação com esforços de pesquisa continuada e sugestões da comunidade profissional. As características desta edição são: • Dois capítulos atualizados introduzem a classificação: o Capítulo 1 apresenta uma revisão da NIC e aborda 21 perguntas que algumas vezes surgem sobre a NIC. O Capítulo 2 enfoca a inserção e a utilização da NIC na prática, na educação e na pesquisa. Cada um desses capítulos será interessante tanto para o novato como para usuário experiente da NIC. Edições anteriores fornecem material que descreve o início da NIC, em 1987, e a pesquisa para o desenvolvimento da classificação, não incluídos nesta edição. O Apêndice C contém uma linha do tempo com destaques da evolução da NIC. • Nesta edição, há um total de 554 intervenções, dentre as quais 23 são novas e 128 intervenções previamente incluídas foram revisadas. (Veja o Apêndice A para a lista de intervenções novas, revisadas e excluídas.) O formato de cada intervenção é o mesmo das edições anteriores. Cada intervenção tem um título, uma definição, uma lista de atividades que um enfermeiro pode fazer para efetuá-la na ordem lógica, uma linha de fatos da publicação e uma pequena lista de leituras complementares. A linguagem padronizada compreende o título e a definição que o acompanha. As atividades podem ser selecionadas ou modificadas conforme necessário para atender às necessidades específicas da população ou indivíduo. Assim, a NIC pode ser utilizada para comunicar um significado comum em diferentes áreas, mas ainda fornecer uma maneira para os enfermeiros individualizarem o cuidado. As leituras complementares para muitas intervenções foram atualizadas nesta edição, com alterações nas atividades efetuadas conforme indicado. As leituras complementares não incluem, de modo algum, uma listagem completa de referências para qualquer que seja a intervenção. Houve esforço para incluir diretrizes clínicas, quando disponíveis, e livros-texto que fossem baseados em pesquisas. Eles representam algumas das fontes utilizadas para o desenvolvimento das definições das intervenções e da lista de atividades e comprovam que essas intervenções são usadas por enfermeiros. Cada uma das intervenções tem um código numérico único para auxiliar na informatização da NIC e facilitar o reembolso aos enfermeiros. A Introdução contém uma página com dicas sobre como encontrar uma intervenção. • A taxonomia da NIC, que foi incluída pela primeira vez na segunda edição, foi atualizada de modo a conter todas as novas intervenções. A taxonomia, nesta edição, como nas três anteriores, inclui sete domínios e 30 classes. A taxonomia, que aparece na Parte Dois, ajuda os enfermeiros a localizar e escolher uma intervenção e fornece uma estrutura que pode auxiliar na concepção curricular. (Para maiores detalhes, verifique a visão geral da taxonomia NIC na p. 38.) • Um recurso mantido desde a terceira edição são as intervenções essenciais para as áreas de especialidade, que ajudam a definir a natureza da especialidade. Essas listas de intervenções essenciais aparecem na Parte Quatro e foram atualizadas e ampliadas nesta edição. A adição de cinco especialidades, incluindo Enfermagem em Diabetes, Enfermagem em HIV/AIDS, Enfermagem em Casa de Repouso, Enfermagem em Cirurgia Plástica e Enfermagem em Transplantes, perfaz um total de 49 especialidades, com intervenções essenciais. (Para maiores informações, verifique a introdução às intervenções essenciais na p. 432.) • A Parte Cinco desta edição traz, para todas as 554 intervenções, a estimativa de tempo e o nível mínimo de formação que um profissional necessita para administrar com segurança e competência cada intervenção (Introdução do tempo e da formação prevista na p. 458). • As ligações entre as intervenções NIC e os diagnósticos NANDA-I foram atualizadas para esta edição e aparecem na Parte Seis. Na quinta edição, essas ligações haviam sido disponibilizadas em um site. Devido às solicitações dos usuários, constam novamente nesta sexta edição. • Para a certeza de refletir a prática atual nesta edição, participaram da revisão e atualização das intervenções mais de 60 enfermeiros, citados na Lista de Reconhecimento na Introdução. As intervenções foram enviadas eletronicamente para a revisão, que incluiu uma atualização de leituras complementares e adições à lista de atividades e, em alguns casos, a revisão de definições. Foi um prazer receber sugestões de novas intervenções, vindas de vários países. O Apêndice B contém as diretrizes para submissão de intervenções novas ou revisadas. • Esta edição contém uma lista de todas as edições anteriores e traduções da NIC (Apêndice E). Edições anteriores incluíam uma bibliografia de publicações sobre a NIC; no entanto, o número crescente de publicações de vários países dificultou a tarefa de compilar uma bibliografia abrangente. Informações acerca de publicaçõestêm sido transferidas para o site do Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness (www.nursing.uiowa.edu/cnc). Em resumo, a NI C capta as intervenções realizadas por todos os enfermeiros. Tal como no passado, todas as intervenções incluídas na NI C destinam-se a ser clinicamente úteis, embora algumas sejam mais gerais do que outras. Uma vez que as intervenções englobam uma ampla gama de práticas de enfermagem, não se poderia esperar a http://www.nursing.uiowa.edu/cnc realização de todas as intervenções indicadas aqui, ou mesmo uma grande porção. Muitas das intervenções requerem formação especializada e algumas não podem ser feitas sem certificação apropriada. Outras intervenções descrevem medidas básicas de higiene e conforto que, em alguns casos, podem ser delegadas aos auxiliares de enfermagem, mas, ainda assim, necessitam ser planejadas e avaliadas pelos enfermeiros. As utilizações da NIC incluem os seguintes: • Ajuda a demonstrar o impacto que os enfermeiros têm no sistema de prestação de cuidados de saúde. • Padroniza e define a base de conhecimento para os currículos e a prática de enfermagem. • Facilita a escolha adequada de uma intervenção de enfermagem. • Facilita a comunicação dos tratamentos de enfermagem para outros enfermeiros e demais profissionais. • Permite que pesquisadores examinem a eficácia e o custo dos cuidados de enfermagem. • Auxilia os educadores a desenvolver currículos que articulem-se melhor com a prática clínica. • Facilita o ensino de tomada de decisão clínica aos enfermeiros novatos. • Auxilia administradores no planejamento de pessoal e no equipamento necessário de forma mais eficaz. • Promove o desenvolvimento de um sistema de reembolso para os serviços de enfermagem. • Facilita o desenvolvimento e uso de sistemas de informação de enfermagem. • Comunica a natureza da enfermagem para o público. Quando a linguagem padronizada é usada para documentar a prática, pode-se comparar e avaliar a eficácia dos cuidados prestados em múltiplos contextos por diferentes profissionais. O uso de linguagem padronizada não inibe nossa prática, mas sim comunica a essência dos cuidados de enfermagem aos outros, e ajuda-nos a melhorar a nossa prática por meio da pesquisa. O desenvolvimento e a utilização dessa Classificação contribuem para o avanço do conhecimento de enfermagem, facilitando ensaios clínicos de intervenções de enfermagem. Acreditamos que o contínuo desenvolvimento e o uso dessa Classificação ajudam no avanço do conhecimento de enfermagem e nos esforços da enfermagem em ganhar mais voz no cenário da política de saúde. Nós continuamos a acolher o seu retorno e aguardamos sugestões ansiosamente. Gloria M. Bulechek Howard K. Butcher Joanne M. Dochterman Cheryl M. Wagner Pontos Fortes da Classificação das Intervenções de Enfermagem • Abrangente — A NIC inclui toda a gama de intervenções de enfermagem para a prática geral, bem como para as áreas de especialidades. Incluem-se intervenções fisiológicas e psicossociais, prevenção e tratamento de doenças, promoção da saúde, intervenções para indivíduos, famílias e comunidades e cuidado indireto. Tanto intervenções independentes como colaborativas estão incluídas, podendo ser utilizadas em qualquer cenário da prática, independentemente da orientação filosófica. • Baseada em pesquisas — A pesquisa para o desenvolvimento da NIC utilizou-se da abordagem multimétodos, incluindo análise de conteúdo, aplicação de questionários a especialistas, revisão de grupo focal, análise de similaridades, agrupamento hierárquico, escalonamento multidimensional e testes em campos clínicos. A pesquisa inicial foi parcialmente financiada pelo National Institutes of Health e o National Institute of Nursing Research. Há um trabalho contínuo para atualização da classificação, com base na opinião de especialistas e publicações científicas. • Desenvolvida indutivamente com base na prática existente — As fontes originais incluem livros-texto didáticos atualizados, manuais de planejamento de cuidados e sistemas de informação em enfermagem da prática clínica, acrescidos da expertise clínica dos membros da equipe e especialistas de cada uma das áreas da prática. As adições e as melhoras são resultado das sugestões dos usuários e dos colegas revisores. • Reflete a prática clínica e pesquisas atuais — Todas as intervenções são acompanhadas por uma lista de leituras complementares que apoiam o desenvolvimento da intervenção. Todas as intervenções foram revistas por especialistas na prática clínica, e muitas, ainda, por relevantes organizações de especialistas na prática clínica. Um processo de pareceres é usado para incorporar as sugestões dos usuários na prática. • Tem uma estrutura de organização fácil de usar (domínios, classes, intervenções e atividades) — Todos os domínios, classes e intervenções têm definições. Princípios foram estabelecidos para manter a coerência e coesão na Classificação; as intervenções são codificadas numericamente. • Utiliza linguagem clara e clinicamente significativa — Do início ao fim desta obra, a linguagem selecionada é a mais útil na prática clínica. A linguagem reflete clareza em questões conceituais, incluindo apenas as intervenções, e não diagnósticos ou resultados. • Apresenta estrutura e processo estabelecidos para refinamento contínuo — Sugestões para melhoras de usuários ao redor do mundo são aceitas. O refinamento contínuo da NIC é facilitado pelo Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness, estabelecido na College of Nursing da University of Iowa, em 1995, pelo Conselho de Regentes de Iowa. • Passou por testes de campo — O processo de implementação foi inicialmente estudado em cinco campos que representam os vários locais nos quais os cuidados de enfermagem ocorrem. Centenas de outras agências clínicas e de ensino também estão implantando a Classificação, e passos para a implementação foram desenvolvidos para ajudar nesse processo de mudança. • Acessível por meio de inúmeras publicações e mídia — Além da própria classificação, numerosos artigos e capítulos têm sido publicados desde 1990. Livros, revisões e publicações sobre o uso e o valor da NIC atestam o significado desse trabalho. Um vídeo foi feito sobre o início do desenvolvimento da NIC. A Elsevier publica um boletim informativo trimestral e administra uma página na rede social Facebook, para manter as pessoas a par dos desenvolvimentos recentes. • Ligada a outras classificações de enfermagem — As ligações entre a NIC e os diagnósticos NANDA-I são apresentadas na Parte 6 deste livro, para auxiliar na tomada das decisões clínicas. A terceira edição de um livro que liga os resultados da Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC) e intervenções NIC aos diagnósticos NANDA-I e outras condições clínicas também encontra-se disponível, pela Elsevier. Edições anteriores da NIC eram vinculadas aos problemas do Sistema Omaha, aos resultados da NOC, aos Protocolos de Avaliação Residente (RAP) para cuidados de longo prazo, e ao OASIS (Outcome and Assessment Information Set) para cuidados de saúde em domicílio. • Reconhecida nacionalmente nos Estados Unidos da América — A NIC é reconhecida pela American Nurses Association, incluída na National Library of Medicine’s Metathesaurus for a Unified Medical Language, faz parte dos índices da CINAHL, é mapeada no SNOMED (Systematized Nomenclature of Medicine) e está registrada no HL7 (Health Level 7 International). • Desenvolvida na mesma universidade que a classificação de resultados — A NOC dos resultados dos pacientes sensíveis à prática de enfermagem também foi desenvolvida em Iowa. Ambas, NIC e NOC, situam-se no Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness (www.nursing.uiowa.edu/cnc). • Incluída em um número crescente de fornecedores de softwares de sistemas de informações clínicas — O SNOMED incluiu a NIC em seu sistema de registro multidisciplinar. Vários fornecedores licenciaram a NIC para inclusão em seus softwares, voltados tanto para contextoshospitalares quanto comunitários, para profissionais generalistas ou especialistas. • Uso mundial — A NIC é uma classificação de intervenções de enfermagem com 20 anos de uso em vários países. Traduções estão concluídas, ou em andamento, nos seguintes idiomas: chinês, holandês, francês, alemão, islandês, italiano, japonês, coreano, norueguês, português e espanhol. http://www.nursing.uiowa.edu/cnc Agradecimentos Nada dessa magnitude é feito sozinho. Assim como nas edições anteriores, gostaríamos de agradecer a ajuda de uma variedade de fontes: Às pessoas e aos grupos que submeteram sugestões de novas intervenções ou revisaram as intervenções e aqueles que analisaram as submissões. I sto inclui os “Center Fellows”, com diferentes expertises, e os colegas revisores, que doam seu tempo e expertise. Essa classificação é aprimorada continuamente, para melhor refletir a prática clínica e melhores práticas, com a participação de muitos profissionais. Os nomes dos colaboradores nas mudanças desta edição constam na lista de reconhecimento, nas páginas de apresentação. À University of I owa College of Nursing, pelo apoio ao Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness, fundado em 1995 para facilitar o desenvolvimento da NI C e da NOC, então em andamento. O apoio dos colaboradores tem criado um fundo de doação na University of I owa Foundation, que dará apoio permanente para a continuidade e manutenção da Classificação. À nossa editora, Sandra Clark, na Mosby/Elsevier, que já orienta essa classificação há duas edições. Agradecemos também aos seus associados Michael Wisniewski, ex-diretor de Licenciamento em Vendas, e Karen D elany, especialista em licenciamento, por seu trabalho circunspecto com fornecedores e agências, que estão migrando a enfermagem para o mundo eletrônico. Agradecemos também à Karen D elany, pela produção do Boletim NI C/NOC e manutenção da página do Facebook, que nos ajuda a trazer novas informações para a comunidade profissional. À ajuda de Sharon Sweeney, Coordenadora do Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness na College of Nursing, University of I owa, que auxiliou as reuniões da equipe da NI C, o processo de revisão e manteve os documentos eletrônicos. Este foi um complicado e demorado trabalho que ela desempenhou bem. Apreciamos muito também o auxílio da doutoranda Meghan McGonigal-Kenney e de Tess J udge-Ellis, professor clínico associado, por reverem e revisarem as intervenções. À NAND A I nternacional e aos pesquisadores da NOC, por sua contínua cooperação, por meio da Aliança NNN (NAND A-I , NOC e NI C) em trabalhar juntos, facilitando as ligações entre os diagnósticos NAND A-I , intervenções NI C e os resultados NOC e a implementação de linguagem padronizada na prática. À resposta entusiasmada à Classificação de muitos dos enfermeiros nos Estados Unidos, e ao redor do mundo, que estão usando a NI C de diversas maneiras — para documentar a sua prática, para ajudar os alunos a aprender a planejar cuidados de enfermagem, a organizar livros de enfermagem e para conduzir pesquisas. As solicitações de profissionais e estudantes têm resultado na inclusão da linguagem padronizada em softwares clínicos e educacionais. Lista de Reconhecimento, Sexta Edição As seguintes pessoas contribuíram para esta edição da NI C de várias maneiras. Algumas submeteram novas intervenções apresentadas para consideração ou sugeriram revisões às intervenções existentes. Algumas auxiliaram no processo de revisão das adições, revisões ou exclusões da classificação. Outras submeteram exemplos de como implementaram a NI C na prática ou no ensino. D e qualquer forma, todos contribuíram valiosamente para os usuários da NIC. Deborah K. Bahe, Health Services Provider, University of I owa Health Care, I owa City, Iowa Jessica Block, Nursing Instructor, Kirkwood Community College, Cedar Rapids, Iowa T om Blodge , Lecturer, The University of I owa College of Nursing, and S taffNurse, University of Iowa Hospitals and Clinics, Iowa City, Iowa Nicole Petsas Blodge , D octoral S tudent, The University of I owa College of Nursing, Iowa City, Iowa Jane Brokel, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Mary Clarke, D irector, Nursing Practice, Research and I nnovation Management, Genesis Medical Center, Davenport, Iowa Rose Constantino, Associate Professor, University of Pi sburgh School of Nursing, Pittsburgh, Pennsylvania Kennith Culp, Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa Sheri Cutler, Nursing Content Analyst, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado Jeane e Daly, Associate Research Scientist, University of I owa Hospitals and Clinics Department of Family Medicine, Iowa City, Iowa Martha Driessnack, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, Iowa City, Iowa Kristi Febus, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Susanna Funk, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Vicente de la Osa Garcia, Supervising Nursing, Clinical Unit D epartment of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain Sue Gardner, Associate Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Joe Greiner, Advanced Practice Nurse, University of I owa Hospitals and Clinics, I owa City, Iowa Elem Kocaçal Güler, Research Assistant, Fundamentals of Nursing D epartment, Ege University School of Nursing, Bornova Izmir, Turkey Andrew Hanson, Staff Nurse, Froedtert Hospital, Milwaukee, Wisconsin Laura K. Hart, Associate Professor Emerita, The University of I owa College of Nursing, Iowa City, Iowa Helen Heiskell, Assistant Professor, South University College of Nursing, S avannah, Georgia Deborah Hubbard, Nursing Clinical Specialist, University of I owa Health Care, I owa City, Iowa Stacey Huynh, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Todd Ingram, Assistant Professor Clinical, The University of I owa College of Nursing, Iowa City, Iowa Benjamin J . Jaggers, S taff Nurse, University of I owa Hospitals and Clinics Geriatric Psychiatry, Iowa City, Iowa Tess Judge-Ellis, Associate Professor Clinical, The University of I owa College of Nursing, Iowa City, Iowa Clare E. Kasse-Katuramu, Cambridge Health Alliance Whidden Memorial Hospital, Everett, Massachusetts Teresa Kelechi, Associate Professor, Medical University of S outh Carolina College of Nursing, Charleston, South Carolina María Rosario J iménez León, D iplomado en enfermería, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain Ángela Cejudo López, Enfermera Gestora de Casos de Atención Primaria, S eville, Spain Begoña López López, Associate Care D irection Liaison Nursing, Sanitary D istrict of Primary Health Care of Seville, Seville, Spain Rosairo López López, Nursing S taff, Bone Marrow Transplantation Unit, D epartment of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain Juan Mateu Lorenzo, Head of Nursing for Emergency and Radiology S ervices, Hospital ASEPEYO Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Spain T homas J . Loveless, Coordinator of the Adult Nurse Practitioner Program, Thomas Jefferson University School of Nursing, Philadelphia, Pennsylvania Der-Fa Lu, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Francisco José Márquez Malaver, Nursing S taff, Bone Marrow Transplantation Unit, D epartment of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain Ana Eva Granados Matute, S upervisora Unidad de Coordinación Cuidados Interniveles, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain Meghan McGonigal-Kenney, S tudent Research Assistant, The University of I owa College of Nursing, Iowa City,Iowa Dorothy Me , Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Pamela Nelson, Clinical Nurse S pecialist, Assistant Professor, Mayo School of Medicine, Rochester, Minnesota David G. O’Dell, Graduate Program D irector, South University, West Palm Beach, Florida Abbey Pachter, Program D irector, South University College of Nursing, Virginia Beach, Virginia Montserrat Cordero Ponce, D iplomada en Enfermería, Hospital D uques D el I nfantado Virgen del Rocío, Seville, Spain Rebecca Porter, D octoral S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Eugenio Coll del Rey, Nurse, University Hospital Virgen de las Nieves de Granada, Spain Marcia E. Ring, Assistant Professor, University of Vermont College of Nursing and Health Sciences, Burlington Vermont Cheryl Rodgers, Nursing Instructor, South University, Richmond, Virginia Libby Rollinson, D irector, Content Solutions, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado Serafín Fernández Salazar, Hospital de Alta Resolución S ierra de S egura, Empresa Pública Hospital Alto Guadalquivir, Jaén, Spain Isabel María Romero Sánchez, D iplomada en Enfermería, Hospital D uques del Infantado, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain Lisa Segre, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Jamie Smith, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Sashi Solomon, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City, Iowa Victoria Steelman, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, Iowa City, Iowa Elaine E. Steinke, Professor, Wichita State University, Wichita, Kansas Ruth Swart, I nstructor, Clinical S imulation Learning Center, University of Calgary Faculty of Nursing, Calgary, Alberta, Canada Mary P. Tarbox, Professor and Chair, Mount Mercy University D epartment of Nursing, Cedar Rapids, Iowa Holly Toomey, D irector, Nursing S olutions Product Management, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado Sharon Tucker, D irector, Nursing Research & EBP, D epartment of Nursing & Patient Care Services, University of Iowa Hospitals & Clinics, Iowa City, Iowa José Carlos Bellido Vallejo, S urgical Area Nurse, J aén Hospital Complex, J aén- Andalusia-Spain Juan Carlos Quero Vallejo, S urgical Area S upervisor, J aén Hospital Complex, J aén- Andalusia-Spain Mercedes Barroso Vázquez, Coordinación de Gestión Clínica de Cuidados, Unidad de Coordinación Asistencial, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain Bonnie J . Wakefield, Associate Research Professor, S inclair S chool of Nursing, University of Missouri, Columbia, Missouri Nancy Walker, Functional Analyst, Horizon Expert Plan, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado Fellows — Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness O Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness (CNC), da College of Nursing, University of I owa, tem um programa de fellows. O Fellows, Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness é designado àqueles que contribuem significativamente para a atualização, manutenção e implementação da NI C e da NOC. Esses indivíduos têm contribuído ativamente com o Centro e incluem membros da equipe de pesquisa, o pessoal de agências de cooperação, professores aposentados e professores visitantes. Estudantes em seu último ano de doutorado, e que fizeram contribuições substanciais para o trabalho do CNC, são elegíveis. O s Fellows doam uma parte de seu tempo executando alguma das atividades do Centro. Eles estão disponíveis como pessoas de recurso para tais atividades, como: revisões ad hoc sobre propostas de novas intervenções e resultados, participando de equipes ou reuniões, trabalhando em um comitê de planejamento de conferências, revisando projetos de monografias, participando de atividades de escrita para solicitação de recursos financeiros e aconselhando o atual conselho de desenvolvimento da classificação. O período de participação de um Fellow é de até 3 anos, ou um tempo menor, dependendo da necessidade (p. ex., professor-visitante). As seguintes pessoas estão trabalhando como Fellows, desde 1° de julho de 2012: Mary Ann Anderson, Associate Professor, University of Illinois, College of Nursing, Quad Cities Regional Program, Moline, IL Ida Androwich, Professor, Loyola University, School of Nursing, Chicago, IL Sandra Bellinger, Retired, Trinity College of Nursing & Health Sciences, Rock Island, IL Sharon Eck Birmingham, Chief Nursing Executive, Clairvia Business Unit, Cerner Corporation, Durham, NC Veronica Brighton, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Jane Brokel, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing Gloria Bulechek, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Lisa Burkhart, Associate Professor, Loyola University, School of Nursing, Chicago, IL Howard Butcher, Associate Professor, University of Iowa, College of Nursing Jill Scott-Cawiezell, Professor and Associate Dean for Academic Affairs, University of Iowa, College of Nursing Teresa Clark, Advance Practice Nurse, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics Mary Clarke, Director of Nursing Practice, Research, and Innovation, Genesis Medical Center, Davenport, IA Deborah Conley, Gerontological Clinical Nurse Specialist, Nebraska Methodist Hospital, Omaha, NE Elaine Cook, Assistant Professor, Mount Mercy University, Cedar Rapids, IA Sister Ruth Cox, Faculty, Kirkwood Community College, Cedar Rapids, IA Martha Craft-Rosenberg, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Jeanette Daly, Associate Research Scientist, University of Iowa Hospitals and Clinics Connie Delaney, Dean and Professor, University of Minnesota, School of Nursing, Minneapolis, MN Janice Denehy, Associate Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Joanne M. Dochterman, Professor Emerita, College of Nursing, University of Iowa Gloria Dorr, Advance Practice Nurse, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics Mary Ann Fahrenkrug, Adjunct Faculty, Ambrose University, Davenport, IA Joe Greiner, Advanced Practice Nurse, University of Iowa Hospitals and Clinics Barbara Head, Assistant Professor Emerita, University of Nebraska Medical Center, College of Nursing, Omaha, NE Todd Ingram, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Gwenneth Jensen, Clinical Nurse Specialist, Sandford Health, Sioux Falls, SD Marion Johnson, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Tess Judge-Ellis, Associate Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Gail Keenan, Associate Professor, Director Nursing Informatics Initiative, University of Illinois, College of Nursing, Chicago, IL Peg Kerr, Associate Professor, Nursing Department Head, University of Dubuque, Dubuque, IA Cathy Konrad, Faculty, Trinity College of Nursing & Health Sciences, Rock Island, IL Marie Kozel, CARE Project Lead, Methodist Health System, Omaha, NE Mikyoung Lee, Assistant Professor, Indiana University, School of Nursing, Indianapolis, IN Sue Lehmann, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Der-Fa Lu, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing Meridean Maas, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing Paula Mobily, Associate Professor, University of Iowa, College of Nursing Lou Ann Montgomery, Director Nursing Administration, Co-Director Nursing Clinical Education Center, University of Iowa Hospitals and Clinics Sue Moorhead, Associate Professor & Director, Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, Universityof Iowa, College of Nursing Hye Jin Park, Assistant Professor, Florida State University, College of Nursing, Tallahassee, FL Shelley-Rae Pehler, Associate Professor, University of Wisconsin- Eau Claire, Eau Claire, WI Aleta Porcella, Clinical Nurse Specialist, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics Barb Rakel, Assistant Professor, College of Nursing, University of Iowa David Reed, Associate, University of North Carolina, Cecil G. Sheps Center for Health Services Research, Chapel Hill, NC K. Reeder, Assistant Professor, Goldfarb School of Nursing at Barnes-Jewish College, St. Louis, MO Debra Schutte, Associate Professor, Michigan State University, College of Nursing Cindy Scherb, Professor, Winona State University, Graduate Programs in Nursing University Center Rochester, Winona, MN Lisa Segre, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing Margaret Simons, Diabetes Nurse Specialist, Iowa City VA Medical Center Kelly Smith, Instructor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Janet Specht, Professor, College of Nursing, University of Iowa Anita Stineman, Associate Professor Clinical, College of Nursing, University of Iowa Elizabeth Swanson, Associate Professor, College of Nursing, University of Iowa Mary Tarbox, Professor and Chair, Department of Nursing, Mt. Mercy University, Cedar Rapids, IA Toni Tripp-Reimer, Professor, University of Iowa, College of Nursing Hui-Chen Tseng, Postdoctoral Fellow, University of Utah, College of Nursing, Salt Lake City, UT Sharon Tucker, Director, Nursing Research and Evidence-Based Practice, University of Iowa Hospitals and Clinics Bonnie Wakefield, Associate Research Professor, University of Missouri, Sinclair School of Nursing, Columbia, MO Cheryl M. Wagner, Associate Dean, American Sentinel University, MSN Programs, Aurora, CO Ann Williamson, Associate Vice President for Nursing, UI Health Care and Chief Nursing Officer, University of Iowa Hospitals and Clinics Organizações que Contribuíram para o Desenvolvimento da NIC Enfermeiros de várias organizações de especialistas participaram do desenvolvimento e validação da NIC, incluindo as instituições a seguir: Academy of Medical-Surgical Nurses Advocates for Child Psychiatric Nursing American Academy of Ambulatory Care Nursing American Association of Critical-Care Nurses American Association of Diabetes Educators American Association of Neuroscience Nurses American Association of Nurse Anesthetists American Association of Occupational Health Nurses American Association of Spinal Cord Injury Nurses American Board of Neuroscience Nurses American College of Nurse-Midwives American Holistic Nurses Association American Nephrology Nurses Association American Nurses Association ANA Council on Gerontological Nursing ANA Council on Maternal-Child Nursing ANA Council on Psychiatric and Mental Health Nursing American Psychiatric Nurses Association American Radiological Nurses Association American Society of Ophthalmic Registered Nurses, Inc. American Society of Pain Management Nurses American Society of Post-Anesthesia Nurses American Urological Association Allied Association for Practitioners in Infection Control Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology, Inc. Association of Child and Adolescent Psychiatric Nurses, Inc. Association of Community Health Nursing Educators Association of Nurses in AIDS Care Association of Operating Room Nurses, Inc. Association of Pediatric Oncology Nurses Association of Rehabilitation Nurses Association of Women’s Health, Obstetric and Neonatal Nurses Dermatology Nurses Association Developmental Disabilities Nurses Association Drug and Alcohol Nursing Association, Inc. Emergency Nurses Association International Association for the Study of Pain International Society of Nurses in Genetics Intravenous Nurses Society Midwest Nursing Research Society NAACOG: The Organization for Obstetric, Gynecologic, Neonatal Nurses National Association of Hispanic Nurses National Association of Neonatal Nurses National Association of School Nurses, Inc. National Consortium of Chemical Dependency Nurses National Flight Nurses Association National Gerontological Nursing Association National Nurses Society on Addictions North American Nursing Diagnosis Association Oncology Nursing Society Society for Education and Research in Psychiatric-Mental Health Nursing Society for Peripheral Vascular Nursing Society for Vascular Nursing Society of Gastroenterology Nurses and Associates, Inc. Society of Otorhinolaryngology and Head-Neck Nurses, Inc. Society of Pediatric Nurses Society of Urologic Nurses and Associates Definições dos Termos Termos da classificação Intervenção de Enfermagem Qualquer tratamento que, baseado em julgamento e conhecimento clínico, um enfermeiro ponha em prática para intensificar os resultados do paciente. As intervenções de enfermagem incluem tanto a assistência direta como a indireta; as assistências voltadas para indivíduos, famílias e comunidade; e a assistência prestada em tratamentos iniciados pelo enfermeiro, médico e outro prestador. A intervenção de cuidado direto é um tratamento realizado por meio da interação direta com o paciente. I ntervenções de cuidado direto incluem tanto ações fisiológicas e psicossociais, como as ações manuais e as de natureza mais de apoio e aconselhamento. A intervenção de cuidado indireto é um tratamento realizado a distância, mas favorecendo o paciente ou o grupo de pacientes. As intervenções de cuidado indireto incluem ações destinadas ao gerenciamento do ambiente de cuidado do paciente e colaboração multidisciplinar. Essas ações apoiam a efetividade das intervenções de cuidados diretos. A intervenção comunitária (ou de saúde pública) é direcionada para promover e preservar a saúde das populações. I ntervenções comunitárias enfatizam a promoção e a manutenção da saúde e prevenção de doenças populacionais, e incluem estratégias para lidar com o ambiente político e social em que determinada população reside. O tratamento iniciado pelo enfermeiro consiste em uma intervenção em resposta ao diagnóstico de enfermagem; é uma ação autônoma baseada no raciocínio científico, executada para beneficiar o paciente de uma forma prevista pelo diagnóstico de enfermagem e resultados projetados. Essas ações incluem os tratamentos iniciados pelos profissionais com prática avançada de enfermagem. O tratamento iniciado pelo médico é uma intervenção iniciada por um médico em resposta a um diagnóstico clínico, porém efetuada por um enfermeiro; é uma ação baseada na “ordem do médico”. Os enfermeiros também podem realizar tratamentos iniciados por outros provedores de serviços, tais como farmacêuticos, fisioterapeutas ou assistentes do médico. Atividades de Enfermagem Atividades de enfermagem estão no nível concreto de ação, focando no comportamento de enfermagem, pois são as condutas ou ações específicas tomadas para implementar uma intervenção e que auxiliam os pacientes a progredir em direção ao resultado desejado. Uma série de atividades é necessária para efetuar uma intervenção. Classificação das Intervenções de Enfermagem A ordenação ou organização das atividades de enfermagem em grupos ou conjuntos com base em suas relações e a nomenclatura de identificação da intervenção para estes grupos padronizados de atividades. Taxonomia das Intervenções de Enfermagem Agrupamento das intervenções com base em semelhanças, o que pode ser considerado uma organização sistemática. A estrutura taxonômica da NI C tem três níveis: domínios, classes e intervenções. Outros Termos Paciente Paciente é qualquer indivíduo, grupo, família ou comunidade que é o foco da intervenção de enfermagem. Os termos “paciente”, “indivíduo” e “pessoa” são utilizados neste livro, mas, em alguns contextos, “cliente” ou outra palavra pode ser o termo preferido. Os usuários devem se sentir livres para usar o termo que é maisrelevante ao seu ambiente de cuidados. Família D ois ou mais indivíduos ligados por laços de sangue ou por escolha, com responsabilidade partilhada, para promover o desenvolvimento mútuo, saúde e manutenção de relacionamentos. Comunidade Um grupo de pessoas e as inter-relações que se desenvolvem conforme compartilham um ambiente físico e alguns órgãos e instituições (p. ex., escola, corpo de bombeiros, assembleias). Progenitores Mãe, pai ou outro indivíduo que assumir o papel de educar e criar os filhos. Cuidador Qualquer pessoa que presta cuidados de saúde ou atua em nome de alguém. Como Encontrar uma Intervenção A presente edição da Classificação contém 554 intervenções. Há vários métodos disponíveis para encontrar a intervenção desejada. Ordem Alfabética: Quando se sabe o nome da intervenção e deseja-se ver a lista completa de atividades e leituras complementares (Parte Três). Taxonomia da NIC: Quando se deseja identificar intervenções relacionadas a áreas e temas específicos (Parte Dois). Ligações com os Diagnósticos NANDA-I: Quando se tem um diagnóstico NANDA-I e pretende-se obter uma lista de intervenções sugeridas (Parte Seis). Intervenções Essenciais por Especialidade: Quando se planeja um curso ou sistema de informação para um grupo de uma área de especialidade, esta é uma ótima sessão para se começar (Parte Quatro). Ligações com Diagnósticos NANDA-I e Resultados NOC: Quando se pretende rever as ligações entre NANDA-I, NOC e NIC deve-se encaminhar ao livro de apoio, NOC and NIC Linkages to NANDA-I and Clinical Conditions: Supporting Critical Reasoning and Quality Care (Ligações NOC e NIC a NANDA-I e Condições Clínicas: Suporte ao Raciocínio Crítico e Assistência de Qualidade) (Johnson et al., 2012). As pessoas não devem se sentir sobrecarregadas pelo tamanho da Classificação, que pretende ser abrangente para todas as áreas de especialidades e todas as disciplinas. Não requer muito tempo para familiarizar-se com a Classificação e para localizar as intervenções mais relevantes para a prática específica de cada profissional. A seleção de uma intervenção de enfermagem para um paciente em particular é parte da tomada de decisão clínica do enfermeiro. Seis fatores devem ser considerados ao se escolher uma intervenção: (1) resultados desejados dos pacientes, (2) características do diagnóstico de enfermagem, (3) base de investigação para a intervenção, (4) base científica para a intervenção, (5) aceitabilidade do paciente e (6) capacidade do enfermeiro. Esses fatores são explicados com mais detalhes no Capítulo Dois. PART E UM Visão Geral da NIC ESBOÇO Capítulo Um: Entendendo a NIC Capítulo Dois: Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa CAPÍ T ULO UM Entendendo a NIC Descrição da NIC A Classificação de I ntervenções de Enfermagem (NI C) é uma classificação abrangente padronizada das intervenções realizadas por enfermeiros. É útil para o planejamento do cuidado, a documentação clínica, a comunicação sobre cuidado entre áreas, a integração de dados em sistemas e estabelecimentos, as pesquisas e a eficácia, a mensuração de produtividade, a avaliação de competência, a facilitação do reembolso, o ensino e o planejamento curricular. A Classificação inclui as intervenções que enfermeiros realizam nos pacientes, tanto de forma independente quanto colaborativa, no cuidado direto ou indireto. Uma intervenção é definida como qualquer tratamento, com base no julgamento e no conhecimento clínicos, realizado por um enfermeiro para melhorar os resultados do paciente. A inda que esse profisional tenha expertise somente em um número limitado de intervenções que refletem sua especialidade, a Classificação abrange todos os campos de especialidade dos enfermeiros. A NI C pode ser utilizada em todos os âmbitos (desde unidades de tratamento agudo até unidades de tratamento intensivo, cuidados domiciliares, paliativos e primários) e todas as especialidades (de enfermagem de cuidados críticos a enfermagem pediátrica e gerontológica). A Classificação completa descreve o domínio da enfermagem; no entanto, algumas de suas intervenções também são realizadas por outros profissionais da saúde. Estes são bem-vindos a utilizar a NI C para descrever seus tratamentos. A NI C abrange tanto as intervenções fisiológicas (p. ex., Controle Acidobásico) quanto as psicológicas (p. ex., Redução da Ansiedade). Foram incluídas intervenções para o tratamento de doenças (p. ex., Controle da Hiperglicemia), prevenção de doenças (p. ex., Prevenção contra Quedas) e promoção de saúde (p. ex., Promoção do Exercício). A maioria das intervenções destina-se ao uso com indivíduos, porém muitas são utilizadas com famílias (p. ex., Promoção da I ntegridade Familiar), e algumas destinam-se a comunidades inteiras (p. ex., Controle do Ambiente: Comunidade). Também são incluídas intervenções de cuidados indiretos (p. ex., Controle de Suprimentos). Cada intervenção é apresentada na Classificação listada com um nome, uma definição, um conjunto de procedimentos para realizar a intervenção e leituras sugeridas. Uma notação que aparece em cada intervenção um pouco antes da listagem das leituras sugeridas fornece a(s) edição(ões) em que a intervenção foi desenvolvida e modificada. Nesta edição, existem 554 intervenções e aproximadamente 13 mil atividades. As partes padronizadas da intervenção são os títulos e suas definições — estes não devem ser alterados quando estiverem em uso. Essa prática possibilita a comunicação entre os diversos locais e a comparação dos resultados. O cuidado, no entanto, pode ser individualizado por meio das atividades. D e uma lista de aproximadamente 10 a 30 atividades por intervenção, o profissional seleciona as atividades que são apropriadas para o indivíduo ou a família e, se desejar, pode adicionar novas atividades. Todas as modificações ou atividades extras devem ser coerentes com a definição da intervenção. Para cada intervenção, as atividades são listadas em ordem lógica, do primeiro ao último passo a ser realizado pelo enfermeiro. Para muitas atividades, a ordem não é fundamental, mas, para outras, a sequência temporal é importante. As listas de atividades são bastante longas, pois a Classificação deve satisfazer as necessidades de vários usuários; estudantes e iniciantes precisam de orientações mais concretas do que enfermeiros experientes. As atividades não são padronizadas; porque tal tarefa seria quase impossível realizar com tantas intervenções, e comprometeria o propósito de utilizá-las para individualizar o cuidado. As leituras sugeridas no final de cada intervenção são as mais úteis no desenvolvimento da intervenção ou no apoio a algumas atividades das intervenções. Elas são o ponto de partida da leitura em caso de inexperiência com as intervenções, mas não constituem, sob nenhum aspecto, uma lista completa de referências, nem incluem todas as pesquisas sobre cada intervenção. Embora as listas de atividades sejam muito úteis para o ensino de uma intervenção e a implementação de sua execução, não constituem a essência da Classificação. Os títulos e as definições das intervenções são a chave da Classificação; os títulos fornecem um resumo das atividades e permitem que os enfermeiros identifiquem e comuniquem a natureza de seu trabalho. Antes da NI C, havia somente longas listas de atividades e nenhuma estrutura organizacional; após ela, podemos comunicar facilmente nossas intervenções com o título, que é definido por uma descrição formal e uma lista de atividades a ser aplicada. As intervenções são agrupadas em 30 classes e sete domínios para facilitar seu uso. Os sete domínios são: (1) Fisiológico: Básico, (2) Fisiológico: Complexo, (3) Comportamental, (4) Segurança, (5) Família, (6) S istema de Saúde e (7) Comunidade (ver Taxonomia começando na p. 38). Algumas intervenções estão localizadas em mais de uma classe, mas cada uma tem um número exclusivo (código) que identifica a classe primária e não é usado para outra intervenção. A taxonomia NI C foi codificada por diversosmotivos: (1) para facilitar o uso no computador, (2) para simplificar a manipulação dos dados, (3) para aumentar sua articulação com outros sistemas codificados e (4) para permitir seu uso na solicitação do reembolso. Os códigos para os sete domínios vão de 1 a 7; os códigos para as 30 classes vão de A a Z, a, b, c, d. Cada intervenção tem um número único formado por quatro espaços. Se desejado, as atividades podem ser codificadas sequencialmente após a casa decimal, usando dois dígitos (os números não foram incluídos no texto para não confundir o leitor). Um exemplo do código completo é 4U-6140.02, que faz parte do campo da S egurança, da classe de Controle de Crise, da I ntervenção Gerenciamento do Protocolo de Emergência, segunda atividade: “Garantir que a via aérea do paciente esteja aberta, que a respiração artificial seja administrada e que as compressões cardíacas sejam realizadas.” As intervenções NI C estão relacionadas aos diagnósticos de enfermagem (incluídos nesta edição, ver Parte 6, p. 469) da NAND A I nternational (NAND A-I ), problemas do Omaha System,13 protocolos de avalição do residente (RAP) usados em casas de repouso,7 e OASI S (a Organização para a Avaliação de Estratégias para S índromes I squêmicas)6, atualmente mandatórios para pacientes que recebem assistência domiciliar cobertos por Medicare/Medicaid. As ligações com o Omaha, o RAP e a OASI S estão disponíveis no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness (CNC) da Faculdade de Enfermagem da University of I owa. A NI C está associada aos diagnósticos NAND A-I , à Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC) e às 10 condições clínicas (p. ex., hipertensão, artroscopia total: quadril/joelho) no livro Ligações NANDA NOC-NIC: Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade, publicado pela Elsevier em 2013.14 Esse livro, já em sua terceira edição, unifica as linguagens NAND A-I , NOC e NI C e atua como uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento de planos de assistência e sistemas de informação de enfermagem. A linguagem utilizada na Classificação é clara, coerente e reflete o linguajar utilizado na prática. Respostas de estudos com profissionais de saúde, bem como 20 anos de uso da Classificação, demonstraram que todas as intervenções são usadas na prática. Embora a listagemgeral com mais de 550 intervenções possa parecer muito extensa à primeira vista ao profissional ou estudante de enfermagem, temos notado que os enfermeiros rapidamente identificam as intervenções usadas com maior frequência em suas especialidades ou com seu grupo de pacientes. Outras formas de localizar as intervenções desejadas são a taxonomia, as ligações com os diagnósticos e as intervenções essenciais para cada especialidade, também contidas nesta edição. A Classificação é constantemente atualizada e está em um permanente processo de feedback e de revisão. Na parte final deste livro há instruções para que os usuários enviem sugestões de modificações das intervenções existentes ou proponham novas intervenções (Apêndices). Muitas alterações nesta edição resultaram da colaboração de profissionais atuantes na prática clínica e de pesquisadores, que dedicaram seu tempo para sugerir modificações com base em suas práticas e pesquisas. Essas sugestões passam por um processo de revisão, e as alterações feitas quando necessário em novas edições. Todos os colaboradores cujas alterações serão incluídas na próxima edição recebem agradecimento no livro. Novas edições da Classificação são planejadas para cada 5 anos, aproximadamente. O trabalho feito no intervalo entre edições e outras publicações relevantes que aumentam o uso da Classificação estão disponíveis no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, na University of Iowa. A pesquisa para elaboração da NI C começou em 1987 e passou por quatro fases, cada uma delas com certa sobreposição no tempo: Fase I: Construção da Classificação: (1987-1992) Fase II: Construção da Taxonomia (1990-1995) Fase III: Testes Clínicos e Refinamento (1993-1997) Fase IV: Uso e Manutenção (1996 até hoje) O trabalho realizado em cada uma dessas fases está descrito em edições anteriores do livro e em muitas outras publicações (p. ex., ver referências5,8,11,12,17). A pesquisa começou com sete anos de financiamento do National Institute of Nursing, no National I nstitute of Health. O trabalho em andamento tem apoio do Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness da Faculdade de Enfermagem da University of I owa, com financiamento proveniente sobretudo de ganhos com licenças e produtos relacionados. A NI C foi desenvolvida por uma grande equipe de pesquisas, cujos membros representavam diversas áreas de experiência clínica e metodológica. Os integrantes dessa equipe, assim como outros que contribuíram para o desenvolvimento contínuo da NI C, foram indicados para serem Fellows do Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness por um período de três anos. Os Fellows contribuem significativamente para a manutenção e aplicação da NI C e da NOC. Eles fazem parte da equipe de pesquisadores, de agências colaboradoras, de professores aposentados e de professores visitantes. A atual lista de membros integrantes aparece no prefácio do livro. Para mais informações sobre o Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, que abriga a NIC e a NOC, acesse o site (em inglês) http://www.nursing.uiowa.edu/cnc. D iferentes métodos de pesquisa foram utilizados no desenvolvimento da NI C. Uma abordagem indutiva foi usada na fase I para criar a Classificação com base na prática existente. As fontes originais constaram de livros-texto, guias de planejamento de cuidados e sistemas de informação de enfermagem. Análise de conteúdo, revisão por grupos focais e questionários para especialistas em determinadas áreas de atuação foram utilizados para aumentar o conhecimento da prática clínica dos membros da equipe. A fase I I caracterizou-se por métodos dedutivos. Os métodos para a construção da taxonomia incluíram análise de similaridade, agrupamento hierárquico e escalonamento multidimensional. Por meio de testes clínicos de campo foram desenvolvidas e testadas as etapas para a implementação, bem como identificada a necessidade de ligações entre NAND A-I , NI C e NOC. Com o decorrer do tempo, mais de mil profissionais da enfermagem completaram questionários e aproximadamente cinquenta associações profissionais forneceram contribuições sobre a Classificação. Mais detalhes são encontrados em capítulos das edições anteriores da NI C e em inúmeros artigos e livros publicados. Um vídeo produzido pela National League of Nursing e agora disponível para aluguel no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, na University of Iowa, é uma boa fonte histórica sobre o trabalho inicial. D iversas ferramentas estão disponíveis para auxiliar na implementação da Classificação. I ncluídas neste livro estão a estrutura taxonômica para auxiliar o usuário a encontrar a intervenção, ligações com diagnósticos NAND A-I , para facilitar o apoio à decisão com a linguagem do diagnóstico, a lista de intervenções essenciais para áreas de especialidade, bem como a quantidade de tempo e de nível de instrução necessária para realizar cada intervenção. O próximo capítulo traz informações sobre o uso da NI C na prática, na educação e em pesquisas, incluindo como escolher uma intervenção, passos para a implementação da NI C em um órgão clínico ou estudantil, bem como o uso da NI C em pesquisas de eficácia. Além disso, encontram-se disponíveis no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness uma antologia de publicações anteriores e uma monografia educativa para demonstrar a implementação de um programa e uso da NI C e da NOC no currículo universitário, assim como as monografias sobre ligação descritas anteriormente. A editora de publicação da NI C e da NOC, Elsevier, mantém uma página do Facebook com novidades atuais sobre as Classificações. http://www.nursing.uiowa.edu/cncUm indicador de sua utilidade é o reconhecimento nacional. A NI C é reconhecida pela American Nurses’ Association (ANA) e foi incluída com um conjunto de dados que estará de acordo com as diretrizes uniformes para fornecedores de sistemas de informação no Nursing I nformation and D ata S et Evaluation Center (NI D SEC) da ANA. A NI C foi incluída na National Library of Medicine’s Metathesaurus for a Unified Medical Language. O Cumulative Index to Nursing Literature (CI NAHL) inclui as intervenções NI C em seu índice. A NI C foi incluída nos requisitos de acreditação da J oint Commission on Accreditation for Health Care Organization (J CAHO) como um sistema de classificação de enfermagem que pode ser usado para atender os padrões de uniformização de dados. A NI C é registrada no HL 7 (Health Level 7), a organização que padroniza o serviço de saúde dos Estados Unidos. A NI C também foi licenciada para inclusão no S NOMED (Systematized Nomenclature of Medicine). D iversos países demonstraram interesse pela NI C, e traduções para o chinês, o holandês, o francês, o islandês, o italiano, o alemão, o japonês, o coreano, o norueguês, o espanhol e o português foram finalizadas ou estão em andamento. Muitas dessas traduções estão disponíveis na publicação em formato de livro (Ver Apêndice E). O melhor indicador de utilidade, no entanto, é a impressionante lista de indivíduos e órgãos de saúde que usam a NI C. Muitos órgãos de saúde adotaram a NI C para uso em padronizações, planos de cuidado, avaliação de competência e sistemas de informação de enfermagem; programas de ensino de enfermagem estão usando a NI C para estruturar o currículo e identificar competências para alunos de enfermagem; fornecedores de sistemas de informação estão incorporando a NI C em seus softwares; autores dos principais textos estão usando a NI C para discutir tratamentos; e pesquisadores estão usando a NI C para estudar a eficácia dos cuidados de enfermagem. A permissão para o uso da NI C em publicações, sistemas de informação e cursos pela internet devem ser adquiridas com a Elsevier (ver contracapa). Parte do dinheiro para a compra de uma licença é revertida para o Center, para auxiliar no desenvolvimento contínuo da Classificação. Classificação relacionada: classificação dos resultados de enfermagem S eguindo o desenvolvimento da NI C, reconhecemos que, além dos diagnósticos e intervenções, uma terceira classificação, resultados dos pacientes, também era necessária para completar os requisitos para a documentação clínica de enfermagem. Um dos membros da equipe da NI C, Meridean Maas, procurou outra colega, Marion J ohnson, que há muito havia expressado interesse em resultados, e, juntas, decidiram iniciar outro grupo de pesquisa para desenvolver a classificação de resultados dos pacientes. Elas tentaram recrutar indivíduos diferentes, de modo a não diminuir a força da equipe da NI C, mas alguns dos membros da NOC também faziam parte da equipe da NI C. I sso foi um ponto forte, proporcionando continuidade e entendimento entre os dois grupos. Nos anos iniciais da NOC, D ochterman e Bulechek desempenharam o papel de consultoras da nova equipe. O grupo de pesquisadores da NOC pôde usar, ou modificar e usar, muitas das abordagens de pesquisas e métodos desenvolvidos pelos membros da NI C. A equipe da NOC começou 1991, e a primeira edição da NOC foi publicada em 1997. O nome da Classificação e o acrônimo da NOC foram deliberadamente escolhidos para que houvesse a associação com a NIC. A Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC) foi publicada primeiramente pela editora Mosby (atualmente Elsevier), em 1997, com edições atualizadas em 2000, 2004 e 2008.18 Novas edições da NI C e da NOC estão em um ciclo de publicação simultâneo. Os resultados dos pacientes servem como o critério de julgamento do sucesso de uma intervenção de enfermagem. Cada resultado tem uma definição, uma lista de indicadores que podem ser usados para avaliar a condição do paciente em relação ao resultado, uma escala de cinco pontos do tipo Likert para mensurar o estado do paciente, e uma pequena lista de referências utilizadas no desenvolvimento do resultado (Ver o Cap. 2 para um exemplo de resultado NOC.) Exemplos de escalas utilizadas com os resultados são: 1) extremamente comprometido, até 5) não comprometido; e 1) nunca demonstrado, até 5) consistentemente demonstrado. Os resultados são desenvolvidos para serem utilizados ao longo do continuum do cuidado, e, portanto, podem ser usados para acompanhar os resultados de um paciente durante um período de doença ou durante um período maior de cuidado. A quinta edição da NOC está sendo publicada ao mesmo tempo que esta sexta edição da NI C. A NOC, como a NI C, é sediada no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness da Faculdade de Enfermagem da Universidade de I owa. Assim como a NI C, a NOC também foi traduzida para diversos idiomas e foi adotada em diversas áreas, tanto na educação quanto na prática. Center for nursing classification & clinical effectiveness Como dito anteriormente, a NI C e a NOC são sediadas no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness (CNC), na Faculdade de Enfermagem da Universidade de I owa. O CNC foi aprovado pelo I owa Board of Regents (o órgão do governo que supervisiona as três faculdades públicas do estado) em 1995, com o nome de Center for Nursing Classification. Em 2001, o nome foi aumentado para Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness. O propósito do Center é facilitar o desenvolvimento e uso contínuos da NI C e da NOC. O Center conduz a revisão de processos e procedimentos para atualizar as Classificações, dissemina materiais relacionados às Classificações, fornece apoio administrativo para auxiliar pesquisadores universitários a conseguir financiamento e oferece oportunidades em pesquisas e educacional para estudantes e a Fellows convidados. O Center oferece uma estrutura para manutenção contínua das Classificações e para comunicação com os enfermeiros e outros colaboradores em instituições de ensino e de saúde, que vêm colocando a linguagem em seus currículos e sistemas de documentação. O Center está fisicamente localizado em três salas no quarto andar da Faculdade de Enfermagem. Uma das salas é usada para conferências e possui uma pequena biblioteca. Atualmente, Sue Moorhead é a diretora e S haron S weeney é a coordenadora. Elas são assessoradas na tomada de decisões por um Conselho Executivo composto pelos editores da NI C e da NOC. Os colegas de trabalho (ver pág. xii) ajudam com o trabalho no Center. O apoio financeiro para o Center vem de diversas fontes, incluindo fundos da Universidade e da Faculdade, renda do licenciamento, permissão e produto da NI C, da NOC, e publicações relacionadas, bolsas e rendimentos de iniciativas do Center. Um suporte substancial para o Center tem sido as doações arrecadadas na última década. Essa quantia em dinheiro ajuda a prover uma segurança em longo prazo para o trabalho do Center. I nformações sobre o Center, produtos e eventos podem ser encontradas no website: http://www.nursing.uiowa.edu/cnc. O Center recebe visitantes que vêm para um curto período de estudo, bem como professores de dentro e fora do país que têm uma estada mais longa para trabalhar em um projeto. O Center copatrocina o I nstitute for I nformatics and Classification, que está em I owa desde 1998. Esse instituto fornece uma experiência intensiva em informações atuais sobre as Classificações e seu uso, assim como questões mais avançadas de informática. Perguntas que ocasionalmente surgem sobre a NIC Nesta seção, tentamos responder algumas das perguntas mais comuns sobre a NI C. Entender os motivos pelos quais algo foi feito de certa maneira (ou que não tenha sido feito) ajudará no melhor uso da Classificação. Começamos essa seção na segunda edição da NI C e continuamos a aprimorá-la. Para esta edição, agrupamos as perguntas nos cinco tópicos a seguir: (1) tipos de intervenção, (2) escolhendo uma intervenção,(3) atividades, (4) implementando/informatizando a NI C e (5) outros. As questões 12 e 14 são novas nesta edição. Tipos de Intervenção 1 A NIC abrange tratamentos utilizados por enfermeiros que atuam em áreas de especialidades? D efinitivamente sim. Muitas intervenções NI C requerem formação avançada e experiência na prática clínica. Por exemplo, as seguintes intervenções podem refletir a prática de um enfermeiro obstetra: Amnioinfusão, Parto, Monitoramento Fetal Eletrônico: Pré-parto, Facilitação do Processo de Pesar: Morte Perinatal, Cuidados na Gravidez de Alto Risco, I ndução do Trabalho de Parto, S upressão do Trabalho de Parto, Controle da Tecnologia Reprodutiva e Ultrassonografia: Obstetrícia. Uma lista semelhante pode ser encontrada para a maioria das especialidades. O American Board of Neuroscience Nursing incorporou a NI C em seu exame de certificação baseada em pesquisas de delineamento de papéis, as quais obtiveram informações para definir a atual prática da enfermagem neurocirúrgica.4 A American Association of Neuroscience Nurses incorporou a NI C nos padrões organizacionais de prática e identificou as intervenções essenciais da enfermagem neurocirúrgica, que aparece na Parte Quatro deste texto. Susan Beyea2 encoraja organizações especializadas a usar a linguagem padronizada ao desenvolverem padrões e orientações para a prática de enfermagem para a população de interesse. http://www.nursing.uiowa.edu/cnc 2 A NIC inclui as importantes funções de monitoramento do enfermeiro? Certamente sim. A NI C inclui muitas intervenções de monitoramento (p. ex., Monitoramento Fetal Eletrônico: Pré-Parto, Monitoramento da Política de Saúde, Monitoramento da Pressão I ntracraniana (PI C), Monitoramento Neurológico, Supervisão, Supervisão: Gravidez Tardia, Monitoramento de S inais Vitais). Essas intervenções consistem, em sua maioria, em atividades de monitoramento, mas também incluem algumas atividades que refletem o processo do julgamento clínico, ou o que os enfermeiros estão pensando e antecipando quando monitoram. Essas intervenções definem o que procurar e o que fazer quando um evento antecipado acontece. Além disso, todas as intervenções NI C incluem atividades de monitoramento, quando são feitas como parte do tratamento. Utilizamos as palavras monitorar e identificar para caracterizar procedimentos de avaliação que fazem parte da intervenção. Tentamos utilizar essas palavras em vez da palavra avaliar nessa classificação de intervenções, pois avaliação é o termo usado no processo de enfermagem para referir-se às atividades que acontecem antes do diagnóstico. 3 A NIC inclui intervenções que podem ser usadas por profissionais na atenção primária, especialmente intervenções destinadas à promoção da saúde? Sem dúvida. Embora elas não estejam agrupadas em uma classe, a NI C contém todas as intervenções utilizadas por enfermeiros para a promoção da saúde. Exemplos incluem: Orientação Antecipada, Apoio à Tomada de D ecisão, Melhora do D esenvolvimento: Adolescente, Melhora do D esenvolvimento: Criança, Promoção do Exercício, Educação em Saúde, Avaliação da Saúde, Controle de I munização/Vacinação, Facilitação da Aprendizagem, Controle da Nutrição, Controle do Peso, Promoção da Saúde Oral, Orientação aos Pais: Adolescente, Orientação aos Pais: Educando os Filhos, Orientação aos Pais: Lactente, I dentificação do Risco, Assistência para Parar de Fumar, Prevenção do Uso de D rogas, e Facilitação da Autorresponsabilidade. A prescrição de medicamentos é uma intervenção usada por muitos enfermeiros que trabalham na atenção primária. 4 A NIC inclui terapias complementares e alternativas? Presumimos que essa pergunta refira-se a tratamentos que não são práticas convencionais nos Estados Unidos. As intervenções NI C que podem ser listadas como terapias alternativas incluem Aromaterapia, Treinamento de Autossugestão, Biofeedback, Toque Terapêutico, Hipnose, Facilitação de Meditação, I maginação Guiada, Reiki e Terapia de Relaxamento. Muitas dessas intervenções podem ser encontradas na classe “Promoção de Conforto Psicológico.” Outros tratamentos alternativos serão adicionados à NIC à medida que se tornem parte das práticas de enfermagem aceitas. 5 A Classificação inclui intervenções administrativas? A Classificação inclui intervenções de cuidados indiretos feitos pelos funcionários da equipe de enfermagem ou por enfermeiros de prática avançada, porém não inclui, na maior parte, comportamentos de natureza administrativa. Uma intervenção de cuidado indireto é um tratamento realizado por um profissional de saúde longe do paciente, mas em benefício desse paciente ou grupo de pacientes; uma intervenção administrativa é uma ação realizada por um enfermeiro administrador (enfermeiro gerente ou outros enfermeiros administradores) para aprimorar o desempenho dos membros da equipe e melhorar os resultados do paciente. Algumas intervenções NI C, quando usadas por um administrador para aprimorar o desempenho da equipe, seriam, então, intervenções administrativas. Muitas delas encontram-se na taxonomia no domínio S istema de S aúde. D eve observar-se que os limites entre intervenções diretas, indiretas e administrativas não são rígidos, e algumas intervenções NI C podem ser usadas em diferentes contextos. Por exemplo, o enfermeiro no hospital pode oferecer Apoio ao Cuidador como uma intervenção indireta administrada a um parente do paciente que está sendo atendido, mas o enfermeiro no domicílio, tratando a família inteira, pode ministrar essa intervenção como cuidado direto. Com o acréscimo de mais intervenções para a comunidade, adicionamos intervenções que têm uma natureza mais administrativa, por exemplo, Contenção de Custos e Gerenciamento de Recursos Financeiros. No entanto, essas são feitas por enfermeiros de atenção primária na comunidade ou pela pessoa responsável pelo caso. Escolhendo uma Intervenção 6 Como encontro as intervenções que utilizo entre tantas apresentadas na NIC? À primeira vista, a NI C, com mais de 550 intervenções, pode parecer complicada. Lembre-se, entretanto, que a NI C abrange os domínios da prática de todos os enfermeiros. Um enfermeiro irá usar somente uma parte das intervenções NI C regularmente. Elas podem ser identificadas revendo as classes na taxonomia que são mais relevantes para a sua área de especialidade ou conferindo a lista de intervenções essenciais para especialidades (ver Parte Quatro). Nas instituições com sistemas de enfermagem informatizados, as intervenções podem ser agrupadas por classe da taxonomia, diagnóstico de enfermagem, população de pacientes (p. ex., queimados, cardíacos, maternidade), área de especialidade de enfermagem, ou unidade. Muitos sistemas informatizados também permitirão que enfermeiros criem e mantenham uma biblioteca pessoal com as intervenções mais utilizadas. Enfermeiros que utilizam a Classificação nos comunicaram que eles rapidamente identificam um pequeno número de intervenções que refletem a essência de suas práticas. 7 Como decido qual intervenção usar quando uma intervenção incluir uma atividade que se refere a outra intervenção? Em algumas intervenções NI C existe referência na lista de atividades a outra intervenção. Por exemplo, Controle de Vias Aéreas contém uma atividade que diz “Fazer aspiração endotraqueal ou nasotraqueal, conforme apropriado.” Há outra intervenção NI C, Aspiração das Vias Aéreas, definida como “Remoção de secreções das vias aéreas por meio de inserção de cateter de aspiração na via aérea oral, nasofaríngea ou traqueal do paciente”, que tem mais de 20 atividades. Outro exemplo é a intervenção Controle da D or, que inclui a atividade “Ensinar o uso de técnicas não farmacológicas (p. ex., biofeedback, TENS [estimulação elétrica nervosa transcutânea], hipnose, relaxamento, imaginação guiada, musicoterapia, distração, terapia lúdica, terapia ocupacional, acupressão, aplicação de calor/frio e massagem) antes, após e, se possível, durante atividades dolorosas; antes que a dor ocorra ou aumente; e juntamentecom outras medidas para o alívio da dor”. Quase todas as técnicas dessas atividades colocadas entre parênteses são listadas na NI C como intervenções, cada uma com uma definição e um conjunto de atividades que as definem. Os dois exemplos demonstram que as intervenções mais abstratas e mais globais às vezes referem-se a outras intervenções. Por vezes, você irá precisar de uma intervenção mais global, outras vezes de uma que seja mais específica, e, às vezes, ambas serão necessárias. A seleção de intervenções de enfermagem para uso com um paciente em especial é parte do processo de tomada de decisão clínica do enfermeiro. A NI C reflete todas as possibilidades. O enfermeiro deve escolher a(s) intervenção(ões) a ser(em) utilizada(s) em um paciente usando os seis fatores discutidos no próximo capítulo. 8 Quando é elaborada uma nova intervenção? Por que acreditamos que cada uma de nossas intervenções é diferente das outras na Classificação? Talvez elas sejam as mesmas, mas chamadas de maneira diferente. Elaboramos o princípio orientador de que uma nova intervenção é adicionada se 50% ou mais das atividades forem diferentes de outra intervenção relacionada a ela. Assim, sempre que uma nova intervenção é proposta, ela é revisada junto a outras intervenções previamente existentes. Se 50% ou mais das atividades não forem diferentes, ela não é vista como significativamente diferente e, portanto, não é adicionada à Classificação. Com intervenções que são tipos de uma intervenção mais geral (p. ex., Aconselhamento S exual é um tipo de Aconselhamento; Cuidados com S ondas/D renos: Gastrointestinal é um tipo de Cuidado com Sondas/D renos), as atividades mais pertinentes são repetidas na intervenção mais concreta para que essa intervenção possa ficar independente das outras. I sso não deve ocorrer com todas as atividades, apenas com aquelas que são essenciais para a realização da intervenção. Além disso, a nova intervenção deve conter pelo menos 50% de atividades novas. 9 Em um plano de cuidados, qual é a estrutura para a NIC e a NOC? O que é escolhido e pensado primeiro? A resposta para essa questão reflete o processo de tomada de decisão clínica do profissional que está planejando e realizando o tratamento. As pessoas têm formas diferentes de abordar esse assunto, revelando a forma como aprenderam a fazer isso na faculdade, refinada pelo que elas verificam funcionar melhor para elas e para a típica população de pacientes a qual atendem. Como abordagem geral, sugerimos primeiro identificar o diagnóstico (ou diagnósticos), depois selecionar os resultados e indicadores, avaliar o paciente de acordo com eles, depois escolher as intervenções e atividades adequadas, implementá-las, e então avaliar o resultado novamente. S e você quer estabelecer metas, elas podem ser extraídas dos resultados NOC, por exemplo, o paciente está no nível dois do resultado X e, até a alta, deve atingir o nível quatro. Às vezes, em algumas situações, esse processo não é possível ou até mesmo desejado, e pode-ser utilizaar uma ordem diferente. Por exemplo, em uma crise, a pessoa deve seguir imediatamente para a implementação da intervenção, com diagnóstico e resultados deixados para depois. A vantagem das Classificações padronizadas é que elas fornecem a linguagem para a base de conhecimento da enfermagem. Educadores e outros agora podem enfocar o ensino e prática de habilidades no processo de tomada de decisão clínica; pesquisadores podem enfocar a avaliação dos efeitos das intervenções nos resultados dos pacientes em situações reais de prática. Veja o modelo no próximo capítulo que mostra como a linguagem padronizada pode ser utilizada em nível individual, no nível da unidade/organizacional, e no nível de rede/estado/país. Atividades 10 Por que certas atividades consideradas básicas estão incluídas na lista de atividades de algumas intervenções e em outras não? Por exemplo, por que uma atividade relacionada à documentação deveria estar inclusa no Plano de Alta e Encaminhamento e não em todas as intervenções? Ou, por que uma atividade ligada à avaliação de resultados está dentro do Plano de Alta e não em todas as intervenções? Ou, por que um procedimento que estabelece a confiança faz parte da Terapia de Recordações ou Grupo de Apoio e não das outras intervenções? Atividades básicas são incluídas quando forem decisivas para a implementação daquela intervenção (i.e., absolutamente essenciais para comunicar a essência da intervenção). Elas não são incluídas quando fazem parte da rotina, mas não são uma parte importante da intervenção. Por exemplo, lavar as mãos é uma parte rotineira de muitas intervenções físicas, mas não é crucial para as intervenções tais como Banho ou Cuidados da Pele: Tratamentos Tópicos. (Não estamos dizendo que não se deve lavar as mãos antes dessas intervenções, apenas que não é um procedimento decisivo.) Lavar as mãos é crucial, no entanto, para intervenções tais como Controle de I nfecções e Cuidados com Lentes de Contato. Pela primeira vez nesta edição, foi incluída a I dentificação de Pacientes como uma intervenção. Embora a identificação do paciente seja um procedimento crucial para muitas intervenções, a importância de fazê-lo para as atuais iniciativas de segurança e o uso de muitas outras técnicas e dispositivos eletrônicos elevaram essa atividade ao status de intervenção. 11 Posso mudar as atividades de uma intervenção ao usá-la com meu paciente? S im. A linguagem-padrão é o nome do título e a definição, e esses devem permanecer os mesmos para todos os paciente e situações. As atividades podem ser modificadas para melhor refletir as necessidades de uma situação específica. Essas são as vantagens da NI C: ela fornece uma linguagem-padrão que auxilia a comunicação das intervenções entre locais de atendimento e permite o atendimento individualizado. As atividades da NI C usam os modificadores “conforme apropriado”, “conforme necessário”, e “conforme indicado” para demonstrar o fato de que os indivíduos são únicos e podem precisar de abordagens diferentes. As atividades da NI C englobam pacientes de todas as idades, e, quando usadas com adultos, algumas das atividades direcionadas a crianças podem não ser apropriadas (e vice-versa). Nesse caso, essas atividades podem ser omitidas da lista de atividades de instituições. Além disso, as intervenções NIC não estão no nível de especificidade de procedimentos, e algumas instituições podem desejar ser mais específicas para refletir protocolos particulares desenvolvidos para as populações por elas atendidas. As atividades podem ser facilmente modificadas para refletir isso. Ao mesmo tempo que acreditamos que os procedimentos podem e devem ser modificados para atender necessidades individuais, ressaltamos que as atividades não devem ser tão modificadas a ponto de a lista original da NI C ficar irreconhecível. Se isso acontecer, a intervenção pode, de fato, não ser mais a mesma. Qualquer atividade nova ou modificada deve encaixar-se na definição da intervenção. Além do mais, quando uma nova atividade estiver sendo consistentemente adicionada para um grande número de pacientes e populações, ela pode ser necessária na lista geral de atividades da NI C. Nesse caso, nós encorajamos o profissional a submeter a inclusão ou mudança da atividade. D esse modo, a lista de atividades continua a refletir o melhor da prática atual e é mais útil no ensino das intervenções aos novos profissionais. A individualização do atendimento é um dos valores principais dos enfermeiros. D e fato, muitas intervenções de enfermagem padronizadas efetivamente testadas em ensaios clínicos não foram muito bem-sucedidas na melhora dos resultados na prática clínica, talvez porque elas não sejam destinadas a características individuais ou preferências de cuidado.1 Pesquisadores da Universidade do Arkansas formaram um Centro Especializado de I ntervenção Biocomportamental (NR009006) para desenvolver métodos para selecionar características essenciais na abordagem das características individuaisde pessoas ao testarem intervenções. As atividades da NI C ajudam os enfermeiros a individualizar o atendimento. 12 Por que as atividades não são padronizadas? Cada vez mais, à medida que a NI C é inserida em sistemas informatizados, nos fazem essa pergunta. Aqueles que desenvolvem os sistemas informatizados gostariam que atividades semelhantes listadas em diferentes intervenções fossem redigidas da mesma forma, de maneira a facilitar a criação e o uso de bancos de dados. Então, lançamos recentemente um projeto para avaliar sistematicamente a viabilidade de padronizar as atividades. D uas abordagens foram utilizadas. Primeiramente, todas as quase 13 mil atividades da NI C foram impressas alfabeticamente usando a primeira palavra da atividade (um verbo). Um dos membros da equipe revisou todas elas e trouxe uma amostra para ser revista pela equipe da NI C. Essa abordagem revelou um pequeno número de problemas editoriais (p. ex., vírgulas faltando antes de “conforme apropriado” e “conforme necessário”) e um número muito pequeno de atividades cuja redação poderia ser modificada para ficar igual àquela de atividades similares, sem mudar seu significado. A segunda forma de abordagem foi a identificação de tópicos (substantivos) frequentemente abordados, tais como: encaminhamento, efeitos colaterais de medicamentos, ambiente, procedimento ou tratamento, ingestão e excreção, privacidade, abordagem, confiança, ouvinte, relacionamento, apoio e sinais vitais. Usando um programa de computador de busca, as atividades que continham os tópicos identificados (p. ex., encaminhamento) foram impressas. Essas pesquisas de tópicos resultaram em listas que vão de cerca de 100 até várias centenas de atividades. Um dos membros da equipe revisou a lista de tópicos e duas delas foram levadas à equipe da NIC para discussão. Várias abordagens foram propostas para padronização, porém os membros da equipe concordaram que reformular a redação das atividades resultaria em uma perda de significado e conteúdo. D epois dessa revisão sistemática e deliberação, foi decidido que não se faria mais a padronização de atividades. Os motivos pelos quais as atividades da NIC não são padronizadas são: 1. Como já enfatizamos no passado, o foco e a padronização da NIC ficam no nível do título das intervenções. Atividades podem ser adicionadas, deletadas ou modificadas para cada intervenção, conforme requerido pela situação. Qualquer padronização adicional fugiria do propósito do cuidado individualizado, um valor da enfermagem. 2. Quando se padroniza algo, perdem-se informações. Cada atividade foi escrita para uma intervenção específica e a perda de informação pode ser um prejuízo tanto para o profissional de saúde (clínico ou estudante) quanto para o receptor do cuidado (paciente). 3. As atividades já têm um formato padronizado e seguem regras para seu desenvolvimento (i.e., começar com um verbo, listar em ordem de realização, estar de acordo com a definição da intervenção, usar uma atividade já formulada de uma intervenção relacionada se a atividade também se encaixar na nova intervenção). Certamente, muitas atividades já são redigidas de forma similar entre intervenções parecidas. 4. Se as listas de atividades fossem padronizadas, a manutenção de tais lista seria muito demorada, ineficaz e dispendiosa. Implementação/Informatização da NIC 13 Minha instituição de assistência em saúde precisa ser informatizada para utilizar a NIC? Não, a NI C pode ser usada em um sistema manual de planejamento do cuidado e documentação. Se o sistema for manual, enfermeiros pouco familiarizados com a NI C precisarão de acesso direto ao livro da NI C. O livro também deve estar disponível para enfermeiros trabalhando em instituições que tiverem a NI C informatizada (acreditamos que toda unidade deveria ter um livro e encorajar enfermeiros a ter suas próprias cópias); com um computador, no entanto, a NI C pode ser salva e acessada eletronicamente. Computadores facilitam o acesso às intervenções NI C de diversas formas (por enquanto, por meio de classes taxonômicas e diagnósticos de enfermagem, mas também é possível por população de pacientes, caminhos críticos etc.). Computadores podem facilmente acomodar uma variedade de telas de apoio à tomada de decisão clínica para enfermeiros. A documentação do que fazemos pelos pacientes usando uma linguagem padronizada no computador torna possível para a enfermagem construir bancos de dados em agências, estados, regionais e nacionais para fazer pesquisas de eficácia. S e a sua agência não é informatizada, ajude-a a tornar-se. Mas você não precisa esperar pelo computador para usar a NI C. Ela é útil para comunicar a assistência de enfermagem com ou sem um computador. 14 Como a NIC deve ser incluída no meu computador? Sugerimos que os sistemas informatizados sejam construídos usando os títulos padronizados das intervenções. Os enfermeiros devem planejar, documentar e comunicar os cuidados nesse nível. Pesquisas devem ser feitas nesse nível, por exemplo, comparando o uso e resultados de diferentes intervenções (p. ex., ver 10,19,20). Se também é desejável documentar as atividades, isso pode ser feito tanto indicando as atividades que foram implementadas quanto tabelando, por exceção, as atividades que não foram implementadas. Algumas instituições só querem documentar uma pequena lista dessas atividades que são essenciais para fins legais ou aquelas que precisam de um acompanhamento adicional, como “ordens” para auxiliares de enfermagem. No todo, contudo, devemos começar a reconhecer que o padrão de cuidado para arealização de uma determinada intervenção envolve a realização das atividades listadas pelo enfermeiro conforme forem apropriadas para o paciente em particular e situação. 15 Qual seria o melhor modo de implementar a NIC em minha instituição? Outras perguntas relacionadas incluem: devo implementar a NI C e a NOC juntas? D evo implementar a NI C ao mesmo tempo que oriento os enfermeiros a usar o novo sistema computadorizado? D evemos fazer isso apenas em uma unidade-piloto primeiro ou colocar em prática para todos ao mesmo tempo? O Capítulo 2 lista Passos para I mplementação úteis em instituições de saúde (Quadro 2-3), bem como Passos para I mplementação em instituições educacionais (Quadro 2-8). Também há outros materiais no Capítulo 2, tais como exemplos de formas de implementação usadas por instituições de saúde que puseram a NI C em prática, para auxiliar o usuário que está começando. No que se refere às perguntas sobre quanto fazer em um momento, não há uma resolução imediata; realmente depende da situação e da quantidade e natureza de alterações, apoio e recursos disponíveis e limite de tempo. O livro da NOC traz muitas sugestões úteis sobre sua implementação. Aconselhamos a não fazer muitas mudanças de uma só vez, já que são mais modificações com as quais a maioria pode lidar. Por outro lado, não prolongue a mudança em pequenas partes por muito tempo. Registros duplicados de relatório (registrar a mesma coisa em mais de um lugar) é desencorajado. I niciar uma mudança piloto para solucionar problemas (digamos, começando por uma unidade onde o enfermeiro gerente e a equipe sejam favoráveis) sempre é uma boa ideia. D ar tempo para o treinamento e ter uma equipe de apoio disponível para quando a mudança for implementada pela primeira vez é importante. Margaret Lunney publicou um artigo informativo sobre como ajudar a equipe de enfermagem a utilizar NAND A-I , NI C e NOC à medida que o sistema de saúde muda para o registro eletrônico de saúde.16 No começo, é importante pensar nas formas futuras de uso desses dados, além do planejamento de cuidado inicial ou do propósito de documentção. O Capítulo 2 também inclui a ideia de montar uma base de dados para pesquisas sobre eficácia no futuro. 16 Quando é necessário obter uma licença? Outras questões relacionadas incluem: Por que preciso de uma licença? Por que a NI C não é de domínio público? Por que o direito autoral da NI C é de uma editora? S eránecessária uma licença se colocarmos a NI C em um sistema de informação de enfermagem ou se usarmos uma parte substancial da Classificação para fins comerciais ou lucro? A NI C é publicada e teve seus direitos autorais adquiridos pela Elsevier, e essa organização processa solicitações de permissão para usar a Classificação. Veja a parte interna da capa da frente para instruções sobre quem contatar para a permissão de uso ou licença. Quando começamos a trabalhar na Classificação NI C, não tínhamos ideia da magnitude do trabalho ou de uso atual muito difundido, ou que seria seguida pela NOC. Estávamos procurando por uma forma de conseguir publicar o trabalho e disseminá-lo rapidamente. Como acadêmicos, estávamos familiarizados com o mundo editorial, e depois de uma profunda revisão de mecanismos alternativos e conversas com outras editoras, escolhemos a Mosby (agora Elsevier) para publicar nosso trabalho. A publicação com a Elsevier tem muitas vantagens. Primeiramente, eles têm recursos e contatos para produzir um livro, comercializá-lo e vendê-lo. Além disso, eles têm uma equipe jurídica e recursos para processar pedidos de permissão e proteger os direitos autorais. I sso é especialmente importante com a linguagem padronizada, em que a alteração de termos impede o objetivo de promover a comunicação entre enfermeiros de diferentes especialidades e locais de trabalho. Vemos o nosso relacionamento com a Elsevier como uma parceria. Os direitos autorais não restringem o uso legítimo. D e acordo com as diretrizes da American Library Association, o uso legítimo permite que o conteúdo seja copiado se: (1) a parte copiada for seleta e pequena em relação ao trabalho completo; (2) o conteúdo não for usado repetidamente; (3) não for feita mais que uma cópia por pessoa; (4) a fonte e os direitos autorais forem incluídos em cada cópia; e (5) não for cobrada uma taxa pela cópia além do custo da reprodução. A determinação da quantidade que pode ser copiada sob política de uso legítimo tem relação com o efeito das cópias nas vendas do material original. A American Library Association diz que não se deve copiar mais que 10% de um trabalho. Quando alguém coloca a NI C em um sistema informatizado que será utilizado por várias pessoas, há uma violação dos direitos autorais (um livro agora está sendo “copiado” para o uso de centenas de enfermeiros) e então um contrato de licença se faz necessário. D o mesmo modo, quando alguém usa grandes partes da NI C em um livro ou programa de computador que depois é vendido e gera lucros para esse indivíduo, então uma taxa de permissão é necessária. Escolas de enfermagem e instituições de saúde que queiram utilizar a NI C em suas próprias instituições e não têm a intenção de vender um produto resultante dela estão livres para usá-la. Contudo, existem políticas de uso legítimo. Por exemplo, a NI C e a NOC não podem ser copiadas e usadas em um programa de curso semestre após semestre — os livros da Classificação devem ser adotados para uso. D a mesma forma, instituições de saúde devem comprar um número razoável de livros (digamos que um por unidade) em vez de copiar as intervenções e colocá-las em um manual de procedimentos. Solicitações para uso da NI C e da NOC devem ser enviadas para o departamento de permissões da Elsevier. Muitos pedidos de permissão para o uso não violam o direito autoral, e a permissão é dada sem a necessidade do pagamento de taxas. Valores para o uso em um livro dependem da quantidade de material a ser utilizado. A tarifa para o uso em sistemas de informação depende do número de usuários e custa em média cinco dólares anualmente por usuário. Existe uma taxa fixa para a incorporação da NI C no banco de dados de um fabricante de softwares e depois uma taxa de sublicença para cada sublicença obtida, com base no número de usuários. As tarifas são razoáveis, e uma parte substancial delas é encaminhada para o Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness para ajudar a financiar o desenvolvimento e uso da NI C. A Classificação só é útil se refletir a prática atual; a manutenção é longa, e os valores gerados pelo seu uso sustentam esse trabalho. 17 Como explicar para o administrador da minha instituição que é necessário obter uma licença? Primeiramente, nós queremos reiterar que somente o uso em um sistema de informação requer uma licença e pagamento de taxas; se você pretende usar a NI C manualmente ou para um projeto particular, isso não viola o direito autoral. Por favor, vá em frente. Em nossa experiência, são os enfermeiros que não têm familiaridade com licenças e taxas, e não os administradores de instituições de saúde. A maior parte das outras Classificações de saúde tem direitos autorais e demanda tarifas para seu uso. Por exemplo, a Terminologia Atualizada de Procedimentos Médicos (CPT, Current Procedural Terminology) é de direito autoral da American Medical Association, e o Manual D iagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (D SM) é de direito autoral da American Psychiatric Association. I nstituições de saúde habitualmente pagam taxas de licença regularmente agora, mas a maior parte dos enfermeiros não está ciente disso. Há muitos anos, em um hospital de cuidados terciários do meio-oeste, 97 programas de computadores licenciados foram instalados e mais de US$1.220.000 foram gastos anualmente com tarifas. Sem dúvidas, os custos são maiores agora. Taxas de licenciamento normalmente são incluídas como parte dos custos do software. A NI C pode ser licenciada com a Elsevier (uso da linguagem) para a incorporação em um programa de computador existente ou comprado de um fornecedor com o software (o fornecedor compra a licença com a Elsevier, e o preço do programa inclui os custos da licença). Como cada vez mais enfermeiros entendem a vantagem de usar uma linguagem padronizada e desejam isso nas compras de sistemas de computador, mais fornecedores incluirão a NIC em sua lista de produtos. Na enfermagem, nenhuma das organizações profissionais tem recursos para manter a NI C, então foi necessário outro caminho. Fomos informados pelos profissionais da área médica de que ter a Classificação estabelecida em uma universidade tem suas vantagens sobre o modelo organizacional profissional, no qual a política (o que é incluso ou não) pode interferir. A manutenção e desenvolvimento em andamento, no entanto, requerem recursos. As Classificações e outros trabalhos de domínio público frequentemente são os que não terão manutenção — você pode usar o que está disponível, mas não espere que seja atualizado. Tentamos tornar a NI C tão acessível quanto possível, mas também coletamos tarifas para que tivéssemos um fluxo de renda com o qual financiar o trabalho de manutenção, que não deve ser interrompido. 18 O que é um modelo de terminologia referencial? Por que estão sendo desenvolvidos? Eles tornarão obsoletas as Classificações como a NIC? Um modelo de terminologia referencial (RT) identifica as partes do conceito (i.e., as partes de qualquer diagnóstico e intervenção) que podem ser usadas por trás das telas em sistemas informatizados para auxiliar tais sistemas a comunicarem-se uns com os outros. Por exemplo, uma intervenção pode consistir em uma ação, um receptor e uma via. Quando estávamos no ensino médio por volta dos anos 1950, solicitavam que fizéssemos um diagrama de orações para aprender suas partes integrantes (p. ex., o substantivo, o verbo, o advérbio); um modelo de RT funciona na representação de conceitos de forma similar. Teoricamente, um modelo de RT permite que vocabulários diferentes (p. ex., a NI C e a Omaha) sejam mapeados em um modelo de RT e, assim, comparados entre si. D izemos “teoricamente” porque essa abordagem ainda não foi testada na prática. No fim dos anos 1990 e início dos anos seguintes, ocorreu uma multiplicação dos modelos de terminologia. Exemplos incluem a HL7 (nos Estados Unidos, para todo o sistema de saúde), o CEN (na Europa, para todo o sistema de saúde), a SNOMED (para uso nos Estados Unidos e na Europa)e a I SO-Enfermagem (para a enfermagem internacionalmente). Consideramos a Classificação I nternacional de Práticas de Enfermagem (I CNP) e seus eixos, um modelo de RT que é mais útil por trás das telas do que para enfermeiros da prática, como uma terminologia de interface. A segunda parte dessa pergunta é se a criação de um modelo de RT tornará as Classificações e a NI C obsoletas. Não, a NI C é uma linguagem primária criada para a comunicação entre enfermeiros e outros profissionais. Queremos que os enfermeiros consigam escrever e falar os termos da NI C. Por outro lado, modelos de RT são para uso em programas: se forem bem-sucedidos, ajudarão os fabricantes a construir um programa que pode usar e comparar diferentes linguagens. Modelos de RT são de difícil entendimento e não são de utilidade clínica. Mesmo que eles permitam que o usuário documente o cuidado com suas próprias palavras (versus a linguagem padronizada), isso não é desejável (exceto em uma seção para anotações de texto livres que fosse suplementada e elaborada em cima do padrão de linguagem padronizada) para os profissionais, pois ainda teríamos problemas de falta de comunicação entre o meio e entre nós e profissionais de outras áreas sobre o que fazemos. Sempre precisaremos de ma linguagem padronizada para comunicar o trabalho de enfermagem — o propósito da NIC é exatamente esse. 19 Existe algum software disponível no mercado que inclua a NIC? Existem fornecedores que possuem softwares de enfermagem clínica com a NIC incluída? S im. Essa é uma área em crescimento. Quando um contrato de licença da NI C é feito com a Elsevier, o usuário recebe um CD -ROM para facilitar a transferência da linguagem para o computador. Um número crescente de fornecedores está incluindo a NI C em seus programas de computador, e seus websites são listados no próximo capítulo (Quadro 2-2). Acordos de licença adicionais estão em andamento. Não apoiamos qualquer produto em particular; possíveis usuários devem entrar em contato com os fabricantes diretamente para avaliar seus produtos. Outros programas foram criados para fins específicos, por exemplo, o programa criado por Gail Keenan e colegas para coletar dados de pesquisa, em Michigan.15 Acreditamos que a inclusão da NI C no SNOMED -CT facilitará e encorajará a incorporação da NI C em produtos de fornecedores. Se o seu programa não inclui a NI C, pergunte sobre planos futuros nos encontros com usuários. Fornecedores desenvolverão seus produtos de acordo com a demanda do usuário. Os enfermeiros devem se manifestar e pedir que uma linguagem padronizada seja incluída em programas de computadores clínicos. Outras 20 Como a NIC se compara a outras classificações? A a American Nursing Association reconhece 12 terminologias para a infraestrutura de comunicação da prática de enfermagem. Algumas são elementos de conjuntos de dados, outras são terminologias de interface, e algumas são terminologias multidisciplinares. Comparada a outras Classificações, a NI C é mais abrangente quanto às intervenções. D e todas as Classificações, somente a NAND A-I , a NI C e a NOC são abrangentes e apresentam esforços constantes para mantê-las atualizadas. A relação de proximidade entre as Classificações,14 assim como uma proposta de estrutura de organização comum,9 confere ao usuário um sistema de classificação abrangente e que pode ser usado para documentar o cuidado entre áreas e especialidades. 21 Devemos usar uma classificação de enfermagem quando a maior parte dos cuidados de saúde está sendo prestada por equipes interdisciplinares? Eventualmente, ouvimos frases como “não podemos usar nada que seja qualificado para a enfermagem, quando tudo vai ser interdisciplinar agora”. E essas frases vêm de enfermeiros, e não de médicos ou outros profissionais de cargos de peso na área interdisciplinar. Ao mesmo tempo, presume-se que, ao utilizar um jargão médico, não violamos esse princípio interdisciplinar. Acreditamos que os enfermeiros que fazem parte de uma equipe interdisciplinar encarregados do desenvolvimento e implementação de um registro computadorizado de cuidados do paciente integrado devem ser, na verdade têm de ser, os promotores do uso da NI C e da NOC. S im, elas contêm a palavra enfermagem em seus títulos porque foram criados indutivamente por meio de pesquisas baseadas no trabalho de enfermeiros direcionados a enfermeiros. Vistas como um todo, elas refletem a área da enfermagem, mas qualquer intervenção individual pode ser feita por outros especialistas e qualquer resultado pode ser influenciado pelos tratamentos de outros profissionais ou por muitos outros fatores. Essa é uma situação na qual a enfermagem tem algo de valor que outros profissionais, em sua maioria, não têm. A NI C e a NOC documentam as contribuições de enfermeiros que podem ser usadas, ou adaptadas e utilizadas, por outros, se assim desejarem. Enfermeiros não devem evitar falar sobre essas inciativas da enfermagem; eles deveriam oferecê-las seguramente como uma contribuição da enfermagem para o objetivo interdisciplinar de um registro informatizado dos pacientes, que pode ir além de áreas e especialidades. I sso é consistente com a atitude de uma pessoa que trabalha bem em equipe em um ambiente interdisciplinar. É essencial para resultados bem-sucedidos serem alcançados por times interdisciplinares, que os membros enfermeiros comuniquem as suas perspectivas únicas e seus conhecimentos. O que qualifica um bom membro de equipe? Existem três qualidades essenciais: (1) a pessoa tem algo para contribuir para o funcionamento geral da equipe, (2) a pessoa é boa naquilo que ela faz e (3) outros entendem o que a pessoa pode fazer. Um time de beisebol aceitaria um membro que não pode jogar em qualquer posição e que era um batedor ruim? Certamente não. Eles acolheriam alguém que estivesse ansioso para ajudar, mas não soubesse dizer como ele pode ajudar? Talvez, mas essa pessoa terminaria sendo a pessoa que leva água para os jogadores em vez de atuar em uma posição na equipe. Ser uma pessoa que atua bem em equipe significa que a pessoa tem algo para contribuir com a equipe e que comunica suas ideias. Times de beisebol enfatizam a importância de papéis e habilidades específicas e diferentes entre os membros da equipe. Ninguém sugere que, pelo fato de um membro da equipe chamar-se lançador ou interbase, ele não faça parte da equipe. Não se fala para os jogadores que eles não sabem trabalhar em equipe se eles melhoram seus conhecimentos e habilidades pessoais e são reconhecidos por seu desempenho individual. Um time de beisebol, ou qualquer outro time melhora sua eficácia maximizando e integrando as contribuições individuais de seus membros. Ouvimos algumas pessoas falarem que deveria existir somente uma linguagem partilhada por todas as áreas de saúde1. Se isso for possível, acreditamos que essa língua única deve desenvolver-se de forma indutiva pelo compartilhamento e adição em linguagens que já existem atualmente. Talvez, com o tempo, construiremos uma extensa linguagem comum pela qual alguns termos para intervenções e resultados sejam compartilhados por muitas pessoas. Mas mesmo se pudermos criar um amplo linguajar comum, ele sempre será usado em partes, porque a sua totalidade será muito grande para ser aprendida e estudada, e todas as intervenções e resultados não são pertinentes a todas as áreas. Essa vasta linguagem única será quebrada e usada em partes pelo mesmo motivo que existem as especialidades — o todo é muito amplo e complexo para ser dominado por uma única pessoa, logo diferentes áreas representam diferentes perspectivas especializadas. 22 Como a NIC contribui para o desenvolvimento de teorias na enfermagem? Os títulos das intervenções são os conceitos, e os nomes dos tratamentos são dados pelos enfermeiros. As definições e atividades que acompanham os nomes fornecem a definição e a descrição da intervenção. A clarificação dos conceitos de intervenções para o desenvolvimento do conhecimento da enfermagem facilita a comunicação coma área. Como as habilidades da enfermagem estão ligadas aos diagnósticos, intervenções e aumento de resultados, uma teoria prescritiva para a prática da enfermagem será desenvolvida. A NI C é um projeto crucial por providenciar os elementos léxicos para teorias de enfermagem de médio alcance que ligam diagnósticos, intervenções e resultados. I ntervenções são o elemento-chave da enfermagem. Todos os outros aspectos da prática da enfermagem são condicionados, e secundários, aos tratamentos que identificam e delineiam a nossa disciplina. Essa abordagem centrada na intervenção não diminui a importância do paciente; mas, a partir de uma perspectiva disciplinar, o fenômeno do interesse do paciente é importante, já que pode ser afetado pela atuação da enfermagem. Acreditamos que o uso de uma linguagem padronizada de diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem anuncia uma nova era no desenvolvimento de teorias de enfermagem, saindo do antigo foco em grandes teorias para o desenvolvimento e uso de teorias de médio alcance (Para mais informações, ver 3 e 21.) Embora acreditemos que, no futuro, grandes teorias de enfermagem serão trocadas por teorias de médio alcance, no presente, a NI C pode ser usada com qualquer grande teoria existente. A NI C pode ser usada por qualquer instituição, especialidade de enfermagem, ou modelo de prestação de saúde independentemente da orientação filosófica. Resumo Este capítulo fornece uma visão geral da NI C, e uma breve prévia da NOC, assim como do Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness, na Faculdade de Enfermagem, da University of I owa, onde a Classificação é sediada. Além disso, são apresentadas e respondidas as 22 perguntas mais frequentes. No geral, o capítulo fornece um modo conveniente e rápido de familiarizar-se com a NIC. Referências 1. Beck, C., McSweeney, J. C., Richards, D. C., Roberson, P. K., Tsai, P., Souder, E. Challenges in tailored intervention research. Nursing Outlook. 2010; 58(2):104–110. 2. Beyea, S. Nursing specialties: Structured vocabularies, synergy of efforts—A win- win for nursing. International Journal of Nursing Terminologies and Classification. 2001; 12(2):63–65. 3. Blegen, M. A., Tripp-Reimer, T. Implications of nursing taxonomies for middle- range theory development. Advances in Nursing Science. 1997; 19(3):37–49. 4. Blissitt, P. A., Roberts, S., Hinkle, J. L., Knopp, E. M. Defining neuroscience nursing practice: The 2001 role delineation study. Journal of Neuroscience Nursing. 2003; 35(1):8–15. 5. Bulechek, G.M. & McCloskey, J.C. (Eds.). (1992). Symposium on nursing interventions. Nursing clinics of North America, 27(2). Philadelphia: W. B. Saunders. 6. Center for Nursing Classification. NIC interventions and NOC outcomes linked to the OASIS Information Set. Iowa City, IA: Author; 2000. 7. Center for Nursing Classification. (2000). Standardized nursing language in long term care (R. Cox, Preparer]. Iowa City, IA: Author. 8. Cohen, M. Z., Kruckeberg, T., McCloskey, J. C., Bulechek, G. M., Craft, J. J., Crossley, J. D., et al. Inductive methodology and a research team. Nursing Outlook. 1992; 39(4):162–165. 9. Dochterman J.M., Jones D., eds. Harmonization in nursing language classification. Washington, DC: American Nurses Association, 2003. 10. Dochterman, J., Titler, M., Wang, J., Reed, D., Pettit, D., Mathew-Wilson, M., et al. Describing use of nursing interventions for three groups of patients. Journal of Nursing Scholarship. 2005; 37(1):57–66. 11. Iowa Intervention Project. The NIC taxonomy structure. Image. 1993; 25(3):187– 192. 12. Iowa Intervention Project. Validation and coding of the NIC taxonomy structure. Image. 1995; 27(1):43–49. 13. Iowa Intervention Project. NIC interventions linked to Omaha System Problems. Iowa City, IA: Center for Nursing Classification; 1996. 14. Johnson M., Moorhead S., Bulechek G., Butcher H., Maas M., Swanson E., eds. NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting critical reasoning and quality care. Maryland Heights, MO: Elsevier Mosby, 2012. 15. Keenan, G., Stocker, J., Geo-Thomas, A., Soparkar, N., Barkauskas, V., Lee, J. The HANDS project: Studying and refining the automated collection of a cross- setting clinical data set. Computers in Nursing. 2002; 20(3):89–100. 16. Lunney, M. Staff development: Helping nurses use NANDA, NIC, and NOC: Novice to expert. Journal of Nursing Administration. 2006; 36(3):89–100. 17. McCloskey, J. C., Bulechek, G. M., Donahue, W. Nursing interventions core to specialty practice. Nursing Outlook. 1998; 46(2):67–76. 18. Moorhead S., Johnson M., Maas M., Swanson E., eds. 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Gleick descreve em profundidade como a informação permeia todas as ciências e transforma todos os ramos do conhecimento. D a mesma forma, o teórico evolucionista Richard Dawkins18 afirmou: “o que está no coração de todos os seres vivos não é um fogo, não é o hálito quente, nem uma centelha de vida… sim, se você quiser entender a vida, você precisa pensar em termos de informação, palavras, instruções e tecnologia da informação”. As noções de Gleick e D awkins sobre centralidade da informação aplicam- se a todos os campos da ciência, incluindo a enfermagem. A informação está no coração da enfermagem. I nformação é conhecimento. A enfermagem é uma disciplina científica, e como todas as disciplinas, tem um único corpo de conhecimento. D e acordo com Nursing’s Social Policy Statement: The Essence of The Profession,3 o objetivo da enfermagem inclui a aplicação do conhecimento científico, nos processos de diagnóstico e tratamento, pelo uso de julgamento e pelo pensamento crítico, no contexto de uma relação cuidadosa que facilite a saúde e a cura. Sendo uma área do conhecimento, a enfermagem é composta de informações sobre a natureza da saúde e da doença, bem como de estratégias e de tratamentos para promover a saúde e o bem-estar. É essencial para qualquer sistema de conhecimento científico ter meios de classificar e estruturar categorias de informação.11,23,35 A NI C identifica os tratamentos que os enfermeiros realizam, organiza essas informações em uma estrutura coerente e fornece a linguagem para comunicação com pessoas, famílias, comunidades, membros de outras disciplinas e público em geral. Quando a NI C é usada para documentar o trabalho dos enfermeiros na prática, temos o início de um mecanismo para determinar o impacto dos cuidados de enfermagem nos resultados do paciente. Clark e Lang16 lembram-nos da importância das linguagens e classificações de enfermagem ao afirmarem: “Se não podemos nomeá-las, não podemos controlá-las, financiá-las, ensiná-las ou colocá-las na política pública” (p. 27). Este capítulo tem três principais seções. A primeira aborda o uso da NI C na prática, incluindo a maneira de selecionar uma intervenção para determinado paciente, a implementação da NI C na instituição de prática clínica e a implementação e usos da NI C em sistemas de informação com bases de dados computadorizados. A segunda seção aborda o uso na educação, incluindo integração da NI C nos currículos de enfermagem e como a NI C é usada para tomada de decisãoclínica no modelo de raciocínio reflexivo clínico Outcome-Present State-Test (OPT). A terceira seção enfoca a utilização da NI C na pesquisa com ênfase no modo como ela pode ser usada em pesquisas de eficácia e efetividade. Utilização da nic na prática Selecionando uma Intervenção Enfermeiros usam o julgamento clínico com indivíduos, famílias e comunidades para melhorar sua saúde, aperfeiçoar sua capacidade de lidar com problemas de saúde e promover sua qualidade de vida. A seleção de uma intervenção de enfermagem para um paciente em particular é parte do julgamento clínico do enfermeiro. S eis fatores devem ser considerados na escolha de uma intervenção: (1) os resultados desejados do paciente, (2) características do diagnóstico de enfermagem, (3) base de pesquisas para a intervenção, (4) viabilidade para realização da intervenção, (5) aceitabilidade para o paciente e (6) capacidade do enfermeiro. Resultados Desejados dos Pacientes Os resultados dos pacientes devem ser especificados antes que uma intervenção seja escolhida. Eles servem como os critérios que avaliam o sucesso de uma intervenção de enfermagem. Os resultados descrevem comportamentos, respostas e sentimentos do paciente em relação ao atendimento prestado. Muitas variáveis influenciam os resultados, incluindo o problema clínico, intervenções prescritas pelos profissionais de saúde, os próprios profissionais de saúde, o ambiente no qual o cuidado é recebido, a própria motivação do paciente, a estrutura genética e fisiopatologia e as pessoas significativas do paciente. Existem muitas variáveis intervenientes ou mediadoras em cada situação, o que torna difícil estabelecer uma relação causal entre as intervenções de enfermagem e os resultados do paciente em alguns casos. O enfermeiro deve identificar para cada paciente o resultado que pode ser razoavelmente esperado e alcançado em consequência dos cuidados de enfermagem. A maneira mais eficaz para especificar os resultados é pelo uso da Classificação de Resultados de Enfermagem (NOC).40 A NOC contém 490 resultados para os indivíduos, famílias e comunidades, que são representativos para os os ambientes e especialidades clínicas. Cada resultado NOC descreve os estados do paciente em um nível conceitual, esperando-se que os indicadores sejam modificáveis pela intervenção de enfermagem. Os indicadores de cada resultado permitem a mensuração dos resultados em qualquer ponto, em uma escala Likert de 5 pontos, do mais negativo para o mais positivo. Com o tempo, avaliações repetidas permitem a identificação de alterações na condição do paciente. Assim, os resultados NOC são usados para monitorar o grau de progresso, ou falta de progresso, ao longo de um episódio de cuidados. Os resultados NOC foram desenvolvidos para serem usados em todos os ambientes, todas as especialidades e ao longo do continuum do cuidado. O resultado NOC Estado de Conforto é exibido no Quadro 2-1 para mostrar o título, a definição, os indicadores e a escala de mensuração. Os resultados NOC foram ligados aos diagnósticos NAND A I nternational (NAND A-I ), e essas ligações aparecem no verso do livro da NOC. As intervenções NI C também foram associadas a resultados NOC e diagnósticos NAND A-I , e as ligações estão disponíveis em um livro intitulado: Ligações NANDA NOC–NIC. Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade.32 Quadro 2- 1 E xemplo de R esultado N O C E stado de C onforto— 2008 Definições: Conforto geral físico, psicoespiritual, sociocultural e ambiental e segurança de um indivíduo Manter em______ Aumentar para______ Domínio – Saúde Percebida (V) Classe – S aúde e Qualidade de Vida (U), 4ª edição, 2008. Referências do Conteúdo do Resultado Gropper, E. (1992). Promoting health by promoting comfort. Nursing Forum, 27 (2), 5–8. Hamilton, J. (1989). Comfort and the hospitalized chronically ill. Journal of Gerontological Nursing, 15 (4), 28–33. Kennedy, G. (1991). A nursing investigation of comfort and comforting care of the acutely ill patient. Unpublished doctoral dissertation, The University of Texas, Austin. Kolcaba, K. (2003). Comfort theory and practice: A vision for holistic health care and research. New York: Springer. Kolcaba, K., &DiMarco, M. (2005). Comfort theory and its application to pediatric nursing. Pediatric Nursing, 31 (3), 187–194. Kolcaba, K., Panno, J., & Holder, C. (2000). Acute care for elders (ACE): A holistic model for geriatric orthopaedic nursing care. Journal of Orthopaedic Nursing, 19 (6), 53–60. Tipton, L. (2001). A qualitative study of hope and the environment of persons living with cancer. Dissertation Abstracts International, 62 (03), 1326B. (UMI N°. 3008460). Fonte: Moorhead, S., Johnson, M., Maas, M., & Swanson, E. (Eds.). (2013). Nursing outcomes classification (NOC) (5th ed.). St. Louis: Elsevier. Características do Diagnóstico de Enfermagem Os resultados e as intervenções são selecionados em relação a diagnósticos de enfermagem em particular. O uso da linguagem de enfermagem padronizada começou no início de 1970, com o desenvolvimento da classificação de diagnósticos de enfermagem NAND A. Um diagnóstico de enfermagem de acordo com NAND A-I é “um julgamento clínico sobre as respostas atuais ou potenciais do indivíduo, família, grupo ou comunidade às condições de saúde/processos vida” e “fornece a base para a seleção das intervenções de enfermagem para atingir resultados pelos quais o enfermeiro é responsável.”41. Os elementos de uma declaração diagnóstica real NAND A-I são o título, os fatores relacionados (causas ou fatores associados) e as características definidoras (sinais e sintomas). As intervenções são dirigidas para alterar os fatores etiológicos (fatores relacionados) ou causas do diagnóstico. S e a intervenção é bem-sucedida na alteração da sua etiologia, pode-se esperar que o estado do paciente melhore. Nem sempre é possível modificar os fatores etiológicos, e nesses casos é necessário tratar as características definidoras (sinais e sintomas). Para auxiliar na escolha de intervenções de enfermagem apropriadas, a Parte S eis deste livro lista as intervenções principais e sugeridas para tratar os diagnósticos de enfermagem NAND A-I . Além disso, o texto recentemente publicado: Ligações NANDA NOC – NIC. Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade32 é um recurso inestimável para a identificação de resultados e intervenções de todos os diagnósticos de enfermagem NAND A-I , bem como para 10 condições clínicas comuns: asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de cólon e reto, depressão, diabetes melito, insuficiência cardíaca, hipertensão, pneumonia, acidente vascular encefálico e substituição total da articulação: quadril/joelho. Base Científica para a Intervenção O I nstitute of Medicine (I OM), no relatório Health Professions Education: A Bridge to Quality25, descreveu alterações na formação de todas as profissões de saúde, que incluíram emprego da prática baseada em evidências. A Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), o I OM e outras agências governamentais que são centros de diretrizes clínicas já sancionaram o uso da prática baseada em evidência como base para todos os cuidados de saúde.24 Essas agências têm enfatizado que as intervenções apoiadas em evidências científicas melhoram os resultados dos pacientes e a prática clínica. É essencial que os enfermeiros desenvolvam habilidades de investigação clínica, o que exige que questionem continuamente se o cuidado realizado é a melhor prática possível. Para determinar a melhor prática, evidências baseadas em pesquisa precisam ser conhecidas e utilizadas na escolha de intervenções. Assim, o enfermeiro que usa uma intervenção precisa estar familiarizado com a sua base de pesquisa. A pesquisa indica a eficácia da utilização da intervenção com certos tipos de pacientes. Algumas intervenções e suas atividades de enfermagem correspondentes têm sido amplamente testadas para populações específicas, ao passo que outras devem sertestadas e são baseadas no conhecimento clínico de especialistas. Manuais de diagnóstico de enfermagem, como Ackley e Ladwig,1 fornecem referências de pesquisa de estudos de caso sobre um único cliente para revisões sistemáticas que fornecem evidências de pesquisas adicionais relacionadas a intervenções NI C. Enfermeiros aprendem sobre a investigação relacionada a intervenções específicas por meio de seus programas de educação e também em como manter o seu conhecimento atual, encontrando e avaliando estudos de investigação. S e não houvesse nenhuma base de pesquisa para auxiliar o enfermeiro a selecionar uma intervenção, então o enfermeiro usaria princípios científicos (p. ex., transmissão de infecção) ou iria consultar um especialista sobre as populações específicas para as quais a intervenção pode trabalhar.49 A lém disso, as instituições usam modelos, como o I owa Model for Evidence-Based Practice to Promote Quality of Care, para orientar o trabalho no uso de evidência para o tratamento de um determinado problema clínico e para decidir sobre um protocolo de prática.50 Viabilidade para Desempenho da Intervenção Preocupações sobre a viabilidade incluem as formas com que a intervenção em particular interage com outras intervenções, tanto as do enfermeiro como as de outros profissionais de saúde. É importante que o enfermeiro esteja envolvido no plano total de tratamento do paciente. Outras preocupações sobre a viabilidade essenciais na configuração atual de cuidados de saúde são o custo da intervenção e a quantidade de tempo necessário para a implementação. O enfermeiro precisa considerar as intervenções de outros profissionais, o custo da intervenção, bem como o tempo necessário para implementar adequadamente uma intervenção ao escolher um curso de ação. Aceitabilidade do Paciente Uma intervenção deve ser aceitável para o paciente e família. O enfermeiro frequentemente é capaz de recomendar a escolha de intervenções para ajudar a alcançar um determinado resultado. Para facilitar a escolha informada, o paciente deverá receber informação sobre cada intervenção e de como se espera que ele participe. Mais importante ainda, os valores do paciente, crenças e cultura devem ser considerados na escolha de uma intervenção. Capacidade do Enfermeiro O enfermeiro deve ser capaz de efetuar a intervenção em particular. Para que o enfermeiro seja competente para implementar a intervenção, ele deve: (1) ter conhecimento da fundamentação científica para a intervenção; (2) possuir as competências psicomotoras e interpessoais necessárias; e (3) ser capaz de articular-se no ambiente específico para usar efetivamente os recursos de cuidados de saúde. 9 Fica claro que, só de olhar a lista total de 554 intervenções, nenhum enfermeiro tem a capacidade de fazer todas elas. A enfermagem, assim como outras disciplinas da saúde, é especializada, e os enfermeiros, individualmente, atuam dentro de sua especialidade e encaminham ou colaboram quando outras habilidades são necessárias. D epois de analisar cada um dos fatores mencionados de um paciente em particular, o enfermeiro escolhe a(s) intervenção(ões). I sso não demora tanto quanto parece quando elaborado por escrito. Como Benner7 demonstrou, o estudante de enfermagem inexperiente deve avaliar esses itens sistematicamente, porém, com experiência, o enfermeiro sintetiza essa informação e é capaz de reconhecer padrões rapidamente. Uma vantagem da classificação é que ela facilita o ensino e a aprendizagem na tomada de decisão para o enfermeiro principiante. Usar uma linguagem padronizada para comunicar a natureza das nossas intervenções não significa que interromperemos a prestação de cuidados individualizados. As intervenções são adaptadas para pessoas por escolha seletiva das atividades e pela modificação das atividades, conforme adequado, para a idade do paciente e os estados físico, social, emocional e espiritual do paciente e da família. Essas modificações são feitas pelo enfermeiro, utilizando-se do julgamento clínico lógico. Implementando a NIC em uma Instituição de Prática Clínica Cada vez mais, fornecedores que desenvolvem sistemas computadorizados de informação clínica (S I C) estão incluindo terminologias de enfermagem padronizadas em ambientes hospitalares e de saúde. Anderson, Keenan e J ones5 compararam cinco terminologias de enfermagem, que incluem diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem. Havia 879 publicações sobre as terminologias NAND A, NI C e NOC (NNN), mais do que o total das publicações para as outras quatro terminologias combinadas. A literatura NNN foi encontrada em 21 países e em 28 estados dos Estados Unidos. Assim, não é surpreendente que a NI C esteja sendo implementada em uma ampla gama de sistemas de informação de computadores nos Estados Unidos, bem como em países ao redor do mundo, incluindo Bélgica, Brasil, Canadá, D inamarca, I nglaterra, França, Alemanha, I slândia, J apão, Espanha, S uíça e os Países Baixos. O Quadro 2-2 lista alguns dos cuidados dos fabricantes de sistemas computadorizados de informação em saúde que adquiriram a licençada NI C para incorporação em seus softwares. Os sistemas computadorizados de informação que incluem a NI C estão sendo usados em um grande número de instituições de saúde. Ao incluir a NI C, juntamente com outras terminologias de enfermagem padronizadas, como NAND A-I e NOC, em sistemas computadorizados de informação clínica, eles podem ser usados não só para planejar e documentar os cuidados de enfermagem, mas também consistem em uma maneira de melhorar tomada de decisão clínica, compartilhar informação e acompanhar os resultados dos pacientes.15,34,37,38A Figura 2-1 é um exemplo de como a NI C aparece em um sistema de informação eletrônico. Quadro 2- 2 F abricantes que P ossuem L icença para a N I C Healthland www.healt hland.co m NIC e NOC integradas com sistema de software de documentação clínica para o planejamento da assistência. O sistema é utilizado por hospitais de pequeno e de médio porte. DIPS ASA www.dips. com NIC integrada no Sistema de Prontuário Eletrônico do Paciente para o planejamento da assistência. Empresa localizada na Noruega. DxR Develop ment Group www.dxrgr oup.com Sistema online para o ensino do processo de enfermagem a estudantes. Produto chamado DxRNursing. ClinicaleNo tes, LLC www.eclini calnotes. com NIC e NOC integradas em uma seção de documentação de enfermagem de um sistema de documentação eletrônica para os profissionais de saúde que cuidam de idosos. McKesson Corpora tion www.mcke sson.co m NIC e NOC integradas no Plano Horizon Expert para uso no planejamento da assistência. Nurse’s Aide, LLC www.nurse saide.net Produto para enfermeiros professores para ajudar nos planos de cuidados com os alunos. Robin Technol ogies, Inc www.carep lans.com NIC e NOC são usadas em planos de cuidados para uso por estudantes e enfermeiros em unidades de longa permanência. SNOMED- CT www.snom ed.com NIC e NOC usadas na ferramenta de mapeamento. (A propriedade da SNOMED foi transferida para a Organização Internacional de Desenvolvimento em Normas de Terminologia da Saúde.) Typhon Group, LLC www.typh ongroup .com NIC e NOC integradas no programa utilizado por escolas de enfermagem, Acompanhamento do Estudante de Enfermagem (RNST). O produto ajuda usuários estudantes a desenvolver planos de assistência ao paciente. http://www.healthland.com/ http://www.dips.com/ http://www.dxrgroup.com/ http://www.eclinicalnotes.com/ http://www.mckesson.com/ http://www.nursesaide.net/ http://www.careplans.com/ http://www.snomed.com/ http://www.typhongroup.com/ Fornecido em outubro de 2011 por Karen Delany, Licensing Departament, Elsevier, 1600 JFK Blvd. Suite 1800, Philadelphia, PA 19103. FIG. 2-1 Exemplo de um Plano de Cuidados de Enfermagem Eletrônico (Fonte: Horizon Expert Plan — patente pendente, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado, 1 de junho de 2011.) D e acordo com o relatório do I OM, The Future of Nursing: Leading Change,Advancing Health, “não há maior oportunidade de transformar a prática do que por meio da tecnologia”. Como Gleick23 assinala, o crescimento dessa inserção de informações em formas matemática e eletrônica permite que os computadores processem rapidamente, armazenem e recuperem informações. O relatório do I OM, Crossing the Quality Chasm: A New Health System for the 21st Century,28 citou numerosos exemplos de como os sistemas de informação clínica automatizados contribuem para a redução de erros, oferece maior acesso a testes diagnósticos e resultados de tratamento, e melhora a comunicação e coordenação dos cuidados. Os sistemas de informação também servem como ajuda para a tomada de decisão clínica, a documentação do atendimento e a determinação do custo dos cuidados. O Ato I ndustrial Nacional da Recuperação (ARRA, do inglês, American Recovery and Reinvestment Act) (Lei Pública 111-5, dos Estados Unidos), em 2009, incluiu disposições para criar incentivos para a adoção e o uso significativo da tecnologia de informação em saúde. Para que a enfermagem seja incluída nessa iniciativa, é essencial que os “elementos de enfermagem” sejam incluídos em todos os registros de saúde eletrônicos. Os elementos de enfermagem de registros eletrônicos referem-se a qualquer informação relacionada ao diagnóstico de enfermagem, tratamento e resultados relevantes para a enfermagem. Casey14 aponta que os registros eletrônicos de saúde não irão beneficiar a enfermagem até que os enfermeiros sejam capazes de descrever seu trabalho, o que irá orientar a concepção de sistemas de informação. Além disso, o conteúdo de enfermagem nos registros eletrônicos de saúde deve ser padronizado com base na prática baseada em evidências. A NI C é padronizada e está disponível em formato eletrônico e pronta para ser integrada a sistemas de informação de saúde. O uso da NI C prevê condições para o apoio à tomada de decisão clínica e permite a documentação, o armazenamento e a recuperação de informações clínicas sobre tratamentos de enfermagem. A implementação eletrônica de linguagens de enfermagem padronizadas facilita a comunicação dos cuidados de enfermagem prestados a outros enfermeiros e profissionais de saúde; viabiliza um meio de faturamento e o reembolso para a prestação de cuidados de enfermagem, e permite a avaliação da concretização dos resultados e da qualidade dos cuidados de enfermagem. Quando os dados de registos eletrônicos de saúde, incluindo intervenções da NI C, são armazenados e consultáveis a partir de grandes bancos de dados, os enfermeiros são capazes de realizar grandes estudos de enfermagem sobre a eficácia e custo-eficácia com comparações entre várias áreas de saúde.37,48 O tempo e o custo para a implementação da NI C em um sistema de informação de enfermagem em uma instituição clínica depende da seleção da instituição e do uso de um sistema de informação de enfermagem, da competência em informática dos enfermeiros e do uso prévio e compreensão da linguagem de enfermagem padronizada dos enfermeiros. A mudança para o uso da linguagem de enfermagem padronizada, utilizando um computador, representa, para muitos, uma grande mudança na maneira como os enfermeiros têm, tradicionalmente, documentado os cuidados e as estratégias de mudança eficazes que precisam ser usadas. A implementação completa da NI C em uma instituição pode levar de meses a anos, e a instituição deve dedicar recursos para programação de computadores, educação e treinamento. A implementação será mais fácil se for feita com grandes fornecedores e com atualização dos sistemas de informação de enfermagem clínica que incluem a NI C. Nesta seção, incluímos ferramentas para implementação. O Quadro 2-3 fornece as etapas para a implementação da NI C em uma instituição de prática clínica. Embora nem todos os passos devam ser realizados em todas as instituições, a lista é útil no planejamento da implementação. D escobrimos que a implementação bem-sucedida dos passos requer o conhecimento sobre mudança e sistemas de informação de enfermagem. Além disso, é uma boa ideia ter um processo de avaliação estabelecido. Há inúmeras publicações que descrevem os processos de aplicação da NI C em uma ampla variedade de áreas da prática, as quais podem ser localizadas por meio de uma pesquisa eletrônica da literatura de enfermagem. Quadro 2- 3 P assos para I mplementação da N I C em uma I nstituição de P rática C línica A Estabeleça Comprometimento Organizacional para NIC • Identifique a pessoa-chave responsável pela implementação (p. ex., a pessoa encarregada da informática em enfermagem). • Crie uma força-tarefa de implementação com representantes de áreas-chave. • Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa. • Adquira cópias do livro NIC e disponibilize leituras sobre a NIC para as unidades. • Solicite aos membros da força-tarefa que comecem a usar a linguagem NIC em todas as discussões diárias. • Acesse o site do Center for Nursing Classification da Universidade de Iowa, Boletim da Elsevier NIC/NOC e NIC no Facebook. B Elabore um Plano de Implementação • Redija os objetivos específicos a serem realizados. • Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças limitantes. • Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços mobilizados para a avaliação. • Identifique quais intervenções NIC são mais apropriadas para a instituição/unidade. • Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em normas, planejamento da assistência, documentação, resumo de alta, avaliação de desempenho. • Priorize os esforços de implementação. • Escolha de uma a três unidades-piloto. Envolva membros dessas unidades no planejamento. • Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação. • Revise o sistema atual e determine a sequência lógica de ações para integrar a NIC. • Crie grupos de trabalho de usuários clínicos especialistas para analisar as intervenções e atividades da NIC, determine como serão utilizadas na instituição e desenvolva os formulários necessários. • Compartilhe o trabalho dos especialistas clínicos com outros usuários para avaliação e feedback antes da implementação. • Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada uma das unidades. • Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão na instituição. • Determine a natureza do conjunto total de dados de enfermagem. Trabalhe para garantir que todas as unidades estejam coletando dados sobre todas as variáveis de maneira uniforme, para que a pesquisas futuras possam ser feitas. • Faça planos para assegurar que todos os dados de enfermagem sejam recuperáveis. • Identifique as necessidades da equipe e as formas de lidar com esses planos de aprendizagem. C Execute o Plano de Implementação • Desenvolva as telas/formulários para a implementação. Reveja cada intervenção NIC e decida se todas as partes (p. ex., título, definição, atividades, referências) serão usadas. Determine se existem atividades críticas a documentar e se mais detalhes são desejados. • Proporcione tempo de treinamento para a equipe. • Implemente a NIC na unidade-piloto e obtenha feedback regular. • Atualize o conteúdo ou crie novas funções de computador, se necessário. • Use grupos focais para esclarecer questões e preocupações/questões de destino. • Use dados sobre os aspectos positivos da implementação em apresentações amplas. • Implemente NIC de modo amplo. • Colete dados de avaliação pós-implementação e faça as alterações necessárias. • Identifique os principais marcadores para utilizar a avaliação contínua e dê andamento ao monitoramento e à manutenção do sistema. • Forneça feedback para o Center for Nursing Classification Os líderes que estão direcionando os esforços de implementação, bem como os administradores, designers de sistemas de informação e os enfermeiros da prática, irão se beneficiar da leitura de referências descrevendo o processo de implementação. O Quadro 2-4 inclui “regras básicas” para o uso daNI C em um sistema de informação. S eguir essas regras irá ajudar a garantir que os dados sejam capturados de forma consistente. Em alguns sistemas de computadores, devido às limitações de espaço, é necessário reduzir algumas atividades NI C. Embora o encurtamento das atividades seja cada vez menos importante com a expansão do espaço no computador, o Quadro 2-5 fornece diretrizes para encurtar as atividades da NI C a fim de caberem em um sistema de computador. Quadro 2- 4 P rincípios B ásicos de I mplementação para o U so da N I C em um S istema de I nformação de E nfermagem 1. O sistema de informação deverá indicar claramente que a NIC está sendo usada. 2. Títulos de intervenção NIC e definições devem aparecer por inteiro e devem ser claramente identificadas como intervenções e definições. 3. As atividades não são intervenções e não devem ser rotuladas como tais nas telas. 4. O registro de que a intervenção foi planejada ou realizada deve considerar o título da intervenção. Além disso, a instituição pode optar pela identificação de atividades específicas da intervenção pelos enfermeiros para o planejamento e documentação do cuidado do paciente. 5. O número de atividades necessárias em um sistema de informação deve ser o menor possível para cada intervenção, de forma a não sobrecarregar o profissional. 6. Se as atividades estiverem incluídas no sistema de informação, elas devem ser mencionadas, na medida do possível (dadas as limitações da estrutura de dados), conforme aparecem na NIC. As atividades que precisam ser reescritas para se adaptar a campos pequenos devem refletir o significado pretendido. 7. Todas as atividades adicionais ou modificações devem ser consistentes com a definição da intervenção. 8. A modificação das atividades da NIC deve ser feita com moderação e somente quando necessário, na situação prática. 9. As intervenções NIC devem ser uma parte permanente do prontuário do paciente, com capacidade para recuperar tais informações. Quadro 2- 5 D iretrizes para E ncurtamento das A tividades N I C para A daptação a um S istema de C omputador Introdução: Embora as coisas estejam mudando, alguns sistemas de computador ainda restringem o espaço, desse modo não permitindo o número de caracteres necessários para a inclusão de todo o tamanho das atividades NI C. Se este for o caso, aconselhamos a pedir mais espaço. No entanto, se por qualquer razão não for possível, as seguintes orientações devem ser utilizadas para diminuir o tamanho das atividades. Se essas orientações forem seguidas, todas as atividades devem ter menos de 125 caracteres. Diretrizes: 1. Elimine todos os “conforme apropriado” e “conforme necessário” encontrados depois de uma vírgula no final de algumas atividades. 2. Remova todo os “por exemplo” que encontrar dentro de parênteses. 3. Exclua palavras ou cláusulas dependentes que descrevem outras partes de uma atividade. 4. Use a abreviação “pt” para paciente e “enf” para enfermeiro. 5. NÃO crie nova linguagem e não substitua as palavras. (Nota: D ecidimos não sugerir abreviaturas de palavras além do que já está na NI C, uma vez que a maioria das instituições tem um acordo sobre a lista de abreviaturas a usar. Tais listas não são uniformes entre as instituições e a criação de outra lista pode levar a grande confusão.) Exemplos: Monitorar a temperatura corporal: Administrar o anestésico de acordo com a necessidade do paciente, da análise do diagóstico e das Normas. Obter espécime solicitado para análise laboratorial do equilíbrio acidobásico. Buscar sintomas do histórico de abuso doméstico. Existe uma agenda nacional em prol do avanço para registros eletrônicos de saúde. No entanto, há muitas áreas em que os planos de cuidados de enfermagem manuais ainda são usados. É muito viável a utilização de linguagem padronizada em um sistema manual/físico ou não informatizado. Na verdade, a implementação é mais fácil se a equipe de enfermagem puder aprender a usar a linguagem padronizada antes da introdução de um sistema eletrônico. A Figura 2-2 ilustra um plano de cuidados de enfermagem manual que incorpora NAND A-I , NOC e NI C. Este é um dos 68 planos de cuidado desenvolvido e utilizado no Genesis Health Care System, em D avenport, I owa. Essa agência tem sido um local de teste de campo para NI C durante muitos anos. Em um ponto, elas foram totalmente informatizadas, mas devido às fusões hospitalares e a uma mudança nos fabricantes de computadores, os planos de cuidados de enfermagem atualmente são manuais. FIG. 2-2 Exemplo do Plano de Cuidados de Enfermagem Manual. (Fonte: Genesis Health System, 1227 E. Rusholme Street, Davenport, IA.) Utilização de um Modelo de Linguagem Padronizada O modelo mostrado na Figura 2-3 ilustra o uso da linguagem padronizada para a documentação do cuidado realmente realizado pelo enfermeiro à beira do leito, que gera dados para a tomada de decisão sobre custos e problemas de qualidade na instituição de cuidados de saúde. Os dados também são úteis para a tomada de decisões sobre políticas de saúde. O modelo de três níveis indica que o uso da linguagem padronizada para a documentação do cuidado do paciente auxilia não só o enfermeiro da prática a comunicar-se com os outros, mas também leva a diversos outros usos importantes. FIG. 2-3 Dados de Prática de Enfermagem: Três Níveis No nível individual, cada enfermeiro usa linguagem padronizada nas áreas de diagnósticos, intervenções e resultados para comunicar planos de assistência ao paciente e documentar o cuidado realiado. Recomendamos o uso de NAND A-I , NI C e NOC como as classificações nas áreas de diagnósticos, intervenções e resultados. Cada uma dessas classificações é abrangente quanto a especialidades e instituições da prática, e cada uma tem os esforços de pesquisa em andamento para manter a atualização das classificações. Um enfermeiro que trabalha sozinho com um paciente ou grupo de pacientes/clientes questiona-se várias vezes, de acordo com as etapas do processo de enfermagem. Quais são os diagnósticos de enfermagem do paciente? Quais são os resultados dos pacientes que estou tentando alcançar? Quais intervenções devo usar para obter esses resultados? Os diagnósticos identificados, resultados e intervenções são então documentados utilizando-se a linguagem padronizada nessas áreas. Um enfermeiro que trabalha com um sistema de informação que contém a classificação irá documentar o atendimento prestado escolhendo o título conceitual para a intervenção. Nem todas as atividades serão realizadas em cada paciente. Para indicar quais atividades foram realizadas, o enfermeiro pode destacar aquelas realizadas ou simplesmente documentar as exceções, dependendo do sistema de documentação existente. Um enfermeiro que trabalha com um sistema de informação manual escreverá nos títulos de intervenções NI C escolhidos, conforme o planejamento do cuidado e documentação forem realizados. As atividades também podem ser especificadas, dependendo do sistema de documentação da instituição. Embora as atividades possam ser importantes na comunicação do cuidado de um paciente individual, o título de intervenção é o ponto de partida ao se planejar a assistência. Essa parte do modelo pode ser vista como documentação dos pontos de decisão principal do processo de enfermagem utilizando linguagem padronizada. Torna-se evidente a importância das competências dos enfermeiros na tomada de decisões clínicas. D escobrimos que, embora a NI C exija que os enfermeiros aprendam uma nova linguagem e uma maneira diferente de conceituar o que fazem (nomear o conceito de intervenção, em vez de listar uma série de comportamentos discretos), eles rapidamente se adaptam e, de fato, tornam-se a força motriz para implementar a linguagem. Com ou sem a informatização, a adoção da NI C torna mais fácil para os enfermeiros comunicarem o que realizam, entre si e para outros profissionais. Os planos de cuidado são muito mais curtos, e as intervenções podem ser ligadas a diagnósticos e resultados.Uma vez que as decisões individuais de um enfermeiro sobre diagnósticos, intervenções e resultados são coletadas de maneira uniforme, as informações podem ser agregadas ao nível da unidade ou da organização. Ao nível organizacional/da unidade, as informações sobre os pacientes individuais são agregadas àquelas de todos os pacientes da unidade (ou outro grupo) e, por sua vez, de toda a instituição. Esses dados agregados das práticas de enfermagem podem ser ligados a informações contidas no banco de dados de gerenciamento de enfermagem. O banco de dados de gerenciamento inclui dados sobre os enfermeiros e outros que fornecem cuidados, e os meios de prestação dos cuidados. Por sua vez, a prática de enfermagem e o gerenciamento dos dados podem estar relacionados aos dados sobre os tratamentos realizados por médicos e outros prestadores de serviços, informações do estabelecimento, informações do paciente e dados financeiros. A maioria desses dados, com exceção dos dados sobre tratamentos de outros profissionais que não os médicos, já está separada de forma uniforme e disponível para utilização. O modelo ilustra como os dados da prática clínica relacionados com outros dados no sistema de informação da instituição podem ser usados para determinar o custo e a qualidade dos cuidados de enfermagem. O custo do modelo aborda a alocação de recursos e custos de serviços de enfermagem; a qualidade do modelo aborda a pesquisa de eficácia e formação educacional da equipe. O uso de linguagem padronizada para planejar e documentar os cuidados não resulta automaticamente em conhecimento sobre o custo e a qualidade, mas oferece a possibilidade de dados para a tomada de decisão nessas áreas. Os passos para realizar a alocação de recursos, custos de serviço de enfermagem, a pesquisa de eficácia e a formação educacional da equipe são brevemente descritos a seguir. A explicação de alguns termos gerenciais e financeiros encontra-se entre parênteses para quem não estiver familiarizado com essas áreas. Custo A alocação de recursos — distribuindo a equipe e suprimentos • Determinar as intervenções e os resultados relacionados/tipo de população. • Determinar e aplicar as regras de staffing mix (relação entre prestadores de cuidados de enfermagem profissionais e não profissionais) por tipo de população. • Alocar outros recursos (suprimentos e equipamentos) adequadamente. • Determinar a produtividade da equipe (relação de saída/entrada ou relação de trabalho produzido/pessoas e materiais necessários para a produção do trabalho) da equipe. Custeio — determinando o custo dos serviços de enfermagem prestados ao paciente • Identificar as intervenções realizadas no paciente. • Fixar um preço por intervenção, tendo em conta o nível do prestador de serviço e do tempo gasto. • Determinar um custo extra (valor cobrado para despesas de negócios que não são imputáveis a um determinado serviço, mas são essenciais para a produção de serviços, tais como aquecimento, luz, construção e reparos); distribuir uniformemente a todos os pacientes e ser capaz de apresentar uma justificativa. • Determinar o custo da prestação de cuidados por paciente (intervenções de cuidados diretos mais despesas gerais). • Determinar o custo por paciente ou usar as informações para contratar os serviços de enfermagem (estabelecendo um acordo comercial para a prestação de serviços de enfermagem a um preço fixo). Qualidade Pesquisa de eficácia — determinando os efeitos ou resultados das intervenções de enfermagem • Identificar as questões de pesquisa (p. ex., qual combinação de intervenções fornece os melhores resultados para um determinado tipo de paciente?). • Selecionar os resultados a serem medidos. • Identificar e coletar as variáveis intervenientes (p. ex., as características do paciente, tratamentos médicos, staffing mix, carga de trabalho). • Analisar os dados. • Fazer recomendações para inovações da prática. Formação educacional da equipe — garantindo a competência para realizar as intervenções necessárias • Determinar o nível de competência dos enfermeiros relacionado a intervenções particulares. • Propiciar educação conforme necessário e repetir a medida de competência. • Determinar o nível de responsabilidade do enfermeiro pela intervenção e se a intervenção ou parte da intervenção é delegada. • Propiciar educação relacionada conforme necessário à tomada de decisão, delegação e construção de equipe. • Avaliar o desempenho em termos de obtenção de resultados dos pacientes. • Utilizar as informações sobre desempenho do enfermeiro, levando em consideração a capacidade do enfermeiro para desempenhar com competência a intervenção em nível global de responsabilidade profissional. Os dois lados do modelo são interativos. O custo e a qualidade devem ser sempre considerados em conjunto. Além disso, os quatro caminhos não são mutuamente exclusivos. A pesquisa pode ser realizada do ponto de vista dos custos, e os custos podem ser determinados para pesquisa e educação. Os quatro caminhos distintos, no entanto, são úteis para indicar as principais áreas de utilização desses dados em um nível organizacional. O nível de rede/estado/país do modelo envolve “encaminhar” os dados de enfermagem para serem incluídos em grandes bases de dados, que são utilizadas na avaliação comparativa para a determinação da qualidade e formulação de políticas de saúde. Werley e Lang51 descreveram o Conjunto de D ados Mínimos de Enfermagem (NMD S) e identificaram 16 variáveis que devem ser incluídas em grandes bancos de dados de construção de políticas. Essas incluem as três variáveis clínicas de diagnósticos, intervenções e resultados; intensidade de enfermagem (definida como staffing mix e horas de atendimento), que será coletada no banco de dados de gerenciamento de enfermagem, e 12 outras variáveis, como a idade do paciente, gênero e raça, e quem se espera que quite a conta, as quais estão disponíveis em outras partes do registro clínico. O modelo indica que os dados de enfermagem sobre diagnósticos, intervenções e resultados são agregados pela facilidade e, então, incluídos nas maiores bases de dados nacionais e regionais. Um número crescente de redes de profissionais de saúde também está construindo bancos de dados. D e acordo com J acox,31a enfermagem tem permanecido essencialmente invisível nesses bancos de dados clínicos e administrativos. Ela listou as seguintes ramificações da invisibilidade de enfermagem e os cuidados de enfermagem nas bases de dados de quase 2 décadas e que ainda hoje são relevantes: • Não conseguimos descrever o cuidado de enfermagem recebido pelos pacientes na maioria das instiuições de cuidados à saúde. • Grande parte da prática de enfermagem é descrita como prática de outrem, especialmente médicos. • Não conseguimos descrever os efeitos da prática de enfermagem nos resultados dos pacientes. • Muitas vezes, não conseguimos descrever os cuidados de enfermagem em uma instituição, muito menos em várias instiuições. • Não conseguimos identificar o que os enfermeiros realizam, de modo a serem reembolsados por isso. • Não conseguimos dizer a diferença do atendimento ao paciente e custos quando os cuidados são prestados por médicos e enfermeiros. • Essa invisibilidade perpetua a visão da enfermagem como uma parte da medicina que não precisa ser identificada separadamente. Estimar as necessidades de cuidados de enfermagem para os pacientes e projetar essas necessidades para determinar os níveis da equipe é um desafio para os gerentes de enfermagem. Muitas instiuições têm sua própria escala de classificação de pacientes ou utilizam alguma da literatura, como Sunrise Patient Acuity (Van S lyckand Associates), Trend Care Systems (Trend Care S ystems Pty Ltd.) ou the Patient Classification Scale;26 no entanto, estes normalmente não são utilizáveis em diferentes instituições. Para preencher esta lacuna, a escala de acuidade mostrada no Quadro 2-6 foi desenvolvida com a ajuda de indivíduos em diferentes contextos como uma escala deacuidade do paciente fácil de usar, que pode ser utilizada em diferentes contextos. Embora o teste da escala tenha sido limitado, sua utilidade em todas as instiuições tem sido demonstrada. A relação enfermeiro/paciente também pode ser determinada pela identificação das principais intervenções aos pacientes no nível da unidade, e identificar e calcular o tempo estimado e o nível de escolaridade exigidos para implementar a intervenção com segurança, conforme identificado na Parte Cinco do livro. Há fortes evidências de uma relação entre equipe de enfermagem, segurança do paciente e qualidade do cuidado. D e acordo com a American Nurses Association (ANA),4 15 estados e o D istrito de Columbia aprovaram legislação ou adotaram regulamentações com relação à equipe de enfermagem. Sete estados ordenaram aos hospitais que estabelecessem um comitê de equipes. Quadro 2- 6 E scala de A cuidade do P aciente da N I C Instruções: Classifique cada paciente nessa escala, uma vez por dia (ou conforme apropriado sua prática). Nível de acuidade do paciente (circule um): 1. Um paciente que desempenha autocuidado, que está em contato com o sistema de saúde principalmente para a assistência com as atividades de promoção da saúde. O paciente pode necessitar de alguma ajuda para lidar com os efeitos da doença ou lesão, mas a quantidade de tratamento fornecido não é mais do que aquela que poderia ser fornecida em uma breve visita ambulatorial. O paciente nessa categoria está frequentemente em busca de testes de triagem de saúde de rotina, como mamografia, Papanicolaou, instruções sobre paternidade, perda de peso e verificações de pressão arterial, exames médicos desportivos, e também check-ups de bebês. Os aspectos pedagógicos dos cuidados são geralmente breves e muitas vezes limitados a levarem as instruções por escrito para casa. 2. Um paciente que é relativamente independente para o autocuidado, mas pode ter algumas limitações no autocuidado total. O paciente requer uma avaliação periódica e intervenções de enfermagem para as necessidades que podem ser simples ou complexas. Atividades de ensino consistem em boa parte da assistência prestada, e as necessidades de cuidados de saúde incluem a necessidade de educação sobre prevenção. Exemplos de pacientes que podem estar nessa categoria incluem: mulheres com alto risco de uma gravidez complicada, indivíduos com diabetes de difícil controle ou diabéticos recém-diagnosticados, indivíduos que têm uma doença psiquiátrica estável, uma família com uma criança com deficit de atenção, e pacientes cardíacos em fase de reabilitação. 3. O paciente é incapaz de ter recursos ou energia suficientes para atender às suas próprias necessidades e é dependente de outras pessoas para as necessidades de autocuidado. Essa pessoa requer a intervenção de enfermagem contínua, mas o cuidado é previsível e não tem caráter de emergência. Exemplos de pacientes que estão nesta categoria são: pessoas com doença crônica instável ou que retira muita energia, mulheres em trabalho de parto, pacientes de cuidados de longo prazo, pacientes de casas de repouso, pacientes psiquiátricos deprimidos e pacientes no pós-operatório estabilizados. 4. O paciente apresenta doença aguda e depende de outras pessoas para o autocuidado, com necessidades que podem mudar rapidamente. O paciente requer avaliação e intervenções de enfermagem contínuas, e as demandas de cuidado não são previsíveis. Exemplos de pacientes nessa categoria são: paciente no pós-operatório se recuperando de cirurgia de grande porte durante as primeiras 24-36 horas, alguém que sofre de um episódio psiquiátrico agudo, e uma mulher na categoria de gravidez de alto risco em trabalho de parto. 5. O paciente está em estado grave e exige medidas imediatas para manter a vida. O paciente não tem capacidade de realizar autocuidado e requer constantes avaliação e intervenção de enfermagem para manter sua existência. Exemplos de pacientes nessa categoria são: pacientes em terapia intensiva que recebem suporte integral à vida, pacientes psiquiátricos em cuidados intensivos, prematuros com baixo peso ao nascer, vítimas de acidentes com lesões de cabeça e, em geral, os indivíduos com disfunção de múltiplos órgãos. Uso da NIC na educação Os conhecimentos e as habilidades em informação e a tecnologia de assistência ao paciente são fundamentais na preparação dos bacharéis em enfermagem para realizar cuidados de qualidade em diferentes estabelecimentos de saúde. O Essentials of Baccalaureate Education for Professional Nursing Practice2 aprova a inclusão de tecnologia da informação como fundamental à educação e à prática de enfermagem. A melhoria do custo-efetividade e a segurança no cuidado ao paciente dependem da prática baseada em evidências, pesquisa de resultados, coordenação dos cuidados interprofissionais e registros eletrônicos de saúde, os quais envolvem o gerenciamento da informação e tecnologia. Assim, egressos dos programas de bacharelado precisam ser competentes no uso de tecnologias de assistência ao paciente e sistemas de gerenciamento de informações. Além disso, a American Association of Colleges of Nursing2 exige o uso de terminologias padronizadas como fundamentais para o desenvolvimento de sistemas de informação clínica (S I C) efetivos. A integração das terminologias padronizadas nos S I C não só apoia a prática de enfermagem cotidiana, como também a capacidade de aumentar a comunicação interprofissional e gerar automaticamente os dados padronizados para avaliar e melhorar a prática continuamente.2 Os diagnósticos de enfermagem foram incluídos na maioria dos grandes livros de planejamento de cuidados desde os anos de 1980 e, agora, a NI C está sendo cada vez mais incorporada em uma ampla variedade de livros de especialidade de enfermagem, bem como em livros que ajudam os estudantes com o planejamento da assistência. A inclusão da linguagem de enfermagem padronizada em um currículo concentra-se no ensino sobre a tomada de decisão clínica (a seleção dos diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem adequados para um paciente/cliente em particular). Alguns livros úteis para o ensino da tomada de decisão clínica para novos alunos estão listados n o Quadro 2-7. Esses recursos estão se expandindo rapidamente conforme mais programas educacionais ensinam as linguagens padronizadas de enfermagem como a base do conhecimento na área. Todas as principais editoras de enfermagem estão incorporando a linguagem de enfermagem padronizada nos recursos impressos e eletrônicos. Quadro 2- 7 Textos S elecionados que I ncorporam a N I C Ackley, B. &Ladwig, G. B. (2011). Nursing diagnosis handbook: An evidence-based guide to planning care (9th ed.). St. Louis: Elsevier Mosby. Berman, A. J. & Snyder, S. (2012). Kozier&Erb’s fundamentals of nursing: Concepts, process, and practice (9th ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. Fortinash, K. M. &Worret, P. A. (2006). Psychiatric nursing care plans(5th ed.). St Louis: Mosby. Hockenberry, M. J. & Wilson, D. (2011). Wong’s nursing care of infants and children (9th ed.). St. Louis: Mosby Elsevier. Johnson, M., Moorhead, S., Bulechek, G., Butcher, H., Mass, M., & Swanson, E. (Eds.). (2012). NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical reasoning and quality care (3rd ed.). Maryland Heights, MO: Elsevier Mosby. Lewis, S., Dirkse, S., Heitkemper, M., Bucher, L., & Camera, I. (2011). Medical-surgical nursing: Assessment and management of clinical problems (8th ed.). St. Louis: Elsevier Mosby. London, M., Ladewig, P., Ball, J., Bindler, R., & Cowen, K. (2010). Maternal & child nursing care (3rd ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: Nursing case studies and analyses. Ames, IA: Wiley- Blackwell. Pillitteri, A. (2009). Maternal child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family (6th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. Smeltzer, S., Bare, B., Hinkle,J., & Cheever, K. (2010). Brunner & Suddarth’s textbook of medical-surgical nursing (12th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. Wilkinson, J. M. & Ahern, N. R. (2008). Prentice Hall nursingdiagnosis handbook (9th ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall. Mais importante, a NI C pode ajudar professores na organização do conteúdo curricular em todos os cursos clínicos. O conteúdo dos cursos de especialização pode ser estruturado em torno das intervenções fundamentais para condições clínicas específicas e seus diagnósticos de enfermagem associados. O ensino do raciocínio clínico e da tomada de decisão é reforçado quando os enfermeiros aprendem a usar linguagens padronizadas de enfermagem, incluindo a NIC.41 A lém disso, os textos que usam estudos de casos que incorporam a NI C, como o Critical Thinking to Achieve Positive Health Outcomes: Nursing Case Studies and Analyses, de Lunney’s,36 podem ser usados tanto no ensino do raciocínio clínico em cursos didáticos quanto em estabelecimentos clínicos. Os professores e os alunos podem desenvolver seus próprios estudos de caso incorporando linguagens de enfermagem padronizadas, e os professores podem ensinar os alunos a integrar intervenções NI C aos planos de assistência desenvolvidos para seus pacientes. Outro recurso útil para ajudar os membros do corpo docente a implementar uma linguagem padronizada em um currículo de graduação é uma monografia escrita por Cynthia Finesilver e D ebbie Me ler e seus colegas e alunos da Bellin College, em Green Bay, Wisconsin, e disponível no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, na Universidade de I owa.20 Embora a mudança possa, algumas vezes, ser mais lenta em instituições acadêmicas, a implementação da NI C em uma instituição educacional pode ser mais fácil do que em um cenário prático, pois menos pessoas estão envolvidas e normalmente não há problemas relacionados ao uso em um sistema de informação. No entanto, a alteração de um currículo para incorporação de linguagens padronizadas é uma grande mudança e algumas orientações para realizar as alterações podem ajudar. O Quadro 2-8 lista as etapas para implementação da NI C em uma instituição educacional. Esses passos são semelhantes aos Passos para I mplementação da NI C em uma I nstituição de Prática Clínica (Quadro 2-3), mas as ações específicas relacionam-se à instituição acadêmica e ao desenvolvimento do curso. A decisão central que deve ser tomada é a de que os professores adotem uma orientação filosófica focada na enfermagem, em vez da orientação médica mais tradicional, com implicações de enfermagem adicionadas. Quadro 2- 8 P assos para I mplementação da N I C em uma I nstituição E ducacional A Estabeleça Comprometimento Organizacional com a NIC • Identifique a pessoa-chave responsável pela execução (p. ex., chefe do comitê de currículo). • Crie uma força-tarefa de implementação, com representantes de áreas-chave. • Acesse o site do Center for Nursing Classification, o Boletim Elsevier NIC/NOC e NIC no Facebook. • Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa. • Adquira e distribua cópias da última edição da NIC. • Distribua leituras sobre a NIC para o corpo docente. • Avalie as questões filosóficas sobre a centralidade das intervenções de enfermagem na enfermagem. • Solicite aos membros da força-tarefa e outras pessoas-chave que comecem a usar a linguagem NIC na discussão cotidiana. B Elabore um Plano de Implementação • Redija metas específicas a serem realizadas. • Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças limitantes. • Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços mobilizados para a avaliação. • Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em cursos de graduação e pós-graduação, na declaração da filosofia, em relatos de processos, nos planos de cuidado, nos estudos de caso, na orientação para novos professores. • Priorize os esforços de implementação. • Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação. • Crie grupos de trabalho do corpo docente e, talvez, de alunos para revisar as intervenções e atividades da NIC, determinar onde serão ministradas no currículo e como se relacionam com materiais atuais, e desenvolver ou redesenhar todos os formulários necessários. • Identifique quais intervenções NIC devem ser ensinadas em nível de graduação e em nível de pós-graduação. • Identifique quais intervenções devem ser ensinadas em quais cursos. • Distribua os rascunhos de decisões para outros docentes para avaliação e feedback. • Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada departamento ou grupo de curso. • Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão a respeito dos seus planos. • Identifique as necessidades de professores e planos sobre maneiras de aprender a lidar com isso. C Execute o Plano de Implementação • Revise os currículos; encomende o livro NIC para os alunos; solicite que a biblioteca encomende livros. • Proporcione tempo para discussão e feedback em grupos de cursos. • Implemente a NIC em um curso de cada vez e obtenha feedback de professores e alunos. • Atualize o conteúdo do curso, conforme necessário. • Determine o impacto e as implicações para o apoio a cursos e pré-requisitos e reestruture-os, conforme necessário. • Relate o progresso da implementação regularmente nas reuniões do corpo docente. • Colete dados de avaliação pós-implementação e faça mudanças no currículo, conforme necessário. • Identifique os marcadores-chave utilizados para avaliação contínua e continue a monitorar e manter o sistema. • Forneça feedback para o Center for Nursing Classification. Nem todas as intervenções podem ou devem ser tratadas em nível de graduação; os professores devem decidir quais intervenções devem ser aprendidas por todos os alunos de graduação e a necessidade de educação avançada, que deve ser aprendida em um programa de mestrado. Algumas intervenções são exclusivas para áreas de especialização e talvez sejam mais bem ensinadas apenas em disciplinas eletivas de especialidade. Connie D elaney, como professora da Universidade de I owa, elaborou os passos para identificar quais intervenções são ensinadas em quais cursos. D elaney (comunicação pessoal, 14 de março de 1997) recomenda os seguintes passos, que nós expandimos: 1. Identifique as intervenções NIC que nunca foram ensinadas no currículo (p. ex., associado, bacharelado, mestrado) e elimine-as do currículo. 2. Usando as intervenções restantes, solicite que cada grupo de cursos identifique as intervenções que são ensinadas em no curso ou área de responsabilidade de ensino. Ou seja, identifique o que está sendo atualmente ensinado usando os termos das intervenções NIC. 3. Compile essas informações em uma tabela principal (intervenções em um eixo e cada curso em outro eixo) e distribua-as a todos os membros do corpo docente. 4. Realize um diálogo com professores, observando as intervenções que são exclusivas para determinados cursos e aquelas que são ensinadas em mais de um curso. Articule claramente a única perspectiva oferecida por cada curso para cada intervenção que é ensinada em mais de um lugar (p. ex., a intervenção está sendo realizada com uma população diferente?). Ambos os cursos devem continuar a ensinar a intervenção ou seu conteúdo deveria ser excluído de um curso? Revise as intervenções que não estiverem localizadas em todos os cursos, mas que os professores acreditam que devam ser ensinadas neste nível. O conteúdo deve ser adicionado? 5. Afirme o consenso de professores sobre quais intervenções são ensinadas e onde. O mesmo processo pode, é claro, ser feito com diagnósticos de enfermagem (usando NAND A-I ) e com os resultados do paciente (utilizando NOC). Muitos programas educacionais já usam diagnósticos NAND A-I e podem implementar a NI C, revisando as ligações NAND A-I -NI C e determinando as intervenções que podem ser ensinadas em relação aos diagnósticos NANDA-I. Usandoa NIC no Modelo de Raciocínio Clínico Reflexivo Outcome Present State Test (OPT) Os modelos de tomada de decisão fornecem a estrutura e o processo que facilitam o raciocínio clínico. O raciocínio clínico é o uso efetivo do conhecimento usando os processos de pensamento reflexivo, criativo, concorrente e crítico para atingir os resultados desejados do paciente. D esde os anos 1950, o processo de enfermagem tem proporcionado a estrutura que facilita o raciocínio clínico na educação dos estudantes de enfermagem. O modelo de processo de enfermagem de 5 passos (avaliação, diagnóstico, planejamento, intervenção e evolução, ou ADPIE) é um padrão de prática de enfermagem. As linguagens padronizadas facilitam o ensino do processo de enfermagem quando estão totalmente integradas em cada um dos cinco passos. A Avaliação conduz à identificação dos diagnósticos NAND A-I na fase de Diagnóstico; Planejamento dos cuidados para cada diagnóstico envolve a escolha de intervenções NI C e a seleção de atividades, resultados e indicadores NOC sensíveis à enfermagem; a fase de Intervenção é o processo de implementação de intervenções e atividades NI C; e a Evolução é o processo de determinação das mudanças nos indicadores NOC. Embora o processo de enfermagem tenha demonstrado sua utilidade como um método de tomada de decisão clínica, o processo de enfermagem tradicional apresenta uma série de limitações para a prática da enfermagem contemporânea. Hoje, a prática de enfermagem damanda o conhecimento da “história” do paciente, de modo que a situação do paciente é colocada em um contexto significativo. Pesut e Herman43 apontam que o processo de enfermagem tradicional não enfoca explicitamente os resultados, não enfatiza o pensamento reflexivo e criativo concomitante; é um procedimento mais orientado do que focado nas estruturas e processos de pensamento, utilizando o pensamento gradual e linear, que limita o pensamento relacional necessário para compreender as interconexões complexas entre os problemas apresentados pelo paciente e limita o desenvolvimento de teorias relavantes na prática. Em resposta à necessidade de um modelo mais contemporâneo para o raciocínio clínico, Pesut e Herman desenvolveram o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo. O modelo OPT (Figura 2-4) é um avanço no ensino e prática da tomada de decisão clínica, utilizando uma estrutura de raciocínio clínico. Pesut42 afirma, “o pensamento clínico e o raciocínio pressupõem o uso de uma linguagem de enfermagem padronizada… os sistemas de classificação do conhecimento de enfermagem fornecem o vocabulário para o raciocínio clínico”. Ao contrário do processo de enfermagem tradicional, o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo fornece uma estrutura para o raciocínio clínico com foco em resultados e não é um processo linear com passos. O raciocínio clínico que se concentra nos resultados aumenta a melhora da qualidade, otimizando a avaliação da efetividade em vez de enfocar principalmente os problemas. No modelo OPT de raciocínio clínico, o enfermeiro enfoca simultaneamente os problemas e os resultados por justaposições de ambos. O modelo requer que os enfermeiros considerem simultaneamente as relações entre os diagnósticos, intervenções e resultados com atenção para as evidências. Em vez de considerar um problema de cada vez, o OPT requer que se considerem vários problemas identificados simultaneamente e que haja discernimento sobre qual problema ou questão é central e mais importante na relação com todos os outros problemas. A ênfase do modelo é: histórico do paciente, enquadramento da história em uma estrutura conceitual específica de disciplina, uso do pensamento reflexivo com ênfase nos resultados, mapeamento da rede de relações entre os diagnósticos de enfermagem e identificação da questão principal fornecendo uma vantagem distinta sobre o processo de enfermagem tradicional. Como um modelo de tomada de decisão clínica emergente, o modelo OPT fornece um novo processo de ensino, aprendizagem e prática de enfermagem. FIG. 2-4 Integração do Modelo do Outcome Present State Test (OPT) com NANDA-I, NIC e NOC (Modificada de Clinical Reasoning: The Artand Science of Critical and Creative Thinking, by Pesut, D. & Herman, J. 1999. Reproduzida com permissão de Delmar Learning, adivision of Thomson Learning: www.thomsonrights.com). O modelo OPT começa ouvindo a História do Cliente no Contexto para reunir http://www.thomsonrights.com/ informações importantes sobre o contexto, as principais questões e as perspectivas da situação do paciente. Pesut e Herman43 sugerem o uso de uma planilha de rede de raciocínio clínico, que é uma representação pictórica das relações funcionais entre os diagnósticos, descrevendo o estado atual. A avaliação das relações entre os diagnósticos usando pensamento sistêmico e de síntese permite que os enfermeiros identifiquem a questão principal. A questão principal é um ou mais diagnósticos que são centrais para a história do paciente e suportam a maioria dos outros diagnósticos de enfermagem. As questões principais orientam o raciocínio clínico ao identificar o diagnóstico central que precisa ser tratado em primeiro lugar e também contribui para estruturar o processo de raciocínio. Estruturar um evento, problema ou situação é como usar uma lente através da qual enxerga-se e interpreta-se a história do paciente. A história pode ser estruturada por uma teoria de enfermagem específica, um modelo em particular, a perspectiva desenvolvimental, ou um conjunto de políticas e procedimentos. Estruturar a história do paciente por uma teoria de enfermagem específica permite que o enfermeiro “pense em enfermagem” em vez do raciocínio em medicina, psicologia, sociologia ou de alguma outra perspectiva que não seja a enfermagem.12 O Estado Atual é a descrição do paciente no contexto, ou a condição inicial. O estado atual mudará com o tempo, como resultado dos cuidados de enfermagem e devido às mudanças na natureza da situação do paciente. As questões que descrevem o estado atual podem ser organizadas por meio da identificação dos diagnósticos de enfermagem, utilizando a taxonomia NAND A-I .41A NAND A-I fornece uma estrutura e dá sentido às pistas. Pesut e Herman43 descrevem em detalhes como o enfermeiro cria uma rede de raciocínio clínico para descrever o estado atual, identificando a relação entre vários ou entre dois diagnósticos NAND A-I associados à condição de saúde do paciente. I nformado pelo conhecimento de enfermagem e/ou pela direção que o paciente escolhe seguir, são identificados resultados que indicam a condição desejada do cliente. Os resultados NOC40 fornecem os meios para identificar o Estado do Resultado e são identificados por justaposição ou fazendo-se uma comparação lado a lado de um estado de resultado específico com dados do estado atual. Os resultados NOC são um estado, comportamento ou percepção que são medidos ao longo de um continuum em resposta a uma intervenção de enfermagem. O teste é o pensamento sobre como as lacunas entre o estado atual (diagnósticos NAND A-I ) e o estado desejado (resultados NOC sensíveis à enfermagem) serão preenchidas. Enquanto testa, o enfermeiro justapõe o estado atual e o estado do resultado, considerando quais intervenções NI C podem ser usadas para preencher a lacuna. A tomada de decisão envolve a seleção e implementação das intervenções de enfermagem específicas. O enfermeiro identifica as intervenções de enfermagem e as ações de enfermagem que ajudarão os pacientes a alcançar seus resultados desejados. A taxonomia das intervenções NI C facilitará a identificação das intervenções de enfermagem padronizadas, que são escolhidas com base em sua capacidade de ajudar os pacientes na transição dos estados do problema para os estados de resultado mais desejáveis. O Julgamento é o processo de tirar conclusões com base nas medidas tomadas. Ao longo de todo o processo do modelo OPT, o enfermeiro usa a Reflexão, fazendo observações enquanto pensa nas situações do cliente. D entro domodelo OPT, a NI C pode ser usada em conjunto com NAND A-I e NOC para auxiliar os alunos no desenvolvimento das competências necessárias para a tomada de decisão clínica. Kau , Kuiper, Pesut e Williams33 realizaram uma extensa pesquisa sobre o ensino do raciocínio clínico usando linguagens de enfermagem padronizadas com o modelo OPT. Os achados apontaram “que os alunos que sempre usaram uma linguagem NNN com modelos OPT foram aqueles que tiveram melhor desempenho na área clínica e melhor completaram suas redes de raciocínio clínico e planilhas de modelo OPT”. Uso da NIC na pesquisa O cuidado de alta qualidade, centrado no paciente e baseado em evidências, consiste na realização de intervenções adequadas, aceitáveis, efetivas, seguras e eficientes. 46 Cada vez mais, o financiamento de assistência à saúde está sendo orientado pelos resultados dos sistemas de prestação de assistência, qualidade do cuidado e custo-efetividade do cuidado, dependendo do uso das intervenções mais eficazes para alcançar os resultados desejados. Realizar e manter um cuidado de qualidade custo-efetivo requer a formulação e avaliação das intervenções como um meio de estabelecer uma sólida base de conhecimentos para orientar a tomada de decisão clínica quanto à seleção e implementação das intervenções que são mais eficazes na melhora da condição do paciente. Em geral, a avaliação das intervenções de enfermagem é realizada por meio de pesquisas de eficácia e de eficiência. O uso de linguagem padronizada abre muitas possibilidades interessantes para a enfermagem na realização das pesquisas de eficácia e eficiência. Pesquisa de Eficácia da Intervenção Os testes de tratamentos de enfermagem começaram com o trabalho clássico de Rita D umas em 1960. Embora vários estudos tenham sido realizados desde então, não há maior esforço necessário na pesquisa de enfermagem hoje do que a realização da pesquisas para estabelecer quais as intervenções alcançam o melhor resultado desejado do paciente. Burns e Grove10 oferecem uma abordagem prospectiva para testar as intervenções de enfermagem, que consistem no planejamento do projeto, coleta de informações, desenvolvimento de uma teoria de intervenção, desenho da intervenção, estabelecimento de um sistema de observação, teste da intervenção, coleta e análise dos dados e disseminação dos resultados. Um aspecto essencial da pesquisa de eficácia é quando a equipe do projeto começa a coletar informações sobre a intervenção. O processo de reunir informações sobre a intervenção é reforçado quando os pesquisadores começam a examinar a intervenção de enfermagem utilizando uma taxonomia padronizada, uma vez que a taxonomia validada descreve e classifica as intervenções de enfermagem que representam a essência do conhecimento de enfermagem sobre os fenômenos de cuidados e sua relação com o conceito global de atendimento. Acreditamos que a NI C fornece os conceitos e a linguagem para identificar e definir as intervenções de enfermagem para pesquisas de testes de intervenção. Usando uma linguagem padronizada de enfermagem em pesquisas de testes de intervenção, assegura- se que os resultados da investigação por diversas equipes possam ser sistematicamente comparados. Além disso, usar os títulos de conceito de intervenção NI C como base da pesquisa de intervenções de enfermagem permite aos pesquisadores trabalharem juntos, embasa o foco da pesquisa em uma fonte primária de conhecimento sobre as intervenções de enfermagem e contribui para o desenvolvimento de conhecimentos específicos da disciplina. Por exemplo, Gerdner22 estudou o uso da musicoterapia como uma intervenção em pacientes com demência e Butcher está realizando uma pesquisa sobre o efeito das notícias na redução do estresse em cuidadores familiares (National Institute of Nursing Research/National Institutes of Health/ R15NR8213). Os recentes avanços na pesquisa de intervenção de enfermagem sugerem a necessidade de testar intervenções que são ou direcionadas ou adaptadas. Beck e colegas6 definem intervenções direcionadas como aquelas destinadas a lidar com uma única característica de um grupo, tais como idade, gênero, diagnóstico ou etnia. As intervenções individualizadas são aquelas desenvolvidas para lidar com características individuais de pessoas dentro de uma amostra, como fatores de personalidade, objetivos, necessidades, preferências e recursos. Os pesquisadores apontam alguns dos desafios e dos processos para a realização de pesquisas de intervenção direcionadas ou individualizadas, e apontam para a importância de que a intervenção seja padronizada. A taxonomia NI C oferece aos pesquisadores uma fonte para a identificação de intervenções de enfermagem padronizadas que podem ser individualizadas para a concepção de pesquisa de testes de intervenções direcionadas e individualizadas. Mesmo as intervenções padronizadas devem ser eficazes; uma intervenção individualizada ou direcionada pode promover melhor aderência, alcançar melhores resultados e ser mais custo-efetiva. Há uma gama de estudos que podem ser realizados com base no uso de intervenções NI C para ajudar a direcionar e individualizar as intervenções de enfermagem. D eterminar a dosagem de uma intervenção também é importante para determinar o efeito de uma intervenção na prática. Em outras palavras, é essencial que os enfermeiros pesquisadores tomem decisões bem fundamentadas sobre quais intervenções de enfermagem serão testadas, bem como a quantidade de cada intervenção que deverá ser realizada para atingir um resultado desejado. Reed, Titler, D ochterman, S hever, Kanak e Picone44 discutem a dosagem, em termos de quantidade, frequência e duração da intervenção. Eles sugerem que a contagem do número de atividades em uma intervenção NI C seja uma maneira de determinar a quantidade. A duração pode ser determinada observando-se o tempo total gasto em todas as atividades. Maiores detalhes podem ser conseguidos ponderando-se cada atividade com relação à sua força, de maneira que atividades diferentes podem ter seu próprio valor atribuído e os valores seriam então somados para determinar a dosagem de intervenção.44 Os autores concluem que medir e relatar a dosagem de uma intervenção na investigação é essencial para o desenvolvimento de uma base de dados para apoiar a prática. Manter a integridade da intervenção entre os participantes e instituições é importante, pois a realização inconsistente da intervenção pode resultar em variabilidade nos resultados alcançados.13,46 Usar a NI C significa que um número substancial das atividades listadas para uma intervenção específica deve ser realizado e que todas as atividades realizadas devem ser consistentes com a definição da intervenção. É importante que as atividades sejam adaptadas para cuidados individuais, mas elas não devem variar tanto de modo que a intervenção já não seja a mesma. No momento, não há solução para a questão da dosagem de intervenção. Uma medida de substituição, como a quantidade de tempo que um profissional utiliza quando realiza a intervenção, é útil e pode ser suficiente como medida de dosagem em alguns estudos. Outra solução é saber o número e a extensão das atividades específicas que são realizadas. Apesar de não termos codificado as atividades de enfermagem, alguns fornecedores e instituições codificaram as atividades, mas outros não têm capacidade de armazenamento de memória necessária para grandes conjuntos de dados e optaram por não documentar este nível de detalhe. Embora a documentação do título da intervenção seja o mais importante para a comparação dos dados entre instituições, também é importante existir uma maneira de determinar a aplicação coerente da intervenção. I sso pode ser feito pela adoção de um protocolo-padrão para a realização da intervenção, pela coleta do tempo gasto para a realização da intervenção, ou por documentação das atividades relacionadas à intervenção. Pesquisa de Efetividade da Intervenção Na pesquisa de efetivade, os enfermeiros pesquisadores utilizam dados clínicos reaiscontidos nas bases de dados das instituições, como as variáveis (p. ex., as intervenções, os resultados, as características específicas do paciente, as características do profissional, as características específicas da instituição) e suas medidas para avaliar a eficácia da intervenção. A pesquisa de efetividade é realizada frequentemente para estudar o efeito das intervenções do profissional nos resultados do paciente, com a finalidade de facilitar a melhor tomada de decisão clínica e fazer o melhor uso dos recursos. Para analisar os dados sobre o uso e a efetividade das intervenções de enfermagem, é necessário coletar, de forma sistemática, outras informações que possam ser usadas em conjunto com os dados da NI C sobre intervenções para resolver várias questões. No início do processo de implementação, uma instituição deve identificar as questões-chave de pesquisa a serem abordadas com os dados clínicos contidos em um sistema de documentação eletrônica. Após as perguntas da pesquisa serem identificadas, as variáveis necessárias para abordar as questões e se os dados já estão coletados ou devem ser coletados no novo sistema podem ser determinadas. Os dados que serão obtidos a partir das variáveis identificadas devem ser ligados uns aos outros, ao nível do paciente individual. Tenha em mente essas preocupações ao criar um sistema de informação de enfermagem, para evitar problemas mais tarde. As três questões seguintes são exemplos de tipos de perguntas que podem ser estudadas usando-se dados clínicos reais: • Quais intervenções normalmente ocorrem juntas? Quando informações são sistematicamente coletadas sobre os tratamentos desempenhados por enfermeiros, grupos de intervenções que normalmente ocorrem em conjunto para certos tipos de pacientes podem ser identificados. Precisamos identificar as intervenções que são frequentemente usadas em conjunto para certos tipos de pacientes, para que possamos estudar os seus efeitos interativos. Essas informações também serão úteis na construção de caminhos críticos, na determinação dos custos dos serviços e no planejamento da alocação de recursos. • Quais enfermeiros usam quais intervenções? A documentação sistemática do uso de intervenção nos permitirá estudar e comparar a taxa de uso de intervenções específicas por tipo de unidade e estabelecimento. A implementação da NIC nos permitirá saber quais intervenções são usadas por quais especialidades de enfermagem. Determinar as intervenções utilizadas com mais frequência em um tipo específico de unidade ou em um determinado tipo de instituição ajudará a determinar quais intervenções devem estar no sistema de informação de enfermagem da unidade/instituição. Também ajudará na seleção de pessoal para compor a equipe dessa unidade e na estruturação da educação continuada fornecida ao pessoal nessas unidades. • Quais são os diagnósticos e resultados relacionados a intervenções específicas? O conhecimento sobre quais intervenções funcionam melhor para diagnósticos específicos e levam a certos resultados pode ser utilizado para auxiliar os enfermeiros a tomar melhores decisões clínicas. Além disso, essa informação pode ajudar-nos a desenvolver planos de tratamento que têm as melhores chances de sucesso para os pacientes. Os elementos de dados recomendados para abordar essas questões estão listados no Quadro 2-9 e incluem a definição e mensuração propostas. A definição e mensuração consistentes são necessárias para agregar e comparar dados de diferentes unidades em diferentes instituições. Essas variáveis e suas medidas foram discutidas com representantes de vários tipos de instituições e estabelecimentos de cuidados, na tentativa de torná-las significativas em todos os contextos. Como pode ser visto a partir da lista, são necessários mais do que dados clínicos de enfermagem. O número de identificação do paciente é necessário para ligar informações; idade, gênero, raça/etnia são incluídos para fornecer algumas informações demográficas sobre a população de pacientes; os diagnósticos e intervenções médicos, medicamentos e tipo da unidade de trabalho, staffing mix , média de gravidade do paciente e carga de trabalho são incluídos para controle. I sto é, para algumas análises, podemos precisar controlar um ou mais itens para determinar se a intervenção de enfermagem foi a causa do efeito sobre o resultado do paciente. Quadro 2- 9 E lementos de D ados para P esquisa de E fetividade em E nfermagem Definições e Mensuração Dados do Estabelecimento1. Número de Identificação do Estabelecimento — Definição: um número que identifica a organização onde o paciente/cliente recebeu cuidados em enfermagem. Medida: use o número de identificação do Medicare Dados de Admissão 2. Número de Identificação do Paciente — Definição: o número único, atribuído a cada paciente/cliente dentro de uma unidade de assistência à saúde, que distingue e separa um registro do paciente de outro no estabelecimento Medida: use o número de registro da instalação 3. Data de Nascimento— Definição: dia do nascimento do paciente Medida: mês, dia e ano de nascimento 4. Gênero — Definição: sexo do paciente Medida: masculino, feminino, desconhecido 5. Raça — Definição: classe ou tipo de pessoa unificada por uma comunidade de interesses, hábitos ou características Medida: Use códigos UHD D S: 1. índio americano ou nativo do Alaska; 2. ilhas da Ásia ou do Pacífico; 3. negro, não hispânico; 4. hispânico; 5. branco, não hispânico; 6. outro (favor especificar); 7. desconhecido 6. Estado Civil — Definição: união legalmente reconhecida entre homem e mulher Medida: 1. casado; 2. viúvo; 3. divorciado; 4. separado; 5. nunca foi casado; 6. desconhecido 7. Data de Admissão — Definição: data de início da assistência Medida: mês, dia e ano Medicações 8. Medicações — Definição: uma substância medicinal usada para curar doenças ou aliviar sintomas Medida: 1. nome do medicamento; 2. meios da administração: 1. VO, 2. I M/S C, 3. EV, 4. aerossol, 5. retal, 6. via ocular, 7. outro; 3. dosagem: quantidade de medicamento prescrito; 4. frequência: número de vezes a ser administrado por dia; 5. data de início: data de início do medicamento neste episódio de assistência: mês, dia e ano; 6. data do término: data em que o medicamento foi descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano Dados dos Médicos 9. Número de Identificação do Médico — Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o médico como o responsável principal pela assistência médica do paciente/cliente durante o episódio de assistência. Medida: único número usado para fornecer o extrato dos serviços (UHD D S usa atendimento e operação) 10. Diagnóstico Médico — Definição: as condições médicas que coexistem no momento da admissão, que desenvolvem-se subsequentemente ou que afetam o tratamento recebido e/ou a duração da permanência; todos os diagnósticos que afetam o episódio atual de assistência Medida: nomes dos diagnósticos médicos, conforme listado na conta do paciente usando os códigos ICD-9-CM 11. Grupo Relacionado ao Diagnóstico (GRD) — Definição: o sistema de pagamento prospectivo norte-americano usado para reembolsos de pacientes da Medicare; categoriza pacientes de alta em aproximadamente 500 grupos com base em diagnósticos médicos, idade, tratamento, status de alta e sexo. Medida: os três dígitos numéricos e o nome do GRD ao qual o paciente foi relacionado 12. Intervenção Médica — Definição: um tratamento prescrito por um médico; todos os procedimentos significativos para o episódio atual da assistência Medida: 1. nomes dos procedimentos médicos listados na conta do paciente usando os códigos CPT; 2. data de início: data em que o procedimento iniciou neste episódio de assistência: mês, dia, ano; 3. data do término: data em que o procedimento foi descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano Dados de Enfermagem 13. Número de Identificação do Enfermeiro — Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o enfermeiro que é o principalresponsável pelo cuidado do paciente ou cliente durante o episódio de assistência Medida: número de cada enfermeiro no estabelecimento; não existe um registro nacional no momento 14. Diagnóstico de Enfermagem — Definição: uma avaliação clínica feita por um enfermeiro sobre a resposta do paciente a um problema de vida ou processo de saúde real ou potencial durante este episódio de assistência, que afeta os tratamentos recebidos e/ou o tempo de permanência Medida: nomes dos diagnósticos de enfermagem, utilizando termos e códigos NANDA-I 15. Intervenção de Enfermagem — Definição: tratamento realizado por um enfermeiro Medida: 1. nomes dos tratamentos do paciente durante o episódio de assistência; uso de termos e códigos NI C; 2. data de início: data em que a intervenção começou neste episódio de assistência: dia, mês, ano; 3. D ata de término: data de término da intervenção neste episódio de assistência: dia, mês, ano Resultados 16. Resultados do Paciente — Definição: um aspecto do estado de saúde do paciente/cliente, que é influenciado pela intervenção de enfermagem durante este episódio de assistência Medida: 1. nomes dos resultados usando termos NOC; 2. data identificada; 3. término da data do resultado; 4. estado do resultado no início e no final do episódio de cuidado (use a escala NOC) 17. Data da Alta — Definição: data de término de um episódio de assistência Medida: mês, dia e ano 18. Disposição — Definição: plano de cuidados de saúde contínuos realizados na alta Medida: use NMD S com modificações: 1. alta para casa ou autocuidado (alta de rotina); 2. alta para casa com encaminhamento para serviço de enfermagem comunitário organizado; 3. alta para casa com arranjos para ser atendido por enfermeiro ambulatorial; 4. transferência para um hospital de curta permanência; 5 transferência para uma instituição de longo prazo; 6. faleceu; 7. deixou a instituição contra orientação médica; 8. ainda é um paciente; 9. outro 19. Custo do Cuidado — Definição: as responsabilidades do profissional pelos serviços prestados ao cliente durante o episódio de assistência Medida: encargos totais cobrados por episódio de assistência (a partir de projeto de lei do paciente) Dados da Unidade 20. Tipo de Unidade — Definição: nome do tipo de unidade ou área de especialidade que melhor caracteriza onde a maioria da assistência ao paciente é realizada Medida: todas as unidades respondem às questões A e B: A Qual é a localização do cuidado de enfermagem? (Escolha apenas um local) ___Cuidado ambulatorial/externo ___Comunidade ___Domicílio ___Hospital ___Estabelecimento de longa permanência/casa de repouso ___Saúde ocupacional ___Agência de reabilitação ___Escola ___Outro (favor descrever):_________________________ B Qual é a especialidade que melhor caracteriza o tipo de cuidado a ser realizado? (Escolha apenas um) ___Clínica geral ___Cirugia geral ___Médico-cirúrgica geral ___Geriátrica ___Cuidados emergenciais ou intensivos (p. ex., Unidade de cuidado coronariano, UTI Médica, UTI Pediátrica, UTI de Pós-operatório, Sala de emergência, Sala de cirurgia, Sala de recuperação pós-anestésica) ___Materno-infantil ___Psiquiátrica (adulto ou criança, incluindo abuso de substâncias) ___Medicina especializada (p. ex., medula óssea, cardiologia, dermatologia, hematologia, hemodiálise, neurologia, oncologia, pneumologia, radiologia) ___Cirurgia especializada (p. ex., otorrinolaringologia, neurocirurgia, ortopedia, urologia) ___ Outro (favor descrever):________________________ 21. Staffing mix — Definição: proporção de profissionais para não profissionais prestadores de cuidados de enfermagem na unidade/clínica/grupo onde o cuidado está sendo realizado Medida: número de enfermeiros pelo número de pessoal não profissional que trabalhou na unidade/clínica/grupo em cada dia de permanência do paciente (colete diariamente durante a permanência do paciente/episódio de cuidado —se não puder verificar diariamente, verifique a média semanal). Aloque os turnos de 12 horas ou outros turnos irregulares às horas efetivamente trabalhadas, ou seja, uma pessoa que trabalha 12 horas, das 7:30 às 19:30, é alocada em 8 horas (1 Equivalente à hora cheia, EHC) no diurno e 4 horas (0,5 EHC) nas noites. Conte apenas as horas reais de cuidados direto, ou seja, remova o enfermeiro-chefe e enfermeiro encarregado, a menos que eles estejam prestando asssistência direta, remova a secretária da unidade e não inclua as horas não produtivas (tais como orientação, educação continuada). n° de EHC dos enfermeiros no diurno _____ n° de EHC dos enfermeiros nas madrugadas _____ n° de EHC dos enfermeiros no noturno ______ n° de EHC dos técnicos no diurno _____ n° de EHC dos técnicos nas madrugadas _____ n° de EHC dos técnicos nas noites _____ n° de EHC dos auxiliares no diurno ______ n° de EHC dos auxiliares na madrugada ______ n° de EHC dos auxiliares no noturno______ n° de outros dias (favor identificar) _____ n° de outras madrugadas (favor identificar) _____ n° de outras noites (favor identificar) ______ 22. Horas de Cuidados de Enfermagem — Definição: horas de cuidados de enformagem realizados por dia na unidade/clínica/grupo em que o cuidado é realizado Medida: horas de cuidados (equipe atual) pelos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem Dias: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras horas ________ Madrugadas: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras Noites: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________ Horas dos auxiliares ________ outras Observação: Estas são as mesmas pessoas do número 21. 23. Gravidade do Paciente — Definição: Nível médio de doença de pacientes atendidos na unidade Medida: o paciente é classificado conforme a escala de gravidade do paciente 24. Carga Horária — Definição: a quantidade de serviço de enfermagem em uma unidade Medida: A gravidade média dos pacientes (Número 23) vezes o número de leitos ocupados por dia (ou o número de pacientes atendidos em ambulatório) dividido pelo número de enfermeiros trabalhando ou o número de total de pessoal de enfermagem trabalhando (Número 21) Censo à meia-noite ou número de pacientes encontrados por dia Nosso trabalho com essas variáveis demonstra que a profissão ainda precisa lidar com várias questões relacionadas à coleta de dados padronizados. Por exemplo, a coleta e codificação de medicamentos (Número 8) de forma facilmente recuperável ainda não está disponível na maioria dos estabelecimentos. Embora a pesquisa de enfermagem possa ser realizada sem o conhecimento de medicamentos, muitos dos resultados que são alcançados por enfermeiros também são influenciados por certos medicamentos, e por isso o controle para efeito da medicação é desejável. No presente momento, não há um número único que identifique o enfermeiro que é o principal responsável pelo cuidado do paciente/cliente (Número 13). Consequentemente, não é possível atribuir intervenções clínicas ou resultados a enfermeiros específicos com base nos dados de documentação. Além disso, os estabelecimentos de assistência à saúde não coletam os dados da unidade (Números 20 a 24) de forma padronizada. Assim, se alguém desejasse comparar tais dados entre estabelecimentos, os dados precisariam ser traduzidos estabelecimento por estabelecimento quanto a medidas comuns, como aquelas propostas no Quadro 2-9. O método para conduzir pesquisas de efetividade com dados clínicos reais é descrito em uma monografia com base em pesquisa realizada por uma equipe de I owa.48 Essa publicação descreve métodos para recuperar dados de enfermagem clínica de sistemas eletrônicos, armazená-los de acordo com exigências de confidenciailidade, aplicar técnicas de ajuste de risco e analisar o impacto de tratamentos de enfermagem. O estudo de avaliação da efetividade das intervenções NI C foi um subsídio de efetividade de 5 anos financiado pela NI NR e AHRQ, intitulado Nursing Interventions and Outcomes inThree Older Populations (Titler, R01 NR 05331). O estudo analisou o uso de intervenções em três grupos de pacientes idosos em uma unidade de cuidados intensivos que tem um sistema eletrônico de grande porte para a documentação dos cuidados de enfermagem. Os objetivos do projeto foram: 1. Identificar as intervenções de enfermagem utilizadas, tratamentos farmacológicos e tratamentos médicos para os idosos hospitalizados com insuficiência cardíaca, fratura de quadril, e para aqueles que receberam a intervenção de enfermagem Prevenção de Quedas. 2. Descrever as relações entre as características do paciente, as condições clínicas do paciente (diagnóstico médico, gravidade da doença), tratamentos (intervenções de enfermagem, tratamentos médicos, tratamentos farmacológicos), características das unidades de enfermagem, e os resultados de pacientes idosos hospitalizados (insuficiência cardíaca, fratura de quadril, prevenção de queda). 3. O investigador deve: A) Comparar o tempo de permanência em cuidados intensivos para as internações que receberam a intervenção de enfermagem Controle da Dor com as hospitalizações que não receberam Controle da Dor no grupo de Procedimento de Quadril. B) Comparar a disposição de alta das internações que receberam a intervenção de enfermagem Controle Hídrico com internações que não receberam Controle Hídrico no grupo Insuficiência Cardíaca. C) Comparar os custos hospitalares de internações que receberam alta utilização da intervenção de enfermagem Supervisão com as hospitalizações que receberam baixa utilização de Supervisão. 4. Desenvolver uma diretriz para a construção e utilização de um banco de dados de pesquisa de efetividade de enfermagem construído a partir de dados eletrônicos. Muitas publicações que demonstram o efeito das intervenções NI C nos resultados de pacientes, que resultaram dessa pesquisa, já estão disponíveis. Por exemplo: Dochterman, J., Titler, M., Wang, J., Reed, D., Pettit, D., Mathew-Wilson, M., Budreau, G., Bulechek, G., Kraus, V., &Kanak, M. (2005).Describing use of nursing interventions for three groups of patients. Journal of Nursing Scholarship, 37(1), 57-66. Kanak, M., Titler, M., Shever, L., Fei, Q., Dochterman, J., &Picone, D. (2008).The effects of hospitalization on multiple units. Applied Nursing Research, 21(1), 15-22. Picone, D., Titler, M., Dochterman, J., Shever, L., Kim, T., Abramowitz, P., Kanak, M., & Qin, R. (2008).Predictors of medication errors among elderly hospitalized patients. American Journal of Medical Quality, 23(2), 115-127. Reed, D., Titler, M., Dochterman, J., Shever, L., Kanak, M., &Picone, D. (2007).Measuring the dose of nursing intervention. International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(4), 121-130. Shever, L., Titler, M., Dochterman, J., Fei, Q., &Picone, D. M. (2007).Patterns of nursing intervention use across six days of acute care hospitalization for three older patient populations. International Journal of Nursing Terminologies and Classifications, 18(1), 18- 29. Titler, M., Jensen, G., Dochterman, J., Xie, X., Kanak, M., Reed, D., &Shever, L. 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Por exemplo, na publicação que avaliou os padrões de intervenções de enfermagem em pacientes hospitalizados com insuficiência cardíaca e procedimentos de quadril e que estavam em risco de queda,45 os autores concluíram que não só o uso da NI C permitia a extração de dados do prontuário eletrônico, mas consideraram que a S upervisão, Terapia Endovenosa (EV), Controle Hídrico e Estadiamento da D ieta foram as quatro intervenções mais frequentemente implementadas em todos os quatro grupos de idosos em um contexto de cuidados intensivos. Os pesquisadores também foram capazes de identificar quais intervenções de enfermagem foram únicas e específicas para cada grupo de pacientes, e concluíram que os dados de intervenção de enfermagem utilizando NI C forneceram aos administradores informações sobre os cuidados realizados, que foram úteis para a avaliação da equipe em termos de número de profissionais, alocação de recursos, educação da equipe e avaliação da competência dos enfermeiros. O artigo de D ochterman e colegas19 documentou o uso de intervenções NI C para três populações de pacientes: insuficiência cardíaca, fratura de quadril e prevenção de quedas. Os resultados mostraram que o número médio de intervenções feitas pelo menos uma vez durante uma única hospitalização variou de 18 a 22 para as três populações. As intervenções utilizadas durante 50% ou mais hospitalizações foram identificadas para cada população. S eis intervenções foram utilizadas em todas as três populações: Melhora da Tosse, Estagiamento da D ieta, Controle Hídrico, Terapia Endovenosa (EV), Controle da D or e Cuidados com S ondas/D renos. Os autores concluem que o conhecimento das intervenções utilizadas por população de pacientes pode ajudar os gerentes de enfermagem a planejar o tipo e a quantidade de funcionários necessários em uma unidade. Em outra análise, Titler e colegas47 analisaram o impacto das intervenções de enfermagem no custo hospitalar para os idosos que foram hospitalizados por fratura de quadril ou procedimento relacionado. Um modelo de efetividade incluiu múltiplas variáveis relacionadas às características do paciente (p. ex., idade), condições clínicas (p. ex., diagnóstico médico), características da unidade de enfermagem (p. ex., relação média enfermeiro/paciente), bem como as intervenções de médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Os resultados mostraram que a maioria das variáveis que impactam no custo consiste nas intervenções, especialmente as intervenções médicas e medicações. Um número substancial de intervenções de enfermagem não aumentou o custo. O número de enfermeiros abaixo da média da unidade foi associado ao aumento de custos. Os autores afirmaram que esse foi o primeiro estudo que analisou as intervenções de enfermagem relacionadas ao custo hospitalar, possibilitado pelo uso de NI C em um sistema de informação clínica. Legislações sobre pesquisa comparativas de efetividade (PCE) são agora uma prioridade para a pesquisa translacional. A pesquisa translacional inclui o processo de aplicação de descobertas geradas durante a pesquisa em laboratório e em estudos pré- clínicos ao desenvolvimento de ensaios e estudos clínicos em humanos, bem como a pesquisa que visa a aumentar a adoção das melhores práticas na comunidade. Como cobrado na American Recovery and Reinvestiment Act (ARRA), o I nstitute of Medicine definiu a pesquisa comparativa de efetividade como “a geração e a síntese de evidências que comparam os benefícios e malefícios de métodos alternativos para prevenir, diagnosticar, tratar e monitorar uma condição clínica ou para melhorar a prestação de cuidados… tanto no nível individual e da população”29. A PCE averigua se uma intervenção funciona melhor do que outras intervenções em uma prática na qual os pacientes são mais heterogêneos do que aqueles recrutados e aceitos em ensaios clínicos. Enfermeiros pesquisadores também devem começar a se envolver nos métodos de pesquisa comparativos de efetividade, pois eles fornecem os meios deidentificar quais intervenções funcionam para quais pacientes em circunstâncias específicas. Elementos- chave na pesquisa comparativa da efetividade são a comparação direta de intervenções de efetividade, o estudo de pacientes em situações típicas de cuidados clínicos e a adequação da intervenção às necessidades individuais dos pacientes. No entanto, é importante ressaltar que o uso de intervenções padronizadas, tais como aquelas da NI C, torna possíveis as comparações de intervenções entre populações de pacientes e entre as instituições no planejamento de PCE. Tradução de NIC para Protocolos Baseados em Evidências A tradução envolve o desenvolvimento de diretrizes para a implementação da intervenção na prática do dia a dia e a inclusão das diretrizes como uma parte padrão da prática habitual. As diretrizes geralmente são criadas na forma de protocolos ou diretrizes baseadas em evidências que convertem o conhecimento científico em ações clínicas de forma que estejam disponíveis para os profissionais. As diretrizes descrevem um processo de gestão de cuidado ao paciente que tem o potencial de melhorar a qualidade da tomada de decisão clínica e pelo consumidor. A profissão de enfermagem tem enfocado o desenvolvimento e uso de diretrizes desde a iniciativa nacional da Agency for Health Care Policy and Research (AHCPR) durante os anos 1990. Uma vez que o foco de uma diretriz é a gestão de uma condição clínica, incorporar a NI C em protocolos será muito útil para descrever as intervenções de enfermagem contidas na diretriz. Para ilustrar a relação entre as intervenções NI C e resultados NOC nos protocolos baseados em evidências, temos trabalhado com o Gerontological Nursing I nterventions Research Center (GNI RC) na Faculdade de Enfermagem da Universidade de I owa, para incorporar a NI C em uma série de protocolos, incluindo os que enfocam a gestão de medicamentos,8 prevenção de maus-tratos a idosos,17 promoção da espiritualidade,21 gestão de relocação27 e controle da dor.39 Resumo Os enfermeiros são os usuários de informação e conhecimento, e a NI C facilita o uso de conhecimentos sobre as intervenções de enfermagem, na prática, educação e pesquisa. A NI C é uma fonte primária para o desenvolvimento do conhecimento sobre intervenções na enfermagem e fornece o conteúdo do conhecimento para guiar os tratamentos de enfermagem. Como maior grupo de trabalhadores com conhecimento de cuidados à saúde, os enfermeiros contam com informação clínica extensa para implementar e avaliar os processos e resultados de seus cuidados após tomada de decisão clínica. As intervenções NI C padronizadas facilitam o conhecimento do usuário por meio da estruturação de tratamentos de enfermagem destinados a alcançar os resultados desejados dos pacientes. Além disso, os mecanismos informatizados ajudam muito os usuários dos conhecimentos de enfermagem, trazendo recursos de conhecimento para a beira do leito para que possam ser rapidamente acessíveis durante o processo de tomada de decisão clínica real. As intervenções NI C já estão em uma ampla variedade de sistemas de informação de saúde que são usados à beira do leito para planejar e documentar os cuidados de enfermagem. Quando a assistência de enfermagem é documentada e armazenada em bancos de dados, os dados podem ser recuperados para que pesquisas de efetividade e pesquisas comparativas de efetividade possam ser realizadas. Os enfermeiros estão comprometidos em proporcionar intervenções de enfermagem de alta qualidade. Os benefícios da utilização da NI C são claros e bem estabelecidos. Desde que a NIC foi desenvolvida, em 1992, houve um rápido movimento incorporando a NI C à prática de enfermagem, educação e pesquisa. Cada edição da NI C oferece novos avanços, incluindo intervenções novas e revisadas, novos usos da NI C no ensino de enfermagem, novas aplicações da NI C em cenários da prática que melhoram a tomada de decisão clínica e documentação dos cuidados de enfermagem, e novos conhecimentos gerados por meio da utilização da NI C na pesquisa de efetividade. Trabalhamos continuamente para melhorar a NI C e esperamos seus comentários e sugestões para melhoria. Referências 1. 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PART E DOIS Taxonomia das Intervenções de Enfermagem ESBOÇO Visão Geral da Taxonomia NIC Visão Geral da Taxonomia NIC As 554 intervenções na sexta edição da Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC) foram organizadas, assim como nas últimas três edições, em 7 domínios e 30 classes. Essa estrutura taxonômica de três níveis está incluída nas páginas a seguir. No nível superior mais abstrato estão 7 domínios (numerados de 1 a 7). Cada domínio possui classes (representadas por letras do alfabeto) ou grupos de intervenções relacionadas (cada uma com um código diferente de quatro dígitos) que estão no terceiro nível da taxonomia. Apenas os títulos das intervenções são usados na taxonomia. Verifique o índice alfabético do livro para ler a definição e as atividades características de cada intervenção. A taxonomia foi desenvolvida utilizando métodos de análise de similaridades, agrupamento hierárquico, avaliação clínica e revisão por experts. Verifique as edições anteriores para mais detalhes sobre construção, validação e codificação da taxonomia. Os grupos taxonômicos relacionam intervenções para facilitar o uso. Os agrupamentos representam todas as áreas da enfermagem. Enfermeiros de qualquer especialidade devem lembrar que precisam utilizar toda a taxonomia com cada paciente e não apenas as intervenções de uma classe ou domínio. A taxonomia é neutra em relação às teorias. As intervenções podem ser usadas junto com qualquer teoria de enfermagem e em qualquer dos vários ambientes de enfermagem e dos sistemas de prestação de cuidados de saúde. As intervenções podem ser utilizadas com várias classificações diagnósticas, incluindo NAND A (Associação Norte-Americana de D iagnósticos de Enfermagem), I CD (Classificação I nternacional de D oenças), D SM (Manual de D iagnósticos e Estatísticas de Transtornos Mentais) e a Lista de Problemas do Sistema Omaha. Cada uma das intervenções está representada por um número diferencial para facilitar a sistematização eletrônica. Quando alguém quiser identificar a classe e o domínio de uma intervenção precisa usar seis dígitos (p. ex., 1A-0140é Promoção da Mecânica Corporal e está localizada na classe Controle da Atividade e do Exercício no domínio Fisiológico: Básico). Os códigos das atividades não estão incluídos neste livro, pois não desejávamos uma classificação dominada por números. Se houver necessidade de atribuir códigos, as atividades de cada intervenção podem ser numeradas usando dois espaços após um decimal (p. ex., 1A-0140.01). Considerando-se os números absolutos das atividades e a quantidade de recursos necessários para seu acompanhamento, além das mudanças nas atividades ao longo do tempo, não se tentou dar códigos únicos às atividades. Se codificadas em alguma instituição, precisam ser usadas com o código da intervenção relacionada. Algumas intervenções foram incluídas em duas classes, mas codificadas de acordo com a classe principal. Tentamos manter um mínimo de referências cruzadas, uma vez que poderia, facilmente, tornar-se longa e de difícil manuseio. As intervenções estão listadas em outra classe somente quando entendidas como suficientemente relacionadas às intervenções naquela classe. Nenhuma está listada em mais de duas classes. As mais concretas (p. ex., com dois pontos no título) foram codificadas com quatro dígitos (p. ex., Terapia com Exercício: D eambulação tem o código 0221). Uma vez ou outra uma intervenção está somente em uma classe, embora tenha um código de outra classe (p. ex., Aconselhamento Nutricional está localizada na classe D , Suporte Nutricional, mas está codificado como 5246 para indicar tratar-se de uma intervenção de aconselhamento). As intervenções em cada classe acham-se listadas em ordem alfabética, embora os números possam não estar em sequência devido a acréscimos e exclusões. Na classe Controle da Eliminação, as intervenções relacionadas ao intestino estão em primeiro lugar na listagem alfabética, seguidas das relacionadas à bexiga. As duas últimas classes no domínio S istema de Saúde (Controle do S istema de Saúde, código a, e Controle das I nformações, código b) contêm muitas intervenções de cuidado indireto (as que seriam incluídas em despesas gerais). A taxonomia apareceu, pela primeira vez, na segunda edição da NI C, em 1996, com seis domínios e 27 classes. A terceira edição, publicada em 2000, incluiu um domínio novo (Comunidade) e três novas classes: Cuidados na Educação de Filhos (código Z), no domínio Família, e Promoção da S aúde da Comunidade e Controle de Riscos da Comunidade, no domínio Comunidade (c e d). Nesta edição, não houve acréscimos de novos domínios ou classes; as 34 novas intervenções foram colocadas, com facilidade, nas classes existentes. As instruções de codificação utilizadas para esta edição e edições anteriores estão assim resumidas: • Cada intervenção recebeu um código específico, com quatro dígitos, pertencente à intervenção enquanto ela existir, independente de ela mudar ou não de classe em alguma edição futura. • Os códigos são removidos quando as intervenções são excluídas; nenhum código é usado mais de uma vez. Intervenções com mudança somente no título que não modifique sua natureza manterão o mesmo código. Nesse caso, a mudança no título não afeta a intervenção, embora tenha sido necessária por alguma forte razão (p. ex., Proteção Contra Abuso foi mudada para Apoio à Proteção contra Abuso, na terceira edição, para diferenciá-la de um resultado na NOC com o mesmo nome. Sedação Consciente foi mudada na quarta edição para Controle da Sedação para melhor refletir a prática atual). • As intervenções somente com mudança no título e que realmente mude a natureza da intervenção recebem um código novo e o anterior é retirado (p. ex., na terceira edição, Triagem passou a Triagem: Catástrofe, indicando a natureza mais diferenciada dessa intervenção, diferenciando-a das novas, como Triagem: Centro de Emergência e Triagem: Telefone). • Evita-se a referência cruzada sempre que possível e nenhuma intervenção tem essa condição em mais do que duas classes; o número dado é escolhido com base na classe principal. • Intervenções mais concretas são códigos com um quarto dígito. • As intervenções estão em ordem alfabética em cada classe; os números dos códigos podem não estar em sequência devido a mudanças, acréscimos e exclusões. • Ainda que, originalmente, os códigos iniciados na segunda edição tenham uma fundamentação lógica e essa ordem lógica tenha sido mantida sempre que possível, códigos são descontextualizados e não devem ser interpretados como tendo significado, a não ser um número com quatro dígitos. • As atividades não estão codificadas; mas se houver desejo de codificá-las, usar dois (ou mais se indicado em seu sistema de informática) espaços para a direita de um número decimal e numerar as atividades, na medida de seu aparecimento em cada intervenção (p. ex., 0140, 01, 0140, 02). Taxonomia NIC *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. *A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída. PART E T RÊS A Classificação ESBOÇO A B C D E F G H I M O P R S T U V A 8190 Acompanhamento por Telefone Definição: Fornecimento de resultados de exames ou avaliação da resposta do paciente e determinação do potencial para problemas como resultado de tratamento, exame ou testes anteriores, pelo telefone Atividades: • Confirmar que você esteja realmente falando com o paciente ou, se outra pessoa, que você tenha a permissão do paciente para dar informação a essa pessoa • Identificar-se com nome e credenciais, instituição avisar a pessoa que ligou se a chamada estiver sendo gravada (p. ex., para o monitoramento da qualidade) • Informar o paciente sobre o processo de chamada e obter consentimento • Notificar o paciente sobre os resultados dos testes, conforme indicado (resultados positivos com implicações significativas para a saúde, como resultado de biópsia, não devem ser dados por telefone pelo enfermeiro) • Utilizar serviços intermediários, como serviços de retransmissão de linguagem, TTY/TDD (teletipo/dispositivo de telecomunicações para deficientes auditivos), ou tecnologias de telecomunicação emergentes, como redes de computadores ou apresentações visuais, conforme apropriado • Auxiliar com reposição de prescrição, de acordo com as diretrizes estabelecidas • Solicitar e responder perguntas • Fornecer informações sobre recursos comunitários, programas educacionais, grupos de apoio e grupos de autoajuda, conforme indicado • Estabelecer data e hora para consulta de cuidados de acompanhamento ou encaminhamentos • Fornecer informações sobre regime de tratamento e responsabilidades de autocuidado resultantes, se necessário, de acordo com o escopo da prática e diretrizes estabelecidas • Manter a confidencialidade • Não deixar mensagens de acompanhamento em secretárias eletrônicas ou correio de voz, para garantir a confidencialidade • Documentar quaisquer avaliações, conselhos, orientações ou outras informações dadas ao paciente, de acordo com as diretrizes específicas • Determinar como o paciente ou membro da família pode ser contatado para telefonema de retorno, conforme apropriado • Documentar permissão para telefonema de retorno e identificar pessoas aptas para receber informações pelo telefone 3ª edição de 2000 Leituras Sugeridas: American Academy of Ambulatory Care Nursing American Nurses Association. 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[24OO, 24QQ, 24SS-24UU]. 5240 Aconselhamento Definição: Uso de um processo interativo de ajuda com foco nas necessidades, problemas ou sentimentos do paciente e de pessoas significativas para melhorar ou apoiar o enfrentamento, a resolução de problemas e as relações interpessoais Atividades: • Estabelecer uma relação terapêutica baseada na confiança e no respeito • Demonstrar empatia, cordialidade e autenticidade • Estabelecer a duração da relação de aconselhamento • Estabelecer metas • Fornecer privacidade e garantir confidencialidade • Fornecer informação factual conforme necessário e adequado • Encorajar a expressão de sentimentos • Auxiliar paciente a identificar o problema ou situação que está causando a angústia • Utilizar técnicas de reflexão e esclarecimento para facilitar a expressão de preocupações • Pedir ao paciente/pessoas significativas que identifiquem o que pode/não pode fazer sobre o que está acontecendo • Auxiliar paciente a listar e priorizar todas as alternativas possíveis para um problema • Identificar eventuais diferenças entre a visão do paciente sobre a situação e a visão da equipe de saúde • Determinar como o comportamento da família afeta o paciente • Verbalizar a discrepância entre sentimentos e comportamentos do paciente • Usar ferramentas de avaliação (p. ex., medidas com papel e lápis, fitas de áudio, vídeos, exercícios de interação com outras pessoas) para auxiliar a aumentar a autoconsciência do paciente e o conhecimento pelo conselheiro da situação, conforme apropriado • Revelar aspectos selecionados das próprias experiências ou personalidade para promover a autenticidade e confiança, conforme apropriado • Auxiliar o paciente a identificar os pontos fortes e reforçá-los • Encorajar o desenvolvimento de habilidades novas, conforme apropriado • Encorajar a substituição de hábitos indesejáveis por hábitos desejáveis • Reforçar novas habilidades • Desencorajar a tomada de decisão quando o paciente estiver sob forte estresse, quando possível 1ª edição de 1992; revisada em 2000 Leituras Sugeridas: Banks, L. 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Pacific Grove, CA: Brooks/Cole; 1991. 5242 Aconselhamento Genético Definição: Uso de um processo de ajuda interativo com foco em assistir um indivíduo, família ou grupo a lidar com a apresentação ou risco de desenvolver ou transmitir um defeito de nascimento ou condição genética, para lidar Atividades: • Fornecer privacidade e garantir confidencialidade • Estabelecer uma relação terapêutica baseada na confiança e no respeito • Determinar o propósito do paciente, metas e agendamento para a consulta de aconselhamento genético • Determinar o conhecimento básico, mitos, percepções e equívocos relacionados a um defeito de nascimento ou condição genética • Determinar a presença e a qualidade do apoio familiar, outros sistemas de apoio e habilidades anteriores de enfrentamento • Fornecer estimativas de risco do paciente com base no fenótipo (características do paciente), história familiar (análise racial), informação do risco calculado, ou genótipo (resultados de testes genéticos) • Fornecer estimativas de ocorrência ou risco de recorrência para o paciente e o risco aos membros da família • Fornecer informações sobre a história natural da doença ou estado de saúde, tratamento e/ou estratégias de manejo e estratégias de prevenção, se conhecidos • Fornecer informações sobre os riscos, benefícios e limitações de opções de tratamento/manejo, bem como opções para lidar com risco de recorrência de uma forma indireta • Fornecer apoio à tomada de decisão conforme os pacientes consideram suas opções • Priorizar áreas de redução de risco em colaboração com o indivíduo, família ou grupo • Monitorar a resposta quando o paciente aprende sobre seus fatores de risco genéticos • Permitir a expressão de sentimentos • Apoiar o processo de enfrentamento do paciente • Instituir habilidades de apoio às crises, conforme necessário • Fornecer encaminhamento a especialistas de saúde geral, se necessário • Fornecer encaminhamento a fontes de recursos comunitários, incluindo grupos de suporte genético, conforme necessário • Fornecer ao paciente um resumo escrito da consulta de aconselhamento genético, como indicado 1ª edição de 1992; revisada em 2000 Leituras Sugeridas: Braithwaite, D., Emery, J., Walter, F., Prevost, T., Sutton, S. Psychological impact of genetic counseling for familial cancer: Review and meta-analysis. Journal of the National Cancer Institute. 2004; 96(2):122–133. Cohen, F. L. Clinical genetics in nursing practice, 3rd ed. New York: Springer; 2005. Pieterse, A. H., van Dulmen, S., van Dijk, S., Bensing, J. M., Ausems, M. G.E. M. Risk communication in completed series of breast cancer genetic counseling visits. Genetics in Medicine. 2006; 8(11):688–696. Scanlon, C., Fibison, W. Managing genetic information: Implications for nursing practice. Washington, DC: American Nurses Association; 1995. Skirton, H., Patch, C., Williams, J. Applied genetics in healthcare. Oxford: Taylor & Francis; 2005. Williams, J. K. Genetic counseling. In: Craft-Rosenberg M., Denehy J., eds. Nursing interventions for infants, children, and families. Thousand Oaks, CA: Sage; 2001:201–220. 5247 Aconselhamento na Preconcepção Definição: Rastreamento e orientação para indivíduos em idade fértil, antes da gestação, para promover a saúde e reduzir os riscos Atividades: • Estabelecer uma relação terapêutica, de confiança • Obter a história do cliente • Desenvolver um perfil de risco de saúde orientado para a gestação preconcepção baseado na história, no uso de medicamentos prescritos, cenário étnico, exposições ocupacionais e domiciliares, dieta, distúrbios genéticos específicos e hábitos (p. ex., tabagismo e ingestão de álcool e drogas) • Explorar a vontade de ter filhos com os dois parceiros • Questionar sobre abusos físicos • Obter uma história sexual completa, incluindo frequência e duração de tempo da relação sexual, uso de lubrificantes espermicidas e hábitos pós-coito, como banhos íntimos • Encaminhar mulheres com condições clínicas crônicas para um plano de tratamento pré-gestação • Fornecer informações sobre fatores de risco • Encaminhar para orientação genética sobre fatores de risco genéticos • Encaminhar para testes diagnósticos pré-natais para fatores de risco genéticos, médicos ou obstétricos • Rastrear ou avaliar os níveis de hemoglobina ou hematócrito, estado Rh, testes de urina por fita, toxoplasmose, doenças sexualmente transmissíveis, rubéola e hepatite • Orientar sobre evitar gestações até que um tratamento apropriado seja providenciado (p. ex., vacina para rubéola, imunoglobulina Rho(D), imunoglobulina sérica, ou antibióticos) • Rastrear indivíduos em risco ou em populações em risco para tuberculose, doenças sexualmente transmissíveis, hemoglobinopatias, Tay-Sachs e defeitos genéticos • Suportar a tomada de decisão sobre a disposição para a gestação, com base nos fatoresde risco • Avaliar a necessidade de rastreamento por mamografia, com base na idade da paciente e desejo de uma amamentação prolongada • Encorajar um exame dentário durante a preconcepção para minimizar a exposição a exames de raios X e anestésicos • Orientar sobre as relações entre o desenvolvimento fetal inicial e hábitos pessoais, uso de medicamentos, teratógenos e requisitos de cuidados pessoais (p. ex., vitaminas pré-natais e ácido fólico) • Orientar sobre modos de evitar teratogênicos (p. ex., manipulação de fezes de gatos, interrupção do tabagismo, substitutos para o álcool) • Encaminhar para serviços de informações sobre teratógenos para localizar informações específicas sobre agentes ambientais • Discutir modos específicos na preparação para a gestação, incluindo demandas sociais, financeiras e psicológicas da gestação e criação • Identificar barreiras reais ou percebidas para serviços de planejamento familiar e cuidados pré-natais e modos de superar as barreiras • Discutir os métodos disponíveis de assistência reprodutiva e tecnologia, quando apropriado • Encorajar a contracepção até que o casal esteja preparado para a gestação • Discutir o momento de interromper a contracepção para maximizar a possibilidade de gestação • Discutir os métodos de identificação da fertilidade, sinais de gestação e modos de confirmar a gestação • Discutir a necessidade para adesão e cooperação com os cuidados pré-natais, incluindo programas específicos de alto risco que possam ser apropriados • Encorajar a frequência em cursos sobre gestação e paternidade • Encorajar as mulheres a aprender os detalhes da cobertura de seu plano de saúde, incluindo carências e opções de profissionais disponíveis • Recomendar os cuidados pessoais necessários durante o período pré-concepção • Orientar e encaminhar para fontes comunitárias apropriadas • Fornecer uma cópia do plano de tratamento por escrito para os pacientes • Fornecer ou recomendar cuidados de acompanhamento, se necessário 2ª edição de 1996; revisada em 2010 Leituras Sugeridas: American College of Obstetricians and Gynecologists. 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Journal of Nurse- Midwifery. 1993; 38(4):188–198. 5246 Aconselhamento Nutricional Definição: Uso de um processo interativo de ajuda com foco na necessidade de modificação da dieta Atividades: • Estabelecer uma relação terapêutica baseada na confiança e respeito • Estabelecer a duração do aconselhamento nutricional • Determinar os hábitos de consumo alimentar e de alimentação do paciente • Facilitar a identificação de comportamentos alimentares a serem mudados • Estabelecer metas realistas em curto e longo prazo para a mudança no estado nutricional • Utilizar padrões nutricionais aceitos para auxiliar o cliente na avaliação da adequação da ingestão alimentar • Fornecer informações, quando necessário, sobre a necessidade de saúde para uma modificação na dieta: perda de peso, ganho de peso, restrição de sódio, redução do colesterol, restrição de líquido e assim por diante • Divulgar um guia alimentar atrativo no quarto do paciente (i.e., Guia da Pirâmide Alimentar) • Auxiliar o paciente a considerar fatores de idade, fase de crescimento e desenvolvimento, experiências passadas de alimentação, lesão, doença, cultura e finanças no planejamento de maneiras de satisfazer as necessidades nutricionais • Discutir o conhecimento do paciente em um dos quatro grupos básicos de alimentos, bem como a percepção da necessidade de modificação da dieta • Discutir as necessidades nutricionais e as percepções do paciente da dieta prescrita recomendada • Discutir sobre o que o paciente gosta ou não de comer • Auxiliar o paciente a registrar o que geralmente come em um período de 24 horas • Revisar com o paciente medidas de ingestão e eliminação de líquido, valores de hemoglobina, pressão arterial, ou ganho e perda de peso, conforme apropriado • Discutir os hábitos de compra de alimentos e as restrições orçamentárias • Discutir o significado da comida para o paciente • Determinar as atitudes e crenças de outras pessoas significativas sobre o alimento, alimentação e mudança nutricional necessária para o paciente • Avaliar o progresso das metas na modificação da dieta em intervalos regulares • Auxiliar o paciente em afirmar sentimentos e preocupações sobre a realização de metas • Elogiar os esforços para atingir metas • Fornecer referência/consulta com outros membros da equipe de saúde, conforme apropriado 1ª edição de 1992; revisada em 2013 Leituras Sugeridas: Busse, G. Nutritional counseling. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Treatments for nursing diagnoses. Philadelphia: Saunders; 1985:113–126. Dudek, S. G. Nutrition essentials for nursing practice, 5th rev. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2007. Gabello, W. J. Dietary counseling. Patient Care. 1993; 27(5):168–174. [177, 181-184]. 5244 Aconselhamento para Lactação Definição: Auxílio no estabelecimento e manutenção do aleitamento materno bem- sucedido Atividades: • Fornecer informações sobre os benefícios psicológicos e fisiológicos da amamentação • Determinar o desejo e a motivação da mãe em amamentar, bem como a percepção da amamentação • Desfazer equívocos, desinformação e imprecisões sobre o aleitamento materno • Incentivar pessoas significantes e próximas à mãe, familiares ou amigos em fornecer apoio (i.e., oferecer orações, encorajamento e confiança, realizar as tarefas domésticas e assegurar que a mãe está recebendo adequados descanso e alimentação) • Fornecer material educativo, conforme necessário • Incentivar o comparecimento às aulas de amamentação e grupos de apoio • Fornecer à mãe a oportunidade de amamentar após o nascimento, quando possível • Orientar com dicas sobre a alimentação de bebê (p. ex., enraizamento, sucção e estado de alerta silencioso) • Auxiliar na forma como segurar de forma adequada para amamentar (i.e., monitorar o alinhamento adequado do bebê, forma de segurar e de comprimir a aréola e deglutição audível) • Orientar sobre as várias posições de alimentação (p. ex., cruzado no berço, apreensão como de bola de “soccer” e deitado de lado) • Orientar a mãe sobre os sinais de transferência de leite (p. ex., o vazamento de leite, engolir audível e sensação de “queda”) • Discutir as formas de facilitar a transferência de leite (p. ex., técnicas de relaxamento, massagem do peito e ambiente silencioso) • Informar sobre a diferença entre sucção nutritiva e não nutritiva • Monitorar a capacidade do bebê em sugar • Demonstrar o treino de sucção, se necessário (i.e., usar um dedo limpo para estimular o reflexo da sucção e bloqueio) • Orientar a mãe a permitir que o bebê termine a amamentação no primeiro peito antes de oferecer o segundo peito • Orientar sobre como interromper a amamentação, se necessário • Orientar a mãe sobre os cuidados com o mamilo • Monitorar a dor do mamilo e integridade da pele dos mamilos • Discutir as técnicas para evitar ou minimizar o regurgitamento e desconfortosassociados (p. ex., alimentação frequente, massagem do peito, compressa quente, expressão do leite, sacos de gelo aplicados após a amamentação ou bombeamento e medicação anti-inflamatória) • Orientar sobre os sinais, sintomas e estratégias de manejo para obstrução dos ductos, mastite, infecção e candidíase • Discutir sobre as necessidades de descanso adequado, hidratação e dieta bem equilibrada • Auxiliar na determinação das necessidades de alimentação suplementar, chupeta e protetores de mamilo • Incentivar a mãe a usar sutiã firme e adequado • Orientar sobre a manutenção de registros das sessões de amamentação e de bombeamento, se indicado • Orientar sobre os padrões de fezes e urina do bebê • Discutir a frequência dos padrões de alimentação normais, incluindo agrupamento alimentação e surtos de crescimento • Incentivar o aleitamento continuado após o retorno ao trabalho ou à escola • Discutir as opções de ordenha, incluindo o bombeamento não elétrico (p. ex., mão e manual) e o bombeamento elétrico (p. ex., único e duplo; bomba do hospital para a mãe de bebê prematuro) • Orientar sobre o manuseio adequado do leite retirado (p. ex., coleta, armazenamento, descongelamento, preparo, fortificação e aquecimento) • Orientar a paciente a entrar em contato com um consultor de lactação para auxiliar a determinar o padrão de oferta de leite (i.e., se a insuficiência é percebida ou real) • Discutir as estratégias destinadas a otimizar a oferta de leite (p. ex., massagem da mama, ordenha frequente, esvaziamento completo do seios, método canguru e medicamentos) • Fornecer instruções e apoio de acordo com a política de saúde da instituição sobre o aleitamento para a mãe de recém-nascido prematuro (i.e., orientar sobre a frequência de bombeamento, quando esperar o fornecimento de leite aumentar, os padrões normais de amamentação com base na idade gestacional e desmame da bomba quando o bebê for capaz de se alimentar adequadamente) • Orientar sobre os sinais e sintomas que justificam um relato a um profissional de saúde ou consultor de lactação • Fornecer instruções de alta e os cuidados de acompanhamento adaptados às necessidades das especificações da paciente (p. ex., mãe de um bebê de termo saudável, múltiplos, prematuro ou doente) • Consultar um consultor de lactação • Auxiliar na relactação, se necessário • Discutir opções para o desmame • Orientar a mãe a consultar o seu médico antes de tomar qualquer medicação durante a amamentação, incluindo medicamento de uso não controlado e contraceptivos orais • Discutir métodos de contracepção • Incentivar os empregadores a oferecer oportunidades para as mães lactantes para extrair e armazenar o leite materno durante a jornada de trabalho 2ª edição de 1996; revisada em 2013 Leituras Sugeridas: Dyson, L., McCormick, F. M., Renfrew, M. J. Interventions for promoting the initiation of breastfeeding. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2005. [Issue 2. Art. No.: CD001688. doi: 10.1002/14651858.CD001688.pub2]. Hill, P. D. Lactation counseling. In: Craft-Rosenberg M., Denehy J., eds. Nursing interventions for infants, children, and families. Thousand Oaks, CA: Sage; 2001:61–76. Kramer, M. S., Kakuma, R. The optimal duration of exclusive breastfeeding: A systematic review. Geneva, Switzerland: World Health Organization; 2002. Lang, S. Breastfeeding special care babies, 2nd ed. New York: Bailliere Tindall; 2002. Riordan, J. Breastfeeding and human lactation, 3rd ed. Sudbury, MA: Jones and Bartlett; 2005. Ward, S. L., Hisley, S. M. Caring for the postpartal woman and her family. In: Maternal-child nursing care: Optimizing outcomes for mothers, children, & families. Philadelphia: F. A. Davis; 2009:469–509. Walker, M. Breastfeeding management for the clinician: Using the evidence. Sudbury, MA: Jones and Bartlett; 2006. 5248 Aconselhamento Sexual Definição: Uso de um processo interativo concentrado na necessidade de ajustar a prática sexual ou melhorar o enfrentamento em relação a um distúrbio ou evento sexual Atividades: • Estabelecer um relacionamento terapêutico, baseado em verdade e respeito • Estabelecer a duração do relacionamento de aconselhamento • Proporcionar privacidade e garantir a confidencialidade • Informar ao paciente, logo no início do relacionamento, que a sexualidade é parte importante da vida e que doença, medicamentos e estresse (ou outros problemas e eventos vivenciados pelo paciente) frequentemente afetam a função sexual • Encorajar o paciente a verbalizar temores e fazer perguntas sobre função sexual • Apresentar questões sobre sexualidade com uma afirmativa que diga ao paciente que muitas pessoas têm dificuldades sexuais • Começar pelos assuntos menos sensíveis e seguir para os mais sensíveis • Obter a história sexual do paciente, prestando bastante atenção aos padrões normais de função e aos termos usados pelo paciente para descrever a função sexual • Determinar a duração da disfunção sexual e potenciais causas • Monitorar quanto a estresse, ansiedade e depressão como possíveis causas de disfunção sexual • Determinar o nível de conhecimento do paciente, bem como sua compreensão acerca da sexualidade em geral • Fornecer informação sobre função sexual, conforme apropriado • Discutir o efeito da saúde e da doença sobre a sexualidade • Discutir o efeito das medicações e suplementos sobre a sexualidade, conforme apropriado • Discutir o efeito das alterações da sexualidade sobre conforme aspectos relevantes • Discutir as modificações necessárias na atividade sexual, conforme apropriado • Auxiliar o paciente a expressar tristeza e raiva em relação das alterações envolvendo a aparência ou funcionamento do corpo, conforme apropriado • Evitar demonstrar aversão a uma parte alterada do corpo • Apresentar ao paciente modelos de papéis positivos que tiveram êxito diante de problemas parecidos, conforme apropriado • Fornecer informação factual sobre mitos e informações equivocadas sobre sexo que o paciente possa verbalizar • Discutir formas alternativas de expressão sexual que sejam aceitáveis para o paciente, conforme apropriado • Orientar o paciente quanto ao uso de medicamento(s) e dispositivos para aumentar a capacidade de desempenho sexual, conforme apropriado • Determinar o grau de culpa sexual associada à percepção do paciente dos fatores causais da doença • Evitar encerrar precocemente discussões sobre sentimentos de culpa, mesmo que estes pareçam ser irracionais • Incluir ao máximo outras pessoas significativas no aconselhamento, conforme apropriado • Usar humor e encorajar o paciente a usar o humor para aliviar a ansiedade ou o constrangimento, tomando cuidado para usar o humor apropriado à situação, sensível e respeitoso às crenças e antecedentes culturais do paciente • Assegurar que as práticas sexuais atuais e novas são saudáveis, conforme apropriado • Fornecer garantia e permissão para experimentar formas alternativas de expressão sexual, conforme apropriado • Fornecer encaminhamento ou consulta com outros membros da equipe médica, conforme apropriado • Encaminhar o paciente a um terapeuta sexual, conforme apropriado 1ª edição de 1992; revisada em 2013 Leituras Sugeridas: Barton-Burke, M., Gustason, C. J. Sexuality in women with cancer. Nursing Clinics of North America . 2007; 42(4):531–554. Brassil, D. F., Keller, M. Female sexual dysfunction: Definitions, causes, and treatment. Urologic Nursing. 2002; 22(4):237– 284. Clayton, A., Ramamurthy, S. The impact of physical illness on sexual dysfunction. Advances in Psychosomatic Medicine. 2008; 29:70–88. Ginsberg, T. B., Pomerantz, S. C., Kramer-Feeley, V. Sexuality in older adults: Behaviours and preferences. Age and Aging. 2005; 34(5):475–480. Jaarsma, T., Steinke, E. E., Gianotten, W. L. Sexual problems in cardiac patients: How to assess, when to refer. Journal of Cardiovascular Nursing. 2010; 25(2):159–164. Lewis, L. J. Examining sexual health discourses in a racial/ethnic context. Archives of Sexual Behavior. 2004; 33(3):223– 234. Schwarz,E. R., Kapur, V., Bionat, S., Rastogi, S., Gupta, R., Rosanio, S. The prevalence and clinical relevance of sexual dysfunction in women and men with chronic heart failure. International Journal of Impotence Research. 2008; 20(1):85– 91. Steinke, E. E. Intimacy needs and chronic illness. Journal of Gerontological Nursing. 2005; 31(5):40–50. Steinke, E. E., Jaarsma, T. Impact of cardiovascular disease on sexuality. In: Moser D., Riegel B., eds. Cardiac nursing: A companion to Braunwald’s heart disease. St. Louis: Saunders Elsevier; 2008:241–253. 1320 Acupressão Definição: Aplicação de pressão firme e contínua em pontos especiais do corpo para reduzir a dor, produzir relaxamento e prevenir ou reduzir a náusea Atividades: • Investigar contraindicações, tais como contusões, cicatrizes, infecção, condições cardíacas graves (também contraindicada para crianças pequenas) • Decidir sobre a aplicabilidade da acupressão para o tratamento de determinado indivíduo • Verificar o grau de conforto psicológico do indivíduo ao toque • Verificar os resultados finais desejados • Consultar os textos de acupressão para equiparar a etiologia, a localização e a sintomatologia aos acupontos apropriados após treinamento avançado nas técnicas de acupressão • Determinar qual(is) acuponto(s) estimular, dependendo do resultado final desejado • Explicar para o indivíduo que você vai procurar área(s) sensível(is) • Encorajar o indivíduo a relaxar durante o estímulo • Palpar profundamente com os dedos, ou nós do dorso da mão em busca de ponto bastante sensível à pressão na localização geral do acuponto • Observar pistas verbais ou posturais para identificar o ponto ou local desejado (tal como um encolhimento, “ai”) • Estimular o acuponto, pressionando com os dedos ou nós do dorso da mão e utilizando o peso do próprio corpo para inclinar-se sobre o ponto em que é aplicada a pressão • Utilizar a pressão dos dedos ou dos punhos para aplicar pressão ao acuponto selecionado para o tratamento de náuseas • Aplicar pressão firme sobre tecido muscular hipertrônico devido a dor, até ocorrer sensação de relaxamento ou relato de diminuição da dor, normalmente de 15 a 20 segundos • Repetir o procedimento sobre o mesmo ponto do lado oposto do corpo • Tratar os pontos contralaterais primeiro, quando há muita sensibilidade em um deles • Aplicar pressão firme até a náusea diminuir ou manter o punho indefinidamente durante náusea atual ou antecipada • Observar se há relaxamento e verbalização de diminuição de desconforto ou náuseas • Utilizar aplicações diárias de acupressão durante a primeira semana de tratamento da dor • Recomendar o uso de técnicas de relaxamento progressivo e/ou exercícios de alongamento entre os tratamentos • Ensinar à família/significante a realizar tratamentos de acupressão • Documentar a ação e a resposta do indivíduo à acupressão 2ª edição 1996 Leituras Sugeridas: Dibble, S. L., Chapman, J., Mack, K. A., Shih, A. Acupressure for nausea: Results of a pilot study. Oncology Nursing Forum. 2000; 27(1):41–47. Lorenzi, E. A. Complementary/alternative therapies: So many choices. Geriatric Nursing. 1999; 20(3):125–133. Mann, E. Using acupuncture and acupressure to treat postoperative emesis. Professional Nurse. 1999; 14(10):691–694. Windle, P. E., Borromeo, A., Robles, H., Ilacio-Uy, V. The effects of acupressure on the incidence of postoperative nausea and vomiting in postsurgical patients. Journal of PeriAnesthesia Nursing. 2001; 16(3):158–162. 2210 Administração de Analgésicos Definição: Uso de agentes farmacológicos para reduzir ou eliminar a dor Atividades: • Verificar local, características, qualidade e gravidade da dor antes de medicar o paciente • Verificar a prescrição médica quanto ao medicamentos, dose e frequência do analgésicos prescritos • Verificar histórico de alergias a medicamentos • Avaliar a capacidade do paciente para participar da escolha do analgésico, da via e da dose e envolvê-lo neste processo, conforme apropriado • Escolher o analgésico ou a combinação de analgésicos apropriados quando há prescrição de mais de um • Determinar a seleção dos analgésicos (narcótico, não narcótico ou anti-inflamatórios não esteroidais), com base no tipo e na gravidade da dor • Verificar o analgésico preferido, a via de administração e a dose para atingir analgesia adequada • Escolher a via IV ao invés da IM quando for o caso de injeções frequentes de analgésicos, quando possível • Dar baixa nos narcóticos e outros medicamentos controlados, de acordo com o protocolo institucional • Monitorar os sinais vitais antes e após a administração de analgésicos narcóticos, na primeira dose, ou diante de sinais incomuns • Atender às necessidades de conforto e realizar outras atividades que ajudem a relaxar, a fim de facilitar a resposta analgésica • Administrar analgésicos em horários fixos para prevenir picos e depressões da analgesia, especialmente em casos de dor intensa • Estabelecer expectativas positivas quanto à eficácia dos analgésicos para otimizar a resposta do paciente • Administrar analgésicos e/ou medicamentos adjuvantes, quando necessário, para potenciar a analgesia • Considerar o uso de infusão contínua, de forma isolada ou associada a opioides em bolo, para manter os níveis séricos • Instituir precauções de segurança para os pacientes em tratamento com analgésicos narcóticos, conforme apropriado • Orientar o paciente a solicitar medicamentos analgésicos prescritos “se necessário” antes que a dor esteja grave • Informar ao indivíduo que, com a administração de narcóticos, pode ocorrer sonolência durante os primeiros 2-3 dias, diminuindo em seguida • Corrigir concepções errôneas/mitos que o paciente ou familiares possam ter em relação aos analgésicos, particularmente opioides (p. ex., vício e riscos de overdose) • Avaliar a efetividade dos analgésicos em intervalos regulares e frequentes após cada administração, mas, em especial, após as primeiras doses, observando também se ocorrem sinais e sintomas de efeitos colaterais (p. ex., depressão respiratória, náusea e vômito, boca seca e constipação) • Documentar a resposta aos analgésicos e todos os efeitos colaterais • Avaliar e documentar o nível de sedação de pacientes que recebem opioides • Implementar ações para reduzir efeitos colaterais dos analgésicos (p. ex., constipação e irritação gástrica) • Colaborar com o médico se mudanças no medicamento, dose, via de administração ou intervalos forem indicadas, realizando as recomendações específicas com base em princípios equianalgésicos • Ensinar o uso de analgésicos, estratégias para reduzir efeitos colaterais e expectativas de envolvimento nas decisões sobre o alívio da dor 1ª edição de 1992; revisada em 1996 Leituras Sugeridas: Leituras Sugeridas: Clinton, P., Eland, J. A. Pain. In: Maas M., Buckwalter K., Hardy M., eds. Nursing diagnoses and interventions for the elderly. Redwood City, CA: Addison-Wesley; 1991:348–368. Craven, R. F., Hirnle, C. J. Fundamentals of nursing: Human health and function, 3rd ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2000. [pp. 1161-1168]. Herr, K. A., Mobily, P. R. Interventions related to pain. Nursing Clinics of North America . 1992; 27(2):347–370. McCaffery, M., Beebe, A. Pain: Clinical manual for nursing practice. St. Louis: Mosby; 1989. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques. St. Louis: Mosby; 1990. Smeltzer, S.C., Bare, B.G. 10th ed. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2004. 2214 Administração de Analgésicos: Intraespinal Definição: Administração de agentes farmacológicos no espaço epidural ou intratecal para reduzir ou eliminar a dor Atividades: • Verificar a permeabilidade e a função do cateter, orifício e/ou bomba • Garantir que o acesso IV esteja adequadamente localizado durante toda a terapia • Rotular o cateter e prendê-lo adequadamente • Garantir que a formulação adequada do medicamento seja usado (p. ex., concentração alta e sem conservantes) • Garantir a disponibilidadede antagonista narcótico para administração de emergência, administrando conforme prescrição médica, conforme necessário • Iniciar infusão contínua de analgésico após verificação do posicionamento correto do cateter, monitorando a velocidade de infusão para assegurar o recebimento da dose prescrita do medicamento • Monitorar níveis de temperatura, pressão sanguínea, respiração, pulso e consciência a intervalos apropriados e registrar em impresso de controle • Monitorar nível de bloqueio sensorial a intervalos adequados e registrar em impresso de controle • Monitorar local e curativos do cateter, verificando se há deslocamento ou umedecimento, e avisar profissional responsável, conforme protocolo da instituição • Realizar cuidados no local do cateter, conforme protocolo institucional • Fixar a agulha no local com fita adesiva e aplicar o curativo adequado, conforme protocolo institucional • Monitorar reações adversas, incluindo depressão respiratória, retenção urinária, sonolência indevida, prurido, convulsões, náusea e vômito • Monitorar a pressão sanguínea ortostática e o pulso antes da primeira tentativa de deambulação • Orientar o paciente a informar efeitos colaterais, alterações no alívio da dor, dormência nas extremidades e necessidade de assistência ao deambular quando houver fraqueza • Seguir a política da instituição para injeção intermitente de analgésicos • Providenciar medicamentos adjuvantes conforme apropriado (p. ex., antidepressivos, anticonvulsivantes e AINEs) • Aumentar a dose intraespinal com base no escore de intensidade da dor • Orientar e guiar o paciente sobre medidas não farmacológicas (p. ex., terapia de relaxamento, imaginação guiada e biofeedback) para aumentar a efetividade farmacológica • Orientar o paciente sobre o cuidados domiciliar adequado dos dispositivos externos ou implantados, conforme apropriado • Retirar ou auxiliar na remoção do cateter, conforme protocolo institucional 2ª edição de 1996 Leituras Sugeridas: American Nurses Association. ANA position statement: The role of the registered nurse in the management of analgesia by catheter techniques. SCI Nursing. 1992; 9(2):54–55. El-Baz, N., Goldin, M. Continuous epidural infusion of morphine for pain relief after cardiac operations. Journal of Cardiovascular Surgery. 1987; 93(6):878–883. Keeney, S. Nursing care of the postoperative patient receiving epidural analgesia. MEDSURG Nursing. 1993; 2(3):191– 196. Paice, J., Magolan, J. Intraspinal drug therapy. Nursing Clinics of North America . 1991; 26(2):477–498. Smeltzer, S.C., Bare, B.G. 10th ed. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2004. Wild, L., Coyne, C. The basics and beyond: Epidural analgesia. American Journal of Nursing. 1992; 92(4):26–34. 2840 Administração de Anestesia Definição: Preparo e administração de agentes anestésicos e monitoramento da reação do paciente durante a administração Atividades: • Verificar a identificação do paciente • Realizar e documentar o histórico de saúde e o exame físico do paciente, avaliando condições preexistentes, alergias e contraindicações a agentes ou técnicas anestésicas específicas • Solicitar as consultas apropriadas, além de exames diagnósticos e laboratoriais, com base na condição de saúde do paciente e na cirurgia proposta • Implementar atividades pré-operatórias indicadas para o preparo fisiológico do paciente para a cirurgia e anestesia • Elaborar e documentar um plano de anestesia adequado ao paciente e ao procedimento • Colaborar com a equipe de saúde envolvida durante todas as fases do cuidado anestésico • Informar o paciente sobre expectativas quanto à anestesia, respondendo a todas as perguntas e preocupações • Obter o consentimento informado • Realizar verificação de segurança em todo o equipamento anestésico antes que cada anestésico esteja administrado • Garantir a disponibilidade de equipamento essencial de emergência e reanimação • Instalar linhas de monitoramento intravenoso invasivo e não invasivo • Administrar medicamentos e líquidos pré-anestésicos apropriados • Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica • Posicionar o paciente de modo a prevenir lesão nervosa periférica úlceras por pressão • Garantir posicionamento adequado da cinta de proteção e segurança contínua do paciente durante todas as fases do cuidado anestésico • Administrar o anestésico de forma coerente com as necessidades fisiológicas de cada paciente, suas solicitações, julgamento clínico e os Padrões para a Prática de Enfermagem Anestésica • Avaliar e manter uma via aérea apropriada, garantindo oxigenação adequada durante todas as fases do cuidado anestésico • Determinar o valor de perda de sangue aceitável e administrar sangue, se necessário • Calcular a necessidade de líquidos adequada e administrá-los IV, conforme indicado • Monitorar sinais vitais, adequação respiratória e circulatória, reação à anestesia e outros parâmetros fisiológicos; mensurar valores laboratoriais apropriados • Administrar medicamentos e líquidos adjuvantes necessários para controle do anestésico, manter homeostase fisiológica e corrigir reações adversas ou desfavoráveis à anestesia e à cirurgia • Providenciar proteção para os olhos • Avaliar e controlar clinicamente emergências resultantes da anestesia, administrando medicamentos, indicados e suporte ventilatório líquidos • Transferir o paciente para a unidade pós-anestésica ou unidade de terapia intensiva com monitoramento e oxigenoterapia adequados • Fornecer relatório completo do paciente à equipe de enfermagem na chegada à unidade • Controlar a dor pós-operatória e efeitos colaterais dos anestésicos • Confirmar a recuperação e a estabilidade do paciente no período pós-operatório imediato antes da transferência o atendimento • Realizar acompanhamento pós-anestésico e cuidado relacionado aos efeitos colaterais e às complicações anestésicas após a alta da área de cuidado pós-anestésicos 1ª edição de 1992; revisada em 1996 Leituras Sugeridas: Leituras Sugeridas: American Association of Nurse Anesthetists. Professional practice manual for the certified registered nurse anesthetist. Park Ridge, IL: Author; 2006. Barash, P. G., Cullen, B. F., Stoeling, R. K. Handbook of clinical anesthesia . Philadelphia: Lippincott; 1989. Waugaman, W. R., Foster, S. D., Rigor, B. M. Principles and practice of nurse anesthesia . Norwalk, CT: Appleton & Lange; 1992. 0466 Administração de Enema Definição: Instilação de uma solução no trato gastrointestinal inferior Atividades: • Determinar o motivo para a realização do enema (p. ex., limpeza gastrointestinal, administração de medicamentos, redução de distensão) • Verificar a prescrição de enema feita pelo médico e ausência de contraindicações (p. ex., glaucoma e pressão intracraniana aumentada) • Explicar o procedimento para o paciente e seus familiares, incluindo as sensações esperadas durante e depois do procedimento (p. ex., distensão e urgência para defecar) • Reunir e montar o equipamento necessário para o tipo específico de enema • Proporcionar privacidade • Auxiliar o paciente a posicionar-se apropriadamente (p. ex., decúbito lateral esquerdo com o joelho direito flexionado para adultos, e em dorsal decumbente para crianças) • Colocar lençol impermeável ou absorvente sob os quadris e glúteos • Cobrir o paciente com o lençol para banho de leito deixando somente a área retal descoberta • Determinar a temperatura apropriada para a solução de irrigação • Orientar o paciente a exalar antes da inserção da solução • Inserir a ponta lubrificada do recipiente da solução, ou tubo, no reto, orientando a ponta em direção ao umbigo e inserir o comprimento apropriado de acordo com a idade do paciente • Apertar a garrafa até que toda a solução tenha entrado no reto e cólon • Determinar a altura apropriada para a bolsa de enema, o volume da solução, a velocidade da instilação e o manuseio correto do tubo • Encorajar o paciente a reter o líquido até a urgência de defecar e auxiliar apertandoas nádegas, se necessário • Providenciar comadre, cadeira sanitária, ou fácil acesso ao banheiro • Monitorar quanto às características das fezes e da solução (p. ex., cor, quantidade e aparência) • Monitorar a resposta do paciente ao procedimento, incluindo sinais de intolerância (p. ex., sangramento retal, distensão e dores abdominais), diarreia, constipação e impactação • Auxiliar o paciente na higiene perineal • Fornecer instruções sobre a administração do enema ao paciente, cuidador, ou pessoa que auxilia sem formação específica • Orientar quanto aos sinais que garantem o fim do procedimento e outros sinais que devem ser comunicados ao médico (p. ex., palpitações, diaforese, palidez e falta de ar) 6ª edição de 2013 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J., Bowel elimination. Fundamentals of nursing: Human health and function. 6th ed. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2009. [pp. 1116-1158]. Elkin, M. K., Perry, A. G., Potter, P. A. Assisting with elimination. In Nursing interventions & clinical skills, 4th ed., St. Louis: Mosby; 2007:176–198. Smith, S. F., Duell, D. J., Martin, B. C. Bowel elimination. In Clinical nursing skills: Basic to advanced skills, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Pearson Prentice Hall; 2008:811–847. 4030 Administração de Hemoderivados Definição: Administração de sangue ou hemoderivados e monitoramento da reação do paciente Atividades: • Verificar as prescrições médicas • Obter a histórico de transfusão do paciente • Obter ou verificar consentimento informado do paciente • Verificar se o hemoderivado foi preparado, tipado e submetido a reação cruzada (se aplicável) para o receptor • Verificar o paciente correto, o tipo de sangue, o tipo Rh, o número da unidade e o prazo de validade, registrando de acordo com o protocolo da instituição • Orientar o paciente sobre sinais e sintomas de reações transfusionais (prurido, tontura, falta de ar, e/ou dor no peito) • Montar o sistema de administração com o filtro apropriado ao hemoderivado e à condição imunológica do receptor • Preparar o sistema de administração com solução salina fisiológica • Preparar uma bomba de infusão IV aprovada para administração de hemoderivado, se indicado • Realizar punção venosa usando técnica adequada • Evitar transfusão de mais de uma unidade de sangue ou hemoderivado de uma só vez, a menos que isso seja necessário devido à condição do receptor • Monitorar o local do acesso venoso quanto a sinais e sintomas de infiltração, flebite e infecção local • Monitorar os sinais vitais (p. ex., antes, durante e após a transfusão) • Monitorar a ocorrência de reações transfusionais • Monitorar a ocorrência de sobrecarga hídrica • Monitorar e regular o gotejamento/fluxo durante a transfusão • Evitar administrar medicamentos ou líquidos IV, a não ser solução fisiológica, na via do sangue ou do hemoderivado • Evitar transfusão de derivado retirado de refrigeração controlada há mais de 4 horas • Trocar o filtro e o equipamento de administração pelo menos a cada 4 horas • Administrar solução fisiológica ao término da transfusão • Registrar o tempo de transfusão • Registrar o volume infundido • Interromper a transfusão se ocorrer reação ao sangue e manter acesso venoso com solução fisiológica • Obter amostra do sangue e amostra da primeira urina após a reação transfusional • Encaminhar a bolsa de sangue para o laboratório após reação transfusional • Notificar o laboratório imediatamente em caso de reação transfusional • Manter precauções universais 1ª edição de 1992; revisada em 1996, 2004 Leituras Sugeridas: Alexander, M. Editorial: Infusion nursing standards of practice. Journal of Intravenous Nursing. 2000; 23(6S):1. American Association of Blood Banks. Standards for blood banks and transfusion services, 12th ed. Bethesda, MD: Author; 1994. American Red Cross, Council of Community Blood Centers, American Association of Blood Banks. Circular of information for the use of human blood and blood components. Bethesda, MD: Author; 1994. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. 2300 Administração de Medicamentos Definição: Preparar, administrar e avaliar a eficácia dos medicamentos com prescrição e dos isentos de prescrição Atividades: • Manter as políticas e procedimentos da instituição para administração precisa e segura de medicamentos • Manter um ambiente que maximize a administração segura e eficiente de medicamentos • Evitar interrupções durante preparação, verificação ou administração de medicamentos • Seguir os cinco certos da administração de medicamentos • Verificar a prescrição ou solicitação de medicação antes de administrar o medicamento • Prescrever ou recomendar medicamentos, conforme apropriado, de acordo com a autoridade prescritiva • Monitorar as possíveis alergias a medicamentos, interações e contraindicações, incluindo medicamentos isentos de prescrição e remédios fitoterápicos • Observar as alergias do paciente antes da distribuição de cada medicamento e manter medicamentos, conforme apropriado • Notificar o paciente do tipo de medicação, a razão para a administração, ações esperadas e os efeitos adversos antes da administração, conforme apropriado • Assegurar que os hipnóticos, os narcóticos e os antibióticos são descontinuados ou novamente solicitados na data de vencimento/renovação • Observar data de validade no recipiente de medicação • Preparar medicamentos utilizando equipamentos e técnicas apropriados para a modalidade de administração de medicamentos • Verificar as mudanças na forma de medicação antes da administração (p. ex., comprimidos entéricos esmagados, líquidos orais em seringa endovenosa, embalagem incomum) • Usar a administração de medicação assistida por código de barras, quando possível • Evitar a administração de medicamentos não devidamente rotulados • Descartar medicamentos não utilizados ou vencidos, de acordo com as orientações da instituição • Monitorar sinais vitais e exames laboratoriais antes da administração de medicamentos, conforme apropriado • Auxiliar o paciente a tomar a medicação • Fornecer medicamento usando a técnica e a via adequada • Usar solicitações, políticas da instituição e procedimentos para orientar o método adequado de administração de medicamentos • Orientar o paciente e a família sobre as ações esperadas e os efeitos adversos da medicação • Validar e documentar a compreensão do paciente e da família sobre as ações esperadas e efeitos adversos da medicação • Monitorar o paciente para determinar a necessidade de medicamentos usados quando necessário, conforme apropriado • Monitorar paciente para o efeito terapêutico de todos os medicamentos • Monitorar paciente para efeitos adversos, toxicidade e interações dos medicamentos administrados • Assinar pedidos de narcóticos e outros fármacos restritos, de acordo com o protocolo da instituição • Documentar a administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente (i.e., incluir o nome genérico do medicamento, dose, tempo, via, razão para administração e efeito obtido), de acordo com protocolo da instituição 1ª edição de 1992; revisada em 2013 Leituras Sugeridas: Biron, A. D., Lavoie-Tremblay, M., Loiselle, C. G. Characteristics of work interruptions during medication administration. Journal of Nursing Scholarship. 2009; 41(4):330–336. Elliott, M., Liu, Y. The nine rights of medication administration: An overview. British Journal of Nursing (BJN). 2010; 19(5):300–305. Helmons, P. J., Wargel, L. N., Daniels, C. E. Effect of bar-code-assisted medication administration on medication administration errors and accuracy in multiple patient care areas. American Journal of Health-System Pharmacy. 2009; 66(13):1202–1210. Hewitt, P. Nurses’ perceptions of the causes of medication errors: An integrative literature review. MEDSURG Nursing. 19(3), 2010. [159-156]. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes,and practice, 7th ed, Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:829–901. 2314 Administração de Medicamentos: Endovenosa (EV) Definição: Preparação e administração de medicamentos por via endovenosa Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Verificar se há incompatibilidades de fármacos EV • Observar data de validade dos medicamentos e soluções • Configurar o equipamento adequado para a administração de medicamentos • Preparar a concentração adequada da medicação EV da ampola ou frasco • Verificar a colocação e desobstrução do cateter EV dentro da veia • Manter a esterilidade do sistema EV patente • Administrar medicação EV à taxa adequada • Misturar a solução suavemente, caso adicione medicamento ao recipiente de líquido EV • Selecionar a porta de injeção de tubulação EV mais próxima do paciente, ocluir linha EV acima da porta e aspirar antes de injetar bolus endovenoso em uma linha existente • Enxaguar o canal endovenoso com solução apropriada antes e depois da administração de medicamentos, de acordo com protocolo da instituição • Preencher o rótulo aditivo da medicação e colar no recipiente de líquido EV, conforme apropriado • Manter o acesso EV, conforme apropriado • Monitorar o paciente para determinar a resposta à medicação • Monitorar configuração EV, taxa de fluxo e solução em intervalos regulares, de acordo com protocolo da instituição • Monitorar para detecção de infiltração e flebite no local da infusão • Documentar a administração de medicamentos e a responsividade do paciente, de acordo com protocolo da instituição 3ª edição de 2000; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Intravenous therapy. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:575–610. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Fluid, electrolytes, and acid-base balance. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:1351–1409. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436- 452, 534-551]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. 2301 Administração de Medicamentos: Enteral Definição: Administrar medicamentos por meio de um tubo inserido no sistema gastrointestinal Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico do paciente e histórico de alergias • Determinar o conhecimento, pelo paciente, da medicação, e compreensão do modo de administração (p. ex., sonda nasogástrica, sonda orogástrica, sonda de gastrostomia) • Determinar quaisquer contraindicações para o paciente que recebe medicação oral via tubo (p. ex., inflamação intestinal, peristaltismo reduzido, cirurgia gastrointestinal recente, ligado à aspiração gástrica) • Preparar medicação (p. ex., triturar ou misturar com líquidos, conforme apropriado) • Informar o paciente de ações esperadas e possíveis efeitos adversos dos medicamentos • Verificar a colocação do tubo de aspiração do conteúdo gastrointestinal, verificando o nível de pH do aspirado, ou obtendo um raio X, como apropriado • Programar medicação para estar de acordo com a alimentação com fórmula • Colocar paciente em posição elevada de Fowler, se não for contraindicado • Aspirar o conteúdo do estômago, retornar aspirado por lavagem com 30 mL de ar ou quantidade adequada para a idade, e lavar o tubo com 30 mL de água, conforme apropriado • Remover o êmbolo da seringa e despejar a medicação na seringa • Administrar a medicação, deixando-a circular livremente a partir do reservatório da seringa, usando o êmbolo somente quando necessário para facilitar o fluxo • Lavar o tubo com 30 mL de água morna, ou quantidade adequada para a idade, após a administração da medicação • Monitorar paciente para efeitos terapêuticos, efeitos adversos, toxicidade de fármacos e interações medicamentosas • Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do paciente de acordo com o protocolo da instituição 1ª edição de 1992; revisada em 1996, 2004 Leituras Sugeridas: Bozzetti, F., Braga, M., Gianotti, L., Gavazzi, C., Mariani, L. Postoperative enteral versus perenteral nutrition in malnourished patients with gastrointestinal cancer: A randomised multicentre trial. Lancet. 2001; 358(9292):1487– 1492. Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574. Keidan, I., Gallagher, T. J. Electrocardiogram-guided placement of enteral feeding tubes. Critical Care Medicine. 2000; 28(7):2631–2633. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Miller, D., Miller, H. To crush or not to crush: What to consider before giving medications to a patient with a tube or who has trouble swallowing. Nursing 2000. 2000; 30(2):50–52. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 461-465, 756- 762]. Rumalla, A., Baron, T. H. Results of direct percutaneous endoscopic jejunostomy, an alternative method for providing jejunal feeding. Mayo Clinic Proceedings. 2000; 75(8):807–810. Spalding, H. K., Sullivan, K. J., Soremi, O., Gonzalez, F., Goodwin, S. R. Bedside placement of transpyloric feeding tubes in the pediatric intensive care unit using gastric insufflation. Critical Care Medicine. 2000; 28(6):2041–2044. Trujillo, E. B., Robinson, M. K., Jacobs, D. O. Feeding critically ill patients: Current concepts. Critical Care Nurse. 2001; 21(4):60–69. 2311 Administração de Medicamentos: Inalatória Definição: Preparar e administrar medicamentos inalatórios Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico do paciente e histórico de alergias • Determinar conhecimento da medicação e da compreensão do modo de administração do paciente • Determinar a capacidade do paciente para manipular e administrar medicação • Auxiliar paciente a usar inalador, conforme prescrito • Orientar paciente em uso de aerochamber (espaçador) com o inalador, conforme apropriado • Agitar o inalador • Retirar a tampa do inalador e manter inalador de cabeça para baixo • Auxiliar paciente a posicionar o inalador na boca ou no nariz • Orientar paciente a inclinar a cabeça ligeiramente para trás e expirar completamente • Orientar paciente a pressionar o inalador para liberar a medicação, enquanto inala lentamente • Fazer o paciente tomar respirações lentas e profundas, com uma breve pausa inspiratória e expiração passiva ao usar um nebulizador • Fazer o paciente prender a respiração por 10 segundos, conforme apropriado • Fazer o paciente expirar lentamente pelo nariz ou lábios franzidos • Orientar o paciente a repetir inalações como solicitado, esperando pelo menos 1 minuto entre as inalações • Orientar paciente para esperar entre as inalações se dois inaladores com dosímetro forem prescritos, por protocolo da instituição • Orientar paciente na remoção do recipiente de medicação e limpeza do inalador com água morna • Monitorar respirações do paciente e auscultar os pulmões, conforme apropriado • Monitorar efeitos da medicação e orientar paciente e cuidadores sobre os efeitos desejados e possíveis efeitos colateraisda medicação • Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado • Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do paciente, de acordo com o protocolo da instituição 3ª edição de 2000; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J., Medication administration. Fundamentals of nursing: Human health and function. 4th ed. Lippincott Williams, Wilkins, Philadelphia, 2003. [pp. 513-574]. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 485-493]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. Smeltzer, S. C., Bare, B. G., Management of patients with chronic obstructive pulmonary disease. Brunner & Suddarth’s textbook of medical surgical nursing; Vol.1. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2004:568–598. 2302 Administração de Medicamentos: Interpleural Definição: Administração de medicamentos por meio de um cateter para a difusão dentro da cavidade pleural Atividades: • Seguir políticas e protocolos da instituição para gerenciamento e monitoramento de cateteres interpleurais • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar o histórico clínico do paciente e o histórico de alergias • Determinar o nível de conforto do paciente • Orientar o paciente sobre o propósito, benefícios e razões para a utilização do cateter interpleural e medicação • Monitorar os sinais vitais do paciente • Manter técnica asséptica • Confirmar a colocação do cateter com exame de raio X de tórax, conforme apropriado • Monitorar a dor do paciente antes e depois da inserção do cateter, conforme apropriado • Aspirar o líquido interpleural do cateter antes de todas as injeções de medicação • Verificar se não há retorno de sangue antes da administração de medicamentos • Observar cor e quantidade de retorno do aspirado • Reter medicação, se mais de 2 cc de líquido retornarem ao verificar o cateter interpleural • Preparar todos os medicamentos de maneira asséptica • Administrar medicação para o alívio da dor através de cateter interpleural de maneira intermitente ou por gotejamento contínuo • Posicionar o paciente para evitar pressão sobre o cateter interpleural • Usar as modalidades de monitoramento para interpretar as respostas fisiológicas e iniciar as intervenções de enfermagem para garantir o atendimento ideal ao paciente • Monitorar para falta de ar ou sons respiratórios desiguais ou anormais • Observar qualquer vazamento que possa ocorrer a partir do cateter interpleural • Observar se há alívio da dor, efeitos colaterais ou reações adversas de medicamentos administrados • Ligar cateter à bomba de administração de medicamentos, conforme apropriado • Documentar administração de medicamentos de acordo com as políticas das da instituição estabelecidas • Atender as necessidades totais de cuidados do paciente ao receber analgesia, quando necessário • Prever potenciais complicações da técnica de analgesia em relação ao dispositivo e à(s) medicação(ões) a ser(em) utilizado(s) • Reconhecer situações de emergência e instituir tratamento, em conformidade com as políticas estabelecidas, procedimentos e diretrizes da instituição • Estimular deambulação precoce com a utilização do cateter interpleural, conforme apropriado • Trocar curativo, conforme apropriado • Observar se há sinais e sintomas de infecção no local de inserção do cateter interpleural • Retirar cateter interpleural como solicitado e por política da instituição 1ª edição de 1992; revisada em 2013 Leituras Sugeridas: Arkansas State Board of Nursing. Position statement 98-1: Administration of analgesia by specialized catheter (epidural, intrathecal, intrapleural). ASBN Update. 2010; 14(5):24–25. Pasero, C., Eksterowicz, N., Primeau, M., Cowley, C. Registered nurse management and monitoring of analgesia by catheter techniques: Position statement. Pain Management Nursing. 2007; 8(2):48–54. Pasero, C., Eksterowicz, N., Primeau, M., Cowley, C. The registered nurse’s role in the management of analgesia by catheter techniques. Journal of PeriAnesthesia Nursing. 2008; 23(1):53–56. Shrestha, B. R., Tabadar, S., Maharjan, S., Amatya, S. R. Interpleural catheter technique for perioperative pain management. Kathmandu University Medical Journal. 2003; 1(1):46–47. Weinberg, L., Scurrah, N., Parker, F., Story, D., McNicol, L. Interpleural analgesia for attenuation of postoperative pain after hepatic resection. Anaesthesia . 2010; 65(7):721–728. 2312 Administração de Medicamentos: Intradérmica Definição: Preparação e administração de medicamentos por via intradérmica Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente • Determinar a compreensão do paciente do propósito da injeção e testes cutâneos • Escolher agulha e seringa corretas com base no tipo de injeção • Observar datas de validade dos medicamentos • Preparar a dose correta de ampola ou frasco • Escolher local da injeção apropriado e inspecionar a pele para hematomas, inflamação, edema, lesões ou mudança de coloração • Usar uma técnica asséptica • Inserir agulha em um ângulo de 5 a 15 graus • Injetar o medicamento lentamente enquanto observa pequena bolha na superfície da pele • Monitorar paciente para reação alérgica • Marcar local da injeção e verificar local em intervalo apropriado após a injeção (p. ex., 48 a 72 horas) • Monitorar efeitos esperados de alérgeno ou medicação específica • Documentar área de injeção e aspecto da pele no local da injeção • Documentar aspecto do local da injeção após o intervalo apropriado 3ª edição de 2000 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S., Medications. Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice. 7th ed. Prentice Hall, Upper Saddle River, NJ, 2004. [pp. 785-854]. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 519-522]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. 2319 Administração de Medicamentos: Intraespinal Definição: Administração e monitoramento de medicação por via epidural ou via intratecal estabelecida Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias • Determinar o nível de conforto do paciente • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Monitorar sinais vitais do paciente • Monitorar estado neurológico • Manter técnica asséptica • Monitorar mobilidade do paciente e funções motoras e sensoriais, como apropriado • Aspirar líquido cerebrospinal antes da injeção de medicação e avaliar se há sangue ou retornos turvos antes de administrar a injeção intratecal em bolus • Aspirar cateter epidural suavemente com uma seringa vazia, verificando se há retorno de ar apenas, antes de administrar uma injeção epidural em bolus • Preparar assepticamente medicamentos sem conservantes através da agulha de filtro • Observar aspirado para detecção de quantidade e cor de retorno • Injetar medicação lentamente por prescrição médica, de acordo com protocolo da instituição • Monitorar local de inserção do cateterepidural ou intratecal para sinais de infecção • Monitorar curativo no local de inserção do cateter epidural ou intratecal para detecção da presença de drenagem clara • Notificar o médico se o curativo epidural ou intratecal estiver úmido • Certificar-se de que o cateter está fixado à pele do paciente • Prender todas as conexões de tubos com esparadrapo, conforme apropriado • Marcar os tubos como intratecal ou epidural, conforme apropriado • Verificar a bomba de infusão para calibração e funcionamento adequados, de acordo com protocolo da instituição • Monitorar configuração EV, taxa de fluxo e solução em intervalos regulares • Monitorar para detecção de infecção do sistema nervoso central (p. ex., febre, alteração do nível de consciência, náuseas e vômitos) • Documentar administração de medicamentos e resposta do paciente, de acordo com protocolo da instituição 4ª edição de 2004 Leituras Sugeridas: Alpen, M. A., Morse, C., Managing the pain of traumatic injury. Critical Care Nursing Clinics of North America; 13, 2001:243–257. [2]. Craven, R. F., Hirnle, C. J. Pain perception and management. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:1167–1198. Francois, B., Vacher, P., Roustan, J., Salle, J. Y., Vidal, J., Moreau, J. J., et al. Intrathecal Baclofen after traumatic brain injury: Early treatment using a new technique to prevent spasticity. The Journal of Trauma Injury, Infection, and Critical Care. 2001; 50(1):158–161. Lehne, R. A. Pharmacology for nursing care, 4th ed. Philadelphia: Saunders; 2001. [p. 236]. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. National Institutes of Health. (2001). Living with cancer chemotherapy. http://www.cc.nih.gov/ccc/patient_education/CaTxeng/intrathec.pdf. Smith, S. F., Duell, D. J. Clinical nursing skills: Basic to advanced skills, 4th ed. Stamford, CT: Appleton & Lange; 1996. [pp. 426-427]. 2313 http://www.cc.nih.gov/ccc/patient_education/CaTxeng/intrathec.pdf Administração de Medicamentos: Intramuscular (IM) Definição: Preparação e administração de medicamentos por via intramuscular Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias • Considerar as indicações e contraindicações para a injeção intramuscular • Determinar conhecimento da medicação e compreensão do modo de administração pelo paciente • Escolher agulhas e seringas corretas com base em informações do paciente e da medicação • Observar datas de validade dos medicamentos • Preparar a dose correta de ampola, frasco ou seringa pré-cheia • Escolher local da injeção apropriado; palpar local para detecção de edema, massas, ou sensibilidade; evitar áreas de cicatrizes, hematomas, abrasão ou infecção • Posicionar mão não dominante em marco anatômico adequado, espalhar pele firmemente • Administrar a injeção utilizando uma técnica asséptica e protocolo apropriado • Injetar agulha rapidamente em um ângulo de 90 graus • Aspirar antes da injeção; se o sangue não for aspirado, injetar a medicação lentamente, aguardar 10 segundos após a injeção de medicamentos, em seguida retirar suavemente a agulha e soltar a pele • Aplicar uma leve pressão no local da injeção; evitar massagear o local • Monitorar paciente para dor aguda no local da injeção • Monitorar paciente para alteração motora ou sensorial no local ou distal ao local da injeção • Monitorar efeitos de medicação esperados e inesperados • Descartar medicamentos misturados que não estão devidamente etiquetados • Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente, de acordo com o protocolo da instituição 3ª edição de 2000; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452. 528-534]. 2303 Administração de Medicamentos: Intraóssea Definição: I nserção de uma agulha através do córtex ósseo na cavidade medular, com o propósito de administração de emergência de curto prazo, de líquido, sangue ou medicação Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar o histórico clínico e o histórico de alergias do paciente • Determinar o nível de conforto do paciente • Determinar conhecimento da medicação e compreensão do modo de administração pelo paciente • Imobilizar a extremidade • Escolher um local apropriado para a inserção avaliando marcos para garantir colocação adequada da agulha longe da placa de crescimento epifisária • Auxiliar com a inserção de linhas intraósseas • Preparar o local com uma solução utilizando uma técnica asséptica • Administrar lidocaína a 1% no ponto de inserção, conforme apropriado • Escolher uma agulha de tamanho adequado, com um estilete (biópsia de medula óssea/agulha aspirativa ou agulha rígida de calibres 13 a 20 com estilete) • Inserir agulha com estilete em ângulo de 60 a 90 graus, direcionada inferiormente • Retirar o estilete interno, conforme necessário • Aspirar para colher conteúdo da medula óssea para confirmar a colocação da agulha, de acordo com protocolo da instituição • Lavar agulha com solução, de acordo com protocolo de da instituição • Prender a agulha no local com fita e aplicar curativo adequado, de acordo com o protocolo da instituição • Conectar tubulação para agulha e possibilitar que líquidos corram por gravidade ou sob pressão, conforme exigido pela taxa de fluxo • Ancorar linhas EV à extremidade • Identificar a compatibilidade de medicamentos e líquidos em infusão • Determinar a taxa de fluxo e ajustar em conformidade • Monitorar os sinais e sintomas de extravasamento de líquidos ou medicamentos, infecção ou embolia gordurosa • Documentar local, tipo e tamanho da agulha, tipo de líquido e medicação, taxa de fluxo e resposta do paciente, conforme protocolo de da instituição • Relatar a resposta do paciente à terapia, de acordo com o protocolo da instituição • Estabelecer acesso EV e interromper o acesso intraósseo após a condição do paciente estabilizar 2ª edição de 1996; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Calkins, M. D., Fitzgerald, G., Bentley, T. B., Burris, D. Intraosseous infusion devices: A comparison for potential use in special operations. The Journal of Trauma: Injury, Infection, and Critical Care. 2000; 48(6):1068–1074. Dubick, M. A., Holcomb, J. B. A review of intraosseous vascular access: Current status and military application. Military Medicine. 2000; 165(7):552–559. Hurren, J. S. Can blood taken from intraosseous cannulations be used for blood analysis. Burns. 2000; 26(8):727–730. Miccolo, M. Intraosseous infusion. Critical Care Nurse. 1990; 10(10):35–47. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. 2320 Administração de Medicamentos: Nasal Definição: Preparação e administração de medicamentos através de passagens nasais Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Orientar paciente a assoar o nariz suavemente antes da administração da medicação nasal, a menos que contraindicado • Auxiliarpaciente a posicionar-se em decúbito dorsal e posicionar a cabeça adequadamente, dependendo de qual seio deve ser medicado com a administração de gotas nasais • Orientar o paciente a respirar pela boca durante a administração das gotas nasais • Manter conta-gotas 1 cm acima das narinas e instilar o número de gotas prescrito • Orientar o paciente a permanecer em decúbito dorsal por 5 minutos após a administração de gotas nasais • Orientar o paciente a permanecer em pé e a não inclinar a cabeça para trás quando se administra spray nasal • Introduzir bico na narina e apertar frasco com rapidez e firmeza ao administrar spray nasal • Orientar o paciente a não assoar o nariz durante vários minutos após a administração • Monitorar o paciente para determinar a resposta à medicação • Documentar administração de medicamentos e a resposta do paciente, de acordo com protocolo da instituição 4ª edição de 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 482-485]. 2310 Administração de Medicamentos: Oftálmica Definição: Preparar e instilar medicamentos oftalmológicos Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico do paciente e histórico de alergias • Determinar conhecimento, pelo paciente, da medicação e da compreensão do modo de administração • Posicionar o paciente em decúbito dorsal ou sentado em uma cadeira com o pescoço ligeiramente hiperestendido; pedir ao paciente para olhar para o teto • Instilar medicação no saco conjuntival utilizando uma técnica asséptica • Aplicar pressão suave no ducto nasolacrimal se a medicação tiver efeitos sistêmicos • Orientar paciente a fechar os olhos suavemente para auxiliar a distribuir o medicamento • Monitorar efeitos locais, sistêmicos e adversos da medicação • Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado • Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente de acordo com o protocolo da instituição 3ª edição de 2000 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 470-475]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. 2304 Administração de Medicamentos: Oral Definição: Preparação e administração de medicamentos por via oral Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Determinar quaisquer contraindicações para o paciente que recebe medicação oral (p. ex., dificuldade em engolir, náuseas/vômitos, inflamação do intestino, diminuição do peristaltismo, cirurgia gastrointestinal recente, ligado à aspiração gástrica, jejum, nível de consciência reduzido) • Verificar a existência de possíveis interações medicamentosas e contraindicações • Assegurar que os hipnóticos, narcóticos e antibióticos sejam retirados do mercado ou novamente solicitados na data de renovação • Observar a data de validade no recipiente do medicamento • Administrar medicamentos com o estômago vazio ou com os alimentos, conforme apropriado • Misturar medicamentos de gosto ruim com alimentos ou líquidos, conforme apropriado • Misturar medicamento com xarope farmacêutico com sabor, conforme apropriado • Esmagar o medicamento e misturar com pequena quantidade de alimentos moles (p. ex., compota de maçã), conforme apropriado • Informar o paciente sobre ações esperadas e possíveis efeitos adversos dos medicamentos • Orientar o paciente sobre a administração adequada da medicação sublingual • Colocar medicamentos sublinguais debaixo da língua do paciente e orientar o paciente a não engolir a pílula • Fazer o cliente colocar o medicamento oral na boca contra membranas mucosas da bochecha até que se dissolva • Orientar o paciente a não comer ou beber até que a medicação sublingual ou oral esteja completamente dissolvida • Auxiliar o paciente com ingestão de medicamentos, conforme apropriado • Monitorar paciente para uma possível aspiração, conforme apropriado • Realizar verificações da boca após a entrega de medicamentos, conforme apropriado • Orientar o paciente ou familiar sobre como administrar o medicamento • Monitorar o paciente para efeitos terapêuticos, efeitos adversos, toxicidade de fármacos e interações medicamentosas • Documentar medicamentos administrados e capacidade de resposta do paciente, de acordo com o protocolo de órgão competente 1ª edição de 1992; revisada em 2000, 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 455-461]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. 2308 Administração de Medicamentos: Otológica Definição: Preparar e instilar medicamentos otológicos Atividades: • Seguir os cinco direitos de administração de medicamentos • Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias • Determinar o conhecimento pelo paciente da medicação e sua compreensão do método de administração • Colocar o paciente em posição deitada de lado, com a orelha a ser tratada para cima, ou fazer o paciente sentar em uma cadeira • Endireitar o canal auditivo, puxando a aurícula para baixo e para trás (criança) ou para cima e para fora (adulto) • Instilar medicação segurando o conta-gotas 1 cm acima do canal auditivo • Orientar paciente a permanecer em posição deitada de lado por 5 a 10 minutos • Aplicar uma leve pressão ou massagem no trágus da orelha com o dedo • Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado • Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do paciente de acordo com o protocolo de agência 3ª edição de 2000; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., UpperSaddleRiverNJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions:Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 475-479]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. 2307 Administração de Medicamentos: Reservatório Ventricular Definição: Administração e monitoramento de medicamentos por meio de um cateter de demora no ventrículo lateral do cérebro Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente • Determinar o nível de conforto do paciente • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Monitorar o estado neurológico • Monitorar os sinais vitais • Manter técnica asséptica • Raspar os pelos sobre o reservatório, conforme protocolo de órgão competente • Encher o reservatório com líquido cefalorraquidiano, aplicando pressão suave com o dedo indicador • Coletar amostras de líquido cefalorraquidiano, conforme apropriado, por solicitação ou protocolo da instituição • Aspirar líquido cefalorraquidiano antes da injeção de medicação e avaliar se há retornos de sangue ou turvos • Injetar medicamento lentamente, por prescrição médica e de acordo com o protocolo da instituição • Aplicar pressão com o dedo indicador no reservatório para assegurar a mistura do medicamento com líquido cefalorraquidiano • Aplicar curativo no local, conforme apropriado • Monitorar para detecção de infecção do sistema nervoso central (p. ex., febre, alteração do nível de consciência, náuseas e vômitos) • Documentar administração de medicamentos e a resposta do paciente, de acordo com protocolo da instituição 2ª edição de 1996; revisada em 2000, 2004 Leituras Sugeridas: Access device guidelines. Catheters module; cancer chemotherapy guidelines. Pittsburgh, PA: Oncology Nursing Society; 1998. Almadrones, L., Campana, P., Dantis, E. C. Arterial, peritoneal, and intraventricular access devices. Seminars in Oncology Nursing. 1995; 11(3):194–202. Craig, C. Current treatment approaches for neoplastic meningitis: Nursing management of patients receiving Depocyt. Oncology Nursing Forum. 2000; 27(8):1225–1230. Cummings, R. Understanding external ventricular drainage. Journal of Neuroscience Nursing. 1992; 24(2):84–87. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. 2315 Administração de Medicamentos: Retal Definição: Preparação e inserção de supositórios retais Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Revisar prontuário para história de cirurgia retal ou sangramento • Determinar quaisquer sinais e sintomas de alterações gastrointestinais (p. ex., obstipação ou diarreia) • Determinar capacidade do paciente de manter o supositório • Auxiliar o paciente no posicionamento em posição de Sim de decúbito lateral esquerdo com a perna de cima flexionada para cima • Lubrificar dedo indicador com luvas da mão dominante e extremidade arredondada do supositório • Orientar paciente a respirar lenta e profundamente pela boca e relaxar esfíncter anal • Introduzir o supositório suavemente através do ânus, passando o esfíncter anal interno e contra a parede retal • Orientar o paciente a permanecer deitado ou de lado por 5 minutos • Monitorar efeitos da medicação • Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado • Documentar administração de medicamentos e responsividade do paciente de acordo com o protocolo da instituição 3ª edição de 2000; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 498-501]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. 2317 Administração de Medicamentos: Subcutânea Definição: Preparação e administração de medicamentos por via subcutânea Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Considerar as indicações e contraindicações para injeção subcutânea • Observar datas de validade dos medicamentos • Escolher agulhas e seringas corretas com base em informações do paciente e medicação • Preparar a dose corretamente a partir da ampola ou frasco • Selecionar local adequado da injeção • Mudar locais de injeção de insulina de maneira sistemática dentro de uma região anatômica • Palpar o local da injeção para detecção de edema, massas ou sensibilidade; evitar áreas de cicatrizes, hematomas, abrasão ou infecção • Usar locais abdominais quando da administração de heparina subcutânea • Administrar a injeção utilizando uma técnica asséptica • Injetar a agulha rapidamente em um ângulo de 45 a 90 graus, dependendo do tamanho do paciente • Aplicar uma leve pressão no local; evitar massagear o local • Monitorar efeitos esperados e inesperados da medicação • Orientar o paciente, membro da família, e/ou outro significativo sobre a técnica de injeção • Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente, de acordo com protocolo da instituição 3ª edição de 2000; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 523-528]. Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002. 2316 Administração de Medicamentos: Tópica Definição: Preparação e aplicação de medicamentos tópicos Atividades: • Seguir os cinco certos para administração de medicamentos • Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente • Determinar o conhecimento sobre a medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Determinar a condição da pele do paciente sobre a área em que a medicação será aplicada • Retirar dose anterior da medicação e limpar a pele • Medir a quantidade correta de medicamentos sistêmicos aplicados topicamente, usando dispositivos de medição normalizados • Aplicar agente tópico como prescrito • Aplicar adesivos transdérmicos e medicamentos tópicos em áreas sem pelos da pele, conforme apropriado • Espalhar o medicamento uniformemente sobre a pele, conforme apropriado • Alterar locais de aplicação de medicamentos sistêmicos tópicos • Monitorar efeitos locais, sistêmicos e adversos da medicação • Ensinar e monitorar as técnicas de autoadministração, conforme apropriado • Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do paciente, de acordo com protocoloda instituição 3ª edição de 2000 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 465-469]. 2318 Administração de Medicamentos: Vaginal Definição: Preparação e inserção de medicamentos vaginais Atividades: • Seguir os cinco certos de administração de medicamentos • Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente • Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de administração pelo paciente • Pedir para a cliente ir ao banheiro antes da administração • Aplicar um lubrificante solúvel em água na ponta arredondada do supositório; lubrificar o dedo indicador da mão enluvada dominante • Introduzir a ponta arredondada do supositório ao longo da parede posterior do canal vaginal 7,5-10 cm ou inserir aplicador cerca de 5 a 7,5 cm • Orientar a paciente a permanecer de costas por pelo menos 10 minutos • Manter uma boa higiene perineal • Monitorar efeitos da medicação • Ensinar e acompanhar técnica de autoadministração, conforme apropriado • Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta da paciente, de acordo com protocolo da instituição 3ª edição de 2000; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574. Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854. Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 494-498]. 1200 Administração de Nutrição Parenteral Total (NPT) Definição: Oferta de nutrientes por via endovenosa e monitoração da resposta do paciente Atividades: • Assegurar-se quanto ao posicionamento endovenoso adequado com relação à duração dos nutrientes a serem infundidos (p. ex., preferencialmente acesso venoso central; acesso periférico somente em indivíduos bem nutridos os quais se espera que precisem de NPT por menos de 2 semanas) • Usar acessos centrais apenas para infusão de nutrientes altamente calóricos ou soluções hiperosmolares (p. ex., dextrose a 10%, aminoácidos a 2% com aditivos convencionais) • Garantir que soluções de NPT infundidas em um cateter não central tenham osmolaridade inferior a 900 mOsm/L • Inserir cateter central de inserção periférica de acordo com o protocolo da instituição • Verificar o posicionamento correto do cateter venoso central por meio de raio X • Manter o acesso central pérvio, conforme protocolo da instituição • Monitorar quanto a infiltração, a infecção e as complicações metabólicas (p. ex., hiperlipidemia, triglicerídeos elevados, trombocitopenia, disfunção plaquetária) • Verificar a solução da NPT para garantir que os nutrientes corretos foram incluídos, conforme prescrito • Manter técnica estéril no preparo e ao pendurar as soluções de NPT no suporte • Realizar cuidados regulares, assépticos e meticulosos no cateter venoso central, particularmente no local de saída do cateter, para assegurar utilização prolongada, segura e sem complicações • Evitar o uso do cateter para objetivos que não sejam a infusão da NPT (p. ex., transfusões de sangue e coleta de sangue) • Utilizar bomba de infusão para infusão de soluções de NPT • Manter taxa de fluxo constante de solução de NPT • Evitar a substituição rápida de solução de NPT quando interrompida para infusões suplementares • Monitorar o peso diário • Monitorar a ingestão e eliminação • Monitorar albumina sérica, proteínas totais, eletrólito, perfil lipídico, níveis de glicose e perfil químico • Monitorar os sinais vitais, conforme indicado • Monitorar glicose na urina quanto a glicosúria, acetona e proteínas • Manter uma pequena ingestão nutricional oral durante a NPT, sempre que possível • Encorajar transição gradual de alimentação parenteral para enteral, se indicado • Administrar insulina, conforme prescrito, para manter o nível de glicose sérica na variação designada, conforme apropriado • Relatar sinais e sintomas anormais associados à NPT ao médico, e modificar os cuidados de acordo • Manter as precauções universais • Orientar o paciente e a família sobre os cuidados e indicações para NPT • Assegurar ao paciente e à família a compreensão e competência antes de o paciente ir para casa com a NPT 1ª edição de 1992; revisada em 2013 Leituras Sugeridas: American Society for Parenteral and Enteral Nutrition (A.S.P.E.N.) Board of Directors. Clinical guidelines for the use of parenteral and enteral nutrition in adult and pediatric patients. Journal of Parenteral & Enteral Nutrition. 2009; 33(3):255–259. Kerner, J. A., Jr., Hurwitz, M., Duggan, C., Watkins, J., Walker, W. A. Parenteral nutrition. In: Duggan C., Watkins J., Walker W.A., eds. Nutrition in pediatrics: Basic science & clinical applications. 4th ed. Hamilton, Ontario: BC Decker; 2008:777–793. Pittiruti, M., Hamilton, H., Biffi, R., MacFie, J., Pertkiewicz, M. ESPEN guidelines on parenteral nutrition: Central venous catheters. Clinical Nutrition. 2009; 28(4):365–377. 1050 Alimentação Definição: Oferecimento de ingestão nutricional para pacientes que não conseguem se alimentar sozinhos Atividades: • Identificar a dieta prescrita • Arrumar a bandeja de comida atraentemente • Criar um ambiente prazeroso para a refeição (p. ex., colocar comadres, penicos e equipamentos de aspiração fora de vista) • Fornecer alívio da dor adequado antes das refeições • Providenciar higiene oral antes das refeições • Identificar a presença do reflexo de deglutição, se necessário • Sentar-se ao alimentar para demonstrar prazer e relaxamento • Oferecer oportunidades de cheirar o alimento para estimular o apetite • Questionar o paciente quanto às suas preferências na ordem de alimentação • Arrumar os alimentos conforme a preferência do paciente • Manter uma postura ereta, com a cabeça e o pescoço discretamente flexionados para frente durante a alimentação • Colocar os alimentos do lado não afetado da boca, conforme apropriado • Colocar os alimentos dentro da visão em caso de pacientes com defeito no campo de visão • Escolher pratos de cores diferentes para auxiliar a distinguir os itens, no caso de déficit de percepção • Oferecer água após as alimentações, caso necessário • Proteger com um babador, conforme apropriado • Pedir ao paciente que indique quando tiver terminado • Registrar a ingestão, se apropriado • Evitar esconder medicamentos nos alimentos • Evitar oferecer bebida ou nova mordida enquanto o paciente ainda estiver mastigando • Providenciar um canudo para a bebida, conforme necessário ou desejado • Providenciar alimentos para se comer com as mãos, conforme apropriado • Providenciar comida na temperatura mais apetitosa • Evitar distrair o paciente durante a deglutição • Alimentar sem pressa/vagarosamente • Manter a atenção no paciente durante a alimentação • Postergar a alimentação caso o paciente esteja fadigado • Checar se existem resíduos na boca do paciente ao final da refeição • Lavar o rosto e as mãos após a refeição • Encorajar os pais/família a alimentar o paciente 1ª edição de 1992; revisada em 2008 Leituras Sugeridas: Evans-Stoner,N. J. Feeding. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:31–46. Harkreader, H. C. Fundamentals of nursing: Caring and clinical judgment. Philadelphia: Saunders; 2004. Pelletier, C. A. What do certified nurse assistants actually know ahout dysphagia and feeding nursing home residents? American Journal of Speech-Language Pathology. 2004; 13(2):99–113. Styker, R. Rehabilitative aspects of acute and chronic nursing care. Philadelphia: Saunders; 1977. 8240 Alimentação com Copo: Recém-Nascido Definição: Preparo e administração de líquidos a um recém-nascido com uso de um copo Atividades: • Determinar o estado do recém-nascido antes de iniciar a alimentação • Usar copo limpo, sem tampa, bico ou aba • Colocar o leite ordenhado em temperatura ambiente, ou fórmula, no copo • Segurar o recém-nascido enrolado em posição vertical ou semivertical, enquanto apoia as costas, pescoço e cabeça do recém-nascido • Segurar o copo nos lábios do recém-nascido repousando ligeiramente no lábio inferior com as bordas do copo tocando as partes externas do lábio superior • Monitorar em busca de sinais de prontidão do recém-nascido para a alimentação (p. ex., aumento do estado de alerta, boca e olhos abertos, movimentos com a boca e face) • Inclinar o copo de maneira que o leite toque os lábios do recém-nascido • Evitar dar o leite muito rapidamente • Monitorar o mecanismo de ingestão do recém-nascido (i.e., recém-nascido prematuro/baixo peso ao nascimento tende a lamber, enquanto o lactente a termo/mais velho tende a sorver ou sugar o leite) • Monitorar o fluxo de leite • Fazer o recém-nascido arrotar com frequência durante e após a alimentação • Monitorar os sinais de saciedade do recém-nascido (p. ex., fechamento da boca, não pegar mais leite, mudança no estado do lactente, lactente não responde ao estímulo verbal ou tátil) • Descontinuar alimentação ao sinal de angústia ou de plenitude do recém-nascido • Mensurar ingestão de leite do recém-nascido durante 24 horas • Orientar progenitor sobre procedimentos de aleitamento por copo • Orientar progenitor sobre prontidão para alimentação, angústia e sinais de finalização da alimentação 6ª edição de 2013 Leituras Sugeridas: Abouelfettoh, A. M., Dowling, D. A., Dabash, S. A., Elguindy, S. R., Seoud, I. A. Cup versus bottle feeding for hospitalized late preterm infants in Egypt: A quasi-experimental study. International Breastfeeding Journal. 2008; 3(27):11. Collins, C. T., Makrides, M., Gillis, J., McPhee, A. J. Avoidance of bottles during the establishment of breast feeds in preterm infants. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2008. [Issue 4 Art. No.: CD005252. DOI:10.1002/14651858.CD005252.pub2]. Dowling, D. A., Meier, P. P., DiFiore, J. M., Blatz, M. A., Martin, R. J. Cup-feeding for preterm infants: Mechanics and safety. Journal of Human Lactation. 2002; 18(1):13–20. Howard, C. R., de Blieck, E. A., ten Hoopen, C. B., Howard, F. M., Lanphear, B. P., Lawrence, R. A. Physiologic stability of newborns during cup- and bottle-feeding. Pediatrics. 1999; 104(5):1204–1207. Lang, S., Lawrence, C. J., Orme, R. L. Cup feeding: An alternative method of infant feeding. Archives of Disease in Childhood. 1994; 71(4):365–369. Marinelli, K. A., Burke, G. S., Dodd, V. L. A comparison of the safety of cupfeedings and bottlefeedings in premature infants whose mothers intend to breastfeed. Journal of Perinatology. 2001; 21(6):350–355. Rocha, N. M., Martinez, F. E., Jorge, S. M. Cup or bottle for preterm infants: Effects on oxygen saturation, weight gain and breastfeeding. Journal of Human Lactation. 2002; 18(2):132–138. World Health Organization. Breastfeeding counseling: A training course. Geneva, Switzerland: Author; 1993. 1052 Alimentação por Mamadeira Definição: Preparo e administração de líquidos a um lactente por meio de mamadeira Atividades: • Determinar a condição do lactente antes de se iniciar a alimentação • Aquecer a fórmula a temperatura ambiente antes de alimentar • Segurar o lactente durante a alimentação • Posicionar o lactente em semi-Fowler para a alimentação • Fazer o bebê arrotar com frequência durante e após a alimentação • Colocar o bico da mamadeira sobre a língua • Controlar a ingestão de líquidos, ajustando a maciez do bico, o tamanho do orifício e o tamanho da mamadeira • Aumentar o estado de alerta do bebê, afrouxando suas roupas, esfregando suas mãos e pés, ou conversando com a criança • Encorajar a sucção estimulando o reflexo perioral, se apropriado • Aumentar a efetividade da sucção comprimindo as bochechas junto com a sucção, se apropriado • Fornecer apoio ao queixo para diminuir o vazamento de fórmula e melhorar o fechamento labial • Monitorar a ingestão de líquidos • Monitorar/avaliar o reflexo de sucção durante a alimentação • Monitorar o peso do lactente, conforme apropriado • Ferver leite não pasteurizado • Ferver a água usada para preparar a fórmula, se indicado • Orientar os pais ou cuidador sobre técnicas de esterilização do equipamento de alimentação • Orientar os pais ou cuidador sobre a diluição correta da fórmula concentrada • Orientar os pais sobre o armazenamento correto da fórmula • Determinar a origem de água utilizada para diluir a fórmula concentrada ou em pó • Determinar o conteúdo de flúor da água utilizada para diluir a fórmula concentrada ou em pó e encaminhar para suplementação de flúor, se indicado • Alertar os pais ou cuidador sobre o uso de forno de micro-ondas para aquecer a fórmula • Orientar e demonstrar aos pais técnicas de higiene oral apropriadas à dentição do bebê a serem usadas após cada mamada 1ª edição de 1992; revisada em 2000 Leituras Sugeridas: May, K. A., Mahlmeister, L. R. Maternal and neonatal nursing: Family-centered care, 3rd ed. Philadelphia: Lippincott; 1994. Olds, S. B., London, M. L., Ladewig, P. A. Maternal-newborn nursing: A family centered approach, 4th ed. Menlo Park, CA: Addison-Wesley; 1992. Pillitteri, A. Maternal and child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2007. 1056 Alimentação por Sonda Enteral Definição: Fornecimento de nutrientes e água por meio de uma sonda gastrointestinal Atividades: • Explicar o procedimento para o paciente • Inserir tubo nasogástrico, nasoduodenal, nasojejunal, de acordo com o protocolo • Aplicar a substância de fixação na pele e fixar a sonda de alimentação enteral com fita adesiva • Monitorar quanto ao posicionamento correto da sonda por meio de inspeção da cavidade oral, checando resíduo gástrico, ou ouvindo quando o ar é injetado e retirado, de acordo com o protocolo institucional • Marcar a sonda no ponto de saída para manter o posicionamento adequado • Confirmar o posicionamento da sonda no raio X é preferível antes de administrar a dieta por sonda ou os medicamentos, de acordo com o protocolo institucional • Monitorar quanto à presença de ruídos hidroaéreos a cada 4 a 8 horas, conforme apropriado • Monitorar o estado eletrolítico e hídrico • Consultar outros membros da equipe saúde na seleção do tipo e concentração da alimentação enteral • Elevar a cabeceira da cama de 30° a 45° durante a nutrição • Oferecer chupeta ao lactente durante a alimentação, conforme apropriado • Segurar e conversar com o lactente durante a nutrição para simular as atividades habituais da amamentação • Descontinuar a alimentação 30 a 60 minutos antes de abaixar a cabeceira • Cessar a alimentação por sonda 1 hora antes de um procedimento ou transporte se o paciente precisar ficar com a cabeceira em um ângulo de menos de 30° • Irrigar a sonda a cada 4 a 6 horas, conforme apropriado, durante a nutrição contínua por sonda e depois de cada alimentação intermitente • Utilizar técnica limpa ao administrar a alimentações por sonda • Checar a velocidade do fluxo de gotejamento ou o fluxo da bomba de alimentação a cada hora • Diminuir o fluxo da sonda de alimentação e/ousua concentração para controlar diarreias • Monitorar sensação de estômago cheio, náusea e vômitos • Checar resíduo gástrico a cada 4 a 6 horas nas primeiras 24 horas, depois a cada 8 horas durante a nutrição contínua • Checar resíduo antes de cada nutrição intermitente • Interromper alimentação por sonda na presença de resíduos maiores que 150 mL ou de 110% a 120% acima do fluxo do gotejamento em adultos • Manter inflado o balonete do tubo endotraqueal ou da cânula de traqueostomia durante a nutrição, conforme apropriado • Manter refrigerados os recipiente abertos com a dieta para a alimentação por sonda enteral • Trocar o local de inserção e a sonda de acordo com o protocolo • Lavar a pele ao redor do local de inserção da sonda com sabão neutro e secar completamente • Checar o nível de água no balonete da sonda, de acordo com o protocolo do equipamento • Descartar os recipientes da alimentação enteral e os conjuntos de administração a cada 24 horas • Reabastecer a bolsa de alimentação enteral a cada 4 horas, conforme apropriado • Monitorar quanto à presença de ruídos hidroaéreos a cada 4 a 8 horas, conforme apropriado • Monitorar o estado hídrico e eletrolítico • Monitorar quanto a crescimento/ganho de peso mensalmente, conforme apropriado • Monitorar o peso três vezes por semana inicialmente, depois reduzir o monitoramento para uma vez por mês • Monitorar quanto a sinais de edema ou desidratação • Monitorar ingestão e eliminação hídrica • Monitorar a adequação da ingestão de calorias, gordura, carboidratos, vitaminas, e minerais (ou encaminhar a nutricionista) duas vezes por semana inicialmente, reduzindo a frequência para uma vez ao mês • Monitorar quanto a mudanças de humor • Preparar o indivíduo e seus familiares para a alimentação por sonda em domicílio, conforme apropriado • Monitorar o peso pelo menos três vezes por semana, de acordo com a idade do paciente 1ª edição de 1992; revisada em 1996, 2000, 2004 Leituras Sugeridas: Fellows, L. S., Miller, E. H., Frederickson, M., Bly, B., Felt, P. Evidence- based practice for enteral feedings and aspiration prevention: Strategies, bedside detection and practice change. MEDSURG Nursing. 2000; 9(1):27–31. Mahan, K. L., Escott-Stump, S. Krause’s food, nutrition & diet therapy, 9th ed. Philadelphia: Saunders; 2000. Methany, N. A., Titler, M. G. Assessing placement of feeding tubes. American Journal of Nursing. 2001; 101(5):6–45. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [559-616]. 6700 Amnioinfusão Definição: I nfusão de líquidos no útero durante trabalho de parto para aliviar a compressão do cordão umbilical ou para diluir líquido com mecônio Atividades: • Observar sinais de volume inadequados do líquido amniótico (p. ex., oligo- hidrâmnios, crescimento intrauterino assimétrico, pós-datismo, anormalidades conhecidas do trato urinário fetal e ruptura prolongada de membranas) • Reconhecer contraindicações potenciais para a amnioinfusão (p. ex., amnionite, poli- hidrâmnio, múltiplas gestações, sofrimento fetal intenso, pH do couro cabeludo fetal <7,20, anomalia fetal ou anomalia uterina conhecidas) • Observar desaceleração cardíaca fetal variável ou prolongada durante monitoramento eletrônico intraparto • Documentar a presença de líquido espesso com mecônio, com ruptura de membranas • Assegurar o consentimento informado • Preparar o equipamento necessário para a amnioinfusão • Irrigar o cateter intrauterino com infusato • Utilizar precauções universais • Posicionar o cateter intrauterino com técnica estéril • Ajustar e irrigar o cateter após o posicionamento, utilizando precauções universais • Infundir 500 a 1.000mL de solução isotônica IV rapidamente na cavidade uterina, conforme o protocolo ou ordem médica • Colocar o paciente na posição de Trendelenburg, conforme apropriado • Manter a infusão contínua conforme velocidade de infusão prescrita • Monitorar as leituras da pressão intrauterina • Observar as características líquido de retorno • Trocar s absorventes perineais, conforme apropriado • Documentar as mudanças nos traçados do monitor eletrônico intraparto • Observar os sinais de reação adversa (p. ex., excessiva distensão uterina, prolapso de cordão umbilical e embolia do líquido amniótico) • Obter níveis de gasometria do cordão umbilical no momento do nascimento para avaliar a eficácia da intervenção 2ª edição de 1996; revisada em 2004 Leituras Sugeridas: Longobucco, D., Winkler, E. Amnioinfusion: Intrapartum indications and administration. Mother Baby Journal. 1999; 4(2):13–18. Pillitteri, A. Maternal and child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2007. Snell, B. J. The use of amnioinfusion in nurse-midwifery practice. Journal of Nurse-Midwifery. 1993; 39(2):62S–70S. Weismiller, D. G. Transcervical amnioinfusion. American Family Physician. 1998; 57(3):504–510. 4035 Amostra de Sangue Capilar Definição: Obtenção de uma amostra arteriovenosa de um local periférico do corpo, como calcanhar, dedo da mão ou outro local transcutâneo Atividades: • Verificar a identificação correta do paciente • Minimizar a ansiedade do paciente usando procedimentos adequados à idade • Manter precauções-padrão • Selecionar o local da punção (p. ex., região externa inferior do calcanhar, laterais das falanges distais dos dedos das mãos ou dos pés, locais alternativos, como o antebraço) • Puncionar a região externa do calcanhar em profundidade até 2,4 mm em lactentes • Aquecer o local durante cerca de 5 minutos caso a amostra seja arterializada, conforme o protocolo da instituição • Usar técnica asséptica durante a punção da pele • Puncionar a pele manualmente, com lanceta ou dispositivo aprovado para punção, conforme as especificações do fabricante • Limpar a primeira gota de sangue com gaze seca, conforme especificações do fabricante ou protocolo da instituição • Coletar sangue de acordo com o teste a ser feito (p. ex., pingar uma gota de sangue na área específica no filtro de papel ou tira de teste, coletar sangue diretamente em tubos, por ação capilar, à medida que gotículas se formarem) • Aplicar pressão intermitente o mais afastado possível do local da punção para promover o fluxo de sangue • Evitar hemólise causada por compressão excessiva ou “ordenha” no local da punção • Atender às diretrizes do fabricante quanto ao momento certo dos testes e à conservação da amostra de sangue (p. ex., lacre dos tubos com sangue), conforme necessário • Rotular a amostra conforme necessário, de acordo com protocolo da instituição • Enviar a amostra ao laboratório, conforme necessário • Fazer curativo no local, conforme necessário • Ensinar e monitorar a autocoleta de sangue capilar, conforme apropriado • Descartar o equipamento adequadamente • Documentar a realização de coleta de sangue capilar 4ª edição de 2004 Leituras Sugeridas: Escalante-Kanashiro, R., Tatalean-Da-Fieno, J. Capillary blood gases in a pediatric intensive care unit. Critical Care Medicine. 2000; 28(1):224–226. Fletcher, M., MacDonald, M. G. Atlas of procedures in neonatology, 2nd ed. Philadelphia: Lippincott; 1993. Meehan, R. M. Heel sticks in neonates for capillary blood sampling [corrected]. Neonatal Network—Journal of Neonatal Nursing. 1998; 17(1):12–27. Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. Pettersen, M. D., Driscoll, D. J., Moyer, T. P., Dearani, J. A., McGregor, C. G. Measurement of blood serum cyclosporine levels using capillary “fingerstick” sampling: A validation study. Transplant International. 1999; 12(6):429–432. Wong, D. L., Perry, S. E., Hockenberry, M. J. Maternal child nursing care. St. Louis: Mosby; 2002. Yum, S. I., Roe, J. Capillary blood sampling for self-monitoring of blood glucose. Diabetes Technology and Therapeutics. 1999; 1(1):29–37. 1380 Aplicação do Calor/Frio Definição: Estímulo da pele e tecidos subjacentes com frio ou calor,com o propósito de diminuir a dor, espasmos musculares ou inflamação Atividades: • Explicar o uso do frio ou calor, o motivo do tratamento, e como afetará os sintomas do paciente • Avaliar contraindicações para calor ou frio, como diminuição ou ausência de sensação, diminuição da circulação, e diminuição da habilidade de comunicação • Selecionar o método de estímulo que seja conveniente e disponível (p. ex., sacolas plásticas à prova d’água com gelo; pacotes de gel congelado; envelope de gelo químico; imersão em gelo; tecido ou toalha no congelador para frio; garrafa de água quente; colchonete com aquecimento elétrico; compressas quentes e úmidas; imersão em banheira ou hidromassagem; cera de parafina; banho de assento; luz radiante; ou envoltório plástico para calor) • Determinar a disponibilidade e segurança das condições de trabalho de todo o equipamento usado pra a aplicação de calor ou frio • Determinar as condições da pele e identificar qualquer alteração que exija mudança no procedimento ou contraindicações ao estímulo • Selecionar o local para estímulo, considerando a alternância de local quando a aplicação direta não é possível (p. ex., adjacente a, distal a, entre áreas afetadas e o cérebro, e contralateral) • Envolver o dispositivo de aplicação de calor ou frio com uma manta protetora, se apropriado • Usar um tecido umedecido próximo à pele para aumentar a sensação de calor ou frio, quando apropriado • Usar gelo após uma torção no tornozelo para reduzir o edema, seguido de repouso, compressão e elevação • Orientar como evitar lesão ao tecido associado ao calor ou frio • Verificar a temperatura de aplicação, especialmente quando usar o calor • Determinar a duração da aplicação com base em verbalização individual, comportamental e respostas biológicas • Cronometrar cuidadosamente todas as aplicações • Aplicar frio ou calor diretamente ou próximo ao local afetado, se possível • Evitar usar frio ou calor no tecido que tenha sido exposto a terapia radioativa • Inspecionar cuidadosamente o local para sinais de irritação da pele ou lesão de tecido durante os primeiros 5 minutos e então frequentemente durante o tratamento • Encerrar com um tratamento a frio para estimular a vasoconstrição quando há a alternância de calor e frio em aplicações de atletas lesionados • Avaliar a condição geral, segurança e conforto durante o tratamento • Posicionar para permitir movimentação da fonte de temperatura, se necessário • Orientar a não ajustar os equipamentos de temperatura independentemente, sem instrução prévia • Alterar os locais de aplicação de calor ou frio, ou alterar o modo de estímulo se não for alcançado o alívio • Explicar que a aplicação do frio pode ser a princípio dolorosa, com dormência cerca de 5 minutos após o estímulo inicial • Orientar sobre indicações para frequência e procedimento para aplicação • Orientar para evitar lesão da pele após o estímulo • Avaliar e documentar respostas às aplicações de calor e frio 1ª edição de 1992; revisada em 2013 Leituras Sugeridas: Leituras Sugeridas: Berman, A., Snyder, S., Kozier, B., Erb, G. Skin integrity and wound care. In Kozier & Erb’s Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 8th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2008:902–938. Smeltzer, S. C., Bare, B. G., Hinkle, J. L., Cheever, K. H., Pain management. Brunner & Suddarth’s textbook of medical surgical nursing; 1. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2010:230–262. Thompson, C., Kelsberg, G., St. Anna, L. Heat or ice for acute ankle sprain. Journal of Family Practice. 2003; 52(8):642– 643. White, L. Foundations of nursing, 2nd ed. Clifton Park, NY: Thomson Delmar Learning; 2005. [471]. 7280 Apoio a Irmãos Definição: Assistência a um(a) irmão(ã) para enfrentar a doença/condição crônica/deficiência do(a) irmão(ã) Atividades: • Explorar o conhecimento do irmão acerca do(a) irmão(ã) • Avaliar o grau de estresse do irmão em relação à condição do(a) irmão(ã) afetado(a) • Avaliar o grau de superação do irmão em relação à doença/deficiência do(a) irmão(ã) • Facilitar a consciência dos familiares acerca dos sentimentos do irmão • Fornecer informação sobre as respostas comuns do irmão e o que os demais familiares podem fazer para auxiliar • Desempenhar o papel de defensor do irmão (p. ex., no caso de uma situação prejudicial à vida, quando o nível de ansiedade é alto e os pais ou outros familiares não conseguirem fazer esse papel) • Admitir que cada irmão responde de modo diferente • Encorajar os pais ou outros familiares a fornecer informação honesta sobre o irmão • Encorajar os pais a fazer preparativos para cuidar do jovem irmão em sua própria casa, quando possível • Auxiliar o irmão a manter e/ou modificar as rotinas usuais e atividades do dia a dia, conforme a necessidade • Promover comunicação entre o irmão sadio e o(a) irmão(ã) afetado(a) • Valorizar cada filho individualmente, evitando comparações • Auxiliar o filho a ver as diferenças/similaridades existentes entre si e o irmão com necessidades especiais • Incentivar o irmão a visitar o(a) irmão(ã) afetado(a) • Explicar ao irmão visitante aquilo que está sendo feito para cuidar do(a) irmão(ã) afetado(a) • Encorajar o irmão sadio a participar dos cuidados dispensados ao(à) irmão(ã) afetado(a), conforme apropriado • Ensinar ao irmão sadio formas de interagir com o(a) irmão(ã) afetado(a) • Permitir que os irmãos resolvam suas próprias dificuldades • Reconhecer e respeitar o irmão, que pode estar emocionalmente despreparado para visitar seu(sua) irmão(ã) afetado(a) • Respeitar a relutância do irmão sadio em ficar com ou incluir a criança com necessidades especiais em atividades • Encorajar a manutenção dos padrões parentais ou familiares de interação • Auxiliar os pais a serem justos em termos de disciplina, recursos e atenção • Auxiliar os irmãos a esclarecer e explorar suas preocupações • Usar desenhos, fantoches e dramatização para observar como o irmão mais novo percebe os eventos • Esclarecer a preocupação do irmão com a possibilidade de contrair a doença da criança afetada e desenvolver estratégias para superar essa preocupação • Ensinar a patologia da doença ao irmão, de acordo com o estágio do desenvolvimento e estilo de aprendizado • Usar substitutos concretos para o irmão que não consegue visitar o(a) irmão(ã) afetado(a) (p. ex., imagens e vídeos) • Explicar aos jovens irmãos que eles não são a causa da doença • Ensinar ao irmão estratégias para atingir suas próprias necessidades emocionais e do desenvolvimento • Elogiar os irmãos quando tiverem sido pacientes, tiverem se sacrificado ou quando tiverem sido particularmente úteis • Reconhecer os pontos fortes dos irmãos e suas capacidades de superar o estresse com sucesso • Promover o encaminhamento para grupos de pares de irmãos, conforme apropriado • Proporcionar encaminhamento para recursos comunitários aos irmãos, conforme necessário • Comunicar a situação ao enfermeiro escolar, para proporcionar suporte para o irmão mais novo, segundo a vontade dos pais 1ª edição de 1992; revisada em 2000 Leituras Sugeridas: Craft, M. J., Craft, J. Perceived changes in siblings of hospitalized children: A comparison of parent and sibling report. Children’s’ Health Care. 1989; 18(1):42–49. Craft M.J., Denehy J.A., eds. Nursing interventions for infants and children. Philadelphia: W. B. Saunders, 1990. Craft, M. J., Willadsen, J. A., Interventions related to family. Bulechek, G.M., McCloskey, J.C., eds. Symposium on nursing interventions. Nursing Clinics of North America; 27, 1992:517–540. [2]. Pillitteri, A. Nursing care of the family coping with a child’s long-term or terminal illness. In Maternal and child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2007:1764–1783. Ross-Alaolmolki, K. Coping with family loss: The death of a sibling. In: Craft M.J., Denehy J.A., eds. Nursing interventions for infants and children. Philadelphia: W. B. Saunders;1990:213–277. 6404 Apoio à Proteção contra Abuso: Idoso Definição: I dentificação de relações de alto risco com idosos dependentes e ações para prevenir imposição possível ou adicional de dano físico, sexual ou emocional, ou negligência das necessidades básicas da vida ou exploração Atividades: • Identificar pacientes idosos que se percebem dependentes de cuidadores, devido ao estado de saúde prejudicado, recursos econômicos limitados, depressão, abuso de substâncias ou falta de conhecimento dos recursos disponíveis e alternativas para os cuidados • Identificar os cuidados de saúde que foram feitos ou continuam com consideração mínima das necessidades de cuidados do idoso (p. ex., habilidades dos cuidadores, características e responsabilidades simultâneas; necessidade de acomodações ambientais; e história e qualidade das relações entre o idoso e os cuidadores) • Identificar situações de crise familiar que podem desencadear abuso (p. ex., pobreza, desemprego, divórcio, falta de moradia, morte de um ente querido) • Verificar se o paciente idoso e seus cuidadores têm uma rede de apoio social funcional para auxiliar o paciente na realização de atividades da vida diária e na obtenção de cuidados à saúde, transporte, tratamento, medicamentos, informações sobre os recursos comunitários, aconselhamento financeiro e assistência para problemas pessoais • Identificar os pacientes idosos que confiam em um único cuidador ou unidade familiar para prestar assistência de cuidados físicos e monitoramento prolongados • Identificar cuidadores que demonstram saúde física ou mental prejudicada(p. ex., abuso de substâncias, depressão, fadiga, dores nas costas devido à falta de ajuda em erguer o paciente, lesões que foram infligidas pelo paciente), problemas ou dependência financeira, falha em compreender a condição ou as necessidades do paciente, atitudes intolerantes ou exageradamente críticas em relação ao paciente, burnout; ou aqueles que ameaçam o paciente com abandono, hospitalização, institucionalização ou procedimentos dolorosos • Identificar cuidadores familiares om histórico de terem sido abusados ou negligenciados na infância • Identificar explicações dos cuidadores sobre lesões do paciente que são improváveis, inconsistentes, com alegação de autolesão, culpabilização de outros, incluindo atividades que ultrapassem as capacidades físicas do idoso, ou demonstrem um atraso na busca de tratamento • Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de abuso físico (p. ex., múltiplas lesões em diferentes estágios de cicatrizção, lacerações, escoriações, contusões, queimaduras ou fraturas, partes do couro cabeludo sem cabelo, marcas de mordida humana) • Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de negligência (p. ex., falta de higiene, vestimentas inadequadas ou impróprias, lesões de pele não tratadas, contraturas, má nutrição, ajuda inadequada à mobilidade e percepção [bengalas, óculos, aparelhos auditivos], falta de dentadura ou dentes fraturados e cariados, infecção por vermes, privação de medicamentos ou sedação excessiva, privação de contatos sociais) • Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de abuso sexual (p. ex., presença de sêmen ou sangue seco, lesão na genitália externa, doenças sexualmente transmissíveis, mudanças dramáticas de comportamento ou de saúde de etiologia indeterminada) • Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de abuso emocional (p. ex., baixa autoestima, depressão, humilhação e fracasso, comportamento excessivamente cauteloso em torno do cuidador, autoagressão ou gestos suicidas) • Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de exploração (p. ex., provisão insuficiente para as necessidades básicas quando os recursos adequados estão disponíveis, privação de bens pessoais, perda inexplicável de benefício social ou cheques de pensão, falta de conhecimento sobre finanças pessoais ou assuntos legais) • Encorajar a internação hospitalar para observação e investigação adicionais, conforme apropriado • Monitorar as interações paciente-cuidador e registrar as observações • Verificar se os sintomas agudos do paciente diminuem quando ele é separado dos cuidadores • Verificar se os cuidadores têm expectativas irreais quanto ao comportamento do paciente ou se atribuem aspectos negativos ao seu comportamento • Monitorar a obediência extrema às demandas dos cuidadores ou submissão passiva a procedimentos invasivos • Monitorar repetidas visitas à clínica, setor de emergência ou consultório médico por lesões, acompanhamento inadequado de cuidados à saúde, vigilância inadequada ou adaptações no ambiente inadequadas • Fornecer aos pacientes afirmações positivas de seu valor e permitir-lhes expressar as suas preocupações e seus sentimentos, que podem incluir medo, culpa, vergonha e autorresponsabilização • Auxiliar cuidadores a explorar seus sentimentos sobre os parentes ou pacientes sob seus cuidados e identificar fatores perturbadores e parecem contribuir para comportamentos abusivos e negligentes • Auxiliar os pacientes a identificar cuidados de saúde inadequados e prejudiciais e ajudá-los e seus familiares a identificar mecanismos para lidar com esses problemas • Discutir as preocupações sobre observações de indicadores de risco separadamente com o paciente idoso e o cuidador • Verificar o conhecimento e a abilidade do paciente e do cuidador para atender aos cuidados com o paciente e às necessidades de segurança e proporcionar o ensino adequado • Auxiliar os pacientes e seus familiares a identificar estratégias de enfrentamento para situações de estresse, incluindo a difícil decisão de interromper o atendimento domiciliar • Verificar os desvios do envelhecimento normal e observar sinais e sintomas precoces de doença por meio de exames de saúde de rotina • Promover o máximo de independência e autocuidado por meio de estratégias de ensino inovadoras e uso de repetição, prática, reforço e ritmo individualizado • Fornecer avaliação e recomendações ambientais para adaptar a casa para promover a autossuficiência física ou encaminhar para instituições de assistência apropriadas • Auxiliar no restabelecimento de toda a gama de atividades da vida diária que for possível • Orientar sobre os benefícios de um regime de atividade física rotineira, fornecer programas de exercício individualizados e encaminhar para fisioterapia ou programas de exercícios, conforme apropriado, a fim de evitar a dependência • Implementar estratégias para estimular o raciocínio crítico, a tomada de decisão e a memória • Providenciar encaminhamento a um(a) enfermeiro(a) de saúde pública para garantir que o ambiente domiciliar seja monitorado e que o paciente receba assistência continuada • Providenciar encaminhamentos para os pacientes e seus familiares ao serviço social e profissionais de aconselhamento • Fornecer aos pacientes idosos e seus cuidadores informações sobre recursos comunitários (p. ex., endereços e telefones de instituições que prestam serviço de assistência ao idoso, cuidado de saúde domiciliar, casas de repouso, cuidado em dias de folga do cuidador principal, atendimento de emergência, assitência doméstica, transporte, tratamento para abuso de substâncias, serviços de aconselhamento a preços diferenciados, distribuição de alimentos e refeições em domicílio, centros de distribuição de roupas) • Alertar para que tenham seus cheques de pensão ou benefício social diretamente depositados, para não aceitarem atendimento pessoal em troca de transferência de bens e para não assinarem documentos ou fazerem acordos financeiros antes de procurarem aconselhamento jurídico • Encorajar os pacientes e suas famílias a planejarem com antecedência as necessidades de cuidados, incluindo quem vai assumir a responsabilidade se o paciente tornar-se incapacitado, e como explorar as habilidades, preferências e opções de cuidado • Consultar recursos comunitários em busca de informações • Informar ao médico sobre observações indicativas de abuso ou negligência • Relatar suspeita deabuso ou negligência às autoridades competentes 2ª edição de 1996; revisada em 2000, 2004, 2013 Leituras Sugeridas: Brandl, G. Elder abuse detection and intervention: A collaborative approach. New York: Springer; 2007. Cohen, M., Halevy-Levin, S., Gagin, R., Priltuzky, D., Friedman, G. Elder abuse in long-term care residences and the risk indicators. Ageing and Society. 2010; 30(6):1027–1040. Fraser, A. Preventing abuse of older people. Nursing Management. 2010; 17(6):26–29. Gorbien, M. J., Eisenstein, A. R. Elder abuse and neglect: An overview. Clinics in Geriatric Medicine. 2005; 21(2):279–292. Lemko, K., Fulmer, T. Nursing care: Victims of violence—elder mistreatment. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds. Current issues in nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:732–737. Post, L., Page, C., Conner, T., Prokhorov, A., Fang, Y., Biroscak, B. J. Elder abuse in long-term care: Types, patterns, and risk factors. Research on Aging. 2010; 32(3):323–348. 6402 Apoio à Proteção contra Abuso: Infantil Definição: I dentificação de relações de dependência de alto risco com crianças, e ações para prevenir imposição possível ou adicional de dano físico, sexual ou emocional, ou negligência de necessidades básicas da vida Atividades: • Identificar mães com histórico de acompanhamento pré-natal tardio (4 meses ou mais) ou que não fizeram pré-natal • Identificar pais que tiveram algum filho retirado de casa, ou que deixaram filhos anteriores com parentes por longos períodos • Identificar pais com histórico de abuso de substâncias, depressão ou doença psiquiátrica importante • Identificar pais que demonstram maior necessidade de educação para maternidade/paternidade (p. ex., pais com problemas de aprendizagem, pais que verbalizam sentimentos de inadequação, pais de primeiro filho, pais adolescentes) • Identificar pais com histórico de violência doméstica ou mãe com histórico de várias lesões “acidentais” • Identificar pais com histórico de infância infeliz associada a abuso, rejeição, crítica excessiva ou sentimentos de desvalia ou falta de amor • Identificar situações de crise que podem desencadear abuso (p. ex., pobreza, desemprego, divórcio, falta de moradia, violência doméstica) • Verificar se a família possui uma rede de apoio social adequada para auxiliar com os problemas da família, com descanso no cuidado dos filhos, s e com cuidados nas crises relativas às crianças • Identificar lactentes e crianças com grandes necessidades de cuidados (p. ex., prematuridade, baixo peso ao nascer, cólicas, intolerâncias alimentares, os principais problemas de saúde no primeiro ano de vida, deficiências no desenvolvimento, hiperatividade e transtornos dedéficit de atenção) • Identificar explicações do cuidador sobre lesões na criança que sejam improváveis ou incoerentes, alegações de autolesão, atribuição de culpa a outras crianças ou demonstração de atraso na busca de tratamento • Verificar se uma criança apresenta sinais de abuso físico (p. ex., muitas lesões, contusões e equimoses não explicadas, queimaduras, fraturas, lacerações faciais e escoriações não explicadas, marcas de mordidas humanas, chicotadas, síndrome do bebê sacudido) • Verificar se a criança demonstra sinais de negligência (p. ex., falha em desenvolver-se, perda de tecido subcutâneo, fome constante, higiene insatisfatória, fadiga e falta de enerfia constantes, afecções de pele, apatia, postura corporal rígida e roupas inadequadas às condições climáticas) • Verificar se a criança demonstra sinais de abuso sexual (p. ex., dificuldade de andar ou sentar, roupa íntima rasgada ou ensanguentada, genitália avermelhada ou com traumatismos, lacerações vaginais ou anais, infecções urinárias de repetição, tônus esfincteriano deficiente, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, comportamento promíscuo, histórico de fuga de casa) • Verificar se a criança demonstra sinais de abuso emocional (p. ex., atrasos no desenvolvimento físico, transtornos nos hábitos, distúrbios de aprendizagem, traços neuróticos/reações psiconeuróticas, extremos de comportamento, atrasos no desenvolvimento cognitivo, tentativa de suicídio) • Encorajar a internação hospitalar da criança para observação e investigação adicionais, conforme apropriado • Registrar o horário e a duração das visitas durante a hospitalização • Monitorar as interações entre pais e filhos e registrar observações • Verificar se os sintomas agudos da criança diminuem quando é separada da família • Verificar se os pais têm expectativas irreais quanto ao comportamento da criança ou se atribuem aspectos negativos ao comportamento de seu filho • Monitorar a criança quanto à obediência exagerada, como submissão passiva a procedimentos invasivos • Monitorar a criança quanto à inversão de papéis, como confortar os pais, ou comportamento hiperativo ou agressivo • Ouvir os sentimentos de mulher grávida sobre a gestação e as expectativas sobre a criança que ainda não nasceu • Monitorar as reações de pais novatos em relação ao bebê, observando sentimentos de repulsa, medo ou frustração quanto ao sexo • Monitorar pais que seguram o recém-nascido a distância, que o seguram descuidadamente ou que pedem ajuda excessiva e verbalizam ou demonstram desconforto em cuidar da criança • Monitorar visitas repetidas à clínica, setor de emergência ou consultório médico por problemas menores • Estabelecer um sistema de marcação nos prontuários de crianças que supostamente vítimas de abuso ou negligência • Monitorar a piora progressiva no cuidado físico e emocional oferecido à criança/adulto dependente na família • Verificar o conhecimento dos pais sobre a necessidade de cuidados básicos e fornecer informação adequada sobre o cuidado à criança, conforme apropriado • Orientar os pais na resolução de problemas, tomada de decisão e educação dos filhos e habilidades para criar filhos, ou encaminhá- losa programas em que possam aprender tais habilidades • Auxiliar as famílias a identificar estratégias de enfrentamento de situações estressantes • Fornecer informações aos pais sobre como lidar com o choro prolongado do lactente, enfatizando que não devem sacudir o bebê • Fornecer aos pais métodos de punição não físicos para disciplinar os filhos • Fornecer às gestantes e aos seus familiares informações sobre os efeitos do tabagismo, da alimentação inadequada e do abuso de substâncias sobre a saúde do bebê e deles próprios • Envolver os pais e a criança em exercícios de promoção de vínculo • Fornecer aos pais e seus adolescentes informações sobre a tomada de decisão e habilidades de comunicação e encaminhá-los a serviços de aconselhamento de jovens, conforme apropriado • Fornecer aos filhos mais velhos informações concretas sobre como atender as necessidades básicas de cuidados de seus irmãos mais novos • Fornecer às crianças afirmações positivas de seu valor, cuidado construtivo, comunicação terapêutica e estímulo ao desenvolvimento • Fornecer às crianças vítimas de abuso sexual a garantia de que o abuso não foi culpa delas, e permitir que expressem suas preocupações por meio de atividades lúdicas apropriadas para a idade • Encaminhar gestantes de alto risco e pais de recém-nascidos a serviços de visitas domiciliares de enfermagem • Providenciar às famílias em situação de risco encaminhamento a um serviço de Enfermagem em Saúde Coletiva para garantir monitoramento do ambiente doméstico, avaliação dos outros irmãos e assistência contínua da família • Encaminharas famílias a serviços de assistência social e aconselhamento profissional, conforme necessidade • Fornecer aos pais informações sobre recursos comunitários (p. ex., endereços e telefones de instituições que prestam cuidados de repouso, atendimento de emergência pediátrica, assistência domiciliar, tratamento para abuso de substâncias, serviços de aconselhamento com preços diferenciados, distribuição de alimentos, centros de distribuição de roupas, abrigo para casos de violência doméstica) • Informar ao médico sobre observações indicativasde abuso ou negligência • Relatar suspeita de abuso ou negligência às autoridades competentes • Encaminhar pais vítimas de espancamento e crianças em situação de risco a um abrigo para casos de violência doméstica • Encaminhar os pais para grupos anônimos de apoio aos pais, conforme apropriado 2ª edição de 1996; revisada em 2000, 2013 Leituras Sugeridas: Leituras Sugeridas: Asgeirsdottier, B. B., Sigfusdottir, I. D., Gudjonsson, G. H., Sigurdsson, J. F. Associations between sexual abuse and family conflict/violence, self-injurious behavior, and substance use: The mediating role of depressed mood and anger. Child Abuse and Neglect. 2011; 35(3):210–219. Bylander, M., Kydd, J. Violence to children, definition and prevention of. In: Kurtz L., ed. Encyclopedia of violence, peace, and conflict. 2nd ed. St. Louis: Mosby; 2008:2318–2330. Cowen, P. S. Child maltreatment: Developmental and health effects. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds. Current issues in nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:684–701. Cowen, P. S. Child neglect prevention: The pivotal role of nursing. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds. Current issues in nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:702–727. Dubowitz, H., Kim, J., Black, M. M., Weisbart, C., Semiatin, J., Magder, L. S. Identifying children at high risk for a child maltreatment report. Child Abuse and Neglect. 2011; 35(2):96–104. Scannapieco, M., Connell-Carrick, K. Understanding child maltreatment: An ecological and developmental perspective. New York: Oxford University Press; 2005. 6403 Apoio à Proteção contra Abuso: Parceiro no Lar Definição: I dentificação de relações domésticas de dependência de alto risco e ações para prevenir imposição possível ou adicional de dano físico, sexual ou emocional ou exploração de um parceiro no lar Atividades: • Investigar fatores de risco associados ao abuso doméstico (p.ex., história de violência doméstica, abuso, rejeição, críticas excessivas ou sentimentos de desvalia ou falta de amor; dificuldade em confiar nos outros ou sentimento de falta de apreciação pelos outros; sentimento de que pedir ajuda é um indicativo de incompetência pessoal; muitas necessidades de cuidados físicos; muitas responsabilidades de cuidados familiares; abuso de substâncias; depressão; doença psiquiátrica importante; isolamento social; relações insatisfatórias entre os parceiros domésticos; múltiplos casamentos; gravidez; pobreza; desemprego; dependência financeira; falta de moradia; infidelidade; divórcio ou morte de um ente querido) • Investigar sintomas de histórico de abuso doméstico (p.ex., numerosas lesões acidentais, múltiplos sintomas somáticos, dor abdominal crônica, dores de cabeça crônicas, dor pélvica, ansiedade, depressão, síndrome do estresse pós-traumático e outros transtornos psiquiátricos) • Monitorar sinais e sintomas de abuso físico (p. ex., múltiplas lesões em diferentes estágios de cicatrização; lacerações, contusões ou equimoses não explicadas; partes do couro cabeludo sem cabelo; marcas de conteção nos punhsos ou tornozelos; contusões “defensivas” nos antebraços; marcas de mordidas humanas) • Monitorar sinais e sintomas de abuso sexual (p. ex., presença de sêmen ou sangue seco, lesão na genitália externa, doenças sexualmente transmissíveis, ou mudanças dramáticas de comportamento ou de saúde de etiologia indeterminada) • Monitorar sinais e sintomas de abuso emocional (p. ex., baixa autoestima, depressão, humilhação e fracasso; comportamento excessivamente cauteloso em torno de parceiro, autoagressão ou gestos suicidas) • Monitorar sinais e sintomas de exploração (p. ex., provisão insuficiente para as necessidades básicas quando os recursos adequados estão disponíveis, privação de bens pessoais, perda inexplicável de cheques de suporte social, falta de conhecimento sobre finanças pessoais ou assuntos legais) • Documentar evidência de abuso físico ou sexual, usando instrumentos padronizados e fotografias • Ouvir com atenção o indivíduo que começa a falar bre os próprios problemas • Identificar inconsistências na explicação da causa da(s) lesão(ões) • Determinar coerência entre o tipo de lesão e a descrição de sua causa • Entrevistar o paciente ou conhecidosobre a suspeita de abuso na ausência do parceiro • Encorajar a internação hospitalar para observação e investigação adicionais, conforme apropriado • Monitorar as interações entre os parceiros e registrar as observações, conforme apropriado (p. ex., registrar o horário e a duração das visitas dos parceiros durante a hospitalização, reações insuficientes ou exageradas do parceiro) • Monitorar o indivíduo quanto à obediência exagerada, como submissão passiva a procedimentos hospitalares • Monitorar a deterioração progressiva do estado físico e emocional dos indivíduos • Monitorar visitas repetidas à clínica, setor de emergência ou consultório médico por problemas menores • Estabelecer um sistema de marcação nos prontuários de crianças que supostamente vítimas de abuso ou negligência • Fornecer afirmação positiva de valor • Encorajar a expressão de preocupações e sentimentos que podem incluir medo, culpa, vergonha e autorresponsabilização • Fornecer suporte para empoderar as vítimas a agir e fazer mudanças que evitem vitimização adicional • Auxiliar os indivíduos e famílias a desenvolverem estratégias de enfrentamento de situações estressantes • Auxiliar os indivíduos e famílias a avaliar objetivamente os pontos fortes e fracos dos relacionamentos • Encaminhar os indivíduos em risco de abuso ou que tenham sofrido abuso a especialistas e serviços apropriados (p. ex., enfermeira de saúde pública, serviço social, aconselhamento, assistência jurídica) • Encaminhar parceiro abusivo a especialistas e serviços apropriados • Fornecer informações confidenciais sobre abrigos para casos de violência doméstica, conforme apropriado • Iniciar o desenvolvimento de um plano de segurança a ser usado em caso de aumento da violência • Relatar todas as situações de suspeita de abuso, em atendimento à legislação de notificação mandatória • Iniciar programas de educação comunitária destinados a diminuir a violência • Monitorar o uso de recursos da comunidade 3ª edição de 2000; revisada em 2004, 2013 Leituras Sugeridas: Boursnell, M., Prosser, S. Increasing identification of domestic violence in emergency departments: A collaborative contribution to increasing the quality of practice of emergency nurses. Contemporary Nurse. 2010; 35(1):35–46. Garcia-Moreno, C., Heise, L., Jansen, H., Ellsberg, M., Watts, C. Violence against women. Science. 2005; 310(5752):1282– 1283. Klein, A. R. Practical implications of current domestic violence research: For law enforcement, prosecutors and judges. Washington, DC: National Institute of Justice; 2009. Pillitteri, A. Maternal and child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2007. Smith, J. S., Rainey, S. L., Smith, K. R., Alamares, C., Grogg, D. Barriers to the mandatory reporting of domestic violence encountered by nursing professionals. Journal of Trauma Nursing. 2008; 15(1):9–11. Taylor, J. Y. Care of African American women survivors of intimate partner violence. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds. Current issues in nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:727–731. 6408 Apoio à Proteção contra Abuso: Religioso Definição: I dentificação de relações de controle religioso e ações de alto risco para prevenir submisão a danos físicos, sexuais ou emocionais e/ou exploração Atividades: • Identificar indivíduos dependentes de um “líder” religioso devido a desenvolvimento religioso prejudicado ou alterado, prejuízo mental ou emocional, depressão, abuso de substâncias, falta de recursos sociais ou questões financeiras • Identificar padrões de comportamento, pensamento e sentimentos em que uma pessoa vivencia “controle sobre” sua jornada religiosa por outro indivíduo • Identificar histórico de abuso religioso e/ou ritual da igreja/família, resolução de problemas