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Classificação das Intervenções de
Enfermagem (NIC)
6ª EDIÇÃO
Gloria M. Bulechek, PhD, RN, FAAN
Professor Emerita
The University of Iowa
College of Nursing
Iowa City, Iowa
Howard K. Butcher, PhD, RN
Associate Professor
The University of Iowa
College of Nursing
Iowa City, Iowa
Joanne M. Dochterman, PhD
Professor Emerita
The University of Iowa
College of Nursing
Iowa City, Iowa
Cheryl M. Wagner, PhD, MBA/MSN, RN
Associate Dean
American Sentinel University
MSN Programs
Aurora, Colorado
Sumário
Capa
Folha de rosto
Página de créditos
Supervisão da Revisão Científica
Prefácio
Pontos Fortes da Classificação das Intervenções de Enfermagem
Agradecimentos
Lista de Reconhecimento, Sexta Edição
Fellows — Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness
Organizações que Contribuíram para o Desenvolvimento da NIC
Definições dos Termos
Como Encontrar uma Intervenção
Parte Um: Visão Geral da NIC
Capítulo Um: Entendendo a NIC
Capítulo Um: Entendendo a NIC
Descrição da NIC
Classificação relacionada: classificação dos resultados de enfermagem
Center for nursing classification & clinical effectiveness
Perguntas que ocasionalmente surgem sobre a NIC
Resumo
Capítulo Dois: Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa
Utilização da nic na prática
Uso da NIC na educação
Uso da NIC na pesquisa
Resumo
Parte Dois: Taxonomia das Intervenções de Enfermagem
Visão Geral da Taxonomia NIC
Parte Três: A Classificação
A
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Parte Quatro: Intervenções Essenciais para as Áreas de Especialidades de
Enfermagem
Intervenções Essenciais para as Áreas de Especialidades de Enfermagem
Enfermagem Ambulatorial
Enfermagem Corretiva
Enfermagem de Bordo
Enfermagem de Cuidados Críticos
Enfermagem Dermatológica
Enfermagem em Cirurgia Plástica
Enfermagem em Cuidados Paliativos
Enfermagem em Diabetes
Enfermagem em Genética
Enfermagem em HIV/AIDS
Enfermagem em Neurociências
Enfermagem em Oncologia Pediátrica
Enfermagem em Saúde Domiciliar
Enfermagem em Saúde Ocupacional
Enfermagem em Transplante
Enfermagem Endovenosa
Enfermagem Escolar
Enfermagem Forense
Enfermagem Gastroenterológica
Enfermagem Gerontológica
Enfermagem Holística
Enfermagem Médico-Cirúrgica
Enfermagem na Anestesia
Enfermagem na Dependência Química e Adição
Enfermagem na Emergência
Enfermagem na Incapacidade Desenvolvimental
Enfermagem na Lesão da Coluna Espinal
Enfermagem na Psiquiatria da Criança e do Adolescente
Enfermagem na Psiquiatria/Saúde Mental
Enfermagem na Reabilitação
Enfermagem na Saúde da Mulher
Enfermagem na Saúde Escolar
Enfermagem na Saúde Pública e Comunitária
Enfermagem Nefrológica
Enfermagem Neonatal
Enfermagem no Controle à Infecção e na Epidemiologia
Enfermagem no Controle da Dor
Enfermagem no Parto
Enfermagem Obstétrica
Enfermagem Oftálmica
Enfermagem Oncológica
Enfermagem Ortopédica
Enfermagem Otorrinolaringológica e de Cabeça/Pescoço
Enfermagem Paroquial
Enfermagem Pediátrica
Enfermagem Perioperatória
Enfermagem Radiológica
Enfermagem Urológica
Enfermagem Vascular
Parte Cinco: Tempo Estimado e Nível de Formação Necessário para a
Realização das Intervenções NIC
Tempo Estimado e Nível de Formação Necessário para a Realização das Intervenções
NIC
Parte Seis: Ligações entre as Intervenções da NIC e os Diagnósticos da
NANDA-I
Introdução
Introdução
Introdução às ligações com a NANDA-I
A
Amamentação Ineficaz
Amamentação Interrompida
Ansiedade
Ansiedade Relacionada à Morte
Atividade de Recreação Deficiente
Atraso no Crescimento e no Desenvolvimento
Autocontrole Ineficaz da Saúde
Automutilação
Autonegligência
B
Baixa Autoestima Crônica
Baixa Autoestima Situacional
C
Campo de Energia Perturbado
Capacidade Adaptativa Intracraniana Diminuída
Capacidade de Transferência Prejudicada
Comportamento de Saúde Propenso a Risco
Comportamento Desorganizado do Lactente
Comunicação Verbal Prejudicada
Conflito de Decisão
Conflito no Papel de Pai/Mãe
Conforto Prejudicado
Confusão Aguda
Confusão Crônica
Conhecimento Deficiente
Constipação
Constipação percebida
Contaminação
Controle de Impulsos Ineficaz
Controle Familiar Ineficaz do Regime Terapêutico
D
Deambulação Prejudicada
Débito Cardíaco Diminuído
Deficit no Autocuidado para Alimentação
Deficit no Autocuidado para Banho
Deficit no Autocuidado para Higiene Íntima
Deficit no Autocuidado para Vestir-se
Deglutição Prejudicada
Dentição Prejudicada
Desempenho de Papel Ineficaz
Desesperança
Desobstrução Ineficaz de Vias Aéreas
Diarreia
Disfunção Sexual
Disposição para Amamentação Melhorada
Disposição para Autoconceito Melhorado
Disposição para Autocontrole da Saúde Melhorado
Disposição para Bem-estar Espiritual Melhorado
Disposição para Comunicação Melhorada
Disposição para Conhecimento Melhorado
Disposição para Eliminação Urinária Melhorada
Disposição para Enfrentamento Comunitário Melhorado
Disposição para Enfrentamento Familiar Melhorado
Disposição para Enfrentamento Melhorado
Disposição para Equilíbrio de Líquidos Melhorado
Disposição para Estado de Imunização Melhorado
Disposição para Melhora da Competência Comportamental do Lactente
Disposição para Melhora da Esperança
Disposição para Melhora da Tomada de Decisão
Disposição para Melhora do Autocuidado
Disposição para Melhora do Conforto
Disposição para Nutrição Melhorada
Disposição para Paternidade ou Maternidade Melhorada
Disposição para Poder Melhorado
Disposição para Processo de Criação de Filhos Melhorado
Disposição para Processos Familiares Melhorados
Disposição para Relacionamento Melhorado
Disposição para Religiosidade Melhorada
Disposição para Resiliência Melhorada
Disposição para Sono Melhorado
Disreflexia Autonômica
Distúrbio na Imagem Corporal
Distúrbios da Identidade Pessoal
Dor Aguda
Dor Crônica
E
Eliminação Urinária Prejudicada
Enfrentamento Comunitário Ineficaz
Enfrentamento Defensivo
Enfrentamento Familiar Comprometido
Enfrentamento Familiar Incapacitado
Enfrentamento Ineficaz
Estilo de Vida Sedentário
F
Fadiga
Falta de Adesão
H
Hipertermia
Hipotermia
I
Icterícia Neonatal
Incontinência Intestinal
Incontinência Urinária de Esforço
Incontinência Urinária de Urgência
Incontinência Urinária Funcional
Incontinência Urinária por Transbordamento
Incontinência Urinária Reflexa
Insônia
Insuficiência na Capacidade do Adulto para Melhorar
Integridade da Pele Prejudicada
Integridade Tissular Prejudicada
Interação Social Prejudicada
Intolerância à Atividade
Isolamento Social
L
Leite Materno Insuficiente
M
Manutenção do Lar Prejudicado
Manutenção Ineficaz da Saúde
Medo
Memória Prejudicada
Mobilidade com Cadeira de Rodas Prejudicada
Mobilidade Física Prejudicada
Mobilidade no Leito Prejudicada
Motilidade Gastrointestinal Disfuncional
Mucosa Oral Prejudicada
N
Náusea
Negação Ineficaz
Negligência Unilateral
Nutrição Desequilibrada: Mais do que as Necessidades Corporais
Nutrição Desequilibrada: Menos do que as Necessidades Corporais
P
Padrão de Sexualidade Ineficaz
Padrão de Sono Prejudicado
Padrão Ineficaz de Alimentação do Lactente
Padrão Respiratório Ineficaz
Paternidade ou Maternidade Prejudicada
Perambulação
Perfusão Tissular Periférica Ineficaz
Pesar
Pesar Complicado
Planejamento de Atividade Ineficaz
Privação de Sono
Processo de Criação de Filhos Ineficaz
Processos Familiares Disfuncionais
Processos Familiares Interrompidos
Proteção Ineficaz
R
Recuperação Cirúrgica Retardada
Relacionamento Ineficaz
Religiosidade Prejudicada
Resiliência Individual Prejudicada
Resposta Alérgica ao Látex
Resposta Disfuncional ao Desmame Ventilatório
Retenção Urinária
Risco de Aspiração
Risco de Atraso no Desenvolvimento
Risco de Automutilação
Risco de Baixa Autoestima Crônica
Risco de Baixa Autoestima Situacional
Risco de Binômio Mãe-Feto Perturbado
Risco de Choque
Risco de Comportamento Desorganizado do Lactente
Risco de Confusão Aguda
Risco de Constipação
Risco de Contaminação
Risco de Crescimento Desproporcional
Risco de Desequilíbrio do Volume de Líquidos
Risco de Desequilíbrio Eletrolítico
Risco de Desequilíbrio na Temperatura Corporal
Risco de Dignidade Humana Comprometida
Risco de Disfunção Neurovascular Periférica
Risco de Disreflexia Autonômica
Risco de Distúrbios da Identidade Pessoal
Risco de Envenenamento
Risco de Função Hepática Prejudicada
Risco de Glicemia Instável
Risco de Icterícia Neonatal
Risco de Incontinência Urinária de Urgência
Risco de Infecção
Risco de Integridade da Pele Prejudicada
Risco de Intolerância à Atividade
Risco de Lesão
Risco de Lesão por Posicionamento Perioperatório
Risco de Lesão Térmica
Risco de Motilidade Gastrointestinal Disfuncional
Risco de Nutrição Desequilibrada: Mais do que as Necessidades Corporais
Risco de Olho Seco
Risco de Paternidade ouMaternidade Prejudicada
Risco de Perfusão Gastrointestinal Ineficaz
Risco de Perfusão Renal Ineficaz
Risco de Perfusão Tissular Cardíaca Diminuída
Risco de Perfusão Tissular Cerebral Ineficaz
Risco de Perfusão Tissular Periférica Ineficaz
Risco de Pesar Complicado
Risco de Planejamento de Atividade Ineficaz
Risco de Processo de Criação de Filhos Ineficaz
Risco de Quedas
Risco de Relacionamento Ineficaz
Risco de Religiosidade Prejudicada
Risco de Resiliência Comprometida
Risco de Resposta Adversa a Meio de Contraste com Iodo
Risco de Resposta Alérgica
Risco de Resposta Alérgica ao Látex
Risco de Sangramento
Risco de Sentimento de Impotência
Risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente
Risco de Síndrome do Desuso
Risco de Síndrome do Estresse por Mudança
Risco de Síndrome Pós-Trauma
Risco de Sofrimento Espiritual
Risco de Solidão
Risco de Sufocação
Risco de Suicídio
Risco de Tensão do Papel de Cuidador
Risco de Trauma
Risco de Trauma Vascular
Risco de Vínculo Prejudicado
Risco de Violência Direcionada a Outros
Risco de Violência Direcionada a Si Mesmo
Risco de Volume de Líquidos Deficiente
S
Saúde da Comunidade Deficiente
Sentimento de Impotência
Síndrome da Interpretação Ambiental Prejudicada
Síndrome do Estresse por Mudança
Síndrome do trauma de estupro
Síndrome pós-trauma
Sobrecarga de estresse
Sofrimento espiritual
Sofrimento moral
T
Tensão do Papel de Cuidador
Termorregulação Ineficaz
Tristeza Crônica
Troca de Gases Prejudicada
V
Ventilação Espontânea Prejudicada
Volume de Líquidos Deficiente
Volume de Líquidos Excessivo
Parte Sete: Apêndices
Apêndice A: Intervenções: Novas, Revisadas e Removidas desde a Quinta Edição
Apêndice B: Orientações para Submissão de uma Intervenção Nova ou Revisada
Apêndice C: Linha do Tempo e Pontos de Interesse da NIC
Apêndice D: Abreviações
Apêndice E: Edições e Traduções Anteriores
Índice
Portada
Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC)
O LOGOTIPO NIC
O logotipo NI C, que consiste em uma folha e uma árvore juntas, aparece abaixo e na
capa deste livro. Essa folha é uma réplica exata da original de uma árvore do Linnaeus
Botanical Garden, em Uppsala, Suécia. A folha foi apanhada, há muitos anos, por uma
artista que vivia nas proximidades do parque, para estampar um vaso que ela estava
fazendo. O vaso foi dado de presente a um dos membros da equipe de pesquisa, em 1990,
justamente quando estava à procura de um logotipo. Uma vez que a folha viera do
Linnaeus Garden, a equipe achou que seria um logotipo significativo, pois Carl Linnaeus
(1701-1778) foi o grande classificador que ordenou os reinos vegetal e animal. No
logotipo, a folha aparece junto a uma árvore, o símbolo universal da taxonomia.
P ermissões e L icenciamento
O uso de qualquer parte do NI C em qualquer publicação ou folheto impresso requer
permissão por escrito do editor. Favor enviar todas as solicitações de permissão por
escrito para:
Elsevier Global Rights
Langford Lane
Kidlington, Oxford OX5 1GB UNI TED KI NGD OM HYPERLI NK
mailto:healthpermissions@elsevier.com Fax: +44-1865-85-3333
Aguarde 4 a 6 semanas para processamento.
Qualquer uso eletrônico da NI C requer autorização. I nformações sobre autorização
mailto:healthpermissions@elsevier.com
podem ser obtidas enviando uma solicitação por escrito para Licensing D epartment,
Elsevier, 1600 J FK Blvd, Suíte 1800, Philadelphia, PA 19103 ou para HYPERLI NK
mailto:nicnoc@elsevier.com.
Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC)
6ª Edição
Autoras
Gloria M. Bulechek, PhD, RN, FAAN
Professor Emerita
The University of Iowa
College of Nursing
Iowa City, Iowa
Howard K. Butcher, PhD, RN
Associate Professor
The University of Iowa
College of Nursing
Iowa City, Iowa
Joanne M. Dochterman, PhD
Professor Emerita
The University of Iowa
College of Nursing
Iowa City, Iowa
Cheryl M. Wagner, PhD, MBA/MSN, RN
Associate Dean
American Sentinel University
MSN Programs
Aurora, Colorado
mailto:nicnoc@elsevier.com
Página de créditos
© 2016 Elsevier Editora Ltda.
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.
Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser
reproduzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos,
mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros.
ISBN: 978-85-352-6987-1
ISBN versão eletrônica: 978-85-352-6918-5
NURSING INTERVENTIONS CLASSIFICATION (NIC), SIXTH EDITION
Copyright © 2013 by Mosby, an imprint of Elsevier Inc.
Copyright © 2008, 2004, 2000, 1997 by Mosby, Inc., an affiliate of Elsevier Inc.
This translation of Nursing Interventions Classification (NIC), sixth edition, by Gloria M.
Bulechek, Howard K. Butcher, Joanne M. Dochterman, and Cheryl M. Wagner was
undertaken by Elsevier Editora Ltda and is published by arrangement with Elsevier Inc.
Esta tradução de Nursing Interventions Classification (NIC), sixth edition, de Gloria M.
Bulechek, Howard K. Butcher, Joanne M. Dochterman, and Cheryl M. Wagner foi
produzida por Elsevier Editora Ltda e publicada em conjunto com Elsevier Inc.
ISBN: 978-0-323-10011-3
Capa
Studio Creamcrackers – Aline Haluch
Editoração Eletrônica
Thomson Digital
Elsevier Editora Ltda.
Conhecimento sem Fronteiras
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informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar
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experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o
melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções
de segurança apropriadas.
Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores,
nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer
efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade,
negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer
métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado.
O Editor
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
C551
6. ed.
Classificação das intervenções em enfermagem (NIC) / Gloria M. Bulechek … [et. al.];
[tradução de Denise Costa Rodrigues]. - 6. ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
 25 cm.
 Tradução de: Nursing interventions classification (NIC)
 Inclui apêndice
 Inclui índice
 ISBN 978-85-352-6987-1
mailto:atendimento1@elsevier.com
http://www.elsevier.com.br
 1. Enfermagem - Classificação. I. Wagner, Cheryl M. II. Dochterman, Joanne M. III.
Butcher, Howard K.
15-27086 CDD: 610.73012
 CDU: 616-083
Supervisão da Revisão Científica
Alba Lucia Bottura Leite de Barros
Professora Titular da Universidade Federal de São Paulo
Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa “S istematizaçãoda Assistência de
Enfermagem” da
Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP
Revisão Científica
Camila Takáo Lopes
Enfermeira Graduada pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP)
Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP)
Doutora em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP
Enfermeira da UTI Adulto do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo
(HU-USP)
Heloísa Crisitina Quatrini Carvalho Passos Guimarães
D outora em Enfermagem e Pós-doutoranda pela Escola Paulista de Enfermagem da
UNIFESP
Enfermeira, Estomaterapeuta e Pesquisadora Científica Nível VI do I nstituto Lauro de
Souza Lima
Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em S istematização da Assistência de
Enfermagem da UNIFESP
Juliana de Lima Lopes
Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de São Paulo
Mestre em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem (UNIFESP)
Doutora em Ciências pela Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP
Professora Adjunta da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP
Vice-coordenadora do Grupo de Estudos, Pesquisa e Assistência “S istematização da
Assistência de Enfermagem” da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP
Tradução
Ângela Scarparo Caldo Teixeira
Especialista em Odontopediatria (FOP/UNICAMP)
Mestre em Materiais Dentários (FOP/UNICAMP)
Doutora em Odontopediatria (UFSC)
Professora Adjunta I da Faculdade de Odontologia do Polo Universitário de Nova
Friburgo da Universidade Federal Fluminense (FOUFF/NF)
Denise C. Rodrigues
Tradutora Especialista em Textos da Área de Saúde
Douglas Futuro
Médico Ortopedista – RJ
Isabela Bazzo
Mestre em Ciências Biológicas, D epartamento de Farmacologia, Universidade Estadual
de São Paulo (UNESP)
D outora em Medicina Veterinária, D epartamento de Reprodução Animal,
Universidade Estadual de São Paulo (UNESP)
Pós-doutorado em Medicina, D epartamento de Genética, Faculdade de Medicina de
Marília (FAMEMA)
Keila Carolina de O. Dutka Garcia
Médica Veterinária
Mestranda no Laboratório de Ornitopatologia, UNESP—Botucatu
Regina Machado Garcez
Graduada em Letras pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Pós-graduada em Inglês pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Certificado de Proficiência em Inglês (Cambridge-Inglaterra)
Soraya Imon de Oliveira
Biomédica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Especialista em I munopatologia e S orodiagnóstico pela Faculdade de Medicina da
UNESP
D outora em I munologia pelo I nstituto de Ciências Biomédicas da Universidade de S ão
Paulo (ICB-USP)
Taís Facina
Letra Certa Comunicação e Produção Editorial
Prefácio
A equipe da NI C foi fundada em 1987; portanto, com esta sexta edição, aproximamo-nos
de 30 anos de experiência com a padronização da linguagem de enfermagem. As edições
anteriores foram publicadas em 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008. J oanne McCloskey
D ochterman e Gloria M. Bulechek foram editoras em todas as seis edições. Howard K.
Butcher juntou-se na quinta edição, e damos boas-vindas a Cheryl M. Wagner como mais
uma editora nesta presente edição.
NI C é uma linguagem padronizada abrangente que descreve os tratamentos
executados por enfermeiros. Expandimos e revisamos a Classificação com esforços de
pesquisa continuada e sugestões da comunidade profissional. As características desta
edição são:
• Dois capítulos atualizados introduzem a classificação: o Capítulo 1 apresenta uma
revisão da NIC e aborda 21 perguntas que algumas vezes surgem sobre a NIC. O
Capítulo 2 enfoca a inserção e a utilização da NIC na prática, na educação e na
pesquisa. Cada um desses capítulos será interessante tanto para o novato como para
usuário experiente da NIC. Edições anteriores fornecem material que descreve o
início da NIC, em 1987, e a pesquisa para o desenvolvimento da classificação, não
incluídos nesta edição. O Apêndice C contém uma linha do tempo com destaques da
evolução da NIC.
• Nesta edição, há um total de 554 intervenções, dentre as quais 23 são novas e 128
intervenções previamente incluídas foram revisadas. (Veja o Apêndice A para a lista
de intervenções novas, revisadas e excluídas.) O formato de cada intervenção é o
mesmo das edições anteriores. Cada intervenção tem um título, uma definição, uma
lista de atividades que um enfermeiro pode fazer para efetuá-la na ordem lógica, uma
linha de fatos da publicação e uma pequena lista de leituras complementares. A
linguagem padronizada compreende o título e a definição que o acompanha. As
atividades podem ser selecionadas ou modificadas conforme necessário para atender
às necessidades específicas da população ou indivíduo. Assim, a NIC pode ser
utilizada para comunicar um significado comum em diferentes áreas, mas ainda
fornecer uma maneira para os enfermeiros individualizarem o cuidado. As leituras
complementares para muitas intervenções foram atualizadas nesta edição, com
alterações nas atividades efetuadas conforme indicado. As leituras complementares
não incluem, de modo algum, uma listagem completa de referências para qualquer
que seja a intervenção. Houve esforço para incluir diretrizes clínicas, quando
disponíveis, e livros-texto que fossem baseados em pesquisas. Eles representam
algumas das fontes utilizadas para o desenvolvimento das definições das
intervenções e da lista de atividades e comprovam que essas intervenções são usadas
por enfermeiros. Cada uma das intervenções tem um código numérico único para
auxiliar na informatização da NIC e facilitar o reembolso aos enfermeiros. A
Introdução contém uma página com dicas sobre como encontrar uma intervenção.
• A taxonomia da NIC, que foi incluída pela primeira vez na segunda edição, foi
atualizada de modo a conter todas as novas intervenções. A taxonomia, nesta edição,
como nas três anteriores, inclui sete domínios e 30 classes. A taxonomia, que aparece
na Parte Dois, ajuda os enfermeiros a localizar e escolher uma intervenção e fornece
uma estrutura que pode auxiliar na concepção curricular. (Para maiores detalhes,
verifique a visão geral da taxonomia NIC na p. 38.)
• Um recurso mantido desde a terceira edição são as intervenções essenciais para as
áreas de especialidade, que ajudam a definir a natureza da especialidade. Essas listas
de intervenções essenciais aparecem na Parte Quatro e foram atualizadas e ampliadas
nesta edição. A adição de cinco especialidades, incluindo Enfermagem em Diabetes,
Enfermagem em HIV/AIDS, Enfermagem em Casa de Repouso, Enfermagem em
Cirurgia Plástica e Enfermagem em Transplantes, perfaz um total de 49
especialidades, com intervenções essenciais. (Para maiores informações, verifique a
introdução às intervenções essenciais na p. 432.)
• A Parte Cinco desta edição traz, para todas as 554 intervenções, a estimativa de tempo
e o nível mínimo de formação que um profissional necessita para administrar com
segurança e competência cada intervenção (Introdução do tempo e da formação
prevista na p. 458).
• As ligações entre as intervenções NIC e os diagnósticos NANDA-I foram atualizadas
para esta edição e aparecem na Parte Seis. Na quinta edição, essas ligações haviam
sido disponibilizadas em um site. Devido às solicitações dos usuários, constam
novamente nesta sexta edição.
• Para a certeza de refletir a prática atual nesta edição, participaram da revisão e
atualização das intervenções mais de 60 enfermeiros, citados na Lista de
Reconhecimento na Introdução. As intervenções foram enviadas eletronicamente
para a revisão, que incluiu uma atualização de leituras complementares e adições à
lista de atividades e, em alguns casos, a revisão de definições. Foi um prazer receber
sugestões de novas intervenções, vindas de vários países. O Apêndice B contém as
diretrizes para submissão de intervenções novas ou revisadas.
• Esta edição contém uma lista de todas as edições anteriores e traduções da NIC
(Apêndice E). Edições anteriores incluíam uma bibliografia de publicações sobre a
NIC; no entanto, o número crescente de publicações de vários países dificultou a
tarefa de compilar uma bibliografia abrangente. Informações acerca de publicaçõestêm sido transferidas para o site do Center for Nursing Classification and Clinical
Effectiveness (www.nursing.uiowa.edu/cnc).
Em resumo, a NI C capta as intervenções realizadas por todos os enfermeiros. Tal como
no passado, todas as intervenções incluídas na NI C destinam-se a ser clinicamente úteis,
embora algumas sejam mais gerais do que outras. Uma vez que as intervenções
englobam uma ampla gama de práticas de enfermagem, não se poderia esperar a
http://www.nursing.uiowa.edu/cnc
realização de todas as intervenções indicadas aqui, ou mesmo uma grande porção.
Muitas das intervenções requerem formação especializada e algumas não podem ser
feitas sem certificação apropriada. Outras intervenções descrevem medidas básicas de
higiene e conforto que, em alguns casos, podem ser delegadas aos auxiliares de
enfermagem, mas, ainda assim, necessitam ser planejadas e avaliadas pelos enfermeiros.
As utilizações da NIC incluem os seguintes:
• Ajuda a demonstrar o impacto que os enfermeiros têm no sistema de prestação de
cuidados de saúde.
• Padroniza e define a base de conhecimento para os currículos e a prática de
enfermagem.
• Facilita a escolha adequada de uma intervenção de enfermagem.
• Facilita a comunicação dos tratamentos de enfermagem para outros enfermeiros e
demais profissionais.
• Permite que pesquisadores examinem a eficácia e o custo dos cuidados de
enfermagem.
• Auxilia os educadores a desenvolver currículos que articulem-se melhor com a prática
clínica.
• Facilita o ensino de tomada de decisão clínica aos enfermeiros novatos.
• Auxilia administradores no planejamento de pessoal e no equipamento necessário de
forma mais eficaz.
• Promove o desenvolvimento de um sistema de reembolso para os serviços de
enfermagem.
• Facilita o desenvolvimento e uso de sistemas de informação de enfermagem.
• Comunica a natureza da enfermagem para o público.
Quando a linguagem padronizada é usada para documentar a prática, pode-se
comparar e avaliar a eficácia dos cuidados prestados em múltiplos contextos por
diferentes profissionais. O uso de linguagem padronizada não inibe nossa prática, mas
sim comunica a essência dos cuidados de enfermagem aos outros, e ajuda-nos a melhorar
a nossa prática por meio da pesquisa. O desenvolvimento e a utilização dessa
Classificação contribuem para o avanço do conhecimento de enfermagem, facilitando
ensaios clínicos de intervenções de enfermagem. Acreditamos que o contínuo
desenvolvimento e o uso dessa Classificação ajudam no avanço do conhecimento de
enfermagem e nos esforços da enfermagem em ganhar mais voz no cenário da política de
saúde. Nós continuamos a acolher o seu retorno e aguardamos sugestões ansiosamente.
Gloria M. Bulechek
Howard K. Butcher
Joanne M. Dochterman
Cheryl M. Wagner
Pontos Fortes da Classificação das
Intervenções de Enfermagem
• Abrangente — A NIC inclui toda a gama de intervenções de enfermagem para a prática
geral, bem como para as áreas de especialidades. Incluem-se intervenções fisiológicas
e psicossociais, prevenção e tratamento de doenças, promoção da saúde, intervenções
para indivíduos, famílias e comunidades e cuidado indireto. Tanto intervenções
independentes como colaborativas estão incluídas, podendo ser utilizadas em
qualquer cenário da prática, independentemente da orientação filosófica.
• Baseada em pesquisas — A pesquisa para o desenvolvimento da NIC utilizou-se da
abordagem multimétodos, incluindo análise de conteúdo, aplicação de questionários
a especialistas, revisão de grupo focal, análise de similaridades, agrupamento
hierárquico, escalonamento multidimensional e testes em campos clínicos. A
pesquisa inicial foi parcialmente financiada pelo National Institutes of Health e o
National Institute of Nursing Research. Há um trabalho contínuo para atualização da
classificação, com base na opinião de especialistas e publicações científicas.
• Desenvolvida indutivamente com base na prática existente — As fontes originais incluem
livros-texto didáticos atualizados, manuais de planejamento de cuidados e sistemas
de informação em enfermagem da prática clínica, acrescidos da expertise clínica dos
membros da equipe e especialistas de cada uma das áreas da prática. As adições e as
melhoras são resultado das sugestões dos usuários e dos colegas revisores.
• Reflete a prática clínica e pesquisas atuais — Todas as intervenções são acompanhadas
por uma lista de leituras complementares que apoiam o desenvolvimento da
intervenção. Todas as intervenções foram revistas por especialistas na prática clínica,
e muitas, ainda, por relevantes organizações de especialistas na prática clínica. Um
processo de pareceres é usado para incorporar as sugestões dos usuários na prática.
• Tem uma estrutura de organização fácil de usar (domínios, classes, intervenções e
atividades) — Todos os domínios, classes e intervenções têm definições. Princípios
foram estabelecidos para manter a coerência e coesão na Classificação; as
intervenções são codificadas numericamente.
• Utiliza linguagem clara e clinicamente significativa — Do início ao fim desta obra, a
linguagem selecionada é a mais útil na prática clínica. A linguagem reflete clareza em
questões conceituais, incluindo apenas as intervenções, e não diagnósticos ou
resultados.
• Apresenta estrutura e processo estabelecidos para refinamento contínuo — Sugestões para
melhoras de usuários ao redor do mundo são aceitas. O refinamento contínuo da NIC
é facilitado pelo Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness,
estabelecido na College of Nursing da University of Iowa, em 1995, pelo Conselho de
Regentes de Iowa.
• Passou por testes de campo — O processo de implementação foi inicialmente estudado
em cinco campos que representam os vários locais nos quais os cuidados de
enfermagem ocorrem. Centenas de outras agências clínicas e de ensino também estão
implantando a Classificação, e passos para a implementação foram desenvolvidos
para ajudar nesse processo de mudança.
• Acessível por meio de inúmeras publicações e mídia — Além da própria classificação,
numerosos artigos e capítulos têm sido publicados desde 1990. Livros, revisões e
publicações sobre o uso e o valor da NIC atestam o significado desse trabalho. Um
vídeo foi feito sobre o início do desenvolvimento da NIC. A Elsevier publica um
boletim informativo trimestral e administra uma página na rede social Facebook, para
manter as pessoas a par dos desenvolvimentos recentes.
• Ligada a outras classificações de enfermagem — As ligações entre a NIC e os diagnósticos
NANDA-I são apresentadas na Parte 6 deste livro, para auxiliar na tomada das
decisões clínicas. A terceira edição de um livro que liga os resultados da Classificação
dos Resultados de Enfermagem (NOC) e intervenções NIC aos diagnósticos
NANDA-I e outras condições clínicas também encontra-se disponível, pela Elsevier.
Edições anteriores da NIC eram vinculadas aos problemas do Sistema Omaha, aos
resultados da NOC, aos Protocolos de Avaliação Residente (RAP) para cuidados de
longo prazo, e ao OASIS (Outcome and Assessment Information Set) para cuidados de
saúde em domicílio.
• Reconhecida nacionalmente nos Estados Unidos da América — A NIC é reconhecida pela
American Nurses Association, incluída na National Library of Medicine’s Metathesaurus
for a Unified Medical Language, faz parte dos índices da CINAHL, é mapeada no
SNOMED (Systematized Nomenclature of Medicine) e está registrada no HL7 (Health
Level 7 International).
• Desenvolvida na mesma universidade que a classificação de resultados — A NOC dos
resultados dos pacientes sensíveis à prática de enfermagem também foi desenvolvida
em Iowa. Ambas, NIC e NOC, situam-se no Center for Nursing Classification and
Clinical Effectiveness (www.nursing.uiowa.edu/cnc).
• Incluída em um número crescente de fornecedores de softwares de sistemas de informações
clínicas — O SNOMED incluiu a NIC em seu sistema de registro multidisciplinar.
Vários fornecedores licenciaram a NIC para inclusão em seus softwares, voltados tanto
para contextoshospitalares quanto comunitários, para profissionais generalistas ou
especialistas.
• Uso mundial — A NIC é uma classificação de intervenções de enfermagem com 20
anos de uso em vários países. Traduções estão concluídas, ou em andamento, nos
seguintes idiomas: chinês, holandês, francês, alemão, islandês, italiano, japonês,
coreano, norueguês, português e espanhol.
http://www.nursing.uiowa.edu/cnc
Agradecimentos
Nada dessa magnitude é feito sozinho. Assim como nas edições anteriores, gostaríamos
de agradecer a ajuda de uma variedade de fontes:
Às pessoas e aos grupos que submeteram sugestões de novas intervenções ou
revisaram as intervenções e aqueles que analisaram as submissões. I sto inclui os “Center
Fellows”, com diferentes expertises, e os colegas revisores, que doam seu tempo e
expertise. Essa classificação é aprimorada continuamente, para melhor refletir a prática
clínica e melhores práticas, com a participação de muitos profissionais. Os nomes dos
colaboradores nas mudanças desta edição constam na lista de reconhecimento, nas
páginas de apresentação.
À University of I owa College of Nursing, pelo apoio ao Center for Nursing
Classification and Clinical Effectiveness, fundado em 1995 para facilitar o
desenvolvimento da NI C e da NOC, então em andamento. O apoio dos colaboradores
tem criado um fundo de doação na University of I owa Foundation, que dará apoio
permanente para a continuidade e manutenção da Classificação.
À nossa editora, Sandra Clark, na Mosby/Elsevier, que já orienta essa classificação há
duas edições. Agradecemos também aos seus associados Michael Wisniewski, ex-diretor
de Licenciamento em Vendas, e Karen D elany, especialista em licenciamento, por seu
trabalho circunspecto com fornecedores e agências, que estão migrando a enfermagem
para o mundo eletrônico. Agradecemos também à Karen D elany, pela produção do
Boletim NI C/NOC e manutenção da página do Facebook, que nos ajuda a trazer novas
informações para a comunidade profissional.
À ajuda de Sharon Sweeney, Coordenadora do Center for Nursing Classification and
Clinical Effectiveness na College of Nursing, University of I owa, que auxiliou as reuniões
da equipe da NI C, o processo de revisão e manteve os documentos eletrônicos. Este foi
um complicado e demorado trabalho que ela desempenhou bem. Apreciamos muito
também o auxílio da doutoranda Meghan McGonigal-Kenney e de Tess J udge-Ellis,
professor clínico associado, por reverem e revisarem as intervenções.
À NAND A I nternacional e aos pesquisadores da NOC, por sua contínua cooperação,
por meio da Aliança NNN (NAND A-I , NOC e NI C) em trabalhar juntos, facilitando as
ligações entre os diagnósticos NAND A-I , intervenções NI C e os resultados NOC e a
implementação de linguagem padronizada na prática.
À resposta entusiasmada à Classificação de muitos dos enfermeiros nos Estados
Unidos, e ao redor do mundo, que estão usando a NI C de diversas maneiras — para
documentar a sua prática, para ajudar os alunos a aprender a planejar cuidados de
enfermagem, a organizar livros de enfermagem e para conduzir pesquisas. As
solicitações de profissionais e estudantes têm resultado na inclusão da linguagem
padronizada em softwares clínicos e educacionais.
Lista de Reconhecimento, Sexta Edição
As seguintes pessoas contribuíram para esta edição da NI C de várias maneiras. Algumas
submeteram novas intervenções apresentadas para consideração ou sugeriram revisões
às intervenções existentes. Algumas auxiliaram no processo de revisão das adições,
revisões ou exclusões da classificação. Outras submeteram exemplos de como
implementaram a NI C na prática ou no ensino. D e qualquer forma, todos contribuíram
valiosamente para os usuários da NIC.
Deborah K. Bahe, Health Services Provider, University of I owa Health Care, I owa City,
Iowa
Jessica Block, Nursing Instructor, Kirkwood Community College, Cedar Rapids, Iowa
T om Blodge , Lecturer, The University of I owa College of Nursing, and S taffNurse,
University of Iowa Hospitals and Clinics, Iowa City, Iowa
Nicole Petsas Blodge , D octoral S tudent, The University of I owa College of Nursing,
Iowa City, Iowa
Jane Brokel, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa City,
Iowa
Mary Clarke, D irector, Nursing Practice, Research and I nnovation Management,
Genesis Medical Center, Davenport, Iowa
Rose Constantino, Associate Professor, University of Pi sburgh School of Nursing,
Pittsburgh, Pennsylvania
Kennith Culp, Professor, The University of Iowa College of Nursing, Iowa City, Iowa
Sheri Cutler, Nursing Content Analyst, McKesson Provider Technologies,
Westminster, Colorado
Jeane e Daly, Associate Research Scientist, University of I owa Hospitals and Clinics
Department of Family Medicine, Iowa City, Iowa
Martha Driessnack, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing,
Iowa City, Iowa
Kristi Febus, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City,
Iowa
Susanna Funk, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa
City, Iowa
Vicente de la Osa Garcia, Supervising Nursing, Clinical Unit D epartment of
Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain
Sue Gardner, Associate Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa
City, Iowa
Joe Greiner, Advanced Practice Nurse, University of I owa Hospitals and Clinics, I owa
City, Iowa
Elem Kocaçal Güler, Research Assistant, Fundamentals of Nursing D epartment, Ege
University School of Nursing, Bornova Izmir, Turkey
Andrew Hanson, Staff Nurse, Froedtert Hospital, Milwaukee, Wisconsin
Laura K. Hart, Associate Professor Emerita, The University of I owa College of Nursing,
Iowa City, Iowa
Helen Heiskell, Assistant Professor, South University College of Nursing, S avannah,
Georgia
Deborah Hubbard, Nursing Clinical Specialist, University of I owa Health Care, I owa
City, Iowa
Stacey Huynh, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa
City, Iowa
Todd Ingram, Assistant Professor Clinical, The University of I owa College of Nursing,
Iowa City, Iowa
Benjamin J . Jaggers, S taff Nurse, University of I owa Hospitals and Clinics Geriatric
Psychiatry, Iowa City, Iowa
Tess Judge-Ellis, Associate Professor Clinical, The University of I owa College of
Nursing, Iowa City, Iowa
Clare E. Kasse-Katuramu, Cambridge Health Alliance Whidden Memorial Hospital,
Everett, Massachusetts
Teresa Kelechi, Associate Professor, Medical University of S outh Carolina College of
Nursing, Charleston, South Carolina
María Rosario J iménez León, D iplomado en enfermería, Hospitales Universitarios
Virgen del Rocío, Seville, Spain
Ángela Cejudo López, Enfermera Gestora de Casos de Atención Primaria, S eville,
Spain
Begoña López López, Associate Care D irection Liaison Nursing, Sanitary D istrict of
Primary Health Care of Seville, Seville, Spain
Rosairo López López, Nursing S taff, Bone Marrow Transplantation Unit, D epartment
of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio, Seville, Spain
Juan Mateu Lorenzo, Head of Nursing for Emergency and Radiology S ervices, Hospital
ASEPEYO Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Spain
T homas J . Loveless, Coordinator of the Adult Nurse Practitioner Program, Thomas
Jefferson University School of Nursing, Philadelphia, Pennsylvania
Der-Fa Lu, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa City,
Iowa
Francisco José Márquez Malaver, Nursing S taff, Bone Marrow Transplantation Unit,
D epartment of Hematology and Hemotherapy, University Hospital Virgen del Rocio,
Seville, Spain
Ana Eva Granados Matute, S upervisora Unidad de Coordinación Cuidados
Interniveles, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain
Meghan McGonigal-Kenney, S tudent Research Assistant, The University of I owa
College of Nursing, Iowa City,Iowa
Dorothy Me , Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa
City, Iowa
Pamela Nelson, Clinical Nurse S pecialist, Assistant Professor, Mayo School of
Medicine, Rochester, Minnesota
David G. O’Dell, Graduate Program D irector, South University, West Palm Beach,
Florida
Abbey Pachter, Program D irector, South University College of Nursing, Virginia
Beach, Virginia
Montserrat Cordero Ponce, D iplomada en Enfermería, Hospital D uques D el I nfantado
Virgen del Rocío, Seville, Spain
Rebecca Porter, D octoral S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa
City, Iowa
Eugenio Coll del Rey, Nurse, University Hospital Virgen de las Nieves de Granada,
Spain
Marcia E. Ring, Assistant Professor, University of Vermont College of Nursing and
Health Sciences, Burlington Vermont
Cheryl Rodgers, Nursing Instructor, South University, Richmond, Virginia
Libby Rollinson, D irector, Content Solutions, McKesson Provider Technologies,
Westminster, Colorado
Serafín Fernández Salazar, Hospital de Alta Resolución S ierra de S egura, Empresa
Pública Hospital Alto Guadalquivir, Jaén, Spain
Isabel María Romero Sánchez, D iplomada en Enfermería, Hospital D uques del
Infantado, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain
Lisa Segre, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing, I owa City,
Iowa
Jamie Smith, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa City,
Iowa
Sashi Solomon, Graduate S tudent, The University of I owa College of Nursing, I owa
City, Iowa
Victoria Steelman, Assistant Professor, The University of I owa College of Nursing,
Iowa City, Iowa
Elaine E. Steinke, Professor, Wichita State University, Wichita, Kansas
Ruth Swart, I nstructor, Clinical S imulation Learning Center, University of Calgary
Faculty of Nursing, Calgary, Alberta, Canada
Mary P. Tarbox, Professor and Chair, Mount Mercy University D epartment of Nursing,
Cedar Rapids, Iowa
Holly Toomey, D irector, Nursing S olutions Product Management, McKesson Provider
Technologies, Westminster, Colorado
Sharon Tucker, D irector, Nursing Research & EBP, D epartment of Nursing & Patient
Care Services, University of Iowa Hospitals & Clinics, Iowa City, Iowa
José Carlos Bellido Vallejo, S urgical Area Nurse, J aén Hospital Complex, J aén-
Andalusia-Spain
Juan Carlos Quero Vallejo, S urgical Area S upervisor, J aén Hospital Complex, J aén-
Andalusia-Spain
Mercedes Barroso Vázquez, Coordinación de Gestión Clínica de Cuidados, Unidad de
Coordinación Asistencial, Hospitales Universitarios Virgen del Rocío, Seville, Spain
Bonnie J . Wakefield, Associate Research Professor, S inclair S chool of Nursing,
University of Missouri, Columbia, Missouri
Nancy Walker, Functional Analyst, Horizon Expert Plan, McKesson Provider
Technologies, Westminster, Colorado
Fellows — Center for Nursing
Classification & Clinical Effectiveness
O Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness (CNC), da College of
Nursing, University of I owa, tem um programa de fellows. O Fellows, Center for Nursing
Classification & Clinical Effectiveness é designado àqueles que contribuem
significativamente para a atualização, manutenção e implementação da NI C e da NOC.
Esses indivíduos têm contribuído ativamente com o Centro e incluem membros da
equipe de pesquisa, o pessoal de agências de cooperação, professores aposentados e
professores visitantes. Estudantes em seu último ano de doutorado, e que fizeram
contribuições substanciais para o trabalho do CNC, são elegíveis.
O s Fellows doam uma parte de seu tempo executando alguma das atividades do
Centro. Eles estão disponíveis como pessoas de recurso para tais atividades, como:
revisões ad hoc sobre propostas de novas intervenções e resultados, participando de
equipes ou reuniões, trabalhando em um comitê de planejamento de conferências,
revisando projetos de monografias, participando de atividades de escrita para solicitação
de recursos financeiros e aconselhando o atual conselho de desenvolvimento da
classificação. O período de participação de um Fellow é de até 3 anos, ou um tempo
menor, dependendo da necessidade (p. ex., professor-visitante).
As seguintes pessoas estão trabalhando como Fellows, desde 1° de julho de 2012:
Mary Ann Anderson, Associate Professor, University of Illinois, College of Nursing, Quad Cities Regional
Program, Moline, IL
Ida Androwich, Professor, Loyola University, School of Nursing, Chicago, IL
Sandra Bellinger, Retired, Trinity College of Nursing & Health Sciences, Rock Island, IL
Sharon Eck Birmingham, Chief Nursing Executive, Clairvia Business Unit, Cerner Corporation, Durham,
NC
Veronica Brighton, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing
Jane Brokel, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing
Gloria Bulechek, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing
Lisa Burkhart, Associate Professor, Loyola University, School of Nursing, Chicago, IL
Howard Butcher, Associate Professor, University of Iowa, College of Nursing
Jill Scott-Cawiezell, Professor and Associate Dean for Academic Affairs, University of Iowa, College of
Nursing
Teresa Clark, Advance Practice Nurse, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics
Mary Clarke, Director of Nursing Practice, Research, and Innovation, Genesis Medical Center, Davenport, IA
Deborah Conley, Gerontological Clinical Nurse Specialist, Nebraska Methodist Hospital, Omaha, NE
Elaine Cook, Assistant Professor, Mount Mercy University, Cedar Rapids, IA
Sister Ruth Cox, Faculty, Kirkwood Community College, Cedar Rapids, IA
Martha Craft-Rosenberg, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing
Jeanette Daly, Associate Research Scientist, University of Iowa Hospitals and Clinics
Connie Delaney, Dean and Professor, University of Minnesota, School of Nursing, Minneapolis, MN
Janice Denehy, Associate Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing
Joanne M. Dochterman, Professor Emerita, College of Nursing, University of Iowa
Gloria Dorr, Advance Practice Nurse, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics
Mary Ann Fahrenkrug, Adjunct Faculty, Ambrose University, Davenport, IA
Joe Greiner, Advanced Practice Nurse, University of Iowa Hospitals and Clinics
Barbara Head, Assistant Professor Emerita, University of Nebraska Medical Center, College of Nursing,
Omaha, NE
Todd Ingram, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing
Gwenneth Jensen, Clinical Nurse Specialist, Sandford Health, Sioux Falls, SD
Marion Johnson, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing
Tess Judge-Ellis, Associate Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing Gail Keenan, Associate
Professor, Director Nursing Informatics Initiative, University of Illinois, College of Nursing, Chicago, IL
Peg Kerr, Associate Professor, Nursing Department Head, University of Dubuque, Dubuque, IA
Cathy Konrad, Faculty, Trinity College of Nursing & Health Sciences, Rock Island, IL
Marie Kozel, CARE Project Lead, Methodist Health System, Omaha, NE
Mikyoung Lee, Assistant Professor, Indiana University, School of Nursing, Indianapolis, IN
Sue Lehmann, Assistant Professor Clinical, University of Iowa, College of Nursing
Der-Fa Lu, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing
Meridean Maas, Professor Emerita, University of Iowa, College of Nursing
Paula Mobily, Associate Professor, University of Iowa, College of Nursing
Lou Ann Montgomery, Director Nursing Administration, Co-Director Nursing Clinical Education Center,
University of Iowa Hospitals and Clinics
Sue Moorhead, Associate Professor & Director, Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness,
Universityof Iowa, College of Nursing
Hye Jin Park, Assistant Professor, Florida State University, College of Nursing, Tallahassee, FL
Shelley-Rae Pehler, Associate Professor, University of Wisconsin- Eau Claire, Eau Claire, WI
Aleta Porcella, Clinical Nurse Specialist, Informatics, University of Iowa Hospitals and Clinics
Barb Rakel, Assistant Professor, College of Nursing, University of Iowa
David Reed, Associate, University of North Carolina, Cecil G. Sheps Center for Health Services Research,
Chapel Hill, NC
K. Reeder, Assistant Professor, Goldfarb School of Nursing at Barnes-Jewish College, St. Louis, MO
Debra Schutte, Associate Professor, Michigan State University, College of Nursing
Cindy Scherb, Professor, Winona State University, Graduate Programs in Nursing University Center
Rochester, Winona, MN
Lisa Segre, Assistant Professor, University of Iowa, College of Nursing
Margaret Simons, Diabetes Nurse Specialist, Iowa City VA Medical Center
Kelly Smith, Instructor Clinical, University of Iowa, College of Nursing
Janet Specht, Professor, College of Nursing, University of Iowa
Anita Stineman, Associate Professor Clinical, College of Nursing, University of Iowa
Elizabeth Swanson, Associate Professor, College of Nursing, University of Iowa
Mary Tarbox, Professor and Chair, Department of Nursing, Mt. Mercy University, Cedar Rapids, IA
Toni Tripp-Reimer, Professor, University of Iowa, College of Nursing
Hui-Chen Tseng, Postdoctoral Fellow, University of Utah, College of Nursing, Salt Lake City, UT
Sharon Tucker, Director, Nursing Research and Evidence-Based Practice, University of Iowa Hospitals and
Clinics
Bonnie Wakefield, Associate Research Professor, University of Missouri, Sinclair School of Nursing,
Columbia, MO
Cheryl M. Wagner, Associate Dean, American Sentinel University, MSN Programs, Aurora, CO
Ann Williamson, Associate Vice President for Nursing, UI Health Care and Chief Nursing Officer, University
of Iowa Hospitals and Clinics
Organizações que Contribuíram para o
Desenvolvimento da NIC
Enfermeiros de várias organizações de especialistas participaram do desenvolvimento e
validação da NIC, incluindo as instituições a seguir:
Academy of Medical-Surgical Nurses
Advocates for Child Psychiatric Nursing
American Academy of Ambulatory Care Nursing
American Association of Critical-Care Nurses
American Association of Diabetes Educators
American Association of Neuroscience Nurses
American Association of Nurse Anesthetists
American Association of Occupational Health Nurses
American Association of Spinal Cord Injury Nurses
American Board of Neuroscience Nurses
American College of Nurse-Midwives
American Holistic Nurses Association
American Nephrology Nurses Association
American Nurses Association
ANA Council on Gerontological Nursing
ANA Council on Maternal-Child Nursing
ANA Council on Psychiatric and Mental Health Nursing
American Psychiatric Nurses Association
American Radiological Nurses Association
American Society of Ophthalmic Registered Nurses, Inc.
American Society of Pain Management Nurses
American Society of Post-Anesthesia Nurses
American Urological Association Allied
Association for Practitioners in Infection Control
Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology, Inc.
Association of Child and Adolescent Psychiatric Nurses, Inc.
Association of Community Health Nursing Educators
Association of Nurses in AIDS Care
Association of Operating Room Nurses, Inc.
Association of Pediatric Oncology Nurses
Association of Rehabilitation Nurses
Association of Women’s Health, Obstetric and Neonatal Nurses
Dermatology Nurses Association
Developmental Disabilities Nurses Association
Drug and Alcohol Nursing Association, Inc.
Emergency Nurses Association
International Association for the Study of Pain
International Society of Nurses in Genetics
Intravenous Nurses Society
Midwest Nursing Research Society
NAACOG: The Organization for Obstetric, Gynecologic, Neonatal Nurses
National Association of Hispanic Nurses
National Association of Neonatal Nurses
National Association of School Nurses, Inc.
National Consortium of Chemical Dependency Nurses
National Flight Nurses Association
National Gerontological Nursing Association
National Nurses Society on Addictions
North American Nursing Diagnosis Association Oncology Nursing Society
Society for Education and Research in Psychiatric-Mental Health Nursing
Society for Peripheral Vascular Nursing
Society for Vascular Nursing
Society of Gastroenterology Nurses and Associates, Inc.
Society of Otorhinolaryngology and Head-Neck Nurses, Inc.
Society of Pediatric Nurses
Society of Urologic Nurses and Associates
Definições dos Termos
Termos da classificação
Intervenção de Enfermagem
Qualquer tratamento que, baseado em julgamento e conhecimento clínico, um enfermeiro
ponha em prática para intensificar os resultados do paciente. As intervenções de enfermagem
incluem tanto a assistência direta como a indireta; as assistências voltadas para
indivíduos, famílias e comunidade; e a assistência prestada em tratamentos iniciados
pelo enfermeiro, médico e outro prestador.
A intervenção de cuidado direto é um tratamento realizado por meio da interação direta
com o paciente. I ntervenções de cuidado direto incluem tanto ações fisiológicas e
psicossociais, como as ações manuais e as de natureza mais de apoio e aconselhamento.
A intervenção de cuidado indireto é um tratamento realizado a distância, mas favorecendo
o paciente ou o grupo de pacientes. As intervenções de cuidado indireto incluem ações
destinadas ao gerenciamento do ambiente de cuidado do paciente e colaboração
multidisciplinar. Essas ações apoiam a efetividade das intervenções de cuidados diretos.
A intervenção comunitária (ou de saúde pública) é direcionada para promover e preservar
a saúde das populações. I ntervenções comunitárias enfatizam a promoção e a
manutenção da saúde e prevenção de doenças populacionais, e incluem estratégias para
lidar com o ambiente político e social em que determinada população reside.
O tratamento iniciado pelo enfermeiro consiste em uma intervenção em resposta ao
diagnóstico de enfermagem; é uma ação autônoma baseada no raciocínio científico,
executada para beneficiar o paciente de uma forma prevista pelo diagnóstico de
enfermagem e resultados projetados. Essas ações incluem os tratamentos iniciados pelos
profissionais com prática avançada de enfermagem.
O tratamento iniciado pelo médico é uma intervenção iniciada por um médico em
resposta a um diagnóstico clínico, porém efetuada por um enfermeiro; é uma ação
baseada na “ordem do médico”. Os enfermeiros também podem realizar tratamentos
iniciados por outros provedores de serviços, tais como farmacêuticos, fisioterapeutas ou
assistentes do médico.
Atividades de Enfermagem
Atividades de enfermagem estão no nível concreto de ação, focando no comportamento
de enfermagem, pois são as condutas ou ações específicas tomadas para implementar
uma intervenção e que auxiliam os pacientes a progredir em direção ao resultado
desejado. Uma série de atividades é necessária para efetuar uma intervenção.
Classificação das Intervenções de Enfermagem
A ordenação ou organização das atividades de enfermagem em grupos ou conjuntos com
base em suas relações e a nomenclatura de identificação da intervenção para estes
grupos padronizados de atividades.
Taxonomia das Intervenções de Enfermagem
Agrupamento das intervenções com base em semelhanças, o que pode ser considerado
uma organização sistemática. A estrutura taxonômica da NI C tem três níveis: domínios,
classes e intervenções.
Outros Termos
Paciente
Paciente é qualquer indivíduo, grupo, família ou comunidade que é o foco da
intervenção de enfermagem. Os termos “paciente”, “indivíduo” e “pessoa” são utilizados
neste livro, mas, em alguns contextos, “cliente” ou outra palavra pode ser o termo
preferido. Os usuários devem se sentir livres para usar o termo que é maisrelevante ao
seu ambiente de cuidados.
Família
D ois ou mais indivíduos ligados por laços de sangue ou por escolha, com
responsabilidade partilhada, para promover o desenvolvimento mútuo, saúde e
manutenção de relacionamentos.
Comunidade
Um grupo de pessoas e as inter-relações que se desenvolvem conforme compartilham um
ambiente físico e alguns órgãos e instituições (p. ex., escola, corpo de bombeiros,
assembleias).
Progenitores
Mãe, pai ou outro indivíduo que assumir o papel de educar e criar os filhos.
Cuidador
Qualquer pessoa que presta cuidados de saúde ou atua em nome de alguém.
Como Encontrar uma Intervenção
A presente edição da Classificação contém 554 intervenções. Há vários métodos
disponíveis para encontrar a intervenção desejada.
Ordem Alfabética: Quando se sabe o nome da intervenção e deseja-se ver a lista
completa de atividades e leituras complementares (Parte Três).
Taxonomia da NIC: Quando se deseja identificar intervenções relacionadas a áreas e
temas específicos (Parte Dois).
Ligações com os Diagnósticos NANDA-I: Quando se tem um diagnóstico NANDA-I e
pretende-se obter uma lista de intervenções sugeridas (Parte Seis).
Intervenções Essenciais por Especialidade: Quando se planeja um curso ou sistema de
informação para um grupo de uma área de especialidade, esta é uma ótima sessão
para se começar (Parte Quatro).
Ligações com Diagnósticos NANDA-I e Resultados NOC: Quando se pretende rever as
ligações entre NANDA-I, NOC e NIC deve-se encaminhar ao livro de apoio, NOC and
NIC Linkages to NANDA-I and Clinical Conditions: Supporting Critical Reasoning and
Quality Care (Ligações NOC e NIC a NANDA-I e Condições Clínicas: Suporte ao
Raciocínio Crítico e Assistência de Qualidade) (Johnson et al., 2012).
As pessoas não devem se sentir sobrecarregadas pelo tamanho da Classificação, que
pretende ser abrangente para todas as áreas de especialidades e todas as disciplinas. Não
requer muito tempo para familiarizar-se com a Classificação e para localizar as
intervenções mais relevantes para a prática específica de cada profissional. A seleção de
uma intervenção de enfermagem para um paciente em particular é parte da tomada de
decisão clínica do enfermeiro. Seis fatores devem ser considerados ao se escolher uma
intervenção: (1) resultados desejados dos pacientes, (2) características do diagnóstico de
enfermagem, (3) base de investigação para a intervenção, (4) base científica para a
intervenção, (5) aceitabilidade do paciente e (6) capacidade do enfermeiro. Esses fatores
são explicados com mais detalhes no Capítulo Dois.
PART E UM
Visão Geral da NIC
ESBOÇO
Capítulo Um: Entendendo a NIC
Capítulo Dois: Utilização da NIC na Prática, Educação e Pesquisa
CAPÍ T ULO
UM
Entendendo a NIC
Descrição da NIC
A Classificação de I ntervenções de Enfermagem (NI C) é uma classificação abrangente
padronizada das intervenções realizadas por enfermeiros. É útil para o planejamento do
cuidado, a documentação clínica, a comunicação sobre cuidado entre áreas, a integração
de dados em sistemas e estabelecimentos, as pesquisas e a eficácia, a mensuração de
produtividade, a avaliação de competência, a facilitação do reembolso, o ensino e o
planejamento curricular. A Classificação inclui as intervenções que enfermeiros realizam
nos pacientes, tanto de forma independente quanto colaborativa, no cuidado direto ou
indireto. Uma intervenção é definida como qualquer tratamento, com base no julgamento e no
conhecimento clínicos, realizado por um enfermeiro para melhorar os resultados do paciente.
A inda que esse profisional tenha expertise somente em um número limitado de
intervenções que refletem sua especialidade, a Classificação abrange todos os campos de
especialidade dos enfermeiros. A NI C pode ser utilizada em todos os âmbitos (desde
unidades de tratamento agudo até unidades de tratamento intensivo, cuidados
domiciliares, paliativos e primários) e todas as especialidades (de enfermagem de
cuidados críticos a enfermagem pediátrica e gerontológica). A Classificação completa
descreve o domínio da enfermagem; no entanto, algumas de suas intervenções também
são realizadas por outros profissionais da saúde. Estes são bem-vindos a utilizar a NI C
para descrever seus tratamentos.
A NI C abrange tanto as intervenções fisiológicas (p. ex., Controle Acidobásico) quanto
as psicológicas (p. ex., Redução da Ansiedade). Foram incluídas intervenções para o
tratamento de doenças (p. ex., Controle da Hiperglicemia), prevenção de doenças (p. ex.,
Prevenção contra Quedas) e promoção de saúde (p. ex., Promoção do Exercício). A
maioria das intervenções destina-se ao uso com indivíduos, porém muitas são utilizadas
com famílias (p. ex., Promoção da I ntegridade Familiar), e algumas destinam-se a
comunidades inteiras (p. ex., Controle do Ambiente: Comunidade). Também são
incluídas intervenções de cuidados indiretos (p. ex., Controle de Suprimentos). Cada
intervenção é apresentada na Classificação listada com um nome, uma definição, um
conjunto de procedimentos para realizar a intervenção e leituras sugeridas. Uma notação
que aparece em cada intervenção um pouco antes da listagem das leituras sugeridas
fornece a(s) edição(ões) em que a intervenção foi desenvolvida e modificada.
Nesta edição, existem 554 intervenções e aproximadamente 13 mil atividades. As
partes padronizadas da intervenção são os títulos e suas definições — estes não devem
ser alterados quando estiverem em uso. Essa prática possibilita a comunicação entre os
diversos locais e a comparação dos resultados. O cuidado, no entanto, pode ser
individualizado por meio das atividades. D e uma lista de aproximadamente 10 a 30
atividades por intervenção, o profissional seleciona as atividades que são apropriadas
para o indivíduo ou a família e, se desejar, pode adicionar novas atividades. Todas as
modificações ou atividades extras devem ser coerentes com a definição da intervenção.
Para cada intervenção, as atividades são listadas em ordem lógica, do primeiro ao último
passo a ser realizado pelo enfermeiro. Para muitas atividades, a ordem não é
fundamental, mas, para outras, a sequência temporal é importante. As listas de
atividades são bastante longas, pois a Classificação deve satisfazer as necessidades de
vários usuários; estudantes e iniciantes precisam de orientações mais concretas do que
enfermeiros experientes. As atividades não são padronizadas; porque tal tarefa seria
quase impossível realizar com tantas intervenções, e comprometeria o propósito de
utilizá-las para individualizar o cuidado. As leituras sugeridas no final de cada
intervenção são as mais úteis no desenvolvimento da intervenção ou no apoio a algumas
atividades das intervenções. Elas são o ponto de partida da leitura em caso de
inexperiência com as intervenções, mas não constituem, sob nenhum aspecto, uma lista
completa de referências, nem incluem todas as pesquisas sobre cada intervenção.
Embora as listas de atividades sejam muito úteis para o ensino de uma intervenção e a
implementação de sua execução, não constituem a essência da Classificação. Os títulos e
as definições das intervenções são a chave da Classificação; os títulos fornecem um
resumo das atividades e permitem que os enfermeiros identifiquem e comuniquem a
natureza de seu trabalho. Antes da NI C, havia somente longas listas de atividades e
nenhuma estrutura organizacional; após ela, podemos comunicar facilmente nossas
intervenções com o título, que é definido por uma descrição formal e uma lista de
atividades a ser aplicada.
As intervenções são agrupadas em 30 classes e sete domínios para facilitar seu uso. Os
sete domínios são: (1) Fisiológico: Básico, (2) Fisiológico: Complexo, (3) Comportamental,
(4) Segurança, (5) Família, (6) S istema de Saúde e (7) Comunidade (ver Taxonomia
começando na p. 38). Algumas intervenções estão localizadas em mais de uma classe,
mas cada uma tem um número exclusivo (código) que identifica a classe primária e não é
usado para outra intervenção. A taxonomia NI C foi codificada por diversosmotivos: (1)
para facilitar o uso no computador, (2) para simplificar a manipulação dos dados, (3) para
aumentar sua articulação com outros sistemas codificados e (4) para permitir seu uso na
solicitação do reembolso. Os códigos para os sete domínios vão de 1 a 7; os códigos para
as 30 classes vão de A a Z, a, b, c, d. Cada intervenção tem um número único formado por
quatro espaços. Se desejado, as atividades podem ser codificadas sequencialmente após a
casa decimal, usando dois dígitos (os números não foram incluídos no texto para não
confundir o leitor). Um exemplo do código completo é 4U-6140.02, que faz parte do
campo da S egurança, da classe de Controle de Crise, da I ntervenção Gerenciamento do
Protocolo de Emergência, segunda atividade: “Garantir que a via aérea do paciente esteja
aberta, que a respiração artificial seja administrada e que as compressões cardíacas sejam
realizadas.”
As intervenções NI C estão relacionadas aos diagnósticos de enfermagem (incluídos
nesta edição, ver Parte 6, p. 469) da NAND A I nternational (NAND A-I ), problemas do
Omaha System,13 protocolos de avalição do residente (RAP) usados em casas de repouso,7
e OASI S (a Organização para a Avaliação de Estratégias para S índromes I squêmicas)6,
atualmente mandatórios para pacientes que recebem assistência domiciliar cobertos por
Medicare/Medicaid. As ligações com o Omaha, o RAP e a OASI S estão disponíveis no
Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness (CNC) da Faculdade de
Enfermagem da University of I owa. A NI C está associada aos diagnósticos NAND A-I , à
Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC) e às 10 condições clínicas (p. ex.,
hipertensão, artroscopia total: quadril/joelho) no livro Ligações NANDA NOC-NIC:
Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade, publicado pela Elsevier
em 2013.14 Esse livro, já em sua terceira edição, unifica as linguagens NAND A-I , NOC e
NI C e atua como uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento de planos de
assistência e sistemas de informação de enfermagem.
A linguagem utilizada na Classificação é clara, coerente e reflete o linguajar utilizado
na prática. Respostas de estudos com profissionais de saúde, bem como 20 anos de uso
da Classificação, demonstraram que todas as intervenções são usadas na prática. Embora
a listagemgeral com mais de 550 intervenções possa parecer muito extensa à primeira
vista ao profissional ou estudante de enfermagem, temos notado que os enfermeiros
rapidamente identificam as intervenções usadas com maior frequência em suas
especialidades ou com seu grupo de pacientes. Outras formas de localizar as
intervenções desejadas são a taxonomia, as ligações com os diagnósticos e as
intervenções essenciais para cada especialidade, também contidas nesta edição.
A Classificação é constantemente atualizada e está em um permanente processo de
feedback e de revisão. Na parte final deste livro há instruções para que os usuários enviem
sugestões de modificações das intervenções existentes ou proponham novas intervenções
(Apêndices). Muitas alterações nesta edição resultaram da colaboração de profissionais
atuantes na prática clínica e de pesquisadores, que dedicaram seu tempo para sugerir
modificações com base em suas práticas e pesquisas. Essas sugestões passam por um
processo de revisão, e as alterações feitas quando necessário em novas edições. Todos os
colaboradores cujas alterações serão incluídas na próxima edição recebem agradecimento
no livro. Novas edições da Classificação são planejadas para cada 5 anos,
aproximadamente. O trabalho feito no intervalo entre edições e outras publicações
relevantes que aumentam o uso da Classificação estão disponíveis no Center for Nursing
Classification & Clinical Effectiveness, na University of Iowa.
A pesquisa para elaboração da NI C começou em 1987 e passou por quatro fases, cada
uma delas com certa sobreposição no tempo:
Fase I: Construção da Classificação: (1987-1992)
Fase II: Construção da Taxonomia (1990-1995)
Fase III: Testes Clínicos e Refinamento (1993-1997)
Fase IV: Uso e Manutenção (1996 até hoje)
O trabalho realizado em cada uma dessas fases está descrito em edições anteriores do
livro e em muitas outras publicações (p. ex., ver referências5,8,11,12,17). A pesquisa começou
com sete anos de financiamento do National Institute of Nursing, no National I nstitute of
Health. O trabalho em andamento tem apoio do Center for Nursing Classification &
Clinical Effectiveness da Faculdade de Enfermagem da University of I owa, com
financiamento proveniente sobretudo de ganhos com licenças e produtos relacionados. A
NI C foi desenvolvida por uma grande equipe de pesquisas, cujos membros
representavam diversas áreas de experiência clínica e metodológica. Os integrantes dessa
equipe, assim como outros que contribuíram para o desenvolvimento contínuo da NI C,
foram indicados para serem Fellows do Center for Nursing Classification & Clinical
Effectiveness por um período de três anos. Os Fellows contribuem significativamente
para a manutenção e aplicação da NI C e da NOC. Eles fazem parte da equipe de
pesquisadores, de agências colaboradoras, de professores aposentados e de professores
visitantes. A atual lista de membros integrantes aparece no prefácio do livro. Para mais
informações sobre o Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, que
abriga a NIC e a NOC, acesse o site (em inglês) http://www.nursing.uiowa.edu/cnc.
D iferentes métodos de pesquisa foram utilizados no desenvolvimento da NI C. Uma
abordagem indutiva foi usada na fase I para criar a Classificação com base na prática
existente. As fontes originais constaram de livros-texto, guias de planejamento de
cuidados e sistemas de informação de enfermagem. Análise de conteúdo, revisão por
grupos focais e questionários para especialistas em determinadas áreas de atuação foram
utilizados para aumentar o conhecimento da prática clínica dos membros da equipe. A
fase I I caracterizou-se por métodos dedutivos. Os métodos para a construção da
taxonomia incluíram análise de similaridade, agrupamento hierárquico e escalonamento
multidimensional. Por meio de testes clínicos de campo foram desenvolvidas e testadas
as etapas para a implementação, bem como identificada a necessidade de ligações entre
NAND A-I , NI C e NOC. Com o decorrer do tempo, mais de mil profissionais da
enfermagem completaram questionários e aproximadamente cinquenta associações
profissionais forneceram contribuições sobre a Classificação. Mais detalhes são
encontrados em capítulos das edições anteriores da NI C e em inúmeros artigos e livros
publicados. Um vídeo produzido pela National League of Nursing e agora disponível
para aluguel no Center for Nursing Classification & Clinical Effectiveness, na University
of Iowa, é uma boa fonte histórica sobre o trabalho inicial.
D iversas ferramentas estão disponíveis para auxiliar na implementação da
Classificação. I ncluídas neste livro estão a estrutura taxonômica para auxiliar o usuário a
encontrar a intervenção, ligações com diagnósticos NAND A-I , para facilitar o apoio à
decisão com a linguagem do diagnóstico, a lista de intervenções essenciais para áreas de
especialidade, bem como a quantidade de tempo e de nível de instrução necessária para
realizar cada intervenção. O próximo capítulo traz informações sobre o uso da NI C na
prática, na educação e em pesquisas, incluindo como escolher uma intervenção, passos
para a implementação da NI C em um órgão clínico ou estudantil, bem como o uso da
NI C em pesquisas de eficácia. Além disso, encontram-se disponíveis no Center for
Nursing Classification & Clinical Effectiveness uma antologia de publicações anteriores e
uma monografia educativa para demonstrar a implementação de um programa e uso da
NI C e da NOC no currículo universitário, assim como as monografias sobre ligação
descritas anteriormente. A editora de publicação da NI C e da NOC, Elsevier, mantém
uma página do Facebook com novidades atuais sobre as Classificações.
http://www.nursing.uiowa.edu/cncUm indicador de sua utilidade é o reconhecimento nacional. A NI C é reconhecida pela
American Nurses’ Association (ANA) e foi incluída com um conjunto de dados que
estará de acordo com as diretrizes uniformes para fornecedores de sistemas de
informação no Nursing I nformation and D ata S et Evaluation Center (NI D SEC) da ANA.
A NI C foi incluída na National Library of Medicine’s Metathesaurus for a Unified
Medical Language. O Cumulative Index to Nursing Literature (CI NAHL) inclui as
intervenções NI C em seu índice. A NI C foi incluída nos requisitos de acreditação da
J oint Commission on Accreditation for Health Care Organization (J CAHO) como um
sistema de classificação de enfermagem que pode ser usado para atender os padrões de
uniformização de dados. A NI C é registrada no HL 7 (Health Level 7), a organização que
padroniza o serviço de saúde dos Estados Unidos. A NI C também foi licenciada para
inclusão no S NOMED (Systematized Nomenclature of Medicine). D iversos países
demonstraram interesse pela NI C, e traduções para o chinês, o holandês, o francês, o
islandês, o italiano, o alemão, o japonês, o coreano, o norueguês, o espanhol e o
português foram finalizadas ou estão em andamento. Muitas dessas traduções estão
disponíveis na publicação em formato de livro (Ver Apêndice E).
O melhor indicador de utilidade, no entanto, é a impressionante lista de indivíduos e
órgãos de saúde que usam a NI C. Muitos órgãos de saúde adotaram a NI C para uso em
padronizações, planos de cuidado, avaliação de competência e sistemas de informação de
enfermagem; programas de ensino de enfermagem estão usando a NI C para estruturar o
currículo e identificar competências para alunos de enfermagem; fornecedores de
sistemas de informação estão incorporando a NI C em seus softwares; autores dos
principais textos estão usando a NI C para discutir tratamentos; e pesquisadores estão
usando a NI C para estudar a eficácia dos cuidados de enfermagem. A permissão para o
uso da NI C em publicações, sistemas de informação e cursos pela internet devem ser
adquiridas com a Elsevier (ver contracapa). Parte do dinheiro para a compra de uma
licença é revertida para o Center, para auxiliar no desenvolvimento contínuo da
Classificação.
Classificação relacionada: classificação dos resultados de
enfermagem
S eguindo o desenvolvimento da NI C, reconhecemos que, além dos diagnósticos e
intervenções, uma terceira classificação, resultados dos pacientes, também era necessária
para completar os requisitos para a documentação clínica de enfermagem. Um dos
membros da equipe da NI C, Meridean Maas, procurou outra colega, Marion J ohnson,
que há muito havia expressado interesse em resultados, e, juntas, decidiram iniciar outro
grupo de pesquisa para desenvolver a classificação de resultados dos pacientes. Elas
tentaram recrutar indivíduos diferentes, de modo a não diminuir a força da equipe da
NI C, mas alguns dos membros da NOC também faziam parte da equipe da NI C. I sso foi
um ponto forte, proporcionando continuidade e entendimento entre os dois grupos. Nos
anos iniciais da NOC, D ochterman e Bulechek desempenharam o papel de consultoras
da nova equipe. O grupo de pesquisadores da NOC pôde usar, ou modificar e usar,
muitas das abordagens de pesquisas e métodos desenvolvidos pelos membros da NI C. A
equipe da NOC começou 1991, e a primeira edição da NOC foi publicada em 1997. O
nome da Classificação e o acrônimo da NOC foram deliberadamente escolhidos para que
houvesse a associação com a NIC.
A Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC) foi publicada primeiramente pela
editora Mosby (atualmente Elsevier), em 1997, com edições atualizadas em 2000, 2004 e
2008.18 Novas edições da NI C e da NOC estão em um ciclo de publicação simultâneo. Os
resultados dos pacientes servem como o critério de julgamento do sucesso de uma
intervenção de enfermagem. Cada resultado tem uma definição, uma lista de indicadores
que podem ser usados para avaliar a condição do paciente em relação ao resultado, uma
escala de cinco pontos do tipo Likert para mensurar o estado do paciente, e uma pequena
lista de referências utilizadas no desenvolvimento do resultado (Ver o Cap. 2 para um
exemplo de resultado NOC.) Exemplos de escalas utilizadas com os resultados são: 1)
extremamente comprometido, até 5) não comprometido; e 1) nunca demonstrado, até 5)
consistentemente demonstrado. Os resultados são desenvolvidos para serem utilizados
ao longo do continuum do cuidado, e, portanto, podem ser usados para acompanhar os
resultados de um paciente durante um período de doença ou durante um período maior
de cuidado. A quinta edição da NOC está sendo publicada ao mesmo tempo que esta
sexta edição da NI C. A NOC, como a NI C, é sediada no Center for Nursing Classification &
Clinical Effectiveness da Faculdade de Enfermagem da Universidade de I owa. Assim como
a NI C, a NOC também foi traduzida para diversos idiomas e foi adotada em diversas
áreas, tanto na educação quanto na prática.
Center for nursing classification & clinical effectiveness
Como dito anteriormente, a NI C e a NOC são sediadas no Center for Nursing
Classification & Clinical Effectiveness (CNC), na Faculdade de Enfermagem da
Universidade de I owa. O CNC foi aprovado pelo I owa Board of Regents (o órgão do
governo que supervisiona as três faculdades públicas do estado) em 1995, com o nome de
Center for Nursing Classification. Em 2001, o nome foi aumentado para Center for Nursing
Classification & Clinical Effectiveness. O propósito do Center é facilitar o desenvolvimento
e uso contínuos da NI C e da NOC. O Center conduz a revisão de processos e
procedimentos para atualizar as Classificações, dissemina materiais relacionados às
Classificações, fornece apoio administrativo para auxiliar pesquisadores universitários a
conseguir financiamento e oferece oportunidades em pesquisas e educacional para
estudantes e a Fellows convidados. O Center oferece uma estrutura para manutenção
contínua das Classificações e para comunicação com os enfermeiros e outros
colaboradores em instituições de ensino e de saúde, que vêm colocando a linguagem em
seus currículos e sistemas de documentação. O Center está fisicamente localizado em
três salas no quarto andar da Faculdade de Enfermagem. Uma das salas é usada para
conferências e possui uma pequena biblioteca. Atualmente, Sue Moorhead é a diretora e
S haron S weeney é a coordenadora. Elas são assessoradas na tomada de decisões por um
Conselho Executivo composto pelos editores da NI C e da NOC. Os colegas de trabalho
(ver pág. xii) ajudam com o trabalho no Center. O apoio financeiro para o Center vem de
diversas fontes, incluindo fundos da Universidade e da Faculdade, renda do
licenciamento, permissão e produto da NI C, da NOC, e publicações relacionadas, bolsas
e rendimentos de iniciativas do Center. Um suporte substancial para o Center tem sido
as doações arrecadadas na última década. Essa quantia em dinheiro ajuda a prover uma
segurança em longo prazo para o trabalho do Center. I nformações sobre o Center,
produtos e eventos podem ser encontradas no website: http://www.nursing.uiowa.edu/cnc.
O Center recebe visitantes que vêm para um curto período de estudo, bem como
professores de dentro e fora do país que têm uma estada mais longa para trabalhar em
um projeto. O Center copatrocina o I nstitute for I nformatics and Classification, que está
em I owa desde 1998. Esse instituto fornece uma experiência intensiva em informações
atuais sobre as Classificações e seu uso, assim como questões mais avançadas de
informática.
Perguntas que ocasionalmente surgem sobre a NIC
Nesta seção, tentamos responder algumas das perguntas mais comuns sobre a NI C.
Entender os motivos pelos quais algo foi feito de certa maneira (ou que não tenha sido
feito) ajudará no melhor uso da Classificação. Começamos essa seção na segunda edição
da NI C e continuamos a aprimorá-la. Para esta edição, agrupamos as perguntas nos cinco
tópicos a seguir: (1) tipos de intervenção, (2) escolhendo uma intervenção,(3) atividades,
(4) implementando/informatizando a NI C e (5) outros. As questões 12 e 14 são novas
nesta edição.
Tipos de Intervenção
1 A NIC abrange tratamentos utilizados por enfermeiros que atuam em
áreas de especialidades?
D efinitivamente sim. Muitas intervenções NI C requerem formação avançada e
experiência na prática clínica. Por exemplo, as seguintes intervenções podem refletir a
prática de um enfermeiro obstetra: Amnioinfusão, Parto, Monitoramento Fetal
Eletrônico: Pré-parto, Facilitação do Processo de Pesar: Morte Perinatal, Cuidados na
Gravidez de Alto Risco, I ndução do Trabalho de Parto, S upressão do Trabalho de Parto,
Controle da Tecnologia Reprodutiva e Ultrassonografia: Obstetrícia. Uma lista
semelhante pode ser encontrada para a maioria das especialidades.
O American Board of Neuroscience Nursing incorporou a NI C em seu exame de
certificação baseada em pesquisas de delineamento de papéis, as quais obtiveram
informações para definir a atual prática da enfermagem neurocirúrgica.4 A American
Association of Neuroscience Nurses incorporou a NI C nos padrões organizacionais de
prática e identificou as intervenções essenciais da enfermagem neurocirúrgica, que
aparece na Parte Quatro deste texto. Susan Beyea2 encoraja organizações especializadas a
usar a linguagem padronizada ao desenvolverem padrões e orientações para a prática de
enfermagem para a população de interesse.
http://www.nursing.uiowa.edu/cnc
2 A NIC inclui as importantes funções de monitoramento do enfermeiro?
Certamente sim. A NI C inclui muitas intervenções de monitoramento (p. ex.,
Monitoramento Fetal Eletrônico: Pré-Parto, Monitoramento da Política de Saúde,
Monitoramento da Pressão I ntracraniana (PI C), Monitoramento Neurológico,
Supervisão, Supervisão: Gravidez Tardia, Monitoramento de S inais Vitais). Essas
intervenções consistem, em sua maioria, em atividades de monitoramento, mas também
incluem algumas atividades que refletem o processo do julgamento clínico, ou o que os
enfermeiros estão pensando e antecipando quando monitoram. Essas intervenções
definem o que procurar e o que fazer quando um evento antecipado acontece. Além
disso, todas as intervenções NI C incluem atividades de monitoramento, quando são
feitas como parte do tratamento. Utilizamos as palavras monitorar e identificar para
caracterizar procedimentos de avaliação que fazem parte da intervenção. Tentamos
utilizar essas palavras em vez da palavra avaliar nessa classificação de intervenções, pois
avaliação é o termo usado no processo de enfermagem para referir-se às atividades que
acontecem antes do diagnóstico.
3 A NIC inclui intervenções que podem ser usadas por profissionais na
atenção primária, especialmente intervenções destinadas à promoção
da saúde?
Sem dúvida. Embora elas não estejam agrupadas em uma classe, a NI C contém todas as
intervenções utilizadas por enfermeiros para a promoção da saúde. Exemplos incluem:
Orientação Antecipada, Apoio à Tomada de D ecisão, Melhora do D esenvolvimento:
Adolescente, Melhora do D esenvolvimento: Criança, Promoção do Exercício, Educação
em Saúde, Avaliação da Saúde, Controle de I munização/Vacinação, Facilitação da
Aprendizagem, Controle da Nutrição, Controle do Peso, Promoção da Saúde Oral,
Orientação aos Pais: Adolescente, Orientação aos Pais: Educando os Filhos, Orientação
aos Pais: Lactente, I dentificação do Risco, Assistência para Parar de Fumar, Prevenção do
Uso de D rogas, e Facilitação da Autorresponsabilidade. A prescrição de medicamentos é
uma intervenção usada por muitos enfermeiros que trabalham na atenção primária.
4 A NIC inclui terapias complementares e alternativas?
Presumimos que essa pergunta refira-se a tratamentos que não são práticas
convencionais nos Estados Unidos. As intervenções NI C que podem ser listadas como
terapias alternativas incluem Aromaterapia, Treinamento de Autossugestão, Biofeedback,
Toque Terapêutico, Hipnose, Facilitação de Meditação, I maginação Guiada, Reiki e
Terapia de Relaxamento. Muitas dessas intervenções podem ser encontradas na classe
“Promoção de Conforto Psicológico.” Outros tratamentos alternativos serão adicionados
à NIC à medida que se tornem parte das práticas de enfermagem aceitas.
5 A Classificação inclui intervenções administrativas?
A Classificação inclui intervenções de cuidados indiretos feitos pelos funcionários da
equipe de enfermagem ou por enfermeiros de prática avançada, porém não inclui, na
maior parte, comportamentos de natureza administrativa. Uma intervenção de cuidado
indireto é um tratamento realizado por um profissional de saúde longe do paciente, mas
em benefício desse paciente ou grupo de pacientes; uma intervenção administrativa é
uma ação realizada por um enfermeiro administrador (enfermeiro gerente ou outros
enfermeiros administradores) para aprimorar o desempenho dos membros da equipe e
melhorar os resultados do paciente. Algumas intervenções NI C, quando usadas por um
administrador para aprimorar o desempenho da equipe, seriam, então, intervenções
administrativas. Muitas delas encontram-se na taxonomia no domínio S istema de S aúde.
D eve observar-se que os limites entre intervenções diretas, indiretas e administrativas
não são rígidos, e algumas intervenções NI C podem ser usadas em diferentes contextos.
Por exemplo, o enfermeiro no hospital pode oferecer Apoio ao Cuidador como uma
intervenção indireta administrada a um parente do paciente que está sendo atendido,
mas o enfermeiro no domicílio, tratando a família inteira, pode ministrar essa
intervenção como cuidado direto. Com o acréscimo de mais intervenções para a
comunidade, adicionamos intervenções que têm uma natureza mais administrativa, por
exemplo, Contenção de Custos e Gerenciamento de Recursos Financeiros. No entanto,
essas são feitas por enfermeiros de atenção primária na comunidade ou pela pessoa
responsável pelo caso.
Escolhendo uma Intervenção
6 Como encontro as intervenções que utilizo entre tantas apresentadas
na NIC?
À primeira vista, a NI C, com mais de 550 intervenções, pode parecer complicada.
Lembre-se, entretanto, que a NI C abrange os domínios da prática de todos os
enfermeiros. Um enfermeiro irá usar somente uma parte das intervenções NI C
regularmente. Elas podem ser identificadas revendo as classes na taxonomia que são
mais relevantes para a sua área de especialidade ou conferindo a lista de intervenções
essenciais para especialidades (ver Parte Quatro). Nas instituições com sistemas de
enfermagem informatizados, as intervenções podem ser agrupadas por classe da
taxonomia, diagnóstico de enfermagem, população de pacientes (p. ex., queimados,
cardíacos, maternidade), área de especialidade de enfermagem, ou unidade. Muitos
sistemas informatizados também permitirão que enfermeiros criem e mantenham uma
biblioteca pessoal com as intervenções mais utilizadas. Enfermeiros que utilizam a
Classificação nos comunicaram que eles rapidamente identificam um pequeno número
de intervenções que refletem a essência de suas práticas.
7 Como decido qual intervenção usar quando uma intervenção incluir
uma atividade que se refere a outra intervenção?
Em algumas intervenções NI C existe referência na lista de atividades a outra intervenção.
Por exemplo, Controle de Vias Aéreas contém uma atividade que diz “Fazer aspiração
endotraqueal ou nasotraqueal, conforme apropriado.” Há outra intervenção NI C,
Aspiração das Vias Aéreas, definida como “Remoção de secreções das vias aéreas por
meio de inserção de cateter de aspiração na via aérea oral, nasofaríngea ou traqueal do
paciente”, que tem mais de 20 atividades. Outro exemplo é a intervenção Controle da
D or, que inclui a atividade “Ensinar o uso de técnicas não farmacológicas (p. ex.,
biofeedback, TENS [estimulação elétrica nervosa transcutânea], hipnose, relaxamento,
imaginação guiada, musicoterapia, distração, terapia lúdica, terapia ocupacional,
acupressão, aplicação de calor/frio e massagem) antes, após e, se possível, durante
atividades dolorosas; antes que a dor ocorra ou aumente; e juntamentecom outras
medidas para o alívio da dor”. Quase todas as técnicas dessas atividades colocadas entre
parênteses são listadas na NI C como intervenções, cada uma com uma definição e um
conjunto de atividades que as definem. Os dois exemplos demonstram que as
intervenções mais abstratas e mais globais às vezes referem-se a outras intervenções. Por
vezes, você irá precisar de uma intervenção mais global, outras vezes de uma que seja
mais específica, e, às vezes, ambas serão necessárias. A seleção de intervenções de
enfermagem para uso com um paciente em especial é parte do processo de tomada de
decisão clínica do enfermeiro. A NI C reflete todas as possibilidades. O enfermeiro deve
escolher a(s) intervenção(ões) a ser(em) utilizada(s) em um paciente usando os seis
fatores discutidos no próximo capítulo.
8 Quando é elaborada uma nova intervenção?
Por que acreditamos que cada uma de nossas intervenções é diferente das outras na
Classificação? Talvez elas sejam as mesmas, mas chamadas de maneira diferente.
Elaboramos o princípio orientador de que uma nova intervenção é adicionada se 50% ou
mais das atividades forem diferentes de outra intervenção relacionada a ela. Assim,
sempre que uma nova intervenção é proposta, ela é revisada junto a outras intervenções
previamente existentes. Se 50% ou mais das atividades não forem diferentes, ela não é
vista como significativamente diferente e, portanto, não é adicionada à Classificação.
Com intervenções que são tipos de uma intervenção mais geral (p. ex.,
Aconselhamento S exual é um tipo de Aconselhamento; Cuidados com S ondas/D renos:
Gastrointestinal é um tipo de Cuidado com Sondas/D renos), as atividades mais
pertinentes são repetidas na intervenção mais concreta para que essa intervenção possa
ficar independente das outras. I sso não deve ocorrer com todas as atividades, apenas
com aquelas que são essenciais para a realização da intervenção. Além disso, a nova
intervenção deve conter pelo menos 50% de atividades novas.
9 Em um plano de cuidados, qual é a estrutura para a NIC e a NOC? O
que é escolhido e pensado primeiro?
A resposta para essa questão reflete o processo de tomada de decisão clínica do
profissional que está planejando e realizando o tratamento. As pessoas têm formas
diferentes de abordar esse assunto, revelando a forma como aprenderam a fazer isso na
faculdade, refinada pelo que elas verificam funcionar melhor para elas e para a típica
população de pacientes a qual atendem. Como abordagem geral, sugerimos primeiro
identificar o diagnóstico (ou diagnósticos), depois selecionar os resultados e indicadores,
avaliar o paciente de acordo com eles, depois escolher as intervenções e atividades
adequadas, implementá-las, e então avaliar o resultado novamente. S e você quer
estabelecer metas, elas podem ser extraídas dos resultados NOC, por exemplo, o paciente
está no nível dois do resultado X e, até a alta, deve atingir o nível quatro. Às vezes, em
algumas situações, esse processo não é possível ou até mesmo desejado, e pode-ser
utilizaar uma ordem diferente. Por exemplo, em uma crise, a pessoa deve seguir
imediatamente para a implementação da intervenção, com diagnóstico e resultados
deixados para depois. A vantagem das Classificações padronizadas é que elas fornecem a
linguagem para a base de conhecimento da enfermagem. Educadores e outros agora
podem enfocar o ensino e prática de habilidades no processo de tomada de decisão
clínica; pesquisadores podem enfocar a avaliação dos efeitos das intervenções nos
resultados dos pacientes em situações reais de prática. Veja o modelo no próximo
capítulo que mostra como a linguagem padronizada pode ser utilizada em nível
individual, no nível da unidade/organizacional, e no nível de rede/estado/país.
Atividades
10 Por que certas atividades consideradas básicas estão incluídas na
lista de atividades de algumas intervenções e em outras não?
Por exemplo, por que uma atividade relacionada à documentação deveria estar inclusa
no Plano de Alta e Encaminhamento e não em todas as intervenções? Ou, por que uma
atividade ligada à avaliação de resultados está dentro do Plano de Alta e não em todas as
intervenções? Ou, por que um procedimento que estabelece a confiança faz parte da
Terapia de Recordações ou Grupo de Apoio e não das outras intervenções?
Atividades básicas são incluídas quando forem decisivas para a implementação
daquela intervenção (i.e., absolutamente essenciais para comunicar a essência da
intervenção). Elas não são incluídas quando fazem parte da rotina, mas não são uma
parte importante da intervenção. Por exemplo, lavar as mãos é uma parte rotineira de
muitas intervenções físicas, mas não é crucial para as intervenções tais como Banho ou
Cuidados da Pele: Tratamentos Tópicos. (Não estamos dizendo que não se deve lavar as
mãos antes dessas intervenções, apenas que não é um procedimento decisivo.) Lavar as
mãos é crucial, no entanto, para intervenções tais como Controle de I nfecções e Cuidados
com Lentes de Contato.
Pela primeira vez nesta edição, foi incluída a I dentificação de Pacientes como uma
intervenção. Embora a identificação do paciente seja um procedimento crucial para
muitas intervenções, a importância de fazê-lo para as atuais iniciativas de segurança e o
uso de muitas outras técnicas e dispositivos eletrônicos elevaram essa atividade ao status
de intervenção.
11 Posso mudar as atividades de uma intervenção ao usá-la com meu
paciente?
S im. A linguagem-padrão é o nome do título e a definição, e esses devem permanecer os
mesmos para todos os paciente e situações. As atividades podem ser modificadas para
melhor refletir as necessidades de uma situação específica. Essas são as vantagens da
NI C: ela fornece uma linguagem-padrão que auxilia a comunicação das intervenções
entre locais de atendimento e permite o atendimento individualizado. As atividades da
NI C usam os modificadores “conforme apropriado”, “conforme necessário”, e
“conforme indicado” para demonstrar o fato de que os indivíduos são únicos e podem
precisar de abordagens diferentes. As atividades da NI C englobam pacientes de todas as
idades, e, quando usadas com adultos, algumas das atividades direcionadas a crianças
podem não ser apropriadas (e vice-versa). Nesse caso, essas atividades podem ser
omitidas da lista de atividades de instituições. Além disso, as intervenções NIC não estão
no nível de especificidade de procedimentos, e algumas instituições podem desejar ser
mais específicas para refletir protocolos particulares desenvolvidos para as populações
por elas atendidas. As atividades podem ser facilmente modificadas para refletir isso. Ao
mesmo tempo que acreditamos que os procedimentos podem e devem ser modificados
para atender necessidades individuais, ressaltamos que as atividades não devem ser tão
modificadas a ponto de a lista original da NI C ficar irreconhecível. Se isso acontecer, a
intervenção pode, de fato, não ser mais a mesma. Qualquer atividade nova ou modificada
deve encaixar-se na definição da intervenção. Além do mais, quando uma nova atividade
estiver sendo consistentemente adicionada para um grande número de pacientes e
populações, ela pode ser necessária na lista geral de atividades da NI C. Nesse caso, nós
encorajamos o profissional a submeter a inclusão ou mudança da atividade. D esse modo,
a lista de atividades continua a refletir o melhor da prática atual e é mais útil no ensino
das intervenções aos novos profissionais.
A individualização do atendimento é um dos valores principais dos enfermeiros. D e
fato, muitas intervenções de enfermagem padronizadas efetivamente testadas em
ensaios clínicos não foram muito bem-sucedidas na melhora dos resultados na prática
clínica, talvez porque elas não sejam destinadas a características individuais ou
preferências de cuidado.1 Pesquisadores da Universidade do Arkansas formaram um
Centro Especializado de I ntervenção Biocomportamental (NR009006) para desenvolver
métodos para selecionar características essenciais na abordagem das características
individuaisde pessoas ao testarem intervenções. As atividades da NI C ajudam os
enfermeiros a individualizar o atendimento.
12 Por que as atividades não são padronizadas?
Cada vez mais, à medida que a NI C é inserida em sistemas informatizados, nos fazem
essa pergunta. Aqueles que desenvolvem os sistemas informatizados gostariam que
atividades semelhantes listadas em diferentes intervenções fossem redigidas da mesma
forma, de maneira a facilitar a criação e o uso de bancos de dados. Então, lançamos
recentemente um projeto para avaliar sistematicamente a viabilidade de padronizar as
atividades. D uas abordagens foram utilizadas. Primeiramente, todas as quase 13 mil
atividades da NI C foram impressas alfabeticamente usando a primeira palavra da
atividade (um verbo). Um dos membros da equipe revisou todas elas e trouxe uma
amostra para ser revista pela equipe da NI C. Essa abordagem revelou um pequeno
número de problemas editoriais (p. ex., vírgulas faltando antes de “conforme
apropriado” e “conforme necessário”) e um número muito pequeno de atividades cuja
redação poderia ser modificada para ficar igual àquela de atividades similares, sem
mudar seu significado. A segunda forma de abordagem foi a identificação de tópicos
(substantivos) frequentemente abordados, tais como: encaminhamento, efeitos colaterais
de medicamentos, ambiente, procedimento ou tratamento, ingestão e excreção,
privacidade, abordagem, confiança, ouvinte, relacionamento, apoio e sinais vitais.
Usando um programa de computador de busca, as atividades que continham os tópicos
identificados (p. ex., encaminhamento) foram impressas. Essas pesquisas de tópicos
resultaram em listas que vão de cerca de 100 até várias centenas de atividades. Um dos
membros da equipe revisou a lista de tópicos e duas delas foram levadas à equipe da NIC
para discussão. Várias abordagens foram propostas para padronização, porém os
membros da equipe concordaram que reformular a redação das atividades resultaria em
uma perda de significado e conteúdo. D epois dessa revisão sistemática e deliberação, foi
decidido que não se faria mais a padronização de atividades.
Os motivos pelos quais as atividades da NIC não são padronizadas são:
1. Como já enfatizamos no passado, o foco e a padronização da NIC ficam no nível do
título das intervenções. Atividades podem ser adicionadas, deletadas ou
modificadas para cada intervenção, conforme requerido pela situação. Qualquer
padronização adicional fugiria do propósito do cuidado individualizado, um valor
da enfermagem.
2. Quando se padroniza algo, perdem-se informações. Cada atividade foi escrita para
uma intervenção específica e a perda de informação pode ser um prejuízo tanto
para o profissional de saúde (clínico ou estudante) quanto para o receptor do
cuidado (paciente).
3. As atividades já têm um formato padronizado e seguem regras para seu
desenvolvimento (i.e., começar com um verbo, listar em ordem de realização, estar
de acordo com a definição da intervenção, usar uma atividade já formulada de uma
intervenção relacionada se a atividade também se encaixar na nova intervenção).
Certamente, muitas atividades já são redigidas de forma similar entre intervenções
parecidas.
4. Se as listas de atividades fossem padronizadas, a manutenção de tais lista seria
muito demorada, ineficaz e dispendiosa.
Implementação/Informatização da NIC
13 Minha instituição de assistência em saúde precisa ser informatizada
para utilizar a NIC?
Não, a NI C pode ser usada em um sistema manual de planejamento do cuidado e
documentação. Se o sistema for manual, enfermeiros pouco familiarizados com a NI C
precisarão de acesso direto ao livro da NI C. O livro também deve estar disponível para
enfermeiros trabalhando em instituições que tiverem a NI C informatizada (acreditamos
que toda unidade deveria ter um livro e encorajar enfermeiros a ter suas próprias cópias);
com um computador, no entanto, a NI C pode ser salva e acessada eletronicamente.
Computadores facilitam o acesso às intervenções NI C de diversas formas (por enquanto,
por meio de classes taxonômicas e diagnósticos de enfermagem, mas também é possível
por população de pacientes, caminhos críticos etc.). Computadores podem facilmente
acomodar uma variedade de telas de apoio à tomada de decisão clínica para enfermeiros.
A documentação do que fazemos pelos pacientes usando uma linguagem padronizada
no computador torna possível para a enfermagem construir bancos de dados em
agências, estados, regionais e nacionais para fazer pesquisas de eficácia. S e a sua agência
não é informatizada, ajude-a a tornar-se. Mas você não precisa esperar pelo computador
para usar a NI C. Ela é útil para comunicar a assistência de enfermagem com ou sem um
computador.
14 Como a NIC deve ser incluída no meu computador?
Sugerimos que os sistemas informatizados sejam construídos usando os títulos
padronizados das intervenções. Os enfermeiros devem planejar, documentar e
comunicar os cuidados nesse nível. Pesquisas devem ser feitas nesse nível, por exemplo,
comparando o uso e resultados de diferentes intervenções (p. ex., ver 10,19,20). Se também é
desejável documentar as atividades, isso pode ser feito tanto indicando as atividades que
foram implementadas quanto tabelando, por exceção, as atividades que não foram
implementadas. Algumas instituições só querem documentar uma pequena lista dessas
atividades que são essenciais para fins legais ou aquelas que precisam de um
acompanhamento adicional, como “ordens” para auxiliares de enfermagem. No todo,
contudo, devemos começar a reconhecer que o padrão de cuidado para arealização de
uma determinada intervenção envolve a realização das atividades listadas pelo
enfermeiro conforme forem apropriadas para o paciente em particular e situação.
15 Qual seria o melhor modo de implementar a NIC em minha
instituição?
Outras perguntas relacionadas incluem: devo implementar a NI C e a NOC juntas? D evo
implementar a NI C ao mesmo tempo que oriento os enfermeiros a usar o novo sistema
computadorizado? D evemos fazer isso apenas em uma unidade-piloto primeiro ou
colocar em prática para todos ao mesmo tempo? O Capítulo 2 lista Passos para
I mplementação úteis em instituições de saúde (Quadro 2-3), bem como Passos para
I mplementação em instituições educacionais (Quadro 2-8). Também há outros materiais
no Capítulo 2, tais como exemplos de formas de implementação usadas por instituições
de saúde que puseram a NI C em prática, para auxiliar o usuário que está começando. No
que se refere às perguntas sobre quanto fazer em um momento, não há uma resolução
imediata; realmente depende da situação e da quantidade e natureza de alterações, apoio
e recursos disponíveis e limite de tempo. O livro da NOC traz muitas sugestões úteis
sobre sua implementação. Aconselhamos a não fazer muitas mudanças de uma só vez, já
que são mais modificações com as quais a maioria pode lidar. Por outro lado, não
prolongue a mudança em pequenas partes por muito tempo. Registros duplicados de
relatório (registrar a mesma coisa em mais de um lugar) é desencorajado. I niciar uma
mudança piloto para solucionar problemas (digamos, começando por uma unidade onde
o enfermeiro gerente e a equipe sejam favoráveis) sempre é uma boa ideia. D ar tempo
para o treinamento e ter uma equipe de apoio disponível para quando a mudança for
implementada pela primeira vez é importante. Margaret Lunney publicou um artigo
informativo sobre como ajudar a equipe de enfermagem a utilizar NAND A-I , NI C e
NOC à medida que o sistema de saúde muda para o registro eletrônico de saúde.16 No
começo, é importante pensar nas formas futuras de uso desses dados, além do
planejamento de cuidado inicial ou do propósito de documentção. O Capítulo 2 também
inclui a ideia de montar uma base de dados para pesquisas sobre eficácia no futuro.
16 Quando é necessário obter uma licença?
Outras questões relacionadas incluem: Por que preciso de uma licença? Por que a NI C
não é de domínio público? Por que o direito autoral da NI C é de uma editora? S eránecessária uma licença se colocarmos a NI C em um sistema de informação de
enfermagem ou se usarmos uma parte substancial da Classificação para fins comerciais
ou lucro? A NI C é publicada e teve seus direitos autorais adquiridos pela Elsevier, e essa
organização processa solicitações de permissão para usar a Classificação. Veja a parte
interna da capa da frente para instruções sobre quem contatar para a permissão de uso
ou licença.
Quando começamos a trabalhar na Classificação NI C, não tínhamos ideia da
magnitude do trabalho ou de uso atual muito difundido, ou que seria seguida pela NOC.
Estávamos procurando por uma forma de conseguir publicar o trabalho e disseminá-lo
rapidamente. Como acadêmicos, estávamos familiarizados com o mundo editorial, e
depois de uma profunda revisão de mecanismos alternativos e conversas com outras
editoras, escolhemos a Mosby (agora Elsevier) para publicar nosso trabalho. A
publicação com a Elsevier tem muitas vantagens. Primeiramente, eles têm recursos e
contatos para produzir um livro, comercializá-lo e vendê-lo. Além disso, eles têm uma
equipe jurídica e recursos para processar pedidos de permissão e proteger os direitos
autorais. I sso é especialmente importante com a linguagem padronizada, em que a
alteração de termos impede o objetivo de promover a comunicação entre enfermeiros de
diferentes especialidades e locais de trabalho. Vemos o nosso relacionamento com a
Elsevier como uma parceria.
Os direitos autorais não restringem o uso legítimo. D e acordo com as diretrizes da
American Library Association, o uso legítimo permite que o conteúdo seja copiado se: (1)
a parte copiada for seleta e pequena em relação ao trabalho completo; (2) o conteúdo não
for usado repetidamente; (3) não for feita mais que uma cópia por pessoa; (4) a fonte e os
direitos autorais forem incluídos em cada cópia; e (5) não for cobrada uma taxa pela cópia
além do custo da reprodução. A determinação da quantidade que pode ser copiada sob
política de uso legítimo tem relação com o efeito das cópias nas vendas do material
original. A American Library Association diz que não se deve copiar mais que 10% de um
trabalho.
Quando alguém coloca a NI C em um sistema informatizado que será utilizado por
várias pessoas, há uma violação dos direitos autorais (um livro agora está sendo
“copiado” para o uso de centenas de enfermeiros) e então um contrato de licença se faz
necessário. D o mesmo modo, quando alguém usa grandes partes da NI C em um livro ou
programa de computador que depois é vendido e gera lucros para esse indivíduo, então
uma taxa de permissão é necessária. Escolas de enfermagem e instituições de saúde que
queiram utilizar a NI C em suas próprias instituições e não têm a intenção de vender um
produto resultante dela estão livres para usá-la. Contudo, existem políticas de uso
legítimo. Por exemplo, a NI C e a NOC não podem ser copiadas e usadas em um
programa de curso semestre após semestre — os livros da Classificação devem ser
adotados para uso. D a mesma forma, instituições de saúde devem comprar um número
razoável de livros (digamos que um por unidade) em vez de copiar as intervenções e
colocá-las em um manual de procedimentos.
Solicitações para uso da NI C e da NOC devem ser enviadas para o departamento de
permissões da Elsevier. Muitos pedidos de permissão para o uso não violam o direito
autoral, e a permissão é dada sem a necessidade do pagamento de taxas. Valores para o
uso em um livro dependem da quantidade de material a ser utilizado. A tarifa para o uso
em sistemas de informação depende do número de usuários e custa em média cinco
dólares anualmente por usuário. Existe uma taxa fixa para a incorporação da NI C no
banco de dados de um fabricante de softwares e depois uma taxa de sublicença para cada
sublicença obtida, com base no número de usuários. As tarifas são razoáveis, e uma parte
substancial delas é encaminhada para o Center for Nursing Classification & Clinical
Effectiveness para ajudar a financiar o desenvolvimento e uso da NI C. A Classificação só
é útil se refletir a prática atual; a manutenção é longa, e os valores gerados pelo seu uso
sustentam esse trabalho.
17 Como explicar para o administrador da minha instituição que é
necessário obter uma licença?
Primeiramente, nós queremos reiterar que somente o uso em um sistema de informação
requer uma licença e pagamento de taxas; se você pretende usar a NI C manualmente ou
para um projeto particular, isso não viola o direito autoral. Por favor, vá em frente. Em
nossa experiência, são os enfermeiros que não têm familiaridade com licenças e taxas, e
não os administradores de instituições de saúde. A maior parte das outras Classificações
de saúde tem direitos autorais e demanda tarifas para seu uso. Por exemplo, a
Terminologia Atualizada de Procedimentos Médicos (CPT, Current Procedural
Terminology) é de direito autoral da American Medical Association, e o Manual
D iagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (D SM) é de direito autoral da American
Psychiatric Association. I nstituições de saúde habitualmente pagam taxas de licença
regularmente agora, mas a maior parte dos enfermeiros não está ciente disso. Há muitos
anos, em um hospital de cuidados terciários do meio-oeste, 97 programas de
computadores licenciados foram instalados e mais de US$1.220.000 foram gastos
anualmente com tarifas. Sem dúvidas, os custos são maiores agora.
Taxas de licenciamento normalmente são incluídas como parte dos custos do software.
A NI C pode ser licenciada com a Elsevier (uso da linguagem) para a incorporação em um
programa de computador existente ou comprado de um fornecedor com o software (o
fornecedor compra a licença com a Elsevier, e o preço do programa inclui os custos da
licença). Como cada vez mais enfermeiros entendem a vantagem de usar uma linguagem
padronizada e desejam isso nas compras de sistemas de computador, mais fornecedores
incluirão a NIC em sua lista de produtos.
Na enfermagem, nenhuma das organizações profissionais tem recursos para manter a
NI C, então foi necessário outro caminho. Fomos informados pelos profissionais da área
médica de que ter a Classificação estabelecida em uma universidade tem suas vantagens
sobre o modelo organizacional profissional, no qual a política (o que é incluso ou não)
pode interferir. A manutenção e desenvolvimento em andamento, no entanto, requerem
recursos. As Classificações e outros trabalhos de domínio público frequentemente são os
que não terão manutenção — você pode usar o que está disponível, mas não espere que
seja atualizado. Tentamos tornar a NI C tão acessível quanto possível, mas também
coletamos tarifas para que tivéssemos um fluxo de renda com o qual financiar o trabalho
de manutenção, que não deve ser interrompido.
18 O que é um modelo de terminologia referencial? Por que estão sendo
desenvolvidos? Eles tornarão obsoletas as Classificações como a NIC?
Um modelo de terminologia referencial (RT) identifica as partes do conceito (i.e., as
partes de qualquer diagnóstico e intervenção) que podem ser usadas por trás das telas
em sistemas informatizados para auxiliar tais sistemas a comunicarem-se uns com os
outros. Por exemplo, uma intervenção pode consistir em uma ação, um receptor e uma
via. Quando estávamos no ensino médio por volta dos anos 1950, solicitavam que
fizéssemos um diagrama de orações para aprender suas partes integrantes (p. ex., o
substantivo, o verbo, o advérbio); um modelo de RT funciona na representação de
conceitos de forma similar. Teoricamente, um modelo de RT permite que vocabulários
diferentes (p. ex., a NI C e a Omaha) sejam mapeados em um modelo de RT e, assim,
comparados entre si. D izemos “teoricamente” porque essa abordagem ainda não foi
testada na prática. No fim dos anos 1990 e início dos anos seguintes, ocorreu uma
multiplicação dos modelos de terminologia. Exemplos incluem a HL7 (nos Estados
Unidos, para todo o sistema de saúde), o CEN (na Europa, para todo o sistema de saúde),
a SNOMED (para uso nos Estados Unidos e na Europa)e a I SO-Enfermagem (para a
enfermagem internacionalmente). Consideramos a Classificação I nternacional de
Práticas de Enfermagem (I CNP) e seus eixos, um modelo de RT que é mais útil por trás
das telas do que para enfermeiros da prática, como uma terminologia de interface.
A segunda parte dessa pergunta é se a criação de um modelo de RT tornará as
Classificações e a NI C obsoletas. Não, a NI C é uma linguagem primária criada para a
comunicação entre enfermeiros e outros profissionais. Queremos que os enfermeiros
consigam escrever e falar os termos da NI C. Por outro lado, modelos de RT são para uso
em programas: se forem bem-sucedidos, ajudarão os fabricantes a construir um
programa que pode usar e comparar diferentes linguagens. Modelos de RT são de difícil
entendimento e não são de utilidade clínica. Mesmo que eles permitam que o usuário
documente o cuidado com suas próprias palavras (versus a linguagem padronizada), isso
não é desejável (exceto em uma seção para anotações de texto livres que fosse
suplementada e elaborada em cima do padrão de linguagem padronizada) para os
profissionais, pois ainda teríamos problemas de falta de comunicação entre o meio e
entre nós e profissionais de outras áreas sobre o que fazemos. Sempre precisaremos de
ma linguagem padronizada para comunicar o trabalho de enfermagem — o propósito da
NIC é exatamente esse.
19 Existe algum software disponível no mercado que inclua a NIC?
Existem fornecedores que possuem softwares de enfermagem clínica
com a NIC incluída?
S im. Essa é uma área em crescimento. Quando um contrato de licença da NI C é feito com
a Elsevier, o usuário recebe um CD -ROM para facilitar a transferência da linguagem para
o computador. Um número crescente de fornecedores está incluindo a NI C em seus
programas de computador, e seus websites são listados no próximo capítulo (Quadro 2-2).
Acordos de licença adicionais estão em andamento. Não apoiamos qualquer produto
em particular; possíveis usuários devem entrar em contato com os fabricantes
diretamente para avaliar seus produtos. Outros programas foram criados para fins
específicos, por exemplo, o programa criado por Gail Keenan e colegas para coletar dados
de pesquisa, em Michigan.15 Acreditamos que a inclusão da NI C no SNOMED -CT
facilitará e encorajará a incorporação da NI C em produtos de fornecedores. Se o seu
programa não inclui a NI C, pergunte sobre planos futuros nos encontros com usuários.
Fornecedores desenvolverão seus produtos de acordo com a demanda do usuário. Os
enfermeiros devem se manifestar e pedir que uma linguagem padronizada seja incluída
em programas de computadores clínicos.
Outras
20 Como a NIC se compara a outras classificações?
A a American Nursing Association reconhece 12 terminologias para a infraestrutura
de comunicação da prática de enfermagem. Algumas são elementos de conjuntos de
dados, outras são terminologias de interface, e algumas são terminologias
multidisciplinares. Comparada a outras Classificações, a NI C é mais abrangente quanto
às intervenções. D e todas as Classificações, somente a NAND A-I , a NI C e a NOC são
abrangentes e apresentam esforços constantes para mantê-las atualizadas. A relação de
proximidade entre as Classificações,14 assim como uma proposta de estrutura de
organização comum,9 confere ao usuário um sistema de classificação abrangente e que
pode ser usado para documentar o cuidado entre áreas e especialidades.
21 Devemos usar uma classificação de enfermagem quando a maior
parte dos cuidados de saúde está sendo prestada por equipes
interdisciplinares?
Eventualmente, ouvimos frases como “não podemos usar nada que seja qualificado para
a enfermagem, quando tudo vai ser interdisciplinar agora”. E essas frases vêm de
enfermeiros, e não de médicos ou outros profissionais de cargos de peso na área
interdisciplinar. Ao mesmo tempo, presume-se que, ao utilizar um jargão médico, não
violamos esse princípio interdisciplinar. Acreditamos que os enfermeiros que fazem
parte de uma equipe interdisciplinar encarregados do desenvolvimento e implementação
de um registro computadorizado de cuidados do paciente integrado devem ser, na
verdade têm de ser, os promotores do uso da NI C e da NOC. S im, elas contêm a palavra
enfermagem em seus títulos porque foram criados indutivamente por meio de pesquisas
baseadas no trabalho de enfermeiros direcionados a enfermeiros. Vistas como um todo,
elas refletem a área da enfermagem, mas qualquer intervenção individual pode ser feita
por outros especialistas e qualquer resultado pode ser influenciado pelos tratamentos de
outros profissionais ou por muitos outros fatores. Essa é uma situação na qual a
enfermagem tem algo de valor que outros profissionais, em sua maioria, não têm. A NI C
e a NOC documentam as contribuições de enfermeiros que podem ser usadas, ou
adaptadas e utilizadas, por outros, se assim desejarem. Enfermeiros não devem evitar
falar sobre essas inciativas da enfermagem; eles deveriam oferecê-las seguramente como
uma contribuição da enfermagem para o objetivo interdisciplinar de um registro
informatizado dos pacientes, que pode ir além de áreas e especialidades.
I sso é consistente com a atitude de uma pessoa que trabalha bem em equipe em um
ambiente interdisciplinar. É essencial para resultados bem-sucedidos serem alcançados
por times interdisciplinares, que os membros enfermeiros comuniquem as suas
perspectivas únicas e seus conhecimentos. O que qualifica um bom membro de equipe?
Existem três qualidades essenciais: (1) a pessoa tem algo para contribuir para o
funcionamento geral da equipe, (2) a pessoa é boa naquilo que ela faz e (3) outros
entendem o que a pessoa pode fazer. Um time de beisebol aceitaria um membro que não
pode jogar em qualquer posição e que era um batedor ruim? Certamente não. Eles
acolheriam alguém que estivesse ansioso para ajudar, mas não soubesse dizer como ele
pode ajudar? Talvez, mas essa pessoa terminaria sendo a pessoa que leva água para os
jogadores em vez de atuar em uma posição na equipe. Ser uma pessoa que atua bem em
equipe significa que a pessoa tem algo para contribuir com a equipe e que comunica suas
ideias. Times de beisebol enfatizam a importância de papéis e habilidades específicas e
diferentes entre os membros da equipe. Ninguém sugere que, pelo fato de um membro
da equipe chamar-se lançador ou interbase, ele não faça parte da equipe. Não se fala para
os jogadores que eles não sabem trabalhar em equipe se eles melhoram seus
conhecimentos e habilidades pessoais e são reconhecidos por seu desempenho
individual. Um time de beisebol, ou qualquer outro time melhora sua eficácia
maximizando e integrando as contribuições individuais de seus membros.
Ouvimos algumas pessoas falarem que deveria existir somente uma linguagem
partilhada por todas as áreas de saúde1. Se isso for possível, acreditamos que essa língua
única deve desenvolver-se de forma indutiva pelo compartilhamento e adição em
linguagens que já existem atualmente. Talvez, com o tempo, construiremos uma extensa
linguagem comum pela qual alguns termos para intervenções e resultados sejam
compartilhados por muitas pessoas. Mas mesmo se pudermos criar um amplo linguajar
comum, ele sempre será usado em partes, porque a sua totalidade será muito grande
para ser aprendida e estudada, e todas as intervenções e resultados não são pertinentes a
todas as áreas. Essa vasta linguagem única será quebrada e usada em partes pelo mesmo
motivo que existem as especialidades — o todo é muito amplo e complexo para ser
dominado por uma única pessoa, logo diferentes áreas representam diferentes
perspectivas especializadas.
22 Como a NIC contribui para o desenvolvimento de teorias na
enfermagem?
Os títulos das intervenções são os conceitos, e os nomes dos tratamentos são dados pelos
enfermeiros. As definições e atividades que acompanham os nomes fornecem a definição
e a descrição da intervenção. A clarificação dos conceitos de intervenções para o
desenvolvimento do conhecimento da enfermagem facilita a comunicação coma área.
Como as habilidades da enfermagem estão ligadas aos diagnósticos, intervenções e
aumento de resultados, uma teoria prescritiva para a prática da enfermagem será
desenvolvida. A NI C é um projeto crucial por providenciar os elementos léxicos para
teorias de enfermagem de médio alcance que ligam diagnósticos, intervenções e
resultados. I ntervenções são o elemento-chave da enfermagem. Todos os outros aspectos
da prática da enfermagem são condicionados, e secundários, aos tratamentos que
identificam e delineiam a nossa disciplina. Essa abordagem centrada na intervenção não
diminui a importância do paciente; mas, a partir de uma perspectiva disciplinar, o
fenômeno do interesse do paciente é importante, já que pode ser afetado pela atuação da
enfermagem. Acreditamos que o uso de uma linguagem padronizada de diagnósticos,
intervenções e resultados de enfermagem anuncia uma nova era no desenvolvimento de
teorias de enfermagem, saindo do antigo foco em grandes teorias para o
desenvolvimento e uso de teorias de médio alcance (Para mais informações, ver 3 e 21.)
Embora acreditemos que, no futuro, grandes teorias de enfermagem serão trocadas por
teorias de médio alcance, no presente, a NI C pode ser usada com qualquer grande teoria
existente. A NI C pode ser usada por qualquer instituição, especialidade de enfermagem,
ou modelo de prestação de saúde independentemente da orientação filosófica.
Resumo
Este capítulo fornece uma visão geral da NI C, e uma breve prévia da NOC, assim como
do Center for Nursing Classification and Clinical Effectiveness, na Faculdade de
Enfermagem, da University of I owa, onde a Classificação é sediada. Além disso, são
apresentadas e respondidas as 22 perguntas mais frequentes. No geral, o capítulo fornece
um modo conveniente e rápido de familiarizar-se com a NIC.
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structure of nursing interventions. Nursing Research. 1996; 45(1):10–17.
CAPÍ T ULO
DOI S
Utilização da NIC na Prática, Educação e
Pesquisa
Em seu livro The Information: A History, A Theory, A Flood, J ames Gleick23 afirma que
nosso mundo funciona com um combustível e um princípio vital: a informação. Gleick
descreve em profundidade como a informação permeia todas as ciências e transforma
todos os ramos do conhecimento. D a mesma forma, o teórico evolucionista Richard
Dawkins18 afirmou: “o que está no coração de todos os seres vivos não é um fogo, não é o
hálito quente, nem uma centelha de vida… sim, se você quiser entender a vida, você
precisa pensar em termos de informação, palavras, instruções e tecnologia da
informação”. As noções de Gleick e D awkins sobre centralidade da informação aplicam-
se a todos os campos da ciência, incluindo a enfermagem. A informação está no coração
da enfermagem.
I nformação é conhecimento. A enfermagem é uma disciplina científica, e como todas
as disciplinas, tem um único corpo de conhecimento. D e acordo com Nursing’s Social
Policy Statement: The Essence of The Profession,3 o objetivo da enfermagem inclui a
aplicação do conhecimento científico, nos processos de diagnóstico e tratamento, pelo
uso de julgamento e pelo pensamento crítico, no contexto de uma relação cuidadosa que
facilite a saúde e a cura. Sendo uma área do conhecimento, a enfermagem é composta de
informações sobre a natureza da saúde e da doença, bem como de estratégias e de
tratamentos para promover a saúde e o bem-estar.
É essencial para qualquer sistema de conhecimento científico ter meios de classificar e
estruturar categorias de informação.11,23,35 A NI C identifica os tratamentos que os
enfermeiros realizam, organiza essas informações em uma estrutura coerente e fornece a
linguagem para comunicação com pessoas, famílias, comunidades, membros de outras
disciplinas e público em geral. Quando a NI C é usada para documentar o trabalho dos
enfermeiros na prática, temos o início de um mecanismo para determinar o impacto dos
cuidados de enfermagem nos resultados do paciente. Clark e Lang16 lembram-nos da
importância das linguagens e classificações de enfermagem ao afirmarem: “Se não
podemos nomeá-las, não podemos controlá-las, financiá-las, ensiná-las ou colocá-las na
política pública” (p. 27).
Este capítulo tem três principais seções. A primeira aborda o uso da NI C na prática,
incluindo a maneira de selecionar uma intervenção para determinado paciente, a
implementação da NI C na instituição de prática clínica e a implementação e usos da NI C
em sistemas de informação com bases de dados computadorizados. A segunda seção
aborda o uso na educação, incluindo integração da NI C nos currículos de enfermagem e
como a NI C é usada para tomada de decisãoclínica no modelo de raciocínio reflexivo
clínico Outcome-Present State-Test (OPT). A terceira seção enfoca a utilização da NI C na
pesquisa com ênfase no modo como ela pode ser usada em pesquisas de eficácia e
efetividade.
Utilização da nic na prática
Selecionando uma Intervenção
Enfermeiros usam o julgamento clínico com indivíduos, famílias e comunidades para
melhorar sua saúde, aperfeiçoar sua capacidade de lidar com problemas de saúde e
promover sua qualidade de vida. A seleção de uma intervenção de enfermagem para um
paciente em particular é parte do julgamento clínico do enfermeiro. S eis fatores devem
ser considerados na escolha de uma intervenção: (1) os resultados desejados do paciente,
(2) características do diagnóstico de enfermagem, (3) base de pesquisas para a
intervenção, (4) viabilidade para realização da intervenção, (5) aceitabilidade para o
paciente e (6) capacidade do enfermeiro.
Resultados Desejados dos Pacientes
Os resultados dos pacientes devem ser especificados antes que uma intervenção seja
escolhida. Eles servem como os critérios que avaliam o sucesso de uma intervenção de
enfermagem. Os resultados descrevem comportamentos, respostas e sentimentos do
paciente em relação ao atendimento prestado. Muitas variáveis influenciam os
resultados, incluindo o problema clínico, intervenções prescritas pelos profissionais de
saúde, os próprios profissionais de saúde, o ambiente no qual o cuidado é recebido, a
própria motivação do paciente, a estrutura genética e fisiopatologia e as pessoas
significativas do paciente. Existem muitas variáveis intervenientes ou mediadoras em
cada situação, o que torna difícil estabelecer uma relação causal entre as intervenções de
enfermagem e os resultados do paciente em alguns casos. O enfermeiro deve identificar
para cada paciente o resultado que pode ser razoavelmente esperado e alcançado em
consequência dos cuidados de enfermagem.
A maneira mais eficaz para especificar os resultados é pelo uso da Classificação de
Resultados de Enfermagem (NOC).40 A NOC contém 490 resultados para os indivíduos,
famílias e comunidades, que são representativos para os os ambientes e especialidades
clínicas. Cada resultado NOC descreve os estados do paciente em um nível conceitual,
esperando-se que os indicadores sejam modificáveis pela intervenção de enfermagem. Os
indicadores de cada resultado permitem a mensuração dos resultados em qualquer
ponto, em uma escala Likert de 5 pontos, do mais negativo para o mais positivo. Com o
tempo, avaliações repetidas permitem a identificação de alterações na condição do
paciente. Assim, os resultados NOC são usados para monitorar o grau de progresso, ou
falta de progresso, ao longo de um episódio de cuidados. Os resultados NOC foram
desenvolvidos para serem usados em todos os ambientes, todas as especialidades e ao
longo do continuum do cuidado. O resultado NOC Estado de Conforto é exibido no
Quadro 2-1 para mostrar o título, a definição, os indicadores e a escala de mensuração.
Os resultados NOC foram ligados aos diagnósticos NAND A I nternational (NAND A-I ),
e essas ligações aparecem no verso do livro da NOC. As intervenções NI C também foram
associadas a resultados NOC e diagnósticos NAND A-I , e as ligações estão disponíveis
em um livro intitulado: Ligações NANDA NOC–NIC. Condições Clínicas, Suporte ao
Raciocínio e Assistência de Qualidade.32
Quadro 2-
1 E xemplo de R esultado N O C E stado de C onforto—
2008
Definições: Conforto geral físico, psicoespiritual, sociocultural e ambiental e
segurança de um indivíduo
Manter em______ Aumentar para______
Domínio – Saúde Percebida (V) Classe – S aúde e Qualidade de Vida (U), 4ª edição,
2008.
Referências do Conteúdo do Resultado
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ed.). St. Louis: Elsevier.
Características do Diagnóstico de Enfermagem
Os resultados e as intervenções são selecionados em relação a diagnósticos de
enfermagem em particular. O uso da linguagem de enfermagem padronizada começou
no início de 1970, com o desenvolvimento da classificação de diagnósticos de
enfermagem NAND A. Um diagnóstico de enfermagem de acordo com NAND A-I é “um
julgamento clínico sobre as respostas atuais ou potenciais do indivíduo, família, grupo
ou comunidade às condições de saúde/processos vida” e “fornece a base para a seleção
das intervenções de enfermagem para atingir resultados pelos quais o enfermeiro é
responsável.”41. Os elementos de uma declaração diagnóstica real NAND A-I são o título,
os fatores relacionados (causas ou fatores associados) e as características definidoras
(sinais e sintomas). As intervenções são dirigidas para alterar os fatores etiológicos
(fatores relacionados) ou causas do diagnóstico. S e a intervenção é bem-sucedida na
alteração da sua etiologia, pode-se esperar que o estado do paciente melhore. Nem
sempre é possível modificar os fatores etiológicos, e nesses casos é necessário tratar as
características definidoras (sinais e sintomas).
Para auxiliar na escolha de intervenções de enfermagem apropriadas, a Parte S eis deste
livro lista as intervenções principais e sugeridas para tratar os diagnósticos de
enfermagem NAND A-I . Além disso, o texto recentemente publicado: Ligações NANDA
NOC – NIC. Condições Clínicas, Suporte ao Raciocínio e Assistência de Qualidade32 é um
recurso inestimável para a identificação de resultados e intervenções de todos os
diagnósticos de enfermagem NAND A-I , bem como para 10 condições clínicas comuns:
asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de cólon e reto, depressão, diabetes
melito, insuficiência cardíaca, hipertensão, pneumonia, acidente vascular encefálico e
substituição total da articulação: quadril/joelho.
Base Científica para a Intervenção
O I nstitute of Medicine (I OM), no relatório Health Professions Education: A Bridge to
Quality25, descreveu alterações na formação de todas as profissões de saúde, que
incluíram emprego da prática baseada em evidências. A Agency for Healthcare Research
and Quality (AHRQ), o I OM e outras agências governamentais que são centros de
diretrizes clínicas já sancionaram o uso da prática baseada em evidência como base para
todos os cuidados de saúde.24 Essas agências têm enfatizado que as intervenções
apoiadas em evidências científicas melhoram os resultados dos pacientes e a prática
clínica. É essencial que os enfermeiros desenvolvam habilidades de investigação clínica, o
que exige que questionem continuamente se o cuidado realizado é a melhor prática
possível. Para determinar a melhor prática, evidências baseadas em pesquisa precisam
ser conhecidas e utilizadas na escolha de intervenções. Assim, o enfermeiro que usa uma
intervenção precisa estar familiarizado com a sua base de pesquisa. A pesquisa indica a
eficácia da utilização da intervenção com certos tipos de pacientes. Algumas intervenções
e suas atividades de enfermagem correspondentes têm sido amplamente testadas para
populações específicas, ao passo que outras devem sertestadas e são baseadas no
conhecimento clínico de especialistas. Manuais de diagnóstico de enfermagem, como
Ackley e Ladwig,1 fornecem referências de pesquisa de estudos de caso sobre um único
cliente para revisões sistemáticas que fornecem evidências de pesquisas adicionais
relacionadas a intervenções NI C. Enfermeiros aprendem sobre a investigação
relacionada a intervenções específicas por meio de seus programas de educação e
também em como manter o seu conhecimento atual, encontrando e avaliando estudos de
investigação. S e não houvesse nenhuma base de pesquisa para auxiliar o enfermeiro a
selecionar uma intervenção, então o enfermeiro usaria princípios científicos (p. ex.,
transmissão de infecção) ou iria consultar um especialista sobre as populações
específicas para as quais a intervenção pode trabalhar.49 A lém disso, as instituições usam
modelos, como o I owa Model for Evidence-Based Practice to Promote Quality of Care, para
orientar o trabalho no uso de evidência para o tratamento de um determinado problema
clínico e para decidir sobre um protocolo de prática.50
Viabilidade para Desempenho da Intervenção
Preocupações sobre a viabilidade incluem as formas com que a intervenção em particular
interage com outras intervenções, tanto as do enfermeiro como as de outros profissionais
de saúde. É importante que o enfermeiro esteja envolvido no plano total de tratamento
do paciente. Outras preocupações sobre a viabilidade essenciais na configuração atual de
cuidados de saúde são o custo da intervenção e a quantidade de tempo necessário para a
implementação. O enfermeiro precisa considerar as intervenções de outros profissionais,
o custo da intervenção, bem como o tempo necessário para implementar adequadamente
uma intervenção ao escolher um curso de ação.
Aceitabilidade do Paciente
Uma intervenção deve ser aceitável para o paciente e família. O enfermeiro
frequentemente é capaz de recomendar a escolha de intervenções para ajudar a alcançar
um determinado resultado. Para facilitar a escolha informada, o paciente deverá receber
informação sobre cada intervenção e de como se espera que ele participe. Mais
importante ainda, os valores do paciente, crenças e cultura devem ser considerados na
escolha de uma intervenção.
Capacidade do Enfermeiro
O enfermeiro deve ser capaz de efetuar a intervenção em particular. Para que o
enfermeiro seja competente para implementar a intervenção, ele deve: (1) ter
conhecimento da fundamentação científica para a intervenção; (2) possuir as
competências psicomotoras e interpessoais necessárias; e (3) ser capaz de articular-se no
ambiente específico para usar efetivamente os recursos de cuidados de saúde. 9 Fica claro
que, só de olhar a lista total de 554 intervenções, nenhum enfermeiro tem a capacidade
de fazer todas elas. A enfermagem, assim como outras disciplinas da saúde, é
especializada, e os enfermeiros, individualmente, atuam dentro de sua especialidade e
encaminham ou colaboram quando outras habilidades são necessárias.
D epois de analisar cada um dos fatores mencionados de um paciente em particular, o
enfermeiro escolhe a(s) intervenção(ões). I sso não demora tanto quanto parece quando
elaborado por escrito. Como Benner7 demonstrou, o estudante de enfermagem
inexperiente deve avaliar esses itens sistematicamente, porém, com experiência, o
enfermeiro sintetiza essa informação e é capaz de reconhecer padrões rapidamente. Uma
vantagem da classificação é que ela facilita o ensino e a aprendizagem na tomada de
decisão para o enfermeiro principiante. Usar uma linguagem padronizada para
comunicar a natureza das nossas intervenções não significa que interromperemos a
prestação de cuidados individualizados. As intervenções são adaptadas para pessoas por
escolha seletiva das atividades e pela modificação das atividades, conforme adequado,
para a idade do paciente e os estados físico, social, emocional e espiritual do paciente e
da família. Essas modificações são feitas pelo enfermeiro, utilizando-se do julgamento
clínico lógico.
Implementando a NIC em uma Instituição de Prática Clínica
Cada vez mais, fornecedores que desenvolvem sistemas computadorizados de
informação clínica (S I C) estão incluindo terminologias de enfermagem padronizadas em
ambientes hospitalares e de saúde. Anderson, Keenan e J ones5 compararam cinco
terminologias de enfermagem, que incluem diagnósticos, intervenções e resultados de
enfermagem. Havia 879 publicações sobre as terminologias NAND A, NI C e NOC
(NNN), mais do que o total das publicações para as outras quatro terminologias
combinadas. A literatura NNN foi encontrada em 21 países e em 28 estados dos Estados
Unidos. Assim, não é surpreendente que a NI C esteja sendo implementada em uma
ampla gama de sistemas de informação de computadores nos Estados Unidos, bem como
em países ao redor do mundo, incluindo Bélgica, Brasil, Canadá, D inamarca, I nglaterra,
França, Alemanha, I slândia, J apão, Espanha, S uíça e os Países Baixos. O Quadro 2-2 lista
alguns dos cuidados dos fabricantes de sistemas computadorizados de informação em
saúde que adquiriram a licençada NI C para incorporação em seus softwares. Os sistemas
computadorizados de informação que incluem a NI C estão sendo usados em um grande
número de instituições de saúde. Ao incluir a NI C, juntamente com outras terminologias
de enfermagem padronizadas, como NAND A-I e NOC, em sistemas computadorizados
de informação clínica, eles podem ser usados não só para planejar e documentar os
cuidados de enfermagem, mas também consistem em uma maneira de melhorar tomada
de decisão clínica, compartilhar informação e acompanhar os resultados dos
pacientes.15,34,37,38A Figura 2-1 é um exemplo de como a NI C aparece em um sistema de
informação eletrônico.
Quadro 2-
2 F abricantes que P ossuem L icença para a N I C
Healthland
www.healt
hland.co
m
NIC e NOC integradas com sistema de software de documentação clínica para o planejamento da assistência. O
sistema é utilizado por hospitais de pequeno e de médio porte.
DIPS ASA
www.dips.
com
NIC integrada no Sistema de Prontuário Eletrônico do Paciente para o planejamento da assistência. Empresa
localizada na Noruega.
DxR
Develop
ment
Group
www.dxrgr
oup.com
Sistema online para o ensino do processo de enfermagem a estudantes. Produto chamado DxRNursing.
ClinicaleNo
tes, LLC
www.eclini
calnotes.
com
NIC e NOC integradas em uma seção de documentação de enfermagem de um sistema de documentação eletrônica
para os profissionais de saúde que cuidam de idosos.
McKesson
Corpora
tion
www.mcke
sson.co
m
NIC e NOC integradas no Plano Horizon Expert para uso no planejamento da assistência.
Nurse’s
Aide,
LLC
www.nurse
saide.net
Produto para enfermeiros professores para ajudar nos planos de cuidados com os alunos.
Robin
Technol
ogies,
Inc
www.carep
lans.com
NIC e NOC são usadas em planos de cuidados para uso por estudantes e enfermeiros em unidades de longa
permanência.
SNOMED-
CT
www.snom
ed.com
NIC e NOC usadas na ferramenta de mapeamento. (A propriedade da SNOMED foi transferida para a Organização
Internacional de Desenvolvimento em Normas de Terminologia da Saúde.)
Typhon
Group,
LLC
www.typh
ongroup
.com
NIC e NOC integradas no programa utilizado por escolas de enfermagem, Acompanhamento do Estudante de
Enfermagem (RNST). O produto ajuda usuários estudantes a desenvolver planos de assistência ao paciente.
http://www.healthland.com/
http://www.dips.com/
http://www.dxrgroup.com/
http://www.eclinicalnotes.com/
http://www.mckesson.com/
http://www.nursesaide.net/
http://www.careplans.com/
http://www.snomed.com/
http://www.typhongroup.com/
Fornecido em outubro de 2011 por Karen Delany, Licensing Departament, Elsevier, 1600 JFK Blvd. Suite 1800,
Philadelphia, PA 19103.
FIG. 2-1 Exemplo de um Plano de Cuidados de Enfermagem Eletrônico (Fonte: Horizon Expert Plan —
patente pendente, McKesson Provider Technologies, Westminster, Colorado, 1 de junho de 2011.)
D e acordo com o relatório do I OM, The Future of Nursing: Leading Change,Advancing
Health, “não há maior oportunidade de transformar a prática do que por meio da
tecnologia”. Como Gleick23 assinala, o crescimento dessa inserção de informações em
formas matemática e eletrônica permite que os computadores processem rapidamente,
armazenem e recuperem informações. O relatório do I OM, Crossing the Quality Chasm: A
New Health System for the 21st Century,28 citou numerosos exemplos de como os sistemas
de informação clínica automatizados contribuem para a redução de erros, oferece maior
acesso a testes diagnósticos e resultados de tratamento, e melhora a comunicação e
coordenação dos cuidados. Os sistemas de informação também servem como ajuda para
a tomada de decisão clínica, a documentação do atendimento e a determinação do custo
dos cuidados. O Ato I ndustrial Nacional da Recuperação (ARRA, do inglês, American
Recovery and Reinvestment Act) (Lei Pública 111-5, dos Estados Unidos), em 2009, incluiu
disposições para criar incentivos para a adoção e o uso significativo da tecnologia de
informação em saúde. Para que a enfermagem seja incluída nessa iniciativa, é essencial
que os “elementos de enfermagem” sejam incluídos em todos os registros de saúde
eletrônicos. Os elementos de enfermagem de registros eletrônicos referem-se a qualquer
informação relacionada ao diagnóstico de enfermagem, tratamento e resultados
relevantes para a enfermagem. Casey14 aponta que os registros eletrônicos de saúde não
irão beneficiar a enfermagem até que os enfermeiros sejam capazes de descrever seu
trabalho, o que irá orientar a concepção de sistemas de informação.
Além disso, o conteúdo de enfermagem nos registros eletrônicos de saúde deve ser
padronizado com base na prática baseada em evidências. A NI C é padronizada e está
disponível em formato eletrônico e pronta para ser integrada a sistemas de informação
de saúde. O uso da NI C prevê condições para o apoio à tomada de decisão clínica e
permite a documentação, o armazenamento e a recuperação de informações clínicas
sobre tratamentos de enfermagem. A implementação eletrônica de linguagens de
enfermagem padronizadas facilita a comunicação dos cuidados de enfermagem
prestados a outros enfermeiros e profissionais de saúde; viabiliza um meio de
faturamento e o reembolso para a prestação de cuidados de enfermagem, e permite a
avaliação da concretização dos resultados e da qualidade dos cuidados de enfermagem.
Quando os dados de registos eletrônicos de saúde, incluindo intervenções da NI C, são
armazenados e consultáveis a partir de grandes bancos de dados, os enfermeiros são
capazes de realizar grandes estudos de enfermagem sobre a eficácia e custo-eficácia com
comparações entre várias áreas de saúde.37,48
O tempo e o custo para a implementação da NI C em um sistema de informação de
enfermagem em uma instituição clínica depende da seleção da instituição e do uso de
um sistema de informação de enfermagem, da competência em informática dos
enfermeiros e do uso prévio e compreensão da linguagem de enfermagem padronizada
dos enfermeiros. A mudança para o uso da linguagem de enfermagem padronizada,
utilizando um computador, representa, para muitos, uma grande mudança na maneira
como os enfermeiros têm, tradicionalmente, documentado os cuidados e as estratégias
de mudança eficazes que precisam ser usadas. A implementação completa da NI C em
uma instituição pode levar de meses a anos, e a instituição deve dedicar recursos para
programação de computadores, educação e treinamento. A implementação será mais
fácil se for feita com grandes fornecedores e com atualização dos sistemas de informação
de enfermagem clínica que incluem a NI C. Nesta seção, incluímos ferramentas para
implementação. O Quadro 2-3 fornece as etapas para a implementação da NI C em uma
instituição de prática clínica. Embora nem todos os passos devam ser realizados em
todas as instituições, a lista é útil no planejamento da implementação. D escobrimos que
a implementação bem-sucedida dos passos requer o conhecimento sobre mudança e
sistemas de informação de enfermagem. Além disso, é uma boa ideia ter um processo de
avaliação estabelecido. Há inúmeras publicações que descrevem os processos de
aplicação da NI C em uma ampla variedade de áreas da prática, as quais podem ser
localizadas por meio de uma pesquisa eletrônica da literatura de enfermagem.
Quadro 2-
3 P assos para I mplementação da N I C em uma
I nstituição de P rática C línica
A Estabeleça Comprometimento Organizacional para NIC
• Identifique a pessoa-chave responsável pela implementação (p. ex., a pessoa
encarregada da informática em enfermagem).
• Crie uma força-tarefa de implementação com representantes de áreas-chave.
• Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa.
• Adquira cópias do livro NIC e disponibilize leituras sobre a NIC para as unidades.
• Solicite aos membros da força-tarefa que comecem a usar a linguagem NIC em todas
as discussões diárias.
• Acesse o site do Center for Nursing Classification da Universidade de Iowa, Boletim
da Elsevier NIC/NOC e NIC no Facebook.
B Elabore um Plano de Implementação
• Redija os objetivos específicos a serem realizados.
• Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças
limitantes.
• Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços
mobilizados para a avaliação.
• Identifique quais intervenções NIC são mais apropriadas para a instituição/unidade.
• Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em normas,
planejamento da assistência, documentação, resumo de alta, avaliação de
desempenho.
• Priorize os esforços de implementação.
• Escolha de uma a três unidades-piloto. Envolva membros dessas unidades no
planejamento.
• Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação.
• Revise o sistema atual e determine a sequência lógica de ações para integrar a NIC.
• Crie grupos de trabalho de usuários clínicos especialistas para analisar as
intervenções e atividades da NIC, determine como serão utilizadas na instituição e
desenvolva os formulários necessários.
• Compartilhe o trabalho dos especialistas clínicos com outros usuários para avaliação
e feedback antes da implementação.
• Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada uma das unidades.
• Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão na instituição.
• Determine a natureza do conjunto total de dados de enfermagem. Trabalhe para
garantir que todas as unidades estejam coletando dados sobre todas as variáveis de
maneira uniforme, para que a pesquisas futuras possam ser feitas.
• Faça planos para assegurar que todos os dados de enfermagem sejam recuperáveis.
• Identifique as necessidades da equipe e as formas de lidar com esses planos de
aprendizagem.
C Execute o Plano de Implementação
• Desenvolva as telas/formulários para a implementação. Reveja cada intervenção NIC
e decida se todas as partes (p. ex., título, definição, atividades, referências) serão
usadas. Determine se existem atividades críticas a documentar e se mais detalhes são
desejados.
• Proporcione tempo de treinamento para a equipe.
• Implemente a NIC na unidade-piloto e obtenha feedback regular.
• Atualize o conteúdo ou crie novas funções de computador, se necessário.
• Use grupos focais para esclarecer questões e preocupações/questões de destino.
• Use dados sobre os aspectos positivos da implementação em apresentações amplas.
• Implemente NIC de modo amplo.
• Colete dados de avaliação pós-implementação e faça as alterações necessárias.
• Identifique os principais marcadores para utilizar a avaliação contínua
e dê andamento ao monitoramento e à manutenção do sistema.
• Forneça feedback para o Center for Nursing Classification
Os líderes que estão direcionando os esforços de implementação, bem como os
administradores, designers de sistemas de informação e os enfermeiros da prática, irão se
beneficiar da leitura de referências descrevendo o processo de implementação. O
Quadro 2-4 inclui “regras básicas” para o uso daNI C em um sistema de informação.
S eguir essas regras irá ajudar a garantir que os dados sejam capturados de forma
consistente. Em alguns sistemas de computadores, devido às limitações de espaço, é
necessário reduzir algumas atividades NI C. Embora o encurtamento das atividades seja
cada vez menos importante com a expansão do espaço no computador, o Quadro 2-5
fornece diretrizes para encurtar as atividades da NI C a fim de caberem em um sistema
de computador.
Quadro 2-
4 P rincípios B ásicos de I mplementação para o U so
da N I C em um S istema de I nformação de E nfermagem
1. O sistema de informação deverá indicar claramente que a NIC está sendo usada.
2. Títulos de intervenção NIC e definições devem aparecer por inteiro e devem ser
claramente identificadas como intervenções e definições.
3. As atividades não são intervenções e não devem ser rotuladas como tais nas telas.
4. O registro de que a intervenção foi planejada ou realizada deve considerar o título
da intervenção. Além disso, a instituição pode optar pela identificação de
atividades específicas da intervenção pelos enfermeiros para o planejamento e
documentação do cuidado do paciente.
5. O número de atividades necessárias em um sistema de informação deve ser o
menor possível para cada intervenção, de forma a não sobrecarregar o
profissional.
6. Se as atividades estiverem incluídas no sistema de informação, elas devem ser
mencionadas, na medida do possível (dadas as limitações da estrutura de dados),
conforme aparecem na NIC. As atividades que precisam ser reescritas para se
adaptar a campos pequenos devem refletir o significado pretendido.
7. Todas as atividades adicionais ou modificações devem ser consistentes com a
definição da intervenção.
8. A modificação das atividades da NIC deve ser feita com moderação e somente
quando necessário, na situação prática.
9. As intervenções NIC devem ser uma parte permanente do prontuário do paciente,
com capacidade para recuperar tais informações.
Quadro 2-
5 D iretrizes para E ncurtamento das A tividades N I C
para A daptação a um S istema de C omputador
Introdução: Embora as coisas estejam mudando, alguns sistemas de computador
ainda restringem o espaço, desse modo não permitindo o número de caracteres
necessários para a inclusão de todo o tamanho das atividades NI C. Se este for o caso,
aconselhamos a pedir mais espaço. No entanto, se por qualquer razão não for possível,
as seguintes orientações devem ser utilizadas para diminuir o tamanho das atividades.
Se essas orientações forem seguidas, todas as atividades devem ter menos de 125
caracteres.
Diretrizes:
1. Elimine todos os “conforme apropriado” e “conforme necessário” encontrados
depois de uma vírgula no final de algumas atividades.
2. Remova todo os “por exemplo” que encontrar dentro de parênteses.
3. Exclua palavras ou cláusulas dependentes que descrevem outras partes de uma
atividade.
4. Use a abreviação “pt” para paciente e “enf” para enfermeiro.
5. NÃO crie nova linguagem e não substitua as palavras.
(Nota: D ecidimos não sugerir abreviaturas de palavras além do que já está na NI C,
uma vez que a maioria das instituições tem um acordo sobre a lista de abreviaturas a
usar. Tais listas não são uniformes entre as instituições e a criação de outra lista pode
levar a grande confusão.)
Exemplos:
Monitorar a temperatura corporal:
Administrar o anestésico de acordo com a necessidade do paciente, da análise do
diagóstico e das Normas.
Obter espécime solicitado para análise laboratorial do equilíbrio acidobásico.
Buscar sintomas do histórico de abuso doméstico.
Existe uma agenda nacional em prol do avanço para registros eletrônicos de saúde. No
entanto, há muitas áreas em que os planos de cuidados de enfermagem manuais ainda
são usados. É muito viável a utilização de linguagem padronizada em um sistema
manual/físico ou não informatizado. Na verdade, a implementação é mais fácil se a
equipe de enfermagem puder aprender a usar a linguagem padronizada antes da
introdução de um sistema eletrônico. A Figura 2-2 ilustra um plano de cuidados de
enfermagem manual que incorpora NAND A-I , NOC e NI C. Este é um dos 68 planos de
cuidado desenvolvido e utilizado no Genesis Health Care System, em D avenport, I owa.
Essa agência tem sido um local de teste de campo para NI C durante muitos anos. Em um
ponto, elas foram totalmente informatizadas, mas devido às fusões hospitalares e a uma
mudança nos fabricantes de computadores, os planos de cuidados de enfermagem
atualmente são manuais.
FIG. 2-2 Exemplo do Plano de Cuidados de Enfermagem Manual. (Fonte: Genesis Health System,
1227 E. Rusholme Street, Davenport, IA.)
Utilização de um Modelo de Linguagem Padronizada
O modelo mostrado na Figura 2-3 ilustra o uso da linguagem padronizada para a
documentação do cuidado realmente realizado pelo enfermeiro à beira do leito, que gera
dados para a tomada de decisão sobre custos e problemas de qualidade na instituição de
cuidados de saúde. Os dados também são úteis para a tomada de decisões sobre políticas
de saúde. O modelo de três níveis indica que o uso da linguagem padronizada para a
documentação do cuidado do paciente auxilia não só o enfermeiro da prática a
comunicar-se com os outros, mas também leva a diversos outros usos importantes.
FIG. 2-3 Dados de Prática de Enfermagem: Três Níveis
No nível individual, cada enfermeiro usa linguagem padronizada nas áreas de
diagnósticos, intervenções e resultados para comunicar planos de assistência ao paciente
e documentar o cuidado realiado. Recomendamos o uso de NAND A-I , NI C e NOC como
as classificações nas áreas de diagnósticos, intervenções e resultados. Cada uma dessas
classificações é abrangente quanto a especialidades e instituições da prática, e cada uma
tem os esforços de pesquisa em andamento para manter a atualização das classificações.
Um enfermeiro que trabalha sozinho com um paciente ou grupo de pacientes/clientes
questiona-se várias vezes, de acordo com as etapas do processo de enfermagem. Quais
são os diagnósticos de enfermagem do paciente? Quais são os resultados dos pacientes
que estou tentando alcançar? Quais intervenções devo usar para obter esses resultados?
Os diagnósticos identificados, resultados e intervenções são então documentados
utilizando-se a linguagem padronizada nessas áreas. Um enfermeiro que trabalha com
um sistema de informação que contém a classificação irá documentar o atendimento
prestado escolhendo o título conceitual para a intervenção. Nem todas as atividades
serão realizadas em cada paciente. Para indicar quais atividades foram realizadas, o
enfermeiro pode destacar aquelas realizadas ou simplesmente documentar as exceções,
dependendo do sistema de documentação existente. Um enfermeiro que trabalha com
um sistema de informação manual escreverá nos títulos de intervenções NI C escolhidos,
conforme o planejamento do cuidado e documentação forem realizados. As atividades
também podem ser especificadas, dependendo do sistema de documentação da
instituição. Embora as atividades possam ser importantes na comunicação do cuidado de
um paciente individual, o título de intervenção é o ponto de partida ao se planejar a
assistência.
Essa parte do modelo pode ser vista como documentação dos pontos de decisão
principal do processo de enfermagem utilizando linguagem padronizada. Torna-se
evidente a importância das competências dos enfermeiros na tomada de decisões
clínicas. D escobrimos que, embora a NI C exija que os enfermeiros aprendam uma nova
linguagem e uma maneira diferente de conceituar o que fazem (nomear o conceito de
intervenção, em vez de listar uma série de comportamentos discretos), eles rapidamente
se adaptam e, de fato, tornam-se a força motriz para implementar a linguagem. Com ou
sem a informatização, a adoção da NI C torna mais fácil para os enfermeiros
comunicarem o que realizam, entre si e para outros profissionais. Os planos de cuidado
são muito mais curtos, e as intervenções podem ser ligadas a diagnósticos e resultados.Uma vez que as decisões individuais de um enfermeiro sobre diagnósticos, intervenções
e resultados são coletadas de maneira uniforme, as informações podem ser agregadas ao
nível da unidade ou da organização.
Ao nível organizacional/da unidade, as informações sobre os pacientes individuais são
agregadas àquelas de todos os pacientes da unidade (ou outro grupo) e, por sua vez,
de toda a instituição. Esses dados agregados das práticas de enfermagem podem ser
ligados a informações contidas no banco de dados de gerenciamento de enfermagem. O
banco de dados de gerenciamento inclui dados sobre os enfermeiros e outros que
fornecem cuidados, e os meios de prestação dos cuidados. Por sua vez, a prática de
enfermagem e o gerenciamento dos dados podem estar relacionados aos dados sobre os
tratamentos realizados por médicos e outros prestadores de serviços, informações do
estabelecimento, informações do paciente e dados financeiros. A maioria desses dados,
com exceção dos dados sobre tratamentos de outros profissionais que não os médicos, já
está separada de forma uniforme e disponível para utilização.
O modelo ilustra como os dados da prática clínica relacionados com outros dados no
sistema de informação da instituição podem ser usados para determinar o custo e a
qualidade dos cuidados de enfermagem. O custo do modelo aborda a alocação de
recursos e custos de serviços de enfermagem; a qualidade do modelo aborda a pesquisa
de eficácia e formação educacional da equipe. O uso de linguagem padronizada para
planejar e documentar os cuidados não resulta automaticamente em conhecimento sobre
o custo e a qualidade, mas oferece a possibilidade de dados para a tomada de decisão
nessas áreas. Os passos para realizar a alocação de recursos, custos de serviço de
enfermagem, a pesquisa de eficácia e a formação educacional da equipe são brevemente
descritos a seguir. A explicação de alguns termos gerenciais e financeiros encontra-se
entre parênteses para quem não estiver familiarizado com essas áreas.
Custo
A alocação de recursos — distribuindo a equipe e suprimentos
• Determinar as intervenções e os resultados relacionados/tipo de população.
• Determinar e aplicar as regras de staffing mix (relação entre prestadores de cuidados
de enfermagem profissionais e não profissionais) por tipo de população.
• Alocar outros recursos (suprimentos e equipamentos) adequadamente.
• Determinar a produtividade da equipe (relação de saída/entrada ou relação de
trabalho produzido/pessoas e materiais necessários para a produção do trabalho) da
equipe.
Custeio — determinando o custo dos serviços de enfermagem prestados ao
paciente
• Identificar as intervenções realizadas no paciente.
• Fixar um preço por intervenção, tendo em conta o nível do prestador de serviço e do
tempo gasto.
• Determinar um custo extra (valor cobrado para despesas de negócios que não são
imputáveis a um determinado serviço, mas são essenciais para a produção de
serviços, tais como aquecimento, luz, construção e reparos); distribuir uniformemente
a todos os pacientes e ser capaz de apresentar uma justificativa.
• Determinar o custo da prestação de cuidados por paciente (intervenções de cuidados
diretos mais despesas gerais).
• Determinar o custo por paciente ou usar as informações para contratar os serviços de
enfermagem (estabelecendo um acordo comercial para a prestação de serviços de
enfermagem a um preço fixo).
Qualidade
Pesquisa de eficácia — determinando os efeitos ou resultados das intervenções de
enfermagem
• Identificar as questões de pesquisa (p. ex., qual combinação de intervenções fornece os
melhores resultados para um determinado tipo de paciente?).
• Selecionar os resultados a serem medidos.
• Identificar e coletar as variáveis intervenientes (p. ex., as características do paciente,
tratamentos médicos, staffing mix, carga de trabalho).
• Analisar os dados.
• Fazer recomendações para inovações da prática.
Formação educacional da equipe — garantindo a competência para realizar as
intervenções necessárias
• Determinar o nível de competência dos enfermeiros relacionado a intervenções
particulares.
• Propiciar educação conforme necessário e repetir a medida de competência.
• Determinar o nível de responsabilidade do enfermeiro pela intervenção e se a
intervenção ou parte da intervenção é delegada.
• Propiciar educação relacionada conforme necessário à tomada de decisão, delegação e
construção de equipe.
• Avaliar o desempenho em termos de obtenção de resultados dos pacientes.
• Utilizar as informações sobre desempenho do enfermeiro, levando em consideração a
capacidade do enfermeiro para desempenhar com competência a intervenção em
nível global de responsabilidade profissional.
Os dois lados do modelo são interativos. O custo e a qualidade devem ser sempre
considerados em conjunto. Além disso, os quatro caminhos não são mutuamente
exclusivos. A pesquisa pode ser realizada do ponto de vista dos custos, e os custos
podem ser determinados para pesquisa e educação. Os quatro caminhos distintos, no
entanto, são úteis para indicar as principais áreas de utilização desses dados em um nível
organizacional.
O nível de rede/estado/país do modelo envolve “encaminhar” os dados de enfermagem
para serem incluídos em grandes bases de dados, que são utilizadas na avaliação
comparativa para a determinação da qualidade e formulação de políticas de saúde.
Werley e Lang51 descreveram o Conjunto de D ados Mínimos de Enfermagem (NMD S) e
identificaram 16 variáveis que devem ser incluídas em grandes bancos de dados de
construção de políticas. Essas incluem as três variáveis clínicas de diagnósticos,
intervenções e resultados; intensidade de enfermagem (definida como staffing mix e
horas de atendimento), que será coletada no banco de dados de gerenciamento de
enfermagem, e 12 outras variáveis, como a idade do paciente, gênero e raça, e quem se
espera que quite a conta, as quais estão disponíveis em outras partes do registro clínico.
O modelo indica que os dados de enfermagem sobre diagnósticos, intervenções e
resultados são agregados pela facilidade e, então, incluídos nas maiores bases de dados
nacionais e regionais. Um número crescente de redes de profissionais de saúde também
está construindo bancos de dados. D e acordo com J acox,31a enfermagem tem
permanecido essencialmente invisível nesses bancos de dados clínicos e administrativos.
Ela listou as seguintes ramificações da invisibilidade de enfermagem e os cuidados de
enfermagem nas bases de dados de quase 2 décadas e que ainda hoje são relevantes:
• Não conseguimos descrever o cuidado de enfermagem recebido pelos pacientes na
maioria das instiuições de cuidados à saúde.
• Grande parte da prática de enfermagem é descrita como prática de outrem,
especialmente médicos.
• Não conseguimos descrever os efeitos da prática de enfermagem nos resultados dos
pacientes.
• Muitas vezes, não conseguimos descrever os cuidados de enfermagem em uma
instituição, muito menos em várias instiuições.
• Não conseguimos identificar o que os enfermeiros realizam, de modo a serem
reembolsados por isso.
• Não conseguimos dizer a diferença do atendimento ao paciente e custos quando os
cuidados são prestados por médicos e enfermeiros.
• Essa invisibilidade perpetua a visão da enfermagem como uma parte da medicina que
não precisa ser identificada separadamente.
Estimar as necessidades de cuidados de enfermagem para os pacientes e projetar essas
necessidades para determinar os níveis da equipe é um desafio para os gerentes de
enfermagem. Muitas instiuições têm sua própria escala de classificação de pacientes ou
utilizam alguma da literatura, como Sunrise Patient Acuity (Van S lyckand Associates),
Trend Care Systems (Trend Care S ystems Pty Ltd.) ou the Patient Classification Scale;26 no
entanto, estes normalmente não são utilizáveis em diferentes instituições. Para
preencher esta lacuna, a escala de acuidade mostrada no Quadro 2-6 foi desenvolvida
com a ajuda de indivíduos em diferentes contextos como uma escala deacuidade do
paciente fácil de usar, que pode ser utilizada em diferentes contextos. Embora o teste da
escala tenha sido limitado, sua utilidade em todas as instiuições tem sido demonstrada.
A relação enfermeiro/paciente também pode ser determinada pela identificação das
principais intervenções aos pacientes no nível da unidade, e identificar e calcular o
tempo estimado e o nível de escolaridade exigidos para implementar a intervenção com
segurança, conforme identificado na Parte Cinco do livro. Há fortes evidências de uma
relação entre equipe de enfermagem, segurança do paciente e qualidade do cuidado. D e
acordo com a American Nurses Association (ANA),4 15 estados e o D istrito de Columbia
aprovaram legislação ou adotaram regulamentações com relação à equipe de
enfermagem. Sete estados ordenaram aos hospitais que estabelecessem um comitê de
equipes.
Quadro 2-
6 E scala de A cuidade do P aciente da N I C
Instruções: Classifique cada paciente nessa escala, uma vez por dia (ou conforme
apropriado sua prática).
Nível de acuidade do paciente (circule um):
1. Um paciente que desempenha autocuidado, que está em contato com o sistema de
saúde principalmente para a assistência com as atividades de promoção da saúde.
O paciente pode necessitar de alguma ajuda para lidar com os efeitos da doença
ou lesão, mas a quantidade de tratamento fornecido não é mais do que aquela que
poderia ser fornecida em uma breve visita ambulatorial. O paciente nessa categoria
está frequentemente em busca de testes de triagem de saúde de rotina, como mamografia,
Papanicolaou, instruções sobre paternidade, perda de peso e verificações de pressão
arterial, exames médicos desportivos, e também check-ups de bebês. Os aspectos
pedagógicos dos cuidados são geralmente breves e muitas vezes limitados a levarem as
instruções por escrito para casa.
2. Um paciente que é relativamente independente para o autocuidado, mas pode ter
algumas limitações no autocuidado total. O paciente requer uma avaliação
periódica e intervenções de enfermagem para as necessidades que podem ser
simples ou complexas. Atividades de ensino consistem em boa parte da
assistência prestada, e as necessidades de cuidados de saúde incluem a
necessidade de educação sobre prevenção. Exemplos de pacientes que podem estar
nessa categoria incluem: mulheres com alto risco de uma gravidez complicada, indivíduos
com diabetes de difícil controle ou diabéticos recém-diagnosticados, indivíduos que têm
uma doença psiquiátrica estável, uma família com uma criança com deficit de atenção, e
pacientes cardíacos em fase de reabilitação.
3. O paciente é incapaz de ter recursos ou energia suficientes para atender às suas
próprias necessidades e é dependente de outras pessoas para as necessidades de
autocuidado. Essa pessoa requer a intervenção de enfermagem contínua, mas o
cuidado é previsível e não tem caráter de emergência. Exemplos de pacientes que
estão nesta categoria são: pessoas com doença crônica instável ou que retira muita
energia, mulheres em trabalho de parto, pacientes de cuidados de longo prazo, pacientes
de casas de repouso, pacientes psiquiátricos deprimidos e pacientes no pós-operatório
estabilizados.
4. O paciente apresenta doença aguda e depende de outras pessoas para o
autocuidado, com necessidades que podem mudar rapidamente. O paciente
requer avaliação e intervenções de enfermagem contínuas, e as demandas de
cuidado não são previsíveis. Exemplos de pacientes nessa categoria são: paciente no
pós-operatório se recuperando de cirurgia de grande porte durante as primeiras 24-36
horas, alguém que sofre de um episódio psiquiátrico agudo, e uma mulher na categoria de
gravidez de alto risco em trabalho de parto.
5. O paciente está em estado grave e exige medidas imediatas para manter a vida. O
paciente não tem capacidade de realizar autocuidado e requer constantes
avaliação e intervenção de enfermagem para manter sua existência. Exemplos de
pacientes nessa categoria são: pacientes em terapia intensiva que recebem suporte
integral à vida, pacientes psiquiátricos em cuidados intensivos, prematuros com baixo
peso ao nascer, vítimas de acidentes com lesões de cabeça e, em geral, os indivíduos com
disfunção de múltiplos órgãos.
Uso da NIC na educação
Os conhecimentos e as habilidades em informação e a tecnologia de assistência ao
paciente são fundamentais na preparação dos bacharéis em enfermagem para realizar
cuidados de qualidade em diferentes estabelecimentos de saúde. O Essentials of
Baccalaureate Education for Professional Nursing Practice2 aprova a inclusão de tecnologia da
informação como fundamental à educação e à prática de enfermagem. A melhoria do
custo-efetividade e a segurança no cuidado ao paciente dependem da prática baseada em
evidências, pesquisa de resultados, coordenação dos cuidados interprofissionais e
registros eletrônicos de saúde, os quais envolvem o gerenciamento da informação e
tecnologia. Assim, egressos dos programas de bacharelado precisam ser competentes no
uso de tecnologias de assistência ao paciente e sistemas de gerenciamento de
informações. Além disso, a American Association of Colleges of Nursing2 exige o uso de
terminologias padronizadas como fundamentais para o desenvolvimento de sistemas de
informação clínica (S I C) efetivos. A integração das terminologias padronizadas nos S I C
não só apoia a prática de enfermagem cotidiana, como também a capacidade de
aumentar a comunicação interprofissional e gerar automaticamente os dados
padronizados para avaliar e melhorar a prática continuamente.2
Os diagnósticos de enfermagem foram incluídos na maioria dos grandes livros de
planejamento de cuidados desde os anos de 1980 e, agora, a NI C está sendo cada vez
mais incorporada em uma ampla variedade de livros de especialidade de enfermagem,
bem como em livros que ajudam os estudantes com o planejamento da assistência. A
inclusão da linguagem de enfermagem padronizada em um currículo concentra-se no
ensino sobre a tomada de decisão clínica (a seleção dos diagnósticos, resultados e
intervenções de enfermagem adequados para um paciente/cliente em particular). Alguns
livros úteis para o ensino da tomada de decisão clínica para novos alunos estão listados
n o Quadro 2-7. Esses recursos estão se expandindo rapidamente conforme mais
programas educacionais ensinam as linguagens padronizadas de enfermagem como a
base do conhecimento na área. Todas as principais editoras de enfermagem estão
incorporando a linguagem de enfermagem padronizada nos recursos impressos e
eletrônicos.
Quadro 2-
7 Textos S elecionados que I ncorporam a N I C
Ackley, B. &Ladwig, G. B. (2011). Nursing diagnosis handbook: An evidence-based guide to
planning care (9th ed.). St. Louis: Elsevier Mosby.
Berman, A. J. & Snyder, S. (2012). Kozier&Erb’s fundamentals of nursing: Concepts, process,
and practice (9th ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.
Fortinash, K. M. &Worret, P. A. (2006). Psychiatric nursing care plans(5th ed.). St Louis:
Mosby.
Hockenberry, M. J. & Wilson, D. (2011). Wong’s nursing care of infants and children (9th
ed.). St. Louis: Mosby Elsevier.
Johnson, M., Moorhead, S., Bulechek, G., Butcher, H., Mass, M., & Swanson, E. (Eds.).
(2012). NOC and NIC linkages to NANDA-I and clinical conditions: Supporting clinical
reasoning and quality care (3rd ed.). Maryland Heights, MO: Elsevier Mosby.
Lewis, S., Dirkse, S., Heitkemper, M., Bucher, L., & Camera, I. (2011). Medical-surgical
nursing: Assessment and management of clinical problems (8th ed.). St. Louis: Elsevier
Mosby.
London, M., Ladewig, P., Ball, J., Bindler, R., & Cowen, K. (2010). Maternal & child
nursing care (3rd ed.). Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.
Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: Nursing case
studies and analyses. Ames, IA: Wiley- Blackwell.
Pillitteri, A. (2009). Maternal child health nursing: Care of the childbearing and childrearing
family (6th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins.
Smeltzer, S., Bare, B., Hinkle,J., & Cheever, K. (2010). Brunner & Suddarth’s textbook of
medical-surgical nursing (12th ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins.
Wilkinson, J. M. & Ahern, N. R. (2008). Prentice Hall nursingdiagnosis handbook (9th ed.).
Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.
Mais importante, a NI C pode ajudar professores na organização do conteúdo
curricular em todos os cursos clínicos. O conteúdo dos cursos de especialização pode ser
estruturado em torno das intervenções fundamentais para condições clínicas específicas
e seus diagnósticos de enfermagem associados. O ensino do raciocínio clínico e da
tomada de decisão é reforçado quando os enfermeiros aprendem a usar linguagens
padronizadas de enfermagem, incluindo a NIC.41 A lém disso, os textos que usam estudos
de casos que incorporam a NI C, como o Critical Thinking to Achieve Positive Health
Outcomes: Nursing Case Studies and Analyses, de Lunney’s,36 podem ser usados tanto no
ensino do raciocínio clínico em cursos didáticos quanto em estabelecimentos clínicos. Os
professores e os alunos podem desenvolver seus próprios estudos de caso incorporando
linguagens de enfermagem padronizadas, e os professores podem ensinar os alunos a
integrar intervenções NI C aos planos de assistência desenvolvidos para seus pacientes.
Outro recurso útil para ajudar os membros do corpo docente a implementar
uma linguagem padronizada em um currículo de graduação é uma monografia escrita
por Cynthia Finesilver e D ebbie Me ler e seus colegas e alunos da Bellin College, em
Green Bay, Wisconsin, e disponível no Center for Nursing Classification & Clinical
Effectiveness, na Universidade de I owa.20 Embora a mudança possa, algumas vezes, ser
mais lenta em instituições acadêmicas, a implementação da NI C em uma instituição
educacional pode ser mais fácil do que em um cenário prático, pois menos pessoas estão
envolvidas e normalmente não há problemas relacionados ao uso em um sistema de
informação. No entanto, a alteração de um currículo para incorporação de linguagens
padronizadas é uma grande mudança e algumas orientações para realizar as alterações
podem ajudar. O Quadro 2-8 lista as etapas para implementação da NI C em uma
instituição educacional. Esses passos são semelhantes aos Passos para I mplementação da
NI C em uma I nstituição de Prática Clínica (Quadro 2-3), mas as ações específicas
relacionam-se à instituição acadêmica e ao desenvolvimento do curso. A decisão central
que deve ser tomada é a de que os professores adotem uma orientação filosófica focada
na enfermagem, em vez da orientação médica mais tradicional, com implicações de
enfermagem adicionadas.
Quadro 2-
8 P assos para I mplementação da N I C em uma
I nstituição E ducacional
A Estabeleça Comprometimento Organizacional com a NIC
• Identifique a pessoa-chave responsável pela execução (p. ex., chefe do comitê de
currículo).
• Crie uma força-tarefa de implementação, com representantes de áreas-chave.
• Acesse o site do Center for Nursing Classification, o Boletim Elsevier NIC/NOC e
NIC no Facebook.
• Forneça materiais da NIC para todos os membros da força-tarefa.
• Adquira e distribua cópias da última edição da NIC.
• Distribua leituras sobre a NIC para o corpo docente.
• Avalie as questões filosóficas sobre a centralidade das intervenções de enfermagem
na enfermagem.
• Solicite aos membros da força-tarefa e outras pessoas-chave que comecem a usar a
linguagem NIC na discussão cotidiana.
B Elabore um Plano de Implementação
• Redija metas específicas a serem realizadas.
• Faça uma análise de campo rigorosa para determinar a condução e as forças
limitantes.
• Determine se uma avaliação interna deverá ser feita e a natureza dos esforços
mobilizados para a avaliação.
• Determine o alcance da implementação da NIC, por exemplo, em cursos de
graduação e pós-graduação, na declaração da filosofia, em relatos de processos, nos
planos de cuidado, nos estudos de caso, na orientação para novos professores.
• Priorize os esforços de implementação.
• Desenvolva um cronograma por escrito para a implementação.
• Crie grupos de trabalho do corpo docente e, talvez, de alunos para revisar as
intervenções e atividades da NIC, determinar onde serão ministradas no currículo e
como se relacionam com materiais atuais, e desenvolver ou redesenhar todos os
formulários necessários.
• Identifique quais intervenções NIC devem ser ensinadas em nível de graduação e em
nível de pós-graduação.
• Identifique quais intervenções devem ser ensinadas em quais cursos.
• Distribua os rascunhos de decisões para outros docentes para avaliação e feedback.
• Incentive o desenvolvimento de um “promotor” da NIC em cada departamento ou
grupo de curso.
• Mantenha informados outros responsáveis pela tomada de decisão a respeito dos
seus planos.
• Identifique as necessidades de professores e planos sobre maneiras de aprender a
lidar com isso.
C Execute o Plano de Implementação
• Revise os currículos; encomende o livro NIC para os alunos; solicite que a biblioteca
encomende livros.
• Proporcione tempo para discussão e feedback em grupos de cursos.
• Implemente a NIC em um curso de cada vez e obtenha feedback de professores e
alunos.
• Atualize o conteúdo do curso, conforme necessário.
• Determine o impacto e as implicações para o apoio a cursos e pré-requisitos e
reestruture-os, conforme necessário.
• Relate o progresso da implementação regularmente nas reuniões do corpo docente.
• Colete dados de avaliação pós-implementação e faça mudanças no currículo,
conforme necessário.
• Identifique os marcadores-chave utilizados para avaliação contínua e continue a
monitorar e manter o sistema.
• Forneça feedback para o Center for Nursing Classification.
Nem todas as intervenções podem ou devem ser tratadas em nível de graduação; os
professores devem decidir quais intervenções devem ser aprendidas por todos os alunos
de graduação e a necessidade de educação avançada, que deve ser aprendida em um
programa de mestrado. Algumas intervenções são exclusivas para áreas de especialização
e talvez sejam mais bem ensinadas apenas em disciplinas eletivas de especialidade.
Connie D elaney, como professora da Universidade de I owa, elaborou os passos para
identificar quais intervenções são ensinadas em quais cursos. D elaney (comunicação
pessoal, 14 de março de 1997) recomenda os seguintes passos, que nós expandimos:
1. Identifique as intervenções NIC que nunca foram ensinadas no currículo (p. ex.,
associado, bacharelado, mestrado) e elimine-as do currículo.
2. Usando as intervenções restantes, solicite que cada grupo de cursos identifique as
intervenções que são ensinadas em no curso ou área de responsabilidade de ensino.
Ou seja, identifique o que está sendo atualmente ensinado usando os termos das
intervenções NIC.
3. Compile essas informações em uma tabela principal (intervenções em um eixo e
cada curso em outro eixo) e distribua-as a todos os membros do corpo docente.
4. Realize um diálogo com professores, observando as intervenções que são exclusivas
para determinados cursos e aquelas que são ensinadas em mais de um curso.
Articule claramente a única perspectiva oferecida por cada curso para cada
intervenção que é ensinada em mais de um lugar (p. ex., a intervenção está sendo
realizada com uma população diferente?). Ambos os cursos devem continuar a
ensinar a intervenção ou seu conteúdo deveria ser excluído de um curso? Revise as
intervenções que não estiverem localizadas em todos os cursos, mas que os
professores acreditam que devam ser ensinadas neste nível. O conteúdo deve ser
adicionado?
5. Afirme o consenso de professores sobre quais intervenções são ensinadas e onde.
O mesmo processo pode, é claro, ser feito com diagnósticos de enfermagem (usando
NAND A-I ) e com os resultados do paciente (utilizando NOC). Muitos programas
educacionais já usam diagnósticos NAND A-I e podem implementar a NI C, revisando as
ligações NAND A-I -NI C e determinando as intervenções que podem ser ensinadas em
relação aos diagnósticos NANDA-I.
Usandoa NIC no Modelo de Raciocínio Clínico Reflexivo
Outcome Present State Test (OPT)
Os modelos de tomada de decisão fornecem a estrutura e o processo que facilitam o
raciocínio clínico. O raciocínio clínico é o uso efetivo do conhecimento usando os
processos de pensamento reflexivo, criativo, concorrente e crítico para atingir os
resultados desejados do paciente. D esde os anos 1950, o processo de enfermagem tem
proporcionado a estrutura que facilita o raciocínio clínico na educação dos estudantes de
enfermagem. O modelo de processo de enfermagem de 5 passos (avaliação, diagnóstico,
planejamento, intervenção e evolução, ou ADPIE) é um padrão de prática de
enfermagem. As linguagens padronizadas facilitam o ensino do processo de enfermagem
quando estão totalmente integradas em cada um dos cinco passos. A Avaliação conduz à
identificação dos diagnósticos NAND A-I na fase de Diagnóstico; Planejamento dos
cuidados para cada diagnóstico envolve a escolha de intervenções NI C e a seleção de
atividades, resultados e indicadores NOC sensíveis à enfermagem; a fase de Intervenção
é o processo de implementação de intervenções e atividades NI C; e a Evolução é o
processo de determinação das mudanças nos indicadores NOC.
Embora o processo de enfermagem tenha demonstrado sua utilidade como um método
de tomada de decisão clínica, o processo de enfermagem tradicional apresenta uma série
de limitações para a prática da enfermagem contemporânea. Hoje, a prática de
enfermagem damanda o conhecimento da “história” do paciente, de modo que a situação
do paciente é colocada em um contexto significativo. Pesut e Herman43 apontam que o
processo de enfermagem tradicional não enfoca explicitamente os resultados, não
enfatiza o pensamento reflexivo e criativo concomitante; é um procedimento mais
orientado do que focado nas estruturas e processos de pensamento, utilizando o
pensamento gradual e linear, que limita o pensamento relacional necessário para
compreender as interconexões complexas entre os problemas apresentados pelo paciente
e limita o desenvolvimento de teorias relavantes na prática. Em resposta à necessidade
de um modelo mais contemporâneo para o raciocínio clínico, Pesut e Herman
desenvolveram o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo.
O modelo OPT (Figura 2-4) é um avanço no ensino e prática da tomada de decisão
clínica, utilizando uma estrutura de raciocínio clínico. Pesut42 afirma, “o pensamento
clínico e o raciocínio pressupõem o uso de uma linguagem de enfermagem
padronizada… os sistemas de classificação do conhecimento de enfermagem fornecem o
vocabulário para o raciocínio clínico”. Ao contrário do processo de enfermagem
tradicional, o modelo OPT de raciocínio clínico reflexivo fornece uma estrutura para o
raciocínio clínico com foco em resultados e não é um processo linear com passos. O
raciocínio clínico que se concentra nos resultados aumenta a melhora da qualidade,
otimizando a avaliação da efetividade em vez de enfocar principalmente os problemas.
No modelo OPT de raciocínio clínico, o enfermeiro enfoca simultaneamente os
problemas e os resultados por justaposições de ambos. O modelo requer que os
enfermeiros considerem simultaneamente as relações entre os diagnósticos, intervenções
e resultados com atenção para as evidências. Em vez de considerar um problema de cada
vez, o OPT requer que se considerem vários problemas identificados simultaneamente e
que haja discernimento sobre qual problema ou questão é central e mais importante na
relação com todos os outros problemas. A ênfase do modelo é: histórico do paciente,
enquadramento da história em uma estrutura conceitual específica de disciplina, uso do
pensamento reflexivo com ênfase nos resultados, mapeamento da rede de relações entre
os diagnósticos de enfermagem e identificação da questão principal fornecendo uma
vantagem distinta sobre o processo de enfermagem tradicional. Como um modelo de
tomada de decisão clínica emergente, o modelo OPT fornece um novo processo de
ensino, aprendizagem e prática de enfermagem.
FIG. 2-4 Integração do Modelo do Outcome Present State Test (OPT) com NANDA-I, NIC e NOC
(Modificada de Clinical Reasoning: The Artand Science of Critical and Creative Thinking, by Pesut, D. & Herman, J.
1999. Reproduzida com permissão de Delmar Learning, adivision of Thomson Learning: www.thomsonrights.com).
O modelo OPT começa ouvindo a História do Cliente no Contexto para reunir
http://www.thomsonrights.com/
informações importantes sobre o contexto, as principais questões e as perspectivas da
situação do paciente. Pesut e Herman43 sugerem o uso de uma planilha de rede de
raciocínio clínico, que é uma representação pictórica das relações funcionais entre os
diagnósticos, descrevendo o estado atual. A avaliação das relações entre os diagnósticos
usando pensamento sistêmico e de síntese permite que os enfermeiros identifiquem a
questão principal. A questão principal é um ou mais diagnósticos que são centrais para a
história do paciente e suportam a maioria dos outros diagnósticos de enfermagem. As
questões principais orientam o raciocínio clínico ao identificar o diagnóstico central que
precisa ser tratado em primeiro lugar e também contribui para estruturar o processo de
raciocínio. Estruturar um evento, problema ou situação é como usar uma lente através da
qual enxerga-se e interpreta-se a história do paciente. A história pode ser estruturada por
uma teoria de enfermagem específica, um modelo em particular, a perspectiva
desenvolvimental, ou um conjunto de políticas e procedimentos. Estruturar a história do
paciente por uma teoria de enfermagem específica permite que o enfermeiro “pense em
enfermagem” em vez do raciocínio em medicina, psicologia, sociologia ou de alguma
outra perspectiva que não seja a enfermagem.12 O Estado Atual é a descrição do paciente
no contexto, ou a condição inicial. O estado atual mudará com o tempo, como resultado
dos cuidados de enfermagem e devido às mudanças na natureza da situação do paciente.
As questões que descrevem o estado atual podem ser organizadas por meio da
identificação dos diagnósticos de enfermagem, utilizando a taxonomia NAND A-I .41A
NAND A-I fornece uma estrutura e dá sentido às pistas. Pesut e Herman43 descrevem em
detalhes como o enfermeiro cria uma rede de raciocínio clínico para descrever o estado
atual, identificando a relação entre vários ou entre dois diagnósticos NAND A-I
associados à condição de saúde do paciente. I nformado pelo conhecimento de
enfermagem e/ou pela direção que o paciente escolhe seguir, são identificados resultados
que indicam a condição desejada do cliente. Os resultados NOC40 fornecem os meios
para identificar o Estado do Resultado e são identificados por justaposição ou fazendo-se
uma comparação lado a lado de um estado de resultado específico com dados do estado
atual. Os resultados NOC são um estado, comportamento ou percepção que são medidos
ao longo de um continuum em resposta a uma intervenção de enfermagem. O teste é o
pensamento sobre como as lacunas entre o estado atual (diagnósticos NAND A-I ) e o
estado desejado (resultados NOC sensíveis à enfermagem) serão preenchidas. Enquanto
testa, o enfermeiro justapõe o estado atual e o estado do resultado, considerando quais
intervenções NI C podem ser usadas para preencher a lacuna. A tomada de decisão envolve
a seleção e implementação das intervenções de enfermagem específicas. O enfermeiro
identifica as intervenções de enfermagem e as ações de enfermagem que ajudarão os
pacientes a alcançar seus resultados desejados. A taxonomia das intervenções NI C
facilitará a identificação das intervenções de enfermagem padronizadas, que são
escolhidas com base em sua capacidade de ajudar os pacientes na transição dos estados
do problema para os estados de resultado mais desejáveis. O Julgamento é o processo de
tirar conclusões com base nas medidas tomadas. Ao longo de todo o processo do modelo
OPT, o enfermeiro usa a Reflexão, fazendo observações enquanto pensa nas situações do
cliente.
D entro domodelo OPT, a NI C pode ser usada em conjunto com NAND A-I e NOC
para auxiliar os alunos no desenvolvimento das competências necessárias para a tomada
de decisão clínica. Kau , Kuiper, Pesut e Williams33 realizaram uma extensa pesquisa
sobre o ensino do raciocínio clínico usando linguagens de enfermagem padronizadas
com o modelo OPT. Os achados apontaram “que os alunos que sempre usaram uma
linguagem NNN com modelos OPT foram aqueles que tiveram melhor desempenho na
área clínica e melhor completaram suas redes de raciocínio clínico e planilhas de modelo
OPT”.
Uso da NIC na pesquisa
O cuidado de alta qualidade, centrado no paciente e baseado em evidências, consiste na
realização de intervenções adequadas, aceitáveis, efetivas, seguras e eficientes. 46 Cada vez
mais, o financiamento de assistência à saúde está sendo orientado pelos resultados dos
sistemas de prestação de assistência, qualidade do cuidado e custo-efetividade do
cuidado, dependendo do uso das intervenções mais eficazes para alcançar os resultados
desejados. Realizar e manter um cuidado de qualidade custo-efetivo requer a formulação
e avaliação das intervenções como um meio de estabelecer uma sólida base de
conhecimentos para orientar a tomada de decisão clínica quanto à seleção e
implementação das intervenções que são mais eficazes na melhora da condição do
paciente. Em geral, a avaliação das intervenções de enfermagem é realizada por meio de
pesquisas de eficácia e de eficiência. O uso de linguagem padronizada abre muitas
possibilidades interessantes para a enfermagem na realização das pesquisas de eficácia e
eficiência.
Pesquisa de Eficácia da Intervenção
Os testes de tratamentos de enfermagem começaram com o trabalho clássico de Rita
D umas em 1960. Embora vários estudos tenham sido realizados desde então, não há
maior esforço necessário na pesquisa de enfermagem hoje do que a realização da
pesquisas para estabelecer quais as intervenções alcançam o melhor resultado desejado
do paciente. Burns e Grove10 oferecem uma abordagem prospectiva para testar as
intervenções de enfermagem, que consistem no planejamento do projeto, coleta de
informações, desenvolvimento de uma teoria de intervenção, desenho da intervenção,
estabelecimento de um sistema de observação, teste da intervenção, coleta e análise dos
dados e disseminação dos resultados. Um aspecto essencial da pesquisa de eficácia é
quando a equipe do projeto começa a coletar informações sobre a intervenção. O
processo de reunir informações sobre a intervenção é reforçado quando os pesquisadores
começam a examinar a intervenção de enfermagem utilizando uma taxonomia
padronizada, uma vez que a taxonomia validada descreve e classifica as intervenções de
enfermagem que representam a essência do conhecimento de enfermagem sobre os
fenômenos de cuidados e sua relação com o conceito global de atendimento.
Acreditamos que a NI C fornece os conceitos e a linguagem para identificar e definir as
intervenções de enfermagem para pesquisas de testes de intervenção. Usando uma
linguagem padronizada de enfermagem em pesquisas de testes de intervenção, assegura-
se que os resultados da investigação por diversas equipes possam ser sistematicamente
comparados. Além disso, usar os títulos de conceito de intervenção NI C como base da
pesquisa de intervenções de enfermagem permite aos pesquisadores trabalharem juntos,
embasa o foco da pesquisa em uma fonte primária de conhecimento sobre as
intervenções de enfermagem e contribui para o desenvolvimento de conhecimentos
específicos da disciplina. Por exemplo, Gerdner22 estudou o uso da musicoterapia como
uma intervenção em pacientes com demência e Butcher está realizando uma pesquisa
sobre o efeito das notícias na redução do estresse em cuidadores familiares (National
Institute of Nursing Research/National Institutes of Health/ R15NR8213).
Os recentes avanços na pesquisa de intervenção de enfermagem sugerem a
necessidade de testar intervenções que são ou direcionadas ou adaptadas. Beck e colegas6
definem intervenções direcionadas como aquelas destinadas a lidar com uma única
característica de um grupo, tais como idade, gênero, diagnóstico ou etnia. As
intervenções individualizadas são aquelas desenvolvidas para lidar com características
individuais de pessoas dentro de uma amostra, como fatores de personalidade, objetivos,
necessidades, preferências e recursos. Os pesquisadores apontam alguns dos desafios e
dos processos para a realização de pesquisas de intervenção direcionadas ou
individualizadas, e apontam para a importância de que a intervenção seja padronizada. A
taxonomia NI C oferece aos pesquisadores uma fonte para a identificação de intervenções
de enfermagem padronizadas que podem ser individualizadas para a concepção de
pesquisa de testes de intervenções direcionadas e individualizadas. Mesmo as
intervenções padronizadas devem ser eficazes; uma intervenção individualizada ou
direcionada pode promover melhor aderência, alcançar melhores resultados e ser mais
custo-efetiva. Há uma gama de estudos que podem ser realizados com base no uso de
intervenções NI C para ajudar a direcionar e individualizar as intervenções de
enfermagem.
D eterminar a dosagem de uma intervenção também é importante para determinar o
efeito de uma intervenção na prática. Em outras palavras, é essencial que os enfermeiros
pesquisadores tomem decisões bem fundamentadas sobre quais intervenções de
enfermagem serão testadas, bem como a quantidade de cada intervenção que deverá ser
realizada para atingir um resultado desejado. Reed, Titler, D ochterman, S hever, Kanak e
Picone44 discutem a dosagem, em termos de quantidade, frequência e duração da
intervenção. Eles sugerem que a contagem do número de atividades em uma intervenção
NI C seja uma maneira de determinar a quantidade. A duração pode ser determinada
observando-se o tempo total gasto em todas as atividades. Maiores detalhes podem ser
conseguidos ponderando-se cada atividade com relação à sua força, de maneira que
atividades diferentes podem ter seu próprio valor atribuído e os valores seriam então
somados para determinar a dosagem de intervenção.44 Os autores concluem que medir e
relatar a dosagem de uma intervenção na investigação é essencial para o
desenvolvimento de uma base de dados para apoiar a prática.
Manter a integridade da intervenção entre os participantes e instituições é importante,
pois a realização inconsistente da intervenção pode resultar em variabilidade nos
resultados alcançados.13,46 Usar a NI C significa que um número substancial das
atividades listadas para uma intervenção específica deve ser realizado e que todas as
atividades realizadas devem ser consistentes com a definição da intervenção. É
importante que as atividades sejam adaptadas para cuidados individuais, mas elas não
devem variar tanto de modo que a intervenção já não seja a mesma. No momento, não há
solução para a questão da dosagem de intervenção. Uma medida de substituição, como a
quantidade de tempo que um profissional utiliza quando realiza a intervenção, é útil e
pode ser suficiente como medida de dosagem em alguns estudos. Outra solução é saber
o número e a extensão das atividades específicas que são realizadas. Apesar de não
termos codificado as atividades de enfermagem, alguns fornecedores e instituições
codificaram as atividades, mas outros não têm capacidade de armazenamento de
memória necessária para grandes conjuntos de dados e optaram por não documentar
este nível de detalhe. Embora a documentação do título da intervenção seja o mais
importante para a comparação dos dados entre instituições, também é importante existir
uma maneira de determinar a aplicação coerente da intervenção. I sso pode ser feito pela
adoção de um protocolo-padrão para a realização da intervenção, pela coleta do tempo
gasto para a realização da intervenção, ou por documentação das atividades relacionadas
à intervenção.
Pesquisa de Efetividade da Intervenção
Na pesquisa de efetivade, os enfermeiros pesquisadores utilizam dados clínicos reaiscontidos nas bases de dados das instituições, como as variáveis (p. ex., as intervenções, os
resultados, as características específicas do paciente, as características do profissional, as
características específicas da instituição) e suas medidas para avaliar a eficácia da
intervenção. A pesquisa de efetividade é realizada frequentemente para estudar o efeito
das intervenções do profissional nos resultados do paciente, com a finalidade de facilitar
a melhor tomada de decisão clínica e fazer o melhor uso dos recursos. Para analisar os
dados sobre o uso e a efetividade das intervenções de enfermagem, é necessário coletar,
de forma sistemática, outras informações que possam ser usadas em conjunto com os
dados da NI C sobre intervenções para resolver várias questões. No início do processo de
implementação, uma instituição deve identificar as questões-chave de pesquisa a serem
abordadas com os dados clínicos contidos em um sistema de documentação eletrônica.
Após as perguntas da pesquisa serem identificadas, as variáveis necessárias para abordar
as questões e se os dados já estão coletados ou devem ser coletados no novo sistema
podem ser determinadas. Os dados que serão obtidos a partir das variáveis identificadas
devem ser ligados uns aos outros, ao nível do paciente individual. Tenha em mente essas
preocupações ao criar um sistema de informação de enfermagem, para evitar problemas
mais tarde. As três questões seguintes são exemplos de tipos de perguntas que podem
ser estudadas usando-se dados clínicos reais:
• Quais intervenções normalmente ocorrem juntas? Quando informações são
sistematicamente coletadas sobre os tratamentos desempenhados por enfermeiros,
grupos de intervenções que normalmente ocorrem em conjunto para certos tipos de
pacientes podem ser identificados. Precisamos identificar as intervenções que são
frequentemente usadas em conjunto para certos tipos de pacientes, para que
possamos estudar os seus efeitos interativos. Essas informações também serão úteis
na construção de caminhos críticos, na determinação dos custos dos serviços e no
planejamento da alocação de recursos.
• Quais enfermeiros usam quais intervenções? A documentação sistemática do uso de
intervenção nos permitirá estudar e comparar a taxa de uso de intervenções
específicas por tipo de unidade e estabelecimento. A implementação da NIC nos
permitirá saber quais intervenções são usadas por quais especialidades de
enfermagem. Determinar as intervenções utilizadas com mais frequência em um tipo
específico de unidade ou em um determinado tipo de instituição ajudará a
determinar quais intervenções devem estar no sistema de informação de enfermagem
da unidade/instituição. Também ajudará na seleção de pessoal para compor a equipe
dessa unidade e na estruturação da educação continuada fornecida ao pessoal nessas
unidades.
• Quais são os diagnósticos e resultados relacionados a intervenções específicas? O
conhecimento sobre quais intervenções funcionam melhor para diagnósticos
específicos e levam a certos resultados pode ser utilizado para auxiliar os enfermeiros
a tomar melhores decisões clínicas. Além disso, essa informação pode ajudar-nos a
desenvolver planos de tratamento que têm as melhores chances de sucesso para os
pacientes.
Os elementos de dados recomendados para abordar essas questões estão listados no
Quadro 2-9 e incluem a definição e mensuração propostas. A definição e mensuração
consistentes são necessárias para agregar e comparar dados de diferentes unidades em
diferentes instituições. Essas variáveis e suas medidas foram discutidas com
representantes de vários tipos de instituições e estabelecimentos de cuidados, na
tentativa de torná-las significativas em todos os contextos. Como pode ser visto a partir
da lista, são necessários mais do que dados clínicos de enfermagem. O número de
identificação do paciente é necessário para ligar informações; idade, gênero, raça/etnia
são incluídos para fornecer algumas informações demográficas sobre a população de
pacientes; os diagnósticos e intervenções médicos, medicamentos e tipo da unidade de
trabalho, staffing mix , média de gravidade do paciente e carga de trabalho são incluídos
para controle. I sto é, para algumas análises, podemos precisar controlar um ou mais
itens para determinar se a intervenção de enfermagem foi a causa do efeito sobre o
resultado do paciente.
Quadro 2-
9 E lementos de D ados para P esquisa de E fetividade
em E nfermagem
Definições e Mensuração
Dados do Estabelecimento1. Número de Identificação do Estabelecimento —
Definição: um número que identifica a organização onde o paciente/cliente recebeu
cuidados em enfermagem.
Medida: use o número de identificação do Medicare
Dados de Admissão
2. Número de Identificação do Paciente —
Definição: o número único, atribuído a cada paciente/cliente dentro de uma unidade
de assistência à saúde, que distingue e separa um registro do paciente de outro no
estabelecimento
Medida: use o número de registro da instalação
3. Data de Nascimento—
Definição: dia do nascimento do paciente
Medida: mês, dia e ano de nascimento
4. Gênero —
Definição: sexo do paciente
Medida: masculino, feminino, desconhecido
5. Raça —
Definição: classe ou tipo de pessoa unificada por uma comunidade de interesses,
hábitos ou características
Medida: Use códigos UHD D S: 1. índio americano ou nativo do Alaska; 2. ilhas da
Ásia ou do Pacífico; 3. negro, não hispânico; 4. hispânico; 5. branco, não hispânico; 6.
outro (favor especificar); 7. desconhecido
6. Estado Civil —
Definição: união legalmente reconhecida entre homem e mulher
Medida: 1. casado; 2. viúvo; 3. divorciado; 4. separado; 5. nunca foi casado; 6.
desconhecido
7. Data de Admissão —
Definição: data de início da assistência
Medida: mês, dia e ano
Medicações
8. Medicações —
Definição: uma substância medicinal usada para curar doenças ou aliviar sintomas
Medida: 1. nome do medicamento; 2. meios da administração:
1. VO, 2. I M/S C, 3. EV, 4. aerossol, 5. retal, 6. via ocular, 7. outro; 3. dosagem:
quantidade de medicamento prescrito; 4. frequência: número de vezes a ser
administrado por dia; 5. data de início: data de início do medicamento neste episódio
de assistência: mês, dia e ano; 6. data do término: data em que o medicamento foi
descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano
Dados dos Médicos
9. Número de Identificação do Médico —
Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o médico como o
responsável principal pela assistência médica do paciente/cliente durante o episódio
de assistência.
Medida: único número usado para fornecer o extrato dos serviços (UHD D S usa
atendimento e operação)
10. Diagnóstico Médico —
Definição: as condições médicas que coexistem no momento da admissão, que
desenvolvem-se subsequentemente ou que afetam o tratamento recebido e/ou a
duração da permanência; todos os diagnósticos que afetam o episódio atual de
assistência
Medida: nomes dos diagnósticos médicos, conforme listado na conta do paciente
usando os códigos ICD-9-CM
11. Grupo Relacionado ao Diagnóstico (GRD) —
Definição: o sistema de pagamento prospectivo norte-americano usado para
reembolsos de pacientes da Medicare; categoriza pacientes de alta em
aproximadamente 500 grupos com base em diagnósticos médicos, idade, tratamento,
status de alta e sexo.
Medida: os três dígitos numéricos e o nome do GRD ao qual o paciente foi
relacionado
12. Intervenção Médica —
Definição: um tratamento prescrito por um médico; todos os procedimentos
significativos para o episódio atual da assistência
Medida: 1. nomes dos procedimentos médicos listados na conta do paciente usando
os códigos CPT; 2. data de início: data em que o procedimento iniciou neste episódio
de assistência: mês, dia, ano; 3. data do término: data em que o procedimento foi
descontinuado neste episódio de assistência: mês, dia e ano
Dados de Enfermagem
13. Número de Identificação do Enfermeiro —
Definição: um número entre estabelecimentos que identifica o enfermeiro que é o
principalresponsável pelo cuidado do paciente ou cliente durante o episódio de
assistência
Medida: número de cada enfermeiro no estabelecimento; não existe um registro
nacional no momento
14. Diagnóstico de Enfermagem —
Definição: uma avaliação clínica feita por um enfermeiro sobre a resposta do paciente
a um problema de vida ou processo de saúde real ou potencial durante este episódio
de assistência, que afeta os tratamentos recebidos e/ou o tempo de permanência
Medida: nomes dos diagnósticos de enfermagem, utilizando termos e códigos
NANDA-I
15. Intervenção de Enfermagem —
Definição: tratamento realizado por um enfermeiro
Medida: 1. nomes dos tratamentos do paciente durante o episódio de assistência; uso
de termos e códigos NI C; 2. data de início: data em que a intervenção começou neste
episódio de assistência: dia, mês, ano; 3. D ata de término: data de término da
intervenção neste episódio de assistência: dia, mês, ano
Resultados
16. Resultados do Paciente —
Definição: um aspecto do estado de saúde do paciente/cliente, que é influenciado
pela intervenção de enfermagem durante este episódio de assistência
Medida: 1. nomes dos resultados usando termos NOC; 2. data identificada; 3.
término da data do resultado; 4. estado do resultado no início e no final do episódio de
cuidado (use a escala NOC)
17. Data da Alta —
Definição: data de término de um episódio de assistência
Medida: mês, dia e ano
18. Disposição —
Definição: plano de cuidados de saúde contínuos realizados na alta
Medida: use NMD S com modificações: 1. alta para casa ou autocuidado (alta de
rotina); 2. alta para casa com encaminhamento para serviço de enfermagem
comunitário organizado; 3. alta para casa com arranjos para ser atendido por
enfermeiro ambulatorial; 4. transferência para um hospital de curta permanência; 5
transferência para uma instituição de longo prazo; 6. faleceu; 7. deixou a instituição
contra orientação médica; 8. ainda é um paciente; 9. outro
19. Custo do Cuidado —
Definição: as responsabilidades do profissional pelos serviços prestados ao cliente
durante o episódio de assistência
Medida: encargos totais cobrados por episódio de assistência (a partir de projeto de
lei do paciente)
Dados da Unidade
20. Tipo de Unidade —
Definição: nome do tipo de unidade ou área de especialidade que melhor caracteriza
onde a maioria da assistência ao paciente é realizada
Medida: todas as unidades respondem às questões A e B:
A Qual é a localização do cuidado de enfermagem? (Escolha apenas um local)
___Cuidado ambulatorial/externo
___Comunidade
___Domicílio
___Hospital
___Estabelecimento de longa permanência/casa de repouso
___Saúde ocupacional
___Agência de reabilitação
___Escola
___Outro (favor descrever):_________________________
B Qual é a especialidade que melhor caracteriza o tipo de cuidado a ser realizado?
(Escolha apenas um)
___Clínica geral
___Cirugia geral
___Médico-cirúrgica geral
___Geriátrica
___Cuidados emergenciais ou intensivos (p. ex., Unidade de cuidado coronariano,
UTI Médica, UTI Pediátrica, UTI de Pós-operatório, Sala de emergência, Sala de
cirurgia, Sala de recuperação pós-anestésica)
___Materno-infantil
___Psiquiátrica (adulto ou criança, incluindo abuso de substâncias)
___Medicina especializada (p. ex., medula óssea, cardiologia, dermatologia,
hematologia, hemodiálise, neurologia, oncologia, pneumologia, radiologia)
___Cirurgia especializada (p. ex., otorrinolaringologia, neurocirurgia, ortopedia,
urologia)
___ Outro (favor descrever):________________________
21. Staffing mix —
Definição: proporção de profissionais para não profissionais prestadores de cuidados
de enfermagem na unidade/clínica/grupo onde o cuidado está sendo realizado
Medida: número de enfermeiros pelo número de pessoal não profissional que
trabalhou na unidade/clínica/grupo em cada dia de permanência do paciente (colete
diariamente durante a permanência do paciente/episódio de cuidado —se não puder
verificar diariamente, verifique a média semanal). Aloque os turnos de 12 horas ou
outros turnos irregulares às horas efetivamente trabalhadas, ou seja, uma pessoa que
trabalha 12 horas, das 7:30 às 19:30, é alocada em 8 horas (1 Equivalente à hora cheia,
EHC) no diurno e 4 horas (0,5 EHC) nas noites. Conte apenas as horas reais de
cuidados direto, ou seja, remova o enfermeiro-chefe e enfermeiro encarregado, a
menos que eles estejam prestando asssistência direta, remova a secretária da unidade
e não inclua as horas não produtivas (tais como orientação, educação continuada).
n° de EHC dos enfermeiros no diurno _____
n° de EHC dos enfermeiros nas madrugadas _____
n° de EHC dos enfermeiros no noturno ______
n° de EHC dos técnicos no diurno _____
n° de EHC dos técnicos nas madrugadas _____
n° de EHC dos técnicos nas noites _____
n° de EHC dos auxiliares no diurno ______
n° de EHC dos auxiliares na madrugada ______
n° de EHC dos auxiliares no noturno______
n° de outros dias (favor identificar) _____
n° de outras madrugadas (favor identificar) _____
n° de outras noites (favor identificar) ______
22. Horas de Cuidados de Enfermagem —
Definição: horas de cuidados de enformagem realizados por dia na
unidade/clínica/grupo em que o cuidado é realizado
Medida: horas de cuidados (equipe atual) pelos enfermeiros, técnicos e auxiliares de
enfermagem
Dias: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________
Horas dos auxiliares ________ outras horas ________
Madrugadas: Horas dos enfermeiros ________ Horas dos técnicos ________
Horas dos auxiliares ________ outras Noites: Horas dos enfermeiros ________ Horas
dos técnicos ________
Horas dos auxiliares ________ outras Observação: Estas são as mesmas pessoas do
número 21.
23. Gravidade do Paciente —
Definição: Nível médio de doença de pacientes atendidos na unidade
Medida: o paciente é classificado conforme a escala de gravidade do paciente
24. Carga Horária —
Definição: a quantidade de serviço de enfermagem em uma unidade
Medida: A gravidade média dos pacientes (Número 23) vezes o número de leitos
ocupados por dia (ou o número de pacientes atendidos em ambulatório) dividido pelo
número de enfermeiros trabalhando ou o número de total de pessoal de
enfermagem trabalhando (Número 21)
Censo à meia-noite ou número de pacientes encontrados por dia
Nosso trabalho com essas variáveis demonstra que a profissão ainda precisa lidar com
várias questões relacionadas à coleta de dados padronizados. Por exemplo, a coleta e
codificação de medicamentos (Número 8) de forma facilmente recuperável ainda não
está disponível na maioria dos estabelecimentos. Embora a pesquisa de enfermagem
possa ser realizada sem o conhecimento de medicamentos, muitos dos resultados que
são alcançados por enfermeiros também são influenciados por certos medicamentos, e
por isso o controle para efeito da medicação é desejável. No presente momento, não há
um número único que identifique o enfermeiro que é o principal responsável pelo
cuidado do paciente/cliente (Número 13). Consequentemente, não é possível atribuir
intervenções clínicas ou resultados a enfermeiros específicos com base nos dados de
documentação. Além disso, os estabelecimentos de assistência à saúde não coletam os
dados da unidade (Números 20 a 24) de forma padronizada. Assim, se alguém desejasse
comparar tais dados entre estabelecimentos, os dados precisariam ser traduzidos
estabelecimento por estabelecimento quanto a medidas comuns, como aquelas propostas
no Quadro 2-9.
O método para conduzir pesquisas de efetividade com dados clínicos reais é descrito
em uma monografia com base em pesquisa realizada por uma equipe de I owa.48 Essa
publicação descreve métodos para recuperar dados de enfermagem clínica de sistemas
eletrônicos, armazená-los de acordo com exigências de confidenciailidade, aplicar
técnicas de ajuste de risco e analisar o impacto de tratamentos de enfermagem. O estudo
de avaliação da efetividade das intervenções NI C foi um subsídio de efetividade de 5
anos financiado pela NI NR e AHRQ, intitulado Nursing Interventions and Outcomes inThree Older Populations (Titler, R01 NR 05331).
O estudo analisou o uso de intervenções em três grupos de pacientes idosos em uma
unidade de cuidados intensivos que tem um sistema eletrônico de grande porte para a
documentação dos cuidados de enfermagem. Os objetivos do projeto foram:
1. Identificar as intervenções de enfermagem utilizadas, tratamentos farmacológicos e
tratamentos médicos para os idosos hospitalizados com insuficiência cardíaca,
fratura de quadril, e para aqueles que receberam a intervenção de enfermagem
Prevenção de Quedas.
2. Descrever as relações entre as características do paciente, as condições clínicas do
paciente (diagnóstico médico, gravidade da doença), tratamentos (intervenções de
enfermagem, tratamentos médicos, tratamentos farmacológicos), características das
unidades de enfermagem, e os resultados de pacientes idosos hospitalizados
(insuficiência cardíaca, fratura de quadril, prevenção de queda).
3. O investigador deve: A) Comparar o tempo de permanência em cuidados intensivos
para as internações que receberam a intervenção de enfermagem Controle da Dor
com as hospitalizações que não receberam Controle da Dor no grupo de
Procedimento de Quadril. B) Comparar a disposição de alta das internações que
receberam a intervenção de enfermagem Controle Hídrico com internações que não
receberam Controle Hídrico no grupo Insuficiência Cardíaca. C) Comparar os
custos hospitalares de internações que receberam alta utilização da intervenção de
enfermagem Supervisão com as hospitalizações que receberam baixa utilização de
Supervisão.
4. Desenvolver uma diretriz para a construção e utilização de um banco de dados de
pesquisa de efetividade de enfermagem construído a partir de dados eletrônicos.
Muitas publicações que demonstram o efeito das intervenções NI C nos resultados de
pacientes, que resultaram dessa pesquisa, já estão disponíveis. Por exemplo:
Dochterman, J., Titler, M., Wang, J., Reed, D., Pettit, D., Mathew-Wilson, M., Budreau,
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in older patients after hip fractures. Nursing Research, 55(4), 231-242.
Esses artigos demonstram os benefícios da pesquisa de efetividade utilizando a
linguagem de enfermagem padronizada. Por exemplo, na publicação que avaliou os
padrões de intervenções de enfermagem em pacientes hospitalizados com insuficiência
cardíaca e procedimentos de quadril e que estavam em risco de queda,45 os autores
concluíram que não só o uso da NI C permitia a extração de dados do prontuário
eletrônico, mas consideraram que a S upervisão, Terapia Endovenosa (EV), Controle
Hídrico e Estadiamento da D ieta foram as quatro intervenções mais frequentemente
implementadas em todos os quatro grupos de idosos em um contexto de cuidados
intensivos. Os pesquisadores também foram capazes de identificar quais intervenções de
enfermagem foram únicas e específicas para cada grupo de pacientes, e concluíram que
os dados de intervenção de enfermagem utilizando NI C forneceram aos administradores
informações sobre os cuidados realizados, que foram úteis para a avaliação da equipe em
termos de número de profissionais, alocação de recursos, educação da equipe e avaliação
da competência dos enfermeiros.
O artigo de D ochterman e colegas19 documentou o uso de intervenções NI C para três
populações de pacientes: insuficiência cardíaca, fratura de quadril e prevenção
de quedas. Os resultados mostraram que o número médio de intervenções feitas pelo
menos uma vez durante uma única hospitalização variou de 18 a 22 para as três
populações. As intervenções utilizadas durante 50% ou mais hospitalizações
foram identificadas para cada população. S eis intervenções foram utilizadas em todas as
três populações: Melhora da Tosse, Estagiamento da D ieta, Controle Hídrico, Terapia
Endovenosa (EV), Controle da D or e Cuidados com S ondas/D renos. Os autores concluem
que o conhecimento das intervenções utilizadas por população de pacientes pode ajudar
os gerentes de enfermagem a planejar o tipo e a quantidade de funcionários necessários
em uma unidade.
Em outra análise, Titler e colegas47 analisaram o impacto das intervenções de
enfermagem no custo hospitalar para os idosos que foram hospitalizados por fratura de
quadril ou procedimento relacionado. Um modelo de efetividade incluiu múltiplas
variáveis relacionadas às características do paciente (p. ex., idade), condições clínicas
(p. ex., diagnóstico médico), características da unidade de enfermagem (p. ex., relação
média enfermeiro/paciente), bem como as intervenções de médicos, enfermeiros e
farmacêuticos. Os resultados mostraram que a maioria das variáveis que impactam no
custo consiste nas intervenções, especialmente as intervenções médicas e medicações.
Um número substancial de intervenções de enfermagem não aumentou o custo. O
número de enfermeiros abaixo da média da unidade foi associado ao aumento de custos.
Os autores afirmaram que esse foi o primeiro estudo que analisou as intervenções de
enfermagem relacionadas ao custo hospitalar, possibilitado pelo uso de NI C em um
sistema de informação clínica.
Legislações sobre pesquisa comparativas de efetividade (PCE) são agora uma
prioridade para a pesquisa translacional. A pesquisa translacional inclui o processo de
aplicação de descobertas geradas durante a pesquisa em laboratório e em estudos pré-
clínicos ao desenvolvimento de ensaios e estudos clínicos em humanos, bem como a
pesquisa que visa a aumentar a adoção das melhores práticas na comunidade. Como
cobrado na American Recovery and Reinvestiment Act (ARRA), o I nstitute of Medicine
definiu a pesquisa comparativa de efetividade como “a geração e a síntese de evidências
que comparam os benefícios e malefícios de métodos alternativos para prevenir,
diagnosticar, tratar e monitorar uma condição clínica ou para melhorar a prestação de
cuidados… tanto no nível individual e da população”29. A PCE averigua se uma
intervenção funciona melhor do que outras intervenções em uma prática na qual os
pacientes são mais heterogêneos do que aqueles recrutados e aceitos em ensaios clínicos.
Enfermeiros pesquisadores também devem começar a se envolver nos métodos de
pesquisa comparativos de efetividade, pois eles fornecem os meios deidentificar quais
intervenções funcionam para quais pacientes em circunstâncias específicas. Elementos-
chave na pesquisa comparativa da efetividade são a comparação direta de intervenções
de efetividade, o estudo de pacientes em situações típicas de cuidados clínicos e a
adequação da intervenção às necessidades individuais dos pacientes. No entanto, é
importante ressaltar que o uso de intervenções padronizadas, tais como aquelas da NI C,
torna possíveis as comparações de intervenções entre populações de pacientes e entre as
instituições no planejamento de PCE.
Tradução de NIC para Protocolos Baseados em Evidências
A tradução envolve o desenvolvimento de diretrizes para a implementação da
intervenção na prática do dia a dia e a inclusão das diretrizes como uma parte padrão da
prática habitual. As diretrizes geralmente são criadas na forma de protocolos ou
diretrizes baseadas em evidências que convertem o conhecimento científico em ações
clínicas de forma que estejam disponíveis para os profissionais. As diretrizes descrevem
um processo de gestão de cuidado ao paciente que tem o potencial de melhorar a
qualidade da tomada de decisão clínica e pelo consumidor. A profissão de enfermagem
tem enfocado o desenvolvimento e uso de diretrizes desde a iniciativa nacional da
Agency for Health Care Policy and Research (AHCPR) durante os anos 1990. Uma vez
que o foco de uma diretriz é a gestão de uma condição clínica, incorporar a NI C em
protocolos será muito útil para descrever as intervenções de enfermagem contidas na
diretriz. Para ilustrar a relação entre as intervenções NI C e resultados NOC nos
protocolos baseados em evidências, temos trabalhado com o Gerontological Nursing
I nterventions Research Center (GNI RC) na Faculdade de Enfermagem da Universidade
de I owa, para incorporar a NI C em uma série de protocolos, incluindo os que enfocam a
gestão de medicamentos,8 prevenção de maus-tratos a idosos,17 promoção da
espiritualidade,21 gestão de relocação27 e controle da dor.39
Resumo
Os enfermeiros são os usuários de informação e conhecimento, e a NI C facilita o uso de
conhecimentos sobre as intervenções de enfermagem, na prática, educação e pesquisa. A
NI C é uma fonte primária para o desenvolvimento do conhecimento sobre intervenções
na enfermagem e fornece o conteúdo do conhecimento para guiar os tratamentos de
enfermagem. Como maior grupo de trabalhadores com conhecimento de cuidados à
saúde, os enfermeiros contam com informação clínica extensa para implementar e avaliar
os processos e resultados de seus cuidados após tomada de decisão clínica. As
intervenções NI C padronizadas facilitam o conhecimento do usuário por meio da
estruturação de tratamentos de enfermagem destinados a alcançar os resultados
desejados dos pacientes. Além disso, os mecanismos informatizados ajudam muito os
usuários dos conhecimentos de enfermagem, trazendo recursos de conhecimento para a
beira do leito para que possam ser rapidamente acessíveis durante o processo de tomada
de decisão clínica real. As intervenções NI C já estão em uma ampla variedade de
sistemas de informação de saúde que são usados à beira do leito para planejar e
documentar os cuidados de enfermagem. Quando a assistência de enfermagem é
documentada e armazenada em bancos de dados, os dados podem ser recuperados para
que pesquisas de efetividade e pesquisas comparativas de efetividade possam ser
realizadas.
Os enfermeiros estão comprometidos em proporcionar intervenções de enfermagem
de alta qualidade. Os benefícios da utilização da NI C são claros e bem estabelecidos.
Desde que a NIC foi desenvolvida, em 1992, houve um rápido movimento incorporando a
NI C à prática de enfermagem, educação e pesquisa. Cada edição da NI C oferece
novos avanços, incluindo intervenções novas e revisadas, novos usos da NI C no ensino
de enfermagem, novas aplicações da NI C em cenários da prática que melhoram a tomada
de decisão clínica e documentação dos cuidados de enfermagem, e novos conhecimentos
gerados por meio da utilização da NI C na pesquisa de efetividade. Trabalhamos
continuamente para melhorar a NI C e esperamos seus comentários e sugestões para
melhoria.
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PART E DOIS
Taxonomia das Intervenções de Enfermagem
ESBOÇO
Visão Geral da Taxonomia NIC
Visão Geral da Taxonomia NIC
As 554 intervenções na sexta edição da Classificação das Intervenções de
Enfermagem (NIC) foram organizadas, assim como nas últimas três edições, em 7
domínios e 30 classes. Essa estrutura taxonômica de três níveis está incluída nas páginas
a seguir. No nível superior mais abstrato estão 7 domínios (numerados de 1 a 7). Cada
domínio possui classes (representadas por letras do alfabeto) ou grupos de intervenções
relacionadas (cada uma com um código diferente de quatro dígitos) que estão no terceiro
nível da taxonomia. Apenas os títulos das intervenções são usados na taxonomia.
Verifique o índice alfabético do livro para ler a definição e as atividades características de
cada intervenção. A taxonomia foi desenvolvida utilizando métodos de análise de
similaridades, agrupamento hierárquico, avaliação clínica e revisão por experts. Verifique
as edições anteriores para mais detalhes sobre construção, validação e codificação da
taxonomia.
Os grupos taxonômicos relacionam intervenções para facilitar o uso. Os agrupamentos
representam todas as áreas da enfermagem. Enfermeiros de qualquer especialidade
devem lembrar que precisam utilizar toda a taxonomia com cada paciente e não apenas
as intervenções de uma classe ou domínio. A taxonomia é neutra em relação às teorias.
As intervenções podem ser usadas junto com qualquer teoria de enfermagem e em
qualquer dos vários ambientes de enfermagem e dos sistemas de prestação de cuidados
de saúde. As intervenções podem ser utilizadas com várias classificações diagnósticas,
incluindo NAND A (Associação Norte-Americana de D iagnósticos de Enfermagem), I CD
(Classificação I nternacional de D oenças), D SM (Manual de D iagnósticos e Estatísticas de
Transtornos Mentais) e a Lista de Problemas do Sistema Omaha.
Cada uma das intervenções está representada por um número diferencial para facilitar
a sistematização eletrônica. Quando alguém quiser identificar a classe e o domínio de
uma intervenção precisa usar seis dígitos (p. ex., 1A-0140é Promoção da Mecânica
Corporal e está localizada na classe Controle da Atividade e do Exercício no domínio
Fisiológico: Básico). Os códigos das atividades não estão incluídos neste livro, pois não
desejávamos uma classificação dominada por números. Se houver necessidade de
atribuir códigos, as atividades de cada intervenção podem ser numeradas usando dois
espaços após um decimal (p. ex., 1A-0140.01). Considerando-se os números absolutos das
atividades e a quantidade de recursos necessários para seu acompanhamento, além das
mudanças nas atividades ao longo do tempo, não se tentou dar códigos únicos às
atividades. Se codificadas em alguma instituição, precisam ser usadas com o código da
intervenção relacionada.
Algumas intervenções foram incluídas em duas classes, mas codificadas de acordo
com a classe principal. Tentamos manter um mínimo de referências cruzadas, uma vez
que poderia, facilmente, tornar-se longa e de difícil manuseio. As intervenções estão
listadas em outra classe somente quando entendidas como suficientemente relacionadas
às intervenções naquela classe. Nenhuma está listada em mais de duas classes. As mais
concretas (p. ex., com dois pontos no título) foram codificadas com quatro dígitos (p. ex.,
Terapia com Exercício: D eambulação tem o código 0221). Uma vez ou outra uma
intervenção está somente em uma classe, embora tenha um código de outra classe (p. ex.,
Aconselhamento Nutricional está localizada na classe D , Suporte Nutricional, mas está
codificado como 5246 para indicar tratar-se de uma intervenção de aconselhamento). As
intervenções em cada classe acham-se listadas em ordem alfabética, embora os números
possam não estar em sequência devido a acréscimos e exclusões. Na classe Controle da
Eliminação, as intervenções relacionadas ao intestino estão em primeiro lugar na
listagem alfabética, seguidas das relacionadas à bexiga. As duas últimas classes no
domínio S istema de Saúde (Controle do S istema de Saúde, código a, e Controle das
I nformações, código b) contêm muitas intervenções de cuidado indireto (as que seriam
incluídas em despesas gerais).
A taxonomia apareceu, pela primeira vez, na segunda edição da NI C, em 1996, com
seis domínios e 27 classes. A terceira edição, publicada em 2000, incluiu um domínio
novo (Comunidade) e três novas classes: Cuidados na Educação de Filhos (código Z), no
domínio Família, e Promoção da S aúde da Comunidade e Controle de Riscos da
Comunidade, no domínio Comunidade (c e d). Nesta edição, não houve acréscimos de
novos domínios ou classes; as 34 novas intervenções foram colocadas, com facilidade, nas
classes existentes.
As instruções de codificação utilizadas para esta edição e edições anteriores estão
assim resumidas:
• Cada intervenção recebeu um código específico, com quatro dígitos, pertencente à
intervenção enquanto ela existir, independente de ela mudar ou não de classe em
alguma edição futura.
• Os códigos são removidos quando as intervenções são excluídas; nenhum código é
usado mais de uma vez. Intervenções com mudança somente no título que não
modifique sua natureza manterão o mesmo código. Nesse caso, a mudança no título
não afeta a intervenção, embora tenha sido necessária por alguma forte razão (p. ex.,
Proteção Contra Abuso foi mudada para Apoio à Proteção contra Abuso, na terceira
edição, para diferenciá-la de um resultado na NOC com o mesmo nome. Sedação
Consciente foi mudada na quarta edição para Controle da Sedação para melhor
refletir a prática atual).
• As intervenções somente com mudança no título e que realmente mude a natureza da
intervenção recebem um código novo e o anterior é retirado (p. ex., na terceira edição,
Triagem passou a Triagem: Catástrofe, indicando a natureza mais diferenciada dessa
intervenção, diferenciando-a das novas, como Triagem: Centro de Emergência e
Triagem: Telefone).
• Evita-se a referência cruzada sempre que possível e nenhuma intervenção tem essa
condição em mais do que duas classes; o número dado é escolhido com base na classe
principal.
• Intervenções mais concretas são códigos com um quarto dígito.
• As intervenções estão em ordem alfabética em cada classe; os números dos códigos
podem não estar em sequência devido a mudanças, acréscimos e exclusões.
• Ainda que, originalmente, os códigos iniciados na segunda edição tenham uma
fundamentação lógica e essa ordem lógica tenha sido mantida sempre que possível,
códigos são descontextualizados e não devem ser interpretados como tendo
significado, a não ser um número com quatro dígitos.
• As atividades não estão codificadas; mas se houver desejo de codificá-las, usar dois
(ou mais se indicado em seu sistema de informática) espaços para a direita de um
número decimal e numerar as atividades, na medida de seu aparecimento em cada
intervenção (p. ex., 0140, 01, 0140, 02).
Taxonomia NIC
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
*A letra indica outra classe em que a intervenção também está incluída.
PART E T RÊS
A Classificação
ESBOÇO
A
B
C
D
E
F
G
H
I
M
O
P
R
S
T
U
V
A
8190
Acompanhamento por Telefone
Definição: Fornecimento de resultados de exames ou avaliação da resposta do paciente e
determinação do potencial para problemas como resultado de tratamento, exame ou
testes anteriores, pelo telefone
Atividades:
• Confirmar que você esteja realmente falando com o paciente ou, se outra pessoa, que
você tenha a permissão do paciente para dar informação a essa pessoa
• Identificar-se com nome e credenciais, instituição avisar a pessoa que ligou se a
chamada estiver sendo gravada (p. ex., para o monitoramento da qualidade)
• Informar o paciente sobre o processo de chamada e obter consentimento
• Notificar o paciente sobre os resultados dos testes, conforme indicado (resultados
positivos com implicações significativas para a saúde, como resultado de biópsia, não
devem ser dados por telefone pelo enfermeiro)
• Utilizar serviços intermediários, como serviços de retransmissão de linguagem,
TTY/TDD (teletipo/dispositivo de telecomunicações para deficientes auditivos), ou
tecnologias de telecomunicação emergentes, como redes de computadores ou
apresentações visuais, conforme apropriado
• Auxiliar com reposição de prescrição, de acordo com as diretrizes estabelecidas
• Solicitar e responder perguntas
• Fornecer informações sobre recursos comunitários, programas educacionais, grupos
de apoio e grupos de autoajuda, conforme indicado
• Estabelecer data e hora para consulta de cuidados de acompanhamento ou
encaminhamentos
• Fornecer informações sobre regime de tratamento e responsabilidades de
autocuidado resultantes, se necessário, de acordo com o escopo da prática e diretrizes
estabelecidas
• Manter a confidencialidade
• Não deixar mensagens de acompanhamento em secretárias eletrônicas ou correio de
voz, para garantir a confidencialidade
• Documentar quaisquer avaliações, conselhos, orientações ou outras informações
dadas ao paciente, de acordo com as diretrizes específicas
• Determinar como o paciente ou membro da família pode ser contatado para
telefonema de retorno, conforme apropriado
• Documentar permissão para telefonema de retorno e identificar pessoas aptas para
receber informações pelo telefone
3ª edição de 2000
Leituras Sugeridas:
American Academy of Ambulatory Care Nursing American Nurses Association. Nursing in ambulatory care: The future is
here. Washington, DC: Author; 1997.
American Academy of Ambulatory Nursing. Telephone nursing practiceadministration and practice standards. Pitman, NJ:
Anthony J. Jannetti; 1997.
Anderson, K., Oiu, Y., Whittaker, A. R., Lucas, M. Breath sounds, asthma, and the mobile phone. Lancet. 2001;
358(9290):1343–1344.
Hagan, L., Morin, D., Lepine, R. Evaluation of telenursing outcomes: Satisfaction, self-care practices, and cost savings.
Public Health Nursing. 2000; 17(4):305–313.
Larson-Dahn, M. L. Tel-eNurse practice: Quality of care and patient outcomes. Journal of Nursing Administration. 2001;
31(3):145–152.
Pidd, H., McGrory, K. J., Payne, S. R. Telephone follow-up after urological surgery. Professional Nurse. 2000; 15(7):449–
451.
Weaver, L. A., Doran, K. A. Telephone follow-up after cardiac surgery. American Journal of Nursing. 101(5), 2001. [24OO,
24QQ, 24SS-24UU].
5240
Aconselhamento
Definição: Uso de um processo interativo de ajuda com foco nas necessidades,
problemas ou sentimentos do paciente e de pessoas significativas para melhorar ou
apoiar o enfrentamento, a resolução de problemas e as relações interpessoais
Atividades:
• Estabelecer uma relação terapêutica baseada na confiança e no respeito
• Demonstrar empatia, cordialidade e autenticidade
• Estabelecer a duração da relação de aconselhamento
• Estabelecer metas
• Fornecer privacidade e garantir confidencialidade
• Fornecer informação factual conforme necessário e adequado
• Encorajar a expressão de sentimentos
• Auxiliar paciente a identificar o problema ou situação que está causando a angústia
• Utilizar técnicas de reflexão e esclarecimento para facilitar a expressão de
preocupações
• Pedir ao paciente/pessoas significativas que identifiquem o que pode/não pode fazer
sobre o que está acontecendo
• Auxiliar paciente a listar e priorizar todas as alternativas possíveis para um problema
• Identificar eventuais diferenças entre a visão do paciente sobre a situação e a visão da
equipe de saúde
• Determinar como o comportamento da família afeta o paciente
• Verbalizar a discrepância entre sentimentos e comportamentos do paciente
• Usar ferramentas de avaliação (p. ex., medidas com papel e lápis, fitas de áudio,
vídeos, exercícios de interação com outras pessoas) para auxiliar a aumentar a
autoconsciência do paciente e o conhecimento pelo conselheiro da situação, conforme
apropriado
• Revelar aspectos selecionados das próprias experiências ou personalidade para
promover a autenticidade e confiança, conforme apropriado
• Auxiliar o paciente a identificar os pontos fortes e reforçá-los
• Encorajar o desenvolvimento de habilidades novas, conforme apropriado
• Encorajar a substituição de hábitos indesejáveis por hábitos desejáveis
• Reforçar novas habilidades
• Desencorajar a tomada de decisão quando o paciente estiver sob forte estresse,
quando possível
1ª edição de 1992; revisada em 2000
Leituras Sugeridas:
Banks, L. J. Counseling. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Essentials nursing treatments.
Philadelphia: Saunders; 1992:279–291.
Boyd M.A., ed. Psychiatric nursing: Contemporary practice, 3rd ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2005.
Corey, G. Theory and practice of counseling and psychotherapy, 4th ed. Pacific Grove, CA: Brooks/Cole; 1991.
5242
Aconselhamento Genético
Definição: Uso de um processo de ajuda interativo com foco em assistir um indivíduo,
família ou grupo a lidar com a apresentação ou risco de desenvolver ou transmitir um
defeito de nascimento ou condição genética, para lidar
Atividades:
• Fornecer privacidade e garantir confidencialidade
• Estabelecer uma relação terapêutica baseada na confiança e no respeito
• Determinar o propósito do paciente, metas e agendamento para a consulta de
aconselhamento genético
• Determinar o conhecimento básico, mitos, percepções e equívocos relacionados a um
defeito de nascimento ou condição genética
• Determinar a presença e a qualidade do apoio familiar, outros sistemas de apoio e
habilidades anteriores de enfrentamento
• Fornecer estimativas de risco do paciente com base no fenótipo (características do
paciente), história familiar (análise racial), informação do risco calculado, ou genótipo
(resultados de testes genéticos)
• Fornecer estimativas de ocorrência ou risco de recorrência para o paciente e o risco aos
membros da família
• Fornecer informações sobre a história natural da doença ou estado de saúde,
tratamento e/ou estratégias de manejo e estratégias de prevenção, se conhecidos
• Fornecer informações sobre os riscos, benefícios e limitações de opções de
tratamento/manejo, bem como opções para lidar com risco de recorrência de uma
forma indireta
• Fornecer apoio à tomada de decisão conforme os pacientes consideram suas opções
• Priorizar áreas de redução de risco em colaboração com o indivíduo, família ou grupo
• Monitorar a resposta quando o paciente aprende sobre seus fatores de risco genéticos
• Permitir a expressão de sentimentos
• Apoiar o processo de enfrentamento do paciente
• Instituir habilidades de apoio às crises, conforme necessário
• Fornecer encaminhamento a especialistas de saúde geral, se necessário
• Fornecer encaminhamento a fontes de recursos comunitários, incluindo grupos de
suporte genético, conforme necessário
• Fornecer ao paciente um resumo escrito da consulta de aconselhamento genético,
como indicado
1ª edição de 1992; revisada em 2000
Leituras Sugeridas:
Braithwaite, D., Emery, J., Walter, F., Prevost, T., Sutton, S. Psychological impact of genetic counseling for familial
cancer: Review and meta-analysis. Journal of the National Cancer Institute. 2004; 96(2):122–133.
Cohen, F. L. Clinical genetics in nursing practice, 3rd ed. New York: Springer; 2005.
Pieterse, A. H., van Dulmen, S., van Dijk, S., Bensing, J. M., Ausems, M. G.E. M. Risk communication in completed
series of breast cancer genetic counseling visits. Genetics in Medicine. 2006; 8(11):688–696.
Scanlon, C., Fibison, W. Managing genetic information: Implications for nursing practice. Washington, DC: American
Nurses Association; 1995.
Skirton, H., Patch, C., Williams, J. Applied genetics in healthcare. Oxford: Taylor & Francis; 2005.
Williams, J. K. Genetic counseling. In: Craft-Rosenberg M., Denehy J., eds. Nursing interventions for infants, children, and
families. Thousand Oaks, CA: Sage; 2001:201–220.
5247
Aconselhamento na Preconcepção
Definição: Rastreamento e orientação para indivíduos em idade fértil, antes da
gestação, para promover a saúde e reduzir os riscos
Atividades:
• Estabelecer uma relação terapêutica, de confiança
• Obter a história do cliente
• Desenvolver um perfil de risco de saúde orientado para a gestação preconcepção
baseado na história, no uso de medicamentos prescritos, cenário étnico, exposições
ocupacionais e domiciliares, dieta, distúrbios genéticos específicos e hábitos (p. ex.,
tabagismo e ingestão de álcool e drogas)
• Explorar a vontade de ter filhos com os dois parceiros
• Questionar sobre abusos físicos
• Obter uma história sexual completa, incluindo frequência e duração de tempo da
relação sexual, uso de lubrificantes espermicidas e hábitos pós-coito, como banhos
íntimos
• Encaminhar mulheres com condições clínicas crônicas para um plano de tratamento
pré-gestação
• Fornecer informações sobre fatores de risco
• Encaminhar para orientação genética sobre fatores de risco genéticos
• Encaminhar para testes diagnósticos pré-natais para fatores de risco genéticos,
médicos ou obstétricos
• Rastrear ou avaliar os níveis de hemoglobina ou hematócrito, estado Rh, testes de
urina por fita, toxoplasmose, doenças sexualmente transmissíveis, rubéola e hepatite
• Orientar sobre evitar gestações até que um tratamento apropriado seja providenciado
(p. ex., vacina para rubéola, imunoglobulina Rho(D), imunoglobulina sérica, ou
antibióticos)
• Rastrear indivíduos em risco ou em populações em risco para tuberculose, doenças
sexualmente transmissíveis, hemoglobinopatias, Tay-Sachs e defeitos genéticos
• Suportar a tomada de decisão sobre a disposição para a gestação, com base nos fatoresde risco
• Avaliar a necessidade de rastreamento por mamografia, com base na idade da
paciente e desejo de uma amamentação prolongada
• Encorajar um exame dentário durante a preconcepção para minimizar a exposição a
exames de raios X e anestésicos
• Orientar sobre as relações entre o desenvolvimento fetal inicial e hábitos pessoais, uso
de medicamentos, teratógenos e requisitos de cuidados pessoais (p. ex., vitaminas
pré-natais e ácido fólico)
• Orientar sobre modos de evitar teratogênicos (p. ex., manipulação de fezes de gatos,
interrupção do tabagismo, substitutos para o álcool)
• Encaminhar para serviços de informações sobre teratógenos para localizar
informações específicas sobre agentes ambientais
• Discutir modos específicos na preparação para a gestação, incluindo demandas
sociais, financeiras e psicológicas da gestação e criação
• Identificar barreiras reais ou percebidas para serviços de planejamento familiar e
cuidados pré-natais e modos de superar as barreiras
• Discutir os métodos disponíveis de assistência reprodutiva e tecnologia, quando
apropriado
• Encorajar a contracepção até que o casal esteja preparado para a gestação
• Discutir o momento de interromper a contracepção para maximizar a possibilidade de
gestação
• Discutir os métodos de identificação da fertilidade, sinais de gestação e modos de
confirmar a gestação
• Discutir a necessidade para adesão e cooperação com os cuidados pré-natais,
incluindo programas específicos de alto risco que possam ser apropriados
• Encorajar a frequência em cursos sobre gestação e paternidade
• Encorajar as mulheres a aprender os detalhes da cobertura de seu plano de saúde,
incluindo carências e opções de profissionais disponíveis
• Recomendar os cuidados pessoais necessários durante o período pré-concepção
• Orientar e encaminhar para fontes comunitárias apropriadas
• Fornecer uma cópia do plano de tratamento por escrito para os pacientes
• Fornecer ou recomendar cuidados de acompanhamento, se necessário
2ª edição de 1996; revisada em 2010
Leituras Sugeridas:
American College of Obstetricians and Gynecologists. ACOG guide to planning for pregnancy, birth, and beyond.
Washington, DC: Author; 1990.
Barron, M. L., Ganong, L. H., Brown, M. An examination of preconception health teaching by nurse practitioners.
Journal of Advanced Nursing. 1987; 12(5):605–610.
Bushy, A. Preconception health promotion: Another approach to improve pregnancy outcomes. Public Health Nursing.
1992; 9(1):10–14.
Cefalo, R. C., Moos, M. K. Preconceptional health promotion: A practical guide. Rockville, MD: Aspen. 1988.
Chez, R. Preconception care. Resident and Staff Physician. 1993; 89(1):49–51.
Department of Health and Human Services. Healthy people 2000: National health promotion and disease prevention
objectives. Washington: DC: Author; 1990.
Institute of Medicine. Preventing low birth weight. Washington: National Academy Press; 1985.
Littleton, L. Y., Enbretson, J. C. Maternal, neonatal, & women’s health nursing. Albany, NY: Delmar; 2002.
Summers, L., Price, R. A. Preconception care: An opportunity to maximize health in pregnancy. Journal of Nurse-
Midwifery. 1993; 38(4):188–198.
5246
Aconselhamento Nutricional
Definição: Uso de um processo interativo de ajuda com foco na necessidade de
modificação da dieta
Atividades:
• Estabelecer uma relação terapêutica baseada na confiança e respeito
• Estabelecer a duração do aconselhamento nutricional
• Determinar os hábitos de consumo alimentar e de alimentação do paciente
• Facilitar a identificação de comportamentos alimentares a serem mudados
• Estabelecer metas realistas em curto e longo prazo para a mudança no estado
nutricional
• Utilizar padrões nutricionais aceitos para auxiliar o cliente na avaliação da adequação
da ingestão alimentar
• Fornecer informações, quando necessário, sobre a necessidade de saúde para uma
modificação na dieta: perda de peso, ganho de peso, restrição de sódio, redução do
colesterol, restrição de líquido e assim por diante
• Divulgar um guia alimentar atrativo no quarto do paciente (i.e., Guia da Pirâmide
Alimentar)
• Auxiliar o paciente a considerar fatores de idade, fase de crescimento e
desenvolvimento, experiências passadas de alimentação, lesão, doença, cultura e
finanças no planejamento de maneiras de satisfazer as necessidades nutricionais
• Discutir o conhecimento do paciente em um dos quatro grupos básicos de alimentos,
bem como a percepção da necessidade de modificação da dieta
• Discutir as necessidades nutricionais e as percepções do paciente da dieta prescrita
recomendada
• Discutir sobre o que o paciente gosta ou não de comer
• Auxiliar o paciente a registrar o que geralmente come em um período de 24 horas
• Revisar com o paciente medidas de ingestão e eliminação de líquido, valores de
hemoglobina, pressão arterial, ou ganho e perda de peso, conforme apropriado
• Discutir os hábitos de compra de alimentos e as restrições orçamentárias
• Discutir o significado da comida para o paciente
• Determinar as atitudes e crenças de outras pessoas significativas sobre o alimento,
alimentação e mudança nutricional necessária para o paciente
• Avaliar o progresso das metas na modificação da dieta em intervalos regulares
• Auxiliar o paciente em afirmar sentimentos e preocupações sobre a realização de
metas
• Elogiar os esforços para atingir metas
• Fornecer referência/consulta com outros membros da equipe de saúde, conforme
apropriado
1ª edição de 1992; revisada em 2013
Leituras Sugeridas:
Busse, G. Nutritional counseling. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Treatments for nursing
diagnoses. Philadelphia: Saunders; 1985:113–126.
Dudek, S. G. Nutrition essentials for nursing practice, 5th rev. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2007.
Gabello, W. J. Dietary counseling. Patient Care. 1993; 27(5):168–174. [177, 181-184].
5244
Aconselhamento para Lactação
Definição: Auxílio no estabelecimento e manutenção do aleitamento materno bem-
sucedido
Atividades:
• Fornecer informações sobre os benefícios psicológicos e fisiológicos da amamentação
• Determinar o desejo e a motivação da mãe em amamentar, bem como a percepção da
amamentação
• Desfazer equívocos, desinformação e imprecisões sobre o aleitamento materno
• Incentivar pessoas significantes e próximas à mãe, familiares ou amigos em fornecer
apoio (i.e., oferecer orações, encorajamento e confiança, realizar as tarefas domésticas
e assegurar que a mãe está recebendo adequados descanso e alimentação)
• Fornecer material educativo, conforme necessário
• Incentivar o comparecimento às aulas de amamentação e grupos de apoio
• Fornecer à mãe a oportunidade de amamentar após o nascimento, quando possível
• Orientar com dicas sobre a alimentação de bebê (p. ex., enraizamento, sucção e estado
de alerta silencioso)
• Auxiliar na forma como segurar de forma adequada para amamentar (i.e., monitorar o
alinhamento adequado do bebê, forma de segurar e de comprimir a aréola e
deglutição audível)
• Orientar sobre as várias posições de alimentação (p. ex., cruzado no berço, apreensão
como de bola de “soccer” e deitado de lado)
• Orientar a mãe sobre os sinais de transferência de leite (p. ex., o vazamento de leite,
engolir audível e sensação de “queda”)
• Discutir as formas de facilitar a transferência de leite (p. ex., técnicas de relaxamento,
massagem do peito e ambiente silencioso)
• Informar sobre a diferença entre sucção nutritiva e não nutritiva
• Monitorar a capacidade do bebê em sugar
• Demonstrar o treino de sucção, se necessário (i.e., usar um dedo limpo para estimular
o reflexo da sucção e bloqueio)
• Orientar a mãe a permitir que o bebê termine a amamentação no primeiro peito antes
de oferecer o segundo peito
• Orientar sobre como interromper a amamentação, se necessário
• Orientar a mãe sobre os cuidados com o mamilo
• Monitorar a dor do mamilo e integridade da pele dos mamilos
• Discutir as técnicas para evitar ou minimizar o regurgitamento e desconfortosassociados (p. ex., alimentação frequente, massagem do peito, compressa quente,
expressão do leite, sacos de gelo aplicados após a amamentação ou bombeamento e
medicação anti-inflamatória)
• Orientar sobre os sinais, sintomas e estratégias de manejo para obstrução dos ductos,
mastite, infecção e candidíase
• Discutir sobre as necessidades de descanso adequado, hidratação e dieta bem
equilibrada
• Auxiliar na determinação das necessidades de alimentação suplementar, chupeta e
protetores de mamilo
• Incentivar a mãe a usar sutiã firme e adequado
• Orientar sobre a manutenção de registros das sessões de amamentação e de
bombeamento, se indicado
• Orientar sobre os padrões de fezes e urina do bebê
• Discutir a frequência dos padrões de alimentação normais, incluindo agrupamento
alimentação e surtos de crescimento
• Incentivar o aleitamento continuado após o retorno ao trabalho ou à escola
• Discutir as opções de ordenha, incluindo o bombeamento não elétrico (p. ex., mão e
manual) e o bombeamento elétrico (p. ex., único e duplo; bomba do hospital para a
mãe de bebê prematuro)
• Orientar sobre o manuseio adequado do leite retirado (p. ex., coleta, armazenamento,
descongelamento, preparo, fortificação e aquecimento)
• Orientar a paciente a entrar em contato com um consultor de lactação para auxiliar a
determinar o padrão de oferta de leite (i.e., se a insuficiência é percebida ou real)
• Discutir as estratégias destinadas a otimizar a oferta de leite (p. ex., massagem da
mama, ordenha frequente, esvaziamento completo do seios, método canguru e
medicamentos)
• Fornecer instruções e apoio de acordo com a política de saúde da instituição sobre o
aleitamento para a mãe de recém-nascido prematuro (i.e., orientar sobre a frequência
de bombeamento, quando esperar o fornecimento de leite aumentar, os padrões
normais de amamentação com base na idade gestacional e desmame da bomba
quando o bebê for capaz de se alimentar adequadamente)
• Orientar sobre os sinais e sintomas que justificam um relato a um profissional de
saúde ou consultor de lactação
• Fornecer instruções de alta e os cuidados de acompanhamento adaptados às
necessidades das especificações da paciente (p. ex., mãe de um bebê de termo
saudável, múltiplos, prematuro ou doente)
• Consultar um consultor de lactação
• Auxiliar na relactação, se necessário
• Discutir opções para o desmame
• Orientar a mãe a consultar o seu médico antes de tomar qualquer medicação durante a
amamentação, incluindo medicamento de uso não controlado e contraceptivos orais
• Discutir métodos de contracepção
• Incentivar os empregadores a oferecer oportunidades para as mães lactantes para
extrair e armazenar o leite materno durante a jornada de trabalho
2ª edição de 1996; revisada em 2013
Leituras Sugeridas:
Dyson, L., McCormick, F. M., Renfrew, M. J. Interventions for promoting the initiation of breastfeeding. Cochrane
Database of Systematic Reviews. 2005. [Issue 2. Art. No.: CD001688. doi: 10.1002/14651858.CD001688.pub2].
Hill, P. D. Lactation counseling. In: Craft-Rosenberg M., Denehy J., eds. Nursing interventions for infants, children, and
families. Thousand Oaks, CA: Sage; 2001:61–76.
Kramer, M. S., Kakuma, R. The optimal duration of exclusive breastfeeding: A systematic review. Geneva, Switzerland:
World Health Organization; 2002.
Lang, S. Breastfeeding special care babies, 2nd ed. New York: Bailliere Tindall; 2002.
Riordan, J. Breastfeeding and human lactation, 3rd ed. Sudbury, MA: Jones and Bartlett; 2005.
Ward, S. L., Hisley, S. M. Caring for the postpartal woman and her family. In: Maternal-child nursing care: Optimizing
outcomes for mothers, children, & families. Philadelphia: F. A. Davis; 2009:469–509.
Walker, M. Breastfeeding management for the clinician: Using the evidence. Sudbury, MA: Jones and Bartlett; 2006.
5248
Aconselhamento Sexual
Definição: Uso de um processo interativo concentrado na necessidade de ajustar a
prática sexual ou melhorar o enfrentamento em relação a um distúrbio ou evento sexual
Atividades:
• Estabelecer um relacionamento terapêutico, baseado em verdade e respeito
• Estabelecer a duração do relacionamento de aconselhamento
• Proporcionar privacidade e garantir a confidencialidade
• Informar ao paciente, logo no início do relacionamento, que a sexualidade é parte
importante da vida e que doença, medicamentos e estresse (ou outros problemas e
eventos vivenciados pelo paciente) frequentemente afetam a função sexual
• Encorajar o paciente a verbalizar temores e fazer perguntas sobre função sexual
• Apresentar questões sobre sexualidade com uma afirmativa que diga ao paciente que
muitas pessoas têm dificuldades sexuais
• Começar pelos assuntos menos sensíveis e seguir para os mais sensíveis
• Obter a história sexual do paciente, prestando bastante atenção aos padrões normais
de função e aos termos usados pelo paciente para descrever a função sexual
• Determinar a duração da disfunção sexual e potenciais causas
• Monitorar quanto a estresse, ansiedade e depressão como possíveis causas de
disfunção sexual
• Determinar o nível de conhecimento do paciente, bem como sua compreensão acerca
da sexualidade em geral
• Fornecer informação sobre função sexual, conforme apropriado
• Discutir o efeito da saúde e da doença sobre a sexualidade
• Discutir o efeito das medicações e suplementos sobre a sexualidade, conforme
apropriado
• Discutir o efeito das alterações da sexualidade sobre conforme aspectos relevantes
• Discutir as modificações necessárias na atividade sexual, conforme apropriado
• Auxiliar o paciente a expressar tristeza e raiva em relação das alterações envolvendo a
aparência ou funcionamento do corpo, conforme apropriado
• Evitar demonstrar aversão a uma parte alterada do corpo
• Apresentar ao paciente modelos de papéis positivos que tiveram êxito diante de
problemas parecidos, conforme apropriado
• Fornecer informação factual sobre mitos e informações equivocadas sobre sexo que o
paciente possa verbalizar
• Discutir formas alternativas de expressão sexual que sejam aceitáveis para o paciente,
conforme apropriado
• Orientar o paciente quanto ao uso de medicamento(s) e dispositivos para aumentar a
capacidade de desempenho sexual, conforme apropriado
• Determinar o grau de culpa sexual associada à percepção do paciente dos fatores
causais da doença
• Evitar encerrar precocemente discussões sobre sentimentos de culpa, mesmo que
estes pareçam ser irracionais
• Incluir ao máximo outras pessoas significativas no aconselhamento, conforme
apropriado
• Usar humor e encorajar o paciente a usar o humor para aliviar a ansiedade ou o
constrangimento, tomando cuidado para usar o humor apropriado à situação, sensível
e respeitoso às crenças e antecedentes culturais do paciente
• Assegurar que as práticas sexuais atuais e novas são saudáveis, conforme apropriado
• Fornecer garantia e permissão para experimentar formas alternativas de expressão
sexual, conforme apropriado
• Fornecer encaminhamento ou consulta com outros membros da equipe médica,
conforme apropriado
• Encaminhar o paciente a um terapeuta sexual, conforme apropriado
1ª edição de 1992; revisada em 2013
Leituras Sugeridas:
Barton-Burke, M., Gustason, C. J. Sexuality in women with cancer. Nursing Clinics of North America . 2007; 42(4):531–554.
Brassil, D. F., Keller, M. Female sexual dysfunction: Definitions, causes, and treatment. Urologic Nursing. 2002; 22(4):237–
284.
Clayton, A., Ramamurthy, S. The impact of physical illness on sexual dysfunction. Advances in Psychosomatic Medicine.
2008; 29:70–88.
Ginsberg, T. B., Pomerantz, S. C., Kramer-Feeley, V. Sexuality in older adults: Behaviours and preferences. Age and
Aging. 2005; 34(5):475–480.
Jaarsma, T., Steinke, E. E., Gianotten, W. L. Sexual problems in cardiac patients: How to assess, when to refer. Journal of
Cardiovascular Nursing. 2010; 25(2):159–164.
Lewis, L. J. Examining sexual health discourses in a racial/ethnic context. Archives of Sexual Behavior. 2004; 33(3):223–
234.
Schwarz,E. R., Kapur, V., Bionat, S., Rastogi, S., Gupta, R., Rosanio, S. The prevalence and clinical relevance of sexual
dysfunction in women and men with chronic heart failure. International Journal of Impotence Research. 2008; 20(1):85–
91.
Steinke, E. E. Intimacy needs and chronic illness. Journal of Gerontological Nursing. 2005; 31(5):40–50.
Steinke, E. E., Jaarsma, T. Impact of cardiovascular disease on sexuality. In: Moser D., Riegel B., eds. Cardiac nursing: A
companion to Braunwald’s heart disease. St. Louis: Saunders Elsevier; 2008:241–253.
1320
Acupressão
Definição: Aplicação de pressão firme e contínua em pontos especiais do corpo para
reduzir a dor, produzir relaxamento e prevenir ou reduzir a náusea
Atividades:
• Investigar contraindicações, tais como contusões, cicatrizes, infecção, condições
cardíacas graves (também contraindicada para crianças pequenas)
• Decidir sobre a aplicabilidade da acupressão para o tratamento de determinado
indivíduo
• Verificar o grau de conforto psicológico do indivíduo ao toque
• Verificar os resultados finais desejados
• Consultar os textos de acupressão para equiparar a etiologia, a localização e a
sintomatologia aos acupontos apropriados após treinamento avançado nas técnicas
de acupressão
• Determinar qual(is) acuponto(s) estimular, dependendo do resultado final desejado
• Explicar para o indivíduo que você vai procurar área(s) sensível(is)
• Encorajar o indivíduo a relaxar durante o estímulo
• Palpar profundamente com os dedos, ou nós do dorso da mão em busca de ponto
bastante sensível à pressão na localização geral do acuponto
• Observar pistas verbais ou posturais para identificar o ponto ou local desejado (tal
como um encolhimento, “ai”)
• Estimular o acuponto, pressionando com os dedos ou nós do dorso da mão e
utilizando o peso do próprio corpo para inclinar-se sobre o ponto em que é aplicada a
pressão
• Utilizar a pressão dos dedos ou dos punhos para aplicar pressão ao acuponto
selecionado para o tratamento de náuseas
• Aplicar pressão firme sobre tecido muscular hipertrônico devido a dor, até ocorrer
sensação de relaxamento ou relato de diminuição da dor, normalmente de 15 a 20
segundos
• Repetir o procedimento sobre o mesmo ponto do lado oposto do corpo
• Tratar os pontos contralaterais primeiro, quando há muita sensibilidade em um deles
• Aplicar pressão firme até a náusea diminuir ou manter o punho indefinidamente
durante náusea atual ou antecipada
• Observar se há relaxamento e verbalização de diminuição de desconforto ou náuseas
• Utilizar aplicações diárias de acupressão durante a primeira semana de tratamento da
dor
• Recomendar o uso de técnicas de relaxamento progressivo e/ou exercícios de
alongamento entre os tratamentos
• Ensinar à família/significante a realizar tratamentos de acupressão
• Documentar a ação e a resposta do indivíduo à acupressão
2ª edição 1996
Leituras Sugeridas:
Dibble, S. L., Chapman, J., Mack, K. A., Shih, A. Acupressure for nausea: Results of a pilot study. Oncology Nursing
Forum. 2000; 27(1):41–47.
Lorenzi, E. A. Complementary/alternative therapies: So many choices. Geriatric Nursing. 1999; 20(3):125–133.
Mann, E. Using acupuncture and acupressure to treat postoperative emesis. Professional Nurse. 1999; 14(10):691–694.
Windle, P. E., Borromeo, A., Robles, H., Ilacio-Uy, V. The effects of acupressure on the incidence of postoperative nausea
and vomiting in postsurgical patients. Journal of PeriAnesthesia Nursing. 2001; 16(3):158–162.
2210
Administração de Analgésicos
Definição: Uso de agentes farmacológicos para reduzir ou eliminar a dor
Atividades:
• Verificar local, características, qualidade e gravidade da dor antes de medicar o
paciente
• Verificar a prescrição médica quanto ao medicamentos, dose e frequência do
analgésicos prescritos
• Verificar histórico de alergias a medicamentos
• Avaliar a capacidade do paciente para participar da escolha do analgésico, da via e da
dose e envolvê-lo neste processo, conforme apropriado
• Escolher o analgésico ou a combinação de analgésicos apropriados quando há
prescrição de mais de um
• Determinar a seleção dos analgésicos (narcótico, não narcótico ou anti-inflamatórios
não esteroidais), com base no tipo e na gravidade da dor
• Verificar o analgésico preferido, a via de administração e a dose para atingir analgesia
adequada
• Escolher a via IV ao invés da IM quando for o caso de injeções frequentes de
analgésicos, quando possível
• Dar baixa nos narcóticos e outros medicamentos controlados, de acordo com o
protocolo institucional
• Monitorar os sinais vitais antes e após a administração de analgésicos narcóticos, na
primeira dose, ou diante de sinais incomuns
• Atender às necessidades de conforto e realizar outras atividades que ajudem a relaxar,
a fim de facilitar a resposta analgésica
• Administrar analgésicos em horários fixos para prevenir picos e depressões da
analgesia, especialmente em casos de dor intensa
• Estabelecer expectativas positivas quanto à eficácia dos analgésicos para otimizar a
resposta do paciente
• Administrar analgésicos e/ou medicamentos adjuvantes, quando necessário, para
potenciar a analgesia
• Considerar o uso de infusão contínua, de forma isolada ou associada a opioides em
bolo, para manter os níveis séricos
• Instituir precauções de segurança para os pacientes em tratamento com analgésicos
narcóticos, conforme apropriado
• Orientar o paciente a solicitar medicamentos analgésicos prescritos “se necessário”
antes que a dor esteja grave
• Informar ao indivíduo que, com a administração de narcóticos, pode ocorrer
sonolência durante os primeiros 2-3 dias, diminuindo em seguida
• Corrigir concepções errôneas/mitos que o paciente ou familiares possam ter em
relação aos analgésicos, particularmente opioides (p. ex., vício e riscos de overdose)
• Avaliar a efetividade dos analgésicos em intervalos regulares e frequentes após cada
administração, mas, em especial, após as primeiras doses, observando também se
ocorrem sinais e sintomas de efeitos colaterais (p. ex., depressão respiratória, náusea
e vômito, boca seca e constipação)
• Documentar a resposta aos analgésicos e todos os efeitos colaterais
• Avaliar e documentar o nível de sedação de pacientes que recebem opioides
• Implementar ações para reduzir efeitos colaterais dos analgésicos (p. ex., constipação
e irritação gástrica)
• Colaborar com o médico se mudanças no medicamento, dose, via de administração ou
intervalos forem indicadas, realizando as recomendações específicas com base em
princípios equianalgésicos
• Ensinar o uso de analgésicos, estratégias para reduzir efeitos colaterais e expectativas
de envolvimento nas decisões sobre o alívio da dor
1ª edição de 1992; revisada em 1996
Leituras Sugeridas:
Leituras Sugeridas:
Clinton, P., Eland, J. A. Pain. In: Maas M., Buckwalter K., Hardy M., eds. Nursing diagnoses and interventions for the
elderly. Redwood City, CA: Addison-Wesley; 1991:348–368.
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Fundamentals of nursing: Human health and function, 3rd ed. Philadelphia: Lippincott Williams
& Wilkins; 2000. [pp. 1161-1168].
Herr, K. A., Mobily, P. R. Interventions related to pain. Nursing Clinics of North America . 1992; 27(2):347–370.
McCaffery, M., Beebe, A. Pain: Clinical manual for nursing practice. St. Louis: Mosby; 1989.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques. St. Louis: Mosby; 1990.
Smeltzer, S.C., Bare, B.G. 10th ed. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2004.
2214
Administração de Analgésicos: Intraespinal
Definição: Administração de agentes farmacológicos no espaço epidural ou intratecal
para reduzir ou eliminar a dor
Atividades:
• Verificar a permeabilidade e a função do cateter, orifício e/ou bomba
• Garantir que o acesso IV esteja adequadamente localizado durante toda a terapia
• Rotular o cateter e prendê-lo adequadamente
• Garantir que a formulação adequada do medicamento seja usado (p. ex., concentração
alta e sem conservantes)
• Garantir a disponibilidadede antagonista narcótico para administração de
emergência, administrando conforme prescrição médica, conforme necessário
• Iniciar infusão contínua de analgésico após verificação do posicionamento correto do
cateter, monitorando a velocidade de infusão para assegurar o recebimento da dose
prescrita do medicamento
• Monitorar níveis de temperatura, pressão sanguínea, respiração, pulso e consciência a
intervalos apropriados e registrar em impresso de controle
• Monitorar nível de bloqueio sensorial a intervalos adequados e registrar em impresso
de controle
• Monitorar local e curativos do cateter, verificando se há deslocamento ou
umedecimento, e avisar profissional responsável, conforme protocolo da instituição
• Realizar cuidados no local do cateter, conforme protocolo institucional
• Fixar a agulha no local com fita adesiva e aplicar o curativo adequado, conforme
protocolo institucional
• Monitorar reações adversas, incluindo depressão respiratória, retenção urinária,
sonolência indevida, prurido, convulsões, náusea e vômito
• Monitorar a pressão sanguínea ortostática e o pulso antes da primeira tentativa de
deambulação
• Orientar o paciente a informar efeitos colaterais, alterações no alívio da dor,
dormência nas extremidades e necessidade de assistência ao deambular quando
houver fraqueza
• Seguir a política da instituição para injeção intermitente de analgésicos
• Providenciar medicamentos adjuvantes conforme apropriado (p. ex., antidepressivos,
anticonvulsivantes e AINEs)
• Aumentar a dose intraespinal com base no escore de intensidade da dor
• Orientar e guiar o paciente sobre medidas não farmacológicas (p. ex., terapia de
relaxamento, imaginação guiada e biofeedback) para aumentar a efetividade
farmacológica
• Orientar o paciente sobre o cuidados domiciliar adequado dos dispositivos externos
ou implantados, conforme apropriado
• Retirar ou auxiliar na remoção do cateter, conforme protocolo institucional
2ª edição de 1996
Leituras Sugeridas:
American Nurses Association. ANA position statement: The role of the registered nurse in the management of analgesia
by catheter techniques. SCI Nursing. 1992; 9(2):54–55.
El-Baz, N., Goldin, M. Continuous epidural infusion of morphine for pain relief after cardiac operations. Journal of
Cardiovascular Surgery. 1987; 93(6):878–883.
Keeney, S. Nursing care of the postoperative patient receiving epidural analgesia. MEDSURG Nursing. 1993; 2(3):191–
196.
Paice, J., Magolan, J. Intraspinal drug therapy. Nursing Clinics of North America . 1991; 26(2):477–498.
Smeltzer, S.C., Bare, B.G. 10th ed. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2004.
Wild, L., Coyne, C. The basics and beyond: Epidural analgesia. American Journal of Nursing. 1992; 92(4):26–34.
2840
Administração de Anestesia
Definição: Preparo e administração de agentes anestésicos e monitoramento da reação
do paciente durante a administração
Atividades:
• Verificar a identificação do paciente
• Realizar e documentar o histórico de saúde e o exame físico do paciente, avaliando
condições preexistentes, alergias e contraindicações a agentes ou técnicas anestésicas
específicas
• Solicitar as consultas apropriadas, além de exames diagnósticos e laboratoriais, com
base na condição de saúde do paciente e na cirurgia proposta
• Implementar atividades pré-operatórias indicadas para o preparo fisiológico do
paciente para a cirurgia e anestesia
• Elaborar e documentar um plano de anestesia adequado ao paciente e ao
procedimento
• Colaborar com a equipe de saúde envolvida durante todas as fases do cuidado
anestésico
• Informar o paciente sobre expectativas quanto à anestesia, respondendo a todas as
perguntas e preocupações
• Obter o consentimento informado
• Realizar verificação de segurança em todo o equipamento anestésico antes que cada
anestésico esteja administrado
• Garantir a disponibilidade de equipamento essencial de emergência e reanimação
• Instalar linhas de monitoramento intravenoso invasivo e não invasivo
• Administrar medicamentos e líquidos pré-anestésicos apropriados
• Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica
• Posicionar o paciente de modo a prevenir lesão nervosa periférica úlceras por pressão
• Garantir posicionamento adequado da cinta de proteção e segurança contínua do
paciente durante todas as fases do cuidado anestésico
• Administrar o anestésico de forma coerente com as necessidades fisiológicas de cada
paciente, suas solicitações, julgamento clínico e os Padrões para a Prática de
Enfermagem Anestésica
• Avaliar e manter uma via aérea apropriada, garantindo oxigenação adequada durante
todas as fases do cuidado anestésico
• Determinar o valor de perda de sangue aceitável e administrar sangue, se necessário
• Calcular a necessidade de líquidos adequada e administrá-los IV, conforme indicado
• Monitorar sinais vitais, adequação respiratória e circulatória, reação à anestesia e
outros parâmetros fisiológicos; mensurar valores laboratoriais apropriados
• Administrar medicamentos e líquidos adjuvantes necessários para controle do
anestésico, manter homeostase fisiológica e corrigir reações adversas ou
desfavoráveis à anestesia e à cirurgia
• Providenciar proteção para os olhos
• Avaliar e controlar clinicamente emergências resultantes da anestesia, administrando
medicamentos, indicados e suporte ventilatório líquidos
• Transferir o paciente para a unidade pós-anestésica ou unidade de terapia intensiva
com monitoramento e oxigenoterapia adequados
• Fornecer relatório completo do paciente à equipe de enfermagem na chegada à
unidade
• Controlar a dor pós-operatória e efeitos colaterais dos anestésicos
• Confirmar a recuperação e a estabilidade do paciente no período pós-operatório
imediato antes da transferência o atendimento
• Realizar acompanhamento pós-anestésico e cuidado relacionado aos efeitos colaterais
e às complicações anestésicas após a alta da área de cuidado pós-anestésicos
1ª edição de 1992; revisada em 1996
Leituras Sugeridas:
Leituras Sugeridas:
American Association of Nurse Anesthetists. Professional practice manual for the certified registered nurse anesthetist. Park
Ridge, IL: Author; 2006.
Barash, P. G., Cullen, B. F., Stoeling, R. K. Handbook of clinical anesthesia . Philadelphia: Lippincott; 1989.
Waugaman, W. R., Foster, S. D., Rigor, B. M. Principles and practice of nurse anesthesia . Norwalk, CT: Appleton & Lange;
1992.
0466
Administração de Enema
Definição: Instilação de uma solução no trato gastrointestinal inferior
Atividades:
• Determinar o motivo para a realização do enema (p. ex., limpeza gastrointestinal,
administração de medicamentos, redução de distensão)
• Verificar a prescrição de enema feita pelo médico e ausência de contraindicações (p.
ex., glaucoma e pressão intracraniana aumentada)
• Explicar o procedimento para o paciente e seus familiares, incluindo as sensações
esperadas durante e depois do procedimento (p. ex., distensão e urgência para
defecar)
• Reunir e montar o equipamento necessário para o tipo específico de enema
• Proporcionar privacidade
• Auxiliar o paciente a posicionar-se apropriadamente (p. ex., decúbito lateral esquerdo
com o joelho direito flexionado para adultos, e em dorsal decumbente para crianças)
• Colocar lençol impermeável ou absorvente sob os quadris e glúteos
• Cobrir o paciente com o lençol para banho de leito deixando somente a área retal
descoberta
• Determinar a temperatura apropriada para a solução de irrigação
• Orientar o paciente a exalar antes da inserção da solução
• Inserir a ponta lubrificada do recipiente da solução, ou tubo, no reto, orientando a
ponta em direção ao umbigo e inserir o comprimento apropriado de acordo com a
idade do paciente
• Apertar a garrafa até que toda a solução tenha entrado no reto e cólon
• Determinar a altura apropriada para a bolsa de enema, o volume da solução, a
velocidade da instilação e o manuseio correto do tubo
• Encorajar o paciente a reter o líquido até a urgência de defecar e auxiliar apertandoas
nádegas, se necessário
• Providenciar comadre, cadeira sanitária, ou fácil acesso ao banheiro
• Monitorar quanto às características das fezes e da solução (p. ex., cor, quantidade e
aparência)
• Monitorar a resposta do paciente ao procedimento, incluindo sinais de intolerância (p.
ex., sangramento retal, distensão e dores abdominais), diarreia, constipação e
impactação
• Auxiliar o paciente na higiene perineal
• Fornecer instruções sobre a administração do enema ao paciente, cuidador, ou pessoa
que auxilia sem formação específica
• Orientar quanto aos sinais que garantem o fim do procedimento e outros sinais que
devem ser comunicados ao médico (p. ex., palpitações, diaforese, palidez e falta de ar)
6ª edição de 2013
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J., Bowel elimination. Fundamentals of nursing: Human health and function. 6th ed. Lippincott
Williams & Wilkins, Philadelphia, 2009. [pp. 1116-1158].
Elkin, M. K., Perry, A. G., Potter, P. A. Assisting with elimination. In Nursing interventions & clinical skills, 4th ed., St.
Louis: Mosby; 2007:176–198.
Smith, S. F., Duell, D. J., Martin, B. C. Bowel elimination. In Clinical nursing skills: Basic to advanced skills, 7th ed., Upper
Saddle River, NJ: Pearson Prentice Hall; 2008:811–847.
4030
Administração de Hemoderivados
Definição: Administração de sangue ou hemoderivados e monitoramento da reação do
paciente
Atividades:
• Verificar as prescrições médicas
• Obter a histórico de transfusão do paciente
• Obter ou verificar consentimento informado do paciente
• Verificar se o hemoderivado foi preparado, tipado e submetido a reação cruzada (se
aplicável) para o receptor
• Verificar o paciente correto, o tipo de sangue, o tipo Rh, o número da unidade e o
prazo de validade, registrando de acordo com o protocolo da instituição
• Orientar o paciente sobre sinais e sintomas de reações transfusionais (prurido,
tontura, falta de ar, e/ou dor no peito)
• Montar o sistema de administração com o filtro apropriado ao hemoderivado e à
condição imunológica do receptor
• Preparar o sistema de administração com solução salina fisiológica
• Preparar uma bomba de infusão IV aprovada para administração de hemoderivado, se
indicado
• Realizar punção venosa usando técnica adequada
• Evitar transfusão de mais de uma unidade de sangue ou hemoderivado de uma só vez,
a menos que isso seja necessário devido à condição do receptor
• Monitorar o local do acesso venoso quanto a sinais e sintomas de infiltração, flebite e
infecção local
• Monitorar os sinais vitais (p. ex., antes, durante e após a transfusão)
• Monitorar a ocorrência de reações transfusionais
• Monitorar a ocorrência de sobrecarga hídrica
• Monitorar e regular o gotejamento/fluxo durante a transfusão
• Evitar administrar medicamentos ou líquidos IV, a não ser solução fisiológica, na via
do sangue ou do hemoderivado
• Evitar transfusão de derivado retirado de refrigeração controlada há mais de 4 horas
• Trocar o filtro e o equipamento de administração pelo menos a cada 4 horas
• Administrar solução fisiológica ao término da transfusão
• Registrar o tempo de transfusão
• Registrar o volume infundido
• Interromper a transfusão se ocorrer reação ao sangue e manter acesso venoso com
solução fisiológica
• Obter amostra do sangue e amostra da primeira urina após a reação transfusional
• Encaminhar a bolsa de sangue para o laboratório após reação transfusional
• Notificar o laboratório imediatamente em caso de reação transfusional
• Manter precauções universais
1ª edição de 1992; revisada em 1996, 2004
Leituras Sugeridas:
Alexander, M. Editorial: Infusion nursing standards of practice. Journal of Intravenous Nursing. 2000; 23(6S):1.
American Association of Blood Banks. Standards for blood banks and transfusion services, 12th ed. Bethesda, MD: Author;
1994.
American Red Cross, Council of Community Blood Centers, American Association of Blood Banks. Circular of
information for the use of human blood and blood components. Bethesda, MD: Author; 1994.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002.
2300
Administração de Medicamentos
Definição: Preparar, administrar e avaliar a eficácia dos medicamentos com prescrição
e dos isentos de prescrição
Atividades:
• Manter as políticas e procedimentos da instituição para administração precisa e
segura de medicamentos
• Manter um ambiente que maximize a administração segura e eficiente de
medicamentos
• Evitar interrupções durante preparação, verificação ou administração de
medicamentos
• Seguir os cinco certos da administração de medicamentos
• Verificar a prescrição ou solicitação de medicação antes de administrar o
medicamento
• Prescrever ou recomendar medicamentos, conforme apropriado, de acordo com a
autoridade prescritiva
• Monitorar as possíveis alergias a medicamentos, interações e contraindicações,
incluindo medicamentos isentos de prescrição e remédios fitoterápicos
• Observar as alergias do paciente antes da distribuição de cada medicamento e manter
medicamentos, conforme apropriado
• Notificar o paciente do tipo de medicação, a razão para a administração, ações
esperadas e os efeitos adversos antes da administração, conforme apropriado
• Assegurar que os hipnóticos, os narcóticos e os antibióticos são descontinuados ou
novamente solicitados na data de vencimento/renovação
• Observar data de validade no recipiente de medicação
• Preparar medicamentos utilizando equipamentos e técnicas apropriados para a
modalidade de administração de medicamentos
• Verificar as mudanças na forma de medicação antes da administração (p. ex.,
comprimidos entéricos esmagados, líquidos orais em seringa endovenosa,
embalagem incomum)
• Usar a administração de medicação assistida por código de barras, quando possível
• Evitar a administração de medicamentos não devidamente rotulados
• Descartar medicamentos não utilizados ou vencidos, de acordo com as orientações da
instituição
• Monitorar sinais vitais e exames laboratoriais antes da administração de
medicamentos, conforme apropriado
• Auxiliar o paciente a tomar a medicação
• Fornecer medicamento usando a técnica e a via adequada
• Usar solicitações, políticas da instituição e procedimentos para orientar o método
adequado de administração de medicamentos
• Orientar o paciente e a família sobre as ações esperadas e os efeitos adversos da
medicação
• Validar e documentar a compreensão do paciente e da família sobre as ações
esperadas e efeitos adversos da medicação
• Monitorar o paciente para determinar a necessidade de medicamentos usados quando
necessário, conforme apropriado
• Monitorar paciente para o efeito terapêutico de todos os medicamentos
• Monitorar paciente para efeitos adversos, toxicidade e interações dos medicamentos
administrados
• Assinar pedidos de narcóticos e outros fármacos restritos, de acordo com o protocolo
da instituição
• Documentar a administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente
(i.e., incluir o nome genérico do medicamento, dose, tempo, via, razão para
administração e efeito obtido), de acordo com protocolo da instituição
1ª edição de 1992; revisada em 2013
Leituras Sugeridas:
Biron, A. D., Lavoie-Tremblay, M., Loiselle, C. G. Characteristics of work interruptions during medication
administration. Journal of Nursing Scholarship. 2009; 41(4):330–336.
Elliott, M., Liu, Y. The nine rights of medication administration: An overview. British Journal of Nursing (BJN). 2010;
19(5):300–305.
Helmons, P. J., Wargel, L. N., Daniels, C. E. Effect of bar-code-assisted medication administration on medication
administration errors and accuracy in multiple patient care areas. American Journal of Health-System Pharmacy. 2009;
66(13):1202–1210.
Hewitt, P. Nurses’ perceptions of the causes of medication errors: An integrative literature review. MEDSURG Nursing.
19(3), 2010. [159-156].
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes,and practice, 7th
ed, Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:829–901.
2314
Administração de Medicamentos: Endovenosa
(EV)
Definição: Preparação e administração de medicamentos por via endovenosa
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Verificar se há incompatibilidades de fármacos EV
• Observar data de validade dos medicamentos e soluções
• Configurar o equipamento adequado para a administração de medicamentos
• Preparar a concentração adequada da medicação EV da ampola ou frasco
• Verificar a colocação e desobstrução do cateter EV dentro da veia
• Manter a esterilidade do sistema EV patente
• Administrar medicação EV à taxa adequada
• Misturar a solução suavemente, caso adicione medicamento ao recipiente de líquido
EV
• Selecionar a porta de injeção de tubulação EV mais próxima do paciente, ocluir linha
EV acima da porta e aspirar antes de injetar bolus endovenoso em uma linha existente
• Enxaguar o canal endovenoso com solução apropriada antes e depois da
administração de medicamentos, de acordo com protocolo da instituição
• Preencher o rótulo aditivo da medicação e colar no recipiente de líquido EV, conforme
apropriado
• Manter o acesso EV, conforme apropriado
• Monitorar o paciente para determinar a resposta à medicação
• Monitorar configuração EV, taxa de fluxo e solução em intervalos regulares, de acordo
com protocolo da instituição
• Monitorar para detecção de infiltração e flebite no local da infusão
• Documentar a administração de medicamentos e a responsividade do paciente, de
acordo com protocolo da instituição
3ª edição de 2000; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Intravenous therapy. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed., Philadelphia:
Lippincott Williams, Wilkins; 2003:575–610.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Fluid, electrolytes, and acid-base balance. In Fundamentals of nursing: Concepts,
processes, and practice, 7th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:1351–1409.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436- 452, 534-551].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
2301
Administração de Medicamentos: Enteral
Definição: Administrar medicamentos por meio de um tubo inserido no sistema
gastrointestinal
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico do paciente e histórico de alergias
• Determinar o conhecimento, pelo paciente, da medicação, e compreensão do modo de
administração (p. ex., sonda nasogástrica, sonda orogástrica, sonda de gastrostomia)
• Determinar quaisquer contraindicações para o paciente que recebe medicação oral via
tubo (p. ex., inflamação intestinal, peristaltismo reduzido, cirurgia gastrointestinal
recente, ligado à aspiração gástrica)
• Preparar medicação (p. ex., triturar ou misturar com líquidos, conforme apropriado)
• Informar o paciente de ações esperadas e possíveis efeitos adversos dos
medicamentos
• Verificar a colocação do tubo de aspiração do conteúdo gastrointestinal, verificando o
nível de pH do aspirado, ou obtendo um raio X, como apropriado
• Programar medicação para estar de acordo com a alimentação com fórmula
• Colocar paciente em posição elevada de Fowler, se não for contraindicado
• Aspirar o conteúdo do estômago, retornar aspirado por lavagem com 30 mL de ar ou
quantidade adequada para a idade, e lavar o tubo com 30 mL de água, conforme
apropriado
• Remover o êmbolo da seringa e despejar a medicação na seringa
• Administrar a medicação, deixando-a circular livremente a partir do reservatório da
seringa, usando o êmbolo somente quando necessário para facilitar o fluxo
• Lavar o tubo com 30 mL de água morna, ou quantidade adequada para a idade, após a
administração da medicação
• Monitorar paciente para efeitos terapêuticos, efeitos adversos, toxicidade de fármacos
e interações medicamentosas
• Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do paciente
de acordo com o protocolo da instituição
1ª edição de 1992; revisada em 1996, 2004
Leituras Sugeridas:
Bozzetti, F., Braga, M., Gianotti, L., Gavazzi, C., Mariani, L. Postoperative enteral versus perenteral nutrition in
malnourished patients with gastrointestinal cancer: A randomised multicentre trial. Lancet. 2001; 358(9292):1487–
1492.
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574.
Keidan, I., Gallagher, T. J. Electrocardiogram-guided placement of enteral feeding tubes. Critical Care Medicine. 2000;
28(7):2631–2633.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Miller, D., Miller, H. To crush or not to crush: What to consider before giving medications to a patient with a tube or
who has trouble swallowing. Nursing 2000. 2000; 30(2):50–52.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 461-465, 756-
762].
Rumalla, A., Baron, T. H. Results of direct percutaneous endoscopic jejunostomy, an alternative method for providing
jejunal feeding. Mayo Clinic Proceedings. 2000; 75(8):807–810.
Spalding, H. K., Sullivan, K. J., Soremi, O., Gonzalez, F., Goodwin, S. R. Bedside placement of transpyloric feeding tubes
in the pediatric intensive care unit using gastric insufflation. Critical Care Medicine. 2000; 28(6):2041–2044.
Trujillo, E. B., Robinson, M. K., Jacobs, D. O. Feeding critically ill patients: Current concepts. Critical Care Nurse. 2001;
21(4):60–69.
2311
Administração de Medicamentos: Inalatória
Definição: Preparar e administrar medicamentos inalatórios
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico do paciente e histórico de alergias
• Determinar conhecimento da medicação e da compreensão do modo de administração
do paciente
• Determinar a capacidade do paciente para manipular e administrar medicação
• Auxiliar paciente a usar inalador, conforme prescrito
• Orientar paciente em uso de aerochamber (espaçador) com o inalador, conforme
apropriado
• Agitar o inalador
• Retirar a tampa do inalador e manter inalador de cabeça para baixo
• Auxiliar paciente a posicionar o inalador na boca ou no nariz
• Orientar paciente a inclinar a cabeça ligeiramente para trás e expirar completamente
• Orientar paciente a pressionar o inalador para liberar a medicação, enquanto inala
lentamente
• Fazer o paciente tomar respirações lentas e profundas, com uma breve pausa
inspiratória e expiração passiva ao usar um nebulizador
• Fazer o paciente prender a respiração por 10 segundos, conforme apropriado
• Fazer o paciente expirar lentamente pelo nariz ou lábios franzidos
• Orientar o paciente a repetir inalações como solicitado, esperando pelo menos 1
minuto entre as inalações
• Orientar paciente para esperar entre as inalações se dois inaladores com dosímetro
forem prescritos, por protocolo da instituição
• Orientar paciente na remoção do recipiente de medicação e limpeza do inalador com
água morna
• Monitorar respirações do paciente e auscultar os pulmões, conforme apropriado
• Monitorar efeitos da medicação e orientar paciente e cuidadores sobre os efeitos
desejados e possíveis efeitos colateraisda medicação
• Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado
• Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do
paciente, de acordo com o protocolo da instituição
3ª edição de 2000; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J., Medication administration. Fundamentals of nursing: Human health and function. 4th ed.
Lippincott Williams, Wilkins, Philadelphia, 2003. [pp. 513-574].
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 485-493].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
Smeltzer, S. C., Bare, B. G., Management of patients with chronic obstructive pulmonary disease. Brunner & Suddarth’s
textbook of medical surgical nursing; Vol.1. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2004:568–598.
2302
Administração de Medicamentos: Interpleural
Definição: Administração de medicamentos por meio de um cateter para a difusão
dentro da cavidade pleural
Atividades:
• Seguir políticas e protocolos da instituição para gerenciamento e monitoramento de
cateteres interpleurais
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar o histórico clínico do paciente e o histórico de alergias
• Determinar o nível de conforto do paciente
• Orientar o paciente sobre o propósito, benefícios e razões para a utilização do cateter
interpleural e medicação
• Monitorar os sinais vitais do paciente
• Manter técnica asséptica
• Confirmar a colocação do cateter com exame de raio X de tórax, conforme apropriado
• Monitorar a dor do paciente antes e depois da inserção do cateter, conforme
apropriado
• Aspirar o líquido interpleural do cateter antes de todas as injeções de medicação
• Verificar se não há retorno de sangue antes da administração de medicamentos
• Observar cor e quantidade de retorno do aspirado
• Reter medicação, se mais de 2 cc de líquido retornarem ao verificar o cateter
interpleural
• Preparar todos os medicamentos de maneira asséptica
• Administrar medicação para o alívio da dor através de cateter interpleural de maneira
intermitente ou por gotejamento contínuo
• Posicionar o paciente para evitar pressão sobre o cateter interpleural
• Usar as modalidades de monitoramento para interpretar as respostas fisiológicas e
iniciar as intervenções de enfermagem para garantir o atendimento ideal ao paciente
• Monitorar para falta de ar ou sons respiratórios desiguais ou anormais
• Observar qualquer vazamento que possa ocorrer a partir do cateter interpleural
• Observar se há alívio da dor, efeitos colaterais ou reações adversas de medicamentos
administrados
• Ligar cateter à bomba de administração de medicamentos, conforme apropriado
• Documentar administração de medicamentos de acordo com as políticas das da
instituição estabelecidas
• Atender as necessidades totais de cuidados do paciente ao receber analgesia, quando
necessário
• Prever potenciais complicações da técnica de analgesia em relação ao dispositivo e à(s)
medicação(ões) a ser(em) utilizado(s)
• Reconhecer situações de emergência e instituir tratamento, em conformidade com as
políticas estabelecidas, procedimentos e diretrizes da instituição
• Estimular deambulação precoce com a utilização do cateter interpleural, conforme
apropriado
• Trocar curativo, conforme apropriado
• Observar se há sinais e sintomas de infecção no local de inserção do cateter
interpleural
• Retirar cateter interpleural como solicitado e por política da instituição
1ª edição de 1992; revisada em 2013
Leituras Sugeridas:
Arkansas State Board of Nursing. Position statement 98-1: Administration of analgesia by specialized catheter (epidural,
intrathecal, intrapleural). ASBN Update. 2010; 14(5):24–25.
Pasero, C., Eksterowicz, N., Primeau, M., Cowley, C. Registered nurse management and monitoring of analgesia by
catheter techniques: Position statement. Pain Management Nursing. 2007; 8(2):48–54.
Pasero, C., Eksterowicz, N., Primeau, M., Cowley, C. The registered nurse’s role in the management of analgesia by
catheter techniques. Journal of PeriAnesthesia Nursing. 2008; 23(1):53–56.
Shrestha, B. R., Tabadar, S., Maharjan, S., Amatya, S. R. Interpleural catheter technique for perioperative pain
management. Kathmandu University Medical Journal. 2003; 1(1):46–47.
Weinberg, L., Scurrah, N., Parker, F., Story, D., McNicol, L. Interpleural analgesia for attenuation of postoperative pain
after hepatic resection. Anaesthesia . 2010; 65(7):721–728.
2312
Administração de Medicamentos: Intradérmica
Definição: Preparação e administração de medicamentos por via intradérmica
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente
• Determinar a compreensão do paciente do propósito da injeção e testes cutâneos
• Escolher agulha e seringa corretas com base no tipo de injeção
• Observar datas de validade dos medicamentos
• Preparar a dose correta de ampola ou frasco
• Escolher local da injeção apropriado e inspecionar a pele para hematomas, inflamação,
edema, lesões ou mudança de coloração
• Usar uma técnica asséptica
• Inserir agulha em um ângulo de 5 a 15 graus
• Injetar o medicamento lentamente enquanto observa pequena bolha na superfície da
pele
• Monitorar paciente para reação alérgica
• Marcar local da injeção e verificar local em intervalo apropriado após a injeção (p. ex.,
48 a 72 horas)
• Monitorar efeitos esperados de alérgeno ou medicação específica
• Documentar área de injeção e aspecto da pele no local da injeção
• Documentar aspecto do local da injeção após o intervalo apropriado
3ª edição de 2000
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S., Medications. Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice. 7th
ed. Prentice Hall, Upper Saddle River, NJ, 2004. [pp. 785-854].
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 519-522].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
2319
Administração de Medicamentos: Intraespinal
Definição: Administração e monitoramento de medicação por via epidural ou via
intratecal estabelecida
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias
• Determinar o nível de conforto do paciente
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Monitorar sinais vitais do paciente
• Monitorar estado neurológico
• Manter técnica asséptica
• Monitorar mobilidade do paciente e funções motoras e sensoriais, como apropriado
• Aspirar líquido cerebrospinal antes da injeção de medicação e avaliar se há sangue ou
retornos turvos antes de administrar a injeção intratecal em bolus
• Aspirar cateter epidural suavemente com uma seringa vazia, verificando se há retorno
de ar apenas, antes de administrar uma injeção epidural em bolus
• Preparar assepticamente medicamentos sem conservantes através da agulha de filtro
• Observar aspirado para detecção de quantidade e cor de retorno
• Injetar medicação lentamente por prescrição médica, de acordo com protocolo da
instituição
• Monitorar local de inserção do cateterepidural ou intratecal para sinais de infecção
• Monitorar curativo no local de inserção do cateter epidural ou intratecal para detecção
da presença de drenagem clara
• Notificar o médico se o curativo epidural ou intratecal estiver úmido
• Certificar-se de que o cateter está fixado à pele do paciente
• Prender todas as conexões de tubos com esparadrapo, conforme apropriado
• Marcar os tubos como intratecal ou epidural, conforme apropriado
• Verificar a bomba de infusão para calibração e funcionamento adequados, de acordo
com protocolo da instituição
• Monitorar configuração EV, taxa de fluxo e solução em intervalos regulares
• Monitorar para detecção de infecção do sistema nervoso central (p. ex., febre, alteração
do nível de consciência, náuseas e vômitos)
• Documentar administração de medicamentos e resposta do paciente, de acordo com
protocolo da instituição
4ª edição de 2004
Leituras Sugeridas:
Alpen, M. A., Morse, C., Managing the pain of traumatic injury. Critical Care Nursing Clinics of North America; 13,
2001:243–257. [2].
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Pain perception and management. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th
ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:1167–1198.
Francois, B., Vacher, P., Roustan, J., Salle, J. Y., Vidal, J., Moreau, J. J., et al. Intrathecal Baclofen after traumatic brain
injury: Early treatment using a new technique to prevent spasticity. The Journal of Trauma Injury, Infection, and Critical
Care. 2001; 50(1):158–161.
Lehne, R. A. Pharmacology for nursing care, 4th ed. Philadelphia: Saunders; 2001. [p. 236].
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
National Institutes of Health. (2001). Living with cancer chemotherapy.
http://www.cc.nih.gov/ccc/patient_education/CaTxeng/intrathec.pdf.
Smith, S. F., Duell, D. J. Clinical nursing skills: Basic to advanced skills, 4th ed. Stamford, CT: Appleton & Lange; 1996.
[pp. 426-427].
2313
http://www.cc.nih.gov/ccc/patient_education/CaTxeng/intrathec.pdf
Administração de Medicamentos:
Intramuscular (IM)
Definição: Preparação e administração de medicamentos por via intramuscular
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias
• Considerar as indicações e contraindicações para a injeção intramuscular
• Determinar conhecimento da medicação e compreensão do modo de administração
pelo paciente
• Escolher agulhas e seringas corretas com base em informações do paciente e da
medicação
• Observar datas de validade dos medicamentos
• Preparar a dose correta de ampola, frasco ou seringa pré-cheia
• Escolher local da injeção apropriado; palpar local para detecção de edema, massas, ou
sensibilidade; evitar áreas de cicatrizes, hematomas, abrasão ou infecção
• Posicionar mão não dominante em marco anatômico adequado, espalhar pele
firmemente
• Administrar a injeção utilizando uma técnica asséptica e protocolo apropriado
• Injetar agulha rapidamente em um ângulo de 90 graus
• Aspirar antes da injeção; se o sangue não for aspirado, injetar a medicação
lentamente, aguardar 10 segundos após a injeção de medicamentos, em seguida
retirar suavemente a agulha e soltar a pele
• Aplicar uma leve pressão no local da injeção; evitar massagear o local
• Monitorar paciente para dor aguda no local da injeção
• Monitorar paciente para alteração motora ou sensorial no local ou distal ao local da
injeção
• Monitorar efeitos de medicação esperados e inesperados
• Descartar medicamentos misturados que não estão devidamente etiquetados
• Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente,
de acordo com o protocolo da instituição
3ª edição de 2000; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452. 528-534].
2303
Administração de Medicamentos: Intraóssea
Definição: I nserção de uma agulha através do córtex ósseo na cavidade medular, com o
propósito de administração de emergência de curto prazo, de líquido, sangue ou
medicação
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar o histórico clínico e o histórico de alergias do paciente
• Determinar o nível de conforto do paciente
• Determinar conhecimento da medicação e compreensão do modo de administração
pelo paciente
• Imobilizar a extremidade
• Escolher um local apropriado para a inserção avaliando marcos para garantir
colocação adequada da agulha longe da placa de crescimento epifisária
• Auxiliar com a inserção de linhas intraósseas
• Preparar o local com uma solução utilizando uma técnica asséptica
• Administrar lidocaína a 1% no ponto de inserção, conforme apropriado
• Escolher uma agulha de tamanho adequado, com um estilete (biópsia de medula
óssea/agulha aspirativa ou agulha rígida de calibres 13 a 20 com estilete)
• Inserir agulha com estilete em ângulo de 60 a 90 graus, direcionada inferiormente
• Retirar o estilete interno, conforme necessário
• Aspirar para colher conteúdo da medula óssea para confirmar a colocação da agulha,
de acordo com protocolo da instituição
• Lavar agulha com solução, de acordo com protocolo de da instituição
• Prender a agulha no local com fita e aplicar curativo adequado, de acordo com o
protocolo da instituição
• Conectar tubulação para agulha e possibilitar que líquidos corram por gravidade ou
sob pressão, conforme exigido pela taxa de fluxo
• Ancorar linhas EV à extremidade
• Identificar a compatibilidade de medicamentos e líquidos em infusão
• Determinar a taxa de fluxo e ajustar em conformidade
• Monitorar os sinais e sintomas de extravasamento de líquidos ou medicamentos,
infecção ou embolia gordurosa
• Documentar local, tipo e tamanho da agulha, tipo de líquido e medicação, taxa de
fluxo e resposta do paciente, conforme protocolo de da instituição
• Relatar a resposta do paciente à terapia, de acordo com o protocolo da instituição
• Estabelecer acesso EV e interromper o acesso intraósseo após a condição do paciente
estabilizar
2ª edição de 1996; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Calkins, M. D., Fitzgerald, G., Bentley, T. B., Burris, D. Intraosseous infusion devices: A comparison for potential use in
special operations. The Journal of Trauma: Injury, Infection, and Critical Care. 2000; 48(6):1068–1074.
Dubick, M. A., Holcomb, J. B. A review of intraosseous vascular access: Current status and military application. Military
Medicine. 2000; 165(7):552–559.
Hurren, J. S. Can blood taken from intraosseous cannulations be used for blood analysis. Burns. 2000; 26(8):727–730.
Miccolo, M. Intraosseous infusion. Critical Care Nurse. 1990; 10(10):35–47.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
2320
Administração de Medicamentos: Nasal
Definição: Preparação e administração de medicamentos através de passagens nasais
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Orientar paciente a assoar o nariz suavemente antes da administração da medicação
nasal, a menos que contraindicado
• Auxiliarpaciente a posicionar-se em decúbito dorsal e posicionar a cabeça
adequadamente, dependendo de qual seio deve ser medicado com a administração de
gotas nasais
• Orientar o paciente a respirar pela boca durante a administração das gotas nasais
• Manter conta-gotas 1 cm acima das narinas e instilar o número de gotas prescrito
• Orientar o paciente a permanecer em decúbito dorsal por 5 minutos após a
administração de gotas nasais
• Orientar o paciente a permanecer em pé e a não inclinar a cabeça para trás quando se
administra spray nasal
• Introduzir bico na narina e apertar frasco com rapidez e firmeza ao administrar spray
nasal
• Orientar o paciente a não assoar o nariz durante vários minutos após a administração
• Monitorar o paciente para determinar a resposta à medicação
• Documentar administração de medicamentos e a resposta do paciente, de acordo com
protocolo da instituição
4ª edição de 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 482-485].
2310
Administração de Medicamentos: Oftálmica
Definição: Preparar e instilar medicamentos oftalmológicos
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico do paciente e histórico de alergias
• Determinar conhecimento, pelo paciente, da medicação e da compreensão do modo
de administração
• Posicionar o paciente em decúbito dorsal ou sentado em uma cadeira com o pescoço
ligeiramente hiperestendido; pedir ao paciente para olhar para o teto
• Instilar medicação no saco conjuntival utilizando uma técnica asséptica
• Aplicar pressão suave no ducto nasolacrimal se a medicação tiver efeitos sistêmicos
• Orientar paciente a fechar os olhos suavemente para auxiliar a distribuir o
medicamento
• Monitorar efeitos locais, sistêmicos e adversos da medicação
• Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado
• Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente de
acordo com o protocolo da instituição
3ª edição de 2000
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 470-475].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
2304
Administração de Medicamentos: Oral
Definição: Preparação e administração de medicamentos por via oral
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Determinar quaisquer contraindicações para o paciente que recebe medicação oral
(p. ex., dificuldade em engolir, náuseas/vômitos, inflamação do intestino, diminuição
do peristaltismo, cirurgia gastrointestinal recente, ligado à aspiração gástrica, jejum,
nível de consciência reduzido)
• Verificar a existência de possíveis interações medicamentosas e contraindicações
• Assegurar que os hipnóticos, narcóticos e antibióticos sejam retirados do mercado ou
novamente solicitados na data de renovação
• Observar a data de validade no recipiente do medicamento
• Administrar medicamentos com o estômago vazio ou com os alimentos, conforme
apropriado
• Misturar medicamentos de gosto ruim com alimentos ou líquidos, conforme
apropriado
• Misturar medicamento com xarope farmacêutico com sabor, conforme apropriado
• Esmagar o medicamento e misturar com pequena quantidade de alimentos moles
(p. ex., compota de maçã), conforme apropriado
• Informar o paciente sobre ações esperadas e possíveis efeitos adversos dos
medicamentos
• Orientar o paciente sobre a administração adequada da medicação sublingual
• Colocar medicamentos sublinguais debaixo da língua do paciente e orientar o
paciente a não engolir a pílula
• Fazer o cliente colocar o medicamento oral na boca contra membranas mucosas da
bochecha até que se dissolva
• Orientar o paciente a não comer ou beber até que a medicação sublingual ou oral
esteja completamente dissolvida
• Auxiliar o paciente com ingestão de medicamentos, conforme apropriado
• Monitorar paciente para uma possível aspiração, conforme apropriado
• Realizar verificações da boca após a entrega de medicamentos, conforme apropriado
• Orientar o paciente ou familiar sobre como administrar o medicamento
• Monitorar o paciente para efeitos terapêuticos, efeitos adversos, toxicidade de
fármacos e interações medicamentosas
• Documentar medicamentos administrados e capacidade de resposta do paciente, de
acordo com o protocolo de órgão competente
1ª edição de 1992; revisada em 2000, 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 455-461].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
2308
Administração de Medicamentos: Otológica
Definição: Preparar e instilar medicamentos otológicos
Atividades:
• Seguir os cinco direitos de administração de medicamentos
• Observar histórico médico do paciente e histórico de alergias
• Determinar o conhecimento pelo paciente da medicação e sua compreensão do
método de administração
• Colocar o paciente em posição deitada de lado, com a orelha a ser tratada para cima,
ou fazer o paciente sentar em uma cadeira
• Endireitar o canal auditivo, puxando a aurícula para baixo e para trás (criança) ou para
cima e para fora (adulto)
• Instilar medicação segurando o conta-gotas 1 cm acima do canal auditivo
• Orientar paciente a permanecer em posição deitada de lado por 5 a 10 minutos
• Aplicar uma leve pressão ou massagem no trágus da orelha com o dedo
• Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado
• Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do paciente
de acordo com o protocolo de agência
3ª edição de 2000; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams, Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., UpperSaddleRiverNJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions:Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 475-479].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
2307
Administração de Medicamentos: Reservatório
Ventricular
Definição: Administração e monitoramento de medicamentos por meio de um cateter
de demora no ventrículo lateral do cérebro
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente
• Determinar o nível de conforto do paciente
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Monitorar o estado neurológico
• Monitorar os sinais vitais
• Manter técnica asséptica
• Raspar os pelos sobre o reservatório, conforme protocolo de órgão competente
• Encher o reservatório com líquido cefalorraquidiano, aplicando pressão suave com o
dedo indicador
• Coletar amostras de líquido cefalorraquidiano, conforme apropriado, por solicitação
ou protocolo da instituição
• Aspirar líquido cefalorraquidiano antes da injeção de medicação e avaliar se há
retornos de sangue ou turvos
• Injetar medicamento lentamente, por prescrição médica e de acordo com o protocolo
da instituição
• Aplicar pressão com o dedo indicador no reservatório para assegurar a mistura do
medicamento com líquido cefalorraquidiano
• Aplicar curativo no local, conforme apropriado
• Monitorar para detecção de infecção do sistema nervoso central (p. ex., febre, alteração
do nível de consciência, náuseas e vômitos)
• Documentar administração de medicamentos e a resposta do paciente, de acordo com
protocolo da instituição
2ª edição de 1996; revisada em 2000, 2004
Leituras Sugeridas:
Access device guidelines. Catheters module; cancer chemotherapy guidelines. Pittsburgh, PA: Oncology Nursing Society;
1998.
Almadrones, L., Campana, P., Dantis, E. C. Arterial, peritoneal, and intraventricular access devices. Seminars in Oncology
Nursing. 1995; 11(3):194–202.
Craig, C. Current treatment approaches for neoplastic meningitis: Nursing management of patients receiving Depocyt.
Oncology Nursing Forum. 2000; 27(8):1225–1230.
Cummings, R. Understanding external ventricular drainage. Journal of Neuroscience Nursing. 1992; 24(2):84–87.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
2315
Administração de Medicamentos: Retal
Definição: Preparação e inserção de supositórios retais
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Revisar prontuário para história de cirurgia retal ou sangramento
• Determinar quaisquer sinais e sintomas de alterações gastrointestinais (p. ex.,
obstipação ou diarreia)
• Determinar capacidade do paciente de manter o supositório
• Auxiliar o paciente no posicionamento em posição de Sim de decúbito lateral
esquerdo com a perna de cima flexionada para cima
• Lubrificar dedo indicador com luvas da mão dominante e extremidade arredondada
do supositório
• Orientar paciente a respirar lenta e profundamente pela boca e relaxar esfíncter anal
• Introduzir o supositório suavemente através do ânus, passando o esfíncter anal
interno e contra a parede retal
• Orientar o paciente a permanecer deitado ou de lado por 5 minutos
• Monitorar efeitos da medicação
• Ensinar e monitorar técnica de autoadministração, conforme apropriado
• Documentar administração de medicamentos e responsividade do paciente de acordo
com o protocolo da instituição
3ª edição de 2000; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 498-501].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
2317
Administração de Medicamentos: Subcutânea
Definição: Preparação e administração de medicamentos por via subcutânea
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Considerar as indicações e contraindicações para injeção subcutânea
• Observar datas de validade dos medicamentos
• Escolher agulhas e seringas corretas com base em informações do paciente e
medicação
• Preparar a dose corretamente a partir da ampola ou frasco
• Selecionar local adequado da injeção
• Mudar locais de injeção de insulina de maneira sistemática dentro de uma região
anatômica
• Palpar o local da injeção para detecção de edema, massas ou sensibilidade; evitar
áreas de cicatrizes, hematomas, abrasão ou infecção
• Usar locais abdominais quando da administração de heparina subcutânea
• Administrar a injeção utilizando uma técnica asséptica
• Injetar a agulha rapidamente em um ângulo de 45 a 90 graus, dependendo do
tamanho do paciente
• Aplicar uma leve pressão no local; evitar massagear o local
• Monitorar efeitos esperados e inesperados da medicação
• Orientar o paciente, membro da família, e/ou outro significativo sobre a técnica de
injeção
• Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta do paciente,
de acordo com protocolo da instituição
3ª edição de 2000; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp 436-452, 523-528].
Rice, J. Medications and mathematics for the nurse, 9th ed. Albany, NY: Delmar; 2002.
2316
Administração de Medicamentos: Tópica
Definição: Preparação e aplicação de medicamentos tópicos
Atividades:
• Seguir os cinco certos para administração de medicamentos
• Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente
• Determinar o conhecimento sobre a medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Determinar a condição da pele do paciente sobre a área em que a medicação será
aplicada
• Retirar dose anterior da medicação e limpar a pele
• Medir a quantidade correta de medicamentos sistêmicos aplicados topicamente,
usando dispositivos de medição normalizados
• Aplicar agente tópico como prescrito
• Aplicar adesivos transdérmicos e medicamentos tópicos em áreas sem pelos da pele,
conforme apropriado
• Espalhar o medicamento uniformemente sobre a pele, conforme apropriado
• Alterar locais de aplicação de medicamentos sistêmicos tópicos
• Monitorar efeitos locais, sistêmicos e adversos da medicação
• Ensinar e monitorar as técnicas de autoadministração, conforme apropriado
• Documentar a administração de medicamentos e a capacidade de resposta do
paciente, de acordo com protocoloda instituição
3ª edição de 2000
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 465-469].
2318
Administração de Medicamentos: Vaginal
Definição: Preparação e inserção de medicamentos vaginais
Atividades:
• Seguir os cinco certos de administração de medicamentos
• Observar histórico clínico e histórico de alergias do paciente
• Determinar o conhecimento da medicação e a compreensão do modo de
administração pelo paciente
• Pedir para a cliente ir ao banheiro antes da administração
• Aplicar um lubrificante solúvel em água na ponta arredondada do supositório;
lubrificar o dedo indicador da mão enluvada dominante
• Introduzir a ponta arredondada do supositório ao longo da parede posterior do canal
vaginal 7,5-10 cm ou inserir aplicador cerca de 5 a 7,5 cm
• Orientar a paciente a permanecer de costas por pelo menos 10 minutos
• Manter uma boa higiene perineal
• Monitorar efeitos da medicação
• Ensinar e acompanhar técnica de autoadministração, conforme apropriado
• Documentar administração de medicamentos e capacidade de resposta da paciente,
de acordo com protocolo da instituição
3ª edição de 2000; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Craven, R. F., Hirnle, C. J. Medication administration. In Fundamentals of nursing: Human health and function, 4th ed.,
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2003:513–574.
Kozier, B., Erb, G., Berman, A., Snyder, S. Medications. In Fundamentals of nursing: Concepts, processes, and practice, 7th
ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2004:785–854.
Naegle, M. A. Medication management. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing
treatments. 3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:234–242.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills & techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [pp. 436-452, 494-498].
1200
Administração de Nutrição Parenteral Total
(NPT)
Definição: Oferta de nutrientes por via endovenosa e monitoração da resposta do
paciente
Atividades:
• Assegurar-se quanto ao posicionamento endovenoso adequado com relação à duração
dos nutrientes a serem infundidos (p. ex., preferencialmente acesso venoso central;
acesso periférico somente em indivíduos bem nutridos os quais se espera que
precisem de NPT por menos de 2 semanas)
• Usar acessos centrais apenas para infusão de nutrientes altamente calóricos ou
soluções hiperosmolares (p. ex., dextrose a 10%, aminoácidos a 2% com aditivos
convencionais)
• Garantir que soluções de NPT infundidas em um cateter não central tenham
osmolaridade inferior a 900 mOsm/L
• Inserir cateter central de inserção periférica de acordo com o protocolo da instituição
• Verificar o posicionamento correto do cateter venoso central por meio de raio X
• Manter o acesso central pérvio, conforme protocolo da instituição
• Monitorar quanto a infiltração, a infecção e as complicações metabólicas (p. ex.,
hiperlipidemia, triglicerídeos elevados, trombocitopenia, disfunção plaquetária)
• Verificar a solução da NPT para garantir que os nutrientes corretos foram incluídos,
conforme prescrito
• Manter técnica estéril no preparo e ao pendurar as soluções de NPT no suporte
• Realizar cuidados regulares, assépticos e meticulosos no cateter venoso central,
particularmente no local de saída do cateter, para assegurar utilização prolongada,
segura e sem complicações
• Evitar o uso do cateter para objetivos que não sejam a infusão da NPT (p. ex.,
transfusões de sangue e coleta de sangue)
• Utilizar bomba de infusão para infusão de soluções de NPT
• Manter taxa de fluxo constante de solução de NPT
• Evitar a substituição rápida de solução de NPT quando interrompida para infusões
suplementares
• Monitorar o peso diário
• Monitorar a ingestão e eliminação
• Monitorar albumina sérica, proteínas totais, eletrólito, perfil lipídico, níveis de glicose
e perfil químico
• Monitorar os sinais vitais, conforme indicado
• Monitorar glicose na urina quanto a glicosúria, acetona e proteínas
• Manter uma pequena ingestão nutricional oral durante a NPT, sempre que possível
• Encorajar transição gradual de alimentação parenteral para enteral, se indicado
• Administrar insulina, conforme prescrito, para manter o nível de glicose sérica na
variação designada, conforme apropriado
• Relatar sinais e sintomas anormais associados à NPT ao médico, e modificar os
cuidados de acordo
• Manter as precauções universais
• Orientar o paciente e a família sobre os cuidados e indicações para NPT
• Assegurar ao paciente e à família a compreensão e competência antes de o paciente ir
para casa com a NPT
1ª edição de 1992; revisada em 2013
Leituras Sugeridas:
American Society for Parenteral and Enteral Nutrition (A.S.P.E.N.) Board of Directors. Clinical guidelines for the use of
parenteral and enteral nutrition in adult and pediatric patients. Journal of Parenteral & Enteral Nutrition. 2009;
33(3):255–259.
Kerner, J. A., Jr., Hurwitz, M., Duggan, C., Watkins, J., Walker, W. A. Parenteral nutrition. In: Duggan C., Watkins J.,
Walker W.A., eds. Nutrition in pediatrics: Basic science & clinical applications. 4th ed. Hamilton, Ontario: BC Decker;
2008:777–793.
Pittiruti, M., Hamilton, H., Biffi, R., MacFie, J., Pertkiewicz, M. ESPEN guidelines on parenteral nutrition: Central venous
catheters. Clinical Nutrition. 2009; 28(4):365–377.
1050
Alimentação
Definição: Oferecimento de ingestão nutricional para pacientes que não conseguem se
alimentar sozinhos
Atividades:
• Identificar a dieta prescrita
• Arrumar a bandeja de comida atraentemente
• Criar um ambiente prazeroso para a refeição (p. ex., colocar comadres, penicos e
equipamentos de aspiração fora de vista)
• Fornecer alívio da dor adequado antes das refeições
• Providenciar higiene oral antes das refeições
• Identificar a presença do reflexo de deglutição, se necessário
• Sentar-se ao alimentar para demonstrar prazer e relaxamento
• Oferecer oportunidades de cheirar o alimento para estimular o apetite
• Questionar o paciente quanto às suas preferências na ordem de alimentação
• Arrumar os alimentos conforme a preferência do paciente
• Manter uma postura ereta, com a cabeça e o pescoço discretamente flexionados para
frente durante a alimentação
• Colocar os alimentos do lado não afetado da boca, conforme apropriado
• Colocar os alimentos dentro da visão em caso de pacientes com defeito no campo de
visão
• Escolher pratos de cores diferentes para auxiliar a distinguir os itens, no caso de
déficit de percepção
• Oferecer água após as alimentações, caso necessário
• Proteger com um babador, conforme apropriado
• Pedir ao paciente que indique quando tiver terminado
• Registrar a ingestão, se apropriado
• Evitar esconder medicamentos nos alimentos
• Evitar oferecer bebida ou nova mordida enquanto o paciente ainda estiver mastigando
• Providenciar um canudo para a bebida, conforme necessário ou desejado
• Providenciar alimentos para se comer com as mãos, conforme apropriado
• Providenciar comida na temperatura mais apetitosa
• Evitar distrair o paciente durante a deglutição
• Alimentar sem pressa/vagarosamente
• Manter a atenção no paciente durante a alimentação
• Postergar a alimentação caso o paciente esteja fadigado
• Checar se existem resíduos na boca do paciente ao final da refeição
• Lavar o rosto e as mãos após a refeição
• Encorajar os pais/família a alimentar o paciente
1ª edição de 1992; revisada em 2008
Leituras Sugeridas:
Evans-Stoner,N. J. Feeding. In: Bulechek G.M., McCloskey J.C., eds. Nursing interventions: Effective nursing treatments.
3rd ed. Philadelphia: Saunders; 1999:31–46.
Harkreader, H. C. Fundamentals of nursing: Caring and clinical judgment. Philadelphia: Saunders; 2004.
Pelletier, C. A. What do certified nurse assistants actually know ahout dysphagia and feeding nursing home residents?
American Journal of Speech-Language Pathology. 2004; 13(2):99–113.
Styker, R. Rehabilitative aspects of acute and chronic nursing care. Philadelphia: Saunders; 1977.
8240
Alimentação com Copo: Recém-Nascido
Definição: Preparo e administração de líquidos a um recém-nascido com uso de um
copo
Atividades:
• Determinar o estado do recém-nascido antes de iniciar a alimentação
• Usar copo limpo, sem tampa, bico ou aba
• Colocar o leite ordenhado em temperatura ambiente, ou fórmula, no copo
• Segurar o recém-nascido enrolado em posição vertical ou semivertical, enquanto apoia
as costas, pescoço e cabeça do recém-nascido
• Segurar o copo nos lábios do recém-nascido repousando ligeiramente no lábio inferior
com as bordas do copo tocando as partes externas do lábio superior
• Monitorar em busca de sinais de prontidão do recém-nascido para a alimentação
(p. ex., aumento do estado de alerta, boca e olhos abertos, movimentos com a boca e
face)
• Inclinar o copo de maneira que o leite toque os lábios do recém-nascido
• Evitar dar o leite muito rapidamente
• Monitorar o mecanismo de ingestão do recém-nascido (i.e., recém-nascido
prematuro/baixo peso ao nascimento tende a lamber, enquanto o lactente a
termo/mais velho tende a sorver ou sugar o leite)
• Monitorar o fluxo de leite
• Fazer o recém-nascido arrotar com frequência durante e após a alimentação
• Monitorar os sinais de saciedade do recém-nascido (p. ex., fechamento da boca, não
pegar mais leite, mudança no estado do lactente, lactente não responde ao estímulo
verbal ou tátil)
• Descontinuar alimentação ao sinal de angústia ou de plenitude do recém-nascido
• Mensurar ingestão de leite do recém-nascido durante 24 horas
• Orientar progenitor sobre procedimentos de aleitamento por copo
• Orientar progenitor sobre prontidão para alimentação, angústia e sinais de finalização
da alimentação
6ª edição de 2013
Leituras Sugeridas:
Abouelfettoh, A. M., Dowling, D. A., Dabash, S. A., Elguindy, S. R., Seoud, I. A. Cup versus bottle feeding for
hospitalized late preterm infants in Egypt: A quasi-experimental study. International Breastfeeding Journal. 2008;
3(27):11.
Collins, C. T., Makrides, M., Gillis, J., McPhee, A. J. Avoidance of bottles during the establishment of breast feeds in
preterm infants. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2008. [Issue 4 Art. No.: CD005252.
DOI:10.1002/14651858.CD005252.pub2].
Dowling, D. A., Meier, P. P., DiFiore, J. M., Blatz, M. A., Martin, R. J. Cup-feeding for preterm infants: Mechanics and
safety. Journal of Human Lactation. 2002; 18(1):13–20.
Howard, C. R., de Blieck, E. A., ten Hoopen, C. B., Howard, F. M., Lanphear, B. P., Lawrence, R. A. Physiologic stability
of newborns during cup- and bottle-feeding. Pediatrics. 1999; 104(5):1204–1207.
Lang, S., Lawrence, C. J., Orme, R. L. Cup feeding: An alternative method of infant feeding. Archives of Disease in
Childhood. 1994; 71(4):365–369.
Marinelli, K. A., Burke, G. S., Dodd, V. L. A comparison of the safety of cupfeedings and bottlefeedings in premature
infants whose mothers intend to breastfeed. Journal of Perinatology. 2001; 21(6):350–355.
Rocha, N. M., Martinez, F. E., Jorge, S. M. Cup or bottle for preterm infants: Effects on oxygen saturation, weight gain
and breastfeeding. Journal of Human Lactation. 2002; 18(2):132–138.
World Health Organization. Breastfeeding counseling: A training course. Geneva, Switzerland: Author; 1993.
1052
Alimentação por Mamadeira
Definição: Preparo e administração de líquidos a um lactente por meio de mamadeira
Atividades:
• Determinar a condição do lactente antes de se iniciar a alimentação
• Aquecer a fórmula a temperatura ambiente antes de alimentar
• Segurar o lactente durante a alimentação
• Posicionar o lactente em semi-Fowler para a alimentação
• Fazer o bebê arrotar com frequência durante e após a alimentação
• Colocar o bico da mamadeira sobre a língua
• Controlar a ingestão de líquidos, ajustando a maciez do bico, o tamanho do orifício e o
tamanho da mamadeira
• Aumentar o estado de alerta do bebê, afrouxando suas roupas, esfregando suas mãos
e pés, ou conversando com a criança
• Encorajar a sucção estimulando o reflexo perioral, se apropriado
• Aumentar a efetividade da sucção comprimindo as bochechas junto com a sucção, se
apropriado
• Fornecer apoio ao queixo para diminuir o vazamento de fórmula e melhorar o
fechamento labial
• Monitorar a ingestão de líquidos
• Monitorar/avaliar o reflexo de sucção durante a alimentação
• Monitorar o peso do lactente, conforme apropriado
• Ferver leite não pasteurizado
• Ferver a água usada para preparar a fórmula, se indicado
• Orientar os pais ou cuidador sobre técnicas de esterilização do equipamento de
alimentação
• Orientar os pais ou cuidador sobre a diluição correta da fórmula concentrada
• Orientar os pais sobre o armazenamento correto da fórmula
• Determinar a origem de água utilizada para diluir a fórmula concentrada ou em pó
• Determinar o conteúdo de flúor da água utilizada para diluir a fórmula concentrada
ou em pó e encaminhar para suplementação de flúor, se indicado
• Alertar os pais ou cuidador sobre o uso de forno de micro-ondas para aquecer a
fórmula
• Orientar e demonstrar aos pais técnicas de higiene oral apropriadas à dentição do
bebê a serem usadas após cada mamada
1ª edição de 1992; revisada em 2000
Leituras Sugeridas:
May, K. A., Mahlmeister, L. R. Maternal and neonatal nursing: Family-centered care, 3rd ed. Philadelphia: Lippincott;
1994.
Olds, S. B., London, M. L., Ladewig, P. A. Maternal-newborn nursing: A family centered approach, 4th ed. Menlo Park,
CA: Addison-Wesley; 1992.
Pillitteri, A. Maternal and child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed. Philadelphia:
Lippincott Williams & Wilkins; 2007.
1056
Alimentação por Sonda Enteral
Definição: Fornecimento de nutrientes e água por meio de uma sonda gastrointestinal
Atividades:
• Explicar o procedimento para o paciente
• Inserir tubo nasogástrico, nasoduodenal, nasojejunal, de acordo com o protocolo
• Aplicar a substância de fixação na pele e fixar a sonda de alimentação enteral com fita
adesiva
• Monitorar quanto ao posicionamento correto da sonda por meio de inspeção da
cavidade oral, checando resíduo gástrico, ou ouvindo quando o ar é injetado e
retirado, de acordo com o protocolo institucional
• Marcar a sonda no ponto de saída para manter o posicionamento adequado
• Confirmar o posicionamento da sonda no raio X é preferível antes de administrar a
dieta por sonda ou os medicamentos, de acordo com o protocolo institucional
• Monitorar quanto à presença de ruídos hidroaéreos a cada 4 a 8 horas, conforme
apropriado
• Monitorar o estado eletrolítico e hídrico
• Consultar outros membros da equipe saúde na seleção do tipo e concentração da
alimentação enteral
• Elevar a cabeceira da cama de 30° a 45° durante a nutrição
• Oferecer chupeta ao lactente durante a alimentação, conforme apropriado
• Segurar e conversar com o lactente durante a nutrição para simular as atividades
habituais da amamentação
• Descontinuar a alimentação 30 a 60 minutos antes de abaixar a cabeceira
• Cessar a alimentação por sonda 1 hora antes de um procedimento ou transporte se o
paciente precisar ficar com a cabeceira em um ângulo de menos de 30°
• Irrigar a sonda a cada 4 a 6 horas, conforme apropriado, durante a nutrição contínua
por sonda e depois de cada alimentação intermitente
• Utilizar técnica limpa ao administrar a alimentações por sonda
• Checar a velocidade do fluxo de gotejamento ou o fluxo da bomba de alimentação a
cada hora
• Diminuir o fluxo da sonda de alimentação e/ousua concentração para controlar
diarreias
• Monitorar sensação de estômago cheio, náusea e vômitos
• Checar resíduo gástrico a cada 4 a 6 horas nas primeiras 24 horas, depois a cada 8
horas durante a nutrição contínua
• Checar resíduo antes de cada nutrição intermitente
• Interromper alimentação por sonda na presença de resíduos maiores que 150 mL ou
de 110% a 120% acima do fluxo do gotejamento em adultos
• Manter inflado o balonete do tubo endotraqueal ou da cânula de traqueostomia
durante a nutrição, conforme apropriado
• Manter refrigerados os recipiente abertos com a dieta para a alimentação por sonda
enteral
• Trocar o local de inserção e a sonda de acordo com o protocolo
• Lavar a pele ao redor do local de inserção da sonda com sabão neutro e secar
completamente
• Checar o nível de água no balonete da sonda, de acordo com o protocolo do
equipamento
• Descartar os recipientes da alimentação enteral e os conjuntos de administração a
cada 24 horas
• Reabastecer a bolsa de alimentação enteral a cada 4 horas, conforme apropriado
• Monitorar quanto à presença de ruídos hidroaéreos a cada 4 a 8 horas, conforme
apropriado
• Monitorar o estado hídrico e eletrolítico
• Monitorar quanto a crescimento/ganho de peso mensalmente, conforme apropriado
• Monitorar o peso três vezes por semana inicialmente, depois reduzir o monitoramento
para uma vez por mês
• Monitorar quanto a sinais de edema ou desidratação
• Monitorar ingestão e eliminação hídrica
• Monitorar a adequação da ingestão de calorias, gordura, carboidratos, vitaminas, e
minerais (ou encaminhar a nutricionista) duas vezes por semana inicialmente,
reduzindo a frequência para uma vez ao mês
• Monitorar quanto a mudanças de humor
• Preparar o indivíduo e seus familiares para a alimentação por sonda em domicílio,
conforme apropriado
• Monitorar o peso pelo menos três vezes por semana, de acordo com a idade do
paciente
1ª edição de 1992; revisada em 1996, 2000, 2004
Leituras Sugeridas:
Fellows, L. S., Miller, E. H., Frederickson, M., Bly, B., Felt, P. Evidence- based practice for enteral feedings and aspiration
prevention: Strategies, bedside detection and practice change. MEDSURG Nursing. 2000; 9(1):27–31.
Mahan, K. L., Escott-Stump, S. Krause’s food, nutrition & diet therapy, 9th ed. Philadelphia: Saunders; 2000.
Methany, N. A., Titler, M. G. Assessing placement of feeding tubes. American Journal of Nursing. 2001; 101(5):6–45.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002. [559-616].
6700
Amnioinfusão
Definição: I nfusão de líquidos no útero durante trabalho de parto para aliviar a
compressão do cordão umbilical ou para diluir líquido com mecônio
Atividades:
• Observar sinais de volume inadequados do líquido amniótico (p. ex., oligo-
hidrâmnios, crescimento intrauterino assimétrico, pós-datismo, anormalidades
conhecidas do trato urinário fetal e ruptura prolongada de membranas)
• Reconhecer contraindicações potenciais para a amnioinfusão (p. ex., amnionite, poli-
hidrâmnio, múltiplas gestações, sofrimento fetal intenso, pH do couro cabeludo fetal
<7,20, anomalia fetal ou anomalia uterina conhecidas)
• Observar desaceleração cardíaca fetal variável ou prolongada durante monitoramento
eletrônico intraparto
• Documentar a presença de líquido espesso com mecônio, com ruptura de membranas
• Assegurar o consentimento informado
• Preparar o equipamento necessário para a amnioinfusão
• Irrigar o cateter intrauterino com infusato
• Utilizar precauções universais
• Posicionar o cateter intrauterino com técnica estéril
• Ajustar e irrigar o cateter após o posicionamento, utilizando precauções universais
• Infundir 500 a 1.000mL de solução isotônica IV rapidamente na cavidade uterina,
conforme o protocolo ou ordem médica
• Colocar o paciente na posição de Trendelenburg, conforme apropriado
• Manter a infusão contínua conforme velocidade de infusão prescrita
• Monitorar as leituras da pressão intrauterina
• Observar as características líquido de retorno
• Trocar s absorventes perineais, conforme apropriado
• Documentar as mudanças nos traçados do monitor eletrônico intraparto
• Observar os sinais de reação adversa (p. ex., excessiva distensão uterina, prolapso de
cordão umbilical e embolia do líquido amniótico)
• Obter níveis de gasometria do cordão umbilical no momento do nascimento para
avaliar a eficácia da intervenção
2ª edição de 1996; revisada em 2004
Leituras Sugeridas:
Longobucco, D., Winkler, E. Amnioinfusion: Intrapartum indications and administration. Mother Baby Journal. 1999;
4(2):13–18.
Pillitteri, A. Maternal and child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed. Philadelphia:
Lippincott Williams & Wilkins; 2007.
Snell, B. J. The use of amnioinfusion in nurse-midwifery practice. Journal of Nurse-Midwifery. 1993; 39(2):62S–70S.
Weismiller, D. G. Transcervical amnioinfusion. American Family Physician. 1998; 57(3):504–510.
4035
Amostra de Sangue Capilar
Definição: Obtenção de uma amostra arteriovenosa de um local periférico do corpo,
como calcanhar, dedo da mão ou outro local transcutâneo
Atividades:
• Verificar a identificação correta do paciente
• Minimizar a ansiedade do paciente usando procedimentos adequados à idade
• Manter precauções-padrão
• Selecionar o local da punção (p. ex., região externa inferior do calcanhar, laterais das
falanges distais dos dedos das mãos ou dos pés, locais alternativos, como o antebraço)
• Puncionar a região externa do calcanhar em profundidade até 2,4 mm em lactentes
• Aquecer o local durante cerca de 5 minutos caso a amostra seja arterializada,
conforme o protocolo da instituição
• Usar técnica asséptica durante a punção da pele
• Puncionar a pele manualmente, com lanceta ou dispositivo aprovado para punção,
conforme as especificações do fabricante
• Limpar a primeira gota de sangue com gaze seca, conforme especificações do
fabricante ou protocolo da instituição
• Coletar sangue de acordo com o teste a ser feito (p. ex., pingar uma gota de sangue na
área específica no filtro de papel ou tira de teste, coletar sangue diretamente em
tubos, por ação capilar, à medida que gotículas se formarem)
• Aplicar pressão intermitente o mais afastado possível do local da punção para
promover o fluxo de sangue
• Evitar hemólise causada por compressão excessiva ou “ordenha” no local da punção
• Atender às diretrizes do fabricante quanto ao momento certo dos testes e à
conservação da amostra de sangue (p. ex., lacre dos tubos com sangue), conforme
necessário
• Rotular a amostra conforme necessário, de acordo com protocolo da instituição
• Enviar a amostra ao laboratório, conforme necessário
• Fazer curativo no local, conforme necessário
• Ensinar e monitorar a autocoleta de sangue capilar, conforme apropriado
• Descartar o equipamento adequadamente
• Documentar a realização de coleta de sangue capilar
4ª edição de 2004
Leituras Sugeridas:
Escalante-Kanashiro, R., Tatalean-Da-Fieno, J. Capillary blood gases in a pediatric intensive care unit. Critical Care
Medicine. 2000; 28(1):224–226.
Fletcher, M., MacDonald, M. G. Atlas of procedures in neonatology, 2nd ed. Philadelphia: Lippincott; 1993.
Meehan, R. M. Heel sticks in neonates for capillary blood sampling [corrected]. Neonatal Network—Journal of Neonatal
Nursing. 1998; 17(1):12–27.
Perry, A. G., Potter, P. A. Clinical nursing skills and techniques, 5th ed. St. Louis: Mosby; 2002.
Pettersen, M. D., Driscoll, D. J., Moyer, T. P., Dearani, J. A., McGregor, C. G. Measurement of blood serum cyclosporine
levels using capillary “fingerstick” sampling: A validation study. Transplant International. 1999; 12(6):429–432.
Wong, D. L., Perry, S. E., Hockenberry, M. J. Maternal child nursing care. St. Louis: Mosby; 2002.
Yum, S. I., Roe, J. Capillary blood sampling for self-monitoring of blood glucose. Diabetes Technology and Therapeutics.
1999; 1(1):29–37.
1380
Aplicação do Calor/Frio
Definição: Estímulo da pele e tecidos subjacentes com frio ou calor,com o propósito de
diminuir a dor, espasmos musculares ou inflamação
Atividades:
• Explicar o uso do frio ou calor, o motivo do tratamento, e como afetará os sintomas do
paciente
• Avaliar contraindicações para calor ou frio, como diminuição ou ausência de sensação,
diminuição da circulação, e diminuição da habilidade de comunicação
• Selecionar o método de estímulo que seja conveniente e disponível (p. ex., sacolas
plásticas à prova d’água com gelo; pacotes de gel congelado; envelope de gelo
químico; imersão em gelo; tecido ou toalha no congelador para frio; garrafa de água
quente; colchonete com aquecimento elétrico; compressas quentes e úmidas; imersão
em banheira ou hidromassagem; cera de parafina; banho de assento; luz radiante; ou
envoltório plástico para calor)
• Determinar a disponibilidade e segurança das condições de trabalho de todo o
equipamento usado pra a aplicação de calor ou frio
• Determinar as condições da pele e identificar qualquer alteração que exija mudança no
procedimento ou contraindicações ao estímulo
• Selecionar o local para estímulo, considerando a alternância de local quando a
aplicação direta não é possível (p. ex., adjacente a, distal a, entre áreas afetadas e o
cérebro, e contralateral)
• Envolver o dispositivo de aplicação de calor ou frio com uma manta protetora, se
apropriado
• Usar um tecido umedecido próximo à pele para aumentar a sensação de calor ou frio,
quando apropriado
• Usar gelo após uma torção no tornozelo para reduzir o edema, seguido de repouso,
compressão e elevação
• Orientar como evitar lesão ao tecido associado ao calor ou frio
• Verificar a temperatura de aplicação, especialmente quando usar o calor
• Determinar a duração da aplicação com base em verbalização individual,
comportamental e respostas biológicas
• Cronometrar cuidadosamente todas as aplicações
• Aplicar frio ou calor diretamente ou próximo ao local afetado, se possível
• Evitar usar frio ou calor no tecido que tenha sido exposto a terapia radioativa
• Inspecionar cuidadosamente o local para sinais de irritação da pele ou lesão de tecido
durante os primeiros 5 minutos e então frequentemente durante o tratamento
• Encerrar com um tratamento a frio para estimular a vasoconstrição quando há a
alternância de calor e frio em aplicações de atletas lesionados
• Avaliar a condição geral, segurança e conforto durante o tratamento
• Posicionar para permitir movimentação da fonte de temperatura, se necessário
• Orientar a não ajustar os equipamentos de temperatura independentemente, sem
instrução prévia
• Alterar os locais de aplicação de calor ou frio, ou alterar o modo de estímulo se não for
alcançado o alívio
• Explicar que a aplicação do frio pode ser a princípio dolorosa, com dormência cerca de
5 minutos após o estímulo inicial
• Orientar sobre indicações para frequência e procedimento para aplicação
• Orientar para evitar lesão da pele após o estímulo
• Avaliar e documentar respostas às aplicações de calor e frio
1ª edição de 1992; revisada em 2013
Leituras Sugeridas:
Leituras Sugeridas:
Berman, A., Snyder, S., Kozier, B., Erb, G. Skin integrity and wound care. In Kozier & Erb’s Fundamentals of nursing:
Concepts, processes, and practice, 8th ed., Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall; 2008:902–938.
Smeltzer, S. C., Bare, B. G., Hinkle, J. L., Cheever, K. H., Pain management. Brunner & Suddarth’s textbook of medical
surgical nursing; 1. Lippincott Williams & Wilkins, Philadelphia, 2010:230–262.
Thompson, C., Kelsberg, G., St. Anna, L. Heat or ice for acute ankle sprain. Journal of Family Practice. 2003; 52(8):642–
643.
White, L. Foundations of nursing, 2nd ed. Clifton Park, NY: Thomson Delmar Learning; 2005. [471].
7280
Apoio a Irmãos
Definição: Assistência a um(a) irmão(ã) para enfrentar a doença/condição
crônica/deficiência do(a) irmão(ã)
Atividades:
• Explorar o conhecimento do irmão acerca do(a) irmão(ã)
• Avaliar o grau de estresse do irmão em relação à condição do(a) irmão(ã) afetado(a)
• Avaliar o grau de superação do irmão em relação à doença/deficiência do(a) irmão(ã)
• Facilitar a consciência dos familiares acerca dos sentimentos do irmão
• Fornecer informação sobre as respostas comuns do irmão e o que os demais familiares
podem fazer para auxiliar
• Desempenhar o papel de defensor do irmão (p. ex., no caso de uma situação
prejudicial à vida, quando o nível de ansiedade é alto e os pais ou outros familiares
não conseguirem fazer esse papel)
• Admitir que cada irmão responde de modo diferente
• Encorajar os pais ou outros familiares a fornecer informação honesta sobre o irmão
• Encorajar os pais a fazer preparativos para cuidar do jovem irmão em sua própria
casa, quando possível
• Auxiliar o irmão a manter e/ou modificar as rotinas usuais e atividades do dia a dia,
conforme a necessidade
• Promover comunicação entre o irmão sadio e o(a) irmão(ã) afetado(a)
• Valorizar cada filho individualmente, evitando comparações
• Auxiliar o filho a ver as diferenças/similaridades existentes entre si e o irmão com
necessidades especiais
• Incentivar o irmão a visitar o(a) irmão(ã) afetado(a)
• Explicar ao irmão visitante aquilo que está sendo feito para cuidar do(a) irmão(ã)
afetado(a)
• Encorajar o irmão sadio a participar dos cuidados dispensados ao(à) irmão(ã)
afetado(a), conforme apropriado
• Ensinar ao irmão sadio formas de interagir com o(a) irmão(ã) afetado(a)
• Permitir que os irmãos resolvam suas próprias dificuldades
• Reconhecer e respeitar o irmão, que pode estar emocionalmente despreparado para
visitar seu(sua) irmão(ã) afetado(a)
• Respeitar a relutância do irmão sadio em ficar com ou incluir a criança com
necessidades especiais em atividades
• Encorajar a manutenção dos padrões parentais ou familiares de interação
• Auxiliar os pais a serem justos em termos de disciplina, recursos e atenção
• Auxiliar os irmãos a esclarecer e explorar suas preocupações
• Usar desenhos, fantoches e dramatização para observar como o irmão mais novo
percebe os eventos
• Esclarecer a preocupação do irmão com a possibilidade de contrair a doença da
criança afetada e desenvolver estratégias para superar essa preocupação
• Ensinar a patologia da doença ao irmão, de acordo com o estágio do desenvolvimento
e estilo de aprendizado
• Usar substitutos concretos para o irmão que não consegue visitar o(a) irmão(ã)
afetado(a) (p. ex., imagens e vídeos)
• Explicar aos jovens irmãos que eles não são a causa da doença
• Ensinar ao irmão estratégias para atingir suas próprias necessidades emocionais e do
desenvolvimento
• Elogiar os irmãos quando tiverem sido pacientes, tiverem se sacrificado ou quando
tiverem sido particularmente úteis
• Reconhecer os pontos fortes dos irmãos e suas capacidades de superar o estresse com
sucesso
• Promover o encaminhamento para grupos de pares de irmãos, conforme apropriado
• Proporcionar encaminhamento para recursos comunitários aos irmãos, conforme
necessário
• Comunicar a situação ao enfermeiro escolar, para proporcionar suporte para o irmão
mais novo, segundo a vontade dos pais
1ª edição de 1992; revisada em 2000
Leituras Sugeridas:
Craft, M. J., Craft, J. Perceived changes in siblings of hospitalized children: A comparison of parent and sibling report.
Children’s’ Health Care. 1989; 18(1):42–49.
Craft M.J., Denehy J.A., eds. Nursing interventions for infants and children. Philadelphia: W. B. Saunders, 1990.
Craft, M. J., Willadsen, J. A., Interventions related to family. Bulechek, G.M., McCloskey, J.C., eds. Symposium on
nursing interventions. Nursing Clinics of North America; 27, 1992:517–540. [2].
Pillitteri, A. Nursing care of the family coping with a child’s long-term or terminal illness. In Maternal and child health
nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed., Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins;
2007:1764–1783.
Ross-Alaolmolki, K. Coping with family loss: The death of a sibling. In: Craft M.J., Denehy J.A., eds. Nursing interventions
for infants and children. Philadelphia: W. B. Saunders;1990:213–277.
6404
Apoio à Proteção contra Abuso: Idoso
Definição: I dentificação de relações de alto risco com idosos dependentes e ações para
prevenir imposição possível ou adicional de dano físico, sexual ou emocional, ou
negligência das necessidades básicas da vida ou exploração
Atividades:
• Identificar pacientes idosos que se percebem dependentes de cuidadores, devido ao
estado de saúde prejudicado, recursos econômicos limitados, depressão, abuso de
substâncias ou falta de conhecimento dos recursos disponíveis e alternativas para os
cuidados
• Identificar os cuidados de saúde que foram feitos ou continuam com consideração
mínima das necessidades de cuidados do idoso (p. ex., habilidades dos cuidadores,
características e responsabilidades simultâneas; necessidade de acomodações
ambientais; e história e qualidade das relações entre o idoso e os cuidadores)
• Identificar situações de crise familiar que podem desencadear abuso (p. ex., pobreza,
desemprego, divórcio, falta de moradia, morte de um ente querido)
• Verificar se o paciente idoso e seus cuidadores têm uma rede de apoio social funcional
para auxiliar o paciente na realização de atividades da vida diária e na obtenção de
cuidados à saúde, transporte, tratamento, medicamentos, informações sobre os
recursos comunitários, aconselhamento financeiro e assistência para problemas
pessoais
• Identificar os pacientes idosos que confiam em um único cuidador ou unidade
familiar para prestar assistência de cuidados físicos e monitoramento prolongados
• Identificar cuidadores que demonstram saúde física ou mental prejudicada(p. ex.,
abuso de substâncias, depressão, fadiga, dores nas costas devido à falta de ajuda em
erguer o paciente, lesões que foram infligidas pelo paciente), problemas ou
dependência financeira, falha em compreender a condição ou as necessidades do
paciente, atitudes intolerantes ou exageradamente críticas em relação ao paciente,
burnout; ou aqueles que ameaçam o paciente com abandono, hospitalização,
institucionalização ou procedimentos dolorosos
• Identificar cuidadores familiares om histórico de terem sido abusados ou
negligenciados na infância
• Identificar explicações dos cuidadores sobre lesões do paciente que são improváveis,
inconsistentes, com alegação de autolesão, culpabilização de outros, incluindo
atividades que ultrapassem as capacidades físicas do idoso, ou demonstrem um
atraso na busca de tratamento
• Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de abuso físico (p. ex., múltiplas lesões
em diferentes estágios de cicatrizção, lacerações, escoriações, contusões, queimaduras
ou fraturas, partes do couro cabeludo sem cabelo, marcas de mordida humana)
• Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de negligência (p. ex., falta de higiene,
vestimentas inadequadas ou impróprias, lesões de pele não tratadas, contraturas, má
nutrição, ajuda inadequada à mobilidade e percepção [bengalas, óculos, aparelhos
auditivos], falta de dentadura ou dentes fraturados e cariados, infecção por vermes,
privação de medicamentos ou sedação excessiva, privação de contatos sociais)
• Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de abuso sexual (p. ex., presença de
sêmen ou sangue seco, lesão na genitália externa, doenças sexualmente
transmissíveis, mudanças dramáticas de comportamento ou de saúde de etiologia
indeterminada)
• Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de abuso emocional (p. ex., baixa
autoestima, depressão, humilhação e fracasso, comportamento excessivamente
cauteloso em torno do cuidador, autoagressão ou gestos suicidas)
• Verificar se o paciente idoso demonstra sinais de exploração (p. ex., provisão
insuficiente para as necessidades básicas quando os recursos adequados estão
disponíveis, privação de bens pessoais, perda inexplicável de benefício social ou
cheques de pensão, falta de conhecimento sobre finanças pessoais ou assuntos legais)
• Encorajar a internação hospitalar para observação e investigação adicionais, conforme
apropriado
• Monitorar as interações paciente-cuidador e registrar as observações
• Verificar se os sintomas agudos do paciente diminuem quando ele é separado dos
cuidadores
• Verificar se os cuidadores têm expectativas irreais quanto ao comportamento do
paciente ou se atribuem aspectos negativos ao seu comportamento
• Monitorar a obediência extrema às demandas dos cuidadores ou submissão passiva a
procedimentos invasivos
• Monitorar repetidas visitas à clínica, setor de emergência ou consultório médico por
lesões, acompanhamento inadequado de cuidados à saúde, vigilância inadequada ou
adaptações no ambiente inadequadas
• Fornecer aos pacientes afirmações positivas de seu valor e permitir-lhes expressar as
suas preocupações e seus sentimentos, que podem incluir medo, culpa, vergonha e
autorresponsabilização
• Auxiliar cuidadores a explorar seus sentimentos sobre os parentes ou pacientes sob
seus cuidados e identificar fatores perturbadores e parecem contribuir para
comportamentos abusivos e negligentes
• Auxiliar os pacientes a identificar cuidados de saúde inadequados e prejudiciais e
ajudá-los e seus familiares a identificar mecanismos para lidar com esses problemas
• Discutir as preocupações sobre observações de indicadores de risco separadamente
com o paciente idoso e o cuidador
• Verificar o conhecimento e a abilidade do paciente e do cuidador para atender aos
cuidados com o paciente e às necessidades de segurança e proporcionar o ensino
adequado
• Auxiliar os pacientes e seus familiares a identificar estratégias de enfrentamento para
situações de estresse, incluindo a difícil decisão de interromper o atendimento
domiciliar
• Verificar os desvios do envelhecimento normal e observar sinais e sintomas precoces
de doença por meio de exames de saúde de rotina
• Promover o máximo de independência e autocuidado por meio de estratégias de
ensino inovadoras e uso de repetição, prática, reforço e ritmo individualizado
• Fornecer avaliação e recomendações ambientais para adaptar a casa para promover a
autossuficiência física ou encaminhar para instituições de assistência apropriadas
• Auxiliar no restabelecimento de toda a gama de atividades da vida diária que for
possível
• Orientar sobre os benefícios de um regime de atividade física rotineira, fornecer
programas de exercício individualizados e encaminhar para fisioterapia ou programas
de exercícios, conforme apropriado, a fim de evitar a dependência
• Implementar estratégias para estimular o raciocínio crítico, a tomada de decisão e a
memória
• Providenciar encaminhamento a um(a) enfermeiro(a) de saúde pública para garantir
que o ambiente domiciliar seja monitorado e que o paciente receba assistência
continuada
• Providenciar encaminhamentos para os pacientes e seus familiares ao serviço social e
profissionais de aconselhamento
• Fornecer aos pacientes idosos e seus cuidadores informações sobre recursos
comunitários (p. ex., endereços e telefones de instituições que prestam serviço de
assistência ao idoso, cuidado de saúde domiciliar, casas de repouso, cuidado em dias
de folga do cuidador principal, atendimento de emergência, assitência doméstica,
transporte, tratamento para abuso de substâncias, serviços de aconselhamento a
preços diferenciados, distribuição de alimentos e refeições em domicílio, centros de
distribuição de roupas)
• Alertar para que tenham seus cheques de pensão ou benefício social diretamente
depositados, para não aceitarem atendimento pessoal em troca de transferência de
bens e para não assinarem documentos ou fazerem acordos financeiros antes de
procurarem aconselhamento jurídico
• Encorajar os pacientes e suas famílias a planejarem com antecedência as necessidades
de cuidados, incluindo quem vai assumir a responsabilidade se o paciente tornar-se
incapacitado, e como explorar as habilidades, preferências e opções de cuidado
• Consultar recursos comunitários em busca de informações
• Informar ao médico sobre observações indicativas de abuso ou negligência
• Relatar suspeita deabuso ou negligência às autoridades competentes
2ª edição de 1996; revisada em 2000, 2004, 2013
Leituras Sugeridas:
Brandl, G. Elder abuse detection and intervention: A collaborative approach. New York: Springer; 2007.
Cohen, M., Halevy-Levin, S., Gagin, R., Priltuzky, D., Friedman, G. Elder abuse in long-term care residences and the risk
indicators. Ageing and Society. 2010; 30(6):1027–1040.
Fraser, A. Preventing abuse of older people. Nursing Management. 2010; 17(6):26–29.
Gorbien, M. J., Eisenstein, A. R. Elder abuse and neglect: An overview. Clinics in Geriatric Medicine. 2005; 21(2):279–292.
Lemko, K., Fulmer, T. Nursing care: Victims of violence—elder mistreatment. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds. Current
issues in nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:732–737.
Post, L., Page, C., Conner, T., Prokhorov, A., Fang, Y., Biroscak, B. J. Elder abuse in long-term care: Types, patterns, and
risk factors. Research on Aging. 2010; 32(3):323–348.
6402
Apoio à Proteção contra Abuso: Infantil
Definição: I dentificação de relações de dependência de alto risco com crianças, e ações
para prevenir imposição possível ou adicional de dano físico, sexual ou emocional, ou
negligência de necessidades básicas da vida
Atividades:
• Identificar mães com histórico de acompanhamento pré-natal tardio (4 meses ou
mais) ou que não fizeram pré-natal
• Identificar pais que tiveram algum filho retirado de casa, ou que deixaram filhos
anteriores com parentes por longos períodos
• Identificar pais com histórico de abuso de substâncias, depressão ou doença
psiquiátrica importante
• Identificar pais que demonstram maior necessidade de educação para
maternidade/paternidade (p. ex., pais com problemas de aprendizagem, pais que
verbalizam sentimentos de inadequação, pais de primeiro filho, pais adolescentes)
• Identificar pais com histórico de violência doméstica ou mãe com histórico de várias
lesões “acidentais”
• Identificar pais com histórico de infância infeliz associada a abuso, rejeição, crítica
excessiva ou sentimentos de desvalia ou falta de amor
• Identificar situações de crise que podem desencadear abuso (p. ex., pobreza,
desemprego, divórcio, falta de moradia, violência doméstica)
• Verificar se a família possui uma rede de apoio social adequada para auxiliar com os
problemas da família, com descanso no cuidado dos filhos, s e com cuidados nas
crises relativas às crianças
• Identificar lactentes e crianças com grandes necessidades de cuidados (p. ex.,
prematuridade, baixo peso ao nascer, cólicas, intolerâncias alimentares, os principais
problemas de saúde no primeiro ano de vida, deficiências no desenvolvimento,
hiperatividade e transtornos dedéficit de atenção)
• Identificar explicações do cuidador sobre lesões na criança que sejam improváveis ou
incoerentes, alegações de autolesão, atribuição de culpa a outras crianças ou
demonstração de atraso na busca de tratamento
• Verificar se uma criança apresenta sinais de abuso físico (p. ex., muitas lesões,
contusões e equimoses não explicadas, queimaduras, fraturas, lacerações faciais e
escoriações não explicadas, marcas de mordidas humanas, chicotadas, síndrome do
bebê sacudido)
• Verificar se a criança demonstra sinais de negligência (p. ex., falha em desenvolver-se,
perda de tecido subcutâneo, fome constante, higiene insatisfatória, fadiga e falta de
enerfia constantes, afecções de pele, apatia, postura corporal rígida e roupas
inadequadas às condições climáticas)
• Verificar se a criança demonstra sinais de abuso sexual (p. ex., dificuldade de andar ou
sentar, roupa íntima rasgada ou ensanguentada, genitália avermelhada ou com
traumatismos, lacerações vaginais ou anais, infecções urinárias de repetição, tônus
esfincteriano deficiente, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez,
comportamento promíscuo, histórico de fuga de casa)
• Verificar se a criança demonstra sinais de abuso emocional (p. ex., atrasos no
desenvolvimento físico, transtornos nos hábitos, distúrbios de aprendizagem, traços
neuróticos/reações psiconeuróticas, extremos de comportamento, atrasos no
desenvolvimento cognitivo, tentativa de suicídio)
• Encorajar a internação hospitalar da criança para observação e investigação adicionais,
conforme apropriado
• Registrar o horário e a duração das visitas durante a hospitalização
• Monitorar as interações entre pais e filhos e registrar observações
• Verificar se os sintomas agudos da criança diminuem quando é separada da família
• Verificar se os pais têm expectativas irreais quanto ao comportamento da criança ou se
atribuem aspectos negativos ao comportamento de seu filho
• Monitorar a criança quanto à obediência exagerada, como submissão passiva a
procedimentos invasivos
• Monitorar a criança quanto à inversão de papéis, como confortar os pais, ou
comportamento hiperativo ou agressivo
• Ouvir os sentimentos de mulher grávida sobre a gestação e as expectativas sobre a
criança que ainda não nasceu
• Monitorar as reações de pais novatos em relação ao bebê, observando sentimentos de
repulsa, medo ou frustração quanto ao sexo
• Monitorar pais que seguram o recém-nascido a distância, que o seguram
descuidadamente ou que pedem ajuda excessiva e verbalizam ou demonstram
desconforto em cuidar da criança
• Monitorar visitas repetidas à clínica, setor de emergência ou consultório médico por
problemas menores
• Estabelecer um sistema de marcação nos prontuários de crianças que supostamente
vítimas de abuso ou negligência
• Monitorar a piora progressiva no cuidado físico e emocional oferecido à criança/adulto
dependente na família
• Verificar o conhecimento dos pais sobre a necessidade de cuidados básicos e fornecer
informação adequada sobre o cuidado à criança, conforme apropriado
• Orientar os pais na resolução de problemas, tomada de decisão e educação dos filhos
e habilidades para criar filhos, ou encaminhá- losa programas em que possam
aprender tais habilidades
• Auxiliar as famílias a identificar estratégias de enfrentamento de situações
estressantes
• Fornecer informações aos pais sobre como lidar com o choro prolongado do lactente,
enfatizando que não devem sacudir o bebê
• Fornecer aos pais métodos de punição não físicos para disciplinar os filhos
• Fornecer às gestantes e aos seus familiares informações sobre os efeitos do tabagismo,
da alimentação inadequada e do abuso de substâncias sobre a saúde do bebê e deles
próprios
• Envolver os pais e a criança em exercícios de promoção de vínculo
• Fornecer aos pais e seus adolescentes informações sobre a tomada de decisão e
habilidades de comunicação e encaminhá-los a serviços de aconselhamento de jovens,
conforme apropriado
• Fornecer aos filhos mais velhos informações concretas sobre como atender as
necessidades básicas de cuidados de seus irmãos mais novos
• Fornecer às crianças afirmações positivas de seu valor, cuidado construtivo,
comunicação terapêutica e estímulo ao desenvolvimento
• Fornecer às crianças vítimas de abuso sexual a garantia de que o abuso não foi culpa
delas, e permitir que expressem suas preocupações por meio de atividades lúdicas
apropriadas para a idade
• Encaminhar gestantes de alto risco e pais de recém-nascidos a serviços de visitas
domiciliares de enfermagem
• Providenciar às famílias em situação de risco encaminhamento a um serviço de
Enfermagem em Saúde Coletiva para garantir monitoramento do ambiente
doméstico, avaliação dos outros irmãos e assistência contínua da família
• Encaminharas famílias a serviços de assistência social e aconselhamento profissional,
conforme necessidade
• Fornecer aos pais informações sobre recursos comunitários (p. ex., endereços e
telefones de instituições que prestam cuidados de repouso, atendimento de
emergência pediátrica, assistência domiciliar, tratamento para abuso de substâncias,
serviços de aconselhamento com preços diferenciados, distribuição de alimentos,
centros de distribuição de roupas, abrigo para casos de violência doméstica)
• Informar ao médico sobre observações indicativasde abuso ou negligência
• Relatar suspeita de abuso ou negligência às autoridades competentes
• Encaminhar pais vítimas de espancamento e crianças em situação de risco a um abrigo
para casos de violência doméstica
• Encaminhar os pais para grupos anônimos de apoio aos pais, conforme apropriado
2ª edição de 1996; revisada em 2000, 2013
Leituras Sugeridas:
Leituras Sugeridas:
Asgeirsdottier, B. B., Sigfusdottir, I. D., Gudjonsson, G. H., Sigurdsson, J. F. Associations between sexual abuse and
family conflict/violence, self-injurious behavior, and substance use: The mediating role of depressed mood and anger.
Child Abuse and Neglect. 2011; 35(3):210–219.
Bylander, M., Kydd, J. Violence to children, definition and prevention of. In: Kurtz L., ed. Encyclopedia of violence, peace,
and conflict. 2nd ed. St. Louis: Mosby; 2008:2318–2330.
Cowen, P. S. Child maltreatment: Developmental and health effects. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds. Current issues in
nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:684–701.
Cowen, P. S. Child neglect prevention: The pivotal role of nursing. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds. Current issues in
nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:702–727.
Dubowitz, H., Kim, J., Black, M. M., Weisbart, C., Semiatin, J., Magder, L. S. Identifying children at high risk for a child
maltreatment report. Child Abuse and Neglect. 2011; 35(2):96–104.
Scannapieco, M., Connell-Carrick, K. Understanding child maltreatment: An ecological and developmental perspective. New
York: Oxford University Press; 2005.
6403
Apoio à Proteção contra Abuso: Parceiro no Lar
Definição: I dentificação de relações domésticas de dependência de alto risco e ações
para prevenir imposição possível ou adicional de dano físico, sexual ou emocional ou
exploração de um parceiro no lar
Atividades:
• Investigar fatores de risco associados ao abuso doméstico (p.ex., história de violência
doméstica, abuso, rejeição, críticas excessivas ou sentimentos de desvalia ou falta de
amor; dificuldade em confiar nos outros ou sentimento de falta de apreciação pelos
outros; sentimento de que pedir ajuda é um indicativo de incompetência pessoal;
muitas necessidades de cuidados físicos; muitas responsabilidades de cuidados
familiares; abuso de substâncias; depressão; doença psiquiátrica importante;
isolamento social; relações insatisfatórias entre os parceiros domésticos; múltiplos
casamentos; gravidez; pobreza; desemprego; dependência financeira; falta de
moradia; infidelidade; divórcio ou morte de um ente querido)
• Investigar sintomas de histórico de abuso doméstico (p.ex., numerosas lesões
acidentais, múltiplos sintomas somáticos, dor abdominal crônica, dores de cabeça
crônicas, dor pélvica, ansiedade, depressão, síndrome do estresse pós-traumático e
outros transtornos psiquiátricos)
• Monitorar sinais e sintomas de abuso físico (p. ex., múltiplas lesões em diferentes
estágios de cicatrização; lacerações, contusões ou equimoses não explicadas; partes do
couro cabeludo sem cabelo; marcas de conteção nos punhsos ou tornozelos;
contusões “defensivas” nos antebraços; marcas de mordidas humanas)
• Monitorar sinais e sintomas de abuso sexual (p. ex., presença de sêmen ou sangue
seco, lesão na genitália externa, doenças sexualmente transmissíveis, ou mudanças
dramáticas de comportamento ou de saúde de etiologia indeterminada)
• Monitorar sinais e sintomas de abuso emocional (p. ex., baixa autoestima, depressão,
humilhação e fracasso; comportamento excessivamente cauteloso em torno de
parceiro, autoagressão ou gestos suicidas)
• Monitorar sinais e sintomas de exploração (p. ex., provisão insuficiente para as
necessidades básicas quando os recursos adequados estão disponíveis, privação de
bens pessoais, perda inexplicável de cheques de suporte social, falta de conhecimento
sobre finanças pessoais ou assuntos legais)
• Documentar evidência de abuso físico ou sexual, usando instrumentos padronizados e
fotografias
• Ouvir com atenção o indivíduo que começa a falar bre os próprios problemas
• Identificar inconsistências na explicação da causa da(s) lesão(ões)
• Determinar coerência entre o tipo de lesão e a descrição de sua causa
• Entrevistar o paciente ou conhecidosobre a suspeita de abuso na ausência do parceiro
• Encorajar a internação hospitalar para observação e investigação adicionais, conforme
apropriado
• Monitorar as interações entre os parceiros e registrar as observações, conforme
apropriado (p. ex., registrar o horário e a duração das visitas dos parceiros durante a
hospitalização, reações insuficientes ou exageradas do parceiro)
• Monitorar o indivíduo quanto à obediência exagerada, como submissão passiva a
procedimentos hospitalares
• Monitorar a deterioração progressiva do estado físico e emocional dos indivíduos
• Monitorar visitas repetidas à clínica, setor de emergência ou consultório médico por
problemas menores
• Estabelecer um sistema de marcação nos prontuários de crianças que supostamente
vítimas de abuso ou negligência
• Fornecer afirmação positiva de valor
• Encorajar a expressão de preocupações e sentimentos que podem incluir medo, culpa,
vergonha e autorresponsabilização
• Fornecer suporte para empoderar as vítimas a agir e fazer mudanças que evitem
vitimização adicional
• Auxiliar os indivíduos e famílias a desenvolverem estratégias de enfrentamento de
situações estressantes
• Auxiliar os indivíduos e famílias a avaliar objetivamente os pontos fortes e fracos dos
relacionamentos
• Encaminhar os indivíduos em risco de abuso ou que tenham sofrido abuso a
especialistas e serviços apropriados (p. ex., enfermeira de saúde pública, serviço
social, aconselhamento, assistência jurídica)
• Encaminhar parceiro abusivo a especialistas e serviços apropriados
• Fornecer informações confidenciais sobre abrigos para casos de violência doméstica,
conforme apropriado
• Iniciar o desenvolvimento de um plano de segurança a ser usado em caso de aumento
da violência
• Relatar todas as situações de suspeita de abuso, em atendimento à legislação de
notificação mandatória
• Iniciar programas de educação comunitária destinados a diminuir a violência
• Monitorar o uso de recursos da comunidade
3ª edição de 2000; revisada em 2004, 2013
Leituras Sugeridas:
Boursnell, M., Prosser, S. Increasing identification of domestic violence in emergency departments: A collaborative
contribution to increasing the quality of practice of emergency nurses. Contemporary Nurse. 2010; 35(1):35–46.
Garcia-Moreno, C., Heise, L., Jansen, H., Ellsberg, M., Watts, C. Violence against women. Science. 2005; 310(5752):1282–
1283.
Klein, A. R. Practical implications of current domestic violence research: For law enforcement, prosecutors and judges.
Washington, DC: National Institute of Justice; 2009.
Pillitteri, A. Maternal and child health nursing: Care of the childbearing and childrearing family, 5th ed. Philadelphia:
Lippincott Williams & Wilkins; 2007.
Smith, J. S., Rainey, S. L., Smith, K. R., Alamares, C., Grogg, D. Barriers to the mandatory reporting of domestic violence
encountered by nursing professionals. Journal of Trauma Nursing. 2008; 15(1):9–11.
Taylor, J. Y. Care of African American women survivors of intimate partner violence. In: Cowen P.S., Moorhead S., eds.
Current issues in nursing. 7th ed. St. Louis: Mosby; 2006:727–731.
6408
Apoio à Proteção contra Abuso: Religioso
Definição: I dentificação de relações de controle religioso e ações de alto risco para
prevenir submisão a danos físicos, sexuais ou emocionais e/ou exploração
Atividades:
• Identificar indivíduos dependentes de um “líder” religioso devido a desenvolvimento
religioso prejudicado ou alterado, prejuízo mental ou emocional, depressão, abuso de
substâncias, falta de recursos sociais ou questões financeiras
• Identificar padrões de comportamento, pensamento e sentimentos em que uma
pessoa vivencia “controle sobre” sua jornada religiosa por outro indivíduo
• Identificar histórico de abuso religioso e/ou ritual da igreja/família, resolução de
problemas

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