Prévia do material em texto
Odontologia em Pacientes com Doença Hepática A odontologia em pacientes com doença hepática apresenta desafios específicos devido aos efeitos sistêmicos da disfunção hepática e ao uso de medicamentos para tratar essa condição. Pacientes com doença hepática, como hepatite crônica, cirrose hepática ou insuficiência hepática, podem estar em maior risco de desenvolver complicações bucais devido à imunossupressão, distúrbios metabólicos e alterações na função hepática. Um dos desafios na odontologia desses pacientes é o gerenciamento de medicamentos e anestésicos durante procedimentos odontológicos, devido à possibilidade de metabolização hepática reduzida e aumento do risco de toxicidade medicamentosa. Portanto, é essencial que o dentista esteja ciente da condição hepática do paciente e ajuste os medicamentos e anestésicos conforme necessário para garantir uma abordagem segura e eficaz ao tratamento odontológico. Além disso, pacientes com doença hepática podem apresentar uma variedade de complicações bucais, como gengivite, periodontite, candidíase oral, mucosite e xerostomia, devido à imunossupressão, desequilíbrios hormonais e efeitos colaterais de medicamentos. Portanto, é importante que esses pacientes recebam cuidados odontológicos regulares e sejam instruídos sobre a importância da higiene bucal adequada e medidas preventivas para proteger os tecidos bucais. Outra consideração importante na odontologia em pacientes com doença hepática é o risco aumentado de sangramento excessivo durante procedimentos odontológicos invasivos, devido a distúrbios de coagulação associados à doença hepática e ao uso de anticoagulantes. Portanto, o dentista deve estar preparado para lidar com situações de sangramento e adotar medidas preventivas adicionais, como o uso de agentes hemostáticos tópicos e suturas resistentes, conforme necessário. af://n3267 Odontologia em Pacientes com Doença Hepática