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A Consciência - O Acusador Divino 
Norbert Lieth 
Um homem havia cometido uma fraude e sua consciência não o deixava em paz. Para 
sentir-se aliviado, escreveu à empresa prejudicada: "Anexo uma parte do valor que 
estou devendo. Se ainda não conseguir dormir direito hoje à noite, vou enviar mais uma 
parcela". 
A consciência não é um órgão físico que se pode ver, operar ou transplantar, mas 
mesmo assim ela existe e está presente na vida de cada um de nós. De onde vem a 
consciência? Qual é sua finalidade? Quem a colocou em nós? De onde vem essa "voz 
interior"? Existem as mais diferentes explicações e justificativas para a existência da 
consciência dentro de nós. Segue uma seleção de opiniões sobre essa "voz" misteriosa: 
– A consciência é uma instância, um poder implantado em nós que avalia moralmente 
os nossos atos, nossos pensamentos, nossos planos e opiniões (Bíblia de Estudos de 
Genebra). 
– A consciência é aquela voz interior que impele a pessoa a fazer o que ela considera 
correto (Charles Ryrie). 
– A consciência, segundo desígnio divino, deve ser o nervo central de nosso ser que 
reage ao valor moral intrínseco de nossos atos (Oswald Sanders). 
Um índio descreveu figuradamente a consciência como sendo um triângulo em seu 
interior: "Quando cometo alguma injustiça, o triângulo se move, e isso dói". 
 
Um índio descreveu figuradamente a consciência como sendo um triângulo em nosso 
interior: "Se cometo alguma injustiça, o triângulo gira, e isso dói". 
Gostaria de definir a consciência como o "acusador" divino, pois ela nos acusa quando 
fazemos algo errado. Conforme a Bíblia, o Diabo é nosso acusador diante de Deus, mas 
Satanás não é onipresente, nem onisciente. Estou falando, porém, de outro "acusador", 
que é a consciência, sempre presente em nós. A Bíblia menciona a consciência em 
diversas passagens, por exemplo: "Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela 
própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos..." (Jo 
8.9). E: "estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes 
também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-
se" (Rm 2.15). Através da consciência a Lei de Deus está inscrita em nossos corações. 
A finalidade da consciência 
Ela expõe nossa culpa diante de Deus e nos leva ao arrependimento e ao perdão. 
Prezado leitor, prezada leitora, gostaria de fazer-lhe algumas perguntas muito francas. 
Nos últimos dias você assistiu ou leu coisas que deveria ter deixado de lado? Será que 
você esteve em lugares onde teria sido melhor não ter ido? Você teve comunhão com 
pessoas que deveria ter evitado? Você enganou alguém? Você ainda não fez alguma 
coisa que já deveria ter feito há muito tempo? Você andou mentindo de maneira 
consciente, por medo de perder alguma coisa ou com receio das conseqüências? Você 
não pagou uma dívida que está pendente há muito tempo? Você falou ou pensou alguma 
coisa acerca de alguém que teria sido melhor não falar ou pensar? Será que você 
preferiu fazer outras coisas ao invés de ir ao culto ou à reunião de oração? Sua 
consciência pesou? 
Você sentiu-se desconfortável ao tentar responder alguma dessas perguntas? Então 
continue lendo. Esta mensagem é para você! 
A consciência acusa: "Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria 
consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos 
últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava" (Jo 8.9). Todas as pessoas 
que acusavam a mulher adúltera perceberam que também eram culpadas pois suas 
consciências pesaram. A consciência sempre faz duas coisas: ela aproxima você de 
Jesus ou leva você para longe dEle. Ela conduz você para mais perto do Senhor ou 
obriga você a evitar Sua proximidade. Uma consciência pesada foi o que levou muitas 
pessoas a deixarem de ler a Bíblia, a evitar a comunhão com os irmãos, a se auto-
justificar e a acusar os outros. Mas quem cede à sua consciência acusadora e se refugia 
junto a Jesus receberá o perdão! 
A consciência persegue e pesa. Alguém foi solicitado a desenhá-la. A pessoa desenhou 
um cavalo galopando, perseguido por vespas e abelhas. Embaixo, escreveu: "Frustra 
curris", que significa "Você corre em vão". Não conseguimos fugir da nossa 
consciência. 
 
Roubado há quinze anos... "É apenas um jogo de xadrez, mas minha consciência não me 
deixa em paz". 
Há tempos um jornal alemão trouxe uma história pitoresca. Um soldado americano 
remeteu um jogo de xadrez acompanhado de uma carta ao prefeito de uma cidade da 
região do Reno. Na carta ele dizia que havia encontrado um jogo de xadrez em uma 
casa quando os Aliados ocuparam a Alemanha no final da Segunda Guerra Mundial. Ele 
e seus companheiros costumavam usar o tabuleiro, e quando foram transferidos levaram 
o jogo. Quando o soldado cruzou o oceano e voltou para os Estados Unidos, levou o 
jogo consigo. Depois de 15 anos, ele estava sentindo uma inquietação interior, pois 
havia roubado o jogo e desejava devolvê-lo. "É apenas um jogo de xadrez, mas minha 
consciência não me deixa em paz", escreveu ele ao devolver o que tomara 
indevidamente. 
Um médico conta a história de um funcionário de um banco que o procurou em seu 
consultório apresentando sintomas de epilepsia. O paciente contou que se sentia 
inseguro, que suas pernas tremiam, que ele sempre tropeçava e que sentia muito medo 
de cair na rua. Os exames mostraram que ele era fisicamente saudável, mas o médico 
percebeu sintomas de agitação interior. Então disse francamente ao bancário que ele 
havia tirado dinheiro do caixa do banco. Apavorado, o funcionário concordou com a 
acusação. Mas disse que já havia reposto todo o dinheiro, porém continuava com muito 
medo de ver seu erro descoberto. Depois de um aconselhamento espiritual, onde ele 
confessou sua culpa e declarou-se disposto a assumir as conseqüências de seu ato, 
sentiu-se imediatamente aliviado e liberto de sua "epilepsia". 
"Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes 
gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se 
tornou em sequidão de estio" (Sl 32.3-4). Burns, um estudioso da Bíblia, escreve sobre 
esses versículos: "O salmista fala de maneira muito franca de sua grande luta interior. 
Ele estava consciente de haver cometido diversos pecados graves, e sabia que somente 
uma confissão plena diante de Deus poderia libertá-lo de seu fardo. Mas ele não queria 
(ou não podia) confessar sua culpa. Gemia de remorso e não conseguia dormir. Acabou 
ficando doente, mas continuava lutando contra sua própria consciência que o acusava. 
Ele também relata a razão de todo esse mal-estar físico: a mão de Deus – a ira divina – 
não o deixava ter paz, fazendo-o padecer as torturas de uma consciência pesada. 
Milhares de pessoas já passaram e passam por essa experiência. A solução é tão 
simples: "Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: 
confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu 
pecado" (Sl 32.5). 
Como lidar com a consciência? 
Deus colocou a consciência em nós fazendo-a funcionar como acusador e como canal 
através do qual Ele fala conosco. Mas a consciência pode ser manipulada e, em casos 
extremos, usada pelo próprio Diabo. Por isso é vitalmente importante sabermos a quem 
nossa consciência está sujeita e a quem ela é submissa. Dietrich Bonhoeffer disse: 
"Nossa consciência deve ser dominada unicamente por Jesus Cristo". 
Existe a possibilidade de nossa consciência tornar-se insensível com o passar do 
tempo: "os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com 
avidez, cometerem toda sorte de impureza" (Ef 4.19). Quem persevera no pecado apesar 
de ouvir o clamor da própria consciência, quem se entrega ao pecado de maneira 
consciente e deliberada, com o tempo acabará tornando-se insensível. O índiocanadense descreveu a consciência como sendo um triângulo em nosso interior que gira 
dolorosamente a cada vez que praticamos alguma injustiça. Mas ele acrescentou: "Se eu 
continuo a fazer o mal, o triângulo continua a girar até que suas arestas se gastam, e aí 
eu não sinto mais nada". Uma pessoa assim foi Pol Pot, o sanguinário ditador do 
Camboja, responsável pela morte de mais de dois milhões de pessoas em menos de três 
anos. Isso representa um terço da população do país. Na época bastava alguém usar 
óculos ou exercer uma profissão acadêmica para ser assassinado da maneira mais cruel. 
As pessoas foram aterrorizadas com deportações, internadas em campos de trabalhos 
forçados, sofreram lavagem cerebral e foram privadas de alimentação. Mas apesar de ter 
praticado todas essas crueldades, em uma entrevista de 1997 Pol Pot declarou que tinha 
"uma consciência limpa". Algum dia todas as pessoas estarão diante do Deus vivo e 
serão julgadas por Ele. O gravador interior de nossa alma, que tudo registra com 
minuciosa precisão, tocará a fita. Então todos os nossos atos, todos os pecados que 
cometemos, nossas omissões, todos os pensamentos e propósitos, nossa motivação e 
nossos desejos, tudo virá à luz. 
 
Assim como um relógio deve ser acertado de tempos em tempos, nossa consciência 
precisa ajustar-se à Bíblia. 
Também é possível alguém ter uma consciência débil, sensível, deixando a pessoa 
confusa: "Acolhei ao que é débil na fé..." (Rm 14.1). "...e a consciência destes, por ser 
fraca..." (1 Co 8.7). Um hindu, por exemplo, fica com a consciência pesada quando 
mata uma vaca. Mas não se importa em sacrificar seus filhos nem se impressiona 
quando as viúvas são obrigadas a se lançar sobre as piras onde os corpos de seus 
falecidos maridos estão sendo cremados. A consciência se adapta às normas morais de 
seu ambiente. Mais um exemplo ilustra essa realidade: 
Os agricultores de uma fazenda coletiva de um país socialista foram até o prefeito e lhe 
perguntaram: "Companheiro prefeito, diga-nos o que é dialética?*" O prefeito 
respondeu: "Prezados companheiros, não é fácil explicar isso a vocês. Mas vou contar-
lhes um exemplo. Imaginem que dois companheiros venham falar comigo. Um está 
limpo, o outro está sujo. Eu ofereço um banho aos dois. Qual dos dois aceitará a 
oferta?" "O sujo", responderam os agricultores. "Não, o limpo", respondeu o prefeito, 
"pois o limpo está acostumado a tomar banho; o sujo não valoriza a higiene. Quem, 
portanto, aceitará o banho?" "O limpo", responderam os agricultores. "Não, o sujo, pois 
ele precisa de um banho", disse o prefeito, "portanto, qual dos dois aceitará a oferta de 
tomar banho?" "O sujo", gritaram os agricultores". "Não, os dois", retrucou o prefeito, 
"pois o limpo está acostumado a banhar-se e o sujo está precisando de um banho. 
Portanto, quem vai tomar banho?" "Ambos", responderam os agricultores, 
desconcertados. "Não, nenhum dos dois", disse o prefeito, "pois o sujo não está 
acostumado a tomar banho e o limpo não precisa de banho". "Mas, companheiro 
prefeito", reclamaram os agricultores, "como podemos entender isso?" Cada vez você 
responde aquilo que combina com o que você quer ouvir de nós". "Vocês estão vendo? 
Isso é dialética", respondeu o prefeito, sorrindo. 
Seria engraçado se não fosse tão sério. Pois muitas vezes nós todos somos dialéticos. 
Estamos conscientes de que fizemos algo errado, pois uma voz em nosso interior nos 
diz isso de maneira clara e inequívoca. Mas imediatamente outra voz se faz ouvir, a voz 
da dialética, o advogado do mal. Sabemos o que ele mais gosta de nos dizer: "Não 
importa. Não leve as coisas tão a sério. Todo mundo faz isso. Ninguém viu nada. Não 
consegui agir de outra maneira. Foi só uma vez". É dessa maneira ou com argumentos 
semelhantes que essa voz se faz ouvir. Ela tenta minimizar aquilo que realmente 
aconteceu, tenta torcer a verdade e mostrar que o erro não foi tão grande assim. Essa 
voz satânica contradiz a voz da consciência que tenta se manifestar. Alguém disse que a 
consciência é "um sistema de alarme com mau contato". Por isso, a consciência precisa 
ser treinada. Ela precisa ser ensinada, precisa aprender a orientar-se pelas Escrituras, 
precisa ser dirigida pelo Espírito Santo. Nossa consciência deve ter por base o padrão de 
Jesus Cristo. Se ela não O tiver como parâmetro, será constantemente influenciada pelo 
mal, relativizando tudo, seguindo o lema: "Mas não foi tão grave assim. Quem leva as 
coisas tão a sério?" 
Uma consciência, porém, que vive segundo o padrão de Jesus se comportará como a 
mulher que está ao volante do seu carro e, quando seu marido pede que ela ande mais 
depressa, responde que não vai exceder o limite de velocidade. Ou o trabalhador, que 
ouve seus colegas contando que de vez em quando "pegam emprestadas" as ferramentas 
do patrão mas se esquecem de devolvê-las e decide: "Não vou roubar da firma". 
Devemos treinar nossa consciência, exercitá-la para que não seja enganada ou 
seduzida: "...com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós 
outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo" (1 
Pe 3.16). Os apóstolos se empenhavam em manter uma boa consciência: "Porque a 
nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e 
sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido 
no mundo e mais especialmente para convosco" (2 Co 1.12). Paulo exercitava e treinava 
sua consciência para que ela fosse pura diante de Deus e dos homens: "Por isso, 
também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens" (At 
24.16). Assim como um relógio deve ser acertado de tempos em tempos, nossa 
consciência precisa ajustar-se à Bíblia, para que possamos declarar: "testemunhando 
comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência" (Rm 9.1). 
Temos o testemunho de uma consciência limpa? 
Também é possível deixar de ouvir a voz da consciência, como fizeram algumas 
pessoas acerca das quais a Escritura testemunha: "tendo rejeitado a boa consciência, 
vieram a naufragar na fé" (1 Tm 1.19). Você já ouviu a história do colono que tinha um 
cachorro que latia muito porque havia ladrões no pátio? Como o dono não queria ser 
perturbado em seu sono, tomou sua espingarda e, de tanta raiva, matou seu cachorro. No 
dia seguinte ele viu que os ladrões haviam carregado tudo o que ele possuía. Muitos 
"baleiam" sua consciência, negam-se a ouvir sua voz porque ela incomoda, pois ela fica 
advertindo e alertando constantemente. Mas um dia a pessoa se vê confrontada com o 
resultado dessa atitude e percebe que tudo está perdido, que naufragou na fé por ter 
deixado de ouvir sua própria consciência. 
 
Pergunte-se: "Como conseguirei ficar em paz novamente?" 
A consciência também pode ser cauterizada: esta é uma característica típica dos tempos 
finais e um sinal de apostasia: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos 
tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos 
de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e têm cauterizada a própria 
consciência" (1 Tm 4.1-2). Xavier Naidoo, um cantor de pop-rock, declarou em 
entrevista concedida à revista alemãFocus: 
Focus: Há oito anos você vive com sua namorada. Por que vocês nem cogitam casar? 
Naidoo: Porque eu jamais poderia prometer diante de Deus que serei eternamente fiel. 
Se não preciso fazer essa promessa, também não posso quebrá-la. Considero meu 
relacionamento com minha namorada tão importante que não vou deixá-lo fracassar. 
Focus: Como é seu deus? 
Naidoo: Inacreditavelmente bondoso... Através de muitos sinais eu reconheço que 
nossa geração vive em um mundo que Deus criou para os bons. A morte não vem de 
Deus... A eternidade está adormecida dentro de nós. Eu gostaria de experimentar a 
imortalidade neste corpo e daqui a mil anos estar fazendo festa junto commeus amigos. 
A idade que vou alcançar só depende de minha situação espiritual. 
O contraste não poderia ser maior com o que Paulo escreveu na Primeira Carta a 
Timóteo:"conservando o mistério da fé com a consciência limpa" (1 Tm 3.9). 
Como adquiro uma consciência limpa? 
Talvez alguns dos que estão lendo esta mensagem tenham ficado inquietos em suas 
consciências. Talvez muitas coisas que estavam soterradas vieram à luz. Mas talvez 
também algumas coisas que estavam sem corte voltaram a ficar afiadas, machucando-
nos e fazendo-nos sentir dor. Você se pergunta: "Como conseguirei ficar em paz 
novamente?" Em primeiro lugar, precisamos saber que o sangue de Jesus Cristo tem o 
poder de perdoar os nossos pecados e nos libertar da nossa consciência 
pesada: "Calculem como o sangue de Cristo, com muito maior certeza, transformará as 
nossas vidas e os nossos corações. O sacrifício dEle nos liberta da preocupação de ter 
de obedecer aos regulamentos antigos e nos faz desejar servir ao Deus vivente; pois, 
com a ajuda do eterno Espírito Santo, Cristo de bom grado entregou-Se a Deus para 
morrer pelos nossos pecados – Ele, que era perfeito, sem uma única falta ou pecado" 
(Hb 9.14, ABV). É possível sermos libertos da nossa má consciência – mas somente pelo 
perdão de Cristo. Então poderemos voltar a servir ao Senhor com alegria. 
Mesmo que duvidemos dessa possibilidade, Deus entende e vem ao encontro de nossas 
dúvidas, pois Sua bondade é muito maior que a mais pesada consciência. Deus, para 
quem nada fica escondido, não vê apenas nossos erros mas também o sacrifício de Seu 
Filho, que nos traz o perdão. Jesus é nosso grande Advogado, que se coloca diante do 
promotor que está nos acusando e intercede por nós. "E nisto conheceremos que somos 
da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso 
coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas 
as coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; e 
aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e 
fazemos diante dele o que lhe é agradável" (1 Jo 3.19-22). 
Por fim, gostaria de contar um exemplo extraído do diário de um jovem: 
– Segunda-feira, 8:00 horas. Chego na escola, e os caras já estão lá. "E aí, ainda nessa 
onda de crente?" A minha cabeça gira, minha consciência me incomoda. Eu reúno todas 
as minhas forças e respondo "Sim!". 
– Terça-feira, 8:00 horas: Chego na escola, e eles já estão lá. "E aí, ainda nessa onda de 
crente?" A minha cabeça gira, minha consciência me incomoda. Eu baixo os olhos e 
digo "Talvez!". 
– Quarta à noite, 19:00 horas. Chego em casa. Minha família vai à igreja. "Você vem 
conosco?" Minha cabeça gira, minha consciência me incomoda, mas eu mordo os lábios 
e digo: "Não!". 
– Domingo de manhã, 10:00 horas. Estou sentado em meu quarto, sozinho com minha 
consciência. Oro e clamo a Deus: "Senhor, Tu me aceitas outra vez?" E Ele responde 
"Sim!" 
"Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração 
purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura" (Hb

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