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Título: Eletroquímica Bárbara Aparecida Fernandes da Silva (163378), Sabrina Ji Su Kim (163878), Lydia Veiga Mendes Andery Fornos da Silva (163733) UC: Química Geral Experimental Curso: Engenharia Química Data da realização do experimento:18/07/2022 Responsáveis: Willian Hermoso Resumo A eletroquímica trata-se da conversão de energia elétrica em energia química nas células eletrolíticas, assim como da conversão de energia química em elétrica nas pilhas galvânicas (reação não espontânea, ocorrendo a eletrólise) ou voláteis (reação espontânea) (BRADY, J. E.; HUMISTON, G. E.). Em vista disso, realizou-se três experimentos no qual o primeiro analisou a Pilha de Daniell, gerando corrente elétrica através da reação de oxirredução, resultando na deposição de cobre e a corrosão da lâmina de zinco. No segundo experimento, mergulhou-se uma palha de aço em uma solução de sulfato de cobre e percebeu-se a eletrodeposição do aço, deixando a solução mais clara (azul claro) e deixando a palha de aço avermelhada. No terceiro experimento, mergulhou-se uma moeda de zinco em uma solução de ácido clorídrico, em seguida mergulhou-se uma moeda de cobre, percebe-se que nada ocorre visualmente, porém após ligar os terminais percebe-se a deposição de zinco no cobre, ou seja, ocorrendo a eletrólise (um processo não espontâneo). Introdução No dia-a-dia usamos os termos pilha e bateria indistintamente, porém com o passar do tempo, a tecnologia envolvida no armazenamento e funcionamento de baterias ou produtos similares evolui constantemente, porém há não muito tempo atrás, utilizavam-se de forma recorrente pilhas, ao invés de baterias de lítio, como atualmente é mais comum, devido aos seus diversos tamanhos e praticidade, sendo assim, é necessário saber de forma sucinta de que forma as mesmas funcionam, e o porque delas funcionarem. A eletroquímica baseia-se na reação de metais a partir do conceito da óxido-redução, ou seja, baseia-se na transferência de elétrons, enquanto há a oxidação de um dos metais envolvidos, e a corrosão de parte do outro metal (FELTRE, 2004, p. 282-284). Neste experimento foram feitos experimentos práticos, utilizando-se dos conceitos de eletroquímica, focando no processo de funcionamento da pilha, e da hidrólise, que ocorre de forma não espontânea (processo contrário ao ocorrido na pilha), com o objetivo de estudar as reações de óxido-redução e determinar de forma sucinta a reatividade de certos metais e suas aplicações, decorrentes da mesma. 3 Procedimento Experimental Etapa A - Pilha de Daniell Adicionou-se com auxílio de uma proveta, 30 mL de solução de sulfato de cobre (II) 0,1 mol/L em um béquer de 50 mL. Já em outro béquer idêntico colocou-se 30 mL de solução de sulfato de zinco 0,1 mol/L. Na sequência, com a ajuda de uma palha de aço foi efetuado o polimento de uma lâmina de cobre e uma lâmina zinco, com o objetivo de retirar completamente quaisquer compostos derivados de processos de oxidação ocorridos em sua superfície, com isso, ambas foram lavadas com água destilada e devidamente secadas. Logo após, cada lâmina foi mergulhada na solução de seu respectivo íon. Em um tubo em de silicone com formato de U preparou-se a ponte salina contendo uma Solução de cloreto de sódio 1,0 mol/L e fechou suas extremidades com algodão. Colocou-se essa ponte de forma a conectar os dois béqueres e com cada extremidade mergulhada em uma das soluções. Por fim, ligou-se a placa de zinco ao terminal negativo do voltímetro e a de cobre ao positivo e mediu-se a diferença de potencial (∆E), a partir da escala mais adequada do voltímetro. Etapa B - Eletrodeposição do Aço Durante esse experimento, utilizou-se uma solução de sulfato de cobre a 0,5 mol/L, onde pegou-se dois béqueres de 50 mL e adicionou 15 mL da solução em cada um deles, na sequência separou-se dois pedaços de palha de aço comercial que possuíam um tamanho similar. Com isso, mergulhou-se um dos pedaços da palha de aço em um dos béqueres, deixando-o submerso durante 15 minutos, após isso, comparou-se ambos os béqueres e as palhas de aço. 4 Etapa C - Eletrólise em cobre Para esse procedimento, separou-se dois béqueres de 50 mL, em um deles adicionou-se 15 mL de ácido clorídrico (HCl) 1 mol/L e no outro 15 mL de solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 mol/L. Em seguida mergulhou-se uma placa de zinco no béquer com HCl, após 25 min mergulhou-se também uma moeda de cobre (5 centavos de real) com o auxílio de uma pinça e observou-se o que ocorreu. Com a primeira parte feita, ligou-se a placa de zinco num terminal da fonte negativo e a moeda no positivo e mergulhou-se novamente na solução por 5 minutos com cuidado para não encostas a moeda na placa, e por fim retirou-se a moeda e a lavou com uma solução de NaOH. Resultados e Discussão Etapa A - Pilha de Daniell Ocorre-se quatro reações na pilha realizada, na qual serão descritas abaixo: (1) Zn + CuSO4 → ZnSO4 + Cu Na primeira equação, mostra-se o sulfato de cobre II reagindo com o zinco metálico formando o cobre metálico e o sulfato de zinco (2) Zn(s) → Zn2+ (aq) + 2e- Na segunda equação, mostra-se que isso ocorre devido a oxidação do zinco que, ao perder dois elétrons, se torna um íon. (3) Cu2+ (aq) + 2e−→ Cu(s) Na terceira equação, mostra-se através da ponte salina produzida, os elétrons são transferidos até o eletrodo de cobre que, agora carregado, atrai os íons de cobre presentes e os reduz. Assim, esses íons reduzidos se transformam em Cu(s), como demonstrado na terceira equação, e são depositados na superfície do eletrodo. (4) Zn(s) + Cu2+ (aq) → Zn2+ (aq) + Cu(s) → Reação global da pilha 5 Figura 1: Esquema da Pilha de Daniell Fonte: Acervo pessoal, 2022. Figura 2: leitura do voltímetro Fonte: Acervo pessoal, 2022. Para a confirmação do valor encontrado pelo voltímetro foi efetuado o cálculo a partir da Equação de Nernst, representada abaixo,: Ɛ = Ɛ0 - * ln 𝑅 * 𝑇 𝑒− * 𝐹 [𝑍𝑛 2+] [𝐶𝑢 2+] 6 Determinando a diferença de potencial (∆E) com os seguintes dados : Dados: Ɛ0 = + 1,1 V T = 298 K R = 8.31446 J K−1 mol−1 F = 96485.33 C mol−1 [Cu2+] = 0,1 mol/L [Zn 2+] = 0,1 mol/L Número de e-= 2 Ɛ = 1,1 - * ln8.31446* 2982*96485.33 0,1 0,1 Ɛ = 1,1 V Como as soluções são equimolares o seu logaritmo neperiano tem valor igual a zero, assim, o potencial teórico do sistema é igual ao potencial padrão fornecido. Nota-se que esse valor não é o mesmo que o do experimento que foi de 1,089 V, apesar de ser relativamente próximo. Isso ocorreu, provavelmente, devido à remoção parcial de compostos derivados de processos de oxidação ocorridos na superfície das lâminas alterando o resultado do experimento. Etapa B - Eletrodeposição do aço Primeiramente, transferiu-se aproximadamente 15 mL de sulfato de cobre 0,5 mol/L para 2 béqueres, notando que o sulfato de cobre a 0,5 mol/L apresentava-se uma coloração azul escuro e as palhas de aço possuíam uma coloração cinza (figura 3). 7 Figura 3: Sulfato de Cobre e a Palha de Aço Fonte: Acervo pessoal, 2022. Em seguida, adicionou-se uma das palhas na solução de sulfato de cobre, submergindo-a durante 15 minutos. Mostrando-se que com a reação eletroquímica, a solução de sulfato de cobre ficou azul claro e a palha de aço ficou avermelhada (figura 4). Figura 4: Palha de aço antes e depois Fonte: Acervo pessoal, 2022. Isso ocorre, pois os íons de Cu do sulfato de cobre reagem espontaneamente com com os íons Fe da palha de aço, ocorrendo a reação de oxirredução: Fe (s) + Cu2+ (aq)→ Cu (s) + Fe2+ (aq) 8 Assim, o ferro metálico reage como agente redutor, oxidando-o em Fe2+, intensificando a sua coloração e o íon cobre foi o agente oxidante, reduzindo-o para Cu0, deixando sua coloração mais clara. Etapa C - Eletrólise em cobre Primeiramente, separou-se 15 mL de ácido clorídrico (HCl) 1 mol/L em um béquer, onde foi colocado uma placa de zinco durante 25 minutos, na qual o zinco reagirá com o ácido ocorrendo a corrosão do metal: Zn (s) + 2HCl (aq)→ ZnCl2 (aq) + H2 (g) Em seguida, mergulhou-se a moeda na solução de HCl com a placa de zinco, sofrendo nenhuma mudança. Ligando o terminal negativo na placa e o positivo na moeda e lavá-la com a solução de NaOH, a moeda começou a escurecer devido a deposição de Zn: Zn Cu0 → Zn0 + Cu2+2+ + Portanto, notou-se que tratava-se de um processo não espontâneo devido a indução através de uma fonte de energia. Conclusão Diante do experimento, pode-se concluir que na etapa A o Zn0 foi oxidado chegando a um número de oxidação +2, liberando 2 elétrons sendo um agente redutor da pilha, já o Cu, possui um número de oxidação -2 passando a ser 0 após a reação, sendo o agente oxidante. Na etapa B, nota-se a mudança da coloração da palha de aço que estava submersa na solução de sulfato de cobre 0,5 mol/L e alteração na coloração do líquido comparados com o início, pode-se concluir nesta etapa que o íon Cu+2 da solução interage de forma espontânea com o ferro metálico da palha de aço, ocorrendo uma reação de óxido-redução, resultando na deposição de cobre na superfície da palha. Na etapa C, ao adicionar-se a moeda na solução de HCl junto da placa de zinco, ocorreu nenhuma mudança, porém ao ligar uma fonte ao sistema ocorre-se a alteração na 9 coloração da moeda, ficando cinza devido a deposição de zinco sob a superfície da moeda. Referências BRADY, J. E.; HUMISTON, G. E. Química Geral. 2 edição. Rio de Janeiro: LTC, 1996. V.2. FELTRE, Ricardo. Química. Físico-Química. 6º edição. V. 2. São Paulo: Moderna. p. 282-284. 2004. Anexos