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Aula 1: Canais Atividades 1. Presente desde a Antiguidade, a engenharia hidráulica demonstra a importância da água para a vida humana. Registros mostram o uso da engenharia hidráulica desde os anos 4000 a.C., com diques e canais de irrigação construídos no Egito. Os diques eram grandes reservatórios para armazenar a água e os canais direcionavam o fluxo das águas para regiões distantes, tornando possível utilizar a água na quantidade necessária e no momento certo, solucionando os problemas das cheias e secas da região. Assim como os diques e canais de irrigação, podemos citar como obras da engenharia hidráulica: a) Aeroportos e viadutos. b) Pavimentação de rodovias e terraplanagem. c) Instalação de chuveiro e assentamento de alvenaria. d) Barragens e portos. e) Drenagem e pintura. 2. Tecnicamente definem-se como canais (ou condutos livres) aqueles condutos em que a superfície do líquido está sujeita à pressão atmosférica. Esse conceito difere do conceito do fluxo em tubos, pois no caso de tubos o fluxo preenche todo o espaço livre do tubo e as fronteiras que delimitam este fluxo são as paredes do tubo. Além disso, há uma pressão hidráulica que varia de uma seção a outra ao longo do tubo. Sabendo que nos canais, a água está sujeira à pressão atmosférica é incorreto afirmar que: a) Os rios podem ser considerados como canais a céu aberto. b) As galerias podem ser consideradas como canais de contorno fechado. c) Em canais de contorno fechado o fluxo preenche o canal inteiro. d) O fluxo em canais a céu aberto possui uma superfície livre que se ajusta dependendo das condições de fluxo. e) O fluxo em tubulações preenche o canal inteiro. 3. Quanto ao revestimento, podemos dizer que os materiais mais comuns utilizados para canais abertos são: a) Terra, terra armada, gabião, alumínio, pedra lascada e concreto. b) Terra, terra armada, areola, enrocamento (rachão), pedra polida e concreto. c) Terra, terra armada, gabião, enrocamento (rachão), pedra argamassada e concreto. d) Terra, argila expandida, gabião, enrocamento (rachão), pedra argamassada e rejunte. e) Terra, ferro fundido, gabião, pedras decorativas, pedra argamassada e concreto. 4. As travessias podem ser determinadas como: a) Embarcações responsáveis por levar pessoas, animais e veículos de uma margem a outra do canal. b) Distância correspondente à extensão de um canal de contorno fechado (galeria). c) Estruturas submersas responsáveis por filtrar a água dos canais em período de seca. d) Estruturas que permitem a passagem de uma margem à outra de um curso-d’água para pessoas, animais, veículos etc. e) Estruturas utilizadas para fazer a dragagem dos canais. 5. Existem algumas particularidades relacionadas ao fluxo de água em canais abertos. Quando falamos em canais cuja geometria é manipulada, ou seja, quando há intervenções no fundo e na lateral dos canais para que estes se aproximem de uma forma geométrica pré-determinada, o fluxo de água nos canais tende a ser uniforme, principalmente se a profundidade da água permanecer a mesma ao longo de toda a extensão do canal. Mas, essa não é única característica do fluxo de água em canais abertos. Ele pode ser classificado por dois critérios distintos que são: a) O critério de espaço, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante sua limitação geométrica e o critério de tempo, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante sua evolução no tempo. b) O critério de espaço, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante sua limitação pela gravidade e o critério de tempo, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante sua queda livre. c) O critério de espaço, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante sua limitação devido à rugosidade do canal e o critério de tempo, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante a erosão do fundo do canal. d) O critério de espaço, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante sua limitação geométrica e o critério de tempo, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante a erosão das margens do canal. e) O critério de espaço, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante sua limitação devida à rugosidade do canal e o critério de tempo, que verifica como o fluxo se desenvolve mediante a durabilidade do canal. Aula 2: Dimensionamento hidráulico 1. Tanto os canais a céu aberto como os canais fechados apresentam características geométricas particulares que permitem seu dimensionamento, ainda que de modo preliminar. Apesar de se apresentar nas mais variadas formas, busca-se aproximar sua seção transversal de uma área de uma figura geométrica já conhecida, ou pelo menos uma combinação dessas áreas, em que seja possível desmembrá-las e associá-las. Sendo assim, qual o valor do raio hidráulico de um canal a céu averto de seção retangular que possui uma profundidade normal de 3,00m e uma largura de 12,00m? a) 0,50m. b) 18,0m. c) 12,0m. d) 2,0m. e) 20,0m. 2. O escoamento em canais pode ocorrer de modo permanente ou não permanente. Qual o principal mecanismo a determinar o tipo de escoamento? a) Raio hidráulico. b) Gravidade. c) Vazão. d) Rugosidade. e) Chuva. 3. O conceito de seções hidraulicamente eficientes está submetido ao alinhamento do canal com os materiais utilizados no revestimento do mesmo. Após a análise numérica das propriedades geométricas dos canais conclui-se que as seções mais eficientes hidraulicamente são: a) Meio pentágono e meio círculo. b) Meio círculo e meio triângulo. c) Meio círculo e meio hexágono. d) Meio pentágono e meio quadrado. e) Meio quadrado e meio triângulo. 4. Em um dimensionamento hidráulico, se forem fornecidas as características geométricas do canal, quais são os parâmetros hidráulicos que podem ser calculados inicialmente no projeto? a) A área molhada, a área seca, e o raio hidráulico. b) A área molhada, o perímetro molhado, e a declividade. c) A declividade, a rugosidade, e o raio hidráulico. d) Área molhada, o perímetro molhado, e o raio hidráulico. e) A declividade, a área seca, e o raio hidráulico. 5. Ao efetuarmos uma mudança de material de revestimento dos canais podemos impactar significativamente em um projeto. O que pode acontecer se adotarmos em projeto um coeficiente de Manning (coeficiente de rugosidade), para revestimento do canal, maior que o considerado inicialmente e mantivermos todas as demais características geométricas e de declividade inalteradas? a) Aumenta-se a velocidade. b) Aumenta-se a vazão. c) Diminui-se a velocidade. d) Diminui-se a profundidade crítica. e) Diminui-se a declividade. Aula 3: Variação do escoamento em canais 1. A profundidade y na qual a vazão pode ser distribuída por meio da seção de água com energia específica mínima é conhecida como profundidade crítica yc e o fluxo nessa seção é o fluxo crítico. Para esta seção, em uma profundidade menor, o mesmo valor de vazão implicará em uma velocidade maior e uma energia específica maior. Este fluxo é rápido e raso e é conhecido como fluxo supercrítico. Do mesmo modo, para esta seção, em uma profundidade maior, o mesmo valor de vazão implicará em uma velocidade menor e uma energia específica menor. Este fluxo é tranquilo e conhecido como fluxo subcrítico. Também podemos determinar se um fluxo é crítico ou subcrítico por meio no Número de Froude. Dessa forma, para os valores de N =1,35, 1,0 e 0,82 qual será o tipo de fluxo nas seções analisadas? a. Subcrítico, crítico e supercrítico. b. Supercrítico, subcrítico e crítico. c. Supercrítico, crítico e subcrítico. d. Subcrítico, supercrítico e crítico. e. Crítico, supercrítico e subcrítico. 2. Na análise de fluxos gradualmente variados, o papel da profundidade crítica, yc é muito importante, determinando uma seção de controle em fluxos de canais a céu aberto quando considera-se a relação entre declividade do canal e sua vazão. Por meio da profundidade crítica é possível traçar a da curva de remanso, de acordo com as relações existentes entre a profundidade normal yc e a profundida crítica, yc , e dependendo da declividade, geometria, rugosidade e vazão, classificandoassim os canais a céu aberto como: a) Canais supercríticos (S), críticos (C), medianos (M), horizontais (H) e aleatórios (A). b) Canais subcríticos (S), críticos (C), mesclados (M), horizontais (H) e aleatórios (A).. c) Canais acentuados (S), críticos (C), mesclados (M), horizontais (H) e adversos (A). d) Canais acentuados (S), críticos (C), medianos (M), horizontais (H) e adversos (A). e) Canais subcríticos (S), críticos (C), medianos (M), horizontais (H) e acentuados (A). 3. Os saltos hidráulicos convertem um fluxo supercrítico de alta velocidade (contrária ao fluxo) em um fluxo subcrítico de baixa velocidade (no sentido do fluxo). De modo análogo, uma profundidade supercrítica de baixo estágio (y1) transforma-se em uma profundidade subcrítica de alto estágio (y2). Essas profundidades são conhecidas como profundidade inicial (y1) e profundidade sequente (y2) do salto hidráulico. Analisando um projeto em que há um ressalto hidráulico, a profundidade inicial é igual a 2,50m e o Número de Froude nessa seção é igual a 1,1, qual será a profundidade sequente? a) 3,60m. b) 1,14m. c) 2,85m. d) 9,68m. e) 1,40m. 4. Saltos hidráulicos ou ressaltos hidráulicos podem ocorrer naturalmente em canais abertos, mas são mais comuns em estruturas construídas com o objetivo de dissiparem energia. Podemos entendê-los como uma sobre-elevação brusca da superfície da água, mudando o regime de escoamento de uma profundidade menor que a crítica para outra maior que esta, em consequência do retardamento do escoamento em regime rápido. Em quais tipos de estruturas de obras hidráulicas é mais comum se observar os ressaltos hidráulicos? a) Portos. b) Galerias de águas pluviais. c) Barragens. d) Piscinas. e) Lagos artificiais. 5. O traçado da curva de remanso é determinado pelas relações existentes entre a profundidade normal yn e a profundida crítica, yc, e dependendo da declividade, geometria, rugosidade e vazão, os canais são classificados. Deste modo, o que significa dizer que um canal é classificado com a curva M1? a) Canal mediano, de declividade maior que um. b) Canal mediano, de declividade igual zero. c) Canal mediano, de declividade menor que zero. d) Canal mediano, de declividade menor que um. e) Canal mediano, de declividade maior que zero. Aula 4: Parâmetros hidrológicos e sistemas de drenagem 1. De todos os processos do ciclo hidrológico, talvez o mais importante para o engenheiro seja o escoamento. Também conhecido como deflúvio ou run-off o escoamento superficial pode ser definido como: a) O processo pelo qual a água da chuva é precipitada sobre a vegetação e escoa pelas folhas até chegar ao solo. b) O processo pelo qual a água da chuva é precipitada na superfície dos mares diretamente. c) O processo pelo qual a água da chuva é precipitada nos leitos dos rios e riachos diretamente. d) O processo pelo qual a água da chuva precipitada evapora entes de encontrar a superfície da terra, devido ao calor das grandes cidades. e) O processo pelo qual a água da chuva é precipitada na superfície da terra, fluindo, por ação da gravidade, das partes mais altas para as mais baixas, nos leitos dos rios e riachos, onde o restante evapora ou penetra no solo. 2. O escoamento superficial abrange desde o excesso de precipitação que ocorre logo após uma chuva intensa e se desloca livremente pela superfície, até o escoamento de um rio, que pode ser alimentado tanto pelo excesso de precipitação como pelas águas subterrâneas. Os fatores que influenciam no escoamento superficial podem ser: a) Agropecuários e Fisográficos. b) Climáticos e Fisiológicos. c) Climáticos e Fisiográficos. d) Agropecuários e Fisiológicos. e) Agropecuários e Fisionômicos. 3. A vazão máxima do escoamento produzido pelas chuvas em determinada área é fundamental para o dimensionamento de canais coletores, interceptores ou drenos e pode ser calculada por meio do Método Racional. Sabendo que a área de contribuição de uma pequena bacia asfaltada (C=0,83) é de 20 hectares, qual a vazão máxima de escoamento dessa bacia se a intensidade média máxima de precipitação na bacia for de 10 mm/h? a) 4,6 m³/s b) 0,46 m³/s c) 0,046 m³/s d) 46,0 m³/s e) 0,0046 m³/s 4. Os sistemas de drenagem pluvial são classificados em microdrenagem e macrodrenagem. A microdrenagem pode ser definida como: a) Uma rede que engloba, além da rede de macrodrenagem, galerias de grande porte e os corpos receptores destas águas (rios ou canais). b) Um sistema de condutos pluviais a nível de loteamento ou de rede coletora primária urbana. c) Um sistema de condutos de coleta de esgoto a nível de loteamento ou de rede coletora primária urbana. d) Um sistema de condutos pluviais a nível de galerias de grande porte urbana. e) Uma rede que engloba galerias de grande porte para tratamento químico da água. 5. O método conhecido como Método da curva número permite estimar o volume (lâmina) de escoamento superficial, a partir de dados de precipitação e de outros parâmetros da bacia e que se conheça a precipitação efetiva, Pe, ou excesso de precipitação. Sabendo que, após uma chuva precipitada sobre um solo arenoso, menos permeável, em uma zona comercial de uma cidade, os valores medidos para o escoamento superficial total e a infiltração acumulada foram de 50 mm e 12 mm, respectivamente, qual a precipitação efetiva ocorrida nesta bacia? a) 100 mm. b) 22 mm. c) 50 mm. d) 12 mm. e) 92 mm. Aula 5: Sistemas de microdrenagem no controle de cheias 1. A Lei 11.445 de 2007, conhecida como Lei Federal do Saneamento Básico estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico. Essa lei determina que os serviços públicos de saneamento básico devem ser prestados com base em alguns princípios fundamentais, entre os quais podemos destacar a universalização do acesso ao saneamento básico sobre quatro principais pilares que são: a) Abastecimento de água e comida, esgotamento sanitário, limpeza urbana e dos lixões e serviços de drenagem e manejo das águas pluviais. b) Abastecimento de comida, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e serviços de drenagem linfática e manejo das águas dos rios. c) Abastecimento de comida, esgotamento sanitário, limpeza urbana com produtos químicos e serviços de drenagem e manejo das águas pluviais. d) Abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e serviços de drenagem e manejo das águas pluviais. e) Abastecimento de água, esgotamento de águas contaminadas, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e serviços de drenagem e manejo das águas pluviais. 2. As galerias são canais de contorno fechado destinados ao transporte das águas captadas nas bocas-de-lobo até os pontos de lançamento. De acordo com as condições estabelecidas para o correto dimensionamento das galerias, assinale V para verdadeiro e F para falso: a) As galerias devem ser projetadas para funcionar sempre à meia seção transversal para a vazão de projeto, em que a velocidade máxima admissível é calculada em função do material a ser empregado na rede coletora. b) O traçado das galerias deve ser desenvolvido corrigindo o projeto urbanístico (vias e parques), para projetar o melhor possível o sistema de drenagem. c) As galerias devem ser projetadas de modo homogêneo, dentro do possível, para que o sistema como um todo possa proporcionar condições adequadas de drenagem a todas as áreas da bacia e seu diâmetro mínimo é de 400 mm aproximadamente. d) As galerias de águas pluviais são projetadas como conduto forçado para funcionamento à seção plena para a vazão do projeto e, na maioria, são executadas em dutos de concreto e concreto armado, o que influenciará na velocidade de escoamento, pois esta depende do material a ser usado. 3. Ao pensarmos na chuva, podemos imaginar que existem locais que devido à travessia de pedestres ou à existência de edifício, deva manter a altura da água baixa. Pode acontecer também que, com a subida da água, as linhas das pistas fiquem escondidas aumentandoo perigo de desastres entre os veículos. De acordo com as condições estabelecidas para o dimensionamento da microdrenagem, assinale V para verdadeiro e F para falso: a) A velocidade e a altura da água levam riscos para veículos, pessoas adultas e crianças. As pessoas podem escorregar e serem levadas pelas enxurradas, causando danos físicos inclusive a própria perda da vida do pedestre. b) A escolha do período de retorno e da altura do nível de água bem como do risco que pode ser assumido devem ser levados em conta no dimensionamento dos sistemas de microdrenagem. c) Na microdrenagem, é comum adotar períodos de retorno até 50 anos e em macrodrenagem de 100 anos. 4. Os sistemas de drenagem urbana devem ser planejados em conjunto com o planejamento urbano, de modo que os planos de urbanização prevejam um projeto de drenagem urbana eficiente. Em geral nas áreas urbanizadas, o mau funcionamento dos sistemas de drenagem urbana é a principal causa de inundações, fazendo com que as enchentes urbanas se tornem um problema crônico. Desse modo, a drenagem urbana não deve ser baseada em quais critérios além de projetos hidráulicos? a) Ambientais, geológicos e econômicos. b) Ambientais, sociais e políticos. c) Ambientais, sociais e econômicos. d) Ambientais, geológicos e políticos. e) Ambientais, políticos e econômicos. 5. Os projetos de drenagem urbana devem prever medidas de controle que visem ao controle do aumento da vazão máxima e à melhoria das condições ambientais, e são classificados de acordo com suas dimensões em quais tipos de sistemas? a) Drenagem mínima e drenagem máxima. b) Microdrenagem e macrodrenagem. c) Drenagem superficial e drenagem profunda. d) Drenagem superficial e superdrenagem. e) Drenagem mínima e drenagem profunda. Aula 6: Macrodrenagem e medidas de controle de cheias 1. O projeto de reservatórios para controle de enchentes é único em suas particularidades e alguns fatores influenciarão na solução mais apropriada para concepção do reservatório. Além da densidade de urbanização ser decisória nesse processo, qual outra variável hidrológica que influencia no dimensionamento do reservatório para controle de cheias? a. Tempo de permanência. b. Tempo de referência. c. Tempo de conferência. d. Tempo de recorrência. e. Tempo de tolerância. 2. Apesar do Governo Federal ser responsável pelo repasse de verbas para um plano contínuo para o controle de cheias, cada estado é responsável por manter um órgão regulador para mapear e agir sobre esta questão. No estado do Rio de Janeiro, o órgão responsável por avaliar e validar os estudos e mapeamentos das áreas que estão sob risco contínuo de inundações é: a) Instituto Estadual do Combate às Cheias (Inecc). b) Instituto Estadual do Alarme contra Cheias (Ineac). c) Instituto Estadual do Ambiente Controlado (Ineac). d) Instituto Estadual de Estabilidade do Ambiente (Ineea). e) Instituto Estadual do Ambiente (Inea). 3. Nos projetos de microdrenagem é comum adotar períodos de retorno de 25 anos e em macrodrenagem são períodos de: a) 50 anos. b) 75 anos. c) 150 anos. d) 15 anos. e) 100 anos. 4. Um sistema de macrodrenagem está preparado para escoar uma vazão de 50,00 m3/s. Esta vazão corresponde a quantos litros por segundo? a) 5000 l/s. b) 500 l/s. c) 50 l/s. d) 50000 l/s. e) 500000 l/s. 5. Com a finalidade de reduzir o efeito das enchentes em áreas urbanas, os reservatórios para controle de cheias (conhecidos como piscinões) são estruturas que funcionam para detenção ou retenção de água. Esses reservatórios atuam na bacia hidrológica de uma região, redistribuindo os escoamentos no tempo e no espaço, com o objetivo de recuperar, em parte, as características de armazenagem dessa bacia. De acordo com suas características construtivas os reservatórios podem ser: a) Os reservatórios podem ser abertos ou fechados. Quando abertos tendem a ser enterrados, dispondo de pequenos volumes e não necessitam de bombeamento para seu esvaziamento. Quando fechados podem ser mais rasos e são cercados por muros, daí o nome reservatórios fechados. b) Os reservatórios podem ser abertos ou fechados. Quando abertos tendem a ser enterrados, com laje, dispondo de grandes volumes e não necessitam de bombeamento para seu esvaziamento. Quando fechados se assemelham a grandes piscinas e são cobertos por lonas, por isso o nome reservatórios fechados. c) Os reservatórios podem ser abertos ou fechados. Quando fechados tendem a ser enterrados, dispondo de grandes volumes e, geralmente, necessitam de bombeamento para seu esvaziamento. Quando abertos podem ser mais rasos e se comunicar diretamente com a rede de drenagem para descarregar por gravidade as águas que vão acumulando. d) Os reservatórios podem ser abertos ou fechados. Quando fechados tendem a ser enterrados, dispondo de grandes volumes, mas nunca necessitam de bombeamento para seu esvaziamento. Quando abertos podem ser mais rasos e dependem de bombas para se comunicar diretamente com a rede de drenagem para descarregar as águas que vão acumulando. e) Os reservatórios podem ser abertos ou fechados. Quando fechados tendem a ser enterrados, dispondo de grandes volumes e, geralmente, necessitam de bombeamento para seu esvaziamento. Quando abertos funcionam como piscinões, ou seja, área de lazer para os moradores da localidade ao seu redor. Aula 7: Hidráulica marítima e fluvial 1) No Brasil, por força da Lei nº 10.233:2001, foi criada uma agência, a ANTAQ, que é responsável por regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária no país. O que significa ANTAQ? a) Agência Nacional de Transportes Aéreos. b) Agência Nacional de Transportes Aquaviários. c) Agência Nacional de Transportes Aquaplanares. d) Agência Nacional de Tramitação Aquaviária. e) Agência Nacional de Tramitação Aérea. 2) Como é chamada a navegação internacional, feita entre portos de países diferentes? a) Navegação doméstica. b) Navegação de curso curto. c) Navegação de longo curso. d) Cabotagem. e) Capotagem. 3) Como é chamada a navegação entre portos do mesmo país, ou seja, uma navegação doméstica? a) Capotagem. b) Navegação de curso curto. c) Navegação de longo curso. d) Cabotagem. e) Navegação lenta. 4) Internacionalmente, os portos podem ser classificados por três linhas de análise. Entre essas linhas estão as seguintes considerações: quanto à localização, quanto à infraestrutura e quanto à atividade (função). Contudo, o enfoque principal se estabelece sobre a localização dos portos, que divide os portos em: a) Marítimos, pluviais e lacustres. b) Costeiros, de alto mar e caseiros. c) Marítimos, secos e lacustres. d) Marítimos, fluviais e lacustres. e) Pequenos, médios e grandes. 5) Os portos são obras hidráulicas de grandes dimensões e são organizados desde a entrada marítima até sua estrutura propriamente dita. No arranjo geral dos portos, percebem-se três partes componentes principais, que são: a) Bacia de acesso, o anteporto e o galpão. b) Canal de acesso, o anteporto e o galpão. c) Canal de acesso, o anteporto e o retroporto. d) Canal de acesso, o galpão e o retroporto. e) Bacia de acesso, o anteporto e o retroporto. Aula 8: Portos 1. A ANTAQ indica alguns pontos de observação para a implantação e operação dos portos. Observando o aspecto de implantação dos portos, podem ser destacados alguns pontos, exceto: a) Alteração da linha de costa. b) Modificação no regime de navegação de embarcações menores. c) Supressão de vegetação. d) Agressão a ecossistemas. e) Poluição da água, do solo, do subsolo e do ar. 2. As medições de maré têm por finalidade determinar as características da oscilação dos níveis de água, ou seja, as amplitudes máximas e mínimas da maré, a natureza da maré e os períodos de estofa, permitindo uma análise harmônica das marés, que objetiva prever as variações futuras do nível de água. As medidas de maré são registradas em uma Tábua de Marés e a duração de cada maré e suas variações são chamadasde: a) Enchente, maré alta, maré média e maré baixa. b) Transbordamento, enchente, maré alta e maré baixa. c) Enchente, maré alta, vazante e maré baixa. d) Enchente, maré alta, esvaziamento e maré baixa. e) Enchente, maré alta, maré baixa e maré superbaixa. 3. A ação das ondas e correntes marítimas causam grande impacto nas zonas costeiras e seu estudo implica diretamente no planejamento portuário. Uma das alternativas utilizadas de modo a minimizar esse impacto é a construção de estruturas costeiras, como: a) Quebra-ondas, molhes, espigões e diques. b) Quebra-ventos, molhes, espigões e diques. c) Quebra-mares, molhes, espigões e diques secos. d) Quebra-mares, molhes, espigões e diques. e) Quebra-ondas, molhes, espigões e diques secos. 4. As estruturas portuárias de abrigo objetivam reduzir os efeitos das correntes marítimas, pois esses efeitos atuam diretamente sobre as embarcações atracadas nos portos. Além das estruturas portuárias de abrigo, fazem também parte do porto: a) Canal de abrigo e bacia de evolução. b) Canal de acesso e bacia de revolução. c) Canal de atendimento e bacia de permanência. d) Canal de acesso e bacia de evolução. e) Canal de acesso e bacia de permanência. 5. A capacidade de carga das embarcações e a movimentação de carga em portos é medida por meio de TEUs, ou seja, uma unidade equivalente a: a) Um contêiner de 20 metros. b) Um contêiner de 40 pés. c) Um contêiner de 20 pés. d) Um contêiner de 40 metros. e) Um contêiner de 20 polegadas. Aula 9: Barragens 1. Apesar da grande importância das barragens, é preciso compreender que sua implantação, como uma grande obra hidráulica, causa mudança significativa no ecossistema ao seu entorno, pois o acúmulo do grande volume de água, acaba por impactar o meio ambiente de forma negativa, por causa das grandes áreas alagadas. Sendo assim, a construção de uma barragem obedece a algumas etapas fundamentais para a sua implantação, tais como: a) A fase de projeto, a fase de localização, a fase de construção e a fase de observação. b) A fase de projeto, a fase de construção, a fase de exploração e a fase de observação. c) A fase de projeto, a fase de construção, a fase de extrapolação e a fase de condução. d) A fase de projeto, a fase de condução, a fase de extrapolação e a fase de observação. e) A fase de projeto, a fase de localização, a fase de exploração e a fase de condução. 2. As barragens são construídas para diversas finalidades, tais como geração de energia elétrica (hidroelétricas), navegação, contenção de resíduos, contenção de águas e controle de enchentes; a evolução tecnológica do processo construtivo aponta para a separação das barragens em dois grupos: as barragens convencionais e as barragens não convencionais. São exemplos de barragens convencionais: a) Barragem de alvenaria de pedra, barragem de gabião e barragem de concreto. b) Barragem de madeira, barragem de enrocamento e barragem mista. c) Barragem de alvenaria de pedra, barragem de concreto e barragem mista. d) Barragens de terra, barragens de enrocamento, barragens de concreto. e) Barragem de gabião, barragem de concreto e barragem de madeira. 3. No Brasil, existe um comitê facilitador no processo de assegurar que a realização e a operação de barragens e obras associadas sejam técnica, ambiental e socialmente adequadas ao máximo benefício da sociedade brasileira. Esse comitê é conhecido como: a) Comitê de Barragens Brasileiro. b) Comitê Brasileiro de Barragens e Obras de Terra. c) Comitê Barragens e Obras de Terra Brasileiro. d) Comitê Brasileiro de Barragens. e) Comitê Brasileiro de Barragens e Obras Especiais. 4. Após a Revolução Industrial, com a criação dos motores à combustão e, posteriormente, com o desenvolvimento dos motores elétricos e geradores, o uso das barragens foi potencializado e, atualmente, seu uso estrutural é aplicado em: a) Apenas regularização de caudal. b) Regularização de caudal e armazenamento de grãos. c) Represamento de água para geração de energia mecânica. d) Regularização de caudal, armazenamento de resíduos e geração de energia elétrica. e) Regularização de obras, armazenamento de grãos e geração de energia elétrica. 5. O CBDB é um agente que regulariza a construção e a operação de barragens e obras associadas, que está ligado a um comitê internacional, conhecido como: a) Comitê Internacional de Obras de Terra e Concreto. b) Comitê Europeu de Obras de Terra e Concreto. c) Comitê Internacional de Grandes Barragens. d) Comitê Europeu de Grandes Barragens. e) Comitê Internacional de Obras de Concreto Armado. Aula 10: Projeto e construção de barragens 1. Assinale a alternativa que descreve o elemento estrutural de uma barragem. “Elemento da barragem que dá estabilidade ao conjunto, quando se trata de uma barragem de terra ou de enrocamento”. a) Talude de montante. b) Talude de jusante. c) Comporta. d) Desarenador. e) Extravasor. 2. Quando analisamos o projeto de uma barragem, inicialmente precisamos fundamentar esta análise sob quais critérios, que estão obrigatoriamente ligados à segurança das barragens: a) Estudos meteorológicos e estudos hidráulicos. b) Estudos hidrológicos e estudos mecânicos. c) Estudos hidropneumáticos e estudos morfológicos. d) Estudos hidrológicos e estudos hidráulicos. e) Estudos hidrológicos e estudos topográficos. 3. No Brasil, a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei nº 12.334/2010) cria regras para a acumulação de água, de resíduos industriais e para disposição final ou temporária de rejeitos. Essa política também estabelece que a Agência Nacional de Águas (ANA) é a responsável por organizar, implantar e gerir qual sistema? a) Sistema Nacional de Informações sobre Secas de Barragens. b) Sistema Único de Informações sobre Seca de Barragens. c) Sistema Único de Informações sobre Segurança de Barragens. d) Sistema Numérico de Informações sobre Seca de Barragens. e) Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens. 4. Muitas vezes, a implantação de uma barragem para a geração de energia elétrica é considerada como uma fonte de energia limpa, porém, ao fazermos uma análise crítica quanto à questão ambiental, verificamos que essa forma de intervenção é muito agressiva e afeta consideravelmente o meio ambiente. O que pode ser provocado no ambiente com a implantação desse tipo de projeto? a) Inundações em áreas médias, modificando o fluxo natural dos rios, eliminando espécies vegetais e obrigando muitas vezes a desocupação dessas áreas. b) Inundações em pequenas áreas, mantendo o fluxo natural dos rios, eliminando espécies vegetais e obrigando muitas vezes a desocupação dessas áreas. c) Inundações em pequenas áreas, mantendo o fluxo natural dos rios, aumentando a quantidade de espécies vegetais aquáticas nessas áreas. d) Inundações em grandes áreas, modificando o fluxo natural dos rios, eliminando espécies vegetais e obrigando muitas vezes a desocupação dessas áreas. e) Inundações em grandes áreas, modificando o fluxo natural dos rios, aumentando a quantidade de espécies vegetais aquáticas nessas áreas. 5. Uma das situações mais graves que pode ocorrer em uma barragem é a sua ruptura. A ruptura de barragens pode acontecer por galgamento, que ocorre por: a) Erosão e arrasamento dos aterros, em barragens de concreto. b) Erosão e concretagem dos aterros, em barragens de terra. c) Erosão e arrastamento dos aterros, em barragens de terra. d) Erosão e concretagem dos aterros, em barragens de concreto. e) Erosão e afastamento da crista, em barragens de terra.