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PARASITOSES
P R O F . C L A R I S S A C E R Q U E I R A
Estratégia
MED
Prof. Clarissa Cerqueira | Parasitoses 2INFECTOLOGIA
PROF. CLARISSA
CERQUEIRA
APRESENTAÇÃO:
@estrategiamed
/estrategiamedEstratégia MED
t.me/estrategiamed
@draclarissacerqueira
Olá, futuro(a) Residente, tudo bem?
Este é um resumo sobre parasitoses intestinais que fiz para 
você. É um assunto que não é cobrado com tanta frequência, 
afinal corresponde a cerca de 5% das questões de Infectologia e é 
tratado principalmente nas questões de Pediatria. Quero reforçar 
que isto é um RESUMO, logo não vou abordar todo o conteúdo 
cobrado em provas, somente aqueles mais frequentes. Se quiser 
se aprofundar, é só ler o livro digital completo na área do aluno e 
assistir às videoaulas. 
Os tópicos mais cobrados sobre esse assunto são:
• Síndrome de Loeffler;
• Infecções por nematódeos: enterobíase, 
estrongiloidíase, ascaridíase e tricuríase; 
• Giardíase.
Neste resumo, vou abordar o que é mais cobrado desses 
tópicos e citar somente alguns pontos importantes das outras 
parasitoses cobradas. Preparado(a)? Vamos estudar!
@estrategiamed
https://www.instagram.com/estrategiamed/?hl=pt
https://www.facebook.com/estrategiamed1
https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw
https://t.me/estrategiamed
https://www.instagram.com/draclarissacerqueira/
https://www.instagram.com/prof.alexandremelitto/
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 3
SUMÁRIO
1.0 INTRODUÇÃO 4
1.1 HELMINTOS 4
1.2 PROTOZOÁRIOS 4
2.0 ANTIPARASITÁRIOS 5
3.0 NEMATELMINTOS 6
3.1 SÍNDROME DE LOEFFLER 6
3.2 ASCARIDÍASE 9
3.3 ANCILOSTOMÍASE 10
3.4 ESTRONGILOIDÍASE 10
3.5 ENTEROBÍASE/OXIURÍASE 11
3.6 TRICURÍASE 11
3.7 TOXOCARÍASE 12
4.0 PLATELMINTOS 13
4.1 TENÍASE E CISTICERCOSE 13
5.0 PROTOZOÁRIOS 14
5.1 GIARDÍASE 14
5.2 AMEBÍASE 14
6.0 RESUMO 14
7.0 LISTA DE QUESTÕES 16
8.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 17
9.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 18
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 4
CAPÍTULO
1.0 INTRODUÇÃO
	 As	 parasitoses	 intestinais	 são	 uma	 das	 infecções	 mais	
comuns	em	todo	o	mundo.	De	forma	geral,	elas	são	transmitidas	por	
via	fecal-oral	ou	por	contato	com	solo	contaminado	com	fezes;	por	
isso,	ocorrem	com	maior	 frequência	em	países	subdesenvolvidos	
devido	às	precárias	condições	de	higiene	e	à	falta	de	acesso	à	água	
tratada	e	de	saneamento	básico.	
Segundo	 a	 Organização	 Mundial	 da	 Saúde	 (OMS),	 as	
parasitoses	 intestinais	 são	 consideradas	 doenças	 negligenciadas,	
afinal	 são	mais	 frequentes	 em	populações	 de	 baixa	 renda;	 além	
disso,	os	 investimentos	em	pesquisas	são	menores	e	não	atraem	
a	 atenção	 da	 indústria	 farmacêutica	 para	 investimento	 em	
medicações.
As	 crianças	 com	 idade	 entre	 5 e 15 anos são	 as	 mais	
acometidas,	principalmente	aquelas	que	vivem	em	zonas	rurais	e	
periferias	de	centros	urbanos.
	Vamos	ver	como	dividimos	as	parasitoses	e	quais	organismos	
são	seus	representantes.
1.1 HELMINTOS
Os	 helmintos	 dividem-se	 principalmente	 em	 dois	 grandes	
filos:	Platyhelminthes	(platelmintos)	e	Nematoda	(nematódeos	ou	
nematelmintos).	
Os	 nematelmintos	 são	 vermes	 de	 corpos	 cilíndricos	
representados	por	Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale, 
Necator americanus, Strongyloides stercoralis, Trichuris trichiura, 
Enterobius vermicularis e Toxocara canis.
Os	 platelmintos	 são	 vermes	 de	 corpos	 achatados	
dorsoventralmente.	Esse	filo	tem	duas	classes	que	você	tem	que	
saber:
• Trematoda,	 que	 é	 representada	 principalmente	 por	
Schistosoma mansoni.	Não	discutiremos	esse	parasita	aqui,	pois	
ele	foi	abordado	no	livro	de	hepatoesplenomegalias.	
• Cestoda,	 da	 qual	 Taenia solium e Taenia saginata	 fazem	
parte.
1.2 PROTOZOÁRIOS
Os	protozoários	são	seres	vivos	constituídos	somente	de	uma	célula	eucariota	que	realiza	tudo	o	que	é	necessário	para	sua	sobrevivência,	
como	alimentação,	locomoção,	reprodução,	respiração	e	excreção.	Neste	resumo,		os	protozoários	que	iremos	abordar	são	Giardia lamblia e 
as	amebas.
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 5
CAPÍTULO
2.0 ANTIPARASITÁRIOS
Na	 tabela	 abaixo,	 descrevo	 as	 principais	 drogas	 que	 são	 cobradas	 em	 provas	 e	 suas	 respectivas	 indicações,	 destacando	 pontos	
importantes.	
Drogas usadas 
para tratamento
de infecções por
nematódeos
Albendazol
-	Principais	indicações:	ascaridíase,	ancilostomíase	e	tricuríase
-	Outras	indicações:	larva	migrans	cutânea	e	visceral,	neurocisticercose	(causada	
por	um	platelminto)	e	giardíase	(causada	por	um	protozoário)
-	É	geralmente	feito	em	dose	única,	porém,	para	giardíase	e		estrongiloidíase,	
devemos	prolongar	seu	uso	por	mais	alguns	dias
Mebendazol
-	 Principais	 indicações:	 ascaridíase,	 ancilostomíase,	 enterobíase,	 tricuríase	 e	
toxocaríase
Tiabendazol
-	Principal	indicação:	larva	migrans	cutânea
-	Outras	indicações:	estrongiloidíase
Ivermectina
-	Principal	indicação:	estrongiloidíase
-	Outras	indicações:	ascaridíase,	tricuríase	e	enterobíase
-	Não	indicado	para:	ancilostomíase
Pamoato	de	pirantel
-	Principais	indicações:	ascaridíase,	enterobíase	e	ancilostomíase
-	Não	indicado	para:	tricuríase
Pamoato	de	pirvínio -	Única	indicação:	enterobíase
Levamisol -	Principal	indicação:	ascaridíase
Drogas usadas para 
tratamento de 
infecções por 
platelmintos
Praziquantel -	Principais	indicações:	esquistossomose,	teníase	e	neurocisticercose
Oxamniquine -	Única	indicação:	esquistossomose
Niclosamida -	Única	indicação:	teníase
Drogas usadas para 
tratamento de 
infecções por 
protozoários
Metronidazol -	Principais	indicações:	amebíase	e	giardíase
Secnidazol	e	tinidazol -	Droga	alternativa	para	tratamento	da	amebíase	e	giardíase
Paromomicina	e	
iodoquinol
-	São	amebicidas	luminais
Outras Nitazoxanida
Pode	ser	usada	para	tratamento	de	infecções	por	nematódeos,	platelmintos	e	
protozoários,	 como	 ascaridíase,	 estrongiloidíase,	 ancilostomíase,	 enterobíase,	
tricuríase,	teníase,	amebíase	e	giardíase.
Estratégia
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Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 6
 PONTOS IMPORTANTES E DICAS
1. Albendazol,	mebendazol	e	tiabendazol	(terminam	em	ENDAZOL)	são	drogas	da	classe	dos	benzimidazóis	e	nenhum	deles	pode	ser	
usado	em	gestantes.	Caso	alguma	gestante	esteja	parasitada	por	algum	nematódeo,	a	opção	seria	o	pamoato	de	pirantel;
2. O	albendazol	também	pode	ser	usado	para	tratamento	de	giardíase	e	neurocisticercose;
3. Para	não	confundir	o	pamoato	de	pirvínio	com	o	de	pirantel,	associe	o	pamoato	de	pirantel	a	“pamoato	de	pirantall”	(all	=	todos).	
Ele	é	o	que	tem	ação	contra	vários	helmintos,	incluindo	E. vermicularis. 
4. Nitroimidazóis,	metronidazol,	secnidazol	e	tinidazol	terminam	em	NIDAZOL.	Não	confunda	com	os	benzimidazóis.
CAPÍTULO
3.0 NEMATELMINTOS
Agora	vamos	começar	a	revisar!	
3.1 SÍNDROME DE LOEFFLER
Essa	 síndrome	 pode	 ser	 causada	 por	
nematódeos	 que	 fazem	 o	 ciclo	 pulmonar.	 Ela	
ocorre	 quando	 as	 larvas	 alcançam	 os	 pulmões	
por	via	hematogênica	e,	em	seguida,	penetram	
no	 alvéolo,	 ascendendo	 pela	 árvore	 brônquica	
para	serem	deglutidas	e	alcançarem	o	intestino.
Você	 tem	 que	 saber	 quais	 parasitas	 podem	 ocasionar	 a	
síndrome	de	 Loeffler.	Para	ajudá-lo(a),	 lembre-se	do	mnemônico	
NASA:
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Necator americanus
Ancylostoma duodenale
Strongyloides stercoralis
Ascaris lumbricoides
Figura	1.	Os	vermes	espaciais	que	formam	o	mnemônico	NASA:	Necator	americanus,	Ancylostoma	duodenale,	Strongyloides	stercoralis	e	Ascaris	lumbricoides.
Quando	 as	 larvas	 realizam	 o	 ciclo	 pulmonar,	 podem	
desencadear	 sintomas	 como tosse irritativa, desconforto 
subesternal, dispneia e febre.	 São	 sintomas	 autolimitados	 que	
tendem	a	melhorar	dentro	de	5	a	10dias.	A	radiografia	de	tórax	
pode	mostrar	opacidades ovais migratórias e infiltrados difusos 
bilaterais. A eosinofilia	 geralmente	 está	 presente	 e	 comumente	
está	acima	de	10%.
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Figura	2.	Observe	a	presença	de	consolidações	migratórias	na	radiografia	de	tórax	de	um	paciente	com	síndrome	de	Loeffler.
Síndrome 
de
Loeffler
Febre
Tosse
Radiografia
com opacidades
migratórias e/ou
infiltrado
bilateral
Eosinofilia Dispneia
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Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 9
Para	diagnóstico,	devemos	solicitar	a	pesquisa	de	larvas	no	
escarro.	Não	 adianta	 fazer	 exame	de	 fezes,	 afinal,	 nessa	 fase	 do	
ciclo,	geralmente	não	há	vermes	adultos	no	intestino	que	produzam	
ovos.
O	 tratamento	 da	 síndrome	 de	 Loeffler	 é	 feito	 com	
broncodilatadores	que	auxiliam	na	melhora	da	tosse,	e	corticoide 
oral, se	 o	 quadro	 for	moderado	 a	 grave	 e	 caso	 seja	 descartada	
infecção	 por	 Strongyloides stercoralis	 (com	exame	de	 fezes	 e	 de	
escarro).
O	 uso	 de	 anti-helmínticos não deve ser indicado,	 afinal	
essas	drogas	não	apresentam	atividade	contra	as	larvas.	Após	1	a	
2	meses,	 devemos	 realizar	 o	 exame	parasitológico	 de	 fezes	 para	
identificar	e	tratar	o	parasita	adequadamente.
3.2 ASCARIDÍASE
A	ascaridíase	é	uma	doença	causada	por	Ascaris lumbricoides. 
É	transmitida	por	meio	da	ingestão	de	ovos	que	ficam	em	alimentos	
crus	mal	lavados	ou	pela	ingestão	de	água	contaminada.
A	maioria	dos	casos	são	assintomáticos,	porém,	quando	há	o	
aparecimento	de	sintomas,	o	paciente	pode	apresentar:
• Síndrome de Loeffler;
• Suboclusão ou obstrução intestinal na 
valva ileocecal.	 Pode	 acontecer	 quando	 há	
uma	 infecção	com	alta	 carga	parasitária,	em	
que	os	parasitas	podem	migrar	para	o	intestino	
grosso.	 Essa	 é	 a	 principal	 complicação	 da	
doença.	Algumas	vezes,	o	paciente	pode	precisar	de	cirurgia	para	
retirar	esse	bolo	de	áscaris	que	obstruiu	o	intestino.	Eles	também	
podem	 obstruir	 o	 apêndice	 e	 causar	 um	 quadro	 de	 apendicite	
aguda.
O	diagnóstico	é	feito	por	meio	do	exame	macroscópico	de	
fezes	(no	intuito	de	procurar	e	identificar	os	vermes	adultos),	bem	
como	por	meio	do	exame	microscópico	(no	intuito	de	investigar	a	
presença	de	ovos	de	A. lumbricoides).	
O	tratamento	da	ascaridíase	é	realizado	da	seguinte	forma:
Tratamento da
Síndrome de
Loeffler
Não indicar
anti-helmínticos
Corticoide
Broncodilatadores
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 10
Quadro clínico Tratamento
Ascaridíase	sem	suboclusão/oclusão	intestinal
-	Albendazol	ou	mebendazol	
-	Drogas	alternativas:	levamisol,	ivermectina	ou	nitazoxanida
Ascaridíase	com	suboclusão/oclusão	intestinal
-	Internação
-	Sonda	nasogástrica
-	Óleo	mineral
-	Antiespasmódicos	(para	manejo	dos	sintomas)
-	Hidratação
-	Não usar anti-helmínticos (o	parasita	pode	morrer	e	
agravar	o	quadro,	já	que	ele	deixa	de	se	movimentar	para	ser	
eliminado)
-	Cirurgia:	se	oclusão	total	sem	melhora	com	tratamento	
conservador,	apendicite	aguda,	intussuscepção	ou	
perfuração.
3.3 ANCILOSTOMÍASE
A	ancilostomíase	pode	ser	causada	por	Necator americanus 
(mais	comum	no	Brasil)	ou	por	Ancylostoma duodenale,	que	são	
parasitas	 que	 habitam	 o	 intestino delgado e	 se	 alimentam	 de	
sangue.	 É	 transmitida	 por	 meio	 da	 penetração	 ativa	 de	 larvas 
através	da	pele	íntegra	do	hospedeiro.	
Clinicamente,	 o	 paciente	 pode	 apresentar	 síndrome 
de Loeffler e desnutrição	 (anemia	 e	 hipoalbuminemia),	 que	 é	
decorrente	do	hemofagismo	dos	vermes.
A	 droga	 de	 escolha	 para	 tratamento	 da	 ancilostomíase	
é	 o	 albendazol	 400	 mg	 dose	 única.	 Outras	 opções	 incluem	 o	
mebendazol	e	o	pamoato	de	pirantel.	A	ivermectina	não	apresenta	
ação	contra	os	ancilostomídeos	(já	foi	cobrado	em	prova).
3.4 ESTRONGILOIDÍASE
A	 estrongiloidíase	 é	 uma	 doença	
causada	por	Strongyloides stercoralis.	O	maior	
problema	a	respeito	dessa	parasitose	é	que	ela	
pode	 levar	 a	 quadros	 graves	 e	 sistêmicos	 em	
pacientes	 imunocomprometidos.	 Ela	 também	
é	transmitida	por	meio	da	penetração	ativa	de	
larvas	pela	pele	íntegra	do	hospedeiro.	
Pacientes	com	essa	parasitose	podem	apresentar	um	quadro	
de	 síndrome de Loeffler, dermatite larvária (larva currens) e 
infecção disseminada com sepse bacteriana por bactérias Gram-
negativas em pacientes imunocomprometidos.	Seu	diagnóstico	é	
feito	pela	pesquisa	de	 larvas	por	meio	da	 técnica	de	Baermann-
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 11
Figura	.	Imagem	de	S.	stercoralis	na	microscopia	óptica.	Fonte:	Shutterstock.
Moraes.
A	 droga	 de	 escolha	 para	 tratamento	 da	 estrongiloidíase	
é	 a ivermectina por	 2	 dias	 consecutivos.	 Em	 pacientes	
imunocomprometidos,	 devemos	 repetir	 esse	 ciclo	 de	 2	 dias	
de	 ivermectina	 após	 duas	 semanas.	 No	 caso	 de	 uma	 doença	
disseminada	 com	 hiperinfecção,	 a	 ivermectina	 deve	 ser	 feita	
diariamente	por	 cerca	de	14	dias	e,	 além	disso,	devemos iniciar, 
empiricamente, antibióticos para cobertura de bactérias Gram-
negativas.
3.5 ENTEROBÍASE/OXIURÍASE
A	 enterobíase,	 também	 chamada	 de	 oxiuríase,	 é	 uma	
parasitose	 causada	 por	 Enterobius vermicularis.	 Essa	 doença	 cai	
com	uma	frequência	razoável	em	provas	de	Residência	por	conta	de	
seu	quadro	clínico	bem	característico	de	prurido anal.	Além	disso,	
esses	vermes	podem	também	migrar	para	locais	fora	do	intestino,	
como	a	vagina,	e	levar	a	um	quadro	de	vulvovaginite com prurido 
vaginal. 
Outros	conceitos	importantes	que	você	tem	que	saber	é	que	
ela	é	transmitida	por	meio	da	ingestão	de	ovos	e	seu	diagnóstico	é	
feito	pelo	teste	da	fita	gomada.	Pode	ser	tratada	com	albendazol,	
mebendazol,	 pamoato	 de	 pirantel	 e	pamoato de pirvínio (única	
indicação	dessa	medicação).	
3.6 TRICURÍASE
A	 tricuríase	 é	 causada	 por	 Trichuris trichiura,	 outro	
nematódeo	 que	 pode	 parasitar	 o	 ser	 humano.	 Ela	 é	 transmitida	
por	meio	da	 ingestão	de	ovos	que	podem	contaminar	a	água	ou	
os	alimentos.	O	que	mais	é	cobrado	em	provas	sobre	a	tricuríase	é	
que	ela	pode	levar	a	um	quadro	de	tenesmo e prolapso retal. Seu 
tratamento	é	feito	com	mebendazol	ou	albendazol.
Figura	.Ilustração	de	uma	criança	com	prolapso	retal	por	T.	trichiura.
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 12
3.7 TOXOCARÍASE
A	 toxocaríase	 é	 também	 conhecida	 como	 larva migrans 
visceral.	 É	 uma	 doença	 causada	 por	Toxocara canis ou Toxocara 
cati,	que	são	nematódeos	de	cães	e	gatos,	 respectivamente.	Por	
conta	disso,	o	homem	é	um	hospedeiro	acidental,	no	qual	eles	não	
completam	seu	ciclo.	O	que	mais	é	cobrado	sobre	essa	parasitose	é	
que	ela	pode	causar	um	quadro	de	pneumonia com hepatomegalia 
e leucocitose com eosinofilia importante.
Casos leves não precisam de tratamento porque	 são	
autolimitados.	Casos	moderados	a	graves	podem	usar	albendazol	
ou	mebendazol.	A	ivermectina	não	apresenta	ação	contra	Toxocara.
Não	confunda:
Doença
Larva migrans cutânea Ancylostoma braziliense ou Ancylostoma caninum
Toxocara canis ou
Toxocara cati
Strongyloides
stercoralis
Larva migrans visceral
Larva currens
Agente etiológico
Estratégia
MED
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4.0 PLATELMINTOS
CAPÍTULO
4.1 TENÍASE E CISTICERCOSE
As	 tênias	 são	 parasitas	 pouco	 cobrados	 nas	 provas.	 As	
espécies	 que	 você	 deve	 conhecer	 são	 Taenia solium e Taenia 
saginata,	que	parasitam,	respectivamente,	o	porco	e	o	boi.	
A	 transmissão	 da	 teníase	 ocorre	 quando	 o	 homem	 ingere	
carne	 crua	 ou	mal	 passada	 de	 bovinos	 ou	 suínos,	 que	 contenha	
o cisticerco.	 Se	 o	 homem	 ingerir	 o	 ovo de T. solium,	 ele	 pode	
desenvolver	a	cisticercose. 
O	tratamentode	escolha	para	a	teníase	é	feito	com	praziquantel	ou	niclosamida	em	dose	única	oral.	
T. solium
T. saginata
Adquirida pela ingestão de
carne de porco mal cozida
Pode causar a cisticercose
Adquirida pela ingestão
de carne de boi mal cozida
Estratégia
MED
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Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 14
5.0 PROTOZOÁRIOS
5.1 GIARDÍASE
O	que	mais	é	cobrado	em	provas	sobre	essa	parasitose	é	o	
quadro	clínico.	Você	tem	que	saber	identificar	um	caso	suspeito	de	
giardíase,	 caracterizado	 por	 aquele	 paciente	 que	 apresenta	 uma	
diarreia disabsortiva com restos alimentares e esteatorreia.	 Em	
casos	 crônicos,	 pode	 evoluir	 com desnutrição, perda ponderal, 
hipovitaminose e intolerância à lactose.
Preferencialmente,	 o	 tratamento	 pode	 ser	 feito	 com	
metronidazol.	 Outras	 opções	 incluem	 tinidazol,	 albendazol,	
nitazoxanida,	secnidazol	e	mebendazol.A	 giardíase	 é	 uma	 doença	 causada	 por	 Giardia lamblia,	
também	conhecida	como	Giardia duodenalis ou G. intestinalis. 
5.2 AMEBÍASE
A	amebíase	é	a	doença	causada	por	Entamoeba histolytica. 
Existem	outras	amebas	que	não são patogênicas, como	Entamoeba 
dispar, Entamoeba hartmanni, Entamoeba coli e Endolimax nana. 
Por	não	serem	patogênicas,	se	forem	identificadas	em	exames	de	
fezes,	não	têm	indicação	de	tratamento.
A	principal	manifestação	clínica	da	amebíase	é	a	disenteria	e	
o	paciente	pode	apresentar	dor	abdominal	com	diarreia	com	muco	
e/ou	sangue	(colite	amebiana).	A	febre	pode	estar	presente,	mas	é	
incomum.
Todos	os	casos	de	E. histolytica	devem	ser	tratados,	inclusive	
os	 pacientes	 assintomáticos.	 Devemos	 prescrever	 um	 agente	
luminal,	 como	 paromomicina	 ou	 iodoquinol.	 Em	 casos	 de	 colite	
amebiana,	além	de	usar	esses	agentes	luminais,	devemos	associá-
los	ao	metronidazol,	ao	tinidazol	ou	à	nitazoxanida.
6.0 RESUMO
Após	essa	leitura,	olhe	esta	tabela	para	você	relembrar	e	fixar	os	tópicos	mais	importantes	deste	resumo:
CAPÍTULO
CAPÍTULO
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 15
Parasitose
Habitat no 
hospedeiro
Principais 
manifestações clínicas 
Drogas que podem ser 
usadas para tratamento
Ascaridíase Intestino	delgado
Síndrome	de	Loeffler	e	obstrução	
intestinal
Albendazol
Mebendazol
Ivermectina
Levamisol
Nitazoxanida
Pamoato	de	pirantel
Ancilostomíase Intestino	delgado
Síndrome	de	Loeffler	e	anemia	
ferropriva
Albendazol
Mebendazol
Pamoato	de	pirantel
Estrongiloidíase Intestino	delgado
Síndrome	de	Loeffler	e	
infecção	disseminada	em	
imunocomprometidos
Ivermectina
Tiabendazol
Albendazol
Enterobíase Ceco	e	apêndice Prurido	anal	e/ou	vaginal
Albendazol
Mebendazol
Pamoato	de	pirantel
Pamoato	de	pirvínio
Tricuríase Ceco	e	cólon	ascendente Prolapso retal
Albendazol
Mebendazol
Toxocaríase
Vários	órgãos,	como		fígado,	
pulmões,	coração,	etc.
Pneumonia	crônica,	hepatomegalia	
e	eosinofilia
Albendazol
Mebendazol
Teníase Intestino	delgado Infecção	geralmente	assintomática
Praziquantel
Niclosamida
Giardíase Intestino	delgado
Síndrome	disabsortiva,	esteatorreia,	
desnutrição	e	intolerância	à	lactose
Metronidazol
Tinidazol
Secnidazol
Albendazol
Mebendazol
Nitazoxanida
Amebíase Cólon Disenteria
Metronidazol
Tinidazol
Nitazoxanida
Associar:	paromomicina	ou	
iodoquinol
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 16
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INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 17
CAPÍTULO
8.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Garcia,	L.	S.	et	al.	Laboratory	Diagnosis	of	Parasites	from	the	Gastrointestinal	Tract.	Clinical	Microbiology	Reviews.	2018.
2. David	Pereira	Neves.	Parasitologia	Humana.	13a	edição.
3. Guia	de	Vigilância	Epidemiológica.	Ministério	da	Saúde.	2018.
4. Medicina	Interna	de	Harrison	19a	edição.	
Estratégia
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INFECTOLOGIA Parasitoses
Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 18
Com	este	tópico,	finalizo	este	resumo	sobre	parasitoses	intestinais.	Reforço	que	somente	alguns	assuntos	(os	mais	prevalentes)	foram	
abordados	aqui.	Portanto,	sugiro	que	você	reforce	seu	estudo	com	a	leitura	do	livro	digital	e	a	visualização	das	videoaulas.	
Siga	firme	e	com	foco	na	aprovação	que	estarei	junto	a	você	durante	essa	jornada.
Recomendo	 que	 você	 siga	 o	 Estratégia	MED	 (@estrategiamed)	 no	 Instagram	 e	 o	meu	 perfil	@draclarissacerqueira	 e	 dos	 outros	
professores	também.	Dessa	forma,	você	vai	manter-se	atualizado(a)	sobre	todas	as	novidades	referentes	à	Residência	Médica	e	aprender	
sobre	os	assuntos	de	todas	as	áreas	cobradas	em	provas.	
Um	abraço	e	bons	estudos!
Professora Clarissa Cerqueira
CAPÍTULO
9.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Prof. Clarissa Cerqueira | Resumo Estratégico | 2024 19
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	1.0 INTRODUÇÃO
	1.1 HELMINTOS
	1.2 PROTOZOÁRIOS
	2.0 ANTIPARASITÁRIOS
	3.0 NEMATELMINTOS
	3.1 SÍNDROME DE LOEFFLER
	3.2 ASCARIDÍASE
	3.3 ANCILOSTOMÍASE
	3.4 ESTRONGILOIDÍASE
	3.5 ENTEROBÍASE/OXIURÍASE
	3.6 TRICURÍASE
	3.7 TOXOCARÍASE
	4.0 PLATELMINTOS
	4.1 TENÍASE E CISTICERCOSE
	5.0 PROTOZOÁRIOS
	5.1 GIARDÍASE
	5.2 AMEBÍASE
	6.0 RESUMO
	7.0 LISTA DE QUESTÕES
	8.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	9.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS

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