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11.Conhecer a RMI de crânio, suas incidências e alterações do caso 
Os exames de neuroimagem, especialmente a RM, ajudam a descartar neoplasias primárias e 
metastáticas, áreas locais de infarto ou inflamação, detectam hematomas subdurais e sugerem 
Hidrocefalia de pressão normal ou doença difusa da substância branca. 
Também ajudam a estabelecer um padrão regional de atrofia. O suporte para o diagnóstico de 
Doença de Alzheimer (DA) inclui atrofia hipocampal além de atrofia cortical posterior 
predominante.Atrofia frontal e/ou atrofia temporal anterior focais sugerem demência 
frontotemporal (DFT). 
A demência com corpúsculos de Levy (DCL) frequentemente apresenta menos atrofia 
proeminente, com maior envolvimento das tonsilas do que do hipocampo. 
Anormalidades multifocais extensas da substância branca sugerem etiologia vascular da 
demência 
A ressonância magnética no paciente com DA mostra uma hipotrofia cortical da região 
temporoparietal e do hipocampal, com diminuição da volumetria hipocampal, evidenciando a 
neurodegeneração causada pelo acumulo de proteína beta amiloide e de proteína tau. 
Evidencia também dilatação dos ventrículos laterais e alargamento dos sulcos corticais nas 
regiões temporais. Pode apresentar também alterações vasculares como hiperintensidades, 
microsangramentos e lacunas. 
Incidências 
T1  Chamada de sequência anatômica 
No crânio  Separa substância branca da cinzenta 
Substância branca ( Axônios que contém gordura) fica mais branca 
Substância cinzenta  Contém os corpos celulares, fica mais escura 
Essa coloração é dada pelas propriedades físicas do tecido 
T2  Bom para analisar patologias 
Líquido parado, como o humor vítreo ou líquor  Fica branco 
Substância branca  Fica + ESCURA 
Substância cinzenta  Fica + BRANCA 
FLAIR 
Bom para avaliar patologias 
Através de um método físico, tira tudo que é líquido 
Humor vítreo e o líquor fica preto 
Comportamento da substância branca e cinzenta é igual em T2 
T2* 
Bom para ver calcificações e substâncias ferromagnéticas como o sangue 
Bom para avaliar aneurisma, datação de um sangramento 
 
Alterações na demência 
 Doença de Alzheimer (DA) 
Observa - se a redução do volume do lobo temporal medial no paciente com DA. 
 
Complemento: A tomografia com emissão de pósitrons com fluorodesoxiglicose dos 
mesmos indivíduos (B e D) demonstram metabolismo reduzido de glicose nas regiões 
temporoparietais posteriores bilateralmente na DA, um achado típico nessa condição. 
 
 
 Doença difusa da substância branca. 
Ressonância magnética axial em FLAIR Revela múltiplas áreas de sinal hiperintenso 
(setas) que envolvem a substância branca periventricular, bem como a coroa radiada e 
o estriado. 
Embora observado em alguns indivíduos com cognição normal, esse aspecto é mais 
acentuado em pacientes com demência de etiologia vascular. 
 
 
 
 
Imagem do caso: 
 
FLAIR é a melhor sequência para visualizar lesões de substância branca. As áreas de 
perda da mielina e gliose, ocasionadas, por exemplo, por lesões isquêmicas, 
apresentam maior hidratação do tecido, que aparece claramente como hipersinal em 
FLAIR. No caso, a faixa de hipersinal corresponde à zona limítrofe entre os territórios 
das Aa. cerebrais anteriores e médias, de cada lado. Esta é a zona de nutrição mais 
crítica, mesmo em condições normais, pois nos limites de cada território arterial o 
sangue chega com pressão menor e fluxo mais lento. 
 
Referências: 
Medicina Interna de Harisson – 20ª Ed – Cap. 25 (Demências) 
CARAMELLI, Paulo; BARBOSA, Maira Tonidandel. Como diagnosticar as quatro causas 
mais freqüentes de demência?. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo , v. 24, supl. 1, p. 7-
10, Apr. 2002 . Available from 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
44462002000500003&lng=en&nrm=iso>. access on 22 Apr. 2021. 
https://doi.org/10.1590/S1516-44462002000500003. 
http://anatpat.unicamp.br/rpganemiafalc4.html 
https://doi.org/10.1590/S1516-44462002000500003

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