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Conhecimentos bancários - teoria e 640 questões comentadas

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Questões resolvidas

Qual é a função básica do Sistema Financeiro Nacional?

a) Realizar o encontro dos superavitários (doadores de recursos) com os deficitários (tomadores de recursos).
b) Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização dos que exercem atividades subordinadas à lei.
c) Fixar a meta anual de inflação e coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública interna e externa.

Sobre as atribuições do Banco Central do Brasil, analise as afirmativas a seguir:
determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das firmas que operam com suas agências há mais de um ano;
prover os serviços de Secretaria do Conselho Monetário Nacional;
efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais, consoante remuneração, limites, prazos, formas de negociação e outras condições estabelecidas em regulamentação editada pelo próprio Bacen;
regular o serviço de compensação de cheques e outros papéis;
regular as condições de concorrência entre instituições financeiras, coibindo os abusos com a aplicação de punições;
executar as políticas necessárias para o cumprimento das metas anuais de inflação fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.
a) I, II e III estão corretas.
b) IV, V e VI estão corretas.
c) Todas as afirmativas estão corretas.
d) Apenas a afirmativa VI está correta.

O que representa a sigla Selic no contexto do Banco Central do Brasil?

a) Selic-Meta é a taxa básica de juros da economia.
b) Selic-Diária é uma média ponderada calculada diariamente com base nas taxas praticadas em operações compromissadas com prazo de um dia útil.
c) Selic é o Sistema de Liquidação e Custódia.
d) Todas as alternativas estão corretas.

Qual é a principal atribuição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em relação ao mercado de títulos e valores mobiliários?
a) Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão.
b) Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários.
c) Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado.
d) Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido.
e) Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários.
a) I, II e III estão corretas.
b) II, III e IV estão corretas.
c) I, III e V estão corretas.
d) II, IV e V estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

O que são os Certificados de Depósito Interbancário (CDIs) e qual é o seu papel no mercado interbancário?
a) São títulos emitidos pelas instituições financeiras monetárias e não monetárias, que servem de garantia nas operações realizadas no mercado interbancário.
b) Os CDIs são negociados no mercado interbancário e têm as mesmas características dos Certificados de Depósito Bancário (CDB), porém com restrição de negociação.
c) O mercado interbancário é regulado pelo Banco Central do Brasil e as operações são formalizadas por contratos físicos.
d) A Taxa CDI é a referência principal para os títulos de renda variável ofertados aos investidores.
e) As negociações entre os bancos no mercado interbancário geram a Taxa CDI, que é a principal referência do mercado.
a) I, II e V estão corretas.
b) II, III e IV estão corretas.
c) I, III e V estão corretas.
d) II, IV e V estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

O mercado bancário reúne compradores e vendedores de produtos bancários e é onde ocorre a interação, o relacionamento entre os participantes, os bancos e os clientes e os usuários. Essas interações ocorrem por meio dos produtos e serviços bancários. Operações de tesouraria. A função básica de uma tesouraria é gerir o fluxo dos recursos. Cada agência bancária possui sua tesouraria. Ao longo do dia, sai e entra dinheiro na agência por conta dos saques e depósitos dos clientes. O tesoureiro precisa fazer a gestão do fluxo de entrada e saída de recursos, a fim de que estes não faltem para atender os saques dos clientes e não haja excesso de dinheiro na agência ao final do dia. Mas há também a tesouraria central, institucional ou corporativa, que fica na administração central. Essa tesouraria é o foco deste nosso estudo. Ela tem uma função mais ampla e estratégica, que atua no desenvolvimento de operações estruturadas, tanto no mercado local como no internacional para atender às necessidades dos clientes com foco na maximização do retorno das operações. Lida com valores de recursos financeiros muito altos. Realiza operações com títulos públicos e privados, no mercado de derivativos, de ações, de debêntures, entre outros. Atua também no mercado interbancário para aplicar o excedente de recursos ou para captar recursos a fim de atender às necessidades de caixa do banco, a fim de manter a liquidez do banco adequada. Para realizar empréstimos, um banco tem de ter recursos em caixa. A tesouraria cumpre papel fundamental no gerenciamento da liquidez de uma instituição financeira. Dependendo do perfil dessa instituição, por meio de operações de gerenciamento de liquidez, ela pode contribuir mais ou menos para a geração de receitas do banco – conforme o montante de recursos que aplica e os riscos que assume –, mas sempre de uma forma determinante. Varejo bancário. Compreende o segmento de clientes que são atendidos na rede de agências. Em geral, esses clientes devem se dirigir às agências físicas para serem atendidos, pegar senha e esperar na fila de atendimento. Serão atendidos de forma massificada. Clientes de varejo normalmente não possuem um gerente da conta e são atendidos pelas posições de atendimento, por quem quer que seja o funcionário da vez. O foco do atendimento bancário nesse segmento se baseia na oferta e venda de produtos financeiros. O trabalho da equipe de varejo bancário é oferecer tudo o que for possível para cada um dos clientes, durante o atendimento. Não importa muito a real necessidade do cliente. Se o atendente oferecer um produto e o cliente aceitar, a venda está feita. Hoje já há procedimentos com vistas a identificar o perfil do cliente a fim de serem oferecidos produtos que tenham a ver com a característica pessoal de cada cliente. Recuperação de crédito. A cobrança, em linhas gerais, é a solicitação do pagamento da dívida contraída pelo consumidor, podendo requerer tanto o pagamento de dívidas negativadas quanto de dívidas não negativadas. O objetivo central da empresa é o adimplemento, sendo oferecidas algumas alternativas ao consumidor para que o débito seja liquidado; no entanto, não há uma grande flexibilidade na negociação da dívida como ocorre com a recuperação de crédito. A recuperação de crédito diverge da operação de cobrança principalmente em relação ao fim: enquanto na cobrança o objetivo é liquidar a dívida, na recuperação, o objetivo é fazer com que o inadimplente liquide suas dívidas da forma como puder. Então, na recuperação de crédito, a flexibilidade é mais possível, uma vez que o interesse central é receber o débito antes que a dívida atinja seu prazo de prescrição ou seja necessário iniciar um processo de execução junto ao Poder Judiciário. O processo de recuperação de crédito é realizado por empresas especializadas na área. Elas atuam comprando as dívidas de instituições financeiras ou, até mesmo, são contratadas por essas instituições para fazer a recuperação de dívidas que já possuem um extenso atraso e baixas perspectivas de pagamento. A recuperação de crédito beneficia a economia. Isso porque o cliente sem crédito acaba sendo um consumidor em menor escala. Ao se privar das compras no crediário, de empréstimos e de financiamentos, o cliente se limita a investir seu capital nas contas básicas do dia a dia.

A política monetária contracionista visa frear a economia, desestimular o consumo. É praticada geralmente nos momentos em que a inflação está em alta. Por esse motivo, a política monetária contracionista é realizada com o objetivo de contrair a economia, ou seja, diminuir o PIB e o consumo dentro de uma economia.

Quais são os instrumentos de política monetária utilizados pelo governo?

• Compra e venda de títulos públicos (operações do mercado aberto) – quando o governo vende (lança) títulos no mercado, ele retira moeda da economia, e, quando compra títulos, ele coloca moeda na economia.
• Depósitos compulsórios – correspondem a um percentual das captações que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central; quanto maior o percentual do compulsório, menos moeda na economia, e vice-versa.
• Controle da taxa de juros – quanto maior a taxa de juros, menos pessoas estarão dispostas a tomar dinheiro emprestado, resultando em menos moeda na economia.
Alguns defendem que o redesconto e a emissão de moeda também são instrumentos de política monetária.

O que é o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Recibo de Depósito Bancário (RDB)?

O Certificado de Depósito Bancário – CDB é um título de crédito (físico ou escritural), e o Recibo de Depósito Bancário – RDB é um recibo que, ao ser emitido, gera a obrigação às instituições emissoras de pagar ao aplicador, ao final do prazo contratado, o capital inicial mais a remuneração prevista.
Ao adquirir um CDB ou RDB, o investidor está concedendo empréstimo ao banco em que é correntista, tornando-se credor do banco, e o banco, naturalmente, torna-se devedor do investidor.
A principal diferença entre os dois é que o CDB, sendo um título, pode ser negociado por meio de transferência, já o RDB é inegociável e intransferível.

O cartão de débito é um cartão magnético que possibilita ao portador sacar dinheiro em sua conta corrente ou de poupança e efetuar o pagamento eletrônico de compras de produtos e serviços. As transações de compra acontecem por meio de equipamentos disponíveis nas lojas credenciadas, verdadeiros terminais eletrônicos conectados aos bancos, chamados Point of Sale (POS), sendo efetivadas somente após a senha digitada ser aprovada e o sistema comprovar que o cliente possui saldo suficiente disponível. Embora o cartão de débito tenha tamanho e aspecto idênticos aos do cartão de crédito, na prática ele funciona de forma semelhante ao cheque, sendo uma ordem de pagamento à vista sobre os recursos financeiros que o portador possui no banco emissor do cartão. Entrega as seguintes vantagens para o portador: maior segurança em relação ao cheque, visto que, para ser utilizado, é necessário o uso da senha para que ocorra a liberação dos fundos bancários do portador do cartão; maior controle dos gastos por parte do portador, pois as transações só são efetivadas se o cliente dispuser efetivamente de saldo em conta corrente; não incentiva o consumo, visto que o cliente só poderá efetuar compras e saques até o limite do seu saldo disponível; as compras e saques não geram encargos financeiros. Para o lojista, a grande vantagem é ter garantido pelo banco o recebimento do valor da compra quando a transação é aprovada, oferecendo muito mais segurança do que se o pagamento tivesse ocorrido por meio de cheque. Qual das seguintes afirmacoes está correta?

a) O cartão de débito funciona de forma semelhante ao cartão de crédito.
b) As transações com o cartão de débito geram encargos financeiros.
c) O cartão de débito não requer senha para ser utilizado.
d) O cartão de débito permite ao portador gastar além do limite de saldo disponível.

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Questões resolvidas

Qual é a função básica do Sistema Financeiro Nacional?

a) Realizar o encontro dos superavitários (doadores de recursos) com os deficitários (tomadores de recursos).
b) Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização dos que exercem atividades subordinadas à lei.
c) Fixar a meta anual de inflação e coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública interna e externa.

Sobre as atribuições do Banco Central do Brasil, analise as afirmativas a seguir:
determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das firmas que operam com suas agências há mais de um ano;
prover os serviços de Secretaria do Conselho Monetário Nacional;
efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais, consoante remuneração, limites, prazos, formas de negociação e outras condições estabelecidas em regulamentação editada pelo próprio Bacen;
regular o serviço de compensação de cheques e outros papéis;
regular as condições de concorrência entre instituições financeiras, coibindo os abusos com a aplicação de punições;
executar as políticas necessárias para o cumprimento das metas anuais de inflação fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.
a) I, II e III estão corretas.
b) IV, V e VI estão corretas.
c) Todas as afirmativas estão corretas.
d) Apenas a afirmativa VI está correta.

O que representa a sigla Selic no contexto do Banco Central do Brasil?

a) Selic-Meta é a taxa básica de juros da economia.
b) Selic-Diária é uma média ponderada calculada diariamente com base nas taxas praticadas em operações compromissadas com prazo de um dia útil.
c) Selic é o Sistema de Liquidação e Custódia.
d) Todas as alternativas estão corretas.

Qual é a principal atribuição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em relação ao mercado de títulos e valores mobiliários?
a) Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão.
b) Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários.
c) Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado.
d) Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido.
e) Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários.
a) I, II e III estão corretas.
b) II, III e IV estão corretas.
c) I, III e V estão corretas.
d) II, IV e V estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

O que são os Certificados de Depósito Interbancário (CDIs) e qual é o seu papel no mercado interbancário?
a) São títulos emitidos pelas instituições financeiras monetárias e não monetárias, que servem de garantia nas operações realizadas no mercado interbancário.
b) Os CDIs são negociados no mercado interbancário e têm as mesmas características dos Certificados de Depósito Bancário (CDB), porém com restrição de negociação.
c) O mercado interbancário é regulado pelo Banco Central do Brasil e as operações são formalizadas por contratos físicos.
d) A Taxa CDI é a referência principal para os títulos de renda variável ofertados aos investidores.
e) As negociações entre os bancos no mercado interbancário geram a Taxa CDI, que é a principal referência do mercado.
a) I, II e V estão corretas.
b) II, III e IV estão corretas.
c) I, III e V estão corretas.
d) II, IV e V estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

O mercado bancário reúne compradores e vendedores de produtos bancários e é onde ocorre a interação, o relacionamento entre os participantes, os bancos e os clientes e os usuários. Essas interações ocorrem por meio dos produtos e serviços bancários. Operações de tesouraria. A função básica de uma tesouraria é gerir o fluxo dos recursos. Cada agência bancária possui sua tesouraria. Ao longo do dia, sai e entra dinheiro na agência por conta dos saques e depósitos dos clientes. O tesoureiro precisa fazer a gestão do fluxo de entrada e saída de recursos, a fim de que estes não faltem para atender os saques dos clientes e não haja excesso de dinheiro na agência ao final do dia. Mas há também a tesouraria central, institucional ou corporativa, que fica na administração central. Essa tesouraria é o foco deste nosso estudo. Ela tem uma função mais ampla e estratégica, que atua no desenvolvimento de operações estruturadas, tanto no mercado local como no internacional para atender às necessidades dos clientes com foco na maximização do retorno das operações. Lida com valores de recursos financeiros muito altos. Realiza operações com títulos públicos e privados, no mercado de derivativos, de ações, de debêntures, entre outros. Atua também no mercado interbancário para aplicar o excedente de recursos ou para captar recursos a fim de atender às necessidades de caixa do banco, a fim de manter a liquidez do banco adequada. Para realizar empréstimos, um banco tem de ter recursos em caixa. A tesouraria cumpre papel fundamental no gerenciamento da liquidez de uma instituição financeira. Dependendo do perfil dessa instituição, por meio de operações de gerenciamento de liquidez, ela pode contribuir mais ou menos para a geração de receitas do banco – conforme o montante de recursos que aplica e os riscos que assume –, mas sempre de uma forma determinante. Varejo bancário. Compreende o segmento de clientes que são atendidos na rede de agências. Em geral, esses clientes devem se dirigir às agências físicas para serem atendidos, pegar senha e esperar na fila de atendimento. Serão atendidos de forma massificada. Clientes de varejo normalmente não possuem um gerente da conta e são atendidos pelas posições de atendimento, por quem quer que seja o funcionário da vez. O foco do atendimento bancário nesse segmento se baseia na oferta e venda de produtos financeiros. O trabalho da equipe de varejo bancário é oferecer tudo o que for possível para cada um dos clientes, durante o atendimento. Não importa muito a real necessidade do cliente. Se o atendente oferecer um produto e o cliente aceitar, a venda está feita. Hoje já há procedimentos com vistas a identificar o perfil do cliente a fim de serem oferecidos produtos que tenham a ver com a característica pessoal de cada cliente. Recuperação de crédito. A cobrança, em linhas gerais, é a solicitação do pagamento da dívida contraída pelo consumidor, podendo requerer tanto o pagamento de dívidas negativadas quanto de dívidas não negativadas. O objetivo central da empresa é o adimplemento, sendo oferecidas algumas alternativas ao consumidor para que o débito seja liquidado; no entanto, não há uma grande flexibilidade na negociação da dívida como ocorre com a recuperação de crédito. A recuperação de crédito diverge da operação de cobrança principalmente em relação ao fim: enquanto na cobrança o objetivo é liquidar a dívida, na recuperação, o objetivo é fazer com que o inadimplente liquide suas dívidas da forma como puder. Então, na recuperação de crédito, a flexibilidade é mais possível, uma vez que o interesse central é receber o débito antes que a dívida atinja seu prazo de prescrição ou seja necessário iniciar um processo de execução junto ao Poder Judiciário. O processo de recuperação de crédito é realizado por empresas especializadas na área. Elas atuam comprando as dívidas de instituições financeiras ou, até mesmo, são contratadas por essas instituições para fazer a recuperação de dívidas que já possuem um extenso atraso e baixas perspectivas de pagamento. A recuperação de crédito beneficia a economia. Isso porque o cliente sem crédito acaba sendo um consumidor em menor escala. Ao se privar das compras no crediário, de empréstimos e de financiamentos, o cliente se limita a investir seu capital nas contas básicas do dia a dia.

A política monetária contracionista visa frear a economia, desestimular o consumo. É praticada geralmente nos momentos em que a inflação está em alta. Por esse motivo, a política monetária contracionista é realizada com o objetivo de contrair a economia, ou seja, diminuir o PIB e o consumo dentro de uma economia.

Quais são os instrumentos de política monetária utilizados pelo governo?

• Compra e venda de títulos públicos (operações do mercado aberto) – quando o governo vende (lança) títulos no mercado, ele retira moeda da economia, e, quando compra títulos, ele coloca moeda na economia.
• Depósitos compulsórios – correspondem a um percentual das captações que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central; quanto maior o percentual do compulsório, menos moeda na economia, e vice-versa.
• Controle da taxa de juros – quanto maior a taxa de juros, menos pessoas estarão dispostas a tomar dinheiro emprestado, resultando em menos moeda na economia.
Alguns defendem que o redesconto e a emissão de moeda também são instrumentos de política monetária.

O que é o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Recibo de Depósito Bancário (RDB)?

O Certificado de Depósito Bancário – CDB é um título de crédito (físico ou escritural), e o Recibo de Depósito Bancário – RDB é um recibo que, ao ser emitido, gera a obrigação às instituições emissoras de pagar ao aplicador, ao final do prazo contratado, o capital inicial mais a remuneração prevista.
Ao adquirir um CDB ou RDB, o investidor está concedendo empréstimo ao banco em que é correntista, tornando-se credor do banco, e o banco, naturalmente, torna-se devedor do investidor.
A principal diferença entre os dois é que o CDB, sendo um título, pode ser negociado por meio de transferência, já o RDB é inegociável e intransferível.

O cartão de débito é um cartão magnético que possibilita ao portador sacar dinheiro em sua conta corrente ou de poupança e efetuar o pagamento eletrônico de compras de produtos e serviços. As transações de compra acontecem por meio de equipamentos disponíveis nas lojas credenciadas, verdadeiros terminais eletrônicos conectados aos bancos, chamados Point of Sale (POS), sendo efetivadas somente após a senha digitada ser aprovada e o sistema comprovar que o cliente possui saldo suficiente disponível. Embora o cartão de débito tenha tamanho e aspecto idênticos aos do cartão de crédito, na prática ele funciona de forma semelhante ao cheque, sendo uma ordem de pagamento à vista sobre os recursos financeiros que o portador possui no banco emissor do cartão. Entrega as seguintes vantagens para o portador: maior segurança em relação ao cheque, visto que, para ser utilizado, é necessário o uso da senha para que ocorra a liberação dos fundos bancários do portador do cartão; maior controle dos gastos por parte do portador, pois as transações só são efetivadas se o cliente dispuser efetivamente de saldo em conta corrente; não incentiva o consumo, visto que o cliente só poderá efetuar compras e saques até o limite do seu saldo disponível; as compras e saques não geram encargos financeiros. Para o lojista, a grande vantagem é ter garantido pelo banco o recebimento do valor da compra quando a transação é aprovada, oferecendo muito mais segurança do que se o pagamento tivesse ocorrido por meio de cheque. Qual das seguintes afirmacoes está correta?

a) O cartão de débito funciona de forma semelhante ao cartão de crédito.
b) As transações com o cartão de débito geram encargos financeiros.
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Teoria e 640 Questões Gabaritadas
SUMÁRIO
CAIXA 2024 – CONHECIMENTOS BANCÁRIOS – TEORIA E 640 QUESTÕES GABARITADAS . . 8
Professor Cid Roberto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1. INTRODUÇÃO E ESCLARECIMENTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2. ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4. BANCO CENTRAL DO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
5. COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA – COPOM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
6. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
7. MERCADO FINANCEIRO: MERCADO MONETÁRIO, MERCADO DE CRÉDITO, 
MERCADO DE CAPITAIS E MERCADO CAMBIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
8. AUTORREGULAÇÃO FEBRABAN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
9. DINÂMICA DO MERCADO: OPERAÇÕES NO MERCADO INTERBANCÁRIO . . . . . . 21
10. TAXA DE JUROS DE CURTO PRAZO E A CURVA DE JUROS . . . . . . . . . . . . . . . . 22
11. MERCADO BANCÁRIO: OPERAÇÕES DE TESOURARIA, VAREJO BANCÁRIO E 
RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
12. LIQUIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
13. MOEDA E POLÍTICA MONETÁRIA: POLÍTICAS MONETÁRIAS CONVENCIONAIS 
E NÃO CONVENCIONAIS (QUANTITATIVE EASING) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
13. INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
14. TAXA SELIC E OPERAÇÕES COMPROMISSADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
15. O DEBATE SOBRE OS DEPÓSITOS REMUNERADOS DOS BANCOS COMERCIAIS 
NO BANCO CENTRAL DO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
16. MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
17. DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
18. CADERNETA DE POUPANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
19. CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
20. CRÉDITO RURAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
 
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Teoria e 640 Questões Gabaritadas
21. CARTÕES DE DÉBITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
22. CARTÕES DE CRÉDITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
23. CONSÓRCIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
24. BANCOS COMERCIAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
25. BANCOS DE INVESTIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
26. BANCOS DE DESENVOLVIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
27. SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO . . . . . . . . . . . . 45
28. SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
29. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO – SCI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
30. BANCO MÚLTIPLO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
31. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
32. ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
33. COOPERATIVAS DE CRÉDITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
34. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS E NÃO MONETÁRIAS . . . . . . . . . . . 50
35. SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO . . . . . . . . . . . . . . 50
36. ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
37. MERCADO DE CAPITAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
38. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL NO MERCADO DE CAPITAIS . . . . . . . . . . . 53
39. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
40. SOCIEDADES ANÔNIMAS – DIFERENÇAS ENTRE COMPANHIAS ABERTAS E 
FECHADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
41. AÇÕES – CARACTERÍSTICAS E DIREITOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
42. DIREITOS DOS ACIONISTAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
43. DESDOBRAMENTO E GRUPAMENTO DE AÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
44. VALOR DAS AÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
45. B3 BRASIL, BOLSA, BALCÃO (ANTIGA BMF&BOVESPA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
46. NEGOCIANDO COM AÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
47. FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
48. DEBÊNTURE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
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49. OPERAÇÕES DE UNDERWRITING . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .62
50. FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
51. SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS – SCTVMs 
– E SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS – 
SDTVMs . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
52. SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (SELIC) . . . . . . . . . . . . . . . . 67
53. PLANOS DE SEGUROS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
54. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS ABERTOS . . . . . . . . . . . . . 69
55. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS FECHADOS . . . . . . . . . . . 71
56. TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . 71
57. MERCADO DE CÂMBIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
58. INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
59. OPERAÇÕES BÁSICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
60. CONTRATOS DE CÂMBIO – CARACTERÍSTICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
61. TAXAS DE CÂMBIO NOMINAIS E REAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
62. REGIMES DE TAXAS DE CÂMBIO FIXAS, FLUTUANTES E REGIMES 
INTERMEDIÁRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
63. IMPACTOS DAS TAXAS DE CÂMBIO SOBRE AS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES 79
64. DIFERENCIAL DE JUROS INTERNO E EXTERNO, PRÊMIOS DE RISCO, FLUXO 
DE CAPITAIS E SEUS IMPACTOS SOBRE AS TAXAS DE CÂMBIO . . . . . . . . . . . . . . . . 80
65. GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
66. AVAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
67. FIANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
68. FIANÇAS BANCÁRIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
69. PENHOR MERCANTIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
70. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
71. HIPOTECA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
72. CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
73. OS BANCOS NA ERA DIGITAL – PRESENTE, TENDÊNCIAS E DESAFIOS . . . . . . . 88
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74. INTERNET BANKING . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .89
75. MOBILE BANKING . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .89
76. OPEN FINANCE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .89
77. NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
78. FINTECHS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .90
79. STARTUPS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .90
80. BIG TECHS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .90
81. SISTEMA DE BANCOS-SOMBRA (SHADOW BANKING) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
82. O DINHEIRO NA ERA DIGITAL: BLOCKCHAIN, BITCOIN E DEMAIS 
CRIPTOMOEDAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
83. DREX – Real Digital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
84. MARKETPLACE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .91
85. CORRESPONDENTES BANCÁRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
86. SISTEMA DE PAGAMENTOS INSTANTÂNEOS (PIX) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
87. SEGMENTAÇÃO E INTERAÇÕES DIGITAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
88. CIRCULAR BACEN N. 3.978, DE 23 DE JANEIRO DE 2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
89. CARTA CIRCULAR BACEN N. 4.001, DE 29 DE JANEIRO DE 2020 . . . . . . . . . . . 93
90. OUVIDORIAS – RESOLUÇÃO CMN N. 4.860, DE 23.10.2020 . . . . . . . . . . . . . . . 94
91. REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Questões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
1ª Parte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
2ª Parte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
3ª Parte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175
4ª Parte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 251
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
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CAIXA 2024 – CONHECIMENTOS BANCÁRIOS – CAIXA 2024 – CONHECIMENTOS BANCÁRIOS – 
TEORIA E 640 QUESTÕES GABARITADASTEORIA E 640 QUESTÕES GABARITADAS
PROFESSOR CID ROBERTOPROFESSOR CID ROBERTO
1 . INTRODUÇÃO E ESCLARECIMENTOS1 . INTRODUÇÃO E ESCLARECIMENTOS
Seja muito bem-vindo(a) ao curso de Conhecimentos para o concurso da Caixa Econômica 
Federal, para o cargo de técnico bancário novo, de nível médio. Este curso foi elaborado 
levando-se em conta o conteúdo programático exigido no Edital Caixa Cesgranrio n. 01/2024/
NM, de 22/02/2024. O período de inscrições para a prova foi estipulado entre os dias 
29/02/2024 e 05/03/2024. A data provável de aplicação das provas objetiva e discursiva será 
no dia 26/05/2024, domingo, em período e horário ainda a serem definidos. Esta apostila 
contempla parte do conteúdo programático de Conhecimentos Bancários que consta do 
edital, sob a minha condução. Estão inseridos 640 exercícios gabaritados, oriundos de 
provas aplicadas pela Cesgranrio e por outras bancas em concursos anteriores, divididos 
em quatro blocos: o primeiro bloco, com 125 questões mais recentes da Cesgranrio; o 
segundo, com 125 questões da Cesgranrio menos recentes; o terceiro, com 195 questões 
mais recentes de outras bancas; e finalmente, o quarto, com 195 questões menos recentes 
de outras bancas. Todas as questões aqui inseridas têm a ver com o conteúdo programático 
que consta no Edital Caixa 2024. Em cada um dos blocos, é feita uma passada geral do 
conteúdo programático de Conhecimentos Bancários abordado neste e-book. Esforce-se 
para resolver cada uma das questões, procurando entender o que justifica uma alternativa 
ser errada ou certa. Para você, nosso(a) aluno(a), estarei à disposição no Fórum de Dúvidas 
disponibilizado na plataforma do Gran. Participe do Grupo de Estudos Carreiras Bancárias 
no Facebook (disponível em: facebook.com/groups/concursos.carreiras.bancarias), onde me 
coloco à disposição de todos para o esclarecimento de qualquer dúvida, sejam nossos(as) 
alunos(as) ou não. Estude e realize os seus sonhos!
Conte com a minha experiência profissional (trabalho em bancos desde 1968), com o 
meu comprometimento para a sua aprovação, com o meu auxílio e com a minha parceria.
Fiquena paz!
Prof. Cid Roberto
Brasília/DF
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2 . ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL2 . ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Entende-se a palavra “estrutura” como o modo pelo qual as diferentes partes de um 
todo estão dispostas.
O termo “financeiro” tem a ver com finanças e a circulação e gestão do dinheiro e de 
outros recursos líquidos, segundo o Dicionário Aurélio.
Conforme o mesmo dicionário, “nacional” significa de, ou pertencente ou relativo a 
uma nação, ou próprio dela.
A palavra “sistema” é entendida como o conjunto de partes, componentes, que interagem 
entre si, de forma ordenada, a fim de se atingir um objetivo comum.
De acordo com o conceito, todos os sistemas têm partes que interagem entre si, possuem 
ordem ou normas e visam um objetivo comum.
Assim, poderíamos fazer as seguintes associações:
SISTEMA PARTES
ORDENAMENTO/
NORMAS
OBJETIVO
Solar Planetas, estrelas, satélites etc. Leis da Física etc.
Manter o equilíbrio dos corpos 
celestes.
Transporte Vias, veículos, passageiros etc. Código de Trânsito
Transportar cargas e 
passageiros.
Financeiro
Nacional
Órgãos normativos, entidades 
s u p e r v i s o ra s , e n t i d a d e s 
financeiras, entidades auxiliares, 
PF e PJ etc.
Leis, decretos, resoluções, 
normas, códigos etc.
Circular as finanças da 
nação brasileira; encontro 
dos superavitários com os 
deficitários.
O Sistema Financeiro Nacional – SFN tem a função básica de fazer o encontro dos 
superavitários (doadores de recursos) com os deficitários (tomadores de recursos).
Para que isso ocorra, existem intermediários financeiros legalmente autorizados a 
realizar esses encontros. São os operadores do SFN. Eles fazem com que os que têm sobra 
de dinheiro encontrem alternativas no sentido de onde aplicar esses recursos financeiros.
Esses recursos são repassados para os agentes econômicos que necessitam de dinheiro 
para atender às suas necessidades de consumo, que podem ser de caráter pessoal, bem 
como para a ampliação da capacidade produtiva das empresas.
A intermediação financeira implica captar os recursos dos superavitários, repassando-
os para os deficitários.
Os intermediários financeiros ganham juros ou comissões, a depender da operação 
financeira que realizarem.
Os superavitários, ao aplicarem seus recursos, em geral, esperam auferir rendimentos 
positivos. Os deficitários pagam juros pelos recursos que tomam emprestados.
Como consta no sítio do Banco Central do Brasil (bcb.gov.br), o SFN é composto por 
três grandes ramos:
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• moeda (monetário), crédito, capitais e câmbio;
• seguros privados; e
• previdência fechada.
O principal ramo do SFN lida diretamente com quatro tipos de mercado:
• Mercado monetário: é o mercado que fornece à economia papel-moeda e moeda 
escritural, aquela depositada em conta corrente.
• Mercado de crédito: é o mercado que fornece recursos para o consumo de pessoas 
em geral e para o funcionamento das empresas.
• Mercado de capitais: é o mercado que permite às empresas em geral captar recursos 
de terceiros e, portanto, compartilhar os ganhos e os riscos.
• Mercado de câmbio: é o mercado de compra e venda de moeda estrangeira.
Composição e Segmentos do Sistema Financeiro Nacional
Moeda, Crédito, Capitais e Câmbio
Conselho 
Nacional de 
Seguros Privados 
(CNSP)
Conselho 
Nacional de 
Previdência 
Complementar
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s
Conselho Monetário Nacional – CMN
Conselho Nacional 
de Seguros 
Privados – CNSP
Conselho Nacional 
de Previdência 
Complementar – 
CNPC
E
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u
p
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v
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o
ra
s
Banco Central do Brasil – Bacen
Comissão de Valores 
Mobiliários – CVM
Superintendência 
de Seguros 
Privados – Susep
Superintendência 
Nacional de 
Previdência 
Complementar – 
Previc
O
p
er
ad
o
re
s
Bancos 
e Caixas 
Econômicas
Corretoras e Distribuidoras
Seguradoras e 
Resseguradores
Entidades 
Fechadas de 
Previdência 
Complementar 
(Fundos de Pensão)
Cooperativas 
de Crédito
Administradora 
de Consórcios
Bolsas de 
Valores1 
Entidades Abertas 
de Previdência 
Complementar
Instituições 
de 
Pagamento
Demais 
Instituições não 
Bancárias
Bolsas de 
Mercadorias 
e Futuros
Sociedades de 
Capitalização
Fonte: bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/sfn. Acesso em: 08 jul. 2022.
 A única bolsa de valores e a única bolsa de mercadoria e futuros em funcionamento no Brasil é a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão. 1
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Órgãos normativos
Têm a atribuição de traçar as linhas gerais que devem ser observadas na parte do sistema 
financeiro que está a cargo de cada uma delas. Não executam nada. São os seguintes:
• Conselho Monetário Nacional – CMN;
• Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP; e
• Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC.
Entidades supervisoras
Executam o que foi determinado pelos órgãos normativos, cabendo-lhes supervisionar, 
fiscalizar, acompanhar e punir os operadores do sistema financeiro, dentro das atribuições 
definidas para cada uma delas.
São as seguintes instituições:
• Banco Central do Brasil – Bacen;
• Comissão de Valores Mobiliários – CVM;
• Superintendência de Seguros Privados – Susep; e
• Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc.
Operadores (intermediários financeiros)
São todos aqueles que fazem efetivamente o Sistema Financeiro Nacional alcançar o 
seu objetivo de proporcionar o encontro dos superavitários com os deficitários, cabendo-
lhes observar as regras definidas pelos órgãos normativos e que são implementadas pelas 
entidades supervisoras.
3 . CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL3 . CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL
O Conselho Monetário Nacional (CMN) foi instituído pela Lei n. 4.595, de 31 de dezembro de 
1964. É o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. Tem a responsabilidade 
de expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do SFN. Dentre suas funções, estão:
• fixar a meta anual de inflação;
• orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, quer públicas, quer 
privadas, tendo em vista propiciar, nas diferentes regiões do país, condições favoráveis 
ao desenvolvimento harmônico da economia nacional;
• propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros;
• zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
• coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública 
interna e externa;
• aprovar os orçamentos monetários, preparados pelo Banco Central, por meio dos 
quais se estimarão as necessidades globais de moeda e crédito;
• determinar as características gerais das cédulas e das moedas;
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• fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto à compra e à venda de 
ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em moeda estrangeira;
• disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias em 
todas as suas formas, inclusive aceites, avais e prestações de quaisquer garantias 
por parte das instituições financeiras;
• regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização dos que exercerem atividades 
subordinadas a essa lei, bem como a aplicação das penalidades previstas;
• limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, os descontos, as comissões e qualquer 
outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros, inclusive 
os prestados pelo Banco Central, assegurando taxas favorecidasaos financiamentos 
que se destinem a promover benefícios nas atividades rurais;
• determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras 
poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas;
• estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes, mobilizações e outras 
relações patrimoniais a serem observadas pelas instituições financeiras;
• expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas 
instituições financeiras;
• delimitar, com periodicidade não inferior a dois anos, o capital mínimo das instituições 
financeiras privadas, levando em conta sua natureza, bem como a localização de suas 
sedes e agências ou filiais;
• autorizar o Banco Central e as instituições financeiras públicas federais a efetuar a 
subscrição, compra e venda de ações e outros papéis emitidos ou de responsabilidade 
das sociedades de economia mista e empresas do Estado;
• disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos públicos;
• estatuir normas para as operações das instituições financeiras públicas, para preservar 
sua solidez e adequar seu funcionamento aos objetivos da Lei n. 4.595/1964;
• aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no país as mesmas vedações ou 
restrições equivalentes, que vigorem nas praças de suas matrizes, em relação a bancos 
brasileiros ali instalados ou que nelas desejem se estabelecer;
• baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive swaps, fixando limites, 
taxas, prazos e outras condições.
Junto ao CMN, funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito – Comoc, composta 
dos seguintes membros:
• Presidente do Banco Central do Brasil;
• Presidente da Comissão de Valores Mobiliários;
• Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda;
• Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda;
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• Secretários do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda; e
• Quatro Diretores do Banco Central do Brasil, indicados pelo seu Presidente.
A Comoc possui as seguintes competências:
• propor a regulamentação das matérias tratadas na Lei n. 4.595/1964, de competência 
do Conselho Monetário Nacional;
• manifestar-se, na forma prevista em seu regimento interno, previamente, sobre as 
matérias de competência do Conselho Monetário Nacional, especialmente aquelas 
constantes da Lei n. 4.595, de 31 de dezembro de 1964; e
• outras atribuições que lhe forem cometidas pelo Conselho Monetário Nacional.
O CMN é constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda (Presidente), Ministro de Estado 
de Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil (Bacen).
Os seus membros reúnem-se ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, 
por convocação do seu Presidente, para deliberarem sobre assuntos relacionados com as 
competências do CMN.
Em todas as reuniões, lavram-se atas, que informarão o local e a data de sua realização, 
os nomes dos conselheiros presentes e dos demais participantes e convidados, o resumo 
dos assuntos apresentados e debates ocorridos e as deliberações tomadas, cujo extrato é 
publicado no Diário Oficial da União – DOU.
As decisões de caráter confidencial serão comunicadas somente aos interessados.
Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo Bacen.
As metas de inflação e os respectivos intervalos de tolerância serão fixados pelo Conselho 
Monetário Nacional – CMN, mediante proposta do Ministro de Estado da Economia.
Atualmente, o CMN deve estipular as metas anuais com três anos de antecedência.
4 . BANCO CENTRAL DO BRASIL4 . BANCO CENTRAL DO BRASIL
É uma autarquia de natureza especial criada pela Lei n. 4.595/1964 e com autonomia 
estabelecida pela Lei Complementar n. 179/2021. Tem a missão de garantir a estabilidade do 
poder de compra da moeda, zelar por um sistema financeiro sólido, eficiente e competitivo 
e fomentar o bem-estar econômico da sociedade.
Manter a inflação sob controle, ao redor da meta, é objetivo fundamental do Bacen.
A estabilidade dos preços preserva o valor do dinheiro, mantendo o poder de compra 
da moeda. Para alcançar esse objetivo, o BC utiliza a política monetária, política que se 
refere às ações do BC que visam afetar o custo do dinheiro (taxas de juros) e a quantidade 
de dinheiro (condições de liquidez) na economia.
Faz parte da missão do Bacen assegurar que o sistema financeiro seja sólido (tenha 
capital suficiente para arcar com seus compromissos) e eficiente.
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Ele é responsável por executar a estratégia estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional 
(CMN) para manter a inflação sob controle e atua como secretaria executiva desse órgão.
Sua sede fica em Brasília e tem representações nas capitais dos estados do Rio Grande 
do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará.
É o principal órgão executivo do Sistema Financeiro Nacional.
É por meio do Bacen que o governo intervém diretamente no sistema financeiro.
A autonomia do Banco Central foi sancionada por meio da Lei Complementar n. 179, 
de 24 de fevereiro de 2021. A citada Lei estabeleceu que o Presidente e os Diretores do BC 
terão mandatos fixos de quatro anos, não coincidentes com o do Presidente da República.
O objetivo principal do Bacen é assegurar a estabilidade de preços. Seus objetivos 
secundários, perseguidos quando não houver prejuízo ao objetivo principal, são: zelar pela 
estabilidade e eficiência do sistema financeiro; suavizar as flutuações do nível de atividade 
econômica; e fomentar o pleno emprego.
Sua diretoria colegiada será composta por nove membros – Presidente e oito Diretores; 
todos serão indicados e nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo 
Senado Federal; e todos deverão ter reputação ilibada e conhecimentos que os qualifiquem 
para a função.
O mandato do Presidente e dos Diretores do Bacen será de quatro anos, não coincidentes 
com o do Presidente da República; os mandatos dos Diretores terão início de forma alternada 
(dois por ano); e o Presidente e os Diretores poderão ser reconduzidos uma vez ao cargo.
O Presidente e os Diretores podem ser exonerados se houver enfermidade que os 
incapacite para a função; a pedido; quando apresentarem comprovado e recorrente 
desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central; e se houver 
condenação transitada em julgado por crimes que impeçam exercício de cargos públicos.
Com a autonomia implantada pela LC n. 179/2021, o Bacen deixou de ter vinculação 
a qualquer Ministério. Ele é uma autarquia de natureza especial, com autonomia técnica, 
operacional, administrativa e financeira.
No primeiro e no segundo semestres de cada ano, o Presidente do Bacen deverá apresentar 
ao Senado Federal os relatórios de inflação e de estabilidade financeira. O Bacen continua 
também a divulgar comunicados e atas das decisões de política monetária, indicadores de 
conjuntura e outras informações.
A fixação de meta para a inflação continua ser de responsabilidade do CMN.
As principais atribuições do Bacen, previstas na Lei n. 4.595/1964, dos art. 8º ao 15, são:
• formular, executar, acompanhar e controlar as políticas monetária, cambial, de crédito 
e de relações financeiras com o exterior;
• emitir moeda-papel e moeda metálica;
• organizar, disciplinar e fiscalizar o Sistema Financeiro Nacional;
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• organizar, disciplinar e fiscalizar o Sistema de Consórcio;
• realizar a gestão do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB);
• executar os serviços do meio-circulante;
• exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidadesprevistas;
• conceder autorização às instituições financeiras, a fim de que possam:
− funcionar no país (as instituições financeiras estrangeiras dependem de prévia 
autorização do Poder Executivo para funcionarem);
− instalar ou transferir suas sedes, ou dependências, inclusive no exterior;
− ser transformadas, fundidas, incorporadas ou encampadas;
− praticar operações de câmbio, crédito real e venda habitual de títulos da dívida 
pública federal, estadual ou municipal, ações debêntures, letras hipotecárias e 
outros títulos de crédito ou mobiliários;
− ter prorrogados os prazos concedidos para funcionamento;
− alterar seus estatutos;
− alienar ou, por qualquer outra forma, transferir o seu controle acionário.
• estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos de 
administração de instituições financeiras privadas, assim como para o exercício de 
quaisquer funções em órgãos consultivos, fiscais e semelhantes, segundo normas 
que forem expedidas pelo Conselho Monetário Nacional;
• efetuar o controle do fluxo de capitais estrangeiros;
• ser depositário das reservas oficiais de ouro e de moeda estrangeira e de direitos 
especiais de saque e fazer com estas últimas todas e quaisquer operações previstas 
no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional;
• exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;
• determinar o recolhimento de até 100% do total dos depósitos à vista e de até 60% 
de outros títulos contábeis das instituições financeiras, seja na forma de subscrição 
de Letras ou Obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da dívida pública 
federal, seja por meio de recolhimento em espécie, em ambos os casos entregues ao 
Banco Central do Brasil, a forma e condições por ele determinadas, podendo:
− adotar percentagens diferentes em função das regiões geoeconômicas; das prio-
ridades que atribuir às aplicações; da natureza das instituições financeiras;
− determinar percentuais que não serão recolhidos, desde que tenham sido reapli-
cados em financiamentos à agricultura, sob juros favorecidos e outras condições 
por ele fixadas.
• realizar operações de redesconto e empréstimo com instituições financeiras públicas 
e privadas, consoante remuneração, limites, prazos, garantias, formas de negociação 
e outras condições estabelecidos em regulamentação editada pelo próprio Bacen;
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• determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das 
firmas que operam com suas agências há mais de um ano;
• prover os serviços de Secretaria do Conselho Monetário Nacional;
• efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de 
títulos públicos federais, consoante remuneração, limites, prazos, formas de negociação 
e outras condições estabelecidos em regulamentação editada pelo próprio Bacen;
• regular o serviço de compensação de cheques e outros papéis;
• regular as condições de concorrência entre instituições financeiras, coibindo os abusos 
com a aplicação de punições; e
• executar as políticas necessárias para o cumprimento das metas anuais de inflação 
fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.
• Caso a meta não seja cumprida, o Presidente do Banco Central do Brasil divulgará 
publicamente as razões do descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro 
da Economia, que deverá conter:
• descrição detalhada das causas do descumprimento;
• providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e
• o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.
O Banco Central do Brasil operará exclusivamente com instituições financeiras públicas 
e privadas, vedadas operações bancárias de qualquer natureza com outras pessoas de 
direito público ou privado, salvo as expressamente autorizadas por lei.
Os encargos e serviços de competência do Banco Central, quando por ele não executados 
diretamente, serão contratados de preferência com o Banco do Brasil, exceto nos casos 
especialmente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional.
Constituem receita do Banco Central as rendas:
• de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos;
• das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de quaisquer outras operações 
em moeda estrangeira; e
• eventuais, inclusive as derivadas de multas e de juros de mora aplicados por força 
do disposto na legislação em vigor.
Banco do governo
Detém as contas mais importantes do governo. É o depositório das reservas internacionais 
do país. Atua, em nome do Tesouro Nacional, nos leilões de títulos públicos federais.
Representa o país junto a organismos internacionais.
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Banco dos bancos
As instituições financeiras precisam manter contas no Bacen – Reserva Bancária ou 
Conta de Liquidação. Essas contas são monitoradas para que as transações financeiras 
aconteçam com fluidez e para que as próprias contas não fechem o dia com saldo negativo.
Fornece crédito a instituições com necessidades transitórias de liquidez (redesconto 
de liquidez).
Emissor do dinheiro
O Bacen gerencia o meio circulante, que nada mais é do que garantir, para a população, 
o fornecimento adequado de dinheiro em espécie. Possui o monopólio para a emissão de 
moeda. Cuida do orçamento monetário, emissão e saneamento do meio circulante.
Executor da política cambial
É responsável pelo funcionamento regular do mercado de câmbio, a estabilidade relativa 
das taxas de câmbio e o equilíbrio do balanço de pagamentos.
5. COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA – COPOM5. COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA – COPOM
O Copom foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as 
diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros.
É composto pelos nove membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, o 
Presidente e oito Diretores. O Presidente tem o voto de qualidade.
O regime de “metas para a inflação” é um regime monetário com o qual o Banco Central 
se compromete a atuar de forma a garantir que a inflação observada esteja em linha com 
uma meta pré-estabelecida, anunciada publicamente.
Se as metas não forem atingidas, cabe ao Presidente do Banco Central divulgar, em Carta 
Aberta ao Ministro da Economia, os motivos do descumprimento, bem como as providências 
e prazo para o retorno da taxa de inflação aos limites estabelecidos.
Formalmente, hoje, os objetivos do Copom são:
• definir a meta da taxa Selic;
• definir as orientações e diretrizes estratégicas para a execução da política monetária; e
• divulgar o relatório de inflação.
O Copom reúne-se oito vezes por ano, com um intervalo em torno de 45 dias entre as 
reuniões, e extraordinariamente por convocação do Presidente.
As reuniões ordinárias do Copom dividem-se em dois dias seguidos:
• a primeira sessão, geralmente numa terça-feira, destina-se a apresentações técnicas 
sobre a conjuntura econômica;
• a segunda sessão, no dia seguinte ao da primeira sessão, em geral numa quarta-feira, 
que se destina à decisão da meta para a taxa Selic.
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As reuniões ordinárias e extraordinárias são realizadas com a presença de, no mínimo, 
o Presidente, ou seu substituto, e metade do número de Diretores.
O Copom deliberará por maioria simples de votos, a serem proferidos oralmente, cabendo 
ao Presidente o voto de qualidade.
O comunicado da decisão do Copom, que deverá identificar o voto de cada membro, é 
divulgado na data da segunda sessão da reunião ordinária, a partir das 18h30 e imediatamente 
após o término da sessão.
A taxa de juros fixada na reunião do Copom é a meta para a taxa Selic (taxa média dosfinanciamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de 
Liquidação e Custódia), a qual vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do Comitê.
O período de vigência da meta para a taxa Selic tem início no dia útil seguinte ao do 
término de cada reunião do Copom.
A ata da reunião é divulgada em até quatro dias úteis contados da data de término 
da reunião.
A ata da reunião do Copom conterá a decisão tomada pelo Copom, o registro nominal 
dos votos proferidos pelos seus membros e um sumário das discussões ocorridas durante 
a reunião.
O calendário anual das reuniões ordinárias do Copom é divulgado até o final do mês de 
junho do ano anterior ao da realização das reuniões, admitidos ajustes até o último dia do 
ano em que ocorrer a divulgação.
Os membros do Copom devem observar o período de silêncio, que compreende os dias 
anteriores e posteriores às reuniões do Comitê. O período de silêncio compreende o quarto 
dia útil antes da reunião até o quarto dia útil após a reunião. Começa na quarta-feira da 
semana anterior daquela em que ocorre a reunião até a terça-feira da semana seguinte, 
quando ocorre a publicação da ata.
Durante o período de silêncio, é vedado aos membros do Copom:
• emitir declaração sobre assuntos do Copom em discursos, entrevistas à imprensa e 
encontros com pessoas que possam ter interesse nas decisões do Copom, incluindo 
regulados, economistas, investidores, analistas de mercado e empresários; e
• autorizar a divulgação de pronunciamento em que tenham emitido declaração sobre 
assuntos do Copom, mesmo que a declaração tenha sido emitida fora do período 
de silêncio.
Sobre a sigla Selic, podemos ter três significados diferentes:
• Selic-Meta – definida pelo Copom; não é um tabelamento de juros, mas uma sinalização, 
uma referência para que os bancos utilizem essa meta quando emprestarem dinheiro 
uns para os outros.
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• Selic-Diária – também chamada de Selic Efetiva ou Selic Over, uma média ponderada 
calculada diariamente com base nas taxas praticadas em operações compromissadas 
com prazo de um dia útil, com lastro em títulos públicos federais, liquidadas no próprio 
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) ou em sistemas operados por 
câmaras ou prestadores de serviços de compensação e de liquidação.
• Selic – Sistema de Liquidação e Custódia. Tal sistema é uma infraestrutura do mercado 
financeiro administrada pelo BC, em que são registradas as transações com títulos 
públicos federais.
A Taxa Selic-Diária não se confunde com a meta para a Taxa Selic definida nas 
reuniões do Copom.
A Selic-Meta é a taxa básica de juros da economia. É o principal instrumento de política 
monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas 
as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e 
das aplicações financeiras.
6 . COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS6 . COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
É uma entidade autárquica federal, vinculada ao governo por meio do Ministério da 
Fazenda. O Presidente dela e seus Diretores são nomeados pelo Presidente da República 
depois de aprovados pelo Senado Federal.
É o órgão supervisor voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores 
mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição e opções de compra e venda de 
mercadorias.
Suas principais atribuições são:
• assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão;
• proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais 
de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores 
de carteira de valores mobiliários;
• evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições 
artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado;
• assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e 
as companhias que os tenham emitido;
• assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores 
mobiliários;
• estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;
• promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e 
estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas.
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Mais informações no “Cadernos CVM 1 – O que é a CVM”, disponível em bit.ly/3FQQfNg 
(acesso em: 08 jul. 2022).
7 . MERCADO FINANCEIRO: MERCADO MONETÁRIO, MERCADO DE CRÉDITO, 7 . MERCADO FINANCEIRO: MERCADO MONETÁRIO, MERCADO DE CRÉDITO, 
MERCADO DE CAPITAIS E MERCADO CAMBIALMERCADO DE CAPITAIS E MERCADO CAMBIAL
Podemos entender o mercado financeiro como sendo o conjunto de instituições e 
instrumentos que viabilizam o fluxo financeiro entre os poupadores e os tomadores de 
recursos na economia, ou seja, entre os superavitários e os deficitários.
Fica clara a importância do Mercado Financeiro para o perfeito e adequado funcionamento 
e crescimento econômico de uma nação.
Quando alguma empresa precisa de recursos financeiros para investir nela mesma a fim 
de melhorar e aumentar a sua produção, caso não consiga captá-los de forma eficiente, 
poderá ficar impossibilitada de fazer o investimento necessário e, por conta disso, deixará 
de criar postos de trabalho e de gerar renda.
8 . AUTORREGULAÇÃO FEBRABAN8 . AUTORREGULAÇÃO FEBRABAN
A autorregulação Febraban é um sistema criado pelas próprias instituições financeiras 
que estabelece uma série de compromissos de conduta os quais, em conjunto com as diversas 
outras normas aplicáveis as suas atividades, contribuem para que o mercado funcione de 
forma ainda mais eficaz, clara e transparente, em benefício do consumidor, da sociedade e 
contribuindo para o estabelecimento de um sistema financeiro saudável, ético e eficiente.
Todas as instituições financeiras associadas à Febraban participam como signatárias 
da autorregulação e se submetem ao Código de Conduta Ética e Autorregulação Bancária.
São as chamadas Signatárias “Nível I”.
As instituições podem, ainda, de forma voluntária, aderir a um ou mais eixos normativos 
da autorregulação. São consideradas “Nível II” as instituições financeiras signatárias que 
aderirem voluntariamente a pelo menos um dos eixos normativos descritos a seguir e “Nível 
III” aquelas que aderirem a todos os eixos normativos.
São três os eixos normativos voluntários da autorregulação:
• relacionamento com o consumidor: esse conjunto de normativos consolida diretrizes 
e procedimentos para as boas práticas das instituições financeiras com seus 
consumidores;
• prevenção a ilícitos: atualmente relacionado aos Normativos SARB n. 011/2013 e 
021/2019, esse eixo normativo consolida as melhores práticas nacionais e internacionais 
de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo e à 
corrupção;
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• responsabilidade socioambiental: conjunto de diretrizes e procedimentos fundamentais 
para as práticas socioambientais das signatárias nos negócios e na relação com as 
partes interessadas, conforme regras atualmente previstas no Normativo SARB n. 
014/2014.
A autorregulação é regida pelo Código de Conduta Ética de Autorregulação Bancária e 
pelos normativos da autorregulação. O propósito dela é promover a melhoria contínua da 
qualidade do relacionamento entre os bancos participantes do Sistema e os consumidores. 
Assim, porque ela contribui para um melhor funcionamento do setor como um todo, os 
consumidores e a sociedade são diretamente beneficiadospor esse processo.
9 . DINÂMICA DO MERCADO: OPERAÇÕES NO MERCADO INTERBANCÁRIO9 . DINÂMICA DO MERCADO: OPERAÇÕES NO MERCADO INTERBANCÁRIO
Nesses mercados, ocorre a movimentação dos recursos financeiros nacionais, é a forma 
como o dinheiro muda de mão entre as pessoas.
Os bancos trabalham com a mercadoria chamada dinheiro e poucos trabalham com 
dinheiro próprio: as instituições bancárias trabalham com o dinheiro dos outros.
Os bancos fazem intermediação financeira. Captam recursos de quem tem sobra destes 
e os repassa a quem necessita deles.
O sistema financeiro nacional permite o movimento, ou seja, a circulação das finanças 
da nação brasileira. Permite o encontro de superavitários e deficitários
Mercado interbancário
Como o próprio nome diz, mercado interbancário é um mercado em que só atuam os 
bancos. Nele, os compradores e vendedores de dinheiro atuam oferecendo como lastro, 
como garantia, títulos privados, em especial os CDIs.
Os Certificados de Depósito Interbancário são títulos emitidos pelas instituições 
financeiras monetárias e não monetárias, que lastreiam, que servem de garantiam, nas 
operações realizadas no mercado interbancário.
Quando um banco emite um CDI, ele está reconhecendo uma dívida, e ele diz no CDI 
quando irá pagá-la e por qual taxa de juros irá remunerar aquela dívida.
As características de um CDI são as mesmas que as de um Certificado de Depósito 
Bancário – CDB, mas a negociação do CDI é restrita ao mercado interbancário.
O mercado interbancário acontece fora do âmbito do Bacen e não há incidência de 
imposto. Não existem contratos formalizando as operações, que são fechadas por meio 
eletrônico e registradas no segmento Cetip da B3 Brasil Bolsa Balcão.
As negociações entre os bancos geram a Taxa CDI, ou DI, referência para a maior parte 
dos títulos de renda fixa ofertados ao investidor. É hoje o principal benchmark (referência) 
do mercado.
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A Taxa DI-over, ou DI-diária, ou DI-efetiva, é obtida ao se calcular a média ponderada das 
taxas das transações prefixadas, com prazo de um dia efetuadas na B3 entre instituições 
financeiras.
10 . TAXA DE JUROS DE CURTO PRAZO E A CURVA DE JUROS10 . TAXA DE JUROS DE CURTO PRAZO E A CURVA DE JUROS
Taxa de juros
As instituições financeiras trabalham com uma mercadoria chamada dinheiro. Como 
outra mercadoria qualquer, o dinheiro tem um preço. A taxa de juros é esse preço.
No contexto de uma operação financeira, o juro é a remuneração que o tomador (captador) 
de um empréstimo paga ao doador (aplicador) de recursos.
Segundo o professor Alexandre Assaf Neto, no seu livro “Mercado Financeiro” (2021), 
os fatores fundamentais que afetam os juros são:
• expectativa de inflação;
• risco do tomador de recursos; e
• liquidez de mercado e risco conjuntural.
A curto prazo, a definição da taxa de juros é um importante instrumento de política 
monetária para controlar a inflação da economia.
A longo prazo, a taxa de juros atua na formação da poupança e decisões de investimentos.
Não há norma legal que defina o que é curto, médio e longo prazo, mas o mercado aceita 
como curto prazo as operações que podem ser medidas em dias, como médio prazo, as 
medidas em meses, e como longo prazo, as medidas em anos. O curtíssimo prazo são as 
operações com pouquíssimos dias de prazo.
As taxas de juros de curto prazo são as praticadas em operações de prazo mais curto. 
Quem faz uso do seu limite de cheque especial por vinte dias fez uma operação de curto 
prazo. Por outro lado, quem financia um automóvel no prazo de três anos, fez uma operação 
de longo prazo.
Os juros são a recompensa que alguém recebe por abrir mãos dos seus recursos por 
certo período. Quanto mais tempo a pessoa levar para resgatar o seu dinheiro, maior tende 
a ser a recompensa que essa pessoa exigirá para emprestar os seus recursos.
Em resumo, quanto maior for o prazo, maior tende ser a taxa de juros praticada na 
operação, seja ela de investimento ou de financiamento.
As taxas de juros de curto prazo são aquelas associadas a operações que maturam 
rapidamente, em poucos dias. São os empréstimos de curto prazo ou os investimentos de 
curto prazo.
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Curva de Juros
A curva de juros também é, frequentemente, chamada de yield curve ou estrutura a 
termo da taxa de juros (ETTJ) ou, ainda, curva a termo.
A palavra “termo”, em finanças, está associada a tempo, ou seja, ao prazo de vencimento 
de um título.
Por isso, a expressão “estrutura a termo da taxa de juros” é bastante utilizada. Significa, 
portanto, a estrutura da taxa de juros no tempo. Trata-se de um instrumento relevante 
para a análise de investimentos, tanto por investidores, quanto para profissionais atuantes 
no mercado financeiro.
Curva ascendente
O gráfico abaixo representa um exemplo de estrutura a termo da taxa de juros. No eixo 
vertical, temos a taxa de juros nominal, e no eixo horizontal, a maturidade dos investimentos.
11 . MERCADO BANCÁRIO: OPERAÇÕES DE TESOURARIA, VAREJO BANCÁRIO 11 . MERCADO BANCÁRIO: OPERAÇÕES DE TESOURARIA, VAREJO BANCÁRIO 
E RECUPERAÇÃO DE CRÉDITOE RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO
O mercado bancário reúne compradores e vendedores de produtos bancários e é onde 
ocorre a interação, o relacionamento entre os participantes, os bancos e os clientes e os 
usuários. Essas interações ocorrem por meio dos produtos e serviços bancários:
1) Operações passivas – as captações. Exemplos: depósitos à vista, depósitos a prazo, 
depósitos de caderneta de poupança.
2) Operações ativas – as aplicações. Exemplos: empréstimos e financiamentos, tais 
como: crédito direto ao consumidor, cheque especial, financiamento imobiliários.
3) Operações acessórias – as prestações de serviço. Exemplos: transferência de recursos, 
cobrança de títulos, arrecadação de impostos e tributos.
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Operações de tesouraria
A função básica de uma tesouraria é gerir o fluxo dos recursos.
Cada agência bancária possui sua tesouraria. Ao longo do dia, sai e entra dinheiro na 
agência por conta dos saques e depósitos dos clientes. O tesoureiro precisa fazer a gestão 
do fluxo de entrada e saída de recursos, a fim de que estes não faltem para atender os 
saques dos clientes e não haja excesso de dinheiro na agência ao final do dia.
Mas há também a tesouraria central, institucional ou corporativa, que fica na administração 
central. Essa tesouraria é o foco deste nosso estudo. Ela tem uma função mais ampla e 
estratégica, que atua no desenvolvimento de operações estruturadas, tanto no mercado local 
como no internacional para atender às necessidades dos clientes com foco na maximização 
do retorno das operações. Lida com valores de recursos financeiros muito altos.
Realiza operações com títulos públicos e privados, no mercado de derivativos, de ações, 
de debêntures, entre outros.
Atua também no mercado interbancário para aplicar o excedente de recursos ou para 
captar recursos a fim de atender às necessidades de caixa do banco, a fim de manter a liquidez 
do banco adequada. Para realizar empréstimos, um banco tem de ter recursos em caixa.
A tesouraria cumpre papel fundamental no gerenciamento da liquidez de uma instituição 
financeira. Dependendo do perfil dessa instituição, por meio de operações de gerenciamento 
de liquidez, ela pode contribuir mais ou menos para a geração de receitas do banco – 
conforme o montante de recursos que aplica e os riscos que assume –, mas sempre de 
uma forma determinante.
Varejo bancário
Compreende o segmento de clientes que são atendidos na rede de agências.
Em geral, esses clientes devem se dirigiràs agências físicas para serem atendidos, pegar 
senha e esperar na fila de atendimento. Serão atendidos de forma massificada. Clientes 
de varejo normalmente não possuem um gerente da conta e são atendidos pelas posições 
de atendimento, por quem quer que seja o funcionário da vez.
O foco do atendimento bancário nesse segmento se baseia na oferta e venda de produtos 
financeiros. O trabalho da equipe de varejo bancário é oferecer tudo o que for possível para 
cada um dos clientes, durante o atendimento. Não importa muito a real necessidade do 
cliente. Se o atendente oferecer um produto e o cliente aceitar, a venda está feita. Hoje 
já há procedimentos com vistas a identificar o perfil do cliente a fim de serem oferecidos 
produtos que tenham a ver com a característica pessoal de cada cliente.
Recuperação de crédito
A cobrança, em linhas gerais, é a solicitação do pagamento da dívida contraída pelo 
consumidor, podendo requerer tanto o pagamento de dívidas negativadas quanto de 
dívidas não negativadas. O objetivo central da empresa é o adimplemento, sendo oferecidas 
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algumas alternativas ao consumidor para que o débito seja liquidado; no entanto, não há 
uma grande flexibilidade na negociação da dívida como ocorre com a recuperação de crédito.
A recuperação de crédito diverge da operação de cobrança principalmente em relação ao 
fim: enquanto na cobrança o objetivo é liquidar a dívida, na recuperação, o objetivo é fazer 
com que o inadimplente liquide suas dívidas da forma como puder. Então, na recuperação 
de crédito, a flexibilidade é mais possível, uma vez que o interesse central é receber o débito 
antes que a dívida atinja seu prazo de prescrição ou seja necessário iniciar um processo de 
execução junto ao Poder Judiciário.
O processo de recuperação de crédito é realizado por empresas especializadas na área. 
Elas atuam comprando as dívidas de instituições financeiras ou, até mesmo, são contratadas 
por essas instituições para fazer a recuperação de dívidas que já possuem um extenso 
atraso e baixas perspectivas de pagamento.
A recuperação de crédito beneficia a economia. Isso porque o cliente sem crédito 
acaba sendo um consumidor em menor escala. Ao se privar das compras no crediário, de 
empréstimos e de financiamentos, o cliente se limita a investir seu capital nas contas 
básicas do dia a dia.
12 . LIQUIDEZ12 . LIQUIDEZ
São três os conceitos de liquidez:
• quantidade de dinheiro na economia;
• capacidade de honrar compromissos financeiros;
• possibilidade de transformar algo em dinheiro.
13 . MOEDA E POLÍTICA MONETÁRIA: POLÍTICAS MONETÁRIAS CONVENCIONAIS 13 . MOEDA E POLÍTICA MONETÁRIA: POLÍTICAS MONETÁRIAS CONVENCIONAIS 
E NÃO CONVENCIONAIS (QUANTITATIVE EASING)E NÃO CONVENCIONAIS (QUANTITATIVE EASING)
Moeda
Moeda é o meio pelo qual são efetuadas as transações monetárias. É todo ativo que 
constitua forma imediata de solver débitos, com aceitabilidade geral e disponibilidade 
imediata, e que confere ao seu titular um direito de saque sobre o produto social.
Em geral, a moeda é emitida e controlada pelo governo do país, o único que pode fixar 
e controlar seu valor.
O mercado de moeda funciona de maneira muito similar aos demais mercados: um 
aumento na quantidade de moeda no mercado diminui seu preço, ou seja, faz com que o 
poder de compra dela diminua.
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Política monetária
É o conjunto de ações do governo sobre o sistema monetário, que inclui o controle da 
oferta de moeda e a regulamentação da atividade dos bancos.
A política monetária está inserida na política econômica de cada país e visa controlar:
• o dinheiro em circulação na economia, a taxa de juros praticada pelos bancos;
• o crédito concedido pelas instituições financeiras.
O Banco Central, como autoridade responsável pelo controle, desempenha suas atividades 
buscando equilibrar a quantidade de moeda em circulação na economia. Para isso, altera a 
oferta de moeda, aumentando ou diminuindo a quantidade de moeda na economia, além 
de influir na taxa de juros praticada pelos bancos, estimulando ou reduzindo a economia 
conforme o comportamento da inflação em cada momento.
Política monetária expansionista
Visa expandir a economia, incentivar o consumo, aumentar a produção, gerar mais 
empregos e arrecadar mais impostos.
Para isso, com a política monetária expansionista, o Bacen aumenta a oferta de moeda 
ao país e diminui as taxas de juros com o objetivo de fazer crescer a economia e expandir 
o consumo.
Quando isso é feito, a demanda (procura) por bens e serviços aumenta, e com as taxas 
de juros mais baixas, as empresas contraem mais empréstimos para atender a essa procura.
Se a oferta não é toda atendida, ocorre um aumento dos preços, ou seja, aumento 
da inflação.
A política expansionista tem como vantagem a expansão da economia, porém, tem 
como desvantagem manter o país sujeito à inflação.
Política monetária contracionista
Visa frear a economia, desestimular o consumo. É praticada geralmente nos momentos 
em que a inflação está em alta. Por esse motivo, a política monetária contracionista é 
realizada com o objetivo de contrair a economia, ou seja, diminuir o PIB e o consumo dentro 
de uma economia.
Para isso, o Banco Central aumenta a taxa de juros. Com juros mais altos, as empresas 
e as pessoas ficam menos animadas a tomar dinheiro emprestado dos bancos, reduzindo, 
dessa forma, a quantidade moeda dentro do fluxo econômico.
Com menos dinheiro na economia, as pessoas compram menos, os produtos começam 
a ficar encalhados nas prateleiras dos lojistas. Por isso, para que o comércio possa vender, 
não poderá aumentar os preços dos seus produtos, e pode ser necessário diminuir os preços 
para poder continuar com as suas vendas.
Esse procedimento reduz a inflação devido à diminuição da demanda (a menor procura 
dos produtos pelos consumidores).
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Políticas monetárias convencionais:
• são aquelas consagradas ou aprovadas pelo uso, pela experiência;
• são aquelas comumente praticadas.
Políticas monetárias não convencionais:
• são aquelas que fogem do que é consagrado ou aprovado pelo uso, pela experiência;
• são aquelas que não são praticadas comumente;
• são praticadas em situações muito especiais, em caráter de emergência, em época 
de crises, a fim de socorrer a economia em momentos de grande dificuldade; e
• objetivam injetar dinheiro na economia para aquecer a atividade econômica.
Quantitative leasing (QE)
É uma medida com a qual um banco central compra títulos do mercado para reduzir as 
taxas de juros e expandir a oferta da moeda na economia.
Conhecida também como flexibilização quantitativa, afrouxamento quantitativo ou 
políticas quantitativas de mitigação financeira, é um instrumento de afrouxamento monetário 
que consiste na criação de quantidades significativas de dinheiro novo, eletronicamente, 
pelo banco central de um país.
Em outras palavras, é uma tentativa de aquecer a economia facilitando o acesso de 
pessoas e empresas a empréstimos e financiamentos e estimulando o consumo.
Medidas como essa são criadas para contornar cenários de forte crise econômica.
13 . INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA13 . INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA
São três, basicamente, os instrumentos de política monetária utilizados pelo governo:
• Compra e venda de títulos públicos (operações do mercado aberto) – quando o 
governo vende (lança) títulos no mercado, ele retira moeda da economia, e, quando 
compra títulos, ele coloca moeda na economia.
• Depósitos compulsórios – correspondem a um percentual das captaçõesque os 
bancos são obrigados a recolher ao Banco Central; quanto maior o percentual do 
compulsório, menos moeda na economia, e vice-versa.
• Controle da taxa de juros – quanto maior a taxa de juros, menos pessoas estarão 
dispostas a tomar dinheiro emprestado, resultando em menos moeda na economia.
Alguns defendem que o redesconto e a emissão de moeda também são instrumentos 
de política monetária.
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14 . TAXA SELIC E OPERAÇÕES COMPROMISSADAS14 . TAXA SELIC E OPERAÇÕES COMPROMISSADAS
Selic-meta
Definida pelo Copom. Não é um tabelamento de juros, mas uma sinalização, uma referência 
para que os bancos utilizem essa meta quando emprestarem dinheiro uns para os outros.
Selic-diária
Também chamada de Selic efetiva ou Selic Over. Apurada no Sistema Especial de 
Liquidação e Custódia – Selic.
É uma média ponderada calculada diariamente com base nas taxas praticadas em 
operações compromissadas com prazo de um dia útil, com lastro em títulos públicos federais, 
liquidadas no próprio Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) ou em sistemas 
operados por câmaras ou prestadores de serviços de compensação e de liquidação.
Operações compromissadas
As operações compromissadas funcionam como uma espécie de empréstimo com 
garantia. Com elas, o banco assume o compromisso de fazer, dali a determinado tempo, a 
operação contrária à que ele faz no início da operação.
São operações de venda ou compra de títulos com compromisso de recompra, ou revenda, 
dos mesmos títulos em uma data futura, anterior ou igual à data de vencimento dos títulos.
As operações compromissadas envolvendo títulos de renda fixa devem observar as 
regras estabelecidas na Resolução do CMN n. 3.339, de 26 de janeiro de 2006. Podem ter 
por objeto exclusivamente títulos que estejam devidamente registrados no Selic ou em 
sistema de custódia e liquidação de operações com títulos e valores mobiliários autorizado 
pelo Bacen ou pela CVM.
15 . O DEBATE SOBRE OS DEPÓSITOS REMUNERADOS DOS BANCOS 15 . O DEBATE SOBRE OS DEPÓSITOS REMUNERADOS DOS BANCOS 
COMERCIAIS NO BANCO CENTRAL DO BRASILCOMERCIAIS NO BANCO CENTRAL DO BRASIL
Visa diminuir as operações compromissadas realizadas pelo BC e a dívida pública federal.
Nas operações compromissadas, o Bacen fica com dinheiro e entrega aos bancos títulos 
públicos federais com o compromisso de recomprá-los no dia seguinte, tendo em conta 
que essas operações, em geral, têm um prazo de um único dia.
O problema é que nem sempre o Bacen possui títulos públicos federais suficientes para 
entregar aos bancos nas operações compromissadas, fazendo com que o Tesouro Nacional 
seja obrigado a emitir novos títulos públicos federais.
Esse procedimento aumenta a dívida pública federal.
O depósito remunerado é uma alternativa para o BC controlar a quantidade de moeda 
em circulação no sistema financeiro (liquidez bancária), que tem impacto sobre a inflação, 
sem afetar a dívida pública.
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O BC terá a possibilidade de continuar a controlar a liquidez da economia sem impactar 
a dívida pública federal.
Os depósitos voluntários remunerados vão funcionar como um instrumento alternativo 
às operações compromissadas, pois, ao deixarem o dinheiro no Banco Central, os bancos 
reduzem a quantidade de moeda em circulação.
16 . MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO16 . MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
Mercado primário
As empresas ou o governo emitem títulos e valores mobiliários para captar novos 
recursos diretamente de investidores.
Mercado secundário
É composto por títulos e valores mobiliários previamente adquiridos no mercado primário, 
ocorrendo apenas a troca de titularidade, isto é, a compra e a venda. Não envolve mais o 
emissor nem a entrada de novos recursos de capital para quem o emitiu. Seu objetivo é 
gerar negócios, isto é, dar liquidez aos títulos.
17. DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB)17. DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB)
O Certificado de Depósito Bancário – CDB é um título de crédito (físico ou escritural), e 
o Recibo de Depósito Bancário – RDB é um recibo que, ao ser emitido, gera a obrigação às 
instituições emissoras de pagar ao aplicador, ao final do prazo contratado, o capital inicial 
mais a remuneração prevista.
Ao adquirir um CDB ou RDB, o investidor está concedendo empréstimo ao banco em que 
é correntista, tornando-se credor do banco, e o banco, naturalmente, torna-se devedor 
do investidor.
A principal diferença entre os dois é que o CDB, sendo um título, pode ser negociado 
por meio de transferência, já o RDB é inegociável e intransferível.
Trata-se de uma dívida do setor privado que permite aos bancos captarem recursos de 
pessoas físicas e jurídicas.
A rentabilidade vem dos juros pagos pela instituição ao cliente pelo empréstimo do 
dinheiro ao fim do contrato. A aplicação inicial varia conforme o banco.
Ambos caracterizam uma operação de depósito a prazo, que pode ser formalizada por 
um banco múltiplo, comercial, de investimento ou sociedade de crédito, financiamento e 
investimento (essa somente na forma de RDB).
É um investimento de renda fixa, que pode ser contratado com taxa pré-fixada ou taxa 
pós-fixada.
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O CDB pode ser transferido para outra pessoa até o vencimento, possibilitando a sua 
negociação no mercado secundário.
O resgate antes do vencimento pode ocorrer caso o banco emissor concorde em resgatá-
lo antecipadamente. Isso pode gerar a perda dos rendimentos previstos inicialmente. Esses 
investimentos podem ter a incidência de quatro alíquotas distintas de Imposto de Renda 
na Fonte sobre os seus rendimentos, conforme o prazo da aplicação:
Alíquota Prazo da aplicação
22,5% Até 180 dias
20,0% Entre 181 dias e 360 dias
17,5% Entre 361 dias e 720 dias
15,0% 721 dias ou mais
Há incidência de IOF sobre os rendimentos das aplicações financeiras com prazo inferior 
a trinta dias. Isto é, ele só será cobrado caso o investidor aplique seu dinheiro e faça o 
resgate antes de o investimento completar um mês.
A partir de trinta dias, porém, não há mais IOF. Assim, é relativamente fácil se livrar 
desse imposto, basta não resgatar o dinheiro antes de um mês de aplicação.
18 . CADERNETA DE POUPANÇA18 . CADERNETA DE POUPANÇA
É a aplicação mais simples, tradicional, conservadora e popular, com a qual se pode 
aplicar pequenas somas e ter liquidez, apesar da perda de rentabilidade para saques fora 
da data de aniversário da aplicação.
Não há restrição para aplicação de grandes valores, mas, na poupança, prevalece o 
pequeno investidor, por conta da facilidade operacional, rendimento e a possibilidade de 
resgatar o valor depositado a qualquer momento.
Trata-se de um investimento de renda fixa com taxa pós-fixada.
Podem depositar pessoas físicas e jurídicas.
Remunera a pessoa física e a pessoa jurídica sem fins lucrativos mensalmente e a pessoa 
jurídica com fins lucrativos, trimestralmente, da seguinte forma:
Depósitos Remuneração
Até 03/05/2012 0,5% a.m. ou 6,17% a.a. + TR
A partir de
04/05/2012
Taxa Selic (meta)
maior que 8,5% a.a. menor ou igual a 8,5% a.a.
0,5% a.m. ou
6,17% a.a. + TR
70% da Selic a.m. + TR
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A abertura da poupança e os depósitos podem ser feitos em qualquer dia do mês, sendo 
que as contas abertas nos dias 29, 30 e 31, bem como os depósitos realizados nesses dias, 
começam a contar rendimento a partir do primeiro dia do mês seguinte.
Os rendimentos obtidos por pessoas físicas e jurídicas “não tributadas” não pagam 
imposto de renda.As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real pagam o imposto de renda sobre 
os rendimentos auferidos.
Os riscos em aplicar na poupança são quase inexistentes.
Não há risco de liquidez, visto que o valor depositado pode ser sacado a qualquer 
momento. O risco de crédito é minimizado por ser garantido pelo Fundo Garantidor do 
Crédito – FGC até o limite de R$ 250.000,00.
Os rendimentos de depósitos efetuados em cheque, desde que esses não sejam devolvidos, 
começam a ser contados a partir do dia depósito, e não a partir da liberação do cheque.
É vedada às instituições financeiras a cobrança de qualquer remuneração a título de 
manutenção de contas de poupança, sem exceção. Os bancos só podem cobrar as tarifas 
previstas na Resolução do CMN n. 3.919, de 25 de novembro de 2010.
Serviços essenciais (sem cobrança):
• fornecimento de cartão com função débito;
• fornecimento de segunda via do cartão de débito, exceto nos casos decorrentes 
de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição 
emitente;
• realização de até dois saques, por mês, em guichê de caixa ou em terminal de 
autoatendimento;
• realização de até duas transferências, por mês, para conta de depósitos de mesma 
titularidade;
• fornecimento de até dois extratos, por mês, contendo a movimentação dos últimos 
trinta dias;
• realização de consultas mediante utilização da internet;
• fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do extrato consolidado, discriminando, 
mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas; e
• prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos 
prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos.
ATENÇÃO
A regulamentação estabelece também que a realização de saques em terminais de 
autoatendimento em intervalo de até trinta minutos é considerada como um único evento.
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19 . CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR19 . CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR
O CDC, em geral, é a operação realizada pelas financeiras para que seus clientes adquiram 
bens e serviços. Sua maior utilização é para a aquisição de veículos e eletrodomésticos.
O bem financiado geralmente serve como garantia da operação, ficando alienado à 
financeira, ou seja, o cliente transfere à financeira a propriedade do bem adquirido com o 
dinheiro emprestado até o pagamento total da dívida.
Atualmente, os contratos têm sido firmados com a incidência somente de juros pré-
fixados, e não há prazo máximo para a sua realização.
Existe um tipo especial de CDC, chamado CDC-i, que é o Crédito Direto ao Consumidor 
com a interveniência do lojista vendedor.
A palavra “interveniência” significa, segundo o Dicionário Aurélio, entre outros, que 
há prática de intervenção. Esse CDC é chamado dessa maneira porque o lojista vendedor 
intervém na operação, garantindo-a. Caso o financiado não pague, caberá ao lojista quitar 
o financiamento.
O financiamento não é realizado somente com a participação da financeira e do cliente 
comprador do produto que estiver sendo vendido.
Esse tipo de operação atende aos interesses de lojas varejistas que tradicionalmente 
fazem vendas a prazo. Como essas lojas não são instituições financeiras, elas não podem 
financiar seus compradores. Assim, esses lojistas firmam contratos com instituições 
financeiras que assumem o compromisso de financiar as vendas desses varejistas.
Quando da formalização do contrato com o lojista, a instituição financeira passa a contar 
com o lojista, garantindo adicionalmente a operação, além da garantia real do produto 
vendido, quando ele fica vinculado ao financiamento na forma de alienação fiduciária.
O risco de crédito é menor nesse tipo de operação, refletindo numa menor taxa de juros 
para o financiado.
Para o comprador, isso é interessante, pois este contrata o financiamento diretamente 
na loja onde estiver comprando, sem haver a necessidade de procurar alguma financeira 
que possa financiar suas compras.
O lojista tem a vantagem de receber à vista o valor das vendas, que serão pagas 
parceladamente à financeira pelo seu cliente comprador.
20 . CRÉDITO RURAL20 . CRÉDITO RURAL
É a disponibilização de recursos para aplicação exclusiva nas atividades agropecuárias 
(setor rural). Seu objetivo é:
• estimular os investimentos rurais feitos por produtores ou por suas cooperativas;
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• favorecer o oportuno e adequado custeio da produção e a comercialização de produtos 
agropecuários;
• fortalecer o setor rural;
• incentivar a introdução de métodos racionais no sistema de produção, visando ao 
aumento de produtividade, à melhoria do padrão de vida das populações rurais e à 
adequada utilização dos recursos naturais;
• propiciar, pelo crédito fundiário, a aquisição e a regularização de terras pelos pequenos 
produtores, posseiros e arrendatários e trabalhadores rurais;
• desenvolver atividades florestais e pesqueiras;
• estimular a geração de renda e o melhor uso da mão de obra na agricultura familiar.
O crédito rural financia:
• custeio das despesas normais de cada ciclo produtivo;
• investimento em bens ou serviços cujo aproveitamento se estenda por vários ciclos 
produtivos;
• comercialização da produção.
O custeio pode ser:
• agrícola;
• pecuário;
• de beneficiamento ou industrialização.
O crédito de custeio destina-se às despesas normais:
• do ciclo produtivo de lavouras periódicas, da entressafra de lavouras permanentes ou da 
extração de produtos vegetais espontâneos ou cultivados, incluindo o beneficiamento 
primário da produção obtida e seu armazenamento no imóvel rural ou em cooperativa;
• de exploração pecuária;
• de beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários.
O crédito rural pode ser utilizado por:
• produtor rural (pessoa física ou jurídica);
• cooperativa de produtores rurais; e
• pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, se dedique a uma 
das seguintes atividades:
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a. produção de mudas ou sementes básicas, fiscalizadas ou certificadas;
b. produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;
c. atividades de pesca artesanal e aquicultura para fins comerciais; e
d. atividades florestais e pesqueiras.
21 . CARTÕES DE DÉBITO21 . CARTÕES DE DÉBITO
O dinheiro é um meio de pagamento. Por meio dele, os seres humanos obtêm os elementos 
necessários à sobrevivência. É o modo que o mundo inventou para as coisas mudarem de dono.
O dinheiro de plástico é um meio de pagamento com o qual se faz a utilização dos cartões 
magnéticos, que podem ser de débito ou de crédito.
Os cartões de débito não representam um estímulo ao consumo, pois permitem a 
realização de compras mediante o saque no presente sobre valores já existentes na conta 
corrente do cliente.
Os cartões de crédito estimulam o consumo, pois permitem a realização de compras 
mediante o saque no presente sobre o limite de crédito do cliente, sem que, necessariamente, 
os valores existam na conta corrente dele.
O cartão de débito é um cartão magnético que possibilita ao portador sacar dinheiro 
em sua conta corrente ou de poupança e efetuar o pagamento eletrônico de compras de 
produtos e serviços.
Os saques ocorrem na boca do caixa ou em terminais de autoatendimento.
A transação de compra acontece por meio de equipamentos disponíveis nas lojas 
credenciadas, verdadeiros terminais eletrônicos conectados aos bancos, chamados Point 
of Sale (POS), sendo efetivada somente após a senha digitada ser aprovada e o sistema 
comprovar que o cliente possui saldo suficiente disponível.
Embora o cartão de débito tenhatamanho e aspecto idênticos aos do cartão de crédito, 
na prática ele funciona de forma semelhante ao cheque, sendo uma ordem de pagamento 
à vista sobre os recursos financeiros que o portador possui no banco emissor do cartão.
Entrega as seguintes vantagens para o portador:
• maior segurança em relação ao cheque, visto que, para ser utilizado, é necessário o 
uso da senha para que ocorra a liberação dos fundos bancários do portador do cartão;
• maior controle dos gastos por parte do portador, pois as transações só são efetivadas 
se o cliente dispuser efetivamente de saldo em conta corrente;
• não incentiva o consumo, visto que o cliente só poderá efetuar compras e saques até 
o limite do seu saldo disponível;
• as compras e saques não geram encargos financeiros.
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Para o lojista, a grande vantagem é ter garantido pelo banco o recebimento do valor 
da compra quando a transação é aprovada, oferecendo muito mais segurança do que se o 
pagamento tivesse ocorrido por meio de cheque.
22 . CARTÕES DE CRÉDITO22 . CARTÕES DE CRÉDITO
O uso do cartão de crédito vem crescendo ao longo dos anos, acompanhando o aumento 
da renda e os avanços em geral conquistados pela sociedade brasileira. Facilidade, segurança 
e ampliação das possibilidades de compras são pontos que agradam à população na hora 
de efetuar seus pagamentos com o cartão de crédito.
Trata-se de um meio de pagamento eletrônico que possibilita ao portador adquirir bens 
e/ou serviços, pelo preço à vista, nos estabelecimentos credenciados.
Para esses estabelecimentos, o uso do cartão de crédito representa a real vantagem 
de essa forma de pagamento ser um indutor ao crescimento das vendas e a suposta 
desvantagem de um rebate no seu preço à vista pela demora no prazo do repasse dos 
recursos provenientes das vendas e pelo pagamento de comissão ao credenciador.
O pagamento dos bens e/ou serviços adquiridos com o cartão de crédito ocorrerá na data 
de vencimento da fatura, escolhida pelo portador titular, conforme as datas disponibilizadas 
pelo emissor.
Para o portador, quando este paga o valor integral da fatura no vencimento seguinte, 
a compra representa a vantagem de ganhos reais sobre a inflação, além de ajustar suas 
necessidades de consumo às suas disponibilidades momentâneas de caixa.
Os cartões de crédito têm a desvantagem de incentivar o consumo nos momentos em 
que o consumidor desejava poupar.
Além de ser um dinheiro de plástico, o cartão de crédito é, acima de tudo, um crédito 
automático, sendo uma operação de crédito rotativo, visto que um limite de crédito é 
estabelecido para o cliente.
O cliente não é obrigado a utilizar esse limite, mas, quando desejar fazer uso dele, poderá 
consumir pagando com o cartão até alcançar o limite estabelecido, sem precisar adotar 
qualquer outro procedimento.
Trata-se de crédito rotativo porque, quando o limite é alcançado, o cliente não pode 
mais fazer uso do cartão. Todavia, quando ele efetua o pagamento de algum valor definido 
em sua fatura, o limite de crédito é imediatamente restabelecido. Por isso, a rotatividade.
Os cartões de crédito podem ser de uso nacional ou internacional.
Os procedimentos utilizados para realizar compras com cartões de crédito, débito e 
pré-pago, seja em moeda nacional ou em moeda estrangeira, são considerados arranjos 
de pagamentos, sujeitos às normas disciplinares previstas na Lei n. 12.865, de 09 de 
outubro de 2013.
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As bandeiras Visa, Mastercard, American Express, Diners Club, Hipercard e Elo são 
exemplos de arranjos de pagamento.
O Banco Central definiu três modalidades de instituições de pagamento:
• as emissoras de instrumento de pagamento pós-pago (os cartões de crédito pós-pagos);
• as emissoras de moeda eletrônica, quando gerenciam transações pré-pagas (os 
cartões pré-pagos);
• as credenciadoras de lojistas (empresas como Cielo e Rede, que capturam compras 
com cartão no varejo).
As atividades das instituições de pagamento estão sujeitas à regulamentação baixada 
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil, nos termos dos 
artigos do 6º ao 11 da Lei n. 12.865, de 09 de outubro de 2013.
A Sociedade Administradora de Cartões de Crédito não é obrigada a conceder cartão 
de crédito a qualquer interessado. Pode se recusar a concedê-lo, visto que cada instituição 
pode estabelecer critérios próprios para a concessão de um cartão de crédito em decorrência 
de sua política de crédito.
A regulamentação em vigor proíbe a remessa do cartão de crédito sem prévia solicitação 
do cliente. As instituições financeiras devem assegurar o encaminhamento do cartão de 
crédito ao domicílio do cliente ou a sua habilitação somente em decorrência de sua expressa 
solicitação ou autorização.
A instituição pode debitar em conta os valores relativos à fatura do cartão de crédito, desde 
que o portador tenha previamente solicitado ou autorizado a realização do débito por escrito 
ou por meio eletrônico. A referida autorização é admitida no próprio instrumento contratual 
de abertura de conta de depósito e poderá ser cancelada a qualquer momento a pedido.
O contrato de cartão de crédito pode ser cancelado a qualquer momento, mesmo 
que haja compras parceladas no cartão com parcelas ainda a serem pagas. No entanto, é 
importante salientar que o cancelamento do contrato de cartão de crédito não quita ou 
extingue dívidas pendentes. Assim, deve-se buscar entendimento com o emissor do cartão 
sobre a melhor forma de liquidação da dívida.
Para tornar as regras acerca da prestação desse serviço mais claras, em 25 de novembro 
de 2010, o CMN decidiu pela edição da Resolução n. 3.919, que, entre outras mudanças, 
padronizou a cobrança de tarifas sobre cartões de crédito.
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Segundo essas normas, existem dois tipos de cartões de crédito:
• básico;
• diferenciado.
Cartão básico
É o cartão de crédito exclusivo para o pagamento de compras, contas ou serviços. O 
preço da anuidade para sua utilização deve ser o menor preço cobrado pela emissora entre 
todos os cartões por ela oferecidos.
As instituições financeiras, no processo de negociação com os clientes, estão obrigadas 
a oferecer o cartão básico.
Esse cartão não pode ser associado a programas de benefícios e/ou recompensas.
Cartão diferenciado
É o cartão de crédito que, além de permitir o pagamento de compras, está associado 
a programas de benefícios e recompensas.
O preço da anuidade do cartão diferenciado deve abranger, além da utilização do 
cartão para o pagamento de compras, também a participação do usuário nos programas 
de benefícios e recompensas associados ao cartão.
É opção do cliente contratar o cartão básico ou o cartão diferenciado. Tanto um como 
o outro pode ser nacional e/ou internacional.
O cartão de crédito pode ser emitido para pessoas físicas ou para pessoas jurídicas. No 
caso de pessoa jurídica, os cartões serão emitidos em nome dos sócios e/ou funcionários, 
podendo constar o nome da empresa que assume a responsabilidade perante o emissor.
As instituições podem cobrar de pessoas naturais basicamente cinco tarifas referentes 
à prestação de serviços de cartão de crédito, a título de serviços prioritários:
• anuidade;
• emissão de segunda via do cartão;
• uso do cartão para saque em espécie;
• uso do cartão para pagamento de contas (por exemplo, faturas e boletos de cobranças 
de produtos e serviços); e
• pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.
O valor da tarifa da anuidade do cartão básico nacional deve ser inferior ao da tarifa 
da anuidade do cartão básicointernacional.
É permitida também a cobrança de tarifas pela prestação dos serviços chamados de 
diferenciados:
• envio de mensagem automática relativa à movimentação ou lançamento em cartão 
de crédito;
• fornecimento de plástico de cartão de crédito em formato personalizado;
• fornecimento emergencial de segunda via de cartão de crédito.
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Com o objetivo de diminuir o risco de superendividamento, o CMN tem adotado medidas 
com vistas a proteger o portador do cartão. Até recentemente, o CMN determinava um 
percentual mínimo da fatura que tinha de ser pago pelo portador a cada fatura que recebia. 
Hoje não existe mais esse percentual. Cabe às administradoras de cartões de crédito definir 
o percentual mínimo a ser pago pelo cliente, como acharem melhor.
Esse percentual de pagamento mínimo da fatura poderá ser livremente pactuado entre 
a instituição e o cliente. Caso haja alteração dele pela instituição emissora do cartão, o 
cliente deverá ser comunicado com, no mínimo, trinta dias de antecedência.
Dependendo do que estiver pactuado em contrato, é possível pagar um valor inferior 
ao total da fatura. Há contratos em que o cliente precisa pagar a totalidade da fatura no 
vencimento, e outros em que ele pode pagar um valor inferior ao total da fatura, desde 
que efetue o pagamento do valor mínimo mensal estabelecido contratualmente.
Contudo, nessa última situação, o cliente passa a ser financiado por uma operação de 
crédito relacionada à diferença entre o valor total da fatura e o valor que foi efetivamente 
pago. Em geral, esse financiamento ocorre na modalidade de crédito rotativo.
O crédito rotativo no cartão de crédito é uma modalidade de crédito para financiamento 
da fatura de cartão de crédito, sem data e parcelas definidas para pagamento pelo cliente, 
concedido quando há pagamento inferior ao valor total da fatura, mas superior ou igual ao 
mínimo mensal convencionado. A utilização do crédito rotativo sujeita o titular do cartão 
ao pagamento de juros e demais encargos.
Com a entrada em vigor da Resolução n. 4.549, de 03 de abril de 2017, o saldo devedor 
da fatura de cartão de crédito, quando não pago integralmente até o vencimento, somente 
pode ser mantido em crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente (em geral, 
trinta dias).
O pagamento da fatura do mês subsequente, no qual constará o valor remanescente 
do crédito rotativo ainda não liquidado, acrescido dos juros do período anterior, poderá 
ser feito com recursos do próprio cliente ou com recursos obtidos pelo cliente na própria 
instituição por meio de operação de crédito em outra modalidade. As instituições em geral 
oferecem a modalidade de “parcelamento de fatura”, mas o cliente pode obter crédito em 
outra instituição para liquidar a dívida.
A instituição financeira pode fazer um parcelamento automático do saldo do crédito 
rotativo (parcelamento de fatura automático), desde que haja previsão em contrato 
desse financiamento automático. Nesse caso, as condições do financiamento devem ser 
melhores do que as do crédito rotativo. Além disso, a instituição deve prestar informações 
claras e precisas na fatura entregue mensalmente ao cliente para fins de entendimento 
da sistemática.
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O cliente pode aceitar as opções de financiamento oferecidas pela instituição, mas, caso 
prefira, pode negociar as condições da nova operação nos canais de atendimento disponíveis.
É importante destacar que o cliente pode solicitar o cancelamento das cláusulas 
contratuais sobre parcelamentos automáticos.
A instituição financeira que concedeu o crédito rotativo não é obrigada a oferecer o 
parcelamento do saldo devedor da fatura. A operação de crédito depende do interesse das 
duas partes (instituição financeira e cliente). Entretanto, caso a instituição tenha interesse 
em oferecer o parcelamento do saldo devedor da fatura, as condições por ela oferecidas 
ao cliente devem ser mais vantajosas do que aquelas do crédito rotativo, inclusive no que 
diz respeito à cobrança de encargos financeiros.
Os valores relativos às novas compras de cada período poderão ser financiados por 
meio de novo crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente, em novo período 
em torno de trinta dias.
Se não houver o pagamento total do saldo devedor da fatura que já tiver sido financiado 
por trinta dias no crédito rotativo, ou se não for aceita nenhuma forma de parcelamento 
do seu pagamento, estará configurada a situação de inadimplência do cliente. Nesse 
caso, poderão ser aplicados os procedimentos previstos no contrato para situações de 
inadimplemento.
O valor da dívida feita no crédito rotativo e no parcelamento da fatura não pode ultrapassar 
100% do valor principal. Uma dívida de R$ 100,00 que não é quitada, por exemplo, está limitada 
a R$ 200,00 após incidência dos juros e dos encargos por atraso de pagamento.
Cartão co-branded
É o cartão de marca compartilhada que carrega o logotipo da empresa associada e a 
bandeira, trazendo vantagens específicas para seus portadores, como milhagem aérea.
Reflete uma parceria em vendas e marketing cujo objetivo é fidelizar o cliente. 
Exemplos:cartões de empresas aéreas, da indústria automobilística, de redes de varejo etc.
Cartão afinidade
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O cartão de afinidade reflete uma parceria entre a administradora do cartão de crédito 
com organizações não lucrativas.
É um cartão que possui um apelo cujo objetivo é identificar o cliente com a empresa. Este 
opta por contribuir financeiramente, mesmo que indiretamente, com essas organizações.
Nesse tipo de cartão, o cliente é informado sobre quanto e como ele está contribuindo 
com a empresa. Exemplos: clubes de futebol, igrejas, associações etc.
Private Label (retailer card)
É um tipo de cartão de crédito emitido por um varejista e usualmente válido apenas para 
a realização de compras com esse varejista ou em qualquer estabelecimento credenciado.
Os cartões de lojas varejistas, conhecidos como private label, emitidos por empresas com 
destinação exclusiva para a aquisição de seus próprios bens ou serviços, não são arranjos 
de pagamento e não estão sujeitos à regulação e supervisão do Banco Central.
Charged card
É o cartão carregado previamente. Como exemplos, temos os cartões vale-refeição, 
vale-alimentação, vale-presente e o TravelMoney.
23 . CONSÓRCIOS23 . CONSÓRCIOS
O consórcio é a reunião de pessoas naturais ou jurídicas em grupo, promovida por 
administradora de consórcio, com a finalidade de propiciar a seus integrantes, por meio 
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de autofinanciamento, a aquisição de bens e serviços. O grupo de consórcio tem prazo de 
duração e número de cotas previamente determinados.
Todos os grupos de consórcio são independentes entre si. Assim, recursos de um grupo não 
podem ser transferidos para outro nem se confundem com o patrimônio da administradora.
Somente as administradoras de consórcio autorizadas a funcionar pelo Banco Central 
podem administrar grupos de consórcio.
A contemplação é a atribuição ao consorciado do crédito para a aquisição de bem ou 
serviço. O crédito corresponde ao valor atualizado do bem ou do serviço na data da sua 
contemplação.
A contemplação pode ocorrer por sorteio ou por lance. Os critérios para participar dos 
sorteios e para oferecimento de lances devem estar previstos no seu contrato. Os critérios 
de desempate também devem estar previamente definidos.
A contemplação somente érealizada nas assembleias gerais de contemplação, geralmente 
mensais. Os consorciados devem receber da administradora calendário anual das datas das 
assembleias ordinárias previstas.
24 . BANCOS COMERCIAIS24 . BANCOS COMERCIAIS
São instituições financeiras privadas ou públicas cujo objetivo principal é proporcionar o 
suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar, a curto e médio 
prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e 
terceiros em geral.
A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica do banco 
comercial.
Um banco comercial deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima, e, na sua 
denominação social, deve constar a expressão “Banco”.
É vedado o uso da palavra “Central” na denominação social.
Os bancos comerciais podem:
• captar depósitos à vista e a prazo fixo;
• descontar títulos;
• realizar operações de abertura de crédito simples ou em conta corrente (conta 
garantida/cheque especial);
• realizar operações especiais, inclusive do crédito rural, de câmbio e comércio 
internacional;
• obter recursos junto às instituições oficiais para repasse aos clientes;
• obter recursos externos para repasse;
• efetuar a prestação de serviços, inclusive mediante convênio com outras instituições.
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25 . BANCOS DE INVESTIMENTO25 . BANCOS DE INVESTIMENTO
São os grandes municiadores de crédito de médio e longo prazos no mercado, suprindo 
os agentes carentes de recursos para investimento em capital de giro e fixo.
São especializados em operações de participação societária de caráter temporário, 
de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de 
administração de recursos de terceiros.
Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima.
Na sua denominação, deve constar a expressão “Banco de Investimento”.
As atividades inerentes à consecução de seus objetivos são:
• praticar operações de compra e venda, por conta própria ou de terceiros, de metais 
preciosos, no mercado físico, e de quaisquer títulos e valores mobiliários, nos mercados 
financeiros e de capitais;
• operar em bolsas de mercadorias e de futuros, bem como em mercados de balcão 
organizados, por conta própria e de terceiros;
• operar em todas as modalidades de concessão de crédito para financiamento de 
capital fixo e de giro;
• participar do processo de emissão, subscrição (underwriting) para revenda e distribuição 
de títulos e valores mobiliários;
• operar em câmbio, mediante autorização específica do Banco Central do Brasil;
• coordenar processos de reorganização e reestruturação de sociedades e conglomerados, 
financeiros ou não, mediante prestação de serviços de consultoria, participação 
societária e/ou concessão de financiamentos ou empréstimos;
• realizar outras operações autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
Os bancos de investimento podem empregar em suas atividades, além de recursos 
próprios, os provenientes de:
• depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
• recursos oriundos do exterior, inclusive por meio de repasses interbancários;
• repasse de recursos oficiais;
• depósitos interfinanceiros;
• outras formas de captação autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
Os bancos de investimento podem manter contas, sem juros e não movimentáveis por 
cheque, relativas a recursos de terceiros destinados a aplicações ou prestação de serviços.
Podem se dedicar também à prestação de vários tipos de serviços, tais como:
• avais;
• custódias;
• negociação no mercado de capitais;
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• administração de carteiras de títulos e valores mobiliários e de fundos de investimento, 
underwriting etc.
• administração de empresas cujo objeto social esteja diretamente vinculado a operações 
praticadas no âmbito do mercado financeiro, abrangendo o exercício de atividades 
necessárias ao seu funcionamento, inclusive escrituração, administração de ativos 
e passivos e custódia.
26 . BANCOS DE DESENVOLVIMENTO26 . BANCOS DE DESENVOLVIMENTO
São instituições financeiras públicas criadas e controladas por unidade da Federação, 
constituídas sob a forma de sociedade anônima. Deve ter sua sede na capital da unidade 
da Federação que detiver seu controle acionário.
As normas sobre bancos de desenvolvimento não se aplicam a instituição financeira 
controlada pela União, criada ou cuja criação tenha sido autorizada por lei específica.
Bancos de desenvolvimento não podem manter agências. Podem celebrar convênio 
com instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil para realização de 
operações compatíveis com seus objetivos.
O seu objetivo precípuo deve ser proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos 
recursos necessários ao financiamento, nos médio e longo prazos, de programas e projetos que 
visem promover o desenvolvimento econômico e social das respectivas unidades da Federação 
que detiverem seu controle acionário, cabendo-lhes apoiar prioritariamente o setor privado.
Excepcionalmente, quando o empreendimento visar a benefícios de interesse comum, os 
bancos de desenvolvimento podem prestar assistência a programas e projetos desenvolvidos 
em unidade da Federação limítrofe à sua área de atuação.
Para atender a seu objetivo, podem apoiar iniciativas que visem:
• ampliar a capacidade produtiva da economia, mediante implantação, expansão e/ou 
relocalização de empreendimentos;
• incentivar a melhoria da produtividade, por meio de reorganização, racionalização, 
modernização de empresas e formação de estoques, em níveis técnicos adequados, 
de matérias-primas e de produtos finais, ou por meio da formação de empresas de 
comercialização integrada;
• promover a organização de setores da economia regional e o saneamento de empresas 
por meio de incorporação, fusão, associação, assunção de controle acionário e de 
acervo e/ou liquidação ou consolidação de passivo ou ativo onerosos;
• fomentar a produção rural por meio de projetos integrados de investimentos destinados 
à formação de capital fixo ou semifixo; ou
• promover a incorporação e o desenvolvimento de tecnologia de produção, o 
aperfeiçoamento gerencial, a formação e o aprimoramento de pessoal técnico, 
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podendo, para esse fim, fomentar programas de assistência técnica, preferencialmente 
por meio de empresas e entidades especializadas.
Na sua denominação, deve constar a expressão “Banco de Desenvolvimento”, seguida 
do nome da unidade da Federação que detiver seu controle acionário, sendo vedado o 
uso de denominação ou nome fantasia que contenha termos característicos das demais 
instituições do Sistema Financeiro Nacional ou de expressões similares, em vernáculo ou 
em idioma estrangeiro.
Deve ter sua sede na capital da unidade da Federação que detiver seu controle acionário.
Seu funcionamento depende de autorização do Banco Central do Brasil.
Devem observar permanentemente os limites mínimos de capital social integralizado 
e de patrimônio líquido de R$ 12,5 milhões.
Para aqueles que operarem no mercado de câmbio, devem ser adicionados R$ 6,5 
milhões aos valores de capital social integralizado e patrimônio líquido acima estabelecidos, 
totalizando R$ 19 milhões.
Podem empregar, em suas atividades, além de recursos próprios, os provenientes de:
• depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, que devem ser realizados a 
taxas de mercado e com prazo de vencimento igual ou superior a 360 dias;
• empréstimos e financiamentos obtidos no país e no exterior;
• operações de crédito ou aportes do setorpúblico federal, estadual ou municipal;
• emissão ou negociação de cédulas hipotecárias e de cédulas de crédito imobiliário;
• negociação de títulos, cédulas e certificados do agronegócio;
• emissão de letras de crédito do agronegócio;
• emissão de letras financeiras;
• negociação de certificados de cédulas de crédito bancário; e
• outras formas de captação admitidas pela legislação e pela regulamentação.
Somente podem operar com:
• pessoas naturais residentes e domiciliadas no país, desde que os recursos concedidos 
sejam vinculados à execução de projeto aprovado pela própria instituição, à integralização 
de capital social ou à aquisição do controle acionário de sociedades empresárias cujas 
atividades tenham importância para a economia estadual ou regional;
• pessoas jurídicas de direito privado sediadas no país; e
• pessoas jurídicas de direito público ou entidade direta ou indiretamente por elas 
controladas.
Podem realizar as seguintes operações e atividades, desde que compatíveis com o seu 
objetivo, observada a legislação e a regulamentação específica aplicável a cada caso:
• empréstimos e financiamentos;
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• operações de arrendamento mercantil, inclusive com recursos provenientes de 
instituições públicas federais de desenvolvimento;
• prestação de garantias;
• subscrição de ações ou debêntures para revenda no mercado;
• garantia de subscrição;
• participação no capital social de sociedades empresárias de caráter transitório e 
minoritário;
• integralização de cotas de fundos que tenham participação da União, constituídos 
com o objetivo de garantir o risco de operações de crédito; e
• outras operações e atividades admitidas na legislação e na regulamentação.
É vedado:
• operar em aceites de títulos cambiários para colocação no mercado de capitais;
• constituir, administrar e gerir fundos de investimentos;
• financiar loteamento de terrenos e construção de imóveis para revenda ou incorporação, 
salvo as operações relativas à implantação de distritos industriais; e
• adquirir imóveis não destinados a uso próprio, exceto nas hipóteses admitidas pela 
legislação e pela regulamentação.
27 . SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO27 . SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO
São as financeiras, que têm por finalidade conceder crédito pessoal e financiar bens 
duráveis às pessoas físicas ou jurídicas (usuários finais) por meio do conhecido crediário 
ou Crédito Direto ao Consumidor – CDC (Resolução CMN n. 45/1966).
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, e, na sua denominação 
social, deve constar a expressão “Crédito, Financiamento e Investimento”.
Podem captar recursos por meio de aceite ou colocação de letra de câmbio no mercado 
e de depósito a prazo na forma de CDB ou RDB.
28 . SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL28 . SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, adotando-se obrigatoriamente, 
em sua denominação social, a expressão “Arrendamento Mercantil” (Resolução CMN n. 
4.976/2021).
Estão sujeitas, no que couber, às mesmas condições estabelecidas para o funcionamento 
de instituições financeiras na Lei n. 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e legislação posterior 
relativa ao Sistema Financeiro Nacional.
Suas fontes de recursos (operações passivas) são:
• de emissão pública ou particular;
• empréstimos contraídos no exterior;
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• empréstimos e financiamentos de instituições financeiras nacionais, inclusive de 
repasses de recursos externos;
• instituições financeiras oficiais, destinadas a repasses de programas específicos;
• debêntures de emissão pública ou particular;
• cessão de contratos de arrendamento mercantil, bem como dos direitos creditórios 
deles decorrentes;
• depósitos interfinanceiros;
• outras formas de captação de recursos, autorizadas pelo BCB.
Têm a finalidade de realizar operações de arrendamento mercantil – leasing (operações 
ativas). Surgiram com o reconhecimento de que a propriedade de um bem não gera lucro, 
mas sim a sua utilização econômica.
As empresas que necessitam de um determinado bem em sua atividade produtiva e que 
não possuem recursos para a compra deste o arrendam para uso em seu negócio.
Diferença entre aluguel e arrendamento mercantil:
• Aluguel – uso do bem para o prazer próprio.
• Arrendamento mercantil – uso do bem com o objetivo de obter ganhos.
29. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO – SCI29. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO – SCI
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, adotando-se obrigatoriamente, 
em sua denominação social, a expressão “Crédito Imobiliário” (Resolução CMN n. 2.735/2000).
São instituições financeiras criadas pela Lei n. 4.380, de 21 de agosto de 1964, para 
atuar no financiamento habitacional.
O foco da SCI consiste no financiamento para construção de habitações, na abertura 
de crédito para compra ou construção de casa própria e no financiamento de capital de 
giro a empresas incorporadoras, produtoras e distribuidoras de material de construção. 
Atualmente, em decorrência da sua condição de repassadora, as SCIs têm atuado de forma 
mais limitada, voltando-se para operações específicas, como o programa Minha Casa, 
Minha Vida.
As SCIs não captam recursos do público e atuam somente na condição de repassadoras.
30 . BANCO MÚLTIPLO30 . BANCO MÚLTIPLO
É a instituição financeira privada ou pública que realiza as operações ativas, passivas 
e acessórias das diversas instituições financeiras, por intermédio das seguintes carteiras:
• comercial;
• de investimento e/ou de desenvolvimento;
• de crédito imobiliário;
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• de arrendamento mercantil;
• de crédito, financiamento e investimento.
O banco múltiplo deve ser constituído por, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, 
obrigatoriamente, comercial ou de investimento, e deve ser organizado sob a forma de 
sociedade anônima.
Essas operações estão sujeitas às mesmas normas legais e regulamentares aplicáveis 
às instituições singulares correspondentes às suas carteiras.
A carteira de desenvolvimento somente poderá ser operada por banco público.
Na sua denominação social, deve constar a expressão “banco”.
31 . CAIXA ECONÔMICA FEDERAL31 . CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
A Caixa Econômica Federal (Caixa) é a única caixa econômica em funcionamento no 
país. É uma instituição financeira sob a forma de empresa pública vinculada ao Ministério 
da Fazenda, apresentando um objetivo claramente voltado para o social. É instituição 
integrante do SFN e auxiliar da execução da política de crédito do governo federal.
Sujeita-se às decisões e à disciplina normativa do órgão competente e à fiscalização 
do Banco Central do Brasil.
Assemelha-se aos bancos comerciais, podendo captar depósitos à vista, realizar operações 
ativas e efetuar prestação de serviços.
Não é banco comercial nem banco múltiplo, embora possua algumas das carteiras dos 
bancos múltiplos. É caixa econômica.
Um atributo da Caixa é o seu cunho social, caracterizando-se cada vez mais como uma 
instituição financeira de apoio ao trabalhador de baixa renda.
Ela prioriza a concessão de empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas 
áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e esporte.
É a instituição financeira responsável pela operacionalização das políticas do governo 
federal para habitação popular e saneamento básico.
Pode operar com crédito direto ao consumidor, financiando bens de consumo duráveis, 
emprestar sob garantia de penhor industrial e caução de títulos, bemcomo tem o monopólio 
do empréstimo sob penhor de bens pessoais e da venda de bilhetes de loteria federal.
Centraliza o recolhimento e a posterior aplicação de todos os recursos oriundos do 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), integra o Sistema Brasileiro de Poupança 
e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
É o principal agente do Sistema Financeiro da Habitação – SFH, atuando no financiamento 
da casa própria, principalmente no segmento de baixa renda.
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Os recursos previstos para o SFH são originados, principalmente, do Fundo de Garantia 
do Tempo de Serviço (FGTS), das cadernetas de poupança e de fundos próprios dos agentes 
financeiros.
A Caixa tem alternado diversos programas de financiamento a aquisição ou construção 
da casa própria ao longo do tempo, procurando melhor viabilizar o acesso da população 
mais pobre à moradia.
32 . ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO32 . ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO
Atuam no financiamento habitacional. Suas operações passivas são:
• depósitos de cadernetas de poupança;
• emissão de letras e cédulas hipotecárias;
• depósitos interfinanceiros;
• empréstimos externos.
Suas operações ativas são, basicamente, direcionadas ao mercado imobiliário e ao 
Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
São constituídas sob a forma de sociedade civil, sendo de propriedade comum de seus 
associados.
Os depositantes dessas entidades são considerados acionistas da associação e, por isso, 
não recebem rendimentos, mas dividendos.
Os recursos dos depositantes são, assim, classificados no patrimônio líquido da associação, 
e não no passivo exigível.
33 . COOPERATIVAS DE CRÉDITO33 . COOPERATIVAS DE CRÉDITO
São sociedades de pessoas de natureza civil, com forma jurídica própria, não sujeitas à 
falência, constituídas para prestar serviços aos associados.
Atuando tanto no setor rural quanto no urbano, as cooperativas de crédito podem se 
originar da associação de funcionários de uma mesma empresa ou grupo de empresas, de 
profissionais de determinado segmento, de empresários ou mesmo adotar a livre admissão 
de associados em uma área determinada de atuação, sob certas condições.
É vedada a constituição de cooperativa mista com seção de crédito.
Os eventuais lucros auferidos com suas operações – prestação de serviços e oferecimento 
de crédito aos cooperados – são repartidos entre os associados.
Em sua denominação social, devem adotar obrigatoriamente a expressão “cooperativa” 
(vedada a utilização da palavra “banco”).
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Uma área de atuação importante das cooperativas de crédito tem sido o setor primário 
da economia, tendo como objetivo viabilizar financeiramente o escoamento das safras 
agrícolas, bem como criar um mecanismo de melhor comercialização desses produtos.
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Podem:
Na captação (operações passivas):
• captar depósitos (somente de associados);
• captar caderneta de poupança rural;
• obter empréstimos ou repasses de instituições financeiras nacionais ou estrangeiras;
• receber recursos oriundos de fundos oficiais.
Na aplicação (operações ativas):
• conceder créditos;
• aplicar recursos no mercado financeiro.
Na prestação de serviços:
• prestar garantias;
• prestar serviços de cobrança, de custódia, de recebimentos e pagamentos por conta 
de terceiros (instituições públicas ou privadas);
• prestar serviços de correspondente no país.
Mais informações sobre as cooperativas de crédito podem ser obtidas na cartilha 
“História da evolução normativa no Brasil”, disponível no endereço: bit.ly/3qKBYvg (acesso 
em: 01 mar. 2024).
34 . INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS E NÃO MONETÁRIAS34 . INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS E NÃO MONETÁRIAS
• Monetárias (também chamadas incorretamente de bancárias) – captam depósitos 
à vista (bancos comerciais, caixas econômicas, cooperativas de crédito, bancos 
cooperativos e bancos múltiplos com carteira comercial).
• Não monetárias (também chamadas incorretamente de não bancárias) – não captam 
depósitos à vista.
35 . SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO35 . SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO
Segundo as regras definidas pela Lei n. 12.865, de 09 de outubro de 2013, as sociedades 
administradoras de cartões de crédito são consideradas instituições de pagamento, por 
emitirem instrumento de pagamento, os cartões de crédito, e credenciarem a aceitação 
de instrumento de pagamento, os lojistas. Elas podem aderir a arranjos de pagamento na 
forma estabelecida pelo Banco Central do Brasil, conforme diretrizes estabelecidas pelo 
Conselho Monetário Nacional.
Essas sociedades estão sujeitas à autorização do Banco Central para constituição, 
funcionamento, transferência de controle, bem como nos casos de fusão, cisão e incorporação.
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Somente necessita de autorização do Banco Central para funcionar a instituição de 
pagamento que apresente movimentações financeiras superiores a R$ 500 milhões em 
transações de pagamento nos últimos doze meses.
O Banco Central do Brasil tem competência para estabelecer condições e autorizar a 
posse e o exercício de cargos em órgãos estatutários e contratuais nessas sociedades, bem 
como para supervisioná-las e aplicar eventuais sanções cabíveis.
Essas instituições de pagamento sujeitam-se ao regime de administração especial 
temporária, à intervenção e à liquidação extrajudicial, nas condições e forma previstas na 
legislação aplicável às instituições financeiras.
Não são empresas financeiras, mas sim empresas prestadoras de serviços. São proibidas 
de desenvolver atividades privativas de instituições financeiras.
Fazem a intermediação entre os portadores de cartões, os estabelecimentos afiliados, 
as bandeiras (Visa, Mastercard etc.) e as instituições financeiras. Emitem cartões de crédito 
que são utilizados para a aquisição de bens ou serviços nos estabelecimentos credenciados.
Cabe lembrar que os cartões de loja, os chamados private label, não são considerados 
arranjos de pagamento e estão fora do alcance da regulamentação em vigor.
36 . ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIOS36 . ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIOS
Segundo o art. 5º da Lei n. 11.795, de 08 de outubro de 2008, a administradora de 
consórcios é a pessoa jurídica prestadora de serviços com objeto social principal voltado à 
administração de grupos de consórcio, constituída sob a forma de sociedade limitada ou 
sociedade anônima.
Quando constituídos na forma de sociedade limitada, os contratos sociais dessas 
administradoras de consórcio devem conter cláusula expressa definindo o prazo de mandato 
dos seus administradores. Esse prazo não pode ser superior a quatro anos, sendo admitida 
a reeleição.
A administradora de consórcio deve figurar no contrato de participação em grupo de 
consórcio, por adesão, na qualidade de gestora dos negócios dos grupos e de mandatária 
de seus interesses e direitos.
Os diretores, gerentes, prepostos e sócios com função de gestão na administradora de 
consórcio são depositários, para todos os efeitos, das quantias que a administradora receber 
dos consorciados na sua gestão, até o cumprimento da obrigação assumida no contrato de 
participação em grupo de consórcio, por adesão, respondendo pessoal e solidariamente, 
independentemente da verificação de culpa, pelas obrigações perante os consorciados.
A administradora de consórcio tem direito a receber taxa de administração, a título 
de remuneração pela formação, organizaçãoe administração do grupo de consórcio até o 
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encerramento deste, bem como recebimento de outros valores, expressamente previstos 
no contrato de participação em grupo de consórcio, por adesão.
Os bens e direitos adquiridos pela administradora em nome do grupo de consórcio, 
inclusive os decorrentes de garantia, bem como seus frutos e rendimentos, não se comunicam 
com o seu patrimônio, observado que:
• não integram o ativo da administradora;
• não respondem direta ou indiretamente por qualquer obrigação da administradora;
• não compõem o elenco de bens e direitos da administradora, para efeito de liquidação 
judicial ou extrajudicial;
• não podem ser dados em garantia de débito da administradora.
A administradora estará desobrigada de apresentar Certidão Negativa de Débitos, 
expedida pelo Instituto Nacional da Seguridade Social, e Certidão Negativa de Tributos e 
Contribuições, expedida pela Secretaria da Receita Federal, relativamente à própria empresa, 
quando alienar imóvel integrante do patrimônio do grupo de consórcio.
A normatização, coordenação, supervisão, fiscalização e controle das atividades do 
sistema de consórcios serão realizados pelo Banco Central do Brasil, a quem também cabe:
• conceder autorização para funcionamento, transferência do controle societário e 
reorganização da sociedade e cancelar a autorização para funcionar das administradoras 
de consórcio, segundo abrangência e condições que fixar;
• aprovar atos administrativos ou societários das administradoras de consórcio, segundo 
abrangência e condições que fixar;
• baixar normas disciplinando as operações de consórcio, inclusive no que se refere à 
supervisão prudencial, à contabilização, ao oferecimento de garantias, à aplicação 
financeira dos recursos dos grupos de consórcio, às condições mínimas que devem 
constar do contrato de participação em grupo de consórcio, por adesão, à prestação 
de contas e ao encerramento do grupo de consórcio;
• fixar condições para aplicação das penalidades em face da gravidade da infração 
praticada e da culpa ou dolo verificados, inclusive no que se refere à gradação das 
multas previstas de serem aplicadas;
• fiscalizar as operações de consórcio, as administradoras de consórcio e os atos dos 
respectivos administradores e aplicar as sanções;
• estabelecer os procedimentos relativos ao processo administrativo e o julgamento 
das infrações à Lei n. 11.795/2008, às normas infralegais e aos termos dos contratos 
de participação em grupo de consórcio, por adesão, formalizados;
• intervir nas administradoras de consórcio e decretar sua liquidação extrajudicial 
na forma e nas condições previstas na legislação especial aplicável às instituições 
financeiras.
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No exercício da fiscalização prevista, o Bacen poderá exigir das administradoras de 
consórcio, bem como de seus administradores, a exibição a funcionários seus, expressamente 
credenciados, de documentos, papéis, livros de escrituração e acesso aos dados armazenados 
nos sistemas eletrônicos, considerando-se a negativa de atendimento como embaraço à 
fiscalização, sujeita às penalidades previstas, sem prejuízo de outras medidas e sanções cabíveis.
37 . MERCADO DE CAPITAIS37 . MERCADO DE CAPITAIS
No mercado de capitais, negociam-se valores mobiliários, predominando ações, 
debêntures e quotas de fundos de investimento. Entretanto, existem vários outros tipos 
de valores mobiliários.
O art. 2º da Lei n. 6.385, de 07 de dezembro de 1976, com alterações feitas pela Lei n. 
10.303, de 31 de outubro de 2001, define como valores mobiliários:
• as ações, debêntures e bônus de subscrição;
• os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos 
aos valores mobiliários;
• os certificados de depósito de valores mobiliários;
• as cédulas de debêntures;
• as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento 
em quaisquer ativos;
• as notas comerciais;
• os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes sejam 
valores mobiliários;
• outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes.
Nenhuma emissão pública de valores mobiliários poderá ser distribuída no mercado 
sem prévio registro na CVM, entendendo-se por atos de distribuição a venda, a promessa 
de venda, a oferta à venda ou subscrição, a aceitação de pedido de venda ou a subscrição 
de valores mobiliários.
Estão expressamente excluídos do mercado de valores mobiliários os títulos da dívida 
pública federal, estadual ou municipal.
38 . CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL NO MERCADO DE CAPITAIS38 . CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL NO MERCADO DE CAPITAIS
Como já visto anteriormente, é o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro 
Nacional. Compete ao CMN estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e 
creditícia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições 
financeiras; e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial.
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Com relação ao mercado de capitais, conforme o art. 3º da Lei n. 6.385, de 07 de dezembro 
de 1976, compete ao Conselho Monetário Nacional:
• definir a política a ser observada na organização e no funcionamento do mercado 
de valores mobiliários;
• regular a utilização do crédito nesse mercado;
• fixar a orientação geral a ser observada pela Comissão de Valores Mobiliários no 
exercício de suas atribuições;
• definir as atividades da Comissão de Valores Mobiliários que devem ser exercidas em 
coordenação com o Banco Central do Brasil;
• aprovar o quadro e o regulamento de pessoal da Comissão de Valores Mobiliários, 
bem como fixar a retribuição do Presidente, de Diretores, ocupantes de funções de 
confiança e demais servidores.
39 . ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO39 . ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO
O mercado de capitais é o conjunto de mercados, instituições e ativos que viabiliza a 
transferência de recursos financeiros entre tomadores (companhias abertas) e aplicadores 
(investidores) desses recursos.
Essa transferência ocorre mediante operações financeiras que acontecem por meio de 
intermediários financeiros.
As operações que ocorrem no mercado de capitais, bem como seus participantes, são 
reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
As companhias abertas necessitam de recursos financeiros para realizar investimentos 
produtivos, tais como: construção de novas plantas industriais, inovação tecnológica, 
expansão da capacidade, aquisição de outras empresas ou mesmo o alongamento do prazo 
para pagamento de suas dívidas.
Os investidores, por outro lado, possuem recursos financeiros excedentes, que precisam 
ser aplicados de maneira rentável e valorizar-se ao longo do tempo, contribuindo para o 
aumento de capital do investidor.
Para compatibilizar os diversos interesses entre companhias e investidores, estes 
recorrem aos intermediários financeiros, que cumprem a função de reunir investidores e 
companhias, propiciando a alocação eficiente dos recursos financeiros na economia.
O papel dos intermediários financeiros é harmonizar as necessidades dos investidores 
com as das companhias abertas. Por exemplo, uma companhia que necessita captar recursos 
para investimentos, se desejar fazê-lo por intermédio do mercado de capitais, deve procurar 
os intermediários financeiros, que distribuirão seus títulos para serem oferecidos a diversos 
investidores, possibilitando mobilizar o montante de recursos requerido pela companhia.
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O primeiro passo para isso é o registro de companhia aberta junto à CVM. O intermediário 
financeiro pedirá o registro em nome da companhia apresentando uma série de documentos 
que são especificados pela CVM, entre eles os principais atos societários, as últimas 
demonstrações financeiras, o parecer de auditor independente, entre outros.
Uma vez obtido o registro de companhia aberta junto à CVM, a empresa pode, por exemplo, 
emitir títulos representativos de seu capital, as ações ou representativos de empréstimos 
tomados via mercado de capitais, como debêntures e notas comerciais (commercial papers).
A colocação inicial desses títulos ou valores mobiliários se dá no chamado mercado 
primário, em que as ações e/ou debêntures, por exemplo, são vendidas pela primeira vez e 
os recursos financeiros obtidos são direcionados para a respectiva companhia.
Emissores
• Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários;
• Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários;
• Agentes autônomos de investimento;
• Administradores de carteiras.
Administradores de Mercado
• Bolsas de Valores.
Depositárias
• Câmaras de Compensação e Liquidação.
Outros
• Analistas de Mercado de Valores Mobiliários;
• Empresas de auditoria;
• Consultorias.
Investidores
• Pessoas físicas;
• Institucionais;
• Empresas;
• Estrangeiros;
• Outros.
40. SOCIEDADES ANÔNIMAS – DIFERENÇAS ENTRE COMPANHIAS ABERTAS 40. SOCIEDADES ANÔNIMAS – DIFERENÇAS ENTRE COMPANHIAS ABERTAS 
E FECHADASE FECHADAS
A sociedade anônima ou companhia tem o seu capital dividido em ações, e a responsabilidade 
dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas, 
conforme o art. 1º da Lei n. 6.404/1976, conhecida como Lei das S.A.
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A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões “companhia” 
ou “sociedade anônima”, expressas por extenso ou abreviadamente, mas vedada a utilização 
da primeira ao final.
Segundo o art. 4º da Lei n. 6.404/1976, a companhia é aberta ou fechada conforme os 
valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de 
valores mobiliários.
41. AÇÕES – CARACTERÍSTICAS E DIREITOS41. AÇÕES – CARACTERÍSTICAS E DIREITOS
Ação é um valor mobiliário, emitido por sociedades anônimas, que representa uma 
parcela do seu capital social.
O proprietário de ações emitidas por uma companhia é chamado de acionista e tem 
status de sócio, tendo direitos e deveres perante a sociedade, no limite das ações adquiridas.
Apesar de todas as sociedades anônimas terem o seu capital dividido em ações, somente 
as ações que forem emitidas por companhias de capital aberto, as quais possuem registro 
na CVM, poderão ser negociadas publicamente.
Atualmente, as ações são predominantemente escriturais, isto é, sua propriedade é 
comprovada por extratos, e não mais por cautelas.
O investimento em ações é considerado de renda variável.
42 . DIREITOS DOS ACIONISTAS42 . DIREITOS DOS ACIONISTAS
Quando se compra uma ação de uma companhia aberta, você se torna acionista e 
participa do lucro da companhia por meio do recebimento de dividendos e de bonificações. 
Quando for o caso de emissão de novas ações por parte da companhia, haverá ainda o 
direito de subscrição dessas ações. Pode ganhar também caso haja valorização do preço 
das ações na bolsa de valores.
Obedecida a legislação e observando-se o contido no estatuto social da companhia, os 
administradores propõem e os acionistas, em assembleia geral, deliberam a distribuição 
de direitos aos acionistas, dentre os quais se destacam:
• Dividendos – o dividendo é a parcela do lucro distribuída em dinheiro aos acionistas, 
sendo deliberados em assembleia geral ordinária, anualmente realizada para aprovação 
das contas do exercício social anterior.
• Bonificações – ao longo das atividades, a companhia poderá destinar parte dos 
lucros sociais para a constituição de uma conta de “Reservas” (termo contábil). Caso 
a companhia queira, em exercício social posterior, distribuir aos acionistas o valor 
acumulado na conta de Reservas, poderá fazê-lo na forma de bonificação, podendo 
efetuar o pagamento em espécie ou com a distribuição de novas ações.
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• Subscrições de novas ações – é o ato de adquirir novas ações emitidas em decorrência 
de aumento de capital da companhia. O aumento de capital tem como objetivo suprir 
as necessidades de recursos, seja para ampliar a capacidade produtiva, suprir as 
necessidades de capital de giro ou para sanear o passivo.
• Bônus de subscrição – é um direito dado ao acionista de subscrever novas ações numa 
data futura a um preço determinado. Esses bônus de subscrição podem ser alienados 
ou atribuídos, como vantagem adicional, aos subscritores de ações e debêntures, ou 
o investidor terá de pagar um preço por esse direito, que, logicamente, será inferior 
ao preço da ação no mercado.
43 . DESDOBRAMENTO E GRUPAMENTO DE AÇÕES43 . DESDOBRAMENTO E GRUPAMENTO DE AÇÕES
Desdobramento (Split)
Consiste em dividir a quantidade das ações existentes, sem alterar o valor do investimento, 
também conhecido como split. Essa operação é realizada quando a administração da 
companhia acredita que deve aumentar a quantidade de papéis em circulação no mercado 
para facilitar sua negociação.
Com a divisão da ação, o valor dela no mercado também será dividido proporcionalmente. 
Exemplo: se um acionista detém cem ações ao preço de R$ 8,00 cada uma, terá um investimento 
total de R$ 800,00. Se a companhia resolve dividir cada ação em duas, o investidor passará 
a ter duzentas ações ao preço de R$ 4,00, valendo para sua aplicação os mesmos R$ 800,00.
Grupamento (Inplit)
É a operação contrária ao desdobramento, consistindo em reunir várias ações em 
uma, conhecida como inplit. O grupamento ocorre quando uma companhia decide elevar o 
preço da ação para facilitar sua negociação em bolsa, pois entende que o preço baixo está 
dificultando as operações. Da mesma forma que o desdobramento, a operação não altera 
o valor do investimento.
Exemplo: se um acionista detém cem ações ao preço de R$ 2,00 cada uma, terá um 
investimento total de R$ 200,00. Se a companhia resolve grupar duas ações em uma, o 
investidor passará a ter cinquenta ações ao preço de R$ 4,00 cada, e seu investimento 
valerá os mesmos R$ 200,00.
44 . VALOR DAS AÇÕES44 . VALOR DAS AÇÕES
O preço das ações, chamado no mercado de “cotação”, oscila conforme a expectativa 
dos investidores em relação à companhia.
Vários fatores influenciam os investidores na decisão de comprar ou vender as ações, 
entre eles:
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• a perspectiva de lucro da companhia em suas atividades;
• o fluxo de dividendos a serem distribuídos;
• as projeções realizadas pelos analistas de mercado relativas aos rumos da companhia;
• as análises das escolas que estudam a tendência do preço das ações;
• a liquidez das ações no mercado;
• o grau de alinhamento de interesses existente entre administradores, acionista 
controlador e demais acionistas;
• indicadores de mercado.
Se o resultado desse conjunto de fatores for favorável, a procura por essas ações fará 
com que sua cotação suba. Se acontecer o contrário, sua cotação cairá.
Os investidores devem comprar ou vender ações emitidas por companhias abertas por 
meio das corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários, sociedades integrantes do 
sistema de distribuição de valores mobiliários que possuem registro na CVM.
45. B3 BRASIL, BOLSA, BALCÃO (ANTIGA BMF&BOVESPA)45. B3BRASIL, BOLSA, BALCÃO (ANTIGA BMF&BOVESPA)
Em março de 2017, a BM&FBovespa incorporou a Cetip S. A. – Mercados Organizados, 
surgindo em seu lugar uma empresa com uma outra denominação: a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, 
Balcão, tornando-se a única bolsa de valores e a única bolsa de mercadorias e futuros em 
funcionamento no país.
Eram duas empresas, eram duas sociedades anônimas, eram dois CNPJs. Agora é uma 
só empresa, uma só sociedade anônima, um só CNPJ. Prevaleceu o CNPJ da incorporadora, 
o da antiga BM&Fbovespa, como inscrição da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.
Na prática, a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão – está funcionando com dois segmentos 
distintos. Um relativo às atividades da antiga BM&FBovespa – Bolsa de Valores, Mercadorias e 
Futuros, e outro que diz respeito às atividades da antiga Cetip S. A. – Mercados Organizados.
No passado, o Brasil chegou a ter nove bolsas de valores, mas hoje a B3 é a única bolsa 
de valores, mercadorias e futuros em operação no Brasil.
A principal função da B3 é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado 
à realização de negócios com valores mobiliários. Somente por meio das corretoras e 
distribuidoras credenciadas os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para 
efetuarem suas transações de compra e venda desses valores.
Como principal instituição brasileira de intermediação para operações do mercado de 
capitais, desenvolve, implanta e provê sistemas para a negociação de ações, derivativos 
de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, moedas 
à vista e commodities agropecuárias.
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Por meio de suas plataformas denegociação, realiza o registro, a compensação e a 
liquidação de ativos e valores mobiliários transacionados e a listagem de ações e de outros 
ativos, bem como divulga informação de suporte ao mercado. A companhia também atua 
como depositária central dos ativos negociados em seus ambientes, além de licenciar 
softwares e índices.
Desempenha também atividades de gerenciamento de riscos das operações realizadas 
por meio de seus sistemas. Para tanto, possui uma estrutura de clearing de ações, derivativos, 
câmbio e ativos, que atua de forma integrada com o BM&FBOVESPA de Serviços de Liquidação 
e Custódia S.A., de maneira a assegurar o funcionamento eficiente de seus mercados e a 
consolidação adequada das operações.
Exerce ainda o papel de fomentar o mercado de capitais brasileiro. Também gerencia 
investimentos sociais, com foco no desenvolvimento de comunidades que se relacionam 
com o seu universo.
Tendo em vista sua área de atuação, a B3 está sujeita à regulação e à supervisão da 
CVM e do Banco Central do Brasil. É ainda uma entidade autorreguladora, por meio da 
BM&FBOVESPA Supervisão de Mercados (BSM), que opera sob a supervisão da CVM.
A BSM pode identificar violações anormais de negociação ou comportamentos suscetíveis 
de colocar em risco a regularidade de funcionamento, a transparência e a credibilidade 
do mercado.
A BSM atua em duas frentes:
• supervisão de mercado;
• auditoria de participantes.
Como medidas disciplinares, a BSM pode aplicar as seguintes penalidades:
• advertência;
• multa;
• suspensão (até 90 dias); ou
• inabilitação temporária (até 10 anos).
46 . NEGOCIANDO COM AÇÕES46 . NEGOCIANDO COM AÇÕES
Negociando pela internet
As ordens dadas a sociedades distribuidoras poderão ser ou não repassadas às corretoras, 
quando a compra ou venda for efetuada no pregão da Bolsa de Valores.
Uma negociação online obedece às mesmas regras aplicáveis às operações tradicionais em 
bolsas de valores. A corretora é obrigada a informar aos seus clientes todos os dispositivos 
e regras de negociação.
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Home Broker
É o sistema das corretoras que permite o acesso das pessoas físicas (seus clientes) à 
plataforma de negociação eletrônica da Bovespa via Internet.
Para utilizar o sistema, o investidor tem de ser cliente de uma corretora membro da 
Bovespa que possua o sistema Home Broker, o que permite aos investidores enviarem 
ordens de compra e venda de ações pelo site de sua corretora.
O sistema consiste no atendimento automatizado da corretora, possibilitando aos 
seus clientes colocarem para execução ordens de compra e venda de valores mobiliários 
no mercado à vista (lote-padrão e fracionário).
As ordens, quando enviadas diretamente via Internet para o sistema Home Broker, serão 
sempre consideradas como sendo por escrito e aceitas somente após o momento de sua 
efetiva recepção pelo sistema Mega Bolsa e retorno da confirmação do aceite.
O cancelamento das ordens de operações transmitidas diretamente via Internet para 
o sistema Home Broker somente será considerado aceito após sua efetiva recepção pelo 
sistema Plataforma Unificada Multiativos – PUMA, desde que o correspondente negócio 
ainda não tenha sido realizado.
Pelo Home Broker, o investidor pode acessar as cotações online.
Principais vantagens do Home Broker:
• Acesso às cotações online;
• Recebimento, com maior rapidez, da confirmação das ordens executadas;
• Resumo financeiro de todas as operações executadas e suas respectivas notas de 
corretagens;
• Agilidade e praticidade no cadastramento e no trâmite de documentos. Também é 
recomendável que o investidor procure a corretora para se cadastrar como cliente;
• Possibilidade de consulta das posições financeiras e de custódia em casa ou no 
escritório;
• Envio de ordens imediatas ou programadas, de compra e venda de ações, no Mercado à 
Vista (lote padrão e fracionário) e no Mercado de Opções (compra e venda de opções);
• Acompanhamento imediato da carteira de ações.
47 . FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES47 . FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES
Essas operações ocorrem na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão. Trata-se da compra ou venda 
de determinada quantidade de ações a um preço estabelecido em pregão.
Assim, quando da realização de um negócio, ao comprador cabe despender o valor 
financeiro envolvido na operação, e ao vendedor, a entrega dos títulos-objeto da transação 
nos prazos estabelecidos pela B3.
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São títulos-objeto dessa negociação todas as ações de emissão de empresas admitidas 
à negociação na B3.
Conceitos:
• DØ (D zero): dia em que se realiza o negócio de compra e venda de certa quantidade 
de ações.
• D2 (D+2): dia em que acontece a liquidação financeira da operação, quando o comprador 
faz o pagamento do valor devido pela aquisição das ações; dia em que ocorre a 
liquidação física da operação, quando o vendedor faz a entrega das ações vendidas.
Tipos de ordem:
• Ordem a mercado – o investidor especifica somente a quantidade e as características 
dos valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A corretora deverá 
executar a ordem a partir do momento que recebê-la.
• Ordem limitada – o investidor especifica a quantidade e as características dos valores 
mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender e define o preço. A corretora 
deverá executar a ordem somente a preço igual ou melhor do que o especificado pelo 
cliente. Essa modalidade de ordem é a mais utilizada.
• Ordem casada – é aquela constituída por uma ordem de venda de determinado ativo 
e uma ordem de compra de outro, que só pode ser efetivada se ambas as transações 
puderem ser executadas, podendo o comitente especificar qual das operações deseja 
ver executada em primeiro lugar.
• Ordem on-stop – é aquela que especifica o nível de preço a partir do qual a ordem 
deve ser executada. Uma ordem on-stop de compra deve ser executada a partirdo momento em que, no caso de alta de preço, ocorra um negócio a preço igual ou 
superior ao preço especificado.
Uma ordem de venda on-stop deve ser executada a partir do momento em que, no 
caso de baixa de preço, ocorra um negócio a preço igual ou inferior ao preço especificado.
 Obs.: Nas negociações via Home Broker, só são permitidas as ordens limitadas, e estas 
terão o comitente (investidor) especificado (identificado).
48 . DEBÊNTURE48 . DEBÊNTURE
É um título que corresponde a um empréstimo que o comprador do título faz à empresa 
emissora. Garante ao comprador uma remuneração certa num prazo certo, sem direito de 
participação nos bens ou lucros da empresa.
Pode ser emitido apenas por sociedades anônimas não financeiras de capital aberto. 
Há duas exceções, ou seja, duas empresas consideradas financeiras que podem emitir 
debêntures: sociedades de arrendamento mercantil e companhias hipotecárias.
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Teoria e 640 Questões Gabaritadas
É uma forma de financiamento por meio de empréstimo de médio e longo prazo obtida 
diretamente dos poupadores sem o aporte de recursos de uma instituição financeira.
Quanto aos benefícios para o credor (investidor), as debêntures podem ser:
• simples – o credor recebe juros e correção monetária;
• conversíveis – há opção de o credor transformar suas debêntures em ações da 
própria empresa;
• permutáveis – há opção de o credor transformar as debêntures em ações que não 
as da empresa emissora.
O mercado secundário de debêntures acontece na Cetip S.A. Mercados Organizados, 
que garante a liquidez e a segurança dos papéis.
Não há prazo mínimo nem máximo previsto em lei para elas. Geralmente são emitidas 
com prazo mínimo de um ano. São tributadas pelo IOF.
Deve ser constituído agente fiduciário, que defende os interesses dos debenturistas.
49 . OPERAÇÕES DE 49 . OPERAÇÕES DE UNDERWRITINGUNDERWRITING
São realizadas por bancos de investimentos e demais instituições do sistema de distribui 
ção de valores mobiliários (corretoras e distribuidoras).
Visam intermediar a colocação (lançamentos) ou distribuição de valores mobiliários 
(ações e debêntures) no mercado de capitais.
Recebem uma comissão pelos serviços prestados.
Podem ser realizadas nos seguintes mercados:
• primário – na primeira vez, os papéis vão a mercado;
• secundário – quando os papéis são negociados outras vezes além da primeira.
Tipos de underwriting
• Garantia firme – quando a instituição financeira coordenadora da operação garante 
a colocação de um determinado lote de títulos a um determinado preço previamente 
pactuado com a emissora, encarregando-se por sua conta e risco de colocá-la no 
mercado.
• Melhores esforços (best efforts) – quando a instituição assume o compromisso 
de desenvolver os melhores esforços para revender o máximo de uma emissão nas 
melhores condições possíveis e por um prazo determinado.
• Stand-by – quando a instituição assume o compromisso de ela própria efetivar a 
subscrição, após determinado prazo, dos títulos que se comprometeu a colocar no 
mercado, mas para os quais não encontrou interessados.
• Book building – trata-se da oferta global (global offering) dos títulos de uma empresa 
visando a colocação de seus papéis no país e no exterior (exige maior sofisticação 
na elaboração).
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50 . FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO50 . FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO
Fundo de investimento é uma comunhão de recursos, captados de pessoas físicas ou 
jurídicas, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aplicação em títulos e valo 
res mobiliários. Isto é: os recursos de todos os investidores de um fundo de investimento 
são usados para comprar bens (títulos) que são de todos os investidores, na proporção de 
seus investimentos.
Um fundo é organizado sob a forma de condomínio e seu patrimônio é dividido em 
cotas, cujo valor é calculado diariamente por meio da divisão do patrimônio líquido pelo 
número de cotas em circulação.
O patrimônio líquido é calculado pela soma do valor de todos os títulos e do valor em 
caixa, menos as obrigações do fundo, inclusive aquelas relativas à sua administração. As 
cotas são frações do valor do patrimônio do fundo.
Exemplo: um investidor aplica R$ 2.000 em cotas de um fundo que, na data do investimento, 
possui um patrimônio líquido de R$ 500.000 e 100.000 cotas.
A partir dessas informações, é possível calcular:
• o valor da cota na data da aplicação: R$ 500.000 / 100.000 = R$ 5
• o número de cotas adquiridas pelo investidor: R$ 2.000 / R$ 5 = 400
Suponha que, num determinado intervalo de tempo, o patrimônio líquido sofra um 
aumento de 20% e o número de cotas aumente 9%. Nesse caso, o valor da cota aumentará 
(R$ 600.000 / 109.000 = R$ 5,5), da mesma forma como o valor a resgatar (400 x R$ 5,5 = 
R$ 2.200).
Se quisermos calcular a rentabilidade no período, basta dividir o valor da cota no resgate 
pelo valor na data da aplicação e ajustar para percentual: R$ 5,5 / R$ 5 = 1,1 ou 10%.
Principais características dos FI
São três as principais características de um fundo de investimento. Veja que elas também 
representam vantagens para o investidor.
Acessibilidade
Pequenos recursos representam baixa atratividade em um mercado que movimenta 
cifras expressivas. Os fundos, por agruparem reduzidos volumes de muitos aplicadores, 
acabam por permitir que pequenos investidores tenham acesso a mercados que requerem 
grandes volumes de recursos para serem acessados.
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51. SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS – 51. SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS – 
SCTVMS – E SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS SCTVMS – E SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 
– SDTVMS– SDTVMS
O investidor que queira vender ou comprar ações na bolsa de valores não pode negociar 
diretamente com outro investidor, nem diretamente com a bolsa de valores. Precisa 
da intermediação de uma instituição credenciada pela bolsa de valores a atuar em seu 
ambiente operacional. Esses intermediários são as SCTVM e as SDTVM, que, hoje, realizam 
praticamente a mesma atividade.
Para vender ou comprar ações na Bovespa, o investidor deve dar uma ordem de compra 
ou de venda para a SCTVM ou SDTVM de que seja cliente, e esta cumprirá a ordem conforme 
as condições por ele definidas.
As SCTVMs e as SDTVMs funcionam como corretoras, ou seja, proporcionam o encontro 
daquele que quer comprar com aquele que quer vender e vice-versa. São remuneradas por 
meio da cobrança de taxas pelos serviços prestados.
A grande diferença que existia entre as duas era que as SCTVMs podiam atuar no 
ambiente das bolsas de valores, e as SDTVMs, não. Isso perdurou enquanto a Bovespa era 
uma sociedade civil sem fins lucrativos, quando somente as SCTVMs detinham os títulos 
patrimoniais que possibilitavam a atuação no ambiente operacional daquela instituição.
Com o processo de desmutualização, por meio do qual a BM&FBovespa deixou de ser sem 
fins lucrativos para ser com fins lucrativos, passando a ser uma sociedade anônima, essa 
diferença deixou de existir. Hoje as SDTVMs também podem operar diretamente na Bovespa.
Em 02 de março de 2009, o BCB e a CVM editaram a Decisão-Conjunta n. 17, autorizando 
as Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários a operar diretamente nos 
ambientes e sistemas de negociação das bolsas de valores.
Embora possam, nem todas as distribuidoras operam no ambiente operacional da 
Bovespa. Aquelas que operam fazem suas transações diretamente com a BM&FBovespa.
As distribuidoras que não operam realizam suas operações por meiode uma corretora. 
Essas distribuidoras repassam as ordens recebidas de seus clientes para alguma corretora, 
dividindo a taxa de corretagem com ela. Para o cliente da distribuidora, não faz diferença 
alguma. O importante para ele é que a ordem seja cumprida.
Tanto as corretoras como as distribuidoras oferecem aos seus clientes, em geral:
• suporte para entender o funcionamento da Bolsa e para definição do perfil do 
investidor;
• fornecimento de informativos sobre o mercado e relatórios de recomendação de 
ações, como forma de auxiliar na escolha de ações ou de tipos de investimentos;
• disponibilização de ferramentas e serviços facilitadores, como o home broker 
(investimento via Internet) e ferramentas de análise gráfica;
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• assessoria de especialistas;
• aviso sobre novos produtos no mercado, possibilitando a diversificação de seus 
investimentos;
• informação sobre o recebimento de dividendos e outros valores que as empresas 
pagam aos acionistas.
Ambas podem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de 
responsabilidade limitada.
Na denominação social da SCTVM, deve constar a palavra “Corretora”, combinada com 
as expressões “de Títulos” e/ou “Valores” e/ou “Mobiliários”.
Na denominação social da SDTVM, deve constar a expressão “Distribuidora de Títulos 
e Valores Mobiliários”.
Possuem como atividade principal a intermediação no mercado de ações (venda, compra 
e distribuição de títulos e valores mobiliários). De forma resumida, podem:
• promover ou participar de lançamentos públicos de ações;
• administrar e custodiar carteiras de títulos e valores mobiliários;
• organizar e administrar fundos e clubes de investimentos;
• prestar serviços de assessoria técnica em operações inerentes ao mercado financeiro;
• operar, como intermediadoras, na compra e venda de moedas estrangeiras, por 
conta e ordem de terceiros (operações de câmbio), desde que autorizadas pelo Banco 
Central do Brasil;
• operar em bolsas de valores e de mercadorias e futuros, por conta própria e de 
terceiros;
• realizar operações de conta margem com seus clientes;
• efetuar operações de compra e venda de metais preciosos, por conta própria e de 
terceiros.
As corretoras são regulamentadas pela Resolução do CMN n. 1.655/1989, e as distribuidoras, 
pela Resolução do CMN n. 1.120/1986, as quais também definem que o BCB e a CVM, cada 
um dentro da sua esfera de competência, poderão baixar as normas e adotar as medidas 
julgadas necessárias para que essas sociedades desenvolvam suas atividades.
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De acordo com as Resoluções acima citadas, as SCTVMs e as SDTVMs possuem objeto 
social quase idênticos, conforme a tabela a seguir:
OBJETO SOCIAL
SCTVM SDTVM
Operar em recinto ou em sistema mantido por bolsa de valores.
Subscrever, isoladamente ou em consórcio com outras sociedades autorizadas, emissões de títulos e 
valores mobiliários para revenda.
Intermediar oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado.
Comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros, observada a regulamentação 
baixada pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Banco Central do Brasil nas suas respectivas áreas 
de competência.
Encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários.
Incumbir-se da subscrição, da transferência e da autenticação de endossos, de desdobramento de cautelas, 
de recebimento e pagamento de resgates, juros e outros proventos de títulos e valores mobiliários.
Exercer funções de agente fiduciário.
Instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento.
Constituir sociedade de investimento – capital estrangeiro e administrar a respectiva carteira de títulos 
e valores mobiliários.
Exercer as funções de agente emissor de certificados 
e manter serviços de ações escriturais.
–
Emitir certificados de depósito de ações. –
Intermediar operações de câmbio.
Praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes.
Praticar operações de conta-margem, conforme regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários.
Realizar operações compromissadas.
Praticar operações de compra e venda de metais preciosos, no mercado físico, por conta própria e de 
terceiros, nos termos da regulamentação baixada pelo Banco Central do Brasil.
Operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros, observada regulamentação 
baixada pela Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil nas suas respectivas áreas de 
competência.
Exercer outras atividades expressamente autorizadas, em conjunto, pelo Banco Central do Brasil e pela 
Comissão de Valores Mobiliários.
A constituição e o funcionamento de SCTVM e de SDTVM dependem de autorização do 
Banco Central do Brasil.
O exercício de atividades das SCTVMs e das SDTVMs no mercado de valores mobiliários 
depende de prévia e expressa autorização da Comissão de Valores Mobiliários.
Somente podem ser administradores de SCTVM e SDTVM as pessoas naturais, residentes 
no Brasil, que atendam às condições previstas na legislação e regulamentação vigentes.
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A sociedade corretora deverá manter administrador tecnicamente qualificado responsável 
pelas operações para cada área de atividade que desenvolver, admitida a acumulação de 
áreas, salvo nos casos defesos (proibidos) em normas legais e regulamentares.
As SCTVMs e as SDTVMs devem manter sistema de conta corrente, não movimentável 
por cheque, para efeito de registro das operações por conta de seus clientes. São 
proibidas de realizar operações que caracterizem, sob qualquer forma, a concessão de 
financiamentos, empréstimos ou adiantamentos a seus clientes, inclusive por meio da 
cessão de direitos, ressalvadas as hipóteses de operação de conta-margem e as demais 
previstas na regulamentação em vigor.
Não podem cobrar de seus comitentes (contratante dos serviços) corretagem ou qualquer 
outra comissão referente a negociações com determinado valor mobiliário durante seu 
período de distribuição primária.
Estão obrigadas a manter sigilo em suas operações e serviços prestados, devendo guardar 
segredo sobre os nomes e as operações de seus comitentes, só os revelando mediante 
autorização desses, dada por escrito. O nome e as operações do comitente devem ser 
informados, sempre que solicitado, à Comissão de Valores Mobiliários, às Bolsas de Valores 
e ao Banco Central do Brasil, observadas as respectivas esferas de competência, bem como 
nos demais casos previstos na legislação em vigor.
Estão sujeitas às normas de escrituração expedidas pelo Conselho Monetário Nacional e 
pelo Banco Central do Brasil. As SCTVMs e SDTVMs estão sujeitas a permanente fiscalização 
da Bolsa de Valores e, no âmbito das respectivas competências, são supervisionadas pelo 
Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários.
52. SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (SELIC)52. SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (SELIC)
O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC do Banco Central do Brasil é 
um sistema informatizado que se destina à custódia de títulos escriturais de emissão do 
Tesouro Nacional, bem como ao registro e à liquidação de operações com os referidos títulos.
O SELIC é o depositário central dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e pelo Banco 
Central do Brasil, e nessa condição processa, relativamente a esses títulos, a emissão, o 
resgate, o pagamento dos juros e a custódia.
Todos os títulos são escriturais, isto é, emitidos exclusivamente na forma eletrônica.
A liquidação da ponta financeira de cadaoperação é realizada por intermédio do Sistema 
de Transferência de Reservas – STR, ao qual o SELIC é interligado.
O STR é um sistema de transferência de fundos com liquidação bruta em tempo real 
(LBTR), operado pelo Banco Central do Brasil, que funciona com base em ordens de crédito, 
isto é, somente o titular da conta a ser debitada pode emitir a ordem de transferência 
de fundos.
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O SELIC é gerido pelo Banco Central do Brasil e é por ele operado em parceria com a 
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – Anbima; tem 
seus centros operacionais (centro principal e centro de contingência) localizados na cidade 
do Rio de Janeiro.
O horário normal de funcionamento é das 6h30 às 18h30, em todos os dias 
considerados úteis.
Tratando-se de um sistema de liquidação em tempo real, a liquidação de operações é 
sempre condicionada à disponibilidade do título negociado na conta de custódia do vendedor 
e à disponibilidade de recursos por parte do comprador.
Se a conta de custódia do vendedor não apresentar saldo suficiente de títulos, a operação 
é mantida em pendência pelo prazo máximo de sessenta minutos ou até 18h30, o que ocorrer 
primeiro (não se enquadram nessa restrição as operações de venda de títulos adquiridos 
em leilão primário realizado no dia).
A operação só é encaminhada ao STR para liquidação da ponta financeira após o bloqueio 
dos títulos negociados, sendo que a não liquidação por insuficiência de fundos implica sua 
rejeição pelo STR e, em seguida, pelo Selic.
53 . PLANOS DE SEGUROS53 . PLANOS DE SEGUROS
A finalidade específica do seguro é restabelecer o equilíbrio econômico perturbado, sendo 
vedada, por lei, a possibilidade de se revestir do aspecto de jogo ou dar lucro ao segurado.
Segundo o dicionário Aurélio, seguro é o “contrato pelo qual uma das partes se obriga, 
mediante cobrança de prêmio, a indenizar outra de um perigo ou prejuízo eventual”.
Na estrutura da operação de seguro, identificam-se cinco elementos básicos e essenciais 
previstos no contrato de seguro:
• Risco – evento incerto ou de data incerta que independe da vontade das partes 
contratantes e contra o qual é feito o seguro; o risco é a expectativa de sinistro; sem 
risco, não pode haver contrato de seguro.
• Segurado – é a pessoa física ou jurídica que possui um interesse legítimo, relativo à 
pessoa ou bem, e que transfere à seguradora, mediante o pagamento do prêmio, o 
risco de determinado evento atingir o bem ou a pessoa do seu interesse. É a pessoa 
em nome de quem se faz o seguro.
• Segurador – é a pessoa jurídica que assume a responsabilidade por riscos contratados 
e paga indenização ao segurado ou aos seus beneficiários, no caso de ocorrência do 
sinistro coberto.
• Prêmio – é o pagamento efetuado pelo segurado à seguradora, ou seja, é o custo do seguro.
• Indenização – é o pagamento devido pela seguradora aos beneficiários do seguro, 
no caso de risco coberto na ocorrência do sinistro.
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O contrato de seguro tem as seguintes características ou princípios:
• Nominado – porque é regulado por lei, com um padrão definido.
• Adesão – porque as condições da apólice são padronizadas e aprovadas por órgãos 
governamentais; assim, ao aceitar as condições, o segurado está aderindo com uma 
margem de opção limitada.
• Bilateral – porque gera obrigações para as duas partes envolvidas; o não cumprimento 
de obrigações por uma das partes desobriga a outra.
• Oneroso – porque implica ônus e vantagens econômicas para ambas as partes.
• Aleatório – porque depende exclusivamente de um evento futuro e incerto.
• Formal ou solene – porque, para sua prova, a lei obriga a formalidade, determinando 
que o contrato seja instrumentalizado pela apólice ou pelo bilhete de seguro.
• Da máxima boa-fé – porque o conhecimento e a mensuração do risco pelo segurador 
dependem da veracidade das informações prestadas pelo segurado.
Para a efetivação do seguro, é indispensável a formulação de um contrato. Os instrumentos 
essenciais do contrato de seguro são:
• proposta – é o instrumento formal da manifestação da vontade de quem quer 
efetivar um contrato de seguro;
• apólice – é o documento emitido pelo segurador a partir da proposta; é o contrato 
de seguro propriamente dito.
• Podem ser constituídos para proteção:
• a pessoa – envolve a pessoa, cobrindo morte, invalidez, doença grave; e
• o patrimônio – diz respeito ao patrimônio, ou seja, os bens do segurado, cobrindo 
danos decorrentes de acidentes, incêndios, roubo, garantia de obrigações contratuais 
e quebra de maquinário.
54 . PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS ABERTOS54 . PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS ABERTOS
Funcionam como um fundo de investimento com o objetivo de complementar a 
aposentadoria do seu investidor.
A aposentadoria básica é a oficial paga pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
A previdência complementar fechada é uma opção de aposentadoria complementar 
oferecida pelas empresas aos empregados, ou seja, a empresa constitui um fundo de pensão 
para o qual contribuem a própria empresa e seus funcionários, não sendo, portanto, aberto 
para outras pessoas.
A previdência complementar aberta oferece uma opção de aposentadoria complementar 
para qualquer pessoa que adquira seu plano.
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Ao final do prazo definido para contribuições, tanto na previdência fechada como na 
aberta, o investidor pode sacar todo o valor acumulado de uma só vez ou pode passar a 
receber uma renda vitalícia, com a possibilidade de ser transferida para um beneficiário 
indicado quando do falecimento do investidor.
Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL
É mais vantajoso para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo 
formulário completo. É uma aplicação em que incide risco, já que não há garantia de 
rentabilidade, que, inclusive, pode ser negativa. Ainda assim, em caso de ganho, ele é 
repassado integralmente ao participante.
O resgate pode ser feito no prazo de sessenta dias de duas formas: de uma única vez 
ou transformado em parcelas mensais.
Também podem ser abatidos até 12% da renda bruta anual do Imposto de Renda, e 
tem taxa de carregamento de até 5%. É comercializado por seguradoras.
Com o PGBL, o dinheiro é colocado em um fundo de investimento exclusivo, administrado 
por uma empresa especializada na gestão de recursos de terceiros, e é fiscalizado pelo 
Banco Central.
Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL
Uma de suas principais vantagens está na possibilidade de se optar, já quando da adesão 
ao plano, pela idade de quando se começará a receber o rendimento investido.
Essa renda poderá ser recebida em uma única parcela ou então em quantias mensais.
Também há a possibilidade de se contribuir com quantias variáveis, podendo se fazer 
um aporte maior quando houver disponibilidade para tal.
O valor acumulado pelo participante também pode ser sacado a qualquer momento.
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É aconselhável para aqueles que não têm renda tributável, já que não é dedutível do 
Imposto de Renda, ainda que seja necessário o pagamento de IR sobre o ganho de capital.
PGBL VGBL
O que é Têm por finalidade a acumulação de recursos no longo prazo com vistas à complementação 
da renda na aposentadoria.
Para quem é mais 
indicado
Mais atraente para quem declara Imposto 
de Renda completo, podendo aproveitar 
do abatimento da Renda Bruta anual na 
fase de contribuição.
Para quem declara Impostode Renda 
simplificado ou tem previdência 
complementar e/ou já abate o limite 
máximo de 12% da Renda Bruta anual.
Tratamento fiscal 
durante o período 
de acumulação
Os recursos aplicados e os rendimentos estão isentos de tributação.
Tratamento fiscal 
no resgate
Abatimento das contribuições no Imposto 
de Renda (até o limite de 12% da renda 
bruta anual) durante o período de 
acumulação. Sobre os valores de resgate 
e rendas haverá a incidência de tributação 
conforme alíquota da tabela do Imposto 
de Renda Pessoa Física em vigor.
No momento do recebimento de renda ou 
resgate, haverá a incidência de Imposto 
de Renda, apenas sobre os rendimentos 
auferidos.
Tanto o PGBL como o VGBL estão sujeitos à taxa de administração e de carregamento.
É possível a portabilidade de planos entre planos do mesmo segmento, não sendo possível 
a portabilidade de VGBL para PGBL e de PGBL para VGBL, nem permitida a transferência 
(portabilidade) de recursos entre pessoas diferentes.
55 . PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS FECHADOS55 . PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS FECHADOS
As características desses planos variam dependendo do grupo dos trabalhadores a que 
se referem e da disposição do empregador em arcar com a parte que lhe cabe. Destinam-se, 
exclusivamente, aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas ou aos servidores da 
União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, entes denominados patrocinadores, 
ou aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou 
setorial, denominados instituidores.
Os planos de benefícios devem ser, obrigatoriamente, oferecidos a todos os empregados 
dos patrocinadores ou associados dos instituidores.
56 . TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO56 . TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO
É um produto em que parte dos pagamentos realizados pelo subscritor é usada para 
formar um capital, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título 
(Condições Gerais do Título) e que será paga em moeda corrente num prazo máximo 
estabelecido. Pode ser:
• Modalidade I – Compra-programada.
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• Modalidade II – Filantropia premiável.
• Modalidade III – Incentivo.
• Modalidade IV – Instrumento de garantia.
• Modalidade V – Popular.
• Modalidade VI – Tradicional.
Modalidade I – Compra-programada
O titular pode optar por bem ou serviço, descrito na ficha de cadastro, subsidiado 
por acordos comerciais com indústrias ou empresas comerciais. Praticamente não está 
mais em uso.
Modalidade II – Filantropia premiável
Destinada ao consumidor interessado em participar de sorteios, sendo-lhe facultada a 
opção de contribuir com entidades beneficentes de assistência social, por meio da cessão 
a essas entidades do direito de resgate do saldo capitalizado.
Modalidade III – Incentivo
O restante dos valores dos pagamentos é usado para custear os sorteios, quase sempre 
previstos nesse tipo de produto, e as despesas administrativas das sociedades de capitalização.
O título de capitalização está vinculado a promoções comerciais instituídas por empresas 
promotoras (subscritoras do título), sendo que o consumidor tem direito apenas a participar 
dos sorteios, sem acesso ao resgate do saldo capitalizado, que pertence ao subscritor 
do título.
Modalidade IV – Instrumento de garantia
O titular pode utilizar o saldo de capitalização do título para assegurar o cumprimento de 
obrigação assumida em contrato principal pelo titular perante terceiro. O saldo capitalizado 
não pode ser utilizado para aquisição de bem ou serviço.
Modalidade V – Popular
Essa modalidade tem por objetivo a participação do titular em sorteios, propiciando, ao 
final da vigência, devolução de valor inferior ao total pago. Nessa modalidade, as condições 
gerais deverão conter, em destaque, a seguinte mensagem: “Este título restituirá ao final de 
sua vigência valor inferior ao total dos pagamentos efetuados. A contratação deste título 
é apropriada principalmente na hipótese de o consumidor estar interessado em capitalizar 
parte da contribuição e participar dos sorteios. Consulte a tabela para observar a evolução 
do percentual de resgate, de acordo com os meses de vigência do título”.
Modalidade VI – Tradicional
É modalidade que objetiva restituir ao titular, ao final do prazo de vigência, no mínimo o 
valor total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, pessoa que adquiriu o título, desde 
que todos os pagamentos previstos tenham sido realizados nas datas programadas.
Nos títulos de capitalização, encontramos três pessoas distintas:
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• subscritor – pessoa que adquire o título de capitalização, assumindo o compromisso 
de efetuar o pagamento de suas contribuições;
• titular – o próprio subscritor ou pessoa expressamente indicada por este e que detém 
os direitos decorrentes do título de capitalização; e
• cessionário – a pessoa natural ou jurídica, indicada pelo subscritor, a quem deve ser 
pago o direito cedido decorrente do título.
O subscritor é a pessoa que adquire o título e assume o dever de efetuar os pagamentos; 
pode, desde que comunique por escrito à sociedade, a qualquer momento, e não somente 
no ato da contratação, definir quem será o titular, isto é, quem assumirá os direitos relativos 
ao título, tais como o resgate e o sorteio.
É claro que o subscritor e o titular podem ser a mesma pessoa, isto é, a pessoa que paga 
o título é a que detém os direitos inerentes a ele, mas o subscritor pode adquirir o título 
em favor de outra pessoa.
Os títulos, quanto à sua forma de pagamento, podem ser:
• PM – prevê um pagamento a cada mês de vigência do título;
• PP – não há correspondência entre o número de pagamentos e o número de meses 
de vigência do título;
• PU – o pagamento é único (realizado uma única vez), tendo sua vigência estipulada 
na proposta.
O prazo de vigência e o prazo de pagamento do título não são a mesma coisa.
Prazo de pagamento é o período durante o qual o subscritor compromete-se a efetuar 
os pagamentos, que, em geral, são mensais e sucessivos. Outra possibilidade, como colocado 
acima, é a de o título ser de Pagamento Periódico (PP) ou de Pagamento Único (PU).
Já prazo de vigência é o período durante o qual o título de capitalização está sendo 
administrado pela sociedade de capitalização, sendo o capital relativo ao título, em geral, 
capitalizado pela taxa de juros informada nas condições gerais. Tal período deverá ser igual 
ou superior ao período de pagamento.
A decomposição das mensalidades de um título de capitalização é composta pelo menos 
de três elementos, a saber:
• cota de capitalização – é o percentual da contribuição destinado à constituição de 
capital referente ao direito de resgate;
• cota de carregamento – é o percentual da contribuição destinado aos custos de 
despesas com corretagem, colocação e administração do título de capitalização, 
emissão, divulgação, lucro da sociedade de capitalização e eventuais despesas relativas 
ao custeio da contemplação obrigatória e da distribuição de bônus;
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• cota de sorteio – é o percentual da contribuição destinado a custear os sorteios, se 
previstos no plano.
Com relação ao prazo mínimo, à forma de pagamento e à taxa de juros, os títulos de 
capitalização podem ser estruturados da seguinte forma:
Modalidade
Prazo de vigência 
(mínimo)
Forma de 
pagamento
Taxa de juros efetiva
mensal
Compra-programada Seis meses PP ou PM 0,35%
Filantropia premiável 60 dias PU 0,16%
Incentivo 60 dias PP, PM ou PU 0,16%
Instrumento de garantia Seis meses PP, PM ou PU 0,35%
Popular 12 meses PP, PM ouPU 0,16%
Tradicional 12 meses PP, PM ou PU 0,35%
O título de capitalização não é considerado um investimento e nem é o mesmo que 
caderneta de poupança. É um produto comercializado somente pelas Sociedades de 
Capitalização por meio de títulos previamente aprovados pela Superintendência de Seguros 
Privados – Susep.
57 . MERCADO DE CÂMBIO57 . MERCADO DE CÂMBIO
Até março de 2005, o mercado de câmbio compreendia dois segmentos: o de taxas 
livres ou, como era chamado comumente, o comercial, e o mercado de câmbio de taxas 
flutuantes, comumente chamado de turismo.
A partir de 04 de março de 2005, com a Resolução n. 3.265 do CMN, os segmentos 
comerciais e as taxas livres (turismo) foram unificados num único mercado de câmbio.
Embora exista um único mercado de câmbio legal no país, as terminologias “câmbio 
comercial”, ou “dólar comercial”, e “câmbio turismo”, ou “dólar turismo”, no entanto, ainda 
são utilizadas pelo mercado para indicar as diferentes taxas praticadas de acordo com a 
natureza da operação.
Assim, as expressões “câmbio turismo” ou “dólar turismo” são utilizadas comumente para 
classificar as operações relativas a compra e venda de moeda para viagens internacionais, 
geralmente em espécie. As expressões “câmbio comercial” ou “dólar comercial” são usadas para 
as demais operações realizadas no mercado de câmbio, tais como: exportação, importação, 
transferências financeiras etc. Essas expressões são utilizadas mesmo quando as operações 
são realizadas em outras moedas estrangeiras, como o euro, o iene etc.
Por lei, compete ao Banco Central o monopólio sobre toda moeda estrangeira transacionada 
no mercado de câmbio. Na prática, o Banco Central autoriza bancos e outras instituições a 
operar nesse mercado e estabelece as regras a serem observadas por todos.
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No mercado de câmbio, também prevalece a lei da oferta e da procura. Portanto, existem 
agentes nesse mercado que ofertam moeda estrangeira, e outros agentes que demandam 
moeda estrangeira, quais sejam:
• os que ofertam divisas – são os que trazem recursos financeiros estrangeiros para o 
Brasil. São os exportadores, os turistas estrangeiros, os devedores de empréstimos e 
investimentos (no ingresso dos recursos internacionais) e os que recebem transferências 
do exterior;
• os que demandam divisas – são os que remetem recursos financeiros para o exterior. 
São os importadores, aqueles que enviam remessas para o exterior em forma de 
dividendos e lucros, os que fazem transferências ao exterior, os devedores de 
investimentos e empréstimos (quando remetem ao exterior o principal e os juros).
Entendem-se como “divisas” os recursos financeiros em moeda estrangeira, tendo o 
dólar americano como referência.
No caso dos turistas estrangeiros, eles ofertam divisas ao trocarem seus dólares por 
reais em uma instituição autorizada a operar com câmbio.
58 . INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR58 . INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR
Podem operar no mercado de câmbio, desde que autorizadas pelo Banco Central, as 
seguintes instituições:
• bancos comerciais;
• bancos múltiplos;
• bancos de investimento;
• bancos de desenvolvimento;
• bancos de câmbio;
• caixas econômicas;
• sociedades de crédito, financiamento e investimento;
• corretoras de câmbio;
• corretoras de títulos e valores mobiliários; • distribuidoras de títulos e valores 
mobiliários;
• agências de fomento.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT e as administradoras de cartões de 
crédito também são autorizadas pelo Bacen a realizar operações de câmbio, respectivamente 
com vales postais e compras internacionais.
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59 . OPERAÇÕES BÁSICAS59 . OPERAÇÕES BÁSICAS
Câmbio é toda operação em que há troca de moeda nacional por moeda estrangeira 
ou vice-versa. Compreende também as operações de troca de uma moeda estrangeira por 
outra moeda estrangeira.
Entende-se por operações de câmbio a troca de moeda de um país pela de outro.
As denominações “compra” e “venda” têm como referência a instituição autorizada a 
operar com câmbio.
Especificando melhor, em relação ao estabelecimento operador, as operações de câmbio 
se classificam em:
• compra – recebimento de moeda estrangeira e entrega de moeda nacional;
• venda – entrega de moeda estrangeira e recebimento de moeda nacional;
• arbitragem – entrega de moeda estrangeira e compra de outra moeda estrangeira.
Assim, a compra de moeda estrangeira significa o banco ou instituição receber moeda 
estrangeira e entregar reais, enquanto a operação de venda significa o banco entregar 
moeda estrangeira e receber reais.
No que se refere às trocas de moedas, podemos classificá-las em duas formas:
• câmbio manual – operações que envolvem compra e venda de moedas estrangeiras 
em espécie (inclusive travellers checks);
• câmbio sacado – quando, na troca, existem títulos ou documentos representativos 
da moeda.
60. CONTRATOS DE CÂMBIO – CARACTERÍSTICAS60. CONTRATOS DE CÂMBIO – CARACTERÍSTICAS
No Brasil, toda operação de câmbio deve ser realizada por meio de contrato de câmbio, 
tendo sempre como uma das partes uma instituição autorizada a operar em câmbio pelo 
Banco Central, que comprará ou venderá a moeda estrangeira.
Como toda regra tem exceção, nas operações de compra ou de venda de moeda estrangeira 
de até US$ 10 mil, ou seu equivalente em outras moedas estrangeiras, não é obrigatória a 
formalização do contrato de câmbio, mas o agente do mercado de câmbio deve identificar 
seu cliente e registrar a operação no sistema câmbio.
Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode ir então a uma instituição autorizada (banco, 
caixa econômica, agência de turismo, meio de hospedagem, corretora de valores, distribuidora 
de valores) para trocar moeda nacional por moeda estrangeira e vice-versa.
Deve-se observar, porém, a regulamentação específica, que se encontra no Regulamento 
do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI), para a perfeita identificação do 
que se refere à operação de câmbio.
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O contrato de câmbio é um instrumento particular, bilateral, no qual um vendedor se 
compromete a entregar determinada quantidade de moedas estrangeiras, sob determinadas 
condições (taxas, prazos, formas de entrega) a um comprador, recebendo em contrapartida 
o equivalente em moeda nacional.
O contrato de câmbio é o instrumento por intermédio do qual se efetua a operação de 
câmbio, tanto o câmbio manual quanto o sacado. É o documento que formaliza a operação, 
ou seja, é o comprovante a ser apresentado à fiscalização.
Nele, constam necessariamente, dentre outras informações, a moeda estrangeira que o 
agente do mercado está comprando ou vendendo, a taxa contratada, o valor correspondente 
em moeda nacional, os nomes do comprador e do vendedor (e respectivas assinaturas).
À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo, mercado 
negro ou câmbio negro. Os negócios realizados nesse mercado, bem como a posse de 
moeda estrangeira sem origem justificada, são ilegais e sujeitam o cidadão ou a empresa 
às penas da lei.
Devemos nos lembrar ainda de que o dólar paralelo possibilita o financiamento e a 
lavagem de dinheiro oriundo das atividades ilegais, como narcotráfico e superfaturamentos, 
tanto nas importações como nas exportações.
61 . TAXAS DE CÂMBIO NOMINAIS E REAIS61 . TAXAS DE CÂMBIO NOMINAIS E REAIS
Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações 
(centavos) da moeda nacional. É o preço que se paga pela moeda estrangeira. É a quantidade 
de reais necessária para comprar uma quantidadede moeda estrangeira. É a quantidade 
de reais que se recebe quando se vende uma quantidade de moeda estrangeira.
Taxa de câmbio nominal
É a taxa que expressa a relação de valor entre duas moedas de países diferentes, é o 
custo de uma moeda em relação a outra. É o numeral divulgado pelos agentes autorizados a 
operar no mercado de câmbio para se comprar uma moeda estrangeira. Em poucas palavras, 
é o preço que se paga para comprar a moeda estrangeira.
Taxa de câmbio real
A taxa real é um indicador de câmbio que leva em consideração a inflação interna e 
externa. É a taxa nominal incorporada com os efeitos da inflação interna e externa. Embora 
não seja tão utilizada quanto a taxa de câmbio nominal, é considerada a melhor referência 
para o valor de uma moeda em relação a outra. Na prática, ela indica o poder de compra 
da moeda de um país em relação à moeda de outro.
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62 . REGIMES DE TAXAS DE CÂMBIO FIXAS, FLUTUANTES E REGIMES 62 . REGIMES DE TAXAS DE CÂMBIO FIXAS, FLUTUANTES E REGIMES 
INTERMEDIÁRIOSINTERMEDIÁRIOS
O regime cambial, também chamado de sistema cambial, diz respeito a um conjunto de 
regras e acordos que determinam como vão acontecer as transações financeiras entre países.
Dessa forma, trata-se de um controle que está relacionado à elaboração de dispositivos 
pelas autoridades monetárias.
Vale destacar que o sistema cambial pode ser exercido pelas próprias autoridades. 
No Brasil, o Banco Central do Brasil (Bacen) é o órgão responsável por fiscalizar a troca de 
moedas. Assim, o regime cambial pode ser compreendido como a maneira pela qual a taxa 
de câmbio é formada.
Câmbio flutuante
O câmbio flutuante é baseado na relação entre oferta e demanda. Isso significa que o 
governo do país que adota o câmbio flutuante deixa as moedas oscilarem livremente.
Nesse caso, o governo poderá, quando julgar necessário, realizar intervenções, comprando 
moeda estrangeira no mercado ou vendendo moeda estrangeira das suas reservas.
Diferentemente do câmbio fixo e da banda cambial, ele é considerado o regime que 
melhor reflete a realidade do valor de uma determinada moeda. Dessa forma, como o 
governo realiza interferência nas variações da moeda, sempre que o câmbio dispara, ele 
pode adotar as medidas que se fizerem necessárias a fim de alcançar a taxa de câmbio que 
seja mais interessante naquele momento.
Câmbio fixo
O câmbio fixo é um regime cambial que define um valor fixo para a moeda. Isso quer dizer 
que o governo (BC) fixa, determina, tabela a cotação, o preço, a taxa de câmbio da moeda 
estrangeira. Geralmente, é adotado como medida de controle inflacionário em países que 
tem uma economia com características de subdesenvolvimento.
Banda cambial
Por fim, banda cambial é o regime cambial no qual a autoridade monetária de cada país 
define quais serão os limites de flutuação de uma determinada moeda. Dessa forma, assim 
como acontece com o câmbio fixo, a banda cambial também repre senta um instrumento 
artificial de câmbio.
Na prática, sempre que as taxas de câmbio saírem dos limites estabelecidos pelo governo 
como valor mínimo e máximo, o órgão responsável precisa intervir. Nesse caso, o seu papel 
será de comprar ou vender a moeda estrangeira.
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63 . IMPACTOS DAS TAXAS DE CÂMBIO SOBRE AS EXPORTAÇÕES E 63 . IMPACTOS DAS TAXAS DE CÂMBIO SOBRE AS EXPORTAÇÕES E 
IMPORTAÇÕESIMPORTAÇÕES
De acordo com a definição do Banco Central do Brasil, a taxa de câmbio representa o 
preço de uma moeda estrangeira em unidades da moeda nacional. Essas variações vão 
influir diretamente nas atividades de importação e exportação, com a possibilidade de 
causar fortes consequências nos negócios.
O sistema econômico de um país pode ser influenciado pelas variações cambiais e todo 
tipo de transação que tenha relação com algum detalhe no exterior será impactada.
A taxa de câmbio tem forte influência sobre os preços que são praticados no mercado 
interno em produtos como o trigo, por exemplo, que, mesmo sendo produzido no Brasil, 
necessita de importação para atender a demanda. Por isso, quando ocorre alta do dólar, o 
preço de pães e cereais derivados de trigo tende a aumentar.
O mesmo ocorre com o petróleo, cotado em dólar – cujo aumento implica na alta do 
preço da gasolina.
No setor industrial, temos um efeito imediato atrelado à oscilação da taxa de câmbio, 
tendo em vista que a maioria das indústrias trabalham com produtos importados.
Além dos preços praticados no mercado interno, a taxa de câmbio também impacta na 
exportação e importação do país.
A relação é simples: uma alta taxa de câmbio favorece a exportação, mas, por outro 
lado, prejudica a importação.
Da mesma forma que em outros setores da economia, uma queda em um índice não 
representa, necessariamente, apenas aspectos negativos, e isso é fundamental para 
entendermos os efeitos da taxa de câmbio nos negócios.
É o caso da desvalorização cambial. Se a moeda do país perde valor, significa que as 
compras do exterior passam a ficar mais caras. Nesses casos, quem sai beneficiada é a 
exportação. Empresas que tenham um mercado em potencial fora do país têm a possibilidade 
de explorar esse aumento das vendas.
Por outro lado, quando o câmbio do país está valorizado, a alta impacta negativamente no 
produto exportado (pois está mais caro) e, por sua vez, incide no crescimento da importação 
de produtos do exterior.
Essa entrada de mercadorias externas pode ter efeitos negativos para a economia 
nacional, como o aumento da concorrência para a indústria nacional, que muitas vezes é 
pouco competitiva e acaba perdendo mercado para os produtos importados.
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64 . DIFERENCIAL DE JUROS INTERNO E EXTERNO, PRÊMIOS DE RISCO, 64 . DIFERENCIAL DE JUROS INTERNO E EXTERNO, PRÊMIOS DE RISCO, 
FLUXO DE CAPITAIS E SEUS IMPACTOS SOBRE AS TAXAS DE CÂMBIOFLUXO DE CAPITAIS E SEUS IMPACTOS SOBRE AS TAXAS DE CÂMBIO
Quando se fala em juros, reportamo-nos à taxa de juros.
As taxas de juros funcionam como uma remuneração do dinheiro no tempo. Dessa 
forma, quando uma pessoa ou empresa empresta uma determinada quantidade de capital 
para outra, a primeira pessoa irá receber uma remuneração por ceder o direito sobre esse 
capital por um determinado período de tempo.
O mercado de crédito e as taxas de juros podem variar muito de país para país e até de 
região para região. Nos países desenvolvidos, de forma geral, as taxas de juros costumam 
ser reduzidas. Esse fator ocorre porque, nesses países, o risco de inadimplência é menor e 
também porque a oferta de crédito no mercado todo costuma ser mais extensa.
Já nos países emergentes, como é o caso do Brasil, o mercado de crédito costuma ser 
menor e mais caro. As taxas de juros nesses países costumam ser mais altas devido ao 
maior risco de crédito nessas localidades. Além disso, devido aos riscos, a oferta também 
acaba sendo menor nesses mercados.
Nesse sentido, as taxas de juros também funcionam como uma base para a economia 
e podem impactá-la de forma expressiva quando sofre grandes variações. Dessa forma, 
é importante compreender tanto o cenário de alta da taxa de juros quanto o cenário de 
baixa da taxa de juros.
Juros internos x juros externos
Entendem-se como juros internos aqueles praticados internamente, no Brasil, e, como 
juros externos, aqueles praticados por outros países, no exterior.
Tradicionalmente, os juros no Brasil são superiores àqueles praticados no exterior. Por 
isso, os investidores estrangeiros trazem seus recursos para aplicá-los aqui no Brasil, na 
expectativa de obterem ganhos maiores, mesmotendo consciência de que a realidade 
brasileira oferece maiores riscos do que os dos mercados estrangeiros mais estáveis.
Prêmios de risco
O prêmio de risco é a relação entre o risco e o rendimento dos investimentos. Ele é 
expresso por meio da diferença entre o retorno de um investimento em comparação com 
o rendimento de alguma outra aplicação, que seja considerada sem risco.
Nesse sentido, o prêmio de risco serve para que o investidor possa analisar se vale a 
pena correr o risco de perder seu dinheiro em uma aplicação, ou se compensa mais deixar 
o dinheiro em um ativo mais seguro em troca de uma rentabilidade inferior.
O prêmio de risco é maior no Brasil do que nos Estados Unidos, o que significa que os 
retornos oferecidos aqui são maiores.
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Fluxo de capitais e seus impactos sobre as taxas de câmbio
O fluxo de capitais implica na entrada e na saída de recursos financeiros no país, em 
especial aqueles representados por moeda estrangeira.
Os investidores estrangeiros não são muito fiéis aos seus investimentos. Quando alguma 
instabilidade política ou financeira “sacode” o país, eles rapidamente procuram pegar o 
dinheiro deles e “pulam fora” do país.
Tendo em conta o regime flutuante de câmbio vigente no Brasil, eventual aumento 
da taxa de juros interna provocará a vinda de capital externo (entrada de divisas). Essa 
entrada de divisas provocará o aumento da quantidade de mercadoria moeda estrangeira 
no mercado, e isso, pela lei da oferta e da procura, deverá provocar redução do valor da 
moeda estrangeira, o que significa que a moeda nacional será apreciada (depreciação da 
moeda estrangeira = apreciação da moeda nacional).
Por outro lado, quando as taxas de juros interna caem em razão de alguma instabilidade 
política, os investidores estrangeiros “pulam fora” dos seus investimentos aqui realizados. 
Resgatam todos os seus reais aqui investidos. Para retornarem aos seus países de origem, 
esses investidores não vão levar reais, mas sim moeda estrangeira, em geral o dólar americano. 
A cada conversão que fizerem de reais por dólar, haverá menos mercadoria dólar no mercado 
de câmbio e a cotação da moeda estrangeira irá subir, depreciando, desvalorizando a moeda 
brasileira.
65 . GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL65 . GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Ao analisarem suas operações, as instituições financeiras levam em conta vários fatores 
e, ao concluírem pela viabilidade do negócio, fixam as condições em que ele será realizado, 
definindo:
• valor liberado;
• prazo;
• encargos financeiros;
• garantias.
A constituição de garantias visa gerar maior comprometimento pessoal e patrimonial 
do tomador de recursos e aumentar, caso o cliente se torne insolvente, a possibilidade de 
retorno do capital emprestado.
A garantia assume papel acessório à decisão de crédito, não podendo ser determinante 
para a realização do negócio, já que sua execução é sabidamente onerosa e demorada.
O negócio de um banco não é cobrar judicialmente seus créditos, é emprestar bem 
e receber.
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As garantias podem ser:
• pessoal ou fidejussória;
• real.
As garantias são previsões legais para se garantir um contrato, em regra, de mútuo 
(dinheiro).
Garantia pessoal (fidejussória)
Pode ser por meio de: aval ou fiança.
Garantia real
Pode ser por penhor mercantil, alienação fiduciária e hipoteca.
66 . AVAL66 . AVAL
É a garantia de pagamento do título de crédito dada por um terceiro, que se torna 
responsável pelo pagamento nas mesmas condições do devedor. Consiste em:
• declaração unilateral da vontade incondicional;
• obrigação cambiária que só pode ser lançada no título (ou em folha de alongue).
Tem a função de reforçar a garantia de pagamento do título no seu vencimento, visto 
que o garantidor promete pagar a dívida, caso o devedor não o faça.
É garantia tipicamente cambiária, por isso somente pode ser passada em títulos de 
crédito, não sendo válida em contrato.
O avalista assume uma obrigação autônoma e solidária, sem relevância a data em 
que foi dado.
O caráter de solidariedade é próprio do aval, assim, vencido o título, o credor pode 
cobrar indistintamente do devedor ou do avalista.
No aval, há três figuras distintas:
• avalista – aquele que se obriga a cumprir a obrigação, caso o devedor não o faça;
• avalizado – é o devedor principal da obrigação originária do aval;
• beneficiário – o credor.
O aval pode ser das seguintes espécies:
• em preto – aponta o avalizado. Exemplo: por aval a Antônio Pontes.
• em branco – a regra é que será em favor do devedor principal.
Segundo a regra geral, contida no art. 897, parágrafo único, do Código Civil brasileiro, o 
aval parcial é vedado. Todavia, é possível haver exceções, desde que haja previsão na legislação 
especial. Dessa forma, como há lei específica tratando do cheque, da nota promissória e 
da letra de câmbio, o aval parcial é admitido nesses títulos de crédito.
O avalista é responsável da “mesma maneira” que a pessoa por ele avalizada, a saber:
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Teoria e 640 Questões Gabaritadas
• a natureza da obrigação do avalista é a mesma da do avalizado, mas o avalista não 
toma o lugar do avalizado;
• a responsabilidade subsiste, ainda que a obrigação do avalizado seja nula por qualquer 
razão;
• o avalista é devedor solidário cambiário.
Para cancelar o aval, basta riscá-lo, apagá-lo ou sobrescrever expressões como “cancelado”, 
“não vale” etc. O aval, após o vencimento do título, produz idênticos efeitos.
É anulável o aval sem a outorga conjugal (marido ou consorte), exceto no regime de 
casamento de separação absoluta de bens.
67 . FIANÇA67 . FIANÇA
É uma obrigação escrita, firmada em contrato por meio do qual alguém, chamado fiador, 
garante o cumprimento da obrigação do devedor.
É um contrato acessório, pois, para existir, pressupõe a existência de um contrato 
principal, que é a garantia do credor. Só existe até o limite estabelecido e somente pode 
ser cobrado caso o devedor não pague a dívida afiançada.
Na fiança, há três figuras distintas:
• fiador – aquele que se obriga a cumprir a obrigação, caso o devedor não o faça;
• afiançado – é o devedor principal da obrigação originária da fiança;
• beneficiário – o credor.
Quando o fiador for pessoa física casada, a fiança só é válida com a participação dos 
dois cônjuges, exceto no regime de casamento de separação absoluta de bens.
Trata-se de garantia acessória. É uma obrigação subsidiária, pois, devido ao seu caráter 
acessório, o fiador só se obrigará se o devedor principal ou afiançado não cumprir a prestação 
devida, a menos que se tenha estipulado solidariedade.
É unilateral, pois gera obrigações para o fiador, em relação ao credor, que só terá 
vantagem não assumindo nenhum compromisso em relação ao fiador.
É dado somente em contratos – nunca em cambiais.
É retratável, ou seja, o fiador poderá exonerar-se da obrigação a todo tempo se a fiança 
tiver duração ilimitada, mas ficará obrigado por todos os efeitos da fiança, anteriores ao 
ato amigável ou à sentença que o exonerar.
Goza do “benefício de ordem”, ou seja, antes de ser cobrada a dívida do fiador, deve ser 
cobrada do devedor.
A fiança não admite interpretação extensiva, de modo que o fiador só responderá 
pelo que estiver expresso no instrumento da fiança e, se alguma dúvida houver, será ela 
solucionada em favor do fiador.
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Quando houver pluralidade de fiadores, haverá responsabilidade solidária entre os 
cofiadoresentre si, ou seja, os fiadores respondem proporcionalmente, em partes iguais, 
pela dívida, salvo se declararam o benefício de divisão.
Nesse caso, cada um dos fiadores responderá pela sua parte que foi estipulada quando 
o benefício da divisão foi definido.
68 . FIANÇAS BANCÁRIAS68 . FIANÇAS BANCÁRIAS
A fiança bancária é um contrato por meio do qual o banco (fiador) garante o cumprimento 
da obrigação de seu cliente (o afiançado), junto a um credor em favor do qual a obrigação 
deve ser cumprida. Quando prestada por banco de primeira linha, constitui excelente forma 
de garantia.
Nada mais é do que uma obrigação escrita, acessória, assumida pelo banco e que, por 
se tratar de uma garantia (e não de uma operação de crédito), está isenta do IOF.
Para a concessão de cartas de fiança bancária, os bancos, em geral, exigem garantias 
(nota promissória, caução de títulos de renda fixa ou de duplicatas).
A fiança normalmente é baixada:
• quando do término do prazo de validade da carta de fiança, desde que assegurado 
o cumprimento das obrigações assumidas pelas partes contratantes;
• mediante a devolução da carta de fiança;
• mediante a entrega, ao banco, da declaração do credor (beneficiário), liberando a 
garantia prestada.
69 . PENHOR MERCANTIL69 . PENHOR MERCANTIL
É o contrato segundo o qual uma pessoa dá a outra coisa móvel, por vínculo real, em 
garantia do cumprimento de obrigação.
Podem ser objeto de penhor mercantil coisas móveis, corpóreas ou incorpóreas, fungíveis 
ou infungíveis, passíveis de alienação, os direitos suscetíveis de cessão, sobre coisas móveis 
e os títulos de crédito.
Os contratos de penhor declararão, sob pena de não terem eficácia:
• o valor do crédito, sua estimação, ou valor máximo;
• o prazo fixado para pagamento;
• a taxa dos juros, se houver;
• o bem dado em garantia com as suas especificações.
A pessoa que oferece o objeto em penhor tem o nome de dador ou devedor; a que o 
recebe é denominada credor pignoratício.
O dador pode ser o próprio devedor ou um terceiro por ele designado.
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O Código Civil estabelece que o penhor só seja constituído quando da efetiva transferência 
da posse da coisa móvel, suscetível de alienação, ao credor.
A regra no penhor é que o bem empenhado fique na posse do credor, havendo exceções, 
visto que, no penhor rural, industrial, mercantil e de veículos, as coisas empenhadas 
continuam em poder do devedor, que as deve guardar e conservar.
O penhor pressupõe uma obrigação principal, cujo cumprimento é garantido pela coisa 
oferecida ao credor pelo devedor.
No que diz respeito ao penhor, podemos resumir assim:
• é o contrato acessório e formal;
• é direito real de garantia;
• recai sobre coisa móvel (em regra), do devedor ou terceiro;
• o devedor oferece um móvel ao credor;
• há entrega efetiva da coisa ao credor (em regra);
• o credor é chamado de credor pignoratício.
A exceção, em que o devedor fica com a coisa empenhada, é o penhor rural.
Podem ser objeto de penhor agrícola:
• máquinas e instrumentos de agricultura;
• colheitas pendentes, ou em via de formação;
• frutos acondicionados ou armazenados;
• lenha cortada e carvão vegetal;
• animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola.
Podem ser objeto de penhor pecuário os animais que integram a atividade pastoril, 
agrícola ou de laticínios.
O penhor tradicional (ou penhor comum) deve ser registrado no Cartório de Títulos e 
Documentos.
O penhor rural, o industrial e o mercantil devem ser registrados no Cartório de Registro 
de Imóveis.
70 . ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA70 . ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA
A alienação fiduciária em garantia é o contrato pelo qual o devedor, ou fiduciante, como 
garantia de uma dívida, pactua a transferência da propriedade fiduciária do bem móvel ou 
imóvel ao credor, ou fiduciário, sob condição resolutiva expressa.
A alienação fiduciária em garantia não tem por finalidade precípua a transmissão da 
propriedade, embora esta seja de sua natureza.
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A transferência do domínio do bem ao credor não é o objetivo das partes, mas um meio 
de garantir o credor contra a inadimplência do devedor. Por isso, ressalta-se sua natureza 
de contrato acessório.
Possui as seguintes características:
• é um contrato acessório e formal;
• recai sobre bens móveis ou imóveis, o mútuo, ou o parcelamento de débitos 
previdenciários;
• o credor passa a ser proprietário e possuidor indireto ou mediato da coisa;
• o devedor fica com a posse direta ou imediata (usuário e depositário);
• trata-se de uma propriedade limitada, que só serve para os fins previstos na lei; e 
resolúvel, pois retorna automaticamente ao devedor fiduciante, no momento em 
que for paga a última prestação;
• a alienação fiduciária aplica-se a bens móveis e a imóveis.
É considerada uma garantia real sui generis, porque não se exerce sobre coisa alheia, mas 
sobre coisa própria, ou seja, o financiado, ou devedor fiduciante, dá em alienação um bem 
móvel ou imóvel ao credor fiduciário, que se torna proprietário e possuidor indireto da coisa, 
ficando o devedor fiduciante com a posse direta, na qualidade de usuário e depositário.
Essa transferência, porém, é apenas em garantia, tornando-se sem efeito, 
automaticamente, logo que a última prestação é paga. Essa é a condição resolutiva expressa.
O contrato, que serve de título à propriedade fiduciária, conterá:
• o total da dívida, ou sua estimativa;
• o prazo, ou a época do pagamento;
• a taxa de juros, se houver;
• a descrição da coisa objeto da transferência, com os elementos indispensáveis à sua 
identificação.
Um mesmo bem pode ser alienado mais de uma vez.
71 . HIPOTECA71 . HIPOTECA
É um direito real de garantia, ou seja, a garantia recai sobre os imóveis, de propriedade 
do devedor ou de terceiros.
O devedor oferece um bem imóvel (em regra), seu ou de terceiros.
Há bens que se movem, mas que podem ser objeto de hipoteca:
• os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles (tratores, máquinas agrícolas e 
demais acessórios);
• navios;
• aeronaves;
• as estradas de ferro com as máquinas.
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A coisa hipotecada permanece com o devedor.
O credor é chamado de credor hipotecário.
A hipoteca é feita mediante contrato acessório e formal, abrangendo todas as acessões, 
melhoramentos ou construções do imóvel.
É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado. Todavia, pode 
convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário, se o imóvel for alienado.
O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra hipoteca sobre ele, mediante novo 
título, em favor dele ou de outro credor.
Salvo no caso de insolvência do devedor, o credor da segunda hipoteca, embora vencida, 
não poderá executar o imóvel antes de vencida a primeira.
Em regra, exige-se escritura pública.
Deverá ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis.
Os créditos garantidos por hipoteca podem ser executados extrajudicialmente.
72 . CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO72 . CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO
O crime de lavagem de dinheiro caracteriza-se por um conjunto de operações comerciais 
ou financeiras que buscam a incorporação na economia de cada país, de modo transitório 
ou permanente, de recursos, bens e valores de origem ilícita e que se desenvolvem por meio 
de um processo dinâmico que envolve, teoricamente, três fases independentes que, com 
frequência, ocorrem simultaneamente.
Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro 
realiza-se por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos 
fundos de sua origem, evitandouma associação direta deles com o crime; segundo, o 
disfarce de suas várias movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e 
terceiro, a disponibilização do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido 
suficientemente movimentado no ciclo de lavagem e poder ser considerado “limpo”.
Fase 01: Colocação (placement)
É a colocação do dinheiro no sistema econômico. Objetivando ocultar sua origem, o 
criminoso procura movimentar o dinheiro em países com regras mais permissivas e naqueles 
que possuem um sistema financeiro liberal. A colocação se efetua por meio de depósitos, 
compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens.
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas 
sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que transitam 
pelo sistema financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente 
trabalham com dinheiro em espécie.
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Fase 02: Ocultação (layering)
Consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar 
a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem 
do dinheiro.
Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para 
contas anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou 
realizando depósitos em contas abertas em nome de “laranjas” ou utilizando empresas 
fictícias ou de fachada.
Fase 03: Integração (integration)
Os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações 
criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo 
tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez 
mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.
73. OS BANCOS NA ERA DIGITAL – PRESENTE, TENDÊNCIAS E DESAFIOS73. OS BANCOS NA ERA DIGITAL – PRESENTE, TENDÊNCIAS E DESAFIOS
Era da Informação ou era digital são termos frequentemente utilizados para destacar 
os avanços tecnológicos advindos da Terceira Revolução Industrial e que tem a ver com a 
difusão de um ciberespaço, um meio de comunicação instrumentalizado pela informática 
e pela internet.
Essa expressão também é uma forma de observar os avanços das técnicas atuais de 
transformação da sociedade em comparação a outras anteriores.
Há quem afirme que a era digital surge como uma substituição à era industrial, que, por 
sua vez, apareceu outrora em substituição à era da agricultura. Assim, ao menos em tese, 
estaríamos passando por um terceiro ciclo de renovações de ideias, ações e pensamentos 
que marcaram a história da humanidade.
É nesse contexto de mudanças denominado de era digital que os bancos estão inseridos 
para desenvolver suas atividades.
Os bancos tradicionais ainda dominam o mercado, mas é preciso haver uma transformação 
na cultura, processos operacionais e infraestrutura tecnológica em meio ao novo cenário 
econômico.
Estar inserido na era digital vai muito além das ferramentas tecnológicas. É, antes de 
tudo, uma questão cultural. Algumas organizações passam pelo dilema de como se inserir 
na transformação e evoluir digitalmente, outras estão se remodelando para se adaptar a 
essa nova era.
Vamos pensar nas organizações tradicionais como sendo a clássica carteira de bolso, 
que continua sendo um item de extrema utilidade, pois com ela carregamos documentos 
pessoais, cartões de créditos, carteirinhas de convênio. É simples, fácil, prático e útil.
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Dentro desse quadro de desafio da adaptação à era digital, a tendência é os bancos 
optarem por um caminho de parceria estratégica com bancos tradicionais, fintechs e outras 
startups, buscando beneficiar a todos os integrantes desse ecossistema, pois sabem que 
não vão conseguir travar essa luta sozinhos.
Se, por um lado, os bancos tradicionais possuem a base de dados, por outro lado as 
fintechs dominam a tecnologia e a inovação necessárias para conquistar os consumidores 
mais exigentes. Dessa forma, podem trabalhar em conjunto para mapear o comportamento 
do usuário e oferecer serviços altamente personalizados.
Uma outra tendência é que os bancos digitais deixem de oferecer apenas serviços 
bancários para ofertar uma gama de produtos financeiros mais ampla para seus clientes, 
resultando em uma importante estratégia de fidelização.
Ter uma equipe de atendimento orientada para ser autônoma na resolução de problemas, 
atenta às necessidades do consumidor e munida com as ferramentas certas para atender 
aos clientes também se mostra uma tendência importante para garantir que os bancos 
digitais se estabeleçam e continuem firmes no mercado.
Além da possibilidade de produtos, crescem também os investimentos em soluções 
automatizadas – exemplo disso são as ferramentas de validação de identidade, que são 
fundamentais no combate às fraudes de identidade, um dos maiores obstáculos para os 
bancos digitais.
Fonte: blog.idwall.co/os-maiores-desafios-dos-bancos-digitais
74 . 74 . INTERNET BANKINGINTERNET BANKING
É o acesso ao banco de casa ou do escritório por meio da internet.
• Home banking ⇾ PF
• Office banking ⇾ PJ
75 . 75 . MOBILE BANKINGMOBILE BANKING
É a oferta de serviços bancários por meio de aplicativos que podem ser baixados em 
celulares, tablets, relógios tecnológicos e outros dispositivos móveis.
76 . 76 . OPEN FINANCEOPEN FINANCE
Segundo o Bacen, é o Sistema Financeiro Aberto. É definido como o compartilhamento 
de dados, produtos e serviços e abertura e integração de plataformas e infraestruturas.
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77 . NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS77 . NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS
A constante inovação tecnológica que vivenciamos influencia a nossa vida em todos os 
setores. No mundo dos negócios e no mundo financeiro não é diferente.
Novidades que surgiram com a era digital: Internet Banking, Fintechs, Startups, Big Techs, 
Shadow Banking, Marketplace, PIX e Open Banking.
78 . 78 . FINTECHSFINTECHS
São empresas que combinam a prestação de serviços financeiros com processos baseados 
inteiramente em tecnologia.
O CMN regulamentou as fintechs em arranjos de pagamentos, instituições de pagamento 
e as de crédito (SCD e SEP).
79 . 79 . STARTUPSSTARTUPS
Ato de começar alguma atividade, em geral, tendo a ver com companhias e empresas que 
estão no início de suas atividades e que buscam explorar atividades inovadoras no mercado.
Procura desenvolver um modelo de negócio escalável e que seja repetível. Possui quatro 
características básicas: inovação, escalabilidade, repetibilidade e flexibilidade.
80 . 80 . BIG TECHSBIG TECHS
São as grandes empresas de tecnologia que dominaram o mercado nos últimos anos: 
Google, Amazon, Facebook, Apple, Netflix e Microsoft.
81. SISTEMA DE BANCOS-SOMBRA (81. SISTEMA DE BANCOS-SOMBRA (SHADOW BANKINSHADOW BANKING)G)
É um sistema financeiro que não possui a mesma formalidade e nem a mesma 
regulamentação dos bancos tradicionais.
A Empresa Simples de Crédito (ESC) é vista como um banco-sombra, que realiza operações 
de empréstimos e financiamentos exclusivamente para microempreendedores individuais 
(MEI), microempresas e empresas de pequeno porte, utilizando-se exclusivamente de 
capital próprio.
82 . O DINHEIRO NA ERA DIGITAL: 82 . O DINHEIRO NA ERA DIGITAL: BLOCKCHAIN, BITCOINBLOCKCHAIN, BITCOIN E DEMAIS E DEMAIS 
CRIPTOMOEDASCRIPTOMOEDAS
• Blockchain – tecnologia específica usada para armazenar informações (blocos de dados).
• Bitcoin – é a primeira criptomoeda criada e, naturalmente, a mais famosa. Limitada 
a 21 milhões deunidades.
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A bitcoin foi a primeira criptomoeda, mas hoje, há muitas outras sendo negociadas. No 
site do Infomoney, estão divulgadas as cotações de 37 criptomoedas. Entre elas, além da 
bitcoin, destacam-se a ethereum, a bitcoin cash, a litecoin e a ripple.
83. DREX – REAL DIGITAL83. DREX – REAL DIGITAL
É o Real, a moeda brasileira oficial, em formato digital. Tem o mesmo valor e a mesma 
aceitação do real tradicional. É regulado pelo Banco Central e emitido somente em sua 
plataforma. Tem as mesmas garantias e segurança do real tradicional. Depende de um 
banco ou de outra instituição para seu uso pelo cidadão.
84 . 84 . MARKETPLACEMARKETPLACE
Marketplace é um local onde se faz comércio de bens e serviços. A palavra é uma junção 
dos termos ingleses market, que significa “mercado”, e place, que significa “lugar”.
Marketplace é um espaço de venda na internet que reúne diferentes empresas vendendo 
produtos. Nesse local, os usuários podem encontrar com facilidade o mesmo produto com 
diferentes opções de preços e modelos.
O conceito é o mesmo que justifica o sucesso de uma loja física em um shopping center. 
As pessoas podem entrar para comprar o produto de outra loja, mas veem os produtos de 
outra vitrine e acabam comprando também.
O vendedor conta com uma vitrine em um shopping center virtual.
As startups de maior sucesso no mundo hoje são marketplaces, ou usam de alguma 
forma esse modelo. Alguns exemplos famosos são a Amazon, a Apple e a Uber.
85 . CORRESPONDENTES BANCÁRIOS85 . CORRESPONDENTES BANCÁRIOS
São empresas contratadas por instituições financeiras e demais instituições autorizadas 
pelo BCB para a prestação de serviços de atendimento aos clientes e usuários dessas 
instituições. Para funcionarem, não dependem de autorização do Banco Central do Brasil.
86. SISTEMA DE PAGAMENTOS INSTANTÂNEOS (PIX)86. SISTEMA DE PAGAMENTOS INSTANTÂNEOS (PIX)
PIX é o pagamento instantâneo brasileiro criado pelo Bacen. Está disponível 24 horas 
por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados. É gratuito para pessoa física pagadora.
Tem custo baixo para os demais casos.
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87 . SEGMENTAÇÃO E INTERAÇÕES DIGITAIS87 . SEGMENTAÇÃO E INTERAÇÕES DIGITAIS
Segmentação e interações digitais
O marketing digital é essencial para a comunicação das atividades de uma marca, 
afinal nesse ambiente é possível se posicionar e garantir uma audiência qualificada. Nesse 
sentido, a estratégia é ainda mais assertiva quando as ações e campanhas de marketing 
são personalizadas de acordo com o público e compartilhadas no momento certo para 
atingir o cliente.
Ao estabelecer um planejamento para a divulgação de uma campanha no Facebook, é 
necessário selecionar, dentre os diversos filtros demográficos e perfis de interação, quem 
deverá ser impactado por sua publicação. Saiba como começar:
Crie “personas”
Definir as características da pessoa que você quer atingir por meio da associação com 
seus valores e informações facilita a seleção de interesses que contribuam para uma 
segmentação eficaz. Selecione fatores como idade, profissão, hobbies, gostos culturais e 
atividades praticadas regularmente.
Utilize a mídia correta
Saber quem é o seu público-alvo ideal é a chave para descobrir onde o seu cliente está e, 
a partir disso, estabelecer qual a mídia deve ser prioritária na ação. Conhecer as opções de 
segmentação, uso e perfis existentes em cada ambiente é essencial para que sua campanha 
tenha bom desempenho.
Testes variáveis
Durante a publicação da campanha, é fundamental criar variantes de público para 
entender a receptividade de cada um. Segmentações diferentes influenciam resultados 
diferentes, por isso ter públicos segmentados permite elevar seu entendimento da audiência 
a cada interação da campanha, permitindo resultados cada vez melhores.
Mensure os resultados
Acompanhar os dados de demografia, renda, engajamento, tempo de visita e conversão, 
disponibilizados ao analisar as campanhas, possibilita que a cada publicação você conheça 
melhor seu público. A partir disso é possível ajustar a nova etapa da ação e segmentar de 
forma ainda mais precisa, provocando impacto na hora certa e na pessoa certa.
Fonte: https://infographya.com.br/segmentacao-de-publico-no-ambiente-digital/
88 . CIRCULAR BACEN N . 3 .978, DE 23 DE JANEIRO DE 202088 . CIRCULAR BACEN N . 3 .978, DE 23 DE JANEIRO DE 2020
No dia 23 de janeiro de 2020, o Bacen publicou a Circular n. 3.978/2020, que dispõe sobre 
a política, os procedimentos e os controles internos a serem adotados pelas instituições 
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil visando à prevenção da utilização do 
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https://infographya.com.br/segmentacao-de-publico-no-ambiente-digital/
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sistema financeiro para a prática dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos 
e valores e de financiamento do terrorismo.
Detalha as exigências, procedimentos e controles sobre:
• a política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo;
• a governança da política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do 
terrorismo;
• a avaliação interna de risco;
• os procedimentos destinados a conhecer os clientes;
• a classificação dos clientes;
• as disposições comuns à identificação, à qualificação e à classificação dos clientes;
• a identificação e da qualificação do beneficiário final;
• a qualificação como pessoa exposta politicamente;
• o registro de operações;
• o monitoramento, da seleção e da análise de operações e situações suspeitas;
• os procedimentos de análise de operações e situações suspeitas;
• os procedimentos de comunicação ao COAF;
• os procedimentos destinados a conhecer funcionários, parceiros e prestadores de 
serviços terceirizados;
• os mecanismos de acompanhamento e de controle; e
• a avaliação de efetividade.
89 . CARTA CIRCULAR BACEN N . 4 .001, DE 29 DE JANEIRO DE 202089 . CARTA CIRCULAR BACEN N . 4 .001, DE 29 DE JANEIRO DE 2020
Divulga a relação de operações e situações que podem configurar indícios de “lavagem 
de dinheiro” ou ocultação de bens, direitos e valores.
São dezessete categorias de situações, com diversas exemplificações de casos, controles, 
monitoramento e tratamento que devem ser adotadas por todas as instituições financeiras 
autorizadas a operar no Brasil:
• situações relacionadas com operações em espécie em moeda nacional com a utilização 
de contas de depósitos ou de contas de pagamento;
• situações relacionadas com operações em espécie e cartões pré-pagos em moeda 
estrangeira e cheques de viagem;
• situações relacionadas com a identificação e qualificação de clientes;
• situações relacionadas com a movimentação de contas de depósito e de contas de 
pagamento em moeda nacional;
• situações relacionadas com operações de crédito no país;
• situações relacionadas com a movimentação de recursos oriundos de contratos com 
o setor público;
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• situações relacionadas a consórcios;
• situações relacionadas a pessoas ou entidades suspeitas de envolvimento com 
financiamento ao terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa;
• situações relacionadas com atividades internacionais;
• situações relacionadas com operações de crédito contratadas no exterior;
• situações relacionadas com operações de investimento externo;
• situações relacionadas com funcionários, parceiros e prestadores de serviços 
terceirizados;
• situações relacionadas a campanhaseleitorais;
• situações relacionadas a bens não de uso (BNDU) e outros ativos não financeiros;
• situações relacionadas com a movimentação de contas correntes em moeda estrangeira 
(CCME); e
• situações relacionadas com operações realizadas em municípios localizados em 
regiões de risco.
90. OUVIDORIAS – RESOLUÇÃO CMN N. 4.860, DE 23.10.202090. OUVIDORIAS – RESOLUÇÃO CMN N. 4.860, DE 23.10.2020
A Resolução CMN n. 4.860, de 23.10.2020, dispõe sobre a constituição e o funcionamento 
de componente organizacional de ouvidoria pelas instituições autorizadas a funcionar pelo 
Banco Central do Brasil.
A ouvidoria tem por finalidade:
• atender em última instância as demandas dos clientes e usuários de produtos e 
serviços que não tiverem sido solucionadas nos canais de atendimento primário da 
instituição; e
• atuar como canal de comunicação entre a instituição e os clientes e usuários de 
produtos e serviços, inclusive na mediação de conflitos.
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91 . REFERÊNCIAS91 . REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES DOS MERCADOS FINANCEIRO E DE CAPITAIS – 
ANBIMA. Página inicial. Disponível em: http://www.anbima.com.br/pt_br/index. htm. Acesso 
em: 01 mar. 2023.
____________. Tudo Sobre Debêntures. Disponível em: bit.ly/2AUAju9. Acesso em: 01 
mar. 2023.
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. Barueri: Atlas, 2021. 391 p.
BRASIL. Banco Central do Brasil. Página inicial. Disponível em: glossário bcb.gov.br/ 
acessoinformacao/glossario. Acesso em: 01 mar. 2023.
______. Ministério da Fazenda. Disponível em: http://www.gov.br/fazenda/pt-br. Acesso 
em: 01 mar. 2023.
CABRAL, G. Conhecimentos Bancários em tópicos. Brasília: Alumnus, 2014. 360 p.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. O Mercado de Valores Mobiliários Brasileiro. Disponível 
em: goo.gl/v7if7v. Acesso em: 01 mar. 2023.
__________. Cadernos CVM 1 – O que é a CVM? Disponível em: goo.gl/gf2vSS. Acesso em: 
01 mar. 2023.
__________. Cadernos CVM 7 – Mercado de Balcão Organizado. Disponível em: goo. gl/4exVgx. 
Acesso em: 01 mar. 2023.
__________. Página inicial. Disponível em: portaldoinvestidor.gov.br. Acesso em: 01 
mar. 2023.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA. Disponível em: brasil.gov.br/economia-e-emprego/educacao-
financeira. Acesso em: 01 mar. 2023.
ENFIN. Enciclopédia de Finanças. Disponível em: enfin.com.br. Acesso em: 01 mar. 2023.
NEWLANDS Jr., C. A. Sistema Financeiro e Bancário – Teoria e Questões. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2014. 512 p.
PINHEIRO, Marcos Antônio Henriques. Cooperativas de Crédito – História da evolução 
normativa no Brasil. Disponível em: goo.gl/Ggd73V. Acesso em: 01 mar. 2023.
PORTAL EDUCAÇÃO. Página inicial. Disponível em: portaleducacao.com.br. Acesso em: 
01 mar. 2023.
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QUESTÕESQUESTÕES
1ª PARTE1ª PARTE
001. 001. (BASA/CESGRANRIO/2022) Na composição do Sistema Financeiro Nacional no Brasil, 
o órgão normativo responsável pela fixação das metas para a inflação, pelas diretrizes da 
política cambial e pelas normas inerentes ao funcionamento das instituições financeiras é o(a)
a) Banco Central do Brasil
b) Banco do Brasil
c) Conselho Monetário Nacional
d) Caixa Econômica Federal
e) Comissão de Valores Mobiliários
002. 002. (BB/CESGRANRIO/2023) A função principal das operações de Tesouraria bancária é
a) aprimorar a qualidade de atendimento aos clientes.
b) ampliar o uso de serviços digitais nas transações financeiras.
c) administrar os fluxos de despesas e receitas da instituição financeira, visando a controlar 
os gastos e a maximizar os lucros.
d) aumentar a carteira de serviços financeiros oferecidos aos clientes.
e) gerenciar as atividades de marketing, publicidade e propaganda da instituição financeira.
003. 003. (BB/CESGRANRIO/2021) Se o planejamento estratégico do Banco do Brasil fixar, como 
meta prioritária, a expansão de suas operações no varejo bancário, o público-alvo serão as(os)
a) companhias de grande porte
b) governos nas esferas federal, estadual e municipal
c) exportadores
d) importadores
e) clientes individuais
004. 004. (BB/CESGRANRIO/2021) É função precípua da Tesouraria, em um determinado banco,
a) fixar as formas de garantias exigidas em função dos tipos de operação de crédito.
b) gerenciar os descasamentos existentes entre os fluxos de caixa das captações e as 
aplicações do banco.
c) acompanhar as operações em atraso, visando à instauração do processo de recuperação 
de crédito.
d) ativar as atividades de marketing e publicidade do banco.
e) estreitar o relacionamento com os clientes do banco.
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005. 005. (BB/CESGRANRIO/2023) Liquidez é a capacidade de conversão de um bem em dinheiro.
Considerando-se apenas os efeitos da transformação digital do sistema financeiro sobre 
a liquidez dos ativos financeiros, espera-se que todos os ativos abaixo possam apresentar 
ganhos de liquidez, EXCETO
a) Cédulas e moedas
b) Certificados de Depósito Bancário e de Depósito Interbancário (CDB e CDI)
c) Depósitos em caderneta de poupança
d) Títulos privados, como letras hipotecárias e letras de câmbio
e) Títulos Públicos
006. 006. (BB/CESGRANRIO/2023) As políticas de afrouxamento monetário (Quantitative Easing), 
que vêm norteando as políticas monetárias do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados 
Unidos) e do Banco Central Europeu (BCE), desde a crise financeira global de 2008, são 
consideradas políticas monetárias não convencionais, porque, na prática, acarretam
a) aumento das taxas de redesconto
b) elevação dos percentuais de depósitos compulsórios
c) aumento das taxas de juros básicas de curto prazo
d) expansão primária de moeda
e) fuga do dólar como moeda-reserva internacional
007. 007. (CAIXA/CESGRANRIO/2021) O texto seguinte diz respeito à generalização das políticas 
monetárias consideradas não convencionais por parte dos bancos centrais do mundo inteiro.
Os bancos centrais globais agora percebem que políticas monetárias antes consideradas 
não convencionais e temporárias agora se revelam convencionais e duradouras. Obrigados 
a encontrar novas soluções devido à crise financeira de 2008 e novamente neste ano por 
causa da pandemia de coronavírus, o Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), o Banco 
Central Europeu e a maioria dos bancos centrais internacionais se tornaram mais agressivos 
e inovadores do que nunca na defesa das economias contra a recessão e ameaça de deflação.
KENNEDY, S; DODGE, S. Política monetária não convencional agora é ferra-
menta duradoura. Exame, São Paulo, 15 set. 2020. Adaptado. Disponível em: 
https://exame.com/. Acesso em: 29 ago. 2021.
Um exemplo de política monetária não convencional é a
a) redução da taxa básica de juros
b) compra de títulos públicos e privados por parte dos bancos centrais
c) redução das taxas de redesconto
d) expansão da base monetária
e) venda de títulos com o compromisso de recompra pela autoridade monetária
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008. 008. (BB/CESGRANRIO/2021) A pandemia do coronavírus, declarada em março de 2020, 
alterou significativamente as relações sociais e econômicas ao redor do globo. Em resposta, 
autoridades mundiais atuaram tempestivamente, recorrendo a instrumentos monetários 
para dinamizar a economia, associando estímulo monetário com controle inflacionário.
Com essa finalidade, no Brasil, em agosto de 2020, o Banco Central do Brasil (Bacen) anunciou 
a utilização de um instrumento denominado
a) Quantitative easing
b) Foward guidance
c) Teto dos gastos
d) Isenção tributária
e) Dominância fiscal
009.009. Q1931084 (BB/CESGRANRIO/2021) Com evidências do enorme descolamento entre 
as taxas de juros de curto e de longo prazo no Brasil, o texto abaixo reproduz matéria 
jornalística, publicada no início de agosto de 2020, dando conta da enorme incerteza futura 
associada aos impactos adversos decorrentes da crise pandêmica da Covid-19 sobre a 
economia brasileira.
Os juros futuros encerraram os negócios desta segunda-feira em alta firme, afetados 
por um movimento de maior incorporação de prêmio de risco ao longo da curva a termo, 
especialmente nos trechos mais longos (com vencimento no longo prazo). No fim da sessão 
regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 passava 
de 1,87% no ajuste anterior para 1,88%; a do DI para janeiro de 2022 ia de 2,65% para 
2,67%; a do contrato para janeiro de 2023 subia de 3,76% para 3,79%; a do DI para janeiro 
de 2025 escalava de 5,40% para 5,47%; e a do contrato para janeiro de 2027 saltava de 
6,35% para 6,43%.
REZENDE, V. Risco fiscal leva a alta das taxas de juros futuros e curva tem maior 
inclinação desde fi m de junho. Valor Econômico, 10/08/2020. Disponível em: 
<https://valorinveste.globo.com/produtos/renda-fixa/noticia/2020/08/10/risco-fis-
cal-leva-a-alta--das-taxas-de-juros-futuro-e-curva-tem-maior-inclinacao-desde-
--fim-de-junho.ghtml>. Acesso em: 7 fev. 2021. Adaptado.
Para minorar os impactos da crise, a Emenda Constitucional n. 106, de 7 de maio de 2020, 
conhecida como o “Orçamento de Guerra”, instituiu uma diversidade de medidas nos âmbitos 
fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da calamidade pública nacional, 
decorrente da pandemia da Covid-19. Dentre as medidas aprovadas, o Banco Central do 
Brasil ficou autorizado, temporariamente, a operar com instrumentos de política monetária 
considerados não convencionais.
A medida de política monetária não convencional, por parte do Banco Central do Brasil, 
que poderia ter estimulado a redução das taxas de juros de longo prazo no ano passado é a
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a) venda de títulos mediante operações compromissadas
b) compra de títulos públicos e privados no mercado secundário
c) redução do percentual dos depósitos compulsórios
d) redução da taxa de juros básica de curto prazo (Selic)
e) venda de títulos públicos e privados no mercado secundário
010. 010. (BB/CESGRANRIO/2023) Quando um indivíduo, ao comprar um produto em uma loja, 
efetua o pagamento utilizando papel-moeda (cash), a moeda estará cumprindo, nessa 
operação, a função de
a) meio de troca
b) unidade de medida de valor
c) reserva de valor
d) financiamento
e) precaução
011. 011. (BB/CESGRANRIO/2023) Nos sistemas econômicos contemporâneos, a moeda cumpre 
diferentes funções.
Se os empresários brasileiros utilizarem a moeda nacional (o Real) como ativo monetário 
para calcular o custo de suas mercadorias, a moeda cumprirá, nesse caso, a função de
a) reserva de valor
b) meio de troca
c) unidade de medida de valor
d) meio de financiamento
e) meio de compensação bancária
012. 012. (BB/CESGRANRIO/2023) Os contratos celebrados entre um banco e seus clientes 
estabelecem tarifas, limites de crédito, taxas de juros, pagamentos mínimos, datas e prazos 
para pagamento, dentre outros aspectos regulados. O estabelecimento de contratos só 
pode ocorrer devido à função de unidade de conta da moeda.
A função de unidade de conta da moeda diz respeito à
a) possibilidade de separar no tempo e no espaço as transações de compra das transações 
de venda.
b) coincidência de interesses entre as partes envolvidas nas transações, possibilitando que 
o contrato seja firmado.
c) preservação do valor da moeda em data futura, com relação ao momento da assinatura 
do contrato.
d) determinação da quantidade de unidades monetárias que liquidam as obrigações de 
um contrato.
e) capacidade da moeda ser facilmente trocada por outros ativos sem perda significativa 
do seu valor.
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013. 013. (BB/CESGRANRIO/2023) Embora não haja consenso sobre a origem da moeda, a 
justificativa reconhecida e mais aceita para a sua disseminação como intermediária de 
trocas é que ela evitou a(o)
a) escassez
b) falência bancária
c) especulação
d) escambo
e) crédito
014. 014. (BB/CESGRANRIO/2023) Ao longo das crises financeiras agudas, em que se observam 
elevada incerteza e temor em relação à solvência de empresas e bancos, a extrema preferência 
por liquidez tende a fazer com que os agentes econômicos aumentem as práticas de 
entesouramento.
Nesse contexto, a moeda assume, precipuamente, a função de
a) meio de financiamento dos investimentos
b) meio de troca
c) unidade de conta
d) escambo
e) reserva de valor
015. 015. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) Durante as crises financeiras agudas, por causa da 
enorme incerteza futura, os agentes econômicos brasileiros ou estrangeiros com aplicações 
em ativos reais ou financeiros, expressos em Reais brasileiros, tendem a entesourar moeda 
local ou a fazer operações de compra de Dólares americanos nos mercados de câmbio 
no Brasil.
Dentre as diversas funções da moeda, o principal fator explicativo do entesouramento de 
moeda local ou estrangeira em períodos de crise e incerteza é a busca de
a) rentabilidade
b) liquidez
c) financiamento
d) competitividade
e) arbitragem
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016. 016. (BB/CESGRANRIO/2021) Quando alguém vai a um shopping center pode observar que 
uma saia, por exemplo, apresenta o preço de R$40,00 e uma garrafa d’água, o preço de 
R$5,00. Apesar de não ser errado afirmar que o preço da saia são oito garrafas d’água e que 
o preço da garrafa d’água é 1/8 do preço da saia, os preços não costumam ser cotados assim.
Quando se deseja mensurar e registrar valor econômico, usa-se a moeda como
a) riqueza
b) unidade de conta
c) meio de troca
d) valor intrínseco
e) reserva de valor
017. 017. (BB/CESGRANRIO/2021) Um meio de troca é aquilo que os compradores oferecem aos 
vendedores quando aqueles adquirem bens e serviços.
Quando um consumidor, por exemplo, compra um perfume numa loja localizada numa 
economia onde o nível inflacionário é baixo e controlado, o vendedor entrega o produto 
para o cliente em troca de
a) outro serviço, por ser o meio de troca de maior divisibilidade.
b) outro bem, por ser o meio de troca com menor custo de carregamento.
c) moeda, por ser o meio de troca de maior aceitabilidade.
d) mercadoria, por ser o meio de troca mais eficiente.
e) moeda-mercadoria, por ser o meio de troca mais durável.
018. 018. (BB/CESGRANRIO/2021) Uma das funções desempenhadas pela moeda é a de reserva 
de valor, no entanto, a moeda não é o único ativo que desempenha tal função. O motivo 
que faz com que os cidadãos retenham moeda como reserva de valor é o fato de ela
a) ser protegida contra inflação.
b) prestar algum serviço ao seu possuidor.
c) propiciar um aumento no seu valor.
d) oferecer um rendimento a seu detentor.
e) possuir liquidez absoluta.
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019. 019. (BB/CESGRANRIO/2021) O texto seguinte trata de uma das funções da moeda.
As economias – as “economias reais” – são sistemas de escambo vastos. O problema é que 
a história mostra que, sem o dinheiro, esses sistemas não acontecem. Até mesmo quando 
as economias “revertem para o escambo”, como parece ter ocorrido na Europa na Idade 
Média, elas não abandonam de fato o uso do dinheiro. Elas apenas deixam de usar o dinheiro 
vivo. Na Idade Média, por exemplo, todos continuaram calculando o valor de ferramentas 
e gado naantiga moeda romana, mesmo que ela já não circulasse mais.
Graeber, D. Dívida: os Primeiros 5.000 Anos. São Paulo: Três Estrelas, 2016.
No trecho citado, o autor destaca que, na Idade Média, a antiga moeda romana continuou 
exercendo a função de
a) débito
b) crédito
c) meio de troca
d) unidade de conta
e) reserva de valor
020. 020. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ANALISTA DE DESENVOLVIMENTO - COMUNICAÇÃO E 
MARKETING) Certo país adotou o regime monetário de metas de inflação, a ser praticado 
pelo banco central.
Caso a medição da inflação no país surpreenda, no sentido de ultrapassar a meta de inflação, 
seu banco central, para combater a inflação, deveria
a) aumentar a taxa de juros básica da economia.
b) reduzir o gasto do setor público.
c) aumentar os impostos pagos pelos contribuintes.
d) alterar a taxa de câmbio, desvalorizando a moeda doméstica.
e) aumentar os impostos sobre as exportações.
021. 021. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/CRÉDITO, RISCO E FINANÇAS) Há criação de meios de 
pagamento na economia quando
a) o Banco Central do Brasil vende reservas internacionais.
b) o Banco Central do Brasil vende Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) no mercado aberto 
(overnight).
c) um banco vende dólares a um importador.
d) uma empresa transfere recursos em moeda de seu caixa para sua conta corrente em um 
banco comercial, sob a forma de depósito à vista.
e) uma empresa desconta uma duplicata em um banco comercial, recebendo o valor 
correspondente em moeda corrente.
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022. 022. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) A persecução da 
meta de inflação anual figura entre as principais funções do Banco Central do Brasil (BCB).
O principal instrumento utilizado pelo BCB para manter a taxa de inflação anual no centro 
da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é o(a)
a) manejo da taxa básica de juros (Selic)
b) manejo da taxa de redesconto
c) controle dos preços administrados
d) congelamento de preços dos itens que compõem a cesta básica
e) regulação macroprudencial
023. 023. (BB/CESGRANRIO/2023) Desde 1999, o Brasil adota o regime de metas de inflação, 
que se caracteriza pelo anúncio prévio de uma meta para a variação do Índice de Preços ao 
Consumidor Amplo (IPCA).
A principal variável operacional de política monetária utilizada pelo Banco Central para 
controlar a inflação é
a) alíquota de depósito compulsório
b) taxa de juros de longo prazo
c) taxa de redesconto
d) taxa de Depósito Interbancário
e) taxa básica de juros
024. 024. (BB/CESGRANRIO/2023) A oferta da moeda (meios de pagamento M1) no Brasil tende 
a se expandir se as autoridades monetárias
a) comprarem liquidamente títulos públicos em operações de mercado aberto.
b) aumentarem a taxa de recolhimento de reserva compulsória sobre os depósitos nos 
bancos.
c) aumentarem a taxa do redesconto dos empréstimos de liquidez.
d) aumentarem os dividendos pagos pelas empresas públicas.
e) diminuírem os impostos indiretos incidentes sobre os bens de investimento.
025. 025. (BB/CESGRANRIO/2023) O Sistema Financeiro abriga o conjunto dos mercados monetário, 
cambial, de crédito e de capitais. No trecho seguinte, Mário Henrique Simonsen e Rubens 
Penha Cysne definem, de forma simplificada, o Sistema Monetário:
O conjunto formado pelo Banco Central e pelos bancos comerciais recebe a denominação 
de Sistema Monetário. Trata-se do conjunto de instituições responsáveis pela criação de 
moeda, em sua versão mais estrita (o chamado M1).
SIMONSEN, M.H. e CYSNE, R. P. Macroeconomia, 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995, p.6. Adaptado.
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No mercado monetário brasileiro, os bancos comerciais criam moeda nacional quando 
aumentam as(os)
a) vendas de moeda estrangeira
b) reservas voluntárias
c) reservas compulsórias
d) operações de empréstimos
e) depósitos a prazo
026. 026. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) A base monetária da economia brasileira é definida 
de forma a incluir no seu total
a) o montante de moeda manual emitida
b) a dívida do setor público
c) os empréstimos de curto prazo concedidos pelos bancos
d) os títulos emitidos pelo Banco Central
e) os depósitos à vista nos bancos comerciais
027. 027. (BB/CESGRANRIO/2021) Um dos fatos mais comemorados pelos analistas econômicos 
no Brasil foi a queda histórica das taxas de juros básicas de curto prazo (Selic), ocorrida 
nos últimos três anos. Entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2021, a Selic havia recuado de 
6,75% a.a. para 2,00% a.a.
Considerando-se o arcabouço da política monetária vigente no Brasil, baseado no regime 
de metas para a inflação, os dois fatores que permitiram tamanha queda dos juros básicos 
no Brasil no período foram a
a) eficácia dos controles de preços e a melhora das condições externas.
b) ancoragem das expectativas de inflação e o elevado nível médio de capacidade ociosa 
registrado na economia brasileira no período.
c) redução da dívida bruta do setor público como proporção do PIB e a prolongada recessão 
ocorrida no período.
d) queda dos preços dos alimentos e a redução dos spreads bancários.
e) queda dos preços das commodities e o menor impacto da desvalorização do real sobre 
os preços internos.
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028. 028. (BB/CESGRANRIO/2021) Considere o seguinte trecho de reportagem publicada no jornal 
Valor Econômico, em 3 de novembro de 2020: O plenário do Senado aprovou, agora há pouco, 
um projeto que possibilita ao Banco Central substituir as operações compromissadas pelo 
depósito voluntário remunerado das instituições financeiras. O texto segue agora para a 
Câmara dos Deputados.
TRUFFI, R.; LIMA, V. Senado aprova projeto que permite ao BC usar depósitos 
voluntários. Valor Econômico, 3/11/2020. Disponível em: <https://valor.globo.com/
politica/noticia/2020/11/03/senado-aprova-projeto-que-permite-ao-bc-utilizar-de-
positos-voluntarios.ghtml>. Acesso em: 27 jan. 2021.
O principal argumento em defesa da adoção de depósitos das instituições financeiras, 
remunerados pelo Banco Central do Brasil (BCB), é que esse mecanismo adicional de política 
monetária
a) teria efeito nulo sobre as despesas financeiras do BCB.
b) teria impacto financeiro idêntico ao das operações compromissadas.
c) estimularia a redução das taxas de juros praticadas pelos bancos comerciais.
d) fomentaria o sistema de crédito bancário.
e) teria efeito nulo sobre o crescimento da dívida bruta do Tesouro Nacional.
029. 029. (BB/CESGRANRIO/2023) A principal razão que justifica a existência de um mercado 
primário de títulos públicos, administrado pelo Tesouro Nacional, é mobilizar recursos 
financeiros para o(a)
a) combate à inflação
b) financiamento das empresas
c) financiamento dos déficits do governo
d) equilíbrio do Balanço de Pagamentos do país
e) estabilidade do mercado de trabalho
030. 030. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ADVOGADO) Como integrante do Sistema Financeiro 
Nacional, cabe ao Conselho Monetário Nacional
a) definir as metas anuais de inflação.
b) determinar as taxas básicas de juros da economia brasileira.
c) atuar como emprestador de última instância.
d) calcular o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
e) executar a política fiscal.
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031. 031. (BB/CESGRANRIO/2023) Como parte integrante do Sistema Financeiro Nacional, o Conselho 
Monetário Nacional (CMN) funciona como instituição cuja função é predominantemente
a) normativa
b) executora
c) bancária
d) produtiva
e) financeira
032. 032. (BB/CESGRANRIO/2023) O Conselho MonetárioNacional (CMN) é um órgão importante 
do Sistema Financeiro Nacional
As atribuições do CMN são inúmeras, entre as quais
a) regular os serviços de compensação de cheques e outros papéis.
b) autorizar a emissão de papel moeda.
c) determinar, via Comitê de Política Monetária, a taxa de juros Selic.
d) autorizar o funcionamento das instituições financeiras operando no país.
e) emitir títulos do CMN, responsabilizando-se pelo seu resgate.
033. 033. (BASA/CESGRANRIO/2022/TÉCNICO CIENTÍFICO) Cabe ao Conselho Monetário Nacional
a) formular a política da moeda e do crédito, com o objetivo de manter a estabilidade da 
moeda e o desenvolvimento econômico e social do país.
b) fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil.
c) garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, zelar por um sistema financeiro 
sólido, eficiente e competitivo e executar a política monetária com o objetivo de manter 
a inflação na meta.
d) intermediar e custodiar o dinheiro entre poupadores e aqueles que precisam de 
empréstimos, além de providenciar serviços financeiros para os clientes, como saques, 
empréstimos, investimentos, entre outros.
e) atuar nos mercados financeiro, cambial e de capitais, intermediando a negociação de 
títulos e valores mobiliários entre investidores e tomadores de recursos.
034. 034. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ADVOGADO) Na estrutura do Sistema Financeiro Nacional, 
o Banco Central do Brasil (BCB) é considerado emprestador de última instância, porque uma 
de suas principais operações ativas é fornecer
a) crédito direto aos consumidores.
b) crédito destinado ao financiamento de capital de giro.
c) crédito a instituições financeiras que enfrentam problemas de liquidez.
d) crédito de longo prazo destinado ao financiamento do investimento.
e) crédito de longo prazo destinado ao financiamento da compra da casa própria.
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035. 035. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Como integrante 
do Sistema Financeiro Nacional, cabe ao Banco Central do Brasil.
a) fixar as metas de inflação anual.
b) recolher os impostos federais.
c) calcular o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
d) atuar como emprestador de última instância.
e) executar a política fiscal.
036. 036. (BB/CESGRANRIO/2021) No Brasil, a fixação da taxa básica de juros da economia (a 
Selic) está sob a alçada do
a) Comitê de Política Monetária
b) Conselho Monetário Nacional
c) Ministério da Fazenda
d) Banco do Brasil
e) mercado financeiro
037. 037. (BB/CESGRANRIO/2021) Dentro do Sistema de Metas para a inflação, o Conselho 
Monetário Nacional (CMN) estabelece a meta para a inflação. A partir dessa meta, o Comitê 
de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (Bacen) reúne-se periodicamente 
para analisar a economia brasileira. Nesse contexto, é atribuição do Copom
a) autorizar o funcionamento das instituições financeiras e de outras entidades conforme 
legislação em vigor.
b) divulgar, diariamente, a taxa de juros de curto prazo para operações realizadas no 
mercado financeiro.
c) definir a meta da taxa Selic.
d) determinar o papel do Bacen no mercado cambial.
e) formular normas aplicáveis ao Sistema Financeiro Nacional (SFN).
038. 038. (BB/CESGRANRIO/2021) Dentre as escolhas mais populares de investimentos, a caderneta 
de poupança é uma das opções mais utilizadas pelos brasileiros, sendo considerada um 
investimento de renda fixa.
São também investimentos de renda fixa
a) os ETF de Ações
b) as Commodities
c) os CDB
d) as Ações
e) as Opções
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039. 039. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) O crédito direto ao consumidor é um empréstimo, 
concedido por uma instituição financeira, para pessoas que desejam, por exemplo
a) comprar um certificado de depósito bancário.
b) comprar um veículo automotivo.
c) aplicar seus recursos em moeda estrangeira.
d) aumentar suas aplicações em títulos de renda variável.
e) proteger seus recursos de variações cambiais.
040. 040. (CAIXA/CESGRANRIO/2021) A principal característica do crédito direto ao consumidor 
(CDC) é que esse instrumento de financiamento dispensa
a) avalista
b) análise cadastral do cliente
c) limite de prazo de pagamento
d) limite de crédito
e) identificação do cliente
041. 041. (BB/CESGRANRIO/2023) O crédito rural é a modalidade de financiamento destinado 
ao segmento rural. Ele atende a diversas finalidades das empresas que atuam no setor 
agropecuário.
O crédito rural destinado ao financiamento da aquisição de equipamentos, como tratores 
e colheitadeiras, por parte dos produtores agropecuários, atende à finalidade de crédito de
a) investimento
b) custeio
c) comercialização
d) industrialização
e) exportação
042. 042. Q2823427 (BB/CESGRANRIO/2023) O crédito rural atende a diversas finalidades do 
setor rural. A modalidade de crédito rural, destinado ao financiamento das despesas normais 
dos ciclos produtivos, da compra de insumos à fase de colheita, é denominada crédito de
a) investimento
b) industrialização
c) custeio
d) comercialização
e) estoque regulador
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043. 043. (BB/CESGRANRIO/2021) O Banco do Brasil (BB) oferece diversas linhas de crédito 
destinadas a custear os dispêndios realizados pelos produtores rurais.
A modalidade de crédito rural, oferecida pelo BB, destinada ao beneficiamento, custeio e 
industrialização da produção é denominada
a) Crédito Rural Pronaf Custeio
b) Pronamp Custeio
c) Pronaf Agroindústria
d) Funcafé Custeio
e) Custeio Agropecuário
044. 044. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Na organização do 
Sistema Financeiro Nacional, os bancos são instituições destinadas a intermediar recursos 
financeiros entre os poupadores e os demandantes de empréstimos.
No caso específico dos bancos comerciais, são instituições que, essencialmente,
a) proporcionam financiamento de médio e longo prazos a projetos orientados para fomentar 
o desenvolvimento econômico e social do país, abstendo-se de operações de financiamento 
de curto prazo.
b) operam com diversas modalidades de financiamento, mas não transacionam compra e 
venda de moeda estrangeira.
c) captam recursos por meio de depósitos a prazo, mas não operam com recursos provenientes 
de depósitos à vista.
d) realizam operações de empréstimos por meio de recursos captados sob a forma de 
depósitos à vista e a prazo.
e) se concentram no financiamento de empréstimos e financiamentos de projetos de 
natureza social.
045. 045. (BASA/CESGRANRIO/2022) Na estrutura do Sistema Financeiro Nacional, algumas 
instituições funcionam com o objetivo principal de prover recursos necessários para financiar, 
a curto e a médio prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as 
pessoas físicas e terceiros em geral.
Tal objetivo envolve tarefas típicas dos bancos
a) de investimento
b) de desenvolvimento
c) centrais
d) múltiplos
e) comerciais
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046. 046. (BASA/CESGRANRIO/2022) De acordo com a legislação brasileira, os bancos de 
investimento
a) podem financiar a compra de bens de consumo duráveis.
b) podem abrir contas correntes para seus clientes.
c) podem captar recursos via depósitos a prazo.
d) não podem funcionar como instituições financeiras privadas.
e) não podem administrar recursos de terceiros.
047. 047. (AGERIO/CESGRANRIO/2023) A principal diferença entre um banco de desenvolvimento e 
um banco de investimento é que um banco de desenvolvimentofinancia, predominantemente,
a) a aquisição de matérias-primas e insumos
b) a aquisição de bens de capital e projetos de infraestrutura
c) os projetos de curto e médio prazos
d) os investimentos efetivados pelo governo federal
e) os estados e municípios
048. 048. (BASA/CESGRANRIO/2022) Um engenheiro pretende enveredar pela carreira bancária, 
sendo seu foco bancos de desenvolvimento.
Nos termos das normas aplicáveis ao tema, originadas do Banco Central e do Conselho 
Monetário Nacional, os Bancos de Desenvolvimento são instituições financeiras
a) internacionais
b) mistas
c) privadas
d) públicas
e) sociais
049. 049. (BASA/CESGRANRIO/2022) Um gerente de instituição financeira é responsável por 
gerir os financiamentos imobiliários realizados durante longo período.
Após realizar treinamento no Banco Central, fica curioso com a atuação das Sociedades de 
Crédito que, nos termos das normas aplicáveis, integra o
a) Sistema de Apoio Popular
b) Sistema Minha Casa Minha Vida
c) Sistema Financeiro de Habitação
d) Sistema de Poupança Nacional
e) Sistema Garantidor de Crédito
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050. 050. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ADVOGADO) De acordo com a legislação brasileira, uma 
instituição financeira pode ser enquadrada na categoria de banco múltiplo se
a) for organizada sob a forma de sociedade de responsabilidade limitada.
b) for organizada exclusivamente como instituição financeira privada.
c) suas operações envolverem quaisquer tipos de carteiras, exceto a de desenvolvimento.
d) possuir, pelo menos, três carteiras, sendo duas delas, obrigatoriamente, as carteiras 
comercial e de crédito.
e) possuir, pelo menos, duas carteiras, sendo uma delas, obrigatoriamente, a carteira 
comercial ou a carteira de investimento.
051. 051. (AGERIO/CESGRANRIO/2023) No Brasil, a instituição que, além de integrar o Sistema 
Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), 
centraliza o recolhimento e a aplicação de todos os recursos oriundos do Fundo de Garantia 
do Tempo de Serviço (FGTS) é o(a):
a) Banco Central do Brasil
b) Banco do Brasil
c) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
d) Banco da Amazônia
e) Caixa Econômica Federal
052. 052. (BASA/CESGRANRIO/2022) Um servidor público federal deseja mudar os rumos de 
sua carreira para integrar instituição financeira pública. Sabedor dos rígidos critérios de 
seleção, inicia seu preparo estudando as características das instituições.
Nos termos das normas em vigor, a Caixa Econômica Federal é uma instituição financeira 
sob a forma de
a) sociedade de economia mista com capital público
b) empresa pública, de natureza jurídica de direito privado
c) autarquia sob regime de sociedade anônima
d) fundação especial para prestação de serviços financeiros
e) organização social para implementação de políticas públicas
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053. 053. (BASA/CESGRANRIO/2022/TÉCNICO CIENTÍFICO) Existe um tipo de instituição 
financeira, formada pela associação de pessoas, cujo objetivo é prestar serviços financeiros 
exclusivamente aos seus associados, tais como conta corrente, aplicações financeiras, cartão 
de crédito, empréstimos e financiamentos. Trata-se de instituição financeira que, embora 
supervisionada pelo Banco Central do Brasil, não tem acesso à câmara de compensação de 
cheques, aos créditos oficiais, à reserva bancária e ao mercado interfinanceiro.
A instituição financeira descrita é denominada
a) banco comercial
b) caixa econômica
c) cooperativa de crédito
d) banco comercial cooperativo
e) corretora de títulos e valores mobiliários
054. 054. (BASA/CESGRANRIO/2022) O presidente de associação de funcionários da Universidade 
V pretende fornecer serviços financeiros aos associados.
Nos termos das normas de regência, as cooperativas de crédito estão submetidas à 
autorização do
a) Banco Central
b) Banco Cooperativo
c) Congresso Nacional
d) Conselho Monetário
e) Mercado financeiro
055. 055. (BASA/CESGRANRIO/2022) O Sistema Financeiro Nacional abarca diferentes tipos de 
mercado, definidos pelos objetivos e características de cada um deles.
O tipo de mercado que permite às empresas em geral captar recursos de terceiros e 
compartilhar os ganhos e riscos envolvidos nos negócios é denominado mercado
a) de capitais
b) de trabalho
c) de crédito
d) de câmbio
e) monetário
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056. 056. (BB/CESGRANRIO/2021) Essencialmente, o mercado de capitais canaliza a poupança 
da sociedade para suprir as necessidades das empresas por recursos produtivos. Promover 
o fortalecimento de mercados de capitais locais para que se tornem pilares para o 
desenvolvimento econômico tem sido um objetivo constante, em praticamente toda a 
comunidade internacional.
A sociedade é beneficiada à medida que o mercado de capitais cumpre aquelas que são 
suas quatro principais funções:
a) estabilidade da propensão a consumir, redução do risco assistemático, alocação aleatória 
de recursos e extinção dos custos de agência.
b) transferência do investimento para o futuro, eliminação dos riscos sistemáticos, construção 
de carteiras diversificadas e estímulo à governança.
c) aumento do consumo imediato, maior propensão ao risco, alocação de recursos em 
poucos ativos e aumento da autonomia gerencial corporativa.
d) desmobilização do investimento, maior aversão ao risco, alocação enviesada de recursos 
e afrouxamento da rígida disciplina de capital corporativa.
e) mobilização da poupança, gestão de riscos, alocação eficiente de recursos e aumento 
da disciplina corporativa.
057. 057. (AGERIO/CESGRANRIO/2023) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), principal órgão 
responsável pela normatização e pela fiscalização do mercado de valores mobiliários no 
Brasil, é caracterizada pela
a) divisão da autoridade administrativa com a Bovespa (B3)
b) dependência financeira do Banco Central do Brasil
c) ausência de subordinação hierárquica
d) ausência de vínculo com o Ministério da Fazenda
e) atuação como sociedade de economia mista
058. 058. (BASA/CESGRANRIO/2022) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) detém personalidade 
jurídica e patrimônio próprios, é dotada de autoridade administrativa independente, conta 
com mandato fixo, estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira e orçamentária.
A CVM funciona como
a) empresa de economia mista
b) autarquia em regime especial
c) entidade sem vínculo governamental
d) entidade governamental com fins lucrativos
e) entidade privada
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059. 059. (BB/CESGRANRIO/2021) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada em 
07/12/1976, pela Lei n. 6.385/76.
A CVM
a) regula mercados da Bolsa de balcão.
b) é responsável por formular a política de crédito.
c) é um órgão emissor de moeda-papel.
d) é vinculada à Casa Civil.
e) fornece crédito às instituições.
060. 060. (CFC/CESGRANRIO/2023/AUDITOR INDEPENDENTE) Um contador exerce função de 
assessoria contábil na criação de sociedades anônimas. Em conjunto com a assessoria 
jurídica, ele estabelece os contornos do estatuto da companhia.
Nos termos da Lei n. 6.404/1976, o estatuto da companhia fixará o valor do capital
a) social
b) disponível
c) de reserva
d) de investimentos
e) de distribuição
061. 061. (BASA/CESGRANRIO/2022) Uma advogada resolveu realizar mestrado em Mercado de 
Capitais. Em uma das disciplinas cursadas, ela estuda o funcionamento das bolsas de valores.
Segundo a interpretação adequada, as ações negociadas em bolsa sãoconsideradas títulos 
de renda
a) especial
b) fixa
c) privada
d) tabulada
e) variável
062. 062. (BB/CESGRANRIO/2021) Existem títulos de dívida de longo prazo emitidos por sociedades 
de ações e destinados, geralmente, ao financiamento de projetos de investimento ou para 
alongamento do perfil de endividamento das empresas.
Tais títulos são
a) os Brazilian Depositary Receipts (BDR)
b) os Depositary Receipts (DR)
c) as ações
d) as debêntures
e) os dividendos
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063. 063. (BB/CESGRANRIO/2021) No mercado de capitais brasileiro, os principais responsáveis 
pela intermediação de compra e venda de títulos e valores mobiliários entre investidores 
e tomadores de recursos são as(os)
a) companhias abertas
b) empresas de auditoria
c) corretoras e distribuidoras
d) auditores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
e) bolsas de valores
064. 064. (AGERIO/CESGRANRIO/2023) O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) 
destina-se à custódia de títulos escriturais de emissão do Tesouro Nacional, bem como ao 
registro e à liquidação de operações com esses títulos.
No Brasil, a administração do Selic fica a cargo do(a)
a) Banco Central do Brasil
b) Tesouro Nacional
c) Banco do Brasil
d) Conselho Monetário Nacional
e) Receita Federal
065. 065. (BASA/CESGRANRIO/2022) O trecho seguinte alude a importante mercado em que são 
transacionados os títulos públicos no Brasil:
Todas as transações com títulos públicos se dão em seu âmbito. Ele é o mercado de dívida 
pública brasileiro e nele se encontram tanto o Banco Central do Brasil realizando a política 
monetária, quanto o Tesouro, responsável pela gestão da dívida pública e financiamento 
do governo.
DORNELAS, L.N.D e TERRA, F.H.B. O Mercado Brasileiro de Dívida Pública. 
Campinas: Alínea, 2021, p.6, Adaptado.
O trecho se refere ao mercado
a) cambial
b) acionário
c) CETIP
d) SELIC
e) PTAX
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066. 066. (BB/CESGRANRIO/2023) As operações diárias de compra e venda de divisas estrangeiras 
(dólares, euros, libras esterlinas, dentre outras) são parte integrante do mercado
a) monetário
b) cambial
c) acionário
d) creditício
e) de trabalho
067. 067. (BB/CESGRANRIO/2023) No regime cambial conhecido como de “flutuação suja” (dirty 
floating), a taxa de câmbio é determinada pela
a) variação das reservas internacionais
b) política monetária do Banco Central
c) taxa fixada pelo Banco Central
d) interação entre oferta e demanda de moeda estrangeira, sem qualquer intervenção do 
Banco Central no mercado de câmbio
e) interação entre oferta e demanda de moeda estrangeira, com intervenções esporádicas 
do Banco Central no mercado de câmbio
068. 068. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) As pessoas físicas e jurídicas que, em última análise, 
formam o mercado de câmbio, são os demandadores e os ofertadores de moeda estrangeira.
Assim, os(as)
a) exportadores de bens e serviços, residentes no Brasil, demandam moeda estrangeira no 
mercado de câmbio.
b) importadores de bens e serviços, residentes no Brasil, oferecem moeda estrangeira no 
mercado de câmbio.
c) tomadores de empréstimos no exterior, residentes no Brasil, oferecem moeda estrangeira 
no mercado de câmbio ao repagarem seus empréstimos externos.
d) turistas estrangeiros que vêm ao Brasil oferecem moeda estrangeira no mercado de 
câmbio.
e) empresas no Brasil, com sócios estrangeiros, ao pagar dividendos aos seus sócios, oferecem 
moeda estrangeira no mercado de câmbio.
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069. 069. (CAIXA/CESGRANRIO/2021) Desde 1999, o Brasil adota um regime de câmbio flutuante 
(ou flexível).
Considerando-se a prática brasileira desde então, nesse regime cambial, a
a) taxa de câmbio é fixada pelo Banco Central do Brasil.
b) taxa de câmbio é determinada pela oferta e demanda de moeda estrangeira.
c) taxa de câmbio não sofre interferência do Banco Central do Brasil.
d) taxa de câmbio não influencia a rentabilidade dos exportadores.
e) fixação da taxa básica de juros (Selic) torna-se dependente da política cambial.
070. 070. (BB/CESGRANRIO/2021) Aqueles que participam do mercado de câmbio de um país 
podem ser divididos entre os que produzem divisas e os que cedem divisas.
Produzem e cedem divisas, respectivamente, os
a) tomadores de empréstimos quando remetem o principal ao exterior; os importadores.
b) tomadores de investimentos quando remetem dividendos ao exterior; os exportadores.
c) exportadores; os turistas estrangeiros.
d) importadores; os que fazem transferências para o exterior.
e) que recebem transferências do exterior; os que remetem lucro ao exterior.
071. 071. (BASA/CESGRANRIO/2022) Admita que, num mesmo dia, dólares sejam negociados 
para venda à taxa de câmbio de R$4,45/US$, em São Paulo, e de R$4,55/US$, em Recife.
Um operador de câmbio que comprasse, naquele dia, determinada quantia de dólares em 
São Paulo para vender em Recife estaria fazendo uma operação denominada
a) arbitragem
b) especulação
c) triangulação
d) swap
e) hedging
072. 072. (BB/CESGRANRIO/2023) Considerando-se o atual regime cambial brasileiro, uma 
redução pronunciada da taxa de juros dos Estados Unidos, relativamente à taxa de juros 
no Brasil, tenderia a fazer com que
a) a moeda brasileira, o Real, se valorizasse cambialmente em relação ao Dólar americano.
b) as exportações brasileiras para os Estados Unidos fossem cambialmente estimuladas.
c) as reservas brasileiras de divisas em Dólar americano diminuíssem.
d) os fluxos de capitais financeiros brasileiros para os Estados Unidos aumentassem.
e) as importações brasileiras originárias dos Estados Unidos fossem cambialmente 
desestimuladas.
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073. 073. (BB/CESGRANRIO/2023) Para realizar suas operações internacionais de compra e venda 
de bens e serviços, as empresas importadoras e exportadoras fecham contratos de câmbio 
junto às instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.
A equipe de atendimento de um banco, tendo como clientes duas empresas, uma exportadora 
e outra importadora, avaliaria que uma desvalorização do real frente ao dólar, tudo o mais 
constante, seria vantajosa para
a) a empresa exportadora
b) a empresa importadora
c) os concorrentes estrangeiros da empresa exportadora
d) os fornecedores da empresa importadora
e) ambas as empresas
074. 074. (BASA/CESGRANRIO/2022) Uma casa de câmbio no Brasil apresentava a seguinte Tabela 
com relações entre o real e diversas moedas estrangeiras:
Com base nestas informações, conclui-se que com um real pode-se comprar, aproximadamente
a) 0,1330 euro
b) 0,1327 dólar americano
c) 1,1530 yuan chinês
d) 0,1551 libra esterlina
e) 0,1798 euro
075. 075. (BASA/CESGRANRIO/2022) Admita que a taxa de câmbio real de equilíbrio no Brasil 
seja estimada, num determinado dia, em R$4,20/US$.
Se, nesse mesmo dia, o Dólar for cotado a uma taxa de câmbio nominal de R$5,40/US$, é 
indicativo de que o Real brasileiro está
a) sobrevalorizado
b) subvalorizado
c) nem subvalorizado nem sobrevalorizado
d) em paridade real do poder de compra com o Dólar
e) menos competitivo que o Dólar
076. 076. (BASA/CESGRANRIO/2022) O mercado de câmbio brasileiro registrou, no fechamento 
do dia 09/12/2021, as seguintes cotações de venda do Euro (€), medidas, respectivamente, 
em Dólares (US$) e em Reais (R$):
1 € = US$1,1286
1 € = R$6,2710
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As taxas de câmbio cruzadasindicam que a cotação de venda do Dólar, medida em Reais, 
naquele mesmo dia, foi de
a) 1 US$ = R$7,0775
b) 1 US$ = R$6,2710
c) 1 US$ = R$5,5564
d) 1 US$ = R$5,4585
e) 1 US$ = R$0,1799
077. 077. (BB/CESGRANRIO/2021) Com a pandemia, observou-se intensa volatilidade das taxas 
de câmbio cotadas nos mercados de câmbio à vista no Brasil. Segundo dados do Banco 
Central do Brasil, a taxa de câmbio média negociada nos mercados à vista foi de R$5,46/
US$ em agosto de 2020, comparativamente à taxa média de R$5,28/US$, observada em 
julho desse mesmo ano.
Sendo assim, constata-se que, entre julho e agosto de 2020, o Real brasileiro mostrou, em 
relação ao Dólar norte-americano,
a) depreciação média de cerca de 3,41%, em termos nominais
b) depreciação média de cerca de 3,41%, em termos reais
c) apreciação média de cerca de 3,41%, em termos nominais
d) a mesma paridade nominal do poder de compra
e) apreciação média de cerca de 3,41%, em termos reais
078. 078. (BB/CESGRANRIO/2021) As relações internacionais implicam relações de trocas entre as 
moedas, ou seja, a variável econômica conhecida como taxa de câmbio. Assim, quanto mais 
valorizada for a moeda de um país, menor será o poder de competitividade do produto desse 
país, piorando o saldo em transações correntes. Nesse sentido, uma valorização cambial
a) desestimula as importações e estimula as exportações, mas com uma desvalorização 
cambial ocorre o inverso.
b) estimula as importações e desestimula as exportações, e com uma desvalorização cambial 
ocorre o mesmo.
c) desestimula tanto as importações quanto as exportações, mas com uma desvalorização 
cambial ocorre o inverso.
d) estimula as importações e desestimula as exportações, mas com uma desvalorização 
cambial ocorre o inverso.
e) desestimula as importações e estimula as exportações, e com uma desvalorização cambial 
ocorre o mesmo.
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079. 079. (BB/CESGRANRIO/2023) O comportamento das taxas de câmbio nominais e reais é 
fundamental para a tomada de decisões por parte de produtores e investidores. Enquanto 
as taxas de câmbio nominais são cotadas diariamente nos mercados de câmbio, as taxas 
de câmbio reais são determinadas pelas forças subjacentes à paridade real do poder de 
compra entre a moeda nacional e a moeda estrangeira.
Considere o conceito de paridade relativa real do poder de compra. Considere, também, 
que, no início de um determinado período, a taxa de câmbio nominal R$/US$ seja igual à 
paridade relativa real do poder de compra.
Nesse contexto, para que a paridade relativa real do poder de compra (ou seja, a taxa de 
câmbio real R$/US$) fique constante, entre o início e o final daquele período, será preciso 
que a taxa de desvalorização nominal do Real brasileiro em relação ao Dólar americano seja
a) igual à diferença entre as taxas de inflação americana e brasileira, acumuladas no período.
b) igual à diferença entre as taxas de inflação brasileira e americana, acumuladas no período.
c) igual à taxa de inflação brasileira acumulada no período.
d) igual à taxa de inflação americana acumulada no período.
e) livremente cotada no mercado de câmbio, sem relação com as taxas de inflação brasileira 
e americana, acumuladas no período.
080. 080. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) A principal diferença entre a taxa de câmbio nominal 
e a taxa de câmbio real é que a taxa de câmbio
a) nominal determina a competitividade efetiva dos produtos exportados do país.
b) nominal determina a competitividade efetiva dos produtos importados pelo país.
c) real é determinada pela paridade real do poder de compra da moeda nacional em relação 
ao poder de compra da moeda estrangeira, pressupondo que os preços dos bens produzidos 
nos dois países sejam expressos numa mesma unidade monetária.
d) real é o preço da moeda nacional relativamente ao preço da moeda estrangeira, de acordo 
com a cotação no mercado de câmbio.
e) real não afeta a competitividade dos produtos produzidos no país.
081. 081. (CAIXA/CESGRANRIO/2021) Embora as taxas de câmbio R$/US$, cotadas diariamente 
nos mercados de câmbio à vista, sejam expressas em valores nominais, ao longo do tempo 
essas taxas podem-se desviar de seus valores reais.
Contribui para a apreciação real da moeda brasileira, em relação ao dólar norte-americano, a(o)
a) redução da produtividade média no Brasil, comparativamente à dos Estados Unidos
b) queda dos preços das commodities exportadas pelo Brasil
c) taxa de inflação no Brasil maior do que a taxa de inflação norte-americana
d) compra de reservas internacionais pelo Banco Central do Brasil
e) maior grau de incerteza no Brasil
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082. 082. (BB/CESGRANRIO/2021) A revista inglesa The Economist publica periodicamente o 
famoso Índice do Big Mac, que consiste em avaliar os preços, em dólares, do conhecido 
sanduíche em diferentes países na economia global. Os resultados são frequentemente 
replicados pela imprensa internacional, incluindo a brasileira. A metodologia de apuração 
é simples: com base nas taxas de câmbio nominais das moedas nacionais em relação ao 
dólar, cotadas num mesmo dia, converte-se o preço do Big Mac avaliado nessas moedas 
para o seu respectivo valor em dólares.
Considerando-se que na edição de 12 de janeiro de 2021, os cálculos da The Economist 
mostravam que o preço, em dólares, do Big Mac no Brasil estava cerca de 30% mais barato 
do que o sanduíche similar vendido e cotado, também em dólares, nos Estados Unidos, o 
resultado indicava que o real brasileiro estava
a) na paridade real do poder de compra em relação ao dólar
b) subvalorizado em relação ao dólar
c) com alinhamento nominal em relação ao dólar
d) valorizado em relação ao dólar
e) sobrevalorizado em relação ao dólar
083. 083. (BB/CESGRANRIO/2023) No caso de um regime de taxa de câmbio fixa entre o Real e 
o Dólar americano, verifica-se que as
a) diferenças de taxa de inflação entre o Brasil e os Estados Unidos não alterariam a taxa 
de câmbio real entre as moedas desses dois países.
b) políticas monetárias expansionistas nos Estados Unidos causariam recessão no Brasil.
c) políticas monetárias no Brasil e nos Estados Unidos seriam sempre contracionistas.
d) taxas de câmbio entre o Real e a moeda europeia seriam fixas.
e) taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos seriam muito próximas, se houvesse muita 
mobilidade de capital financeiro entre esses dois países
084. 084. (BB/CESGRANRIO/2023) Se os preços das mercadorias produzidas no Brasil e nos 
Estados Unidos forem calculados em uma mesma moeda comum (por exemplo, em Dólar 
americano) e, na pressuposição de que todos os demais fatores permaneçam constantes, 
uma desvalorização real da moeda brasileira em relação ao Dólar americano
a) desestimulará as exportações brasileiras para os Estados Unidos.
b) tornará relativamente mais baratas as viagens turísticas dos brasileiros para os Estados 
Unidos.
c) encarecerá relativamente os produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos.
d) barateará relativamente os produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos.
e) manterá inalterados os preços dos produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos
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085. 085. (BB/CESGRANRIO/2023) Na hipótese de que todos os demais fatores permaneçam 
constantes, a sobrevalorização do Real brasileiro em relação ao Dólar norte-americano, 
em termos reais, por longo período de tempo, exerce efeito
a) positivo sobre as exportações brasileiras
b) neutro sobre as exportações brasileiras
c) negativo sobre as viagens turísticas dos brasileiros aos Estados Unidos
d) negativo sobre as importaçõesbrasileiras
e) negativo sobre as exportações brasileiras
086. 086. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) Se os preços das mercadorias produzidas por dois 
países forem expressos numa mesma unidade monetária e todos os demais fatores 
permanecerem constantes, uma apreciação real da moeda de um país X em relação à 
moeda de um país Y provoca
a) encarecimento das mercadorias exportadas pelo país X ao país Y
b) encarecimento das mercadorias exportadas pelo país Y ao país X
c) preços idênticos das mercadorias exportadas por ambos os países
d) redução dos salários reais no país X
e) aumento dos lucros esperados no país X
087. 087. (BB/CESGRANRIO/2023) A equação da paridade dos juros, a descoberto, estabelece que:
taxa de juros interna – taxa de juros externa = expectativas de depreciação da moeda 
nacional em relação ao Dólar americano + risco-país
Admita-se que a deterioração de indicadores macroeconômicos fundamentais no Brasil, 
como o déficit fiscal e o déficit em transações correntes do balanço de pagamentos, 
provoque o aumento do risco-país e a fuga de capitais estrangeiros do Brasil.
Se a equação de paridade dos juros for aplicada ao caso brasileiro, supondo-se que todos os 
demais indicadores econômicos permaneçam constantes, para que os influxos de capitais 
estrangeiros no Brasil voltem a se estabilizar, será necessário
a) aumentar o risco-país.
b) aumentar a taxa de juros externa.
c) aumentar a taxa de juros interna.
d) reduzir a taxa de juros interna.
e) depreciar o Real brasileiro em relação ao Dólar americano.
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088. 088. (BB/CESGRANRIO/2021) A relação entre a mudança de percentual na taxa de câmbio 
à vista, ao longo do tempo, e o diferencial entre taxas de juros comparáveis em diferentes 
mercados de capitais nacionais é conhecida como o efeito Fisher internacional.
O Fisher-open, como é frequentemente chamado, indica que as taxas de câmbio à vista 
devem mudar em uma quantidade
a) desconhecida, mas na mesma direção da diferença nas taxas de juros entre dois países.
b) igual, mas em direção oposta à diferença nas taxas de juros entre dois países.
c) diferente, mas em direção oposta à diferença nas taxas de juros entre dois países.
d) igual, mas na mesma direção da diferença nas taxas de juros entre dois países.
e) diferente, mas na mesma direção da diferença nas taxas de juros entre dois países.
089. 089. (BB/CESGRANRIO/2021) Considere o texto abaixo para responder às duas questões 
a seguir. A crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus provocou a maior 
fuga de capitais da história do Brasil. Dados divulgados nesta quarta-feira (24/6) pelo 
Banco Central (BC) explicam que os investidores estrangeiros retiraram US$ 31,7 bilhões 
do mercado brasileiro de títulos e ações só em março, abril e maio deste ano. Por isso, as 
retiradas somam R$ 50,9 bilhões nos últimos 12 meses; o maior índice da série histórica do BC.
Disponível em Correio Braziliense
Considerando-se os efeitos sanitários, econômicos e sociais decorrentes da pandemia da 
Covid-19 na economia global, o principal fator que justifica tamanha fuga de capitais do 
Brasil no ano passado é o(a)
a) maior percepção de risco, por parte dos estrangeiros, em investir em ativos denominados 
em moeda brasileira.
b) necessidade de recursos, no estrangeiro, para financiar as pesquisas científicas de vacinas 
contra o coronavírus.
c) manipulação das taxas de câmbio nos mercados globais.
d) aumento desenfreado da dívida externa brasileira.
e) aumento das taxas de juros no mercado internacional.
090. 090. (AGERIO/CESGRANRIO/2023) Para minorar o risco de não realização dos compromissos 
assumidos, as operações de crédito envolvem diversas formas de garantias.
A garantia pessoal, vinculada a título de crédito, em que um terceiro se compromete a pagar 
a dívida, caso esta não seja honrada pelo emitente do título, é denominada
a) fiança
b) hipoteca
c) aval
d) penhor mercantil
e) alienação fiduciária
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091. 091. (BASA/CESGRANRIO/2022) Uma pessoa realiza operação mercantil que redunda na 
emissão de título de crédito que, além do emitente, possui avalista.
Nos termos do Código Civil, para a validade do aval dado no anverso do título, é suficiente 
a simples
a) assinatura do avalista
b) emissão pelo avalista
c) comunicação pelo avalista
d) confirmação do avalista
e) referência pelo avalista
092. 092. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) O aval é uma garantia dada pelo banco de que 
determinado título de crédito, emitido pelo seu cliente, será honrado.
Assim, pode haver aval em uma operação na qual há uma obrigação de pagar um(a)
a) prejuízo causado por um possível acidente.
b) aluguel a ser pago mensalmente.
c) empréstimo concedido por uma pessoa física.
d) título da dívida pública estadual.
e) dívida trabalhista da empresa, determinada pelos tribunais.
093. 093. (AGERIO/CESGRANRIO/2023/ADVOGADO) A garantia real em que o devedor detém a 
posse de um bem, mas transfere, temporariamente, ao credor a propriedade desse mesmo 
bem, dado como garantia, até que a dívida seja totalmente quitada, é denominada
a) fiança
b) aval
c) penhor civil
d) alienação fiduciária
e) penhor mercantil
094. 094. (BB/CESGRANRIO/2023) No mercado de crédito, é comum financiar a aquisição de bens 
imóveis usando garantias para o acesso a crédito com taxas de juros mais baixas.
Das opções de garantia permitidas para o financiamento imobiliário nomeadas abaixo, qual 
delas requer a transferência do registro do imóvel para o credor?
a) Hipoteca
b) Penhor
c) Alienação Fiduciária
d) Aval
e) Fiança
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095. 095. (CAIXA/CESGRANRIO/2021) Nos contratos de financiamento de automóveis, a garantia 
de pagamento da dívida é o próprio bem, isto é, o automóvel adquirido pelo devedor.
Nesse caso, trata-se de
a) aval
b) fiança
c) hipoteca
d) alienação fiduciária
e) penhor mercantil
096. 096. (BB/CESGRANRIO/2021) O anúncio seguinte constava no site do Banco do Brasil no dia 
8 de fevereiro de 2021: Financiamento de veículos. Financie o seu veículo, novo ou usado, 
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*Crédito sujeito à aprovação cadastral e demais condições do produto.
Banco do Brasil. Disponível em: <https://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/voce/pro-
dutos-e-servicos/financiamentos/financiar--veiculos#/>. Acesso em: 8 fev. 2021.
A nota descrita em asterisco (*) destaca que, além da análise cadastral, a aprovação do 
crédito está sujeita às “demais condições do produto”. Uma dessas condições diz respeito 
à garantia do financiamento que, no caso supramencionado, será o próprio veículo a ser 
comprado pelo devedor.
Trata-se de uma forma de garantia denominada
a) hipoteca
b) penhor mercantil
c) fiança
d) alienação fiduciária
e) aval
097. 097. (BB/CESGRANRIO/2023) Nos financiamentos destinados à compra de imóveis, as 
instituições financeiras exigem, do devedor, uma modalidade de garantia, operacionalizada 
através da oferta de um bem, que geralmente assume a forma de um imóvel.
A garantia em questão é denominada
a) fiança
b) penhor mercantil
c) aval
d) fiança bancária
e) hipoteca
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098. 098. (BASA/CESGRANRIO/2022) O titular da propriedade de inúmeros bens desenvolve, 
também, várias atividades mercantis e tem necessidade de garantir por hipoteca um 
determinado contrato.
Nos termos do Código Civil, podem ser objeto de hipoteca
a) animais de estimação
b) criações exóticas
c) gado de corte
d) navios
e) obras de arte
099. 099. (BB/CESGRANRIO/2023) No Brasil, uma característica do modelo de negócios dos 
bancos na era digital é a
a) maior proximidade física com os clientes nas agências bancárias.
b) dispensa de regulação por parte do Banco Central do Brasil.
c) disseminação das plataformas on-line.
d) lentidão dos canais de comunicação.
e) menor oferta de produtos e serviços aos clientes.
100. 100. (BB/CESGRANRIO/2023) No trecho seguinte, o Banco Central do Brasil (BCB) faz um 
comentário a respeito dos bancos, na era digital: Apesar de não haver ainda uma licença 
específica para os bancos digitais, o acompanhamento dessas instituições pelo BCB se 
torna importante devido ao modelo de negócio digital, que possui uma dinâmica diferente 
dos modelos tradicionais.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Fintechs de crédito e bancos digitais. Estudo Especial n. 
89/2020. Disponível em: ttps://www.bcb.gov.br/conteudo/relatorioinflacao/EstudosEs-
peciais/EE089_Fintechs_de_credito_e_bancos_digitais.pdf. Acesso em: 19 dez.2022.
Uma característica comum aos modelos de negócio dos bancos digitais e dos bancos 
tradicionais é o(a)
a) atendimento ao cliente de forma presencial
b) facilitação de saques em dinheiro nas agências bancárias
c) utilização de cheques como meio de pagamento
d) baixa utilização de tecnologias intensivas em inteligência artificial
e) pagamento por meio de cartões eletrônicos
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101. 101. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) Constitui serviço ou operação tipicamente digital, à 
EXCEÇÃO de
a) pagamento instantâneo através do Pix
b) compra em ambientes de tipo marketplace
c) compensação de cheque administrativo
d) registro de transações em base de dados blockchain
e) pagamento com cartão digital disponível em aparelho móvel (smartphone)
102. 102. (BB/CESGRANRIO/2023) As instituições participantes envolvidas no compartilhamento 
de dados ou serviços do Open Finance, regulamentado pelo Banco Central do Brasil, devem 
assegurar a possibilidade da revogação do respectivo consentimento, a qualquer tempo, 
mediante solicitação do cliente, por meio de procedimento seguro, ágil, preciso e conveniente, 
observado o disposto na legislação e regulamentação em vigor.
Essa revogação deve ser efetuada com observância dos seguintes prazos:
a) em até um dia, contado a partir da solicitação do cliente, no caso do compartilhamento 
de serviço de iniciação de transação de pagamento, e de forma imediata, para os demais 
casos.
b) em até um dia, contado a partir da solicitação do cliente, no caso do compartilhamento 
de serviço de iniciação de transação de pagamento, e em até sete dias, para os demais casos.
c) em até dois dias, contado a partir da solicitação do cliente, no caso do compartilhamento de 
serviço de iniciação de transação de pagamento, e de forma imediata, para os demais casos.
d) em até dois dias, contado a partir da solicitação do cliente, no caso do compartilhamento 
de serviço de iniciação de transação de pagamento, e em até sete dias, para os demais casos.
e) em até três dias, contado a partir da solicitação do cliente, no caso do compartilhamento 
de serviço de iniciação de transação de pagamento, e em até trinta dias, para os demais casos.
103. 103. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) Um dos objetivos do Open Finance é que as instituições 
participantes incentivem a inovação e promovam a cidadania financeira. Para fins do 
cumprimento desses objetivos, essas instituições devem conduzir suas atividades com 
ética e responsabilidade, e com observância da legislação, da regulamentação em vigor, 
além de considerar outros princípios.
O princípio que NÃO deve ser seguido pelas instituições participantes do Open Finance é a(o)
a) transparência
b) unilateralidade
c) qualidade dos dados
d) segurança e a privacidade de dados
e) tratamento não discriminatório
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104. 104. (BB/CESGRANRIO/2021) A partir do início de 2021, começou a primeira fase de 
implantação do open banking (sistema financeiro aberto) no Brasil. As instituições financeiras 
participantes devem obedecer a regras definidas pelo Banco Central e pelo Conselho 
Monetário Nacional.
O open banking tem, entre outros, o objetivo de
a) recomendar a utilização de um sistema de informações único, de código aberto, para 
gestão de contas-correntes e suas movimentações, de modo a ser adotado por todas as 
instituições financeiras em operação no Brasil.
b) possibilitar o compartilhamento de informações, mediante autorização expressa de 
cada cliente, e a movimentação de suas respectivas contas bancárias, entre diferentes 
instituições financeiras.
c) controlar as operações de concessão de crédito de cada instituição financeira participante 
autorizada pelo Banco Central, dando mais transparência ao setor.
d) criar um mercado eletrônico exclusivo para operação das fintechs.
e) permitir que mais instituições participem como bancos comerciais do mercado brasileiro, 
abrindo esse mercado.
105. 105. (BB/CESGRANRIO/2021) O Conselho Monetário Nacional e o Banco Central do Brasil 
(BCB) vêm estabelecendo novas regras no Sistema Financeiro Nacional. Uma delas abre a 
possibilidade de clientes de produtos financeiros permitirem o compartilhamento de dados 
cadastrais entre diferentes instituições financeiras autorizadas pelo BCB, bem como a 
movimentação de suas contas bancárias a partir de diferentes plataformas, e não apenas 
pelo aplicativo ou site do banco.
A essa nova modalidade denomina-se
a) Fintech
b) Open banking
c) Shadow banking
d) Internet banking
e) Pix
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106. 106. (BB/CESGRANRIO/2021) Um token físico, no contexto de transações bancárias, é um 
dispositivo eletrônico que possui um botão de ativação e um pequeno visor. O token permite 
gerar senhas aleatórias, temporárias e numéricas (por exemplo, de seis dígitos). Essa 
senha é utilizada para dar mais segurança às transações bancárias realizadas via internet. 
No passado, os bancos comerciais disponibilizavam esses pequenos dispositivos aos seus 
clientes, de modo que pudessem ser afixados a um chaveiro.
Mais recentemente, nos últimos 10 anos, esses dispositivos foram sendo gradativamente 
substituídos para a grande maioria dos clientes, por um
a) sensor específico para captura de impressões digitais.
b) porta-moedas eletrônico, semelhante aos cartões que dão acesso a meios de transporte.
c) cartão de crédito que permite autorizar operações por aproximação.
d) dispositivo que continua com apenas essa funcionalidade, porém um pouco maior, mas 
que ainda assim cabe em um bolso de camisa.
e) aplicativo de cada banco, instalado e configurado no celular do correntista.
107. 107. (BB/CESGRANRIO/2023) Uma das tendências observadas no sistema financeiro 
contemporâneo é o aparecimento e a difusão das chamadas fintechs de crédito e dos 
bancos digitais. O principal aspecto do modelo de negócios dessas instituições é o(a)
a) atendimento presencial
b) uso de recursos tecnológicos avançados
c) redução da concorrência bancária
d) redução da oferta de serviços bancários
e) eliminação da insegurança bancária
108. 108. (BB/CESGRANRIO/2021) Um indivíduo abriu uma conta em um banco digital. Essa 
instituição tem um modelo de negócio que desburocratizou o mercado e oferece soluçõessimples por meio da tecnologia, otimizando serviços e deixando de repassar custos 
operacionais da empresa para seus clientes.
Como são chamadas as empresas que introduzem inovações nos mercados financeiros por 
meio do uso intenso de tecnologia, com potencial para criar novos modelos de negócios?
a) HealthTechs
b) SmartTechs
c) Nutechs
d) Inovatechs
e) Fintechs
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109. 109. (BB/CESGRANRIO/2021) Fintechs são empresas que
a) funcionam com o principal objetivo de compartilhar dados cadastrais entre diferentes 
instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB).
b) prestam serviços ao BCB, notadamente a preparação de Relatórios contendo dados e 
informações sobre as operações de crédito e de câmbio de todas as instituições financeiras.
c) prestam serviços ao BCB, notadamente a criação de sistemas de informações on-line 
que permitem o compartilhamento de dados entre diversos órgãos reguladores, como o 
próprio BCB, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros 
Privados (Susep).
d) empregam tecnologias digitais de última geração e oferecem serviços financeiros à 
margem do sistema bancário tradicional, estando, portanto, livres da regulação do BCB.
e) atuam por meio de plataformas on-line, lançando inovações no mercado financeiro, 
mediante uso intenso de tecnologias digitais com elevado potencial de criação de novos 
modelos de negócios.
110. 110. (BB/CESGRANRIO/2023) O Marco Legal das Startups traz algumas vantagens para esse 
tipo de empresa.
Dentre essas vantagens, a principal é a possibilidade de oportunidades no(a)
a) mercado B2G (Business to Government), ou seja, em negociações dessas empresas com 
o governo.
b) mercado B2E (Business to Employee), ou seja, em transações comerciais dessas empresas 
com funcionários públicos.
c) mercado de exportação de software.
d) ambiente regulatório definitivo (sandbox).
e) negociação com empresas do Vale do Silício.
111. 111. Q2148191 (BB/CESGRANRIO/2021) As startups têm transformado os negócios. Um 
dos motivos para isso é que elas
a) sempre são compradas com valores mais baixos que o mercado.
b) sempre possuem aplicativos para agilizar suas operações.
c) são ágeis, sempre vendem os seus produtos mais barato e visam a tornar-se um unicórnio.
d) são sempre empresas de internet.
e) inovam, transformam processos e têm potencial de rápido crescimento.
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112. 112. (BB/CESGRANRIO/2023) No Sistema Financeiro Nacional, identificam-se os bancos-
sombra (shadow banks) como bancos que
a) possuem diversos tipos de carteiras em suas operações ativas.
b) se especializam em transações financeiras como bancos estrangeiros.
c) se concentram em transações financeiras no mercado local.
d) realizam operações financeiras à margem do sistema de regulação e supervisão do Banco 
Central do Brasil.
e) se originam a partir de indivíduos que se associam para prestar serviços financeiros a 
seus associados.
113. 113. (BB/CESGRANRIO/2023) O Banco Central tem dedicado atenção às entidades identificadas 
como shadow banking (bancos sombra).
Essas entidades já se encontram sob alguma regulação e supervisão, feita por autoridades 
com jurisdição nacional, como a(o)
a) Banco Caixa Econômica
b) Banco do Brasil
c) Banco SICRED
d) Open finance
e) CVM
114. 114. (BB/CESGRANRIO/2021) Considere o texto a seguir, retirado de Relatório do Banco 
Central do Brasil.
No sistema financeiro mundial, existem muitas entidades que oferecem serviços de 
intermediação financeira, mas funcionam à margem do sistema de supervisão e regulação 
bancária. No Relatório de Estabilidade Financeira, de 2015, o Banco Central do Brasil 
(BCB) estima o valor total dos ativos dessas entidades no país e adverte que elas podem 
“ser fonte de risco sistêmico, por envolver, sem a devida supervisão e regulação, riscos 
tipicamente bancários, tais como alavancagem, transformações de maturidade e de liquidez 
e transferência de risco de crédito”.
BRASIL. Banco Central do Brasil. Relatório de Estabilidade Financeira, v.14, n.1. Brasí-
lia: Banco Central do Brasil, mar. 2015, p.33. Disponível em: <https://www.bcb.gov.br/
publicacoes/ref/201503>. Acesso em: 24 jul. 2021.
As entidades financeiras descritas formam o sistema denominado
a) open banking
b) mobile banking
c) shadow banking
d) blockchain
e) internet banking
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115. 115. (BB/CESGRANRIO/2021) Uma pessoa estava querendo fazer um empréstimo e descobriu 
que algumas instituições que praticam o shadow banking (“sistema bancário sombra”) 
geralmente servem como intermediários entre credores e tomadores de empréstimos, 
fornecendo crédito e capital para investidores e corporações.
Ao fazer uso dessas instituições para fazer um empréstimo, a pessoa incorre em riscos?
a) Sim, pois o shadow banking não é uma instituição financeira, embora tenha registro no 
Banco Central.
b) Sim, pois o shadow banking é uma estrutura paralela aos mercados tradicionais, embora 
passe por todas as regulações e seja uma instituição bancária.
c) Não, pois vai ter toda a assessoria para fazer o empréstimo.
d) Não, pois o shadow banking realiza operações passando por toda a supervisão ou regulação 
dos sistemas financeiros/ bancários do país.
e) Sim, pois essas instituições não são bancárias, não recebem depósitos tradicionais como 
um banco tradicional e são estruturas paralelas aos mercados tradicionais.
116. 116. (BB/CESGRANRIO/2023) No sistema financeiro contemporâneo, o uso de tecnologias 
blockchain é considerado revolucionário, porque
a) possibilita o armazenamento e compartilhamento de dados de forma distribuída, 
criptografada e sem a intermediação de terceiros.
b) envolve múltiplos intermediários financeiros, mas mantém a centralização das informações 
em apenas um deles.
c) permite a quebra do sigilo inerente às transações financeiras.
d) elimina as práticas ilegais em curso nas transações financeiras, por meio do uso de 
linguagem criptografada.
e) privilegia a linguagem analógica, em detrimento da digital.
117. 117. (BB/CESGRANRIO/2023) Existem grupos que trabalham cooperativamente para validar 
as transações na Blockchain, por meio da solução de cálculos complexos, e que concordam 
em dividir, proporcionalmente, recompensas de bloco entre eles, de acordo com sua 
contribuição nesse trabalho.
Tais grupos são denominados
a) grupos de data lake
b) redes de extração
c) cooperativas de blocos
d) pools de mineração
e) pools de distribuição
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118. 118. (BB/CESGRANRIO/2021) A cliente de um banco está chateada com as taxas bancárias 
sobre as suas transações e para manter a sua conta corrente. Ela está pensando em investir 
em criptomoedas para ter mais domínio sobre o seu dinheiro e não pagar tantas taxas.
As criptomoedas válidas que ela tem para investir neste momento são
a) bitcoin e bitemoeda
b) bitcoin e ethereum
c) zen e bitemoeda
d) ethereum e tokecardume
e) bitcoin e tokecardume
119. 119. (BB/CESGRANRIO/2021) Leia as considerações seguintes sobre o expressivo crescimento 
das criptomoedas nas movimentações financeiras internacionais.
Criptomoeda, ou moeda criptografada, é um ativo digital denominado na própria unidade 
de conta que é emitido e transacionado de modo descentralizado, independentemente 
de registro ou validação por parte de intermediários centrais, com validade e integridade 
de dados assegurada por tecnologia criptográfica e de consenso em rede. Trata-se deinstrumentos desenhados para viabilizar transferências de valores em rede de maneira 
segura e independente de um sistema de intermediação financeira (...). Outro aspecto 
econômico que merece destaque é o lado político-econômico da atribuição de valor a 
uma moeda. As moedas estatais de curso forçado contam não apenas com reservas legais, 
mas também com uma infraestrutura estatal ou privada (fortemente regulada) e com as 
políticas monetária e cambial oficiais (...). Muitas criptomoedas, mesmo que funcionem 
como instrumentos descentralizados, têm grande parte de sua base monetária em poder 
da organização que a desenvolveu.
Stella, J.C. Moedas virtuais no Brasil: como enquadrar as criptomoedas. Revista da PGBC, 
v. 11, n. 2, dez. 2017, p. 151, 156. Disponível em: <https://revistapgbc.bcb.gov.br/index.
php/revista/issue/download/26/A9%20V.11%20-%20N.2>. Acesso em: 24 jul.2021.
O texto sugere que o mercado de criptomoedas é fonte de enorme instabilidade e preocupação 
dos bancos centrais, porque as empresas emissoras desses ativos monetários
a) forçam o enquadramento das criptomoedas emitidas na mesma categoria das demais 
moedas eletrônicas já existentes.
b) vinculam a unidade de conta da criptomoeda às principais moedas conversíveis, como 
o dólar norte-americano e o euro.
c) são reguladas pelos bancos centrais.
d) têm enorme capacidade de manipulação da taxa de câmbio entre a criptomoeda emitida 
e os demais ativos digitais.
e) conseguiram transformá-los no principal meio de troca utilizado nas transações financeiras 
internacionais.
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120. 120. (BB/CESGRANRIO/2021) A blockchain é um tipo específico de banco de dados distribuído, 
no qual há uma cadeia de blocos ordenados e interligados, com garantia de ordem cronológica. 
Os dados registrados nos blocos podem variar de transações financeiras a contratos 
inteligentes.
Na blockchain da bitcoin, as entidades que registram novos blocos na cadeia são chamadas de
a) conectores
b) gerenciadores
c) registradores
d) mineradores
e) trabalhadores
121. 121. (BB/CESGRANRIO/2021) Uma investidora está querendo saber a relação entre a 
blockchain e o bitcoin. Em sua pesquisa, ela esclareceu sua dúvida, ao descobrir que
a) bitcoin e blockchain são duas formas de implementar criptomoedas.
b) bitcoin é uma moeda digital e blockchain é uma moeda em blocos.
c) bitcoin é tecnologia usada para implementar a blockchain.
d) blockchain é o meio utilizado para registrar e armazenar transações de bitcoin.
e) blockchain é a tecnologia de inteligência artificial aplicada na bitcoin.
122. 122. (BB/CESGRANRIO/2023) O Internet banking facilita a realização de transações bancárias, 
mas também oferece risco para usuários finais que são pessoas naturais. Para minimizar 
os riscos, o Banco Central do Brasil determina que os participantes provedores de conta 
transacional do Pix devem estabelecer limites máximos de valor para iniciação de um Pix 
com finalidade de compra ou de transferência, por conta transacional, e possibilidade de 
diferenciação do limite estabelecido para o período diurno e para o período noturno.
Os participantes poderão, a seu critério, ofertar funcionalidade para que o usuário final 
possa solicitar que o período noturno compreenda o período entre
a) 21 horas e 6 horas
b) 22 horas e 6 horas
c) 23 horas e 6 horas
d) 0 hora e 7 horas
e) 1 hora e 7 horas
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123. 123. (BANRISUL/CESGRANRIO/2023) O Pix possui uma estrutura flexível e aberta de 
participação a fim de garantir o acesso e o surgimento de participantes que ofertem 
serviços inovadores e diferenciados que atendam às necessidades dos usuários finais.
A participação no Pix é obrigatória para as instituições financeiras e para as instituições 
de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, que tenham uma 
quantidade de contas de clientes ativas acima de
a) 100.000
b) 200.000
c) 300.000
d) 400.000
e) 500.000
124. 124. (CAIXA/CESGRANRIO/2021) A principal marca distintiva do Pix, em relação aos 
mecanismos de pagamento com cartões de débito automático, é que o Pix é um sistema 
de pagamento instantâneo criado pelo(s)
a) Banco do Brasil
b) Banco do Nordeste
c) Banco Central do Brasil
d) bancos comerciais
e) bancos de investimento
125. 125. (BB/CESGRANRIO/2021) Um dos objetivos almejados pelo Banco Central do Brasil, ao 
criar o Pix, é
a) reduzir a velocidade de circulação da moeda.
b) inibir a concorrência bancária.
c) aumentar os fluxos de pagamento com cartões eletrônicos.
d) disseminar os fluxos de pagamento de forma eletrônica.
e) aumentar o número de intermediários financeiros envolvidos nos fluxos de pagamentos
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2ª PARTE2ª PARTE
126. 126. (BASA/CESGRANRIO/2021) Responsável pela formulação da política da moeda e do 
crédito, o Conselho Monetário Nacional (CMN) é um órgão normativo. Dentre suas atribuições, 
estão a definição da meta para a inflação, a formulação das diretrizes para o câmbio e o 
estabelecimento das normas principais para o funcionamento das instituições financeiras. 
Além do CMN, outros dois órgãos normativos do sistema financeiro são
a) CNPC e CNSP
b) Susep e Previc
c) Bolsa de Valores e CNPC
d) BC e CVM
e) Instituições de Pagamento e CNSP
127. 127. (BASA/CESGRANRIO/2021) Na reunião do dia 09/12/2020, o Conselho de Política 
Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) 
em 2% a.a. Considere que, no período subsequente, a autoridade monetária observasse 
que as taxas de juros médias praticadas no mercado interbancário eram bem inferiores 
à meta da taxa Selic, definida na reunião retromencionada. Nesse contexto, para que as 
taxas de juros médias no mercado interbancário venham a convergir para a taxa Selic de 
2% a.a., fixada pelo Copom, o Banco Central do Brasil deverá
a) vender títulos públicos no overnight.
b) comprar títulos públicos no overnight.
c) comprar títulos de longo prazo do setor privado.
d) emitir maior quantidade de papel moeda.
e) aumentar a liquidez do sistema bancário.
128. 128. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) O mercado de ações pode ser classificado de acordo com o 
momento da negociação do título. Quando, por exemplo, uma empresa emite novas ações, 
esse lançamento ocorre no mercado
a) cambial
b) futuro
c) monetário
d) primário
e) secundário
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129. 129. (BB/CESGRANRIO/2018) No Brasil, a fixação das diretrizes e normas concernentes às 
políticas monetária, creditícia e cambial, é da competência do
a) Ministério do Desenvolvimento Regional
b) Ministério da Fazenda
c) Conselho Monetário Nacional
d) Banco Central do Brasil
e) Banco do Brasil
130. 130. (BB/CESGRANRIO/2021) No Brasil, o órgão responsável pela fiscalização do Sistema 
Financeiro Nacional é o
a) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
b) Banco Central do Brasil
c) Banco do Brasil
d) Conselho Monetário Nacional
e) Ministério da Fazenda
131. 131. (BASA/CESGRANRIO/2021) Fundado em 1930, o Banco de Compensações Internacionais 
(BIS) é a mais antiga instituição financeira do mundo. Dentre suas atribuições, identificam-
se a de auxiliar na manutenção da estabilidade monetária e financeira e a de fomentar a 
cooperação internacional nessas áreas de interesse, coordenando diversos comitês ao redor 
do globo. No Brasil, a instituição que representa o BIS em comitês, como Comitê da Basileia 
de Supervisão Bancária, o Comitê do Sistema Financeiro Global, oComitê de Pagamentos 
e Infraestruturas de Mercado e o Comitê de Mercados, é
a) CVM
b) Susep
c) Previc
d) Bacen
e) BNDES
132. 132. (BB/CESGRANRIO/2015) Periodicamente, o Banco Central do Brasil determina, nas 
reuniões de seu Comitê de Política Monetária (Copom), o(a)
a) valor máximo do volume de operações de compra e venda de títulos públicos pelo sistema 
bancário brasileiro.
b) quantidade de papel moeda e moeda metálica em circulação, dentro dos limites autorizados 
pelo Conselho Monetário Nacional.
c) valor máximo de todas as formas de crédito no país.
d) valor máximo do fluxo de entrada no país de capitais financeiros vindo do exterior.
e) taxa de juros de referência para as operações de um dia com títulos públicos.
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133. 133. (BB/CESGRANRIO/2015) O Banco Central do Brasil é um órgão do Subsistema Normativo 
do Sistema Financeiro Nacional. Ele determina, periodicamente, a taxa de juros de referência 
para as operações de um dia com títulos públicos, via atuação de seu(sua)
a) Comitê de Estabilidade Financeira (COMEF)
b) Comitê de Política Monetária (COPOM)
c) Conselho Monetário Nacional (CMN)
d) Conselho de Administração
e) Câmara de Compensação de cheques e outros papéis
134. 134. (BB/CESGRANRIO/2015) A autonomia operacional do Banco Central (BC) tem sido um 
tema de debate entre os economistas. Nesse sentido, muitos analistas consideram que a 
condução da política monetária, atribuição do BC, pode eventualmente sofrer interferência 
de instâncias superiores do governo, em especial, no estabelecimento da meta inflacionária. 
Tal conclusão deriva do fato de que o estabelecimento dessa meta é atribuição
a) unicamente do presidente do BC, que pode sofrer pressões para estimular uma meta 
mais elevada.
b) do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelos Ministro da Fazenda, pelo Ministro 
de Planejamento e Orçamento e pelo presidente do BC.
c) da equipe econômica definida pelo presidente da República, que anualmente se reúne 
para fixar a meta inflacionária, e o BC que deve persegui-la através da política de juros.
d) do presidente do BC e dos bancos públicos, dentre eles o Banco do Brasil, que definem 
as taxas de inflação para um prazo de dois anos.
e) do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a meta inflacionária anualmente e 
a meta da taxa de juros a ser alcançada para que a taxa de inflação convirja para sua meta.
135. 135. (BASA/CESGRANRIO/2013) Os títulos de renda fixa emitidos pelos bancos comerciais 
e pelos bancos de investimento destinados a lastrear operações de capital de giro são os
a) recibos e letras de câmbio
b) registros e títulos públicos federais
c) certificados e letras do tesouro nacional
d) certificados e recibos de depósito bancário
e) títulos federais e debêntures
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136. 136. (BASA/CESGRANRIO/2018/TC - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) As sucessivas reduções 
na taxa básica de juros, a Selic, impactam a decisão dos investidores com relação à poupança. 
Sobre as cadernetas de poupança tem-se que
a) têm a remuneração composta pela Taxa Referencial e por uma remuneração adicional 
de 0,5% ao mês, se a Selic for maior que 8,5%.
b) têm a remuneração creditada no último dia útil de cada mês.
c) têm incidência do Imposto de Renda.
d) são passíveis de cobrança de taxas administrativas.
e) não são garantidas pelo FGC.
137. 137. (BASA/CESGRANRIO/2015) Os rendimentos sobre depósitos de poupança realizados 
após 04/05/2012 são compostos de duas parcelas:
I - a remuneração básica, dada pela Taxa Referencial - TR, e
II - a remuneração adicional, correspondente a:
a) x% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a y%; ou
b) z% da meta da taxa Selic ao ano, mensalizada, vigente na data de início do período de 
rendimento, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for igual ou inferior a y%.
Para que o texto acima corresponda à remuneração da poupança tal como descrito pelo 
Banco Central do Brasil, os valores de x, y e z são, respectivamente
a) 0,5; 8,5 e 60
b) 0,6; 12 e 70
c) 0,5; 12 e 70
d) 0,5; 8,5 e 70
e) 0,6; 8,5 e 60
138. 138. (BB/CESGRANRIO/2015) Tradicionalmente, o rendimento da Caderneta de Poupança 
sempre foi determinado pela variação da TR (Taxa Referencial) mais juros de 0,5% ao mês. 
Entretanto, os depósitos realizados a partir de 04/05/2012 têm rendimento vinculado à 
meta da taxa Selic. Desde então, se esta meta for igual ou menor que 8,5% ao ano, os juros 
da Caderneta de Poupança são
a) aumentados para 130% da Selic
b) aumentados para 130% da Selic mais a TR
c) aumentados para 100% da Selic
d) reduzidos para 70% da Selic
e) reduzidos para 70% da Selic mais a TR
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139. 139. (BASA/CESGRANRIO/2014) A caderneta de poupança é um dos investimentos mais 
populares do Brasil, principalmente por ser um investimento de baixo risco. A poupança é 
regulada pelo Banco Central, e, atualmente, com a meta da taxa Selic superior a 8,5%, sua 
remuneração é de
a) 0,3% ao mês, mais a variação do CDB
b) IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), mais TR
(Taxa Referencial)
c) TR (Taxa Referencial), mais 0,5% ao mês
d) 0,5% ao mês
e) 6% ao ano
140. 140. (BASA/CESGRANRIO/2013) A caderneta de poupança é essencialmente uma alternativa 
de aplicação financeira bastante conservadora e segura ao aplicador, pois o governo garante 
os depósitos até certo limite. Outra vantagem deste tipo de aplicação é a
a) isenção de imposto de renda até certo limite de aplicação.
b) rentabilidade acima do mercado, quando comparada a outras aplicações.
c) ausência dos riscos de mercado nas aplicações.
d) isenção de taxas e tarifas bancárias.
e) possibilidade de sorteio de prêmios na data de aniversário da caderneta.
141. 141. (BB/CESGRANRIO/2015) Uma das medidas adotadas para mitigar os efeitos da crise 
financeira de 2008 foi a ampliação do acesso ao crédito, aumentando, com isso, ainda mais, 
o papel dos bancos no desenvolvimento do país. O Crédito Direto ao Consumidor (CDC)
a) é um empréstimo pessoal de operação não vinculada à aquisição de bens ou serviços.
b) exclui as compras no cartão de crédito.
c) é um crédito concedido através de bancos e instituições financeiras para aquisição de 
bens.
d) é um empréstimo descontado diretamente na folha de pagamento.
e) possui um prazo mínimo de 2 anos para o vencimento.
142. 142. (BASA/CESGRANRIO/2013) Atualmente os bancos oferecem diversas modalidades de 
crédito. A operação de crédito concedida para a aquisição de bens e serviços, com a opção 
de antecipação de pagamento das parcelas com deságio, é o
a) cartão de crédito
b) leasing
c) certificado de depósito interbancário
d) hot money
e) crédito direto ao consumidor
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143. 143. (BB/CESGRANRIO/2010) Para financiar suas necessidades de curto prazo, algumas 
empresas utilizam linhas de crédito abertas com determinado limite cujos encargos são 
cobrados de acordo com sua utilização, sendo o crédito liberado após a entrega de duplicatas, 
o que garantirá a operação.
Esse produto bancário é o
a) Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
b) empréstimo compulsório.
c) crédito rotativo.
d) capital alavancado.
e) cheque especial.
144. 144. (CAIXA/CESGRANRIO/2008) As linhas de crédito que são abertas com determinado 
limite, que as empresas utilizam à medida de suas necessidades, e em que os encargos são 
cobrados de acordo com sua utilização, são chamadas de
a) cartão de crédito.
b) crédito rotativo.
c) financiamento de capital fixo.d) crédito direto ao consumidor.
e) hot money.
145. 145. (BB/CESGRANRIO/2018) Em virtude das peculiaridades das atividades agropecuárias, a 
maior parte dos países disponibiliza um adequado sistema de financiamento aos produtores, 
abarcando linhas de crédito ao investimento, à produção e à comercialização dos produtos 
do setor. O Banco do Brasil, particularmente, oferece diversas linhas de crédito adequadas 
às necessidades dos produtores rurais. Associe as linhas de financiamento disponibilizadas 
pelo Banco do Brasil aos seus objetivos e características principais, apresentados a seguir.
I – Custeio agropecuário
II – Pronamp Investimento
III – Financiamento de Garantia de Preços ao Produtor (FGPP)
IV – BB Agronegócio Giro
P - Crédito destinado à aquisição de produtos agropecuários diretamente de produtores 
rurais, suas associações ou cooperativas de produção agropecuária.
Q - Crédito para financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais.
R - Crédito destinado à cobertura das despesas do dia a dia da produção das atividades 
agrícolas e pecuárias.
S - Crédito rotativo destinado à compra de insumos e matérias-primas relacionadas à 
produção agropecuária.
T - Crédito para financiamento das despesas de investimento, destinado ao médio produtor rural.
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As associações corretas são:
a) I - P; II - T; III - R; IV - S
b) I - R; II - T; III - S; IV - P
c) I - S; II - T; III - P; IV - R
d) I - R; II - T; III - P; IV - S
e) I - R; II - Q; III - P; IV - S
146. 146. (BASA/CESGRANRIO/2018) O crédito rural abrange diversas modalidades de financiamento 
aos empresários do setor, desde a fase de produção até o abastecimento dos mercados 
consumidores.
A modalidade que assegura aos produtores e cooperativas rurais recursos destinados a 
financiar o abastecimento doméstico e o armazenamento dos estoques excedentes em 
períodos de queda dos preços é denominada crédito
a) geral
b) especial
c) de investimento
d) de custeio
e) de comercialização
147. 147. (BB/CESGRANRIO/2015) Os cartões de crédito são, às vezes, chamados de “dinheiro de 
plástico”. Seu uso crescente como meio de pagamento implica vários aspectos, EXCETO o(a)
a) ganho sobre a inflação para os possuidores de cartão, sendo os valores das compras 
pagos apenas no vencimento do cartão.
b) crédito automático até certo limite para os possuidores de cartão.
c) aumento da demanda de papel moeda pelos possuidores de cartão, para pagamento de 
suas transações.
d) aumento da segurança da transação, tanto para o comprador quanto para o vendedor.
e) indução ao crescimento de vendas para os estabelecimentos credenciados.
148. 148. (BCB/CESGRANRIO/2012/CAPACITAÇÃO TÉCNICO) São fatores que podem acelerar o 
uso da moeda eletrônica, EXCETO:
a) Crescimento de sistemas de aceitação, contribuindo para dar familiaridade ao uso.
b) Imposição de uso, pelos órgãos governamentais, a exemplo dos sistemas de previdência.
c) Aceleração do avanço tecnológico que viabilize a implantação a baixo custo de um sistema 
aberto e integrado para todos os bancos e pontos de venda.
d) Aceleração do comércio eletrônico via Internet ou TV interativa combinada com comércio 
eletrônico.
e) Preferência pela privacidade.
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149. 149. (BB/CESGRANRIO/2012) Nos dias de hoje, o uso do “dinheiro de plástico” está superando 
cada vez mais outras modalidades de pagamento, que, com o passar dos anos, estão ficando 
obsoletas.
Um tipo de “dinheiro de plástico” muito utilizado no comércio de rua é o
a) cartão cidadão
b) cartão de crédito
c) cartão de senhas
d) talão de cheques
e) internet banking
150. 150. (ELETROBRAS/CESGRANRIO/2010/ECONOMISTA) Em um certo país, devido às mudanças 
nos hábitos das pessoas, ocorre o uso crescente dos cartões de crédito para fazer pagamentos. 
Tal prática tende a reduzir o(a)
a) preço dos bens.
b) déficit público.
c) déficit do balanço de pagamentos.
d) demanda por papel moeda.
e) taxa de emprego.
151. 151. (BASA/CESGRANRIO/2015) As instituições financeiras que captam recursos para serem 
repassados às pessoas físicas e às pessoas jurídicas na forma de empréstimos, através da 
emissão de certificado de depósito bancário - CDB, são as(os)
a) corretoras de títulos e valores mobiliários
b) fundos de investimento
c) sociedades de arrendamento mercantil
d) distribuidoras de títulos e valores mobiliários
e) bancos comerciais
152. 152. (BASA/CESGRANRIO/2013) Os operadores do Sistema Financeiro Nacional realizam 
diversas atividades para que o sistema funcione adequadamente. A atividade de captação 
de depósitos à vista é realizada por
a) cooperativas de crédito
b) sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários
c) bancos comerciais
d) sociedades de fomento mercantil
e) bancos de investimento
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153. 153. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) Na composição do sistema financeiro, as principais 
instituições estão constituídas sob a forma de banco múltiplo, que oferece ampla gama 
de serviços bancários.
Uma das funções básicas dos bancos comerciais é a
a) atuação centrada nos mercados de câmbio, nos títulos públicos e privados, nos valores 
mobiliários e nas mercadorias e futuros.
b) concessão de crédito aos cooperados, quase sempre produtores rurais.
c) concessão de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos 
os segmentos da economia nacional, com baixas taxas de juros.
d) captação de depósitos à vista e de depósitos de poupança.
e) captação dos depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
154. 154. (BASA/CESGRANRIO/2018) Os bancos de investimento são caracterizados por
a) captar recursos por depósitos à vista.
b) ser especializados em operações de curto prazo.
c) poder captar recursos através dos Certificados de Depósito Bancário.
d) poder aplicar livremente no setor público.
e) não serem regulados pelo Banco Central do Brasil.
155. 155. (BASA/CESGRANRIO/2015) Os bancos de investimentos foram criados para canalizar 
recursos de médio e longo prazos para capital fixo ou de giro das empresas. Uma das formas 
de captação desses bancos para essa finalidade é através de
a) emissão de debêntures
b) contas-correntes de livre movimentação
c) concessão de empréstimos para empreendimentos imobiliários
d) emissão de títulos públicos
e) emissão de CDB
156. 156. (BASA/CESGRANRIO/2015) Uma das principais fontes de receita de um Banco de 
Investimento são as operações com subscrições com papéis. Nessas operações, tais papéis
a) são subscritos pelo Tesouro Nacional.
b) são garantidos pelo Banco Central.
c) estão sujeitos ao risco de mercado.
d) estão sujeitos ao risco de crédito.
e) são subscritos pelo Banco Central.
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157. 157. (BASA/CESGRANRIO/2021) O Sistema Financeiro Nacional é constituído por um conjunto 
de instituições financeiras, cada uma delas caracterizada pelas funções mais importantes 
que assume. As instituições financeiras que financiam investimentos, com juros subsidiados 
ou não pelo governo, com o objetivo de fomentar a atividade econômica de uma região ou 
de um país no longo prazo são os bancos
a) centrais
b) múltiplos
c) comerciais
d) de investimento
e) de desenvolvimento
158. 158. (BASA/CESGRANRIO/2018/TC - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) A principal característica 
que distingue um banco de investimento de um banco de desenvolvimento é que, 
diferentemente do primeiro, um banco de desenvolvimento
a) é, geralmente, de capital privado, constituídosob a forma de sociedade anônima, e se 
especializa em operações de participação societária de caráter temporário e de financiamento 
de investimentos.
b) é especializado na administração de recursos de terceiros.
c) é, geralmente, de capital público e objetiva financiar projetos de investimento orientados 
para o desenvolvimento econômico e social de uma região ou país.
d) capta recursos por meio de depósitos à vista e repasse de recursos externos.
e) não está sujeito aos mecanismos legais de regulação bancária.
159. 159. (BASA/CESGRANRIO/2013) As sociedades de arrendamento mercantil são supervisionadas 
pelo Banco Central do Brasil e fazem parte dos operadores do Sistema Financeiro Nacional. 
Constitui uma das operações realizadas pelas sociedades de arrendamento mercantil o
a) underwriting
b) leasing
c) factoring
d) swap
e) office banking
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160. 160. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) As sociedades de arrendamento mercantil são constituídas 
sob a forma de sociedade anônima, devendo constar obrigatoriamente na sua denominação 
social a expressão “Arrendamento Mercantil”.
Uma das operações típicas realizadas por essas sociedades é o(a)
a) leasing
b) factoring
c) underwriting
d) câmbio internacional
e) venda de ações
161. 161. (BASA/CESGRANRIO/2015) A Caixa Econômica Federal é uma instituição bancária sob 
a forma de empresa pública, a qual exerce um papel fundamental no desenvolvimento 
urbano e da justiça social no Brasil. Com forte atuação no financiamento habitacional, a 
Caixa NÃO atua como
a) sociedade de crédito imobiliário
b) agente do Governo Federal nos mercados financeiros e de capitais
c) agência de fomento de desenvolvimento
d) agente operador e financeiro do FGTS
e) banco comercial
162. 162. (CAIXA/CESGRANRIO/2012/ADVOGADO) Consoante à legislação que cria e organiza a 
Caixa Econômica Federal, NÃO se inclui dentre uma das finalidades da CEF
a) receber, em depósito, sob a garantia da União, economias populares, incentivando os 
hábitos de poupança.
b) conceder empréstimos e financiamentos de natureza assistencial, cooperando com as 
entidades de direito
público e privado na solução dos problemas sociais e econômicos.
c) operar, no setor habitacional, como sociedade de crédito imobiliário e principal agente 
do Banco Nacional
de Habitação, com o objetivo de facilitar e promover a aquisição de sua casa própria, 
especialmente pelas classes de menor renda da população.
d) explorar, com exclusividade, os serviços da Loteria Estadual e dos Bingos.
e) exercer o monopólio das operações sobre penhores civis, com caráter permanente e da 
continuidade.
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163. 163. (BASA/CESGRANRIO/2013) A Caixa Econômica Federal tem a missão de atuar na 
promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País, como instituição financeira, 
agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro. Uma de suas funções 
é administrar o fundo de
a) investimento público
b) pensão alimentícia
c) investimento em direitos creditórios
d) garantia de créditos
e) garantia por tempo de serviço
164. 164. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) A Caixa Econômica Federal é
a) autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda
b) autarquia federal vinculada ao Banco Central do Brasil
c) instituição financeira vinculada ao Banco Central do Brasil
d) empresa pública vinculada ao Banco Central do Brasil
e) empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda
165. 165. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) A respeito da CEF, considere as afirmativas abaixo.
I – A CEF está sujeita à fiscalização do Banco Central do Brasil.
II – A CEF é responsável pela definição da política de crédito do governo federal.
III – A CEF integra o Sistema Financeiro Nacional.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
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166. 166. (CAIXA/CESGRANRIO/2008) A Caixa Econômica Federal é a instituição financeira 
responsável pela operacionalização das políticas do Governo Federal, principalmente, para 
habitação, saneamento básico e apoio ao trabalhador. As principais atividades da Caixa 
Econômica Federal estão relacionadas a:
a) estruturação do Sistema Financeiro Nacional, auxiliando o Banco Central na elaboração 
de normas e diretrizes para administração de fundos e programas como FGTS e PIS.
b) administração de loterias, fundos (FGTS), programas (PIS) e captação de recursos em 
cadernetas de poupança, em depósitos à vista e a prazo e sua aplicação em empréstimos 
vinculados substancialmente à habitação.
c) captação de recursos financeiros para as transferências internacionais auxiliando os 
trabalhadores brasileiros residentes no exterior.
d) elaboração de políticas para o mercado financeiro, viabilizando a captação de recursos 
financeiros, administração de loterias, fundos, programas e aplicação dos recursos e obras 
sociais.
e) elaboração de políticas econômicas que irão auxiliar o Governo Federal na composição 
do orçamento público e na aplicação dos recursos em atividades sociais, como esporte e 
cultura.
167. 167. (BB/CESGRANRIO/2012) De acordo com a Lei n. 4.595/1964, as Cooperativas de Crédito 
são equiparadas às demais instituições financeiras, e seu funcionamento deve ser autorizado 
e regulado pelo Banco Central do Brasil.
O principal objetivo de uma Cooperativa de Crédito é a
a) concessão de cartas de crédito, que estejam vinculadas a títulos do Governo Federal, às 
demais instituições financeiras.
b) fiscalização das operações de crédito realizadas pelas demais instituições financeiras.
c) prestação de assistência creditícia e de serviços de natureza bancária a seus associados, 
em condições mais favoráveis que as praticadas pelo mercado.
d) prestação do serviço de proteção ao crédito ao mercado financeiro, atuando principalmente 
como um Fundo Garantidor de Crédito.
e) regulamentação da prestação do serviço de concessão de crédito, realizado por pessoas 
físicas associadas a uma determinada instituição financeira.
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168. 168. (BASA/CESGRANRIO/2015) As instituições financeiras não bancárias são aquelas que 
não podem criar moeda escritural, mas são relevantes no sistema financeiro nacional. Entre 
elas, encontram-se as seguintes:
a) Sociedade de Fomento Mercantil e Banco de Câmbio
b) Companhias Hipotecárias e Banco de Desenvolvimento
c) Cooperativas de Crédito e Bancos de Investimentos
d) Banco de Investimento e Caixa Econômica
e) Sociedade de Arrendamento Mercantil e Sociedades Seguradoras e de Capitalização
169. 169. (BB/CESGRANRIO/2014) Fazem parte do Sistema Financeiro Nacional (SFN) Instituições 
Financeiras Bancárias e Instituições Financeiras não Bancárias. Nesse enfoque, pertencem 
ao grupo das Instituições não Bancárias, dentre outras, os Bancos
a) Múltiplos, com carteira de crédito imobiliário
b) Múltiplos, com carteira comercial
c) Comerciais
d) Cooperativos
e) de Investimento
170. 170. (BCB/CESGRANRIO/2012/CAPACITAÇÃO TÉCNICO) São instituições bancárias (captadoras 
de depósitos à vista), EXCETO:
a) Bancos múltiplos com carteira comercial.
b) Bancos comerciais.
c) Caixa Econômica Federal (CEF).
d) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
e) Cooperativas de crédito.
171. 171. (CASA DA MOEDA/CESGRANRIO/2012) O Sistema Financeiro Monetário constitui a 
parte do sistema financeiro responsável pela criação de meios de pagamento na economia.
Tal criação é realizada pelo Banco Central,a) pelos bancos comerciais privados e pelo Sistema Financeiro não Monetário
b) pelos bancos comerciais privados e pelos bancos comerciais públicos
c) pelos bancos comerciais privados e pela Casa da Moeda
d) pelos bancos comerciais públicos e pelo Sistema Financeiro não Monetário
e) pelo Sistema Financeiro não Monetário e pela Casa da Moeda
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172. 172. (BNDES/CESGRANRIO/2011/ADMINISTRAÇÃO) No Brasil, as instituições financeiras 
podem ou não ter a capacidade de criar moeda escritural. Se tiverem essa capacidade, são 
consideradas instituições financeiras monetárias, entre as quais figura(m)
a) Empresas seguradoras
b) Empresas de Registro, Liquidação e Custódia de Títulos
c) Banco do Brasil
d) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
e) Bancos Regionais de Desenvolvimento
173. 173. (BCB/CESGRANRIO/ANALISTA/2010) Considere a relação de instituições 
financeiras a seguir.
I – Banco do Brasil
II – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
III – Bancos Comerciais
IV – Bancos Regionais de Desenvolvimento
V – Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento
VI – Bancos de Investimento
São consideradas instituições financeiras monetárias
APENAS as nomeadas em
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, III e V.
e) I, III e VI.
174. 174. (BCB/CESGRANRIO/ANALISTA/2010) As instituições financeiras não monetárias
a) incluem os bancos comerciais.
b) incluem as cooperativas de crédito.
c) incluem as caixas econômicas.
d) captam recursos através da emissão de títulos.
e) captam recursos através de depósitos à vista.
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175. 175. (BB/CESGRANRIO/2015) De acordo com a Figura abaixo, observa-se que o mercado 
financeiro está basicamente segmentado em quatro grandes mercados: mercado monetário, 
mercado de crédito, mercado de câmbio e mercado de capitais.
Caracteriza um mercado de capitais ser o
a) mercado em que são negociadas as trocas de moedas estrangeiras por moeda nacional, 
participando desse mercado todos os agentes econômicos que realizam transações com 
o exterior, ou seja, têm recebimentos ou pagamentos a realizar em moeda estrangeira.
b) segmento do mercado financeiro em que são criadas as condições para que as empresas 
captem recursos diretamente dos investidores, através da emissão de instrumentos 
financeiros (ações, debêntures, bônus de subscrição, etc), com o objetivo principal de 
financiar suas atividades ou viabilizar projetos de investimentos.
c) mercado utilizado basicamente para controle da liquidez da economia, no qual o Banco 
Central intervém para condução da Política Monetária.
d) mercado para realização, registro e negociação de determinados instrumentos financeiros, 
basicamente divididos em quatro produtos, como: mercado a termo, mercado futuro, 
opções e swaps, com a finalidade de proteção, elevação de rentabilidade (alavancagem), 
especulação e arbitragem.
e) segmento do mercado financeiro em que as instituições financeiras captam recursos 
dos agentes superavitários e os emprestam às famílias ou empresas, sendo remuneradas 
pela diferença entre seu custo de captação e o que cobram dos tomadores.
176. 176. (BASA/CESGRANRIO/2018/TC - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Na configuração atual 
do Sistema Financeiro Nacional, a instituição responsável pela regulação do mercado 
acionário, de debêntures e de commercial papers é o(a)
a) Conselho Monetário Nacional
b) Comissão de Valores Mobiliários
c) Banco Central do Brasil
d) Banco do Brasil
e) Ministério da Fazenda
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177. 177. (BB/CESGRANRIO/2015) Admita que um empresário brasileiro, acionista majoritário de 
uma empresa em situação pré-falimentar, venha a ser acusado pelos acionistas minoritários 
de uso de informação privilegiada e manipulação de preços das ações negociadas na Bolsa 
de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa). O órgão responsável pelo 
eventual julgamento do processo administrativo contra o empresário é o(a)
a) Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
b) Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F Bovespa)
c) Supremo Tribunal Federal (STF)
d) Supremo Tribunal de Justiça (STJ)
e) Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
178. 178. (BASA/CESGRANRIO/2014) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade que 
compõe o sistema financeiro nacional, além de ser uma autarquia vinculada ao Ministério 
da Fazenda. A CVM é responsável por
a) realizar transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em mercado livre 
e aberto.
b) regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país.
c) controlar e fiscalizar o mercado de seguro, a previdência privada aberta e a capitalização.
d) negociar contratos de títulos de capitalização.
e) garantir o poder de compra da moeda nacional.
179. 179. (BB/CESGRANRIO/2014) O poder regulatório e fiscalizador da Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM) se estende a várias entidades e atividades. NÃO constituem uma dessas 
entidades ou atividades
a) os Sistemas de Compensação de Títulos Públicos Federais - Selic
b) os Mercados de Balcão Organizados de Valores Mobiliários
c) as Bolsas de Mercadorias e Futuros
d) as Auditorias de Companhias Abertas
e) as Entidades de Compensação e Liquidação de Valores Mobiliários
180. 180. (BCB/CESGRANRIO/2012/CAPACITAÇÃO TÉCNICO) São instituições supervisionadas 
pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), EXCETO:
a) Bolsas de Valores, Mercadorias e Futuros.
b) Sociedades de Capitalização.
c) Fundos de Investimentos.
d) Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários.
e) Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários.
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181. 181. (BB/CESGRANRIO/2012) Cada instituição do Sistema Financeiro Nacional desempenha 
funções de fundamental importância para o equilíbrio e o bom funcionamento do sistema 
como um todo.
A função de assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de Bolsa e de 
Balcão é da
a) Casa da Moeda
b) Caixa Econômica Federal
c) Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
d) Secretaria da Receita Federal
e) Superintendência de Seguros Privados (Susep)
182. 182. (BASA/CESGRANRIO/2013) Uma empresa constituída como Sociedade Anônima de 
Capital Fechado tem como característica importante
a) ter ações negociáveis diariamente no mercado de bolsa.
b) limitar a possibilidade de perda de um sócio ao capital que ele investiu.
c) necessitar de alteração no contrato social se houver entrada ou saída de sócio.
d) ser uma Sociedade por Cotas com Responsabilidade Limitada e ter no mínimo sete sócios.
e) ter sócios cujos nomes constam nos Estatutos Sociais da empresa.
183. 183. (BNDES/CESGRANRIO/2013) A Lei n. 6.404, de 15/12/1976, dispõe sobre as Sociedades 
por Ações. Um de seus capítulos trata das características e da natureza da Companhia ou 
Sociedade Anônima. NÃO consta desse capítulo qualquer artigo estabelecendo que a(o)
a) companhia, qualquer que seja o seu objeto, é mercantil e se rege pelas leis e pelos usos 
do comércio.
b) companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam 
ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários.
c) companhia terá o capital social dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou 
acionistas será limitada ao preço das ações subscritas ou adquiridas.
d) nome do fundador, acionista ou pessoa, que por qualquer outro modo tenha contribuído 
para o êxito da empresa, poderá figurar nadenominação.
e) contrato social poderá ou não definir o objeto da companhia de modo preciso e com 
maior abrangência.
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184. 184. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) De acordo com a Lei n. 6.404, a companhia pode ser aberta 
ou fechada. Tal classificação se baseia no fato de os valores mobiliários de sua emissão 
serem ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários.
Nesse sentido, uma companhia é considerada aberta quando
a) seus títulos são emitidos no exterior.
b) seus ativos permanentes são disponibilizados para venda.
c) suas debêntures são emitidas no exterior.
d) suas ações podem ser negociadas na Bolsa de Valores.
e) suas ações não são negociadas no mercado.
185. 185. (BASA/CESGRANRIO/2015) As ações preferenciais de uma sociedade anônima de 
capital aberto, negociadas no mercado de valores mobiliários, concedem a seus titulares 
uma série de vantagens em relação às ações ordinárias da mesma empresa. Assim, as ações 
preferenciais
a) dão prioridade de recebimento do capital aplicado em relação a qualquer credor da 
empresa, inclusive o fisco, no caso de falência de empresa.
b) dão prioridade no reembolso do capital, com ou sem prêmio.
c) dão direito a voto nas assembleias de acionistas, o que não acontece com as ações 
ordinárias.
d) são negociadas tanto no mercado primário quanto no secundário, ao passo que as ações 
ordinárias são negociadas apenas no mercado primário.
e) dão direito a receber dividendos pelo menos 20% maiores que os atribuídos às ações 
ordinárias.
186. 186. (BB/CESGRANRIO/2014) Atualmente, as instituições financeiras oferecem aos seus 
clientes diversos tipos de investimentos, dentre os quais está o investimento em ações de 
companhias abertas que podem ser negociadas na Bolsa de Valores. A característica mais 
atrativa do investimento em ações é a
a) possibilidade de ganhos superiores aos oferecidos em fundos de investimento
b) isenção de imposto sobre operações financeiras no ato de negociação das ações
c) baixa probabilidade de perdas financeiras
d) alta probabilidade de perdas financeiras
e) isenção de imposto de renda
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187. 187. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) As ações constituem títulos representativos da menor fração 
do capital social de uma empresa, podendo ser classificadas em ordinárias ou preferenciais.
As ações ordinárias atribuem ao seu titular
a) prioridade no recebimento de dividendos
b) prioridade no reembolso do capital, no caso de dissolução da empresa
c) permissão para revenda a qualquer tempo
d) direito de voto na assembleia de acionistas
e) direito de compra de outras ações ordinárias
188. 188. (BASA/CESGRANRIO/2018) O mecanismo que confere ao acionista o direito de exercer 
a preferência para adquirir novas ações ou ativos conversíveis em ações, em razão da 
proporção das ações que possui em uma companhia, quando esta realiza aumento de 
capital, é denominado direito de
a) subscrição
b) voto
c) opção
d) aumento de capital
e) participação nos resultados
189. 189. (BB/CESGRANRIO/2018) Para um investidor interessado em aplicar seus recursos 
financeiros no mercado de ações, sua rentabilidade será positivamente afetada pela tendência 
de valorização das ações na bolsa de valores. O Ibovespa, índice que acompanha a variação 
média das cotações das ações negociadas na BM&F Bovespa é um dos mais importantes 
indicadores do comportamento do mercado acionário brasileiro, sendo utilizado como 
indicador do comportamento médio do mercado.
Considerando-se que o Ibovespa venha mostrando tendência média de alta nos últimos 
meses, o evento que, supondo tudo o mais constante, poderia representar uma reversão 
abrupta dessa tendência e desencadear resultados negativos no índice nos movimentos 
seguintes é a(o)
a) aumento da lucratividade média das companhias brasileiras de capital aberto
b) aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, para níveis superiores aos esperados 
pelo mercado
c) continuidade do processo de recuperação econômica brasileira
d) redução das taxas de desemprego no Brasil
e) redução das taxas de juros reais no Brasil
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190. 190. (BASA/CESGRANRIO/2018) Recentemente duas instituições se fundiram criando a B3.
As instituições que se fundiram foram
a) Susep e Cetip
b) Cetip e Bacen
c) Bacen e CVM
d) BM&FBovespa e Bacen
e) BM&FBovespa e Cetip
191. 191. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) A BM&FBOVESPA é uma companhia de capital brasileiro, 
formada em 2008, a partir da integração das operações da Bolsa de Valores de São Paulo 
e da Bolsa de Mercadorias & Futuros. A Cetip e a BM&FBOVESPA juntaram-se em 2017, 
formando a B3.
Por meio de suas plataformas de negociação, a B3, dentre outras atividades, realiza o(a)
a) registro, a compensação e a liquidação de ativos e valores mobiliários
b) registro e a compensação de transferências internacionais de recursos
c) seguro de bens e ativos mobiliários, negociados no mercado
d) compensação nacional de cheques e a liquidação de outros ativos bancários
e) intermediação, o registro e a liquidação de transferências interbancárias
192. 192. (CAIXA/CESGRANRIO/2008) O mercado financeiro pode ser classificado como primário 
ou secundário, dependendo do momento da negociação do título no mercado. O lançamento 
de um novo ativo financeiro ocorre no mercado primário. No mercado secundário ocorrem as
a) negociações de títulos de crédito como cheques, notas promissórias e DOC, realizadas 
por meio da Bolsa de Valores e do Mercado de Balcão.
b) negociações posteriores, em Bolsa de Valores ou em Mercado de Balcão, envolvendo 
compras e vendas de títulos já lançados entre investidores.
c) compras de títulos privados, derivativos, opções que estão sendo oferecidos ao mercado 
financeiro.
d) transações financeiras envolvendo o mercado monetário internacional.
e) vendas de títulos públicos que são negociados por meio da Bovespa.
193. 193. (BASA/CESGRANRIO/2013) Os mercados de balcão organizados de valores mobiliários 
atendem a exigências diferentes dos mercados de bolsa. No Brasil, o mercado de balcão 
organizado de valores mobiliários NÃO
a) mantém nos seus sistemas registros das operações realizadas.
b) depende de autorização da Comissão de Valores Mobiliários para seu funcionamento.
c) pode operar com formadores de mercado.
d) negocia com cotas de Sociedades por Cotas de Responsabilidade Limitada.
e) negocia ações, apenas debêntures com registro na Comissão de Valores Mobiliários.
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194. 194. (BASA/CESGRANRIO/2015) O mercado à vista de ações permite que os investidores 
comprem ou vendam estes títulos mobiliários no seu pregão. No Brasil, a(s)
a) liquidação financeira das transações (crédito em reais ao vendedor das ações) no mercado 
à vista ocorre no mesmo dia da operação.
b) compras e vendas de ações não podem ocorrer nos dias úteis após às 17 horas.
c) liquidação física das transações (entrega de ações ao comprador) no mercado à vista 
ocorre no mesmo dia da operação.
d) única maneira de comprar e vender ações de companhias abertas é no mercado à vista.
e) operações de “day trade” no mercado à vista (compra e venda da mesma quantidade de 
uma ação, no mesmo pregão, pela mesma pessoa) são permitidas.
195. 195. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) No mercado à vista de ações, ocorre a compra ou a venda 
de uma determinada quantidade de ações. Quando há a realização do negócio, a operação 
é liquidada no segundo dia útil após o fechamento da compra.
Nesse mercado, os preços dasações são formados, diretamente, de acordo com a(o)
a) projeção futura de mercado
b) força de oferta e demanda de cada papel
c) probabilidade futura de lucros de cada papel
d) cálculo estatístico de mercado
e) histórico de rentabilidade de cada papel
196. 196. (BASA/CESGRANRIO/2018) As debêntures podem ser consideradas uma forma de 
captação de recursos através da emissão de títulos.
As debêntures apresentam a seguinte característica:
a) podem ser remuneradas pela Taxa Referencial ou Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), a 
qualquer tempo.
b) podem ser remuneradas por taxa de juros prefixada.
c) não são garantidas pelo FGC.
d) são títulos públicos.
e) só podem ser emitidas por securitizadoras.
197. 197. (TRANSPETRO/CESGRANRIO/2018/ADMINISTRADOR JÚNIOR) Uma reconhecida 
sistemática de obtenção de capital de longo prazo relacionada à base de capitais de 
terceiros no balanço é a(o)
a) emissão de ações ordinárias.
b) emissão de ações preferenciais.
c) retenção de lucros, em que se adia o pagamento de juros sobre o capital.
d) adiamento da distribuição de dividendos.
e) emissão de debêntures não conversíveis.
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198. 198. (BASA/CESGRANRIO/2015) A emissão de debêntures é uma forma de financiamento 
das sociedades anônimas de capital aberto ou fechado. Há debêntures com características 
diversas. Assim, uma debênture
a) permutável dá ao credor a opção de executar o banco mandatário, no caso de inadimplência 
da empresa emissora.
b) simples paga ao seu titular apenas rendimentos prefixados.
c) conversível dá ao credor a opção de receber rendimentos indexados em vez de prefixados, 
conforme pactuado.
d) conversível dá ao credor a opção de transformá-la em ações da empresa emissora, após 
certo prazo.
e) de garantia quirografária dá ao seu titular preferência sobre todos os demais credores 
da empresa emissora, no caso de inadimplência.
199. 199. (BASA/CESGRANRIO/2013) A emissão de debêntures permite à empresa captar recursos 
sem recorrer ao crédito bancário. As debêntures
a) permitem à empresa emissora obter recursos sem aumentar a pulverização da propriedade 
de seu capital.
b) são títulos de dívida do emissor com prazo de vencimento até 90 dias.
c) são emitidas exclusivamente pelas empresas de capital aberto.
d) são títulos de dívida do emissor sem garantias.
e) permitem sempre a opção de serem resgatadas em ações da própria empresa emissora.
200. 200. (BNDES/CESGRANRIO/2013/CONTADOR) Debêntures são títulos que conferem a seus 
titulares direito de crédito contra a companhia emitente, nas condições da escritura de 
emissão ou no respectivo certificado, se houver. Nesse contexto, de acordo com o disposto 
na escritura de emissão de tais títulos de crédito, considere as afirmativas abaixo.
I – A debênture poderá ter garantia real.
II – A debênture poderá ter garantia flutuante.
III – A debênture que não gozar de garantia poderá conter cláusula de subordinação aos 
credores quirografários.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas
b) II, apenas
c) I e II, apenas
d) II e III, apenas
e) I, II e III
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201. 201. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) As debêntures são títulos de créditos emitidos por 
sociedades anônimas, tendo por garantia seus ativos.
Os direitos e as remunerações oferecidas pelas debêntures são
a) letras de câmbio, multas e certificados de depósitos bancários
b) letras de câmbio, juros e ações ordinárias
c) participação nos lucros, certificados de depósitos bancários e ações preferenciais
d) juros, participação nos lucros e prêmios de reembolso
e) multas, títulos públicos e ações ordinárias
202. 202. (BASA/CESGRANRIO/2013) De acordo com suas necessidades de caixa, as empresas 
utilizam serviços do mercado financeiro para captação de recursos. Os títulos de curto 
prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para captar recursos de capital de 
giro são denominados
a) commercial papers
b) títulos públicos
c) hot money
d) títulos federais
e) factoring
203. 203. (BB/CESGRANRIO/2012) Atualmente, o mercado financeiro oferece para as empresas 
algumas modalidades de captação de recursos, algumas delas sem a intermediação bancária.
Com essa característica, o título de crédito emitido pelas empresas visando à captação 
pública de recursos para o seu capital de giro é denominado
a) Factoring
b) Hot Money
c) Export Note
d) Commercial Paper
e) Certificado de Depósito Bancário (CDB)
204. 204. (PETROBRÁS/CESGRANRIO/2010/PROFISSIONAL JÚNIOR/ADMINISTRAÇÃO) A decisão 
empresarial de obtenção de financiamento de curto prazo é materializada pela emissão de
a) debêntures subordinadas.
b) ações ordinárias.
c) ações preferenciais de classe B
d) nota promissória ou commercial paper.
e) Warrants.
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205. 205. (BASA/CESGRANRIO/2015) No mercado de debêntures, underwriting é(são)
a) um mecanismo utilizado pelas companhias emissoras de debêntures — quando previsto 
na escritura de emissão — para adequar seus títulos, periodicamente, às condições vigentes 
no mercado.
b) operações de compra e venda de debêntures pelos investidores não identificados.
c) um mecanismo de consulta prévia ao mercado para definição da remuneração das 
debêntures ou do ágio/deságio no preço de subscrição, tendo em vista a quantidade de 
debêntures, para diferentes níveis de taxa, que cada investidor tem disposição de adquirir.
d) a operação de distribuição primária de debêntures, ou seja, a primeira venda dos títulos 
após a sua emissão.
e) uma classificação efetuada por empresa especializada independente (agência de rating) 
que reflete sua avaliação sobre o grau de risco envolvido em determinado instrumento de 
dívida.
206. 206. (BNDES/CESGRANRIO/2013) Uma oferta pública inicial marca a primeira venda de ações 
de uma empresa de capital privado no mercado de ações. Instituições financeiras autorizadas 
pelo Banco Central atuam como underwriters (agentes de subscrição), intermediando a 
venda ao público das ações. Existem vários tipos de underwriting (subscrição) em prática 
no mercado atualmente. Quando uma empresa de capital privado decide seguir adiante 
com uma oferta pública inicial e contrata um intermediário financeiro para atuar como 
underwriting firm, os termos básicos do contrato são:
a) o intermediário financeiro assume um compromisso firme de auxiliar a empresa a 
encontrar potenciais compradores para suas ações, mas não assume nenhum risco, caso 
as ações não consigam ser vendidas ou o capital levantado seja pequeno.
b) o intermediário financeiro assume o compromisso de vender todas as ações no mercado 
financeiro; porém, se não o conseguir, o contrato é cancelado.
c) as ações são vendidas pelo intermediário financeiro somente para seletos investidores 
que sequentemente podem revender essas ações no mercado de ações.
d) as ações são vendidas diretamente no mercado de ações, porém o intermediário financeiro 
assume a responsabilidade de comprar todas as ações que não tenham tido compradores.
e) as ações da empresa são todas vendidas para o intermediário financeiro a um preço 
predeterminado, chamado preço de oferta pública, menos uma taxa, spread, que serve 
como recompensa pelo risco assumido.
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207. 207. (BB/CESGRANRIO/2012) A oferta pública de ações representa uma das formas mais 
vantajosas que as Sociedades Anônimas ou Companhias de Capital Aberto possuem para 
levantar recursos.
Para a realização dessa oferta de ações, tais empresas precisam procurar umainstituição 
financeira do mercado de capitais.
Como é denominada a operação de venda dos lotes de ações, realizada por essas instituições 
financeiras no mercado de capitais?
a) Emissão de Debêntures
b) Securitização
c) Warrants
d) Vendor Finance
e) Underwriting (Subscrição)
208. 208. (BB/CESGRANRIO/2010) As operações de underwriting (subscrição) são praticadas pelos 
bancos de investimento que realizam a intermediação da distribuição de títulos mobiliários 
no mercado. A Garantia Firme é um tipo de operação de underwriting no qual a instituição 
financeira coordenadora da operação garante a
a) colocação dos lotes de ações a um determinado preço previamente pactuado com a 
empresa emissora, encarregando-se, por sua conta e risco, de colocá-lo no mercado.
b) rentabilidade das ações colocadas no mercado, responsabilizando-se por devolver o 
dinheiro à empresa emissora em caso de uma desvalorização repentina.
c) renovação da subscrição das ações colocadas no mercado e que não encontraram 
compradores interessados.
d) oferta global das ações da empresa tanto no país quanto no exterior, assumindo todos 
os riscos relacionados à oscilação de mercado.
e) prática de melhores esforços para revender o máximo de uma emissão de ações para os 
seus clientes por um prazo determinado.
209. 209. (BASA/CESGRANRIO/2015) A completa administração de um fundo de investimento é 
segmentada por responsabilidades atribuídas a algumas instituições. A instituição responsável 
pelas políticas e decisões de investimento é a instituição
a) distribuidora
b) cotista
c) gestora
d) custodiante
e) investidora
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210. 210. (BASA/CESGRANRIO/2015) Os fundos de investimento que, por determinação de 
norma da CVM, devem ter como principal fator de risco de sua carteira a variação da taxa 
de juros doméstica ou de índice de preços, ou ambos, sem limitação de prazos dos títulos 
que a compõem, são classificados como
a) de renda fixa
b) de dívida externa
c) de curto prazo
d) de ações
e) cambiais
211. 211. (BASA/CESGRANRIO/2015) As sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários 
- DTVM - são instituições auxiliares do mercado financeiro. Dentre suas atividades básicas, 
encontra-se a
a) emissão de títulos e valores mobiliários
b) operação de crédito direto ao consumidor
c) intermediação da colocação de emissões de capital no mercado
d) realização de empréstimo para capital de giro
e) captação de recursos através de debêntures
212. 212. (BASA/CESGRANRIO/2015) A(s) instituição(ões) auxiliar(es) que faz(em) parte do sistema 
financeiro nacional e que, dentre outras atividades, administra(m) carteiras e custodia(m) 
valores mobiliários é(são)
a) as sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários
b) os bancos comerciais
c) o Banco Central do Brasil
d) a comissão de valores mobiliários - CVM
e) as sociedades de crédito imobiliário
213. 213. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são 
constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada.
Um dos seus objetivos principais é
a) controlar o mercado de seguros.
b) regular o mercado de valores imobiliários.
c) assegurar o funcionamento eficiente do mercado de Bolsa de Valores.
d) subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado.
e) estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários.
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214. 214. (BASA/CESGRANRIO/2021) O Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), gerido 
pelo Banco Central do Brasil, tem como principal objetivo
a) registrar os débitos e créditos do sistema bancário.
b) registrar as transações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.
c) realizar a compensação de cheques no âmbito do sistema bancário.
d) regular as taxas de juros dos títulos emitidos pelo setor privado.
e) definir as taxas de longo prazo (TLP) dos empréstimos do BNDES.
215. 215. (BASA/CESGRANRIO/2018) No Brasil, quando o Comitê de Política Monetária do Banco 
Central do Brasil fixa a meta anual para a taxa de juros básica de curto prazo da economia, 
tal meta é perseguida mediante compra e venda de títulos públicos por parte da autoridade 
monetária, cujo processamento é efetivado pelo (a)
a) Sistema de Compensação Bancária
b) Sistema Brasileiro de Pagamentos
c) Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados
d) Sistema Especial de Liquidação e Custódia
e) Sistema Geral do Mercado Aberto
216. 216. (BASA/CESGRANRIO/2015) Qual é o sistema de registro e liquidação das operações 
com títulos públicos realizadas entre instituições financeiras?
a) SND
b) Selic
c) Cetip
d) Tesouro direto
e) CBLC
217. 217. (BB/CESGRANRIO/2014) O mercado de seguros é cada vez mais crescente no Brasil. As 
seguradoras oferecem uma gama diferenciada de produtos e subprodutos para atender a 
essa grande demanda. O seguro de acidentes pessoais, por exemplo, garante o pagamento 
de indenização em caso de
a) colisão do automóvel do segurado com veículos de terceiros, desde que esteja estipulado 
na apólice.
b) perda total do veículo sem danos ao segurado, desde que especificado na apólice.
c) paralisação das atividades laborais do segurado durante o período de uma eventual 
internação hospitalar causada por doença crônica.
d) invalidez permanente, total ou parcial, por acidente, ou indenização ao beneficiário em 
caso de falecimento do segurado.
e) incêndio, enchente ou qualquer outro tipo de fenômeno climático que danifique a 
residência do segurado.
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218. 218. (BASA/CESGRANRIO/2013) Os planos de seguro têm o objetivo de gerar proteção 
patrimonial às pessoas físicas ou jurídicas. Em um seguro de veículo, se o segurado trocar 
de carro ou incluir algum item em sua apólice, ele deverá solicitar a seguradora um
a) estorno de pagamento
b) endosso na apólice
c) reembolso de prêmio
d) pedido de prêmio
e) cancelamento de apólice
219. 219. (CAIXA/CESGRANRIO/2008) O mercado de seguros surgiu da necessidade que as pessoas 
e empresas têm de proteger seu patrimônio. Mediante o pagamento de uma quantia, 
denominada prêmio, os segurados recebem uma indenização que permite a reposição 
integral das perdas sofridas. Em relação aos tipos de seguro, analise as afirmações abaixo:
I – O seguro de vida é idêntico ao seguro do profissional liberal, pois ambos possuem as 
mesmas coberturas e estão sujeitos à mesma legislação.
II – O seguro de veículos pode oferecer coberturas adicionais para o risco de roubo de 
rádios e acessórios, desde que conste da apólice. Se estes equipamentos são colocados 
posteriormente à contratação, podem ser incluídos na apólice, através de endosso.
III – A única diferença entre o seguro de acidentes pessoais em relação ao seguro de vida 
é o público-alvo que, no caso do seguro de acidentes pessoais, é direcionado para idosos 
e gestantes.
IV – O seguro imobiliário é realizado para cobertura de possíveis danos ao imóvel do segurado, 
causados principalmente por incêndios, roubo e outros acidentes naturais.
V – O seguro de viagem tem como principal característica a garantia de indenização por 
extravio de bagagem e a assistência médica durante o período da viagem.
Estão corretas APENAS as afirmações
a) I, II, III e IV
b) I, IV e V
c) I, III e V
d) II, III, IV e V
e) II, IV e V
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220. 220. (BB/CESGRANRIO/2015) Uma cliente bancária está decidida a contratar um plano 
de previdência privada para si. No entanto,ela está em dúvida se seu perfil está mais 
adequado ao “Plano Gerador de Benefício Livre” - PGBL ou ao “Vida Gerador de Benefício 
Livre” - VGBL. Sabendo que a cliente é solteira e que sempre estará isenta de imposto de 
renda, a escolha adequada seria o
a) PGBL, pois ela não conta com a vantagem fiscal do VGBL.
b) VGBL, pois ela não conta com a vantagem fiscal do PGBL.
c) PGBL, pois ela declara seu imposto de renda no modelo simplificado.
d) PGBL, pois ela declara seu imposto de renda no modelo completo.
e) VGBL, pois ela declara seu imposto de renda no modelo completo.
221. 221. (BB/CESGRANRIO/2015) O Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) é uma aplicação 
que tem como objetivo a complementação da aposentadoria do seu investidor. Pode-se 
dizer que o PGBL é bom para o empregado que possui renda tributável e declara o imposto 
de renda no modelo completo, pois ao investir num PGBL, tem-se restituído o Imposto de 
Renda (IR) retido na fonte pelo empregador sobre o valor da aplicação. Como a tributação 
do PGBL ocorre no resgate sobre o(s) seu(s)
a) rendimentos, o IR é postergado, mas não há a sua isenção.
b) rendimentos, o IR é diferido, mas não há a sua isenção.
c) rendimentos, há isenção do IR.
d) valor integral, o IR é adiado, mas não há a sua isenção.
e) valor integral, há isenção do IR.
222. 222. (BB/CESGRANRIO/2014) Os planos de previdência PGBL (Plano Gerador de Benefício 
Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) são produtos de Previdência Complementar 
que visam à acumulação de recursos e à transformação de tais recursos em uma renda 
futura. Na modalidade PGBL, o imposto de renda incide sobre o
a) ganho das aplicações financeiras
b) valor futuro calculado para a data do resgate
c) total resgatado ou recebido como renda
d) total de rendimentos bruto na data da aplicação
e) valor da aplicação inicial
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223. 223. (BB/CESGRANRIO/2014) Os títulos de capitalização são emitidos pelas sociedades 
de capitalização e têm por objeto o depósito periódico de prestações pecuniárias pelo 
contratante, o qual terá, depois de cumprido o prazo contratado, os direitos de concorrer 
a sorteio de prêmios em dinheiro e o de
a) resgatar o valor do título mediante lance em leilões periódicos.
b) resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros.
c) aplicar parte dos recursos em ações das bolsas de valores.
d) concorrer a imóveis nos feirões da casa própria.
e) concorrer a prêmios em barras de ouro.
224. 224. (BASA/CESGRANRIO/2013) Os títulos de capitalização são um investimento com uma 
característica de poupança a longo prazo remunerados pela TR mais uma taxa de juros 
ao mês, equiparando-se à inflação. Porém, a característica mais atrativa dos títulos de 
capitalização é a
a) geração de créditos fiscais para abatimentos futuros.
b) possibilidade de resgate dos valores com rentabilidade acima do mercado.
c) garantia oferecida para compra de bens imóveis.
d) possibilidade de ganhos de prêmios em dinheiro pelos sorteios periódicos.
e) rentabilidade diferenciada oferecida na ocasião do resgate.
225. 225. (CAIXA/CESGRANRIO/2012) As Sociedades de Capitalização são entidades constituídas 
sob a forma de sociedades anônimas, que negociam contratos, denominados títulos de 
capitalização.
Esses títulos têm por objeto a(o)
a) aquisição de ações de empresas privadas, para investimento em longo prazo, com opção 
de realizar a venda dessas ações a qualquer tempo.
b) compra parcelada de um bem em que um grupo de participantes, organizados por uma 
empresa administradora, rateia o valor do bem desejado pelos meses de parcelamento.
c) compra de títulos públicos ou privados, mediante depósitos mensais em dinheiro, que 
serão capitalizados a uma determinada taxa de juros até o final do contrato.
d) investimento em títulos públicos do governo federal, no qual o investidor poderá optar 
pelo resgate do Fundo de Garantia (FGTS) ou pelo pagamento em dinheiro.
e) depósito periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual terá o direito de 
resgatar parte dos valores corrigidos e de concorrer a sorteios de prêmios em dinheiro.
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226. 226. (BASA/CESGRANRIO/2021) A entidade responsável pela execução da política cambial 
no Brasil é o(a)
a) Banco do Brasil (BB)
b) Banco Central do Brasil (Bacen)
c) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
d) Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
e) Conselho Monetário Nacional (CMN)
227. 227. (BASA/CESGRANRIO/2018/TC - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Reguladas pelo Banco 
Central, as instituições financeiras autorizadas a operar todas as operações no mercado 
de câmbio são(é)
a) as agências de fomento
b) os estabelecimentos comerciais
c) os bancos de desenvolvimento
d) os bancos múltiplos
e) a Caixa Econômica
228. 228. (BASA/CESGRANRIO/2018) Considere que, em determinado dia, o dólar seja, 
simultaneamente, negociado à taxa de câmbio de R$ 3,10/US$ em São Paulo e R$ 3,20/
US$ no Rio de Janeiro.
Quando um investidor, perfeitamente informado da diferença entre ambas as taxas de 
câmbio, compra dólares em São Paulo a fim de obter lucros certos com a venda de moeda 
estrangeira no Rio de Janeiro, ele estará fazendo uma operação de
a) especulação
b) arbitragem
c) hedging
d) triangulação
e) manipulação
229. 229. (BB/CESGRANRIO/2012) O mercado cambial é o segmento financeiro em que ocorrem 
operações de negociação com moedas internacionais.
A operação que envolve compra e venda de moedas estrangeiras em espécie é denominada
a) câmbio manual
b) câmbio sacado
c) exportação
d) importação
e) transferência
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230. 230. (BB/CESGRANRIO/2010) O mercado de câmbio envolve a negociação de moedas 
estrangeiras e as pessoas interessadas em movimentar essas moedas. O câmbio manual 
é a forma de câmbio que
a) pratica a importação e a exportação por meio de contratos.
b) pratica a troca de moeda estrangeira por uma mercadoria.
c) envolve a compra e a venda de moedas estrangeiras em espécie.
d) envolve a troca de títulos ou documentos representativos da moeda estrangeira.
e) exerce a função de equilíbrio na balança comercial externa.
231. 231. (BASA/CESGRANRIO/2015) Um contrato de câmbio celebrado entre um banco e um 
cliente, exportador brasileiro,
a) implica a exigência de o exportador trazer para o Brasil, imediatamente, os dólares 
provenientes de suas vendas no exterior.
b) nunca implica o banco garantir ao exportador a quantia devida pelo importador.
c) pode implicar a cobrança pelo banco da quantia em dólar devida pelo importador residente 
no exterior.
d) consiste na compra de dólares pela empresa exportadora.
e) é possível apenas após o embarque da mercadoria para o importador estrangeiro.
232. 232. (CAIXA/CESGRANRIO/2008) O contrato de câmbio é o instrumento pelo qual se formaliza 
uma operação de câmbio, podendo ser utilizado para importação, exportação, compra e 
venda de moeda estrangeira e transferências internacionais. Nos casos de exportação, o 
contrato de câmbio poderá ocorrer prévia ou posteriormente ao embarque de mercadoria. 
O fechamento do câmbio com ACC ocorre
a) após a entrega da mercadoria no exterior, independente da liquidação do contrato de 
câmbio.
b) após a liquidação do contrato de câmbio no exterior, independente da entrega da 
mercadoria.
c) após o embarque da mercadoria, quando o exportador entrega os documentos ao Banco, 
para que os mesmos sejam cobrados no exterior, à vista ou a prazo.
d) antes ou após o embarque, porém com o câmbio travado para definição futura das taxas 
que serão praticadas naliquidação do contrato.
e) antes do embarque da mercadoria, geralmente quando o exportador necessita dos 
recursos para financiar a produção de mercadoria a ser exportada.
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233. 233. (BASA/CESGRANRIO/2021) De acordo com os dados do Banco Central do Brasil, entre 
dezembro de 2019 e outubro de 2020, a taxa de câmbio aumentou, em média, de R$4,11/
US$ para R$5,63/US$, representando uma depreciação de 37% da moeda brasileira, em 
termos nominais, e de 35%, em termos reais. Considerando os fatores que determinam 
as alterações na taxa de câmbio ao longo do tempo, a depreciação observada no período 
assinalado refletiu a(o)
a) entrada líquida expressiva de dólares no Brasil.
b) venda de reservas internacionais por parte do Banco Central do Brasil.
c) fuga de capitais, diante da incerteza com respeito aos impactos da crise pandêmica.
d) aumento do diferencial entre as taxas de juros internas e externas.
e) aumento das posições compradas da moeda brasileira nos mercados futuros de câmbio.
234. 234. (BB/CESGRANRIO/2018) A reação dos mercados de câmbio ontem deu uma boa 
sinalização de qual pode ser o caminho caso Washington intensifique o tom em relação às 
relações comerciais dos Estados Unidos com o restante do mundo. As moedas emergentes 
recuaram a mínimas em dez dias, segundo dados do Deutsche Bank, sob peso da queda de 
divisas correlacionadas às matérias-primas - como o rand sul-africano e o real brasileiro 
(...). No Brasil, o dólar fechou em alta de 0,90%, para R$3,290, no maior nível desde o último 
9 de fevereiro. Na máxima, a cotação beirou os R$3,30 ao tocar R$3,2966.
CASTRO, J. Dólar deve subir no curto prazo, dizem analistas. Valor Econômico, 
15 mar. 2018, p.C2. Adaptado.
Em países que adotam o regime de câmbio flutuante, as mudanças diárias observadas 
nas taxas de câmbio estão relacionadas a diversos fatores. Considerando-se, no entanto, 
exclusivamente, a matéria jornalística, o principal fator que explica a desvalorização do real 
brasileiro no movimento diário do mercado de câmbio descrito no texto foi a(o)
a) aumento da oferta de divisas no mercado de câmbio
b) forte intervenção do Banco Central do Brasil no mercado de câmbio
c) situação política corrente no Brasil
d) piora das condições macroeconômicas no Brasil
e) incerteza futura e maior percepção de risco por parte dos investidores
235. 235. (TRANSPETRO/CESGRANRIO/2016/AUDITOR) Uma desvalorização cambial do real, 
em relação às moedas estrangeiras (maior valor da taxa câmbio R$/moeda estrangeira), 
tenderia a
a) estimular as importações brasileiras.
b) desestimular as exportações brasileiras.
c) desestimular o turismo de brasileiros no exterior.
d) aumentar o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos brasileiro.
e) tornar mais caro para os estrangeiros os preços dos ativos domésticos brasileiros.
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236. 236. (PETROBRÁS/CESGRANRIO/2008/ECONOMISTA JÚNIOR) No regime cambial de taxa 
flutuante (ou flexível), uma subida dos juros domésticos
a) tende a desvalorizar a moeda do país.
b) tende a prejudicar as importações.
c) tende a prejudicar as exportações.
d) aumenta o preço dos produtos importados.
e) causa fuga de capitais do país.
237. 237. (BB/CESGRANRIO/2021) O principal impacto decorrente da enorme fuga de capitais 
do Brasil em 2020, descrita na reportagem mencionada anteriormente, foi o(a)
a) aumento da dívida interna do Tesouro
b) aumento do preço das ações na Bovespa
c) valorização dos ativos brasileiros
d) expressiva desvalorização do real brasileiro
e) queda das taxas de juros internas
238. 238. (BASA/CESGRANRIO/2021) X, que é amigo de Y, necessitava realizar uma operação de 
financiamento, com emissão de títulos de crédito. Por força da relação afetiva, Y foi avalista 
dos títulos dessa operação de financiamento para X. A maior parte das operações financeiras 
foi quitada pelo devedor. No entanto, duas operações não foram cumpridas regularmente, 
resultando no pagamento delas pelo avalista. Considerando-se as normas previstas no atual 
Código Civil, pagando o título, tem o avalista Y contra o seu avalizado X ação de
a) caução
b) regresso
c) sub-rogação
d) necessidade
e) financiamento
239. 239. (BB/CESGRANRIO/2015) Sr. X é concitado por Sr. Y a atuar como avalista em título de 
crédito no qual Sr. Y é devedor. Dado o alto grau de amizade entre os dois, o ato é praticado. 
Algum tempo depois, Sr. X recebe comunicação de que pende de pagamento a dívida 
resultante do aval. Diversas dúvidas acudiram ao avalista que, consultando profissional 
especializado em títulos de crédito, assentou que o seu dever de pagamento estaria 
relacionado a
a) obrigações portadas por devedor, mesmo ilíquidas
b) cláusulas contratuais estipuladas em desfavor do devedor
c) títulos de crédito derivados do original
d) obrigação líquida constante do título
e) estoque de débito do avalizado junto ao credor
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240. 240. (BB/CESGRANRIO/2014) Um gerente participa de processo de treinamento sobre 
títulos de créditos e garantias do Sistema Financeiro Nacional. Durante a avaliação dos itens 
abordados no treinamento, o gerente, que se dedicou com afinco aos estudos, responde, 
apropriadamente, que o aval, nos termos do Código Civil,
a) gera direito de regresso contra o avalizado em caso de pagamento pelo avalista.
b) é garantia típica dos contratos bancários.
c) pode ser parcial quando firmado em título de crédito.
d) pode ser considerado até declaração judicial quando cancelado.
e) deve ser subscrito exclusivamente no anverso do título.
241. 241. (BASA/CESGRANRIO/2013) Para se resguardarem de possíveis inadimplências nas 
operações de cessão de crédito aos seus clientes, os Bancos estabelecem alguns tipos de 
garantia. O aval é uma garantia
a) real vinculada a uma coisa móvel ou mobilizável que ficará em poder do Banco durante 
a operação de empréstimo.
b) real extrajudicial e incide sobre bens imóveis ou equiparados que pertençam ao devedor 
ou a terceiros.
c) pessoal autônoma e solidária destinada a garantir títulos de crédito, permitindo que um 
terceiro seja coobrigado em relação às obrigações assumidas.
d) exigida pelo emprestador de acordo com o risco da operação e pode ser real ou impessoal.
e) vinculada a um bem móvel que fica em nome do Banco até o término do pagamento do 
empréstimo.
242. 242. (BB/CESGRANRIO/2015) Ao conceder uma fiança bancária a determinado cliente, um 
banco garante o cumprimento de uma obrigação pelo cliente, mediante uma remuneração. 
A fiança bancária
a) não precisa ser aprovada pela área de crédito dos bancos.
b) é proibida pelo Banco Central do Brasil no caso de operações que não tenham perfeita 
caracterização do valor em moeda nacional.
c) tem remuneração limitada à taxa de juros de referência da economia.
d) não é utilizada nas negociações registradas na Bolsa de Mercadorias e Futuro.
e) é uma operação de crédito e, portanto, sujeita ao Imposto sobre Operações Financeiras 
(IOF).
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243. 243. (BB/CESGRANRIO/2010) As operações de garantia bancária são operações em que o 
banco se solidariza com o cliente em riscos por este assumidos. O aval bancário, por exemplo, 
é uma garantia que gera
a) obrigação assumida pelo Banco, a fim de assegurar o pagamento de um título de crédito 
para um cliente.
b) obrigação solidária do Banco credor para com o seu cliente mediante a assinatura de 
um contrato de câmbio.
c) direito real para o Banco em face ao seu clientee se constitui, pela tradição efetiva, em 
garantia de coisa móvel passível de apropriação entregue pelo devedor.
d) responsabilidade acessória pelo Banco, quando assume total ou parcialmente o dever 
do cumprimento de qualquer obrigação de seu cliente devedor.
e) passivo para cliente tomador de um empréstimo contra o Banco credor, colocando seus 
bens à disposição para garantir a operação.
244. 244. (CAIXA/CESGRANRIO/2008) Dentre as operações realizadas pelos Bancos, estão as 
operações de garantia, em que o Banco se solidariza com o cliente em riscos por este 
assumidos. A garantia que se manifesta por um contrato através do qual o Banco garante 
o cumprimento da obrigação de seu cliente junto a um credor constitui a(o)
a) fiança bancária.
b) alienação fiduciária.
c) hipoteca.
d) aval.
e) fundo garantidor de crédito.
245. 245. (BB/CESGRANRIO/2015) A sociedade empresária W & Z Ltda. pretende expandir a sua 
atuação e, para tal fito, necessita de numerário, uma vez que seu capital disponível não lhe 
permite corporificar seu crescimento. Nessa linha, inventaria os seus bens desembaraçados 
disponíveis e apresenta proposta de empréstimo bancário com as garantias que enumera 
no documento que entrega ao gerente do Banco onde tem suas operações financeiras. 
O gerente sugere que a garantia seja concretizada por penhor mercantil e apresenta os 
contratos necessários, previamente aprovados pelo setor jurídico, e indica que o numerário 
será disponibilizado em até vinte e quatro horas após a formalização do negócio. Nos termos 
do Código Civil, prometendo pagar em dinheiro a dívida que garante com penhor mercantil, 
o devedor poderá emitir, em favor do credor,
a) cheque especial
b) letra de câmbio própria
c) debênture comercial
d) carta de crédito pignoratícia
e) cédula do respectivo crédito
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246. 246. (BB/CESGRANRIO/2015) Um cliente interessado na compra de um imóvel próprio 
encontra, entre outras, as seguintes informações no website do Banco do Brasil:
• Percentual máximo financiável: até 90% do valor do imóvel, baseado no menor dos 
seguintes valores: avaliação ou compra e venda;
• Forma de pagamento: débito em conta corrente;
• Prazo máximo: financiamento em até 420 meses (35 anos);
• Tipos de imóvel: novo ou usado; residencial ou comercial; edificado em alvenaria; 
localizado em área urbana;
• Garantia: alienação fiduciária do imóvel.
Disponível em: <http://www.bb.com.br/portalbb/page44,116,2117,1,0,1,1.bb?-
codigoMenu=172&codigoNoticia=9518&codigoRet=184&bread=5>. Acesso em: 
01 ago.2015. Adaptado.
A garantia informada
a) concede ao devedor a propriedade do imóvel, assegurada por registro em cartório logo 
depois do pagamento da primeira prestação.
b) é um tipo de garantia, tal como a fiança, baseada na confiança.
c) possui o mesmo teor legal da hipoteca, já que proporciona ao credor o direito de reaver 
o imóvel em caso de inadimplência do devedor, depois de finalizado o processo judicial.
d) possibilita ao credor, diferentemente da hipoteca, executar o bem sob garantia sem que 
seja necessário recorrer ao poder judiciário, caso o devedor se torne irremediavelmente 
inadimplente.
e) permite que o credor coloque o imóvel em leilão público em caso de inadimplência do 
devedor, ficando aquele obrigado a repassar à União eventuais diferenças, quando houver, 
entre o valor arrecadado e o valor da dívida.
247. 247. (BASA/CESGRANRIO/2014) À luz das normas que regulam a alienação fiduciária 
imobiliária, considera-se objeto desse negócio a
a) posse individual imobiliária
b) propriedade superficiária
c) servidão de passagem
d) expectativa de vista panorâmica
e) composse coletiva
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248. 248. (BB/CESGRANRIO/2012) Devido à grande exposição ao risco de crédito, os bancos 
precisam utilizar meios para garantir suas operações e salvaguardar seus ativos.
Qual o tipo de operação que garante o cumprimento de uma obrigação na compra de um 
bem a crédito, em que há a transferência desse bem, móvel ou imóvel, do devedor ao credor?
a) Hipoteca
b) Fiança bancária
c) Alienação fiduciária
d) Penhor
e) Aval bancário
249. 249. (BB/CESGRANRIO/2014) Um bancário, almejando promoção na carreira, realiza diversos 
cursos propostos pelo seu empregador. Ao final de um desses cursos, foi apresentada uma 
questão exigindo do aluno o conhecimento de que a hipoteca
a) é inaplicável sobre as acessões do imóvel hipotecado.
b) é relacionada aos títulos de crédito documentados.
c) acarreta a proibição de alienação do imóvel hipotecado.
d) pode incidir sobre navios e aeronaves.
e) pode ser realizada por pessoa absolutamente incapaz.
250. 250. (BNDES/CESGRANRIO/2011/ECONOMIA) No caso de empréstimos bancários garantidos 
por ativos tangíveis, algumas medidas diminuem o risco de crédito do banco.
Entre elas, NÃO se encontra a
a) custódia pelo credor dos ativos empenhados em garantia.
b) verificação nos registros públicos se os ativos empenhados foram oferecidos em garantia 
de outras transações.
c) duração da vida útil dos ativos empenhados em garantia superior ao prazo do empréstimo.
d) elaboração de projeções sobre o futuro valor dos ativos empenhados em garantia.
e) limitação do valor dos ativos empenhados em garantia a um montante máximo igual ao 
valor do empréstimo.
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3ª PARTE3ª PARTE
251. 251. (SECRETARIA DE AGRICULTURA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL DO DF/
IADES/2023/ANALISTA) Acerca da estrutura e do funcionamento do Sistema Financeiro 
Nacional, assinale a alternativa correta.
a) O Banco Central é o principal órgão normativo do sistema financeiro nacional.
b) A Superintendência de Seguros Privados (Susep) supervisiona fundos de pensão, ou seja, 
entidades fechadas de previdência complementar.
c) Uma instituição de pagamento é uma instituição não financeira que executa serviços de 
pagamento em nome de terceiros, mas não compõe o sistema financeiro nacional.
d) As administradoras de consórcio são supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários.
e) O Conselho Monetário Nacional é o órgão normativo ao qual se submetem a Comissão 
de Valores Mobiliários e a Superintendência de Seguros Privados.
252. 252. (BRB/IADES/2022) A composição do Sistema Financeiro Nacional (SFN) por órgãos 
normativos, supervisores e operadores visa a fomentar o encontro entre credores e tomadores 
de recursos, viabilizando a circulação de ativos, a realização de investimentos e o pagamento 
de compromissos financeiros. Acerca da constituição do SFN, assinale a alternativa correta.
a) O BCB fiscaliza as corretoras e as distribuidoras de títulos e de valores mobiliários. Estas 
também podem ser fiscalizadas pela CVM.
b) O órgão normativo do SFN é o Conselho Monetário Nacional (CMN), que é o responsável 
pela formulação das políticas relativas à moeda, ao crédito, ao câmbio, aos seguros e à 
previdência.
c) A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) atua na supervisão 
de entidades abertas de previdência complementar (fundos de pensão).
d) As sociedades de capitalização devem atuar em conformidade com a normatização do 
CMN, sendo reguladas pelo BCB.
e) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) possui atuação secundária na supervisão das 
cooperativas de crédito, cabendo ao Banco Central do Brasil (BCB) o papel principal nessa 
supervisão.
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253. 253. (BADESUL/LEGALLE/2022/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) Esta questão se 
refere à Lei n. 4.595/64, que dispõesobre a política e as instituições monetárias, bancárias 
e creditícias, cria o Conselho Monetário Nacional e dá outras providências.
O sistema Financeiro Nacional, estruturado e regulado pela presente lei, será constituído:
I – Do Conselho Monetário Nacional;
II – Do Banco Central do Brasil;
III – Do Banco do Estado do Rio Grande do Sul.
Está(ão) CORRETA(S):
a) Apenas I.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e II.
D)Apenas III.
e) I, II e III.
254. 254. (SECRETARIA DA FAZENDA DO ES/FGV/2022/CONSULTOR DO TESOURO ESTADUAL) 
Relacione o segmento do sistema financeiro nacional às suas respectivas características.
1) Comissão de Valores Mobiliários
2) Superintendência de Seguros Privados
3) Superintendência Nacional de Previdência Complementar
4) Conselho Monetário Nacional
(  ) � Órgão deliberativo do Sistema Financeiro Nacional, tendo funções apenas normativas.
(  ) � Autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, mas sem subordinação 
hierárquica, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, autoridade 
administrativa independente, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e 
autonomia financeira e orçamentária.
(  ) � Dentre outras atribuições, é responsável pelo controle e fiscalização da previdência 
privada aberta, sendo uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.
(  ) � Autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira e 
patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência Social.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
a) 4, 3, 2 e 1.
b) 4, 1, 2 e 3.
c) 4, 1, 3 e 2.
d) 1, 4, 3 e 2.
e) 1, 4, 2 e 3.
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255. 255. (BANESTES/FGV/2021) O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é o conjunto de instituições 
e instrumentos que possibilitam a transferência de recursos entre os agentes econômicos 
superavitários e os deficitários.
Essa transferência é possível por conta:
a) dos mercados monetário, de crédito, de capitais e cambial.
b) da atuação dos bancos comerciais.
c) da atuação dos bancos centrais.
d) das bolsas de valores.
e) da atuação da CVM.
256. 256. (BANESTES/FGV/2021) O Sistema Financeiro Nacional possui órgãos normativos, 
entidades supervisoras e operadores. Os órgãos normativos, além do Conselho Nacional 
de Seguros Privados (CNSP), incluem
a) a Casa da Moeda e o Banco Central.
b) o Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Conselho Nacional de Previdência Complementar 
(CNPC).
c) a Susep e o Banco Central.
d) o Banco Central e a CVM.
e) as caixas econômicas e as bolsas de valores.
257. 257. (PREFEITURA DE MILAGRES-CE/URCA/2018/PROCURADOR JURÍDICO) Marque a 
assertiva correta.
Art. 192, CF/88. “O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o____ do 
País e a servir aos____, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas 
de crédito, será regulado por ____ que disporão, inclusive, sobre a participação do capital 
____ nas instituições que o integram.”
a) Desenvolvimento estrutural; interesses da administração pública indireta; decretos; 
privado.
b) Desenvolvimento equilibrado; interesses da coletividade; leis complementares; estrangeiro.
c) Desenvolvimento das contas públicas; interesses da administração pública direta; leis 
complementares; privado.
d) Desenvolvimento organizacional; interesses da administração pública indireta; atos 
administrativos; estrangeiro.
e) Desenvolvimento equilibrado; interesses da administração pública direta ou indireta; 
decretos; privado.
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Teoria e 640 Questões Gabaritadas
258. 258. (PREFEITURA DE GUATAMBU/EPBAZI/2019/AUDITOR FISCAL) Sobre o Sistema Financeiro 
Nacional, previsto no art. 192 da Constituição Federal de 1988, leia a afirmativa a seguir 
e responda o que se pede.
“O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento 
equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o 
compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por _____________ que 
disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o 
integram.”.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna apresentada na afirmativa acima.
a) Leis Ordinárias.
b) Resoluções.
c) Emendas à Constituição.
d) Leis Complementares.
259. 259. (BANPARÁ/FADESP/2018) De acordo com a subdivisão do Sistema Financeiro Nacional 
(SFN) em entidades normativas, supervisoras e operacionais, pode-se afirmar que:
a) funcionam como entidades normativas: o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão 
de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).
b) funcionam como entidades supervisoras: o Conselho Monetário Nacional (CMN), o Conselho 
Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o Conselho Nacional de Previdência Complementar 
(CNPC).
c) funcionam como entidades operacionais: Agências de Fomento, Associações de Poupança 
e Empréstimo, Bancos de Câmbio, Bancos de Desenvolvimento, Bancos de Investimento, 
Companhias Hipotecárias, Cooperativas Centrais de Crédito, Sociedades de Crédito, 
Financiamento e Investimento, Sociedades de Crédito Imobiliário e Sociedades de Crédito 
ao Microempreendedor.
d) funcionam como entidades supervisoras: entidades operadoras auxiliares, administradores 
de mercados organizados de valores mobiliários, como os de Bolsa, de Mercadorias e Futuros 
e de Balcão Organizado, as companhias seguradoras, as sociedades de capitalização, as 
entidades abertas de previdência complementar e os fundos de pensão.
e) funcionam como entidades operacionais: o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão 
de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC.
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Teoria e 640 Questões Gabaritadas
260. 260. (BANESTES/FGV/2018/TÉCNICO SEGURANÇA TRABALHO) O Sistema Financeiro Nacional 
(SFN) possui órgãos normativos, supervisores e executores, com papéis bem definidos.
A supervisão do mercado de capitais é responsabilidade:
a) do Conselho Monetário Nacional (CMN).
b) do Banco Central do Brasil.
c) da Bolsa de Valores.
d) do Ministério da Fazenda.
e) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
261. 261. (PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC/IESES/2019/AGENTE ADMINISTRATIVO) A propriedade 
do que é facilmente negociável e convertível em dinheiro vivo, como bens, títulos e ações 
denomina-se:
a) Liquidez.
b) Rentabilidade.
c) Patrimônio Líquido.
d) Lucratividade.
262. 262. (IGEPPS/CETAP/2023/ANALISTA DE INVESTIMENTO) A política monetária apresenta 
alguns conceitos básicos. Sobre o Quantitative Easing, é correto afirmar que:
a) é constantemente empregada pelos bancos centrais para estimular o crescimento da 
economia.
b) é frequentemente usada, de forma convencional, para alavancar a receita das organizações 
públicas.
c) são vendidos ativos não financeiros de bancos comerciais e outras instituições públicas a 
fim de criar dinheiro e injetar uma quantidade pré-determinada de dinheiro na economia.
d) é uma política monetária não convencional empregada pelos bancos centrais para 
estimular a economia.
e) é uma política tradicional de compra ou venda de títulos do governo para alterar a oferta 
de dinheiro.
263. 263. (TJ-RO/FGV/2021/ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ECONOMIA) Relacione as funções da 
moeda com sua respectiva característica.
1) Meio de troca
2) Unidade de conta
3) Reserva de valor
(  ) � Permite a separação entre os atos de compra e de venda em termos temporais para 
um mesmo indivíduo.
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