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ESTADO DE SANTA CATARINA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
 
MANUAL DO PARTICIPANTE
Versão 2016-1
CURSO DE DE BUSCA E RESGATE 
TERRESTRE
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Apresentação do Curso
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Identificar os participantes, os instrutores e o pessoal de apoio do curso;
2. Identificar as expectativas do grupo em relação ao curso;
3. Descrever a finalidade, o método de ensino e a forma de avaliação do curso;
4. Descrever os aspectos de agenda e logística do curso.
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
DINÂMICA PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS PARTICIPANTES, INSTRUTORES E
PESSOAL DE APOIO
IDENTIFICAÇÃO DAS EXPECTATIVAS DO GRUPO
FINALIDADE DO CURSO
Proporcionar aos participantes do Curso de Busca e Resgate Terrestre, os
conhecimentos necessários para desencadear uma Operação de Busca e Resgate
Terrestre (OBRT) e assim localizar, acessar, estabilizar e transportar vítima perdida
e/ou lesionada em ambiente terrestre rural. 
OBJETIVO DE DESEMPENHO DO CURSO 
Ao final do curso, os participantes distribuídos em equipes,
e aplicando os conhecimentos padronizados apreendidos
durante a capacitação, serão capazes de:
Desempenhar corretamente todas as fases de uma ocorrência de busca e
resgate terrestre, com base nas informações repassadas durante o acionamento
da equipe, progredindo em terreno rural utilizando carta topográfica, bússola e
GPS e/ou outras tecnologias, objetivando localizar, acessar, resgatar e
transportar uma ou mais pessoas que se encontrarão perdidas e/ou lesionadas,
em local de difícil acesso. 
MÉTODO DE ENSINO DO CURSO
Conforme técnicas de Ensino vigentes na Corporação, será utilizado o método de
ensino interativo valorizando a participação, a troca de experiências e o alcance de
objetivos preestabelecidos.
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
PÚBLICO ALVO
Bombeiros Militares. 
AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES
A avaliação dos participantes será realizada através de: 
1) Avaliação de desempenho escrita (objetiva de múltipla questão) realizada ao término
das lições teóricas 1 a 3, no tempo máximo de 60 min, compondo a média final dos
participantes; 
2) Avaliações de desempenho, práticas, de caráter eliminatório (apto ou inapto), após o
término das lições 4, 5 e 6;
3) Avaliação final correspondendo aos objetivos de desempenho deste curso, também
compondo a média final dos participantes. 
Observações:
Em caso de reprovação do participante (inapto nas lições 4, e/ou 5,
e/ou 6), será possibilitado a repetição, em uma única oportunidade, da
prova em que foi reprovado. Caso seja aprovado não terá no decorrer
do curso nova oportunidade de repetir prova nas avaliações
eliminatórias. 
A execução da prova de recuperação será efetivada logo após a
conclusão da avaliação de todos os participantes. 
A constatação de tentativa ou da efetiva utilização de meios ilícitos
nas avaliações, acarretará no desligamento do curso, bem como, na
adoção das medidas disciplinares. 
CONDIÇÕES PARA APROVAÇÃO E CERTIFICAÇÃO
Será aprovado o aluno que for considerado apto nas avaliações eliminatórias e que
obtenha média mínima 7 nas avaliações de desempenho. 
Ao participante que obter média mínima 8, a certificação o habilitará a utilizar o brevê de
formação no curso e a compor equipes de busca e resgate terrestre. 
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
FREQUENCIA E PONTUALIDADE
É obrigatória a presença e a pontualidade em todas as lições do curso.
Espera-se responsabilidade e respeito mútuo de todos os participantes. 
AVALIAÇÃO DO CURSO PELOS PARTICIPANTES
Haverá duas modalidades de avaliações do curso que deverão ser preenchidas pelos
participantes. Uma deverá ser preenchida ao final de cada lição e a outra será realizada
conjuntamente no final do curso. Esclareça qualquer dúvida de preenchimento com o
coordenador ou com quaisquer dos instrutores do curso.
É muito importante para o melhoramento futuro do curso que você responda as
avaliações de forma criteriosa e atenta!
AVALIAÇÃO DO DIA
Ao final de cada jornada diária, os participantes participarão de uma dinâmica onde
apontarão os aspectos positivos e por melhorar observados durante o dia.
ASPECTOS DE ORDEM PRÁTICA
É proibido fumar tanto no ambiente de sala de aula quanto nos ambientes
externos quando do desenvolvimento das aulas. Somente poderá ser
permitido fumar nos horários de intervalos e em locais abertos e
amplamente ventilados. 
Durante as aulas é proibido o uso de telefones celulares e similares, exceto
se autorizado pela equipe de instrução.
 
PREGO
Servirá para anotar perguntas conflitivas ou dúvidas levantadas pelos participantes, as
quais deverão ser esclarecidas tão logo seja possível. 
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 4
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
AGENDA DO CURSO
CURSO DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
3ºBBM
04/07/2016 A 15/07/2016
Segunda-feira (04/07/2016) 
07h45min - Abertura do curso
08h00min - Introdução e apresentação do curso 
10h00min - Pausa
10h20min - Lição 1 – Conceito e eventos que provocam OBRT; comportamento do
perdido
12h20min - Pausa para almoço
14h00min - Lição 1 – Conceito e eventos que provocam OBRT; comportamento do
perdido 
16h00min - Pausa
16h20min - Lição 2 – Fundamentos da Equipe de Busca e Resgate Terrestre 
18h20min - Avaliação do dia
Terça-feira (05/07/2016)
08h00min - Lição 2 – Fundamentos da Equipe de Busca e Resgate Terrestre 
10h00min - Pausa
10h20min - Lição 3 – Recursos materiais 
12h20min - Pausa para almoço
14h00min - Lição 3 – Recursos materiais 
16h00min - Pausa
16h20min - Lição 4 – Noções de cartografia e sistema de coordenadas 
18h20min - Avaliação do dia
Quarta-feira (06/07/2016) 
08h00min - Lição 4 – Noções de cartografia e sistema de coordenadas 
10h00min - Pausa 
10h20min - Lição 4 – Noções de cartografia e sistema de coordenadas 
12h20min - Pausa para almoço
14h00min - Avaliação de desempenho (lições 1 a 3)
15h00min - Lição 5 – Bússola, orientação e navegação 
16h00min - Pausa
16h20min - Lição 5 – Bússola, orientação e navegação
18h20min - Avaliação do dia
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 5
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Quinta-feira (07/07/2016) 
08h00min - Avaliação eliminatória nº 1 (coordenadas UTM em carta topográfica)
09h00min - Lição 5 – Bússola, orientação e navegação 
10h00min - Pausa 
10h20min - Lição 5 – Bússola, orientação e navegação 
12h20min - Pausa para almoço
14h00min - Lição 5 – Bússola, orientação e navegação 
16h00min - Pausa 
16h20min - Lição 6 – Sistema de posicionamento global 
18h20min - Avaliação do dia 
Sexta-feira (08/07/2016) 
07h00min - Lição 6 – Sistema de posicionamento global 
09h00min - Pausa 
09h20min - Lição 6 – Sistema de posicionamento global 
11h20min - Avaliação eliminatória nº 2 (navegação com bússola) 
12h20min - Pausa para almoço
14h00min - Avaliação eliminatória nº 3 (navegação com GPS) 
15h00min - Lição 7 – Novas tecnologias para localização e busca 
16h00min - Lição 7 – Pausa
16h20min - Lição 7 – Novas tecnologias para localização e busca 
18h20min - Avaliação do dia
Segunda-feira (11/07/2016) 
08h00min - Lição 7 – Novas tecnologias para localização e busca 
10h00min - Pausa
10h20min - Lição 7 – Novas tecnologias para localização e busca 
12h20min - Pausa para almoço
14h00min - Lição 8 – Fases e etapas de uma OBRT 
16h00min - Pausa
16h20min - Lição 8 – Fases e etapas de uma OBRT 
18h20min - Avaliação do dia
Terça-feira (12/07/2016) 
08h00min - Lição 9 – Noções da utilização de aeronaves 
10h00min - Pausa 
10h20min - Lição 9 – Noções da utilização de aeronaves 
12h20min - Pausa paraalmoço
14h00min - Lição 10 - OBRT com a utilização de cães 
16h00min - Pausa
16h20min - Lição 10 - OBRT com a utilização de cães 
18h20min - Pausa para jantar
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 6
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Quarta-feira (13/07/2016) 
08h00min - Exercícios de navegação
12h00min - Intervalo
14h00min – reinício dos exercícios de navegação 
18h00min - Encerramento exercícios de navegação 
18h00min - Avaliação do dia
Quinta-feira (14/07/2016) 
07h00min - Exercícios práticos - busca primária (início)
12h00min - Exercícios práticos - busca primária (término) 
12h00min - Pausa para almoço
14h00min - Exercícios práticos - busca avançada (início) 
24h00min - Exercícios práticos - busca avançada (término)
24h00min - Avaliação do dia
Sexta-feira (15/07/2016) 
07h00min - Avaliação final – busca avançada (início) 
16h00min - Avaliação final - busca avançada (término). 
16h00min - Avaliação do curso 
18h00min - Encerramento do curso
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 7
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
AVALIAÇÃO DO CURSO PELOS PARTICIPANTES
Local: _________________________________ Data: _____________________
Curso de Busca e Resgate Terrestre
Utilizando o formulário abaixo, preencha os espaços com sua impressão sobre o curso
realizado. Inicialmente preencha os aspectos relativos ao conteúdo da lição e, em
seguida, avalie o instrutor da matéria. Utilize valores desde 10 (excelente) a 1 (péssimo).
LIÇÕES
Nota
BREVE COMENTÁRIOConteúdo Instrutor
Introdução e apresentação do curso
Conceito, eventos que provocam uma OBRT e
comportamento do perdido
Fundamentos da equipe de busca e resgate terrestre
Recursos Materiais
Noções de cartografia e sistema de coordenadas
Bússola, orientação e navegação. Controle de
distâncias
Sistema de posicionamento global (GPS)
Novas tecnologias para localização e busca
Fases e etapas de uma ocorrência de busca e resgate
terrestre
Noções da utilização de aeronaves em busca
Operações busca e resgate terrestre com a utilização
de cães 
Exercícios de navegação
Exercícios práticos finais
Avaliação final
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 8
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Na sua opinião, qual o melhor momento do curso?
Na sua opinião, qual aspecto do curso deveria ser alterado?
Avaliação do curso como um todo
Agora pedimos que você avalie o curso como um todo. 
Utilize novamente a mesma escala de valores. 
ASSUNTO NOTA BREVE COMENTÁRIO
1. Qualidade das instalações
2. Meios auxiliares e equipamentos
3. Instrutores como equipe
4. Alcance dos objetivos do curso
Utilize o espaço a seguir para sugestões e comentários adicionais sobre os pontos
fortes e os pontos fracos do curso (utilize o verso se o espaço for insuficiente):
CBRT- 2016-1 MP - Introdução 9
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR 
Lista de checagem – Avaliação de busca avançada
Equipe: Hora saída: Hora chegada: Sim = 10 pontos; Parcial = 5; Não = 0. 
ITEM SIM PARCIAL (1) NÃO OBSERVAÇÃO PONTOS
1 – Realizaram o complemento da coleta de informações?
2 – Determinaram corretamente a área de busca?
3 – Delimitaram corretamente os setores da área de busca?
4 – Avaliaram a necessidade de acionamento de recursos adicionais?
5 – Definiram o tipo de busca a ser realizada?
6 – Registraram corretamente em carta topográfica as coordenadas recebidas?
7 – Realizaram a checagem dos materiais a serem utilizados na busca?
8 – Utilizaram durante a busca os EPIs?
9 – Mantiveram dentro do setor estabelecido para a busca?
10 – Utilizaram a bússola adequadamente?
11 – Utilizaram o GPS adequadamente?
12 – Utilizaram corretamente a comunicação-rádio?
13 – Verbalizaram e sonorizaram adequadamente durante a busca?
14 – A equipe não se dispersou durante as buscas, se mantendo sempre no campo 
de visão um do outro?
15 – Demonstraram atenção durante a busca (observação/coleta de indícios 
verdadeiros ou descartáveis, observação de todo o ambiente em seu campo de 
visão (laterais, frente, ré, acima, abaixo)? 
16 – Registraram as distâncias percorridas?
(1) 02 ou mais observações de parcialidade equivalerão a “Não”; SOMA PONTOS
Componentes da equipe: NOTA
Avaliador: 
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 1
CONCEITO DE OCORRÊNCIA/OPERAÇÃO DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
EVENTOS QUE PROVOCAM UMA OBRT
COMPORTAMENTO DO PERDIDO
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Conceituar Operação de Busca e Resgate Terrestre;
2. Identificar os principais eventos/situações que provocam o estabelecimento de uma
operação de busca e resgate terrestre;
3. Identificar os comportamentos mais comuns das pessoas perdidas.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 1 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
1) CONCEITO DE OPERAÇÃO/OCORRÊNCIA DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE 
(OBRT)
Operações/ocorrências de busca e resgate terrestre são os procedimentos
adotados por equipe especializada, com o objetivo de localizar, acessar, estabilizar e
transportar pessoa perdida ou desaparecida em ambiente terrestre com características
rurais, ou ainda pessoa que em ambiente rural e embora saiba onde se encontra não
tenha condições sair de tal local por seus próprios meios.
2) DESENCADEAMENTO DE UMA OCORRÊNCIA DE BUSCA E RESGATE
TERRESTRE
Uma ocorrência de busca e resgate terrestre será desencadeada quando:
a) se definir que há de fato pessoa(s) perdida(s) num ambiente rural
(desorientação);
b) existir informações mínimas de probabilidade de que haja pessoa(s) perdida(s)
num ambiente rural (desorientação);
c) se definir que há de fato pessoa(s) impossibilitada(s) de sair de um ambiente
rural por seus próprios meios, embora saiba(m) onde se encontram (não há
desorientação);
d) existir informações mínimas de probabilidade de que pessoa(s)
desaparecida(s) possam encontrar-se num ambiente rural.
Assim, é necessário definir pessoa perdida e pessoa desaparecida.
PESSOA PERDIDA:
Uma pessoa é considerada perdida a partir do momento em que, por descuido,
desconhecimento ou um acidente diverso, perde a noção de localização, não sendo
capaz de sozinha realizar as manobras que possibilitem seu retorno ao local de origem.
Portanto, no caso de pessoa perdida teremos sempre uma situação de desorientação.
Pode não se restringir a uma única pessoa, mas ocorrer coletivamente, em grupo.
Assim, uma ocorrência de busca e resgate terrestre envolvendo pessoa
perdida é aquela em que se tem informações confirmadas ou aproximadas:
- Sobre as circunstâncias que levaram a pessoa a se perder;
- Sobre o local ou a área em que em pessoa encontra-se perdida.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 1 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Exemplo 1: 
Casal que subiu o Morro do Cambirela e que não retornou dentro do tempo
esperado (informações de probabilidade).
Exemplo 2: 
Casal que subiu o Morro do Cambirela e que não mais encontrou o caminho para
a descida, havendo, contudo, informado por celular a situação em que se encontra
(confirmação do acontecimento). 
PESSOA DESAPARECIDA:
Uma pessoa é considerada desaparecida quando não se tem informações sobre
o seu paradeiro ou então se tais informações são ainda muito superficiais.
Esse tipo situação muitas vezes necessita ser investigada, inclusive pelos órgãos
policiais, antes que se procedam as buscas, as quais somente serão realizadas quando
se levante informações mínimas que possam indicar uma intervenção em ambiente
rural.
Dessa forma, uma ocorrência de busca e resgate terrestre envolvendo
pessoa desaparecidasomente será desencadeada quando:
- Existir informações mínimas sobre as circunstâncias do desaparecimento;
- Existir informações mínimas sobre o local ou a área rural em que a pessoa
possa encontrar-se.
Exemplo 1 (indicando o desencadeamento de busca terrestre): 
Pessoa que sumiu após deixar o trabalho, conduzindo seu veículo Gol azul
escuro e que desde então não mais foi vista e nem manteve contato. Veículo não foi
mais localizado. Investigação da Polícia Civil levantou informações de que uma terceira
pessoa teria sido vista entrando num veículo Gol de características semelhantes. Mais
tarde, mas já a noite, um veículo com as mesmas características teria sido avistado por
testemunha, saindo de um acesso que leva para uma grande área de reflorestamento
nas proximidades da cidade em que ocorreu o desaparecimento. Segundo a
testemunha, o local só é acessado pelas pessoas que trabalham naquela área e que no
veículo Gol não faz parte dos veículos que transitam rotineiramente por aquele local. 
 Nesse caso é viável desencadear busca terrestre na área em que há suspeita
levantada. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 1 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Exemplo 2 (indicando o não desencadeamento de busca terrestre): 
Adolescente feminina que sumiu de sua residência, não sendo encontrada em
local algum. Não manteve mais contato com a família. O celular também desapareceu,
mas não foi mais utilizado. Há informações de que pessoa com características
semelhantes teria sido vista pedindo carona numa rodovia federal em município vizinho. 
 Nesse caso não há motivação para se iniciar busca terrestre, pois simplesmente
não há onde se procurar. Trata-se, portanto, de trabalho da alçada policial. 
Exemplo 3 (indicando o desencadeamento de busca terrestre): 
Masculino maior residente em área rural sumiu de sua residência. Familiares não
viram o momento exato de sua saída da residência. Já o procuraram nos arredores. Não
foi visto na comunidade mais próxima onde costumava ir com frequência e nem em
qualquer outro local. 
Embora as informações disponíveis sejam superficiais, há indicação para iniciar
busca terrestre nas proximidades de seu local de moradia, bem como, nas adjacências
da estrada que leva até a comunidade que costumava ir. 
3) EVENTOS QUE PROVOCAM UMA OBRT
SITUAÇÕES MAIS COMUNS QUE RESULTAM EM PESSOAS
PERDIDAS/DESAPARECIDAS
 Ecoturismo e passeios em matas
 Esportes (trilhas ou trekking, pescarias, canoagem, raftings, rapel, caçadas,
etc)
 Acidentes com aeronaves ou equipamentos similares
 Doentes mentais/depressivos/adolescentes
 Vítimas de crime
 Trabalho em área rural
4) COMPORTAMENTO DO PERDIDO/DESAPARECIDO
O comportamento dos perdidos em linhas gerais dependerá das seguintes
condições:
✔ Das situações descritas nos itens 2 e 3;
✔ Do grau de conhecimento do terreno e da experiência das pessoas envolvidas;
✔ Da quantidade de pessoas envolvidas;
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 1 4
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
✔ Da Idade, sexo e resistência física;
✔ Do estado de saúde ;
✔ Do tempo em que está perdido;
✔ Das condições psicológicas;
✔ Da disponibilidade de abrigo, roupas e alimentação;
✔ Das condições meteorológicas;
✔ Da “disposição” em ser encontrado ou não.
Assim, são possíveis e esperadas as seguintes condições:
a) Pessoas sem experiência:
São representadas geralmente por ecoturistas e pessoas sem qualquer
preparação específica em transito na mata. 
✔ Em geral possuem pouca ou nenhuma experiência e não saberão como agir
corretamente;
✔ Não conhecem a região;
✔ Não carregam alimentos suficientes;
✔ Não estão vestidos adequadamente;
✔ Poderão não possuir ou não saber encontrar abrigo adequado;
✔ Em geral não possuem preparo e resistência física;
✔ Manifestação de descontrole emocional e desmotivação prematura;
✔ Tendência a desentendimentos, chegando até mesmo a uma divisão, se em
grupo;
✔ Em geral estarão em trilhas principais ou em áreas adjacentes; 
✔ Eventualmente podem portar equipamentos de orientação (GPS, bússola) e até
mesmo cartas, porém poderão não saber como usá-los corretamente.
b) Pessoas com experiência:
✔ Em geral saberão como agir corretamente;
✔ Podem conhecer a região ou não. Se conhecem a região, a possibilidade de ter
ocorrido um acidente será muito grande. Se não conhecem a região, ainda assim, é
muito provável que tenha ocorrido um acidente; 
✔ Em geral carregam alimentos suficientes;
✔ Estão vestidos adequadamente;
✔ Em geral possuem bom preparo e resistência física;
✔ Mantém o controle emocional e a motivação por mais tempo;
✔ Se em grupo, a tendência é não ocorrer desentendimentos, podendo haver uma
divisão do grupo, a fim de buscar socorro;
✔ Procuram caminho de volta por trilhas seguras;
✔ Procuram deixar marcas e sinais e poderão margear cursos d`água;
✔ Possuirão ou saberão encontrar abrigo adequado;
✔ Acenderão fogueiras à noite.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 1 5
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
c) Quantidade de pessoas envolvidas:
✔ As chances de sobrevivência e de ser encontrado serão maiores se os perdidos
encontram-se em grupo.
d) Homens:
✔ Em geral suportam caminhadas mais longas;
✔ Costumam percorrer as trilhas principais até o fim, passando a seguir para outra
trilha principal ou secundária;
✔ Procurará água e outros alimentos naturais e tentará se abrigar das intempéries.
e) Mulheres e crianças:
✔ O medo e o desespero podem levar a um prematuro desgaste físico e
psicológico;
✔ Costumam percorrer somente as trilhas principais e desistem antes do fim;
✔ Podem simplesmente andar, não buscando ou adotando medidas ativas de
preservação e de facilitação às equipes de busca, ou então procuram lugares em que
se sintam seguras e aguardam a chegada de socorro;
✔ Em geral não possuem preparo para tais tipos de situação. 
f) Idade e estado de saúde:
✔ Crianças e idosos possuem por suas características (físicas e fisiológicas) menores
chances de sobrevivência. O mesmo ocorre com pessoas feridas ou doentes. 
✔ O estresse contribui diretamente para a redução da imunidade. Lesões decorrentes
do contato com o meio podem facilitar o surgimento de infecções e doenças
oportunistas. 
g) Do tempo em que se está perdido:
✔ As chances de sobrevivência diminuem à medida que o tempo em que se está
perdido aumenta, especialmente se está ferido ou doente.
h) Condições Meteorológicas:
✔ As possibilidades de sobrevivência também dependerão das condições
meteorológicas. Tempo muito quente e ensolarado poderá representar desidratação e
insolação. Por sua vez, tempo muito frio, poderá causar hipotermia, congelamento e
necrose de extremidades. 
i) Da “disposição” em não ser encontrado:
✔ Situação geralmente representada por foragidos, doentes mentais, pessoas
depressivas e adolescentes. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 1 6
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Foragidos:
✔ Situação em que as equipes de busca e resgate poderão excepcionalmente vir a
atuar, em geral somente em apoio ou em acompanhamento às forças policiais. 
Doentes mentais:
✔ Normalmente agem de forma ilógica, ora como criança, ora como foragido, ora
como animal;
✔ Em geral possuem bom preparo e boa resistência física;
✔ Desaparecem sozinhos;
✔ Estarão vestidos inadequadamente, sem alimentos e sem abrigo;
✔ Poderão tanto fugir como atacar a equipe de busca e resgate;
j) Paraquedistas, pilotos de asa delta, paragliders, e similares:
✔ Em geral o aparelho é avistado primeiro, sendo que os ocupantes, se feridos,
tendem a estar junto ao mesmo ou nas proximidades; 
✔ Normalmente se enquadram na situação de “pessoa com experiência”;
✔ Alta probabilidade de estar ferido;
✔ Poderão estar “pendurados” em árvores ou em rochas;
✔ Maior possibilidade deestar em local de acesso muito difícil.
k) Aeronaves:
✔ Da mesma forma anterior, normalmente o aparelho é avistado primeiro, sendo
que os ocupantes, se feridos, tendem a estar junto ao mesmo ou nas proximidades,
contudo, conforme a natureza do acidente as vítimas poderão estar espalhadas por
muitos quilômetros; 
✔ Implica em busca em grandes áreas;
✔ Maiores possibilidades de estar em local de acesso muito difícil, como topo de
montanhas.
✔ Poderá variar de poucas vítimas a centenas, com altíssima probabilidade de
haver mortos e feridos;
✔ Grande repercussão e consequente possibilidade de novas pessoas se perderem
ou se acidentarem (curiosos, “voluntários”, familiares, imprensa, etc)
 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 1 7
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 2
FUNDAMENTOS DA EQUIPE DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Identificar os objetivos da formação de equipes de busca e resgate terrestre;
2. Enumerar os componentes de uma equipe de busca e resgate terrestre;
3. Identificar os conhecimentos prévios e as habilidades dos componentes de uma
equipe de busca e resgate terrestre;
4. Identificar as atribuições de cada componente de uma equipe de busca e resgate
terrestre;
5. Citar as responsabilidades dos componentes de uma equipe de busca e resgate
terrestre.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 2 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
FUNDAMENTOS DA EQUIPE DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
1) OBJETIVOS DA FORMAÇÃO DE EQUIPES DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
A formação de equipes específicas para a atuação em ocorrências de busca e
resgate terrestre, se justifica pelos seguintes motivos e possui os seguintes objetivos:
✔ As ocorrências de tal natureza não são ocorrências rotineiras de forma que
possibilite que o efetivo mantenha-se “treinado” e se aprimore por “experiência”,
ou seja, pela simples repetição dos atendimentos, como ocorre, por exemplo, na
maioria das ocorrências de atendimento pré-hospitalar. Contudo, o fato de ser um
tipo de ocorrência que não ocorre todo dia, não exime o Corpo de Bombeiros de
manter pessoal preparado e capacitado para o atendimento. 
✔ As características de uma operação de busca e resgate terrestre demandam a
existência de um grupo especifico, preparado e capacitado no assunto, cujos
componentes estejam previamente definidos e que saibam atuar em conjunto.
Não se trata do tipo de ocorrência em que, recebido o aviso, possa se arrebanhar
alguns bombeiros escolhidos ao acaso ou por conveniência e despachá-los para
o atendimento. 
✔ A existência de uma equipe específica ameniza os problemas de organização e
os conflitos de comando (pluralidade) e de competências (quem irá fazer o que),
bastante comuns em ocorrências não rotineiras, visto a preparação prévia
específica e o treinamento que a equipe disporá. 
✔ Em operações de maior envergadura ou duração, a atuação por equipes
específicas facilita e otimiza o trabalho em conjunto com outras equipes também
específicas, de outras unidades do próprio Corpo de Bombeiros Militar ou de
outros órgãos, em razão da formação afim e do treinamento idêntico ou similar. O
mesmo se aplica aos casos em que sejam necessárias eventuais substituições de
equipes ou de integrante de equipe durante uma operação de busca e resgate
terrestre. 
✔ Manter-se-á sempre o estado de preparação, inclusive de equipamentos e
materiais, visto que haverá uma definição de quem são os principais responsáveis
pelo atendimento de tais ocorrências. 
A adoção de uma ou mais equipes de busca e resgate terrestre formalmente
capacitadas numa unidade, não significa que os demais bombeiros devam ser ignorados
quanto aos conhecimentos, treinamentos e aperfeiçoamentos necessários para as
ocorrências do tipo. Na verdade espera-se que a própria equipe seja a disseminadora do
conhecimento a seus demais colegas. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 2 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
 
2) COMPOSIÇÃO DE UMA EQUIPE DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
Uma equipe de busca e resgate terrestre será formada por 4 membros, com a
seguinte composição, cujas qualificações prévias e atribuições serão apresentadas
posteriormente:
✔ Navegador;
✔ Resgatista 1 (R-1);
✔ Resgatista 2 (R-2);
✔ Logística. 
A função de comando da equipe recairá sobre o componente mais graduado ou
mais antigo.
Ocorrências de maior vulto ou com mais de uma equipe de busca atuando
simultaneamente, demandarão a atuação de um comandante de operação específico,
preferencialmente um Oficial, o qual, evidentemente, deverá estar qualificado e
capacitado para a função. 
Como ferramenta de apoio, a equipe poderá contar com o serviço de busca com
cães, não sendo porém essa uma atribuição propriamente da equipe de busca. O
cinotécnico não é um componente da equipe de busca e resgate terrestre, mas sim, um
complemento. 
 
3) CONHECIMENTOS GERAIS DOS COMPONENTES DE UMA EQUIPE DE BUSCA E
RESGATE TERRESTRE
Para que uma equipe esteja efetivamente bem capacitada para o atendimento de
ocorrências de busca e resgate terrestre, necessário é que seus componentes
conheçam dos seguintes assuntos:
✔ SCO (em especial em operações de maior envergadura).
✔ Relevo;
✔ Vegetação;
✔ Cartografia;
✔ Orientação;
✔ Navegação; 
✔ Vestígios, sinais e indícios.
✔ Ações em ambientes elevados (em desnível);
✔ Transposição, deslocamento e resgates em ambientes secos de difícil acesso;
✔ Transposição, deslocamento e resgates em ambientes aquáticos.
✔ Atendimento pré-hospitalar;
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 2 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
✔ Manipulação e transporte de vítimas;
✔ Animais peçonhentos. 
✔ Recursos materiais específicos; 
✔ Gerenciamento de recursos materiais;
✔ Radiocomunicação.
✔ Sobrevivência em meio rural;
✔ Utilização de meios de fortuna;
✔ Noções da ação de aeronaves em operações de busca e resgate terrestre;
✔ Noções da ação de cães em operações de busca e resgate terrestre.
 Após a conclusão do curso cada componente adotará uma função específica na
equipe. Entretanto todos devem desempenhar as funções realizadas pelos demais
membros da equipe, até mesmo por que poderá assumir ou agregar uma outra função. 
4) ATRIBUIÇÕES DE UMA EQUIPE DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
A seguir serão apresentadas as principais atribuições de cada membro da equipe.
a) Comandante da equipe:
Função absorvida pelo bombeiro mais graduado ou mais antigo da equipe, sendo
responsável pelas as ações de comando, devendo entre outras atribuições:
 
✔ Liderar a equipe;
✔ Manter a equipe e seus materiais e equipamentos em sempre em condições de
ser rapidamente reunida e deslocada para o teatro da operação;
✔ Estabelecer o comando (com todas as providências inerentes);
✔ Centralizar a coleta e o processamento das informações acerca da ocorrência,
preenchendo o formulário de busca;
✔ Elaborar o plano de busca;
✔ Coordenar as ações específicas para a localização, o acesso, a estabilização e o
transporte da vítima;
✔ Registrar as zonas delimitadas cuja busca já tenha sido efetuada; 
✔ Decidir, conjuntamente com o comandante da operação caso não seja o próprio,
ou com o comando da OBM da área, sobre a suspensão da operação.
✔ Manter ligação com o comando das aeronaves que também estejam atuando na
operação;
✔ Manter ligação com o comando da equipe de busca canina que também esteja
atuando na operação, caso a equipe não disponha de apoio canino próprio;
✔ Decidir, ouvido a sua equipe, pela necessidade de solicitar recursos adicionais. 
✔ Será o responsável geral pela segurança da equipe;
✔ Coordenar as ações de desmobilização;
✔ Efetuar o encerramento da ocorrência/operação;
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 2 4Curso de Busca e Resgate Terrestre
b) Navegador:
Será o membro da equipe diretamente responsável pelas ações e providências
relacionadas com a navegação e a busca, sendo dentre elas:
✔ Operar os equipamentos de orientação e navegação (bússola, GPS, etc);
✔ Definir e acompanhar o trajeto da equipe pelo terreno;
✔ Analisar, interpretar e registrar vestígios e sinais;
✔ Manter sempre em condições de uso os equipamentos e materiais inerentes à
sua função, bem como transportá-los; 
✔ Este membro da equipe, portanto, agrega as funções de homem-bússola e de
homem-carta.
c) Resgatistas 1 e 2: 
✔ Serão os membros da equipe diretamente responsáveis pelas ações e
providências relacionadas com o resgate propriamente dito, ou seja, do acesso da
equipe até a vítima, do atendimento pré-hospitalar e da retirada da mesma até
local seguro e de fácil acesso;
✔ Serão responsáveis também pelos deslocamentos da equipe nos locais de difícil
acesso ou em meios aquáticos;
✔ Manterão sempre em condições de uso os equipamentos e materiais inerentes às
suas funções, bem como transportá-los;
✔ Exercerão as funções de homem-ponto e homem-passo.
d) Logística:
✔ Será o responsável pela comunicação da equipe e com a equipe.
✔ Será o responsável pelo suprimento de alimentação e de água para a equipe.
✔ Será o responsável por manter sempre em condições de uso os suprimentos,
equipamentos e materiais de uso coletivo e não específicos aos demais
membros, como por exemplo, a viatura e os meios de acampamento.
✔ Será, acima de tudo, o responsável pela coordenação de todos os meios e
recursos materiais da equipe. Prepará-los, separá-los, acondicioná-los e
providenciar o transporte dos suprimentos e equipamentos, através de lista de
controle e checagem, em plena cooperação com os demais membros. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 2 5
A lista de controle e checagem é fundamental, a fim de evitar
o esquecimento de algum item, bem como, de conferi-los na
desmobilização.
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
5) RESPONSABILIDADES DOS COMPONENTES DE UMA EQUIPE DE BUSCA E
RESGATE TERRESTRE
Além das já definidas no item das atribuições, são responsabilidades dos
componentes de uma equipe de busca e resgate terrestre:
✔ Conhecer e utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva;
✔ Conhecer e empregar as medidas de segurança individual e coletiva (inclusive as
relativas a prevenção a incêndio florestal);
✔ Estar devidamente condicionado fisicamente;
✔ Realizar periodicamente treinamentos e simulados;
✔ Buscar o aprimoramento técnico;
✔ Manter-se sempre em condições de ser encontrado, a fim da realização da fase de
acionamento da equipe;
✔ Deslocar-se imediatamente ao quartel quando acionado.
 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 2 6
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 3 
 RECURSOS MATERIAIS
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Conhecer os recursos materiais disponíveis às equipes de busca e resgate terrestre;
2. Relacionar os recursos materiais mínimos para uma operação de busca e resgate
terrestre. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 3 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
RECURSOS MATERIAIS UTILIZADOS EM OPERAÇÕES DE 
BUSCA E RESGATE TERRESTRE
Diversos suprimentos, materiais e equipamentos serão necessários para o
desenvolvimento de uma operação por uma equipe de busca e resgate terrestre, sendo
que nesta lição relacionamos alguns dos mais comuns e importantes.
Facão
Ferramenta de corte
imprescindível para Operações de Busca
e Resgate Terrestre. O Ideal é a
utilização de um facão que tenha um
tamanho que possibilite a realização de
cortes necessários, mas que não se
torne um empecilho no seu transporte
pela Equipe de Busca e Resgate.
Faca
Ferramenta muito utilizada para
pequenos cortes, sempre deve estar a
mão do Bombeiro para seu pronto
emprego.
Lanterna
Equipamento de iluminação muito
necessário para os trabalhos de Busca e
Resgate Terrestre. O ideal é portar
lanternas a prova d’água e que possuam
um bom foco de iluminação. Sempre
lembrar de portar pilhas reservas. A
equipe deve dispor de pelo menos uma
lanterna de grande alcance.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 3 2
http://shopping.terra.com.br/zion/product.asp?dept%5Fid=1003&pf%5Fid=wz%5Fkitlat&tpceid=JVPHFBMLV1MM9KP3FHVD4FVM6MFQ3QM2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Barraca
Destinada a proteção do durante
o descanso, devendo ser a mais prática
possível, de maneira a proporcionar o
espaço necessário para a proteção
completa do Bombeiro e, ao mesmo
tempo, ocupar o mínimo espaço para
seu transporte. 
Para este tipo de operação a
barraca mais recomendada é a do tipo
iglu. 
Saco de Dormir
Para Operações mais
prolongadas, este tipo de equipamento
se faz necessário, pois a proteção
térmica é importante para o Bombeiro
durante as Operações.
Entretanto cabe salientar que este
tipo de material, quando utilizado,
poderá ocupar um espaço considerável
no seu transporte até a base. 
Comunicação (rádio ou celular)
Equipamento de vital importância
para o sucesso de uma Operação de
Busca e Resgate Terrestre. Através de
sua utilização é possível informar e ser
informado do andamento das Buscas,
bem como, acionar caso necessário, os
recursos adicionais existentes a
disposição. 
A bateria deste tipo de
equipamento tem duração variável, o
que requer sempre o porte de uma
bateria extra pelo bombeiro. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 3 3
http://contaclick.webtraffic.com.br/contaclick.php?key=american_camper&posicao=56&url=http://www.mercadolivre.com.br/jm/pms?site=278887%5Eid=2021%5Eas_opt=/jm/item?site=MLB$$id=20943772
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 Curso de Busca e Resgate Terrestre
A experiência tem mostrado que as dificuldades de comunicação tem sido o fator
que mais prejudica as operações de busca e resgate terrestre, de forma que defende-se
a utilização de repetidoras móveis e mais ainda comunicação por meio de telefone via
satélite. 
Botas 
Este equipamento deve ser o
mais confortável e resistente possível.
Para o tipo de Operação a ser
desempenhada as botas mais indicadas
são aquelas utilizadas em montanhismo
ou atividades similares. 
Na falta de uma bota adequada,
é importante a utilização de perneiras,
tanto para a proteção contra ofídios
quanto para a proteção contra lesões.
Luvas
Destinam-se tanto as operações
de resgate propriamente ditas, quanto
à proteção das mãos durante os
deslocamentos (lembrar que
determinados tipos de vegetação
podem causar perfurações e cortes
profundos nas mãos). 
Capacetes
Destina-se a proteção da cabeça
contra quedas de nível ou choques da
cabeça contra obstáculos ou destes
com a cabeça. Deve ser um capacete
leve, podendo ser o mesmo que se
utiliza em resgates em altura. 
Óculos de proteção
Destina-se a proteção dos olhos,
principalmente, nos deslocamentos em
áreas de mata fechada, com risco de
lesão provocada por choques com
galhos, espinhos ou folhas nos olhos.
Deve ser leve e anatômico. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 3 4
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Cantil
Para o transporte individual de
água potável. A água pode também ser
transportada em bolsas inseridas em
mochilas específicas conhecidos como
“camel back”. 
Mochila
Deverá ser resistente, leve,
impermeável e que comporte boa
quantidade de materiais sem ser
excessivamente grande de forma que
acabe se tornando muito pesada. O
ideal para operações de busca e resgate
terrestre são mochilas de pelo menos 50
litros de capacidade.
Bússola
A bússola é um instrumentodestinado à medida de ângulos
horizontais tendo como referencial o
norte magnético (Azimute). Baseia-se no
magnetismo natural do planeta,
possuindo uma agulha imantada que
tem a propriedade de possuir sempre
uma de suas extremidades apontando
para o norte magnético da terra.
GPS 
Moderno equipamento que vem conquistando um
importante espaço junto às equipes de Busca e Resgate,
pois permite uma localização exata do ponto onde se
está, ou do ponto onde se pretende acessar para a
localização das vítimas. A orientação pelo GPS
dependerá da potência do sinal recebido dos satélites.
Dependendo da memória equipamento utilizado, o
mesmo pode registrar até 300 (trezentas) coordenadas, o
que permite a montagem de uma rota pelo próprio
equipamento que garante o retorno até o ponto inicial.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 3 5
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Carta topográfica
Carta topográfica é a
representação, em escala, a partir de
fotografias aéreas do terreno sobre um
plano, localizando todos os acidentes
naturais e artificiais da superfície
terrestre de forma mensurável,
mostrando suas posições horizontais e
verticais.
Roupas
O Bombeiro sempre dever assegurar sua proteção frente às adversidades que
possa ocorrer neste tipo de operação. Roupas resistentes e confortáveis são as mais
indicadas para a utilização. 
Lembrete: “O excesso ou a Falta podem ocasionar problemas...”.
Equipamento de salvamento em altura
Este tipo de operação por suas características, principalmente, no que diz
respeito ao acesso a vítima, normalmente requer o emprego de equipamentos de
salvamento em Altura. Podemos citar como equipamentos do gênero: Cabo da vida,
cabo de 50m, cabo de 100m, aparelho oito, mosquetão, cadeiras de resgate,
ascensores, aparelhos morcegos, polias, macas de ribanceira,
etc.
Além destes materiais e equipamentos acima descritos ainda podemos citar:
✔ Capas de Chuva
✔ Sinalizadores
✔ Fósforo ou isqueiro
✔ Fogareiro
✔ Apito
✔ Megafone
✔ Material de APH
✔ Maca
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 3 6
http://www.trilhaecia.com.br/mapas/riobonito.jpg
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
✔ Colete de cor chamativa
✔ Repelente
✔ Protetor solar
✔ Binóculo de longo alcance. 
✔ Alimentação – Ração pronta individual
Veículos utilizados em operações de busca e resgate terrestre
Pela rusticidade natural que o serviço irá ser desenvolvido, os veículos
recomendados para utilização, neste tipo de operação, são os veículos do tipo “pick up”,
cabine dupla, com snorkel, tração nas 4 rodas, guincho elétrico e que garanta o acesso
da Equipe de Resgate até pontos onde veículos convencionais não acessem. 
Se possível a viatura deverá dispor ainda de reservatório de água potável,
gerador de energia elétrica, fogões de campanha, camas de campanha. 
De importância vital é a utilização de uma lista de checagem de materiais,
equipamentos e suprimentos (modelo anexo), quando do atendimento de ocorrência de
busca e resgate terrestre, a fim de evitar esquecer materiais necessários, bem como,
conferi-los quando da desmobilização da ocorrência. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 3 7
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA
COORDENADORIA DE BUSCA TERRESTRE
LISTA DE CHECAGEM DE MATERIAIS PARA BUSCA E RESGATE TERRESTRE
DESTINAÇÃO (1)
(1) Descrever para qual atividade o material está sendo retirado/solicitado.
RETIRADA RETORNO
DEVOLUÇÃO Observação
Material Qtd Data Qtd Data
Capacete
Óculos
Luva (par)
Bota de cano longo
Perneiras
Capa de chuva
Protetor solar
Repelente
Barraca
Saco de dormir
Isolante térmico
Colchonete auto-inflável
Lona
Mochila
Cantil
Camel back
Clorin
Marmiteira de campanha
Mini-fogareiro
Isqueiro
Faca
Facão
Ração fria
Bússola
GPS
Bateria/pilha reserva GPS
RETIRADA RETORNO
DEVOLUÇÃO Observação
Material Qtd Data Qtd Data
Lanterna
Bateria/pilha reserva lanterna
Rádio HT
Bateria reserva rádio
Gerador
Apito
Maca de ribanceira
Mosquetão
Oito
Cabo solteiro
Cabo salvamento 50 m
Cabo salvamento 100 m
Polia
Ascensor
Cadeirinha
Maca rígida completa
Kit 1ºs socorros
Carta topográfica
Caneta
Lápis/lapiseira
Compasso
Escalímetro
Caneta tipo retroprojetor
Sachê álcool gel
Barbante
Bloco para anotações
Formulário de entrevista
Roupa/calçado/fardamento 
reserva
Material de higiene
Papel higiênico
Toalha superabsorvente
Sinalizador
Saco estanque 
RETIRADA RETORNO
DEVOLUÇÃO Observação
Material Qtd Data Qtd Data
RESPONSÁVEL PELA RETIRADA CONFERÊNCIA DEVOLUÇÃO
Nome:
Mtcl:
Assinatura:
Nome:
Mtcl:
Assinatura:
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 4 
NOÇÕES DE CARTOGRAFIA E SISTEMAS DE COORDENADAS
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1) Efetuar leituras de distâncias numa carta topográfica utilizando escala numérica e
escala gráfica;
2) Identificar as três variações de norte utilizados no trabalho com carta topográfica; 
3) Determinar a altitude real ou aproximada de um ponto qualquer de uma carta
topográfica; 
4) Identificar visualmente numa carta topográfica pontos de maior e de menor
declividade;
5) Localizar numa carta topográfica pontos referentes às coordenadas planimétricas
previamente fornecidas;
6) Determinar as coordenadas planimétricas de pontos quaisquer de uma carta
topográfica. 
Imagem “The World (1772)” – Disponível em <http://www.flickr.com/photos/13964815@N00/page10/> Acesso em 19 Out 2011.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 1
http://www.flickr.com/photos/13964815@N00/page10/
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
NOÇÕES DE CARTOGRAFIA
INTRODUÇÃO1
O vocábulo CARTOGRAFIA se traduz, etimologicamente, como descrição de
cartas, e foi introduzido em 1839, pelo segundo Visconde de Santarém - Manoel
Francisco de Barros e Souza de Mesquita de Macedo Leitão, (1791 - 1856). 
A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos e operações científicas,
técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações diretas, ou da
análise de documentação, se voltam para a elaboração de mapas, cartas e outras
formas de expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes
físicos e socioeconômicos, bem como, a sua utilização”. (Associação Cartográfica
Internacional - 1996 )
Dentre os diversos tipos de representações cartográficas citamos os mapas e as
cartas topográficas como as mais importantes na atividade de busca terrestre, sendo
que podemos definir: 
1) MAPA: 
Mapa é a representação sobre um plano,
em escala, de parcelas da superfície terrestre ou
de toda ela, mostrando as posições horizontais
dos principais componentes naturais da
superfície abrangida e as divisões político-
administrativas. 
2) CARTA TOPOGRÁFICA:
Carta topográfica é a representação, em
escala, a partir de fotografias aéreas, ou outros
recursos, de parcelas menores de um terreno
sobre um plano, localizando em detalhes e de
forma mensurável, os acidentes naturais e
artificiais da superfície terrestre, mostrando
suas posições horizontais e verticais.
1 O texto realçado tem caráter meramente informativo.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
2.1) ESCALAS
É uma relação entre a medida de um objeto ou lugar representado no papel e a
sua medida real, sendo representada de duas formas:
2.1.1) Escala Numérica:
É a representação em forma de fração: E = d/D, onde: 
E = Escala
d = medida na carta
D = Medida no terreno
Com base nas informações disponíveis chegar-se-á a escala utilizada. 
Exemplos: 
Determinada distância na carta é de 4 cm e no terreno a mediçãodo mesmo trecho foi
de 100.000 cm: 
E = d/D 
E = 4cm/100.000cm
E = 1cm/25.000cm ou simplesmente, E = 1/25.000 ou ainda E = 1:25.000
 Determinada distância na carta é de 5 cm e no terreno a medição do mesmo trecho
foi de 5 Km: 
Antes de tudo é necessário trabalharmos com apenas uma unidade, sendo que
devemos transformar 5 km em centímetros.
DICA : Para facilitar podemos utilizar a tabela de conversão de medidas, a qual visa
transformar de maneira correta medidas de quilometro à milímetro, sendo ela:
km hm dam m dm cm mm
 
No exemplo acima se faz necessário transformar 5Km e centímetros, utilizando a
tabela teremos:
km hm dam m dm cm mm
5 0 0 0 0 0
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Portanto teremos que 5 km corresponde a 500.000 cm e podemos voltar a nossa
fórmula de escala:
 
E = d/D 
E = 5cm/500.000cm
E = 1cm/100.000cm ou simplesmente, E = 1/100.000 ou ainda E = 1:100.000
Uma escala de 1:25.000 significa que cada 1 cm na carta corresponde a 25.000
cm no terreno (ou 250m). 
Uma escala de 1:50.000 significa que 1 cm na carta corresponde a 50.000 cm no
terreno (ou 500m).
Uma escala de 1:100.000 significa que 1 cm na carta corresponde a 100.000 cm
no terreno (ou 1000m).
2.1.2) Escala Gráfica:
É a representação gráfica de várias distâncias no terreno sobre uma linha reta
graduada. Este tipo de representação possuí um segmento à direita da referencia zero,
a que se denomina de escala primária, e um outro segmento à esquerda do zero,
chamado de escala de fracionamento, subdividida em sub-múltiplos da unidade
escolhida.
Como utilizar a escala gráfica (conforme explicações em sala de aula):
1° - Toma-se na carta a distância que se pretende medir (usar preferencialmente
um compasso, ou uma régua);
2° - Transporta-se a distância medida para a escala gráfica;
3° - Lê-se o resultado.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 4
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
 
Embora não se tenha o costume de utilizar a escala gráfica, ela é muito útil, visto
que permite uma leitura mais direta (sem necessidade de muito cálculo) e sem a
necessidade de outros meios de leitura, visto que até mesmo com um barbante é
possível obtermos as distâncias que desejamos saber. O processo do barbante e escala
gráfica, também facilita a leitura de distâncias de trechos sinuosos (como rios e
estradas, por exemplo).
Outra grande vantagem da escala gráfica é que permite a utilização da carta
mesmo que ela tenha sido fotocopiada ou impressa em tamanhos maiores ou menores
que o original.
As cartas topográficas apresentam tanto a escala numérica quanto a escala
gráfica. 
Vale salientar que quanto menor for o número denominador da fração maior será
a escala, assim uma escala de 1:25.000 é maior que uma escala de 1:100.000.
Quanto maior for a escala mais detalhes serão apresentados na carta topográfica,
porém menor será a área abrangida pela carta. 
As aplicações das cartas topográficas variam de acordo com sua escala.
As cartas topográficas utilizadas por equipes de busca e resgate,
preferencialmente devem ser as de 1:10000, 1:25000 e 1:50000. Quanto maior a escala
maior será a precisão, de forma que a carta topográfica de 1:10000 seria a ideal.
Contudo, tais tipos de cartas são muito difíceis de se obter, sendo que as que mais
facilmente se obtém são as de 1:100000.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 5
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
3) TIPOS DE NORTE
A definição de “norte” como referencial, nos leva, inicialmente, a recapitulação dos
pontos cardeais, pontos colaterais e pontos subcolaterais, indicados na “rosa dos
ventos”:
Imagem “Rosa dos Ventos” – Disponível em <http://www.marcospaiva.com.br/localizacao.htm> Acesso em 19 Out 2011.
Representações dos pontos cardeais com as direções dadas em inglês, será: 
N (North), S (South), E (East) e W (West.
Consideramos 3 diferentes tipos de “norte” para a utilização das cartas
topográficas, sendo eles o norte verdadeiro ou geográfico, o norte magnético e o norte
da quadrícula ou cartográfico.
 Norte verdadeiro ou geográfico: É aquele que se refere ao norte geográfico
(direção do polo norte). Do local onde estamos traçando-se uma linha imaginária
(meridiano local) até o polo norte obteremos uma direção para o norte geográfico da
terra. Numa carta topográfica é representado somente pelas linhas verticais das
bordas. 
 Norte magnético: É aquele que é indicado pela força do campo magnético terrestre.
O norte magnético é aquele que é apontado por uma bússola, não coincidindo com o
norte geográfico, apontando para o polo magnético da terra. 
 Norte da quadrícula ou cartográfico: É aquele que se refere ao norte cartográfico,
sendo obtido pela direção das linhas verticais das quadrículas de uma carta
topográfica. Uma carta topográfica é dotada de diversas linhas verticais e
horizontais, cujo cruzamento forma uma quadrícula denominada de quadrícula UTM,
de grande auxílio para determinar posições, distâncias e azimutes. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 6
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Esses três tipos de norte, numa carta
topográfica estão graficamente
demonstrados através do chamado
diagrama de orientação ou do popular “pé-
de-galinha”. O norte magnético é
identificado pela sigla NM e/ou por uma
linha com seta; O norte geográfico é
identificado pela sigla NG e/ou por uma
linha com uma estrela (representa a estrela
polar); E o norte da quadrícula é identificado
pela sigla NQ e/ou uma linha simples. 
4) CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS: 
a) Informações gerais: 
Identificação alfanumérica da folha2: Para cartas de até 1:25.000 se compõem de
Letra1+letra2+Numero1+Letra3+Letra4+Numero romano+Número2+Sigla, sendo que
(exemplo): 
FOLHA SG-22-Z-D-V-4
Letra 1: Será N ou S, indicando se a carta é de região ao sul ou ao norte do Equador. 
S...
Letra 2: Indica um intervalo de 4° de latitude a norte ou a sul do Equador, a cada letra,
iniciando-se no A. 
 ..G..
Número1: Indica o fuso horário que contem a folha. 
...22...
Letra 3: Será V, X, Y ou Z, sendo as subdivisões de uma carta de 1:1.000.000 em 04
cartas de 1:500.000. A Carta V é a do canto superior esquerdo e a seqüência obedece
ao sentido horário. 
...Z...
Letra 4: Será A, B, C ou D, sendo agora as subdivisões de uma carta de 1:500.000 em
04 cartas de 1:250.000. A Carta A é a do canto superior esquerdo e a seqüência
obedece ao sentido horário. 
...D...
2 O texto realçado tem caráter meramente informativo.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 7
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Número romano: Será I, II, III, IV, V ou VI, sendo agora as subdivisões de uma carta de
1:250.000 em 06 cartas de 1:100.000. A Carta I é a do canto superior esquerdo e a
sequência obedece ao sentido horário. 
...V...
Número 2: Será 1, 2, 3 ou 4, sendo agora as subdivisões de uma carta de 1:100.000 em
04 cartas de 1:50.000. A Carta 1 é a do canto superior esquerdo e a seqüência obedece
ao sentido horário. 
...4
Sigla: Será NO, NE, SO ou SE, sendo agora as subdivisões de uma carta de 1:50.000
em 04 cartas de 1:25.000. 
Nome da folha: É a identificação nominal da carta.
Articulação da folha: Identifica as cartas adjacentes.
Localização da folha no Estado: As cartas brasileiras trazem esta
figura que identifica a localização da carta dentro do território de um
Estado da Federação. 
b) Elementos de representação: 
Os elementos de representação de uma carta topográfica podem ser divididos em
elementos de planimetria (plano) e de altimetria (altitude): 
b.1) Planimetria:
A planimetria apresentada em carta topográfica subdivide-se em representações
de elementos naturais e de elementos artificiais.Os elementos naturais são os relacionados com a hidrografia e a vegetação e os
elementos artificiais são os que decorrem da ocupação humana, como o sistema viário,
as construções e os limites políticos administrativos. 
Hidrografia: 
São os elementos que numa carta topográfica
representam a presença de água, através da cor azul. Haverá
na carta uma legenda que identificará as representações
hidrográficas nela existentes. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 8
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Vegetação: 
São os elementos que numa carta topográfica representam a presença de
cobertura vegetal natural ou cultivada, através da cor verde. Haverá na carta uma
legenda que identificará as representações de vegetação nela existentes. 
 
Divisão administrativa: 
Identifica as divisões político-
administrativas abrangidas pela carta. 
Localidades: 
São os elementos que numa carta topográfica representam
as aglomerações humanas, através de tamanhos de letras
associados à população da localidade (quanto maior a letra
maior a população), apresentados em legenda. 
Sistema viário: 
São os elementos que numa carta topográfica
representam as rodovias, estradas, caminhos,
trilhas e ferrovias, apresentadas em legenda
conforme sua importância e porte. 
Além das representações planimétricas apresentadas podem ser encontradas
outras informações como linhas de comunicação e de energia elétrica, campos de
pouso, linhas de limites territoriais, áreas especiais, etc. 
b.2) Altimetria:
São os elementos que representam as informações relacionadas ao relevo
(altitude). 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 9
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Curvas de nível: 
São linhas marrons imaginárias do terreno em que todos os pontos da referida
linha tem a mesma altitude, tendo esta como referência o nível do mar, as quais têm por
finalidade permitir que o usuário possa ter uma ideia aproximada do relevo da região
representada, da sua altitude e declividade. 
As curvas de nível indicam se o terreno é plano, ondulado, montanhoso ou se o
mesmo é íngreme ou de declive suave. 
Imagens disponíveis em <http://professoradegeografia.blogspot.com/2011/03/cartografia-linguagem-dos-mapas.html> Acesso em 19
Out 2011.
As curvas de nível impressas com traço de maior espessura e acompanhadas do
valor da altitude são denominadas de curvas de nível mestras, as quais são
representadas a cada cinco curvas. 
Equidistância das curvas de
nível:
Equidistância é o
espaçamento, ou seja, a
distância vertical (desnível) entre
as curvas de nível. Essa
equidistância varia de acordo
com a escala da carta com o
relevo e com a precisão do
levantamento. 
Imagem disponível em <http://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/curva-nivel.htm> Acesso em 19 Out 2011.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 10
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
ESCALA EQUIDISTÂNCIA
1: 25.000 10 m
1: 50.000 20 m
1: 100.000 50 m
1: 250.000 100 m
1: 1.000.000 100 m
Com base na informação da altitude existente na curva de nível mestra,
acrescendo-se ou diminuindo a equidistância em metros conforme a escala da carta
apresentada na tabela, saberemos a altitude de cada curva de nível. 
✔ Importante: Equidistância não significa a distância entre uma curva de nível e
outra, mas sim o desnível (diferença de altitude) existente entre ambas, de
forma que quanto mais próxima uma linha de curva de nível da outra numa carta,
mais íngreme ou mais inclinado será o terreno. 
Caso desejarmos obter em quantitativo numérico a inclinação (declividade) de uma
parte qualquer do terreno, basta apanharmos a diferença de altitude entre as curvas de
níveis consideradas, dividir o resultado pela distância entre as curvas de nível conforme
apresentado na carta, e por fim multiplicar o resultado por 100, sendo o resultado
expresso em percentual.3
Exemplo: 
Curva de nível 1 = 1000m
Curva de nível 2 = 950m
Distância entre ambas no ponto considerado = 800m
 I = {(1000-950)/800}x100
I = 6,25%, ou seja uma inclinação bem suave (significa que, em média, a cada 1m
[100cm] a altitude aumenta em 6,25cm). 
Também é possível calcular a inclinação em Graus, aplicando o arco da tangente
(tangente inversa) ao resultado da diferença entre as curvas de nível dividido pela
distância entre os pontos considerados. 
Utilizando os mesmos dados do exemplo anterior: 
Curva de nível 1 = 1000m
Curva de nível 2 = 950m
Distância entre ambas no ponto considerado = 800m
I = Arc tg {(1000-950)/800}
I = Arc tg (50/800)
I = Arc tg 0,625
I = 3º 34'
3 O texto realçado tem caráter meramente informativo.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 11
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Algumas cartas topográficas apresentam uma escala de declividade, o que torna
bastante fácil sua leitura não necessitando cálculos matemáticos, bastando apenas
comparar a distância entre as curvas de nível em apreciação com o grau que a mesma
mais se aproxime na escala de declividade da carta topográfica. 
5) SISTEMAS DE COORDENADAS
Os sistemas de coordenadas são utilizados para expressar a posição (o
endereço) de um ponto qualquer da superfície terrestre. 
5.1) SISTEMA DE COORDENADAS PLANIMÉTRICAS
Sistema de coordenadas que se utiliza de distancias em metros, podendo se
estabelecer através dela a localização de um ponto qualquer da superfície terrestre com
até 1 metro de precisão. É chamada também de coordenadas UTM (Universal
Transversa de Mercator). 
Em UTM a terra é dividida em 60 fusos, onde cada um se estende por 6º de
longitude. Os fusos são numerados de 1 (um) a 60 (sessenta) começando no fuso 180º
W e continuando para Leste até 174º E.4 
O quadriculado UTM está associado ao sistema de coordenadas plano-
retangulares; 
Latitudes Limites: 80º Norte e Sul. 
Imagem (Dana 1995) Peter H. Dana, disponível em <http://www.personal.psu.edu/agb143/Geo482/Project
%201/Project_1_Final_Report.html> Acesso em 19 Out 2011.
4 Texto realçado tem caráter meramente informativo.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 12
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Esse sistema é mais adequado às operações de busca e resgate terrestre com
auxílio de carta topográfica, visto que permite uma leitura bem mais direta, sem a
necessidade de muitos cálculos ou conversões. 
Lembrando das aulas de matemática básica, como poderemos definir a
localização do ponto A da figura abaixo, sendo as unidades em metro: 
A localização do ponto A poderá ser definida como 2m no eixo horizontal X e 7m
no eixo vertical Y, ou A = (2,7).
 
A utilização das coordenadas UTM utiliza exatamente o mesmo princípio, sendo
que ao invés dos eixos X e Y utilizaremos os eixos E (leste) e N (norte). 
As coordenadas UTM são, portanto, coordenadas retangulares e para
memorização podemos utilizar o seguinte esquema: XY = EN = 67.
A memorização EN significa que deve ser lida primeiro no sentido E (leste) ou da
esquerda para a direita, e em seguida no sentido N (norte) ou de baixo para cima. Já a
memorização 67 significa que no sentido E (leste) será composta de seis dígitos válidos,
enquanto no sentido N (norte) de sete dígitos válidos. 
Na legenda das cartas topográficas haverá a informação do ponto de origem da
quilometragem, tanto no sentido norte quanto no sentido leste.5
Exemplo: Na carta topográfica “Curitibanos” (SG-22-Z-C-I) temos a informação
que a origem da quilometragem N é no Equador com o acréscimo de uma constante de
10000km e a origem da quilometragem E é 51º a W de Greenwich (que por coincidencia
encontra-se na citada carta) com o acréscimo de uma constante de 500km. Essas
informações nos permitem tambémsabermos qual a distância entre um determinado
ponto e o Equador e do ponto para a coordenada 51º W Gr. 
5 Texto realçado tem caráter meramente informativo.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 13
1 2 3
3
5
7 A
Y
X
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
5.1.1) Localizando numa carta topográfica uma coordenada planimétrica (UTM)
recebida:
Tal processo será explicado através do seguinte roteiro-exemplo: 
Recebida as coordenadas 22J ________mE e UTM _________mN, localizar o
ponto em questão em carta topográfica. 
Inicialmente há que se localizar o fuso 22 e a banda J apresentados, a fim de
delimitar a zona e escolher a carta em que se encontra o ponto a ser localizado. No
exemplo as coordenadas em questão estão na carta _________________, escala
_____________, região de _________________. 
A fim de facilitar a obtenção das coordenadas UTM, é importante primeiro
identificar (isolar) a quadrícula na qual se encontram as coordenadas buscadas ou
o ponto dado. 
Encontrando a coordenada E (leste):
1° passo – Encontrar na carta a coordenada E (leste) imediatamente menor que a
coordenada pretendida, que no caso será a coordenada ________mE.
2° passo – Obter a diferença entre ambas as coordenadas: ________ – ________ =
_____mE. Ou seja, a primeira coordenada estará a _______m a leste (direita) da linha
de coordenada ________mE pré-existente na carta. 
3° passo – Com uso de régua e por conversão com escalas ou com um escalímetro,
traçar uma linha reta a ______m da coordenada _________mE (ou um ponto para
completar a linha reta quando tivermos a coordenada N). 
Encontrando a coordenada N (Norte):
1° passo – Encontrar na carta a coordenada N (norte) imediatamente menor que a
coordenada pretendida, que no caso será a coordenada __________mN.
2° passo – Obter a diferença entre ambas as coordenadas: ________ - ________ =
______mN. Ou seja, a nossa segunda coordenada estará a ______m a norte (acima)
da linha de coordenada __________mN pré-existente na carta. 
3° passo – Com uso de régua e por conversão com escalas ou com um escalímetro,
traçar uma linha reta a ______m da coordenada _________mN. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 14
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Localizando o ponto:
O ponto procurado é aquele em que as duas retas obtidas se cruzarem, que no caso
representa a ____________________________. 
5.1.2) Determinando as coordenadas planimétricas (UTM) de um ponto qualquer de
uma carta topográfica:
Tal processo será explicado através do seguinte roteiro-exemplo, considerando
como ponto a ser determinado as coordenadas, a(o) ____________________________
constante na carta _______________, escala 1:_________, região de ______________.
Determinando a coordenada E (leste):
1° passo – Identificar na carta a coordenada E (leste) imediatamente menor que a
coordenada do ponto pretendido, que no caso será a coordenada ________mE.
2° passo – Com uso de régua e por conversão com escalas ou com um escalímetro,
medir na carta a distância em linha reta entre a coordenada _________mE e o ponto
pretendido, o que dá _______m. 
3º passo – Somar os ________m obtidos à coordenada utilizada como referência: ___m
+ ________m = _________mE. 
Determinando a coordenada N (norte):
1° passo – Identificar na carta a coordenada N (norte) imediatamente menor que a
coordenada do ponto pretendido, que no caso será a coordenada _________mN.
2° passo – Com uso de régua e por conversão com escalas ou com um escalímetro,
medir na carta a distância em linha reta entre a coordenada _________mN e o ponto
pretendido, o que dá ______m. 
3º passo – Somar os _______m obtidos à coordenada utilizada como referência: ____m
+ _________m = _________mN. 
Portanto, as coordenadas planimétricas (UTM) do __________________________
serão: 22 J ________mE e UTM _________mN. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 15
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
5.2) SISTEMA DE COORDENADAS GEOGRÁFICAS6
O globo terrestre é subdivido em diversas linhas imaginárias de forma que
possamos determinar um ponto qualquer do planeta, ainda que não tenhamos pontos de
referência no terreno para tal.
As linhas imaginárias dispostas na direção norte-sul são os meridianos, cujo
meridiano inicial (0°) é o meridiano de “Greenwich”. Já as linhas na direção leste-oeste
são os paralelos, cujo paralelo inicial (0°) é o paralelo do “Equador”. 
O cruzamento entre um paralelo e um meridiano nos indicará um ponto qualquer
do globo terrestre, através da leitura de sua latitude e longitude.
Latitude é a distância em graus entre o ponto considerado e o paralelo do
“Equador”. O que estiver ao norte do Equador é dito como latitude Norte (N) ou latitude
positiva, e que estiver ao sul do Equador terá latitude Sul (S) ou latitude negativa. 
Longitude é a distância em graus entre o ponto considerado e o meridiano de
“Greenwich”. O que estiver a leste de Greenwich é dito como longitude Leste (E) ou
longitude positiva, e o que estiver a oeste de Greenwich terá longitude (W) ou longitude
negativa. 
Imagem disponível em <http://www.brasilescola.com/geografia/coordenadas-geograficas.htm> Acesso em 19 Out 2011.
6 O texto realçado tem caráter meramente informativo, visto que não é objetivo da lição o trabalho com coordenada geográfica. No entanto, caso 
haja tempo disponível, a critério do instrutor, poderão ser desenvolvidos os cálculos referentes as coordenadas geográficas, conforme passo a passo 
das páginas seguintes.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 16
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
5.2.1) Como encontrar numa carta topográfica uma coordenada geográfica
recebida:
Tal processo será explicado através do seguinte roteiro-exemplo:
Recebida a coordenada: Latitude S __-°___’___”; Longitude W ___°___’___”,
localizar o ponto em questão na carta topográfica, no caso a disponível é carta
_____________, escala 1:___________, região de ______________. 
Encontrando a latitude:
1° passo - Observando a carta verifica-se que a latitude da mesma varia de
S___°___’___” a S ___°___’___”. 
Também se verifica que entre essas duas latitudes, a carta apresenta-se subdividida de
___’ ___” em ___’___”. 
2° passo - Com a finalidade de obter maior precisão converteremos essa diferença de
___’ ___” toda para segundos: ___’ x 60 + ___” = _____”.
3° passo - Com o uso de uma régua medimos a diferença entre S ___°___’___” e S
___°___’___”, que são as coordenadas entre as quais que a latitude que procuramos se
encontra, usando a escala em mm para maior precisão. 
Efetuando a leitura obtemos ___ mm. Ou seja, a diferença de ___’ ____” (ou ___”)
corresponde a uma diferença de ___ mm.
4° passo - Em seguida, diminuiremos da latitude procurada a latitude mais próxima e
menor que for encontrada expressa na carta, no caso a latitude S ___°___’___”,
transformando o resultado em segundos, para maior precisão :
5° passo - A partir daí efetuar uma regra de três simples. Se ___” equivalem a ___ mm,
a quantos mm equivalerão ___”?: 
___” ------- ___ mm
___” ------- X
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 17
 ° ’ ” -
 ° ’ ”
 ° ’ ”
X
60
 ” + ” = ”
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
X = _____ mm
6° passo - Com uma régua medir o valor encontrado a partir da latitude mais próxima e
menor encontrada na carta (no caso S ___°___’___”), marcando um ponto e traçando
uma reta paralela aos paralelos da carta. 
Encontrando a longitude:
1° passo - Observando a carta verifica-se que a longitude da mesma varia de
W___°___’___” a W ___°___’___”. 
Também se verifica que entre essas duas longitudes, a carta apresenta-se subdividida
de ___’ ___”em ___’___”. 
2° passo - Com a finalidade de obter maiorprecisão converteremos essa diferença de
___’ ___” toda para segundos: ___’ x 60 + ___” = _____”.
3° passo - Com o uso de uma régua medimos a diferença entre W ___°___’___” e W
___°___’___”, que são as coordenadas entre as quais que a longitude que procuramos
se encontra, usando a escala em mm para maior precisão. 
Efetuando a leitura obtemos ___ mm. Ou seja, a diferença de ___’ ___”(ou ___”)
corresponde a uma diferença de ___ mm.
4° passo - Em seguida, diminuiremos da longitude procurada a longitude mais próxima
e menor que for encontrada expressa na carta, no caso a longitude W ___°___’___”,
transformando o resultado em segundos, para maior precisão :
5° passo - A partir daí efetuar uma regra de três simples. Se ___” equivalem a ___ mm,
a quantos mm equivalerão ___”: 
___” ------- ___ mm
___” ------- X
X = ____ mm
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 18
 ° ’ ” -
 ° ’ ”
 ° ’ ”
X
60
 ” + ” = ”
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
6° passo - Com uma régua medir o valor encontrado a partir da longitude mais próxima e
menor encontrada na carta (no caso W ___°___’___”), marcando um ponto e traçando
uma reta paralela aos meridianos da carta. 
Localizando o ponto:
O ponto procurado é aquele em que as duas retas obtidas se cruzarem, no caso
______________________________________________. 
5.2.2) Determinando as coordenadas geográficas de um ponto qualquer de uma
carta:
É o processo inverso do item anterior. Será explicado através do seguinte roteiro-
exemplo:
Determinar as coordenadas geográficas de _____________________________ ,
na carta _________________, escala _______________, região de _____________. 
Passo inicial: A partir da(o) ______________, traçar uma reta paralela aos paralelos da
carta e uma outra reta paralela aos meridianos da carta. 
Encontrando a latitude:
1° passo - Verificar a distância, em mm, entre o ponto considerado e a latitude mais
próxima e menor que conste da carta, no caso a latitude S ___°___’___”. Será obtido o
valor de ___ mm.
2° passo - Sabendo que ___’ ___” corresponde a ____” e que equivale a ___ mm,
efetua-se uma regra de três simples:
___ mm ------- ___”
___ mm ------- X”
X = ___”
3° passo - Transformar o valor obtido de segundos para minuto: ___”/60 = ___’ ___”
4° passo - Somar o valor obtido (___’___”) à latitude mais próxima e menor:
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 19
 ° ’ ” +
 ° ’ ”
 ° ’ ”
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Encontrando a longitude:
1° passo - Verificar a distância, em mm, entre o ponto considerado e a longitude mais
próxima e menor que conste da carta, no caso a longitude W ___°___’___”. Será obtido
o valor de ___ mm.
2° passo - Sabendo que ___’ ___” corresponde a ___” e que equivale a ___ mm, efetua-
se uma regra de três simples:
___ mm ------- ___”
___ mm ------- X”
X = ___”
3° passo - Transformar o valor obtido de segundos para minuto: ___”/60 = ___’___”
4° passo - Somar o valor obtido (___’___”) à longitude mais próxima e menor:
Assim, as coordenadas geográficas de ________________________ são: Latitude S
___°___’___”; Longitude W ___°___’___”.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 4 20
 ° ’ ” +
 ° ’ ”
 ° ’ ”
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 5
BÚSSOLA: ORIENTAÇÃO E NAVEGAÇÃO 
CONTROLE DE DISTÂNCIAS PERCORRIDAS
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Navegar com a utilização de bússola; 
2. Navegar com a utilização de bússola e carta topográfica.
Imagem disponível em <http://www.northbrasil.com.br/northbrasil/NoticiaVisualizar.aspx?id=1256> Acesso em 19 Out 2011.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
BÚSSOLA: ORIENTAÇÃO E NAVEGAÇÃO
1) DEFINIÇÃO 
Bússola é um instrumento destinado à medida de ângulos horizontais tendo como
referencial o norte magnético. 
Baseia-se no magnetismo natural do planeta, possuindo uma agulha imantada
que tem a propriedade de possuir sempre uma de suas extremidades apontando para o
norte magnético da terra.
1.1) TIPOS DE BÚSSOLAS
Existem diversos tipos de bússolas, sendo que as mais utilizadas em operações
de busca e resgate terrestre são a bússola de orientação ou transferidora e a
bússola de visada. A bússola de orientação, contudo, é muito mais útil, visto que
permite trabalhar conjuntamente com cartas topográficas.
1.1.1) Bússola de visada:
Embora possa ser utilizada em operações de busca e resgate terrestre, não
permite trabalhar em conjunto com cartas topográficas, de forma que seu uso, portanto,
é desaconselhável. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
1.1.2) Bússola de orientação ou bússola transferidora:
Imagem disponível em <http://trekking.marionery.com/orientacao-com-bussola-e-mapa-parte-1/> Acesso em 19 Out 2011.
A bússola de orientação ou transferidora é composta de um invólucro circular
chamado de cápsula, colocado sobre uma placa base de acrílico transparente. Dentro
dela existe uma peça metálica chamada de agulha, a qual se equilibra sobre um eixo
que tem livre movimento. 
Como a agulha é magnetizada, ela sempre indicará para o norte magnético. A
parte da agulha que interessa é a metade que é destacada em vermelho, por um N, uma
seta, ou por outro meio de destaque. 
Em torno da cápsula deve haver anel giratório denominado limbo, devendo tal
anel ser graduado. Dependendo do tamanho da bússola o limbo é graduado de grau em
grau (muito raro) ou de dois em dois graus (mais comum) ou mais. 
Quanto maior o diâmetro do limbo, mais graus haverá entre as marcas.
Normalmente a escala do limbo é em graus, esta escala vai de 0º a 360º, ou da marca
"N" do limbo até ela de novo, ou seja, começando e terminando no mesmo ponto,
denominando-se norte-do-limbo. 
Os valores lidos no limbo são chamados de azimutes magnéticos, que são
valores angulares que iniciam na direção do norte magnético apontado pela agulha e
vão até uma direção escolhida por nós, seja ele um pico, uma árvore, ou outro
referencial qualquer. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
No fundo da cápsula é importante que exista uma série de linhas paralelas, sendo
que as linhas mais externas servem para alinhar a bússola com as linhas de
coordenadas de uma carta. 
Já as duas linhas centrais geralmente são mais espessas ou de outra cor ou
ainda representada por uma seta. À faixa entre estas linhas internas chamamos de seta-
guia ou portão. 
Na placa base da bússola, originando-se da cápsula existe uma outra seta
apontando para extremidade desta placa que chamamos de linha-de-fé ou seta de
rumo, que será a linha que apontaremos para o nosso “alvo”. 
Nessa placa base teremos também uma pequena régua em centímetros, e
escalímetros nas laterais, em geral nas escalas 1:50.000 e 1:25.000.
 
1.2) CUIDADOS NA UTILIZAÇÃO DE BÚSSOLAS
Por se tratar de um equipamento, baseado no magnetismo natural do planeta,
existe algumas medidas preventivas que devem ser respeitadas para que o
equipamento funcione corretamente, não acarretando desvio de direção. Assim,
considere sempre, para o bom funcionamento da bússola, um afastamento mínimo de:
- 60 metros de redes de alta tensão (muito importante, a interferência é muito 
grande);
- 20 metros de redes de baixa tensão;
- 20 metros de veículos;
- 20 metros de torres de telefonia;
- 10 metros de cercas e redes de arame;
- Que esteja afastada de aparelhos celulares;
- Que esteja afastada de eletroeletrônicos(computadores, televisores, etc.)
- Que esteja afastada de massas metálicas em geral.
Outro cuidado muito importante é estar atento para não confundir a agulha
verdadeira da bússola (que aponta o norte) com a agulha falsa da mesma, que nada
mais é que a parte da agulha não magnetizada e que aponta o sul ou o contra-azimute,
sendo em geral identificada pelas cores branca ou preta. 
1.3) AZIMUTE
É o ângulo formado entre a direção norte-sul e a direção considerada, no sentido
horário, variando de 0° a 360°, nos indicando um sentido. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 4
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Existe um azimute para cada um dos nortes, sendo que consideraremos apenas o
azimute magnético, ou seja, aquele que for indicado por uma bússola.
 
Exemplo de um azimute de 60° 
Imagem disponível em <http://www.panda4x4.net/aventura/cartografia/cartografia.htm> Acesso em 19 Out 2011.
A unidade mais comum para definição de azimutes é o Grau. 1 grau (°) é
composto de 60 minutos ( ’ ). 1 minuto, por sua vez, é composto de 60 segundos ( ” ). 
1.4) CONTRA-AZIMUTE
É o sentido contrário ao do azimute. A obtenção de um contra-azimute pode ser
feita por leitura direta através de uma bússola, ou por operação matemática, conforme o
azimute considerado.
A obtenção de um contra-azimute pode ser feita por leitura direta através de uma
bússola, ou por operação matemática, conforme o azimute considerado:
Imagem disponível em <http://www.panda4x4.net/aventura/cartografia/cartografia.htm> Acesso em 19 Out 2011.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 5
DICA
Azimutes de 0° a 179° = Soma-se 180°;
Azimutes de 180° a 360° = Subtrai-se 180°. 
LEMBRE-SE TAMBÉM
Que não existe azimute negativo nem azimute superior a
360º. Se isso ocorreu é por que você somou em vez de
subtrair ou vice-versa. 
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
1.5) OPERANDO UMA BÚSSOLA SEM AUXÍLIO DE CARTA:
a) Para determinar um azimute de um alvo (ponto):
1° - Selecionar o alvo (ponto de referência) a que pretende
seguir e apontar a bússola para tal alvo; 
2° - Determinar o valor do azimute rodando o anel 
graduado até que a seta-guia da cápsula coincida 
exatamente com a agulha (ou observando diretamente 
na graduação fixa da cápsula, conforme a bússola);
3° - Deslocar-se até o alvo;
4° - Escolher um próximo alvo e repetir a operação. 
Imagens desta pagina disponível em <http://tropamista.blogspot.com/2009_11_01_archive.html> Acesso em 19 Out 2011.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 6
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
b) Para encontrar um azimute previamente estabelecido:
1° - Girar o anel graduado até o valor do azimute recebido (ou girar a bússola até que o
azimute seja atingido na graduação fixa da cápsula, conforme a bússola);
2° - No caso de bússola com anel graduado giratório, rode o corpo até que a seta-guia
da cápsula coincida exatamente com a agulha. O sentido apontado pela seta de rumo
corresponderá ao azimute dado;
3° - Escolher um ponto de referência ou deslocar um membro da equipe para marcar o
ponto alvo do azimute; 
4° - Deslocar-se até o alvo;
5° - Repetir a operação caso haja outro azimute a encontrar.
c) Para retornar ao ponto de origem:
Neste caso usaremos o contra-azimute, o qual pode ser obtido por operação
matemática, conforme já descrito, ou por leitura direta na bússola, alinhando a agulha
com o azimute em questão, onde a parte inversa da agulha (que representa o sul)
apontará o contra-azimute. 
Exemplo: Considerando que se seguiu um azimute de 140°, o contra-azimute a
deslocar será 320°. 
Também podemos utilizar um diagrama numa folha de papel (ou até mesmo no
solo), constando de um desenho em escala em que se ligam por retas os azimutes
considerados (ou seja, todos os pontos percorridos), utilizando-se a própria bússola e
uma régua ou escalímetro. 
Basta então ligar o ponto de origem ao ponto final e verificar o ângulo da reta.
Faz-se a leitura do ângulo da reta a partir do ponto final. 
Contudo, deve ser observado
que após a marcação do ponto de
origem ao 1° ponto, a folha não poderá
ser mais deslocada da posição em que
se encontra. Caso ocorra um
deslocamento acidental da folha de
papel, retorne a primeira reta do
diagrama e acerte a primeira linha reta
com a bússola. 
Este método permite um
deslocamento direto ao ponto de
origem, não necessitando, portanto,
passar por todos os pontos da rota
feita. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 7
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
d) Desviando de obstáculos 
Esse procedimento deve ser utilizado quando se pretende transpor um obstáculo
no terreno, ou mesmo, um acidente topográfico, que impede o deslocamento conforme
azimute definido.
 O método utilizado é o de compensação com passos e angulos retos. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 8
DICA
Ângulos retos voltados a direita do rumo (azimute), soma-se 90º. 
Ângulos retos voltados a esquerda do rumo (azimute), diminui-se 90º.
OU...
Considere que o ponto a partir do qual você necessitará desviar, seja 
denominado de ponto 0, assim:
O que fica à direita de 0 é positivo (+), portanto some 90º;
O que fica à esquerda de 0 é negativo (-), portanto subtraia 90º;
...-3, -2, -1, 0, +1, +2, +3...
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
1.6) OPERANDO UMA BÚSSOLA COM CARTA TOPOGRÁFICA:
Antes é necessário que tratemos dos seguintes assuntos: Declinação magnética e
orientação da carta.
a) Declinação magnética
É a diferença, em graus, entre o norte geográfico e o norte magnético. Quando
utilizamos carta topográfica e bússola para orientação, teremos uma divergência entre a
leitura da bússola e o disposto na carta. 
As cartas topográficas trazem a informação sobre a declinação magnética do
centro da carta e o fator anual de correção no diagrama de orientação ou o popular “pé-
de-galinha”. Essa informação está localizada na parte inferior da carta topográfica.
Exemplo:
A carta topográfica “_______________” de _______, informa que a declinação
magnética era em ______ de ____º____’ oeste e que a declinação magnética cresce
___’ anualmente.
Portanto em _______ a declinação magnética será de:
(___ anos x___’) + ___º___’ = ____’ + ___º___’ = ___º ___’ + ___º___’ = ___º___’
(oeste)
Na prática isso significa que ao utilizarmos
uma bússola sobre a carta, devemos acrescer
___°___’ às leituras feitas pela mesma, a fim de
compensarmos a declinação. 
A forma mais prática de correção da
declinação magnética é inserirmos o acréscimo
calculado (no caso ____º) na bússola quando da
orientação da carta e, a partir daí não mais
movimentar a mesma. 
Além das informações de declinação
magnética existente nas cartas topográficas,
podemos utilizar programas específicos que
também fornecem a informação, sendo eles, porém
mais precisos e pontuais (não somente do centro
da carta topográfica), como o disponibilizado pelo
Observatório Nacional.
 (http://daed.on.br/astro/magnetismo-terrestre).
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 9
http://daed.on.br/astro/magnetismo-terrestre
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
b) Orientação da carta
A operação de ajustar a posição da carta ao terreno chama-se Orientação da
Carta, que pode ser feita pela comparação do terreno com a carta, procurando-se
estabelecer as semelhanças entre ambos. Isso é viável quando existirem no terreno
acidentes cujas representações figurem na carta. 
Nesse caso, é necessário que o observador identifique primeiro a sua posição
aproximada na carta para depois fazer uma observação em torno de si com esta, a fim
de colocar em um mesmo alinhamento o objeto visado e a sua correspondente
representação na carta.
A orientação da carta, para maior precisão deve ser feitapela bússola. Para tanto,
desdobra-se a carta sobre uma superfície plana, coloca-se sobre ela a bússola, com a
declinação magnética já inserida, de modo que um dos lados da borda da base da
bússola fique tangenciando a reta base vertical do norte geográfico (borda vertical da
carta). Depois, girando-se o conjunto carta-bússola e conservando-se a bússola no
mesmo local, procura-se fazer com que a seta da agulha imantada coincida com a seta-
guia (portão) existente no interior da cápsula da bússola. Quando houver a coincidência,
a carta estará orientada.
c) Marcando um azimute numa carta
Colocar a bússola, com a declinação magnética já calculada e inserida, sobre a 
carta apontando para o ponto que desejamos (não sem antes efetuar a “orientação da 
carta”). 
Girar o anel graduado até que a agulha magnética coincida com a seta-guia
(portão). O valor indicado será o azimute. 
d) Determinar a nossa posição numa carta
Identificam-se no terreno e na carta dois pontos à vista. No exemplo que segue
escolheu-se um marco geodésico e um cruzamento de vias, visto que ambos
encontravam-se no campo de visão do observador e por serem facilmente identificáveis
na carta. Em seguida, com o uso da bússola determinam-se os azimutes dos dois
pontos, no caso 340° e 30°, respectivamente para o marco e para o cruzamento. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 10
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
 
Imagens disponíveis em <http://www.panda4x4.net/aventura/cartografia/cartografia.htm> Acesso em 19 Out 2011.
Conhecidos os azimutes, traçamos linhas com os azimutes obtidos a partir dos
dois pontos identificados (ou seus contra-azimutes). O ponto onde as duas linhas se
cruzarem corresponderá à localização do observador.
e) Determinar a posição de um ponto qualquer numa carta
O processo é o mesmo do que utilizamos para determinar a nossa posição numa
carta, com a diferença que não necessitamos estar no ponto que queremos determinar,
mas sim, utilizar pelo menos duas referências identificadas (na carta e no terreno),
conforme desenho abaixo. 
 
Imagens disponíveis em <http://www.panda4x4.net/aventura/cartografia/cartografia.htm> Acesso em 19 Out 2011.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 11
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
2) NAVEGAÇÃO
Navegar significa deslocar-se em um terreno de um ponto a outro, com
segurança, utilizando meios de orientação que permitam a determinação de rotas
confiáveis.
A Navegação utilizada nas ações de busca e resgate Terrestre se baseia em
técnicas combinadas com bússola, GPS, a determinação de azimutes em cartas
topográficas, bem como, com utilização de outras tecnologias. 
Portanto, visto por enquanto carta topográfica e bússola já podemos praticar
navegação tanto com bússola e carta quanto somente com bússola. 
2) CONTROLE DE DISTÂNCIAS PERCORRIDAS
O controle de distâncias percorridas é importante tanto para que a equipe esteja
orientada no terreno durante o seu deslocamento, quanto para o registro dos locais em
que a busca já foi efetuada. 
É de extrema importância que os deslocamentos efetuados pela equipe sejam
registrados na carta topográfica e/ou em croqui, tanto pela própria quanto pelo seu
comandante. Ainda que não se esteja utilizando uma carta topográfica é muito
importante que a equipe produza um desenho ou diagrama do deslocamento, nele
registrando os azimutes seguidos (veremos mais adiante), as distâncias em escala, as
coordenados de pontos de interesse e outras informações do terreno que facilitem a
compreensão e a localização. 
3.1) MEIOS PARA REGISTRAR E CONTROLAR AS DISTÂNCIAS PERCORRIDAS
Podemos citar como meios para registrar e controlar distâncias percorridas os
odômetros, os passômetros ou pedômetros, a contagem de passos e os receptores
GPS.
3.1.1) Odômetros:
Equipamento que registra a distância percorrida por veículos. Poderá ser utilizado
por equipe de busca e resgate terrestre para os deslocamentos em estradas e em
longas distâncias, não sendo muito preciso, visto que no máximo mede a distância com
precisão de 100m. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 12
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
3.1.2) Passômetros ou pedômetros:
São equipamentos que normalmente instalados em calçados ou na cintura de
uma pessoa, contam os passos dados por ela através de sensores que registram cada
impacto como um passo e o transformam em distância percorrida (metros). A medida do
passo poderá ser alterada de acordo com o passo da pessoa que utilizará o
equipamento. 
Como um equipamento auxiliar é interessante. Contudo, pode não ser bastante
confiável, visto que grande parte deles sujeita-se a danos em razão da ação da água ou
por sofrer impactos mais fortes. 
3.1.3) Receptores GPS:
Os receptores GPS além dos diversos outros recursos que dispõem, apresentam
também a possibilidade de calcular e registrar as distâncias percorridas, sendo que os
mesmo serão estudados em maiores detalhes em capítulo próprio.
3.1.4) Contagem de passos:
 Conhecendo a quantidade de passos simples ou duplos necessários para cobrir a
distância de 100m, poderemos utilizar esta informação para o registro e o controle de
distâncias nos deslocamentos da equipe de busca e resgate terrestre.
Se consideramos as passadas simples, a cada toque no chão com o pé, se
contabiliza uma unidade no percurso a ser realizado.
Já no passo duplo, uma unidade de passo, será registrada a cada vez que o pé
esquerdo tocar o chão. 
Assim, por exemplo, sabendo que determinado membro da equipe em 100m de
deslocamento executa 65 passos duplos, necessitará efetuar 357,5 passos duplos para
percorrer 550m.
Para tanto é necessário que cada um dos membros da equipe conheça
previamente a quantidade passos simples ou duplos que necessita executar para
percorrer 100m, visto que o número varia de pessoa para pessoa, num processo
chamado de aferição de passo, que deve ser feito da seguinte forma:
3.1.4.1) Aferição de passos:
- Medir e marcar, em um terreno plano, à distância de 100 metros;
- Percorrer esta distância 03 vezes, obtendo-se assim um determinado número de
passos;
- Tirar a média e concluir que 100 metros são percorridos em P passos.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 13
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
AFERIÇÃO PASSOS REALIZADOS
MEDIÇÃO 1
MEDIÇÃO 2
MEDIÇÃO 3
MEDIA
3.1.4.2) Deslocamento em terreno irregular:
Para se determinar quantos passos equivalem a 100 metros em terreno irregular,
deve-se utilizar a fórmula P + P/3. Esta margem de segurança compensará os erros
provenientes do deslocamento na mata, com quedas, desequilíbrios, passagens sobre
troncos, pequenos desvios, terrenos alagados, entre outros. 
Exemplo: 100 m são percorridos com 60 passos (P);
 Na mata 100 m equivalerão a 80 passos (P + P/3)
MÉDIA DE PASSOS MEDIA P + MEDIA P/3 PASSOS NA MATA
 
3.1.5) Escala gráfica de passos duplos:
Um excelente método que elimina em parte o inconveniente de ter que efetuar
cálculos de distância percorrida em passos duplos é a utilização da escala gráfica de
passos duplos, visto que a mesma permite uma leitura direta da distância percorrida. A
seguir são apresentadas as escalas gráficas, limitadas em 100m, para algumas
categorias de passos duplos. Caso a sua quantidade de passos duplos não esteja nas
escalas gráficas seguintes, você mesmo poderá compô-la. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 14
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 15
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 16
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
3.2) Registro das distânciaspercorridas:
A contagem e o registro das distâncias percorridas durante um deslocamento é da
responsabilidade primária dos Resgatistas, como “homens-passo” da equipe de busca
e resgate terrestre. 
É primordial que o homem-passo registre de alguma forma, além da mental, a
quantidade de distância percorrida, visto que é muito comum o homem-passo por
qualquer ação ou distração momentânea esquecer ou se perder na contagem. O registro
poderá ser através de escrita ou qualquer outro meio eficaz. 
Um dos meios que comprovadamente funciona muito bem é aquele em que o
homem-passo a cada determinado pequeno intervalo de distância efetua um nó simples
num cordel (em geral a cada 100m). 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 5 17
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 6 
SISTEMA DE POSICIONAMENTO GLOBAL (GPS)
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Citar o que se deve ter em conta ao se adquirir um receptor GPS.
2. Efetuar operações básicas em um GPS.
3. Navegar em um terreno utilizando o GPS.
 
Foto: NASA
CBRT- 2016-1 MP – Lição 6 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
SISTEMA DE POSICIONAMENTO GLOBAL (GPS)
1. HISTÓRICO
O Sistema de Posicionamento Global (GPS) surgiu a partir de interesses bélicos e
militares. Essa tecnologia foi muito utilizada pelos Estados Unidos, na Guerra do Golfo,
para orientar os mísseis para o alvo, que poderia ser até um cômodo localizado em um
dos andares de um prédio.
O sistema foi declarado totalmente operacional apenas em 1995, e seu
desenvolvimento custou aproximadamente 10 bilhões de dólares.
Até meados de 2000, o departamento de defesa dos EUA impunha a chamada
"disponibilidade seletiva", que consistia em um erro induzido ao sinal, impossibilitando
que aparelhos de uso civil operassem com precisão inferior a 90 metros.
2. FUNCIONAMENTO
GPS (Global Positioning System) é a abreviatura de NAVSTAR GPS (NAVSTAR
GPS-NAVigation System with Time And Ranging Global Positioning System). É um
sistema de radionavegação baseado em satélites desenvolvido e controlado pelo
departamento de defesa dos Estados Unidos da América (U.S.DoD), que permite a
qualquer utilizador saber a sua localização, velocidade e tempo, 24 horas por dia, sob
quaisquer condições atmosféricas e em qualquer ponto do globo terrestre.
Concepção artística do sistema GPS. Fonte: Departamento de Defesa dos Estados Unidos
O GPS (Global Positioning System) é um sofisticado sistema eletrônico de
navegação, baseado em uma rede de satélites que permite localização instantânea em
qualquer ponto da Terra com uma precisão quase perfeita, e usa o sistema de
coordenadas como referencial. 
CBRT- 2016-1 MP – Lição 6 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Compõe-se, basicamente de três partes: um complexo sistema de satélites
orbitando ao redor da Terra, estações rastreadoras localizadas em diferentes pontos do
globo terrestre e os receptores GPS nas mãos dos usuários.
Consiste numa "constelação" de 28 satélites (sendo 4 sobressalentes) em 6
planos orbitais. Cada um circunda a Terra duas vezes por dia a uma altitude de 20.200
km (12.600 milhas) e a uma velocidade de 11.265 km/h (7.000 milhas por hora). Sendo
assim, a qualquer momento, pelo menos 5 satélites estarão sobre o céu do receptor de
um usuário em qualquer ponto do mundo.
São necessários no mínimo 4 satélites para se obter as três coordenadas
espaciais que são necessárias para determinar o local do usuário, sendo elas a
altitude, a latitude e a longitude - e mais o Tempo ou instante do sinal recebido.
A altitude é a distância de um ponto, na vertical, ao nível do mar; a latitude é a
distância de um ponto na superfície da Terra em relação à sua origem (linha do
Equador); a longitude é a distância de um ponto na superfície da Terra em relação à sua
origem (o Meridiano de Greenwich).
3. ESCOLHENDO UM RECEPTOR GPS DE NAVEGAÇÃO
A grande variedade de marcas e modelos de receptores GPS atualmente
disponíveis no mercado ampliam as possibilidades de escolha quando se quer adquirir
um aparelho. Contudo, para acertar na escolha é preciso considerar uma série de
critérios e dicas importantes.
Inicialmente deve-se considerar a finalidade do aparelho, segundo a qual os
receptores GPS podem ser classificados como GPS de Navegação, Topográficos ou
Geodésicos.
Entre as características a serem observadas, destaca-se a qualidade de recepção
de sinal e a capacidade de armazenamento de pontos (waypoints), trilhas (tracks) e
rotas (routes). Os modelos mais básicos permitem armazenar até 500 pontos, o que é
suficiente para a maioria das aplicações. Adicionalmente, alguns modelos podem vir de
fábrica com um mapa bastante detalhado implantado na memória. 
A alimentação dos receptores é feita por pilhas do tamanho AA, normalmente
duas ou quatro.
O receptor GPS de navegação pode ainda conter sensores independentes que
ampliam as possibilidades de uso do aparelho. Exemplos disso são o altímetro
barométrico e a bússola magnética. Os aparelhos mais simples não possuem esses
recursos, o que implica em algumas limitações na tomada da altitude (maior imprecisão)
e na orientação (indicação correta somente quando o aparelho está em movimento).
CBRT- 2016-1 MP – Lição 6 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
4. O QUE TER EM CONTA AO ESCOLHER UM RECEPTOR?
1. Qualidade da recepção do sinal dos satélites.
2. Mapas disponíveis (caso se aplique).
3. Luminosidade do(a) ecrã/tela (caso se aplique).
4. Autonomia.
5. Robustez.
6. Resistência a água.
O mais importante, contudo, acima de tudo, é a recepção de sinal e quantidade
de número de canais que o GPS usa para adquirir esse sinal.
5. DATUM (dados de mapa)
Datum é um modelo matemático da Terra que representa a forma aproximada
dela, permitindo que os cálculos sejam feitos de uma maneira precisa e consistente.
O Datum é fisicamente representado por uma rede de marcos geodésicos
(estações de controle) cujas posições foram precisamente medidas e calculadas nesta
superfície de referência. As linhas de Latitude e Longitude (também conhecidos por
Paralelos e Meridianos) num mapa ou numa carta estão referenciadas a um Datum
específico.
Cada carta topográfica tem um Datum e o GPS poderá ser configurado para usar
os mais comuns. Desta forma, se você estiver navegando e comparando as
coordenadas do GPS com as de uma carta, o Datum informado no GPS deverá ser igual
ao da carta para assegurar uma navegação precisa.
No Brasil o Datum oficial, estabelecido pelo Decreto Presidencial nº 89.317, de 20
de junho de 1984, determina que o South American Datum 1969 (SAD-69) deverá ser
usado em toda e qualquer representação do Território Nacional. Mapas antigos poderão
ser encontrados ainda no Datum Córrego Alegre. O Datum padrão dos GPS em geral é
o WGS-84.
CBRT- 2016-1 MP – Lição 6 4
ATENÇÃO
Alguns modelos de GPS configurados para utilizar o WGS-84 como
datum padrão, ao selecionarmos manualmente um outro datum (para
coincidir com o da carta), retornam automaticamente ao WGS-84 quando
é desligado ou quando se altera o tipo de coordenada (de geográfica para
UTM, por exemplo). 
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
5. OPERAÇÕES BÁSICAS DE UM GPS
Tendo em vista que no CBMSC ainda não padronizamos os GPS utilizados pelas
Organizações de Bombeiro Militar, utilizaremos um roteiro com as operações básicas
que devem ser dominadas pelo Bombeiro Militar que atuar um uma situação de Busca
Terrestre:
a. Ligar o GPS;
b. Marcar no GPS sua posição atual;
c. Marcar no GPS coordenadas geográficas e planimétricas recebidas;
d. Localizar um ponto armazenado no GPS;
e. Converter uma coordenadageográfica em planimétrica, e vice versa;
f. Alterar o Datum do GPS;
g. Navegar utilizando o GPS.
CBRT- 2016-1 MP – Lição 6 5
Essas operações serão treinadas nas aulas práticas deste curso com o
apoio do manual de operação do GPS padrão atual em uso no CBMSC. 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
1 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
 
Garmin eTrex 30 
 
Manual de Uso e Configuração para o Curso 
de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
do Corpo de Bombeiros Militar de Santa 
Catarina 
 
 
 
 
 
 
Manual Elaborado pelo 2º Ten BM Daniel Souza Dutra 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
2 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Sumário 
 
 
Teclas de Operação _______________________________________________________________________________ 3 
Menu Principal __________________________________________________________________________________ 4 
Configurando... __________________________________________________________________________________ 7 
Configuração do Sistema ________________________________________________________________________ 7 
Configuração das unidades de medida _____________________________________________________________ 8 
Configuração do formato da posição e Datum _______________________________________________________ 9 
Configuração e calibração da Bússola _____________________________________________________________ 10 
Mãos à obra... __________________________________________________________________________________ 11 
Marcando sua localização atual __________________________________________________________________ 11 
Inserindo um ponto pré-definido _________________________________________________________________ 12 
Gerenciar pontos armazenados, editando um ponto já gravado ________________________________________ 13 
Navegando até um ponto _______________________________________________________________________ 14 
Configurar o Mapa ____________________________________________________________________________ 15 
Configurações avançadas _________________________________________________________________________ 16 
Propriedades do ponto de passagem______________________________________________________________ 16 
Rotas _______________________________________________________________________________________ 17 
Criar uma Rota _____________________________________________________________________________ 17 
Opções da Rota _____________________________________________________________________________ 18 
Utilizando a Rota ____________________________________________________________________________ 18 
Trajetos _____________________________________________________________________________________ 19 
Configuração dos Trajetos ____________________________________________________________________ 19 
Guardar o trajeto atual _______________________________________________________________________ 20 
Ver informações de um trajeto gravado _________________________________________________________ 20 
Definições do Altímetro ________________________________________________________________________ 21 
Computador de Viagem ________________________________________________________________________ 22 
Opções de Campos de Dados ____________________________________________________________________ 23 
Utilizando o eTrex 30 como bússola ______________________________________________________________ 27 
Utilizando a função Avistar e Seguir _____________________________________________________________ 27 
Projetando um ponto de Passagem _____________________________________________________________ 28 
 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
3 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Teclas de Operação 
 
 
 
 
Figura 2 
 
 
① 
 
Botões de Zoom – Aperte para aumentar e diminuir o 
zoom no mapa 
 
② 
 
Botão Back – Aperte para voltar uma página quando estiver 
navegando nas opções de menu 
 
③ 
 
Thumb Stick ™ (cursor) - Mova para cima, para baixo, para 
esquerda e para direita para navegar no mapa e se deslocar 
nas opções de menu. 
Aperte para selecionar o item realçado no menu. 
 
④ 
 
Botão Menu – Aperte para acessar uma lista de funções 
ocultas que poderão ser utilizadas na página onde a lista se 
encontra. 
Aperte duas vezes para voltar acessar diretamente o menu 
principal. 
 
⑤ 
 
Liga/Desliga e Iluminação – Para ligar ou desligar mantenha 
pressionado. Para acessar o botão iluminação, aperte 
rapidamente. 
 
⑥ 
 
Porta Mini USB – Para fazer a comunicação entre o aparelho 
de GPS e o Computador. 
 
⑦ 
 
Tampa do Compartimento de Pilhas – 2 pilhas AA 
 
⑧ 
 
Anel de Aperto do Compartimento de Pilhas – Não deve ser 
utilizada como argola de amarração. 
 
⑨ 
 
Suporte de Fixação – Disponível em algumas versões 
 
Figura 1 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
4 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Menu Principal 
O Menu Principal é composto por 27 ícones, para navegar entre 
as opções, utilize o cursor. Para acessar o ícone selecionado, 
pressione o cursor no ícone realçado. 
Mapa 
 
Mostra a página do mapa. Triângulo 
representa a sua posição no mapa. À medida 
que o GPS se desloca, o Triângulo move-se. Ao 
navegar para um destino, a sua rota é marcada 
por uma linha magenta no mapa. 
 
Para Onde? 
 
Escolha o destino de navegação 
 
Bússola 
 
Mostra página de bússola. O eTrex 30 está 
equipado com uma bússola eletrônica. 
 
Marcar 
Ponto 
 
Salva posição atual como waypoint (ponto de 
passagem). 
 
Computador 
de Viagem 
 
Computador de bordo, apresenta a sua 
velocidade atual, as velocidades média e 
máxima, o odômetro de viagem e outras dados 
estatísticos úteis. 
 
Configur 
 
Altera configurações (idioma, unidades, 
formatos, perfis, etc) 
 
Geocaches 
 
Gerencia geocaches. Geocaching é a prática de 
caçar estes tesouros escondidos utilizando as 
coordenadas de GPS publicadas online por 
quem escondeu o geocache. 
 
Registros de 
Elevação 
 
Mostra perfil de elevação. 
 
Visualiz. de 
fotos 
 
Mostra imagens 
 
 
Figura 3 
Figura 4 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
5 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Gestor 
Pontos Pass. 
 
 
Gerencia waypoints 
 
Alterar o 
perfil 
 
Mudar o perfil 
 
Planificador 
de Rotas 
 
Gerenciar rotas 
 
Rota Activa 
 
Gerenciar rota ativa 
 
Gestor de 
trajecto 
 
Gerenciar trajetos. Um trajeto corresponde a 
uma gravação do seu caminho. O registro de 
trajetos contém informações acerca dos 
pontos ao longo do caminho gravado, 
incluindo a hora, a localização e a elevação de 
cada ponto. 
 
Partilhar 
sem fios 
 
Troca de dados sem fio com unidades 
compatíveis 
 
Calendário 
 
Mostrar calendário. Pode-se ver 
cronologicamente a atividade do GPS, como 
um ponto de passagem guardado e 
informações sobre o sol e a lua, bem como as 
melhores épocas para caçar e pescar. 
 
Calcular 
áreas 
 
Calcular área. Clique em iniciar e caminhe em 
torno do perímetro da área que se pretende 
calcular. 
 
Sol e Lua 
 
Nascer do sol, pôr do sol, lua, lua e sol 
constelação-Terra-Lua 
 
Calculadora 
 
Calculadora com as operações básicas e 
científicas 
 
Caça e Pesca 
 
Informações para caça e pesca 
 
 
 
Figura 5 
Figura 6 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
6 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Despertador 
 
Despertador. Pode-se utilizar o GPS, para liga-
lo em uma hora específica. 
 
Cronômetro 
 
Utiliza a função cronômetro. 
 
Avistar e 
Seguir 
 
Aponte o dispositivo para um objeto à 
distância, bloqueie a direção e navegue até ele 
 
Homem-ao-
Mar 
 
Salva posição atual para navegar até este 
ponto 
 
Ponto Pass. 
Médio 
 
Utilizado para aumentar a precisão das 
informações de posição 
 
Pontos de 
Proximidade 
 
Gerenciar alarmes de proximidade. Os alarmes 
de proximidade sãodisparados quando o GPS 
estiver a uma distância específica de um 
determinado ponto. 
 
Satélite 
 
A página de Satélite apresenta a sua posição 
atual, a precisão do GPS, as posições de 
satélites e a força do sinal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7 
Figura 8 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
7 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Configurando... 
O eTrex 30 permite uma infinidade de configurações, porém para 
a utilização no Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, 
padronizaremos uma configuração fixa e desta forma, sempre 
que você receber seu GPS, os seguintes procedimentos deverão 
ser adotados: 
1º - Configuração do Sistema 
2º - Configuração das unidades de medida. 
3º - Configuração do formato da posição e datum. 
4º - Configuração e calibração da bússola. 
Configuração do Sistema 
Para a configuração e verificação do Sistema, dentro do Menu 
Principal você deve selecionar o ícone Configurações (Figura 9). 
Dentro da página Configurações, selecionar Sistema (Figura 10). 
Uma nova janela surgirá (Figura 11) e em sistema de satélite, 
selecione a opção GPS + GLONASS. 
GLONASS é um sistema desenvolvido pela Rússia, ao usar satélites GLONASS, 
o tempo que se leva para o receptor “capturar” uma posição é, em média, 
aproximadamente 20% mais rápido que usar um GPS. Ao usar ambos (GPS e 
GLONASS), o receptor tem a capacidade de capturar 24 satélites a mais que 
usar somente o GPS. (https://buy.garmin.com/pt-BR/BR/na-
trilha/portateis/etrex-30/prod87774.html) 
Utilize a opção WASS, desligada. 
WASS (Wide Area Augmentation System) é um sistema de satélites e 
estações terrestres que fornecem correções do sinal do GPS, dando-lhe ainda 
melhor precisão da posição, porém este sistema não está disponível no 
Brasil. 
Use o Idioma Português, selecione o tipo de pilha que está 
inserida no GPS (Alcalina, Lítio e NiMh recarregável) e escolha um 
dos modos de conexão USB: armazenamento em massa faz o GPS 
funcionar como pen-drive e ao selecionar a opção Garmin, o GPS 
continua funcional, mesmo depois de conectado no USB. 
 
 
Figura 11 
Figura 10 
Figura 09 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
8 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Configuração das unidades de medida 
Para a configuração e verificação das unidades de medidas, 
dentro do Menu Principal você deve selecionar o ícone 
Configurações (Figura 12). 
Dentro da página Configurações, selecionar Unidades (Figura 13). 
Uma nova janela surgirá (Figura 14): 
Na opção Distância e Velocidade, selecionar Métrico. 
Na opção Elevação (Velocidade V.), selecionar Metros (m/min.) 
Na opção Profundidade, selecionar Metros. 
Na opção Temp – Ambiente, selecionar Centígrados. 
Por fim, na opção Pressão, selecionar Milibares. 
 
 
Figura 12 
Figura 13 
Figura 14 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
9 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Configuração do formato da posição e 
Datum 
Para a configuração e verificação do formato da posição e Datum, 
dentro do Menu Principal você deve selecionar o ícone 
Configurações (Figura 15). 
Dentro da página Configurações, selecionar Formato da Posição 
(Figura 16). 
Por definição no Curso de Operações de Busca e Resgate 
Terrestre do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, serão 
utilizados somente 2 tipos de formato de posição: 
 UTM UPS – Coordenadas planimétricas 
 Graus, minutos e segundos (hddd°mm’ss.s’’) – 
Coordenadas geográficas. 
Nesta nova janela (Figura 17) empregue as seguintes 
configurações: 
Em Formato de posição, utilize uma das duas opções permitidas 
(UTM UPS e hddd°mm’ss.s’’). 
Na opção Dados Refer. Mapa (Datum), selecione o Datum 
adequado. Lembre-se que deve haver compatibilidade entre a 
Coordenada e o Datum. 
Se a coordenada for retirada de uma carta topográfica, deve-se 
observar em seu rodapé qual o Datum utilizado e fornecê-lo 
juntamente com a coordenada. 
Os aplicativos de mapas do Google (google earth ou google maps) 
utilizam como Datum padrão o WGS 84. 
Os Datuns mais comumente utilizados nas cartas empregadas em 
nosso curso são: South America 69 (SAD69/Sth Amrcn ‘69) e 
Córrego Alegre. 
Não é necessário alterar a opção Esferóide do Mapa, ela se 
configura sozinha. 
A Figura 18 apresenta as opções de Datum disponíveis. 
 
Figura 15 
Figura 16 
Figura 17 
Figura 18 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
10 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Configuração e calibração da Bússola 
O eTrex 30 possui uma bússola eletrônica interna, para que ela 
funcione como uma bússola imantada tradicional, deve-se 
configurá-la da seguinte maneira: 
Dentro do Menu Principal você deve selecionar o ícone 
Configurações (Figura 19). 
Dentro da página Configurações, selecionar Direcção (Figura 20). 
Nesta nova janela (Figura 21) utilize a seguinte configuração: 
Na opção Ecrã, selecionar Graus Numéricos. 
Em Referência de Norte, utilizar a opção Magnético, desta 
maneira a bússola apontará para o Norte Magnético. 
Em ir para Linha/Ponteiro, utilizar a opção Azimute (Grande). 
Na opção Bússola, selecionar a opção Auto. 
Para calibração da bússola, selecionar o item Calibração da 
bússola. 
 Siga os passos indicados no visor, girando o GPS nas posições 
indicadas (Figura 22). 
Calibre a bússola depois de percorrer grandes distâncias, de se 
registrarem alterações bruscas de temperatura ou quando mudar 
de pilhas. 
Faça o procedimento de calibração da bússola em ambiente externo. Afaste-
se de objetos que influenciam os campos magnéticos, como por exemplo, 
automóveis, edifícios ou linhas elétricas. 
 
 
Figura 19 
Figura 20 
Figura 21 
Figura 22 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
11 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Mãos à obra... 
Agora que o eTrex 30 já está configurado e você deve ser capaz 
de utilizá-lo adequadamente, realizando as seguintes tarefas: 
 Marcar sua localização atual. 
 Inserir um ponto pré-definido. 
 Gerenciar todos os pontos armazenados, editando um 
ponto já gravado. 
 Navegar até um ponto. 
 Configurar o mapa. 
 
Marcando sua localização atual 
Para marcar sua localização atual, no Menu Principal você deve 
selecionar o ícone Marcar Ponto (Figura 23). 
A página Marcar Ponto permite que você marque e registre sua 
localização atual como um ponto. Automaticamente será 
atribuído ao novo ponto um número com 3 dígitos (Figura 24). 
Para guardar o ponto sem alterações, selecione Concluído. 
Para alterar o nome do ponto, desloque o cursor e selecione o 
campo 001 (Figura 25). 
 Você poderá alterar o nome do ponto, utilizando o teclado que 
surgiu, após aperte concluído (Figura 26). 
 
Você também pode marcar um ponto rapidamente, 
pressionando e mantendo pressionado o cursor até 
que a página Marcar Ponto apareça. 
 
____________________________________________________ 
 EXERCÍCIO PRÁTICO 01 
Marque o seu ponto atual e insira o nome Base. Utilize UTM UPS 
como formato de posição e o Datum WGS 84. 
Este exercício deverá ser feito em local aberto. 
Figura 23 
Figura 24 
Figura 25 
Figura 26 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
12 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Inserindo um ponto pré-definido 
Suponha que você tenha ou alguém lhe repasse as coordenadas 
de um determinado local e que seja necessário navegar até ele. 
Como fazer? É muito simples, siga os passos: 
Para inserir um ponto, faça o procedimento padrão para 
marcação da localização atual (Figura 27). 
Na página Marcar Ponto, desloque o cursor até a opção 
Localização e pressione o cursor (Figura 28). 
Nesta nova página, altere a localização atual e insira as 
coordenadas recebidas. Aperte Concluído e voltará à página 
anterior (Figura 29).Caso queira alterar o nome do ponto, desloque o cursor e 
selecione o campo 001. Você poderá alterar o nome do ponto, 
utilizando o teclado que surgiu, após aperte concluído. 
É possível também alterar o símbolo do ponto, para este 
procedimento desloque o cursor até o campo da bandeira azul e 
selecione. 
Uma nova janela com várias opções de símbolos será 
apresentada, clique no símbolo desejado (Figura 30). 
Uma observação também poderá ser acrescida no ponto inserido, 
através da seleção do campo Nota. Digite o texto e selecione 
concluído. 
Para guardar o ponto, após todas as alterações, selecione 
Concluído novamente. 
____________________________________________________ 
 EXERCÍCIO PRÁTICO 02 
Insira os seguintes pontos: 
Vítima 01 Vítima 02 
22J 0743850 S 27°35’16.5’’ 
6924195 W 048°31’15.2’’ 
Datum: South American 69 Datum: WGS 84 
 
Não se esqueça de mudar o formato da posição e o 
datum. Relembre os passos na página 09. 
 
Figura 27 
Figura 28 
Figura 29 
Figura 30 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
13 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Gerenciar pontos armazenados, editando 
um ponto já gravado 
Para gerenciamento dos pontos armazenados, selecione o ícone 
Gestor Pontos Pass., que está disponível no Menu Principal 
(Figura 31). 
Se você tiver realizado os exercícios anteriores corretamente, 
terá em seu GPS os pontos mostrados na figura 32. 
Ao selecionar o ponto, uma nova janela se abre, então é possível 
editá-lo da mesma forma como foi visto anteriormente (Figura 
33). 
É possível selecionar a opção Mapa, que mostrará o ponto no 
mapa ou então a opção Ir. 
Outras opções são mostradas caso você aperte o botão Menu na 
página Gestor de Pontos de Passagem (Figura 34): 
 Procurar por ortografia – Procura os pontos através da 
inserção de caracteres. 
 Procurar perto de... – Com esta opção é possível procurar 
pontos armazenados perto de outro ponto, procurar 
pontos perto da posição atual ou procurar um ponto 
perto de uma posição do mapa. 
 Sort – Listar os pontos por ordem crescente de distância 
do meu local atual ou então por ordem alfabética. 
 Apagar todos – Apaga todos os pontos armazenados. 
 
 
____________________________________________________ 
 EXERCÍCIO PRÁTICO 03 
Se você tiver realizado os exercícios anteriores corretamente, 
terá em seu GPS os seguintes pontos: 
Base, Vítima 01 e Vítima 02. 
 
Agora altere o nome do ponto Base para Acampamento. 
 
Figura 31 
Figura 32 
Figura 33 
Figura 34 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
14 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Navegando até um ponto 
Para navegar até um ponto, pode-se utilizar o ícone Para onde? 
que fica no Menu Principal (Figura 35). 
Ou então selecionar o ícone Gestor de Pontos de Passagem, que 
também fica no Menu Principal (Figura 36). 
Nas duas opções, selecione o ponto desejado e clique em ir. 
Após clicar em Ir, você será direcionado para a página de Mapa. 
O Triângulo representa a sua posição no mapa. À medida que o 
GPS se desloca, o Triângulo move-se. Ao navegar para um 
destino, a sua rota é marcada por uma linha magenta no mapa. 
Veremos como configurar e utilizar a página de Mapa na próxima 
lição. 
 
 
Figura 35 
Figura 36 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
15 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Configurar o Mapa 
Para configurar a página Mapa, dentro do Menu Principal você 
deve selecionar o ícone Configurações (Figura 37). 
Dentro da página Configurações, selecionar Mapa (Figura 38). 
Uma nova janela será apresentada (Figura 39), configure da 
seguinte forma: 
Na opção Orientação, escolha Trajeto para Cima. 
Em Texto de orientação, selecione Nunca. 
No item selecionáveis, escolha 4 pequenos. 
Não é necessário alterar as Configurações Avançadas do Mapa e 
nem selecionar nenhum mapa no item Info Mapa, pois as 
configurações de fábrica destes itens atendem as necessidades 
do curso. 
Mais configurações... 
Quando você estiver navegando, aparecerão 4 campos na parte 
superior da tela, estes campos de dados apresentam informações 
acerca da sua localização ou outros dados personalizados. 
Para alterar os campos de dados do mapa, na página de Mapa, 
aperte o botão menu e selecione Mudar Campos de Dados, após 
selecione um campo de dados para personalizar. 
No Curso, padronizaremos os seguintes campos de dados (Figura 
40): 
 Azimute 
 Distancia ao destino 
 Direção 
 Precisão do GPS 
 
 
 
Figura 37 
Figura 38 
Figura 39 
Figura 40 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
16 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Configurações avançadas 
O que você aprendeu até agora, é o básico para a operação 
adequada do GPS. De agora em diante, passaremos a abordar 
alguns assuntos que irão facilitar as operações com o GPS. 
Propriedades do ponto de passagem 
Para gerenciar um ponto específico, selecione o ícone Gestor 
Pontos Pass., que está disponível no Menu Principal (Figura 41). 
Na nova janela que surgir, selecione um ponto (Figura 42). 
 Ao selecionar o ponto, aperte o botão menu e uma lista de 
opções se abrirá (Figura 43): 
 Eliminar – Elimina o ponto 
 Média Local - Esta opção permite aumentar a precisão da 
localização de um ponto de passagem ao recolher várias 
amostras da localização do referido ponto. Desta forma, 
desloque-se até o local do ponto, selecione média local, 
após clique em iniciar e quando a barra de confiança 
atingir 100%, clique em guardar. Para obter melhores 
resultados, recolha entre quatro a oito amostras do 
ponto, com no mínimo 90 minutos entre os intervalos. É 
possível também acessar esta opção selecionando o ícone 
Ponto de Passagem Médio no Menu Principal. 
 Projetar Ponto Passagem – Esta opção permite criar um 
novo ponto de passagem projetando a distância e o 
azimute a partir do ponto escolhido. Siga as instruções da 
tela e ao final selecione Guardar e Editar ou somente 
Guardar. 
 Mover ponto de passagem – Permite, através do cursor, 
mover o ponto de passagem escolhido para qualquer 
lugar do mapa. 
 Procurar próximo – Procura novos pontos perto do ponto 
selecionado 
 Definir Proxim - Esta opção permite a criação de alerta 
quando estivermos a uma distância especifica do ponto 
em questão. 
 Adicionar à rota - Adiciona o ponto a uma rota. 
 Reposição Aqui – Reposiciona o ponto na localização 
atual. 
 
Figura 41 
Figura 42 
Figura 43 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
17 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Rotas 
Uma rota é uma sequência de pontos de passagem que o 
conduzem ao seu destino final. 
 
Criar uma Rota 
Para criar uma rota, no Menu Principal você deve selecionar o 
ícone Planificador de Rota (Figura 444). 
Na nova janela, clique em Criar Rota (Figura 45). 
Uma nova janela será aberta e você pode escolher o ponto em 
uma das seguintes opções (Figura 46): 
 Usar mapa – Utilize o cursor para selecionar o ponto 
 Descobertas recentes – Mostra os últimos pontos de 
passagem utilizados. 
 Pontos de Passagem – Mostra todos os pontos de 
passagem. 
 Fotos – Utilize fotos que estejam associadas a algum 
ponto 
 Todos os POIs - Um ponto de interesse (em inglês POI, 
Point Of Interest), é um ponto que alguém pode achar útil 
ou interessante. Podem já ter vindo na memória do GPS 
ou então serem inseridos através de programa específico. 
 Cidades – Utilize as cidades que estão inseridas no GPS. 
Após o ponto escolhido, clique em Utilize (Figura 47). 
Para a inserção de novos pontos, repita o processo, clicando em 
Selecionar Próximo Ponto. 
Após a inserção de todos os pontos desejados, aperte o botão 
Back e a rota já estará criada. 
 
 
Figura 44 
Figura 45 
Figura 46 
Figura 47 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
18Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Opções da Rota 
Para verificar as opções de uma rota, no Menu Principal você 
deve selecionar o ícone Planificador de Rota (Figura 48). 
Na nova janela, clique na rota escolhida (Figura 49). 
Uma nova janela será aberta com as seguintes opções (Figura 50): 
 Editar rota – Edita os pontos da rota. Ao selecionar um 
ponto nesta opção, as seguintes opções serão mostradas: 
o Rever – Mostra o ponto no mapa 
o Descer – Altera a ordem sequencial do ponto 
o Inserir – Insere um ponto antes do que está sendo 
editado 
o Retirar – Exclui o ponto da rota 
 Ver mapa – Mostra no mapa a rota selecionada. 
 Inverter rota – Inverte os pontos da rota. 
 Mudar o nome – Muda o nome da rota. 
 Eliminar rota – Exclui a rota. 
 Registro de elevações – Mostra o registro de elevações da 
rota 
 
Utilizando a Rota 
Para navegar utilizando a rota, selecione o ícone Para onde? No 
Menu Principal e após selecione o ícone Rotas (Figura 51). 
Uma nova janela surgirá e você deve selecionar a rota escolhida. 
 
 
Figura 48 
Figura 49 
Figura 50 
Figura 51 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
19 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Trajetos 
Um trajeto corresponde a uma gravação do seu caminho. O 
registro de trajetos contém informações sobre os pontos ao 
longo do caminho gravado, incluindo a hora, a localização e a 
elevação de cada ponto. 
Configuração dos Trajetos 
Para a configuração dos Trajetos, dentro do Menu Principal você 
deve selecionar o ícone Configurações (Figura 52). 
Após selecione o ícone Trajetos (Figura 53). 
Uma nova janela surgirá (Figura 54). 
Na opção Registro de Trajetos, aparecerão os seguintes itens: 
 Não gravar: Não grava o trajeto 
 Gravar e não mostrar no mapa – Grava o trajeto, mas não 
mostra no mapa. 
 Gravar e mostrar no mapa – Grava o trajeto e mostra no 
mapa o trajeto que é representado por uma linha que 
indica o caminho percorrido. Utilize esta opção. 
No item Método de Gravação, selecione Normal. 
Em Auto-Arquivamento, selecione Quando Cheio. 
Na opção Cor, escolha a cor adequada. 
A figura 53, mostra a configuração padrão. 
 
 
Figura 52 
Figura 53 
Figura 54 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
20 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Guardar o trajeto atual 
Após percorrer um trajeto, para guardá-lo, siga os passos a 
seguir. 
No Menu Principal, clique em Gestor de Trajeto (Figura 55), após 
clique em Trajeto Atual (Figura 56). 
Uma nova janela será aberta com as seguintes opções (Figura 57): 
 Guardar trajeto – Guarda todo o trajeto 
 Guardar parte – Guarda parte do trajeto 
 Ver mapa – Mostra o trajeto atual no mapa 
 Registro de elevação – Mostra o registro de elevação do 
trajeto atual 
 Configurar Cor – Mudar a cor do trajeto atual 
 Eliminar trajeto atual – Exclui o trajeto atual. 
 
Ver informações de um trajeto gravado 
No Menu Principal, clique em Gestor de Trajeto, após clique em 
em um trajeto já gravado (Figura 58). 
Uma nova janela será aberta com as seguintes opções: 
 Ver mapa – Mostra o trajeto no mapa 
 Registro de elevação – Mostra o registro de elevação do 
trajeto 
 Mostrar no mapa / Ocultar no mapa – Mostra ou oculta o 
trajeto no mapa 
 Configurar Cor – Mudar a cor do trajeto atual 
 Mudar o nome – Muda o nome do trajeto 
 Copiar sentido inverso – Cria um novo trajeto com o 
sentido inverso 
 Eliminar - Elimina o trajeto 
 Arquivar – Arquiva o trajeto para economizar memória do 
GPS 
 
 
Figura 55 
Figura 56 
Figura 57 
Figura 58 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
21 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Definições do Altímetro 
O eTrex 30 está equipado com um barômetro capaz de registrar e 
informar sua altitude. 
Para a configuração e verificação das opções do Altímetro, 
dentro do Menu Principal você deve selecionar o ícone 
Configurações (Figura 59). 
Dentro da página Configurações, selecionar Altímetro (Figura 60). 
Uma nova página surgirá com as seguintes opções (Figura 61): 
 Calibração Automática – permite a calibração automática 
do altímetro sempre que o dispositivo é ligado. 
 Modo de Barômetro: 
o Elevação variável – o barômetro mede as 
alterações de elevação a medida que o dispositivo 
se desloca 
o Elevação fixa – assume que o dispositivo está 
parado numa elevação fixa, desta forma a pressão 
barométrica só se altera devido as alterações 
climáticas 
 Tendência Barométrica: 
o Gravar quando ligado – grava dados de pressão 
apenas quando o dispositivo está ligado. 
o Grava sempre – grava dados de pressão de 15 em 
15 minutos, mesmo quando o dispositivo está 
desligado. 
 Tipo de gráfico: 
o Elevação/Tempo – Grava as alterações de 
elevação durante um período de tempo 
o Elevação/Distância – Grava as alterações de 
elevação durante uma distância 
o Pressão barométrica – Grava a pressão 
barométrica pelo período de tempo. 
o Pressão ambiente – Grava as alterações de 
pressão ambiente durante um período de tempo. 
 Calibração do altímetro – Para calibrar o altímetro, você 
deve saber a elevação atual ou a pressão barométrica do 
momento. Selecione Calibração do Altímetro e siga as 
instruções da tela. 
 
Figura 59 
Figura 60 
Figura 61 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
22 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Computador de Viagem 
O computador de viagem apresenta a velocidade atual, as 
velocidades média e máxima, o odômetro de viagem e outras 
informações importantes. 
Para acessar o computador de viagem, dentro do Menu Principal, 
selecione o ícone Computador de Viagem (Figura 62). 
Se quiser alterar os campos de dados, na página do Computador 
de Viagem, aperte o botão menu e selecione Mudar Campos de 
Dados (Figura 63), após selecione um campo de dados para 
personalizar. 
O dispositivo já possui algumas opções padronizadas de painéis, 
para escolher um deles, aperte o botão menu, após clique em 
Mudar painel de instrumentos e as seguintes opções serão 
apresentadas (Figura 64): 
 Recreativo 
 Automóvel 
 Cronômetro 
 Campos de Dados Pequenos 
 Campo de Dados Grande 
 Bússola 
 Geocaching 
 Registros de Elevação 
 
Figura 62 
Figura 63 
Figura 64 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
23 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Opções de Campos de Dados 
Azimute. 
 
A direção entre a sua posição e seu destino. 
 
Barômetro 
 
Mostra sua posição atual 
 
Cadência 
 
Necessita de acessório específico 
 
Cardíaco 
Máximo 
 
Necessita de acessório específico 
 
Carga de 
Pilha 
 
Mostra o nível de carga da pilha 
 
Conta-
quilomêtros 
de Viagem 
 
Contabilização da distância de todas as viagens 
 
Conta-
quilomêtros 
 
Contabilização da distância percorrida desde a 
última reposição 
 
Descida - 
Máxima 
 
A taxa de descia máxima em pés ou metros 
por minuto. 
 
Descida - 
Média 
 
A taxa de descia máxima em pés ou metros 
por minuto 
 
Descida - 
Total 
 
A distância da descida total da elevação 
 
Direção 
 
A direção para onde está se deslocando 
 
Distância ao 
próximo 
 
A distância até o próximo ponto da rota. 
 
Distância ao 
destino 
 
A distância até o seu destino final. 
 
Elevação 
 
A altitude da sua posição atual 
 
 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
24 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
 
Elevação - 
máxima 
 
A elevação máxima atingida 
 
Elevação - 
Mínima 
 
A elevação mínima atingida 
 
ETA Destino 
 
A hora prevista do dia prevista para a chegada 
no destino 
 
ETA Próximo 
 
A hora prevista do dia prevista para a chegada 
no próximo ponto de passagem 
 
Fora do 
percurso. 
 
A distância, à esquerda ou à direita, a que se 
desviou do percurso da viagem 
 
Hora do dia 
 
Mostra a hora atual 
 
Local(lat/long) 
 
Mostra a posição atual no formato 
hddd°mmm’ 
 
Local 
(selecionado) 
 
Mostra a posição atual no formato definido 
pelo usuário 
 
Nascer do 
Sol 
 
Hora do nascer do sol com base na posição do 
GPS 
 
Para o 
percurso 
 
O azimute que se deve seguir para regressar à 
rota 
 
Percurso 
 
O azimute entre o seu local de partida e um 
destino 
 
Ponteiro 
 
A seta aponta na direção do destino 
pretendido 
 
 
 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
25 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
 
Ponto 
Passagem no 
destino 
 
O último ponto numa rota até ao seu destino 
 
Ponto 
Passagem no 
próximo. 
 
O último ponto numa rota até seu destino 
 
Pôr do sol 
 
Hora do pôr do sol com base na posição do 
GPS 
 
Potência do 
sinal GPS 
 
A força do sinal GPS 
 
Precisão do 
GPS 
 
Margem de erro de sua posição atual 
 
Pressão 
Ambiente 
 
A pressão ambiente não calibrada 
 
Subida - 
Máxima 
 
A taxa de subida máxima em pés ou metros 
por minuto 
 
Subida - 
Média 
 
A distância vertical média da subida 
 
Subida - 
Total 
 
A distanciada subida total da elevação 
 
Taxa Desliz 
até Dest 
 
A taxa de deslizamento necessária para descer 
da sua posição e elevação atual para a 
elevação de destino 
 
Taxa 
Deslizamento 
 
A taxa de distância horizontal viajada para 
alterar a distância vertical 
 
Tempo para 
destino 
 
O tempo necessário previsto para chegar ao 
seu destino final 
 
Tempo próx 
 
O tempo necessário previsto para chegar ao 
seu próximo ponto da rota . 
 
 
 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
26 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
 
Tempo 
Viagem - 
mov. 
 
Contabilização do tempo em movimento 
decorrido desde a última reposição 
 
Tempo 
Viagem - 
par. 
 
O tempo gasto sem se mover desde a última 
reposição 
 
Tempo 
Viagem - 
Total. 
 
Contabilização do tempo em movimento 
decorrido desde a última reposição 
 
Veloc – 
Média em 
Mov 
 
Velocidade média quando em movimento 
 
Veloc – vert 
até dest 
 
A medição da sua taxa de subida ou descida 
até uma altitude predeterminada 
 
Velocidade 
Vertical 
 
Taxa de ganho ou perda de altitude ao longo 
do tempo 
 
Velocida 
 
A velocidade atual que se desloca 
 
Velocidade 
Máxima 
 
A velocidade máxima atingida desde a útlima 
reposição 
 
Velocidade 
Média Total 
 
Velocidade média total 
 
Velocidade 
Verdadeira 
 
Taxa de ganho ou perda de altitude ao longo 
do tempo 
 
Vire 
 
A diferença em graus entre o rumo do seu 
destino e o seu percurso atual. L significa virar 
a esquerda. R significa virar a direita. 
 
 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
27 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Utilizando o eTrex 30 como bússola 
O eTrex 30 possui uma bússola eletrônica interna, desta forma é 
possível utilizá-lo como bússola. 
Primeiramente é necessário calibrar a bússola, conforme é 
mostrado na lição Configuração e calibração da Bússola (página 
10). 
Utilizando a função Avistar e Seguir 
Você pode direcionar o dispositivo para um objeto a distância, 
como o topo de um morro, bloquear a direção e navegar até o 
objeto, inserindo a distância estimada do seu local atual até o seu 
objetivo. 
Para utilizar esta função, a partir do Menu Principal, acesse o 
ícone Avistar e Seguir (Figura 65). 
Uma nova janela surgirá, então aponte o dispositivo para um 
objeto ou direção desejada e clique em bloquear direção (Figura 
66). 
Após clique em Projetar Ponto de Passagem (Figura 67). 
Selecione uma unidade de medida. 
Introduza a distância estimada para o objeto (Figura 68) e clique 
em concluído e após em Guardar ou Guardar e Editar. 
 
Figura 65 
Figura 66 
Figura 67 
Figura 68 
 
 
 Curso de Operações de Busca e Resgate Terrestre 
28 
 
Garmin eTrex© 30 
Manual de Uso e Configuração 
 
Projetando um ponto de Passagem 
Talvez você se encontre em uma situação em que seja necessário 
deslocar até um novo local, utilizando uma distância e um 
azimute pré-determinado. 
Para projetar um ponto utilizando sua localização atual: 
Marque seu ponto através do ícone Marcar Ponto ou então 
mantenha pressionado o cursor até que a página do ponto 
apareça. 
Nesta página (Figura 69), aperte o botão Menu e selecione 
Projetar Ponto de Passagem (Figura 70). 
Introduza o azimute desejado em graus e clique em concluído 
(Figura 71). 
Selecione a unidade de medida e após introduza a distância em 
metros. 
Após clique em Guardar ou Guardar e Editar. 
Para projetar um ponto utilizando um ponto de passagem já 
armazenado: 
Selecione o ícone Gestor Pontos Pass., que está disponível no 
Menu Principal. 
Nesta página selecione um ponto e uma nova janela se abre, 
então aperte o botão Menu. 
Selecione a opção Projetar Ponto de Passagem (Figura 72). 
Introduza o azimute desejado em graus e clique em concluído. 
Selecione a unidade de medida e após introduza a distância em 
metros. 
Após clique em Guardar ou Guardar e Editar. 
 
Figura 69 
Figura 70 
Figura 71 
Figura 72 
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 8
FASES DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA DE 
BUSCA E RESGATE TERRESTRE
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Citar corretamente as fases e etapas de uma ocorrência de busca e resgate terrestre;
2. Preencher corretamente um questionário de busca;
3. Desenvolver as fases e etapas de uma ocorrência de busca e resgate terrestre.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
FASES DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA DE BUSCA 
E RESGATE TERRESTRE
Uma ocorrência de busca e resgate terrestre se desenvolve em 5 fases, sendo
elas: 
 1 - Fase preparatória;
2 - Fase investigatória;
3 – Fase do planejamento;
4 - Fase operativa;
5 - Fase da finalização.
Essas fases, por sua vez, podem subdividirem-se em partes, as quais chamamos
de etapas.
Assim, as fases de uma ocorrência de busca terrestre com as suas respectivas
etapas estão demonstradas no fluxograma ao final desta lição.
1) FASE PREPARATÓRIA
Também conhecida como fase da prontidão, contudo utilizaremos a definição
“preparatória” por ser um conceito mais amplo e mais adequado.
Esta fase, muitas vezes ignorada ou tida como desnecessária ou sem importância, na
verdade é a fase mais importante e determinante e será a diferença entre o sucesso ou
não de uma ocorrência de busca e resgate terrestre. 
Consiste em se estar sempre pronto a desencadear a operação, por meio de prévia e
constante preparação das equipes de busca e resgate terrestre (através de cursos de
capacitação, treinamentos e instruções) e dos recursos materiais de forma que os
equipamentos, materiais e suprimentos estejam sempre em condições de uso e possam
ser rapidamente reunidos, caso não estejam já colocados em viatura específica, o que
seria a opção mais adequada.
Portanto é uma fase que nunca se encerra e que após a deflagração de uma ocorrência
de busca e resgate terrestre e sua finalização, volta-se mais uma vez a ela.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
2) FASE INVESTIGATÓRIA
Fase na qual são recebidas as informações iniciais acerca da possibilidade de
que alguém esteja perdido ou desaparecido, acionando, mobilizando e deslocando
equipe, se necessário, a fim de melhorar as informações disponíveis e, assim,
determinar a necessidade e a conveniência de se efetuar buscas ou não.
A fase investigatória subdivide-se em 3 etapas:
a) Coleta inicial de informações e acionamento;
b) Mobilização e deslocamento;
c) Complemento da coleta de informações. 
2.1) COLETA INICIAL DE INFORMAÇÕES E ACIONAMENTO
Etapa que se inicia com o recebimento da informação de que pessoas estão
perdidas ou desaparecidas. Estainformação em geral chegará via central de operações
(COBOM) repassada diretamente por familiares ou amigos ou por outros órgãos (PM,
Polícia Civil, etc) ou até mesmo pela imprensa.
A coleta inicial de informações será efetuada geralmente então pelo operador da
central de operações, sendo que o mesmo deverá obter do solicitante as informações
mínimas preliminares necessárias para que a equipe de busca e resgate terrestre possa
iniciar seu trabalho. 
Portanto o operador da central de operações ou quem receber a solicitação
deverá buscar obter no mínimo as seguintes informações:
- Área provável do desaparecimento ou na qual(s) a(s) pessoa(s) encontra(m)-se
perdida(s);
- Quantidade de pessoas perdidas ou perdidas, sexo e idade;
- Tempo estimado que as pessoas estão perdidas ou perdidas;
- Situação em que se deu o desaparecimento ou que ocasionou que a(s)
pessoa(s) se perdesse(m);
- Contato e local com pessoas que poderão fornecer os detalhes necessários
(entrevista) para o desenvolvimento da operação de busca e resgate terrestre;
Feita a coleta inicial das informações e verificando-se a plausibilidade deve-se
acionar a equipe de busca e resgate terrestre ou, caso a OBM não disponha de uma
equipe específica, acionar o pessoal orgânico que com instrução na área, a fim do
estabelecimento das demais fase e etapas. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
O operador da central de operações ou quem receber a solicitação deverá,
contudo, questionar o solicitante acerca de locais prováveis em que o pretenso perdido
ou desaparecido possa estar, tais como casa de amigos ou parentes, bem como,
possíveis números de telefone que se possa averiguar. Isso é comum e a obtenção de
um paradeiro poderá evitar que seja acionada a equipe de busca e resgate terrestre
desnecessariamente. 
2.2) MOBILIZAÇÃO E DESLOCAMENTO
Confirmada a ocorrência e coletada as informações iniciais, os componentes da
equipe de busca e resgate terrestre serão acionados para comparecer ao quartel, se já
não o estiverem, a fim de preparar o deslocamento para o local da ocorrência ou para
local intermediário em que possa coletar mais dados, sendo tal processo chamado de
mobilização.
Na etapa da mobilização a equipe verifica e transporta para a viatura todos os
equipamentos necessários para o desenvolvimento da operação, utilizando uma lista de
checagem de materiais, equipamentos e suprimentos. 
Estando tudo pronto a equipe deslocar-se-á até a região da ocorrência ou até
local intermediário, a fim de obter maiores informações a partir do solicitante ou de
outras pessoas e dar sequência às demais etapas da operação. 
Conforme o caso, pode haver antes o deslocamento de um ou mais bombeiros na
condição de precursores, a fim de adiantar o levantamento de informações e antecipar
assim o complemento da coleta de informações. 
2.3) COMPLEMENTO DA COLETA DE INFORMAÇÕES
No local da área da ocorrência ou junto ao solicitante o comandante da equipe
irá complementar as informações coletadas previamente, podendo então ter uma ideia
mais precisa do que estará buscando e em qual área iniciará as buscas, ou até mesmo
definir pela inviabilidade de iniciar-se uma busca ou até mesmo determinar que o caso
se enquadra como iminentemente policial.
A fim de facilitar e de que não sejam esquecidas informações que poderão ser
importantes, é aconselhável que o comandante da equipe realize com as testemunhas
um questionário (formulário de busca – ANEXO I), utilizando as informações para
guiar a busca e mantendo o questionário mesmo após isso, visto que poderá haver a
necessidade de consultas futuras. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 4
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
3) FASE DO PLANEJAMENTO
De posse de todas as informações obtidas passa-se a elaboração do plano para
a busca.
O plano de busca deve orientar-se pelas seguintes ações: 
a) Determinação da área de busca;
b) Delimitação da área de busca;
c) Definição da utilização somente da equipe de busca presente ou da
necessidade e conveniência de recursos adicionais;
d) Definição do tipo de busca a ser utilizada.
O plano de busca em suma é a consubstanciação da estratégia para a busca,
sendo um instrumento flexível e dinâmico, podendo e devendo ser reavaliado conforme
o andamento da ocorrência. 
 
3.1) DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE BUSCA 
Com base em todas as informações até então coletadas e conhecendo os
recursos de que se dispõe, deve-se determinar a área em que as buscas serão
realizadas. 
Trata-se de uma definição de uma área mais abrangente, em geral representada
por uma localidade ou por um acidente geográfico natural, dentro da qual encontra-se a
pessoa perdida/desaparecida ou supõe-se que se encontra.
Exemplos de determinação de área de busca:
- Morro do Cambirela, município de Palhoça – SC;
- Localidade de Morrinhos, município de Lages – SC;
- Serra Dona Francisca, município de Campo Alegre – SC;
- Linha Sede Brum, município de Concórdia.
O tamanho inicial da área de busca dependerá das informações que se dispõe e
também do tipo de incidente que ocasionou o desaparecimento ou a perda da pessoa.
3.2) DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE BUSCA 
Definida a área de busca deve-se em seguida delimitar essa área em setores,
iniciando-se pelo setor em que mais provavelmente poderá ser encontrado o
desaparecido/perdido.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 5
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Quanto menor forem os setores mais precisas, em tese, serão as buscas, no
entanto, por outro lado, demandará mais tempo e efetivo para cobri-los. 
A delimitação de uma área em setores pode também, se necessário, ser
novamente delimitadas em subsetores. 
A delimitação em setores deve basear-se ou partir do local onde o perdido ou
desaparecido tenha sido visto pela ultima vez, caso se disponha de tal informação.
A delimitação pode ser definida por meio dos seguintes quesitos, de forma
combinada ou não:
a) geograficamente;
b) por distância;
c) por tempo;
d) por coordenadas.
Delimitação geográfica: Delimita-se os setores utilizando-se dos acidentes
geográficos naturais ou artificiais presentes no terreno, tais como rios, lagos, mar,
elevações, estradas, trilhas, etc. 
Delimitação por distância: Delimita-se os setores utilizando-se do fator
distância como limite dos setores. Define-se uma distância que se percorrerá no
terreno. 
Delimitação por tempo: Delimita-se os setores utilizando-se do fator tempo de
deslocamento como limite dos setores. Define-se o tempo que se percorrerá no
terreno. 
Delimitação por coordenadas: Delimita-se os setores utilizando-se de
coordenadas para criar formas geométricas no terreno (quadrado, retângulo, triangulo,
circulo) correspondentes aos setores delimitados. 
Exemplos de delimitação de área de busca:
- Morro do Cambirela, município de Palhoça – SC: Setorização geográfica por
faces da morro. Faces norte, sul, leste e oeste, inciando-se as buscas pela face norte. 
- Localidade de Morrinhos, município de Lages – SC: Setorização geográfica
combinada com delimitação por coordenadas. Buscas entre a estrada geral de
Morrinhos e o rio Pelotinhas, com delimitação nas coordenadas UTM 6912100mN e
6910100mN.
- Serra Dona Francisca, município de Campo Alegre – SC: Setorização
geográfica no Morro do Castelinho combinada por tempo deslocamento de 6 horas.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 6
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
- Linha Sede Brum, município de Concórdia: Setorização por distância de 3 Km,
a partir do ponto em que a pessoa foi vista pela ultima vez, inicialmente percorrendo-se
as trilhas da direção oeste.
3.3) DEFINIÇÃO DA NECESSIDADE DE RECURSOS ADICIONAIS:
Na elaboraçãodo plano de busca deve-se levantar a hipótese da conveniência
do acionamento de recursos adicionais. Essa decisão deve levar sempre em conta as
informações disponíveis sobre a ocorrência. 
O acionamento de recursos adicionais pode ser referente a ampliação da
quantidade de equipes de busca no terreno, do apoio de cães de busca ou do apoio do
serviço aéreo. 
3.4) DEFINIÇÃO DO TIPO DE BUSCA A SER UTILIZADA:
O plano de busca deve determinar a execução de um dos dois tipos de busca,
quais sejam a busca primária ou a busca avançada, conforme definições constante da
fase operativa.
 
4) FASE OPERATIVA
Transcorrida a fase do planejamento e elaborado o plano de busca, inicia-se a
fase operativa, na qual a equipe de busca e resgate terrestre efetivamente passará a
se deslocar pelo terreno com vistas a localização de vestígios da pessoa
perdida/desaparecida, bem como, é claro, da localização da própria pessoa e seu
resgate. 
4.1) TIPOS DE BUSCA:
Conforme descrito na fase do planejamento, as das buscas serão procedidas
com a adoção de busca primária ou de busca avançada.
4.1.1) Busca primária:
Procedimentos de busca em que na área/setor estipulado se verificam
caminhos, estradas, trilhas, margens de rios e outros mananciais, ou seja, locais que
permitam uma circulação mais ou menos fácil, que são exatamente os lugares que
mais provavelmente a vítima possa estar ou possa ter passado. A verificação em
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 7
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
questão se estenderá também às adjacências dos locais citados. A maioria das
ocorrências é solucionada por esse tipo de busca.
Esse tipo de busca, caso não existam fatores que determinem o contrário, é a
primeira ação a ser realizada, podendo ser feita pela equipe de busca e resgate
terrestre, como também por pessoal que teve instrução em disciplina curricular de
curso de formação, não se desconsiderando a possibilidade de que uma dupla de
bombeiros (coelhos) proceda de imediato uma busca precursora e rápida. 
É primordial que o efetivo que esteja realizando tal tipo de busca, adote as
providências de orientação, a fim de evitar que acabem também se perdendo.
No mesmo tom, é imprescindível que ao se deslocar para a busca, ainda que a
primária, os bombeiros levem equipamentos, roupas, abrigos e suprimentos. 
É importante que sejam feitos registros dessa busca primária, a fim que possa
orientar a continuidade das buscas subsequentes ou a substituição do pessoal que a
esteja realizando (modelo anexo II e carta topográfica).
4.1.2) Busca Avançada: 
Procedimentos de busca realizados quando a busca primária não surtiu
resultado, mas que ainda continue havendo informações e/ou indícios de que a vítima
possa estar pela área. 
Nesta modalidade a busca será estendida aos locais de difícil acesso que não
foram cobertos na busca primária, utilizando as técnicas de busca previstas nesta lição.
Tais locais, ditos de difícil acesso, são representados por matas fechadas e/ou terrenos
acidentados, nos quais o trânsito de pessoas não é lógico ou normal. 
Da mesma forma que a busca primária, também deverá ocorrer o registro das
áreas em que a busca foi efetuada.
 
4.2) DETECÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE VESTÍGIOS:
A detecção de vestígios é uma boa forma de orientação da equipe de busca em
direção ao encontro da pessoa perdida/desaparecida. Essas pessoas, mesmo que
inadvertidamente, geram e deixam informações de sua passagem ou permanência por
determinados locais. 
Os vestígios podem ser físicos (pegadas, galhos quebrados, lixo, materiais
perdidos, etc). 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 8
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
A busca por vestígios durante uma ocorrência de busca é uma importante ação
que somente se interrompe com o encontro da pessoa. 
 
A localização de vestígios poderá ser reforçada pela utilização de aeronaves e
de cães especialmente treinados para tais atividades. 
Um vestígio, após confirmação de sua efetiva ligação com a pessoa perdida,
passa a ser um indício. 
Serão vestígios a detectar, e então analisar, os que seguem, obviamente sem a
exclusão de outros não apresentados, mas que em razão das informações obtidas e do
raciocínio lógico poderão ser percebidos e considerados pela equipe de busca:
Vestimentas:
✔ As pessoas perdidas, em geral, querendo ou não, podem acabar deixando suas
vestimentas ou partes delas pelo caminho. Assim podemos encontrar um chapéu,
boné, uma camiseta, uma luva, um calçado, um fragmento de roupa preso num
arame ou na vegetação, etc.
Objetos:
Também poderão ser encontrados objetos ou partes deles como uma mochila, um
canivete ou faca perdida, um par de óculos, um outro objeto qualquer ou vestígio de sua
utilização, como:
✔ Pilhas: indica o uso de lanternas, GPS ou outro qualquer objeto dependente de
energia química;
✔ Garrafas, latas de bebidas ou materiais de acondicionamento de alimentos: Indica
a passagem de pessoas pelo local e o consumo de bebidas alcoólicas ou não, e
de alimentos industrializados (vasilhames, pacotes descartados, etc).
✔ Varas de pescar, ferramentas, latas e envelopes diversos, linhas, papéis, bitucas
de cigarro, restos de carteiras de cigarro, saco de fumo descartado, seringas,
cachimbos de crack, fósforos, restos de aeronaves, objetos diversos não naturais
de área rural e descartes afins, etc. 
Materiais orgânicos:
✔ Restos orgânicos que serão indícios que poderão identificar a passagem pelo
local de uma pessoa, através da constatação de resíduos orgânicos fisiológicos
(fezes, vômitos, sangue, restos de cabelo presos a arames farpados ou
vegetação, etc). 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 9
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Alterações no ambiente natural:
✔ Alterações no ambiente natural, propositais ou não, como vegetação amassada
(em geral estará pendendo no sentido do deslocamento), vegetação cortada (em
geral estará caída no sentido inverso do deslocamento).
Sinais no solo:
✔ Os sinais no solo serão deixados pela passagem de pessoas ou de seus veículos.
Poderão ser identificados os trânsitos de veículos de grande porte, utilitários,
automóveis, motocicletas, bicicletas, ou de pessoas através de suas pegadas.
✔ As pegadas humanas ou de seus animais poderão prestar importantes
informações, como a direção do deslocamento, a quantidade de pessoas, o
calçado utilizado (ou descalço), o tamanho do mesmo (masculino, feminino,
criança), se a pessoa estava correndo ou andando (pela distância entre as
pegadas). 
✔ O sol aos poucos irá desfazendo as pegadas, assim como uma chuva forte
poderá desfazê-las em poucos minutos. Procurar sempre que possível as marcas
de pegadas mais destacadas e fortes para efetuar a análise citada.
✔ Da mesma forma, conforme informações levantadas nas entrevistas, poderão ser
conferidas as pegadas encontradas com as marcas/modelos dos calçados
utilizados pelas pessoas perdidas. 
Restos de acampamento:
✔ O local que foi utilizado como acampamento, ainda que provisório e adaptado,
poderá conter informações importantes do trânsito de pessoas, tais como a
existência de restos de comida, bebidas, de fogo e de vegetação amassada e/ou
cortada, além de inúmeros possíveis outros sinais que poderão ser identificados
por uma equipe de busca e resgate terrestre atenta. 
Vestígios sonoros:
✔ Poderão ser identificados sons produzidos pelas pessoas perdidas, tais como
conversas, gritos, batidas, disparos de arma de fogo, etc. 
Vestígios luminosos:
✔ Especialmente durante a noite as equipes de busca e resgate terrestre poderão
identificar sinais luminosos, intencionais ou não, tais como luzes de lanterna,
clarões de fogueiras, clarão de cigarros.
 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 10Curso de Busca e Resgate Terrestre
Fumaça:
✔ A identificação de fumaça pontual, poderá também sinalizar a presença de
pessoas no local. 
Vestígios olfativos:
A própria fumaça poderá apresentar-se como um indício olfativo, além de cheiros
de carne assada, cigarros, drogas, combustíveis, pólvora, etc. 
Rastreamento de ligações de aparelhos celulares:
Atualmente a tecnologia permite rastrear as ligações efetuadas de aparelhos
celulares, podendo ser utilizada para verificar eventuais ligações efetuadas pelo telefone
celular da pessoa perdida e, a partir daí, obter-se qual a ERB (estação rádio base) que
captou a ligação e, principalmente, os azimutes entre a ERB e os locais de onde foram
realizadas as ligações. Tal medida é bastante eficaz, porém dependerá de autorização
judicial para a quebra do sigilo telefônico. 
4.3) TECNICAS DE BUSCA:
Também chamadas de processos de busca. São as técnicas ou as formas como
as equipes de busca e resgate terrestre deslocam-se pelo terreno dentro da área de
busca, com a finalidade de localizar vestígios e a pessoa perdida.
As técnicas de busca dependerão de fatores como a topografia do terreno, a
quantidade de pessoas envolvidas na busca e a luminosidade (noite ou dia) e aplicam-
se principalmente na busca avançada. 
4.3.1) Processo em linha ou pente fino: 
É o mais simples dos
processos de busca utilizados
pelas equipes de busca e
resgate, pois se resume a uma
formação em linha, onde os
homens, lado a lado,
distanciados de acordo com as
dificuldades do terreno e com a
luminosidade, percorrem uma
determinada área delimitada
para a realização das buscas. Apesar de simples é um método muito eficaz, pois a área
a ser vasculhada é totalmente coberta pelas equipes de busca e resgate. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 11
D max ?
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
4.3.2) Processo do Quadrado Crescente:
Esse processo pode ser utilizado quando
as equipes de resgate não têm informação do
local, ou apenas, uma informação vaga da
localização das vítimas, possibilitando uma
varredura completa em uma determinada área.
Pode ser utilizado de forma conjugada com o
processo em linha.
Apresenta como deficiência o fato que
buscas podem ser muito demoradas, bem como
não ser prático em terrenos muito acidentados. 
4.4) REGRAS E CUIDADOS EM DESLOCAMENTOS:
Nas ações de busca e resgate terrestre necessitamos observar algumas regras
gerais e alguns cuidados nos deslocamentos efetuados, sendo que podemos destacar:
✔ Os materiais e equipamentos da equipe devem ser conferidos através de lista de
checagem, a fim de evitar a falta de itens que poderão prejudicar ou até mesmo
impossibilitar o andamento da operação de busca e resgate terrestre;
✔ A bússola deverá estar presa (amarrada) a alguma parte do corpo, das
vestimentas ou dos equipamentos (mochila, por exemplo), prevenindo assim a
perda de tão importante objeto. Cabe ressaltar que jamais se deve conduzir uma
bússola pendurada ao pescoço como um colar, principalmente se o cordão for
resistente, visto que acidentalmente poderá enroscar em algo e estrangular o
bombeiro ou causar danos a sua coluna cervical. O mesmo se aplica a outros
objetos, como apitos por exemplo. 
✔ Sem prejuízo do item anterior todos os componentes da equipe deverão
transportar sua própria bússola e GPS, bem como saber operá-los, ainda que não
exerça as funções de membro navegador.
✔ A carta topográfica deverá estar protegida por porta-carta em material plástico
transparente ou plastificada, evitando que a mesma seja molhada ou embarrada.
✔ A equipe deverá levar todas as cartas que envolvam a região onde fará buscas,
especialmente quando a área inicial da busca for próxima das margens da carta
em questão. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 12
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
✔ Os equipamentos de corte, em especial o facão, devem ser conduzidos sempre à
cintura em bainha própria, não devendo, portanto, deslocar com o facão na mão,
só o retirando da bainha quando for efetuar cortes e desbastes. 
✔ O manejo do facão deve ser feito com muito cuidado, a fim de evitar que o próprio
operador sofra ferimentos ou que outro membro da equipe seja atingido.
✔ A equipe deverá portar ao menos uma lanterna comum para cada componente,
sendo que para cada equipe deverá haver uma lanterna recarregável de maior
potência e alcance. Assim, é necessário que cada componente da equipe possua
no mínimo 02 jogos de pilhas (baterias) para abastecer sua lanterna, bem como
uma lanterna com bateria recarregável de grande alcance. 
✔ A equipe deverá também possuir pilhas reservas para o receptor GPS;
✔ Os componentes da equipe quando em deslocamento por terreno desconhecido
deverão estar bastante atentos aos riscos de quedas ou de se ferir com a
vegetação do local. 
✔ A navegação durante a noite é desaconselhável, só sendo efetuada caso haja
circunstâncias que apontem para a continuidade da busca noturna, visto que
aumenta e muito os riscos de um acidente para os componentes da equipe de
busca e resgate terrestre, além de ser pouco produtiva.
✔ À noite os riscos que o bombeiro sofra quedas em locais em desnível é muito alto,
bem como a possibilidade de inadvertidamente adentrar em atoleiros ou cair em
local com presença de água. 
 
✔ Nos deslocamentos noturnos os componentes da equipe poderão utilizar varas
(cajados), a fim de utilizá-los para sondar o terreno imediatamente a frente (do
chão para cima, preferencialmente em círculos), diminuindo assim os riscos de
quedas em locais com desníveis e de bater com a cabeça em galhos ou outros
obstáculos. 
✔ Nos deslocamentos noturnos os componentes da equipe deverão se manter
muito mais próximos uns do outros do que nos deslocamentos diurnos, devendo
cada membro estar no visual de pelo menos um outro componente. Os
componentes da equipe deverão também conversar uns com os outros de forma
a manter continuamente o contato.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 13
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
4.5) CASO A EQUIPE SE DESORIENTE:
Uma equipe de busca e resgate terrestre desde que efetue seus deslocamentos
de forma controlada e registrada não se perderá. Contudo, caso isso seja negligenciado
poderá a equipe perder-se no terreno. Ocorrendo tal hipótese sugere-se que se proceda
ao processo denominado de ESAON:
ESAON
Estacione: Ou seja, pare. Continuar caminhando apenas agravará a situação e
esgotará fisicamente o perdido, além de dificultar o raciocínio necessário para sair
daquela situação. 
Sente-se: A fim de descansar e pensar com mais calma.
Alimente-se: Parando, sentando e alimentando-se o perdido tenderá a raciocinar
melhor, podendo assim encontrar uma saída para a situação em que se encontra.
Contudo, é importante que não se consuma todo o alimento que leva consigo, devendo
deixar reserva para depois.
Oriente-se: Com bastante calma e utilizando-se dos conhecimentos equipamentos que
dispor, procure definir de onde deslocou, por onde deslocou e para onde deslocava, o
que facilitará definir onde se encontra e, assim, saber como retornar a local seguro. 
Navegue: Estando novamente orientado, prossiga com a navegação até atingir o
objetivo desejado. 
4.6) ALGUMAS DICAS COMPLEMENTARES:
✔ Olhar para trás ao longo do caminho, durante um deslocamento, poderá auxiliar a
orientação para o retorno, visto que caminhos percorridos no sentido inverso
geralmente parecem bem diferentes.
✔ Jamais descuidar com a orientação durante o retorno, pois é nessa fase que o
relaxamento conduz a uma situação de se estar perdido.
✔ Procure subir em locais mais elevados ou até mesmo em arvores (cuidado para
não sofrer uma queda), de forma que tenha uma visão mais ampla do terreno. 
CBRT- 2016-1 - MP –Lição 8 14
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
5) FASE DA FINALIZAÇÃO
Fase na qual a ocorrência é finalizada, após a pessoa perdida/desaparecida ter
sido encontrada ou então pela interrupção das buscas por não se ter encontrado nem
vestígios e nem a pessoa. 
A fase da finalização subdivide-se em 2 etapas:
a) Desmobilização;
b) Encerramento.
5.1) DESMOBILIZAÇÃO
Essa etapa ocorre a partir do momento em que a pessoa perdida foi localizada e
resgatada ou a partir da definição do término da busca. 
Na etapa da desmobilização a equipe de busca e resgate terrestre procede a
conferência e a manutenção e reposição (se for o caso) de todos os materiais,
equipamentos e suprimentos utilizados, deixando-os novamente em condições de ser
utilizado em nova ocorrência. 
5.2) ENCERRAMENTO (ou revisão)
Etapa final da operação de busca e resgate terrestre, onde a equipe se reúne
para avaliar os pontos positivos da ocorrência e apontar o que necessita ser melhorado.
É o momento de “se lavar a roupa suja” se for o caso. Serve a revisão para apontar
melhorias nas questões materiais, inclusive a necessidade de aquisição de
equipamentos adicionais. Serve também a revisão para apontar melhorias e
complementos nas doutrinas existentes. 
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 15
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
FLUXOGRAMA DE OCORRÊNCIA DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 8 16
FASE PREPARATÓRIA
FASE DO PLANEJAMENTO
FASE OPERATIVA
FASE DA FINALIZAÇÃO
Desmobilização
Encerramento
FASE INVESTIGATÓRIA
Coleta inicial de informações e acionamento
Mobilização e deslocamento
Complemento da coleta de informações
ANEXO I
QUESTIONÁRIO PARA BUSCA DE PESSOA PERDIDA
INFORMAÇÕES GERAIS
Data do aviso:___________________ hora:______________________
Nome da vítima:____________________________________________
Apelido:__________________________________________________
Endereço:_________________________________________________
_________________________________________________________
Telefone:___________ Telefone celular:________________________
Nome do pai:________________________ Fone:_______________
Nome da mãe:_______________________ Fone:_______________
Nome do conjuge: ____________________ Fone:_______________
Filhos/fone: _______________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
DESCRIÇÃO FÍSICA
Idade:_______ altura:_______ cabelos :________________________
Barba?:________________ Bigode?: ________________________
Cor da pele:______________________ Foto:____________________ 
Marcas ou cicatrizes: _______________________________________
Outras características físicas: _________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
VESTIMENTAS
Camiseta/camisa: cor:__________ Estampa: ____________________
Calças/tipo:____________ cor:_________ Estampa: ______________
Blusa/jaqueta:__________ cor:_________ Estampa:_______________
Proteções para chuva: tipo:_________cor:_______________________
Calçado: tipo:____________ cor:________ tamanho:______________
Boné/chapéu: tipo:________ cor:________ Estampa:______________
Luvas: tipo:____________________ cor:________________________
Óculos de grau, de sol: Tipo:__________________________________
Roupas e calçados adicionais?___________________
Quais?___________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
EQUIPAMENTOS/SUPRIMENTOS
Mochila – tipo _________ marca:_________ cor:_________________
Barraca – tipo _____________ marca:_________ cor:_____________
Saco de dormir – tipo__________ marca:_________ cor:___________
Colchonete – tipo___________ marca:__________cor:_____________
comida/tipo/quantidade:_____________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
cantil:_______________ lanterna:_____________________________
Faca/canivete:_______________ carta:_________________________
Bússola:__________________ GPS: _________________________
Equipamento de altura:______________________________________
_________________________________________________________
Aparelho celular (marca, modelo, cor): _________________________
Arma de fogo (marca, modelo, calibre):_________________________ 
________________________________________________________
Bebida alcoólica (tipo, marca, qtdade):_________________________
________________________________________________________
Outros equipamentos/suprimentos: ____________________________
_________________________________________________________
 
DESTINO E MEIOS DE TRANSPORTE
Ia para:___________________________________________________
_________________________________________________________
Local de saída:_______________ data de saída:_________________
Condução (a pé, veículo, montaria)?:
Veículo placas:__________ Marca/Modelo:______________________
Tipo:_______________ Ano:___________ cor:___________________
O veículo foi encontrado? Se sim, em que situação, aonde e por 
quem? ___________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Montaria: Tipo/Raça: _________________ cor: __________________
A montaria retornou ou foi encontrada?: ________________________
Se retornou, em que situação? ________________________________
_________________________________________________________
Se encontrada, em que situação, aonde e por quem?______________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
MOTIVAÇÃO
Motivação que levou a vítima à situação de se perder (ex: pescaria):
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
A motivação é costumeira?___________________________________
VISTO PELA ULTIMA VEZ
Quando:__________________________________________________
Onde:____________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Direção que seguia:_________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Por quem? (nome, endereço, telefone):_________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
EXPERIÊNCIA E RESISTÊNCIA FÍSICA
Possui experiência em transitar em matas ou outras áreas rurais: ____
Possui experiência em caminhar à noite:________________________ 
Conhece a área:_________ desde quando:_____________________
Já se perdeu ou se atrasou para retornar outras vezes: ____________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Que atitude tomou:_________________________________________ 
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Estava com alguém (quem?):_________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Resistência física:_________________________________________
Sabe nadar:______________________________________________
SAÚDE E COMPORTAMENTO 
Condição geral:____________________________________________Deficiências físicas:_________________________________________
Problemas médicos conhecidos:_______________________________
Problemas psicológicos:_____________________________________
Fatores externos que possam afetar o comportamento da vítima 
(problemas familiares ou de relacionamento, depressão, problemas no 
trabalho, pressão política, problemas financeiros): ________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Atentou contra a própria vida anteriormente? Se sim, como foi?______
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Ameaçou recentemente atentar contra a própria vida? Se sim, como 
foi?______________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Usa medicamento:_____qual(is) e quantidade por dia:_____________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Quantidade que levou:______________________________________
________________________________________________________
Consequências da falta do medicamento:_______________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Médico responsável: ________________________________________
Telefone:_______________
Fuma: ______________ qual cigarro:__________________________
Usuário de drogas: _______________ qual(is)___________________
_________________________________________________________
CONTATOS NA VOLTA
Com quem provavelmente fará contato se retornar
Nomes, telefones, endereços: ________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
AÇÕES EFETUADAS ATÉ O MOMENTO
Descrever as ações já empreendidas por outras guarnições, familiares,
amigos, policiais, outras autoridades, etc. Ao descrever uma ação 
registre quando ela ocorreu e qual seu resultado: 
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
Adaptado de formulário do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo
ANEXO II
ESTADO DE SANTA CATARINA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
DIAGRAMA DA ÁREA DE BUSCA
(Busca e Resgate Terrestre)
Início da Operação: ___/ ___/ 20__.
Horário: _____.
Equipe de Busca: ______________
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 9 
NOÇÕES DA UTILIZAÇÃO DE AERONAVES EM OPERAÇÕES DE BUSCA E
RESGATE TERRESTRE 
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Definir as condições de um local seguro para o pouso e a decolagem de uma
aeronave (helicóptero);
2. Definir a posição e as condições de segurança de um orientador de pouso e
decolagem;
3. Executar as sinalizações do orientador em terra para uma aeronave (helicóptero);
4. Citar os procedimentos para um embarque ou desembarque de aeronave 
(helicóptero) no pairado.
 
Arcanjo 01
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
UTILIZAÇÃO DE AERONAVES EM OPERAÇÕES DE BUSCA E RESGATE
TERRESTRE
Numa operação de busca e resgate terrestre poderá ocorrer a atuação simultânea
de equipes de busca e resgate terrestre e de equipe de busca e resgate
aerotransportadas em helicópteros e/ou aviões. Os helicópteros são as aeronaves que
permitem maior interação com as equipes de terra, de forma que esta lição está
direcionada para tal tipo de aeronave.
As situações de atuação tanto de helicópteros quanto de aviões, em operações
de busca e resgate terrestre, devem preferencialmente ser conduzidas de comum
acordo com entre o Comandante de Operações Aéreas e o Comandante da Operação
da Busca em Terra.
Para tanto é necessário que as equipes de busca terrestre possuam alguns
conhecimentos básicos sobre a atuação das aeronaves, em especial dos helicópteros. 
PROCEDIMENTOS DE OPERAÇÃO E VÔO
1) Local de Pouso ou Decolagem
 Sempre que possível o local para pouso ou decolagem deve ser amplo, livre de
obstáculos, plano, isolado e limpo. Tais fatores são importantes para a segurança da
aeronave, e por consequência das tripulações e/ou terceiros.
 
a) Local amplo:
 O local deve ser de preferência tipo um campo de futebol, isolando-se uma área de
mais ou menos 30 m x 30 m.
b) Obstáculos:
 O local deve ser livre de obstáculos, como arvores muito altas, fios que atravessam
a rampa de pouso ou decolagem, tocos, antenas, etc...
c) Plano:
 Evitar locais com aclives ou declives muito acentuados, pois além da aeronave
possuir um limite para pouso, tais terrenos costumam ser traiçoeiros As tripulações.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
d) Isolado:
 
Esse fator evita a aproximação desavisada de pessoas e/ou animais, que pôr
desconhecerem os pontos de perigo da aeronave (principalmente o rotor de cauda),
podem causar um acidente grave.
e) Limpo:
 O local deve estar livre de objetos soltos, pois com o fluxo de ar do rotor principal,
estes objetos podem ser lançados contra as pessoas, bens ou contra a própria
aeronave.
f) Por onde embarcar:
Deve-se observar que a aproximação da aeronave deve ser feita “sempre” pelo
campo de visão do piloto, observando-se ainda questões relativas a inclinação do
terreno e a postura do indivíduo a ser embarcado.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 3
Orientador
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
2) Orientação de pouso ou decolagem
a) Posição do orientador:
 O orientador deve-se postar de costa para o vento, tendo a sua frente a área em
que o helicóptero deverá pousar, pois todo pouso ou decolagem, sempre que possível
deve ser realizadocom o vento aproado a aeronave (vento batendo na frente da
aeronave).
b) Proteção do orientador:
 O orientador deverá estar usando EPIs para a realização das orientações de pouso
ou decolagem, isto é importante para sua segurança e da aeronave. Deverá utilizar
óculos de proteção para evitar que pequenos objetos atinjam os olhos, devido ao fluxo
do rotor principal, e protetor auricular devido ao ruído produzido pelos rotores da
aeronave.
3) Sinalização
3.1) Do orientador para a aeronave:
a) Posição de indicação de local de pouso (ou chamada):
Braços estendidos para cima, com as palmas das mãos
voltadas para o interior.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 4
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
b) Aproximação para pouso ou deslocamento à frente:
Movimento conjugado dos braços puxando na altura da
cabeça
c) Manter posição ou parar (no ar):
Palmas das mãos voltadas para baixo com os braços
estendidos e parados.
d) Deslocamento a ré:
Palmas das mãos voltadas para frente com os braços estendidos
para baixo realizando o movimento conjugado dos braços no
sentido de empurrar
e) Deslocamento para a direita:
Braço esquerdo estendido lateralmente, com o braço direito
movendo no sentido da cabeça.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 5
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
f) Deslocamento para a esquerda
Braço direito estendido lateralmente, com o braço
esquerdo movendo no sentido da cabeça.
g) Deslocamento para cima:
Palmas das mãos voltadas para cima, com os braços
estendidos movimentando para cima.
h) Deslocamento para baixo ou pouso:
Palmas das mãos voltadas para baixo, com os braços
estendidos movimentando para baixo.
i) Pouso completo:
Braços cruzados a frente e abaixo da linha
da cintura
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 6
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
j) Desligar motor:
 k)Parar rotor:
Movimentar a mão direita, na linha do
pescoço, da esquerda para a direita
l) Decole (ou arremeta):
Dedo indicador apontado para a direção de decolagem
(direita ou esquerda)
EMBARQUE E DESEMBARQUE DE AERONAVE NO PAIRADO
Técnica utilizada onde não seja possível sequer apoiar um dos esquis e seja
necessário o embarque ou desembarque de tripulação.
1) Desembarque a baixa altura:
✔ O piloto estabelece um vôo pairado próximo ao local de desembarque;
✔ O tripulante posiciona-se no esqui e aguarda o sinal do Cmt de Operações
Aéreas, o qual falará LIVRE DESEMBARQUE ou gesticulará liberando o
movimento do tripulante;
✔ Após o sinal realiza um pequeno salto recolhendo a perna que estava apoiada no
esqui;
✔ Afastar-se para um local seguro, sempre dentro do campo de visão do piloto.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 7
Braços cruzados acima as linhas da
cabeça
 
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
2) Embarque à baixa altura:
✔ O piloto estabelece um voo pairado próximo ao local de embarque;
✔
✔ O tripulante posiciona-se dentro do campo de visão dos pilotos e aguarda a ordem
do Cmt de Operações Aéreas de LIVRE EMBARQUE ( se estiver de posse de rádio HT )
ou gesticulação deste para iniciar a corrida;
✔
✔ Após o sinal do Cmt de Operações Aéreas, realiza um pequeno salto no esqui e, ao
tocá-lo, inclina seu corpo para dentro da aeronave;
✔
✔ Em seguida, com auxílio das mãos, finaliza o embarque, senta-se e afivela o cinto
de segurança (Obs: tomar cuidado com o cinto do piloto e os comandos da aeronave).
✔
✔ Nunca conduzir equipamentos na vertical. Se houver algum problema que afete sua
visão, abaixe-se e aguarde o auxilio de outro tripulante.
3) EPI:
O tripulante que for embarcar ou desembarcar da aeronave deverá estar
equipado com no mínimo capacete e botas, capazes de suportar um impacto com objeto
perfurocontundente.
4) Limitações:
✔ Velocidade: a manobra deverá ser executada em voo pairado;
✔ Peso: limitado pela disponibilidade da aeronave.
5) Emergências:
Em caso de emergência da aeronave o tripulante deverá afastar-se para o lado
esquerdo desta, se estiver em solo, e tomar os procedimentos normais de emergência
em aeronave, se estiver a bordo.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 8
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Obs.: O helicóptero é uma ferramenta, que otimiza em algumas circunstâncias, a
atuação de uma equipe de resposta de Bombeiros Militares, porém não a substitui, e
nem visa isto! 
Uma boa interação entre as equipes diminui consideravelmente o tempo resposta de
uma ocorrência, e os riscos aos quais as guarnições estão expostas. Sendo que isto
depende puramente de uma boa comunicação e objetivos claros a serem alcançados.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 9 9
PARA SOLICITAR O ARCANJO 
Florianópolis: fone 193
Demais Localidades: 
Cmt de Operações Aéreas: (48) 3271-2507 (prioritário)
CONTATO RÁDIO COM O ARCANJO 
Ao visualizar o helicóptero, tentar a comunicação rádio pelo canal da
repetidora do local onde se encontra. Não obtendo retorno tentar o canal
1 (159.41Hz). 
VOAR, PAIRAR, SALVAR!
BOA-CBMSC
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
LIÇÃO 10 
OPERAÇÕES DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE COM A UTILIZAÇÃO DE CÃES
OBJETIVOS
Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:
1. Citar as vantagens e desvantagens do emprego de cães em busca rural;
2. Citar 03 (três) cuidados antes de iniciar uma busca com cães;
3. Observar uma simulação de busca rural com cães.
“AVAI”: O PRIMEIRO CÃO DE RESGATE DE SANTA CATARINA.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 10 1
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
OPERAÇÕES DE BUSCA E RESGATE TERRESTRE COM A UTILIZAÇÃO DE CÃES
1) CONSIDERAÇÕES GERAIS DA BUSCA COM CÃES
a) Vantagens:
 Podem procurar grandes áreas em pouco tempo;
 Podem trabalhar em áreas perigosas;
 Podem identificar vítimas inconscientes com mais facilidades.
b) Desvantagens:
 Tem um período curto de trabalho (20 a 30 minutos);
 Sua execução e êxito são variáveis de acordo com a capacidade cão/homem.
 Os cães carecem de um tempo de treinamento grande para serem considerados
prontos para o serviço.
2) PRINCÍPIOS DA BUSCA RURAL COM CÃES
O ser humano perde em torno de 150.000 células
mortas por hora, essas partículas vão se depositando nos
objetos, nas árvores, no solo ou são levadas pelo vento.
Um fator extremamente importante quando se busca uma pessoa
perdida na mata, principalmente se ela estiver em movimento é a
direção do vento.
As partículas de odor formam um cone a partir da vitima e vão
se fixando ao longo do caminho, moldado pela direção que o vento
lhe atribui.
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 10 2
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
O cone de odor concentra-se mais próximo a vítima e espalha-se ao se distanciar da
mesma.
3) CUIDADOS PRÉVIOS À ENTRADA DE CÃES NA ÁREA DE BUSCA:
Nas operações de busca rural com cães, antes que o cão entre na local da
ocorrência, alguns cuidados precisam ser tomados:
a) Evitar ao máximo a violação dos espaços;
b) Juntar o máximo de informações antes do início das operações;
c) Concentrar nas etapas mais difíceis, excluir o óbvio;
d) Intercalar busca física com a busca canina;
e) Observar os acidentes do terreno e a influência do mesmo na dispersão do
cone do odor.
O condutor deverá prestar atenção e interpretar corretamente o trabalho do seu cão
dentro do túnel de odor, um bom cão de trabalho, em tese, ocorrerá em uma das
variações do desenho abaixo:
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 10 3
 Curso de Busca e Resgate Terrestre
Recentemente, alguns cães do CBMSC estão iniciando trabalhos de busca de
pessoas submersas (afogamentos), como é o caso da cadelaFind.
Rio Pelotas – São Joaquim-SC/ Bom Jesus-RS (Foto: Wagner Urbano)
CBRT- 2016-1 - MP – Lição 10 4

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